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♦ Enfermaria Central ♦

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♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por 075-ExStaff em Sab 16 Fev 2013, 22:18

Relembrando a primeira mensagem :



♦ A Enfermaria Central!


Uma das maiores tendas que havia no Acampamento. Ficava ao lado da tenda da curandeira-mestra, Kristy, e em sua totalidade, um brilho dourado irradiava de sua estrutura. Sobre a sua porta, foram esculpidos em bronze os símbolos dos Curandeiros. Ao adentrar no local, podia-se ver ao menos cinco estantes cobrindo ambas paredes laterais, cheias de ingredientes para poções, líquidos e ervas finas e medicinais. Ali, também, estendia-se uma fileira de macas, em torno de 10, o que apontava que apenas 10 pacientes poderiam ser atendidos por vez.
Dois Curandeiros, um chamado Ted Lopux e um uma garota com o nome de Gina Rockwell atendiam todos os pacientes, sendo extremamente ágeis e rápidos em seus atendimentos.



♦ Como funciona a Enfermaria Central?


De acordo com as necessidades do fórum, foi decidido que criaríamos uma enfermaria central para atender os feridos que costumam demorar para serem atendidos nas demais enfermarias e, também, para não sobrecarregar mais os nossos curandeiros.
A Enfermaria Central, como dito no post, comporta por vez 10 Campistas, ou seja, caso não haja uma atualização rápida dos personagens, o décimo primeiro postador irá ser considerado inválido, ou seja, seu post será ignorado.
A recuperação de HP e MP irá variar de acordo com a qualidade do post do usuário, sendo que a quantia mínima é de 0 (para posts considerados totalmente fora do padrão, com uma quantia de erros de escrita acima do normal) e a máxima é de 150 (para posts considerados excelentes, com nenhum ou pouquíssimos erros de escrita). É permitido apenas um post por atualização. Não um post por dia, nem por semana, mas sim por atualização.
As narrativas são on, ou seja, você terá de narrar que entrou na enfermaria e falou com um dos nossos dois curandeiros NPC's. Por fim, será avaliado e curado com a pontuação que merece.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Oscar Bezarius em Qua 27 Abr 2016, 16:51


Avaliação



Charlie E. Turner — Foi um texto bem rápido, assim como a cura que foi feita. A introdução foi tão boa e tão interessante que acabei me decepcionando pelo pouco que escrevestes da execução do processo. Mas, equivalente ao que precisa, foi um bom texo.


Recompensa: HP/MP full

Klaus Serapheim — Foi um texto bem rápido também. Senti muita falta da continuação e achei que você poderia sim ter um texto mais elaborado, mesmo que precise recuperar pouco. Senti muita falta, também, do sentimentalismo.


Recompensa: 90 MP / 90 HP

Oscar Bezarius
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Alessio B. Constantino em Seg 02 Maio 2016, 13:46

Observo o acampamento pela janela do meu quarto. Apesar de ainda não estar acostumado, eu tinha voltado a sair do quarto, pelo menos para comer. Hoje seria diferente. Ponho calça e camisa que recebi do acampamento, um sapatênis cinza envelhecido e uma faca no bolso. Tento me olhar no espelho sem desqualificar minha beleza. Fazia tempo que eu não me alimentava direito, estava pálido e com o rosto magro, quase esquelético. Meus olhos continuavam sombrios com olheiras profundas. Nem o cabelo salvava, pois tinha raspado assim que voltei a perambular pelo acampamento.

O tempo estava frio. O céu nublado refletia minha face apática desinteressada. Provavelmente deveria estar chovendo fora do acampamento, mas pelo menos ali, nada saía dos controles do Sr. D. Os campistas seguiam suas atividades rotineiras normalmente, como sempre os vi. Os mais novos corriam de um lado para o outro, enquanto os mais velhos se dirigiam aos destinos de forma madura - exceto por um garoto alto e barbudo que tinha um pote de mel na mão, levando grandes quantias das mãos até a boca. Estava tudo normal.

Não demorei bastante, já estava na enfermaria esperando que alguém pudesse me atender. Uma enfermeira esboçou vir até mim, mas caminhou em direção a algumas portas, onde a perdi de vista. Logo após, um garoto de trajes parecidos veio em minha direção rindo.

- Olá, meu nome é Alessio. - o cumprimentei, logo retirando a camisa e exibindo ferimentos nas costas. Eram arranhões médios, mas que tinham me causado problemas para dormir nos últimos dias. - Fora os ferimentos, estou bastante cansado.

- Certo, preciso que mantenha suas costas expostas e espere por mim.

Não pude ver aonde ele tinha ido, mas percebi sua volta quando um algodão gelado e molhado começou a limpar minhas costas. O líquido que o algodão havia sido embebido estava me causando ardor, mas tentei manter a calma e expressar resistência. Logo que acabou, o enfermeiro saiu e voltou com um frasco de líquido verde borbulhante.

- É chá verde? Traz um pouco de leite, por favor. - falei entusiasmado, fazendo a mesma coisa que faço quando bebo chás: tapei o nariz e bebi tudo o mais rápido que pude. - Isso é mistura de xixi de bode com estrumo? Horrível!

- Você é maluco. - ele deu várias risadas, enquanto eu ainda sentia o amargo descer.

- Acho que por você tratar e curar as pessoas, deveria oferecer ótimos sabores. - brinquei.

- Bem, eu sou curandeiro, não engenheiro químico da Coca-Cola.

Tentei continuar rindo e disfarçar o amargo que não saía da minha boca. Agradeci pelo tratamento, e não tardei a sair dali. Mesmo depois de ter voltado a sair, me sinto muito mais a vontade no calor da minha cama.
Alessio B. Constantino
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Oscar Bezarius em Seg 02 Maio 2016, 14:27


Avaliação



Alessio B. Constantino — Cara, você precisa caprichar mais.

Seu texto foi corrido e um pouco desestruturado. Sua troca entre tempos (passado e presente) é constante e isso confunde muito, além de ser um erro grave.

Deveria melhorar mais a organização dos seus posts, isso gera descontos. Eu sei que a aparência não deveria contar, mas organização engloba este quesito, isto é, houve um grande desconto por isso.

Recompensa: 40 de HP/MP

Oscar Bezarius
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Psiquê em Seg 02 Maio 2016, 22:44




Atualizado!




How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Ninha Fabbris em Qua 11 Maio 2016, 16:38

Help me
Ninha Fabbris
10.07.2004
Feminino
Nível 50
Filha de Poseidon
Sem Grupo Extra
# Post 1
Enfermaria
Gina Rockwell


Imagens perdidas, imagens distorcidas, imagens. Nada e tudo se passavam por minha mente, era tão real e ao mesmo tempo irreal. Não me lembrava de como havia ido parar em uma loucura sem fim, tentava colocar os pés na grama rósea, perdida em toda a mistura de mundos que eu nunca havia ido.  Senti meus pés se firmarem na macia relva, mexendo meu pescoço vagarosamente até encontrar uma elevação – uma forma de tentar me localizar naquela loucura descomunal.

Jericoh. Minha mente sussurrou enquanto me arrastava pelo caminho. Aquele nome parecia real, seria alguém que eu conheço? Enquanto caminhava para o ponto mais alto daquela “montanha rósea” o nome ecoava em minha mente, me chamando e alertando sobre um perigo existente.

Jericoh. Sussurrou pela ultima vez quando alcancei o pico do lugar, o vento batia em minha cabeça balançando os finos cabelos loiros que havia em mim. Olhei pra baixo, as árvores perdiam suas folhas rapidamente, mudando a vista colorida e infantil para árvores mortas e assustadoras, limpando a vista que cobria para o chão e deixando-me com uma imagem horrível.

O garoto estava pendurado em uma das extremidades da maior árvore morta, sangue pingando e sujando o chão abaixo de seus pés, ouvia seu coração pulsar, estava vivo, mas por pouco tempo. Seus olhos se abriram e de tão longe me encararam, pude ouvir sua voz.


- Ninha...

®

- Jericoh! – gritei, me levantando bruscamente da maca onde estava.

Apertei levemente minhas mãos, percebendo a quão suada estavam.  Antes de olhar ao redor, as imagens de toda a batalha contra o ciclope, o parque em New York, começaram a rodear minhas memórias e me lembrar de tudo que havia acontecido. Levantei-me bruscamente derrubando um pano molhado e quente, não havia percebido que estava em minha testa.

Um olhar pouco minucioso já detectara minha localização: a enfermaria central do acampamento. Alguns campistas estavam deitados em várias situações e ferimentos diferentes, mas já era um costume de qualquer um que vivesse no mundo de um semideus passar por todos os tipos de problema.

- Que bom que acordou – uma voz ao meu lado soou delicadamente cortando meus pensamentos - Estávamos preocupados, você está dormindo a três dias, criança.
- Eu o que? – dizer minhas primeiras palavras desde que havia acordado me mostrou o quão seca estava minha boca e garganta, tossindo logo em seguida.

A garota, bela por sinal, pegou um copo de água e me ofereceu, peguei-o e bebi como uma selvagem.

- Você não pode se esforçar tanto – algo passou por seus olhos - Independente de quem esteja no seu caminho ou de quem precise ajudar. Você quase morreu.

“De quem precise ajudar”. Jericoh. Olhei ao redor o procurando, mas meu coração se quebrou antes mesmo de conseguir falar algo, a garota sabia o que eu estava procurando.

- Ele não está aqui, o garoto que veio no Pégaso com você. – ficou em silêncio por um tempo, vendo meu olhar voltou a se comunicar - Ele está vivo, mas precisa de maiores cuidados agora.

Mais do que ouvir que alguém não está bem é simplesmente ouvir que a pessoa está viva. Pode parecer confuso, mas quando você escuta de qualquer pessoa “sua mãe está bem” logo após uma cirurgia, você sabe que ela não terá complicações, mas se alguém aparece e fala “está viva”, é como se dissesse: ela vai morrer, não crie esperanças.

As palavras da garota me machucaram, deixando-me desnorteada o suficiente para que não quisesse conversar. Quando percebeu meu estado, caminhou até uma bancada, pegando alguns instrumentos de trabalho: pomadas, gaze, pinças e outros objetos que eu não conseguia reconhecer.

Voltou a sentar-se do meu lado, puxando minha camisa para cima e passando um líquido escuro, quase marrom por cima de grandes hematomas que até então não havia reconhecido.

- Se chama Arnica – sorriu para mim - É totalmente comum entre os humanos e, acredite se quiser, ajuda muito contra hematomas.

Sorri para ela, me sentindo culpada por ter me irritado ao saber que Jericoh não estava lá, mas sem coragem de falar sobre ele acabei ficando calada. Voltou a mexer em meu corpo, apalpando minha costela até que em certo momento uma pontada, como o de uma facada, percorreu por toda a extensão de meu corpo, me fazendo gritar.

- Desculpa! Ai, não queria te machucar! – colocou as mãos em minhas costas - Pode sentar normalmente para mim? Alguns dos seus ossos ainda estão quebrados.

Sentei-me, levantando os braços enquanto a enfermeira passava a gaze em volta de meu corpo, apertando por algumas vezes para que meus movimentos não atrapalhassem a calcificação e a cicatrização, mas cada vez que apertava uma dor percorria por mim, enchendo meus olhos de lágrimas e uma vontade imensa de chorar. Chorar de dor, de medo, de desespero. Eu não era uma semideusa adulta, eu era uma criança.

- Ninha, não? – afirmei que sim com a cabeça - Nós vamos inserir alguns medicamentos para ajudar na cicatrização, e dói muito. Vou precisar te anestesiar.

Voltou a caminhar para sua bancada, voltando com uma seringa enorme. Antes que pudesse reclamar, senti a pontada em meu braço indolor, a anestesia era poderosa e no momento em que tocou meu braço o mesmo começou a adormecer, subindo por meus braços. Eu iria apagar em segundos.

- Qual seu nome?
- Gina – sorriu - Porque, Princesa?
-Boa Noite Gigi – falei segundos antes de apagar.
Infelizmente não há nada para ler por aqui!
Post de número um pois, para recuperar toda a vida, vou precisar de mais posts do que este.
Ninha Fabbris
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Por aí no acampamento (:

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Deméter em Seg 16 Maio 2016, 14:20

Avaliação
Enfermaria Central: Ninha Fabbris
hmm, cura mais nutritiva do que cereal

Pois bem, Ninha, chegamos à sua avaliação; e já era hora. Para alguém que já está aqui há algum tempo, você já deve ter ouvido elogios e críticas construtivas das mais variadas, mas sempre tem o que se se melhorar — e aqui não poderia ser diferente.

Você escreve bem, realmente. Consegue expressar o que quer de uma maneira eficiente, sem dúvidas, e sobre isso não tenho nada a acrescentar — e justamente conseguiu colocar a parte fundamental da atividade: a cura. No entanto, você cometeu alguns erros que eu poderia julgar como coerência: os métodos usados por Gina não são os normais do Acampamento. Curandeiros não utilizam muito de métodos mortais de cura, e sim de poções, habilidades ativas (sendo uma delas anestésicas, a qual você não deve ter visto na lista; e, portanto, tornando-se dispensável a agulhada) e preparos naturais, como ervas e similares. A forma com que você narrou a cura pode até ter sido satisfatória, mas não foi necessariamente o que se pede aqui.

Você também precisa se atentar à pontuação: hífen não é travessão, narração entre falas deveria conter ponto final em todos os casos que você não colocou e, fundamentalmente, pontos e vírgulas também servem para determinar o tamanho do período, devendo ser bem amarrados para que a fluidez seja total.

Um último adendo é sobre o seu template. Por utilizar de barrinha e uma caixa de texto muito pequena, dificulta a leitura. Seria bom que você utilizasse de alguém que não tivesse a barrinha ou, ao menos, que tivesse uma altura maior.

Em suma, atente-se ao que o tópico pede, julgando a coerência; leia seus textos em voz alta para conferir as pontuações; e utilize um template que facilite a vida do avaliador. No demais, querida, meus parabéns! Ah, e, é claro, muito cereal.

— Recompensa: 70 HP e MP.

Thanks Tess

Deméter
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Nancy Harkness em Sex 20 Maio 2016, 17:51


♡enfermaria♡
Chikungunya, zika vírus, dengue. Nancy foi internada três vezes seguidas ao ser diagnosticada como suspeita de porte de doenças tropicais, todas propiciadas pela picada de um mosquito fêmea infectado. Para a garota, o mundo estava perdido. Significava a isenção de ir à praia latina sem repelente de insetos e, alérgica a maioria deles, não poderia manter o bronzeado naturalmente. E sábia como é, compreende que bronzeadores artificiais podem causar câncer de pele; preferiu restaurar a melanina cômodo da derme.

Sentada em uma maca na tenda de enfermaria, relembrava os momentos de tensão vividos na américa latina. Agora, repousava e esperava por uma dose de ambrósia pelos ferimentos conglomerados na região dos braços e das pernas em razão de uma batalha de treinamento. Alguns cortes eram profundos e a dor pujante a fazia contorcer o rosto todo e ter calafrios. O atendimento, diferentemente de sua última primavera, não tardou dois dias. Um campista prontificou-se a atendê-la.

“Boa tarde, garota. Beba um pouco disso, vai melhorar bastante.” Disse o rapaz de cabelo loiro acobreado e olhos claros que acabara de se aproximar. Segundos mais tarde, teve de tomar o copo das mãos de Nancy, que bebia o néctar como se fosse suco de laranja natural com gelo. Foi correspondido com uma cara de paisagem. Apesar de dedicada aos treinamentos, Harkness não conhecia de todo o mundo meio-sangue.

Deitou-se de vez na maca após o comando do rapaz, de quem recebeu uma única pétala de ambrósia para saborear. Esganiçada e péssima em batalhas, já estava acostumada ao repouso conseguinte à medicação semidivina. Ajustou a minissaia com a mão adjacente à que segurava seu remédio preferido para não mostrar demais. O semblante modificou-se depressa após acabar de devorar a ambrósia de uma única vez e não possuir uma segunda dose.

Com as mãos suaves e delicadas, posicionou ataduras nos ferimentos mais agravados da prole de Hécate, prendendo as faixas com fitas adesivas de dupla face. Por um instante, relutou para que as amarrações permanecessem grudadas somente na garota e não em seus dedos também.

Acenando com a cabeça e assoviando uma melodia, a provável progênie do deus do Sol retirou-se vagarosamente do campo de visão de Nancy. A garota permaneceu a observar a lona da tenda enquanto repousava, ainda sentindo o gosto da pétala se esvair no fim da língua. Deixava de choramingar aos poucos, com a cicatrização ágil dos cortes e dos arranhões, que por agora, eram apenas marcas arroxeadas na pele branca até doer os olhos.

Adormeceu. Seus sonhos eram todos situados em praias ensolaradas e num momento que ainda possuía a pele bronzeada. Foi acordada já no período da noite pelo mesmo rapaz que a auxiliou durante a tarde. Ele a cumprimentou com dois tapas no ombro, sinalizando até a saída da tenda. Com uma dúvida estampando o rosto, levantou-se e seguiu até o meio do caminho.

Nancy reconhecia que somente as praias da América do Sul podiam dá-la o bronzeado perfeito. Já que era penoso demais ir até lá outra vez, desistiu de não se arriscar de vez e praticar o proibido: o bronzeamento artificial. “Vocês têm câmaras bronzeadoras?” Perguntou e desistiu de esperar pela resposta depois de ficar parada no mesmo lugar por dois minutos.

OBS:
* Nancy foi suspeita dessas doenças quando viajou pra América do Sul, durante a primavera.

* A MUDANÇA DE NOME JÁ FOI SOLICITADA.

Nancy Harkness
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Seo Je Hoon em Sab 21 Maio 2016, 11:15




Little drop of blood  
Let's meet again, One of These Nights.

___________________________________________________________________
Mais uma noite havia se passado e mais uma noite eu havia conseguido escapar de ser descoberto sobre o que fazia em meu tempo livre. Mas hoje tinha ocorrido algo diferente, a coisa tinha resistido e agora aqui estou eu, tendo que me sujeitar a ser curado pela enfermaria do acampamento.

Já tinha me limpado o máximo que conseguira antes de correr para lá, já que poderiam estranhar um semideus coberto de sangue. Então eu só estava sujo do meu sangue, que teimava em escorrer para o tecido escuro da camiseta escura e deixando-a ainda mais preta. E por cortes profundos nos braços e cortes mais leves na região do pescoço.

Ao adentrar no local um rapaz correu para me ajudar e me guiou para sentar em uma das macas. — Nossa cara, passou pelo moedor de carne? - perguntou ele de maneira brincalhona logo depois de mandar eu tirar a camiseta e verificar a extensão dos meus ferimentos. — Só me cure. - resmunguei entredente, irritado e sem paciência para brincadeirinhas.

Ele ergueu as mãos num sinal de rendição e me deu um copo grande de néctar, que para mim tinha gosto de sangue, antes de ir atrás de outra pessoa. Pessoa essa que chegou logo depois com uma poção para curar meus ferimentos mais profundos que não tinham sido resolvidos com o néctar. Depois de me entregar ao líquido, ela arqueou uma sobrancelha e lançou um olhar desconfiado para mim e para minhas cicatrizes.

Eles saíram e conversaram por alguns instantes antes de voltar para o lado da maca onde estava. — Já posso ir para o meu chalé? - perguntei, recebendo um aceno afirmativo da garota. — Só tente não fazer nada muito agitado e durma uma noite inteira. - disse ela.

Não me fiz de rogado e colocando minha camiseta, mesmo que suja de sangue e caminhando para o meu chalé para ter uma boa noite de sono.

Obs:
- Mudança de nome já solicitada.


Seo Je Hoon
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Lavínia Cavendish em Qui 26 Maio 2016, 12:09




Above the clouds, above the skies



You were a God in my eyes


Chegar no Acampamento de forma deplorável era a rotina da maioria dos moradores daquela colina. Felizmente, a mentalista havia adentrado na enfermaria com todas as partes do corpo onde devem estar, em seu corpo. O que não era o caso de muitos ali.

— O que aconteceu? — questionou para um dos curandeiros que enfaixava a mão de uma criança.

— Ah... Houve um ataque na fronteira oeste, parece que estes estavam recém chegando. — respondeu, sem tirar o foco de seu trabalho. Não parecia assustado com o que acabara de falar, já que provavelmente estava acostumado a lidar com as consequências das batalhas que todos ali enfrentavam.

Deixando a ala daqueles que tinham mais urgência, Lavínia sentou-se em um sofá para esperar seu atendimento. Estava muito cansada e com galáxias arroxeadas pelo corpo todo, mas não tinha tanta pressa. Quando duas asas escuras invadiram uma das aberturas da tenda, já sabia que levaria bronca.

— Você pensa que sou um cachorro, menina? — perguntou Diaval de forma séria nos pensamentos da filha de Despina.

— O que diabos faz aqui? Você não pode entrar! E não me chame de menina, do que está falando? — respondeu, também mentalmente. Tentava manter uma cara pacífica enquanto recebia olhares de julgamento por ter trazido um mini dragão para dentro.

— Você sai e não me diz nada, o filho de Zeus não me deu um segundo de paz. Você irá me perder em breve se continuar com este comportamento. — anunciou antes de sua saída dramática pelo mesmo lugar que havia entrado. Revirando os olhos, Lavínia seguiu a curandeira que lhe chamava já a alguns minutos.

O mesmo de sempre. Dores de cabeça, falta de energia e machucados pelo corpo. Era entediante ir para a enfermaria, mas infelizmente o jeito mais rápido de ficar nova em folha. Os primeiros procedimentos foram os piores: Teve que ingerir diversos líquidos misturados em ervas, nos mais diversos vidros e das mais diversas cores. Um mais amargo que o outro.

— Não duvido que vocês podem ressuscitar alguém, mas enquanto isto não conseguem criar uma poção doce? É fod...

— Este é o máximo de eficiência do produto. Se alterarmos algo tão superficial como o gosto, poderá não funcionar da mesma maneira. Agora sente-se, por favor. — falou a enfermeira de forma um tanto ríspida.

Suas mãos iluminadas pelo dom de Asclépio tocaram as costas da semideusa, que logo sentiu um leve formigamento no local. Aos poucos, sua respiração foi melhorando e o ritmo dos batimentos cardíacos voltava ao normal. Suas energias aos poucos foram sendo revigoradas e os cortes, manchas e machucados desapareciam.

— Se não se sentir totalmente bem poderá voltar em duas horas. Recomendo que permaneça em seu chalé repousando neste tempo. Próximo!

Sem tempo de responder, suspirou e saiu dali, tropeçando em algumas pessoas até chegar ao lado de fora. Talvez dormir fosse mesmo a solução para seus problemas.


RECOVERY | CAMP HALF BLOOD | ALL ALONE








LAVINIA CAVENDISH


white winter hymnal


I was following the pack all swallowed in their coats, with scarves of red tied round their throats, to keep their little heads from fallin in the snow and I turned round and there you go...


TRAMA - MP - DO IT YOURSELF - WE ♥ IT



Lavínia Cavendish
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por 116-ExStaff em Seg 30 Maio 2016, 15:43



Avaliação



Sabrina Branwell + 60 HP e Full MP

Bom texto, boa condução do fatos e um apreço pela organização das situações impecável, conferindo à cura um tom leve e simples, porém sem deixar de ser detalhado nas partes certas. Mesmo assim, achei o texto um pouco corrido. O status a ser recuperado realmente não precisa de um "senhor" post, mas ainda assim, peço que em narrações futuras você trabalhe mais o nível descritivo de suas ações, para que tudo fique mais claro para o narrador e, eventualmente, para você.

Baek Sooyoung + Full HP

Semelhante à situação de Sabirna, você fez um post coerente com a necessidade de cura do status. Soube pesar esse fator de maneira inteligente e bem construída ao longo do post, atribuindo processos de cura e ferimentos à sua situação antes da recuperação do status. Continue assim o//

Lavínia Cavendish + 150 HP/MP

Bom post. Não perdeu a linha de raciocínio em nenhum momento e soube costurar as situações de sua trama referentes aos danos sofridos com a real necessidade de cura da personagem. Tal ponto conferiu não só um post interessante mas também uma excelente exposição dos sentimentos da personagem em relação ao ambiente que a cerca. Parabéns o//

Desculpem a demora.




ATUALIZADO POR HADES
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Juliet G. Diavoro em Qui 02 Jun 2016, 14:30

Time to heal
There's a time for every purpose under heaven
And above hell

A jovem Diavoro havia resistido muito à ideia de ir até as enfermarias do acampamento. Desde sua última desventura com outros semideuses em meio à floresta, não havia feito nada além de esperar que a cura viesse sobre si com o passar do tempo.

Infelizmente, começava a perceber que não havia sido uma boa ideia. Acima disso, a certeza de que o tempo não era seu aliado - ou de ninguém - se instalava cada vez mais em sua mente.

Pelo contrário, o maldito avançava de forma lenta e implacável na direção de todos em uma caminhada com poucas variáveis, mas a inevitável companhia da própria morte.

Cabia a ela retardar sua chegada.

Convenhamos, ela não tinha uma das melhores relações com o pai desde... Sempre. Não estava ansiosa para encontrá-lo nem tão cedo.

Dando passos lentos e hesitantes, traçava seu caminho em busca da cura.

* * *

Tudo era muito branco, muito limpo. As brisas passeavam de forma abundante entre os corredores, tanto curandeiros como pacientes tinham semblantes serenos e, ao contrário do que estava acostumada, havia silêncio. Tudo ali ia contra suas experiências anteriores com supostos hospitais e pessoas de jaleco.

— Pode me dizer o motivo pelo qual está suando tanto? — Um curandeiro que se apresentara como Patrick indagou em om brincalhão. — Digo, não está tão quente assim.

Digamos que não estou dentro da minha zona de conforto. — Respondeu a garota.

— Bom, prometo que não vou morder. — Respondeu o rapaz dando de ombros e mantendo o mesmo tom. — Agora me permita cuidar de você.

Non ti preoccupare, ci sarà guarire sua figlia.

Uma voz masculina grave e distante ecoava em sua mente remontando uma mentira muito bem contada anos atrás. Seu passado tentava finalmente deixar o mar de esquecimento no qual a filha de Tânatos o havia lançado, queria ascender até a superfície e fazê-la fugir dali.

Questa ragazza è un mostro.

Dottore, guarire mia figlia.

Um calafrio percorreu a espinha de Juliet conforme as falas se tornavam cada vez mais vivas e ameaçavam trazer à tona imagens. A semideusa deixou seu transe por apenas um motivo:

Luz.

Sim. Não. Sim. Não.

— Ok, seus reflexos pupilares estão excelentes. — Afirmou Parick apagando uma pequena lanterna e guardando o objeto no bolso.

Em seguida, a superfície metálica e fria do estetoscópio foi encostada contra a pele alva da garota por alguns segundos.

— Os batimentos estão um pouco acelerados, mas nada fora do comum. Tem se sentido cansada? — Indagou o garoto, recebendo um aceno positivo como resposta. — Algo mais?

Erguendo as mangas da blusa jeans, Greyjaw revelou alguns arranhões nos braços, alguns deles próximos a manchas em diferentes tons de roxo ou vermelho.

— Certo, agora é a hora do auxílio divino. — O curandeiro sorriu.

Depois de sussurrar palavras que a garota não foi capaz de compreender, suas mãos brilharam. As palmas tocaram seu pescoço, costelas e foram passadas lentamente por cima dos arranhões que se fechavam e sequer deixavam cicatrizes. Os hematomas se tornavam mais claros e depois de inspirar profundamente e expirar, sentia como se um fardo invisível fosse removido de suas costas.

Se sentia viva.

Seus olhos azuis brilharam e um esboço de um sorriso surgiu em seus lábios enquanto levantava da maca onde estava sentada.

— Prontinho. Liberada, garota de poucas palavras. — Patrick riu enquanto virava as costas e possivelmente ia atender outra pessoa.

Pouco mais alto que um sussurro, uma única palavra pairou no ar. Leve, tímida, mas profundamente verdadeira.

Grazie.
Spoiler:
Existem diversas referências à trama pessoal de Juliet e espero que não haja problema algum nisso. Dúvidas podem ser sanadas por MP ou apenas aguardando a DiY que pretendo postar em breve.
No mais, obrigada por ter lido até aqui <3

Thanks Tess
Juliet G. Diavoro
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Rowan Brückner em Dom 05 Jun 2016, 02:24


Vamos curar?!



Eu estava no bico do corvo, definitivamente. Não parava de dizer para mim mesmo "caralho" sempre que eu tentava me mexer na maca da enfermaria. Os curandeiros andando pela instalação e o cheiro do remédio apenas me ajudavam a ficar ainda mais nervoso, fora o som de alguns pacientes gemendo de dor.

Estava quase tirando minha mente daquele local quando um curandeiro apareceu para me "atender". Vestia um jaleco branco e um equipamento de metal no pescoço, além de botas de couro. Seu cabelo era loiro e tinha grandes e belos olhos verdes. Ele se aproximou de mim, e eu tentei me levantar, mas arfei de dor em uma de minhas pernas.

— Cuidado! Não se mova muito! — O curandeiro alertou

— Por que diabos eu estou aqui?

— Segundo um campista que te ajudou, você sofreu um acidente na arena e acabou fraturando sua perna direita. Bom, irei examinar agora.

O rapaz observou por alguns segundos a fratura na minha perna. Havia um corte em toda minha panturrilha, e estava extremamente aberto. O curandeiro riu de nervosismo, e então falou.

— É um fratura bastante grave e ira precisar de repouso. Irei lhe dar um pouco de néctar. Vai ajudar com a dor.

O curandeiro caminhou até uma bancada próxima à maca, e retirou um pequena quantidade de Néctar de um cantil. Ele deu para mim, que sem hesitar bebi. Um sabor doce invadiu minha boca, me fazendo ficar mais aliviado.

— E ai? Melhor? — Perguntou o curandeiro.

— É... Digamos sim. Eu irei ficar sem andar por um tempo?

— Podemos ser filhos de Deuses, mas não imortais. Até mesmo nós precisamos de descanso.

Sorri meio de lado, afinal não tinha o que eu fazer. O rapaz começou o procedimento padrão de cura; higienizou a fratura com cuidado e em seguida aplicou uma pomada gelada, o que aliviou bastante a dor no local.

Após ele fazer todo o procedimento, ele enfaixou toda a perna, e me deu um par de muletas.

— Bom, as muletas vão te ajudar a não forçar o pé enquanto cicatriza por completo! Quando estiver se sentindo melhor, você trás pra mim de volta, ok?

— Tudo bem... Valeu!

— Não fiz mais que minha obrigação! Se precisar, estarei aqui.

Ele sorriu para mim, e eu correspondi, enquanto me levantava e saía, com certa dificuldade, para o chalé dos filhos de Zeus.

Poderes usados.:


Benção da cornucópia (Nível 4) - Zeus é o detentor da cornucópia, feita dos chifes de Amaltéia, que o alimentou quando criança, símbolo da fartura. Seus filhos, por isso, recebem uma bonificação de 50% na recuperação de hp/ mp através de alimentos, seja no refeitório, seja por alimentos mágicos, como néctar e ambrósia.




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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Vitor P. Louis em Ter 07 Jun 2016, 06:23

DUAS DOENÇAS,
APENAS UM DESTINO
você não sabe quem existe dentro de você até conhecer a si mesmo



O assobio dos ventos mesclavam-se aos cantos dos mais belos pássaros; melodicamente cantarolavam o cântico dos anjos sob as árvores. O sol nascente, bosque florido. As águas do rio corriam cristalinas e calmas, parecia carregarem consigo pedras de brilhantes, restinhos de diamantes. O ar úmido, o clima fresco, tudo se fazia agradável com a mais formosa primavera; doce estação que antecede o verão sem nenhum compromisso direto, apenas o de afugentar o frio e tornar tudo tão belo.

Christopher abaixou-se e, tímido, afogou suas mãos, mãos suspeitas, sem cor, sem vida. Era a água de primavera, cálida e ardente, a mesma água milagrosa de pedras cristalinas. O brilho parecia lhe curar a vida, dar-lhe a cor de verão. Afagou-se com água também o rosto pálido, os lábios rachados, as olheiras de noites mal dormidas; sonhos obscuros, pesadelos teimosos. Ele sentia-se diferente, sentia-se pesado, a alma suja. Deixava-se limpar o corpo, as marcas na mente, marcas do passado e do presente. Ele estava diferente.

A melodia se fazia natural, mas aumentava e se tornava disforme, alta, estridente. Os pássaros já não eram os mesmos: parecia serem sombras do inferno, demonizados. As pedras-de-brilhantes lhe queimavam os olhos; a água tornara-se sangue, tão vermelha quanto as rosas daquele bosque. Tudo tão controverso, tudo tão estranho, tudo tão alguma coisa. Christopher levantou-se normalmente, sabia que nada aconteceria. Como ele poderia saber? Ele apenas sabia.

As asas alçaram voo, os pássaros afoitos, sem rumo, apenas medrosos. Uma sombra sobre o jardim se fazia aparecer, sem distância ou comprimento, talvez de tamanho infinito. Os olhos do garoto perfuravam o céu, o único que permanecera o mesmo, enquanto isso o bosque se escurecia, possuía-se por uma força vital negra, tal força que fazia Christopher temer as sombras, o passado, ele mesmo. Sobre a copa das árvores nada se via, senão os próprios pássaros, desesperados. Talvez nada aconteça. Talvez ele não mais houvesse certeza.

Aquilo tomara forma, aquilo negro, aquela sombra. Um homem, o próprio Christopher: mais morto, mais abatido, mais aquilo. Entreolharam-se calados e acalmados. Nenhum espanto. Aquele morto se aproximou, tocou seu eu vivo, tocou seu próprio reflexo. Chris não recuou, estarrecido apenas observou. Sentiu suas veias saltarem, parecia tornarem negras, arroxeadas. Aquele outro não mexia a boca, mas o garoto ouvia sua voz: um tom melancólico, leve e amargo.

― Você sabe quem sou. Não pode me esconder para sempre. ― chiados acompanhavam sua voz.

Christopher apenas assentiu, sabia sobre o que aquele-outro falava; aquela sombra, aquilo negro, aquele-outro Christopher. Ele era ele. Ele estava diferente. Eles eram diferentes, eram dois, mas eram um só. Não pode me esconder para sempre, ele repetia, repetia, repetia. Eco. Uma caverna sem fim, um poço de escuridão. E então acordou, sem mais nem menos.

Acordou sem lembranças do sonho, era o que pensava. Sua cabeça pulsava de dor: latejava como a brasa de uma casa em chamas. Era a sua casa, seu próprio ser, sua identidade. E das cinzas não ressurgiria apenas uma, mas duas, completamente diferentes. Espantou rápido seu cobertor e aflito saiu do dormitório. Sequer arrumado, Christopher sentia-se traído pelo próprio corpo, enquanto a forte dor aumentava-lhe o desconforto. Qualquer um que avistasse, Chris pederia por ajuda, se antes não houvesse visto a barraca; grande e clara, onde pessoas de branco saiam e entravam. Não pensou duas vezes, foi até lá. Só podia ser a enfermaria que esperava encontrar.

Parou a primeira pessoa que lhe surgiu a frente. Tímido, o garoto aflito pediu por ajuda.

― O que está sentindo, garoto? ― perguntou o homem de jaleco.

Minha cabeça parece explodir, sinto o mundo girar, tudo parece desmoronar, meus pés parece estarem dormentes, sequer sinto minhas mãos. Por favor, me ajude. Sua voz era fraca, quase não saía, ou saia pouco. O outro homem pôs a mão em sua cabeça, mas ele sequer parecia querer sentir sua temperatura, parecia outra coisa, parecia querer sentir sua mente, o corpo em si. Sua expressão não havia sido agradável, a partir de então Christopher esperava pelo pior. Quase não tinha mais forças para ficar em pé.

O médico, se é que podia ser chamado assim, levou-no a uma maca e o pôs deitado sobre ela: lençol frio, não desconfortável, tampouco confortável. Deitado, o garoto começou a pensar: talvez pessoas já morreram naquele mesmo lugar, naquela mesma maca. Seria a vez dele? Não. Ao menos isto ele sabia que não. Deitado e estático, sua cabeça continuava latejando. Seus olhos fecharam-se, afagaram-se nas sombras. Era um começo, o começo de dois caminhos, apenas um destino.

O doutor afastou-se, parecia preocupado. Atirava-se em uma das estantes e dela pegava alguns frascos irreconhecíveis aos leigos. Líquidos incolores, alguns de tons azulados, outros violetas. Parecia experiente naquilo que fazia, suas mãos moviam-se rapidamente, sinônimo de maestria. Misturava alguns ingredientes aqui, outros ali. Usava dosagens sem receitas, sem manuais, talvez estivesse acostumado a fazer aquilo. Tomara que sim. Por último, com o frasco quase preparado, saiu em direção a outra estante e destacou algumas folhas verdes, uma planta desconhecida para muitos, mas não para ele.

Christopher não tinha forças para reabrir os olhos, apenas gemia. Não sabia mais o que pensar, a dor estava tão forte quanto antes. Às vezes começava a esquecer das coisas, do que estava acontecendo; talvez estivesse perdendo a noção de tempo, espaço. Pouco depois sentiu alguém abrir sua boca e derramar um líquido ruim, amargo. Não sabia quem era, mas presumia que fosse o médico, e de fato era. Sua primeira vontade foi de cuspir aquele líquido horrível, mas sabia que não devia. Orgulhoso, engoliu.

― Essa poção lhe deixará relaxado e o fará dormir. Precisa descansar. ― sob os olhos fechados, Christopher reconheceu a mesma voz do doutor, sentiu-se aliviado.

O efeito foi rápido. Sentiu aquele estranho líquido arrastar-se até seu estômago. Suas pálpebras já fechadas, fecharam-se mais ainda, o escuro se aprofundava, a voz do doutor ficava cada vez mais longe.

― Amanhã você estará melhor, enquanto isso apenas descanse. ― era como escutar embaixo d'água. As letras não lhe faziam mais sentido.

Sua mente parecia se acalmar bem devagar, tão lenta que no começo era quase imperceptível. Aos poucos algumas lembranças lhe apareciam: o bosque, os pássaros, o desespero, a sombra. Imagens de seu sonho. Enquanto isso uma voz ganhava espaço, repetia-se baixinho até ganhar volume, aumentava-se cada vez mais. Então Christopher a ouviu. Não pode me esconder para sempre. Não pode me esconder para sempre. Não pode me esconder para sempre. Não pode me esconder para sempre. Não pode me esconder para sempre.

A voz continuava ecoando, sem fim. Ele só queria espantá-la e descansar sua mente. Por fim, a voz sumiu. Sentiu-se aliviado, relaxado. Sua cabeça acalmava-se, aos poucos a dor se abrandava. Ele sabia que aquele remédio não acabaria com todos os seus problemas, mas por ora o adormeceria, permitiria fugir da realidade. Sabia que quando acordasse, e se acordasse, não seria apenas um, mas dois, como em seu passado, infância. As imagens cederam lugar à escuridão, aquela sensação sonolenta e gostosa, mente limpa. Nunca desejou tanto dormir, em paz, sem vozes. E de novo dormiu, dessa vez sem sonhos.



Você não é você.


Notas:

Gostaria de fazer algumas observações. Bem, vamos lá.
Sobre o texto, os acontecimentos não foram tão detalhados e praticamente jogados ao ar, mas tem um motivo: eles carregam grande referência à minha trama e até fazem parte de seu começo. Pense como um dos primeiros capítulos de um livro, onde tudo fica muito superficial e inexplorado, portanto você não sabe muito bem o porquê tudo aquilo está acontecendo. Na minha trama vou explorar passado e presente, em uma história não linear - até mesmo o futuro. Okay.
Agora sobre a escrita, tentei aproximá-la do leitor, tentando não deixá-la muito formal. Em meus textos é comum o uso das figuras de linguagem, às vezes os deixando subjetivos demais, ou até mesmo não tão compreensível, talvez essa seja a intenção. Gosto de usar metáforas, antíteses e paradoxos.
Bem. Escrevi esse spoiler rápido demais, desculpe-me. Era isso, talvez eu teria escrito um pouco mais se tivesse tido mais tempo. Enfim. Qualquer dúvida, mande uma MP. Obrigado.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por 116-ExStaff em Ter 07 Jun 2016, 09:12



Avaliação



Juliet G. Diavoro Full HP/MP

Para o nível de cura requisitado no status, foi um bom post. Não enrolou muito nos procedimentos e também não fez nada apressadamente. Cada detalhe se encaixou perfeitamente com a expectativa e você soube balancear trama e interações na enfermaria de maneira satisfatória. Parabéns o//

Raiden Yoshiaki + 90 HP/MP

Bem, vamos lá. Seu post foi bom. Curto e não tão satisfatório no que diz respeito ao processo de cura, que para uma fratura exposta ficou muito mal explicado, mas ainda assim manteve um bom nível.

Se o seu objetivo era restaurar todo o HP e o MP, recomendo detalhar mais os processos, pois apenas higienizar, usar néctar, uma pomada e faixas não seria o suficiente para de fato curar a fratura descrita por você.

Caímos então no ponto de que, ok, nenhum curandeiro faz milagres pois são basicamente "enfermeiros". Ainda assim, estamos falando de personagens com dons herdados de divindades e que, nesse ponto, são capaz de arrumar fraturas com um pouco mais de esforço do que o demonstrado no seu post. Atente-se também aos erros de acentuação e uso de maiúsculas e minúsculas como em:

— E ai? Melhor? — Perguntou o curandeiro.

pequena quantidade de Néctar de um cantil

Espero ter ajudado o//

Chistopher V. Louis + Full HP/MP

Olha, foi um post interessante. Mesmo você explicando no spoiler o motivo de partes da narração serem "jogadas", recomendarei uma coisa para que, em futuros posts, você não seja descontado:

Divida a temporalidade do texto. Se é um sonho, uma previsão ou um devaneio, o ideal é colocar um "*" ou algum tipo de divisão para que o leitor não se confunda. Mesmo sua trama sendo da forma como você a classificou na observação, é essencial que a comunicação entre escritor e avaliador seja estabelecida sem empecilhos, ok?

Outra coisa que reparei. Você se empolgou muito. Talvez pela inserção de sua trama, que deixou pouco espaço para a cura efetiva, ou mesmo por uma questão sua que não vem ao caso. O importante é: avalie, antes de optar por uma enfermaria ou hospital, o quanto de status que precisa ser recuperado. Isso serve tanto para você se encaixar na medida correta de expectativa de postagem quanto para você mesmo se policiar na qualidade dos seus textos. Espero ter ajudado o//

Desculpem a demora.




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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Aron Tinuviel em Qua 08 Jun 2016, 17:03



Tenda de Asclépio
A verdade por trás do sequestro da cueca laranja
Fora um dia turbulento, desgastante e estressante, mas prometia piorar.

Dos quatro que estavam na enfermaria, eu era o que tinha ferimentos mais leves, mas Ted, um dos curandeiros da tenda, não permitiria que fizesse pouco deles.

Meu histórico de hospitais é um: Apenas quando nasci. Sempre odiei hospitais e, apesar de reluzir em ouro e, diferente dos hospitais convencionais, exalar um ar de saúde, eu não gostei de ter que ir a Enfermaria Central.

Era provavelmente a maior tenda do acampamento, com tantos aparatos medicinais, que poucos eu realmente entendia qual era a funcionalidade, mas a ideia geral era de um lugar limpo, esterilizado e totalmente organizado. Eu não gostava de lugares assim, me pareciam deprimentes demais.

Para nossa sorte, a enfermaria estava tranquila até chegarmos carregados pelos semideuses que nos resgataram no lago, alguns ainda impressionados com minha coragem e força ao derrotar uma Damphyr. O que estava longe de ser verdade.

Eu vi quando deitaram Sig de bruços, ainda inconsciente, as costas nuas expostas, na maca à direita da minha. Kalel também fora deitado da mesma maneira na maca à minha esquerda. Ambos exibiam as marcas de dentes nas costas, ainda sangrando.

Obviamente, as atenções foram voltadas para Alex, cujo o ferimento era pior, deitado na maca ao lado de Sig. Eu tivera pouca coragem para olhar, mas o torso do menestrel fora rasgado pelas garras da vampira e, por algum motivo, saía um pus agourento da ferida.

Outro motivo para que eu não frequentasse hospitais eram os ferimentos. Alguns eram tão aterrorizastes que me faziam vomitar. Felizmente dessa vez não o fiz. Apenas fechei meus olhos e contei os segundos que se passavam na enfermaria até que fosse devidamente tratado.

Meia hora. Foi o tempo que levou para Ted chegar até minha maca.

— Tire a roupa! — Ordenou num tom monótono, como se fosse um robô.

Eu abri meus olhos, surpreso. Vi que meus amigos estavam enfaixados e devidamente tratados. Ainda estavam inconscientes, mas a careta de dor em seu rosto fora substituída por uma de alívio. Pareciam estar dormindo com tranquilidade. Isso me aliviou.

— Tire a roupa! — Repetiu pacientemente.

Só então fitei o rapaz. Ainda estava com alguma dificuldade de entender o que o curandeiro estava dizendo, qual era o propósito de tirar minha roupa? Ted era um rapaz bonito, bem apessoado, mas seu olhar era um pouco vidrado. Talvez tivesse visto coisas demais em sua vida de curandeiro e, diferente de mim, não tinha a opção de fechar os olhos. Ele tinha de arregaçar as mangas e tratar a pessoa, independente de quão mal se sentisse a respeito.

— Eu tenho que ver todos os seus ferimentos, então tire a roupa! — Dessa vez seu tom estava mais severo. Seu olhar indicava que seria ruim se repetisse a ordem pela terceira vez.

— Mas... — Eu indiquei as duas mulheres presentes na sala. A curandeira e sua assistente.

Ele olhou para mim como se não entendesse minha objeção. Depois para as meninas, que tomavam pacientemente suas chocaras de café. Elas sorriram, simpaticas com meu constrangimento e se dirigiram para a copa, atrás de uma divisória.

— Elas já saíram. — Seu pé começou a bater e resolvi não provocar mais sua impaciência.

Sentei o corpo na maca e retirei a blusa, exibindo meu físico atlético, uma das minhas características herdada biologicamente de meu pai divino. Só então percebi o quanto estava machucado.

As lacerações pela pele espalhavam-se em um zigue-zague contínuo pelo meu torso, filetes de sangue coagulado se acumulavam aqui e ali, ardendo sobre a pele, agora que a adrenalina deixava meu sistema circulatório.

— A calça! — Eu quase podia ver uma veia estourando em sua testa.

Pensei em protestar, mas entendi que minha vida estava em risco, principalmente considerando a quantidade de aparelhos cortantes, preparados para as cirurgias, que deviam ocorrer com frequência, dada a facilidade com que semideuses se machucavam.

Contrariado, eu retirei o botão da calça e a removi, corando violentamente diante da situação, nem me lembrava que havia colocado uma cueca bom laranja. Estava, obviamente, com mal cheiro, depois de um dia tão difícil. Eu queria abrir um buraco no chão e me entocar nele pelo resto da vida.

Repousei meu corpo, ainda tenso com a situação, mas a expressão concentrada de Ted fora quem me relaxara. Seus olhos analisavam com tanta atenção cada arranhão que parecia contar as células que se perderam no processo do ferimento.

Algumas vezes fiz careta, quando suas mãos habilidosas tocavam em uma laceração mais profunda. Depois ele me virou de bruços, analisando os ferimentos nas costas e nas coxas.

— São lacerações leves, muito superficiais, já estariam curadas se tivesse vindo na primeira vez — Ele disse, e eu me espantei com o fato dele saber que algumas não foram acusadas no último incidente. — Estão um pouco infeccionadas, vou precisar limpar as áreas e depois uma pomada que desenvolvi. — Ele dizia, embora parecesse estar falando consigo mesmo.

A limpeza com álcool fora uma tortura a parte. Mais de uma vez tencionei o maxilar na esperança de evitar que os gemidos de dor escapassem da minha boca. Minha pele ardia conforme o algodão era passado com cuidado. Ted murmurava zangadamente alguns palavrões, xingando-me por não ser homem o suficiente.

No fim, meu ferimento estava limpo e meu corpo parecia ter sido lançado no fogo, de tanto álcool que Ted usara, aposto que se alguém traçasse fogo em mim, eu seria consumido por inteiro em um segundo.

Nesse período as mulheres vieram para trocar o curativo dos demais pacientes, enquanto eu fechava meus olhos na esperança de parecer invisível. Ouvi os risos não apenas uma vez das duas que estavam divertindo-se com meu constrangimento.

Ted foi até uma das prateleiras e pegou um tubo verde, despejou um pouco em seu dedo, cheirou e sorriu satisfeito, seja lá com o que fosse.

— Esse é um dos meus preparos especiais. — Parecia estar orgulhoso de sua criação e não resisti um sorriso, ele também tinha um lado doce. — Uma mistura de ervas, néctar e ambrosia, acelera a multiplicação das células numa taxa assustadora, vai deixar sua pele como a de um bebê.

Com sinceridade, não achei a aparência verde da pasta muito saudável, mas remédios geralmente não pareciam muito belos, ou cheirosos. Aquela merda fedia muito.

— Pode causar um pouco de coceira, mas não coce. — Ele advertiu.

Eu teria aguentado se a merda fosse apenas um pouco de coceira, mas não fora esse o caso, me senti sendo jogado em um arbusto de urtiga. Toda vez que eu só fazia mensal de me coçar, Ted dava um grito baixo e ameaçador. Numa das vezes ele estava com o bisturi na mão e eu me convenci que eu deveria aguentar aquela tortura até o final.

A noite avançou comigo apertando os lençóis em desespero com uma vontade louca de medicar, mas o medo do curandeiro brotar ao lado da minha cama com um bisturi fora o suficiente para me manter longe de meus ferimentos.

A pasta secou pela madrugada e, cansado demais para resistir, eu dormi.

Quando acordei não estava me coçando. Ted havia removido a pasta por completo do meu corpo, enquanto eu ainda estava dormindo. Minha pele parecia brilhar, de tão limpa que estava, os ferimentos desapareceram, totalmente recuperados, sentia-me vigoroso e pronto para uma batalha com uma Damphyr. A única coisa que não estava no lugar eram minhas roupas, estava vestindo apenas uma cueca preta...Preta?

— Você trocou minha cueca? — Eu perguntei, mais algo do que deveria.

— Higiene é importante, aquela coisa estava fedendo e cheia de fungo, podia causar doença. — Ele respondeu, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Vesti minha calça e minha blusa suja e deixei a tenda o mais rápido que pude, tentando não pensar no fato de que as curandeiras podiam ter me visto inteiramente nu
Vem que vem, neném!

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Vitor S. Magnus em Qui 09 Jun 2016, 12:50


Avaliação
Enfermaria
Aron Tinuviel


E
ntão, Aro 14 Aron... Devo dizer que sua postagem foi um tanto... Interessante (?) Você escreve bem e descreveu bem os detalhes e sentimentos. Alguns pequenos erros aqui e ali, além de ter escrito "mensal" em vez de "menção", mas nada que impeça sua restauração.

Full HP/MP


Qualquer dúvida, reclamação, stress... Só enviar MP

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por 125-ExStaff em Sex 10 Jun 2016, 00:57

Atualizado (+150 HP, não atingindo o Full)
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Sadie Bronwen em Sab 16 Jul 2016, 21:54

Dessa vez não havia nenhum rosto conhecido na enfermaria, apenas correria e movimentação, bem além do que deveria para um lugar de repouso e cura. Compreensível: vários semideuses voltavam de suas buscas, alguns até mais feridos do que ela própria. Moveu a cabeça olhando ao redor, sentindo os músculos repuxarem e o pescoço estalar com o movimento. Não estava apenas ferida: estava cansada. Muito. Pensou em chamar a atenção de algum curandeiro, mas não achou boa ideia - nenhum deles estava ali fazendo corpo mole, e ela podia aguentar um pouco mais. Acabou se sentando em uma cadeira ali, certamente posicionada para a espera pelo atendimento. A cada segundo, os sons pareciam mais distantes, como se se distanciassem de seu corpo e, por fim, as pálpebras pesaram além do que seria capaz de aguentar e adormeceu.

Sentiu que alguém a tocava, puxando o braço com força e pulando assustada na cadeira, apenas para encarar os olhos do curandeiro. Uma bandagem ficara pendurada, o tratamento incompleto pelo susto, mas o garoto não devia ter mais do que uns treze anos e não parecia nada ameaçador.

- Você estava dormindo e... eu não quis acordá-la. Desculpe. Eu... posso terminar os curativos?

Ela ainda demorou alguns segundos para se localizar, mas logo voltou a sentar-se, estendendo o braço para que o garoto terminasse as ataduras. Ela nunca foi do tipo de puxar assunto, mas não precisava, com ele se encarregando de tagarelar ao seu redor, enquanto as mãos agiam mais habilmente do que sua aparência demonstrava.

- Desculpa. Eu não sou tão experiente, mas meus colegas estão com alguns casos mais graves... Apesar de você ter uns cortes bem feios! Eu também vi um no pescoço, mas não quis mexer antes para não te acordar, mas agora...

Sadie assentiu, esperando que ele terminasse para mover os braços, testando sua mobilidade, além de abrir e fechar as mãos. Se sentia uma múmia, mas a dor havia diminuído e isso era o importante. Ele avaliou seus movimentos, também acenando ao ver que ela parecia bem, e voltando para as ataduras. Só agora Sadie reparava no procedimento real, que ele executava em uma bancada improvisada sobre outras cadeiras, misturando substâncias de potes diversos até formar uma pasta de um tom esverdeado. Ele notava seu escrutínio, explicando.

- São unguentos de ervas... Eu misturo alguns e doso para o efeito desejado. No seu caso, seus ferimentos foram cortes, mas você não está com hemorragia nem nada do tipo, então, só preciso usar analgésicos e algo que melhore a cicatrização, já que ainda não tenho poderes suficientes para curar tudo pelo toque. Assim, eu passo essa mistura nas ataduras... Por isso elas são importantes também, além de impedir que entre alguma sujeira que possa causar infecção. E, claro, apenas porque foi algo mais profundo. Conforme for cicatrizando, tiramos elas, já que a pele precisa "respirar" também, ok? A limpeza dos ferimentos também é algo bem simples... Agora... Deixe-me ver esse do pescoço...

Ela fazia como pedido, inclinando a cabeça e puxando os cabelos para o lado, deixando o ferimento exposto. Não era nem de longe tão grave como os dos braços, mas isso foi por sorte: se as garras do vampiro tivessem ido um pouco mais fundo, ela não teria sobrevivido para voltar ao Acampamento.

O garoto passou um algodão embebido em um líquido de cheiro pungente mas, incrivelmente, indolor, limpando o  corte. Em seguida, pegando uma das atadura previamente preparadas, enrolou-a delicamente ao redor do seu pescoço. O alívio proporcionado pela pasta de ervas foi praticamente imediato, e Sadie soltou um suspiro de gratidão. O curandeiro terminara seu trabalho, e a avaliava.

- Você vai ficar bem. Ainda precisa de descanso, e não pode se exceder ou os cortes abrirão de novo, mas acho que em alguns dias você estará totalmente recuperada. Vá para o seu chalé... Volte depois do almoço de amanhã para que eu possa dar outra olhada e trocar os curativos, está bem?

Sadie levantou-se. Sentia o corpo pesado, e só agora, após passada toda a tensão, a imensidão do que enfrentara caíra sobre seus ombros. Agradeceu o curandeiro em um murmúrio, deixando o garoto sorridente e se sentindo satisfeito por ter executado um bom serviço. Deuses... Quem dera todos os semideuses pudessem manter esse tipo de ânimo para sempre. Ela, por outro lado, estava muito além do cansaço: estava exausta, de corpo e alma. E se arrastando como um fantasma arrasta suas correntes, saiu das enfermarias, atravessando o pavilhão em direção ao seu chalé.

Observações:
Não inseri os poderes utilizados pelo curandeiro por já ter deixado na postagem que ele ainda está no começo do ofício, além de ter descrito focado mais em Sadie - e ela não sabe o que ele fez, uma vez que dormiu em parte do tratamento, vendo apenas parte do que ele fez, com os unguentos e curativos - parte que ele explicou enquanto aplicava o tratamento.

No mais, esta postagem deve ser considerada após a avaliação do evento, que quando for atualizada deixará Sadie com 1070/ 1240 HP e 590/ 1240 MP.

Grata.
Sadie Bronwen
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Nyx em Dom 17 Jul 2016, 00:01


Avaliação



Sadie Bronwen — Boa noite, Sadie :>
Você é a primeira pessoa que avalio nessa conta — podemos dizer que é minha "cobaia" q — e, brincadeiras à parte, vamos lá.

Eu já li muitos posts seus, e como sempre você não pecou em seu texto na ortografia e organização textual. Apesar de a Sadie estar dormindo, e não ter visto o que me pareceu um "antes" de o curandeiro finalizar o tratamento, eu gostaria de ter visto um pouco mais a respeito. Claro que isso não atrapalhou em minha avaliação (é por que eu sou meio chata mesmo q).

Recompensa: 150 HP/MP


♥ Lady Nyx♥
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Zoey Montgomery em Ter 19 Jul 2016, 00:58



Enfermaria



24 horas.

Esse era o tempo que Zoey estava acordada e, depois que ela e Ayla salvaram aquelas crianças, ambas foram até um bar mais próximo e beberam. A arcana nunca havia bebido, e ingerir a quantidade imensa de álcool que ingeriu naquele dia foi o estresse final para seu corpo já fragilizado.

A loira não se lembrava de como havia voltado, e sinceramente não estava sentindo mais nada. Estava zonza, faminta, cansada e vomitando até sua alma. Deuses, a garota nunca se sentira tão mal na vida, e jurou que nunca mais colocaria um pingo de álcool para dentro de seu ser.

- Pronto. - a voz de quem a levara de volta estava distante, como se soasse a quilômetros de distância. - Cacete Zoh. Nunca mais te levo pra beber.

- Sinto muito. - os olhos da arcana voltaram-se para quem lhe carregava, e demoraram certo tempo para se focarem na filha de Selene. - Desde quando existem duas Aylas? - perguntou e ouviu o suspiro sair dos lábios da mentalista.

- Semideusa ferida aqui! - Ayla gritou, chamando a atenção de dois curandeiros. Zoey apenas avistou os borrões que vieram em sua direção e, após um deles a pegar no colo, foram até uma maca. 

A loira sentiu que um dos curandeiros segurou seu pulso, talvez para medir seu batimento. O outro segurou seu braço dolorido, fazendo a menina soltar um gritinho. Caralho, aquilo doía, por que não a deixavam em paz?

- Ela está cheirando a vodka. - um dos garotos falou, fazendo com que uma crise de riso atacasse a garota.

- "Vozê" fala "engrazado". - a loira riu, fazendo o garoto suspirar.

- Sim, eu falo. Agora fiquei quieta. - o tom de voz do curandeiro deixava claro que era uma ordem, e a garota o obedeceu. - Aqui, beba isso. - o rapaz segurou a arcana pelos ombros, erguendo-a devagar e encostando algo de vidro nos lábios ressecados dela e virando o líquido que havia ali. Tinha gosto de limão com mel, o que era bem esquisito, mas mesmo assim Zoey bebeu tudo, sentindo o corpo aquecer.

As costas foram de encontro ao macio da maca, e tão logo um odor mal cheiroso preencheu as narinas da menina, o que provocou uma ânsia de vômito na mesma, forçando-a a se segurar - o que foi bem nojento. Começou a respirar lentamente pelo nariz e soltar pela boca.

- Ótimo. - ouviu a voz de um dos garotos. - O quanto de álcool ela ingeriu?

- Muito! - a voz de Ayla chegou distorcida aos ouvidos da menina. Um novo suspiro.

- Não queria me forçar a isso, mas não vejo escolha. - o garoto falou e, após a garota sentir que algo a penicava no braço, ela começou a sentir sono. Muito sono. 

Até finalmente adormecer.

**********************

Zoey piscou algumas vezes antes de finalmente sua visão entrar em foco. Sua cabeça e seu corpo doíam como se ela tivesse sido atropelada por uma manada de elefantes usando chuteiras de futebol. Tentou se sentar, mas foi impedida por um par de mãos que a forçaram para baixo. 

- Não se mexa ou vai remover as ataduras. - os olhos da menina focalizaram no rapaz que a mantinha deitada. 

- Certo... - murmurou, mantendo-se imóvel. O garoto abriu um sorriso.

- Você nos deu trabalho, senhorita. Vômitos, cheiro de álcool. Uma concussão, ossos do ombro direito trincado, hematomas... Você passou por maus bocados. - ele riu, fazendo a arcana corar violentamente.

- Sinto muito... - murmurou em desculpa.

- Tudo bem. Deixe-me trocar o curativo do ombro. - o rapaz sorriu e ajudou a arcana a se sentar, indo até a bancada e pegando ataduras limpas e, após isso, colocou uma pasta de cor terrosa em cima do ferimento, fazendo uma pressão que fez com que um choque percorresse o braço dela. A pequena mordeu o lábio inferior para reprimir o grito de dor.

O curandeiro sorriu e, após colocar o curativo, voltou à bancada e pegou uma xícara de vidro com um líquido esverdeado dentro.

- Beba. - ordenou, e a loira obedeceu sem pestanejar. - Isso vai aliviar as dores, tanto da surra que provavelmente levou quanto do porre. - ele riu novamente, fazendo a arcana suspirar. - Agora descanse. Vai se sentir melhor.

- Obrigada. - Zoey respondeu, passando a xícara de volta para o garoto. Então deitou-se novamente, virando-se para o lado e fechando os olhos. Novamente ela cairia nos braços de Morfeu.

thanks juuub's @ cp!  
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Silvia Kawasaki em Qua 20 Jul 2016, 22:46

Enfermaria Central
Heal the world...



Eu já tinha estado naquele lugar. Não, não estou falando da Central, embora eu já tivesse estado lá várias vezes antes também. Eu quis dizer no lugar dos curandeiros. Havia algum tempo eu fizera parte dos selecionados de Asclépio, mas graças às mil e uma peripécias que os deuses costumavam plantar na minha vida, eu já não tinha mais a antiga condição.

Agora estava de volta à Central sentindo cansaço excessivo, dores terríveis nas costas e, depois de um treino pesado na floresta, um braço quebrado. Estou ficando velha demais pra isso... É, de fato não é comum encontrar muitos semideuses da minha idade e, quando se encontra, são calejados demais por suas vidas difíceis.

Honestamente, eu amo o acampamento. É realmente a minha casa e a minha vida, mas quando você começa a receber só pauladas e não tem um progenitor muito presente (por mais legal e amorzinho que minha mãe seja), você começa a se sentir apenas um peão na mão dos deuses. É um tanto revoltante.

— Silvia? Sua vez — a voz de Ted, o curandeiro da Central, me arrancou do meu ato dramático de chorar as pitangas.

— Oi, Ted. Como vai? — perguntei, seguindo o semideus até a sala de atendimento e tomando cuidado com o braço quebrado, que doía horrores.

— Eu estou bem, mas é você que interessa. Braço quebrado, hein? Treino ou missão?

— Treino na floresta. Mas foi negligência minha, eu não estava cem por cento pra me aventurar em... ai, caramba!... algo assim...

Ted sorriu condescendente, como se estivesse a ponto de me dar uma bronca que eu já conhecia de cor e salteado. Ele me levou para a sala de procedimentos e me recostei na maca inclinada.

A primeira coisa que recebi foi uma poção. Ah, as gostosas poções de gomos de tangerina e leite de cabra! Várias vezes eu as tinha administrado e conhecia o efeito delas. Quando Ted tocou meu braço, porém, não pude evitar um gemido gutural de dor. Céus, onde estavam os anestésicos?

Tão logo quanto eu pensei, a dor foi embora. Ted sabia mesmo o que estava fazendo. Ele aplicou cada poção e cada bálsamo com maestria e foi fácil arrancar um sorriso do meu rosto enquanto conversávamos e minha saúde era restabelecida. Pouco depois eu acabei adormecendo.

Fui acordada meia hora depois por Ted, que dizia que minha recuperação estava completa. Ele pediu que eu permanecesse em repouso pelo resto do dia e que me alimentasse bem. No dia seguinte, segundo ele, eu estaria recuperada.

Assim, me levantei da maca e deixei a Central, após um cumprimento ao meu amigo de longa data, e então fui descansar no meu chalé.


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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Phobos em Qui 21 Jul 2016, 00:42


Avaliação



Zoey Montgomery — Oi Oi :3
Você é a primeira que eu avalio aqui, então sinta-se honrada kkk;

Viada, eu sempre acompanho o que posta, desde que entrei no fórum, e pô, você escreve bem para caramba. Sinceramente não tenho palavras para descrever como são impecáveis os seus textos.
Só fique atenta em algumas horas, sei que mesmo revisando várias vezes escapa alguma coisa como em:

" Sim, eu falo. Agora fiquei quieta. - "

No mais, continue assim!
Recompensa: FULL HP/MP


Silvia Kawasaki — Oi Oi :3
Segunda avaliada, então sinta-se na lista vip xD

Assim como disse pra Zoey, sua escrita é boa para caramba, e impecável. Porém, nesse caso eu achei ela meio rasa, poderia ter sido explorado mais, caso quisesse mais HP/MP.

No mais, continue assim!
Recompensa: 150 HP/MP






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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por ♦ Organização PJBR em Dom 24 Jul 2016, 22:07

Atualizados. A player Sadie Bronwen (avaliada antes por Nix) deve ser atualizada por outro ADM.

Lembrando que o máximo de recuperação é 150 HP/ MP - logo, a player Zoey ainda não está full.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Psiquê em Seg 25 Jul 2016, 00:35

Sadie atualizada.



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Max King em Ter 26 Jul 2016, 00:31



Enfermaria
Healing Skills
Haviam várias pessoas no local, esperando ser atendidas, então entrei e fiquei na sala de espera.  Pessoas iam entrando outras iam saindo, e depois de 30 minutos um dos curandeiros falou o meu nome e eu fui para a parte de dentro da tenda.

Uma garota loira de olhos azuis escuros, profundos, cabelos arrumados em uma trança francesa posicionada nobre o ombro esquerdo. Ela me levava até uma maca, e eu pude ver sua roupa, um vestido branco preso com um cinto logo acima do umbigo para deixa-la mais alta, e sapatos da mesma cor.

— Sente-se — Falava ela e eu obedecia. — O que aconteceu?

— Bem foi no treinamento de espadas, eu acabei sendo cortado aqui — Falava mostrando a parte interna do braço. — Aqui — levantando a bermuda e mostrando o corte na coxa — E aqui. — Era o último corte que era um mais superficial nas costelas que eu tive que levantar a camisa para ela olhar.

Ela demorou nesse último, eu sabia que um corte nas costelas era mais perigoso, tanto que quando o recebi me desesperei. Mas depois de limpar com água percebi que era um corte pequeno e me tranquilizei.

— Max, não é? — Fazia um sinal positivo com a cabeça e ela continuava — Irei passar isso nos seus ferimentos, vai arder muito, mas vai dar jeito. — Falava mostrando um frasquinho pequeno que ela pegou no balcão.

— Ok.

— Mas antes vou fazer um Check-up da sua saúde.

Era uma manhã fria, e quando ela colocou o estetoscópio nas minhas costas eu recuei. Mas com o tempo o aparelho foi se tornando mais quente. Depois de várias tamboriladas nas costas e respirações fundas ela começou a fazer os curativos.

— Bem, meu medo era que o corte da sua costela não tivesse sido tão superficial quanto parece, mas pelo visto não é grave mesmo.


Ela me falou que o líquido ia arder, mas não falou que era tanto assim. Sentia a ferida arder como se chamas tivessem sido colocadas no lugar e estavam queimando minha pele e carne. Agora eu sabia o motivo do pano que ela tinha me dado antes, colocava na boca e apertava antes que eu gritasse e acordasse as pessoas em observação.

Ela me enfaixou o tronco, o braço e a perna, para completar o curativo, e antes que eu pudesse agradecer e sair, ela me deu um copo do Starbucks com néctar para que eu pudesse me recuperar mais rápido.

— Agora já pode ir.

— Obrigado, até mais.


Saí da enfermaria e fui direto para o Chalé 7, onde deitei e dormi, só acordaria para o almoço, isso se não emedasse pela tarde  até o jantar.


Max King
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

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