♣ Do It Yourself - Andy Almeida ♣

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♣ Do It Yourself - Andy Almeida ♣

Mensagem por Ianna D. Belikov em Qui 23 Ago 2012, 17:01

Bem... Aqui será o cantinho onde as missões criadas por mim serão postadas. Espero que se divirtam com a leitura.

♦ Pequenas observações a respeito das missões:


- Serão divididas em Externas e Internas. Quando forem Externas, trarão, logo no começo, o nome do Deus que autorizá-las.
- Talvez possam trazer sugestões de recompensas.
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Re: ♣ Do It Yourself - Andy Almeida ♣

Mensagem por Ianna D. Belikov em Ter 28 Ago 2012, 16:46


♣ Do It Yourself - Andy Almeida ♣ 11u86it
Canções de Ninar e Decepções.
– Do It Yourself Externa, autorizada por ♦ Lord Hermes.



O
som das ondas quebrando na areia era totalmente impactante para meus ouvidos. Além disso, parecia incrivelmente harmoniosa a combinação entre o som das ondas e a voz de Thiago em meus ouvidos. Parecia uma sinfonia perfeitamente tocada somente para mim. Infelizmente, nem tudo poderia durar para sempre. O céu já estava bem escuro, salpicado pelas pequenas estrelas brilhantes. Indicava para nós dois que o horário de voltar ao chalé já havia chegado. Afinal, nenhum dos dois gostaria de virar comida de harpia. Levantamos da areia e demos as mãos. Retornamos lentamente aos chalés, parando primeiramente no chalé X, onde eu ganhei um beijo de despedida. Sussurrei um rápido “boa noite” e entrei, mantendo a porta aberta enquanto ele se afastava.

Ao ver o garoto adentrar a sétima construção, eu sorri e fechei a porta, dirigindo-me à minha cama. Peguei uma toalha e fui ao banheiro. Liguei o chuveiro, permitindo que a água banhasse o meu corpo. Fiquei em torno de vinte minutos apenas recebendo a ducha. Tratei de desligar o chuveiro e secar-me. Sacudi meu cabelo, mais curto que o normal, por alguns instantes para que secasse um pouco. Vesti uma camisola de seda branca e saí do banheiro.

Passei por algumas irmãs minhas. Sophia, Thâmara, Alecxandra... Era normal, claro. Mas isso me fazia anotar mentalmente um fato. Nunca, em hipótese alguma, nunca deveria brigar com uma irmã minha. Era improvável que pudéssemos nos manter afastadas, e eu não queria que meu creme de pentear fosse sabotado. Deitei-me em minha cama, puxando um cobertor para cima de mim, e aguardei até que todos houvessem se acalmado e silenciado. As luzes foram apagadas. Portanto, agora era somente me entregar aos doces sonhos de semideusa.


♦ ♠ ♦

Abri os olhos, tomada por um clarão repentino. Voltei a fechá-los e pisquei algumas vezes, para que me acostumasse. Aquilo não era normal. Comecei a distinguir certas coisas, como o céu azul e o sol que brilhava majestosamente. Eu havia dormido no chalé. Como estava vendo o céu? Claro, que estupidez a minha. Eu estava sonhando. Levantei-me devagar, quando ouvi uma voz feminina melodiosa.

– É linda, não é? Sinto-me ressentida pelo fato de que ela não acredita nisso. – Virei-me, encarando a dona da voz. Era escultural. Sua pele alva combinava perfeitamente com o tom loiro do cabelo preso em uma trança lateral. Usava um vestido delicado, em tons de vermelho. E era bonita. Muito bonita. Ao seu lado, dois rapazes assentiam. Eram bronzeados e musculosos, e tão bonitos quanto a moça. Sorri involuntariamente. – Podem ir. – Os rapazes se aproximaram de mim, enquanto eu não conseguia me mexer. Um deles tocou em meu braço, enquanto outro começou a sussurrar coisas em meu ouvido. E não eram coisas que se diziam a uma garota com namorado.

– Sinto-me lisonjeada. Realmente. Mas temo que devo contar-lhes que tenho namorado. E sinto-me bem com ele... Mãe. - Eu sabia que era ela. Algo me dizia isso. – E creio que você sabe disso. – Ela riu delicadamente. Os garotos sumiram, deixando-me sozinha com Afrodite.

– Querida. Eu quis provar a você que sua beleza pode ser usada para coisas melhores. Não é de nosso feitio ficarmos presas às pessoas. E você sabe disso. – Ela sorriu vitoriosa. Esperava que eu concordasse com ela. Também ficou claro para mim que ela escolheu aquela aparência para mostrar a mim o quanto eu era parecida com ela.

– Não, mãe. Não é de seu feitio ficar presa aos outros. Trai seu marido, deixou os pais de meus irmãos. Não sou igual a você. Sinto muito. Eu amo meu namorado. – Vi a mulher engolir em seco. Não era normal para a Deusa que um de seus filhos se envolvesse verdadeiramente com alguém. Mas ela rapidamente soube disfarçar seu desgosto. Disse que não abençoava meu relacionamento e que eu poderia sofrer muito. – Não me importo. Sempre vou ter Thiago ao meu lado. Superaremos juntos. – Minha mãe agitou a mão e desapareceu. Eu estava sozinha em uma escuridão interminável.


♦ ♠ ♦

Abri os olhos, de volta ao chalé. A ameaça de minha mãe estava presente em meus pensamentos. Eu não podia parar para pensar no que ela faria. Eu tinha que afastar-me por algum tempo. Assim, peguei uma toalha e dirigi-me ao banheiro. Eu sairia dali o mais rápido possível.

Vesti um short jeans e uma blusa vermelha de seda. Por cima, coloquei minha armadura com chicote elétrico invisível embutido, embainhei minha espada envenenada, minha adaga ácida em sua bainha especial, minha corrente farpada, em seu formato bracelete, foi no braço direito, enquanto a braçadeira, que era a espada-lança, foi no esquerdo. Estava pronta. Saí do chalé como alguém que fosse treinar. Ao invés disso, fui ao pet place, pegar meu cão infernal. Precisaria dele para chegar a meu destino.

Levei o cachorro à floresta e montei no mesmo, sussurrando no ouvido dele o endereço da mansão que morava em Nova York. O cão se agitou e correu na direção de uma árvore. Antes de batermos, ele entrou em uma espécie de caminho alternativo.

As náuseas tomaram meu corpo, ao movimentar-me em uma velocidade tão grande. As sombras passavam ao meu lado e o frio era característico.


♦ ♠ ♦

Logo estávamos no bosque que havia atrás da mansão. Ao desmontar de meu cão, tive que abaixar-me, ao sentir tonturas. Aguardei alguns segundos até que pudesse andar de novo. Mandei que ele ficasse ali, descansando, enquanto eu iria entrar. Assim que precisasse dele, eu o procuraria. Saí andando entre as árvores, exatamente como fazia quando eu era criança. Dez minutos exatos de caminhada.

Todos os lugares para onde eu olhava me traziam alguma recordação. Paralisei-me ao ouvir risos infantis. Olhei em volta. Podia ver uma garotinha de cabelos castanhos em uma bicicleta, dando seu primeiro passeio, sendo seguida por um pai orgulhoso. Reprimi o sentimento triste que assolou meu peito e prossegui. Ele havia me treinado para quando chegasse aquele dia. Quando ele morresse, sua garotinha poderia fazer as coisas sozinha. Não seria dependente de ninguém. Mas não. Cerrei meus punhos, expulsando os pensamentos. Comecei a correr, fazendo com que nenhuma lembrança pudesse me perseguir.

Cheguei ao pátio da mansão e bati à porta, esperando que alguma das antigas empregadas abrisse. O que aconteceria? Como eu explicaria meu tempo fora? Nada que uma boa mentira não resolvesse. Mas não foi uma empregada que atendeu à porta. Foi a própria Mary, minha madrasta e mãe de Kalled.

Seus olhos se encheram de satisfação ao me ver ali e ela não pôde se conter. Lançou-se contra mim, envolvendo-me em um abraço apertado.

– Andy! Minha nossa. Está tão… Mudada. – Ela pegou em meu cabelo. Eu assenti rapidamente.

– Nem estou. Só realcei essa pele de porcelana. E tenho novidades para você. – Sorri para ela e adentrei a sala.

Sentei-me no sofá, sentindo o cheiro característico de mogno, a madeira da mesinha à minha frente. Era inebriante. Era o mesmo cheiro da cama de meu pai. Era onde eu me refugiava nos dias de chuva, quando perdia algum brinquedo, ou até mesmo quando eu somente sentia falta dele. Ouvi Mary perguntar a respeito de seu filho, e demonstrar preocupação quanto à adotada, Gabby. Respondi as perguntas enquanto percebia meus olhos se embaçarem com as lágrimas. Interrompi-a por um momento, dizendo estar cansada. Iria subir para meu quarto.

Abri a porta branca com desenhos de flores. Era horrível para mim que eu pudesse ser tão delicada um dia. Então, peguei-me encarando as paredes cor-de-rosa e bati em minha própria testa. A cama estava coberta por um lençol de fio egípcio vermelho, junto com seis travesseiros de pena de ganso. Tirei a armadura rapidamente, preservando somente a braçadeira e o bracelete em meu corpo. Joguei meus itens no chão e deitei-me. Estava cansada e a cama parecia extremamente convidativa. Deitei-me, entregando-me ao sono sem perceber.

Depois de um tempo, escutei vozes. Havia pessoas em meu quarto. Continuei de olhos fechados, somente escutando.

– Sra. Almeida, tem certeza que ela superou aquilo? Maya teve que fazer uma reconstituição dos ossos do nariz depois do... Incidente. Na realidade, não sei de onde Andy tirou tanta força para fazer aquilo. Mas aposto que nunca mais alguém terá coragem para macular o nome do pai dela. – Ouvi a risada de Mary, provavelmente confirmando minha recuperação. – E se a senhora não se importar, trouxemos uma garota nova. É Katheryn. Ela é chefe das líderes de torcida. Passou a andar conosco quando Andy foi encaminhada à terapia de controle da raiva na França. – A mentira havia sido demais. Eu precisei ir à França para controlar minha raiva? Mary precisaria de algumas aulas de lábia. Eu precisava chamar um filho de Hermes para ensiná-la. Ouvi a porta bater. Alguém havia saído. Escutei alguém murmurar sobre minha beleza angelical sonolenta. Abri os olhos, imediatamente tocando em meu bracelete, sem tirá-lo.

– Afastem-se. Estou avisando. Posso machucar vocês. – Elas se distanciaram, pondo as mãos no alto, rendendo-se. Avaliei o rosto de cada uma, reconhecendo-as. – Anna, Alice, Kayla? Minhas amigas lindas! Venham aqui! Desculpem-me esse ataque, achei que fossem... Outras pessoas. – Sorri e abracei-as. Logo, larguei-as e Alice apresentou Katheryn a mim. Era bonita, de certa forma. Era ruiva e tinha uma pele pálida. Estendi a mão para ela, demonstrando ser amistosa. Após isso, sentei-me com as meninas e comecei a falar o que havia acontecido na “terapia”.


♦♠♦

O tempo passou rapidamente. A janela de meu quarto mostrava que o céu já estava escuro, quando minhas amigas resolveram se levantar. Tinham que voltar para casa.

– Esperem. Não vão, por favor. Eu voltarei amanhã para a França. Não estou preparada para deixá-las novamente. Podíamos fazer uma festa do pijama, que tal? Meu armário está lotado de roupas que nunca usei. Poderiam vesti-las. Passem esta noite comigo. É um pedido. – Fitei cada uma delas, esperando uma confirmação. Anna foi a primeira a expor sua decisão.

– Bem... Se estás pedindo desse jeito, acho que podemos ficar, certo? – As outras assentiram. Sorri extasiada e fui em direção ao armário, tirando quilos de roupas novas.

– Podem ir se trocar. Vejo vocês no jantar. – Deixei-as.

A noite correu como planejado. Fizemos tratamentos de beleza, falamos sobre nossas paixões, fizemos desfiles. No final, eu realmente precisava dormir. Estendemos colchonetes na sala, depois de afastarmos os móveis e todas se deitaram. As luzes foram apagadas e nos deliciamos com o descanso merecido.

------ – Vá, Andy! Precisa ajudá-la. Sem sua ajuda, ela morrerá. ------

Acordei-me assustada, erguendo-me e constatando a escuridão completa. Ouvi batidas no andar superior da casa, mas não devia ser nada. Pisquei algumas vezes para acostumar-me à escuridão, pelo menos para que não pisasse em alguma das meninas quando fosse até a escada, indo verificar os barulhos. Levantei-me, ainda sonolenta e passei delicadamente por cima de Anna, em direção à passagem para o segundo andar. Subi, com a mesma delicadeza, para não espantar o que ou quem estivesse fazendo o barulho.

Vi uma luz fraca escapar por uma fresta na porta do quarto de Mary. E a voz dela parecia espantada.

– Não pode obrigá-la a ficar aqui. Ela precisa retornar ao Acampamento. É lá que ela aprende a derrotar monstros como... - Assustei-me ao escutar algo parecido com o som de uma navalha raspando metal. Em seguida, um baque surdo.

– Resposta errada. E a sua sorte foi minha perna de metal. A navalha afiada nesse membro deixou sua morte mais rápida e menos dolorosa. – Tirei meu bracelete. Logo, eu estava com minha corrente em mãos. Adentrei o quarto e vi o corpo de Mary no chão, com um corte fino e preciso em sua garganta. O sangue jorrava incessantemente e eu olhei para a criatura. Katheryn. A perna de bronze deixava transparecer o fato de ser uma Empousa. Ser idiota. Não me permiti enfurecer, pois isso não era bom em batalhas. No entanto, investi, brandindo a corrente.

Ela riu e mostrou suas garras, investindo quase ao mesmo tempo. Erro dela. Desviei-me de sua investida e passei a corrente por suas mãos, por pouco não conseguindo. Ela urrou e usou a perna metálica para golpear as minhas humanas. Acredite, bronze dói muito. Caí, soltando a corrente e deixando-a livre. No entanto, ela se pôs em cima de mim e brandiu as garras, enquanto mostrava presas sedentas de sangue de semideuses. Tentou enfiar as garras em meu peito, mas a porta se abriu e ela se distraiu com a garota entrando. Alice ainda devia estar sonolenta porque tentou se beliscar. Aproveitei a distração de Katheryn e transformei a braçadeira em lança, atingindo a cabeça dela com o cabo. Ela saiu de cima de mim, permitindo-me levantar e brandir a lança. Mas antes que eu pudesse enfiá-la no pescoço dela, recebi arranhões superficiais na altura de meu umbigo. Permiti que a fúria me envolvesse. A lança se tornou uma espada de acordo com minha vontade e eu a enfiei na testa da Empousa. Sua última ação foi cravar suas garras em minha perna, e depois, virou pó. Sentei-me no chão com a dor lancinante enquanto Alice fitava o corpo e começava a entender tudo. Pelo menos, da forma que ela queria entender. Tentei me aproximar dela, engatinhando.

– Não se preocupe. Foi tudo um sonho. Volte lá para baixo. Estarei bem quando você acordar. – Vi a garota virar-se incomodada e sair correndo. Era a minha deixa. Na manhã seguinte, elas acordariam, encontrariam um cadáver e eu teria ido embora. Permanentemente.

Levantei-me e fui apoiando-me nas paredes até meu quarto. Estanquei o sangramento e fiz um curativo rápido em minha perna. O ferimento da barriga não estava tão feio. Vesti minha armadura, peguei meus itens e deixei a casa, indo em direção ao bosque, onde meu cão ainda estaria esperando por mim. A viagem de volta seria mais fácil, com certeza.


♦♠♦

Depois da nada habitual viagem pelas sombras, aparecemos no Acampamento de novo e eu tive que devolver meu jantar. Eu não queria mais viajar daquele jeito. Depois de deixar meu cão em seu devido lugar, voltei até meu chalé. Iria dormir. No dia seguinte, teria que visitar a Enfermaria e contar para Kalled e Gabby a respeito da morte de Mary. E isso não seria fácil.

Itens levados e poderes utilizados:
[Defesa] - Armadura Completa com Chicote Elétrico Invisível [O chicote é uma extensão da armadura, podendo ser utilizado ou não. Os golpes do mesmo não serão vistos, porém, serão sentidos.

[Ataque] - Espada Envenenada de prata com ponta de bronze sagrado reforçada [Nome: Lend - escrito no cabo]

[Ataque] - Corrente Negra Farpada [Uma corrente de médio alcance, quase completamente feita de Ferro Estígio, que, além de causar danos fisicamente, as farpas causam danos na alma do atingido. Não captura almas. O cabo é feito de couro, bem resistente, para que a semideusa não machuque ela própria enquanto segura a arma. As farpas contém um veneno que paralisam uma área pequena (do tamanho de uma mão) em volta de onde cada uma atingiu. Transforma-se em um Bracelete Negro]

[Ataque] - Espada-Lança de William [Tomada em combate, pode ser somente um item de colecionador ou usada em batalhas. Idêntica às espadas-lanças dos filhos de Ares]

[Item] - Anel de Compromisso [Um anel feito de ouro, comemorando os 7 meses de namoro do casal][Presente de Thiago Leveck]

[Pet] Cão Infernal [100/100 HP][Presente de Kalled C. Almeida]

[Poderes Passivos] ♥ Beleza Estonteante (Nível 1)

Como filhos da deusa da beleza, você é naturalmente belo, sendo tal beleza notável e admirada por todos. Seus olhos têm uma coloração que não se define completamente, sendo intrigantes e como se fssem hipnotizantes; sua voz atrai, seus lábios são provocantes, seu rosto possui uma beleza harmoniosa e o corpo não fica para trás. Tudo em você chama a atenção pela beleza especial que possui, e é praticamente impossível deixar de notá-lo.



♥ Eterna Boa Forma (Nível 1)

A boa forma que você possui não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques.



♥ Habilidade com Chicotes e Correntes (Nível 1)

É com esse tipo de arma que você se identifica perfeitamente e o tipo de arma com o qual se destaca. Tais armas parecem ser uma extensão de seu corpo, você consegue realizar movimentos incomuns e precisos, golpes quase infalíveis que outros semideuses não realizariam tão bem.


♥ Delicadeza (Nível 6)

Assim como pombos ou cisnes, seus passos são suaves e delicados, dificilmente sendo percebidos pelo inimigo em uma aproximação sutil.


♥ Harmonia Intocável (Nível 7)

Você dificilmente será escolhido como alvo ou adversário por outras pessoas, semideuses ou monstros porque sua harmonia o protege de ações hostis.


♥ Autocontrole (Nível 9)

Suas emoções não podem lhe atrapalhar em momento algum em uma batalha ou momento importante. Você não viverá a mercê delas, você saberá controla-las perfeitamente podendo manter o foco em uma batalha sem ser influenciado por nenhum sentimento.


♥ Super Elasticidade (Nível 10)

Uma habilidade ainda relacionada à eterna boa forma dos filhos de Afrodite, que agora relaciona a incrível habilidade em realizar movimentos que exigem muita elasticidade corporal sua e uma excelente condição física.


[Poderes Ativos] ♥ Amor fugaz (Nível 9)

Chegando a este nível você terá uma velocidade consideravelmente maior, podendo ser comparada a alguns animais felinos, por exemplo. Somando tal habilidade à delicadeza de seus passos, você pode ser quase imperceptível, mas não deve exagerar devido a um relativo gasto de energia no começo.

sugestão de redução:
Pelos ferimentos, -50 HP e pelo poder ativo, -40 MP

explicação:
- Em meu perfil, consta como se eu estivesse no nível 8. Na verdade, por uma missão feita recentemente, estou no nível 10 e com 97/137 HP e 82/137 MP. Portanto, se a sugestão for aceita, devo ficar com 47/137 HP e 42/137 MP. Relembrando que a missão não foi atualizada ainda. Portanto, em meu perfil, consta o nível 8. Se quiserem comprovar, aqui está o link da missão. A espada-lança também foi conseguida nessa missão, por isso, o uso dela nessa DIY.





credit thai_ss @ Terra de Ninguém.
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Re: ♣ Do It Yourself - Andy Almeida ♣

Mensagem por 144-ExStaff em Dom 02 Set 2012, 13:03

☤Avaliação de Do-It-Yourself☤

Coerência - 130 XP
Ortografia - 58 XP
Leitura envolvente - 70 XP
Uso de Armas e Poderes - 90 XP

Total - 348 XP + 3 HP/MP

Perdas: 40 HP e 40 MP


☤Atualizada☤
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Re: ♣ Do It Yourself - Andy Almeida ♣

Mensagem por 072-ExStaff em Qua 28 Nov 2012, 01:36

As autorizações para DIY externas terão validade de até um (01) mês OU por dois (02) posts externos - o que vier primeiro. Após o prazo, novas autorizações deverão ser conseguidas.
(28/11/2012, por Athena)

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Re: ♣ Do It Yourself - Andy Almeida ♣

Mensagem por Ianna D. Belikov em Seg 03 Dez 2012, 23:22






- A DiY é uma missão passada por Lord Hermes, trazida para cá com permissão. ♦ Hades permitiu a postagem dessa, no entanto, o dever de avaliar não cabe a ele, e sim, a Lord Hermes. Esclarecida as dúvidas, vamos ao que interessa.

- Poderes Utilizados: [Passivos]
♥ Beleza Estonteante (Nível 1): Como filhos da deusa da beleza, você é naturalmente belo, sendo tal beleza notável e admirada por todos. Seus olhos têm uma coloração que não se define completamente, sendo intrigantes e como se fssem hipnotizantes; sua voz atrai, seus lábios são provocantes, seu rosto possui uma beleza harmoniosa e o corpo não fica para trás. Tudo em você chama a atenção pela beleza especial que possui, e é praticamente impossível deixar de notá-lo.

♥ Eterna Boa Forma (Nível 1): A boa forma que você possui não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques.

♥ Habilidade com Chicotes e Correntes (Nível 1): É com esse tipo de arma que você se identifica perfeitamente e o tipo de arma com o qual se destaca. Tais armas parecem ser uma extensão de seu corpo, você consegue realizar movimentos incomuns e precisos, golpes quase infalíveis que outros semideuses não realizariam tão bem.

♥ Olhos Heterocromáticos (Nível 2): Os olhos da maioria dos filhos de Afrodite têm uma cor que as pessoas não conseguem definir com certeza, o que os torna ainda mais belos e intrigantes. Quando um adversário olha para seus olhos, ele se distrai por um breve momento devido ao encanto especial que tem os seus olhos. Isso não dura muito tempo (1 rodada, apenas), e isso apenas lhe dá uma brecha para atacar.

♥ Benção de Afrodite (Nível 2): As crias afrodisíacas se envolverão em torno de uma aura de tonalidade fúcsia, deixando-as sempre bem vestidas. Todas as tentativas de desfazer tais feitos serão inúteis; mesmo rasgando suas roupas, retornarão a ser o que eram. O mesmo acontece com a maquiagem e com o penteado, nunca serão desfeitos e sempre chamarão atenção. Qualquer ser que estiver em proximidades do filho de Afrodite ou com a visão focada no mesmo, irá parar e contemplá-lo, desistindo de atacá-lo. É uma ótima combinação com a lábia persuasiva. (Crédito: Phillipe D’alembert)

♥ Fluência em Francês (Nível 3): Não importa se você nunca teve contato com o idioma, mas por ser a língua do amor, você pode fala-lo fluentemente, lê-lo e escrevê-lo com perfeição, como se esta fosse sua língua materna.

♥ Inocência (Nível 4): Você pode fingir ser um fraco ou aparentar ser inocente, de um modo belo e intrigante, fazendo o adversário pensar que você não é alvo dele e fazendo-o também sentir-se culpado caso te machuque.

♥ Luxúria (Nível 5): O desejo pode ser despertado com pequenos gestos, mas que para o observador são sedutores e provocantes. Você pode despertar esse desejo com um simples olhar, um toque, pela aproximação, de modo que qualquer um deixa de prestar atenção em outras coisas para se focar apenas em você.

♥ Delicadeza (Nível 6): Assim como pombos ou cisnes, seus passos são suaves e delicados, dificilmente sendo percebidos pelo inimigo em uma aproximação sutil.

♥ Aparência Sedutora (Nível 6): Você não é mais apenas belo, mas também possui um quê de sedução que atrai qualquer um. A beleza erótica e sensual pode distrair o adversário durante a batalha, deixa-o abobalhado e incapaz de lutar tão bem quanto lutaria normalmente.

♥ Harmonia Intocável (Nível 7): Você dificilmente será escolhido como alvo ou adversário por outras pessoas, semideuses ou monstros porque sua harmonia o protege de ações hostis.

♥ Dissimulação (Nível 7): Pode não ser filho de Dionísio, mas sabe dissimular bem o suficiente para convencer outras pessoas. Dissimule o quanto quiser, seja inocência, choro ou alegria, pois há grandes chances de acreditarem.

♥ Unhas Afiadas (Nível 8): As suas unhas podem crescer de acordo com sua vontade e ser resistentes e afiadas para destruir alguns materiais não tão resistentes, como certas madeiras e metais poucos espessos. Em outros semideuses e monstros, pode machucar bastante se usado de forma inteligente.

♥ Autocontrole (Nível 9): Suas emoções não podem lhe atrapalhar em momento algum em uma batalha ou momento importante. Você não viverá a mercê delas, você saberá controla-las perfeitamente podendo manter o foco em uma batalha sem ser influenciado por nenhum sentimento.

♥ Bons Reflexos (Nível 11): Devido à eterna boa forma e ao longo tempo dedicado em frente aos espelhos, você tem bons reflexos para desviar de golpes e até de certas flechas.

♥ Perfeccionismo (Nível 11): Não é apenas beleza, mas também perfeição. Você tende a ser perfeccionista, mas não apenas com você e sua aparência, mas em tudo o que faz. Isso significa que sempre será exigente consigo mesmo, se esforçando para sempre melhorar. Isso será recompensado em seus golpes, que serão praticamente perfeitos com a arma que você adotar, e o dano será consideravelmente maior para seu inimigo.

♥ Toque de Prazer (Nível 13): Sensações agradáveis podem ser causadas com um simples toque seu em alguém, fazendo-a rir, por exemplo. Use em campo de batalha para tirar o foco de seu inimigo, para distraí-lo e para que você possa ter alguma vantagem.

♥ Confusão (Nível 14): Você confundir com a própria beleza qualquer adversário, seja monstro ou semideus e também humanos. Ele é forçado a parar tudo para contemplar a beleza que você possui.

♥ Voz Persuasiva (Nível 15): Falando com jeitinho, com um brilho no olhar e de forma delicada, quem será capaz de dizer “não” a um filho de Afrodite assim? Você nem precisa se esforçar tanto, mas dependendo da “vítima”, pode dar um pouco mais de trabalho.

♥ Inteligência (Nível 15): Você conseguiu chegar a um nível mais alto, provando que você domina estratégias de lutas e batalhas. Isso mostra que filhos de Afrodite não tem somente superficialidade. Assim você consegue rapidamente observar o inimigo, sabendo os seus pontos fracos e pontos fortes, você pode estudá-lo brevemente e saber como atacar. Toda vez que você atacar causará um dano maior.

♥ Controle do Vestuário (Nível 16): Você pode “controlar a moda” ao seu redor, podendo manipular a aparência de alguma peça de roupa assim como trocar as peças de sua roupa e também armaduras de seu inventário (apenas armadura). Também pode aumentar o tamanho das roupas ou diminuir para sufocar o seu inimigo.

♥ Transformação Corporal (Nível 18): Capacidade de mudar total ou parcialmente a aparência física, mudando tons e comprimento de cabelo, tom de pele, cor dos olhos, detalhes do rosto, mudança em na altura/estatura (apenas até 2m de altura). Uma capacidade muito útil em missões que exigem disfarce.


Level 16 ~ Alma de Felino ~ Seu personagem adquire a capacidade de locomover através de âmbitos sem causar qualquer resquício de barulho, como um felino. Seus passos são furtivos e quase impossíveis de serem ouvidos.

Level 17 ~ Perícia com Tirso III ~ É considerado um mestre no uso desta arma, podendo usá-la de todas as formas possíveis e com chances mínimas de se errar um golpe. Suas investidas com elas são precisas e rápidas, sempre visando interferir no contato físico contra o inimigo.

Level 19 ~ Habilidade Teatral III ~ Todos acreditam nas palavras que proferirem de sua boca, colocando toda a fé e caindo em suas emboscadas. Consegue deixar monstros aturdidos por sua capacidade de mentir, e sua atuação é perfeita.


- Poderes Utilizados: [Ativos]
♥ Aura protetora (Nível 12): Um dos seus adversários que estavam prestes a te atacar se sentirá obrigado a parar, pois você passou a emanar uma aura que te protege. Seu adversário simplesmente não consegue mais pensar em te ferir, mas cuidado, pois isso só funciona com um de seus inimigos (2 vezes por missão).

♥ Empatia I (Nível 14): Sem ser algo perfeito ou completo, relacionado apenas às emoções afetivas ou desarmônicas. Você pode conhecer os sentimentos de outras pessoas e manipular o nível/intensidade desses sentimentos. Por exemplo, a ira de um adversário para com você poderá ser manipulada e amenizada, assim como o amor entre duas pessoas. Isso não dura por muito tempo, mas é por tempo o suficiente para que você possa agir. Duração: 2 rodadas, 1 vez por missão.


Level 20 ~ Empatia ~ Adquire a capacidade de ler ou sentir sentimentos e emoções de seus adversários, identificando seu estado de espírito. Esta habilidade também permite ampliar ou reduzir emoções já existentes em seres vivos, afetando qualquer tipo de emoção, permitindo ao Mênade desestabilizar seu estado psicológico por um turno.

- Itens Utilizados:
♦ Tirso [Cajado com propriedades mágicas; leve e super-resistente, diminui gradativamente os gastos de energia e auxilia na manipulação do vinho. Possui videiras ornamentadas em sua superfície e, de guarnição, algumas uvas] [Presente de Dionísio]
♦ Adaga Ácida [Uma adaga comum de bronze banhada em ácido muitíssimo corrosivo. Em contato com qualquer coisa que não uma bainha especial que veio com a Adaga, corrói muito facilmente, portanto deve tomar cuidado para não se atingir com o ácido]
♦ Corrente Negra Farpada [Uma corrente de médio alcance, quase completamente feita de Ferro Estígio, que, além de causar danos fisicamente, as farpas causam danos na alma do atingido. Não captura almas. O cabo é feito de couro, bem resistente, para que a semideusa não machuque ela própria enquanto segura a arma. As farpas contém um veneno que paralisam uma área pequena (do tamanho de uma mão) em volta de onde cada uma atingiu. Transforma-se em um Bracelete Negro]
♦ Espada-Lança de William [Tomada em combate, pode ser somente um item de colecionador ou usada em batalhas. Idêntica às espadas-lanças dos filhos de Ares]
♦ Soeurs de L'âme [Um pingente de prata em formato de coração que estabelece uma conexão entre Andy e Sophie. O mesmo irá emitir uma leve aura arroxeada enquanto a feiticeira estiver bem. Porém, no instante em que a vida de Sophie estiver em risco, esta aura torna-se negra; como uma espécie de sinal. O objeto também permite que, uma vez em qualquer ocasião, Andy consiga se comunicar com sua irmã em qualquer lugar; atravéz de um holograma. Além disso, uma vez por missão, durante quatro turnos, a resistência de Andy contra ataques mágicos aumenta consideravelmente, assim como sua força e agilidade.][Presente de Aniversário de Sophie Deneuve.]
♦ Gauth [Adagas gêmeas feitas especialmente para Andy. As armas adaptam-se perfeitamente à forma da semideusa de lutar, e mesmo que sua perícia não seja esta, alguns dos ataques com as lâminas poderão dar danos maiores se estes forem bem explicados. Os cabos possuem as letras "A&G" entalhadas. Os detalhes são pequenos caduceus entrelaçados a algumas roseiras, perfeitamente esculpidos nos cabos.][Presente da Rafa, sua amada ♥]

- Sugestões de Redução:
-30 HP/ -50 MP

- Sugestão de Recompensa:
♥ Angel's Wings [Um par de asas de anjo desenhado na costa da semideusa. A tinta foi abençoada para ser permanente, por obra de Afrodite.]
*Por ser uma lembrança, não alterará o restante das recompensas.

- Perdoe-me o post gigante.

XOXO KitKat@SA




Au Revoir, France!
– Do-It-Yourself Externa [Autorizada por ♦ Hades] –


A semideusa encontrava-se no chalé de Apolo. Passava as mãos delicadamente pelo cabelo ruivo da irmã, esperando que ela dormisse. Do lado de fora, a noite pesava. Estava frio, com ventos fortes, mesmo para as fronteiras climáticas do local.

– Andy? – Toda a potência dos olhos cerúleos da afrodisíaca recaiu sobre a irmã. – Gostaria de ouvir uma estória. – Gabby sorriu e torceu o nariz de uma forma engraçada, fazendo com que a loira sorrisse também. – Bem, não conheço muitas estórias. Que tal uma de minhas aventuras? – Gabby assentiu e bateu palmas. Arrumou-se de uma forma que pudesse ficar confortável durante a pequena história. Andy levou uma de suas mãos ao rosto, afastando uma mecha de cabelo para trás da orelha. – Esse é o relato de uma aventura vivenciada por uma garota louca, a qual muitos chamavam de Andy Almeida. Nossa história começa em um belo dia de sol, com os campistas ainda a dormir, até que...

♦ Une demande ♦


- ACORDEM! Temos que começar a inspeção, caso contrário, os outros chalés passam à nossa frente! - Ergui os olhos abruptamente, tomada pelo espírito contagiante de Thâmara. Procurei pelo relógio mais próximo, que indicava não passar das sete da manhã. Esfreguei os olhos e espreguicei-me, mantendo-me calada. Eu sempre era mais mal-humorada pela manhã e não queria que isso afetasse meus irmãos. O leigo erro veio da própria monitora. - Vamos, Andy! Comece a sua parte! - Fitei-a com uma calma exagerada, sentindo minha mente colocar as palavras em ordem. - VOCÊ PODE ESPERAR AO MENOS EU ACORDAR DIREITO, SUA LOUCA!? - As feições de minha irmã mudaram, atingindo um quase imperceptível arregalar de olhos. Eu a conhecia demais para que aquela surpresa passasse completamente por mim, sem que eu a percebesse. Inspirei lentamente e me recompus. - Desculpa, desculpa... Eu só estou... Estressada. - Ela sorriu, mas eu ainda podia notar uma ponta de cautela. Afastou-se com passos largos e graciosos, deixando-me em paz. Após a súbita explosão com a monitora, levantei-me da cama, arrumando-a em questão de instantes. Observei todos trabalhando e decidi polir as superfícies dos espelhos do lugar. Terminado o trabalho, obriguei-me a puxar uma toalha e dirigi-me a passos lentos e incertos ao banheiro. Precisava colocar meus pensamentos em ordem.

A ducha estava melhor que eu imaginava. Ao primeiro contato da água quente com meu corpo, já pude sentir meu cérebro trabalhando mais devagar, registrando tentativas infrutíferas de conectar meus pensamentos a uma linha qualquer de lógica. Lavei-me devagar e desliguei o chuveiro, secando-me e enrolando-me em minha toalha. Saí do banheiro a tempo para ouvir meu sobrenome.

-... Almeida? A Srta. Almeida não se encontra? - Suspirei e me pus a par da voz, seguindo-a. Não surpresa, vi um sátiro gordo no chalé. - Quíron a espera na Casa Grande. É um assunto de certa urgência. Arrume suas armas e faça o favor de vestir alguma roupa. - Comecei a rir enquanto o sátiro virava-se para ir embora. Dirigi-me até meu pequeno baú, onde ficavam minhas roupas.

Em menos de dez minutos, eu já estava vestida com uma calça jeans confortável, uma blusa preta e coturnos muito bem amarrados. Minhas adagas, presentes de Rafaella, já estavam embainhadas no cós de minha calça, ao passo que minha adaga ácida estava presa em minha cintura, em sua bainha especial. Meu bracelete e minha braçadeira repousavam em meu braço esquerdo. O colar que Sophie me dera emitia uma solene coloração roxa, avisando-me que ela estava bem. Meu tirso iria em minhas mãos. Sem despedir-me, saí do chalé e rumei à Casa Grande.

Ao adentrar o local, vi Quíron em sua cadeira de rodas. Ele sorriu para mim e indicou-me uma cadeira com a cabeça. Sentei-me e o centauro logo se pôs a falar sobre o assunto que lhe afligia naquela manhã.

- Bem, ao receber este pedido, rapidamente passou-me pela cabeça que o chalé dez tinha concorrentes bem fortes para acatá-lo. Então, como já tens certa experiência, optei por chamá-la. Será uma missão de algum risco, caso aceite. Mas o local lhe dará boas sensações. Se aceitar, irás para a França! Agora, devo lhe fazer uma pergunta antes de revelar as informações: Você estaria disposta a deslocar-se até lá? - Minha cabeça pendeu para a direita. Sempre quisera ir à França. Finalmente, tinha a oportunidade. As palavras que saíram de minha boca pareceram ser confirmativas. - Fico muito feliz, semideusa. A cidade escolhida é Bordeaux. Um jovem meio-sangue ainda não reclamado precisa ser resgatado. Por ter sua idade, o cheiro dele tem ficado cada vez mais forte. O nome é Mike Rinot. Argos a levará até o aeroporto. Tens alguém para se despedir? - Minha cabeça girava em torno do nome Bordeaux. Pelo que lembrava, alguns dos melhores vinhos da França eram produzidos a partir das vinhas bordalesas. Era extremamente grandioso quando um mênade tinha a oportunidade de conhecer melhor as vinhas. Mas então, a pergunta de Quíron deixou-me desconcertada. Atrás de quem eu iria? Minha cabeça flutuou até Thiago. Ravyn. A própria Thâmara. Apesar disso, todos eles me pareciam distantes naquele momento. - Não. Ninguém. - Ele deslocou-se até uma escrivaninha e tirou uma faca de bronze da primeira gaveta que abriu. Era idêntica à que todos nós recebíamos ao chegar ali. - Deves entregar isso a ele. - Peguei a faca e enfiei no coturno. Então, ele agitou a mão, claramente me dispensando. Levantei-me e deixei o local rapidamente. Sorri ao observar Argos, que meneou sua cabeça e agitou o indicador para mim, querendo que eu o seguisse. Em instantes, eu estava dentro da van, partindo rumo ao aeroporto.

♦ Une bataille ♦


A van de Argos realmente era rápida. O aeroporto JFK não demorou a aparecer em nossa linha de visão. Paramos na frente de uma das portas principais, onde Argos chamou minha atenção antes que eu pudesse sair da van. Entregou-me um maço de dólares e desejou-me boa sorte. Agradeci e deixei o assento do transporte.

Adentrei o local, dirigindo-me até o balcão da compra de passagens. Sorri e fitei a atendente. Estava prestes a pedir uma passagem para Paris, quando alguém tocou em meu braço. Virei-me a tempo de ver a haste de uma lança indo na direção de meu estômago. Como um movimento previamente estudado e totalmente automatizado, movimentei o tirso, interceptando o ataque. Joguei meu corpo para o lado, conseguindo vislumbrar rapidamente meu agressor. Parecia completamente estranho que a dracaena usasse somente trapos e portasse somente sua lança. Parecia haver algo por trás. Ela não me atacaria tão despreparada se estivesse em perfeito juízo. Não tive muito tempo para pensar. Ela se recuperou do pequeno choque causado por sua falha e logo voltou a investir, dessa vez com a ponta afiada mirada em meu peito. Girei o tirso e usei-o para golpear o braço direito da monstra que parecia ser a base da arma que ela portava, visto o vacilo para o lado golpeado. Empunhei meu tirso novamente, preparando-o e batendo no rosto dela, com toda a força que me era permitida aplicar. Ela foi lançada ao chão, com uma marca assustadora no local que eu havia agredido. Larguei o tirso e ergui as mãos, vendo minhas belas unhas crescerem e ficarem resistentes, além de pontiagudas. Lancei-me em cima da dracaena, metendo as unhas no local onde seu coração devia estar. Por um breve instante, vi sua agonia apagar-se gradualmente até que nada restava, senão o pó dourado. Ergui-me do chão, vendo minhas unhas voltarem ao normal. Peguei o tirso que havia largado e ajeitei as mechas de cabelo que caíam por meu rosto. Só então notei o público horrorizado que se formara e seu silêncio completo. Avaliei as mais diversas expressões, praguejando mentalmente por ter lutado ali, com tantas testemunhas. Lentamente, como ao final de uma boa peça, as sensações das pessoas foram desencadeadas. Terror, indignação, pavor. Tentei movimentar-me.

- Parada aí. Queremos fazer umas perguntas. - Droga! Um grupo de policiais sobressaía-se à multidão, vindo em minha direção. Ergui as mãos, rendendo-me. - O resto, dispersando. Não queremos um curioso. - Vi as pessoas se movimentando, carregando suas malas. O que diabos havia sido visto por elas? - Eu posso explicar. - Um dos policiais encarou-me e murmurou algo. "Claro que pode". - O que aconteceu aqui? - Sorri inocentemente, pondo em ação toda a habilidade para mentir. - Bem... Aquela moça estava me seguindo. Eu já havia sido atacada por ela outras vezes, mas ela sempre fugia. - O policial principal assentiu. - Realmente. Disseram que foi ela que procurou atacar você. - Meu sorriso alargou-se ainda mais. - Na verdade, eu cansei disso. Precisava me defender, certo? Ela podia me machucar muito. E vocês não gostariam que eu fosse machucada, não é? - Ouvi alguns deles suspirarem. Minha beleza devia estar fazendo efeito também. - Senhorita, dessa vez, permitirei que passe. Mas não volte a meter-se em encrenca. O peso da lei cairá sobre você. - Assenti, voltando ao balcão. Pedi uma passagem para Paris, não importando a classe, desde que fosse no primeiro voo. Ela me entregou o bilhete e recebeu o dinheiro. Eu iria para a França.

♦ Un voyage ♦


considerações a partir deste ponto:
Todas as falas em negrito serão em francês. Pelo simples fato de que todas as pessoas na conversa falam francês, não há necessidade de que o diálogo seja escrito nessa língua. Espero que o avaliador compreenda. As falas sem negrito serão no próprio inglês.

O avião decolou rapidamente e logo se deu início ao tédio. Com apenas meia hora de viagem, chamei a aeromoça e comecei a exercitar meu francês.

- Quelle est la classe où je suis maintenant? Et combien d'heures de vol va durer? - Basicamente, eu perguntava qual era a classe que eu estava e quantas horas o voo duraria. Um belo sorriso se abriu em seus lábios. - Eu estou impressionada com sua fluência. A classe que está é a Premier, ou seja, a melhor que temos a oferecer. E esta é uma viagem de sete horas e meia. - Obviamente, ela respondia em francês, mas minha mente era muito bem trabalhada. A conversão de idiomas era instantânea. Mesmo assim, retive-me ao período de tempo que precisaria matar. - Tudo isso? E o que farei para me distrair? - O sorriso dela alargou-se ainda mais. - Ora! Pela Air France você tem direito a quase tudo. Oferecemos um kit conforto para viagens longas, incluindo lençóis e travesseiro, além de uma variada gama de produtos de higiene. A alimentação é completamente francesa, dando um gostinho do país que vocês irão conhecer. Mas, excetuando-se isso, também oferecemos variadas músicas, filmes e jogos para que vocês não sejam apanhados pelo ócio. Para a Air France, os clientes são como diamantes! - Ela parou de falar e me deixou sozinha, para pensar no que fazer. Não pude deixar de rir do tom robótico da mulher, como se as falas já fossem ensaiadas. Optei por pedir o tal "kit conforto", ordenando a mim mesma que fosse dormir um pouco. Ainda era manhã, claro, mas algo me dizia que eu precisava estar bem desperta para o que encontraria em Bordeaux. Minha cabeça ainda focava no fato de a conversão francês-inglês ser extremamente fácil para mim, visto a conversa com a aeromoça, quando uma moça loira tocou meu braço, trazendo e mostrando para mim o travesseiro aparentemente confortável e a manta grossa com a qual eu me cobriria. Agradeci, sempre exercitando meu novo idioma materno, e sorri para ela ao pegar os itens de sua mão. Em poucos instantes, adormeci.

♦ Un rêve ... Ou était-ce un cauchemar? ♦

O vento assobiava por entre os galhos das árvores que se movimentavam minimamente. Meus pensamentos emaranhavam-se em uma fina e complexa teia e meu coração parecia estar sendo esmagado a cada passo que eu dava naquela direção. O chalé antes iluminado agora se mostrava opaco e cinzento. Ignorei a sensação que parecia devorar-me e adentrei o chalé de Apolo.

Minha mente parecia estar pregando peças em minha visão. O local parecia completamente abandonado, com teias de aranha em cima das camas e quilos de poeira depositados no chão. Atrás de mim, um suspiro tirou-me de meus devaneios excruciantes. Virei-me lentamente, deparando-me com meu namorado a sorrir. Uma sensação adorável de alívio percorreu minhas veias, impelindo-me para frente, para abraçar Thiago. No entanto, a mão dele ergueu-se e eu pude ver uma adaga familiar. As roseiras e os caduceus entrelaçados no cabo me lembravam... Rafaella. Tentei forçar-me a parar, mas não podia. Meus pés simplesmente se moviam na direção dele. E então, a lâmina fria perfurou meu peito. Caí no chão, entorpecida, e olhei para cima, tentando encontrar os olhos de Leveck. Ele não estava lá, é claro que não estava. À minha frente, estava parado meu novo "mestre", Dionísio.

- Olá, pupila. Sei que estás sentindo alguma coisa com esse ferimento horrendo, mas permita-se uma nova olhada. - Baixei meus olhos, vendo o cabo da adaga transformar-se em uma haste comprida e negra. A lâmina dentro de mim pareceu alargar-se, criando um novo item, uma foice. Observei a poça de sangue que se formava e notei pela primeira vez a estranha coloração roxa do líquido. Meu olhar se voltou para Dionísio em busca de respostas. - Lembre-se que atualmente, as poucas uvas ainda escolhidas para vinhos tintos bordaleses são Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot. Tome cuidado, pupila e... Volte viva. - O deus desapareceu enquanto eu me desmanchava em vinho tinto, molhando todo o chão empoeirado do chalé. Então, acordei debatendo-me e banhada em suor.

♦ Distractions et ... Bienvenue à Paris! ♦

Duas mãos ocupavam-se segurando meus ombros. Abri os olhos lentamente enquanto meus braços pareciam desligados de minha situação recém-desperta. Depois de alguns instantes, pude acalmar-me e explicar à aeromoça que tudo não passara de um pesadelo. Ela sorriu, demonstrando sua falta de confiança em minhas palavras e foi embora. Virei-me para o rapaz ao meu lado, perguntando por quanto tempo eu havia apagado. Ele, olhando para seu relógio dourado, disse-me que eu não ficara mais de duas horas em meu pesadelo particular. Bufei. Queria dizer que ainda faltavam mais ou menos cinco horas de viagem. Coloquei os fones de ouvido e me pus a escutar todos os exemplares de música do avião, acabando por adormecer novamente, mas sem ser perturbada por pesadelos. Pelo contrário. Eu via algumas de minhas lembranças mais felizes. O dia que aprendi a andar de bicicleta, minhas brincadeiras com Ravyn, minhas conversas com Sophie, os beijos de Thiago. Em algum momento, fui acordada bruscamente.

Ainda embebida no manto de meu sono, não consegui distinguir algumas palavras. Ouvia alguém mencionar Paris, mas o quê tinha a ver com Paris? Pisquei, tentando concentrar-me. Distingui uma voz mecânica, provavelmente advinda de alguma caixa de som. - Dentro de alguns instantes, estaremos pousando no aeroporto Orly em Paris. Apertem os cintos. - Logo depois, o aviso foi dado novamente em inglês. Olhei pela janela, ignorando o rapaz com quem havia falado mais cedo, e observei o céu que mergulhava em escuridão. A viagem estava prestes a acabar. Apertei meu cinto e sentei-me direito na poltrona. Menos de dez minutos depois, eu estava em Paris e começaria a busca pelo semideus que precisava resgatar.

Em uma primeira tentativa, lembrei-me que eu estava na Europa. Se quisesse chegar a Bordeaux, precisava ter euros e não dólares. Aproximei-me de uma senhora atarracada, com longos cabelos brancos. Respirei fundo e sorri.

– A senhora poderia me informar onde eu encontro cambistas? - A mulher sorriu, mostrando dentes já gastos pelo tempo. Disse-me que eu deveria sair, ir em linha reta e cruzar duas ruas horizontais. Aproximando-se da terceira rua, haveria uma pequena lojinha com ares antiquados, e era lá que eu deveria entrar. Agradeci no francês fluente e deixei o aeroporto, sem nada a perder.

♦ Apporter des changements ... ♦


Ao fazer o exato trajeto que a senhora havia mencionado, encontrei a lojinha mencionada, que parecia uma daquelas que vendiam quinquilharias em Nova York. Tentando forçar-me a parecer decidida, entrei no local. O cheiro de livros novos, apreciado por mim, acertou-me em cheio. O lugar era estranhamente confortável. Possuía uma mesa e algumas cadeiras ao longo dessa, todas fabricadas em uma madeira escura. Fogo crepitava em uma lareira familiar. Meu coração pareceu acalmar-se. Então, uma bela moça saiu por uma porta nos fundos da sala. Seus olhos verdes impactantes encontraram-se com os meus e um sorriso perfeito de dentes brancos e regulares apanhou-me despreparada. Observei sua roupa. Ela usava calças jeans bem apertadas e uma blusa vermelha de seda com um leve decote. Os cabelos cacheados e pretos emolduravam o rosto angelical e pálido. Sorri, enquanto ela acenava para uma das cadeiras. Sentei-me, no exato momento em que sua voz pura e delicada soou.

- Aposto que estás aqui para trocar seu dinheiro, certo? - Assenti delicadamente. Tirei o dinheiro do bolso e entreguei uma parte para ela. – Esperta. Não irá entregar o dinheiro todo, só uma parte. É uma boa estratégia. – Ela riu, emitindo um som límpido e perfeito. Sorri. - É, preciso de dinheiro para a volta. É somente questão de pensar em todos os ângulos. - Ela pegou o dinheiro e rapidamente me deu os euros correspondentes. Levantei-me para ir embora, mas ela chamou minha atenção. - Uma última pergunta. Costumo fazê-la para todos os meus clientes. Você acredita que eu esbanjo demais? - Minha expressão devia ter assumido a confusão que se passava em minha mente porque ela riu e indicou as prateleiras - que até então haviam passado despercebidas - com a cabeça. Observei que em todas as prateleiras, brilhos metálicos quase cegavam meus olhos. Aproximei-me rapidamente e notei várias estátuas douradas demonstrando estranhas cenas. Consegui emitir algumas palavras. - São de ouro? - Ela riu e murmurou um "sim". Meus olhos se arregalaram. - Bem... Nesse caso, acho que estás esbanjando sim. Mas preciso ir. Obrigada por tudo. - Virei-me para ela a tempo de ver seu sorriso tornar-se algo maléfico. Respirei fundo e deixei a loja, atenta ao fato de que ela podia estar me seguindo. Fui pega pela chuva do lado de fora e bufei de raiva. Voltei ao aeroporto, procurando por uma passagem para Bordeaux. Não foi difícil de encontrá-la.

♦ Un autre voyage? ♦


Eu já havia passado quase uma hora dentro do avião quando o piloto resolveu anunciar que estávamos chegando ao aeroporto Mérignac, em Bordeaux. Sorri, aliviada, e forcei-me a esperar mais um pouco.

Ao desembarcar, um rapaz alto e musculoso atingiu-me com o braço, em um gesto que parecia de simples falta de atenção. Virei-me para ele, procurando por um mínimo pedido de desculpas. Então, notei os braços tatuados, o porte maior do que o de qualquer pessoa ali, as cicatrizes. O rapaz virou-se para mim, demonstrando seus dentes tortos. Sorriu ironicamente. Um lestrigão, que droga. Sorri amistosamente. Levantei o dedo indicador da mão livre e gesticulei para que me seguisse. Não queria ter que lutar ali e ser pega novamente pelos policiais e testemunhas. Talvez, por pensar que eu fosse comida fácil, ele me seguiu pacientemente, até que achamos um depósito com a porta entreaberta. Entrei e fiz menção para que ele entrasse também.

- Pois bem, o que queres? - Ele riu de forma esquisita e encarou-me. Logo após, aproximou-se de mim e colocou a mão em meu pescoço. Apertou-a com firmeza, enquanto eu preparava meu tirso para um golpe bem dado. Mas ao invés disso, utilizei-me de minha reserva de oxigênio e de minha habilidade teatral dissimulativa. - Eu posso te oferecer... Dois semideuses. Sei que há um deles escondido nessa cidade. - Soltei o ar de uma vez, enquanto via seus olhos brilharem e sentia o afrouxar de sua mão em meu pescoço. - Jantar em dobro? Parece bom. Mim não gostar de dividir comida. - Enquanto sugava o ar de forma desesperada, esforçava-me para demonstrar meu melhor sorriso. - Sim. Eu sei. Precisarei de você. O cheiro dele deve ser bem forte, levando em consideração sua idade. Ajude-me a encontrá-lo e eu permitirei que devore a ele e a mim. - Minha habilidade era perfeita e lestrigões eram idiotas. A combinação não poderia ser melhor. Ele me soltou e assentiu, virando-se de costas. Desembainhei minha adaga ácida e rapidamente investi, aproveitando-me da distração do jantar e de meus passos suaves, cravando-a nas costas dele e cortando toda a superfície, adquirindo um talho enorme. O chiado do ácido começou, enquanto eu o via desintegrar-se. Sorri. Não se deveria confiar nas palavras de uma filha de Afrodite. Deixei o depósito, embainhando novamente a adaga. Logo, estava fora do aeroporto. A questão seria como encontrar o semideus.

As gotas da chuva escorriam por todo o meu corpo. Talvez, se tivesse sorte, pudesse pedir que Mike me desse ao menos uma muda de roupa. Naquele momento, incomodava-me o fato de ser cada vez mais tarde. Os homens sem consciência não perdoariam uma "mocinha" assustada na rua. Na melhor das hipóteses, levariam o que eu tinha. Na pior? Acabariam todos mortos. Eu já lutara contra monstros que poderiam ter me desintegrado com ácido. Humanos não eram exatamente o objeto de meus pesadelos. Em meus devaneios, permiti-me esgueirar pelas ruas, procurando por qualquer indício do semideus. A chuva começou a se fortalecer, forçando-me a procurar algum abrigo. Acabei em uma cabine telefônica, sentada no chão e molhada até os ossos. Um estalo ocorreu-me. Em Nova York, possuíamos algo que gostávamos de chamar de "folhas amarelas". Era uma espécie de livro com os números de telefone de várias pessoas. Ergui-me, iluminada pelo pensamento. Observei o telefone e notei uma espécie de livro branco logo embaixo, em uma prateleira pequena. Abri-o, lendo as informações na língua que já não era completamente desconhecida. Olhei a ordem alfabética dos sobrenomes e pulei até a letra R, de Rinot. Ali estava o nome dela. Dela, sim. Provavelmente, da mãe dele. Só havia aquele minúsculo nome na ordem de Rinot. Peguei o telefone e pus-me a discar. Mas o que eu diria? A verdade? Nem de longe. Ainda matutava a respeito das palavras a serem ditas quando uma voz grave e masculina pronunciou um perfeito "Alô?" em francês.

- Olá. Eu gostaria de falar com... Amélie Rinot. Ela se encontra? - Notei a respiração tornar-se pesada do outro lado. Eu já sabia o que fazer. Nunca ouvira ninguém atestar que a habilidade para mentiras funcionasse por telefone. A voz retornou, parecendo abatida. - Ela... Não reside mais aqui. Quem deseja? - Suspirei. Preparei-me para minha melhor mentira. Mas não. Eu iria à casa daquela mulher. Iria levar seu filho para o Acampamento. Ela precisava confiar em mim. - Andy Almeida. Na verdade, tenho negócios a tratar com o filho dela. E preciso que ela me dê o endereço da casa, para que eu pudesse ir até aí. Você poderia fazer esse favor por mim? Juro por minha vida que podes confiar em mim. - Senti uma dúvida insinuar-se na respiração dele. Parecia ponderar lentamente. Por fim, dando um suspiro, deu-me o endereço. Agradeci rapidamente e desliguei o telefone. Agradecia aos deuses e observei o lado de fora. Eu precisaria de um mapa para chegar ao endereço. Notei uma construção iluminada um pouco longe de onde eu estava, mas a chuva estava se abrandando. Deixei a cabine, dirigindo-me ao local. Depois de dez minutos, eu já portava um mapa, comprado com meus recentes euros e dirigia-me à casa do semideus. Mal sabia eu que seria surpreendida antes que chegasse lá.

♦ Pris au piège. Encore une fois? ♦

Enquanto contornava uma rua que estava alagada, ouvi uma respiração ofegante vinda de um beco. Virei-me devagar, dobrando o mapa e enfiando-o em meu bolso enquanto pegava o tirso que vinha preso à minha calça. Prendi a respiração, procurando ouvir melhor. A respiração aproximava-se. Parei e esperei enquanto uma sombra imensa avultava-se sobre mim. A chuva havia parado, mas mesmo assim, afundei meu pé em uma poça ao procurar desviar-me por simples impulso. A mão grotesca atingiu-me no rosto, jogando-me inteira na poça. Ergui os olhos, sentindo a raiva inundar-me. Praguejei, com um vocabulário atordoador para uma garota de dezesseis anos. Ele riu ao ouvir as belas palavras. Avançou, pegando minha perna e puxando-me da poça. Ah, não. Ninguém ia jogar-me em uma poça e se aproveitar de mim como alimento. Segurei com mais força o tirso, usando-o para atingir a mão suja dele. Ele urrou e virou-se para mim, seu único olho faiscando. Sorri.

- É. Eu não sou uma mocinha desamparada. - Girei o tirso, procurando acertá-lo no peito. Ele afastou-se, procurando desviar-se, mesmo que tivesse sido infrutífero em sua tentativa. O tirso acertou sua barriga e eu me ergui. Puxei o bracelete, metamorfoseando-o na corrente. Larguei o tirso e pus-me a segurar a corrente com as duas mãos, esperando enquanto ele se aproximava. Saí de sua frente enquanto ele passava direto, usando a corrente e passando-a pelo pescoço dele. Pulei em suas costas, com o apoio escasseando. Puxei a corrente com força para que as farpas penetrassem no pescoço nojento. Então, caí ainda segurando a arma. Por estar preso a ela, o ciclope caiu junto comigo. Soltei a corrente e puxei as adagas Gauth. Golpeei o peito dele, cravando as lâminas inteiras. Ele soltou um último suspiro e desfez-se em pó dourado. Guardei as adagas e puxei a corrente, metamorfoseando-a e prendendo-a ao meu braço. Peguei o tirso e o mapa dobrado em meu bolso. Continuei em meu caminho. Não tardou para que eu parasse frente à casa cor de lavanda.

♦ Ma beauté charmante... ♦


A porta branca abriu-se, revelando um garoto um pouco maior que eu. Seus músculos não eram exagerados, mas isso não parecia afetar sua harmonia natural. Os cabelos castanhos eram bem aparados e exibiam um ar rebelde, como se não gostassem de seu comprimento. A pele era alva, mas não chegava a ser pálida. Tudo nele chamava a atenção, mas meu coração perdeu um compasso ao observar seus olhos. Eram azuis. Tinham um tom mais escuro que o dos meus, mas isso enunciava certa aura misteriosa ao seu redor. Pareciam guardar segredos. Segredos do tipo que alguém arriscaria a vida para conhecer. Arquejei. Ele pigarreou e abriu um sorriso de dentes brancos e regulares. Sua expressão pareceu mudar ao me ver. Podia ver compaixão em suas feições. Meu estado devia ser deplorável. Seus olhos repousaram em meu tirso e ele franziu o cenho.

- Posso ajudá-la? - Abri meu melhor sorriso. - Olá. Fui eu que liguei para cá. Andy Almeida, se assim quiseres. Mas prefiro somente Andy. - Ergui a mão para cumprimentá-lo e ele fez o mesmo. Passou a mão livre pelo cabelo e suspirou. - Prazer, sou Mike Rinot. Filho de Amélie. Era eu ao telefone. Parece que você precisa de roupas limpas e secas. Gostaria de entrar? - Abri a boca, mas tornei a fechá-la. Pensei melhor nas palavras e enunciei-as tentando parecer convicta. - É com você mesmo que preciso falar. E eu adoraria entrar. Obrigada. - Ele saiu da porta, fazendo um gesto amplo para que eu adentrasse seu pequeno abrigo. Dirigiu-me a um quarto, onde me ofereceu um roupão. Agradeci e fechei a porta, fitando minhas roupas encharcadas. O que eu faria? Sequei o cabelo enquanto pensava em algo. Estreitei os olhos perante uma ideia e dirigi-me a um espelho de corpo inteiro. Já sabia o que fazer.

Todas as armas que estavam comigo foram deixadas na cama, enquanto eu me preparava para a habilidade. Sendo filha de quem era, eu conseguia compreender que aquilo não era, de fato, inútil. Minha blusa preta foi substituída por uma de leve decote em tons de cinza, enquanto minha calça jeans virou um short do mesmo material. Resolvi dispensar os coturnos e ficar descalça. Baixei a cabeça para minhas novas roupas secas. Voltei a encarar-me no espelho, notando algo diferente. Meus cabelos estavam curtos. Curtos e cacheados. Brilhavam em um tom alegre de castanho. O que estaria havendo? Aproximei-me do espelho, contemplando a mudança. Então, notei meus olhos. Eram verdes, e não o costumeiro azul. Pisquei algumas vezes. A cor verde ainda repousava ali, emoldurada por uma curta cortina castanha. Afastei-me do espelho, avaliando meus itens. Meus olhos repousaram na faca de bronze e eu resolvi colocá-la no cós do short. Abri a porta do quarto e saí, sentindo um cheiro delicioso. Meu estômago gentilmente agitou-se, lembrando-me que a fome estava ali. Resolvi mostrar algo para Mike. Com meus passos furtivos, aproximei-me de suas costas, viradas para a porta enquanto ele lavava algo na pia. Puxei a faca e pulei em suas costas, apontando a lâmina para a jugular dele. Ele arquejou e virou-se, levando uma de suas mãos ao meu braço armado. Puxou-o e jogou-me no chão em um acesso da mais pura adrenalina. Ao respirar novamente, observou minha débil tentativa de levantar-me e ofereceu a mão. Sorri e agarrei-a.

- Então... O garotinho não é tão indefeso. - Ele pareceu constrangido, como se resolvesse contar um segredo. - Na verdade, tenho sofrido ataques estranhos. Não consideraria humanos meus agressores. Eu nem sei se deveria estar te falando isso. - Suspirei. Ele franziu o cenho ao avaliar meu novo cabelo. Vi as dúvidas se formarem em seus olhos. - Você deve me contar. Eu estou aqui para... Dizer uma coisa a você. Mas, parecerá loucura. Então, optarei pelo meu melhor. Estou avisando que usarei de minha habilidade para mentiras para fazer você acreditar. Não há nada que você possa fazer. - Ele assentiu, desviou o olhar para meu cabelo e voltou a fitar meus olhos. Girei a faca na mão, segurando-a pela lâmina e entregando o cabo para ele. Hesitante, Mike a pegou. - Eu venho de muito longe. Estou cansada. Portanto, quero que compreendas que, se me interromper, eu cortarei seu pescoço. Bem... Tudo isso começou na Grécia Antiga. No entanto, pouparei horas de uma história enfadonha e irei direto ao ponto. Os antigos deuses que governavam a Grécia ainda existem. Como nas histórias, eles ainda descem ao mundo mortal para deitar-se com os humanos e têm filhos com eles. Estes se chamam semideuses. No entanto, existem seres dispostos a acabar com os filhos dos deuses, os monstros. Estes podem sentir o cheiro dos semideuses e persegui-los, para matá-los. Exatamente por esse motivo, foi construído um lugar para pessoas como nós, o Acampamento Meio-Sangue. Lá, somos treinados para combater nossos inimigos e nos defender. Preciso levá-lo até lá, visto que o considero sortudo por ter dezesseis anos e ainda estar vivo. Seu pai ou mãe divino lhe reconhecerá. Mas sabendo que Amélie era sua mãe, você terá um pai divino. Mas antes de tudo isso, treinarei o manuseio de facas com você para ajudá-lo. Alguma pergunta? - A confusão em seus olhos cresceu tanto que me vi obrigada a assumir uma posição defensiva. Ele poderia simplesmente ligar para uma clínica psiquiátrica e mandar me internar. No entanto, ele sorriu de maneira hesitante. - O que houve com seu cabelo? - Suspirei. Parecia que eu acabara de jogar palavras ao vento. Balancei a cabeça e os cabelos castanhos caíram por cima de meus ombros. - Tem algo a ver com transformação. Consigo usar minhas habilidades para isso, ao que parece. Sou filha de Afrodite e seguidora de Dionísio, sendo chamada de mênade. - Seus olhos iluminaram-se ao ouvir o nome de minha progenitora. Mike abriu a boca para falar e tornou a fechá-la, concentrando-se na comida que fazia. Desabei sobre uma cadeira e esperei até que ele servisse meu prato.

Depois de alimentada, retornei ao quarto onde minhas armas haviam permanecido, acompanhada de Mike. Mostrei a braçadeira, o bracelete, minhas adagas. Mas o interesse dele limitou-se ao pequeno colar que emitia a coloração roxa. Ergui a cabeça, mostrando-o, enquanto ele se aproximava, intrigado. Pousou o dedo indicador sobre ele e, logo em seguida, arrepiei-me ao sentir os dedos mornos passeando pelo contorno de meu pescoço. Fechei os olhos e o afastei, dando um ligeiro tapa em sua mão curiosa. Peguei a adaga ácida e coloquei nas mãos dele. Mostrei alguns pontos fracos de monstros em meu corpo, colocando minha própria mão sobre eles. Descobri que ele arremessava facas. Ele descobriu que não devia tentar me beijar. Descobri que ele pintava. Ele descobriu que não podia ficar lançando olhares indevidos para uma pessoa comprometida. No fim, ele optou por me levar à sua "galeria".

♦ L'art de la peinture ♦

Ao adentrar a sala escura, não sabia o que esperar. As luzes foram ligadas, revelando quadros maravilhosos. Apanhei-me sorrindo e obriguei-me mentalmente a parar com aquilo. Virei-me para a porta, encontrando seus penetrantes olhos azuis. Nossos rostos estavam próximos demais. Coloquei a mão em seu peito, tentando afastá-lo. Ele balançou a cabeça em discordância e mostrou-me um pote de tinta preta.

- Eu posso provar minha arte, mas minhas telas acabaram. Importa-se de entregar seu corpo para a arte? - Assumi um ar ofendido. Lembrei-me que ele precisava confiar em mim para que eu o levasse até o Acampamento, mas a confiança era um sentimento mútuo. Cautelosa, assumi um sorriso. - Posso oferecer as costas de uma dama. Se assim o quiseres. - Ele riu e indicou uma mesa. Deitei-me de bruços e levantei a blusa atrás de forma que ele pudesse ter um bom espaço para desenhar. - Desenharei a única coisa que falta para um anjo perfeito. As asas. - Ele lançou-se em seu trabalho demorado enquanto eu era tragada pela inconsciência.

"Seu namorado não ficará contente com isso. Parabéns, filha. Estou orgulhosa."


Fui acordada pela sensação de queimação em minhas costas. Esbravejei e gritei, pedindo que a tinta fosse retirada. Mike pegou um pano e passou-o rapidamente pelo local, assustado. A sensação rapidamente diminuiu até que ouvi a voz assombrada do garoto.

- A tinta não sai. Prendeu-se às suas costas como tinta permanente. - Levantei-me em um salto. A voz de Afrodite retumbava meus ouvidos e eu entendi o que ela falara. As asas. Um sinal perfeito de que eu fizera algo errado. Entregara aquela parte de meu corpo para um garoto qualquer. Thiago ficaria irritado. - Pegue suas coisas. Estaremos partindo agora. - Minha voz era gélida. Mike entendeu que não devia me contrariar. Voltei ao quarto e peguei minhas coisas, colocando-as no lugar correto. Meus pés receberam um par de tênis e eu saí na escuridão da madrugada, seguida pelo garoto.

♦ Échapper? ♦


O semideus passou à minha frente, guiando-me à ferrovia. Ao dobrar minha rua, vi o ruivo flamejante do cabelo e a perna metálica de uma empousa. Não pensei. Somente investi, defendendo Mike, puxando minha adaga ácida e procurando cravá-la no peito da monstra. No entanto, a ira era terrível. Não me permitia pensar. Recebi um tapa e senti as unhas dela se cravando em meu rosto, enquanto eu era lançada ao chão. Gritei e ergui-me, golpeando-a no flanco esquerdo com o tirso. Ela riu enquanto se desequilibrava e voltou a se manter imóvel. Corri e ergui a adaga enquanto ela colocava seu braço à frente de seu peito para defender-se. Ri e cravei a arma em seu braço, abrindo um enorme talho. Ouvi seu urro enquanto ela tentava avaliar os ferimentos. Tentou chutar-me, mas desviei-me agilmente. Vi Mike passar ao meu lado, rápido como um raio. Mantive o olhar dela em mim, enquanto o garoto se posicionava. A um sinal, empurrei-a para a lâmina já erguida da faca dele e sorri ao observar a ponta brilhante insinuar-se em seu peito. Em poucos segundos, ela já era pó. Limpei-me e toquei meu rosto, sentindo o sangue escorrer. Mas que droga.

Chegamos à ferrovia e conseguimos pegar um trem para Paris. A moça do guichê queria encaminhar-me para um médico, mas assegurei que estava tudo bem. Passaram-se algumas horas até que chegássemos à Cidade-Luz. Fiquei chateada por não ter conhecido as vinhas bordalesas, mas teria outras oportunidades.

♦ Ombres dans la Ville Lumière ♦

Logo que o trem parou e as portas abriram-se, ergui-me e puxei Mike pela mão. O sangue em minha face já secava, dando uma textura estranha à pele. Saímos da ferrovia, encarando o céu escuro. Não demoraria muito para os primeiros raios solares e eu esperava já estar em um avião quando isso acontecesse. Por isso, reagi mal quando fomos interrompidos.

Um rosnado cortou o ar ao dobrarmos uma esquina. Virei-me devagar, apertando a mão em torno do tirso, encarando o enorme focinho preto. Que droga. O cão infernal estava em posição de ataque. Soltei a mão de Mike e sorri. Um pensamento tomou lugar em minha mente e eu larguei o tirso. Escutei um arquejo proveniente do semideus. Ele provavelmente achava que eu estava louca. Tudo bem. Ergui as mãos em um gesto apaziguador e ativei todas as auras protetoras, ou habilidades que pudessem ter o mesmo efeito. A intensidade do rosnado diminuiu.

- Eu sei. Você só quer um pouco de amor. Eu posso te dar isto, em troca de um favor. - Hesitante, coloquei a palma da mão no focinho dele enquanto vasculhava os sentimento da criatura e ativava seu amor e sua lealdade. Ele curvou a cabeça e ganiu, o que considerei uma resposta positiva. Pedi para Mike pegar meu tirso e me ajudar a montar no cão. Puxei-o e nos posicionamos. Murmurei o endereço do Acampamento e mencionei uma viagem nas sombras. Ativei ainda a gratidão do cão e nos lançamos em sombras ainda mais terríveis do que a noite de Paris.

♦ Enfin, le retour! ♦


As luzes do Acampamento me pegaram desprevenida. Paramos próximos demais da Casa Grande. Forcei o cão a deitar-se para que eu pudesse deslizar de seu dorso e ajudar Mike com seu enjoo. Ri enquanto ele dizia que nunca mais faria aquilo. Puxei sua mão e levei-o para dentro. Quíron estava em sua cadeira, a assobiar lentamente.

- Antes tarde do que nunca. Quíron, aqui está Mike Rinot, filho de Amélie Rinot e o semideus que escolheste para que eu escoltasse. Fiz bem o meu trabalho e retornei em segurança apesar de imprevistos. Lá fora, há um cão infernal, mas ele não fará estragos porque nos trouxe em viagens pelas sombras e precisa descansar. Dito isso, estou indo à Enfermaria. - O centauro abriu um sorriso e abriu a boca para falar...

♦ Fin ♦

O ressonar suave da filha de Apolo encheu os ouvidos de Andy e esta sorriu. Ela entendia. A estória havia sido um tanto longa. A própria afrodisíaca encontrava-se cansada. Por este motivo, deitou-se, aninhada à irmã, e foi tragada para o manto de Morfeu.

[P.S: Ao terminar a leitura, passar o mouse em cima da imagem 'O']
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Re: ♣ Do It Yourself - Andy Almeida ♣

Mensagem por 144-ExStaff em Qua 19 Dez 2012, 00:23

☤Avaliação de Do-It-Yourself☤

Coerência - 160 XP
Ortografia - 60 XP
Leitura envolvente - 80 XP
Uso de Armas e Poderes - 85 XP

Total - 385 XP + 9 HP/MP + Angel's Wings [Um par de asas pretas de anjo desenhado nas costas da semideusa. Pintado por um semideus em Bordeaux, a tinta foi abençoada para ser permanente, por obra de Afrodite]

Perdas: 30 HP e 50 MP


☤Atualizada☤
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Re: ♣ Do It Yourself - Andy Almeida ♣

Mensagem por Ianna D. Belikov em Dom 30 Dez 2012, 16:52


You Are The Best Thing...

▬ Andy, você não entende! Eu não estou te abandonando! ▬ A discussão estava acalorada. A monitora do chalé de Afrodite tentava se explicar enquanto sua irmã esbravejava, os olhos enchendo-se de lágrimas. Em um gesto de exasperação, Andy jogou suas mãos para o alto.

▬ Quer saber? Eu desisto, Thâmy. Pode voltar para o buraco onde esteve até agora. Não quero mais te ver aqui. E não se preocupe com o chalé. Acharão alguém melhor para cuidar dele. ▬ A monitora arquejou, perfeitamente ofendida. "Ótimo", pensou a outra, "era o que eu queria." Andy deixou o chalé enquanto podia manter a compostura, sentindo os soluços começarem a irromper sua máscara tão bem planejada. Sentou-se na soleira da porta, observando a lua a brilhar. Seu nó de emoções começava a desmanchar, deixando transparecer tudo o que ela havia guardado para si mesma. Não notou que seu colar brilhava mais do que o normal. A coloração púrpura aumentava a cada segundo, envolvendo sua portadora em uma estranha barreira física. Antes que ela pudesse perguntar o que estaria havendo, uma voz conhecida invadiu seus ouvidos.

▬ Andy... O que houve? ▬ A filha de Afrodite encarou a dona da voz por um segundo. Era conhecida...


Seus olhos se abriram rapidamente e seu corpo pôs-se em movimento antes que ela pudesse estar totalmente cônscia do que fazia. Ao chegar ao banheiro, seu corpo curvou-se automaticamente e sua cabeça pendeu sobre o vaso sanitário, regurgitando todo e qualquer indício do jantar da véspera. Ao terminar, apertou a descarga e tratou de lavar sua boca e escovar os dentes. Algo que comera no jantar podia ter lhe feito mal. Não importava. Seus pensamentos foram arrastados de volta ao sonho, sua consciência recém-desperta analisando todos os ângulos. Era óbvio que ela brigara com Thâmara e esta estava indo embora. Mas por quê? E a voz? Qual era a relação entre tudo aquilo?

▬ Andressa, por que acordaste tão cedo? ▬ Por mais que a campista odiasse aquele nome, Thâmara era a única que poderia dirigir-se à ela daquela maneira. A semideusa fitou suas mãos por algum tempo, impossibilitando a monitora de avaliar seus olhos, modo muito eficaz para que ambas se comunicassem.

▬ Tive um pesadelo. Só isso. Precisas de algo? ▬ Thâmara negou. Depois, pareceu pensar melhor.

▬ Na verdade, hoje é dia de inspeção. Você gostaria de ficar com a arrumação das flores? ▬ Andy assentiu para a monitora e deixou o banheiro, indo se deitar novamente. No entanto, não conseguiu mais dormir.

Correr Riscos?

Hora do café. Os chalés adentravam o refeitório em suas devidas filas, procurando as mesas designadas a seus progenitores para sentar-se. Andy foi diferente. Mesmo que soubesse que não era permitido trocar de mesa, ela se dirigiu à mesa de Selene, sentando-se perto de alguns filhos corajosos da deusa do luar, aqueles que acordavam cedo. Ravyn não estava ali, era óbvio. A filha de Afrodite sabia que ele estaria dormindo àquela hora. Ela já se acostumara a sentar ali e comer com seu melhor amigo, para dizer a verdade. Pegou seu prato e viu frutas das mais diversas decorá-lo rapidamente. Ergueu-se, dirigindo-se ao braseiro, e despejou metade de seu alimento no fogo. "Para Dionísio, meu patrono." A verdade era que ela já não dedicava nada para sua mãe. Sentia-se bem daquela forma. Sabia que estava correndo riscos, visto que a deusa do amor não toleraria uma filha desobediente. Mas ela tinha muito mais para se preocupar, além da rebeldia de Andy. Daquela forma, comeu, permanecendo assentada junto aos filhos de Selene.

Os pensamentos que lhe enchiam a cabeça diziam respeito a como passaria o tempo ali, visto que muitos de seus amigos estavam fora, por ser época de festas de fim de ano. Sem pai e sem sua madrasta, ela fora obrigada a ficar ali, treinando. Não conseguira missão alguma e já estava se perdendo para o ócio. Resolveu, então, que passaria a tarde treinando. Saiu do refeitório, voltando à trilha dos chalés. Passou pelo recém-inaugurado chalé de Pérsefone e bateu na porta. Queria pedir algumas sugestões de flores para colocar em seu próprio chalé. Podia não gostar de sua mãe, mas o chalé merecia estar bem organizado. Caso contrário, Thâmy seria responsabilizada. Quinze minutos depois, já estava com os exemplares das flores que utilizaria e pronta para começar a organizá-las.

Cães e Surpresas!

De tarde, a garota já havia terminado sua parte na inspeção. Dirigiu-se à arena, portando algumas armas. Escolhera combater monstros naquele dia pois já estava obsoleta. Pediu para que um novato escolhesse o monstro que ela enfrentaria, avaliando a sugestão. Cão infernal. Ótimo. Ela tinha um cão infernal como mascote. Devia saber como cuidar deles. Puxou então seu chicote, posicionando-se de frente para a enorme caixa de madeira. Assim que a "porta" desta se abriu, a imensa figura negra saiu correndo na direção de Andy. Esta estalou seu chicote e aguardou que a criatura chegasse mais perto. No momento exato, pulou para o lado e deixou que o cão passasse por onde ela se encontrara. Movimentou seu chicote, procurando acertá-lo e enrolá-lo no pescoço do cão, sem sucesso. A única coisa que conseguiu foi dar-lhe uma chicotada que deveria doer e um choque que serviu para deixá-lo ainda mais irritado. O monstro investiu contra ela novamente, rosnando. Andy jogou-se ao chão, rolando para o lado e se pondo de pé. Procurou repetir o golpe. Desta vez, conseguiu. Ao notar o chicote preso ao pescoço dele, acionou a eletricidade, dando pequenos choques não-letais no monstro. Era fácil para ela. No entanto, suas habilidades protetoras estavam ativas. Procurou puxar o chicote, aproximando o cão de si. Então, uma vertigem deixou-a desnorteada. Seu estômago embrulhou e ela forçou-se a largar o chicote e correr até a árvore mais próxima, devolvendo seu café da manhã, visto que não havia almoçado naquele dia. Nem mesmo pensou na tremenda falha em sua guarda, aproveitada pelo cão quando este veio em sua direção, procurando acabar de vez com ela. As habilidades de Andy estavam falhando, devido à sua falta de concentração, o que permitia que o monstro se libertasse do elo de harmonia criado entre ele e a filha de Afrodite. O cão abriu a boca, preparando-se para morder a garota desprotegida. Mas tudo mudou.

Quando Andy virou-se, viu uma adaga azul conhecida plantando-se na testa da criatura e movimentando-se para baixo, rasgando sua fronte. Percebeu quão perto chegara de morrer. A adaga movimentou-se quando o cachorro virou pó, voltando a seu dono. Os ombros de Andy foram envolvidos por um braço.

▬ Está tudo bem, Andy? O que houve aqui? ▬ A garota sacudiu a cabeça ao escutar aquela voz. Tentou livrar-se do braço que prendia seus ombros, não de uma maneira ruim, mas ainda assim, firmemente. Não queria que ninguém lhe visse naquelas condições. ▬ Não lute, boba. Sabes que quero o seu bem. ▬ Ravyn sorriu. A semideusa sabia que ele não iria embora enquanto ela não se sentisse melhor. Ainda por cima, sentia-se motivada a contar o que estava acontecendo.

▬ Ravyn! Já disse que não gosto dessa sua aura. Ela vai contra meu instinto natural de mentir. ▬ O Vingador riu. Sentindo-se sem defesa, Andy expôs toda a verdade a respeito de seus enjoos e vertigens. O semideus escutou atentamente enquanto a conduzia ao chalé de Afrodite. Quando ela terminou, o garoto tinha uma expressão compenetrada.

▬ Andy, quero que me responda sinceramente. Desde quando estes "sintomas" começaram? ▬ A loira fechou os olhos enquanto pensava. Seu rosto tornou-se mais pálido que o normal e sua expressão tornou-se indistinguível. Os olhos amáveis da prole de Selene mostraram um lampejo de compreensão ao captar os pensamentos da garota. Andy externou sua preocupação, em um murmúrio, quase como que para si mesma.

▬ Acredito que eu esteja grávida. ▬ O mundo pareceu dar uma curta volta e apagou-se diante dos olhos da filha de Afrodite.

Doces Palavras...

Os olhos azuis encararam o teto ao abrirem-se. Ela se sentia mal. Estava com uma leve tontura, mas o silêncio do local a ajudava a relaxar. Pensou em sentar-se, mas achava melhor não arriscar. Sua mão foi envolvida em um aperto amável. Thiago entrou em seu campo de visão. Na outra mão, segurava uma prancheta, que foi deixada em cima da maca. O Curandeiro sorriu e enrubesceu, como se procurasse a melhor forma de dizer algo. Andy esperou, pacientemente. Ravyn também foi notado pela visão periférica da semideusa. Ele se mantinha no canto, de braços cruzados. A expressão não era das melhores, mas esboçava um sorriso tímido. O filho de Apolo resolveu falar.

▬ Andy. Saiba que Ravyn te trouxe até aqui, preocupado. Fiz alguns exames para me certificar do que estava acontecendo. Escutei o que ele tinha a dizer. Tenho uma notícia importante para você. Seremos pais. ▬ As mãos da semideusa deslocaram-se até seu ventre. Havia algo de especial no ar. Estava realmente grávida. Mas... E sua idade? Como ela e Thiago criariam um bebê ali, no Acampamento? E mais: como se certificariam da segurança da criança se as suas próprias estavam em risco? Não importava. Ela estava feliz. Começou a rir docemente, encantada. Thiago a abraçou de forma cuidadosa. Quando a soltou, Ravyn aproximou-se e a envolveu em um abraço um pouco mais apertado, sem dispensar o olhar fuzilador que o Curandeiro lhe lançou. Tudo estava certo. E daquela forma permaneceria. Ou não.

afins da diy:
♦ Poderes e Armas de Andy:

♥ Habilidade com Chicotes e Correntes (Nível 1)[Passivo]

É com esse tipo de arma que você se identifica perfeitamente e o tipo de arma com o qual se destaca. Tais armas parecem ser uma extensão de seu corpo, você consegue realizar movimentos incomuns e precisos, golpes quase infalíveis que outros semideuses não realizariam tão bem.

♥ Harmonia Intocável (Nível 7)[Passivo]

Você dificilmente será escolhido como alvo ou adversário por outras pessoas, semideuses ou monstros porque sua harmonia o protege de ações hostis.

♥ Bons Reflexos (Nível 11)

Devido à eterna boa forma e ao longo tempo dedicado em frente aos espelhos, você tem bons reflexos para desviar de golpes e até de certas flechas.

– Chicote Elétrico [By Afrodite]

♦ Poderes e Armas de Ravyn:

Nível 5 ~ Adagas Vivas ▬ Encante suas Adagas para que elas lutem por vontade própria.

Nível 10 ~ Leitura de mentes II ▬ Você agora tem certo controle, podendo não escutar mentes. Porém, você não tem a capacidade de achar o que quer na mente da pessoa e sim ver o que ela pensa no momento.

• Aura da verdade ▬ Em todo lugar que você estiver, se você quiser, ninguém poderá mentir.

☽Adaga Lunar Azul [Emite um brilho azulado que se intensifica durante a noite, aumenta a agilidade dos ataques, tornando QUASE impossível de se errar um golpe, sua lâmina também apresenta envenenamento que além de retirar vida do adversário, o deixa cada vez mais lento. 04 de vida e energia por turno e diminuição de 50% do movimento]

♦ Observações: A DiY foi feita, principalmente, para a história da gravidez. Por essa razão, não houve combate de verdade.

♦ Sugestão de Redução: Creio que nenhuma, pois não houve uso de poderes ativos por parte da protagonista e esta não se feriu. Mas fica ao encargo do avaliador.

That's Ever Been Mine!


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Re: ♣ Do It Yourself - Andy Almeida ♣

Mensagem por 144-ExStaff em Dom 30 Dez 2012, 17:24

☤Avaliação de Do-It-Yourself☤

Coerência - 70 XP
Ortografia - 30 XP
Leitura envolvente - 40 XP
Uso de Armas e Poderes - 20 XP

Total - 160 XP

Perdas: 0 HP e 0 MP


☤Atualizada☤
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Re: ♣ Do It Yourself - Andy Almeida ♣

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