Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Zeus em Ter 08 Out 2013, 19:36

Relembrando a primeira mensagem :



Olá, Campista!



Como já devem saber, este é um fórum de RPG que procura seguir a história da série de livros 'Percy Jackson e os Olimpianos', de Rick Riordan. Não obstante, nós também oferecemos a você a oportunidade de viverem e interpretarem estes heróis semideuses, ou até mesmo outras criaturas mitológicas, criando suas próprias histórias e divertindo-se com elas. Para que possam participar de tais histórias, você deverá preencher uma ficha e postar neste mesmo tópico; a mesma encontra-se logo abaixo.

Para cada afiliação, você ganhará Poderes específicos - para tornar tudo um pouco mais 'real -, bem como ganhará presentes específicos: armas, itens de combate... Clique Aqui e Aqui para ver, respectivamente, estas listas de poderes e presentes de reclamação (lembrando que, assim que forem reclamados, um deus ADM irá atualizar seu rank, sua filiação e seus presentes)

Nem sempre você passará no teste, mas não desanime, tente novamente ou procure por outro deus... No caso de Zeus, Poseidon e Hades, o teste NÃO É VÁLIDO, pois estes Deuses efetuam testes mais severos. Os Três Grandes fazem concurso mensal para a escolha de um novo filho. Para saber a data do próximo concurso, fiquem de olho nos anúncios globais; a qualquer hora, um novo teste será postado.

Porém, caso se interesse por ser filho de Nyx, Melinoe, Athena ou Perséfone, atente para a ficha; ela será a mesma que para qualquer outra afiliação mitológica, mas será avaliada de forma mais rígida por um de nossos deuses.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial, ganha no momento de inscrição do fórum, e dos presentes de reclamação - adquiridos caso a ficha seja efetivada - devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.


Dúvidas? Contate um dos deuses ou um dos monitores de nosso Fórum, via MP ou Chatbox! Sintam-se livres para perguntar, e não tenham vergonha!






Ficha de Reclamação!




▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?





♦ Lembrando que todas fichas receberão uma avaliação condizente, mas a aprovação não é automática, sendo que a resposta pode ser negativa dependendo da qualidade apresentada. Determinados nick's que não seguirem a regra também terão a ficha desconsiderada. [Leiam as regras aqui]


.:.:.:.


▬ Lista de Afiliações divinas disponíveis atualmente no fórum, bem como os seres mitológicos disponíveis para serem interpretados:


.:.:.:.

Centauros
Dríades
Filhos de Afrodite
Filhos de Apolo
Filhos de Ares
Filhos de Athena *
Filhos de Deimos
Filhos de Deméter
Filhos de Dionísio
Filhos de Éolo
Filhos de Eos
Filhos de Hades **
Filhos de Hécate
Filhos de Hefesto
Filhos de Héracles
Filhos de Hermes
Filhos de Héstia
Filhos de Íris
Filhos de Melinoe *
Filhos de Morfeu
Filhos de Nyx *
Filhos de Perséfone *
Filhos de Phobos
Filhos de Poseidon **
Filhos de Quione
Filhos de Selene
Filhos de Thanatos
Filhos de Zeus **
Náiades
Sátiros

* = As fichas destinadas à tais patronos requerem uma avaliação mais rígida;
** = Os Três Grandes fazem concurso mensal para a escolha de um novo filho;
Zeus
Deuses
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lucien Aube em Seg 01 Set 2014, 15:00

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Gostaria de ser um sátiro

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Físicas: Gregor é um sátiro alto, tem músculos longos e bem desenvolvidos, tem cabelos longos, lisos e castanhos que costumam ficar presos em um rabo de cavalo e possui uma barba curta e bem aparada.

Emocionais: O sátiro é muito simpático e corajoso. Sempre está disposto a ajudar seus amigos e a cumprir seus objetivos com precisão e destreza. Nunca abandona as pessoas que precisam de sua ajuda e gosta muito de tocar músicas antigas, dos tempos da Grécia dominada pelos Olimpianos.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Sátiros representam a proteção dos ambientes naturais. Sua coragem, agilidade e força simbolizam todas as qualidades do grande Pã. Esses seres mitológicos sempre me despertaram uma grande curiosidade, e acho que eles merecem reconhecimento por tudo que fazem para proteger as florestas.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.


O conto das estações


As árvores sempre foram minhas companheiras. Nasci em um belo dia ensolarado na floresta onde o Outono é eterno. Meus cascos simbolizam minha destreza; meus chifres, embora pequenos, simbolizam minha força. O grande Pã, protetor das florestas, deu a todos os sátiros a dádiva da interação com os seres da natureza.

Perto do lugar onde eu morava havia um pequeno bosque onde a vida prosperava como se todo dia fosse o início da primavera. Eu gostava de passar as tardes deitado na grama fofa daquele lugar, apenas pensando em todas as maravilhas que me cercavam.

Um dia caçadores mortais invadiram este bosque. Todas as criaturas que viviam ali eram comuns, nenhuma era mágica ou mitológica. Os homens que entraram no bosque carregavam armas pesadas e letais. Eu soube dessa invasão enquanto caminhava para buscar um pouco de água no lago que havia dentro do bosque.

Ouvi um barulho alto e fiquei assustado. O som das botas de couro dos mortais pisando na grama torturava meus ouvidos. O grupo era composto por cinco homens com roupas pretas e lenços azuis em volta da cintura e todos seguiam um caçador que tinha um lenço vermelho no pescoço. Colei meu corpo em uma árvore grossa e espiei o bando que maculava o belo recanto verde. O líder fez um gesto para que todos se juntassem. Os caçadores levantaram as armas de fogo e miraram em um ponto longe de meu campo de visão.

Quando mudei de posição para ver o local onde os mortais apontavam, meu coração congelou. Um belo cervo branco comia tranquilamente a vegetação perto do rio. Era o protetor do bosque. Com um som extremamente alto o homem com o lenço vermelho no pescoço atirou no animal. Os olhos de cada um dos mortais brilhavam com um isto de ódio e prazer. Senti nojo daquele grupo de pessoas armadas.

O cervo arregalou os olhos antes de receber o tiro e gemer de dor. Sofri junto com o pobre animal enquanto ele tombava, abria a boca e deixava uma poça de sangue inundar o lago antes azul e limpo. Depois de ver aquela cena horrenda saí correndo daquele lugar. Eu precisava contar para meus pais sobre tudo aquilo que acontecera. Quando cheguei no velho carvalho onde minha família costumava se reunir, não encontrei ninguém.

Um dríade que passava perto do grande carvalho viu minha expressão de sofrimento e me perguntou o que havia acontecido. Quando contei sobre o assassinato do cervo branco, ela ficou tão assustada quanto eu. Mas logo depois se recuperou e olhou para mim.

Pobre Gregor — a bela mulher encostou seus dedos verdes em meu rosto. — Nenhuma criatura mágica deveria assistir ao assassinato de um ser tão puro quanto aquele cervo. Prometo que aqueles mortais vão pagar por todo mal que causaram.

Você jura? — olhei para a ninfa verde com desespero. Ela sorriu e acenou positivamente com a cabeça. Seus cabelos sedosos moviam-se graciosamente em seus ombros.

Preciso levá-lo ao Acampamento Meio-Sangue — ela olhou para o rio. — Somente lá você encontrará segurança e treinamento.

Quem disse que eu preciso de treinamento? — meu orgulho subiu por todo o corpo.

Não seja bobo, Gregor — Zavix, a ninfa das florestas, sorriu para mim. — Somente no acampamento você encontrará seres semelhantes a você. Vamos, não temos tempo para conversar. Logo os caçadores nos perseguirão.

Caminhamos até a margem de um rio perto da clareira onde eu estava. Eu me sentia fraco e desesperado cada vez que lembrava do sangue do animal branco manchando as águas do lago. Afastei aquelas imagens da cabeça e estufei meu peito. Eu precisava ser forte, tanto física quanto psicologicamente.

Minha amiga verde juntou as mãos na frente da boca e soltou uma doce melodia na direção do rio. As água correram com mais força. No meio das correntes, uma náiade surgiu. Ela sorriu para mim e acenou para que eu a acompanhasse. Me despedi de Zavix e me juntei a Naekir, a náiade. As águas do rio envolveram meus cascos e minhas pernas peludas. Peixes dos mais diversos tamanhos e formas saltaram das correntes fluviais e me saudaram. Eu podia sentir a energia mágica do rio.

Esta energia me dava forças, da mesma forma que as árvores de meu antigo lar também me fortaleciam. A náiade juntou as mãos e começou a se mover no sentido da correnteza. As ondas que me seguravam seguiram a ninfa. Viajei por um longo tempo ao lado de Naekir. Uma névoa fraca nos protegia de olhares mortais e desconhecidos. As árvores corriam enquanto a ninfa azul conduzia as águas com destreza e habilidade.

A floresta do Outono eterno ficaram para trás e uma nova vegetação começou a se formar. Arbustos grandes e grama fresca margeavam os limites naturais do rio. O cheiro de pinheiros e árvores frutíferas invadiu meu nariz e eu sorri ao perceber que estava seguro. Depois de algumas curvas e quedas repentinas, a jovem de cabelos azuis fez um movimento com a mão e as água pararam de se mover. A névoa desapareceu e minha companheira de viagem olhou para mim.

A partir daqui você deve seguir sozinho — ela cantava enquanto me dava as instruções. — Você deve procurar dois pilares gregos ao norte deste rio. Quando atravessar os pilares procure por Quíron, o centauro. Ele deve te receber e passar todas as informações que precisar. Espero ver você novamente, Gregor Werkydness.

Acenei para a náiade enquanto ela sumia no meio do rio. Me virei para a direção indicada por Naekir, arrumei meus cabelos e andei aos pulos pela floresta. Depois de alguns minutos explorando as árvores encontrei os pilares gregos. No meio deles havia uma placas com uma frase em letras gregas. Forcei um pouco minha visão e o nome ''Acampamento Meio-Sangue'' ficou claro com a luz do sol em dias de primavera. Um vento frio passou por meu peito nu e eu andei até os pilares. Um som de cascos surgiu ao meu lado e um grande centauro de cabelos castanhos apareceu.

Olá — ele me saudou com uma voz profunda. — Você deve ser o Gregor, certo? Naekir e Zavix me contaram sobre o que aconteceu em sua floresta. Assistir à uma cena como a que você presenciou me faz questionar sobre a real intenção dos mortais em relação aos animais. Espero que você nunca tenha que ver algo parecido novamente.

Os braços fortes do centauro encostaram em meus ombros. Sorri para ele e olhei para as colinas além dos pilares. Ele sorriu para mim e pediu para que eu o seguisse.

Neste acampamento você conhecerá muitos seres semelhantes a você — Quíron me disse.

Existem sátiros aqui? — eu perguntei animado. Depois de assistir ao assassinato de um animal tão querido, a possibilidade de encontrar outros de minha espécie me fazia ficar menos solitário.

Sim — Quíron acenou — aqui nós treinamos todo o tipo de criaturas mágicas e também alguns semideuses.

Semideuses? — olhei para ele com espanto. — Então é verdade? Pensei que depois dos Argonautas nenhum outro meio-sangue sobrevivera aos monstros que estão soltos pelo mundo.

Quíron gargalhou ao notar meu espanto. Passamos por diversas casas de madeira e santuários onde semideuses andavam e corriam por todos os lados. O aroma dos campos de morango que eu podia ver ao fundo me fez ter certeza de que eu finalmente estava em um lugar que podia chamar de lar.

Legenda:
Zavix, a dríade
Naekir, a náiade
Quíron
Gregor Werkydness
Lucien Aube
Sátiros
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Will Campbell em Seg 01 Set 2014, 22:11

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Éolo

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Will possui olhos verdes e cabelo loiro. Sua altura é mediana, cerca de 180cm. Seu porte não é grande, mas sua boa forma exala energia e inspira confiança. Gosta de filosofar, e constantemente parece estar no mundo da lua. Seu interesse muda tão rapidamente quanto a direção do vento. No entanto, costuma ser muito intenso naquilo que busca e lhe interessa.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Suas características são muito interessantes, e me trazem paz ao coração <3 Brincadeira, eu gostei dos poderes –q Pretendo criar um personagem bastante interessante e envolvente com esta base.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

A história de como Will chegou ao acampamento não é nada incomum. Mas antes de conta-la é preciso conhecer seus pais. Sua mãe é uma filósofa, uma mulher muito distraída que constantemente parece estar vegetando, e de repente surge com alguma frase impactante que muda o rumo das conversas. Seu padrasto é um homem inteligente, professor de universidade. Gosta muito de deixar testes lógicos de física e matemática para Will, mas também o obriga a se exercitar. E foi em um dos acampamentos de verão, fortemente incentivados pelo pai de Will, que ele acabou tendo sua vida mudada para sempre. Em uma caminhada pela montanha, em um dia ensolarado e sem nuvens, ele acabou se afastando do restante do grupo e se perdendo. Carregava consigo apenas uma mochila, onde havia algum alimento e materiais básicos para sobrevivência.

Enquanto seguia o rastro do animal, Will estava pensando. O dia estava claro, e o rastro do animal estava descendo a montanha, em uma direção bastante clara e aparentemente definida. Pelas pegadas e a ausência de animais pequenos próximos a si, Will achava se tratar de um urso. Suas suspeitas se confirmaram quando chegou à beira de um rio. O rastro acabava à beira da água, e o local em frente ao rio tinha uma corrente leve, não funda demais, onde facilmente um urso ou um lobo conseguiriam pescar. Ao erguer seu olhar ao logo do rio, ele percebe o urso o encarando, de dentro da água. Um momento congelado encarando-o, outro momento até sua mente perceber o que estava fazendo, outro momento para ver que era tarde demais e começar a correr. Havia irritado o urso ao olhar ele nos olhos. O Sr. Young havia garantido à seu pai que não existiam animais selvagens naquela montanha, e Will estava realmente curioso sobre como Young explicaria à ele como seu filho havia sido morto por um urso. Engraçado, pensar nisso enquanto sua vida realmente corria perigo. O garoto corria como nunca, segurando as alças da mochila com força para que ela não escapasse enquanto ele saltava morro abaixo. Suas botas macias para caminhada estavam amortecendo as pedras e desníveis, e Will estava tomado pela adrenalina, mas o urso o estava alcançando mesmo assim. Ele vê uma oportunidade mais a frente, onde o rio estreitava. Uma fina ponte improvisada com o tronco de uma árvore. A correnteza ali era forte demais para que o urso atravessasse nadando, mas também era forte o suficiente para molhar o tronco de árvore. Uma breve olhada ao redor e para trás indicou a Will que não tinha escolha. Ele se lança para frente, salta para cima do tronco e inicia sua tortuosa e escorregadia travessia. Um passo, e mais outro; a cada passo a árvore parece tremer sob seus pés, e ele se imagina caindo no rio. Quando está quase na metade, o garoto olha para trás, e vê o urso irritado por não conseguir subir na madeira. Em uma tentativa furiosa, o urso consegue se equilibrar precariamente sobre a madeira, mas assim que dá o primeiro passo, escorrega e cai dentro do rio. Fica agarrado à margem apenas com as patas da frente, e desesperadamente tenta subir. Will avança lentamente em direção à outra margem, mas assim que consegue novamente se concentrar para andar, a madeira literalmente treme embaixo da sua bota, e Will cai na água. Consegue se agarrar ao tronco, mas mal consegue se segurar. O urso desistira de tentar o alcançar, e estava simplesmente tentando afoga-lo agora. Ele urrava e batia na madeira, tentando empurrá-la. As mãos do guri estavam esfoladas, e a cada vibração ele achava mais difícil se manter agarrado. Ele grita por socorro, mas sabia que era tarde. Se pretendesse que alguém o alcançasse ali agora, deveria ter gritado mais cedo. Enfim, os esforços do urso vencem os dele; tronco, garoto e mochila são todos levados juntos rio abaixo.

Em meio a forte correnteza, Will submerge e emerge tantas vezes, que acaba perdendo a consciência em determinado momento, seus pensamentos há muito tinham esquecido o urso, estavam concentrados em pegar fôlego, prender fôlego, e senti-lo sendo expulso do pulmão pela pressão da água. O rio parecia nunca ter fim. Em certo momento, ele percebe não estar mais pegando fôlego, mas sim que o fôlego estava sendo soprado para dentro dele, e que ele já não estava perdendo o ar, mas sim cuspindo água. Quando abre os olhos, Will dá de cara com uma garota morena de cabelos morenos tocando seus lábios. Ele se engasga, e quando ela o vê olhando-a, o dá um empurrão que o faz rolar e vomitar o restante da água. Lentamente, ele consegue recuperar sua audição o suficiente para escutar a garota gritando com alguém. Mais lentamente, sua respiração normaliza. Pelo menos o ritmo, pois o ar cortava seu nariz e garganta como agulhas sempre que ele o inalava e queimava seus pulmões ao exalar. Ele então, em uma “crise” filosófica que herdara de sua mãe, pareceu perceber que aquilo que o estava fazendo sobreviver naquele momento, era o que mais doía; e mais tarde, Will iria saber que aquele ar que o estava salvando, viria a ser o seu maior poder.

Um garoto de cabelos escuros chega correndo, e com a ajuda da garota, pegam Will e sua mochila. Quando erguido, Will se sente extremamente tonto, e suas pálpebras voltam a se fechar. Quando desperta, ele se vê de cara com um homem-cavalo, que disse:
- Bem vindo ao acampamento meio-sangue, garoto. Meu nome é Quíron. Quer nos contar o que aconteceu no rio?
Havia uma tensão no ar não dita sobre o que ele iria dizer, mas que ele percebia nos ombros e olhos de cada um dos presentes. Ali estavam Quíron, a garota que o salvara, e o garoto que ela havia chamado. Will então lhes disse seu nome, e em seguida um relatório completo do que estava fazendo e o que aconteceu. Enquanto contava, o ar que respirava ia limpando seus pulmões completamente, e a tensão diminuía perceptivelmente. Will não havia feito nada heroico, nada sobrenatural, nada especial. Apenas sofrera acidentes, e como um acidente, chegara ali. Porém, são acidentes que muitas vezes mudam a vida de alguém completamente. O mesmo poderia ser dito do acampamento.

Na semana que se seguiu, Jenny, como se chamava a garota, explicou a Will tudo o que ele era e o que o acampamento era. Ela lhe mostrou os chalés e onde ele iria dormir; também lhe mostrou as forjas e como os filhos de Hefesto trabalhavam, de onde vinham suas matérias e quanto cobravam; mostrou os estábulos e o ensinou a montar, além de lhe contar que filhos de Poseidon conseguiam falar com os pégasus; mostrou a casa grande e contou sobre diversas lendas; o levou ao refeitório e como fazer oferendas aos deuses antes de comer. Então no final da tarde do primeiro dia, o levou até o lago, onde ficaram até escurecer. Jenny lhe contou sobre sua vida antes do acampamento, e de como adorava quando suas tias iam a visitar e levavam tortas de cereja. Em todos os locais, Will percebia como a garota estava esperançosa, curiosa e cada vez mais impaciente. Ele se perguntava o que a deixava assim, e só conseguiu chegar até conclusão óbvia de que ela esperava que alguma coisa acontecesse em um desses lugares. A resposta para a ela veio quando resolveu  mostrar a arena.
Ao chegarem lá, ela estava no meio da explicação de que ali, eles praticavam apenas com espadas de madeira e que havia diversos estilos de luta diferentes que poderia aprender, quando Will a interrompeu. Ele estava observando atentamente dois jovens que se encaravam no centro da arena, um claramente mais alto e forte que o outro. Ele parecia estar dando uma bronca contida no menor, porém o puxou de lado até um local onde achou que ninguém estivesse observando, e lá lhe deu um forte soco no queixo. O garoto menor caiu e o garoto maior lhe deu um chute nas costelas. Will se aproximou do confronto decidido.
-  O que está fazendo? – a pergunta saiu de seus lábios de forma ríspida e clara antes que Jenny o alcançasse e o impedisse.
O semideus gira sob os calcanhares, seu rosto demonstrando surpresa por um momento, logo tomado pela raiva. Will estava olhando levemente para cima, mas a sua postura confiante o fazia parecer maior.
-  O que está fazendo? – ele repete a pergunta, mais alto e mais pausadamente.
- Isto não lhe diz respeito, novato. Saia daqui logo se não quiser o mesmo destino para você. – dizendo isso, ele vira as costas para Will, e grita com o semideus caído – Quem não é capaz de defender à si mesmo, não deveria mexer com as garotas das outras.
“Um motivo tão mesquinho” – Will pensa incrédulo. Ciúmes, apenas? Tsc, que infantil. Ele se joga para frente, e se agarra ao pescoço do semideus. Embora o ataque de Will não fosse esperado, o outro era maior e tinha experiência em brigas. Com poucos movimentos ele afrouxa o aperta, e consegue dar uma forte cotovelada nas costelas de Will. Em um giro, lhe desfere um soco que o joga pelo ar. Ele cai desajeitadamente no chão, mas no mesmo instante se levanta. Ele sabia da força do seu oponente, mas ainda assim, parecia não sentir os golpes dele. Em uma investida furiosa, ele se desvia de um soco e desfere um em contra-ataque, que acerta a barriga do grandalhão. Em seguida, lança um gancho em seu queixo e outro murro em sua mandíbula. Isso o faz se afastar, mas não parece surtir muito efeito. Will não era um grande combatente, porém o ar parecia estar cada vez mais leve, e o seu oponente ficava cada vez mais lento, o que tornava fácil ele utilizar seus conhecimentos básicos de artes-marciais. Independente disso, o que realmente acabou por finalizar o confronto, foi um sopro descomunal de vento que lançou o outro semideus rodopiando até se chocar contra uma das paredes da arena. Sobre a cabeça de Will, brilhava o símbolo de Éolo.
Will Campbell
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Manoella R. Croywer em Ter 02 Set 2014, 13:16

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Gostaria de ser reclamada pela Deusa Atena

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Físicas: Magra, olhos Cinza-Tempestade, Cabelos loiros que vão até o meio de minhas costas e com as pontas enroladas.
Emocionais: Extrovertida,romântica, brava, bipolar e nunca deixa as pessoas desistirem de seu objetivo facilmente.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Atena por ser a Deusa da sabedoria e da Estratégia, eu sempre a achei a melhor deusa de todas. Eu me identifico com ela porque ela sempre tem uma solução para cada desafio que acha por seu caminho e também, pois, ela é a sabedoria do Olimpo.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?


Acordei assustada com o grito de minha governanta Ângela, acreditem em mim são os piores gritos que uma pessoa pode ouvir em toda sua vida, ela falava que eu estava atrasada para minha aula de Piano e depois eu acabei lembrando que depois da aula de piano tinha aula normal, minha escola é assim de manhã você tem aulas extras e depois suas aulas normais. Eu acordei bem assustada, pois eu tive um sonho terrível eu estava sendo perseguida por um monstro e depois eu apenas me vi em um lugar escuro com algumas frestas bem pequenas e de repente algumas chamas aparecem e então eu acordei.
Levantei e me arrumei rapidamente coloquei meu uniforme escolar: Uma blusa branca um colete vermelho, uma saia preta e vermelha e um sapato preto e também coloquei meu colar com uma Corujinha e meu nome escrito nele uma das únicas lembranças que minha mãe me deu, dei uma olhada rápida pela minha janela a vista do amanhecer da Califórnia, uma das melhores vistas do mundo para mim e desci rapidamente até a sala de jantar onde as empregadas serviam o café da manhã.
-Bom dia Ângela!-Falei.
-Bom dia Senhorita atrasada. -Falou Ângela.
-Bom dia Ângela. Bom dia princesa. -Falou meu pai chegando para o Café.
-Bom dia Senhor Leandro. -Falou Ângela
-Bom dia papai. -Falei, olhando para o enorme e delicioso bola de morango com chocolate que estava no centro da mesa.
-Estamos atrasadas Manoella. -Falou Ângela.
-Não dá tempo para um bolinho?-Perguntei.
-Não. -Respondeu ela.
-Ok, até mais tarde papai. -Falei pegando meus materiais e indo até o carro onde Ângela e o motorista me aguardavam.
Fomos passando pela rua que tem mais lojas de roupas eu sempre olhando atentamente as vitrines da loja, mais mesmo assim estava distante dali, estava pensando naquele sonho estranho que tive, o pior é que eu nunca tive sonhos tão estranhos assim como esse. E de vez em quando eu pensava em minha mãe nós nunca falamos dela mais mesmo assim eu me pergunto varias vezes como ela deveria ser ou será que eu sou igual a ela.
Quando chegamos, no enorme prédio da Academia Califórnia para Alunos bem Dotados, eu desci do carro dei um adeus bem rápido a Ângela e entrei correndo na escola em direção à sala de aula onde a Senhora Lovegood dava sua aula piano, estava atrasada por dois minutos e meio. A Senhora Lovegood vai me matar, ainda por cima tenho aula de História hoje e para minha grande sorte que ela é a professora.Nem sei se vou estar viva até as aulas de história.
-Senhorita Croywer está bem atrasada. -Falou de olhos fechados balançando a cabeça em um sinal de reprovação.
-Desculpe Senhora Lovegood. -Falei indo até o piano.
-Que isso não se repita. -Falou ela entregando uma folha com a musica que estávamos a praticar.
Depois da aula de piano, tive aula de matemática, seguida de geometria, depois tive português. Algo muito estranho aconteceu na aula de português eu acho que percebi que as letras escritas no quadro estavam saindo de lá, eu cheguei a ficar totalmente tonta, mais não deixei ninguém perceber isso, se não todos iriam começar a me rodear e isso seria bem ruim.Eu apenas pedi para ir beber um pouco de água e voltei rapidamente.
-Matheus quanto tempo falta para a ultima aula?-Perguntei a Matheus meu melhor amigo, que estava a minha frente na sala. Ele usa Muletas e tem cabelos pretos e seus olhos são castanhos.
-Exatamente dois minutos Manu. -Respondeu Matheus.
-Obrigada. -Falei fechando os olhos, apenas a esperar o sinal tocar.
Por ultimo tivemos aula de História, com a Senhora Lovegood. Ela estava a nos ensinar Mitologia Grega, uma coisa que eu adorava.
-Senhorita Manoella quem foi Atena?-Perguntou ela que no mesmo instante da pergunta todos olharam para mim.
-Atena foi a Deusa da Sabedoria e das Táticas de guerra.Ele tem um templo chamado Paternon e uma cidade com seu nome por causa de sua luta com Poseidon.-Respondi de um jeito bem mais complexo do que ela havia pedido.
Ela falou que estava certo, o sinal bateu e todos voltaram para casa.Fui dormir extremamente tarde pois estava fazendo meus deveres de casa, no dia seguinte acordei mais cedo do que o de costume, se eu acordar mais uma vez tarde Ângela ira me matar duas vezes.As aulas passaram bem rápido, nós tínhamos alguns pequenos intervalos eu aproveitei e fui até o pequeno parque que havia ali.De repente a Senhora Lovegood aparece e me chama para irmos a Biblioteca, ela disse que temos algo a conversar.
Chegamos lá, ela sumiu em uma fração mínima de segundos e apareceu novamente por cima de uma estante de livros, mais eu estava percebendo que sua face estava mudando ela ficou parecida com uma daquelas gárgulas só que as asas eram um pouco maiores e ela tinha unhas bem afiadas, ela ficou me perguntando varias coisas do tipo: “Onde estão os Deuses ?”, “Me entregue suas adagas e sua espada ou então você ira morrer aqui nesse local”. Eu fiquei muito assustada com essa afirmação que ela fez que foi uma ameaça de grande porte, eu fiquei com bastante medo, tentei gritar de qualquer maneira, mais não tive resultados.Eu tentei de tudo para ela desistir de suas ameaças, só que ela veio até mim e começou a me jogar na parede até ela ter algum resultado, de tantas as vezes que ela me jogava contra a parede eu acabei desmaiando.Só me lembro de uma coisa antes de ficar completamente inconsciente a maçaneta da porta da Biblioteca começou a se mexer então ela se transformou novamente em uma professora de piano e história e depois não me lembro de mais nada.
Eu acordei um pouco tonta e olhei em minha volta e percebi que estava em um hospital, e vi apenas Ângela e meu pai.
-Finalmente você acordou.-Falou Ângela.
-O que aconteceu com a Furia ?-Perguntei.
-Não tinha nenhuma fúria não.-Respondeu Ângela saindo do quarto do hospital.
-Eu tenho certeza que havia uma fúria lá pai.-Falei.
-Eu acredito em você.-Falou meu pai.
-Acredita ?-perguntei.
-Claro que sim.-Respondeu ele.
-Que bom.-Falei.
-Quando você sair daqui do hospital eu te explicarei melhor o por que acredito em você.-Falou meu pai.
Eu fiquei exatamente uma semana internada, quando estava me arrumando para voltar para casa Mtaheus meu melhor amigo entra em meu quarto.Parecia que ele sabia de algo, ele me deu um breve abraço e começou a me empurrar para fora do quarto.
-Para que tanta pressa ?-perguntei.
-Manu, vamos para sua casa o quanto antes.-Falou Matheus chamando um taxi e me colocando dentro.
Quando chegamos em casa, Matheus foi conversar com meu pai e eu fui até meu quarto arrumar as coisas que me levaram no hospital.Eu desci até o escritório de meu pai onde ele se encontrava juntamente de Matheus.
-Manoella, vou te explicar o por que dessa confusão.-Falou meu pai com uma de suas mão no rosto e outra apoiada na mesa.
-Ok então pai.-Falei.
-Você sabe por que nunca falamos de sua mãe não é ?-Perguntou meu pai.
-Sei, o senhor fala por que ela me abandonou.-Respondi.
-Então, sua mãe era uma deusa, Manu eu tinha acabado de entrar na faculdade de Direito e ela também, nós dois tivemos uma paixão de verão e você acabou nascendo.E tudo ficou maravilhoso, mais Zeus por algum motivo fez ela nos abandonar-Explicou meu pai.
-Mais quem é minha mãe ?-perguntei.
-Você é filha de Atena.-Respondeu Matheus.
Eu ainda estava meio que em choque, meu pai pediu que fosse até meu quarto e arrumasse uma pequena mala.Em menos de alguns minutos já estava tudo arrumado.Me dirigi até o escritório novamente e meu pai me entregou dois objetos um estava enrolado em um pano preto e quando o desenrolei vi que eram duas adagas e depois vi também que dentro de uma capa de couro preto havia outra arma que seria útil uma espada com uma coruja no cabo.Eu finalmente tive permissão de pegar essas armas pois desde pequenas eu tenho elas meu pai dizia que foram presentes de minha mãe, mais mesmo sendo presentes nunca as usei.
-Eu não volto para aquela escola nunca mais.-Afirmei.
-Nunca iríamos deixar isso Manoella.-Falou Ângela.
-Melhor ela ir logo ao acampamento Meio- Sangue.-Falou Matheus.
-Acampamento Meio-Sangue ?-Perguntei confusa.
-É um lugar especial para pessoas como você.-Respondeu meu pai.
Nós fomos pela estrada principal até o interior de Long Island, a todo minuto Matheus olhava para todos os cantos possíveis da estrada.
-O que procura Matheus ?-Perguntei.
-Estou vendo se não vem outro monstro atrás de nós.-Respondeu Matheus.
-Manu quando nós chegarmos na floresta, você e o Matheus vão ter que seguir sozinhos.-Falou meu pai.
-Por que ?-Perguntei.
-Só criaturas mitológicas e Semideuses entram no Acampamento Meio-Sangue.-Explicou Matheus.
-Isso mesmo.-Falou meu pai.
-Entendi então.-Falei.
Nós chegamos em uma enorme floresta, meu pai me deu um adeus rápido, colocou minha mala para fora do carro e me desejou boa sorte na próxima etapa de minha vida.Eu simplesmente deu um adeus rápido enquanto ele manobrava o carro para voltar a Califórnia.
-Peraí Matheus, se só Semideuses e Criaturas Mitológicas entram no acampamento como você entra ?-Perguntei.
-Eu sou um sátiro.-Respondeu ele, jogando as muletas fora e tirando sua calça.
-Agora tudo faz sentido.-Falei.
-Vamos logo.-Falou Matheus.
Andamos um pouco até que encontramos uma garota Semideusa perdida, ela estava fugindo de um ciclope, ela estava apenas com uma espada que media em media 20 a 21 centimetros.Eu e Matheus não deixamos ela nos ver por um curto tempo.
-Ciclope ?-Perguntei quese que sussurando.
-Sim.-Respondeu a garota atrás de nós.
-Vamos antes que ele volte.-Falou Matheus.
-Sou Paloma.-Falou a Garota.
-Sou Manoella.-Falei.
-Sou Matheus o Sátiro.-Falou Matheus.
Andamos mais um pouco e avistamos um arco enorme escrito “Acampamento Meio-Sangue”, só que ouvimos alguns passos atrás de nós e quando nos viramos era o ciclope que estava perseguindo Paloma.
-Manoella,Paloma cuidado.-Gritou Matheus.
Nós corremos um pouco e por um milagre eu acho conseguimos entrar no acampamento em segurança, uma barreira impediu que o ciclope viesse nos pegar.Andamos um pouco então Matheus nos levou até um senhor que todos o chamavam de Quíron, ele era um centauro.Ele começou a nos explicar melhor nossa existência, também explicou como funcionava o acampamento e falou as regras.
-Matheus leve-ás até o chalé de Hermes.-Falou Quíron.
-Ok.-Falou Matheus fazendo um sinal com a cabeça , quase dizendo para o seguir.
Nós passamos por vários chalés, Matheus ia nos dizendo de qual deus(a) era aquele chalé.Ele me mostrou uma enorme construção feita de mármore branco com duas colunas, ela estava a me mostrar o Chalé de Atena.
-O chalé de Atena é lindo.-Falei.
-Quando vocês forem aceitas como filhas de algum dos deuses do olimpo vão para seus respectivos Chalés-Falou Matheus.
-Ok então, entendi.-Falei.
-Então ta.-Falou Plaoma.
-Chegamos ao Chalé de Hermes.-Falou Matheus na frente de um dos maiores chalés do acampamento e ainda por cima o mais cheio.
-Achei bem legal aqui.-Falei.
-Por que é tão cheio ?-Perguntou Paloma.
-O Chalé de Hermes serve como o chalé dos indefinidos também.-Respondeu Matheus.
Ele nos levou até um quarto, onde haviam inúmeras beliches que pareciam confortáveis e falou que aqui seria nosso novo lar até irmos para os próximos chalés.
-Eu devia ter falado antes mais, eu esqueci.-Falou Matheus.
-Como sempre você esquece tudo.-Falei.
-O que você quer falar Matheus ?-perguntou Paloma.
-Bem-vindas ao seu novo lar o Acampamento Meio-Sangue, espero que gostem daqui.-Falou Matheus saindo do quarto dos indefinidos.
Manoella R. Croywer
Indefinido
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Baxton I. Garfield em Qua 03 Set 2014, 15:28


Reclamação — Thanatos




O garoto

O peão era um garoto●que perdeu tudo quando criança



Baxton nasceu no estado da Pensilvânia, na cidade de Filadélfia, a maior do território. O dia que escolheu para vir ao mundo estava muito chuvoso e, como sua mãe morava nos subúrbios da cidade — que, naquele momento, não tinha como carros passarem por ali — e não tinha nenhum apoio de pessoas — por acharem-na sombria e estranha demais —, acabou que os gritos agonizantes de sua mãe no parto e seu primeiro choro desesperado pela vida foram ouvidos pelas paredes da pequena sala de estar do apartamento-ovo onde a mulher morava. Assim que Seraphina tomou o pequeno garoto nas mãos, prometeu aos céus e ao mundo inferior que cuidaria, durante todo o tempo que tivesse de vida, para que aquela pequenina criaturinha tivesse chance na vida.

Não demorou muito para que sua vida findasse em um acontecimento brutal, fazendo com que o jovem Baxton — que não conseguia entender nada ainda, pois tinha somente cinco anos de idade — perdesse tudo o que tinha. Eis o que aconteceu, em palavras frias: Um carro, dirigido por um bêbado inconsequente, vinha em alta velocidade pela avenida. Baxton voltava do médico com sua mãe, tendo resolvido um problema de crise respiratória e estando um pouco sonolento — o que era plausível, já que passava da meia-noite. O veículo acabou perdendo o controle e invadindo a calçada, lançando ele e sua mãe para frente com violência. Por sorte, o garoto acabou caindo em um monte enorme de folhas do parque que passavam, estas ainda não recolhidas pelo caminhão de lixo. Mas Seraphina bateu a cabeça com brutalidade no asfalto, morrendo na hora.

Condenado a pagar uma indenização baixa até os doze anos do jovem, que seria emancipado nessa idade — isso era errado, mas para o dinheiro, tudo era bem relativo —, o motorista mal falou com o pequeno no hospital. Assim que saiu, seis meses depois, Baxton fez o desejo de sua mãe: Continuou na escola, mesmo que não conseguisse entender nada do que as professoras falavam e que tivesse uma dificuldade enorme para conseguir estudar. Foi naquele ambiente que conheceu o garoto que o levaria para o lado mais sórdido do mundo humano: Trevor Johnson.

Na época que teve contato com Trev, Baxton tinha sete anos. O jovem, um garoto de doze, não tinha uma família de boas influências e era uma peste na escola. Não demoro muito para que ele entrasse com tudo nos pequenos crimes. Ao fazer doze anos e ser emancipado, o indefinido foi visado pelo criminoso para começar a seguir aquela carreira. Sem dinheiro e sem expectativa de alcance social maior, o mais novo aceitou o primeiro trabalho de pequenos furtos e serviu de isca muitas vezes, fazendo-o pensar em sair das asas do Johnson. Falando nisso, Trevor tinha espichado, ficando muito magro e alto. Perdeu cabelo no topo da cabeça por conta de algumas drogas e resolveu raspá-lo todo. No seu peito, uma tatuagem tribal se pronunciava em meio a pele morena. Era quase sem pelo e não parecia ser durão, mas sua atitude demonstrava o contrário.

Depois de uma troca de tiros ferrada, Baxton abandonou o necrófilo — sim, ele tinha desejos sexuais por mortas — a beira da morte. O cabelo negro do mais novo estava molhado de sangue que não era seu e os olhos azuis pareciam brilhar. O garoto de catorze anos se ajoelhou ao corpo do chefe e cuspiu na sua cara, recebendo em troca o sorriso cínico do outro.

— Espero que os fantasmas das mortas que você "comeu" depois de matar apareçam na sua pós-vida para te atormentar pela eternidade. — falou Baxton. — Ah... Eu tô fora dos seus comandos agora.

Quando a morte — Thanatos, embora ele não soubesse — veio para buscá-lo, Trevor achou que o homem de capuz negro era muito parecido com Baxton.


A reclamação

O peão●embora tenha sido torturado●fora reclamado como prole da morte.



Acordou, sentindo sua boca estar seca. Sentiu alguns incômodos na região do abdômen e, ao tentar se levantar, viu que estava sondado. Recostou-se novamente na cama, lembrando-se de forma gradativa o que tinha acontecido consigo nos últimos dias e gemeu, notando uma dor mais aguda em um dos possíveis lugares onde recebera um corte dos capangas lá. A conversa que teve com o cara de casaco de couro, em um sonho muito real, estava mais nítida do que nunca. A irmã do homem, uma mulher morena que usava um tipo de vestido branco até os pés, se chamava Athena — um cara chamado Ares ter uma irmã chamada Athena não era motivo de surpresa, já que as esquisitices se combinavam de forma harmônica — e parecia saber muito mais do que ele saberia em uma só vida. Foi ela que o explicou de forma rápida o que era aquelas estranhezas que aconteciam consigo.

— Bom dia! — Baxton foi retirado dos seus pensamentos por uma voz feminina. — Como se sente?

A moça que apareceu no quarto onde estava tinha um ar de sabichona. Os óculos redondos ajudavam a acentuar isso, embora a cor de seus olhos o lembrasse de Safira, uma semideusa que conhecera a algum tempo atrás. A mulher não era alta, mesmo. Se o garoto se levantasse da cama, com certeza a cabeça da médica atingiria seu torso ou até mais abaixo que isso, de tão pequena que era. Seu cabelo estava trançado de forma fofa, poderia dizer. Ela carregava uma prancheta, que provavelmente estava escrito seus dados pessoais.

— Me sinto dolorido. — falou, com uma voz rouca e fraca. — E dormente. Quanto tempo estou aqui?

Ela anotou algumas coisas na prancheta, batendo ritmadamente a caneta na madeira, a cabeça estando bem longe daquele quarto. Assim que percebeu estar avoada novamente, a médica sacudiu a cabeça e escreveu mais algumas coisas antes de lembrar da pergunta de Baxton e se atrapalhar toda.

— Er... Desculpe. Estou meio distraída. — falou, assim que encontrou as palavras. — Sou Mia, a médica que está acompanhando seu caso. Você passou três dias desacordado. Estava muito mal quando chegou, garoto. — Baxton deu um sorriso amarelo, enquanto Mia continuou: — Logo a medicação para dor vai ser ministrada. Eu solicitei, também, que as enfermeiras já começassem a dar pequenas doses de néctar e um pouco de ambrosia assim que você acordasse. Elas já devem estar chegando.

— Néctar? Ambrosia? — perguntou o indefinido.

— As bebidas dos deuses. Ajudam nos ferimentos para os semideuses, mas é necessário cuidado com a quantidade. — falou a médica, antes de estreitar os olhos e perguntar: — Qual é o seu progenitor divino? Não escreveram aqui.

— Ahn? Que é isso?

Antes que ela pudesse responder, já vendo que ele era um indefinido, um som de algo se rasgando começou a ser feito. Mia olhou atentamente para o forro logo atrás da cama de Baxton, reconhecendo aos poucos um símbolo. Era um corvo, como no conto de Poe que lera a pouco tempo. O corvo saiu do forro, iluminado por uma luz azul escura beirando ao preto, e pairou logo acima da cabeça do semideus, que não estava entendendo o que acontecia. A médica arregalou os olhos por um momento antes de voltar a si e escrever algo no papel.

— O que foi?

— Só estou um pouco surpresa. Aqui não é um lugar comum para haver reclamações.

— Reclamações?

— Sim. — falou, já calma. — Você é filho de Thanatos, que o reconheceu agora.

Deixando o garoto confuso no quarto, Mia rumou para o escritório do diretor do hospital, Alex Fleming. Ele precisava saber daquela situação esquisita que ocorrera ali. Enquanto isso, o símbolo acima da cabeça de Baxton desceu para o abdômen do garoto. O corvo grasnou, como se estivesse mandando uma mensagem de olá, e sumiu aos poucos, como um lorde fazendo sua retirada.

O homem se pegou pensando se era assim que a morte se apresentava para suas vítimas, ou se reservava isso só para seus filhos.



Características

    Físicas: Baxton é um homem de olhos azuis e cabelos negros como a noite. Ele tem cicatrizes escondidas por alguns pelos ralos pelo corpo e ostenta uma barba um tanto robusta por puro charme. Suas sobrancelhas grossas o dão um ar de mais selvagem e maduro, embora ele só tenha 18 anos.

    Psicológicas: Ele não é um homem misterioso, mas tem alguns aspectos de seu passado que são um tanto sombrios. É responsável e sério, mas não tem muitos escrúpulos quando se trata de seus trabalhos. É mais manipulado — normalmente por dinheiro — do que manipulador, por isso me refiro a ele como peão. Deixou de se preocupar com sua própria vida há muito tempo, sendo assim se arriscando muitas vezes para ter um pouco de dinheiro. Gosta muito do corpo feminino e de bebida, o que o mantém são em um mundo de sombras.

O porquê desse progenitor

    Poderes e corvos. Somente.

thank you ❝gabs!❞
Baxton I. Garfield
Filhos de Tânatos
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 095-ExStaff em Qua 03 Set 2014, 22:44


Avaliação
Cold...



James H. Romanov – Reprovado – James, sua ficha ficou bastante vaga. Faltaram detalhes e explicações que poderiam ter tornado ela mais atrativa, pois a impressão que tive é de que ela foi feita às pressas, sem nenhuma preocupação com o texto. Além disso, a conclusão da história ficou sem sentido, forçada. Devo admitir que possui um bom domínio ortográfico, não notei erros graves nesse quesito, mas em compensação a repetição de palavras quebra totalmente a fluência do texto. No primeiro parágrafo, por exemplo, você repete “trono” três vezes, e não foi o único erro que você cometeu nesse quesito. No mais, achei uma ficha confusa e sem sentido em quase toda a sua extensão. Recomendo que procure detalhar mais, e revisar a ficha antes de postar, para evitar esse tipo de problema.

Jhonny Braga – Banido por plágio – Ficha plagiada do player Luke Scott, encontrada neste link. Como punição, o player será banido por 48 horas, e caso o erro volte a se repetir, o ban será por tempo indeterminado.

Gregor Werkydness – Aprovado – Meus parabéns, Gregor, você melhorou bastante a narrativa em relação à anterior. Conseguiu corrigir os erros que eu apontei, e seu domínio ortográfico é excelente, embora eu tenha notado alguns erros simples de digitação, como ‘isto’ no lugar de ‘misto’, mas nada que tenha realmente prejudicado o seu texto, então não vejo motivos para não te aprovar. Seja bem-vindo, sátiro.

Will Campbell – Reprovado - Will, um dos principais erros, que acompanhou toda a sua narrativa, foi a repetição de palavras. O seu nome, por exemplo, foi repetido por tantas vezes que fica difícil contar, além de outras palavras como “rastro”, “urso”, “madeira”, entre outras, que podem ser encontradas – e o erro corrigido – com uma revisão antes da postagem. Outro erro foi a narração em dois tempos verbais, erro bastante comum e igualmente grave, que prejudicou sua narrativa, mesmo que tenham sido apenas algumas vezes. Me incomodou também o fato de você cair no rio de um acampamento qualquer, e a correnteza te levar dele até o acampamento meio-sangue. De acordo com as descrições dadas no livro, o acampamento fica no meio do nada, então você supostamente foi levado por quilômetros até chegar ao rio do acampamento. Mesmo assim, de acordo com o mapa fornecido pelo próprio Rick Riordan, o rio começa próximo ao acampamento, e deságua no mar, então foi incoerente o modo como você chegou lá. Houve ainda mais um fato que me incomodou, embora não seja exatamente um erro: os seus parágrafos são exageradamente grandes. Não estou dizendo que eles precisam ser minúsculos, mas é interessante diminui-los, porque assim a leitura se torna menos cansativa e mais atrativa ao avaliador.

Manoella R. Croywer – Reprovada – Manoella, você repetiu quase os mesmos erros da sua ficha anterior. O texto ainda possui falas demais e pouca narração, e embora você tenha tentado detalhar melhor, cometeu outros erros como a falta de acentuação e pontuação adequadas – em alguns pontos você se esqueceu do uso da vírgula, em outros você a utilizou em excesso, e houveram casos de falta de acentuação(como nas palavras táxi, ultima, entre outras) - e a repetição de termos. No primeiro parágrafo, por exemplo, você repetiu a palavra “eu” cinco vezes, o que tornou o texto cansativo e chato de ser lido. Houve também erros de ortográficos, como o uso de ‘mais’ no lugar de ‘mas’. Outra falha foi a confusão de tempos verbais. Você narrou tanto no passado quanto no presente, uma falha considerada grave. Para terminar, mais uma vez peço a você que não tenha como base a história de Percy Jackson e os Olimpianos para escrever sua ficha, porque eu notei novamente alguns fatores que estão presentes no livro, como a batalha contra a fúria – que eu já havia te pedido para tirar na avaliação anterior.

Baxton I. Garfield – Aprovado – Baxton, sua escrita é muito boa, e você sabe como descrever, ainda que – em minha opinião – o texto tenha ficado um pouco corrido e confuso, graças aos saltos temporais que você realizou. Ainda assim, não é grave o bastante para que seja reprovado, visto que pude entender a narração mesmo com o fato apontado. Outra coisa que me intrigou em sua narrativa foi o fato de um garoto de cinco anos e seis meses ter conseguido se virar sozinho, mesmo sendo um semideus – afinal, você não explicou como ele prosseguiu com sua vida após o acidente. Notei ainda alguns erros de digitação como “demoro” no lugar de “demorou”, mas nada que prejudicasse tanto o seu texto. No mais uma boa ficha, portando seja bem vindo, filho de Thanatos.
♣ Aguardando atualização ♣


Crédito do template a Tamy!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Tehilla Tzchernowitz em Qui 04 Set 2014, 10:12


Ficha de Reclamação
A jewish in the war


▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser? Deimos.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais. Poucas coisas mudam a natureza de uma pessoa, seja para boa ou má. São comumente traumas que marcam o indivíduo de forma permanente, marcas que algumas vezes podem ser vistas na própria pessoa; tão claras e nítidas que a mera visão delas trás desconforto ao seu observador. Assim eram as cicatrizes de Tehilla, tão visíveis em suas costas, braços e mesmo no rosto que apenas com um olhar parecia ser possível ver o passado doloroso e amargo que elas carregavam. Para terceiros era algo constrangedor, para ela era apenas uma constante lembrança de que ser do modo que um dia foi não era  a maneira certa de se manter viva.

Uma garota extremamente inteligente, muito talentosa em artes e instrumentos clássicos como piano, violoncelo e violino, e com uma habilidade incrível de conseguir aprender quase qualquer coisa num período de tempo muito curto a menina teria tudo para ser uma garota excepcional não fosse sua vida, literalmente. Antes da guerra a garota tinha uma personalidade feliz, animada e gentil; tal como sua irmã também. Contudo, tudo foi arrasado e exterminado quando as primeiras atrocidades da guerra recaíram friamente sobre si. Ela tornou-se a garota fria, calada, entediada, vazia, que é hoje em dia. Suas palavras restringiram-se apenas ao necessário; seu olhar passou a carregar um tom apático e a observar – apesar de sem interesse – tudo à sua volta; não há mais felicidade nela e a bondade só é visível em relação à sua irmã, a qual protege com sua própria vida se preciso.

Além de toda a mudança radical no caráter da loira, ela passou também a ter uma personalidade vingativa, sem mostrar tal coisa; como um felino, a garota é muito paciente e sabe a hora certa de atacar, além de poder esperar o tal momento por muito e muito tempo. É extremamente obediente em relação à coisas que considera importantes e a pessoas que vê como líderes, fazendo o que lhe é pedido sem questionamentos; obviamente, não é todo mundo que ela vê como um líder ou que confia um mínimo.

Não possuí mais compaixão ou medo, contudo ainda assim é muito inocente para determinados assuntos. Além do que desenvolveu uma estranha mania de falar em terceira pessoa sobre si e de chamar as pessoas apenas por seus sobrenomes. Tehilla, apesar de tudo, ainda mantêm algumas tradições judaicas em nome de sua família que fora cruelmente assassinada, ou mesmo como um lembre de seu passado.


▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico? Apenas por conta da história da personagem; acho que Deimos se encaixa muito bem à ela.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.


Linz, Aústria.
29 de maio de 1939
Ensolarado, às 15:20


Tehilla olhou para os lados assustada. Os gritos se espalhavam por toda a rua, preenchendo cada esquina, beco, casa. Uma profusão de vozes exaltada e gritos desesperados se misturavam tornando toda a cena quase que um capítulo de livro de terror. Ela procurou por sua família no mar de pessoas que apenas aumentava com o passar do tempo; todas enxotadas e empurradas grosseiramente para a avenida por soldados do Führer. Depois de alguns empurrões e desculpas, a loira finalmente encontrara toda sua família em uma das esquinas. Seu pai, mãe, tios, irmãos e avó estavam juntos tentando, assim como Tehilla, entender o que estava acontecendo. No meio de todo o barulho de repente ouve-se um tiro ao longe, mas alto o bastante para calar todos os desesperados e confusos.

Guardas surgiram separando à todos, inclusive os Tzchernowitz, em duas fileiras por sexo – apenas os garotos com menos de 8 anos eram deixadas do lado feminino. Seu irmão mais velho, Lavi, assim como seus tios e pai foram arrastados por soldados para o outro lado, enquanto as gêmeas, seus dois irmãos mais novos, sua mãe e avó entraram em uma fila forçadamente. Tehilla ainda não compreendia nada, talvez por este motivo suas reações eram tão robóticas e obedientes enquanto seus olhos ainda estavam fixos em seu pai que lutava para se desvencilhar enquanto gritava com os soldados por uma explicação. Contudo os soldados não queriam falar; substituíram suas palavras por metal, e suas explicações por morte.

Três tiros: dois no peito e um na cabeça.

Tehilla não ouvia mais nada no momento. Nem mesmo seus movimentos maquinais resistiram em prosseguir depois de seus olhos presenciarem aquela cena. Sangue jorrava e o corpo pálido de seu pai caia ao chão sem que ninguém o pudesse segurar, não que ele fosse sentir dor ao cair, mas vê-lo ir ao chão como um animal abatido não era algo que ela um dia gostaria de ver. Todo o resto passou como flashes embaçados por seus olhos que mais tarde ela notou estarem marejados. Um trêm. Lamurias. Choro. Abraço. Questionamentos. Gritos.

— Willkommen in der Mauthausen-Gusen, juden. — Disse um soldado nazista quando o grupo em que ela, sua família e mais algumas outras mulheres estavam chegaram ao portão do campo de concentração.

Campo de Concentração Mauthausen-Gusen, Aústria.
13 de agosto de 1940
Ensolarado, às 11:35


— NÃO! — Gritou Tehilla tarde demais. Os tiros dispararam em uníssono e um grupo de 12 pessoas foi ao chão em silêncio; nem mesmo seus gritos puderam ser ouvidos.

Dentre os abatidos pelo pelotão de fuzilamento estavam sua avó e seu irmão mais novo que havia acabado de completar 6 anos. Seu irmão vinha mostrando sinais de doença e sua avó já estava velha demais para o trabalho pesado de Mauthausen, por este motivo os nazistas os viram como perda de tempo e quando se é uma perda de tempo de Mauthausen você é tão útil quanto um guarda-chuva roído em uma tempestade.

Tehilla não demorou-se assistindo a cena seguinte: os soldados arrastando com descaso  – e até mesmo nojo – os corpos caídos. Ela não queria ter em sua mente a cena do corpo mutilado de seu irmão e de sua avó, não quando já tinha a de seu pai. Felizmente naquela manhã sua irmã não estava junto com ela, e sim com sua mãe e seu outro irmão trabalhando em outra parte. Apenas Tehilla estava com Aharon e Levona naquele dia; apenas ela que deixou-os serem levados, que era impotente demais para mover um músculo. A culpa era dela que não pode os proteger.

Ela não chorou, não gritou e não caiu no chão. Não podia mais permitir-se abater pelas mortes ao seu redor; não quando elas ocorriam com tanta frequência. Não podia-se deixar mexer com as torturas, maus-tratos e toda desumanidade; não quando via que sua irmã deixava-se levar por este caminho. Naquele lugar, onde os sobreviventes lutavam com si mesmos para permanecerem vivos, dois tipos de pessoas eram formadas: os que as feridas eram profundas demais e não sabiam como fechá-las e por isso deixavam-se abater por todas as suas dores e sofrimentos, e aqueles que costuravam sua carne com o que tivessem impedindo que o inimigo visse se quer uma cicatriz do que causara. Apesar dos dois tipos diferentes ambos possuíam a mesma essência embrenhada em suas carnes, sangue, células: vingança. E à medida que o tempo passava este “veneno” se espalhava pelo organismo da pessoa cada vez mais e mais até que em certo momento a pessoa se tornava puro rancor; puro ódio. Tehilla havia chegado à este ponto, não tinha mais brechas para sentir qualquer coisa que não fosse lógica em relação à sua sede de vingança. Não sorria mais, não chorava mais, apenas agia calada e sombria obedecendo as ordens lhe impostas, sem pronunciar uma palavra se quer.

Metade de seus dias ela passava trabalhando, a outra metade (assim como sua irmã e seu irmão) ela passava entretendo os oficiais nazistas com suas habilidades musicais e artísticas. Não era nada demais, mas era o bastante para manter-se viva e à sua família, afinal, os Tzchernowitz eram reconhecidos por sua arte e sem dúvida eram os melhores músicos e artistas remanescentes daquele lugar.

A garota passou a mão pela cabeça raspada sentindo, não pela primeira nem última vez, saudades de suas longas madeixas. Quando virou-se para dirigir-se ao dormitório sua irmã estava parada a poucos metros de distância. Seu olhar refletia o que um dia a própria Tehilla mostrara: pânico.

— Eles levaram mamãe para a Escada da Morte*. — Ela disse apontando quase que em câmera lenta para a enorme escadaria de pedreira de 186 degraus. Na base da escadaria várias pessoas carregavam pedregulhos de 40 à 50kg. Tehilla pode identificar sua mãe pela cicatriz na cabeça. — Franz foi pro Ca...

Sua irmã não precisou terminar a frase para que ela soubesse o que significava. Franz havia sido levado para o “Caminhão de Gás”, um caminhão itinerante com sua boléia transformada em uma câmara de gás. Tehilla conseguiu ver apenas o relance de Franz sendo arremessado para dentro por um soldado, não ouviu seu grito, não viu sua expressão. A única coisa que podia fazer naquele momento ela fez: abraçou à sua irmã. Ela soube, quando o grito da sua mãe ressonou pelo local, que agora ambas estavam sozinhas. Tapou os ouvidos de sua irmã enquanto outros gritos repercutiam incessantemente.

Campo de Concentração Mauthausen-Gusen, Aústria.
31 de outubro de 1942
Nublado, às 09:20


Elas estavam dentro do caminhão junto com mais cinco gêmeos de idades entre 13 à 20 anos. Tehilla pode ouvir a conversa dos soldados no banco da frente, algo sobre pesquisas e torturas, o qual ela soube (é claro) que se tratavam deles. Basicamente, pelo que entendera, estavam sendo levados à uma base científica onde fariam testes neles. Ela respirou profundamente enquanto seu olhar voltava-se para o de sua irmã, tentando parar de ouvir o que os imbecis do outro lado falavam. Era o aniversário das duas, mas a única coisa em que não pensava era em comemorar.

De repente algo chocou-se contra o caminhão, tão brutalmente que ele capotou duas vezes antes de arrastar-se pela estrada e finalmente parar. Tehilla havia machucado o braço, mas nada muito grave, Delilah parecia estar bem. Os outros não eram de interesse da garota, portanto ela nem mesmo os observou para ver se alguém havia se machucado ou morrido (contudo, pela choradeira de alguém era provável que houvesse tido alguma baixa). Sua irmã tocou-lhe o ombro indicando o portão do caminhão entre aberto. Do outro lado, na parte do motorista, a loira pode ouvir o som dos nazistas saindo dificilmente pela porta e caindo ao chão com suas galochas. Havia outro som lá fora, mas ela não identificou.

Segurou o pulso de sua irmã e quando ouviu uma espécie de rugido, o grito dos soldados e tiros ela correu para fora. Pode ouvir outros correndo, mas novamente não ligou, não importava-se com os demais. Aparentemente uma batalha se travava atrás de si, mas em nenhum momento ela virou-se para ver do que se tratava, apenas continuou correndo para o meio da floresta segurando o mais firmemente que podia o braço de sua irmã.

— Eram cães enormes. — Disse Delilah quando elas estavam distantes o bastante para que a correria pudesse ser substituída por um caminhar.

Tehilla fez menção em responder, mas calou-se quando soldados de uniformes que nunca vira antes saltaram do meio das árvores apontando suas armas à elas. A garota colocou sua irmã para trás de si e pela primeira vez desde que fora Mauthausen ela encarou soldados com um olhar de ódio; o olhar de alguém que faria qualquer coisa para se salvar e à sua irmã. Os soldados se afastaram dois passo, todos ao mesmo tempo quando Delilah também os fitou. Elas ainda não sabiam, mas aquela era uma reação que causariam em muitos  daquele momento em diante.

— Sou o General Colton. — Disse um homem falando em um alemão horrível em um sotaque diferente. — Não se preocupem, estamos aqui para ajudar. — O homem disse abaixando todas as armas que carregava, fazendo com que os demais o imitassem.

Ela confiou no homem fardado, não o único, mas o primeiro que confiara a vida toda. E a partir daquele momento Tehilla passou a ajudar a Inglaterra na guerra, pelos menos até 1944 quando ela e sua irmã foram mandadas ao Estados Unidos.

Em algum lugar perto de Nevada, Estados Unidos.
15 de fevereiro de 1944
Chuvoso, às 18:25


As irmãs estavam dentro do carro militar junto com outros soldados e o oficial inglês. Já fazia algum tempo que o homem dirigia, mas aparentemente não havia qualquer lugar na estrada para que todos pudessem descansar. À essa altura de sua vida e estada nos Estados Unidos Tehilla já pensava ser louca e compartilhar sua loucura com sua irmã. Não uma, mas várias vezes elas viram (e mesmo lutaram contra) seres monstruosos que não pareciam ser monstros aos olhos dos outros. A judia deu explicação à este fato como mais uma consequência da guerra e das torturas passadas por elas, no entanto tudo ainda estava meio bagunçado e estranho em relação à estas suas “visões”.

— Há uma construção logo à frente, senhor. Parece ser um hotel, devemos para? — Perguntou o motorista.

— Sim, soldado.

A distância o hotel não parecia grande coisa, contudo, quanto mais se aproximavam maior, mais luxuoso e mais bonito ele parecia. O letreiro dele estava escrito em grego, o que para sua surpresa ela conseguira ler: Hotel Lótus. Todos desceram e logo em frente ao local uma mulher e um homem com largos sorrisos gentis indicaram a entrada. Delilah hesitou entrar por um momento o que fez com que a outra parasse para chama-la. No momento Tehilla só queria descansar, sua atenção para o local ou para a sensação que sentia não chamou-lhe nem um pouco a atenção. Desatenção que custaria seu tempo e sua vida, praticamente.

— Bem-vindos ao Hotel Lótus. Sintam-se em casa e divirtam-se sempre. — Disse um dos funcionários enquanto os encaminhava até um salão gigantesco com jogos, música e um bar.

A judia que nada sentia, naquele momento sentiu-se aliviada e feliz. Tão feliz que sua vontade em abandonar o lugar era zero, tal como era a vontade de todos que ali entraram.

Hotel e Cassino Lótus, Estados Unidos.
11 de janeiro de 2014
Ameno, às 20:02


Fora a explosão que a acordara? Ou foram os gritos de sua irmã a chamando? A quanto tempo não ouvia a voz de sua irmã? Seus olhos voltaram-se para o de Delilah quando finalmente conseguiram se desprender de um jogo à sua frente. Sua irmã a chamava puxando-a pelo braço. O que ela está falando?, indagou a garota a si mesma enquanto tentava ouvir as palavras que chegavam ao seu ouvido sem som.

— ... SAIR DAQUI! — Finalmente ouviu o que sua gêmea gritava e instantaneamente moveu-se.

Atrás de si blocos de pedra caíram do teto quando outra explosão ressonou. Tehilla corria junto de sua irmã, a qual parecia estar seguindo outras quatro pessoas da qual uma delas possuía pernas de bode. Ela não teve tempo para perguntar o que estava acontecendo, já que atrás de si homens gigantes de um olho só os perseguiam manejando clavas. A perseguição terminou pouco depois quando todos saíram do local e as quatro pessoas que seguiam abateram os monstros – que como aqueles que as gêmeas um dia mataram, transformaram-se em pó. As indagações começaram, indo desde “o que eram aquilo?!” à “semi-o quê?!”. E, depois de muitas respostas e incredulidade a loira finalmente olhou ao redor. A estrada estava melhor, havia ao longe silhuetas de prédios colossais e iluminados por uma luz extremamente forte e colorida. As roupas daqueles que as salvaram eram estranhas, tal como seus penteados e acessórios. Aparentemente a única coisa que não havia mudado tanto assim era o céu, apesar de Tehilla recordar-se de mais estrelas que aquelas.

— Em que ano estamos? — Ela perguntou de repente. Ainda usava o uniforme militar da Inglaterra, tal como ainda possuía seu rifle preso às costas.

— 2014. — Respondeu o sátiro com pesar na voz.

Tehilla não respondeu nada. Pelas suas contas ela e sua irmã agora deveriam ter 88 anos, pensou em Lavi e seus tios que mesmo que tivessem sobrevivido ao Campo de Concentração em que foram à esta altura já estariam mortos. Se tivessem vivido cronologicamente como uma pessoa normal, provavelmente estariam morando no lugar que os quatro chamavam de Israel (um país criado para os judeus), e estariam até mesmo com seus netos ou bisnetos. Porém, elas não eram normais; não tiveram tempo de viver as suas próprias histórias em sua própria época. Agora estavam ali, num futuro inimaginado presas ao seu corpo e mentalidade passados enquanto o presente se seguia tão desconhecido quanto seus próprios futuros.





* Escada da Morte - A pedreira de Mauthausen foi o local da infame "Escada da Morte", onde prisioneiros eram obrigados a subir os 186 degraus da pedreira carregando blocos de pedra de 50 kg em fila; como resultado disso, alguns prisioneiros exaustos caíam por cima dos outros, derrubando diversos homens na fila escada abaixo, num efeito dominó, para a morte ou graves ferimentos.
Esta brutalidade proposital seguia os métodos dos SS, que forçavam prisioneiros a subirem correndo os degraus da pedreira carregando pedras, após horas de trabalho pesado, sem comida nem água suficientes, e os que caíssem eram executados; os poucos sobreviventes participavam então do chamado Muro do Páraquedas, onde alinhados na crista da pedreira à beira do precipício, tinham a escolha de morrerem fuzilados perfilados na fila ou jogarem o companheiro ao lado pela borda do penhasco.



Tehilla Tzchernowitz
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Manoella R. Croywer em Sex 05 Set 2014, 17:22


▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Gostaria de ser reclamada pela Deusa Atena

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Físicas: Magra, olhos Cinza-Tempestade, Cabelos loiros que vão até o meio de minhas costas e com as pontas enroladas.
Emocionais: Extrovertida, romântica, brava, bipolar e nunca deixa as pessoas desistirem de seu objetivo facilmente.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Atena por ser a Deusa da sabedoria e da Estratégia, eu sempre a achei a melhor deusa de todas. Eu me identifico com ela porque ela sempre tem uma solução para cada desafio que acha por seu caminho e também, pois, ela é a sabedoria do Olimpo.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?

Eu acordei bem assustada, pois eu tive um sonho terrível, estava sendo perseguida por um monstro e depois apenas me vi em um lugar escuro com algumas frestas bem pequenas e de repente algumas chamas aparecem e uma imagem estranha apareceu então acordei com a respiração ofegante.

Levantei e me arrumei rapidamente coloquei meu uniforme escolar: Uma blusa branca um colete vermelho, uma saia preta e vermelha e um sapato preto e também coloquei meu colar com uma Corujinha e uma das únicas lembranças que minha mãe me deu, dei uma olhada rápida pela minha janela a vista do amanhecer da Califórnia, uma das melhores vistas do mundo para mim e desci rapidamente até a sala de jantar onde as empregadas serviam o café da manhã.

-Bom dia Ângela!-Falei.

-Bom dia. -Falou Ângela, sentada em uma das inúmeras cadeiras da mesa.

O café da manhã era preparado apenas para mim e para a Ângela, meu pai sempre estava fora por causa de seu trabalho. Ângela sempre gostava de sair alguns minutos mais cedo.Ela fala que eu não posso me atrasar nunca mesmo, isso seria inaceitável para meu pai.Mesmo ele sabendo que tenho um grau alto de dislexia.

Andamos até a garagem, onde o motorista estava a nossa espera. Fomos passando pela rua que tem mais lojas de roupas eu sempre olhando atentamente as vitrines da loja, mais mesmo assim estava distante dali, estava pensando naquele sonho estranho que tive, o pior é que eu nunca tive sonhos tão estranhos assim como esse. E de vez em quando eu pensava em minha mãe nós nunca falamos dela mais mesmo assim eu me pergunto varias vezes como ela deveria ser ou será que eu sou igual a ela.

Quando chegamos, no enorme prédio da Academia Califórnia para Alunos bem Dotados, eu desci do carro dei um adeus bem rápido a Ângela e entrei correndo na escola em direção à sala de aula onde a Senhora Lovegood dava sua aula piano, estava atrasada por um minuto e meio, foi culpa do enorme trânsito que estava na rua principal. A Senhora Lovegood vai me matar, ainda por cima tenho aula de História hoje e para minha grande sorte que ela é a professora. Nem sei se vou estar viva até as aulas de história.Entrei na sala e fui direto ao piano.

-Senhorita Croywer, atrasada. -Falou a Senhora Lovegood uma senhora idosa com os cabelos pintados de pretos e com seus olhos pretos, chegava até a assustar.

Algo muito estranho aconteceu na aula de português eu acho que percebi que as letras escritas no quadro estavam saindo de lá, eu cheguei a ficar totalmente tonta, mais não deixei ninguém perceber isso, se não todos iriam começar a me rodear e isso seria bem ruim.Eu apenas pedi para ir beber um pouco de água e voltei rapidamente.

Por ultimo tivemos aula de História, com a Senhora Lovegood. Ela estava a nos ensinar Mitologia Grega, uma coisa que eu adorava, mas eu não conseguia prestar muita atenção por causa da dislexia, parecia que a professora já sabia que eu não prestava atenção e ela perguntava logo para mim.Ela escreveu uma frase no quadro e pediu que tentasse decifra-lá, uma frase bem complicada eu mesma não sei como acertei mais era algo do tipo “Atenas é a Deusa da Sabedoria e da tática de guerra.”

Ela fez com a cabeça um sinal de que estava certo,depois disso o sinal bateu e todos voltaram para casa.Fui dormir extremamente tarde pois estava fazendo meus deveres de casa, no dia seguinte acordei mais cedo do que o de costume, se eu acordar mais uma vez tarde Ângela ira me matar duas vezes.As aulas passaram bem rápido, nós tínhamos alguns pequenos intervalos eu aproveitei e fui até o pequeno parque que havia ali.De repente a Senhora Lovegood aparece e me chama para irmos a Biblioteca, ela disse que temos algo a conversar.

Chegamos lá, ela sumiu em uma fração mínima de segundos e apareceu novamente por cima de uma estante de livros, mais eu estava percebendo que sua face estava mudando ela ficou parecida com uma daquelas gárgulas só que as asas eram um pouco maiores e ela tinha unhas bem afiadas, ela ficou me perguntando varias coisas do tipo: “Onde estão os Deuses ?”, “Me entregue suas adagas e sua espada ou então você ira morrer aqui nesse local”.

Eu fiquei muito assustada com essa afirmação que ela fez que foi uma ameaça de grande porte, fiquei com bastante medo, tentei gritar de qualquer maneira, mais não tive resultados.Tentei de tudo para ela desistir de suas ameaças, só que ela veio até mim e começou a me jogar na parede até ela ter algum resultado.Meu amigo Matheus apareceu escondido e me jogou um objeto com um botão em forma de uma coruja, no mesmo minuto eu o apertei e um espada de no mínimo 23 para 24 centímetros apareceu .

-Finalmente sua espada apareceu.-Falou a Senhora Lovegood, ou melhor a Fúria.Ela veio atrás de mim com aquelas garras dela.

Eu parei atrás de uma estante de livros, ela estava a me procurar.Eu ouvi um grito e quando olhei para a porta Matheus estava lá, fiquei com o coração na mão pois Matheus era deficiente ele usava muletas, aquela fúria iria matá-lo.

-Matheus eu vou te ajudar.-Falei saindo de trás de estante e colocando a espada em minha frente.

-Manu fique ai.-Falou Matheus, tentando acertar uma de suas muletas na fúria.

Enquanto ela estava distraída com o Matheus, eu tentei quebrar a janela do quinto andar.Eu peguei a espada e a bati no vidro que se quebrou rapidamente, eu olhei diretamente para o Matheus e fiz um sinal com meus dedos em cima da cabeça , falando tipo isso : “Traga ela até aqui vire para o outro lado e pule.”.Eu peguei um das toalhas que estavam na mesa e pulei pela janela enquanto caia joguei o pano branco para cima enquanto isso apertei o botão da espada que se transformou em um brocheem forma de coruja.Olhei para cima e vi Matheus logo acima de mim.

Quando pousamos , todos vieram nos perguntar sobre o que aconteceu.Olhamos para cima e vimos a Senhora Lovegood olhando pela janela quebrada.Tivemos a sorte que estava na hora de ir embora, Ângela foi me buscar eu perguntei se Matheus poderia vir junto e ela assentiu com a cabeça em um sinal de sim.Quando chegamos, vi que a janela da varanda do escritório do meu pai estava aberta, subi correndo até lá onde meu pai estava sentado.bati na porta e nem esperei que ele falasse “Entre”, entrei correndo e fui logo abraçar ele.

-Manu posso falar com seu pai ?-Perguntou Matheus sentado em uma das cadeiras do escritório.

-Pode.-Respondi saindo e fechando a porta.

Depois de um tempo meu pai me chamou em sua sala e me explicou o por que a professora quase me matou, e também explicou o por que minha mãe nos deixou.Pelo que eu entendi foi isso:Minha mãe era uma Deusa do Olimpo, e por causa de um acontecimento todos os deuses não poderiam ter mais filhos.A professora apenas era uma Fúria que queria me matar pois eu sou semideusa e minhas armas são importantes, para uma guerra.

Ele mencionou um tal de Acampamento Meio-Sangue, e falou que lá seria um local seguro para mim.Eu arrumei uma pequena mala com algumas roupas e meu pai me entregou um lindo par de adagas com o cabo preto e vermelho.Nós entramos no carro e seguimos até a floresta do Interior de Long Island, meu pai me deixou em uma parte antes da floresta assim eu e o Matheus iríamos conseguir seguir em paz.Enquanto meu pai estava indo embora dei um adeus rápido peguei minha mochila e coloquei o broche da coruja em minha roupa e seguimos floresta a dentro.Eu comecei a sentir um ótimo cheiro de morangos.Matheus me explicou que o Acampamento é quase escondido pelos morangos.Chegando quase perto da porta do Acampamento Matheus tirou suas calças e seus sapatos que estavam escondendo pernas de bodes (Ele era um Sátiro Junior).

Chegamos na porta do onde havia um grande Arco escrito “Acampamento Meio-Sangue”, eu entrei e fomos até uma enorme casa que tinha uma placa escrito “Casa Grande”, quando entramos um senhor meio centauro estava a nossa espra ele cumprimentou Matheus e depois me cumprimentou.Ele me explicou as regras do Acampamento e depois me explicou melhor o por que estava ali.

-Mais Senhor Quíron, Atenas não a Deusa virgem juntamente com Ártemis elas não podem ter filhos.-Falei.

-Exatamente, mais você e outros filhos dela nasceram por acaso.-Falou ele.-Não sabemos ao certo se você é filha dela então Matheus a leve até o Chalé de Hermes.

Matheus me levou até um enorme fileira de Chalés, fomos andando e ele foi me mostrando todos os chalés, quando chegamos ao Chalé de Hermes que em si era o maior ele falou que eu poderia entrar e alguém lá dentro iria me indicar onde eu ficaria.

-Manoella, Bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue. -Falou Matheus indo embora e me dando um breve adeus.

Manoella R. Croywer
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Scarlett H. Mills em Sab 06 Set 2014, 21:12

Ficha de Reclamação



Post #000  # September 2nd # Good Luck For Me. # That's it.

Notes: First Try Tagged: -


▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser? : Desejo ser reclamado por Hécate.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais. :
Físicas: Alto (pouco mais de um metro e setenta e cinco), pele clara, cabelos castanhos e quase sempre desgrenhados, olhos claros, porte atlético e forte.
Emocionais: É um garoto sensível, gosta de escrever poesias e é músico. Passa a maior parte do tempo pensando, refletindo antes de dizer algo. Não é muito tímido, pelo contrário, gosta de se achegar às pessoas e fazer com que elas se sintam bem recebidas. É do tipo gentil e educado sempre, mas sabe brigar caso seja necessário.

▬ Diga-nos: por que  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
A ideia de ter uma progenitora que representa a magia é incrível. Acho que porque a ideia de magia é algo que todos sonham. Poder exceder os limites humanos, criar coisas... é o desejo de qualquer um.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Enquanto eu saía de casa, levantei meus olhos para o horizonte e me deparei com o pôr do sol. Havia pouca coisa nesse mundo que me encantasse tanto quanto esse momento. Observar a passagem do dia para a noite dava cores lindas ao céu, era esperar por uma grande mudança. Penso que se até o mundo muda assim em uma questão de instantes, porque não poderia ocorrer algo impressionante comigo?

Permita que eu me apresente. Sou Matthew Evans. Tenho dezessete anos e estou no último ano do ensino médio (apesar de meu TDAH, consegui lidar razoavelmente bem com os estudos). Não sou muito popular, mas consigo ser simpático com quase todo mundo e o fato de eu ser ilusionista amador, serve para atrair as pessoas. Todos querem um pouco de mágica na sua vida. Eu faço isso acontecer.

Hoje haverá uma festa organizada pelo time de futebol. Não, eu não jogo, mas Peter, meu melhor amigo, é o capitão da equipe. Eu não planejava ir, porém não tinha nada melhor a fazer nem nada a perder. Lembro-me de quando Pete me convidou:

-- CARA, AS LÍDERES DE TORCIDA ESTARÃO LÁ! – Ele parecia realmente empolgado.
-- E daí? – Disse para provoca-lo
-- E DAÍ? Matt, você pode fazer aquelas suas mágicas... ELAS VÃO ADORAR!!
-- Ok, eu vou então.

E agora aqui estou eu, esperando por ele. Dentro de poucos minutos, posso ver seu Camaro virando a esquina. Peter é de uma família rica, além de ser popular. Ter um carro incrível era quase uma obrigação dele.

Rapidamente ele chega e buzina para mim. Abro a porta e entro no carro. O som está alto como sempre, mas até que gosto disso. Dessa vez ele estava ouvindo Arctic Monkeys.

- Pronto para arrasar? – Ele me olha e sorri.

- Hm... Tentarei. – Quando termino de falar, ele faz o favor de bagunçar meu cabelo.

Durante o tempo que passamos no carro conversamos sobre várias coisas: Os jogos do time, provas de matemática e aparentemente, uma novata que chegou no colégio; pelo que Peter disse, ela era muito bonita, mas um pouco... Diferente das outras garotas. Após vinte minutos, chegamos à frente de uma casa de primeiro andar.

Vou seguindo Pete até a entrada, mas depois que entramos sei que estarei por conta própria. O som está um pouco alto e várias pessoas já estão no local. Assim sendo, vou direto até a cozinha. Lá encontro cinco garotos arrumando as bebidas. Um deles me oferece um copo com algo que julgo ser vodka, mas não aceito. Pete já iria beber, então cabia a mim ficar sóbrio.

Após alguns minutos vou para a sala e me sento no sofá. Há dois casais ali, mas não me incomodo. Fico ali apenas esperando a hora de partir, mas de repente chegam duas das líderes de torcida e praticamente se jogam do meu lado.

- Oi, sou Louise. Ela é Elizabeth, a novata. – Diz a garota loira.

- Hm... Oi, sou Matthew. – Respondo, um pouco sem jeito.

- Sabemos quem é você. – Ela sorri. – Pete disse que você é mágico.

Droga, Peter.

- Você pode nos mostrar? – Elizabeth pela primeira vez se dirige a mim.

Não consigo negar. Então vejo uma pequena revista na mesinha de centro e ergo minha mão. Concentro-me um pouco e então ela começa a flutuar. De repente os casais que ali estavam também começaram a ver meu pequeno show.

Seguindo, pego um copo transparente cheio de vodka e começo a mentalizar para que o líquido mude de cor. Funciona. Ele fica marrom e todos começam a aplaudir. Para concluir, faço com que o copo fique preto.

- Nossa! Você é mesmo incrível! – Elizabeth me encara.

-Obrigado, mas não é nada de mais.

Ela segura minha mão e me puxa para que me levante.

- Venha, agora EU quero mostrar algo para você. – Elizabeth fala com um ar misterioso.

Posso ver todos nos olhando de uma maneira maliciosa. Levanto-me e sigo a garota.

No caminho, um garoto estranho da escola que vem mancando esbarra intencionalmente em mim e diz em meu ouvido:

- Vamos embora daqui, as coisas vão ficar perigosas.

Ignoro-o e vou seguindo Elizabeth. Cara, ela era mesmo bonita. Vamos até um local que parece ser um quarto de materiais de limpeza. Vejo uma vassoura no canto e algumas prateleiras.

- Você ainda não é tão poderoso assim... O que me dá uma vantagem. – Ela diz.

- Hã? – Estou realmente confuso.

Mas então olho para a garota e percebo que ela... Não é mais uma garota. De sua cintura para cima, sua aparência chega a ser até mais bonita, mas abaixo disso ela é como uma serpente só que com duas caudas.

- Mas que diabos é isso?!? – Eu certamente não havia bebido, então havia algo realmente errado ali.

- Você não vai a lugar nenhum, semideus. – Ela sorri.

Semi o quê?

Elizabeth (que eu não tinha mais certeza do que era), me puxa com uma das mãos. Uso meus “poderes” para jogar alguns objetos leves da prateleira em seu rosto. Por sorte, funciona e ela me solta por alguns segundos.

Nesse meio tempo que consigo livre, seguro a vassoura que havia visto antes e a quebro para ficar apenas com o cabo e uma ponta afiada, assim como uma lança. Esquivo de um soco que ela ia me dar e finco a lança improvisada em sua barriga. Ela geme de dor e eu saio correndo.

Não vejo quase ninguém da festa ali, mas alguém está se aproximando. Quando vejo bem, é o garoto que havia esbarrado em mim antes.

- Matthew, vamos embora! – Ele me diz.

Olho para suas pernas e ele é... um bode??

- MAS O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO AQUI? – Grito para ele.

- Olhe, eu sei que você tem muitas perguntas, mas não posso respondê-las aqui.

- O que é você? O que era aquela garota e por que eu? Eu não sou ninguém importante! – Exclamo.

- Tudo que eu posso dizer é que você é um semideus. Pelo que vi hoje, arriscaria dizer que você é filho de Hécate. Sabe todas aquelas histórias gregas? Elas são verdade. Agora, vamos. – Ele estava realmente apressado.

- E quanto a Peter? – Pergunto.

- Não se preocupe. Ele vai ficar bem, eu garanto.

Vejo que não tenho muita escolha. Sigo o garoto-bode e vamos correndo para longe dali.

Após alguns quarteirões correndo, pergunto:

- Para onde vamos?

- Próxima parada: Acampamento Meio-Sangue. – Ele sorri.

Meu novo lar... Acampamento Meio-Sangue.


Thank you so much for reading.
Scarlett H. Mills
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 124-ExStaff em Dom 07 Set 2014, 15:38

— Tehilla Tzchernowitz: reclamada como filha de Deimos

Eu achei a sua história bem interessante, Tehilla, e em momento algum pensei em mudar de ideia quanto à sua aprovação. Mas notei que você não revisou seu texto antes de postá-lo, o que pode ser um problema no futuro, porque encontrei vários erros de ortografia e gramática. Além disso, acho que alguns trechos poderiam ser melhor descritos, bem como algumas reações; um exemplo disso é a parte em que o caminhão nazista tomba. Você narrou essa parte como se fosse um "ah, aconteceu isso e pronto", mesmo ela sendo bem importante e urgente — não é todo dia que você sobrevive de um grave acidente de carro. Mas, de modo geral, gostei da sua narração. Só treine melhor sua ortografia e suas descrições que você se sairá muito bem, ok? Parabéns!

— Manoella R. Croywer: não reclamada

Manoella, o seu principal problema foi a ortografia, mais especificamente no uso de vírgulas e pontuações. Por exemplo: no trecho "Quando chegamos, no enorme prédio da Academia Califórnia para Alunos bem Dotados, eu desci do carro dei um adeus bem rápido a Ângela e entrei correndo na escola em direção à sala de aula onde a Senhora Lovegood dava sua aula piano, estava atrasada por um minuto e meio, foi culpa do enorme trânsito que estava na rua principal", eu encontrei pelo menos cinco erros envolvendo vírgulas e outros tipos de pontos. Tente escrever seus textos em algum lugar que haja corretor ortográfico, como o Word ou algum site mesmo. Além disso, houveram dois problemas de coerência que basicamente estragaram toda sua ficha: em primeiro lugar, uma Fúria nunca atacaria uma simples filha de Atena que nem sonhar em possuir sangue divino no corpo quando há semideuses mais importantes por aí. Um monstro menos importante, como uma dracaenae ou uma harpia, se encaixaria melhor nessa situação. Em segundo lugar, você nunca conseguiria criar um paraquedas improvisado apenas usando uma toalha de mesa. Seu peso é muito maior do que o do objeto, portanto o máximo que aconteceria é você cair e morrer, uma vez que a queda seria muito feia. Por fim, você foi novamente reprovada. Tente corrigir os erros citados e poste novamente, ok?

— Matthew Evans: reclamado como filho de Hécate

Gostei do seu estilo de narrar, Matthew. Não encontrei quase nenhum problema em sua ficha, e o único que posso citar aqui é o tamanho dela. Ela ficou realmente curta, apesar de parecer maior por causa do template, muito embora isso não tenha interferido na minha avaliação. De resto, não encontrei nenhum erro significativo e que valha a pena mencionar. Parabéns!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 112-Ex-Staff em Dom 07 Set 2014, 17:44

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jack Walker em Ter 09 Set 2014, 11:11

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser? Thanatos

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais. Cabelos escuros, olhos negros que com o brilho do sol parecem adquirir uma coloração azul tempestade. Misterioso e sombrio como a morte, as vezes parece que ouço os mortos. Sou frio e calculista, e um perfeccionista, não me irrite ou sofra consequências. Em momentos de pânico ajo um pouco sem pensar. Mantenho sempre uma expressão séria no rosto, independente do que eu estiver sentindo.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico? Me identifico muito com  a deus.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir. 


Era hora do almoço no colégio Dr Rocco, ele era um colégio interno para onde os pais mandavam seus filhos com a esperança de ter que atura-los apenas aos feriados, a maioria dos estudantes dali eram herdeiros de grandes empresas internacionais e dava para contar nos dedos os bolsistas. Um colégio onde as crianças e adolescentes eram mimados e adorados, exceto se você fosse um bolsista ou um dos “problemáticos” esses eram tratados com extrema frieza e sem duvidas eram os excluídos dos grupos especiais da escola.


É nesse Colégio que Jack L. Walker estuda desde os oito anos de idade e infelizmente ele é um dos adolescentes “problemáticos” embora parecesse um adolescente qualquer. 


Desde que fora matriculado no colégio os professores perceberam que ele era diferente dos demais, era um cara que raramente ria e quando o fazia sua risada causava arrepios nos demais, seus olhos eram frios e misteriosos e era as vezes visto falando com seres que nem existiam. Logo foi descoberto que o garota tinha dislexia e hiperatividade, outros motivos pelos quais ele era um dos “problemáticos”, mas Jack não dava importância para isso.


Escondido das vistas dos outros lá estava ele e, novamente o garoto falava sozinho, ou talvez não, em suas mãos havia um livro onde escrevia seus pensamentos e sentimentos. As outras pessoas não eram capazes de vê-los ou ouvi-los, mas isso não significava que não estavam lá e ele entendia muito bem disso,  era capaz de vê-los, ouvi-los, senti-los e compreende-los. O garoto era capaz de se comunicar os mortos.


Aqueles seres que “não” existiam eram os seus companheiros, eles o faziam rir e cuidavam parcialmente dele, mas nem todos eram bons alguns deles eram cruéis e o faziam pensar em coisas terríveis. Ele não tinha amigos vivos ou pessoas que cuidassem dele, seu pai havia desaparecido logo após o seu nascimento e sua mãe era o único ser vivo que se preocupava com ele, era isso que ele pensava, mas infelizmente ele estava enganado em relação ao pai.


- Jack, a mulher está vindo para cá! – falaram as vozes ao seu redor, sem esperar mais um segundo o garoto ficou de pé e correu em direção aos dormitórios.


Aquela mulher era a Sra. Venturi, a vice-diretora do colégio, uma mulher fria, cruel e que sempre odiou pessoas problemáticas mais do que qualquer outro naquela escola, ela era pequena sua aparência era de uma velha embora tivesse apenas 44 anos.
E nesse momento s Sra. Venturi procurava o problemático nº 1, Jack, ela detestava o garoto mais do que os outros e aquelas pessoas “imaginárias” dele eram um dos grandes motivos, ela tentara despachar o garoto varias vezes dizendo que ele tem alguma doença. “12 anos e ainda conversa com amigos imaginários? Ele deve ter mais alguma doença além da dislexia e hiperatividade Sra.Walker, deveria procurar um tratamento adequado” era o que a mulher dizia a sua mãe que somente respondia que tomaria uma providencia. Mas como o esperado, nada fazia.


Escondido no seu quarto o garoto escrevia em seu livro, as vozes e os seres pálidos estavam agitados a sua volta,mas Jack não se importava,ele começou a ouvir as correntes serem arrastadas e estremeceu.
- Abra a porta Johnny, precisamos conversar!- a Sr. Venturi batia furiosamente na porta do quarto.
- Fuja. Fuja, Jack ela não quer conversar essa mulher quer ... Fuja!- gritavam as vozes ao redor do menino, os seres pálidos indicavam o caminho para a fuga. A janela.


Mas ele não queria fugir, ele sempre ouviu e obedeceu sem pensar aos seres, mas hoje ele fez exatamente ao contrario não fugiu, tinha que encarar a vida uma hora ou outra, Ficou de pé e abriu a porta e seguiu a Sra. Venturi até uma sala onde ela nunca havia estado.


A mulher mandou que o garoto dissesse se estava vendo ou ouvindo os seres, ele respondeu que sim, Foi um erro ter falado a verdade. Jack passou a tarde inteira sendo obrigado a responder perguntas desse tipo e sempre que falava algo que não agradasse a vice-diretora o menino recebia tapas da mesma, ela não gritou ou pediu ajuda. Aguentou calado o tempo todo, esse foi o castigo por não ter escutado os seus amigos, eles agora enchiam a sala e ficavam olhando para ele, então quando já era de madrugada a mulher saiu da sala para ir comer algo. 
Jack desesperado empurrou a mesa até o canto leste da sala onde estava a única janela, e com um grande esforço conseguiu sair da sala, mas quando caiu do outro lado seu braço direito estava sangrando. Apesar da dor, ignorou isso e saiu correndo para a saída do colégio. Os fantasmas lhe indicavam o caminho, agora ele sem pensar seguia eles, não sabia quanto tempo havia se passado, mas estava exausto seu braço parara de sangrar e já amanhecia em São Francisco, as ruas logo estariam cheias novamente.


Ele esgueirou pelas sombras até um beco, onde deitou-se e dormiu por algumas horas. Durante o seu sono seus amigos encontraram outro semideus que estava por perto, ele também era capaz de ver os seres, mas não confiava muito nos mesmos. E depois de algum tempo ele decidiu seguir as vozes até um beco onde encontrou Jack deitado no chão, encolhido pelo frio que fazia.


Algo atrás dos garotos sibilou e o semideus virou-se e viu rapidamente e se deparou com uma harpia, a monstra estava a alguns metros do chão e os olhos da ave eram cruéis e ela investiu contra eles. Ele segurou um corrente com a mão esquerda e com a direita a girava no ar, e tentou um ataque à mostra se viu obrigada a desviar e acabou chocando-se em um dos muros do beco, a criatura falou.
-Saia do caminho semideus, eu quero o outro, ou você terá o mesmo destino que ele, filho de Melinoe.
Foi quando Jack acordou com voz da Harpia.  Ficou paralisado, fingindo estar dormindo.


O garoto sabia que não podia fugir, Jack, inexperiente não teria a mínima chance contra essa harpia ele iria proteger aquele garota até depois de sua morte.


Pegou a corrente novamente, segurando-a com a mão esquerda enquanto girava a outra extremidade com a mão direita, e então soltando-a, na direção da harpia. Dessa vez o seu ataque funcionou e acertou uma das assas da mostra que caiu no chão, rapidamente ele lançou outro ataque de sua corrente na mostra o ataque abriu um talho no peito da mulher-ave que rugiu de raiva. A harpia avançou em direção ao semideus tentando acerta-lo com suas garras, em uma de suas investidas acertou o braço do mesmo, jorrou sangue e com certo ódio ele observou a harpia lamber as garras sujas com seu sangue. Incapaz de se mover ele lançou uma adaga perto da mão de Jack que em pânico a segurou. Sem pensar no que iria fazer, surpreendeu a harpia por trás cravando a adaga nas costas da mesma, que havia virado pó assim que executou o ato.


Encarou o garoto que se levantava por alguns segundos, e logo correu para ajuda-lo.
- Qual é o seu nome?- perguntou o garoto se levantando.
- Jack. 
- Eu me chamo Michael, sou um semideus filho de Melinoe e estou em missão aqui em São Francisco... Vou leva-lo até o Acampamento Meio- Sangue. 
-Seu braço... – disse observando o mesmo preocupada – espera, você é um o que?!
O garoto riu.
- Irei te explicar melhor no caminho, por enquanto , passe isso no meu braço por favor?- ele diz apanhando seu casaco no chão e do bolso do mesmo retirando um pequeno frasco com um liquido amarelado. 
-E isso é... ? – digo observando o garoto com atenção.
-Néctar – diz me entregando o frasco – Por favor, está doendo muito.
Os fantasmas diziam a Jack que ele podia confiar no Michael, que ele seria seu amigo...  


Ele passou o tal “Néctar” no braço do garoto que fez a ferida se fechar quase instantaneamente. Jack ficou assustado, mas se conteve com suas perguntas que seriam explicadas mais tarde.
E então seguiram viagem a tal acampamento que pelas explicações de Michael era para pessoas “diferentes”, ou seja, semideuses. Sim, deuses gregos são reais.


Após alguns dias de viagem eles finalmente chegaram ao acampamento e no momento em que Jack adentrou Michael exclamou:
- Bem vindo ao acampamento meio sangue!
 
Jack Walker
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Holly P. Hoffmezk em Qui 11 Set 2014, 18:23


FICHA



▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Hécate

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Holly tem uma beleza quase selvagem com o rosto em forma de coração com olhos grandes e castanhos escuros, como amêndoas e de jeito sonhador. Em seus lábios finos e róseos um sorriso sempre baila. Os cabelos sedosos e cumpridos, escuros e com leves ondulações. As sobrancelhas são marcantes, o que lhe traz certo desagrado. Com pele alva e sedosa e bochechas ternamente coradas e  50 quilos distribuídos em um corpo de aparência frágil e gracioso.  Tem uma personalidade instigante e interessante, um pouco aluada, talvez. É supersincera, não tem papas na língua para dizer a verdade sem nenhum filtro. Excêntrica, inteligente e amável. Não deixa de ter uma ambição um pouco exagerada, teimosa e cabeça dura. Reconhece quando está errada, é modesta e completamente esquisita.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Hécate é uma das deusas mais fascinantes de todo o Olimpo. Holly tem um estranho e maravilhado fascínio pela magia em si, estudando-a mais profundamente em livros que falam sobre o assunto e até mesmo na internet.
▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Toda boa história tem um começo impressionante. E um desfecho mais impressionante ainda.
Holly sentia frio. Seus pelos estavam todos arrepiados, tinha olheiras abaixo dos olhos negrumosos e os lábios estavam rachados e pálidos. Usava ROUPAS que mais pareciam trapos, rasgados e sujos. O cheiro podre bailava no ar, adentrando em suas narinas e fazendo-a tossir. Seus olhos estavam marejados e ela não conseguia se mexer, abraçada as suas pernas como se fossem uma coisa muito preciosa. Sentia muita fome, nem se lembrava a última vez que colocava algo na boca. Seu estômago clamava por comida, seus olhos pesavam de sono, seu corpo estava cansado. Sua mente tinha um silêncio perturbado, sempre a mil. Em uma de suas mãos, uma faca simples era firmada, quase com um medo psicótico de algo aparecer. De eles aparecerem. Estava esgotava física e mentalmente e não tinha forças para se levantar. Só olhava o vazio sem beleza daquela noite gélida com ventos cortantes. Só pensava  que em algum lugar sua mãe ou seu pai poderia estar seguindo suas vidas felizes, sem ela. Porque ela não era ninguém. Porque ela não merecia uma família. E ela não sabia porque.
Alguns meses antes havia morado em um Orfanato extremamente cruel. As crianças eram tratadas pior que objetos, descartáveis. Tudo virava motivos de surras e de gritos de desespero. Holly não aguentava viver naquele lugar, com aquelas mulheres insuportáveis e estúpidas. Com suas vidas fúteis e inúteis, lamuriando-se de seus casamentos e filhos. Dizendo que o emprego não dava para alimentar ninguém. Holly escutava tudo calada, os olhos a mil quilômetros dali. Decidiu fugir em uma noite quando ela esqueceu de jantar e então Caroline, uma loira cínica jogou o prato de comida em seu rosto. Foi o que faltava para a garota explodir, de alguma maneira lançando a mulher para a parede, onde caiu aos gritos. - Sua bruxa! - Rosnou, levantando-se para dar-lhe um tapa. Mas Holly foi mais rápida, correu como nunca havia corrido antes. Caiu e ralou o joelho, o sangue escorrendo por sua perna enquanto tentava escalar o muro. De alguma forma, mágica talvez, havia conseguido.
E então os monstros seguiam-na com intensidade. A vida das ruas não eram fáceis. Criaturas tentavam pegar-lhe e machucar a mesma. Ela tentava lutar, batia com diversos objetos e algumas vezes elas sumiam. Mas voltavam com mais intensidade que antes. Tinha vários arranhões pelo corpo, machucados e doenças. Não dormia fazia dias, ficava escondida em becos e era uma nômade. Mas essas situações iriam mudar. Andando sem rumo por muito tempo, acabou chegando em Nova York, mais precisamente em uma região rural de Nova York. O cheiro de morangos era inebriante, delicioso. Uma colina surgia no horizonte, um grande pinheiro estendia-se para o céu azulado. E, sem forças alguma, deitou-se no chão e murmurou. Um bom lugar para morrer Sorriu. Finalmente estava em paz. Um barulho estranho de cascos batendo no chão estava próximo, algumas aves voavam no céu, o mar rugia. E então, ela fechou os olhos.
Acordou algum tempo depois, quase infartou quando viu o centauro, recebeu as informações necessárias e pediu bolinhos com coca-cola. Depois de se recuperar e se arrumar, vestiu as roupas do acampamento e então, um holograma surgiu em sua cabeça. Filha de Hécate, Deusa da magia e da névoa.


thanks weird for
Holly P. Hoffmezk
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por David L. Ascher em Qui 11 Set 2014, 20:37


When Luck stops to tell you a story

You shall stop to hear it.



▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Desejo ser reclamado por Perséfone.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Físicas: Possuidor de estatura e porte físico notável, David realmente sabe como se destacar nas multidões. Além da beleza natural herdada de sua progenitora, o garoto é portador de curtos cabelos negros e olhos intensamente escuros, como se forjados pela própria deusa da noite.

Emocionais: Relativamente introvertido, David não é daqueles que guia as conversas ou orienta as multidões. Compensando isto, nunca deixou de ser alguém gentil quando necessário, além de possuir um instinto protetor exageradamente elevado. Conforme os anos foram se passando, conseguiu encontrar um consolo para o “abandono” de sua mãe tanto na música – da qual é um tremendo apreciador – e nos livros, mesmo com as dificuldades de entendê-los gerada por seu TDAH.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Em parte, digo que seria pelo fato de filhos de Perséfone não serem dos mais escolhidos, possuindo aquele velho clichê de “Ah, não dá para criar uma história boa com um semideus deste tipo.”; porém, outro motivo para a escolha desta progenitora seria o fato simbólico dela ter conseguido meio que virar o jogo ao seu favor, transformando seu cativeiro em seu reinado. O fato de a prisioneira ter enfim assumido o papel de rainha dos infernos.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?

Uma voz carregada de autoridade, capaz de convencer as criaturas das profundezas a uma rebelião contra os ctônicos.

A tristeza sem fim de um garoto especial, vinda da dor de uma perda que o marcou para sempre.

Uma maldição aparentemente irreparável lançada sobre uma garota, gerada por um erro de um passado distante.

Uma profecia capaz de abalar todo o mundo que conhecemos, focada em uma misteriosa marca.

Uma traição vinda da pessoa em quem mais se confiava.

E por fim, o inevitável banquete da morte.

Todas estas coisas podem ser assim descritas por que eu estava lá. Tive a honrosa dádiva concedida pela musa da história, Clio, de imortalizar tudo o que eu vi com meus próprios olhos nestas linhas que você lê de um jeito agonizantemente indiferente, como se fossem parte de um texto qualquer.

Quem sou eu? Ora, jovem leitor, achei que já tivesse desvendado esta pequena charada. Eu sou aquela que desde o princípio de sua vida, até seu triste fim, estarei guiando a balança da sorte. Sou aquela que o destino enxerga de forma direta. Como consigo fazer algo assim, tão surpreendente?

Consigo fazer isso por que sou Tique, a mão invisível do destino; a imperatriz da sorte; a inconstante meretriz do futuro; dama da abundância e regente das riquezas. Abra bem seus olhos, mortal, pois nestas próximas linhas, uma história digna de um conto órfico será erguida.

Sente-se, pegue um copo de qualquer coisa que não seja uma diet coke e atente-se à história de David Ascher, o ceifador da primavera.

*     *     *     *     *     *     *     *     *     *     *

Nossa história se inicia em Phoenix, Arizona. Seria irônico – e até um pouco clichê da minha parte – dizer que os acontecimentos que mudariam a vida de David Ascher iriam ser executados em uma manhã tempestuosa, acompanhada de fortes ventos, chuva intensa e um coro de trovoadas. Em meio às vezes em que desci ao mundo mortal, ouvi dos humanos que aquilo antecedia um dia ruim, com acontecimentos ruins. Realmente, se aquilo não passasse de um ditado popular, o grande senhor dos céus tinha um senso de humor bem questionável.

Em uma rua pouco movimentada, uma loja chamava óbvia atenção. Pintada em seu tradicional verde desbotado, adornada com clássicas portas de madeira e duas vitrines com pinturas florais no térreo, lá estava a floricultura/casa da família Ascher. De fato, aquele seria um local onde eu adoraria passar meu tempo, não só pelo aroma maravilhoso de lavanda ou pelas incríveis flores-da-fortuna, que indiretamente serviam como uma homenagem silenciosa para mim. O verdadeiro motivo para querer permanecer ali era a sensação de... paz. Mesmo distante – e com isto eu quero dizer literalmente na beira do inferno –  certa deusa nunca deixou de manifestar pequenos traços de seu poder naquele lugar.

Subindo a pequena escadaria chegava-se ao primeiro andar, usado como a residência oficial da família. No pequeno quarto encontrado na primeira porta à direita, repousava nosso típico protagonista. Há, acha isso entediante? Típico de mortais. O verdadeiro problema não está naquilo que se via naquele quarto, mas no que não podia ser visto.

Como qualquer pessoa comum, ele sonhava.

Mas como qualquer semideus, seus sonhos não eram nada bons.

*     *     *     *     *     *     *     *     *     *     *

Na floresta de pinheiros negros, em meio a todo o frio do lugar, o garoto de cabelos negros seguia às cegas. De fato, a névoa do ambiente não ajudava muito em tal situação, mas não era ele que controlava o que via.

David estava confuso. ”Sempre o mesmo lugar.” pensava. Qual o motivo disso?”

Fechando o zíper de seu casaco preto, o garoto lutava contra o frio, que aumentava mais e mais. Quanto mais caminhava, mais estreitava os olhos, tentando enxergar além da densa neblina.

Após uma curta caminhada, o garoto ouviu o barulho contínuo de galhos se partindo. Parou instantaneamente, vasculhando o ambiente ao seu redor.

Nada.

- Droga... – falou. – Apareça logo, não tenho medo de você!

Geralmente, esta atitude seria considerada como um gesto de bravura. Neste caso, não passou de uma demonstração de tolice.

Antes mesmo que o garoto pudesse reagir, vários caules de escuridão brotavam aos seus pés. Aos poucos, envolviam o garoto e perfuravam sua carne com seus espinhos. O grito estridente do jovem garoto Ascher e o barulho da terra sendo revolvida eram as únicas coisas que podiam ser ouvidas.

Pelo menos naquele momento.

- O ceifador deve morrer. – Dizia uma voz feminina, em um tom assombroso.

Rapidamente, diversas outras vozes se uniam ao coro. Conforme os caules negros subiam pela cintura do semideus, figuras com capuzes negros chegavam mais perto. Cada vez mais perto.

Quando os caules começaram a envolver o pescoço do garoto, grasnados agudos de corvos ecoavam pela floresta. Antes que chegassem até sua cabeça, ele só teve tempo de pronunciar uma frase.

- QUEM SÃO VOCÊS?

Uma das figuras encapuzadas parou em sua frente, revelando seu rosto. A garota loira, com seu sorriso sarcástico, fulminou o garoto com o olhar.

- O ceifador deve morrer. – Falou.

Então, sem mais demoras, os caules envolveram-no. Ao mesmo tempo em que a dor do aperto chegava a ele, com a escuridão, o grasnado dos corvos se tornou uniforme, como uma risada.

E então ele despertou.

*     *     *     *     *     *     *     *     *     *     *

Novamente, retornara à realidade com um sobressalto. Enquanto constatava que estava suando frio, milhares de ideias passaram pela cabeça do jovem Ascher. O que aqueles sonhos significavam? Como assim "O ceifador deve morrer"? Seria aquilo tudo apenas um truque de sua mente ou algo do tipo, e ele estava ficando obcecado?

Naquele exato instante, experimentei um pouco da verdadeira neutralidade: queria rir pela ingenuidade do garoto, mas ao mesmo tempo, tinha pena do medo que ele sentia. De fato, era algo muito desagradável entrar nos domínios de Phobos, sentir o medo que vem da incerteza.

Mais um relâmpago rasgou o céu, iluminando brevemente o quarto através da janela. Antes que eu pudesse decidir o que iria fazer – ou se realmente ia fazer alguma coisa – David, agora menos entorpecido, ergueu-se de sua cama e abriu a porta de madeira. Com passos largos, o semideus desceu a escadaria com a rapidez esperada de alguém que viveu naquele local nos últimos dezessete anos. Lá embaixo, deparou-se com a figura de seu pai.

Jacob Ascher honrava o padrão ideal para um homem de quarenta e dois anos: cabelos negros – diferenciados dos de David apenas por alguns poucos fios grisalhos –; incríveis olhos verdes; um porte físico invejável para muitas pessoas de tal idade e um eterno sorriso sincero. A combinação de tais características foi capaz de atrair até mesmo uma deusa, e com isso eu falo no sentido literal da coisa.

- David? – Falou. – Está tudo bem?

O garoto suspirou, tentando reunir coragem o bastante para dizer tudo o que passava em sua mente.

- Não. – Disse. – Não está tudo bem.

O sorriso de seu pai vacilou. Em um único instante, sua expressão pareceu ter mudado para a de plena preocupação. "Será que a hora chegou?" Jacob se perguntava. Tentando manter a calma, sem sucesso, retornou ao diálogo.

- O que está...

Antes mesmo que ele pudesse concluir a frase, algo aconteceu. Algo muito ruim aconteceu. A única pessoa naquele momento que tinha a resposta para a pergunta do pai do garoto era eu, alguém que não poderia intervir naquela situação. Este é um dos maiores problemas em ser a deusa do destino: você não pode alterá-lo.

Em uma fração de segundos, uma das vitrines frontais foi estraçalhada. Diversos cacos de vidro invadiram o espaço interior da loja, além de algumas gotas de chuva, que vinham do lado de fora. Outro relâmpago iluminou os céus, revelando dois vultos encapuzados de frente à vitrine destruída.

- Pai... – David disse, obviamente sendo envolto aos poucos na longa sinfonia de Phobos e Deimos, que causavam cada vez mais seus efeitos no garoto: Mãos tremendo. Respiração ofegante. Coração acelerado. – O que está acontecendo aqui?

O homem apenas encarou as figuras encapuzadas, cerrando os punhos. "Tem que haver uma forma de salvá-lo." Pensava.

- David, fuja.

As figuras encapuzadas entraram no ambiente pelo buraco aberto, tendo seus rostos iluminados pelas lâmpadas da floricultura. Ao vê-los, tanto David quanto seu pai entraram em um estado de confusão.

"O que é isso?" Pensou o semideus.

De frente ao nosso amável protagonista, dois adolescentes encharcados pela chuva permaneciam. Ambos seguravam facas em suas mãos e encaravam-no com seus estranhos olhares vazios. Uma sensação ruim, que ele não era capaz de explicar, apoderou-se do ambiente.

- O ceifador tem que morrer. – Falou o primeiro deles, quase que em um sussurro.

Com um grito, Jacob partiu na direção dos estranhos adolescentes. De uma bainha oculta em sua cintura, removeu uma curta lâmina que emanava um brilho prateado, obviamente bronze sagrado. Assim que o fez, os garotos emitiram uma espécie de chiado, afastando-se dele.

Mas isto não foi o suficiente para que eles fugissem.

Em uma rápida investida, o primeiro aproximou-se e executou um corte no abdome do floricultor, que com um arquejo, girou sua própria lâmina na direção do adolescente. O golpe executado naquele momento – um preciso corte lateral – deveria ser fatal. Mas aí é que estava a jogada.

Nada tinha acontecido. A lâmina apenas havia atravessado o corpo deste, como se não fosse algo material.

O jovem riu com escárnio e ergueu sua própria lâmina em um gesto rápido, atingindo o peito de Jacob. Assim que o fez, um grito desesperado foi emitido por David.

- Acha mesmo que bronze sagrado vai ferir este corpo, mortal? - Disse o êidolon, sorridente.

Enquanto o corpo do homem caia inerte no chão, as criaturas voltavam a atenção ao semideus. Desta vez, não reclamei do fato de nossos adoráveis Medo e Pânico estarem se apoderando do garoto, pois aquelas sensações seriam as mais prudentes a serem aplicadas no momento. Claro,

- Ora, ora... – Falou o espírito, limpando o sangue da faca. – Aqui está você, semideus.

David recuou dois passos, receoso. "Semideus?" Pensou. "Do que ele está falando?"

Ambos os invasores aproximavam-se do rapaz, erguendo suas armas. O garoto, encurralado, fez a última coisa em sua lista de possibilidades: ele deu um forte brado.

- Vão embora!

A partir do ponto onde ele estava uma forte onda de energia partiu, impactando os invasores e fazendo com que estes fossem atirados para longe, quebrando alguns vasos e derrubando algumas prateleiras. De fato, a energia não era algo que podia ser visto, mas novamente digo: devemos nos importar com aquilo que não vemos.

- Isso é impossível... – Falou um dos êidolons, ainda caído no chão. - Ele não deveria ter despertado!

Prateleiras começaram a tremer, sendo derrubadas com força sem razão aparente. As lâmpadas, enquanto isso, explodiam em uma chuva de fagulhas. Ao mesmo tempo em que estas entravam em contato com algumas das coisas do andar inferior, geravam chamas que começavam a se alastrar pelo ambiente.

Enquanto estas coisas aconteciam, David caía de joelhos no chão. Por alguma razão que não conseguia compreender, o semideus sentia suas energias se esvaindo, além de uma dor intensa na parte superior de suas costas, como se estivesse sendo marcado a ferro. Os espíritos, porém, ainda sentiam os efeitos do golpe imprevisto. O que quer que fosse aquilo, se o garoto realmente tivesse despertado, não poderiam suportar novamente.

- Você teve sorte dessa vez, ceifador. – Rosnou um deles. - Não será assim da próxima vez.

De alguma forma, as criaturas transformaram-se em sombras e desapareceram, deixando nosso herói sozinho.

Porém, ainda com problemas.

David levantou-se da forma mais rápida que sua condição atual permitia e caminhou até seu pai, envolvendo-o com seus braços.

- Pai! - Bradou o garoto, desesperadamente. Obviamente, as lágrimas já começavam a se formar em seus olhos.

O floricultor tossiu em seco, contorcendo-se em dor. Seus olhos, agora quase sem expressão, encaravam o garoto com preocupação.

- David... - Disse, antes de tossir novamente. - Vá.

O sangue do garoto gelou. Sua expressão de incredulidade fitou o pai, enquanto as lágrimas começavam a cair.

- Não vou deixar você aqui! - Falou. - Você é a única família que me resta.

O homem balançou a cabeça em negação. Deu um breve sorriso para David, revelando seus dentes ensanguentados.

- Não é sua escolha. Deixe-me, antes que seja tarde de mais.

- P-Pai... - Disse o garoto, entre soluços.

Jacob tossiu apenas mais uma vez, antes de pronunciar suas últimas palavras.

- Adeus, filho.

Então aconteceu. Sem misericórdia, as parcas cortaram o fio que ligava o floricultor à vida, levando-o diretamente ao reino dos mortos. David apenas encarava o corpo de seu pai, agora sem vida alguma.

- Não... - Disse, em prantos. - Não.

Foi neste momento em que as chamas alcançaram a perna esquerda do garoto, que afastou-se enquanto dava um grito. A última coisa que lhe restava a fazer, naquele instante, era honrar o sacrifício de seu pai.

Erguendo-se, porém, percebeu que sua saída frontal estava bloqueada. Ainda chorando, com suas costas latejando, andou com dificuldade até a porta dos fundos. Evitou ao máximo as chamas e tentou inalar a menor quantidade de fumaça possível no percurso, lutando contra seus sentidos que aos poucos eram perdidos. Ainda sentindo a dor em suas costas e com a visão turva, fez um último esforço para arrombar a porta de madeira, tendo que repetir a técnica usada umas três vezes para conseguir fazê-lo.

Com a visão escurecendo, andou cambaleante por alguns metros no beco, até cair no chão de vez. A dor em suas costas parecia haver cessado, mas agora algo estava lá, eu sabia disto. Por baixo de sua camisa branca, podia ser vista a forma distinta de uma única flor no local da dor: Asphodelus ramosus.

A flor do submundo e a marca do ceifador.

O cheiro de lavanda havia sido substituído pela fumaça. A alegria havia se transformado em luto. Naquela rua vazia, desmaiado no chão e ensopado pela chuva, um herói nascia.

Sim Jacob." Sussurrei. "A hora chegou."

Adendos importantíssimos:
- De fato, a história acabou de ser narrada por uma deusa. A questão é que esse será o estilo narrativo do David, então... Qualquer coisa, entrar em contato pra reclamar ou elogiar, sei lá.

- Para evitar a confusão do "Ah, como é que ele arrumou uma lâmina daquelas e blá, blá, blá", cito que há toooda uma longa história por trás de David - que vai ser explicada em DiY, SM e etc. e isso poderia entrar em parte dela.

- Outro fato importante: Tanto a marca nas costas dele quanto a liberação de energia serão também coisas explicadas em DiY futuras, já que tudo isso é só a ficha de reclamação e tal... pronto, é isso.

David L. Ascher
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Samantha Johnson em Qui 11 Set 2014, 23:23

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Atena
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Cabelos vermelhos acastanhados. Ondulados e com pouco brilho o que tira um pouco da cor. Branca com olhos verdes. Sua altura média de busto pequeno e quadris largos. Sorriso pequeno e fácil com boca sempre vermelha. Esta sempre com um livro que ler com aquela dificuldade habitual.
▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Pelas semelhanças e logico, por ela ser divina.
▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Ela olhou novamente para o papel em branco e suspirou. Seus pensamentos eram rápidos que ela mal conseguia acompanhar cada nova ideia. Sua missão não era uma das mais simples: desta vez ela queria elaborar uma cidade. Planejou um parque, escola, delegacia, moradias, hospital... Cada um em uma região estrategicamente elaborada para da mais conforto a seus habitantes. Era ora de começar a desenhar.
Olhou envolta e notou o quanto seu quarto tinha sua cara. Com destaque a um mapa-múndi que ficava na frente de sua escrivaninha. Estava cheio de pontos dos lugares que ela ainda iria visitar. Seus lápis e canetas estavam do lado de seu laptop. Começou o primeiro traço.
Quando estava começando a segunda cartolina alguém bateu na porta. Relutante ela se levantou, odiava quando lhe interrompiam. Quando abriu a porta se deparou com um homem alto e atlético. Cabelos um pouco grisalhos se espalhavam aos poucos do lado de sua cabeça. Seus olhos eram verdes assim como os de Samantha.
-Oi filha!
-Pai...
-Desculpa, acho que atrapalhei alguma coisa.
Ela suspirou. Apesar de tudo, ela gostava que seu pai tentasse se dar bem com ela.
-É que eu estava fazendo uns projetos... só para passar o tempo mesmo...
Uma sombra se passou pelos olhos dele. Samantha notara. As mesmas sombras que sempre passavam quando ela lhe perguntava sobre sua mãe, seu nascimento ou alguma habilidade que fizesse ele se lembrar dela. Como agora.
-...mas eu termino depois.
-Há sim! É que eu vim lhe perguntar se você não quer ir tomar um café. Gostaria de falar sobre um assunto muito importante com você.
Ele falou serio.
-Claro. Vou só me trocar.
Fechou a porta e se sentou na sua cama. Ela não ia trocar de roupa. A última coisa que ela pensara em plena adolescência era em roupas que ‘lhe caiam bem’. Mas a forma como seu pai lhe falava que queria falar com ela. Eles nunca conversavam! Quando Samantha queria ouvir algum conselho ou desabafar procurava a secretaria de seu pai que também era como sua amiga. E ainda sobre um assunto muito importante?
Um frio estranho se estalou em seu corpo. Não, ele não queria falar sobre a faculdade de advocacia que ela tanto recusara. Ele sabia que ela tinha outros dons que ela pretendia usar.
Ficou algum tempo pensando na resposta que iria dar para ele. Apenas para disfarçar, tirou a blusa e colocou a primeira que encontrou no armário.
O dia estava cinzento, e uma brisa fria passava. Eles estavam sentados em uma mesa na frente da loja de café. Não estavam acostumados com a presença um do outro. Eles nunca foram muito próximos. O pai de Samantha era advogado e se dedicava muito ao trabalho. As vezes até demais.
Samantha olhou nos olhos verdes de seu pai. Sabia que herdara isso dele assim como o gosto por justiça. Ela nunca conhecera sua mãe, esse era um assunto proibido. Tudo que tinha conhecimento era de que seu pai a amava muito, a ponto de não se importar por ela os ter lhe deixado.
-Samantha minha filha, gostaria de conversar um assunto de pai para filha.
As palavras saíram tremulas, como se ele tivesse medo de pronuncia-las. Talvez fosse só a pratica.
-Qual?
-Você fará uma viajem minha filha.
Ele não olhava para ela. Seus olhos perseguiam um pássaro que voava em direção ao sul.
-Uma viajem? E a escola?
-Você terá aulas lá e...
-Terei aulas lá? Então isso não é bem uma viajem.
-Minha filha me escute. É difícil para mim lhe deixar, mas que tudo. Você é tudo o que me resta, eu pagaria milhões se necessário. Eu não quero deixa-la. Mas eu lhe amo, e é por lhe amar que espero que você entenda. Serão apenas alguns meses. Eu gostaria de esperar ate as férias, mas ontem...
-Como se chama a cidade?
-Na verdade é um acampamento. Se chama acampamento Meio-sangue.
Assim que ele pronunciou essas palavras ‘Meio-sangue’ seu celular tocou. Ele tirou de seu bolso e olhou franzindo o cenho. Enquanto isso, um garoto de uns 18 anos se aproximou de sua mesa. Ele tinha braços fortes e um rosto quadrado com olhos espertos. Enquanto andava ele mancava e usava um boné de algum time de futebol-americano.
-Temos que ir senhor, a viajem é longa.
-Pai quem é esse?
Ele olhava para seus dedos entrelaçados em cima da mesa. Seu rosto estava cansado.
-Me de cinco minutos – falou ao garoto – Filha, esse é Will. Ele irá leva-la ao acampamento...
-Mas... e o senhor. Porque não me leva?
Por um estante pensei que ele iria chorar.
-Eu não posso. Eu não posso. É um acampamento para semideuses, filha. Sua mãe se chama Atena.
Um trovão veio de longe. O dia que estava cinzento escureceu mais ainda. Uma brisa que dessa vez era muito mais forte começou a sobrar. Pássaros siam das arvores e folhas viajam pelo chão. Uma risada diabólica ecoou por toda a rua. Ao longe eu vi dois morcegos gigantes de garras afiadas e com presas sujas se aproximando.
-Não temos cinco minutos senhor Mozart.
Samantha Johnson
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Danilo159 em Seg 15 Set 2014, 16:11

Por qual Deus você deseja ser reclamado?
Poseidon

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Sou de corpo fisico forte e e pele meia que clara sou de olhos meio esverdeado cabelo escuros, tenho muito déficit de atenção. sou muito ligado ao mar apesar de eu viver perto quando estou em cidades longe do mar fico meio que cansado de mais e tipo sou muito apegado aos amigos para mim eu correria risco de morte por um amigo nao gosto que traia minha confiança pois sou facil para pegar magoa daqueles que me fez mal.
▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico? Primeiro quero ser filhor do Deus do Mar por mim gosta dele em tudo o que ele faz tudo mesmo como controla as coisas que parece ser incotrolavel como o mar eu se indentifico tambem com ele pois eu consigo fica calmo quando esta tudo calmo mais tambem sou faciu de fica meio pertubado igual o mar.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua
Eu estava vindo da minha escola quando eu vi algo parecido com um cavalo no mar eu fiquei intricado com aquilo    e enmtao resolvi ir seguindo ele e entao ele foi nadando e me chamando com a calda meio tipo colorido no começo fiquei assustado mas depois eu fui meio que tipo impnotizado com aquilo nmo mar entao eu entrei na agua e a mare me puxou para perto do animal e entao eu mnontei e ele me carego em uma velocidade muito arapida ate que eu vi que estava muito longe do litoral e eu fiquei apavorado e unica coisa depois disso que eu lembro e do animal ter parado e e me locaaltiado com algumma coisa eu so sei que eu apaguei e nao me lembrei de mais nada. quando eu acondei estava na beira da praia e atras de mim uma cabana entao eu fui meio tonto adando para dentro da floresta quando dei de cara con um menino mas nao era um menino era um bode tambem e entao eu apaguei de novo. depois quando acordei ja estava em um quarto tipo hospitala e um homem me olhando e entao chego um homen com uma cadeira de roda e me chamo pelo meu nome Danilo e entao eu respondi e ele começo me disser um monte de coisa e eu comecei ficar com uma dor de cabeça entao ele me deu um liguido e mando eu beber e falo que eu tinha quer fica lar com eles pois seria seguro para mim e entao ele disse que tinha entrado em contado com minha mae pois ele tinha achado um papel com minhas identificaçao e ele usou para falar para minha mae sobre o acontecido e ela sabia que eu era um semi-deus pois ela se envolveu com um Deus entao ses saber neh.
Ele me levou para um chalé onde ele falo que era onde eu ia morar ate o meu pai um dos Deuses me reclamar o chalé era o de Hermes o numero 11 lembro como hoje e entao eu fiquei la quase 1 ano e depois o homen de cadeira de roda que nao precisa usar cadeira de roda pois ele era um centauro, o nome dele e Quiron perguntou se eu quisesse eu poderia ir visitar minha mae eu quis neh tavo com muita saudade dela.
Quando cheguei em casa minha mae estava lah me preparou um bolo muito gostoso e entao eu e ela fico conversando por horas e ela me disse que unica coisa que tinha do meu pai era uma concha azul entao eu quis me proprio reclama para ele mas tava ate bom ter uns amigos igual os filhos de Hermes mais o ruim e que eles me roubava os meus Dracmas que eu ganhava entao fazer  oque neh sao os filçhos do Deus dos ladroes neh.
entao essa e minha histopria e agora eu to na casa da minha Mãe vendo ela.
Danilo159
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Rafael Silver em Seg 15 Set 2014, 23:38

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Thanatos
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
1,75 de altura, cabelos escuros , Focado , Frio e um pouco anti-social
▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Pela sua personalidade semelhante a minha minha e por ele ser um deus muito poderoso .


▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir. 
Eu vivia com minha mãe ,ela dizia que meu pai havia morrido em um acidente de carro e sempre que perguntava sobre ele , ela tentava mudar de assunto como se aquilo mexesse com ela .
Eu tinha acabado de se mudar para uma cidade no campo isolada , os únicos vizinhos moravam há quilômetros dali .Lá havia uma floresta , minha mãe mandou eu limpar o jardim com uma foice ,eu estava limpando até entardecer até que ouvi um ruído na floresta como se algo estivesse me chamando .
Eu entrei lá sem nem pensare stava tudo muito escuro e eu ainda estava com a foice na mão eu vi um vulto passando entre as árvores .
-Quem é você .Falou em um tom muito assustado .
Até que um lobo enorme pulou das arvores ,eu desferi um golpe muito habilidoso com à foice como se eu tivesse treinado muitos anos com aquilo acertou em cheio na cara do lobo e antes que ele contra atacasse eu sai correndo até encontrar uma porta de pedra escrito em grego Acampamento Meio-Sangue eu entrei lá e fiquei surpreso quando vi o lobo e para na porta como se houvesse uma proteção mágica ali.
Eu desmaiei ali mesmo e quando acordei estava no acampamento.

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Re: Ficha de Reclamação

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