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♦ Enfermaria Central ♦

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♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por 075-ExStaff em Sab 16 Fev 2013, 22:18

Relembrando a primeira mensagem :



♦ A Enfermaria Central!


Uma das maiores tendas que havia no Acampamento. Ficava ao lado da tenda da curandeira-mestra, Kristy, e em sua totalidade, um brilho dourado irradiava de sua estrutura. Sobre a sua porta, foram esculpidos em bronze os símbolos dos Curandeiros. Ao adentrar no local, podia-se ver ao menos cinco estantes cobrindo ambas paredes laterais, cheias de ingredientes para poções, líquidos e ervas finas e medicinais. Ali, também, estendia-se uma fileira de macas, em torno de 10, o que apontava que apenas 10 pacientes poderiam ser atendidos por vez.
Dois Curandeiros, um chamado Ted Lopux e um uma garota com o nome de Gina Rockwell atendiam todos os pacientes, sendo extremamente ágeis e rápidos em seus atendimentos.



♦ Como funciona a Enfermaria Central?


De acordo com as necessidades do fórum, foi decidido que criaríamos uma enfermaria central para atender os feridos que costumam demorar para serem atendidos nas demais enfermarias e, também, para não sobrecarregar mais os nossos curandeiros.
A Enfermaria Central, como dito no post, comporta por vez 10 Campistas, ou seja, caso não haja uma atualização rápida dos personagens, o décimo primeiro postador irá ser considerado inválido, ou seja, seu post será ignorado.
A recuperação de HP e MP irá variar de acordo com a qualidade do post do usuário, sendo que a quantia mínima é de 0 (para posts considerados totalmente fora do padrão, com uma quantia de erros de escrita acima do normal) e a máxima é de 150 (para posts considerados excelentes, com nenhum ou pouquíssimos erros de escrita). É permitido apenas um post por atualização. Não um post por dia, nem por semana, mas sim por atualização.
As narrativas são on, ou seja, você terá de narrar que entrou na enfermaria e falou com um dos nossos dois curandeiros NPC's. Por fim, será avaliado e curado com a pontuação que merece.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Catherine Blake em Qua 27 Jul 2016, 22:34



Enfermaria
Looking for Help

Olhei para o relógio pelo que parecia ser a septuagésima vez em poucos minutos. Estava na enfermaria central, que por acaso se encontrava bem movimentada, esperando atendimento.

Amaldiçoei novamente o semideus de Selene, que gerara toda aquela situação, à medida que cerrava os punhos para aguentar a dor já mais que lancinante, sendo que apenas conseguia me concentrar nela. Tinha um corte médio no abdômen, um talho bem feio na coxa e um ferimento superficial na têmpora, além dos hematomas nas costas. Todo o meu corpo doía de forma intensa e os cortes ardiam, o que me fazia praguejar baixo. O cansaço excessivo também não ajudava muito, devo dizer.

Hmm... olá? – Uma voz suave apareceu, acompanhada de um sorriso amistoso. – Gina Rockwell, curandeira, ao seu dispor. – Ela pegou uma prancheta e a analisou, até voltar seu olhar para mim. – Pois bem, vamos dar um jeito em você.

Bem na minha frente, estava uma pequena garota morena com longos cabelos castanhos e olhos cor de mel. Gina me olhava com curiosidade, de modo minucioso, tentando ver a extensão de meus cortes.

Estava tão exausta e dolorida que nem quis discutir, somente a segui até uma maca disponível, retirando a blusa que usava.

A garota pegou um pano e começou a limpar os cortes com muito cuidado. Encolhi um pouco pela ardência, mas logo passou. Sem dizer nada a curandeira voltou-se para a prateleira de remédios, pegou um pote com uma mistura meio bege e retornou. Antes que pudesse questioná-la, ela passou aquele unguento na minha pele, onde se encontravam os cortes, desde o abdômen até a perna.

Ainda com uma expressão séria, concentrou-se e entoou um cântico em uma língua que eu não conhecia, tendo os olhos fechados. Suas mãos se iluminaram com uma luz dourada e ela começou a tocar os cortes, espalhando uma sensação de formigamento. No mesmo momento, o mais superficial da têmpora se fechou e os demais cicatrizaram um pouco. E, quando a curandeira enfim passou pelas minhas costas, senti um alívio enorme à proporção que os hematomas desapareciam.

Como o corte na perna era mais profundo, a semideusa pegou a sutura e o costurou bem devagar. Imaginei que o unguento era analgésico, pois senti apenas uma leve dor. Ou seja, nada comparada a de antes. Suas mãos, agora com uma luz prateada, foram para as minhas e subitamente meus ombros pareceram muito mais leves.

Depois de fazer um curativo na perna e no abdômen, ela sorriu, me entregou um estranho frasco dourado com verde, uma folha de hortelã e me devolveu a blusa. Imediatamente, coloquei a folha de hortelã debaixo da língua e ingeri a poção que tinha um gosto amargo horroroso, mesmo que a hortelã tenha ajudado um pouco.

Essa pasta deve ajudar a não infeccionar, além de cicatrizar e conter a dor, mas a poção vai devolver boa parte da sua energia e fazer o processo de cura ser mais rápido. – Explicou, sem deixar de sorrir. – Logo, logo, estará perfeita. Apenas descanse e tente não dar uma de badass por enquanto. – Ela riu, enquanto eu colocava a blusa de volta e descia da maca.

Sussurrando um breve obrigado, e me sentindo viva de novo, saí pelas portas da enfermaria.


?
Catherine Blake
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Nyx em Sex 29 Jul 2016, 16:14


Avaliação



Max King — Boa tarde, Max :>

Max, de coerência e concordância eu não avistei erros gritantes. Na verdade seu texto, estruturalmente falando, está bom. Não avistei erros ortográficos também, e a fluência dele não é quebrada. Mas eu o achei meio corrido. Por mais que o tratamento fosse uma coisa simples, ao meu ver ele poderia ser um pouco mais detalhado, aprofundando um pouco mais sobre o que sentiu ali. Isso não atrapalhou na avaliação final, mas lembre-se disso, ok?

Recompensa: 60 HP/MP (ou FULL, como vocês desejarem q)

Catherine Blake — Boa tarde, Catherine :>

É o primeiro texto seu que avalio, e posso dizer que estou satisfeita. Sua fluência é muito boa, sua organização textual também. Focou e detalhou o processo de cura, que é o principal objetivo da enfermaria. Espero ler mais textos seus daqui para frente :>

Recompensa: 150 HP/MP


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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Violet Young em Seg 01 Ago 2016, 22:45

Enfermaria
Help me?
O dia tinha tudo para ser o melhor possível, com um céu azul, uma temperatura amena e o canto dos pássaros. Contudo, no meio de toda essa perfeição, as coisas não eram bem assim. Isto é, a menos que você goste de se foder toda em uma torre assassina, onde uma feiticeira maluca tentava te matar, uma guilda inteira de assassinos estava na sua cola e uma deusa desvairada colocava uma “benção” em você. Sim, esse era o meu dia.

Sentindo a dor das queimaduras nas mãos, que ardiam como nunca, nem ao menos conseguia andar sem resmungar de dor. Isso sem contar o corte mediano no ombro, os hematomas feios e o talho mais ou menos superficial nas costas, além do corte fundo em meu tórax – que por acaso empapava minha camiseta. E, para completar, havia aquele cansaço enorme pelos feitiços que andara fazendo. Tudo em mim doía tanto que não tive outra alternativa, senão ir até a enfermaria.

Aos poucos, caminhei até lá e adentrei no recinto branco e dourado que exalava uma aura de limpeza absoluta. Porém, saúde era o que não se via naquele lugar, onde havia vários campistas sendo examinados. Talvez não ajudasse muito o fato de que eu tivesse pavor de hospitais, enfermarias e outros.

Ora, ora, olha quem temos de volta aqui. – Uma voz estranhamente familiar ressoou bem ao meu lado.

Por já estar nervosa naquele ambiente, meu coração deu um pulo dentro do peito, enquanto me virava e via Ted, o último curandeiro que me atendera. Ele ainda parecia alguém saído de uma revista de moda, com bronzeado perfeito, cabelos loiros, corpo atlético, etc.

Olha, se você me matar do coração não vai ter concerto, sabia? – Estreitei os olhos na direção dele, sem conseguir impedir o tom gelado  e rude na minha voz, ao mesmo tempo que ele ria descaradamente e me levava para uma maca.  

Depois de me ajudar a sentar, Ted passou os olhos em mim dos pés à cabeça ao analisar os ferimentos. Apesar de sentir as palmas das minhas mãos grudentas de aflição, cruzei os braços na frente do corpo e ergui uma sobrancelha para ele.

Bem, parece que você até teve sorte. Vejamos... – Ponderou um pouco, acariciando o queixo. – Tire a blusa, por favor.  

Se você queria tirar a minha roupa era só fazer. – Rolei os olhos, sorrindo maliciosa, e retirei a blusa como ele pediu.

Ao invés de responder, o curandeiro pegou um pano e uma bacia cheia de água e álcool para começar a limpar os ferimentos. Com muito esmero, o semideus fez questão de limpar todos os cortes, que além de doer de forma lancinante ainda ardiam. Cerrei os punhos e trinquei os dentes, a fim de conter a dor.

Acabado esse procedimento, foi até uma enorme prateleira e pegou algumas ervas de coloração verde. Misturou todas com um pouco de néctar e raízes amarronzadas, até voltar para mim. Ignorando a minha cara de nojo pela mistura estranha, Ted passou um pouco do medicamento em todos os cortes e senti a dor se atenuar de imediato, suspirando de alívio. Antes que pudesse reclamar da ardência nas mãos, o curandeiro passou uma pomada esbranquiçada nelas, que trouxera consigo, à medida que a ardência cessava.

Essa pasta tem ervas e raízes que devem cicatrizar mais depressa o ferimento e servir de analgésico enquanto a pomada vai cuidar da queimadura, mas você deveria tomar cuidado com sua energia. Afinal, imagino que desmaiar não seja seu passatempo favorito, certo? – Piscou um dos olhos na minha direção, acabando por ressuscitar a minha raiva. Odiava filhos de Apolo.

Por fim, ele sussurrou umas palavras estranhas e passou as suas mãos pelo corte no tórax. Uma ótima sensação de alívio e formigamento percorreu-me, enquanto elas irradiavam uma luz dourada. Utilizando esse procedimento, ele fez o mesmo com o corte nas costas, no ombro e os hematomas. Até nas minhas mãos ele chegou, fazendo desaparecer os arranhões vermelhos e atenuar a queimadura. Logo, aquela dor geral e lancinante não estava mais presente. Surpresa, senti ainda suas mãos em meus ombros e vi uma luz prata, na mesma hora em que o cansaço me deixava.

Lopux fez um curativo nos cortes maiores e colocou band-aids nos menores que começavam a sumir. Quando achei que terminara, pegou dois frascos roxos com dourado e entregou-os a mim. Torci o nariz para a mistura, enquanto a destampava e cheirava. O cheiro era horrível.

Com medo de uma simples poçãozinha? – Ele riu e focou o olhar em mim. – Não se preocupe. O gosto é melhor que a aparência.

Ainda que quisesse dar um soco nele, apenas sorri sarcasticamente e dei de ombros. Ao sentir o líquido na minha boca, tive que fazer força para engolir com aquele gosto de terra e chocolate junto, o que era uma péssima mistura. Não tente isso em casa.

–  Bom, com essa poção, apenas precisa descansar bastante e tomar a outra dose no seu chalé.  Então, ficará como nova. – Ted sorriu de modo caloroso, tendo um tom de voz brincalhão. - Ou terá seu dinheiro de volta.

Adeus, Lopux. Não costumo dizer muito isso, mas...obrigada.  – Coloquei a minha blusa, peguei o outro frasco, fiquei de pé e soltei um riso amargo ao me lembrar que sempre voltaria ali, infelizmente. – Até daqui alguns dias.

Assim como havia chegado, saí e não olhei para trás.

Obs:
Violet sabe que ele é filho de Apolo por já ter sido atendida por ele.

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Zoey Montgomery em Ter 02 Ago 2016, 12:50


Avaliação



Violet Young — Bom dia, Violet :gdc:
O que dizer sobre seu post? Na verdade, ele ficou dentro do esperado em um post na enfermaria: focou-se na cura de sua personagem, o que é muito importante. No demais, parabéns :gdc:

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Psiquê em Ter 16 Ago 2016, 17:39




Atualizado!




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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Vincent V. Valentine em Sab 24 Set 2016, 16:38



Eram duas da tarde de um sábado qualquer. Na enfermaria ouviasse apenas duas vozes conversando entre sí, uma era feminina a outra masculina, sendo ambos enfermeiros auxiliares do acampamento. Tudo estava normal, o local estava vazio a não ser pela presença rotineira de ambos, e de um outro alguém que estava desmaiado sobre uma das macas. Este era Vincent um dos filhos do Deus da morte, Thanatos. Havia sido levado por um de seus irmãos até o local após ter sofrido um pequeno acidente por assim dizer, pelo menos foi o que disse seu irmão ao deixa - lo alí. Seu corpo lesionado, mostrava alguns hematomas sobre sua pele pálida, possivelmente sinais de uma briga . Ted e Gina quem o colocou alí deitado, descansando até acordar para saber o que de fato ocorreu com ele.

A doce voz de Gina foi necessária o suficiente acordando-o de seu sono duradouro que levara três horas. Seus olhos, enquanto acordava pouco a pouco, procuraram se adaptar a luz artificial do local em questão não demorando muito a fazê-lo. Gina que estava se aproximando avistou logo seu dispertar e se dirigiu a ele com algumas dúvidas a serem esclarecidas. -Que bom que acordou, um dos seus irmãos lhe trouxe aqui. Meu nome é Gina e pelo que me disseram você é o Vincent. É um prazer. Mas afinal, o que aconteceu com você? O rapaz sentia um desconforto em sua cabeça, estava latejando o que dificultou sua percepção do que estqva acontecendo. Levou alguns segundos até processar aquilo o que lhe foi perguntado. -Sim, sou Vincent. É um prazer também. Em relação ao que aconteceu, bem isso eu não me lembro. Apenas me senti fraco em meio ao meu Chalé e desmaiei, sem mais nem menos. Agora estou aqui. Gina estranhou, não só por causa do estado mental do jovem mas também pelo físico, além disso não obteve muitas informações já que nem mesmo ele se lembrava.

-Isso é bem estranho. Não só o seu desmaio, mas a sua perca de memória e seus hematomas. Faremos assim. Vou lhe curar fisicamente e revitalizar suas energias, mas precisarei que de vez em quando você venha aqui. Quero acompanhar o seu caso de perto, só para ter certeza que não era nada demais. Meras formalidades, aquela jovem se mostrava bastante atenciosa com o garoto enquanto suas mãos brancas passavam sobre seus machucados emanando uma aura cálida que aos poucos foram restituindo a energia perdida, assim como curando os ferimentos.

Seus músculos, sua energia e sua cabeça foram sendo restabelecidos, a medida que a jovem passava suas mãos sobre ele o mesmo deixava algumas poucas palavras escaparem por seus lábios. -Não vejo problemas em seguir sua sugestão, acho até melhor, tendo em mente que já sofro de amnésia. Então pode deixar que farei isso. Este estava sendo tratado aos poucos, sentindo uma leve e boa sensação ao toque das mãos delicadas daquela curandeira.

O tratamento levou cerca de uma hora, o jovem estava batante machucado mesmo, pelo menos até aquele momento. No final do tratamento Vincent se levantou, chegou a cambalear um pouco sendo pego pela jovem que estava ao seu lado. Seus olhos se encontraram naquele momento deixando sorrisos amostra. Suas pernas foram se apoiando com mais facilidade enquanto se mantinham próximos. Sentia-se confiante o suficiente ao ponto de se afastar da menina dando os primeiros passos sem apoiar-se. Percebeu alí que já estava bem o bastante para sair. Ele então acenou com a mão para a menina e se retirou do local.





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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Zoey Montgomery em Sab 24 Set 2016, 19:26


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Vincent V. Valentine — Boa noite, Vincent :gdc:
Bom, vamos lá. Sua escrita não é ruim, e sua organização textual é boa. Mas senti que faltou certo detalhamento do tratamento. Gina usou apenas o toque curador? Quais procedimentos ela usou em você? Lembre-se de falar mais sobre o tratamento em si na próxima vez, ok?

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Psiquê em Seg 26 Set 2016, 10:52




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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por James K. Heiselmann em Qua 26 Out 2016, 21:01


The Darkness
Be mine...

Era quatro horas da tarde. James terminara uma tarefa diária e sentira que precisava ir à enfermaria. As dores, os ferimentos e o cansaço da última missão não haviam desaparecido, e o semideus acreditava que era hora de deixar o orgulho de lado e procurar um pouco de ajuda. Seguia à caminho da enfermaria totalmente desligado das coisas à seu redor. Havia participado de missões em sequência sem procurar curar pelo menos parte dos ferimentos, e isso o havia trazido até aquele momento.
Uma tenda se destacava das ao seu redor quando James parou para observar com calma. As outras eram de campistas diversos, e essa era a enfermaria central. Provavelmente acomodava uma maior quantidade de campistas e tratava alguns casos mais sérios, então com certeza faria um ótimo trabalho ajudando o filho de Hécate.
O jovem adentrou e ficou contente com o que via. A enfermaria vazia, mostrando que não haviam feridos no momento, o que era excelente. O local perfeitamente limpo, tanto as macas ali dispostas quanto a alta quantidade de estantes e frascos que nelas estavam guardados.
Lá haviam dois jovens, curandeiros, tomando conta do local. Um garoto, trabalhando em organizar diversos frascos e equipamentos nas estantes e uma garota o auxiliando. James estava ainda observando o ambiente quando a garota se aproximava e o indicava uma maca próxima à entrada da tenda.
- Acho que nunca o vi por aqui jovem. Me chamo Gina. – Falou, esbanjando um sorriso sincero e acolhedor no rosto.
- Me chamo James. Eu normalmente prefiro deixar as coisas curarem com o tempo, mas acho que já esperei demais. – Comentou o semideus, fazendo uma careta.
- Sei como é isso. Então, onde estão os fermentos? – Perguntou, analisando o semideus.
- A maior parte é aqui... – indicou James. Tirara a camisa e mostrara diversos cortes em processo de cicatrização e alguns hematomas dispostos pelo peito e costas do garoto.
James esperava alguma reação de surpresa, afinal, nunca vira seu corpo tão danificado como naquele instante. Contudo, a jovem curandeira apenas colocou o queixo apoiado pelo seu indicador e polegar enquanto pensava e instantes depois foi em direção às estantes ali dispostas. Poderia ser apenas uma sensação boba, contudo apenas por estar naquele recinto, o filho de Hécate já se sentia melhor.
Gina remexia e procurava algum frasco em específico enquanto James olhava para os lados e esperava por sua ajuda. Nas mãos da curandeira havia um frasco pequeno e redondo, onde repousava um líquido púrpura, e um comprido e curvado guardando um líquido amarelado. Com os frascos em mão, caminhou para uma bancada próxima e fez algum processo que James não conseguira decifrar. Quando acabou, aproximou-se do garoto com uma pequena tigela de madeira contendo um líquido azul escuro.
- Tenho certeza que isso pode resolver. Só peço que venha amanhã para eu ter certeza que tudo ocorreu bem. – Pediu, entregando para o filho de Hécate a tigela.
Em silêncio James bebeu o líquido e no momento que a primeira gota tocou sua boca, um gosto cítrico forte surgiu. Era uma quantia pequena e desceu fácil, deixando um calor percorrer por alguns segundos o corpo do semideus, projetando em sua mente uma sensação de conforto e calmaria.
- Muito obrigado e acho que ambos queremos que amanhã tudo esteja bem. – Finalizou James, colocando sua camiseta, sorrindo e descendo de sua maca.
Agradeceu novamente a curandeira com um aperto de mãos e saiu daquela tenda sentindo-se muito melhor do que no momento que entrara. As dores musculares não mais o perturbavam, na verdade ele nem mais as sentia. Era só uma questão de tempo para voltar para aquela enfermaria, e infelizmente muito pior.




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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Lokesh Targaryen em Sab 29 Out 2016, 01:00


Enfermaria

♦ Recuperação ♦

Montauk, New York.

A moça de cabelos cacheados e sorriso fácil havia me dito para aguardar ser chamado há um milênio atrás, quase tanto tempo quanto a queda dos Dragões. Me mexia frequentemente na almofada do banco, impaciente. Segurava o braço enfermo para que não tocasse em nada, temendo a dor que isso poderia causar. Minha paciência se esgotou e levantei bruscamente, decidido a ir embora, mas o som de passos me fez parar.

— Senhor Targaryen? — a garota de outrora surgiu por entre cortinas, sorrindo. Seus olhos tinham a cor de avelã, que cintilavam toda vez que sorria. Carregava em seu peito um broche com o símbolo de sua Ordem.

Há tempos não escutava uma leve reverência como aquela, e isso forçou uma curvatura moderada em meus lábios. Manquei através das tiras de pano, atravessando a sala improvisada, sendo guiado pelos passos da curandeira. Ela apontou para uma maca, onde me sentei, inseguro do que estava fazendo. Era minha primeira vez ali. Nunca havia ido atrás de tratamentos, sempre permitira que se curassem sozinhos com o passar do tempo, porém meu braço direito não tinha voltado a se mover desde o último treinamento.

— Poderia tirar a camiseta, senhor? — perguntou docilmente, mostrando os dentes de forma inocente.

Agarrei a barra e levantei os braços, retirando o tecido de meu corpo suado. Os olhos da moça brilharam com intensidade enquanto percorria todo meu corpo, especialmente o braço. Não sabia como tudo aquilo funcionava, então mantive a língua presa, apenas observando. Por fim, se virou delicadamente, se debruçando sobre uma mesa e recolhendo dois frascos púrpuras com uma faixa branca, onde se encontrava letras minúsculas, ilegíveis àquela distância. Ela jogou os pequenos potes no bolso da calça, sorrindo e levantando a mão logo em seguida, que brilhava tanto quanto seus olhos.

O primeiro toque inundou meu braço de dor, subindo um forte formigamento até ao ombro. Cerrei o maxilar tão forte quando podia, engolindo um gemido. Pude sentir nervos e músculos se religando, como cordas se amarrando uma à outra. Cada segundo que passava a dor diminuía em uma escala muito alta, até chegar ao momento em que os toques eram refrescantes, como ao escovar os dentes e baforar o ar. Tudo no que reparei foi a única serpente enrolada sobre um bastão em fundo cor de cobre avermelhado, o que instalou confusão em minha mente. Podia jurar que o símbolo devia ser duas serpentes, não uma.

A garota segurou minha coxa com pulso firme, se assegurando de que não me mexesse. Deu uma leve palmadinha sobre o hematoma, o fazendo clarear tanto a ponto de sumir, deixando consigo uma sensação de alívio. Foi só então que retirou um dos frascos do bolso, oferecendo à mim.

— São analgésicos, para o caso de sua dor voltar — explicou. Agarrei o potinho, ignorando as escritas. — Recomendo que fique pelo menos dois dias sem forçar o braço, para tudo se religar com perfeição.

Após um breve diálogo de indignação, prometi cumprir sua recomendação. Então, somente então, ela permitiu que um sorriso enfeitasse seu rosto. Curvei levemente meu corpo para frente, agradecendo sua atenção e atendimento. Até mesmo o Rei deveria quebrar seu orgulho e notar como a garota lhe fora útil, mesmo que só por uma vez. Vesti a camiseta e guardei o frasco no bolso do shorts, atravessando a sala e me dirigindo à luz do sol, dessa vez sem mancar.


♦ Créditos parciais: Andy & Oliver ♦
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Zoey Montgomery em Sab 29 Out 2016, 09:59


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James K. Heiselmann — Bom dia, James :gdc:
Amigo, uma dica: para facilitar a leitura, separe os parágrafos. É sério, fica visualmente mais bonito e infinitamente melhor de ler ♥

Sua avaliação: Foi um bom post, apesar de alguns erros de digitação rápida - como "fermentos" em vez de "ferimentos" -, mas que podem ser corrigidos e evitados com uma revisão. No demais, sua estrutura textual é boa, e não vi nenhum problema ortograficamente gritante. Meus parabéns!

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Lokesh Targaryen — Bom dia, Senhor dos Dragões :gdc: qqqq
Posso dizer que senti que seu post foi completo: desde como se sentiu ao adentrar o lugar até as sensações durante o tratamento. Sua organização é boa, mas duas coisas me incomodaram durante o texto: você disse que não conseguia mover um dos braços, mas em seguida diz que levantou os dois para tirar a camisa. Fatos contraditórios.

Outra coisa: você comentou a respeito de ter reparado em um símbolo, mas em momento algum diz onde ele estava. No jaleco da curandeira? Na parede? Cravado no sue braço (essas coisas podem acontecer q)? Não deixe coisas pairando no ar sem uma explicação, ou pelo menos indique onde estão.

No demais, parabéns!

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Psiquê em Seg 31 Out 2016, 15:39



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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Joah Dongho em Seg 12 Dez 2016, 15:26

Ω Vida Ω

   Era como se eu tivesse vindo do inferno naquela hora. Como um trajeto familiar de todo semideus, voltar de suas missões e tentar recuperar alguma parte de si. Fora sempre uma fronteira natural. Nenhum guardião detia os caprichosos. Ao contrário, o perfume que dali emanava era harmonioso.
   Sobre essa travessia, o episódio mais disputado daquelas regiões, aconselhavam prudência. Os que pretendiam ultrapassar seus limites, quem sabe submissos ao dever de inquirir outras paragens, bem compreendiam o que os aguardava em suas aventuras de alto nível, monstruosidades mitológicas superfantásticas. 
   A maioria lá ficou para sempre. Talvez perdidos na morte, pois tudo a anunciava. Pois que outra motivação teria aquele reino estranho, se duvidavam que ali existisse sequer uma vida arrebatada... Minha cabeça ficava curvada, meus passos trêmulos, meus batimentos cardíacos acelerados, minha capacidade reduzida. Após pegar a minha refeição, me dirigi para uma bancada solitária (logo depois de fazer a minha oferenda ao meu pai. Prole do grandioso Deus dos mares... algo que eu não poderia esquecer nem mesmo por um segundo pois uma marca amaldiçoada queimava e ardia fortemente em meu peito... eu precisava agir para perder essa maldição, mas antes, precisava me alimentar bem, descansar e me recuperar) e tive a minha refeição.
   Não adiantava tentar me enganar, exceder os meus limites ou simplesmente esperar o tempo passar, meu condicionamento físico não estava nada bom e eu precisava seriamente resolver isso. Com aparência fraca, movimentos lentos e cansados, consegui chegar na enfermaria e buscar alguma ajuda. Minhas palavras não eram necessárias, todos podiam facilmente ver o meu estado, finalmente o meu socorro chegara... Os filhos de deuses com poderes medicinais eram muito bons nisso, possuíam muita habilidade e realmente tratavam os pacientes, curavam de uma forma incrível. Mesmo com todo o tratamento, com toda a ajuda, mesmo sentindo o meu corpo mais forte ou me recuperando "completamente" aos olhos dos outros, eu sabia e o meu pai também que eu não voltaria a ser completo sem me livrar de um grande problema: a minha maldição. Após descansar e ter meu tempo de tratamento, o meu próximo passo seria este, um passo de grande importância e também de grande perigo.


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Nos delírios de uma canção.

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Zoey Montgomery em Sex 16 Dez 2016, 18:46


Avaliação



Joah Dongho — Boa tarde, Joah :gdc:

Ok, vamos lá: você escreve bem, rapaz, de verdade. Porém, estruturalmente, algumas coisas me incomodaram (não foi o que não lhe rendeu boas recompensas, mas isso é apenas para alertá-lo): peço que dê um espaço entre os parágrafos, para melhor organização de seu texto.

Agora vamos ao ponto principal. O objetivo da enfermaria é focar na arte da cura, e seu texto foi tão corrido nessa parte que, mesmo com toda a sua introdução legal, me deixou meio chateada. Não teve o enfoque necessário, foi algo pequeno e mal trabalhado e que poderia ter sido explorado de uma forma muito melhor.

Assim, sugiro que dê uma lida nos demais posts da Enfermaria para que tenha uma ideia de como descrever, e de como fazer e proceder.

Qualquer coisa, estamos ai ;3

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Zoey Montgomery
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Psiquê em Qua 21 Dez 2016, 12:20



Atualizado!



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Marcos Faerschütt em Dom 19 Mar 2017, 15:56



Enfermaria
I am Injured
Após talvez a maior noite que eu já tive nesse acampamento, eu sabia que não iria durar muito tempo se continuasse com aqueles meus machucados após a luta com a Harpia. Pra falar a verdade, os ferimentos não seriam tão ruins quanto a descoberta dos campistas sobre o meu combate, afinal de contas, eu havia matado um dos "trabalhadores" do acampamento. Pelo menos, era o que eu pensava...

Depois de me arrumar de forma que não deixasse as minhas feridas tão visíveis quanto estavam, eu segui na direção da enfermaria. Eu sabia que haviam as enfermarias dos campistas, mas eu não achava que tinha intimidade o suficiente com eles para isso. Logo adentrei o local, que era, de fato, incrível. Imagine um daqueles templos gregos, cheios de estátuas e com aquele lindo aspecto histórico, era aquela enfermaria. Talvez fosse exagero da minha parte, mas foi assim que me senti quando fui até lá.
- Com licença, senhorita enfermeira. Poderia cuidar dos meus ferimentos? - isso era como falar "Eu sei que vocês são uma pizzaria, mas não precisa me trazer uma pizza. Que tal um sushi?"

Por sorte, a enfermeira que me atendeu era gentil e cautelosa. Começou a me tratar limpando todos os cortes com um pouco de algodão e em seguida passou um pouco de álcool, talvez para impedir inflamação ou infecção. Os machucados que envolviam marcas de pancadas, foram calmamente cuidados com um pouco de gel e gelo. Não imaginava que semideus usavam esse tipo de coisa, eu sinceramente esperava alguma magia ou no mínimo um brilho, algo como "abrakadabra" ou "pipirupiru"

No final de tudo, meus ferimentos não eram tão graves como eu imaginava e só precisavam de tratamento básico e um pouco de tempo. Para minha sorte, ninguém perguntou onde eu havia conseguido os ferimentos. Acho que já estavam acostumados com coisas do tipo.
Thanks Panda
Marcos Faerschütt
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

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