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♦ Enfermaria Central ♦

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♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por 075-ExStaff em Sab 16 Fev 2013, 22:18

Relembrando a primeira mensagem :



♦ A Enfermaria Central!


Uma das maiores tendas que havia no Acampamento. Ficava ao lado da tenda da curandeira-mestra, Kristy, e em sua totalidade, um brilho dourado irradiava de sua estrutura. Sobre a sua porta, foram esculpidos em bronze os símbolos dos Curandeiros. Ao adentrar no local, podia-se ver ao menos cinco estantes cobrindo ambas paredes laterais, cheias de ingredientes para poções, líquidos e ervas finas e medicinais. Ali, também, estendia-se uma fileira de macas, em torno de 10, o que apontava que apenas 10 pacientes poderiam ser atendidos por vez.
Dois Curandeiros, um chamado Ted Lopux e um uma garota com o nome de Gina Rockwell atendiam todos os pacientes, sendo extremamente ágeis e rápidos em seus atendimentos.



♦ Como funciona a Enfermaria Central?


De acordo com as necessidades do fórum, foi decidido que criaríamos uma enfermaria central para atender os feridos que costumam demorar para serem atendidos nas demais enfermarias e, também, para não sobrecarregar mais os nossos curandeiros.
A Enfermaria Central, como dito no post, comporta por vez 10 Campistas, ou seja, caso não haja uma atualização rápida dos personagens, o décimo primeiro postador irá ser considerado inválido, ou seja, seu post será ignorado.
A recuperação de HP e MP irá variar de acordo com a qualidade do post do usuário, sendo que a quantia mínima é de 0 (para posts considerados totalmente fora do padrão, com uma quantia de erros de escrita acima do normal) e a máxima é de 150 (para posts considerados excelentes, com nenhum ou pouquíssimos erros de escrita). É permitido apenas um post por atualização. Não um post por dia, nem por semana, mas sim por atualização.
As narrativas são on, ou seja, você terá de narrar que entrou na enfermaria e falou com um dos nossos dois curandeiros NPC's. Por fim, será avaliado e curado com a pontuação que merece.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Ernst von Weizsäcker em Sab 13 Fev 2016, 21:55


GINA, A INSOLENTE
e Maëve, a feiticeira amaldiçoada
Eu não sabia o que o cavalo velho fazia tanto pelo Acampamento, mas fiscalizar os curandeiros com certeza não estava dentro dos seus afazeres. Ao menos era o que a postura deslocada de uma das enfermeiras da Enfermaria Central denunciava: uma garota rude, com mãos de homem e extremamente insolente, que ainda não entendeu a serviçal que é e que, como tal, deve ficar em seu devido lugar, obedecendo as ordens dos campistas superiores.

— Mais devagar, sua ogra! — bradei quando ela retirou mais um espinho das minhas costas. Ele era fruto de um encontro meu com uma roseira não muito amigável, conjurada por um filho de Deméter insolente. As crianças dessa deusa são verdadeiras pragas desde os tempos antigos, quando a minha mãe ajudou a Olimpiana a achar uma de suas filhas, perdida após um desencontro (aí já mostrando a mãe desleixada que é). Sendo filhos da deusa da agricultura... creio que ninguém discorde quando os chamo de pragas petulantes, inúteis, falsos ou mesmo insolentes, como disse antes.

— Eu não posso impedir a dor. Se não queria senti-la, não tivesse procurado briga — retorquiu a curandeira. Novamente, estava dotada de uma brutalidade sem precedentes e completamente gratuita para mim. Ultraje!

— Faça logo o seu trabalho! — ordenei mais uma vez. — E faça isso calada, porque sua voz já está me irritando!

O projeto de semideusa bufou e arrancou o que me pareceu ser o último espinho, agindo na área com alguma espécie de magia de cura, a qual espalhou um frescor por minhas costas e deixou-me bem melhor do que antes. Também macerou algumas ervas, colocou alguns líquidos e deu para que eu bebesse — e é claro que eu fiz todo o procedimento de encarar ela, cheirar a bebida, fazer cara feia e, então, beber. Não que eu precisasse fazer cena, obviamente. Era só que ela não poderia achar que estava no controle — até porque não estava, de forma alguma.

— Como se sente? — perguntou a garota depois que ingeri o líquido.

— Maravilhosa. Foi exatamente para isso que vim para a enfermaria: queria gastar meu tempo com você tirando divertidos espinhos das minhas costas e tomando poções ruins para, logo depois, exclamar a minha felicidade por isso. — Ela bufou pela segunda vez e revirou os olhos, afastando-se de mim e conferindo alguma coisa nas prateleiras mais afastadas. A verdade era que eu estava bem melhor; de alguma forma, o preparo natural dela e os cuidados foram o suficiente para me ajudarem a sentir as minhas forças novamente. Isso só não era algo que eu partilhasse com alguém como... ela.

Logo a curandeira estava de volta, trazendo um pequeno cantil consigo. Transparente, deixava que eu visse um líquido dourado dentro dele, que brilhava convidativamente, quase implorando para ser bebido. Eu não era tola: aquilo era néctar, a bebida dos deuses.

Gina pediu para que eu abrisse a boca e, a contragosto, atendi ao seu pedido. Ela depositou rapidamente certa quantidade de néctar que rapidamente foi engolida. Logo, uma sensação clara e revigorante correu por mim, parecendo completar as forças que eu precisava para sair dali. Eu me sentia cheia de mim, forte como nunca! A última vez que aquela sensação apoderou-se de mim... ah, que saudade. A sensação do poder correndo pelas veias é o que há de mais revigorante no mundo.

Típico de mim, levantei dali quando achei que era necessário e acelerei até a saída da enfermaria — sem agradecimentos, sem sorrisos de gratidão, sem nada. Afinal, um bom senhor não agradece seus serviçais; eles não fazem mais do que a própria obrigação.
O PODER NÃO É A DESTRUIÇÃO DO HOMEM; A SEDE CEGA POR ELE, SIM.

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Frankie Schweinzfurt em Ter 16 Fev 2016, 17:51



With the taste of your lips I’m on a ride
Cachoeira



Parte da consciência de Ygren ainda lutava contra o fato dele estar caminhando na direção da ala de enfermarias. Era no mínimo degradante ter que consultar um curandeiro todas as vezes que voltava de uma aventura. Mas seu estado era bem grave.

Amparado por Sasuke e Arthas, o filho de Afrodite chegou até a grande tenda branca e com a ajuda dos amigos sentou em uma das macas. Felizmente Ted, um dos responsáveis pelo estabelecimento, estava lá. O jovem paciente estava pálido, seus calcanhares sangravam onde deveriam estar as marcas negras e surpreendentemente a cicatrização da marca em "V" nas costas começara a se acelerar.

"Está acontecendo", ele pensou antes de fechar os olhos e tentar se render ao cansaço. "Já está me consumindo. Por isso minha marca de anjo está desaparecendo." O curandeiro deu alguns tapaz no rosto do afrodisíaco, que acordou lentamente.

— Permaneca lúcido — o rapaz pendurava uma bolsa de néctar em um suporte e limpava um local específico do braço esquerdo do jovem cm um algodão banhado em álcool etílico. — Isso vai doer um pouco.

A agulha se infiltrou na pele do herdeiro Krytius e o mesmo gemeu levmente. Não sentia dor. Pelo contrário. O líquido dourado começava a se espalha em seu corpo graças ao tubo e à agulha que permanecia firme na veia encontrada pelo rapaz de jaleco branco.

Com um pano quente, algumas dores de cabeça foram drenadas aos poucos. O sucesso daquela operação também era garantido pelas habilidosas mãos de Ted que se iluminavam a cada toque no tronco despido de Ygren. Uma grande quantidade de cacos de vidro foi retirada de seu corpo. Resultado da empreitada na escola de dança onde o duplo foi enfrentado pela primeira vez.

Lenta e progressivamente a cor voltava ao rosto do meio-sangue. Fukui tinha tarefas a fazer e Arthas cochilava calmamente enquanto segurava a mão de seu parceiro de missões. Era um bom rapaz. Infelizmente, precisava ser descartado o quanto antes. Não podia continuar colocando a vida da cria de Hipnos em risco. "Preciso de férias", o semideus refletia enquanto se recuperava na maca da Enfermaria Central.


Thank's for@Lovatic, on CG

Frankie Schweinzfurt
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Arlen Weizsäcker em Qui 18 Fev 2016, 17:19


TRIUNFO
A VOLTA DO CEIFADOR
Enzo chegou desacordado à enfermaria. Estava sendo trazido por um gurahl e ladeado por outro semideus esfarrapado, todos parecendo ter saído de uma batalha, puderam perceber os enfermeiros. A emergência era o desacordado, que mesmo aparentando ter sido tratado primariamente, ainda tinha o corpo mais avariado do que o outro, o qual àquela altura estava deitado numa das macas esperando pelo atendimento.

O gurahl depositou o corpo dele numa das macas e afastou-se para que os enfermeiros pudessem agir, o que fizeram de prontidão: toques curativos e energéticos não foram economizados, nem cicatrizações. Hematomas sumiram com poucos toques, também. Por último, tiraram toda a fadiga do corpo do garoto e deixaram-no ali para descansar enquanto preparavam poções médias para o outro semideus.

O semideus esfarrapado também recebeu logo seus cuidados. Enquanto isso, o gurahl permanecia irremovível de um canto da enfermaria, velando por seu kovi a todo momento — até depois que os enfermeiros disseram que ele estava num nível que não poderiam fazer mais nada do que esperá-lo acordar.

— Ele está desacordado há muito tempo? — perguntou a enfermeira ao gurahl, que prontamente respondeu-lhe, educado como um civilizado semideus.

— Desde que saímos do hospital geral, em Nova York. Ele recebeu tratamento lá semi-consciente, mas acabou desacordado depois disso. E está assim até agora.

A enfermeira ponderou por um momento, mas pareceu manter o posicionamento sobre o coma temporário. Então, só restava-lhes esperar; esperar e ver o filho de Nêmesis acordar novamente com suas forças.

Adendos:
Em on, a batalha com o humanóide ainda não aconteceu (tecnicamente, o post no hospital geral e aqui são entre a primeira e a segunda parte da DIY, onde passa-se prioritariamente a cura do Enzo, que não será focada lá), então dei só uma pincelada aqui, mas como eu recebi um enorme desconto no status, precisava de um motivo bem coerente para explicá-lo — mais detalhes na minha próxima DIY. sz O gurahl chama Enzo de "kovi" porque está atuando como protetor dele a partir de agora. E o monstro pôde ficar porque Quíron permitiu (além disso, foi também Quíron quem mandou o outro semideus buscar o gurahl e Enzo).

Ah, fugindo da primeira pessoa porque o Enzo tá desacordado e eu precisava narrar os procedimentos. That's all, folks.

O ANJO DA VINGANÇA, AQUELE QUE TRARÁ A MORTE ÀQUELES QUE TROUXERAM AS TREVAS

Arlen Weizsäcker
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Igor Berserk em Sex 19 Fev 2016, 19:48

O Que os Olhos Não Veem...
Missão One Post Externa Média



Certo, já tinha um bom tempo que eu não fazia um checkup. Além disso, eu sentia que estava longe da minha energia e resistência ideais. Como estava a ponto de sair em uma missão, não poderia permanecer daquela maneira.

Ted, o curandeiro da enfermaria, logo veio me atender. Contei a ele que estava me sentindo mais fraco nos últimos dias e que precisava estar em perfeita forma para uma viagem perigosa ao Havaí.

— Como uma viagem à terra do hula pode ser perigosa? — Ele perguntou, com ar de riso, enquanto preparava duas poções para mim com ingredientes de sua bolsa.

Eu tentava acompanhar o processo, mas claramente alquimia e essas magias loucas não eram o meu forte.

— Se o Quíron te manda pra terra do hula pra resolver um mistério, tenha certeza de que é perigoso!

— Bem pensado.

Rimos juntos e me espreguicei, sentindo uma forte necessidade de esticar os músculos, como se eu tivesse acabado de acordar. Ultimamente, eu vinha sentindo essa sensação o tempo todo, o que me fizera concluir sobre a falta de energia. E nas últimas três vezes que fui treinar na arena, acabei derrotado de maneira humilhante, fraquejando sob golpes que eu deveria facilmente conter.

Narrei tudo isso a Ted, de modo que ele pôde me ajudar da melhor maneira possível. Tomei duas poções. A primeira era bastante refrescante, tive que colocar uma folha de hortelã na boca. A segunda não era tão boa no início, sementes de pimenta do reino eram crueldade, mas depois dava para encarar.

Depois de uns dez minutos esperando as poções agirem, fui liberado e voltei para o chalé, a fim de arrumar meus suprimentos. Era hora de partir.


.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.
Igor Berserk
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Rowan Brückner em Seg 22 Fev 2016, 09:43


forget it, it's too dangerous. i can't lose you.
It's worth the risk. I was being weak, love is weakness.
Jessie havia chegado ao fundo do poço, definitivamente. Sua mente não parava de repetir para si mesma “merda” a cada vez que tentava se mover na maca da enfermaria central. O cheiro de remédios, curandeiros andando pelos corredores na construção improvisada deixavam a garota nervosa. Apesar das cortinas brancas como a neve servirem como divisórias ela ainda conseguia ouvir os murmúrios de alguns pacientes gravemente feridos e isso de nada a ajudava.

Quando finalmente conseguiu abstrair seus pensamentos daquele local terrível um curandeiro adentrou em seu aposento. Trajava um jaleco branco e um equipamento de metal no pescoço — daqueles de se ouvir o coração qual ela não sabia o nome — além de botas de couro. Seu cabelo era loiro e tinha grandes olhos em um tom âmbar. Ele se aproximou da garota que tentou se mover e foi pega pela dor incessante na perna esquerda.
Opa! Tente não se mover! — O curandeiro alertou, segurando-a.
Como vim parar aqui?
Segundo a ninfa que te ajudou você sofreu um acidente da arena com um cão infernal e fraturou a perna esquerda. Bem, vamos dar uma olhada.

O garoto observou por alguns segundos a fratura no joelho da semideusa que se extendia até a parte lateral da perna. Ele riu um pouco nervoso antes de dizer.
Eu vou lhe dar um pouco de néctar para aliviar a dor. É uma fratura bem grave e você terá de ficar de repouso.

O curandeiro foi até uma pequena bancada próxima à maca onde retirou uma pequena quantidade de néctar de um cantil cheio. Jessabelle não gostava muito de néctar, mas estava disposta a beber para se recuperar. O sabor achocolatado invadiu sua boca, dando a ela uma sensação de bem estar instantânea.
Sente-se melhor? — Perguntou o curandeiro.
Um pouco... Ficarei impossibilitada? Tipo, sem andar e tal.
Podemos ser filhos de Deuses, mas não imortais. Até mesmo os Olimpianos precisam de descaso. Você terá alguns dias bem tediosos pela frente.

Jessabelle murmurava insultos em baixo tom enquanto já se preparava para o inferno que viveria; macas, bandanas, remédios e repouso. Ficar parada era algo um tanto quanto difícil quando se tem TDH e um complexo de inferioridade. O moço começou o procedimento padrão de cura; higienizou a fratura com cuidado e em seguida aplicou uma pomada gelada que parecia uma mistura de folhas verdes e bala de menta.

Após aplicar, ele enfaixou o local ferido e uma tala foi presa firmemente contra a pele.
É o seguinte Jessabelle... Você terá que usar estas muletas por um tempinho. Quando você melhorar poderá devolvê-las. Ok?
Tudo bem... Muito obrigada.
Por nada, docinho. Qualquer coisa estamos aqui.
Ele sorriu, deixando a sala e a filha de Zeus que com um pouco de dificuldade se levantou e retornou para seu chalé.

Habilidades Utilizadas::

Benção da cornucópia (Nível 4) - Zeus é o detentor da cornucópia, feita dos chifes de Amaltéia, que o alimentou quando criança, símbolo da fartura. Seus filhos, por isso, recebem uma bonificação de 50% na recuperação de hp/ mp através de alimentos, seja no refeitório, seja por alimentos mágicos, como néctar e ambrósia.
Rowan Brückner
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Lavínia Cavendish em Seg 22 Fev 2016, 10:17



Avaliação

Maëve Brachmann


Maëve, seu texto foi maravilhoso! Descrições bem feitas dos procedimentos feitos pelo curandeiro e uma pitada de personalidade, o que tornou muito menos cansativo de ler (geralmente os posts da enfermaria são todos iguais). Não tenho nenhum grande erro para comentar, a estrutura e organização foram impecáveis, meus parabéns!


Recompensa: Full HP/MP


Aos monitores, ainda faltam 4 postagens para avaliação.

Dúvidas, reclamações, desabafos: MP
© lavínia cavendish




LAVINIA CAVENDISH


white winter hymnal


I was following the pack all swallowed in their coats, with scarves of red tied round their throats, to keep their little heads from fallin in the snow and I turned round and there you go...


TRAMA - MP - DO IT YOURSELF - WE ♥ IT



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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Oscar Bezarius em Ter 23 Fev 2016, 09:21


Avaliações
Ygren Krytius / Enzo Deanwoody / Igor Berserk

Ygren Krytius - Eu fiquei o tempo todo tentando encontrar algum erro, mas eu só encontrei uma manolo e foi uma palavra simples, levmente. Você poderia ter notado se tivesse lido novamente, isso ajuda muito. Entretanto, não vejo motivos para não lhe dar o valor máximo. Full HP/MP

-

Enzo Deanwoody - Seu texto foi simples, bem simples na verdade. Mas você escreve muito bem. Já ouvira falar de seus textos, mas nunca avaliara antes, nunca até agora.
Gostei da forma que escreve por ser uma escrita simples e envolvente. Infelizmente não poderei deixá-lo Full, mas vai receber o que realmente merece. 150 HP/MP

-

Igor Berserk - Você poderia ter feito uma narração muito melhor. Você criou uma introdução tão chamativa e envolvente, mas esqueceu de continuar dessa forma no decorrer do tratamento na enfermaria. Você poderia ter desenvolvido muito mais e isso seria ótimo. Poderia também ter usufruído muito mais dos poderes dos curandeiros. 120 HP/MP


Aos monitores, ainda falta 1 postagem para avaliação.
Oscar Bezarius
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399

Localização :
Eu acho que não é da sua conta. Só acho.

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Vitor S. Magnus em Ter 23 Fev 2016, 10:45


Avaliação - Enfermaria
Jessabelle H. Hower


N
ão tem muito o que falar sobre teu post. Tu consegue dar bons detalhes pra coisas bem simples e deixar teu post bem legal. Só achei pequenos erros que não interferiram na avaliação, mas tenta não fazer deles um costume e reler o post pra repará-los.

Full HP/MP




Qualquer dúvida, reclamação, stress... Só enviar MP

Vitor S. Magnus
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Psiquê em Qui 25 Fev 2016, 20:21


Atualizados



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Mitchel Cavendish em Qui 03 Mar 2016, 14:17



A New Hope
MITCHEL CAVENDISH — FILHO DE HÉSTIA — ENFERMARIA CENTRAL
Voltar ao Acampamento nem sempre era muito agradável. Sob os olhares curiosos de todos, o garoto que havia sido aceitado e logo em seguida rejeitado por Nêmesis caminhava de cabeça baixa, trilhando a rota que levava até as enfermarias. Estava cansado de todas as maneiras possíveis, mas principalmente pelo fato de ter de se explicar toda vez que alguém questionava o que acontecera com ele e com sua irmã.

Optou por adentrar na enfermaria central, onde esperava receber um atendimento mais rápido do que as tendas particulares. Sentou-se em um sofá na sala de recepção e aguardou que o local esvaziasse um pouco, para assim ficar mais a vontade. Para passar o tempo pegou uma revista que, ao julgar pela qualidade, havia sido feita ali mesmo na colina. Abriu em uma página aleatória e se deparou com uma reportagem inteira falando sobre Hera, a rainha do Olimpo. Seus devotos haviam dado diversas entrevistas e idolatravam a patrona. Antes de finalizar a leitura, foi chamado por uma garotinha para que se sentasse nas macas.

Ao olhar de Mitchel, aquela criança era muito nova para estar ali, vestindo um jaleco maior do que seu corpo e precisando subir em um banquinho para ficar na mesma altura que seu paciente. Antes de o garoto verbalizar qualquer coisa que fosse, a pequena começou a lhe fazer diversas perguntas sobre o que sentia e o que lhe trouxe até ali.

— Bem, não estou em minha melhor forma. Minha energia acaba rápido e estou com alguns hematomas de quando fui para Washington, além de não conseguir dormir bem durante a noite.

Anotando tudo em um prontuário, Mitchel teve de fornecer suas informações de nome, idade e progenitor. A letra da menina era bem definida e legível, mais bonita que a dele próprio. Ela fez sinal para que o filho de Hestia se deitasse e retirou-se para um canto da enfermaria, onde uma bancada branca suportava diversos tipos de vidrinhos com líquidos coloridos e plantas em alguma espécie de chá. Quando a viu colocar um daqueles líquidos em uma seringa, seu coração começou a acelerar.

— Você tem medo de injeção? — perguntou a curandeira assim que retornou, com um leve sorriso no canto dos lábios. — Nem irá sentir, fique tranquilo.

E, de fato, suas mãos leves e delicadas fizeram com que aquela agulha passasse despercebida por sua pele. Ela mediu os batimentos cardíacos e ritmo da respiração do semideus, novamente anotando tudo na ficha. O que veio a seguir foram uma série de pequenos elixires — todos importantes, segundo ela. Por mais amargos que fossem, Cavendish engoliu-os um a um.

— Preciso que fique em repouso por algum tempo, e assim poderei saber com que velocidade está se recuperando. Se desejar, posso convocar um poder que lhe fará dormir por alguns minutos.

— Está ótimo. — respondeu o meio-sangue, deixando-se levar pelas palavras que a menina pronunciara em seguida. Talvez fosse uma filha de Hipnos, e definitivamente suas habilidades lhe caiam bem para a profissão. Apesar de ter a julgado no início, Mitchel agora sabia que não poderia estar em melhores mãos.

Observações:
Bem, não saí da enfermaria pelo simples motivo de que precisarei de outra postagem para me curar completamente. Mais procedimentos que envolvam os poderes de Asclépio serão descritos na segunda parte.

Thanks Panda
Mitchel Cavendish
Filhos de Héstia
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Chad J. Walker em Sex 04 Mar 2016, 20:45

Enfermaria
De volta para a época em que remédios eram tão frequentes como comida.

Aquele dia fora um dos mais loucos da minha vida. Sabe, eu percebi que novatos chegarem não era algo tão incomum nos dias de hoje. Parecia algo tão comum que as pessoas davam uma olhada, me metralhavam com olhares preocupados e voltavam a fazer o que estavam fazendo. Eram poucos os reais semideuses – assim chamados os filhos de humanos com deuses – que se importavam. Para falar a verdade foram apenas os irmãos da machorra de Ares que me seguira. E na verdade eles estavam mesmo era preocupados em ajudar a garota. Um bolinho de seis guerreiros se formara em volta da garota. Milhares de perguntas como “O que raios aconteceu?” e sinônimos surgiram, ignorando a presença de um novato completamente. Foi apenas quando o sátiro anunciou para ajudarem-me que finalmente fui atendido. Dois guerreiros me pegaram e logo me carregaram para o que parecia ser uma ala hospitalar mais modesta.

Estava exausto. Até as barreiras do acampamento foram muitos e muitos quilômetros fugindo de monstros. Graças aos esforços da machorra, meus ferimentos eram extremamente superficiais conforme anunciara uma garota dos cabelos dourados e brilhantes. Se saísse no sol era possível ficar cego com tamanho brilho que o cabelo transmitira. Sua voz era serena e soava como uma melodia. Que grande merda.

— Ai, ai... Ainda espero o dia em que chegarão novatos saudáveis e sem ferimentos. Meu nome é Solaris e por sorte seus ferimentos são bem estáveis. Martha me contou sobre o que aconteceu. Elementais são tensos, mas com sorte você não vai precisar de muitos tratamentos. Há uma coisa que você vai gostar do lado de sua cama. É uma espécie de alimento que produz um efeito de cura muito grande em semideuses. Coma e fique deitado aí até decidirmos o que Quíron fará com você. Até lá... Boa sorte.

A garota logo saíra do estabelecimento e lá eu ficara. Me virara para ver o que estava ao meu lado. Bem, foi uma decepção. Havia apenas néctar e água. Água é ingerível, mas não comestível, então deduzi que o néctar fosse o alimento. Logo o consumi. Em instantes já sentia a diferença. Toda a dor de meu pescoço começava a desaparecer.

Permaneci parado o resto do dia ali. Não sentia vontade de sair por nada.

Pensava se aquilo fora a escolha certa.
Eu não uso drogas, eu juro
Chad J. Walker
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Drillbit Jackson em Sab 05 Mar 2016, 21:49


Avaliação



Mitchel Cavendish — Como é bom ler um texto escrito direitinho. Como é bom chegar ao fim do texto e perceber que não tem nada a dizer de ruim sobre o mesmo. Seu texto foi simples, fácil de entender e, mesmo assim, completo. Até peço perdão por não ter nada de construtivo a dizer nessa avaliação. Parabéns, semideus. :D

Recompensa: 150 HP e 150 MP

Chad J. Walker — Chad, seu texto não está muito adequado para um post na enfermaria central. Aqui, nós geralmente exigimos que o player narre o processo de cura com certo detalhamento. No seu post, você simplesmente tomou um pouco de néctar. Não notei muitos problemas quanto à escrita, exceto que você, em determinado momento, escreve "não era algo tão incomum nos dias de hoje". Perceba o conflito de tempo "era" "hoje". Você também repetiu a expressão "garota" em duas frases seguidas, algo que, na hora da leitura, não soa muito bem. Atente para os erros que eu apontei aqui e, com certeza, seus próximos posts vão merecer recompensas melhores. Parabéns, semideus. :D

Recompensa: 20 HP e 20 MP


Atualizado!

Drillbit Jackson
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Logan Montecarlo em Sab 05 Mar 2016, 23:26

Era uma questão de honra, chegar de pé à enfermaria. No entanto, devido ao estado da perna direita, a tarefa foi mais complicada do que o normal. Tudo aquilo somente para não passar vergonha em frente de...

— Oi, Gina — cumprimentou-a o filho de Perséfone. E, logo que pôde, jogou-se em uma cadeira, tentando manter certa compostura, mas falhando miseravelmente.

A ruiva de olhos intensos fitou-o de forma firme, como se tentasse lê-lo por trás de todo aquele perfume de flores. Talvez até tivesse conseguido, mas fez a pergunta padrão mesmo assim; e não sem antes aproveitar-se para provocá-lo.

— Quem é vivo sempre aparece, não é? — e um sorrisinho cínico perpassou seus lábios. — Qual é o problema dessa vez, Logan?

Não se preocupou em explicar a ela tudo o que sentia. Resumindo-se a erguer a camisa até que o flanco direito estivesse exposto, deixou que a própria enfermeira conseguisse visualizar o ferimento aberto - estava quase cicatrizado, é verdade, após passar algumas pastas de ervas medicinais que conseguira na floresta, mas um esforço extra no treino de espadas fizera-o sangrar novamente.

Por sorte, as costelas não estavam mais à vista, como no dia em que sofrera com a mandíbula daquela monstruosidade, mas ainda era uma visão horrível, tanto que a garota travou por um segundo, fosse de fascínio, fosse de terror. E nem acabava por aí: hematomas tingiam-no por toda a área das costas com uma tinta arco-íris de roxo a amarelo, causados por algo que nem Logan sabia o que era.

— Você é maluco!? — gritou ela, preocupada, desfazendo toda aquela maquiagem de outrora para vestir metaforicamente o uniforme de enfermeira.

As mãos femininas logo tocaram-no, auxiliando no que podiam: todas as magias de cicatrização, anti-infecção, bactericidas e afins foram usadas ao mesmo momento. Então, ela gritou o nome de Ted, o outro curandeiro, pedindo algum remédio ou coisa do gênero. Enquanto isso, ela repetia os encantamentos, ardendo a pele de Logan a cada poder novo que fluía para seu corpo.

— Você jura que não consegue ser mais delicada? — perguntou o menino de dentes trincados.

— Até consigo, mas você não merece — foi a resposta, rápida e bem ajustada ao estilo de amizade que tinham.

Ted chegou com alguns frascos e foi embora, cuidar de seus pacientes. Do outro lado da Enfermaria Central, uma jovem de não mais que doze anos agonizava em uma maca, próxima de Quíron - provavelmente, uma novata. Logan até teria prestado mais atenção na situação se não fosse quase intimado a engolir duas bebidas diferentes de gostos bem dissemelhantes e incompatíveis.

— Ew, que nojo — e botou a língua pra fora, mastigando-a e esperando a ardência passar. — Jura que não tinha nada melhor?

Então, Gina levantou-se, sorrindo para o ferimento quase curado e apontando uma maca próxima para Logan esperar os medicamentos fazerem efeito.

— Bom, eu — afirmou, categórica. — Mas, em mim, você não bota mais a mão.

Logan Montecarlo
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Max King em Seg 07 Mar 2016, 13:09


Enfermaria
Head & Shoulders


A última missão que eu havia feito, tinha deixado um corte horrendo no meu ombro esquerdo. A marca que duplo havia feito permanecia coberta por um curativo simples, o que não ajudava muito na cura do ferimento. E para piorar a situação, o filho de Ares que havia me atacado na madrugada anterior havia feito o corte se abrir, e a bandagem nova que eu havia colocado depois do banho que havia tomado, estava com pequenos pontos concentrados de sangue.

Era cedo demais para que alguma tenda estivesse aberta, somente um estaria, a da enfermaria central. Não esperei, deixei Miles dormindo, com a boca aberta babando o cobertor e saí. Fui diretamente para as enfermarias.

Quando cheguei, esperei que algum dos responsáveis pelo local me atendesse. Era uma garota desta vez; seu rosto mostrava uma feição feliz e afável que me fazia sentir melhor somente por saber que seria ela que iria me ajudar. Em sua camisa havia um adesivo parecido com aqueles de voluntários em desastres com um lugar para escrever o nome, onde podia ser lido “Oi, sou Gina Rockwell, em que posso ajudá-lo? ”.

— Pois não? — Falava ela com um sorriso no rosto, ao fundo eu conseguia ver 2 pessoas dormindo nas macas, parecia que os dois estavam em observação, ou coisa parecida.

— Bom dia, meu nome é Maximilian King. O corte no meu ombro abriu, então eu pensei em vir ver o que aconteceu. — Enquanto eu falava para a garota ela olhou para o meu ombro, e depois fez uma cara feliz, parecia que ela poderia resolver o meu problema em um piscar de olhos. O que me fazia sentir bobo, como um homem de 40 anos indo chorar para a mãe por um joelho ralado.

— Venha comigo — falou ela tomando a frente, e eu a segui, até que parou na primeira maca e fez sinal para que eu sentasse, o que fiz sem demora. Então ela pediu para que eu tirasse a blusa, e segui as ordens o mais rápido possível pela minha situação no momento. Era difícil tirar a blusa sem sentir dor, mas ele me ajudou, o que deixou tudo mais fácil.

Agora ela parecia muda, não falava mais, somente agia. O silêncio só foi quebrado pelo ronco de um dos pacientes ao fundo. Pegou o meu braço pelo cotovelo e o levantou, tirou minhas bandagens e analisou o ferimento. Depois de um tempo somente olhando ela decidiu começar a tortura.

— Isso dói? — Falava ela tocando em vários lugares do meu ombro, mas ela não parecia estar ligando para as minhas respostas, era como se ela perguntasse para o meu corpo em vez de mim.

Depois de mais alguns minutos de toques doloridos e respostas mentirosas, ela tinha se dirigido para as prateleiras do local. A via indo de prateleira a prateleira, recolhendo folhas e frascos, procurando os ingredientes certos para colocar em um tipo de poção ou unguento. Depois de um tempo em um local que eu não consegui ver, A garota voltava com um pedaço de pano enrolado e uma mistura pastosa e verde em uma espécie de cuia. Parecia guacamole, mas o cheiro era muito forte. Ela foi para o outro lado da maca, onde eu não podia mais vê-la.

— Coloque na sua boca — Falava entregando um pedaço de pano para mim, soube naquele momento que aquilo iria doer muito. Colocava aquilo na boca e o apertava o mais forte que pude.

“Meter o dedo na ferida”, eu não entendia o verdadeiro significado dessa frase antes daquilo. Sempre parecia algo banal, mas a dor era terrivelmente forte, mais forte até que o próprio corte quando foi feito pelo meu duplo. Eu tentava tirar a minha cabeça da garota remexendo na ferida, e tentava pensar em outra coisa, no abajur, nas prateleiras, na cortina que tinha pequenas estampas de um bastão com uma cobra enrolada nele. Se minha memória não falhava, aquele era o bordão de Asclépio. Nada mais justo, afinal o deus da medicina e da cura deveria estar representado na enfermaria do acampamento.

Apesar de ter melhorado aquilo não fazia com que a dor saísse da minha mente, felizmente alguns minutos depois a dor estava começando a sumir. Parecia que aquilo era um anestésico, para que eu não sentisse dor, coisa em que havia falhado miseravelmente. Depois sentia uma pequena pressão no ombro, enquanto ela levantava meu cotovelo novamente. Sentia uma pressão no ombro de novo, provável que ela estivesse costurando a ferida, coisa que fazia com uma rapidez impressionante.

Depois de alguns minutos ela foi até o mesmo local de antes, aquela que eu não conseguia ver devido ao local em que estava e trouxe um copo, muito parecido com os copos da Starbucks. Ela me entregou o copo e falou.

— Então senhor King, Nada de Treinamento ou qualquer tipo de esforço no braço esquerdo essa semana, ok? Se eu ver você aqui de novo essa semana eu vou te dar uns cascudos! E tome esse néctar logo. — Ela falava como se fosse minha avó. E por um momento eu lembrei dela. — Vamos volte para o seu chalé.

Eu sorvia algumas pequenas quantidades do líquido enquanto voltava para o Chalé. Ele tinha gosto de Suco de laranja com leite, adoçado na medida certa, assim como minha avó fazia. Me fazia lembrar de casa, e me deixava feliz e revigorado. Voltei para o chalé antes que todos acordassem e fui direto para a cama, ficar acordado a noite inteira e ainda passar por um procedimento médico era muito cansativo, em poucos segundos eu já estava dormindo como uma rocha.
Max King
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Mitchel Cavendish em Qua 09 Mar 2016, 13:19



A New Hope
MITCHEL CAVENDISH — FILHO DE HÉSTIA — ENFERMARIA CENTRAL
Após acordar, ainda na enfermaria, Mitchel se deu conta de que o lugar havia esvaziado um pouco. Espiando em seu relógio, percebera que havia dormido por em torno de umas duas horas. Sentia que suas energias estavam voltando aos poucos, mas agora uma dor de cabeça fazia sua mente parecer querer explodir.

Começou a mexer no que estava ao seu alcance enquanto esperava a curandeira. Pegara diversos vidrinhos para observar de perto, e notava que não pareciam permanecer iguais por muito tempo. Alguns borbulhavam tanto que mudavam de tonalidade, outros pareciam transformar-se do líquido para o sólido a qualquer mínimo movimento. Pensar que ingeria coisas como aquelas lhe dava uma leve ânsia.

Alguns minutos foram necessários para que a garotinha notasse que o filho de Hestia estava acordado. Apressada, subiu novamente em suas escadinhas e começou a questionar sobre o que o rapaz sentia. Anotando novamente em sua folha de prontuário, preparou-se para uma nova série de pequenos copinhos com líquidos amargos. Cada poção era responsável por melhorar uma área do corpo, segundo ela.

— Prefiro ficar em casa tomando chá por um mês inteiro, isto é muito ruim. — reclamou, torcendo o nariz.

— Logo vai passar. Aqui, tome um doce para tirar o gosto da boca. — respondeu ela, oferecendo uma balinha vermelha para que mastigasse. Assim que Mitchel a colocou na boca, sentiu o sabor de melancia, sua fruta preferida.

Assim que percebera a melhora do meio-sangue, deixou de lado os instrumentos e começou a fazer preces para seu senhor, o deus Asclépio. Como uma boa seguidora, pronunciava cada palavra com clareza e segurança, sentindo o poder fluir de seu corpo até a ponta dos dedos. A primeira área afetada foi o peito do semideus, que encheu-se com uma luz revigorante. Era uma sensação agradável, mas formigava pelo corpo. Após finalizar seus ditos, passou a mão direita para tocar na testa de Mitchel, novamente enchendo-o com luz e cessando quaisquer dores que ele ainda tinha em seu ser.

— Se desejar, pode ficar deitado por mais alguns minutos, mas acredito que finalizei meu trabalho. Você voltará a dormir bem e ter a energia habitual. — anunciou a menina, guardando seus pertences para acabar aquele dia de trabalho.

Cavendish agradeceu e saiu, já havia passado muito tempo naquele lugar. Sabia que agora estava pronto para outra, mas pensaria duas vezes antes de precisar seguir o mesmo procedimento.

Thanks Panda
Mitchel Cavendish
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Sadie Bronwen em Qui 10 Mar 2016, 20:10

Logan

Erros mínimos de colocação de vírgula (desnecessária na primeira frase) e colocação pronominal (em frente/ na frente) e do uso do reflexivo (no caso, desnecessário ao se referir a ação de Gina).

No mais, a forma de descrever a interação com os Npcs deixa a postagem vívida. Parabéns!

150 de HP e MP



Max

Moço, as falhas de pontuação e colocação de alguns termos prejudicaram bastante a coesão do texto e, por consequinte, a leitura. Fique mais atento, em especial com relação às vírgulas. Revise também a digitação - a concordância em alguns pontos acabou prejudicada por letras faltantes ou trocadas (mudando o gênero da palavra, por exemplo). As descrição foram boas, o que propiciou o rendimento necessário para te deixar full (uma vez que só precisava de 80 HP/MP)



Mitchel

Faço coro ao que Drill já disse. Boas interações e descrições de forma geral. Recuperação full.
Sadie Bronwen
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Psiquê em Sex 11 Mar 2016, 16:10




Atualizado!




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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Grant Watson em Qui 17 Mar 2016, 17:25

center>
Quando cheguei na enfermaria, minha cabeça ainda latejava bastante, juntamente com o meu joelho, ambos latejando no mesmo ritmo, como se houvesse um relógio dentro da minha cabeça. Também não pude deixar de perceber que a grande construção branca - pintada de branco como todos os hospitais que se prezem devem ser - estava lotada de semideuses, a maioria deles com cortes, feitos por lâminas ou garras, já outros, os em estados mais preocupantes, tinham ossos quebrados. Logo depois que eu entrei na enfermaria, uma mulher que aparentava ter quarenta e poucos anos, veio me atender. - Olá, como podemos ajuda-lo? - Perguntou a enfermeira, com uma voz melodiosa e estranhamente agradável. Ela estava com um jaleco branco, abotoado, e parecia usar um suéter por baixo, além de esbanjar um óculos de aro fino e lentes circulares. - Eu ficaria feliz com uma maca macia e alguns analgésicos. - Respondi prontamente, como se já estivesse preparado para essa resposta. - Venha por aqui - Disse a enfermeira, virando-se para a outra direção. A mulher me conduziu por corredores, que me lembravam vagamente um labirinto. Depois de menos de um minuto, nós entramos em um quarto, e ela fez um sinal para eu me sentar na maca. Ao me sentar, pude ver a enfermeira mexendo em vários vidros, com substâncias nem um pouco suspeitas com colorações variadas, ela me estendeu uma. Eu bebi aquilo de uma vez só, sentindo logo em seguida, uma sensação amarga inundar a minha boca. Mas após alguns instantes, a minha mente começou a clarear e eu me senti melhor. Depois disso, a mulher enrolou uma faixa no meu joelho, saindo logo em seguida, sem ao menos se despedir. Logo após isso, eu me dirigi novamente ao chalé.

▲BY LOONY!
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Baccarat Bütchkeiser em Sex 18 Mar 2016, 16:45

Burns
Damn, spiders...

Elizabeth agora sabia melhor do que ninguém que os livros podiam ser mortais no mundo mitológico. O lado bom é que agora que havia tido sua segunda experiência real contra monstros, sentia-se muito mais confiante. A certeza de que aquilo tudo não havia se passado em sua mente estava presente em sua pele: As manchas vermelhas de queimadura coçavam e ardiam como ela jamais tinha sentido em toda a sua vida. Pensando nisso, esforçou-se para manter a postura e não chamar a atenção dos campistas enquanto caminhava até a enfermaria mais próxima em busca de cuidados imediatos. Não queria que descobrissem que a tão quieta prole da sabedoria tinha quebrado algumas regras.

Apesar de demorar um pouco mais do que o normal, a garota finalmente chegou à enfermaria central do Acampamento. O lugar, por sorte, estava mais vazio do que normalmente estaria em outros horários. Quatro curandeiros estavam de plantão para apenas dois pacientes. O horário noturno realmente diminuía o fluxo de semideuses por ali, para o alivio de Elizabeth que agora respirava tranquilamente mais uma vez.

Os olhos de uma das curandeiras se arregalaram ao ver as marcas na filha de Athena, aproximando-se imediatamente dela com uma expressão de preocupação. Tocando com extrema delicadeza as costas da semideusa ferida, observou as marcas nos braços e rosto arqueando ambas as sobrancelhas.

— Ai meus deuses, você chegou de uma missão agora?! – perguntou em um tom estridente.

— Mais ou menos isso... – Elizabeth respondeu desviando olhar. Queria dar o mínimo de informações possíveis para não ser descoberta. — Fui atacada por uma aranha gigante, se me entregar um bestiário consigo apontar qual foi pra você.

Negando com a cabeça, a mulher guiou Elizabeth até a maca mais próxima, ajudando-a a se deitar.

— Não precisa, conheço esse tipo de queimadura. Você teve sorte de não formar bolhas, ou o tratamento seria muito mais complicado – explicou. — A aranha por um acaso causou isso soltando pelos no ar?

Ao receber uma resposta positiva, a curandeira assentiu e correu até uma bancada próxima, onde começou a amassar algumas folhas e misturar alguns ingredientes estranhos até formar uma pasta branca esverdeada que foi levada até a maca com certa pressa.

— Eu vou ficar marcada? – perguntou Elizabeth com certo receio.

— Não, garota. Você chegou aqui a tempo, se começassem a se formar as bolhas... Você estaria com problemas – comentou pegando um pouco do creme com os dedos. — Agora me diga, onde você foi queimada?

— Apenas nos braços e rosto. – respondeu a garota levantando os braços.

Assentindo mais uma vez, a curandeira abaixou um dos braços da semideusa, mantendo apenas um levantado enquanto aplicava o creme em todas as áreas avermelhadas. O cheiro daquilo lembrava um pouco menta, mas seus efeitos eram mágicos em todos os sentidos. O processo foi feito em todas as áreas afetadas, reduzindo drasticamente a dor que os ferimentos proporcionavam.

— Isso deve ajudar, mas você vai ter que ficar aqui por aproximadamente meia hora sem tirar o creme dos locais afetados. Agora vou preparar duas poções que vão ajudar a te deixar bem como se isso nunca tivesse acontecido. – disse caminhando até a bancada mais próxima novamente.

Elizabeth respirou fundo aliviada e se sentou observando os braços esverdeados. Em meia hora poderia voltar ao seu chalé como se nada tivesse acontecido, e com sorte, ninguém conseguiria ligar os pontos e chegar até ela.

Resuminho:
Não tinha muito o que escrever, então não enrolei. Liz chegou no lugar, foi atendida imediatamente pela curandeira que passou o creme, e em seguida ela tomou uma poção de HP e uma de MP.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Deméter em Sex 18 Mar 2016, 17:40

Avaliação
Enfermaria Geral do Acampamento Meio-Sangue
hmm, HP e MP mais nutritivos do que cereal

Δ Grant Watson — +60 HP e MP: Hello, Grant. Bom, seu post em certas métricas foi satisfatório, porque narrou a chegada e o processo de cura, mas sob outras... nem tanto. Você, além de deixá-lo com uma estrutura precária (utilizando apenas um parágrafo para tudo), narrou algumas incoerências desde o início dele, como dizer que a mulher "aparentava ter quarenta e poucos anos" (quando os curandeiros são jovens), ou que a construção te lembrava um labirinto, quando, na verdade, não era tão grande assim; lembre-se que os locais têm ambientações, que são os primeiros posts, e que servem para que você se baseie. Também não focou muito no tratamento, coisa que não me deixou muito satisfeita. Na próxima, tente consertar isso. No mais, meus parabéns e muito cereal!

Δ Elizabeth H. Kaufmann — +148 HP e MP: Hello, Elizabeth. Sendo bem direta, você focou diretamente no tratamento sem deixar a sua trama de lado, inserindo motivos claros e ainda relacionando-os com sua missão anterior — coisa que foi bem prática e satisfatória. Não identifiquei algum erro gritante, exceto a descrição dos curandeiros, que na verdade são apenas dois (Gina e Ted); além disso, foi um post perfeito. Por isso, meus parabéns e muito cereal!


Δ Aguardando atualização Δ



Thanks Tess
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Kai Keanu em Dom 20 Mar 2016, 05:21



how to save a life



Healing ─ 1

Com o som das ondas ainda distraindo seus ouvidos, Kai esperava, na maca, um dos responsáveis pelo local. De uma coisa, o garoto tinha certeza: o acampamento tinha ótimos curandeiros. Pelo que poderia constar só a partir dos poucos minutos que ficara ali ─ menos do que trinta ─, o movimento na Enfermaria Central era enorme.

Não bastasse os feridos de emergência, que necessitavam de cuidados mais urgentes, seus acompanhantes ─ muitas vezes histéricos ─ congestionavam o local. Curiosamente, como se o ambiente fosse mais pesado, havia um sabor de ferro oportuno nos lábios do filho de Poseidon, provavelmente do sangue alheio ou do próprio. As faixas enroladas no pescoço (e, a bem da verdade, no peito inteiro) lembravam-no do motivo de estar ali.

Nem eram tão profundos, mas eram muitos. Os cortes faziam o peito dele sangrar, mais do que jamais sangrara, e ardiam como metal quente. Não bastasse toda a dor no peito ─ e uma possível lesão nas costelas ─, o pé esquerdo estava solto: simplesmente, parecia ter descolado do resto da perna, talvez fraturado. E isso porque, do ângulo em que se encontrava, poderia supor que fora uma fratura exposta. Para uma dimensão melhor do ocorrido, sua camiseta estava piamente presa ao seu pescoço, desfiada em frangalhos ao longo do tecido.

Tudo ao seu redor estava tingido de vermelho. O sal fazia tudo doer mais do que deveria, mas a água do mar tinha lá seus auxílios. Não precisou de muito para que, logo, Kai pudesse sentir novamente o pé, mesmo que a dor da pancada não tivesse ido embora do local. Ainda assim, todo o peito continuava sangrando. Por um momento, acreditou que fosse seu fim, ali. Que ironia do destino, não é?, um filho de Poseidon morto pelas ondas. Felizmente, seu pai parecia estar de olho em si: golfinhos se aventuraram pelas pedras e, cuidadosamente, retiraram-no do meio delas. Deixaram-no, assim como os pedaços da prancha improvisada, na praia.


E, então, quando chegara na enfermaria, ele fora um daqueles casos emergenciais.

Correram consigo para uma maca, passaram-lhe uma cacetada de emplastros e pomadas curativas, que agora repousavam debaixo das gazes e das ataduras. Massagearam-lhe o pé, mas aparentemente uma prole do mar nunca cairia perante ele. A melhor parte, talvez - e a mais engraçada, se fosse pensar -, fora a enfermeira desesperada fazendo massagem cardíaca e respiração boca-a-boca... até perceber que ele respirava, e muito bem por sinal, até pelo sangue do deus marítimo que corria em suas veias. Tão logo riram e já fizeram-no beber alguns líquidos, para que a cor retornasse às bochechas, agora coradas.

Gina e Ted, os mais empenhados em cuidar de si, pediram licença rapidamente enquanto um estagiário tomava os últimos procedimentos, como oferecer-lhe água, perguntar o que acontecera e tudo mais. Depois, não os vira senão levando poções e ocasionalmente fazendo milagres medicinais de um lado pro outro.

Quando tiveram um tempinho para si, os dois vieram dar-lhe uma segunda olhada. Ted conversou silenciosamente com o olhar de Gina, que assentiu e chegou a alguma conclusão.

Kai fora informado que deveria ficar ali por mais uma hora, apenas pra trocarem os curativos e garantir a cicatrização completa. Aí, ela soube da história ocorrida e lançou-lhe uma pergunta tão irritada que mais parecia sua mãe no Havaí:

─ De onde você tirou a ideia de surfar com uma tábua de madeira, Kai?

Poderes:
Cura Aquática [Nível 04; Passivo]: Ao ter contanto com água o filho de Poseidon é regenerado 20% de seu HP atual, mas a habilidade só é válida quando a água não é criada pelo mesmo.
Respiração Sub-Aquática [Nível 02; Passivo]: O filho de Poseidon poderá respirar debaixo da água normalmente e por tempo indeterminado.
Observações:
Não sei se pode usar os próprios poderes, então desculpem-me por qualquer equívoco.



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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Zoey Montgomery em Ter 22 Mar 2016, 12:41


Avaliação


Kai Keanu - Bom dia, Kai! Tudo bem com você? :>

Ok, para sua avaliação: não me lembro de ter avaliado um texto seu (q), mas sua ortografia é muito boa, ao meu ver. Sua organização textual também é, e não tenho muito a observar sobre isso. 

Teve uma frase que eu não entendi, que foi essa > Massagearam-lhe o pé, mas aparentemente uma prole do mar nunca cairia perante ele. << Mas deve ser meu sono q


E não atrapalhou sua recompensa final. 


Recompensa: 50 HP/MP (dando um Full HP/MP)

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Psiquê em Ter 22 Mar 2016, 23:08




Atualizado!




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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Étoiles de Médici em Sex 25 Mar 2016, 12:50


jesus me leva
O dia havia sido longo e trabalhoso para a curandeira-mestra. Com algum tipo de competição do chalé de Ares na arena, vários semideuses feridos chegaram até sua enfermaria precisando de ajuda no decorrer do dia, sem pausas. O resultado não poderia ter sido outro: quando seu turno chegou no final, ao anoitecer, Kristy havia usado tanta energia para curar os outros que estava quase que sem nenhuma restante para manter seu corpinho em pé.

Ana, sua estagiária, notou isso quando chegou para ficar de plantão, e ofereceu ajuda a sua chefe.

Não, não. Eu ainda consigo me virar... — Grandine ia recusando a ajuda da outra semideusa, quando se levantou de seu banquinho de uma só vez e sua visão enegreceu-se por um momento, fazendo-a se desequilibrar e quase cair para frente.

Quando, poucos segundos depois, sua mente voltou a clarear, Kris estava sendo praticamente carregada pela outra curandeira na direção da saída. Sem mais protestos, a filha de Hermes deixou que Ana sustentasse e levasse seu corpo sem forças até a Enfermaria Central, enquanto lutava contra suas pálpebras pesadas e o imenso cansaço, que caia sobre seu corpo como uma gigantesca pedra de mármore.

As cenas que se seguiram foram observadas de forma nebulosa por Grandine, que ainda travava uma batalha contra a inconsciência. Ana explicava a situação enquanto Ted e Gina a ajudavam a colocar a líder dos curandeiros em cima de uma maca. Quando a estagiária de Kris foi embora, a criança aconchegou-se sob o fino colchão, deitando de lado e aceitando por fim a derrota. A inconsciência vencia.

Não se sabe por quanto tempo dormiu, mas quando voltou a acordar, Kristy sentiu dedos macios tocando-lhe a face, e outro par de mãos mais ásperas envolvendo seus pequenos pulsos. Ela conseguia sentir os donos daqueles dedos entrando em contato com sua energia vital, uma vez que ela mesma conhecia tal habilidade dos curandeiros. Eles sentiam a fraca energia restante e moldavam-na, fazendo-a se expandir aos poucos, curando-a e fazendo-a ir se recuperando sozinha.

Kris, que já usará essa habilidade várias vezes, nunca tinha sentido seu efeito sobre si mesma, e a paz que tal poder transmitia era maravilhosa. Sentir a recuperação era uma das melhores coisas que a menina já sentiu na vida.

Abriu seus olhos devagar, e deparou-se com Ted e Gina. Os pequenos lábios da garota formaram um singelo sorriso, que ia se alargando conforme o cansaço ia diminuindo. Quando os dois curandeiros acabaram, Kris sentou-se e bebeu as poções energéticas que eles haviam preparado.

Por fim, deitou-se novamente, seu corpo sendo coberto por uma manta quentinha, e sem demora voltou a adormecer. Nada melhor que horas de um sono tranquilo para se recuperar as forças.

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Flynn B. Barden em Sab 26 Mar 2016, 17:41

The Cure
Quando sou tão bem tratado por uma curandeira...

Faziam quase treze dias que estava de cama. Tinha pegado o vírus da gripe de bode em uma das missões de resgate, talvez transmitido por um dos sátiros selvagens que tinha encontrado pelo caminho. Combinado com o corpo fraco por causa dos ferimentos, o vírus acabou se alastrando de maneira tal que os curandeiros me deixaram de quarentena até segunda ordem.

Demorou dois dias para que a febre cessasse e as dores diminuíssem de intensidade. Já não suava tanto, deixando as noites na enfermaria um pouco mais confortáveis. Algumas vezes, uma semideusa trocava os curativos que protegiam meus ferimentos dos germes de maneira tão rápida e gentil, que me fez querer saber seu nome para agradecê-la. Ela andava com um lampião, vigiando as camas de cada um dos internados.

— Florence, jovem sátiro. Me chame de Florence.

Incomodei-a tantas vezes com meus gemidos de dor e minhas crises de tosse, mas ela não parecia ligar. Nem mesmo quando um dia eu vomitei tudo o que comi em cima da minha maca, ela deixou o sorriso cair. De fato, era uma daquelas garotas que não deixava que nada lhe abalasse, nem tirasse sua paciência. Por isso, devo-a muito mais do que a qualquer um dos curandeiros que cuidaram de mim.

Naquele dia, porém, eu estava para ser liberado. A ambrosia, o néctar, as poções medicinais e o cuidado de todos comigo me fizeram melhorar rapidamente, para um sátiro com gripe de bode. Os curandeiros checaram a temperatura do meu corpo e o estado de meus ferimentos. Claro que me deram um pouco de néctar e disseram que iriam me liberar ao fim da tarde.

— Flo, vai sentir minha falta? — disse no dia anterior, manhoso.

Ela revirou os olhos, antes de se voltar para os outros semideuses e criaturas que estavam na enfermaria, mas, no relance que pude ver de seu olhar, ela parecia sentir uma mistura de tristeza com alegria — porém nunca pude ter certeza disso. Deitado em minha cama, pensei em como ela deveria se sentir toda vez que alguém se curava. Deve ser bom ver essa pessoa voltar a ter saúde, mas deve ser triste vê-la partir sem ter a certeza de que estará viva no final.

Por isso, ao ser finalmente liberado, fui ao encontro da garota e falei:

— Você vai dar uma boa enfermeira, Flo. E se quiser conversar comigo, estarei na floresta.

Vi o rosto dela se iluminar, enquanto ela erguia o lampião para ir começar sua ronda noturna. Por um momento, isso me pareceu a cena de alguma pintura ou de algum livro, mas não me importou muito. Sorri, sacudindo o ombro da garota com uma de minhas mãos, e saí pela porta da enfermaria.

A luz daquele lampião me iluminou até o momento em que já não me alcançava mais.



...Que não desejo me curar.
Flynn B. Barden
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

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