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Complexo de Escalada

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Complexo de Escalada

Mensagem por ♦ Eos em Dom 20 Out 2013, 01:55

Relembrando a primeira mensagem :





- - - - - - - - - - - Complexo de Escalada


Aqui, fica a área de treinos de escalada para os semideuses, com paredes e equipamentos de diversos níveis.

O Nível 1 possui paredes simples, com todo o equipamento disponível: cadeira de escalada, cordas, mosquetões, freios. Um instrutor está sempre por perto. Aqui, não há armadilhas nem nada danoso - o objetivo é ensinar o básico apenas, começando a desenvolver as habilidades para os níveis seguintes. Tamanho do percurso: 15m, sem armadilhas, pedras soltas nem lava. Os 3 metros finais são ligeiramente inclinados, mas não de forma extrema.

O nível 2 começa a apresentar dificuldades. Aqui, agarras que se soltam servem de armadilha e pequenos pedregulhos podem cair sobre o escalador, atrapalhando a rota. Passa a 20m de escalada, mas a inclinação final é mais pronunciada que a anterior.

O nível 3 ainda é muito parecido com o anterior, mas filetes de lava são acrescentados à escalada, exigindo agilidade tanto de movimento quanto de análise, para decidir por onde seguir. As agarras soltas são mais frequentes, e os pedregulhos maiores, bem como a inclinação e o percurso, que passa a 25m, com fissuras para atrapalhar, impedindo uma escalada linear.

O nível 4 é um dos mais perigosos, com tremores pela parede e uma escala maior de obstáculos, tornando os perigos mais frequentes. As armadilhas também variam, já que além das comuns, já presentes nos níveis anteriores, outras coisas podem atingir o semideus, saindo de frestas nas paredes, geralmente pequenos animais ou tocos de madeira, que os golpeiam, empurrando-os, tentando derrubá-los. 35 m de percurso, com mais inclinações e fissuras no trajeto.

Opção: Escalada móvel - Paredes como nos níveis anteriores, mas sem agarras ou pontos artificiais de segurança. O escalador deve usar pontos naturais ou criar os seus com equipamentos. No caso de pardes duplas com esse recurso, o tempo é dobrado, pela necessidade de estar sempre criando um apoio, que torna o processo de escalada demorado.

Opção: Variações naturais - Algumas paredes foram elaboradas para simular condições naturais, como pedras limosas, que dificultam o equilíbrio, ou rajadas de vento e areia, que atrapalham a visão, e etc. É um pequeno dificultador que complementa os níveis anteriores, tornando-os mais difíceis. Abaixo, uma parede com variação expecífica:

* Parede de gelo: Encantada como uma superfície gelada, é recoberta de neve e gelo. Suas pedras, cobertas pelo elemento, são extremamente afiadas, e o equilíbrio é dificultado. Pedregulhos e pedras soltas ainda existem mas, em vez de lava, essa parede dispara estilhaçõs de gelo de tempos em tempos, que ferem como metal afiado, e em vez de poeira um pó brilhante circula o ambiente, podendo cegar o escalador. Exige equipamentos diferenciados, e não possui apoios artificiais, apenas saliências rochosas comuns.

Opção: Parede dupla - Cada um dos níveis anteriores também tem a sua versão dupla, onde uma parede de nível de dificuldade igual vai se aproximando aos poucos. O tempo de aproximação varia pelo nível de dificuldade, indo de 10 a 30 min.

Opção: Solo - escalada sem equipamento de segurança. Apenas os mais experientes fazem isso, já que uma queda pode ser fatal. Encontrada nas versões anteriores.

Túnel de escalada - Elipse de 15m de altura, o túnel é um percurso recurvado. O escalador sobe por dentro, devendo ir acompanhando a inclinação, chegando a ficar de cabeça para baixo no ponto mais alto. Requer mais técnica que a parede normal, e pode ser encontrado nos 4 níveis, mas sua altura não se modifica. obviamente, não existe um "túnel duplo".

Boulder - Diferente das versões anteriores, esse percurso não possui agarras, sendo apenas um amontoado de rochas grandes, em blocos, de difícil percurso. Aqui, cordas e equipamentos similares de apoio não são permitidos - exceto equipamentos de proteção, como capacete, joelheira e cotoveleira. O objetivo da escalada boulder é treinar a força, e não resistência ou agilidade, por isso não apresenta armadilhas. O solo ao redor é forrado de amofadas de queda, para amortecimento. Altura de 7,5m.

Percurso de Parkour - Estrutura que simula obstáculos comuns em cidades e fachadas normais, como prédios, casas, muretas, etc. Não é apenas uma construção - são várias, mas de altura não mais que mediana - no máximo 8m. Contudo, exige agilidade, não faz uso de cordas (mas capacetes, joelheiras e etc podems er utilizados) e em geral o tempo é cronometrado. É privilegiado a capacidade de saltar entre um obstáculo e outro, usando-os de apoio, do que a escalada em si. Bom para se familiarizar com ambientes que podem ser encontrados em cidades, auxiliando futuramente em situações externas, já que treina rapidez, raciocínio e capacidade de avaliação de distância e cálculo de movimentos.

- - - - - - - - - - - Observações


Sejam coerentes ao descrever seus obstáculos de acordo com seu nível e experiência, e lembrem-se que perícia em escalada, para quem possuiu, é apenas uma facilidade maior, mas não significa conhecimento instantâneo ou infalibilidade;

Os danos são puramente interpretativos - assim como a Arena, a escalada não rende ferimentos ou perda de HP/ MP;

A recompensa máxima não varia - independente do nível, o máximo ganho será de 100 xp (um nível). A divisão é apenas para fins interpretativos e de coerência, considerando que é mais do que natural que personagens de níveis diferentes desenvolvam atividades diferenciadas - lembrando que um novato que nunca viu tal coisa estaria praticamente cometendo suicídio ao tentar escalar uma parede de nível 4 sem o mínimo de noção da atividade;

A avaliação é feita de acordo com os critérios do fórum;

É permitido postar uma vez a cada avaliação.

O player deve especificar qual o tipo de parede e quais variações utilizadas.






SHINJI @ OPS!
♦ Eos
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Catherine Blake em Qui 26 Fev 2015, 14:15



Primeira Escalada


Se você já se sentiu tão perdido que nem sabia mais direito quem era. Bem-vindo ao meu novo mundo. Eu já estava ali há algum tempo, mas passava a maior parte dos meus dias na calmaria do chalé IV. Tudo aquilo do acampamento ainda meio que me assustava um pouco, por isso não havia conhecido muitas partes do acampamento, contudo havia uma área que queria e muito conhecer.

Esta área era uma das mais temidas para alguns: o complexo de escalada. Não havia ido até lá, até hoje, mas sempre adorei coisas perigosas. De uma certa forma o perigo me atraia, ainda mais se tinha a ver com altura. O motivo de ter ido lá era um desafio que meus irmãos haviam me feito e como nunca fugia de um desafio aceitei. Não só meu orgulho, mas também minha honra estaria em jogo e eu não iria falhar.

Desta forma, pouco depois do café da manhã, já me encontrava no complexo de escalada com meus irmãos a tira colo. Um filho de Zeus, provavelmente o instrutor, veio ao nosso encontro assim que nos notou.

-Olá, bem vinda, novata -disse ele com um sorriso simpático no rosto. -Sou Travis e serei seu instrutor hoje.

Olhei apreensiva para as paredes de escalada, algumas apresentavam pedras, agentes naturais e algumas com ...lava?!Que tipo de parede de escalada tem lava?!

Como era minha primeira vez ali, tive de me contentar com a parede de escalda nível um que era mais fácil e menor do que as demais; além de não haver lava, nem pedras diferentes ou qualquer coisa do tipo para me atrapalhar. Ela era simples, sem nenhuma armadilha, mas ainda assim era um desafio subi-la por ser um pouco íngreme no fim. Ali perto havia o material necessário para escalada que Travis logo me ajudou a vestir, enquanto meus irmãos faziam apostas entre si durante o processo. Argh! Eles me pagariam caro por aquilo depois!

Uma corda bem presa e ligada no mosquetão em mim seguia até o topo do paredão, e, de lá, presa numa polia fixa, descia até o instrutor, responsável por impedir a queda do praticante de escalada, no caso eu.

Me aproximei lentamente da parede de escalada, com meus irmãos gritando meu nome veementemente. Ok, não parecia ser tão difícil assim, eu poderia conseguir. Não desistiria logo agora, se assim o fizesse seria muito zoada.

Não tendo muita escolha, coloquei as duas mãos e os dois pés nos apoios mais baixos e comecei a longa subida. Agora eu mostraria quem eu realmente era. Meus irmãos sorriram e gritavam encorajamentos para mim lá de baixo enquanto Travis controlava a corda para que ficasse esticada.

Comecei lentamente, tomando o máximo de cuidado para não cair ou escorregar das pedras, sempre checando se meus pés e minhas mãos haviam conseguido o apoio como deveriam. Olhava o tempo todo para cima, focada no meu objetivo. Não porque tivesse medo de olhar para baixo, mas se olhasse me desconcentraria e com certeza cairia.

De pouco a pouco fui aumentando a minha velocidade de escalada, conforme ia ganhado confiança no que fazia, me concentrava ao máximo no apoio áspero sobre minhas mãos e pés que trabalhavam em sincronia. Mas havia um pequeno problema chamado cansaço, não estava muito acostumada a este tipo de atividade, logo meus braços já ardiam com o cansaço. Sentindo a dor me forcei a continuar, agora já estava há uns oito metros do topo da parede.

Eu arquejava com a dificuldade de subir, quando por acidente acabei errando a mão esquerda que escorregou para fora do apoio e consequentemente meus pés também, pois eu fazia os dois movimentos praticamente juntos. Fiquei pendurada somente por uma mão, enquanto sentia o aperto de Travis aumentar na corda e ouvia alguns ruídos de tensão que se instalaram entre meus irmãos. Eu não ia cair dessa estúpida parede agora quando faltava tão pouco! Não iria ser vencida assim tão fácil! Com essa determinação e ignorando a enorme dor que havia em meu braço direito, lancei minha mão esquerda para cima e com a ajuda da direita consegui me firmar novamente, logo conseguindo com meus pés também.

Comecei a subir novamente, no mesmo ritmo do início. Teve mais alguns deslizes, todavia nada que oferecesse risco de queda. Enfim cheguei nos últimos 3 metros, estava muito perto do topo, no fim havia apenas uma leve inclinação, mas nada que dificultasse a subida, portanto conclui com êxito a escalada.

Meu coração praticamente parecia que sairia pela boca com toda aquela adrenalina que agora percorria todo o meu corpo, o que me fazia sorrir loucamente, enquanto lá em baixo meus irmãos comemoravam. Yeah! Eu havia conseguido escalar mesmo contra todas as expectativas dos outros. Admirei por um minuto a bela vista do acampamento, até que simplesmente pulei lá do alto, caindo devagar até o chão, devido a Travis. Todos me aplaudiram, parabenizaram e elogiaram quando cheguei ao chão. Depois de agradecer a Travis por tudo, segui junto com meus irmãos, rumo ao chalé VI, transbordando de realização e adrenalina. Se tinha algo que eu tinha certeza, é que faria aquilo de novo.


Esse é meu post de número {00}. O tempo está {chuvoso}, e estou usando {isso}, estou falando com {alguém/sozinha}. Estou postando {lugar}.


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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Rodie Weashnoff em Dom 08 Mar 2015, 12:38



Herdeiro do Sono
Rodie Weashnoff - Filho de Hipnos - Primeira Escalada
"Bom dia, paredão". Eu disse, olhando fixamente para aquele complexo interminável de paredes e acessórios mortíferos de treinamento. Era chegada a hora de me aventurar pela primeira vez na parede de escalada do camping, após exatas dezoito horas descomunais de sono - uma das vantagens de ser descendente de Hipnos: dormir como se não houvesse amanhã.

Suspirei e continuei calado, fitando os limites do primeiro nível da parede, imaginando e detalhando mentalmente todos os desafios que me aguardavam. Alguns segundos depois, tratei de esquecer os devaneios e me dirigi até a área aonde estavam os equipamentos de segurança. "Falarão que sou um medroso, mas pouco importa. Uah!". Bocejei, olhando em volta enquanto trajava o capacete e o cinto de segurança. Não iria tentar de forma alguma, já na primeira vez, me matar na escalada; sem o suporte necessário. Assim que terminei de preparar a indumentária, caminhei novamente até o limite do nível inicial e deslizei as palmas sobre o pedregulho extenso, na menção de concentrar-me. Dei uma última olhada para os lados, coloquei a mão no supino que ajudava a subir há alguns centímetros do chão e... Lá vai!

Com um pouco de dificuldades, dada a inexperiência, recolhi para cima o restante do corpo, quase que tombando já na primeira tentativa. Segurei firme e estabilizei o equilíbrio, preparado para efetivamente começar a subir os primeiros metros daquela belezura de complexo. Mão direita sobe, pé esquerdo sobe. Mão esquerda sobe, pé direito sobe. Uma, duas, três ou quatro repetições e parei no primeiro marco da parede:  dois metros de altura já vencidos. Sôfrego, arfei, em busca de retomar completamente o fôlego perdido na atividade exercida. Não olhei para baixo, objetivando sempre olhar para cima para não perder o foco e me apavorar, como aprendi com o amigo de Deng. Próximos, mas não em demasia, era possível ver os veteranos do camping treinando nos níveis mais absurdos da escalada: lava jorrava, pedras rolavam e o complexo tremia. "Como é possível? Aqui não acontece nada e trinta metros para o lado parece que o mundo está acabando!". Desabafei, cético, revirando os olhos de pálpebras pesadas e engolidos em olheiras (mesmo após tanto descanso; uma característica peculiar). No momento seguinte, quando já recuperado parcialmente dos primeiros dois metros, resolvi continuar a minha aventura matutina.

Mão, perna, pé, tronco, mão novamente. Eu executava cada movimento necessário para alcançar nova "altitude". (...). E assim foi: até o marco de dez metros de altura, intercalei os movimentos característicos e básicos da escalada com a desastrosa imperícia de principiante. Inclusive é salutar citar que, em meados dos 7m, quase desprendo o cinto de segurança por me balançar demasiadamente e me espatifo lá no chão, no gramado. Por sorte, alcancei desesperadamente um supino próximo, angariando aquele acessório com toda a força que possuía nos braços, afim de ficar são em salvo, colado na parede. Dado por vencido - e, ou melhor, por satisfeito - tratei de deslizar para a plataforma mantida nos dez metros do primeiro nível, utilizada para quem quisesse terminar por ali mesmo.

Exausto, deitei de costas para o chão terroso e frio, olhando para o céu azul com um sorriso de vitória estampado no rosto, contrastando com os inúmeros pingos de suor que escorriam pelas covinhas de ambas as bochechas. "Espera aí, como é que se desce desse lugar?". Pigarreei, me espantando após alguns minutos perdidos em descanso. Como eu desceria daquele lugar? Só havia aprendido os macetes para subir. Coloquei-me sentado, paulatinamente, ainda sentindo os músculos puxarem. Definitivamente tentaria de alguma forma sozinho, mesmo com o risco iminente de uma queda. De jeito nenhum clamaria para aqueles treineiros há trinta metros ao oeste, do contrário viraria chacota. "O novato que tentou escalar o nível um, conseguiu depois de tanta dificuldade e não sabia como fazer o caminho inverso", pensei.

Tentando manter a calma, empurrei as mãos contra o chão e fiz força, levantando de pé com o solavanco. "Tudo que sobe, desce. Não é mesmo, pai?". Refleti, dando uma nova olhada em direção ao céu, como se avistasse Hipnos dormindo entre as nuvens mais próximas. E então, com certo receio porém determinado, engendrei a tentativa de fazer o caminho inverso, dos dez metros de altura ao nível do chão. Se na subida começava os movimentos com a mão, tentei na descida com os pés.

Pé esquerdo, mão direita, pé direito e mão esquerda. No início, tudo foi dando certo, até que coloquei o pé fora do lugar necessário e despenquei do marco de dois metros para baixo. O resultado? Era de se esperar: um estrondo, risos intermitentes ao longe - dos veteranos que assistiram a queda - e um ego ferido, além de diversos cortes e machucados. "Porcaria. Eu sou um animal, mesmo!". Rosnei com ódio de mim mesmo, completamente dolorido. Por sorte, um veterano mais receptivo seguiu em meu encalço para me ajudar a levantar e me acompanhou até a tenda de Kristy Grandine, uma das curandeiras de Asclépio. Teria de cuidar dos ferimentos.

Porém, não obstante, entre mortos e feridos, todos se salvaram: eu havia completado o primeiro treinamento de escalada, mesmo virando a chacota do complexo.
Thanks Panda
Rodie Weashnoff
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Rhydian Fraser em Ter 10 Mar 2015, 09:37


Avaliação — arena




Ahoy, sister! Então, como foi a primeira escalada, devo dizer que você se saiu bem.
Você se manteve coerente durante a narração - tanto nas descrições quanto ações - e expôs certa dificuldade (o que é muito coerente e normal para a primeira escalada) para a personagem chegar até o topo. Claro que você poderia ter colocado mais dificuldades, explorado melhor esse quesito, porque - creio eu - ficaria mais coerente e realista.

A leitura fluiu com facilidade, o texto foi bem estruturado, mas logo no início você quebrou uma frase:

  • "Se você já se sentiu tão perdido que nem sabia mais direito quem era. Bem-vindo ao meu novo mundo." - Note que o ponto deixou a primeira frase sem sentido, quebrada; então, como sugestão de correção: "Se você já se sentiu tão perdido que nem sabia mais direito quem era, seja bem-vindo ao meu novo mundo."


Você cumpriu com o objetivo do treino de escalada, então não tenho o que comentar sobre isso.

E quanto à ortografia e etc, não encontrei erros ortográficos, mas encontrei erros relacionados ao tempo verbal.

  • "Não desistiria logo agora, se assim o fizesse seria muito zoada." - Sua narração foi realizada no passado, Cath, e o "agora" remente à ideia de presente. Sugestão: "Não desistiria logo naquele momento, porque, se assim o fizesse, eu seria muito zoada."
  • "Agora eu mostraria quem eu realmente era." - Mesmo erro. Sugestão: "Era o momento certo para mostrar quem eu realmente era."
  • "Mas havia um pequeno problema chamado cansaço, não estava muito acostumada a este tipo de atividade, logo meus braços já ardiam com o cansaço." - Neste caso, o erro se encontra em "este tipo" porque, mais uma vez, você misturou o presente com o passado. Sugestão: "[...] não estava muito acostumada a aquele tipo de atividade, então meus braços já doíam devido ao cansaço."
  • "Sentindo a dor me forcei a continuar, agora já estava há uns oito metros do topo da parede." - Mesmo erro citado anteriormente. Sugestão: "Forcei-me a continuar, mesmo sentindo dor, uma vez que eu já estava a aproximadamente oito metros do topo da parede."
  • "Eu não ia cair dessa estúpida parede agora quando faltava tão pouco!" - Mesmo erro já citado. Sugestão: "Eu não ia cair daquela estúpida parede logo quando faltava tão pouco!"
  • "Meu coração praticamente parecia que sairia pela boca com toda aquela adrenalina que agora percorria todo o meu corpo [...]" - Idem. Sugestão: "Meu coração praticamente parecia que sairia pela boca com aquela adrenalina que percorria todo o meu corpo [...]"


É isso, sister. No geral, foi um bom treino. Como você deve ter percebido anteriormente, você usou muito a palavra "agora", mesmo narrando no passado, então fique mais atenta a tal erro e também às repetições de palavras (busque sinônimos). Parabéns e até a próxima!

Coerência: 45/50
Coesão, estrutura e fluidez: 20/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 5/10

Total: 85 xp.





Ahoy, mate! Não tenho muito o que comentar, então serei breve. A coerência esteve presente durante toda a narração, tanto nas descrições quanto nas ações; o texto foi bem estruturado, com parágrafos bem divididos e frases completas; cumpriu com a proposta do treino de escalada e não cometeu deslizes ortográficos.

Rodie, você escreve muito bem - e não falo isso por causa do seu vocabulário (o que, bem, pode atrapalhar o leitor se este não possuir um vocabulário tão amplo) -, o que fez a leitura fluir com facilidade. Só deixo a dica de: tente não usar palavras difíceis, mas procure utilizar sinônimos mais simples. Deixa o texto mais limpo e fácil de ser compreendido. Isso não é um erro ou um problema, de fato, mas nem sempre o narrador terá um arquivo de palavras diferentes - o que poderá acarretar em desconto por fluidez e você não poderá culpá-lo.

No mais, parabéns pelo treino e continue escrevendo bem.

Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 10/10

Total: 100 xp.


PS: Clique no nome do personagem avaliado para ir à ficha.

~Avaliação feita por Rhydian Fraser, qualquer reclamação: MP. Parece que isso rimou. Aguardando att~
Rhydian Fraser
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por 112-Ex-Staff em Qua 11 Mar 2015, 14:08

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Amber Niemseck em Qua 01 Abr 2015, 14:47


OH! I REALLY LIKE TO CLIMB...



— E aí? Queres ficar parada só olhando ou tomará coragem? — Fui interrompida por uma voz longa e grave. Olhei para trás e percebi que era um homem mais maduro e imponente, digamos assim. Imediatamente tratei de identifica-lo como o instrutor de escalada. Bom, eu estava totalmente perdida de curiosidade e medo desde quando cheguei até o complexo, alguns minutos atrás. Desde longe consegui ver inúmeros semideuses tentando escalar aquele desafio ambulante, em níveis inacreditavelmente perigosos. Eu me contentaria com o primeiro nível, claro. Eu nunca havia escalado no Acampamento, mas mesmo sendo o nível um, me causava certo frio na barriga.

— Ah. Desculpe! Eu estava olhando e... — Suspirei, atônita. Analisei com mais afinco o primeiro grau da parede de escalada, enquanto o instrutor me passava os primeiros ensinamentos sobre esta. Não escondo que fiquei preocupada, mas talvez me saísse melhor do que um novato qualquer, visto meu desejo por desativos e a flexibilidade angariada com o ballet. E melhor: fazia tudo sem cordas de proteção ou se quer apoiadores de pé. — Seguinte. Não gosto de corpo mole. Se quiser escalar, terá que se provar valente. Como é de praxe, novatos começam no primeiro nível. — Ele disse, e eu engoli em seco após constatar a rispidez do homem. — Nível um. Sem lava e cheio de proteções. Resumindo: sem graça. Eu estou aqui para ajudar. São quinze metros redondos com uma inclinação boba no topo. Vai aguentar, florzinha? — Ele me disse, terminando com uma risada irônica e macabra, como aquelas de filme.

”Florzinha? FLORZINHA?”, quis esganá-lo em minha mente, trincando os dentes com ódio. Fechei os punhos e mordi os lábios, evitando que alguns palavrões fossem despejados no ar. Sinceramente, aquilo havia se tornado pessoal. Ninguém me chamava de florzinha. Ninguém. — Hahaha. —  Apenas respondi com uma risada falsa e irônica, tentando me conter para não pular no pescoço do próprio instrutor. Eu mostraria para ele quem era a florzinha. ”Florzinha velha e pelancuda”, pensei sobre o indivíduo. Sem muita espera e ainda com a raiva exposta no semblante, me adiantei e comecei a trajar os aparatos de proteção, instalando um a um em meu corpo. Primeiro as cordas de segurança, depois fiz um ajuste em meu tênis, certificando-me de que estava bem amarrado. Posteriormente, deixei de lado a importância que eu dava à marra do instrutor e pedi auxílio na hora de colocar os freios adicionais.

— Pronto. Está devidamente equipada para não cair e se esborrachar. Coloque um pé, uma mão, o outro pé e depois a outra mão, sucessivamente. Quando chegar aos quinze metros finais, me surpreenda. — Ele piscou para mim, e eu revirei os olhos com desdém. Fiz o combinado, me agarrando aos apoios da parede, um de cada vez. Nos metros iniciais, possuí certa dificuldade, até me adaptar com o atrito entre eu e a parede. Em uma das passadas de pé para outro apoiador, quase me desequilibrei, retrocedendo dois espaços para baixo. Naquele momento, aquela maldita palavra dita pelo instrutor latejou em uma minha mente. ”Florzinha. Florzinha”, droga! Rangi os dentes e tentei me manter confiante, subindo mais rápido do que o costume. Em poucos minutos eu recuperei os apoiadores perdidos e retomei o tempo avantajado de escalada. Superando paulatinamente a dificuldade com a estrutura do complexo, fui demonstrando mais agilidade e certeza, durante cada passo ou invertida.

Logo, passando-se mais alguns minutos de escalada, passei a empregar algumas técnicas que aprendi subindo árvores, o que fez com que eu conseguisse pular um ou dois apoiadores e me aproximar dos quinze metros finais de prova; no nível um. Olhei para baixo, o que certamente foi um erro. O instrutor estava lá, com um sorriso cínico em seu semblante, esperando que eu caísse ou pedisse para sair. Não vou mentir que fraquejei, afinal, eu ainda tinha um pouco de medo de altura, desde a minha infância. Fui perdendo o medo enquanto subia em árvores com papai, entretanto, exposta a tantos metros de angústia, não era nada fácil aguentar toda aquela situação. Desviei o rosto e encostei-o entre os meus braços, segurando firme nos apoiadores, todavia bastante suada, o que dificultava ainda mais. Respirei, tentando me manter firme. Eu estava consciente que não podia desistir naquela hora, ou se não seria sempre taxada como florzinha. Respirei, respirei e respirei, além de contar até quinze em minha mente.

Pensei em tudo que me ocorrera e a luta que empenhei até chegar ao Acampamento, com a ajuda de Mark Niemseck, meu pai; em busca de inspiração, força e foco. — F-força, Amber. Falta pouco! — Sussurrei para mim mesma, arriscando os novos passos. Segurei firme, tentando neutralizar a ação do suor em minhas palmas. Coloquei um pé para cima de um apoiador mais elevado, uma mão, o outro pé e por fim a outra mão. Assim fui tentando não pensar em mais nada se não completar a prova. Quando me dei por conta, estava exausta, e estava já nos oito metros finais. Eu nem reparei a rápida inclinação do complexo do primeiro nível, o que me surpreendeu mediante as tantas fraquejadas. Suspirei e avancei, com mais dificuldade agora que percebera onde estava. ”Psicológico, Amber. Claro!”, pensei sozinha. Escutei o instrutor tirar sarro lá de baixo, mas não dei bola. Passei a perna e executei uma nova série, chegando aos cinco metros faltantes. Não obstante, soltei um gritinho agudo e projetei o corpo para cima, empenhando toda a força que ainda tinha nos braços e pernas. Atingi a grande marca de um metro e meio por minuto, o que totalizou dois metros faltantes.

— Florzinha! Tome essa! — Me exaltei e gritei para o instrutor, escalando o que faltava. Chegando ao topo do primeiro nível, caí de cócoras, apertando o botão vermelho que delimitava o final da escalada. Deitei-me ali mesmo, em cima do topo do primeiro nível, desviando rapidamente o olhar para baixo. Notei a cara do instrutor cético, surpreso por eu ter conseguido escalar tão bem, mesmo com pressão psicológica e física. O machista enfim havia “quebrado” a cara. Descansando alguns poucos segundos lá em cima, nem me dei o trabalho de escalar o caminho inverso, e fui descendo com o auxílio das cordas de proteção e do próprio instrutor.

Ao término da descida, pisquei para o homem e me despi rapidamente dos aparatos de proteção, saindo de lá sem falar nada, apenas com um sorriso de orelha-a-orelha estampado. Fui diretamente para uma das enfermarias, extremamente exausta e mergulhada em suor. Contudo, me sentindo plena.




 tenebrae ❀ ~ editado por amber niemseck
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Alaric L. Carter em Seg 06 Abr 2015, 16:44

Avaliação


COMPLEXO DE ESCALADA

Amber Niemseck

Então, Amber, pra começar, só uma perguntinha: você é mesmo novata?
Tá, sério agora. Você escreve muito bem, guria. Estilo de narração interessante e uma personagem que foge do clichê de donzela. Não tenho muito o que reclamar, apenas chamar atenção em alguns pontos.

1- Você escreveu "identifica-lo" em uma parte. O correto seria "identificá-lo", com o acento.
2- No final do primeiro parágrafo houve a repetição do pronome "eu". No caso, você poderia omitir o sujeito em uma das duas frases, deixando o texto fluir melhor.
3- Ainda sobre a fluidez: o treino ficou um pouquinho corrido, moça. Tente dar mais detalhes e espaçamento (como dar linhas, separar alguns parágrafos). Outra dica é separar as falas do texto, colocando-as na linha abaixo do parágrafo.

Mas não se decepcione, Amber. Você é nova, e foi um ótimo treino. Não que escreva mal, como disse anteriormente. Afinal, se fosse assim sua pontuação (que vem logo abaixo) não seria boa.


Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 21/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 9/10

Total: 95 xp

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por 112-Ex-Staff em Seg 06 Abr 2015, 19:00

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Drake O. Pyotr em Seg 13 Abr 2015, 17:01


 A Primeira Escalada
treino de resistência física


Nossa... — Exclamou Cassandra ao encarar a parede de escalada naquela tarde. A grande estrutura rochosa se erguia monumentalmente a sua frente, exalando superioridade e ruía de forma desafiante a cada passo de alguns campistas que escalavam a muralha. Em meio a devaneios a prole de Nyx pensava em iniciar um trajeto simples até o topo afinal nunca se sabe a quais tipos de situações semideuses podem ser expostos — a maioria, nada seguras. Precisava se garantir em meio ao perigo de sua nova vida e escalar aquela parede era seu mais novo objetivo.

[...]

Tudo em cima? — Questionava o jovem moreno instrutor a garota que verificava os cabos e fivelas de seu equipamento, assentindo em seguida.
Ok. É o seguinte: o trajeto é simples e não tem nenhum obstáculo. Você só precisa caminhar e manusear o seu peso através do cabo preso a sua cintura. Se tiver problemas é só gritar. Estarei te acompanhando lá debaixo.
Certo. Obrigada. — Agradeceu a garota antes de tentar dar o primeiro passo sem sucesso.
Cassandra segurava o cabo com firmeza com ambas as mãos quando tentou dar seu segundo passo — já que o primeiro havia a feito recuar — flexionando a perna esquerda e levando o pé direito em direção a rocha. O cabo repuxou, assustando por um breve instante a filha de Nyx que logo retomou a posição inicial. Mais alguns passos pesados e trêmulos definiram sua escalada lenta porém precisa. Cassandra sentia um pouco de medo e evitava olhar para baixo além de que o ranger do equipamento preso a parede apesar de ser completamente seguro não a mantinha assim. Ela imaginou por um breve instante o cabo se soltando do topo da escalada e seu corpo descendo em disparada em direção ao chão. Nesse momento seu braço fraquejou, fazendo a garota recuar alguns passos antes de travar o equipamento com o puxar forte do cabo.
Não se desespere! — Acenava o instrutor a alguns metros do chão junto a outros semideuses que acompanhavam entediados — foco na caminhada!
Ok... Foco... — Cassandra dizia a si mesma enquanto retomava a escalada.

Parecia que cada passo contra a parede rochosa levava consigo a tensão e medo que ela sentia. Apesar de curtos e tranqüilos seus passos se tornavam cada vez mais seguros de si a ponto de fazê-la se sentir mais confiante durante sua caminhada. Seus braços repuxavam o cabo com mais firmeza e intensidade, levantando seu corpo com mais facilidade e destreza. Depois de algum tempo flexionando seus músculos inferiores Cassandra finalmente se aproximava do topo da parede de escalada. Sua testa estava coberta de suor e sua trança até então muito bem presa nas costas estava se soltando. O instrutor continuava a motivar a semideusa que sentiu certa dificuldade ao se aproximar do final do trajeto que era um pouco inclinado. Ela levantou o pé direito e assim que tentou tocar a parte íngrema da escalada sua cabeça caiu para trás a fazendo ter um vislumbre da altura em que se encontrava. Seus lábios se comprimiram automaticamente e um suspiro fora reprimido. O cabo se soltou e Cassandra, assustada com a altura, desceu em disparada ao chão. Suas mãos tentaram segurar o cabo, em vão, quando a garota sentiu suas costas contra algo macio e delicado que cobriu seu corpo em alguns minutos num solavanco. A garota respirou fundo e assustada tentou se mover quando as mãos do instrutor afastaram o tecido inflado de segurança no chão da parede de escalada e a ajudaram a se recompor.

Calma, calma! Uau, que decida heim? — Brincou o instrutor que riu junto aos outros semideuses ao fundo — foi uma ótima escalada  para uma novata. Só tenha mais cuidado ao descer.
Eu me descuidei com a altura... Minha cabeça... Ao ver pelas costas me desesperei.
Acontece com os melhores montanhistas no começo. Foi um ótimo começo para uma novata. Agora tente descansar um pouco e tomar uma água.
Ok. Obrigada por me ajudar. — Disse Cassandra, sorrindo.
A semideusa se recompôs e seguiu em direção a uma pequena barraca de madeira para se hidratar e descansar num dos bancos. Havia tido um bom desempenho a início e estava determinada a ficar ali por um bom tempo com objetivo de assistir mais experientes escaladores. Estava pronta para tentar mais uma vez.


Adendos:

Habilidades Utilizadas:
Nenhuma

Armas Utilizadas:
Equipamento de escalada padrão

Observações: O desafio é o circuito de Nível 1. Tentei demonstrar a dificuldade da personagem no percurso. Utilizei o Rapel como método de escalada pois não vejo outra forma de o fazer. O cabo principal citado pela personagem é o amarrado ao equipamento na cintura da mesma. A queda ocorreu pois devido a inclinação da cabeça Cassandra se descuidou e o mecanismo no topo “descarrilou” de certa forma.  Espero que o avaliador compreenda. sz'
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Allan P. Frey em Seg 13 Abr 2015, 17:14

CASSANDRA S. GREYBACK


Olá Cassandra, primeiro gostaria de dizer que seu treino me agradou muito pela boa iniciação, porém, consegui ver erros de vírgula bem no começo, também;

"em iniciar um trajeto simples até o topo afinal nunca"
"em iniciar um trajeto simples até o topo, afinal nunca"

"escalada lenta porém precisa."
"escalada lenta, porém precisa."

Mas esses foram os únicos erros que pude encontrar, e você pode resolver com uma simples revisão do texto. Tirando isso, só posso te dar os parabéns!

Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 24/25
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Drake O. Pyotr em Ter 14 Abr 2015, 11:25


 A Segunda Escalada
treino de resistência física


E não é que você veio novamente? Seja bem-vinda novata! — O instrutor dizia animado com a notável presença de Cassandra no local de escalada.
É. Decidi encarar o desafio mais uma vez. — A garota respondia enquanto ajeitava a trança a suas costas.
Muito bem! Gosto de semideuses assim, determinados. Vamos vestir o equipamento.
Ok. — Ela sorriu antes de seguir para o estandarte e começar a ajustar o equipamento de escalada.

[...]

Conhece as regras, certo? — Questionava o instrutor moreno do dia anterior.
Sim. Se precisar, grite e tente não despencar lá de cima.
Gosto assim. Boa sorte garota! — Ele deu um tapa leve no ombro da garota que ajeitava o capacete de proteção em sua cabeça.
Obrigada. — Agradecia a semideusa.

Cassandra deu o primeiro passo firme contra a estrutura. Seu corpo estremeceu rapidamente ao se equilibrar em apenas um pé e num cabo preso ao topo do trajeto simples. Ela se lembrou da dificuldade em conseguir subir a parede no dia anterior e em sua queda. Cassandra sabia que mesmo depois de uma escalada apenas seria difícil pegar a prática. Não sentia mais o mesmo medo anterior — estava mais confiante de si, de fato — mas ainda sentia na pele a dificuldade da subida;  a medição entre força, o equilíbrio requisitado e a resistência física para equilibrar-se no terreno íngreme era essencial.

Cassandra subia devagar pela parede rochosa, sempre atenta a pequenas fissuras na rocha que uma hora ou outra prendiam a ponta de sua bota e a impediam por um breve instante. Seus passos eram calmos e vagarosos, porém precisos. Devido ao peso de seu corpo segurado pelo cabo ela precisava se atentar durante seus movimentos bruscos. Seus braços repuxavam o cabo firmemente até que a garota alcançasse quase o topo do trajeto. Cassandra conseguia ouvir o falar de alguns semideuses animados com seu desempenho e do próprio instrutor que a animava. Ela sorria enquanto se aproximava da parte curvada da parede onde havia despencado no dia anterior. Ela parou por um instante ao alcançar o final do trajeto, observando a curvatura da rocha e traçando seu objetivo: o topo da parede.

Parecia loucura, mas ela estava disposta. O cabo estava firme e levemente solto, ameaçando a segurança da prole de Nyx que pretendia saltar os últimos metros com um impulso dos pés na parede. A garota respirou fundo antes de se agachar na parede e empurrar o peso de seu corpo para trás. Sentiu uma leve brisa quando se afastou da parede e com os braços segurou a base do topo da colina. Suas pernas tremeram e procuravam desesperadamente por um local onde pudessem se apoiar. Seus braços seguravam a rocha como se fosse a única esperança de vida da garota que conseguiu depois de alguns segundos se estabilizar e sentar na muralha. O instrutor de Cassandra acenava para ela do chão e a parabenizava junto a semideuses novatos. A semideusa sorriu e seguiu em direção a outra extremidade da parede onde desceria por uma escada segura até o chão. Seu corpo estava um pouco dolorido pelo esforço físico e assim que ela retornou ao chão procurou uma garrafa d’água para se hidratar e assistir a escaladas de outros semideuses. Estava contente com seu resultado e pretendia novamente retornar ali na manhã seguinte para tentar o nível dois do percurso.



Adendos:

Habilidades Utilizadas:
Nenhuma

Armas Utilizadas:
Equipamento de escalada padrão

Observações: O desafio é o circuito de Nível 1. Neste segundo treino, tentei demonstrar a confiança e foco da personagem no percurso mas sem dispensar a dificuldade enfrentada no treino anterior. O método é o mesmo e o desafio final foi superado. Ficou bem mais curto, porém bem descrito e explicado. O método utilizado para escalar foi novamente o Rapel. Obrigada! <3
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Allan P. Frey em Sex 24 Abr 2015, 17:37

Avaliação


COMPLEXO DE ESCALADA

Ruby S. Blanchard

Cassandra/Ruby, primeiramente. Quando for alterar o nome, espere até que todas suas coisas sejam avaliadas para não causar erros, dessa vez não terá desconto pelo treino ter sido postado a um tempinho. E só não avaliei pelos cotistas. Qq
Enfim, vamos lá.

Quando li seu texto, a primeira coisa que pude concluir foi que ele foi muito corrido, tipo; "Vou fazer um treininho aqui pra ganhar uma Xpzinha."
Tente se atentar em narrar melhor seus pensamentos e sua visão sobre o que estava acontecendo, e não só o básico.
Treino simples, corrido e com erros de vírgulas, apesar de não ter erros de ortografia.


Coerência: 45/50
Coesão, estrutura e fluidez: 15/25
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Hunter Lopine em Qui 07 Maio 2015, 15:13



I Came Back
Divagações de uma semideusa filha da morte... Será apenas mais uma menina medrosa nesse mundo? Uma fraca?
Fazia tempo que eu não escalava. Lembro que esse sempre foi um dos prazeres de viver nesse acampamento. Suspiro, mas será que darei conta? Quando que me tornei assim? Tenho medo de descobrir o quão mal estou... O estrago do meu desaparecimento. Sei que já não estou forte como já fui, estou fraca em processo de cura lenta e esquisita. Sinto preguiça de tudo.... Quero ficar deitada na minha cama abraçada aos meus joelhos em posição fetal.

Ridículo. Sou a filha da morte, cara isso tem que servir de alguma coisa, certo?

Pedi, rezei e até fiz oferendar por uma luz e um caminho a se seguir.... Mas sei que os deuses não me ajudaram. Estou sozinha, meu avô desapareceu e o resto da minha família se encontra numa vala mortos. A última notícia de Hanks ele estava em Vegas, mas isso faz mais de sete meses e desde então eu sumi. Não quero pensar por onde andei, ou o que fizeram comigo enquanto estava desacordada. Sinceramente espero nunca descobrir.

Não. Preciso parar de pensar nisso. Desde de quando me tornei tão... Tão negativa?

Vou até o instrutor e pego o equipamento de segurança, ele começa a me explicar como o coloca, mas meu corpo sabe a posição certa para cada assessório. Em pouco tempo estou com o equipamento completo e perfeitamente colocado, sorrio para o instrutor, fazer algo certo me animou. – Como vê, - Digo em tom sarcástico.- não sou inútil como nós dois pensávamos! – Ajeito meu cabelo e percebo que ele me fita com cara de idiota. – Você tá babando. – Digo dando as costas para ele e me dirigindo ao meu desafio do dia.

Me aproximo da parede e pego uma agarra. Respiro fundo e tento deligar minha mente. Impulsiono meu corpo para cima, apoio minha perna esquerda na agarra para elevar meu corpo do solo. Olho para cima e com a outra mão pego um apoio mais a cima, sinto meus músculos tencionarem e arderem. A subida é lenta, uma agarra de cada vez.

A cima percebo que a próxima agarra está mais afastada das demais, terei que ‘pular’ e isso me anima de um jeito estranho. Respiro fundo, então tenciono meus pés e impulsiono meu corpo para cima. Quase não consigo agarrar o apoio, mas acabo ficando pendurada sendo que minha mão esquerda aguenta todo meu peso.

Meu braço esquerdo arde, quase me solto, mas respiro fundo. Se acalma garota, você já fez isso antes. Beleza, fecho meus olhos e tento normalizar minha respiração. Meu braço dói como o demônio, mas ignoro. Quando me sinto mais confiante abro meus olhos e sem querer vejo a distância de onde estou até o solo. Fecho meus olhos e tento fingir que essa visão não me amedrontou.

Qual é, sou a Meire Dreomir... Como monstros no café-da-manhã.  Ok, quem eu quero iludir? Respira fundo Meire.  Não pira. Não pira. Você está a alguns metros do chão, pendurada e seu braço não vai aguentar muito tempo. Não pira, garota. Você é capaz. Sim eu sou. Isso aí garota, você sabe o que fazer.

Abro meus olhos e procuro a agarra mais próxima, fica ao meu lado mas terei que ter impulso para conseguir agarra-la. Balanço meu corpo uma, duas, três vezes... Na quarta me lanço em direção a agarra. Sorrio ao agarra-la. Rapidamente apoio meus pés e minha outra mão numa agarra, espero meu braço parar de doer tanto e continuo a subida.

O suor escorre por meu rosto e encharca minha camisa. Minha testa está especialmente molhada, mas não sou louca de tentar seca-la. Nos metros finais a parede está bem mais inclinada, é com dificuldade que continuo a subida. Quase não acredito quando chego ao final.

Fico parada ali em cima, olhando as arvores e o sol no céu. O silêncio, o vento no rosto e a sensação de liberdade melhora consideravelmente meu humor. Eu sou mesmo capaz, posso estar fraca, mas é como dizem o que não te mata te fortalece! E pelo meu pai ainda não vira me buscar.... Sorrio, sempre que escalo esqueço que uso equipamento de segurança.

Ainda bem, penso sorrindo, se não usasse não poderia fazer isso... Me lanço para frente no que poderia ser uma queda vertiginosa, mas o equipamento faz com que eu caia lentamente e confortavelmente até o solo. Retiro toda parafernalha de segurança e saio em direção ao Chalé.

Poderes Passivos:
Personalidade de Ceifador {Nível 01} - Essa habilidade é praticamente um indicador das características dos ceifadores. Eles são disciplinados(Cumprem ordens e não são punidos de forma injusta), frios(Não caem em chantagens emocionais, não possuem pena), secos(Podem ser grossos e provocar a inimizade dos outros com facilidade), concentrados(Não são afetados por charme ou beleza) e focados em seu dever(Abandonam todas as tarefas para o chamado da morte). Por ser algo mutável de meio-sangue para meio-sangue, o semideus poderá escolher três características, sendo que uma delas é obrigatoriamente o foco.(OBS: Ela conseguiu se acalmar por causa disso.)

Beleza {Nível 03} - Os filhos de Thanatos herdam muitas características de seu pai. Portanto, herdam também a sua beleza. Thanatos era um deus belíssimo, e assim serão os seus filhos. Enganará pessoas com facilidade, geralmente os semideuses se sentirão atraídos pelo filho de Thanatos. (o instrutor a achou bonita por isso a cara de idiota ao olha-la).
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Min Duchamps em Qui 07 Maio 2015, 15:37


Avaliação



Meire Dreomir

Olá, Meire! Você fez um bom treino, porém houveram alguns erros como virgulas, acentuação de algumas palavras (o acento estava faltando) e a digitação errada da palavra “desligar” (você usou “deligar” no lugar) o que resultou na perda de alguns pontos. O seu treino, apesar de ter sido objetivo e possuir uma boa fluidez, ficou confuso em alguns pontos. Da próxima vez tente uma segunda leitura antes de postar o treino. ^^

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por 117-ExStaff em Sex 15 Maio 2015, 14:10

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Richard Alexander Saint em Dom 17 Maio 2015, 02:15


Primeira escalada

 Eu, ainda na minha empolgação por ser novo, decido encarar a escalada. Chegando no local, há um auxiliar que me atende:

- Boa tarde, primeira vez aqui?

- Sim, é a minha primeira vez. Gostaria do percurso mais simples, por favor!

- Nível 1, então. Venha comigo, te explicarei como funciona.
 
 Eu sigo-o para o local designado, o qual possui alguns equipamentos, dentre os quais a cadeira é o que mais me chama a atenção.

- Com essa cadeira, você vai escalar, sentando nela e puxando a corda. Note que há um freio, para caso de necessidade.

- Uma cadeira para escalar?

- Você é novo, precisa perder, primeiro, o medo de altura.

- Entendi.

 Então, eu sento na cadeira e puxo a corda, continuamente. Aproveito o recurso de frear para observar a paisagem natural do acampamento, os demais campistas conversando, treinando, contemplo essa cena inesquecível! Passa o tempo e o sol começa a se por. Nessa subida, intercalada com paradas, estou demorando muito, quase terminando, quando vejo o pôr do sol, algo magnífico a me maravilhar.

 Então, torno a subir, puxando a corda, e assim prossigo. Levo mais trinta minutos de subida, concluindo a escalada. Uma atividade simples, visto que usei vários equipamentos de suporte. Não nego que ainda não perdi esse medo de altura, e terei de refazer a tarefa mais vezes, sobretudo tive ótimas oportunidades de contemplar a beleza das alturas.
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Min Duchamps em Dom 17 Maio 2015, 11:47


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Richard Alexander Saint

Richard, a sua escalada foi bastante criativa e objetiva, porém senti falta de descrições mais detalhadas sobre os esquipamentos utilizados (afinal ficou parecendo que você usou apenas a cadeira e a corda, o que seria bastante perigoso, ainda mais para um novato. E sim, eu vi que você os citou no final do texto). Apesar do seu treino ter sido objetivo ele ficou muito curto, contendo na maior parte do texto apenas ações, o que resultou numa perda de pontos.

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Sapphire Styx em Qua 17 Jun 2015, 11:22



A workout, something new

Cheguei ao complexo de escalada quando o sol rumava ao seu ângulo mais incidente sobre o acampamento, mais ou menos o meio da manhã. Trajava a alaranjada camiseta do uniforme dali, uma bermuda jeans um par de tênis que anos atrás era branco, mas, por questões óbvios, tornou-se um misto de cinza, marrom e preto.

Recebi a orientação de que agora, como novata, deveria investir nas atividades propostas para os campistas, porque essa era a receita para uma heroína forte. Aquele fora o dia determinado para escalar.

Independente disso, sabia que, sendo um semideus, deveria estar pronto para tudo. E por isso fui até o complexo.

Instruído pelo monitor, vesti os equipamentos necessários e, depois de ter um mosquetão com uma corda preso na cinta que ia ficava em minha cintura, tive o sinal verde para começar.

Mesmo que o monitor estivesse a poucos metros de mim, segurando a outra ponta da corda que me seguraria caso caísse, ainda estava insegura.

Suspirei com calmaria, deixando a tranquilidade me dominar. Fechei os olhos e os abri somente depois de subir uns poucos centímetros, encontrando as pedras mais acima através do tato.

Não parecia complicado. Vai ver era porque o nível era o mais baixo. Mas pouco importava. Prossegui na escalada, subindo de pouco em pouco enquanto recebia oralmente os incentivos do monitor.

Em alguns momentos de hesitação, ou uma perna ou um braço escapou dos apoios na parede, mas rapidamente me prendi a ela. Quando isso acontecia, o instrutor soltava algumas onomatopeias como "Wuh!" ou "Oah!", que me faziam, mesmo que minimamente, rir. E isso era bom, pois me relaxava.

Perdi cerca de dez minutos para escalar quase que a parede toda - os últimos metros, onde existia uma pequena inclinação, deixou a escalada complicada, e por isso não a concluí. Comemorei interiormente pela conquista adquirida enquanto descia num rapel fajuto, auxiliado pelo monitor que vagarosamente soltava a corda, que, por uma polia, me devolvia ao chão.

Por fim, agradeci o rapaz com um aceno de cabeça junto dum sorriso e encaminhei-me de volta ao chalé. Ainda estava disposta para mais coisas.
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Alaric L. Carter em Qua 17 Jun 2015, 14:48

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ARENA

Sapphire Styx

Olá novamente, minha jovem cria da lua. Em termos de escrita, esse texto foi melhor que o treino na arena; porém, em termos de conteúdo, o outro fora melhor. Foi um bom treinamento este, sim, sem erros de ortografia (pelo que notei, nada a ser citado aqui) e etc - até notei que mudou o tempo verbal da narração, mas enfim. Porém, acabei por sentir que foi muito corrido, até simples demais. Tente dar uma descrição maior do local, da interação com outros e do que o próprio personagem passa, a dificuldade, o que sente, o psicólogo. Bem, é isso. Espero que melhore. Parabéns, srta. Styx!


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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Christian Brave em Seg 22 Jun 2015, 15:53

Escalada Nível 1  


Mesmo já tendo alguma experiencia, não me arriscaria a subir esta parede sem este "treino" antes. Eu não passava muito aqui, mas sempre vi pessoas caindo e se transformando em panquecas no chão então nem pensava em tentar, contudo depois de algum tempo sem ter o que fazer no Acampamento, decidi arriscar meus membros nessa escalada começando desde o inicio... Só porque estou aqui a algum tempo, não devo ir me matando.

A parede de escalada mais simples era meu alvo, e simplesmente queria chegar até o topo dela e me vencer um desafio pessoal entre outras coisas, que somente pessoas intelectuais conseguem identificar dentre suas mais diversas emoções. Sem armas para aumentar meu peso, pegaria os equipamentos simples como corda, freios caso fosse necessário impedir uma queda e me prontificaria a subir a parede que pelo visto tinha 15m. Após pedir ajuda do instrutor para colocar os itens que peguei, me prontifico a verdadeiramente começar a subir colocando minha mão na pedra mais alta que podia alcançar e pondo meu pé na mais baixa para dar o impulso da subida.

Parecia coisa de filme, mas na verdade era bem fácil quando se tinha experiencia. Depois de se derrotar harpias e treinar na Arena, subir isso daqui estava sendo moleza! Era um processo bem simples até, verificar se o apoio mais alto que você alcançava era bem fixo e dar o impulso com o pé e continuar a subida, e repetir tudo de novo... Depois de alguns minutos eu já tinha subido 7m e nem estava cansado, talvez fosse pelo fato dessa parede ser para iniciantes (como se eu não fosse um), mas eu ia muito bem e só suava um pouco em ter que fazer força para aguentar meu peso, mas não era muito gordo e não me incomodava muito.

Subindo mais um pouco eu respirava normalmente e nem sequer estava cansado, só minhas mãos tremiam doendo de força-las tanto repentinamente e com certeza nunca levantei meu próprio peso para saber que conforme passava o tempo ia piorando. Eu já via bem de pertinho o topo da parede, quando percebi uma coisa esquisita... A parede estava inclinando um pouco e eu estava vindo para trás em direção ao chão, desesperadamente jogo meu peso para frente e me misturo com a parede para não cair e sigo bem devagar o caminho até o topo da parede pedindo aos deuses proteção:

- Em nome dos Quatro Ventos, se eu cair... Deuses... Não me façam ficar um só com o chão!- Eu nem olhava para baixo, para não ver o quão eu estava longe, e não é que um filho de Éolo esta com medo de altura! Eu estava mais com medo de cair e quebrar meu corpo em três, do que qualquer outra coisa que eu imaginasse.

Assim que chego no topo da parede, tinha um vão para eu sair da parede de Escala e depois fazer o salto de volta. Logo saio dela bem calmo, como se nada tivesse acontecido e observo o céu porque mesmo mais alto do que o chão ele parecia tão longe... Levanto minha mão ao ar direcionando a uma nuvem e sorrio, pois aquele era o trabalho do meu pai: Cuidar do céu, sem ter medo de cair. Sinto-me mais confiante e feliz sobre minha vitória pessoal, eu consegui escalar a parede sem perder meus braços! Bom agora faltava a parte de voltar. Tento pensar como descer, e simplesmente viro de costas e de salto em salto e segurando a coda vou descendo (teoricamente é fácil, mas suas mãos sem luvas ficam vermelhas e ardendo depois, mas nada que o tempo não faça passar).

No chão novamente, sorrio ao instrutor agradeço pela ajuda e digo:

-Outro dia eu volto, talvez para uma parede mais complicada... Té mais!- Guardo os equipamentos, e volto ao meu Chalé pegar minhas armas e seguir a vida. Como meio-sangue devia treinar mais vezes situações esquisitas como essas.

The air you breath is mine ...  Note: Who I am? ♦
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Taylor Chainless em Seg 22 Jun 2015, 21:14

Dammed if I do ya (dammed if I don’t).
____________________________________________________________________________________
Something’s telling me to leave, but I won’t

Escalando | Nível 2 | Parede de gelo

____________________________________________________________________________________



-Então... se eu escalar uma parede congelada de vinte metros de altura, com o risco de eu cair e morrer, você não conta ao Quíron que eu congelei a privada? –Pergunto para minha meia-irmã.

-Exatamente –Diz Saphire- Se não fizer isso eu conto tudo para ele.

Fico constrangido. Mesmo que não haja uma punição por congelar privadas –Espero eu- não acho que vai ser legal o diretor de atividades do acampamento ficar sabendo que eu congelei uma privada.

-Okay, eu faço, mas se eu cair e morrer, juro que lhe amaldiçoo pela eternidade.

Ela ri, e me guia até o local. Com certeza eu conseguiria ir até lá sozinho, pois a parede de escalada é visível em toda área do acampamento. E mesmo de longe, já é o suficiente para me deixar bem afastado dela.

Ao chegar lá e dizer qual parede eu gostaria de tentar escalar ao monitor, ele me dá alguns materiais de segurança –Capacete, protetores de joelhos e cotovelos- e depois me entrega os materiais que facilitariam minha escalada –Um par de lâminas, semelhantes a mini foices e um par de botas com espinhos-. O monitor me entrega uma espécie de macacão, e nele, ele prende uma corda que está fixada no topo da parede de escalada.

Olho para a imensa parede que terei que escalar. O sol de inverno refletido no gelo atrapalha um pouco a visão, e há varias rachaduras e pedras –de minúsculas à enormes- ao longo da parede. Meu coração começa a bater mais rápido, e me questiono se não é melhor Quíron ficar sabendo que eu congelei a maldita privada mesmo.

Tateio meus bolsos e busco courage. O anel se tornou um aliado muito importante para mim, sendo que com ele posso encarar os desafios mais facilmente. Coloco-o no dedo anelar, e logo o meu coração desacelera e parecem que mil borboletas estão em meu estomago, me levando em direção da parede.

Dou um salto e cravo uma das mini foices no gelo. Antes que eu caia, prendo os espinhos da bota na parede. Estico meu outro braço o máximo que posso e espeto a segunda foice. Retiro a primeira com um puxão e dou um coice para trás, assim tirando uma das botas da parede. Repito o que fiz com a segunda foice com a primeira, prendendo-a o mais alto o possível, e cravo a bota solta no gelo, me dobrando e esticando ao mesmo tempo o máximo que posso. Tiro o pé que está mais abaixo do gelo com outro coice, e a cravo ao lado do outro pé. É um processo muito cansativo, e em poucas repetições meus músculos já estão muito doloridos e o suor está correndo livre pelo meu corpo, mesmo com o contado direto com o gelo.

Paro um pouco, para analisar outras maneiras de continuar a escalada. Subi cerca de sete metros da parede, e como onde cheguei há várias rachaduras e pedras guardo as foices, uma por vez para eu não cair. Sigo uma rachadura longa com a mão, que me permite subir quase dois metros. Ao chegar no final da rachadura, meus dedos estão muito doloridos, e meus braços parecem estar prestes a cair. Uso a foice para desesperadamente aumentar o tamanho da rachadura, mesmo sabendo que muito gelo poderia desabar encima de mim.

Por sorte, nada cai em mim e eu consigo abrir um buraco na rachadura suficientemente grande para que eu pudesse colocar meus braços dentro, descansando um pouco.

Olho para trás, e admiro uma das cenas mais bonitas que eu já vi na vida: O brilho do sol invernal se pondo banhando as colinas do acampamento, enquanto uma rasa quantidade de neve começa a cair. O lago semicongelado parece estar pegando fogo, com a luz alaranjada do sol, e a floresta parece ter uma aura mística antiga e poderosa.

Volto a mim mesmo quando sinto um tremor na minha rachadura, e quando olho para cima vejo algumas pedras desabando em minha direção. Me jogo para a direita, e a primeira pedra passa por mim. Puxo a foice do cinto a prendo na parede, enquanto as outras pedras caem. Tento continuar a escalada com as mini foices, mas como estou muito apressado e com medo que outras pedras comecem a cair, acabo deixando uma delas cair no chão.

Guardo a última foice no cinto, e continuo a escalada com as mãos, me segurando em pedras e rachaduras. Então a subida começa a ficar mais inclinada e uma neblina espessa aparece, quase que zerando minha visibilidade. Fico paralisado, pois não sei mais o que fazer. Com apenas uma foice, não sei se consigo realizar o resto do trajeto.

Ainda assim eu tento, colocando a foice o mais alto possível. Ao tentar me puxar para cima, meu braço vem para baixo, junto com a foice e um pedaço de gelo.

Durante a queda, eu penso que vou morrer, pois é isso que parece que vai acontecer. O vento passa rápido e gelado pelo meu cabelo suado, e eu consigo ver meus braços e pernas pendendo no ar, e logo acima a corda... a corda! Sinto um puxão que tira o ar de meus pulmões e começo a balançar. No começo rapidamente, mas então o balanço se suavisa até ficar quase parado.

Uma sombra cobre a minha visão e começa a rir.

-Você parecia um frango caindo do céu
–Brinca Saphire- Bem, tire esse equipamento e vamos logo ao refeitório que estou ficando com fome.

Olho para ela desconfiado.

-Não se preocupe, não vou falar nada ao Quíron... Se você não demorar muito, é claro. –Diz ela saindo correndo.

Olho cansado para o céu, que começa a escurecer. Os flocos de neve caem em mim, e dou um grande sorriso. Acho que estou começando a realente me sentir em casa.




____________________________________________________________
Itens e poderes utilizados :
Itens:
— {Courage} / Anel [Anel feito de prata com detalhes em rubis que lembram artérias; aparentemente comum, possuía habilidade especial de, por duas rodadas, fornecer um acréscimo de 10% na coragem, na determinação e na autoconfiança do semideus, fazendo com que ele tenha um melhor desempenho nas batalhas durante as rodadas de ativação. Enquanto o efeito estiver ativo, ataques que diminuam os campos anteriormente citados - coragem, determinação e autoconfiança - têm um déficit de 10% em seus efeitos, desde que venham de semideuses até cinco níveis mais fortes que o usuário; acima dos cinco níveis, o efeito do anel não surtirá efeito. Só pode ser usado uma vez por ocasião, independente se o efeito foi ou não anulado por algum agente externo.] {Prata, rubis} (Nível mínimo: 3) [Recebimento: Recompensa pelo cumprimento da missão "Illusions", avaliada por Harmonia e atualizada por Odisseu.]
Poderes:
Ativos:
Nenhum.
Passivos:
Nível 1
{Resistência ao frio} Poderes baseados em gelo sempre causam 50% do dano a menos, se forem do mesmo nível ou em níveis inferiores. Poderes de água ainda os afetam normalmente. Além disso, gelo e frio naturais não afetam o semideus normalmente - ele é 5 vezes mais resistente do que um humano comum, demorando a sentir efeitos como hipotermia, mas ainda pode sofrer privações por temperaturas extremas caso a exposição seja prolongada.

____________________________________________________________


thank you secret from TPO.
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Psiquê em Sab 27 Jun 2015, 13:09


Avaliação
a mão do xp chega a tremer

Christian Brave

Olá Christian! Bem, você começa o texto já com um erro: a falta de acentuação na palavra "experiência", que acabei por ver ao longo da narração também. No mesmo parágrafo inicial você também pecou em "Só porque estou aqui a algum tempo", quando deveria ser "Só porque estou aqui algum tempo". Mais ao final do texto encontrei mais um errinho por digitação na frase "viro de costas e de salto em salto e segurando a coda". Por fim, mesmo que seja uma fala talvez característica do personagem, "Té mais!" é errado. Você poderia ter usado um simples 'Té, assim ficaria claro que é uma supressão popular da palavra. No mais, você conseguiu descrever bem as ações e sentimentos do seu personagem, coisa que poucos conseguem fazer tão originalmente. Apenas atente-se aos erros e revise seu texto com o corretor, assim alcançará a pontuação máxima.

▬ Coerência: 50/50.
▬ Coesão, estrutura e fluidez: 21/25.
▬ Objetividade e adequação à proposta: 15/15.
▬ Ortografia e organização: 4/10.
▬ Total: 90 xp


Dreny Yon

Também começou com um erro, já que deve-se usar letra maiúscula após três pontos. Você usou ao longo de todo o texto o travessão colado com as palavras, o que me deixa particularmente desconfortável ao ler. O uso de crase onde não devia também esteve presente em sua narração. Outro erro a ser apontado é em "e como onde cheguei há várias rachaduras", já que deveria ser "aonde". Uma sugestão é inverter o "me", como em "Me jogo para a direita", assim a partícula passa para a direita da palavra formando "jogo-me", tornando o texto mais bonito em questão do vocabulário. Por fim, o último equívoco foi cometido em "mas então o balanço se suavisa", onde o correto seria "suaviza", com z. Use um corretor em seus textos, assim você garante a pontuação por ortografia e organização, já que o resto creio que está no caminho certo.

▬ Coerência: 45/50.
▬ Coesão, estrutura e fluidez: 20/25.
▬ Objetividade e adequação à proposta: 13/15.
▬ Ortografia e organização: 5/10.
▬ Total: 83 xp


Dúvidas, reclamações, desabafos: MP.






Atualizados!





How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Olive C. Parveau em Dom 28 Jun 2015, 19:10


A Escalada ✫

   
   
   
A parede de escalada não era bem a atividade em terra firme que eu estava querendo depois do episódio no lago de canoagem, mas claro que eu, passando pela área da parede escalada e vendo todo aquele pessoal empenhando todos os seus esforços para conseguir chegar ao topo da torre, mesmo que alguns não conseguissem êxito na tarefa, não poderia deixar de tentar, pelo menos uma vez, realizar o tal feito.
Me dirigi até a parede mais baixa, a que era destinada aos iniciantes, onde não corria tanto risco como nas outras paredes, nas quais pedregulhos rolavam parede abaixo e lava escorregava com o objetivo de deter os semideuses que aceitavam encará-las. Ao chegar, um rapaz, que parecia ser o instrutor, ajudou-me a colocar os equipamentos de segurança e deu-me algumas orientações, enfatizando que eu poderia ficar calma que, se algo acontecesse, os equipamentos estavam ali para prevenir um acidente fatal.
Começo a escalada, dando um pequeno pulo para agarrar algumas pedras que estavam um pouco mais acima de mim e apoiando as pernas das pedras próximas da base. Como era a primeira vez que eu realizava aquele tipo de atividade, ainda exigia um pouco de esforço da minha parte, para que eu pudesse fazer a força necessária para agarrar numa pedra e “puxar” meu corpo e, desse modo, pudesse prosseguir com a escalada.
Eu mesma me considerava um tanto lenta, pois alguns minutos já tinham passado e eu ainda não tinha conseguido completar nem um quarto do percurso, mas tentei não me preocupar, afinal, tinha o dia todo para tentar concluir a atividade. Apesar de que iria parecer ridículo se eu demorasse o dia inteiro para concluir o percurso da menor e mais fácil parede de escalada. – Refleti. Assim, fui tentando aumentar levemente a velocidade, já sentindo que estava me adaptando, pois a escalada estava aparentemente exigindo menos esforço, apesar de que eu já estava relativamente ofegante.
Mais ou menos ao meio do percurso, absorta em pensamentos, principalmente sobre o dia em que tinha chegado ao acampamento, me distraí e acabei “pisando em falso”, o que causou o meu desequilíbrio e uma queda. Consegui me agarrar a algumas pedras, onde voltei a me estabilizar, felizmente não tinha caído tanto, mas o feito me deixaria, mais tarde, com fortes dores nos ombros e nas mãos. Ah, os equipamentos de segurança! Me esqueci totalmente dos equipamentos de proteção. Tanto faz... – Lembrei-me.
Depois de mais algum tempo, eu já havia conseguido chegar ao topo da parede de escalada, o que era bom. Mas a notícia ruim era que agora a parede apresentava uma pequena inclinação, mas que, apesar de ser pequena, poderia exigir um pouco mais de esforço. Eu já estava ofegante e alguns músculos começavam a doer. Preciso melhorar esse condicionamento físico. – Pensei.
Me esforçando, finalmente consegui “vencer” a parede de escalada e chegar ao topo e, ao fazê-lo, olhei para baixo, pensando: Okay... Isso é que é está a 15 metros do chão, então? Legal... Muito mais emocionante que estar a não sei quantos mil metros do chão dentro de um avião.
Desci em segurança até o chão, onde agradeci ao instrutor pela ajuda. Percebi que estava bastante soada. Decidi voltar ao chalé para tomar um bom banho.
So one last time, I need to be the one who takes you home. One more time, I promise after that, I'll let you go

Esse template foi feito pela clumsy do SA

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Allan P. Frey em Dom 28 Jun 2015, 19:39


Avaliação
a mão do xp chega a tremer

Olive C. Parveu

Oi, Olive, então, não sei se você é novata ou fake de alguém, mas só queria te dar os parabéns e dizer que se for novata, continue assim. Seu treino foi bem elaborado e mesmo sendo pequeno ele não forçou a barra e pareceu algo corrido. O único erro que consegui achar foi a falta de um "de" ""em passando pela área da parede escalada"".
Parabéns, novata!

▬ Coerência: 50/50.
▬ Coesão, estrutura e fluidez: 25/25.
▬ Objetividade e adequação à proposta: 15/15.
▬ Ortografia e organização: 9/10.
▬ Total: 99 xp






Atualizada!


Allan P. Frey
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Noak Rupprecht Bleecker em Sex 17 Jul 2015, 16:05



ESCALANDO...
- PAREDE DE ESCALA NÍVEL UM -

Desde que eu entrei nesse acampamento muitas idéias que me parecem ser boas deixam de parecer assim que eu começo a colocar a coisa toda em prática.

Ali estava eu. De pé, olhando para o topo da parede de escalada. Eu sou péssimo em definir qualquer tipo de medida e sei que quando se está muito perto as coisas sempre parecem maiores, mas eu era bom em medidas o suficiente para saber que cair dali iria doer e doer MUITO! A naturalidade com que alguns campistas estavam escalando me deixou um pouco mais tranqüilo.

Tranquilidade essa que durou até eu ver um pedregulho cair de lá de cima seguido por um jato de lava. O campista alvo desviou por pouco passando para os pontos de apóio da direita, mas mesmo assim acho que aquilo foi o suficiente para uma tarde. Com uma velocidade que só poderia ser conseguida pelo desespero de uma fuga ele foi descendo para o chão e partiu para algum outro lugar.

Olhei para o céu em busca de algum motivo para não fazer aquela escalada. Havia um sol brilhante, poucas nuvens brancas, uma brisa quase inexistente e um infinito céu azul claro. Era um belo dia para uma queda. Suspirei profundamente. Vocês podem dizer algo como “Se não quiser é só não ir.”, mas eu estava ali treinando para ser um guerreiro, um herói. Vai saber quando eu terei que escalar uma parede para resgatar alguém ou alguma coisa enquanto me atiram pedras e lava?

Com esse pensamento em mente dei os passos finais até o instrutor e os equipamentos. Enquanto eu os colocava o instrutor passava as indicações para novatos, mas eu não consegui prestar muita atenção. Estava um pouco nervoso, admito, e não tirava os olhos da parede. Observei os pontos de apoio. Havia diversos deles espalhados e eu não fazia a menor idéia de por onde começar. Comecei do lado esquerdo da parede. Escolhi um apoio para o pé direito primeiro, na altura do meu joelho. Fiz força e ergui meu corpo logo esticando o braço esquerdo e segurando em uma fresta para me apoiar. Minha mão direita encontrou outra fresta e tateei com o pé esquerdo até conseguir achar um apoio. Infelizmente o apoio estava bem mais alto que o do pé direito.

Lá estava eu, grudado na parede como uma lagartixa. Sorrindo ao imaginar a cena para quem estivesse observando. Olhei para ver o instrutor, mas ele já havia retornado ao seu posto e parecia não estar nem um pouco interessado no que eu fazia. Dei com os ombros e segui minha escalada.

Aproveitei o apoio mais alto da perna esquerda e fiz força para subir, com minha mão direita peguei o primeiro apoio logo acima. Aquela parecia ser a receita certa. Um membro de cada vez. Com o pé esquerdo impulsionando e a mão direita com um local apropriado para me apoiar eu podia vasculhar a parede com a mão esquerda tranquilamente. Com os três membros seguros podia mover outro pé para um apoio mais alto e assim conseguir avançar.

Repeti o processo. Dessa vez resolvi planejar o que iria fazer, subi com os olhos para o alto e nesse exato momento tomei uma pequena pedra bem no meio da testa. Com o susto eu me soltei e cai. Meu corpo doeu com o solavanco da corda, minha cabeça girava um pouco. Praguejei enfaticamente

- Tudo bem ai? - Ouvi o instrutor perguntar num tom que não tinha um pingo de preocupação. Ele deve ter visto que eu não havia subido o suficiente para me machucar.

- Sim, só com o orgulho ferido. - Ele riu com o comentário. Agora era questão de honra. Novamente comecei a subir e dessa vez cheguei à mesma altura em segundos. Diferente da ultima vez eu já comecei olhando para o alto. Comecei a planejar a subida, olhava um apoio, verificava se estava firme e seguia com a mão até lá e ia subindo lentamente usando os apoios que eu já havia testado.

Olhei para baixo depois de avançar pelo menos três vezes. Eu não fazia idéia de que altura estava, mas com certeza já havia passado a minha altura. Quando olhei para cima uma pedra vinha em minha direção. Não era muito grande, do tamanho de uma bolinha de golfe. Colei o rosto na parede rapidamente e senti ela bater no topo da minha cabeça, praguejei e olhei para o lado.

Com cuidado estiquei a perna direita procurando um apoio firme. Logo encontrei então fui com a mão direita em busca de onde segurar e segui ficando no meio da parede. Durante o movimento outras pedras caíram me errando por pouco. Com um sorriso um pouco confiante estiquei a mão para iniciar uma nova subida e mais duas pedras me atingiram. Essas eram um pouco maiores, uma pegou no meu ombro e outra no braço. Amaldiçoei mentalmente quem havia inventado aquela parede, mas me desculpei logo em seguida caso tivesse sido algum dos deuses. Achei melhor optar por subir e ir mais para a direita, busquei um apoio mais alto para a mão e assim que o encontrei busquei um outro para o pé direito, mais pedras caíram.

Com aquele movimento eu não subi muito, mas cheguei ao canto direito da parede. Eu estava ofegando, meus ombros doíam onde foram atingidos pelas pedras e minhas pernas começavam a tremer pelo esforço. Aquele tipo de exercício era muito mais desgastante do que eu imaginava. Claro que ter passado a manhã treinando com a espada também não ajudava muito.

Foi quando eu estava pensando em descer que um pedregulho maior que os últimos me atingiu no ombro esquerdo fazendo com que minha mão escapasse do apoio. Desequilibrei-me, o pânico irracional pela queda eminente se apoderou do meu corpo e eu segurei com todas as forças com a outra mão. Consegui voltar a ficar colado na parede agora ainda mais ofegante do que antes. Olhei para baixo e a altura que eu atingi me pareceu bastante razoável para uma primeira vez. Não me fiz de orgulhoso, iniciei uma descida lenta e cuidadosa com direito a mais algumas pedras na cabeça.

Agradeci o instrutor e me despedi prontamente. Foi uma boa experiência, mas iria demorar um pouco até eu voltar ali.

Noak Rupprecht Bleecker
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por 111-ExStaff em Sex 17 Jul 2015, 16:24

Avaliação

Os únicos erros que eu pude perceber foram em acentuação: você escreveu "idéias", "tranqüilo" e "apóio", palavras que na nova ortografia não possuem os acentos que foram colocados. Fora isso, achei seu treino bastante criativo e detalhado, então gostei muito.


▬ Coerência: 50/50.
▬ Coesão, estrutura e fluidez: 25/25.
▬ Objetividade e adequação à proposta: 15/15.
▬ Ortografia e organização: 7/10.
▬ Total: 97 xp

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Re: Complexo de Escalada

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