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♦ Enfermaria Central ♦

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♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por 075-ExStaff em Sab 16 Fev 2013, 22:18

Relembrando a primeira mensagem :



♦ A Enfermaria Central!


Uma das maiores tendas que havia no Acampamento. Ficava ao lado da tenda da curandeira-mestra, Kristy, e em sua totalidade, um brilho dourado irradiava de sua estrutura. Sobre a sua porta, foram esculpidos em bronze os símbolos dos Curandeiros. Ao adentrar no local, podia-se ver ao menos cinco estantes cobrindo ambas paredes laterais, cheias de ingredientes para poções, líquidos e ervas finas e medicinais. Ali, também, estendia-se uma fileira de macas, em torno de 10, o que apontava que apenas 10 pacientes poderiam ser atendidos por vez.
Dois Curandeiros, um chamado Ted Lopux e um uma garota com o nome de Gina Rockwell atendiam todos os pacientes, sendo extremamente ágeis e rápidos em seus atendimentos.



♦ Como funciona a Enfermaria Central?


De acordo com as necessidades do fórum, foi decidido que criaríamos uma enfermaria central para atender os feridos que costumam demorar para serem atendidos nas demais enfermarias e, também, para não sobrecarregar mais os nossos curandeiros.
A Enfermaria Central, como dito no post, comporta por vez 10 Campistas, ou seja, caso não haja uma atualização rápida dos personagens, o décimo primeiro postador irá ser considerado inválido, ou seja, seu post será ignorado.
A recuperação de HP e MP irá variar de acordo com a qualidade do post do usuário, sendo que a quantia mínima é de 0 (para posts considerados totalmente fora do padrão, com uma quantia de erros de escrita acima do normal) e a máxima é de 150 (para posts considerados excelentes, com nenhum ou pouquíssimos erros de escrita). É permitido apenas um post por atualização. Não um post por dia, nem por semana, mas sim por atualização.
As narrativas são on, ou seja, você terá de narrar que entrou na enfermaria e falou com um dos nossos dois curandeiros NPC's. Por fim, será avaliado e curado com a pontuação que merece.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Rachel B. Moogreyd em Sex 12 Jul 2013, 12:04


I'm a Little Torn ...

Enfermaria - Manhã - 11:55 - Tempo está Instável



Estava com a cabeça atordoada, depois de enfrentar um filho de Thanatos junto aos seus Clones e esqueletos armados acreditava que tudo era possível naquele acampamento. O Corte que o esqueleto havia me feito no pescoço ardia, era um ardor suportável mais era meio chato e seria melhor eu tentar tratar logo daquilo. Fui até a enfermaria, havia alguns semi-deuses por lá, alguns com leves ferimentos e até já se retirando do local e outros com umas escoriações horríveis. Caminhei até uma maca vazia e me deitei, estava morta de cansaço. Esperei por um tempo alguém vir me atender até que um Garoto, jovem e belo me despertou de um cochilo repentino. -Posso ajudar Srta.? -Ele falou com um sorriso amigável, deveria ser algum curandeiro dali. Levantei-me ficando sentada na maca e sorri para ele. -Sim, Desculpe cochilei sem querer. Sou Rachel, vim aqui por um curativo para esse ferimento -Falei e inclinei um pouco o pescoço para trás deixando visível o corte. -Não é nada muito grave, eu acho só um remédio e um curativo. Sorri e encostei minha cabeça na parede onde a maca ficava próxima. O garoto assentiu e foi até uma prateleira pegando algodões, uma vasilha que identifiquei ser água, outro frasco e um curativo. Ele tocou meu queixo delicadamente e o forçou para cima assim minha cabeça foi inclinando. Ele deu uma olhada no ferimento e sorriu com os lábios cerrados. -Não foi nada de mais, mas fez bem em vir aqui, irei limpar o ferimento depois por o curativo, será rápido. -Ele molhou o algodão na água e passou levemente pelo corte que ardeu. O movimento de vai e vem do algodão no ferimento foi causando irritação, coçava, ardia um pouco, mas era suportável. Após se certificar da limpeza ele abriu o outro frasco que continha uma espécie de creme, Pomada deduzi. Ele passou a pomada no dedo e depois passou sobre o corte delicadamente, a frieza da pomada me fez levar um leve susto. Ele então sorriu e se levantou cruzando os braços. -Pronto, logo cicatrizará, e tome isto assim que a pomada secar ponha no local. Ele falou me dando o curativo. Então arqueou a sobrancelha e me olhou com uma feição curiosa. -Me diga como conseguiu esse corte?. Arregalei um pouco os olhos surpresa e mordi os lábios nervosos. -Digamos que num acidente. Obrigada, tenho que ir descansar. Tchau. -Me pus de pé num pulo e acenei me despedindo do Curandeiro. Sai rapidamente da tenda, ninguém ainda sabia do ocorrido, além de Quíron, contei a ele que havia encontrado uma garota ferida na floresta junto a um monitor, que na verdade foi o causador de tudo. Enfim, fui em direção ao refeitório, a fome me corrompia ao poucos eu não aguentaria um minutos mais sem comer algo.


post: 0015 tags:#RACHEL #NPC. notes: Princess Of The Beauty ~ Roupa De Rachel - AQUI :3


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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por ♦ Eos em Sab 13 Jul 2013, 19:47


Avaliação


Haley - Full

Boa narração, mas tente detalhar mais o atendimento em si.

Dust - + 40 HP/ MP (parcial)

Cuidado para não se tornar muito repetitivo nas descrições. A ortografia é outro fator importante. Revise e utilize o corretor para evitar alguns erros simples.

Jason - Full

Não precisa de uma introdução tão longa - foi bem feita, mas foque mais no atendimento. Cuidado com alguns errinhos, use um corretor e verifique seu template, está desconfigurando o fórum. Eu daria recuperação parcial, mas seria o suficiente, então, full.

Pietro - + 70 hp/ MP (parcial)

Escrever bem é diferente de escrever floreado, pietro. Mesmo se este for seu estilo, tente focar mais no propósito do texto. Fora que a escolha das palavras influencia na fluidez e construção do texto, se atente a isso.

Louis - + 40 HP/ MP (parcial)

Cuidado na coerência - como um monstro atenderia na enfermaria? Sei que é o pensamento do personagem, mas coisas do tipo já teriam sido explicadas para ele, certo? Alguns erros de digitação e a confusão de a fim e afim. Além disso, você mistura primeira e terceira pessoa - fique atento a isso.

Rachel - Full

Apenas tome cuidado na digitação - principalmente no uso de maiúsculas/ minúsculas.

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Justin Law em Qua 17 Jul 2013, 23:34



Becoming Insane
Madness in the Infirmary


Estava deitado na maca da enfermaria central. Minha cabeça doía eu via pôneis coloridos rodopiando a minha cabeça cantando uma música irritante. Não me lembrava como nem porque eu estava aqui, e toda vez que tentava forçar minha mente a lembrar eu sentia uma forte dor.

Fiquei uns cinco minutos desse jeito até minha visão começar a voltar ao normal. Os pôneis sumiram e um rosto feminino já conhecido apareceu. Tentei falar com Gina, mas minha garganta estava completamente seca e dolorida.

- Não fale, só vai se sentir pior - ela disse - Você estava em um treino quando uma filha de Apolo te acertou com uma maldição por você tê-la rejeitado. Eu já retirei a maldição, porém efeitos causados por ela ainda permanecem. Garganta seca e dolorida,confusão mental, o que fez você perder suas memórias recentes, além de algumas queimaduras. Por favor, fique quieto enquanto eu trato desses ferimentos. Você não deve se esforçar.

Obedeci suas ordens e fiquei observando o processo. Ela pegou o habitual creme que agia como o poder da noite e ajudava na aceleração curativa das proles de Nyx. Tentei não gritar quando ela passou o remédio nas queimaduras, o que consegui com facilidade devido a minha garganta danificada, mas as caretas de dor me entregaram. Ela ficou murmurando pedidos de desculpas até terminar de cobrir toda a região afetada e colocar curativos.

Logo depois ela tratou da minha garganta. Pegou alguns líquidos de consistência estranha e começou a preparar uma mistura. Olhei para o teto somente para não continuar vendo, sentindo um pouco de nojo ao lembrar que teria de beber aquilo. Após terminar, colocou o resultado num copo e me mandou beber. Era simplesmente horrível, eu sequer tentei disfarçar o nojo. Tinha gosto de limão com suor escorrido de meias usadas, e não pergunte como eu conheço o gosto deste último, tudo que posso dizer é que envolveu apostas que acabaram fracassando.

Felizmente o remédio começou a fazer efeito rapidamente, e seu gosto logo se esvaiu da minha mente. A garganta começou a melhorar, mas não arrisquei começar a falar para não piorar minha situação. Tudo que faltava era cuidar da minha perda de memória. Ela se posicionou de forma a ficar de frente para a minha cabeça, colocou as duas mãos nela e começou a ditar uma prece em grego antigo.

Não me importei muito com o conteúdo exato, apenas notei ser uma reza para Apolo, pedindo orientação neste momento de dificuldade, entre outras apelações ao deus da medicina. Minha mente foi clareando aos poucos, de forma que em três minutos eu já me lembrava da minha briga com a garota de Apolo. Ela havia me pegado por trás, impossibilitando que eu revidasse a altura. Mas eu ia me vingar, isso é certeza.

- Sugiro que fique aqui até eu ter certeza de sua real condição. Novamente, não faça esforços desnecessários. Irei pegar o jantar para você. Aguarde.

Ela saiu do recinto, me deixando na enfermaria que a meu ver, parecia estar vazia. Me remexi na maca até encontrar uma posição confortável e aguardei a garota voltar.
Justin Law
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por ♦ Eos em Sex 19 Jul 2013, 03:07

Justin - Full

Bem descrito e detalhado. Apenas cuidado com o template, que bugou.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Piotr Abramovich em Qui 25 Jul 2013, 04:38





Help me!

Quando Calvin retornou ao chalé depois de encher o bucho, enfurnou-se no banheiro para tomar um banho que inicialmente seria rápido, mas, ao decorrer-se mais ou menos meia hora, já era de se pensar que aquele banho demoraria, não só por Calvin ser meio devagar para essas coisas, mas por sentir dor quando os jatos de água se chocavam com seus machucados. Uma pequena fila de espera se formou dentro do chalé de Héstia, composta por poucos campistas - uns apertados para tirar a água do joelho, outros nem tanto. Finalmente, quando Calvin ameaçou sair do banheiro, se tocou de que esquecera sua muda de roupas em cima da cama, e que, portanto, deveria pedir para um meio-irmão buscar ou sair pelado na frente de todos para ir até seus aposentos. A opção escolhida foi a segunda, uma vez que os irmãos, já irritados com a enrolação de Calvin, se negaram a ajudá-lo e ficaram apenas curtindo com a sua cara, duvidando que realmente o jovem retiraria-se nu do banheiro. E assim fez, sem hesitação alguma. Escancarou a porta do banheiro, dando tanto espaço para o bafo da água quente sair quanto para ele mesmo. Era óbvia a reação dos meio-irmãos: risos da parte de alguns e repulso, nojo da parte de outros. Mas ele deu de ombros e, caminhando calma e prosperamente, dirigiu-se até seu canto, onde se vestiu.

Seriamente manco e desequilibrado, o filho de Héstia deixou o chalé. Na porta deste, havia um grandioso pégaso, de nome Franklin; o primeiro companheiro de Calvin. A criatura, afortunada, cordial e primorosa, já estava de prontidão para auxiliar o semideus, que preferiu andar - independente de mancar - ao subir nas costas do garanhão para prosseguir no rumo da enfermaria.

Após longos minutos de caminhada, a dupla alcançou o âmbito da enfermaria, que, por sinal, estava praticamente deserta. Um ou outro campista entrava ou saía de lá, nada mais nem nada menos. Ao entrar na imensa tenda, Calvin teve uma rápida recaída que o fez se apoiar em Franklin para não capotar no chão, sendo imediatamente socorrido por um casal de meio-sangues. O pégaso regressou até sair da enfermaria e deixar seu dono nas mãos dos curandeiros, relativamente preocupados com o estado que repentinamente Calvin entrara. Seus olhos estavam pesados e sua cabeça explodindo, sem contar um talho mediano  no ombro direito e diversos arranhões - tantos superficiais quanto minimamente mais sérios - espalhados pelo resto do corpo, inclusive um que passava no rosto, saindo da testa e indo parar na boca; tudo resultado de treinamentos e missões mais recentes.

 — Ahmm... — O ápice da dor ocasionou uma explosão - não literária - na cabeça de Calvin, levando-o ao desmaio. Os corações dos curandeiros que atendiam o jovem quase pularam pela boca quando viram a cena, mas, ao constatarem o motivo do desmaio, relaxaram um pouco mais. A menina que o atendia correu para apanhar esparadrapos e gases, enquanto o garoto tratava de limpar os principais machucados de Calvin por meio de algodões e álcool. O tempo da garota voltar foi suficiente para o filho de Héstia ficar semi-nu, já que a presença de ferimentos mostrava-se por todo corpo do semideus. A curandeira, imediatamente, pôs-se a arrumar as bandagens espalhadas pelas piores feridas, deixando as mais simples sem quase nada, apenas limpas e com um pouco de ervas medicinais e pomada - provavelmente uma mistura de cicatrizante com anti-inflamatório ou coisa do gênero -, conferindo uma melhor recuperação. — Vamos rápido com isso, Maria. — O garoto finalmente falou, mas de forma severa e levemente rude. Em resposta, a garota se pronunciou. — Estou quase lá, João! Vá pegar o remédio para aliviar as dores de cabeça do menino. — E, quase tão rápido como ele foi, voltou, trazendo duas cápsulas brancas consigo, as quais foram goela abaixo de Calvin, sanando vagarosamente suas dores mentais.

Calvin finalmente acordou quando estava deitado em sua cama, no chalé. A dor de cabeça e os remédios usados para saná-la provavelmente deixaram o campista dopado, a ponto de os curandeiros poderem tratar dele e levarem-no de volta ao chalé - com a ajuda de Franklin - com ele ainda dormindo. Vestido e com bandagens em várias partes do corpo, Calvin permaneceu imóvel na cama. Uma meia-irmã mais nova dele o contou como ele chegou lá e ainda por cima fez-lhe o favor de narrar uma historinha infantil para que ele conseguisse dormir. 

Leveck @ CG 
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Neil Copar em Sex 26 Jul 2013, 13:38

Farmácia ao estilo meio-sangue
     Eu já havia ficado na enfermaria um tempo, mas ainda não estava totalmente recuperado, o grande corte que a lança da dracaena havia feito em mim ainda me impossibilitava de fazer muita coisa. Entrei na enfermaria e deitei na cama mais afastada da porta, pensei que se alguém tivesse se ferido gravemente seria mais fácil leva-lo a primeira cama. Fiquei deitado um tempo quando uma meia-irmã minha me perguntou o que havia acontecido. Respondi levantando a camisa no lugar do corte. Ela olhou o ferimento estudando-o por um tempo, vocês podem tirar sarro de mim achando que eu estava tentando seduzi-la, mas sinceramente é difícil seduzir alguém sendo que suas costelas aparecem logo após a pele, sem um centímetro de músculos, ela foi a um armarinho e me trouxe aquilo que os mais experientes chamavam de ambrosia, comi um pouco e tinha gosto de sorvete de creme com profiteroles, minha sobremesa preferida, sem querer acabei me lembrando de minha mãe no México. Como ela estaria vivendo sem mim? Será que sentia minha falta? Espero que sim. Deitei na cama quando a garota voltou com um pano e um frasco de liquido amarelo Brilhante. Então ela encharcou o pano com a substancia e passou em meu ferimento. Aquilo ardeu como tocar em brasa, mas logo depois trouxe um sensação de profundo alívio. Como arrancar um espinho, pensei. Perguntei para ela se podia ficar mais um tempo ali. Ela respondeu que podia ficar ali até anoitecer, para verificar se o machucado sarava. Aquilo foi um alívio para mim, o monitor, nada de serviços por um tempo. Então eu adormeci, acordando de tempos em tempos com pessoas chegando e indo embora.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Justin Law em Seg 29 Jul 2013, 16:33


Infirmary
Descansando

Meu corpo sendo carregado pelo acampamento. Minha cabeça latejava de dor, e a minhas memórias pareciam um tanto desconexas. Senti meu corpo ser colocado em um local macio e acolchoado na parte da cabeça, provavelmente uma maca.

Alguém segurou minha cabeça e despejou um liquido levemente amargo na minha boca. Poucos segundos depois eu meus sentidos voltaram ao normal e vi a habitual curandeira de plantão que sempre cuida de mim, Gina.

- Você vai acabar morando aqui com a frequência que acaba machucado. - disse.

- Não tenho culpa por ter uma vida social ativa. E ai, qual o problema comigo?

- Alguns cortes e foi encontrado veneno em seu organismo, devido a adaga envenenada de um filho de Hermes. Parece que seus anticorpos retardaram o efeito, mas não anularam. Por sinal, quanto tempo faz que você dormiu?

- Hmm, cerca de 48 horas.

- Você só pode ser louco. Esse foi um dos problemas encontrados também. Você desmaiou no treino de armas de longa distância. Além disso, você tem alguns ferimentos em seu corpo. Fique quieto enquanto eu cuido de você.

Assenti e fechei os olhos. Somente quando Gina começou a espalhar o creme cicatrizante em meu tronco que eu notei que estava sem camisa. Ela aguardou três minutos até os ferimentos se curarem. Eu não sabia de onde vinha todos, mas a maioria era do treino com armas.

Gina pegou uma garrafa com um liquido de coloração transparente. Passou o liquido nas mãos e esfregou nos ferimentos, as vezes me causando cócegas, mas nada que eu não pudesse reprimir. Após terminar o processo que faria as cicatrizes sumirem pegou uma jarra cheia de um liquido dourado e colocou em uma colher, dando-me para beber.

- É néctar. Vai recuperar suas energias. Você deve descansar agora e quando acordar vai tomar outra dose, então está liberado - falou.

Assenti e perguntei se incomodaria eu dormir na maca. Ela respondeu que não e me ajeitei numa posição confortável, rapidamente caindo nos braços de Morfeu devido a quantidade de tempo que dele me afastara.

OBS:
Eu fiz esse post com o principal objetivo de recuperar as energias, apesar de como demonstrado, algum HP também deva ser recuperado. Só queria avisar que caso não ganhe full HP/MP, pelo menos queria ressaltar para ganhar mais MP do que HP.
Justin Law
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por John D'Anniballe Plucani em Qua 31 Jul 2013, 18:04





Medicine,



O gemido de dor dentro do chalé atormentava todos, quando John mais uma vez tentava descansar. Seus músculos o atormentavam e reclamavam em cada movimento feito sobre o colchão.
Jon levantou sua camisa para ver seu ferimento em seu peito. Estava horrível, de um jeito que seria impossível de se explicar. O tecido da camisa piorava ainda mais a situação, era preciso procurar ajuda. Ele se levantou e saiu do chalé.
O acampamento parecia calmo, era uma tarde linda de sábado e os campistas praticavam e brincavam em toda parte. Cochichos e risos de Naiádes eram escutados facilmente. Os passos de John eram lentos e dolorosos, suas pernas sentiam o cansaço de noites sem sono, razão: a dor. Dor emocional e física, cuja duas se fundiam num profundo tormento. Era preciso curar sua dor física, então logo se direcionou para a enfermaria central em busca de ajuda.
A enfermaria central era uma das maiores tendas que havia ali, não era difícil encontra-la. Um brilho irradiava de sua estrutura e na porta estava esculpido em bronze, o símbolo dos curandeiros. A porta estava entreaberta e com dificuldade John se aproximou da mesma.
Uma faca era desferida em seus músculos a cada passo e movimento que dava, seus olhos estavam vermelhos devido ao cansaço e sua cabeça só pensava em uma coisa naquele momento: sua noiva Luce.
Um sorriso brotou no rosto de John ao pensar naquele nome. Luce era sua companheira, sua amada e ficar perto dela era tudo o que ele queria e com certeza seria a próxima coisa que faria após se curar.
Uma batida oca e fraca na porta demonstrou a entrada de John. Havia três campistas no local, porém John não conhecia nenhum deles. Quem o recebeu foi um moço, com cabelos louros e da mesma estatura do semideus, John olhou em seu crachá, seu nome era Ted.
- Bem-vindo à Enfermaria Central, como posso ajuda-lo? – indagou o curandeiro.
- Eu me feri em uma missão, preciso de ajuda. – respondeu com dificuldade John.
Ted levou John até uma maca e o sentou na mesma.
- Onde é o ferimento?
Desta vez ele não respondeu, apenas tirou a camisa demonstrando o ferimento horrível no peito. Ted se assustou e se direcionou para uma prateleira mais perto e começou a procurar algo, depois de alguns segundos ele pegou dois vidros com alguma substância dentro e se dirigiu para uma mesa que estava no lado da maca.
Na mesa havia um pote, era mais como uma concha aberta. Ted depositou uma substância líquida azul naquele “pote” e logo após despejou uma erva verde que havia no outro vidro e começou a amassá-las sobre a substância azul com um pilão bem pequeno até as folhas se dissolverem sobre a substância fazendo-a tornar em uma cor negra
- Deite com a barriga para cima, por favor. – disse Ted mostrando um sorriso em seu rosto.
John se deitou, seus braços e músculos reclamaram do movimento, mas ele sabia que seria melhor para ele.
- Irá arder muito, essa é uma substância para causar a desinfecção do seu ferimento então irá doer. Peço para que fique o mais quieto possível para não atrapalhar os enfermos e pessoas que estão aqui.
John assentiu com a cabeça e fitou o teto da cabana, seus punhos se fecharam para se preparar para a dor que viria em seguida. Ted começou a despejar o medicamento sobre o ferimento e John não aguentou, gritou. Seu grito foi tão alto que outra curandeira no local teve de segurar John para ele não se mover. O seu corpo se movia involuntariamente tentando sair desse ardor. A curandeira era forte conseguiu segurar John tempo suficiente para Ted terminar de despejar o medicamento.
Logo após acabar a medicação, John ainda gritava. O medicamento ainda estava fazendo efeito sobre seu ferimento. Ted voltou-se para a prateleira para pegar as coisas necessárias para fazer o curativo e rapidamente voltou para a maca onde a curandeira segurava John. Ted foi ágil ao fazer o curativo, não levou nem um minuto para isso.
Após o curativo feito, seu ferimento ainda doía, mas a dor tinha diminuído. A curandeira o soltou-o e sorriu para John.
- Vai doer ainda por aproximadamente uma hora, quero que fique aqui esse tempo para trocarmos o curativo. – informou Ted para John que agora estava sentado na maca.
O campista assentiu.
- Por favor, preciso de um copo com água. – pediu John.
Ted foi até o bebedouro, pegou um copo, encheu-o de água e levou para John.
O filho de Thanatos bebeu a água e tornou-se a deitar, com a dor em seu peito esperando o tempo passar.



Após uma hora, a dor já tinha passado e Ted já tirava o curativo do peito de John. O campista observou o ferimento após tirar o curativo. Estava melhor, não havia sangue mais, apenas o começo de cicatrização. O curandeiro pegou outra gaze na mesa ao lado e fez outro curativo.
- Agora já pode sair Senhor Sparks. – Disse simpaticamente Ted. - Volte quando precisar.
- Obrigado, muito obrigado mesmo. – agradeceu John já saindo da tenda andando sem rumo.












"Os monstros existem.Os fantasmas também.Eles vivem dentro de nós e...ás vezes eles ganham" - Stephen King.

By Alexiel @ Ops!


John D'Anniballe Plucani
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Vá para o subterrâneo, encontrará um túnel, continue nesse caminho por cem metros. Na parte mais escura do túnel, encontrará um salão, grande e escuro, dois pontos roxos serão vistos no fim da sala, brilhando como estrelas; um calafrio percorrerá seu corpo inteiro, seus olhos temerão o futuro, suas mãos trêmulas estarão com medo e por um momento não verá mais o brilho roxo, sentirá o gelo de minha arma no seu pescoço e em um instante estará diante de meu pai. Se quiser me procurar, venha, mas lhe garanto, a morte estará te esperando.

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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por 064-ExStaff em Sex 02 Ago 2013, 20:25


Avaliação


Calvin Hewitt ♦ Full. Gostei de  sua escrita, assim como da narração, que foi, no mínimo, ótima! Continue assim, Calvin.

Paul Hendrix ♦ 100/120 [+20 hp] 100/120 [+10 energia]. Apesar de o pequeno texto ter um bom desenrolar, preste atenção aos erros de acentuação, assim como os de pontuação. Tente colocar mais parágrafos, de modo que o texto fique mais organizado, e que não seja apenas uma grande "massa de linhas e palavras".

Justin Law ♦ Full. Boa narração e escrita. Parabéns!

John Sparks Rose ♦ Full. Gostei de seu texto. Simples e direto, incluindo a explicação do curandeiro. Apenas uma observação: Por que não fora procurar ajuda antes? Com um ferimento assim, deveria ter ido imediatamente à Enfermaria.



☀ Atualização ☀


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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Rafael h.m.m.b em Qua 07 Ago 2013, 22:02

Eu estava na floresta arriscando minha vida por um pedaço de papel inútil, grover me disse que era importante... Enfim estava sozinho na floresta, a mercê de qualquer dragão gigante de aço cuspidor de fogo feito por hefesto. Eu ouvi um estrondo gigante vindo a uns 100 metros de distancia

-BRUM!

-MAIS OQUE E ISSO! -gritei-

Quando eu gritei o objeto veio se aproximando, como era de se esperar, era um dragão de aço gigante feito por hefesto, e para variar, o papel estava na costa dele. Não me pergunte como grover perdeu isso lá. O dragão gigante me atacou, e eu esquivei. O dragão soltava fogo para todo lado, mais eu resisti ao fogo, e parecia que só uma patada dele iria me matar, Eu pulei em uma arvore grande, o dragão soltou fogo na arvore, ela explodiu e eu dei 3 mortais e aterrissei nas costas do dragão.

- EIA!-gritei-

- Dragão burro!, venha me pegar seu mané!

Com o papel na mão, eu convoquei um spartus com meus poderes esquisitos de semideussise e hadessise e coisa e tal. O esqueleto é muito maneiro, ele matou a gorgona que me perseguia por 2 dias, então eu corri, o spartus morreu, e o dragão me alcançou rapido, 300 metros, 200 metros, 100 metros, Enfim eu entrei no acampamento, eu achei que estaria seguro lá mais o dragão passou pela proteção e me jogou devolta para a floresta, em pleno ar eu consegui ler oque estava escrito no papel:
'' Acesso vip ao show de brega ''
- ...

- ele me enviou até aqui para um ingresso de brega?
Eu bati de cabeça com um tronco e cai no chão. a minha cabeça quase estourando e o dragão se aproximando... Teria coisa melhor? Ai eu me toquei que não era só um convite, tinha dois no envelope, o grover estava namorando. Eu desmaiei
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Rachel B. Vallentine em Qui 08 Ago 2013, 16:37


Infirmary
Nenhuma dor é forte o bastante que você não possa suportar.


Era noite e ainda caminhava com certa dificuldade mesmo com o apoio do sátiro ao meu lado a dor em meu tornozelo estava se tornando algo difícil de ignorar. Mas o meu tornozelo não era apenas meu único problema havia um corte em meu braço que mesmo que pouco ainda permanecia a sangrar. Era claro que o sátiro estava preocupado com a minha situação mesmo eu me mostrando calma perante aquela situação, chegamos a frente de uma enorme tenda onde sobre a sua porta olhei curiosa para os símbolos ali esculpidos - O que diabos eu estou fazendo? - Não era hora para eu ficar maravilhada com uma coisa tão supérflua afinal eu estava sangrando e meu pé, ah meu pé que dor desgraçada vinha dele.

- Minha nossa!

Foi o conjunto composto daquela frase e a face de espanto da garota que pude identificar como a ‘enfermeira’ ali que acabaram por me fazer soltar uma leve risada que foi interrompida rapidamente pela dor que sentia. Com a ajuda de outro garoto que já estava ali e eu supus ser companheiro de trabalho da escandalosa, me sentei em uma das várias macas que havia ali. Quando eu pensava em chamar a atenção do sátiro que já estava caminhando em direção à porta fui interrompida novamente por uma dor, mas não uma simples dor como a que eu senti anteriormente dessa vez senti que iria gritar um belo de um palavrão que rapidamente engoli e pude expressar meu tormento apenas com uma careta.

-Desculpe, mas tive que verificar se não estava quebrado. Com sorte você tem apenas uma luxação, nada grave.

O rapaz falou sorrindo enquanto se dirigia para uma das estantes – Por que você está sorrindo seu maldito? Ah eu sei, é porque pimenta no olho dos outros é refresco!? – Minha vontade era enfiar a cabeça do desgraçado na parede até ver todos seus miolos no chão ao meu lado. Respirei fundo e olhei a volta tentando entender o que me aguardava ou eu deveria aguardar dentro daquela tenda – Por favor, nada de injeções não quero ter que passar por esse terror novamente. – A imagem de uma sala branca e vários enfermeiros a minha volta tentando me segurar junto com a sensação de várias agulhas entrando em minha pele imediatamente veio a minha mente. Obriguei-me a bloquear a continuação destas lembranças e percebi que novamente estava dentro de uma tenda e a maluca ‘escandalosa’ se aproximava de mim com uma pequena cumbuca nas mãos onde dentro havia uma massa com uma cor não muito definida e um cheiro nada agradável, ao lado da cumbuca que ela colocou numa mesinha ao lado da maca estavam uma tigela cheia de água e vários panos e bandagens.

- Vai arder um pouco, mas é para o seu bem.

E ali começou a minha maratona de autocontrole quase o perdi no momento em que depois de limpar boa parte do ferimento a garota colocou aquela massa estranha em meu corte, eu disse colocou? Não, ela socou aquela porcaria dentro do meu corte e depois enfaixou meu braço. Pensando que não tinha como aquilo piorar era hora de verificar o meu tornozelo, o rapaz então entregou para a garota que descobri se chamar Gina apos ouvi-lo falar seu nome uma nova tigela contendo uma substancia que pelo menos não cheirava tão mal como a anterior. Delicadamente desta vez a mesma passou aquilo em meu tornozelo que inicialmente doeu, porém eu não sei como talvez por mágica eu já não a sentia mais. Após uma massagem ela mergulhou algumas folhas na tigela e depois as colocou sobre meu tornozelo enfaixando o mesmo em seguida.

- Pronto seu tornozelo ficará bom se você não o força-lo e o que está nesse pote é para o corte em seu braço. Depois do banho que você o lavar coloque isso e depois enfeixe o seu braço novamente. Em pouco tempo você vai ver como ele vai ficar bom, caso tenha dificuldade ou sentir mais dores pode vir aqui está bem?

- Ah sim, obrigado.

Desci da maca com a ajuda de Gina e ela me entregou um pequeno pote que eu sabia conter aquela massa de cor indefinida e cheiro horrível que eu seria obrigada a passar no corte em meu braço ou talvez eu o perdesse de forma trágica em alguma parte do caminho até o meu chalé. Está bem, eu não vou me livrar do remédio mesmo querendo muito isso a vontade de ver meu braço melhor supera minha teimosia - Por duas vezes quase morri não posso me dar ao luxo de ficar mal em um lugar como esse. - Novamente agradeci a Gina e ao garoto que estava ali por me ajudarem e rapidamente sai daquela tenda, Ilidan estava me esperando próximo a porta rapidamente veio para meu lado e o usando como apoio fui mancando em direção ao meu chalé.

Rachel B. Vallentine
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Zeus em Sab 10 Ago 2013, 17:27

ATT


Corrija um sábio e o fará mais sábio.
Corrija um ignorante e o fará teu inimigo.
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Enfermarias

Mensagem por Arlen Weizsäcker em Ter 13 Ago 2013, 18:44



Enfermaria Central




  Estava exausto, aquela missão acabou comigo. Estava com minha nova marca de batalha, uma queimadura na parte superior do meu antebraço.
  Eu estava voltando dos campos de morango, vendo a parte que o Touro da Cólquida havia destruído, não foi muito, mas fora um pequeno prejuízo.
  Direcionei-me para a enfermaria central, para cuidar dos meus ferimentos. Ao chegar lá vi a curandeira de Apollo Gina Rockwell.
  — Gina, você está livre?
  Ela estava terminando de atender uma garota com um corte sinistro no rosto.
  — Só… um… segundo… — Ela nem olhava para mim, suas mãos trabalhavam agilmente.
Enquanto ela estava terminando eu observei tudo em volta, cinco estantes de todos os tipos de ervas medicinais, algumas ervas finas que eu podia reconhecer e líquidos dos mais variados. Vi algumas poções um pouco mais altas nas estantes como se dissessem: “não mexam”.
  Do outro lado havia dez macas, sendo que apenas três delas estavam ocupadas. Gina havia acabado de atender a garota e eu me aproximei.
  — Fiquei sabendo do Touro da Cólquida. — Disse ela enquanto se deslocava para as estantes remexendo nas poções.
  — Pois é não fui muito esperto em usar o escudo para defender a rajada de fogo. — Disse eu levantando o meu braço para mostrar a queimadura.
  — Poderia ter sido pior. — Disse ela. Eu nem fiquei curioso para saber o que era o seu pior, talvez o corte da garota fosse pior. — Sabe, queimaduras são frequentes aqui, os filhos de Hermes, por exemplo, vivem sendo pegos em armadilhas nas forjas e têm queimaduras piores que a sua.
  Ela veio em minha direção com um frasco que continha um liquido e gaze na outra mão.
  — Vai ficar em pé? — Disse ela apontando com um largo sorriso a maca mais próxima.
  — Ah, claro. — Ri enquanto me dirigia a maca.
  Ela pegou um pouco de gaze e molhou no liquido. Ao passar na minha queimadura achei que ia doer, mas nem incomodou. Devo ter ficado com cara de surpresa, pois ela riu.
  Após colocar o medicamento ela enrolou gaze em meu braço e tornou a voltar para a estante para guardar o frasco. Pegou uma xícara grande e despejou chocolate quente, dentro dela colocou ambrósia.
  — Tome. — Disse ela me estendendo a xícara.
  Segurei com firmeza a xícara e tomei um gole, instantaneamente me senti melhor.
  — Obrigado. — Disse eu.
  Ela riu como se respondesse o meu "obrigado".
  — Qualquer coisa é só voltar, mas para o seu bem, espero que não precise retornar.
  — Mas nem para te ver?
  — Aí a conversa já muda. — Afirnou ela corando.
  — Então, tchau.
  — Tchau. — Respondeu.
   Sai da enfermaria me sentindo bem melhor, ao tatear o rosto percebi que os arranhões também haviam sumido.


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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por David W. Graham em Dom 18 Ago 2013, 18:54

Se tem uma coisa que me deixa irritado é quando chego ferido de uma missão e preciso visitar a bendita enfermaria. Simplesmente não gosto do ambiente. Sempre está com muita gente e, claro, essas pessoas sempre estão feridas. E isso torna o local pesado e o cheiro... Nossa, realmente é muito ruim. Por isso eu fico irritado quando preciso ir à enfermaria. Sei lá, meu pai também é deus da medicina e eu bem que podia ser capaz de ficar curado com minhas habilidades. Talvez isso acontecerá quando eu tiver mais experiência, ou não. De qualquer forma, é para o local citado que estou indo agora. Estou com alguns cortes não muito profundos e vários arranhões no corpo. Maldito seja o andarilho que me deixou assim. Pra falar a verdade, eu ainda não tinha percebido o quanto estou mal fisicamente. Acredito que a adrenalina tenha escondido a dor, mas agora que esta se foi sinto-me acabado. Meus músculos doem e até pra respirar estou tendo dificuldade. Então, por mais que eu não queira, realmente preciso ir até os curandeiros.  Maldição, maldição e maldição. Na próxima missão serei mais cuidadoso e me certificarei de não precisar ir até a ala hospitalar do Acampamento Meio-Sangue.

Estou tão perdidamente frustado em meus pensamentos que mal noto quando chego na enfermaria. Mal adentro o local e já sinto o cheiro que mencionei. Mas que droga... Paro de respirar pelo nariz e fico respirando só bela boca. Ninguém é obrigado a sentir cheiro de sangue, doença, podridão... Ninguém mesmo. Sento-me em uma das macas afastada dos semideuses com aspectos físicos mais graves e chamo um curandeiro. Espero uns vinte minutos até um aparecer para me atender. Na verdade, eu cochilei enquanto ninguém vinha para me curar. O curandeiro se aproximou e fez uma rápida avaliação sobre o meu estado. Olhou os ferimentos, tocou, olhou os meus olhos, pediu para que eu abrisse a boca... Fez o procedimento padrão completo.

▬ Você não está muito bem, Andrew. ▬ Segurei uma resposta sarcástica. ▬ Os ferimentos aparentemente não são profundos. Mas só aparentemente. A verdade é que são bastantes graves. ▬ Ele faz uma pequena pausa e então pega um vidro e entregou para mim. ▬ Beba isso.

Destampo o pequeno vidrinho e trago-o aos meus lábios. O líquido tem um gosto doce e agradável. Ele me fala que é uma espécia de anestesia com néctar. Faço um sinal afirmativo com a cabeça, como se eu estivesse interessado no assunto. Respiro fundo e aos poucos os ferimentos vão parando de incomodar. Sinto-me aliviado quando a anestesia entra em ação. O curandeiro que se apresentou com o nome de "Tristan" abriu um meio sorriso e disse que começaria a tratar dos meus ferimentos. Não fiquei prestando muita atenção no que ele fazia. Só sei que pegou várias ervas, vários vidrinhos diferentes e os misturou formando uma espécie de pasta. Deu-me um pedaço de ambrosia e eu me deliciei com a comida dos deuses. A fórmula pestosa que ele desenvolveu foi aplicada nos meus cortes e arranhões. Não posso dizer que doeu, já que estava anestesiado. Ele me dá outro vidrinho e dessa vez eu perco os sentidos.

...

Acordo assustado e demoro alguns segundos até identificar onde estou. Tento repassar mentalmente os últimos acontecimentos e só então me encontro. Lentamente, sento-me na maca e olho para os meus ferimentos. Estão bem melhores do que estavam quando eu cheguei. Os mais profundos foram costurados. Tristan se aproxima e me diz que com um dia de repouso estarei completamente curado. Sorrio gentilmente para o curandeiro e agradeço pelos serviços prestados. Ele apenas faz um sinal afirmativo com a cabeça e vai atender outras pessoas. Levanto-me da maca e saio da enfermaria, indo em direção ao lotado e  aconchegante chalé de Hermes. Um dia inteiro de repouso... Coisa mais entendiante não há.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Peter Lost em Sex 23 Ago 2013, 22:01

Eu já estava com dores havia algum tempo, a missão que eu tivera há alguns dias ainda parecia real em minha mente. Olhei para a região abdominal de meu corpo, onde eu havia sido perfurado com uma lança, e tentei ignorar a dor. Por fim, decidi que talvez minha dor fosse mais séria do que o imaginado e, apesar da minha mania de evitar enfermarias, eu fiz o que era preciso.

Dirigi-me para a enfermaria um tanto cambaleante. Assim que adentrei no recinto, vagarosamente caminhei até uma das enfermeiras e a cutuquei.

- Olá, eu sou Peter. – Foi a única coisa que eu pude dizer, antes da senhora se virar para mim.

- Olá Peter. Sou Rebeca, o que posso fazer por você? – Disse-me a garota com um sorriso contagiante.

Levantei a camisa e mostrei meu ferimento para ela no mesmo instante. A verdade é que muito hematomas se espalhavam pelo meu corpo, alguns cortes e, o ferimento em meu abdômen parecia muito feio daquele ângulo. A enfermeira começou a me analisar com uma cara séria, fazendo com que eu ficasse um tanto apreensivo. O silencio dominou a sala por alguns mitos e então ela se levantou.

- Você vai viver... – Ela falou, enquanto pegava um frasco de vidro e o entregava a mim – Beba tudo.

Eu fiz o que ela mandou, virei o frasco em minha boca e logo meu paladar foi invadido por um leve sabor adocicado. Ambrosia. Sim, o néctar dos deuses! Imediatamente eu me sentia mais revigorado, e de uma forma estranha, me sentia poderoso. Bebi tudo rapidamente, enquanto a enfermeira me conduzia até uma maca. Assim que eu deitei, apaguei.

Ω


Quando acordei, meus ferimentos haviam melhorado, eu “já estava novo em folha” e me sentia totalmente descansado. Rebeca se aproximou de mim, ela parecia ter ficado de plantão ali o tempo todo. Tudo parecia mais escuro, levei alguns instantes para notar que a noite já havia caído.

- Senhor Peter, finalmente acordou! – A garota sorria levemente – Espero que esteja melhor, o tratamento com ambrosia teve e o repouso tiveram um ótimo efeito! Seus ferimentos estão curados, já está livre para ir!
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Lita Prior em Dom 25 Ago 2013, 12:05

– Primeira vez por aqui?
A pergunta me tira de meu devaneio. Parada na entrada da enfermaria, eu estava contemplando a grandiosidade do local; todos os adornos na porta, o brilho que o local irradia e as estantes com ingredientes estranhos colocados em vidros. Estava admirando tudo aquilo, quando a voz masculina me chamou.
–Oh! Sim. Mas não estou machucada, estou apenas procurando algo que me ajude a você sabe... Ter mais disposição.– Minha mão instintivamente busca meu cabelo; algo que eu sempre faço quando fico sem graça é começar a mexer freneticamente em meus cabelos.
– Entendi. Meu nome é Ted, aliás. Ted Lopux. Você pode se sentar aqui se quiser – Ele diz enquanto aponta com a mão uma maca. – Fique a vontade. Irei preparar uma poção para você.
Assinto apreensiva. Ainda não tomei nenhuma poção desde que cheguei. Na verdade, ainda não fiz muita coisa. Parece que há tantas atividades, tantos treinos e obrigações, que mal consegui conhecer todo o Acampamento. Minhas mãos apertam minhas coxas enquanto espero; de onde estou posso observar Ted subindo nas pontas dos pés para alcançar um frasco. Ele anda de um lado para o outro acrescentando um pouco de cada coisa. Não demora muito até que ele caminhe em minha direção com um pote, enquanto finaliza a poção, mexendo-a. Pego o pote de suas mãos e encaro o liquido, hesitante. A coloração é puxada para o turquesa, minha cor favorita. Visto isso, levo o pote à boca e viro tudo de uma só vez. A poção desce fazendo cócegas, como se formigas fizessem uma festa em minha boca, sapateando até meu estômago. Elevo as mãos à barriga e depois encaro Ted, sem saber se isso é normal.
– Você pode sentir um leve formigamento. – Solto o ar ao ouvir isso, o que o faz rir um pouco.
Levanto-me da maca e agradeço, antes de me encaminhar às portas.



Da autoria de ninha fabbris ® cópias são estritamente proibídas
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por ♦ Eos em Dom 08 Set 2013, 21:12

Christopher - apenas aumente a largura do template, muito estreito dificulta a leitura;
Andrew - Boa narrativa;
Peter - Confundiu néctar com ambrósia, mas ok;
Lita - Gostei das descrições.

Todos full.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Drake Stark em Sab 14 Set 2013, 20:47

Após a luta no refeitório, eu estava acabado. Inicialmente eu não sentia nada, porém, a medida que eu me encaminhava para a enfermaria, meus ossos doíam mais, meus lábios cortados pegavam cada vez mais fogo e, acima de tudo, a fadiga aumentava. Eu estava a ponto de se jogar no chão e desmaiar ali mesmo, mas eu já podia enxergar os portões de bronze da enfermaria, então decidi me esforçar um pouco mais.
Eu estava tão cansado que ao tentar abrir o portão de bronze minha força momentaneamente desapareceu. Com o peso do meu corpo indo em direção ao chão, o portão acabou sendo empurrado com tudo, fazendo com que eu entrasse na sala aos tropeços. Esforcei-me para não beijar o piso na frente de todos, então o máximo que aconteceu foi eu cair sobre meus joelhos. Todas as pessoas, conscientes, no local ficaram me estudando, pareciam se decidir se eu era um campista ferido ou simplesmente um louco.
Minha respiração pesada e o sangue escorrendo de meu lábio ferido não os deixaram se enganar, pois imediatamente uma médica estendeu sua mão para mim. Ela me puxou de volta para cima e me fez se apoiar em seu corpo, assim nos rumamos em direção à uma das macas.
Em quanto caminhávamos, eu observava o ambiente ao meu redor. Havia um total de cinco estantes na sala e todas elas estavam lotadas de poções, ervas e líquidos quais eu não conseguia identificar. Era realmente impressionante. Eu me perguntei se os médicos realmente sabiam o nome de cada item naquelas estantes.
Esqueci as estantes por um instante e comecei a reparar em outras coisas. Existiam, pelo menos, dez macas. Como a enfermaria não estava muito cheia, mais da metade delas estavam vazias. Estavam lá: Angelina, a garota com qual eu havia brigado; um filho de Ares todo arrebentado, o garoto que Angelina espancou, e um garoto qual eu não conhecia; ele estava com a cabeça entalada dentro de uma tuba, qual me atrapalhara no reconhecimento; e havia também um médico. Ele observava o garoto da tuba atentamente, parecia pensar em como ele tiraria aquele garoto daquela situação.
Logo nos chegamos na maca, a médica me ajudou a se deitar sobre a cama. Quando acabei de se posicionar ela disse:

-Deixe-me adivinhar. Foi você quem fez aquilo com Angelina?



Olhei para Angelina que estava caída na maca ao lado da minha. A filha de Héracles, Angelina, não parecia tão assustadora quanto antes com seu nariz entupido de algodão e esparadrapo. Então eu olhei de volta para a médica e disse:

-Os semideuses que trouxeram ela até aqui lhe falaram?
-Sim - Respondeu a médica.- Eu perguntei a eles, áleas, não é todo dia que se vê uma das melhores lutadoras do acampamento inconsciente. O semideus que fez isso com essa valentona merece no minimo um parabéns.

Não pude deixar de me sentir envergonhado, não é todo dia que uma garota linda te elogia, mesmo que não fosse nenhuma cantada. A médica ergueu sua mão para mim e disse:

-Meus parabéns. Meu nome é Gina Rockwell, filha de Apolo.

Em resposta eu também ergui meu braço, com dificuldade, e disse:

-Obrigado. Meu nome é Drake Stark, filho de... Huh, não sei.

A enfermeira esboçou um leve sorriso e disse:

-Bem, chega de enrolação e vamos ao que interessa. Agora abra a boca.

Abri minha boca para que ela pudesse enxergar. Ela fez uma careta e exclamou:

-Hum! o corte foi feio e terá de levar pontos. Como foi na mucosa labial, não ficará cicatriz.

Eu estava pouco me lixando para cicatriz, eu teria de levar pontos e só isso acabou com todo o meu verão.

-Não tem como dar outro jeito? - Eu disse.- tipo uma dieta de Ambrosia e néctar?
-Infelizmente as coisas não funcionam assim. Você ainda é meio humano se lembra?
-Ha! sim, claro.
-Mas se você não tiver medo de ver seus ossos e suas tripas pegarem fogo te fulminando de dentro para fora...
-Vamos seguir com os pontos. -Eu disse, dando um ponto final na fala da médica.-
-Imaginei.

E assim a médica pegou uma bandeja com uma série de itens de medicina quais eu conhecia e outros que eu não fazia a menor ideia do que eram.  Ela sentou-se ao lado de minha maca e começou a operação para dar os pontos.
Nos ficamos ali durante meia hora antes dela terminar a operação. Gina guardou suas ferramentas de trabalho, se virou para mim e disse:

-Bom! finalmente acabou.
-Awewuia!

Eu havia tentado dizer aleluia, porém, o efeito da anestesia nos meus lábio ainda não havia passado, então eu não conseguia falar direito.

-O efeito da anestesia ainda não passou -Disse Gina.- vai levar, pelo menos, mais meia hora. Até lá você não conseguira falar nada direito.

Então ela enfiou a mão no bolso de seu jaleco, puxou um cantil de couro e o jogou em meu peito.

-Tome -Disse ela.- Há um puco de néctar nele. Vai ajudar na cicatrização, mas não exagere.

Imediatamente eu tomei um gole. Senti a força retornar para o meu corpo, de repente não parecia mais que eu havia acabado de sair de uma briga. Me coloquei de pé e exclamei para  Gina:

-Owiwabo! Weu wawou winco. 
-Eu não sei o que você disse, mas imagino que seja obrigado, então de nada.

Dei um sorriso para ela e tomei o rumo do chalé de Hermes, também chalé dos indefinidos, um pouco decepcionado com o ponto em meus lábios e com a minha fala de bêbado.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por ♦ Eos em Dom 22 Set 2013, 23:44

Gostei da narrativa, e de como integra os fatos da missão na postagem, dando os motivos para os ferimentos, detalhando. Full.
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Chegada ao Acamapmento

Mensagem por Noah Campbell em Seg 23 Set 2013, 17:51

Não lembrava o que tinha acontecido, só de pombos assassinos me atacando. Agora estava em uma tenda gigante com vários adolescentes usando roupas de ferro.
- Está bem?
Perguntou um garoto, percebi que estava deitado em uma cama. Olhei para o menino loiro e respondi:
- Estou... Onde eu estou?
- Acampamento Meio Sangue.
- Onde?
- Um acampamento para semideuses...
- Ok.
- Lembra de algo?
- De pombos assassinos... Sei que é estranho.
- Não são pombos, são Pássaros de Estinfália.
Acho que estou no hospício, pois tinham vários adolescentes lutando do lado de fora, resolvi não responder nada e só esperar alguém cuidar dos meus cortes.
- Vou buscar um curandeiro.
Ele saiu e eu fiquei sozinho esperando ajuda de algum enfermeiro do tal hospício. Olhei pela janela e vi um homem meio bode, seria alucinação do remédio?
Noah Campbell
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por ♦ Eos em Seg 30 Set 2013, 00:18

Artur, a enfermaria é um tópico de atualização - postagens aqui só são válidas se você precisa se recuperar (o que não é seu caso, que está com a vida e energia no máximo), do contrário, é flood. Para postagens visando unicamente interpretação, utilize os locais públicos, ou tumultua o jogo sem necessidade.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Kurt Howlett em Seg 07 Out 2013, 01:05

  A próxima vez em que eu quisesse ajudar uma náiade, devia me lembrar de pensar duas vezes. Apesar da tarde divertida na companhia de Garoa e Clio (uma ninfa do regato e  uma ninfa do musgo), depois de se enganar um ciclope e limpar o fundo de um córrego inteiro, você se sente cansado. Além de todo o esforço físico utilizando minha lança para arrastar a sujeira para longe do fundo, também usei magia para dissipá-la. E isso era exaustivo. Ou pelo menos, bem mais do que poderia se pensar. Talvez o desgaste psíquico era o que mais me incomodava no momento. Não parecera grande coisa logo depois que eu terminara o serviço. As náiades estavam gratas, e haviam até mesmo me presenteado com um anel. Passamos as horas seguintes cantando e nos molhando na água doce e límpida, mas aos poucos, meu corpo esfriou e senti os reflexos de minhas ações. Agora, mirando a entrada da Enfermaria Central com sua aura dourada e os curiosos símbolos dos curandeiros, senti-me subitamente confortado ao saber que poderia encontrar uma solução para o meu problema. A noite já se anunciava sobre o Acampamento, e meus irmãos e primos semideuses já estavam se reunindo no Refeitório para comer. Além de cansado, eu ainda estava um pouco ardido por pegar sol demais, e realmente não me sentiria confortável até que fosse atendido. Resumindo. Sem jantar pra mim.
 Adentrando o ambiente acolhedor e esterilizado, reconheci o aroma de diversas ervas medicinais e potencialmente mágicas. Como filho de Hécate, eu podia sentir o potencial que exalava das estantes abarrotadas de ramos, maços e frascos com substâncias curativas e até mesmo letais. Apesar de não conhece-las bem, nem ter certeza de suas propriedades, eu poderia dizer que sentia a capacidade mágica mais latente em umas, do que em outras. Para minha surpresa, não haviam muitas pessoas por ali. Apenas uma garota loira cuidando de uma menina particularmente pequena, e um rapaz sentado à uma mesa ao fundo da enfermaria. Para meu alívio, os leitos estavam todos vazios, com exceção do pequeno divã que a curandeira estava usando para fazer um curativo na têmpora direita da garotinha.

- Pronto, Carmen. - a curandeira sorriu, acalentando a pequenina. - Agora só vai demorar alguns dias para seu ferimento fechar. Apliquei um emplastro de papoula pra aliviar a dor, e fixei um adesivo pra selar o corte. Não o remova até amanhã. E lembre-se. Nada de puxar a cauda de um Pégaso outra vez. Eles são fofinhos, mas também dão coices. E nem mesmo os filhos de Íris escapam fácil de uma ofensa dessas, apesar de terem afinidades com eles. - a garota mais velha riu, e a pequenina acabou rendendo-se, devolvendo o gesto.

- Tudo bem, Gina. Vou tomar cuidado. - a garotinha que devia ter no máximo uns dez anos de idade saiu correndo, passando por mim direto. Ri, imaginando que desse jeito, em breve ela estaria ali de novo.

- Crianças... - comentei, sorrindo. Gina sorriu para mim em seguida, e recolheu os instrumentos que usara em Carmen, indo guardar todos em uma das estantes. Enquanto isso, o rapaz sentado ao fundo da sala levantou-se e veio em minha direção.

- Olá, parente. - cumprimentou-me, e notei que nunca havíamos nos encontrado antes.  - Sou Ted Lopux, Curandeiro de Asclépio e filho de Apolo. Aquela é minha irmã Gina. - apontou para a garota loira que estava mexendo nas estantes. - Novo aqui no camping?

- Sim, mais ou menos. Eu sou o Kurt. - ri, sem jeito. - Cheguei faz uma semana, mas ainda não tinha precisado vir até vocês. Tive uns contratempos com duas náiades hoje, e acho que estou me sentindo meio tonto até agora... - confessei, subitamente notando o quanto minhas pernas estavam bambas.

- Ora, então sente-se aqui, venha... - Ted me obrigou a sentar em um dos leitos, e acendeu uma pequena lanterna minúscula que levava no bolso de sua camisa polo. - As reações de sua pupila parecem normais. Elas te bateram?

- Garoa e Clio? Não! Só me fizeram limpar a lama do regato inteiro, depois de fazer o ciclope que o estava sujando dormir. Tive que usar magia pra enganá-lo. Estou meio cansado desde então. E com muita dor de cabeça também. Passei a tarde com elas, no sol. Minhas costas ardem. - contei, numa torrente. Imaginei que ele devia ouvir coisas piores em seu emprego. E então não liguei.

- Essas duas são umas figuras. As conheço. - riu-se Ted. - Bem, caro Kurt, parece que você pegou um princípio de ensolação. Suas costas estão bem ardidas, devo supor. Por sorte, tenho uma coisa perfeita pra isso. Além do mais, você deve ser filho de Hécate. Tenho muitas ocorrências de irmãos seus que usam magia demais, e acabam com enxaquecas e tonturas. Acontece que vocês bruxos são muito ávidos, e chegam querendo aprender tudo de uma vez. Acredite, a Ilha de Circe não foi construída do dia para a noite. Devia pegar mais leve. Por sorte, veio ao lugar certo. - Ted sorriu outra vez, e rumou às prateleiras recheadas que cercavam o lugar. Fascinado, pensei que adoraria conhecer o que cada uma daquelas coisas poderia fazer. Então lembrei do que ele havia dito. Ávidos por conhecimento, hãn? Nunca pensei que isso pudesse ser prejudicial à saúde. Mas no caso dos feiticeiros, parecia ser uma teoria aplicável. Pelo menos no que dizia respeito ao desgaste mental. Vi que o filho de Apolo estava retornando com um pequeno potinho prateado, lacrado por uma tampa de plástico branca. Sobre ela, havia também um tubo laminado, parecido com uma pasta de dente gigante.

- São poções mágicas? - brinquei, notando o quão ignorante eu era. Eu não sabia para quê servia nada daquilo.

- Bem, isso aqui é só protetor solar. Geralmente, os mais espertos usam antes de passar a tarde ao sol brincando com ninfas... - ele piscou, malicioso. Ri, apesar de saber que ele estava tirando uma com a minha cara. Ted tirou minha camisa com cuidado, e mesmo assim grunhi quando ela raspou nas costas. Ele começou a aplicar o creme sobre a região afetada, e o alívio foi imediato. - Pedi ao Monitor de Quione que abençoasse esse protetor. Um pouco de frescor extra nunca é demais. Leve o frasco com você e o aplique de novo depois do banho. Amanhã sua pele já deve ter se hidratado com isso e voltado ao normal. Não foi nada tão grave. E quanto ao seu cansaço mental, temos outra coisa... - Ted pousou o frasco de protetor solar em minha mão, e pegou o potinho prateado. Ele o abriu e retirou um pequeno quadradinho dourado e transparente ao mesmo tempo. Parecia uma espécie de mini-gelatina de ouro, só que mais bonita.

- Gelatina? - perguntei, cético.

- Ambrosia. - riu Ted, provavelmente me achando hilário. - Um pouco disso pode restaurar sua energia. - ele disse, caridoso. Estendi a mão para pegar o quadradinho, e ele riu abertamente. - Tudo isso aqui não, bruxinho. Você ia chegar no lugar onde sua mãe mora mais rápido que um cão infernal se comesse isso tudo. Olha, só um pouquinho de nada já deve bastar para o seu caso... - ele usou um pequeno instrumento de aço para tirar um pedacinho da ambrosia. Levando a espátula em miniatura à minha boca, fez me engolir o alimento. A explosão de sabor foi perfeita. Senti gosto de pizza de quatro queijos, e de torta de limão na mesma mordida, e não foi nojento. Foi divino. - Pronto. Agora, vê se toma cuidado. Por mais que você seja legal, não quero te ver de novo tão cedo.

 E era uma pena, porque eu deixei a enfermaria depois de alguns minutos, com plena certeza de que poderia passar horas conversando com Ted Lopux, e nunca me sentiria cansado. Gina era uma presença amável e benevolente, cuidando dos leitos ainda que estivessem vazios. Eram assim, provavelmente, que os Curandeiros deveriam ser. Ainda assim, e mesmo que fosse um pensamento masoquista, eu não podia esperar para me ferir outra vez. Ao menos, veria Ted de novo. Com um sorriso bobo no rosto, fitei o frasco de protetor solar abençoado por Quione na minha mão. Lembraria de devolver aquilo depois, quando não precisasse. Seria um motivo, para voltar à Enfermaria... Ou, eu poderia escorregar na parede de escalada. Não, mesmo sem querer eu poderia ser morto lá. De propósito, o desastre seria irreversível. Mas eu acharia um jeito. Eu era filho de Hécate, e se tinha uma coisa na qual minha mãe era boa, era em achar uma solução mágica para os problemas...
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Ninha Fabbris em Qui 10 Out 2013, 11:49



Do not try to contain the sea

.I'm like the waves: You never know what  I'll do





Ninha Fabbris . 11 anos . filha de Poseidon .. Princesa da Char. Alguinha da Tai . Pequenina do Jerry . Nível 28 . Animada . Fofa . Incontrolável .  Dona de Cyon . Loja aqui  . Solteira . Estou usando esta roupa

LEGENDA:
Narração 1ª Pessoa
Minhas falas
Pensamentos
Falas avulsas
Monstros
sentindo

local

clima

detalhe







Mão Divina ψ
Tantas batalhas haviam feito com que minha vida virasse de cabeça para baixo. E por mais que eu me mostrasse forte para todos do acampamento, a verdade era que eu estava exausta, morta e dolorida. Não era um horário tão cedo, muito menos tarde, mas quando cheguei na enfermaria, o local parecia até vazio. Tinham umas cinco pessoas a minha frente.

Olhar ao meu redor me fazia ver como era complicada e conturbada a vida de um filho de Deus. Duas das garotas que estavam sentadas na sala de espera comigo estavam tão ensangüentadas que pareciam ter sido tingidas por tinta. Outro garoto estava desmaiado.  E por mais que a sala de espera estivesse vazia, isso mostrava a gravidade dos fatos. Se há espera, não há espaço. Deviam ter muitas pessoas machucadas dentro de lá. Aos poucos, os cinco campistas foram sumindo e logo chegara minha vez.

A senha acima de mim tocou. No painel piscava o pequeno numero grego. Entrei devagar, segurando a dor e tentando não mancar. Um homem estava parado a minha frente, com aquele sorriso convincente de que não faria mal. Eu, como toda criança sabia que médicos só machucavam.


-Não é todo dia que se vê um filho de Poseidon na enfermaria, principalmente você, Ninha – ri para ele, dando ombros - Você pode se curar, não?
- Levaria muito tempo, e eu estou exausta.. - sorri timidamente - Digamos que desmaiar não é lá uma das melhores sensações do mundo  desmaiar.

O homem parado a minha frente acenou para uma das macas limpas que havia no local. No local e me sentei, esperando o que estaria a minha espera. Enquanto ficava deitada, o homem sumira em meio a um local onde provavelmente estariam os remédios. Mas não pude notar o quão o lugar estava lotado. Do meu lado direito uma garota balbuciava algo como “vou te pegar Pokémon” e voltava a dormir. A Encarei de forma assustadora, esperando que não tivesse saído do mundo dos Deus e logo em seguida ser atacada por um Articuno.


-Ela foi envenenada, ninguém sabe ao certo, mas uma filha de Hipnos a enfeitiçou na batalha... Não é sempre que as mentes agüentam tanto sobre elas. – não pude deixar de pensar em minha ultima batalha na arena – e o que aconteceu com a senhorita?
- Uma mistura de tudo, poderia dizer. Minha ultima missão praticamente me aleijou. Monstros por toda a parte. Fui em busca da minha mãe pelos mares, sabe quantos monstros rebeldes existem lá? Muitos. E hoje fui para a arena de batalha. Talvez a mesma filha de Hipnos que tenha treinado comigo, provavelmente, é a mesma que colocou a princesa Pokemon ali.


O homem sorriu para mim e começou a fazer seu trabalho. Senti uma imensa dor quando o álcool atingiu minha pele na parte superficial, limpando qualquer bactéria que pudesse infeccionar meu braço. Logo após isso, os pontos foram sendo formados, costurando aqueles machucados mais profundos e somente segurando a pele dos mais finos.  Após os cortes profundos, uma mistura gelatinosa e com cheiro de aloe vera foi colocado nos ferimentos por alguns segundos, enrolados em algas.

As queimaduras também foram tratadas, assim como os ralados e machucados superficiais, e sempre depois de esterilizar e “curar” os ferimentos, A gosma de aloe e vera e algas era colocada em cima do machucado. Aos poucos, o remédio foi fazendo efeito e o cansaço me venceu. Foi quando eu dormi.

O Sonho me colocava em uma espécie de subterrâneo e minha mãe brincava com duas algas em suas mãos. Mãe! Minha mãe estava lá. Tentei me aproximar mais algo me agarrava para a água. Aos poucos, minha visão foi ficando negra e eu começava a me afogar

Acordei com minhas mãos molhadas. Na verdade, todos os meus membros estavam dentro de potes de água. O Homem estava parado a minha frente, com seu longo sorriso e olhos brilhantes.  E me entregou um pedacinho de ambrosia. Sabor: Cookies. Delicioso. O homem continuava quieto, me olhando e esperando que me recuperasse. Aos poucos, fui me sentindo melhor e podia ver o efeito da água sob meu corpo. Tudo parecia curado. Era como se eu nunca tivesse batalhado.


- Muito Obrigada. - disse já me levantando.
-Não fiz nada mais do que meu trabalho... E tenha cuidado da próxima vez. Sem ficar indo na Arena quando está exausta, ok? – sorri e sai pela porta principal, já animada para a próxima batalha






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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Jake T. Nermys em Qui 10 Out 2013, 12:51

-Você está bem? - fui acordado com uma doce voz falando.
-Quem é você? O que eu estou fazendo aqui?
Estava muito confuso, e a última coisa que eu me lembrava era de uma luta. Foi uma luta muito difícil, mais eu a ganhei.
E agora, eu estava em algum lugar. Não sabia nem onde era.
Comecei a olhar ao meu redor. Tinha um monte de objetos para fazer poções e alguns remédios também.
-Isso é uma enfermaria - disse a doce voz da mulher que deveria estar cuidando de mim.
-Tá mais, por que eu estou aqui? E por que eu não me lembro de nada?
Bom se a última coisa que eu lembrava era uma batalha, eu deveria ter apanhado muito naquela luta. Mesmo conseguindo vencer.
Ela veio com um copo cheio de um líquido meio verde.
Abri a boca. Não sabia se eu teria que beber aquilo mas...
-Urgh! O que é isso? - eu indaguei após beber aquele troço com gosto de ovo podre batido com limão.
Eu sabia que se eu vomitasse teria que tomar outro copo de batida de ovo podre.
Comecei a pensar em coisas boas: sorvete, chocolate,...
Foi quando comecei a sentir meu estômago girar.
Ai meu deus! Vou vomitar!
Então junto com o gosto, a dor que eu estava sentindo no braço, passaram
-Pronto! - ela disse - já pode ir batalhar mais.
Meu primeiro pensamento era depositar minha raiva em algum monstro por ai. Mas pensei que eu poderia me machucar e ter que beber aquela coisa ruim de novo.
Apenas levantei, me despedi com um sorrisinho meio torto e fui andando.
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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

Mensagem por Ivy D. M. Allen em Sab 12 Out 2013, 14:23




Voltinha na Enfermaria
Morta de cansaço e dor a garota saiu se arrastando do chalé, a enfermaria nunca parecera ser tão longe, os cortes pela perna da garota ainda não haviam cicatrizado as marcas roxas nos braços e as olheiras de quem não dorme há semanas, o estado da garota era impactante. Não havia como olhar para ela e não pensar que estivera em uma batalha enorme, mas era apenas o resultado de sua última missão, salvar campistas nunca fora seu forte. A enfermaria a esperava outra vez, esperava que não estivesse cheia e que não necessita-se ficar ali, queria voltar a lutar o mais rápido possível, se sentia uma inútil.
A frente do local Maryan quase caiu, mas precisava manter-se forte até chegar lá dentro, os estandes tomavam o local, cobertos por remédios, ervas tudo que talvez pudesse ajuda-la. Dois passos um infinito de dor, a garota gritou, mas continuou andando, seus olhos percorreram o local e logo ela viu a enfermeira correndo em sua direção, mas logo depois só viu um borrão preto e apagou.
Quando abriu os olhos demorou um pouco para enxergar tudo direito novamente, dando um salto imediato viu que seus ferimentos estavam fechados, apenas algumas marcas que ficaram os braços estavam com a coloração normal e o cansaço havia desaparecido. Na sua frente a garota de jaleco branco com o nome de Gina.
- Como esta se sentindo? – Ela perguntou sorrindo.
- Parece que caiu uma cura do céu e eu nem vi que peguei como fez isso? Quanto tempo fiquei aqui? – Perguntei apavorada esperando não ter entrado em coma e ficado anos ali.
- Só uns dois dias, nada demais. Bom você já chegou e apagou, tive de leva-la para a maca, certamente você havia lutado muito. Usei algumas ervas, nem todas foram fáceis de achar, isso aqui está uma bagunça, precisei de um pouco de néctar, mas o que realmente fez efeito foi à poção. – Disse ela de costas para mim enquanto procurava algo – Tome, é uma erva, faz um chá com ela e toma até amanhã, vai ajudar.
- Obrigada – Sai sorrindo dali, envergonhada por ter entrado tão mal e preocupada com o chá.



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Re: ♦ Enfermaria Central ♦

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