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Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

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Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por 065-ExStaff em Ter Jul 03, 2012 8:21 pm






Um local amplo, comumente vazio; possui várias árvores ladeando sua extremidade, defronte a um córrego congelado. As copas desprovidas de folhas parecem bruxulear pela densa neblina que resplandece pelo âmbito, ressaltando uma tonalidade tênue de penumbra. As poucas pessoas que já percorreram o local afirmam terem escutado o eco de uivos de lobos por colina acima. Baforadas gélidas de ar insistem em chocar-se contra o rochedo abaixo do desfiladeiro, o que talvez dê primórdio aos assim denominados uivos; o frio aflige a estabilidade de quaisquer seres que adentrarem ao vale sem trajes adequados ao inverno, tornando sua permanência ao local um martírio. Arbustos cobertos por neve podem ser avistados ao aumentar do relevo, enfeitando a paisagem penumbrosa. Ao chegar no ápice do penhasco, pode-se avistar o mar bruto e com ondas gigantescas predominar o imenso horizonte sem fim.


Descrição pelo meu VagaDio. s2
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Pelas sombras da noite...

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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Robert K. Wichelm em Ter Jul 03, 2012 9:54 pm



some say the world will end in fire,


from what I've tasted of desireI hold with those who favor fire. but if it had to perish twice, I think I know enough of hate. To say that for destruction ice, Is also great And would suffice.


Meus devaneios estavam voltados a respeito do falecimento do homem que no qual eu deveria me referir à "pai". Não gosto desta palavra porque, talvez, nunca provei das frutificações de sua definição. E apesar de saber que ele morreu de enfarte, atribui o ressentimento e a culpa sobre meus ombros - havíamos brigado uma semana atrás antes de seu óbito, e não foi uma briga qualquer. Contas atrasadas, o consumo de drogas e bebidas alcoólicas da parte dele e da minha, a ausência rotineira para frequentar o Acampamento. Entretanto, o que poderia eu ter feito para impedir o ocorrido? Nada, e era isso que matava meu psicológico. Aliás, não se deve voltar o olhar para trás e guardar rancor de águas passadas. uma vez que não pode-se retornar no tempo para modificar os acontecimentos. Cessei meus pensamentos enquanto lustrava meu anel, recolocando-o em meu indicador e agarrei meu punhal com a lâmina feita em gelo; o tédio que me predominava necessitava de fim instantâneo e caso continuasse a me possuir, meu corpo entraria em estado vegetativo. Logo, perscrutei por uma solução; embainhei a adaga em sua respectiva bainha e parti do chalé, levando comigo minha raposa Ártica; ao fechar a porta do chalé, dei primórdio a uma rápida corrida pela Colina. O porquê de levar a arma era simples: não gostaria de ser surpreendido por monstros enquanto passeava - ir para quaisquer lugares, a não ser dentro do Acampamento, era pedir para ser levado ao óbito. Ao virar-me, me deparei uma uma paisagem avantajada – o céu possuía alguns resquícios de tonalidade alaranjada, que ressaltavam o belo pôr-do-sol que resplandecia pela paisagem. Parti em caminhada em rumo da saída do âmbito, ultrapassando o portal de proteção d'O Acampamento e tapei meus olhos com minha palma direita; consecutivamente, rodopiei meus calcanhares sobre a poeira da estrada de terra, deixando ao destino tomar a decisão de para onde deveria rumar.

Ao abrir meus olhos, não sabia qual das direções era norte e qual era sul graças ao aturdimento advindo do giro. Apenas sorri, aprimorando passos tortos ao longo da estrada estreita - Rhys me seguia, apesar de não compreender o porquê do feito. De acordo com minha movimentação, pude notar uma queda gradativa de temperatura. Gostava disso; o frio dava-me prazer e me motivava a prosseguir com a perigosa vida de semideus. Adentrei algumas ramificações de arbustos e, ao entrarem em contato com minha pele, assumiram uma tonalidade prateada, congelados. Não sabia onde aquele caminho dentre os arbustos ia resultar, apenas continuei a caminhar; não possuía receio e confiava em meus instintos, e eles indicavam que eu deveria prosseguir. Ergui meus olhos ao encontro das copas imensas das árvores e quando o desci, pude visualizar a paisagem que o destino havia resguardado para mim; atribuí a meu semblante um rejuvenescente sorriso, mordiscando o lábio inferior e irrompendo das folhagens ao lado de Rhys. Pisquei meus olhos ininterruptamente, visando disseminar se aquilo era mesmo real; várias árvores ladeavam o centro da imensa clareira, ofuscando a beleza oriunda de um lago detrás de tais. Quanto a temperatura, era daquilo que mais gostei. O ricochetear das ondulações marítimas contra os rochedos erguia consigo resquícios de água salgada, aumentando minuciosamente o nível de umidade no ar. Ergui meus braços horizontalmente enquanto avancei, sem medo de me tornar alvo das brutas baforadas de ar. Continuei a estampar o mesmo sorriso configurado outrora, admirando cada detalhe constituído pela paisagem.

Não consegui descrever minhas sensações obtidas. Parecia que todo aquele rancor contido em meu coração por tanto tempo havia sido trespassado, e por fim, levando pelas rajadas de vento para além do horizonte. Minha alma não possuía mais peso e minha mente estava aberta, afugentando quaisquer tipos de pensamentos maléficos. Tomando cuidado para não escorregar no piso rochoso, aprimorei alguns passos e sentei no ápice do desfiladeiro, apoiando minhas costas no tronco da árvore coberto por uma camada de musgo esverdeado. Desvaneci o sorriso em meu rosto e permaneci em silêncio, acomodando minha raposa Ártica no colo e a acariciando. Aquele era o local perfeito para refletir na vida, e assim o fiz; entrelacei meus dedos envolta de Rhys e fui tomado por uma onda de devaneios - torci para que eles conseguissem me derrubar penhasco abaixo, e logo frustrei-me com a expectativa falha. Apoiei minha cabeça no tronco d'árvore e permaneci plácido, aguçando meus ouvidos com o intuito de certificar-me de que nenhum ser se aproximasse de mim antes de ser apunhalado por minha adaga.


Armas Levadas:

• Anel com a benção de Quione [Anel feito gelo mais resistente (Zero Absoluto) que ajuda na manipulação e controle do gelo] [Presente de Quione]

• Night Ice [Adaga super-afiada de gelo. Quando tocar no alvo, deixa o local congelado]


Robert K. Wichelm
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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Cherry le Boursier em Qua Jul 04, 2012 5:53 pm



A beautiful face and a warm smile blazing...

A misguided and unusual meeting; union of ice and fire?



O ocaso remanescente cingia os céus com os últimos raios de sol de cor vermelha e laranja que lucilavam sobre o acampamento. De frente ao chalé de Héstia, uma campista em especial observava a maravilha refulgente que aos poucos cedia aos céus uma penumbra sutil e cálida, cujo negrume podia ser comparado ao de uma sombra circunstancial e agradável, como as que costumavam ser produzidas pela imponência da presença das árvores colossais que enfeitavam grande parte do acampamento; a floresta não muito distante, exibia um verde revigorante e vívido, capaz de causar enlevo em qualquer filho de semideus ligado a vegetação, ou mesmo nos espíritos da natureza - estes que sempre procuravam fazer da maravilha verde seu playground, divertindo-se por horas a fio, ou até por dias que se seguiam.

Enquanto absorta em seus pensamentos, a garota suspirava pensativa, perdendo-se em seus próprios devaneios reflexivos que lhe causavam sensações distintas, cada qual um pouco mais complicada de se descrever. Após pouco tempo se ergueu com um misto de dúvida e tédio em sua face e pôs-se a caminhar de modo erradio, passando pelas instalações do acampamento alheia a toda e qualquer coisa que pudesse vir a lhe chamar a atenção em seu estado normal. Conforme seguia andando de modo cadenciado, percebia que a temperatura do âmbito antes amena caia aos poucos, fazendo prenuncio a um local de baixa temperatura que não estava muito longe de onde se encontrava.

Sua desatenção findou-se assim que ela ergueu seus olhos de coloração azul cintilante e observou a colina, onde tal frio parecia mais intenso que nos outros locais que a circundaram. Resoluta em satisfazer uma sede de aventura e curiosidade que inflou-se em seu ego, passou a subir colina acima em um compasso consideravelmente lento. Enquanto subia procrastinando, uma corrente de ar frio colidiu contra seu rosto, fazendo com que suas lindas e sedosas cabeleiras vermelhas ricocheteassem e bailassem ritmadas por aquele elemento natural. À altura em que estava, já tinha uma vista mais distante do acampamento, e o que antes devido a proximidade eram campistas, agora tornavam-se aos poucos pequenos pontos distantes que transitavam de um lado para o outro parecendo não fazer sequer distinção dos locais para os quais rumavam.

Por fim, chegou a fronteira do acampamento - já arfante, devido a sua caminhada colina acima -, mas, sabia que ultrapassar o limite que lhe era imposto como a todos os campistas poderia lhe custar muito mais do que apenas o fôlego que havia gastado até aquele instante, culminando talvez até mesmo em sua morte. Apesar disso, a sua coragem falou mais alto, e sem pensar duas vezes em receio de perder seu intento, deixou os limites e quaisquer que fossem os obstáculos que pudessem se opor ao seu querer. Já no primeiro passo que dera ao enveredar-se por meio dos arbustos no intuito de sair do outro lado da paisagem, sentiu um frio tortuoso que lhe fez retrair-se um pouco e abraçar a si mesmo, entre-abrindo ambos os lábios e deixando uma lufada de ar lhe escapar pelos lábios, revelando uma fumacinha gélido que lhe escapara de tal forma denunciando o fria que lhe afligia.

Mesmo com o frio penoso que punia severamente qualquer indivíduo que ousasse arriscar uma jornada em direção a aquele palco glacial, somente o vislumbre momentâneo daquela paisagem já se fazia mais do que o suficiente para fazer toda a caminhada valer a pena. Um ambiente repleto de encantos revelava-se perante as orbes sagazes e corajosas da filha de Héstia de corpo delgado e aparência esbelta. Nos lábios vermelhos e desejosos da ruiva um sorriso sincero e divertido desenhou-se, e apesar do frio que assolava o meio em que se encontrava, todo ele pareceu desfalecer ante toda a beleza daquele recinto.

De onde estava tinha uma visão perfeita de toda beleza daquela parte da natureza de esplendor há tempo perdido. O ar mais úmido do que o normal não era o preferido da pequena, mas esse provinha de um movimento ocasionado pelas correntezas de pequenas ondas que se chocavam contra os rochedos que também adernavam o local, tornando-o não menos belo, mas, talvez ainda mais digno de admiração que anteriormente. Entusiasmada com a ideia, continuou a analisar aquele meio enquanto se via cada vez mais envolvida por todo aquele venusto oriundo das maravilhas naturais.

Logo mais a frente, no ápice do pico que avistou ainda ao longe, se deu conta da existência de uma única vida vegetal que se fazia altiva por entre as rochas. Entretanto, não fora exatamente a frondosa e franzina árvore que lhe chamou atenção, mas sim um garoto que recostado nela, parecia perdido em pensamentos longínquos que lhe aturdiam, acompanhado de uma única vida animal; uma raposa de pelugem branca e linda, que por um momento causou na cria da deusa do lar alguns devaneios e a fez sorrir de modo singelo ao lembrar de algumas memórias que irromperam em sua mente, memórias estas que também retratavam uma companhia idêntica à aquela que observava, uma raposa Branca.

Pietra... murmurou baixo para si mesma, torcendo os lábios e, aos poucos se deu conta de que seu sorriso se desmanchava em uma expressão mista de lembranças e realidade, realidade a qual estava adaptada há tempos, e estava determinada a manter assim. Não pretendia incomodar o garoto que ali descansava, uma vez que ele parecia muito concentrado em si mesmo e em sua companheira, mas, ao se virar para ir deixar o âmbito onde estava cometeu um deslize com o pé direito que a levou ao chão, resultando em um corte superficial sobre seu joelho direito. Ao cair, não pôde conter um grito de dor de altura mediana que irrompera de sua garganta, mas logo depois do eco de sua voz propagar-se por todo o meio levou a mão direita frente à boca, como sinal de desaprovação a sua própria atitude. Com alguma dificuldade levantou-se, e de imediato percebeu o líquido vermelho espalhar-se por seu joelho ferido, o esgar em sua face era prova da dor que sentia, que embora não fosse nada insuportável, era levianamente incômoda. Com todo aquele alarde que fizera, terminou por olvidar-se de que não queria atrair a atenção do semideus que provavelmente era filho de Quione, mas agora talvez fosse tarde demais... Mordeu o lábio inferior e fechou os olhos, no intuito de preparar-se para uma má reação da parte do garoto.
Cherry le Boursier
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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Robert K. Wichelm em Qui Jul 05, 2012 7:02 pm



some say the world will end in fire,


from what I've tasted of desireI hold with those who favor fire. but if it had to perish twice, I think I know enough of hate. To say that for destruction ice, Is also great And would suffice.


A persuasão oriunda da beleza daquele local continuava a açoitar-me num acolhedor abraço, induzindo mais e mais toneladas de devaneios. O vento purificava-me à medida que ricocheteava contra meu rosto e, de súbito, deliberei outro sorriso; diferente dos outros configurados outrora, aquele era cordial. Irônico, talvez. Indulgente? Sem dúvidas. Consegui aceitar o fato de que tudo aquilo advinha do acaso; a decisão de onde rumar, de como chegar e, entrementes, sabia que ele ainda assim resguardara mais surpresas para mim. Escutei ruídos; ainda que míseros, indicavam a aproximação de algum ser. E apesar de não saber o que se aproximava ou se ele já havia me avistado, não pude ignorar algo tão circunstancial; cuidadosamente, curvei-me pelo chão resvaladiço e gatinhei por sua superfície, acomodando a raposa ártica a meu lado. Precingi lateralmente ao tronco d'árvore e resvalei minha palma até o debrum da adaga, brandindo o artefato. De soslaio, pude visualizar uma figura um tanto chamativa e segura de si; aliás, sua estabilidade emocional não condizia com seu equilíbrio corporal. Mordisquei meu lábio inferior perante a frustrante situação, irrompendo detrás das ramificações do arvoredo e rumando em direção da garota que encontrava-se reclinada ao chão; restitui meu punhal a seu coldre e fiz o possível para não rir; afinal, aquela era uma dama. Tive de decidir meu papel naquele venusto cenário; deveria optar entre o enjoativo e heroico príncipe encantado - que sempre salva as donzelas de situações nefastas -, e a pretensiosa bestante. Qual das opções escolhi? Nenhuma delas. Estava cansado de se passar por outras pessoas; desta vez, optei sem quaisquer indícios de receio por ser eu mesmo - algo que as pessoas não presenciavam há tempos.

Rhys seguia-me às costas, imoto, observando a recém-chegada. Ao chegar perto o suficiente, perscrutei meu olhar minuciosamente por cada detalhe da garota; o modo monótono que seus cabelos avermelhados bruxuleavam de acordo com as lufadas gélidas pareciam me hipnotizar, atraindo-me mais e mais até a garota. Não proferi nenhuma palavra, pois tive receio do que poderia sair de lá - em situações semelhantes à essa, perdia o controle de minhas palavras e emitia ruídos inaudíveis. Fixei minha visão na da ruiva e num gesto coadjuvante, sentei-me ao lado da garota e averiguei meus olhos pela poça escarlate que se formava sob uma camada gélida. Fiz o possível para não me manter muito próximo da garota, uma vez que eu exalava frio contínuo e provavelmente apenas pioraria a situação; ostentei um movimento com meu palmo direito e fiz com que uma camada de gelo estacasse o sangramento ininterrupto. Deveria ser uma semideusa; era relativamente impossível encontrar algum mortal comum por aquelas redondezas de Long Island, uma vez que as propriedades mágicas d'A Fronteira impediam tão próxima presença. Assoviei de leve e indiquei para Rhys se aproximar, que logo sentou a meu lado. Abracei meu tórax contra minhas pernas e permaneci a visualizar a garota, acariciando a raposa esbranquiçada e visualizando o pôr-do-sol. Suspirei profundamente, perscrutando em meus devaneios por algo que cessasse aquele interminável silêncio. Consegui proferir uma única palavra, e para mim era o suficiente.
▬Olá.

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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Jasper C. Telesco em Sab Jul 07, 2012 2:45 am

Jasper C. Telesco
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Jasper pelo menos tinha alguém para lhe acompanhar. Seus cabelos negros balançavam de acordo com o vento. Era lá, um local perfeitamente lindo. Os ventos o apunhalava como um punhal frio, que fazia o sangue gelar. Uma única parte do filho de Hefesto estava quente, a mão que tocava a mão da garota, em um contato belo e que poderia ser o que mantinha o mesmo vivo - ou não. Os olhos rubros cheios de dor, procuravam algo que fazer enquanto visitavam o chalé de Hefesto. Se armava rapidamente enquanto a garota o esperava, a mesma rotina de sempre. Nunca gostara de lugares tão longe do acampamento. Mesmo que odiasse a maioria dos campistas, era bom ter algum bastardos por perto.

▬ Isso já basta. ▬ falou o garoto, enquanto colocava uma faca de bronze no bolso da bermuda. Pegava o seu amuleto rapidamente e o colocava ao pescoço, por meio de um colar. Não pode se esquecer de enfiar o seu controle no bolso, poderia servir para alguma emergência. E então, colocou seu arco de bronze sagrado às costas. Mesmo não tendo flechas, o garoto era muito experiente com o arco. Se uso era um tanto bom quanto perigoso, por isso só o levava de vez em nunca.

Saía do chalé, de encontro a garota que o esperava - ou não, parecia ter feito o mesmo que Jasper. Bela como sempre, mas o filho de Hefesto não sabia se a mesma era perigosa. Esse era o teste, para ver o quanto ela poderia ser perigosa ao ponto de fazer ele de um menino calmo. Alcançavam os limites que muitos campistas mal pensavam em chegar e mal se preocupavam - pelo menos o garoto não, se mantinha neutro. Em meio aos pensamentos que lhe invadiam a mente, recusou-se dizer o que queria fazer no local.

▬ Passear não é um dos meus melhores planos ▬ queixou-se a prole de Hefesto, digna de ser um idiota. ▬ Mas já que você tá aqui ▬ olhou para a garota instintivamente. Seus olhos belos o encaravam sempre que os dois se encontravam.

O silêncio pontuou na escuridão dos pensamentos do Jasper. Quando deduziu que chegaram ao local marcado, estavam perto de algumas árvores que davam para um corrégo congelado. A noite estava calma, com algumas sombras bruxuleando. Pareciam almas, que saíam do inferno em tormenta dos humanos. O lugar era especialmente feito para meios-sangues. Extremamente perigoso, solitário e um pouco romântico. O filho de Hefesto aproximou-se de uma das árvores que estavam perto do corrégo, com as flores tremeluzindo enquanto o vento golpeava o garoto.

▬ Enfim, chegamos.

Itens:
♠ Faca de Bronze [Inicial]
♠ Arco grande de Bronze sagrado
♠ Controle robótico (Pode controlar qualquer coisa robótica. Utilizado apenas uma vez por missão, dura uma rodada e ele volta para o seu arsenal).
♣ Amuleto de coruja [Um colar com uma pequena coruja prata; seus olhos são dourados. Ao contato do campista, transforma-se em uma miniatura do animal (cerca de 20 cm), com a qual o usuário pode comunicar-se mentalmente. Pode participar de batalhas. [Vida: 60/60][Presente by.: Tia Ath/Khris]

Local
Vale dos ventos uivantes

Estado
Normal


Vestindo
Camisa laranja do acampamento e bermuda


Ouvindo
Esse amor em mim


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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Aaron L. O'Ryanshu em Sab Jul 07, 2012 3:20 am


Hollister Claire

I can be your nightmare, or your dream. It's up to you...

Eu andava pelos Vales dos Ventos Uivantes, apenas com Jasper. Os ventos frios bagunçavam meus cabelos, o que me fazia ficar frustrada. Por que eu tinha que ter ído naquele lugar? Com um aperto na mão, me lembrei.
Antes de ir ao local, eu havia passado no chalé enquanto Jasper pegava suas coisas.
Peguei meu chicote, que coloquei em meu cinto, meu bracelete de prata, que coloquei no pulso, pronto para virar o par de adagas que Jasper havia feito para mim. E por fim, embainhei minha outra adaga, esta de ouro. Coloquei também outra roupa, tirando o biquíni que eu estava antes, colocando um vestido preto, com boas pretas.
Quando voltei, vi que eu não havia sido a única que me equipara.
Jasper estava com um arco de bronze sagrado em suas costas e, em seu bolso, havia algo que parecia uma adaga. Ele estava lindo. E perigoso.
Caminhamos pelo Vale, sendo chicoteados pelos ventos frios. Enfim, o filho de Hefesto falou:
- Passear não é um dos meus melhores planos. Mas já que você tá aqui.
Eu lhe dei um rápido beijo e continuamos a andar, no silêncio, até que finalmente, paramos perto de árvores que davam em um córrego gelado. Ele soltou sua mão da minha e falou que havíamos chegado.
Dei uma olhada pelo local. Ele era misterioso, perigoso e até mesmo um pouco romântico. Porém, eu não iria deixar as coisas tão fáceis para o semideus. Fingi que não havia gostado do local e comecei a examinar minha unhas, encontrando, de repente, algo muito importante nelas.

TALKING WITH: Jasper.:. WEARING: This.:. WEATHER:Sun.:. MUSIC: Paradise - Cold Play.:. NOTES: Vale dos ventos uivantes.:. Template by thepisciana from TDN
armas levadas:
- Chicote elétrico;
- Par de Adagas Gêmeas - As duas são armas gêmeas perfeitas, que, ao se juntarem, se transformam em um bracelete de prata;
- Χρυσός: adaga feita de ouro.


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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Jasper C. Telesco em Seg Jul 09, 2012 7:21 am

Jasper C. Telesco
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Jasper sentia algum ruim em si. O seu pescoço coçava e ele sentia o gosto de sangue sumir da boca. Rapidamente olhou para o céu para ver o que realmente estava acontecendo. Seu corpo doeu por alguns instantes, mas ele sabia o que realmente tinha a fazer. Foi até a garota, e a beijou. Foi o que conseguiu por alguns segundos. O beijo fora vagaroso, e ele a agarrou como deveria. Porém, a deixou sozinha rapidamente.

▬ Desculpe-me, tenho um negócio a fazer.

E em saída, correu que nem louco. Estava se esquecendo de várias coisas e uma delas era de sua existência.

Itens:
♠ Faca de Bronze [Inicial]
♠ Arco grande de Bronze sagrado
♠ Controle robótico (Pode controlar qualquer coisa robótica. Utilizado apenas uma vez por missão, dura uma rodada e ele volta para o seu arsenal).
♣ Amuleto de coruja [Um colar com uma pequena coruja prata; seus olhos são dourados. Ao contato do campista, transforma-se em uma miniatura do animal (cerca de 20 cm), com a qual o usuário pode comunicar-se mentalmente. Pode participar de batalhas. [Vida: 60/60][Presente by.: Tia Ath/Khris]

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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Cherry le Boursier em Qui Jul 12, 2012 11:42 am



A beautiful face and a warm smile blazing...

A misguided and unusual meeting; union of ice and fire?





As orbes de cor cerúleo da filha de Héstia acompanharam os movimentos do garoto assim que este se deu conta de sua presença. Um tanto apreensiva, Cherry viu sua desconfiança tornar-se uma certeza quando ele por meio de movimentos rápidos se aproximou-se dela, postando-se ao seu lado e permitindo-lhe uma visão melhor de toda sua beleza que só fazia contrastar-se ainda mais com todo o venusto que já adereçava o âmbito.

Os raios espectrais do sol de cores mistas, incidiam sobre ambos os indivíduos que agora próximos, trocavam olhares erradios enquanto sobre os rochedos que lhes sustentava sobre aquele vale garboso e de enorme venusto. Um pequeno movimento dele no entanto, chamara a atenção da garota para sua mão direita, com a qual através de um único movimento ele estancara o líquido carmesim que lhe vertia do joelho, por meio de uma fina camada de gelo.

Indecisa de como reagir diante de tal feito, pressionou ambos os lábios e desvencilhou o olhar para um ponto distante qualquer - mais especificamente, para a árvore situada na ponta do penhasco. Até que, fora surpreendida pela voz suave e branda que entoara um simples cumprimento que a tinha como destino.

Olá... respondeu ávida, erguendo-se com pouca dificuldade e lançando um olhar demorado na direção do filho de Quione.

Han... desculpa, não queria lhe perturbar. Pronunciou um tanto desconsertada e pôs-se a afastar-se de costas, de forma lenta.

Engoliu em seco enquanto se via se afastando dele, imaginando o perfume enebriante que sentira com a proximidade que antes estabelecera-se entre os dois. As correntes de ar indômitas se propagava em todo o ambiente, e este mesmo colidia com a face serena da pequena, cujas madeixas de cor rúbida oscilavam, cingindo a paisagem com sua maciez e brilho abraseado.

Retesou-se por um único momento e observou as feições angelicais do filho da ninfa da neve. Sua vontade não condizia com suas ações momentâneas, mas ainda estava incerta do correto a se fazer, e visivelmente ele não parecia ser uma pessoa que optava por se socializar com alguém senão necessário, e naquele momento, não o era. Com um leve repuxar de seus lábios macios e rubros, suspirou e manteve-se a quedo onde estava. Seu corpo encontrava-se ali, imóvel, mas sua mente vagava por lembranças semotas que lhe aturdiam.
Cherry le Boursier
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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Stephannie Roux em Seg Jul 23, 2012 4:50 pm

~Silêncio~
*Localização – Vale dos Ventos Uivantes (Fronteiras do Acampamento)*

Eu tinha escolhido bem o local para sentar. Um conjunto de pedras que me escondia caso alguém chegasse por trás. Não me veriam, mas eu os ouviria. Meus pensamentos eram constantemente interrompidos por cada um dos sons do vale, principalmente pelo uivo distante de lobos. Em algumas horas, escureceria, mas eu ainda tinha muito, muito tempo ali. Eu precisava pensar. Precisava escolher aliados e me preparar. A neblina estava densa, o local muito frio. Eu amo o frio, não interessa o quanto me faça “sofrer”. Mais uma vez, pensamentos pausados por causa de sons - alguns galhos secos se quebrarem próximo de onde eu estava, então preparei-me, silenciosa. Olhando por trás dos galhos velhos e retorcidos da árvore mais próxima, pude ver quem se aproximava. Isso... Era possível? Há tempos eu não a via, eu sentia saudades. Mas só agora eu percebia isso. Sem dúvida alguma eu poderia confiar nela, afinal, era Brenda. Levantei-me e subi num galho grosso para que ela pudesse me ver. Encostei no tronco e esperei de braços e pernas cruzadas, observando-a de soslaio. O que ela fazia ali?
~
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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Aurora S. Hunt em Seg Jul 23, 2012 5:06 pm

Eu tinha sumido por um tempo, queria ficar longe e refletir o que ocorreu depois da guerra, não conseguia aceitar que tudo tinha mudado tão rápido que nem pude acompanhar, mas agora eu estava nas fronteiras do meu lar e me peguei pensando “Eu tinha parado no tempo?”, com a minha aljava nas costas e segurando meu arco tive a certeza que devia ter voltado antes. Os boatos da estavam me assombrando, mas logo foram afastados quando vi uma pessoa me fez perceber o quanto eu sentia saudades de tudo. Eu vi a Roux a poucos metros de mim, sorri e caminhei na sua direção calmamente. Não sabia a razão de sua presença, mas fiquei feliz e ao mesmo tempo perturbada, tinha receio da reação dela, fiquei sumida por um tempo e não sabia se ela tinha mudado como os outros e mesmo assim fui até ela.
Aurora S. Hunt
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Segrego...Segredinho...Segredão...Eu não te conto não \0\

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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Stephannie Roux em Seg Jul 23, 2012 5:30 pm

~Necessidades~
*Localização – Vale dos Ventos Uivantes*

Ela veio até mim, sorrindo. Desci do galho de braços abertos.
-Brenda! –Era muito bom revê-la. Alguém em quem eu poderia confiar. Abracei-a. -Quem é vivo sempre aparece, afinal.
Ela estava com a aparência mais madura ainda do que no ano que havia se passado. Eu também havia mudado bastante. Sorri para ela.
Eu só sorrio sinceramente para quem eu quero, para quem eu gosto, para quem merece. E ainda sim, só de vez em quando. Muitas coisas haviam me marcado. Eu havia amadurecido, com toda certeza... Mas algumas coisas haviam estragado o que eu era por dentro. Eu preferia assim, não ingênua.
~
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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Aurora S. Hunt em Seg Jul 23, 2012 5:43 pm

Quando ela me abraçou fiquei muito aliviada, passei meus braços em sua volta e a apertei por uns segundos, foi quando ele me fez rir falando:
-Quem é vivo sempre aparece.
Afastei-me ficando perto o suficiente para estuda-la, havia amadurecido, sua expressão estava mais seria do que me lembrava das coisas que ocorreram devem tê-la mudado e não a culpo nem um pouco.
-Pois é, voltei para ficar. - respirei fundo e prossegui. -Como você esta?
Ela foi uma das razões que me trouce de volta, ela também poderia me contar sobre o que estava acontecendo com o acampamento.
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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Stephannie Roux em Seg Jul 23, 2012 6:10 pm

~Necessidades~
*Localização – Vale dos Ventos Uivantes*

Olhei para o horizonte para verificar-me de que não havia ninguém por perto.
-Comigo... Tudo bem, eu acho... – Observei cada centímetro próximo distante de nós com o olhar. Aproximei-me e disse um pouco mais séria -Já o acampamento... Nem tanto, como já deve ter notado. Mas que bom que voltou. Muito conveniente também, para falar a verdade... Brenda... Ahn...Taylor Helsing. Se lembra dela? Então. Nós estivemos pensando muito... O acampamento mudou. Está, de certa forma, sujo... Entende o que eu quero dizer?
Meus olhos encaravam os dela. Ela parecia um pouco confusa, mas depois pareceu compreender. Eu não sabia se ela entraria, se concordaria, se ajudaria. Será que ela estaria tão diferente? Eu torcia para que não.
~
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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Aurora S. Hunt em Seg Jul 23, 2012 7:48 pm

Escutei o que ela falou com atenção, por um momento não entendi bem, mas logo percebi sobre o que se tratava e era exatamente o que eu queria saber. Escutei alguns rumores, rumores nada agradáveis de que o acampamento esta ficando fraco e tolo por de certos campistas. Mas o que mais me deixou chocada foi ter escutado que os deuses estavam mais flexíveis em assuntos que na minha época qualquer campista podia ser castigado.
-Entendo, principalmente sobre o acampamento ter mudado. – fiquei quieto a observando e falei quase em um sussurro. –Escutei alguns boatos, na verdade eu achava que eram boatos, mas você acabou de afirmar. Apenas diga-me uma coisa... É verdade que os deuses estão permitindo certos comportamentos que na nossa época. –fiquei procurando a palavra certa. –Como posso dizer... Nós seriamos castigados?
A raiva já estava crescendo dentro de mim, tínhamos normas para sermos fortes e os deuses não eram muito bonzinhos, os campistas se empenhavam e estavam prontos para a guerra, só que agora eles eram imprudentes e não respeitavam os mais velhos. Fiquei olhando Roux esperando a resposta.
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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Stephannie Roux em Ter Jul 24, 2012 10:46 am

~Necessidades~
*Localização – Vale dos Ventos Uivantes*

Suspirei. A neblina escondia qualquer indício de sol forte.
-É tudo verdade, Brenda. Se... Se você concordar com a gente... Será que...?– Ela entenderia a proposta, eu sabia que entenderia. Eu só precisava ter certeza de que ela concordaria em ajudar. Mas será que seu ódio era tão grande quanto o nosso?
~

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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Aurora S. Hunt em Ter Jul 24, 2012 5:33 pm

Mordi o meu lábio inferior e ri com desprezo. Fiquei quieta tentando ficar calma, sentindo a umidade que estava no ar e me peguei procurando o sol como sempre fazia quando estava irritado ou pensando em algo. Direcionei o meu olhar para a única pessoa em que eu confiava cegamente nesse acampamento. O lugar qual eu chamava de lar estava ficando pútrido e ela tinha uma solução a meu ver.
-Estou de acordo com qualquer coisa que você propor.
Apertei o meu arco, eu queria muito saber o plano dela e de Taylor, pois farei o tudo no meu alcance para terminar com essa era medíocre.
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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Jasper C. Telesco em Ter Jul 24, 2012 8:23 pm

•••

Eu estava do lado de duas campistas, de muito tempo atrás. Não as conhecia bem, porém sabia o que elas estavam fazendo ali. Estava em uma missão, um pouco difícil, tempos difíceis, é claro. E quando ouvia a voz das duas, escondido em uma árvore, perto do grande abismo, ficava cada vez mais chocado. Só agora eu percebera o quanto o acampamento tinha mudado, e o quanto tinha mudado para ruim. Os tempos eram outros, legais, não tão corridos. Eram mais sorrisos, era mais alegria. Era, não é mais. Até eu mesmo mudara, de um grande idiota, para um garoto arrogante. Expulsei a ideia da mente, me aproximando das duas calmamente.

Tinha vindo de skate, planando alguns metros do chão, com o turbo acionado. Daqui há alguns instantes, provavelmente, teria que consertá-lo. Não me importei. O vento frio me deu um calafrio e estremeci. Apareci na frente das duas, sorrindo.

Buu! — falei, a voz um pouco rouca, é claro. Mas a voz ainda era a de sempre: Meio fria, meio sádica.

Não esperei um susto das duas e por isso, continuei simplório, parado. Mas meus movimentos estavam armados. Não queria ser hostil, ao contrário, queria ser amigável. Naqueles dias, muitas confusões aconteciam em todo o acampamento e isso me deixava estranho. Retirei o controle do bolso da minha calça e desliguei o skate, o colocando no chão e olhando para as duas, com um sorriso estampado no rosto. Levei o meu punho ao martelo, o ajeitando na bainha. Olhei para o céu e suspirei.

Ah, me desculpem... Não queria interromper — proferi, com o tom sarcástico. Sabe-se bem o quanto eu sou idiota. Ignorei isso e meus olhos rubros penetraram os delas, alternadamente, e parei de sorrir.
.


•••
Jasper C. Telesco
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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Jasper C. Telesco em Ter Jul 24, 2012 8:32 pm

[OFF] Adicionando itens que esqueci:

Spoiler:
♠ Martelo de Forja [By: Hefesto]
♠ Controle robótico (Pode controlar qualquer coisa robótica. Utilizado apenas uma vez por missão, dura uma rodada e ele volta para o seu arsenal).
♣ Amuleto de coruja [Um colar com uma pequena coruja prata; seus olhos são dourados. Ao contato do campista, transforma-se em uma miniatura do animal (cerca de 20 cm), com a qual o usuário pode comunicar-se mentalmente. Pode participar de batalhas. [Vida: 60/60][Presente by.: Tia Ath/Khris]
♣ Skate mecanizado [Responde aos comandos do filho de Hefesto através do controle, podendo se locomover por até 10 turnos na velocidade normal antes de precisar de reparos - que exigem uma rodada para serem feitos. Possui a capacidade de turbo, triplicando a velocidade, mas a duração de uso passa a ser 5 rodadas. Pode levitar um pouco acima do solo, mas se usar esta habilidade com o turbo a duração será de apenas 3 rodadas e sozinha, na velocidade normal, de 5]

[OFF]
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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Cherry le Boursier em Qui Ago 16, 2012 11:14 am

Deixou o local com passadas rápidas, seguindo na direção que a levaria novamente para o acampamento. Feito isso, olhou para trás e acenou para o garoto, esboçando-lhe um último sorriso faceiro antes de finalmente por-se a correr na direção do âmbito em que se situava sua morada e a dos demais semideuses. Seus cabelos ruivos cintilavam em prol de seus movimentos, dançando uma valsa em imediatismo de sua tenção. Finalmente sumiu entre os arbustos, seguindo por fim para o acampamento.
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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Katherine B. Angelline em Dom Ago 26, 2012 2:22 am



If all our life is but a dream, fantastic posing greed.


Hey moon, please forget to fall down.





Não embarque nas ruas sinuosas que a vida da batalha lhe permite. Não saia de casa quandos os dias enublados percorrerem o tempo, quando os ventos assoviarem coisas que só eles sabem. Que somente eles sabem. Eles virão atrás de você, semideus. Se esconda e pare enquanto pode. Enquanto a vida ainda não lhe escapa, e o sangue dourado não joga a ira sobre sua existência. Vá, criança. Você é um crime, um peão e um soldado. Você nasceu para ser amaldiçoado.


• ♦ •


O céu estava limpo. Tão limpo que quase era possível atravessá-lo com os olhos, ou talvez fosse só imaginação. Vermelho sangue, era a cor do sol descendo pela colina por volta das 18 pm. Em um corredor escuro de um metrô, as luzes piscavam. Seus olhos lacrimejavam enquanto ela tentava - em vão - se libertar das correntes do sono. Hipnos... Este era tão forte quanto o gêmeo. Não... Ele era a própria força. Que ninguém nunca foi capaz de compreender. Depois de muito se debater, ela levantou-se. O corpo ainda estava na cama da enfermaria, enquanto a psique de Katherine era uma andarilha. Conseguiu piscar, tendo consciência da única noite de sono em um período longo. Quiça estivesse totalmente curada, mas boa parte de seu instinto implorava pela liberdade, e este não era dependente das circunstancias. Ela realmente precisava pensar; ficar longe de qualquer tumulto que não fosse causado por si mesma. Ela precisava esclarecer algumas coisas consigo.
Não havia mais ninguém na enfermaria, então simplesmente 'sair' era o modo mais fácil de 'sair de fininho'. Ela calçou as botas de couraça branca e vestiu seu equipamento que estava ao lado da cama. Cambaleou nos primeiros passos, percebendo então que havia passado mais do que uma noite presa ao sono. Empurrou a porta, sendo atingida pela luz fraca emitida pelo sol. Foi neste momento que deparou-se com a nova carga: ela estava com roupas normais, mas sabia que a capa vermelha surrada escondia mais do que só o seu equipamento. Houve momento que ela implorou para que fosse somente um pesadelo, mas não... Hipnos é forte, não bondoso; ela caminhou até a varanda da Casa Grande e até o momento, não havia visto ninguém. Sr D. estaria dando ordens aos sátiros? Quíron guiava os arqueiros? Onde estavam todos?
Ergueu os olhos ao céu acinzentado e sentiu que não era hora de arriscar e abrir as asas. O céu pode ser um local muito perigoso, principalmente para uma alada inexperiente. Foi o que a fez pensar que não era aceitável tudo isto, não... Era difícil compreender a maldição que agora pesava em sua coluna. Era sim, muito difícil. Mas também havia uma constante tensão deixava-a com pressa e fome de movimentos. Checou pela primeira vez em tempos a guarda da Chaos. Ela estava presa, o que era um bom sinal. Para onde a campista pretendia ir, deveria ser cautelosa, principalmente estando em uma situação dessas; mas pelo o que afirmam todos os 'outros', é no cansaço que os filhos de Ares encontram a força. Era possível agarrar-se tanto assim em uma frase? Não deixaria de arriscar para descobrir. E atravessar a floresta a beirada da noite era o que lhe aguardava. Antes de qualquer coisa, resolveu passar em seu chalé para organizar os pertences. Havia passado tempo demais descansando, e sua mente precisava de um pouco de segurança. Há muito tempo que não utilizava seus presentes, e hoje parecia um dia propício para mudar este fato.
Por fim preparada, pegou uma pequena carona nas costas de Moggy, deixando que esta voltasse para o chalé após chegar em seu destino.

• ♦ •


Ela encarou o desfiladeiro, sentando-se perto a árvore sobrevivente. Em seu ombro corvejava o pequeno; o pequeno semelhante.

- Northern Downpour sends its... - Parou subitamente, sentindo o cheiro de presa. O corvo voou de seu ombro, circulando os ares em busca de pistas. Katherine esgueirou-se para o lado da árvore, e sabia que desta forma estaria cada vez mais suscetível a ataques. O corvo certamente conseguiria enxergar por meio a névoa que cobria o vale, mas estava difícil para campista manter-se ali. Ela colocou um anel dentre os dentes, escondendo-o com os lábios e sentou-se sobre a raiz da árvore, esperando qualquer sinal maior. Ela não procurava brigas, mas seria muito impensado o ato de atacá-la achando que por este motivo ela não revidaria. Não, não. Ela estava atenta, e esperava que esta fosse a oportunidade para abusar de sua maldição. Seu fardo seria útil? Era o que descobriria.

Armas Levadas:
♈ Chaos § [Espada de ouro negro com atribuição de eletricidade. Esta tem duas lâminas, uma principal da espada, e outra suspensa na parte inferior da lâmina. A suspensa age como uma flecha, porém é lançada com o acionamento de um pequeno botão no cabo da espada. Apenas três recargas, que podem ser re-utilizadas após o encaixe na espada.]
♈ Armor Chaos § [Uma armadura completa de prata semi-indestrutível . Esta armadura tem quatro chifres/espinhos, dois na região dos cotovelos e dois na região dos joelhos. É bastante leve, apesar de não aparentar e é adaptável ao clima, ou seja, em um clima frio, a armadura esquenta, de mesma forma que em a certa elevação da temperatura, a armadura toma uma forma mais gélida, para refrescar o corpo do usuário. Na região dos ombros, existem duas camadas, a de um couro resistente, e outra de prata original da armadura. {Os item Shoes Chaos e Gloves Chaos fazem parte do mesmo, sendo um só}]
♈ Shoes Chaos § [Produzem o mínimo som de passos , e, portanto, seu usuário se torna parcialmente imperceptível até mesmo para os mortais com uma ótima audição.]
♈ Gloves Chaos § [Luvas de Prata e Couro, quando pressionado o sensor de pressão no pulso, garras de Fúria saem por cima de seus dedos]
♈ Escudo de prata médio. - No centro do desenho dele, há um corvo entalhado por ouro negro. Em repouso se transforma em um bracelete, que é ajustável. (Semi-indestrutível) (Ele é parte da armadura, ficando preso ao bracelete esquerdo) [Presente]
♈ Capa longa vermelha: Tem o poder de "esconder" itens. Ao trajar esta capa, está sugerível ao usuário fazer com que seus itens fiquem ocultos ou não. É uma magia simples, mas de utilidade quando o campista precisa levar armas para fora do Acampamento sem ser notado. Não serve para que "descargar" itens, ou seja, seu número de capacidade de levar itens não aumenta, apenas ganha a habilidade de ocultá-los diante os olhos mortais e divinos. [Presente by: Alecxandra Coral Morgenst]
♈ Anel Light - Um anel que exerce poderes sobre magia elemental envolvendo Luz e dá ao usuário deste, poderes sobre fracas mágicas arcanas.
♈ Valentine [Um anel de ouro onde há gravado em caligrafia fina as iniciais S&K.Duas vezes por missão o anel pode lançar contra o inimigo um espinho de ouro capaz de paralisar, durante dois turnos, a parte do corpo atingida. Funciona, apenas, quando está no dedo anelar de sua dona.][By: Sua melhor amiga, Sophia Colluci Niceness]

Mascote
♈ Corvo [Corvo invocado originalmente por Lucas, o mesmo se apegou a filha de Ares Katherine. O garoto então, fez com que o corvo ficasse invocado, mas consumindo metade de sua vida. O corvo obedece tanto as ordens da filha de Ares quanto as do filho de Apollo. Serve para a filha de Ares compartilhar do mesmo campo de visão do animal, sendo assim, ela consegue enxergar a mesma coisa que o corvo. Útil para prevenir ataques surpresa][25/25 HP] [Presente do velho Lucas]
♥ Pequeno autômato de aranha: Mede mais ou menos 3 cm e produz teias finas (quase invisíveis), porém muito resistentes, a ponto de fazer um gigante tropeçar sobre elas. Ela não serve para muita coisa, seus ataques não são diretos, mas ela é ótima para armadilhas. Seu comando é telepático, ou seja, só obedece ao seu usuário, sendo ele o primeiro e o último. (Presente By. Nathan Raymer)

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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Ana M. Thernadier em Dom Ago 26, 2012 1:12 pm

I feel my heart implode
Last chance to lose control.


_Parecia que a vivacidade da garota estava se consumindo aos poucos, assim como uma fogueira desprovida de lenha. Não falava, não se alimentava direito e mal era vista fora de seu quarto. Este, por sinal, apresentava sempre a porta trancada e a cortina fechada. Nada de visitas indesejáveis.

_Há quem diga que ela não estava lá dentro. Que havia fugido silenciosamente na calada da noite. Nada disso era verdade, sabiam seus irmãos, que periodicamente ouviam pequenos sons vindos do quarto. Quando cessavam, o ambiente ficava imerso no profundo silêncio.

_Mas ela estava lá, e podia ouvir a tudo e a todos. De fato, ela não estava como anteriormente poderia estar. Caída no chão como uma boneca de pano, ela parecia apenas respirar. Respirar e nada mais. Os olhos estavam abertos e vidrados, mais parecidos com o de um autômato. Ao seu redor, poderia-se observar diversos objetos repulsivos, jogados de qualquer forma. Alguns estavam amontoados, outros espalhados de qualquer forma.

_Anteriormente, Amanda nunca teria pensado em se ver daquela forma... Deplorável. Mas a vida é inconstante, e lá estava ela. Sua mente estava completamente obtusa; Os pensamentos pareciam vir de dialetos inexistentes e atemporais. O coração parecia pressionado, fazendo força para continuar batendo.

_O braço esquerdo mexeu-se mecânicamente, indo em direção a um objeto em particular. Sua mão fechou-se em torno do objeto, e o trouxe até o alcance da vista da garota. Piscou os olhos, saindo da letargia em que se encontrava. Teve que fechar os olhos por alguns segundos e abrir novamente para conseguir observar - e acreditar - no objeto. Parecia ser apenas mais um relógio de bolso comum - sem considerar sua opulência. Mas com a aura de poder que ele exalava, era difícil acreditar que servia apenas para ver as horas. Sem conseguir impedir a curiosidade, apertou o botão que o faria se abrir.


_Alguns filhos de Éolo pararam imediatamente o que estavam fazendo quando ouviram o barulho vir da porta. Não apenas uma porta qualquer, mas a porta que havia deixado de ser aberta há muito. O rápido ''clec'' que saiu dela fora o suficiente para despertar a curiosidade de alguns e a preocupação de outros. Mas por que estavam tão alarmados com um som rápido que havia cessado há alguns segundos? A resposta veio quase no meio segundo. Viram a maçaneta descer e a porta ser empurrada.

_De início, não era possível ver nada dentro do aposento que estivera por tanto tempo mergulhado na escuridão. Mas depois de alguns segundos a porta deslizou silenciosamente e revelou a dona do quarto.

_Os cabelos curtos desfiados substituíram imediatamente a imagem anterior que seus irmãos tinham de Amanda. A camisa amassada e vestida de qualquer jeito e o jeans muito arranhado assustaram aqueles que se lembravam da pequena e inocente Mandy. O rosto de aparência agressiva dilacerou definitivamente a mênade simples e alegre.

_Alguns irmãos chegaram a ficar perplexos, outros piscavam para espantar a possível vertigem. O que havia acontecido? A jovem, por sua vez, apenas caminhou pesadamente até a porta, batendo-a com força e deixando o chalé depois de tanto tempo.


_Ela se sentia corroída por dentro. Estava ansiosa e agoniada, pronta para fazer algo estúpido. Caminhava aos tropeços, como se estivesse reaprendendo a fazê-lo. Segurava o cantil na mão direita, e na esquerda estava o tirso. No momento, ela só queria se encontrar com um ser, mas estava temerosa em relação a isso. Assobiou algumas vezes, olhando ao redor, cada vez mais preocupada.

_Quase imediatamente após o terceiro assobio, Mandy sentiu seus calcanhares serem mordiscados e sentiu um imenso alívio. Abaixou-se e acariciou a raposa vermelha que estava aos seus pés. Queria dizer que estava com saudades, e se desculpar pelo abandono, mas preservou o silêncio. Pediu que este se levantasse e recomeçou a caminhada sem rumo.

_Lee não pensava muito. Procurava deixar sua mente vazia e lúcida, por assim dizer. Mal observava o caminho pelo qual seguia junto com sua raposa, que ás vezes se desviava um pouco. Depois de muito tempo ou talvez de tempo nenhum, parou. Viu-se em um lugar obscuro e desolado, onde nunca estivera antes. A neblina era constante, e chegava a cobrir seus pés. Mesmo que não sentisse, sabia que estava frio.

_Analisou o local por alguns instantes antes de recomeçar sua caminhada. Passou a mão pelo pescoço, deixando o pingente mais fácil de ser alcançado. Passou pela sua mente a rápida ideia de que poderia ser atacada, mas desviou-a e voltou ao silêncio crucial. Os passos, tanto seus como os de Grell, ecoavam no ambiente. Ao longe, Mandy conseguia enxergar algumas pessoas, e por isso começou a ir pelo lado contrário a elas. Não gostaria de encontrar com ninguém naquele tão crucial momento.

_Logo, parou. A névoa não mais se fazia presente no solo, e a resposta estava clara. Haviam chegado ao limite entre o chão e o vazio; entre o 'seguro' e o inseguro. Amanda fitou o horizonte, e enxergou o infinito dominado por Poseidon. Viu que Apolo estava terminando seus afazeres, deixando espaço para Nyx.

_O que aconteceria se ela simplesmente se deixasse cair? O que aconteceria se desse mais alguns passos? Ela morreria pela queda livre ou pelas pedras? E o que iria vir depois?

_Sentiu-se tremer diante das possibilidades. Parecia que o chão à sua frente diminuía, deixando-a livre da gravidade. Suspirou e lançou um olhar para sua raposa, submissa. Ela conseguiria sobreviver sem sua dona? Um mar de questionamentos adentrou involuntariamente na mente de Mandy, que começava a dar o primeiro passo em direção ao fim.

Informações importantes:
Itens Levados
♦ Espada de ouro branco[Transmutação pingente][Lâminas de diamante][Veneno]: Adornada com rubis no cabo, sua lâmina é envenenada, em cortes pequenos causa vertigens e em cortes mais profundos pode causar paralisia no membro acertado e tonteira por 1 turno
♦ Cantil Mágico [Cantil atribuído com a benção de Dionísio; contém vinho inacabável e recupera 10HP/EN por missão] [Presente de Dionísio]
♦ Tirso [Cajado com propriedades mágicas; leve e super-resistente, diminui gradativamente os gastos de energia e auxilia na manipulação do vinho. Possui videiras ornamentadas em sua superfície e, de guarnição, algumas uvas] [Presente de Dionísio]

Mascote
♦ Raposa [Grell][100/100 HP][Presente de Kim P. Carter ]

Poderes Relevantes

♦ Resistência a pressão atmosférica - Os filhos de Éolo, levando em consideração que voam e enfrentam as piores altitudes e afins, não sofrem efeitos da pressão atmosférica, podendo estar no mais alto dos picos que seria igual estar no nível do mar

♦ Resistência Climática - Os servos de Éolo são responsáveis, mesmo que pouco, pelas estações do ano e pelas temperaturas. Então, os filhos dele conseguirão aguentar desde altas a pequenas temperaturas. Claro que há exceções e o bom senso e a vontade do narrador devem ser respeitados.



Ana M. Thernadier
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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Katherine B. Angelline em Seg Ago 27, 2012 4:52 am



If all our life is but a dream, fantastic posing greed.


Hey moon, don't you go down.



Não existiam pontos; existiam exclamações. Exclamações mudas de olhares assustados, mórbidos e inconsequentes. Situações repetitivas e em... Outubro. As folhas caem. Mas não significa nada, como tudo. Deixe que cesse; que leve embora sua ilusão. "E se tudo que conhecemos for uma ilusão, e nada existe de verdade? Nesse caso, acho que paguei demais pelo tapete da sala."

- Woody Allen

• ♦ •


Não havia como sentir pelo tato a pressão exercida pelo ambiente, mas qualquer que fosse, estava protegida dentre a sua armadura; a garota cuspiu um capim. Não... Não era um capim. Havia cuspido um espinho de ouro, que na passagem pelos lábios deixou um leve rastro de sangue. A dormência... Ela colocou o anel de volta no dedo e limpou o sangue com a ponta da língua. Só assim, na umidade e com o gosto de sangue descendo pela sua garganta, ela sentiu os ventos cessarem; não era normal. Ela estava ao lado de um precipício; a névoa se mantinha persistente. Isto era obra de uma presença. Talvez alguém pudesse controlar os ventos por sua própria estima; inconscientemente. Não. Era loucura.

- "Loucura?"

Era estupidez pensar que houvesse algo que não pertencesse à loucura. Não neste mundo; ela permanecia com os olhos fechados, deixando apenas sua perna em apoio do cotovelo. O queixo erguido; os olhos semi-cerrados; o nariz ocupado com o cheiro de... Bem, nada. Parecia sossegada, mesmo com o indício de perigo. Ah... Mas era neste momento que tudo ficava mais engraçado. Há momento mais inoportuno para rir quando se está diante da morte? Há momento mais oportuno do que o impróprio?
Mas pelo contrário de tudo que indicava o silêncio em torno, uma sinfonia correu pela neblina; preenchendo o sofrimento por sons de violinos. Eles acariciavam seus cabelos com as notas e melodias fluentes de dedos talentosos e incessantes. Deveria ser apenas uma artimanha de sua mente; uma alucinação.

-Ora, ora... - Disse calmamente; em desdém.

Os sons passos na grama seca, atravessando a sinfonia de violinos, correram pelos nervos de sua audição levando os sinais até o cérebro. Havia descoberto o que de fato seria a causa dos ventos parados?
Colocou o polegar junto ao ferimento no lábio inferior e arrastou-o até a outra extremidade. Sorriu e levantou-se, esperando que seu pequeno corvo voltasse a seu ombro. Os violinos cessaram e ela continuou dando alguns passos dentre a neblina, abrindo caminho com os olhos para a imensidão branca e fria. Uma folha de outono triste e solitária escorregou dos galhos secos da árvore, caindo sobre o rosto pálido da garota; ela encarou a folha seca no que parecia uma eternidade. Assoprou, vendo-a distanciar-se do trajeto anterior; o vapor que saia de sua boca atravessou a névoa, mostrando a face de uma outra garota. A semideusa levou sua mão lentamente a sua capa, mas o que parecia ser uma preparação fora somente um blefe. Ela desviou a mão para seu bolso, puxando um pequeno biscoito com pedaços de chocolate. O quebrou ao meio e elevou-o até o bico de seu mascote. Assoviou, e o corvo voltou ao céu azul-cinzento. A noite estava avançando pelo vale e não era somente a neblina que deixava o ambiente caótico; a aproximação de outra campista também era estranha. Mas esta, ao contrário de Katherine, parecia não ter notado a presença de outra pessoa. Não que a filha de Ares fosse notável, mas... Bem. Ela respirou fundo, sentindo que desta vez, tentaria manter-se calma.

- Cuidado para não cair. - Avisou a esta que já estava ao lado da árvore, beirando o precipício. Assoviou para sua aranha, que lançou uma pequeníssima teia ao calcanhar da suicida, puxando-a de volta com firmeza. A filha de Ares caminhou de volta até a árvore solitária, sentando-se ali. Falou em desprezo:

- Se pretende fazer isso, faça-o por outro lugar. Não me agrada o cheiro de cadáver. - Manteve-se inexpressiva, enquanto batia o pé em uma das raízes da árvore, puxando novamente o sangue com a língua.




Obs.: Ao que Katherine tem em uso o item "Capa longa vermelha", até que esta balance a capa, sua armadura, armas e afins estarão ocultos aos olhos de mortais, consequentemente deixando-a com um visual simples, o qual é visto acima.


Armas Levadas:
♈ Chaos § [Espada de ouro negro com atribuição de eletricidade. Esta tem duas lâminas, uma principal da espada, e outra suspensa na parte inferior da lâmina. A suspensa age como uma flecha, porém é lançada com o acionamento de um pequeno botão no cabo da espada. Apenas três recargas, que podem ser re-utilizadas após o encaixe na espada.]
♈ Armor Chaos § [Uma armadura completa de prata semi-indestrutível . Esta armadura tem quatro chifres/espinhos, dois na região dos cotovelos e dois na região dos joelhos. É bastante leve, apesar de não aparentar e é adaptável ao clima, ou seja, em um clima frio, a armadura esquenta, de mesma forma que em a certa elevação da temperatura, a armadura toma uma forma mais gélida, para refrescar o corpo do usuário. Na região dos ombros, existem duas camadas, a de um couro resistente, e outra de prata original da armadura. {Os item Shoes Chaos e Gloves Chaos fazem parte do mesmo, sendo um só}]
♈ Shoes Chaos § [Produzem o mínimo som de passos , e, portanto, seu usuário se torna parcialmente imperceptível até mesmo para os mortais com uma ótima audição.]
♈ Gloves Chaos § [Luvas de Prata e Couro, quando pressionado o sensor de pressão no pulso, garras de Fúria saem por cima de seus dedos]
♈ Escudo de prata médio. - No centro do desenho dele, há um corvo entalhado por ouro negro. Em repouso se transforma em um bracelete, que é ajustável. (Semi-indestrutível) (Ele é parte da armadura, ficando preso ao bracelete esquerdo) [Presente]
♈ Capa longa vermelha: Tem o poder de "esconder" itens. Ao trajar esta capa, está sugerível ao usuário fazer com que seus itens fiquem ocultos ou não. É uma magia simples, mas de utilidade quando o campista precisa levar armas para fora do Acampamento sem ser notado. Não serve para que "descargar" itens, ou seja, seu número de capacidade de levar itens não aumenta, apenas ganha a habilidade de ocultá-los diante os olhos mortais e divinos. [Presente by: Alecxandra Coral Morgenst]
♈ Anel Light - Um anel que exerce poderes sobre magia elemental envolvendo Luz e dá ao usuário deste, poderes sobre fracas mágicas arcanas.
♈ Valentine [Um anel de ouro onde há gravado em caligrafia fina as iniciais S&K.Duas vezes por missão o anel pode lançar contra o inimigo um espinho de ouro capaz de paralisar, durante dois turnos, a parte do corpo atingida. Funciona, apenas, quando está no dedo anelar de sua dona.][By: Sua melhor amiga, Sophia Colluci Niceness]

Mascote
♈ Corvo [Corvo invocado originalmente por Lucas, o mesmo se apegou a filha de Ares Katherine. O garoto então, fez com que o corvo ficasse invocado, mas consumindo metade de sua vida. O corvo obedece tanto as ordens da filha de Ares quanto as do filho de Apollo. Serve para a filha de Ares compartilhar do mesmo campo de visão do animal, sendo assim, ela consegue enxergar a mesma coisa que o corvo. Útil para prevenir ataques surpresa][25/25 HP] [Presente do velho Lucas]
♥ Pequeno autômato de aranha: Mede mais ou menos 3 cm e produz teias finas (quase invisíveis), porém muito resistentes, a ponto de fazer um gigante tropeçar sobre elas. Ela não serve para muita coisa, seus ataques não são diretos, mas ela é ótima para armadilhas. Seu comando é telepático, ou seja, só obedece ao seu usuário, sendo ele o primeiro e o último. (Presente By. Nathan Raymer)

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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Ana M. Thernadier em Ter Ago 28, 2012 12:28 pm

I'm six feet from the edge
and I'm thinking
Maybe six feet ain't so far down


_Tão perto da morte, ela se sentia viva. Sentia cada parte de seu corpo trabalhando incessantemente, como nunca o fizera antes. Ou ela apenas não percebeu? O coração batia, os pulmões se contraíam e se expandiam, o sangue circulava e levava a vida a todos os extremos do corpo. Era tão milagroso e ao mesmo tempo irônico.

O primeiro passo já havia sido dado. Cada vez mais próxima, ela agora conseguia enxergar a fúria que o mar trazia para as melancólicas pedras. Eram açoitadas sem piedade pelas ondas cada vez mais fortes e violentas. Porém, elas continuavam firmes. Por mais que sofressem, conseguiam se manter erguidas.

O céu ficava cada vez mais escuro, e as estrelas começavam a dar os primeiros brilhos fracos. Observavam, ao longe, o que a garota estava prestes a fazer. Observavam também a aproximação sorrateira da filha de Ares.

Amanda havia colocado um fim à sua dúvida. Decidira seguir adiante, e seu pé começava a se movimentar para formar o último passo de sua vida. Fechou os olhos, sentindo-se sozinha de vez. Ninguém mais a veria, ninguém mais a encontraria.

Mas o tão importante passo não queria ser dado. Seu pé não se movia mais. Por que justo isso agora? Tentou movimentá-lo, mas a única coisa que ele fez foi arrastar-se para trás. Incrédula, abriu os olhos. Estava recuando? Mas havia percebido no mesmo momento que ele estava preso por algo. Algo real.

Ouviu uma voz. De princípio obtusa, mas logo clareou a mente da filha de Éolo. Arrogante e ríspida, mas ao mesmo tempo familiar. Só podia ser uma pessoa. Antes de verificar seu palpite, Amanda preparou uma resposta.

Como se você fosse perceber de imediato. - Virou-se, e percebeu que a voz saiu extremamente rouca. Perscrutou com o olhar o vale pelo qual havia passado sem perceber e encontrou a dona da voz. -Boston.

Ao encontrar as orbes claras e gélidas da garota, não pode deixar de repuxar os lábios para baixo. Lembrou-se da última vez em que a havia visto, como uma simples garçonete. Agora, ela estava bem mais ameaçadora, como uma assassina. No entanto, parecia existir algo mais, oculto aos olhos da mênade.

Coincidências não existem. - Disse, enquanto jogava o tirso no chão. Examinou o rosto da garota novamente, tentando penetrar na aura de mistério própria da filha de Ares. Sentiu uma súbita raiva começar a arder em seu peito. - Você me salvou. Mesmo que eu não queira, você me salvou.

Amanda revirou os olhos depois que Katherine falou. Sabia, lá no fundo, que se continuasse com aquela simples forma de suicídio, ninguém seria capaz de sentir nada. Era óbvio que o mar a tragaria para suas ignotas profundezas, sem deixar nenhum vestígio de que alguém morrera nas rochas. Puxou as mangas da camisa e aproximou-se um passo da garota.

O que você quer?



Informações importantes:
Itens Levados
♦ Espada de ouro branco[Transmutação pingente][Lâminas de diamante][Veneno]: Adornada com rubis no cabo, sua lâmina é envenenada, em cortes pequenos causa vertigens e em cortes mais profundos pode causar paralisia no membro acertado e tonteira por 1 turno
♦ Cantil Mágico [Cantil atribuído com a benção de Dionísio; contém vinho inacabável e recupera 10HP/EN por missão] [Presente de Dionísio]
♦ Tirso [Cajado com propriedades mágicas; leve e super-resistente, diminui gradativamente os gastos de energia e auxilia na manipulação do vinho. Possui videiras ornamentadas em sua superfície e, de guarnição, algumas uvas] [Presente de Dionísio]

Mascote
♦ Raposa [Grell][100/100 HP][Presente de Kim P. Carter ]

Poderes Relevantes

♦ Resistência a pressão atmosférica - Os filhos de Éolo, levando em consideração que voam e enfrentam as piores altitudes e afins, não sofrem efeitos da pressão atmosférica, podendo estar no mais alto dos picos que seria igual estar no nível do mar

♦ Resistência Climática - Os servos de Éolo são responsáveis, mesmo que pouco, pelas estações do ano e pelas temperaturas. Então, os filhos dele conseguirão aguentar desde altas a pequenas temperaturas. Claro que há exceções e o bom senso e a vontade do narrador devem ser respeitados.
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Re: Vale dos ventos uivantes ♠ Local público oficial ♠

Mensagem por Katherine B. Angelline em Qui Ago 30, 2012 1:53 am



Free Fallin'


Where were you? Just a little late; you found me.



Respirar; respirar; os olhos cansados. Eles irão se fechar? Ela irá cair?
Caia. Caia. Caia. Caia.



"Lightning. It flashes bright, then fades away. It can't protect. It only destroys."

• ♦ •


O sangue cessou, mas o humor hilário não. Aos poucos, ela deu-se conta que havia uma força a mais influenciando-a à estar ali. Uma brincadeira do destino? Talvez.
Um fogo interno subiu pelos pés, fazendo-a tremer. Parte de seus pelos se eriçaram; uma ira indescritível tomou conta de seus nervos, enquanto continuava frente a frente com uma possível adversária. Seu rosto era-lhe familiar, mas isto não fez hesitar em segundo algum; havia salvado-a, mas para quê?
A raiva; a ira; a fúria; era isso que ela não desejava, exatamente isso, mas a cada segundo se tornava exatamente o que ela queria. Destruir, destruir. Estava controlando um sorriso que definitivamente expressaria a insanidade que definhava em sua psique; despertara? Suas mãos tremiam, e ela fechou os olhos. Por segundos sentiu como se estivesse virando-os do avesso, mas o papel de "garota possuída" nunca fora dela; era somente raiva. Uma estranha e incontrolável raiva que fazia seus dedos tremerem e se dirigirem até o cabo da temerosa Chaos. Ela aos poucos sentia-se sendo uma bomba; pronta para explodir. Mas porque razão ela estava assim? De fato não devia nada à Amanda. Por que salvara sua vida? Para acabar com ela com as próprias mãos? Não precisava de motivos, não quando sua mente estava em um conflito contínuo e complexo. Complexo demais até para que ela entendesse, imagine responder a perguntas alheias. Aquilo não era-lhe importante. Em busca da paz e sossego, ela encontrou uma possível e, atrevendo-se a imaginar, épica batalha. Sangrenta; assim desejava.
O controle surgiu com a brisa fraca que voltara a empurrar as folhas dos galhos secos. Em assopros, seus cabelos esvoaçaram para frente, e uma onda de folhas passou pela frente de seu rosto. Ela ia de insana de volta ao círculo de controle; retrocedeu o curso dos dedos e respirou fundo, voltando a fitar a garota, que se aproximava dela. As teias já eram fracas, e ao mando de sua dona, o pequeno autômato adentrou na bolsa que estava pendurada em seu joelho.
- Por favor... - Controlou a risada, de forma que não parecesse hesitante, o que de fato não estava. Em termos de nervosismo, mesmo que estivesse a ponto de explodir, dificilmente expressaria isto; o que se difere bastante da raiva, que vivia carimbada na face da garota. Colocou as mãos nos bolsos, segurando firme o cabo de sua adaga, caso houvesse algum ataque repentino. Não era de sua essencia - pelo menos de sua nova essencia - ficar próxima de outro semideus ou semideusa. Isso lhe trazia sensações ruins. Os cabelos relaxavam sobre os ombros, e seu olhar bastante focado parecia estar em criando um conflito lógico com a filha de Éolo. "O que ela quer?", petrificava sua mente, retornando a pergunta. "O que eu quero?", pensou. Concluiu que não precisaria da adaga, seja lá o que estivesse para acontecer, ela não queria armas.
Em silêncio, elevou sua mão até o ombro direito, acariciando o local, em segundos levou-a a fazer um movimento rápido, direcionando o punho de sua mão direita para o rosto da filha de Éolo. Este soco seria particularmente fácil de desviar, mas ela rosnou em seguida, raivosa e transtornada. O que em parte, era instintivo.
- Você quer motivos para morrer? - Com a outra mão, mirou um outro soco carregado de força na direção do estômago da garota. O contra-ataque seria inevitável, e será que alguma delas estaria realmente preparada?
Com o vento, a capa da filha de Ares balançou, sendo arrancada de suas costas pela força do ar. A armadura prateada polida e brilhante estava visível, assim como suas asas negras encolhidas. A filha de Ares prendeu a respiração, sentindo seu coração bater cada vez mais rápido, o tempo desacelerou. Ela que esperava pelos resultados, saltou para trás e tentou de alguma forma, desviar dos possíveis ataques. Assoviou. Deu mais alguns passos para trás, até finalmente beirar o penhasco. O que Katherine pretendia fazer? O olhar incrédulo estava preso no rosto da filha de Éolo agora, mas o que lhe aguardava, estava longe de qualquer situação imaginável. Os violinos voltaram a tocar, com uma melodia mais rápida e intensa; A sinfonia da destruição.





Obs.: Ao que Katherine tem em uso o item "Capa longa vermelha", até que esta balance a capa, sua armadura, armas e afins estarão ocultos aos olhos de mortais, consequentemente deixando-a com um visual simples; não estando no momento com a capa, o que é visível acima.



Armas Levadas:
♈ Chaos § [Espada de ouro negro com atribuição de eletricidade. Esta tem duas lâminas, uma principal da espada, e outra suspensa na parte inferior da lâmina. A suspensa age como uma flecha, porém é lançada com o acionamento de um pequeno botão no cabo da espada. Apenas três recargas, que podem ser re-utilizadas após o encaixe na espada.]
♈ Armor Chaos § [Uma armadura completa de prata semi-indestrutível . Esta armadura tem quatro chifres/espinhos, dois na região dos cotovelos e dois na região dos joelhos. É bastante leve, apesar de não aparentar e é adaptável ao clima, ou seja, em um clima frio, a armadura esquenta, de mesma forma que em a certa elevação da temperatura, a armadura toma uma forma mais gélida, para refrescar o corpo do usuário. Na região dos ombros, existem duas camadas, a de um couro resistente, e outra de prata original da armadura. {Os item Shoes Chaos e Gloves Chaos fazem parte do mesmo, sendo um só}]
♈ Shoes Chaos § [Produzem o mínimo som de passos , e, portanto, seu usuário se torna parcialmente imperceptível até mesmo para os mortais com uma ótima audição.]
♈ Gloves Chaos § [Luvas de Prata e Couro, quando pressionado o sensor de pressão no pulso, garras de Fúria saem por cima de seus dedos]
♈ Escudo de prata médio. - No centro do desenho dele, há um corvo entalhado por ouro negro. Em repouso se transforma em um bracelete, que é ajustável. (Semi-indestrutível) (Ele é parte da armadura, ficando preso ao bracelete esquerdo) [Presente]
♈ Capa longa vermelha: Tem o poder de "esconder" itens. Ao trajar esta capa, está sugerível ao usuário fazer com que seus itens fiquem ocultos ou não. É uma magia simples, mas de utilidade quando o campista precisa levar armas para fora do Acampamento sem ser notado. Não serve para que "descargar" itens, ou seja, seu número de capacidade de levar itens não aumenta, apenas ganha a habilidade de ocultá-los diante os olhos mortais e divinos. [Presente by: Alecxandra Coral Morgenst]
♈ Anel Light - Um anel que exerce poderes sobre magia elemental envolvendo Luz e dá ao usuário deste, poderes sobre fracas mágicas arcanas.
♈ Valentine [Um anel de ouro onde há gravado em caligrafia fina as iniciais S&K.Duas vezes por missão o anel pode lançar contra o inimigo um espinho de ouro capaz de paralisar, durante dois turnos, a parte do corpo atingida. Funciona, apenas, quando está no dedo anelar de sua dona.][By: Sua melhor amiga, Sophia Colluci Niceness]

Mascote
♈ Corvo [Corvo invocado originalmente por Lucas, o mesmo se apegou a filha de Ares Katherine. O garoto então, fez com que o corvo ficasse invocado, mas consumindo metade de sua vida. O corvo obedece tanto as ordens da filha de Ares quanto as do filho de Apollo. Serve para a filha de Ares compartilhar do mesmo campo de visão do animal, sendo assim, ela consegue enxergar a mesma coisa que o corvo. Útil para prevenir ataques surpresa][25/25 HP] [Presente do velho Lucas]
♥ Pequeno autômato de aranha: Mede mais ou menos 3 cm e produz teias finas (quase invisíveis), porém muito resistentes, a ponto de fazer um gigante tropeçar sobre elas. Ela não serve para muita coisa, seus ataques não são diretos, mas ela é ótima para armadilhas. Seu comando é telepático, ou seja, só obedece ao seu usuário, sendo ele o primeiro e o último. (Presente By. Nathan Raymer)


Poderes Utilizados:

Ativos

◊ Concentrar e Atacar [Nível 05]
Esta habilidade permite que o Filho de Ares concentre poder para atacar, aumentando assim os danos produzidos. Quanto mais concentrar, mais será efetivo o ataque e mais vulnerável está a receber ataques, também.

◊ Grito de Guerra [Nível 07]
Ao gritar em incentivo, os filhos de Ares transmitem autoconfiança, que com certeza é um fator importante e decisivo em uma batalha. Essa habilidade faz com que toda a equipe fique mais focada no objetivo, aumentando sua concentração e seu empenho, e na certa, o desempenho em ataques.

◊ Ofensiva Múltipla [Nível 09]
Habilidade de executar vários golpes na mesma ação, possibilitando uma investida intensa.
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Mensagem por Ana M. Thernadier em Sab Set 01, 2012 10:57 pm

A question of lust


Mais do que esquisito, era irônico. Irônico o fato de ser impedida por algo um tanto quanto fútil. Irônico o fato de ser salva para depois salvar. Irônico o fato de nascer somente para morrer.

Amanda demorou alguns segundos para conseguir voltar à tona. Piscando os olhos, enxergou novamente a garota que a havia impedido de realizar o que arquitetara havia tanto tempo. ''Coincidências não existem'', a frase passou novamente por sua mente até então oblíqua.

Os ventos sopravam incessantemente, ainda sendo ordenados inconscientemente pela garota. Seus olhos verde-esmeralda simplesmente não conseguiam desviar-se do azul-turquesa da outra. Tentava, sem sucesso, entender tudo o que se passava dentro daquela filha de Ares, que parecia prestes a destruir tudo o que encontrasse pelo caminho. No final, é claro, se destruindo. Parecia uma boa desculpa para fazer o que fez.

Por mais que tentasse com afinco concentrar-se no embate visual, não conseguia. Não suportava ver as coisas demorarem para acontecer, por mais bobas que sejam. Movimentou o corpo de um lado para o outro, enquanto desenhava um falso sorriso no rosto. A primeira reação foi tomada.

O punho da garota era pesado, e com toda a certeza poderia causar um estrago em quem quer que fosse atingido. Quem quer que fosse, no caso, era Mandy. Quando sentiu a aproximação, fez questão de observar com o canto dos olhos. Era, de fato, a verdadeira força de uma filha de Ares. Bem fechado, posição certa, ataque direto. Não seria grande coisa esquivar-se dele, e Lee poderia retrucar com um rápido ataque logo após.

Mas a questão é: Ganharia alguma coisa com isso? Além da saúde de seus dentes, é claro. Algo mudaria se simplesmente desviasse do soco e usasse um contragolpe qualquer? Antes que pudesse ocupar sua vil mente com tais indagações, sentiu o poder destrutivo do punho em sua bochecha. A dor pareceu gritar dos nervos de cada parte atingida, e em fim o sangue espirrou da boca dela. Sendo levada involuntariamente para o lado oposto do golpe, parou o movimento do pescoço um pouco antes de sentir o outro golpe. Este, na região do estômago, obrigou a garota a se prostrar para frente.

Amanda sentiu o ar se esvair de seus pulmões por longos segundos. Curvada como estava, seria um alvo fácil para qualquer outro ataque por parte de Katherine, mas logo percebeu que nada mais viria por ora. Ao invés de esboçar as primeiras reações próprias de uma luta, ela simplesmente riu. Riu como se fosse a melhor piada já contada antes. Voltava lentamente à posição ereta, sem parar de gastar o ar com essa besteira.

Se eu não tivesse motivos para morrer não teria tentado me matar há pouco. - Falou, após conseguir se controlar. Deixou escapar mais uma risada e fitou o semblante incrédulo da garota, que havia se locomovido com tanta velocidade que já beirava o penhasco.

Quando voltou à compostura correta, pousou o olhar para a raposa, que observava a cena com os dentes arreganhados. Sorriu para ela e falou um ''É só uma brincadeirinha'', logo depois voltando-se a observar a garota.

Cuidado para não cair. - Repitiu o que antes ouvira com ironia perceptível. Após mirar a garota por alguns segundos, julgou ter entendido o que ela queria. Dando de ombros, jogou seus itens no chão, um por um, deixando apenas o cantil preso à cintura. - Só com os punhos, certo?

Antes de perceber alguma reação da filha de Ares, Amanda flexionou os joelhos e estabeleceu contato com os ventos. Como se exalasse ventania, fez com que o ar ao seu redor começasse a ser expelido, causando movimento em suas vestes. Depois, deixou escapar mais um sorriso, lembrando-se dos golpes que se deixara levar.


Informações importantes:

Itens Levados

♦ Espada de ouro branco[Transmutação pingente][Lâminas de diamante][Veneno]: Adornada com rubis no cabo, sua lâmina é envenenada, em cortes pequenos causa vertigens e em cortes mais profundos pode causar paralisia no membro acertado e tonteira por 1 turno
♦ Cantil Mágico [Cantil atribuído com a benção de Dionísio; contém vinho inacabável e recupera 10HP/EN por missão] [Presente de Dionísio]
♦ Tirso [Cajado com propriedades mágicas; leve e super-resistente, diminui gradativamente os gastos de energia e auxilia na manipulação do vinho. Possui videiras ornamentadas em sua superfície e, de guarnição, algumas uvas] [Presente de Dionísio]

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♦ Raposa [Grell][100/100 HP][Presente de Kim P. Carter ]

Poderes Relevantes


♦ Resistência a pressão atmosférica - Os filhos de Éolo, levando em consideração que voam e enfrentam as piores altitudes e afins, não sofrem efeitos da pressão atmosférica, podendo estar no mais alto dos picos que seria igual estar no nível do mar

♦ Resistência Climática - Os servos de Éolo são responsáveis, mesmo que pouco, pelas estações do ano e pelas temperaturas. Então, os filhos dele conseguirão aguentar desde altas a pequenas temperaturas. Claro que há exceções e o bom senso e a vontade do narrador devem ser respeitados.

P.S.: Sem tempo pra ajeitar os baguis, então desculpa x.x
Ana M. Thernadier
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