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Complexo de Escalada

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Complexo de Escalada

Mensagem por ♦ Eos em Dom 20 Out - 0:55

Relembrando a primeira mensagem :





- - - - - - - - - - - Complexo de Escalada


Aqui, fica a área de treinos de escalada para os semideuses, com paredes e equipamentos de diversos níveis.

O Nível 1 possui paredes simples, com todo o equipamento disponível: cadeira de escalada, cordas, mosquetões, freios. Um instrutor está sempre por perto. Aqui, não há armadilhas nem nada danoso - o objetivo é ensinar o básico apenas, começando a desenvolver as habilidades para os níveis seguintes. Tamanho do percurso: 15m, sem armadilhas, pedras soltas nem lava. Os 3 metros finais são ligeiramente inclinados, mas não de forma extrema.

O nível 2 começa a apresentar dificuldades. Aqui, agarras que se soltam servem de armadilha e pequenos pedregulhos podem cair sobre o escalador, atrapalhando a rota. Passa a 20m de escalada, mas a inclinação final é mais pronunciada que a anterior.

O nível 3 ainda é muito parecido com o anterior, mas filetes de lava são acrescentados à escalada, exigindo agilidade tanto de movimento quanto de análise, para decidir por onde seguir. As agarras soltas são mais frequentes, e os pedregulhos maiores, bem como a inclinação e o percurso, que passa a 25m, com fissuras para atrapalhar, impedindo uma escalada linear.

O nível 4 é um dos mais perigosos, com tremores pela parede e uma escala maior de obstáculos, tornando os perigos mais frequentes. As armadilhas também variam, já que além das comuns, já presentes nos níveis anteriores, outras coisas podem atingir o semideus, saindo de frestas nas paredes, geralmente pequenos animais ou tocos de madeira, que os golpeiam, empurrando-os, tentando derrubá-los. 35 m de percurso, com mais inclinações e fissuras no trajeto.

Opção: Escalada móvel - Paredes como nos níveis anteriores, mas sem agarras ou pontos artificiais de segurança. O escalador deve usar pontos naturais ou criar os seus com equipamentos. No caso de pardes duplas com esse recurso, o tempo é dobrado, pela necessidade de estar sempre criando um apoio, que torna o processo de escalada demorado.

Opção: Variações naturais - Algumas paredes foram elaboradas para simular condições naturais, como pedras limosas, que dificultam o equilíbrio, ou rajadas de vento e areia, que atrapalham a visão, e etc. É um pequeno dificultador que complementa os níveis anteriores, tornando-os mais difíceis. Abaixo, uma parede com variação expecífica:

* Parede de gelo: Encantada como uma superfície gelada, é recoberta de neve e gelo. Suas pedras, cobertas pelo elemento, são extremamente afiadas, e o equilíbrio é dificultado. Pedregulhos e pedras soltas ainda existem mas, em vez de lava, essa parede dispara estilhaçõs de gelo de tempos em tempos, que ferem como metal afiado, e em vez de poeira um pó brilhante circula o ambiente, podendo cegar o escalador. Exige equipamentos diferenciados, e não possui apoios artificiais, apenas saliências rochosas comuns.

Opção: Parede dupla - Cada um dos níveis anteriores também tem a sua versão dupla, onde uma parede de nível de dificuldade igual vai se aproximando aos poucos. O tempo de aproximação varia pelo nível de dificuldade, indo de 10 a 30 min.

Opção: Solo - escalada sem equipamento de segurança. Apenas os mais experientes fazem isso, já que uma queda pode ser fatal. Encontrada nas versões anteriores.

Túnel de escalada - Elipse de 15m de altura, o túnel é um percurso recurvado. O escalador sobe por dentro, devendo ir acompanhando a inclinação, chegando a ficar de cabeça para baixo no ponto mais alto. Requer mais técnica que a parede normal, e pode ser encontrado nos 4 níveis, mas sua altura não se modifica. obviamente, não existe um "túnel duplo".

Boulder - Diferente das versões anteriores, esse percurso não possui agarras, sendo apenas um amontoado de rochas grandes, em blocos, de difícil percurso. Aqui, cordas e equipamentos similares de apoio não são permitidos - exceto equipamentos de proteção, como capacete, joelheira e cotoveleira. O objetivo da escalada boulder é treinar a força, e não resistência ou agilidade, por isso não apresenta armadilhas. O solo ao redor é forrado de amofadas de queda, para amortecimento. Altura de 7,5m.

Percurso de Parkour - Estrutura que simula obstáculos comuns em cidades e fachadas normais, como prédios, casas, muretas, etc. Não é apenas uma construção - são várias, mas de altura não mais que mediana - no máximo 8m. Contudo, exige agilidade, não faz uso de cordas (mas capacetes, joelheiras e etc podems er utilizados) e em geral o tempo é cronometrado. É privilegiado a capacidade de saltar entre um obstáculo e outro, usando-os de apoio, do que a escalada em si. Bom para se familiarizar com ambientes que podem ser encontrados em cidades, auxiliando futuramente em situações externas, já que treina rapidez, raciocínio e capacidade de avaliação de distância e cálculo de movimentos.

- - - - - - - - - - - Observações


Sejam coerentes ao descrever seus obstáculos de acordo com seu nível e experiência, e lembrem-se que perícia em escalada, para quem possuiu, é apenas uma facilidade maior, mas não significa conhecimento instantâneo ou infalibilidade;

Os danos são puramente interpretativos - assim como a Arena, a escalada não rende ferimentos ou perda de HP/ MP;

A recompensa máxima não varia - independente do nível, o máximo ganho será de 100 xp (um nível). A divisão é apenas para fins interpretativos e de coerência, considerando que é mais do que natural que personagens de níveis diferentes desenvolvam atividades diferenciadas - lembrando que um novato que nunca viu tal coisa estaria praticamente cometendo suicídio ao tentar escalar uma parede de nível 4 sem o mínimo de noção da atividade;

A avaliação é feita de acordo com os critérios do fórum;

É permitido postar uma vez a cada avaliação.

O player deve especificar qual o tipo de parede e quais variações utilizadas.






SHINJI @ OPS!
♦ Eos
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por 117-ExStaff em Dom 19 Jul - 14:11

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Joah Dongho em Qui 23 Jul - 12:58



"O teu sangue é o Néctar dos meus lábios!"


 
Ψ O Desafio da Parede Ψ
 

 A vida no Acampamento Meio-Sangue estava sendo muito excitante, claro, passei muito tempo esquecido, distante do acampamento, mas eu havia retornado. Descobrir que a mitologia era real foi algo muito incrível no ínicio, o mais incrível ainda foi saber que eu era um semideus, como Aquiles, como Perseu, incrível (eu ainda não havia compreendido o porquê de ter desistido da vida de semideus, voltar para uma vida comum foi difícil mas por onde quer que eu andasse, o sangue de um semideus continuava nas minhas veias). No início foi muito estranho, meus meio-irmãos são muito divertidos e legais, mas era difícil sentir que tenho irmãos se nem ao menos tive um pai, uma presença paterna, mas eu chegaria lá algum dia. Cada semideus tinha suas atividades para com o acampamento, deveres como em todo lugar. Para mim, precisava conhecer as localidades e me familiarizar com tudo, além de ter alguns treinamentos.
 Me disseram para analisar todos os locais para treinamento e escolher um para iniciar o dia, por mais que eu estivesse ansioso para sacudir espadas, balançar lanças, lançar flechas, o que me deixou mais ansioso foi a magnífica Parede de Escalada. Imensa, desafiadora, perigosa, interessante, foi o que eu pensei de imediato, eu queria iniciar meu treinamento ali para testar os meus limites. Recentemente os meus puros reflexos de semideus foram testados e "despertados", eu estava me acostumando com aquilo novamente e queria descobrir se a minha capacidade acima dos humanos comuns me daria sucesso naquela atividade. Me aproximei de um semideus que parecia dar orientação a alguns e cuidar de uns equipamentos.
- Hey, amigo! Poderia me ajudar? - me aproximei do semideus e tentei me comunicar com ele. Eu estava com muita vontade de praticar aquela escalada então pedi a sua ajuda. Ele me instruiu sobre os pontos mais importantes, como funcionava o sistema da parede, o que eu deveria fazer, os cuidados, os equipamentos, coisas básicas. 
 Avaliei bem as minhas opções, eu nunca havia escalado uma parede deste tipo, as vezes pulava alguns muros e corria por telhados para me sentir numa aventura eletrizante (as vezes para fugir de cachorros raivosos ou até de ladrões), mas nada comparado à isto. Não me senti pronto para enfrentar jatos violentos de água, pedras "saltitantes" ou lava. Decidi que o melhor para mim seria começar pelo começo, afinal, ter sangue divino não me torna um deus, certo? O instrutor veio e me ajudou a colocar os equipamentos de segurança necessários para não ter uma morte ruim, ou cair e não morrer (sentindo muita dor). 
- Senhor, me diga uma coisa.  E se a lava por algum motivo derreter o cabo que segura o "desafiante"? - ele soltou um sorriso sinistro e disse que isso nunca aconteceu e que eu não deveria me preocupar com isso agora, o nível que eu estaria escalando era o mais fácil de todos.
 Me preparei, me apoiei e comecei. Eu até que estava me saindo bem, mantive a minha escalada num nível constante, assim que eu apoiava os pés eu aplicava um impulso para continuar escalando, o instrutor me alertou que essas pedras gostavam de ser muito "escorregadias". Me perguntei o que ele quis dizer com aquilo. Eu já estava à uma altura considerável, meu ritmo de escalada estava interessante mas eu já estava ficando muito tenso. O suor escorria e caía sobre os meus olhos, me causando um incômodo muito chato. Resolvi tentar enxugar os meus olhos com a mão esquerda e de repente as pedras que apoiavam os meus pés desapareceram. Tive um susto tremendo, apliquei uma força muito grande para conseguir sustentar o meu corpo com uma mão só. Com um impulso consegui segurar uma pedra mais à cima com a outra mão e tentei continuar com a minha escalada.
 Tive surpresas por mais alguns minutos, o ritmo de sumiço das pedras estavam aumentando, pressenti que o meu momento de cair estava próximo de chegar e o meu cansaço não estava ajudando nisso. Enquanto subia, tive um impulso para olhar para baixo, sem explicação, só sei que aquela visão somada ao movimento da minha cabeça me deixou um pouco tonto, até que de repente e "magicamente" as pedras sumiram. Escorreguei e comecei a gritar instintivamente tentando me segurar na parede... até que consegui me sustentar poucos segundos em umas nobres pedras camaradas mas não adiantou. Perdi o meu contato seguro com a parede e fui salvo pelo equipamento de segurança que me sustentou no ar. Foi uma experiência muito interessante, alguns arranhões mas nada que me incomodasse, o que valia mesmo era a escalada. Assim que desci e pude retornar ao meu chalé eu já estava planejando como seria a minha próxima escalada. 
 
 

Joah Dongho: Ocean


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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Ethan Miyazaki em Sab 25 Jul - 18:44


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Joah Dongho

Então, querido. Eu achei que você colocou muitas vírgulas e em outras vezes simplesmente deixou de colocar, deixando o texto um tanto parado e de repente muito corrido. (Ao menos foi isso que se passou para mim.) Segundo, a dificuldade na qual você citou no texto seria a de uma escalada nível 1, mas no nível um, como pode ver na descrição abaixo, não tem pedras soltas. Apesar disso, sua narração é boa. Logo estará melhor!

Coerência: 35/50.
Coesão, estrutura e fluidez: 15/25.
Objetividade e adequação à proposta: 12/15.
Ortografia e organização: 8/10.

Total: 70xp


Aguardando Atualização.
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por 117-ExStaff em Dom 26 Jul - 19:53

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Joah Dongho em Seg 27 Jul - 15:12



"O teu sangue é o Néctar dos meus lábios!"


 
Ψ Coração de Verão Ψ



- Eu sei bem o porquê. E posso falar que ninguém mais sente este momento mais que eu, você está vivendo e se preparando para ele, temendo o dia em que chegaria. E o temia porque sabia sem floreios que, no momento em que chegasse, como chegou, isso significaria, como significa, que iria perder, e perdeu, o maior de todos os momentos da sua vida. Pois nenhum momento da sua vida será mais importante do que este, pobre filho do Deus dos Mares.
  Uma luz fortemente branca ofuscava a minha visão e então eu acordei. Minha respiração estava muito forte e ofegante, meus cabelos estavam molhados, o forro da minha cama apresentava um pedaço úmido onde o meu corpo estava "colado". Me levantei um pouco assustado, não tinha entendido nada que havia acontecido. Teria mesmo sido um sonho? Pareceu tão real... Tentei não pensar mais naquilo e parti para mais um treino diário. Eu tive o pressentimento que algo ruim iria acontecer, ou ao menos em um futuro próximo eu enfrentaria uma situação de grande risco. A única coisa que eu poderia fazer era treinar duro para que eu fosse forte o suficiente e pudesse aguentar o que estivesse vindo pela frente.
  As minhas vestes eram simples, eu vestia uma camisa de manga comprida porque não gostaria de ser banhado pelo sol com muita intensidade naquele dia, e o capuz dessa camisa cobria a minha cabeça, nada parecia comum para mim. Meu tênis simples mas resistente protegia os meus pés, assim como a minha calça jeans protegia as minhas peles. Desta vez tomei algumas precauções, vesti luvas para proteger um pouco os meus dedos, talvez até dificultassem o deslize das mãos e aumentasse o atrito com a grande Parede de Escalada, o meu objetivo. Assim que adentrei o recinto os semideuses ali presentes se olharam de maneira intranquila e depois me observavam com os olhos distantes. A minha expressão estava fechada, séria, por mais que me incomodasse a maneira com que me olhavam, eu parecia ultrapassar qualquer barreira. Sem consultar qualquer instrutor no local, coloquei os equipamentos de segurança necessários, mas eu não me preocupava com aquilo,parecia insano.
  Simplesmente não pensei no que eu estava fazendo, em qual nível escalaria, ou o que eu escalaria. Apenas comecei a subir furiosamente, mantendo um ritmo constante, me apoiava e aplicava um impulso para que o meu corpo subisse furiosamente para o próximo apoio de pedra. Tudo estava correndo bem, a não ser a minha espécie de fúria que desgastava as minhas energias mais rapidamente, todavia, obtinha um resultado mais rápido. A primeira dificuldade verdadeira chegara, as pedras magicamente sumidoras, uma verdadeira piada. Elas pareciam me perseguir, testar os meus reflexos semidivinos, cada apoio que eu conseguia desaparecia depois de poucos segundos. Eu parecia com uma sorte divina, pois, elas sumiam quando eu conseguia alcançar o apoio seguinte e assim em diante. Foi desgastante para os músculos devido ao grande esforço, porém, meus músculos semidivinos ainda podiam suportar mais, meu espírito estava em fúria. Conforme eu subia, a força do vento aumentava, não era algo capaz de me derrubar, mas balançava os meus cabelos, movia as minhas vestes, mas o seu ar frio era revigorante. A minha distância do chão era grande, eu havia ultrapassado o limite do meu treino anterior, eu estava possesso por algo, era a única explicação. Então, conforme eu subia, as pedras parentavam estar úmidas, em certos pontos da parede estava macio, fraco. Comecei a temer alguma surpresa desagradável, metros ao meu lado aconteciam eventos desafiadores: as pedras vibravam um pouco antes de desaparecerem e darem lugar a grandes fissuras na parede. Isso fez com que eu me apressasse mais para alcançar o topo, uma tarefa muito difícil.
  As pedras vibrantes começavam a cruzar o meu caminho, me levando ao desespero momentâneo para buscar outros apoios e desequilibrar o meu ritmo. As fissuras se aproximavam cada vez mais, me perseguindo, algumas vezes não desapareciam apenas uma pedra, mas sim várias, dando lugar a fissuras cada vez maiores e a única forma de se esquivar disso (na minha cabeça), era se soltar antes que as pedras terminassem de vibrar e agarrar-se à outras pedras mais abaixo. Quase fui forçado a por o meu plano à prova quando uma fissura se aproveitou do meu momento de distração e retirou o apoio da minha mão direita, forçando os meus outros membros se esforçarem mais para me manterem seguro. Os deuses pareciam estar muito entretidos, como se a minha situação já não fosse difícil eles fizeram com que todos os apoios abaixo dos meus pés (até o início da parede, eu não poderia me soltar e me segurar para desviar dos buracos ameaçadores na parede), meu desespero estava extremo. Utilizei este desespero como combustível para a minha fúria se soltar quase por completo. Uma energia ascendia em mim, minhas forças pareciam aumentar, meu moral estava se revigorando. Os buracos na parede se tornaram mais frequentes, me forçando a tomar ações mais difíceis, manobras flexivelmente complicadas que quase custaram o meu bom desempenho. Uma pedra saiu inesperadamente de um lugar inesperado, de dentro de uma fissura (eu podia pensar que havia sido jogado por alguém, raspou no meu ouvido fortemente me causando um atordoamento momentâneo por alguns segundos no lado direito da cabeça...
  Por um lado, as pedras pararam de sumir, as fissuras pararam de surgir, mas a minha cabeça sentiu o impacto de uma pedrinha cair sobre ela. A minha sorte era que se tratava de uma pedra pequena, mas que causou dor, logicamente. "Acordei" do meu atordoamento e foquei-me novamente na minha atividade e olhei para cima, reparando uma movimentação perigosa. Pequenas pedras caíam constantemente, não eram o suficiente para me impedir de avançar, mas eram extremamente irritantes. Por vezes me forçavam a retirar os dedos de uma mão do apoio para me recuperar dos danos... Eu até pediria para passar uma hora sob constante queda dessas pedrinhas a enfrentar o que eu enfrentei a partir desse momento. Pedras consideravelmente grandes caíam raspando a parede, arrastariam qualquer coisa que estivesse no caminho delas, se me arrastassem talvez me esmagassem antes de tocar o chão... Foi extremamente difícil, eu já estava ficando desgastado o suficiente para ter o meu desempenho reduzido, por vezes tive que rapidamente mudar de posição para não ser atingido pelas rochas. Uma delas raspou no meu braço direito e me deixou com arranhões não tão bonitos e dolorosos (por que tudo tinha que atingir o lado direito do meu corpo? Já aceitei que os deuses sabem que sou destro, mas não precisavam forçar as coisas...). Com um vigor no limite consegui vencer aquele obstáculo, os perigos até pareceram cessar por um breve tempo.
  O meu momento de paz foi curto, a parede era muito traiçoeira, desafiadora, perfeita. Respirei profundamente numa cadência de três tempos até que abri os olhos. Uma pedrinha chamuscava enquanto caía velozmente. Percebi que um conteúdo avermelhado deslizava pela parede, mais lento que um líquido, mais lento que uma pedra, porém, com uma energia emanada superior aos dois citados anteriormente. Tentei exceder a minha força, mesmo tentando enfrentar aquilo o cansaço em mim era evidente, a força que eu tinha estava se esvaindo cada vez mais. Algumas pedrinhas chamuscavam e caíam sobre mim, eu desviava de algumas, mas outras eu não conseguia pois, em ordem de não sofrer danos da lava eu sofria das pedras. Mas a dificuldade estava evoluindo à cada metro que eu conseguia subir, temi a minha derrota, o meu fracasso, e comecei a ser derrotado. Eu já não estava sendo capaz de me esquivar da maioria dos problemas, a lava tocou a minha pele, e a minha agonia foi extrema. Senti a minha pele derreter aos poucos, queimando, ardendo, o meu grito não era capaz de amenizar a dor, os meus xingamentos não eram capazes de me fazer sentir melhor, eu estava sendo derrotado. Mas por que eu continuava? Se eu pulasse seria protegido pelo equipamento de segurança, então por que eu não conseguia soltar?Desistir? As dores começaram a se tornar insuportáveis, os danos se intensificando, a minha consciência começava a sumir, uma fúria rugia de dentro de mim e me fez fazer coisas impossíveis. Os meus olhos brilharam intensamente, os meus cabelos ficaram muito claros, uma energia vital surgia ao meu redor e se fundia com a água que o meu corpo começava a emanar, lutando por mim. Eu já não era mais eu, já não sentia dor, mas podia ver a minha pele ser atacada mas se juntar às águas e criar novas forças.
  Cada movimento meu era violento, minhas mãos fincavam na parede e liberavam uma explosão de água para todos os lados, o mesmo acontecia com os meus pés. Lá estava eu lutando violentamente para vencer aquele desafio, retirando forças de onde eu não tinha, emanando poderes que eu não possuía. A lava se tornou mais violenta, seu conteúdo vermelho-alaranjado agora emanava um poder superior, além da compreensão de um mero semideus. Quando percebi, meu equipamento de segurança havia sido comprometido e destruído, se eu caísse, nada me impediria de partir dessa vida (a não ser que eu aprendesse a voar naquele instante). Desse momento em diante eu passei a lutar pela minha vida, jogando água contra lava, perdendo muitas e ganhando algumas, e o que eu mais temia aconteceu. Um poderoso pedregulho surgiu bem na frente do meu rosto, me atingiu com tanta fúria que o meus membros não puderam mais me segurar. Meu corpo liberava água para todos os lados, minhas pregas vocais vibravam raspando-se e soavam um som desesperador, agonizante, um grito horroroso. Pedindo socorro, suplicando por ajuda, perdendo a noção de sanidade. Enquanto o meu corpo caía de uma altura imensa, as feridas pareciam evaporar liberando cristais de gelo ao ar, um brilho estranho mas forte ofuscava a minha visão, a vida parecia escapar do meu corpo até que eu ouvi uma voz: ACORDEEu estava na enfermaria do acampamento, coberto por curativos e sentindo uma dor tremenda pelo corpo inteiro.
 

Joah Dongho: Ocean  

 

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Ethan Miyazaki em Seg 27 Jul - 17:42


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Joah Dongho

Você melhorou muuito, devo ressaltar. Alguns erros ali e aqui, que são um tanto pequenos só que isso poderia ser resolvido se você usasse algum corretor, como o Word. Digamos que as vezes você esqueceu de separar a palavra da vírgula, mas nada de anormal. Enfim, parabéns dessa vez! E tente melhorar esse template, esqueci de falar da outra vez, as vezes fica difícil de saber o que é vírgula e o que é ponto.

Coerência: 50/50.
Coesão, estrutura e fluidez: 23/25.
Objetividade e adequação à proposta: 15/15.
Ortografia e organização: 9/10.

Total: 97xp
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Shad Nakkon em Dom 2 Ago - 17:37


Post: One Where: Parede de Escalada Wearing: Roupas Emo Notes: Entediado

A Escalada

Desde o dia em que aquele estranho quadrúpede me levara para os limites do desconhecido a minha vida nunca foi a mesma. Apesar de nunca ter me submetido a atividades consideradas por muitos perigosas, sempre me mantive longe de coisas que desconhecia, como a altura excessiva. Pensar nas terríveis possibilidades que podiam me ocorrer torturavam a minha mente. Isso tudo devido ao simples fato de ter conhecimento de que um dia eu provavelmente necessitaria passar por uma situação que envolvesse grandes alturas. E quando esse dia chegasse eu precisava estar preparado, caso o contrário, apenas os deuses poderiam dizer o que aconteceria ao meu corpo mortal.

O acampamento, meu novo lar, oferecia diversos tipos de treinamento para os novos guerreiros, algo bem legal. Visando superar meus diversos medos eu sabia exatamente por onde começar, a parede de escalada. Alguns rumores diziam que vários semi-deuses saiam gravemente feridos de lá, mas isso não me afetava tanto, nunca liguei muito para o que os outros falam. Como filho de Atena eu sabia que o meu mundo não voltaria ao normal, jamais. Para superar isso eu precisava estar preparado para defender a minha vida e lidar com coisas mais assombrosas que um desfiladeiro ou uma ponte suspensa o aguardariam.

Me dirigia ao local que o meu companheiro de chalé havia me indicado. Cada passo mais próximo do meu destino me permitiam enxergar uma grande parede. Olhar para aquilo me fazia pensar no que eu me submeteria, fazendo-me refletir seriamente sobre minhas escolhas. A parede parecia ficar maior a cada passo dado, algo que não agradava o meu estômago relutante nem um pouco. Chegando lá um homem me abordava, parecia-me ser o instrutor.

– Eaí parceiro! Procurando um pouco de diversão? - sem sombra de dúvida era o instrutor, como ele conseguia ficar o dia todo olhando para aquela montanha de enjoo?

– Não exatamente...  acho que fiquei louco e estou tentando me matar. - essas eram as minhas típicas famosas piadas que só eu entendia, aliás eram feitas para mim, apenas as falava em tom alto por algum motivo que nem eu conhecia.

- Então, chamo algum supervisor? - realmente, as minhas piadas não faziam nenhum sentido para as pessoa a minha volta, talvez devesse guarda-las para mim.

Não, não... eu irei escalar, só estou me sentindo um pouco suicida. - com certeza eu deveria parar de fazer essas piadas.

Certo... vamos terminar logo com isso. - ele não parecia ter gostado muito de mim, mas isso não importava muito.

Após uma breve explicação de como funcionava a escalada o instrutor ajudou a vestir os equipamentos de segurança de forma adequada. Fui informado que era a escalada mais básica, feita especialmente para iniciantes que nem eu. Pelo menos minha vida parecia estar segura, era o que eu esperava.

Hesitante fui segurando nos primeiros pontos de apoios que me apareciam, sem ter muita noção do que estava fazendo. A mão da escalada chegava a tremer, meus dedos pareciam não querer que eu fizesse aquilo. Mas eu não cederia a impulsos nervosos descontrolados, precisava ser superior. Aos poucos fui fazendo o meu trajeto, subindo lentamente para não cometer nenhum erro desnecessário. Já se passava os três metros de altura, nada demais. Continuei escalando procurando não olhar para baixo e inibir meus pensamentos que formulavam a imagem de um abismo logo abaixo de mim. Me senti um pouco enjoado, o vômito quase me escapa pela garganta.

Minha respiração estava pesada, precisava me acalmar. Podia perceber que já me encontrava na metade do percurso, falta apenas dobrar meus esforços para terminar aquela prática torturante. Não foi muito difícil continuar tirando o fato que todo o meu corpo implorava para sair dali de algum jeito. Porém, eu já me encontrava nos últimos três metros e a leve inclinação me fazia querer desistir. Talvez eu devesse mesmo pular dali e utilizar dos freios, seria uma ótima ideia. Mas não passaria por covarde na frente das outras pessoas.

Meu corpo era castigo e cada centímetro dos meus músculos choravam pelo esforço que faziam para não ceder á inclinação. Já conseguia ver o topo, logo a minha frente, apenas um esticar de braço e eu estaria livre, pelo menos era isso que eu pensava. Botando todas as minhas últimas esperanças em chegar ao final do trajeto eu me vi desesperado no topo da parede de escalada. Afinal, como eu desceria dali?

Encarava o instrutor me perguntando o que fazer naquele momento. Ele logo capitou a mensagem e deu um grito.

- Use a corda para descer, como um rapel!

Rapel? Outra coisa que eu tinha medo, fala sério. Será que esse acampamento não possuía nada que não botasse minha preciosa vida em perigo?

Seguindo as ordens do instrutor, amarrei a corda em um ponto fixo e desci rapidamente com os olhos fechados, rezando para a minha mãe Atena me proteger. Logo estava no chão de frente para o homem que me ajudará e as únicas palavras que conseguia falar eram:

Acho que vou vomitar...








Thanks @Lilah for CG
Shad Nakkon
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Ayla Lennox em Qui 6 Ago - 17:39


Avaliação



Shad Nakkon

Primeira coisa: Achei o gif do seu template um amorzinho. Segunda coisa: Acho que você é meio que novato, então... Bem-vindo.

Seu texto foi realmente bom. Gostei da forma que descreveu a atividade em si e também devo elogiar o fato de que foi uma introdução bem colocada e sem enrolar muito, o mesmo vale para os diálogos. O estilo do seu personagem é legal, de forma que não foi pesaroso ter que ler seu texto.

Encontrei alguns pequenos erros na parte de pontuação (a ausência de umas duas ou três vírgulas) e também no termo "semi-deuses". Não sei se é necessariamente errado, mas soa estranho, entende? De toda forma, não é nada que não possa ser resolvido com uma revisão. Ah, sobre as vírgulas... Vou dar o mesmo conselho que sempre dou: Leia o texto em voz alta. Isso resolve 99% dos problemas.

Fora isso, meus parabéns.

Coerência: 50/50.
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25.
Objetividade e adequação à proposta: 14/15.
Ortografia e organização: 8/10.

Total: 97xp

Dúvidas, reclamações, elogios, desabafos, mimimis... MP
Atenciosamente, a monitora mais gata e mais humilde do PJBR ♥


atualizado,
Ayla Lennox
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Daniella T. García em Qui 20 Ago - 10:47

I was born of the womb of a poisonous man
Pray to your god, open your heart, whatever you do don't be afraid of the dark, cover your eyes, the devil's inside. One night of the hunter. One day I will get revenge. One night to remember. One day it'll all just end┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈

W
illiam grunhiu e rolou em sua cama pelo que pareceu ser a sexta ou sétima vez, repousando agora com sua barriga voltada para o teto, e o braço direito preguiçosamente cobrindo os olhos. Já dormira diversas vezes em locais desconfortáveis antes, no entanto, este era de longe o pior deles, nunca vira coisa pior do que o chalé de Ares (exceto o de Hermes, que dormiu no primeiro dia). Via todos os dias com clareza, crianças e adolescentes desconhecidos deitavam espalhados pelo chão junto a seus respectivos pertences, se é que possuíam algum; apenas a inclinação parcial de sua cabeça fazia com ela tivesse visão privilegiada de tal cena, o que a deixava enjoada. Sentou-se vagarosamente, relembrando momentos felizes de seu passado em sua cidade, sua família, e amigos; sentiu o coração apertar ligeiramente, passando a mão pelos cabelos quando percebeu que acordara de mau humor.

☓ ☓ ☓

Saiu do chalé vestindo sua roupa usual, a blusa laranja surrada, rasgada e cheia de manchas brancas que sempre usava dentro do acampamento; uma bermuda que se aproximava do joelho, feita de um tecido macio, e larga o suficiente para não atrapalhar seus movimentos; seus tênis de uma marca qualquer, diversas pulseiras em seus antebraços; por algum motivo, o filho de Ares fez questão de levar o pingente de anel que constituía agora apenas uma lembrança de seu passado recente, pondo-o em seu colar. Estava pronto para explorar enfim o acampamento, como sugeriram, local que a garota carinhosamente apelidou de "prisão domiciliar".

Nunca em sua curta vida se sentiu tão preso quanto agora, confuso e perdido em suas próprias questões. Fora uma mudança muito brusca, e Mitchell se encontrava em uma situação totalmente desconhecida, em um ambiente hostil, e sem ideia alguma de como agir; isto é o que a deixava mais irritado, devia ser cauteloso no momento já que o estado em que se encontrava não o permitia agir livremente como antes. Will sentia saudades de sua autonomia, e agora buscava qualquer meio dentro de sua prisão para que pudesse relembrar tais momentos de alegria.

Enquanto andava, chutando algumas pedrinhas pelo chão e ignorando olhares curiosos que lhe lançavam, a menina avistou o que parecia ser uma parede que, ao contrário do esperado, atraía a atenção de certos campistas. Cortou caminho através de pequenas rotas a seu redor, já curiosa para saber mais sobre tal local, andando rapidamente em direção à nova atração que acabou a cativando. A parede, que mais a relembrava de uma montanha, agora estava bem próxima. Seria uma "montanha" normal, não fosse a lava que escorria por dentre as rochas de apoio, as pequenas explosões que faziam seu coração acelerar graças ao susto, e os pedregulhos que caíam nas mãos e cabeças de campistas corajosos que se desafiavam a subir até o topo.


O filho do deus da guerra sorriu, recordando momentos de quando ainda era relativamente novo e já escalava pequenos morros, mesmo que com a ajuda de equipamentos. Sentiu a mesma adrenalina correr por meio de um arrepio em seu corpo, agora determinado a chegar, pelo menos, até a metade da parede de escalada. Os campistas pareciam retomar o rumo de suas vidas conforme o tempo passava, visto que muitos daqueles que tentavam desafiar o objeto de treino não conseguiam entretê-los ou desistiam no meio do caminho. O garoto resolveu aquecer seus músculos em um canto afastado, já que a tarefa não aparentava ser assim tão fácil.

☓ ☓ ☓

O menino finalmente se aproximou de seu alvo, olhando contra o sol para seu ponto de destino, seu mais novo ideal para uma superação própria. Por um instante, ele ponderou por onde deveria começar, ou por qual lado seria mais seguro se aproximar sem ser logo queimado. Conforme seus cálculos, os primeiros metros seriam tranquilos para ele, que já possuía experiência, mesmo esta sendo extremamente escassa.

Decidido, com um pequeno salto alcançou aproximadamente trinta centímetros acima do chão, sendo rápido o suficiente para agarrar pedras fixas com ambas as mãos, na altura de seu tronco, e apoiar a sola dos pés em outras mais abaixo. Suspirou, já que considerava o início da escalada em uma parede como esta bastante complicada. Não conseguiu subir mais do que trinta centímetros antes de ser atingida por uma pedra de porte médio em seu braço, causando um arranhão.
— Pedra maldita! — Ele praguejou em voz alta, tentando agilizar seus movimentos antes que fosse atingido novamente.

Enquanto praguejava mentalmente, passou a subir com mais rapidez, tentando ao máximo desviar das pedras que caíam sobre sua cabeça. Para sua infelicidade e azar, que pareciam fazer parte de seu cotidiano desde que entrou no Acampamento, a rocha em que seu pé esquerdo estava apoiado cedeu enquanto fazia força para subir. A gravidade passou a exercer seu trabalho sobre o corpo do garoto, entretanto, antes que pudesse cair no chão, este agarrou-se instintivamente na rocha mais próxima. Parou de cair com um solavanco, sentindo seu corpo balançar de um lado a outro, semelhante a um pêndulo. Sentindo os dedos escorregarem, William fechou os olhos, esperando a dor do impacto que veio alguns segundos depois.

Apoiou-se no cotovelo um tanto machucado, olhando o resto do corpo em busca de estragos visíveis. Nada chocante, além de suas roupas agora chamuscadas. Alguns aproximaram-se, ofereceram suas ajudas para que ele levantasse. Recusando as mãos que lhe ofereceram, ergueu-se e bateu no que restou de suas vestes para retirar a fuligem. Ouviu alguns sussurros sobre ele, já que, por ser um novato, nunca a viram pelas "redondezas". Ignorando-os, o jovem se afastou vagarosamente, esperando que a enfermaria possuísse bandagens e compressas de gaze para seus machucados e arranhões espalhados pelo corpo. Will chegou a cogitar a ideia de voltar dali a alguns dias para outra dose de adrenalina. O exercício a lembrou de suas terras, e logo sentiu o corpo pesar novamente. Nunca antes quis tanto estar em casa como agora.

Night Of The Hunter

thank you weird for lotus graphics!
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Ianna D. Belikov em Qui 20 Ago - 11:29


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William Mitchell

Então, meus parabéns vão para a sua ortografia invejável. Você escreve muito bem, sério. Fora isso, não tenho mais o que falar a respeito do treino. Você fez uma introdução de seis parágrafos, o treino ocupou apenas dois e restou um para a conclusão. Eu entendo que seja novato e tenha a necessidade de descrever tudo, mas um treino nunca pode ser menor do que a sua introdução, moço. Além do mais, ele foi simples, terminando com você caindo. Sério, realmente não dá para falar mais nada. Na próxima, foque no treino em si e deixe a descrição das roupas em segunda mão, ok? Ah, eu sou meio cega e essa letra tamanho dez quase ferrou minha visão ainda mais. Por favor, opte por um tamanho doze, de preferência. Não força a vista do avaliador para ler, tornando a atividade mais agradável.

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Odisseu em Ter 25 Ago - 16:53

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Lana D'yer Hempstead em Seg 14 Set - 22:16



— LANA D'YER : TITANIUM — Complexo de escalada :: nvl II
<
I'm bulletproof, nothing to lose, fire away, fire away. Ricochets, you take your aim, fire away, fire away. You shoot me down but I won't fall.
I AM TITANIUM!
Ao meu ver era interessante treinar algo como escalada. Aquela era uma atividade onde podíamos exercer um melhor controle sobre nossa atenção, coordenação motora, reflexos e força. Sem dúvida era um dos exercícios mais completos.

O paredão de vinte metros estava diante de meus olhos compenetrados. Eu alongava meus músculos enquanto o encarava e traçava um caminho imaginário, analisando onde poderia seguir com mais segurança. Exatamente, onde poderia! Isso porque a partir daquele estágio a certeza do que era seguro ou não passava a ser inexistente.

Sentindo meus músculos aquecidos, dei início à pequena aventura. Com tranquilidade apoiei meus quatro membros sobre as agarras, um de cada vez. Previa certa facilidade naqueles primeiros metros, sempre começava assim, talvez para ludibriar os mais inocentes.

Como um desafio proposto por mim mesma, decidi seguir com certa agilidade para chegar ao topo. Ser veloz era sempre positivo, principalmente caso você se visse em uma situação onde a fuga fosse necessária. Pois é, no mundo semidivino as surpresas são constantes. Sempre precisamos estar atentos aos perigos.

Com a agilidade pretendida e toda minha atenção voltada à atividade, consegui escalar os primeiros cinco metros. Os movimentos eram constantes, interruptos, semelhantes, porém, por mais que tentasse prever as armadilhas ocultas, elas sempre estavam lá para surpreender. Era impossível ter certeza sobre qual apoio ali estava solto. E houve meu primeiro encontro com um deles.

Uma das agarras onde decidi apoiar um dos pés cedeu, desestabilizando-me rapidamente. Para minha sorte eu estava atenta. Imediatamente usei a força de minhas mãos e braços, segurando-me bem e arfando pelo susto repentino. O apoio de minha perna esquerda ficou responsável por suportar todo meu peso. O mais difícil naquele momento foi encontrar um apoio para o pé solto, não havia nenhum por perto. Sendo assim, escalei alguns poucos metros usando apenas as duas mãos e um dos pés. Tive que reconhecer que aquela fora uma armadilha bem orquestrada. Até que me vi sendo vítima de mais um truque... A agarra onde segurei com minha mão direita também cedeu, e então me vi em um grande problema.

Assim que percebi minha mão escapando, joguei meu corpo para frente, pressionando-o ao máximo contra o paredão. O coração no mesmo instante disparou acelerado, a adrenalina passou a fluir intensamente em minhas veias, mas o que poderia me deixar trêmula e tensa, na realidade serviu para aguçar meus sentidos. Também apoiei a mão livre contra a parede, assim consegui manter melhor o equilíbrio. Em seguida analisei o que tinha abaixo e acima de mim, buscando o melhor a fazer a seguir.

Eu estava a uma altura de oito metros, sem nenhum tipo de equipamento, contando apenas com minha experiência em escalada e preciso confessar, essa experiência não era muita. Mas não havia muitas escolhas, era fazer algo ou despencar. Óbvio que decidi fazer algo.

Sem muita opção, impulsionei meu corpo cima, tinha avistado um apoio e só precisava alcançá-lo. Para minha sorte ele não estava muito distante, por isso consegui. Sendo assim tornou-se mais fácil continuar com minha escalada. A partir dali os apoios apareceram mais juntos e durante alguns metros eu pude respirar e continuar com mais tranquilidade, até um novo desafio aparecer.

Já tinha escalado além dos quinze metros, foi quando olhei para cima e vi pequenos pedaços de rochas despencando em minha direção. Antes que chegassem próximo, usei minha mão esquerda para me empurrar para o outro lado, fazendo com que escapasse daquela chuva de pedregulhos. Estava mais uma vez me certificando do quanto a atenção e o reflexo eram importantes. Mais algumas pedras continuaram caindo e para não forçar ainda mais meus braços usando apenas um deles, apoiei-me em uma agarra próxima, esperando poucos segundos até a pequena avalanche cessar. Quando isso ocorreu, foi o momento de recomeçar.

A partir dali o trajeto era mais inclinado e perigoso. A gravidade e o ângulo nos deixava mais propensos a cair de costas de uma altura fatal. Não tinha a opção de falhar ou você estava morto. Para uma maior segurança e calmaria, não havia mais armadilhas. Continuei meu trajeto tendo apenas que me concentrar, manter meus movimentos de subida, levando em consideração que meus braços tinham que ser mais resistentes e fortes, ali eles eram os membros mais importantes.

Aqueles metros finais foram os que mais me desgastaram, mas, no fim, alcancei o topo, olhando para baixo e sentindo o orgulho de superar mais um desafio. Antigamente eu estaria afundada na mais profunda insegurança... Naquele momento essa não era uma das características mais marcantes em mim...



◉ informações

Arsenal:



— DEFESA —



✪ {Bosom} / Armadura de couro [A mais leve, feita de couro reforçado, não interfere em poderes que dependem de agilidade, equilíbrio ou furtividade, porém tem eficácia reduzida se comparada às outras. Melhor contra ataques de impacto do que de corte. Acomapnha luvas de couro do mesmo tipo, mas não elmo.][Couro e tecido][Sem elemento, sem nível mínimo]


— VARIADOS —


✪ {Acrobat} / Bracelete [Poinsettia presenteou a sua "salvadora do espetáculo", Lana, com um bracelete feito de prata com detalhes em esmeralda. Criado ainda na antiguidade pelas ninfas mais poderosas do Acampamento Meio-Sangue, o bracelete incrivelmente facilita os movimentos acrobáticos de quem a utiliza, como se oferecesse uma maestria e proficiência à seu usuário. Sendo assim, ao ser utilizado, o adorno mágico aumenta passivamente em 20% a chance de êxito de acrobacias e movimentos diferenciados que forem utilizados, em até três vezes por missão. O bracelete, contudo, pode ser roubado e é frágil, podendo ser destruído.] [Material: Prata e Esmeralda] [Elemento: Nenhum] [Nível Mínimo: 25] {Recebimento: missão "Peça de Teatro", por Tânatos e atualizada por Odisseu]

✪ {Starline} Colar com Essência Estelar/Pó de Estrela: Um colar com minúsculas partículas prateadas e brilhantes, ainda menores que um grão de areia. Originárias de uma lágrima de uma fada ou ainda expelida pelo seu corpo quando desejado e pelas suas asas quando voam. Foi guardado por Cassidy durante todo seu tempo em que esteve aprisionada e antes de sua submissão foi entregue à Lana. A semideusa deverá mantê-lo consigo para que seu poder seja liberado passivamente. Enquanto estiver sendo usado, o pingente emanará uma aura que irá conceder bônus de 20% de sucesso em qualquer ação executada por ambas personagens juntas, seja esta de ataque ou defesa, aumentando a chance dela ocorrer, não a eficácia; a ação, porém, deverá ser feita em conjunto, ou seja, a estratégia deve envolver ambas, portanto, um golpe combinado seria bonificado, mas um ataque sozinho não, mesmo que encontrem-se na distância pré-estabelecida. Elas precisarão apenas estar a pelo menos dez metros de distância uma da outra. Esta aura quando ativa irá provocar certo brilho no pingente, esse brilho não implicará em nenhum efeito contra oponentes, sendo algo meramente visual. {Recebimento: DIY "I AM TITANIUM!", avaliado por Selene, atualizado por Asclépio}

Observações Importantes:

~ Complexo de escalada:: nível 2
~ la la la
~ Qualquer dúvida, MP!
~ Beijos!

POST ÚNICO || PERÍODO DIURNO|| CLIMA AMENO
(c)

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Ianna D. Belikov em Ter 15 Set - 0:04


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Lana D'yer

Primeiramente, devo te parabenizar porque percebi que a ambientação e descrições no geral não ocuparam mais espaço do que deveriam no teu post, Lana. Secundariamente, treino formulado de forma correta, agradável de ser lido, apenas notei um pequeno erro quando você escreveu "interruptos", mas antes havia dito que os movimentos eram constantes. Então, creio que deveria ser "ininterruptos". No mais, meus parabéns, moça.

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Odisseu em Ter 15 Set - 17:26

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Krishna C. McCoy em Dom 20 Set - 18:35

Complexo de Escalada :: Nível I

Krishna Clinch McCoy

O paredão de escalada estava ali, diante de meus olhos, erguendo-se de maneira desafiadora. Treinamento na arena não atraia muito de meu interessante naquele dia, gostaria de tentar algo novo para aquecer meus músculos naquela manhã de clima gelado. E então, de maneira repentina, decidi pela primeira vez treinar escalada.

Ignorei alguns poucos campistas que se arriscavam naquela atividade. Havia instrutores no local, na minha chegada os vi auxiliando os novatos, no entanto, eu não costumava pedir ajuda, principalmente quando achava que o que enfrentaria era mais fácil do que se podia esperar. E era assim que a parede de escalada se impunha para mim. Seus quinze metros não me assustavam.

Friccionei minhas mãos, aquecendo-as. Meus dedos não poderiam adormecer em plena atividade. Preocupava-me mais com a vergonha do que com os ferimentos graves que poderia conseguir com uma queda. Isso pela razão de que meu corpo com o passar do tempo tornou-se calejado pelos desafios e batalhas impostas pela vida que levava, além de que meu cérebro não se importava mais em anunciar a dor. Quando digo que sou fria, não é apenas em relação a sentimentos, mas também a sensações.

Com mãos firmes agarrei-me aos primeiros apoios. Ergui minha cabeça para avistar o topo e especificamente daquele ângulo ele parecia muito mais longe do solo. Aquilo poderia se tornar muito mais emocionante do que imaginara, por isso esbocei um sorriso travesso.

- Seria bom que se protegesse com nosso equipamento. – uma voz masculina grave e agradável retirou-me de meus pensamentos. Olhei para meu lado direito e quem eu vi foi um rapaz de rosto quadrado, aparência máscula e sorriso sensual. Os cabelos loiros arrepiados o mantinha charmoso e seus olhos estreitos e verdes brilhavam como esmeraldas. Eu seria louca se não aceitasse sua ajuda.

Comecei a me equipar, recebendo por último a proteção do capacete.

- Agora sim. Segura para que não sofra nenhum risco.

- Obrigada! – respondi, recebendo seu melhor sorriso.

Quando virei novamente meus olhos para a parede de quinze metros, minha expressão transformou-se rapidamente, tomando um ar mais rígido e concentrado. Caminhei com passos longos e seguros, não gostaria de perder mais tempo. De frente à parede, suspirei de forma confiante e mais uma vez levei minhas mãos aos seus devidos apoios, fazendo o mesmo com os pés logo em seguida. Tentava não me recordar que tinha uma corda presa ao cinto de escalada, assim seria mais emocionante.

Com uma agilidade ansiosa, algo que me fez gastar uma força desnecessária nos primeiros metros, segui com minha subida. Intercalava pés e mãos, esquecendo-me de manter uma respiração mais compassada, cuidadosa. Em breve, poucos minutos depois, eu sentiria como havia errado ao usar boa parte de meu fôlego e força naquele início prematuro.

Quando olhei para a marcação da altura alcançada me surpreendi ao me dar conta que tinha chegado apenas aos seis metros. Ali eu já sentia os braços levemente cansados e a respiração mais ofegante. Olhei para baixo, decepcionada em confirmar que não havia chegado muito longe.

Certa de que queria completar aquele desafio, recomecei minha escalada. Foram mais dois metros de muito esforço. Os braços pouco a pouco começaram a perder as forças, tremendo quando tinham que segurar meu peso por mais algum tempo. E eu nem estava na metade. Tinha que encontrar uma maneira de continuar.

Comecei a jogar meu peso na maioria das vezes na mão esquerda, os pés passaram a ter uma maior importância, pois também comecei a dar mais responsabilidade para eles. Impulsionei meu corpo para cima de uma maneira mal calculada e logo estava em queda, ou melhor, eu escorregara graças às minhas mãos suadas e aos meus braços fracos. Meu corpo deslizou por um pouco mais de um metro e meio, rente ao paredão, buscando de qualquer forma se agarrar a um apoio. Até que finalmente consegui, mas não sem sentir meu ombro esquerdo reclamar pelo movimento brusco.

Eu estava de volta ao jogo, agora mais disposta do que nunca.

Se antes meu braço esquerdo era meu principal membro de apoio, tive que a partir de então dar essa função ao direito. Recomecei com meus movimentos, agora mais cautelosa, usando um membro de cada vez, percebendo que teria que guardar muito fôlego, pois já me sentia extremamente desgastada.

Olhei para o pico alto, eu nem havia chegado na metade do caminho, era inaceitável. Por isso fui mais disciplinada, tranquila, precisa em meus movimentos. Quando percebi estava na marca dos doze metros. Abri um sorriso orgulhoso, aproveitando-me para cessar por alguns segundos minha subida e respirar profundamente. Faltava pouco, muito pouco.

Sentindo-me um pouco mais descansada, após ter recuperado o mínimo de minhas forças, impulsionei meu corpo novamente para cima. Pouco tempo depois senti a leve inclinação que marcava os metros finais daquela parede e o percurso mais difícil até o momento. Por um momento olhei para baixo, certificando-me de que não estava a uma altura segura. Pela primeira vez me senti tranquila por estar usando o equipamento de segurança. A partir dali era só finalizar... Continuei.

Quando por fim cheguei ao topo, rapidamente levantei meu corpo, rolando-o por cima do pico do paredão. Permaneci imóvel, recuperando todo o ar para meus pulmões e tendo a certeza de que não deveria subestimar atividades aparentemente fáceis.


Itens & Armas


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Poderes & Habilidades


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☀Poderes Ativos ☀
~Nenhum


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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Lavínia Cavendish em Seg 21 Set - 7:51



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Krishna C. McCoy


Krishna, gostei muito do seu treino aqui na escalada. Você conseguiu desenvolver muito bem a ambientação em que se encontrava e as ações - não apenas físicas da personagem -, mas também suas motivações e planejamentos acerca da atividade. Não encontrei maiores erros e não tenho mais nada para reclamar, meus parabéns!

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Thea Françoise d'Orleans em Seg 5 Out - 17:27


all or nothing
Drink up, baby, stay up all night, with the things you could do, you won't but you might, the potential you'll be that you'll never see, the promises you'll only make, drink up with me now, and forget all
— ‘Cê ‘tá me zoando, né? - foi a primeira coisa que Thea falou, ao ver aquela monstruosa construção, com pelo menos uns cem metros de altura. E aquilo era lava? A filha de Poseidon olhou para seu instrutor, o gostoso de Héracles que havia convencido-a a tentar. Ele deu um sorriso.
Por quê ela tinha que estar na seca?

— Ok. Deixa eu ver se eu entendi: você quer que eu suba pelo nível um, aquele ali - apontou para uma parte ligeiramente fácil - mas difícil para alguém que nunca tentara uma escalada -, sem nenhuma dificuldade aparente — E depois chegar àquele nível ali? - agora, sua voz estava horrorizada. Havia lava naquela parte, pelos deuses, o que ele estava pensando?
O homem apenas assentiu.
— Aham. Se conseguir, ganha um prêmio mais tarde - e ali estava; um tom sugestivo, cheio de segundas intenções. A francesa deu de ombros.
— Nah. ‘Cê vai me dar o prêmio mesmo se eu não conseguir.
E não é que ela estava certa?

— Pronta? - Jake - cujo nome ela lembrou - perguntou, verificando seu equipamento de segurança. Thea prendeu seu capacete, respirando fundo.
— Eu queria poder falar alguma frase foda, do tipo “nasci pronta”, mas isso seria mentira - ela pensou um pouco, cravando seus olhos verdes nos dele Nada - a não ser aquelas paredes de escalada em buffets infantis poderia ter me preparado ‘pra isso.

A filha de Poseidon aproximou-se mais, segurando na primeira agarra. Era firme. Isso era bom.
O instrutor deu um puxão sem força na corda.
— Vamos! Você consegue fazer melhor do que isso - internamente, a raiva dentro dela borbulhou. Externamente, ela trincou o maxilar, sabendo que estava protegida pelos cabelos e pelo enorme capacete.
Apoiou-se totalmente na parede, posicionando os pés e confiando na força das mãos. Respirou fundo. E deu o primeiro “passo”.

Não é tão difícil, eu consigo fazer isso, a garota pensou.
E era verdade. Continuou em um ritmo decente para uma novata, posicionando cuidadosamente os pés nas agarras maiores, e as mãos ajudando na locomoção.
Jake falava algumas palavras de incentivo, atento à quaisquer problemas que ela poderia vir a ter.

A primeira dificuldade foi a leve inclinação ao final do nível um, mas, com a ajuda do filho de Héracles, Thea conseguiu passar por esta sem grandes dificuldades.

E imagine a surpresa da semideusa ao - com toda a confiança do mundo - apoiar-se em uma das agarras da próxima parte, e esta soltar-se.
O desequilíbrio foi imediato, e a confiança, fora abalada.
— QUE PORRA FOI ESSA? - ouviu uma risada em resposta.
— Aí as coisas começam a complicar - Jake limitou-se a dizer.
Xingando tudo e todos, Thea testou outra pedra. Esta era firme, e sustentou seu peso.
Estava prestes a continuar, quando sentiu algo caindo em seu ombro. Aquilo era um pedregulho?
Mordeu a língua, recusando-se a reclamar ainda mais, e continuou o percurso desse jeito: cautelosa ao extremo. De vez em quando, algumas agarras desprendiam-se, ou algumas pedrinhas caíam nela, mas depois de um tempo, conseguira completar mais um nível.

Estava suando, todos seus músculos doíam, e as mãos estavam vermelhas.
Imagine a sua força de vontade - que já estava em frangalhos - ao ver a lava, a inclinação, e os buracos no meio do caminho.
— É sério isso? - murmurou para si, vendo um campista queimar-se ao tocar na lava.
Suspirou, e segurou na primeira agarra.

E esta soltou-se ao primeiro toque.
Seu braço caiu, e o resto do corpo quase fez a mesma coisa, estando seguro pelos pés e pela outra mão. Tentou de novo, lembrando-se de testar o apoio antes de usá-lo.
Deu certo.

Tudo ia bem, até que teve que encarar a lava. Mordeu o lábio, tentando pensar em como conseguiria passar por esta sem queimar-se. As mãos foram fáceis, o problema seria os pés. Não sabia onde apoiar-se, nem o que deveria fazer.
O pé direito testou a agarra mais próxima. Estava estável. Ótimo.
O esquerdo fez o mesmo.
E foi aí que deu merda.

Ocupada demais verificando a parte inferior do corpo - olhando para baixo -, Thea acabou levando uma pancada na cabeça. Um dos pedregulhos maiores havia acertado-a em cheio.
Instintivamente, levou a mão à cabeça.
E é claro que, como se isso não fosse o suficiente, ao perder o apoio, acabou por levantar uma perna, na tentativa de equilibrar-se.
O resultado? Queimou seu pé na lava, sentindo o calor através de seus tênis.

Caiu, todos os quarenta, cinquenta e poucos metros.
Não deu nem tempo de gritar.
Fechou os olhos, esperando pelo impacto, mas quando estava à cinco metros do chão, seu corpo inteiro foi puxado subitamente, fazendo com que ela ficasse de cabeça para baixo, pernas ao ar.
E lá estava Jake.

— Ãhn… ‘Brigada?
— Acho que mereço um prêmio - apesar de ter parado sua queda, o semideus mal parecia ter feito esforço algum. Sua boa aparência estava impecável, e a única evidência de algum esforço físico eram as mãos, que estavam vermelhas.

A filha de Poseidon pensou por um tempo. Seu pé doía, assim como todo o resto. A cabeça estava vermelha como um tomate. Apesar de tudo, abriu um sorriso.
— Me coloque no chão, e aí podemos discutir sobre esse tal prêmio.

woman type looking like kryptonite:

Observações:

O treino foi no Complexo de Escalada, e as pessoas mencionadas são apenas NPCs. A música é Between the Bars, do lindaum Elliot Smith. A Thea passou pelos níveis um, dois, e acabou caindo no terceiro.

A narração é em terceira pessoa mesmo, mas de um jeito ligeiramente mais informal. Acho que tem uns palavrões aí, mas bom, é a vida (?).

Se for o Pedro que vai avaliar, te amo seu lindo, seja legal. Se não for, oi, brigada por ter lido sz -q.


etc:
O item que eu usei na narrativa foi o equipamento de escalada
descrição:
-v-
e tal:
Não houve uso de nenhum poder
descrição:
-v-


Ok, agora sim eu acabei.

    Agradeço a atenção.

Thea Françoise d'Orleans
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Alaric L. Carter em Seg 5 Out - 17:50


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Thea Françoise d'Orleans

Oi, moça. Você escreve bem, admito. O treino em si foi muito bom, você conseguiu ambientar tudo direitinho, caracterizou suficientemente a ponto de conseguir me fazer imaginar a cena e tal. Não tenho nada a reclamar, notei apenas dois errinhos:
- O "quê" (acentuado) é usado no final da frase ("[...] na seca por quê?"), no começo é sem acento mesmo
- Em uma parte houve o uso desnecessário da crase (que é a junção de "a" - artigo - e "a" - preposição -, mas "cinco" repele o artigo)
Mas enfim, como já disse, foi um ótimo treino. Meus parabéns!

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Psiquê em Seg 5 Out - 23:48



Atualizados




How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Charlotte Foster Davis em Sab 28 Nov - 13:52

In the Dark
A constellation of tears on your lashes
Burn everything you love
Then burn the ashes
In the end everything collides

I TREINO

A
noite caíra como um baque sobre o Acampamento e o impacto me deixara inquieta na cama. Não havia lógica que explicasse porque eu estava sem sono, mas estava. Simples. Ou nem tanto. Eu poderia ficar na cama esperando o dia dar as caras e poderia dormir nesse processo ou… Bom, aproveitar a energia e fazer algo mais útil. Não que eu não gostasse de dormir, mas às vezes considerava perda de tempo. Além do mais, se meu cérebro parasse, mesmo que por uma fração de segundo, eu temia o lugar que meus pensamentos o levariam. Meu pai, Nyx, o acampamento. Saí da cama com um pulo, antes que meu cérebro continuasse. Vesti uma blusa branca, um short marrom e coturno, e amarrei meu cabelo. Vugo Lara Croft. Ou quase, muito quase. Peguei apenas a adaga por precaução, mas sabia o que iria fazer agora. Fazia um tempo que eu queria tentar.

Respirei fundo ao olhar para os 15 metros. Mas não estava com medo, pelo contrário. A parede do nível 1 parecia absurdamente fácil, afinal eu apenas precisaria enfrentar a força da gravidade. No entanto, como era a primeira vez em toda minha vida que eu escalava, o mais sensato era começar pelo mais fácil. Amarrei o equipamento de proteção, e isso foi, definitivamente, a coisa mais complicada. Era o que eu achava.
Coloquei as mãos em duas agarras e logo em seguida, os pés.
Okay.
Eu nunca fui a melhor em Educação Física na escola.
Pisei em uma outra pedra e dei impulso até conseguir agarrar outra com a mão direita.
Eu era a garota que ficava com os livros e a calculadora, mas conseguia jogar futebol muito bem.
Subi o pé esquerdo para uma agarra no mesmo nível do pé direito e procurei um novo caminho.
Desde que eu tinha chegando no acampamento, entretanto, eu não conseguia parar.
Pela direita, parecia impossível, pois a agarra era muito pequena e minha mão escorregaria. Tentei pela esquerda, o que também foi complicado porque era destra. Quando senti-me firme, constatei, ao olhar para baixo, que havia subido pouco mais que um metro apenas.
Se eu parasse, pensaria. Era difícil “engolir” que deuses eram reais e que eu era filha de um. Uma, na verdade. Era difícil aceitar que seria mais seguro para o meu pai ficar longe de mim. Era difícil.
Escalar era difícil. Assim só, enfrentando apenas a gravidade. Eu bem sabia que era uma força poderosa e incompreensível.
Qual a explicação dos deuses sobre essa força? E o Universo? A Relatividade?
Mas quanto mais eu subia, ficava mais confiante. Tentava subir pelo caminho mais fácil, onde as agarras eram maiores e/ou tinham uma curva mais acentuada. No entanto, o grande esforço que eu fazia, me deixava ofegante e com o corpo tremendo. A mão esquerda era a que mais tremia e perguntei-me o motivo.
Seria bom poder ouvir música, mas era proibido que nós, meio-sangues, usassem aparelhos eletrônicos. Então cantei qualquer música boa que não lembrasse minha casa.
Cantar facilitava. Meu cérebro se ocupava apenas com essas duas coisas: cantar e escalar. E se ocupou de tal maneira, que começou a ficar instintivo. Certo momento, cheguei a considerar aquela atividade, de certa forma, prazerosa, apesar do grande esforço.
Essa sensação acabou quando a parede ficou mais inclinada. Ainda que por um ângulo bem pequeno, a dificuldade era notavelmente maior. Pensei na possibilidade de voltar e tentar a escalada outro dia, mas parecia ainda mais complicado descer, afinal, estava a poucos metros do fim.
Finalmente cheguei ao topo, onde coloquei meus dois braços e dei impulso para cima. Ajoelhada, olhei para baixo e não pude deixar de ficar satisfeita por ter conseguido. Mas ora, era apenas o primeiro Nível e estava cedo. Não tinha gastado tanto tempo e a adrenalina me manteve acordada. Decidi tentar a parede do nível dois. Claro que eu havia esquecido toda a dificuldade que eu passei. Chegar ao final, às vezes faz isso com a gente: esquecemos como se deu o processo.

Era maior, a começar por aí, e algumas agarras se soltavam. Parecia representar melhor um ambiente natural.
Eu deveria tentar em um rochedo real, alguma vez.
Comecei a escalar em uma velocidade maior, em vista que estava mais confiante. Em dado instante, olhei para baixo e desequilibrei um pouco, soltando a perna esquerda, mas a prendi um momento depois. Pelo menos consegui enxergar que já havia subido alguns metros.
Recomecei a cantar, dessa vez uma música extremamente nostálgica.
O que aconteceria quando eu sentisse tudo o que estava adiando sentir?
Senti um baque forte na testa e uma dor repentina que me cegou momentaneamente. O problema é que eu não estava firme e procurava ainda um lugar para encaixar a perna direita. Senti uma agarra e coloquei o peso da perna nele, mas se soltou.
Eu desabaria.
E foi o que aconteceu, um segundo depois, quando a agarra da minha mão esquerda se soltou também.
O impacto com o chão fez minhas costas doerem.
Cantei a última frase da música em um tom mais fraco.
Fiquei deitada na grama, olhando para o céu, até que me sentisse melhor. O que não aconteceu, porque quanto mais a adrenalina se desprendia do meu corpo, mais a dor se agarrava à ele. E cada vez mais eu me sentia surpreendentemente cansada. Eu sabia que não tinha quebrado nada, afinal, a altura que eu subira não era tão alta. O sono chegou, o que foi bom, pois quando ele se tornou maior que a dor, levantei-me do chão e voltei para o dormitório. O que se deu com extrema dificuldade, claro.
Não seria melhor eu dormir aqui mesmo?
Observações:

✩ Não foi usado nenhum poder ativo ou passivo;
✩ Não foi usada nenhuma arma;
✩ Parede de escalada no primeiro nível e parte do segundo nível.



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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Alaric L. Carter em Sab 28 Nov - 14:17


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Charlotte Foster Davis

Olá, maninha. Primeiramente, você é mesmo novata?
Olha, realmente me surpreendi com a tua qualidade de escrita. Gostei da forma como escreveu, colocando flashbacks e até narrando a mente da personagem. Não notei erros de ortografia, coerência, coesão ou qualquer outra coisa; com exceção disso:
"Desde que eu tinha chegando no acampamento, entretanto, eu não conseguia parar" - aqui não seria o certo "chegado"?
Mas você já deve ter percebido que foi um bom treino. Apenas dê uma revisada nos teus posts e... bem, é isso. Meus parabéns.

Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15.
Ortografia e organização: 8/10.

Total: 98xp
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por 117-ExStaff em Dom 29 Nov - 12:19

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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Heitor Beowulf Hegg em Qui 10 Dez - 17:56

O treino na arena foi riscado da lista do meu amigo sátiro e partimos para as atividades seguintes. Depois de um bom almoço descansamos por alguns minutos observando o mar. Tentei não falar do ocorrido na arena, me concentrando em manter a conversa sobre os deuses gregos e suas histórias. Havia passado das 13 horas quando nos dirigimos para Complexo de Escalada para mais uma das atividades que Anderson havia planejado.

De braços cruzados observei o primeiro nível e não coloquei muita fé no treinamento. Aparentemente era algo bem simples. Uma parede de cerca de 15 metros onde apenas os 3 finais sofriam uma leve inclinação era o primeiro nível. Ao meu ver, nenhum desafio. O segundo nível me pareceu tão bobinho quanto o primeiro a princípio, sendo apenas um pouco maior. Já o terceiro, nele eu vi algo interessante.
A lava que caia do terceiro nível demonstrava ser algo que me faria suar, literalmente, para vencer. Constatei que os dois primeiros eram apenas um aquecimento para o verdadeiro desafio.

- Primeira vez? - perguntou o instrutor, e confirmei com a cabeça. - Bom, o primeiro nível é bem tranquilo, como você pode ver. No segundo o negócio começa a pegar. Cuidado, algumas das agarras vão soltar e você vai precisar ser ágil.

- Então o segundo nível é mais difícil do que imaginei. - menti, pois aquilo ainda não me parecia algo complicado.

- Olhando parece fácil, mas quando começa a história muda. - com o indicador ele apontou para o terceiro nível. - Ali você vai precisar tomar cuidado com a lava. Pode começar quando estiver pronto.

- Boa sorte grandão! - Anderson deu um tapinha no meu ombro e se afastou alguns metros.

Comecei a subir apoiando minhas mãos nas agarras. O passo seguinte, literalmente, foi apoiar os pés. Para isso coloquei primeiro o pé direito em uma agarra que se encontrava mais próxima do chão e tomei um pequeno impulso, subindo alguns centímetros. Apoiei em seguida o pé esquerdo e continuei com os movimentos até chegar a quase cinco metros de altura. A princípio achei que sustentar o meu próprio corpo seria uma tarefa difícil, mas desde o combate na arena minha força havia... aprimorado. Fiz um teste e vi que podia sustentar meu corpo com apenas uma mão apoiada nas agarras.

- Mas melhor não arriscar. - comentei sussurrando.

Prossegui com a escalada. Cheguei aos últimos 3 metros do primeiro nível e mesmo com a leve inclinação não senti dificuldade. Ultrapassei a barreira dos 15 metros e comecei a subida do segundo nível. Que não começou muito bem.
Após subir mais dois metros um pequeno pedaço de rocha caiu no meu rosto enquanto eu apoiava uma de minhas mãos. Um pouco desorientado pelo impacto procurei pela agarra mais próxima que no mesmo instante se soltou. Cai cerca de um metro e precisei usar toda minha agilidade para me sustentar. Consegui me apoiar em uma das minhas mãos e sustentar meu peso por um curto período de tempo, enquanto buscava apoio para meus pés.
Respirei fundo e olhei para baixo. Anderson estava com as mãos na cabeça, mas sorriu em seguida gritando palavras de incentivo. Percebi então que o segundo nível realmente não era tão fácil assim, e decidi subir com mais cuidado.

- O maldito tinha razão. - falei novamente.

Meus passos seguintes foram cautelosos. Procurava sempre me firmar bem antes de procurar a agarra seguinte, para no caso dela se soltar eu conseguir permanecer no lugar, sem mais uma queda indesejada. Uma vez ou outra algumas pedras caíram, atrapalhando minha movimentação e me deixando com alguns machucados. Demorei mais que o dobro do tempo que levei subindo o primeiro nível, mas consegui vencer o segundo e cheguei terceira parte.

As rochas que caindo era algo mais constante, assim como as agarras que estavam soltas. A pior parte era a lava. Podia sentir seu calor e sabia que encostar nela não era uma boa opção. Avaliei naquele momento que aquilo devia ser o mesmo que escalar as costas de Surt, o gigante de fogo. Inimigo dos Aesir, deuses nórdicos.
Será que eu encontraria o guardião de Muspelheim no final da escalada? Surt estaria a minha espera por uma batalha? Eu pensava enquanto subia mais alguns centímetros. Constatei que era impossível. Ele não era meu inimigo afinal. Dean, esse sim era. Meu irmão. O traidor. Ele estaria esperando no final da escalada? Poderia travar meu combate contra ele ali e comemorar a vitória com todos os campistas olhando?

Olhei para cima e então minha mente resolveu pregar uma peça. Podia ver claramente aquele rosto que eu passei a odiar. Meu irmão estava lá, me esperando no final da parede. Só precisava subir e teria minha vingança.

Comecei então uma escalada sem sentido, segurando em qualquer agarra e sem me preocupar com nada. Só havia uma coisa em minha mente, chegar ao final e acabar com aquele traidor!

O resultado? Um Heitor com algumas queimaduras pelas mãos e braços que por pouco não bateu com tudo no chão, graças a uma rápida ação do instrutor (ficam aqui meus agradecimentos a esse bom homem). Fiquei alguns segundos tentando entender o ocorrido, ouvindo Anderson falar alguma coisa como "Ele vai viver não é? Por favor diga que sim. Ele ainda me deve uma lata de coca!".

- Eu vou te dar a lata. - falei com dificuldade, pois tinha a garganta seca. - Mas a coca eu bebo.

- E você acha que eu quero o que! - ele me ajudou a ficar sentado. - Caramba grandão! Você me deixou preocupado dessa vez.

Meu corpo estava dolorido e suado. Em minha alucinação não percebi o quanto me desgastei subindo. Verifiquei as queimaduras e constatei que não foram tão graves. Com ajuda do sátiro fiquei em pé.

- É eu fiz besteira. - admiti. - Mas pelo menos fui bem. Cheguei até o final do terceiro nível?

- É, bem... - o instrutor falou. - Na verdade você não chegou nem a cinco metros.

Nem a cinco metros! Havia passado por tudo aquilo em minha mente e na realidade cai com menos de cinco metros de altura. Com vergonha de mim mesmo agradeci o instrutor e comecei a caminhar para fora do complexo, não queria prolongar aquilo.

Foi no fim um treino produtivo, mas que havia terminado de maneira horrível, assim como na arena.
Anderson caminhava ao meu lado olhando sua lista. Riscou a escalada com um lápis e comeu uma das pontas dele. Haviam ainda cerca de três outras atividades, mas eu sabia que não poderia realizar mais nenhuma delas.

- Ei Andi. - chamei pelo seu apelido. - Eu agradeço, mesmo, mas não posso continuar. Eu cai naquela hora pois... pelo mesmo motivo que te ataquei daquele jeito na arena.

Paramos de caminhar e o sátiro me encarou com um olhar triste. Amassou a lista em forma de bolinha e começou a comer.

- Você precisa deixar essa história do seu irmão de lado. - e após engolir tudo, soltou um pequeno arroto. - Olha grandão você tem uma chance de recomeçar aqui no acampamento. Deixa isso de lado vamos la.

Devo dizer, ele era realmente um bom amigo. E justamente por isso fiquei triste em desaponta-lo.

- Sinto muito. - apoiei as mãos eu seus ombros. - Mas tem algumas coisas que eu preciso resolver antes de continuar. Obrigado, Andi. Realmente é um bom amigo.

E sozinho, caminhei em direção ao chalé de Ares. Precisava resolver minha vingança pois só assim minha mente estaria livre. Não importava o custo, eu mataria meu irmão.

Spoiler:

Poderes
Spoiler:

◊ Força Aprimorada [Nível 01]
Ares é conhecido pela guerra violenta, e por estarem a todo momento praticando essa forma de guerra com tudo o que vêem pela frente, os filhos de Ares adquirem força maior que o comum aos outros semideuses. Seus ataques diretos possuem mais força. Os músculos no corpo deles são evidentes, também.
PS:
Spoiler:

Já tenho um treino na arena finalizado, porém minha ficha não foi atualizada, então não sei se já posso postar esse aqui. Caso não, sorry my bad :/
Heitor Beowulf Hegg
Filhos de Ares
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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Lavínia Cavendish em Sex 11 Dez - 14:07



Avaliação

Heitor Beowulf Hegg


Olá! Heitor, a primeira dica que dou pode parecer um tanto dispensável, mas na verdade não é. Se não quiser usar um template, ao menos use seu texto justificado. Fica melhor organizado visualmente e facilita a leitura, além de melhorar a estrutura estética.

O primeiro erro seu é muuuuito comum com muita gente aqui do fórum (e nem todos novatos): Não se usa, em hipótese alguma, hífen no lugar de travessão. Para destacar uma fala no texto pode-se usar diversas maneiras, tanto aspas quanto itálico, travessão e blá blá blá. Olhe como essa simples mudança faz diferença:

Antes:
- Primeira vez? - perguntou o instrutor, e confirmei com a cabeça. - Bom, o primeiro nível é bem tranquilo, como você pode ver. No segundo o negócio começa a pegar. Cuidado, algumas das agarras vão soltar e você vai precisar ser ágil.

Depois:
— Primeira vez? — perguntou o instrutor, e confirmei com a cabeça. — Bom, o primeiro nível é bem tranquilo, como você pode ver. No segundo o negócio começa a pegar. Cuidado, algumas das agarras vão soltar e você vai precisar ser ágil.

Você pode usá-lo para mais situações, como indicar citação e diálogo; Isolar palavras ou frases (equivalente a parênteses ou vírgulas); Destacar termos (em função semelhante à das vírgulas também) e substituir os dois-pontos. O hífen é, se não me engano, usado apenas para juntar palavras (tipo couve-flor, sei lá).

O resto foi quase que totalmente questão de acentos, como em "A lava que caia do terceiro nível [...]" e "E justamente por isso fiquei triste em desaponta-lo". Outra frase esquisita foi a "As rochas que caindo era algo mais constante [...]", você deveria revisar seu texto lendo mais uma vez antes de postá-lo.

Não existe nada mais grave para comentar, gosto do jeito como você conecta todas as suas postagens — coisa que os players vão perdendo ao longo do RPG, portanto, mantenha o costume. É importante colocarmos nossas tramas em tudo que fazemos, já que a maioria das coisas que eu avalio são muito genéricas. Continue ganhando experiência, espero ler mais textos seus por aqui e cada vez melhores. Se precisar de qualquer tipo de ajuda ou dicas, pode me mandar uma MP, ficarei feliz em ajudar. Parabéns!

▬ Coerência: 50/50
▬ Estrutura, Coesão e Fluidez: 20/25
▬ Adequação à Proposta e Objetividade: 15/15
▬ Ortografia e Organização: 4/10
▬ Total: 89 XP

Dúvidas, reclamações, desabafos: MP
© lavínia cavendish




LAVINIA CAVENDISH


white winter hymnal


I was following the pack all swallowed in their coats, with scarves of red tied round their throats, to keep their little heads from fallin in the snow and I turned round and there you go...


TRAMA - MP - DO IT YOURSELF - WE ♥ IT



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Re: Complexo de Escalada

Mensagem por Psiquê em Sex 11 Dez - 15:51


Atualizado



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Complexo de Escalada

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