Ficha de Reclamação

Página 49 de 50 Anterior  1 ... 26 ... 48, 49, 50  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Ficha de Reclamação

Mensagem por 128-ExStaff em Ter 08 Out 2013, 19:36

Relembrando a primeira mensagem :



Olá, Campista!



Como já devem saber, este é um fórum de RPG que procura seguir a história da série de livros 'Percy Jackson e os Olimpianos', de Rick Riordan. Não obstante, nós também oferecemos a você a oportunidade de viverem e interpretarem estes heróis semideuses, ou até mesmo outras criaturas mitológicas, criando suas próprias histórias e divertindo-se com elas. Para que possam participar de tais histórias, você deverá preencher uma ficha e postar neste mesmo tópico; a mesma encontra-se logo abaixo.

Para cada afiliação, você ganhará Poderes específicos - para tornar tudo um pouco mais 'real -, bem como ganhará presentes específicos: armas, itens de combate... Clique Aqui e Aqui para ver, respectivamente, estas listas de poderes e presentes de reclamação (lembrando que, assim que forem reclamados, um deus ADM irá atualizar seu rank, sua filiação e seus presentes)

Nem sempre você passará no teste, mas não desanime, tente novamente ou procure por outro deus... No caso de Zeus, Poseidon e Hades, o teste NÃO É VÁLIDO, pois estes Deuses efetuam testes mais severos. Os Três Grandes fazem concurso mensal para a escolha de um novo filho. Para saber a data do próximo concurso, fiquem de olho nos anúncios globais; a qualquer hora, um novo teste será postado.

Porém, caso se interesse por ser filho de Nyx, Melinoe, Athena ou Perséfone, atente para a ficha; ela será a mesma que para qualquer outra afiliação mitológica, mas será avaliada de forma mais rígida por um de nossos deuses.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial, ganha no momento de inscrição do fórum, e dos presentes de reclamação - adquiridos caso a ficha seja efetivada - devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.


Dúvidas? Contate um dos deuses ou um dos monitores de nosso Fórum, via MP ou Chatbox! Sintam-se livres para perguntar, e não tenham vergonha!






Ficha de Reclamação!




▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?





♦ Lembrando que todas fichas receberão uma avaliação condizente, mas a aprovação não é automática, sendo que a resposta pode ser negativa dependendo da qualidade apresentada. Determinados nick's que não seguirem a regra também terão a ficha desconsiderada. [Leiam as regras aqui]


.:.:.:.


▬ Lista de Afiliações divinas disponíveis atualmente no fórum, bem como os seres mitológicos disponíveis para serem interpretados:


.:.:.:.

Centauros
Dríades
Filhos de Afrodite
Filhos de Apolo
Filhos de Ares
Filhos de Athena *
Filhos de Deimos
Filhos de Deméter
Filhos de Dionísio
Filhos de Éolo
Filhos de Eos
Filhos de Hades **
Filhos de Hécate
Filhos de Hefesto
Filhos de Héracles
Filhos de Hermes
Filhos de Héstia
Filhos de Íris
Filhos de Melinoe *
Filhos de Morfeu
Filhos de Nyx *
Filhos de Perséfone *
Filhos de Phobos
Filhos de Poseidon **
Filhos de Quione
Filhos de Selene
Filhos de Thanatos
Filhos de Zeus **
Náiades
Sátiros

* = As fichas destinadas à tais patronos requerem uma avaliação mais rígida;
** = Os Três Grandes fazem concurso mensal para a escolha de um novo filho;
128-ExStaff
128-ExStaff
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
2022

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Camille Tassole em Ter 26 Ago 2014, 00:55



Alma de flores.



Ficha de Reclamação  - Página 49 Cima

Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Desejo ser reclamada por Perséfone.

Cite suas principais características físicas e emocionais.
O par de olhos castanhos mescla perfeitamente com o tom escuro dos cabelos, estes que sempre estão brilhantes e belos na altura dos ombros e sendo a principal fonte de seu perfume tão consagrado e único. O nariz é fino, retilíneo e arrebitado. Os lábios são salientes e levemente cheios entreabrindo com covinhas até as bochechas suaves das maçãs do rosto proeminentes, arrematando o formato oval com traços bem contornados. O som de seu riso é contagiante e as bochechas quase sempre ficam vermelhas sem motivo certo. Aparência em si é saudável e exuberante sempre afilada na delicadeza feminina, a pele é branca, mas naturalmente bronzeada e as sobrancelhas perfeitamente arqueadas. As pernas são torneadas sem esforço algum e o quadril largo, sustentando a cintura fina e seios fartos, atribuindo as curvaturas intensas ao longo do corpo no metro e setenta e dois de altura. No verão e principalmente na primavera, é praticamente impossível vê-la chorar, consumida pelo egoísmo ou frieza. Seu sorriso encantador fica constante na face iluminada e maravilhosa com a mais perfeita das estações para a filha da Deusa. Assim, se comporta com mais naturalidade e simplicidade; uma ótima ouvinte, imaginação fértil, romântica, mente ágil e demonstrando um zelo para os demais, amigos, parentes e até mesmo desconhecidos. Lida bem com as palavras e sentimentos, mas seu coração é tão delicado quanto a pétala da menor flor existente, assim como sua confiança. Gosta de seduzir, amplifica os sentimentos e suas demonstrações como algo mágico e crucial em sua vida. Busca sempre a tranquilidade e a paz, não escondendo os traumas passados, mas não culpando ninguém por isso. Algo que, infelizmente, sob-ressalta ao outono e inverno onde a tristeza apenas por si só corrói seu peito e leva grande parte de sua esperança e bom gênio. 

Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
A identificação foi imediata com a Deusa, buscando uma personagem que dê prazer de jogar, possa explorar o leque de poderes afiliados ao próprio gosto e desenvolvimento interno, além das perspectivas de amizades no Acampamento, Perséfone é a melhor escolha. Acredito que toda a interpretação dos filhos dos deuses equivalem para muito mais mitologia do que a simplicidade juvenil de Percy Jackson e eu, particularmente, conheço bem os mitos, hinários e a deusa é minha predileta nessas questões. Quanto Camille, a combinação é perfeita e existencial, ela possuí a leveza e o encanto na alma muito além da beleza e do perfume tradicional, seu riso, os gestos e a genuinidade na gentileza, paciência e tranquilidade. Não, não é perfeita, mas se molda melhor naquilo que a prevalece tal como Perséfone quando raptada ao Submundo e sem mais escolhas, deixou de ser Koré de lado para se tornar definitivamente Rainha. São duas formas, vertentes, que atribui muito do físico e principalmente do psicológico e a personagem tem seu valor, além da vontade e potencial para fazer a diferença.


Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.


12:48h, Primavera em Coimbra.
Tudo pronto, querida? — Dinis estava calmo, porém suas olheiras em volta dos olhos esverdeados estavam cada vez mais escuras, tão escuras quanto a blusa de algodão que Camille vestia. Sua pele morena tampouco se destacava igualando as ondas dos cabelos brilhantes e cheirosos, cheiro contínuo e delicioso por todo o copo maciço e curvilíneo. Um suspiro pesado entreabriu a boca de Camille e seus olhos encontraram os do pai. 
Acho que sim.
Terminava ele de ajustar os caules de algumas tulipas para a mesa da sala de estar anexada à cozinha pequena de armários amarelos da década de setenta. — Bom! Estou a preparar o almoço. Quer tuas batatas agora? — Solícito o homem calvo lhe perguntou enquanto a jovem terminava de fechar o zíper de uma mochila esportista. Algumas mudas de roupas e itens pessoais seria o suficiente para uma viagem bem… Diferente. Só sabia o destino que era na América, perto de Nova Iorque ou algo assim. E passaria um bom tempo por lá, morando com seus semelhantes e crescendo na adaptação de seu mundo; o mundo de Deuses, lendas e criaturas. Quanto esta última parte, preferia não pensar tanto. — Por favor. — Terminou de organizar e pegou um prato redondo e simples em cima da mesa, estendendo perto de uma das panelas de comida. Batatas cozidas e recheadas com caldo de frango foram postas em rodelas. Tinha uma colher pequena na mão e arrastou uma das quatro cadeiras da mesa redonda e forrada com mais flores. Flores sempre. Por todos os lados. Em cada cômodo e detalhe da casa. Cinco minutos se passaram e até lá, a jovem teria mastigado e sentido o gosto amanteigado das batatas no céu da boca, bebericando vez o outra um suco de uva integral. Os passos pesados de seu pai se uniram com ela na mesa, tendo um meio sorriso na face serena. — Ansiosa? — Camille o olhou e balançou a cabeça negativamente. Mentira. Seus nervos afloravam como os botões de rosas naquelas manhãs primaveris. Sentia borboletas fazendo piruetas em seu estômago e sua cabeça aflita. Não sabia o que esperar, o que ver e o que iria conviver. — Não está mesmo nervosa? — Voltou a balançar a cabeça negativamente, misturando o macarrão com o restante das batatas e terminando todo o prato em mais duas colheradas. Esperou alguns minutos e sentia os olhos vívidos de seu pai tentando decifrar sua expressão. Possivelmente ele se perguntava o que ela pensava, o que achava e o que tinha vontade de falar. Talvez como o outono e o inverno, Camille ficava tão seca e gélida na informalidade descartável de um orgulho introvertido. Tomou mais um gole do suco e outro novamente. — Estaria nervosa porque irei para um país que nunca estive, um ambiente em que nem sei como é, com pessoas de sangue de deuses? — Arqueou uma das sobrancelhas perfeitamente delineadas e o seco em ambas as gargantas desceram. Imaginava que também era difícil para ele, mas bastaria anos e anos que poderia ter esclarecido tudo? Logo agora? E em respostas tão mal formuladas e diretas que não saciava todo o prejuízo de uma garota criada na ausência da mãe. — Gostaria que tivesse sido diferente, só eu sei o quanto é difícil para mim agora, e… 
—  Tudo bem. —  Salientou, finalizando qualquer desculpa mais esfarrapada com um sorriso sincero. No entanto, Dinis não pareceu satisfeito, percebia que era um encerramento direto para aquela conversa que deveriam ter tido há cinco anos atrás. — Não importa muito agora, deverei aprender tudo sobre minha… Mãe. E sobre as pessoas, devo conseguir lidar com elas. Um outro sorriso mais malicioso brindou seus lábios com uma piscadela avaliativa dentro de seus pensamentos e na imaginação fértil. — Se for realmente verdade, desde que tenha flores e possa sentir a presença dela, estarei bem. — Garantiu, finalizando sem mais vírgulas ou exclamações. Finalizaram a refeição logo em seguida e deram ao rumo ao novo horizonte que esperava a filha de Perséfone.


20:23h, Long Island, fronteira do Acampamento Meio-Sangue.
Ela tinha passaporte, visto, passagem, jaqueta de couro e uma mochila grande nas costas, lá dentro existia lanterna, mapas e até doces de leite ainda de Portugal. Tinha que estar preparada, aonde quer que fosse e agora, aquilo era bem duvidoso. Estreitou os lábios ao fitar o Chevrolet antigo dando partida e subindo a poeira da estranha de uma via só no meio do… Nada. Estava escuro e sua única companhia era o som dos ventos, as árvores, as estrelas e a lua. Bom, sua visão noturna não era totalmente ruim, nem seu senso de direção, ao aroma, mesmo distante, sabia que era uma vegetação intensa e algo tropical, quase cítrico, desconfiava que eram morangos. A morena então começou a andar, tinha passado mais de nove horas dentro do avião e a viagem não foi lá das melhores, vestia as mesmas roupas desde a manhã passada e ainda sim, seu perfume exalava intensamente meio aos cabelos castanhos. Ela fungava, só queria um banho quente e uma boa macarronada, além de claro, sua cama. Era como conseguia escapar da realidade estranha e amedrontada que vivia… Sozinha, em outro país, com alguns dólares na carteira e uma ideia maluca de encontrar um Acampamento “especial” no meio de fazendas desertas e escuras em uma noite calorosa. As botas faziam barulho e balançavam a terra junto com a grama verde, mas que se tornava negra junto ao breu. Só podia perceber que subia e as copas das árvores se tornavam maiores, com isso, sua facilidade de respirar aumentava e pelo menos seus pulmões agradeciam pela aquela ideia inusitada. Podia escutar sons de alguns animais noturnos, mas nada alarmante, exceto… Uma tocha! Uma tocha! Pensou animada, alguém tinha colocado aquilo ali, certo? E sinalizava algo. Pelo menos havia vida humana nas redondezas. Sua caminhada se acelerou, cativa em encontrar o que nem sabia que a esperava. Bom, mais ou menos. Seu pai continuava na ideia dela encontrar seus semelhantes e viver a parte ausente da mãe que ela sempre acreditou que tinha abandonado-a. Imaginação ou não, pode sentir um calafrio estranho atravessando uma parte das árvores mais densas, como se existisse um limite das terras comuns que andava para aquela na qual estava. Camille parou, deixando a mochila escorregar pelos ombros e se contendo com a imagem que via abaixo: mais tochas, pequenas casas e algumas pessoas andavam por ali, podia ver de longe uma praia, a continuidade do bosque e mais alguns lugares específicos que não reconhecia pela distância… Seria uma arena? 
Ei!! — Uma voz perto de si a fez piscar assustada, tentando identificar a origem. Quando a imagem se revelou, pelas chamas das tochas espalhadas, pôde observar que era uma garota. Parecia ser mais nova, cabelos loiro-palha e ávidos olhos castanhos. Seus movimentos eram rápidos e parecia elétrica como se tivesse acabado de tomar um energético, literalmente. 
Erm, oi?
Calma, não precisa sair correndo. Você acabou de chegar, né? Botas legais. E essa mochila? Tu estava indo para os chalés? — O turbilhão de perguntas no tom curioso da menina pareceu cansar ainda mais Camille, que ficou sonsa em sua própria posição. — Opa, tá tudo bem? — A loira a abanou e apertou suas bochechas, o que fez a novata se perguntar como aquilo poderia ajudar, mas… — Desculpe, eu… Estou cansada. A-aonde estou? 
Retomou sua posição com hesitação e agora sim a desconhecida animada parecia ciente da situação. — Fico feliz em ser a primeira em ter dar as boas vindas, mas, hm, não sei se sou a melhor para isso. — Ela coçou a cabeça, mordiscando os lábios. Camille precisava realmente de alimento, mas pigarreou, abrindo um sorriso sincero e lateral. — Não tenho muita opção e você parece bem gentil. Pode tentar, dificilmente as coisas se tornem ainda mais estranhas. — Avaliou em uma piscadela e a loira apontou para os chalés distantes, começando a dar passos em direção à uma trilha. — Acontece muito diferente para todos nós, sabe? Alguns já suspeitam, outros desmaiam assim que ficam sabendo, chegam machucados e etc. Você parece meio ciente, embora não tenha certeza… Alguns jovens vivem aqui e se você está aqui, não é normal. Não no mal sentido… — Ela gesticulava e ria enquanto falava o que acabava embalando brisas suaves e calmas que relaxa Camille e dava forças para continuar. — Nossos pais ou mães são lendários… Não mortos, mas bem velhos tipo… Da Grécia.
Deuses. — Ela afirmou, olhando para o caminho com receio de tropeçar e sair rolando o resto da colina, talvez já estivesse inebriada pelo sono e cansaço ou… Simplesmente acreditava naquilo. Os olhos castanhos a fitaram surpreendidos. — É! Você tem alguma suspeita? 
Camille ponderou e acabou sorrindo novamente, a caminhada foi mais rápida do que havia pensado e a poucos metros adiante, estaria na área onde alguns chalés ficavam próximos e outros campistas pudessem vê-la e isso ela não sabia se ainda estava pronta. 
Desde sempre, mas de uma forma diferente… Meu contato sempre foi especial, sabia que não era coisa de criança ou da minha cabeça… Meu pai nunca teve certeza, mas principalmente aqui e agora, eu… Eu sinto, sinto no meu peito, no ar e no aroma…
Antes que ela pudesse completar emocionada, uma neblina densa a envolveu, era verde escura e quanto mais a envolvia, subindo pelo corpo até tampar seus cabelos, se tornava bordô. Os cabelos continuaram do mesmo tamanho, mas mais brilhosos e vistosos, ainda mais perfumados e agora arrematava uma linda coroa de flores vermelhas, as vestes surradas e velhas também haviam sido trocadas de um jeito esplêndido: um vestido em degradê vermelho e preto de adornos florais como arranjos que ia de seus ombros até os pulsos, havia uma fenda na perna direita com os mesmos ramos e formações de pequenas flores ao longo do vestido, fechando em suas curvas sinuosas e a deixando estonteante. Ela conseguiu ouvir uma voz doce e serena sussurrando em grego antigo, em uma frase secreta que ela guardaria para si por toda a vida e ao mesmo tempo que uma lágrima de felicidade escorria por suas bochechas salientes, confirmando e fazendo sua vida inteira ter sentido, assim outro ramo de flores verdes sinalizava acima de sua cabeça de que agora, era reconhecida como uma campista, uma semideusa do chalé 26.


Ficha de Reclamação  - Página 49 2

Camille Tassole
Camille Tassole
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
1

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Faith K. Adams em Qua 27 Ago 2014, 15:34



Faith Knight Adams

Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Desejo ser reclamada pelo Deus Apolo.

Cite suas principais características físicas e emocionais.
Físicas:  Faith é uma garota de cabelos loiros compridos e cada fio de cabelo tão belo quanto o próprio sol, olhos claros que lembram o azul puro do céu de um belo dia de verão, pele levemente bronzeada e tendo cerca de 1.65m de altura e um sorriso e olhar puros e belos que a fazem ser uma garota bela e chamativa à maioria que a olha e uma cicatriz de uma linha imperfeita e horizontal na bochehca direita.

Emocionais: Faith é uma menina simpática, comunicativa, voluntariosa e bastante boazinha, animada e positiva mas que por vezes deixa seu lado sarcástico e irónico aparecer. Dura na queda nunca desiste e quando mete algo na cabeça vai em busca de o obter mas nem todos são completamente fortes e passadas algumas feridas até ela acaba-se por se ir a baixo e render. Preocupada e atenta a todos à sua volta tenta sempre ajudar quem precisa e animar, ela é alguém que prefere dar o calor e amizade às pessoas do que assim mesma ou seja, prefere sofrer do que ver os outros a sofrer e tenta sempre esconder seus verdadeiros sentimentos para ninguém se preocupar sendo que muitas vezes não se sabe se sorri verdadeiramente ou se é um sorriso falso mas quando necessário repreende e é severa com seus amigos ou mesmo com pessoas que desconhece. Sempre com um sorriso e um olhar carinhoso Faith irá sempre tentar entender os outros e colocar sua dor em primeiro e tentar acalmar porque sua bondade só a permite sorrir vendo os outros sorrir.

Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Gostaria de ser filha de Apolo porque sempre foi o Deus que sempre mais gostei de ouvir nas aulas e o que lia em livros ou na net. Gosto de artes sendo que passa bastante tempo a desenhar, cantar, escrever ou representar, sou bastante brincalhona, calorosa e carinhosa com todos mas se necessário posso ser um pouco mais severa e para além disso sou dona de uma excelente pontaria em flechas por isso acho que me identifico um pouco com Apolo.

Relate a história da sua personagem:
Era uma tarde de final de verão, uma sexta-feira quando uma menina nascera e é a única coisa que sabe sobre o dia em que nasceu. Sem nome, sem família e sem amor foi deixada perto de várias árvores onde o sol a iluminava e a criança brincava com os pequenos dedos os brilhantes raios de sol que incidiam nela. E foi nesse estado que fora encontrada horas depois a chorar já com fome e frio da noite que se colocara rapidamente, só tendo a luz das várias estrelas e da lua cheia brilhante, por um rapaz que passeava ali durante a noite e pegara nela junto do cesto onde estava coberta e da carta que se encontrava a seu lado e por fim a levando. Mas... levando-a para a onde? O pobre menino só tinha uns 15 anos e encontrava-se na escola com bastantes dificuldades, sem casa vivendo em becos a fugir. O rapaz para não a deixar sozinha a levava para a escola para o seu local preferido, as escadas de incêndio que não eram usadas e onde o sol batia lá todo o dia entretendo a pequena criança que amava brincar com os raios como brincasse com uma pessoa sem desviar o olhar do sol como uma pessoa normal não conseguia fazê-lo mas que a ela fazia sorrir e sentir-se bem e quando podia o menino ia brincar com ela e dar-lhe de comer. O rapaz só viu a alternativa de roubar comida de lojas e pessoas às escondidas mas sempre sem comentar nada a ela. Todos os anos escondendo-o esse lado que ele odiava para sobreviver e salvar a ela já que aquilo era para sustentar a ambos e teve de aprender a lutar para proteger sua nova irmãnzinha já que a vida de viver em becos era complicada. E assim foram os primeiros anos da pequena criança que fora batizada pelo rapaz por Faith Knight Adams.

[...]

Aos quatro anos e já com idade suficiente o rapaz (Cujo seu nome era Robert com o apelido que a pequena criança lhe tinha dado... Rob), Faith começou a perguntasse sobre seus pais, e um assunto tão delicado que o rapaz não soube responder assim desviando sempre o assunto.
Rob agora encontrava-se na faculdade e mantinha o mesmo esquema deixando sua irmãnzinha nas escadas de incêndio do local mas rapidamente mais anos passaram e este terminara a faculdade e procurava trabalho de mãos dadas à Faith de sete anos de idade que entrara para a escola e era maltratada por muitas crianças pela sua beleza, simpatia ou nojo da vida que levava. Mas ela não se importava, pois com Rob sentia o que era uma família, o amor desta e de alguém, a preocupação, a raiva e sobretudo a alegria.
Mas na escola as coisas começaram a ter tendências para tornarem-se mais graves partindo para agressões físicas mas sua boa pontaria que sempre tivera a salvava assim pegando em objetos e atirando em seus inimigos dando tempo para fugir e escapar e com tantas dificuldades que seu irmão já tinha, Faith resolveu ficar em silêncio mas este sabendo ou desconfiando dos problemas de sua irmã pelas feridas que trazia em seu corpo pequeno e frágil construiu um arco e várias flechas indo para a floresta onde a encontrara a treinando e melhorando sua boa pontaria que vinha consigo desde a nascença mas sempre sem ela suspeitar de nada.
Mas para além dessas dificuldades da escola e das ruas teve outro grande problema num dia chuvoso de segunda-feira após as aulas. Faith seguiu o som de que parecia ser um homem ferido, e a cada passo sentia uma guerra em seu coração, ela sabia que era perigoso mas e se tivesse mesmo alguém ferido? Seu coração dizia que era uma cilada mas sua bondade dizia para ir confirmar e ajudar, afinal alguém podia estar mesmo ferido! Mas quando lá chegou ao local percebeu, engano seu! Quando lá chegou não viu ninguém e olhava em volta agora assustada sem saber o que fazer até ao momento que viu seus olhos a serem cobertos e tudo a se tornar preto.
Escuro, estava muito escuro para alguém que amava ver o Sol, e sendo levada para um local não muito longe mas bastante frio. Sentiu-se presa, sim, estava com as mãos e os pés presos com ferros que não a deixavam mexer, por mais que gritasse continuava ali e ainda ouvia risos ainda conseguiu dar um pontapé bem forte mas não adiantou de muito para pararem pois rapidamente ficou sem roupa alguma e mãos desconhecidas a tocar-lhe pelo corpo todo descoberto, mas é que era TODO o corpo. Agarravam-lhe o cabelo e por diversão ou prazer a chicoteavam até formarem sangue e quando já viam o rosto de Faith em lágrimas estavam prontos para abusar e terminar o serviço de serem pedófilos a uma criança de apenas 7 anos. Mas demoraram demais e uma voz conhecida que fez a criança chorar de alegria apareceu dizendo "Deixem minha irmã em paz!" e som de porrada se instalou no local, Faith não sabia quem vencia ou perdia mas logo se sentiu a ser solta, vendo o rosto de Robert com alguns ferimentos tal como em seus braços mas com um sorriso lindo e confiante, logo a retirando daquele local imundo logo após vestir uma roupa nela e ao chegarem ao beco onde moravam um local onde ninguém nunca ia mas que batia o sol a qualquer hora do dia, Rob deitou a criança em cobertores cuidando dos vários ferimentos que lhe doíam e do sangue que lhe escorria pela pele e logo se deitou ao lado dela a abraçando.
Se tinha ficado traumatizada? Claro que tinha ficado! Que criança não ficaria traumatizada a ser quase estuprada e por diversão e prazer de outros ser machucada e ter seu corpo todo explorado? Durante uns tempos ninguém além de seu irmão a podia tocar ou entraria em pânico. E esse acontecimento a marcaria para o resto da vida em inúmeros pesadelos ou de pânico em frases, conversas ou gestos. Seu medo de se envolver com outras crianças ou pessoas aumentou depois disso já que era abusada ou ignorada, simplesmente era indesejada e um objeto.
De facto a criança tinha medo de se envolver com os outros por achar ser indesejada por todos e afastarem-na sempre de todas as brincadeiras. Inveja? Nojo? Vergonha? Faith nunca soube a resposta, mas a bondade e o calor de seu coração não a deixava desistir e ia sempre à procura de amigos em quem confiar e brincar. Se ela conseguia? Sim, conseguia! Mas algo estragava seus momentos de felicidade e os pais das crianças as levavam para outras escolas por nojo da menina por viver na rua voltando sempre a estar sozinha. Pura e de um grande coração quente sempre que via alguém triste ou tinha um pressentimento certeiro sobre a solidão de alguém corria até ele/a com um enorme sorriso carinhoso ajudando-o/a a resolver o seu problema por mais difícil que fosse, mas voltava sempre a ficar sozinha por ações de outros. Seria assim tão indesejada pelos outros? Teria ela alguma razão de viver? Triste e durante a noite Faith olhava Robert enquanto dormiam aconchegados um no outro com um cobertor para se manterem quentes.
-Rob... sou tão indesejada, nojenta e sem um futuro para as pessoas para ser tão ignorada e odiada por elas que acabam sempre por me afastar? - Perguntava-lhe a criança triste.
Nessas alturas Robert a abraçava mais contra si e dava-lhe um beijo na testa.
-Tudo têm sua razão de ser, é o que eu acredito. E se teus pais não te desejavam ou se mesmo no presente ninguém te deseja por perto, eu desejo, és a minha querida irmãnzinha Faith que tanto adoro e que eu ajudarei a construir um sonho e um futuro. Sempre estaremos juntos. É uma promessa. -Respondia o rapaz junto de um sorriso que enchiam a pequena de esperanças e com forças para aguentar a escola onde era afastada e as ruas que eram perigosas.

[...]

Mais anos passaram-se com os mesmos acontecimentos repetidos e com grande esforço Rob tinha um emprego, agora conseguindo alimentar ambos como deve ser e andava a juntar dinheiro no banco para comprar uma casa, o que no final fez-se um grande montante de dinheiro.
Mas um dia antes do décimo sétimo aniversário de Faith algo terrível acontecera.
O trabalho de Robert terminara por esse dia e Faith o tinha ido encontrar para irem ver a casa que iam comprar indo pelo beco inicial da vida da garota, agora uma bela adolescente e energética cheia de bondade mas algo estava lá a acontecer, um assalto a mão armada e quando iam para fugir uma bala fugitiva que em vez de ir para o seu adversário ia em direção de Faith que ficara perplexa sem saber o que fazer, aí sentira seu rosto molhado após à passagem da bala que passara por seu rosto... era sangue...mas logo seus olhos se viraram para a pessoa importante para si estendido no meio do chão encharcado em um líquido vermelho vivo o sangue de seu irmão.
Os bandidos fugiram e ela ficou ali ajoelhada a chorar durante horas agarrada ao seu irmão mais velho ficando com sangue em suas roupas velhas e sujas, seu cabelo loiro e no seu rosto, até que ouviu o som de ambulâncias a chegar e sendo levado.
Ele entrara em coma sem saber quando acordar, só sabendo que o estado dele era grave e ela ficando com uma cicatriz em sua bochecha direita formando uma linha imperfeita como ela se julgava ser fazendo-a assim relembrar aquele dia para o resto de sua vida e relembrando como ela era inútil.
Assim no dia seguinte, o dia de seu aniversário recebeu uma ligação de um homem falando que tinha uma coisa para ela em nome de seu irmão, e com o endereço na mãos ela foi a correr até aquela esperança e batendo à porta com o coração a saltar como nunca, nervosa e com medo.
-Olá... sou a Faith Adams. Ligou-me à pouco. - Falou ela com a voz trémula.
O homem com um sorriso entregou duas cartas, uma com o nome de seu irmão, outra em branco. Abriu a de seu irmão lendo o seguinte em sua mente "Parabéns Faith! Parece mentira mas estamos lado a lado à 17 anos e foram os anos mais belos de minha vida! Tornaste-te minha irmã sem ser de sangue e eu estou profundamente orgulhoso da pessoa a que te tornas a cada dia que passa. Eu desejei felicidade e apareceste tu! Obrigado por tudo Faith, nunca te esqueças de quem foste ou quem és pois isso te guiará para o futuro em que serás capaz de sorrir e ser feliz. E se algum dia te sentires em baixo olha o sol, ele te guiará e te fará sentir melhor, garanto-te, pois sempre amaste olha-lo. Adoro-te. Do teu irmão, Robert.". Lendo enquanto caminhava caiu num dos becos chorando escondendo o rosto em lágrimas e quando conseguiu forças leu a seguinte onde tinha escrito "Olá filha! Espero que alguém te tenha salvo e se estás a ler isto significa que estás viva e agradeço aos Deuses por isso mas significa que estou morta e não te fui procurar. Por isso perdoa-me. Não imagino o que sofreste ou o que sofres e não espero que me perdoes mas quero que saibas que fico feliz teres nascido. Nasceste num dia iluminado pelo sol e o local onde te deixei ficavas a brincar radiante com os raios que te iluminavam. O sol faz parte do teu ser. De quem tu és. Beijos filha e amo-te."
Faith não conseguiu evitar de dar um sorriso triste e lágrimas caírem cada vez mais por seu rosto então seus pés a levaram para fora do beco a guiando até ao local exato onde fora encontrada e ela sabia pois seu irmão lhe tinha mostrado diversas vezes. Ela olhou o grande céu puramente azul de verão sorrindo e olhando o sol sem pestanejar uma vez se sentindo parte dele e a aquecer seu coração e abrindo os braços respirando bem fundo. Aquilo realmente a acalmava e deixava-a ser quem ela era.
Ela decidira continuar como sempre foi, forte! Nunca desistir e continuar sempre! Não iria agora desistir de amigos ou de quem estivesse a sofrer. Continuaria a sorrir e estar repleta de bondade e calor em seu coração e olhar, sempre com um belo sorriso para dar coragem a todos. Continuaria a praticar com o arco e sua pontaria já que a fazia feliz e continuaria ali a olhar o sol, sempre que pudesse pois o sol dava-lhe forças. Iria esperar Robert sair do hospital e continuarem suas vidas felizes e cheios de esperanças, tinha de aguentar a escola mais um tempo e viver sozinha mas ela conseguiria! Era isso que ela acreditava.

[...]

Naquele momento de promessas ao Sol passos se ouviam. Mas quem estaria naquela floresta? Ela e Robert eram os únicos que iam nela porque todos tinham medo daquela floresta onde nunca um ser humano colocava os pés pelas inúmeras lendas que se formaram sobre o local verde e cheio de sol. Alguém corria pela floresta à sua volta, como se brincasse com Faith de árvore em árvore e esta sentiu que podia confiar e que não lhe faria mal e com um sorriso começou a correr em busca da pessoa, uma das poucas pessoas em sua vida que veio ter com ela pelos próprios pés e isso a fez sorrir.
-És bela... -Ouviu-se uma voz bela e sedutora entre as árvores atrás de si e rapidamente se virou para lá.
-Quem és tu? - Perguntou Faith envergonhada mas sem o demonstrar.
Risos se ouviram na corrente de ar que se colocou por instantes e escondido numa árvore deixou só seu rosto ser visto, cabelo preto e olhos claros era o que reparara no rosto belo do rapaz.
-Gostas de música? - Perguntou indo rapidamente para outra árvore de ramo em ramo como fosse um ótimo atleta e ela o seguia pelo chão.
-Amo! - Respondeu Faith sorrindo. Ele perguntara o óbvio. Pois sempre que podia e longe de todos ficava a cantar porque a animava.
-Gostas de artes? Desenhar por exemplo? - Perguntou trocando de lugar de novo.
-Sim! Eu amo porém não tenho dinheiro para papel e lápis assim desenho raramente.
Ele parecia brincar com Faith pois sempre mudava de local quando ela pensava o ter descoberto.
-E como és de pontaria? Gostas de ter um arco e de jogar Tiro ao Alvo? - Perguntou agora deitando-se num dos ramos mas ainda sem conseguir ver-se bem por esconder-se entre várias folhas.
-Sou ótima desde nascença! E bem que já me salvou umas vezes. O Robert me ajudou a aperfeiçoar durante estes anos.
Ele pareceu pensar e sorriu mas logo desapareceu saltando para outra árvore, para o ramo de outra árvore.
-Audição e como... um sexto sentido? Como se soubesses que algo irá acontecer ou o perigo...?
Faith pensou um pouco. Ela sempre tivera boa audição e essa sensação de sexto sentido talvez o tivesse mas revelara-se poucas vezes, por isso não sabia o que dizer.
-Audição sem dúvida que tenho uma ótima audição mas quanto à outra parte é raro mas já aconteceu... -Ela pareceu pensar de novo olhando o chão e o local de onde vinha a voz. - Ou talvez eu ignorasse. Mas ainda não me respondeu... Quem é você?
Ele ignorou a pergunta de Faith e desta vez colocou-se no chão atrás de uma árvore.
-E o Sol? Que achas do Sol?
Aquilo estava a se tornar bastante estranho e irritante para Faith. Onde o homem queria chegar com aquelas perguntas todas? Quem seria ele?
-O Sol é a fonte de minha energia, me sinto feliz e aquecida só de o olhar, sinto-me protegida e amada ao olha-lo. Sinto que faz parte de mim. Brinco várias vezes com os raios de sol como se fossem mãos a brincar comigo e consigo passar horas a olha-lo sem me afetar.
O rapaz de repente veio para a frente dela sorrindo e Faith não conseguia desviar o olhar do belo rosto e por fim olhou-o por completo...
"Aquilo são pés e parte do corpo de um bode?" Pensou Faith e o olhou de forma estranha e confusa e o rapaz riu baixo perante o rosto confuso de Faith.
-Conheces a mitologia grega? - Perguntou-lhe.
-S-Sim... quer dizer... o que ouvi nas aulas de História, li em livros da biblioteca e o que o meu irmão me contava. - Respondeu ao recordar-se.
-Alguma vez sentiste como não pertencias aqui? - Perguntou-me agora andando à volta de Faith como a analisa-se.
Sim... Faith sentia isso várias vezes e o único lugar que se sentia bem era naquela floresta quando o sol a iluminava ou perto de seu "irmão" e seu olhar deve ter respondido à pergunta da criatura à sua frente pois sorriu como se tivesse entendido a resposta e ela achou aquilo estranho.
-Espere um pouco...você é um... sátiro?! - Perguntou a Faith de repente lembrando-se do que lera nos livros e das descrições e aquilo era o mais próximo que lera sobre "Sátiros".
Ele riu-se baixo com a pergunta a encarando.
-Sim, sou. E vim buscar-te. Vem comigo para o acampamento meio-sangue onde existem muitas pessoas como tu.
-Como... eu? Como assim? - Perguntou Faith confusa.
-Sim, como tu. Tu és uma semideusa. -Faith encarou-o confusa pela qual o Sátiro continuou sua explicação. -És filha de uma humana com um Deus.
Faith não podia acreditar no que ouvia. Filha de um Deus? Que Deus? Ela sempre acreditara na existência de um único Deus e ele não era alguém que andava a enrolar-se com várias mulheres.
-Desculpe mas está enganado. - Respondeu Faith hesitante mas no fundo não acreditava nas suas palavras nem ela própria sabia o porquê assim olhou o Sol e de novo a pessoa à sua frente ganhando coragem. - Se isso é mesmo verdade... de que Deus estamos a falar?
-Um dos Deuses Gregos... - Ele estendeu a mão a Faith e esta hesitante pegou-a. - Vem comigo e descobrirás.
Ela não queria ir por causa de Robert, mas no fundo ela também queria descobrir tudo. Seria tão errado ser assim egoísta?
Ela já tinha um celular então receberia notícias de Robert sempre e estaria atualizada e alguma coisa voltaria a correr. Poderia certo? Talvez sim, talvez não. Aliás ela nao queria pensar nisso em "Talvez" ela queria certezas! Por isso iria e quando conseguisse e tivesse tudo bem ou notícias de seu irmão ela voltaria! Estava decidida e o rapaz a vê-la com uma expressão tão séria e com um olhar tão decidido sorriu a encaminhando para um carro no final da floresta numa estrada não muito longe.
Faith olhava pela janela o caminho que percorriam e que cada vez mais se afastava da zona urbana. Que seria aquilo? Há medida do tempo que mais entravam a dentro mais adolescentes havia, em grupos, sozinhos e muito mais que era impossível a Faith visualizar. Mas ela estava na verdade bastante surpreendida com o que via. Quando o carro finalmente parou ela abriu a porta do passageiro devagar e levantava-se lentamente olhando em redor. Aquilo tudo era estranho... mas sentia-se feliz. Sentia-se em casa.
Faith ficara parada a pensar por um momento, em todas as questões que o rapaz fizera e suas respostas interligando tudo e procurando um Deus da mitologia grega que tivesse essas características ou algo próximo e pelo conhecimento que tinha o que lhe vinha a cabeça era o Deus Apolo. Mas não ia falar nada, queria confirmar antes e ouvir alguém falar sobre suas suspeitas.
-Bem vinda ao acampamento meio-sangue, Faith Knight Adams filha do Deus Apolo! - Falou o Sátiro com um sorriso para mim apontando para o local.
Suas suspeitas foram confirmadas, ela sem dúvida alguma, era filha de Apolo com uma humana. O Sátiro apontou a cima de sua cabeça para a qual olhei de imediato vendo algo a brilhar em cima desta, um belo e brilhante arco amarelo tal como o sol e senti como se finalmente fosse reconhecida pela minha família. Senti-me calma e feliz.
-Obrigada! - Falou realmente muito agradecida. Seria um novo começo ali naquele lugar onde talvez deixasse de ser colocada de lado e fosse aceita.
E no final na mente de Faith um pensamento lhe passou: "Mano... eu posso recomeçar! Talvez agora eu seja feliz e quando acordares terei muitos momentos felizes para te contar!"

Filha do Deus Apolo

Thanks James Sullivan © CG
Faith K. Adams
Faith K. Adams
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
24

Localização :
Em todo o lugar e em lado nenhum x.x

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zachary W. Müller em Qui 28 Ago 2014, 00:58


The Son Of Death

Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser? Gostaria de ser reclamado por Thanatos, deus da morte.

Cite suas principais características físicas e emocionais.

━ Complexidade. Sim, é uma boa palavra para descrever seu psicológico. Irônico e por vezes sincero até demais, Zach é do tipo que pode facilmente ganhar a antipatia de quem passar em seu caminho por suas atitudes mal interpretadas e caráter falho quando se trata de certos assuntos, não que isso o incomode, acha que não existe problema em ficar sozinho, conversar com pessoas - a menos que queira, o que é raro - o irrita profundamente e sempre faz de tudo para afastá-las, algo que deu certo por muito tempo. Pode ser tomado como frio e calculista, a ausência aparente de sentimentos facilita que tome certas decisões sem muitos problemas, decisões que normalmente fariam alguém ficar em dúvida pelo lado emocional. Quem presta atenção vê que é observador, sempre analisa tudo e todos em sua volta, acha divertido.. Pensar em como seria o passado de cada um, os motivos de suas ações, entender a maneira como se comportam e criar as próprias teorias - geralmente mórbidas ou absurdas - em sua mente parece ser mais divertido do que realmente falar com alguém. Vai entender. Quando tem muita raiva pode perder completamente o controle e a noção do que é certo ou errado, nesse meio-tempo o melhor é nem chegar perto dele, Zach torna-se imprevisível e pode fazer absolutamente qualquer coisa, não é bom duvidar dele nesse estado. Uma característica que não poderia deixar de lado é o rancor, sofreu tantas mágoas ao longo de sua vida que até algo bobo ficará preso em sua mente e não vai desaparecer até conseguir uma vingança que considere boa o bastante, dependendo da situação. Apesar disso tudo, mesmo que seja completamente impossível e fora de questão para alguém acreditar, Zachary tem um lado sentimental, uma personalidade totalmente diferente do garoto antipático que costuma ser. O pequeno detalhe é que ainda não descobriu esse outro lado dele.

━ Dono de traços únicos, Zachary é naturalmente belo, possui um corpo esguio e sem muitos músculos aparentes, apesar disso apto para lutas. O rapaz tem um olhar profundo e misterioso, chegando a dar um toque quase atraente ao mesmo, a íris azulada se destaca na pele branca e gélida que, nem se ficasse horas exposta ao sol, iria se bronzear. Seus cabelos são castanhos-escuros e curtos, geralmente o mantém bagunçado e sem perceber passa a impressão de desleixo, apesar de no fundo ser um pouco vaidoso com a própria aparência. Sempre está inexpressivo e distante, alheio ás coisas ao seu redor, é como se estivesse constantemente na procura de algo perdido há muito tempo. Tem algumas tatuagens pelo corpo, cada uma com seu devido significado para Zach, que começou a fazê-las a partir dos 16 anos meio que pra "cobrir" cicatrizes dos tempos que passou no orfanato. Apenas uma não conseguiu esconder, a cicatriz "corta" seu olho esquerdo e desce por uma pequena parte de sua bochecha, mas sua visão por sorte não foi afetada.

Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico? Sendo Thanatos deus da morte, combinaria perfeitamente com meu personagem e a trama que pretendo desenvolver para ele, além de que estava procurando por um deus interessante e daí veio a ideia de criar Zachary.

Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Nascido e criado em Manhattan, Zachary era o primeiro filho de Astrid e Aleksander - que por sua vez, era pai apenas de consideração -, um casal milionário e muito bem sucedido na época. Antes de conclusões precipitadas, é melhor ir avisando que ele não era um daqueles pirralhos mimados que ganhavam tudo dos pais, mesmo com toda a fortuna que a família possuía. Com uma educação extremamente rigorosa desde pequeno, aprendeu cedo a ler com perfeição e acabou tornando-se muito avançado para a idade, não demorou até que tirasse as notas mais altas do colégio. Aleksander cobrava muito dele, resultando em pouco contato com as pessoas ao seu redor, já que passava a maior parte de seu tempo estudando ou fazendo qualquer tipo de exercício mental em seu quarto. É preciso dizer que apesar de disciplinado e obediente, Zach era uma criança um tanto quanto problemática. Coisas estranhas sempre aconteciam ao seu redor, via coisas que ninguém mais conseguia enxergar e isso perturbava um pouco seu pai, obviamente não era sua culpa por não ter ideia do que acontecia, mas Aleksander pensava o contrário. Já Astrid não fazia tanta questão de reclamar sobre o assunto, era uma mãe carinhosa e doce que foi de grande importância para que seu lado bom despertasse - mesmo que por pouco tempo -, mas era apenas com ela, quando estava cercado por outras pessoas re-colocava a máscara de inexpressividade e encenava o filho perfeito que seu pai tanto quis construir, enquanto conseguisse fazer aquilo nada iria dar errado. Ao menos era o que sempre pensou, e então veio o acidente que mudou completamente sua vida, impossível saber se para melhor ou pior. Aquele sempre foi seu medo, só não tinha percebido antes.

[…]

“Você consegue, Zach… A janela. Saia pela janela.” Seu corpo não reagia, era como tivesse perdido a capacidade de auto-controle e não pudesse fazer nada além de ficar ali quieto para esperar e ver o que aconteceria. Precisava fazer algo! Quando finalmente conseguiu controlar o próprio corpo, tentou se mover uma única vez, no começo não sentiu nada, mas então uma dor aguda atingiu sua barriga e precisou segurar-se para não gritar. Levou a mão trêmula até o local e nem precisou olhar pra saber que o líquido manchando a camisa era sangue. - M.. Mãe? - sua voz saiu rouca e forçada, percebeu que não conseguiria falar muito pela garganta que arranhava, como se tivesse engolido cacos de vidro ou sei lá, mas sua preocupação com aquilo no momento era mínima, estava mais interessado no motivo pelo qual não houve resposta ao chamado. Deu seu melhor pra olhar em volta, tentando não provocar o ferimento - do qual ainda não sabia a gravidade, mas doía pra caralho - e pôde ver os bancos da frente do carro, seu pai inconsciente no volante, sua mãe… onde estava ela? Respirou fundo pra manter a calma, um cheiro de sangue misturado com fumaça invadiu suas narinas. - Alguém?! - chamou outra vez, silêncio. Esticou o braço para alcançar Aleksander, sua pele estava fria, checou seu pulso e finalmente percebeu que o pai se foi. Tristeza? Alívio? Era difícil definir o que sentia naquele momento, tudo estava confuso e achava que poderia desmaiar a qualquer segundo, para sua surpresa sentiu mãos firmes agarrando seus braços. Não tentou resistir, apenas deixou-se ser levado e quando se deu conta já estava fora do carro, sendo carregado nos braços por o que parecia ser um paramédico, não tinha prestado atenção nas sirenes de ambulância até então. - Você vai ficar bem. -, ele dizia, porém não era isso o que queria ouvir. - Cadê a minha mãe? - perguntava a mesma coisa repetidamente, tentava se soltar dele algumas vezes mas era inútil, um homem adulto contra um garoto de 4 anos? Antes de ser afastado do cenário desastroso viu um corpo sendo coberto numa maca enquanto era levado para algum local, lágrimas se formaram em seus olhos ao ver o rosto do cadáver… era Astrid.

[…]

Depois da morte dos pais era óbvio que precisaria de outra pessoa para cuidar dele, seus tios foram notificados quase imediatamente sobre o acontecimento e, como esperado, não queriam o garoto em sua residência. Sua relação com eles nunca foi das melhores, tinham filhos um tanto quanto insuportáveis e inúmeras vezes “incidentes” aconteceram quando estava por perto, concluíram que seria melhor mantê-lo o mais afastado possível. No começo todos pensaram que ele teria sofrido algum tipo de trauma por ser muito novo, fizeram vários testes psicológicos para ter a certeza de que estava “tudo bem” antes de mandá-lo para um orfanato qualquer da cidade. Nunca pensou que poderia adquirir tamanho ódio sobre um simples local. No começo eles até pareciam se importar, sabe? Eram gentis e aparentavam ser boas pessoas, sempre dispostos a ajudar caso fosse necessário.. infelizmente, toda aquela encenação durou pouco tempo, talvez até menos do que imaginava. Como em todos os lugares que ia, Zach também arranjou problemas no lar temporário, a única diferença foi que as consequências pela série de eventos causados pelo jovem foram extremamente severas, e não era exagero afirmar aquilo. De fato era difícil manter um bando de pirralhos desorganizados na linha, mas o dono dali achou seu “jeitinho especial” de ganhar o respeito - e principalmente medo - de todos, afinal, nada melhor do que ameaçá-los para ter certeza de que não fariam nada de errado, certo? Bom, ao menos era o que parecia passar pela cabeça dele. Zach era o único que sempre discordava das regras e por causa disso voltamos para as tais consequências, porém dessa vez com um pouco mais de detalhes. As ameaças transformaram-se em reais punições tão rapidamente quanto um estalar de dedos, geralmente era apenas espancado quando fazia coisas erradas, porém logo tornou-se diversão para as pessoas dali, e a partir disso o sofrimento de verdade começou. Agulhas de costura, tesouras, facas de cozinha, tudo que parecia servir como instrumento de tortura era usado, algumas vezes faziam tudo escondido para ninguém suspeitar, noutras era na frente dos outros órfãos, que talvez por medo de passar pela mesma coisa, ficaram contra Zach também. Aquilo nunca iria parar, era óbvio, então quando completou 15 anos, fugiu. Levou apenas uma mochila com o necessário, provavelmente ficaram felizes com a partida de Zach porque nem se deram ao trabalho de procurar por ele ou algo assim. No começo não teve tantos problemas, tinha roupas e suprimentos para alguns dias, apenas não pensou que acabaria ficando de vez nas ruas. Geralmente vagava por becos solitários em busca de conforto, talvez um canto não tão sujo onde poderia descansar por certo tempo antes que alguém o expulsasse dali com chutes ou xingamentos. Quase já estava acostumado a olhar em volta e saber que todos o desprezavam, o enxergavam apenas como um moleque qualquer que não teve tanta sorte como outros e acabou ali. Talvez ele realmente fosse aquilo, um azarado que errou de caminho e se perdeu no meio de toda aquela merda, isso até conhecer alguns traficantes.. porra, eles fizeram Zachary pior do que já era, algo que julgava impossível até então. No começo ele apenas entregava pacotes, não se envolvia tanto nos assuntos internos e enquanto recebesse o dinheiro estava bom, logo sua infeliz curiosidade o deixou mais interessado do que devia. Depois que provou pela primeira vez, aos 17, simplesmente não conseguiu mais parar. Ah, as drogas eram o paraíso. Podia esquecer de todos os problemas e entrar num mundo só dele, uma realidade onde não precisava se preocupar com nada e aquilo o fascinou completamente. Como conseguia o dinheiro pra comprar dos traficantes? Fácil. Veja bem, Zachary aprendeu três coisas nas ruas: Mentir, roubar e matar. Eram os únicos modos de sobreviver ali, e querendo ou não, precisou se adaptar. Atraía garotas pra cantos escuros com quase facilidade, algumas palavras sussurradas em seus ouvidos e já eram suas, não que o sexo fosse algo obrigatório para conseguir dinheiro delas, mas era melhor roubá-las sem perceberem do que criar toda uma cena, estariam muito ocupadas gemendo por mais. Poderia fazer o que for, mas sempre precisava ser discreto o bastante para não envolver autoridades. Daquela maneira não era difícil conseguir o dinheiro de que precisava, mas ele sempre queria cada vez mais, até que chegou ao ponto de não conseguir passar um único dia sem as drogas.. sinceramente, o pior nem era isso. Era quando começava a pensar que as roubaram de você, não demorou para que Zach desconfiasse até dos traficantes, foi o limite para ele. Com um simples caco de vidro fez um estrago surpreendente, mas em certo momento pôde jurar que viu uma duplicata perfeita de si, e os traficantes também pareciam ter notado. Os tempos de Zachary nas ruas, depois de passar por tanta coisa, transformaram-no em alguém completamente fora de si, egoísta, danificado. Alguém que sentia-se tão familiar com a morte que chegava a ser assustador, até mesmo para ele.

[…]

Merda, o quê tinha feito? Como pôde ser tão inconsequente? Sangue manchava suas roupas, estava quase perplexo diante do próprio “trabalho”, não sentia culpa, não sentia nada, apenas um vazio apoderando-se cada vez mais de si. Tinha que sair dali, mas tinha perdido a capacidade de mover-se. Já fez muitas coisas ruins e admitia, mas nunca pensou que alguma vez chegaria ao ponto de matar alguém.. muito menos por drogas. Quando finalmente conseguiu se mexer não perdeu tempo e correu, pouco importava para onde estava indo, só precisava ficar longe daquela cena o mais rápido possível.. e achar roupas que não estivessem sujas de sangue. A segunda coisa era relativamente fácil, considerando que apenas precisava alcançar sua mochila e resolver o resto depois. Por quê estava tão tranquilo sobre o assunto? Deveria estar sentindo remorso, não planejando como escaparia daquilo sem ser pego! Talvez… talvez uma pequena parte de si tenha aproveitado o sentimento. Aquela sensação estranha e ao mesmo tempo tão boa de ter completo controle, o poder de tirar ou não a vida de uma pessoa. Seus pensamentos foram interrompidos ao esbarrar contra algo - ou melhor, alguém. Virou-se rapidamente e deu de cara com um garoto de quase da mesma altura que a sua, cabelos negros lhe caíam sobre os olhos e vestia uma camisa laranja com um símbolo qualquer, não se deu ao trabalho de identificá-lo naquela hora, mas.. ele tinha uma adaga presa á cintura? Tinha a mochila do rapaz em mãos também! Suspirou fundo antes de se revelar para o menino. - Sinto muito.. mas essa é minha mochila. - será que a escuridão do local seria o bastante para disfarçar o sangue? Esperava que sim, mas perdeu as esperanças quando foi analisado de cima á baixo pelo desconhecido, que depois de o encarar por uns momentos, deu um sorriso aliviado. - Já era hora de te encontrar! Sou Lucca. Não posso devolver ainda, desculpa. - antes que pudesse demonstrar qualquer reação, ele continuou. - Precisa vir comigo para o Acampamento Meio-Sangue. Lá é mais seguro do que aqui, acredite. - Acampamento Meio-Sangue? Por quê o nome lhe era tão familiar..? Ah, sim. Sua mãe tinha mencionado aquilo, apesar de uma única vez, no dia do acidente. Astrid argumentava com Aleksander sobre algo e no meio da discussão ela falou sobre o tal do Acampamento. Envolveu seu nome na conversa mas era tudo que conseguia se lembrar, percebeu logo o que ele estava querendo fazer ali. Deveria saber que Zach possuía coisas importantes naquela mochila, por isso estava basicamente usando chantagem. - Tudo bem, eu vou com você. - uma parte sua dizia que não faria mal confiar nele, mas não sabia o motivo e isso o deixava inseguro, já que nunca foi daquela maneira. Talvez os acontecimentos anteriores tenham mexido com ele, ou apenas não queria se meter em mais brigas desnecessárias aquela noite. Andaram um pouco por esquinas, sempre por cantos mais escuros para não serem notados, até que ele parou na frente de um carro qualquer e literalmente começou a examiná-lo, como se procurasse por possíveis aberturas ou sei lá. - Espera. Você vai roubar a porra de um carro?! - sem resposta. Que ótimo. Sabia que não poderia ficar ali, que escolha tinha senão ir com ele? Estava completamente ciente de não estava sendo muito inteligente com suas decisões, mas precisava arriscar-se. Lucca conseguiu abrir a porta sem que o alarme soasse, Zach sentou-se no banco de passageiro quase de imediato, suspirando enquanto o carro dava partida e tomava seu caminho na estrada. - Quando chegarmos lá, vai entender melhor as coisas. - não deveria confiar nele, mas que diferença faria? As coisas não iriam ficar piores do que já estavam, não tinha nada para perder. Estava cansado demais para tentar desenvolver qualquer tipo de conversa e não deixou muito difícil de notar, portanto a longa viagem seguiu em completo silêncio, tanto que chegou a quase adormecer em certo ponto. Quando Lucca finalmente parou o carro já estava amanhecendo, apressou Zach num caminho meio escondido entre várias árvores e por fim uma colina, dando entrada ao provável Acampamento. Parecia um cachorrinho perdido pelo modo como andava ali, sempre olhando em volta e tentando acompanhar o ritmo apressado de Lucca, passavam por vários adolescentes que vestiam a mesma blusa laranja, alguns treinavam com arco-e-flecha, outros com espadas e coisas desse tipo, quase parou para observar tudo em sua volta. Por quê estava ali? Primeiramente, que tipo de lugar era aquele? Nem reparavam direito nas roupas ensanguentadas do rapaz, claro que recebia uns olhares aqui e ali, porém a maioria parecia ocupada demais com os próprios afazeres. Logo se aproximaram de um tipo de "casa" - lembrava muito imagens que viu em seus livros de história -, Lucca o acompanhou até a entrada e então o mandou ir adiante enquanto devolvia sua mochila, não tinha muitas outras opções, portanto o fez e não demorou até que encontrasse um homem ali dentro. Tinha barba recém-cortada e rosto amigável, os braços estavam cruzados sobre o peito e quando viu Zach começou a aproximar-se, mas uma coisa impedia o jovem de olhar diretamente em seus olhos. Ele era… metade cavalo? Estavam zoando com a cara dele, certo? - Estou feliz de ver que alcançou o acampamento vivo. Sou Quíron. Diga-me seu nome, garoto. - estava completamente desorientado, não sabia como reagir e o mais lógico naquele momento era concluir que tudo não passava de uma alucinação, porém algo o impedia de aceitar tal pensamento tão rapidamente. Engoliu em seco. - Zachary, uhn, senhor. Você é um.. ehh.. centauro? - não acreditava que estava realmente perguntando aquilo. Era bem óbvio, claro, mas não poderia ser real! Quíron apenas sorriu. - Sim, eu sou. - notando que o rapaz não sabia o que falar, ele prosseguiu. - Conhece os deuses gregos, certo? - mas que tipo de pergunta era aquela? Obviamente! A maioria dos livros que lia eram sobre mitologia, sempre foi atraído pelo assunto e sua mãe costumava contar histórias para ele antes de dormir.. mas já fazia muito tempo. Vendo o brilho no olhar de Zach, continuou. - É tudo real, por mais absurdo que pareça. Algumas vezes esses deuses se apaixonam por mortais, têm filhos.. semideuses, mais especificamente. Você é um deles. - ok, agora estava tão desorientado e confuso quanto antes. Como assim “é tudo real”? Caralho, deviam estar achando que era idiota. Os acontecimentos daquele dia já tinham sido estranhos o bastante, a última coisa de que precisava era todas aquelas informações bagunçando sua cabeça, muito menos quando eram passadas por um velho com bunda de cavalo. Por questões de educação não usou aquelas palavras em voz alta. - Esse Acampamento é o único local seguro para você e os outros, ao menos até serem experientes o bastante para tomarem o próprio rumo. - precisou de uns momentos para processar toda aquela informação, então finalmente resolveu falar. - Ok, se isso for real, como diz.. de quem sou filho? - a curiosidade do jovem era quase óbvia pelo tom que usava, Quíron provavelmente percebeu de imediato e não hesitou em responder. - Você ainda é indefinido. Seu pai irá te reclamar quando achar melhor, então só podemos esperar, no meio tempo ficará no chalé de Hermes. - suspirou. Era melhor que nada, certo? Ao menos teria um tempo para entender mais as coisas e se adaptar.. logo foi guiado até um tipo de chalé por Lucca, que aguardou do lado de fora até que a conversa acabasse. Esperava que fosse mesmo algo temporário..

[…]

Há quanto tempo estava ali mesmo? Poucos dias, provavelmente. Perdeu um pouco a noção do tempo desde que chegou no acampamento, estava muito ocupado tentando se acostumar com tudo em sua volta, principalmente o fato de ser um.. semideus. Até pensar naquilo ainda parecia estranho, mas não tanto quanto passar seus dias no Chalé 11, sempre precisando esconder os pertences para não “desaparecerem”. Não que estivesse reclamando, foram todos bem receptivos em sua chegada e tinha muitas pessoas para conversar, aliás, Lucca era um filho de Hermes. De uma maneira ou de outra, preferia ficar em seu canto sem incomodar ninguém. Isso até todos começarem a encarar o rapaz do nada. Olhou para cima na procura do que causava aquilo tudo, e então notou. Era algo como um holograma acima de sua cabeça, um ceifador fantasma segurando uma foice. O quê será que significava? Passou a mão por cima da cabeça numa tentativa de fazer aquilo desaparecer, mas não obteve sucesso. Logo já estava praticamente cercado por campistas que poderiam ser tanto filhos de Hermes quanto indefinidos, tinha virado o centro das atenções naquele chalé e precisava admitir que sentia-se bem desconfortável com aquilo. Murmúrios constantemente alcançavam os ouvidos de Zach, vinham de todos os lados e ficara impossível bloqueá-los, mas apenas um deles se destacou e chamou a atenção do rapaz: “Acho que é o símbolo de Thanatos..”
Zachary W. Müller
Zachary W. Müller
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
28

Localização :
Acampamento Meio-Sangue

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Choi Dae Won em Qui 28 Ago 2014, 08:53

Reclamação


~Progenitor:
Melinoe, a deusa dos fantasmas.

~Características:

Físicas: Era considerado grande para a sua idade, com seus 1,40 de altura aos doze anos. Pele extremamente pálida, assim como fria, era marcada com facilidade; nela não havia marcas, ainda. Cabelos escuros e opacos, olhos claros e sem vida.

Psicológicas: Ainda que pareça, não é inocente de forma alguma. Sua alma fora maculada por uma culpa que não carregava, e em sua mente ficaram marcadas as palavras mais difícieis de serem escutadas. Seguindo isso, não possui travas na língua, falando o que bem entender, quando bem entender. Raramente arrepende-se de algo feito, mas quando o faz realmente soa verdadeiro. Odeia mentiras ou traições.

~Motivo:
Algum tempo atrás eu tive uma co.ta de Melinoe, mas desanimei dela e acabei por doar para alguém que realmente queria. Entretanto, essa vontade voltou, e aqui estou eu. Pois é.

~História

NEM TUDO É O QUE PARECE
As lamúrias que foram ouvidas pelos fantasmas do lugar deram início ao caso. Em um sítio afastado da cidade, um corpo jazia no chão, ensanguentado, marcado por perfurações de faca. Com ele estava um jovem de apenas doze anos, segurando sua cabeça enquanto chorava copiosamente.

Não pensou em pedir ajuda, pois sabia que ela já havia partido; não estava sozinho, porém, porque no local vários homens e mulheres olhavam-no tristes. Todos em formas espectrais.

Não conseguiu dormir, estava aterrorizado. No outro dia, sem saber como, a polícia chegou ao local, e obviamente não acreditaram que ele não havia visto quem matara sua irmã. Fora tomado por assassino, imaginem só. E então fora a julgamento, para ter seu futuro injustamente condenado.

SALVO A TEMPO?
No anoitecer daquele dia, o carro forte levava o garoto, algemado, até o presídio. Após seu curto julgamento, no qual fora condenado pela morte de Helena Huckbridge, teria uma estadia "longa" naquele lugar; só sairia dali depois de barbado.

Em momento algum de seu julgamento, ou de sua tão demorada escolta até o presídio, cogitou a ideia de fugir. Era apenas um jovem garoto, sozinho no mundo, orfão de pai e de mãe desconhecida; a única pessoa por quem ele realmente nutria sentimentos e podia confiar estava morta, e todos pensavam ser ele o culpado pelo assassinato. Imaginem só um garoto de doze anos matando sua própria irmã com uma faca de caça. Ridículo.

Mesmo estando longe da realidade, sabendo tudo o que provavelmente sofreria, Huckbridge escutou o som da chuva retinindo na lataria do carro forte que o transportava. Fora repentina, e tinha plena consciência de que, poucos instantes antes, assim que entrou ali, o céus estava completamente aberto, sem sinal algum de chuva.

Ainda assim, mentalmente deu de ombros. Não faria diferença se estivesse chovendo ou com o céu limpo; ele continuaria indo para a prisão.

Foi quando, minutos depois, sentiu um enorme impacto, como uma bomba quando libera energia. O carro que o levava parou, e, em seguida, Nollan pôde ouvir sons de tiros. "O que diabos está acontecendo?", pensava ele. Levantou-se e olhou pelas pequeninas grades de sua prisão temporária, mas nada conseguiu ver. Sua audição, porém, parecia tomar um rumo mais abrangente, pois gritos e lamúrias foram ouvidos, um estampido final e, finalmente, algo batia no veículo em que estava.

Ouviu um intenso barulho na porta traseira do veículo, por onde tinha-se acesso ao compartimento habitado por Nollan. O garoto tinha a respiração pesada, o coração acelerado, e suava. Procurou avidamente por algo com o que se armar, mas nada via ali além de seu próprio corpo.

Quando a tranca pareceu abrir-se, um intenso brilho esverdeado tomou conta do compartimento, emanado pelo acusado do homicídio. Acima de sua cabeça uma imagem que parecia um holograma pairava; seria aquilo uma espécie de fantasma?

Desviou sua atenção por hora para a porta, e quem viu o deixou estático. Um garoto jovem, sério, de cabelos negros como as águas do Estije, o encarava; em sua mão uma espada negra como seus cabelos era notada, seu corpo, encharcado, arfava numa respiração pesada.

— É ele. — Disse por fim o estranho, sorrindo, olhando para o lado. Parecia ter cumprido algum tipo de objetivo.

Choi Dae Won
Choi Dae Won
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
26

Localização :
Los Angeles

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 087-ExStaff em Qui 28 Ago 2014, 09:24

Avaliação de fichas


~Avaliados por Orfeu:

Loblon Vanter ~ Não reclamado

Filho, alerto-te para que detalhe melhor todos os pontos da sua ficha, para que não fique tão pobre da forma que está a atual. Fale mais sobre a personagem em sua história, detalhe mais a sua aparência, entre outros adendos. Até a próxima, indefinido.

Kenshin Murakami ~ Banido por plágio parcial

Ficha plagiada parcialmente do player Kanato Hongo, na página 62 desse mesmo tópico. Embora tenha tentado alterar algumas partes, meu caro, ainda assim ficou perceptível a condição de plágio parcial passível de punição. A ideia de uma garota ser semideusa e estar na floresta juntamente com a personagem principal catando galhos secos foi o que te denunciou, ainda que o final não tenha sido parecido; além disso, alguns traços do fator psicológico puderam ser notados, iguais, nas duas fichas. Devo adicionar uma nota de repúdio a essa ação que tomou, meu jovem. Seja original.

Caim Lee Baker ~ Reclamado como filho de Hefesto

Uma ficha original, criativa e envolvente, Caim. Fora realmemte satisfatória, e os erros, ínfimos, nem sequer chegaram a abalar sua aprovação. Sem mais a acrescentar. Meu parabém, filho das forjas.

Melissa.Chase ~ Ficha não avaliada

Melissa.Chase, de acordo com as regras do fórum seu nome está inadequado pelo uso do ponto entre o nome e o sobrenome. Por favor, queira pedir a mudança no devido tópico [CLIQUE AQUI] e postad novamente a sua ficha para que seja avaliada.

Roy A. Harris ~ Reclamado como filho de Eos

Primeiramente, querida, queria dizer-lhe para subir um pouco o nível de suas fichas. Não é a primeira, nem a última, portanto peço encarecidamente para que, ao menos, dê uma coloração às falas, ou detalhe mais a sua ficha; dizer que vai fazer DIY para especificar não resolve nada, até por você mesmo ter dito que não faz DIY em fake. Contudo, meu parabém, filho do amanhecer.

Collin G. Monroe ~ Reclamado como filho de Afrodite

Uma ficha espetacular, Monroe. Com uma história diferente, conseguiu uma aprovação sem dúvidas. Ressalto apenas que alguns pontos em sua ortografia precisam ser revistos, mas ao total, foi satisfatório. Meu parabém, filho do amor.

Jeffe Ribeiro ~ Não reclamado

A miséria que ousou ser tomada como ficha a qual você fez não chegou nem perto de ser aprovada. Filho, tente não ser tão direto ou copiador da série a qual é base desse RPG, tentando ser mais original. Aliás, não coloque um monstro como a própria Aracne em sua ficha, okay? É algo poderoso demais para um iniciante. Mais sorte na próxima.

Leirbag ~ Não aceito como sátiro

Apesar de ter sido uma ficha consideravelmente razoável, Leirbag, a sua ortografia carente e história sem emoção me fez não aprovar-te. Tente, na próxima ficha, colocar mais emoção, assim como usar um corretor para eliminar seus erros. Até a próxima.

Logan S. Oliver ~ Reclamado como filho de Melinoe

Primeiramente, querida, peço que leia atentamente a avaliação anterior, pois tudo, sem tirar uma vírgula, cabe aqui. No demais, meu parabém, filho dos fantasmas.

Camille Tasselo ~ Reclamada como filha de Perséfone

A começar por sua desenvoltura com as palavras e seguindo para a narração fluida, sua ficha foi completa. Foi uma narração que me prendeu, minha jovem, e sendo assim foi aprovada. Meu parabém, princesa do Mundo Inferior.

Faith K. Adams ~ Reclamada como filha de Apolo

Uma ficha também impressionante, Faith. Apesar de poucos erros de vírgula e tempo verbal, além de uma escrita um tanto quanto arcáica, foi satisfatória. Apenas tome cuidado com seu template, sim? Pequeno como está atrapalha muito a leitura, e eu, pessoalmente, tive que dar quote para poder avaliá-lo. Aprovada, campista. Meu parabém, filha do Sol.

Zachary W. Müller ~ Reclamado como filho de Thanatos

Uma história não tão surpreendente, Zachary, mas muito bem desenvolvida. Sua capacidade de narrar o que todo mundo diz com palavras diferentes e de maneira mais profunda me impressionou, de forma que, sim, te aprovei. Achei, também, um toque criativo essa tragédia a qual acometeu sua família, mortes para evidenciar um filho de Thanatos. Meu parabém, filho da morte.

Avaliado por Éolo

Yohan Cardew ~ Reclamado como filho de Eos!

Uma ficha impressionante, Yohan. Sendo criativa do começo ao fim, deixou-me sedento por uma continuação. Realmente fugiu do contexto clichê e, por isso, conseguiu a minha aprovação. Meus parabéns!

Nollan Huckbridge ~ Reclamado como filho de Melinoe!

Nollan, sua ficha, apesar de ter tido poucos detalhes, foi satsifatória justamente por ser criativa e ter uma boa escrita. Acusado de assassinato? Nunca vi, mas foi cabível. Meus parabéns!

~Aguardando atualização~


Edited by H.I.M. and stoulen by me

087-ExStaff
087-ExStaff
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
177

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zeus em Sex 29 Ago 2014, 02:10

Atualização
Zeus
Zeus
AdministradoresPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
2179

Localização :
Olimpo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Melissa.Jafrea em Sex 29 Ago 2014, 19:57

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Gostaria de ser reclamada por Atena, a deusa da sabedoria e da estratégia.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Físicas: Tenho cabelo loiro cacheado, até a altura dos ombros. Sou alta, tenho 1,70. Magra, dos olhos cinza-tempestade. Meus traços são finos e delicados, de modo com que me confundam com uma filha de Afrodite.

Emocionais: Sou sábia, espontânea, estratégica e faço cálculos de cabeça rapidamente. Romântica e doce, mas se perguntassem aos meus amigos, eles diriam que eu sou uma menina inteligente, meio louca e extrovertida.


▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Porque sempre admirei Atena, e acho que me encaixo com sua personalidade.


▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.


Acordei com a voz de meu pai, Wagner, gritando do andar de baixo. Quantas vezes já falei para ele não me acordar assim? Já tenho 14 anos, poxa! Posso acordar sozinha.

Apesar de nunca ter conhecido minha mãe, meu pai diz que ela era uma mulher muito bonita e inteligente. Também diz que eu tenho os olhos dela.

-Bom dia, Melissa!-meu pai diz com aquela voz rouca.-Hoje é o seu último dia de aula. Adivinha quem vai te levar e te buscar? Eu!

Esqueci de falar que meu pai é meio, hã, louco. Ele tem uns olhos verdes lindos, dos qual eu tenho inveja.

-Eba!

-Vai lá se arrumar, e depois me encontra na garagem.

Subi rapidamente, e peguei a roupa. Uma blusa branca, com uma coruja na frente, uma legging preta, um tênis branco e minha mochila cinza, com detalhes de coruja. Já fale que amo corujas? Elas são tããão fofinhas! Tirei meu Iphone 5 branco do carregador e pus uma capinha de coruja branca. Dei uma arrumada na cama e olhei para meu quarto. Ele é todo branco, com detalhes em prata e cinza. É bem arrumado, pois se não arrumar, não acho minhas coisas para trabalhar. Sou boa em Arquitetura e Desenho, por isso que amo a matéria. Desci para encontrar meu pai.

-Vamos?-perguntei ao meu pai.
-Vamos!

Entrei no carro, e fomos em direção ao Colégio Saint James, uma escola específica para crianças com TDAH e dislexia. E eu sou uma delas.

Desci do carro, despedindo-me de meu pai. Encontrei Rafael, meu melhor amigo, que anda de um jeito estranho, conversando com o Sr. Carrie. Rafa estava com uma caixinha na mão, falando de um jeito desesperado com o nosso professor de Mitologia Grega. Até que ele se despediu e veio ao meu encontro.

-E aí, Mel? Tudo em cima?- ele sempre fala isso, pelo fato de eu ser mais alta que ele uns dez centímetros.
-Tá tudo ok, Rafa. Falando nisso, sobre o quê você estava falando com o sr. Carrie?
-Estava perguntando...hã...-ele não sabia o que dizer.
-Quer saber? Esquece isso.-ele pareceu aliviado.-Qual é o horário de hoje?
-Vai ter Mitologia Grega ás 7h, e Desenho ás 8h. Intervalo, depois dois tempos seguidos de Matemática com a sra. Clymin.
-Porcaria!- exclamei, fazendo Rafael me olhar com uma cara de confuso.- Que foi? Eu não gosto dela.
-Ok. Retomando ao assunto, intervalo de novo. Aí, para fechar o dia, dois tempos de Português.

Fomos para a aula. Antes de nos sentarmos, Rafa me deu um anel de bronze, dizendo que era para me proteger. Não entendi, mas pus no dedo polegar e vi que tinha um nome em grego antigo, Gono, ou seja, ângulo.

O sr.Carrie entrou na sala com aquele barulhinho da cadeira de rodas, e começou a explicar sobre a Titanomaquia e como os deuses venceram os titãs. Durante toda a aula, eu desenhei ele explicando na cadeira de rodas. E não é que ficou igualzinho?

Depois, fomos para a aula de Desenho, e eu fiquei desenhando e mostrei para a professora. Ela elogiou e me deu A+. Como sempre.

No intervalo, perguntei à Rafael para que servia o anel. Ele deu uma de retardado e não respondeu.
Fui para a biblioteca sem Rafa no meu encalço. Lá é o lugar que eu consigo pensar, que minha criatividade flui. Passei os dedos palas lombadas dos livros, e quando escolhi um -Os Contos De Beedle, O Bardo-, a sra.Clymin entrou na sala.

-Sra.Clymin? O que faz aqui?
Então ela falou com uma voz que não parecia a dela:
-Estava aonde, srta.Jafrea?
-C-com Rafael, meu amigo.
-Você gostaria de conversar mais com ele?-continuou falando com a Voz.
-S-sim- falei, gaguejando, me encostando nos livros, enquanto a sra. Clymin se aproximava.
-POIS NÃO VAI!-gritou, liberando duas asas de morcego pretas gigantes, e suas unhas transformaram-se em garras afiadas.

Me lembrei de um monstro que o professor Carrie falou uma vez: Fúrias. Tinham essa aparência. Olhei para a porta da biblioteca, e lá estavam o sr.Carrie e Rafael. Ele estava apontando para o dedo polegar e falando, sem som: Gono. Entendi a mensagem, e pus meu dedo por cima do anel, e gritei:

-GONO!

Assim que falei, apareceu na minha mão uma adaga de aproximadamente 24 cm, com uma lâmina afiada. Decidi que era hora de lutar.

Me desencostei da estante, e pulei em cima da sra. Clymin. Ela passou sua garra pelo meu pescoço, e senti o sengue escorrer, mas não dei importância. Escorreguei de suas costas e passei debaixo de suas pernas. Não era para ficar nesse lenga lenga, então enfiei minha nova arma nas costelas da Fúria, e ela se transformou em pó.

O sr. Carrie e Rafael entraram na sala, falando que iam me levar para um lugar seguro. Minha visão ficou turva, e senti uma dor aguda na região do pescoço, então desmaiei.

***

Acordei numa cama macia, com Rafael sentado na mesma. Olhei para baixo e no lugar de suas pernas tinham... pernas de BODE!?

Rafa me conduziu pelo lugar, explicando que eu era metade deus, metade humana. Então, me levou até um lugar que tinham doze chalés. Mulheres à direita, homens à esquerda. Ele me levou até o chalé 6, que tinha uma coruja empalhada, e então disse:

-Bem vinda ao seu novo lar.


Melissa.Jafrea
Melissa.Jafrea
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
2

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lucien Aube em Sab 30 Ago 2014, 10:42

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Gostaria de ser um sátiro

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Físicas: Gregor é um sátiro alto, tem músculos longos e bem desenvolvidos, tem cabelos longos, lisos e castanhos que costumam ficar presos em um rabo de cavalo e possui uma barba curta e bem aparada.

Emocionais: O sátiro é muito simpático e corajoso. Sempre está disposto a ajudar seus amigos e a cumprir seus objetivos com precisão e destreza. Nunca abandona as pessoas que precisam de sua ajuda e gosta muito de tocar músicas antigas, dos tempos da Grécia dominada pelos Olimpianos.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Sátiros representam a proteção dos ambientes naturais. Sua coragem, agilidade e força simbolizam todas as qualidades do grande Pã. Esses seres mitológicos sempre me despertaram uma grande curiosidade, e acho que eles merecem reconhecimento por tudo que fazem para proteger as florestas.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

O conto das estações


  As árvores sempre foram minhas companheiras. Nasci em um belo dia ensolarado nas florestas onde o Outono é eterno. Meus cascos simbolizam minha destreza; meus chifres, embora pequenos, simbolizam minha força. O grande Pã, protetor das florestas, deu a todos os sátiros a dádiva da interação com os seres da natureza.

  Mas meus dias no recanto mágico e iluminado acabaram quando um grupo de caçadores mortais invadiu a clareira onde minha família estava. Os caçadores apontavam armas de cano longo que cheiravam a metal bruto e chumbo. Por muito pouco consegui escapar de ser atingido pelas balas mortíferas que infelizmente acertaram meus três irmãos e minha mãe.

  Meu pai lutou bravamente contra os mortais. Um deles usava um pano vermelho em seu pescoço. Ele se aproximou de Laferius, meu pai, e o acertou com um tiro nas costas. O corpo musculoso de meu pai tombou e ficou tão pálido quanto as flores de um cemitério. Eu desejava arrancar a arma do maldito caçador e transformá-lo em carcaça, mas uma ninfa que observava toda a cena me puxou para dentro da floresta e me levou até um rio afastado do lugar onde acontecera a matança.

  — Pobre Gregor — a bela mulher encostou seus dedos verdes em meu rosto. — Nenhuma criatura mágica deveria assistir ao assassinato de sua própria família. Prometo que aqueles mortais vão pagar por todo mal que causaram a  você e ao resto da comunidade da floresta.

  — Você jura? — olhei para a ninfa verde com desespero. Ela sorriu e acenou positivamente com a cabeça. Seus cabelos sedosos moviam-se graciosamente em seus ombros.

  — Preciso levá-lo ao Acampamento Meio-Sangue — ela olhou para o rio. — Somente lá você encontrará segurança e treinamento.

  — Quem disse que eu preciso de treinamento? — meu orgulho subiu por todo o corpo.

  — Não seja bobo, Gregor — Zavix, a ninfa das florestas, sorriu para mim. — Somente no acampamento você encontrará seres semelhantes a você. Vamos, não temos tempo para conversar. Logo os caçadores nos perseguirão.

  Minha amiga verde juntou as mãos na frente da boca e soltou uma doce melodia na direção do rio. As água correram com mais força. No meio das correntes, uma náiade surgiu. Ela sorriu para mim e acenou paa que eu a acompanhasse. Me despedi de Zavix e me juntei a Naekir, a náiade. As águas do rio encolveram meus cascos e minhas pernas peludas. Peixes dos mais diversos tamanhos e formas saltaram das correntes fluviais e me saudaram. Eu podia sentir a energia mágica do rio.

  Esta energia me dava forças, da mesma forma que as árvores de meu antigo lar também me fortaleciam. A náiade juntou as mãos e começou a se mover no sentido da correnteza. As ondas que me seguravam seguiram a ninfa. Viajei por um longo tempo ao lado de Naekir. Uma névoa fraca nos protegia de olhores mortais e desconhecidos. As árvores corriam enquanto a ninfa azul conduzia as águas com destreza e habilidade.

  A floresta do Outono eterno ficaram para trás e uma nova vegetação começou a se formar. Arbustos grandes e grama fresca margeavam os limites naturais do rio. O cheiro de pinheiros e árovres frutíferas invadiu meu naris e eu sorri ao perceber que estava seguro. Depois de algumas curvas e quedas repentinas, a jovem de cabelos azuis fez um movimento com a mão e as água pararam de se mover. A névoa desapareceu e minha companheira de viagem olhou para mim.

  — A partir daqui você deve seguir sozinho — ela cantava enquanto me dava as instruções. — Você deve procurar dois pilares gregos ao norte deste rio. Quando atravessar os pilares procure por Quíron, o centauro. Ele deve te receber e passar todas as informações que precisar. Espero ver você novamente, Gregor Werkydness.

  Acenei para a náiade enquanto ela sumia no meio do rio. Me virei para a direção indicada po Naekir, arrumei meus cabelos e andei aos pulos pela floresta. Depois de lguns minutos explorando as árvores encontrei os pilares gregos. No meio deles havia uma placas com uma frase em letras gregas. Forcei um pouco minha visão e o nome ''Acampamento Meio-Sangue'' ficou claro com a luz do sol em dias de primavera. Um vento frio passou por meu peito nu e eu andei até os pilares. Um som de cascos surgiu ao meu lado e um grande centauro de cabelos castanhos apareceu.
  — Olá — ele me saudou com uma voz profunda. — Você deve ser o Gregor, certo? Naekir e Zavix me contaram sobre o que aconteceu em sua floresta. Sinto muito por sua família.

  Os braços fortes do centauro encostaram em meus ombros. Sorri para ele e olhei para as colinas além dos pilares. Ele sorriu para mim e pediu para que eu o seguisse.

  — Neste acampamento você conhecerá muitos seres semelhantes a você — Quíron me disse.

  — Existem sátiros aqui? — eu perguntei animado. Depis de assistir ao massacre de minha família, a possibilidade de encotrar outros de mina espécie me fazia ficar menos solitário.

  — Sim — Quíron acenou — aqui nós treinamos todo o tipo de criaturas mágicas e também alguns semideuses.

  — Semideuses? — olhei para ele com espanto. — Então é verdade? Pensei que depois dos Argonautas nenhum outro meio-sangue sobrevivera aos monstros que estão soltos pelo mundo.

  Quíron gargalhou ao notar meu espanto. Passamos por diversas casas de madeira e santuários onde semideuses andavam e corriam por todos os lados. O aroma dos campos de morango que eu podia ver ao fundo me fez ter certeza de que eu finalmente estava em um lugar que podia chamar de lar.

Legenda:

Zavix, a ninfa das florestas
Naekir, a ninfa das águas
Gregor Werkydness
Quíron
Lucien Aube
Lucien Aube
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
41

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Manoella R. Croywer em Dom 31 Ago 2014, 11:53

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Gostaria de ser reclamada pela Deusa Atenas

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Magra, olhos Cinza-Tempestade, Cabelos loiros que vão até o meio de minhas costas e com as pontas enroladas, extrovertida, brava as vezes, bipolar e nunca deixa as pessoas desistirem de seu objetivo facilmente.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Atenas por ser a Deusa da sabedoria e da Estratégia, eu sempre a achei a melhor deusa de todas.Eu me identifico com ela por causa que ela sempre tem uma solução para cada desafio que acha por seu caminho e também pois ela é a sabedoria do Olimpo.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?

Acordei com o grito de minha governanta Ângela, falando que eu estava atrasada para minha aula de Piano e depois eu acabei lembrando que depois da aula de piano tinha aula normal.Levantei e me arrumei rapidamente, coloquei meu colar com uma Corujinha e meu nome escrito nele, dei uma olhada rápida pela minha janela a vista do amanhecer da Califórnia, uma das melhores vistas do mundo para mim e desci  rapidamente até a sala de jantar onde as empregadas serviam o café da manhã.

-Bom dia Ângela!-Falei.

-Bom dia Senhorita atrasada.-Falou Ângela.

-Bom dia Ângela.Bom dia princesa.-Falou meu pai chegando para o Café.

-Bom dia Senhor Leandro.-Falou  Ângela

-Bom dia papai.-Falei, olhando para o enorme e delicioso bola de morango com chocolate que estava no centro da mesa.

-Estamos atrasadas Manoella.-Falou Ângela.

-Não dá tempo para um bolinho ?-Perguntei.

-Não.-Respondeu ela.

-Ok, até mais tarde papai.-Falei pegando meus materiais e indo até o carro onde Ângela e o motorista me aguardavam.

Quando chegamos, no enorme prédio da Academia Califórnia para Alunos bem Dotados, desci do carro dei um adeus bem rápido a Ângela e entrei correndo na escola em direção a sala das aulas de piano, estava atrasada por dois minutos e meio.A Senhora Lovegood vai me matar, ainda por cima tenho aula de História hoje.

-Senhorita Croywer está bem atrasada.-Falou de olhos fechados balançando a cabeça em um sinal de reprovação.

-Desculpe Senhora Lovegood.-Falei indo até o piano.

-Que isso não se repita.-Falou ela entregando uma folha com a musica que estávamos a praticar.

Depois da aula de piano, tive aula de matemática, seguida de geometria, depois tive português .Algo muito estranho aconteceu na aula de português eu acho que percebi que as letras escritas no quadro estavam saindo de lá, eu cheguei a ficar totalmente tonta.

-Matheus quanto tempo falta para a ultima aula ?-Perguntei a Matheus meu melhor amigo, que estava a minha frente na sala.Ele usa Muletas e tem cabelos pretos e seus olhos são castanhos.

-Exatamente dois minutos Manu.-Respondeu Matheus.


-Obrigada.-Falei fechando os olhos, apenas a esperar o sinal tocar.
Por ultimo tivemos aula de História, com a Senhora Lovegood.Ela estava a nos ensinar Mitologia Grega, uma coisa que eu adorava.

-Senhorita Manoella quem foi Atenas ?-Perguntou ela que no mesmo instante da pergunta todos olharam para mim.

-Atenas foi a Deusa da Sabedoria e das Taticas de guerra.Ele tem um templo chamado Paternon e uma cidade com seus nome por causa de sua luta com Poseidon.-Respondi de um jeito bem mais complexo do que ela havia pedido.

 Ela falou que estava certo, o sinal bateu e todos voltaram para casa.Fui dormir extremamente tarde pois estava fazendo meus deveres de casa, no dia seguinte acordei mais cedo do que de costume, minha classe iria visitar o Partenon  na verdade era uma replica idêntica a ele que ficava perto de nossa cidade.Quando chegamos lá vimos varias estatuas da Deusa Atenas que em sai era minha deusa favorita de todo o Olimpo, ganhamos alguns livrinhos sobre Atenas e o por que o Paternon foi construído ali e etc...

 Depois do passeio acabar, a Senhora Lovegood me chamou para uma sala quase que reservada e começou a me fazer algumas perguntas do tipo :”Onde esta Atenas ? “, “Cadê sua pulseira que vira arma ?”, “Onde guarda suas adagas Croywer ?”
 
Ela se transformou em uma fúria mais parecida com uma gárgula, eu tentei sair daquele local mais ela cobriu a passagem, eu tentei achar alguma brecha naquela sala para mim escapar, enquanto a Furia ficava de costas me fazendo mil perguntas que eu respondia todas as vezes iguais “Não sei do que esta falando.”.Ela ficou com tanta raiva que arrancou uma coluna daquela sala e atacou na porta, eu consegui sair então Matheus entrou na sala e jogou uma muleta no rosto dela que acabou desmaiando.

-Manu, vamos para sua casa o quanto antes.-Falou Matheus chamando um taxi e me colocando dentro.

 Quando chegamos em casa, Matheus foi conversar com meu pai e eu fui até meu quarto arrumar uma pequena mala como Ângela havia pedido, aproveitei e peguei o par de Adagas que eu tinha desde criança.

-Manoella, vou te explicar o por que dessa confusão.-Falou meu pai com uma de suas mão no rosto e outra apoiada na mesa.

-Ok então pai.-Falei.

-Você sabe por que nunca falamos de sua mãe não é ?-Perguntou meu pai.

-Sei, o senhor fala por que ela me abandonou.-Respondi.
-
Então, sua mãe era uma deusa, Manu eu tinha acabado de entrar na faculdade de Direito e ela também, nós dois tivemos uma paixão de verão e você acabou nascendo.E tudo ficou maravilhoso, mais Zeus  por algum motivo fez ela nos abandonar-Explicou meu pai.

-Mais quem é minha mãe ?-perguntei.

-Você é filha de Atenas.-Respondeu Matheus.

-Vou levar você para um local onde pessoas como você devem ficar para se proteger.-Falou meu pai, pegando a chave do carro dele.

-Onde seria isso ?-Perguntei já dentro do carro.

-Vamos para o Acampamento Meio-Sangue.-Respondeu meu pai.

Nós fomos pela estrada principal até o interior de Long Island, a todo minuto Matheus olhava para todos os cantos possíveis da estrada.

-O que procura Matheus ?-Perguntei.


-Estou vendo se não vem outro monstro atrás de nós.-Respondeu Matheus.

-Manu quando nós chegarmos na floresta, você e o Matheus vão ter que seguir sozinhos.-Falou meu pai.

-Por que ?-Perguntei.

-Só criaturas mitológicas ou Semideuses entram no Acampamento Meio-Sangue.-Explicou Matheus.

-Isso mesmo.-Falou meu pai.

-Entendi então.-Falei.

Nós chegamos em uma enorme floresta, meu pai me deu um adeus rápido, colocou minha mala para fora do carro e me desejou boa sorte na próxima etapa de minha vida.Eu simplesmente deu um adeus rápido enquanto ele manobrava o carro para voltar a Califórnia.

-Peraí Matheus, se só Semideuses e Criaturas Mitológicas entram no acampamento como você entra ?-Perguntei.

-Eu sou um sátiro.-Respondeu ele, jogando as muletas fora e tirando sua calça.

-Agora tudo faz sentido.-Falei.

-Vamos logo.-Falou Matheus.

Andamos um pouco até que encontramos uma garota Semideusa perdida, ela estava fugindo de um ciclope.

-Ciclope ?-Perguntei.

-Sim.-Respondeu a garota.

-Vamos  antes que ele volte.-Falou Matheus.

-Sou Paloma.-Falou a Garota.

-Sou Manoella.-Falei.

-Sou Matheus o Sátiro.-Falou Matheus.

Andamos mais um pouco e avistamos um arco enorme escrito “Acampamento Meio-Sangue”, só que ouvimos alguns passos atrás de nós e quando nos viramos era o ciclope, de imediato peguei uma adaga que tinha desde criança e que meu pai nunca deixou eu usar ela e acabei indo na direção dele.

-Manoella, cuidado.-Gritou Matheus.

Eu atirei a adaga no único olho dele que o fez ficar inconsciente, aproveitei e peguei minha adaga e entramos correndo, o gigante acordou e tentou ir atrás de nós mais uma barreira o impediu.

-Demos sorte.-Falou Paloma.

-É mesmo.-Falei.

Demos um breve adeus a Paloma que foi falar com alguém para descobrir quem é seu pai ou mãe, Matheus me guiou até uma enorme fileira de Chalés, ele me mostrou o Chalé de Atena e me disse que era melhor eu ficar um pouco no Chalé de Hermes, até terem certeza que eu sou filha de Atena.

-Quando você for  aceita como filha da Deusa Atenas, você vai até o Chalé número 6-Falou Matheus.

-Ok então, entendi.-Falei.

Depois o Sr.Quíron, me chamou para ir a Casa Grande e lá ele me explicou melhor a questão de eu ser uma Semideusa.
Manoella R. Croywer
Manoella R. Croywer
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
12

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Maxon Prewett em Dom 31 Ago 2014, 16:35



ice warrior

Ficha de Reclamação

— Progenitor;
Quione.

— Características;
Físicas: Cabelos amendoados, meio loiros, meio castanhos, lisos com as pontas onduladas; são longos até o fim das costas, e muito bem cuidados. Seus olhos são negros cor de café, puxados por ser asiática, e contêm um brilho vingativo. O nariz é fino e pontudo, pequeno. Os lábios são pálidos e rachados. Tem a pele gelada e branca, tão pálida que parece estar doente. Tem estatura mediana e é magra, mas forte o suficiente para derrubar um garoto três vezes mais forte que ela. Na lateral do pescoço, pode-se ver uma marca de nascença: um floco de neve vermelho.
Psicológicas: Tem gênio forte, uma personalidade vingativa. Apesar da pouca idade, viu coisas que uma criança não deveria ter visto. É madura demais para importar-se com coisas bobas, e teve sua infância perdida assim que o pai morreu. Poucas coisas a assustam, e, uma é arma de fogo. Sonhadora, teimosa, persegue tudo o que quer, e utiliza de tudo o que estiver ao seu alcance para ganhar. Acha que já é adulta, e age como tal. Assumiu uma personalidade fria, de poucos amigos.

— Motivo;
Quione é a deusa que mais condiz com a personalidade fria de Mayurise, assim como Nêmesis condiz com a personalidade vingativa — e futuramente, ela vai tornar-se vingadora. Não há outra divindade na qual Mayu possa encaixar-se a não ser Quione. Suas experiências com gelo são formidáveis, e essenciais para a evolução da personagem.

— História;
Tóquio; um passado não tão distante.


Aisu — disse-lhe o velho. Tinha cabelos esbranquiçados, pele flácida e olhos negros leitosos. Aos olhos da menina, parecia ter seus quinhentos anos. — Kore wa anata no namaedesu.

— Gelo — Mayu soltou, inconscientemente. — É a espada dos heróis, vovô?

— Sim, minha querida — o velho tinha uma voz cansada, voz de quem suportou muitas lutas nas costas. — Os heróis de nossa família.

— Vovô? Um dia serei uma heroína?

Ouviu o velho rir. Um riso terno, acolhedor, sincero.

— Será a melhor de todas. Minha guerreira de gelo.

Aisu será minha?

— Sim.

— Mal posso esperar!

— Sim, criança — o velho colocou a katana de volta na bainha. — Está na hora de dormir, não?
Mayurise não protestou. Retirou-se para os seus aposentos.

[ ... ]

Mayu acordou com o barulho de tiro. Estava suada e tremendo, e pensou que fora só um pesadelo. Não conseguia lembrar-se de seu sonho. Mas houve outro tiro, e seu coração disparou. O que está acontecendo?, pensou. Arrastou-se silenciosamente para debaixo da cama, e lá ficou, parada, escura como a penumbra que a envolvia.

Ouviu a maçaneta girar vagarosamente, e os ruídos eram mínimos, ínfimos. O ranger da porta abrindo-se era mais notável, e a menina viu pés em botas pretas entrarem em seu quarto. Faziam barulho no chão de madeira polida. Prendeu a respiração.

Kore wa anata no namaedesu — disse um deles, a voz fria. — Vamos embora, Kottar não vai se importar de termos perdido uma criança.

Pela quantidade de pés com botas, Mayurise contou três. Bandidos, pensou. Vovô! Papai! Ouviu a porta fechar-se; eles haviam saído.

Baka! — era uma voz diferente, abafada pela grossura da parede entre ela e os bandidos. — Por que não olhou debaixo da cama? — Mayu apressou-se em cobrir-se com lençóis sujos que estavam abaixo de seu colchão. Comprimiu-se contra o chão, tentando parecer um monte de roupas sujas. A porta abriu-se outra vez, e sentiu o rosto bandido aproximar-se da sua cama. — Vamos. Ela deve ter fugido.

[ ... ]

Ficou ali, embrulhada entre os lençóis, por o que pareceram horas. Quando tomou coragem para desembrulhar-se, ainda estava escuro. Saiu do quarto, descalça, ainda com sua roupa de dormir. Andou inaudível e vagarosamente pelos corredores. Foi primeiro ao quarto do avô, e tudo o que encontrou foram lençóis sujos de sangue. Começou a chorar, chamando pelo pai, mas também não o encontrou.

Encontrou-o no quintal. Estava amordaçado, sangrando, chorando. Pálido, mais do que o normal. Mayu correu em sua direção, e tirou sua mordaça.

— Eles levaram o vovô, querida — ele ofegava. Abraçou-a, sujando-a de sangue.

— Eles quem, papai? — Mayu notou dois tiros: um na coluna e outro na barriga. O pai não respondeu. O sangue começou a jorrar da sua boca, e ele engasgou. Deu um último suspiro, e seus olhos ficaram vazios. — Papai? — mas ele havia morrido. Mayurise sabia, só não admitia para si mesma. Abraçou-o forte, primeiro, e depois fechou seus olhos.

Naquela noite de verão, neve começou a cair. Branca, pálida, sofrida, como Mayu. Ela chorou, e o as nuvens também.

Sentia raiva. Tinha desejo de vingança. Tinha um nome. Kottar.



Tóquio; dias atuais.

Cinco anos não foram necessários para tirar aquela noite dos seus pesadelos. Acordou com a respiração acelerada, os punhos cerrados e o suor escorrendo álgido pela testa. Olhou para o relógio sobre o criado-mudo, ao lado de sua cama. Marcava exatas 2h da madrugada. Sua garganta estava seca, e soube que andara falando enquanto dormia. Era um defeito muito desvantajoso. Levantou-se, sentindo o corpo pesado de cansaço.

— Não podemos ficar com ela — ouviu a voz de sua tia dizer. O irmão de seu pai acolheu-a em sua casa após a tragédia. — E se eles voltarem para pegá-la?

— Ele não vai mandar matarem-na — agora era o tio. — Já se passaram cinco anos, por que agora?

— Conheço-o melhor do que você — ela retrucou.

— Fale baixo, você pode acordá-la!

Mayu paralisou por um segundo. Sabia exatamente de quem estavam falando. Estão com ele, pensou, desesperada. Estão com Kottar. Sentiu a raiva crescer dentro de si. MALDITOS! Respirou fundo. Não podia atacá-los. Não agora. Talvez nem estivessem do lado de Kottar, talvez estivessem sendo acuados por ele. A raiva cresceu ainda mais em seu âmago, e ela obrigou-se a voltar para a cama. Embrulhou-se dos pés à cabeça quando ouviu passos aproximando-se da porta do seu quarto. A porta se abriu.

— Ela ainda está dormindo — sussurrou a tia. Fecharam a porta. — Deveríamos chamar Kottar.

— Ah, é? E o que falaríamos para a imprensa quando soubessem que Mayurise Wu está desaparecida?

— Diríamos que fugiu durante a noite. Diríamos que deve ter-se sentido horrível aqui e fugiu. Não seria nossa culpa.

Sairento!

Mayurise não ouviu mais cochichos. Deveriam ter-se retirado de volta aos seus aposentos. Eles sabem onde Kottar está. Sentiu os lençóis sob si gelarem. O frio não a incomodava, apenas fazia-a sentir-se corajosa, livre, poderosa. Eles sabem.

Desembrulhou-se. A colcha estava dura, gelada. Havia gelo onde suas mãos tocaram. Ela suspirou. Aquilo acontecia sempre que ficava nervosa. ”Um dia serei uma heroína?”, relembrou, perguntando ao avô. ”Será a melhor de todas. Minha guerreira de gelo.” Mayu debruçou-se sobre a borda da cama, e olhou para baixo dela. Lá estava, Aisu, embainhada. Fora a única coisa que sobrara de seu avô, a única que realmente importava.

— Serei, vovô.

[ ... ]

O piso de azulejos estava gélido sob seus pés descalços. A katana parecia mais pesada do que de costume. As passadas eram lentas e inaudíveis. Parou em frente ao quarto do casal. Agora, deveriam ter voltado a dormir. Abriu lentamente a porta, e esta não fez nenhum ruído. Téssiris, a gata, dormia aos pés dos tios de Mayu.

— Sai — ela avisou para a felina quando levantou a cabeça, sentindo sua presença. A gata obedeceu; pôs-se de pé e saiu tranquilamente.

Mayurise caminhou até a tia, a que dormia sobre o lado mais fácil de alcançar. Ela era feia, com uma pinta enorme sobre o lábio superior. Roncava. Posicionou lâmina de Aisu em sua garganta, e sentiu a espada gelar com seu próprio toque. A tia acordou, gritando. O tio abriu os olhos logo em seguida.

— Mayu! — vociferou ele. — O que pensa que está fazendo?

— Não se faça de idiota! — a menina sentiu a ardência crescer em si. — Eu ouvi a conversa de vocês. Estão com Kottar!

Quem é Kottar? — a tia perguntou, e Mayu apertou mais a katana contra o pescoço dela.

— Onde ele está? — sua voz soou tranquila demais. Uma tranquilidade fria como uma manhã de nevasca.

— Solte sua tia, Mayu...

— Onde ele está?! — gritou, e viu sangue escorrer pelo peito da tia. Fizera apenas um pequeno corte. Mas não por muito tempo.

— Eu digo! — a tia chorava. — Mas me solte, pelo amor de Deus!

Mayurise rosnou. Soltou primeiro os cabelos negros da mulher, e depois retirou a espada de seu pescoço. Manteve-a apontada para o casal.

— Onde? — sussurrou.

— Alemanha. Berlim. — ela respondeu. Passava freneticamente a mão no pescoço. — Vai embora! Vai! Nunca mais queremos te ver!

Mayu saiu. Não acharia sua vingança em Tóquio. Não acharia no Japão.


Créditos Theta Sigma



Maxon Prewett
Maxon Prewett
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
21

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lizzie Collins em Dom 31 Ago 2014, 18:29

[size=35]Ficha De Reclamação[/size]
Por qual Deus você deseja ser reclamado?


Gostaria de ser reclamada por Atena


Cite suas principais características físicas e emocionais.


Cabelo loiro, fino e ondulado. Olhos Claros como o mar, cerca de 1,70 de altura, magra.
Sou um pouco ante-social, prefiro a companhia de um livro à de alguém, mais isso não me impede de falar sem parar quando o assunto é ciência, arquitetura.



Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus?
Por causa da minha personalidade forte, astuta, inteligente, perspicaz e justa . Me acho capaz de ser uma guerreira.


Relate a história da sua personagem


Antes de Lizzie descobrir que é uma semi-deusa ela vivia com seu pai e sua mãe no blooklin – nova York la ela frequenta uma instituição pra adolescentes super dotados (inteligentes)Lizzie como toda garota de sua idade vivia no mundo da lua. Já no começo do meio do ano letivo, se vê excluída, devido a ela ser um tanto quanto mais ”nerd” do que os outros alunos. Tim era seu único amigo, e via-se nos olhos de Tim um grande brilho quando olhava para lizzie.
  Os pais de lizzie eram amorosos com ela, lhe davam de tudo e do melhor. Mais no quesito filha ela não se encaixava, sempre achava que faltava algo ou alguém.
  Ela procurava entender e se encontrar, a única coisa que ela queria era entender por que era mais forte que alguns garotos de sua escola. Tinha gente que achava ela estranha e outras que achavam que ela era especial.
  Lizzie é um tipo de garota super protetora e que gostava de ajudar qual quer pessoa, mais no fundo ela mesma se achava interessante, ela adora ir ao térreo dos prédios para ficar olhando os carros passando nas ruas e observar as pessoas passando. Neste mesmo dia, Ela ouviu uma voz em sua cabeça dizendo.


Voz: Proclamo vos como Filha de Atena  Bem-Vinda a sua família.

Lizzie fica assustada com aquilo mais logo esquece.

Certo dia ela começa a conversa com Tim atrás de resposta, já que seus pais odiavam conversa.

Eu: Tim ?

Tim: Fala.

Eu: você me acha estranha?

Tim; Acho sim kkkkk

Eu: eu to falando serio

Tim; tá bom eu não sei mais o que te falar você não sabe perguntar outra coisa?! Você não é igual a todo mundo, mais quem
não se sente diferente às vezes?


Eu: Mais a questão é que...

Tim: Para, escuta. Tenta entender, você é diferente mais á sua
diferença me faz te achar mais fascinante.

Eu: para com isso seu chato (ela empurra e rir)

Ela vai pra casa á procura de seus pais e tenta mais uma vez a verdade. Ao chegar a casa ver o pai lendo um livro e a mãe cozinhando.

Ela chega para o pai e fala:

Eu: Pai eu preciso de respostas.

Pai: Lá vem de novo...

Eu: pai, é a ultima vez que pergunto, se você não responder eu
saio pela aquela porta e não volto mais.

Pai: Para Lizzie

Eu: Para é eu quem  digo, pai assim não da mais sei eu ta escondendo algo sobre mim .

Assim o seu pai explica que ela é uma meio-sangue filha de Atena e a mulher que ela chama de mãe não é sua mãe. Assim seu pai diz que ela estava correndo um grande perigo e manda ela arruma sua coisa para ele a leva um local seguro.



Obs.: Desculpa pelo modo como escrevo, prefiro deste modo.
Lizzie Collins
Lizzie Collins
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
1

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 095-ExStaff em Dom 31 Ago 2014, 20:16


Avaliação
Cold...



Melissa.Jafrea – Reprovada – Primeiramente, Melissa, a sua ficha não pode ser aprovada graças ao seu nome, que não está de acordo com as regras do fórum. Ainda assim eu a avaliei, visando não ser injusto. Primeiramente, peço que não copie o livro no qual o fórum é baseado. Tudo bem que houve adaptações, mas ainda assim segue a história original, e isso conta muitos pontos negativos para a sua avaliação. Além disso, seu texto ficou corrido e com falta de detalhamento. Além disso, procure não narrar itens que você não possui, pois isso prejudica na hora da sua avaliação. As perguntas também foram respondidas de forma muito vaga, procure respondê-las mais detalhadamente. Então, ainda que você estivesse com o nome de acordo com as regras, seria reprovada. O link para a mudança de nome é este(clique).

Gregor Werkydness – Reprovado – Você possui um bom domínio ortográfico, devo admitir, mas ainda assim cometeu enganos que o levaram à reprovação. O principal erro que você cometeu, Gregor, foi o uso de size. Só por isso eu já nem precisava ler sua ficha para te reprovar, mas ainda assim eu o fiz para ser justo. A sua narrativa ficou muito superficial, com falta de detalhes e emoções, e em alguns pontos a repetição de palavras (como “meu pai”, que é repetido diversas vezes em um só parágrafo) prejudicou a leitura, contando mais pontos negativos para você. Outra coisa que eu não entendi é o motivo de caçadores mortais terem ido até uma floresta mágica para caçar seres místicos, sendo que graças à névoa esses mortais nem mesmo deveriam saber que tais seres existem. Caso deseje manter isso, ao menos explique os motivos, para evitar a confusão do avaliador. Notei também alguns erros de digitação, como ‘paa’ no lugar de ‘para’, que podem ser corrigidos com alguma revisão. Trabalhe melhor também a personalidade e o físico do seu personagem, para evitar futuras reprovações.

Manoella R. Croywer - Reprovada – Bem, Manu, o seu texto foi basicamente composto por falas. Quase não houve narração, e quando houve, tal narração foi superficial e sem detalhamento. Além disso, seu texto ficou confuso em diversos pontos, e isso prejudicou bastante sua narração. Um exemplo é “Quando chegamos lá vimos varias estatuas da Deusa Atenas que em sai era minha deusa favorita de todo o Olimpo, ganhamos alguns livrinhos sobre Atenas e o por que o Paternon foi construído ali e etc...” Procure também revisar o seu texto para corrigir erros de acentuação. Outro erro foi na coerência, em sua batalha contra o ciclope. Uma simples adaga – ainda que você possua perícia o bastante para atirá-la com precisão no olho do monstro – não o deixaria inconsciente. No máximo o irritaria. Para finalizar, gostaria de te dar o mesmo conselho que dei para a Melissa – por sinal, notei semelhanças entre os dois textos, tome cuidado com isso para não ser acusada de plágio -, tente fugir do clichê e da história original de Percy Jackson. Uma fúria é um ser extremamente perigoso, e Percy só conseguiu enfrentá-la de começo porque era o protagonista do livro, sinceramente. Não cometa o erro de achar que consegue fazer o mesmo. Um adendo: o nome da deusa é Atena(ou Athena, para alguns). Atenas é o nome da cidade.

Mayurise Homm Wu – Aprovada como filha de Quione – Você possui um excelente domínio ortográfico, Mayu, ao menos eu não notei erros nesse quesito, mas existe um outro que deve ser observado: a repetição do seu nome ou apelido – Mayu – por diversas vezes na narração, quando poderiam ser substituídos por termos como ‘a garota’, ‘a menina’, ou outros que poderiam manter o sentido e ao mesmo tempo quebrar essa repetição. No mais, não notei nada que prejudicasse a avaliação da sua ficha. Bem vinda, filha de Quione.

Lizzie Collins – Reprovada – Primeiramente, Lizzie, gostaria de apontar alguns dos diversos erros ortográficos que notei ao longo da sua narrativa: você utiliza ‘mais’ no lugar de ‘mas’. O primeiro dá a ideia de soma, adição, enquanto o segundo dá a ideia de adversidade, oposição. É uma confusão mais comum do que imagina, mas ainda assim prejudica muito o texto. No lugar de Brooklin você escreveu blooklin, com ‘L’ e sem letra maiúscula, o que também conta pontos negativos para você. Houveram outros erros nesse quesito, como falta de acentuação e erros de digitação, mas um dos principais erros foi a troca de tempo verbal. Você narrou tanto no passado quanto no presente, e isso confunde muito o avaliador, além de quase conferir uma reprovação por si só. Sua narração também ficou vaga e pouco detalhada, poderia ter sido bem melhor se fosse mais bem trabalhada. Outra coisa que não é exatamente um erro, mas incomoda. Você usa o nome da pessoa que está falando antes dessa fala. Essa não é uma prática recomendável, pois polui o texto e confunde o avaliador, rendendo perda de pontos na avaliação. Recomendo que revise o texto e procure detalhar mais, corrigindo os erros que apontei.

♣ Aguardando atualização ♣


Crédito do template a Tamy!

095-ExStaff
095-ExStaff
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
75

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zeus em Dom 31 Ago 2014, 20:27

Atualizado
Zeus
Zeus
AdministradoresPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
2179

Localização :
Olimpo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Noah Wentworth em Seg 01 Set 2014, 00:37


Ficha de Reclamação




The lost prince returns to king
Because he's the prince of flowers


 The prince of flowers returns



Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Perséfone

Cite suas principais características físicas e emocionais.

Físicas: Como se não bastasse ser um príncipe, James era bonito. Não bonito, lindo. Seus cabelos castanhos sempre estão penteados para trás, demonstrando extremo comportamento mental e físico. Seus olhos verdes com traços suíços fazem um contraste com seu tom de pele, levemente bronzeado, e com seu cabelo, formando um jogo de cores que lembra um jardim.(Oxe, viadagem -qnn) Com seus 15 anos, possui a altura de 1,80 cm. Possui belos traços suiços pela face, demonstrando sua ascendência. Possui uma pequena tatuagem de um dragão negro nas costas, demonstrando que é um mestre na esgrima. A tatuagem é uma tradição de seu reino, sendo que a maioria dos membros da corte real possui uma.

Psicológicas: James é o típico príncipe coroado de toda a monarquia. Comportado e educado, faz de tudo para não revelar sua segunda personalidade, onde se revela um garoto frio e rebelde, que apenas se mostra quando está furioso ou quando não sabe demonstrar o que está sentindo. Ás vezes é impulsivo e sem controle de si mesmo, onde fica em um estado típico de descontrole mental.

Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Pq cinnEu sempre quis um filho de Perséfone, e tive a idéia de criar um príncipe rebelde. Estou desenvolvendo muito a trama do James, e pretendo ampliá-la cada vez mais, já que estou gostando muito desse personagem.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

James estava sentado em seu trono, como sempre. Não havia nada melhor para fazer, a não ser observar alguns súditos fazerem malabarismo idiota. Era melhor ver idiotas contando repolhos do que aquilo. Ele levantou-se do trono ao lado de seu pai, e pegou a espada da família, embainhada, ao lado do trono. O semideus a desembainhou, e a apontou na direção do malabarista.

- Isto não é digno de minha aceitação. É melhor ver idiotas transtornados contando repolho. – ele voltou-se para o seu pai, e percebeu que o pobre camponês estava tremendo. – Pai, quando iremos ter algo que preste neste palácio?

Ele embainhou a espada novamente. Seu pai ajeitava a coroa, e analisava o pobre camponês. A famosa coroa de ouro cravejada de rubis, esmeraldas e diamantes. A de James era mais simples, uma pequena coroa de ouro cravejada de rubis.

- James, comporte-se. Hoje teremos um grande atrativo para você. Iremos acampar. – a palavra acampar fez a prole de Perséfone quase chutar a coroa monte abaixo. Estava irritado demais. Normalmente, não era a personalidade de James, mas os camponeses estavam se rebelando contra a monarquia, e o rei estava em crise.

- Filho, sabemos que o reinado está em crise, mas temos que relaxar. Os guardas reais cuidam de tudo. – o semideus se acalmou, e sentou-se no seu trono, novamente.

Ele colocou a espada real ao lado de seu trono novamente, e ordenou que o pobre malabarista fosse embora. Tinha alguns preparativos a fazer antes da pequena viagem.
                                                                                   
[...]
A limusine alugada não combinava com a paisagem ao redor. A definição de acampar, para a prole de Perséfone, era deitar em um saco de dormir de seda e penas de ganso no quintal de casa, mas aquilo era totalmente diferente. Estava nos Estados Unidos, local onde seu pai não possuía poder e nem mesmo era influente. Olhava para a floresta de pinheiros, e teve uma lembrança. A revelação de seu passado, de que era um semideus.

- É isto não é, pai? O acampamento para semideuses... – o rei deu um longo suspiro.

- É sim, James. Temo que sua vida esteja em risco, filho. Se um príncipe morrer agora, seria a queda do reinado. Acho que este é o único lugar em que você ficaria seguro. Sabe, sua mãe gostaria... – o homem engoliu em seco. Por algum motivo, hesitava em continuar.

O semideus respirou fundo. Iria para um lugar desconhecido, aonde ninguém se ajoelhava aos seus pés. Iria experimentar algo um tanto quanto exótico.

- Não sei se consigo, pai. – James pigarreou. Sentia-se um pouco desconfortável em relação ao rei, mas tinha que demonstrar seus sentimentos.

- Vai conseguir. Você é o futuro rei, e meu filho. Me dê orgulho, James.

Adendos:
Só queria dizer que o reino do meu personagem fica nos cafundó de judas perto dos alpes suiços, numa região montanhosa, etc.
Noah Wentworth
Noah Wentworth
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
4

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jhonny Braga em Seg 01 Set 2014, 12:34

Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Desejo ser reclamado por Thanatos, o deus da morte.

Cite suas principais características físicas e emocionais.

Físicas: Cabelos lisos e negros, compridos e mal aparados. Olhos negros que com o brilho do sol adquirem uma coloração azul tempestade e pele branca, quase pálida. O semblante sério em maioria das ocasiões acentua cada uma dessas características.

Emocionais: Anti-social, prefere ficar sozinho, um cara depoucas palavras e que não demonstra emoções.

Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Eu sempre fui um garoto tímido. Anti-social seria a palavra certa. Não por opção, é claro! Afinal, que criança iria abrir mão de amigos?

Minha história começa durante a minha infância, a qual passou-se quase que inteiramente em New Jersey. Embora eu tenha passado boa parte dessa época lá, foi durante a minha viagem para NY que descobri minha real origem, aos 11 anos. Meu avô, patriarca da família, acabou por fundar um negócio nesta cidade. Um pequeno escritório de advocacia. De qualquer forma, depois que a ideia prosperou, fomos chamados para morar aqui: eu; minha mãe, Nicole e minha vó, Mary. Toda a cidade era uma novidade pra mim. Apesar de aconchegante. Sempre fui um cara muito rebelde, afinal nunca podia fazer nada que eu queria em New Jersey e com a chegada em NY, uma liberdade nova tomou conta de mim, e isso foi o que me custou tanto.

Resolvendo conhecer a cidade, pedi ao meu avô, John, que me levasse a um passeio. Caminhamos, comemos, mas algo não estava normal. Eu me sentia observado, como se algo me seguisse desde o começo do percurso pela cidade. Meu avô, por outro lado, parecia tranquilo. Não demorou muito e algo me atacou por trás. Senti algo cravando em minhas costas: garras. Uma espécie de mulher galinha se agarrava em mim e batia as asas, tentando levantar voo comigo. As poucas pessoas que prestavam atenção em mim pareciam achar graça. O que diabos estava acontecendo?
Meu avô levantou a bengala e acertou a criatura na cabeça, o necessário para que ela me soltasse e se voltasse contra ele.
— Corra, Johnny! Esconda-se! Procure o acampamento!

Acampamento? Do que ele estava falando? Mesmo sem entender nada obedeci e corri o mais rápido possível enquanto a mulher galinha ainda estava lutando, porém mais duas saíram de algum lugar e passaram a me perseguir. O suor que descia dos cabelos atrapalhava a minha visão, mas o instinto me obrigava a correr. Passava por vielas e por baixo de árvores na intenção de atrapalhar os monstros, mas não era o bastante! "Por que estão atrás de mim?", eu me perguntava.

Por volta das três horas da madrugada eu estava sentado em frente a uma pequena loja escondida em uma rua escondida, debaixo de seu toldo para escapar da chuva. Tremia tanto por causa do frio quanto por causa do medo. Não sabia se meu avô estava bem, e nem se minha mãe estaria me procurando. E que acampamento eu deveria procurar? Nada fazia sentido pra mim naquele dia. Depois de um longo suspiro, levantei do chão e segurei uma barra de madeira jogada no chão. Não era uma grande arma, mas era o que eu tinha no momento. Tinha que encontrar minha família. Comecei a andar, mas alguns barulhos assustadores da noite me fizeram voltar a correr. O fato de ser novo na cidade dificultou bastante, mas foi seguindo as placas que finalmente cheguei ao endereço em que estava hospedado com minha mãe, um pequeno hotel no subúrbio. As luzes da frente estavam acesas, por isso não hesitei em entrar. Minha mãe estava sentada no saguão, visivelmente preocupada.
—Johnny! Onde você se meteu? Sabe que horas são? Cadê o seu avô? — ela me perguntou freneticamente, engolindo soluços.
— E-eu não sei! Um bicho voador nos atacou, cravou as garras em mim, ele teve que lutar!
Seus olhos já não estavam com medo. Eram os olhos de alguém que, de alguma forma, sabia do que eu estava falando. Ela me segurou pelo braço e levou-me correndo para um dos quartos do hotel, onde minha vó estava sentada na cama assistindo aos noticiários. Elas conversaram em voz baixa por alguns segundos. Vez ou outra uma das duas lançava um olhar pra mim, mesclado com um tanto de pena e preocupação.
— Querido — minha mãe falou em um quase sussurro —, vamos ter que sair daqui.
— Mas... aonde vamos, então? O vovô vem com a gente?
— Não, amor. Estamos indo a Long Island. Seu avô sabe se cuidar.

Minha avó, sem dizer nada, beijou minha testa e apenas olhou enquanto saímos do quarto. Minha mãe chamou um táxi e eu apenas esperei quieto durante todo o percurso. Apesar da curiosidade, tinha medo de saber o que estava acontecendo. Alguns momentos eu queria simplesmente acordar, chegando até a me beliscar discretamente. Não funcionou.

Depois de chegar ao pier e passarmos por um caminho de balsa, estávamos em Long Island. Não era tão diferente de New York City, pelo menos pra mim. Caminhamos em silêncio por um tempo, cerca de quinze minutos, quando ela finalmente falou.
— Johnny, você é um semideus. Filho de uma humana e um deus. Eu não vou te falar mais nada por enquanto. É perigoso pra você saber muito enquanto não está no acampamento. Apenas me prometa que vai me visitar, sim? Disse ela com a maior naturalidade como se disse-se: Vou na rua e já volto, não saia de casa.

Eu não estava entendendo nada! Semideus, acampamento, filho de um deus. As informações estavam a um turbilhão por segundo na minha mente, eu não estava conseguindo compreender nada  mas a julgar pelas lágrimas que se formavam nos olhos da minha mãe, decidi concordar. O que quer que acontecesse, nada iria me separar dela.
— Ótimo. Enfim chegamos, querido.
Eu não notei nada de diferente. Tudo estava cercado por árvores, mal dava pra se enxergar a estrada pela qual chegamos aqui. Foi então que algo alguns metros a frente me pareceu estranho e de certa forma familiar. Apertei os olhos e finalmente o vi: uma espécie de entrada estava ali o tempo inteiro, separando a floresta de algo que me lembrava uma vila.
— Agora vá. Procure por Quíron. Ele vai ajudar você. — então ela beijou minha testa e se afastou. Não entendi de início, mas provavelmente ela não poderia entrar comigo por algum motivo. Tentei convence-la a entrar mais ela disse que não podia, que não fazia parte do meu mundo.

Entrei com lagrimas nos olhos, não podia acreditar que havia deixado minha mãe pra trás, sozinha. Entrando no local, avistei um grupo de pessoas diferentes de tudo o que eu já havia presenciado. Alguns carregavam facas e espadas, outros voavam e alguns tinham pernas de bode! Uma tontura começou a tomar conta da minha cabeça e então do meu corpo. Por sorte alguém veio me socorrer, falando coisas que eu mal conseguia entender. Esse alguém me levou pra uma espécie de casa imponente com algo que me lembrava muito meus livros de história. Foi então que o mais esquisito dos moradores do lugar apareceu: um homem de cabelos bem cortados e barba, com um rosto amigável porém muito sábio. Seus braços pareciam firmes e ele olhava diretamente para mim, mas eu não conseguia desviar meus olhos de algo em seu corpo que me incomodava: da cintura pra baixo, o homem era um cavalo!
— Muito prazer, semideus. Meu nome é Quíron. Eu sou o superv...
— Você é um centauro?! Que lugar é esse? Por que diabos todos me chamam de semideus? Minha mãe veio até aqui comigo mas ela nã...
— Calma, rapaz. [/color]— Ele falou suavemente.
— Sim, eu sou um centauro. Você está no acampamento Meio-Sangue, sua casa a partir de agora. Sua mãe, que eu presumo que seja mortal, é incapaz de habitar aqui.
[/color]— Mas... Senhor, eu não entendo. Como eu posso ser um semideus? Isso não é mitologia?
O centauro pigarreou. O rapaz que me guiou até ali entendeu o recado e saiu do aposento. Ele parecia um garoto normal, assim como eu.
— Garoto, primeiro diga-me seu nome.
— Johnny, senhor. Johnny Walker Braga— Falei de imediato.
— Muito bem Johnny, agora escute: algumas vezes, os deuses gregos, mais reais do que você possa imaginar, vem até o mundo mortal e apaixonam-se. Desse amor com mortais acabam surgindo os semideuses, assim como os das histórias. Este lugar foi criado para abrigar pessoas como você, já que o mundo exterior está coberto por criaturas que conseguem rastrear semideuses pelo cheiro forte que vocês exalam.
Senti uma súbita vontade de experimentar o meu cheiro, mas isso não parecia algo apropriado para o momento embora fosse estranho, será que um desodorante não poderia resolver?. Esperei que o centauro prosseguisse.
— Aqui você poderá treinar com armas de verdade, desenvolver suas habilidades e dentro de algum tempo provavelmente você estará familiarizado com tudo. — Ele não falou nada, mas seu olhar me desafiava a dizer algo.
— Senhor, mas... e como eu sei quem é meu pai? Digo, eu sei que a minha mãe é humana, mas eu nunca vi o meu pai, então...
— Tenha calma quanto a isso. Ele se revelará quando achar melhor, e só então você poderá se mudar para o seu chalé. Por enquanto, como indefinido, você ficará abrigado no chalé de Hermes.
— Sim, senhor. Obrigado.


Ele acenou com a cabeça e continuou me olhando. Decidi que era a hora de me virar e sair do local, para então conhecer o acampamento. Pessoas corriam e pulavam por todo lugar. Alguns mais jovens, outros mais velhos do que eu, mas a maioria na mesma faixa etária. Eu demorei muito para entender que a minha vida havia mudado, e foi durante uma noite de sono que fui acordado pelos filhos de Hermes. Por um momento eu pensei ser uma brincadeira, afinal eu era novato e já havia sido vítima nas mãos deles, mas o olhar de espanto me fez olhar para cima. Um símbolo girava sobre mim, e logo minhas dúvidas se esvaíram, quando um filho de Hermes gritou:
— Ele é um filho de Thanatos!
Jhonny Braga
Jhonny Braga
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
17

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lucien Aube em Seg 01 Set 2014, 15:00

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Gostaria de ser um sátiro

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Físicas: Gregor é um sátiro alto, tem músculos longos e bem desenvolvidos, tem cabelos longos, lisos e castanhos que costumam ficar presos em um rabo de cavalo e possui uma barba curta e bem aparada.

Emocionais: O sátiro é muito simpático e corajoso. Sempre está disposto a ajudar seus amigos e a cumprir seus objetivos com precisão e destreza. Nunca abandona as pessoas que precisam de sua ajuda e gosta muito de tocar músicas antigas, dos tempos da Grécia dominada pelos Olimpianos.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Sátiros representam a proteção dos ambientes naturais. Sua coragem, agilidade e força simbolizam todas as qualidades do grande Pã. Esses seres mitológicos sempre me despertaram uma grande curiosidade, e acho que eles merecem reconhecimento por tudo que fazem para proteger as florestas.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.


O conto das estações


As árvores sempre foram minhas companheiras. Nasci em um belo dia ensolarado na floresta onde o Outono é eterno. Meus cascos simbolizam minha destreza; meus chifres, embora pequenos, simbolizam minha força. O grande Pã, protetor das florestas, deu a todos os sátiros a dádiva da interação com os seres da natureza.

Perto do lugar onde eu morava havia um pequeno bosque onde a vida prosperava como se todo dia fosse o início da primavera. Eu gostava de passar as tardes deitado na grama fofa daquele lugar, apenas pensando em todas as maravilhas que me cercavam.

Um dia caçadores mortais invadiram este bosque. Todas as criaturas que viviam ali eram comuns, nenhuma era mágica ou mitológica. Os homens que entraram no bosque carregavam armas pesadas e letais. Eu soube dessa invasão enquanto caminhava para buscar um pouco de água no lago que havia dentro do bosque.

Ouvi um barulho alto e fiquei assustado. O som das botas de couro dos mortais pisando na grama torturava meus ouvidos. O grupo era composto por cinco homens com roupas pretas e lenços azuis em volta da cintura e todos seguiam um caçador que tinha um lenço vermelho no pescoço. Colei meu corpo em uma árvore grossa e espiei o bando que maculava o belo recanto verde. O líder fez um gesto para que todos se juntassem. Os caçadores levantaram as armas de fogo e miraram em um ponto longe de meu campo de visão.

Quando mudei de posição para ver o local onde os mortais apontavam, meu coração congelou. Um belo cervo branco comia tranquilamente a vegetação perto do rio. Era o protetor do bosque. Com um som extremamente alto o homem com o lenço vermelho no pescoço atirou no animal. Os olhos de cada um dos mortais brilhavam com um isto de ódio e prazer. Senti nojo daquele grupo de pessoas armadas.

O cervo arregalou os olhos antes de receber o tiro e gemer de dor. Sofri junto com o pobre animal enquanto ele tombava, abria a boca e deixava uma poça de sangue inundar o lago antes azul e limpo. Depois de ver aquela cena horrenda saí correndo daquele lugar. Eu precisava contar para meus pais sobre tudo aquilo que acontecera. Quando cheguei no velho carvalho onde minha família costumava se reunir, não encontrei ninguém.

Um dríade que passava perto do grande carvalho viu minha expressão de sofrimento e me perguntou o que havia acontecido. Quando contei sobre o assassinato do cervo branco, ela ficou tão assustada quanto eu. Mas logo depois se recuperou e olhou para mim.

Pobre Gregor — a bela mulher encostou seus dedos verdes em meu rosto. — Nenhuma criatura mágica deveria assistir ao assassinato de um ser tão puro quanto aquele cervo. Prometo que aqueles mortais vão pagar por todo mal que causaram.

Você jura? — olhei para a ninfa verde com desespero. Ela sorriu e acenou positivamente com a cabeça. Seus cabelos sedosos moviam-se graciosamente em seus ombros.

Preciso levá-lo ao Acampamento Meio-Sangue — ela olhou para o rio. — Somente lá você encontrará segurança e treinamento.

Quem disse que eu preciso de treinamento? — meu orgulho subiu por todo o corpo.

Não seja bobo, Gregor — Zavix, a ninfa das florestas, sorriu para mim. — Somente no acampamento você encontrará seres semelhantes a você. Vamos, não temos tempo para conversar. Logo os caçadores nos perseguirão.

Caminhamos até a margem de um rio perto da clareira onde eu estava. Eu me sentia fraco e desesperado cada vez que lembrava do sangue do animal branco manchando as águas do lago. Afastei aquelas imagens da cabeça e estufei meu peito. Eu precisava ser forte, tanto física quanto psicologicamente.

Minha amiga verde juntou as mãos na frente da boca e soltou uma doce melodia na direção do rio. As água correram com mais força. No meio das correntes, uma náiade surgiu. Ela sorriu para mim e acenou para que eu a acompanhasse. Me despedi de Zavix e me juntei a Naekir, a náiade. As águas do rio envolveram meus cascos e minhas pernas peludas. Peixes dos mais diversos tamanhos e formas saltaram das correntes fluviais e me saudaram. Eu podia sentir a energia mágica do rio.

Esta energia me dava forças, da mesma forma que as árvores de meu antigo lar também me fortaleciam. A náiade juntou as mãos e começou a se mover no sentido da correnteza. As ondas que me seguravam seguiram a ninfa. Viajei por um longo tempo ao lado de Naekir. Uma névoa fraca nos protegia de olhares mortais e desconhecidos. As árvores corriam enquanto a ninfa azul conduzia as águas com destreza e habilidade.

A floresta do Outono eterno ficaram para trás e uma nova vegetação começou a se formar. Arbustos grandes e grama fresca margeavam os limites naturais do rio. O cheiro de pinheiros e árvores frutíferas invadiu meu nariz e eu sorri ao perceber que estava seguro. Depois de algumas curvas e quedas repentinas, a jovem de cabelos azuis fez um movimento com a mão e as água pararam de se mover. A névoa desapareceu e minha companheira de viagem olhou para mim.

A partir daqui você deve seguir sozinho — ela cantava enquanto me dava as instruções. — Você deve procurar dois pilares gregos ao norte deste rio. Quando atravessar os pilares procure por Quíron, o centauro. Ele deve te receber e passar todas as informações que precisar. Espero ver você novamente, Gregor Werkydness.

Acenei para a náiade enquanto ela sumia no meio do rio. Me virei para a direção indicada por Naekir, arrumei meus cabelos e andei aos pulos pela floresta. Depois de alguns minutos explorando as árvores encontrei os pilares gregos. No meio deles havia uma placas com uma frase em letras gregas. Forcei um pouco minha visão e o nome ''Acampamento Meio-Sangue'' ficou claro com a luz do sol em dias de primavera. Um vento frio passou por meu peito nu e eu andei até os pilares. Um som de cascos surgiu ao meu lado e um grande centauro de cabelos castanhos apareceu.

Olá — ele me saudou com uma voz profunda. — Você deve ser o Gregor, certo? Naekir e Zavix me contaram sobre o que aconteceu em sua floresta. Assistir à uma cena como a que você presenciou me faz questionar sobre a real intenção dos mortais em relação aos animais. Espero que você nunca tenha que ver algo parecido novamente.

Os braços fortes do centauro encostaram em meus ombros. Sorri para ele e olhei para as colinas além dos pilares. Ele sorriu para mim e pediu para que eu o seguisse.

Neste acampamento você conhecerá muitos seres semelhantes a você — Quíron me disse.

Existem sátiros aqui? — eu perguntei animado. Depois de assistir ao assassinato de um animal tão querido, a possibilidade de encontrar outros de minha espécie me fazia ficar menos solitário.

Sim — Quíron acenou — aqui nós treinamos todo o tipo de criaturas mágicas e também alguns semideuses.

Semideuses? — olhei para ele com espanto. — Então é verdade? Pensei que depois dos Argonautas nenhum outro meio-sangue sobrevivera aos monstros que estão soltos pelo mundo.

Quíron gargalhou ao notar meu espanto. Passamos por diversas casas de madeira e santuários onde semideuses andavam e corriam por todos os lados. O aroma dos campos de morango que eu podia ver ao fundo me fez ter certeza de que eu finalmente estava em um lugar que podia chamar de lar.

Legenda:
Zavix, a dríade
Naekir, a náiade
Quíron
Gregor Werkydness
Lucien Aube
Lucien Aube
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
41

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Dimitri Romanov em Seg 01 Set 2014, 22:11

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Éolo

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Will possui olhos verdes e cabelo loiro. Sua altura é mediana, cerca de 180cm. Seu porte não é grande, mas sua boa forma exala energia e inspira confiança. Gosta de filosofar, e constantemente parece estar no mundo da lua. Seu interesse muda tão rapidamente quanto a direção do vento. No entanto, costuma ser muito intenso naquilo que busca e lhe interessa.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Suas características são muito interessantes, e me trazem paz ao coração <3 Brincadeira, eu gostei dos poderes –q Pretendo criar um personagem bastante interessante e envolvente com esta base.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

A história de como Will chegou ao acampamento não é nada incomum. Mas antes de conta-la é preciso conhecer seus pais. Sua mãe é uma filósofa, uma mulher muito distraída que constantemente parece estar vegetando, e de repente surge com alguma frase impactante que muda o rumo das conversas. Seu padrasto é um homem inteligente, professor de universidade. Gosta muito de deixar testes lógicos de física e matemática para Will, mas também o obriga a se exercitar. E foi em um dos acampamentos de verão, fortemente incentivados pelo pai de Will, que ele acabou tendo sua vida mudada para sempre. Em uma caminhada pela montanha, em um dia ensolarado e sem nuvens, ele acabou se afastando do restante do grupo e se perdendo. Carregava consigo apenas uma mochila, onde havia algum alimento e materiais básicos para sobrevivência.

Enquanto seguia o rastro do animal, Will estava pensando. O dia estava claro, e o rastro do animal estava descendo a montanha, em uma direção bastante clara e aparentemente definida. Pelas pegadas e a ausência de animais pequenos próximos a si, Will achava se tratar de um urso. Suas suspeitas se confirmaram quando chegou à beira de um rio. O rastro acabava à beira da água, e o local em frente ao rio tinha uma corrente leve, não funda demais, onde facilmente um urso ou um lobo conseguiriam pescar. Ao erguer seu olhar ao logo do rio, ele percebe o urso o encarando, de dentro da água. Um momento congelado encarando-o, outro momento até sua mente perceber o que estava fazendo, outro momento para ver que era tarde demais e começar a correr. Havia irritado o urso ao olhar ele nos olhos. O Sr. Young havia garantido à seu pai que não existiam animais selvagens naquela montanha, e Will estava realmente curioso sobre como Young explicaria à ele como seu filho havia sido morto por um urso. Engraçado, pensar nisso enquanto sua vida realmente corria perigo. O garoto corria como nunca, segurando as alças da mochila com força para que ela não escapasse enquanto ele saltava morro abaixo. Suas botas macias para caminhada estavam amortecendo as pedras e desníveis, e Will estava tomado pela adrenalina, mas o urso o estava alcançando mesmo assim. Ele vê uma oportunidade mais a frente, onde o rio estreitava. Uma fina ponte improvisada com o tronco de uma árvore. A correnteza ali era forte demais para que o urso atravessasse nadando, mas também era forte o suficiente para molhar o tronco de árvore. Uma breve olhada ao redor e para trás indicou a Will que não tinha escolha. Ele se lança para frente, salta para cima do tronco e inicia sua tortuosa e escorregadia travessia. Um passo, e mais outro; a cada passo a árvore parece tremer sob seus pés, e ele se imagina caindo no rio. Quando está quase na metade, o garoto olha para trás, e vê o urso irritado por não conseguir subir na madeira. Em uma tentativa furiosa, o urso consegue se equilibrar precariamente sobre a madeira, mas assim que dá o primeiro passo, escorrega e cai dentro do rio. Fica agarrado à margem apenas com as patas da frente, e desesperadamente tenta subir. Will avança lentamente em direção à outra margem, mas assim que consegue novamente se concentrar para andar, a madeira literalmente treme embaixo da sua bota, e Will cai na água. Consegue se agarrar ao tronco, mas mal consegue se segurar. O urso desistira de tentar o alcançar, e estava simplesmente tentando afoga-lo agora. Ele urrava e batia na madeira, tentando empurrá-la. As mãos do guri estavam esfoladas, e a cada vibração ele achava mais difícil se manter agarrado. Ele grita por socorro, mas sabia que era tarde. Se pretendesse que alguém o alcançasse ali agora, deveria ter gritado mais cedo. Enfim, os esforços do urso vencem os dele; tronco, garoto e mochila são todos levados juntos rio abaixo.

Em meio a forte correnteza, Will submerge e emerge tantas vezes, que acaba perdendo a consciência em determinado momento, seus pensamentos há muito tinham esquecido o urso, estavam concentrados em pegar fôlego, prender fôlego, e senti-lo sendo expulso do pulmão pela pressão da água. O rio parecia nunca ter fim. Em certo momento, ele percebe não estar mais pegando fôlego, mas sim que o fôlego estava sendo soprado para dentro dele, e que ele já não estava perdendo o ar, mas sim cuspindo água. Quando abre os olhos, Will dá de cara com uma garota morena de cabelos morenos tocando seus lábios. Ele se engasga, e quando ela o vê olhando-a, o dá um empurrão que o faz rolar e vomitar o restante da água. Lentamente, ele consegue recuperar sua audição o suficiente para escutar a garota gritando com alguém. Mais lentamente, sua respiração normaliza. Pelo menos o ritmo, pois o ar cortava seu nariz e garganta como agulhas sempre que ele o inalava e queimava seus pulmões ao exalar. Ele então, em uma “crise” filosófica que herdara de sua mãe, pareceu perceber que aquilo que o estava fazendo sobreviver naquele momento, era o que mais doía; e mais tarde, Will iria saber que aquele ar que o estava salvando, viria a ser o seu maior poder.

Um garoto de cabelos escuros chega correndo, e com a ajuda da garota, pegam Will e sua mochila. Quando erguido, Will se sente extremamente tonto, e suas pálpebras voltam a se fechar. Quando desperta, ele se vê de cara com um homem-cavalo, que disse:
- Bem vindo ao acampamento meio-sangue, garoto. Meu nome é Quíron. Quer nos contar o que aconteceu no rio?
Havia uma tensão no ar não dita sobre o que ele iria dizer, mas que ele percebia nos ombros e olhos de cada um dos presentes. Ali estavam Quíron, a garota que o salvara, e o garoto que ela havia chamado. Will então lhes disse seu nome, e em seguida um relatório completo do que estava fazendo e o que aconteceu. Enquanto contava, o ar que respirava ia limpando seus pulmões completamente, e a tensão diminuía perceptivelmente. Will não havia feito nada heroico, nada sobrenatural, nada especial. Apenas sofrera acidentes, e como um acidente, chegara ali. Porém, são acidentes que muitas vezes mudam a vida de alguém completamente. O mesmo poderia ser dito do acampamento.

Na semana que se seguiu, Jenny, como se chamava a garota, explicou a Will tudo o que ele era e o que o acampamento era. Ela lhe mostrou os chalés e onde ele iria dormir; também lhe mostrou as forjas e como os filhos de Hefesto trabalhavam, de onde vinham suas matérias e quanto cobravam; mostrou os estábulos e o ensinou a montar, além de lhe contar que filhos de Poseidon conseguiam falar com os pégasus; mostrou a casa grande e contou sobre diversas lendas; o levou ao refeitório e como fazer oferendas aos deuses antes de comer. Então no final da tarde do primeiro dia, o levou até o lago, onde ficaram até escurecer. Jenny lhe contou sobre sua vida antes do acampamento, e de como adorava quando suas tias iam a visitar e levavam tortas de cereja. Em todos os locais, Will percebia como a garota estava esperançosa, curiosa e cada vez mais impaciente. Ele se perguntava o que a deixava assim, e só conseguiu chegar até conclusão óbvia de que ela esperava que alguma coisa acontecesse em um desses lugares. A resposta para a ela veio quando resolveu  mostrar a arena.
Ao chegarem lá, ela estava no meio da explicação de que ali, eles praticavam apenas com espadas de madeira e que havia diversos estilos de luta diferentes que poderia aprender, quando Will a interrompeu. Ele estava observando atentamente dois jovens que se encaravam no centro da arena, um claramente mais alto e forte que o outro. Ele parecia estar dando uma bronca contida no menor, porém o puxou de lado até um local onde achou que ninguém estivesse observando, e lá lhe deu um forte soco no queixo. O garoto menor caiu e o garoto maior lhe deu um chute nas costelas. Will se aproximou do confronto decidido.
-  O que está fazendo? – a pergunta saiu de seus lábios de forma ríspida e clara antes que Jenny o alcançasse e o impedisse.
O semideus gira sob os calcanhares, seu rosto demonstrando surpresa por um momento, logo tomado pela raiva. Will estava olhando levemente para cima, mas a sua postura confiante o fazia parecer maior.
-  O que está fazendo? – ele repete a pergunta, mais alto e mais pausadamente.
- Isto não lhe diz respeito, novato. Saia daqui logo se não quiser o mesmo destino para você. – dizendo isso, ele vira as costas para Will, e grita com o semideus caído – Quem não é capaz de defender à si mesmo, não deveria mexer com as garotas das outras.
“Um motivo tão mesquinho” – Will pensa incrédulo. Ciúmes, apenas? Tsc, que infantil. Ele se joga para frente, e se agarra ao pescoço do semideus. Embora o ataque de Will não fosse esperado, o outro era maior e tinha experiência em brigas. Com poucos movimentos ele afrouxa o aperta, e consegue dar uma forte cotovelada nas costelas de Will. Em um giro, lhe desfere um soco que o joga pelo ar. Ele cai desajeitadamente no chão, mas no mesmo instante se levanta. Ele sabia da força do seu oponente, mas ainda assim, parecia não sentir os golpes dele. Em uma investida furiosa, ele se desvia de um soco e desfere um em contra-ataque, que acerta a barriga do grandalhão. Em seguida, lança um gancho em seu queixo e outro murro em sua mandíbula. Isso o faz se afastar, mas não parece surtir muito efeito. Will não era um grande combatente, porém o ar parecia estar cada vez mais leve, e o seu oponente ficava cada vez mais lento, o que tornava fácil ele utilizar seus conhecimentos básicos de artes-marciais. Independente disso, o que realmente acabou por finalizar o confronto, foi um sopro descomunal de vento que lançou o outro semideus rodopiando até se chocar contra uma das paredes da arena. Sobre a cabeça de Will, brilhava o símbolo de Éolo.
Dimitri Romanov
Dimitri Romanov
Filhos de HadesAcampamento Meio-Sangue

Mensagens :
145

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Manoella R. Croywer em Ter 02 Set 2014, 13:16

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Gostaria de ser reclamada pela Deusa Atena

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Físicas: Magra, olhos Cinza-Tempestade, Cabelos loiros que vão até o meio de minhas costas e com as pontas enroladas.
Emocionais: Extrovertida,romântica, brava, bipolar e nunca deixa as pessoas desistirem de seu objetivo facilmente.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Atena por ser a Deusa da sabedoria e da Estratégia, eu sempre a achei a melhor deusa de todas. Eu me identifico com ela porque ela sempre tem uma solução para cada desafio que acha por seu caminho e também, pois, ela é a sabedoria do Olimpo.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?


Acordei assustada com o grito de minha governanta Ângela, acreditem em mim são os piores gritos que uma pessoa pode ouvir em toda sua vida, ela falava que eu estava atrasada para minha aula de Piano e depois eu acabei lembrando que depois da aula de piano tinha aula normal, minha escola é assim de manhã você tem aulas extras e depois suas aulas normais. Eu acordei bem assustada, pois eu tive um sonho terrível eu estava sendo perseguida por um monstro e depois eu apenas me vi em um lugar escuro com algumas frestas bem pequenas e de repente algumas chamas aparecem e então eu acordei.
Levantei e me arrumei rapidamente coloquei meu uniforme escolar: Uma blusa branca um colete vermelho, uma saia preta e vermelha e um sapato preto e também coloquei meu colar com uma Corujinha e meu nome escrito nele uma das únicas lembranças que minha mãe me deu, dei uma olhada rápida pela minha janela a vista do amanhecer da Califórnia, uma das melhores vistas do mundo para mim e desci rapidamente até a sala de jantar onde as empregadas serviam o café da manhã.
-Bom dia Ângela!-Falei.
-Bom dia Senhorita atrasada. -Falou Ângela.
-Bom dia Ângela. Bom dia princesa. -Falou meu pai chegando para o Café.
-Bom dia Senhor Leandro. -Falou Ângela
-Bom dia papai. -Falei, olhando para o enorme e delicioso bola de morango com chocolate que estava no centro da mesa.
-Estamos atrasadas Manoella. -Falou Ângela.
-Não dá tempo para um bolinho?-Perguntei.
-Não. -Respondeu ela.
-Ok, até mais tarde papai. -Falei pegando meus materiais e indo até o carro onde Ângela e o motorista me aguardavam.
Fomos passando pela rua que tem mais lojas de roupas eu sempre olhando atentamente as vitrines da loja, mais mesmo assim estava distante dali, estava pensando naquele sonho estranho que tive, o pior é que eu nunca tive sonhos tão estranhos assim como esse. E de vez em quando eu pensava em minha mãe nós nunca falamos dela mais mesmo assim eu me pergunto varias vezes como ela deveria ser ou será que eu sou igual a ela.
Quando chegamos, no enorme prédio da Academia Califórnia para Alunos bem Dotados, eu desci do carro dei um adeus bem rápido a Ângela e entrei correndo na escola em direção à sala de aula onde a Senhora Lovegood dava sua aula piano, estava atrasada por dois minutos e meio. A Senhora Lovegood vai me matar, ainda por cima tenho aula de História hoje e para minha grande sorte que ela é a professora.Nem sei se vou estar viva até as aulas de história.
-Senhorita Croywer está bem atrasada. -Falou de olhos fechados balançando a cabeça em um sinal de reprovação.
-Desculpe Senhora Lovegood. -Falei indo até o piano.
-Que isso não se repita. -Falou ela entregando uma folha com a musica que estávamos a praticar.
Depois da aula de piano, tive aula de matemática, seguida de geometria, depois tive português. Algo muito estranho aconteceu na aula de português eu acho que percebi que as letras escritas no quadro estavam saindo de lá, eu cheguei a ficar totalmente tonta, mais não deixei ninguém perceber isso, se não todos iriam começar a me rodear e isso seria bem ruim.Eu apenas pedi para ir beber um pouco de água e voltei rapidamente.
-Matheus quanto tempo falta para a ultima aula?-Perguntei a Matheus meu melhor amigo, que estava a minha frente na sala. Ele usa Muletas e tem cabelos pretos e seus olhos são castanhos.
-Exatamente dois minutos Manu. -Respondeu Matheus.
-Obrigada. -Falei fechando os olhos, apenas a esperar o sinal tocar.
Por ultimo tivemos aula de História, com a Senhora Lovegood. Ela estava a nos ensinar Mitologia Grega, uma coisa que eu adorava.
-Senhorita Manoella quem foi Atena?-Perguntou ela que no mesmo instante da pergunta todos olharam para mim.
-Atena foi a Deusa da Sabedoria e das Táticas de guerra.Ele tem um templo chamado Paternon e uma cidade com seu nome por causa de sua luta com Poseidon.-Respondi de um jeito bem mais complexo do que ela havia pedido.
Ela falou que estava certo, o sinal bateu e todos voltaram para casa.Fui dormir extremamente tarde pois estava fazendo meus deveres de casa, no dia seguinte acordei mais cedo do que o de costume, se eu acordar mais uma vez tarde Ângela ira me matar duas vezes.As aulas passaram bem rápido, nós tínhamos alguns pequenos intervalos eu aproveitei e fui até o pequeno parque que havia ali.De repente a Senhora Lovegood aparece e me chama para irmos a Biblioteca, ela disse que temos algo a conversar.
Chegamos lá, ela sumiu em uma fração mínima de segundos e apareceu novamente por cima de uma estante de livros, mais eu estava percebendo que sua face estava mudando ela ficou parecida com uma daquelas gárgulas só que as asas eram um pouco maiores e ela tinha unhas bem afiadas, ela ficou me perguntando varias coisas do tipo: “Onde estão os Deuses ?”, “Me entregue suas adagas e sua espada ou então você ira morrer aqui nesse local”. Eu fiquei muito assustada com essa afirmação que ela fez que foi uma ameaça de grande porte, eu fiquei com bastante medo, tentei gritar de qualquer maneira, mais não tive resultados.Eu tentei de tudo para ela desistir de suas ameaças, só que ela veio até mim e começou a me jogar na parede até ela ter algum resultado, de tantas as vezes que ela me jogava contra a parede eu acabei desmaiando.Só me lembro de uma coisa antes de ficar completamente inconsciente a maçaneta da porta da Biblioteca começou a se mexer então ela se transformou novamente em uma professora de piano e história e depois não me lembro de mais nada.
Eu acordei um pouco tonta e olhei em minha volta e percebi que estava em um hospital, e vi apenas Ângela e meu pai.
-Finalmente você acordou.-Falou Ângela.
-O que aconteceu com a Furia ?-Perguntei.
-Não tinha nenhuma fúria não.-Respondeu Ângela saindo do quarto do hospital.
-Eu tenho certeza que havia uma fúria lá pai.-Falei.
-Eu acredito em você.-Falou meu pai.
-Acredita ?-perguntei.
-Claro que sim.-Respondeu ele.
-Que bom.-Falei.
-Quando você sair daqui do hospital eu te explicarei melhor o por que acredito em você.-Falou meu pai.
Eu fiquei exatamente uma semana internada, quando estava me arrumando para voltar para casa Mtaheus meu melhor amigo entra em meu quarto.Parecia que ele sabia de algo, ele me deu um breve abraço e começou a me empurrar para fora do quarto.
-Para que tanta pressa ?-perguntei.
-Manu, vamos para sua casa o quanto antes.-Falou Matheus chamando um taxi e me colocando dentro.
Quando chegamos em casa, Matheus foi conversar com meu pai e eu fui até meu quarto arrumar as coisas que me levaram no hospital.Eu desci até o escritório de meu pai onde ele se encontrava juntamente de Matheus.
-Manoella, vou te explicar o por que dessa confusão.-Falou meu pai com uma de suas mão no rosto e outra apoiada na mesa.
-Ok então pai.-Falei.
-Você sabe por que nunca falamos de sua mãe não é ?-Perguntou meu pai.
-Sei, o senhor fala por que ela me abandonou.-Respondi.
-Então, sua mãe era uma deusa, Manu eu tinha acabado de entrar na faculdade de Direito e ela também, nós dois tivemos uma paixão de verão e você acabou nascendo.E tudo ficou maravilhoso, mais Zeus por algum motivo fez ela nos abandonar-Explicou meu pai.
-Mais quem é minha mãe ?-perguntei.
-Você é filha de Atena.-Respondeu Matheus.
Eu ainda estava meio que em choque, meu pai pediu que fosse até meu quarto e arrumasse uma pequena mala.Em menos de alguns minutos já estava tudo arrumado.Me dirigi até o escritório novamente e meu pai me entregou dois objetos um estava enrolado em um pano preto e quando o desenrolei vi que eram duas adagas e depois vi também que dentro de uma capa de couro preto havia outra arma que seria útil uma espada com uma coruja no cabo.Eu finalmente tive permissão de pegar essas armas pois desde pequenas eu tenho elas meu pai dizia que foram presentes de minha mãe, mais mesmo sendo presentes nunca as usei.
-Eu não volto para aquela escola nunca mais.-Afirmei.
-Nunca iríamos deixar isso Manoella.-Falou Ângela.
-Melhor ela ir logo ao acampamento Meio- Sangue.-Falou Matheus.
-Acampamento Meio-Sangue ?-Perguntei confusa.
-É um lugar especial para pessoas como você.-Respondeu meu pai.
Nós fomos pela estrada principal até o interior de Long Island, a todo minuto Matheus olhava para todos os cantos possíveis da estrada.
-O que procura Matheus ?-Perguntei.
-Estou vendo se não vem outro monstro atrás de nós.-Respondeu Matheus.
-Manu quando nós chegarmos na floresta, você e o Matheus vão ter que seguir sozinhos.-Falou meu pai.
-Por que ?-Perguntei.
-Só criaturas mitológicas e Semideuses entram no Acampamento Meio-Sangue.-Explicou Matheus.
-Isso mesmo.-Falou meu pai.
-Entendi então.-Falei.
Nós chegamos em uma enorme floresta, meu pai me deu um adeus rápido, colocou minha mala para fora do carro e me desejou boa sorte na próxima etapa de minha vida.Eu simplesmente deu um adeus rápido enquanto ele manobrava o carro para voltar a Califórnia.
-Peraí Matheus, se só Semideuses e Criaturas Mitológicas entram no acampamento como você entra ?-Perguntei.
-Eu sou um sátiro.-Respondeu ele, jogando as muletas fora e tirando sua calça.
-Agora tudo faz sentido.-Falei.
-Vamos logo.-Falou Matheus.
Andamos um pouco até que encontramos uma garota Semideusa perdida, ela estava fugindo de um ciclope, ela estava apenas com uma espada que media em media 20 a 21 centimetros.Eu e Matheus não deixamos ela nos ver por um curto tempo.
-Ciclope ?-Perguntei quese que sussurando.
-Sim.-Respondeu a garota atrás de nós.
-Vamos antes que ele volte.-Falou Matheus.
-Sou Paloma.-Falou a Garota.
-Sou Manoella.-Falei.
-Sou Matheus o Sátiro.-Falou Matheus.
Andamos mais um pouco e avistamos um arco enorme escrito “Acampamento Meio-Sangue”, só que ouvimos alguns passos atrás de nós e quando nos viramos era o ciclope que estava perseguindo Paloma.
-Manoella,Paloma cuidado.-Gritou Matheus.
Nós corremos um pouco e por um milagre eu acho conseguimos entrar no acampamento em segurança, uma barreira impediu que o ciclope viesse nos pegar.Andamos um pouco então Matheus nos levou até um senhor que todos o chamavam de Quíron, ele era um centauro.Ele começou a nos explicar melhor nossa existência, também explicou como funcionava o acampamento e falou as regras.
-Matheus leve-ás até o chalé de Hermes.-Falou Quíron.
-Ok.-Falou Matheus fazendo um sinal com a cabeça , quase dizendo para o seguir.
Nós passamos por vários chalés, Matheus ia nos dizendo de qual deus(a) era aquele chalé.Ele me mostrou uma enorme construção feita de mármore branco com duas colunas, ela estava a me mostrar o Chalé de Atena.
-O chalé de Atena é lindo.-Falei.
-Quando vocês forem aceitas como filhas de algum dos deuses do olimpo vão para seus respectivos Chalés-Falou Matheus.
-Ok então, entendi.-Falei.
-Então ta.-Falou Plaoma.
-Chegamos ao Chalé de Hermes.-Falou Matheus na frente de um dos maiores chalés do acampamento e ainda por cima o mais cheio.
-Achei bem legal aqui.-Falei.
-Por que é tão cheio ?-Perguntou Paloma.
-O Chalé de Hermes serve como o chalé dos indefinidos também.-Respondeu Matheus.
Ele nos levou até um quarto, onde haviam inúmeras beliches que pareciam confortáveis e falou que aqui seria nosso novo lar até irmos para os próximos chalés.
-Eu devia ter falado antes mais, eu esqueci.-Falou Matheus.
-Como sempre você esquece tudo.-Falei.
-O que você quer falar Matheus ?-perguntou Paloma.
-Bem-vindas ao seu novo lar o Acampamento Meio-Sangue, espero que gostem daqui.-Falou Matheus saindo do quarto dos indefinidos.
Manoella R. Croywer
Manoella R. Croywer
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
12

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Baxton I. Garfield em Qua 03 Set 2014, 15:28


Reclamação — Thanatos




O garoto

O peão era um garoto●que perdeu tudo quando criança



Baxton nasceu no estado da Pensilvânia, na cidade de Filadélfia, a maior do território. O dia que escolheu para vir ao mundo estava muito chuvoso e, como sua mãe morava nos subúrbios da cidade — que, naquele momento, não tinha como carros passarem por ali — e não tinha nenhum apoio de pessoas — por acharem-na sombria e estranha demais —, acabou que os gritos agonizantes de sua mãe no parto e seu primeiro choro desesperado pela vida foram ouvidos pelas paredes da pequena sala de estar do apartamento-ovo onde a mulher morava. Assim que Seraphina tomou o pequeno garoto nas mãos, prometeu aos céus e ao mundo inferior que cuidaria, durante todo o tempo que tivesse de vida, para que aquela pequenina criaturinha tivesse chance na vida.

Não demorou muito para que sua vida findasse em um acontecimento brutal, fazendo com que o jovem Baxton — que não conseguia entender nada ainda, pois tinha somente cinco anos de idade — perdesse tudo o que tinha. Eis o que aconteceu, em palavras frias: Um carro, dirigido por um bêbado inconsequente, vinha em alta velocidade pela avenida. Baxton voltava do médico com sua mãe, tendo resolvido um problema de crise respiratória e estando um pouco sonolento — o que era plausível, já que passava da meia-noite. O veículo acabou perdendo o controle e invadindo a calçada, lançando ele e sua mãe para frente com violência. Por sorte, o garoto acabou caindo em um monte enorme de folhas do parque que passavam, estas ainda não recolhidas pelo caminhão de lixo. Mas Seraphina bateu a cabeça com brutalidade no asfalto, morrendo na hora.

Condenado a pagar uma indenização baixa até os doze anos do jovem, que seria emancipado nessa idade — isso era errado, mas para o dinheiro, tudo era bem relativo —, o motorista mal falou com o pequeno no hospital. Assim que saiu, seis meses depois, Baxton fez o desejo de sua mãe: Continuou na escola, mesmo que não conseguisse entender nada do que as professoras falavam e que tivesse uma dificuldade enorme para conseguir estudar. Foi naquele ambiente que conheceu o garoto que o levaria para o lado mais sórdido do mundo humano: Trevor Johnson.

Na época que teve contato com Trev, Baxton tinha sete anos. O jovem, um garoto de doze, não tinha uma família de boas influências e era uma peste na escola. Não demoro muito para que ele entrasse com tudo nos pequenos crimes. Ao fazer doze anos e ser emancipado, o indefinido foi visado pelo criminoso para começar a seguir aquela carreira. Sem dinheiro e sem expectativa de alcance social maior, o mais novo aceitou o primeiro trabalho de pequenos furtos e serviu de isca muitas vezes, fazendo-o pensar em sair das asas do Johnson. Falando nisso, Trevor tinha espichado, ficando muito magro e alto. Perdeu cabelo no topo da cabeça por conta de algumas drogas e resolveu raspá-lo todo. No seu peito, uma tatuagem tribal se pronunciava em meio a pele morena. Era quase sem pelo e não parecia ser durão, mas sua atitude demonstrava o contrário.

Depois de uma troca de tiros ferrada, Baxton abandonou o necrófilo — sim, ele tinha desejos sexuais por mortas — a beira da morte. O cabelo negro do mais novo estava molhado de sangue que não era seu e os olhos azuis pareciam brilhar. O garoto de catorze anos se ajoelhou ao corpo do chefe e cuspiu na sua cara, recebendo em troca o sorriso cínico do outro.

— Espero que os fantasmas das mortas que você "comeu" depois de matar apareçam na sua pós-vida para te atormentar pela eternidade. — falou Baxton. — Ah... Eu tô fora dos seus comandos agora.

Quando a morte — Thanatos, embora ele não soubesse — veio para buscá-lo, Trevor achou que o homem de capuz negro era muito parecido com Baxton.


A reclamação

O peão●embora tenha sido torturado●fora reclamado como prole da morte.



Acordou, sentindo sua boca estar seca. Sentiu alguns incômodos na região do abdômen e, ao tentar se levantar, viu que estava sondado. Recostou-se novamente na cama, lembrando-se de forma gradativa o que tinha acontecido consigo nos últimos dias e gemeu, notando uma dor mais aguda em um dos possíveis lugares onde recebera um corte dos capangas lá. A conversa que teve com o cara de casaco de couro, em um sonho muito real, estava mais nítida do que nunca. A irmã do homem, uma mulher morena que usava um tipo de vestido branco até os pés, se chamava Athena — um cara chamado Ares ter uma irmã chamada Athena não era motivo de surpresa, já que as esquisitices se combinavam de forma harmônica — e parecia saber muito mais do que ele saberia em uma só vida. Foi ela que o explicou de forma rápida o que era aquelas estranhezas que aconteciam consigo.

— Bom dia! — Baxton foi retirado dos seus pensamentos por uma voz feminina. — Como se sente?

A moça que apareceu no quarto onde estava tinha um ar de sabichona. Os óculos redondos ajudavam a acentuar isso, embora a cor de seus olhos o lembrasse de Safira, uma semideusa que conhecera a algum tempo atrás. A mulher não era alta, mesmo. Se o garoto se levantasse da cama, com certeza a cabeça da médica atingiria seu torso ou até mais abaixo que isso, de tão pequena que era. Seu cabelo estava trançado de forma fofa, poderia dizer. Ela carregava uma prancheta, que provavelmente estava escrito seus dados pessoais.

— Me sinto dolorido. — falou, com uma voz rouca e fraca. — E dormente. Quanto tempo estou aqui?

Ela anotou algumas coisas na prancheta, batendo ritmadamente a caneta na madeira, a cabeça estando bem longe daquele quarto. Assim que percebeu estar avoada novamente, a médica sacudiu a cabeça e escreveu mais algumas coisas antes de lembrar da pergunta de Baxton e se atrapalhar toda.

— Er... Desculpe. Estou meio distraída. — falou, assim que encontrou as palavras. — Sou Mia, a médica que está acompanhando seu caso. Você passou três dias desacordado. Estava muito mal quando chegou, garoto. — Baxton deu um sorriso amarelo, enquanto Mia continuou: — Logo a medicação para dor vai ser ministrada. Eu solicitei, também, que as enfermeiras já começassem a dar pequenas doses de néctar e um pouco de ambrosia assim que você acordasse. Elas já devem estar chegando.

— Néctar? Ambrosia? — perguntou o indefinido.

— As bebidas dos deuses. Ajudam nos ferimentos para os semideuses, mas é necessário cuidado com a quantidade. — falou a médica, antes de estreitar os olhos e perguntar: — Qual é o seu progenitor divino? Não escreveram aqui.

— Ahn? Que é isso?

Antes que ela pudesse responder, já vendo que ele era um indefinido, um som de algo se rasgando começou a ser feito. Mia olhou atentamente para o forro logo atrás da cama de Baxton, reconhecendo aos poucos um símbolo. Era um corvo, como no conto de Poe que lera a pouco tempo. O corvo saiu do forro, iluminado por uma luz azul escura beirando ao preto, e pairou logo acima da cabeça do semideus, que não estava entendendo o que acontecia. A médica arregalou os olhos por um momento antes de voltar a si e escrever algo no papel.

— O que foi?

— Só estou um pouco surpresa. Aqui não é um lugar comum para haver reclamações.

— Reclamações?

— Sim. — falou, já calma. — Você é filho de Thanatos, que o reconheceu agora.

Deixando o garoto confuso no quarto, Mia rumou para o escritório do diretor do hospital, Alex Fleming. Ele precisava saber daquela situação esquisita que ocorrera ali. Enquanto isso, o símbolo acima da cabeça de Baxton desceu para o abdômen do garoto. O corvo grasnou, como se estivesse mandando uma mensagem de olá, e sumiu aos poucos, como um lorde fazendo sua retirada.

O homem se pegou pensando se era assim que a morte se apresentava para suas vítimas, ou se reservava isso só para seus filhos.



Características

    Físicas: Baxton é um homem de olhos azuis e cabelos negros como a noite. Ele tem cicatrizes escondidas por alguns pelos ralos pelo corpo e ostenta uma barba um tanto robusta por puro charme. Suas sobrancelhas grossas o dão um ar de mais selvagem e maduro, embora ele só tenha 18 anos.

    Psicológicas: Ele não é um homem misterioso, mas tem alguns aspectos de seu passado que são um tanto sombrios. É responsável e sério, mas não tem muitos escrúpulos quando se trata de seus trabalhos. É mais manipulado — normalmente por dinheiro — do que manipulador, por isso me refiro a ele como peão. Deixou de se preocupar com sua própria vida há muito tempo, sendo assim se arriscando muitas vezes para ter um pouco de dinheiro. Gosta muito do corpo feminino e de bebida, o que o mantém são em um mundo de sombras.

O porquê desse progenitor

    Poderes e corvos. Somente.

thank you ❝gabs!❞
Baxton I. Garfield
Baxton I. Garfield
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
25

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 095-ExStaff em Qua 03 Set 2014, 22:44


Avaliação
Cold...



James H. Romanov – Reprovado – James, sua ficha ficou bastante vaga. Faltaram detalhes e explicações que poderiam ter tornado ela mais atrativa, pois a impressão que tive é de que ela foi feita às pressas, sem nenhuma preocupação com o texto. Além disso, a conclusão da história ficou sem sentido, forçada. Devo admitir que possui um bom domínio ortográfico, não notei erros graves nesse quesito, mas em compensação a repetição de palavras quebra totalmente a fluência do texto. No primeiro parágrafo, por exemplo, você repete “trono” três vezes, e não foi o único erro que você cometeu nesse quesito. No mais, achei uma ficha confusa e sem sentido em quase toda a sua extensão. Recomendo que procure detalhar mais, e revisar a ficha antes de postar, para evitar esse tipo de problema.

Jhonny Braga – Banido por plágio – Ficha plagiada do player Luke Scott, encontrada neste link. Como punição, o player será banido por 48 horas, e caso o erro volte a se repetir, o ban será por tempo indeterminado.

Gregor Werkydness – Aprovado – Meus parabéns, Gregor, você melhorou bastante a narrativa em relação à anterior. Conseguiu corrigir os erros que eu apontei, e seu domínio ortográfico é excelente, embora eu tenha notado alguns erros simples de digitação, como ‘isto’ no lugar de ‘misto’, mas nada que tenha realmente prejudicado o seu texto, então não vejo motivos para não te aprovar. Seja bem-vindo, sátiro.

Will Campbell – Reprovado - Will, um dos principais erros, que acompanhou toda a sua narrativa, foi a repetição de palavras. O seu nome, por exemplo, foi repetido por tantas vezes que fica difícil contar, além de outras palavras como “rastro”, “urso”, “madeira”, entre outras, que podem ser encontradas – e o erro corrigido – com uma revisão antes da postagem. Outro erro foi a narração em dois tempos verbais, erro bastante comum e igualmente grave, que prejudicou sua narrativa, mesmo que tenham sido apenas algumas vezes. Me incomodou também o fato de você cair no rio de um acampamento qualquer, e a correnteza te levar dele até o acampamento meio-sangue. De acordo com as descrições dadas no livro, o acampamento fica no meio do nada, então você supostamente foi levado por quilômetros até chegar ao rio do acampamento. Mesmo assim, de acordo com o mapa fornecido pelo próprio Rick Riordan, o rio começa próximo ao acampamento, e deságua no mar, então foi incoerente o modo como você chegou lá. Houve ainda mais um fato que me incomodou, embora não seja exatamente um erro: os seus parágrafos são exageradamente grandes. Não estou dizendo que eles precisam ser minúsculos, mas é interessante diminui-los, porque assim a leitura se torna menos cansativa e mais atrativa ao avaliador.

Manoella R. Croywer – Reprovada – Manoella, você repetiu quase os mesmos erros da sua ficha anterior. O texto ainda possui falas demais e pouca narração, e embora você tenha tentado detalhar melhor, cometeu outros erros como a falta de acentuação e pontuação adequadas – em alguns pontos você se esqueceu do uso da vírgula, em outros você a utilizou em excesso, e houveram casos de falta de acentuação(como nas palavras táxi, ultima, entre outras) - e a repetição de termos. No primeiro parágrafo, por exemplo, você repetiu a palavra “eu” cinco vezes, o que tornou o texto cansativo e chato de ser lido. Houve também erros de ortográficos, como o uso de ‘mais’ no lugar de ‘mas’. Outra falha foi a confusão de tempos verbais. Você narrou tanto no passado quanto no presente, uma falha considerada grave. Para terminar, mais uma vez peço a você que não tenha como base a história de Percy Jackson e os Olimpianos para escrever sua ficha, porque eu notei novamente alguns fatores que estão presentes no livro, como a batalha contra a fúria – que eu já havia te pedido para tirar na avaliação anterior.

Baxton I. Garfield – Aprovado – Baxton, sua escrita é muito boa, e você sabe como descrever, ainda que – em minha opinião – o texto tenha ficado um pouco corrido e confuso, graças aos saltos temporais que você realizou. Ainda assim, não é grave o bastante para que seja reprovado, visto que pude entender a narração mesmo com o fato apontado. Outra coisa que me intrigou em sua narrativa foi o fato de um garoto de cinco anos e seis meses ter conseguido se virar sozinho, mesmo sendo um semideus – afinal, você não explicou como ele prosseguiu com sua vida após o acidente. Notei ainda alguns erros de digitação como “demoro” no lugar de “demorou”, mas nada que prejudicasse tanto o seu texto. No mais uma boa ficha, portando seja bem vindo, filho de Thanatos.
♣ Aguardando atualização ♣


Crédito do template a Tamy!

095-ExStaff
095-ExStaff
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
75

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 49 de 50 Anterior  1 ... 26 ... 48, 49, 50  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum
:: Topsites Zonkos - [Zks] ::