O Filho da Sabedoria

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O Filho da Sabedoria

Mensagem por Heron Devereaux em Sex 14 Out 2011, 17:31

Relembrando a primeira mensagem :

Bom, lendo os livros de Percy Jackson você sempre tive aquela sensação: "Por que os não filhos dos Três Principais são assim tão desprezados no livro?". Quer dizer, eu sei que a temática do livro é voltada para eles e que por isso eles ganham destaque, mas realmente acho eles muito desprezados na história. Então essa minha primeira fic não trata de nenhum filho de Poseidon, Zeus ou Hades. Ela foca os filhos de alguns deuses menores ou simplesmente pouco reconhecidos. Espero que agrade a todos, como é minha primeira fic estou sempre aberto a críticas de auto-ajuda. XD


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Primeiro Capítulo


Era uma manhã de Sábado. Gotas de orvalho nas folhas, o frio daquela manhã congelava meus pés fora do cobertor. De repente minha mãe entra pela porta do meu quarto, abrindo as cortinas da janela deixando assim os raios de sol iluminarem a escuridão do meu quarto. Após isso ela se dirigiu até mim falando com seu modo carinhos.

– Drill, acorda filho. Está uma manhã linda lá fora e o café já está na mesa.
– Eu já vou acordar mãe. – Respondi acordando dos meus sonhos.
– Ta, mais não demore ou então o café vai esfriar. – Ela disse deixando o quarto.

Eu me levantei e comecei a me arrumar. Vesti uma calça Jeans, uma camisa xadrez azul desabotoada com uma camisa branca por baixo e meu tênis All-Star preto. Escovei os dentes e tentei arrumar meus cabelos castanho-claros depois disso saí do meu quarto bagunçado. Desci as escadas e fui em direção à cozinha onde havia uma enorme mesa cheia das maiores delícias de um bom café da manhã. Muffins com recheio de morango, Bacon e Ovos, Panquecas com calda de caramelo, tudo que se tem em um bom café Americano. Meus pais, já sentados na mesa, esperavam pela minha chegada, meu pai, Henry, lia um jornal na seção de Esportes, minha mãe, Alice, tentava desesperadamente deixar todas as coisas na mais perfeita ordem. Eu entrei e disse.

– Bom dia mãe, bom dia pai. – Eu disse.
– Bom dia filho. – Os dois disseram em coro.

Sentei em uma cadeira vazia e peguei algumas torradas, um suco de laranja e dois muffins com recheio de morango. Meus pais eram muito interessantes e totalmente diferentes. De um lado, meu pai, um sujeito normal que dirige uma companhia de telemarketing. Do outro, minha mãe, uma dona-de-casa sabia e com um pequeno problema com sua mania de limpeza e arrumação, por esse motivo ela odiava meu quarto. Eu retornei para o meu quarto passando pela sala até chegar naquele lugar que mais parecia um vórtice de bagunça. Peguei minha mochila e meu mp3, coloquei o fone e logo eu estava ouvindo músicas. Desci as escadas, dei tchau para os meus pais e deixei minha casa em direção a escola.

Segui por alguns instantes sozinho até chegar ao ponto de ônibus, no banco próximo a placa do ponto estava sentado um garoto magrinho e que parecia sempre muito assustado. Era Nick, meu melhor e único amigo. Sentei-me ao seu lado e quando ele virou seu rosto pareceu aliviado, como se esperasse que fosse outra pessoa.
– Oi Nick – Eu disse para ele
– Ah, oi Matt – Ele não disse mais nada, só ficou olhando para mim com a mesma cara de assustado de sempre.
– Então, animado pro tão esperado último dia de aula? – Eu disse enquanto tirava os fones de ouvido.
– Ah, claro. O que você vai fazer nas férias de verão? – Ele disse. Logo em seguida abraçou a si mesmo tentando fazer passar um pouco o frio daquela manhã.
– Eu não sei muito bem, talvez a gente viaje, o que eu acho bem improvável por que meu pai está sempre muito ocupado no companhia então acho que vamos só ficar em casa mesmo.

Olhei pro trás da cabeça de Nick e pude ver o ônibus amarelo se aproximando. Sua lateral vandalizada pelos brutamontes da escola parou em nossa frente. Nós nos levantamos e embarcamos no que mais parecia um barco do terror. De um lado e do outro, nos primeiros bancos do ônibus haviam dois garotos que mais pareciam ter saído da faculdade. Vestiam jaquetas vermelhas do time de futebol americano da escola, bem no meio da camisa estava escrito “Wolfs”, o nome do time. Foi aí que eu percebi que era encrenca, jogadores de futebol americano sempre eram encrenca, mas já era tarde demais. Quando meus tênis tocaram o chão eu pude pela primeira vez sentir o gosto do piso do ônibus, e não era nem um pouco bom. Me virei ainda deitado no chão e pude ver que os dois haviam colocado seus pés para que eu caísse de cara no chão, os dois riam como duas hienas das savanas. Mas eu me controlei, embora estivesse a ponto de explodir. Pelo menos eu havia evitado que o mesmo acontecesse à Nick.

– Há-ha, muito engraçado. Devem estar orgulhosos de si mesmos.

Eu disse. No mesmo momento os dois garotos pararam de rir, acho que estavam tentando decifrar com seus poucos neurônios se eu estava sendo sarcástico ou não. Me levantei e fui para um dos bancos dos fundos, Nick sempre atrás de mim. A porta do ônibus já havia se fechado e nós estávamos em movimento. Eu fiquei olhando para as costas da cadeira na minha frente, cheios de chicletes que pareciam estar ali a mais de séculos. Depois de um tempo Nick murmurou pra mim como se tivesse medo que alguém escutasse.

– Tudo bem Matt, são só mais dois bobões.
– Não estou mais preocupado com isso. Mas então, o que você vai fazer nessas férias? – Nesse momento eu pude ver sua pele ficar branca como neve e seu rosto suar frio.
– A-ah, nada de mais, vo-você sabe... O de sempre.
– Hum... Tudo bem, se não quer falar disso. – Eu me virei pala a janela e fiquei olhando as casas, simétricas e perfeitamente idênticas.

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Re: O Filho da Sabedoria

Mensagem por Heron Devereaux em Ter 25 Out 2011, 22:39

Oi pessoal. Bom, espero que estejam ansiosos por esse novo capítulo. Nele, coisas sinistras acontecerão. Coisas terríveis(para Matt) vão acontecer. Coisas boas(para Helena) vão também acontecer. Enfim, vamos ao que interessa, que é a história. XD


O Filho da Sabedoria - Página 3 SON
Sexto Capítulo
Dedicado a Domi e Brian, Lunáticos por quem vale a pena lutar. XP



Pais, pais, pais... Não se pode viver com eles... NÃO SE PODE CONFIAR NELES. Desde que eu cheguei ao Acampamento Meio-Sangue, tenho confiado cada vez menos neles. E agora, depois do que Travor havia me revelado, tudo era confuso em minha mente. De repente um garoto alto, meio magro, mas musculoso aproximou-se de nós. Seus cabelos negros caíam sobre o seu rosto, parecia-me do tipo emo. Ele nos cumprimentou.

- Ola. Sejam bem vindos ao Chalé 11. Regra número 1 do chalé: Mantenham seus pertences protegidos, apesar de não roubarmos irmãos, nós às vezes esquecemos desse fato. Meu nome é Rick e eu estou aqui para supervisioná-los. Se precisarem de algo... Bom, já sabem.
- Oi Rick. – Nós respondemos todos juntos.
- Você sabe onde tem um telefone por aqui? – Eu perguntei.
- Telefone? Vem, eu vou te mostrar um jeito mais divertido de comunicação.

Não entendi muito bem do que ele estava falando mais eu o segui. Nós deixamos o chalé e fomos em direção à floresta. Afastamos-nos um pouco do acampamento até chegar a um lago. Ele era tão límpido e cheio de peixes, como se nenhum homem nunca tivesse posto suas mãos sujas sobre ele. Pedras polidas em sua beira formavam algo como se fosse um tapete natural. O sol entrava na floresta, bloqueado às vezes pelas folhas das árvores. Ele incidia sobre a água e formava um arco-íris perfeito, atravessando a floresta. Nos aproximamos dele e eu perguntei.

- Um arco-íris?
- Bem, não sei como isso poderá nos ajudar. – Helena também questionou a utilidade do arco-íris. Travor assentiu.
- Só vejam. – Ele riu, talvez da nossa inocência. Pegou uma moeda estranha e toda feita de ouro. – Isto é um dracma. É a moeda utilizada pelos Deuses, semi-deuses e etc. – Ele virou-se para o arco-íris. – Ó deusa Íris, aceite essa oferenda e em troca mostre-me... – Ele olhou para mim.
- Henry e Alice Harpian. – Eu respondi depois de entender.
- E em troca mostre-me Henry e Alice Harpian. – Ele jogou a moeda no arco-íris e ele desapareceu. Logo, algo como uma tela de imagens formou-se no ar, dentro dela, via-se dois pais preocupados, eram eles. Provavelmente preocupados comigo, afinal eu nem lhes dei explicações.

- Mãe, pai. – Eu diss.
- Matt! – Os dois gritaram assustados e com voz de reprovação.

Os dois saltaram de susto quando viram que eu era apenas uma imagem que sobrevoava a sala. Quando se recuperaram do susto meu pai aproximou-se da imagem e minha mãe sentou-se no sofá (Se é que eles eram mesmo meus pais).

- Matthew Harpian, mas o que diabos é isso? – Ele me olhou ainda confuso.
- Ah, senhor. É uma mensagem de Íris. – Rick entrou na conversa, mas logo afastou-se.
- Mensagem de Íris? Da última vez que eu vi algo assim... Não, não pode ser.
- Pai, eu já sei de tudo. Já sei que sou um semi-deus, já sei que tenho um pai ou mãe deus e já sei que um de vocês não é meu pai.
- Filho, você tem que entender... Nós só fizemos isso... – Meu pai disse receoso.
- Eu não preciso saber de nada. Só quero saber quem são meus verdadeiros pais. – Falei com a voz rígida, e no momento depois me arrependi, meus pais ficariam magoados. Mas tinha que ser assim. Eles me enganaram a vida inteira.
- Ok. Você merece saber. A Alice... Ela não é sua verdadeira mãe.
- Era tudo que eu queria saber. Não se preocupem, estou no acampamento meio-sangue.

Eu saí do campo de visão da imagem e Rick balançou o ar sobre ela fazendo-a dissipar-se. Nós caminhamos, todos silenciosos para o acampamento. Rick aproveitou para mostrar-nos alguns lugares do acampamento. Nós nos encontramos com Nick, ele disse a Rick que cuidaria de nos mostrar todos os lugares. O líder do chalé de Hermes nos deixou e voltou para o Chalé 11. Nós passeamos pelos estábulos, o refeitório, a Casa Grande. Tudo era muito bonito. De noite Nick nos levou para ver um treino de espadas e escudos, sentei-me na arquibancada junto a ele e Helena que parecia entusiasmada. Travor sentou-se com Fregus do outro lado da arquibancada – Fergus parecia estar dando um sermão nele – Voltei a olhar em direção da arena quando uma nova luta começou.

- Aquele é o Kevin? – perguntei a Nick apontando para o garoto de cabelos negros que cobriam seus olhos verdes.
- Sim é ele – respondeu Nick.

No momento em que a luta começou vi como ele era ótimo com espadas, fazia tempo em que a luta tinha começado e percebi que Kevin ainda não tinha derramado uma gota de suor.

- Nossa como ele não se cansa? – perguntei intrigado, olhei para o lado e vi Helena olhando fixamente para Kevin, por algum motivo senti uma alfinetada na barriga. Parecia que meu coração estava coçando.
- Ele foi bem treinado. Não se cansará assim tão fácil. Além do mais é filho de Thânatos. – respondeu Nick batendo com seus cascos um nos outros.

Olhei para o modo como Kelvin batalhava e era realmente incrível, ele sem dúvida conseguiria acabar com aquela Dracaena sozinho. Perguntei para mim mesmo se ele só tinha falhado na batalha para ver como nós nos sairíamos. Em um momento da batalha Kevin olhou para nós e acenou, sorrimos para ele e fizemos um olhar de espanto quando o oponente de Kevin veio correndo em sua direção. Ficamos surpresos que quando Kevin olhou para o oponente acertou-lhe um golpe que o fez rodar no ar e cair aos chãos. A luta acabou e Kevin correu para ver se o menino estava bem, e pelo visto estava.

- Oi, como estão? - Disse Kevin vindo em nossa direção depois que tirou as armaduras.
- Bem – respondemos eu e Helena ao mesmo tempo, o me fez corar um pouco. Nick apenas assentiu.
- Gostaram da luta? – perguntou Kevin retirando a camisa e mostrando seu abdômen.
- Muito – dessa vez respondi sozinho, olhei para Helena que parecia estar olhando fixo para o abdômen “tanquinho” de Kevin.
- Que bom! – disse Kevin sorrindo para mim – Vejo vocês depois, vou tomar um banho. Vemos-nos no refeitório né? – disse Kevin saindo e nos deixando lá na arquibancada da arena.

Nós deixamos a arena e andamos pelos campos verdes da colina em direção ao refeitório. Travor deixou Fergus sozinho e nos acompanhou, Nick resolveu ir falar com seu amigo sátiro. Enquanto andávamos conversávamos sobre tudo que aconteceu naquele dia.

- Até que foi legal, pra um primeiro dia. – Eu comentei.
- Aiai, é sim... Foi ótimo. – Helena olhava para o céu, seus olhos estavam tão cintilantes quando as estrelas.
- Pois eu acho que foi muito chato. Tomara que amanhã seja melhor. – Travor disse.

Enfim chegamos ao refeitório. Nas mesas em volta da fogueira, os campistas sentavam-se se preparando para o jantar. Já na mesa de Hermes, todos se amontoavam tentando achar um lugar para sentar-se. Nós nos sentamos em alguns lugares vazios na mesa de Hermes (Não me pergunte como conseguimos). Sentamos-nos e logo todo o refeitório estava cheio, exceto por algumas mesas vazias.

Não vimos Kevin então presumimos que ele ainda estivesse tomando banho. Logo, o banquete iniciou-se. Eu peguei um grande pedaço de frango e alguns muffins de sobremesa, faziam me lembrar da minha casa. Vi que todos apresavam-se em se aproximar da fogueira, Nick já havia nos contado sobre o que fazer com ela. Aproximamos-nos e eu joguei um muffin e um pedaço da carne. Depois disso fiz minha prece.

- Ao deus Hermes.

Voltamos para a mesa e continuamos nossa refeição. Helena havia se sentado à nossa frente e por trás dela avistei uma figura já vista no acampamento, na verdade não uma, mas duas. Duas filhas de Afrodite, para ser exato, as mesmas de quem Travor levou um tapa. Aproximei-me de Rick e perguntei.

- Ei, quem são aquelas duas?
- Ah, Aquelas são Cleo e Ravena. – Ele disse apontando para duas garotas estranhas e juntas, sozinhas em uma mesa. – Filhas únicas de Melinoe.
- Não, não. Estou falando daquelas duas, filhas de Afrodite.
- Ah sim. Aquelas são Luara e Lucy. – Ele disse apontando para a que tinha dado um tapa em Travor e depois para a outra. – As filhas de Afrodite mais zangadas e sexys que eu já vi.

Voltei para meu lugar e comi minha refeição. Mas algo a interrompeu. Luzes refletiam-se sobre o prato de bronze, e não eram as luzes vindas da fogueira, a luz era de tom azul-claro e brilhava bem próximo de nós. Levantei minha cabeça para ver o que acontecia. Sobre a cabeça de alguém a minha frente brilhava uma lua azul-clara como um holograma. Era Helena. Imediatamente todos bateram palmas no chalé de Hermes. Eu, Travor e Hellie não entendíamos de jeito nenhum o que acontecia até que Rick gritou.

- Parabéns Helena. Você foi reclamada. – Ele ainda batia palmas.

Reclamada. Nick já mencionara isso, era quando o semi-deus era aceito pelo pai ou mãe. Olhei perplexo para ela, a Lua em sua cabeça já havia desaparecido. Por trás dela uma garota surgiu.

- Ola. Parabéns sou a líder do chalé de Selene. Acompanhe-me, vamos transferi-la para o chalé 18 imediatamente. – Helena a seguiu e nos deixou ali.

Logo Kevin surgiu aproximando-se de nós apressado.

- Cadê a Helena? Aconteceu algo de importante?
- Ah, sim. Hellie foi reclamada. Chalé 18, filha de Selene. – Eu respondi com desprezo, a presença dele agora não me era tão amistosa.

Ele nos deixou indo em direção aos chalés. Eu e Travor ficamos ali terminando o jantar. Quando acabamos nós fomos ver como estava Helena no seu novo chalé. Chegamos próximo à porta. De dentro, saiu Kevin. Ele estava muito feliz, feliz até demais. Nem nos notou, só saiu do chalé indo em direção aos outros chalés.
Entramos lá dentro. Helena estava sentada sobre uma cama, ninguém além dela estava no chalé. E ela olhava como uma boba para a parede.

- Hum... Helena? – Eu perguntei para ver se ela voltava ao normal.
- Hâ, o que? Ah, Travor, Matt. Que bom que vocês vieram. Aconteceu uma coisa muito... Incrível.
- O que? Conte-nos. Conte-nos. – Travor gritava. Queria que ele nunca tivesse pedido isso.
- Não sei se devo... Não sei mesmo... Ah, vou contar. Eu... Eu o beijei. Eu beijei Kevin Loust.

♠♠♠

Saí bufando do chalé de Selene fiquei muito estressado em saber que Helena tinha beijado Kevin. Travor parecia ter percebido o tão irritado que aquele comentário de Helena tinha me deixado, porém Helena parecia estar tão feliz que nem percebeu o meu olhar. Nem cheguei a ver a hora o que foi um erro. Fui surpreendido por uma harpia prestes a me atacar. Por sorte estava em frente ao chalé de Dioniso.

- Espere! – uma voz saiu da porta do chalé de Dioniso, atraindo a atenção da monstra – Não está sabendo do vírus que está se penetrando nos campistas? – a harpia negou com a cabeça – Sua tola! Morda um pedaço desse menino e daqui a meia hora estará morta, nem os curandeiros descobriram como curar. É realmente muito grave – disse o menino de forma bastante convincente.

A harpia voou para longe de mim. Eu sabia que não estava com nenhum vírus, mas por um momento até eu acreditei que estava realmente doente. O menino que me salvara, usava apenas uma cueca samba canção e um chinelo de dedo. Seu cabelo era castanho escuro e estava como um moicano. Era um tanto musculoso, mas nem tanto sua barriga era mais bem definida do que a de Kevin e seus olhos tinham um tom roxo como vinho.

- Obrigado por me salvar! – agradeci aliviado – Essa foi por pouco. – disse sorrindo.
- Novato? – disse ele levantando uma das sobrancelhas, apenas acenti com a cabeça – Como eu esperava. Prazer Kendall Leopard o mestre do chalé. – disse ele sorrindo de forma amigável.
- Sou Matt Harpian. – disse estendendo a mão, ele apertou e fez uma louca batida de mão comigo, me deixando confuso.
- Bem tá ai o motivo pelo qual você atraiu a harpia – ele disse rindo.

Demorei um pouco para entender a piada, depois de alguns segundos raciocinando percebi que ser tirasse o n do meu nome ficaria harpia. Ficamos em silêncio e então me virei para ir embora.

- Quer que eu te acompanhe? – Kendall perguntou – Só para que outra Harpia não te ataque.
- Claro, mas você vai vestido assim? – perguntei olhando para sua samba canção.
- Bem, geralmente saio a noite apenas de chinelo – disse ele se preparando para tirar sua cueca.
- Não precisa – disse evitando aquela terrível cena – Vamos logo! – disse adiantando o passo.

Nós fomos andando até o chalé de Hermes. Kendall não parava de contar-me piadinhas. Ele ela mesmo um comediante, mas eu não estava feliz o bastante naquele momento para sorrir. Chegamos até a porta do chalé.

- Bom, é aqui que você fica. – Ele me disse. De repente, barulhos estranhos começaram a vir da floresta.
- Hey, você ouviu isso? – Eu perguntei.
- Isso o que? Não ouvi nada. – Ele parecia fazer piada de tudo.
- Acho que devíamos olhar, veio da floresta.
- Eu não vou entrar lá a essa hora. – Ele disse, não parecia com medo, só sem vontade de ir.
- Tudo bem, eu vou só. Preciso ver o que está acontecendo.
- Cuidado. A curiosidade matou o rato que queria ver os dentes do gato que vivia num sapato comendo mato. – Ele riu de si mesmo. Mas viu que eu não desistiria de entrar na floresta. – Ah, ta bom. Eu irei com você então.

Nós fomos em direção ao local de onde eu ouvira os barulhos. Íamos silenciosos tentando evitar qualquer coisa. Até que chegamos a uma clareira, ela estava perfeitamente iluminada pela lua. Dois vultos estavam parados bem sobre o centro da clareira. Olhavam para algo do outro lado da mesma. Quando um deles se aproximou do que olhava o vulto deu um grito agudo de pânico, eu pude jurar que poderia ser ouvido a quilômetros de distância. Nós nos assustamos e Kandall pisou sobre um galho fazendo um “Cláck” que ecoou por toda a clareira. Os vultos no meio dela assustaram-se com o barulho e fugiram floresta adentro. Aproximamos-nos da clareira. Podíamos ver mesmo algo do outro lado.
Incrível como as pessoas sempre aparecem nas horas mais embaraçosas. E foi isso que aconteceu. Minutos depois de nos aproximarmos no centro da clareira vários meio-sangues surgiram vindos do acampamento. Até as criaturas mágicas haviam surgido da floresta. Pude finalmente ver o que se ocultava na penumbra da luz da lua. Algo pendurado por um tipo de cabo em um galho alto de árvore. Um clima sombrio rodiava aquela coisa. Aproximei-me mais daquela coisa. Lágrimas escorriam. Uma cor pálida e fria em sua pele. Pendurada por uma corda, hematomas ao redor do pescoço, ela não estava apenas pendurada. Ela havia sido morta. Morta e enforcada. Naquele momento até os fantasmas pararam para ver o fim de tal semi-deusa o fim de Ravena.


Ficha Meio-Sangue:


O Filho da Sabedoria - Página 3 Tek4ea4ae5362f376057855 - Nome: Matt Harpian
- Características: Esperto e amigável. Ele tem uma paixão nem um pouco secreta por alguém que vocês já conhecem bem. Sua vida toda foi ao lado do seu único amigo, Nick e agora ele descobriu que tudo não passou de uma farsa.
- Pai ou Mãe Deus: Cof Cof Athena Cof Cof -Como se Ninguém soubesse
O Filho da Sabedoria - Página 3 Tek4ea4b4f9609b57161040- Nome: Kevin Loust
- Características: Hiperativo e um tanto Egocêntrico. Ele gosta e fazer sua imagem de durão e perfeito, mas não é bem assim.
- Pai ou Mãe Deus: Thânatos
O Filho da Sabedoria - Página 3 Tek4ea75041387276672959- Nome: Kendall Leopard
- Características: Brincalhão e comediante. Ele adora fazer piada de tudo, mas sabe quando a coisa está séria e sempre ajuda os seus amigos.
- Pai ou Mãe Deus: Dionisio.


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Re: O Filho da Sabedoria

Mensagem por Convidado em Ter 25 Out 2011, 22:59

QUERO ENTRAR NA FIC
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Re: O Filho da Sabedoria

Mensagem por Aaliyah Shlonsky em Ter 25 Out 2011, 23:40

Kendall é uma comédia. Ah, Ravena morreu de uma forma tão...Tão que não sei descrever.
Cada vez mais você se supera, Drill, demais!
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Re: O Filho da Sabedoria

Mensagem por Melina Ivanovna em Qua 26 Out 2011, 07:45

cof cof, tinha que ser eu mesmo na fic para pegar alguem, e sendo outra perso, porque realmente sou uma baleia encalhada..., no comments...

Poste mais, mais , mais , mais , mais e muito mais ou conhecerá o submundo g-g
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Re: O Filho da Sabedoria

Mensagem por Nerezza D. S. Etternavn em Qua 26 Out 2011, 15:26

Que diabos? E_E Olha, das suas filhas de Melinoe eu quero ser a que tá viva, ouviu? Se não for, você vai me pagar seu #$^#%&#^&. u___u
Nerezza D. S. Etternavn
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Re: O Filho da Sabedoria

Mensagem por Aahron S. Grützmann em Qua 26 Out 2011, 16:46

Coloca eu assim no perfil da Fic:

O Filho da Sabedoria - Página 3 Tek4ea86215125152270581

Pareçe mais comigo, e o Alph tá pedindo para colocar ele a Chloe logo.
Aahron S. Grützmann
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Re: O Filho da Sabedoria

Mensagem por Piotr Abramovich em Qui 27 Out 2011, 09:08

Eeeeeeeeeeeeeba, Drill 'u' Muito, muito, muito booa *ww* Continua aê.
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Re: O Filho da Sabedoria

Mensagem por Lucas F. Cawane em Qui 27 Out 2011, 14:08

Posta ae manoooooolo!
E quero meu perfil! :D
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Re: O Filho da Sabedoria

Mensagem por Convidado em Qua 02 Nov 2011, 22:44

Continuaaaaaa postandooowww Drill
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Re: O Filho da Sabedoria

Mensagem por Melina Ivanovna em Sex 04 Nov 2011, 22:54

continue logo a fic senhor Drillbit Jackson ou conhecerá o submundo .
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Re: O Filho da Sabedoria

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