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♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

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♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

Mensagem por Phobos em Seg Fev 13, 2012 1:26 am

Relembrando a primeira mensagem :



A paz finalmente reinava no Acampamento, mas Phobos não gostava disso, além do mais, estava cansado de tentar arrumar confusão no solo sagrado do Olimpo e, como se tivesse se teletransportado, surgiu das sombras da Arena. Os campistas que estavam treinando foram interrompidos e, com uma fuzilada de Phobos, desapareceram pela porta.

Sem fazer cerimônias, o deus começara a falar, sua voz ampliada várias vezes a modo de ser ouvida em qualquer lugar do Acampamento. -Senhoritas e "Senhoritos", estão todos convidados a participar do Treino Especial do Senhor Phobos! O deus tivera a ideia de agitar um pouco as coisas do Acampamento, quem sabe uma pequena confusão ou, no mínimo, ensinar frangos a lutarem. -Vamos ver se vocês aprendem, de uma vez por todas, a como segurar uma arma sem parecer um pedaço de graveto. O convite estava feito, agora ele precisava esperar seus convidados.

Objetivos:


- Ensinar qual a melhor maneira de descrever o manuseio de suas próprias armas;
- Noção de Missão;
- Noção de Narração;
- Noção de combate;

Código:
♠ Prazo para inscrição: Dois dias;
♠ Quem participará? Campistas de nível Um ao Cinco que não estão em missão.
♠ Recompensa máxima: 200 XP (dois níveis) e + HP/MP
♠ No final, ninguém terá suas vidas diminuídas, a não ser que fuja do esperado;

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Re: ♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

Mensagem por Lisa C. Backer em Qui Fev 16, 2012 10:43 am


☼ Lizzy | Cloud Strife ♥ | Grupo da fogueira | 14 Anos | Dought of Apolo ☼


"Treino Especial de Phobos."

Estava em meu chalé tocando algumas notas do meu violão quando uma voz meio metálica e muito alta chamou minha atenção, eu pensei de imediato que fosse coisa da minha cabeça, mas então a ouvi disse novamente, mas dessa vez com uma pouco de diversão na voz:
- Senhoritas e "Senhoritos", estão todos convidados a participar do Treino Especial do Senhor Phobos! Vamos ver se vocês aprendem, de uma vez por todas, a como segurar uma arma sem parecer um pedaço de graveto.
Eu deixei o violão em cima da cama e rapidamente me levantei, em alguns minutos eu já estava com minha espada e meu escudo em mãos. "Treino especial de Phobos, eim. Isso vai ser divertido."
Quando sai do chalé encontrei vários olhares confusos e outros estavam direcionados à arena. Eu estava com uma pontada de diversão em meu olhar, mas perguntei seriamente a uma menina que estava ao meu lado:
- Hey, o que está acontecendo ?
- Não pode sentir ? Algo grande está por vir e tudo começa na Arena. - Disse-me ela - Vamos, não podemos esperar muito tempo. - E então ela foi em direção a arena.
Não fiz mais perguntas á ninguém, Phobos disse alto e claro que seria um treino, e onde mais aconteceria um treino se não na arena. Caminhei até lá e quanto mais perto eu chegava, mais eu sentia a sensação de que algo ruim estava por vir, eu estava com medo. Agora eu entendia o que a menina estava dizendo, quando pus o pé na arena, senti um arrepio pelo corpo inteiro, os pelos dos meus braços estavam eriçados, então eu olhei em volta e lá estava, um Homem com um olhar e um sorriso de extrema diversão. Não me atrevi a dizer uma unica palavra, pois Deuses eram muito temperamentais, só olhei para ele e para todos dentro da arena então a sensação de diversão estava de volta, eu sorri desafiadoramente e pensei: "Vamos lá."







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Re: ♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

Mensagem por Phobos em Qui Fev 16, 2012 12:28 pm



A arena estava vazia, por enquanto. Os campistas chegavam timidamente e a primeira imagem a surgir da porta do local foi de um filho de Éolo que não me importava o nome, vi que carregava consigo algumas – muitas – armas e ri comigo mesmo com a ingenuidade do garoto. Ouvi suas provocações a respeito de meus filhos e bem, aquilo não me importava, nenhum semideus me importava, na realidade. Fechei a cara para o campista e encostei meu corpo junto a uma barreira existente ali, cruzando os braços e esperando outros campistas.

Deuses, aqueles semideuses eram vergonhosos, todos eles pareciam desengonçados e traziam armas demais consigo, às vezes mal conseguiam carregar o arsenal. Imaginava o trabalho que iria ter com aqueles coitados e planejava um modo de selecioná-los durante o treino, mesmo que eu precise pegar pesado com eles.

Eu estava distraído quando aquela garota chegou, era filha de minha mãe, Afrodite, o que a tornava minha meia-irmã. Sorri debochadamente de seu comentário a respeito de meus filhos, pelo visto, minhas crias estavam sendo um bom assunto. –Irmãzinha, eu estou pouco me lixando para os filhos que boto no mundo, mas pelo visto você se incomoda bastante com seus sobrinhos. Minha aura estava marcando as palavras “irmãzinha” e “sobrinhos”, carregando-as com certo desdém. –Eu não me importo com semideuses, sendo eles meus filhos ou não... Nem com meus irmãos. Para o bem dela, esperava que a filha de Afrodite tomasse isso como um certo aviso.

As proles divinas da guerra estavam em menor quantidade, pelo visto papai não era mais o garanhão do Olimpo, ou então minha mãe o tinha amarrado de vez. Os campistas que chegavam recebiam a primeira avaliação do treino: a imagem que passavam. A grande maioria mostrava-se um inimigo fácil de ser derrotado, quem sabe eles mesmos se derrotavam e a minoria que sobrava, bem, eles eram interessantes.

Encarava o chão despreocupado, aquilo seria divertido, contudo uma risada estridente ecoou pela arena e, claro, não pude deixar de encarar aquela prole de Athena. Ela ria como se quem estivesse presente fosse o próprio Rei Momo, pelo visto Dionísio estava fazendo jus ao seu título de deus da loucura. Meus olhos encontraram os dela e eu entrei em sua mente, vasculhando cada pedaço de sua infância, seus medos mais secretos, seus pesadelos mais sombrios, vamos ver até quando ela rirá. Estava fazendo algo que estava me controlando para evitar: Vasculhar os medos daqueles campistas. Eu poderia muito bem atormentar todos eles ali, cada um vivenciando seu próprio pesadelo, seu monstro particular. Além de me divertir com os gritos e com as expressões, ainda ficaria mais forte. Mas não, iria me controlar, quem sabe usaria alguns de meus poderes para o treino?

A arena estava quase cheia e meu tédio chegava a seu limite, precisava iniciar aquele treino imediatamente. Reduzi minha aura para que não mais assustasse os campistas, muitos deles estavam se mostrando desconfortáveis com minha presença. Minha aparência foi reduzida para o de um guerreiro espartano, como os que lutavam ao meu lado na antiguidade. –Muito bem, campistas. Os olhares se voltaram para mim –Vejo que vocês trouxeram um excelente arsenal... Olhava agora para suas armas, vagando por entres eles. –Pena que carregaram peso a toa. Enraiveci um pouco minha voz e soquei o escudo de um garoto, fazendo com que a defesa caísse no chão, produzindo um som abafado na areia.

De frente para todos, comecei a gritar, fuzilando-os com os olhos –Escolham apenas uma arma! Uma arma para o teste inteiro! Os semideuses se encaravam com dúvida, o que me deixou um pouco irritado. –Para aqueles que estão com dúvidas, sugiro que usem a arma que seus pais ou mães lhe deram. Corri meus olhos por entre os campistas, pelo visto não havia nenhum filho meu presente. –Joguem o arsenal restante no centro da arena. Apontei para o lugar em minha frente e, pouco a pouco, os campistas foram se aproximando e deixando seus pertences. –Se alguém tentar me enganar, será a última coisa que fará antes de ser internado num manicômio. E com essas palavras os campistas se livraram de suas armas.

Uma pilha de metal descansava em minha frente e, com um estralar de dedos, sombras tomaram conta daquele monte de coisa inútil e, num piscar de olhos, já não havia mais nada ali. Isso causou espanto de alguns campistas, principalmente os novatos. –Suas coisas estão os aguardando em seus respectivos chalés. Uma nova sombra fez-se presente e começou a se formar uma coluna ao meu lado, dela materializou-se minha lança e como eu não queria anulá-los no campo, a aura presente nela só pode ser sentida nos primeiros segundos e, creio eu, não foi uma experiência que deixá-la a mente dos campistas tão cedo.

-Vocês devem conhecer a arma de vocês, como se ela fosse parte de seus corpos. Girei a lança amistosamente, logo depois deixando-a com o cabo preso ao meu corpo e sua lâmina apontando para um campista qualquer, como se estivesse numa apresentação de armas orientais. –Devem conhecer os pontos fortes de sua arma e usá-los, também devem conhecer os pontos fracos e torná-los fortes. E mais uma vez eles me olharam com dúvida. –Devem inovar, sair da mesmice. Se você faz um golpe óbvio, a defesa é eficaz para o adversário porque ele já esperava pelo ataque. Novamente girei a lança e comecei a combater com um guerreiro imaginário. –A lança, por exemplo, vocês podem pensar que só a lâmina é utilizada... Parecia que eu enfiava a lâmina da arma no abdômen do guerreiro, se ele existisse seria ali o local atingido –Seu oponente também pode pensar nisso e se preparar. Então girei a lança e bati com o cabo onde ficaria o rosto. –Mas ninguém espera o cabo. E abaixei o corpo e bati com o cabo onde estariam as pernas. –E o inimigo cairia. Cravei a lança no chão, como se finalizasse com o corpo do homem, deixei a lança ali e encarei os olhares. –Isso vale para qualquer arma, até mesmo para o arco e flecha. Olhei para alguns filhos de Apolo presentes. –O arco pode virar um porrete e a flecha, uma lâmina.

Virei de costas para meu público e caminhei até um local onde sombras se acumulavam e, delas, formava-se um trono onde estátuas de humanos com expressões de terror e medo davam sustentação. Sentei-me aconchegado e continuei a falar. –Vamos ver o quão criativos vocês podem ser e, bem, quanto tempo duram. Quando terminei de falar os campistas foram surpreendidos por suas próprias sombras, que se alongavam e, na sua frente, saiam guerreiros espartanos que outrora foram excelentes em campos de batalha. Eles viam armados com um gládio tradicional de Esparta e com um escudo, uma pequena desvantagem para os campistas. –Não há motivos para temer, tem? Ri-me com o sarcasmo de meu último trocadilho e assisti as crianças brincarem com seus novos pets. Minhas crianças, claro, eram os espartanos.


Objetivos:


Nesse post eu quero que vocês lutem contra os guerreiros espartanos da melhor forma possível. Não é preciso vencê-los. Quero golpes bem descritos e quanto mais criativos eles forem, maior a recompensa de vocês. Também quero que informem a arma escolhida em spoiler e não se esqueçam: apenas uma arma. Não será permitido usar os poderes ativos de seus pais e mães olimpianos, apenas os passivos serão permitidos. Se quiserem, podem postar que tentaram um golpe ativo mas parecia que alguma coisa impedia de ser realizado. Há também um outro desafio: O que vocês sentiram quando viram minha lança? Quais os pensamentos e sentimentos? Lembrem-se de ver a descrição da arma na ficha. Quero um post direto, sem muita enrolação, mas que tenha qualidade, que seja rico em detalhes e descrições.

Como será a avaliação?


A cada post vocês terão objetivos e desafios e eles serão avaliados. Cada avaliação terá, como máxima, a pontuação de cinco "♠" - vocês também podem ganhar nenhum. Ao decorrer do treino vocês somarão os símbolos e receberão o XP de acordo com sua soma.

Recompensas:


XP máximo: 200 (dois níveis)
HP/MP: Não tenho um valor máximo em mente. Mostrem-se merecedores e ganharão o aumento
♠ Camiseta branca "Eu treinei com Phobos" em vermelho (Sua função será surpresa e só será revelada no final da missão)

A camiseta é o prêmio surpresa para o player que ganhar maior XP, sendo que precisará ultrapassar 195 XP. Caso o player de maior recompensa acumule 194 XP, não receberá a camiseta.



Parabéns aos players: Ryan A. H. Gonzalez, Dianna Callaghan, Kim Hyuna, Brunna S. Grings, Luna W. Cerridwer, Akane Yoshinori, Melissa Beauregard e Annabella M. Evans pela apresentação e pelo bom post.



Código:
♠ Prazo para postagem: Dois dias;
♠ Número de linhas mínimas: Quinze;
♠ Recompensa máxima: 200 XP (dois níveis) e + HP/MP
♠ No final, ninguém terá suas vidas diminuídas, a não ser que fuja do esperado (ou seja, que deixe o treino ou que não cumpra com os Objetivos);

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Re: ♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

Mensagem por Luna W. Cerridwer em Qui Fev 16, 2012 2:50 pm



Special training




Continuei calada, estava com medo, muito medo, ficava pálida só de pensar em o que aquele deus podia fazer comigo. Toda vez que ficava com muito medo eu começava a cantar baixo a musica Paradise. Estava pensando no que ia acontecer comigo e com os outros campistas, queria que fosse alguma coisa fácil, naquele treino. Não conseguia para de olhar para Phobos, olhava para os campistas, tentava procurar algum pássaro para ficar olhando mas eu não conseguia.

Phobos olhou para todos os campistas, parecia que ele queria por mais medo. Ninguém falava, tirando Phobos, ele não parava de falar, ele me lembrava o meu professor de Educação Física, eu acho que nunca mais vou vê-lo. Eu tinha que parar de pensar nisso, agora tinha que pensar no treino, pensar no que Phobos ia fazer.

– Muito bem, campistas. - disse Phobos, acho que estava na hora do pau. –Vejo que vocês trouxeram um excelente arsenal... - olhei para as minhas armas e soltei uma risadinha baixa. – Pena que carregaram peso a toa.
- Mas o que? - pensei, olhei para os outros campistas e pareciam que eles pensavam a mesma coisa.
– Escolham apenas uma arma! Uma arma para o teste inteiro! - suspirei e fiquei em dúvida com qual arma ia ficar, claro que era o arco e a aljava. – Para aqueles que estão com dúvidas, sugiro que usem a arma que seus pais ou mães lhe deram. - o olhar de Phobos me deixava assustada, mais do que eu já estava. - Joguem o arsenal restante no centro da arena.

Phobos apontou para o lugar, fui caminhando até o lugar e joguei meu escudo e a minha faca de bronze. Em estantes tudo sumiu, agora sim, Phobos tinha me tirado do sério.

– Suas coisas estão os aguardando em seus respectivos chalés. - suspirei, a minha raiva tinha passado.

Phobos continuou falando, explicando a forma mais fácil de batalhar. Olhei para Phobos e de repente parecia que algum monstro ou alguém invisível apareceu em sua frente. Isso não foi nenhum problema, ele parecia tranquilo, Phobos sacou sua lança e então a enfiou na pessoa, parecia que tinha atingido no abdômen, ele então enfiou a lança no chão e parecia que a pessoa tinha morrido. Fiquei assustada, Phobos era muito ágil, não era só porque ele era ágil e sim pela sua lança que me deixou muito assustada e sonolenta.

Phobos continuou falando algumas coisas, parecia que ele já estava terminando de falar. As sombras dos campistas pareciam que estava ganhando vida, até a minha. Começou a sair guerreiros espartanos das nossas próprias sombras. Pensei bem no que Phobos tinha dito " O arco pode virar um porrete e a flecha, uma lâmina ". Olhei para o primeiro espartano que saiu da minha sombra e bati o arco na sua cabeça, dei um chute em sua barriga que jogou ele para longe, quase 2 metros.

O segundo espartano saiu da da minha sombra e me agarrou, abri a boca e mordi seu braço, a mordida foi tão forte que fez o espartano me largou. Tentei usar um dos meus poderes mas eu não conseguia, tinha alguma coisa ali que bloqueava ou tinha perdido meus poderes. Agora sim eu estava assustada, o segundo espartano tentou me atacar, tentou cortar minha cabeça, mas me abaixei e ele apenas cortou o ar. Me abaixei e aproveitei para lhe derrubar com meu pé, enquanto o segundo espartano estava no chão o terceiro saiu de minha sombra e o primeiro veio para cima de mim.

Tirei uma das minha flechas da aljava e agarrei o primeiro espartano mas ele colocou o escudo na frente, me atrapalhando. Aproveitei então para atacar o segundo que estava se levantando. Enfiei uma das flechas no pescoço do segundo espartando o levando a morte. Peguei uma pedra que era maior que minha mão e fui correndo em direção ao primeiro e bati a pedra em seu rosto, isso fez com que ele ficasse alguns minutos desacordado. Depois fui para cima do terceiro mas saiu mais um da minha sombra e novamente me agarrou. Me joguei para frente, levando o espartano junto comigo. Corri para cima do terceiro e lhe dei um soco na cara, aquele cara parecia de aço, ele era duro.

Rodei 3 vezes e depois lhe dei um chute na barriga. O quarto veio por trás de mim e quase enfiou a sua espada na minha barriga mais me joguei para a esquerda e depois pulei para cima dele, tirei uma das minha flechas da aljava e fiz a mesma coisa que fiz com o segundo no quarto espartano. Agora só faltava o terceiro e o primeiro que estava desacordado . Corri para cima do terceiro e dei um chute no seu rosto, não foi tão forte para nocaute então tinha que tentar da outro. Ele estava um pouco tonto, lhe dei 2 socos na cara, depois me afastei novamente e corri dando outro chute que o deixou nocauteado.

Levei o terceiro espartano para perto do primeiro e depois me afastei mais fiquei apontando algumas flechas para a cabeça dos dois. Suspirei, estava cansada, meu cabelo estava molhado por causa do suor mais isso não era um problema.



Código:


Poderes Usados:

♦Força sobre humana → Os filhos de Héracles possuem a força sobre-humana, porém não conseguem controlá-la, podendo causar pequenos acidentes

Armas Usadas:

♣ Arco de Ouro (Se transforma em uma tornozeleira prateada.}

♣ Aljava de flechas de Hidra {Se Transforma em um colar com pingentes de luvas de boxe) [Héracles matou a Hidra em um dos seus trabalhos, ele encantou as flechas de seus filhos com uma pequena quantidade de sangue da criatura, fazendo-as ter um veneno raro que queima a pele daquele que seja atingido] {By : Héracles}



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Re: ♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

Mensagem por Oliver S. Frost em Qui Fev 16, 2012 6:28 pm

Sentei-me e descansei por alguns instantes até que meus olhos se encontraram com os de minha irmã. Nesse exato momento, tudo pareceu desacelerar, conseguia ouvir meus batimentos. Levantei-me com pressa e abracei-a com força, com medo de perdê-la.

- Cassandra! Como é bom vê-la ainda inteira. Duas semanas se mostraram muito tempo!

Permanecemos abraçados por mais algum tempo até que encontrei Phobos. Empalideci Só ao vê-lo, minhas pernas tremeram um pouco. Larguei minha irmã e me coloquei em sua frente. Chame de loucura mas, não importava contra quem eu deveria lutar, nada me impediria de protegê-la.

Então, o medo que emanava do deus foi diminuindo e meu autocontrole retornou. A aparência de Phobos foi modificada. Acabou por transformar-se em um guerreiro, trajado com armadura e armas espartanas.

- Muito bem, campistas. Disse, com a mesma voz monótona de sempre. Vejo que vocês trouxeram um excelente arsenal... Pena que carregaram peso a toa.

“Não no meu caso“ Pensei ”Tenho apenas minha faca e corrente, presente de mamãe.”

Notei que estava perdido em meus devaneios quando ouvi o barulho abafado de um escudo batendo no chão. Engoli em seco. “Ele de fato, não está brincando.”

Alguns instantes de um silêncio mortal se passaram até que Phobos, como um louco, começou a bradar em alta voz.

- Escolham apenas uma arma! Uma arma para o teste inteiro!


Para o teste inteiro. Aquelas palavras dançavam em meus ouvidos. “Não sou muito bom com a corrente mas com a faca ficaria em incrível desvantagem.”

Quando acabei de ouvir as palavras do deus, encaminhei-me até o local que fora apontado, larguei minha Faca de Bronze e voltei para perto de minha irmã. Cada passo dado era como se meus piores medos estivessem segurando minhas pernas. Um verdadeiro inferno psicológico.

Depois de abandonarmos nossas armas, Phobos materializou sua lança. Ao sentir a aura e poder que emanavam dela, uma imagem me veio à mente. Cassandra sendo transpassada por várias flechas. Meu maior medo (perder minha irmã) e meu último pesadelo somados. Meus dentes começaram se baterem e gotas de suor involuntárias encharcavam meu corpo, tamanho era o meu pavor. Passaram-se alguns instantes e o medo desapareceu, porém, a imagem permaneceu gravada em minha mente. Algo que com certeza iria me atrapalhar em batalhas vindouras.

Então, Phobos fez uma demonstração de movimentos interessantes com a lança. Logo após, seguiu para as sombras onde sentou-se em seu trono improvisado. Aí então, senti algo estranho. Ou melhor, vi algo estranho. De minha sombra, um guerreiro com uma armadura idêntica a de Phobos surgiu. Este portava uma Xiphidion e um escudo.

Amaldiçoei-o em pensamento. “Já é ruim lutar usando uma arma medonha, agora, contra um guerreiro completamente protegido e ainda usando um escudo?”

Com escárnio, Phobos mandou-nos lutar contra os guerreiros (o que de fato, era óbvio).

Comecei a analisar meu adversário, lembrando-me de cada lição de Quíron e dos livros que havia lido.

“Primeiro, estude seu oponente.”

A armadura do espartano seria um grande problema, seu escudo o defenderia do joelho ao pescoço. Mas, sua arma não era tão eficiente. As gládios espartanas eram conhecidas como último recurso, pequenas e em geral, usadas para estocar seus inimigos. E era disso que eu iria me aproveitar. Até que como um estalo, lembrei-me de meus poderes.

- Já era querido. Disse, risonho.


Apontei a mão direita para o guerreiro e convoquei minha energia escura. Em condições normais, uma esfera negra seria lançada no alvo porém, nada aconteceu. Tentei mais duas ou três vezes e o resultado fora o mesmo. Observei os outros meio-sangues e todos que tentavam tinham os mesmo problemas que eu.

“Maldito sejas, Phobos”.

Ainda inconformado, arranquei o colar de meu pescoço e, ao estar em contato apenas com minha mão direta, o mesmo se transformou em uma corrente negra.

“Bom, não sei ao certo como usar isso da forma convencional mas...”

Ao observar melhor minha arma, notei que poderia enroscá-la em meu braço. Feito isso, voltei minha atenção ao espartano que, em questão de segundos, já estava a menos de um metro de mim para estocar sua maldita espada em meu abdome. Agindo por instinto, desviei-me para a esquerda, o que não o impediu de me fazer um corte no local.

Ao sentir a dor, meu corpo enrijeceu-se e meus sentidos vieram à tona. “Isso não é uma briguinha de escola, Oliver. Isso aqui é sério”.

Nos seguintes instantes, tudo que fiz fora desviar e me cortar. Cansado e dolorido, bolei uma estratégia um tanto quanto ameaçadora.

Enquanto desviava dos golpes, não o fazia em vão. Cada um era seguido por uma análise crítica. Assim sendo, notei que meu adversário usava de três cortes aleatórios e uma estocada. Nesse exato momento, se ele seguisse com o padrão, viria o último golpe.

E eu estava certo.

Quando o guerreiro espartano se posicionou para a estocada, preparei-me e, quando o golpe veio, pulei para a esquerda, vendo a lâmina da espada passar a centímetros de meu peito. Aí então, segurei com a mão direita o punho de meu adversário e com a mãe esquerda, acertei um soco com a região dos ossos carpais em seu cotovelo, quebrando-o. Ele urrou de dor e caiu ajoelhado, largando o escudo e levando a mão esquerda na ferida. Aproveitei esse momento então para passar minha arma (a corrente) ao redor de seu pescoço e apertei. Mas apertei como nunca. Passaram-se alguns instantes e eu ouvira um “clack”.

“Quebrou, finalmente”

Soltei um longo e agradável suspiro. Acalmei um pouco minha respiração (estava completamente descompassada) e relaxei um pouco. Um erro fatal.

Antes que pudesse notar, outro guerreiro surgiu de minha sombra e me acertou com uma pancada na cabeça. Cambaleei um pouco para trás, atordoado e sem ver nada. Outro golpe, agora, vindo de baixo para cima, como um soco. Voei alguns metros para trás, tamanha a força do golpe.

No final, estava com a testa sangrando e com o rosto completamente dolorido. Levantei-me vagarosamente, cada músculo de meu ser doía.

“Se continuar assim, morrerei, tenho que me curar mas, como? Ainda estamos de dia e aqui não tem um ponto escuro...”

Meu pensamento foi interrompido quando avistei um canto da arena onde as sombras reinavam, o Trono de Phobos.

Aos tropeços, fui na direção do deus. O guerreiro espartano me seguia, imponente. Chegando perto de Phobos, o medo tomou conta de mim novamente. Tremi e minhas feridas pareceram arranhões perante a sensação desagradável que era estar perto do deus do medo. Porém eu estava determinado, chegaria lá não importa o que acontecesse. Assim que as sombras mais profundas tocaram minha pele, uma explosão de poder tomou conta de mim. Minha feridas começaram a cicatrizar (vagarosamente mas, estavam) e a dor simplesmente desapareceu.

Soltei a corrente que estava presa no meu braço e segurei-a com a mão direita. Usando-a como chicote então, balancei o membro algumas vezes acima de minha cabeça, fazendo um círculo de ataque com um raio de, no mínimo, três metros. Ela girava rapidamente e mesmo vendo-a, o espartano investia, levantando o escudo para se defender. Assim que as armas se chocaram, minha corrente se prendeu à defesa do soldado e nesse momento, puxei-a com força, arrancando assim, o escudo do braço do guerreiro.

- E agora, eim?

Quando as duas armas se soltaram, estávamos em posição de combate. Sem esperar para ver, saltei para frente e fiz com que minha corrente se prendesse no pescoço do inimigo, dando várias voltas ao redor do mesmo. Como era grossa, o pobre coitado teve de largar sua espada e levar as duas mãos ao pescoço, implorando por ar. Seus pulmões queimavam, os olhos ardiam e seus joelhos pendiam de cansaço. Me aproximei dele, a cada passo, enroscava minha arma em meu braço, diminuindo seu comprimento. Quando o soldado já estava de joelhos, segurei sua cabeça com as duas mãos e acertei-lhe uma joelhada no nariz, que fora forte o suficiente para apagá-lo.

Vendo que não vinham mais inimigos, fiz com que a corrente se transformasse em um colar novamente, pus em volta do pescoço e joguei-me no chão, exausto.




Spoiler:
Armas e poderes utilizados:

- Colar com pingente em forma de gota feito de opala negro, quando o colar é puxado do pescoço transforma-se em uma corrente negra sagrada [Presente de Nyx]

Poder passivo: Cura noturna I. A noite ou em locais escuros você consegue se curar involuntariamente.

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Re: ♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

Mensagem por Annabella M. Evans em Qui Fev 16, 2012 10:26 pm

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•••


Devo admitir que a olhada mortal que Phobos me lançou me deixou com muito medo. Não medo dele em si, mas medo do que poderia me obrigar a ver. É, meus temores são muito piores do que aranhas. Claro, elas são terríveis, mas isso... Em todo o caso, eu evitava profundamente pensar em qualquer coisa relacionada pois o deus parecia sempre estar lendo minha mente.

Tentei me concentrar em outro ponto qualquer. Ótimo. Phobos começou dizendo que só usaríamos uma arma. Eu havia trazido Spatha e a lança de ouro que ganhei de minha mãe quando fui reclamada. Se eu tivesse que escolher apenas uma... é, embora eu preferisse lutar com uma adaga, uma lança, em especial se foi presente de minha mãe, seria a melhor escolha.

Joguei minha adaga de bronze celestial junto com as outras armas em uma pilha no centro da Arena. Acreditei no deus quando ele disse que ela reapareceria no meu chalé. Depois aconteceu algo realmente extraordinário. De uma sombra ao lado do deus, materializou-se sua Lança do Terror, a arma mais maligna que eu conseguia pensar.

Em segundos, me vi em um lugar completamente diferente do qual eu realmente me encontrava. Me vi na estrada que ficava perto da Colina Meio-Sangue, noite, o frio cortante... eu sabia exatamente que noite era aquela. Senti o arrepio de cortar a alma passar por mim.

Então foquei na garota que deveria ter uns doze anos de idade, os cabelos louros emaranhados, e ela estava muito ferida. Uma curandeira de Apolo tentava arrasta-la para longe, para o acampamento, mas ela estava demasiada fraca para prosseguir. Os olhos cinzentos meio abertos, meio fechados, viram a pior cena que poderia ver em toda a sua vida a seguir.

Aquela era eu. Mais nova, quando cheguei ao acampamento. Uma luz ofuscante surgiu, o Minotauro urrou, enquanto perseguia Travis, o filho de Zeus que por anos fora o meu melhor amigo e talvez minha única família. Eu já sabia o que aconteceria agora, e senti o desespero tomar conta de mim. Eu já vira aquela cena uma vez, eu não a veria de novo. Eu não aguentaria...

''Nããaaaao! Pare!'' Pensei, sentindo meu peso desabar. Quando abri os olhos, eu estava novamente na Arena. Eu estivera a ponto de chorar, e Phobos agora sabia disso. Me olhava como se eu fosse patética. Eu me recompus, tentando ignorar o que acabara de acontecer. Mas de uma coisa eu tinha certeza agora, eu realmente odiava Phobos e seu maldito poder.

Então, ele começou seu brilhante discurso de como segurar uma lança. Fala sério, minha mãe é a deusa da guerra, uma estrategista nata, e ele quem me ensinar a lutar? A mim? Eu lhe sorri com escárnio. Abri a boca para lhe proferir uma excelente resposta digna de uma filha de Athena, mas me contive no ato. Eu sempre me esquecia de quem ele era e o que ele poderia usar contra mim, agora que sabia de minhas fraquezas.

Que seja. Há outras formas de mostrar-lhe minha superioridade.


- Vamos ver o quão criativos vocês podem ser e, bem, quanto tempo duram. - continuou ele. Quando terminou, vi minha sombra se alongar e dela sair um guerreiro espartano. Eles se armavam com um gládio tradicional de Esparta e com um escudo,o que pra nós, era uma desvantagem total. Phobos, seu cretino, pensei, quase em voz alta.

–Não há motivos para temer, tem?- disse o deus do medo tentando fazer um trocadilho idiota. Ele sorria ironicamente, me dirigindo um último olhar assassino, como se dissesse ''Espero que você morra.'' Eu não queria ter um inimigo imortal, mas parecia que Phobos despertava o que há de pior em mim.

Em todo o caso, não tive muito tempo para pensar. O guerreiro espartano fantasma que outrora fora minha sombra, tentou me fatiar, literalmente é claro, com seu gládio. Se eu tivesse meu escudo comigo, poderia interceptar seu ataque no ato, e logo lhe proferir outro da qual não tivesse escapatória.

Mas eu não estava. Tudo o que eu tinha era uma lança de ouro reluzente. Então minha única opção foi desviar. Ele era muito rápido, e eu ainda não havia tido nenhuma chance de ataque. Consegui olhar de soslaio para Phobos, que observava tudo com muita atenção e tinha um sorriso brincando entre os lábios, como se tudo fosse uma grande brincadeira. E realmente era, para ele.

Foi quando tive a brilhante ideia. E no exato momento que o guerreiro vindo do além brandiu seu gládio, ao lado de minha cabeça, errando-a por poucos centímetros, e cortando alguns fios de cabelo louro, eu me abaixei e investi.

Seu escudo estava seguro na altura do peito, protegendo somente a parte de cima. Não a parte de baixo. Foi quando sem pensar duas vezes, e tudo em uma questão de segundos, bati-lhe com o cabo da lança, como Phobos havia dito, nas pernas, fazendo-o tombar.

Foi um movimento instintivo, não porque eu estava seguindo os conselhos de um deus. Eu faria aquilo quer ele tivesse dito, ou não. Mas parece que ele não pensava assim, me olhando realmente intrigado.

Voltando a luta, o guerreiro espartano pareceu meio confuso por alguns instantes, caído no chão. Eu sabia que não tinha muito tempo, pois ele logo levantaria e logo estaria imune a mais um ataque como esse. Seu escuto ainda estava a postos, protegendo o rosto e o peito, e eu aproveitei a segunda chance que tinha.

Agarrando a lança, a espetei com a maior força que pude reunir, que não era muita por sinal, na perna da criatura no momento em que ela se preparava para se reerguer. Ouvi ele soltar um silvo estrangulado, mas ainda sim tentou me atingir com a espada. Não acertou, de novo, mas arrancou-me uma mecha loura, de novo. Senti a raiva fluir para meu cérebro.

Arrancando a lança com violência de sua perna machucada, bati com ela em cima de seu escudo, ouvindo o barulho alto que fazia. Era inútil, eu sei, mas eu precisava fazer alguma coisa, e pela primeira vez, eu estava atacando realmente e ele se defendendo. Uma virada de sorte, afinal.

Eu fiz uma pausa para respirar, atordoada. Mas infelizmente, era a chance que ele precisava. O guerreiro utilizou o mesmo que eu fiz, como uma espécie de vingança, batendo com o cabo do gládio na minha perna, levando-me ao chão. No mínimo, ali ficaria um hematoma. Ele se reergueu num salto, e os papéis foram invertidos. Mas ao invés dele, eu não tinha um escudo.

Minha única alternativa foi rolar, quando o gládio foi fincado onde antes eu estava. A boa notícia: ele não conseguiu retirar a espada de onde fora fincada com força, no chão. Ponto pra mim. Bella 1 x 0 Guerreiro espartano fantasma.

Me levantei com um pouco de dificuldade enquanto o meu adversário ainda tentava recuperar seu gládio. Seu azar foi só conseguir retirá-lo no momento em que o atingi no braço, chamando sua atenção. Causei um belo ferimento, que eu acho que começou a pesar no escudo, pois ele o retirou e jogou de lado, segurando o gládio com as duas mãos.

Ele proferiu a mim mais um ataque que foi naturalmente evitado. Investi novamente, atingindo-lhe agora em cheio na barriga. Eu o vi desaparecer completamente diante de meus olhos depois, não deixando evidencia nenhuma de que um dia existiu.

Seu erro foi apenas abandonar o escudo. Então eu ri, não um riso qualquer, um riso de ''ei, eu estou viva, o que acha disso agora Phobos?''

Em meio a risos, percebi que estava pior do que me sentia. O hematoma na perna doía, eu tinha um corte superficial no braço esquerdo, e agora, graças a esse fantasma idiota, um corte de cabelo irregular. Mas e dai? Eu nunca liguei muito pra estética mesmo.


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- Lança de ouro, réplica da de Athena.




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Re: ♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

Mensagem por Kim Hyuna em Qui Fev 16, 2012 10:53 pm





warrior

총알보다 좀더 빠르게
니가슴에 파고 들어가



Mais semideuses foram chegando com o tempo, uns não tão seguros ou confiantes como outros, mas todos pareciam bem preparados e cientes do que teriam de enfrentar. Percebi também outro filho de Éolo em nosso meio, mas não tinha muita afinidade com ele. Poderíamos ser irmãos, mas eu ainda era uma novata, não conhecia todos tão bem assim. Eu estava no canto, próxima as arquibancadas, observando cada um que entrava por aquela porta, enquanto alisava o cabo da espada, analisando cada um deles, e imaginando o que eles deveriam estar sentindo ao se deparar com o deus do medo. Minha reação foi inesperada para mim, que nunca havia presenciado nada deste tipo, e o que lembrei não era nada esperado. Todas as memórias que eu tentava esquecer de quando era pequena, de ser excluída e humilhada, simplesmente apareceram em minha cabeça. Neste momento, pude entender que o meu passado não estava totalmente apagado, e que essas memórias poderiam ser muito mais dolorosas do que um corte profundo na carne.

Phobos parecia não se importar com os que iam chegando, mas no fundo parecia fazer a mesma coisa que eu: analisando a defesa de cada um que passasse pelo portão de entrada. Ele parecia estar... se controlando. E eu não gostaria de saber o que poderia acontecer se ele não estivesse. Com minhas armas, me levantei no momento em que o deus reduziu sua aparência a um guerreiro, pareceu dimunuir sua aura para o meu alívio e o de muitos outros ali presentes, e logo depois começou a falar, dando assim início ao treino.
Muito bem, campistas. Vejo que vocês trouxeram um excelente arsenal... ▬ Ele olhava para cada arma que tínhamos em mãos ▬ Pena que carregaram peso a toa. ▬ Arqueei uma sobrancelha, em dúvida. Então ele pensava que lutaríamos com as mãos, por acaso? Minha atenção se voltou ao garoto que o deus se aproximara. Phobos socara o escudo do garoto fortemente, fazendo com que este caísse no chão com um som abafado por causa da areia. Ele continuou falando, como se nada tivesse acontecido ▬ Escolham apenas uma arma! Uma arma para o teste inteiro! Joguem o arsenal restante no centro da arena.▬ Neste momento, confesso, fiquei com certa raiva. Tentei compreender, mas minha ingênua mente continuava a teimar, me dizendo que era impossível para um guerreiro corpo-a-corpo, como eu, lutar sem um escudo para lhe proteger.▬ Se alguém tentar me enganar, será a última coisa que fará antes de ser internado num manicômio. ▬ Obedeci suas ordens, mesmo com uma vontade imensa de bufar, e repousei meu escudo eólico em cima dos pertences de outros campistas. Talvez fosse a presença do deus que me deixava desconfortável, porque no fundo eu sabia que tudo aquilo seria para que nós aprendêssemos a lutar de uma forma correta, em sincronia com nossas armas. Apertei um pouco a espada em meus dedos, tentando sem resultados, perceber como poderia "criar" uma sincronia com a tal. Sombras encobriram todos os nossos pertences, fazendo com que estes não estivessem mais ali no instante seguinte. Imaginei que eles deveria ter voltado para nossos respectivos chalés.

Logo depois, vi uma grande coluna negra se erguer ao lado de Phobos, e dela sair uma grande lança negra cravejada em rubis, que pousou levemente na mão do deus do medo. Aquele momento fora tão confuso, que duvidei se aquilo era sonho ou a realidade. Minha mente escureceu no momento em que vi a arma. Lembranças horrendas vieram a minha mente, piores do que aquelas que tive anteriormente no primeiro encontro com o deus. Imagens de mutilações, assassinos de mãos ensanguentadas, o mundo inferior e covas não se compararam à imagem que viria a seguir. Minha família, meus amigos, meus protegidos... todos eles, amontoados, um em cima do outro, em um canto qualquer com sangue jorrando e se espalhando para todos os lados. Isto não é o que me deixava com medo, o problema era que eu não conseguia me mexer. Vi uma enorme fila, e pude reconhecer minha irmã mais nova sendo erguida pela camisa, sendo guiada até um grande homem com capuz e foice, um sorriso sujo em seu rosto. E eu ainda não conseguia me mexer. Eu percebi... Tinha medo de ver as pessoas que amava sendo machucadas na minha frente, e não poder fazer nada para ajuda-las. Eu temia isso com todo o meu ser.

Voltei para a realidade, percebendo que estava suando frio. Aquela imagem ficaria gravada em minha mente para o resto de minha vida, e por mais que eu tentasse transformar isso em uma motivação para me tornar mais forte, eu sabia que essa é uma das piores falhas que um semideus pode ter. Não olhei para os lados, já que não tinha curiosidade de saber se os outros passaram pela mesma coisa. Apenas me concentrei novamente no deus a nossa frente. A explicação então começou, e eu tinha toda a minha atenção presa nas falas de Phobos. Absorvi tudo com o maior cuidado possível, tentando não interpretar de uma forma errada ou diferente do que ele próprio dizia. Ele demonstrava ataques com sua lança, nos dando instruções e dicas do que deveríamos ou não fazer durante uma batalha. No momento em que ele terminou de dar suas explicações, apenas se virou e andou até um local onde havia se acumulado muitas sombras, de onde de repente se formou um grande trono, com várias faces aterrorizadas. Cambaleei para trás quando a imagem que vi segundos atrás veio atormentar uma segunda vez minha mente, tentando ao máximo me concentrar na "realidade". Ele se sentou, dando continuidade a sua última fala.

Vamos ver o quão criativos vocês podem ser e, bem, quanto tempo duram.

Fiquei bastante surpresa quando vi minha sombra se alongar, até tomar uma forma humana. Isto acontecia com todos os outros, e vários espartanos bem armados e preparados para uma luta se erguiam na frente de cada meio-sangue. Não entendi no momento, mas minha mente já sabia o que ele iria pedir. E eu também já sabia que não seria nada simples. Phobos ria em seu trono, talvez esperando o que seus queridos filhotes guerreiros poderiam causar em nós.

O primeiro golpe que tentei foi desequilibrá-lo com o vento para ataca-lo com a espada depois, porém por algum motivo desconhecido, eu não tinha mais controle dos ventos. Bom, isto seria apenas mais uma desvantagem para mim, como se eu já não tivesse suficientes. O guerreiro partiu em minha direção enquanto eu ainda estava distraída, fazendo com que o movimento que eu realizasse fosse totalmente instintivo. Por sorte recebi apenas um pequeno corte na bochecha, não muito profundo. Ele veio para cima novamente, e desta vez mais atenta, "cortei" seu ataque com a lâmina da espada, que por sinal era bastante resistente. Não trocamos muitos ataques, e conseguíamos nos defender e atacar de uma forma praticamente equivalente. Em um ataque surpresa, o espartano usou seu escudo para me derrubar, fazendo com que eu caísse na areia próxima a outros campistas que também estavam lutando, porém não causando muitos danos. Eu tinha poucos segundos para revidar antes de sentir uma lâmina perfurando minha pele, e eu só via uma alternativa. Sorte a minha era minha boa condição física, já que sempre gostei de me exercitar. Levantei rapidamente com a espada em mãos, e com a maior força que pude, acertei seu nariz com a base do punho de minha espada. Pude ver a surpresa em seu olhar, já que geralmente esta parte da arma não é muito usada para ataques deste tipo. Não sabia identificar se estava quebrado ou não, mas que estava sangrando e, provavelmente, doendo eu tinha total certeza.

Eu já estava ficando cansada, e não havia feito nenhum progresso. Ele tinha alguns cortes, mas não tanto comparado ao número dos meus. Lembrando do que tinha aprendido e sobre o que Phobos falou, tirei a conclusão que teria de ficar na defensiva até achar seu ponto fraco e ataca-lo. Desviando de seus golpes e defendendo-me com a lâmina da espada, fui percebendo uma certa característica de luta do guerreiro que poderia me dar uma chance de ataque. Se eu defendesse um de seus golpes pela esquerda, ele automaticamente teria mais três opções para continuar sua "série". Ou ele escolheria o lado direito, ou me atacaria por cima ou por baixo. Percebi que, se ele atacasse por baixo, dependendo do movimento que meu pé faria, eu teria uma pequena chance de fincar a extremidade na areia, me dando uma boa oportunidade de ataque.

O problema foi que o soldado atacou-me por cima, e tive que pensar rapidamente para poder aproveitar o momento de guarda baixa. Usei novamente a lâmina de minha espada, neste caso para desviar sua arma e posiciona-la para baixo, de modo que esta agora apontava para o chão e não para meu pescoço. Relembrando a única regra de boxe que sabia, firmei meu braço junto ao corpo e com a força que eu tinha de uma canhota, estiquei o punho o máximo que pude, até que este chegasse ao seu nariz, já machucado. Isto pelo menos o deixara com uma dor a mais no corpo. Agora só me restava continuar descobrindo suas falhas e usando minha arma para algum tipo de golpe imprevisível.

Armas:
▬ Arma Utilizada ▬
Espada de ouro branco [Ajuda no controle dos ventos] {By. Éolo}



Poderes e Habilidades:
▬ Filha de Éolo - lvl 1 ▬
Poderes Passivos

Nível 1 ~ Respiração – Sua respiração é perfeita por ser filho de Éolo, seu olfato é super avançado, podendo assim sentir odor e reconhecê-lo. Também consegue sentir o cheiro de longe, como por exemplo você está em um determinado local da floresta e seu inimigo está do outro, você pode sentir o odor dele.

Nível 1 ~ Nuvem Particular – Você tem uma nuvem que carrega seus pertences, o máximo de itens acima dela é quatro. A mesma nuvem aparece e desaparece quando você quiser, bata invocá-la quando precisar.





tagged: Hyuna; Ryan; Phobos music: B.A.P - Warrior notes: --

thanks flarnius @ ops


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Re: ♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

Mensagem por Eduard Kevin em Qui Fev 16, 2012 11:11 pm

Lá estava eu , na arena sendo treinado por um deus , meu coração batia rapido , tamanho o medo que Phobos erradiava , depois de um longo tempo esperando , o deus começou a falar , meu coração parecia ter parado de bater pelo susto que levei .
–Muito bem, campistas.
recupereime do susto
Vejo que vocês trouxeram um excelente arsenal...
Olho para o céu pensando na minha nuvem particular com as minhas armas , isso tirou meu medo por um momento , até Phobos dizer
–Pena que carregaram peso a toa
-Otimo , agora sim me ferrei de vez- pensei , abaixando a cabeça
–Escolham apenas uma arma! Uma arma para o teste inteiro!
achei estranho , mas assenti com a cabeça , relutante
Se alguém tentar me enganar, será a última coisa que fará antes de ser internado num manicômio.
continuou ele ,
Suas coisas estão os aguardando em seus respectivos chalés.
Dei um longo suspiro de alivio e mudei de posição desconfortavel , enquanto ele disse
-Vocês devem conhecer a arma de vocês, como se ela fosse parte de seus corpos.
Devem conhecer os pontos fortes de sua arma e usá-los, também devem conhecer os pontos fracos e torná-los fortes.
Depois disso só me lembro de ter ficado prestando atenção na minha espada , até que Phobos falou animado
Vamos ver o quão criativos vocês podem ser e, bem, quanto tempo duram. Quando ele terminou de falar , eu fui surpreendido pela minha propria sombra , e dela saiu guerreiros espartanos , segurei minha espada com as duas mãos e corri em direção ao primeiro guerreiro que tentou me apunhala com sua espada horizontalmente , me abaixei xirando a espada e atravesando o soldado com a espada , causando a morte ao mesmo
isso vai ser facil !- pensei , porém estava redondamente enganado , um 2º guerreiro veio em minha direção , antes que pudesse reagir , levei um chute no queixo , o guerreiro ainda tentou me matar quando eu rolei , ainda zonzo rolei pro lado , fazendo o espartano fica preso com sua arma no chão da arena , lhe dei um pontapé na barriga ,foi quando o 3º espartano apareçeu e me jogou para o 2 º que com seu escudo , me deu um golpe na cara , gemi de dor , com furia , ataquei o 2º , em vão , meu jeito de lutar na estava funcionando mais com os guerreiro , mudei de tatica ,empurrei o escudo do 2º para empurra o mesmo pra tras , foi quando o 3º me ataco com a espada , em vez de atacalo com a lâmina , fiz uma finta e com o punhal da mesma , dou um golpe nas costelas do 3º que fica sem defesa , giro e dou um chute na mão que segurava a espada , quando eu ia matalo , o 2º vai com a espada e o escudo em minha direção , simplesmente sai da frente , os dois se bateram , dei uma "coronhada" com o punho da espada no 2º qu desmaio na hora , fiz o mesmo com o 3º , que por sua vez não desmaio , lhe dei uma chave de braço , e atravessei a testa dele com a lâmina da minha espada.









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Re: ♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

Mensagem por Dianna Callaghan em Sex Fev 17, 2012 7:03 pm



Training against fear
You should have known the price of evil, and it hurts to know that you belong here, yeah... Ooooh, it's your fuckin' nightmare.








Dianna riu ao ver que ele havia cedido à tal provocação, dando-lhe mais incentivo a continuar. As palavras que o mesmo pronunciara com desdém não lhe causaram nada além de repugnância, em saber que seres tão inferiores eram de alguma forma ligados a garota. Encaminhou-se pelos semideuses, ficando frente-a-frente com o deus, fitando-o dos pés a cabeça. Com um sorriso debochado, retrucou:
Realmente me incomodo com eles, chega a me dar enjoo saber que de alguma forma estão ligados a mim... ▬ então olhou nos olhos do deus, ignorando o fato de alguns traumas passavam em sua mente ▬ Mas de alguma forma, não culpo-os, levando em consideração o pai que tem, não deveria esperar coisa melhor vinda deles. E ah, não me importo que meu irmãozinho seja um deus, amigo, inimigo... Isso só tornaria as coisas ainda mais divertidas, mas claro, em outra ocasião..
A prole de Afrodite observou o deus olhar nos olhos de uma filha de Athena, limitando-se a sorrir com o fato de ele provavelmente estar vasculhando os medos que a semideusa havia adquirido ao longo de sua vida. Seria interessante presenciar uma tortura, ao menos seria para Dianna. A meio-sangue notou um certo peso deixar-lhe, o que imaginou que fosse a neutralização da aura que Phobos emanara, vendo ele reduzir sua aparência a um jovem guerreiro espartano. Até que era belo, mas livrou-se logo desses pensamentos, focando-se nas instruções que ele mandaria a seguir.
Assim que começou a falar, focou-se no som da voz do mesmo, tentando não focar-se na aparência juvenil e bela que ele estava naquele momento. Mas assim que o mesmo começara a vagar entre os meio-sangues, voltou a olhá-lo, mantendo sua concentração em não notar sua beleza. Seus olhos o seguiam, até vê-lo socar o escudo de um garoto, fazendo cair na areia. Após isto, o deus ficou de frente com todos os semideuses, de modo que seus olhos percorriam pelos olhos de todos ali presentes, talvez pensando em fuzilá-los com seus próprios medos... Tratando-se de Phobos, aquilo não era impossível de acontecer.
Pelo que ouvira, teria que escolher apenas uma de suas armas, e entre o seu velho companheiro chicote e sua adaga, decidiu ficar com ele, decisão tomada antes do mesmo anunciar uma sugestão que dizia para ficarem com seus presentes de reclamação. Desembainhou a sua adaga e finalmente jogou-a no centro da Arena, que fora indicado pela divindade. Dianna voltou a observá-lo com desdém, até uma parede feita de sombras começar a formar-se ao lado dele, tomando a forma de uma lança. No segundo seguinte, pareceu que não havia mais chão para a garota, que fora dominada por uma imagem de sua infância, onde um carro caía por um penhasco rolando até chegar somente aos destroços no mar, sendo levado por ondas; e mais uma nova cena formou-se em sua cabeça: ela e Phobos juntos, seu próprio irmão que tanto desprezava, seria aquilo efeito de um amor que não afirmava existir para si mesma? Balançou a cabeça negativamente, saindo do transe em que encontrava-se, percebendo que fora efeito da lança do deus, fazendo-a trincar os dentes imediatamente.
Apreciara o fato dele poder causar esta sensação a todos que ali estavam, mesmo que aqueles haviam sido os dois segundos mais longos de sua curta vida, e deixariam marcas por alguns bons anos. Ele começara a explicar algo sobre suas armas, como se elas devessem ser usadas como se fossem parte de seu próprio corpo, o que com certeza acontecia entre a mesma e seu chicote, usava-o como se fosse continuação de seu braço. Ele fizera um movimento com a lança, explicando que alguns movimentos óbvios atrasariam seu desempenho em batalha.
Após isso, virou-se indo até onde um trono formulado com sombras de humanos com faces de que estavam sendo aterrorizados apareciam, até a mesma voltar a sua atenção até sua sombra, vendo a mesma alongar-se e um guerreiro espartano formar-se ali. Já imaginara que não seria fácil pelo mesmo ser um Espartano, então viu um escudo materializar-se em sua mão, o que a levou a pegar seu chicote, posicionando-o em sua mão direita e jogando-o contra o escudo do mesmo, enrolando-se e puxando-o para si, fazendo o pesado instrumento de defesa cair na areia. Rapidamente o guerreiro atacou-lhe com seu gládio, que era uma espada curta usada frequentemente naquela época. Sem pensar, esquivou-se rápido do ataque, pegando seu chicote novamente e jogando-lhe contra os pés do espartano, enrolando-se ali e puxando-o com certa força que pensava não ter, afinal, era um guerreiro um tanto quanto pesado, mas não conseguiu movê-lo, então liberou a carga elétrica no mesmo, fazendo-o enfraquecer e finalmente ceder ao puxão vindo da filha de Afrodite e cair na areia. A garota pulou no guerreiro, tomando de suas mãos o gládio, mas o guerreiro pareceu perceber suas intenções, segurando-o de forma mais firme e empurrando a semideusa, que caiu na areia, sem poder ficar por baixo, viu que ele ainda encontrava-se fraco pelo dano elétrico, e jogou-lhe o chicote mais uma vez, após colocar-se de pé, o chicote atingiu-lhe no pescoço e a mesma aproveitou para aproximar-se do guerreiro e conseguir fechar um laço feito pela tira de sua arma, eletrocutando-o com toda a carga de sua arma, que agora não passaria de um chicote comum e lhe restaria tempo até o mesmo recuperar sua eletricidade. A garota olhou-o nos olhos, forçando-o a fazer o mesmo, sendo assim enganado pelo encanto que os olhos enigmáticos de Dianna exalava, assim também forçando-o a observar toda a beleza da semideusa, que era uma beleza digna de Helena, a garota que fora a causa de uma guerra entre Esparta e Tróia. Paralizado, o guerreiro deixou seu gládio cair, dando uma brecha para que ela pegasse-o e disferisse um golpe contra o mesmo.
Um pouco cansada com suas atitudes rápidas, sua respiração ofegava e então finalmente virou-se para Phobos, encarando-o.
Isso foi considerável para você, irmão? ▬ dizia, enquanto colocava mão sobre seu peito sentindo sua respiração ofegante.
Arma usada:

♠ Chicote Elétrico [By Afrodite]

Habilidades usadas:

♥ Habilidade com Chicotes e Correntes (Nível 1)

É com esse tipo de arma que você se identifica perfeitamente e o tipo de arma com o qual se destaca. Tais armas parecem ser uma extensão de seu corpo, você consegue realizar movimentos incomuns e precisos, golpes quase infalíveis que outros semideuses não realizariam tão bem.


♥ Olhos Heterocromáticos (Nível 2)


Os olhos da maioria dos filhos de Afrodite têm uma cor que as pessoas não conseguem definir com certeza, o que os torna ainda mais belos e intrigantes. Quando um adversário olha para seus olhos, ele se distrai por um breve momento devido ao encanto especial que tem os seus olhos. Isso não dura muito tempo (1 rodada, apenas), e isso apenas lhe dá uma brecha para atacar.



♥ Benção de Afrodite (Nível 2)

As crias afrodisíacas se envolverão em torno de uma aura de tonalidade fúcsia, deixando-as sempre bem vestidas. Todas as tentativas de desfazer tais feitos serão inúteis; mesmo rasgando suas roupas, retornarão a ser o que eram. O mesmo acontece com a maquiagem e com o penteado, nunca serão desfeitos e sempre chamarão atenção. Qualquer ser que estiver em proximidades do filho de Afrodite ou com a visão focada no mesmo, irá parar e contemplá-lo, desistindo de atacá-lo. É uma ótima combinação com a lábia persuasiva.





@ note narração em terceira pessoa / wearing this / credits adrienne @


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Re: ♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

Mensagem por Lisa C. Backer em Sex Fev 17, 2012 7:17 pm


☼ Lizzy | Cloud Strife ♥ | Grupo da fogueira | 14 Anos | Dought of Apolo ☼


Treino Especial de Phobos.

Eu estava ainda sorrindo com o novo desafio, mas não deixava de pensar no que Phobos poderia fazer, vasculhar minha mente, olhar meus medos mais sombrios e vira-los contra mim. Estremeci com a ideia e meu sorriso sumiu do meu rosto, então o fitei novamente, ele estava falando com uma menina. Decidi parar de fita-lo e olhei para os lados vendo se tinha alguém conhecido, avistei Bella, mas ela estava muito longe de mim.
- Muito bem, campistas. - Phobos disse alto e claro, todos os olhares se voltaram para ele, inclusive o meu. - Vejo que vocês trouxeram um excelente arsenal... - Seu olhar passou por todos os campistas, eu automaticamente olhei para minhas mãos. - Pena que carregaram peso a toa. - " Como é ?". Pensei, e minha cabeça se virou rapidamente para ele.
- Escolham apenas uma arma! Uma arma para o teste inteiro! - Ele continuou dizendo.
Olhei em volta e pude perceber que todos estavam se entreolhando em dúvida.
- Para aqueles que estão com dúvidas, sugiro que usem a arma que seus pais ou mães lhe deram. Joguem o arsenal restante no centro da arena. - Disse ele apontando para frente. Continuei parada, mas alguns começaram a ir em direção ao local e jogar suas armas lá, então eu fui e joguei minha espada e meu escudo, dei uma pequena olhada para o Deus e me virei para voltar ao meu lugar.
- Se alguém tentar me enganar, será a última coisa que fará antes de ser internado num manicômio. - Senti seu olhar em mim, então eu voltei e tirei a faca de bronze da minha meia e a joguei na pilha de metal, levantei meu olhar e voltei para meu lugar.

Pouco a pouco, todos os campistas já tinham se livrado de suas " Armas extras ", Phobos estalou os dedos e a pilha de metal sumiu, eu pisquei os olhos algumas dezenas de vezes tentando entender o que aconteceu, Phobos deve ter percebido o espanto dos campistas e explicou:
- Suas coisas estão os aguardando em seus respectivos chalés.

Eu suspirei com um pouco de alívio e então uma sombra se formou ao lado do Deus e uma lança começou a se materializar, eu tinha ouvido falar da Lança do Terror do Deus Phobos, não se podia olhar para ela ou seria dominado por seus medos, virei o rosto para longe do Deus mas a tentação foi muito grande, eu olhei para lança por alguns segundos e me perdi no vermelho dos rubis e na escuridão. De repente eu estava abraçada com minha mãe, no canto da cozinha onde ficava a mesa, a casa estava toda destruída e um minotauro estava em nossas frentes, levantei e empunhei minha espada determinada, e sussurrei para minha mãe que iria ficar tudo bem, seu olhar de terror suavizou e ela estava mais calma, então a espada em minhas mãos sumira e eu estava confusa, olhei para minha mãe e seu olhar de terror havia voltado, virei meu rosto para o grande monstro em minha frente, ele estava furioso, os olhos vermelhos ferviam de ódio, ele avançou em nossa direção e eu não tinha como proteger minha mãe, abracei-a forte e enterrei meu rosto em seus cabelos, meu grito ficou preso em minha garganta. Então tudo mudou, quando dei por mim percebi que estava de pé, na arena do acampamento meio-sangue, minha mãe estava salva e segura na nossa casa, minha espada havia sumido sim, mas estava no meu chalé como dissera o Deus, eu havia sido tomada pelo poder de Phobos, o ódio queimou em mim e eu grunhi. Então, como se não houvesse acontecido nada, o Deus começou a dizer:

- Vocês devem conhecer a arma de vocês, como se ela fosse parte de seus corpos. - Ele girou a lâmina da lança e a apontou para um campista que estava perto, o menino parecia pedra, estava pálido e paralisado.
- Devem conhecer os pontos fortes de sua arma e usá-los, também devem conhecer os pontos fracos e torná-los fortes. - Disse ele, eu o olhei incerta. - Devem inovar, sair da mesmice. Se você faz um golpe óbvio, a defesa é eficaz para o adversário porque ele já esperava pelo ataque - Novamente ele girou a lança e começou a combater um inimigo invisível, pude perceber a respiração do menino que Phobos usou como exemplo sair numa baforada de alivio. Voltei minha atenção a apresentação do Deus.
- A lança, por exemplo, vocês podem pensar que só a lâmina é utilizada... - Ele fez um movimento para frente, como se tivesse acertando o alvo. - Seu oponente também pode pensar nisso e se preparar. - Então ele girou a lança e com um movimento ágil bateu com o cabo. - Mas ninguém espera o cabo. - E então ele abaixou o corpo e bateu novamente com o cabo onde estaria as pernas do inimigo. - E o inimigo cairia - Ele levantou e cravou a lança no chão, finalizando a apresentação. " A criatura que enfrentar Phobos, tem que se garantir e ser muito forte, caso contrário, morreria antes de pedir prdão". Pensei, aterrorizada. - Isso vale para qualquer arma, até mesmo para o arco e flecha. - O Deus disse passando o olho em mim e em alguns dos meus irmãos. - O arco pode virar um porrete e a flecha, uma lâmina. - "Eu sei, pensei nisso e funcionou quando estava a beira da morte em um treinamento com Quíron". Pensei sarcasticamente e quis responder, mas fiquei quieta.

Então ele virou de costas para nós e caminhou em direção as sombras onde se formavam um trono, eu não havia reparado nos "Detalhes" do trono, quando eu olhei meus olhos se arregalaram eram estátuas de humanos com expressões parecidas com a minha, eu acho. Phobos se sentou e continuou falando:
- Vamos ver o quão criativos vocês podem ser e, bem, quanto tempo duram. - Ele se aconchegou no trono, eu estava começando a me irritar com aquele olhar de divertimento, eu estava pronta pra falar poucas e boas e perguntar quando começaria a porcaria do treino, quando minha própria sombra começou a se alongar na minha frente, eu dei um pulo para trás e coloquei a mão no arco e na aljava em minhas costas, então a sombra começou a formar um guerreiro espartano, ele estava armado com um gládio tradicional de Esparta e com um escudo.
- Mas o que...? - Eu ia começar dizendo, quando ouvi um grunhido e olhei para os lados. Não estava acontecendo somente comigo, todos os campistas presentes na arena estavam encarando a própria sombra, que transformara-se nesses bichos.
- Não há motivos para temer, tem? - Phobos disse entre uma gargalhada. Meu ódio por ele almentou e eu sabia aonde descarregar, nesse brinquedinho dele.

Olhei fixamente para o Espartano em minha frente. Ele empunhou o gládio, a arma era maior que eu, como eu poderia lutar com ele ? O Espartano empunhou o escudo juntamente ao corpo para se proteger, senti uma pontada de inveja do bicho, ele teria como se proteger, eu não. Eu ainda estava com a mão na minha arma presa as costas, puxei meu arco de ouro e retirei uma flecha de fogo da aljava. Encachei a flecha no arco, mas eu não poderia atirar ele estava perto demais.
"O arco pode virar um porrete e a flecha, uma lâmina."
As palavras do Deus se fixaram em meu cérebro, desencachei a flecha do arco e olhei para o Espartano.
"Nunca parta para o ataque com movimentos óbvios, o inimigo estará esperando por isso e você irá perder.". Me lembrei das palavras de Quíron.

Então, eu corri em direção ao espartano mirando a flecha em seu rosto, ele empunhou o escudo diretamente onde eu atacaria, Ótimo. Estava a centímetros dele, então eu abaixei e fiz um giro com a flecha, ele cravou o gládio no chão, bem ao meu lado, errou por pouco, eu ainda estava no meio do giro e com a flecha na mão esquerda e o arco na direita, bati com o arco na parte de trás do joelho direito do bicho, ele perdeu o equilíbrio e deu uns passos a frente, ele se virou para mim e rapidamente abaixou o escudo em direção a minha cabeça, eu esquivei para trás e também perdi o equilíbrio, caí no chão de costas, esse foi meu pior erro, bati com a cabeça no chão e pude dar uma olhada para o trono onde Phobos estava sentado, ele estava gargalhando, se divertindo com o fracasso alheio, incluindo o meu. Me concentrei novamente em minha luta, o Espartano atacou com o gládio em minha direção, eu rolei para o lado. Com ódio, me levantei apoiando o arco no chão, e investi contra o espartano, ele colocou o escudo protegendo o abdômen, eu estava correndo em alta velocidade e pulei, ele foi pego de guarda baixa, mesmo com o escudo protegendo a barriga eu consegui derruba-lo, derrubei nós dois na verdade. O gládio saiu da mão do bicho e meu arco também saiu da minha mão, eu estava somente com a aljava. No chão, ele fez um movimento com o escudo em direção a minha cabeça, eu cruzei os braços para me proteger, o escudo bateu na minha proteção e a ultrapassou, mas chegou a minha cabeça, serviu para me tirar de cima dele, então eu senti algo escorrer pela minha testa, levei a mão ao resto e depois olhei para ponta dos dedos, eu estava sangrando.

Retirei mais uma flecha da aljava e me levantei, ele se levantou também mas estava sem o gládio. A ponta das flechas em minhas mãos pegaram fogos, o espartano avançou e girou com o escudo em mãos, na direção do meu abdômen, eu dei uns três passos para trás e cravei a flecha no braço do espartano que estava direcionado a mim, ele recuou e tentou retirar a flecha em chamas do braço, mas não conseguiu, a flecha quebrou e uma parte ainda estava cravada no braço do bicho e outra parte ele jogou no chão. Grunhindo, partiu em minha direção de novo, com o escudo empunhado a frente de si, bati com o braço no escudo e o empurrei para frente, girei para trás do espartano e com uma olhada de ódio para Phobos, chutei as costas do brinquedinho dele. O espartano caiu com o rosto virado para o chão, o escudo saiu de suas mãos.

Lentamente, eu andei em direção ao bicho, ele estava usando toda uma armadura, chutei o elmo dele, que rolou para o lado, a parte de trás de sua cabeça estava exposta, não pensei duas vezes, a flecha que estava em minha mão esquerda ainda pegava fogo, me abaixei ao lado do bicho e encarei o corpo imóvel. Olhei para Phobos com um sorrisinho malicioso, ele olhou em minha direção e riu, não intendi porque ele fez isso, mas quando me virei para o corpo novamente, o espartano não estava mais virado de bruços estava de costas para o chão, só vi o braço do bicho vindo em minha direção.

O tapa foi tão alto, que ecoou a arena inteira, meu rosto virou para o lado com a força do espartano. Senti o ódio me queimar por inteira, grunhi e cravei a flecha em seu rosto. Ele desapareceu diante de meus olhos, cuspi no chão e vi o sangue cair na areia. Meu rosto ardia, e minha cabeça doía, me levantei e olhei diretamente para o Trono do Deus Phobos, sorrindo descaradamente.



Narração 1ª Pessoa. / Minhas Falas / Falas Personagem 1. / Falas Personagem 2. / " Pensamentos " / Outros.


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 Armas Usadas:
– Arco de Ouro {By: Apollo}
- Aljava com Flechas de Fogo {By:Apollo}


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Re: ♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

Mensagem por Cassandra S. Frost em Sex Fev 17, 2012 8:07 pm

Cassandra estava extremamente feliz ao ver seu irmão, mesmo que ele estivesse quase quebrando suas costelas e que Phobos estivesse ali.

Quando o irmão a soltou, ela começou a encarar o deus e Oliver ficou na sua frente, ela estranhou esse comportamento, mas decidiu deixar passar. O deus mudou de forma, e agora parecia um guerreiro espartano e começou a falar, com um sarcasmo palpável, que todos os campistas carregaram peso a toa.

- "Escolham somente uma arma..."

Cassandra não pensou duas vezes e jogou a sua Faca de Bronze no monte de armas, a Faca caiu com perfeição no local. O deus materializou uma lança e todos os pesadelos, até os ocultos, de Cassie começaram a passar na sua frente, como filmes de terror.

O deus parou de mostrar os medos dos campistas a eles. "Ele não quer brincar conosco... Por enquanto". E Phobos continuou com as explicações.

De repente, um guerreiro espartano apareceu na frente da semi-deusa:

- Você deve estar de brincadeira... - pensou alto a Cassie.

Os dois começaram a andar em círculos como uma dança. A dança da batalha.

Cassandra retirou o colar e começou a girá-lo, enquanto o guerreiro se aproximava e mirava  no lado direito do corpo dela. Ele deu uma estocada, e ela se desviou, mas não a tempo de receber um corte profundo logo acima da cintura. Seu vestido começou a se encharcar de sangue, e o ferimento ardia... Muito.

Isso foi um impulso para que seu cérebro começasse a trabalhar a mil. Agora o espartano mirava em seu lado esquerdo, parecendo excitado com o sangue que escorria de Cassandra, fazia muito tempo que ele não feria alguém, e estava com sede de sangue. Cassie ajeitou o colar:

- Vamos dançar - riu ela.

O espartano aceitou o convite e fez o mesmo golpe que havia feito no lado direito da garota, porém dessa vez ela foi a mais rápida e fez o colar se enroscar no cabo da espada do guerreiro:

- Bons sonhos.

Ela deu uma joelhada na parte de baixo do espartano, o que o fez soltar a espada e urrar de dor. Cassandra tinha que aproveitar a oportunidade, era agora ou nunca, então, cortou-lhe a cabeça.

A semi-deusa começou a ofegar e foi mancando até a sombra mais próxima, segurando a espada coberta de sangue. Lentamente, começou a recuperar o ferimento, e antes de ele passar de profundo e ir para superficial, um outro guerreiro apareceu na sua frente, com um escudo a frente do corpo:

- Are, Phobos! - reclamou.

Ela voltou a girar o colar, com menos agilidade do que antes e permaneceu no escuro, esperando se recuperar totalmente e também para ter vantagem... Porém, o espartano não queria esperar e correu na direção de Cassandra, que teve que sair da escuridão para sobreviver. O ferimento voltou a arder, a doer...

Ela fez a corrente de sua mãe se enroscar no cabo da espada do defunto espartano e a puxou para si, fazendo, sem querer, um pequeno corte em seu próprio rosto.

"Droga, Cassandra, sua idiota". Seu vestido estava encharcado de sangue, ela suava, e estava fraca.

Fraca demais. Com um esquivo caiu no chão. Ferida, não conseguia levantar, e com uma espada apontada para o seu rosto, viu que se a tarefa não acabasse naquele momento, seria o seu fim...

Ou era o que aparentava pensar. A corrente começou a se movimentar como uma cobra, ao comando da semi-deusa, e se enroscou nas pernas do espartano e ela o puxou, fazendo-o cair. Teve que pensar e agir rápido, o colar se enroscou no braço de Cassandra que ficou em cima do guerreiro.

O colar começou a se enrolar no pescoço do espartano, enquanto Cassie pisava nas mãos do mesmo. O espartano dava joelhadas nas costas da garota, na humilde tentativa de se soltar. Falhou, ela puxou o colar com toda a força que sobrava e... O coração do espartano parou de bater e seus olhos se fecharam.

Ela se arrastou para a sombra e ficou ali deitada, com hematomas nas costas e com seu ferimento sangrando e ardendo... Fora de combate.

Off: textos pequenos por estar viajando

Cassandra S. Frost
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Re: ♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

Mensagem por Melissa Beauregard em Sex Fev 17, 2012 10:00 pm

Mel, indeterminada.
Treino Especial com Phobos
Arena




Eu estava quieta em meu canto, e ouvi Phobos começar a explicar que nós só usaríamos uma arma, e que de preferência fosse a arma que ganhamos quando fomos reclamados. Eu mordi o lábio inferior. Eu ainda não havia sido reclamada. Tudo o que eu tinha era uma mera faca de bronze, mas não achei que o deus fosse ser legal comigo apenas por isso, então fiquei calada.

Ele parou de repente e sorriu, fazendo aparecer das sombras, sua lança de Terror, a arma que transforma seus medos em realidade por alguns breves segundos, mas que podem ser fatais. Sim, eu já havia lido sobre ela.

Naquele instante, eu senti um calafrio percorrer minha espinha. E quando eu abri os olhos novamente, eu tive um vislumbre de mim mesma daqui a alguns anos. Esquecida, abandonada, e completamente... morta. Eu estava horrível, havia muito sangue... meu pai também...

Não. Balancei a cabeça com força para espantar esses pensamentos. Quando abri os olhos, vi que voltara a Arena. Aquilo não passara do efeito daquela arma detestável. Eu não conseguia tirar aquela imagem da cabeça agora... meu maior medo era ser morta junto a meu pai? Parecia que sim. Eu mal conseguia me manter de pé agora, e pelo visto, todos os outros campistas também se sentiam assim.

Phobos não pareceu se importar. Aquilo me deixou com raiva. Ele não passava de mais um deus mimado e egocêntrico, ele não sabia nada sobre ajudar os outros ou ser gentil. Ele é um cara desprezivel, mas não vou falar nada, ele é um deus, afinal.

Phobos continuou falando sobre o manuseio correto de algumas armas, e dando instruções. Eu ouvia tudo com atenção, tentando fazer o mínimo para que ele percebesse minha presença ali no meio. A última coisa que eu queria era que ele descontasse sua fúria em mim, mas do jeito que as coisas iam, acho que era mais fácil ele descontar na filha de Athena, que por acaso eu já ouvira falar. Bella, se não me engano.

Um pouco depois, vi surgir de minha sombra um guerreiro espartano com um gládio e um escudo. Eu já estava em desvantagem se ele estivesse somente com o gládio... imagine agora com esse escudo. Eu suspirei um pouco alto.

Quando o deus do medo deu o sinal, eu me preparei para lutar. Meu adversário era ágio, rápido, e eu basicamente não consegui fazer outra coisa se não me defender dos ataques contínuos dele.

Ele investia com ferocidade, conseguindo defender e atacar ao mesmo tempo. Seus olhos, sim, eu consegui vê-los. Não passavam de órbitas vazias... marionetes de Phobos. Será que ele os comandava? Eu esperava que não.

O guerreiro tentou mais um golpe. Não acertou, mas também por muito pouco. O gládio passara cortando o ar ao meu lado, e ele conseguiu fazer-me um corte superficial no braço direito. Não doía, então conclui que estava bem. Ainda.

Eu já estava ficando cansada. Eu também precisava ataca, ué. Mas isso parecia não fazer a mínima diferença a ele. Continuava tentando me acertar, até cai no chão de exaustão. Isso não estava funcionando.

Ao contrário de mim, ele não parecia se cansar nunca. Foi então que vi uma brecha na sua defesa. Um pouco abaixo do escudo, tinha uma parte que não era protegida, perto da barriga... O lugar perfeito para atacar com uma faca simples. Eu o vi golpear o chão a meu lado, onde estivera segundos antes. Pulei para trás.

Observei atentamente a sequência de movimentos do guerreiro espartano. Não mudava, eram sempre os mesmo. Abri um sorriso, ele pareceu confuso.

Contei, um, dois, três... enquanto ele investia uma quarta vez, e também pela quarta, eu desviava, meti a faca certeira em sua brecha. Foi maravilhosa a sensação. Ele simplesmente desapareceu depois, eu nem acreditei que vencera...

Mas o efeito da vitória passou rápido. Eu percebi o quanto estava exausta... será que teria disposição para continuar depois?


Código:
Armas utilizadas:

- Faca de bronze. [inicial]



Melissa Beauregard
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Re: ♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

Mensagem por Akane Yoshinori em Sab Fev 18, 2012 12:37 pm








Sombras







abaixei a espada e aguardava as instruções de Phobos, enquanto avaliava o ambiente. Ainda não sabia se ele nos faria lutar uns contra os outros ou se tinha outra coisa em mente, então, prestava atenção aos outros semi-deuses e nas armas que carregavam, para o caso de um embate. Minha atenção foi desviada pelas palavras que o deus dirigiu a outra campista.

– Eu não me importo com semideuses, sendo eles meus filhos ou não... Nem com meus irmãos.

Estremeci com isso, mas tentei guardar o aviso. Se fizesse algo errado, não teria ajuda. Uma sensação ruim pairava no ar, e a tensão só piorava enquanto Phobos nos encarava. Tentava me manter calma, mas sabia que não conseguiria reagir se meu irmão divino usasse seus poderes. Só sua presença já emanava terror.

"Então esse é o poder de um deus..."

Phobos assumiu a forma de um guerreiro grego e voltou a falar, enquanto caminhava entre nós.

– Muito bem, campistas.Vejo que vocês trouxeram um excelente arsenal... Pena que carregaram peso a toa.

Quando Phobos passou perto de mim eu mal respirava; não queria dar mais motivos para ter atenção dele, seria até preferível que não me notasse, mas não consegui disfarçar o susto quando o escudo de um dos campistas foi para o chão com o soco do deus.
Agora ele estava à nossa frente, e continuava com as instruções.

– Escolham apenas uma arma! Uma arma para o teste inteiro! Para aqueles que estão com dúvidas, sugiro que usem a arma que seus pais ou mães lhe deram.Joguem o arsenal restante no centro da arena.

Ele apontou para um ponto na arena, e não tive problemas com isso. Não me dava bem com o escudo, então, foi a primeira coisa da qual me desfiz. Em seguida coloquei a wakisashi no monte, e voltei ao meu lugar.


– Se alguém tentar me enganar, será a última coisa que fará antes de ser internado num manicômio.

Ele esperou todods se livrarem de suas armas e estalou os dedos. Sombras encobriram o monte de metal, que desapareceu, como nse nunca tivesse estado ali. Eu não estava apenas assustada, estava indignada, mas Phobos continuou.

– Suas coisas estão os aguardando em seus respectivos chalés.

Me acalmei, mas não gostava daquilo. Achava um absurdo ter que me desfazer das armas. "Um guerreiro deve usar tudo o que tem à disposição", era o que sempre tive em mente, mas ali não havia muito a ser usado.

Uma nova sombra se formou ao lado de Phobos, e o deus estendeu a mão, pegando uma arma, ou assim eu supus. No momento que ela surgiu, minha visão ficou embaçada, e senti meu estômago revirar. Todas as lembranças ruins que um dia fizeram parte da minha vida estavam ali: o ataque de quatro anos atrás, quando achei que meu irmão tinha sido morto, a mantícora que me atacou quando descobri o que eu era.. e coisas que não aconteceram, mas que me deixavam aterrorizada. Minha família... minha honra... não só a paerda deles, mas a possibilidade de falhar, de ser ridicularizada, de ter tudo que eu prezava retirado de mim. Não sei por quanto tempo fiquei assim, pareceu uma eternidade em minha mente, mas quando voltei a mim estava ajoelhada no chão, com o que restava do meu café da manhã no chão e minhas mãos sangrando. Enquanto tentava escapar disso, havia segurado minha espada pela lâmina, como se a dor pudesse anular o medo. Não havia funcionado.

- Yamero... onegai...

Eu murmurava mais comigo mesma do que qualquer outra coisa. Voltei a me acalmar, levantando-me, e reparei que ninguém ali estava muito bem depois disso. Prestei mais atenção à arma. Era realmente uma lança, completamente negra, cravejada de rubis. Até a luz que refletia nas jóias parecia aumentar a aura do objeto, uma aura completamente maligna.

Phobos agora começava seu treino, lutando com um inimigo imaginário enquanto explicava, cada pausa entre as frases, um golpe.

- Vocês devem conhecer a arma de vocês, como se ela fosse parte de seus corpos.Devem conhecer os pontos fortes de sua arma e usá-los, também devem conhecer os pontos fracos e torná-los fortes. Devem inovar, sair da mesmice. Se você faz um golpe óbvio, a defesa é eficaz para o adversário porque ele já esperava pelo ataque. A lança, por exemplo, vocês podem pensar que só a lâmina é utilizada...Seu oponente também pode pensar nisso e se preparar.Mas ninguém espera o cabo. E o inimigo cairia.Isso vale para qualquer arma, até mesmo para o arco e flecha. O arco pode virar um porrete e a flecha, uma lâmina.

Ele se virou, caminhando de costas para nós e sentando-se em um trono recém-erguido das sombras.

– Vamos ver o quão criativos vocês podem ser e, bem, quanto tempo duram.

Ao term, percebi não sem espanto minha sombra movendo-se, como se tomada por vida própria, e ganhar a forma de um guerreiro, trajando as armaduras e armas gregas, com espada e escudo.

– Não há motivos para temer, tem?

Fiquei com a sensação de que ele falava com os soldados, e não com os campistas. Mal tive tempo de me preparar, e o soldado já partia em minha direção. Aparei o golpe de sua espada com a minha, mas ele usou o escudo para atacar, acertando meu rosto e jogando-me para trás.

- Kuso...

Eu retomava a posição, mudando minha postura. Passei do Chudan no Kamae - postura agressiva com a espada acima da cabeça - para o Gedan no Kamae - ainda agressiva, mas apontando o solo, e esperei a investida do guerreiro. O escudo dele dificultava meu ataque, mas minha postura podia disfarçar minha intenção. Quando ele se aproximou, ergui a espada, que bateu de encontro ao escudo dele. Sentia quando a lâmina do inimigo caiu sobre meus ombros, e então utilizei a habilidade da minha lâmina: transformei-a em uma lança. Com isso, seu alcance foi aumentado, e acertei as pernas do inimigo, desprotegidas enquanto ele se fiava no poder do escudo. O guerreiro caiu, puxando sua espada de volta enquanto tentava se levantar, e impulsioeni os braços, girando a lança de lado para atacar seu escudo enquanto isso. Precisava de mais força do que o normal, considerando o ferimento que eu possuía agora, e por isso tentei concentrar minha raiva no golpe, apenas para perceber que não estava adiantando. Felizmente, a força por si só havia sido o suficiente, e o escudo dele voou em direção ao chão.
Eu não contava, contudo, que o tamanho da lança alterasse o tempo necessário para fazer a arma mudar de direção, e deixei meu flanco direito desprotegido para o ataque do espartano, que me acertou logo abaixo das costelas, usando o impulso do golpe para se levantar.

- Chikusho!

Não contive uma exclamação de dor, e retrocedi minha arma à sua forma de katana, me afastando mais uma vez. Não podia contar que o truque funcionasse novamente, então preferi lutar com a forma com a qual estava acostumada. Um novo golpe direto do guerreiro e um novo choque de lâminas. Meus ferimentos, contudo, estavam interferindo e fui jogada ao chão, tendo apenas o tempo necessário de rolar para o lado antes que a espada dele se cravasse onde antes estaria minha cabeça. Chutei o guerreiro para trás, ganhando tempo para me levantar, e investi novamente. Se eu não podia me defender, iria atacar, erguendo a espada em postura ofensiva, a 45º em relação ao solo, no Jodan no Kamae. Tentava intimidá-lo, mesmo sabendo que era quase inútil, afinal, ele servia o medo em pessoa. Nossas espadas se chocaram novamente, e estalos podiam ser ouvidos no metal: a arma dele, contra minha força natural e a espada de meu pai, estava se quebrando. Percebendo isso, ele se afastou, mais do que o necessário para um golpe corpo a corpo. Apenas tarde demais percebi o que ele faria, quando ele virou seu corpo lateralmente, jogando sua espada em minha direção como uma azagaia. Não teria como me defender, e sem pensar fiz o mesmo, transformando a espada na lança enquanto a atirava com toda força que me restava.

- Shine!!!
Quando a espada enterrou-se no meu estômago e fui ao chão, só consegui ver minha lança fincada ao solo, as sombras se desfazendo enquanto eu murmurava, satisfeita comigo mesma, antes de perder momentaneamente os sentidos.

- Yatta...



GLOSÁRIO
Spoiler:
Nii-san: irmão
Yamete, onegani: pare, pro favor
Kuso: palavrinha de baixo calão
Chikusho: idem ao de cima
shine: morra
Yatta: consegui


PODERES
Spoiler:
PODERES PASSIVOS

Level 1 - Força: Os filhos de Ares, são um dos mais forte de todo o acampamento meio sangue, perdendo exclusivamente para filhos de Héracles. Seja qual for a situação, mesmo que você não precise usar a força para realizar o que esteja fazendo, o filho de Ares terá esse poder ativado.

Level 1 - Aparência hostil: O corpo dos filhos de Ares é robusto, seus músculos são nitidamente avantajados. Essa habilidade faz com que seus oponentes ou até mesmo '' terceiros '' lhe olhem com cautela, evitando atitudes hostis e até mesmo ataques confiantes contra o filho de Ares, abrindo uma brecha para um contra-ataque perfeito e podendo fazer o oponente hesitar em ataca-lo novamente.


PODERES ATIVOS

Level 1 - Ataque Furioso: Com esse poder sendo ativado, o filho de Ares parece ter chegado ao extremo de sua fúria, chegando a quase dobrar o seu poder. Mas o mesmo só dura três rodadas, e depois de desativado, se o seu usuário o usá-lo em muita quantidade, pode deixar o mesmo praticamente semi-morto. Esse poder vai evoluindo junto o seu nível


ARSENAL
Spoiler:
[color=#000000]♈ Espada-Lança da Guerra. ( Feita de titânio reforçado em ouro avermelhado. Em repouso é um braçadeira preta. Quando o usuário bem entender, pode transforma-la em uma espada de 8Ocm ou uma lança de 2m. ){'Superresistente'} [By.Ares]





Legenda

NarraçãoMinhas FalasPensamentosDaisukePhobos



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Re: ♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

Mensagem por Ryan A. H. Gonzalez em Dom Fev 19, 2012 3:01 pm



Treino Especial



GONZALEZ, Ryan A. H.

<< #Post 002>>







| Acampamento Meio-Sangue | Arena | • where
| Primeira Pessoa | • narrator
| Treino Especial de Phobos | • fact
| Ryan Aleksander Hendrix Gonzalez | Filho de Éolo | • main
| Manhã | • time
| Kim Hyuna | Filha de Éolo | • companion 1
| Dianna Callaghan | Filha de Afrodite | • companion 2
| Phobos | Deus | Treinador | • other
| Alex - Oops! | GJose | • thanks / edited

Minha sombra.

L
As atitudes de Phobos incitaram ainda mais meu desejo de provocá-lo. À medida que os campistas chegaram, percebia que o carisma do deus do medo não era muito alto, ali no Acampamento. Nenhum rosto conhecido meu chegara para treinar, o que poderia muito bem ser um alívio. Uma garota, em especial, havia, assim como eu, provocado de forma inescrupulosa o deus do Medo. Percebi, por suas palavras, que era filha de Afrodite, embora o próprio corpo já denunciasse. “Alguém que partilha dos mesmos ideais?” Para a menina, Phobos respondeu. Sua resposta era, de certo modo, um aviso claro e evidente para todos nós. Fiquei afastado de todos, procurando fita-los e descobrir o máximo possível sobre cada corpo que atravessava a porta da Arena. Dois irmãos meus se encontravam no recinto e eu iria protegê-los, a medida do possível. Fui até minha meio-irmã, pois ela sorria de modo cativante. Toquei seu ombro, procurando não assustá-la. Bem vinda a família. falei, dando-lhe um abraço amigável pela cintura. Ela parecia uma ótima irmã e alguém que possuía um ótimo potencial. Seu rosto alegre me encantava, como se fosse uma das filhas de Afrodite. Ryan, seu irmão. É, eu sei que é meio-irmão, mas eu sou diferente. Sorri, ao final. Espero que tenham sido muito gentis com você, e se não forem, me avise. Cuide-se, viu? Ah… Não se assuste com o modo que trato os deuses. Sou bem… tranquilo, apesar desse temperamento levemente bipolar. Boa sorte no treinamento. desejei, do fundo de meu coração. Afastei-me novamente, mas agora meus olhos pesavam em minha irmã. Eu não deixaria que o deus do medo fizesse alguma coisa com ela.


Muito bem, campistas. falou Phobos, Por questão de instinto, meus olhos voltaram para onde a voz parecia ter vindo. Minha surpresa fora constatar que o antigo “badboy divino”, agora parecia um guerreiro comum. Talvez para diminuir a pressão acima de alguns campistas, talvez por mero capricho. Não culpava os semideuses que atravessavam a porta da Arena com as pernas bambeando, afinal eu mesmo faria isso, algum tempo atrás. “Uma coisa é permanecer aqui, neste reduto de escape, onde os deuses moldam, você a seu bel prazer. Outra coisa é ir salvar uma deusa e ver o aspecto enfraquecido e deplorável que os seres divinos conseguem ser reduzidos, apenas por poderes comuns de semideuses. Eu já tive essa oportunidade, felizmente.”


Procurei afastar as lembranças que remetiam ao rapto da deusa Íris e comecei a prestar atenção no velhinho. Vejo que vocês trouxeram um excelente arsenal… Olhei para minhas armas e assenti com a cabeça. Aquele era um hábito nem tão sadio. Mas, quando vou treinar, dificilmente já sei o que irei fazer. Normalmente, decido na hora; Ou como foi o caso de hoje: “decidiram” por mim. Pena que carregaram peso a toa. Sorri, passando a língua por meu lábio inferior e olhando o chão. Talvez fosse bom mudar meus “maus costumes”. Sinceramente não me importava de lutar com meu arsenal inteiro, ou com uma faca de bronze. Um escudo voara para o chão e, olhando para o local de onde viera tal estrondo, percebi que fora Phobos o atacante. Não gosta de meio-sangues bem equipados, muchacho? disparei, olhando para os campistas e soltando uma risada logo após. Meus olhos encontraram o da filha de Afrodite. Com certeza aquele treino seria interessante.


Escolham apenas uma arma! Uma arma para o teste inteiro! Parei, ao ouvir essas palavras. Inclinei a cabeça e pensei num verbete somente: teste. Aquilo seria teste para o que? Argh. Phobos deve ter somente se confundido. O medo não deve ser lá muito inteligente. Encarei minhas armas, pensando nas infindas possibilidades. O arco me daria uma vantagem maior, já que poderia levitar as flechas e utilizar dos mais simples artifícios para vencer com uma flechada surpresa na nuca do semideus. Para aqueles que estão com dúvidas, sugiro que usem a arma que seus pais ou mães lhe deram. Nessa parte, explodi. Quem ele pensava que era, para sugerir alguma coisa? Um deus? Pouco me importava se Phobos era o soberano do Olimpo ou um catador de latinhas, desde que me deixasse sobreviver de meu modo. Concentrei-me no ar ao meu redor e procurei levitar o maior número de flechas que eu conseguisse, sem sucesso. Já estava de bom tamanho. Além de tudo, o filho divino de Ares havia inutilizado meus poderes? Não gosta muito de poderes também, ao que parece… Eu cuspi as palavras de tal modo que seria difícil manter-me vivo. Não sei se ele ouviu, pois já falava novamente. Nisso ele era perfeito: falar. Joguem o arsenal restante no centro da Arena. Se alguém tentar me enganar, será a última coisa que fará antes de ser internado num manicômio. Essas palavras fizeram-me sorrir. Me aproximando do monte de equipamentos que se formava a minha frente, invoquei minha nuvem particular¹. Porém, não coloquei nada nela. Somente fui retirando meu arco e minha aljava das costas e deixando-os no chão, aos meus pés. Poderia muito bem deixar tudo em minha nuvem… Todas minhas armas já estavam no chão, menos minha espada. Olhei para o deus do medo, dando de ombros. Provavelmente, eu seria acusado de favorecimento e você parece ter, abre aspas, receio, fecha aspas, de semideuses que possuem golpes e armamentos bons. Enfim… falei, calmamente, como se possuísse todo o tempo do mundo, coisa que eu não tinha.


Afastei-me “de marcha ré”, até o semicírculo formado pelos campistas que iriam participar do treinamento, fazendo minha nuvem desaparecer no meio do caminho. Porém, fiz questão de permanecer ao lado da garota de Afrodite, pois ela parecia alguém como eu: Não tinha medo dos deuses e não os idolatrava cegamente, mantendo uma melhor relação com os semideuses, que eram enganados pela ilusão de bondade divina. Suspirei, indicando claro tédio e olhei para o lado de fora. A paisagem era linda. A luz dourada e matutina recaía sobre a vegetação da floresta e iluminava o Acampamento, como um todo. O sol nascente dava os últimos toques no espelho d’água salgada e infindável. Sorri e agradeci a Eos, pela maravilhosíssima alvorada, a Hemera, pelo dia que andava de modo cômico, e a Éolo, por me dar a vida e a chance de observar tamanha beleza. Alguns deuses mereciam respeito, pelo trabalho que faziam, isso quando o faziam; Já outros não tinham prestígio diante de minhas órbitas castanhas, por assustar pessoas, somente por pura vaidade. Sorri. Muitos, “do andar de cima”, deveriam estar vendo coisas mais interessantes na TV Olimpiana, mas seria ótimo eles entenderem o que um “relés mortal” pensa sobre seus “magníficos atos”.


Olhei para a menina. Ela não me impressionava somente por sua beleza, mas também por sua coragem de falar o que bem entender, quando bem entender. Relacionamentos amorosos encontravam-se pausados em minha vida, mas amigos sempre são bem-vindos. Veio ser treinada pelo meio-irmão imortal, foi? perguntei, num tom de voz neutro. Pensei que filhas de Afrodite não costumavam agir… Pelo visto, enganei-me. comentei e dei de ombros no final. Aquilo não era uma provocação, mas um elogio e eu esperava que ela entendesse isto. Uma cria da deusa do amor que não toma cuidado com o que fala é algo bem interessante. Que outros tipos de segredo guarda?, é a pergunta que faço em minha cabeça. Meu modo de falar era o mesmo que eu utilizava com todos os semideuses: Neutro. Eu não os culpava pelo véu ilusivo que os seres primevos* jogavam sobre suas cabeças; Ao contrário: Eu tentava mostrar-lhe o mundo com um olhar, no mínimo, crítico. Infelizmente, nossos próceres eram os deuses e teríamos que arcar com as dificuldades que aquilo resultava; Arcar, não necessariamente gostar. Ryan, filho de Éolo. disse, estendendo minha mão até os dedos dela e, depois, tocando os suavemente com minha boca, com uma mesura que expressava um gesto de comprimento cordial.


Um estalido fora captado por meus aparelhos auditivos e segui o som. Phobos. Ele estalara os dedos. Fitei as armas e percebi que sombras as envolviam. Dei um passo, mas parei. Algum truque da prole de Ares e Afrodite, com certeza. Pisquei, mas os equipamentos já não se encontravam mais lá. Abri um sorriso e levantei as sobrancelhas e respirei fundo. Ainda conseguia sentir o cheiro de magia que era expelido por meu escudo, embora ele já fosse algo distante. Suas coisas estão os aguardando em seus respectivos chalés. explicou-se. Dei de ombros, pois ele não seria louco de “roubar” tantas armas.


Outra sombra iniciou-se, ao lado do deus do medo, e tomou a forma de uma coluna. Um brilho escarlate inundou minha vista e eu cometi o pecado de olhar de onde ele vinha. No momento seguinte, eu me encontrava acorrentado no que acreditava ser a floresta. As correntes formavam uma espécie de X com meu corpo, utilizando dois troncos grossos e descascados de pinheiros como suporte. Uma luz prateada era a iluminação provinda do plenilúnio, ao menos a que conseguia passar pela espessa folhagem. O manto negro de Nyx contrastava-se com o véu estelar. Nuvens bailavam pelo céu, mas meus olhos se encontravam fixos num ponto a minha frente. Uma fogueira bruxuleava e nela imagens passavam-se, como numa tela de cinema. Eu não deveria entender o que se passava ali, porém alguma coisa dentro de mim sabia exatamente quem eram os sujeitos mostrados.


Na primeira cena, eu vi o deus Phobos. Ele olhava de modo superior para uma menina, que reconheci como minha irmã. Ela esperneava no chão, esticando a mão para frente, na direção de monte de sombras. Investi para frente, procurando apagar o fogo, sem sucesso. As correntes estavam firmes e eu me sufocava a cada movimento feito. O monte de sombras tornou-se uma adaga assim que minha irmã tocou nele. Pouco a pouco, ela retirava a armadura. Somente então percebi o que ela iria fazer. Tentei gritar, mas a voz não saía de minha garganta; Chacoalhei-me nas correntes, fazendo elas se apertarem mais contra meu corpo. Agora que a armadura já estava deleitada no chão, comecei a soar frio. Minha irmã passou o dedo por seu tórax, como se procurasse um bom lugar. Levantou a mão com a adaga e a desceu, com velocidade impressionante, para seu corpo.


Fechei os olhos e a cena mudou. Eu via, com terror, um local nem um pouco aconchegante. Reconheci ser a caverna onde Íris encontrava-se, quando a resgatei. A visão estava igual. Meu irmão lutando contra Christopher. O menino de Phobos e o garoto de Deimos eram os outros alvos. Eles batalhavam contra Drill, Khristie e Icarius. E eu estava parado, jogado ao chão. Evelyn não estava ali, o que me fez tremer, e Selena ainda olhava de forma boba para a luta que ocorria ao seu redor. Somente Íris não encontrava-se ali. Talvez ela estivesse solta, mas eu sabia que me enganar com mentiras não ajudaria em nada. As coisas ocorriam da mesma forma como fora na realidade. Um brado de guerra iniciou uma avalanche de meio-sangues, que saiam do fundo da caverna. Os dois filhos de Athena e a filha de Hermes olharam para trás, em minha direção, e seus olhos pediam ajuda. Eu tentei me levantar, porém minhas pernas não obedeciam. E eu vi quando Selena aproximou-se deles e, em um único movimento, decepou-os.


As correntes já retiravam quase meu ar inteiro e eu juntei todas as minhas forças para não olhar a fogueira. Somente para deparar-me com uma floresta consumida pelas chamas. Eu conseguia ver os espíritos da floresta morrendo. Todos os semideuses do Acampamento tentavam ajudar, mas tropeçavam uns nos outros, acabavam por cair e eram mortos pelas chamas crepitantes. Nesta hora, eu já não me aguentava mais. Preferiria morrer a continuar a ver a terrível irrealidade. E, com um suspiro final, tudo se apagou.


Aquilo, em minha mente, pareceram horas e mais horas do pior tipo de tortura, mas Phobos e os outros semideuses ainda estavam em seus lugares, como em um segundo atrás. Ofeguei. O pavor dominava-me. Porém, sabia que o deus do medo fortalecia-se com esse sentimento de medo e procurei o afastar o mais rápido possível. Após me recompor da experiência nada agradável, fitei Phobos com raiva e percebi que ele, mais uma vez, falava. Vocês devem conhecer a arma de vocês, como se ela fosse parte de seus corpos. Revirei os olhos. “Oi espada. Tudo bem? Qual seu nome e quantos anos você tem? Eu poderia saber o que você pensa? A propósito, preciso de outras informações básicas, como seu tipo sanguíneo, sua ascendência e seus ideias políticos. Muito obrigado, foi um prazer conhecê-la.”, pensei, de modo irônico. Afastei os devaneios de minha mente e vi que o deus do medo começava a movimentar sua lança negra. Ele a girou e a apontou para um garoto que eu não sabia o nome. Devem conhecer os pontos fortes de sua arma e usá-los, também devem conhecer os pontos fracos e torná-los fortes. Fitei minha lâmina. O ouro branco, se polido, poderia ser usado como forma de distração, caso um brilho forte fosse incendido sobre ela?


Devem inovar, sair da mesmice. Se você faz um golpe óbvio, a defesa é eficaz para o adversário, porque ele já esperava pelo ataque. Phobos começou a combater um inimigo imaginário, me fazendo sorrir e abaixar o olhar. A lança, por exemplo. Vocês podem pensar que só a lâmina é utilizada… “Na verdade, não. O cabo é uma ótima fonte de ataque, também.”, pensei. Surpreendi-me com meus pensamentos, pois eu praticamente adivinhara a próxima fala dele. Seu oponente também pode pensar nisso e se preparar. Mas ninguém espera o cabo. O deus rasteirou o lutador imaginário e cravou a lança no chão, acabando com a falsa vida de seu inimigo. E o inimigo cairia. Uma leve pausa se passou, enquanto o olhar inquisidor do medo recaía sobre todos nós. Isso vale para qualquer arma, até mesmo para o arco-e-flecha. O arco pode virar um porrete e a flecha, uma lâmina. Dei de ombros e assenti. Ótimo raciocínio. O filho de Ares, além de falar, parecia lutar bem. Ao menos conhecia o que uma arma pode fazer, ampliando as infindas possibilidades de ataque e defesa. Pensava nas hipóteses que uma espada proporcionava numa luta. Uma mão ficaria livre, tanto para sustentar um escudo, uma segunda lâmina ou para outros atos, um pouco improváveis, como socar, cutucar e apontar.


Meus olhos foram atraídos para um local atrás de Phobos, onde as sombras se agrupavam. Um trono emergia dali e estátuas com faces humanas e distorcidas, possivelmente, pelo medo o erguiam. Não fiquei surpreso quando o deus sentou-se, com seu traseiro divino, ali. O que faria agora? Mandar a gente fazer uma exibição para ele, enquanto dava notas para um concurso de “Miss-Arma”? Vamos ver o quão criativos vocês podem ser e… Bem, quanto tempo duram. Ainda bem que as pessoas gostam de esclarecer as coisas. Suspirei e fitei o chão, pensativo. O que ele queria dizer com esta mensagem nem um pouco clara. Minha sombra já se alongava e eu perguntei-me que horas eram. Porém ela se estendia em uma velocidade surpreendente. Voltei meu olhar para o lado de fora, mas a carruagem de Apolo estava somente um pouco acima do reino de Poseidon. Hãn? balbuciei, com meu melhor estilo “cabeça-de-vento”. Meus orbes castanhos agora procuraram Phobos, mas meu campo de visão fora interrompido por um guerreiro armado com um tipo de lâmina que reconheci como um gládio, dos livros de História, quando eu apreendia sobre a Europa, e um escudo. Duas armas, portanto estávamos em desvantagem. Não há motivos para temer, tem? questionou o deus do medo, que parecia se divertir muito com a situação. Seus bichinhos não conseguem batalhar, se não estiverem em vantagem? Ainda morro por causa dessas provocações. Minha língua era bem afiada e Phobos deveria saber disso. Agora chegara a hora de eu provar que meu estilo de luta também poderia ser… assustador.


Olhei o guerreiro de cima a baixo e analisei-o rapidamente. “O escudo oferece uma bela defesa. O gládio é melhor para curto alcance. Estou sem meus poderes. E ainda devo inovar. Que tal usar a espada como defesa, também?” Eu estava distraído e o guerreiro aproveitou-se disso para aproximar-se de mim. Seu gládio já poderia fazer algum estrago naquela distância e um golpe em direção ao meu estômago fora desferido. Usei minha espada para desviar a trajetória da lâmina, mas não pude evitar um contato com minha pele, causando um leve ardor no corte em minha cintura. Recuei, com a mão esquerda no local ferido, enquanto minha mão direita segurava o punho da espada, que era apontada para o guerreiro. Phobos deve ter achado muito engraçado que o garoto de Éolo com a língua afiada recebera um corte tão rapidamente, contudo eu não me deixaria abater por um simples golpe. Fiquei por um longo tempo somente descrevendo círculos com meu oponente, até que o tilintar costumeiro da batalha acordou-me e eu fiz o óbvio: Ataquei.


Corri de encontro ao lutador. “Ele é como qualquer outro adversário. É só inovar.” Quando ele ergueu o escudo a sua frente, cheguei a sorrir. “ Se você faz um golpe óbvio, a defesa é eficaz para o adversário, porque ele já esperava pelo ataque.” Por que eu atacaria no peito, um lugar muito óbvio? Eu já havia me jogado ao chão, usando o impulso da corrida para ganhar terreno e atacando com a parte chata de minha espada nas canelas dele, que caiu com o escudo sobre si. Coloquei-me de pé e afastei-me, assim que ele se levantou. Sua cara não expressava nada, como se fosse um boneco de palha que eu estraçalhava em meus treinos. Todavia, já havia lutado com coisas bem mais difíceis que bonecos de palha. Eu precisava de uma estratégia. “Por que lutar com honra?” Seria uma boa saída; Usar as palavras e os artifícios possíveis para enganar meu inimigo e, assim, levá-lo a ruína. Eu não temia ser chamado de covarde ou outros adjetivos semelhantes. Se usar a astúcia é ser covarde, então eu era um covarde exímio. Respirei, sentido o ar dentro de mim. Um ânimo repentino tomou conta de meu eu; Uma vontade de mostrar o que eu poderia fazer. Procurei o vento ao meu redor, armazenando-o² para algum ataque futuro.


Tomei o controle dos ataques, desferindo arcos com minha lâmina. O guerreiro espartano era um bom oponente, sem sombra de dúvida. Mesmo assim, consegui fazê-lo alguns cortes. Seu ombro deveria estar dolorido, assim como sua cintura. Os dois locais, além do escudo, que parecia que fora atacado por um gato com unhas bem afiadas, foram alvos de minha espada. E eu havia sofrido cortes, porém nada muito agravante; Um na coxa e outro em minha mão esquerda. Eu percebia, quando olhava de soslaio, que todos travavam combates com os mesmos guerreiros eu e pensei que, talvez, eles também fossem feitos de sombra. Investi, com minha espada a frente, na direção do peito do lutador. Mas eu já usara esse golpe com o guerreiro, que ergueu o escudo. Nossas armas se chocaram com um ruído metálico. Aumentei a tensão e o lutador também. Ele possuía força e eu utilizava da energia anteriormente armazenada. “Devem inovar, sair da mesmice.” As palavras de Phobos ecoaram em minha mente e eu as entendi. Afrouxei o peso que eu colocava na arma e rolei para o lado. Como eu esperava, o guerreiro caiu de cara no chão, novamente. “Uma ‘tática’ bem simples, sem dúvida alguma.” Eu já havia feito tipos parecidos de brincadeiras com meus amigos. Eu aliava a tensão repentinamente e o outro caía, já que ainda fazia tensão. Ri, com tal golpe.


Continuei a batalha, mas o guerreiro já estava mais cansado e desgastado, enquanto eu fui praticamente renovado com o último golpe. Nossas armas se chocavam e ele sempre hesitava, dando-me brechas para pequenos cortes aqui e acolá. Agora eu não precisava mais lutar e sim brincar. Comecei a pensar em outras coisas infantis, procurar um jeito de encaixá-las na luta, desviando dos golpes que o guerreiro fazia. “Isso pode dar certo… Talvez desse jeito… Se eu fizer assim…” Com as possibilidades formadas em minha cabeça, recuei e observei os estragos que eu já tinha feito e já tinha sofrido. A mão do guerreiro, mais precisamente a que segurava o gládio, vacilava, pois um corte grande e superficial ia do pulso até o cotovelo; Uma parte de sua vestimenta superior estava rasgada e um pouco de sangue era encontrado ali; Seu ombro esquerdo estava em um ângulo esquisito, como se estivesse deslocado; De resto, ele parecia “bem”. Por minha vez, minha bochecha tinha uma cicatriz pequena; Minha coxa estava dolorida, graça a um corte e uma pancada; Minha mão esquerda fraquejava, vez ou outra, por causa d’um corte mínimo, onde um filete de sangue escorria.


“Hora de começar ‘o plano’. ” Cerca de cinco metros distanciavam-me do lacaio de Phobos. Apontei com minha espada para um ponto atrás dele e expressei surpresa. Aquela ali é Helena? Posando de roupa íntima!? Minha voz era ansiosa e agitada. Porém recebi, apenas, um olhar mortífero do lutador. Tá, não é Helena. É Afrodite mesmo. menti. O lutador pareceu vacilar, mas ainda não se movera. O.k., desculpa tentar te enganar. É que funcionou com ele. falei, apontando, com um gesto de cabeça, para outro ponto do espartano. Ele riu e, provavelmente, pensou algo como: “Quem foi otário o suficiente para cair nisso?” E se virou. Lógico que avancei em sua direção, com a espada acima de minha cabeça. Ao perceber o erro que cometera, ele se voltou para mim com o escudo e o gládio levantados. Contudo, eu já tinha parado o golpe e ataquei-o na cintura, cutilando com a ponta. “A espada é uma arma de corte. Ninguém usa a ponta, como seria na esgrima ou no caso do florete.” Não parei minha lâmina, até atravessar o corpo de meu adversário.




Minha sombra já estava normal e eu não temia ser apunhalado pelas costas. Eu estava sentado nos bancos da Arena, com meus olhos vidrados nos combates que ainda se desenvolviam. Já tinha bebido água e absorvido energia eólica² para usar em algum caso. Respirei fundo, procurando sentir o cheiro do ambiente e prever algum outro desafio do deus do medo. Todavia, os únicos odores que eram captados por minhas narinas eram o de suor, medo e poder. Suspirei, cansado, e joguei a cabeça para trás, procurando esquecer a sensação de medo que a lança do deus provocou em mim. “Ao menos ele já sabe que sei lutar, além de falar.”



Legenda:

Narração
#Eu
“#Eu”
#Phobos
“#Guerreiro”



Poderes:

Habilidades Passivas Relevantes

{Respiração} – Sua respiração é perfeita por ser filho de Éolo, seu olfato é super avançado, podendo assim sentir odor e reconhecê-lo. Também consegue sentir o cheiro de longe, como por exemplo você está em um determinado local da floresta e seu inimigo está do outro, você pode sentir o odor dele.
{Nuvem Particular}¹ – Você tem uma nuvem que carrega seus pertences, o máximo de itens acima dela é quatro. A mesma nuvem aparece e desaparece quando você quiser, bata invocá-la quando precisar.
{Fôlego} – Você consegue ficar sem respirar por um tempo, útil debaixo da água e em lugares intoxicados.
{Energia Eólica}² – Agora você pode capturar energia dos ventos para usar como fonte ou aperfeiçoar um ataque.

Equipamentos:

Ataque

{•}Espada de ouro branco [Ajuda no controle dos ventos] {By. Éolo} [Mão direita]


Código:
▬ Phobos, mandei uma MP avisando o porque de meu atraso. Espero que considere.
▬ Desculpa por ter escrito demais. É que fiquei inspirado e foi fluindo. q


Ryan A. H. Gonzalez
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Re: ♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

Mensagem por Brunna S. Grings em Qui Fev 23, 2012 4:13 am



( e ) mbrace the darkness
Are you my nightmare or am I yours?




    Após uma pequena espera parecia que, finalmente, o treino iria começar. Claro, houve várias perturbações e algumas provocações. Todos estavam meio tensos com o evento, inclusive quem vos fala, um provável motivo de tal agitação. Estaríamos bem menos tensos caso Afrodite ou Perséfone viessem nos treinar, mas duvido muito que fizessem algo bom – ou produtivo - para nós. Não seria nada estranho se eu as encontrasse dando aulas de floricultura ou de como se maquiar. Enfim, o treino era com Phobos e ele estava me deixando um tanto nervosa demais. Os pensamentos que tive antes de entrar na arena voltavam à minha mente, fazendo-me estremecer em irregulares intervalos. Remexia-me toda hora, até que percebi meu medo de perder diminuir lentamente, apenas o suficiente para me sentir menos desconfortável perto do deus. Aproximei-me dele, ficando à sua frente. Suas palavras não eram o que alguém poderia chamar de amáveis ou encorajadoras. Ele parecia querer nos matar logo, algo como se estivesse com tédio... Muitos de seus gestos nos assustaram, principalmente o momento que nos fez escolher apenas um item para batalhar. Alguns resmungaram, outros apenas foram lá e jogaram suas armas no chão, mas que houve uma grande perturbação naquele momento, isso houve. Muitos não queriam largar seus itens preferidos, talvez pelo apego emocional, talvez pela força que tinham... Mas o aviso do deus fora claro e todos logo obedeceram. Bom, talvez ser uma iniciante fosse a melhor coisa que tivesse me acontecido ali; eu tinha apenas uma arma – meu colar de opala. Puxei-o para baixo, transformando-o em uma corrente negra, que caiu sobre o solo com um baque surdo no exato momento em que o deus fez sumir a grande pila metálica. Encarei-o assustada; para onde tudo aquilo fora?! Sua explicação não conseguira acalmar-me, porém.

    Talvez eu apenas não conseguisse mais saber o que era aquilo, talvez fosse apenas uma ilusão, mas, no momento em que aquele homem ‘invocou’ sua enorme lança, comecei a tremer; minhas pernas cederam alguns centímetros, deixando-me instável. O sangue de meu rosto, mãos e pés havia todo sumido. Minha pupila estaria com certeza toda dilatada, mesmo com a enorme quantidade de luz que entrava no recinto. Todos os meus instintos diziam ‘Fuja, sua idiota! Esse cara vai te matar!’, mas minhas pernas não obedeciam. Imagens vieram à minha cabeça, mais intensas e medonhas das que tiveram anteriormente; minha morte era certa em cada momento, meus inimigos riam de minha dor, meu sofrimento, meu medo, enquanto cortavam-me, ou pior: faziam-me assistir a morte de meu parente mais querido, meu pai. Ele gritava e olhava para mim, chorando. Dizia: ‘ Por que, Brunn? Por que você me faz sofrer?’ E, por mais que eu tentasse e me esforçasse, não conseguia me movimentar, não conseguia chegar perto dele. E mais e mais monstros atacavam-nos, machucavam-nos. E não eram só aqueles que eu pude ver em meu Grimório ou que pude aprender com os filhos de Athena. Havia também aqueles dos quais eu sempre tive medo, desde criança: Bichos-papões. Lobisomens. Vampiros com presas grandes e sangue pingando delas. Homens com motosserras grandes e barulhentas. Mulheres enormes, com facas de cozinha do tamanho de meu braço. Dias intermináveis, sem noite ou lua. E muito, muito mais, coisas que eu nem poderia descrever em palavras. Então, de repente, tudo voltou ao normal. Estava na arena do Acampamento Meio-sangue, com vários outros campistas ao meu redor. Phobos estava a nossa frente. E não havia nenhum monstro com motosserras por ali. Suspirei, aliviada, segurando minha corrente negra com mais força que o necessário. Aquilo, com certeza fora premeditado; eu não podia – e não iria – me abalar com algum efeito especial Hollywoodiano de um deus qualquer não. Minha respiração ainda estava descompassada quando ele retomou sua fala. Algo como sobre conhecer sua arma... E, bem, eu nunca tinha lutado com uma corrente antes. Aquela era a segunda ou a terceira vez que tocava na arma desde minha chegada ao Acampamento. Encarei-a por alguns segundos, sem saber o que fazer para torná-la parte de mim, torná-la minha fiel companheira. Cada um dos anéis negros que a formavam pareciam estar em perfeita harmonia, assim como suas extremidades; uma circular, como um peso, para maior mobilidade, efeito e defesa; a outra, pontiaguda, como a ponta de uma flecha. Muito leve e prática. A demonstração do deus fora incrível. Os movimentos muito bem executados, soltos, leves. Suas explicações também foram muito boas. Davam um pouco de medo, mas ensinavam demais.

    Mas a maior surpresa fora o momento em que nossas sombras pareciam ganhar vida. Lutaríamos com sombras-espartanas, então? Bom, morrer eu não iria... Certo? É, certo. Enquanto minha sombra se ‘equipava’, eu a observava. O peitoral metálico parecia ser instransponível, mas os braços estavam um tanto quanto a mostra. As pernas também estavam bem cobertas, exceto pela parte posterior de seus joelhos – mobilidade. Suspirei, vendo que mais da metade dos campistas ali presentes já haviam começado o ataque. Posicionei-me, enrolando a ponta redonda de minha arma em minha mão esquerda e segurando a extensão da mesma com a direita. Girei-a no ar, a ponta triangular descrevendo círculos perfeitos e rápidos, enquanto me aproximava de minha ‘sombra’. Com um forte impulso, joguei-a na direção de meu inimigo, mirando o espaço entre seu peitoral e sua cabeça. Errei – e por muito - e, mesmo que não tivesse errado, o escudo dele posicionou-se no momento certo, esperando para se defender.. Mas aquele espartano não iria esperar um novo ataque. Jogou-se para cima de mim, usando o escudo como uma arma exótica e diferente, batendo em meu tronco algumas vezes com a borda da mesma ou com a face convexa da mesma. Cambaleei alguns passos até que cai no chão. A sombra era muito mais forte do que havia imaginado. Ela, então, se afastou um pouco de meu corpo; talvez porque quisesse que eu a atacasse. E eu não desperdicei a chance; com a mesma posição de antes, voltei a girar uma das pontas de minha corrente até que conseguisse um bom impulso com a mesma e arremessei-a em direção ao braço livre da sombra. Novamente, a rápida defesa do espartano ganhou de meu ataque, minha corrente descendo inofensiva por seu ‘corpo’. Furiosa com as inúmeras falhas, senti minhas mãos quentes. Não exatamente quentes... elas formigavam. Como se uma energia mais forte do que mim se apoderasse delas. Certa vez um irmão meu me dissera o que aquilo significava: esferas de energia negra estavam a ponto de se formarem ante minha pele e, com sorte, conseguiria acertar meu oponente. Concentrei-me em minhas mãos por um momento, mas em vão; o formigamento, ao invés de aumentar, diminuíra. Persistente, tentei novamente focalizar a esfera negra girando em minha mão, mas obtive tanto sucesso quanto da primeira vez.

    Aproveitando-se da situação e provavelmente um tanto irritado com minha demora em contra-atacar, minha sombra-espartana avançou contra mim, utilizando seus punhos para me atacar. Por sorte eu o vi se aproximando; tive tempo de preparar minha corrente, girando-a no ar, jogá-la para prender o pulso dela e puxá-la para o lado, desviando seu percurso. Minha oponente, milésimos de segundos depois, girou seu escudo e bateu com força em meu rosto, fazendo-me cair mais uma vez. Enraivecida por não ter conseguido nem ao menos provar que eu não sou horrível com minhas armas, aproveitei nossa aproximação e passei minha arma por trás de suas pernas, puxando-as com força em minha direção e o fazendo vacilar. Assim, levantei-me mais uma vez e deixei as argolas negras conectadas caírem em direção ao solo, embora continuasse as segurando e afastei-me um pouco mais da criatura que enfrentava. Começamos, então, uma ‘nova luta’; a sombra avançava cada vez mais contra mim , enquanto eu apenas dava passos para trás, apenas tentando desviar de seus ataques, muitos dos quais acertaram em cheio meu corpo – o que me fazia ir cada vez mais em direção ao outro extremo da arena, ficando de costas para a luz. Cheia de nosso ‘teatrinho’, voltei a girar a corrente – uma, duas, três vezes – e joguei-a em direção à sombra, mirando seu pescoço. Por sorte eu o acertei; a estrutura se envolveu na ‘pele’ de minha inimiga antes que ele pudesse se defender. Puxei com força a arma, ‘enforcando-o’ – mesmo que a sensação de atacar uma sombra fosse um tanto estranha; leve demais, sólido de menos. Desesperado, o soldado levou ambas as mãos ao local em que era apertado, tentando retirar sua amarra dali. Um segundo depois, ele desviou o braço com o escudo em direção à parte da corrente que nos ligava, aplicando ali um golpe um tanto quanto muito forte, fazendo com que a pressão da arma sobre minhas mãos fosse forte o bastante para que eu as soltasse. Vendo-me desprotegida, a sombra avançou e investiu novamente com seu escudo sobre mim, movimento do qual meu tronco consegui escapar rolando inutilmente pelo solo, mas não meu braço; agora meu membro superior esquerdo formigava de uma maneira preocupante. Por sorte minha arma não estava tão longe de mim e, esticando-me voltei a pegá-la. Aproveitando este movimento, chutei o local onde seriam os joelhos da criatura e a fiz dar alguns passos em falso para trás, dando-me tempo para ficar de pé e preparar um novo ataque.

    Invertendo a posição de minha corrente, comecei a girar a parte cuja ponta era redonda, ganhando velocidade e impacto muito maiores. Minhas mãos tremiam de medo, mas não impediam meu braço de girar a uma boa velocidade. Assim que a sombra se recuperou e voltou a avançar contra mim, joguei a ponta de minha arma em direção a parte anterior de seu escudo e a puxei rapidamente; por estar se movimentando, a sombra aliviara a força com que segurava sua proteção e o peso adicional de minha corrente somado à força com que a puxei fizeram com que meu inimigo soltasse o escudo. Satisfeita com meu trabalho e próxima demais da sombra para outro golpe com correntes, desferi um soco em seu ‘rosto’, o qual foi respondido com o mesmo movimento, mas muito mais forte, preciso e efetivo. Mais uma vez caí, arrastando comigo minha arma. Bufei, nervosa e com medo de ser fraca para sempre. Ergui meu corpo e, como se fazem com os chicotes de couro, movimentei minha arma para trás de meu corpo e, rapidamente, desloquei-a para frente, e um movimento vertical que prendeu ambos os braços da sombra junto ao corpo, como se fosse uma corda – mas não por muito tempo. A ‘corda’ estava muito solta e fácil de ser retirada. Assim que percebeu isso, o guerreiro espartano que enfrentava puxou as argolas enegrecidas para si, puxando-me também e me fazendo cair no chão, quando soltei a arma. Livre de sua ‘amarra’ e em poder de minha corrente, meu inimigo girou-a violentamente no ar, assim como eu fizera antes, pronto para me atacar. Em um golpe forte e preciso, ele cortou meu abdômen, abrindo uma boa parte dele. Bufei mais uma vez, nervosa, e comecei a cambalear para trás, ainda deitada. Alguns ‘passinhos’ e eu pude perceber que a luz deixara de entrar ali ; estava encostada à parede, onde a luz não conseguira chegar em sua plena forma, formando uma faixa negra. Meu guerreiro me encarava, em pé, sem nenhuma reação aparente. No momento em que mergulhei na faixa escura, pude sentir um leve formigamento na parte em que fora atingida. Levemente, porém consideravelmente, o ferimento ia estancando. Não me pergunte como, mas em estava me ‘curando’ com as sombras.
    Encarei o guerreiro à minha frente, enraivecida; minha corrente agora jazia no chão a poucos metros de mim, enquanto o escudo, antes no chão, estava novamente equipado no ‘corpo’ do inimigo. Apenas um movimento e eu pegaria minha arma novamente...





itens:
Colar com pingente em forma de gota feito de opala negro, quando o colar é puxado do pescoço transforma-se em uma corrente negra sagrada [Presente de Nyx]

Poderes utilizados:
*Marcados nesta cor*

Passivos:
Cura noturna I. A noite ou em locais escuros você consegue se curar involuntariamente.

Ativos:
None


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Brunna S. Grings
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Re: ♠ Treino Especial - Campistas do nível 1 ao nível 5 ♠

Mensagem por Phobos em Sab Fev 25, 2012 12:51 pm



Os campistas estavam indo bem, eu jurava que não iriam durar dois minutos. Alguns pareciam confusos e até mesmo enraivecidos por não poderem usar seus poderes, mas aquilo não me importava. Quando o último guerreiro caiu, levantei de meu trono, aplaudindo-os de forma descontraída e até mesmo num tom de “parabéns, vocês não são um saco de batatas ambulante”, debochado, até mesmo. Não sai de perto de meu trono, eles deveriam lutar novamente e essa luta em especial eu queria assistir. Sombras encobriram os mais machucados, recuperando-os, afinal, eu até gostaria de ver mortes ali, mas nenhuma seria honrosa, então era melhor não haver nenhuma perda. –Vocês lutaram bem, semideuses, porém vamos ver se resistem a vocês mesmos.

A atmosfera do local mudou, um ar desconfortável e de medo pairava. Alguns davam passadas para trás, seus olhos arregalados e a arma trêmula nas mãos, sabia que era o inicio de seus treinos. O que aconteceu? Eu acabei de trazer para a realidade seus medos, os piores. E os campistas deveriam lutar contra eles, de alguma forma, deveriam enfrentá-los. Porém cada um via seu medo e pronto, caso olhasse para o companheiro ao lado, vê-lo-ia lutando contra o vento, porém eu, deus do medo, podia assistir a luta de todos eles e me interessava por algumas, o que m fazia levantar e caminhar até o campista.

A que mais tomou minha atenção foi à luta de minha maninha, por incrível que pareça ela lutava contra mim. Eu ria, afinal, ela temia seu irmão? Ela não era tão corajosa a ponto de me desafiar na frente dos outros? Porém a luta parecia estranha, eu não sentia raiva sendo emanada, era outra coisa. Ryan também lutava contra mim, porém haviam outros, estava dividido especialmente entre essas duas lutas.


Objetivos:


Eu quero que vocês lutem contra seus medos, como? Dianna, como informou no post anterior, tem medo de uma paixão por Phobos, logo, ela deve lutar contra o deus e, ao mesmo tempo, não pode querer feri-lo tanto, pois o amor está presente em seu medo, Ryan, por exemplo, estava acorrentado no seu medo, portanto, durante a batalha, algumas correntes podem o atrapalhar, prendendo ao solo, por exemplo. Quem tem medos abstratos devem fazê-los presentes e como uma distração, nesse caso podem usar os mesmo guerreiros espartanos de antes. Quem quiser ser "curado" deve postar a reação quando as sombras os tomaram e qual a sensação. Lembrem-se que quem os curou foi o próprio medo. Players citados aqui não precisam levar em consideração minhas ideias, afinal, foram apenas exemplos.



Código:
♠ Prazo para postagem: Dois dias;
♠ Número de linhas mínimas: Quinze;
♠ Recompensa máxima: 200 XP (dois níveis) e + HP/MP
♠ No final, ninguém terá suas vidas diminuídas, a não ser que fuja do esperado (ou seja, que deixe o treino ou que não cumpra com os Objetivos);

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