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O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

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O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por 046-ExStaff em Dom 01 Abr 2012, 21:15

Relembrando a primeira mensagem :


O Mar
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O Oceano Atlântico faz fronteira com Nova York. Como no Acampamento Meio-Sangue existe uma praia, ela é ligada ao Mar. Normalmente Náiades vão para o Mar Aberto brincar, sem serem proibidas por algumas restrições do Acampamento. Pode ser um local perigoso para campistas, dependendo de como eles tratarem as ninfas da água.
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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Cain Feather em Qua 20 Nov 2013, 15:43

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☼ Looking for Vengence ☼

Cometing Suicide


Que tipo de reação ele deveria esperar que ela tivesse? Foi tudo bem rápido. Não conseguiu ouvir, mas percebeu a risada debochada que a semideusa deu em resposta a sua pequena mensagem. Ele teria rido também, mas suas cordas vocais foram presas por uma mão forte que o ergueu no ar. Percebeu que a mesma tinha um vasto controle sobre o vento, e que de longe era possível perceber a diferença de poderes entre os dois. Paul soltou um leve tossido em resposta ao enforcamento, engasgando logo após. Paul não tentou se debater, semicerrou os olhos apenas para analisar a face da maior. Quando a renegada proferiu suas primeiras palavras como cumprimento, Paul comprimiu os músculos da garganta, colocando as mãos sobre as dela para tentar afastá-las de seu pescoço. ▬ Eu não sou um campista! E eu não estava te atacando. ▬ Rosnou, encarando-a nos olhos.


Defendeu seu argumento sem mais palavras. Mesmo em estado crítico, não imploraria pela vida, e notou logo que se ela quisesse matá-lo, já teria o feito. Quando repassou as palavras ditas pela cabeça, ele ergueu uma sobrancelha. ▬ Me solte! ▬ Paul proferiu com um certo rancor, procurando espaço para respirar ao tentar tirar as mãos da assassina de seu pescoço. Se contorceu um pouco de maneira que talvez ela considerasse patética, mas não se importou. Não se importava com mais nada desde que Héstia tirara seus sentimentos.


Os olhos negros pairaram sobre os de Elle. Repassou na cabeça por um momento as palavras que disse, respondendo-a. ▬ Ensinar? ▬ Inquiriu. Em resposta a aquilo, a temperatura do corpo de Paul aumentou drasticamente. O ar a sua volta ficava quente e árido, com finalidade de queimar ou no mínimo incomodar a pele da outra apenas para deixá-la ocupada tempo suficiente para livrar-se de suas mãos.

Poderes Utilizados:

☼ Passivos ☼


• Beleza (Nível 1): Não só Afrodite e Perséfone são dotadas de beleza, Apolo é considerado o Deus masculino mais belo. Seus filhos são lindos por natureza, com um bronzeamento natural (mesmo que jamais tenha tomado Sol) e forma física bem definida.


☼ Ativos ☼


• Calor Solar (Nível 13): Libera uma grande quantidade de calor ao redor do corpo que faz com que a temperatura aumente tanto que impede que qualquer coisa se aproxime mantendo então um metro de distância, a menos que sejam resistentes a isso. Dura apenas 1 rodada.

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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Helena J. Eickenberg em Qua 20 Nov 2013, 19:58

Maybe I Wish I Could Die
Maybe I’m Dead!

A filha de Éolo tinha total conhecimento de que em situações pré-morte, a vítima falaria o que fosse necessário para se manter vivo por seja quantos segundos forem. Era incrível observar a resistência dos semideuses, normalmente não se deixam desfalecerem por pouco. A mão direita afrouxou levemente na garganta dele, permitindo-o proferir as palavras. Diferente de antes da maldição que suportava, agora a paciência tinha alongado mais um pouco, não matava prontamente. Agora, apenas brincava com sua presa, como uma leoa. Mesmo sabendo que após o coração parar de bater de seu alvo, ela sentiria toda a dor multiplicada várias vezes na própria pele e que a fraqueza a dominaria por no mínimo, vinte e quatro horas completas.

Riu amargamente ao escutá-lo pedir para soltá-lo em um desespero por demais divertido de se observar. A posição do garoto era ridiculamente inferior a sua, fazendo-a achar nada mais nada menos do que engraçado. Uma leve formigação começou por suas mãos, onde segurava a garganta do garoto. Sabia que ele utizava de seus poderes para queimá-la, mas aquela dorzinha chegava a ser agradável. Por isso, não o soltou, fitando-o desafiadoramente. Depois de algum tempo, soltara-o e antes que este pudesse tocar os pés novamente ao chão, uma corrente de ar controlada pelo simples movimentar da mão esquerda da filha de Éolo atingiu-o com violência, atirando-o na areia alguns metros a frente.

Aproximou-se com um suspiro quase entediado novamente, a morte não pairava tanto quanto desejava sobre ele. Andava de modo que o salto não afundasse na areia, deixando as asas mantê-la ao ar entre um passo e outro. Colocou o salto fino no peito dele e inclinou-se sobre aquele rostinho bonito com um sorriso sarcástico.

- Vocês, filhos de Apolo, sempre achando que o sol os salvará de algum jeito. Você não pode depender de seu paizinho para sempre, muito menos dos poderes. Milhões de movimentos que poderia executar para se salvar de morrer sem ar e você faz um truque tão baixo quanto seu pai. – Sabia que tinha usado os poderes há minutos atrás, mas era apenas para fazer um showzinho. Um trovão ribombou e logo após um raio cortando as nuvens, demonstrando que Apolo nada ficara satisfeito com o modo desrespeitoso que Anne se referia á ele.  Ela ignorou, como sempre, aumentando o ódio dos olimpianos da semideusa. – Campistas novatos são ridículos! Quíron criando seu exército de escravos cada vez mais abestados. Sinto pena disso... – Soltou-o e afastou dois passos, observando-o enquanto desembainhava lentamente Freedom, a lâmina prateada brilhou por um momento e os ventos agitaram-as pela simples presença dela em contato com o ar. – O que achou que conseguiria atirando aquela flecha no local em que eu estava? Sei que me viu lá, criança!

Patético. Era como definia o garoto e toda aquela situação. Queria apenas saber o motivo de ter sido retirada de seus devaneios quando estava no terraço e depois provavelmente o mataria e voltaria para o mesmo local, observando o restante da noite passar na cidade.


Código:

Voar – Agora você pode voar perfeitamente no ar, como se você tivesse nascido voando. Pode fazer acrobacias, voar rápido e sua agilidade ficam maiores quando está voando. (PA)

Aerocinese Avançada – Agora você pode controlar gigantes correntes de ar, podendo ser extremamente frias capaz de congelar o inimigo ou extremamente quentes. Com a junção de duas correntes vindas de direções opostas, você pode criar tempestade e também pode criar tufões e furacões. (A intensidade e tamanho do furacão e da tempestade depende de seu nível) (AT)

# Post 03;
# Interação: Paul W. Moogreyd;
# Local: Terraço de um prédio beira-mar;
# Vestindo: This;
# Música: Going to Hell – The Pretty Reckless.
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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Cain Feather em Qui 21 Nov 2013, 15:40

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☼ Looking for Vengence ☼

Cometing Suicide


Paul não conseguia assimilhar tudo a realidade. Com certeza já vira semideuses fortes, mas achava estranho existir um ou até mais que pudessem o humilhar tanto quanto a filha de Éolo, e conseguir ter o enorme desprazer de ter encontrado justamente ela. Não sentia raiva, mas aquilo o abalou psiquicamente. Em um instante fora largado, não por suas capacidades de combate mas pela própria vontade da assassina. No outro segundo, fora lançado contra a areia que suavizou o impacto contra o solo mas que mesmo assim deixou uma dor latejante em suas costas. Era incomodante, mas não chegava a impossibilitá-lo de andar. Anne - se lembrou dos boatos - havia xingado seu pai e humilhado ainda mais o filho dele.


Paul ficou com uma expressão surpresa no rosto. Não o matara, por que? Quase não se importou com o fino salto em seu peito. Já passara por perigos maiores nas mãos da assassina, e nem de longe aquela seria a morte mais dolorosa que ela poderia provocar. O filho de Apolo contestou, evitando mover muito o tórax ao proferir as palavras em tom de dúvida. ▬ O que sugeria que eu tivesse feito? Eu não consigo me defender de você, Elle. ▬ Pronunciou o sobrenome dela, deixando claro que já conhecia a identidade da mesma.


Paul resolveu não responder aos comentários antes de sua pergunta, afinal, ele amava um dos campistas " escravos " que Quíron havia treinado. Mesmo agora seguindo uma outra deusa, continuava morando lá. Paul aliviou-se quando ela se afastou. Se apoiou nos cotovelos para se sentar nas almofadas de areia, tateando o chão para pegar o arco negro que acabou deixando cair quando foi surpreendido pela semideusa. ▬ Não queria te acertar. Estou procurando Nêmesis, apenas. Achei que você como ex-seguidora dela, poderia me ajudar... ▬ O filho de Apolo ajustou a haste do arco nas costas, usando o cordel para equilibrar a arma no corpo. Não quis se levantar ainda, estava receoso em relação a reação que Anne teria se ela entendesse aquilo como sinal de desrespeito.


▬ Você disse ensinar. ▬ Voltou a pontuar uma antiga frase que fora dita, mesmo como brincadeira, pensava em como seria se aprendesse com a melhor. Paul balançou a cabeça, tentando livrar-se da repentina tontura que sentiu ao se curvar para sentar de um modo confortável. Tentou olhá-la nos olhos pela primeira vez no encontro, como se ponderasse a ideia.


Poderes Utilizados:

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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Helena J. Eickenberg em Qui 21 Nov 2013, 22:45

Maybe I Wish I Could Die
Maybe I’m Dead!

A pergunta do garoto demonstrava a falta de experiência que esse tinha no campo de lutas e principalmente, defesa. O que o centauro estava ensinando no acampamento meio-sangue? Na época de Anne, Quíron exigia no mínimo duas horas de aula de defesa por dia e se não completasse, o campista iria lavar pratos do jantar juntamente com as harpias. Será que o punho de ferro do centauro havia enfraquecido em todos esses poucos anos?

Arqueou a sobrancelha para o garoto, demonstrando o modo duvidoso que aquelas palavras a atingiram. Defesa era tão importante quanto o ataque, as vezes até mais. Por isso que antes de se aprender a ofensiva, deve-se aprender como defender de diferentes formas para depois conseguir planejar um ataque bem sucedido.

- O que Quíron lhe ensinou, campista? Brincar de bonecas, saltar obstáculos? Se você tivesse estudado minimamente as táticas de defesa, saberia muito bem se soltar e um simples aperto sufocante. Por exemplo, você estava alto o suficiente para me desferir um chute... – A assassina não sabia o porque de estar explicando aquelas coisas ridículas, por isso parou, suspirando alto.

Ele procurava por Nêmesis. Isso fez a assassina rir. Aquela deusa só era encontrada quando queria ser, não adiantava procura-la e nem mesmo fazer oferendas para chamar a atenção da mesma. Ela aparecia quando algo a interessava, o que era de extrema raridade.

- Garoto bobo. Você não procura Nêmesis, ela te procura se acha-lo no mínimo interessante. Não adianta fazer oferendas ou sair por aí perguntando se alguém viu a deusa da vingança. – Riu, divertindo-se com aquele pensamento.

Ao olhá-lo melhor, percebeu que algo o diferia dos demais filhos de Apolo. Fitou o arco em sua mão e percebeu a coloração dele e a semelhança com as lâminas de ferro estígio. Não era dourado, era negro. Algo estava estranho naquilo, muito mesmo. Aproximou-se do garoto novamente e pegou o arco de sua mão, avaliou a textura e o peso, sabendo que era o mesmo que Apolo costuma dar para suas proles. A única diferença mesmo era que era negro e a sensação de tocá-lo não era quente, confortante e sim fria e sombria. Entregou-lhe novamente, arqueando a sobrancelha e confusão.

- O que houve com você? – Perguntou por pura curiosidade, esperava que ele entendesse, pois não iria repetir a pergunta.

Deu de ombros ao escutar a afirmação do filho de Apolo, não tinha falado com seriedade a palavra “ensinar”, afinal, não sabia nada sobre aquele garoto. Era verdade sim que pretendia tutorar algum semideus, mas primeiro precisaria ter alguma semelhança consigo e seus objetivos. Queria um meio-sangue danificado pelos deuses, alguém com ódio o suficiente para render-se a frieza e o prazer de cometer assassinatos, para não sentir desgosto nas ações da filha de Éolo e principalmente, para desejar ser algo parecido, igual ou superior a Anne algum dia.


# Post 04;
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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Cain Feather em Sex 22 Nov 2013, 14:55

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Cometing Suicide


Paul ainda se recuperava sentado das dores na coluna e pescoço, mas não parecia mais se incomodar com as pequenas dores. Anne praticamente dava uma aula de como conseguiria se livrar dela com coisas simples, algo que não conseguira pensar naquele momento por causa da Adrenalina, TDAH e pressão. O ex-campista observava a assassina intrigado e com a boca entreaberta, indicando interesse em cada palavra que saia da boca da semideusa. Quando ela parou e suspirou, Paul soltou um gemido desapontado, como se já esperasse isso. Não receberia aulas de alguém que estava prestes a matá-lo.

Paul fechou o rosto quando ela acentuou toda a ingenuidade do rapaz em uma única frase. "Nêmesis? Não, não a vi. E ela não pode ser encontrada" já seria o suficiente para sanar suas dúvidas, mas ela o fez de uma maneira que o ofenderia. Mas assim que percebeu que sentia algo, o mesmo desapareceu quando piscou os olhos, vendo que a maldição não só tirava seus sentimentos positivos quanto os negativos de alguma coisa. Ele pensou o quanto de raiva deveria estar sentindo de Héstia, mas de maneira alguma teria como se expressar. Paul se tornou o que humanos o chamariam de robô desde aquilo, mas ele mesmo já conhecera autômatos mais emotivos do que si.

Quando Anne tentou pegar a sua arma, Paul ficou em alerta. Se apoiou nos calcanhares e se preparou para lutar, mas algo na posição da mesma dizia que não tinha o menor interesse em lutar ali, ou seria no mínimo entediante. Quando ela pegou a arma da qual praticamente dependia, ficou parado. Ela analisava tudo, sua aparência e também o que segurava. Percebeu que a filha de Éolo tinha notado a maldição, apenas não saberia nomeá-la. Paul ergueu-se apoiando-se nos calcanhares e pegou o arco pelo centro da haste.

▬ Héstia. ▬ Respondeu. Mesmo não deixando claro, imaginou que a palavra em si já definia toda a razão de estar ali, e a procura por Nêmesis sendo outro pedaço do quebra-cabeça sendo revelado. Ele olhou para Anne, e movimentou alguns dedos. Detrás dos ombros de Paul, uma criatura rastejante apareceu. A cobra sibilava para a semideusa como se já tivesse identificado a aura maligna, mas depois de se rastejar um pouco, repousou na curvatura do pescoço do renegado. Mas havia uma coisa que diferenciava a criatura da das outras: Os olhos dela eram vermelho-sangue e todas as escamas eram negras. Talvez houvesse uma dessas por aí, mas o real problema era que um filho de Apolo não poderia invocar aquilo, não uma daquela espécie. ▬ Ela tirou tudo de mim.

Esperava que a resposta curta fosse compreensível o suficiente para que Anne percebesse que Paul guardava rancor dos deuses, apenas não sabia como o expressar. Nêmesis era a única imune a aquilo, pois sabia que ela era imparcial e tinha como esfera de poder a vingança, era o que mais atraia o semideus a procurar por ela. Paul andou em círculos pela praia, pensando. Desfez-se da serpente quando achou que ela o incomodava demais, e virou-se para a assassina.

▬ Me falaram que você já foi uma das ex-justiceiras de Nêmesis, além disso, é uma assassina habilidosa e uma das mais temidas no acampamento... É apenas um palpite, mas tenho quase certeza de que você odeia os deuses tanto quanto eu. O que preciso fazer para que você me ensine? Como você mesma disse, estou cansado de ter de depender do sol sempre ▬ Pediu em um tom de voz médio, ao encará-la nos olhos. Paul se preparou para criar um portal que o tirasse de lá ao erguer a mão esquerda fechada á altura do peito, pois se ela recusasse, não imaginava o que seria capaz de fazer.



Poderes Utilizados:

☼ Passivos ☼


• Nenhum poder passivo utilizado


☼ Ativos ☼


• Evocar Serpentes (Nível 10): Apolo representa as cobras e serpentes, permitindo assim essa habilidade. Você pode convocá-las, uma vez por missão. Elas servem para distrair o inimigo, pois vão diretamente ao alvo que você indicar. Não uma quantidade certa, depende de sua necessidade. Mas no máximo são 10 serpentes que duram dois turnos e são pequenas. Podem atacar mordendo [sem veneno] mas seu dano não é tão relevante.

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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Helena J. Eickenberg em Sex 22 Nov 2013, 16:42

Maybe I Wish I Could Die
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Assim que escutou o nome Héstia, começou a ligar as peças do quebra-cabeça que se formava ali. A deusa o havia amaldiçoado e aparentemente, tudo que o relacionava com o sol, agora era transformado em escuridão. Pelo menos eram apenas esses efeitos que a filha de Éolo havia percebido.

A cobra sibilou para a assassina, chamando sua atenção e a garota apenas a olhou com total indiferença. A mesma rastejou até aquele que a havia invocado, apenas provando que a relação que Anne tinha feito, estava totalmente certa.

A maldição que o filho de Apolo sofrera havia despertado no mínimo um leve interesse por parte da filha de Éolo, fazendo-a avaliar cada movimento dele. Percebeu que estava tenso, não por estar frente a famosa assassina de meio-sangues, mas porque não conseguia descobrir realmente que sentimento novo era aquele que crescia em si. Percebeu que o mesmo procurava por Nêmesis devido o desejo de vingança que agora sentia e pelo repentino sentimento de destruição que o preenchia. A semelhança, mesmo que mínima, a fizera cogitar a ideia de ensiná-lo.

Aproximou do garoto e segurou os ombros dele, forçando-os para trás e consequentemente fazendo-o adquirir uma postura melhor, quase militar. Tocou o peitoral do garoto e depois os braços, sentindo os músculos do mesmo rijo tamanho a tensão que sentia. Ótimo porte físico, mas não o suficiente para um embate corpo-a-corpo. Procurou outras armas escondidas, tocando as costas e as pernas do mesmo, mas nada achou. Suspirou desanimada, percebendo que o mesmo também não se mantinha precavido. Procurou nos bolsos alguns frascos de poções, ambrósia ou néctar, mas novamente não encontrou nada. O filho de Apolo realmente tinha muito a aprender. Bufou, quase não acreditando nas palavras que diria.

- Eu não consigo acredito no que estou falando, mas acho que adquiri um certo gosto por garotos com maldições, é o único fato que me faz considerar ensiná-lo algumas coisas. – Fitou os olhos dele com uma intensidade clara, como se falasse com um soldado. – Não faço isso por boa vontade ou generosidade, mas sim porque tenho algumas coisas em mente e você irá me ajudar com isso, caso consiga te ensinar a ser um guerreiro. – As engrenagens do cérebro da filha de Éolo moviam-se, enquanto adicionava o filho de Apolo em meio aos seus planos de vingança. – Em troca, o ensinarei. Não terá nenhum laço afetivo nisso, apenas um mestre e um aprendiz. Como qualquer general, eu exijo respeito e caso não me ofereça em algum momento, será punido como qualquer um. Você terá que conquistar meu respeito, pois ainda não o tem, o vejo como qualquer inseto que posso pisar quando quiser e você terá que provar que não é isso. Está de acordo com os termos?

Continuou em pé próxima ao garoto, fitando-o. A posição era quase igual ao de uma general falando com os insignificantes membros do exército, o que a lembrava de quando fazia parte da Armada de Cronos e controlava todos aqueles inúteis. A maioria estava morta, o resto ou tinha se aliado novamente ao recanto dos bestas ou virara nômade. A filha de Éolo estava tão entediada que suas memórias voltaram para um passado não tão distante, ao qual assassinava semideuses integrantes do exército apenas para ensinar os outros a dádiva da coerção e exigir respeito. Naquele tempo, era subordinada a Alexia e Ethan, mas pouco se importava. Estava ali para construir a própria fama, para mais tarde tirar proveito disso como estava previsto em seus planos pessoais. Tivera sucesso, pois agora quase o mundo inteiro meio-sangue a conhecia como a assassina impiedosa e a mesma fazia completamente jus a tal título. Em breve, usaria isso ao seu favor. Esticou as majestosas asas como se espreguiçasse, voltando a atenção para aquele momento, fitando o seu futuro aprendiz. Embainhou as espadas e cruzou os braços.

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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Cain Feather em Sex 22 Nov 2013, 19:21

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Cometing Suicide


Paul se preparou para usar o portal ao erguer um pouco a mão, mas viu que Anne andava em direção a ele de forma inofensiva - comparada as outras vezes. Relaxou um pouco os músculos, mas isso durou por pouco tempo. A assassina ajeitou a postura do semideus de uma forma a demonstrar respeito e submissão, algo que o lembrava muito a posição inferior que os estagiários no exército tinham. Paul não deixou suas emoções transparecerem novamente, o que fez com que o mesmo suspirasse baixo ao desistir de tentar sentir alguma coisa.

A prole de Apolo ouviu atentamente as regras. O acordo que ambos fizeram não teria nenhum laço afetivo, se ele quisesse aprender como uma assassina, teria de virar um. Ela deixou claro que fazia aquilo esperando algo em troca, o que fez os pelos da nuca de Paul se eriçarem. A forma objetiva e superior que Anne tinha de falar lembrava muito generais de  exércitos e até mesmo ele quando falava com os irmãos menores em treinos. Paul se sentiu em uma posição meramente inferior quando ouviu as palavras perfurarem seus ouvidos: "o vejo como qualquer inseto que posso pisar quando quiser".

▬ Sim. ▬ Respondeu. Uma palavra curta e trêmula, mostrando respeito ou talvez tensão, uma vez sabendo que ainda não poderia confiar totalmente nela. Deveria com certeza ter pensado em algumas outras coisas antes de ter dito aquilo, mas novamente, foram seus instintos vingativos falando. Talvez algum sentimento tivesse ficado imune afinal, porque estava sendo movido por um deles. Exatamente por isso tinha feito um pedido a uma das maiores assassinas já conhecidas.

Paul observou Anne embainhar suas armas ao abaixar um pouco a cabeça. Não tem mais volta, pensara. Acabei de assinar um pacto com ela. ▬ Meu nome é Paul. Paul Wainer Listen. ▬ Falou. Resolveu revelar seu nome antigo e não o atual, afinal, ela poderia conhecer de alguma forma o Moogreyd, que era o nome carregado por seu noivo. Fora isso, ele era o último legado de sua família após a morte de Mellody, que era o atual motivo pela busca de uma vingança que imaginou nunca ter fim. ▬ Quando começamos? ▬ Ergueu o rosto á altura do de Anne, olhando-a com as sobrancelhas baixas as feições de sua nova mestra.

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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Helena J. Eickenberg em Sab 23 Nov 2013, 17:27

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Anne surpreendeu-se com aquela resposta automática, afinal, pensara que o garoto pediria algum tempo para cogitar. Não deveria ser fácil se subordinar a uma assassina, mas o desejo de vingança dele era maior do que o próprio orgulho, aparentemente. Algum momento Nêmesis o procuraria, se rastreasse tal sentimento que só tinha a intenção de crescer.

Suspirou ao escutá-lo, percebendo o quanto ansioso ele já estava. Precisava conversar com Dammyen e pedir que seu novo aprendiz morasse ali, senão fosse possível, compraria um apartamento por perto para que ficassem próximos. Afinal, agora Paul era seu protegido e pupilo, deveria mantê-lo próximo, apesar de ainda não ter acostumado com a ideia de que agora era responsável por um semideus.

- Meu nome é Anne Elle, mas você já sabia, Você não precisa saber nada mais sobre mim, além de que me dedicarei a ensiná-lo tudo o que eu sei. Pedirei para um... Amigo. – Não sabia como se referir a relação que tinha com Dammyen. – Ensiná-lo como melhor lidar com os poderes. Se ele puder, isso ajudará bastante. Não quero que passe informações sobre minha localidade para ninguém, pois minha cabeça é disputada... Não preciso de um exército na porta de casa desejando minha morte.. – Deu de ombros e voltou a fitar os olhos do garoto. – é o seguinte, não posso simplesmente confiar em você, então se eu perceber que na verdade está me enganando... Bom, tenha certeza que a morte parecerá um paraíso para você. – A filha de Éolo com toda certeza precisava ameaça-lo para que ele reconhecesse com quem estada lidando e o torturaria a qualquer sinal de traição, isso era um fato.

Com isso a assassina assoviou e um grifo pousou majestosamente diante dos semideuses, esperando-os montar. Anne Elle sorriu sombriamente e enquanto o garoto se aproximava do animal, ela rapidamente desembainhou Freedom e com o cabo da espada, atingiu a lateral da cabeça do semideus, fazendo-o desmaiar prontamente. O máximo que aconteceria seria uma leve concussão, pois não fora tão forte. Suspirou e agitou a mão direita, fazendo com que o corpo de Paul levitasse até a sela do Grifo e montou atrás do mesmo, segurando-o para que não caísse no bater de asas de Nick. Não poderia confiar totalmente naquele meio-sangue, por isso não deixaria que o filho de Apolo soubesse como chegar a mansão tão facilmente. O grifo alçou vôo, levando-os a mansão de Dammyen Lewth.


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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Cain Feather em Sab 23 Nov 2013, 18:06

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Cometing Suicide

Paul estava perdido em pensamentos, ansioso para começar os treinos. Não imaginava que tipo de técnicas Elle ensinaria para ele, mas sabia que elas seriam extremamente úteis e o transformariam em um ótimo assassino. Assassino? ponderou novamente... ainda achava essa palavra muito distante para o que o definia, pois ainda guardava boas recordações do acampamento e de seus amigos. Baixou um pouco a cabeça, coçando-a com a mão direita.

O filho de Apolo ouve atentamente as palavras de Elle. Resolveu não perguntar sobre o tal "amigo" dela, afinal, imaginava que todas as pessoas relacionadas a assassina fossem tão inconstantes quanto ele próprio. ▬ Não pretendo ter amigos. ▬ Falou por instinto. Paul sabia que não era porque não queria ter, apenas não sentia nada por ninguém. Não sabia mais como conseguir amigos ou inimigos, todos eram igualmente neutros e por isso não revelaria nada para qualquer semideus ou informante que desejasse saber o paradeiro dos ex-campistas. Depois da maldição, não tinha ninguém em quem confiar. ▬ Não precisa confiar em mim... Mesmo que eu tente, não vou ter motivos para mandar um exército para sua porta. E isso não seria nada benéfico para mim. ▬ Concluiu, levando em conta a frase dita a seguir.

O ex-campista se virou, e observou um animal que nunca vira antes pousar diante dos renegados. Paul se virou para ir em direção a criatura já sabendo que fora invocada pela nova mestra, no entanto, fora atingindo. Uma dor forte perto da nuca fez com que o mesmo ficasse inconsciente, não conseguindo pensar em nada depois disso. A confusão tomou conta de todos os pensamentos quando viu o cenário girar até se tornar um vazio, talvez imaginando o erro que acabara de cometer ao pedir para se tornar um dos aprendizes de Anne Elle.

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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Lewis D. Adams em Dom 24 Nov 2013, 22:29



O sol já havia se posto a algum tempo a oeste, e isso por algum motivo entristecia profundamente Lewis D. Adams. Era uma daquelas noites tipicamente agitadas em New York - cheia do ruído de automóveis, das luzes dos outdoors e de pessoas vivendo em seu conturbado cotidiano. Apesar disso, a praia encontrava-se calma, quase vazia. E as pessoas que se encontravam ali tampouco se importavam com o jovem de aparência pálida sentado em um dos bancos. O oceano quase não tinha ondas, podendo se ver claramente o reflexo dos prédios na água. Ao longe era possível ver o topo do Empire State Building, se destacando imponentemente no meio de um mar iluminado de edificações...

Não fazia muito tempo que Lewis saíra do Acampamento Meio-Sangue, mas ele já estava com vontade de retornar para lá. Seu único objetivo era descobrir quem era seu progenitor divino, mas até mesmo naquilo ele não obteve sucesso. Falhou em sua pequena missão até o Olimpo, falhou em descobrir sua identidade e falhou consigo mesmo. Não que ele esperasse algum resultado diferente, mas ser derrotado pelo destino dessa forma é sempre algo difícil de se aceitar - em especial quando você está em uma situação em que se sente tão impotente. O garoto fechou os olhos, perdido em um mar de diferentes sentimentos. Pensou no Acampamento, pensou em Katherine, pensou em várias pessoas que ele conhecera nos últimos tempos e em como sua vida havia sido repentinamente virada de cabeça para baixo.

Apertou com força o cabo de Guarda-Lâminas, em sua forma de guarda-chuva.

- O que diabos eu estou fazendo...? - Perguntou, para si mesmo e para ninguém em especial.


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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Katherine B. Angelline em Seg 25 Nov 2013, 18:43

Não há nada mais primordial que o medo.

Interagindo com Lewis D. Adams, meua mo. <3

Wind of Change



O poente era a única fonte de luz que incisivamente adentrava no seu quarto, balançando-a com tamanha agressividade que seus olhos eram obrigados a se firmarem abertos, pontuais. No entanto aquela inerte sensação não passava de um mero resultado da tentativa de isolar-se, que talvez falha, tendia a ser melancolia pura e isso a irritava muitíssimo. Fazia com que seus nervos tiritassem; mesmo sem relógio algum no quarto, um baixo tic-toc ressoava entre as paredes.
Ela se levantou, estalou o pescoço e olhou através da janela. Lá fora ventava, fazendo com que a veneziana trouxesse o som do baque que tanto a incitava a sair. Então, cedeu — culpa do incômodo físico, embora sentisse que havia algo mais.
Suspirou, detectando o cheiro salgado espalhar-se pelas narinas, o vento acertando os olhos, trazendo consigo lembranças, algumas pesadas e outras tranquilas. Sentiu algo chamando-a — era parte de ser uma mentalista, as coisas e pessoas, ao pensarem nela, ao tocarem em seu nome, ou qualquer fato relacionado a ela simplesmente a chamavam: emitiam aquelas vibrações estranhas que parecem ser uma mosca junto do ouvido, mas que na verdade trata-se de algo que está dentro da nossa cabeça. Impertinente, insistente, contínuo.
Tomou a decisão de sair, de repente e sem avisar, sem deixar que a vissem ou sem definitivamente se importar com isso, com o detalhe de perguntarem a ela onde iria (e depararam-se com um anuir distraído de cabeça e palavras vazias, nada precisas), ou se a viriam ou não. Sua rota para fora não era importante, pode-se muito bem não ser descrita. Como e quando chegou onde deveria estar não vem à tona. Métodos triviais.
Partindo diretamente ao ponto crucial, onde a narrativa trata do que havia de tão especial naquele dia, daquele chamado que, desconhecido, a trouxe àquele lugar, vê-se o mar. Suas raras ondas batendo contra a perspectiva de céu, contra o sol que escapulia, enquanto, no entanto, sua atenção voltava-se a outras coisas; a paisagem e sua composição era deveras bonita e o vento levava toda e qualquer insinuação ou preocupação para lugares longínquos; e provavelmente, deduziu, nos momentos seguintes poderia observá-la, mas havia algum papel a ser desempenhado antes disso, o significado de sua aparição repentina.
Diante daquela figura solitária, pálida que observava atento mas perdido o horizonte (que continha essas tais características visíveis nele), que não por acaso a chamou mais atenção que as demais pessoas que circulavam por lá, respondeu a seu apelo também solitário, reconhecendo-o gradativamente e de imediato, como quando se cai no sono. Então, confirmou-se, não por coincidência fui trazida aqui. Sorriu internamente, o que apenas ela poderia ver.
— Um brainwash? É o que aparenta.

***

Lightning carrega consigo sua Order (não visível), sua armadura e componentes (não visível) e sua capa vermelha, além do Anel; estando acompanhada, ao longe, de Nevermore. Seus equipamentos estão contidos na magia que a capa vermelha produz, logo, ela é vista com roupas casuais.

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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Lewis D. Adams em Qua 27 Nov 2013, 03:20



A expressão de surpresa e espanto era evidente na face de Lewis D. Adams no momento em que ele se viu diante de Katherine B. Angelline – a atual monitora do chalé de Ares - em plena New York, a mais de uma hora e meia de viagem até Long Island, local onde o Acampamento Meio-Sangue reside. Durante alguns breves instantes – que mais pareceram a ele demorar horas – pensou que estava preso a alguma forma de alucinação. Para o jovem, encontrar com a pessoa em quem estava pensando a poucos minutos atrás era algo mais do que surreal. Apesar disso, o belo som da voz de Lightning o fez despertar de seus curtos devaneios sobre o que seria realidade e o que não seria.

O barulho e os ruídos da cidade pareceram desaparecer.

- Um brainwash? É o que aparenta. - Constatou a garota.

Lewis levantou-se desajeitadamente, segurando Guarda-Lâminas como se o guarda-chuvas fosse algum tipo de salva-vidas. A arma, uma pesada espada de duas mãos de bronze sagrado, fora um presente da mesma pessoa que se encontrava parada a sua frente naquele momento - Katherine. Por mais que não gostasse, ele deveria parecer uma figura realmente patética e desastrada, com os cabelos desarrumados pela maresia e pálido pelo nervosismo de encontra-se com ela. Tentou manter-se calmo, mas a árdua batalha contra o completo desespero estava sendo perdida...

- B-brainwash? O que exatamente você quer dizer c-com isso? - Perguntou, com a voz trêmula demais para seu gosto. Não era algo de seu feitio ficar nervoso, mas naquele instante havia sido pego com a guarda baixa. - E o que v-você está f-fazendo aqui?


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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Katherine B. Angelline em Sex 29 Nov 2013, 01:33

Não há nada mais primordial que o medo.

Interagindo com Lewis D. Adams, meua mo. <3

Wind of Change




O vento nunca é favorável a quem não têm um porto de chegada previsto.

A imaginação menos fértil soubera em outrora que estamos sendo constantemente avaliados, destroçados e jogados para cá e acolá pelo acaso, em que há um esforço falho a manter tudo sob controle. Em uma situação comum, no entanto, vê-se as influências que carregamos até chegar em um ponto crucial, e mesmo que esta seja a tal justificativa, as mesmas influências em um momento ou outro foram obra do acaso; os meios justificando os fins, enquanto não há nada que justifique os começos (e consequentemente os meios), além de básica especulação. A conclusão é evidente: não existe controle absoluto e subsistente.

***

Lightning foi aturdida com o nervosismo do garoto, abrupto e desastrado, que rapidamente transmitiu para ela toda aquela sensação. Seu coração, no entanto, acalmou-se — talvez fosse o ambiente que os cercava, que trazia certo teor de calmaria a cada hálito salgado impelido contra seu rosto —, o que felizmente conteve toda aquela agitação captada; afinal, desde que este episódio se iniciou, certa ligação ficara evidente, logo era de se esperar que houvesse essa relação entre reações.
Apesar disto, a seguir não houve muito que a ariana pudesse fazer a não ser controlar o esboço de um sorriso, principalmente quando o outro começou a gaguejar. Já tivera de lidar com situações semelhantes antes, mas de certa forma aquilo a surpreendeu — e, ainda mais, a maravilhou. Lembrava-se dele e mesmo que nos últimos tempos isso não fosse uma característica rara nas pessoas, ela apreciava quando alguém marcava-a desta forma, deixando alguma lembrança que ela pudesse guardar e sempre que fosse abrir sua caixinha de músicas ditas pensamentos ela estivesse ali, esperando para ser encontrada e reproduzida. E recordava-se nele não vaga e imprecisamente, mas de forma bastante específica.

Spoiler:

Tratava-se de uma tarde assim, como esta atual, em que o sol era uma mera lanterna no horizonte, mas que no entanto, seus raios estendiam um véu sobre as copas das árvores e campos, uma tarde na qual tudo parecia estar em perfeita harmonia — pássaros em sua melodia precedendo a noite, flores desfrutando dos últimos momentos do banho de calor.
Em meio a isto tudo, mais especificamente próximo a Colina Meio-Sangue, localizava-se Lightning, absorta em pensamentos que por desventura não poderia sequer optar por lembrar, nem ao menos sabia o porquê de estar lá, sentada, observando. Fazia isso às vezes, sem nenhum motivo aparente. Talvez todos precisem de alguns momentos de paz — não que sua meta de consegui-la fosse um grande sucesso. Conforme o sol ia baixando, ela notara anteriormente (depois de muito observar e acostumar-se com esta vista) que a concentração dos semideuses longe dos chalés era menos frequente, e isso, é claro, fora extremamente propício e oportuno para o acontecimento importante daquele dia, a lembrança que guardava.
Nevermore, que mesmo preferindo sair durante à noite do que na claridade do dia, estava junto da ariana, cujas garras afiadas agarravam-se firmemente a um galho superior do tronco ao qual ela estava escorada. Ele foi o primeiro a notar uma presença, e ela, obviamente, a primeira a se certificar de que não tratava-se de uma ameaça. Tampouco fosse isso: mesmo a distância, fora possível para ela identificar fisicamente quem era aquela figura que transitava por aquelas bandas. Não muito alto ou muito baixo, magro e pálido — aparentemente indefeso, mas nada que pudesse julgar a primeira olhadela; não pretendia bisbilhotar o passeio de ninguém, principalmente pelo fato de que alguns meio sangues iam até lá para namorar, mesmo que não fosse comum naquele horário específico, no qual eles escolhiam lugares mais românticos, mas acabou por perceber que ele estava dirigindo-se para fora da barreira do Acampamento e aparentemente desarmado.
Não é preciso explicar exatamente o que aconteceu em seguida, somente que, ao final disso, sem poder convence-lo que estaria praticamente indefeso lá fora, deixou com ele uma arma chamada Guarda-lâminas, a qual via agora em suas mãos. Lewis D. Adams, um ainda não reclamado semideus.

Finalmente, ela pôs-se a andar na direção de Lewis, sem muita pressa, findando a aproximação e sentando-se no local onde ele antes estava acomodado também e olhando para frente, apoiando os cotovelos sobre as coxas — a seguir, olhou para o lado, levando seu olhar de encontro ao dele, enquanto um sorriso calmo desenhava-se em seu rosto. Afinal, se estava ali por algum motivo, provavelmente este não seria intimidá-lo: mostrou-se gentil, embora não exatamente simpática.

— Quero dizer que você está refletindo, limpando sua mente ou tentando — entrelaçou suas próprias mãos. — Não tenho certeza. — tinha certa noção, mas preferiu não assustá-lo ainda mais. — E você?

***

Lightning carrega consigo sua Order (não visível), sua armadura e componentes (não visível) e sua capa vermelha, além do Anel; estando acompanhada, ao longe, de Nevermore. Seus equipamentos estão contidos na magia que a capa vermelha produz, logo, ela é vista com roupas casuais.

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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Lewis D. Adams em Sab 30 Nov 2013, 00:13



Lewis D. Adams encarava Katherine B. Angelline, examinando-a cuidadosamente e estranhando suas ações surpreendentemente amigáveis. Por mais que ela fosse sua colega no Acampamento Meio-Sangue, não sabia o que se passava na mente da filha de Ares e tampouco o que ela poderia tentar fazer. Do lado de fora das fronteiras da Colina Meio-Sangue não existiam amigos — foi com esse pensamento que saíra de lá, e seria com esse pensamento que ele esperava voltar.

Ela sentou-se e sorriu — apenas aqueles simples gestos deixaram Lewis tão ou mais desconcertado do que sua aparição repentina em New York. Por reflexo acabou sorrindo também, mais pelo nervosismo do que por qualquer outro motivo — além disso, por mais que se sentisse mal, não deixava de pensar que talvez tudo aquilo fosse uma grande piada dos deuses (estava esperando, a qualquer momento, Hermes aparecer gritando que era tudo uma pegadinha). Ao menos ele havia conseguido se controlar e não sair correndo, o que já era um grande avanço, considerando seu atual estado psicológico.

Quero dizer que você está refletindo, limpando sua mente ou tentando... — Finalmente falou Katherine, entrelaçando os dedos. — Não tenho certeza. — Concluiu ela, de forma um tanto quanto vaga. — E você?

O jovem ponderou-se durante alguns instantes, raciocinando sobre o que ela acabara de dizer. Estivera ali sentado no mesmo banco durante bastante tempo — encarando o sol poente de forma vegetativa — mas em nenhum momento pensou em limpar sua mente ou esquecer os acontecimentos recentes. Na verdade, esquecer tudo aquilo, mesmo que por pouco tempo só lhe traria mais problemas. Apoiou o peso do corpo em Guarda-Lâminas, cogitando algumas boas respostas.

De fato, eu estava r-refletindo sobre algo agora a pouco. — Murmurou, ainda receoso. — Mas não vejo motivo para isso preocupar você de alguma forma, Lightning. De qualquer forma... eu... apreciaria sua companhia.

Ele jogou-se no banco ao lado dela, de forma abrupta. Fechou os olhos, repousando a mão direita sobre a testa. Estava cansado, irritado, frustrado... — e ao mesmo tempo nervoso e envergonhado por mostrar tanta fragilidade diante de Katherine.


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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Katherine B. Angelline em Ter 03 Dez 2013, 19:23



fim de tardehora:
Marlugar:
Lewis D. AdamsCom:

Lightning sabia bem o que se passava por trás daquele semblante, e mesmo que não dispusesse dos dotes dados a ela por sua patrona, poderia identificar claramente o que pensava — inclusive, fora por este mesmo motivo que há tempos atrás ela dera-lhe Guarda-lâminas e não insistira para que ficasse. Por quê? Nisso, nessas características notáveis para ela, Lewis era semelhante a Light. Não criou simpatia, dera-lhe importância ou algo parecido, apenas compreendeu e fez o que estava a seu alcance. No entanto, por esse mesmo ato, pela mesma semelhança, não era orgulhosa a ponto de negar que certo interesse havia sido despertado.
Mas qual era o motivo de estar ali? Por qual motivo ela havia sido chamada, levada até ali? Isto, entretanto, não cabia a ela deduzir. Se por alguma desventura aquele encontro viesse a não ser amistoso, ela não teria sido convocada daquela forma inusitada, e sentiria: afinal, filhos de Ares têm esses pressentimentos quanto à lutas ou batalhas que estão por vir. O ponto relevante era a causa do pensamentos, aquele que a atraiu até ali, algo que até então não conseguira descobrir.
Não obstante, descobrira outras coisas observando-o de soslaio: seu nervosismo, sua surpresa diante das ações dela, o modo como tentava convencer-se de que não deveria confiar nela. Não? Apesar disto, ele sorriu, de forma desajeitada e relativamente agitada, deixando seus olhos perdidos enquanto inclinava-se para alguma resposta conveniente.

— De fato, eu estava r-refletindo sobre algo agora a pouco — murmurou, visivelmente receoso. — Mas não vejo motivo para isso preocupar você de alguma forma, Lightning. — disse e concluiu em seguida. — De qualquer forma... eu... apreciaria sua companhia.

Ele apreciaria a companhia dela.
Lightning sentia o calor dos raios de sol aquecendo-a sobre os braços expostos, sobre as maçãs das bochechas (talvez enrubescidas, embora não quisesse sequer pensar na possibilidade). Sentia que assim como o sol acariciava seus olhos, alguém que a visse de uma outra perspectiva poderia ver sua íris refletindo aquela cor, o dourado misturando-se com o azul, como, naquele momento, estava o céu. Esboçou um sorriso, agora sem muito conter.

— Entendo. Você me chamou — resolveu abrir parte do jogo. — E estou aqui agora, logo, não vejo nenhum motivo que justificasse meu desinteresse, se ele estivesse presente. Não se preocupe em não me preocupar — virou o rosto na direção dele, fitando-o de forma significativa, alimentando também um silêncio significativo; deixando que parte de um sorriso novamente fosse desenhado em seu rosto, voltando-se para frente logo após. — Nessas circunstancias, acho que eu também — relaxou os ombros, inclinando-se para trás e recostando-se sobre o banco. — Essa vida de nômade... como é?
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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Kaan Martinez em Dom 08 Dez 2013, 21:00


Esbarrando em NY.
Oi. Sou Hiccup!

Era isso que estava com medo de acontecer: Um cara com cara de psicopata me fazer uma pergunta forte, que abalasse meu interior. E ela veio do feiticeiro esquisito. Apesar de saber imediatamente que resposta eu daria, aquilo foi como um baque para o grupo - ou para a maneira que eu pensava que era o grupo. Ali, apesar de todos serem pessoas interessantes de conversar, existiam assassinos. E eu apostava todas as minhas fichas que o esquisitão era um desses.

- Não. - disse com firmeza. - Não mataria ninguém. Talvez morresse, tentando achar uma forma de fazer com que todos ficassem vivos.

Era a minha deixa. Precisava sair dali. Não por causa da companhia, não. Era por causa de que alguma daquelas pessoas poderia me matar a qualquer momento. E eu não estava com vontade de lutar contra qualquer um deles. Mas deveria sair de maneira que não parasse o jogo que lá estava. Não queria ter de deixar um vácuo depois da minha saída.

- Rafaella, qual foi a coisa mais engraçada que já presenciou?

Com essa pergunta, dei um aceno de cabeça e me afastei, voltando para o acampamento. Fora uma conversa interessante, afinal. Agora poderia dizer que conhecera um pouco de alguns semideuses temidos por todo o acampamento. A raposinha logo me seguiu e nós desaparecemos no horizonte.

Armas e Pet:
Armas:
— {Constructio} / Martelo [Martelo de ferreiro feito em titânio resistente ao fogo] {Titânio} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hefesto] (Amarrado na cintura de Hic)
- {Pyro} / espada [espada feita em prata sagrada com o cabo de bronze tingido em vermelho. Quando seu usuário entra em extrema ira, a lamina desta arma inflama em fogo, deixando-a mais forte.] {Prata Sagrada e Bronze} (Nível Mínimo: 10) {Controle sobre o fogo/ofensivo , empatia/pessoal} [Recebimento em missão com Ares](Bainha também amarrada na cintura de Hic)
Colar protetor [O item parece comum, mas ativado transforma-se em um escudo de bronze sagrado de tamanho mediano e formato circular. As bordas e acabamento são meio tortos - amadores - mas ainda assim cumpre com suas funções.][Bronze sagrado, sem elemento, nível mínimo 1][Recompensa de Missão: Aprendiz? - por Eos](Transformado em colar, no pescoço de Hic)

**
Pet:
{μαντείο} Filhote de raposa albina [100/100]
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Filhos de Hefesto
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Para me encontrar, você precisa trazer ouro imperial. Ai, terás de descer até o fundo do mar e procurar um gigante que me conheça. Depois, suba novamente a terra e siga as direções desse Gigante. Talvez você me encontre, talvez não.

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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Katherine B. Angelline em Qua 25 Dez 2013, 22:58



fim de tardehora:
Marlugar:
Lewis D. AdamsCom:

Ela viu-se nervosa, sem transparecê-lo, é claro. Foi o que, principalmente, a motivou a esconder seu sorriso. O garoto parecia estar em uma linha tênue de o que estava acontecendo e o que ele estava pensando; por respeito, Lightning não tentou desvendá-lo. Queria-o, com certeza, mas não o fez, e nem tinha o direito disso. Suas mãos pararam, pousando-se nas coxas e seus olhos fitaram o mar, mas não especificamente. Via algumas volumes aqui e ali, movimentos estranhos na água e até mesmo alguns vultos submersos que deveriam ser náiades, o que não apresentava nenhum perigo por ora, pois ela poderia senti-lo caso fosse do contrário. Olhou para o céu, vendo algumas nuvens aproximando-se sorrateiras e soturnas, escurecendo parte do azul com suas cortinas cinzentas.
Pensou em si mesma. Pensou em si como uma daquelas nuvens tempestuosas, obstruindo a luz, a visão mais clara e digna do azul, o brilho. Via-se assim às vezes, e daquela forma sentia-se naquele instante. Olhou o garoto de soslaio e sentiu um aperto no coração, não havia nada que pudesse fazer que não deixá-lo ali. Havia algo em seu âmago que sempre a alertava do perigo que podia ser estar próxima demais de outras pessoas, mesmo que as pessoas em questão fossem meio-sangues também. Nesse caso, ele ainda era um indefinido — se é que pode-se chamar assim sem que pareça estupidez —, não sabia qual daqueles manda-chuvas lá em cima era responsável por ele, e se já é ruim ser um semideus, ser um semideus sem habilidades para se proteger e/ou consciência de quem é torna aquela existência pior ainda.
Light suspirou. Havia algo nele que gostaria muito de proteger, de preservar. Mas ela não era capaz de defender as coisas que gostava, tinha provas disso. A mentalista ergueu-se e deixou algo sobre o banco antes de despedir-se, atraindo a atenção para ela e não para o pertence deixado ali.
— Bem, garoto, foi bom encontrá-lo. Eu preciso ir agora — anuiu com a cabeça, fechando-se. — Até a próxima, caso haja alguma. — Talvez houvesse.

Assim, da mesma forma como foi, ela voltou. There and back again.
thanks rapture
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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Rafaella Crockford Gauth em Qui 26 Dez 2013, 23:58

Encontro planejado

Perguntas e mais perguntas, chegadas e saídas... A verdade era que Rafaella estava ficando entediada, e assim que Hiccup fez a pergunta e saiu, a mênade sentiu que a resposta não era necessária.

Antes de sair sem falar ou expressar algo, gostaria de ter feito algumas coisas, como se despedir de Khristie, sua meia-irmã tão querida. Mas não o fez, já que o comportamento de Khris não havia a deixado contente, e sim com dúvidas e incertezas. Sentiu vontade de roubar um beijo de Alexia, mas guardou o desejo para si. O mistério que era Sadie a deixou inquieta, mas a garota não expressava nada ao responder as perguntas de Gauth, que decidiu por não dar a garota nenhum aceno, evitando constrangimentos. Ao irmão de Steve gostaria de dizer algumas coisas, mas se conteve para que não falasse nada de errado. E aos outros daria um abraço, talvez...

Enquanto voltava para o acampamento, pensava em todas as perguntas e respostas daquele jogo. Talvez servissem de algo futuramente.


Observações

• Usando: Usando ISSO (Clica)
• Rafaella levou:
☤ Pulseira da Natureza: Quando o campista estiver correndo risco de morte e estiver muito ferido, a natureza ao seu redor, seja ela de qual especie, dará sua energia para curar a dona da pulseira deixando-a com energia e saúde recuperada em 50% , em compensação a natureza ao seu redor morrerá. [Dois usos por missão][Indestrutível][ By Deméter] {Pulso direito}
☤ Calçados de Espiã Alados [Um par de calçados de qualquer forma, porém negro, ou seja, da mesma cor que o Traje de Espiã. Tem asas negras, em vez de brancas, nos calcanhares. Voos realizados com esses calçados são mais rápidos que os comuns, além de proporcionar para a semideusa, estando voando ou não, mais velocidade naturalmente. Outro diferencial é que os calçados, não importando o formato, não machucam, não deixam cansar (ou seja, pode andar quanto quiser que nunca vai cansar, se estiver usando eles) e não fazem nenhum barulho, sendo completamente silencioso. Os calçados são indestrutíveis. Quem tocar os calçados sem a autorização de Rafaella tomará um choque que o fará ficar desmaiado por 3 turnos][By: Hermes] {Pés}
☤ Cantil Mágico [Cantil atribuído com a benção de Dionísio; contém vinho inacabável e recupera 10HP/EN por missão] [Presente de Dionísio] {Pendurado na cintura}
☤ Marilene [Um anel em formato de uva, que quando sugado, libera uma grande dose de vinho que fica a critério de Rafaella. Só ela pode usufruir desse anel.][By.: Katherine B. Angelline] {Polegar esquerdo}
☤ Espada dos ventos [Esta, quando não está nas mãos da filha de Hermes, transforma-se em vento e só pode ser usada pela garota, sendo convocada quando ela quiser. Tem uma lâmina de 90 cm feita de bronze sagrado, e é semi-indestrutível. A única possibilidade de ela não ser mais de Rafaella é a dona ser morta pelo novo dono][Contagem de Almas: 0] {Pode ser convocada}
☤ Adaga Envenenada [Uma adaga indestrutível, feita de prata comum. Ela sempre tem um líquido verde na lâmina. É o veneno de George e Martha. Quando o veneno entra em contato com o sangue de alguém, ele faz com que a pessoa perca uma quantidade média de HP por turno e fique mais lento][By: Hermes] {Na cintura}
☤ IPhone Explosivo [Pode ser utilizado como um celular comum por Rafaella; o mesmo possui uma frequência especial de comunicação, sendo praticamente impossível que um monstro a encontre - a menos que ele esteja muito perto. Um dos aplicativos instalados nele é o da explosão: a campista programa-o como quiser, e, dentro do tempo desejado, ele explodirá (o aparelho é indestrutível, apesar de tudo).]{Opções de explosão: gás lacrimejante, granada comum, granada de fogo, granada de luz, bomba de gás, bomba de gás de sono, bomba de gás do riso}{Presente de Níver atrasadinho da tia Athena que a ama muito, em parceria com Khris, sua Mana preferida}{Bolso direito do shorts} 
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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Sadie Bronwen em Seg 30 Dez 2013, 02:07





- - - - - - - - - - good night and good luck



Se antes o clima estava esfriando, agora estava completamente morto. A maioria já havia abandonado o local, alguns sem qualquer tipo de cumprimento, o que chegava a fazer até ela se sentir mais civilizada, por mais que não fosse perita em socialização. Suspirou, levantando-se e espanando a areia da praia das roupas. Fez um gesto para Ripper, e pensou em somente virar as costas, mas ainda retinha um pouco de educação.

- Acho que o jogo acabou.

Acenou levemente a todos ainda presentes, e lançou um olhar incisivo a Ewan. Pela agitação, ele entendeu o recado.

- Tenho coisas a acertar no Acampamento.

Não citou mais nada, apenas se aproximou do filho de Íris, esperando que ele tocasse Ripper, e teleportando-se pelas sombras com ele e o Pet, deixando o local. Ainda tinham muito o que resolver.


Equipamentos:
— {Agony} / Corrente [Corrente feita de bronze sagrado (muito porém tenha uma coloração esbranquiçada, o que sugere uma segunda camada de prata) com cerca de 2,5 m; o punho é feito de aço frio. Essa arma é abençoada pela deusa dos fantasmas e possui certos atributos, os quais são um controle de invisibilidade e intangibilidade. Ambos só podem ser utilizados uma vez por missão, e há gasto de energia de, mais ou menos, 80%. Sendo assim, você pode atacar um inimigo utilizando seu controle de visibilidade para que ele não veja seu ataque, e utilizar o controle de intangibilidade para desobstruir qualquer defesa física, como escudos.A corrente tem cravos de bronze sagrado, e nas extremidades pontas afiadas,como pequenas adagas.Na lateral de cada extremidade, há ganchos, que podem ser usados para enlaçar o inimigo, ou para auxiliar em uma escalada. [Presente de Melinoe][Melhorado por Pio]{Θ} {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 5) {Controle de Espaço/Matéria} [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe]

— {Legion} / Colar [Um colar feito de topázio com um pingente em uma forma abstrata, algo como um "borrão" ou uma "mancha". Uma vez por missão e, unicamente em batalha, esse colar pode ser usado para recuperar 20MP, consumindo 20 HP do ,seu oponente. Todos os corpos que são destruídos pelo filho (a) de Melinoe (ou seja, a cada morte que este provoca), tem sua alma capturada e armazenada neste colar. Há cada essência de alma absorvida por essa corrente tornará mais forte o ataque do filho de Melinoe.] {Topázio} (Nível Mínimo: 1) {Controle de almas - Almas Coletadas: 12} [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe]

• Lentes do Auspício [parencem lentes de contato comuns, incolores, mas quando colocadas permitem ao usuário identificar as auras daqueles dentro do seu campo de visão. Com isso, pode-de identificar pessoas comuns de monstros ou semi-deuses, tendo também o sentido do seu nível de poder, de acordo com a intensidade da aura, mesmo sem definir suas habilidades, apenas o conhecimento do seu nível de força. No caso de semi-deuses, identifica o pai/ mãe e o patrono do grupo, nos casos em que se aplicam. Não necessitam de ativação, mas após cada uso precisa de um período de 6h de descanso, como se fossem lentes normais]

• Calçados alados [Calçados alados que podem virar o calçado que Sadie quiser. Sempre tem um par de asas, inquebráveis, na parte dos calcanhares. Impossíveis de serem roubados ou perdidos, a filha de Melinoe pode voar com eles mesmo sem experiência, pos eles ajudam-na]

• Elo de Ares [Esse anel foi feito a partir de uma peça da lança do deus da guerra. Seu uso possibilita ao semi-deus transformar qualquer arma que esteja segurando em outra arma qualquer, além de lhe oferecer as perícias mínimas para seu manuseio. Armas de longa distância terão a munição criada magicamente. Não adiciona atributos a nenhuma arma, considerando apenas os atributos já presentes na arma original, e se aplica somente a uma arma por vez. Não pode ser roubado ou perdido, sempre retornando de alguma forma à Sadie]

• Hollow[Escudo de bronze sagrado, com ganchos para uma corrente, de forma a prendê-la de duas maneiras diferentes.Pelo centro, com a corrente saindo por um lado do escudo,ficando uma única extremidade solta, ou pela lateral, deixando uma ponta livre de cada lado para o ataque. Os ganchos tem travas de segurança internas, de modo que a corrente possa ser presa ou solta de acordo com a vontade do usuário, mas não se soltasse com o tranco ou puxão de um oponente; o escudo também teria uma fivela para prendê-lo ao braço do usuário, dando um suporte maior, não escapando facilmente da mão a menos que a braçadeira do mesmo seja danificada de alguma forma.Tem uma cabeça de dragão esculpida na frente, e escamas nas laterais.]{Θ}

— Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

• Amuleto do espectro [Amuleto que permite acessar o poder especial "Forma etérea"]

pet:
Cão infernal - Ripper

   Dados de um cão infernal, retirados do bestiário:
   Cão Infernal.
   Nível de Periculosidade: XXX
   Cães Infernais são grandes cachorros do submundo. Possui pelos negros, olhos vermelho-sangue. Também é reconhecido por possuir uma tamanha força, velocidade e uma habilidade extraordinária de desaparecer e reaparecer pelas sombras. Uma outra habilidade que caracteriza o Cão Infernal, é o seu poder de viajar pelas sombras, podendo levar consigo um acompanhante. Essa habilidade faz com que o cão fique muito cansado, dependendo da distância percorrida pelo teletransporte pelas sombras.

Poderes:
Considerar todos os passivos de Melinoe e Feiticeiras até o nível 54, + Os poderes especiais Voyd's eyes e Forma etérea




Narração- Fala •  "Pensamentos


SHINJI @ OPS!
[/color]
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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Grimmjow Yuikimura em Qua 05 Fev 2014, 16:20



DEAR INSANITY



Hold your breathe, my dear.

(ONE)

-Essa forma do mar dançar... A Luana gostava de olhar o mar.


Pietra uivou tristemente na noite. Grimmjow sentiu um leve arrepio e continuou fitando o mar perdido em suas lembranças.
A notícia havia se espalhado rápido. Uma batalha inesperada e descontrolada. Luana, Dammyen e Anne mortos. Fora um baque para Yuikimura. Luana era a única pessoa no mundo por quem ele morreria em batalha. A única que Pietra deixava tocá-la, com quem ela se relacionava e até parecia um animal de estimação normal.
Anne... Sua querida aprendiz. Alguém que ele levava entre o amor e o ódio. Uma mulher incrível e poderosa que aprendeu as lições simples dele e as aperfeiçoou em sua própria maneira de viver e matar.
E Dammyen. Pouco contato tivera com Dammyen, mas esse contato fora o suficiente para gostar do garoto. Eram um pouco parecidos, tirando a arrogância e ego do outrem.  
E lá estava Grimm, observando o mar e lembrando deles. Seu ódio por Josh havia ultrapassado as barreiras do esperado. Porém ele sabia esperar e se preparar. Teria o embate que ânsia por anos um dia, mas aquele não era o momento certo. Fontes seguras lhe avisaram que não sobrou nada de nenhum deles. O que tornava tudo um pouco mais doloroso.
Pietra permanecia uivando, quando Grimm se aproximou dela e esmurrou a raposa em seu focinho.

- Chega, filha da puta! Ela morreu, dá pra você parar com essa porra?

Os olhos de Grimmjow estavam profundamente vermelhos. Pietra rosnou por alguns instantes e ameaçou atacá-lo, mas hesitou quando Grimm colocou a mão na bainha de Nightmare.
Desde que pode sentir que Dreamer havia sido destruída, passava os dias pensando se Ethan ainda estava vivo. Isso havia o deixado instável e incontrolável. Sua personalidade estava completamente mais perigosa do que costumeiramente. A raposa que Grimm cuidava como o único bem que ele tinha no mundo, virou as costas para ele e saiu de perto do dono rumo a qualquer lugar onde pudesse caçar e ficar longe da instabilidade de Yuikimura.
O garoto largou a mão da espada e se sentou na areia, ainda fitando o mar. Sentia-se vazio. Fraco. Havia adquirido um enorme poder em sua empreitada  no Alaska, mas graças a isso não estava presente quando as únicas pessoas que o amavam e que ele ama precisaram dele. Grimm pegou o colar confeccionado por Luana e Ethan, o qual ele sempre levava enrolado no pulso. Olhou para o pingente e uma lágrima congelada escorreu por seu rosto, se quebrando no chão e fazendo neve começar a cair no porto.
Grimm tateou os bolsos e pegou seu zippo do Asking Alexandria, ao mesmo tempo em que tirou um Lucky Strike do seu maço. Colocou o cigarro nos lábios e o acendeu com a chama púrpura de seu isqueiro. Seu corpo começou a se envolver em uma espécie de armadura de cristal invisível, apenas como uma segunda pele para protegê-lo. Ele sentia a presença de alguém ali. A presença de alguém conhecido. Alguém com quem ele já havia se relacionado e semi-apaixonado. Uma das únicas pessoas que eram capazes de compreender um pouco de sua insanidade.
Assim que envolto em sua segunda pele, ele deu um trago demorado em seu cigarro, e expeliu um pouco de fumaça com um sorriso triste no rosto.
Ainda havia muito o que se fazer naquele mundo de semideuses e monstros. O que Grimm fizera até agora era simplesmente nada. Nada. E ele queria fazer mais. Muito mais. E decidiu se esforçar por aquilo. Bastava dialogar com aquela que se aproximava. Ela saberia o que dizer para Grimmjow Yuikimura, o assassino insano do mundo dos filhos dos deuses. Ou só um babaca perdido que aprendeu a matar?

- Eu sinto muito, Luana, Anne... Ethan. Eu sinto muito.

O sorriso triste se foi, e Grimm se levantou, jogando o cigarro no chão e o pisoteando para apagá-lo. Olhou para trás para encarar sua companhia, e um sorriso de lado se formou em seus lábios cristalizados e gélidos. Aquela poderia ser uma noite muito interessante.

• • •

Poderes Utilizados:

Passivos (Quione)

¤ LEVEL 3 — Pele Gélida: Os filhos de Quione por terem um domínio sobre o gelo e neve, possuem uma pele mais fria que o normal. Entretanto uma das características marcantes é que a pele ainda continua gélida mesmo em locais quentes para quem os toca, porém isso não significa que eles não irão sentir um pouco de calor nesses lugares.

¤ LEVEL 9 — Fortalecimento térmico: Em locais frios os filhos de Quione se fortalecem, resultando em grande aumento de suas habilidades. Quanto mais frio e gélido for o local onde se encontra, mais vigoroso este irá ficar. [ Quando em uso, diminui a perda de energia ao usar uma habilidade, mas, somente em locais frios]

¤ LEVEL 32 — Mente fria: Os filhos de Quione possuem a mente tãofria quanto o corpo, e estas são praticamente blindadas de modo que torna seus pensamentos quase irreconhecíveis e ilegíveis, por estarem sempre voltadas ao gelo e frio. [ Permite resistência a ataques mentais, ou leituras de mente.]



Itens Levados:


Faca de Bronze Cerrada: (Fácil de esconder, mais útil, e mortal) [Inicial, Melhorada]

SoulHacker: Arco de cristal que se transforma em uma pulseira com um pingente de floco de neve [ativado quando se aperta o pingente, funciona apenas com o dono, bastente resistente.] (presente de Quione)

Isqueiro Zippo do Asking Alexandria: {Expele uma chama roxa e ondulante como a nuvem, a chama da Nuvem. Essa chama pode multiplicar ou aumentar o poder de qualquer arma ou item, além de invocar o instrumento do respectivo Menestrel.}[Equipável em qualquer arma do arsenal](The Seven Elite)~Presente de aniversário de Orfeu~

Nightmare: Katana Negra com lâmina de ouro celestial (Bainha de Adamantium) {Só pode ser quebrado por um DEUS}

Colar de Kylia: [Contém um pingente de cobra que invoca Kylia, a soberana das cobras](7 metros)

Observações:

Como o chamado que o Grimm recebeu da Anne falhou, eu tô considerando como se ele houvesse terminado sua interação com a Jessamine no Parque e tirado um tempo para descansar dos dias que passou no Alaska, e ficou sabendo por murmúrios ao vento o que havia acontecido com os quatro. O Grimm saberia se o Ethan estivesse vivo pela conexão que eles tinham pela Nightmare e a Dreamer, mas a Dreamer foi destruída em combate, então o Grimm ainda tá meio confuso e não consegue contatar o Ethan pela empatia deles, por isso ele acha que o Ethan também está morto.

.

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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Katherine B. Angelline em Qua 05 Fev 2014, 20:27

STORMBORN
And who are you, the proud lord said, That I must bow so low?



   
   
   

Pestanejou com a luz irradiando forte em seus olhos, quase tão forte quanto o próprio sol, o genocídio dos adormecidos. Adormecidos como ela, diferentes apenas em um detalhe: o terror dos pesadelos.
Ainda recordava da sombra pairando ao seu lado, dizendo o que deveria fazer. Mate-o, e as lâminas soavam como tilintar de copos. Ele também, ele cheira a cadáver mesmo em vida, não compreendia e não conseguia relutar, ela até mesmo deleitava-se com o som do sangue jorrando dos pescoços, o dourado e o vermelho, e os gritos mergulhados nas últimas tentativas de resistir, da visão de olhos esbugalhados e o pavor, ah, o pavor, mas questionava-se o porquê de se encontrar daquela forma, sem controle.
Até que acordou e compreendeu. Olhou para o anel ao seu lado, a pedra azul desenhava-se de forma a lembrar uma nebulosa. Era lindo, sem dúvida, mas muitas vezes a beleza traz-nos maldições. E aquela era a sua. Tinha outras, é claro, como o peso que repousava em suas costas — apenas não demonstrando-se por um presente dado por piedade e que no entanto não seria do seu feitio negar — e talvez as dezenas de favores que devia aos deuses; entretanto não podia ceder o seu fardo à outras pessoas. Assim como estava consciente de que o Anel era um risco em suas mãos, sabia que ela era uma das únicas capazes de lidar com o perigo letargo que sua existência representava.
O pôs no dedo e ergueu-se da cama. Madrugada fria (e eu sem você ♪ n) aquela, mas as cobertas estavam devidamente dobradas no canto do quarto, apesar de que muitas vezes as bagunçava por raiva e por não ter no que mais descontar. Algumas pontas estavam chamuscadas, resultados destes ataques. Ela não precisava delas. Seu corpo era quente, pois havia fogo nas suas veias, fogo e sangue. Ela desligou o abajur ao lado de sua cama e olhou através do espelho, deparando com a figura solitária de Nevermore na janela, apenas seus olhos denunciando sua presença. O corvo ficava assim durante algumas noites, ele costumava sair através da mata para encontrar comida, mas nunca ia longe de mais e durante os sonhos perturbados da ariana, chegava a vê-lo a fitando com aquelas orbes escarlates, compreendendo a devoção que tinha para com sua dona.
Mas diferentemente de outras noites, ele bateu as asas e foi junto do ombro da garota, apertando as garras contra sua pele até que um fio do líquido vermelho e quente escorresse. Nunca fizera isso de forma tão agressiva, mas a ariana limitou-se a apertar os lábios, afinal, logo em seguida o ferimento cicatrizaria. O que há?, ele crocitou nervoso, e Lightning sentiu um calor sedativo em seu coração. Lembrou-se de um acontecimento há dias atrás, no mar, quando reencontrou um conhecido antigo. De certa forma, mas ao mesmo tempo de um modo completamente diferente, sentiu-se atraída para aquele lugar de novo. Olhou para o baú onde guardava o traje adquirido em sua última empreitada, um 'presente' de Apolo, e murmurou “Tallhar”. Nevermore voou para a janela.


Spoiler:

O horário não era propício para um voo momentâneo e descuidado, fazendo com que Lightning optasse por um teletransporte, pois conhecia o lugar e, afinal, poderia assim saber a forma mais sigilosa de aproximar-se do... do que quer que estivesse chamando.
Chovia em Nova Iorque, e ela estava no topo de um prédio, de frente para aquela visão profunda e quase infinita do mar, que devorava o horizonte negro e mesclava-se àquela tempestuosa noite. Nevermore viria logo mais, pensava, mas ela estava -estranhamente- ansiosa demais para aguardá-lo. Um raio cortou o céu escuro a suas costas e ela mergulhou no ar, cedendo a gravidade até que o solo tornou-se próximo demais. Freou, os pés concentrando uma grande quantidade de ar, como se uma esfera a segurasse plenamente, o que estava quase certo. Order era definitivamente apreciável.
Não havia ninguém na rua em que pousara as botas, pois Nova Iorque podia ser muito perigosa naquelas noites, e nenhum mortal era estúpido a ponto de sair em um dia frio e de tempestade.
O mar estava a algumas dezenas de passos, e ela retesou os músculos, sendo atingida por uma forte onda de emoções; não suas, é claro. Fortes. O ar ficou mais denso e pesado, concentrado em um único local, e seu peito a chamava para junto dali. Apertou os dedos, ouvindo o som gostoso do couro das luvas torcendo-se.
Percebeu a fumaça de um cigarro, e logo em seguida quem o tragava. Estava de costas para ela, mergulhado em pensamentos fúnebres e ao mesmo tempo completamente vidrado. Era Yuikimura.
Lembrava-se de como o conhecera. Na verdade, era algo do qual ela nunca iria esquecer, mas é uma história para outra ocasião, uma história que poucos ainda recordam. Ele a sentiu também, pois aprumou-se, pisou sobre o cigarro agora lamentado sobre o chão, extinguindo a chama roxa. Ela, fascinada pelo fogo, observou.
Snow virou-se para Light, o cabelo oscilante, os olhos conhecidos e alucinados, os lábios cristalizados. Aquele mesmo rosto, mas com mudanças invisíveis. Era um semblante triste que via, ou mais uma alteração inesperada? O que iria fazer?

E quem eu menos esperava encontrar em um milhão de anos, vejo. E não vejo só isso — declarou com a voz calorosa, mantendo o olhar firme.





Lightning utilizou do Teletransporte para chegar até o Mar. Order, sua espada a acompanha, sendo a responsável pela manipulação de ar. A ariana tem o poder especial do fogo, permitindo que resista a temperaturas baixas. Ela não é capaz de ler os pensamentos de Yuikimura, mas devido aos poderes de Psiquê e aprimoramento destes, ela aprendeu a observar e identificar emoções. É capaz de senti-las.
Light leva consigo seu Anel Light, sua Order, seus trajes de couro negro, e escondendo-se sobre a magia da capa vermelha: sua armadura (conjunto chaos), acrescentando apenas o escudo eólico em vez do escudo chaos.
Nevermore está a caminho.

com erros ou não, aí vamos nós. \o\



Yes, now the rains weep o'er his hall, and not a soul to hear.
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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Grimmjow Yuikimura em Sex 07 Fev 2014, 00:51



DEAR INSANITY



Bring it on, Light.

(TWO)

Ele podia dizer mil coisas.
Podia tomar mil atitudes.
Mas nenhuma delas descreveria a confusão em seu interior de vê-la. Logo ela. Suas palavras eram de total serventia para ele também. Ele esperava encontrar qualquer pessoa. Pessoas que queriam matá-lo. Pessoas que queriam destroçá-lo. Mas não a única pessoa que restou no mundo querendo salvá-lo.
Seus olhos denunciaram sua saudade por um momento, mas ao mesmo tempo eles foram envolvidos pelo negrume de sua insanidade e maldade. O corpo tremeu com o impulso de atacá-la e rasgar sua garganta. Mas ele se controlou, respirou fundo e encarou os olhos profundamente envolventes dela.
- E o que mais você vê, Light?

Ele ajeitou as luvas não mão e manteve o olhar firme nos olhos dela. Se lembrou de tempos antigos, de batalhas vencidas e de apelos falhos. Por um momento o coração de Grimm fraquejou, e ele sentiu vontade de abraçá-la e chorar. Ao mesmo tempo, ele queria pegar o pescoço dela com as mãos e torcê-lo até ouvir todos os ossos se quebrando, e puxá-lo até separá-lo de seu corpo. Isso era o que chamavam de insanidade. De bipolaridade. Mas Grimmjow ia além. Seus olhos estavam alterando de cor. Hora negros, hora vermelhos, hora azuis. Ele beirava a loucura, mas ainda assim conseguia manter a classe e tentar ter um pouco de dignidade.
Yuikimura estralou o pescoço com alguns movimentos da cabeça e começou a andar em direção a Lightning. O chão em seus pés se congelava e rachava a medida que seus pés o tocavam e levantavam. Seus passos eram pesados e carregados, e o ar que ela trazia era tão pesado quanto. Grimm parou a poucos centímetros dela, sem desviar o olhar. O mundo pareceu se aquietar por um instante e a neve se intensificou. Flocos pesados caiam incessantemente.
Ergueu a mão calmamente e tocou o rosto dela. Mesmo através das luvas, sentiu sua pele macia e calorosa. Finalmente ele desviou os olhos, e eles adotaram a cor negra. Tirou a mão da face dela e se virou de costas, pegando o isqueiro do bolso e outro cigarro. Acendeu o gerador de cânceres e deu um longo trago para saborear a nicotina e as outras milhares de toxinas. A chama púrpura cresceu em suas mãos, tomando conta de seu braço. Ele balançou-o levemente e ela se extinguiu, ficando apenas no cigarro em seus dedos.

- O que te trouxe aqui, Light? Que impulso a atraiu?
Ele tinha uma dúvida incomodando sua mente quebrada. Será que ela ainda queria salvá-lo? Ele esperava que não. O sabor de um embate parecia bastante atrativo em todos os momentos de sua vida inconsequente, mas ele também tinha o poder de analisar os oponentes que poderiam representar real problema. Lightining era um desses oponentes. Se uma batalha acontecesse ali, as consequências provavelmente seriam catastróficas. Infelizmente Snow estava perdido, e já havia matado demais para não desejar mais sangue. É como uma droga; quanto mais se usa, mais precisa dela. Grimmjow Yuikimura precisava ver sangue para viver.
• • •

Poderes Utilizados:

Passivos (Quione)

¤ LEVEL 3 — Pele Gélida: Os filhos de Quione por terem um domínio sobre o gelo e neve, possuem uma pele mais fria que o normal. Entretanto uma das características marcantes é que a pele ainda continua gélida mesmo em locais quentes para quem os toca, porém isso não significa que eles não irão sentir um pouco de calor nesses lugares.

¤ LEVEL 9 — Fortalecimento térmico: Em locais frios os filhos de Quione se fortalecem, resultando em grande aumento de suas habilidades. Quanto mais frio e gélido for o local onde se encontra, mais vigoroso este irá ficar. [ Quando em uso, diminui a perda de energia ao usar uma habilidade, mas, somente em locais frios]

¤ LEVEL 32 — Mente fria: Os filhos de Quione possuem a mente tãofria quanto o corpo, e estas são praticamente blindadas de modo que torna seus pensamentos quase irreconhecíveis e ilegíveis, por estarem sempre voltadas ao gelo e frio. [ Permite resistência a ataques mentais, ou leituras de mente.]



Itens Levados:


Faca de Bronze Cerrada: (Fácil de esconder, mais útil, e mortal) [Inicial, Melhorada]

SoulHacker: Arco de cristal que se transforma em uma pulseira com um pingente de floco de neve [ativado quando se aperta o pingente, funciona apenas com o dono, bastente resistente.] (presente de Quione)

Isqueiro Zippo do Asking Alexandria: {Expele uma chama roxa e ondulante como a nuvem, a chama da Nuvem. Essa chama pode multiplicar ou aumentar o poder de qualquer arma ou item, além de invocar o instrumento do respectivo Menestrel.}[Equipável em qualquer arma do arsenal](The Seven Elite)~Presente de aniversário de Orfeu~

Nightmare: Katana Negra com lâmina de ouro celestial (Bainha de Adamantium) {Só pode ser quebrado por um DEUS}

Colar de Kylia: [Contém um pingente de cobra que invoca Kylia, a soberana das cobras](7 metros)

Observações:

Pra dar aquela esquentadinha no clima... Ou geladinha?
Trocadilho ruim.

.

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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Katherine B. Angelline em Sex 14 Fev 2014, 19:37

ICE AND FIRE
A tale of war for your desire



 
 
 
Lightning sabia. Via nos olhos dele toda sua fúria e descontrole, conseguia senti-la, tão intensa que era quase palpável. Sentia também a confusão, ao mesmo tempo que tinha a sua própria, afinal, ela nunca fora capaz de enxergar qual dos dois tinha o gênio mais inconstante. E mesmo que Snow estivesse... diferente, muito daquela época ainda estava ali, preso a seu semblante.
Manteve o olhar firme como costumava fazer, mesmo que seu âmago estivesse levemente abalado e tenso pela variação de sentimentos de Yuikimura. Sabia o quanto ele a apreciava, mas também conhecia seus desejos efêmeros e instintivos — às vezes não tão efêmeros. Cada vez mais violentos. Mais sangrentos.

Vejo e sinto o seu pesar, Snow. Se há algo que desde outros tempos não consegue fazer é esconder sua dor, mas não tenho certeza se alguma vez chegaste a tentar.

Apesar de todo o mal que ele poderia fazer a ela, um sorriso não muito acentuado de lábios contraídos se desenhou no rosto da ariana que há muito não conhecia este ato. Via-o da forma mais nua possível, como se o corpo dele fosse formado por cores que variavam seu tom a cada milésimo de segundo, e era isso que suas íris transmitiam. Havia quem chamaria Yuikimura de frio, de insensível, de monstro. E havia quem compreendia que Snow era tudo isso e ao mesmo tempo nada. Era um vazio preenchido por emoções fortes e intensas e lembranças e dor. Muita dor. Mas ainda assim era preenchimento, era algo.
Ele estralou o pescoço e aproximou-se, trazendo toda sua esfera carregada de tormento. Sombras podiam ser vistas nas beiradas de seus olhos, domando-o e dissipando-se e repetindo o processo várias e várias vezes. Snow fazia uma trilha de gelo por onde andava, e a neve tornava-se cada vez mais pesada, mais sufocante. Ainda assim ela permanecia com o corpo quente — na verdade, as pontas de seus dedos começavam a alimentar pequenas chamas. Por quê? Por que a aproximação dele trazia aqueles efeitos à tona?
Não chegava a sentir os pequenos cristais de neve tocando sua pele, pois logo em seguida eles evaporavam e desapareciam na imensidão branca, mas sabia que o frio estava intenso. Seus olhos estavam presos nos dele, conectados, e ele tocou seu rosto. Light sentiu o choque térmico que aquele contato causou e sabia que era exatamente o que aquele encontro significava. O gelo e o fogo. E não era apenas isso.
Enganava-se quem dizia que o gelo era constante. Ela via o engano na sua frente: era mutável. E assim foi. Yuikimura fez o que costumava fazer, investir e recuar, sem saber ao certo onde iria chegar. Mas Lightning conhecia suas pretensões. E por mais que dentro dele residisse a escuridão, e a desesperança ficasse explícita em seu rosto, Light tinha consciência de que ele estava muito errado.
Havia quem poderia salvá-lo.
Salvá-lo de si mesmo.


Ele exalava fumaça como uma chaminé.

O que te trouxe aqui, Light? Que impulso a atraiu? — ele indagou sem olhá-la diretamente.

Lightning apreciou o silêncio duradouro, ouvindo a respiração de Yuikimura enquanto ele aguardava sua resposta, ao mesmo tempo que estava mergulhado em suas dúvidas e vertentes. Uma digna filha de Ares era capaz de detectar quando uma luta estava prestes a acontecer, como um sexto sentido, mas seu lado mentalista também conseguia entender as dúvidas que consumiam Snow.

Não um impulso, sabe disso, mas a palavra varia. Companheirismo, talvez. Ou talvez esteja apenas respondendo a um apelo. — Ela tinha suas próprias perguntas, e pretendia obter as respostas que almejava agora. — Qual a única forma de acabar com isso se não essa?

Sua mão esquerda estava em chamas quando ela a lançou para o lado. Order surgiu entre seus dedos, reluzindo com seu ouro branco. Era hora de lutar.

“Me dê forças” rezou para todos os deuses e para nenhum, para si mesma e para qualquer um que fosse capaz de ouvir seus pensamentos.






Mesmas observações anteriores.
Lightning ainda não executou nenhum ataque, o que permite que Grimmjow comece atacando, caso este queira responder a incitação da filha de Ares.
Gostaria de independente de quem for o narrador (caso o embate chegue a acontecer) entrar em contato com este (a) para que esclarecer todos os pontos que devem ser tidos como de necessária observação, visto que muitas das coisas não deixarei explícitas nos posts e não desejo que nenhum equívoco ocorra >_<
Além dos poderes do outro post, Light usou do Pressentimento I para prever o possível combate.
Light leva consigo seu Anel Light, sua Order, seus trajes de couro negro, e escondendo-se sobre a magia da capa vermelha: sua armadura (conjunto chaos), acrescentando apenas o escudo eólico em vez do escudo chaos.
Nevermore já consegue visualizar sua dona.

com erros ou não, aí vamos nós. \o\



Let the frost take your breath, let the flames kiss the flesh. Arise from ice and fire.
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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Katherine B. Angelline em Dom 20 Abr 2014, 01:16


ONE DEMON

Boom.
Ouvia a batida do seu coração acompanhar o segundo hipnotizado, o segundo que corria em silêncio, que não incluía-se naquele paradigma de tempo comum.
Ela sentiu toda a fúria que poderia sentir, todo o fogo que infiltrava-se por cada veia dos seus braços, cada nervo, cada célula. Sua pele pálida estava coberta por finas linhas escuras que a faziam parecer um demônio qualquer.
Mas sabia que nenhuma força viria. De lugar algum.
Os pensamentos gritavam na sua consciência, mas esta era uma esfera quase distante. Quase. E os gritos pareciam a ela mosquitos em torno do poder que se elevava.
Sua psique funcionava como a caixa, a caixa do gato. Onde ele estava morto e vivo.
Boom.
O descontrole estava presente, mas por algum motivo... existia de uma forma que não compreendia, não dinstinguia, apenas guiava.
A penumbra agora esgueirava-se pela curva dos ombros, alcançando em questão de milésimos o seu pescoço, abrindo o manto e escorregando pelo busto, atingindo-a em cheio no tórax, circundando a cintura, contornando o flanco, as ancas, descendo pelas pernas. Marcando o seu rosto, desenhando-se nas bochechas, fincando os olhos.
Boom.
Suas íris estavam brancas, os nervos quase explodiam. A boca entreabriu-se e um som oco fugiu.

❝Ordo❞

Sete demônios ao seu redor.

❝Ab❞

Mil exércitos não podem me impedir de entrar.

❝Chao❞

Eu vim para queimar...

O gume de Order tornou-se uma estrela e a força que a espada representava trouxe o significado do seu nome, um vislumbre da ordem, da sanidade, da verdade.
E então os gritos fizeram sentido.
O anel dizia: "Não, não agora. Se explodir, Light, você sabe o que vai acontecer. Você sabe bem. Eu não pretendo controlar esse seu amigo, nem conte-la. Se explodir, eu vou tomá-la, eu vou tomá-la para mim, Light. Você será a maior arma que o mundo já presenciou, e ninguém, nem mesmo os deuses poderão nos parar. Nem mesmo os Outros." E ele falava a verdade. Pelo o que sabia, com o Infinito desaparecido, nenhuma outra força conhecida poderia parar o A n-2 quando entrasse no estado maior.
Por um fio, um único, ela não agarrou a luz que a esperava do outro lado.

— Que seja — murmurou quando todo o tormento se dispersou, largando o seu corpo àquela presença ridícula que era ela em sua comum existência. Refreou os pensamentos e contornou a situação à sua maneira, e assim mesmo, à sua maneira, pediu desculpas. — Que seja, Snow. Não sabe nada. Mas saberá — olhou através de toda a imposição de Yuikimura, parado. Parecia prestes a qualquer coisa, como sempre. Poderia fazer qualquer coisa, afinal. Era Grimmjow Yuikimura, e seu nome não representava apenas ele, mas também trazia à tona os temores de muitos. Era um peso.
Ela sabia ainda por onde se guiar para interromper o que quer que tivesse despertado no velho companheiro.

Ordo ab chao — pronunciou novamente, mas com cuidado, como se estivesse proferindo uma sentença. Order não julgava, no entanto, logo esse poder se tornaria presente. Order era capaz de trazer o grão da razão a mente de quem estivesse ao redor.
— Snow, há muito não o vejo — aproximou-se com cautela, sentindo os passos, contando-os com calma. O fogo ainda a seguia, mas as chamas estavam controladas dentro de si. — Mas voltarei, porque — e neste momento o tocou, retribuindo o toque gélido anterior dele com o seu, que transmitia o seu calor, a sua intensidade — não tenho o costume de deixar as coisas sem solução.

E o peso preencheu o seu coração. Libertou-se do rosto de Snow e o contornou apenas com os olhos. Gostaria de lembrar de suas feições por um tempo, poderia ter pesadelos com ele, não se importava. Era em vão, pois logos os traços se perderiam nas memórias até que o dia que mergulhara em promessas chegasse. Acenou com a cabeça e recuou. Deu às costas ao velho companheiro, ativando sua esfera. Ele não tentaria, mas se viesse a tentar atingi-la, tal mostraria-se ineficaz.
Seus instintos deveriam estar certos, afinal, não seria naquele local que a luta deles dois ocorreria. Pelo menos não naquele dia.

As sombras do passado a abraçaram e a deixaram com a mesma velocidade. Nem mesmo quando chegou ao seu colchão teve descanso, pois ao contrário do que presumira, teve pesadelos.

Spoiler:
deixa ver: 'Ordo Ab Chao' são as palavras de poder da espada. O poder é trazer a ordem, fazendo jus ao nome, e Order pode interferir na questão comportamental do mr Yuikimura. Eu disse 'pode'. De qualquer forma, a contagem de posts foi feita e ele ainda não está descontrolado.
Não tenho muitas declarações, acho, nem usei poder algum. Sei lá também. Só queria sair do local mesmo. Mals o doublepost.


two demons
sometimes i can hear my bones
three demons
straining under the weight
four demons
of all the lives
five demons
- i'm not living
six demons
the last one is you.

 
 
 



to arrumando o template ainda
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Re: O Mar ♠ Local Público Oficial ♠

Mensagem por Nessie W. Bloom em Sab 14 Jun 2014, 22:58






I've become so numb



Bloom percebera uma inquietação diferente no seu Chalé ao voltar do jantar - havia parado alguns minutos para resolver certos assuntos com Quíron, por isso chegara um tempo depois dos seus irmãos. Garotos e garotas corriam por todos os lados, buscando algo, enquanto outros arrumavam suas armas nos respectivos lugares. Ouvia-se questionamentos sobre quais deveriam levar, mas Nessie não sabia a quê se referiam. Além disso, ainda era possível ver semideuses deitados, na perfeita calma. A Filha de Selene franziu o cenho, fechando a porta, e caminhou em direção ao seu canto do chalé. Ao passar pelo local, conseguira escutar trechos de certas conversas.

Armas. Noite. Confusão.

Treino?

Se a dedução da loira estivesse correta, teria ótimas desculpas para seu sumiço dessa noite. Aproximou-se, então, de uma garota, afim de saber do que aquele tumulto se tratava. Ness estava certa: Treino Trimestral.

— Sim. Vamos treinar com os Filhos de Hécate hoje. Ela veio avisar. A... — fez uma pausa, procurando a palavra seguinte, mas ao encontrar, foi interrompida: “gostosa, ai Zeus”, seu amigo murmurou, desenhando as curvas de um violão no ar com as mãos. A garota revirou os olhos e prosseguiu entredentes: — monitora deles, sabe?

— Ah, sim. — Nessie repreendeu um risinho, sem muito sucesso — E quando começa?

— Temos que estar na entrada da floresta 23h, mas não é obrigatório.

Antes mesmo de Ness agradecer, a garota já estava discutindo com o amigo ao lado. Pelos tapas que dava no mesmo, a razão deveria ser o comentário feito sobre a Filha de Hécate. A prole de Selene deu de ombros, indiferente, e ajoelhou-se no pé de sua cama, abrindo o baú sem hesitar. Dentre tantas armas escolheu sua espada favorita para acompanhá-la na noite, guardando-a na bainha presa em sua cintura. Pegou também sua Adaga Lunar Gêmea e escondeu-a dentro da calça, em sua coxa direita. Na dúvida, leve duas armas.

A loira não sabia para onde iria, apenas deixou-se levar. A noite estava bela demais para estragá-la com Bring Me The Horizon, e não tão agitada para Muse, então pensou em sua terceira banda favorita: Linkin Park. Imediatamente um som conhecido saiu nos fones, o que fez um sorriso brotar nos lábios da garota. Uma coisa diferente? Por que não? Nessie sentia falta do cheiro de água salgada, e um pouco de perigo faria bem já que driblar Harpias virara hábito dentro do Acampamento. Achou uma ótima ideia sair um pouco das fronteiras.

"Caught in the undertow, just caught in the undertow."


A Filha de Selene fechou os olhos, deixando seus instintos falarem mais alto, todos seus sentidos ficavam mais aguçados à noite. Lentamente sentou-se próximo ao mar, com as pernas cruzadas - em posição de meditação. Nessie sentia a brisa em seus fios de cabelo, jogando-os para trás. Sentia sua camiseta mais fresca, seu corpo mais puro à medida que sussurrava:

"Que o lugar onde habito seja como uma floresta. Que haja caminhos e veredas para as cavernas e poços e árvores e flores, animais e pássaros, todos conhecidos e por mim reverenciados com amor. Que minha existência mude o mundo não mais nem menos do que o soprar do vento, ou o orgulhoso crescer das árvores. Por isso, eu jogo fora minha roupa. Que cada Lua Cheia me encontre a olhar para cima, nas árvores desenhadas no céu luminoso. Que eu possa acariciar flores selvagens, cobri-las com as mãos. Que eu possa libertá-las, sem apanhar nenhuma, para viver em abundância. Que meus amigos sejam da espécie que ama o silêncio".

Algo quebrou seu pequeno ritual, rompendo o véu de energia à sua volta. Nessie piscou inúmeras vezes para sair do transe, e olhou ao redor, levando rapidamente a mão à bainha. Toda a tensão de seu corpo se dissipou quando a garota viu um lobo médio com pelagem acinzentada sair do meio de algumas árvores.

— Ei, pequeno. Algo amedronta-o ali? — a loira sorriu, estendendo a mão e deixando o animal passar o focinho úmido em seus dedos.














Arsenal:

- Espada Longa da Lua [Feita do Mineral Selenita, a pedra da Lua. A Espada nas mãos de filhos de Selene é usada com mais velocidade, além de absorver luz da lua e poder lançar pequenas rajadas dessa luz]
- Adaga Lunar Gêmea [Igual a Lunar inicial, só que essa é mais brilhante ainda, quando toca na pele do inimigo queima, aumentando assim o dano] {Presente de aniversário de Selene}
♥ iPod Shuffle em forma de Caduceu [Tem a música que o dono quiser, indo diretamente para ela][Presente de Natal de Lord Hermes]
Habilidades:

Nível 2
♦ Beleza ao Luar: Os filhos de Selene ficam extremamente bonitos a noite, ficam quase tão bonitos quanto os filhos de Afrodite, e o corpo dos filhos da lua também brilham levemente á noite.




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Nessie W. Bloom
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