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♦ Enfermaria Central ♦

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♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por 075-ExStaff em Sab 16 Fev 2013, 22:18

Relembrando a primeira mensagem :



♦ A Enfermaria Central!


Uma das maiores tendas que havia no Acampamento. Ficava ao lado da tenda da curandeira-mestra, Kristy, e em sua totalidade, um brilho dourado irradiava de sua estrutura. Sobre a sua porta, foram esculpidos em bronze os símbolos dos Curandeiros. Ao adentrar no local, podia-se ver ao menos cinco estantes cobrindo ambas paredes laterais, cheias de ingredientes para poções, líquidos e ervas finas e medicinais. Ali, também, estendia-se uma fileira de macas, em torno de 10, o que apontava que apenas 10 pacientes poderiam ser atendidos por vez.
Dois Curandeiros, um chamado Ted Lopux e um uma garota com o nome de Gina Rockwell atendiam todos os pacientes, sendo extremamente ágeis e rápidos em seus atendimentos.



♦ Como funciona a Enfermaria Central?


De acordo com as necessidades do fórum, foi decidido que criaríamos uma enfermaria central para atender os feridos que costumam demorar para serem atendidos nas demais enfermarias e, também, para não sobrecarregar mais os nossos curandeiros.
A Enfermaria Central, como dito no post, comporta por vez 10 Campistas, ou seja, caso não haja uma atualização rápida dos personagens, o décimo primeiro postador irá ser considerado inválido, ou seja, seu post será ignorado.
A recuperação de HP e MP irá variar de acordo com a qualidade do post do usuário, sendo que a quantia mínima é de 0 (para posts considerados totalmente fora do padrão, com uma quantia de erros de escrita acima do normal) e a máxima é de 150 (para posts considerados excelentes, com nenhum ou pouquíssimos erros de escrita). É permitido apenas um post por atualização. Não um post por dia, nem por semana, mas sim por atualização.
As narrativas são on, ou seja, você terá de narrar que entrou na enfermaria e falou com um dos nossos dois curandeiros NPC's. Por fim, será avaliado e curado com a pontuação que merece.
075-ExStaff
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Zeus em Qui 28 Nov 2013, 19:16






Atualização
Atualizado por ♦ Zeus


Allan + 50 de HP e MP


Corrija um sábio e o fará mais sábio.
Corrija um ignorante e o fará teu inimigo.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Arizona Zweibrücken em Sex 29 Nov 2013, 12:18

Astrid: a enferma
 
que horror!


Sequenciando dias difíceis, onde Astrid apenas se deu mal, ela finalmente tomou a iniciativa de se tratar. Harpias, lestrigões, um sátiro ranzinza! Felizmente, a jovem já conseguia assimilar tudo e compreender que ela realmente era uma semideusa. E, claro, a característica forte dos meio-sangues era sempre estar em péssimas condições, porque existem uns monstros malditos que literalmente vivem para tentar abatê-los.

Logo após o almoço, que finalmente foi sediado no próprio pavilhão do refeitório e não no sexto chalé, como Astrid vinha fazendo há uns bons dias, ela pediu para o pequeno meio-irmão, Dale, acompanhá-la até a enfermaria, numa visita surpresa a Caleb. Mesmo que os embates que tivera totalizavam seis dias daquele em especial, Astrid ainda sentia algumas dores, principalmente na perna esquerda - o que a fazia mancar - e nos ombros - ferimentos advindos das garras de uma harpia. 
De mãos dadas com Dale, Astrid foi conduzida por ele até a tenda de enfermagem. Lá, encontrou, venturosamente, o filho de Apolo e curandeiro de Asclépio, Caleb. Ele acompanhava o estado da garota desde que enfrentara os primeiros monstros - o trio de harpias - e viu que realmente ela apresentou melhoras, até porque ele, diariamente, a visitava em seu chalé. — E aí, como cê tá? — Indagou após cumprimentar a dupla de Athena com um breve aceno da cabeça. — Hã... quase que bem. — Astrid respondeu, mancando até uma maca próxima e vazia. Dale a acompanhou, pondo-se ao seu lado, de pé. — Eu estou bem! — Ele disse, sorrindo. O garoto de apenas onze anos era como o irmão caçula de Astrid. Estava sempre com ela, sempre a ajudando. E a recíproca era verdadeira.
Inicialmente, Caleb apenas entregou um minúsculo pedaço da famosa ambrósia para Astrid. Claro, ele tinha consciência de que ingerir tal coisa em proporções relativamente grandes levaria qualquer um ao óbito, então precisava ser cuidadoso. Sem hesitação, a garota enfiou aquilo na boca e engoliu. No começo, um gosto amargo tomou conta de sua boca e por um instante a fez pensar em vomitar, mas isso logo foi substituído por uma careta azeda.  Eu sei, não é gostoso. — Caleb disse, sorrindo. — Mas é bom. Você vai ver que grande parte das dores será amenizada. — Enquanto falava, tocava a perna de Astrid, parecendo sentir o lugar que doía. — E acredite se quiser, Astrid, tem gente que gosta disso. — Dessa vez, os três riram, resolvidos de que ambrósia era coisa de louco.
— Noelle! — Caleb elevou a voz, convocando a presença de alguém.  Astrid, vou pedir para que a Noelle trate dos seus ombros. — De fato, a semideusa compreendeu. Não tiraria a blusa para o curandeiro mexer em seus ombros. Após isso, Caleb fez menção para Astrid aguardar um pouco e então se afastou. Durante a troca de olhares com Dale, ela pôde sorrir e ele fez o mesmo em resposta. A garganta da semideusa ainda incomodava por conta da ambrósia, mas pelo menos a dor na perna já não dava as caras. Infelizmente, a dor nos ombros ainda existia. Claro, estava amenizada, mas não desaparecia pelo fato de existir ferimentos que não estavam completamente cicatrizados.
Em poucos segundos, uma mocinha de mais ou menos quinze anos se apresentou. A cabeleira cor de caramelo e a pele bronzeada indicavam ser outra filha de Apolo. A jovem sorriu, tomando lugar de Caleb. — Bom... hã.. seria bom se você... — E então desviou o olhar para Dale enquanto puxava as cortinas alvas que rodeavam a maca de Astrid, de modo que ninguém de fora as visse. O menino entendeu perfeitamente e se retirou, fazendo um "v" com os dois dedos indicadores e médios. Astrid riu.
Antes que Noelle instruísse Astrid corretamente, a filha de Athena se precipitou. Segurou a borda inferior da blusa e a puxou para cima, tirando-a do corpo. A curandeira reprimiu algo que iria falar e apenas sorriu, aproximando um carrinho amadeirado da maca. — Astrid, né? — Logo em seguida, a morena assentiu. — Ok. Fique de costas para mim, fazendo o favor. — Novamente, assentindo, Astrid se virou, mantendo a coluna ereta. Antes que Noelle pedisse, a semideusa abaixou a cabeça e puxou toda cabeleira para cima, e logo em seguida a manteve para frente, segurando-a de modo que desse espaço para Noelle trabalhar. 
Dependendo da forma com que movia os braços, os ferimentos nos ombros doíam mais, o que fazia Astrid gemer. De repente, as mãos de Noelle adquiriram uma cor excêntrica, como uma aura, e no simples toque dos ferimentos nos ombros de Astrid, estes se fecharam por inteiro. Conseguinte a isso, as jovens sorriram e a curandeira entregou um copinho descartável com um fundinho de néctar.  — Pode beber. Vai te ajudar mais ainda. — Já com a blusa no corpo, Astrid seguiu a recomendação. Bebeu o pouco de néctar que recebera e em poucos segundos estava novinha em folha. 
Noelle se levantou, abriu as cortinas brancas e sorriu outra vez. Todavia, foi surpreendida com outro grito de Caleb, que, afobado, tratava de um garoto ensanguentado. Noelle pareceu compreender, porque apenas cumprimentou Astrid e Dale com a cabeça e se afastou, puxando o carrinho de madeira para perto do jovem que Caleb atendia. 
— Obrigada... — Disse Astrid, descartando a possibilidade de que os curandeiros a ouviriam. Voltou a olhar para Dale ao por-se de pé, revigorada, e então pegou suas mãos, puxando-o para fora da enfermaria. O que fariam depois dali?
Observações:
Me referi ao Caleb e a Noelle como filhos de Apolo e curandeiros de Asclépio, e, durante o tratamento da Astrid, narrei a Noelle utilizando alguns poderes dos curandeiros. E, com relação aos personagens secundários: todos inventados.


Thanks Tess
Arizona Zweibrücken
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Tony Scipriano em Sex 29 Nov 2013, 19:50

A ENFERMARIA
A luta enche o corpo dos guerreiros de prazer e satisfação, mas até mesmo os melhores combatentes precisam de cuidados médicos; meus últimos dias tinham sido agitados e repletos de batalhas. Um dia atrás eu tinha lutado com lobos ferozes e ganhei de presente vários machucados em torno do meu corpo, como se não bastasse naquela manhã tinha treinado com esqueletos lutadores mortíferos; o agradável vento vespertino tocava minha face, me cobrindo de sensações agradáveis.

Depois de ter me empanturrado de uma maneira monstruosa no refeitório, sentindo meu corpo mais pesado e lento, resolvi fazer uma visita a enfermaria pois meus ferimentos já estavam começando a arder; o gole de néctar e as ataduras que tinha feito na noite passada já não estavam sendo mais o suficiente para manter meu corpo saudável. Minhas vestes estavam rasgadas e sujas, meus ferimentos abertos, com certeza levaria uma baita bronca dos curadores; aproximei da tenda maior e adentrei o local vendo apenas uma garota sendo atendida. Sentei em uma das macas para esperar o atendimento e reparei como o lugar era interessante, nunca tinha visto um edifício de atendimento hospitalar tão limpo e iluminado, os lençóis que cobriam as macas eram de um branco perfeito, o símbolo dos curandeiros ornamentava o pano da tenda, o cheiro de incenso de menta podia ser sentido no lugar e uma musica ambiente relaxante tocava ao fundo. Recostei minha cabeça esperando algum curandeiro e acabei adormecendo de cansaço por um curto tempo, um garoto balançou meu corpo e disse risonho:

- Boa tarde amigo, meu nome é Ted Lopux e sou um dos curandeiros do acampamento, as pessoas geralmente não vem até aqui apenas para dormir, então em que posso ajuda-lo?

O garoto estava vestido com um jaleco branco que ia até os pés, blusa e calça verde com um tênis da Nike branco; em seu jaleco estava escrito “A saúde vem de dentro do nosso corpo” e em sua mão esquerda trazia uma pequena maleta. Fiquei um pouco envergonhado de ter dormido ali, logo em minha primeira consulta então me levantei para falar:

- Hããã... me desculpe por isso. Não queria ter dormido mas essa noite não foi uma das melhores.


O curandeiro apenas riu me colou sentado novamente com um gesto de mãos em meus ombros e disse:

- Relaxe rapaz, você não é o primeiro e muito menos o ultimo que tirou um breve cochilo em nossos aposentos. Ao julgar pela sua aparência você deve estar precisando de tratamento urgente, retire sua blusa e deite na maca para que eu possa te diagnosticar.

Sem pestanejar cumpri as ordens que haviam sido me dadas e deitado, fiquei encarando o teto com um sentimento um pouco desconfortável, não estava acostumado a ser tratado por médicos legais. Ted analisou meus ferimentos com um olhar de preocupação e disparou:

- Você realmente deve ser um louco, por sorte não parece que os ferimentos estão inflamados. Me conte o que aconteceu para ter conseguido tantos arranhões e machucados ao redor de todo seu corpo, enquanto isso vou limpando e passando um balsamo nessas feridas.

Suspirei tentando me acalmar apesar de que não sou muito bom com isso e tentando não ser grosseiro, controlei um pouco a minha voz para contar ao curador:

- Não sou muito de pensar em médicos quando luto contra lobos ferozes em uma noite e na outra contra um bando de esqueletos guerreiros. Mas tirando esses fatos memoráveis, não me lembro de ter caído não.

Pensei ter sido muito ríspido e grosseiro, mas apenas provoquei risos do garoto que não conseguiu se conter; entre seus risos ele apenas murmurou alegremente:

- Eu entendo, apenas alguns dias normais para um semideus não é mesmo?

Achei melhor não responder aquela indagação do rapaz e me concentrar no tratamento, senti as suas mãos passarem o balsamo em minhas feridas em uma sensação nada reconfortante; parecia que estavam pingando fogo liquido em meu corpo, aquele deveria ser o preço pela minha impetulancia de não ter procura anteriormente um curandeiro. Ele também enfaixou o ferimento em meu tórax que estava mais fundo do que os demais (malditas unhas de lobos enfeitiçados), colocou sua mão esquerda em meu coração fazendo com que eu sentisse um calor intenso tomar meu corpo e fechar minhas feridas. O tratamento inteiro durou alguns minutos, nada que eu pudesse reclamar já que estava no ambiente mais confortável e relaxante do acampamento, quando Ted terminou os curativos estendeu em minha direção uma garrafa de néctar dos deuses para que eu bebesse; como sempre o sabor daquele liquido era uma maravilhosa mistura de pudim de chocolate, com balas de caramelo e canela.

O garoto me colocou sentado na maca para medir minha pressão sanguínea e ver se restava alguma coisa a ser feita, constatou que eu já estava bem melhor e apenas me receitou:

- Olha com esses curativos e o néctar, você estará perfeitamente bem de saúde logo; recomendo que você tente descansar por pelo menos uns dois dias e se alimente bem. Caso sinta qualquer sintoma é só me procurar aqui na enfermaria que dou um jeito.

Ao ouvir as sugestões levantei da maca, peguei minha blusa e coloquei sem pressa alguma era realmente muito bom ficar ali, apesar de que a maioria nunca ia ao lugar estando em condições muito favoráveis a um deleito de todas aquelas maravilhas relaxantes. Despedi-me agradecido do curandeiro e fui embora com um aperto no coração, quem sabe mais tarde ou em outro dia eu voltava ali apenas para ter alguns momentos mais tranquilos; caminhei tranquilamente na direção do meu chalé, sabia que não conseguiria ficar os dois dias em repouso, mas naquele momento pelo menos tudo o que eu mais queria era tomar um banho para trocar aquela destruída roupa e deitar em minha confortável cama.


Tony Scipriano
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Victor Dragneel em Sab 30 Nov 2013, 06:41

Victor acordou todo dolorido, cheio de hematomas, fatigado, e sua cabeça latejava tanto que poderia jurar que morreria de dor de cabeça. Algo bastante anormal de se ver, ainda mais quando não lembra de onde conseguiu isso. Estranhamente, tinha uma forte sensação que algo havia acontecido na noite anterior, mas não se lembrava de nada. E quando tentava se lembrar, simplesmente era tomado por uma súbita explosão interna de raiva insana. Além dessa estranhíssima sensação, ainda sentia que estava sendo observado, o tempo todo. Sentia tristeza, saudades, raiva, ódio... insanidade...

Opa! Quase foi tomado pelos sentimentos estranhos, de novo. Aquilo estava assustando o garoto. Era como se não fosse apenas ele que estivesse ali na sua mente. Era como se dividisse o seu corpo com outra coisa ou...Outra parte de si mesmo... "Não! Para! Para de pensar assim. Esses pensamentos são seus, seu idiota!" pensou Victor, quase entrando em desespero.Parou para pensar em seus ferimentos. Com certeza não conseguiria cuidar daquilo sozinho. Não sabia nem usar uma pomada direito! Resolveu passar na enfermaria para se cuidar.

*****************************************************************************************************************************************
Quando chegou lá, surpreendeu-se com o tamanho da tenda, se é que se pode chamar algo tão grande de tenda. Ao entrar, percebeu que haviam várias estantes, dispostas nas paredes da esquerda e da direita. Todas elas estavam cheias de líquidos coloridos, incolores e/ou brilhantes, algumas plantas esquisitas, e alguns frascos com... Insetos? Tentou afastar a ideia de ter que beber algum inseto naquele lugar, ou em qualquer outro que fosse. Avistou algumas macas, mais ou menos dez, dispostas em duas fileiras paralelas, também próximas as paredes. Logo a frente viu uma garota, loira e muito levemente bronzeada, com olhos azuis. Parecia ter a mesma idade que Victor, 14 anos. Ela usava uma blusa amarela com a estampa de um cachorrinho fofinho feliz, um short jeans, e sandálias brancas. Sorria para o garoto como se ele fosse um animalzinho fofo numa petshop.


- Olá, como posso ajudá-lo? - disse ela, como se fosse uma enfermeira que não soubesse o que estava fazendo na enfermaria. Então seus olhos se arregalaram em espanto. Parecia que havia percebido o que tinha que fazer - Nossa! Você está horrível! Venha, sente aqui, vou trazer algum coisa para esses hematomas. - Disse ela, fazendo-o sentar-se em uma das macas. Cerca de dois ou três segundos depois, ela apareceu com alguns pedaços de algodão, e um frasco com um líquido cor de sangue, assustando o garoto, que percebeu que ela estava lá mais três segundos depois.

- Nossa, você é rápida! - Disse o garoto, espantado, observando a garota molhar um pedaço de algodão no líquido avermelhado.

- Tenho que ser. Embora não esteja agora, esse lugar costuma estar muito cheio. Prazer meu nome é Gina, filha de Apolo - Disse a loira, já esfregando o algodão nos hematomas que estavam sobre sua perna. Mesmo com tanta velocidade, ela ainda conseguia fazer aquilo com delicadeza, não fazendo nada doer. Devia estar muito concentrada. As manchas rochas sobre a pela do menino desapareciam em tempo recorde, bastava o algodão encostar em cima de sua pele, que o roxeado começada a desaparecer. A garota terminou  de passar o algodão nas pernas e jogo-o fora. Pegou outro pedaço, molhou com o líquido do frasco e começou a passa-lo em alguns pontos do rosto do garoto - E quem é você? - Disse ela, como se tivesse se lembrado de que ainda não o conhecia.

- Victor, filho de Hefesto - Ao dizer o nome de seu pai, o filho do fogo sentiu um certo desconforto. Sentiu até um desgosto. Sentia nojo de ser filho de um deus... Mas por que? Estranhamente não sabia. Mais um dos sentimentos estranhos...

- Filho de Hefesto é? - Disse a garota, terminando de passar o remédio em seu rosto, e parando para examina-lo - Até que, pra um filho de Hefesto, você é bem bonitinho. Ainda mais com essa cicatriz. - Terminou, com alguns risinhos. As palavras atingiram o garoto como um soco na cara. Sentiu-se extremamente envergonhado. O que ele tinha que fazer agora? Que reação deveria ter? Falar com garotas REALMENTE não era o seu forte - Ooowwwnnn, que fofo! Você ficou envergonhado! Tudo bem eu te entendo. Agora tire a camisa para que eu possa terminar de te tratar - As palavras da garota não ajudaram-no nem um pouco a se recuperar, mas obedeceu. Tirou a camisa com dificuldade, demonstrando os muúsculos extremamente definidos do garoto. Ele estava ficando cada vez mais forte, devido aos treinos que fazia todo dia - Wow! Ok, você definitivamente é mais bonito que os outros filhos de Hefesto - Disse ela, deixando-o ainda mais envergonhado. - Mas então, como consegui essa cicatriz?

- Não é uma coisa que eu goste lembrar... Desculpa - Disse ele, tentando não lembrar da morte de seus pais adotivos.

- Não se desculpe. Eu entendo quando algo é ruim demais para lembrar - Finalmente as palavras da moça começaram a conforta-lo um pouco. Quando terminou, levantou-se, jogou o resto dos algodões fora, e se endireitou. Então perguntou - E então? Mais alguma coisa?

- Estou morrendo de dor de cabeça - Pensou em pedir algo para sua suposta perda de memória, mas não tinha certeza se queria descobrir o que poderia ter acontecido naquela noite.

- Hmm... Dor de cabeça... Me espere aqui, eu já volto - A garota saiu rapidamente em direção a uma das estantes. Victor aproveitou para colocar sua camisa, que agora parecia estar um pouco mais apertada do que antes. Quando pôs a cabeça para fora, percebeu que Gina já havia voltado. Estava oferecendo-lhe um copo com um líquido meio dourado dentro - Tome, é néctar, bebida dos deuses. Vai melhorar seus machucados e sua dor de cabeça. Mas só tome um gole, ou você pode ser incinerado - Mais uma vez, as palavras dela não o acalmaram nem um pouco. Pegou o copo e tomou um gole do tal néctar. Tinha gosto de suco de melancia, uva e banana com leite em pó, a bebida favorita dele. Queria tomar mais, mas antes que pudesse tentar, Gina tomou o copo de sua mão - Como eu disse, só um gole, ou você morre.

Victor sentia sua dor de cabeça sumindo. Todas as dores de seu corpo iam desaparecendo. Estava muito agradecido, e gostara bastante da garota. Queria ficar ali o resto do dia conversando com ela. Mas não podia perder tempo jogando conversa fora. Mesmo que tivesse acabado de se recuperar, e que quisesse ficar conversando com Gina, ainda tinha que treinar, e com certeza ele não iria fazer corpo mole. E além do mais, com certeza ela tinha coisas a fazer também. Levantou-se da maca, endireitou-se e agradeceu.

- Obrigado por ter me ajudado. Mas não posso ficar muito tempo, tenho que ir treinar - Então ela fez algo que ele nunca iria imaginar. Deu-lhe um beijo no rosto e sorriu simpaticamente, o que o deixou extremamente nervoso. Sua pele começou a esquentar, e seu rosto também deve ter ficado vermelho, por que a garota soltou um leve risinho, o que também o fez sorrir.

Vá lá então, fera - Disse ela, rindo em seguida. Victor a acompanhou em seu riso, mas quando parou, simplesmente concordou com a cabeça, virou-se e saiu correndo em direção ao chalé nove, para buscar seu machado e começar mais um longo dia de treino.


Narrativa normal
Narrativa Insana
Falas de Victor
Falas de Gina
***** => Separação de Tempo
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Leonard Woodcliff em Dom 01 Dez 2013, 22:00



A Enfermaria

      A luta na arena fora intensa. Sempre achei que lutar em grupos nunca dá certo, e agora minha teoria estava comprovada. Ao ser atingido por meu próprio parceiro no pescoço com a parte chata de sua espada, perdi o ar tão rapidamente que tive que ser levado imediatamente para a enfermaria. A dor me impedia de andar, por isso dois campistas de Atena tiveram de me carregar do mesmo jeito que alguém era segurado em um "Balança Caixão" pela trilha, correndo o mais rapidamente possível, mas de modo cuidadoso, na direção da principal tenda da região.
      Mesmo antes de chegarmos lá, eu já podia avistar o brilho dourado que cintilava de sua estrutura. Notei mais detalhes ao se aproximar, dessa vez mais lentamente: o local fora projetado para dar uma comodidade maior aos pacientes, mas ao mesmo tempo uma maior facilidade de locomoção. Entramos no recinto, e os filhos de Atena me carregam até uma maca.
      — Ele foi atingido no pescoço pelo cabo de uma espada, durante um treino em grupo na arena — explicou um deles aos enfermeiros. Eu mesmo explicaria se conseguisse falar. A dor era incômoda, mas não creio que o ferimento era grave.
      — Entendo. Acho que uma hora de repouso e uma poção revigorante resolverão o problema. — respondeu um dos curandeiros — Posso pedir para vocês se retirarem? Precisamos de espaço. Mas obrigado por trazerem-no até aqui. — ele sorriu e conduziu ambos até a saída.
      Cerca de dois minutos depois, quando a dor havia aumentado um pouco, outra curandeira veio cuidar de mim, obrigando-me a tomar uma poção de cor avermelhada. Imediatamente a dor cessou, mas quando fui falar ela voltou em dobro. Fiz uma careta e deitei na maca, engolindo minha própria saliva.
      — Fique calmo e evite falar, porque a poção aliviará a dor no começo, mas se fizer esforços na região dolorida o efeito dela pode cessar. — me explicou a enfermeira. Ela tirou outra poção de um cinto dela, abriu o frasco e me fez engolir seu conteúdo — Essa poção vai fazê-lo dormir, para não obrigá-lo a sentir o dolorido. Boa noite!
      Abri um sorriso e a observei se afastar. Quando fui me ajeitar, minhas páplebras pareceram pesar mais, e imediatamente peguei no sono.
juuub's @ cp  
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por ♦ Eos em Seg 02 Dez 2013, 00:06

Astrid, Tony e Victor - Full HP e MP. Em geral, boas descrições. O detalhamento do tratamento é crucial. Apenas alguns erros comuns de digitação. Astrid, cuidado com informações - Néctar e Ambrósia nada tem de ruim, basta lembrar a descrição nos livros.

Leonard - faltou se aprimorar mais nas descrições. 75 hp e MP

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Ryan Lichtter em Qua 11 Dez 2013, 21:05


Cicatrizes de Guerra




“Muitos morreram pelas minhas mãos. E para cada um destes um pouco morri. Vejo as cicatrizes dessa guerra em vão. Lembro que seus motivos nunca descobri. Penso nas famílias dos que matei, vejo os parentes dos que conheci. O que será de mim, não sei. Não entendo porque também não morri.”


Deixei o carro escondido em um abrigo secreto próximo às redondezas do camping e subi a Colina Meio-sangue. Tomei um susto daquele dragão gigante que guardava a árvore de Thalia quando este surgiu com seu pescoço longo repentinamente em minha frente e soltou uma baforada úmida e quente em minha cara, porém creio que seja uma tentativa de ser simpático por parte dele, como se quisesse cumprimentar-me, algo assim. Passei pela fronteira mágica do Acampamento e dirigi-me direto para a enfermaria, adentrando o edifício que, como de costume, encontrava-se cheio de semideuses gravemente feridos – embora muitos ali estivessem com apenas simples arranhões se comparados aos meus danos superficiais e profundos. Quando vi o tamanho da fila para ser atendido fiquei até desanimado. Por sorte, um curandeiro logo surgiu dizendo “próximo”. Rapidamente, passei na frente de todos e fui até ele.

Com licença, com licença... Monitores têm privilégio, com licença...

“Nossa, que cara folgado!” pude ouvir os pensamentos de muitos, todavia nem importei-me com eles. Entrei na sala e sentei-me na maca do rapaz que atender-me-ia – este fechou a porta assim que passei por ela, evitando outras reclamações dos demais lá fora que aguardavam muito antes de eu chegar. Arrimei meu dorso no travesseiro fofo e recostei minha nuca na parede. O curandeiro aproximou-se.

Vejo que está muito ferido, Fellp. Mas não se preocupe. Vou cuidar de tudo. Um minuto.

Realmente meu estado era pernicioso; possuía cortes bem encovados em várias regiões de meu corpo, desde o rosto, pescoço, braços, peitoral, abdômen, pernas, mãos, pés... Era até estranho eu estar conseguido movimentar-me, até então, mesmo com as dores incômodas que sentia. O pior é que os padecimentos eram constantes e a cada alvoroço tornava-se mais intenso por alguns momentos. Enquanto minha adrenalina estava alta quando apostava uma corrida com Mason não sentia nada, mas agora, com o organismo frio, a fadiga era extrema e as condolências irritantes. Observei o rapaz colocando ambrósia e misturando líquidos e substâncias coloridas em alguns potes. Pelo que consegui enxergar, ele apenas misturava sucos e cascas de frutas e fez uma oração – evidentemente para Asclépio, seu patrono. Após tudo preparado, ele sobrepôs todos os recipientes sobre uma bandeja e veio até mim, colocando o objeto que sustentava todas as suas poções em uma mesinha ao lado.

Por favor, retire a camiseta, calças e sapatos e deite-se de barriga para cima, primeiro. Depois você ficará com a barriga para baixo, okay?

Assenti e, sem levantar do leito, retirei todas as minhas vestimentas, ficando apenas de cueca box preta. Não estava muito à vontade seminu com um homem ao lado, mas se isso era preciso para recuperar-me, fazer o que... Confortei-me e logo o curandeiro utilizou uma “pázinha” para pegar um pouco daquele líquido viscoso e avisou-me que iria arder. Com isso, preparei-me e quando senti aquele segmento quente em meus arranhões fechei os olhos com força e resmunguei, realmente aquilo ardia demais. O semideus foi despejando aquele material gosmento em toda extensão de meu corpo onde havia os machucados. Além da ardência, pude sentir a pele cicatrizando-se rapidamente. Após isso, ele passou um pano um pouco molhado para limpar as injúrias já vedadas com meu próprio tecido. Então, pediu-me para mudar a posição e ficar com as costas para cima.

O meio-sangue repetiu seus atos, agora em toda minha superfície posterior. Quando terminou todo o processo, pediu-me para ficar sentado, ainda na cama, e entregou-me um copo de porte mediano com uma bebida de coloração azul. Ingeri aquele licor; seu sabor era ótimo, tinha gosto de chocolate, meu doce preferido. Para finalizar, o médico recomendou que eu ficasse em repouso pelo resto dia, que dissesse aos meus companheiros de chalé que precisava descansar, logo as atividades dentro do dormitório seriam por conta deles. Achei a oferta muito boa e cumprimentei o rapaz com um aperto de mãos amigável e deixei sua enfermaria. Agora meu destino era o chalé, dormir o dia inteiro sobre minha nuvem aconchegante, sem nenhuma tarefa para realizar. As dores já pareciam nem estar mais presentes e, provavelmente, no dia seguinte estarei ainda melhor fisicamente.

Observações:
— Post único;
— Na enfermaria central do Acampamento Meio-sangue;
— Interagindo com npc's;
— Objetivo: receber Full HP/MP.

Esse post é uma continuação de minha missão em que Fellp e Christopher apostam uma corrida no final, cuja linha de chegada era a cidade de Nova Iorque.

Ryan Lichtter
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por ♦ Eos em Qui 12 Dez 2013, 01:57

Cuidado com descrições e mesmo a gramática. Algumas confusões no texto, como a descrição dos ferimentos (danos superficiais e profundos? São adjetivos opostos. Se queria dizer que tinha ferimentos dos dois tipos deveria formular a frase de modo diferente, especificando isso (se comparado aos meus danos, tanto os superficiais quanto os profundos; se comparado aos meus danos, que variavam de superficiais a profundos). outro ponto é que você não se refere ao curandeiro como um conhecido, mas ele lhe trata pelo nome - o que é estranho, mesmo um monitor não conhece/ é conhecido por todo o mundo. No mais, falaria para tomar cuidado com a fluência. Não floreie o texto, nem sempre é o melhor caminho e pode errar em várias coisas, como na colocação pronominal ("na maca do rapaz que atender-me-ia" - aqui, o ideal seria a próclise "me atenderia", pois a oração foi introduzida com um pronome relativo); além disso, a mesóclise é raramente usada, já que só se justifica quando não houver possibilidade de próclise, e é reservada apenas para modalidades cultas e literárias, o que não combina com o texto mais informal geralmente postado - escrever bem também tem relação com adequar-se ao meio utilizado e ao objetivo do texto utilizado.

Foi o suficiente para a recuperação, contudo. Full [e não precisa colocar isso nos objetivos, já que a finalidade do tópico em questão é essa] - mas é bom e interessante ligar as postagens na enfermaria com as ocorrências em on.
♦ Eos
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Suzanna H. Kröhling em Sab 14 Dez 2013, 16:54

~Enfermaria~
Devo dizer que se eu tinha algum tipo de especialidade dentro do acampamento, ela era arrumar confusão, toda semana me metia em alguma briga, fosse com filhos de Ares fosse com filhos de Afrodite ou qualquer outro campista, desde que me irritasse. A algumas semanas atrás havia me envolvido em uma briga onde basicamente tinham me resultado em uma dor de cabeça horrível, hoje não era diferente.

Após discutir e brigar com uma garota, havia sentido fortes dores no estômago onde havia sido atingida por um soco quando me distrai. Isso resultou em mais uma viagem até a enfermaria do acampamento. Ted Lopux o enfermeiro, já estava acostumado a me receber diariamente lá e não ficou nem um pouco surpreso ao me ver adentrando o local. -Suzanah! Mas outra vez? -Escutei-o falar. -Pra que se meter tanto em confusão? -Ele pergunto como sempre fazia ao me ver ali.

Balancei a cabeça, sabia que o escutaria dar um sermão se não o interrompesse. -Não me culpe, eu não fiz nada. -Resmunguei e me sentei na maca em que ele me apontava enquanto permanecia com as mãos em volta de minha barriga. -Socos no estômago doem pra caramba. -Choraminguei um pouco o olhando com a intenção de que ele sentisse pena. -Olha mocinha, você tem que se controlar, ou vai acabar levando bronca do Quirón. -Ted começou a escutar as batidas do meu coração e a me analisar.

Bufei, sabia que ele tocaria no assunto, mas a questão é que muitas vezes a culpa não era exatamente minha. Polpei-me em responder seu comentário. Abri a boca como ele havia pedido, e pouco depois fui basicamente cegada pela luz de sua pequena lanterna que tentava ver se eu tinha algum tipo de concussão. Ele balançou a cabeça e me olhou sério. -Onde é que está doendo? Só ai? -Ted apontou para meu estômago. Apenas assenti. O escutei suspirar e em seguida ir até o armário da enfermaria.

Sabia muito bem o que ele me traria. Ao voltar, carregava consigo um pequeno copinho daqueles em que se coloca café com um liquido dentro. Néctar. Essa era a melhor parte. Estendi as mãos rapidamente e beberiquei o conteúdo sem sequer olha-lo. -O que eu faço com você em? - Ele suspirou. -As vezes acho que você só vem pra isso. -Apontou para o copo em minhas mãos. Ignorei-o enquanto apreciava o sabor do chocolate quente com morangos que me fazia lembrar de minha mãe. -Não levo socos por causa disso, garanto. -Apenas resmunguei e tratei de me levantar. -Obrigada, te vejo por ai. -Falei enquanto saia rindo do local.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Zeus em Qui 19 Dez 2013, 17:31






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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Lita Prior em Sex 20 Dez 2013, 10:52


Dessa vez, não há muito tempo para se admirar a beleza da enfermaria. Paro, recostada no batente da porta, tentando amenizar a dor em minha perna. Todo o caminho – desde descer a Colina Meio-Sangue, até chegar à enfermaria – foi uma tortura sem precedentes.
- Lita? – Levanto a cabeça e pontos pretos passam a dançar em minha vista. Antes que possa distinguir quem me chamou, meu corpo cai de encontro ao chão.

Acordo sobressaltada, com as roupas encharcadas de suor. Tento mover meu corpo com o objetivo de levantar, mas uma mão me empurra delicadamente, me induzindo a deitar.
- É melhor você descansar, Lita. – Ted senta em um banquinho ao lado de onde estou deitada. Elevo a mão à testa, tentando pescar algumas memórias de antes de apagar. – Limpei seu ferimento enquanto você dormia. Até consegui fazer com que a senhorita engolisse um pouquinho de néctar . Quer me contar agora como conseguiu se machucar desse jeito?
Franzo a testa e hesito antes de dizer algo. Esse é um assunto que tenho que tratar diretamente com Quíron. É pessoal demais para contar a qualquer outra pessoa. Afinal, o que eu diria? “O deus do submundo se diverte me vendo sofrer”?
- Encontrei pessoas... Mal intencionadas enquanto andava fora do Acampamento. Nada com que tenha que se preocupar.
- Pessoas? Ladrões ou...
- É. Tipo isso. - Interrompo-o antes que ele me bombardeie com perguntas. – Preciso tomar algo? Já posso ir ao meu Chalé?
Percebo como o peito de Ted infla com o ar e se solta em um prolongado suspiro. Ele se preocupa demais com seus pacientes.
- Vou colocar em um cantil uma poção. Ela não é para beber. Você deverá passá-la sem sua perna machucada de seis em seis horas.
Espero pacientemente enquanto ele desliza por entre as macas, alcançando frascos nas estantes. E, quando a poção já está pronta, giro na maca, me preparando para levantar.
- Não vai a lugar algum sem isso, minha cara semideusa. – Ele levanta um par de muletas e mal consegue conter um risinho quando me apoio nelas. – Sei que parece bobagem, mas você precisa entender uma coisa: os músculos da sua perna foram afetados. Por isso você não estava se aguentando mais em pé; quanto mais andar, mais irá forçar seus músculos a trabalharem além do que aguentam. Não se preocupe, isso irá passar. É só uma questão de tempo até que esse ferimento se feche e você consiga colocar seu peso nessa perna sem que o mundo pareça girar. Só... Tenha paciência, ok?
- Ok. Obrigada, Ted.

Da autoria de ninha fabbris ® cópias são estritamente proibídas
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Nina A. Mutt em Sab 21 Dez 2013, 15:53


Enfermaria Central
Talvez seja melhor um veterinário.
Segurem com força. – disse o curandeiro a seus ajudantes.
-Por que? – a ingênua novata o analisou com aqueles grandes olhos multicoloridos, marca de Afrodite.

O responsável por aquela paciente, em particular, colocou a poção sobre a mesinha ao lado da cabeceira e abriu um pouco a camisa de botões, revelando ali um corte fundo, feito por unhas muito afiadas. A menina respirou fundo e prendeu o ar assustada, enquanto isso os outros dois ajudantes seguravam mãos e pernas da garota desmaiada, mas não vulnerável.

-Nina não é do tipo que a gente pode relaxar, ela não perde a guarda nem inconsciente. – o rapaz voltou a fechar a roupa e pescou o remédio com os dedos, entregou-o à garota. – Irei segurar a cabeça dela e abrir-lhe a boca, você precisa despejar isso até a última gota.

A menina acenou positivamente, tirando o fato que estava tremendo de medo. Logo o enfermeiro posicionou-se atrás da cabeça da cadela desmaiada e a aperto entre seus braços, deixando as mãos livres para puxar o queixo para baixo. Nina continuava imóvel, como se estivesse morta, mas o leve inspirar entregava o fio de vida ainda bem presente ali – vaso ruim não quebra afinal.

A loira respirou fundo e chegou perto, aproximou o copo dos lábios da moça e virou o líquido bem devagar, para que não matasse a paciente afogada. Tudo ocorria muito bem até que a garota começou a analisar o rosto de Nina e se deparou com os olhos entreabertos da garota, observando-a como uma predadora prestes a rasgar o pescoço com as presas. Assustada ela acabou indo para trás e o resto do que deveria ter descido pela garganta da cria de Hades acabou indo para o chão.

-O que f- antes que o rapaz pudesse perguntar, seus dedos foram envolvidos pela arcada dentária da garota.

Os outros dois soltaram-na aterrorizados e Nina apenas abriu a boca, libertando um rapaz gemendo de dor, mas que não parecia muito surpreso com a situação, afinal seguidores de Asclépio sabem lidar com cães. Com certa dificuldade conseguiu se pôr sentada, o mundo girava ao contrário, o fígado doía tanto que lhe dava socos por dentro e não falarei de seu estômago, pronto para colocar todo um armário de medicação forçada para fora. Apoiou-se na cama e fechou os olhos com força, apertou as têmporas com as pontas dos dedos e tentou se esquecer dos pesadelos e das lembranças que lhe voltaram com toda a força, não estava nada feliz e isso fazia um pouco de aura mortal desprender-se, aterrorizando os outros campistas que estavam repousando. Era louca o suficiente de levantar e tentar dar o fora dali, mas sentiu uma mão conhecida sobre seu ombro, forçando-a a permanecer parada.

-Mais devagar senhorita, você precisa relaxar. – o tom brincalhão de Leslie era uma santa benção se comparada às outras vozes que era obrigada a escutar.
-O que... Está acon-acontecendo? – respirava cansada e cambaleava um pouco, teria caído da cama se o filho de Hermes não tivesse-lhe aparado e a colocado em posição horizontal novamente.
-Respire fundo e deixe que cuidem de você teimosa. Vou ficar aqui do seu lado lhe contando as últimas fofocas que você perdeu. – ele fez uma pausa para dar uma risada. – Se bem que você está no meio delas também.

A garota deu um meio sorriso e decidiu obedecer pelo menos daquela vez, ouviu Leslie desculpar-se com o curandeiro, ela tossiu um pouco e passou os polegares pelas alianças, aquela eletricidade familiar lhe trouxe certo conforto. O resto dos dias passou-se assim, ela parada e conversando com o rapaz, sabendo sobre todos os envolvidos no incidente da praça e como os deuses ficaram putos com o tal de Josh, filho de Zeus. Deu uma risada por dentro, pela primeira ela não era o erro, era uma situação intrigante.

Com o passar do tempo seus machucados começaram a cicatrizar mais rápido e o organismo respondia aos medicamentos, ambrósia e néctar com mais eficiência. Em alguns momentos ficava sozinha e afastada, pois herdeiros das sombras não eram muito bem vindos num lugar que todos queriam viver, observava as habilidades daqueles que cuidavam de tudo, desde uso de poções, poderes e até mesmo grandes preces ao senhor que eles seguiam. Ela fez o possível para permanecer calada e todo o resto fazia seu possível para não ameaçar o humor facilmente perturbável da cria do submundo.

Quase um mês de cama e sentia-se melhor do que antes, na verdade estava bem já fazia algum tempo, mas Quíron quis ter certeza do repouso total e algo dizia à Nina que ele estava sabendo de Cronos, e cada vez que pensava nisso sentia sua alma borbulhar, mesmo que o velho tenha ficado bem calado ultimamente e a Vira Lata tenha voltado para o confinamento, sentia-se estranhamente ansiosa.

Culpa de seus sonhos turbulentos.

-Nina. – a voz calma do rapaz que tinha mordido lhe chamou a atenção, voltou-se para ele e respirou fundo. – Se quiser já pode ir ao refeitório e ao chalé relaxar um pouco, só preciso que volte para trocar as ataduras e lhe dar algumas novas poções todos os dias, durante algum período do dia.
-Tudo bem. – o jeito submisso dela conseguia assustar mais que o mandão, mas o aprendiz não parecia se importar muito com a fama dela, para ele a garota era só uma paciente muito curiosa e com um jeito todo particular. – Aliás, obrigada por cuidar de mim e desculpe pelas mordidas, arranhões e qualquer coisa do tipo. Um cão não perde a guarda.

O rapaz deu uma risada confortável.

-Você é bem fiel a essa filosofia de vida não é?
-É meu sobrenome, é minha história. Não é algo que a gente simplesmente descarta. – ela fez uma pausa e os devaneios começaram a lhe invadir. – Exceto quando certos imortais se metem.

Mordeu os lábios com raiva e respirou fundo, teria que tratar disso depois.

-O quê?
-Nada. Mais alguma coisa?
-Ah sim, deite-se de bruços, preciso tratar de alguns hematomas.

Nina tirou a blusa branca emprestada e o sutiã, não tinha vergonha do médico e cá entre nós ele era até bonitinho, não precisou tirar os cabelos do caminho e isso já era um pequeno alívio. Deitou-se de bruços e acomodou a cabeça sobre os braços. Ouviu o rapaz fazer algumas preces e passar as mãos uma na outra, um creme viscoso e gélido caiu na parte nua da curva da coluna fazendo-a arrepiar, e logo em seguida mãos firmes envoltas numa pequena “luva” azulada faziam a dor diminuir e possíveis cortes cicatrizarem. Era uma massagem bem vinda e isso a deixou sonolenta de certa forma, por isso se deu ao luxo de relaxar e fechar os olhos, aproveitando algum tipo de mimo antes de partir, embora dessa vez não quisesse ir tão rápido, porém o que sua memória lhe trouxe não era nada confortável.

Aquele nome insistia em impregnar sua mente.

-Alex. – sussurrou por fim.


Spoiler:
Armas levadas (No caso, aquelas que ela jamais se desfaz, o resto estaria guardado no Chalé):

♦ Twin Daggerss (Gêmeas) {Anéis de Noivado} [Ouro e Aço] [São dois anéis mágicos dados por Ares e abençoados por Afrodite. São o selo do amor de Nina e Jon, além de ser o último ‘apoio’ do rapaz antes de morrer. Ao pronunciar o sobrenome de ambos – Mutt – os aros transformam-se em adagas, cujos cabos representam, respectivamente, uma escultura de Ares(aço) e outra de Afrodite(ouro). Podem emitir leves faíscas atordoadoras, duas vezes por dia. Cada arma possui um disparo, que é capaz de desequilibrar ou distrair um inimigo com sensações de choque elétrico. Além disso, suas discargas não funcionam em seres humanos, limitando-se apenas à criaturas mitológicas.] (Nível mínimo: 25) {Elemento: Luz} [Recebimento: DIY "Bad, Bad Dog!", por Afrodite.



Habilidades dos Curandeiros:

Passivos:

{Conhecimento Herbológico}

— Descrições: Muitas plantas são utilizadas na fabricação de remédios, pomadas e outros tipo de meios que buscam a proteção. Além disto, não são poucas as vezes que o curandeiro necessitará de um conhecimento prévio sobre algum tipo específico de erva para fabricar determinada poção. Portanto, todos os seguidores de Asclépio serão peritos em identificar plantas e ervas medicinais.


{Tranquilidade}

— Descrição: Médicos necessitam, constantemente, de tranquilidade e calma para realizar uma operação. Afinal, o que menos poderiam querer seria cometer um erro por nervosismo. Lógico que isto passa a ser uma das habilidades dos curandeiros, podendo resistir a efeitos de medo, pânico e paranoia.


{Confiança}

— Descrição: Desde a maneira correta, ereta e firme de se portar até as palavras acolhedoras, apaziguadoras e relaxantes. Um médico desempenha essas funções, sim, quando precisam dar uma má notícia, dar uma boa notícia, inspirar confiança; e é exatamente sobre isto que esse poder disserta: inspirar segurança, confiança nos outros. Portanto, suas palavras e atitudes costumam ser vistas com bons olhos e não são julgados de imediato: é claro, sem contar o fato de animarem e motivarem o grupo.

{Aprendiz Experiente}

— Descrição: O auge da medicina está mais próximo do dito cujo, sendo este o objetivo máximo de eficiência. Os aprendizes, agora, se deparam com um quadro novo de realidade: próteses, cirurgias simples, erros quase nulos. Os ensinamentos médicos convencionais de Asclépio estão praticamente no fim. Os seguidores do deus da cura também poderão reconhecer quase que de imediato a doença que o paciente possui, sabendo também o que fazer nesse caso. Além de tudo, a memória desenvolver-se-á como a de poucos, pois deve se recordar mais facilmente dos conceitos básicos.




&Ativos:

{Nível 2}

— Toque Curativo: Poder de efeito rápido e instantâneo. Com uma aura luminosa a envolver a mão do aprendiz, este poderá restaurar a vitalidade de alguém que não seja si mesmo em quinze pontos. Pode ser usado até duas vezes na ocasião inteira; uma vez por post, quando se está na enfermaria. O custo é de cinco de energia a cada uso.


{Nível 6}

— Anestesia I: A dor causada por machucados pode, agora, ser aliviada pelos curandeiros de forma mística. Tocando os músculos feridos, consegue retirar quaisquer dores do paciente, o que pode ajudar até mesmo na concentração e na calma deste.


{Nível 7}

— Cicatrização I: Agora o dom de cicatrizar cortes e ferimentos inicia o seu desenvolvimento nos seguidores de Asclépio. Ao tocar as feridas abertas, estas se fecharão em uma rodada, impedindo hemorragias e sangramentos. Este poder ainda não pode ser usado em si mesmo e não restaura nada, servindo apenas para cicatrizar lesões. A cicatriz ficará no local, ainda que as contusões sejam pequenas.



Poder Passivo de Hades:

Aura da Morte I [Nível 1]: O filho de Hades emana uma aura que incomoda as pessoas - não chega a afastá-las, mas elas não ficam à vontade. É algo sobrenatural, sem explicação, mas elas tem medo de morrer ao chegar perto. Não afeta  semideuses ou seres mitológicos. Esta aura também afasta as almas muito mais fracas de você.[Modificado]



Obs. Os sonhos serão explicados numa próxima DIY.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Piotr Abramovich em Qui 26 Dez 2013, 01:45


 
Enfermaria Central

A época dos treinamentos, infelizmente, já havia passado. Assim, Calvin, outra vez, voltara para o tédio, ainda que participasse das atividades diárias do acampamento. Ele não estava totalmente recuperado desde seus últimos combates. Por mais benéfica que a enfermaria fosse, o rapaz não se sentia muito confortável em ir naquele lugar onde sempre via semideus inconscientes, sem alguma parte do corpo ou até mesmo mortos. 

Só de pensar nisso um arrepio percorreu pelo seu corpo todo, e pior ainda era pensar em ter que ir para a maldita enfermaria. Sim, porque se quisesse ficar 100% outra vez, deveria dar uma passada lá. Isso foi, venturosamente, o pontapé inicial para a decisão de, enfim, recorrer ao método mais simples eficaz de cura no acampamento. 

Desta forma, Calvin pôs-se de pé bem cedo num sábado. Estava decidido a visitar a enfermaria, porque, de fato, não estava muito bem. Fora alguns ferimentos que estranhamente não cicatrizaram, uma dor infernal acometia a perna esquerda quase que inteira do rapaz. Calvin vivia ingerindo o leite sagrado que Hera o dera, mas parecia não solucionar seus problemas.

Como qualquer semideus, ele tinha noção de que o néctar e a ambrósia eram coisas realmente eficazes, até porque, em poucas e passadas ocasiões, ele buscou essas duas formas para se regenerar. Pelo lado bom, foi na enfermaria que achara essas duas coisas, e, portanto, sabia que podia reencontrá-las. 

Trajando uma bermuda cinza e a típica camiseta do acampamento, além da havaiana que brilha no escuro, Calvin deixou o chalé, seguindo o caminho da tenda principal de enfermagem. Poucos minutos foram gastos para chegar em seu destino, e, lá, Calvin suspirou. Ok, já estava ali e não podia dar pra trás.

Havia uma única jovem como enfermeira ali, o que Calvin estranhou. Independente disso, deu de ombros e prosseguiu, adentrando o estabelecimento. Ajeitou um sorrisinho nos lábios e se aproximou da menina, chamando-a. — Ôôô moça — Ao mesmo tempo, deu inicio a um funk bem conhecido no Brasil, mas preferiu concluir o verso quase que inaudivelmente. — ... vô colocar, vô colocar, vô colocar com força...

 A menina ficou sem reação, estranhando ver Calvin mexer a boca mas não soltar palavra alguma. Mesmo assim, pareceu não ligar, e logo cumprimentou o rapaz também, enquanto passava uma gaze úmida na testa de um menino deitado e, talvez, inconsciente. Calvin evitou olhá-lo, e prosseguiu.

Solicitou a ajuda da menina em poucas palavras e, depois de assentir, ela se afastou. Por mais alguns segundos, Calvin observou o rapazinho, e uma pontada de dó o atingiu. O que teria acontecido com esse pequeno semideus? Teria muito para viver ainda, coitado...

A reaparição repentina de Millie - como a garota disse se chamar - tirou Calvin do devaneio e, consequentemente, o assustou. Em resposta, ela riu, e Calvin fez o mesmo. Quando se deu conta, ele viu que Millie portava algo pequeno embalado por um pedaço de guardanapo na mão direita, e, na outra, tinha um copo de plástico azulado preenchido pela metade da metade por uma bebida de cor âmbar. — Aqui está. Se for só isso que você tem, acho que isso será suficiente.

O sorriso no rosto de Calvin aumentou quando, de fato, reconheceu o que era aquilo: ambrósia e néctar. — Muito obrigado, Millie. — Disse, apanhando o copo e o embrulho. Primeiramente, ingeriu o que havia no copo e devolveu-o à curandeira, que, depois de levá-lo para um canto, voltou a dar atenção ao menino em seu leito. 

Enquanto observava a cena, Calvin desembrulhava a comida divina e dava a primeira abocanhada. Foram precisos dois únicos minutos para comer o pequeno tablete de ambrósia. Ao fim da "refeição", um gostinho de chá de limão ainda estava na garganta do rapaz, que, já ciente da repentina melhora, acenou à curandeira e deixou a enfermaria.

Leveck @ CG | Edited
Piotr Abramovich
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por 072-ExStaff em Qui 26 Dez 2013, 13:04


Atualização{  }
 

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Meredith H. Wermöhlen em Qui 26 Dez 2013, 16:27


Help me, please!


Os Wermöhlen, ao longo da história, ganharam diversos títulos. Um deles, o de teimosos. E foi essa teimosia herdada de sua família que levou Meredith a ter uma noite nada agradável. Como? Bom, dores em seu pulso.
Na noite anterior havia dado uma passada na arena, apenas para manter seus treinos rotineiros. Nessa ocasião, lutando contra um filho de Ares - cuja a cara ficara bem esfolada, aliás - batera o pulso com força em algum local que não identificara na hora. Vencera a luta, sim, mas ficou com a dor enlouquecedora até na manhã seguinte.
Levantara cedo. A noite mal dormida deixara marcas visíveis, como os olhos vermelhos e as olheiras bem marcadas. O pulso ainda doía, e estava mais inchado do que no dia anterior. Vá à enfermaria, ordenava-se, mas não conseguia obedecer nem a si mesma. Porém, a cada movimento brusco a dor era tão forte que se deu ao luxo de uma visita à ala hospitalar do Acampamento.

Talvez devesse treinar com menos raiva. Talvez. Mas ultimamente, os ataques de fúria haviam aumentado, sem explicação lógica. Talvez porque seus sonhos com Fleur estavam invadindo seu sono com mais frequência. O fato de ter algo em seu passado que lhe era estranho a deixava irritada, e, sejamos francos, vê-la irritada não era legal. A jovem já tinha uma personalidade forte, realmente, e ainda atormentada com sonhos e informações incompletas sobre si lhe deixava ainda mais esquentada.

Andava devagar, o braço junto ao corpo. Fazia de tudo para não demonstrar a dor que estava sentindo, porém, gemidos podiam ser escutados caso as pessoas ao redor prestassem mais atenção. Aliás, a hiperatividade dos campistas era tão notável que chegava a ser um alívio para ela, já que passava despercebida em meio a tarefas diárias dos semideuses. Ah, e foi graças à sua hiperatividade que Meredith alcançou as tendas de enfermarias sem nem mesmo perceber o tempo que passou.
Havia várias, e a filha de Melinoe entrou na mais próxima.

Por fora parecia pequena, inútil. Talvez fosse magia - a maldita estava presente em quase tudo - que fazia parecer minúscula por fora, pois seu interior era majestoso. Havia espaço suficiente para atender um batalhão ferido.
A jovem caminhou direto para a maca mais próxima desocupada. Sentou-se, enquanto via um garoto aproximar-se.

– Olá, olá, senhorita. – Disse, com um sorriso. Meredith supôs que seria filho de Apollo, como a maioria dos curandeiros eram. Ele exalava uma aura radiante, e, quando ergueu a mão para cumprimentá-la, e ela a apertou, sua pele era quente. – Sou Jake O'Miley.
– Meredith Wermöhlen. – Apresentou-se.
- Então, o que há de errado com você? - Jake umedeceu os lábios, olhando-a de cima por completo.
- Bom, meu braço parece não gostar muito de mim. - Informou a filha de Melinoe, erguendo o pulso, o que lhe provocou uma careta.
Jake examinou com cuidado. Os olhos cor de âmbar correndo por toda a extensão do braço da garota, sem tocar, sem falar, apenas trabalhando com seu cérebro voltado para a cura. Por fim, suspirou.
- Está quebrado. Vamos ter que colocar uma tala nisto. - Disse, virando-se e abrindo uma das gavetas do criado-mudo que se posicionava ao lado da maca na qual Meredith se encontrava. - Pelo menos, só até o Néctar fazer efeito.
Meredith fez uma careta, olhando para o braço quebrado. Parecia tão bobo um semideus quebrar alguma parte do corpo. Seria muito melhor morrer heroicamente.
- Depois de uma hora, vai poder tirá-lo. - Continuou, e virou-se. Nas mãos tinha uma tala, gazes e uma tipoia. - Erga o braço.
Com uma certa dificuldade, ergueu. O garoto posicionou a tala e começou a enfaixar com agilidade. Meredith nem sentia nada. Em poucos minutos, estava completamente enfaixado, e Jake colocou a tipoia.
- Agora, o Néctar. - Disse, entregando-lhe um copinho de plástico, semelhante aqueles que os hospitais têm, usados para tomar cafezinho. O líquido era de importância vital para os semideuses, curava praticamente quase todo tipo de coisa.
Meredith tomou tudo de uma vez. Era uma quantidade pequena, para evitar que sua pele fosse incinerada. Porém, foi o suficiente para sentir a quentura e a frieza mesclados, o sabor de tudo que lhe era caro. Sentiu o gosto da pipoca de domingo a noite, a hora do filme com a tia. Sentiu o gosto de torta de maçã que o pai fazia, das bolhas de sabão, de morangos, e sorvete de amora. Então, engoliu e sentiu seu corpo esquentar, e a dor no pulso diminuiu. Abriu os olhos, e não pôde prender o sorriso que se formou nos cantos de seus lábios.
- Obrigada. - Suspirou.
- Nada... Pode ir agora. - Respondeu Jake, com um sorriso. - Espero não te ver mais aqui.
- Não vou prometer nada. - Meredith brincou - aliás, com verdade pura disfarçada -, e levantou-se, saindo rapidamente do local, de volta para o chalé. Afinal, nem dormira, não é?
Meredith H. Wermöhlen
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Zeus em Sab 28 Dez 2013, 15:08






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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Oliver H. Greyback em Sex 03 Jan 2014, 19:53




Visita de rotina

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Havia poucos dias que o eu fizera o treino de chalés, juntamente com os filhos de Héstia, e, inevitavelmente, havia me machucado. Alguns ferimentos leves, nada demais. Mas o problema é que eu já estava com alguns machucados, pois tinha voltado de missão dois dias antes. Os ferimentos da missão não eram muito problemáticos também, mas combinados ao do treino, achei melhor ir para a enfermaria.

Chegando à ala das enfermarias, fui, mancando, direto à enfermaria central. O tratamento não era lá essas coisas, mas as enfermarias dos curandeiros muitas vezes estavam vazias, ou se o curandeiro não fosse de confiança... Bom, talvez fosse melhor você nem ter saído do chalé. Ao chegar à tenda principal, encontro a maioria das macas vazias, e os dois enfermeiros, Ted e Gina preparando poções. Ainda mancando, ando até Gina (que parecia ter me notado), ao que ela me pede para sentar numa maca vazia próxima dela.

- Olá Oliver. Já estou vendo que tem um problema na perna esquerda... E cortes pelo corpo... E isso aqui no seu braço é uma queimadura?

- E há uma mordida no pescoço – Disse eu, mostrando meu outro perfil. – Acho que é só isso.

- Tire a blusa, por favor. – Ela olhou para meu peitoral, procurando por ferimentos. Voltou seu olhar para mim e continuou - Há bastante trabalho a fazer, então. Para mim, é claro, você fique aí sentado. Não é nada grave, não há nenhum sangramento, a pior queimadura é de segundo grau, e a mordida ficou longe da jugular. Só a perna que me preocupa um pouco... Está doendo? – Aquiesci em resposta, e ela fez outra pergunta: – Onde?

- No tornozelo. Caí de uma árvore. – Achava que era uma torção, pois doía quando eu caminhava, o que só fazia com a fita luminuar amarrada no local. Ela prosseguiu com o questionário:

- Posso dar uma olhada? – Acenei com a cabeça, respondendo positivamente.

Ela então se ajoelhou aos meus pés de dobrou a perna esquerda de minha calça até o joelho. Desamarrou a faixa azulada, ficou olhando por algum tempo para o tornozelo, mexeu um pouco e perguntou várias vezes se doía. A maioria das vezes ela obteve um sim, mas a dor não era muito intensa. Só com movimentos bruscos ou exagerados.

Ela parou de examinar, se levantou e me falou, com profissionalismo:

- OK, só vai precisar de uns curativos nos cortes mais fundos, depois de esterilizá-los, é claro; curativos com unguento nas queimaduras; uma pomada para cicatrização no pescoço, com curativos; e no tornozelo... O melhor seria imobilizar e descansar, mas aqui no acampamento descansar por alguns dias é difícil. – Ela se moveu graciosamente em direção a um armário cheio de prateleiras com frascos, e enquanto olhava os rótulos de cada um, continuou: - Então, acho que uma poção vai ajudar, e pelo menos tente ficar sem fazer muito esforço. A poção vai acelerar o trabalho que seu próprio corpo vai fazer, inclusive nos cortes e queimaduras. O efeito não é instantâneo, mas em algumas horas você vai estar bem melhor. Agora... – Continuou ela, agora procurando algo em uma gaveta – Vamos aos curativos primeiro.

Gina retirou algumas coisas da gaveta e veio equilibrando os objetos: gaze, algodão, uns 2 frascos de vidro e 2 potes de porcelana. Colocou tudo num criado mudo ao lado da maca e começou a passar algodão dentro de um dos recipientes de porcelana. O algodão saiu com uma pasta, que ela passou graciosamente por cima de todos os ferimentos: os cortes, as queimaduras e a mordida no pescoço. Cada vez que o algodão passava em algum local aberto, uma ardência tomava conta da região por alguns instantes. Devia estar esterilizando os ferimentos, como disse que faria. Continuei parado, fazendo o mínimo possível de movimentos enquanto ela cuidava dos meus machucados.

Tentei me distrair, observando o pouco movimento no local, enquanto Gina passava o que fosse necessário e fazia os curativos nos cortes e no pescoço. Foi tranquilo, sem nenhum problema, afinal os ferimentos não doíam muito. Na hora de passar o unguento nas quimaduras foi um pouco pior, mas consegui controlar minhas reações. Terminados todos os curativos necessários, fomos ao tornozelo torcido. Pegou a poção já pronta e um pequeno copo de vidro, onde despejou uma generosa porção da mesma. Me entregou o copo e mandou-me beber todo seu conteúdo. O gosto era amargo e descia arranhando a garganta, mas valia a pena por causa do efeito.

Era o que eu pensava.

Vesti minha blusa novamente e antes de sair da cama, meu tornozelo esquerdo começou a doer. Uma dor forte percorreu o lugar, como uma lâmina. Porém, foi passageiro esse sentimento, e logo a região começou a latejar fortemente. Amarrei a fita novamente sobre a torção, o que fez a dor diminuir bastante. Lentamente coloquei os dois pés no chão, ainda apoiado na cama. A dor proporcionada pela poção era bem maior do que a do ferimento em si, mas em algumas horas já ficaria livre daquele problema. Quanto aos outros ferimentos, não havia nada de mal em ficar com os curativos por mais um dia, já que a poção também atuaria sobre eles.

- Pronto. Tente ficar longe de encrenca, só isso.

- Vou tentar, não gosto de vim para cá. – Falei, esboçando um sorriso. Ela fez o mesmo, levando na brincadeira.

Agradeci brevemente Gina e sai andando calmamente da enfermaria. Era o tipo de lugar que não é mesmo bom ficar, mas é inevitável. Principalmente para quem é perseguido por encrencas.

Armas e poderes:


Nenhum poder ativo ou passivo foi utilizado

Arma utilizada:
• {Fita Luminuar} / Fita de tecido [Uma fita de pano (cerca de 10 cm de largura e 50 cm de comprimento) de cor azulada. Ao ser colocada sobre um ferimento, diminui a dor, mas não cura]{Tecido} (10) {Não controla nenhum elemento} [Comprado da loja de Anne Elle Kamie]

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por ♦ Eos em Sex 10 Jan 2014, 00:24

Oliver: Full

Muita boa a descrição da NPC, examinando detalhadamente. Só tome cuidado com a repetição de termos.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por ♦ Eos em Sex 10 Jan 2014, 00:25


☀ Atualização ☀
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Helena J. Eickenberg em Ter 14 Jan 2014, 05:27




I Need Somebody


Pontinhos brancos e pretos impediam a visibilidade de Katerina Delacour, fazendo-a cambalear e apoiar-se na árvore. Estava nos limites da floresta, onde finalmente podia ver o acampamento. Depois de uma dúzia de monstros, encontrava-se em um estado deplorável, mas ainda assim conseguiu encontrar a saída daquele lugar.

As pernas bambearam, fazendo-a cair sobre os joelhos. A dor atravessava seu corpo por completo e lhe parecia que nenhuma parte de sua pele fora perdoada. Um flashback ocorreu na própria mente, lembrando-a dos acontecimentos mais dolorosos da batalha. Duas mordidas profundas na coxa, um corte de lança profundo no torso, uma mordida superficial no ombro, marcas de garras provavelmente profundas por todo o abdomen. Senão fosse acudida o mais rápido possível, morreria por perda de sangue, então gritou o mais alto que pôde, chamando atenção de quem conseguisse. Não chegaria a enfermaria sozinha, não tonta do jeito que estava.
Pensou que desmaiaria, mas um garoto ajoelhou em sua frente e colocou as mãos nos bolsos da loira, logo retirou dois frasquinhos dali que a própria esquecera que tinha. O garoto sorriu e puxou-a para perto, despejando na boca todo o líquido de ambos os pequenos containers. {Elixir de vida e energia, 200 HP/MP}

- Isso será o suficiente para impedir que desmaie e impeça uma hemorragia até chegarmos a enfermaria. Aguente, garota. – Escutou a voz, mas lhe parecia ser palavras sussurradas ao vento. Pelo menos naquele momento, saberia que não desmaiaria, apesar do torpor e fraqueza que lhe acometia o corpo inteiro.
Envergonhou-se do estado em que fora encontrada, porém não tinha nada a se fazer, diante disso deixou com que o desconhecido a carregasse, confiando forçadamente de que ele faria o que fora prometido. Fechou os olhos, aconchegando-se melhor e tentando suportar as dores que percorriam seu corpo.


H E L P!

- PRECISO DE UMA MACA AQUI. – Gritou o garoto que segurava a loira nos braços, enquanto abria a porta da enfermaria central com um chute.

Alguns segundos se passaram e Katerina podia escutar a agitação, apesar de não querer abrir os olhos, temia que a tontura voltasse. Cada músculo de seu corpo parecia reclamar a cada pequeno movimento e quando foi colocada por sobre a maca, gemeu baixo de dor. O odor de sangue era tão presente ali como se tivesse impregnado na própria pele, o que a fazia pensar que o estado que estava era pior do que imaginava. Sentiu um toque leve sobre a pele que começava na clavícula e descia lentamente por todo corpo, até encontrar os pés, logo a dor começou a diminuir, até aos poucos sumir. Suspirou aliviada e abriu os olhos, fitando os dois curandeiros que estavam avaliando-a. Logo, a blusa foi rasgada, deixando-a apenas com o soutien de renda branco.{Anestesia I}

- Bem vinda a enfermaria, nós cuidaremos de você. Está melhor? Não sente dor? – Perguntou a garota que pegava uma espécie de caneta e a ascendia, emitindo uma luz diretamente nos olhos azuis da paciente. A mesma piscou várias vezes, demonstrando incômodo. – Agora siga essa caneta com os olhos. – Pediu e Katerina obedeceu, seguindo com os olhos o objeto, enquanto ela fazia apenas movimentos para direita e esquerda com o mesmo. – Nenhum dano por aqui. – Sorriu. – Bom, relaxe, agora vamos avalia-la para encontrar os ferimentos e definiremos a gravidade dos mesmos. Antes de o processo anestésico acabar, tentaremos terminar a cura. {Boas Vindas Curadoras}

A loira apenas assentiu com o rosto, afinal, porque negaria a cura se isso a faria ficar bem? Sentiu os toques sobre os machucados, mas nenhuma pontada de dor a incomodava. Algo molhado passava por seu corpo, parecia que estavam limpando os machucados a fim de ter maior visibilidade dos danos.

- Há um ferimento com dentes grandes no ombro direito, não há profundidade alguma. O torso tem um furo que pode ser causado por uma lança, olhe as extremidades do ferimento e pela quantidade de sangue que está saindo, também é sinal de profundidade. Pegue algumas gazes, por favor. – Logo, sentiu algo como pano cobrindo aquele ferimento e uma certa pressão sobre o mesmo. – Isso, pressione. Se não controlarmos isso, logo será hemorragia certeira. Novamente, marcas de dentes em ambas as coxas e dessa vez bem profundas, coloque pressão nesses também.  – Sentiu novamente algo pesado sobre suas pernas, provavelmente as mãos do outro aprendiz de Asclépio. Um toque no tornozelo e a força da movimentação também não causou dor, mas pode sentir algo estranho dentro de si naquele local, como se tivesse uma falha entre os ossos. – Tornozelo torcido e inchado, podemos concertar isso hoje e não haverá necessidade de imobilidade. Não vou virá-la, primeiro precisamos cuidar disso.

Percebeu a mão da garota brilhar fortemente e a mesma mantinha acima do corpo perfeito da filha de Éolo, favorecendo os pontos que mais precisavam de atenção. Não sabia ao certo qual era o objetivo daquilo, afinal, a dor não era mais presente. De qualquer forma, acredito que aquela magia iria beneficiar-lhe em algum ponto. {Toque Curativo}

A garota repetiu a ação novamente por sobre Katerina, mas dessa vez a mesma sentiu alguma diferença, como se o cansaço exacerbado saísse aos poucos do corpo e algo dentro de si, poder como gostava de chamar, voltasse a reascender bem lentamente. {Toque Energético}

- Ok, continue a pressionar, voltarei em um instante. Preciso preparar uma poção. – A curandeira pediu e logo se direcionou a uma mesa distante. Observou as belas curvas das morenas, os lábios avermelhados e as roupas brancas que vestia. Um short, uma regata e um jaleco antes dela se virar de costas. Sorriu, distraindo-se com a beleza dela.

A filha de Éolo podia perceber que tinha vários instrumentos, ervas e similares sobre aquela mesa. Para se distrair ainda mais, preferiu por observar toda preparação que era feita, apesar de não enxergar muito pelo fato de que o corpo da garota estava na frente. Depois de algum tempo, a garota voltou com meio copo de algum tipo de líquido e colocou duas sementes de pimenta-do-reino em sua boca, logo mandou que tomasse e engolisse ambos juntos. Não hesitou em fazer, por mais que o gosto lhe incomodasse um pouco.


I NEED SOMEBODY!



Narração Poção 01 – Curandeira
16:00 – 17:00


Sua paciente estava realmente machucada, então no mínimo precisaria de duas poções energéticas e duas vitalícias. Respirou fundo, já levemente desgastada pelo poder que usara. “Asclépio, por favor, essa garota está ferida. Ajude-me e dei-me forças.” – Pediu mentalmente, enquanto separava os devidos ingredientes. Assim, preferiu já preparar o ingrediente dobrado, para que na próxima vez que fizesse, não fosse necessário pegar tudo de novo. Encheu dois copos com leite de cabra que encontrava-se na pequena geladeira ao lado da mesa, depois procurou o saco de gomos de laranja, separando sessenta para usar, abriu o pequeno saquinho de cascas de limões sicilianos e separou vinte tiras. Por fim, separou quatro pimentas-do-reino, prevendo o sofrimento que a garota teria ao tomar essa poção. Respirou fundo e concentrou-se, repetindo mentalmente que sabia o modo de preparar muito bem, afinal, já fizera muitas vezes.  

Primeiramente, ralou as tiras de casca de limão e as pesou para que não excedesse o peso necessário. Separadamente, em um copo, despejou o leite de cabra e os gomos de laranja, misturando-os por exatamente um minuto. Finalizando, salpicou as tiras raladas sobre o líquido, misturando-a novamente até que atingisse a coloração exata, esverdeado brilhante e levemente escuro. Suspirou, agradecendo mentalmente ao seu patrono do grupo e aproximou da paciente quase adormecida. Tocou-lhe o ombro e as belas orbes azuis a encararam, sorriu gentilmente e segurou a cabeça dela levemente inclinada. Colocou duas sementes na boca dela e a ajudou a beber a metade da poção, pois a outra metade só deveria ser usada depois de algum certo tempo.

Voltou a mesa de preparos para arrumar uma poção energética. Mentalmente, pediu para que Asclépio lhe desse força e ajudasse com a cura. Pegou novamente na geladeira quatro sacos suco de maçã e preencheu quatro xícaras com o mesmo, voltando-o ao lugar. Separou quarenta gramas de amora em pó – separando-as vinte/vinte – , pesando-as a fim de não exceder a quantidade desejada. Cuidadosamente, retirou seis folhas de hortelã de seus devidos ramos e para finalizar, mediu vinte gramas de açúcar – separando-o em dez/dez – e ajeitou os ingredientes sobre a mesa.

Com os ingredientes já devidamente pesados, despejou duas xícaras de suco de maçã em um copo e colocou as devidas gramas de amora em pó juntamente ao líquido, mexendo-os até adquirir uma tonalidade arroxeada brilhante, para finalizar despejou com muito cuidado o açúcar. Colocou duas folhas de hortelã na bebida e pegou a outra, mas não juntou, apenas encaminhou-se até a garota e colocou a última folha na boca da mesma, apoiando a cabeça para que ela bebesse o líquido pela metade. [Considerando um copo – duas doses, que é o que rende a poção, assim ela só bebe metade de cada copo]. Esperar mais trinta minutos para servir as outras doses era necessário, então observou a paciente descansar, vigiando ela e o relógio ao mesmo tempo. [Considerando trinta minutos = um turno].



HELP!

[30 minutes Later]

Após completar os minutos, voltou a garota com os copos preenchidos pela metade e novamente, duas sementes de pimenta-do-reino e uma folha de hortelã. Repetiu o procedimento de ajudá-la a beber e deixou-os sujos por sobre a pia.


Narração – Katerina Delacour


Após ingerir metade de duas poções, uma de coloração esverdeada e azeda e outra de coloração arroxeada e doce, já se sentia um pouco melhor. O corpo respondia muito bem aqueles ingredientes juntos. O sono afastara-se e juntamente, o torpor que sentia. Isso poderia significar que o efeito anestésico logo passaria, então apenas fez uma careta, não querendo pensar no que sentiria mais tarde.

Os pensamentos felizmente foram interrompidos quando a curandeira voltava novamente com dois copos, duas sementes de pimenta-do-reino e uma folha de hortelã. Repetiu o processo de colocar na boca as primeiras duas, tomando o líquido esverdeado e engolindo-os e depois a folha, tomando juntamente com o líquido arroxeado e adocicado, agradando-lhe que o fato do doce afastar o azedo de sua boca. Sorriu gentilmente, observando os cortes fechando e cicatrizando como por mágica. Oh, se a medicina humana fosse assim. Existiriam mais mortes por velhice do que por doença e ferimentos.



*Fim da poção 01, dose 01 e 02.



CAN ANYBODY HELP?
[30 minutes later]

Narração Poção 02 – Curandeira
17:30 – 18:30


Após trinta minutos, voltou a mesa de prepares e com as doses já calculadas e separadas, preocupou-se primeiramente com a poção vitalícia. Novamente em sua própria cabeça, pediu mais um pouquinho de força a Asclépio, a fim de ajuda-la a curar a moça completamente. Ralou dez tiras de casca de limão e pesou na balança de modo a não errar a quantidade certa, depois despejou o copo de leite sobre outro juntamente aos trinta gomos de laranja, misturando-os durante exatos um minuto.  Por fim, salpicou as tiras raladas por sobre a mistura e mexeu até que o tom ficasse esverdeado e brilhante. Deixou a poção pronta ao lado, enquanto preparava a energética, assim poderia dar as duas ao mesmo tempo.

Novamente e provavelmente, pela última vez, pediu ao patrono uma última força e ajuda. Então, com a quantidade de amoras em pó já devidamente pesadas, despejou as duas xícaras de suco de maçã em um copo e seguidamente, as amoras. Mexeu até que o tom ficasse arroxeado brilhante e despejou as dez gramas de açúcar juntamente a duas folhas de hortelã.

Pegou os dois copos, uma folha de hortelã e duas pimentas-do-reino e aproximou da paciente. Colocou primeiramente as pimentas em sua boca, ajudando-a a beber junto a poção vitalícia. Depois, entregou-lhe o copo com a energética e deixou-a beber enquanto na boca estava uma folha de hortelã. Deixou-a cochilar um pouco e sentou-se em uma cadeira, observando o relógio.


[30 Minutes Later]


Finalmente a última dose para terminar de fechar os ferimentos e completar a cura do tornozelo. Assim, pegou novamente os copos, as sementes e a folha e levou até a garota que já decorara o procedimento de modo que ela mesmo se encarregou da tarefa de beber. Observou enquanto os efeitos espalhavam para o corpo e a cor bronzeada voltava a pele da loira, esperou alguns minutos até que ela se sentisse melhor e com um sorriso, liberou-a para voltar ao chalé com apenas uma restrição, evitar o resto da noite atividades que exijam muito de si mesmo. Afinal, ela ainda estava levemente fraca.


Narração – Katerina


As duas últimas doses da poção foram o suficiente para a cicatrização dos ferimentos e o tornozelo torcido e inchado, sua pele se apresentava perfeita naquele momento, sinal de que dera certo. Sentia-se bem, sem qualquer desgasto ou torpor, bem condicionada e até mesmo podia sentir o poder correndo pelo próprio sangue. Apesar do gosto ruim daquelas poções, estava finalmente curada e apenas isso valera a pena. Esperou alguns minutos até estar certa de que estava realmente bem e levantou da maca.

- Obrigada, gente. Vocês são ótimos curandeiros. – Sorriu e antes de sair foi advertida a não fazer esforços mais aquela noite, deveria descansar para no outro dia estar “novinha em folha”. Assentiu e aceitou o casaco para sair, assim não ficaria semi-nua.


Abriu a porta da enfermaria e sorriu quando a leve brisa noturna tocou-lhe o rosto carinhosamente, fechou os olhos por um breve momento, até continuar a avançar em direção ao chalé a fim de realmente dormir, mesmo que não se sentisse tão cansada quanto estava mais cedo daquele dia.


Poderes Curandeiros:

Passivos;

― Aprendiz Especializado II: Há vários e diversos ramos na medicina, explorados conforme a necessidade ou a particularidade do médico em questão, sendo ele livre para escolher qual delas estudar. Na evolução deste dom, os Aprendizes poderão escolher (estes deverão mandar uma Mensagem Privada unicamente a Asclépio com o ramo que quiserem; por favor, narradores, não considerar se o seguidor ainda não possuir a habilidade especificada em seu campo de “poderes especiais”) outra das especializações a seguir (listadas, também, no final dos poderes passivos).

― Aprendiz Experiente: O auge da medicina está mais próximo do dito cujo, sendo este o objetivo máximo de eficiência. Os Aprendizes, agora, se deparam com um quadro novo de realidade; próteses, cirurgias simples, erros quase nulos – os ensinamentos médicos convencionais de Asclépio estão praticamente no fim. Os seguidores do deus da cura também poderão reconhecer quase que de imediato a doença que o paciente possui, sabendo também o que fazer nesse caso. Além disto, sua memória desenvolver-se-á como a de poucos, pois deve se recordar mais facilmente dos conceitos básicos; na prática, poderá relembrar vagamente de qualquer coisa que esteja relacionada aos cinco sentidos básicos.

Ativos;


Nível 1 — Boas-vindas Curadoras: Ao realizar um exame prévio e acomodar certo paciente em sua enfermaria, recepcionando-o, o curandeiro conseguirá curá-lo em vinte de vida; por ser necessário certo preparo anterior, é recomendado que seu uso seja somente na enfermaria ou em situações de conforto. Seu uso é limitado a uma vez por post, e não pode ser usado em si próprio, obviamente. Não serve para cicatrizar ou quaisquer outros efeitos, apenas a recuperação de vida; para obter tais efeitos, deve-se, ao menos por enquanto, utilizar de métodos convencionais.

Nível 2 — Toque Curativo: Poder de efeito rápido e instantâneo. Com uma aura luminosa a envolver a mão do aprendiz, este poderá restaurar a vitalidade de alguém que não seja si mesmo em quinze pontos. Pode ser usado até duas vezes na ocasião inteira; uma vez por post, quando se está na enfermaria. O custo é de cinco de energia a cada uso.

Nível 3 — Toque Energético: Poder de efeito rápido e instantâneo. Com uma aura luminosa a envolver a mão do aprendiz, este poderá restaurar a vitalidade de alguém que não seja si mesmo em quinze pontos. Pode ser usado até duas vezes na ocasião inteira; uma vez por post, quando se está na enfermaria. O custo é de cinco de vida a cada uso.

Nível 6 — Anestesia I: A dor causada por machucados pode, agora, ser aliviada pelos curandeiros de forma mística. Tocando os músculos feridos, consegue retirar quaisquer dores do paciente, o que pode ajudar até mesmo na concentração e na calma deste.

Poções;

Nível 5 ― Poção Vitalícia Média: Se criada corretamente, a poção irá adquirir uma coloração semelhante à Poção Vitalícia Simples, porém desta vez será um pouco mais brilhante do que a anterior e será um pouco mais escura. O gosto da poção, a princípio, é azedo, contudo vai se tornando refrescante conforme é ingerida. Este tipo de poção só poderá ser criados por Alquimistas, uma vez que ela é mais avançada que a sua antecedente. Por questões de segurança, só uma dose pode ser ingerida uma vez por turno.

~ Tempo: Uma rodada.
~ Efeito: Recuperar sessenta de vida.
~ Doses Produzidas: Duas.
[u]~ Ingredientes: Um copo de leite de cabra (disponível em sacos com a medida ideal na Bolsa de Componentes Mágicos); trinta gomos de laranja (disponível em porções decimais na Bolsa de Componentes Mágicos); dez gramas de tiras de casca de limão siciliano raladas (tiras disponíveis na Bolsa de Componentes Mágicos; ralador disponível na enfermaria; balança disponível na enfermaria), duas sementes de pimenta-do-reino (disponíveis em sacos de dez sementes na Bolsa de Componentes Mágicos).
~ Modo de Preparo: Faça uma oração rápida a Asclépio. Primeiro, pesque as tiras da Bolsa de Componentes Mágicos, as rale no ralador disponível na enfermaria e pese-as adequadamente com a balança disponível na enfermaria. Depois de tirar os outros ingredientes da Bolsa de Componentes Mágicos, despeje o leite com os gomos num copo e os misture durante um minuto. Então, salpique as tiras raladas na mistura e dê uma rápida remexida (apenas o suficiente para adquirir a tonalidade adequada). Por fim, ponha as duas sementes de pimenta-do-reino na boca do paciente. Sirva a poção ao Paciente.

Nível 7 ― Poção Energética Média: Ao ser produzida da forma apropriada, a poção adquirirá uma tonalidade arroxeada, levemente brilhante e um gosto frutífero de refrescante e adocicado; também como a poção vitalícia média, esta só pode ser criada por aqueles curandeiros que decidiram tornar-se Alquimistas. Por questões de segurança, ela só pode ser ingerida uma vez por turno.
~ Tempo: Uma Rodada.
~ Efeito: Recuperar sessenta de energia.
~ Doses Produzidas: Duas.
~ Ingredientes: Duas xícaras de suco de maçã (disponível em sacos com a medida de uma xícara na Bolsa de Componentes Mágicos); vinte gramas de amora em pó (disponível em porções quinzenais na Bolsa de Componentes Mágicos; balança disponível na enfermaria); três folhas de hortelã (disponível em ramos com cerca de cinco folhas por ramo na Bolsa de Componentes Mágicos); dez gramas de açúcar (disponíveis em sacos de vinte gramas na Bolsa de Componentes Mágicos; balança disponível na enfermaria).
~ Modo de Preparo: Faça uma oração rápida a Asclépio. No início, retire dois sacos de amora em pó e os pese até conseguir o peso necessário. Após isso, escolha dois sacos de suco da Bolsa de Componentes Mágicos e o despeja num copo. Coloque as gramas de amora na bebida e mexa até ficar com a cor certa, em seguida despeje cuidadosamente o açúcar. Por fim, ponha duas folhas na bebida e outra na boca do paciente. Sirva a poção ao paciente.

Considerações HP/MP:


Elixir de Vida - 200
Elixir de Energia - 200
Vida: 800 [Ao chegar a enfermaria]
Energia: 780 [Ao chegar a enfermaria]

Na enfermaria;

Poder ativo:Boas Vindas Curadoras -> +20 HP = 820
Toque Curativo -> +15 HP = 835
Toque Energético -> +15 HP = 795.

Poção Vitalícia Média: +60 HP. [Dose 01]  HP: 895
Poção Energética Média: +60 MP. [Dose 01] MP: 855
Poção vitalícia Média: +60 HP.[Dose 02] HP: 955
Poção Energética Média:  +60 MP. [Dose 02] MP: 915


Poção Vitalícia Média: +60 HP. [Dose 01] HP: 1015
Poção Energética Média: +60 MP. [Dose 01] MP: 975
Poção vitalícia Média: +60 HP.[Dose 02] HP: 1075 [Full 1020]
Poção Energética Média:  +60 MP. [Dose 02] MP> 1035 [Full 1020]
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por 073-ExStaff em Ter 14 Jan 2014, 19:36




Atualização


Katerina – full.
Um post bem detalhado. Em alguns casos, porém, isto foi prejudicial. Como exemplo, o preparo da poção. Você o detalhou todas as vezes, e isso dá impressão de repetição e, consequentemente, cansa. Confundiu algumas palavras também, como "senão", em vez de "se não"; "ascendia", em vez de "acendia"; "concertar", em vez de "consertar".

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Kurt Howlett em Dom 02 Fev 2014, 21:12

Rehab... <3

O Peso das Despedidas.


Eu sabia que não devia estar dormindo há pouco tempo. Quando abri os olhos e minhas pupilas dilataram-se diante da claridade que inundava a Enfermaria Central, eu quis morrer. Aquela dor de cabeça terrível, e o gosto amargo na boca não poderiam ser desse mundo. Acho inclusive, que se fosse necessário estabelecer um parâmetro de sensações desagradáveis que eu já sentira na vida, aquela ganharia de longe. Ok, parece vergonhoso ouvir-me lamentar dessa forma. Acreditem, nem de perto chega ao meu real estado de espírito. Pra ser sincero, eu nunca vira muito sentido em bancar o herói, enfrentar monstros, e salvar o dia. Por Hécate, eu odiava combates reais! Mesmo treinar com monstros parecia a mim, um desafio exaustivo. Tudo bem, eu era um Feiticeiro de Circe, e preparado para enfrentar situações de risco. O que não significa que eu preciso gostar delas. Pra dizer a verdade, somente minha ambição por conhecimento e poder, haviam envolvido-me em buscas e tarefas além de minha zona de conforto. Isso, é claro, e meu insistente desejo de ajudar ao próximo. Era tão comum ver outros semideuses, meus primos, entortando o nariz para os filhos da magia. Tão comum notar os reflexos da rebelião que minha mãe patrocinara (ela estivera ao lado de Cronos contra o Olimpo), pesando nos ombros de seus filhos, que eu procurava fazer o possível para desmistificar essa imagem de que todo bruxo, era mal. Ou pelo menos, possuía um lado negro proeminente. Não que eu fosse um anjo, afinal, minha ambição por conhecer cada vez mais a magia e seus segredos, podia ser um pouco egoísta em algumas ocasiões. Mas eu ainda não havia prejudicado ninguém, com isso.

Ok. Quase ninguém.

O que me traz de volta ao início, quando acordei na Enfermaria. Eu lembrava vagamente de como havia vindo parar por aqui. E, sim. Parece que a pessoa a quem eu mais ferira em minha jornada por conhecimento, fora a mim mesmo. Uma pequena movimentação fez com que meu olhar desviasse da cortina branca que balançava ao vento, próxima da janela. Mirando um pequeno carrinho hospitalar ao meu lado, repleto de frascos com poções, gaze, ataduras e potinhos de emplastros e cataplasmas, sorri ao perceber Ted Lopux, meu velho amigo, mexendo em seus instrumentos. Ele parecia compenetrado, e os cabelos loiros pendiam displicentes sobre a testa, enquanto seu rosto permanecia virado para baixo, focado em suas mãos.

- Achei que o lema da Enfermaria Central fosse um atendimento rápido e eficiente. - bocejei, espreguiçando-me de leve sobre a maca na qual eu havia sido deitado. - Algo me diz que não estou aqui há pouco tempo.

- E não está mesmo. Está desmaiado à três dias. Geralmente, o "atendimento rápido" se aplica a casos normais. Solucionar um crime e apanhar de um irmão mais velho louco e poderoso, não está incluído no pacote. - ele debochou, rindo de leve. Notei que apesar da brincadeira, havia preocupação real em sua voz. - Por que ajudou o fantasma sozinho? Devia ter me procurado. - insistiu, deixando minha mente nas nuvens. Eu não poderia tê-lo envolvido naquela história, de todo modo.

- O fantasma da filha de Hefesto desejava vingar-se dos filhos de Hécate. Não ia aceitar sua ajuda. Era algo que eu precisava resolver sozinho. - expliquei. - Não sei como meu irmão conseguiu entrar no Acampamento. De todo modo, ele é um meio-sangue. Bom ou mau, aqui será sempre um lugar onde ele poderá entrar. Armand esteve próximo de me matar, Ted. Minha mãe interferiu na luta, pra impedir o pior. Ele acabou apenas fugindo, mas sinto que nossos destinos se conectaram, e que vamos no ver de novo. Em breve. - fiquei pensativo, fitando minhas próprias mãos. A esquerda, estava envolta por uma atadura. - Mas como vocês ficaram sabendo de tudo? O Acampamento todo já ouviu essa história?

- Você chegou aqui em frangalhos. Nem lembrava o próprio nome. Tinha fraturas em mais de três costelas, e seu pulso esquerdo estava quebrado. Acho que seu irmão pisou aí com força. Além disso, tinha uns cortes bem feios na boca, e alguns hematomas. Você levou uma surra, Kurt. - Ted se aproximou, e puxou o lençol que cobria o meu corpo. Com seu olhar clínico, avaliou meu tórax nu, procurando por ferimentos. As faixas que envolviam minha cinturas estavam quase frouxas, e com um pequeno sorriso, meu amigo começou a desenrolá-las. - Quando alertei Gina de que seu caso era grave, ela procurou por Quíron. Então, quando chegou lá, ele simplesmente já sabia de tudo. Nossa Oráculo profetizou seu encontro com o irmão do ano. E, bem, ela estava na mesa do jantar quando bradou aos quatro ventos que você enfrentaria a primeira batalha, e a mais importante de sua vida. Falou que Armand foi corrompido pelo caos, e que você seria tentado. Todo mundo ficou sabendo. - ele apertou levemente nos locais onde antes, minhas fraturas estavam posicionadas. - Um pouquinho de néctar e ambrosia já curaram seus ossos. Não dei mais porque você começou a arder em febre assim que ingeriu a primeira dose. Então, ainda vai ficar dolorido por um tempo. Por isso, recomendo que esfregue essa pomada aqui... - ele revirou seus bolsos, e retirou um pequeno frasco transparente, com uma substância verde pastosa em seu interior. - Eucalipto, verbena e essência de papoula. Aliviará sua dor e vai ajudar na respiração. Pro pulso, é só deixar quieto. Em uma semana vai sarar por completo. É só voltar aqui a cada dois dias, pra tomar um pouquinho de néctar, e uns analgésicos. Ok? Agora descanse. Daqui a pouco vou te liberar pra voltar ao Chalé.

Meramente consenti. Eu adorava o tom profissional e cuidadoso de Ted, e sabia que ele era assim com todos os semideuses do Acampamento. Mas desde nosso primeiro encontro, eu estava totalmente caído à respeito dele. Sim, eu estava admitindo. Não que fosse fazer alguma diferença, pois eu duvidava muito que ele sentisse algo além de amizade por mim. Talvez me considerasse um irmão mais novo, pois havia me ajudado muito nos primeiros dias, antes mesmo de Circe me escolher como um servo seu. Para ser sincero, ainda que eu houvesse alegado à minha patrona que precisava descobrir mais sobre o convívio com outros semideuses, e sobre o estilo de treinamento físico que o Acampamento poderia me proporcionar, aquele curandeiro de Asclépio era o real motivo para que eu não estivesse na Ilha de Circe, naquele exato momento. E o mais triste em tudo aquilo, era que eu sabia que em breve, nem mesmo este pretexto me seguraria ali. Minha irmã divina já havia me solicitado em sua ilha por mais de uma vez, e ela conhecia os segredos do meu coração. Logo, exigiria que eu trilhasse os caminhos que ela reservara para mim, e eu realmente, não diria não. Eu desejava aprender, e beber da fonte mágica que Circe era. E mesmo o amor, poderia ficar em segundo plano diante do poder. Eu só não gostaria que isso acontecesse.

- Sabe... - comecei a me expressar, sem ter muita certeza sobre o que gostaria de dizer. - Não dói tanto. - nossa, eu era mesmo ruim nisso!

- Isso é porque você ficou dormindo durante o período doloroso. - Ted riu. - Quíron foi contra te dopar. Mas eu não suportaria ver você grunhindo de dor por três dias. Então, agi pelas costas dele. - o modo natural como ele havia dito aquilo, fez meu coração acelerar. Ele se importava tanto comigo? Deuses! Aquilo só tornaria tudo pior quando eu tivesse que ir embora!

- Obrigado por me drogar, então. Eu acho. - fiz uma careta, rindo da expressão em seu rosto. Ele se aproximou de mim, e inclinou-se sobre a maca. Seu rosto ficou à centímetros do meu, nossos narizes quase se tocando.

- Eu não te droguei. Te protegi, seu bobo. - ele ainda estava sério, quando um silêncio profundo se instaurou. Nenhum de nós disse nada, enquanto trocávamos um único olhar, profundo.

- Eu vou embora do Acampamento. - confessei, sem fôlego. - Circe me convocou.

- O quê?! Por quê?! - ele ainda estava perto, mas parecia dilacerado. Me senti horrível pro vê-lo assim. - Eu te disse pra não se tornar um Feiticeiro! Pra ter cuidado com ela.

- Circe é minha irmã, Ted. E família importa. Ela acolhe semideuses de todos os tipos. Passou por cima de sua controvérsia com os homens, pra aceitar garotos na Ilha. E eu sempre quis orgulhar minha mãe. Preciso me tornar um bruxo poderoso, e ajudar o Olimpo nos tempos que virão. - sussurrei, tenso demais para falar alto com Ted tão perto.

- Você fala como se soubesse do futuro. Mesmo com esse frio infernal no mundo todo, as coisas estão calmas. Não precisa ter pressa. Fique aqui. - ele pediu.

- O quê, ou quem me mantém aqui? Que motivo tenho pra ficar? - eu queria que ele dissesse. Mas nada veio. - Acho que sabemos a resposta, não é? E você sabe que, desde a benção de Asclépio, tenho sonhos proféticos. Algo ruim está vindo. Sei que preciso de preparo. E você, deve continuar ajudando o Acampamento. Todos precisam de você. Não de mim.

Quando nossa conversa terminou, Ted encostou sua testa à minha por um breve momento, antes de afastar-se, com uma expressão frustrada em seu rosto. Eu sabia que apesar do que pudesse sentir, ele tinha dificuldades em expressar seus sentimentos. Eu podia compreender isso, pois me sentia da mesma forma. Mas o chamado da magia era intenso, e minha necessidade, voraz. Se tudo realmente estava calmo, então nós dois ainda teríamos muito tempo para conversar, quando meu treinamento na Ilha de Circe chegasse ao fim. Por hora, eu sabia o que devia fazer. E quando o mirei nos olhos, pouco antes de deixar a Enfermaria Central, finalmente compreendi. Abraçando-o, virei-me na direção do Chalé de Hécate. Pela frente, eu teria minhas últimas noites no Acampamento Meio-Sangue. E por mais que doesse deixar o primeiro lar que eu encontrara desde o barco onde eu crescera com meu pai, eu tinha a certeza, de que não olharia para trás. Não mais...


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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por 101-ExStaff em Ter 04 Fev 2014, 11:34

Primeiramente, oi, Kurt. O que tenho a dizer sobre seu post? Não lembro de ter avaliado missões suas antes e me martirizo por isso agora. Adorei a forma como narras e só tenho congratulações a lhe dar. Quero apenas atentar-lhe para vírgulas em locais desnecessários e crases errôneas, ok?

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Lawliet J. Carter em Ter 04 Fev 2014, 23:44

Enfermaria  

Ainda sonolento, recusando-se a abrir os olhos, Lawliet grunhiu pela enésima vez. O ferimento na coxa doía, era como se o membro ardesse em chamas (consequência de um golpe de espada num treino de combate aos monstros). Seu nariz também era um caso doloroso, uma dor que atingia a região e lhe deixava com dores de cabeça ao mesmo tempo; uma pancada frontal com o escudo de uma dracaena havia lhe causado aquilo. Definitivamente seu último treino não fora um dos mais bem-sucedidos que tivera, embora o tivesse concluído derrotando a inimiga.

Outro fato importante era que Lawliet nunca soube como havia parado ali, deitado numa maca macia na enfermaria central do acampamento. Ao abrir os olhos e olhar para baixo, notou a atadura que cobria o corte na perna, uma fina mancha de sangue tingia o delicado pano que lhe envolvia a perna. Desviou o olhar para o lado e percebeu a enorme prateleira que cobria completamente a extensão da parede lateral do recinto, e, ao olhar para o outro lado, percebeu que a segunda parede também se encontrava sob uma gigante prateleira.

Uma pontada de dor atingiu seu nariz mais uma vez, o que o fez levar a mão destra à região e grunhir. Ao tatear o próprio nariz, Carter pôde sentir uma tala fixa ali, provavelmente seu nariz nunca seria o mesmo. Uma rápida movimentação, capitada pelo canto do olho, o fez virar a cabeça para a direita.  Uma garota vinha em sua direção, conduzindo um carrinho hospitalar abarrotado de remédios, frascos de vidro, panos, gaze, garrafa d’água e tudo o que um curandeiro experiente precisava.

Jayden nunca estivera sequer uma vez na enfermaria, portanto aquela garota era uma completa desconhecida, mas a julgar pela aparência, ele concluiu que a garota era a curandeira. - Bom dia! – ela disse ao se aproximar. Tinha um sorriso estampado no rosto maquiando, sem sucesso, o olhar preocupado com que encarava o filho de Hades. Tímido e antissocial como era, Jayden nem se deu o trabalho de retribuir o cumprimento. A curandeira deu de ombros, conformada, e soltou um longo suspiro ao puxar uma cadeira e se sentar ao lado da maca de Lawliet.

- Você levou uma bela de uma surra. – ela disse. – fraturou o nariz e levou um terrível corte na coxa, sorte sua não morrer de hemorragia. Trouxeram você em tempo. – ela finalizou, mas logo em seguida lembrou-se de algo. – aliás, me chamo Gina. - Carter, por sua vez, nada disse.

A curandeira se inclinou para frente e começou a trabalhar no ferimento da coxa do garoto. Primeiramente ela retirou a atadura já machada de sangue e a jogou no lixo (localizado perto da maca). Em seguida, pegou dois frascos cilíndricos distintos do carrinho e os pousou sobre a maca. – olha, não vou mentir, vai arder bastante. Tente não gritar. Eu vou passar isso aqui pra limpar o ferimento – disse enquanto erguia um dos recipientes, o qual tinha uma substância enegrecida. – e isso aqui para cicatrizar. – terminou erguendo o segundo recipiente, que continha uma substância verde-musgo pastosa.

Gina colocou uma luva cirúrgica na mão destra e despejou, com cuidado, o líquido negro sobre o corte. Uma onda de choque percorreu a coxa do rapaz, e este cerrou os punhos fortemente e contraiu os músculos, de forma trêmula, devido à dor. O efeito doloroso ainda estava presente e o filho do submundo notou que sua visão estava turva, lágrimas se formavam. Ele fechou os olhos com força, impedindo que as gotas caíssem. Soltou um suspiro longo e trêmulo, a dor passando logo em seguida. Como de costume, o rapaz não disse uma única palavra.

A curandeira revirou os olhos, farta da atitude irritante do meio-sangue. Em seguida, devolveu o frasco com a substância negra ao carrinho. Depois, mergulhou três dedos cobertos pela luva na substância pastosa do segundo recipiente. Sem cerimônia, ela esfregou, com cautela, os dedos com a pasta no ferimento.

Lawliet sentiu uma nova onda de dor, esta menos intensa que a anterior. O ardor se suavizou aos poucos e a curandeira envolveu o machucado com uma nova atadura. Um sorriso de canto de boca esboçou o orgulho do trabalho bem-feito.  – em poucos dias esta coxa estará novinha em folha. Agora, deixe me ver este nariz.

Gina torceu os lábios ao encarar a tala que mantinha o nariz de Lawliet no lugar.  – bem, não posso fazer nada aí. Um pouco de ambrosia e néctar, talvez, botem essa coisa no lugar conforme o tempo... E também ajudarão a sarar este machucado na coxa. – falou enquanto se levantava e tirava a luva.  – bom, é isso. Tá liberado. – deu as costas e tomou rumo a uma escrivaninha no fundo do aposento.

- Obrigado! – falou o rapaz, estranhando-se com o som da própria voz dizendo aquela simples palavra.

- Não há de quê. – retribuiu a outra, sorrindo. E, em seguida, ganhou a distância até a mesa. O rapaz se levantou aos poucos, e, com cuidado, pôs as pernas para fora da maca. Mancando, saiu da enfermaria em direção ao chalé de Hades, gemendo a cada passo que dava com o membro ferido.    



Thanks Nanda from TPO

Lawliet J. Carter
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por ♦ Eos em Qua 12 Fev 2014, 21:38

Apenas tome cuidado com o uso de maiúsculas (faltantes no início das falas da curandeira) e na repetição de algumas palavras. No geral, boa descrição. Full HP e MP.
♦ Eos
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

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