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Teste para filhos de Zeus

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Teste para filhos de Zeus

Mensagem por ♦ Eos em Dom 14 Jul 2013, 18:55

Teste para filhos de Zeus


Aqui devem ser postados todos os testes para os concorrentes a filhos de Zeus deste mês. As postagens podem ser realizadas até as 23h59min do dia 21 do mês corrente. Postagens após o prazo serão desconsideradas. Resultado no primeiro dia do mês seguinte.

Vejam as regras completas aqui [clique]

Boa sorte, campistas!


Thanks, Dricca - Terra de Ninguém
♦ Eos
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Re: Teste para filhos de Zeus

Mensagem por Lucas Reis em Qua 09 Jul 2014, 19:53

Ficha Off:l

Nome:Lucas Daniel M. Reis
Idade:12
Tem outras contas? Quais?:Não
Pai desejado Olimpiano: Zeus


FICHA ON
Nome:Lucas Reis
Idade:12
Pai:Zeus
Características:Tenho o cabelo claríssimo,fino e ondulado. algumas vezes chegando a ser até completamente branco. Os meus olhos são cinzentos, por vez azulados, e sempre severos, assim como minha expressão e postura rígida que são acentuada pelo meu corpo forte e escultural.
Psicológico: Tendo a ser rude, autoritário e sempre tento impor minha iderança, seguindo o temperamento de meu pai. Por vezes posso mas quando irritados, sou explosivos como uma tempestade. Tento sempre manter o título de melhor semideuses do acampamento, em busca da perfeição. 


Chegaria junto com os demais Semideuses em um prédio. Nosso instrutor falaria algo como um número inexistente no prédio, o homem sorri largamente. Falaria algo ele é os outros e eu correria para o elevador de Coloração. De ouro.Subiria alto, chegaria até ao terraço.Uma porta de Ouro surgiria a minha frente, correria rapidamente agarraram a maçaneta abrindo a porta. Observaria fixamente o local:
-Meu Pai Zeus!-Teria um homem a minha frente estaria a mão me acolhendo levaria até um lugar onde haveria o Solstício de Inverno.Uma hora de comilança e gratidão aos deuses .Após isto voltariamos ao acampamento alegres e sorridentes


Lucas Reis
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Re: Teste para filhos de Zeus

Mensagem por Timothy McGarvey em Sex 11 Jul 2014, 15:58


Filho De Zeus

Ficha OFF :
Nome: Rafael Aguirra
Idade: 15
Tem Contas?Quais?
Sim. Timothy Mcgarvey em Hogwarts.com.br e em Divergente - RPG
Pai Olimpiano Desejado: Zeus

Ficha ON

Nome: Timothy McGarvey
Idade: 15
Pai: Zeus

Características Físicas
Tenho Cabelos escuros, pele negra clara, tenho olhos verdes claro, cabelo groso e liso, tenho um físico invejado pelos outros garotos e amado pelas garotas, tenho 1,75 de altura.

Características Psicologicas
Tenho censo de liderança, sou autoritário, quando irritado sou explosivo e grosseiro, sou extremamente educado e gentil, sou galanteador com as garotas, sou o melhor com espadas e no combate, ou seja sou perfeito.

Trama

Em uma tarde fria estava eu andando na rua Flikerman, por muitos considerada a mais perigosa da cidade. Quando uma senhora de meia idade que vinha me seguindo desde que eu sairá da escola fala:
- Onde pensa que vai Sr. McGarvey ?
 Olho para trás assustado e pergunto :
- Como a senhora sabe o meu nome ? E porque está me seguindo ?
Então com uma risada infernal ela me responde:
- Eu sei sobre a sua vida inteira Sr. McGarvey - E continua rindo - e estava esperando o momento certo de te atacar !
E eu sem reação começo a correr em direção á minha casa que ficava três quarteirões dali no bairro mais rico da cidade e com certeza alguém lá poderia me ajudar. Corro e olho para trás e a senhora continua parada, imóvel e  continuo correndo,  quando olho novamente para ela vejo que ela não está mais parada e não consigo observar onde ela está e quando olho novamente para frente vejo um monstro com as mesmas roupas da senhora, tinha uns olhos ameaçadores, e uma voz esganiçada que dizia:
- Morra filho de Zeus, Morra !
 Já estava quase chegando em casa ela segura meu braço e eu me solto com muita agressividade e com o contato minha pele rasga vazando muito sangue e nesse exato momento esbarro em um poste de esbarro em um poste de energia elétrica e quase instantaneamente o meu braço é curado. Sem compreender o que estava acontecendo continuo correndo em direção á minha casa onde minha mãe estaria me esperando,pois nunca havia conhecido o meu pai.
 Chego em casa e conto tudo para minha mãe o que estava acontecendo e então ela me entrega um cilindro de cobre e prata e um sabre de cobre e fala:
- Filho se aquela coisa que te atacou vier aqui de novo você à ataca com essas coisas contra ela !
 E eu sem entender nada faço que sim com a cabeça enquanto ela pegava o nosso carro. Não demorou nem 10 min até aquela senhora aparecer voando pela janela e a deixando em cacos e grita:
-  Filho de Zeus tem que Morrer ! - E voa em minha direção.
Então lembro do que a minha havia me dito e uso o cilindro que me dera e instantaneamente raios de eletricidade saem dele atacando a senhora, ela grita alto e os vidros da casa toda se quebram, e vêem voltando com as suas garras afiadas sobre mim e novamente uso o cilindro e a senhora voa pra trás, neste momento lembro das aulas de luta na escola e uso o sabre que minha mãe havia me dado e desfiro com muita destreza golpes sobre ela, que grita insurreciodalmente e uso o cilindro novamente e mais raios são disparados  em sua direção.
Então ela diz:
- Você escapou dessa vez, Filho de Zeus ! - E sai voando pela mesma janela que entrou.
No lado de fora da casa minha mãe estava me esperando dentro do nosso carro, sai de casa e entrei no carro e  pergunto:
- Mãe, para onde estamos indo ?
- Para o  Olimpo ! - responde ela.
  A viajem não demora muito até chegarmos há um prédio extremamente alto e pergunto:
- O que estamos fazendo aqui ?
 E minha mãe responde :
- Aqui é o Olimpo lugar onde o poder de seu pai é maior !
- Poder do meu pai ?
- Sim.  Você é filho de Zeus, ou seja você é um semideus. Suba de elevador até o andar mais alto, lá uma porta de ouro vai aparecer e então você vai abrir ela e subir a escadaria até o Olimpo e então lá você irá encontrar seu pai, Vá antes que seja tarde demais !
 Fiz exatamente o que minha mãe mandara e chegando no Olimpo, vejo um lugar com varias colunas de mármore branco e na fachada uma figura entalha em ouro, entro e vejo um homem extremamente alto com um raio na mão e pergunto:
- Pai ?
Ele me olha assustado e responde :
- Sim ! Então você deve ser Timothy ?
- Sim ! - Respondo com uma voz firme
- Você fez um ótimo trabalho com aquela Fúria.
- Fúria ?
- Aquela senhora com assas !
- Haa - Respondo - Muito obrigado.
Então ele fica do meu tamanho ,me dá um abraço e se despede de mim.
 Volto para o carro com a minha mãe que diz:
- Agora que você sabe que não é uma pessoa comum,  não está seguro comigo, vou te levar agora para o Acampamento Meio-Sangue !
Entro no carro, e seguimos para o Acampamento a viajem demora. Chegando lá há duas colunas gregas uma fachada escrita Acampamento Meio-Sangue, entro mas minha mãe não consegue, me despeço dela e vou para uma grande casa que tem umas luzes acessas .
POST:Teste para Filho De Zeus MUSIC:Marron 5 - MapsPLACE: New York NOTES: Sou Filho de Zeus CLOTHES: Aqui ✖  KitKat@SA
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Re: Teste para filhos de Zeus

Mensagem por Mance H. Greystark em Qui 24 Jul 2014, 22:52

Mance Hoween Greystark ~ Ficha de Reclamação
Filho de Zeus

Características Físicas ; Mance tem fortes traços em seu rosto, dando um aspecto sério, apesar do garoto as vezes se mostrar um pouco descontraído. Seu cabelo é em um tom escuro de loiro e seus olhos tem como cor um azul elétrico, herdado de seu pai. Mede por volta de 1,77 cm de altura e pesa 72 kg. Não é um garoto magricela e nem possui músculos demasiadamente definidos, tem um corpo considerado na "medida certa".

Características Psicológicas ; O rapaz tem como características psicológicas sua marcante auto-confiança, junto com sua determinação e coragem, sem se esquecer do senso de liderança, algo que herdou de seu pai, junto com o olhar penetrante. Pode se mostrar bem sociável, mas em certos casos pode se fechar da sociedade à sua volta. Se mostra intolerante em algumas situações.

História

Nascido no Estados Unidos, Long Island, Mance é um jovem de dezesseis anos, atualmente cursando o colegial. Vive com sua mãe, a senhora Catheryne Hoween Greystark. Não conhece a identidade de seu pai, sequer sabe sua aparência e seu nome, apenas sabe que teve de ir embora com a mãe ainda gravida. No dia que a criança veio ao mundo, sua mãe disse que seu pai veio lhe ver e com ele trouxe um presente, algo que a criança deveria levar consigo a vida toda. Um colar. O colar era de uma corrente banhada a prata e o pingente era o principal detalhe. Tomava o formato de uma águia feita em bronze, com as asas abertas e suas grandes garras pareciam preparadas para apanhar sua presa. Desde bebê, a corrente jamais saiu de seu pescoço.

Estudava em um colégio público, não muito distante da casa onde morava. Todos os dias acordava cedo para ir para a escola. Era apenas andar um quarteirão e já estava de frente a mais um dos colegiais de Long Island. Não era muito diferente dos outros, havia patricinhas, valentões, esportistas populares, nerds e os "neutros", cujo ultimo grupo era o que Mance se encaixava. Suas notas eram medianas, chegando a serem baixas. Não era muito bom em algum esporte e não tinha muitos amigos, sendo pouco conhecido pelos corredores, mas seu nome sempre chamava atenção para Ed Grace, o grande garoto popular. A maioria das garotas adorariam sair com ele e alguns gostariam de ter sua habilidade no basquete, mas com todos aqueles excluídos ou que ele simplesmente não ia com a cara, implicava e poderia até mesmo transformar sua vida em um inferno.

Um dia, Mance conseguiu fazer três cestas no time de Ed Grace e mesmo ele tendo ganhado, começou a implicar com o garoto. Roubava sua bandeja de comida na hora do almoço, derrubava seus livros e cadernos e até colava mensagens com textos vulgares na porta de seu armário. Não aturando o recém inimigo, o garoto várias vezes se defendeu, gerando brigas e assim arrumando confusão. Sua mãe já chegou a ser convocada pela escola, a fim de conversar sobre os conflitos que começavam a se tornar constantes. Pelo menos sobre as notas a escola era compreensível, isso pelo fator de Mance ser diagnosticado com dislexia (as vezes quando lia, as letras pareciam saltar das páginas e começavam a se embaralhar) e transtorno de déficit de atenção. Nessas vezes que era chamada, e em seguida levava seu filho de volta para casa, Catheryne sempre dizia - Paciência, meu filho. Fique longe de confusões, não vale a pena... - Dizer era fácil, mas o gênio do rapaz podia ser difícil de controlar, e era do tipo de não levar desaforo para casa.

Em muitas dessas conversas sobre a vida do menino, o assunto sobre o seu pai vinha à tona e a personalidade de sua mãe mudava. O tom repreensivo de sua voz sumia, o olhar se tornava melancólico e então respondia em uma voz fraca. - Eu... Hm... É complicado, minha criança. - Não sabia se algum significado estava escondido detrás dessas palavras, então ia passar um tempo sozinho.

Em uma manhã onde o dia prometia, ou pelo menos parecia que seria como qualquer outro, Mance acordava, se preparava e ia para a escola. Naquele dia vestia uma comum calça jeans, uma camiseta preta sob um moletom cinza e um simples tênis preto. Em seu pescoço, por baixo seu moletom, pendia seu colar com a feroz águia. Desde criança prometeu que jamais tiraria aquilo e até hoje cumpria com o prometido. Ao entrar no edifício do colégio, se deparou com a normal cena de todos os dias. Estudantes caminhavam por todos os lados, casais namoravam e uma briga entre um garoto baixo que usava óculos contra um alto valentão acontecia. Na verdade, alto esportista extorquia o rapaz nerd. Era uma cena comum de todos os dias. Sem se importar, prosseguiu pelo corredor, rumo à sala onde haveria a primeira aula do dia, esta que seria de física.

As três primeiras aulas foram extremamente tranquilas. Entendeu o que conseguiu e ficou quieto sobre o que não compreendeu. Apenas acenava com a cabeça quando o clássico "Entendeu, classe?" saia pela boca dos professores. Ao bater do sinal que significava que intervalo por fim começara, recolheu seus materiais e saiu para guardá-los em seu armário. Após fazê-lo, foi surpreendido por um empurrão. Por pouco, não desabou no chão. Retomou o equilíbrio e se virou para ver o feitor. Se deparou com um garoto alto, de ombros largos, cabelos negros e olhos da mesma cor, fitando Mance com um olhar de desprezo. Um sorriso sarcástico surgiu em sua face.

- Você estava na minha frente. Tome cuidado nos corredores. - Ao redor, os amigos e o próprio Ed Grace riram após o péssimo gracejo. Mance apenas devolveu com um olhar penetrante e apontou o dedo para a cara do garoto. - É melhor me deixar em paz! - Aquilo pareceu um absurdo para o valentão.

Quando percebeu, já tinha levado um soco na boca do estômago. Recuou alguns passos para trás, hesitante e pareceu perder o fôlego por alguns instantes. Quando iria partir para cima de Ed Grace, os amigos do popular esportista o agarraram, imobilizando seus braços. Eram dois dos capangas que o seguravam. Um tinha o braço esquerdo e o outro o braço direito. Parece que dessa vez eu vou apanhar. E muito. Mas não vou dar o gostinho para esse idiota. Pensou, encarando o rapaz que preparava para machucá-lo mais uma vez.

Ed Grace cerrou novamente seu punho e deu outra vez um soco, este que fora certeiro no rosto do garoto, pondo-se a rir em seguida. Todos os não envolvidos no corredor saíram correndo dali e um momento depois viu-se sozinho contra um total de três caras que estavam decididos darem uma boa surra no jovem Greystark. Quando levou próximo soco, sentiu o canto esquerdo de seu lábio inferior abrir, e então, o escuro sangue começou a escorrer.

Enquanto batia, Ed Grace pareceu notar em algo estranho e cintilante no pescoço de seu alvo. Suas mãos se moveram, em busca da corrente. Mance se moveu bruscamente para tentar tirar a mão do alcance do colar que jurara a mãe nunca tirá-lo, mas estava totalmente vencido por causa dos dois covardes que o seguravam. - Não encoste nisso! - Bradou violentamente. O garoto riu e então ergueu o colar sobre o moletom de Mance, puxando com tanta força que fez o rapaz ir para frente, mesmo com os outros dois o imobilizando. - Que colar legal. - Elogiou. - É meu. - E então tirou o acessório do pescoço.

- Não! - Gritou Mance, protestando. - Me devolve! - Tentou chutar a mão que segurava o colar, mas falhou. - Olha só, é bem bonito. Obrigado. - Continuava com as provocações. Depois de colocar o colar no bolso de sua calça, Ed Grace arregaçou as mangas da camiseta que usava e estralou os dedos de ambas as mãos. Um sorriso ameaçador surgiu em seu rosto. Desgraçado... Mance olhava furiosamente para ele, olho no olho, ansiando para poder socá-lo e lhe dar uma boa lição.

Então um estrondo foi ouvido. A parede ao lado direito deles estava com um enorme rombo. Um grande garoto farejava o ar, com seu enorme nariz achatado. - Cheiro... Cheiro de meio-sangue! - A palma direita bateu em sua barriga gorda, fazendo toda aquela quantidade de banha balançar. A parte superior da cabeça do gordo começou a se retorcer, mas ai entendeu que era como uma imagem se refazendo. Um pó dourado desapareceu no ar logo em seguida. Quando percebeu que no meio de sua testa havia apenas um grande olho castanho, que parecia varrer com sua visão todo o âmbito, levou um tremendo susto. Se lembrou que aquela estranha criatura se assemelhava com Grande Evan (recebeu o apelido por ter um pouco mais de dois metros de altura e ser bem gordo), o aluno considerado menos inteligente da escola. Também parecia ser retardado.

Ele deu dois passos para frente, se aproximando mais do grupo. Os dois que seguravam Mance o soltaram e a liberdade voltou para seu corpo. Os braços doíam um pouco pelo tempo que permaneceram presos, mas a sensação de poder movê-los livremente era muito boa. Em outra situação, teria voado com um soco em direção da cara de Ed Grace, que no momento parecia assustado com a nova figura que surgira. Não era de se estranhar, até mesmo Mance deu dois passos hesitantes para trás, enquanto o feroz gordo fitava o rosto de cada um dos "amigos" ali presentes. - Qual de vocês? Quaaal de vocês? - Balbuciou como uma criança faminta. Chegou perto de um dos amigos de Ed Grace, ficando cara a cara com o jovem. Deu uma longa farejada nele, que pareceu enfurecê-lo. Socou a bochecha gorda a sua frente, que balançou com o impacto do punho. - Hahahahahaha! Acha que isso machuca, criança? - E então sua mão se moveu violentamente contra o corpo do garoto a sua frente, amaçando os armários que estavam atrás. Escorreu sangue pela testa de seu alvo e ele pareceu desmaiar. - Não é você. - Disse o grandalhão, enquanto prosseguia para o outro amigo de Ed Grace, que já parecia estar desesperado.

Que força dos infernos é essa? Pensou Mance, observando cautelosamente a grande forma mórbida ambulante. Ninguém repara que ele tem apenas um olho? Ninguém ali além dele parecia notar que em vez de dois olhos comuns, Grande Evan no momento estava com apenas um olho do tamanho de uma bola de basebol, com a íris em um forte tom de castanho. Quando chegou bem perto do próximo da fila, Grande Evan sorriu, mostrando dentes amarelos e estranhamente afiados. Mance sabia que poderia ter o mesmo destino do cretino que antes ajudava Ed Grace a lhe espancar, e então vendo que o ser estranho estava se distraindo com o próximo da fila, desatou a correr, rumo à saída do colégio. Me lembro de algo parecido com Grande Evan... Não, não pode ser. É mentira. Imagens surgiam em sua mente, que bolava diversas ideias do que aquele homem poderia ser. Ignorou todas e naquela hora, suas feridas pareciam não doer pelo calor do momento. - O cheiro! O cheiro esta ficando distante! - Urrou a criatura. Percorrendo o redor com seu único olhar, até encontrar Mance já partindo para o próximo corredor vazio. - O cheiro vem daí! Não vai fugir, meio-sangue! - Berrou, começando uma pesada e lenta corrida em direção do que julgava ser sua comida.

Quando por fim chegou a porta de saída, o enorme garoto estava no fim do corredor, correndo com seus grandes e lentos passos. Já o "meio-sangue" que julgava Grande Evan, corria bem mais rápido. Quase na metade do quarteirão, meio caminho percorrido para casa, escutou outro estrondo, pessoas gritando e um urro de fúria. Ele não havia desistido. Parecia ser Grande Evan novamente, e se a mitologia grega estivesse correta, ele seria um ciclope. - MEIO-SAAAAAAAAAAAANGUEE! - Ele voltara a gritar. Um estrondo abafado foi ouvido, uma árvore parecia desabar.

Contudo, Mance conseguiu chegar em sua casa quase são e salvo. Sua mãe estava sentada na mesa da cozinha, lendo um jornal. Quando olhou para o filho, ficou horrorizada. - Mance, porque esta machucado desse jeito? Também ta suado. Céus, o que aconteceu? - Quando escutou a palavra "machucado" sentiu o canto esquerdo de seu lábio inferior latejar. Sua mão foi direto ao encontro, e quando observou o dedo que tocara o ferimento, viu sangue. - Mãe, não tenho tempo de explicar a minha situação. Tem um... Um bicho muito estranho me seguindo. Não sei se estou louco, mas a coisa que me segue parece ter só um olho. - Antes de terminar de falar, Catheryne já olhava o pescoço do filho. Em seu rosto agora estava espantado o terror. - O colar, Mance. O colar! V-Você prometeu não tirar! - Antes que pudesse responder algo, ouviram um alto barulho na rua e pela janela, viram um carro viajando pelo ar, resultado de ser lançado por alguém realmente muito forte. Um grito de fúria fez Catheryne estremecer. - Para o carro. Agora. - Não houve escolha no que ordenou ao filho, que obedeceu hesitante.

A garagem tinha uma entrada pela casa, e por lá chegaram até o local. Mance abriu o portão enquanto a mãe ligava o motor e acelerava para fora. Pediu para que não fechasse o portão, para não perderem tempo. Correu até o carro, o garoto obedeceu, com pressa, vendo o grandalhão a poucos metros de distância. Ele pareceu ter localizado sua vítima. Murmurou um singelo "Achei!" como se o rapaz fosse um prêmio a ser reclamado. Mas antes que retomasse sua perseguição, Mance estava no carro. Sua mãe pisou fundo no acelerador.

Depois de alguns quarteirões, finalmente conseguiram despistar o estranho. Não era páreo para a velocidade de um carro, principalmente porque a mãe do rapaz mantinha o carro em alta velocidade. Se algum policial começou também a persegui-los, despistaram ele também. Mance estava profundamente confuso e inúmeras perguntas perturbavam sua cabeça, ansiando por respostas concretas. - Mãe. - Chamou. - O que era aquele cara? - Aquilo era o que mais o perturbava. Será que era um louco e sua mente começou a pregar peças? Não é possível existir um ser humano com apenas um olho. A senhora Catheryne vacilou no banco do motorista, retomou a velocidade comum que a pista exigia e olhou para trás, procurando o gigante garoto.

- O colar. Quebrou? Tomaram de você? - Ignorou a pergunta do filho. Seus olhos estavam fixos no trânsito. Mance levou a mão para onde o pingente no formato de uma poderosa águia roçava seu peito. - Outro garoto roubou. Me deu alguns hematomas e machucados em troca. - Respondeu, lembrando da surra que levou mais cedo e como Ed Grace fora um tremendo covarde. Catheryne se remexeu no banco. - Aquilo o protegia. Protegia destes que agora querem você. Matar você. - Uma realidade que mudaria a vida do rapaz estava por trás daquelas palavras. A mulher sabia que não poderia mais haver mistério. A partir daquele momento, vidas estavam em jogo e a punição por perder este jogo poderia ser grave.

Explicou ao filho o significado do colar e da promessa de nunca tirá-lo. Seu pai era alguém diferente e ser filho dele seria perigoso. Forjou um colar com seu símbolo, incubido por um poder que afastaria e o esconderia de todo o perigo maior. Não falava de bandidos, mas de coisas de outro mundo... Outra realidade. - Não tô entendendo. Outra realidade? - Aquela conversa tomava um rumo misterioso e estranho. O jovem Greystark não entendia. Os olhos castanhos claros de Catheryne cintilaram melancólicos, parecia querer chorar. - Seu pai é... - Sua voz vacilou. - S-Seu pai é Zeus. - Mance se assustou. As histórias da Grécia antiga vieram a sua mente, coisas que tinham sido comentadas e "aprendidas" por ele na escola. Coisas como magia, deuses gregos junto com todo o resto da mitologia grega. Riu. - Nossa, eu quase entendi errado, mãe. Quer dizer que ele tinha o nome de um deus grego? - Agora sabia que tinha se enganado feio. Deuses gregos não existiam, pelo menos até aquele momento...

- O QUE?! - Berrou ao ouvir o "Eles existem" da boca de sua mãe. Era mentira, claro que era. - Eles existem, filho! A mitologia grega é real. Sei que é difícil de você entender isso, mas é verdade. - Protestou a mãe. O primeiro pensamento depois daquilo que Mance teve foi o de que era uma pegadinha e de como ririam dele quando a mãe estacionasse em frente de algum lugar onde várias pessoas o esperavam. "Não... Não é real." Pensou. - Seu pai sabia que iriam caçá-lo. Sentir seu cheiro. Quando fiquei grávida não sabia quem ele realmente era, mas ele me mostrou. Ao acenar das mãos, nuvens negras cobriram o céu, relampeou e choveu e quando se cansou, mandou a tempestade embora com outro aceno das mãos. Foi incrível. - Percebeu que na fala de sua mãe havia uma felicidade escondida. Viu um meio sorriso formar pelos lábios dela. Pensou que ela estava delirando.

Não aceitava ainda aquilo que havia lhe dito, mas a mulher ainda citou um acampamento para gente como ele. Haviam outros igual ele, com um parente mortal e outro divino. Na sua mente isso não era aceitável, mas iria para o tal acampamento mesmo assim, sua mãe insistia que ele ficaria seguro lá, e não se atreveria a voltar e dar de cara com o monstro.

A noite caiu e eles ainda estavam na estrada. Entraram na zona rural de Long Island, onde a partir de um certo ponto a estrada era agora de terra. Chegavam perto de uma colina quando um berro gutural foi escutado por ambas pessoas dentro do carro. Um estrondo abafado foi ouvido. Catheryne acelerou até o fim da estrada de terra, onde em poucos metros a frente uma colina se erguia, cheia de grandes árvores com folhas em um intenso verde. Apressou Mance para sair de dentro do carro e então juntos se puseram a correr em direção da colina.

Correram monte acima, passando entre as árvores e pulando alguns troncos que lhe atrapalhavam a passagem em alguns pontos. - No topo da colina você vai encontrar o acampamento, continue correndo e não pare até chegar lá. - Catheryne dizia, ofegante. Outro estrondo abafado foi ouvido, mas desta vez deu para identificar que seria uma árvore. - Você ta perto, meio-sangue! Eu sinto!Apareça! - Dessa vez a voz do suposto ciclope estava mais perto, e com isso, o perigo também.

Em alguns metros de distância de onde Mance e Catheryne estavam, surgiu uma figura grande. Ele estava suado e sua camiseta estava toda rasgada, dando visão de sua gorda barriga. Seu único olho castanho estava vidrado na sua antiga e nova presa. O que julgava ser um meio-sangue gritou com espanto. - Como você conseguiu achar a gente? - Grande Evan sorriu, mostrando seus tortos e amarelos dentes. - Eu tenho um faro muito bom, meio-sangue, e também tenho amigos pela cidade. - Ele riu, uma risada que parecia ser vinda de um monstro. Era realmente isso que ele era, e também os seus amigos citados.

Três outros seres da sua espécie surgiram entre as árvores. Eram todos mais baixos que Grande Evan e também menos gordos. Todos tinham aquele mesmo único olho castanho que tanto espantou Mance. Sua mãe soltou um grunhido de terror. - Mance... - Sussurou. - Corra colina a cima. Você vai encontrar o acampamento. Vai! - Na última palavra ela gritou. Aquilo fez com que os enormes monstros pensassem que estavam pensando em alguma fuga, o que era verdade. Grande Evan apontou seu grande e gordo dedo para Mance e berrou uma ordem aos seus companheiros.

De acordo com o mito, Ciclopes são excelentes ferreiros e com isso eram constituídos de uma força além do conhecimento humano, manejando qualquer material, sem se importar com o peso, com maestria. Aquele dia as criaturas confirmaram isso. Um ergueu uma enorme pedra sobre sua cabeça e riu, zombando da humana e do "meio-sangue". Antes que fosse arremessada, Mance e sua mãe já estavam correndo e conseguiram sair do alcance da queda da pedra. Lembrando das ordens da mãe, se colocou a correr diretamente para cima e a última coisa que viu foi o conhecido Grande Evan iniciando uma perseguição, colina a cima, em busca do seu tão esperando "jantar".

Passava entre árvores e pulava sobre troncos e pedras. Tinha a esperança que isso poderia atrasar o gigante, e parecia dar certo. As vezes ele contornava as árvores, sua outra opção era derrubá-las. Chutava os troncos que acabavam se partindo ao meio, mas já as pedras, não tinha opção além de desviar. Suado e cansado, desejando chegar no topo daquela colina o mais rápido o possível para estar são e salvo junto à mãe, conseguiu avistar alguns metros a frente, uma espécie de letreiro com letras estranhas que pareciam estar em outro idioma. Quando chegou mais perto, as letras começaram a saltar e se reorganizar no letreiro erguido por fortes pilares de mármore, então por fim pode ler: "Acampamento Meio-Sangue". "Isso deve ser ser brincadeira..." Pensou. Seria a mitologia grega não ser um mito? Deuses poderiam existir e moravam em um gigantesco monte chamado Olimpo, e de lá organizavam o mundo e as vezes desciam, pulando a cerca como o suposto "Zeus" fez com sua mãe? Riu por um momento.

Quando chegou bem perto, parecia ter despistado o ciclope, estava quase convencido que aquele ser era de verdade um ciclope. Quando se virou, esperou um momento para ver se Catheryne aparecia, completamente exausta e precisando de ajuda, mas salva... Estava enganado. Esperou mais e nenhum resultado veio. "Eu corri e não olhei para trás. Minha mãe deve ter se perdido." Pensou. Deu dois passos para frente, mas estava muito cansado para voltar a correr. - Eu preciso fazer um esforço. Minha mãe fez de tudo até aqui por mim, e-eu preciso ajudá-la... - Dizia para si mesmo, ofegante. Deu novamente mais dois passos para frente quando ouviu um grito não muito longe. Preocupado, caminhou com rápidos e largos passos até uma árvore que se erguia, onde se apoiou e espiou.

Uma mulher fora jogada ao chão. Não era ninguém mais que sua mãe, suja e exausta, sendo pega pelos monstros. Um a levantou até a altura de sua cabeça, como se fosse uma boneca de pano. Riu dela. - NÃO! - Berrou Mance, chamando a atenção de todos ali. Sua mãe foi a primeira a contestar. - Mance, me deixa! Vá para o acampamento, você vai estar salvo lá! - Gritou Catheryne. - Anda... NÃÃÃÃO! -

Quando se deu conta, estava estatelado na verde grama da colina. Se sentou no chão, ainda um pouco atordoado, e na sua frente se erguia uma enorme figura. Grande Evan tinha uma aparência exausta, com suor escorrendo pela sua gorda bochecha e a grande barriga à mostra, com cicatrizes e a camiseta rasgada. Suas mãos foram em busca de Mance no chão, que tentou lutar contra os dedos do ciclope, mas falhou. Fora de suas fortes mãos, apenas o braço direito estava livre, enquanto o esquerdo era comprimido junto ao tronco de seu corpo, que logo começou a doer. O gigante ergueu sua vítima até a altura de seu rosto, fitando-a com seu único olho. Apertou mais os dedos contra o corpo de Mance, que grunhiu de dor. - Devo esmagar você e fazer pudim? Vai ficar delicioso! - Antes dele fazer qualquer coisa, o "meio-sangue" fitou com ódio aquele olho castanho e com seu braço livro, socou com todas as forças que lhe restavam a orbe que projetava da testa do ciclope.

Quando caiu de volta ao chão, retomou o fôlego e se levantou. Grande Evan se queixava de dor, com ambas as mãos tapando o olho que poderia ter sido ferido. Ele estava exausto, então não pode evitar cair sobre um joelho. Sem pensar em mais nada, Mance se virou para trás e viu aquele mesmo letreiro de antes, não muito longe. Começou com passos largos, que foram ficando mais ágeis. "Se tudo isso for verdade. Se os mitos gregos não forem mitos. Se o verdadeiro Zeus for meu pai, por favor, me dê forças para chegar até lá..." Sua mente estava cansada, junto ao seu corpo. Deu uma última olhadela para trás e viu Evan levantando e se colocando em movimento. "E por favor, salve minha mãe..." Quanto as forças, seu pai que poderia ser um deus, parecia ter ouvido. Começou a correr em direção do portal, e quando o passou, colina abaixo viu uma paisagem que poderia ser considerada bonita. Havia uma grande casa que se destacava de outras construções. Pode observar também vários casebres que se assemelhavam a chalés e um grande lago. Passou por alguns pinheiros e desceu quase toda a colina, até não aguentar mais.

- Ajuda! - Gritou e desabou no chão. As coisas que via começaram a perder a nitidez, sua visão começara a ficar embaçada. Escutou uma movimentação distante, e então, desmaiou.
Mance H. Greystark
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Re: Teste para filhos de Zeus

Mensagem por Mance H. Greystark em Qui 24 Jul 2014, 22:54

Narração

Havia um mês que Mance chegara no acampamento desejado pela mãe, cujo qual ela dizia que o garoto estaria completamente salvo. Salvo dos monstros livres pelo mundo, não das atividades contidas: luta com espadas, escalada em paredes fumegantes, montar seres alados que podem ter um comportamento que pode levar alguém a cair dos céus e ter um fim doloroso no chão. Mas o garoto, recém descoberto um meio-sangue, não negava gostar daquilo e do novo ambiente que o cercava.

Quando chegou não estava ainda completamente convencido da nova realidade descoberta, mas ao ver com os próprios olhos que o instrutor e Diretor de Atividades do Acampamento era um verdadeiro centauro se deu por vencido. Descobriu também que o termo meio-sangue vinha dos semideuses do acampamento. Seres que são metade humanos e metade deuses, nascidos da união de um deus e de um mortal. Suas capacidades vão além dos humanos comuns, podendo ter poderes com a capacidade de dominar e aprimorar.

Contou a Quíron quem sua mãe disse que era seu pai. Ele, um homem que aparentava estar entrando na terceira idade, com o cabelo, barba e olhos em um intenso castanho, afagou seus longos pelos que nasciam do queixo. - Zeus? Filhos dos Três Grandes dificilmente aparecem. Tem certeza disso, Mance? - Disse e fitou o semideus, com seus intensos olhos castanhos, estes que pareciam ter visto muitas coisas, complementando o ar sábio do centauro. - Minha mãe me disse isso. De acordo com ela, ele demonstrou seus poderes formando uma pequena tempestade, com raios e chuva. - Contou o que a senhora Catheryne tinha dito a ele. Lembrou que agora ela estava morta. Os patrulheiros lançados à floresta não encontraram nenhum corpo, inclusive o de uma mulher. - Imploro a você que mantenha isso somente entre nós. Se perguntarem quem é seu pai ou mãe divinos, diga-lhe que é um "indeterminado". - Orientou-lhe Quíron. O garoto não entendeu o termo cedido pelo centauro, não demorando para tirar a dúvida. - Indeterminado? O que seria isso? - O mais velho ajeitou a manta que cobria suas pernas de cavalo na cadeira de rodas que ele usava, talvez para um disfarce. Mance ainda não tinha entendido o porque dele usar aquilo. - Indeterminado é o nome que damos aqueles que ainda não foram reclamados por seu pai e mãe divino, o que não aconteceu com você até agora. Terminamos nossa conversa, Mance, já esta totalmente recuperado do incidente. Até ser reclamado por seu pai, fica no chalé de Hermes. -

Hesitante, Mance ainda tinha dúvidas, mas saiu da Casa Grande mesmo assim, o principal edifício do acampamento. Então a partir daquele dia sua vida estava mudada, era agora um semideus "indeterminado" já que ainda não fora reclamado pelo seu pai, diferente do que sua mãe dizia. Apenas esperava pelo dia que Zeus, ou outro deus grego, o reconhecesse como seu filho, enquanto treinava para ser como um dos grandes guerreiros dos tempos da antiga Grécia.

Uma característica interessante do acampamento era a dos chalés. Os chalés era o lugar onde os semideuses dormiam e guardavam seus objetos. O chalé designado a cada um era dependente do seu pai ou mãe divino, fazendo com que os filhos de cada deus convivesse juntos em seus dormitórios. Uma exceção era o chalé de Hermes que, por ser deus dos viajantes e das estradas, adota qualquer um não reconhecido por seu parente divino, como a estrada adota qualquer um que nela decide trafegar. E era neste chalé que Mance dormia todas as noites.

Sua estadia ali não era de toda forma ruim, apesar do chalé de Hermes ser o mais lotado pela quantidade de pessoas que ainda sonhavam em ir para o chalé de seu próprio pai ou mãe, desejando todas as horas que eles os reconhecessem logo. Em pouco tempo esse sentimento também tomou conta de Mance, fazendo ele duvidar de que Zeus era verdadeiramente seu pai. "Minha mãe poderia ter se confundido?" Era um dos pensamentos que perturbavam a mente do rapaz. Procurava esquecê-los de alguma forma, mas era inevitável que em algum momento importuno eles voltassem a vagear por dentro de sua cabeça.

Porém, neste um mês que passou dentro do Acampamento Meio-Sangue, se tornou outra pessoa. Tinha uma perícia incomum com espadas, sendo um bom aluno nos treinos com a arma. Estudava um pouco da Grécia Antiga, mesmo não se interessando muito e também começara a gostar de montar os pégasos que viviam nos estábulos. Voar pelo enorme céu azul era estranhamente bom para o garoto, que se sentia em casa. Gostava da nova vida que tinha, mas logo ansiava por partir em alguma aventura e derrubar alguns monstros. "Quem sabe os ciclopes que mataram minha mãe e queriam fazer o mesmo comigo?" Pensou, lembrando do terrível dia que chegou ao lugar. "Eu mostraria agora a Evan o tipo de meio-sangue que eu sou." Estava determinado a fazê-lo se encontrasse com o grande e gordo ciclope que o tomava como seu jantar.

Novamente um dia se ia e a noite caia, cobrindo o céu antes azul com uma grande escuridão. Era essa hora que todo o Acampamento Meio-Sangue se reunia no Anfiteatro para jantar e se descontrair. Cada semideus deveria se sentar em volta de uma grande mesa retangular de acordo com o chalé onde ficava. Como Mance ainda não havia sido reclamado, se sentou na mesa do chalé de Hermes. Por ser muitos os que frequentavam o chalé do Senhor das Viagens, o longo banco não comportava de boa forma todos os que sentavam nele, ficando todo mundo desconfortável e apertado. Naquela noite Mance comeu uma fatia de queijo, um pão e bebeu suco de uva. Como não tinha nenhum amigo no acampamento, levantou de onde se sentava e partiu, com passos calmos até a ala dos chalés. Entrou no chalé de Hermes e se dirigiu para seu colchonete em um canto dentro do âmbito. Novamente o motivo por dormir no chão era pela superlotação do lugar, mas isso não o atrapalhava. Em pouco tempo o meio-sangue já ressonava.

Acordou ao chamado dos companheiros do dormitório. Levantou, se organizou e sem demora, já se dirigia para as atividades diárias. Aquele dia o que mais praticou foi a arte da espada, o que mais lhe chamava atenção no acampamento. Treinou com um companheiro de chalé com espadas de madeira. O treino de firmou durante algumas horas, até os dois garotos estarem exaustos. Mance tinha um hematoma no ombro direito e na coxa esquerda, já seu colega, Ethan Holland, um garoto menor que Mance, de cabelos curtos e pretos com os olhos da mesma cor (também indeterminado), tinha em ambas as coxas e em ambos os braços, junto com um no pescoço. Descansaram o resto do dia e quando a noite voltou a surgir, foram para o Anfiteatro se alimentar.

Todos se organizaram na mesa como todos os outros os dias e começaram a comer. Mance não tocara na comida pois estava sem fome, mas observou que Quíron não havia comparecido ainda. Achou aquilo estranho, o centauro sempre estava ali na hora marcada. Quando decidiu tomar um pouco de suco de uva, observou que o Diretor de Atividades tinha enfim aparecido. Estava fora de sua cadeira de rodas, exibindo sua parte equina. Sua cara estava séria e seu olhar pairou em Mance por um longo momento antes de chamar a atenção de todos os presentes. Pigarreou e começou a falar. - Por favor, campistas, atenção em mim! - Todo o falatório que tinha antes se extinguiu. Os presentes prestavam toda a atenção no instrutor, inclusive Mance. - Hoje, recebi uma profecia do nosso Oráculo. - Quando terminou de dizer, pessoas começaram a cochichar uma com as outras, quebrando a quietude que pairava no ar. - Silêncio! Silêncio! - Exclamou o centauro. O silêncio novamente surgiu, agradando-o, então continuou a falar. - Serei breve e recitarei de vez a profecia:

"Um mal incomum surgindo esta
Com ele a cria dos céus terá de lidar
Restabelecer a ordem para o orgulho de seu pai conquistar
Sua vida por fim estabelecida vai estar"


Uma profecia? Um oráculo? Tem um oráculo no acampamento? Aquilo assombrou Mance por um momento. De acordo com que aprendera, o oráculo tinha o dom de fazer profecias, como aquela que acabara de ser dita. "Cria dos céus"... Não entendi muito bem. Pensou, confuso. Parecia que tinham lido sua mente quando um membro do chalé de Atena se levantou. Não demorou para expressar a mesma dúvida de Mance. - Cria dos céus? O que isso quer dizer, Quíron? - Indagou. O centauro se remexeu. Parecia que aquela questão também o importunava. - A "cria dos céus" seria um semideus. Filho do Senhor dos Céus, que creio que todos aqui presentes sabe de quem se trata. - Respondeu e então seus olhos percorreram todos os presentes e então pareceu se firmar em Mance. Não demorou para que todos fizessem o mesmo, alguns boquiabertos e outros com caras espantadas. Quíron se mostrava impressionado.

- Ora, parece que obtemos uma das respostas. - Proferiu o instrutor, com o olhar ainda preso em Mance. O semideus percebeu um brilho azul que vinha de cima de sua cabeça e decidiu olhar. O que pairava sobre o topo de seu corpo era uma espécie de símbolo. Um raio azul, que tremeluzia intensamente. Se levantou da mesa, assustado e tentou com a mão direita, bater naquilo, onde falhou. Seus dedos passaram por aquele raio como se tentasse golpear o raio. Quando olhou a Quíron, buscando respostas, ele o fez sem que precisasse pedir. - Saúdem Mance Hoween Greystark, filho de Zeus, Deus dos Deuses, Senhor dos Céus e dos Raios. - Proferiu. E então aquilo que esperou por um mês finalmente aconteceu.

Depois de reclamado, o filho de Zeus se dirigiu à Casa Grande junto com Quíron, onde tudo seria explicado de maneira correta. O centauro adotou agora sua forma "humana", sentando em sua cadeira de rodas e cobrindo suas pernas de cavalo com uma manta cinza. - Pois bem, Mance, sua mãe estava certa. É filho de Zeus. - Quíron soou como se aquilo fosse preocupante. - Dias atrás recebi uma mensagem do Olimpo. Um aviso de que alguém estava arrumando confusão e desonrando os deuses já que ele tinha o sangue de um. Essa pessoa também é um meio-sangue. - Fez uma pausa e também continuou. - Zeus então disse que o Olimpo não precisaria se mexer para essa situação. O Acampamento Meio-Sangue então teria uma missão. Consultei o oráculo e o resto da história você já sabe. - Quando terminou, Mance não demorou para falar. - Certo, Quíron, mas como vai ser isso? Eu devo derrotar essa pessoa? - O garoto não sabia como reagir e nem como seria a partir de agora. - Sim. Essa pessoa anda pela cidade, chamando a atenção dos deuses. Depois de capturá-lo você deve levá-lo até o Olimpo. Um aviso, cuidado como fala com os deuses, eles são orgulhosos demais. - Respondeu o centauro. O aviso foi recebido de bom grado, talvez aquilo iria impedir que o garoto fosse fulminado, mas a questão era outra. Levar até o Olimpo. Dizer aquilo foi simples demais, mas como faria?

Antes de perguntar algo, Quíron já respondia a pergunta planejada. - O Olimpo está localizado no seiscentésimo andar do Empire State, em Manhattan. - Como aquilo era possível? Decidiu deixar para lá, já estava muito confuso e Quíron parecia cansado, não queria incomodá-lo mais. Foi ordenado para ir até seu chalé, desta vez o verdadeiro, o de Zeus.

Quando adentrou o local, foi surpreendido por uma sala fria e grande, onde colunas gregas e estátuas de heróis decoravam o âmbito. Uma névoa clara cobria levemente o chão, junto com alguns sofás e pufes espalhados pela sala. Quando cruzou a sala e se deparou com outra porta, abriu-a, dando de cara com outro cômodo, o dormitório. As paredes eram de um tom claro de azul, deixando o lugar com um ar calmo. Várias beliches se encontravam ali e logo tomou uma para si. Se deitou, pronto para dormir. "Vou cumprir uma missão." Pensou, encarando a parte inferior da cama de cima do beliche que estava. [i]"Zeus, meu pai, me dê força." Com este último pensamento, se virou e cerrou os olhos. O sono não demorou para chegar.

Acordou na chegada da alvorada. Vestiu calça jeans, uma camiseta azul e calçou um velho All Stars preto. Pegou sua jaqueta e partiu em direção da Casa Grande, ver se alguém já estava acordado. No caminho, não se deparou com ninguém. Todos, menos ele, dormiam em seus chalés, mas nenhum com uma missão importante nas costas. Mance estava ansioso, mas estranhamente se sentia bem também. "Pedia por aventuras e então recebi uma." Deu um breve sorriso e por fim chegou em seu destino.

Quando pisou na varanda, onde recebia as pessoas antes de entrarem na casa, o semideus se deparou com a porta entreaberta. Quando entrou, Quíron estava em sua cadeira de rodas. Seus dedos da mão direita estavam em volta de uma xícara, na qual bebia café. Quando percebeu a entrada da prole de Zeus, o centaura bebericou o último gole de café e depositou a xícara em cima da mesa a sua frente. Se aproximou em sua cadeira de rodas. - Preparado, Mance? Vai ser uma tarefa complicada. E lutar sem arma deve ser muito difícil, não acha? - Disse o centauro. Do bolso do casaco que usava, ele tirou uma estatueta, cuja qual parecia um brinquedo. - É uma estatueta de Aquiles. Na verdade, uma espada se pressionar a cabeça. - Quando o fez, a estatueta se tornou uma espada. A lâmina era de aço, com um guarda mão na cor dourada e empunhadora revestida com couro. No pomo podia ser vista a letra grega omega forjada. Quando pegou a espada, o peso era adequado, poderia empunhá-la sem problema. Testou-a no ar, satisfeito. - Obrigado, Quíron. - Agradeceu.

O resto da conversa foi simples e rápido. Recebeu uma mochila onde havia alguns dracmas, a moeda antiga da Grécia que ainda era usada no "meio divino". Possuía também alguns dólares, junto com pedaços de ambrósia em um plástico. Ambrosia era o principal alimento dos deuses, tendo também um poder de cura. Se ingerido por um simples mortal, este morreria, pois de acordo com histórias o sangue deste se tornaria fogo e os ossos areia. Semideuses podem se alimentar de ambrósia, mas não com excesso. A estatueta de Aquiles fora colocada no bolso de sua calça jeans, pronta para o momento que fosse preciso.

Quando passou por debaixo do letreiro que anunciava o território do Acampamento Meio-Sangue, Mance se lembrou do acontecimento do dia que chegara no lugar. Pensou em sua mãe, agora morta. "Farei isso por você, mãe." Pensou, confiante. Onde quer que ela estivesse, queria mantê-la orgulhosa da mesma forma. Quando desceu a colina, se deparou com um simples carro que o esperava. Um homem de terno preto estava encostado no veículo. Era careca e seus olhos era de um cinza tempestuoso. - Quem é você? - Perguntou o semideus, ajeitando a mochila nos ombros. O homem abriu uma das portas traseiras do carro. - Sou um amigo de Quíron. Vou te levar até a cidade a pedido dele. - Disse. Mance hesitante, aceitou entrar no carro. Por qual outro motivo ele estaria na colina do acampamento?

Quando ambos embarcaram no veículo, o amigo de Quíron começou a falar. - Outro detalhe de sua missão: O rapaz que você procura está em Manhattan. É um semideus assim como você. Não sabemos de quem é filho, mas tem uma certa afinidade com espadas. Pelas minhas fontes, monstros estão o auxiliando, portanto, cuidado. - Após dizer aquilo, o amigo de Quíron não disse mais nada e viagem seguiu silenciosa. "Disse tudo o que eu precisava."

Quando chegaram em uma simples avenida de Long Island, o homem avisou que só poderia levar Mance até ali. O rapaz agradeceu e saiu do carro, se deparando com um lugar bem movimentado. Pessoas de todas as idades passeavam pelas calçadas e atravessavam a avenida constantemente. Diversos carros vagavam pela avenida. Podia ser vistos vários estabelecimentos: Lanchonetes, lojas de roupas e lojas infantis. Andando mais viu alguns becos duvidosos.

Como seu objetivo estava em Manhattan, procuraria alguma estação de trem ou rodoviária que pudesse levá-lo até a tal cidade. Caminhando um pouco mais, encontrou de longe uma estação de trem. Começou a andar em sua direção, com passos largos e rápidos. Chegando perto da entrada da estação, esbarrou com alguém e o chão encontrou-se com seu corpo. Um garoto ofereceu para levantá-lo e de bom grado aceitou. De pé, limpou a calça e as mangas da jaqueta que vestia. - Obrigado e me desculpe. - Disse para quem o ajudou. Era um garoto magro, poucos centímetros mais alto que Mance. Tinha um cabelo cor de areia desgrenhado, seus olhos eram de um azul fraco. Era um rapaz de sorrisos fáceis. Exibiu um para o filho de Zeus, aceitando seu pedido de desculpas. - Que nada, também fui desatento. - Disse. Mance continuou a caminhada para dentro da estação. O próximo trem para Manhattan sairia em vinte e cinco minutos.

Chegou na bilheteria. Era um lugar até mesmo que espaçoso. Algumas pessoas se movimentavam pelo local, mas o foco estava mesmo era nas filas. Eram dez caixas e sete estavam fechados. Ingressou na fila do quarto caixa que estava aberto, onde havia somente três pessoas na sua frente. Não demorou para ser atendido e quando foi, fez a compra rapidamente do bilhete para o próximo trem de Manhattan. Tinha cento e vinte dólares em sua mochila e o bilhete custou dez, então não teve algum problema.

Ajeitou a mochila no ombro e prosseguiu para a área de embarcação. Quando chegou se deparou com poucas pessoas. Umas passavam para ir para outras áreas de embarcação, outras estavam sentadas em bancos. Sob o teto pendia um grande relógio eletrônico, onde checou as horas. Faltaria ainda quinze longos minutos tediosos, ou até mesmo perigosos. Monstros conseguiam farejar meio-sangues, como Grande Evan fez com ele. Sentou-se em um banco onde ninguém mais estava ocupando, isolado de um outro grupo de pessoas. Desconfiava de todos, já que monstros tinham a capacidade de se camuflar com a Névoa, que nada mais é o que esconde tudo dessa outra realidade desconhecida pelos meros mortais.

O trem não se atrasou. Apresentou o bilhete e entrou no vagão. Era simples, um pouco sujo mas adequado para uma viagem curta. Outras pessoas entraram junto, mas não muitas, eram cerca de umas oito ou dez pessoas. Se sentou em um banco onde cabia duas pessoas, localizado atrás de outro, este que tinha escrito atrás um palavrão. Ficou no lugar do lado da janela, onde pode ver o trem partir e o cenário lá fora começava a se mexer. Quando percebeu, tinha alguém do seu lado.

- Você de novo? - Disse o estranho, que não era tão estranho assim. Era o mesmo garoto que se esbarrou fora da estação. Ele tinha um sorriso estampado no rosto. "Ele parece sempre sorrir com os lábios, mas seus olhos são diferentes." Os olhos do rapaz não pareciam exibir a mesma alegria que os lábios. Mance se ajeitou em seu lugar. - Também vai para Manhattan? - Indagou, sendo direto. Sem delongas, o conhecido foi rápido na resposta. - Sim. O que vai fazer la? - Aquela pergunta surpreendeu o semideus. Não poderia responder que estava em uma missão pelo Olimpo, ele riria da sua cara e perguntaria se era louco. Teve de ser ágil na resposta. - Visitar uma tia. E você? - Mentiu. O conhecido estranho coçou o nariz. - Fazer um passeio. - Respondeu tranquilo.

A conversa seguiu enquanto o trem andava. A viagem era curta e logo eles estariam em seu destino e as coisas começariam a acontecer de verdade para Mance. A conversa seguia de uma maneira tão tranquila que até esqueceu de perguntar o nome do garoto. - Esqueci de perguntar o seu nome. Qual é? - Perguntou. - Edwin. O seu é... ? - Mance não hesitou para dizer o seu nome. - Mance. - Edwin deu aquele mesmo sorriso fácil e logo chegaram em Manhattan.

Quando os dois saíram do trem se depararam com uma estação diferente da outra. Esta era bem mais movimentada e encontrões ali ocorreriam mais facilmente. Com passos calmos, os dois seguiram até a saída da estação, chegando em uma movimentada avenida. O ligeiro silencio foi quebrado pelo novo colega. - Vou te acompanhar até a casa da sua tia. - O primeiro pensamento que Mance teve foi: "Droga." Mas não expressou nenhum sentimento. Observou novamente aquele sorriso que parecia caçoar do semideus. - Não precisa. Você certamente tem coisa pra fazer. Não perca tempo. - Torcia para convencê-lo, mas não adiantou. - Relaxa, eu tenho tempo de sobra para perder. - Quando seu sorriso desvaneceu, parecia esperar para que Mance começasse a andar.

"Me tornei uma espécie de refém." Pensou. Refém de si mesmo, de sua própria mentira. Mordeu o lábio inferior e começou a andar em uma direção qualquer pela calçada. Não sabia o que fazer. - Ficou sabendo do vândalo que atacou o Empire State? Não foi grande coisa, mas ele e seus amigos e amigas não foram pegos. Teve gente que disse que uma das mulheres tinha escamas na perna. - Edwin fez uma pausa para um pequeno riso. - Não é loucura? - Mance na hora percebeu de quem se tratava. "Ele atacou o Empire State? Queria ir para o Olimpo?" Deu um breve sorriso em resposta para o amigo. - Sim. Uma loucura. -

A trajetória para a casa de sua "tia" era aleatória. Insistia em passos lentos, para que demorassem cada vez mais, mas uma hora não daria para continuar naquilo. Uma ideia percorreu a mente de Mance. - Olha minha tia pode esperar. Vamos para o Empire State? Quero dar uma olhada lá e saber mais sobre esse vândalo que você diz? - Sugeriu. Edwin não hesitou e sem importância assentiu. Juntos mudaram o caminho e foram até um ponto de ônibus para pegar um que os deixassem no destino desejado.

O veículo não demorou e rapidamente já estavam rumo ao Empire State. A viagem demorou cerca de quarenta de minutos, que foram preenchidos por tédio e conversa enquanto prosseguiam dentro do ônibus. Quando desceram estavam em uma longa rua que de longe dava acesso ao edifício. Quando chegaram perto, Mance e Edwin tiveram que olhar para cima para contemplar o enorme prédio, um dos orgulhos da America.

Foram recebidas por um golpe de vento frio. Os fios loiros do cabelo desgrenhado do rapaz oscilavam enquanto o vento passava. Os fios de sua nuca eriçaram e uma sensação estranha atingiu o meio-sangue. Quando se deu conta, Edwin não estava mais do seu lado.

Percorreu todo o arredor com os olhos. Longe, saindo de um beco qualquer, viu uma mulher estranha se esgueirando por uma parede. Percebendo bem, ela tinha escamas nas pernas e não possuía pés, ela parecia se rastejar por duas caudas escamosas. Atrás dela, via-se mais duas da mesma espécie. Olhou para o outro lado e encontrou em cima de uma grande casa, uma figura que se assemelhava com uma mulher com asas. Já encontrou uma dessas no acampamento. Uma harpia. Semicerrou os olhos e conseguiu ver mais três. "Cheguei no meio de um ataque? Bela hora." E realmente era.

Observou monstros mas não achou Edwin. Ele poderia estar em apuros se fosse pego no meio do ataque. Iria procurá-lo antes de tentar agir. Se colocou a andar por uma calçada, vasculhando os lugar com os olhos para ver se achasse uma figura com cabelos cor de areia e olhos em azul claro que poderiam ser percebidos mesmo de longe. Cada passo que dava chegava mais perto de uma área quase vazia, mas isso sem perceber. Estava detrás do edifício quando recebeu um impacto na barriga que o lançou poucos metros para trás.

Quando deu por si, estava no chão com uma daquelas mulheres com pernas escamosas o encarando de cima. Tinha um sorriso traiçoeiro e entre os lábios uma língua fina e bifurcava aparecia de vez em quando, oscilando de cima para baixo. Ela se aproximou mais e Mance se arrastou para trás. O estanho ser parecia se divertir. - Calma rapazzzz. Sssou inofensiva. - Sua voz era estranha e incomum. Parecia falar com um sotaque de cobra. Quando se aproximou alguns centímetros, ambos ali escutaram um grito de longe. - Não chegue mais perto. - A voz era masculina. Uma voz conhecida.

Teve um pouco de esperança até Edwin terminar sua frase. - Longe, dracaenae. Quem vai cuidar deste ai, sou eu. - Dracaenae. Se lembrou de quem se tratava. São seres antigos, monstros, metade mulher e metade réptil. Viu que o monstro recuou. Parecia ser um lacaio de Edwin. Tudo pareceu fazer sentido.

O tal meio-sangue recrutou monstros. Lembrou. Se levantou, sabendo que agora Edwin se tratava do seu objetivo. Quando por fim o seu ex-amigo se aproximou, seus dedos roçavam o bolso direito da calça, onde aquela pequena estatueta de Aquiles se encontrava. - Então você é o meio-sangue desertor? - Mance proferiu as palavras, lançando um olhar penetrante ao garoto que sorriu. - Desertor? Nunca fui daquele acampamento. Não vou agir em nome de meu pai se ele nunca demonstrou qualquer atenção a mim. - As palavras que disse saíram com rancor. O que Edwin dissera era verdade. Zeus deu-lhe um colar para protegê-lo, mas nunca apareceu em seu aniversário para desejar os parabéns. Nem queria que soubesse que era seu pai. Mas era o homem que minha mãe gostava.

- Não vim para discutir com você. Vou parar você aqui e agora. - Mance retirou a estatueta de Aquiles do bolso e pressionou sua cabeça. Uma espada que lhe parecia perfeita agora se encontrava na sua mão direita. A lâmina reluzia a luz do sol poente. Do inimigo ouviu uma gargalhada. - Vê essa dracaenae, Mance? Venci já muitas delas. Por que acha que estão do meu lado? Por respeito. Você não é páreo para mim, mas eu mesmo vou tratar de você. - Aquele sorriso espalhou novamente pelo seu rosto. Ele assoviou e uma harpia desceu dos céus, voando com suas asas e seu corpo de mulher, de uma feia mulher. Parou do lado daquele que também era seu líder. Ele venceu monstros e os trouxe para seu lado. Pensou. Em suas garras, o ser galináceo trazia uma espada embainhada. Edwin pegou e desnudou a lâmina de aço, empunhando-a.

Aquela seria a primeira luta de verdade de Mance, e esperava que não fosse a última. O oponente não era qualquer um. Venceu harpias, dracaenaes e quem sabe o que mais? Seria uma árdua disputa. Preocupado, viu o arredor. Toda a área detrás do Empire State Building estava estranhamente vazia. Um belo cenário para a luta. Preparou a espada na mão e o adversário fez o mesmo. Os dois correram um na direção do outro.

Aço beijou aço. As lâminas chocavam-se uma com as outras, sempre se encontrando no mesmo lugar. Mance e Edwin dançava a dança da batalha, uma dança mortal, mas não seria silenciosa pelo semideus adversário. - Vamos acabar com isso, Mance. Se junte a mim. Vou te ensinar a lutar de verdade e nós dóis vamos chamar a atenção do Olimpo, mostrando aos deuses que eles não são os únicos poderosos. Eles vão nos temer. - O garoto estava louco de ódio. Não iria se tornar temeroso perante um deus sendo inimigo dele. Se Mance não o vencesse aquele dia, não ia demorar para que um dia Edwin caísse do mesmo jeito. O filho de Zeus não respondeu. Tinha toda sua concentração na luta. Sua espada procurava a carne do inimigo, mas sua lâmina sempre era parada pela outra. Não demorou para que fosse Edwin quem tivesse a supremacia no combate.

Começara a ser forçado a dar passos para trás. As defesas que agora fazia eram apertas e sem jeito. Um golpe veio por cima e sua lâmina não chegaria a tempo para parar a outra. Lançou-se para o lado, rolando no chão. Antes que ficasse de pé, outro ataque fora desferido contra si. Sobre um joelho, ergueu a espada para cima e novamente os aços se encontraram. Mance fazia de tudo para manter-se salvo, mas Edwin colocava todo seu peso sobre sua espada, mesmo estando em posição de vantagem. O braço da prole de Zeus começou a vacilar e breve iria falhar perante o golpe inimigo. Mance grunhiu e se lançou para o lado, em uma tentativa arriscada de se salvar. O aço de Edwin deslizou pelo o de Mance e foi parar na grama ao seu lado. O meio-sangue estava de pé novamente.

Antes que pudesse se mexer, Edwin já direcionava outro ataque, mas o garoto conseguiu pará-lo. Ele é rápido. Pensou, prosseguindo com a dança das espadas. O último golpe não foi capaz de defender, mas esquivou-se quase que por completo. A ponta da espada passou pelo pelo, fazendo um corte que rasgou sua camiseta e dando-lhe um ferimento. Sentiu o sangue rubro escorrer pelo corpo, molhando e manchando a camiseta. Não tinha tempo para ver e nem cuidar daquilo. Viu o sorriso de Edwin, que se divertia. Sem perder tempo, Mance surpreendeu o oponente com um golpe lateral, aplicando toda sua força nele, que foi defendido de mal jeito. A lâmina do semideus adversário recebeu o impacto da outra e bateu com tudo no rosto do dono que não pode segurar a espada com ambas as mãos. Aproveitando a brecha, Mance avançou com um chute no estômago de Edwin, fazendo-o desabar ao chão. - Não deveria ter me subestimado. - O filho de Zeus deixou-se sorrir e o outro meio-sangue também. - Você também não deveria me subestimar. - Nem reparou que a dracaenae continuava ali, assistindo toda a luta, mas dessa vez ela participou.

Usou uma de suas caudas como um chicote, açoitando Mance e fazendo-o voar alguns metros e se chocar contra um poste de luz. Os dois impactos sofridos doeram. O sangue que escorrera do corte empapou a camiseta que vestia, mas não ai dar muito trabalho. Graças aos deuses o ferimento não fora profundo. Sua espada havia escapado de sua mão na trajetória até o poste. Se encontrava fora do alcance de sua mão. A visão meio embaçada começava a se ajustar e quando aconteceu, Edwin já pairava a sua frente, de espada na mão. - Você me rendeu um certo divertimento. Mas não vou deixar que me atrapalhe mais, Mance. - Disse e assoviou. A harpia novamente apareceu. Voava acima da cabeça de seu chefe. Era um ser muito estranho as harpias. Tinha asas com penas como as de uma galinha e um corpo de mulher, com seios caídos e murchos. Na ponta das pernas tinha garras afiadas e o rosto era tremendamente feio. - Não vou sujar minhas mãos com você. Essa harpia precisa ser alimentada. - Acenou para o monstro que entendeu a ordem.

O ser mitológico, agora feliz por ter em breve sua comida, voou até o rapaz encostado no poste. Mance tentou se esquivar, mas a ave, ou algo perto disso, conseguiu o agarrar mesmo assim. As pontas afiadas de suas enormes unhas o machucaram nos ombros e deu novos rasgos as suas vestes. A harpia subiu no ar de forma mais lenta pelo peso que carregava, mas conseguia mesmo assim. Parou na altura dos cabos que ligavam um poste elétrico com outro. Eram três fios que carregavam eletricidade. - Antes de dar você para as harpias comerem, vou fritá-lo! - Após o dito, Edwin soltou uma gargalhada. No começo Mance se assustou e sentiu medo, mas pensou melhor em seguida. Meu pai tem poderes elétrico. Eu poderia ter herdade isso dele? Pai, imploro que eu esteja certo.

A meio ave e meio mulher se posicionou alguns metros acima dos cabos. Ali em cima, o vento golpeava o jovem com suas frias garras, mas isso era o que menos o preocupava. As verdadeiras garras mesmo eram as da harpia, fazendo seu ombro doer demasiadamente. O monstro lambeu os lábios e soltou sua vítima. Lá em baixo Edwin riu e se virou. Pai, me ajude. Não pode deixar de fazer a prece. Quando solto, por fim sentiu a liberdade, mas não de uma maneira muito boa. Caiu de barriga nos fios elétricos, e com as mãos os segurou. Os cabos cederam com o peso do semideus e logo começou outra queda, mas esta não tão alta. Flexionou os joelhos e caiu no chão agachado. As pernas doeram um pouco, mas logo passou. Nas duas mãos, segurava um lado dos cabos partidos. Sentiu um breve formigamento nas mãos quando a energia elétrica passou por ali, mas foi só isso. A eletricidade percorreu seu corpo e cada segundo que passava Mance se sentia um pouco mais revigorado. Um trovão ribombou nos céus. Obrigado, pai. Tivera um dedo de Zeus naquilo, podia ter certeza.

- Edwin, ainda não acabamos. - Gritou. O rapaz não fora muito longe, então pode escutar. Girou nos calcanhares e observou Mance, espantado. - Como você é capaz disso? Não! Você não é filho de... - O filho de Zeus o interrompeu, com um sorriso se espalhando no rosto. - De Zeus? Sim, sou filho dele. - Seguiu com seus instintos, talvez era seu sangue grego que agia agora. Soltou os cabos, mas deles ainda um pouco de energia elétrica saía. Ela começaram a dançar no ar, com movimentos semelhantes de uma serpente. Todos os ramos do pequeno raio se uniam na palma esquerda de Mance, formando uma pequena esfera. O semideus então correu e pegou sua espada e mudou a direção para Edwin, que fazia o mesmo.

Quando chegou perto, conseguiu ser rápido o suficiente para lançar a esfera em direção de seu peito. A esfera elétrica atingiu em cheio o inimigo, fazendo-o parar por um instante e hesitar. Foi o suficiente. Mance atingiu um soco de esquerda no rosto de seu ex-colega, o forçando a virar a cabeça. Com o pomo da espada, onde a letra grega Omega se destacava, o atingiu em cheio na cabeça, colocando toda sua força no golpe, sendo o suficiente para Edwin desmaiar.

Vendo seu líder cair em batalha, a harpia fugiu, mas a dracaenae não. - Como você foi capazz de vencer o meu líder, meio-ssssangue? - Sibilou, vindo em sua direção, rastejando sobre suas duas caudas de serpente. Estava desarmada, mas tinha suas armas naturais mesmo assim. De forma veloz, atacou com ambas as garras numa espécie de estocada. Mance conseguiu se lançar para a direita e escapar por pouco. Vou recuando a cada ataque da dracaenae, alguns eram defendidos pela espada, outros não. Sem ela perceber, a prole de Zeus conseguiu levá-la até os cabos de energia. Com um plano em mente, Mance os dedos de ambas as mãos em volta da empunhadura da espada e avança em uma estocada mirando no ombro da criatura.

Quando recebeu trinta centímetros de aço no ombro, a criatura silvou de dor. O semideus largou a espada cravada no ombro da dracaenae e pegou o cabo partido de energia no chão, que estava a poucos centímetros de distância. Com uma parte em cada mão, Mance pressionou continuamente uma ponta dos cabos na barriga de seu alvo, fazendo-a silvar novamente. A outra ponta pressionou contra o pescoço da mesma, que era atingida por toda aquela energia elétrica. Ela sacudia todo seu corpo, como se tivesse convulsões. Quando o filho de Zeus soltou, o monstro desmaiou, caindo no chão.

Enfim todo aquele combate terminou. O garoto estava cansado e suado. Na sua frente, uma dracaenae jazia desmaiada e vencida. Em alguns metros à sua direita, Edwin estava inconsciente no chão. Mance suspirou, não acreditando que tinha feito tudo aquilo. O que minha mãe diria se me visse agora? Pensou.

Retirou a espada presa do ombro da dracaenae e de novo ela se tornava uma estatueta de Aquiles. Pensou em Quíron e o agradeceu ali mesmo. Guardou o objeto no bolso da calça e prosseguiu até Edwin no chão. Ergueu o corpo do inconsciente e o segurou por debaixo do braço esquerdo.

A sombra do enorme prédio de Manhattan já era minúscula aquela hora. A noite já se preparava para cair sobre a America, no horizonte só se podia ver um pouco da luz tímida do sol. Seguiu para frente do edifício. Naquele horário havia poucas pessoas nas ruas, algumas viram Mance segurando um corpo por debaixo do braço e lançaram um olhar assustado, mas o garoto os ignorou. Com a mão livre abriu as portas principais do Empire State, entrando em seu interior, com os pés de Edwin arrastando pelo chão.

Se deparou com uma espaçosa sala de espera vazia. Sofás brancos eram distribuídos pelo lugar. No fundo da sala, na frente das portas de um elevador, jazia um homem atrás de um balcão. Tinha um cabelo escuro com alguns fios grisalhos e as grandes entradas que se formavam em seu couro cabeludo indicavam que em alguns anos ele ficaria careca. Vestia um terno preto com risca de giz azul e lia uma revista qualquer. Quando chegou perto, Mance não sabia o que falar. E se ele me achar louco e dizer que não existe um andar 600? Pensou. Hesitante, o semideus decidiu falar. - Quero ir para o Olimpo, andar 600. - O homem ergueu ligeiramente o olhar para Mance, sem se importar com o corpo que trazia e respondeu desanimado. - Não existe esse andar garoto. Vá embora. - Se espantou com o tom da resposta do homem. Aquilo sequer parecia loucura pra ele. - Eu exijo ir até lá. Preciso falar com Zeus. Sou filho dele. - Tentou novamente. O recepcionista pareceu então entender. - Ah, então é você? - Os olhos do indivíduo percorreram Mance e reparou na pessoa desmaiada que trazia. - Pode ir. Andar 600. -

Chamou o elevador e quando ele chegou, entrou. Uma música tocava, deixando o ambiente com um ar calmo. Do lado das portas, na parede do elevador, encontrou um painel onde continha os andares (que eram muitos), no topo era encontrado um botão dourado, no qual estava inscrito o número seiscentos. O garoto apertou o botão e o elevador começou a subir. No início devagar mais em um certo ponto ele pareceu travar. - Era só o que me falt... - Antes de terminar a frase, o elevador voltou a funcionar. Com um tranco, começou a subir violentamente, onde o rapaz não pode evitar deixar Edwin cair.

Quando parou, as portas se abriram. Um caminho de tijolos de mármore se estendia pela sua frente. Levantou o corpo do outro semideus e o embalou novamente debaixo do braço esquerdo. - Que demora pra você acordar. Espero não ter te matado. - Murmurou. Se pôs a caminhar pelo caminho que tinha visto. Entrou em uma espécie de cidade, onde belíssimas casas se erguiam do chão. Sátiros perseguiam ninfas em uma brincadeira e pessoas conversavam. Devem ser deuses. Pensou Mance, olhando-as. Voltando ao seu foco, atravessou aquela cidade onde todos pareciam ignorá-lo.

No fim daquele lugar encontrou uma grande escada que se erguia até um enorme edifício com a forma dos antigos monumentos gregos, mas em uma escala muito maior. Subir aquela escadaria carregando aquele corpo que começava a cansar seu braço era desanimador, mas mesmo assim o fez, passando Edwin para o braço direito, subindo degrau por degrau com os pés do inconsciente batendo na aresta de cada elevação. Quando chegou no topo, encontrou duas portas de ouro abertas. Em cada porta podia ser vistas imagens gregas de deuses e heróis, mostrando todo o seu valor em poses formosas. Quando passou pelas portas encontrou uma grande sala com tronos colossais erguidos magnificamente. E em meio dos mais afastados, uma figura de enorme proporções estava sentava no que parecia ser o trono do senhor do Olimpo.

- Pelo visto, você conseguiu... meu filho. - Disse Zeus. Mance ao ouvir aquilo ficou estupefato. É ele. O Senhor do Olimpo. Deus dos Deuses... e também o meu pai. Após o pensamento, foi em direção do trono do pai, onde cuidadosamente depositou o corpo no chão e se ajoelhou. - Senhor Zeus, cumpri com o desejado. O Acampamento Meio-Sangue venceu o inimigo que ameaçava crescer. - O semideus disse, talvez sua voz saiu sombria, não soube ao certo.

Zeus se mexeu em seu trono. Tinha a aparência de um homem que tinha por volta de quarenta anos, mas que se manteve em boa forma. Tinha os mesmos olhos azuis de Mance e o cabelo era do mesmo tom escuro de loiro. Seus traços davam a seu rosto uma aparência severa. - Muito bem. Fico feliz por isso. Cuidaremos do rapaz. - Disse, friamente. Edwin começou a se remexer, em breve acordaria e daria de cara com o senhor do Olimpo. Segurou um sorriso. - Bom, acho que meu serviço acabou. Vou indo. - Girou pelos calcanhares e começou a andar. - Espere. - Disse Zeus. Mance parou e se virou para o pai. - Vai ter uma recompensa. - O deus sorriu e acenou. Pelas portas abertas, um cavalo alado entrou. Um pégaso branco. O animal cavalgou até o semideus. Entre os dentes, pendia uma alça da bolsa que carregava. - É minha? - Indagou Mance para o pai. O Senhor dos Céus assentiu. Quando o garoto pegou a bolsa e a abriu, se deparou com duas coisas surpreendentes.

De dentro, tirou uma espada embainhada. Era na verdade um sabre. Desnudou a lâmina da bainha de couro. A lâmina forjada em aço tremeluziu pela luz fraca que entrava dentro da sala dos tronos. Seu cabo era revestido por couro e o peso era perfeitamente adequado a Mance. O pomo era forjado no formato de uma cabeça de águia. Vestiu a espada com a bainha e pegou o próximo presente.

Era um cilindro feito de cobre e prata e no início Mance não entendeu, mas quando o ergueu viu que da sua superfície, energia elétrica percorria todo o comprimento. - A espada se chama Karabela. O cilindro tem controle sobre a eletricidade. Presentes meus para você. - Disse Zeus. Foram os melhores presentes que já recebera na vida. Tinha várias perguntas para fazer. Não queria ir embora. - Já esta na hora de ir, meu filho. Este pégaso vai levá-lo até o acampamento com segurança. - Mance assentiu. Não iria questionar uma ordem de Zeus. Lembrou-se do que disse Quíron. "Os deuses são orgulhosos e se ofendem fácil." - Obrigado pelos presentes. - Sorriu e montou no pégaso, com a nova bolsa nas costas. Se despediu do pai e o cavalo alado começou a correr pela sala do trono. "É... Conheci meu pai." Não pode evitar de sorrir novamente. Deu uma olhadela pelo ombro e ele ainda estava em seu trono. Edwin parecia acordar. Quando o pégaso passou pelas portas douradas, olhou novamente para trás. Zeus e o outro semideus sumiram.

Virou-se para o horizonte que tinha surgido quando o cavalo levantou voo e sentiu o vento golpear-lhe o rosto e fazer seus cabelos despenteados dançarem ao vento. Agarrou-se ao pégaso quando ele fez uma manobra violenta. - Quer me matar, é? - Ele relinchou em resposta e Mance riu. Iria em segurança para o acampamento depois de uma bela de uma aventura terminada.

Poderes e armas:
- Poderes:

Cura elétrica (Nível 1) - Sob qualquer indício de energia elétrica¹, haverá a cura instantânea de 20HP.

Controle sobre a eletricidade de iniciante (Nível 1) - Você controla um pouco da eletricidade ambiente. Não é letal, mas pode ser útil. Em um ataque, você pode concentrar a eletricidade na palma de sua mão, na forma de uma pequena esfera. Pode ser usada em ataques corpo a corpo ou atiradas no inimigo, a uma distância curta, de até 5 m, mas não causa impacto no oponente. 1 esfera a cada 10 níveis.

- Armas:

Thunder / Mini Raio-Mestre [Cilindro mágico feito 1/2 de prata e cobre com dons sobre a eletrecidade. Pode lançar raios elétricos em seu oponente] {Cobre e Prata} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre a Eletricidade/Ofensivo e Defensivo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus]

Karabela / Sabre [A karabela tem um punho aberto com o pomo no formato de uma cabeça de águia. Seu cabo anatômico permitia o manejo mais fácil de cortes circulares quando se luta a pé e e de cortes oscilantes quando montado no cavalo/pégaso. É feita de aço frio e seu punho é revestido com couro. Vem junto de uma bainha de couro.] {Aço e couro} (Nível Mínimo: 1) {Resistência à eletricidade} [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus]

Estatueta de Aquiles / Espada - Arma emprestada por Quíron. (Não vai ser adicionada no inventário, item usado apenas na missão)

OBS:
Dividi o post em dois pois o fórum não suportava as duas partes juntas.
Mance H. Greystark
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Re: Teste para filhos de Zeus

Mensagem por 112-Ex-Staff em Qua 20 Ago 2014, 15:22

Lucas – Reprovado

Apesar de suas características terem ficado razoavelmente boas, sua historia foi um tanto quanto curta, confusa e repleta de erros ortográficos e gramaticais. Você organizou mal sua ficha, sendo que poderia ter dado espaço entre um tipo de característica e outra, assim como separar as perguntas dando espaço entre elas. Você cometeu erros com relação a pontuação, sendo que em muitos momentos a fluidez foi completamente prejudicada. Também modificou erroneamente os tempos narrativos, narrando em alguns momentos na terceira pessoa e em outros na primeira; o que ajudou bastante a deixar seu texto confuso. Sua historia precisa ter uma grande melhoria, sendo que os deuses não aceitariam um garoto qualquer no Olimpo (Sim, você é filho de Zeus mas um qualquer, não tem nada de especial). Não foi dado uma motivação para os acontecimentos, que por sua vez foram incoerentes e jogados sem uma introdução ou uma trama. Sugiro que leia fichas aceitas de outros players, pois irá ajudar bastante você a conseguir desenvolver melhor suas historias. Qualquer duvida me envie uma MP.

Timothy - Reprovado

Então jovem garoto. Apesar de tentar descrever da melhor forma possível suas características, muitos foram seus erros. Você excessivamente repete as palavras, deixando seu texto pobre, com pouco conteúdo, com baixa fluidez e prejudica a leitura que fica cansativa. Outros erros como “pele negra clara”, fizeram com que eu em momento algum duvidasse de sua reprovação. Complicar situações fáceis não garante um bom texto, apenas o prejudica completamente. Sua historia não chegou a ter uma introdução, sendo que não foi mostrado o porque de uma fúria (fúrias são servas de Hades) o atacou. Você pulou pelo menos um terço de sua historia logo no começo, sendo que novamente repetição de palavras, erros gritantes de ortografia e erros de gramática deixaram seu texto pobre. Incoerências como sua mãe estar com suas armas de reclamação, saber sobre o Olimpo (com uma descrição muito grande para uma mortal que não pode entrar no lugar); assim como uma mãe deixar seu filho lutar sozinho com um monstro, sendo que ela nem ao menos pode ver que é um monstro em si. Sua visita a Zeus foi totalmente incoerente, sendo que os deuses não recebem um semideus para apenas dar um abraço, pelo contrario, deuses geralmente contactam suas crias apenas quando precisam de algo. Você ainda quebrou uma regra, ao colocar desnecessariamente nome de outros fóruns em sua ficha. Em momento algum é perguntado algo do tipo, e caso quisesse colocar se possui outra conta, essa outra conta no caso é no PJBR, não temos interesse em saber se joga em outros fóruns. Sugiro que você use um corretor ortográfico em seus textos, leia fichas de outros campistas que tenham sido aprovados; e principalmente, não tenha vergonha de usar uma escrita simples para expressar suas historias, muitas vezes a simplicidade é a melhor ferramenta de um escritor. Qualquer duvida me envie uma MP.

Mancer - Postou fora do prazo, sendo que por isso seu teste será valido apenas para o próximo mês, que será avaliado dia 01/09/2014.Por favor reposte seu teste para que o mesmo seja validado.
112-Ex-Staff
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Re: Teste para filhos de Zeus

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