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♦ Enfermaria Central ♦

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♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por 075-ExStaff em Sab 16 Fev 2013, 22:18

Relembrando a primeira mensagem :



♦ A Enfermaria Central!


Uma das maiores tendas que havia no Acampamento. Ficava ao lado da tenda da curandeira-mestra, Kristy, e em sua totalidade, um brilho dourado irradiava de sua estrutura. Sobre a sua porta, foram esculpidos em bronze os símbolos dos Curandeiros. Ao adentrar no local, podia-se ver ao menos cinco estantes cobrindo ambas paredes laterais, cheias de ingredientes para poções, líquidos e ervas finas e medicinais. Ali, também, estendia-se uma fileira de macas, em torno de 10, o que apontava que apenas 10 pacientes poderiam ser atendidos por vez.
Dois Curandeiros, um chamado Ted Lopux e um uma garota com o nome de Gina Rockwell atendiam todos os pacientes, sendo extremamente ágeis e rápidos em seus atendimentos.



♦ Como funciona a Enfermaria Central?


De acordo com as necessidades do fórum, foi decidido que criaríamos uma enfermaria central para atender os feridos que costumam demorar para serem atendidos nas demais enfermarias e, também, para não sobrecarregar mais os nossos curandeiros.
A Enfermaria Central, como dito no post, comporta por vez 10 Campistas, ou seja, caso não haja uma atualização rápida dos personagens, o décimo primeiro postador irá ser considerado inválido, ou seja, seu post será ignorado.
A recuperação de HP e MP irá variar de acordo com a qualidade do post do usuário, sendo que a quantia mínima é de 0 (para posts considerados totalmente fora do padrão, com uma quantia de erros de escrita acima do normal) e a máxima é de 150 (para posts considerados excelentes, com nenhum ou pouquíssimos erros de escrita). É permitido apenas um post por atualização. Não um post por dia, nem por semana, mas sim por atualização.
As narrativas são on, ou seja, você terá de narrar que entrou na enfermaria e falou com um dos nossos dois curandeiros NPC's. Por fim, será avaliado e curado com a pontuação que merece.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por James K. Heiselmann em Seg 29 Maio 2017, 13:24


Serious?
The Night
Be mine...

Os raios solares daquele dia aos poucos começavam a incomodar. A noite que o jovem semideus havia passado fora extremamente dolorosa. Havia chegado há quatro dias antes de uma missão que excedera qualquer limite pessoal. Ficara os dois primeiros dias na enfermaria do acampamento, aos cuidados de uma eficiente filha de Apolo que havia tratado os ferimentos mais urgentes com maestria.  Os outros dois dias, entretanto, fora para seu chalé. Prometera que visitaria a enfermaria no quinto dia e, dessa vez, cumpriria essa promessa. Os hematomas começavam a desaparecer e a maldita dor nas costas de ter se jogado de ter sido arremessado de uma casa ainda se mostrava inconveniente.
Caminhava pelas terras do acampamento rumando à enfermaria. A perna ainda um pouco pesada e manca atrapalhava o garoto que, teimoso, seguia em frente. O vento morno da manhã balançava os trajes simples do jovem enquanto rumava para sua consulta. Usava uma camiseta do acampamento, como de costume, e uma jeans azul escura já um pouco gasta. Seu braço direito havia sido amarrado com uma tala para melhorar o processo de regeneração.
Em poucos minutos havia chegado ao local. Encontrou a mesma filha de Apolo preparado algum tipo de elixir enquanto se virava e apontava uma maca para James sentar. O garoto, tentando disfarçar pequenas pontadas de dor, fez o pedido lentamente.
- Achei que não viria. Acho que da última vez pensou que sabia curar ossos quebrados. – Disse a garota, com um sorriso.
- Ah, sabe. Muita coisa para fazer. Sair para missões, apanhar, voltar. Padrão semideus. – Respondeu James, irônico.
- Quero ver quando estiver lutando contra um manticore e o ombro começar a doer porque não veio na enfermaria. Ver ser ótimo. Agora beba. – Pediu.
Foi alcançado à James um pequeno copo com um líquido verde-azulado. O filho de Hécate bebeu e imediatamente sentiu o gosto de limão e uma energia correndo por seu corpo, e amenizando a dor, tanto no braço quanto na perna. A tala em seu braço foi retirada e, aos poucos, a dor nas costas sumia. Não estava totalmente recuperado, mas sabia que, se descansasse por mais alguns dias, estaria pronto para outra missão.
- Daqui dois dias você estará bem. Até a próxima surra, James. – Sorriu.
O jovem correspondeu ao sorriso e agradeceu à garota. Levantou-se da maca, deu uma última olhada no local e saiu dali. Sabia que em poucos dias estaria ali novamente. Precisava de uma aventura, de uma missão. O que restava agora, então, era esperar que se recuperasse mais um pouco e ir incomodar Quíron por uma nova missão.



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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Elizabeth Braddock em Qua 14 Jun 2017, 11:09


Divine Recovery
you better where the hell did I end up?

É
incrível como um simples corte no braço consiga causar tanta dor e tanto sangue ser perdido, não é mesmo? Cheguei à enfermaria do acampamento após o acidente com uma lâmina envenenada na arena — malditos filhos de Hermes e suas artimanhas diabólicas — já com minha jaqueta encharcada do líquido vermelho que começava a adquirir uma tonalidade esverdeada. A peça que até então era branca e feita de linho agora estava como um brócolis ensanguentado. Uma pena.

Uma ninfa me direcionou até uma das macas dispostas nas das tendas improvisadas para preparar o ferimento até que o curandeiro chegasse. Deitada de bruços eu pude sentir uma picada no braço quando o tecido se desprendeu da ferida, arrancando parte do líquido envenenado que estava coagulando sobre a pele. Resolvi direcionar minha dor para a maca, mordendo o lençol branco que cobria a estrutura de madeira. A ninfa parecia tensa quando encarou meu braço, pois caminhou rapidamente até um porta medicamentos próximo a si com uma expressão angustiada.

Pude ouvir sua voz doce e suave me tranquilizar antes de anunciar o processo de purificação com água doce. Assim que o espírito da natureza tocou o meu ferimento com uma pequena quantidade de água gelada eu desejei morrer. Abafei um grito enquanto pressionava o rosto contra a maca e encarava fixamente a Náiade. Queria mata-la. Suas mãos estavam iluminadas com uma aura azulada e com gestos lentamente drenava o veneno através do líquido dançante sobre minha pele.

Alguns minutos se passaram e a dor tornou-se suportável e logo com a tranquilidade a fraqueza me veio à tona. Meu braço estava dormente quando o curandeiro chegou, analisando o ferimento que parecia estar melhor agora. O garoto diferente da Náiade trajava um jaleco branco com um crachá que continha seu nome detalhado: Nathan. Ele sorriu e disse algumas palavras de conforto antes de minha visão ficar esbranquiçada. Um último suspiro e eu apaguei.

Os sonhos de semideuses são definitivamente os piores. Monstros? Ok, você pode batalhar contra eles. Pais ausentes? Independência jovem. Agora viajar para seu pior pesadelo ou saber o que irá acontecer no futuro de uma forma incerta é terrível. Estava em uma sala repleta de cristais dourados e uma vastidão de moedas de ouro me rodeava. Era uma incrível sala de tesouros como aquelas vistas em filmes de piratas e tudo mais, porém, eu estava presa. Meu tornozelo estava sendo pressionado por uma algema de metal frio que me impedia de levantar. Alguns segundos tentando soltar a fechadura e uma voz chamou minha atenção.

“Recorda-se, pequena? É aqui que você vivia. Você foi embora. Qual o motivo?”

A voz era metálica e ríspida como se várias pessoas estivessem falando juntas. Demorei algum tempo para reconhecer o narrador e quando aconteceu era tarde demais. Tudo a minha volta cresceu. Toneladas e mais toneladas de moedas de ouro se expandiram, prendendo meu corpo contra a parede fria. Tentei escapar daquilo tudo, sem sucesso. A monção se silenciou até a voz ecoar ao meu redor quebrar o silêncio.

“Você tinha tudo e abandonou por pessoas que nem lhe importam. Eu vou atrás de você, Elizabeth.”

Quando a voz disse meu nome um trovão iluminou a sala e eu pude finalmente despertar de meu tormento. De volta à sala de recuperação a ninfa estava segurando meu braço enquanto o médico passava uma espécie de band-aid sobre o corte agora costurado. Minha testa estava repleta de suor e meu corpo não havia reagido bem ao maldito sonho pelo visto. Agradeci a ajuda do curandeiro que me deu alta. Alguns minutos de caminhada e eu estava finalmente de volta ao chalé de Afrodite, o lar das crianças mais birrentas já existentes. Segui até o meu quarto onde sobre o beliche pude sentar e refletir sobre o sonho. Será que Eltrion viria atrás de mim realmente? Por que eu fui transportada para a sala onde fiquei presa? Só os Deuses sabem.

Considerações:

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: A personagem possui uma ligação com Eltrion, um conquistador de outra dimensão que a sequestrou ainda jovem para fins escravistas. A visão tornou o post mais coeso com sua trama recém-iniciada e trouxe a tona seu trauma que será explorado mais a frente. Só isso mesmo que deve ser levado em consideração para o entendimento do post.

Nenhuma habilidade ativa e passiva relevante foi utilizada.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Ayla Lennox em Qui 15 Jun 2017, 14:40



Avaliação
a mão da morte por incoerência treme
James K. Heiselmann:

E aí, guri, tranquilo?

Antes de mais nada, peço perdão pela demora para seu post ser avaliado. Caso eventualmente se passem três ou quatro dias e ninguém responda, é cabível um post nos "pedidos de avaliação" ou você simplesmente pode chegar em algum de nós com @ no chat e cobrar. ok? Ok.

Vamos ao que importa.

Vou começar aqui chamando a atenção para a organização do seu post em si. Tente manter um espaço regular entre os parágrafos (mais ou menos como eu estou fazendo), isso ajuda na leitura. Além disso, recomendo que nas falas, ao invés do traço simples, use corretamente o travessão.

Os aspectos apontados acima não são exatamente o mais importante aqui, portanto hora de ir para a coerência do teu texto.

As condições que você diz estar não condizem totalmente com o tratamento que você recebe. Digo, esse é um post de retorno à enfermaria, e até aí tudo bem, mas a questão é que James ainda manca, sente muita dor, possui hematomas... e tudo que recebe é uma poção qualquer enquanto possui a tala removida.

É como se faltasse alguma coisa, sabe? Senti falta do processo de cura em si sendo descrito, da participação ativa da figura da curandeira que te atende, já que eles possuem diversos poderes para curar centenas de mazelas diferentes. Não estou lhe obrigando a ler a lista de habilidades dos seguidores de Asclépio, mas um detalhe ou outro desse tipo ajuda a enriquecer teu texto, a deixar a restauração do personagem mais coesa.

Além disso, existem trechos um tanto confusos, como esses que vou destacar:

@James escreveu:"Havia chegado há quatro dias antes de uma missão que excedera qualquer limite pessoal.

"Os hematomas começavam a desaparecer e a maldita dor nas costas de ter se jogado de ter sido arremessado de uma casa ainda se mostrava inconveniente.

¹ Como você coloca o "há x dias", o "antes" que segue se torna desnecessário.
² Finalmente, você se jogou ou foi arremessado? A dor por isso é apenas inconveniente?

Atente para os pontos destacados aqui, faça uma revisão mais cuidadosa do seu texto, organize melhor suas ideias e mantenha o foco no objetivo principal do post, que nada mais é se não descrever o atendimento e a cura.

No mais, parabéns, cria de Hécate. Continue melhorando.

Recompensa: 40 HP e MP

Elizabeth Braddock:

Olá, guria. Tudo bem?

Então, sei que as condições de HP e MP vieram de peripécias antigas e essa é uma personagem distinta com nome e trama nova, mas uma coisa que me incomodou um pouco foi o fato das suas condições não baterem com o único ferimento descrito na narrativa.

Achei curiosa a escolha do veneno junto ao corte, o que acabou dando um gatilho legal pra você apagar depois e tudo mais, só senti de leve a falta da ação dele no teu corpo sendo explicada desde a ida até a enfermaria.

Você teve a ideia legal de colocar dois NPC's no processo todo, mas especialmente a figura do curandeiro não foi tão aproveitada quanto poderia ser, e aqui ressalto o que falei na avaliação do jovenzinho acima sobre os poderes dos curandeiros. Não tenha medo de enriquecer seu post com detalhes (tamanho da ferida, localização mais detalhada, como foi feito o tratamento e por aí vai).

Admito que gostei bastante de ver sua trama inserida nesse post, além disso você tem uma escrita limpa e fluida, com poucos erros - o que é sempre digno de elogios.

Foi um bom texto, Elizabeth, mas creio que existem alguns aspectos a serem melhorados. Você tem muito potencial, continue melhorando.

No mais, meus parabéns, cria de Afrodite.

Recompensa: 70 HP e MP

Dúvidas, reclamações, elogios, desabafos e mimimis... MP
Aguardando atualização

Ayla, roubado de.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por 128-ExStaff em Qui 15 Jun 2017, 17:41

Atualizado
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Pitter Hank em Qua 28 Jun 2017, 19:17



ENFERMARIA CENTRAL ;
UM “MONSTRO” TAMBÉM PRECISA SE CUIDAR – BIRL



De fato Pitter estava um pouco dolorido ainda, a semana de treinos não foram suficientes para que seu corpo se acostumasse com o peso da adaga e muito menos com as atividades extremas que seu corpo tinha que estar pronto para exercer. Estava parado por muito tempo, antes de chegar ao Acampamento ele só fazia atividades na escola e isso não lhe proporcionava uma vida muito agitada em relação a exercícios.

Seu corpo estava dolorido, mas em especial o seu antebraço esquerdo. Desde a sua última – e primeira – missão, onde foi atingido por estilhaços da parede de gelo. Sabia que tinha que se equipar para fazer tal escalada, mas o adversário não permitiu e isso levou ao ferimento. O machucado já havia se fechado, deixando uma pequena cicatriz e uma dor ao fazer qualquer movimento. Devia ter passado na enfermaria antes, cometeu o erro comum de achar que tudo estava bem. “É melhor eu ir na enfermaria”, pensou e assim fez.

Se dirigiu até a enfermaria central, uma grande tenda que ficava ao lado de uma outra maior ainda, emitia uma cor dourada a quem quisesse admirar a construção. Se aproximou e notou que o símbolo dos curandeiros estava esculpido em bronze, acima da porta. Pitter nunca foi uma pessoa que gostava de hospitais, não achava “necessário” ir e odiava tomar remédios.

O garoto entrou na tenda, e pode observar paredes com prateleiras e, obviamente, com coisas de medicina na qual Pitter não sabia muito. O filho de Hermes se sentou em uma das macas disponíveis no local e aguardou ser atendido. Além dele, haviam outros dois campistas com ferimentos leves.

– Em que posso ajudar? – Uma voz doce perguntou para Pitter.

O garoto se voltou para a doce enfermeira que havia chego para atendê-lo. Em seu crachá estava escrito: Gina Rockwell. “Nome bonito”, pensou.

– Bom, se você encontrasse uma quantia de dinheiro na rua equivalente ao seu número de telefone... Qual seria? – Perguntou com um sorriso no rosto.

– Com certeza eu não daria para você. – Ela disse piscando o olho e abrindo um leve sorriso – agora me diga, qual o seu problema.

– Ah... Certo. Eu me machuquei na parede de gelo a alguns dias, com os estilhaços que ela solta. O ferimento parece ter cicatrizado, mas ainda sinto algumas dores. – Disse mostrando o braço.

A enfermeira analisou o antigo ferimento, passou o dedo por cima fazendo Pit resmungar de dor. Apertou alguns outros pontos ao redor e chegou ao diagnostico.

– Aparentemente, alguns estilhaços ficaram dentro do seu braço e isso faz com que corte sua carne ao redor dele. Não se preocupe, consigo resolver isso em instantes. Aguarde um momento por favor.

Gina pegou algumas das ervas que haviam ali nas estantes e foi até uma bancada, ficou de costas para Pit de modo que ele não pode notar o que ela estava fazendo. Pitter pegou um dos frascos que estava na estante ao lado e ficou jogando o para cima e pegando de voltar, para se distrair. A enfermeira voltou, mandando ele guardar o frasco e dando a ele um pote com uma poção dentro.

– Pode tomar, os ingredientes dessa poção vão corroer esses estilhaços no seu organismo em poucas horas. E você vai ficar sem nenhum desconforto no braço. Porém, pode dar alguma náusea mais tarde.

– Tudo bem. Obrigado – Disse e tomou a poção de uma vez, por mais estranho que fosse, tinha um gosto semelhante a baunilha.

Pitter se levantou, agradeceu a Gina, fez um sinal com a mão e murmurou “me liga” e saiu da tenda, podendo ouvir a risadinha da enfermeira. O garoto voltou para o chalé onde descansaria o resto do dia.


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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Kalled C. Almeida em Sab 08 Jul 2017, 19:04

Bom, sua narrativa foi breve e sucinta. Houve erros de português que, acredito eu, podem ter sido originados por uma digitação rápida ou falta de revisão. Por ser um post simples isso acarretaria em alguns descontos, mesmo assim acredito que seu post atendeu ao que deveria ser e por isso te concedo total cura, atente-se ao erros numa próxima vez; releia seus textos antes de postá-los e melhorará muito.

Pitter Hank: Full Hp/Mp
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Hécate em Seg 10 Jul 2017, 19:28



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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Kim Tae-yeon em Seg 24 Jul 2017, 12:04

㈱㈲㈳㈴㈵
고생 끝에 낙이 온다 서당 개 삼 년 에 풍월 읊는 다
Tayeon havia chegado pela noite na enfermaria central. A jovem foi carregada por dois semideuses que patrulhavam a colina e a encontraram próxima ao pinheiro de Thalia. Felizmente a semideusa ainda respirava como se estivesse em um coma induzido. Os dois rapazes adentraram entre as tendas improvisadas da enfermaria central do acampamento, abrindo caminho entre alguns curandeiros e ninfas que transitavam entre os espaços reservados aos outros feridos. Um curandeiro os acompanhou, aproximando-se da maca com seu estetoscópio.

— Alguma informação da garota?

— Nenhuma.  Nós a encontramos no pinheiro de Thalia, no topo da colina.  — um dos guardas respondeu enquanto se curvava, cansado.

— Como ela chegou la? Nenhum de vocês viu?

— É... Não sabemos.

— Se algo pior acontecer a essa garota vocês sabem que Quíron não ficará nada feliz em saber do desempenho meia-boca da equipe de patrulha, certo?

— Nós... Eu...

— Vão. Voltem a patrulha. Eu assumo daqui. — Disparou o curandeiro enquanto tocava a testa da semideusa com a palma da mão. Os dois guardas afirmaram, deixando a sala em seguida.

O tempo passou e Kim parecia ter se estabilizado em seu coma. Estava coberta com um manto esbranquiçado e a temperatura de seu corpo permanecia amena. O curandeiro verificava de tempos em tempos a garota que permaneceu imóvel durante seu processo de criação do medicamento necessário. O rapaz manuseava alguns utensílios diversificados, transferindo líquidos e adicionando condimentos com extrema agilidade. De um copo para um béquer, depois de volta para o copo e alguns elementos esverdeados. Era como assistir um programa de culinária na televisão, porém, muito mais nojento.
O rapaz finalizou a poção e logo voltou a atenção a semideusa. Seus sinais vitais eram fracos e o coma deveria ter sido causado devido à falta de energia. Como exímio curandeiro alquimista ele havia criado uma poção para lidar com o problema. Ele levou o líquido especo até a boca da semideusa, inclinando sua nuca para que ela bebesse aos poucos. A fragrância aromática da poção relembrava muito a de doces de frutas vermelhas. Alguns minutos se passaram e a semideusa finalmente despertou. Ela abriu os olhos e tentou se mover na maca enquanto murmurava algo impronunciável.

— Você acordou. Graças aos Deuses. Você esta bem? Como se sente?

— Eu... Quem... Onde estou? — Kim questionou enquanto segurava o próprio pulso.

— Você esta na enfermaria do acampamento. Estava em coma quando chegou aqui. Você se lembra de como veio parar aqui?

— Eu... Eu me recordo do portal... Xayah.... Valtor... Deuses! Você disse que eu estava desacordada?

— Sim.

— Encontraram mais alguém comigo?

— Não...

— Eu preciso... Preciso falar com o responsável. Todos correm perigo!

— Você não vai a lugar algum. Primeiro precisa se recuperar.

— Você não entende! Não há tempo para isso!

O curandeiro aproximou-se da maca e encarou a garota fixamente.

— Explique-me. Temos todo o tempo do mundo até se recuperar.

Habilidades e Considerações:

As informações aqui apresentadas se iniciam exatamente após os acontecimentos da minha DIY (Link aqui clique).
Resumindo: Kim usou sua energia vital para forçar a abertura de um portal dimensional para retornar ao mundo mortal. O portal de abriu sobre o pinheiro de Thalia e por isso ela foi encontrada lá.

A poção utilizada pelo curandeiro foi levada em consideração a habilidade de nível 15 dos curandeiros.

Nível 15
Poção Energética Média:
Ao ser produzida da forma apropriada, a poção adquirirá uma tonalidade arroxeada, levemente brilhante e um gosto frutífero de refrescante e adocicado; também como a poção vitalícia média, esta só pode ser criada por aqueles curandeiros que decidiram tornar-se Alquimistas. Por questões de segurança, ela só pode ser ingerida uma vez por turno.

Nenhuma habilidade da semideusa relevante fora utilizada.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Hécate em Ter 25 Jul 2017, 12:54



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NARRAÇÃO BEM FEITA, SIMPLES E DIRETA, BASTANTE COERENTE. 150 HP/MP







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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Grimmjow Yuikimura em Qua 26 Jul 2017, 01:41

Baby, I wasn't dead


Eram por volta das duas horas de uma tarde nublada que Grimmjow chegara ao acampamento. Observando calmamente a paisagem do topo da colina, a prole de Quione, ou de alguma outra deusa do gelo que talvez não quisesse matá-lo, sabia que tinha pouquíssimas coisas para qual aquele acampamento era útil. Fora receber uma ou outra missão para ganhar o dinheiro dos semideuses e uma cama, o antigo general do exército de Cronos e agora maníaco sabia que precisava de cuidados médicos, mas infelizmente não podia contar com Luana ou Anne Elle, as duas únicas talvez que poderiam ajudar o insano fora do perímetro resguardado pelo centauro e o anão Dionísio.

Passando a língua sobre os lábios levemente secos,
Yuikimura ainda lembrava-se vagamente onde ficavam as enfermarias e, ao ver uma levemente melhor organizada e bem movimentada, pensou consigo que seria uma boa chance de passar desapercebido ao se "camuflar" na multidão. Porém, precisaria ser rápido apesar de se sentir fraco e com alguns arranhões cicatrizados de uma maneira nada saudável. Se sua voz interior tomasse conta da parte pensante, Grimmjow certamente cometeria uma chacina sem motivo aparente.

Logo ao entrar, procurara uma maca ou uma cadeira vaga para se acomodar, mas não acharia isso com tanta facilidade ao ver um bando de adolescentes com leves arranhões e uns três com alguns dentes faltando. O âmago de Grimmjow queria absolutamente todos mortos, para que assim pudesse talvez se banhar no sangue daquelas inocentes (talvez nem tanto) crianças que ainda não tinham tido o desprazer de ver a morte ali, em frente ao seus olhos.

Perdido em seus pensamentos, Grimmjow mal percebera a aproximação de um dos curandeiro responsáveis pela enfermaria.

— Isso acontece até que com uma frequência considerável, não fique tão perplexo. - disse uma menina, sorrindo de maneira gentil. — Em que posso ajudar, senhor...?

— Grimmjow. Me chame de Grimm. - tentou ser o menos aterrorizante possível, arriscando até um sorriso meio forçado. — Me sinto sem energias e tenho alguns machucados. - disse, levantando a camisa e mostrando a parte do tronco no geral, cheia de arranhões.

A garotinha ficara perplexa. Os ferimentos pareciam piores do que Grimm imaginara, mas o que ela não sabia era que estariam muito piores se ele não os tivesse coberto por uma fina camada de gelo, tentando usar seus dons como príncipe das neves para se curar.

— Bom, isso com a mais absoluta certeza está horrível. Essas feridas parecem ser de dias e é difícil um campista conseguir esconder isso dos seus irmãos ou até mesmo dos instrutores. - a menina fizera uma anotação. — Buscarei os materiais necessários para cuidar de você, senhor Grimmjay... - ela pensou e ao ver o olhar de reprovação do filho de Quione, corrigiu. — Senhor Grimm.

Enquanto a curandeira, ou enfermeira, ou médica, tinha ido buscar os materiais para cuidar dos ferimentos, Yuikimura resolvera olhar aquilo que seria cuidado. A sua pele estava roxa, os arranhões estavam bem feios e talvez tivessem infeccionado. Porém isso ocupava o segundo plano na cabeça do semideus. No primeiro e mais abrangente, sua cabeça latejava de dor, suas mãos tremiam e os olhos azuis do garoto não conseguiam focar num único ponto fixo, parecendo fazer uma contagem de quantas pessoas haviam no ambiente. Sabendo que não poderia ficar carregando armas e quaisquer outras coisas para todos os lados, deixara todos os seus itens com uma pessoa de confiança, exceto Nightmare e sua pequena coleção de colares que havia ganho de diversas pessoas.

Grimm sabia que poderia matar todos ali presentes, ele sentia a vontade de matar todos. A parte racional segurava o impulso da mão direita, que ia lentamente se aproximando da empunhadura da sua arma, sabendo que talvez em um minuto ou até menos perderia o controle, até sentir como se fosse uma aura maior suprimido esse desejo por poucos segundos a mais, segundos mais do que suficientes pra garota que cuidava dele logo enfiar um vidro relativamente grande com um líquido azul entre seus lábios.

— Segura isso e bebe tudo. Tem sabor de blueberry. - disse a menina, rindo. — Ou talvez não, mas eu tentei. - e Grimmjow deu um gole, com seus olhos observando que ao lado ela deixara um vidro com um líquido meio esverdeado.

— O gosto é... Horrível, como eu esperava. - disse Yuikimura, lembrando vagamente o gosto do RedBull de blueberry que tomara dois dias antes. — Nem a Luana conseguia fazer essas poções serem boas, mesmo sendo a filha de Apolo mais habilidosa com essas coisas. - devaneou. Ela realmente era.

— Levante-se, tire sua camiseta, levante os braços e não me odeie. - a garota sorriu, aplicando uma espécie de álcool num pedaço de tecido. Ela havia trago uns quinze desses tecidos. — Preciso esterilizar os cortes, para aplicar uma pomada de ervas medicinais que eu mesmo cultivei e depois te enfaixar. Você vai sentir um pouquinho de dor, mas acho que aguenta. - e nesse segundo Grimm assentiu, terminando de beber aquilo que ele considerou como a sua poção medicinal pior que um energético completamente industrializado e com gosto de mijo.

E logo veio o primeiro tecido. Seguido do segundo. Do terceiro. E assim sucessivamente, com suas narinas expelindo um ar quente vindos daquela sensação de aquecimento do corpo, como se tivessem ateado gasolina em seus ferimentos e agora fizessem questão de queimar até que restassem somente seus ossos. O maxilar de Yuikimura adoraria um chiclete naquele momento, para que não ficasse dente contra dente, causando aquela leve sensação de agonia. O lado psicótico do garoto havia ido passear depois da poção, agora Grimm pensava se depois daquela sensação dolorosa, o seu genocida voltaria a dar o ar de sua graça.

— Doendo, senhor Grimm? - perguntou, rindo por dentro, a garota.

— Um pouco. Aliás, eu sequer perguntei o seu nome. Como se chama? - perguntou, sentindo o ardor diminuir.

— Eliza... Elizabeth. Eu me apresentei quando vim te atender, mas vendo seus ferimentos, com certeza não prestou muita atenção. - disse ela, levemente triste pelo garoto não ter prestado atenção.

— Prazer, Eliza. Bom, eu terminei esse azul, agora falta esse verde estranho... - argumentou o semideus, destampando o frasco até ouvir um não bem agudo em seus ouvidos.

— Você só tomará esse depois que eu te enfaixar. Agora tampa isso pra não perder o frescor. - e assim Yuikimura obedeceu. — Agora é hora da pomada.

Passaram-se dez minutos desde que o último papel começou a repousar sobre sua pele, e logo depois que o primeiro fora retirado, logo uma pasta gelada e refrescante foi aplicada sobre o ferimento. Apesar das suas características, logo ela começou a "queimar", cauterizando o ferimento. A refrescância continuava, apesar de ter uma cicatriz aonde antigamente tinha um ferimento bem feio.

— Essa pomada, junto com a solução que eu apliquei na primeira etapa, tem como função cauterizar o ferimento sem a utilização de fogo, simplesmente fazendo uma reação química desencadeada pelo calor corporal, mesmo em pessoas em estado hipotérmico. Foi desenvolvido para funcionar até com as crianças picolés de Despina. - riu, orgulhosa de seu feito. — Bom, vamos continuar.

A cada ferimento cauterizado, uma pequena pausa para conversa. Ela contava sobre algumas situações que vivera, enquanto Grimmjow prestava atenção como maneira de retribuir os cuidados, falando pouquíssimas vezes. Ao final da última incursão, ela perguntara.

— Senhor Grimm, eu nunca te vi aqui no acampamento. Você deve ser o campista mais recluso desde os tempos mitológicos. - a sua gargalhada fora sincera, talvez ela achasse que Grimmjow estava meio envergonhado por conta de seus ferimentos.

— Na realidade, Elizabeth, eu não vivo dentro do acampamento. Por isso provavelmente nunca me viu, e espero que nunca ouça sobre o que eu já fiz. - disse, solícito e de maneira mais contida, mas passando um recado claro: Grimmjow não é uma boa pessoa.


— Bom, hora de te fazer múmia! - aquela empolgação será uma leve latejada na cabeça de Yuikimura, irritando-o.

Elizabeth enfaixava-o com vontade, dando uma volta com a gaze na cintura do garoto, subindo cuidadosamente pelo tronco fechando dois terços do abdômen e praticamente todo o seu peitoral, reforçando as ataduras com esparadrapo para que não soltassem facilmente. E ao terminar o minucioso trabalho, apontara para o frasco verde, sugerindo que Grimmjow finalmente o tomasse.

— Devo ser sincero ao dizer: esse daqui é uma delícia. - sorriu, deleitando-se com o liquido. Se o primeiro lembrava o energético de blueberry, esse segundo lembrava uma edição especial de RedBull cítrico que tomara uma vez. — Talvez eu ainda não esteja completamente curado, então amanhã eu volto.

— Tudo bem, senhor Grimmjay. Volte sempre que precisar. - sorriu Eliza, observando o filho de Quione colocando a camiseta que vestia apenas na parte do pescoço, deixando suas ataduras expostas.

— É Grimmjow. - olhou, com seus olhos azuis que a essa altura estavam tomando uma coloração negra.

Era hora de ir descansar. E avisar que Grimmjow Yuikimura estava de volta ao acampamento. Por enquanto.

Leia:
Obs1: Já não narro há dois anos
Obs2: Estou no celular e todos nós sofremos com o mal do corretor automático
Obs3: Ficou longo porque tô enferrujado e resolvi abusar da paciência de quem vai ler, hehe
Obs4: Essa é, quiçá, a mais importante. uikimura tem Insano em sua ficha, que eu modifiquei por ser uma zona sem mortes. Relevem.
Obs5: Se ficou desfigurado algum codigo, tá cagado ou coisa do gênero, é porque esse fórum é bem bugado por celular
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Não é da tua conta, pode ter certeza disso.

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Orion Delagarth em Sex 28 Jul 2017, 17:47


maus profissionais

A brisa gélida da manhã se abatia sobre o meu corpo causando uma sensação de congelamento que se espalhava cada vez mais a partir da região machucada em meu ombro. Cerrei os dentes para impedir que meu maxilar tremesse de frio enquanto Karen me ajudava a adentrar na tenda principal da enfermaria.

— Eei!! Uma ajudinha aqui?!

A voz de Karen ecoou no local que se encontrava vazio e uma garota se apressou em direção a nós em resposta ao pedido dela e ajudando Karen a me levar até uma maca. Eu mal havia deitado e garota já começou a analisar o machucado em meu ombro esquerdo, aproximando demais o rosto daquela região.

— Sabe dizer o que causou a ferida ? Monstro, animal, arma branca...?

— Foi uma lança! Na hora não parecia muito grave, mas até chegar aqui ele começou a perder muito sangue. Nós até tentamos estocar um pouco prendendo a blusa dele no ferimento, mas acho que ela não adiantou muito... A essa altura ele dev...

— Tudo bem, pode deixar o resto do diagnostico comigo. TED!!!
— A curandeira chamou sem tirar os olhos da minha ferida, apalpando com delicadeza a região ao redor dela.

Tive um pequeno espasmo de dor quando a mão dela apalpou próximo demais e mesmo depois desse espasmo a garota continuou apertando a região com uma expressão analítica. Me esforcei para não gemer a cada cutucada e de repente a curandeira parou.

O garoto que ela tinha chamado surgiu do outro lado da maca. Sem dizer nada ele segurou o meu rosto com uma mão, puxando minha pálpebra direita com a outra e examinando meus olhos que mesmo diante da dor, cada vez mais me parecia difícil de mantê-los aberto.

— Ele está quase ficando inconsciente. — Ted comentou enquanto Karen se afastava, dando espaço aos dois curandeiros.

— Isso eu já percebi. A ferida é pequena, mas profunda. — Ela retrucou sem emoção, começando a retirar minha camisa de cima do ferimento e me fazendo morder os cantos da boca para conseguir ignorar a dor causada por isso — Preciso que você prepare uma poção vitalícia e uma energética para ele enquanto eu fecho esse ferimento.

O garoto se afastou da maca em direção a algum lugar que fugia do meu campo de visão.

Suspirei aliviado quando a garota terminou de retirar a blusa da minha ferida, deixando um pouco de sangue escorrer para os lados dela. A curandeira então deu toques suaves ao redor dos músculos do meu ombro e do meu braço esquerdo e senti eles amolecerem, ficando dormentes logo em seguida.

— Sou a Gina. — Era a primeira vez que ela se dirigia à mim desde que eu entrará na enfermaria, mas eu não estava com forças para responder. — Vou precisar que não faça nenhum movimento, entende?! Já anestesiei seu ombro para não sentir dor, então se você se mexer eu vou acabar abrindo mais o corte! Consegue fazer isso? — Assenti com a cabeça devagar e ela sorriu da mesma maneira mecânica que um garçom sorri ao terminar de anotar um pedido.

Me esforcei para não mexer nenhum músculo enquanto as mãos de Gina se moviam com agilidade em torno da ferida. Como era de se esperar de um curandeiro, ela não fazia uso de instrumentos médicos além das suas próprias mãos.

A anestesia, por mais que tivesse acabado com a dor havia aumentado a sensação térmica de frio causada pela falta de sangue. Uma sensação térmica que me remetia à morte.

"Mas espera. Por que ela não me deu essa anestesia logo de início, enquanto apalpava o meu ferimento ou desgrudava minha camisa de dentro dele? Teria me poupado a dor desde o início..."

Encarei o rosto fino e delicado da garota que me parecia concentrada no procedimento.

"Estou sendo paranoico! Ela é uma curandeira. Devia estar só checando a minha reação a dor, não fez nada intencional... ou fez?! "

Como em resposta aos meus pensamentos o olhar dela subiu rapidamente para o meu rosto e pude observar ele reluzir brevemente num contido lampejo sádico antes de voltar a se esconder atrás da máscara indiferente e ela retornar sua atenção para a ferida.

"Maldita!!!"

Não era a primeira vez que a imagem que tinham construído de mim como o "traidor infiltrado" me agraciava com tratamentos desse tipo por parte de pessoas que eu nem conhecia, mas com certeza era a primeira vez que uma dessas pessoas ia tão longe motivada por esses boatos. Também era a primeira vez que a minha vida estava nas mãos de uma delas.

Inspirei fundo fitando o teto da enfermaria, considerando minhas opções. Não valeria a pena requisitar o outro curandeiro sem saber se ele compartilhava das mesmas opiniões que ela e embora não se tratasse de um ferimento sério eu já tinha perdido muito sangue para me dar ao luxo de exigir ir para outro lugar.  Eu não tinha muitas opções além de torcer para que ela tivesse se satisfeito somente com aquilo.

"O que leva uma curandeira a fazer isso ? Hm... Se bem que no lugar dela... se os boatos fossem verdadeiros e eu fosse uma ameaça, mais tarde ou mais cedo eu podia aumentar o número de semideuses na enfermaria... Não julgaria ela se esse fosse o motivo... Ou será que nos conhecemos antes de eu perder a memória? Isso não me parece impossível... Ou também ela pode ser apenas uma garota muito sádica. Aargh, só vou ficar mais frustrado se começar a tentar adivinhar! Não vou conseguir essas respostas perguntando para ela então o melhor é deixar isso de lado... Mas definitivamente, ela tá no emprego errado."

Depois de alguns minutos senti a mão de Gina dar um tapa forte na minha perna e me dei conta que, inconscientemente, minha hiperatividade estava me fazendo balançar os pés com impaciência. Ergui um pouco a cabeça e vi a garota ainda terminando de fechar o ferimento com as mãos, ligando os tecidos da minha pele.

Eu ainda suava com a sensação de frio que dominava o meu corpo e o cansaço que eu sentia por ter ido numa missão no meio da noite não ajudava minha disposição. A única coisa que eu queria no momento era fechar os olhos e dormir por algumas horas, mas não queria fazer isso e me pôr a completa disposição da curandeira. Voltei então a fitar o teto, me controlando para manter meu corpo parado e acordado, concentrado minha atenção num ponto sujo no teto.

— Ainda não terminou isso aí ?! — A voz de Ted soou depois de alguns minutos e notei que ele tinha se aproximado com dois frascos nas mãos.

— Na verdade eu acabei de terminar! Afinal, parar uma hemorragia e cicatrizar uma ferida requer um pouco mais de atenção do que fazer poções, sabe?! — Ela respondeu com sarcasmo, se levantando da maca e dando uma espreguiçada lenta.

— Requer mais atenção, mas demora a metade do tempo! Eu consegui terminar as duas poções e você ainda aí e ... — Ele parou de falar e se aproximou do meu machucado, encarando com confusão — Que trabalho de merda é esse, Gina?! Dava para ter deixado uma cicatriz com um terço do tamanho que essa ficou! Você não dormiu direito hoje?

— Ah, não enche o saco Ted! Você vive fazendo umas cicatrizações todas cagadas por aí e eu não te falo nada! Vai a merda!


O semideus balançou a cabeça ignorando o comentário dela e dobrou seu tronco em direção a minha cabeça, pondo o primeiro frasco com líquido arroxeada nos meus lábios. Gina saiu de perto de nós e eu hesitei por um segundo antes de beber o líquido todo. Tinha um gosto adocicado que me parecia incomum para um remédio, mesmo eu não lembrando de já ter provado algum ou tão pouco qual o gosto que geralmente eles tinham. Ted empurrou o segundo frasco contra os meus lábios assim que terminei e como o primeiro eu bebi ele todo de uma única vez. Esse, porém tinha um gosto azedo inicialmente que foi se tornando refrescante conforme eu terminava de ingerir.  

— Você vai precisar ficar de repouso hoje. Apesar do remendo, Gina fez um bom trabalho... Mas ainda assim você vai precisar evitar mexer toda essa região do ombro e do braço nas próximas horas.

Pelo que eu tinha ouvido, um simples olhar de um curandeiro podia revelar implicações ruins na minha pequena cirurgia, então me senti imediatamente mais relaxado ao ouvir a confirmação dele de que a garota não tinha ido além na sua "brincadeira".

— Antes que eu me esqueça; as poções vão fazer quase todo o restante do serviço, mas você também vai precisar ingerir muito líquido para ajudar a repor o sangue que perdeu, ok?

Assenti em resposta e ele saiu de perto da minha maca. Pisquei algumas vezes ainda sonolento, mas sentindo meu corpo começar a esquentar a partir da região do estomago num formigamento agradável que parecia se espalhar rapidamente.

Virei o rosto para o lado e vi uma Karen assustada junto a porta conversando com Quíron. Já tinha me esquecido por completo da presença dela ali ou de que provavelmente era primeira vez que ela via um centauro e agradeci que nesse momento ele devia estar fazendo o trabalho chato de explicar para ela tudo o que se tinha de explicar para uma nova campista. Inconscientemente a presença do centauro me passou a segurança que eu precisava e aos poucos me permiti fechar os olhos, finalmente me rendendo ao cansaço e me entregando aos braços do sono.

Considerações Importantes:
Os eventos descritos nesse post sucedem a missão "Memórias?". Meu personagem ainda não está com a ficha atualizada, mas se encontra com as condições descritas abaixo, conquistadas nessa mesma missão:

40/130 HP 70/130 MP

"(Ferimento grave) Incapacitação do braço esquerdo devido a ferimento perfurante com lança. Reparação do ferimento deverá ser feito na enfermaria ou semelhante. Atividades feitas acima de leves dão acumulo de sangramento -4 HP por turno em caso de missões narradas ou 1:30 hrs on-game (em repouso) 25 min on-game (em atividades) para a morte da personagem."
Poderes & Habilidades:

~ Poderes dos Curandeiros ~

Passivos

- Conhecimento Herbológico [Nível 4] - Muitas plantas são utilizadas na fabricação de remédios, pomadas e outros tipos de meios que buscam a proteção; além disto, não são poucas as vezes que o curandeiro necessitará de um conhecimento prévio sobre algum tipo específico de erva para fabricar determinada poção. Portanto, todos os seguidores de Asclépio serão peritos em identificar plantas e ervas medicinais naturais. {Inspirado em “Conhecimento Avançado sobre Ervas”}

- Aprendiz Formado [Nível 16] - O primeiro passo para tornar-se um médico relevante é concluir o ensino superior desta área. Interpreta-se que, ao não desistir, o indivíduo em questão está realmente interessado em sua função desenvolvida. Estima-se, também, que o conhecimento deste já será bem mais completo do que aquele que entrou há tempos atrás e contarão inclusive com uma maior prática. Sendo assim, os equívocos iniciais já se tornarão mais raros. Este dom inclui o conhecimento sobre a aplicação de remédios no momento oportuno e de talas quando necessário, sabendo tratar agora ferimentos mais profundos e fraturas. Operações complexas exigem mais vivência e ainda não podem ser alcançadas.

Ativos

- Anestesia [Nível 11] - A dor causada por machucados pode, agora, ser aliviada pelos curandeiros de forma mística. Tocando os músculos feridos, consegue retirar quaisquer dores do paciente, o que pode ajudar até mesmo na concentração e na calma deste. Não afeta o HP, apenas dores que podem ser debilitantes. Pode ser usado em si mesmo. O alivio dura por 3 rodadas.

- Cicatrização II [Nível 15] - Agora o dom de cicatrizar cortes e ferimentos já está mais forte nos seguidores de Asclépio. Ao tocar as feridas abertas, estas se fecharão em uma rodada, impedindo hemorragias e sangramentos, anulando tais penalidades em casos de efeitos de nível igual ou menor que o curandeiro, ou reduzindo-as a apenas 25% se maior. Adicionalmente, recupera 5% da HP e MP do alvo, quando em outra pessoa, ou 5% da HP quando em si mesmo (sempre arredondando para baixo). A cicatriz ficará no local, mas será discreta, independente do tipo de ferimento. Este poder só pode ser usado em si mesmo se conseguir tocar o ferimento. 1 utilização por batalha. [Novo]

Poções

- Poção Vitalícia Média [Nível 12]: Se criada corretamente, a poção irá adquirir uma coloração semelhante à Poção Vitalícia Simples, porém desta vez será um pouco mais brilhante do que a anterior e será um pouco mais escura. O gosto da poção, a princípio, é azedo, contudo vai se tornando refrescante conforme é ingerida. Este tipo de poção só poderá ser criados por Alquimistas, uma vez que ela é mais avançada que a sua antecedente. Por questões de segurança, só uma dose pode ser ingerida uma vez por turno.
OBSERVAÇÕES:

- Poção Energética Média [ Nível 15] - Ao ser produzida da forma apropriada, a poção adquirirá uma tonalidade arroxeada, levemente brilhante e um gosto frutífero de refrescante e adocicado; também como a poção vitalícia média, esta só pode ser criada por aqueles curandeiros que decidiram tornar-se Alquimistas. Por questões de segurança, ela só pode ser ingerida uma vez por turno.

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Ethan Miyazaki em Sab 29 Jul 2017, 20:46





Enfermaria Central



 


Ethan adentrou mais uma vez na enfermaria como sempre fazia - Olhando para todos os lados para ver se deveria ou não se preocupar com alguém. Ele não se lembrava muito bem de seu passado, mas a figura do Ted nunca fora esquecida pelo filho de Deimos.
Uma garota se aproximou e rapidamente o jovem se afastou, olhando com desconfiança para a estranha: Quem ela pensa que é? Uma risada fora então ouvida, quebrando o clima tens que havia se formado rapidamente. Ted se aproximava abrindo os braços para o jovem Ethan.
- Gina, tudo bem. Eu vou cuidar dele. - Disse o Curandeiro para a estranha enquanto se aproximava do semideus.
- Onde você estava? - Perguntou Ethan enquanto se sentava em uma das macas, mostrando as costelas roxas. - Estou cansado, ferido e com dores pelo corpo todo. Essa vida de semideus não é fácil, não é? Queria minha memória de volta para poder saber lidar com isso direito.
Ted fazia orações, macerava ervas e fazia poções enquanto escutava atentamente aquilo que o jovem dizia.
- Kyle... - Começou o curandeiro.
- Ethan. - Interrompeu o jovem, olhando com raiva enquanto se deitava.
- Ok, Ethan. Eu não sei o que aconteceu direito. Em um dia, você estava aqui se curando, no outro, sua aparência não era mais a mesma e sua memória foi embora. Tome isso. - Disse o curandeiro entregando duas poções para o semideus, que tratou de tomar se sentindo revigorado logo em seguida. - Tire a blusa.
- Eu não sei o que houve, de repente, eu estava dentro do meu chalé enquanto um irmão me acordava. - Ethan tirou a camisa, mostrando o corpo roxo e coberto de cicatrizes.
- Não fale agora. - Ted fechou os olhos se concentrando, começando então a fazer preces e orações ao seu patrono.
O local estava arrumado naquele dia, um tanto vazio. As pessoas que entravam se afastavam de onde o filho de Deimos e Mênade se encontrava. A estranha cuidava deles, fazendo preces e orações com máxima eficiência, o que surpreendeu o semideus.
- Pronto. - Disse o Ted, limpando o suor que se acumulava em sua testa. - Tente dormir, irei ver o que pode ser, talvez uma doença? Não sei. Vamos ver.
- Obrigado, meu amigo. - Disse Ethan, abraçando o jovem curandeiro, o que já era demonstração de amor de demais para o mesmo.
Completamente constrangido, o semideus se despediu enquanto começava a cambalear na direção de seu chalé.



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Intimidação - Ainda que mais sutis que os filhos de Ares, as proles de Deimos tem o mesmo poder de intimidação, mas com um aspecto mais comportamental, por postura, gestos e insinuações do que pela força física. Ainda assim, isso emana deles, fazendo com que se torne mais assustador aos olhos das pessoas ao redor. Ações de intimidação passam a receber uma bonificação de 20% nas chances de sucesso quando os alvos puderem vê-lo e ouvi-lo. [Novo]
Frieza - Filhos de Deimos são frios, calculistas e destemidos. Dessa forma, são afetados por poderes de intimidação 50% menos com semideuses de nível igual ou menor, e 25% menos com semideuses de até dez níveis acima.
Desconfiança - Filhos de Deimos tendem a agir sozinhos, em grande parte por conta de suas auras e suas origens. Dessa forma, dificilmente confiam em estranhos - eles sabem oq eu as pessoas escondem em suas almas. Poderes que visem mudar sua postura em relação a um oponente (tornando-o menos hostil, por exemplo) são reduzidos em 20%. [Novo]





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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Vitor S. Magnus em Seg 31 Jul 2017, 21:02


Enfermaria
Grimmjow Yuikimura


E
Então, Grimmjow, Grimmjay, Grimm. Seja lá como for o certo. Sobre suas observações: você não está tão enferrujado quanto acha que está; Achei bom mesmo ter ignorado o “Insano”, não ia dar muito certo. E não, não abusou minha paciência, fiz questão de avaliar minuciosamente já que tudo estava nos seus planos. Enfim…

Você narrou bem, se preocupou com detalhes importantes e foi criativo no andamento do tratamento. Sentimentos e pensamentos não preciso sem comentar, você faz isso muito bem. Quanto à gramática só tenho uma observação sobre a palavra “desapercebido”, o certo seria “despercebido”. Tome cuidado para que erros assim não se repitam demasiadamente em um só post porque ocasionaria em descontos.

No mais, bom post.

Situação final: Full HP / MP: 408/720

Orion Delagarth

Post congelado. Brrriill que frio. Não posso avaliar seu post até que tenham te atualizado. Aconselho você postar um pedido aqui e assim que for atualizado pedir para outro avaliador ou eu olharmos seu post novamente.

Ethan miyazaki

Olá, Ethan! Bem… Seu post foi bem simples. Você poderia narrar mais seus pensamentos e sentimentos. Apenas manter um diálogo não ajuda muito numa avaliação, e sim as ações contidas no momento, principalmente focar no objetivo do post (que é ser curado) e descrever mais as ações dos curandeiros. Você escreve bem, então com um pouco mais de atenção e prática você vai aprender isso num instante.

Quanto à gramática, aconselho reler o post antes de postar, para evitar ter palavras ou letras faltando.

Situação final: HP: 177/310 MP: 177/310





Qualquer dúvida, reclamação, stress... Só enviar MP

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Hécate em Qua 02 Ago 2017, 18:33



Atualizado!







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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Ethan Miyazaki em Qua 02 Ago 2017, 19:39





Hello Darkness



My Old Friend



— Olá, Ted.
Foi a primeira coisa que o asiático disse ao adentrar na Enfermaria mais uma vez naquela semana. A apenas um dia atrás estava em NY conhecendo Katherine e isso não foi bom para o corpo do menino. Tirando a camisa, o garoto mostrou todo o lado esquerdo completamente roxo além dos sinais de cansaço que seu corpo demonstrava.
— Estou cansado, Ted e as feridas ainda não se curaram. - Afirmou o jovem enquanto se deitava, mas se mantendo atento a todos os movimentos do curandeiro.
— O antigo Ethan nunca entraria duas vezes na semana na enfermaria. — Ted ria enquanto dava um leve abraço no jovem antes que este deitasse. - Gosto desse seu novo eu.
Um sorriso sem graça apareceu no rosto do filho de Deimos. Ted começou pegando algumas ervas em sua bolsa além de instrumentos para macerar tais plantas. Minutos se passaram e o curandeiro parecia completamente concentrado em seu dever, até que o jovem parou colocando um leve líquido que havia acabado de retirar da sua bolsa e assim passou a fazer um novo produto. A mente de Ethan não conseguia acompanhar tamanha agilidade à partir daquele momento, o velho amigo do Mênade tinha tempos de prática fazendo aquela poção e por conta disso suas mãos se movimentavam rapidamente, como se elas se auto-controlassem. Uma surpresa se formou no rosto do filho de Deimos, não esperava que Ted tivesse tamanha habilidade em ser curandeiro e essa habilidade se mostrava ali.

Enquanto o jovem fazia as poções e preparava os instrumentos para cuidar do semideus, Ethan contou da lembrança que havia voltado a sua mente: "Minha mãe olhava para mim com uma cara de ódio, como se tudo que fosse era apenas uma escória para ela. Outras pessoas estavam na sala, mas tudo que ela falava se referia a mim e a minha desgraça. O que eu havia feito de errado? Seria apenas o nascer o meu erro? Um jovem se aproximou dela e ela sorriu, beijando-lhe a testa. Não consigo ver seu rosto, mas ele me parece familiar. Tudo que Yampi Miyazaki tem é seu poder e agora sei que essa foi sua glória,
seu auge. Mas sei que também foi sua falência. Sua derrota".

— Amigo, eu li sobre. Suas memórias voltaram com o tempo, pois todos os indícios apresentados é que ela foi retirada de ti. — Ted agora se aproximava com as plantas completamente amassadas em uma atadura. Este começou a enrolar a mesma envolta do peito do filho de Deimos. — Talvez você deve procurar o responsável.
— Quem será que faria isso comigo? — Ethan estava agora sombrio, qual deus faria isto com o garoto? Ele tinha que ir atrás. A busca da sua memória se aproximava, mas antes voltaria a NY. Iria atrás de sua mestra.
— Não sei, bro. — Ted havia terminado. A atadura estava firme e completamente moldada aos moldes do corpo do asiático. Uma última prece fora feita enquanto o curandeiro entregava a poção feita com tamanha maestria ao jovem. — Beba.
Ethan provou a bebida sentindo acidez no começo, mas logo passou a ser refrescante e por mim tudo já havia sido engolido.
— Obrigado, meu bro. — O asiático se sentia surpreso ao usar gírias da região, mas tinha que se enturmar. Era isso que tinha que fazer. — Volto em breve, para mais uma sessão.
— Estarei aqui. — Um sorriso se formou nos lábios do Mênade. Ele finalmente tinha encontrado um amigo.

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Intimidação - Ainda que mais sutis que os filhos de Ares, as proles de Deimos tem o mesmo poder de intimidação, mas com um aspecto mais comportamental, por postura, gestos e insinuações do que pela força física. Ainda assim, isso emana deles, fazendo com que se torne mais assustador aos olhos das pessoas ao redor. Ações de intimidação passam a receber uma bonificação de 20% nas chances de sucesso quando os alvos puderem vê-lo e ouvi-lo. [Novo]
Frieza - Filhos de Deimos são frios, calculistas e destemidos. Dessa forma, são afetados por poderes de intimidação 50% menos com semideuses de nível igual ou menor, e 25% menos com semideuses de até dez níveis acima.
Desconfiança - Filhos de Deimos tendem a agir sozinhos, em grande parte por conta de suas auras e suas origens. Dessa forma, dificilmente confiam em estranhos - eles sabem oq eu as pessoas escondem em suas almas. Poderes que visem mudar sua postura em relação a um oponente (tornando-o menos hostil, por exemplo) são reduzidos em 20%. [Novo]




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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Avery O. Winchester em Qui 03 Ago 2017, 00:39

Help me, pls?

Dear God the only thing I ask of you is

Avery acordou aquele dia completamente de mau humor. Seu corpo se encontrava completamente dolorido além de estar extremamente cansado. Estava a somente um mês no Acampamento, treinando firmemente com os filhos de Ares e Deimos, aprendeu finalmente a nadar e a coisas teóricas sobre mitologia.

Porém agora seu corpo cobrava. Levantou-se cedo como de costume, tratando logo de ir a Enfermaria. No caminho ainda escutou piadas de alguns filhos do deus da Guerra sobre feridas e dores, mas tudo que receberam foi um olhar sombrio do filho de Hades que fez com que todos se calassem ao vê-lo passar.
O semideus se surpreendeu completamente ao ver o tamanho da enfermaria e o tamanho de sua beleza. O local era completamente estruturado e bem feito, mesmo sabendo que não deveria se surpreender com isso já que estava em um local mágico, ainda assim se sentiu completamente surpreso e estupefato. Ao adentrar, viu que dois "médicos" cuidavam do local, tendo várias prateleiras e várias macas onde os semideus podiam se sentar.
Olly tratou de se sentar na primeira maca limpa e vazia que visualizou e enquanto andava percebeu que vários olhares foram dirigidos a si. Sua aparência não estava a das melhores, muitos cortes, cabelos desgrenhados e o fato de ser filho de Hades pode ter aumentado o tamanho do enfoque no semideus.

— Oi... — Uma voz feminina chamou a atenção do garoto. Uma dos "médicos" se aproximava. — Sou Gina, curandeira aqui. O que houve?

— Cortes por todo o corpo, principalmente no peito. — A voz de Avery parecia distante. — Estou exausto. Dormir não ajuda mais. Tenho hematomas nas pernas e coxas. Eu não sei mais o que dizer. — O garoto se sentiu desabafando, mas completamente cansado após o ato.

— Ok. Já volto. — Gina saiu rapidamente indo na direção da bancada. O olhar atento do garoto seguia a curandeira. Ele nunca tinha visto um curandeiro trabalhando e apesar de saber que estará sempre ligado a morte, aquilo chamou sua atenção.

A garota começou a fazer várias poções com tamanha agilidade que os olhos de Avery não conseguiam acompanhar todos os processos. Em minutos, duas poções com colorações meio duvidosas estavam feitas colocadas dentro de uma bandeja com agulhas, anti-sépticos e outros materiais que o jovem não conseguiu identificar enquanto a semideusa se aproximava.

— Porque agulhas e faixas? — Perguntou o filho de Hades, com mau humor. Achava que tudo ali iria ser tratado de forma mais limpa e mais... mágica.

— Nem tudo é mágico. Cortes mais profundos e algumas outras feridas são melhores tratadas do modo mortal. — Gina falava enquanto organizava as coisas pedindo para o Avery tirasse a camisa. — Vai demorar um pouco e doer, aplicarei a anestesia.

— Não precisa. — O olhar sombrio do garoto garantiu a menina que ela poderia prosseguir e assim ela fez.

A garota começou dando as duas poções para que o filho de Hades bebesse. Em seguida começou a limpar os diversos cortes com o alcool, o que fez com que o garoto mordesse o lábio enquanto sentia a ardência porém o pior nem havia começado. A garota começou então a costurar os cortes, que ao todo somavam cerca de dez e todo esse processo demorou completamente a manhã toda. A dor era intensa, o puxar, o cortar, a limpeza, o refazer, o ajuste, tudo isso fazia com que a dor aumentasse e a tortura foi deixando o garoto com tamanho mal humor ao ponto de alguns metais acabarem mexendo com este movia a mão, mas ainda assim o efeito era passageiro.

— Você é forte. — Afirmou a curandeira após saturar a última ferida. Em seguida começou a enfaixar o garoto nos locais machucados e para as pernas apenas sinalizou para usar gelo. Porém, ela havia percebido que o corpo do jovem estava cheio de cicatrizes antigas. Aquela não era a primeira vez que ele passava por todo aquele processo cansativo e dolorido. — Pode ir. Apenas descanse e volte aqui para tirar os pontos. Deve ficar com eles durante três dias.

A menina se afastou enquanto o Avery apenas sinalizava com a cabeça seu agradecimento. O filho de Hades sorriu ao conseguir se levantar apesar das dores no peito.
— E tudo está somente começando. — Disse enquanto demonstrava um bom humor desde de que acordara.

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Aura da Morte I [Nível 1]: O filho de Hades emana uma aura que incomoda as pessoas - não chega a afastá-las, mas elas não ficam à vontade. É algo sobrenatural, sem explicação, mas elas tem medo de morrer ao chegar perto. Não afeta semideuses ou seres mitológicos. Esta aura também afasta as almas muito mais fracas de você.[Modificado]
Ativos:
Magnetocinese II [Nível 6] O filho de Hades consegue manipular metais. Não pode mover armaduras nem armas do inimigo, apenas as suas. Metais ou minerais sagrados ou abençoados não podem ser manipulados. — [b]Meramente interpretativo
thanks, ♛ and ▲
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Grimmjow Yuikimura em Qui 03 Ago 2017, 15:38

Baby, I wasn't dead - Second Act


Cada passo dado era uma tortura para o filho de Quione. Aqueles semblantes despreocupados, aquelas vozes alegres... Grimm sentia Nightmare chamando-o, mas sabia que no segundo que ouvisse o tilintar do metal saindo da bainha, perderia o mínimo de controle que possuía.

Sua insanidade já o dominara quase por completo e sua aura gelada manifestava-se cada vez mais forte. Grimmjow fazia-se presente naquele ambiente. Sua parte sã e sua parte insana batalhavam entre si, fazendo com que as temperaturas em volta do garoto despencassem, mas algo estava completamente errado. Ele ainda não havia perdido o controle e, assim, aproveitara para acelerar os poucos passos que faltavam em direção da Casa Grande. Alguns sátiros que estavam nas redondezas falaram alguma coisa inaudível para o estado mental atual do semideus, que continuou sua trajetória para ver talvez as duas únicas criaturas que poderiam cessar, ao menos de maneira provisória, sua vontade absurda de matar.

A porta, fechada, de madeira maciça decorada com as videiras de Dionísio representavam que alguma coisa estava acontecendo dentro da sala de reuniões, ou o que o garoto achava ser. Desde seus tempos de campista, Yuikimura nunca fora de frequentar tanto a Casa Grande, afinal, virara menestrel cedo e como general de Cronos obviamente não tinha um acesso fácil ao acampamento.

Mas ainda assim, sequer chegara a bater na porta. A cara do anão bêbado que cuidava do acampamento por punição ao ver Grimmjow se resumia basicamente a um levantar de sobrancelhas grossas, fingindo espanto. Já a do centauro que treinou semideuses desde os tempos mitológicos era um mix de raiva por ter sido atrapalhado com o espanto de saber que aquela criança ainda estava viva, mesmo depois de saber o que Quione fizera com ele.

Acabou o tempo... - as palavras fizeram a aura se expandir além do raio mínimo do corpo de Grimm, que levara a mão até a bainha de Nightmare, sacando-a rapidamente e...

— Realmente acabou o tempo, garoto. Monitores, vão passear um pouco. Quirón, me ajude aqui com o ex-general. - Dionísio levantou um pouco sua voz, expandindo também sua aura para que amortecesse o "gelo" na sala.

Os pés de Grimmjow estavam amarrados pelas videiras que se ergueram do chão. O Insano sabia que poderia simplesmente devastar o acampamento, já que estava dentro de suas barreiras. Mas Dionísio não permitiria. Enquanto as videiras cresciam cada vez mais pelo corpo do semideus e o apertavam, Quirón se aproximava e, num simples golpe num ponto de pressão, apagou o garoto.

Ao acordar, Grimmjow estava na enfermaria, com o centauro e o deus ali do lado, com Elizabeth novamente atendendo-o. Numa reação de pânico, erguera-se bruscamente, mas uma tontura forte o dominou e, assim, caiu de volta na maca.

— Calma, Grimmjow. Você está recebendo tratamento e ficará melhor em pouco tempo. - disse Quirón, pegando Nightmare, já embainhada. — Sua espada é linda. Os boatos dela durante a guerra não eram mentira, afinal. Não é mesmo, general? - Grimmjow sentira um leve toque irônico na voz do centauro. Mas ambos sabiam que se não fosse uma pessoa em especial, Cronos dominaria o mundo e provavelmente faria todos ali presentes de palitos de dente.

— Centauro desgraçado. - riu brevemente, antes de tossir. — Esse passado já está bem distante, não? Fazem sete anos, horríveis e curtos anos. - resmungou.

— Pois é, garoto. Nós dois somos imortais, então sete anos são a mesma coisa que sete dias. Pra você, pelo contrário. Parece que sete anos foram setecentos. - Dionísio ria, com o centauro balançando a cabeça negativamente.

— Isso no seu pulso vai te controlar enquanto estiver aqui no acampamento. Odiaria ter todo o panteão me enchendo o saco. - continuou, agora num tom mais sério. — Não ouse dar seus chiliques genocidas, não quero outro problemático por aqui. - nesse segundo, o rosto de Eliza esbranquiçou.

Ela não tinha noção de quem era Grimmjow e, agora que descobriu, não sabia se ficava calada ou perguntava sobre o que tratava o assunto que aqueles três velhos "companheiros" tinham acabado de discutir. Após os dois responsáveis pelas crianças, pela segurança e tudo mais dentro daquele território saírem da enfermaria, ela até ameaçou abrir a boca, mas Grimmjow acabara desmaiando.

No primeiro raio de sol do dia seguinte, Yuikimura resolveu finalmente acordar. Ao lado de sua espada, estava um bilhete e uma poção azul que ele tinha a noção de quem era. Pensara até em reclamar, mas desistiu da ideia no meio do caminho, bufando e levantando para pegar o frasco. No bilhete, um simples "Se cuida, general Grimmjay" numa caligrafia bonita, com a assinatura de Elizabeth ao final. Então logo tomou o conteúdo azulado horroroso e fora até a bancada, vendo uma caneta, onde deixou um pequeno recado para a garota no bilhete que ela deixara.

Repousou o bilhete na maca onde ficara, com o frasco vazio fazendo peso para o papel não voar. Feito isso, Grimm pegou Nightmare e colocou-a nas costas, já que estava com preguiça de arrumar a espada na cintura. Ao arrumar a correia sobre o peitoral, percebera que os curativos tinham sido trocados.

— Essa garota... - reclamou baixinho, com os primeiros raios solares esquentando levemente seu corpo. Ele tirou a bainha das costas e simplesmente carregou seu item na mão direita, indo numa simples direção aleatória.

Nem mesmo Grimmjow sabia para onde seus pés o levavam.

Leia:
Item fictício utilizado:
• {Control} / Pulseira [Feita com pedaços das videiras do próprio Dionísio, permite que Insano de Grimmjow seja completamente anulado dentro dos limites do acampamento]

Obs1: Esse item não existe na ficha e nem nada do tipo, mas é útil para a situação e para talvez um plano futuro. "Insano" não tem nenhum tipo de limitação e reprimir duas vezes seguidas somente com a força de vontade seria incoerente. Ah, e a Nightmare, assim como 95% dos itens do Grimm não estão atualizados de acordo com o fórum.
Obs2: Obviamente que não é uma postagem completamente focada na enfermaria, vide obs4. Sequer parece ter completo sentido de estar sendo postado aqui, maaaaaaas preciso de MP, então né kek
Obs3: Grimmjow é um filho de Quione, pelo menos na mente dele. Um dia eu desenvolvo esse negócio direito.
Obs4: Sendo sincero, essa é uma postagem meio que... desorganizada. A intenção era dar a continuidade direta da situação, desenvolver bem a chegada do Grimm de volta ao acampamento depois de dois anos, praticamente. E o insano não colabora.
Obs5: De novo, tô pelo celular, tem corretor e o fórum, principalmente pra postar, é uma bosta por culpa do corretor, códigos e etcs.
Obs6: Tem muitas observações.
Obs7: RÁ IE IÉ
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Não é da tua conta, pode ter certeza disso.

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Will Fortune em Sex 11 Ago 2017, 00:54


Enfermaria
Ethan Miyazaki


E
ntão Ethan, sua narração foi mediana. Você pareceu não narrar sobre o sentimentos dos seu personagem, foi muito superficial nesse quesito, os poucos erros ortográficos que encontrei foram de digitação. Porém em alguns pontos você deu uns deslizes como:

Ethan escreveu:— O antigo Ethan nunca entraria duas vezes na semana na enfermaria. — Ted ria enquanto dava um leve abraço no jovem antes que este deitasse. - Gosto desse seu novo eu.

Logo após retornar a fala você deveria usar o travessão novamente.

Ethan escreveu:Um sorriso sem graça apareceu no rosto do filho de Deimos. Ted começou pegando algumas ervas em sua bolsa além de instrumentos para macerar tais plantas. Minutos se passaram e o curandeiro parecia completamente concentrado em seu dever, até que o jovem parou colocando um leve líquido que havia acabado de retirar da sua bolsa e assim passou a fazer um novo produto. A mente de Ethan não conseguia acompanhar tamanha agilidade à partir daquele momento, o velho amigo do Mênade tinha tempos de prática fazendo aquela poção e por conta disso suas mãos se movimentavam rapidamente, como se elas se auto-controlassem. Uma surpresa se formou no rosto do filho de Deimos, não esperava que Ted tivesse tamanha habilidade em ser curandeiro e essa habilidade se mostrava ali.

Esse parágrafo ficou extremamente longo e cansativo e poderia ter sido dividido assim:

Ethan escreveu:Um sorriso sem graça apareceu no rosto do filho de Deimos. Ted começou pegando algumas ervas em sua bolsa além de instrumentos para macerar tais plantas. Minutos se passaram e o curandeiro parecia completamente concentrado em seu dever, até que o jovem parou colocando um leve líquido que havia acabado de retirar da sua bolsa e assim passou a fazer um novo produto.

A mente de Ethan não conseguia acompanhar tamanha agilidade à partir daquele momento, o velho amigo do Mênade tinha tempos de prática fazendo aquela poção e por conta disso suas mãos se movimentavam rapidamente, como se elas se auto-controlassem. Uma surpresa se formou no rosto do filho de Deimos, não esperava que Ted tivesse tamanha habilidade em ser curandeiro e essa habilidade se mostrava ali.

Outra coisa que eu gostaria que se atentasse é no espaço entre os parágrafos. Tente sempre dar um espaço entre um e outro, o mesmo para falas. Falando em fala:

Ethan escreveu:Enquanto o jovem fazia as poções e preparava os instrumentos para cuidar do semideus, Ethan contou da lembrança que havia voltado a sua mente: "Minha mãe olhava para mim com uma cara de ódio, como se tudo que fosse era apenas uma escória para ela. Outras pessoas estavam na sala, mas tudo que ela falava se referia a mim e a minha desgraça. O que eu havia feito de errado? Seria apenas o nascer o meu erro? Um jovem se aproximou dela e ela sorriu, beijando-lhe a testa. Não consigo ver seu rosto, mas ele me parece familiar. Tudo que Yampi Miyazaki tem é seu poder e agora sei que essa foi sua glória,
seu auge. Mas sei que também foi sua falência. Sua derrota".


Aqui deu a entender, para mim, que foi uma fala. Logo ela deveria ficar assim:

Ethan escreveu:Enquanto o jovem fazia as poções e preparava os instrumentos para cuidar do semideus, Ethan contou da lembrança que havia voltado a sua mente

—Minha mãe olhava para mim com uma cara de ódio, como se tudo que fosse era apenas uma escória para ela. Outras pessoas estavam na sala, mas tudo que ela falava se referia a mim e a minha desgraça. O que eu havia feito de errado? Seria apenas o nascer o meu erro? Um jovem se aproximou dela e ela sorriu, beijando-lhe a testa. Não consigo ver seu rosto, mas ele me parece familiar. Tudo que Yampi Miyazaki tem é seu poder e agora sei que essa foi sua glória,seu auge. Mas sei que também foi sua falência. Sua derrota.

No mais, parabéns.

Situação final: HP: 277:310 / MP: 277/210

Avery O. Winchester

Bom, diferente do seu post no Ethan esse foi bom. Você conseguiu detalhar mais, de outra maneira sem ser superficial como no primeiro. Você começou com alguns parágrafos juntos mas logo se ajeitou e no final ficou todo certinho e alinhado.

Situação final: HP: FULL / MP:FULL

Grimmjow Yuikimura

Olá, apesar de achar o seu personagem completamente forçado, a sua escrita é razoável, e seu post foi bom, apesar de não ser focado tanto na enfermaria em si. Não encontrei erros gritantes que devam ser citados. No mais, parabéns.

Situação final: HP: Full: 498/720





Qualquer dúvida, reclamação, stress... Só enviar MP

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Orion Delagarth em Sex 11 Ago 2017, 16:05


profissionalismo?

A brisa gélida da manhã se abatia sobre o meu corpo causando uma sensação de congelamento que se espalhava cada vez mais a partir da região machucada em meu ombro. Cerrei os dentes para impedir que meu maxilar tremesse de frio enquanto Karen me ajudava a adentrar na tenda principal da enfermaria.

— Eei!! Uma ajudinha aqui?!

A voz de Karen ecoou no local que se encontrava vazio e uma garota se apressou em direção a nós em resposta ao pedido dela e ajudando Karen a me levar até uma maca. Eu mal havia deitado e garota já começou a analisar o machucado em meu ombro esquerdo, aproximando demais o rosto daquela região.

— Sabe dizer o que causou a ferida ? Monstro, animal, arma branca...?

— Foi uma lança! Na hora não parecia muito grave, mas até chegar aqui ele começou a perder muito sangue. Nós até tentamos estocar um pouco prendendo a blusa dele no ferimento, mas acho que ela não adiantou muito... A essa altura ele dev...

— Tudo bem, pode deixar o resto do diagnostico comigo. TED!!!
— A curandeira chamou sem tirar os olhos da minha ferida, apalpando com delicadeza a região ao redor dela.

Tive um pequeno espasmo de dor quando a mão dela apalpou próximo demais e mesmo depois desse espasmo a garota continuou apertando a região com uma expressão analítica. Me esforcei para não gemer a cada cutucada e de repente a curandeira parou.

O garoto que ela tinha chamado surgiu do outro lado da maca. Sem dizer nada ele segurou o meu rosto com uma mão, puxando minha pálpebra direita com a outra e examinando meus olhos que mesmo diante da dor, cada vez mais me parecia difícil de mantê-los aberto.

— Ele está quase ficando inconsciente. — Ted comentou enquanto Karen se afastava, dando espaço aos dois curandeiros.

— Isso eu já percebi. A ferida é pequena, mas profunda. — Ela retrucou sem emoção, começando a retirar minha camisa de cima do ferimento e me fazendo morder os cantos da boca para conseguir ignorar a dor causada por isso — Preciso que você prepare uma poção vitalícia e uma energética para ele enquanto eu fecho esse ferimento.

O garoto se afastou da maca em direção a algum lugar que fugia do meu campo de visão.

Suspirei aliviado quando a garota terminou de retirar a blusa da minha ferida, deixando um pouco de sangue escorrer para os lados dela. A curandeira então deu toques suaves ao redor dos músculos do meu ombro e do meu braço esquerdo e senti eles amolecerem, ficando dormentes logo em seguida.

— Sou a Gina. — Era a primeira vez que ela se dirigia à mim desde que eu entrará na enfermaria, mas eu não estava com forças para responder. — Vou precisar que não faça nenhum movimento, entende?! Já anestesiei seu ombro para não sentir dor, então se você se mexer eu vou acabar abrindo mais o corte! Consegue fazer isso? — Assenti com a cabeça devagar e ela sorriu da mesma maneira mecânica que um garçom sorri ao terminar de anotar um pedido.

Me esforcei para não mexer nenhum músculo enquanto as mãos de Gina se moviam com agilidade em torno da ferida. Como era de se esperar de um curandeiro, ela não fazia uso de instrumentos médicos além das suas próprias mãos.

A anestesia, por mais que tivesse acabado com a dor havia aumentado a sensação térmica de frio causada pela falta de sangue. Uma sensação térmica que me remetia à morte.

"Mas espera. Por que ela não me deu essa anestesia logo de início, enquanto apalpava o meu ferimento ou desgrudava minha camisa de dentro dele? Teria me poupado a dor desde o início..."

Encarei o rosto fino e delicado da garota que me parecia concentrada no procedimento.

"Estou sendo paranoico! Ela é uma curandeira. Devia estar só checando a minha reação a dor, não fez nada intencional... ou fez?! "

Como em resposta aos meus pensamentos o olhar dela subiu rapidamente para o meu rosto e pude observar ele reluzir brevemente num contido lampejo sádico antes de voltar a se esconder atrás da máscara indiferente e ela retornar sua atenção para a ferida.

"Maldita!!!"

Não era a primeira vez que a imagem que tinham construído de mim como o "traidor infiltrado" me agraciava com tratamentos desse tipo por parte de pessoas que eu nem conhecia, mas com certeza era a primeira vez que uma dessas pessoas ia tão longe motivada por esses boatos. Também era a primeira vez que a minha vida estava nas mãos de uma delas.

Inspirei fundo fitando o teto da enfermaria, considerando minhas opções. Não valeria a pena requisitar o outro curandeiro sem saber se ele compartilhava das mesmas opiniões que ela e embora não se tratasse de um ferimento sério eu já tinha perdido muito sangue para me dar ao luxo de exigir ir para outro lugar.  Eu não tinha muitas opções além de torcer para que ela tivesse se satisfeito somente com aquilo.

"O que leva uma curandeira a fazer isso ? Hm... Se bem que no lugar dela... se os boatos fossem verdadeiros e eu fosse uma ameaça, mais tarde ou mais cedo eu podia aumentar o número de semideuses na enfermaria... Não julgaria ela se esse fosse o motivo... Ou será que nos conhecemos antes de eu perder a memória? Isso não me parece impossível... Ou também ela pode ser apenas uma garota muito sádica. Aargh, só vou ficar mais frustrado se começar a tentar adivinhar! Não vou conseguir essas respostas perguntando para ela então o melhor é deixar isso de lado... Mas definitivamente, ela tá no emprego errado."

Depois de alguns minutos senti a mão de Gina dar um tapa forte na minha perna e me dei conta que, inconscientemente, minha hiperatividade estava me fazendo balançar os pés com impaciência. Ergui um pouco a cabeça e vi a garota ainda terminando de fechar o ferimento com as mãos, ligando os tecidos da minha pele.

Eu ainda suava com a sensação de frio que dominava o meu corpo e o cansaço que eu sentia por ter ido numa missão no meio da noite não ajudava minha disposição. A única coisa que eu queria no momento era fechar os olhos e dormir por algumas horas, mas não queria fazer isso e me pôr a completa disposição da curandeira. Voltei então a fitar o teto, me controlando para manter meu corpo parado e acordado, concentrado minha atenção num ponto sujo no teto.

— Ainda não terminou isso aí ?! — A voz de Ted soou depois de alguns minutos e notei que ele tinha se aproximado com dois frascos nas mãos.

— Na verdade eu acabei de terminar! Afinal, parar uma hemorragia e cicatrizar uma ferida requer um pouco mais de atenção do que fazer poções, sabe?! — Ela respondeu com sarcasmo, se levantando da maca e dando uma espreguiçada lenta.

— Requer mais atenção, mas demora a metade do tempo! Eu consegui terminar as duas poções e você ainda aí e ... — Ele parou de falar e se aproximou do meu machucado, encarando com confusão — Que trabalho de merda é esse, Gina?! Dava para ter deixado uma cicatriz com um terço do tamanho que essa ficou! Você não dormiu direito hoje?

— Ah, não enche o saco Ted! Você vive fazendo umas cicatrizações todas cagadas por aí e eu não te falo nada! Vai a merda!


O semideus balançou a cabeça ignorando o comentário dela e dobrou seu tronco em direção a minha cabeça, pondo o primeiro frasco com líquido arroxeada nos meus lábios. Gina saiu de perto de nós e eu hesitei por um segundo antes de beber o líquido todo. Tinha um gosto adocicado que me parecia incomum para um remédio, mesmo eu não lembrando de já ter provado algum ou tão pouco qual o gosto que geralmente eles tinham. Ted empurrou o segundo frasco contra os meus lábios assim que terminei e como o primeiro eu bebi ele todo de uma única vez. Esse, porém tinha um gosto azedo inicialmente que foi se tornando refrescante conforme eu terminava de ingerir.  

— Você vai precisar ficar de repouso hoje. Apesar do remendo, Gina fez um bom trabalho... Mas ainda assim você vai precisar evitar mexer toda essa região do ombro e do braço nas próximas horas.

Pelo que eu tinha ouvido, um simples olhar de um curandeiro podia revelar implicações ruins na minha pequena cirurgia, então me senti imediatamente mais relaxado ao ouvir a confirmação dele de que a garota não tinha ido além na sua "brincadeira".

— Antes que eu me esqueça; as poções vão fazer quase todo o restante do serviço, mas você também vai precisar ingerir muito líquido para ajudar a repor o sangue que perdeu, ok?

Assenti em resposta e ele saiu de perto da minha maca. Pisquei algumas vezes ainda sonolento, mas sentindo meu corpo começar a esquentar a partir da região do estomago num formigamento agradável que parecia se espalhar rapidamente.

Virei o rosto para o lado e vi uma Karen assustada junto a porta conversando com Quíron. Já tinha me esquecido por completo da presença dela ali ou de que provavelmente era primeira vez que ela via um centauro e agradeci que nesse momento ele devia estar fazendo o trabalho chato de explicar para ela tudo o que se tinha de explicar para uma nova campista. Inconscientemente a presença do centauro me passou a segurança que eu precisava e aos poucos me permiti fechar os olhos, finalmente me rendendo ao cansaço e me entregando aos braços do sono.

Considerações Importantes:
Os eventos descritos nesse post sucedem a missão "Memórias?". Meu personagem se encontra com as condições descritas abaixo, conquistadas nessa mesma missão:

40/130 HP 70/130 MP

"(Ferimento grave) Incapacitação do braço esquerdo devido a ferimento perfurante com lança. Reparação do ferimento deverá ser feito na enfermaria ou semelhante. Atividades feitas acima de leves dão acumulo de sangramento -4 HP por turno em caso de missões narradas ou 1:30 hrs on-game (em repouso) 25 min on-game (em atividades) para a morte da personagem."
Poderes & Habilidades:

~ Poderes dos Curandeiros ~

Passivos

- Conhecimento Herbológico [Nível 4] - Muitas plantas são utilizadas na fabricação de remédios, pomadas e outros tipos de meios que buscam a proteção; além disto, não são poucas as vezes que o curandeiro necessitará de um conhecimento prévio sobre algum tipo específico de erva para fabricar determinada poção. Portanto, todos os seguidores de Asclépio serão peritos em identificar plantas e ervas medicinais naturais. {Inspirado em “Conhecimento Avançado sobre Ervas”}

- Aprendiz Formado [Nível 16] - O primeiro passo para tornar-se um médico relevante é concluir o ensino superior desta área. Interpreta-se que, ao não desistir, o indivíduo em questão está realmente interessado em sua função desenvolvida. Estima-se, também, que o conhecimento deste já será bem mais completo do que aquele que entrou há tempos atrás e contarão inclusive com uma maior prática. Sendo assim, os equívocos iniciais já se tornarão mais raros. Este dom inclui o conhecimento sobre a aplicação de remédios no momento oportuno e de talas quando necessário, sabendo tratar agora ferimentos mais profundos e fraturas. Operações complexas exigem mais vivência e ainda não podem ser alcançadas.

Ativos

- Anestesia [Nível 11] - A dor causada por machucados pode, agora, ser aliviada pelos curandeiros de forma mística. Tocando os músculos feridos, consegue retirar quaisquer dores do paciente, o que pode ajudar até mesmo na concentração e na calma deste. Não afeta o HP, apenas dores que podem ser debilitantes. Pode ser usado em si mesmo. O alivio dura por 3 rodadas.

- Cicatrização II [Nível 15] - Agora o dom de cicatrizar cortes e ferimentos já está mais forte nos seguidores de Asclépio. Ao tocar as feridas abertas, estas se fecharão em uma rodada, impedindo hemorragias e sangramentos, anulando tais penalidades em casos de efeitos de nível igual ou menor que o curandeiro, ou reduzindo-as a apenas 25% se maior. Adicionalmente, recupera 5% da HP e MP do alvo, quando em outra pessoa, ou 5% da HP quando em si mesmo (sempre arredondando para baixo). A cicatriz ficará no local, mas será discreta, independente do tipo de ferimento. Este poder só pode ser usado em si mesmo se conseguir tocar o ferimento. 1 utilização por batalha. [Novo]

Poções

- Poção Vitalícia Média [Nível 12]: Se criada corretamente, a poção irá adquirir uma coloração semelhante à Poção Vitalícia Simples, porém desta vez será um pouco mais brilhante do que a anterior e será um pouco mais escura. O gosto da poção, a princípio, é azedo, contudo vai se tornando refrescante conforme é ingerida. Este tipo de poção só poderá ser criados por Alquimistas, uma vez que ela é mais avançada que a sua antecedente. Por questões de segurança, só uma dose pode ser ingerida uma vez por turno.
OBSERVAÇÕES:

- Poção Energética Média [ Nível 15] - Ao ser produzida da forma apropriada, a poção adquirirá uma tonalidade arroxeada, levemente brilhante e um gosto frutífero de refrescante e adocicado; também como a poção vitalícia média, esta só pode ser criada por aqueles curandeiros que decidiram tornar-se Alquimistas. Por questões de segurança, ela só pode ser ingerida uma vez por turno.

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Will Fortune em Sex 11 Ago 2017, 16:20


Enfermaria
Orion Delagarth


E
ntão Cebola. Você já sabe o que eu acho da sua escrita devido a algumas avals anteriores. BTW, eu adorei o seu post aqui. Sério mesmo, foi o primeiro que eu vi que fez uma interação na enfermaria dessa forma. Como uma enfermeira 'fazendo o seu serviço de forma errada'. Você tem muita criatividade. Continue assim sz

Situação final: HP: FULL / MP: FULL


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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Hécate em Ter 15 Ago 2017, 16:33



Teje coisado!







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.:: deusa da magia e das encruzilhadas :: mestra da névoa :: adm do pejotinha ::.

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

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