Albant, a terra dos Reinos

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Albant, a terra dos Reinos

Mensagem por Lucas Valente em Ter 29 Nov 2011, 22:39

I
Kate

Kate acordou de sobressalto, não estava na sua cama, nem no seu quarto, nem na sua casa, aliás, nem estava em uma casa, ela acordou deitada na grama do que parecia ser um feudo da Alta Idade Média, com bosques, plantações, casas simples de madeira e um grande castelo com bandeiras enormes verdes com algum símbolo dourado no meio, uma águia, talvez mas isso não vem ao caso, na verdade ela acordou no jardim na frente do castelo e, estranhamente, usava o mesmo pijama com que fora dormir naquela noite, falando nisso, não havia um castelo perto de sua casa, nem em todo o Texas que ela saiba, aquilo nem ao menos parecia o Texas! Parecia algum país da Europa que ela vira nas aulas de geografia da escola.
De repente as grandes portas do castelo se abriram e de lá sairam cinco homens de armadura medieval completa, com lanças na mão e espadas na bainha, todos carregavam escudos verdes de um metro de comprimento com formato triangular, no meio dele estava pintado o mesmo animal dourado que se parecia com uma águia, eles se ajuntaram formando uma fila, logo saiu também um homem de armadura, mas sem elmo, ele tinha cabelo grisalho e um espesso bigode castanho, ele também não usava escudo e lança, tinha apenas uma espada na bainha, do lado esquerdo da cintura, também levava uma capa verde com o símbolo dourado, esse homem foi quem reparou que ela estava lá, sentada no chão.
O homem de bigode se aproximou de Kate, nunca em toda a sua vida ela tinha sentido tanto medo, os olhos do homem, os olhos eram verdes quase fluorescentes, isso era o mais assustador, não o fato dele ter uma espada de lâmina bastarda na cintura, ou dele ter cinco homens armados até os dentes a disposição, embora, se ele conseguiu paralisa-la só com um olhar, era provável que se ele encostasse no cabo da espada ela teria um ataque cardíaco. Porém ele se agachou ao seu lado e segurou na sua mão, nessa hora ela se acalmou.
-Acalme-se Kathelyn, vamos levar você até o castelo.-Disse o homem, numa voz calma e acolhedora.
-Quem é você?-Disse Kate.
-Samuel Valentine, senhor de Jobar, mais conhecido como O Caçador, e você é Kathelyn Lincoln, a Desaparecida.
-Eu não sou daqui.
-Já esperava que dissesse isso, já que desapareceu do castelo de seu pai aos cinco anos.
Aquilo foi estranho, tudo bem que Kate foi criada num orfanato e não tinha quase nenhuma lembrança da infância, mas já ter morado num castelo?Não, isso não parece nada com a realidade que ela vive, ou vivia, já que em Dallas não existem muitos cavaleiros armados andando por aí, muito menos castelos, aliás pelo que ela tinha entendido haviam pelo menos dois castelos no lugar onde estava, e não não existem castelos em Dallas.
-Como sabe tanto sobre mim?-Perguntou Kate.
-Sou amigo e vassalo de seu pai, ele é o senhor de Eronis e de toda a terra de Aru, na qual, você viu a luz pela primeira vez, seu pai se chama Malcon Lincoln, A Espada do Leste.
-E minha mãe, quem é?
-Agatha Equinócio Lincoln.
-Ué, ela não tem um título glorioso, como a Demolidora ou sei lá o que.
-Não, O Demolidor é Lucas Craner, e não sua mãe não possuí títulos, só os homens tem direito a eles, e por favor, trate-me por Sir Samuel, ou Lorde Samuel se preferir.
-Bem, você deve estar precisando descansar. Guardas levem-na para um de nossos aposentos.
Os cinco homens de armadura entraram no castelo e rapidamente saíram de lá com uma coisa que parecia ser uma maca coberta por um teto de madeira e com cortinas de seda.
-Aqui está sua liteira, minha jovem.-Disse um dos cavaleiros.
-Mas... Cavaleiros carregam liteiras?
-Em casos extremos como este, carregamos.
Dois dos cavaleiros tiraram seu aço e deram para os companheiros, eles pegaram a liteira um de cada lado e pediram para Kate subir.
Já dentro da liteira ela abriu uma das cortinas e falou para Sir Samuel:
-Esta liteira é diferente de todas que eu já vi.
-Eu mesmo a criei, quando minha falecida mãe estava viva e muito doente, não conseguia andar para os lugares que tinha vontade, então, eu a colocava lá e mandava os criados a carregarem. Aliás foi nessa mesma liteira que ela morreu.
Ótimo, dia estranho
-Em que ano estamos?-Perguntou a um cavaleiro jovem e musculoso.
-3876.
-Qual é o nome deste planeta?
-O nosso mundo se chama Alabant.
A palavra Alabant fez um som estranho em sua cabeça, como se ela fosse muito importante, mas não fosse ouvida a muito tempo.
-E como eu vim parar aqui?
-Bom, aí chegamos num impasse, eu também não sei, aliás onde você se escondeu todo este tempo em que esteve desaparecida?
-Na Terra.
-Você quer dizer no subterrâneo?
-Não, Terra é um outro mundo.
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Re: Albant, a terra dos Reinos

Mensagem por Lucas Valente em Ter 29 Nov 2011, 22:42

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Re: Albant, a terra dos Reinos

Mensagem por Lucas Valente em Qua 30 Nov 2011, 13:33


I George

George da casa Aben era um escudeiro ou seja, um ajudante e aprendiz de cavaleiro, inclusive ele seria nomeado cavaleiro dentro de três dias, como prometeu seu mestre, Sir Samuel Valentine.
George luta na guerra desde os oito anos, e ele é de família nobre, o garoto mais novo que lutou nesta guerra tinha seis anos, mas isto é muito raro, George lutou pelo norte nas batalhas de Matrion, Boreadeno e Jobsland, a última foi a apenas três meses, a qual seu exército foi obrigado a bater em retirada para não ser dizimado.
Naquele dia George teve uma surpresa.Foi acordado no meio da noite por seu melhor amigo, Andrew Hirono, o escudeiro de Sir Ismael Valentine, irmão de Lorde Samuel.
-O Lorde disse que nós vamos velar as armas hoje.-Disse Andrew.
George ficou super entusiasmado, velar armas significa que ele passaria a noite em claro de jejum e sem poder falar nada, mas, no dia seguinte seria feito cavaleiro, e isso ele queria mais do que tudo.George colocou sua cota de malha por cima da roupa, seus culotes (calças de montaria), calçou suas botas, colocou o peitoral de ferro, as luvas e pegou seu elmo.
Encontrou Andrew na porta de seu quarto e foi com ele até a casa de armas, onde George pegou sua espada, sua lança e seu escudo, logo que saiu da sala viu que haviam outros três garotos além dele e de Andrew que esperavam por Samuel Valentine, todos eles eram escudeiros dos irmãos ou de oficiais de Lorde Samuel.
Valentine estava usando seu aço, suas luvas e suas botas, porém não usava elmo, lança ou escudo, somente sua espada, A Garra da Fênix, feita de Alabantio, o metal vermelho e brilhante, mais duro que titânium e mais leve que alumínio.
-Sir Samuel belos bigodes!-Constatou Andrew.
-Obrigado garoto, mas puxar o saco não vai funcionar.
-Sim, meu Lorde.-Disse Andrew encabulado e ficando vermelho.
-Bom, pelo que eu conheço de Andrew, ele já contou para todos o que faremos hoje.
-Sim, velar armas!-Disse Corry Carbon ou Garbon, algo do gênero.
-Isso mesmo, jovem, iremos velar nossas armas, mas não aqui, vamos lá fora.-Observando o rosto dos garotos, Sir Samuel viu a incerteza e a hiperatividade- Não fiquem com essas caras de quem bebeu caldo de limão!Vamos logo lá para fora!
George se viu indo para o grande portão com pé direito de oito metros junto com Andrew, Corry e os outros dois garotos.
-E então, Andrew o que vai fazer quando se tornar Sir?-Perguntou Corry.
-Voltarei para minha vila em Tirony, arranjarei uma bela mulher e irei com ela para Râiner, me tornar oficial de Lorde Rerron.
-E você George o que fará?
-Ficarei aqui e lutarei no exército de Lorde Valentine.
-Muito sem graça. Bom ,eu irei virar mercenário no Cátio.
-Vida selvagem Corry, não combina com você.-Disse Marlon Voruno, escudeiro de um dos oficiais de Lorde Samuel.-Eu vou virar capitão de Lorde Vortex.
-Você!Hahahaha!Nunca passaria nos testes de Loki Vortex!
-Isso é o que vocês pensam, palermas.
Os portões se abriram, George e os amigos fizeram uma fila para ouvir o que Lorde Valentine tinha a dizer.
-Garotos, hoje vocês são meninos, mas amanhã serão homens, portanto, esta noite será uma rápida adolecênsia, honrem seus pais, pois estarão aqui para ver a cerimônia e eu aposto que não gostariam de saber que pagaram cinco anos de aula para verem seu filho voltar para casa fracassado.-Disse Samuel Valentine.-Então se puderem...
Samuel Valentine se virou repentinamente, estava com a cara muito preocupada.
-Garotos eu vou ali e já volto.-Disse o Lorde.
Sir Samuel ia se aproximando de algo na grama, ou melhor, alguém. Esta pessoa se levantou e sentou-se na grama, e nesta hora ele a viu. Era uma garota de pele clara, cabelos escuros e olhos azuis ou verdes, nesta distância era difícil distinguir. Logo George viu as cores dos Lincoln, será que era ela?
Logo Lorde Samuel voltou.
-Andrew, Marlon, peguem a liteira de minha mãe, Kathelyn Lincoln voltou.
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