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Complexo de Escalada

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Complexo de Escalada

Mensagem por ♦ Eos em Dom 20 Out 2013, 01:55

Relembrando a primeira mensagem :





- - - - - - - - - - - Complexo de Escalada


Aqui, fica a área de treinos de escalada para os semideuses, com paredes e equipamentos de diversos níveis.

O Nível 1 possui paredes simples, com todo o equipamento disponível: cadeira de escalada, cordas, mosquetões, freios. Um instrutor está sempre por perto. Aqui, não há armadilhas nem nada danoso - o objetivo é ensinar o básico apenas, começando a desenvolver as habilidades para os níveis seguintes. Tamanho do percurso: 15m, sem armadilhas, pedras soltas nem lava. Os 3 metros finais são ligeiramente inclinados, mas não de forma extrema.

O nível 2 começa a apresentar dificuldades. Aqui, agarras que se soltam servem de armadilha e pequenos pedregulhos podem cair sobre o escalador, atrapalhando a rota. Passa a 20m de escalada, mas a inclinação final é mais pronunciada que a anterior.

O nível 3 ainda é muito parecido com o anterior, mas filetes de lava são acrescentados à escalada, exigindo agilidade tanto de movimento quanto de análise, para decidir por onde seguir. As agarras soltas são mais frequentes, e os pedregulhos maiores, bem como a inclinação e o percurso, que passa a 25m, com fissuras para atrapalhar, impedindo uma escalada linear.

O nível 4 é um dos mais perigosos, com tremores pela parede e uma escala maior de obstáculos, tornando os perigos mais frequentes. As armadilhas também variam, já que além das comuns, já presentes nos níveis anteriores, outras coisas podem atingir o semideus, saindo de frestas nas paredes, geralmente pequenos animais ou tocos de madeira, que os golpeiam, empurrando-os, tentando derrubá-los. 35 m de percurso, com mais inclinações e fissuras no trajeto.

Opção: Escalada móvel - Paredes como nos níveis anteriores, mas sem agarras ou pontos artificiais de segurança. O escalador deve usar pontos naturais ou criar os seus com equipamentos. No caso de pardes duplas com esse recurso, o tempo é dobrado, pela necessidade de estar sempre criando um apoio, que torna o processo de escalada demorado.

Opção: Variações naturais - Algumas paredes foram elaboradas para simular condições naturais, como pedras limosas, que dificultam o equilíbrio, ou rajadas de vento e areia, que atrapalham a visão, e etc. É um pequeno dificultador que complementa os níveis anteriores, tornando-os mais difíceis. Abaixo, uma parede com variação expecífica:

* Parede de gelo: Encantada como uma superfície gelada, é recoberta de neve e gelo. Suas pedras, cobertas pelo elemento, são extremamente afiadas, e o equilíbrio é dificultado. Pedregulhos e pedras soltas ainda existem mas, em vez de lava, essa parede dispara estilhaçõs de gelo de tempos em tempos, que ferem como metal afiado, e em vez de poeira um pó brilhante circula o ambiente, podendo cegar o escalador. Exige equipamentos diferenciados, e não possui apoios artificiais, apenas saliências rochosas comuns.

Opção: Parede dupla - Cada um dos níveis anteriores também tem a sua versão dupla, onde uma parede de nível de dificuldade igual vai se aproximando aos poucos. O tempo de aproximação varia pelo nível de dificuldade, indo de 10 a 30 min.

Opção: Solo - escalada sem equipamento de segurança. Apenas os mais experientes fazem isso, já que uma queda pode ser fatal. Encontrada nas versões anteriores.

Túnel de escalada - Elipse de 15m de altura, o túnel é um percurso recurvado. O escalador sobe por dentro, devendo ir acompanhando a inclinação, chegando a ficar de cabeça para baixo no ponto mais alto. Requer mais técnica que a parede normal, e pode ser encontrado nos 4 níveis, mas sua altura não se modifica. obviamente, não existe um "túnel duplo".

Boulder - Diferente das versões anteriores, esse percurso não possui agarras, sendo apenas um amontoado de rochas grandes, em blocos, de difícil percurso. Aqui, cordas e equipamentos similares de apoio não são permitidos - exceto equipamentos de proteção, como capacete, joelheira e cotoveleira. O objetivo da escalada boulder é treinar a força, e não resistência ou agilidade, por isso não apresenta armadilhas. O solo ao redor é forrado de amofadas de queda, para amortecimento. Altura de 7,5m.

Percurso de Parkour - Estrutura que simula obstáculos comuns em cidades e fachadas normais, como prédios, casas, muretas, etc. Não é apenas uma construção - são várias, mas de altura não mais que mediana - no máximo 8m. Contudo, exige agilidade, não faz uso de cordas (mas capacetes, joelheiras e etc podems er utilizados) e em geral o tempo é cronometrado. É privilegiado a capacidade de saltar entre um obstáculo e outro, usando-os de apoio, do que a escalada em si. Bom para se familiarizar com ambientes que podem ser encontrados em cidades, auxiliando futuramente em situações externas, já que treina rapidez, raciocínio e capacidade de avaliação de distância e cálculo de movimentos.

- - - - - - - - - - - Observações


Sejam coerentes ao descrever seus obstáculos de acordo com seu nível e experiência, e lembrem-se que perícia em escalada, para quem possuiu, é apenas uma facilidade maior, mas não significa conhecimento instantâneo ou infalibilidade;

Os danos são puramente interpretativos - assim como a Arena, a escalada não rende ferimentos ou perda de HP/ MP;

A recompensa máxima não varia - independente do nível, o máximo ganho será de 100 xp (um nível). A divisão é apenas para fins interpretativos e de coerência, considerando que é mais do que natural que personagens de níveis diferentes desenvolvam atividades diferenciadas - lembrando que um novato que nunca viu tal coisa estaria praticamente cometendo suicídio ao tentar escalar uma parede de nível 4 sem o mínimo de noção da atividade;

A avaliação é feita de acordo com os critérios do fórum;

É permitido postar uma vez a cada avaliação.

O player deve especificar qual o tipo de parede e quais variações utilizadas.






SHINJI @ OPS!
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Orfeu em Sab 25 Out 2014, 20:02

Post de Éris e de Dom Demon: atualizados.
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Em busca de treinamento - Primeira Escalada

Mensagem por Stallone Oliveira em Ter 28 Out 2014, 12:49

       Estou em busca de treinamento , meu último treino havia sido na arena -uma derrota linda contra uma simples harpia-  , agora estou em busca de um novo treinamento , pra ser mais específico : Um novo treinamento onde minhas partes não corram o risco de serem devoradas . Eu nunca me dei muito bem com cavalos então Equitação está fora da minha lista por enquanto , e Escalada foi a atividade escolhida .

         Sou novo no acampamento  esse é meu terceiro dia . Sou Indefinido ou seja meu pai/mãe divino (a) ainda não me reconheceu . Estou passado meus dias no chalé 11 . Estava quase na hora do almoço , minha barriga roncava sem parar Já que tive um pequeno obstáculo na hora do lanche - NUNCA deixe guloseimas no chalé do Deus dos Ladrões-.
   
        Eu estava á caminho das paredes de escalada , minha amiga Iza não viria aos treinos com sempre pois preferia ficar com seu arco - típico dos filhos de Apolo-  . Quando estava a 100 metros das paredes pude fazer um reconhecimento da área , haviam 4 paredes em ordem crescente , a menor e a maior estavam vazias -ninguém queria parecer fraco em uma parede sem desafios nem ser humilhado na mais desafiadora- , Nas do meio haviam vários campistas subindo e descendo -alguns até de ponta cabeça- .

     No chão estava um filho de Dionísio sentado em uma cadeira de vinhas, era fácil descobrir seu progenitor não só pelas Vinhas (símbolo de Dionísio), Mas também por suas características físicas ; Cabelo tão negro que parece roxo, o mesmo mal gosto pra roupas e , pela expressão ele parecia odiar o acampamento tanto quanto o Sr. D.  , Ele parecia estar numa enorme ressaca , e nem sei se filhos do Deus do Vinho podem ter isso .

     Me aproximei dele tentando parecer gentil:

    - Olá , pode me chamar de Sta . Eu gostaria de escalar a parede nível 1 por favor .Pelos Deuses, onde deixei minha educação?! Qual seu nome ? -Não consigo disfarçar meu jeito anti-social nem a pau-

    -Meu nome é Quando-cair-não-caia-em-cima-de-mim .  - A sua voz era formata apenas por tons sarcásticos e irônicos- .

    -Pode deixar , até esse concreto aqui parece ser mais amigável do que você . - Me arrependi de ter dito isso , todos pararam de fazer o que faziam e olharam pra mim , alguns se distraíam e se queimavam com lava outros despencavam do topo , mas todos esperavam que eu levasse uma surra por desrespeitar um veterano-.

    -Me dê suas Mãos -Seu tom agora era tão serio que obedeci sem questionar- .

   Ele colocou as luvas com tanto prazer mi minhãs mãos que desconfiei que haveria um ninho de vespas em cada uma . Ele me olhou , franziu a testa e os lábios me fitou por inteiro antes de falar :

     -Julgando pelo seu tamanho , lamento ter que dizer que não temos um equipamento que lhe sirva, você terá que usar um dois números menor . Espero que fique  confortável .

       -Ótimo , vou me sentir como uma criança usando as roupas de uma , vai ser tão fácil quanto subir no armário para roubar biscoitos . -Sempre faço esses comentários na pior hora -

       Olhando bem pro Ranzinza , pude entender do porque ser assim . As garotas não deviam dar muita bola pra um garoto roliço e 60% bochechas como ele . Olhou pra mim franzindo a testa .

       - O que ta esperando ? Seu equipamento aumentar ? Isso não vai acontecer , garanto . Agora vá e caia logo para eu poder voltar a ficar entediado. - Realmente , acho que ele não me odeia tanto -

      Finalmente eu estava de frente á parede , ela tinha uns 15 metros de subida . Só de olhar eu já me sentia exausto , afinal não conseguia nem subir uma escada sem parar pra descansar .Comecei a subir , pé atrás de pé e mão ante mão . Sem nem mesmo olhar , podia ter certeza que os olhos do roliço estavam fixos em mim , provavelmente rezando pra algum Deus me derrubar . O Colete de proteção parecia cada vez menor , apertando meu peito a cada expiração . Tentei fazer bonito uma ou duas vezes , mas desisti após quase cair depois de pular de uma pedra pra outra .

      Os primeiros 10 metros não foram muito difíceis , porém nada fáceis também . Eu podia ver uma inclinação ainda maior á frente , precisava de outro jeito pra subir aquilo sem dificuldades . Podia sentir a gravidade ainda mais forte , e o capacete que estava remodelando meu crânio de tão apertado não ajudava em nada . Então tirei-o , arranquei da cabeça e Joguei lá pra baixo . Pelos gritos e pragas em Grego Antigo , acredito que acertei o R.R. ( Roliço Ranzinza, vou passar a chama-lo assim nesse fim de texto ) , sabia que quando descesse teria uma pequena discussão .  Gastei muita energia pra chegar ao topo  , Mas o importante era que eu havia conquistado o primeiro nível , E logo logo seria capaz de fazer isso de olhos fechados e até de ponta cabeça sem me preocupar . Meus braços suados pediam descanso , mas eu teria que treinar assim no mínimo uma vez ao dia , afinal No pain , No gain .

      Ainda estava comemorando no topo quando sinto cócegas em minha perna , olho pra baixo e vejo uma videira enroscada até meu joelho . Antes mesmo que eu piscasse ela já havia me puxado e eu caía 15 metros até o chão . Gritei muitas coisas que prefiro que as pessoas não saibam , e quando estava quase batendo contra o chão a corda age como um sinto de segurança , os equipamentos desconfortáveis me salvaram . Eu estava suspenso á 1 metro do chão , e R.R. Estava Apoiado em sua cadeira , ele pisca pra mim e meu equipamento se solta . Eu dou de cara com o chão . Ele chega mais perto e diz :

    - O concreto parece mais amigável agora ? -Agora o enorme tom de satisfação encobria até mesmo os tons de ironia e sarcasmo - Aposto que gostaria de estar com o capacete agora ...

      Me levanto , tiro o equipamento e vou embora , mas antes dou uma última olhada em R.R , Ele Havia sentado . Agora pude ouvir sua risada pela primeira vez .Horrível , parecia mais com um pato sendo destrinchado vivo do que com risos . Acho que só vou voltar aqui quando cavalos criarem asas , Ahh Droga .
Stallone Oliveira
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Hunter Lopine em Qua 29 Out 2014, 11:50


Gato escaldado tem medo de água fria...
Escalando Nível Dois

O vento sopra em meu rosto e sinto os raios de sol sob minha pele. Abro os olhos, vejo o céu laranja com pequenos raios amarelos, é o pôr-do-sol. Respiro fundo e sinto a paz me invadir. FALA SÉRIO MEIRE! Me dou uma voadora mental.  A calmaria, que o acampamento me proporciona, não me faz bem. Sério. Eu estou ficando meio mole, sentimental e para meu horror zen. Daqui a pouco, vou começar a meditar ala Buda e pregar a abstinência como meio de resistência.

Definitivamente preciso fazer algo ou vou pirar. Um pouco de atividade física vai me fazer bem, sempre fui uma pessoa ativa, gosto de ação. Então levanto minha bunda gorda e vou decidida para o complexo de escalada. Chego ao local, e com muito desgosto percebo que o povo não tinha mais o que fazer e resolverão, assim como eu, virem todos para cá treinar. MA-RA-VI-LHA. Adoro quando estou cercada pelos meus priminhos remelentinhos. A instrutora, como sempre, vem e dá uma de babá para cima de mim, ninguém merece. Não tão gentilmente quanto ela merecia, admito, dou um chega pra lá nela.

Sem perder tempo faço uso de minha boa memoria. Com agilidade coloco o equipamento de segurança, me certificando que tudo está em seu devido lugar, só então me aproximo da parede. Dessa vez vou me ariscar no nível dois. Respiro fundo e pego na agarra sob minha cabeça, coloco meu pé esquerdo sobre outra agarra e impulsiono meu corpo para frente. Essa é uma atividade metódica um passo de cada vez, ou melhor, uma agarra de cada vez. Sinto meus músculos tencionarem sob a minha pele, é um bom exercício para fortalecê-los, e de quebra me livra do enorme tedio que estava me consumindo.

Cometo o erro de olhar para baixo, devo estar a uns três metros, sinto minhas mãos suarem. Continuo a subida, meio vacilante, ainda não me acostumei a locais altos. Mal coloco a mão numa agarra, e ela desaparece sob minha palma, me assustando. Não, na verdade ela se retrai para dentro da parede, uma armadilha. Perfeito, além de poder escorregar e cair, o único apoio que eu tenho pode se uma armadilha. Com mais cuidado recomeço a subida, meus músculos começam a arder, mas ignoro. Percebo que já estou na metade do caminho, e me empolgo, com um impulso tento segurar uma agarra que estava mais afastada.

Porém ao pega-la, se retrai: uma armadilha. Sinto meu corpo cair, a vertigem se instala em meu estomago, tento desesperadamente me segurar em algo. Em momentos como esse meu único pensamento é: AAAAAAAAAAAAHHHHH!!! Consigo, só Zeus sabe como, me segurar em uma agarra. Felizmente é um verdadeiro apoio, não algo que me faça cair ainda mais. Sinto meu braço queimar por ter de aguentar o peso de todo meu corpo. Fico algum tempo pendurada, até minha respiração normalizar, e parar de parecer que vou ter um ataque cardíaco a qualquer segundo. Ideia simplesmente brilhante a sua Meire. Ai preciso de um pouco de atividade física... Alpinismo é legal. Não vou quase morrer numa queda. Gênio. Que merda droga, voltei praticamente ao inicio da parede.

Como gato escaldado tem medo de água fria, eu aprendi mais essa linda lição: não se empolgue na parede de escalar. Caso contrario, você se fode ferra e vai ter que começar a subida de novo. Não é uma beleza, eu nem estou quase morrendo de dor, meus músculos aguentam se não rasgarem juro pra você que é essa a sensação. Dessa vez sou um pouco mais ágil, ou a dor me obriga a ir mais rápido, mas apesar disso procuro ser cuidadosa. O suor escorre por minha testa, sinto minhas costas molhadas e ignoro. No momento a única coisa que posso fazer é chegar ao topo.

Apesar das agarras continuar a se retraírem, consigo chegar aos sete metros finais.  Quase sorri, mas como alegria de pobre é pouca sinto uma pequena pancada na testa, olho pra cima e percebo que um mecanismo foi acionado. Pedregulhos de tamanhos variados começam a cair, alguns em cima da minha meio divina cabecinha. Inferno mais conhecido como Mundo Inferior como se a situação já não estivesse ruim... Arranjo um meio de me esquivar dos pedregulhos, apesar de alguns me acertarem no ombro e na cabeça. Vai lá garota você é capaz... Essa subida parece não ter fim... Quase me alegro quando vejo que me encontro nos três metros finais.

A inclinação da parede no final é assustadora, e acaba consumindo quase toda minha força, sinto meu corpo pesado e minhas juntas doloridas. Minha respiração sai falhada e um pouco dolorida, meus dedos estão úmidos, porém não tento seca-los. Só mais uma agarra... Só mais uma. Utilizo isso como mantra, me motivando a continuar. Enfim, chego ao final, quase não acredito. Com muito esforço me sento sob o fim da parede. Com surpresa percebo que escureceu, já não há tantos campistas, não olho para o chão aos meus pés. Em vez disso olho para frente e admiro a paisagem.

Vejo montanhas ao longe e o céu está num bonito tom de azul escuro. O vento é mais forte do que pense, balançando meu cabelo e de certa forma me empurrando para trás. Quando enfim a vista deixou de ser tão interessante, resolvo que está na hora de ir para o chalé, sinto minha barriga roncar de fome. Depois do banho, comer para poder crescer... Observo que estou utilizando o equipamento de segurança, quando estou escalando me esqueço de completamente dele lanço meu corpo para frente e fecho os olhos sentindo a queda vertiginosa até o chão.

Poderes Passivos:
Personalidade de Ceifador {Nível 01} - Essa habilidade é praticamente um indicador das características dos ceifadores. Eles são disciplinados(Cumprem ordens e não são punidos de forma injusta), frios(Não caem em chantagens emocionais, não possuem pena), secos(Podem ser grossos e provocar a inimizade dos outros com facilidade), concentrados(Não são afetados por charme ou beleza) e focados em seu dever(Abandonam todas as tarefas para o chamado da morte).
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Kaine Rembrandt em Ter 04 Nov 2014, 14:49


Avaliação

Vamos ver como vocês se saíram!



Stallone Oliveira

Você cometeu uma série de erros simples, como colocar vírgulas junto a palavra anterior a ela e separada da palavra seguinte e também começar palavras com letras maiúsculas não sendo nem começo de frase nem nome próprio. Fora isso, deixou de colocar algumas letras em uma ou outra palavra, mas isso não prejudicou tanto. Sua escalada foi um tanto rápida, ainda mais se levarmos em consideração que era a primeira vez que você subia. Atente-se a isso.

Coerência: 30/50
Coesão, estrutura e fluidez: 15/25
Objetividade e adequação à proposta: 12/15
Ortografia e organização: 5/10

Total: 62 xp.

Meire Dreomir

Um texto bastante interessante, Meire. Fora alguns errinhos de acentuação, você se saiu muito bem, tanto no que diz respeito a ortografia quanto a escalada. O que dificultou um pouco a leitura foi a cor que escolheu, mas acho que isso não justificaria grandes descontos

Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 20/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 8/10

Total: 93 xp.

Dúvidas ou reclamações, mandem uma MP.

Atualização, Íris.


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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Teo Kenryu em Qui 06 Nov 2014, 17:23


Minha segunda escalada

Eu decidi encarar a escalada mais uma vez. Dessa vez, minha segunda tentativa. Eu não ia ter tantas dificuldades, como da primeira vez.

-Então você voltou? Muito bem,deixe eu colocar as proteções em você! (diz o instrutor)

-Sim, por favor! (respondo eu)

Ele me coloca todo o equipamento para evitar que eu me machuque. Então, eu me dirijo para a parede de escalada, com um sorriso no rosto. Estou certo que conseguirei chegar até o topo sem problemas.

Começo a subir, porém escorrego de início.

-Não se preocupe, você só se agarrou mal,tente de novo!(diz o instrutor)

Eu fico sério. Como eu não vou conseguir subir nisso? Começo a me segurar com força e me prendo. Consegui sair do chão, finalmente. Meus braços e pernas já sentem um peso grande da gravidade sob o meu corpo, além da força normal da superfície de contato da parede.

Nervoso, mas tento fechar os olhos e sentir o calor do meu corpo. Abro-os novamente, dessa vez com fúria. Eu começo a escalada.

Um movimento de cada vez, sem pressa. Eu não vou cair. Segurando firme, basta eu me concentrar. As minhas pernas estão cada vez mais pesadas.

Olho para baixo e vejo a altura que já estou. Se eu cair, ao menos tenho essa corda de proteção. Sinto medo...

O medo começa a tomar conta de mim, todavia não posso voltar atrás. Tenho que subir até o final. Volto a me mover, dessa vez sem pensar muito. Apenas penso em inspirar e expirar. Foco é a chave do sucesso.

Sinto uma dor muito forte no meu braço esquerdo, no entanto preciso movê-lo. Quando dou por mim, ele está tocando na superfície do topo. Basta levantar o meu corpo.

Sinto o peso de todo o meu corpo sob minhas costas, não obstante cair aqui seria uma vergonha. Eu tremo meus braços, demais, mas eu tenho que conseguir.

-Ahhhhhhhhhhhhhh!(eu grito)

Levanto meu corpo de uma só vez. Sinto muito cansaço, e aceno para meu instrutor, o qual me manda descer, após uma tarefa cumprida.

Parece que o número de vezes que pratico não deixa mais fácil, embora seja minha segunda vez, sobretudo não vou desistir. Imagino as paredes de escada mais difíceis, como são. Devo me aperfeiçoar nessa para partir para as próximas!


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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Kaine Rembrandt em Qui 06 Nov 2014, 18:11


Avaliação

Vamos ver como vocês se saíram!




Teo Kenryu

Olha Teo, sua escalada foi um tanto quanto esquisita. Em boa parte de sua subida, você preferiu narrar os sentimentos do seu personagem a realmente descrever o trajeto. Outro ponto que gostaria de ressaltar é o da repetição de palavras - dessa vez "eu" foi repetida diversas vezes em poucas linhas. Ah, antes que esqueça: Deve ser usado um travessão para indicar o fim da fala de seu personagem, e não simplesmente colocar entre parênteses.



Coerência: 40/50
Coesão, estrutura e fluidez: 13/25
Objetividade e adequação à proposta: 10/15
Ortografia e organização: 8/10

Total: 71 xp.

Dúvidas ou reclamações, mande uma MP.


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Escalada: Parede básica (Nível 1)

Mensagem por Amanda Pride em Qua 12 Nov 2014, 23:20

●  ●  ●    Up & Down  



Olho para o complexo de escalada e estremeço. Aquilo é assustador, mesmo considerando minhas origens. Digo... Que tipo de Acampamento coloca os adolescentes para escalar uma parede móvel com lava? Ponto para quem pensou no Acampamento Meio-Sangue. E eu achando que já não me surpreenderia por aqui! Me aproximo, vendo as paredes disponíveis, divididas em vários níveis distintos. O esquema em si não me parece tão complicado, mas não duvido que a escalada seja mais difícil do que aparenta.

Analiso minhas opções: não são muitas. Não estou afim de me esfolar no parkour, nem quero morrer prensada ou queimada, e isso elimina pelo menos metade das opções. Por não ser tão experiente, acabo me limitando ao primeiro nível. É a menor e menos inclinada, sem obstáculos extras, mas suspeito que não será fácil assim que chego em busca do instrutor.

- O equipamento é esse. Você veste a cadeira, prende a corda no gancho e sobe. Se vira.

Ok. Aparentemente, ele também teve um irmão morto no ataque do Allan. Suspiro. Era de se esperar que fossem mais razoáveis, mas aparentemente a ascendência divina não torna ninguém um ser humano melhor.

Me atrapalho um pouco com as cordas e nós, mas por fim estou equipada. Os cordames envolvem minhas coxas e sobem até a cintura - uma espécie de balancinho de cordas, que realmente mantém meu corpo seguro. Ainda estou tendo problemas com a outra corda, de sustentação, quando um sátiro vem me ajudar.

- Você tem que passar pela fivela, antes de prender, e enroscar nesses mosquetões, ou então ela não vai parar a queda, não importa o tranco.

Ele fala de modo suave, e olho surpresa em sua direção.

- Deixa a garota, Bob!

O sátiro ainda me encara por um momento, e o reconheço: ele estava no meu resgate, quando me trouxeram ao Acampamento. Não quero que ele sofra represálias, então, aceno com a cabeça de forma quase imperceptível e assumo uma postura de descaso, afastando suas mãos do equipamento com um tabefe, como se o auxílio dele não fosse necessário. Sei que vou pagar por isso depois, pelo tratamento dos outros, mas ao menos não se voltarão contra ele. Ser vista como ingrata é o menor dos meus problemas, e provavelmente o mais leve dos adjetivos dentre os que já estão usando para me definir. Observo os que estão subindo. Um pote preso na lateral do paredão contém um pó branco, e todos enchem um saquinho com ele, prendendo-o à cintura. Compreendo: deve ser giz ou cal, para manter as mãos secas - usávamos isso mesmo com armas comuns no "Complexo", quando o treinamento era longo, para evitar que escorregassem em nossas mãos. Sigo o exemplo, notando que pequenos sacos de couro também estão entre os equipamentos disponíveis, além de joelheiras, cotoveleiras, um capacete e luvas, que deixavam os dedos de fora. Me equipo com todos e me preparo.

Os primeiros centímetros são obviamente mais fáceis - minhas mãos ainda estão bem secas, os apoios são próximos e a altura não é intimidadora. Já não posso dizer o mesmo depois de cerca de 5m. As agarras - ouço alguém se referir aos apoios assim - começam a ser mais esparsas, exigindo que eu me estique para alcançá-las. Manter as mãos secas é outro problema, e tenho a sensação de que vou escorregar a qualquer momento. Sempre que sinto que estou mais firme, tento manter o apoio e pegar mais um pouco do pó de giz, para minimizar a sensação de insegurança. Sei que as coisas ainda vão piorar, e não é uma perspectiva das mais animadoras.

Respiro fundo. Nunca fui gorda, que eu me lembre: as lutas constantes e a ração controlada com a qual fui alimentada por muito tempo me deram uma silhueta magra e ágil. Apesar disso, sinto como se cada movimento rompesse meus músculos, tentando sustentar o peso do meu próprio corpo. O avanço se torna cada vez mais lento, e quanto maior o tempo, maior o cansaço e a dificuldade. Suor salgado escorre pelo meu rosto, fazendo meus olhos arderem ao entrar em contato. Pisco repetidas vezes, para desanuviar a visão, e ouço os resmungos de semideuses próximos - alguns fazendo o mesmo esforço que eu, outros reclamando da demora dos novatos. Certo - se queria emoção porque não foi a outro nível, veterano? E apesar de pensar isso nada digo - toda minha concentração sendo consumida para me manter no lugar.

Chego a um ponto onde a travessia é dificultada - a distância entre as agarras é maior do que a minha capacidade, o que significa que não apenas precisarei me esticar: tenho que praticamente me balançar, apoiada aonde estou, e saltar na agarra seguinte. Não é fácil. Seco a mão mais uma vez, não apenas usando o giz mas também espanando-a na minha roupa, logo após verificar o mosquetão e o freio - estou a mais de sete metros, e uma queda poderia ser, se não fatal, ao menos bem danosa, e não estou disposta a experimentar isso. Tomo ar mais uma vez, e não olho para baixo. A perspectiva do que me espera torna as coisas piores. Tento dar impulso, soltando meu corpo no último momento. Minha mão tateia o ar por alguns segundos que parecem suspensos no tempo, e meu corpo se choca com a parede, fazendo com que eu perca o ar quando enfim agarro um dos apoios. Meus pés ainda se movem no vazio, até que eu recupero o fôlego e me impulsiono para cima, apoiando agora ambas as mãos. Não demoro a achar um apoio para os pés, e posso respirar aliviada, apesar da dor que sinto na mão direita. Firme, paro para olhar, e me deparo apenas com uma escoriação menor: na tentativa de me agarrar perdi uma unha, e meu dedo sangra e lateja, mas não me impede de continuar.

Bufo de frustração. A atividade é bem mais extenuante do que eu esperava, e meu corpo já está pedindo descanso, mas ainda há 8 metros a vencer. Sinto câimbras nos membros, mas ficar parada não é uma alternativa. Por fim avanço os três metros que me separam da parede final - mais difícil e inclinada - numa lentidão semelhante a uma tartaruga. Agora é a pior parte, ainda adequada a iniciantes, mas imagino que seja mais fácil com um instrutor auxiliando, ou sendo mais experiente, o que em nenhuma hipótese é o meu caso.

Consigo fazer a virada, mas a inclinação sobrecarrega meu corpo. É mais difícil me manter agarrada, e a altura e a gravidade fazem com que eu me sinta como se fosse feita de chumbo, com a diferença de que meus braços não possuem a resistência para suportar. O que acontece é inevitável e, enquanto tento alcançar maus um apoio, minha mão não resiste e meu corpo tomba. Mesmo sendo uma distância curta, o choque de adrenalina faz meu peio doer. A corda se distende ao máximo, e o tranco no ar me deixa flutuando, presa à cadeira de escalada e balançando a cerca de um metro e meio no solo. Minha cabeça dói, e vejo tudo de cabeça para baixo, girando e girando e girando, a corda rangendo enquanto meu corpo se balança. É tão frustrante e estou tão cansada que a sensação é de minha alma me abandonou na queda, mas nem tenho muito tempo para divagar quando a voz do "instrutor" chama a minha atenção:

- Se não for tentar novamente, solte-se e deixe o local. Você está atrapalhando quem quer treinar.

Guardo o palavrão para mim mesma. Fui drenada a ponto de até a vontade de discutir se tornar inexistente, mas não posso mostrar minhas fraquezas, então coloco minha pokerface habitual. Controlo o freio, dando mais corda até conseguir apoiar meus pés no solo, quando finalmente solto a cadeira de escalada e os outros equipamentos. Deixo tudo no chão, sem me dar ao trabalho de colocar no lugar, as peças se espaçhando desordenadamente. Não se deram ao trabalho de serem bons professores, e não vejo porque ser então uma boa aluna.

- Ei, você! Pride! Não vai guardar seus equipamentos?

Me viro para o garoto. O mau humor dele é evidente, mas ele tem muito mais a perder se começar uma briga do que eu. Sorrio e pronuncio lentamente, de forma que ele ouça bem.

- N... O...P...S!

Viro as costas e aceno com a mão direita em um sinal de saudação, os dedos apenas tocando a lateral da minha testa antes de finalmente voltar a baixá-la, deixando-a cair ao lado do corpo enquanto mantinha a esquerda no bolso. Bob ainda está me encarando, e sorri discretamente para mim, enquanto pisco de forma cúmplice. Sátiros são seres legais, afinal, mesmo que eu não entenda o porquê. Ainda ouço os xingamentos dos outros semideuses às minhas costas, mas mantenho meu passo ritmado, sem me importar. Se todos me tratam com uma filha da puta, eu posso fazer o jogo deles: eu vou ser uma.

Anotações aleatórias (ou nem tanto):
Allan é irmão da personagem, apesar de fazer tanto tempo que não posto que talvez até ele tenha esquecido -q

Bob foi citado na missão em que Allan resgata Amanda, zilhões de eras atrás.

O instrutor é um NPC aleatório sem muita relevância, por isso não foi detalhado além disso.

Eventos como Allan ter sido renegado podem ser verificados nas DIY dele.

E como podem ver, não usei nenhum poder ou item relevante, e ainda que passivos sempre sejam considerados e tal eles não influenciaram de forma expressiva na narração.

Pride & Prejudice  ●  ●  

Thanks @Dead Master
Amanda Pride
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Nina A. Mutt em Qui 13 Nov 2014, 03:44


Avaliação
Complexo de Escalada


Amanda Pride

Olá novamente filhote, venho aqui mais uma vez lhe dar os parabéns. Sua escrita é dinâmica, prende o leitor e o deixa ávido por mais, entretanto ainda está cometendo uns deslizes tolos de ortografia, mas nada que quebre a leitura tão drasticamente a ponto de eu lhe tirar muitos décimos. Me atrapalho um pouco com as cordas e nós, mas por fim estou equipada. Os cordames envolvem minhas coxas e sobem até a cintura - uma espécie de balancinho de cordas, que realmente mantém meu corpo seguro. (Em início de frase deve-se colocar “Atrapalho-me”, assim como em todos os outros casos semelhantes).

Caso queira reclamar/conversar/tirar dúvidas/me xingar, MP.

Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 10/10

Total: 100xp

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Na puta que o pariu.

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por 101-ExStaff em Sex 14 Nov 2014, 15:33

ATUALIZADO.
+ 10xp para Nina e William.
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Catherine Burkhardt em Ter 25 Nov 2014, 17:50



Primeira Escalada
Parede nível 1 – 14:21hs

Fazia menos de um dia que Emma chegara ao acampamento e isso foi o suficiente para causar uma tremenda inquietação nela por não ter o que fazer. Desde cedo movimentar-se era um modo de relaxamento e distração, por isso após rodar a área dos chalés atrás do local destinado a sua recém descoberta mãe decidiu buscar alguma ocupação.

Quanto mais andava pelo acampamento mais ela ficava fascinada. O lugar era simplesmente incrível: todos os chalés estavam bem organizados e cada um com uma beleza diferenciada baseada no deus que ali representava; as estruturas gregas antigas se misturavam com as modernas de maneira delicada, encantadora; isso sem falar na variedade de jovens que havia ali. Via pessoas de todos os lugares, de todos os estilos interagindo entre si. Até mesmo aqueles mais afastados com aparências mais sinistras pareciam estar bem ali. Para falar a verdade, ela mesma sentia um certo alívio que nunca sentira antes: era como estar em paz após anos de constante luta, o que, basicamente, era o que lhe aconteceu. Porém, estar ali não lhe trazia apenas alívio. Sentia um nó em seu estômago e um leve ataque de pânico por constatar que seu sonho realmente acontecera. Era tudo verdade! Os deuses gregos realmente existiam! E ela, Emma Mills, era nada menos que uma semideusa assim como Héracles e tantos outros “mitos”.

Não soube dizer quem esbarrou em quem, mas foi um choque contra o corpo de outra pessoa que a fez sair de seus devaneios. Emma desequilibrou por alguns instantes, todavia duas fortes mãos a firmaram pelos braços.

– Eu sinto muito! Você está bem? – Desculpou-se uma voz masculina, seu tom preocupado.

Olhando cima, desconcertada pela quase queda, ela avistou seu salvador. Era um rapaz de cabelos castanhos, alto e magro, com um olhar amistoso e um sorriso de canto simpático.

– Sem problemas… A culpa foi minha, estava distraída. – Disse com um leve sorriso, colocando uma mecha atrás da orelha.

O garoto deu um suspiro aliviado, esticando a mão para cumprimentá-la.

– Meu nome é Oliver. Filho de Hermes. – A filha de Afrodite tratou logo de apertar a mão dele e se apresentar. Recebeu um olhar curioso de volta, o que lhe deixou desconfortável. – Nova campista, certo? Todos os novatos têm esse olhar perdido assim que chegam.

Emma concordou com a cabeça, dando um sorriso aliviado por ter encontrado alguém tão simpático. Lembrava bem das aulas de história do colégio e, se não estava errada, Hermes era o deus dos ladrões. Deveria ser essa uma das razões de tanta espontaneidade: lábia era um dos pontos fortes de pessoas assim.

– Cheguei a pouco tempo. Será que pode me ajudar a achar alguma coisa para eu fazer? Ainda estou perdida por aqui... – Pediu com um sorriso esperançoso, cada vez menos tensa pelo esbarrão inicial deles.

Oliver lhe observou por longos minutos, meio abobado por algum motivo. As pessoas tinham o costume de fazer isso com ela, o que não ajudava em nada a fazê-la ser invisível no meio de uma multidão como sempre preferia fazer. Por fim, ele lhe lançou um sorriso travesso como se tivesse uma idéia.

– Você gosta de escaladas?


***



Em toda a sua vida, Mills tinha participado de apenas uma escalada: há alguns anos atrás seu colégio fizera um passeio e lá fora desafiada pelos amigos a escalar uma parede de 7 metros. O local era uma sala climatizada com todo o tipo de equipamento de proteção, incluindo uma parte acolchoada no chão em caso de quedas. Aquela parede de escalada, porém, lhe parecia terrivelmente assustadora. A seu ver, tinha no mínimo 15 metros e na distância final dava uma ligeira inclinada. Olhou para os lados e o que viu lhe fez ficar ainda mais nervosa. Se ela estava achando aquela parede de escalada ruim, as outras opções pareciam ser o próprio inferno. Pedras caíam, lavas rolavam, paredes tremiam... Tinha de tudo ali, cada vez mais complicadas. Por alguns segundos se arrependeu de ter ido ali. Afinal, o que uma estudante de dança poderia fazer para completar aqueles circuitos sem acabar morta?!

Virando-se para Oliver, viu que ele retornava para perto de si com um sorriso animado e equipamentos de proteção em suas mãos.

– Oliver, eu acho melhor não... – Começou nervosa, mas o rapaz a interrompeu, jogando as coisas em cima dela.

– Sem reclamações, princesa. Você irá ver quão viver no Acampamento Meio-Sangue é divertido! – Quando ela abriu a boca para recrutar ele prosseguiu, puxando um tipo de cinturão de fibras resistentes chamado de cadeira de escalada. – Deixe-me te ajudar com essas tralhas.

Revirando os olhos, Emma cedeu. Apoiou-se no ombro do rapaz enquanto ele a ajudava a colocar a cadeira por cima de seu short jeans e o observou apertar bem as correias. Ele a guiou até a base da parede, de onde puxou uma corda amarrada no topo e tratou de amarrar na cadeira com auxílio dos mosquetões. Dali, olhando para cima, sentia seu coração disparar de medo. Era bem mais alto que esperava. ”Oh fuck... Vai ser lindo começar minha estadia no acampamento caindo ou gritando como uma criança desesperada na frente de todos esses campistas! Pensou preocupada, checando o capacete de proteção e as joelheiras e cotoveleiras que Oliver colocou nela com uma rapidez louvável.

– Muito bem, princesa! Segure-se firme, suba sem pressa e boa sorte! – Falou o filho de Hermes, com um largo sorriso começando a andar para trás.

– Espere um pouco! Eu... – Chamou em vão, pois se ele lhe escutou, continuou a ignorar.

Bufando com raiva, Emma estalou os dedos. Se era assim que ele queria, ela iria provar que era perfeitamente capaz de concluir aquele desafio assim como havia feito em sua primeira escalada.

Mills se aproximou ainda mais da parede e tocou hesitante nas pedras de sustentação mais próximas apertando-as com força. Virou a cabeça para trás procurando o novo “amigo” com os olhos e o visualizou conversando com outro campista que parecia ser o responsável por aquela determinada parede. Ao notar o olhar da jovem sob si, ele ergueu os polegares em sinal de tudo bem. Inspirando com força, como se buscasse sua coragem interior, ela içou o corpo para cima.

Escalar era um aterrorizante processo lento e árduo. Em poucos minutos já suava como fazia depois de algumas horas de treino de dança, o que lhe exigiu mais cuidado ainda para não escorregar nas pedras por conta das mãos úmidas. Sempre que se esticava para subir um pouco mais, agarrava a próxima pedra como se sua vida dependesse daquilo e fazia seu melhor para apoiar os pés da maneira mais estável possível. Tentava manter a respiração num ritmo regular, e estava orgulhosa em dizer que vinha obtendo sucesso nisso. Não demorou muito para os músculos adormecidos começarem a reclamar pelo esforço repentino. Emma estava em boa forma, mas sua tensão para não cair era tanta que parecia ser mais uma jovem sedentária decidira viver uma aventura de um dia.

Não foi apenas uma vez, mas sim várias, que se segurou de maneira errada na pedra, o que resultava em um crescente desespero e uma pausa de alguns segundos para se recompor e prosseguir o caminho. Lá de baixo, ouvia gritos de incentivo vindos de Oliver e certo ressentimento por ele a ter colocado nessa situação não passou despercebido. Quando descesse dali, daria uma bela tapa naquele moleque.

O sol começava a baixar quando ela alcançou os dez metros. Leu isso em uma pequena indicação na própria parede. Mas ao contrário do que esperava, o seu medo se dissipava a cada movimento bem sucedido. Sua total concentração estava nas pedras que aos poucos já ia agarrando com mais facilidade. Se não estivesse tão cansada, poderia até gargalhar. Aquele maldito do Oliver estava certo: a sensação de escalar era fantástica! Via parte do acampamento em rápidas olhadas para os lados e a vista dali era ainda melhor que a da tal Colina Meio-Sangue. Pegou mais uma vez impulso com os pés antes de segurar mais uma pedra um pouco mais acima que sua cabeça.

Soube que chegou aos três metros finais quando sentiu que a parede deixara de ser reta e ia se inclinando levemente. Não era uma inclinação gigantesca, mas foi o suficiente para trazer de volta parte do medo de Emma em relação à altura. Apurou ainda mais seus sentidos e decidiu se movimentar de maneira mais lenta e cuidadosa: cair depois de tocar os metros finais além de vergonhoso seria uma derrota pessoal. E já tinha um acumulo de derrotas, de humilhações suficientes para uma vida inteira. Naquele momento, cair não era uma opção. Ela venceria seus próprios limites.

Emma só reparou que havia chegado ao topo da parede quando sua mão não achou a parede, e sim a borda que dava acesso à área plana em cima da escalada. Ofegou surpresa, sentindo mãos segurarem a dela e lhe darem instruções de como concluir a subida, mas não conseguia entender o que diziam. Ela havia conseguido! Ela escalara aquela parede! E não caíra uma só vez! Deitou-se em meio a uma risada histérica de satisfação, ofegando de cansaço e sem dar a mínima por ter ensopado uma de suas camisas preferidas.

Olhando para o céu, Mills viu que a noite já se aproximava e as estrelas surgiam como fracos pontinhos de luz ofuscados pelo sol. Aos poucos sua respiração foi se normalizando e inconscientemente mordeu o lábio inferior, sentindo os olhos marejarem.

– Obrigada mãe... – Sussurrou sem nem ao  menos saber o por quê ou se de alguma forma a deusa da beleza poderia ouvi-la.

Em sua vida de perdas, conquistara uma vitória. E em meio a toda sua alegria e cansaço, só conseguia pensar em onde poderia ir tomar um banho e trocar aquelas roupas imundas que continuava a usar.


Poderes:
Beleza Estonteante (Nível 1)


Como filhos da deusa da beleza, você é naturalmente belo, sendo tal beleza notável e admirada por todos. Seus olhos têm uma coloração que não se define completamente, sendo intrigantes e como se fossem hipnotizantes; sua voz atrai, seus lábios são provocantes, seu rosto possui uma beleza harmoniosa e o corpo não fica para trás. Tudo em você chama a atenção pela beleza especial que possui, e é praticamente impossível deixar de notá-lo. Não é nenhum efeito hipnótico, contudo - apenas estético.




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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Kaine Rembrandt em Qui 04 Dez 2014, 12:46


Avaliação

Vamos ver como você se saiu!




Emma Mills

Emma, devo admitir que me surpreendi com a qualidade de seu texto. Houveram sim alguns erros, como esse: "Pedras caíam, lavas rolavam, paredes tremiam... onde o correto seria "Pedras rolavam, lava caía...". Fora isso, foi uma narrativa muito interessante, e que me prendeu do começo até o fim.


Coerência: 47/50
Coesão, estrutura e fluidez: 24/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 9/10

Total: 95 xp.

Dúvidas ou reclamações, mande uma MP.


Kaine Rembrandt
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Teo Kenryu em Qui 18 Dez 2014, 15:05


Ao infinito e além

Treinarei mais uma vez. Não parece fácil, pois fiquei a muito tempo sem praticar. Começo a me segurar para dar os primeiros passos fora do chão e já sinto a força da gravidade sobre o meu corpo. Realmente não deveria ter parado o treino.

O primeiro passo é sempre o mais difícil. Não habituado, escorrego e quase caio no chão. Por sorte, consegui me segurar com um braço. " Não posso perder tempo", digo para mim mesmo. Apoio, com o outro braço, e volto para o treino. Preciso chegar ao topo sem grandes dificuldades, afinal já fiz esse percurso várias vezes.

" Muito bem, vamos lá de novo". Esse é meu pensamento. Não desistir. Novamente, um primeiro passo, sobretudo sem cair, pois agora estou mais concentrado. Sigo com o segundo passo, parece que finalmente estou voltando à forma. Nem acredito que, de fato, não praticar deixa você enferrujado. Parece que finalmente posso entender o motivo pelo qual os fisiculturistas, por exemplo, vivem na academia, os jogadores, jogando, e por aí vai.

Não tenho tempo a perder com bobagens. Preciso continuar, pois, quanto mais demoro, mais meus braços e pernas doem, sendo que mal saí do chão. Seguro-me com força e subo a parede, passo-a-passo. O sol forte batendo no rosto atrapalha muito, pois impede de ver corretamente onde estou indo, além do calor insuportável, desidratando o corpo. Quanto mais subo, mas fico exposto à luz do sol. Ela atrapalha a minha visão drasticamente.

Sinto minhas pernas fraquejarem. Meu corpo está cansado, fraco, já ofegante, respiro mundo e me movo, forçando cada vez mais o corpo, que parece pesar o triplo de antes. Dor nos braços e pernas, suor, olhos ardidos, dor na alma... parece que o mundo paira sobre meus ombros. Já não consigo ver direito, começo a tocar devagar com as mãos e pés, procurando os pontos para subir. Por sorte, eu consigo chegar ao fim da escalada, dando um grito de vitória:

- Eu sou o rei do mundo!

Dado o grito de vitória, me atiro ao chão, sendo segurado pela corda de segurança, para um merecido descanso.

Teo Kenryu
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Margo Bettencourt Lon em Sex 19 Dez 2014, 15:19

Parede de escalada, nível um
Quando se bate a cabeça e dorme por dois dias você espera ser deixada na enfermaria, pra não se machucar mais, mas pelo jeito ninguém aqui tem esse mínimo de responsabilidade com os campistas. A prova disso é a parede de escalada, com lava e outros obstáculos extremamente perigosos.
Logo quando acordo Lavínia já me manda me arrumar e esperar por ela na parede de escalada.
- Eu não vou nem morta, eu não estou a fim de quebrar uma perna e ainda virar espetinho.
- Calma você vai treinar na parede de escalada nível um, é bem tranquila.  Só que toma cuidado com os últimos três metros, eles são meio inclinados.
- Tá bom.
      Chegando lá, não tenho nenhum sinal de Lavínia, mesmo após esperar 20 minutos, ela não chega e decido começar sem ela. Vejo um instrutor por perto e vou até ele pedir ajuda.
- Ei, você! Pode me ajudar, por favorzinho?
- Tanto faz, vem cá, vou colocar o equipamento em você.
O garoto do tanto faz me ajudou a por o equipamento e me explicou o básico, me mandou tentar começar a escalar, se não conseguisse era pra chama-lo.
“Bom, vamos lá, você consegue Margo.”
Começo a subir, subo bem pouco e quase caio, mas consigo me segurar e volto a subir, um pouco mais acima acabo caindo e recomeço.
“Que troço difícil”
Realmente pego o jeito, uns 15 minutos depois, e consigo chegar ao meio do percurso, de lá já consigo ver Lavínia, conversando com o garoto Tanto Faz. Dou um pulinho para a direita e continuo escalando.
Nos últimos três metros, sinto a parede inclinar, como a Lavínia me disse. Finalmente termino a escalada. Subo no topo e me jogo de lá, chegando em segurança ao chão graças ao equipamento de escalada.
- A senhora é suicida mesmo, viu? – Lavínia diz e ri.
Depois disso vou até o refeitório acompanhada de Lavínia, para recuperar minhas forças.
Sistema das cores:
O sistema das cores é o seguinte, cada cor tem o seu significado, o roxo são as minhas falas, o azul pensamento e o verde são as falas dos outros personagens.


de pulo quase suicida eu manjo

?
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por 112-Ex-Staff em Sab 20 Dez 2014, 12:05

Atualizado
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Damien Salles em Seg 29 Dez 2014, 13:47

Acordei cedo naquele dia. Estava disposto a me exercitar e fazer algo novo, mas o quê? Caminhei em círculos na sala de espera do chalé de Dionísio, fiquei uns cinco minutos lá e nem uma ideia do que fazer. Não conseguia pensar em absolutamente nada de 'novo' para fazer.
Treinar? Isso era mais do que uma chata rotina; Correr em volta do lago? Por que raios eu iria ficar correndo? Sem condições; Remar? Até poderia, é uma coisa legal, porém sempre faço isso; então o quê?


...


__Parei de rodar e me joguei no meu local favorito, uma poltrona roxa e grade que quase me engolia. Permaneci sentado com a mão no queixo por mais uns dez minutos até que Charlie, meu meio-irmão, passou na minha frente andando com dificuldade, estava machucado.
Ei, cara, precisa de ajuda? O que houve? — Disse levantando-me para ajudá-lo.
Ele riu meio sem graça e respondeu — Eu caí... De uns três metros mais ou menos... Nada muito grave não.
Ah... Okay, então tudo bem, né? — Indaguei ainda um pouco preocupado me aproximando para ver melhor o ferimento em sua perna. Estava com uns hematomas horríveis, alguns esverdeados e outros pretos. Fiz uma careta.
Sim, sim... Aquela parede me pegou de jeito... — Murmurou chateado perdendo o foco do olhar e foi embora devagar sem dizer mais uma palavra. Foi aí que eu entendi o que ocorrera, estalei os dedos e saltei da poltrona.
__Saí correndo do chalé, indo direto para a tão temida parede de escalada. Nunca tinha me arriscado nela. Primeiro por dizerem que era perigoso, e segundo por ter esquecido completamente dela ao passar os dias aqui no Acampamento. Como já estava vestido para ir fazer algum esporte físico, minha vestimenta estava apropriada para a escalada, por isso fui com rapidez assim que lembrei da existência dela.
__Consegui ver a parede, alta e com pedregulhos, de longe. Ao chegar mais perto havia também um pequeno grupo de campistas, alguns cochichavam e outros apenas encaravam o desafio que seria subir. Não demorou muito para eu fazer amizade com o instrutor, cujo esqueci o nome, mas, enfim, ele era bacana.


...


Então eu só preciso chegar no topo sã e salvo?
Exatamente, então você escolheu o nível 2, bem, boa sorte. Ele sorriu e me deu um tapinha no ombro, logo deu um passo para trás e a parede na minha frente só pareceu aumentar.
Muito bem, vamos lá. Pensei e fiz um sinal de positivo com a mão para o instrutor.
__Antes de ousar colocar uma mão na parede olhei bem para ela. Fiquei de boca aberta ao jogar minha cabeça para trás, era tremendamente grande dali de onde eu estava. Eu consigo. Com um passo cheguei perto o suficiente para começar a escalar, me apoiei numa pedrinha e tirei os pés do chão, agora estava só me segurando. Parece fácil mas não é - e a gravidade só atrapalha -, é um ótimo exercício ainda mas quando não se está com equipamento. Além de físico é um treino mental por diversas razões como manter o equilíbrio, a calma e não olhar para baixo. Comecei a subir devagar e com cuidado, já podia sentir o suor escorrer pelo meu rosto. Quando ia chegar na metade do trajeto a agarra que eu peguei foi para frente e eu vacilei, perdi o equilíbrio totalmente, o meu braço foi jogado para trás e fiquei pálido. O tempo pareceu parar, foi tão de repente e me pegou tão de surpresa que a minha outra mão soltou e escorri pela parede tentando me segurar em qualquer parte que desse, parei de cair segurando-me firme novamente, atrás de mim ouvi palmas e palavras de incentivo. Todos estão prestando atenção em mim, hora de brilhar. Soltei um riso e olhei para o topo, respirei fundo e me concentrei. Recuperei minha sanidade e voltei a me elevar, com o dobro de concentração que antes tinha e o que antigamente era medo virou uma energia viva de pura adrenalina que só me impulsionava cada vez mais alto.
__A parte final ia testar o meu corpo ao máximo, era mais inclinada que todo o resto do percurso e por fim cheguei nela. Meus músculos doíam contudo não podia desistir, muito menos no final. Com dificuldade fui de agarra em agarra e quando percebi aquela tortura havia acabado, subi no topo e estiquei os braços em sinal de vitória e o grupo de semideuses lá embaixo pularam de alegria.
__Não saberia dizer quanto tempo fiquei, entretanto o sol já estava em seu caminho para se pôr. Meu coração batia com agonia e eu podia até ouvi-lo, não conseguia fechar minha mão por causa das juntas doloridas mas no entanto fora uma tarde adorável. Só me restava voltar para o chalé e me afundar em minha poltrona roxa e cochilar.
__Ah, e ver como andava Charles.

Observações:

Nenhuma, Convidado HHAHAHAHA #souhilário


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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Trovel Gharcia em Sex 02 Jan 2015, 19:29


Tão longe...

Parede de escalada nível 1 - 12:00

Ando em círculos em um local aleatório do acampamento. O que diabos eu vou fazer? Hoje está um tédio! Pleno meio-dia e eu aqui, sem fazer nada! Pensa, Trovel, pensa! Após algum tempo pensando, consigo um princípio. Ei, Trovel! Verdade! O que acha de uma atividade extra, hein, hein? Espera, estou falando sozinho? Constrangedor. Ninguém está vendo, ótimo. Eu já fui na arena, eu já fui no estábulo... agora falta, se eu não me engano... espera, eu não vou fazer isso. Você tem que fazer, Trovel, tem que fazer! Mas é a coisa mais difícil que eu irei fazer. Não acredito que estou falando sozinho mais uma vez. Vamos logo acabar com essa coisa! Paro de andar em círculos e tomo referência a Casa Grande ali perto, indo para a direção da parede de escalada.

No caminho, suspiro fundo várias vezes, com a mão suando cada vez mais que chegava perto. Depois de alguns minutos, chego no local, observando duas pessoas: um homem na terceira parede e uma mulher na segunda, escalando sem dificuldades, é claro que eles já são profissionais. Observando de uns dez metros de distância os dois, um instrutor vem na minha direção, sorridente.


- Ei, amigo. Está só olhando ou quer tentar?


- Sem chance, só olhando, mesmo.


- Por que não consegue?
- diz o instrutor, com um sorriso de canto de boca, querendo me convencer.


- Não! Sem chance! Só não quero.


- Cof, cof... Mentira, cof, cof!


- Certo, se é isso que queria ouvir, então vai ouvir: minha mão está suando só de ver eles lá em cima, não sou de confiar em proteções, seja lá quais são! Eu não sei escalar, eu não consigo escalar. Entendeu?!


- E acha que vai conseguir se não tentar? Vamos, na primeira parede não tem lava, pedras e essas coisas.
- mesmo eu aumentando a voz para cima do instrutor, ele continua no mesmo tom, ainda querendo me ajudar.


- Dá uma mãozinha aqui... nas outras paredes têm lava, pedras e coisas que podem matar?! Isso é loucura, cara!


- Cá entre nós, você quer ser como eles aí, que estão escalando ou quer ser bom?


- Ãhn?! Olha para eles, são profissionais!


- Não está acostumado mesmo em vir para cá, não é? Veja, esses aí não são nada comparado com as pessoas que frequentam aqui!


- Na primeira parede tem proteção para caso cair? Eu estou suando frio!


- Ora, claro, a primeira parede foi feita para pessoas inexperientes. Aqui, já sabia que ia te convencer, então trouxe a proteção.


Enquanto a gente se aproxima da primeira parede, o instrutor coloca as proteções em meu corpo. Depois disso, demoro mais alguns minutos para criar fé em mim mesmo, pisando com os dois pés em duas pedras diferentes em seguida. Seguro em uma pedra amarela com uma das mãos, tendo dificuldades pelo suor. Dou um impulso nas pedras apoiadas com os pés para cima, já estendendo verticalmente a outra mão para pegar em outra pedra, quando escorrega e volta para o chão, protegido pela cadeira de escalada e pela corda. Droga! Penso, enquanto o instrutor continua me olhando.

Suspira fundo e volta a escalar, fazendo o mesmo movimento de antes, mas desta vez tendo sucesso. Repete os mesmos movimentos, lentamente, até que quando se vê, já ultrapassara os quatro metros de altura.


- Instrutor, instrutor! Eu estou conseguido, olha, olha!! - grito para o instrutor, observando-o por cima do ombro.


- Está indo muito bem, rapaz! Continue!



Continuo escalando, até que piso em falso, voltando para o chão.


- Você só pode estar brincando! Não pode ser tão difícil assim escalar essa droga de parede!


Já com uma raiva e tanta, subo três vezes na parede, caindo todas elas. A distância do chão nos três não foi diferente da primeira: três metros, quatro metros e meio, três mais uma vez... Depois disso, eu já estava cansado e suando frio, mesmo no inverno. Vou fazer o que sempre dá certo. Falar para mim mesmo que é a última vez, sempre você se sai melhor.


- Minha última, instrutor. Não sou bom nisso, mas é divertido. Então, minha última.


Mesmo pensando que você realmente fica melhor quando pensa que é a última vez, não aposto apenas nisso. Me concentro duas vezes mais que antes, limpo o suor no casaco e suspiro fundo três vezes, antes de começar a subir. Envolvo quase minha mão inteira em uma pedra e piso em outras duas com os dois pés. Dou um impulso para cima e piso em outras duas pedras, enquanto seguro com apenas uma mão outra pedra, deixando a outra livre. Não vou desapontar minha famíl... eu, quero dizer. Vamos, vamos! Sobe, Trovel! Continuo subindo, tentando repetir os mesmos movimentos de antes, sendo difícil pelas diferentes posições das pedras. Já ultrapasso os seis metros, evitando olhar para baixo. Já nos sete metros, para de escalar, continuando parado. A próxima pedra está muito longe, deve ter algum caminho alternativo... Então, sem alguma escolha, opto por pular, sem sucesso. Caio no chão mais uma vez, tendo alcançado sete metros e pouquinho.


- Pode tirar minhas proteções, por favor? Acho que realmente escalada não é para mim. Mas realmente gostei de praticar.


- Talvez possa passar aqui algum dia para ver as pessoas escalando, não sei o motivo, hoje está vazio.
- diz o instrutor, retirando os equipamentos de mim - Até mais, jovem!


- Até, instrutor.
- aceno para ele enquanto vou embora, com um sorriso no rosto.


OBSERVAÇÕES

Arsenal

Nenhum arsenal utilizado.


Poderes

Nenhum poder utilizado










Leveck @ CG







Trovel Gharcia
Sátiro | Johnny Depp é o melhor, sem mais @
Trovel Gharcia
Sátiros
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Willian Mason em Seg 05 Jan 2015, 00:29


Avaliação
Cold...




*Avaliados por Ártemis*

Teo Kenryu:
Coerência: 47/50

O seu texto foi bem coerente. Você cumpriu a proposta e tudo o mais, e a perda desses dois pontos foi devido a objetividade (vide), que acabou interferindo um pouquinho aqui.

Coesão, estrutura e fluidez: 20/25

Atente-se ao seguinte trecho: "Meu corpo está cansado, fraco, já ofegante, respiro mundo e me movo". Anh... Não sei se entendi direito a frase destacado, e acho que foi um corretor ortográfico. Faltou um artigo (O) para ligar as orações, de qualquer jeito, o que causou mais do que uma perca normal de pontos.

Um outro erro foi aqui: "Quanto mais subo, mas fico exposto à luz do sol", onde a conjunção emite uma ideia adversa, não de adição. A palavra correta, nesta frase, é "mais".

Objetividade e adequação à proposta: 10/15

Eu fiquei confuso, porque você pula a introdução e escreve somente o meio e fim. Todo texto, como foi lhe ensinado na escola, tem um começo: E eu não vi ele, pois você narrou a atividade já subindo a parede. O fato é que você não precisa escrever um texto gigante pra inicializar o texto, mas também não pode pular completamente essa etapa. Okay?

Ortografia e organização: 8/10

Você foi muito bem nesse quesito. Apenas prolongou demais algumas sentenças, colocando vírgulas demais ao invés de pontos. Como, por exemplo, aqui: "Meu corpo está cansado, fraco, já ofegante, respiro mundo e me movo, forçando cada vez mais o corpo, que parece pesar o triplo de antes."

Você poderia substituir a segunda vírgula por um ponto final, até porque isso também interfere no contexto. A vírgula, de fato, é utilizada para dar uma pausa ao texto. Mas também indica uma continuação, um tipo de complemento. Nesse caso, você juntou duas frases com contexto diferente e deixou-as soltas ao vento. Esse foi o pequeno desconto que te dei, em relação à pontuação.

Total: 85 xp

Margo Bettencourt:
Coerência: 40/50

Houve somente um erro de coerência. Você escreveu exatamente o que era necessário escrever, embora tenha omitido detalhes descritivos sobre a parede E dificuldades que ela proporciona. É por ter subido muito rápido, sem ter sofrido muito e sem ter as dificuldades necessárias para uma indefinida em uma primeira vez escalando, que eu descontei esses 10 pontos. Tome cuidado em uma próxima vez, porque nunca vai ser tão fácil para nenhum personagem.

Coesão, estrutura e fluidez: 23/25

Utilizar mal as vírgulas altera a fluidez do texto, e por isso o desconto em relação à estrutura. No demais, você foi muito bem: parabéns.

Objetividade e adequação à proposta: 5/15

O texto foi corrido, atingindo o objetivo muito rápido mas sem obstáculos. Não vi dificuldades no que a Margo fez, mesmo que tenha sido uma parede de nível 1. Considerando-se, claro, que é necessário força e destreza para se subir uma parede de escalada. Da próxima vez, detalhe as dificuldades da sua personagem e não termine o texto tão rápido.

Ortografia e organização: 8/10

Houveram alguns erros com ponto e vírgula ao redor do texto. Nada muito chamativo ou que merecesse muito a perda de pontos, mas que mesmo assim foram detectados. Um exemplo desse erro foi aqui: "- Calma você vai treinar na parede de escalada nível um, é bem tranquila", onde você esqueceu a vírgula entre "Calma" e "você", destacado no trecho. Além disso, esqueceu de um acento em "chama-lo" no quarto parágrafo (sem contas diálogos). Lembre-se: Toda oxítona terminada em A, E e U tem acento. O prefixo "-lo" ou "-la" torna a palavra enunciada uma oxítona, portanto o correto é "chamá-la". Exemplos de oxítonas com prefixo: fazê-la, mimá-lo, acentuá-lo, inibi-la (terminadas em I não tem acento).

Total: 76 xp

Damien Salles:
Coerência: 48/50

A única incoerência que encontrei foi com relação ao tempo decorrido. Damien acordou cedo, sim. E, imagino, logo depois foi em direção à parede de escalada, onde escalou uma única vez... e o sol estava se pondo? Uau! Digo... mesmo que houvesse longos intervalos de tempo que você não narrou, seria impossível que você fizesse só isso em 6 ou 8 horas, supondo que-se que ele acordou às 10:00. Então, cuidado com esses pequenos detalhes, sempre iremos encontrar eles.

Coesão, estrutura e fluidez: 20/25

Você pecou neste trecho: "Não demorou muito para eu fazer amizade com o instrutor, cujo esqueci o nome, mas, enfim, ele era bacana", onde a concordância fora invertida. A regra é uma simples noção de certo e errado, e com tempo você adquire: mas, se não me engano, você organizou mal o sujeito e predicado. O correto seria "com o instrutor, cujo nome eu esqueci".

Além disso, você alternou o tempo verbal do passado para o presente, e do presente para o passado novamente, exatamente neste trecho: " Com um passo cheguei perto o suficiente para começar a escalar, me apoiei numa pedrinha e tirei os pés do chão, agora estava só me segurando. Parece fácil mas não é", o que acabou prejudicando a leitura. É um erro muito comum e talz, mas sempre revise porque é um dos pontos nos quais mais chamo atenção!

Objetividade e adequação à proposta: 15/15

Você cumpriu perfeitamente o objetivo da missão, e o fez de forma a deixar a leitura envolvente sem receber descontos. Parabéns!

Ortografia e organização: 10/10

Sua ortografia estava impecável. Não encontrei nenhum erro de gramática ou acentuação e pontuação, parabéns!

Total: 93 xp


*Avaliado por Willian Mason*

Trovel Gharcia

No geral, o seu texto ficou bom, Trovel. Não consegui notar algo que se classificasse como incoerência, de modo que conseguiu a recompensa máxima nesse quesito, mas alguns detalhes me incomodaram nos demais. Primeiramente, a troca de pessoalidade gramatical. Ao longo da sua narração você narra em primeira pessoa("Ando em círculos", por exemplo). No entanto, em um parágrafo você mudou para a terceira("Repete os mesmos movimentos", por exemplo). Além disso, em alguns momentos do texto a repetição de palavras sem muito espaçamento fez com que o texto não fluísse tão bem quanto deveria. Não foram muitos os erros ortográficos, então nesse quesito o desconto foi quase nulo, mas ainda assim uma revisão do texto pode te ajudar a melhorar. Por fim, tem a questão das falas, que ocupam quase a metade do seu texto. Não há nada de errado em usar falas na sua narração, mas recomenda-se que as ações predominem sobre ela, e isso quase não aconteceu na sua escalada. Não restam comentários a fazer, então, apenas preste mais atenção aos erros citados. Em caso de dúvida, mande uma MP.
Coerência: 50/50
Coesão e Fluidez: 18/25
Ortografia e Organização: 9/10
Objetividade e Adequação: 13/15
Total:90 XP
Crédito do template a Tamy!



Atualizado por Quíron.
Willian Mason
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Consegui, enfim!

Mensagem por Iara Medeiros em Qua 07 Jan 2015, 05:06

Eu acordei animada querendo fazer alguma coisa mas não sabia o quê, eu poderia remar mas aquilo não me atraiu, eu poderia tentar hipismo mas não sei se gostaria, eu tinha chegado há alguns dias e não sabia o que fazer então resolvi chamar meu amigo Arthur para fazermos algo mas ele somente reclamou -Me deixe em paz! Estou com sono- mas continuei insistindo -Vamos Arthur levanta dai- mas ele disse rudemente -que coisa Iara não foi você que quase morreu na escalada ontem- Então eu pensei 'poxa vida são mesmo perigosas essas esca... -é isso!-gritei e Arthur reclamou de novo -Se for gritar saia daqui- então um pouco magoada eu fui até a parede de escalada amaldiçoando Arthur em silêncio por ele ser tão rabugento e chato quando está com sono e fiquei observando uma garota cair de 6 metros de altura e no começo fiquei assustada até que tranquilamente ela levantou murmurando algo a ver com 'melhor esperar um tempo até tentar o nível 4 de novo' então quando eu tinha acabado de tomar coragem para escalar uma menina que eu reconheci ser do chalé de Apolo me empurrou dizendo: -Saia para lá novata deixe uma pessoa mais experiente tentar- e ela falou para o instrutor nível 4 por favor e então eu vi toda aquela lava e pensei 'poxa vida se ela consegue o nível 4 não é possível que eu não consiga o nível 1 ' e reunindo toda a minha coragem falei para o instrutor que eu queria ir e ele me perguntou: -é a sua primeira vez?- e eu respondi que era e ele me disse que não era pra me empolgar porque aquela garota era muito mais experiente que eu mas eu disse que só queria o nível 1 e depois de checar a segurança o instrutor me deixou ir. e estava indo tudo bem até três metros que eu pisei em falso e fiquei pendurada só pelas mãos mas ai eu reuni todas as minhas forças e consegui posicionar meu pé de volta...aos 6 metros eu já estava super cansada e ainda faltava mais 9, eu não sabia se iria conseguir mas então eu respirei fundo e pensei 'se ela consegue você também consegue' e escalei mais meio metro e então eu raspei minha mão na rocha... ela estava sangrando, então pensei 'vamos Iara um dia se você treinar muito vai conseguir ser melhor do que ela' e mesmo com a mão machucada subi mais 1 metro e meio e pensamentos malucos vieram a minha cabeça e eu ouvi a voz daquela garota 'Você está morrendo de ciúmes de mim novata' mas depois ouvi Arthur dizendo 'Vai Iara eu sei que tu é capazes' então quando me dei conta só faltavam 3 metros...3 metros em que eu teria que fazer muito esforço pois a montanha estava ligeiramente inclinada...eu não gosto mas tenho que admitir que sou meio ambiciosa  e isso me ajudou a minha ambição me fez chegar ao topo e mal cheguei lá e comecei a ficar tonta e minha visão ficou escura... acordei na enfermaria e um garoto segurava minha mão gentilmente e ele perguntou  -olá sou Vítor você está melhor?- eu disse que sim e Vítor me falou que a primeira vez é sempre difícil e me acompanhou até o chalé 11 já que ainda não sou reclamada onde Arthur me viu, sorriu, e disse -Parabéns na primeira vez eu não consegui- então fui á praia relaxar um pouco
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Étoiles de Médici em Qui 15 Jan 2015, 14:09

Iara Medeiros
Vamos lá, Iara: porque só um parágrafo? Mesmo seu texto sendo curto, ele ficaria muito mais organizado se fosse dividido em parágrafos e as falas de cada um fossem melhor organizadas. Você pode experimentar soltar uma linha de um parágrafo para outro. Atente-se também com a pontuação. Início de frase: letra maiúscula, fim de frase/texto: ponto final. Evite frases muito longas para não tornar a leitura cansativa. São dicas simples, mas que fazem qualquer texto melhorar, e muito. Continue treinando!

Recompensa: + 15 XP
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Orfeu em Qui 15 Jan 2015, 19:10

Atualizado.

Os XPs da Kristy serão atualizados quando a lista for.
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Garota, eu vou pra Califórnia. ♪

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Ana M. Thernadier em Ter 27 Jan 2015, 03:02

A temperatura na semana corrente estava amena, se comparada com as anteriores. Ainda que estivesse no meio do inverno, em certa parte do acampamento a neve já podia ser retirada com mais facilidade, abrindo o leque de opções para atividades disponíveis para campistas. No chalé de Hermes, alguns campistas discutiam sobre ir à arena, enquanto outros ponderavam sobre a canoagem. Mary, como de costume, preferiu escolher o menos óbvio: escalada.


Machism does not apply.


De longe, aquelas paredes definitivamente não eram grande coisa, easy-peasy-lemon-squeezy. Mas agora que já estava mais perto, resolvera pensar duas vezes. Até mesmo a menor delas dariam pelo menos meia centena de Anas empilhadas. Dava até para fazer um trocadilho colocando um acento em seu primeiro nome.

E o que os obstáculos tinham de altura, também tinham de periculosidade proporcional. Olhando para cima, via alguns escaladores parecerem formigas ameaçadas por sanções da natureza. A grande maioria ia bem, mas ocasionalmente um saltava ou era derrubado, caindo nos crash pads brutal ou suavemente, dependendo da altura e da existência ou não de cordas de apoio. Definitivamente era legal, mas não exatamente o que ela estava procurando naquele dia. Tudo parecia tão... Alto.

Sendo uma boa ingênua, o que lhe chamou a atenção fora uma modalidade diferenciada das demais. Ao invés de altura, o problema a enfrentar era a aderência à superfície irregular de uma rocha não muito alta (comparando com o resto das construções) e cheia de vãos e trechos sujos com algo branco e muito suspeito. No momento, haviam dois campistas que se dedicavam corpo e alma para subir cada centímetro. Um deles desistiu no meio do caminho e se jogou no acolchoado. A garota aproveitou para se aproximar e deu a mão para ajudá-lo a se levantar.

- Cair dessa altura dói muito? - Antecipou-se, ao puxar o indivíduo. As mãos dele eram tão macias como a coroa de um abacaxi.

- Ah, depende da sua resistência. - Ele, tão alto a ponto de fazer sombra, se levantou e esticou os braços. - Fazendo noventa abdominais, setenta flexões e malhando a perna dia sim dia não mal dá para sentir o impacto. É claro, aqui o mais importante é a força das partes de baixo. - E deu um sorriso ambíguo.

Lendo a expressão facial dele, Mary sentiu vontade de vomitar. Mas resistiu e pediu por uma rápida introdução no exercício, já que ele sabia mais do assunto. E se arrependeu. Não aprendera muita coisa, e ainda teve que ouvir comentários do tipo:

-Aí você vai perceber que vai ser impossível chegar ao topo com sua constituição. Mas não se desanime, já vi umas poucas ''garotas'' - ênfase na palavra - do chalé de Ares conseguirem escalar metade da rocha. Daqui a alguns meses você pode chegar no nível delas, mas tente não fazer isso... Seria um desperdício com o seu corpinho.

Raramente a garota se ultrajava internamente com algo que lhe falavam, mas esse garoto... Ele chamou pro pau. Engoliu o que ele falava como uma bola de neve e esfregou a mão que o ajudara anteriormente na calça, explicitamente tentando tirar a imundície das mãos.

- Interessante. - Dirigiu-se até uma estante onde estavam dispostos itens de proteção. Colocou um capacete e, julgando que as sapatilhas específicas para escalada eram muito apertadas, escolheu uma que era dois tamanhos maiores. Ela curvou um pouco os dedos de seus pés, mas não de um jeito torturante. Corpinho? Sério, isso foi ofensivo, pensou, pegando um punhado da substância branca colocada em um pote, que na verdade era um pó. Esfregou nas mãos, como havia sido instruída, e foi até seu novo desafio.

Depois, deu uma volta ao redor da rocha, procurando o melhor lugar de subida. O campista aleatório que no momento era seu instrutor cruzou os braços e encarou-a, em tom de desafio e escárnio. Vendo isso, o gosto amargo da opressão subia à sua boca, tornando aquela simples atividade uma questão de honra ou morte. Colocou as mãos na construção natural e a sentiu, em toda sua rigidez e antiguidade. A partir desse momento, uma trilha sonora começou a tocar em sua mente.


(Vai por mim, a trilha sonora é importante.)

- Vamos lá. - Encontrou o ponto ideal para fazer sua primeira investida, uma estria que permitia o apoio das duas mãos. Pendurou-se e tirou o contato das pernas com o chão. E, como se esperar de alguém até então virgem na arte da escalada, não aguentou muito e caiu com as nádegas em um crash pad não muito macio.

Ele riu. Cachorro. Sem pensar muito dessa vez, se atirou e recomeçou em um local diferente que havia sido utilizado antes, já que apresentava manchas do pó de magnésio. Esses pontos marcados, por sinal, revelaram-se bons indicadores de locais estáveis e não muito pontudos. Não demorou muito, já estava a cerca de dois pés do chão.

Mesmo com o cheat, o que definia esse tipo de escalada era a força nas pernas acima de tudo. Era difícil, com aquelas sapatilhas gastas, conseguir encontrar pontos de apoio para continuar subindo. Desistir, porém, estava fora de opção. Mary estava naquilo para provar algo para aquele retardado ali no chão, e iria até o final. A canção em sua mente agora mudava para uma outra melosa de superação de uma Miley Cyrus pura (com ''r'' mesmo).

O ato de pendurar-se cada vez mais alto em relação ao chão não era muito problema para seu psicológico, mas o físico começava a sofrer se errasse algum movimento ou batesse no lugar errado. Por não ter se alongado antes de começar a escalar, além dos ralados causados pela fricção havia também dores musculares, principalmente nas panturrilhas.

Em certo ponto, obrigou-se a fazer uma pausa. Tudo tremia, tudo doía, e o ar frio praticamente estuprava seu sistema respiratório. Ficou estática, os braços esticados e as pernas flexionadas. Não era a melhor posição, mas tornara-se impossível mudar para outra melhor.

- Vamos... Vamos lá! - Gemia, tentando impelir-se para cima. Sua face estava distorcida em uma careta de dificuldade, e tentou olhar para baixo para conferir a altura a que estava. E se revoltou com a cena.

Estava longe, realmente longe do chão. E agora, seu desafiador não estava sozinho. Haviam mais dois outros campistas que lançavam-lhe olhares de expectativa e às vezes lançavam algum comentário entre risos. Para finalizar, haviam realocado mais tapetes acolchoados para o local que possivelmente cairia se ela se soltasse no momento.

Acham que eu não vou conseguir? Bananas fritas. Isso não é muito difícil, até.

Sentiu os batimentos cardíacos aumentarem, influenciados pela ação da adrenalina crescente em seu corpo. Continuou a subir, coordenando o movimento de apoio nos braços com o de impulsão das pernas. Primeiro o lado esquerdo, depois o direito, depois o esquerdo, depois a porra do direito de novo...

E então, uma inclinação externa forçou-a se pendurar. No que estabilizou as mãos nos vértices, suas pernas perderam o contato com a rocha. Aquilo era perigoso.

Drogadrogadrogadrogadrogadrogadroga, sua mente começava a entrar em desespero. Os braços começavam a perder força, os dedos, a oxigenação. Em pouco tempo, a queda seria inevitável. Iria dar à sua ''plateia'' exatamente o que ela queria: fracasso. Iria continuar a ser para sempre aquela que não conseguia lutar, não conseguia guiar um cavalo e muito menos um trenó. Não conseguir escalar seria apenas mais uma adição à sua lista de falhas. E afinal, aquilo não era mais do que besteira. Não havia motivos para querer mostrar que conseguia superar algo, por que afinal sempre haveria alguém melhor do que ela. Desistir é uma opção.

Quando estava prestes a aceitar seu destino e ceder, uma força irresistível agarrou-se a ambos seus pulsos e guinchou-a para cima brutalmente. Sem conseguir olhar para cima imediatamente, nada fez mais do que se deixar levar.

- Nossa, você é pesada! - Disse o que a puxara para o topo, ao seu lado. Sendo arrastada para longe da borda, Mary sentiu um alívio quase orgásmico por não estar mais suspensa à beira da morte. Mal conseguiu agradecer ao seu salvador, pois sua respiração estava muito ocupada na recuperação do fôlego.

Espera.

Nota de errata: O salvador na verdade era ela. Uma garota, não muito maior do que ela mesma. E definitivamente não se encaixava no que aquele garoto lá em baixo estava querendo frisar. 0% Butch.

- É... - Não era fácil encontrar o que dizer, do jeito que estava. - Valeu?! - Encostou-se bruscamente nela, arriscando desfalecer. Acidentalmente, sua cabeça pousou nos seios dela.

- Hey! - Ela segurou nos ombros de Mary, e em seguida empurrou-a contra uma das paredes da rocha. - Acho que você não vai dar conta de chegar ao topo hoje.

Espera ao quadrado.

Subitamente desperta, sacudiu o rosto e se deu conta do ambiente ao seu redor. Era um recorte significativo na pedra, mas ainda não chegara ao cume da escalada. Deixou escapar um suspiro de descontento. Por um momento, estava tão certa que havia atingido sua meta, mas ela ainda estava a algumas ''puxadas'' de distância. Tentou incessantemente se levantar, mas a estamina foi-se para o além.

- É... - Abaixou a cabeça rapidamente, despertando a preocupação da garota desconhecida que a salvara. Mas recuperou a consciência não muito depois de perdê-la, fazendo uma careta. Algo em seu organismo começava a mudar novamente. - Acho que... Não, eu vou com você. - A firmeza em sua voz foi súbita e inesperada. Estava tão perto, não podia perder.

Deixando sua nova companheira de escalada reticente, Mary voltou-se na direção da parede e respirou fundo várias vezes, sentindo-se mais ou menos revigorada. Ignorou as pontadas de dor ao entrar em contato com a rocha e continuou a subir. Por sorte, os problemas agora eram maiores e não levou muito tempo para conseguir sair de onde estava.

Cada movimento, cada respiração e gota de suor agora fazia parte de um conjunto que definia sua força vital. E agora era um momento crucial para continuar e vencer o desafio que havia imposto em si mesmo. E então...

TOPO!

Ao dar o último impulso para chegar na parte mais elevada, a alegria de ter conseguido fazer algo até o final expressou-se em mais suspiros e lágrimas que saíam involuntariamente de seus olhos. A companheira chegou logo depois, o sorriso estampado na face. Não só havia conseguido provar que aquele mero ''mortal'' abaixo estava errado, mas também mostrara que machismo need not apply.

E no final, ainda restava forças para fazer algo que sempre quisera, mas não existira a oportunidade até o momento: yodelling. (clica)


informações adicionais. POR FAVOR LEIA ESSE SPOILER:

Escalada estilo Boulder. Dificuldades naturais incluem a textura da pedra e seu próprio formato.

Cansaço Nulo - Os filhos de Éolo não se cansam como os outros meio-sangues, pois chegam a captar uma maior quantidade de gás oxigênio.

Sem itens relevantes;
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Aimée Masney em Ter 27 Jan 2015, 03:35

Ana M. Thernadier:
Vejamos, eterna Mary, o que temos para falar sobre sua narrativa muitíssimo bem trabalhada e sobre tantas lições que conseguiu colocar em seu texto de forma tão sutil e significativa? Os toques de humor que consegue incrementar na sua escrita são tão singulares e bem utilizados que não há como negar quão boa você é em questão de palavras – você as encaixa perfeitamente dentro do texto e eu não consigo deixar de me surpreender por ter tanto de si própria em sua personagem.

Não foi algo longo, nem tampouco cansativo e tive de parar diversas vezes para controlar o riso diante sua trilha sonora inicial. Como não houve erros ortográficos dignos de nota, deixo apenas meus sinceros parabéns e um yodel diferente. (clica!)

— Coerência: 50/50
— Ortografia e Orgaização: 10/10
— Coesão, Estrutura e Fluência: 25/25
— Objetividade e Adequação à Proposta: 15/15
— Total: 100 XP ou 1 nível.

dúvidas e reclamações por mensagem privada
avaliada por aimée masney e atualizada por —
Aimée Masney
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por 102-ExStaff em Ter 27 Jan 2015, 12:13


Atualizado

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Bryan Collins em Sab 07 Fev 2015, 19:06



Minha primeira escalada
Notes: Primeira postagem após reclamação

Acordei mal humorado no meu primeiro dia “oficial”, devido meu primeiro dia ter passado apagado na enfermaria, no Acampamento. Por que? Bom, alguém sem piedade basicamente deixou um despertador marcado para tocar às 6 da manhã, isso sem contar o bilhete onde deveria fazer uma das atividades disponíveis aqui. Pelo menos essa pessoa me deixou algo útil, uma espécie de mapa para que eu não me perdesse.


Depois desse leve momento de revolta, resolvi levantar. Ah! Esqueci de comentar, minha cama era uma nuvem, bem legal né?! Enfim, me preparei para sair, nisso me refiro à tomar banho, escovar os dentes e mudar de roupa. Vocês podem estar se perguntando: “Esse garoto não come nada de manhã?”, a resposta é simples, quase nunca. Hoje por exemplo só comi uma barra de cereal que me fora dada ao sair da enfermaria.


Sai do chalé já decidido, faria escalada, testaria se meu porte aguentaria, nem que seja um pouco, essa “nova vida”. E por que não escalada? Já estou acostumado à fazer exercícios e não é como se eu posso me machucar como na Arena, por exemplo.


Segui o mapa que me fora dado e finalmente cheguei a tal “Parede de Escalada”. Retiro o que disse anteriormente sobre se machucar, assim que cheguei já pude observar uma variação de paredes, algumas com pedregulhos e outras com um líquido vermelho pingando. 


-Será aquilo lava? – Pensei em voz alta, abismado com tudo aquilo. Perdido em meus pensamentos nem pude notar uma aproximação à minha esquerda.


-É lava sim novato. Aliás, serei sua instrutora, garantirei sua segurança e “blá blá blá”. Se aproxime da primeira parede à esquerda, enquanto pego o cronômetro e o equipamento. – Falou a garota que se aproximara, me virei de última hora para analisá-la, parecia saber o que estava fazendo. Com uma certa confiança, fiz o que me fora pedido, me aproximei ao local indicado, o que aparentava ser o “nível 1”.


Quando a instrutora voltou, recebi uma breve explicação sobre escalada, e, por ser minha primeira vez, ela amarrou o equipamento em mim. Admito que estava um tanto nervoso, não sabia se um dia conseguiria concluir os “níveis” mais avançados. Pense comigo, lava, pedregulhos, o que o povo daqui tem na cabeça?


Depois de toda aquela enrolação, começo a escalada. A parede iniciante aparentava ter 15 metros de altura, no qual os últimos já eram possíveis de notar uma leve inclinação. Durante os meus primeiros minutos de escalada, repetia o mesmo movimento de subir mão e, em seguida subir pé, eu deveria estar parecendo uma máquina. Mas com o tempo fui me adaptando ao ritmo, conseguindo torna-lo mais rápido.


Devo dizer que meus músculos já pareciam um pouco doloridos, no que aparentava ser dois terços da parede. E com meu descuido fiquei com o lado esquerdo sem apoio, na hora me bateu um desespero, mas graças ao bom apoio que tinha com a mão direita consegui me puxar de volta, porém sabia que precisava descansar. Ao perceber isso dei uma pausa, parei ambos pés e mãos para tomar um fôlego, não é que eu já tinha me cansado, e sim que não queria forçar ainda a barra, pois ainda queria fazer outra atividade hoje. Devem estar perguntando como vou me testar assim, pois bem, só de ter ficado dolorido agora já me deu uma leve confiança quanto ao meu “estado atual”. Após uns segundos tornei a subir, agora meu corpo rejuvelhecido pela renovação de oxigênio, não demorou para que eu sentisse a inclinação, eram os metros finais. 


-Só mais um pouco cara, vamos utilizar essa nova carga de oxigênio ao nosso favor. – Falei comigo mesmo num tom baixo, devido ao esforço.


Mas fora em vão, deixei meu pé escorregar e tive que ter um rápido reflexo de apertar forte minhas mãos para colocá-lo de volta no lugar. Infelizmente nesse processo acabei chutando a parede com a perna que se soltara, acabaria com o joelho roxo, que maravilha, certo?


Agora, com mais cuidado, subi até o topo, de onde pude admirar minha “nova casa”. Confesso, paralisei por 1 minuto observando aquela linda vista, mas logo me dei conta que não controlava o tempo do cronometro, triste


Desci pela escada ao lado da estrutura, agora já se sentindo melhor, mais confiante. Me juntei à instrutora, ela que me ajudou com o equipamento, já que estava agora com os bíceps doendo levemente, junto com minhas pernas. Essa escalada é de matar mesmo.


-Seu tempo foi razoável para um novato, deseja saber de quanto foi? – A treinadora me perguntou, neguei com a cabeça, odeio saber exatamente minha performance. Talvez no futuro queira saber se levo mesmo jeito para isso, mas fica para outro dia.


No final agradeci e me despedi da campista, aquela que, mesmo tendo ficado sentada numa cadeira só me assistindo, como uma preguiçosa, conseguiu aumentar minha autoestima para essa nova vida. 
Thanks Panda 


Obs::
Primeiras postagens aqui, por isso ainda levarei tempo para pegar o "jeito" com a escrita.
Bryan Collins
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Étoiles de Médici em Dom 08 Fev 2015, 13:21

Avaliação
vamos ver como você se saiu

Bryan Collins – Para um primeiro post, Bryan, você se saiu muito bem! Conseguiu ser direto na hora da escalada, mas sem ser muito corrido, e prender a atenção do leitor (no caso, euzinha) várias vezes. Nas ocasiões em que não conseguiu, ou a frase foi muito longa (tornando assim cansativo) ou o 'excesso' desnecessário de vírgulas, que criou assim muitas 'pausas' na leitura, a tornou chata. Deu pra entender? Peço para que se atente mais nisso em seus próximo textos, melhorará e muito seus posts. No mais, não encontrei nenhum errinho besta de digitação, apenas uma ou duas palavras que deveriam ter sido acentuadas, mas não foram, além de algumas frases que você poderia ter escrito de uma maneira melhor, tornando-as assim mais coerentes, cito como exemplo a frase: [...] não é como se eu posso me machucar como na Arena [...]. No mais, meus parabéns! Continue treinando, você tem potencial.

Coerência: 45/50
Coesão, estrutura e fluidez: 22/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Organização e ortografia: 8/10
Total: 90 XP
ATT POR POSEIDON
att @ sa!
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Re: Complexo de Escalada

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