Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
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♦ Teste para Habilidades Especiais ♦

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♦ Teste para Habilidades Especiais ♦

Mensagem por 033-ExStaff em Ter 17 Jan 2012, 17:21


R Teste para Habilidades Especiais R


Depois de vários pedidos, eu resolvi postar os testes para Habilidades Especiais. Qualquer filho de Apolo pode participar.


|Regras|

- O teste será válido até o dia 27/01/2012 e o resultado sairá o mais rápido possível.

- É recomendável que cada filho de Apolo participe de apenas um dos testes.

- O teste deve ser postado neste mesmo tópico.

- No Teste “Senhor das Serpentes” e “Profecia”, você poderá utilizar a habilidade especial que será adquirida no teste.

- Lembrem-se dos efeitos colaterais causados pelo uso de tal Habilidade.

- O teste será como uma Missão-Teste. Só um em cada teste sairá vencedor.

- É óbvio, que todos os interessados na habilidade devem ser filhos de Apolo.

- Antes de Iniciar o teste, não esqueça de informar o nome, idade e nível do seu personagem e o teste do qual você está participando. Ao fim do teste, informe as armas (2 de ataque, 1 de defesa e 2 itens) usados no teste, além dos poderes utilizados.

- Dúvidas? Envie-me um MP e eu vou responder o mais rápido possível.








| A Profecia |



A habilidade de ver o futuro, prever o imprevisível. Às vezes perigoso às vezes essencial. E como filho do deus das profecias, talvez você possa ter herdado essa habilidade tão rara.

Você conhecerá Chelsea Felth, uma filha de Íris, no Acampamento Meio-Sangue. Com o tempo, vocês vão acabarão tornando-se amigos(as). Mas essa garota vai desaparecer misteriosamente. O que poderia ter acontecido com ela? Você deve usar seus poderes, descobrir informações sobre o paradeiro da campista e fugir do acampamento, para salvar Chelsea.










| O Senhor das Serpentes |



As cobras gostam de você. Sentem confiança em você. Você as domina. É como um mestre para elas. Mas agora, elas precisam da sua ajuda.

Uma cobra gigantesca vai aparecer no acampamento. Ela precisa de ajuda. Essa serpente guarda um segredo valioso para os inimigos do deus do Sol. E ela agora corre perigo. Um filho de Apolo está atrás do ofídio. O segredo que ela guarda pode ajudá-lo a vencer Apolo. Ele é um filho revoltado e traidor do próprio pai. Você deve proteger a serpente a todo o custo. Mesmo que isso signifique a morte do seu próprio irmão.










| As Flechas do Cisne |



O cisne, gracioso, majestoso e encantador. Ele fez uma escolha, e escolheu você para ser o dominador da técnica especial, concedida por ele e dada apenas aos melhores filhos de Apolo.

O cisne de cristal... Um artefato único e poderoso foi tirado de Apolo. E é de vital importância que o cisne seja recuperado e devolvido para o deus. O cisne de cristal possui o fantástico poder de presentear o escolhido com um presente especial, a habilidade das Flechas do Cisne. Recupere o cisne, e ele vai te escolher, dando a você a habilidade especial Flechas do Cisne. Devolva-o para seu pai e retorne ao acampamento.








Isso é tudo. Não esqueça de enriquecer seu texto com sentimentos, descrições de lugares, pessoas e batalhas. Devo lembrar-lhes que no teste O Senhor das Serpentes, dependendo do teste, o vencedor poderá ganhar uma serpente gigante.





R Boa Sorte! R

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Teste para Poder Especial (Flechas de Cisne)

Mensagem por Augusto Butterfield em Sab 21 Jan 2012, 18:36

Flechas do Cisne

Augusto Winehouse, oito anos, nível 6


Estava me dirigindo ao treino de Arco e flecha quando vejo um homem, alto bonito, brilhante, um brilho acolhedor, um sorriso estampado no rosto, não um sorriso sem graça, mas um sorriso bastante convidativo. Este homem, estava no meio da sala de estar do chalé 7. Depois de Algum tempo vi, ele era meu pai. Estava rodeado por adolescentes grandes e “cavalões” meus irmãos. Eu sou o filho de Apolo mais novo no acampamento meio sangue inteiro. E aquele no meio do chalé era meu pai.

Aproximei-me, não tão próximo como gostaria, mas estava perto o suficiente para ouvi-lo. O sorriso dele sumiu então ele disse:

___Filhos e filhas... Tenho uma noticia para dar para vocês, o Cisne de cristal foi roubado! – muitos irmãos e irmãs olharam para ele com espanto e murmúrios começaram a soar por todo o chalé. – Acalmem-se! Quero que um de vocês o recupere para mim. Apenas, um. Hahaha! – eu, meu pai, e meus irmãos, todos sabiam por que ele ria tanto. É claro, por mais que ele tivesse falado “só um” vários iriam buscar o cisne, afinal, quem não quer agradar o papai? – OK, soube que o Cisne esta em São Francisco, é a pessoa que vai buscar tem que ser uma pessoa muito inteligente, ou então uma pessoa muito poderosa, eu aposto todas as minhas fichas em um de vocês, por isso, pedi exclusivamente a vocês, não pedi a Quiron nem nada. A pessoa vai conseguir uma recompensa.

Depois disso, acompanhei-o saindo em seu carro solar. É claro que alguém já tinha escolhido. Eu sou um dos filhos de Apolo menos poderosos, tinha chances mínimas de sair vivo do acampamento e voltar vivo, tinha apenas armas ganhadas, nenhuma arma comprada ou qualquer artefato mágico. Vi o meu pai voando em se carro e indo embora, nesta hora lembrei que esta podia ser a primeira e última vez que eu iria vê-lo.

Um irmão meu tinha sido o escolhido, eu nem me candidatei a ir. Eles não aceitariam, eu era o caçula... Mas eu iria, não de dia, eles sentiriam minha falta, mas ao amanhecer, estaria um dia atrasado, mas para quem tem a mãe rica isto não seria um problema. Fui para o treino de arco e flecha sabendo que poderia ser meu último treino, no treino, treinei com filhos de Atena, caçadoras, e filhos da deusa do gelo Quione. O treino foi super-legal eu acertei quase no meio do alvo. Fiz lanchinhos rápidos o dia inteirinho, dava voltas e voltas nos limites do acampamento. Observando qual seria a forma mais fácil de fugir. Entardeceu rápido, e na hora do jantar coloquei frutas e refrigerantes na minha mochilinha do Ben 10. Nenhum dos meus irmãos ou irmãs questionou, na verdade, ninguém do acampamento tem muito interesse pro que eu faço ou deixo de fazer, se eu quisesse sair só Quiron ou o segurança de vários olhos tentariam me impedir. Quando uma harpia fugiu e o segurança teve de sair correndo atrás dela achei a brecha para sair, corri ao chalé Sete, peguei o arco de ouro, minhas aljava com flechas de fogo e fui para fora dos limites do acampamento, foi muito fácil. Mais fácil que eu pensei.

Mandei um torpedo para minha mãe pedindo um avião para São Francisco. Era o modo mais fácil de me comunicar com minha família sem chamar atenção. Minha mãe influente na área de medicina, a médica mais rica de NY, pediu ao motorista para me buscar. Ficar esperando parado... Não era uma boa idéia, peguei uma flecha e a posicionei no arco, isso iluminaria o caminho onde quer que eu fosse. Então me escondi debaixo de um arbusto, ficaria ali, e quando o motorista passasse pela estrada eu sairia, entraria no carro e seguiria direto para o aeroporto. Onde um avião particular estaria a me esperar, rumo a São Francisco.

Foi assim que eu pensei, mas não foi assim que aconteceu. Ao me esconder nos arbustos, alguém ou alguma coisa tinha sentido minha presença e tinha se movimentado. Qualquer coisa que fosse teria de estar no ar, pois não tinha nenhum movimento estranho por terra. Ouvi um grito então olhei para traz, uma harpia voava em minha direção, sendo noite, eu estava em desvantagem. Puxei o cordel da flecha já posicionada anteriormente em meu arco e atirei a flecha que voou rapidamente contra uma das enormes asas da Harpia. O fogo não deu certo, mas em compensação o impacto que a flecha tinha causado a impedia de voar novamente, ou pelo menos voar alto. Ela planou desengonçada em minha direção Cravando as garras em meu ombro e depois me jogando no chão. Posicionei outra flecha no arco. Desta vez mirei na cabeça do monstro. Puxei o cordel e atirei. A danada se desviou ou eu errei a mira. A Harpia voou novamente em minha direção, num ato de desespero ergui o arco e o usei como porrete batendo com força na cabeça da Harpia, o monstro ficou sonso por algum tempo, então puxei de minha aljava mais uma flecha de fogo e mirei na cabeça do meu oponente. Ajeitei a flecha no arco puxei o cordel, e soltei a flecha que planou até bater em impacto com a cabeça da Harpia, que gritou e de transformou em um monte de areia.

Com os ombros doloridos, e ardendo, me escondi nos arbustos de novo caso alguém chegasse por causa dos gritos da Harpia. Cerca de meia hora sentado nos arbustos, meio dormindo meio acordado esperei. Até que o motorista chega e abre a porta do carro para mim, saí entre os arbustos entrei no carro e a primeira pessoa com que me deparo... Não é o motorista, não é um monstro, é muito pior, minha mãe. Ela presente que alguma coisa estava errada, eu nunca tinha pedido nada disso para ela.

Bem, ela estava com o uniforme do hospital e com a maleta de primeiros socorros nas mãos tirando uma faixa, uma blusa minha, e metiolate. Ela rasgou minha blusa e perguntou:

___O que aconteceu? Pode me explicar tudo garotinho!

___Vou começar do inicio mamãe, o papai pediu para meu irmão para ele ir para São Francisco resgatar um Cisne muito poderoso que foi roubado. Acontece que eu queria o Cisne também e sabia que não iriam me deixar sair por isso tive que sair escondido.

___E este machucado? – ela limpou, tirou álcool destampou e jogou em minha ferida, o que fez arder mais – Como o arrumou?

___ Ah! Isto foi a harpia que me atacou agora noite, mas ela já morreu. – ela passou metiolate nos meus ombros e então enfaixou, e colocou uma blusa limpinha em mim. Ela saiu me perguntando o que eu achava do acampamento, como eu estava me saindo, se tinha amigos e tal... Perguntas de mãe.

Chegando ao Aeroporto, ela disse que iria comigo, ao sair do carro, não vi nada de diferente lá fora. Até entrar num avião pela milésima vez na vida. Parecia ser mais espaçoso que o normal, minha mãe perguntava por que eu não tinha amigos, e por que ir para São Francisco. Expliquei para ela o negócio do Cisne de cristal, que estava lá, mas eu não sabia onde.

___Guto, eu acho que sei onde o ladrão pode estar. Em São Francisco tem um museu de cristal, um único museu de Cristal. O ladrão ou os ladrões devem estar lá para fazer a falsificação.

___Mamãe, como você sabe tanto que eles querem fazer a falsificação?

___Filho, é lógico. – O avião decolou, e até agora não tinha visto nada diferente, eu iria para o outro lado do país, então iria demorar, provavelmente chegaria lá de tarde, no dia seguinte. Minha mãe já tinha enviado um e-mail para um médico amigo dela pedindo para que ele a buscasse no aeroporto.

Dormimos nas confortáveis poltronas, do jatinho da mamãe. Até começar a amanhecer, quando amanheceu, eu já acordei, antes da minha mãe, já estávamos acostumados a andar de avião então turbulências não prejudicaram nosso sono. Minha mãe dormia, o piloto do avião estava acordado, comendo pão com presunto e eu estava limpando o meu arco sujo de areia. Com uma flanelinha, minha mãe acordou com o piloto andando pelo avião. Ela sorriu parta mim. Pegamos maçãs e morangos que estavam em minha mochilinha e comemos. Ela foi me contando que ela fazia balé quando era da minha idade, e que o pai dela tinha dado uma sapatilha para ela. E que quando ela tinha 16, fez o lago dos Cisnes.

___Quem é o seu pai? Quer dizer... Meu avô? – Comi um morango.

___Filho, acho melhor te mostrar... – Ela pegou num compartimento do avião uma sapatilha, preta. Com asas brancas, como detalhe – Esta é a sapatilha que Hermes me deu de presente – olhei pra ela sem entender, meu pai era Apolo, por que Hermes daria uma sapatilha para ela? – Hermes é meu pai, filho!

___Nossa, minha família é realmente estranha! Mas... Como você não esta no acampamento?

___Filho, quando estamos grandes e poderosos o suficiente para sair, nós sobreviventes abandonamos o acampamento. – Do mesmo compartimento ela tirou uma adaga de prata. – Quando nós descermos, e tiver algum monstro, eu e você, nós dois vamos matar ele juntos.

___Mãe, você mostra suas habilidades para mim?

___Filho, não posso sair gastando energia desesperadamente, por aí. Só uso os meus poderes por necessidade. Sabe... Vou te contar uma batalha muito legal que eu tive com a Serpente de Píton... – ela foi me contando a história até chegarmos ao aeroporto ás 03h08min PM. Quando saímos do avião e do aeroporto, entramos num carro que nos levaria ao tal museu de cristais.

Quando chegamos ao museu de cristais, minha mãe e eu encontramos com dois campistas que eu já tinha visto antes. Uma filha de Quione, se eu não me engano Kelly. E um filho de Hermes, irmão da mamãe, Jony. Eu iria me aproximar deles até que minha mãe me puxou e disse para não nos aproximar-mos, provavelmente eles seriam os ladrões do Cisne. Ela pediu para que não me aproximasse deles. Um pouco mais tarde, em um hotel, chamado “Brird’s” Eu e minha mãe ficamos esperando a noite chegar.

Almoçamos, no hotel, e lá encontramos meu irmão que tinha sido mandado para vir a São Francisco resgatar o Cisne. Eu o cumprimentei e perguntei se ele sabia do paradeiro do ladrão ou coisa assim, ele disse que não. Que estava investigando. Minha mãe pagou o almoço dele, pagou uma sobremesa um picolé, e deu até 200 dólares para ele. Não contamos nada a ele sobre os dois suspeitos. Eu até já tinha um plano. Deixaria os Suspeitos falsificarem, acharem que tinham conseguido, então quando meu irmão estivesse fora do caminho, e os suspeitos baixassem a aguarda, eu e mamãe, surpreenderíamos.

Antes de nos despedir-mos apareceu uma hospede muito bonita mesmo. Minha mãe não gostou dela e pediu para que não nos aproximássemos dela. Teimoso, meu irmão se aproximou e começou a paquerá-la, daquele jeito que sempre leva um fora, ainda mais que somos filho do deus que teve mais decepções amorosas. Eu achei no mínimo estranho ter dado certo. Ele devia ter dado uma cantada do tipo “Você machucou?” “Não por quê?” “Por que você caiu do céu”. Minha mãe esperou os dois saírem para falar alguma coisa.

___Filho, viu aquilo?

___Vi, muito estranho ela querer sair com ele depois de uma daquelas...

___Não, não! Ela é uma Empousai! Temos que salvar seu irmão!

Subi para o quarto para pegar meu arco e minha aljava. Minha mãe já estava com a sapatilha preta nos pés, e desarmada. Ao descer minha mãe me mandou um torpedo falando que estava um quarteirão a esquerda. Confesso, tive de pedir uma moça para ler para mim. Estava com pressa e não tinha tempo de decifrar a mensagem. Ela leu e me disse “Duas quadras a esquerda do Hotel, numa loja de antiguidades”.

Saí correndo, com o arco na mão e a aljava na cintura. Quando cheguei a loja, o meu irmão estava conversando com ela sentado, todo se sentindo. Minha mãe fazia ecoar a voz dela dentro da loja. Gritando: “Ela é uma empousai, mate-a!” A empousai ao ouvir tal coisa agarra ele. Ele a olha com olhos de medo e pânico. Ela mostra suas garras e dentes e ameaça morder meu irmão. Posicionei uma flecha no meu arco, mirei mais ou menos e puxei o cordel, ao soltar, por pouco não acerto a empousai. Ela olha para mim, e começa a rir. Ela deixa meu irmão, caído no chão da loja e vem contra mim. Minha mãe vai socorrer meu irmão. Absorvi energia solar intensa que tinha aquela tarde em São Francisco, ela se aproxima de mim e me da um tapa com as garras dela, arranhando o meu rosto, usando o arco como porrete, dou uma “porretada” na cabeça dela. Ouvi uma canção, então a empousai caiu no Sono. Meu irmão estava com a gaita na boca e uma cobra estava indo em direção a empousai. Era uma cobra que provavelmente quebraria os ossos do monstro e este iria morrer. Minha mãe estava conversando com a cobra falando para ela ir rápido. Bem isso foi o que ela me contou mais tudo o que entendi foi, “SHIHDHITHS”. Meu irmão tinha invocado a serpente e minha mãe tinha a mandado matar. A cobra a apertou e a empousai morreu.

Não tinha percebido antes, mas meu irmão tinha um grave ferimento no braço, a empousai tinha cortado a veia principal do braço dele, e não parava de sair sangue.

___Augusto, vou ter que levar ele para o hospital, fique no Hotel e quando der a hora de ir para o museu, vá não me espere. Podem ter monstros no caminho.

Eu tive que ir para o hotel. Fiquei assistindo desenhos até dar seis horas, a hora em que o museu fecha. Então fui para o museu de táxi, e no meio do caminho quem eu encontro? Essa pessoa mesmo, os dois suspeitos ao caminho do museu, no táxi ao lado. Como eu não sabia o endereço, pedi ao taxista para que ele seguisse o Táxi da frente onde Kelly e Jony estavam. Pararam onde eu esperava, Kelly estava com um arco e uma aljava cheia de Flechas, Jony estava com uma adaga de bronze e os all-stars alados nos pés. Dei cem dólares ao taxista e saí do carro. Escondi-me atrás de um poste. Os suspeitos entraram. Jony tinha desativado os alarmes, e reativados ele. Depois, eu teria de comunicar isso a minha mãe, quando peguei meu celular, para mandar um torpedo para ela, vi que tinha uma mensagem, abri. “Guto, eu e seu irmão Phill, fugimos do hospital, ele passa bem mais vai ter de ficar de repouso no hotel, estou chegando aí no museu, para desativar os alarmes. Beijos mamãe”. Ela tinha mandado esta mensagem há 30 minutos, significava que ela já estava chegando. Poucos minutos depois, minha mãe estava chegando numa limusine “bem discreta sabe?” Ela carregava uma adaga e estava com a sapatilha preta que meu avô tinha dado para ela. Então percebi uma coisa muito estranha neste momento, Zeus era meu avô e meu bisavô ao mesmo tempo...

___Mamãe eles entraram. Faz 1 minuto, vamos entrar?

___Ok, vou desativar os alarmes. – Ela se aproximou da porta digitou um código e o alarme destravou. Depois ela pediu para que eu entrasse. Eu entrei, ela travou o alarme de novo. Fomos a seção onde estava o cristal em que eles estavam observando. Chegando lá, vimos dois Cisnes de cristal. Não sabíamos diferenciar qual de qual. Cada um estava com um Cisne.

___Mamãe, eu contra Kelly, você contra seu irmão.

Juntos eu e Kelly puxamos uma flecha de nossas aljavas posicionamos no arco, puxei o cordel um poço antes dela. Então soltei também um pouco antes dela. As flechas se chocaram. Tínhamos o mesmo nível com manuseio em arco, mas em questão de poderes, ela me superava ainda mais que era noite. Não conseguia saber o que estava acontecendo com minha mãe. Só sei que ela estava batalhando muito melhor que ele. Ele estava gemendo de dor mais, e ela estava dando gritinhos do tipo “Aha!”.

Nossos elementos eram opostos. Ela não iria cometer o mesmo erro de antes. Através de um anel ela criou dardos de gelo e os atirou contra mim. Absorvendo a pouca energia solar deixada no museu, fiz o gelo virar água. Com o calor da energia solar. Agora o local estava frio e isto não era uma boa coisa, não para mim neste momento. Preparei uma flecha no arco calculei o ângulo, mirei puxei o cordel e o soltei, duas flechas voaram pelos ares, na verdade era apenas uma. Mas Kelly enxergava duas para se defender ela criou uma barreira de gelo. Deu certo. Enquanto ela se protegia, preparei mais uma flecha no arco, puxei o cordel e mirei no ombro dela. Soltei o cordel e a flecha voou em direção ao obro dela. Sem tempo para se defender, ela levou a flechada, com raiva ela preparou uma flecha e mirou em minha direção.

Ouvi um latido, mas não um latido comum, um latido infernal. Era com certeza um cão infernal que estava no museu dormindo e nós o incomodamos. Kelly aproveitou a brecha e atirou, errou então a filha de Quione saiu correndo com o Cisne. Minha mãe, e Jony não estavam lutando, Jony deu uma piscadinha para minha mãe, e minha mãe retribuiu assentindo com a cabeça. Jony atacou o cão infernal e minha nós corremos atrás de Kelly. Minha mãe voando com sua sapatilha preta e lançou a sua adaga usando-a como bumerangue. Derrubando o arco das mãos da infratora, quando ela parou para apanhar o arco eu posicionei uma flecha no arco e atirei sem mirar em direção a Kelly. Acertei na coxa dela. Ela lançou dardos de gelo em minha direção atingiu dois em meu abdômen e um em meu ombro. Dois atingiram minha mãe a fazendo cair e consequentemente desmaiar. Furioso, corri em direção a Kelly, tive que abandonar meu arco no meio do caminho, mas em compensação eu a alcancei mais rápido. Ela estava mancando e eu não. Ao alcançar ela tomei o arco da mão dela e dei como porrete na cabeça dela, ela desmaiou. Achei patético, um menino de oito anos filho de Apolo, de noite, no frio, derrotar uma filha de Quione de 13 anos. Ela devia estar com pouca energia. Devia ter lutado antes de chegar ao museu, ao chegar mais perto percebi que o rosto dela estava arranhado e ela estava com um esparadrapo enrolado por debaixo da blusa. E ela sangrava muito. Devia ter lutado pouco antes.

Peguei o Cisne no bolso da jaqueta jeans dela e fui à direção a minha mãe que estava acordando. Ela tirou o Cisne de cristal falso do bolso dela e me mostrou que o que ela tinha pegado com o meu tio, não tinha bico. Minha mãe levantou com dificuldade, tive que ajudar ela. Coloquei o Cisne falso no bolso da filha de Quione e parei um táxi e pedi para nos levar ao hotel “Brird’s”. Ele nos levou e ao descer subimos para o quarto com o Cisne, tratamos dos nossos ferimentos e minha mãe pediu o jatinho para voltar para NY. Ela não conseguiu então o jeito foi pedir um avião de primeira classe mesmo. Dormimos, comemos, recompomos nossas energias. Estávamos em São Francisco, e mesmo com a parte mais difícil da missão cumprida. Ainda estávamos em perigo.

Na manhã seguinte fomos ao aeroporto. Estava tudo tranqüilo e o dia estava bonito. Minha mãe tinha inventado uma história e avisado para a policia sobre os três adolescentes deixados para traz. Meu irmão já estava sendo buscado pela mãe. A filha de Quione, não morreu, pois fiquei sabendo que São Francisco fez uma nevasca fora de época. Jony, meu tio estava bem, minha mãe falou que ele estava num lugar reservado, campos exílios eu acho. A viagem foi tranqüila.

Quando desembarcamos, entramos em uma limusine em direção ao Empire State minha mãe trabalhava em um escritório lá quando não estava na mesa de cirurgia. O caminho de NY me era familiar. Eu estava cansado, sem energias, mas estava feliz com sensação de missão cumprida. Subimos até o andar do Olimpo no Empire State, e quando aparecemos lá feridos, com a roupa toda esfarrapada. Com nossos armamentos e tudo os deuses menores olharam com discriminação. Fomos ao palácio maior, onde estava o conselho olimpiano. Os doze deuses mais importantes e entre eles meu pai, meu avô e meu bisavô/avô. Minha mãe não queria entrar, ela disse que aquele seria um momento só meu. Então entrei e de cabeça baixa entrei na sala. Senti o peso de 12 olhos em cima de mim, na verdade de 11 Dionisio estava no acampamento meio sangue. Meu pai pegou o artefato colocou no bolso e me deu um abraço, um abraço muito caloroso e cheio de energia. Sentia-me outra pessoa quando ele me soltou. Não estava mais cansado. Nem com sono, todas as feridas pareciam ter se curado de vez. Foi maravilhoso. Ele me olhou com olhos de quem estava muito agradecido. Isso foi o suficiente para mim. Não queria chorar nem nada, afinal, agora eu era um homenzinho.

Antes de sair olhei para todos os Belos deuses a minha volta. Ninguém falou nada. Alguns me olharam admirados, mas outros fizeram cara de Paisagem. Saí dali muito feliz. Minha mãe estava ansiosa na porta do elevador. Eu dei um abraço nela. Ela ficou ali no prédio mesmo. Eu iria voltar para o acampamento. Sozinho.

No caminho carregava o arco nas mãos, a aljava na cintura. No rosto uma expressão feliz, não risonha. Simplesmente feliz. Fui de Táxi, o taxista pensou em não deixar um menininho ali que oito anos sozinho, no meio da estrada. Mas aí este menininho deu um março de dinheiro para ele e o taxista foi embora. Andei até chegar quase na porta do acampamento, quando estava quase chegando, Quiron chegou e perguntou para mim o que eu estava fazendo ali.

___Estava, fazendo lembrarem meu nome por pelo menos alguma coisa por aqui, não queria passar por aqui só como um filho de Apolo sabe?

Spoiler:
Passivos:

Maestria iniciante com Arco (Nível 1):Mesmo sendo iniciante, você consegue manusear perfeitamente o arco

Absorção da Energia Solar (Nível 5):Habilidade para absorver a energia solar e usá-la como fonte de poder.

Ativos:

Flecha Ilusória (Nível 3): Habilidade de lançar flechas duplas para confundir o inimigo, já que uma delas é ilusão.

Spoiler:
Armas:
-Arco de ouro
-Aljava com flechas de fogo
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A PROFECIA

Mensagem por Regulus Blackburn em Qui 26 Jan 2012, 12:14

A PROFECIA



Regulus Blackburn - 15 anos - Filho de Apolo



Faz uma semana que conheci Chelsea Felth, uma filha de Íris, ela me visitou na enfermaria depois do incidente com os cães infernais na floresta no qual fui quase fatiado, graças a Quíron e meus amigos sai apenas ferido com um corte em forma de garra em minhas costas. Chelsea surgiu com um bolinho iguál ao que recebi de Íris, ela disse que era um presente de sua mãe para mim, não pude deixar de sorrir, aquele bolinho fazia maravilhas, depois de devorá-lo não demaorou muito para que eu estive completamente recuperado, dos meus ferimentos sobrora apenas as cicatrizes deixadas pelo econtro com as feras. Durante todo o período em que me recuperava Chelsea sempre visitava a enfermaria pra ver como eu estava, tinhamos longas conversas, e me peguei sentindo algo diferente, algo que nunca senti na vida, ansiedade... Mas não uma ansiedade comum, estou querendo dizer que eu não conseguia parar de pensar em Chelsea e não conseguia deixar de esperar por ela vir me visitar. É tudo muito estranho pra mim, como se a presença dela ao meu lado fosse uma espécie de relaxante, gostava até mesmo de ouvir a sua voz, certa vez fui pego por Carol Williams, uma irmã de Chalé, escrevendo uma música, ela roubou o papel das minhas mãos e leu.

- Sua presença me acalma, um sorriso é apenas o que preciso. Venha, venha me econtrar, só assim me sinto no paraíso... - ela recitava como se fosse uma pedaça de romeu eu julieta, mas eu voei da maca e arranquei o papel de suas mãos.

- Parece que o conquistador foi... conquistado. - ela sorriu pra mim enquanto fazia biquinho. - Que fofinho.

- Não é nada disso... É só que... - tentei racionalizar, mais tentando me convenser do que a ela. - A inspiração veio.

- Entendo. - ela controlou o riso.

- Tudo bem... Eu só não sei o que é isso. Não senti nada igual na minha vida. Se é que me entede. - disse.

- Sim... Entendo.

Me senti bobo por ter escrito aquela canção, não era o tipo de cara que se apaixona ou mesmo entende o que é isso, mas agora estava experimentando uma sensanção nova. Quando voltei para o chalé peguei minha guitarra e fui para a sala acústica, transformei aquelas letras em melodias, colocando um arranjo que modéstia parte foi divinamente lindo, fazer o que né, nasci assim... Me preparei pra tocar música para Chelsea, mas não tive a oportunidade.

Nos ultímos dois Chelsea simplesmente desapareceu do acampamento, nenhum dos seus irmãos sabia onde ela estava, pedi a permissão para Quíron pra deixar que eu me unisse a força de busca que varria a floresta na procura de Chelsea, mas ele não me permitiu, disse que eu devia ficar descansar mais, mas como eu poderia descansar ou mesmo dormir assim...

Na hora do refeição eu me sentia desolado, todos os meus amigos sentavam-se ao meu lado, Cron dava bastante apoio assim como Carol e Lisa, elas me consolaram falando que eu ficaria bem, no entanto nada me faria sentir apetite, aproveitei todo o meu prato de comida para fazer uma oferenda ao meu pai.



As chamas da fogueira iluminavam meu rosto deixando-o quente, fechei os olhos e disse:

- Pai... Se você está ai, eu só quero dizer que preciso de sua ajuda, um terrível sentimento de impotência me abate, minha amiga sumiu e não há nada que eu possa fazer, nada que me deixem fazer. Pai, nunca lhe pedi nada, vivi a minha vida sem precisar ter você ao meu lado o tempo todo, hoje eu sei que você estava, por isso peço que esteje hoje também, eu te imploro ajuda. - respirei fundo e lancei toda minha comida na chamas, a fumaça subiu ao céu, no meu coração eu esperava uma resposta.



Me retirei do refeitório e fui direto para o Chalé 7, não estava pensando em dormir, eu peguei minha guitarra e me isolei na sala ácustica, a canção que havia escrito palpitando em minha mente, as notas vinham com tristeza e lágrimas. Minha luta contra o sono por fim teve um vencedor, eu escorreguei para o chão da sala acústica ainda com a guitarra nos braços, a escuridão me abraçou...

Brilhar filho, brilhar, uma voz falou aos meus ouvidos. Eu não mais estava no meu chalé, agora eu me vi dentro de um carro voador sobre os céus de Nova Iorque. No volante um homem de aparência jovial e cabelos dourados sorria pra mim.



- Pai... - deixei minha surpresa escapar.

- Isso. Existe uma coisa que posso fazer por você.

- O que você...

- Escute, estou lhe dando um presente muito especial, poucos dos meus filhos tem... Mas você nasceu para brilhar.

- Eu só quero encontrar a Chelsea. - disse um tanto desfalecido.

- Não é comum um filho meu ser apaixonar assim, mas isso não importa, eu irei te ajudar.

Como num passe de mágica não estávamos mais no carro, mas sobre uma nuvem iluminada pelo sol.

- Esse é meu presente para você, Reggie. - neste momento quase fiquei cego, todo o seu corpo brilhou com um poderosa luz dourada, então ele toca minha cabeça com sua mão e eu pareço inundado de poder. - Com isto você poderá ver onde quer que sua amiga esteja... E não deixe ser parado.

Isso foi a ultima coisa que ouvi antes de ser acordado por Carol, eu ainda estava com a guitarra nas mãos.

- Regulus. Levante, levante. Quíron quer você na Casa Grande. - eu estava atordoado, algo em mim havia mudado, como se o poder de Apolo ainda corresse pelo meu corpo, mas será que tudo não passou de um sonho

Eu me levantei, lavei o rosto e fui até a Casa Grande acompanhado de Cron, Lisa, Carol e August que me davam apoio. Quando parei em frente a porta da Casa Quíron estava na varanda sentado em sua cadeira de rodas.

- Temos de ir. - disse Carol, mas o centauro a chamou.

- Não, vocês devem ficar. - Quíron disse.

Entramos para a sala de reunião, eu me larguei em uma cadeira e Carol sentou ao meu lado enquanto Cron e Lisa ficavam de pé esperando Quíron falar.

- Manderei vocês em uma missão com o objetivo de encontrar e resgatar Chelsea.

Me levantei num pulo disposto a ir até os confins do tártaro para traze-la de volta.

- Quando partimos? - perguntei.

- Quando eles partem deveria ser sua pergunta, você não estará na missão. - eu me senti explodindo de raiva, queria socar Quíron, queria chorar, queria ela aqui. - Carol, Cron e Lisa irão, achei que era o certo seus irmãos buscarem ela.

- E por que não eu? - indaguei furioso.

- Porque está muito comprometido emocionalmente.


- Mas isso não está certo! - explodi. - Eu tenho que ir!

- Não... Deixa com a gente - Carol segurou minha mão e olhou em meus olhos - Nós traremos ela de volta, eu prometo.

Eu me levantei com raiva e sai da Casa Grande batendo a porta, eu corri para o meu dormitório, estava vazio, melhor assim, eu queria gritar, mas só o que pude fazer foi entrar numa espécie de transe, de repente me vi imóvel certo de que não estava mais sobre minha cama, mas sim na encosta de um monte, não reconhecia o lugar, mas ele tinha uma atmosfera sinistra, eu vi Chelsea amarrada na escuridão e ao seu lado uma criatura gigantesca, eu via Carol e os outros lutando contra o gigante, todos morriam. Então acordei num salto, ofegando e soando frio, minhas mãos enterradas nas laterais da cama.

Uma sensação de que aquilo não era apenas uma espécie de sonho me atormentou pela tarde inteira, não fiz nenhum treinamento ou mesmo alguma atividade, quando chegou a hora da refeição também não compareci, estava obecado pela idéia que meus amigos irão todos morrer nesta missão, mas por que raios eu acreditava tanto nisso, não havia sido apenas um sonho?

Quando meus irmãos chegaram no chalé eu havia me isolado dentro da sala acústica, estava tentando encontrar uma resposta para a pergunta que fiz a mim mesmo, o que aquele sonho significava, tinha sido uma visão ou não passara de uma alucinação que tive, estava com a cabeça cheia demais para falar com Cron, mesmo assim ele entrou na sala e veio em minha direção.



- O que você quer? - pergunte rude como nunca fui.

- Só queria dizer que sinto muito... E que farei de tudo para traze-la a salvo.

- Não, você não vai. Você morrerá assim como os outros. - não fui eu quem dissera isso, apenas saiu de minha boca como se alguma força tomasse meu corpo e agisse por mim.

[color=red]- O que? - pela sua expressão entendi que ele não me ouviu direito./color]

[color=blue]- Não, eu só... - meus olhos turvaram e fui transportado novamente para outro mundo, outra vez naquela encosta do monte, via Cron caido no chão tentando alcaçar sua espada, se rastejando, uma sombra enorme estava sobre ele, caminhando com satisfação como quem brinca com sua presa, então uma espada desce sobre sua cabeça, a visão tremulou e eu voltei a estar com Cron na sala acústica, ele deve ter percebido minha expresão de horror por que ele já se encontrava me segurando pelos ombros./color]

- O que houve? Parece que você simplesmente apagou.

- Não vá, nem um de vocês... Não podem ir. Se você for, você irá... - tentei dizer mas as palavras não sairam.

- Fique quieto e descanse, o dia foi muito cansativo pra você. - ele me levou até minha cama e botou sobre o colchão, eu queria que eles pelo menos me ouvissem, mas não tinha forças nem para manter meus olhos abertos, então cai no abraço do sono.

Meus sonhos foram repletos de imagens de morte, havia Carol empalada por uma lança, Cron decapitado, Lisa sendo enforcada por mãos brutas e enormes, e eu não conseguia acordar, então uma voz sussurou perto de mim:

- Esse é o destino deles, mas não precisa ser... Consegue me entender? - a voz de meu pai, Apolo.

- Pai, isso significa que vão morrer mesmo? Ou estou ficando louco?

- Não, você não está louco, mas vai entender melhor o presente que lhe dei durante sua missão. - ele me disse.

- Que missão? Eu não fui ordenado a ir nesta missão, Quíron me proibiu. - neste momento senti toda a fúria voltar ao meu coração.


- Mas quem disse que você precisa obedecer. Eu sou seu pai, e se alguém pode dizer o que deve fazer, este sou eu. Então ouça-me, você deve salvar Chelsea, você deve salvar todos os seus amigos, se não for, eles irão encontrar apenas a morte. - todo o sonho pareceu tremular e quando me dei conta eu podia ver o teto do chalé, já era manhã.

Cron, Lisa e Carol se preparavam para partir, eu não fiz questão de me despedir, apenas fui para arena durante o treino de espadas, havia pouca gente, no máximo quatro, um garoto pálido e de cabelos negros chamado Tenma, um filho de Ares, uma menina do chalé de Hermes e uma filha de Athena.

Passi a maior parte do treino sem dar uma palavra, não tava no clima, só queria descarregar minha raiva, pior para o filho de Ares que resolveu pratica comigo, o cretino achou uma boa idéia falar que meus amigos não iam voltar vivo da missão, eu ataquei tão forte e tantas vezes que quebrei dois dentes daquele bastardo. Enquanto ele estava no chão levando a mão a boca cheia de sangue eu pulei sobre ele, estava louco de raiva, possesso e então comecei a socá-lo na cara, soco após soco, sem parar ou hesitar, era como se eu estivesse dominado por um desejo de morte. Se não fosse a garota de Athena me lançar ao chão com uma pancada de seu escudo não sei o que eu poderia ter feito...


- Você está ficando louco? Queria matá-lo? - ela se pôs entre mim e o filho de Ares quase incosciente no chão, sua cara sangrado e amassada.

- Não... Eu não sei o que estou fazendo... - de repente fui atingido por uma sensação de culpa.

- Eu sei que você está sofrendo uma barra, ouvi falar, mas não precisa descontá-la em outros campistas, eles não são seus inimigos, e nem foram eles que desapareceram com a filha de Íris.

- Eu sei, estou indo embora daqui. - me levantei do chão e olhei para o filho de ares, ele ainda estava gemendo, não suportei ficar ali e corri para fora da Arena.

Eu sabia o que tinha que fazer... Fugir do acampamento, então pelo o resto do dia apenas fiquei esperando matutando um modo de escapar, foi quando novamente entrei em uma espécie de transe, eu estava na frente do monte outra vez, um gigante sobre patas de réptil e uma pele tão negra que parecia que ele era feito das sombras, Chelsea estava amarrada poucos metros dele, podia ver como ela estava exausta, o gigante se aproximou dela e catucou-a com seu dedo na costela, Chelsea acordou assustada, o gigante sorriu e disse: " Então princesinha, seus amigos filhos de apolo virão ou a deixarão morrer? Eu quero meus prêmios! Eu Elfialtes, a desgraça do Deus do Sol, irei ter sua prole!" Chelsea parecia totalmente em pânico, mas disse: " Eu sei que eles virão! Ele virá! Mas não os matará gigante, será derrotado! Bem aqui onde os Titãs cairam."

A imagem tremeluziu e eu voltei a ver as náiades na beira da praia, elas faziam movimentos sincronizados como uma dança, eu já os havia visto antes, adoraria trazer Chelsea até aqui...



- Onde os Titãs cairam... O que isso significa? - murmurei comigo mesmo. - Acho que sei a quem perguntar.

Bella, uma filha de Athena que eu conheci uma vez na area, ela é inteligente e boa de briga, tenho certeza que ela sabe onde é esse tal lugar. Estava em frente ao Chalé de Athena chamando por Bella, um de seus irmãos saiu para me atender.

- Olá?

- Eu queria falar com a Bella. - falei.

- Eu vou chamá-la, espere um minuto. - ele voltou para dentro do chalé e fechou a porta.

Alguns segundos depois Bella estava saindo para vir ao meu encontro, os cabelos negros esvoaçados pela brisa fresca que corria por todo o acampamento. Ela era muito bonita, tinha olhos da cor das nuvens de tempestade.

- Regulus Blackburn... - ela disse. - O que deseja falar comigo?

- Eu queria fazer uma pergunta, poderíamos ir até a arena, melhor pra conversarmos.

Ela balançou a cabeça como que analisando a proposta, por fim disse:

- Tudo bem.


Como eu esperava a arena estava sozinha, mesmo assim senti a sensação de ter alguém me vigiando, eu sentei no chão e Bella me acompanhou, logo estávamos lado a lado enquanto o céu se tornava escuro, logo seria hora da refeição.

- E então, o que queria me perguntar?

- É sobre um lugar, onde os Titãs cairam. - disse.

- Durante a última Guerra dos Titãs, Cronos estabeleceu sua fortaleza no Monte Otrís, quando suas tropas foram derrotadas em Nova Iorque toda sua fortaleza desmoronou. Mas por que pergunta isso? - disse com expressão de curiosidade.

- Não é nada, foi só uma coisa que ouvi... Mas onde é esse Monte Otrís?

- Fica em São Francisco. Não é lugar muito bom pra se ir...


- Não deve ser. - alguma coisa em meu olhar deixou ela desconfiada, quando me virei pra Bella, ela me lançavam um olhar estranho. - O que foi? - perguntei.

- Você não pode fazer isso. E de qualquer modo, como você sabe que é o lugar a se procurar?


- Como assim... Eu não...

- Acha que sou burra o suficiente pra não perceber o que você está pensando? Eu sou uma filha da Deusa da Sabedoria, lembre-se disso. - ela empertigou-se.

- Tudo bem... Talvez seja mesmo uma loucura, mas não posso fazer nada menos do que seguir meus instintos. E sobre o Monte Otrís, eu tenho visto muito ele em visões, não entendo, mas sei que Chelsea está lá, e também sei que meus amigos morreram nessa missão. Tem algo mais lá, um gigante, eu acho... Seu nome é Elfialtes.

A expressão de Bella congelou ao ouvir o nome da criatura, ela parecia preocupada, aterrorizada.

- O que foi?

- Elfialtes, ele é um dos filhos gigantes de Gaia.

- Gaia? Tipo a mulher feita de pedra e árvore que eu matei no God of War? - perguntei surpreso, mas por que deveria estar? Desde que cheguei aqui já vi coisas que fariam você acreditar até em papai noel ou mesmo se borrar de medo, por que Gaia deveria ser menos real?

- Sim... Ela é a Deusa da Terra, e se um dos filhos dela despertou significa que está começando...

- O que está começando? - eu estava ficando um pouco agitado.

- Temos que achar sua amiga. Se ela está no Monte Otrís e Elfialtes está lá, isso pode ser mais do que uma missão de salvamento. Uma guerra está começando... - isso não soava bem.

- Agora você vai me dedurar? - perguntei.

- Não, na verdade eu vou com você. - disse Bella. - E nem pense em tentar me impedir.

- Bom, pelo menos tem alguém pra me ajudar.

- Já sabe como vamos fugir do acampamento? - ela perguntou, agora o céu já estava tomado de estrelas e os campistas já se dirigiam para o refeitório.

- Estava pensando nisso. - respondi um pouco decepicionado. - Mas ainda não tive idéia nenhuma.

- Eu tenho uma. Que tal esperarmos todos dormirem e ir até o estábulo, poderíamos roubar um pegasus e sair voando daqui.

- Não sei montar um Pegasus.

- Mas eu sei. - ela disse animada.

Dentro de alguns minutos nos juntamos aos outros para a refeição, eu olhava para Bella da minha mesa com os filhos de Apolo, ela também olhava para mim como que nos comunicando por telepatia. A estranha sesanção de alguém me espionando ainda não passou, mas isso deve ser paranóia ou mesmo medo de ser pego por Quíron. Depois de fazer uma oferenda a Íris eu me sai do refeitório e corri para meu Chalé, pensava em preparar o que eu iria levar.

Coloquei meu arco e sua aljava debaixo da cama, minha faca de bronze comum em meu cinto, na mochila eu havia posto ambrosia, biscoitos, garrafas d'água e até mesmo analgésicos. Embrulhei minha espada de bronze numa toalha e também enfiei ela na mochila, ela era grande e tinha bastante espaço, depois de preparada joguei ela também de baixo da cama.

O tempo passou e eu contava os minutos, enfim estavam todos dormindo no chalé 7, me levantei de fininho e abaixei pra pegar minhas coisas debaixo da cama, coloquei a mochila com a alça sobre um dos ombros, peguei minha aljava e a passei pelo meu braço até chegar no ombro direito, agora estava preparado e com meu arco de ouro nas mãos, me esgueirei por dentro do chalé até a porta de saída, então comecei a cruzar o acampamento em direção ao estábulo, quando cheguei eu já podia ver Bella lá, ela afagava o lombo de um cavalado alado tão branco como a neve.



- É a nossa carona?

- É sim.

- Tem lugar para três? - uma voz veio de minhas costas, me virei e vi o garoto filho de Nyx que havia estado no treino mais cedo.

- O que você quer?

- Eu sei o que estão tramando.

Bella puxou a espada e estava preparada pra arrebentar o cara.

- Eu posso desmaiá-lo e então só encontrarão ele de manhã, mas já teremos fugido. - ela sugeriu ainda de espada em punho.

- Calma, meninina... Eu estava ouvindo toda a conversa de vocês na arena, não pretendo impedir vocês de salvar o a filha de Íris, muito menos de derrotar um gigante.

- Como você... - então era ele quem me espionava esse tempo todo.

- Nas sombras, esqueceu, minha mãe é a Deusa da Noite, não tenho problemas em me tornar invísivel na escuridão. - ele sorriu.

- E então o que você quer? - perguntei.

- Quero apenas um igresso. Se tiver espaço pra mais um na aventura de vocês. - ele disse.

- Não há espaço nesse pegasus, mas seria bom ter você conosco, pegue um pegasus que preferir e nos siga.

- Tudo bem. - ele entrou no estábulo e encontro um Pegasus totalmente negro, combinava com ele. - Eu gosto da cor preta, você sabe.

- Vamos.

Num minuto eu estava no lombo do cavalo alado, Bella estava afrente controlando, eu enlacei meus braços em sua cintura para não cair quando levantamos vôo, senti ela ficar um pouco constrangida, até mesmo um pouco ruborizada. Éramos seguido de perto pelo filho de Nyx, ele disse que seu nome era John. Dentro de pouco tempo estávamos sobrevoando toda a área do acampamento, dava pra ver os campos de morango, o rio, a árvore do velocino dourado com um dragão enrolado por todo seu tronco, tudo parecia cada vez mais distante e quando me dei conta havíamos deixado Long Island para trás e estávamos sobre a cidade de Nova Iorque.

A noite foi passando bem rápido, quando o dia amanheceu já haviamos deixado o estado de Nova Iorque. Alguns dias se passaram enquanto nós apenas desciamos até alguma cidade para poder reabastecer nossos suprimentos, comermos algo e darmos um descanso para os pegasus, algumas vezes fomos atacados por montros durante o tempo que passamos em terra, Bella se demonstrou ainda mais formidável do que da vez treinamos juntos, não tenho certeza se a derrotaria num duelo agora, pois ela fazia todos as criaturas em seu caminho virarem pó.

Eu pensava em Chelsea e meus amigos, como eles deveriam estar, foi quando minha visão novamente se tornou turva e me vi caindo do céu, uma espécie de ave com corpo de puma desci sobre meu corpo enquanto eu cai pela imensidão azul, a imagem tremeluziu e eu voltei a estar sobre o lombo do pegasus. Eu sabia que criatura era aquela, já havia a enfrentado antes, foi a primeira vez que visitei a enfermaria do acampamento. Isso não era bom...

Os Pegasus relincharam... E no mesmo instante eu sabia o que ia acontecer, não posso lhe explicar mas foi como eu pudesse sentir cada bater das asas da criatura antes mesmo dela as bater.


- Griffo! - eu gritei para Bella.

- O que?

- EU DISSE GRIFFO! - nesse momento a criatura apareceu voando em alta velocidade e bateu com seu corpo no do nosso pegasus, o cavalo foi atingido com você e rodou no ar, pude me sentir de cabeça pra baixo enquanto minhas pernas largavam os flancos pegasus. Eu agora cai em direção a uma cidade, prestei mais atenção e percebi que era Memphis, estávamos no Tenessi. E parece que minha visão estáva correta, eu despencava do céu com um Griffo descendo em minha direção.


- Droga! - resmunguei.

Eu procurei me virar para cima, puxei uma flecha e a preparei no arco, a criatura descia sobre mim com uma velocidade muito grande, esperei tentando manter a calma para disparar no momento certo. Ele se encontrava a poucos metros de mim quando puxei a corda do arco, a flecha explodiu no rosto do monstro, não foi o suficiente para detê-lo e agora ele estava quase tão perto que poderia me fatiar se esticasse a pata, foi quando um vulto grande e negro passou na minha frente, uma mão me lançou sobre o lombo de um pegasus, John havia me salvo.

- Obrigado, cara. - eu disse ofegando.

- Não foi nada. Que tal se pudermos resgatar Bella, ela ainda está caindo! - ele disse enquanto fazia seu pegasus negro descer como uma bala no céu.


Bella rodopiava no ar enquanto seu pegasus continuava desmaiado e girando descontrolado. John fez com que seu pegasus aninhasse as asas ao seu corpo fazendo com ficasse mais veloz naquela descida totalmente vertical. Quando nos aproximamos de Bella e estendi minha mão e a puxei para cima do pegasus, foi bem a tempo, mas uns segundos eu o Griffo teria a cortado no meio com suas garras, mas o pegasus de Bella não teve tanta sorte. O Griffo havia o deixado com um rasgo no pescoço e ele caia morto pelos céus.


- Não! - Bella rugiu de raiva.

- Ele está voltando. - alertou John. - Eu vou descer sobre aquele lugar ali.

Eu olhei para baixo e vi o lugar, era repleto de animais em áreas preparadas para eles, muitas pessoas os observavam do lado de fora das grades, aquilo era um zoológico, e eu sabia qual, como havia cruzado quase todo o país com minha mãe era fácil de reconhecer o Zoológico de Memphis.

Parece que pousar é mesmo a parte mais díficil, principalmente com Griffo na sua cola, nós descemos sobre o uma das celas de animas, era um local cheio de elefantes, os cascos do pegasus escorregavam na grama.

No instante seguinte estávamos caidos no chão, o pegasus tentava se levantar e foi quando o Griffo aterrisou bem a nossa frente, os elefantes ficaram loucos e as pessoas do lado de fora pareciam aterrorizadas com a situação.


- Há crianças na jaula dos elefantes! Aquilo é um puma? Pumas e cavalos na jaula dos elefantes! Seguranças! - elas gritavam totalmente apavoradas.


Eu lancei duas flechas na direção do bicho, mas ele esquivou vindo em nossa direção, como seu eu pudesse enxergar seus movimentos antes de acontecer eu rolei para a esquerda e o monstro passou bem do meu lado acertando apenas o vento.

- Regulus! - Bella gritou lançando sua espada para mim.

- Obrigado. - agora a criatura corria em minha direção como um touro, só esperava que fosse dar certo, quando ela salvou sobre mim, eu vi cada passo de seu movimento em minha mente, me vi morto, mas quando me dei conta o Griffo nem havia me atacado ainda.

Fui em sua direção sabendo de algum modo que ele saltaria sobre meu corpo então no ato eu me girei para a direita e desci a espada sobre seu corpo, ela entrou na carne dura e ficou presa, o ganido da criatura era terrível como um corvo ferido, ele rugiu para mim e estava preparado para me matar antes de morrer também, porém não teve tempo, uma faca zuniu no ar e se enterrou entre os olhos da criatura.

Olhei para trás e lá estava Bella, de pé e com a mão ainda estendida no ar depois de ter atirado aquela faca.

- Belo tiro. - eu disse.

- Não foi nada. Temos que sair daqui agora, os seguranças estão vindo...

John parecia ocupado tentando levanar o pegasus, nós corremos para ajudá-lo e pouco antes dos seguranças entrarem na jaula nós estávamos voando para os céus, eu queria saber o que os humanos deviam ter visto.

Estávamos todos sobre o lombo do pegasus, ele parecia suportar por enquanto, eu disse:

- Você salvou minha vida.

- Não foi nada. - respondeu Bella.

Seguimos nosso caminho de cidade em cidade até o Texas parando apenas para dar um descanso ao pegasus que agora nós demos o nome de Auron. Estávamos agora na cidade de Houston, bom, eu não sabia exatamente como as pessoas viam Auron, mas esperava que vissem um garanhão negro sem asas, como não tinha tanta certeza de como funcionava essas coisas resolvi que seria melhor pousarmos no teto de um prédio, deixamos ele lá, e descemos pelo elevador, o rapaz que trabalhava no elevador ficou meio espantado, ele não nos viu chegando, como poderíamos estar descendo, Bella disse que precisávamos comer alguma coisa ou estaríamos mortos antes de chegar em São Francisco. Achamos uma lanchonete não muito longe do prédio, sentamos em uma perto da janela e pedimos uma pizza gigante.


- Esse com certeza é o ponto alta dessa missão. - eu disse.

- Não, não... - ela disse depois de engolir sua fatia de pizza. - Eu quero aproveitar para visitar o Museu Houston de Ciência Natural, estive esperando por isso toda minha vida.

Havia esquecido como ela era apaixonada por livros, museus e todo esse tipo de coisa que sempre me entediou, depois de comermos toda a pizza deixando somente a caixa com alguns farelos, seguimos para o Museu, achei até uma boa idéia, porque precisávamos mesmo dar a Auron um tempo de descanso maior já que não haveriam mais paradas até São Francisco.

Quando chegamos ao Museu Houston de Ciência Natural eu quase deixei meu queixou cair do chão, entramos em um salão onde havia vários esqueletos de dinossáuros, o Museu estava lotado e as pessoas iam de lá para cá como formigas, Bella parou perto de um dos esquelos.


- Olhem que fascinante, esse é um dinossauro Rex, um dos mais ferozes, não é legal poder chegar tão perto de um sem ser comigo.

- Ultimamente é legal chegar perto de qualquer coisa sem ser comido. - disse John.

- Eu vou andar por ai, ver o que tem de legal, mas voltamos a nos encontrar aqui. - eu disse.

- Espera, Regulus vamos no observatório. - Bella deu uma breve corrida até mim e me levou pelo braço deixando John observando o esqueleto gigante do dinossauro Rex.

Era um lugar fantástico aquele, havia um telescópio gigante, nós fomos um de cada vez olhar pelo aparelho, dava pra enxergar até as estrelas mais distantes, havia algumas pessoas no local, mas não muitas.

- Como se sente? - Bella perguntou.

- Um pouco exausto, mas vamos continuar.

- Não falo sobre isso, estou dizendo a respeito das coisas estranhas que você tem feito. Tipo como você acertou aquele Griffo em Tenessi, era quase como se você soubesse o que ele faria. - só de lembrar da situação me senti exausto.


- Eu não sei... Eu só percebi muito rápido o que deveria fazer. Mas me sinto tão confuso quando isso acontece, é como se minha mente não conseguisse distinguir o real do irreal, você sabe o que pode ser?

- Não, mas acho que pode nos ajudar a chegar até a Chelsea. - sua
expressão não foi lá muito contente, quase descepicionada.


- O que foi? - perguntei.

- Nada, eu só estava pensando... - mas Bella foi interrompidada por um grandalhão de terno e gravata que se aproximou de nós e pôs sua mão no ombro dela.

- Hei, quem é você - disse Bella assustada.

O cheiro do homem era horrível, ele tinha as mãos peludas e usava óculos escuros.

- Arggh! - ele rugiu, eu disse rugiu, não me parecia um cara comum, principalmente quando percebi que ele possui mais dos pares de braços grudados as costelas em cada lado do corpo.

- Droga! - eu puxei minha faca do bolso e cortei a mão que a criatura pousava no ombro de Bella, o monstrou grunhiu e foi para trás assustado e gritando de dor.

- Ogros! - Bella gritou. ­- Estamos cercados.

Olhando em volta pude perceber mais grandalhões de seis braços vestidos como seguranças se aproximando.

- Temos que sair daqui agora! - eu corri em direção a porta de saida, mas ela foi fechada por um Ogro levantando seus braços para nos atacar, eu empurrei Bella para o lado e fui arremassado com uma pancada no peito que me fez voar metros de distância sem nenhum pouco de ar nos pulmões.

Tentei brandir minha faca, mas percebi que havia a perdido, pensei que estávamos mortos, as pessoas corriam desesperadas e pude ver um dos monstros indo para cima de Bella, gritei em horror, então chutei a criatura que avançava em direção bem entre as pernas, o ogro ganiu e eu esmurrei sua cara que agora estava inclinada para frente enquanto ele rugia de dor, sai correndo em direção a Bella e me joguei contra o ogro, agarrei em seu pescoço depois de escalar por suas costas, a criatura se debatia e tentava me tirar de lá com suas seis mãos, não duraria muito tempo até que me pegasse, mas quando isso aconteceu todo o lugar a volta começara a perder a claridade, tudo parecia escuro de uma hora para outra, então percebi John na porta, ele girava adaga em uma das mãos, os ogros olharam para ele, mas pareciam amedrontados, ele partiu para cima do que me segurava e fez lhe um talho no pescoço, a criatura tombou e virou pó.

- Cheguei na hora? - ele perguntou com um sorriso.

- Bem a tempo de aproveitar a diversão. - eu disse.

Me abaixei e peguei Bella nos braços:

- Você está bem?


- Estou, nós temos que... Temos que ir para Auron.

- Tudo bem.

John continuava a lutar contra os ogros, percebi que sua sombra se alongava em direção as criaturas e de repente elas pareciam totalmente sobre seu controle, ele manipulava os corpos de alguns ogros fazendo-os se baterem, vários acabaram virando pó dourado, agora tinhamos uma passagem para o salão dos dinossauros, corremos empurrando todos pelo caminho, mas fomos interceptados por mais alguns ogros de terno, eu peguei minha faca de volta e agora podia me defender dos atacantes, havia três deles na minha frente.
Me senti com os olhos embaçados e quando me dei conta estava sendo atacado pelos três ogros, o primeiro puxou um cassetete e desceu o braço sobre mim, o segundo pulou contra meu corpo estendendo todos os seis braços para me pegar, o terceiro corria na direção de Bella. Como se acordasse de um sonho estava eu na frente dos ogros novamente, eles nem haviam se mexido. Tudo foi muito rápido, eu estava em movimento mesmo antes deles atacarem, o ogro desceu o cassete sobre mim, eu me agachei me aproximando de seu corpo e fazendo um rasgo em sua barriga, o outro que agora se lançava sobre mim num salto tentando me agarrar passou direto pois girei para direita deixando-o no vácuo, eu cravei fundo minha faca em sua espinha, a criatura urrou e virou pó, então acertei o terceiro que corria para Bella arremessando minha faca em sua nuca, agora todos estavam mortos e tudo dentro de segundos, nem Bella ou John haviam feito qualquer movimento, tudo pareceu uma cena ensaiada. Depois de relaxar e a adrenalina me deixar eu cai no chão do salão com uma forte dor de cabeça, Bella e John correram para me socorrer,mas precisávamos sair dali, as pessoas deviam ter visto eu matar três seguranças bombados do Museu, e não demoraria para sermos presos pela polícia.

Ainda com a dor intensa na cabeça cambaliei para fora do Museu, John me carregava em seu ombro, Bella parecia nervosa e corria mais afrente como se estivesse preparada para enfrentar qualquer monstro que se pusesse em seu caminho. Seguimos caminho até o prédio, mas ao chegar no terraço Auron não se encontrava lá, ele havia fugido, não sei o que pensar, principalmente com a cabeça latejando.
Eu desmaiei e a escuridão veio sobre mim, agora nas ruas de São Francisco, eu via Carol, Lisa e Cron com as roupas esfarrapadas e correndo pela calçada como se estivessem sendo caçados por algo, Lisa gritou para Carol, então qual era mesmo o nosso destino, Carol respondeu ofegante, só o profeta pode decidir, mas não vou morrer nessa cidade nem pelas mãos desses animais peludos!, agora eu entendia do que fugiam, eram ogros como os que nos atacaram, eles corriam atrás de meus amgigos, alguns eram abatidos pelas flechas de Cron, outros pelas de Carol, então de supetão acordei, mas não estava mais no terraçoo do prédio, eu estava num cadeira aconchegante ao lado de uma janela com vista paras as nuvens.



A voz de Bella perguntou ao meu lado:

- Acordou... Está melhor, achamos que estivesse em coma.


- Onde estamos? - disse atordoado.

- Avião, estamos indo para São Francisco. - respondeu John. - Depois que desmaiou não podíamos esperar por Auron, alguns ogros subiram até o terraço e nós demos um jeito neles, corremos para o aeroporto depois de roubar um carro.

- Por quanto tempo estive desacordado?

- Seis horas. - Bella disse.

- Meu Deus! - exclamei.

- Não se preocupe, estamos quase pousando. - disse John.

Eu me sentia ainda atordoado, mas algo não saia da minha cabeça, algo que Carol disse em meus sonhos, sobre o profeta, eu me sentia estranho com isso, mas tentei afastar o pensamento. Descemos no aeroporto e pegamos um táxi, estávamos preparados para ir até o Monte Otrís, eu precisava salvar meus amigos, salvar Chelsea, se ainda estivesse vivos depois de tanto tempo.
Pedimos então que o taxí nos levasse até a metade do caminho para o Monte, ele nos deixou na estrada, já podia ver a montanha acima, uma sensação terrível tomou conta de mim, era algo poderoso que havia residido ali, e agora algo pior tomava seu lugar, eu e meus amigos continuamos no caminho e equanto seguiamos em frente, minha mente começou a pensar, todas as coisas que eu tinha feito de estranho, a luta com os ogros, com o griffo, quando caímos do pegasus, eu parecia saber cada passo do que ia acontecer antes, como se eu pudesse ver o futuro, me lembrei sobre o que os curandeiros de apolo me falavam na enfermaria, algo sobre meu Pai ser o detentor das profecias, e num insight eu me toquei, me lembrei do sonho no qual Apolo havia me dito ter dado um presente, desde aquele dia eu me senti preenchido por um poder imenso, comecei a ter sonhos íncrivelmente reais e ainda mais, passei a ter visões enquanto acordado, do nada começo a lutar contra ogros como se fosse o action man, agora etendia o presente que eu havia recebido, o dom, algo que iria me ajudar a salvar meus amigos e Chelsea, eu tenho o dom de ver o futuro, assim como oráculo, assim como meu pai Apolo, ele me deu o dom da profecia.
Enquanto caminhávamos eu me detive no meio da estrada, pude enxergar de olhos fechados o que íamos encontrar a beira da montanha, uma fogueira, Chelsea amarrada num tronco de árvore, Cron lançando flechas contra vários ogros, mas seus números superavam muito aos dos meus amigos, Carol estava sendo atacada por um ogro que brandia um porrete imenso sobre ela, Lisa corri de um gigante cuja as pernas eram de répteis e corpo negro como as sombras.


- Vamos, não há mais tempo! - disparei sendo seguido por Bella e John.

Enfim estávamos de frente para o pequeno acampamento que o tal Elfialtes havia montado, a batalha já havia começado, pude ver Cron lutando de um lado para o outro e também Lisa.

Tudo a volta estáva escuro como se a presença de Elfialtes impedisse a passagem de sol, me protegi atrás de um pedra matendo-me fora de seu campo de visão, consegui ver enxergar seus olhos, eles eram dois globos negros brilhantes.

- Regulus, o que faremos?

- Temos de ajuda-los. - eu disse.

Puxei meu arco dourado e armei um flecha flamejante deixando sua corda totalmente retesada, eu mirei bem no olho do gigante. Esperei o momento certo.

- Não, não! - meus olhos começaram a embaçar e agora eu me via atrás do gigante, ele caminhava calmamente na direção de Cron que se rastejava no chão, eu já havia visto isso antes, Elfialtes levantou sua espada, então a visão tremulou e voltei para trás da pedra mirando no gigante.

- O que foi? - perguntou Jonh atrás de mim.

- Eu conto depois. - foi quando tudo aconteceu, Elfialtes acertou um soco forte no rosto de Cron e meu amigo caiu no chão, tentando se arrastar até sua espada ele se virou de costas para o gigante e começou a se afastar sem forças. - John as sombras, eu quero que faça aquele lance com as sombras, controle o corpo dele, ele é todo feito de sombras, acho que você poderia usar seu truque. Agora!

John fez um gesto com suas mãos e o corpo do gigante travou antes dele descer a espada sobre a cabeça de Cron, Bella também pulou sobre a pedra e arremessou sua faca em um dos ogros fazendo-o virar poeira, Carol se espantou ao ser salva por Bella, mas não havia tempo para perguntas, elas duas brandiam suas espadas e cortavam os ogros vindos de todas as direções, cada um com seis braços tentando capturá-las.

Eu me levantei de trás da pedra e chamei o nome da criatura.

- Elfialtes! Sou eu quem você estáva procurando. - John controlou o gigante para que ele vira-se em minha direção. - Agora você me achou!

Lancei a flecha e ela zuniu no ar explondido no globo ocular de Elfialtes, o gigante cambaleou para trás e urrou com a dor.

- Maldito filho de Apolo! Me cegou como fez seu pai uma vez! Mas será morto por isto! - de algum modo o gigante conseguiu se libertar do controle de John e veio em minha direção, eu rolei para a esquerda e deixei ele acertar o vento, John agora havia sido visto por um dos ogros que se lançaram ao ataque, mas ele correra para as árvores e se escondeu nas sombras ficando invísivel, os monstros o seguiram, alguns segundos depois John reaparecera, mas nenhum ogro voltou da escuridão.

Cron agora alcançava sua espada e tentava se levantar, ele estava tonto e cambaleando, quase foi acertado por um ogro se Bella não tivesse fatiado a criatura ao meio antes que este o golpeasse.

- O que fazem aqui? - perguntou Carol depois de esquivar de um porrete que balançava nas mãos de um ogro.

- Estamos aqui para salvá-los. - disse Bella.

Carol olhou para o tronco da árvore em que Chelsea estáva amarrada.

- Tire-a de lá, tenho que ajudar Reggie.

- Ok! - respondeu Bella correndo em direção a Chelsea desacordada.

Elfialtes vinha em minha direção e rugiu de ódio, sua pele negra exalando uma aura ainda mais amedrontadora do que seus olhos, agora ele só podia me enxergar do lado esquerdo, e isso já era o suficiente para ele conseguir me esmagar.

- Hoje irei matar os seus filhos. - ele rugiu para os céus. - Amanhã será sua cabeça nas minhas mãos Deus do Sol!

Levantei meu arco em direção ao seu rosto:

- Errado, nenhum de nós morrerá hoje.


Algo em sua expressão revelou que ele entendeu que o que eu não eram apenas palavras, ele emburrou a cara e parou de andar.

- Se você sabe disso, também deve saber que nem eu morrerei hoje.

Por um instante também me vi paralizado, o que ele dissera era verdade, não consguia ver eu o matando, não hoje, não agora, o que isso podia significar? Elfialtes sorriu ao perceber que tinha visto o nosso futuro.

- Quem sabe nos dias que virão, prole de Apolo, poderei arrancar sua cabeça.

- É, você não morrerá hoje, mas não verá o dia de amanhã. Agora! - eu gritei, Carol que havia se posicionado bem atrás do gigante levantou seu arco, John fez com que o corpo do gigante obedecesse suas ordens, e este se virou na direção da flecha atira por Carol, Elfialtes urrava de fúria e dor enquanto a flecha de bronze fincava-se em seu outro olho, agora ele estava completamente cego, e girava sua espada em todas as direções enlouquecido.

Cron ia avançar sobre ele, mas eu o impedi.

- Por que não me deixa matá-lo? - ele rugiu.

- Porque não é seu destino fazer isso, e muito menos o dele morrer este dia. - minha voz tomou um tom calmo e firme, nunca antes me ouvi assim, pensei, este é o presente de Apolo.

O gigante novamente quebrou o controle de John e se lançou nas sombras da floresta, o sol já se escondia no horizonte e não havia maneira de ir atrás dele, mas eu sabia que íamos nos encontrar outra vez, no futuro.

Corri para Bella que segurava o corpo de Chelsea em seus braços perto a fogueira, Chelsea ainda estava apagada.

- Chelsea, Chelsea. - eu toquei em seu rosto.

- Ela está fraca demais, não sei se irá resistir. - disse Bella.

- Não, nossa missão era salvá-la, não podemos voltar sem ela. - disse Carol em tom furioso atrás de mim.

Lisa se aproximou e pôs a mão em meu ombro.

- Você está bem?

- Sim.

- Como veio parar aqui, Quíron havia o proíbido de vir nessa missão. - disse Cron.

- Eu fugi, não sem ajuda. - olhei para Jonh e Bella que apoiava a cabeça de Chelsea em suas pernas.

Nesse momento os olhos de Chelsea começaram a se abrir, seu rosto era iluminado pelas chamas da fogueira.

- Regulus... - ela balbuciou ainda fraca.

- Estou aqui.

- Me desculpe... - disse Chelsea. - Me desculpe...

- Desculpa-la por que? Eu vim salvar você.

- A culpa é minha, a mulher da terra, ela me convenceu a trazer vocês aqui, ela me obrigou a isso.

- Como assim? A mulher da terra, de quem está falando? - foi quando Bella me interrompeu.

- Eu acho que sei de quem ela está falando... Gaia.

- Ela me fez ajudar Elfialtes a armar para vocês, ele queria matar os filhos de Apolo, mas eu sabia, eu sabia que você poderia derrotá-lo. - ela tossia e parecia cada vez mais fraca.

- O que eles fizeram com você? - perguntei ainda atordoado com tudo o que estava acontecendo.


- Eles sequestraram a minha irmã. Me obrigaram a fazer isto para salvá-la.

- Iremos salvar sua irmã. Eu prometo... Mas temos que levá-la daqui. - eu disse.

Bella olhou para mim e balançou a cabeça em negativo, pelo seu olhar eu entendi o que ela queria dizer.

- Me desculpe... Eu quero que me perdoe antes de eu morrer. - ela implorou e lágrimas escorriam de seu rosto, eu estava ardendo por dentro, não podia deixá-la.

- Eu a perdoo. Mas fique comigo, segure firme, você vai ficar bem. - mas eu só estava tentando convencer a mim mesmo disos, eu percebi o ferimento em sua barriga, uma lança havia a perfurado, ela não ia sobreviver.

- Pare com isso, pare... Eu não posso voltar para o acampamento e de qualquer modo sou uma traidora. - ela disse. - Só quero que saiba... Saiba que eu te amo.

- Eu também. - percebi que lágrimas desciam de meus olhos, os olhos de Chelasea começavam a desfalecer escorregando para o nada. - Fique comigo! Fique! Droga! - eu explodi, mas não faria diferença, Chelsea estava morta.

Carol me segurou e me afastou dela, me levando para longe.

- Fique calmo, temos que sair daqui ou mais monstros irão aparecer, está ficando tarde. Se recomponha, tem algum modo de sairmos daqui?

Eu estava com a cabeça em chamas, não conseguia pensar em mais nada, mas foi o som de asas que me despertaram, algo se aproximava em alta velocidade.

- Auron... - disse John.

O cavalo alado desceu até nós e galopou para perto de John, relichando e empinando.

- Muito bem garoto. Onde você foi? - John conversava com o cavalo.

Mas o pegasus não precisava responder, em segundos eu podia enxergar no céu uma dúzia de pegasus brancos descendo sobre a encontas do monte Otrís, a frente estava Will Solace, conselheiro chefe do Chalé de Apolo, nos outros cavalos estavam vários campistas que eu havia conhecido no acampamento, eles trajavam armuduras e portava espadas. Will veio em minha direção depois de pousar.

- Quíron nos mandou para resgatá-los.

- Você chegou tarde para a diversão... - disse Cron. - Agora, temos que sair daqui.

Eu ainda estava em choque só pude perceber o que acontecia depois de ver o corpo de Chelsea sendo levado para cima de um dos Pegasus, logo todos nós estávamos montandos no lombo de um cavalo voador, então eu apaguei com a cabeça latejando.

Fui transportado novamente para o carro voador acima da cidade de Nova Iorque, meu pai no banco da frente dirigindo feito um louco cortando por entre as nuvens.

- Acordou, filho? - ele disse olhando pelo retrovisor.

- Sim...

- Como se sente?

- Nada bem... Mas obrigado por tudo.

- Não foi nada, eu sou seu pai, e já estive por demais ausente, estava na hora de lhe recompesar. - disse Apolo. - Agora... Sinto muito por sua amiga.

- Eu sou o profeta não é? Eu vi o futuro, a guerra, os gigantes e os Deuses.

- Elfialtes não é o único, chegará o dia que enfretaremos ele lado a lado. - disse. - Agora acorde meu filho, acorde e brilhe...

Foram as últimas palavras que ouvi antes de acordar no meu chalé, estava no acampamento de novo. Aparentemente fiquei desacordado desde São Francisco até aqui.

Quando abri meus olhos Carol e outros estavam em volta de minha cama, já me acostumei a acordar assim.

- Acabou Reggie...

Ainda atordoado eu me levantei e disse:

- Não... Há muita coisa pela frente.


- Sim, temos que salvar a irmã de Chelsea... - lembrou Lisa.

- Não só isso... Temos que salvar o Olimpo. - falei

- Quíron precisa saber disso. - Bella sabia do que eu falava, ela havia me alertado sobre uma guerra antes de fugirmos do acampamento.

Todos pareciam surpresos, mas eu não, eu sabia qual era o nosso destino. Aos meus olhos uma nova visão me tomou, um grande navio com a cabeça de um dragão, rápidamente a imagem tremulou e desvaneceu.

- Sim, ele precisa...

Mais tarde nos encontramos com o centauro e explicamos tudo, ele estava a fim de me colocar de castigo, mas não o fez, depois de contarmos sobre Elfialtes ele pareceu preocupado, sua expressão ficou sombria e então ele nos dispensou, eu fui para a praia, era um dos únicos lugares que podiam me fazer relaxar.

O sol brilhava fortemente no céu, e eu deitado sobre a areia ficava pensando em Chelsea, e se eu havia falhado com ela, não, ainda há uma chance de resolver tudo, tenho que encontrar sua irmã, quer dizer, não só eu, estarei acompanhado, eu sei...


Neste momento Carol para do meu lado e se senta.

- Oi... - ela disse.


- Oi... - respondi um pouco cansado.

- Eu só queria me desculpar por ter chegado tarde demais... - ela disse sem olhar para mim.

- Não precisa, era o destino dela...

- Destino? Você anda falando muito nisso.

- Bem, eu...

- Você, você é o profeta não é? - ela me perguntou.

- Como você sabe sobre isso?

[color=red]- O oráculo, ela me deu uma profecia para a missão. A profecia dizia assim: "Nas sombras do trono inimigo, outro filho da terra despertará, quando enfim encontrar seu destino, só o profeta o decidirá.". E você decidiu... - disse Carol[/color]

- Eu não...

- Sim, você decidiu. Decidiu nos salvar, decidiu fugir do acampamento e cruzar o país todo só para impedir que fossemos mortos.

- Vocês são meus irmãos, o que mais poderia fazer?

- Nosso pai te agraciou com um presente Reggie, tenho certeza que ela sabia desde o início que se sairia bem. - pensando dessa maneira acho que ela está certa, se eu posso ver o destino dos outros, o quanto de nossas vidas o meu pai pode ver? Ele me deu a chance de lutar, pois sabia que eu iria vencer, mas será que venceremos na próxima? Preciso estar preparado para encontrar o meu próprio destino, seja ele qual for.

- Tenho que treinar. Quer vir comigo? - me levantei da areia e estendi a mão para Carol.

- É claro! - ela sorriu.

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Re: ♦ Teste para Habilidades Especiais ♦

Mensagem por Regulus Blackburn em Qui 26 Jan 2012, 22:07

  • Armas: Espada de Bronze Comum, Faca de Bronze Comum, Arco Dourado e Flechas de Fogo.

    Poder Utilizado: A PROFECIA

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Re: ♦ Teste para Habilidades Especiais ♦

Mensagem por Freya Fiddler em Sex 27 Jan 2012, 16:56



This is my face

Doesn’t matter the problem, Freya will be here to support you


Nome: Freya Fiddler
Idade: 16 anos
Nível: 7
Habilidade: Profecia


Era um dia como qualquer outro, vestia-me com uma camiseta, um short e sandálias de dedo, o suficiente para dar uma volta na praia. Saí da muvuca do chalé de Apolo em direção beira mar.

Não era comum eu sair do chalé, mas mesmo assim hoje estava insuportável ficar lá dentro, estavam todos muito animados falando sobre o treino o qual eu não participara. Eu descera à praia e após longa caminhada vi vários campistas por ali, nenhum que chamara minha atenção até então. Passara por grupos cantando e rindo em volta de algo que já fora uma fogueira, campistas namorando, conversando e uma garota sozinha sentada na areia molhada, ela estralava os dedos e uma nuvem com outro cenário aparecia, quando estralava de novo desaparecia. Ela continuava a fazer aquilo sem parar, mas do outro lado nunca tinha ninguém.

-Precisa falar com alguém? Falei me aproximando da garota e então me sentei ao seu lado. – Não exatamente, só estou praticando. Logo em seguida a garota abriu um enorme sorriso, apaixonante tenho que admitir. –Freya, digo, esse é meu nome. Sou filha de Apolo. Estendi minha mão a garota. –Chelsea Felth, sou filha de Íris, mas acho que você já percebeu. Ela riu e novamente ‘iluminou’ o ambiente.

Todos os dias eu e Chelsea nos encontrávamos, passávamos horas conversando, trocando experiências e falando de nossas vidas. –Então quer dizer que seu pai se cansou de você e pediu para vir para cá? Assim, sozinha? Nossa conversa tomou o rumo de nosso passado. –É, mas tudo bem, eu nunca tive uma boa relação com o meu pai mesmo. Minha única esperança sempre foi minha mãe, por isso eu nem tentei insistir de ficar na casa do meu pai, o acampamento é meu lar. A história parecia um pouco triste para mim, mas o sorriso da garota continuava no rosto, como se aquilo fosse uma vaga lembrança. Continuamos conversando, mas a conversação não passou muito disso.

Naquela mesma noite eu estava deitada em meu beliche ouvindo ‘Oh!’ quando parece que fui desligada do mundo, era um lugar escuro, com cheiro podre e mofo por todo o lado, há alguns metros de distância ouvia uma voz rouca ameaçando. –Quem você vai chamar agora, gracinha? Voltei à realidade, talvez tivesse caído no sono. A música voltou do mesmo lugar que tinha parado quando eu dormi, só tem uma explicação. Eu devo ter apertado stop sem querer .

Desta vez eu e a filha de Íris nos encontraríamos no bosque, na verdade nosso encontro era para treinar. Eu cheguei no local com a espada embainhada na cintura, sentei-me em um tronco caído e voltei a cena da noite passada. Dei leves passos até a divisão onde ouvia a voz, havia uma enorme sombra projetada no chão devido à luz da televisão, ao lado desta sombra eu conseguia ver a silhueta de alguém amarrado a uma cadeira. Mais de perto identifiquei uma garota de longos cabelos vermelhos, então estes ficaram verdes e voltaram ao vermelho original, ‘Chelsea’ pensei, agarrei minha espada sacando-a pronta para atacar o sequestrador. –Ai, a luta já começou? A ponta de minha espada bateu em Chelsea, eu voltara para a floresta. –O que? Eu dormi? Eu não tinha ideia do que ocorrera, eu achava que aquilo era um sonho ou talvez uma mensagem de Íris, porém não era nenhum dos dois.

Chelsea me explicou que eu estava de olhos abertos, me movendo hora vagarosa, hora assustada até que apontei uma espada para ela e houve a intervenção. Eu conversei com ela a respeito de ‘minha ilusão’ contando sobre cada detalhe. –Vamos até Quíron. Chelsea, diferentemente de mim acreditava que eu não estava louca, tinha algo por trás disso que talvez só um treinador experiente pudesse resolver.

Fomos diretamente a casa grande, onde estava Quíron e lhe contamos o problema. –Bem, isso é raro, mas não impossível. Alguns filhos de Apolo de Apolo tem uma habilidade especial, como a do oráculo de Delfos. Freya, talvez você esteja vendo flashs do futuro. Eu não conseguia acreditar no que Quíron estava falando, quer dizer que Chelsea seria sequestrada de qualquer maneira?

A partir deste momento passei a andar cada vez mais próxima de Chelsea, afinal minha ‘previsão’ não deveria estar longe de acontecer. Onde ela estava, eu estava atrás, só nos separávamos no horário de recolher. Como se eu já não soubesse que seria irremediável Chelsea sumiu, seus irmãos disseram que ela saíra de madrugada e não voltara.

Se ela não me mandaria uma mensagem, eu fazia isso. Fui à fonte mais próxima e joguei um dracma. –Ó, deusa do arco-íris, mostre-me Chelsea Felth. Logo em seguida vi minha amiga amarrada e amordaçada nas costas de alguém. –Chels, onde você está? Obviamente não recebi a resposta da garota, porém eu conhecia muito bem os becos pelos quais eles passavam.

A noite caíra e eu tinha que salvar minha amiga, peguei meu arco, aljava, espada e alguns torrões de açúcar. Acariciei Jorg, o Pégaso de Chelsea, e lhe dei um dos cubinhos de açúcar. –Hey, amigão. Vamos salvar a Chels? O animal relinchou o que ele disse eu não sei, esperava que fosse um ‘sim’. Montei nele e fomos em direção a New York, minha cidade natal.

O caminho estava tranquilo, os quilômetros passavam rápido voando, mas como nenhum meio-sangue pode sair do acampamento sem ser atacado por nenhum monstro uma ave de Estinfália apareceu brilhando através do breu. Se aproximou silenciosamente, só fui perceber seu presença quando ele bicou meu braço esquerdo arrancando um pedaço de minha carne, saquei minha espada e Jorg me aproximou da ave, ataquei com minha espada, porém o monstro colocou seu pico de bronze na frente, causando um som horrível.

‘Exato!’ É de barulho que eu preciso. Como pude ser tão besta? Tudo que preciso é fazer barulho suficiente para espantá-lo. –Jorg, tem como você trazer sua pata um pouco mais perto? Enquanto Jorg não me respondia, puxei meu arco e uma das flechas de fogo, mirei e acertei sua asa o desestabilizando no ar. O Pégaso subiu sua pata e sem dó eu raspei a frente da espada em seu casco, causando um barulho repudiante, como o de unhas arranhando o quadro, porém 5 vezes pior, o suficiente para eu ver a ave voando para longe.

Continuamos nosso caminho até chegarmos ao beco, ainda no céu tipo mais uma visão. A cena era a mesma de antes, mas agora com um visão mais ampliada, vi Chelsea e um homem, por volta dos 40 anos, ambos amarrados, de pé só havia um grande rapaz de cabelos curtos e castanhos rindo do programa de televisão sem som. Corri para a saída e logo me localizei, quatro quadras adiante e eu poderia salvar a filha de Íris.

Voltei a realidade, desci de Jorg lhe dando um torrão e corri para dentro da construção, pronta para a luta. O cheiro de mofo era o mesmo de minhas previsões, saquei a espada novamente e corri para a sala onde eles estavam. O homem estava em frente a televisão e as cadeiras amarrando Chelsea e o outro homem estavam mais próximos a porta, entrei no quarto na surdina e cortei as cordas que prendiam a garota chamando atenção do sequestrador.

Quando o homem se virou para ver o que estava atrapalhando seu show de piadas. –Ci-ciclope? Eu deveria ter percebido antes, pela altura e agressividade. Ele pegou sua clava, com algumas pontas de metal, e partiu para cima de mim atacando minha cabeça com a arma, trouxe minha espada para cima me protegendo da porrada, aplicando-lhe um chute na barriga ao mesmo tempo. O ciclope bateu na parede causando pequenos danos nesta, porém se levantou rapidamente mais enfurecido do que antes, jogando sua clava e acertou em meu braço machucado pela ave, a força foi tanta que me arremessou na cadeira onde o homem continuava amarrado e minha espada caiu perto da televisão. –Paaaai. O grito de preocupação de Chelsea não me preocupou, até que minha ficha caiu. –Chels, Pai? Aproveitei a oportunidade e peguei uma das flechas para desamar o rapaz. O monstro não me deixou descansar e logo correu em minha direção novamente, foi quando foi surpreendido pela filha de Íris com a espada na mão enfiando esta nas costas do ciclope, atravessando seu peito. Peguei me arco e a flecha, atirando uma flecha ilusória antes que o monstro se virasse contra minha amiga.

O ciclope foi seco na flecha da direita, tendo uma grande decepção quando a verdadeira flecha o acertou no peito, perto de onde Rasword estava cravada. Ele caiu de costas no chão firmando mais a espada em seu peito e então minha espada caiu no chão e o ciclope sumiu e uma chuva dourada pairou pelo ar.

Saímos da casa e então Chels ficou a sós com o seu pai, porém eu usei dos meus poderes para o mal e recebi uma profecia da conversa. –Desculpe-me por isso, pai. Eu soube que o ciclope tinha te pego e tinha que vir te salvar. A garota falava com um olhar de decepção. –Filha, isso tudo sempre foi duro para mim. Você ser uma semi-deusa, você sabe como eu nunca fui bom em demostrar meus sentimentos e talvez eu tenha sido um pouco duro te expulsando de casa, mas eu fiz tudo isso para que você não corresse mais perigo. Uma lágrima escorreu do olho do homem e então Chelsea o abraçou. –Eu pensei que você me odiasse. O abraço durou algo entre 30 e 50 segundos. –Eu nunca te odiaria. A conversa tomou um rumo chato e achei melhor parar de observar.

Nós despedimos de Carl, pai da Chelsea, montamos em Jorg e voltamos ao acampamento, por sorte não havia mais monstros no caminho, chegamos ao amanhecer com Quíron nos esperando na porta. –Gatoras, vocês saíram sem permissão. Eu não queria fazer isso, mas terei que punir ambas. Já que vocês gostam de fazer tudo juntas, duas semanas lavando os pratos.

Spoiler:
Freya Fiddler- nível 7
Poderes
- Maestria iniciante com arco
- Flecha ilusória
- Profecia (poder usado para a missão)
Armas
- Espada Rasword, embainhada na cintura
- Arco de Ouro, ombro esquerdo
- Aljava com flechas de fogo, ombro direito

Chelsea Felth – nível 4
Poderes
- Transformação capilar
- Envio de mensagens gratuitas
- Perícia com espadas
Pet
- Pégaso


*template by ~moony


Legenda

Eu ❖ Ações ❖ Personagem 1Personagem 2Personagem 3Personagem 4
Template by ~moony

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Re: ♦ Teste para Habilidades Especiais ♦

Mensagem por Jeon Hae Sun em Sex 27 Jan 2012, 17:00

I want to be Lord Voldemort


_ Nome Marc Marlboro Valmont
_ Idade 15 anos
_ Nível Sete
_ Habilidade que tentará no teste Senhor das Serpentes

Todos os chalés estavam calmos, menos o chalé número sete, que estava alvoroçado e preocupado. Um de seus campistas havia sumido misteriosamente no meio da noite e ninguém conseguia sequer imaginar onde ele se encontrava. Alguns diziam que ele fora convocado para uma missão de última hora, outros diziam que havia sido seqüestrado por monstros, mas fato é que os filhos de Apolo já não estavam tão radiantes como antes.

Semanas passaram-se e ninguém sequer conseguia juntar pistas sobre o paradeiro de Henry, um dos campistas veteranos, o mesmo que desapareceu. As barreiras do acampamento, o limite entre a floresta, foi todo revistado e alguns semideuses revezavam turnos para montar guarda, evitando que qualquer coisa entrasse ou saísse sem permissão.

O clima estava tenso, mas pouco a pouco ele foi sendo amenizado e a lembrança do campista foi sumindo da cabeça das pessoas e ele já caia no esquecimento, e a desesperança fazia seu papel no coração de seus meio-irmãos. As atividades foram retornando normalmente e o acampamento caiu no comum.

O acampamento voltou ao normal, mas não a mente dos filhos e filhas de Apolo, principalmente em relação aos seus sonhos. Cada nova manhã era um rebuliço na sala de encontro do chalé, cada um tinha um sonho mais estranho com o outro, revelando cobras, gritos, escuridão, sangue e um campista, que jamais conseguiria ter seu rosto identificado. Conversas iam e vinham a respeito desses sonhos, porém eu não participava de nenhuma, desanimado respondia que não havia sonhado com nada fora do comum quando indagado a respeito. Infelizmente, era verdade.

Estava chateado com essa história de ter um suposto “bloqueio” para sonhos, era tão comum para todos os outros campistas e para mim era uma dificuldade. Acordava e me dirigia direto para a floresta ou algum lugar afastado do movimento do Acampamento, assim eu evitava o murmúrio das vozes de meus meio irmãos, tentando desvendar o Enigma dos sonhos.

As criaturas da floresta estavam mais alvoroçadas do que o normal, cantos de pássaros ecoando, barulho de folha e galhos quebrando ao seu lado. Tudo isso fazia um clima tenso e que te fazia ficar na defensiva, preparando-se para um eventual ataque. Alguma coisa estava acontecendo e com certeza a coisa era séria e tinha relação, mesmo que mínima, com o sumiço do garoto. Não me demorei entre as árvores e retornei para a sede do Acampamento.

Os treinos ocorreram normalmente, e assim foi até o horário da ultima refeição do dia. Todos nós estávamos reunidos na Casa Grande, as mesas estavam servidas e todos se preparavam para comer. Contudo, um a um, os filhos de Apolo eram convidados a acompanhar Quíron até uma porta escondida, estreita e então se demoravam minutos que não passavam até serem liberados e voltarem para a mesa, indiferentes. Quando indagado sobre o que ocorreram, apena balançavam a cabeça e diziam que não poderiam comentar o que fora conversado entre as quatro paredes.

Meus meio-irmãos iam sendo abduzidos um a um e eu sabia que minha hora chegaria, mas não sabia o motivo. Alguns cochichos rolavam pela mesa, dizendo que talvez pudessem estar encontrando uma solução para o mistério dos sonhos, para descobrir seu significado, outros, diziam que estavam armando um grupo de buscas. Eu, no entanto, não acreditava nem desacreditava, sabia, porém, que não seria útil em nenhum dos dois casos.

Quase no final do jantar, meu nome foi finalmente chamado. Tropeçando, segui Quíron até a misteriosa porta. Quando aberta, revelava um interior reduzido, parecia algo como um armário de vassouras, conforto não era uma palavra que caracterizasse o ambiente. Sentei-me no banquinho indicado por Quíron e contemplei seus olhos. -Marc, você deve saber o motivo de estar aqui. Minhas feições, nesse instante, demonstraram a decepção que carreguei por toda aquela semana. Mexi em minhas mãos, antes de encarar novamente o centauro. -Infelizmente não. Ei que deve ter alguma coisa em relação ao meu meio-irmão desaparecido, mas receio não poder ajudar. Pelas suas expressões, ele não conseguia compreender o que eu dizia. -Meu jovem rapaz, todos podemos ajudar. Agora me diga o que sabe sobre o assunto? Cada vez mais me afundava em decepção, cada palavra feria meu orgulho. -Eu não sei nada, senhor. Nenhum sonho, nada. Ele calou-se e começou a me estudar com os olhos. Os minutos alongavam quando se estava sentado à mesa, mas quando você estava dentro da sala, os segundos tornavam-se eternos.

O centauro assentiu algumas vezes, com o queixo apoiado nas mãos, como se analisasse a situação que se encontrava. Então, com um leve aceno da cabeça, pediu para que eu o acompanhasse. Entramos num longo corredor e viramos na primeira porta que havia ali. Uma caixa descansava no fundo da sala e, quando Quíron entrou, lacrou a porta atrás dele.

Ele chegou até os pés da caixa e a pegou em seu colo, tentei ajudá-lo, mas a caixa era surpreendentemente pesada. -Você é um dos únicos campistas a verem essa criatura. Isso deixou-me um pouco tenso, assim como o clima. O que poderia conter naquela caixa? Ele mencionou uma criatura, contudo, qual tipo de ser estava guardado? Ele abriu a caixa e de dentro um silvo foi liberto, pouco a pouco uma cobra revelava seu corpo cumprido. -Ela chegou ao acampamento essa última semana. Creio que seja uma da cobras de Apolo, mas o fato dela estar tão próxima é, no mínimo, curioso. Ele parou de falar e olhou para a cobra, que agora rastejava pelo chão. Não era um animal qualquer, ele era simplesmente gigante, a grossura de seu corpo poderia, facilmente, igualar-se a grossura de uma coxa adulta.

Ela aproximava-se sorrateiramente de mim, cuidada de perto pelos olhos de Quíron, que acompanhava a tudo calado. A cobra encostou sua gélida pele na minha e começou a escalar meu corpo. Mantive-me parado como uma estátua, esperando sempre o próximo movimento do ofídio. -Meu mestre, nosso senhor corre perigo. Socorra-o. Espantei-me com a atitude da cobra, melhor ainda, espantei-me com a conversação que acabei de ter. A cobra falou comigo e, pensava eu, que fosse o único ali na sala que conseguiu realizar tal feito. Preferi manter-me em segredo, afinal, poderia ser perigoso revelar o que acabara de acontecer. Mas sua mensagem também me preocupava. Ela era uma das cobras de Apolo, logo o senhor o qual se referia seria o Deus e, segundo o que dizia, ele estava em perigo. -Devemos mantê-la em segurança, sinto isso. Quíron pigarreou e falou, finalmente.Concordava com ele, mas é porque agora tinha no que acreditar.

A cobra voltou para seu esconderijo e partimos juntos de volta às mesas na Casa Grande. Era difícil não comentar o que havia acontecido com alguém, mas mantive minha língua dentro da boca, por segurança. Terminamos o jantar e cada um dirigiu-se para seu respectivo chalé. Aquela noite, contudo, foi longe de ser normal. Meus sonhos pareciam lúcidos demais e tinha um objeto e comum a todos eles: cobras e mais cobras, em especial a cobra que falou comigo. Tinha também sangue e uma risada maléfica de fundo, mas não conseguia perceber muita coisa, era escuro demais... E então acordava, assim que encontrava um garoto no meio da floresta.

Levantei assim que o sol raiou no horizonte, não havia conseguido dormir bem e muita coisa martelava em minha mente. Apanhei minha lira, meu arco e minha aljava de flechas de fogo e sai para uma caminhada enquanto dedilhava algumas canções no instrumento. Decidira espairecer um pouco ao ar livre e, quem sabe, treinar um pouco minha mira.

Entrei na floresta e pude observar a estranha atividade que acontecia ali. Dezenas de serpentes estavam a cada metro das árvores, numa quantidade absurdamente grande. Jamais presenciara nada igual. O mais estranho ainda era que todas elas abriam passagem para que eu andasse, talvez fosse só uma sobrevivência, para que não fossem pisoteadas, mas mesmo assim era estranho. Na floresta não havia nenhuma criatura que quisesse algum tipo de combate, o que não valia a pena continuar ali, perdendo tempo.

Quando voltei para o acampamento, uma nova cena me aguardava. Um grupo reunido comemorando em meio aos treinos parecia que era um circulo em volta de algo, mais precisamente de alguém. Quando me aproximei, percebi do que se tratava: O garoto desaparecido havia retornado. E foi uma festa no chalé de Apolo, mas Quíron queria conversar com o rapaz. Depois de muitas horas de espera, ele voltou, bufando pelas ventas. Pelo visto, a conversa não foi uma das melhores.

Mais dias passaram e, à medida que tudo se normalizava, íamos esquecendo de todo aquele episódio. Eu esqueci até o momento que flagrei algo muito estranho vindo de Henry: Ele estava deixando o chalé durante a noite. Não dei bola, virei para o lado e adormeci, contudo essa cena foi-se repetindo, dia após dias, sem pular nenhum. Eu decidi certa noite, acompanhá-lo em sua caminhada. Porém, antes, apanhei meu punhal solar e o coloquei na bainha de minha cintura e, em minhas costas, o arco e a aljava descansavam, antes de sair, passei a mão em meu escudo e o joguei para as costas, também. Não sabia o motivo, mas pressentia que todo aquele armamento seria muito útil.

Segui o garoto pelas sombras, o máximo de silêncio possível. Ele me levava até a Casa Grande, mas o mais estranho é que a Casa era trancada e geralmente era guardada por Argos. Henry tentava achar uma saída, batia em maçanetas, forçando-as e, quando via que não seria útil, desistia. Foi então que ele apanhou uma adaga e começou a forçar o cadeado de uma das entradas do prédio. Precipitei-me e corri em sua direção. -Henry?! O que está fazendo? então ele me olhou, seus olhos transmitiam ódio e todos os sentimentos ruins que você pudesse imaginar e que fizessem seu corpo travar automaticamente. -O que você está fazendo, semideus. A cólera era notável em sua voz. Então ele começou a avançar para cima de mim pé após pé e eu recuava com a mesma intensidade. Foi então que tudo fez sentido, todas as partes dos sonhos em uma só. O garoto era Henry, a cobra era a mesma cobra encontrada por Quíron, a escuridão, bem, se Apolo, o deus Sol fosse derrotado, só nos restaria a noite. Tudo fazia sentido. A traição vinha do próprio leito de Apolo, ser um de meus irmãos. -Você é o traidor! Você quer derrotar Apolo, seu próprio pai, o meu pai! Espalhei pelos quatro ventos, sem medo de que alguém poderia ou não ouvir. Uma risada doentia ecoou da boca de Henry, o traidor. -Parabéns maninho, parece que você não é tão imprestável assim. Então calou-se e voltou a se aproximar. Eu já preparava meu escudo para caso precisasse lutar. -Agora me diga, onde está a cobra? É claro, você só conseguiu descobrir isso, chegar a uma solução, pois conseguiu comunicar-se com a cobra. AGORA ME DIGA ONDE ELA ESTÁ! Ele estava quase se aproximando, mas ambos os corpos paralisaram quando as luzes da Casa Grande ascenderam. O traidor, acovardado, fugiu rumo à floresta, deixando-me sozinho em meio à escuridão. A voz de Quíron saia de dentro do prédio, exigindo explicações. Gritei-lhe o que estava acontecendo, que Henry era um traidor e que estava atrás da cobra de Apolo e então uma ruidosa sirene tocou e Quíron começou a trotar em meio aos chalés, buscando campistas e defesas para o animal. O centauro, assim que pôde, parou em minha frente e apoiou suas pesadas mãos em meu ombro. -Vá, vá atrás de Henry. A Cobra sumiu essa noite, não tenho a mínima idéia de onde ela esteja. Sei que vocês dois possuem algum tipo de ligação misteriosa. Use-a. Vá, semideus, vá! Então empurrou minhas costas, encorajando-me a adentrar a floresta. Meio desengonçado comecei a correr, trombando, hora ou outra, com algum campista de pijama que fora recém acordado pela movimentação no Acampamento.

Um de meus irmãos veio correndo atrás de mim, gritando meu nome. Olhei rapidamente para trás e vi que ele agitava um objeto dourado no ar, chamando minha atenção. Parei de correr e esperei que ele me aproximasse e, ofegando, ele entregou-me minha lira e desejou-me boa sorte. Agradeci e voltei a correr para a floresta, sem olhar para trás. Logo as árvores me engoliram, numa escuridão tremenda. Aquele lugar estava ainda mais quieto e pavoroso e, para uma sensação de desconforto, a cobras que tanto mantinham atividade ali, agora se foram.

Os galhos quebravam a cada passo que dava e a névoa cobria quase todo o chão. Meu objetivo era encontrar o traidor, mas também precisava encontrar a cobra e mantê-la em segurança. Meu arco estava em frente ao meu corpo, com uma flecha já pronta para ser disparada, o escudo, que antes fora mal enganchado nas costas, agora se encontrava firme em meu braço esquerdo, pronto para me defender a qualquer momento. Adentrava cada vez mais no breu, entregando meu corpo para o destino.

Havia muito tempo que estava vagando sem rumo pela floreta, quem sabe tempo demais. O nervosismo não me deixava pensar direito, pensava na minha falha, quem sabe por ter demorado tanto, a cobra já tivesse sido violada. Foi então, perto das fronteiras do acampamento, que risadas abafadas em meio ao vento nas árvores acenderam uma nova chama de esperança. Uma silhueta aguardava ao lado do pequeno rio que cortava a propriedade, aguardava pacientemente, parecendo ter certeza que seu bote seria cem por centro eficaz. Abaixei em meio à vegetação e aguardei qualquer movimentação suspeita, porém não precisei esperar muito. Um animal debatia-se no chão à frente do garoto. Um animal que escorregava de um lado para o outro, tentando escapar. Dessa vez iria agir rapidamente. Lancei a flecha já armada no arco, que acertou o meio entre a cobra e os pés do rapaz, que se virou rapidamente para procurar quem havia se atrevido a atacá-lo. A cobra aproveitou que o garoto tirou os olhos dela e rolou para a água, desaparecendo de vista.

Aquilo fora o suficiente para alimentar a cólera de Henry que, num acesso de raiva, começou a lançar flechas de bronze para todos os lados. Por sorte, algumas árvores limitavam o campo para que me acertasse e, para as flechas que conseguiam encontrar um caminho por entre os troncos, existia meu escudo de alumínio como barreira. Dei algumas cambalhotas para o lado, escondendo-me ainda mais entre as folhagens. Apanhei agilmente minha lira e comecei a dedilhar algumas notas, agitadas e rápidas, e uma música foi-se criando do instrumento. Henry parou para escutar de onde estava vindo o som e, com o arco mirado exatamente para mim, errou o tiro. Também errou o próximo e o seguinte e assim foi, toda vez que tentava me acertar.

Saltei das plantas e corri para o combate, com meu punhal em mãos. Ele não conseguia defender-se muito bem de meus ataques, o que o deixava vulnerável e acabou resultando alguns cortes nos braços e nas pernas seguidos de queimaduras no local em que a lâmina tocava sua pele, agredindo seu equilíbrio. Eu estava indo bem, até o momento que ele abriu a boca e começou a cantar. Meu corpo enrijeceu automaticamente e, forçando uma resistência, comecei a travar um duelo comigo mesmo. Sorrindo, Henry apanhou uma flecha e sua aljava e mirou em meu pescoço. Se ele atirasse, seria certeiro. Contudo os movimentos de meus braços voltaram os da perna também, assim como o de todo corpo e, ainda um pouco rígido, eu consegui surpreendê-lo e acertar com o escudo em meu arco, desestabilizando-o. Corri para as árvores.

Atirava-lhe flechas que, em meio ao percurso se duplicavam e faziam com que Henry tivesse que tomar uma decisão de ultima hora: Qual flecha deveria ser desviada. Na maioria das vezes o garoto tomava a decisão errada, sendo acertado, nem que seja por um arranhão, pela flecha verídica. Aquela pequena clareira virou um campo de lançamento de flechas, que iam e viam zunindo pelos céus. Assim que tinha oportunidade, corri de volta para as folhagens, para que vê de fora seria uma atitude tipicamente covarde, porém lá eu poderia ter a oportunidade de dedilhar algumas notas, formando uma canção e, desse modo, criando uma música. Dessa vez consegui me esconder entre um tronco retorcido de árvore e comecei a tocar algo leve, calmo e que deixava as notas tão leves que eram facilmente levadas pela brisa.

O corpo de Henry petrificou-se, paralisado e então era minha vez e atacar. Com meu punhal em mãos, cortava-lhe e, conseqüentemente queimava-lhe, em todos os pontos possíveis, desde joelhos e cotovelos até a bochecha, passando pela axila e áreas próximas à virilha. Com certeza ele estava sofrendo, afinal, seus olhos reviravam de dor, ficando até mesmo brancos. Porém ele recuperou os movimentos e me deu um soco certeiro no rosto, fazendo fios de sangue escorrer de meu nariz.

Tentei dedilhar novamente a música, mas no instante que meus dedos tocaram as cordas, o corpo de Henry começou a brilhar como se ele mesmo fosse o sol. Fui obrigado a fechar os olhos e assistir a explosão de energia daquele garoto. Algumas flechas passaram zunindo por meu ouvido e outras acertaram meu corpo com tanta urgência que fez com que eu me ajoelhasse no chão de terra por pura dor. Os cortes queimavam minha carne.

Só pude perceber o garoto apontando para minha direção e, com os olhos esbugalhados, presenciei cerca de dez serpentes deslizarem em minha direção. Ele também conseguia se comunicar com as cobras? Tentei, em vão, mandar um comando para as cobras, mas minha garganta não emitia nenhum som. Pouco a pouco elas foram chegando e se enrolando em minhas pernas e braços. Algumas mordiam fortemente com suas presas cravando minha carne, nas mais profundas entranhas, outras apertavam partes de meu corpo que dariam movimento para mim, tais como punhos, tornozelos e ligações desse gênero.

Um peso começou a ser distribuído pelas minhas pernas, subindo pouco a pouco até meu ombro. O garoto continuava a brilhar, pois o ambiente parecia ser iluminado pelo astro rei, mas não conseguia ver muita coisa, principalmente o que estava tão próximo de meu pescoço – o que me deixava preocupado – estava caído no chão e estava vulnerável. Então uma voz ecoou pela minha cabeça, uma voz conhecida, porém que foi dificilmente reconhecida pelo meu cérebro. –Viemos para te servir, Mestre.

Não sei por que, não sei como, mas um grito saltou de minha garganta e ecoou pela floresta. As cobras que antes me apertavam e me mordiam, afrouxaram-se pouco a pouco e então começavam a amontoar-se, num grane bolo de ofídio. Várias outras cobras começaram a sair de seus esconderijos da floresta e juntar-se ao monte. Cobras das mais diferentes espécies, cores e tamanhos, algumas assustavam de tão grande. Automaticamente eu sabia o que fazer. Meu braço esticou-se involuntariamente e, então, eu estava imitando o movimento anterior de Henry, indicando-o como alvo. As cobras silvaram em conjunto e, urgentemente, dirigiram-se para o inimigo. Seus gritos de dor foram abafados pelo barulho das cobras.

Então a ajuda chegou, Quiron e outros campistas adentraram nosso pequeno campo de batalhas, nesse momento desejei que as cobras cessassem o ataque e, parecendo que tínhamos uma ligação, todas as serpentes pararam de morder o garoto e recuaram, sorrateiramente. Henry tinha o corpo em sangue, vários furos desenhavam seu corpo. Os ofídios que antes atacavam o campista, agora se aninhavam em meus pés, como quem buscava proteção. A cobra maior, a que eu conseguia contato facilmente, estivera o tempo todo parada em meu ombro, observando a batalha de fora. Seu corpo tinha registros de luta tão grave quando os as outras cobras, com cortes e arranhões.


O traidor fora capturado pela equipe de salvamento e Quíron e a cobra de Apolo estava a salvo. O centauro não quis dizer-me o destino que aguardava o campista, mas eu espera realmente que não fosse a morte, ou pelo menos que não fosse um assassinato de seus próprios irmãos de acampamento. Quem sabe fosse mandado para uma missão extremamente difícil e longa, pelo menos se morresse, saberíamos que ele teria tido a oportunidade de defender-se e lutar pela sua vida, ou quem sabe um exílio e assim enlouquecesse com a própria solidão. Apolo era também o deus das pragas, não? Quem sabe lançasse uma sobre o próprio filho, porém achava pouco provável tal possibilidade. Mesmo sendo um trair, sentia que Apolo ainda guardava apreço pelo filho, assim como guarda para todos nós.

Pensávamos que tudo estava bem, o traidor fora capturado e a cobra retornara aos domínios de Apolo, sob a proteção do deus. Não podíamos estar mais enganados. No meio da noite, uma explosão vinda da Casa Grande e uma sombra correndo em direção à floresta. O centauro saiu correndo tossindo em meio à fumaça. -O traidor... Tossia demasiadamente agora -Ele fugiu. Não precisei pensar, meu corpo ligou ao automático e correu para a floresta.

Estava entrando em lugares que não conhecia, sabia apenas que estava perto de um rio devido ao barulho do mesmo. Percebi, em meio ao caminho, o erro que havia cometido: Havia trazido comigo apenas minha lira e meu punhal, se antes a luta fora quase um fracasso, agora estaria perdido. Logo no punho de Zeus, encontrei o traidor tentando escapar. Belisquei rapidamente uma melodia calma em minha lira e então a sombra parou de locomover-se. -Basta, desista. Você não vai sair ileso! Eu estava realmente cansado e brincar de pega-pega com aquele garoto.

De alguma forma meu encantamento não parecia tão forte quanto antes e, olhando para seu rosto, percebi a anomalia em seus olhos, que agora brilhavam púrpuras. Não era aquela uma marca dos feiticeiros? Antes que eu pudesse dizer “abóbora” eu estava no chão, havia levado uma rasteira invisível. A gargalhada do garoto tomou a cena. -Idiota, acha mesmo que pode me derrotar? Meu punhal escapou de minha mão e caiu perto de onde ele estava. Em vez de apanhá-lo, como era de se esperar, fez com que o punhal levitasse e chegasse perto de meu rosto. Sua lâmina estava muito próxima, dava para ter a sensação de queimação só pela proximidade. Levantei e a apanhei pelo punho, o mais rápido que pude, recuperando o controle da arma. Porém ela não era de meu interesse, mas sim minha lira.

Novamente, comecei a dedilhar notas aleatórias e uma canção tão lenta quando os dias tocou, formando uma barreira invisível, porém de energia presente. Pelas caras e bocas de Henry, ele tentava, em vão, me acertar com qualquer que fosse a magia. Bem sabia eu que estava protegido de qualquer ataque Elemental, mental, sonoro ou mágico, isso enquanto a barreira durasse. Tentei um golpe de sorte, agora tocava notas ainda mais calmas e de maior duração, aos poucos o corpo de Henry enrijeceu, como eu esperava. Era meu momento, tomei o punhal e corri na direção de meu meio-irmão, ferindo-lhe em todas as juntas possíveis e inimagináveis, só parei quando ele começava a retomar os movimentos e o vento começou a se agitar ao seu redor.

Parecia que ele havia desistido de lutar com seus poderes de feiticeiro e começava a apelar aos poderes do pai que ele renegava. Ele esticou suas mãos e silvos foram ouvidos dos diversos pontos da floresta. Por mais estranho que pareça, não temia aquele som, pelo contrário, sentia confiança nele. Quis medir poderes, desafiá-lo diretamente. Tentei voltar às sensações do duelo anterior para que as cobras aparecessem, mas nada acontecia. Concentrei-me e não me concentrei, forcei e tentei, mas nada adiantava. Então uma voz engraçada surgia no meu cérebro, como um assobio. Por estranho que pareça era minha voz, porém com algumas modificações e, conscientemente agora eu invocava as serpentes, as chamava para a batalha.

No instante depois todas elas apareceram, todos os tamanhos, todas as espécies. Até mesmo a cobra de Apolo estava entre elas, como sempre, aninhou-se em meus pés e observou. Henry temia agora que percebeu que estava fora de controle, fora do seu controle. Tentava impedi-las, com fortes rajadas de vento, mas eram muitas, seus ataques eram quase nulos. Então todas armaram o bote de uma só vez e o campista se viu novamente perfurado por finas presas. Eu ajudava os animais tocando minha lira, paralisando, sempre que podia, o meio-sangue inimigo.

Ele estava novamente caído, vencido pelas criaturas que pensava exercer controle. Mas o que iríamos fazer com aquele traidor? Ele já conseguira escapar uma vez, sabe-se lá como. Levei-o de volta ao acampamento e o entreguei aos cuidados e Quíron. Assim que o centauro, Henry e eu nos reunimos uma luz forte brilhou no céu, cada vez maior, cada vez mais próxima. Todos os campistas estavam acordados e vislumbraram com encanto aquela cena. Era meio da noite, mas o sol brilhava alto no céu. Não era por menos, o próprio deus sol estava presente.

Num estante não havia ninguém ali, no outro Apolo fazia-se presente. Ele não parecia muito feliz, tampouco animado. A cobra que antes se enroscava em meu corpo agora estava no seu, aconchegada em seus ombros. Apolo parecia falar, mas também dava a impressão de se perder nas palavras. Por fim, esticou a mão e uma minúscula bola luminosa saiu da ponta de seu dedo e caminhou em direção ao seu filho, à medida que se aproximava, aumentava de tamanho e, quando finalmente chegou ao campista, engoliu-o por inteiro, desaparecendo de vista.

Queria falar-lhe, perguntar o que acontecia então, o que havia acontecido e para onde enviara Henry. Porém seu olhar me censurava, na verdade não indicava nada, nem alegria, nem tristeza, frustração, animação, decepção, orgulho, nada. Talvez nem ele mesmo soubesse o que estava sentindo. Acenou com a cabeça para Quíron e então desapareceu, deixando o céu apagado e negro novamente. Alguns de meus meio-irmãos pareciam decepcionados com aquela visita inesperada, quem sabe esperassem um “oi” ou pelo menos um sorriso, mas contentaram-se em voltar para o chalé, não só eles como todos os outros.

Por sorte, Quíron também havia me liberado, sob a condição de meu total descanso. Nem ao treino eu poderia ir àquela tarde, mas quem sabe fosse melhor. Mais tarde eu saberia que aquele dia resguardado no chalé fora de total utilidade, uma vez que dormi todo ele. Salvei o trono de Apolo e não recebo um mísero “oi”, grande retribuição. Passei alguns dias sem entender, porém o futuro revelou-se sábio, reservando o melhor presente para um dia melhor, onde eu tivesse a real necessidade de tê-lo e não apenas o luxo de tê-lo ganho.

Código:
 ☼ Arsenal utilizado

Marc :
Punhal Solar
Arco de Ouro
Aljava de Flechas de Fogo
Protector Sunny
Lira


Henry:
Arco Grande Normal
Aljava de Flechas de Bronze



☼ Poderes Utilizados:

Marc – Menestrel e Filho de Apolo
nv 7

- Passivos:
Perícia Instrumental
Resistência a Ataques Sônicos / Sonoros
Maestria iniciante com Arco

- Ativos:
Flecha Ilusória
Música da Confusão
Música da Paralisia


Henry – Filho de Apolo e Feiticeiro
Nv 10

- Passivos:
Maestria iniciante com Arco
Maestria intermediária com o arco
Realização de Magias
Olhos Púrpuros

- Ativos:
Iluminação Solar
Canção da Confusão
Canção da Paralisia
Evocar Serpentes
Telecinese I
Magia da Confusão (apenas tentou, mas a barreira impediu o efeito)
Magia do Ar
Magia do Azar (apenas tentou, mas a barreira impediu o efeito)

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Re: ♦ Teste para Habilidades Especiais ♦

Mensagem por Carol Williams' em Sex 27 Jan 2012, 17:24

O Senhor das Serpentes
Levanto cedo da cama, pronta para um novo dia no acampamento. Depois de ler um pouco, – o livro que minha mãe havia me dado de presente – vestir uma blusa roxa, um short preto, peguei meu arco de prata cravejado de rubis, – que eu adorava - minha aljava com flechas de trovão e claro que eu não poderia esquecer o meu colar Yin-Yang que se transformava em uma espada de lâmina dupla. Chamei alguns de meus irmãos para treinar.

No caminho, decidimos ir pela beira da floresta. Todos – inclusive eu – estavam felizes, pois havia um sol maravilhoso lá fora e que brilhava intensamente. Na beira da floresta à caminho da arena, estávamos conversando sobre bandas e filmes quando apareceu uma cobra bem na nossa frente.

- Olha! Tem uma cobra na nossa frente. – disse Bruna, com a voz tremula.

- Cuidado ela parece ser venenosa! – disse Steve, parecendo preocupado.

Então eu foquei meus olhos nos olhos da cobra e comecei a sibilar.

- Sssshihsashd...

- O que ela está fazendo? – perguntou Anna, assustada.

Continuei sibilando e a cobra rastejou um pouco pra trás, mas se inclinou olhando fixamente para mim. E ela não era pequena, mas também não era grande.

- Parece que ela está falando com a cobra... – disse Steve, boquiaberto.

Então a cobra se afastou e entrou na floresta. Todos estavam olhando para mim como se eu fosse um uma criatura de outro mundo. Fiz um gesto com as mãos para continuarmos indo para o nosso treino. O resto do caminho foram todos calados. E eu estava pensando sobre o que tinha acontecido com aquela cobra e o que eu tinha falado, quero dizer, sibilado. Mas claro que aquilo havia acontecido. Claro que eu não era louca.

“Será que aquilo havia sido é um aviso?”


Chegando à arena, umas 10h:00min, avistei logo Quíron. Ele fez um gesto com a mão como se fosse um “oi” e eu retribui é claro. Quíron olhou para todos os campistas e deu um sorriso de como se tivesse aprontado algo.

- Crianças, o treino será na floresta! Cuidado com os monstros e tentem não se machucar. Pois vocês encontrarão monstros de vários níveis diferentes.

“Hoje tinha que ser na floresta?”

- Prontos? – Preparamos nossas espadas. Era incrível, todos os meus irmãos que estavam comigo ainda olhavam pra mim com.... Não sei, mas acho que medo.

– Vão! – Quíron gritou.

Todos – como sempre – correram. Uns gritando, outros apenas rindo. Mas eu estava apenas tensa e confusa. Deparei-me de cara com um cão infernal, mas dei apenas um golpe na cabeça da fera que a fez virar pó. Escutei barulhos nos arbustos. Poderia ser apenas algum campista ou apenas algum mostro. Corri o mais rápido que pude, saltando de pedra em pedra, pulando de galho em galho. E quando eu estava correndo nas pedras perto de um rio vi algo. O que era aquilo? Era enorme. Tinha uma pele escamosa e rajada. Eu não consegui ver direito, mas estava entrando no rio. Será que era uma cobra? Não podia ser. Era muito larga, para uma cobra normal.

Uma harpia me arranhou no rosto. Eu estava tão confusa com aquilo no rio que nem percebi que ainda estava correndo. Mas ataquei com minha espada. A criatura desviou. Ataquei novamente tentando cortar seu pescoço e a harpia voou sobre mim e arranhou minhas costas. Virei rapidamente e acertei seu peito e logo a harpia se transformou em pó. E logo escutei Quíron avisando que o treino havia acabado.

- Carol, vamos para a enfermaria cuidar desses ferimentos! – disse Quíron.

- Vamos! – eu aceitei.

Ele me levou a enfermaria para eu pegar algumas ervas e fazer um remédio para meus ferimento um pouco profundos. Quando terminei, merendei, voltei para meu chalé e deitei um pouco na cama para descansar. Estava tão confusa. Precisava de um descanso.

Acordei e fui atrás de Quíron. Eu tinha decidido conversar sobre aquela manhã estranha com Quíron. Quando cheguei, ele estava conversando com alguém, mas não era Dionísio, pois ele estava no Olímpio.

- ...Você tem certeza? Aqui no acampamento? Então os campistas estão em perigo? – Quíron falava.

- ... Não tenho certeza, mas acho que sim. Mas ela... – era a voz de um homem, que me era bem familiar, mas eu não sabia quem então resolvi entrar.

- Olá Quíron! Preciso falar com você sobre... – fiquei boquiaberta. Não podia ser. Aquele homem com quem Quíron falava eram... Meu pai.

- Olá Carol! Está melhor? – perguntou Quíron e eu acenei com a cabeça dizendo que sim sem tirar os olhos de meu pai. Isso me fez corar.

- Olá minha filha. Faz tempo que não lhe vejo. E olha como você cresceu. Você está linda. – disse meu pai, deixando-me mais vermelha do que eu já estava.

- Obrigada, pai. – conseguir dizer.

- Carol... Você veio aqui porque precisava falar comigo sobre... – Falou Quíron tirando aquele clima tenso.

- Ah é! Anda acontecendo coisas estranhas comigo. Hoje de manhã, quando eu e meus irmãos íamos para a arena, apareceu uma cobra em nosso caminho. Não se preocupe, pois ela não era muito grande... E eu sei lá... Eu falei com ela. – Disse a ele, me sentindo estranha. Quíron olhou para meu pai e fez uma cara de surpresa. Será que ele estava pensando que eu era louca?

- Mas depois disso você viu outras cobras em outros lugares? Como por exemplo, no treino dentro da floresta? – perguntou Quíron. Tinha alguma coisa errada.

- Não tenho certeza do que vi no treino, mas quando eu estava correndo acho que vi uma cobra enorme entrando no rio... Bem... Não sei se era mesmo uma cobra porque não a vi toda. Vi apenas uma coisa escamosa, rajada e enorme entrando no rio... – eu tentei explicar.

- E você contou isso a alguém? – perguntou meu pai, um pouco preocupado.

- Não... Eu não tenho certeza se era uma cobra. E também não contaria nada mesmo se tivesse certeza. Os únicos que sabem são vocês... Mas alguns de meus irmãos me viram falando com a serpente a caminho da arena... Apenas isso. – Eu disse meio tensa. Será que eles achavam que eu estava louca?

- Muito bem garota. Mas temos um problema... Há mesmo uma serpente enorme na floresta. Ela não é perigosa... Bem... Ela só não é perigosa com quem ela gosta. É extremamente perigoso se os campistas entrarem na floresta para um treino e se depararem com ela. Creio que eles não iriam sobreviver a uma luta com ela. E se essa cobra cair em mãos erradas... Acho que isso não seria muito bom pra mim... Quero dizer, seria péssimo pra mim. Ela carrega um segredo valioso para meus inimigos... Mas você conseguiu falar com uma cobra hoje, certo? – disse meu pai, tentando ser muito claro.

- O senhor acha que eu...? Hã? - eu estava confusa e não conseguia me expressar.

- Isso mesmo minha filha. Você pode me ajuda. Apenas você! Tive uma profecia sobre isso... Algum de meus filhos irá me trair... Ele quer me derrotar... Não entendo. Mas você consegue falar com as serpentes e você precisa protegê-la. – falava meu pai, um pouco triste, mas acho que era por causa desse filho... Como é que pode um filho querer derrotar o próprio pai? Isso deve ser horrível. E sinceramente eu não sabia o que dizer... Então Quíron olhou para mim com um olhar tenso e depois meu pai olhou para mim novamente.

- Você precisa me ajudar! Nem que isso custe a vida do meu filho revoltado. – meu pai sinceramente estava nervoso. Mas como assim? Eu teria que matar uma pessoa? Ou pior... Teria que matar um de meu irmão?

- Tá certo pai. Eu irei lhe ajudar. Confie em mim. Darei o máximo para tudo dar certo. – prometi.

- Muito obrigado minha filha. Mas creio que essa missão terá que ficar em sigilo, pois o traidor já sabe que a serpente está na floresta. E Quíron, acho que por um tempo é melhor tirar os treinos na floresta. – meu pai dizia... Percebi que eu tinha que ajudá-lo.

- Mas eu só falei com uma serpente uma vez... Será que irei conseguir de novo? – perguntei um pouco insegura.

- Acredito em você minha filha! Sei que irá conseguir... – meu pai confiava mesmo em mim, mas eu não tinha certeza se conseguiria... Não queria decepcionar meu pai.

- Quando começo? – perguntei

- Hoje mesmo. À noite! Mas tenha muito cuidado. – Disse meu pai.

- Ok. – Concordei. Despedir-me e fui me preparar para a noite. Muita coisa estava pela frente.

No chalé todos estavam lá, conversando, escutando músicas, cantando, fazendo poesias, enfim, estavam todos felizes... Uma noite normal no chalé de Apolo. Fiquei pensando quem seria o filho revoltado que meu pai falou... Que filho queria o fim de seu próprio pai? Bem, eu não conseguia entender. Depois que todos dormiram, peguei minhas armas e fui à floresta procurar a serpente.

A noite estava fria e não havia ninguém fora de seu chalé... Eu estava só. Quando cheguei na beira da floresta, desejei que aquela cobra de manhã aparecesse e ela simplesmente saiu de entre as árvores e dos arbustos. Ela veio rastejando até perto de meus pés e ficou ali parada, como se esperasse algo. Fixei meus olhos nos dela e comecei.

- Shhhhiiiihhsshhaaaii...
– sibilei e a cobra também começou a sibilar.

“Ela está na beira do rio. Um garoto de vez em quando nos treinos contra monstros vai atrás dela. Não sei o que ele quer, mas sei que não é coisa boa. Acho que ele está lá agora. Venha comigo.”

Eu a acompanhei até o rio. A floresta estava estranha. Ouvia passos nos arbustos. Eu estava ansiosa pra descobrir quem era esse meu irmão traidor. Capaz de trair seu próprio pai. Queria lutar com ele.

“Lá está ele!”


Não acreditei quando vi. Era Steve. Por que ele queria o fim de seu próprio pai? Mas Steve nunca mostrou ser revoltado. Eu apenas não entendia. Ele foi meu amigo. Eu confiei nele e ele é essa pessoa horrível. Eu queria mesmo atacar ele com minha espada até ele virar pó.

- Cadê você cobra nojenta? Apareça! Obedeça-me! Se o melhor pra você! – ele gritava, chamando a serpente. Mas acho que ele desistiu de procurar no rio e decidiu ir procurar em outro lugar, pois ele entrou na floresta e simplesmente desapareceu.

Corri até o rio e comecei a sibilar.

“Hey! Estou aqui para ajudá-la! Você está em perigo! Meu pai, Apolo, pediu pra vim aqui.”

Escutei um barulho e logo a serpente foi se revelando. Ela definitivamente era enorme. Fiquei com medo, mas eu confiava em meu pai, confiava que eu era capaz.

“Filha de Apolo certo? Aquele menino me quer. Ele quer o segredo. O segredo de Apolo. Claro que ele não pode descobrir, pois isso seria um desastre.”

“Ele está traindo o próprio pai. Tenho que impedi-lo. Vou protegê-la! Confie em mim.”

“Tenha cuidado. O garoto é forte e...”

Algo se mexeu nos arbustos e de lá saiu Steve, com uma cara de fúria. Ele me atacou com sua espada, mas logo eu defendi com minha espada. Não parecia o Steve que eu conhecia.

- Por que você quer acabar com nosso pai? – perguntei. Ataquei sua barriga, mas ele usou sua espada para se defender e atacou meu braço e eu ataque seu outro braço. Por sorte ele não conseguiu, mas eu deixei um ferimento profundo em seu braço.

- Carol. Eu apenas cansei. Ele não dá a mínima pra nós. Aposto que nem se lembra de nós. Eu o odeio. Ele falou apenas uma vez comigo. E não dá quase nada pra nós. – ele dizia com muita fúria. Ele deu um grito quando eu acertei sua perna direita e correu para o outro lado do rio para atacar a cobra.

- Não faça isso! – ele tentou atacá-la, mas a serpente era esperta e virou para o outro lado e com a ponta de sua calda o atacou. Derrubando o jovem nas árvores. Pulei no lago e o garoto revoltado levantou e correu. Eu peguei meu arco e minhas flechas e disparei quatro, sem ao menos mirar. Acertei uma no seu braço, outra em suas costas, outra em seu calcanhar direito e a outra em sua cocha. O menino gritou e lançou duas flechas em minha direção e atacou a cobra. Um terrível erro. Ele acertou apenas uma flecha em minha cocha, mas quando ele atacou, a cobra ela defendeu e o derrubou no rio e mordendo seu braço com muita fúria. Com o braço muito ferido ele conseguiu sair por baixo da serpente gigantesca e quando ele estava saindo eu peguei minha espada e cravei no seu abdome. Deixando-o inconsciente. Fui para o outro lado do rio.

“Conseguimos!”

“Sim! Fazemos um belo trabalho!”

Quando olhamos... Onde estava Steve? Minha nossa ele tinha fugido. Olhei para a cobra desesperada.

“Chame as outras!”


“Há outras por aqui?”

“Sim, mas não do meu tamanho.”

- Shhhhiiisshhaashiiiii... – Comecei... Apareceram cobras de vários lugares. E eu ordenei todas irem atrás de Steve. E elas obedeceram. Corri para dentro da floresta. Quero dizer... Pra mais dentro que não devíamos ir. Eu e as serpentes. Isso era engraçado. Avistei Steve na nossa frente e eu disparei uma cinco flechas. Por incrível que pareça eu acertei todas novamente. Duas em suas costas, uma em seu braço esquerdo e duas em seu calcanhar esquerdo. Ele caiu e quando me aproximei dele, apareceu um cão-infernal. Só o que faltava. Ataquei seu pescoço, mas ele desviou, arranhou meu braço e mordeu o outro. Levantei a espada e cravei ela em seu pescoço fazendo-o virar pó.

Virei desesperada. Não poderia perdê-lo novamente. O garoto ainda estava desacordado e quando me aproximei ele atacou com sua espada a minha perna e eu cravei ela em seu abdome. Para ter certeza, cravei ela novamente.

“Acho que ele está morto!”


“Nossa! Eu o matei? Pelos Deuses. Eu não acredito!”

“Venha! Suba aqui para eu te levar para o acampamento mais rápido!”

Agradeci as serpentes e elas apenas se mexeram da direita para a esquerda varias vezes e sumiram novamente na mata. Fui com a serpente para o acampamento e no caminho encontramos vários monstros diferentes, mas acabávamos com eles sem nenhuma dificuldade.

“Vou falar com Quíron e com meu pai. Acha que nos veremos novamente?”

“Em breve minha querida... Muito em breve... E quando precisar é só chamar!”

A serpente gigante desapareceu na escuridão da mata. Fui avisar a Quíron e a meu pai do acontecido. Quando cheguei, meu pai me abraçou.

- Eu sabia que conseguiria! – disse meu pai me abraçando, foi uma sensação maravilhosa. Era um abraço quente e suave. Corei mas retribui o abraço.

- Aiiii pai! – ele estava apertando meus ferimentos que o cão infernal fez e os que Steve fez. Contei tudo a eles. Sobre a serpente que eu havia chamado encontrado, a serpente grande, o traidor, as outras serpentes, o cão infernal... De tudo.

- Bom trabalho minha filha! Muito obrigado! – ele disse, me abraçando de novo e machucando meus ferimentos de novo. Ele me ajudou a cuidar de meus ferimentos e disse que já tinha que ir, pois já estava quase de manhã. Eu não tinha percebido que o dia já tinha se passado tão rápido.

Tomei o café da manhã com Quíron e fui para o chalé descansar... Estava muito casada. Precisava muito descansar...


Carol Williams’ | 15 anos | Level 3
Arco cravejado de rubis com Aljava de flechas de trovões infinitas | Espada de lâmina dupla
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“serpentes” | “falando com serpentes”
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Re: ♦ Teste para Habilidades Especiais ♦

Mensagem por Jenn Curtis em Sex 27 Jan 2012, 22:18

O Ladrão De Cisne
Jenn Curtis, 15 anos, nível 8.

O dia no acampamento estava abafado, mas eu me recusava a sair do chalé de Apolo para me refrescar, estava na minha vez de ajudar os novatos com o treino de arco e flecha e eu estava fugindo dessa obrigação á semanas, então resolvi me esconder no lugar mais obvio de todos, talvez assim ninguém pensasse em me procurar lá.
Ouvi algumas batidas na porta e olhei suplicante para meus meios-irmãos e irmãs que estavam no chalé e todos disseram ao mesmo tempo:

-Agente não vai te acobertar.
Suspirei diante da traição dos meus irmãos e fui abrir a porta. Do lado de fora do chalé havia um sátiro com cara de assustado torcendo a camisa, ele olhou para os lados e disse:
-Jenn Curtins, o Quíron quer te ver na casa grande imediatamente. – O sátiro deu as costas e saiu correndo.
-Ai não!Sussurrei enquanto ia em direção a casa grande.
Quando cheguei na casa Quíron estava a minha espera de braços cruzados.

-Que bom que resolveu se juntar a mim senhoria Curtins – Ele disse.
-Olha Quíron eu sei que devia estar ajudando os novatos hoje no treino, mas eu não apareci por que... – Tentei me explicar, mas Quíron me interrompeu.
-Não é sobre isso que eu quero falar com você Jenn Ele começou a andar e fez sinal para que eu o acompanhasse – O cisne de cristal, um artefato muito poderoso e de extrema importância, do deus Apolo foi roubado e ele exigiu que você fosse em busca desse artefato para ele.
-Espera, ele quer que eu vá atrás do cisne? Por quê? – Perguntei
-Porque ele, assim como eu, sabe o quão boa você é Jenn, sabe que você é a única com potencial para essa missão. – Ele disse colocando a mão em meu ombro. – É melhor você se apressar se quiser sair ainda de dia. – Ele disse por cima do ombro enquanto saia da casa.
Ok. O fato de Quíron e meu pai confiarem em mim, a campista mais preguiçosa do chalé sete, meu deu esperança, eu estava com medo, nunca havia saído em missão fora do acampamento, mas eles acreditam em mim, e eu vou mostrar para ele e para o meu pai que eu posso fazer isso!
Corri para chalé e peguei minhas armas, tudo que eu achei que iria precisar: meu arco, e minha aljava de flechas de bronze e entre elas algumas flechas de fogo. “Uma filha de Apolo não precisa mais do que isso para se virar” pensei. A Van do Argos já estava no topo da colina me esperando e ao lado dela Quíron me esperava para dar as últimas instruções, o centauro já fechava a van comigo dentro quando me lembrei de um detalhe importante.

-Espera! – Eu disse segurando a porta – O cisne foi roubado, aonde eu começo a procurar?
-Argos vai te deixar na estação de trem – Quíron respondeu – De lá você começa a sua busca.
-Mas para onde?
-Eu não sei – Então o centauro fechou a porta e Argos seguiu em frente me deixando completamente sem rumo.
Não demorou muito até chegarmos à estação de trem quando Argos quase me jogou pela janela da van com medo que eu tacasse fogo nela com as minhas flechas.
Parei para olhar as rotas, o cisne não poderia estar tão longe, poderia? Eu realmente não tinha a menor idéia de onde procurar então decidi começar pelos lugares mais movimentados e peguei um trem para Manhattan. Acho que cruzar o país inteiro dentro da van com todos os campistas juntos seria melhor do que aquela viagem, um homem roncou ao meu lado o caminho todo e meu arco deve ter caído no meio do corredor do trem pelo menos umas cinco vezes fazendo com que eu tivesse que sair a procura dele engatinhando, ninguém ao menos desviou o olhar para mim enquanto eu procurava pelo arco e isso me fez imaginar que truque a névoa estava pregando nesses humanos, agradeci aos deuses quando o trem finalmente parou em Manhattan.
Sai da estação e olhei em volta, bom agora tenho que encontrar um cisne mágico em uma ilha, tarefa fácil. Comecei nos pontos comerciais, procurei em lojas de cristais, de artigos para decoração e móveis, eu estava esperando que alguns daqueles cisnes começassem a bilhar, ou saísse voando para as minhas mãos ou gritasse: “Ei! Sou eu o cisne de cristal que você ta procurando”, mas nada.
Já estava começando a escurecer o que aumentou o meu desespero, eu não tinha um lugar para passar a noite e dormir em um daqueles bancos de praças estava fora de cogitação. Continuei andando até que um pouco afastado da cidade encontrei um grande galpão abandonado, havia alimentos de todos os tipos no lugar: massas, pães, doces e até mesmo comida congelada. Eu mal podia acreditar na minha sorte, havia encontrado um galpão cheio de comida e estava sozinha nele. Já estava no final de um corredor onde havia gôndolas de metal tão altas que eu mal podia ver o final delas cheias de pãezinhos, quando notei que o lugar estava mais quente, no começo eu ignorei achei que na verdade estava mais frio por causa das comidas congeladas guardadas nas geladeiras gigantes, mas agora estava realmente quente. No final do corredor dos pãezinhos havia não havia mais gôndolas, mas sim caixotes enormes e atrás de um desses caixotes havia... Fogo? Alguém estava fazendo uma fogueira ali? Esgueirei-me entre os enormes caixotes até estar bem perto do fogo e então a visão que tive foi de tirar o fôlego. Ali bem na minha frente estava um ciclope, ele devia ter dois metros e meio, talvez até três metros de altura, ele usava uma espécie de tanga feita de pedaços de pano e seu único olho castanho brilhava enquanto ele olhava para um cisne de cristal, eu mal pude acreditar, em tantos lugares para eu resolver passar a noite fui justamente onde o tal cisne estava escondido e sendo vigiado por um ciclope enorme.
O monstro começou a fungar como se tivesse sentindo um cheiro novo, eu tinha certeza que a essa altura ele já havia sentido meu cheiro e era uma questão de tempo até que ele me encontrasse, mas o cisne estava tão perto alguns metros me separavam do objetivo da minha missão, foi no meio desse meu conflito interno que eu percebi que o ciclope havia deixado a fogueira e o cisne, tomei coragem e resolvi correr até o animal de cristal, mas eu mal tive tempo de dar o primeiro passo, uma sombra enorme surgiu atrás de mim fazendo com que meus pés ficassem grudados no chão, engoli seco e me virei, e lá estava o tal ciclope.

-Meio-sangue – O monstro rosnou.
-Q-Quem é você? – Gaguejei.
-Eu sou um ciclope, e me chamo Marvel – Logos depois de dizer isso o ciclope fez uma cara estrada, como se percebesse que não precisava ter dito aquilo.
-O cisne, como você o conseguiu? - Perguntei, antes que a minha coragem sumisse.
-O que? O patinho? Ah, Marvel conseguiu que um filho do deus ladrão pegasse para Marvel – Ele disse despreocupado.
-Como?
-Marvel pegou a namorada dele e disse que só devolveria se ele pegasse o patinho para Marvel. – Ok aquilo fora bem esperto para uma coisa que fala dela mesma na terceira pessoa.
-Bom, o cisne, digo o patinho, não é seu e eu vim buscá-lo. – Finalmente consegui dizer.
O ciclope riu tão alto que, por um breve segundo, o lugar tremeu.
-É MEU PATINHO E NINGUÉM VAI TIRÁ-LO DE MIM – Ele gritou.
Eu já estava com uma flecha no arco pronta para atirar na cabeça do monstro, mas ele o jogou longe, me deixando completamente desarmada.
Corri em direção ao meu arco que fora parar bem perto da fogueira, mas acabei tropeçando no caminho dando tempo para Marvel me alcançar, e dessa vez não tive como fugir ele amarrou meus braços e pernas com cordas extremamente grosas e me jogou como seu fosse um saco ao lado da fogueira. Depois de um tempo consegui me sentar e foi quando notei o meu arco bem na minha frente, mas eu não conseguiria alcançá-lo com os braços e as pernas amarrados e sem chamar atenção do ciclope, então uma idéia me veio a cabeça, não era das melhores, mas eu podia tentar. Abaixei a cabeça e comecei a chorar, não de verdade é obvio, mas comecei a fungar de dar leves gritinhos apertando os olhos fazendo com que uma ou duas lágrimas escorressem, levantei o olhar e percebi que agora o monstro me encarava, ele veio em minha direção se abaixou e perguntou:

-O que foi agora?
-Tudo, Marvel, tudo. As pessoas não gostam de mim no acampamento e eu pensei que se tivesse sucesso nessa missão aquelas pessoas gostariam mais de mim, mas eu fracassei! E essas cordas estão me machucando. – Respondi em um falso drama entre soluços também falsos.
O ciclope pareceu confuso, me encarou por alguns segundos e depois suspirou.

-As cordas estão mesmo machucando?- Ele perguntou.
-Aham. – Eu disse em sussurro. Ele se aproximou e soltou meus braços e pernas, e assim que eu estava livre corri para meu arco, por sorte minha aljava continuava comigo, retirei uma flecha de bronze e atirei contra o ciclope, por um segundo pensei que não acertaria, mas a flecha o acertou no braço esquerdo. Ele gritou de ódio e dor, e eu corri e preciso admitir que um pequeno sorriso se formava em meu rosto, o cisne estava ali na minha frente, eu estava a alguns passos dele, a ponta dos meus dedos tocaram a superfície fria e dura no animal.
E foi então que eu senti algo me puxando para trás, uma forma muito maior, o ciclope me pegou pelo braço e me jogou no chão, seu olho castanho transbordava ódio, ele deu apenas um passo com aquelas pernas gigante se abaixou e me segurou pelo pescoço, eu sentia seus dedos grandes apertarem fazendo minhas garganta fechar, meus pulmões imploravam por ar, mas nada, por um momento minha visão ficou turva e eu realmente achei que fosse morrer e então ele me soltou e eu senti um alivio, pena que não durou nem um segundo, o ciclope me jogou contra um dos caixotes gigantes fazendo minhas costas baterem com um força brutal, e eu escorreguei e cai como um corpo sem vida no chão, eu estava morta, se não naquele minuto estaria logo, logo.
Abri meus olhos devagar, minha visão ainda estava um pouco turva, mas eu vi o monstro segurar o cisne com uma delicadeza imensa. Respirei fundo, e com uma força que eu não sei de onde tirei me levantei, cambaleei com as minhas pernas tremulas e depois de alguns segundos estava normal, mas o ciclope não estava mais ali, olhei e volta e nada, mas ele não conseguia disfarçar seus passos barulhentos que ficavam menos barulhentos a cada minuto.

-VOCÊ NÃO VAI EMBORA COM MEU CISNE MARVEL! – Gritei a plenos pulmões enquanto saia correndo.
Entre os caixotes enormes e as gôndolas eu podia ver seus cabelos castanhos, ele estava perto da saída, atirei mais duas flechas que passaram direto por sua cabeça, talvez o zumbidos das flechas fez com ele se assustasse e ele parou de repente. Não me lembro de ter corrido tão rápido assim em toda a minha vida, as solas dos meus pés doíam, mas eu não podia, não iria parar agora. E então eu o alcancei o cisne em suas mãos e o olhar confuso, por um momento eu tive pena do monstro, ele era tão inocente e só queria o “patinho”, mas eu precisava completar minha missão, não deixaria meu coração de manteiga me destruir.
Olhei para trás do ciclope e percebi naquelas gôndolas uma placa pendurada “PERIGO! PRODUTOS INFLAMAVEIS” era isso que a placa dizia e uma idéia me veio à cabeça, eu quase podia sentir a lâmpada se acendendo em cima da minha cabeça, tirei uma flecha em chamas e Marvel ficou em alerta, mas não teve tempo de correr foi tudo muito rápido, a flecha acertou os produtos que pegaram fogo instantaneamente, coloquei o braço na frente do rosto para protegê-lo e o ciclope se abaixou. A gôndola inteira estava em chamas e o monstro saiu correndo, “quando esse pega-pega vai acabar?” pensei enquanto saia correndo atrás dele.
Ao passar pela porta do galpão fui recebida pelos primeiros raios de sol do dia, uma noite inteira se passou?
O monstro estava se afastando, indo em direção ao centro da cidade, não podia arrastar essa luta para perto dos mortais. Enchi o ar de pulmões e comecei a cantar, era uma canção curta com notas pequenas, cuja letra dizia que a pessoa tinha que ficar, para sempre. O monstro parou se virou pra mim com a cabeça inclinada para o lado a confusão eminente em seu rosto então seus músculos relaxaram e com isso suas mãos abriram e o cisne foi ao chão, eu continuava repetindo a música, sem parar por um segundo sequer. Essa era a oportunidade perfeita, eu acabaria com isso agora, ainda repetindo a música posicionei meu arco e tirei uma flecha da aljava, mirei no peito do monstro e me concentrei nos raios de sol que tocavam minha pele e logo se tornaram energia circulando por meu corpo, percorrendo meus braços passando pelos meus dedos e chegando ao arco e na flecha, sem estiar atirei.
A flecha em chamas demorou dois, no máximo três segundos e acertou o monstro, ele pegou fogo por um tempo e logo se transformou em pó dourado.
Eu respirava com dificuldade encarando o cisne o pó dourado, depois de quase cinco minutos me obriguei a andar e peguei o animal de cristal que era do tamanho de uma bolha de futebol americano, como eu o devolveria ao meu pai? Olhei em volta, Manhattan ainda despertava com os primeiros raios de sol doa dia. É isso! Aquele era um dos lugares mais altos de Manhattan talvez, se eu tivesse sorte... Nem precisar meu raciocínio lá estava ele uma onda de luz e calor vindo do céu, desviei o olhar até que a luz diminuiu e na minha frente havia um carro todo dourado estilo esporte e saltando dele estava meu pai o deus Apolo.
Era igualmente loiro, como eu, os dentes brilhantes capazes de cegar, como os meus. A única coisa diferente eram os olhos, os meus extremamente azuis e os dele castanhos claros quase duas piscinas de mel, ele sorriu, um sorriso acolhedor e a temperatura pareceu aumentar.

-Jenn! Eu sabia que conseguiria. – Ele disse entusiasmado.
-Jura? Porque eu não. Respondi. Ela forçou uma risada e então algo realmente estranho aconteceu o cisne começou a brilhar, de verdade, uma luz azul que fui aumentando e aumentando e depois se apagou completamente.
-Mas o que eu foi isso? – Perguntei espantada.
-Ele te escolheu, oras – Meu pai, é um pouco estranho chamá-lo assim, disse como se fosse obvio.
-Para...
-Você tem um poder especial agora Jenn, vai saber quando precisar usá-lo.
-Acho que isso é seu – Eu entreguei o artefato de cristal, o deus o guardou no carro pulou dentro e saiu. Fiquei olhando ele sair até que tive que cobrir os olhos de novo e um pensamento me ocorreu, talvez essa seja a última vez que eu vou ver meu pai... ”Pense positivo Jenn, nunca se sabe quando os deuses vão precisar de você” disse a mim mesma quando em dirigia a estação de trem.

Spoiler:
Poderes utilizados:
Maestria iniciante com Arco;
Flecha em Chama Solar e
Canção da Confusão
Armas levadas:
Arco de Ouro {By: Apollo} e
Aljava com 100 flechas de bronze sagrado
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Eu poderia fazer uma daquelas frases todas bonitinhas e enormes falando onde eu estou e etc, mas acontece que to com preguiça.

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Re: ♦ Teste para Habilidades Especiais ♦

Mensagem por Chuck C. J. Evans em Sab 28 Jan 2012, 01:05


INFORMAÇÕES/ Charles Christopher Jensen Evans ♦ Nível 31 ♦ 20 anos ♦ Feiticeiro de Circe


Senhor das Serpentes R





Vestindo → Aqui


Words like violence break the silence. Come crashing in into my little world... ▬ Cantarolava um pouco alto demais, não me preocupava, ninguém iria ouvir mesmo. O vento zunia em meus ouvidos, não passava de um clarão para os mortais. Não, não estava usando meus poderes de "The Flash" que minha corrente proporcionava, apenas passeava um pouco rápido demais com minha Harley na ponte que ligava Union City á Manhattan. Desviava dos carros com facilidade, meus reflexos eram ótimos aquela altura, a adrenalina me energizava, estava em um estado total de paz. A maldita filha de Hécate, Circe, havia me mandado para o acampamento "recrutar" novas curandeiras. Obviamente, ela sabia que o que eu mais ansiava era poder reencontrar a filha de Éolo, mas tinha que ser justamente quando ela combatia Nyx? Circe devia estar me castigando por não obedece-la quando me mandou cuidar de uns semideuses que a tinham incomodado. Por mais que estivesse louco para matar algum pobre coitado que não merecesse viver, não iria obedecer ordens tão insignificantes dela, meu ego não deixaria.

Não tardei muito à chegar a Long Island. Por mais que fosse a "cidade que nunca dorme", Nova York encontrava-se bem tranquila, apenas transportes públicos e caminhões comerciais rodavam a cidade. Obviamente, não seria uma tarefa muito fácil ir com a moto rodeando os obstáculos e arvores até a colina, então decidi passar por cima da floresta, literalmente. Arranquei bruscamente com a Harley e em poucos segundos ela já estava no ar. Não temia a altura, contanto que não fosse perigosa e eu estivesse no controle.


Ele estava exatamente como antes, a não ser pela quantidade de campistas que havia aumentado. Assim que pousei perto da Casa Grande, depois de quase ser atingido por algumas flechas e discutir com campistas inúteis por terem arranhado a pintura, me dirigi á Quiron que jogava cartas com o preguiçoso e idiota Dionísio.
Suponho que Circe lhe tenha avisado de minha visita á este lugar supérfluo... Quero dizer, ao acampamento ▬ Comentei indiferentemente, o que foi correspondido com um sorriso divertido por parte do centauro. ▬ Entendo sua antipatia ao acampamento. Não é necessário demonstrá-la novamente, Charles. E sim, fui avisado, apenas não supus que chegaria tão rápido. ▬ Olhei de soslaio para a Harley e Quiron balançou a cabeça, confirmando a mensagem silenciosa.

Após ter uma não muito longa conversa com o diretor de atividades sobre assuntos que interessavam a mim e a ele, a qual era interrompida com comentários e murmúrios prescindíveis do deus do vinho cada vez que eu falava, observei o fluxo de campistas, esperando encontrar Anne ou algum irmão em vão. Deveria ir visitar a enfermaria para selecionar algumas possíveis curandeiras que visitariam Circe, mas Quíron insistiu para que eu me instalasse na Casa Grande e descansasse, coisa que era descartável para mim, não me encontrava nem um pouco cansado. Desconfiado, fui para um dos quartos dali. Não iria ficar no Chalé 7, mesmo tendo uma cama só para mim que não tinha sido habitada por nenhum outro semideus. Não seria seguro para os outros que frequentavam o chalé, presumi. "Escapei" pela janela, iria dar uma volta, atormentar a vida de algum meio-sangue inútil. Talvez um filho de Ares fosse inepto o suficiente para me enfrentar, ou melhor, arranjar a própria morte. Na arena, com certeza haveria algum.


Para minha surpresa, ou nem tanta assim, um filho de Apollo foi tolo ao ponto de me chamar para lutar ao me ver observar os inúteis treinando. Não podia negar que eu era um bom espadachim, graças a Anne. Ela me ensinara quase tudo o que eu sabia, não havia muito a se fazer no Princesa Andrômeda. ▬ E então? Vai no lugar onde estão suas armas e pega sua espada, maninho. ▬ Disse sarcasticamente o garoto, desembainhando uma espada que me pareceu ser de latão, ou bronze. Ele deveria ter não mais de 15 anos, corpo não muito atlético, cabelos loiros e olhos azuis como os do pai; característica que já não possuía, meus olhos agora eram púrpuros a maior parte do tempo como método de defesa.
Ri com escárnio, negando com a cabeça. Nós estávamos no centro da Arena, era horário do almoço, havia chegado ao acampamento pela manhã. Estendi uma mão para o nada, me concentrando, e poucos segundos depois, minhas espadas gêmeas estavam penduradas na bainha que havia pousado em minha mão. Ensinei-lhe a manejar a espada com um pouco menos de imperfeição, mas não é algo que valha a pena descrever. Ao final da tarde, despedi-me de Gilan, o filho de apolo qual eu tinha "treinado", e voltei para a casa grande.

Quiron me aguardava na porta, um tanto quanto agitado, batia os cascos no piso bem cuidado de madeira. ▬ Aí está você. Sei que não é leal aos deuses e que não faz mais parte do acampamento, mas eu preciso de sua ajuda. Você é o filho de Apollo mais velho que conheço, ou que ao menos está disponível. Por favor, se ainda tem um minimo apreço por este lugar, não negue. ▬ O centauro disse, meio que preocupado e suplicante. Pigarreei, arqueando uma sobrancelha. ▬ Em que minha ilustre semi-divindade poderia fazer por um centauro velho e cheio de vida como você? ▬ Observei-o ceticamente, cruzando os braços. Eu iria ajudá-lo, talvez ganhasse alguns insignificantes de presente se fizesse o que ele precisava. Ele me encarou por alguns segundos e suspirou. ▬ Recebi uma visita de madrugada, pouco antes de você chegar... ▬ Comentou cuidadosamente, provavelmente tentando não falar demais e logo continuou seu discurso. ▬ Seu pai... Perdão, Apollo tem como simbolo as serpentes, acho que sabe disso. Enfim, uma delas precisa de proteção, pois tem em sua posse uma coisa que, se usada contra ele, o derrotaria... ▬ Ri sem humor algum, interrompendo sua explicação. ▬Não passou por essa cabeça tão pensante e sábia que eu possa querer me aproveitar disso para derrotar meu pai? ▬ Ele abriu um meio sorriso e retrucou. ▬ Se fosse mesmo fazer isso, não teria me contado, teria? ▬ Bufei, derrotado. Eu precisava acabar com eles, mas Quiron sabia que eu não ia me arriscar á isso sem despedir-me da filha de Éolo. Descruzei os braços e passei por ele, lhe dando um tapa levemente no lombo, acompanhado por um rosnado baixo dele. Foi a ultima coisa que ouvi antes de fechar a porta do quarto. Me joguei na rustica cama, que rangeu. Apaguei logo em seguida, iria dormir não mais que 5 horas.

Por sorte, os deuses não me enchiam de sonhos inuteis, dormi o tempo que havia estipulado. Como não havia levado mais uma muda de roupa, lavei-as no box do banheiro enquanto tomava banho. Coloquei-as, prendendo a bainha com as espadas na minha cintura. Mesmo ensopadas, meu corpo secaria as roupas rapidamente. O sol ainda não tinha aparecido, deveriam ser umas 3 da manhã, aproximadamente. Assim que todos se levantassem iria cumprir a tarefa de Circe e sairia dali o mais rápido possivel. Minha moto estava com um filho de Hefesto que já havia me feito várias coisas, ele repararia as rachaduras e iria dar um polimento na moto, além e colocar gasolina feita por ele mesmo. Saí da casa grande e fui em direção á colina meio sangue. Algo me dizia para estar ali, mas não pude saber o porquê.

Mudei de ideia sobre a tal cobra que Quiron mencionara, não iria fazer o que ele queria, o Chalé sete era infestado de semideuses, com 4 ou 5 vigiando-a poderiam mante-la a salvo. Sussurros invadiam meus ouvidos e eu não conseguia tirá-los de lá. Tirei a minha adaga de bronze de dentro da bota e fiz um longo e superficial corte em meu antebraço. Não, eu não sou um desses depressivos que se cortam por que querem se matar, apenas me cortei. Com isso, estaria ocupado com a ardência do corte e esqueceria os sussurros, tarefa que foi realizada com sucesso. Sorri para mim mesmo com isso.
Pouco tempo depois, os sussurros voltaram, não iria me matar para que eles se esvaíssem, então resolvi segui-los. Assoviei um pouco alto demais e uma forma negra apareceu ao meu lado, dando espaço para minha cadela infernal.Ambos fomos em direção á floresta. Caminhamos por alguns longos e tediosos minutos até chegarmos á algo que deduzi ser uma clareira. Naturalmente, meu corpo começou a brilhar e então pude enxergar melhor. De repente, a cadela começou a latir, roçando o rabo em minha perna e olhando fixamente para algum ponto adiante. Estreitei os olhos e a encarei, parou de latir assim que fiz isso, compreendeu que eu já havia entendido o recado.

Desliguei minha,"lanterna" e dei algumas batidinhas na barriga da cadela, sinal que ela entendia. Ela começou a andar em direção ao local que ela havia pressentido perigo fazendo mais barulho do que deveria. Já eu, me esgueirei pelas arvores que rodeavam a clareira. A cadela deu um rosnado que mais pareceu um engasgo. Havia encontrado algo.

Havia uma clareira bem mais pequena que a anterior alguns metros a frente, e uma fogueira estava acesa. Escondi-me atrás de uns arbustos e fiquei imóvel , o misero ato de piscar ou mover a cabeça poderia chamar a atenção, um sábio arqueiro me ensinara. Tres garotos robustos, musculosos estavam sentados ao redor da fogueira, comendo uma refeição pobre e de aparencia horrenda. Dois deles possuíam cabelos loiros e olhos extremamente verdes, só que um dos gêmeos tinha um corte na bochecha; já o terceiro, tinha os cabelos negros e olhos castanhos, quase que pretos. Ambos vestiam roupas surradas e jaquetas de couro bege e desgastado.

Meus olhos estavam semicerrados, tentando observar melhor o local. Eles haviam montando uma especie de barraca de tecido e galhos com mais ou menos 5 metros de comprimento e o mesmo de altura, do lado havia uma caixa de madeira do meu tamanho. Ao sentir meus olhos começarem a doer pela forma em que estavam, deixei-os abertos normalmente, por assim dizer. E esse foi meu maior erro, pois meus olhos estavam extremamente púrpuros, o que chamou a atenção de um deles, o de cabelos negros ▬ Keren! Syron!▬ Exclamou, apontando em minha direção

Com um movimento e mão, levitei a panela que fervia na fogueira e deixei-a cair em cima de um deles, o do corte no rosto que caiu para trás. O outro loiro se levantou e rapidamente pegou uma clava. "Filhos de Héracles", pensei. O garoto com a clava foi o primeiro a avançar, sem ajudar o irmão que gemia no chão por causa da água fervente. ▬ Levanta, Syron. Mike, deixa a cobra aí, vamos acabar com essezinho aqui ▬ Disse Keren, correndo um minha direção. Novamente, assoviei e a cadela atacou o garoto que estava no chão, Syron. O de cabelos negros, Mike, tentava trancar o caixote desesperadamente.

Desembainhei minhas espadas negras e as fundi, tornado-as apenas uma. Assim que Keren chegou a uma distancia que eu consideraria perigosa comecei a cantarolar uma música chamada Enjoy the Silence. Aos poucos o garoto ia fechando os olhos e seus braços caim, ele não chegou a ficar á 3 metros perto de mim, caiu no chão já roncando. Me agachei um pouco e com a outra mão, peguei minha adaga, me aproximando do garoto que dormia e fincando-a em um de seus pulmões, girando-a ainda fincada. Com esse movimento que fizera com a faca, o corte seria inestancável, ele morreria afogado no próprio sangue. Ri com o pensamento e tirei a adaga de dentro dele, fincando-a em lugares diferentes do corpo dele. Minha camisa estava cheia de sangue. O gêmeo dele havia desaparecido, provavelmente minha cadela o havia transformado em seu jantar.

Mike, percebendo que eu estava ocupado com minha arte no corpo do filho de Héracles, sacou uma espada de aparência pesada e dourada. Levitei a adaga e a joguei contra ele, mas ele foi rápido e pôde desviá-la. Enquanto o ataque dele estava vindo, minha mão e meus braços estavam relaxados. Então, exatamente antes que a espada alcançasse o ponto em que eu queria que parasse, fiz um pequeno contragiro com a ponta da lâmina, erguendo-a e fazendo com que chocasse com a lamina do garoto. Cheguei um pouco para trás e ele desferiu um golpe lateral direto de cima para baixo. Fiz com que a lâmina chocasse novamente na minha, porém desta vez a envolvi em um movimento circular, prendendo-a, e depois a deixei deslizar até que as duas cruzetas estivessem engatadas

Ficamos parados, olho no olho,o peito de Mike subindo e descendo; já eu, estava absolutamente calmo e no controle. Empurrei o peito de Mike como ombro, separando as lâminas e fazendo com que ele cambaleasse para trás. Antes que se recompusesse, comecei a agitar a espada em combinações desconcertantes. Golpes laterais e por cima, lateral á esquerda, cortadas, lateral, lateral, cortada para frente...

Estava ficando cansado daquilo, então com um ultimo tinido surdo, arranquei a espada da mão entorpecida dele que já se encontrava cansado e com os pulsos doendo. Dei uma cotovelada na região de sua clavícula e ele caiu de joelhos no chão. ▬ Você é filho de..? ▬ Disse rigidamente, colocando a ponta da lâmina abaixo e seu queixo.
Ares, senhor. ▬ Ri com escárnio e abaixei a espada. Se ele fosse mesmo filho de Ares, não me atacaria pelas costas. Caminhei até sua espada e a peguei estendo-a à ele pela parte do punho. Ele a pegou e suspirou, tentando se recompor. ▬ Olhe pelo lado bom, vai morrer honrando seu pai, com uma espada na mão. Caminho garantido para os Elísios ▬ Comentei com uma falsa docilidade. Ergui novamente a espada e me abaixei, dando um golpe direto de baixo para cima na região de seu peito e cabeça deslizando a espada, abrindo-o. Vi Soul, minha cadela infernal, me observando e sorri para ela. ▬ Servida? ▬ Ela rodopiou atrás do rabo algumas vezes e latiu em concordância.

Olhei para o céu, não demoraria muito á amanhecer. Barulhos de galhos quebrando-se atingiram meus ouvidos. ótimo, mais um para matar minha sede de sangue e morrer.

Muito bem! ▬ A pessoa batia palmas e ria como se tivesse acabado de assistir um show humorístico. Arqueei uma sobrancelha. Era Gilan ▬ Achou meu esconderijo? Não pretende pegar a cobra, pretende? Eu vou ACABAR com APOLLO! JUNTE-SE A MIM, IRMÃO ▬ Disse ele, correndo para dentro da mata. Segui-o, correndo quase que na mesma velocidade que ele até perde-lo de vista. Parei de correr e observei tudo ao meu redor. O senti pular pelas arvores porém me mantive imóvel. Ao sentir sua presença em minhas costas, virei-me rápidamente com a espada pronta para um ataque lateral por cima. Ampliei o golpe, abrindo a testa de Gilan, que caiu de joelhos com as mãos na cabeça. Invoquei minha adaga e o fitei. ▬ Vou te ensinar a não ser como eu. ▬ Segurei a adaga entre o dedo do meio e o anular, fazendo um corte profundo em seu pescoço.

Bom, resumindo tudo... Eu deixei soul comendo os restos dos ineptos traidores e vigiando a cobra enquanto eu fui acordar uns filhos de Hefesto que me ajudaram a leva-la para o acampamento. Tarefa que não foi nada fácil. Ao abrir o caixote uma serpente gigantesca saiu de lá e meio que fez uma reverencia com a cabeça em minha direção. ▬ Agradessssço ▬ Disse ela. Confuso, a encarei.▬ Ahn? Você falou? ▬ Perguntei, antes de ser meio que empurrado com um soco nas costas. Bufei e encarei o garoto que fizera isso ▬ Qual é seu problema? ▬ Ele ergueu as mãos em sinal de desculpas e retrucou. ▬ Você tava engasgado, falando "Asssersseaiss" ou alguma coisa assim.

De repente um clarão atingiu a varanda da casa grande, onde nós estávamos. Um homem loiro, um pouco mais magro que eu e loiro aparecera. ▬ Podemos conversar, filho? ▬ Disse sorrindo e se sentando para jogar cartas com Dionísio. Rosnei baixo e o segui, me sentando de frente para ele, ao lado do deus do vinho. ▬ Saia de perto de mim, Charlie. ▬ Bufou Dionísio. O Ignorei e dei de ombros. ▬ O que foi papai? Quer o que agora? Que eu morra por você ou que vá buscar uma xícara de café? ▬ Dei ênfase no "papai", cruzando os braços.
Apollo pigarreou. ▬ Bom, mesmo você não sendo fiel á mim, acho que fez um bom trabalho hoje, sem contar com a matança. Nós te assistimos do Olimpo e Hermes me convenceu a vir aqui.▬ Ele deu um longo suspiro e continuou. ▬ A única pessoa que tem esse poder, é a sua melhor amiga e não negue, você a ama apesar de tudo e o sentimento é reciproco... ▬ Ele estirou o braço e tocou minha testa, fazendo com que eu desmaia-se instantaneamente. Quando acordei não me lembrava de muita coisa. Quiron me contou o ocorrido, Apollo avia me abençoado com a habilidade de falar e comanda serpentes. Ao final da tarde, depois que eu já havia mandado duas curandeiras para a ilha, fitei Apollo que ainda jogava com Dionisio. Ele se levantou e veio até mim

O que era o que a cobra guardava, Apollo? ▬ Perguntei, já em cima de minha Harley pronto para dar partida. ▬ Se você prometer que vai voltar ao Acampamento eu te conto. ▬ Disse ele.

Não acha que sou grandinho o bastante para ficar aqui? ▬ Bufei.

Para ensinar, não... Então se você prometer voltar para o lado dos deuses eu te conto. ▬ Sorriu abertamente. Dei uma gargalhada e meneei a cabeça com desdém . ▬ Adeus, Apollo. ▬ Arranquei com a moto colina a cima, alçando voo em direção a Washington.


Habilidades utilizadas:
PODERES ATIVOS
Canção fatal do Sono → O Alvo cai num sono por uma rodada

Iluminação Solar → Em lugares escuros o seu corpo emite uma pequena luz.

Expansão Vocal → Apollo é o deus da música, assim seus filhos nascem com os dons das artes. Cantar, agora é fácil, possibilitando assim que todos os filhos de Apollo tenham uma voz afinada e controlada. Essa habilidade permite expandir sua voz e modificá-la inicialmente, podendo falar extremamente baixo e bem alto

Telecinese II →Adquire a capacidade de poder erguer ao ar objetos mais pesados e de tamanhos medianos, além de poder atirar estes contra quem você quiser com mais destreza.

Magia da Invocação II → Você pode invocar coisas maiores do seu arsenal, como escudos, espadas lanças etc. Além disso, você pode "desinvocar" e "invocar" a todo instante, trocando frequentemente de arma, podendo assim, confundir o inimigo.

PODERES PASSIVOS


Olhos Púrpuros → Adentrando os feiticeiros, e adquirindo a Benção de Circe seus olhos adquirem uma pigmentação púrpura chamativa – que causa receio a qualquer mortal e/ou monstro que lhe encare diretamente.

Visão Adaptada → À noite ou em lugares relativamente escuros o feiticeiro (a) de Circe consegue adaptar sua visão para enxergar sem dificuldade.

Realização de Magias → O feiticeiro (a) de Circe consegue realizar magias com mais facilidade, perdendo em alguns aspectos apenas para os filhos naturais de Hécate.




O QUE EU UTILIZEI
♣ Espada de lâmina Negra (Ouro sagrado)
♣ Espada de lâmina Negra (Prata sagrada)[Juntas se tornam uma só]{Os ataques são 30% mais precisos quando usadas em conjunto}
♣ Harley Davidson V-Rod 10th Anniversary Edition voadora Preta fosca com detalhes em vermelho
♣ Adaga de Bronze Celestial [ Feito com o auge dos metais sagrados, o mais mortifero]
♣Cão Infernal [HP:100/MP:100]



Considerem os NPC'S como:
Gilan [ Filho de Apollo entre o nível 1 e 10]
Mike [Filho de Ares entre o nível 5 e 15]
Syron e Keren [Filhos de Héracles entre o nível 1 e 5]





Sugestão de descontos de HP e MP

- 40 HP
- 60 MP

| By.: Bruno



Chuck C. J. Evans
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Re: ♦ Teste para Habilidades Especiais ♦

Mensagem por Paolla León Solace em Qui 02 Fev 2012, 02:16


Paolla León Solace - - -
Filha de Apolo | Caçadora de Ártemis | 17 anos - - -
Nível 40 - - -


A Profecia



Ali estava eu novamente, em mais um daqueles dias detestáveis. Sobre minha cama no chalé de Ártemis estava uma pilha de livros que eu gostava de ler, aproveitando o fato de não ser vitima da dislexia. Nada de romance, óbvio, mas apenas o bom e clássico Sir Arthur C. Doyle e suas obras-primas através de Sherlock Holmes. Era meu modo de esquecer que eu detestava estar no acampamento, apesar de ter as boas companhias do chalé 7, meus irmãos. Eu estava perdida em pensamentos, viajara décadas e décadas e estava na Rua Baker através da imaginação.



Sempre era aborrecedor quando chegavam dias como aqueles, em que Lady Ártemis tinha suas próprias caçadas a realizar, e dispensava assim até minha companhia. Há muito tempo não permaneço no Acampamento, e a melhor forma de ter um dia suportável lá, apesar de presa, era aproveitando a companhia de meus irmãos. Em certo momento em que devaneava com o livro em mãos, imaginando o Cão dos Baskerville como um cão infernal, perdi as letras de foco e minha visão simplesmente se alterou.



Uma garota de cabelos multicoloridos corria por uma rua do Brooklyn, visivelmente assustada e desesperada procurando abrigo, ou procurando alguém. Algo a perseguia, mas eu não via o que era. Ela se virou para encarar por um momento a fera que a perseguia, e tive uma breve visualização de suas feições. As letras do livro voltaram a ser meu foco de isao, mas deixei que a obra caísse ao chão levando as mãos a minha cabeça, tentando amenizar a dor que ali se alojara.



- Paolla!! – ouvi a voz de Luana soar já irritada, como se tivesse me chamado por outras vezes – Estou indo pra Arena, você... Está tudo bem?



Sentei-me na cama retirando a mão da têmpora, e agora que as coisas pareciam normais, fui capaz de dar uma resposta à caçadora que era meu braço direito.



- Estou... – disse com leve incerteza – Foi só uma dor de cabeça.



Acompanhei Luana até a Arena, íamos conversando sobre alguns livros que líamos no Acampamento. Certo, ela que era a filha de Athena, mas eu também tinha de fazer alguma coisa enquanto estava no acampamento. Era legal ficar imersa em minhas próprias coisas no chalé 8, evitando assim as filhas de Afrodite, menestréis, e esse tipo de companhia que desagradava. Em outras ocasiões eu aproveitava meu tempo com meu irmão gêmeo, Pyetro, mas ele também era tão atarefado quanto eu.



Distraída com nossa conversa, esbarrei em alguém, e acabamos por derrubar algumas de nossas coisas no caminho.



- Me desculpe, eu sou uma desastrada – ela disse juntando algumas coisas do chão.

- Tudo bem, eu não estava olhando por onde ia...



Interrompi-me subitamente ao fitar a garota, e meu interior gelou. “É ela!” meus pensamentos gritaram, e trinquei os dentes até que me concentrasse no que estava fazendo. Aquela era a garota que eu vira em um flash confuso de um tempo desconhecido. Não sei se eu estava louca ou se era uma anormalidade de semideusa, mas ali estava a garota de cabelos multicolores de uma visão confusa.



- Meu nome é Chelsea Felth – ela disse estendendo-me a mão.

- Paolla Solace – retribuí com um sorriso.

- Então... Estão indo para a arena? – ela perguntou como se oferecesse companhia após cumprimentar Luana ao meu lado.






Os intervalos de ida ao Acampamento eram realmente longos, mas naquela ocasião fora de apenas um mês. Isso devido ao fato do solstício e porque Lady Ártemis não quisera nos deixar sozinhas enquanto se dirigia ao Olimpo. O motivo? Isso era um segredo dela.



Era um daqueles dias que eu iria desejar que acabasse logo, mas não enquanto eu estava na companhia de meu irmão. Ele dizia-me ter conhecido uma garota em um Caça à Bandeira, e em meio a tudo que ele dizia, até parecia que poderia existir algo mais que amizade. Esse não era o caso.



- Mana, essa é a Chelsea...

- Felth, filha de Íris – eu concluí abraçando a garota.



Apesar da distância e minha inconstância no acampamento, não permitimos que nossa amizade se perdesse por entre essas linhas. Conversávamos via mensagens de Íris, algo que era simples para Chelsea, e assim mantínhamos contato e conversávamos quanto a tudo enquanto tínhamos tempo. Nela estava crescendo o desejo de se juntar à caçada, e eu insistia tanto para que ela pensasse com carinho... Nunca havia feito tal coisa, mas eu sabia que ela seria uma aquisição valiosa e uma companheira única.



- Já se conhecem? – meu irmão perguntou de um jeito confuso que nos fizera rir.





Estávamos à beira do lago enquanto contemplávamos o pôr-do-sol que precedia o jogo de Caça-à-Bandeira, especialmente pela presença das caçadoras no Acampamento. Clássico. Ão sei em que momento da conversa aquilo ocorreu, mas meus olhos vidraram-se em um ponto qualquer e passei a enxergar outro ambiente. No interior de um chalé os poucos semideuses que residiam ali estavam visivelmente preocupados, procuravam alguém em todos os lugares, e uma garota até mesmo chorava. “Cadê a Chelsea?” eles se perguntavam preocupados.



- Chelsea! – falei exasperada despertando-me da visão, e sentindo-me enfraquecer.

- Paolla, eu já estava ficando preocupado.



Não sei exatamente o que ocorrera quando minha visão se deslocou, mas eles haviam notado e, se não acharam que fosse loucura, preocuparam-se. Eu não quis falar para Chelsea o que vira, não queria preocupa-la com algo que eu sequer compreendia. Meu irmão encarou-me de um jeito como quem diz “Falamos disso depois” e ajudou-me a desviar a atenção de Chelsea daquilo até que tivéssemos que ir para o Refeitório.





Eu me via sob o manto estrelado de Nix em um dos lugares que costumavam ser cenários de caçadas. Minhas ideias estavam confusas, e apesar disso eu reconhecia que estava sonhando. Deitei-me sobre a relva observando a lua crescente que resplandecia no céu, e tentando ao menos encontrar uma explicação para as visões sem sentido que eu estava tendo ultimamente. Tudo começara há semanas atrás, e estava piorando agora. Será que além de semideusa e donzela eu ainda estava cada vez mais anormal?



- Está confusa, Paolla? – ouvi uma voz conhecida chamar atenção.



Levantei-me ficando sentada sobre a relva, e visualizei-a exatamente como de costume: uma garota de oito anos, cabelos ruivos e a roupa clara.



- Lady Ártemis... – disse curvando a cabeça – Desculpe-me, é que eu não queria que isso continuasse me perturbando durante nossas caçadas. Parece até que estou enlouquecendo.



Ela sorriu para mim como se me entendesse, e sentou-se ao meu lado tocando minha testa.



- Um de meus irmãos diria que o mundo é dominado pelos loucos ou os sábios – ela disse de modo consolador que sabia que não funcionaria, pois estava sorrindo – Falando em irmãos... Isso é coisa do seu pai, Paolla



- Meu pai? O que ele teria a ver com isso? – disse buscando um elo que preenchesse aquelas ideias sem nexo.



- O espírito de Delfos, caçadora. Além do oráculo, alguns filhos de Apolo podem herdar esse dom.

- Mas Lady...



Nunca terminei aquela frase, apenas acordara bruscamente no chalé 8. Minhas ideias e minhas conclusões estavam desorientadas e confusas, ainda que agora eu tivesse uma explicação. No fundo eu desejava que meu pai tivesse me falado sobre aquilo antes que eu chegasse ao ponto de enlouquecer. Devaneando entre aqueles pensamentos, em algum momento da noite eu dormi novamente, apesar de ter um mau pressentimento.






- Pode chamar a Chelsea pra mim, por favor? – disse a uma garota que estava prestes a sair do chalé de Íris.



O chalé de Ártemis estava prestes a ficar vazio novamente, e eu ao menos desejava passar aquela última manhã com a filha de Íris antes que eu só a visse via mensagens de Íris. Será que eu havia dito algo errado? A garota tomou uma expressão triste em seu rosto, e após devanear por um momento enquanto pressionava os lábios, achou as palavras que deveria me dizer.



- A Chelsea... Ela... Não... Ela sumiu! – ela disse, e assim que seus olhos marejaram água, ela adentrou o chalé novamente.



Nem quis segui-la ou falar com mais alguém, pois lá dentro eu infelizmente já sabia como estaria a situação... Era desconfortante ver uma cena triste se realizar após tê-la visto e ter tido uma vaga chance de evitar aquilo. E agora, onde a garota estaria? Estaria segura? Ainda estaria viva?



Antes que eu visse uma má resposta para aquelas perguntas, corri ao estábulo. Eu sei que deveria dar alguma satisfação a Quíron, mas por não ser mais uma ‘campista’ como os outros semideuses, eu teria aquela liberdade de ir e vir sem muitas cerimônias. Apenas pedi que Luana avisasse o centauro e que ela ficasse no comando por enquanto. Dei-me pouco tempo para arrumar qualquer coisa, mas o que tinha comigo seria suficiente. Golden, meu cavalo, estava pronto com a cela, e nesta havia um espaço para a bainha de uma faca de caça. Posicionados como estribos, eu tinha também um espaço para arco e aljava, o que era suficiente. Uma armadura, e eu estava pronta para partir.



Minha antiga visão, a qual eu não havia esquecido ainda, mostrava-me uma ruela do Brooklyn e eu partiria com Golden para lá. O animal relinchou e, assustando alguns campistas pelo caminho, correu até atravessarmos a colina do acampamento e continuamos a avançar até nosso destino. O equino era rápido e eu sabia por onde conduzi-lo para que não notassem uma garota sobre um cavalo em uma metrópole como NY.





Estranhamente eu já esperava pelo que procurar, pois certa vez Chelsea me contara sobre sua antiga vida antes do Acampamento... Seu pai que morrera cedo, a vida difícil que a garota tivera, sobre seu irmão que ficara com seus tios. De fato, uma vida realmente complicada até para uma semideusa. Por ali eu sabia que estava a tal casa, e pretendia ir para lá primeiro. Após encontra-la, reconhecendo-a pelos detalhes coloridos dos quais a garota me falara, toquei a campainha. Nenhum resultado. Entrei pelos fundos, e a casa estava assustadoramente escura, como se não houvesse vida alguma nela. Apesar disso a casa estava abafada como um forno, e com passos silenciosos de uma caçadora, dirigi-me à sala.



Um garoto desmaiado fora a única coisa que eu vi, e após checar, tive certeza que ele estava bem. Ao que parecia, ele era a única alma vivente ali dentro. Eu diria que seria na casa inteira, mas então ouvi algo no jardim. Um grito abafado e um estrondo na parede. Foi quando minha visão enturveceu novamente e eu visualizei a causa daquilo: um lestrigão estava atacando Chelsea, e ela fazia de tudo para evitar que a criatura adentrasse a casa. Caí sobre um de meus joelhos, pois sempre ficava tonta e desequilibrada quando tinha aquelas visões, mas então prestei mais atenção nos detalhes da casa. Várias queimaduras pelas paredes e móveis, sinais de luta e então reparei direito no garoto, que deveria ser irmão de Chelsea. Além de terem traços faciais muito parecidos, ele tinha o mesmo quê multicolorido que Chelsea tinha.



Agora entendi tudo”.



Golden ficaria dentro daquela casa, e então soei o apito de prata lunar pendurado em meu pescoço. O uivo tradicional era comum aos meus ouvidos, e daria tempo para que eu, assim como Chelsea, nos recuperássemos. Alguns lobos seriam suficientes para que o lestrigão, ou quem sabe os lestrigões, Desprendi meus armamentos da cela do cavalo, e preparei uma flecha no cordel do arco, encaixando-a perfeitamente para que sua rota fosse conforme minha estratégia. Os dois brutamontes nem notaram quando saltei a janela, e então disparei a flecha que havia preparado. A flecha atingira o peito de um dos lestrigões e explodira em penas, irritando a criatura e atrapalhando sua visão. Um dos lobos aproveitara para ferir o monstro na perna, fazendo-o ceder sobre um dos seus joelhos.



- Chelsea, vai!



Gritei chamando a atenção da garota, que a recém havia notado minha presença. Apesar de cansada, ela parecia estar bem, com sua espada em mãos ela realmente era imbatível, uma grande espadachim. Ela se animara ao me ver, sabendo que agora a luta estaria equilibrada. Ela levantou-se e avançou novamente contra o lestrigão, tendo de minha parte o apoio de um dos lobos. Repeti o procedimento que afetara aquele lestrigão com o outro que ainda estava de pé, mas enganando-o na rota e com uma ilusão, já que ele agora conhecia o segredo daquela flecha.



Ele era voraz em seus ataques, e apesar da minha agilidade para desviar, ele atingira meu rosto. Levei a mão ao local e já sabia que iria ficar marcado. Também sofrera algumas queimaduras, pois até então não havia percebido meu grande erro. Como uma arqueira nata como eu faria bons ataques estando tão próxima do alvo? Em um momento oportuno, arranhei o rosto do lestrigão com minhas garras, fazendo-o levar as mãos ao rosto um tanto atordoado. Claro que em meio a sua ira, deu-me um golpe que me jogou longe. Encarei Chelsea por um momento, e a situação também não estava sendo fácil para ela. Eu tinha que pensar, e rápido.



Entreabri meus lábios, concentrando-me apenas em minha voz, que entoada levemente, cobria a distância que havia entre eu e os lestrigões, e chegava aos seus canais auditivos sorrateiramente, fazendo-os então congelar em suas posições. Simplesmente peguei a faca de caça em minha bota e lancei-a contra o lestrigão que me atacara, seguida por uma flecha em chamas. Quanto a Chelsea, ela soube acabar com o seu inimigo.






- Desculpe por te deixar preocupada, Paolla – Chelsea se redimia enquanto fechava a porta d o quarto de seu irmão mais novo – E também por fazê-la sair do acampamento por minha causa.

- Sabe que aquele não é meu lugar favorito mesmo – eu disse tentando melhorar o humor dela.



Ela arriscara sua vida ao sair por causa de seu irmão, também um semideus, filho de Íris. Uma história longa e complicada, puramente história familiar que eu não me importava em deixar de saber. Eu apenas receava o castigo que Quíron teria de dar à garota por ter saído do Acampamento sem qualquer autorização, mas daria um jeito de pelo menos diminuir sua punição se não pudesse evita-la. Em breve Chelsea teria no Acampamento a companhia de seu irmão também, deixando-a menos sozinha, caso ela não se decidisse pela caçada.

Assoviei e Golden relinchou em resposta indicando que estava preparado para mais uma viagem, ainda que tivesse uma carga extra.






Poderes Utilizados:

[b]


Poderes dos filhos de Apolo
Poderes Passivos:

Perfeição com Arco (Nível 17): Habilidade para utilizar o Arco com perfeição podendo executar rotas diversas e a uma distância de até três quilômetros.



Rotas Curvas (Nível 32): Habilidade de fazer a flecha percorrer retas em curva, enganando assim o inimigo.


Poderes Ativos:

Canção da Paralisia (Nível 10): Paralisa com eficácia os inimigos. Por uma rodada.



Flecha Imperceptível (Nível 30): Uma flecha lançada numa velocidade que inimigo nenhum a vê, só aqueles inimigos muito evoluídos podem vê-la mais dificilmente esquivam dela por causa da velocidade.



[Novo] Flecha Angelical (Nível 30): Flecha que obtém o poder da luz, que é a compressão de energia solar ao máximo nesta flecha. Com um extremo poder explosivo, ainda permite que várias penas sejam dispersas no inimigo, atrapalhando sua visão, por exemplo.


Poderes Especias

Profecia: Habilidade Extrema de um filho de Apollo. Só concebida ao oráculo de Delfos e agora a um filho de Apollo. Este poder lhe permite prever o futuro, além disso, prevenir ataques que poderiam lhe atingir e te proteger contra armadilhas. E Ainda lhe dá a chance de mudar isso. É um poder que consome muita energia, mas muito eficaz, pois você tem conhecimento do que lhe pode acontecer antes disso. Cuidado, o consumo de energia é tão intenso que após usar, você praticamente perde por um tempo o equilíbrio de seu corpo. Tem que saber usar.







Passivos

Perícia com arco
Seu personagem sabe fazer manobras hábeis e incomuns com o arco e flecha.

40-50... nível: Utiliza o arco perfeitamente, tendo mira e técnicas perfeitas.

Olhos de águia
25-30: Consegue observar tudo que acontece em um lugar em uma distância de mais ou menos 9 metros ou 10 metros(dependendo da experiência)

Super-agilidade - 10
Super-agilidade é uma mistura de supervelocidade, super-equilíbrio e super-reação. Pode dar saltos, girar no ar e correr em grande velocidade devido ao longo período de treinamento. Desviar mais facilmente de flechas, entre outras coisas


Ativos

Disparo Certeiro
Seu personagem consegue fazer um disparo de longa distância que nunca erra. (Exceto por meios mágicos de proteção)
30-40 nível: Sua flecha seguirá sempre até o alvo, até que o acerte.

Rastrear
20-30 nível: Consegue reastrear pelo cheiro, contanto que não tenha sido alterado.

Garras de Lobo
35 nível: Suas unhas agora passam por várias camadas, podendo atravessar as vezes até algum material forte, dependendo do narrador. Igualmente para o adversário, podendo ultrapassar suas unhas pelo corpo do mesmo.

Invocação de Lobos - 17
Todas as caçadoras, em um certo nível, ganham apitos que servem para chamar lobos de guarda. Que no máximo são 12. Mas você precisa levar o apito e sempre falar que está com ele no PRIMEIRO POST. Assim que você apitar o apito ativando esse poder, lobos virão até você, dependendo do local. No nível 30, você apenas assobiando, os lobos virão até você, não importa o local. (Obs.: O limite ainda é 12.)


Conversação com os Lobos – 23
Esse é um poder que complementa o de invocação. Mas no de invocação, você já não pode conversar com os lobos, eles somente vão atacar o primeiro inimigo que verem ou então defender-lhe. Nesse poder, você pode conversar com os lobos e fazer com que eles façam o que você queira.



Código:
♦ Arco em Formato de Lua [Presente de Ártemis]
♦ Aljava com Flechas Lunares Infinitas (Feitas com pedras da Lua) [Presente de Ártemis]
♦ Lua Crescente [Ϫ] (Faca de Caça em Bronze Celestial.)
♦ Tiara Prateada [Tiara com detalhes de uma meia-lua, e inteiramente prateada. A usuária, quando usa essa tiara, é capaz de emanar um feixe luminoso capaz de cegar qualquer coisa que estiver ao seu redor, além de aumentar consideravelmente os poderes de caçadora. O feixe luminoso só pode ser usado uma vez, e a tiara é retirada quando se é nomeada outra tenente. Presente de Ártemis concedido por se tornar uma tenente.]
♦ Amazon Armor (Armadura: couraça e braceletes de adamantium) [Δ]

Atraso justificado.
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Re: ♦ Teste para Habilidades Especiais ♦

Mensagem por 033-ExStaff em Sab 04 Fev 2012, 09:03


R Teste para Habilidades Especiais R


Bom... Foi bem difícil escolher apenas um vencedor de cada categoria. Todos os testes estavam excepcionais, mas eu tive que escolher um. Parabéns aos vencedores e aos perdedores também, pois se minha escolha foi difícil é por que todos vocês fizeram um ótimo trabalho.







| A Profecia |

O vencedor da categoria Profecia é:
Paolla León Solace









| O Senhor das Serpentes |

O vencedor da categoria Senhor das Serpentes é:
Chuck C. J. Evans
Chuck ganhou também uma serpente gigante como pet.









| As Flechas do Cisne |

O vencedor da categoria Flecha do Cisne é:
Jenn Curtis







Mais uma vez, parabéns a todos e obrigado por participarem.


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Re: ♦ Teste para Habilidades Especiais ♦

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