Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Zeus em Ter 08 Out 2013, 19:36

Relembrando a primeira mensagem :



Olá, Campista!



Como já devem saber, este é um fórum de RPG que procura seguir a história da série de livros 'Percy Jackson e os Olimpianos', de Rick Riordan. Não obstante, nós também oferecemos a você a oportunidade de viverem e interpretarem estes heróis semideuses, ou até mesmo outras criaturas mitológicas, criando suas próprias histórias e divertindo-se com elas. Para que possam participar de tais histórias, você deverá preencher uma ficha e postar neste mesmo tópico; a mesma encontra-se logo abaixo.

Para cada afiliação, você ganhará Poderes específicos - para tornar tudo um pouco mais 'real -, bem como ganhará presentes específicos: armas, itens de combate... Clique Aqui e Aqui para ver, respectivamente, estas listas de poderes e presentes de reclamação (lembrando que, assim que forem reclamados, um deus ADM irá atualizar seu rank, sua filiação e seus presentes)

Nem sempre você passará no teste, mas não desanime, tente novamente ou procure por outro deus... No caso de Zeus, Poseidon e Hades, o teste NÃO É VÁLIDO, pois estes Deuses efetuam testes mais severos. Os Três Grandes fazem concurso mensal para a escolha de um novo filho. Para saber a data do próximo concurso, fiquem de olho nos anúncios globais; a qualquer hora, um novo teste será postado.

Porém, caso se interesse por ser filho de Nyx, Melinoe, Athena ou Perséfone, atente para a ficha; ela será a mesma que para qualquer outra afiliação mitológica, mas será avaliada de forma mais rígida por um de nossos deuses.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial, ganha no momento de inscrição do fórum, e dos presentes de reclamação - adquiridos caso a ficha seja efetivada - devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.


Dúvidas? Contate um dos deuses ou um dos monitores de nosso Fórum, via MP ou Chatbox! Sintam-se livres para perguntar, e não tenham vergonha!






Ficha de Reclamação!




▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?





♦ Lembrando que todas fichas receberão uma avaliação condizente, mas a aprovação não é automática, sendo que a resposta pode ser negativa dependendo da qualidade apresentada. Determinados nick's que não seguirem a regra também terão a ficha desconsiderada. [Leiam as regras aqui]


.:.:.:.


▬ Lista de Afiliações divinas disponíveis atualmente no fórum, bem como os seres mitológicos disponíveis para serem interpretados:


.:.:.:.

Centauros
Dríades
Filhos de Afrodite
Filhos de Apolo
Filhos de Ares
Filhos de Athena *
Filhos de Deimos
Filhos de Deméter
Filhos de Dionísio
Filhos de Éolo
Filhos de Eos
Filhos de Hades **
Filhos de Hécate
Filhos de Hefesto
Filhos de Héracles
Filhos de Hermes
Filhos de Héstia
Filhos de Íris
Filhos de Melinoe *
Filhos de Morfeu
Filhos de Nyx *
Filhos de Perséfone *
Filhos de Phobos
Filhos de Poseidon **
Filhos de Quione
Filhos de Selene
Filhos de Thanatos
Filhos de Zeus **
Náiades
Sátiros

* = As fichas destinadas à tais patronos requerem uma avaliação mais rígida;
** = Os Três Grandes fazem concurso mensal para a escolha de um novo filho;
Zeus
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alyvre em Sab 09 Ago 2014, 20:11



ALYVRE
ser e motivo
Desejo que Alyvre seja reconhecida como uma náiade primeiramente por estas quase não serem vistas no PJBR. As características psicológicas da limneida — como também pode ser chamada, já que habita um lago —, como podem ser observadas logo abaixo, desviam um pouco do que geralmente é esperado de uma ninfa das águas; seria interessante, ao menos para mim, interpretar uma personagem que diverge do grupo no qual se vê obrigada a viver.
características
Há quem diga que são verdes, seus olhos. Ela os considera azuis. Talvez sejam, depende de quem os vê. O fato é que a pele rosada faz com que eles se destaquem. Os cabelos são difíceis de definir; ora lisos, ora ondulados. Vez ou outra, as mechas castanhas aparentam ser loiras, despertando a curiosidade de quem as observa. Alguns dizem que ela as tinge, por pura vaidade. Ela rebate, diz que a mudança na coloração é culpa da luz. Seu rosto forma um conjunto harmonioso de imponência e incertezas. Já o corpo, é o contrário: quanto a ele, não há dúvidas. Está longe de ser o mais sexy ou o com mais curvas, mas possui o suficiente para ser considerado atraente. Ainda que não seja capaz de competir com as proles afrodisíacas, Alyvre tem sua beleza.  

Pobre aquele que a julga como ingênua. É preciso ver através de sua exuberância para notar que, depois dos lábios naturalmente avermelhados, muito além das íris claras e encantadoras, esconde-se uma ninfa fria que reprime ódio por todos, que não hesita em fazer justiça com as próprias mãos. Não tem motivos especiais que levem-na à violência. Sua mente é confusa, chegando próxima ao que os humanos chamavam de “bipolar”. Não aceita o título por não gostar de ser rotulada. Teme ter dedos, sendo estes acompanhados de apelidos que não aprova ou comentários maldosos, apontados em sua direção. Não dispensa, porém, o reconhecimento que algo grande que fizera.

Alyvre nem sempre fora assim. Há muito tempo, era doce e gentil. Esta parte de seu passado se tornou um borrão na mente da limneida, apagada por acontecimentos que poucos lembram. Seu lado amigável só vem a tona em raríssimas ocasiões e unicamente na presença de pessoas realmente especiais.
história
Seus olhos azuis analisaram o ambiente fatigante ao seu redor. Exalando beleza e temor acima do presumido para uma ninfa das águas, Alyvre esperava algum sinal de ameaça — por menor que este fosse — para exprimir algum tipo de reação.

Ouviu um ruído. Um galho quebrando ao longe. Endireitou a postura, inclinando o tronco na direção do barulho. Apurou a audição. Uma voz conhecida clamava por um nome. Seu nome. Bufou e, mergulhando, desapareceu.

Fora vista novamente apenas na manhã seguinte, quando se atrevera a deixar o fundo do lago que habitava, nadando por águas que seguiam além das que formavam o espaço que tomava como de sua propriedade, emergindo então. Seu intuito era de buscar, na superfície, sua próxima vítima. Infelizmente, para ela, o fizera na pior hora. Um grupo de náiades jaziam como sereias sobre pedras que margeavam o rio. Dentre elas, a que Alyvre mais procurara evitar.

Hanna parecia ocupar uma rocha mais elevada, pois se destacava entre as outras. Penteava os fios loiros, sorrindo e correndo os olhos de face em face das outras presentes. Não demorou para que as íris azuladas cravassem em Alyvre, que imediatamente tentara voltar para seu recinto.

Mas a outra era rápida.

Mergulhou no rio segundos depois, seu nado superando o da limneida, que logo teve um dos pés puxados, sendo obrigada a parar. Assim, emergiram juntas.

— Por que você ainda foge, Alyvre? Não te fazemos mal, não somos ameaça — sussurrou Hanna, sabendo da presença das outras náiades. Como resposta, recebera um olhar carregado de ódio e um pouco de água no rosto, resultante do bater dos pés de Alyvre na água, que sumira novamente.

Por fim, não fora muito longe, parando no fundo daquele mesmo rio.

Há poucos metros dali, Alyvre mergulhava em duvidas que atormentavam-na desde que se vira obrigada a conviver com suas "irmãs". Afinal, por que tinha que estar ali? Por que tinha que aturar os semideuses que tanto irritavam-na? Por que não poderia viver em um lago qualquer? Por que logo o Acampamento Meio-Sangue?
Alyvre
Espíritos da Água
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Gabe Yelich-O'connor em Sab 09 Ago 2014, 21:01

    ▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
    Hécate

    ▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
    Físicas: Cabelos longos, castanhos, olhos verdes.
    Psicológicas: Criativo, birrento, sarcástico, sutil.  


    ▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
    A personalidade de Hécate é bem diferente das dos demais Deuses. É um Deus que desperta bastante curiosidade, é algo que foge bastante do normal, como uma Deusa rebelde que luta do lado dos três grandes mas se isola nos confins infernais.

    ▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

    Frequentemente, quando os pais estavam longe, Gabe ficava com um dos numerosos parentes da madrasta. Ela vinha de uma família grande e parecia ter tios, tias, irmãs, irmãos e primos por toda a Europa.
    A família do pai era menor, consistia em alguns parentes, e o tio Howlett. Tio Howlett era o parente predileto do Gabe. Ele sempre gostava de ficar com ele. Tinha uma casinha no sudoeste de Londres, num povoado minúsculo.
    Tio Howlett era biólogo, estudava muitos animais e tinha objetos estranhos por toda a casa, objetos colecionados de viagens. Sempre havia musica tocando no gramofone ou na rádio, e comida exótica sempre borbulhava no fogão.
    Gabe se sentia totalmente á vontade com do tio Howlett, onde passava dias explorando a região o que fazia se sentir livre montando suas cabanas, perdendo-se no campo e construindo represas no riacho atrás da casa.
    Não tinha motivo para achar que se mudar de um país para outro, ficar com parentes estranhos por longos períodos, falar várias línguas e raramente ver o pai fosse algo incomum. Por isso, ficou surpreso quando o tio Howlett lhe disse um dia:
    - Você é um garoto estranho, Gabe. Eu imaginava que a maioria dos garotos da sua idade se sentisse infeliz.
    Na época, o menino tinha 9 anos, era verão. A mãe - madrasta - e o pai estavam de férias, viajando pela frança para esquiar.
    Gabe franziu a testa para o, do outro lado da mesa, e ficou pensando no que ele dissera. Howlett era bonito, bem afeiçoado, tinha cabelos castanhos e um rosto estranhamente atraente e ainda que o garotinho não soubesse muito sobre essas coisas, sentia que era lindo.
    - Por que eu deveria ser infeliz? – Perguntou.
    - Ahh, não estou dizendo que deveria. Fico feliz por não ser, mas você vive sendo mandado de um lado para o outro na Europa, como uma mala extraviada, e agora esta aqui comigo de novo, tendo que passar o verão comigo.
    - Eu gosto de você, tio Howlett. – Disse Gabe rapidamente. – Gosto de viajar com os meus parentes, gosto do povoado. Gosto da sua casa. Gosto da sua comida.
    - Ah, você é um encanto, Gabe. Sabe tocar o coração de alguém. E sem dúvidas vai partir vários se tiver chance.
    O garoto ficou vermelho.
    Depois de jantar, ele saiu para aproveitar o resto do dia. Era um perfeito fim de tarde de verão e o sol poente lançava o brilho dourado sobre os campos. Depois de sair do quintal de trás por um portãozinho, ele foi até o pequeno pomar atrás da casa terminar de construir um balanço de corda que havia pendurado acima do riacho, num galho grosso. Pouco depois de experimentar o balanço, Gabriel notou dois policiais entrarem pelo portão da casa, eles foram conversar diretamente com o tio.
    - Gabe. – Chamou ele tentando esconder o embargo da voz.– Acho que aconteceu uma coisa.
    Os policiais pareciam tão engraçados e desajeitados que Gabe riu. Tentou pensar se tinha feito alguma coisa errada, ele já tinha problema suficiente com a visão.
    Levantou-se do balanço e foi até eles.
    - Tem a ver com o seu pai e sua mãe... – disse Howlett e, á medida que chegou mais perto, Gabriel viu que havia lágrimas nos olhos dele.
    Imediatamente Gabe se lembrou das visões. Ele recuou com uma cara apavorada.
    - Tudo bem, Sr... – disse um dos policiais. – O menino não precisa saber de todos os detalhes.
    - Precisa sim – respondeu ele, irritado. O garoto jurou que notou um “béé...” como o de uma cabra no final da frase.
    Depois de um último olhar confuso para o menino, os dois saíram.
    - Venha sentar-se comigo. – Disse o tio acomodando-se no velho banco de madeira.
    Sem pensar duas vezes juntou-se a ele e os dois ficaram em silêncio, olhando por além do riacho.
    - Houve um acidente – continuou ele – Por enquanto ninguém sabe o que aconteceu, mas o equipamento de esqui do seu pai e sua mãe foram encontrados ao pé da montanha.
    O resto de dia passou como um borrão, as palavras rolando na direção dele, sem fazer qualquer sentido, e ele não querendo que fizessem, esperando que fosse tudo mentira, que a visão fosse apenas um sonho, mas havia acontecido.
    Com o passar dos dias os seus pensamentos permaneceram enrolados e bagunçados como um novelo de lã. Ele já sabia que era um semi deus, seus pais nunca esconderam isso dele, mas vinha dele querer ir para o acampamento meio sangue. Não esperando esconder isso do tio, Gabe foi contar a ele, esperando que como única pessoa confidente e melhor amigo entendesse a situação.
    - Sim Gabe, já sei de tudo... Você acha que eu era apenas a sua confidente? Seu pai me contou sobre as paixonites que tinha por Hécate, mulher incrível... Inclusive, ele não é o único que tinha segredinhos... – Aos poucos o tio tirou as calças na frente dele.
    O menino ruborizou. ruborizou, apesar de ter atração por meninos ele não esperava isso do tio. O engraçado foi ver as pernas cabeludas do tio, estranhamente anormais para uma anatomia humana.
    - Mas tio...
    - Não sou seu tio menino! Isso é invenção do seu pai e da sua mãe para você confiar mais em mim. Pode-se dizer que sou seu guardião, esperei todos esses dias que viesse até mim me contar. Agora, arrume as malas, temos uma longe viajem!
    Gabe e Howlett – agora seu único e companheiro guardião – se mudaram para Nova York com o dinheiro deixado de herança. Ainda não entendendo o real motivo do acidente, naturalmente, o menino se encontrava muito confuso no momento.
    Ao chegar no acampamento tentou esquecer tudo que havia passado. Se ajoelhou sobre a estatua de Hécate seguindo as instruções de Howlett e assim, agradecendo a sua mãe por livrar de todos os males que havia enfrentado no caminho. Gabriel guardou o holograma pairar sobre a cabeça, um símbolo de renovação e de um novo começo no acampamento.
Gabe Yelich-O'connor
Filhos de Hécate
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Tocando violino nas ruas...

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Aaron A. Fouradie em Dom 10 Ago 2014, 00:08



[justify]
Ficha de Reclamação

Deméter - Aaron A. Fouradie

[font=century gothic]


▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Deméter

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Não sou muito forte, mas me considero bonito e charmoso. Sou alto, moreno e me considero um pouco perfeito.  Meu emocional não é bom, sou emotivo, odeio ser ignorado e geralmente, apaixono-me fácil, mas desapaixono mais rápido ainda. Sou calmo na maioria das vezes e gosto de um pouco de atenção.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Gosto do ambiente, das plantas, do solo. Gosto de cuidar de todos os anteriores e me sinto muito bem e completo próximo a eles.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Não me lembro muito deste dia. Eu devia ter mais ou menos sete anos. Era noite, o céu estava estrelado como nunca estivera antes. Estava deitado no telhado de nossa casa, junto de Mariah e Francelina. Francelina, uma velha e bondosa senhora que havia sido escravizada assim que os generais alemães vieram para o Canadá. Seu trabalho não era dos mais pesados, já que sua maior função, além de cuidar da limpeza da casa, era cuidar de mim. Mariah, uma menina da minha idade que nasceu na senzala. Filha de dois escravos que foram mortos assim que nasceu. Francelina começou a cuidar dela desde então.

- E então, Aaron, quer ouvir uma história? - Ela sempre insistia em poder me contar essa história. Eu sempre adormecia assim que ela começava, mas naquele momento estava disposto a ouvi-la até o final.

- Quero, quero! - disse, entusiasmado.

E então, ela começou a falar, sorrindo para as estrelas. Era uma velha história sobre uma mulher que carregava uma cesta de frutas e voava sobre todas as lavouras, senzalas e campos de agricultura, levando a fertilidade e a boa colheita para todos os fazendeiros. Ela dizia, que naquela fazenda mesmo, onde nós morávamos, a mulher ficou chocada ao ver um escravo sendo chicoteado no tronco. Assim que as barbaridades se encerraram e todos abandonaram o escravo ali, a mulher foi ajudá-lo, sentindo-se péssima ao ver um indefeso agricultor naquelas condições. Ela havia tirado-o do tronco e começou a tratar de suas feridas usando algumas plantas que surtiam efeito medicinal. O escravo, já curado, não conhecia maneiras de retribuir a mulher. Assim que ela voltou à fazenda na outra estação do ano, o pobre escravo a encontrou de novo. A mulher fora cortejada e agraciada com prazeres humanos como forma de retribuição.

- Eles se beijaram? - Perguntou Mariah, inocente.

- Sim, minha pequena - disse Francelina, sorrindo.

Ela continuou a contar a história. A mulher, após nove meses voltou à fazenda, trazendo um presente para seu tão querido escravo. Francelina havia dito para a mulher que ele havia morrido, chicoteado novamente, por ter colhido alguns grãos a menos segundo sua cota diária. A mulher então, entrou em luto, e deixou a fazenda, abandonando o pobre bebê com Francelina. Depois disso, ela nunca mais havia voltado para a fazenda. Então, os agricultores passaram a ter seus ganhos cada vez com mais dificuldades. Francelina logo correu para seu amo, o general Rolland Hanner. Então, Francelina foi tirada da senzala e dos trabalhos no campo e passou a cuidar do menino, que logo se chamara Derick Debois Abancourt. Eu.

O sol está forte. Estou suando bastante, mas estou onde gosto. Estou nos campos atrás de minha casa, plantando algumas flores. Estou usando somente um macacão de jardinagem, que já está bastante sujo de terra. Mariah vem caminhando lentamente até mim. Ela está usando um vestido branco sem mangas que vai até os joelhos, e seus cabelos negros são ainda mais lindos quando movimentados pelo vento. Ela se abaixa ao meu lado e me ajuda a terminar de plantar as flores. Suas mãos tão delicadas e rápidas para a função entraram em contato com a minha, e por um momento, enrubesci. Ela sorriu e eu me tornei obrigado a fazer o mesmo. Ela é a única pessoa em quem eu realmente confio, depois de Francelina. Já havia certo tempo que eu olhava-a com outros olhos. Olhares que às vezes me deixava... Desconfortável.

Ela havia ido a meu encontro, pois tínhamos combinado de ir banharmo-nos no rio, poucos quilômetros dentro da floresta que fica dentro das terras de meu pai. Quando deixamos os campos e fomos para o rio, vimos alguns soldados marchando, e outros indo dentro de caminhões para fora de nosso terreno. Eu sei para onde eles estão indo. Para mais uma guerra estúpida.

Eu e Mariah vamos por uma trilha muito conhecida por nós, até que, após quinze minutos, encontramos o rio. Ficamos apenas com nossas roupas íntimas e começamos a nadar nas águas geladas do rio. Em alguns momentos, começamos a jogar água um no outro, a puxar nossos pés, tentar fazer com que um afunde... Tipos de brincadeirinhas bobas que fazemos quando estamos na água. Quando ela tenta me afundar na água, resisto e ela escorrega, e então, eu a seguro em meus braços. Ficamos cara a cara, nos encarando incansavelmente. Desta vez, não enrubesço ou fico tímido. Desta vez, sei o que quero. Encaixo minhas mãos em seu rosto e então, faço o que eu já devia ter feito há muito tempo. A sensação de ter os lábios dela em contato com os meus é avassaladora. Ela sorri entre o beijo, e faço o mesmo. Vamos até a margem do rio, e ali eu deito, esperando que ela deite-se sobre mim. Ficamos ali, ignorando tudo e todos que pudessem nos interromper. Mentiria se dissesse que jamais a quis desta maneira. Aliás, este era o único jeito no qual eu a queria. A única coisa que nos interrompe é o som do tiro vindo de minha casa, e os vários gritos de pessoas desesperadas. Não hesitamos, nem mesmo nos preocupamos em pegar nossas roupas, e fomos correndo até a casa. Bem... Já não era mais a minha casa. Ela estava pegando fogo, assim como a senzala.

Todos os escravos e soldados estavam correndo desesperados. Alguns, lutavam uns contra os outros. Foi aí que fiquei confuso, pois eram todos de tropas aliadas. Todos de uma mesma nacionalidade. Parei um escravo desesperado e perguntei a ele o que estava havendo. Ele disse que o general Cristof Burknov havia traído meu pai, que estava esperando ele deixar as terras sozinhas para que levantasse um motim. Aquele homem repugnante... Eu não gostava dele desde o momento em que eu o vi pela primeira vez. Foi ele quem levou Francelina pro tronco e a chicoteou, quando eu intervi e recebi uma chicotada nas costas, causando a cicatriz que tenho até hoje. Ela lateja só de me lembrar da existência deste homem.

E então, um monte de soldados me cerca. Um deles, Giovanni Augustus, um dos amigos de meu pai, me pega pelo braço e me leva até um caminhão que está levando outros muitos soldados. Eles quase não viram que Mariah estava junto comigo, e por muito pouco ela não foi junto conosco. Acho que a prioridade sou eu. Pergunto a eles onde estava Francelina, e bem... Giovanni disse que ela não conseguiu sair da casa a tempo. Eu entrei em desespero. Comecei a gritar, chorar, empurrei todo mundo, fiz de tudo para tentar sair daquele caminhão, mas nada aconteceu. "Não se exalte, Aaron", disse uma voz feminina em minha cabeça. "Apenas siga para onde estão te levando". Eu comecei a me conter, mas ainda não acreditava que estava mesmo ouvindo aquela voz. Ah, aquela voz... Depois de anos, havia me deixado em paz. Agora, ela está de volta.

Quando penso que as coisas não podem ficar mais estranhas, vejo que há algo de errado com Burknov. Ele, de alguma maneira, está se transformando em algo. Não consigo identificar o que é na distância em que estou, mas posso jurar que vi uma gigantesca cauda de escorpião vindo muito velozmente em nossa direção. A partir daí, tudo são borrões. Como quando aquela enorme cauda lança um projétil em nosso caminhão, e ele explode. Não vejo nada, a não ser Giovanni me arrastando pelo chão. Ele tirou uma flauta do bolso de seu casaco e começou a tocar uma melodia muito bonita, mas eu só podia estar delirando, pois não havia o porquê de isso acontecer. Saio de minha sã consciência.

Quando acordo, ainda estou apenas com minhas roupas íntimas, porém, deitado em uma maca. Não estou sozinho, há mais jovens próximos a mim. Vejo Giovanni entrando pela porta, mas ele está diferente. Está vestindo uma camiseta laranja, e... Está sem calças? Isso mesmo: está sem calças. Percebo que estou realmente ficando louco, quando vejo que ele tem patas de bode. Tudo o que consigo absorver de toda a cena, são suas palavras:

- Aaron, bem vindo ao Acampamento Meio Sangue.

E mais uma vez, desmaiei.








[left]~


Aaron A. Fouradie
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Josh Burn em Dom 10 Ago 2014, 01:51


Ficha de Personagem - Josh Burn



Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Gostaria de ser reclamado por Afrodite.
Físicas: Um metro e oitenta centímetros, cabelos loiros levemente lisos mal cortados, olhos azuis como o céu, braços fortes, abdômen cheio de músculos, sobrancelhas negras bem cortadas, pernas torneadas, dentes ultra brancos, pele branca e bochechas rosadas. Psicológicas: Impulsivo, amigável, extremamente romântico porém gosta de quebrar o coração de garotas apaixonadas, metido, não gosta muito de brigar, mas não leva desaforo para casa, gosta de praticar exportes, mas o que ele prefere é fazer que as pessoas se apaixonem por ele, depois o mesmo as descarta por mero prazer de ver elas tristes, não aguenta injustiça, adora fazer pessoas ficarem triste por amor mas odeia a verem tristes por conta de alguma outra situação injusta em que deixe pessoas abaladas tanto fisicamente quanto mentalmente.
Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Eu sempre amei Afrodite, isso é estranho, pois amar o amor é algo realmente doido, enfim, eu sempre gostei muito dela,e de humilhar pessoas também, é eu acho que eu gosto de magoar os sentimentos de pessoas por prazer, e isso me assemelha ainda mais de Afrodite, por esses motivos eu a adoro.

Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Era meio-dia, e Josh Burn saia da escola em mais um dia de sua vida normal vivendo aquela mesmice de sempre que era a vida do rapaz, ele estava na oitava série, e já tinha estudado em nove escolas diferentes, sempre a mesma coisa, o jovem de 14 anos tinha muitos problemas, muitos problemas mesmo com uma convivência social, uma vida normal era tudo que ele queria, podia se dizer que a vida dele era repetitiva e cansativa por muitas coisas estranhas que aconteciam. Josh era realmente popular na escola, porém, seu amigo favorito era um fracasso completo, o nome dele era Dylan  o mesmo sempre estava o mesmo usando calças, e tênis, ele sempre usava tênis, dizia que era porque a sua pele era muito sensível e não gostava  de usar nenhum tipo de sapatilha ou chinelos de dedos o garoto fora posar na casa de Josh, e antes de dormir Dylan contou-o que deveria o proteger, por incrível que pareça falou que deveria o proteger, Josh sempre fora bom em artes marciais e desde criança seu pai o treinara para lutar e até o dava aulas de esgrima o de tiro. Josh amava muito os pais, muito mesmo entretanto... de vez em quando o garoto se sentava para jantar junto com seus pais e era como ele estivesse sentado ao lado de estranhos, não seus pais, o garoto não sentia que morava com seus pais, ele também era muito impulsivo, seu passatempo favorito era partir corações, com 1,80 e seus cabelos loiros sempre penteados e com um peitoral que fazia as garotas morrerem por ele. Até que um dia aconteceu.
Alguns dias depois, as férias já tinham chegado e Josh, seus pais Susan e Michael e seu amigo Dylan foram viajar para uma ilha turística que ficava ao sul de Manhattan, lá Josh e sua família estavam lá de divertindo muito, nadando e pescando.
Quando já estava anoitecendo no segundo dia de viagem, Josh falara que iria passear pelo local a procura de alguma aventura, os pais permitiram, porém o asseguraram que devia tomar muito cuidado, menos Dylan, Dylan não o queria deixar ir, mas mesmo sem a concordância do amigo ele foi, e Dylan o seguiu dizendo novamente que deveria o proteger e que aquilo era muito perigoso.
Eles rumaram a oeste e Josh adentrou a mata para explorar o local, e logo do lado dele, Dylan estava lá, eles foram até os dois avistarem uma gruta, e lá de dentro saiu um homem de aproximadamente três metros de altura vestido com trapos que algum dia foram roupas de verdade, ele segurava uma clava e veio em direção dos garotos gritando:
-Sátiro e semideus, dia bom, bastante comida!
Josh estava muito assustado para agir, porém Dylan pensou rápido, virou para trás, agarrou uma rocha de aproximadamente 5 quilos e jogos na direção do Homem, este mesmo pegou a enorme pedra com facilidade e a esmados até virar poeira e dissolver no ar. Os dois começaram a correr, o Homem era lento, mas cada dez passo dos garotos equivale a um passo daquele homem, então era quase impossível fugir, o homem estava os alcançando, quando Josh parou e falou com pressa:
-Use se charme! Faça ele parar
-Charme? O que você quer dizer com isso? –Quis saber Josh incrédulo
-Fale para ele, mande o Ciclope parar! – Respondeu Dylan.
-Ah, ciclope, muito bem, o Wolverine vai vir também? –Perguntou Josh com deboche
-Não é hora para brincadeiras!
O ciclope tinha os alcançando, levantou Dylan com uma das mãos e estava o levando em direção a boca.
-PARE! – Ordenou Josh com raiva.
Por um momento o Ciclope ficou com dúvida, largou Dylan no chão, e olhou para Josh como se esperasse, uma ordem, dois segundos depois eles estavam correndo e o Ciclope se lembrou de seu objetivo e voltou a perseguir os garotos.
-Não dá mais para correr, precisamos lutar –Disse Josh.
-Não, ele vai nos matar!
Josh não deu atenção, se virou para o monstro e correu em direção dele se jogou, girou no ar e acertou um enorme chute no estomago do monstro certo de que o chute o iria derrubar, mas o golpe não o afetou, o monstro simplesmente passou a mão na barriga para demonstrar que não tinha sentido nada, o Ciclope pegou a clava que estava em suas costas e a desceu em direção de Josh, mas o mesmo era muito mais rápido e pulou para o lado enquanto o monstro golpeara o ar.
-Ele é lento... o olho, acerte o olho – Dava instruções Dylan.
O Ciclope se abaixou e desceu novamente a clava em direção de Josh, o mesmo novamente pulou para o lado, e aproveitou que o Ciclope estava com o abdômen arcado para a frente e pulou para cima aplicando um chute a La Chuck Norris no olho do monstro o fazendo se contorcer.
Josh olhou para o lado e viu a grande clava que estava fincada a aproximadamente um metro e meio no chão, ele a levantou com dificuldade e foi em direção ao ciclope a deu um golpe no rosto dele usando toda a força, a clava atravessou o rosto dele como se o mesmo fosse feito de margarina enquanto voava sangue para todos os lados, no fim o monstro explodiu em um genérico de gliter amarelo.
-Nada mal – Falou Dylan.
Os dois seguiram novamente a cabana onde os pais dele estavam e contaram toda a nhistória e finalmente os pais dele não muito impressionados começaram a contar a verdade sobre a sua vida.
-Você é diferente das outras pessoas...- Falou Michael
-Ava, sério? Eu acabo de ser atacado por um cara de três metros brandindo uma clava de mais ou menos o mesmo tamanho com um olho só que estava querendo comer o meu amigo e você me diz que que eu sou diferente? Nossa! Imagina eu sou igual a todas as pessoas- Falou Josh irritado
-Você está cansado! Precisa dormir, teve um dia muito cheio hoje –Falou a mãe dele.
Só então ele percebeu que estava cansado e que queria muito uma noite de sono.
Josh dormiu... e quando acordou estava em um Cadilac preto em que Dylan estava dirigindo.
-Onde está a minha mãe e meu pai- Perguntou Josh.
-Ah! A sua mãe está no Olimpo, e aquela lá, não é sua mãe, a verdade é sua madrasta, e eles voltaram para sua casa, seu pai e sua madrasta decidiram ter uma vida normal e voltaram para casa.
-Está dizendo que... eu não gostava mesmo daquela mulher- Mentiu Josh para não se mostrar abalado- E Olimpo, o que quer dizer?
-Quando chegar você vai descobrir.
Josh dormiu novamente e quando recobrou a consciência estava parado em frente a uma colina.
Dylan desceu e o carregou nos braços até lá em cima.
-Onde estamos- Perguntou Josh
-Nós estamos em um lugar para pessoas como você, que tem sangue dos deuses
-Ah, deve ter muitas pessoas bonitas aqui então –Falou com um risinho.
-Haha, você tem que conhecer as filhas de Afrodite! Aliás, suas irmãs.
-Como é?
-Venha comigo, em breve você descobrira.
Os dois continuaram rumando até a colina agora a passos lardos e com um sorriso mais largo ainda estampado no rosto.
Josh Burn
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Riley James Armstrong em Seg 11 Ago 2014, 21:19

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Deméter

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Alto para sua idade, mas esguio também. Riley não é muito forte, porém tem uma boa forma física. Tem os olhos azuis de seu pai e os cabelos negros de sua mãe. Sua pele é branca e é possível notar em seu polegar, um leve tom esverdeado.
A primeira impressão que você tem de Riley é que ele é anti-social e tímido. Entretanto isso é um engano, quando o conhece melhor ele se revela alegre e divertido. É impulsivo, às vezes o seu coração fala mais alto que a mente. Porém, tem aptidão para liderar o que o faz (às vezes) ser mais racional.  Não gosta de ficar sozinho, abomina a solidão. Seu maior medo é perder as pessoas a quem ama (embora ainda não saiba disso, visto que perdeu a memória.) Diante situações difíceis pode se revelar frio, cruel e calculista.


▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Não que Deméter seja a minha deusa favorita. Mas por que acho que ela se encaixa perfeitamente na trama de meu personagem. E principalmente, tomei vergonha na cara. Chega de criar tantos fakes e nenhuma FP! Já passou da hora de criar uma conta ativa.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?

Devo ou não sair da caverna? Este era o meu dilema.
Meu nome? Riley Armstrong.
Só isso por enquanto, já que pelo visto perdi a memória.
Nesta manhã acordei nesta caverna com esta pergunta martelando minha mente
Olhando minhas condições físicas parece que sofri algum acidente ou coisa parecida: perna machucada, aranhões em meus braços e com um enorme talho na testa que causa uma dor de cabeça dos diabos!
Sem falar que amanheci com uma faca ao meu lado e uma mochila aos trapos.
A única coisa que me lembro (como puderam perceber) é meu nome. E acho que não vai adiantar muito ficar parado esperando me lembrar de alguma coisa, já estou faminto e sedento.
Vou sair da caverna.
Levanto-me lentamente pegando a faca e o que sobrou da mochila. Agacho-me ao passar pela tênue entrada da caverna.
Estou em uma floresta. No ponto onde estou não consigo ver nada. E estou muito machucado para tentar escalar alguma coisa. Tenho receio de andar e me perder na floresta. Então pego os farrapos de minha mochila na caverna e marco as árvores enquanto eu caminho.
O crepúsculo estava quase chegando quando comecei a ouvir vozes. Vozes femininas afinal. Vejo vultos em meio às árvores. Uma menina repentinamente sai de meio às árvores e se posiciona em minha frente. Ela tem a pele verde e se veste com folhas, seus cabelos parecem serem enfeitados com flores e galhos.
- Oi, filhote de Deméter! – diz ela de supetão
- Oi quem é você...? – mal acabo de perguntar e ela sorri para mim e começa a correr.
Começo a correr atrás dela, ou melhor, tentar a correr.
- Quíron o está esperando... - diz ela a minha frente.
Por um momento não a vejo mais em meio às árvores, ela parece estar a metros a minha frente. Vejo um clarão no horizonte, estou próximo da saída da floresta!
Chego à saída da floresta e o que vejo a minha frente é um acampamento, e estou no topo de uma colina. Posso ver todo o local, vários edifícios esquisito, uma parede de escalada, estábulos e um lago. E não acredito, a cavalos voando?! A menina-verde se encontra à minha frente, sentada, sorrindo para mim.
- Que bom que você me seguiu Riley - diz ela
- Como... Como você sabe meu nome? - digo em meio ao fôlego.
- Sei muito coisa sobre você - diz ela e pisca o olho direito para mim - Sou Flora, uma ninfa das... - ela não completa, esta olhando fixamente algo em cima de minha cabeça. Olho e vejo um feixe de trigo brilhante sumir a cima de minha cabeça.
- Como esperado - continua ela. - Vamos, chega de perguntas. Quíron o aguarda e você terá todas ou quase, as respostas. Riley James Armstrong.  
O modo como ela disse meu nome realmente me enfeitiçou tanto que, sem nenhuma objeção, a seguir.
Riley James Armstrong
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Michelangelo A. Gilligan em Ter 12 Ago 2014, 00:52




Ficha de Reclamação

I'm Michelangelo, the demon, the artist.


Perguntas


▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado?
Desejo ser reclamado por Deimos.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Dezenove anos, cabelos negros, olhos com uma pesada tonalidade azul escuro (facilmente confundida com preto), Mich é um garoto distante, alheio às coisas ao seu redor. Tem um porte bastante avantajado, devido ao intenso treino ao qual foi submetido e quando pequeno ele adorava um boa briga de braço com os garotos maiores da vizinhança. Nascido em um lar rico, dirigido por uma mãe solteira e assassina de aluguel,  o garoto cresceu destinado a aprender apenas três coisas: invadir, perseguir e matar.
Uma expressão neutra e fixa é o que o acompanha para onde quer que vá. Independente da situação, ninguém vivo nunca o viu com medo ou sequer nervoso, não que não tenha ficado, mas se você quer realmente saber vai ter que descobrir por si só.


▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus?
Porque Deimos é o deus do pânico, que é o que melhor se encaixa na trama do Mich. Além do mais, é um deus cruel e impiedoso, encaixando perfeitamente na história e personalidade dos irmãos Archer-Gilligan.




— PARTE I
Prólogo



   
   
   


Esticou o braço em direção ao vazio sem o menor indicio de incerteza. Alguns segundos se passaram em pleno ar antes que sua mão tocasse o frio tijolo e seu corpo fosse balançado para frente de encontro a – agora visível – parede mal rebocada. Sua mão esquerda chocou-se contra a fachada fazendo seu braço dobrar e evitando o barulho. Relaxou um pouco, antes de apoiar as duas mãos e ergue-se prédio acima.

Um simples apartamento sem sistema algum de segurança era fichinha para o criminoso invadir. O quarto alvo era o 131, lar de Stuart Mc. Former e – junto ao raiar do sol do dia seguinte –  mais uma cena para a incompetente polícia da cidade.

...

Aquele era um exemplo do mais tipico quarto de um solitário homem solteiro. A vitima dormia tranquilamente em uma cama larga demais para somente ele, uma figura equilibrada em cima de sua cabeceira apontava-lhe algo diretamente para o pescoço. O empresario mal sucedido rolou um pouco na cama começando a incomodar-se com o frio da lâmina que lhe arranhava o pescoço. Nisso o homem de meia idade finalmente acordou, dando um pulo, assustado e machucando mais um pouco o pescoço embaixo da espada de Mich.

– Domingo, dia vinte de abril de dois mil e quatorze. – começou a falar o filho do pânico. – Stuart, você sabe porque irá morrer?

A vitima tossiu um pouco de sangue enquanto fitava os olhos de seu carrasco acima dele, imóvel.

– Demon tem um ritual. - disse o Gilligan falando de si mesmo. – Existe alguém que você quer ter a certeza que morrerá logo após você?

Alguns segundos se passaram enquanto o homem sangrava em cima de sua própria cama, encarando a sombra pendurada acima de sua cabeça, sem mesmo sequer ousar se mover.

– Bal... Bal-drick. – cuspiu o nome entre uma tossida e outra.

– Homem tolo. – falou Demon balançando a espada devagar. – A única pessoa que não faz sentido eu matar, é quem me contratou para vir aqui nesse momento.

Stuart estremeceu, engolindo em seco aquela últimas palavras.

– É melhor não gritar. – falou, olhando mais um homem se desesperar à sua frente.

Infelizmente para ele, não havia espada rápida como a daquele criminoso.

Ele não poderia gritar se quisesse.

Disse uma estranha voz conhecida, enquanto o sangue do homem jorrava lentamente em direção as bordas da cama.



— PARTE II
Lembranças


A vida de duas crianças criadas por uma assassina de aluguel deveria ser algo aterrorizadora para qualquer um, desde pequenos, ele e sua irmã Darya haviam sido treinados para matar assim que ordenados. A empolgada gêmea de Michelangelo adorava toda experiência... Manejar a espada, atirar, matar. Era mais que notável a excitação da menina quando tinham que fazer algo do gênero. Já Mich não, aquilo era simplesmente o que ele era. Fazer o que eles faziam não era nada mais que o instinto dele.

Ela era a garota problema da família, conseguia arranjar as mais diversão confusões no colégios, brigava e até chegava a ferir as pessoas com armas para valer. Mich não tinha tais problemas, o menino não costumava carregar armas até ter sua primeira espada de verdade. Brigava bem menos com os coleguinhas, uma vez que eram poucos os que tinham coragem; já que sempre que ele começava, o resumo final da briga sempre era ele por cima do peito de algum pobre garoto, o qual tinha o rosto esmagado pelo punho do menino diversas vezes até que... Bem, era nessas horas que Darya costumava chegar e intervir. Havia sido expulso uma ou duas vezes, mas nunca deixava de ir as aulas por causa disso. O próprio diretor não parecia ter coragem de mexer com o menino, mas, geralmente quando a barra ficava pesada demais, ele mesmo parava de frequentar o lugar. Não era como sua mana, que adorava confusões demais ao seu redor.

É, ele acumulara uma fama bem sinistra depois de um ou dois espancamentos.



— PARTE III
Angel


Era mais um tedioso dia na escola. O garoto Gilligan caminhava por entre os corredores, tentando adivinhar onde estaria sua irmã, que não se encontrava perto da saída onde costumava ficar lhe esperando.

Confusão!

Gargalhou a voz estranha dentro dele.

Sua irmã... Ela é mais legal que você.

Não era como se ele fosse discutir com uma voz em sua cabeça. Só queria achar a garotinha para espiar o que ela aprontava dessa vez.

Foi bastante pouco trabalhoso - como sempre - achar sua maninha escandalosa. Frente à frente contra um insistente valentão da turma dela, Derrick. Por quantos segundos ele se permaneceria ali ainda? Quinze? Trinta?

Você é um chato. Vai atrapalhar toda a confusão.

– Darya, maninha, é com essa escoria que quer gastar nosso tempo?

O menino tremeu apenas com a voz que ouviu. Aquilo às vezes era um tanto incômodo para Mich, saber o que ele causava nas pessoas. Toda a corja do valentão logo não estava mais perto dos irmãos, o filho do pânico nem mesmo contara em quanto tempo eles haviam saído. O que interessava agora eram as palavras do novato "salvo" por Darya. Um garoto estranho, com propostas interessantes.

– Semideuses? – perguntou ao dito sátiro. – E de que entidade seríamos filhos?

– Não precisamos ir para lá. – interrompeu Darya. – Já temos todo treinamento e armas que precisamos.

– Não contra monstros mitológicos.  Armas normais não vão ajuda-los nem um pouco contra nenhum deles. – retrucou o tal novato enquanto tirava algumas pequenas facas de sua mochila. – Tomem. São de bronze celestial, e agora são suas. Esse sim é um material eficiente contra monstros. Além de armas desse tipo, serão oferecidos treinamentos específicos, inclusive contando com alguns desses seres. Venham comigo e os levarei em segurança.

Os irmãos se entreolharam por um segundo e a garota pegou ambas as facas e guardou.

– Vamos conversar sobre isso e amanhã lhe daremos um resposta. Aqui nesse mesmo local. – disse ela.



— PARTE IV
Um lugar onde coisas começam a fazer sentido


A larga lareira da mansão Gilligan estava acessa enquanto o homem da casa estirava-se na poltrona bem ao lado, era o tipo de coisa que nunca mais acontecera. O filho do pânico não havia entrado na sala de sua mãe fazia meses, para ser mais exato, ele não visitara o lugar desde a morte da mulher. Assim que atingiram sua maior idade, houve a fase mais complicada da vida dos irmãos. A morte de sua mestre e progenitora. Darya se descontrolara por meses, até que - quase um ano depois - ela finalmente matara o mandante miserável do crime. Entretanto, este a quem a irmã fizera vingança era alguém muito poderoso e influente, e agora eles estávamos marcados naquela cidade. Ninguém havia atacado ainda a casa dos imponente irmãos, mas era só uma questão de tempo.

– O que acha de ir para lá? – sua irmã o surpreendeu de repente.

– Não vejo nenhum mal nisso. – afinal, era apenas um lugar diferente onde sua irmã moraria.

Ele? Ele não tinha casa. Nem mesmo enquanto criança considerara aquela mansão como lar.

...

– Vamos com você. – falou para o sátiro.

– Agora mesmo, se possível. – completou sua irmã, que se voltou na direção do carro deles.

E assim foram os dois em direção ao tal acampamento, com um homem meio bode no banco de trás, morrendo do coração com a alta velocidade tão comum aos filhos de Deimos.



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 087-ExStaff em Qua 13 Ago 2014, 21:15

Avaliação de fichas
~Avaliados por Orfeu:

Abraham S. Fitzgerald ~ Reclamado como filho de Thanatos.

Apesar de ter achado uma ficha incoerente, Abraham, foi aprovada. Não que seja de todo um erro, mas por que um deus se preocuparia e interferiria tanto no presente e no futuro de um de seus filhos? É algo a se pensar, sim, caso haja um real motivo para isso, algo que realmente importe; não somente mais um filho.

Devo elogiar, contudo, sua escrita. Foi muito bem desenvolvida, com vírgulas e pontos no lugar, assim como envolvente e leve. Meu parabém e seja muito bem-vindo, filho da morte!


Amélia Slotsky Patrone ~ Não reclamada.

Primeiramente, querida, queria apontar para a coerência de seu post. Quando você narra em terceira pessoa deve tomar cuidado para não dar muitas informações sem que o personagem saiba, ou certamente o leitor pensará que o personagem referido já sabe do que se trata. Quando disse que as "dracenas" apareceram (que na verdade chamam-se "dracaenae") ficou implícito que Amélia sabia o que eram, assim como ficou implícito que ela sabia que o professor era um sátiro. Outro ponto foi o modo como descreveu as armas: a "faca de couro", assim como você disse, ficou parecendo que a lâmina era feita de couro, e não de qualquer metal (creio que teve a intenção de falar que seria um cabo de couro); houve também a hora em que você disse que a lâmina era de ferro estígio, e logo em seguida definiu a lâmina como clara - a cor desse metal é escura, como preto, e não clara, sem citar que não é um metal comum no Acampamento Meio-Sangue. Por esses e outros erros, Amélia, sua ficha foi reprovada. Torne a postá-la novamente com esses erros consertados. Não desanime.


Alberto Bazilio ~ Não reclamado.

Suas respostas foram intensamente fracas, Alberto. Contendo poucas informações e a grande maioria pobres, sua ficha ficou insuficiente para passar. Tente, na próxima, elabora elas um pouco mais, focando também na história (em cinco linhas nem o próprio Rick Riordan descreveria a trajetória de um personagem). Até a próxima, Alberto, e espero que siga meus conselhos.


Kanata Hongo ~ Reclamado como filho de Quione.

Sua ficha não tão comum foi o que me fez passar-te, Kanata. É sempre bom fugir do clichê e estabelecer numa ficha como essa a sua criatividade - obviamente, sem fugir da coerência. Apesar de ter ficado fraca em algumas partes e a ortografia não ser o seu forte, resolvi aprovar-te. Meu parabém, e seja muito bem-vindo, filho da neve!


Jhonny Braga ~ Não avaliado por dupla postagem.

Como definido as regras do fórum, é permitida apenas uma postagem de ficha para cada player por avaliação, sendo que a penalidade de uma segunda postagem é a não avaliação. Por favor, queira postar sua ficha novamente após esta avaliação, e dessa vez poste apenas uma ficha.


Mina Moonlune ~ Não avaliada por dupla postagem.

Como definido as regras do fórum, é permitida apenas uma postagem de ficha para cada player por avaliação, sendo que a penalidade de uma segunda postagem é a não avaliação da mesma. Por favor, queira postar sua ficha novamente após esta avaliação, e dessa vez poste apenas uma delas.


Aaron A. Fouradie ~ Ficha plagiada.

A ficha postada pelo player Aaron A. Fouradie foi plagiada de outro fórum. Essa conduta é repugnante e inadmissível, além de ser contra as regras do RPG - sejam criativos e inovem, não roubem o que os outros fizeram e afirmem ser de vocês. E segundo as mesmas regras, haverá a penalização com o banimento de 1 semana por plágio, e caso retorne a cometer tal conduta a punição irá se estender para um mês; no último caso será banimento definitivo (por IP) do Percy Jackson e os Olimpianos RPG.


Josh Burn ~ Ficha plagiada.

A ficha postada pelo player Josh Burn foi plagiada de outro fórum. Esta conduta é repugnante e inadmissível, além de ser contra as regras de nosso RPG. E segundo elas, haverá a penalização com o banimento de 1 semana por plágio, e caso retorne a cometer tal conduta a punição irá se estender para um mês; no último caso será banimento definitivo (por IP) do Percy Jackson e os Olimpianos RPG.


Merlya Hoenn Snow ~ Reclamada como filha de Athena.

Uma ficha impressionante, Merlya. Aqui, elogio sua escrita, sua narrativa e sua criatividade; ambas surpreendentes. Obviamente, a morte deu um toque a mais, pois - por mais incrível que pareça - eu havia me apegado à Ravena e já sabia, de alguma forma, que ela morreria.

Meus conselhos para você se resumem ao uso de corretores ortográficos, assim como a fazer revisões para limpar o seu texto de erros bobos que podem descontar pontos. Meu parabém, e seja muito bem-vinda, filha da sabedoria!


Izzy A. Winterhallow ~ Reclamada como filha de Thanatos.

Também uma ficha exemplar, Izzy. Sua maneira de descrever a personagem foi envolvente, bem feita, e a narração de sua história me surpreendeu - a relação implícita da morte com seu irmão e com o fato de Thanatos ser seu pai também foi notada, e a ela dou créditos.

Seus erros foram ínfimos, os quais nem sequer por um segundo me fizeram ter dúvidas de sua aprovação. Meu parabém, e seja muito bem-vinda, filha da morte!


Alyvre ~ Aceita como Náiade.

Bem, Alyvre, não é sempre que vemos seres da natureza por aqui, e é sempre bom ver que os semideuses não são as únicas opções (mesmo que eu não saiba se você é fake). Partindo para a avaliação em si, achei algumas partes um pouco confusas, mas ainda assim sua ficha foi boa o bastante para passar "com folga". Meu parabém, e seja muito bem-vinda, espírito da natureza!


Gabe Yelich-O'connor ~ Reclamado como filho de Hécate.

A diferença que estabeleceu em sua ficha foi o que a salvou, Gabe. Não que tenha sido ruim, obviamente, mas foi algo morno e sem grandes emoções. A sua descrição também foi fraca - se você diz que alguém é rígido, deve dizer com o que, por exemplo. Apesar de erros como esses, resolvi te aprovar. Meu parabém, e seja muito bem-vindo, filho da magia!


Riley James Armstrong ~ Reclamado como filho de Deméter.

Sua ficha ficou razoavelmente boa, Riley, não sendo nada de tão espetacular. Não havia onde ficar incoerente, mas a ortografia pesou um pouco nessa sua ficha. Por pouco você não reprovou, pois a formatação de seu post foi realmente miserável - tente, em suas missões, desenvolver mais o proposto e estruturar melhor os parágrafos, atribuindo a eles pontuação e acentuação. Meu parabém, e seja muito bem-vindo, filho da agricultura! (maninho sz)


Michelangelo A. Gilligan ~ Reclamado como filho de Deimos.

Sem palavras, Michelangelo. Foi algo sublime, simples, direto e excepcional. Algo que um veterano escreveria - e não duvido que você seja. Não ficou incoerente, ou teve erros de ortografia, apenas alguns errinhos bobos de digitação. Meu parabém, e seja muito bem-vindo (?), filho do pânico!


Avaliado por Asclépio:

Beatrice Butterfield ~ Reclamada como filha de Selene.

Apesar de uma história ligeiramente clichê - com a perda de um membro familiar, no caso, sua irmã - a dramacidade de sua história foi muito bem escrita, Beatrice. Não só a parte dramatica como ela num todo. As palavras que você utilizou combinou perfeitamente com o proposto de seu personagem... Fugindo umpouco da história, atente-se a alguns erros minimos em seu português, tais como vírgulas fora do local onde deveria realmente estar ou pontos em seus lugares, o que pode causar pequenas confusões textuais. Por fim, recomendo que você edite, ou mude, o seu template atual, pois a formatação dele faz parecer com que as letras fique com um pequeno espaço a cada novo caracter digitado e que você também acrescente cores ao adicionar falas a seus personagens, pois assim faciltita um pouco a vida do leitor. Enfim, são apenas dicas. Seja bem-vinda ao acampamento.

~Aguardando atualização~


Edited by H.I.M. and stoulen by me


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Birgitte A. Svënson em Qua 13 Ago 2014, 22:51

Reclamação
The Son of Héstia



- Héstia

-Físicas: Mako é alto, possui 1,80 de altura. Seus cabelos negros sempre estão no formato de um topete, não importando a velocidade e a força do vento. Possui olhos castanho-claro, variando para um tom parecido com vermelho. Por viver nas ruas, é bem magro, mas se considera na altura ideal, não um magricela.

- Psicológicas: Mako vivia nas ruas, portanto, cresceu aprendendo a ser forte, e se dedica totalmente a seu irmão Bolin, dando a vida para salvá-lo, se preciso. Porém, debaixo dessa “fortaleza”, existe um garoto frágil e fraco, contando apenas com a ajuda de seu irmão.

-Pretendo recriar um personagem já existente, que tem controle sobre o fogo, portanto, Héstia é a progenitora mais adequada.

- História

Mako era um órfão que vivia nas ruas. Não que isso importasse, já tinha esquecido seu sobrenome há tempos. A única coisa que o ligava ao mundo real era o fogo. Ele tinha dons de controlar o fogo, coisa que Bolin, seu irmão, não possuía. Falando nele, ele tinha uma força descomunal.

Estava andando por mais uma rua movimentada de Long Island. Carregava uma plaquinha com as inscrições “Dólares aqui, obrigado”, na mão direita. Na mão esquerda, uma latinha de achocolatado vazia, para colocar as moedas. Ela andava sempre vazia, pois ninguém caia naquela de menininho pobre com roupas surradas.  
A neve caia, e ele estava com frio. Logo, o velho cachecol vermelho de seu pai não daria mais conta. Aquele cachecol tinha história para contar. Histórias de seu pai, que morreu em uma praça, em Seattle. Bolin era pequeno demais para lembrar, mas a prole de Héstia se lembrava. A única coisa que restara fora o velho cachecol vermelho, que aquecia o garoto no inverno.

Lembranças dolorosas, que ele queria esquecer, mas simplesmente, não conseguia. Seu pai fora assassinado por homens que queriam dinheiro. E, certamente, Mako teria sua vingança. Em fogo.

Ele estava desistindo de andar. Os seus pés estavam apenas com um chinelo arrebentado, e ele estava tremendo de frio. Ele se agachou na parede de um velho prédio, e começou a chorar. Tanto tempo andando... Seu irmão estava no beco, dormindo em sacos de lixo, aguardando por comida. Cada lágrima do jovem representava sua sede por vingança, sua sede por justiça. Até que então, uma nota de 20 dólares surgiu no pote do filho de Héstia. De início, ele não percebeu, apenas notou que alguém estava bagunçando seus cabelos.

- Quem é você? – Perguntou, engolindo as lágrimas, fitando a mulher que estava á sua frente, mexendo em seus cabelos.

- Eu sou Héstia. Há quanto tempo, Mako.

Spoiler:
Pedi att de nome para Mako, então estou postando aqui, espero que não tenha problemas e.e



Preguiça de mudar de cor...
Birgitte A. Svënson
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 112-Ex-Staff em Qui 14 Ago 2014, 11:31

Atualizado

(Player plagiadores punidos como descrito)
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Melinda E. Weathervax em Qui 14 Ago 2014, 13:52



twilight, a filha da alvorada;

— Progenitor
Eos;

— Descrições físicas e psicológicas
Aube tem cabelos finos e volumosos, tão negros como carvão e que, quando estão soltos, parecem pluma; são longos até a metade das costas, e com as pontas mais amarronzadas. Seus olhos são grandes e bonitos, com a íris tão azul que parece penetrar aquele a quem a garota encara, e têm um brilho curioso e afetivo. Sua pele é clara e macia, meio fina, e, com qualquer simples baque, um hematoma logo fica visível. Tem pouco mais de um metro de sessenta de altura, e um corpo com curvas que prefere esconder. Seu rosto é fino e oval, e seu nariz é fino e longo; as sobrancelhas são tão negras como seus cabelos, mas com fios finos que  as deixam em harmonia com o restante da face.
Aube é uma garota amável, embora não tola. É amigável com todos aqueles que lhe forem bons, embora seja rude com aqueles que não a tratam com o devido respeito. É alegre ao ponto que andar aos pulinhos, e tem sempre um tom inocente na voz. Seu lado criança ainda resplandece a quem quiser vê-lo, e muitas vezes é teimosa feito um bebê. Fala tudo o que lhe vem à mente, inconscientemente, e ouve, por isso, o que não quer; já machucou muitos e a si mesma com esse seu defeito. A garota tem problemas com relacionamentos, e por isso prefere ficar sozinha em termos de casais; mas não quer dizer que seja ruim em dar conselhos.

— Motivo
Devido a trama, e as condições como personagem, Eos é a deusa perfeita para Aube, e simplesmente nenhum outro encaixa-se com ela.

Aube Datten, the twilight
Sacudindo-a, a garota mais velha arrancou-a de seu sonho.
— Ai, ai, o que foi? — Aube coçou os olhos sonolentamente e espreguiçou-se.
— Eles estão aqui! — Rhaella gritou, socando peças de roupas dentro de uma mochila preta surrada. — Vamos, Twilight, vamos!
Aube viu um sutiã vermelho cair do meio da bagunça na mochila, e apanhou-o quando levantou-se.
Quem ‘tá aqui, mulher? — A morena tomou a mochila das mãos da amiga. — Fica calma.
— Ficar calma? Ficar calma?! — Rhaella voltou a socar pertences de ambas dentro de outra mochila. Aquela, claramente, já estava cheia. — Matt ‘tá aí. Você sabe, terminamos... Mas ele não aceita!
Aube bufou, apanhando sua escova de dentes de dentro da mochila abarrotada de roupas amassadas.
— Fala sério, Rhae, ele não pode te obrigar a voltar. — Dirigiu-se para o banheiro.
— Pode sim! Ontem ele me mandou uma mensagem... — A voz de Rhaella ficou abafada quando Twilight bateu a porta e trancou-a.

A amiga já estava naquela estória havia uma semana. Datten não queria ficar ouvindo-a reclamar de Matthew Kurtz o dia inteiro. ”Ele deveria ter sido um namorado melhor, blá, blá, blá...”
Arrumou-se e saiu novamente. Rhaella estava sentada em sua cama, olhando para um porta-retratos.
— Onde está Matt? — Aube perguntou, inocentemente.
— Os meninos o levaram. — Seu tom era melancólico. Twilight viu de soslaio a foto, e reconheceu a amiga. Ao lado dela, estava uma mulher. — Sinto falta da minha mãe. — Aquela deveria ser a Wenhault-Mãe. Datten notou a enorme semelhança; os mesmos fios de ouro dos cabelos, o mesmo sorriso torto, os mesmos olhos azuis.
— Pelo menos você conhece a sua mãe. — Aube arrependeu-se de ter dito aquilo no momento em que a palavras saíram de seus lábios.
— E você, seu pai. — Rhaella bufou.
Uma buzina soou. Aube sabia que era a hora de ir.
— Desculpe, Rhae. — Ela lhe deu um abraço apertado. — Rodrik chegou, devo ir agora.

O carro era um Chevy, azul escuro, bem cuidado e cheiroso. Rodrik trajava seu terno preto, e a gravata era cinza, lisa.
— Querida. — Ele sorriu fracamente ao ver a filha. Seus cabelos eram grisalhos, e seu rosto duro era marcado com rugas. A morena notou um brilho diferente nos olhos do pai, e seu semblante continha a ruga de um peso diferente.
— Papai. Tudo bem? — Aube beijou-lhe a bochecha ao adentrar o veículo.
— Muito bem, obrigado. — E a conversa parou por ali. Rodrik não era muito de conversar. Talvez fosse costume, já que passava a maior parte de seu dia no seu escritório, sozinho. Twilight não incomodava-se com aquilo, mesmo com o ar de solidão presente no pai. Já tentara arrumar uma namorada para ele, mas sabia que o homem não gostava de se envolver. Aube sugeria para si mesma que o pai ainda nutria um amor pela sua mãe, fosse quem fosse. Ele mesmo nunca falava nela. Datten virou-se para o pai, e notou-o tenso. O que se passa?, gostaria de perguntar, mas não podia; Rodrik era orgulhoso demais para compartilhar seus problemas e aceitar ajuda da filha adolescente. Seus olhos correram pela sua bochecha, e caíram sobre o seu pescoço. Aube notou um corte recém-feito, por debaixo da gola da camisa, e tinha certeza que aquilo não fora a lâmina de barbear do pai.
— Papai, está machucado? O que foi isso? — Perguntou, preocupada.
— Não foi nada. — Rodrik respondeu, suspirando fatigado.
— Mas esse corte no seu pesc...
— Não é nada, já disse!
Twilight calou-se. O pai nunca havia falado com ela daquele jeito, por mais duro que fosse. Algo o estava estressando, e ela sentia em seu âmago, como se a puxasse pelo pé, feitio de um monstro que habita a penumbra da cama de uma criança. Ela vidrou seus olhos azuis na rua, embora seus pensamentos andarilhos não deixassem-na que percebesse o rumo que tomavam.
— Twi, desculpe-me. — Ele suspirou novamente, retirando uma das mãos da direção do veículo para afagar os cabelos da filha. — Estou tão cansado. Tão preocupado.
— Preocupado com o que, papai? Com o quê? — Ela voltou-se para ele, os olhos molhados. Fazia força para não chorar, mas sua garganta estava doendo.
— Você... você irá saber no momento certo. — O homem mudou a marcha do carro e acelerou.
— Você nunca me conta nada. Nunca me contou o porquê de sairmos às pressas de Paris, nem ao menos falou sobre a minha mãe. — Amaldiçoou-se a si mesma logo quando proferiu as palavras. Tinha um terrível dom de soltar as coisas que lhe vinham à cabeça sem se preocupar com as consequências, só percebendo o feito depois. — Desculpe, eu não quis...
— Tudo bem, querida.
Mas não estava. Sua voz carregava um tom doloroso e melancólico. Twilight, maldita seja! Só então notou que haviam saído da área urbana, e seguiam por um caminho cujo asfalto era precário, e a arborização ameaçava fechar-se. Datten franziu o cenho.
— Aonde estamos indo? — Perguntou, virando-se para os bancos traseiros. Ali, descansando, encontravam-se duas mochilas cujo conteúdo mostrava-se generoso, levando em consideração o tamanho. Eram suas mochilas, e, desconfiou, os pertences também.
— A um lugar seguro. — Ele respondeu.
Onde? — Estava cansada dos segredos, sim, mas tentava ser paciente com o pai.
— Preciso deixá-la num local seguro, onde pessoas como vo... onde sei que ficará bem. — Parecia prestes a chorar.
— Pessoas como eu, você ia falar. Pessoas como eu como? — Aube estava confusa, cansada. Só queria entender tudo aquilo.
Rodrik respirou profundamente, mas não respondeu. Estava nervoso, e seus pulsos tremiam.
— Você vai me deixar? — Uma lágrima escorreu do olho direito de Twilight, traçando uma linha cristalizada pela bochecha da garota, e, por fim, morrendo no canto de seus lábios.
— Twi, escute, você precisa entender. Não farei porque quero, e sim porque tenho de fazer, pelo seu bem. — Sua voz estava trêmula. — Filha, eu estou morrendo. E você... precisa ficar em um lugar de confiança.
— O quê? Como assim, papai? Você não pode estar morrendo. O que há? — Já estava chorando, e falava em meio a soluços.
— Não posso dizer agora. Quando chegarmos, você entenderá, querida. — Ele respondeu.
— Por que vai me deixar? Não pode ficar comigo , seja onde for?
— Não sou bem vindo. Mas você, sim. Você tem o sangue deles, eu não. — Rodrik enxugou as lágrimas de seu próprio rosto com a manga do paletó.
— Não entendo nada! O que é esse lugar? Por que não é bem vindo? E eu tenho o mesmo sangue que você, o que haveria de diferente nisso? — Voltou a virar-se para a janela, temendo que o pai achasse-a fraca por estar chorando. Viu seu reflexo no vidro, o nariz vermelho e os olhos entreabertos, molhados. Viu também algo que se aproximava na colina mais próxima, mas não deu atenção.
— Lembre-se somente que eu te amo, e sua mãe também. Ela só não ficou ao seu lado todos esses anos porque não pôde. — Ele parou ao pé de outra colina. A mata gramínea verde como pequenas lascas de esmeralda, e, no topo, um pinheiro majestoso e resplandecente.
— Papai! — Ela o abraçou e chorou em seu ombro. Não morra, não se vá, não me deixe. Mas em seu âmago, o monstro-debaixo-da-cama puxava seu pé, fazendo-a acreditar que tudo aquilo era real, e que ela o perderia. Talvez o monstro não fosse realmente um monstro. — Eu te amo.
— Eu amo mais. — Ele sussurrou de volta. E houve uma batida, e um estrondo.
Aube viu-se sendo jogada com força para fora do carro quando este capotou, e viu seu pai ser consumido pelas chamas quando o Chevy explodiu, e viu uma silhueta enorme, de um negrume mortuário, ir em sua direção. Ouviu vozes, mas sua visão estava embaçada. E viu-se desvencilhar-se na inconsciência.

[ ... ]
O travesseiro de plumas sobre sua cabeça era tão macio que parecia ter saído de um sonho. Seu corpo estava dolorido quando se acordou, e não ousou fazer nenhum movimento brusco.
— Ouvi dizer que ela era filha de um romano. — Retrucou uma voz à algum comentário cortado pela metade pela inconsciência de Aube.
— Cala a boca, ela não é nada romana. — Ralhou outra voz, mais grave.
— Claro que é, seu idiota, por parte de pai. — Uma voz feminina soou.
— Mas ela é grega, imbecis, Eos é sua mãe. — Disse a segunda voz. Aube abriu os olhos, o mar azul tempestuoso que eram. — Ela acordou! Chamem o Raff!
Um outro garoto entrou em seu campo de visão, louro, bonito.
— Ora, bom dia! — Sorriu. — Bem vinda.
— Onde… onde eu estou? — Até falar doía.
— No Acampamento Meio-Sangue, é claro.
amei uma donzela linda como o inverno,
com a escuridão da noite nos cabelos.
Melinda E. Weathervax
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Olhe para a montanha enquanto o sol se levanta.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Mina Moonlune em Qui 14 Ago 2014, 15:31

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Perséfone
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Mina é uma menina alta de mais ou menos 1,80m de altura, como sua mãe tem atributos distintos, no Inverno e no Outono tem aparência sombria e melancólica, quando suas emoções são fortes seus cabelos ardem em chamas, no Inverno e no Outono, ardem em chamas azuis, no Verão e na Primavera, os cabelos ardem em chamas vermelhas viva. No Inverno e Outono seus cabelos são negros como a noite, e no Verão e Outono são vermelhos, isso enfatiza o fato de que Mina é bipolar, porem tenta ser o mais amigável possível, o período de maior compreensão do seu eu interior é no solstício que separa as estações. Seus olhos são verdes vivos, e anda sempre com roupas muito elegantes.

▬ Diga-nos: por que quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Minha primeira tentativa, de ser reclamada foi com a Musa Tália, porém esta deusa não estava entre as opções disponíveis. Alem do que, eu gosto muito de seus atributos principalmente, no filme de Percy Jackson e o Ladrão de Raios.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Perséfone, um nome que quando mencionado faz os antigos Gregos tremer, por associarem a deusa com seu “Marido” ou seu tio Hades. Esta deusa nem sempre foi mulher do senhor do inferno, e não é tão fria como dizem, pelos menos não no Verão ou na Primavera. Esse é época do ano sempre deixa Perséfone animada, ou devo dizer, deixa a minha Mãe nervosa. Isso mesmo, mas vou lhes contar tudo no decorrer da história, bem vamos lá. Há alguns anos nu Verão, a Deusa Perséfone foi convidada por sua madrasta para a Festa da Virada no monte Olimpo, onde os deuses comemoravam o fim de um ano e o começo de outro. Hera havia planejado uma armadilha, para que a Senhora do Inferno fosse humilhada por ser uma filha bastarda, e ainda mais por ser a esposa de Hades. E assim foi feito minha mãe foi humilhada e coberta de Piche do Tártaro, para mostrar que é a esposa do rei das trevas. Pobre mamãe foi humilhada na frente de todos, que riram dela cruelmente, apenas sua mãe Demetra á ajudou a sair do Olimpo, mesmo assim a jovem Koré, se esgueirou pela mata aos arredores do Olimpo, e ainda ouvindo a risada dos deuses encontrou Makoy. Cheguei a onde queria, ela encontrou meu Pai, o jovem e esbelto Makoy. Makoy ajudou a Deusa sem saber a sua identidade, e os dois se apaixonaram. Algum tempo se passou e Perséfone descobriu que estava grávida.
Makoy era filho de um diplomata, que por acaso tinha feito um pacto com Hades para ter uma vida eterna. Ao seguir sua esposa o deus do Inferno descobriu a traição. Hades lançou mão de seu amor por Perséfone, e pediu sua cabeça em uma bandeja, ordenou que seus monstros caçassem os dois apaixonados. Ao saber disso Demetra escondeu o casal em sua gruta secreta, onde Perséfone deu a luz ao menina de beleza indescritível. Modéstia parte, essa que vus falam. Hades descobriu do nascimento da criança e mandou Antony o pai de Makoy matar a sua esposa e o seu amante. Antony se redimiu ao não matar a neta, e oferecer o próprio corpo como proteção para a neta. Zeus e Demeter lançaram uma muralha de proteção que se ergueu do corpo de Antony, e Koré abriu mão da filha para acabar com a perseguição do marido. Makoy foi transformado em uma gárgula condenada a guardar a torre de sua filha. eternamente, observação, ele se ofereceu para isso. Perséfone nunca mais viu a filha porem sempre a visitava em seus sonhos.
Anos se passaram, e Mina nunca mais viu os seus pais, até que Hades em represália atirou uma bola de fogo do céu que incendiou os arredores, da torre, observação, ele só vez isso por que tinha brigado com Perséfone, e um de seus monstros lhe disse onde Mina estava. Makoy agora transformado em gárgula salvou Mina e contou toda a sua história para ele, ou seja, para mim, então me levou até o acampamento meio-sangue, onde as fúrias o aguardavam. Makoy morreu para salvar Mina, que usou os poderes da natureza dados por sua mãe para explodir as fúrias em mil pedaços. Atualmente Mina (Andromína) Moonlune, está no acampamento meio-sangue onde treina para libertar sua mãe e se vingar de Hades.
Mina Moonlune
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jhonny Braga em Sex 15 Ago 2014, 01:02

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Éolo
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais:
Johnny tem 12 anos, é uma cara alto de mais ou menos 1,70m de altura, pesa 50 kg, possui porte atlético, tem uma personalidade forte, é rebelde, cabelos escuros e pele clara além de ser um pouco bipolar podendo estar calmo como uma leve brisa de verão ou nervoso como um forte tornado.

▬ Diga-nos: por que quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Porque me identifico muito com o deus

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Pai, o senhor está ai?

Sou eu, Jhonny!

Eu não conheço o senhor mas se o que me disseram aqui é verdade o senhor me conhece, tenho tantas perguntas...

Quem é você, qual o seu nome? Porque o senhor nunca falou comigo?

Quando me explicaram sobre o que era esse lugar fiquei super feliz porém continuo perdido e me sinto isolado do mundo, não sei mas o que fazer!

Quando me encontraram eu estava vagando pelas ruas de Nova York procurando um lugar pra dormir, já estava sem dinheiro porque gastara meus últimos trocados no jantar e ainda tentava superar a morte da minha mãe, foi quando encontrei um armazém abandonado, quando ia me preparar pra dormir, apareceu um monstro bem na minha frente que parecia uma mistura de mulher com cobra, hoje sei que o bicho se chama dracaenae mas na hora fiquei realmente assustado, pois, esse foi meu primeiro contato com o monstro.

Ela corria (ou deslizava, não sei direito) muito rápido em minha direção e de alguma forma que eu não entendi até hoje algo a acertou a fazendo voar pra longe, porém  estávamos sozinhos ali e ela parecia ter sido acertada por uma onda de vento (nem sei se isso existe).

Tentei sair correndo dali, porém, numa velocidade surpreendente o monstro se levantou e veio em minha direção me acertando, fui jogado no outro lado do armazém e levantei meio tonto, sem opções além de lutar, sai correndo na direção da dracaenae e tentei lhe desferir um murro porém ela agarrou meu braço e me deu uma mordida forte no ombro o que me fez cair no chão,  eu estava quase desmaiando com o veneno quando ouvi uma voz, uma voz juvenil e derrepente senti o monstro se desfazendo em pó, apaguei.

Acordei aqui no acampamento com meu salvador ao meu lado, aparentemente preocupado.

Porém sinto que está tudo errado, que eu estou andando em vão, estou com medo do senhor não me responder, Pai por favor me ajude! Me de um sinal! pai, por favor.
Jhonny Braga
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Medine S. Meyer em Sex 15 Ago 2014, 16:22

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Selene

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Medine é uma garota alta e de porte esguio. Possui a pele muito clara, mas olhos e cabelos escuros. Faz de tudo para tirar sua aparência naturalmente delicada, desde mudar o formato de suas sobrancelhas a procurar usar roupas pesadas.

 Também age com uma postura corporal rígida e altiva, que na maioria das vezes causa uma primeira impressão errada sobre a menina. Vale dizer que arrogância não faz seu tipo, os valores passados a ela por seus “pais” não admitem esse tipo de coisa, ela simplesmente desconfia de tudo e de todos, principalmente de homens, e mais ainda daqueles que demonstram interesse em si.

Apesar de morar a aproximadamente sete anos nos Estados Unidos, ainda carrega consigo restos de um sotaque russo que não esconde sua origem e que a lembra de coisas que tenta esquecer. Desde a mudança continental foi criada por um casal de semideuses seguidores de uma mesma deusa, por isso possui certa familiaridade com uma grande gama de armas. Quanto a sua mãe biológica, não consegue se decidir sobre o que sente por ela, a única mãe que conheceu era uma filha de Athena e o único homem digno de ser chamado de pai, um filho de Hypnos.


▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?


Para ser sincera, eu estava um pouco relutante em colocá-la como filha de Selene por conta da delicadeza atribuída a deusa, mas na história da semideusa, acho poético pensar que Selene fica a observar a terra durante a noite, principalmente filhos seus.


▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir. 


Era apenas mais uma noite tão fria quanto costumavam ser as noites naquele lugar, e numa casa um tanto isolada, é onde começa essa história. A nossa protagonista é uma garotinha beirando seus 10 anos de idade, tinha a pele alva como a neve que cercava a propriedade, cabelos escuros e brilhantes como o manto estrelado que se estende sobre nossas cabeças após a carruagem solar se recolher, e lábios avermelhados tingidos pelo frio. Mas isso não é um conto de fadas, e Medine tão pouco a Branca de Neve, ou qualquer outra princesa.

A neve da propriedade era constantemente maltratada pelos pés brutos dos homens brutos que trabalhavam para seu bruto pai, e estava constantemente manchada. O manto caído por seus ombros deixava claro o desdém pela beleza da noite, mas por mais que a claridade elétrica ofusque as estrelas, elas não se deixam apagar. E os lábios ressecados pintados pelo frio, não eram telas exclusivas deste.

Medine estava na cozinha dessa casa isolada, na beira do fogão para ser mais exata. Mexia algumas panelas, adicionava tempero, tudo sem a ajuda de ninguém. Forrou panos em cima da grande e rústica mesa, para que o calor das panelas a serem colocadas ali não estragasse sua madeira, também distribuiu alguns pratos e talheres pela mesma. Ao ouvir passos se aproximando, rapidamente foi ao seu quarto, apenas voltando ao recinto quando o barulho deixou a casa. Neste, havia um homem grande como um urso, e de aparência igualmente feroz, era o seu pai. O homem gritava com a menina, reclamava de seu serviço e do quanto era incompetente, para reforçar suas palavras quis marcá-las em seu físico. A garotinha apenas chorava, e quando disse estar com fome foi mandada ir pro quarto, como resposta.

Era uma cena típica da residência, se repetia quase todos os dias. Pelo menos dessa vez Medine tinha algo com o que se alegrar: era lua cheia, assim, observava a lua enquanto chorava, lhe contava suas dores e levada pela desesperada esperança até mesmo pedia auxílio. Outra coisa diferente também aconteceu naquela noite. Seu pai apareceu em seu quarto, pediu-lhe desculpas e disse que até mesmo lhe recompensaria. E sob a luz da lua cheia que invadia o quarto pela janela, retirou-lhe sua inocência.

Alguns ciclos lunares depois, um casal chega às redondezas. A pele bronzeada de ambos deixava claro haviam chegado há pouco tempo. Era outra noite tão fria quanto a anterior quando bateram na porta da casa do urso. Ele se esforçava para ser gentil, via-os como possíveis clientes de sua madeireira. Após o jantar a mulher deixou os homens a sós com a desculpa de ir ao toalete, na verdade estava indo de encontro ao seu real objetivo ali: Medine.

Como era de se esperar, a criança estava encolhida em sua cama, olhando e pedindo a lua. Com o barulho da porta se abrindo, começou a tremer e escondeu-se debaixo da cama, temendo pelo que aconteceria a seguir, pois o ocorrido da noite de lua cheia não fora um caso isolado. É claro que os sentidos bem treinados da mulher logo captaram a pequena figura escondida, então se agachou na beirada da cama e disse na linguagem que deveriam ter em comum:

- Não precisa ter medo, eu não vou te fazer mal. Na verdade pretendo te tirar deste lugar.

Ao ouvir essas palavras os olhinhos escuros se abriram, mostrando um brilho novo. No momento em que a mulher encarou aquele brilho naquela menina tão sofrida, soube que não conseguiria separar-se dela. Por mais racional que a dona dos olhos cinzentos fosse, seu instinto maternal de mulher que nunca conseguiu gerar uma criança gritou em sua mente. Pegou a mãozinha magra e tirou-a de seu esconderijo. Começou a conversar com a pequena, para conseguir sua confiança. No meio da primeira frase dita por Medine, a porta se abre novamente revelando a figura de um homem. Esse homem não se parecia em nada com os homens que a menina já vira, ele tinha feições delicadas, e seus olhos demonstravam uma doçura desconhecida, assim como seus gestos e voz. Mas continuava sendo um homem, e homens são maus. A garotinha voltou a tremer.

A mulher por outro lado parecia gostar desse homem, e ele dela. O dono dos olhos azuis claríssimos confidenciou algo a mulher numa língua desconhecida pela menina, e depois de receber uma resposta se virou para a garota. Novamente foi pedido a ela confiança, e prometido que a tirariam dali. Como sua melhor opção era acreditar, resolveu seguir com os dois, sempre mantendo distância do homem doce. Ao chegarem à sala, Medine viu uma cena que de alguma forma alegrou-a: o homem urso estava desacordado e com uma pesada estante em cima de si. Quando o homem doce viu o olhar reprovador de sua parceira sobre si, explicou-se:

- Ele não está morto, se é isso que você quer saber. Descobri que o negócio é ilegal, por isso dei um jeito de deixá-lo preso até a polícia chegar.

Deixaram aquele lugar imundo. Alguns dias depois tomaram um navio com destino a outro continente, e para a pequena Medine, rumo a uma nova vida.

[...]

Hoje não existe mais pequena Medine. Ela se tornou uma bela mulher, forte e decidida. Neste momento jantava com um grupo de desconhecidos num lugar em que estava já há uma semana. Ela sabia de quem descendia, sentiu isso em si desde o momento em que lhe foi confiada a verdade sobre a mulher e o homem doce, que agora ela chamava de mãe e pai, e sobre sua origem. Infelizmente, era necessário que a própria dissesse para que reconhecessem. Naquele jantar lhe foi confirmado o que seu coração já sabia, e sem dizer nada levou seu prato até outra mesa, sentando-se com seus meio-irmãos, os outros filhos da lua.
Medine S. Meyer
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Ficha para Reclamação - Adam Pixel Manth's (Nome em processo de atualização em outro tópico)

Mensagem por Adam Pixel Manth's em Sex 15 Ago 2014, 16:51

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Phobos.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Adam tem cabelos negros e medianos, seus olhos são castanhos ligeiramente mais escuros que o normal. Tem 1,82 cm de altura, com um corpo atlético mesmo na idade de 17 anos. Costuma usar calça jeans escura e jaqueta de couro, sendo mais acostumado a ter vivido no frio dos EUA. As características faciais são bem norte-americanas casando com a informação de ter nascido em Iowa.
Como personalidade ele sempre foi mais quieto e reservado por motivos que serão contados na história, não tem problemas com ser anti-social e sempre aprendeu a fazer as coisas sozinho, apesar disso não é revoltado com o mundo, e reserva um medo especial no coração que é o de ser traído.


▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Pensei por um tempo na história do meu personagem, e há alguns deuses que casariam bem com ela. Mas eu preferi escolher Phobos, uma vez que da oportunidade de explorar o anti-social dele com as características do Deus. E quem sabe evoluir a história do personagem com um drama sobre relacionamento, uma vez que ele precisaria lutar contra seu eu solitário (aumentado pelo progenitor) para conseguir amizade com alguém que ele sentir afinidade.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

A vida de Adam nunca foi fácil, criado por Sarah Manth's, sua mãe solteira que vivia como atendente de telemarketing para sustentar os dois. Na verdade não era vida, e sim sobrevivência, não que a mãe de Adam não lutasse por fazer algo melhor para da-lo mais alimento, ela também tentava arrumar emprego com algo que ela gostava, escrever roteiros de filmes de horror! Mas como habitual seus roteiros eram rejeitados e por isso estava fadada a continuar no emprego de telemarketing para todo sempre. Adam sempre tentou ajuda-la do jeito que pode, arrumando bicos que uma criança poderia arrumar para ganhar uns trocados, desde limpador de janelas até ajudante de Buffet.
Mas os problemas da vida de Adam não se resumiam só a isso, infelizmente escolas eram algo que mudavam periodicamente para ele, não que ele arrumasse brigas por querer, mas era incrível como os problemas chegavam a ele mesmo estando quietinho em um canto, e claro, a culpa era do problemático. Nas primeiras escolas foi mais fácil e precisavam de muitos problemas para arranca-lo delas, mas com o tempo foi se tornando quase uma ficha criminal, as escolas que o acolhiam viam seus precedentes de expulsão e no primeiro problema se livravam dele. Não que ele se importasse em ficar em uma escola essencialmente, mas o número de escolas perto de sua pequena casa estavam acabando, e cada vez mais ele tinha de viajar mais longe para conseguir continuar os estudos.
Outro problema era com a mãe de Adam, não essencialmente ela era o problema, mas sim seu diálogo. Toda vez que Adam perguntava de seu pai ela apenas dizia que era complicado, e ele começou a pensar como qualquer garoto mais maduro... "O Desgraçado traiu minha mãe e vazou..." Desde então Adam teve um ódio particular por traição e ainda mais pelo pai ausente dele, tinha certeza que o mesmo não tinha morrido, seria fácil demais a mãe contar para ele uma tragédia dessas, se ela omitia tanto era porque ele ainda estava por ali, e quem sabe perto até?
A vida difícil de Adam o moldou do jeito que é: Anti-social, Reservado e principalmente cauteloso.

Mas o destino reservou mais coisas para Adam, mais revelações sobre seu parente tão ausente... Na sua ultima escola em que ele se comportava do seu jeito habitual... Sozinho. Um garoto quis se aproximar. Adam não deu moral para o mesmo, mas parece que o garoto estava realmente tentado a virar amigo dele. Adam não perguntou mas o garoto informou seu nome mesmo assim como sendo Grass, ele tinha feições latinas e cabelo enrolado curto, talvez um pouco carente por buscar atenção de Adam. Apesar de ser anti-social o mesmo não o expulsou o garoto de perto, pois normalmente acontecia automático sem nem precisar fazer nada, Adam ficou curioso sobre o garoto que parecia insistir tanto para ser seu amigo. Aos poucos o mesmo foi se abrindo e conversando mais com o garoto, primeiro finalmente se apresentando como Adam Pixel Manth's, depois contando sua idade, e conversando um pouco mais. Fora o mais próximo de um primeiro "amigo" em anos, e Adam até que gostou de ter alguém com quem falar na escola. Quando iria se aproximar as férias de julho Grass chegou para ele um pouco diferente, parecia suar frio e começou a questionar se Adam confiava nele, o mesmo respondeu que sim, que passaram bastante coisa e que já podia dizer que confiava no amigo. Então o garoto começou a falar coisas que deixaram Adam cético. Grass começou a contar sobre um lugar mais seguro para Adam, um acampamento, e que fora dali seria muito perigoso para ele, pois com a idade que tinha coisas ruins podiam acontecer. Adam permaneceu cético achando que era brincadeira, até Grass contar que naquele lugar ele poderia saber mais sobre o pai dele, e talvez descobrir quem o mesmo era, isso deixou Adam mais curioso, mas também desconfiado, afinal parecia conversa de louco, mas como passou a confiar mais no Grass quem sabe ir lá não o mostrasse algo mesmo? Disse que iria falar com a mãe primeiro, mas Grass logo o informou que sua mãe já sabia do que estava acontecendo, e que não tinham mais tempo por causa de algo que deixava Grass impaciente e roendo as próprias unhas.
Apesar de Adam achar estranho tudo aquilo ele resolveu ir com Grass para o tal acampamento, desde que conhecera Grass ele teve um bom relacionamento com sua mãe e isso o fez acreditar que ele ja tinha falado com ela. Eles tiveram que pegar um táxi estranho diferente dos de Iowa, o garoto informou que estava com pressa e que aquele táxi iria ajuda-los. Os taxistas (sim eram mais de um) eram 3 velhas estranhas que não paravam de conversar sobre coisas que Adam não deu a minima, Grass apenas mostrou para elas algumas moedas que Adam achou estranhas por não parecerem dinheiro de verdade, mas isso foi suficiente para elas começarem a andar com o táxi, no começo bem devagar, até Grass falar o local onde deveriam estar, Adam entendeu algo como Long Island, e então o táxi entrou em alta velocidade e o mesmo ficou perplexo preso a poltrona se segurando. Não demorou mais que 3 minutos e estavam em uma colina, saíram do táxi que foi pago com aquele dinheiro estranho, Grass explicou depois que aquilo eram dracmas e que ele entenderia em breve tudo aquilo. O Táxi desapareceu de tão rápido que foi embora, e Grass acompanhou Adam pela entrada de um lugar chamado "Acampamento Meio-Sangue".
Tudo que podem imaginar ele viu naquele lugar, seres estranhos de todos os tipos, coisas que ele só poderia ver em livros de mitologia antiga ou histórias em quadrinhos(?). Ficou abismado e pensou estar sonhando, pior quando olhou para Grass e viu que este tinha... O que... Pés de bode?
Estava quase pensando em beliscar o próprio braço quando um homem montado num cavalo veio até ele, pelo menos ele pensou que montava, quando olhou direito o homem era o cavalo... Algo como no simbolo do signo Sagitário. Este homem explicou que era um Centauro, e que seu nome era Quíron, após isso veio a explicação dele sobre tudo que Adam estava vendo, e sobre o que ele era. Explicou sobre os Deuses do Olimpo e sobre a mitologia grega que não morreu, sobre todos os seres ali Ninfas, Sátiros, Centauros, Dríades... E também sobre Adam... Um Semideus... Isso o deixou ainda perplexo, um Semideus? Ele? Impossível... Mas nesse mesmo pensamento de impossibilidade algo estranho ocorreu e uma aura o cobriu, e uma luz se fez em sua testa, ele não conseguia ver direito o que estava acontecendo, mas todos pararam para olhar, falavam coisas do tipo "Começou; Olha é uma reclamação; Que símbolo é esse mesmo?; Nossa... Phobos...". Quíron sorriu ao olhar para Adam e disse que agora era a prova mais que certa que ele era um semideus, e também a prova de quem era seu pai... Phobos...
Adam permaneceu confuso até ser mandado para seu chalé e encontrar seus meio-irmãos... Mas ficou parado olhando a estátua de seu pai la dentro. Tanta ausência explicada, será que isso era suficiente para diminuir a ausência do pai? Era o que Adam estava querendo descobrir e iria pagar pra ver.
Adam Pixel Manth's
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Sunny D. Carter em Sab 16 Ago 2014, 12:21

Por qual Deus você deseja ser reclamado?
Athena.

Cite suas principais características físicas e emocionais.
Sunny tem cabelos negros, lisos e longos – mais ou menos na altura da cintura. O corte é bem retinho nas pontas e, às vezes, ela gosta de deixá-lo ondulado. Com 1,38 m de altura, Sunny é considerada muito baixa para a idade, além de pesar apenas 40 kg e ser bastante magra. Sunny tem os olhos pequenos e negros, assim como bochechas altas e normalmente coradas
Sunny é tímida, calma e calada. Ingênua e sincera, ela tem vontade de fazer amigos, mas tem dificuldades nisso. Ela é gentil, atenciosa, distraída, teimosa e meiga. Sunny não sabe mentir, mas costuma ter cuidado com o que diz. Não costuma ficar triste facilmente. Gosta de ler e desenhar, tem medo de tempestades e escuro, além de detestar que mexam em suas coisas e o tempo frio.

Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deusa?
Eu o escolhi porque eu me identifico com Athena em alguns pontos e admiro-a por coisas que eu sei ser incapaz de ter. Athena é uma deusa incrível, cheia de coragem e determinação (coisas que eu admiro), e também amorosa - do jeito dela - e ser inteligente (coisas com as quais eu me identifico em algum grau). Também gosto do fato de ela respeitar as pessoas, ela é capaz de ver os pontos fortes de alguém e isso é muito legal.

Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Sunny Dalloway Carter nasceu em Manhattan, New York. A garota é filha de Michael Dalloway Carter, o importante repórter do canal 5, que nunca ligou muito para ela. O pai sempre quisera aquele trabalho e não era a própria filha que o impediria de realizá-lo.
Sunny vivera sempre em internatos e raramente via o pai, apenas em ocasiões especiais marcadas com 3 meses de antecedência, o que acabou gerando certo receio da menina em aproximar-se do pai. Michael não parecia notar que a filha sentia falta dele e, mesmo que notasse, não se importaria com isso. Sunny cresceu criada pelos professores dos diferentes internatos e pela babá, Claire, que era a única que lhe dava ao menos um pouco de carinho. Mesmo assim, Sunny não deixava de sorrir. Achava que continuar tentando ser feliz era o melhor jeito de levar a vida.
Mesmo crendo nisso com todas as suas forças, Sunny ainda tentava agradar ao pai e ser-lhe razão de algum orgulho. Mesmo com as dificuldades impostas pela dislexia e pelo déficit de atenção, ela não desistia de ler a maior quantidade de livros que podia sobre os mais variados assuntos possíveis. Estimulada por Claire que dizia que a televisão torraria seu cérebro, Sunny lia vorazmente qualquer livro que encontrasse, até mesmo os considerados "chatos" pela maioria das pessoas. Com isso, acabou tornando-se uma pequena "expert" em códigos, anagramas e arte, porém os esforços dela eram em vão. Michael podia ser uma pessoa interessante, inteligente e, no fundo, boa, mas não se impressionava facilmente. Nada do que Sunny mostrasse saber através da escola ou das poucas conversas que tinham era bom o suficiente para ele.
Quando completou 12 anos, Sunny recebeu a triste notícia que o pai havia falecido devido a um acidente com o avião em que ele se encontrava, que havia caído em alto mar, aquele fora o pior aniversário da vida dela. No dia seguinte, compareceu ao funeral do pai e, triste, fora obrigada a ir para casa esperar a decisão sobre o que fariam com ela. Michael não tinha parentes, ambos os pais do homem já eram falecidos e ele não tinha irmãos.
Abraçada com o seu Furby que era a única coisa que ela sabia ter sido dada a ela pela mãe que nunca vira, a menina chorava continuamente na cama que pertencia ao pai. Quando virou-se para o outro lado, acabou por encarar um bilhete no outro travesseiro. Naquele momento, Sunny sentou-se na cama e pegou o bilhete entre os dedos, lendo a mensagem que dizia: "Vá para o endereço que se encontra no verso, lá será bem cuidada. Eu te mando isso a pedido da sua mãe."
Não é nem mesmo necessário dizer que Sunny não pensou duas vezes em seguir o que o bilhete lhe dizia, com uma esperança crescente de conhecer a própria mãe. Arrumou uma mala grande com suas coisas, roupas, sapatos, um retrato do pai e aquele Furby de pelúcia, e pediu para o antigo motorista do pai para levá-la até o endereço que o bilhete indicava. Confuso, o mesmo acatou o pedido da menina, e quis confirmar se era ali mesmo que ele a deixaria, já que não via nada no topo da colina. Sunny confirmou, dizendo ver um lugar ali e saiu, agradecendo ao homem. Subiu o caminho e, meio perdida, foi acolhida por um fauno gentil que a explicou sobre tudo, a garota mostrou a ele o bilhete que a levara ali e o fauno, surpreso, sorriu para ela, mostrando onde ela se instalaria.
Sunny ficou por exatamente um ano no chalé de nº 11, mas nem mesmo chegara a acostumar-se ao lugar ou as pessoas dali quando fora reclamada por Athena, deusa da sabedoria e estratégia de batalha, em seu décimo terceiro aniversário e mandada para o chalé 06. Acompanhada por seu único amigo, um Furby, ela foi para o seu novo lar.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Pierre D. Foster em Dom 17 Ago 2014, 12:55


▬  Por qual Deus você deseja ser reclamado?

Perséfone.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais:

Parte das características físicas de Pierre, são herdadas de sua mãe, Perséfone. É um garoto belo, assim como sua mãe. Invejado por alguns garotos quando em sua escola primária, um bom número de garotas almejam tê-lo como namorado, tudo graças à sua beleza. Seu corpo é sadio, comum para adolescentes de sua idade, um corpo magro porém adepto para batalhas corporais, é pouco alto. Seus cabelos são negros e lisos, costuma penteá-los sempre para o lado direito. Seus olhos são castanhos-claro, seus silhos são um pouco grandes, bonitos. Seu rosto é semelhante ao da sua mãe, puxado para o lado masculino é claro. Sua pele é muito branca, quase pálida. Sua altura não passa dos 173 cm e seu peso, ronda os 56 kg.  


Apesar de tentar não demonstrar perante outras pessoas, Pierre é bem emotivo, sempre guarda seus sentimentos para si, o que julga ser um defeito. Não gosta de chorar apenas acontecendo isso numa situação incomum, porém, possuí grande amargor sentimental, devido a sua história. Prefere ficar calado, é tímido de início, porém quando conhece alguém e ganha liberdade, passa a ser bem amigável e comunicativo, mesmo falando pouco. Ao longo de sua vida, começou a ser sombrio, talvez seja pelo fato de ter guardado muito rancor em sua vida, ou até mesmo o ódio. Gosta muito de ler, bem como escrever, sendo seus maiores passatempos.


▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus?

Não sei bem como relatá-los sobre esta mensagem, porém, tentarei. Perséfone, é uma Deusa interessante, que viveu no mundo normal assim como no mundo sombrio, com Hades. Tem diversas características diferentes, como a modéstia, beleza, é sombria, e tudo mais. Ela me chama a atenção em tudo, além de que, eu gostaria realmente de jogar/narrar um personagem descendente dela, pois eu me identifiquei com os seus poderes e eu gostaria realmente de jogar com este personagem. Espero que este texto tenha ficado satisfatório.

▬ Relate a história da sua personagem;


Primeiramente, para você que está gastando seu tempo para ler esta história, eu gostaria de agradecê-lo antes de tudo. Bem, o que posso contar a vocês? Prometem que não vão fugir, como os outros? Não vão deixar minha história, mesmo nos piores momentos? Pois o que tenho a contar, não é belo, não é simples. Trata-se de uma história antiga, desde o início da minha existência. E mesmo agora, me parece irreal...

Fui criado apenas pelo meu pai, não conheci mais nenhum familiar meu, apenas ele. Meu querido Pai, sempre foi amoroso comigo, mesmo sendo um homem estranho para todos e até para mim.  Ele era um floricultor, um jardineiro. Além de ter sua própria floricultura, cuidava do jardim dum homem rico da minha cidade. A coisa mais estranha em meu Pai, era que ele tinha o mais estranho costume de levar flores para os cemitérios, uma vez por semana. Ele gostava de frequentar o cemitério, e até hoje eu não  sei o por que disso. Mas ele respeitava a morte, dizia que o único momento em que as pessoas encontram a verdadeira paz, era na morte.

Não conheci minha mãe, e isso me incomodava muito. Este fato, me atordoava. Todas as noites, eu perguntava para meu Pai o motivo de ela não estar presente conosco, eu o perguntava sobre todas as minhas dúvidas, mas ele nunca me dava as respostas. Apenas sorria e dizia para mim que ela me amava, e que era apenas isso que eu deveria saber. Estas respostas me deixavam ainda mais cabisbaixo.

Num dia comum em Nova Iorque - minha cidade - eu fui para minha escola, com minha mochila pesada nas costas, e o uniforme do meu colégio vestido no corpo. Eu já tinha meus dezesseis anos de idade. Ao invés de querer conversar e interagir com as outras pessoas, eu preferia ler os livros de suspense e escrever minhas próprias histórias. Todos me achavam estranho. Ninguém falava comigo, e eu preferia que fosse assim mesmo. Eu ficava no meu canto, sempre guardando minhas emoções para mim. Neste dia, eu estava mais emotivo do que o comum. Meus pensamentos estavam "bombando" eu queria porque queria as respostas sobre minha mãe. Neste dia, o rancor cresceu em meu coração. Ao invés de ir pra escola, fiquei numa praça um pouco afastada da escola, lá eu fiquei lendo meus livros comumente.

Um homem me abordou, ao ver a mochila em minhas costas.
— Ei garoto, não era para você estar na escola? — Perguntou-me. Em Nova Iorque, as pessoas não gostavam das crianças que cabulavam aula. — Me atrasei hoje, e preferi ficar aqui na praça, ao invés de voltar pra casa — Menti. Aquele homem continuou a me atormentar, até que em um momento eu perdi a paciência. — Quer por favor, me deixar em paz? Vá embora e faça seus deveres infames de adulto. Não fique perdendo tempo com um adolescente. Pessoas como você, me dão nojo.— Soltei estas palavras amargas, que eu não gostaria de ter dito. O homem foi-se e eu, voltei para casa. Meu Pai estranhou o fato de eu ter chego mais cedo, é claro. E eu disse para ele que não estava bem. Falei sobre tudo o que eu estava sentindo, e sobre o fato de não saber nada da minha mãe estar me incomodando. Ele sorriu e decidiu me contar "o necessário". Falou que ela era uma bela mulher e que conhecera mamãe numa tarde de outono, quando as flores começavam a cair. Segundo ele, minha mãe havia dito-lhe que o observara de longe, e que se apaixonara por ele, ao reconhecer o amor que ele tinha para com as flores, e para com os mortos. Papai sempre respeitara a morte. Curiosamente, ele dissera-me apenas que mamãe nunca poderia ter ficado mais tempo conosco. Segundo ele, ela lhe dissera que só tinha mais alguns dias na cidade, antes de ter de seguir em frente, para sua terra natal. Papai a amara, então. Eles haviam concebido a mim, e nove meses depois, eu havia sido deixado em sua porta com uma orquídea branca, e uma carta de amor que eu não posso ler.

Saber pelo menos um pouco dessa história, me deixou mais calmo, mas ainda atordoado. Fui ajudar meu Pai em sua floricultura. Eu continuava a pensar em milhares de coisas, e isso tirava-me a atenção devida. Acabei derrubando o álcool que ficava em cima do balcão da floricultura de meu Pai - ele usava do produto para limpar o balcão -, e o álcool acabou caindo em cima duma pistola de cola quente, que estava ligada a tomada pois meu Pai estava usando-a para fazer uma cesta. Um incêndio deu início naquela floricultura, por minha culpa.

Meu pai me tirou daquele lugar, e eu acabei desmaiando, por ter inalado muita fumaça. Quando finalmente abri os olhos, me deparei com a choradeira de meu pai. Ele me abraçou. O conselho tutelar havia vindo em minha casa, para me levar para um orfanato; eles acreditaram que eu havia botado incêndio na floricultura, de propósito. O Homem em que eu havia discutido mais cedo, havia denunciado e dito que eu era rebelde e que matava aulas.

Fui levado a um orfanato, que ficava muito longe de Nova Iorque, melhor dizendo, ele ficava em Manhattan. Cidade próxima de Nova Iorque, mas ainda assim era muito afastada. Lá e era bem cuidado por senhoras, recebendo à cada dia um chá quente e bolachas. Me tratavam como uma criança, mesmo com todos me condenando, achando que eu era um adolescente psicopata.

Não durei mais do que três meses naquele orfanato. Minha fuga fora numa noite de setembro. Mas eu fui tão imbecil... Não fiz o planejamento daquilo muito bem, pois eu acabei tendo de dormir na rua. No dia seguinte, acordei muito mau, mas felizmente nada de pior aconteceu. Decidi voltar ao orfanato pois eu não teria condições de voltar para Nova Iorque, mas no caminho, tudo mudou de ruim pra pior. Eu vi novamente meu Pai. Mas sua presença, foi como uma presença obscura, que eclipsou o sol. Tudo escureceu, como se morresse. Como se nada mais pudesse ser ardente, vívido. Ele estava com um rosto pálido e muito cansado mais ainda assim estava feliz. Mas o lado mais curioso disso é que ele estava do tamanho dum boneco, de um brinquedo. Nas mãos de um homem alto e sombrio.


— Você é tão bonito quanto ouvi dizer, parece até comigo. — Falou o homem, com certo desprezo na voz.  — As crias de sua mãe não são tão numerosas, estou certo? — Continuou, com um sorriso no rosto.

—  Quê?  — Perguntei, sem saber o que dizer. Essa palavra idiota me deixou ainda mais apreensivo. Mas na verdade, naquele momento, eu não tinha nada para responder a não ser isso.  — Você não tem a menor ideia de quem sou eu né?  — Ele disse e eu fiz que não com a cabeça. Eu estava assustado, eu queria correr e fugir daquilo que eu achava ser um pesadelo. — Eu sou Hades, deus dos mortos. Senhor do submundo, e blá, blá, blá... — Fiquei ainda mais assustado. Mas tentei ser engraçado.  — Hades, você por aqui? Como vai cara?  — Ele balanço a cabeça, com olhar de desprezo. — Eu vim até você, jovem mortal, com um aviso. E com um conselho. Minha mulher tem sido, por diversas vezes... Inapropriadamente benevolente com os seres humanos. E por outras vezes, muito agressiva quando se trata dos meus próprios filhos. Ainda mais agora, que Zeus revogou aquela estúpida restrição aos Três Grandes, e... Bem, você deve estar confuso. Devo apenas lembrar-lhe que não lhe farei mal. Isso seria uma dor de cabeça secular. Mas você não poderá mais fazer parte deste mundo. Deve se reunir aos seus semelhantes no Acampamento Meio-Sangue, ou não durará muito tempo. Seu cheiro já atraiu a atenção de um trio de ciclopes que vive nos becos próximos deste orfanato. Os filhos de minha mulher parecem ter uma fragrância excessivamente agradável. Apesar de não serem os mais poderosos, são muito detectáveis... Bom, estou lhe ajudando, pois estou me desculpando por uma... Atitude impensada.

Aquilo me deixou mais confuso ainda. Se ele era Hades e eu era filho da mulher dele... Perséfone era minha mãe!?  Aquilo fez-me ficar desesperado. Desabei em lágrimas. Encarei aquilo que parecia ser meu pai, que Hades segurava, e fiquei novamente sério.
— O quê você está fazendo com meu Pai? — Gritei. Ele me disse que meu Pai estava agora nos Elíseos, minha mãe havia  garantido, aliando-se à vida correta e exemplar que meu pai levou. Os juízes de Hades nada tiveram a levantar contra ele... Sentei-me no chão, sem forças.

— Os deuses são tão egoístas quanto os humanos, meu jovem. — ele não parecia irritado, mas eu sabia que estava lendo meus pensamentos, e meu ódio também. — Eu não a culpo. Também me odiaria agora. Muitos antes já me odiaram, e aqui estou. Agi por ciúmes, e num espasmo de fúria, descontei em seu pai o afeto que Perséfone sentiu por ele, e que por vezes ainda nega a mim. Fiz com que matassem seu Pai, da maneira mais cruel possível. Assim eu consegui o que queria. Sou muito bom nisso. — Ele disse com algumas paradas para rir. — Mas, por quê você veio até aqui, me ajudar? — Perguntei, encarando-o.
—  Não estou te ajudando. Só acho que você não deve ser tão imprestável quanto o seu pai. Isso é um pedido de desculpas. Bom, um garoto com muletas... Um sátiro disfarçado vai vir lhe buscar, ele te guiará e te levará para o acampamento dos meio-sangue. Não pergunte nada para ele. Não se preocupe, tudo dará certo, Semideus. — Falou Hades, e desapareceu num vórtice negro. Não tive mais o que fazer se não esperar pelo "garoto de muletas".

Segui o sátiro disfarçado de deficiente que surgiu no dia seguinte. Triste e abatido, resolvi que odiava aquele mundo, e principalmente minha mãe. Como ela podia ter permitido tanta crueldade com meu pai? Não era certo que os deuses interferissem daquele modo no mundo humano. Mas... De certa forma, Hades não interferira, a culpa era toda de minha mãe. Rendendo-me, senti-me sonolento e exausto (emocional e fisicamente), quando chegamos ao Acampamento Meio-Sangue. A placa estranha com o nome estava pendurada em grego antigo, mas eu pude lê-la. Nervoso e ansioso, segui o sátiro pelo local, ignorando qualquer olhar direcionado ao novato esquisito. Sem poder esperar para descansar, deitei-me na maca de uma enfermaria bonita e dourada, com símbolos e frascos estranhos por toda a parte. Não fui atacado por ciclopes, mas a correria era cruel. Incapaz de vivenciar minha própria realidade por muito mais tempo, desmaiei para o esquecimento...

E aqui, é o ponto onde nossa história acaba. Acordei no Acampamento, na Enfermaria Central. Uma papoula entrelaçada à um narciso brilharam imponentes sobre a minha cabeça. Sem saber o que fazer, ou onde ir, ouvi o nome de minha mãe ecoando nos lábios de outros semideuses. Perséfone, Perséfone. Irritadíssimo, fingi ouvir os conselhos de meu sátiro protetor, Cillas, e caminhei até o Chalé 26, totalmente coberto de flores em suas janelas e telhado, embora parece um tanto frio e mortuário, também. Era um contraste entre a vida das flores, e a morte do mármore negro. Era lindo, admiti, sem vontade. Mas nada apagaria a minha raiva. Não durante um longo tempo. Sem saber como segui, contei minha vida a vocês. Agora, só posso esperar que aguardem, para o que ainda está por vir...


 
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lydia Carthaigh em Dom 17 Ago 2014, 15:40


Post: 000 ?  Where: Here ? Wearing:Link Aqui ? Notes: Here

Scream, Lydia, Scream



▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Gostaria de ser reclamada por Melione.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Lydia é relativamente baixa para sua idade. Possui olhos de um tom morto de verde; quase fantasmagórico. Seus cabelos são ruivos, caindo um pouco abaixo dos ombros. É bastante frágil.

Quanto ao psicológico, a filha de Melione não se afasta muito do que se considera uma pessoa normal. Entra em pânico com facilidade, e prefere lidar sozinha com a maioria das situações. Tem boa índole; não mataria a não ser que absolutamente necessário. No entanto, a garota pode ser bastante petulante, isso é, não reprime todas suas falas ou reações apenas pela situação.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Principalmente pela trama. Pretendo misturar elementos da mitologia irlandesa com essa personagem, e Melione me pareceu a progenitora mais adequada à essas misturas. Lydia terá uma relação forte com espíritos e fantasmas, tanto pela sua mãe, quanto pelo seu sangue, coisa que será explorada mais a frente.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Lydia acordou subitamente. O tipo de despertar da pessoa que adormeceu remoendo a mesma preocupação, e que acordaria voltando à estaca anterior. A conversa fora ontem. O último diálogo que tivera com seu pai. Sua voz de urgência ainda repercutia pela cabeça da filha de Melione. Hoje era seu aniversário de 18 anos. " Depois disso..." dissera seu pai. " Por favor, Lyida. Por favor, não grite. Nunca. Até resolvermos isso". E não era o pedido que a desgastava. Era a dúvida.

Sua família havia se mudado da Irlanda a gerações, mas a cultura irlandesa ainda era muito presente nos costumes. A garota vinha de uma linhagem antiga, profundamente fixada na história do país. E o que mais a irritava, era que não sabia mais nada sobre isso. O mais próximo de informação que sei pai dera fora a - ótima - notícia de que era filha de ninguém menos que a deusa grega dos espíritos, e que por isso, pelo resto da vida seria assombrada por monstros sedentos de sangue. Ah, ela achou que ele estivesse louco naquele dia. Mas quando o cão infernal veio, não haviam muitos argumentos. E algo dizia a Lydia que aquele segredo iria lhe trazer tantos problemas quanto o primeiro, e que julgar o pai como louco teria o mesmo efeito que na vez anterior.

Sentia algo preso em sua garganta. A vontade de gritar. Pelo simples desejo de fazer o contrário do que lhe diziam, sentia-se tentada a gritar, apenas para ver o que lhe acontecia. O pensamento a fazia se sentir a lunática da história. Toda aquela fixação por uma ação tão simples. Idiota. Com um suspiro, a filha de Melione concluiu sua higiene pessoal. Em andar pesado, pegou a mochila, dirigindo-se a porta. Onde seu pai a esperava.

- O que esta fazendo aqui? - Perguntou, devagar.

- Eu vou com você - Respondeu o pai.

Era evidente que o homem era bastante atraente para alguém de sua idade. Scott tinha olhos azuis, uma barba castanha rala, e cabelos relativamente abundantes para a meia-idade.

- Então me explique isso tudo.

- Filha... - Começou o pai, em meio a um suspiro. - Não há necessidade de te envolver no que é problema meu. Prometo que isso acaba logo.

- Ótimo. Então eu vou sozinha, esperando que algo não me faça gritar e causar o apocalipse. - Retrucou a ruiva, fechando a porta atrás de si.

Não lhe foi uma surpresa quando o homem voltou a persegui-la. Correndo, Lydia sabia que o ultrapassaria com facilidade. Contanto, seu nome sendo gritado atrás de si a alertou. Não um chamado. Um aviso de seu pai. Uma urgência. Virou-se, esperando um dos ataques de um monstro grego. Viu apenas a silhueta de uma mulher, antes de ser atingida, desmaiando.

***

A primeira reação de Lydia foi tentar se levantar. Cordas amarravam suas mãos e pernas a cadeira. Estava em um porão. Conhecia aquele lugar. O porão dos Ó' Brien, a única outra família irlandesa da cidade. A família que seu pai alertou sobre. "Não fale com eles", dissera, após voltar de uma reunião naquela casa. "Eles nos perseguem". A garota sempre sentiu que a família foi a razão de seus ancestrais terem saído da Irlanda. E que continuaram a persegui-los.

- Lydia Carthaig... - Dizia uma voz feminina, devagar. Lydia percebeu que não tinha uma mordaça.

- Quem é você? - Perguntou a ruiva, chorando. O suor escorria pelas cordas.

- O que importa aqui é quem é você. E o que eu quero que você faça. - Respondeu, se aproximando.

Era uma mulher de meia idade. Tinha olhos e cabelos castanhos, e muito distante da imagem de uma sequestradora. Era senhorita Ó'Brien, a mulher que a convidara para dentro da casa, anos atrás. Lydia respirou o ar úmido e abafado do porão. Sabia por que não tinha uma mordaça.

- Quer que eu..

- Isso. Quero que faça o que faz melhor, Carthaig. Quero que faça o que sua família me deve a séculos. Grite, Lydia, grite. - Disse a mulher, devagar.

- Por que? - Perguntou a filha de Melione, em meio a soluços. Seus olhos estavam inchados.

Srta Ó'Brien parecia surpresa.

- Você não tem idéia do que é, não é? A mulher que lamenta. Uma... - A morena se aproximou, antes de voltar a sua posição anterior, como se tivesse mudado de idéia - Vamos deixar a surpresa para depois, Carthaig. O que eu peço é simples, e espero que não tenha de incentiva-la.

Aquilo não ajudava Lydia. Respirava devagar, tentando assimilar qualquer informação que obtinha. Sentiu uma ponta de metal frio em seu queixo. Uma faca.

Então, percebeu que o grito passou a estar na ponta de sua língua. Não por tentação; por pressentimento. Por certeza. Olhou para Srta Ó'Brien, devagar. Era algo em relação a ela.

- Refaça o pacto, Lydia. - Disse, apertando a faca.

E ela o refez.  Mas não foi um grito comum que rasgou a garganta da garota. A cidade inteira a ouviu. E quem o ouviu, tinha um pressentimento. Era um grito de lamento, a repercussão do sofrimento.

- Ótimo. - Disse a mulher, antes que uma bala perfurasse sua cabeça. O sangue espirrou em Lydia, que respirava de maneira nervosa. Estava tendo uma ataque de pânico.

- Cheguei tarde demais. - Lamentou Scott, um revolver na mão.

- O que está acontecendo? - Perguntou a semideusa, quase gritando.

- Você vai ao único lugar seguro por enquanto. Vamos ao acampamento.

Lydia olhou para baixo, tentando se acalmar. Percebeu uma luz verde em suas roupas. Era o momento de reclamação. Mas, em sua cabeça, não havia qualquer símbolo da deusa dos fantasmas. Havia um olho aberto. E Lydia sabia o que queria dizer. O símbolo da previsão. Havia previsto a morte daquela mulher.

- Eu sou... uma vidente? - Indagou, devagar. Seu nariz escorria.

- Não uma vidente, Lydia. Você é... alguma coisa. É o que precisa saber.


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Ler abaixo


Explicações, justificativas, etc:
 

Explicações, Justificativas, Etc

Lydia é uma Banshee. Pretendo esclarecer isso em uma DIY, assim como ganhar os poderes respectivos a esses seres; sei que não posso usa-los ou menciona-los em missões, treinos, ou coisas do tipo até lá. Banshees são fadas negras da mitologia irlandesa. São seres femininos, normalmente ruivas ou com cabelos negros. Tinham um pacto com as famílias Ó'Brien e outras com "Ó"; eram aquelas que avisavam sobre as mortes daquelas famílias, por meio de um grito ou gemido, ouvido por todo o reino. Eram aquelas que choravam nos funerais dessas famílias também, pois acreditava-se que o lamento de uma Banshee era sagrado. Banshees previam as mortes, e tinham ligação com magia negra. Eram mulheres belas e jovens ou idosas, vestindo um manto.

Quanto a minha trama, pretendo fazer com que Lydia seja capaz de prever mortes, além receber mensagens e informações sobre mortes ou coisas do gênero por meio dos espíritos. Em minha históia, todas as filhas mulheres dos Carthaig eram banshees, sendo essas as "serviçais" dos O'Brien. Então, os Carthaig traíram os O'Brien e fugiram da Irlanda, encerrando esse pacto e fazendo com que as mulheres da família parecem de nascer com esse "dom". Contudo, Lydia é filha de Melione, o que aproximou a menina ao mundo dos mortos, permitindo-a renunciar à "Bansheezidade" (Não achei outra palavra, desculpa). Sabendo que aos 18 anos a ruiva poderia refazer o pacto ao passar pelo ritual de passagem de uma banshee (o grito), a família O'Brien se mudou e a sequestrou. Motivos, razões e questões em branco serão explicadas mais a frente. Lydia foi ao acampamento, e estará lá.










Thanks @Lilah for CG[/color]
Lydia Carthaigh
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jason M. Strew em Ter 19 Ago 2014, 00:12

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Gostaria de ser reclamado por Apolo, Deus do Sol. 


▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Aparenta ser um pouco mais velho do que é, cerca de 1 ou 2 anos. Com seus 13 anos, possui 1,69m de altura e um corpo relativamente comum, não aparenta ser do tipo que se preocupa muito em engordar, tampouco em obter um corpo invejável, tendo uma beleza natural ainda assim. Seus cabelos castanhos, que insiste em manter curtos por comodidade ao arrumar, e os olhos azuis, são como heranças de sua falecida mãe. Seu tom de pele é semi-bronzeado naturalmente, ainda que não costume ir a praia. 
Quieto à primeira vista, procura analisar as pessoas de longe e tem seu próprio jeito de julgar as pessoas, por ser inseguro o suficiente para arriscar puxar assunto e conhecer mais dos outros, costuma esperar até que venham cumprimentá-lo, a menos que algo o chame a atenção. Disfarça bem - ou ao menos tenta - seu interesse por garotas, sendo tímido em relação a elas. Após criar uma amizade, consegue se dedicar a ser um bom amigo e procura ajudar no que for possível para que pessoas queridas estejam sempre bem.


▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Bem, primeiramente gostaria de dizer que criar um personagem mais sombrio e anti-social é mais meu estilo, tanto que teria optado por Hades se não fosse tão trabalhoso, fora estar com vontade de dar uma inovada. E por que não Apolo? Visto que a personalidade dele descrita nos livros é absolutamente oposta ao que estou acostumado, o vi como a melhor opção. Seria bem mais fácil interpretar e narrar sendo 'mais um' dos filhos de um Deus, do que ser um dos únicos, além de que seus filhos utilizam arco e flecha, o que é muito legal (q).


▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir. 
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?


 Os pesadelos começam a se tornar realidade? ☼ 



Ser sozinho é uma coisa que não recomendo a ninguém, cresci vendo as garotinhas revoltadas do meu colégio reclamando de suas mães, falando que tiraram seu celular por uma semana, ou que proibiram de sair, ou até que não quiseram comprar uma 'coisinha linda' que viram no shopping. Não ligava muito pra elas, mas sempre me passava pela cabeça a cena de minha mãe morrendo no meu aniversário de 7 anos. "Fique tranquilo, ele o protegerá, nada vai te acontecer, quando você estiver mais velho irá para um lugar onde as pessoas possam entendê-lo, onde não se sinta sozinho. Não chore, e quando chorar, olhe para o céu, olhe para o Sol, garanto que o fará se sentir um pouco melhor. Adeus Jason, estaria vendo você todos os dias, até que chegue a hora.". Essa frase estava presente no meu dia, desde o momento em que acordava com pesadelos sobre isso, isso às 3 horas da manhã, ou quando ouvia alguma dessas reclamações fúteis sobre as mães. A imagem de minha mãe, ainda jovem, bela, perdendo o brilho de seus olhos azuis naquela tarde chuvosa, nos meus braços, nunca sairia de minha mente. Sempre que me olhava no espelho via sua face, era como se seus olhos estivessem em mim agora, sentia como se ela estivesse vendo tudo que eu via, e ao mesmo tempo, me vigiando. 


Uma das poucas noites que não tive pesadelos, fui acordado por um barulho irritante e o Sol em meu rosto. Meu celular tocava uma música dos Beatles, não era nada de mais, apenas meu toque de despertador. Acordei cerca de 6:00h e me dirigi ao banheiro. Liguei o chuveiro e tirei minhas vestes, enquanto relembrava da noite passada, provavelmente uma das melhores de minha vida, até o pai dela chegar. Enfim, isso é assunto para outra ocasião. Lavava meus cabelos curtos enquanto recostava-me na parede. Por alguns instantes, apenas deixei a água cair sobre meu tórax, novamente me vinha a dúvida. "Ele o protegerá; Olhe para o Sol; Chegar a Hora;" Do que ela falava? Me recusava a pensar que minha mãe estivesse surtando ou algo do tipo, queria manter dela a melhor e mais pura imagem que conseguisse lembrar. Saí do banho cerca de 10 minutos depois, a cortina da janela estava aberta, o que deixava a claridade entrar em meu apartamento, que minha mãe assegurou-se de deixar sem nenhuma dívida, e uma espécie de mesada que eu recebia todo o mês para os gastos domésticos e escolares. Vesti o que tivesse mais perto de minha cama, uma camisa de gola 'v' cinza com a frase "Do Or Die, Be yourself" estampada, que era um verso de uma música que eu adorava, uma calça jeans preta e um par de all star. Apanhei meu fone de ouvidos e minha mochila e segui para a escola. Eram cerca de 10 minutos de caminhada, preferia assim, por algum motivo, o ar livre e o Sol me faziam bem. 


☼ Confrontado ou envergonhado? Garotas bonitas ou valentões? ☼ 



Chegando ao colégio, os grupinhos iam se espalhando. De um lado os atletas, mais à frente as líderes de torcida e pouco ao seu lado, as garotas bonitas com as quais eu provavelmente nunca conseguiria conversar, gaguejava quando me perguntavam algo. Os valentões não tiravam os olhos delas, ainda que estivessem do outro lado do pátio, e os poucos caras com quem eu conseguia conversar pouco mais perto da porta de entrada. Me dirigi até lá, a passos lentos e as mãos nos bolsos, enquanto tirava meus fones de ouvido.
 - Jaaaaaason! - Gritou Tyler, um garoto da minha idade, porém muito inconveniente. 
Todos olhavam para ele e para mim, que ficava vermelho com tanta atenção. As garotas sorriam, olhei para elas mais uma vez e vi mais ao canto, de óculos, Annie, provavelmente a única com quem eu conseguira conversar tranquilamente, e que por algum motivo me fazia me sentir melhor, seu sorriso era lindo, e os olhos castanhos profundos semi-cobertos pelo cabelo preto e a forma como me olhava. Acenou para mim discretamente, gesticulando com os dedos, de forma aparentemente tímida. Acenei de volta lançando-a um sorriso, e logo continuei a caminhar. Bati em algo realmente duro, era como madeira ou até um poste. Um dos valentões, dos quais eu nem sequer conseguia me lembrar do nome, estava parado ali na frente por algum motivo que eu não faço ideia, provavelmente apenas queria provocar. 
 - O que você pensa que tá fazendo? Olha pra frente. Sua sorte é que eu tô de bom humor, mas é melhor não acostumar. - Exclamou com um sorriso no rosto, é, ele realmente só queria provocar. 
 - Foi mal, com licença - Respondi, dando a volta naquele muro vestido com a blusa que os atletas costumam usar no colégio. Não sou bem do tipo de cara que sofre bullying, sou só um cara normal, que não gosta de criar confusões desnecessárias, e evita conversar com quem me pareça má companhia. Segui até meus amigos, onde eles me diziam, com uma expressão bem assustadora, que eu estava sendo chamado urgentemente na sala do conselheiro.


☼ Roubei alguma prova de novo? ☼ 



[...]Caminhava até a sala 36, que era a sala do conselheiro. Nunca fui muito com a cara dele, mas só havia sido chamado lá quando tirava muitas notas vermelhas ou quando aprontava algo, mas dessa vez eu não havia feito nada, ou ao menos era o que pensava. "Toc Toc"; bati na porta enquanto esperava alguma resposta. Após 3 tentativas, toquei a maçaneta e a girei sutilmente, abrindo a porta aos poucos. Havia me esquecido que aquela sala tinha um sino na porta que denunciava quando alguém a abria, mas como não estava tentando roubar o gabarito da prova de matemática ou nada do tipo, fiquei tranquilo. 
- Sr. Strudge? Alguém aí? - Indaguei, enquanto ia entrando na sala. Logo ele saiu, era um senhor já de idade, eu chutaria cerca de uns 60 anos, usava óculos, era calvo e usava um terno e uma bengala na mão direita, andando com dificuldade até mim. 
- Finalmente, Sr. Strew, estive esperando-o com esse outro rapaz. - Ele gesticulou com a cabeça para a sala de onde havia saído, um rapaz de cerca de 22 anos de idade saíra de lá, utilizava roupas juvenis, um jeans azul, uma blusa preta, e quando ia se aproximando, abriu a jaqueta, sua camisa era laranja e dizia "Acampamento Meio-Sangue". Tinha olhos verdes e era loiro, olhava para mim e esboçava um leve sorriso. 
- Podem ficar a sós, mas seja breve, logo os alunos entrarão e tenho alguns horários marcados aqui - Disse o Sr. Strudge, enquanto ia saindo da sala. 
- Em que posso ajudar, hã...? - Questionei.
- Pode me chamar de Roonie. Serei direto, então me desculpe se pular alguma coisa importante. Todos no acampamento então ocupados, então me mandaram aqui como o líder do chalé de Apolo, para buscá-lo. - Ele dizia, enquanto olhava pela janela como se estivesse preocupado que alguém nos ouvisse. 
- Chalé de Apolo? Acampamento? Me buscar? Do que você tá falando? Acho que você pulou alguma coisa importante aqui, sou só um aluno do ensino médio. - Respondi-lhe com várias perguntas, era meu direito, afinal ele chegou me falando várias coisas que eu não entendi.
- Oh, desculpe... Vamos por partes. Primeiramente, você não é 'apenas mais um estudante', você já conheceu seu pai? Suponho que não, enfim, você é um meio-sangue- tal como Hércules, lembra? Deixe-me adivinhar, quando você vê o Sol, se sente melhor? Sente que seu lugar naõ é aqui? Exatamente, não é, você é, como eu, filho de Apolo, o Deus do Sol. O acampamento meio-sangue é exatamente para nós, filhos de Deuses, ou melhor, Semi-Deuses, é um lugar onde se encontram filhos de vários Deuses do Olimpo. Quíron - nosso mentor - me disse que você perdeu sua mãe com 7 anos, certo? Então, é melhor que vamos logo, lá é o lugar certo pra você. - Despejou tanta informação encima de mim de um minuto para o outro que eu quase me perdi no meio de tanta coisa, mas a frase "Lá é o lugar certo pra você" me lembrou o que minha mãe dizia de "Um lugar onde as pessoas o entendam, olhe para o Sol". Por mais maluca que fosse a ideia, achei que o certo seria ir com ele.
Relutei por um bom tempo, tentava entender o que exatamente alguém iria querer logo comigo, um adolescente de vida comum, mas algo, talvez meu sub-consciente, me dizia que eu deveria tentar. 
- Vamos. - Pigarreei, voltando meus olhos de encontro ao seu, quando criei coragem e respondi com firmeza, enquanto abria a porta e o seguia para fora do colégio. 
Na saída do pátio, via todos me olhando de forma estranha, com a típica expressão de "o que ele tá fazendo indo embora agora?". A garota de mais cedo, arrumava seus óculos no rosto empurrando-o no centro com o dedo, enquanto mantinha seu olhar fixo em mim. Tive a impressão de que não a viria por um bom tempo, então fui até ela e a beijei, e fui retribuído, para minha surpresa. Olhei para meus amigos e esbocei um sorriso tentando demonstrar confiança, e pisquei com o olho esquerdo para eles. Com a mochila em meu ombro direito, caminhei algumas quadras sem dizer uma única palavra, até que um táxi nos esperava próximo a um pinheiro. 


☼ Minhas motoristas não enxergam, e agora? ☼ 



Entramos no táxi e me deparei com 3 irmãs muito estranhas, não tinham... olhos. Perguntei-o se estava tudo bem mesmo, mas ele assentiu e disse "Para o Acampamento Meio-Sangue". O Táxi simplesmente desapareceu em fumaça e eu ia sentindo dor de cabeça com a velocidade que aquele simples veículo atingia, e morria de medo de bater e morrer sem nem ter visto como. Pouquíssimo tempo depois ele parou, e as mulheres praticamente nos expulsaram do carro, e assim ele sumiu novamente. Estávamos numa floresta densa, e o tal "Roonie" se pôs a andar, enquanto eu o segui floresta a dentro. Ouviram-se passos que estrondavam o chão, e então olhei para o lado, onde saía de trás uma floresta, uma criatura de uns 3,5m com um porrete de madeira em mãos, parecia um ciclope, de acordo com sua aparência, e o pouco que eu conhecia sobre mitologia grega. Quando vi em sua face apenas um olho, tive certeza do que era, mas como era possível? 
- Apenas observe, logo logo te ensinaremos a fazer isso, irmão. - Disse ronnie, com um sorriso no rosto. Por algum motivo ele achou que tinha direito de me chamar de irmão, mas diante da situação, apenas observei. Pisquei os olhos e ele possuía nada menos que um arco em mãos, de onde tirou aquilo não sei, mas não me importava, desde que me mantesse seguro daquele monstro. Ergueu o arco na altura dos olhos e o inclinou o corpo mais para cima, mirando uma flecha em direção ao peitoral do monstro, ao menos foi o que eu imaginei. A flecha voou como se fosse empurrada por uma enorme corrente de vento, fincando-se no peito do monstro, que começou a incinerar aos poucos e a se deformar. O ciclópe  gritou (urrou, berrou, não sei) e tirou-a do peito, fazendo com que sua mão também começasse a queimar, neste meio tempo, outra flecha se cravou na perna direita da criatura. Olhou-nos com uma cara de raiva, mas virou e saiu marcando, enquanto derrubava árvores em seu caminho. 
- Viu só? Vamos, me siga. - Indagou Ronnie, convencido de que eu agora iria chamá-lo de herói ou algo do tipo. Apenas o segui, atravessando duas árvores e quando eu menos imaginava, pude ver construções gregas e um campo aberto, um rio, não sabia nem onde estava. Continuei seguindo-o até um prédio grande, no caminho podia ver garotos da minha idade ou até mais novos, com espadas, lanças, arco e flecha, pareciam estar praticando. Entramos no prédio, e então enxerguei um homem meio cavalo, um centauro, se bem me lembro, andando/trotando de um lado pro outro inquieto. 
- Quiron, chegamos. - Ronnie dizia ao centauro ali, parecia ter uns 40 anos, mas digo isso por estimativa, nunca tentei adivinhar a idade de um homem-cavalo antes. 
O centauro dirigiu-se a mim, e me dirigou a pergunta: Você é Jason Miles Strew? Filho de Jasmine Miles Strew e do Deus Apolo? 
- Minha mãe você acertou, mas quanto a ser filho de Apolo, aí é mais complicado responder. - Respondi, esboçando um sorriso. 
- Então sim, você é filho de Apolo, conversaremos sobre isso mais tarde, agora você precisa se acomodar. Ronnie, leve-o até o Chalé de Apolo... Ah, e Jason, é bom tê-lo conosco, bem vindo. - Digiriu um olhar confortante a mim, que quase nunca imaginei que alguém fosse dizer a frase "é bom tê-lo conosno", isso me surpreendeu, mas me limitei a assentir com a cabeça e sair do prédio, seguindo Ronnie. 


Só uma explicaçãozinha básica:
Não quis forçar muito, por ser novo aqui prefiro manter os padrões básicos e não sair criando histórias gigantescas, afinal poderiam ser reprovadas. O sobrenome de meu personagem é todo o sobrenome de sua mãe, visto que ele nunca havia tido nem ideia de quem seria seu pai, fora ser registrado assim.
Não usei templates ou coisas do tipo porque não gosto - escolha pessoal mesmo.
Não sei bem quanto ao fato de um meio-sangue ir buscar outro, caso isso seja um erro grave em minha narração, posso refazer a parte referente a isso.
Mantive a ideia de idade de acordo com o padrão do acampamento nos livros - "ao completar 13 anos o meio-sangue é buscado" ou algo assim.
Jason M. Strew
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Latrell C. Spencer em Ter 19 Ago 2014, 12:08

Latrell C. Spencer



Ficha de Reclamação

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado?
Desejo ser reclamado por Apolo.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Treze anos, cabelos negros, olhos com tonalidade castanhos. Fisicamente magro para a idade. Trell sente remoço por ter nascido no dia em que seu pai morreu, sendo também o dia em que as pessoas relembrando seus mortos. Criado por sua mãe autoritária, segue fielmente as regras ditadas por seus mais velhos, quando existe algum laço afetivo. Garoto de poucos amigos, preferindo desenhar do que conversar com desconhecidos. Tende a ser justo quando se trata de suas emoções mas quando o laço não existe a pessoa pode morrer na sua frente que nada ele ira fazer.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus?

Quero ser Arqueiro, e nada melhor que um filho de Apolo que não sai cantando por com a felicidade extrema, um personagem mais "normal"

Dia de Finados



Eu podia ver os olhos de minha mãe sobre o túmulo, mas não via lágrimas. Nem sofrimento, dor, ou arrependimento naquele olhar. Eu nunca me dei ao trabalho de perguntar sobre ele, como era ou como ele a tratava, eu sentia como se ele fizesse ainda parte de mim, como se no fundo eu o conhecesse.
Não que ele tivesse morrido em um acidente de carro. Meu pai o tão falado pai empresário, que morreu antes de conhecer o filho. Eu convivi com a morte desde o dia de meu nascimento, dois de novembro, sim, finados. Enquanto todos tristes, levando flores coloridas e artificiais, as quais nunca trouxeram mais vida, felicidade ou qualquer bom sentimento para quem morreu. Enquanto eu recebia com um sorriso forçado os parabéns. Sempre como se algo fosse mudar.

— Trell, filho? — A voz de minha mãe me tirou dos devaneios, e eu percebi que em momento algum eu havia tirado os olhos do nome na lápide. — Sim, mãe? — Eu disse, e me virei para olhá-la procurando um mínimo de dor, ou arrependimento. Nada! Aquilo me fez sentir, raiva, como se fosse fácil ignorar. Não a morte, mas o fato de que ele nunca esteve aqui.

Para me falar sobre qualquer coisa. — O que quer fazer agora?— Ela disse com um sorriso no rosto. O vento levantou o casaco escuro, sobre nossas roupas escuras, no meu caso, que passavam de um tom cinza claro. Eu dei de ombros, esperando que fizéssemos o de sempre.
— É seu aniversário, escolha. — Suspirei, ela fazia questão de repetir. Eu fechei os olhos,  por fim disse com mais animação que encontrei. — Podemos tomar um café, ver um filme qualquer e depois... Decidimos o que fazer depois disso, tudo bem? — Forjei um sorriso, diferente do de minha mãe, o qual sempre o fazia com o maior humor. — Ótimo. Vamos...

Interrompi com receio.— Mãe, posso ficar? Pode pegar o carro, ou fazer o que precisa antes, e depois me pegar aqui? —  Disse, temendo por uma resposta mias rígida, eu apelaria pelo aniversário, era o único jeito. Ela deixou o lugar em silêncio, apontando para meu bolso. Eu coloquei uma das mãos sobre o bolso, e eu localizei o celular. O deixei ali, e me sentei na grama fria, em frente à lápide. — Por quê? Sei que não há motivos e nem é justo culpá-lo por algo que nunca fez. Não sinto pelo que aconteceu, eu tentei, mas é como se algo me dissesse que eu sempre me acostumei com isso — Abaixei a cabeça, um nó em minha garganta, a voz rouca e travada. Eu não ia chorar, não novamente, não por falta do que nunca tive. Uma buzina soou no local, e eu me virei subitamente.

Estacionado em frente ao lugar, que não ficava tão longe da rua, o carro de minha mãe esperava. Eu corri as mãos no bolso, contra o frio de Toronto. Abri a porta com força, e sentei desajeitado no banco do carona, minha mãe não tinha as mãos no volante, segurava um pequeno papel vermelho e preto, parecia ter algo pesado nele. Ela não sorria, tinha agora uma expressão cansada. — Eu fiquei esperando anos por isso, pela hora de ... Entregar —. Olhei confuso, o silêncio me fazia agoniar, toda aquela sensação, me deixava impaciente, era possível ver em meu rosto. — Isto é para você, de seu pai, ele me entregou um tempo antes de nascer. Vai ser útil. — Ela entregou-me o pacote, e eu o segurei em mãos, tentando associar qualquer ideia que viesse em minha cabeça. Eu respirei mais forte, e a olhei nos olhos, ela fez sinal para que eu abrisse, e o fiz com cuidado. De dentro do pacote, um colar pesado, e parecia uma prata muito antiga, um arco com um símbolo que me lembrava à letra A.

Era a letra A, eu havia entendido. Eu fitei confuso, tentando relacionar com qualquer coisa vista na internet, ou em alguma aula, mas não havia nada. — É em grego antigo,era meio que herança de família, ele pediu para que eu entregasse quando soubesse que estava preparado...use-o, por ele.— Ela disse ligando o carro, e eu joguei o papel para o banco de trás, colocando o colar pesado em meu pescoço.


Filme do dia:
A ilusão das cobras


Minha mãe sorriu, e acelerou — Cinema? — Eu assenti, mas ela já havia dado a partida.— Passamos o caminho em silêncio, eu tinha a atenção no calor, e sussurrava as músicas dos Beatles que tocavam no rádio. O shopping parecia mais lotado que o comum, quando adentramos o estacionamento relativamente grande, e procuramos uma vaga por alguns minutos. — Eu compro pipoca, e refrigerante. Deve ter muita gente, e se não quisermos— Eu quase não ouvia.

Ela falava o necessário, sim, nunca fora de falar de mais, mas aquelas palavras naquele momento eram totalmente desnecessárias para mim. Quando o som de sua voz cessou eu perguntei com total desatenção. — Hãn? — Ela entregou um pouco de dinheiro para mim, e me disse como se eu fosse retardado. — Ingressos.— Ela deixou e se dirigiu para a outra fila. Eu entrei desaminado na fila que ocupava um bom espaço do shopping. Eu coloquei novamente as mãos sobre o colar, tentando achar qualquer referencia dele. — Hum, o filhinho da mamãe achou um novo brinquedinho —. Reconheci aquela voz.

Kal, o garoto mais estúpido, e realmente vadio que eu havia conhecido, rodado de dois garotos, e perto demais de mim. Eu me virei e o empurrei, fazendo-o cambalear, caindo nos braços de um dos garotos, o qual quase morreu de tanta felicidade. — Perto demais.— Disse, e me virei novamente para a fila. Ele riu,e os dois garotos riram junto.

Pirralho? Sério, orfãnzinho? eu gostaria de dizer o significado da palavra para o infeliz, e dizer o quão burro ele era, e quem sabe fazer uma dessas brincadeiras,mas me permiti ignorar. — Haha, olha só a garotinho não sabe se defender, coitado, precisa mesmo de um papai. — Agora a voz dele era mais alta, algumas pessoas mais perto olhavam, e eu não dei a miníma. Minhas mãos se fecharam em punho, eu senti um calor de raiva invadir meu corpo, e chegar até meu rosto, que eu sentia estar vermelho,minha respiração pesada, e rápida, dessa vez eu não medi palavras, elas jorravam quase sem perceber. — Primeiro, garotinho, órfão não é o que acha que é, procure em um dicionário, ou peça para um desses seus coleguinhas eu dizia enquanto me aproximava dele — E aquela força dentro de mim, se formava mais intensa. — Segundo, quem vai precisar aprender a se defender sozinho aqui, vai ser você. Então eu te aconselho — Um grito ecoou pelo shopping, e eu parei de falar.Não era um, eram vários, pessoas me olhavam assustadas, Kal chorava incessavelmente, as mãos sobre um dos garotos, e o chão parecia sujo.Eram cobras, debaixo do piso. E parecia que eu tinha culpa mais uma vez. — Trell comigo.— minha mãe me agarrou pelo braço, e me puxou com toda força para fora do shopping.

Ela corria, apertando meu braço com mais força que eu já havia sentido, eu não sentia o colar, precisei colocar as mãos sobre o pescoço frio, para certificar que ele estava ali. — Mãe, Mãe! — Gritei para que me ouvisse, ela não parou apenas acenou para que eu continuasse a falar. — O que foi aquilo? Eu não...— Ela riu nervosa, e somente respondeu com um “Aham”. Não havia sentido, em nada daquilo, eu não poderia ter feito nada daquilo, poderia. Ela por fim, chegou ao carro, e me mandou entrar com uma voz que eu nunca poderia ter contrariado.

Eu permaneci em silêncio, tentando calcular qualquer possibilidade de aquilo ter acontecido, mas nada parecia se encaixar, eu levantei os olhos para ver o caminho, e aquele não era o caminho que eu conhecia. — Mãe, onde estamos indo? —. Eu olhei novamente a estrada, e procurei por qualquer casa ou edifício conhecido. — Mãe, esse não é o caminho de casa.— Ela continuou seguindo em grande velocidade, o que raramente acontecia. — É sim, para sua casa. Ou nova casa...— Eu ri, só havia mato ali, sim, mato árvores gigantes, eu sabia que nunca havia casa nenhuma por ali,e se tivesse porque diabos eu estaria indo para uma ali. — Não tem casa nenhuma para cá Dona Morgana. — Eu disse devagar e ela ignorou. — É um acampamento. Depois eu explico, só me deixe dirigir. — Eu assenti, e encostei a cabeça sobre o banco fofo do carro, me ajeitando de maneira confortável. Fechei os olhos, e minhas mãos se moveram para o colar. Eu estava prestes a resolver meus problemas, ou aumentar eles.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jhonny Braga em Ter 19 Ago 2014, 13:03

Atenção! Por favor desconsiderar minha outra ficha e considerar essa!




▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Ares, o deus da guerra

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais:

Físicas:Johnny tem 12 anos, é uma cara alto de mais ou menos 1,65m de altura e pesa 45 kg, possui porte atlético, cabelos escuros e pele clara além de possuir uma força um pouco acima da média

Personalidade: Johnny tem uma personalidade forte, rebelde e explosiva sendo "indomável" e violento e fazendo tudo do seu jeito é muito obstinado e vingativo além de ser corajoso e vigoroso.

▬ Diga-nos: por que quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Porque Ares é representado como uma espécie de "vilão"nos livros do PJ e se diz que ele era um tanto impopular entre os gregos e eu quero mudar essa imagem.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Segunda-feira, 7:00, era só mais um dia normal para mim (ou ao menos parecia ser). Me levantei e fiz a higiene básica, logo após desci para tomar café e fui pra escola.

Ao chegar a escola todos estavam em seus respectivos grupinhos: os populares, os atletas, as líderes de torcida, os nerds e os neutros, cujo o ultimo era o que eu melhor me encaixava.

Apesar de não ser muito popular ninguém nunca mexia comigo por causa da minha personalidade brigona e explosiva, ou pelo menos quase nunca.

-Olha ai, vê se não é o esquentadinho. Falou Mike, um dos garotos populares que viviam enchendo o meu saco.

-Não tenho tempo pra você agora Mike, tenho aula de história. Respondi tentando evitar me irritar já que o diretor disse que mais uma briga e eu estava fora da escola, essa já era minha sétima escola em 7 anos letivos já que era expulso de todas e essa não parecia que ia ser diferente.  

-O que foi ta com medinho? não sabia que você era uma galinha. Disse ele me provocando, e começou a imitar uma galinha.

Graças ao meu temperamento explosivo quase pulei encima do pescoço dele, porém, o diretor estava passando por lá nesse exato momento.

-Te pego depois da aula. Sussurrei para Mike. Pronto, agora não tinha mais jeito, seria expulso de mais uma escola após a aula.

...

Depois do fim da ultima aula, me dirigi ao fundo da escola onde Mike estava me esperando atrás da escola, estava incrivelmente vazio apenas eu e ele, o que era estranho ja que sempre havia plateia quando tinha treta mas dessa vez não.

-Demorei muito tempo pra te reconhecer, mas agora aqui estamos nós, e eu estou louco por um lancinho de semi-deus. Disse ele com uma voz estranha

Semi o que?- Respondi sem entender nada.

Então num passo de mágica Mike se transformou completamente: Cresceu até a altura de aproximadamente 5 metros, ficou forte e musculoso, e no rosto... Ele tinha só um grande olho!

-Mas o que... Não pude terminar minha frase pois fui atacado por um tapa que me jogou no muro o rachando.

-Ai... o que, o que ta acontecendo? Perguntei tonto, porém ele não respondeu e como estávamos num beco e ele tapava a saída não tive escolha a não ser lutar (o que normalmente era minha 1ª escolha mas não contra monstros de 5 metros).

Levantei meio tonto porém consegui me estabilizar e investi contra o monstro lhe acertando uma série de socos que não pareceram surtir muito efeito porém, acho que deve ter doido um pouco pelo menos.

Mas não adiantou nada, ele simplesmente me deu outro tapa e eu voei novamente na parede porém de alguma forma encontrei forças para levantar, infelizmente, assim que levantei levei outro tapa (será que ele só sabe fazer isso?) só que dessa vez contra o chão que se rachou.

Eu estava moribundo ali no chão, morrendo de dor quando de repente uma aura de fúria surgiu em mim, e parecia que todos os ferimentos tinham sumido por um momento levantei sem sentir dor alguma  uma lança se materializou em minha mão não parei pra pensar ou questionar porque tinha virado pura raiva, e além disso cavalo dado não se olha os dentes não é?

Agora era minha vez de brincar, sai correndo na direção do monstro e lhe disferi um soco na boca do estômago que de alguma forma o jogou longe assim como seu tapa.

Não parei pra pensar no que estava acontecendo, como tinha jogado o monstro longe, o que era o monstro, como aquela lança apareceu nem nada disso apenas pulei em sua direção e enfiei a lança em sua barriga, ele se transformou em uma espécie de poeira amarela e sumiu.

A aura sumiu e me cansei novamente, foi ai que vi um grupo de jovens entrando no beco, eles estavam montados em uma espécie de... Cavalos alados! Não aguentei tudo aquilo e cai desmaiado no chão.

...

Acordei num lugar que parecia uma acampamento de verão, e então vi um homem montado num cavalo que ao se aproximar descobrir que não estava montado no cavalo ele era um homem cavalo!

-Bem vindo ao acampamento meio sangue! Disse ele

É, pelo visto vai ser uma nova e estranha experiencia.

Explicações:
Galera, eu não sei se um ciclope perseguiria um filho de Ares se não, me desculpe posso refazer essa parte e a ausência de sentimentos e emoções no texto ocorre pelo fato de Jhonny não ser muito sentimental normalmente não demonstrando seus sentimentos.
Jhonny Braga
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Abby Fiore em Ter 19 Ago 2014, 14:17

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Gostaria de ser reclamada para filha da deusa Hécate
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
- Emocionais: Sou por muitas vezes gentil e dedicada, divertida e amiga, porém mudo de humor facilmente podendo me tornar fria e sarcástica, tanto quanto depressiva e melancólica.
- Físicas: Possuo a pele branca, os olhos verdes intensos, cabelos ruivos, longos, cheios e ondulados, estatura mediana e o corpo curvilíneo.

▬ Diga-nos: por que quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
A história de Hécate sempre me fascinou. Admiro tal deusa por seu poder e por suas inúmeras habilidades com a magia, além da sua beleza, que é sombria e encantadora.
▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.


Despertei em meio a um dos meus costumeiros pesadelos, o suor escorria por minha pele me causando arrepios, olhei em volta receosa, temia não estar na minha cama, mas felizmente estava. Levantei-me sentindo o calor do sol penetrar meu quarto, a minha camisola trazia as marcas de uma noite mal dormida, mas não liguei. Calcei meus chinelos e saí do meu quarto em direção à cozinha sentindo o cheirinho adocicado de mel e sabia que meu pai havia feito panquecas. Meus cabelos ruivos pendiam em minhas costas me causando certo desconforto, minha vontade era cortá-los, mas não teria coragem de cortar uma das únicas partes em que eu era parecida com meu pai, meus cabelos e meus olhos eram parecidos com os dele, mas minha pele e o meu jeito não, tinha a pele clara e ele tinha uma bronzeada. Desci as escadas com rapidez e encontrei o meu pai sentando em sua velha poltrona lendo um jornal. Meu pai era um professor de história de uma notável faculdade dos Estados Unidos, ele era um homem alto, com um porte atlético, cabelos ruivos e olhos verdes encantadores. Ele cantarolava alguma música ou praguejava algo, nem me notou quando parei em sua frente cruzando os braços, pigarreei o fazendo finalmente me notar.

- Bom dia minha querida, dormiu bem? – ele disse sorrindo calmamente, umas das coisas que queria ter puxado dele era aquele belo e contagiante sorriso.
- Sim pai, dormi muito bem e o senhor? – digo o abraçando suavemente.
- Excelente! Fiz panquecas meu amor, vá comê-las e se arrume, vou levar você a um seminário em Long Island. - ele disse tamborilando os dedos no jornal.

Me sentei à mesa me servindo daquelas deliciosas panquecas e comi com rapidez, odiava admitir, mas aqueles seminários eram excelentes, talvez me tornasse uma historiadora como meu pai ou até mesmo ser professora como ele. Terminei de comer e me levantei levando meu prato a pia, e subi as escadas correndo ouvindo-o gargalhar, ele sabia que eu amava esses seminários. Coloquei meus jeans favoritos e uma blusa branca básica e é claro meus inseparáveis tênis.
Quando desci as escadas ele já me esperava na porta, tinha sua maleta de lado e o meu casaco em mãos.

- Papai está fazendo sol, não preciso de casaco. - resmunguei o fazendo rir.
- Por precaução minha querida. – ele disse me entregando o casaco.
O peguei com uma careta e abri a porta pisando forte, sei que agi como uma menina mimada, mas qual é! Ninguém iria usar casaco hoje. Ele vinha atrás de mim caminhando calmamente, olhava para todos os lados da rua como sempre fazia quando saíamos. Lembro que ele fazia isso desde quando eu era bem pequena ou até onde consigo me lembrar.
O caminho até Long Island era longo, eu havia esquecido completamente da parte mais tediosa de ir até lá. Encostei minha cabeça no vidro do carro quando notei uma mãe com sua filha, e me lembrei de que não poderia ter nada daquilo, afinal eu não conhecia a minha, meu pai não gostava de falar dela, eu tentava, tentava muito, mas ele não me dava mais detalhes, somente o de sempre “sem perguntas Abigail, sem perguntas”, era horrível. Resolvi tentar mais uma vez.

- Pai?- perguntei o olhando receosa.
- Sim minha querida- ele me respondeu sem tirar os olhos da estrada.
- O que aconteceu com minha mãe?- perguntei já imaginando a resposta, ele suspirou e percebi ele ficar tenso.
- Abby, sua mãe foi a mulher mais extraordinária que eu conheci, extraordinária e bela, assim como você. Eu me apaixonei por ela, e nosso tivemos um caso. Ela sumiu e depois de nove meses você apareceu na minha porta, havia uma carta me explicando tudo, e bem, aqui está você- ele riu, não aquele riso que ele sempre dava, era um riso melancólico. Por sua expressão resolvi não perguntar mais nada e voltei a recostar minha cabeça no vidro do carro, fechando meus olhos, mergulhando em um sono profundo.

Acordei com meu pai me chamando, havíamos chegado a Long Island,devia ser por volta de seis e meia. Saí do carro me juntando a ele numa caminhada, o seminário é fora da cidade numa área afastada, perto de um campo de morangos. Desde pequena eu fugia do seminário e ia para próximo de uma colina e ficava a admirando, toda vez que tentava escalar a colina, meu pai aparecia e me levava de volta para o local onde o seminário ficava. Hoje, eu não ia tentar escalar, hoje iria ficar com meu pai e seria uma ouvinte excelente.
Quando adentramos o local ele estava cheio, professores, alunos e várias pessoas caminhavam alegres pelo espaço, encontrei algumas amigas e professores queridos. Foi quando vi um homem, ele era enorme e corpulento e parecia me estudar com seu olho? Aquele homem tinha somente um olho, não era como se você tivesse dois olhos e não tivesse um, ele só tinha um, um enorme olho no meio da testa, Achei que fosse uma anomalia ou algo assim. Decidi ficar mais perto do meu pai, aquele homem me assustava. Sentei-me com meu pai na fileira do meio e aquele homem sentou-se a duas fileiras atrás, o sentia me observar e isso me causava arrepios.

O seminário mal tinha começado, sei que tinha prometido ficar o tempo todo com meu pai, mas só de pensar naquela colina, sentia o impulso de escalá-la e descobrir o que havia do outro lado. Enquanto meu pai explicava uma teoria sobre antigos deuses gregos, me levantei e caminhei em direção à saída. Assim que saí, senti que estava sendo seguida, revirei os olhos imaginando que seria meu pai, mas fui surpreendida com um soco me fazendo ir de encontro à parede. Tentei me levantar, mas não conseguia, estava tonta e minha cabeça latejava. Apoiei-me na parede a tempo de receber o segundo golpe, que me fez parar perto da porta do salão onde todos estavam, era incrível como ainda estava acordada. Aquele homem estranho me pegou pelo pescoço me jogando na parede mais uma vez, minha visão ficou turva e pensei que fosse desmaiar, ele tentou me atingir com a espada, mas rolei para o lado fazendo-a passar centímetros do meu rosto, levantei tonta e tentei correr pra porta, mas ele me atingiu com outro soco me fazendo parar em meio às cadeiras do outro salão onde meu pai estava. Ele me olhou aterrorizado e me pegou no colo correndo até a saída contrária do local, pensei que ele estava me levando para o carro, mas ele me levou pra o local mais improvável em minha mente, a colina. Enquanto fugíamos do local, um jovem de aparecia sombria apareceu junto a nós ajudando meu pai a me carregar. Assim que meus pés tocaram o chão senti uma dor excruciante na perna, e logo me dei conta que havia fraturado alguma coisa, meu pai olhava para trás constantemente, me fazendo olhar por cima do ombro e ver aquele homem correndo em nossa direção. Meu pai e o garoto subiram a colina mais rapidamente, sentia que minha cabeça sangrava. Quando chegamos ao topo da colina, ele me colocou na frente dele e beijou minha testa.

- Querida sei que esta confusa, mas há uma coisa que você precisa saber, lembra-se da minha teoria sobre os deuses gregos minha querida? É real e sua mãe é uma deusa. - ele olhou pra trás vendo o homem se aproximar. Ele olhou assustado para o garoto, que se permaneceu calado todo o tempo. - você é como ela? Você é filho de um deus?- o garoto assentiu e ele respirou aliviado, porém ainda havia rastros de medo em seu rosto.
- Papai... - eu tentei dizer mais ele me calou me empurrando para trás, o garoto estava posicionado atrás de mim segurando meu ombro suavemente, tentei puxar meu pai pra perto de mim, mas ele não passava do ponto onde eu estava.
- Vá querida, eu amo você demais e por mais que sinta vontade, não saia, em hipótese alguma, de onde você está! daí pra trás, entendeu? - ele só teve tempo pra isso, aquele homem o atingiu o jogando contra uma árvore, fazendo o bater a cabeça e cair inconsciente. Gritei e aquele homem se virou para mim, vindo em minha direção, o garoto me puxou um pouco mais pra trás, mas ele não passava pelo ponto onde meu pai também não havia passado, olhei o corpo inerte do meu pai e caí de joelhos chorando alto e a última coisa que me lembro antes de desmaiar, foi de sussurrar:
- Eu prometo te amar para sempre, papai.
Abby Fiore
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Andrew Salvatore em Ter 19 Ago 2014, 18:52


Ficha de Reclamação




▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado?
Quero ser reclamado por Éolo, o Senhor dos Ventos.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Andrew é alto. Seu corpo não é muito musculoso, porém ainda assim, tem um corpo bem definido do tipo adolescente atlético. Sua pele é branca, e seus cabelos são negros e lisos, porém Andrew não tem o costume de penteá-los. Seus olhos são castanho-claro. Mede 184 centímetros de altura e pesa 72 quilos.  

Cresceu em sua infância sendo um garoto um tanto quanto triste, talvez pelo fato de nunca ter conhecido seu pai o atordoar. Sempre foi um pouco reservado, prefere ficar de lado, sozinho. Gosta muito de ler bem como escrever suas próprias histórias. Sonha em um dia ser um escritor profissional. Adora dormir, é muito preguiçoso por sinal.       

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus?
Aqui eu responderei em primeira pessoa, pois é uma pergunta direta pra mim e não para meu personagem e nem sobre ele. Bom, eu gostei muito de Éolo, e achei que seria o personagem ideal para mim jogar aqui. Até porque eu gosto muito do 'elemento vento', acho interessante.

▬ Relate a história da sua personagem:

Prólogo: A origem.

Nascido em Nova Iorque, Andrew nunca conheceu seu pai. Criado apenas por sua mãe, que sempre o tratou muito bem. Sua mãe o dizia que seu pai já havia falecido. Fez o garoto acreditar na história de que seu pai havia sofrido um acidente em seu trabalho, e que infelizmente acabou falecendo.

Aceitou a história e cresceu acreditando naquilo, imaginando que seu pai devia estar num lugar melhor. Este assunto nunca o perturbava. Isso até os seus doze anos de idade, quando começou a se incomodar com isto e passou a ficar mais calado, tímido, como todos diziam. Além de sofrer por não ter um pai, era um grande alvo de zoações em sua escola, não tinha amigo algum e ainda assim, caçoavam por ele não ter facilidade em se relacionar com outras pessoas, por ser "tímido". Foi nesta época em que ele começou a se apetecer pelos livros. Passava o dia lendo, e escrevendo suas próprias histórias. Quando entrava no mundo dos livros, sentia-se livre, sem medo algum, e esta era sua única alegria.  

Mas tudo mudou, quando Ralph conheceu Michelle - a mãe de Andrew. Ralph e Michelle tiveram um sério relacionamento e casaram-se, passando a morar juntos. Andrew passou a ter uma ótima relação amistosa com o esposo de sua mãe, e então, Ralph passou a ser seu "pai de criação". Daí o garoto não teve mais problemas com a sociedade, e começou a conhecer novas pessoas, não sentia mais o peso de não se ter um pai.


. . .

Parte unica.

Mesmo sendo triste e reservado quando pequeno, Andrew era um garoto diferente desdo seu nascimento. Ele adorava o vento; Ao ponto de querer sair para fora de casa numa tempestade, apenas para sentir a ventania. Seu olfato sempre fora aguçado, talvez até melhor do que o olfato dum cão; e sua respiração sempre fora perfeita, mesmo nascendo na cidade poluída que é Nova Iorque. E realmente, ele é um garoto diferente do comum. E isso vocês iram conferir ao decorrer da história, amigos.

Caminhava com passos regulares nas ruas de Nova Iorque, iria para mais um dia entediante de aula. Sua preguiça estava no auge. Suas mãos estavam bem postas em seus bolsos, e seus olhos estavam semicerrados, a cada dois minutos, soltava um involuntário bocejo. O dia era frio, a melhor temperatura para dormir segundo Andrew. O vento soprava forte e balançava seus cabelos, ao mesmo tempo, o jovem sorria. Estava extasiado, sentindo aquele vento gostoso, como dito antes, ele adorava o soprar dos ventos.

Porém, algo interrompeu sua "êxtase", um dos valentões da escola, Frederick, surgira no caminho.
— Olá Andrew. Lembra daquele dia que você me encarou? É, aqui na rua não tem ninguém para atrapalhar... Vou te dar uma surra! — Dizia o valentão, encarando o jovem. Frederick corria com os punhos cerrados. Já muito próximo, levava os punhos na direção do rosto de Andrew, que por instinto abaixou-se, escapando do golpe.

Ele nunca havia brigado antes, mas a sensação de desviar dos golpes do jovem "brigão"  o deixara contente. Sorriu, e começou a correr para fugir daquela situação. Frederick corria atrás, seguindo-o. Um odor o incomodava, e atrapalhava aquela sua brincadeira. O cheiro estava longe, há muitos metros de distância, mas mesmo assim, incomodava Andrew. Parou sua corrida para farejar e descobrir do que era aquele cheiro. Inocente. Havia  esquecido do jovem brigão, que acabou o acertando com um chute pelas costas. Andrew caíra no chão, vulnerável.    

Um enorme estrondo ecoou. E quando virou-se para ver donde vinha aquele som, se deparou com um garoto de muletas.
— Aquele garoto ia te arrebentar! — Disse o menino de muletas. Andrew apenas assentiu com a cabeça, e levantou-se. Agora descobrira, aquele odor vinha daquele garoto. — O que aconteceu? Quem é você? Bem... Algo em você me chama a atenção, seu cheiro... — dizia Andrew, mas fora interrompido pelo outro. A conversa continuava. E o rapaz de muletas dizia que era um sátiro disfarçado, e que Andrew devia ir para um acampamento, pois era um semideus.


[...]


— Filho de Éolo? Não pode ser. Meu verdadeiro pai morreu e é fora de cogitação eu ser filho dum Deus, não acha? — Dizia Andrew para o Sátiro. — Cara, não me pergunte mais nada. Me siga, te levarei para o acampamento, lá você entenderá tudo. — Disse o Sátiro. O suposto filho de Éolo pensou em retrucar, mas um forte vento o fez sorrir e apenas seguir aquele Sátiro.


. . .


 Chegaram naquele imenso acampamento. O semideus ficara muito envergonhado ao ver todas aquelas pessoas o encarando, como se ele fosse um novato inútil. Mas ele era um novato inútil, por isto, apenas sorriu e deixou-se levar por aquela "transe". E essa história acaba aqui, e o resto dela, eu escreverei, ao longo da trajetória do filho de Éolo.


 
Andrew Salvatore
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Johnny Mccartey em Qua 20 Ago 2014, 11:29

Por qual deus você deseja ser reclamado?
Athena


Cite suas características físicas e psicológicas: Johnny é um garoto de 12 anos, alto (1,65m), magro (45 quilos), inteligente, pele clara, olhos azuis (herdados do pai), explosivo, rebelde, forte, rockeiro e indisciplinado, porém atrás de toda essa rebeldia existe um grande cérebro que sempre o tira de encrencas.
 
Por que quer ser filho desse deus?
Porque eu queria inovar um pouco o rpg, todos parecem que já tem uma personalidade pré-definida dependendo do deus, claro não é pra levar a níveis estremos como um filho de Ares fraco e medroso ou um filho de Hipnos com insônia mais mudar um pouco não vai matar ninguém, aquele negócio monótono de todos terem a personalidade parecida é muito chato. As vezes você vai interagir com seu “irmão” e parece que ta falando com um clone seu.
 
Relate sua história:
 
Oi, tudo bem? Vou contar a história de um garoto, mais não um garoto qualquer, vou contar a história de Johnny, um garoto de 12 anos que é um semideus! Não acredita? Então ouça minha história e tenho certeza de que você mudará de ideia:
 
Era só mais um dia normal para Johnny, ou ao menos parecia ser, ele estudava no internato Dr. Johnson, então quase não ia pra casa exceto alguns raros fins de semana que normalmente eram datas especiais, não sabia por que seu pai não gostava dele, talvez porque sua mãe foi embora assim que Johnny nasceu, o fato era que estudar naquele colégio era a pior coisa do mundo, pelo simples fato de existirem os grupinhos (populares, atletas, nerds, líderes de torcida etc) como em qualquer escola porém Johnny não se encaixava em nenhum deles, tente conviver 24 h por dia, 7 dias por semana, 30 dias por mês e 10 meses por ano (os outros 2 eram de férias) com pessoas com quem você não gosta e não se identifica se sentindo um intruso no grupo.
 
O seu único amigo era Jason, um cara que combinava perfeitamente com ele, nós gostávamos das mesmas coisas, e tínhamos os mesmos problemas sociais na escola, porém nada disso não vem ao caso agora.
 
A história realmente começa numa excursão da escola até o museu Int. Dr. Marcus Pacheco, parecia só mais uma chata excursão escolar, Johnny e Jason estavam sentados num dos últimos bancos do ônibus para que a Sra. Watson a nova professora de inglês não os enchesse o saco, ela era uma velha de uns cinquenta e poucos anos, cabelos brancos, usava uma daquelas saias que iam até o tornozelo uma camiseta bordada como uma velha comum, cheirava a uvas passas  e café além do clássico cheiro de velho, porém embora não parecesse ela era um demônio pra Johnny e Jason, porém era pior para Johnny já que ele sofria de TDAH e dislexia, o que sempre a fazia o escolher para ler textos longos e realizar tarefas complicadas.
Mesmo escondidos no fundo do ônibus a Sra. Watson não tirava os olhos deles esperando que fizesse alguma besteira para lhes expulsar, afinal Johnny e Jason estavam a um fio de serem expulsos devido as frequentes brigas na escola (que quase nunca eram culpa deles), essa já seria a sétima escola de Johnny em 7 anos, e a Sra. Watson estava amando isso.
-Espero que não se metam em confusão meninos, ou serei obrigada a comunicar o diretor. Disse a professora com um sorriso do mal, ela pronunciou a palavra “obrigada” como se dissesse “estou louca pra fazer isso!”.
-Cara, o porquê será que ela enche tanto nosso saco? Perguntou Johnny a Jason quando a Sra. Watson tinha saído.
-Sei lá cara essa mulher é doida. Respondeu Jason
-Não sei não, olha cara, ela só pega no pé da gente, tem alguma coisa errada nela. E eu vou descobrir o que é. Disse Johnny seriamente.
O restante da viagem não teve muito papo entre os garotos, porém, a velha professora não parava de olhar para eles, como uma onça esperando a hora certa para dar o bote e abocanhar sua presa.


...


Chegando todos saíram do ônibus e seguiram viajem, Johnny estava usando uma calça jeans preta, uma espécie de botina militar e uma camisa do AC/DC além de um gorro preto sobre os cabelos arrepiados, já Jason usava uma calça jeans azul escura, tênis de cano alto pretos e uma camisa vermelho sangue.
Ainda no caminho os dois garotos quase foram expulsos pelo menos 3 vezes já que os outros garotos da sua turma viviam aporrinhando os dois, a sorte deles era que Johnny era explosivo porém mesmo assim normalmente pensava antes de agir mas Jason... Era super explosivo fazendo com que Johnny quase não conseguisse o segurar.
Depois dos vários incidentes e uma longa conversa, a Sra. Watson deu um intervalo para a turma ir lanchar, Johnny não estava com fome, porém, Jason sim, então foram até a lanchonete do museu e fizeram o pedido:
-Um hambúrguer com refrigerante, por favor! Disse Jason à atendente
-Anotado, e você rapazinho não vai comer nada? Perguntou a garçonete a Johnny
-Não, estou sem fome. Disse Johnny
A garçonete se retirou e dentro de pouco tempo voltou com o pedido de Jason, após comer seu lance Jason disse baixinho a Johnny:
-Hey Johnny... Por acaso você não sabe onde fica o banheiro?
-O que? O banheiro?
-É que aquele hambúrguer não desceu muito bem. Explicou Jason parecendo um pouco constrangido.
-Ah cara, o banheiro fica do outro lado do museu, vem comigo eu te mostro.
 
Chegando lá Jason entrou e Johnny ficou esperando do lado de fora, porém enquanto esperava a Sra. Watson apareceu e começou a cheirar o ar como um cachorro farejando algo.


-Então você que é o  ssssemideus!. Disse ela com uma voz estranha.
-O que? Sra. Watson, tudo bem? Porque está chiando?
-Não brinque comigo ssssemideus! Ela respondeu com raiva.
-Semi o que? Disse Johnny sem entender nada
-Calado, você não pode mais me enganar, eu estava em duvidas sobre de quem era o cheiro, você ou o outro garoto ja que que vocêsss viviam juntos masss agora dessscobri e vou poder mata-lo com as minhas próprias garras!
-O que? De que você está falando? Sra. Watson você está delirando!


Nesse momento a Sra. Watson começou a avançar correndo e direção a Johnny se transformando em uma espécie de criatura que era uma mistura de mulher com cobra!!!
-Mas o que... Johnny não pode completar a frase foi atingido no peito pelo monstro e jogado no chão. A sua mente estava trabalhando a 1 turbilhão por segundo mas nada fazia sentido tentou lembrar de todas as aulas de história pra descobrir o que aquela criatura era, um alien, um povo antigo, um monstro, ele começou a se lembrar de um das aulas em que estudou sobre mitologia grega, aquela mulher lembrava... Uma dracaenae!
 
Não, não podia ser verdade, dracanaes eram apenas monstros da mitologia grega, apenas história para dormir, era isso! Johnny só podia estar sonhando, tentou acordar de qualquer jeito, mas não conseguiu.
 
Era verdade, embora Johnny não entendesse, decidiu focar na criatura para depois pensar se tinha ficado louco.
Levantou meio tonto e começou a brigar com a dracaenae como se fosse uma briga normal, tentou lhe desferir vários socos, chutes, cabeçadas, mas o monstro era muito rápido e lhe bateu com uma de suas caudas o jogando no chão de novo.
Johnny percebeu que a força física não era a solução, o monstro era muito mais forte e rápido, teria que pensar em outra coisa, teria que... Trapacear! Trapacear era uma de suas melhores técnicas de lutas.
-Hey espere! Disse Johnny a dracenae que se preparava para lhe atacar novamente, ela parou subitamente:
-O que foi? Perguntou irritada
-Não é nada não, é que eu ouvi dizer que as dracaenae eram os monstros mais inteligentes da Grécia, isso é verdade?
-Bom... Disse a ex- Sra. Watson com cara de orgulho.
-Nós dracaenaes eramos muito temidas por todos na Grécia... Ela começou a falar sem parar, não dava pra acreditar que ela caiu tão fácil assim.
-Conte-me mais. Disse Johnny fingindo estar interessado enquanto pensava em um plano.
Mas de repente: Plaf! O monstro foi atingido por uma flechada na cabeça enquanto um arqueiro descia dos céus montado num... Cavalo alado!
Chega, Johnny já sabia como ia morrer, não ia ser nenhuma mulher cobra ou professora maluca seria uma overdose de bizarrice!
Johnny bem que tentou raciocinar tudo, afinal, era bom de raciocínio, porém nõ conseguiu organizar tudo no cérebro: professoras que viram mulheres cobras, cavalos alados, arqueiros adolescentes os cavalgando... Johnny nesse momento não aguentou teve uma overdose de informações e caiu desmaiado no chão.
O garoto então falou sozinho:
-Eles sempre se assustam, não sei por quê! Ele deu um pequeno riso e colocou Johnny (anda inconsciente) no cavalo alado, também subiu e partiu voo.
Nesse momento Jason abre a porta do banheiro:
-Oi Johnny, desculpe a demora é que... Hey Johnny cadê você? Hum... deve ter ido sem mim. Ele deu de ombros e saiu andando em direção à lanchonete.



...


Johnny acordou num lugar que parecia um acampamento de verão, tinha quadras de vôlei, um rio, parede de escalada  e também tinham coisas que não tinham nada a ver com um acampamento como uma arena, um estábulo e um lugar que parecia um arsenal.
-Bem vindo ao acampamento meio sangue! Disse um homem montado num cavalo se aproximando, não espera, ele não estava montado num cavalo ele era um homem cavalo!
 

-É eu não sei o que está acontecendo mais acho que vai ser uma nova e longa experiência. Disse Johnny se levantando e se dirigindo ao homem cavalo.


Observações importantes:


1- A personalidade de Johnny não é assim... Diferente, porque eu não queria fazer aquele negócio padrão e inovar um pouco o rpg, todos parecem que já tem uma personalidade pré-definida dependendo do deus, claro não é pra levar a níveis estremos como um filho de Ares fraco e medroso ou um filho de Hipnos com insônia mais mudar um pouco não vai matar ninguém, aquele negócio monótono de todos terem a personalidade parecida é muito chato. As vezes você vai interagir com seu “irmão” e parece que ta falando com um clone seu.

2- No texto eu disse que a dracaenae  era muito mais forte que eu mais considerem-a como nível 1

4-Desculpe se errei em alguma coisa, uma pontuação, repetição de palavra, uma palavra etc é que não tenho tempo de dia e só posso escrever de madrugada e postar de manhã já que não tem net aqui em casa.


5-Espero que tenha gostado do texto :)
Johnny Mccartey
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Ficha de Reclamação

Mensagem por Bianca H. Somerhalder em Qua 20 Ago 2014, 13:35

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Afrodite

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Tenho 1,50 de altura, sou bonita, com cabelos azuis claros longos, que vão até a cintura e minha pele é pálida. Sou temperamental.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Identifico-me como filha dessa deusa, acho que sou parecida com ela.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Tinha sido um dia normal na escola, como sempre era.
Eu estudava em um internato para "jovens delinquentes". Segundo o meu pai, era exatamente isso que eu era, e eu sabia que ele queria me ver sempre o mais longe possível.
Quando eu tinha sete anos, ouvi-o conversando com a minha madrasta, e ele disse "eu a odeio, sempre trás problemas para nós".
Pode parecer que eu era muito nova para entender, mas acredite, eu entendi o recado.
Naquela noite eu tentei fugir de casa, mas não deu muito certo, eles me pegaram e me mandaram para uma escola na cidade vizinha.
Depois disso, todos os anos eu era expulsa das escolas que eles me colocavam.
Por incrível que pareça, eu estou me dando bem nessa escola.

(...)

Era dia de voltar para casa, e eu já estava prevendo que minha volta não seria motivo de festa.
Jev, um amigo da escola, na verdade meu único amigo, me acompanhou até em casa, dizendo que eu estaria mais segura perto dele.
Na verdade, eu tive que me segurar para não rir, pois ele usava muletas, e não conseguia nem se defender a si próprio. Mas para não ser rude, simplesmente sorri e deixei ele me acompanhar.
Quando chegamos à porta da minha casa, que era em Los Angeles, Jev se despediu, e disse que vinha me visitar mais tarde.
Abri a porta com cuidado, tentando não fazer muito barulho, e ouvi um barulho vindo de dentro. Terminei de abrir a porta, e meu pai e minha madrasta estava com um bolo na mão, escrito "seja bem-vinda de volta".
Bizarro. Aquilo era completamente bizarro. Eles estavam me dando boas vindas? Com certeza iriam jogar uma bomba na minha cabeça depois.
Meu pai correu para me abraçar, e a única coisa que eu conseguia pensar era que estava para cair um avião em cima da nossa cada, para eles estarem me tratando assim.
- Anthony, conte as novidades para ela - disse Lilian lá de trás.
Sabia, eu disse que tinha alguma coisa de errado.
- Nós vamos nos mudar Bianca, para NY.
Ah, só isso...
- E você vai não com a gente - é, agora eu tinha certeza que eles me odiavam - você irá para um acampamento, onde todos são iguais a você.
O que ela queria dizer com "iguais a você"? Jovens delinquentes?
- Legal... E aonde é esse acampamento?
- Em Long Island. - respondeu o meu pai. - E o seu amigo Jev também vai para lá.
Aquilo era bom, ele era meu único amigo, e eu gostava muito dele.
- Então... Quando que eu vou?
- Hoje. Arrume suas malas Bianca.
Sério? Eles iam dar tão na cara assim que queriam se livrar de mim?
- Tudo bem... Eu vou arrumar.
Então era isso... Meu pai iria me jogar em um acampamento qualquer e depois nunca mais voltar para me pegar de volta, eu iria viver naquele lugar para o resto da minha vida.
Peguei todas as coisas que tinha dentro do guarda-roupa e joguei dentro de uma mala preta que eu tinha ganhado ano passado. Eu estava com raiva, muita raiva.
Meu meio irmão, de sete anos, entrou no meu quarto sorrindo maldosamente, do jeito que ele sempre fazia quando ia me irritar.
Eu o odiava.
Ele fazia de tudo para me irritar, e quando eu estava em casa, tudo que ele fazia de errado, a culpa caía em cima de mim.
- Até que enfim irei me livrar de você para sempre azuzinha. – Ele me chamava assim, pois quando eu tinha 12 anos, eu pintei o meu cabelo todo de azul claro, para confrontar meu pai e minha madrasta. Eles me castigaram por isso, como eu já esperava, mas não me convenceram a tirar a tinta do cabelo. Eu gostava dele como ele estava agora.
- Porque você não vai enfiar a cara na privada Luan? – Falei debochando da cara dele, mas para minha surpresa ele tirou aquele sorriso insuportável do rosto e se dirigiu ao banheiro do meu quarto e em um movimento único enfiou a cara na privada.
Eu tinha me esquecido de contar esse detalhe. Às vezes, por um motivo desconhecido, as pessoas faziam o que eu pedia, por mais absurdo que fosse o pedido.
Outro dia, a minha escola foi fazer excursão em um aeroporto, e o piloto do avião me deu as chaves simplesmente porque eu pedi.
Bizarro mas legal.
Corri para levantar Luan da privada, porque se acontecesse alguma coisa com ele a culpa seria minha.
Puxei a cabeça dele para fora, e assim que fiz isso ele me empurrou para longe de si, como se fosse eu que estava tentando afoga-lo.
- Porque eu fiz isso? Eu não queria me afogar!
- Eu não sei! Você simplesmente andou até o vaso e tentou se afogar! – na verdade, eu sabia que tinha sido culpa minha, não diretamente, mas culpa minha.
Luan saiu correndo, provavelmente para contar ao meu pai e a minha madrasta, mas para minha surpresa, ele entrou em seu quarto, que era em frente ao meu.
Assim que ele fechou a porta, meu pai entrou no meu quarto sorrindo, como se não estivesse prestes a me abandonar para sempre.
- Podemos conversar um pouco Bia?
- Claro. – eu não estava a fim de conversar, mas já que eu não iria vê-lo nunca mais, teria que pelo menos me despedir decentemente.
- Eu não vou te abandonar naquele acampamento, como você está pensando. – como ele sabia que eu estava pensando aquilo? Era tão óbvio assim?
- Porque está me mandando para longe?
- O lugar que eu irei te mandar, é mais seguro para você Bia, era a vontade de sua mãe. – nunca falávamos da minha mãe, era um assunto proibido aqui em casa.
- Mi-minha mãe? – gaguejei um pouco surpresa demais para disfarçar.
- Eu sei que nós nunca falamos dela, mas eu preciso contar toda a verdade para você agora.
- Toda a verdade? Do que está falando?
- Você estuda mitologia na escola, não estuda?
- Sim, mitologia grega.
- E se tudo aquilo fosse real?
- Como assim real? Aquilo são só mitos pai.
- Não, não é. Tudo aquilo é real.
Como assim real? Meu pai tinha ficado doido ou algo parecido? Pois era isso que parecia.
- Quer dizer que os deuses, como Hermes e Poseidon, são todos reais?
- Sim, é isso que eu quero dizer.
- Mas isso é loucura! Deuses nos EUA?
- Pode parecer loucura, mas é verdade Bia.
- E porque está me contando isso agora?
- Porque às vezes, os deuses descem à Terra, e tem filhos com humanos. Esses são chamados de semideuses, ou meios-sangues.
- E você está insinuando que eu sou um desse aí? Uma semideusa?
- Sim, eu estou.
- Mas... – eu não estava entendendo nada, ele só podia estar brincando comigo.
- Se lembra de Afrodite?
- A deusa do amor? – eu gostava daquela deusa, ela acreditava que a solução para tudo era o amor, e mesmo não admitindo para os outros, eu também acreditava nisso.
- Sim, essa mesmo.
- Me lembro, o que tem ela?
- Você é filha dela. – Agora já era demais. Eu não aguentava mais essas mentiras. Filha da deusa do amor? Sem chances. – Bia, eu sei que pode ser difícil de acreditar, mas é verdade!
- Porque não me contou isso antes? Que lugar é esse que vai me deixar?
- Quando vocês sabem quem é, é mais fácil para os monstros encontra-los, eu não queria que você corresse perigo. E esse lugar é para pessoas especiais como você, semideuses, filhos de deuses com humanos.
- Eu não consigo acreditar nisso! Se houvesse algum sinal de Afrodite, para que eu pudesse ter certeza...
Assim que falei isso papai riu, e começou a olhar para cima da minha cabeça. Olhei para cima também, e vi uma pomba envolta em uma luz rosa. Não sabia o que era aquilo, mas tinha certeza que era esse o sinal que eu precisava para acreditar.
- Isso é o símbolo de Afrodite, ela acabou de te reclamar como filha dela.
- Tudo bem, agora eu acredito. – eu ainda queria saber uma coisa, eu precisava perguntar – porque as pessoas fazem o que eu peço sempre? Mesmo se for um absurdo o meu pedido.
- Ah! É o seu charme! Filhos de Afrodite possuem esse poder. Eles podem controlar as pessoas penas pelo som da sua voz. É claro que você ainda tem que aprimorar esse seu dom, mas às vezes você consegue controlar as pessoas.
Tudo bem, isso fica menos bizarro quando meu pai explica.
- Agora acabe de arrumar suas malas! Nós já estamos indo.
- Tudo bem.

(...)

Estou dentro do carro do meu pai, e Jev, que eu descobri ser um sátiro (meio homem, meio bode), está sentado ao meu lado, estamos indo ao acampamento Meio-Sangue, eu estava começando a achar tudo àquilo normal. Não parecia tão absurdo assim a existência de deuses.
Eu poderia me acostumar com isso. Eu poderia ter uma vida maravilhosa no acampamento, tudo era questão de costume.
Essa é a minha história.
Essa é a minha vida.
Eu sou uma semideusa.
Bianca H. Somerhalder
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 112-Ex-Staff em Qua 20 Ago 2014, 18:19


Avaliação


Mako A. Westfire ~ Reclamado como filho de Héstia.

Uma boa narrativa, meu caro. Fugiu do clichê do Acampamento Meio-Sangue, de forma que fez transparecer que seu personagem vivia mesmo essa "sobrevivência" pelas ruas. Devo elogios à sua escrita, uma vez que ela foi realmente notável. Meu parabém, e seja muito bem-vindo, filho da lareira!


Aube Datten ~ Reclamada como filha de Eos.

Gostei da sua ficha, moça, ela me soou verdadeira e cheia de emoção. Apesar de algumas partes terem ficado escondidas e outras subentendidas, foi algo coerente e "entendível". Meu parabém, e seja muito bem-vinda, filha do amanhecer!


Medine S. Meyer  ~ Reclamada como filha de Selene.

A melhor ficha que já li até hoje, Medine. Suas palavras me inspiraram a criar um novo personagem neste RPG - não te copiarei, obviamente, relaciona-se a um dos progenitores citados.

O seu modo de narrar foi envolvente, garota, e ele que deu um charme a mais em sua ficha. Você, munida de tamanha habilidade e impecável ortografia, tornará-se grande. Foi criativa, tocante, e as informações subentendidas deixaram-me pasmo. Meu parabém, e seja muito bem-vinda, filha da Lua!


Adam Pixel Manth's ~ Reclamado como filho de Phobos.

Well... Sua ficha ficou boa, Adam. Nada excepcional, mas, sim, boa. Gostei bastante de sua ortografia, mas sua organização ficou carente. Foi coerente, até, por não ter exatamente onde ser incoerente. Foi curta e objetiva, deixando-te mais próximo de passar. E passou. Meu parabém, e seja muito bem-vindo, filho do medo!


Jhonny Braga ~ Não avaliado por dupla postagem.

Como definido as regras do fórum, é permitida apenas uma postagem de ficha para cada player por avaliação, sendo que a penalidade de uma segunda postagem é a não avaliação. Por favor, queira postar sua ficha novamente após esta avaliação, e dessa vez poste apenas uma ficha.


Mina Moonlune ~ Não avaliada por dupla postagem.

Mina, queria esclarecer algumas coisas. Primeiro, a ficha para Perséfone requer uma avaliação mais rigorosa para as fichas, de modo que erros como os que você cometei podem te reprovar - assim como fizeram. Segundo, quando dissemos para "narrar uma história", não era necessário fantasiar tanto - Hades pedindo a "cabeça" de Perséfone numa bandeja? Você presa numa torre? Exagero, moça. Modere um pouco mais o acontecido, apenas atribuindo uma raiva descomunal de Hades por você, tentando te matar. É o suficiente.

Outra coisa foi a "batalha" contra as fúrias. Uma filha de Perséfone nível 1 destruindo as três benevolentes com algumas gramíneas? Não vejo como é possível. Além disso, indico-te um corretor ortográfico para eliminar os erros que você tem nessa área. Não desista. Até a próxima.


Sunny D. Carter ~ Reclamada como filha de Athena

Sunny, saiu-se espetacular. Sua ortografia impecável que sustentou toda a estrutura de sua ficha foi notável, harmonizada com a leveza de suas palavras. A sua ficha breve foi uma clara demonstração de que tamanho não define qualidade, pois foi melhor que muitas maiores desta mesma avaliação. Meu parabém, e seja muito bem-vinda, filha da sabedoria!

Pierre D. Foster ~ Reclamado como filho de Perséfone.

Particularmente gostei de sua ficha, Pierre. Apesar de ter encontrado diverdos erros de vírgula e ponto, foi algo realmente bom. Para o nível de aceitação que as fichas para filho de Perséfone requerem, você excedeu o mínimo. Parabém, e seja muito bem-vindo, filho da primavera!


Lydia Carthaigh ~ Reclamada como filha de Melinoe.

Pois bem, Lydia, sua ficha foi o diferencial desta avaliação. Além de uma boa escrita e uma boa narração descrita em tantas outras aqui, a sua inovação quanto à cultura irlandesa me surpreendeu. Apenas tome cuidado com esses dons, sim? Não poderá realmente usá-los sem tê-los em sua ficha (devem ser ganhos por DIY). Parabém, e seja muito bem-vinda, filha dos fantasmas!

Jason M. Strew ~ Reclamado como filho de Apolo.

Uma narração simples, sim, mas mais que o suficiente para passar. O modo como descreveu tudo pareceu tão próximo da realidade, tão acessível ao leitor a ponto de se identificar, que foi realmente envolvente e me prendeu, particularmente, até o fim.

Aponto algumas partes que poderia  corrigir para deixar sua narrativa ainda mais bela: Tente atribuir certas cores às falas (assim evita colocar em itálico, mas isso é somente uma dica), assim facilita a leitura; Mesmo evitando usar template, coloque um "justify" para deixar seu texto com uma margem melhor, de modo que facilite a leitura; Tente evitar fazer os monstros fugirem, isso raramente acontecerá. Além disso, é permitido sim que um semideus vá em busca de outro, e não precisa necessariamente ser o líder de alguma coisa. No demais, meu caro, meu parabém. Seja muito bem-vindo, filho do Sol!


Latrell C. Spancere~Reclamado como filho de Apolo.

Bem, Latrell, gostei de sua ficha. Não posso dizer que foi algo muito explicativo, pois alguns pontos ficaram vagos demais. O que posso afirmar, com certeza, é que seus erros foram poucos para o tamanho de sua ficha, para o modo como ela se dispôs. Meu parabéns, e seja muito bem-vindo, cria do Sol!

Fichas avaliadas por Ares

Abby Fiore ~ Não reclamada.

Sua historia chegou até a ficar boa Abby. Sinceramente fiquei em duvida se aprovava ou não você. O que levou sua reprovação, foram os incontáveis erros de pontuação que deixaram a fluidez de seu texto bastante prejudicada, além do fato que a respostas de suas perguntas foram um pouco vagas, sendo que poderia ter tentando descrever de maneira mais completa sua personagem. Em toda a sua narrativa você não aparenta ter 17 anos de idade,  sendo que narra como se tivesse algo como treze a quinze anos. Não sei se sua idade é exatamente essa (Em momento algum você especificou isso, sendo que fui levado a avaliar pela idade que corresponde seu perfil). Você ainda confundiu o uso de “mais” com o uso de “mas”, de maneira que sugiro ler o guia gramatical do fórum Tente melhorar um pouco suas respostas, separa-las um pouco melhor, e principalmente corrigir seus erros gramaticais, assim como a repetição que você emprega o “me” de maneira equivocada. Sugiro que releia seu texto, irá ajudar bastante a encontrar e corrigir os erros, já que sua historia foi o suficiente boa. Tente novamente, e qualquer duvida me envie uma MP.

Andrew Salvatore ~ Não reclamado.

Lá vamos nós meu caro. Andrew, no começo pensei estar lendo a ficha de um novo filho de Éolo; porém erros e mais alguns pontos fizeram com que chegasse a uma decisão diferente. Você cometeu alguns erros de gramática com relação a pontuação, o que prejudicou a fluidez de seu texto em alguns momentos; assim como outros erros ortográficos. “Mim” não faz nada, lembre-se sempre dessa fica quando estiver escrevendo algo. O uso de um corretor ortográfico seria muito bom para não cometer erros de digitação como cometeu, e preste sempre muita atenção; pois em alguns momentos você colocou conjunções erradas, deixando suas frases sem concordância. Tente não repetir tanto as palavras, pois isso deixa seu texto pobre e chato de se ler. Achei a primeira parte de sua historia muito enrolada, sendo que você falou, falou e depois citou sua infância novamente, sendo que não consegui notar o porque da separação. Apenas acredito que a historia ficou mal montada, sendo que poderia ter sido feita na integra. Você ainda cometeu um numero considerável de incoerências. Primeiro por você ter dito que o cheiro estava a vários metros de distancia, e logo em seguida dizer que o sátiro apareceu e que o cheiro provinha dele. A conversa com que teve com o ser da natureza também foi estranha, dando a entender que todas as explicações foram dadas na frente do mortal, sendo que nenhum campistas faria algo do tipo, ainda mais um sátiro que tende a ser responsável com os segredos do acampamento e da vida meio-sangue.   Você ainda citou que o sátiro sabia de quem você era filho, mas eles não sabem desse tipo de coisa ou o acampamento meio-sangue não teria semideuses não reclamados, bastaria algum sátiro sentirem o cheiro de seus corpos e pronto, você é filho do deus X. O modo como também aceitou ir para o acampamento com uma pessoa estranha, sem ter em vista nenhuma prova concreta se o que ele falava era verídico e sem avisar sua mãe; sinceramente isso é algo totalmente forçado e estranho. Sugiro que releia seu texto, leia o texto de alguns campistas que foram aprovados, e corrija os demais pontos em que citei, para que consiga ser reclamado. Qualquer duvida me envie uma MP.

Johnny Mccartey ~ Não reclamado.

Vamos lá meu caro. Primeiro eu gostaria de falar que sua ficha não ficou ruim de certo modo, porém as fichas para filho de Athena são mais rígidas, sendo que necessitam de um maior esforço do player. O que levou sua reprovação foram os incontáveis erros de ortografia e gramática; sendo eles digitação equivocada, uso errado do “mais” no local de “mas”, repetição de ideias ou palavras, erros de pontuação e perca de fluidez. Devemos também tomar cuidado com o que dizemos em nossos posts. Primeiro que você repetiu em uma observação praticamente o mesmo que tinha dito em sua pergunta do porque escolher aquele deus; e no momento em que disse que a dracaenae é bem mais forte que você, sendo que pediu para ela ser considerada como nível 1. De fato uma dracaenae pode ser forte para um campista nível 1, mas sendo de nível igual não é algo que possa ser considerável muito mais forte. Seria bom você usar separação de falas, sendo por cores ou pelo menos pulando linhas, Pois uma mesma cor para todas as falas pode deixar um pouco complicado de se ler em alguns momentos. Sugiro que use um corretor ortográfico e releia até encontrar seus erros, assim como leia o guia gramatical do fórum. Qualquer duvida me envie uma MP.


Bianca H. Somerhalder ~ Não reclamada.

Então garota das madeixas da coloração celeste. Você não foi mal em sua ficha, sendo que com alguns cuidados a mais poderia ter conseguido ser reclamada. Suas respostas foram um tanto quanto superficiais, sendo que poderiam talvez ter passado caso sua ficha estivesse impecável, o que não ocorreu.  Você cometeu uma quantia considerável de erros de gramática e português, como pontuação e erros de digitação. Além de seus erros, sua historia ficou de certo modo superficial, principalmente na parte de sua ida até o acampamento. Achei estranho a parte do seu pai contar tudo para você, até porque muitas das vezes eles não sabem exatamente sobre tudo e os deuses também não contam assuntos como o charme. Outro erro foi falar que seu pai viu o sinal sobre sua cabeça, sendo que mortais não veem por causa da nevoa, mesmo tendo ou não conhecimento. A sua reação as “novidades” foi muito estranha, sendo que agiu com naturalidade e aceitou o que diziam sem nem ao menos esboçar uma possibilidade de seu pai ser um louco, ou de estar apenas dando uma desculpa para sua ida ao acampamento. Esse fator se agravou ainda mais na parte em que descobre que seu amigo é um sátiro, sendo que essas criaturas não se revelam, assim ainda mais na frente de mortais. Deixou a desejar um pouco mais de detalhes sobre sua ida ao acampamento, sua chegada no local e sua perspectiva sobre o lugar. Sugiro que releia e revise seu texto, conseguirá corrigir a maior parte dos seus erros se assim fizer. Melhore alguns aspectos de sua historia e de suas perguntas, e tenho certeza que conseguirá ser reclamada pela minha amante. Qualquer duvida me envie uma MP.



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Re: Ficha de Reclamação

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