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• Treino para filhos de Zeus, Poseidon, Afrodite e Curandeiros de Asclépio | 1º Trimestre de 2014 •

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• Treino para filhos de Zeus, Poseidon, Afrodite e Curandeiros de Asclépio | 1º Trimestre de 2014 •

Mensagem por Aldrick Chevalier em Dom 12 Jan 2014, 00:16



Treino Coletivo


Criar um treinamento para seus companheiros de chalé já era costume agora, Aldrick já havia feito certos planejamentos para tal. Entretanto, alguns recados que recebera ao longo da semana acabaram com seus planos pré-definidos. O monitor de Poseidon, Noah, que também era responsável naquela época pelo chalé de Zeus estaria ocupado e pediu auxilio de alguém para ministrar o treino para ambos os chalés, e o líder dos curandeiros também não poderia treinar os demais aprendizes de Asclépio. O filho de Afrodite titubeou, mas aceitou se encarregar de todos eles. Uma ideia ocorreu-lhe, e foi preparar tudo o mais rápido possível.

...


Se encarregou de avisar um a um os filhos de Afrodite, mas pediu para que os responsáveis dos demais grupos alertassem os respectivos semideuses que deveriam ir ao acampamento - caso não o frequentassem. - e comparecerem na entrada da floresta na data especificada. Quando alguém chegava, dava as mesmas instruções:

Caso esteja aqui para o treino, as instruções são simples. ▬ fazia uma pausa, apontando para as grandes árvores da floresta. ▬ Em vários lugares aqui estão "escondidos" pégasos feitos de metal, pendurados em árvores ou amarrados em algum lugar. Cada um deve pegar um, apenas um deles, e trazer de volta. ▬gestualizava para simbolizar o tamanho do pégaso, que era de aproximadamente a palma de uma mão. ▬ Mas há monstros espalhados por aí e semideuses que eu convidei para confundi-los ou os desviar do objetivo principal. Vocês terão apenas uma hora e meia para encontrar um e trazer aqui para serem recompensados.



Observações  


INFORMAÇÕES DE TEMPO/ESPAÇO


Horário atual: 14h;
Clima: Agradável. Céu nublado, e brisas soprando constantemente;
Local indicado: Floresta do acampamento.

INFORMAÇÕES GERAIS DO TREINO


Tanto Noah (monitor de Poseidon) quanto Thiago (líder dos curandeiros) estão com problemas em off, portanto eu assumi o treinamento;
A postagem no treino é opcional para os filhos de Afrodite, Zeus e Poseidon. Os Curandeiros devem fazer a postagem obrigatória. Caso não possam participar neste tempo, devem avisar no tópico de ausências dos grupos extras [aqui] em até três dias após o prazo do treino . Caso contrário, perderão a vaga no grupo;
O treino é atemporal, portanto, podem postar mesmo envolvidos em outras missões e/ou treinamentos;
O treinamento é no estilo de uma One-post, e conforme dito [aqui] as regras e recompensas seguirão o padrão das One-post de dificuldade "Mediana". Tenham em base isso ao redigir o texto;

PONTOS OBRIGATÓRIOS


Comece o texto onde preferir. Você será avisado por uma mensagem de íris. Caso seja filho de Afrodite, eu mesmo terei mandado. Caso seja filho de Poseidon ou Zeus, Noah. E caso seja curandeiro, Thiago.
Você receberá as mesmas instruções citadas acima ao chegar na floresta, sem mais ou menos;
Deve haver um mínimo de dois combates no decorrer do post, mas o número de monstros e/ou semideuses enfrentados fica a seu critério em cada uma, desde que não perca a coerência;
Encontre um dos pégasos de metal e traga de volta no tempo determinado;
Para os Curandeiros de Asclépio, um acréscimo: Vocês encontrarão um NPC ferido na floresta, e devem ajudá-lo;
Qualquer informação não passada pode ser criada por você, e as passadas podem ser desenvolvidas como preferir, desde que não fuja do que foi pedido/descrito;
Digam as armas levadas em Spoiler/Code/etc no fim do post. Poderes, caso sejam usados, também entram aí;
Como há bastante tempo, estou lhes dando um mês para postagem, então até 12/02. Portanto, caprichem C:
Boa sorte.


Aldrick Chevalier
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Re: • Treino para filhos de Zeus, Poseidon, Afrodite e Curandeiros de Asclépio | 1º Trimestre de 2014 •

Mensagem por Rachel B. Moogreyd em Sab 01 Fev 2014, 23:05


Treino Trimestral
You gonna hear me ROAR !
Training
Sex Girl
outfit
PA PA Power q

Não sabia o por que eu apreciava tanto passar o tempo sentada na frente do chalé dez. Sentia falta de certas coisas, de interagir com os demais campistas, mas ao decorrer daqueles dias as coisas pareciam estranhas. Piéetro e Cassidy eram as principais pessoas com quem eu tinha um real afeto por ali e ambos havia sumido ou pelo menos nossos caminhos nunca se cruzavam. Exclui a possibilidade de estarem me evitando, até onde eu sabia não havia feito nada de errado com ambos, mas como a dúvida vive sempre a espreita esperando para emergir e lhe deixar em completo desnorteamento, decide procurar por eles, porém algo interrompeu-me antes mesmo de me erguer para sair dali. Uma imagem semelhante a um holograma oscilou a minha frente, alguns centímetros adiante de onde eu estava  encostada. Aquilo fez eu pular para trás, afastando-me perplexa com aquilo. A tal imagem holográfica trouxe consigo uma mensagem, seu remetente era conhecido por mim. Aldrick Chevalier, um dos muitos filhos da deusa Afrodite, minha mãe.

O assunto no qual aquela mensagem se tratava era um treino para os filhos de Afrodite que ocorreria na floresta do acampamento. Treino para Filhos de Afrodite. Esta seria a oportunidade perfeita para encontrar a Piéetro e Cass, ambos eram meio-irmãos meus, deveriam ir para lá. Assim que a imagem se dissipou com a brisa fresca que soprava incessantemente por ali eu me levantei ainda surpresa com aquela novidade. Cambaleei para o chalé, decidida em me preparar para o tal treino, armas, vestuário, táticas e as demais coisas necessárias para um bom treino primeiro treino.


. . .


Optei por ir com vestes leves, a familiar camisa laranja do acampamento, esta tendo alguns ajustes feitos por mim. Uma Legging confortável que certamente não atrapalharia meus movimentos e um bota bem estilosa para findar o look. O trajeto pela trilha não tardou seu ponto de chegada, a Floreta. Saldou alguns dos seus meio-irmãos, unicamente os conhecidos. Solveu com os olhos a todo o cenário ao seu redor, a todos ali. Muitos não eram afiliados a deusa do amor, provavelmente outros grupos de semideuses. Com as informações dadas todos os presentes partiram para dentro da floresta, eu hesitei inicialmente, tentando guardar todas elas em minha mente. Capturar pégasos de metal, ter cuidado com os monstros e voltar na faixa de uma hora e meia. Repassei as informações na mente e me virei, contemplando as diversas árvores a minha frente antes de me esgueirar por entre elas com o chicote firme na mão direita e a adaga na esquerda.

Foi possível eu ver alguns dos semideuses correrem para mais fundo da floresta. Repentinamente onde eu estava se mostrou um lugar silencioso e quieto. Somente meus passos eram ouvidos nas redondezas, eu olhava para as árvores tentando encontrar ao tal pégaso de metal, seria difícil acha-lo com um mostro a espreita e a pouco luminosidade dali, o céu nublado não ajudava em nada somente no clima agradável no local. Estava muito concentrada, talvez esse foi o motivo para eu ter ouvido o barulho detrás de mim, algo semelhante a um galho se partindo. Virei a cabeça na direção e vislumbrei ao nada, somente árvores e mais árvores. Voltei a olhar a minha frente e fui surpreendida por um monstro, logo tive conhecimento de sua identificação, uma harpia. Sem tempo para que eu pensasse em qualquer ataque ela se lançou na minha direção num voo raro e reto. Lancei meu corpo rapidamente para o lado, girando-o sobre o solo e parando com os joelhos e mãos apoiadas no chão. Balancei  a cabeça a procura da Harpia, encontrando-a a metros a minha frente com um sorriso cruel exposto, porém não estava sozinha, ao seu lado havia outra harpia. Me ergue num pulo, ignorando ao tremor repentino que percorreu meu corpo, optei por ajeitar ao chicote, segurando-o do modo mais proporcional para um ataque preciso. Corri na direção dos monstros, lançando a minha frente o chicote que voou ligeiro na direção de uma  delas, porém a harpia foi mais rápida, com um pulo lançou seu corpo por cima do meu e parou sobre minhas costas arranhando-a com suas garras afiadas. — Ai, merda, sua harpia maldita. — Gritei, ignorando a dor e dando lugar ao ódio que se apossava de mim. Girei meu corpo rapidamente, erguendo o braço com o chicote, fazendo-o voar num giro ao meu redor e atingir ao rosto da harpia. Ela cambaleou para trás e grunhiu, fixando seu olhar raivoso em mim. Tratei de avançar nela mas fui impedida pela outra harpia que me empurrou, derrubando-me ao chão. Um novo grito saltou dos meus lábio trêmulos, movi minha perna no chão chutando as pernas do monstro numa rasteira que por fim a derrubou, a outra harpia optou por voar parando a alguns metros de mim. Girei o corpo num movimento um tanto acrobático me pondo de pé graciosamente e retirando uma flecha da aljava presa a minhas costas, segurando com as duas  mãos e jogando meu corpo na direção da harpa caída, enterrando a ponta da flecha no peito do mostro que logo de desfez em cinzas que foram levadas pelo vento. A outra harpia me olhou tão furiosa quando a anterior, lançando-se num voo até mim e batendo com as garras na parte frontal do meu corpo, me derrubando novamente ao chão. Soltei meu braço na direção do rosto dela, esmurrando seu rosto num golpe surpresa até mesmo para mim que não tive a intenção e nem sabia que era capaz de tal ato. Ela se jogou para o lado e eu me ergui num pulo, girando a cabeça para procura-la. O riso dela alertou sua localização, ela voava por entre as árvores. Peguei meu arco e passei a mesma flecha que havia matado a sua amiga. Direcionei o arco e a flecha na direção dela que voava mais agilmente tentando me confundir. Eu movia os braços nas direções de seu voo já nervosa com aquilo. — Oh, sua galinha voadora. — Gritei para ela fazendo-a se distrair brevemente, o suficiente para eu largar a flecha que já estava pronta para ser lançada. O voo da flecha foi certeiro, indo na direção dela que gritou pasma antes de se desfazer em cinzas igualmente a outra.

Tornei a caminhar pela floresta de modo lento, tentando repor as energias gastas com as harpias. Olhei ao relógio, já haviam se passado aproximadamente uma hora desde que eu havia entrado aquela floresta, a luta havia me atrasado. Com todas as armas guardadas optei por correr para dentro do labirinto de árvores. Tinha em mente o objetivo de achar o pégaso, nada mais me distrairia. Novos sons foram se tornando presentes nas redondezas, outra luta com certeza acabaria com toda minha energia. Vislumbrei a uma espessa e grandiosa árvore a alguns metros a minha frente, fiz com que minha unhas transmutassem-se em garras afiadas e maiores que o normal. Corria ligeira mas meus passos nem eram ouvidos, afundei a garra no tronco e assim consecutivamente até estar num galho alto da árvore. Para o meu azar aquilo que me perseguia apareceu. Um cão infernal olhava diretamente para cima onde eu estava, seu rosnado fez com que eu me arrepiasse bruscamente. Fechei os olhos, concentrando toda a força e energia que me restara. Prendi a respiração momentaneamente e ao a soltei, juntamente com um grito, este ampliado num tom muito mais alto do que o normal, de um modo estrondoso totalmente diferente da minha voz delicada e charmosa. Como esperado, o cão se assustou com o grito avassalador e correu para dentro da floresta. Deitei um pouco o corpo na no galho, arfando vagarosamente, guei meus olhos para os demais troncos e me surpreendi com o que vi, receosa de que aquilo fosse truque de minha mente ou realmente realidade.

Uma figura metálica mantinha-se preso a alguns centímetros do tronco onde eu estava. Cuidadosamente esgueirei meu corpo para o galho, esticando o braço na direção dele e me sustentando com o outro. Apertei a miniatura do pégaso entre os dedos, firmando-o na minha mão. Saltei do galho, planando graciosamente no chão. Tornei a correr pelo mesmo caminho de volta, seguindo a trilha dos meus passos desenhados na terra rasa do solo.  Nem acreditei quando vi a Aldrick a poucos metros de mim, diminui a velocidade da corrida na medida que me aproximava dele. Por fim entreguei ao pégaso de metal nas mãos dele, ignorando a qualquer parabenização, não por falta de educação mas por cansaço, tudo que eu queria no momento era me sentar. Cambaleei para uma árvore, escorregando as costas que ardiam por conta dos ferimentos na extensão do tronco e sentando no gramado, fechando os olhos e relaxando após aquele treino desgastante.

Poderes e Armas:
♦ {Beauté Électrique} / Chicote Elétrico [Chicote elétrico. É um chicote, todo trabalhado a mão. Ele é feito de couro, e nesse couro, pode se perceber detalhes em renda, bordada manualmente. Ele também reluz algumas pedras preciosas, que ajudam em ataques mais precisos, e podem cortar a pele do atingido]{Couro e Pedras preciosas} (Nível Mínimo: 1 ) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Afrodite] ~ atado ao cinto ~

♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum] ~ Presa sobre a bota ~

— {Shark} / Corrente [É uma corrente feita de ouro negro, que tem um tamanho variável de 1,50m a 2m, sendo que isto depende exclusivamente da vontade do portador.] {Ouro Negro} (Nível Mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Orfeu, pela missão narrada interna "Fashion Fight".]


♦ {Arche de l'Amour} / Arco de Ouro [Um arco de ouro, que é revestido de prata por dentro e reluz. Tem várias jóias ao seu redor, e as flechas disparadas com o mesmo tem extrema precisão] {Ouro, Prata e Jóias} (Nível Mínimo: 1 ) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Afrodite]

♦ {Flèches infinies} / Aljava de Flechas Infinitas [As flechas reluzem claramente, e em suas pontas pode se perceber pedras preciosas que cortam melhor que as espadas mais afiadas, pois é encantada para ser sempre assim] {Ouro e Jóias} (Nível Mínimo: 1 ) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Afrodite]






Passivos ::

Beleza Estonteante (Nível 1)

Como filhos da deusa da beleza, você é naturalmente belo, sendo tal beleza notável e admirada por todos. Seus olhos têm uma coloração que não se define completamente, sendo intrigantes e como se fossem hipnotizantes; sua voz atrai, seus lábios são provocantes, seu rosto possui uma beleza harmoniosa e o corpo não fica para trás. Tudo em você chama a atenção pela beleza especial que possui, e é praticamente impossível deixar de notá-lo. Não é nenhum efeito hipnótico, contudo - apenas estético.

Habilidade com Chicotes e Correntes (Nível 1)

É com esse tipo de arma que você se identifica perfeitamente e o tipo de arma com o qual se destaca. Tais armas parecem ser uma extensão de seu corpo, você consegue realizar movimentos incomuns e precisos, aprendendo a manusear esse tipo de arma facilmente. Não quer dizer que nunca erre, mas que seus movimentos são melhores com esse tipo de arma. É algo que evoluiu com o semideus.


Eterna Boa Forma (Nível 2) [Modificado, unido com bons reflexos]

A boa forma que você possui agora não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques. É algo leve, contudo, e outros fatores podem interferir. Em combates, você transfere sua graça aos seus movimentos, o que faz com que seja capaz de se esquivar com mais facilidade, com movimentos belos e fluidos. Na prática, chances de esquiva aumentadas em 25% contra golpes normais.


Perícia de Arqueiros (Nível 2)

Você pode não ser melhor que os filhos de Apolo ou as caçadoras, mas a habilidade que tem é notória e admirável. Pode realizar tiros diversos e não muito complexos, assim como pode se adequar a todo o tipo de arco. A habilidade aumenta com o nível.

Delicadeza (Nível 6)

Assim como pombos ou cisnes, seus passos são suaves e delicados, dificilmente sendo percebidos pelo inimigo em uma aproximação sutil. Note que sentidos aguçados ainda podem captar sua presença, assim como uma aproximação descuidada podem lhe denunciar. O silêncio não é completo.

Ativos ::

Garras I (Nível 2) [Modificado]

Suas unhas tornam-se maiores e mais afiadas por 3 turnos, fazendo com que sejam capazes de danificar materiais menos resistentes, como madeira, couro e tecido comuns, além de poderem provocar dano em inimigos.

Grito super-sônico (Nível 6)

Esta habilidade lhe permite amplificar sua voz de modo ensurdecedor, podendo quebrar objetos frágeis/ cristalinos e até mesmo atrapalhar seus inimigos num ataque. Sua voz, antes dita bela, pode agora afastar alguns adversário devido às ondas de som. Isso, claro, acaba ocorrendo com um maior gasto de energia dependendo do adversário. Cada ativação dura um turno e afeta somente um oponente que esteja a até 5m de distância. No caso de afastar, depende do peso - quanto maior o inimigo, menores as chances de funcionar, ams ele ainda tomaria dano por som.

Rachel B. Moogreyd
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Acampamento Meio-Sangue ● Chalé X ● Décima Cama. q

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Re: • Treino para filhos de Zeus, Poseidon, Afrodite e Curandeiros de Asclépio | 1º Trimestre de 2014 •

Mensagem por Étoiles de Médici em Dom 09 Fev 2014, 14:43

O pónei maldito lá lá lá lá lá

O sol brilhava forte no céu, brisas suaves só existiam em meus mais belos sonhos. O suor escorria por meu rosto, meu cabelo ─ preso em um coque mal feito ─ grudava na pele como chulé gruda no pé. Ao meu redor, o tintilar constante do metal das armas contra outras era como uma música de fundo. O rugido de monstros sendo enfrentados pelos campistas ecoava pela arena também, juntamente com flechas cortando o ar.
Havia uma pilha de bonecos de palha destroçados ao meu lado, e a minha frente, a próxima vítima / boneco. Preparei-me para atacá-lo com minhas adagas, mas então uma voz conhecida chegou aos meus ouvidos, fazendo-me pular assustada.
Virei-me, procurando o dono da voz. Em vez disso, encontrei o rosto de Thiago Leveck me encarando dentro de uma mensagem de íris que tremeluzia no ar.
Hey! ─ o cumprimentei, sorrindo. ─ Devo agradecer a quem pela honra de levar um susto via M.Í. do próprio Thiago?
Ele riu e desatou a falar. Eu fui assentindo sem prestar muita atenção enquanto ele falava sobre como estava ocupado e o quanto um tal de Africk ─ ou seria Adriqui? ─ tinha sido generoso de incluir os Curandeiros no treino que estava programando para seu chalé, e blábláblá.
As únicas coisas que realmente capitei foram: o dia e horário do tal treino, e que os chalés de Afrodite, Zeus e Poisedon também estariam participando. O essencial.
O.k. Obrigada por avisar.
A imagem de Leveck sorriu para mim e esticou a mão, como se quisesse passá-la pela mensagem de íris, que instantaneamente tremeluziu e se dissipou em névoa.
 
• • •
 
O tempo mudou no Acampamento. Dias atrás, quando foi avisada por Thiago sobre o treino, fazia calor, e agora, parecia que estava armando um clima bem frio. O céu estava nublado, e ventos sopravam constantemente enquanto eu caminhava em direção à entrada da floresta ─ o local do tal treino.
Eu vestia uma confortável calça de moletom, uma camisa cinza com os dizeres “Keep calm and kill monsters”, uma blusa preta também de moletom por cima ─ para me manter aquecida ─ e meu All Star alado. Meus cabelos estavam presos em um alto rabo de cavalo, um relógio que eu pegara “emprestado” estava no meu pulso esquerdo, Adroit estava no dedo anelar da mão esquerda em sua forma de anel, Quick Cut em sua bainha na coxa direita e meu Colar de Serpentário estava no pescoço, juntamente com Fury's Shield, que também estava em forma de colar.
Quando cheguei ao meu destino, um semideus já estava lá. Supus imediatamente que fosse o tal Adriqui. Eu mal me aproximei e ele já estava falando. Desta vez, prestei atenção em cada palavra dita, as absorvendo e guardando.
Assim que ele acabou, programei meu relógio para apitar quando o tempo dado para cumprir a tarefa estivesse acabando. Não era nada muito cabeludo. Encontrar com, no máximo de uma hora e meia, um pégaso de metal que cabe na palma da mão em uma floresta gigantesca e cheia de monstros e semideuses do mau? Mo-le-za.
Havia também o fato de que não podia simplesmente existir um número pequeno das peças, afinal, além dos curandeiros havia três chalés participando. E nunca dá para se ter certeza de quantas pessoas iram participar.
Não havia sol, uma vez que o tempo estava nublado, e isso era um fator contra. Eu não tinha lanterna, outro fator contra. A floresta era imensa, mais um fator contra. Fatores a favor? Error 404 not found.
Empunhei Quick Cut e me embrenhei na floresta. E que seja o que os deuses quiserem.
 
• • •
 
Todos meus sentidos estavam apurados, eu evitava emitir sons que pudessem atrair monstros e derivados, fazendo tudo no maior silêncio possível. A floresta estava quase escura ─ uma vez que não havia sol e as copas das árvores bloqueavam quase toda a luz restante ─ e também calma. Calma até demais. A única prova de que o tempo mesmo assim passava eram os numerozinhos mudando no relógio digital em meu pulso.
Eu corria os olhos por cada canto da floresta, atenta a tudo e procurando pelo mini-pégaso. Mas até agora eu não estava tendo sucesso nenhum em minha busca.
Um leve tremor subindo por minha espinha me fez parar. Segurei mais firmemente a adaga em minha mão e me virei com a maior calma possível. Algo vinha se aproximando por trás.
Não havia sons e nem nada no alcance de minha visão que não fosse mato e árvores. Mas tinha algo se aproximando. Disso eu tinha certeza. E eu nunca errava.
Semicerrei os olhos enquanto voltava-me para a direção em que seguia antes de parar. A sensação que denuncia a aproximação de alguém voltou, mas desta vez o “algo” estava vindo por cima, e velozmente.
Recuei em “marcha ré”, a cabeça erguida, os olhos varrendo as copas das árvores. No segundo seguinte algo irrompeu de dentro das folhas.
Minha primeira reação foi defensiva: pus os braços em frente o corpo, o direito ─ que empunhava Quick Cut ─ sobre o esquerdo. E me joguei para trás, batendo as costas no tronco de uma árvore.
A coisa planou antes de se esborrachar no chão. Era coberta de penas vermelhas, tinha asas e se parecia muito com as coisinhas que limpam o Acampamento e estragavam os passeios noturnos dos campistas...
Uma harpia? ─ murmurei incrédula. O tal Adriqui havia pegado até o pessoal da limpeza para fazer o serviço sujo?
Ela se virou para mim, endireitando o copo, e sorriu. Nem tive tempo de sorrir de volta, ela abriu as asas e avançou. Joguei meu corpo para o lado, contornando o tronco da árvore. Mal fiz isso e ouvi um baque alto, seguido de um grasnado ─ espero que o seguro da Dona Harpia cubra batidas em árvores.
Não esperei para ver o que acontecia em seguida, comecei a correr. Algo que parecia um guincho denunciou que a mostrenga vinha em meu encalço.
Espere semideusa! ─ ela gritou.
Além de eu ser rápida por natureza, contava com minhas longas pernas, mas mesmo assim eu sentia que ela estava se aproximando, chegando mais perto a cada largo passo que eu dava. Olhei para cima, as árvores ainda eram altas e suas copas estavam longe de meu alcance. Hora de um plano improvisado.
Maia! ─ gritei.
Peguei impulso com os pés, e no segundo seguinte, estava distanciando-me do chão. Passei o dedão da mão esquerda sobre o anel no dedo anelar da mesma mão, e senti Adroit ganhando forma enquanto girava Quick Cut uma vez entre os dedos. Virei-me no ar para a direção em que a harpia vinha a toda velocidade e lancei minhas adagas. 
As lâminas cortaram o ar ─ descrevendo círculos mortais. A mostrenga sorriu e bateu as asas uma vez ─ tomando mais um pouco de altitude, e explodiu em pó com uma adaga no peito e outra na região do abdômen.
Suspirei, olhando ao redor. Esse pequena brincadeira de pique pega havia feito um pouco de estardalhaço demais. Apurei os ouvidos e fechei os olhos, concentrando-me nas vibrações do ar e tentando captar algum corpo que emitisse calor.
Quando tive certeza de que não havia nada, reabri os olhos e desci. Meus pés tocarão a grama, eu recolhi minhas adagas e as asinhas em meu tênis sumiram.
Eu agora estava em uma parte mais escura da floresta, onde as copas das árvores estavam unidas de tal forma que pouquíssima luz conseguia penetrar. Mordisquei o lábio inferir e decidi voltar, refazer o caminho que eu percorri e andar por um trecho menos sombrio.
Dei um passo determinado, e um grito ecoando pela floresta me fez parar instantaneamente.  Virei à cabeça na direção de onde o som parecia estar vindo. Ótimo, pensei. Porque tudo sempre leva para a direção mais sinistra da floresta?!
Dei uma rápida espiada em meu relógio. Nele os numerozinhos florescentes mostravam ser 14h49min. Um novo grito soou, mas este parecia mais perto.
Droga! resmunguei enquanto girava nos calcanhares e corria em direção ao lugar que segundos atrás estava tentando evitar.
Eu não sei explicar o porquê que eu estava indo atrás do dono dos gritos, mas sabia que minha consciência nunca me deixaria em paz se eu não fosse. Mesmo se no final eu me desse muito mal por causa disso.
Após correr alguns poucos metros, emergi em uma pequena clareira. Mas o lugar ainda era escuro e sombrio.
No centro do lugar, um garotinho que não parecia ter mais de sete anos estava deitado no chão, em cima de uma pequena poça de sangue que crescia. Eu corri para perto dele e deixei minhas adagas de lado.
Seu peito se mexia, um sinal de que estava vivo. Mas o fazia com esforço.
Você está me ouvindo? ─ perguntei ─ a voz impassível, transmitindo tranquilidade ─, enquanto repousava a mão sobre sua barriga para tirar a dor, onde um enorme talho estava aberto e sangrando.
S-si-s-i-m. ─ seu esforço para falar acabou o fazendo se engasgar.
Shiii. Não fale. Eu vou cuidar de você. Se concentre na minha voz. Vai ficar tudo bem.
Eu levantei a camisa laranja encharcada de sangue, e deslizei o dedo por cima do corte, fazendo-o parar de sangrar e se fechar imediatamente, em contra partida, uma enorme cicatriz surgiu.
Feito isso, voltei a repousar minhas mãos no local. Uma aura esverdeada as cobriu e, enquanto assegurava não restar mais nenhum ferimento interno, eu voltei à conversa com o garoto. Mas apenas coisas banais e sobre mim, como eu havia chegado ali, como eu estava doida atrás de uma miniatura de metal de um pégaso, como ele teve sorte de eu ser uma curandeira...
Pronto. ─ disse eu. Não havia mais nenhuma ferida ou hematoma pelo corpo, o que achei estranho. Como ele ganhou aquele único e feio corte? ─ Consegue se levantar?
Ele assentiu, e sozinho ergueu o corpo, sentando-se de frente para mim. Ele olhou a barriga, e tocou com o indicador sua mais nova cicatriz.
Desculpe, mas não a nada que eu possa fazer em relação a isso aí. Olhe pelo lado bom, dizem que garotas curtem umas marcas macabras de batalha.
A sombra de um sorriso surgiu em seus lábios.
Obrigado.
Retribui o sorriso, mas no segundo seguinte, o tirei do rosto. O tremor subindo a espinha me deu segundos de vantagens, no qual eu pude empunhar minhas adagas, que repousavam ao meu lado. Do outro lado da campina, de frente para mim e o garotinho, três pares de olhos me encaravam entre a densa folhagem. Suas bocas arreganhadas rosnavam, revelando afiadas presas.
Demorei outro segundo para entender de quem eram aqueles olhos. Eram grandes, e negros, como qualquer cão infernal seria.
Não demostre medo, hesitação ou faça qualquer movimento brusco. ─ eu disse para o garoto calmamente, encarando os monstros. Lentamente e abertamente, lhe passei Adroit, já que eu não havia visto nenhuma arma com ele. ─ Na hora que eu disse jujuba, você corre para a direção oposta da deles. Não me espere.
Os cães rosnaram, o do meio avançou um passo e se preparou para atacar.
JUJUBA! ─ eu gritei.
Não esperei para ver se o menino já corria, mas os monstros atacaram, os três de uma vez. Passei o dedo por Fury's Shield, que se transformou em um escudo em minha mão esquerda, e me abaixei, encolhendo-me contra o chão, e pondo o escudo sobre meu corpo.
Senti uma pressão momentânea me pressionando contra a grama, então o cão infernal, que havia pulado sobre mim, se afastou e se pôs novamente em posição de ataque.
Os outros dois havia indo no encalço do menino. Era o melhor que eu podia fazer: enfrentar um deles sozinha e depois ir atrás dos outros. Por enquanto, rezaria para que o garotinho soubesse correr rápido.
Eu só tive tempo de me ergue sobre os joelhos e por o escudo novamente em frente de mim. O monstro se chocou contra ele e ganiu. Aproveitei o segundo de vantagem e lancei-me no ar, as asinhas de Maximum ativadas.
O cão infernal pulou, e por pouco não provou do gostinho dos meus pés. Dei uma cambalhota no ar e desci em sua direção com tudo, o escudo novamente na frente. Suas pernas se preparavam para um novo salto, sua boca estava arreganhada, sedenta por meu sangue.
No instante em que suas patas deixaram o chão, meu escudo entrou em contato com sua fuça. Ele se desestabilizou e caiu sobre as patas, ganindo. Com um movimento ágil, eu me posicionei em cima de seu torço, o escudo ainda em frente ao corpo, e me sentei sobre sua pelagem negra. Senti suas pernas traseiras começarem a se levantar. A lâmina de Quick Cut entrou em sua pele, minha mão puxou a adaga para trás, rasgando o lugar enquanto o monstrengo uivava de dor e raiva.
Então ele explodiu em uma nuvem de poeira dourada, deixando-me cair de bunda no chão. Tossi o pó enquanto Fury's Shield voltava a ser um colar e as asinhas de meu tênis sumiam. Levantei-me com um pulo e voltei a correr, desta vez na direção em que o menino e os outros cães tinham ido.
GAROTO! ─ eu gritei enquanto passava velozmente por entre as árvores, percebendo que ainda não sabia seu nome. ─ OI! MENINO!
As árvores estavam se tornando mais distantes uma das outras, o que permitia finas fatias da pouca luz entrar. Isso significava que estávamos voltando para a parte menos sinistra da floresta. Finalmente alguma coisa boa.
Um tremor na espinha repentino denunciou a presença de algo.  Eu me joguei com tudo para o chão, comendo um pouco de cascalho no percurso e esfolando minha mão esquerda que estava aberta. O vulto negro passou por cima de mim como um raio.
Maldita viagem pelas sombras, resmunguei.
Usei os cotovelos para me erguer, e assim que consegui ficar sobre os joelhos o cão infernal avançou. Eu busquei seus olhos, e no instante em que os meus entraram em contato com os seus, ele estancou.
Completamente imóvel, a boca ainda arreganhada, as patas numa posição estranha, e a uns vinte centímetros de mim.
Eu terminei de me levantar e sorri.
Dó, ré, mi, fá, só, lá-men-to ─ cantarolei antes de enfiar a lâmina de minha adaga em sua testa e a puxar para baixo, rasgando sua cara.
Assim que ele se transformou em farofa de monstro, eu voltei a correr. Onde estava o garotinho? E o terceiro cachorrão?
GAROTO! ─ eu gritei novamente.
Então eu ouvi. O mesmo grito que tinha escutado antes de encontrar o menino ferido pela primeira vez. Definitivamente era a mesma voz. Eu gritei algo como “Estou chegando!”, mas não tenho certeza se ele me ouviu com a os sons que se seguiram.
Mais gritos, gemidos muito altos, rosnados...
Eu estava perto. Mas por mais que eu corresse, parecia que perto não era o bastante. Aos poucos os sons foram se silenciando... Quando tempo até que isso ocorreu? Pode ter sido apenas segundos, ou minutos, eu nunca teria certeza.
Assim que eu cheguei, entrando em uma clareira, eu soube que era tarde demais. Ao sentir meu cheiro ou notar minha presença, o monstro se afastou do corpo que dilacerava e que se encontrava a uns dez passos de distância de mim.
Ele rugiu, mostrando as presas cobertas de sangue. E em minha cabeça, eu pude entender sua voz canina e sentir sua sede por meu sangue de semideus.
Hora da sobremesa.
Ele avançou, e eu, relutante, retirei os olhos de cima do corpo dilacerado.
Eu acho que não. ─ murmurei enquanto via cobras constritoras envolvendo o corpo do monstro, que foi interrompido em seu ataque, remexendo-se e tentando se livrar de meus bichinhos e me alcançar ao mesmo tempo.
Sua boca incapaz de se abrir. E quando mais ele se movimentava, mais elas apertavam.
Eu apertei um pouco mais minha adaga e ergui o braço, preparando-me para lança-la.
Vá para o Tártaro.  ─ disse enquanto a arma descrevia seu circulo mortal no ar, antes de atingir a região entre suas orelhas e o desfazer em poeira dourada.
Assim que isso aconteceu, as cobras se desfizeram em um pó negro. Eu corri até o garoto, mesmo sabendo que não havia mais nada que eu pudesse fazer.
Meus joelhos trocaram a grama tingida de vermelho ao seu lado, eu o olhei, boquiaberta, e percebi que sua cabeça estava virada de lado, o braço esquerdo esticado, o dedo indicador apontando para o arbusto.
Minha testa se franziu. O que haveria de tão emocionante em um monte de folhas para ser a última coisa a se ver no mundo?
Fechei seus olhos, que só agora fui perceber serem verdes.
Um “pii!” agudo me assustou, fazendo-me pular. Então me lembrei de meu relógio, e do treinamento. E do pégaso que eu deveria estar procurando. Não era necessário eu olhar para os números em meu relógio para saber que faltavam dez minutos para meu tempo se esgotar. Eu apertei um botão lateral para ativar a função soneca, que despertaria daqui a cinco minutos novamente, e depois mais uma vez, e aí, meu tempo teria acabado.
Eu estiquei minhas mãos para recolher o braço do garoto. Eu irei levar o corpo de volta. Era o mínimo que eu poderia fazer pelo menino anônimo.
Então um reflexo prateado me chamou a atenção em meio ao arbusto. Inclinei-me para frente e espichei mais um pouquinho as mãos, até meus dedos entrarem em contato com a superfície levemente gelada.
Assim que puxei o objeto para mim, meus lábios formaram um sorriso. Era uma miniatura de um pégaso de prata.
Não pude deixar de agradecer mentalmente ao menino por ter o visto antes de morrer, porque se não, eu teria estado tão perto do objetivo e nunca o teria achado!
Adroit estava jogada aos pés do cadáver. Ela voltou a ser um anel ao meu simples toque. Recolhei também Quick Cut do meio dos restos mortais do monstro e a embainhei.  Guardei o mini-pégaso no bolso de meu casaco e coloquei o corpo nas costas.
Eu já havia passado por aquela clareira antes, no inicio do trajeto. Tenho certeza por conta de uma árvore ligeiramente inclinada e difícil de esquecer, o que me indicou que eu estava próxima do local onde Adriqui nos esperava.
No momento em que eu cheguei ao início da floresta e encontrei o semideus que tinha organizado o treino de frente para mim, eu desabei no chão. Assim que meus joelhos entraram em contato com a grama, meu relógio voltou a apitar. Eram 15h25min.
Missão comprida, chefia. ─ comentei enquanto retirava o mini-pégaso do bolso.
Observações:
É dito que, para os Curandeiros, é necessário encontrar um NPC ferido e ajuda-lo. Foi o que eu fiz, mas não tinha nada que falava o que deveria acontecer com ele em seguida, daí, eu tomei a decisão de matá-lo
Armas&Poderes:

Armas&Itens
 
— {Maximum} / All-Stars [All-Stars brancos com detalhes pretos. Ao comando de seu dono, estes materializam asas brancas nos calcanhares] {Nenhum Material} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento}  [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]
 
— {Quick Cut} / Adaga [Uma adaga feita de prata comum. Ela sempre tem um líquido verde na lâmina. É o veneno de George e Martha. Quando o veneno entra em contato com o sangue de alguém, ele faz com que a pessoa perca uma quantidade média de HP por turno e fique mais lento. Vem junto de um pequeno suporte (bainha) adaptável à cintura, pernas ou tornozelos] {Prata} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]
 
{Fury's Shield} / Escudo [Escudo redondo e banhado ao ouro, muito resistente, possui espinhos grossos na lateral e transforma-se em colar com pingente de javali ao simples toque do usuário desse escudo.] {Ouro} (Nível Mínimo: 12) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Missão " Fúria de um deus "]
 
{Adroit} / Adaga [Resistente adaga feita de bronze sagrado, sua lâmina mede cerca de 20 cm. Afiadíssima, perfeita para ataques ágeis e rápidos. Seu punho é feito de aço coberto com uma camada de couro, ajudando o manuseio da arma. Quando a dona não desejar, ela se transforma em um anel discreto de bronze. É semi-indestrutível.]{Bronze sagrado, couro, aço. Arma cromada}  (Nível Mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: ¥ Dragon Dovahkiin ¥ ]
 
*— Bolsa de Componentes Mágicos / Bolsa (Nela são guardados desde objetos para preparo de poções até bisturis e utensílios médicos [ela possui espaço infinito para tais coisas e somente para tais coisas; também aparece e desaparece, dependendo exclusivamente da necessidade do semideus]) {Couro} (Nívem mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento)[Presente de Curandeiro]
 
— Colar do Serpentário / Colar (o formato e o estilo da confecção lembram uma serpente dourada; nunca pode ser perdido, vendido ou retirado a força, pois identifica os curandeiros e, portanto, não é considerado um item nas contagens para missões, eventos e tramas, embora ainda seja preciso citá-lo) (seu efeito principal é o de, quando retirado do pescoço, se transformar em um dos itens a seguir: uma réplica quase totalmente semelhante do Bordão de Asclépio (ou seja, uma espécime de bastão rústico e fino envolvido por uma serpente de escamas feitas de prata envenenada que podem ser tão afiadas quanto uma espada, possuindo o mesmo potencial de corte de uma arma laminada; ele se adapta completamente ao tamanho e porte físico do usuário). {Prata, madeira e veneno} (Nível mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento) [Presente de Curandeiro]
 
*Apesar de não ter sido citada no post, ela está sempre com a Kristy, independente da situação.
 
Passivos - Hermes
Nível 1
 
─ Agilidade - Você como filho de Hermes terá uma agilidade maior que outros campistas inclusive voando com seus tênis alados.
 
Nível 2
 
─ Esquiva - Você agora é capaz de se esquivar de golpes com mais facilidade.
 
Nível 3
 
─ Pericia com Adagas - Por ser filho de Hermes você controla a Adaga como ninguém.
 
Nivel 5
 
─ Sentir Aproximação {NEW}{Idealizado por Sadie Bronwen} - Assim como as serpentes pressentem a aproximação de suas presas, os filhos de Hermes também adquirem o sentido que sempre lhes deixa a par da aproximação de outras criaturas na área em que se encontra. A extensão da mesma é definida pelo seu nível, sendo que a cada nível a partir do 5, 1 metro de extensão é adicionado.
 
Nivel 10 
 
─  Passos de Anjo - Seus passos são delicados, ou seja, o contato com o chão é mínimo, mesmo correndo. Permite que você se mova em total silêncio e que não quebre gelo se você andar por cima dele, mas você ainda escorrega no mesmo.
 
─  Raciocínio Rápido - Os filhos de Hermes adquirem um raciocínio mais amplo e acelerado das situações, podendo, desta maneira, encontrar mais facilmente soluções para os momentos que mais necessitarem.
 
Nivel 11 
 
─ Saltos - Você é capaz de fazer saltos acrobáticos com perfeição.
 
Nivel 15
 
─  Cansaço reduzido - Por ser filho do mensageiro dos deuses, você nao se cansa facilmente em missões ou longos percursos.
 
Nível 18
 
─ Passo Determinado {NEW}{Idealizado por Sadie Bronwen} - Hermes é o deus das viagens, portanto é normal que seus filhos nunca se percam em uma, desde que não estejam em caminhos não alterados magicamente, labirintos nem tenham suas faculdades mentais comprometidas.
 
Nível 20
 
─ Ambidestria com Adagas - Você pode usar duas Adagas ao mesmo tempo.
 
─ Estratégia {NEW}{Idealizado por Sophie Deneuve} - A grande habilidade em cometer furtos, possibilitou que os filhos de Hermes criassem a capacidade de bolar estratégias simples e diretas, de uma maneira inteligente e com uma grande facilidade. Obviamente, não é nada comparado aos filhos de Athena. Porém, se tal estratégia for muito bem traçada e executada, a probabilidade dela funcionar é muito grande.
 
Passivos - Asclépio
 
Nível 2 
 
― Perícia com Lâminas - O nome Asclépio deriva de “Asclepius” que significa “cortar”; o deus dá um conhecimento aos seus protegidos sobre o manejo de armas com lâminas e armas de corte em geral. Assim, poderão controlar tais tipos de equipamentos com exímia maestria.
 
Nível 7 
 
— {Olhar Clínico}  - Descrição: Há uma espécie de lenda urbana que diz “grandes médicos sabem o que o paciente sente apenas de olho”. Pois bem, isso se aplica aos aprendizes, mas de uma forma diferente: ao avistar alguém, consegue “ver” as informações de saúde deste indivíduo (por exemplo, possíveis fraturas, doenças, batimentos cardíacos, oxigenação, vida, energia e situações psicológicas e sociais). Estas informações aparecem em forma de dados e gráficos para o aprendiz, como na tela de um monitor de hospital.
    — Restrições: Situações psicológicas e sociais só se aplicam a pessoas que deixarem o curandeiro ter esse conhecimento, o que resume a, normalmente, aliados.
    — Informações Extras: Não há.
Nível 9 
 
― Confiança - Desde a maneira correta, ereta e firme de se portar até as palavras acolhedoras, apaziguadoras e relaxantes – um médico desempenha essas funções, sim; quando precisam dar uma má notícia, quando precisam dar uma boa notícia, quando precisam inspirar confiança; e é exatamente isto que esse poder visa: inspirar segurança, confiança nos outros. Portanto, suas palavras e atitudes costumam ser vistas com bons olhos e não são julgadas de imediato – é claro, sem contar o fato de animarem e motivarem o grupo (na prática, os ataques e as estratégias do grupo possuem mais chance de darem certo; o efeito dura duas rodadas e só pode ser usado uma vez por missão).
 
Nível 10 
 
― Veterinário: Os veterinários são médicos que se especializaram no cuidado e trato de animais; lógico que, considerando a situação mitológica, isto se expande aos animais fantásticos e mágicos. Seria impassível deixar algum tipo de bicho com alguém que não possua certa simpatia por estes; então, o curandeiro conseguirá se comunicar com todos os animais (podem ignorá-lo, mas o ouvem) e ainda “sentirá” rusticamente as emoções deles, tornando-o um ótimo dono para mascotes.
 
Nível 11 
 
― Fosseta Loreal - Duas espécies de cavidades aparecerão no meio do osso nasal dos Aprendizes. Esta é uma característica física herdada das serpentes; a benção de Asclépio que deixa isto ocorrer. A visão das serpentes não é lá notória, porém conseguem perceber os movimentos através das fossetas loreais; através da percepção do calor do ambiente, conseguem distinguir corpos. A partir desta ideia, as fossetas loreais dos semideuses funcionarão como a “original” das serpentes – apenas o calor é distinguido, isto é, caso o outro tenha um corpo frio, não será percebido e poderá ser confundido com um objeto e vice-versa (caso um objeto produza calor, poderá ser confundido com um corpo).
 
Ativos - Hermes
 
Nível 4
 
― Olhar Paralisante - Uma das lendas sobre as cobras é de que são capazes de paralisar seus inimigos com os olhos, habilidade herdada pelos Filhos de Hermes, por sua ligação com as serpentes. O inimigo fica paralisado por 2 rodadas. O gasto de energia é muito grande, mas diminui com o passar dos níveis.
 
Nível 23
 
― Constrição - O filho de Hermes é capaz de invocar Cobras Constritoras que prendem o inimigo, atrapalhando sua movimentação, mas não matando. Duram 2 rodadas antes de virar pó.
 
Nível 25
 
─ Ataque Atordoante - O usuário sabe achar e atingir os pontos fracos dos oponentes.
 
Ativos - Asclépio
 
Nível 2
 
― Toque Curativo - Poder de efeito rápido e instantâneo; com uma aura luminosa a envolver a mão do Aprendiz, este poderá restaurar a vitalidade de alguém que não seja si mesmo em quinze pontos. Pode ser usado até duas vezes na ocasião inteira; uma vez por post, quando se está na enfermaria. O custo é de cinco de energia a cada uso.
 
Nível 3
 
― Cicatrização I -  Agora o dom de cicatrizar cortes e ferimentos inicia o seu desenvolvimento nos seguidores de Asclépio. Ao tocar as feridas abertas, estas se fecharão em uma rodada, impedindo hemorragias e sangramentos. Este poder ainda não pode ser usado em si mesmo e não restaura nada, servindo apenas para cicatrizar lesões. A cicatriz ficará no local, ainda que as contusões sejam pequenas.
 
Nível 6
 
— Anestesia I: A dor causada por machucados pode, agora, ser aliviada pelos curandeiros de forma mística. Tocando os músculos feridos, consegue retirar quaisquer dores do paciente, o que pode ajudar até mesmo na concentração e na calma deste.
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Re: • Treino para filhos de Zeus, Poseidon, Afrodite e Curandeiros de Asclépio | 1º Trimestre de 2014 •

Mensagem por Garrett Bardrick em Ter 11 Fev 2014, 16:24



Pocotó do Mal

Treinamento Trimestral




Suspirou ao olhar um local. O lugar que o semideus estava admirando era nada mais e nada menos do que à sua nova enfermaria. No momento ela estava vazia, sem nada. ‘’Pelo o que eu estou vendo, vou ter muito trabalho!’’ afirmou enquanto perambulava pelo lugar. Garrett olhava atentamente cada detalhe e imaginava como seria, segundo a sua imaginação. O local poderia dar muito trabalho, mas o esforço que faria naquele lugar seria recompensado tempos depois. Por fim, parou no centro da sua nova tenda e então fechou os olhos. Por mais que ele odiasse o silêncio, aquele seria um bom momento para gostar. Ele estava, por fim, imaginando à sua nova ala hospitalar. Um tímido sorriso estava se formando. Bardrick estava realmente muito feliz com aquilo, até que uma coisa quebrou o silêncio. Uma voz.

O semideus abriu os seus olhos, mas nada avistou. Aquela voz lhe parecia familiar, mas decidiu ignorar. Quando ia voltar a se concentrar na sua imaginação, o sussurro voltou a se espalhar pelo local. ‘’Se o som não vem à frente, só pode está atrás de mim.’’ Pensou enquanto virava o seu rosto. Ao virar, percebeu um holograma logo atrás. ‘’O que é isso?’’ se perguntou enquanto virava-se completamente. A imagem que estava à sua frente era um tanto estranho, pois o garoto nunca viu uma coisa como aquela. Dentro do holograma estava um jovem rapaz. Loiro e com os olhos azuis. Sim, o curandeiro conhecia muito bem aquele garoto. Tratava-se nada mais e nada menos do que Thiago, o líder dos curandeiros. Garrett não conseguiu distinguir o que seria aquilo. Leveck o olhou e deu um leve sorriso. Ele só podia está rindo de sua expressão ao ver aquilo. O aprendiz de Asclépio queria falar, mas estava sem voz. O filho de Apolo fitou o mais novo curandeiro e então começou a falar. Como ele estava sem voz, à única coisa que lhe restou, fora prestar atenção no seu recardo.

Quando o filho do deus do sol terminou de dar o recado, a imagem tremeluziu e então desapareceu. Bardrick olhou à sua volta um pouco intrigado, mas conseguiu gravar uma coisa que o assustou. — Treinamento! — sim, era essa palavra. Claro que outras coisas o deixaram bastante aflito, como por exemplo, um nome — Aldrick —. O curandeiro fitava o lugar com um olhar meio estranho. — O que eu faço? — essa era a expressão dos seus olhos. Após voltar ao normal, percebeu que o treino já poderia está começando, mesmo não sabendo à hora daquele momento.

Enquanto ia se dirigindo à saída do local, percebeu que estava sem a sua faca. O único item que estava consigo, era o seu colar serpentário, que se encontrava em seu pescoço. ‘’Meus deuses, a faca está no chalé de Hermes!’’ afirmou ao sair da enfermaria. Quando saiu, o semideus seguiu em direção ao chalé onze. Quando chegou ao local, seguiu rumo ao um buraco que se encontrava ao lado de sua cama. Ao se aproximar do lugar, percebeu que sua faca e a sua bolsa de componentes estavam lá, guardadas como sempre. O aprendiz do deus da cura pegou os dois itens. Primeiramente ele entrelaçou a bolsa em sua cintura e logo em seguida embainhou a sua pequena faca. Após se arrumar, seguiu até outra cama, onde ao lado, tinha um relógio. A hora informava 13h50min, o que dizia que o garoto teria 10 minutos para chegar à floresta do Acampamento Meio-Sangue.

O semideus saiu do chalé do deus dos ladrões apressadamente rumo ao local determinado por Thiago. Garrett não demorou muito para chegar à famosa floresta. Quando se aproximou do local, percebeu um jovem na entrada do lugar. O rapaz era belo, tinha uma aparência fenomenal. A roupa combinava com o clima, que até aquele momento, o curandeiro não tinha notado. O tempo estava nublado, o que acarretaria em uma pequena chuva, ou não. Ventos sopravam repentinamente, o que não era muito bom. Quando se aproximou do semideus, percebeu que os seus olhos eram azuis.

No momento em que ia abrir a sua boca para falar, Aldrick o interrompeu ditando às regras do treino. Por mais que ele falasse rápido, o aprendiz de Asclépio tentava pegar o ritmo, mas mesmo assim, conseguiu pegar só algumas coisas. O propósito do treino se tratava em busca de um pégaso de metal, em que o seu tamanho chegava a ser da palma de uma mão. Os únicos problemas eram as seguintes palavras; — Monstros e semideuses —. ‘’Será que todos os treinos tem que ter monstros?’’ se perguntou enquanto terminava de escutar os últimos detalhes do exercício. Outra coisa preocupou o garoto, o tempo. Ele teria que achar o objeto em 1 hora e 30 minutos, o que era pouco. Garrett escutou tudo aquilo calado e quando o instrutor se calou, adentrou na floresta.

Ao adentrar, percebeu que o local estava tranquilo, o que era de fato muito estranho. Por mais que ele tenha adentrado somente duas vezes, o lugar ainda proporcionava surpresas. As plantas rasteiras dificultavam na locomoção do semideus, mas mesmo assim, tentava caminhar. Garrett procurava olhar tudo à sua volta, atrás de um pequeno objeto.

Enquanto caminhava, o meio-sangue escutou um ruído estranho que vinha detrás do garoto. Garrett se virou, mas nada avistou. O semideus voltou à sua posição normal e então voltou caminhar, mas dessa vez, desembainhou a sua bela arma. Bardrick não era muito fã de faca, mas aquele pequeno item já lhe salvou duas vezes. Enquanto os seus olhares se focava a qualquer coisa fora do normal, um novo ruído voltou a ecoar pelo local. O semideus segurou firme sua arma e então continuou a andar. Quando voltou a se locomover, um barulho se estendeu pelo silêncio do local. Garrett se virou rapidamente, mas a única coisa que encontrou fora um pedaço de madeira. Ele achou aquilo particularmente muito estranho, mas decidiu seguir à frente. Ao se virar, uma voz soou.

— Arghhhhh! — Sibilou em tom verdadeiramente muito estranho.

O indefinido se virou apressadamente, e então avistou uma coisa muito estranha. O dono daquele som se tratava nada mais e nada menos do que uma galinha. Pelo menos era o que parecia. O corpo daquele monstro era feminino, mas era realmente muito horroroso. As asas ao invés de ser grande eram pequenas e estranhas. O seu corpo era bastante grande, o que significava que era gorda. O seu rosto aparentava como de uma bruxa e as suas garras, aparentavam ser grandes e bem afiadas. O ser alado pairava sobre o garoto que a fitava a cada movimento. Garrett estava preocupado com aquele monstro, ele sabia o nome daquela aberração, mas naquele momento não se lembrava. O medo estava tomando o garoto que tentava se lembrar de como aquele monstro se chamava. A bruxa gorducha o encarava de uma forma estranha. Era como se ela esperava por aquilo há muito tempo. Antes de fazer qualquer movimento, a galinha voadora se moveu rapidamente e então começou a voar em direção ao garoto. Garrett a fitava enquanto se aproximava e então segurou firme a sua arma. Pelo tempo em que o monstro se aproximava, o semideus deduziu que bruxa não era tão rápida.

Ao se aproximar do garoto, ela tentou atacar o indefinido com as suas garras, mas fora em vão. Garrett a observava atentamente que quando ela se aproximou se abaixou o suficiente para desviar o ataque. ‘’Se aquela aberração ficar apenas pairando, não terei chance de matá-la!’’ afirmou enquanto pensava em algum plano. A velha gorducha praguejava em um tom baixo. O indefinido tentou escutar, mas fora em vão. Novamente o monstro alado se moveu e então começou a voar em direção do meio-sangue. Bardrick a encarou e então ficou em posição de ataque. Quando o ser alado se aproximou do mesmo, desferiu novamente outro golpe. O curandeiro tentou se desviar, mas fora em vão. As garras da aberração lhe atingiram nas costas, produzindo pequenos arranhões. O aprendiz do deus da cura gritou de dor, mas ao gritar, o nome daquela besta alada veio a sua mente. ‘’Ela é uma Harpia, um filho de Hermes já contou histórias sobre esse monstro.’’ Afirmou enquanto fitava aquela besta. Garrett não sabia se o ferimento deixado pela besta fora tão grave, mas o ódio emergiu em seus olhos. Por mais que ele fosse um curandeiro, a raiva o dominava e os seus olhos começavam a encher de lágrimas. Por conta das brisas constantes, os ventos acabavam tocando no ferimento, fazendo com que o meio-sangue sentisse um pouco mais de dor.

Após evitar um pouco da agonia emergida por aquele ferimento, o indefinido fez um movimento para Harpia, que logo em seguida deu um leve sorriso. ‘’Bom, eu não gostei desse riso!’’ pensou enquanto avistava o ser alado voando em sua direção. Mais uma vez ele ficou em posição e esperou a chegada da bruxa. Quando a velha gorducha se aproximou do garoto, novamente desferiu o mesmo golpe. O curandeiro já esperava por aquilo e então se desviou e contra-atacou, atingido a pequena asa da aberração. A harpia sibilou alguma coisa que aparentava um grito. Após o monstro ser atingido, o mesmo caiu logo em seguida. A bruxa gorducha tentou se levantar de início, mas fora em vão. O seu peso era realmente mediano e isso a dificultava. Mesmo com a dor voltando, o semideus cambaleou em direção ao monstro. Ao chegar perto, a galinha voadora ficou atordoada. As suas mãos tentavam atingir qualquer coisa, mas a única coisa que fazer com êxito era cortar os ventos. Percebendo o medo do monstro, desferiu um golpe na aberração. Antes mesmo de a galinha virar pó diante de seus olhos, ela praguejou uma coisa na qual ele ainda não conseguia decifrar.

Após aquela luta difícil, o semideus se organizou e então seguiu caminho. As plantas rasteiras ainda lhe atrapalhavam. Outros sons se escoavam pelo silêncio da floresta, mas pela lógica do meio-sangue, aqueles tinidos estavam acontecendo muito distante de onde ele mesmo podia imaginar. Garrett voltou a focar sua visão nas árvores ou a qualquer outra coisa que não fizesse parte da floresta. De certa forma, encontrar um objeto no meio da floresta era algo muito difícil. O tempo ainda continuava nublado e a chuva ainda poderia cair, ou não. As brisas de vento sopravam constantemente e isso estava incomodando o garoto, por conta do ferimento em sua costas.

Enquanto caminhava, o jovem rapaz percebeu uma coisa pendurada no tronco de uma árvore. Por mais que sua visão fosse ruim, decidiu correr em direção àquela árvore. A corrida fora leve e rápida e ao chegar, percebeu que tratava do pequeno pégaso de metal. O semideus apreciou a peça metálica e então tentou puxá-la. Ao puxar, percebeu que o objeto estava engatado por um pequeno fio. Bardrick logo utilizou a faca para cortar aquela linha. Ao romper o fio, segurou o item com cuidado. Realmente aquela peça media no tamanho de uma palma e isso era magnífico. O curandeiro apreciava com toda atenção do mundo, até que uma voz ecoou pelo silêncio do local.

— Socorro! — A voz ecoou por todo o perímetro.

Pela intensidade do som, a pessoa que gritou estava perto. O aprendiz do deus da cura guardou o objeto no bolso e então seguiu em direção do grito. A faca do semideus já se encontrava em sua mão direita. Enquanto corria rumo à origem do grito, mil coisas se passavam pela mente do garoto. Ao chegar ao local, percebeu uma cena inusitada. Uma jovem garota estava caída no chão. À sua frente se encontrava um monstro muito bizarro. Da metade pra cima, a aberração tinha corpo de mulher. Da metade pra baixo a fêmea tinha duas caudas de cobras. Bardrick olhou o monstro atentamente a cada detalhe. O monstro segurava uma lança que estava prestes a atacar a jovem caída no chão. A garota olhou o semideus que estava a poucos metros distância. O seu olhar dizia uma única coisa — Me ajude! —. Garrett a fitou com um olhar triste e então fora se mover silenciosamente em direção àquela mulher-cobra. Ao se locomover, o indefinido pisou em um galho que com o peso dele quebrou. A aberração que estava totalmente focada na semideusa caída, voltou-se a olhar para trás, onde avistou outro semideus.

A mulher-cobra sibilou uma coisa consigo mesma e então partiu para o ataque ao garoto. O curandeiro se assustou com aquilo e então se preparou. Quando aquela mulher guerreira se virou por completo, o aprendiz de Asclépio percebeu que além de uma lança, ela tinha um escudo em outra mão. ‘’Como eu vou conseguir destruir um monstro desses?’’ se perguntou enquanto observava a aberração se aproximando. Ao se aproximar de uma distância mediana, a mulher-cobra desferiu um golpe com a sua lança, mas o garoto conseguiu se desviar com dificuldade. A mulher guerreira recuou a sua arma e então desferiu outro golpe logo em seguida. Por mais que o indefinido fosse rápido, ele não conseguiria desviar do golpe. A arma passou de raspão atingido o braço esquerdo do semideus. Garrett rangeu os seus dentes, mas não quis fazer nada mais do que isso. A dor poderia ser grande, mas alguma coisa lhe dizia que ele monstro seria muito complicado de matar.

A mulher guerreira fitou o indefinido com um olhar muito sinistro. Bardrick se curvou de uma maneira muito estranho e então mostrou os seus dentes. O monstro não entendeu o que ele queria fazer, mas mesmo assim partiu para mais um ataque. Enquanto se aproximava mais perto do semideus, a mulher-cobra observou uma coisa um tanto estranho. Além dos dentes amostra, uma saliva saía de sua boca. Quando o monstro fora desferir um golpe, o curandeiro se mexeu e então soltou uma espécie de um rosnado. A mulher guerreira levantou a lança como se aquilo o tivesse lhe causado certo medo. Ao levantar, o semideus agiu por impulso, atacando o monstro com a sua faca. O ataque acertou o braço direito da mulher guerreira, que naquele momento deixou a sua lança cair. A raiva estava tomada pelo garoto e até mesmo a jovem caída no chão ficou com medo. Por fim, Garrett desferiu outro golpe na aberração. A faca atingiu o peito da mulher guerreira, que logo em seguida virou pó diante de sua visão.

O aprendiz de Asclépio caiu de joelhos no chão. O semideus estava um pouco exausto. O poder e os ferimentos eram os motivos de tamanha exaustão. Um corte no braço esquerdo e um arranhão nas costas. Antes que ele pudesse se mexer, percebeu um gemido e então se lembrou da garota caída no chão. Garrett se levantou e então seguiu em direção da menina. A garota era bela de uma face angelical. A sua roupa era bastante estilosa. ‘’Deve ser bem filha de Afrodite!’’ afirmou enquanto dava um leve sorriso. Ao aproximar da garota, percebeu que ela estava com um ferimento na perna. A ferida era simples, mas ao tocar, a semideusa soltou outro gemido. O curandeiro a olhou para semideusa e então falou.

— Fique tranquila! Eu sou curandeiro, vou cuidar de você. — Disse enquanto levava as suas mãos ao ferimento. Ao colocar por cima da ferida, fechou os seus olhos. Garrett sentiu uma queimação em suas mãos e ao passar, retirou. E então resolveu perguntar.

— Ainda dói? — Perguntou enquanto olhava a garota.

— Não, está bem melhor. — Respondeu enquanto fitava o garoto.

O aprendiz do deus da cura voltou a colocar sua mão sobre o ferimento e então retirou. Ao retirar, percebeu que o ferimento estava se cicatrizando. Garrett estava ficando cansado, mas resolveu envolver novamente a ferida novamente com as suas mãos. Quando envolveu, uma luz emergiu de suas mãos e então retirou. Ao retirar, o ferimento estava totalmente cicatrizado e então perguntou.

— Você está melhor? — Perguntou com um tom esperançoso.

— Sim, estou melhor. Muito obrigado... Bem, eu não sei o seu nome, mas tudo bem. — Respondeu enquanto fitava o garoto.

— Desculpe-me, chamo-me Garrett. — Respondeu enquanto se levantava. — Consegue se levantar? — Perguntou esticando o seu braço em direção à garota. A semideusa segurou e então o curandeiro a puxou. A garota ficou de pé e então conseguiu dar leves passos.

— Acho que consigo. Chamo-me Aline. — Respondeu enquanto admirava a sua cicatriz.

— Desculpe perguntar, mas você sabe o nome daquele monstro? — Perguntou enquanto olhava para os lados.

— É uma dracaena. — Respondeu dando um leve sorriso.


— Enfim, eu tenho que ir. Estou no meio de um treino. Se você faz parte, é bom ser rápido, pois o tempo está acabando. — Avisou enquanto começava a caminhar. Antes de começar pegar velocidade, olhou para trás e percebeu a garota balançando a cabeça positivamente. Logo depois saiu correndo em direção ao mesmo caminho. A corrida até saída da floresta não era nada fácil. As plantas rasteiras sempre lhe atrapalhavam, mas como o objetivo principal do treino fora superado, o que era achar um pégaso de metal, a vegetação não era grande coisa.

Achar o caminho não fora nada fácil, mas finalmente conseguiu. Ao avistar o instrutor, percebeu que a sua expressão estava séria. O curandeiro ficou preocupado e ao se aproximar, percebeu outros semideuses ali ao redor. O indefinido se aproximou de Aldrick e então retirou o pequeno objeto do bolso e entregou ao instrutor. Após entregar, recuou alguns passos e ficou observando todas as pessoas à sua volta.




Glossário


Dracaenas: Com a aparência de mulheres belíssimas na metade superior do corpo, com a metade inferior reptiliana, com duas caudas serpentinas. São ageis e possuem grande habilidade em combate. Possuem garras afiadas, mas em geral preferem o uso de armas como a lança, a rede e boleadeiras, mas podem usar outras. Em geral, usam escudo e armaduras. Com a pele escorregadia, são difíceis de serem agarradas por métodos normais, por outro lado, sua cauda é forte o suficiente para ataques constritores. Possuem pele fria ao toque, e escamosa, levemente brilhantes em padrões reptilianos quase translucidos, pupilas verticais e língua bifurcada. Em ultimo caso, podem injetar veneno no oponente pela mordida, paralisando-o, mas este é um ataque especial que gasta uma quantidade relativamente grande de mp.

Harpias: Mulheres de aspecto desleixado, com fisionomia ameaçadora, são uma junção de homem e ave. Têm garras semelhantes a aves de rapina, extremamente cortantes, e costumam ficar a distância para escapar dos ataques, supreendendo os inimigos com rasantes ao conseguir uma brecha.

Poderes Utilizados


{Nível 01} — Perícia com Lâminas
— Descrição: O nome Asclépio deriva de “asclepius”, que significa “cortar”. O deus dá um conhecimento aos seus protegidos sobre o manejo de armas com lâminas e armas de corte em geral. Assim, poderão usá-las com exímia maestria.
— Restrições: A habilidade é boa, porém não faz mágica, isto é, não realiza golpes impossíveis e inimagináveis. A habilidade é apenas quando o aprendiz está diretamente em contato com a arma.
— Informações Extras: Mesmo sendo de corte, quando nas mãos dos aprendizes, esse tipo de arma adquire a capacidade impactante, como um bordão. {Passivo}

{Nível 01} — Rosnado: Como um cão de guarda, ao rosnar com vontade e ímpeto, o Aprendiz poderá intimidar o adversário durante uma rodada ou até o primeiro ataque, sendo que – na segunda opção – o oponente perderá o relativo “medo” anterior. É exigida certa desenvoltura na hora da postagem e há certa chance de falha; efeitos visuais, como expelir saliva pela boca e ter uma aparência mais feroz, diminuem a chance de erro, tornando-o um golpe preciso. {Ativo}

{Nível 2} — Toque Curativo: Poder de efeito rápido e instantâneo. Com uma aura luminosa a envolver a mão do aprendiz, este poderá restaurar a vitalidade de alguém que não seja si mesmo em quinze pontos. Pode ser usado até duas vezes na ocasião inteira; uma vez por post, quando se está na enfermaria. O custo é de cinco de energia a cada uso. {Ativo}

{Nível 6} — Anestesia I: A dor causada por machucados pode, agora, ser aliviada pelos curandeiros de forma mística. Tocando os músculos feridos, consegue retirar quaisquer dores do paciente, o que pode ajudar até mesmo na concentração e na calma deste.{Ativo}

{Nível 7} — Cicatrização I: Agora o dom de cicatrizar cortes e ferimentos inicia o seu desenvolvimento nos seguidores de Asclépio. Ao tocar as feridas abertas, estas se fecharão em uma rodada, impedindo hemorragias e sangramentos. Este poder ainda não pode ser usado em si mesmo e não restaura nada, servindo apenas para cicatrizar lesões. A cicatriz ficará no local, ainda que as contusões sejam pequenas. {Ativo}
Armas Utilizadas


♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

♦ Bolsa de Componentes Mágicos / Bolsa (Nela são guardados desde objetos para preparo de poções até bisturis e utensílios médicos [ela possui espaço infinito para tais coisas e somente para tais coisas; também aparece e desaparece, dependendo exclusivamente da necessidade do semideus]) {Couro} (Nívem mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento)[Presente de Curandeiro]

♦ Colar do Serpentário / Colar (o formato e o estilo da confecção lembram uma serpente dourada; nunca pode ser perdido, vendido ou retirado a força, pois identifica os curandeiros e, portanto, não é considerado um item nas contagens para missões, eventos e tramas, embora ainda seja preciso citá-lo) (seu efeito principal é o de, quando retirado do pescoço, se transformar em um dos itens a seguir: uma réplica quase totalmente semelhante do Bordão de Asclépio (ou seja, uma espécime de bastão rústico e fino envolvido por uma serpente de escamas feitas de prata envenenada que podem ser tão afiadas quanto uma espada, possuindo o mesmo potencial de corte de uma arma laminada; ele se adapta completamente ao tamanho e porte físico do usuário). {Prata, madeira e veneno} (Nível mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento) [Presente de Curandeiro]

Observações


Bom, Aldrick. Escrevi seis treinos, esse que estou postando é o sétimo. Todos os textos que detalhei, eu não gostei. Pra falar a verdade eu nem sei porque estou postando esse. Desculpe se fiz alguma coisa errada, mas é que eu estava nervoso por ser o meu primeiro treino. Se tiver, me perdoe, não foi a minha intenção. Então é isso, espero que goste desse post mal feito.



Treinamento Trimestral - 1ª treino como

Curandeiro



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Re: • Treino para filhos de Zeus, Poseidon, Afrodite e Curandeiros de Asclépio | 1º Trimestre de 2014 •

Mensagem por Alec Lochees em Ter 11 Fev 2014, 20:25


Ser feito de aço e não de vidro



Treino


Deu uma tragada no cigarro.

Heron estava sentado à beira da estrada. O carro estava parado, e Lucca esticava-se no banco do motorista. Era um lugar deserto, com só terra batida para qualquer canto, além do asfalto. O tempo estava meio nublado, mas não parecia que choveria. O filho de Zeus soltou a fumaça por entre os lábios lentamente, olhando para o céu.

— Vai chover.

Lucca virou o rosto preguiçosamente na direção dele.

— Acho que não, Heron.

— Vai chover — Heron insistiu, colocando o cigarro na boca.

A mensagem de Íris formou-se à frente do filho de Zeus, meio turva, como se estivesse com problema de interferência. Aquilo atraiu a atenção de Lucca também, que se ajeitou no banco para observar o recado.

— E aí, galera? — disse o garoto da mensagem. Heron olhou para Lucca, fazendo uma pergunta silenciosa, mas o filho de Poseidon balançou a cabeça, como se também não soubesse. Tratava-se de Noah, um dos monitores no Acampamento Meio-Sangue. — Bom, hmm… — Noah olhou para a estrada onde estavam estacionados. — Vocês dois juntos devem atrair muitos monstros, cuidado. Mas não vim aqui para falar sobre isso. É o seguinte: haverá um treino no Acampamento, e vocês, como filhos de Zeus e Poseidon, podem participar. É logo amanhã, pela tarde. Apareçam, será interessante.

Ficaram sozinhos de novo. Heron olhou para Lucca e, em silêncio, concordaram:

Vamos para o Acampamento.

[...]

Os dois atraíam alguns olhares conforme andavam pelo Acampamento, talvez por serem novos no lugar. Logo quando chegaram, para deixar Heron não muito contente, proibiram que ele fumasse.

— Não ficarei nesse lugar muito tempo mesmo — o filho de Zeus dissera.

Ao chegarem na floresta, o monitor responsável pelo treino recebeu-os e deu as instruções, dizendo tudo o que era preciso fazer, regras e afins. Heron manteve-se quieto, observando-o por detrás das lentes escuras, e quando o rapaz acabou de falar, assentiu e começou a andar.

— Uma disputa? — Lucca propôs. — Quem chegar primeiro com o tal pégaso, vence.

Heron abaixou para evitar um galho de árvore no caminho.

— Se demorar muito a chegar, vou embora e te deixo nesse retiro — provocou. Ambos se entreolharam e, ao sorrirem, correram.

Não seria tão difícil encontrar um pégaso. Havia muitos semideuses, então teria de haver muitos pégasos. Ou não?

Heron parecia estar sozinho. Nenhum movimento por perto; não que visse através da percepção, que dava-lhe a capacidade de notar impulsos elétricos, fosse de quem fosse, num pequeno raio de distância. Agachou e tocou o chão com a ponta dos dedos, olhando ao redor. Onde eu colocaria um pégaso no meio da floresta?, perguntou-se. Abriu um sorriso curto e endireitou-se, sentindo os primeiros pingos tocarem-lhe o rosto.

Chuviscava.

Sob a chuva, Heron parecia um vira-lata molhado. Um vira-lata muito agressivo, por sinal. Cada gota que tocava sua pele parecia expelir um chiado, como se estivesse em curto circuito. Ele andou por um tempo à toa, até que alguém entrou no raio de percepção.

Era um campista.

Fechou os olhos brevemente, tornando-os muito mais aguçados – dom de seu pai, a famosa “visão de águia”. Observou por um instante, vendo cada detalhe, mesmo de longe, e fez uma linha imaginária até o destino que o campista almejava. E, como esperado, havia um pégaso dali a uns metros. Heron não conseguiria chegar mais rápido que ele, mas podia… Inclinou-se para frente, flexionou as pernas e saltou para voar.

— Você escolheu o pégaso errado — Heron pousou seguramente à frente do garoto que já ia se afastando alguns passos.

— Não quero brigar, cara — o semideus estendeu a mão e, entre seus dedos, labaredas dançaram, trêmulas e fracas por causa da chuva.

Heron tirou o Ray-Ban, prendendo-o na gola da camisa.

— Não brigue.

Um brilho, que se transformou numa espécie de explosão – mas só pela luz, sem fogo. O campista recuou, atordoado, dando brecha para Heron. O filho de Zeus avançou e derrubou o outro com um soco no nariz, roubando-lhe o pégaso. E, em seguida, ficou parado, olhando para o garoto que tentava se levantar e parar o sangramento do nariz ao mesmo tempo.

— Se eu fosse você, ficava no chão.

O garoto não respondeu. Meio tonto, ergueu-se e colocou fogo no braço até os cotovelos. Parecia enraivecido, e seu nariz não parava de sangrar. Berrou e arremessou duas esferas flamejantes no filho de Zeus.

Idiota.

Chovia, e por isso Heron não se deu ao trabalho de desviar. As bolas de fogo bateram em suas roupas, somente chamuscando-as, e logo se apagaram.

— Cara — Heron balançou a cabeça negativamente. — Minha vez.

Entre dedos de uma das mãos do filho de Zeus a eletricidade começou a se manifestar. Ele apontou e os raios foram contra o peito do semideus no formato de uma esfera, mandando-o para trás com o impacto. E ficaria no chão por um bom tempo, afinal a chuva potencializava os danos elétricos. Heron não se importava; botou o Ray-Ban e voou.

No ar, procurou por Lucca em algum canto lá embaixo, mas não encontrou-o. Esperava que o filho de Poseidon ainda não tivesse chegado; odiava perder uma aposta. Entretanto, por mais competitivo que fosse, ele adorava uma briga. E o monitor responsável pelo treino podia esperar mais um pouco pelo pégaso.

Pousou com as mãos no bolso.

— E aí?

O lestrigão se virou, só então percebendo a presença do filho de Zeus.

— Bob quebrar semideuses — bateu com um punho no peito.

— Heron quebrar você — o filho de Zeus tirou o martelo de guerra das costas, segurando-o com as duas mãos —, babaca.

O lestrigão pareceu pensar, até absorver o insulto por completo. E ao fazê-lo, urrou furiosamente e correu. Heron saltou, ganhando altura com a habilidade de voo, e quando o monstro passou, acertou-lhe uma martelada atrás da cabeça. Sangue escorreu e o grandalhão quase desestabilizou. Quase. Com um safanão, jogou o filho de Zeus para longe como uma mosca.

Sentando-se no chão de terra, Heron tirou o Ray-Ban quebrado. Olhou para o monstro, para o óculos e para o monstro de novo. Apanhou o martelo que caíra ao seu lado e se levantou.

— Cara — levitou alguns metros do chão para ficar da mesma altura que o lestrigão. O monstro estava parado, não muito perto, não muito longe, respirando como um búfalo. — Eu vou quebrar sua cara.

Os dois foram um contra o outro. Heron segurou o cabo do martelo com firmeza, puxando-o para trás. Quando colidiram, cada um foi para um lado; o filho de Zeus bateu contra uma árvore, enquanto o lestrigão caiu para trás com o martelo afundado em sua cara. Pouco depois, restava poeira de monstro.

O ombro latejou quando ele tentou se levantar. Ao mexer o braço – ou tentar –, grunhiu de dor. Deveria ter fraturado algum osso. Capengou até o martelo, prendendo-o nas costas. Já era hora de acabar o treino.

[...]


— Está aí o pégaso — Heron jogou o item aos pés do monitor. Olhou ao redor e viu Lucca saindo da floresta, meio abatido. Então o filho de Zeus ganhara a aposta... Não que importasse; a dor no ombro não deixava-o de bom humor. — Vamos logo.

Andou para longe segurando o braço.

Coisas e tal:
ARMAS
↯ {Razor} Martelo de duas cabeças de bronze sagrado [Versão mais alongada do Martelo de guerra, este tem uma pequena ponta perfurante em cada cabeça e deve ser empunhado com ambas as mãos, impedindo o uso de escudos e outros itens na mão secundária. Pesado, requer força e habilidade para o bom uso. Devastador contra armaduras metálicas.] [Madeira e bronze sagrado][Sem elementos][Nível mínimo: 5 - 3 para filhos de Héracles, Ares e Centauros ou 2 para filhos de Hefesto]

PODERES PASSIVOS
Respiração aérea (Nível 2) - Você poderá respirar em ar rarefeito. Muito útil após aprender a voar.

Voar (Nível 5) - Será seu poder característico. É muito útil e aperfeiçoado quando quiser.

Vigor de Touro (Nível 6) - Como um dos símbolos de seu pai é o touro, seu vigor é maior que os outros semideuses, podendo correr e afins por mais tempo. {Este poder impediu que Heron se cansasse por carregar o martelo}

Eletro-percepção (Nível 11) - Assim como alguns animais, como os tubarões, que detectam estímulos elétricos, sua percepção é melhorada dentro de um raio. 10m iniciais, mais 1m adicionail por nível. Dentre desse raio, você é capaz de notar mudanças sutis geradas pela movimentação dos seres ao redor e, portanto, não recebe ataques críticos provenientes de ataques surpresa, mas não quer dizer que consiga prever os ataques completamente, já que não é como se soubesse os movimentos que estão planejando, e sim que estão perto.

PODERES ATIVOS
Olhos de Águia (Nível 6) - Você poderá fazer com que seus olhos virem os mesmos de uma águia. O filho de Zeus pode enxergar a 2km a sua frente vendo os mínimos detalhes! Não tem efeitos colaterais mas depois de se usar duas vezes fica impossibilitado durante a missão.

Flash cegador II (Nível 9) - Cega o adversário, como tempo do flash mais longo. Afeta todos os que estão ao redor, em um raio de 25m. Duração de 1 rodada.

Controle sobre a eletricidade de experiente (Nível 10) - Com esse nível, você poderá usar a energia de diversas fontes, inclusive das nuvens.

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Re: • Treino para filhos de Zeus, Poseidon, Afrodite e Curandeiros de Asclépio | 1º Trimestre de 2014 •

Mensagem por Olivia Hävgaard-Løeg em Ter 11 Fev 2014, 22:07




Treino Trimestral

Encontre o pégaso de metal...q



O que eu ainda estou fazendo aqui?” Crystal se perguntava, “Eu nunca fui do tipo de viver presa, antes”. E estava certa, mas preferia não se lembrar daqueles tempos, daqueles tempos em vivia no mar. Daqueles tempos em que era uma pirata. Sentou-se sobre a areia fina e observou o horizonte enquanto as pequenas ondinhas espumantes se formavam, e quebravam rente aos seus pés. Olhou para o céu e fitou os inúmeros raios que o iluminava em meio às nuvens cinzentas. De repente uma imagem surge à sua frente, primeiro tremulou, em seguida tornou-se completamente nítida. Era Noah, seu meio-irmão, que lhe enviava uma mensagem de íris. Logo soube o motivo do tão inesperado feito; haveria um treino coletivo na floresta para qual vários semideuses estavam sendo convocados, dentre eles, os filhos de Poseidon. – Não tenho nada melhor para fazer, então, porque não? – Desfez a imagem e levantou-se titubeando, sentindo uma leve tontura. Mas que deabos? Endireitou-se e sentiu por uma última vez aquela brisa salgada, e deliciosa a confortar, preencher parte do vazio que jazia há muito em seu íntimo.

Espanou as vestes e olhou para o que vestia: Uma blusa regata azul, um short jeans e all stars também azuis. Nada mal. Certificou-se de estar com suas armas - sim, ainda tinha de se acostumar que muitas delas eram simples acessórios – e direcionou-se para a floresta em passos apressados. Não demorou muito para que encontrasse o local do treino, mas somente viu um único garoto, bem bonito por sinal. Este, um pouco agitado, já lhe instruiu o que deveria fazer e quais os obstáculos impostos no caminho. – Certo, então eu tenho que encontrar um pégaso de metal e voltar... no tempo que você determinou? – O garoto mal assentiu e ela já iniciou sua rota, optando pelo lado esquerdo. Um vento pouco gélido vagava por aquelas redondezas, balançando as mechas loiras da bastarda. Ela andava descontraidamente, desviando de arbustos e raízes que surgiam pelo caminho. Olhava atenta para todos os lados, procurando quaisquer coisa que estivesse à espreita. Num instante o único som ouvido era o de seus passos, no outro já se podia ouvir algo além destes. Desejou que seu anel se transforma-se em Warrior e assim aconteceu. Logo tinha uma espada de 90 centímetros em mãos com a prata e o ouro reluzindo fracamente independente da fraca luz que adentrava o lugar. A figura causadora dos ruídos se manifestou; uma dracaena. O barulho sibilante de sua língua se fez presente, era previsível o movimento que ela fazia para passar sobre as raízes grossas. A monstra se arrastava sobre as folhas para se locomover e vinha em direção à prole de Poseidon.

Crystal notara o armamento alheio, cujo era uma lança e um escudo. A semideusa pouco se importou, já havia enfrentado uma daquelas e por isso sentia-se mais confiante. Ativou Celeste – sua armadura – e rapidamente teve a vestimenta escondida pelo magnésio, com todas as suas curvas valorizadas e protegidas, tendo também os seios fartos à mostra devido ao grande decote. Isso me lembra de que tenho que agradecer o Harry. Urrou e partiu para cima da mulher cobra, que repeliu um ataque horizontal da espada da meio-sangue com seu escudo. A mente de Krohling trabalhava rapidamente e isso a dava algumas vantagens. Pulou como uma criança pularia uma corda para escapar do costumeiro truque daquelas víboras, vulgo as caudas viscosas que quase a levou a um tombo. Forçou Warrior contra o escudo alheio, jogando assim o peso da dracaena contra ela. A mulher desvencilhou-se, dando assim um resquício de tempo para que a semideusa fizesse um corte transversal em seu braço, que não fora, infelizmente, suficientemente fundo para transformá-la em pó. A oponente sibilou. Ambas mantinham-se caladas, não havia diálogo possível entre as duas. Um movimento de puro instinto salvou Crystal de virar a réplica de um unicórnio. Quase teve a cabeça atravessada pela lança da mulher. A arma passara voando acima de seu ombro, raspando de leve em suas madeixas.  A filha do deus dos mares focou as orbes azuis celestes na víbora, esta deslizara com uma rapidez inigualável e num ímpeto empurrou a meio-sangue com a força de seu escudo, fazendo-a chocar contra a árvore próxima.

Sua visão tornou-se turva momentaneamente, mas a dracaena precisaria de muito mais para abatê-la. Recuperou-se aos poucos e demonstrou-se fraca, derrotada para que a mulher cobra pensasse que era um alvo fácil. Soltou Warrior no chão, aparentando uma garota inofensiva. A inimiga jogou o escudo no chão e deu as costas para ela, indo recolher sua lança para que a meio-sangue tivesse um fim doloroso. Nesse meio tempo Crystal ergueu-se sorrateiramente, pegou a espada e andou tácita até a monstra. Quando a víbora fora virar-se Krohling girou o corpo, o inclinou para frente e ergueu a perna para trás, dando assim um chute certeiro no queixo alheio. Girou o corpo novamente, fazendo com que a espada seguisse o mesmo ritmo, transpassando a cintura do empecilho e a separando das caudas. – Volta pro tártaro, desgraça. – Vociferou enquanto o primeiro obstáculo tornava-se pó. Levou a mão livre à cabeça, onde acariciou por alguns segundos. Bem que meu pai me falava que eu tinha cabeça dura. Quando em seus pensamentos a palavra pai formou-se, ela não havia citado Poseidon, mas sim àquele que a criou como se fosse sua, aquele que a ensinara a navegar pelos mares. Suspirou pesadamente por entre os lábios e evitou uma lágrima, prevendo a ardência na região ocular. Espantou pensamentos inúteis e lembrou-se de seu objetivo. Achar o pégaso, isso.

Voltou a andar, mas com muita cautela. Visando que qualquer coisa movendo-se era sinônimo de alerta. As folhas altas chacoalhavam-se, camuflando o barulho de seus passos e evitando que ela mesma notasse quaisquer aproximação. Por isso tratava de olhar para todos os lados possíveis, não se importando com o torcicolo que surgiria depois. Celeste ainda a encobria por inteira e embora não fosse pesada, há deixava um pouco desconfortável para caminhar. Desejou novamente ter uma simples gargantilha\coleira em seu pescoço e rapidamente sentiu-se mais leve, percebendo o frescor do vento invadir cada parte de seu corpo – ok, não cada parte, se é que me entende. As chances de encontrar um pégaso do tamanho de um palmo eram quase nulas devido ao tamanho da floresta. A pouca luminosidade não ajudava praticamente em nada, em nada mesmo. Forçava os olhos para que pudesse ver algo mais além, no entanto só via troncos de árvores e plantas diversas. Obrigou-se a andar, perguntando-se continuamente se aquilo não era uma pegadinha ou algo parecido, juntando os fatos mentalizou que tal coisa não poderia ser impossível à julgar pelo pouco social que era. Evitava qualquer tipo de contato evitável, odiava pessoas inúteis que só serviam para nada e por isso tendia à ser um tanto rude quando necessitava. Mas também dispensou esses pensamentos. Se isso tudo fosse verdade, alguém levaria uma bela surra.

Foi preocupando-se em achar o tal pégaso que foi surpreendida por uma harpia empoleirada no alto das copas das árvores que nem uma galinha. A mulher voou para cima da semideusa, fazendo-a cair de cara no chão. Hoje não é o meu dia. Crystal virou-se como pôde, pedindo novamente pela sua armadura que evitou a sua morte em poucos segundos. Com o braço livre recuperou Warrior que caíra à poucos centímetros longe de seus dedos. O ataque foi interrompido pelo voo da monstra, que jogou vento suficiente para mantê-la um pouco de tempo no chão. Apoiou-se no solo com os cotovelos e ganhou impulso para se levantar, porém foi novamente derrubada e novamente perdeu sua espada. Fato este que arrancou palavrões descabidos da loira. A Harpia ganhou altitude e inclinou-se para frente, indo denovo para cima da meio-sangue que não pensou duas vezes em desferir um belo chute na região do abdômen alheio. A mulher cuspiu e caiu mais a frente, dando uma brecha para que Krohling pudesse se levantar. A oponente tentou erguer-se, mas a ex pirata a puxou pelos pés fazendo que o queixo desta se chocasse com as raízes presentes. Isso é divertido. E continuou à puxá-la, até que a harpia bateu as asas, erguendo-se a alguns centímetros do chão. Crystal aproveitou e juntou boa parte de suas forças para jogá-la contra uma árvore. A mulher galinha emitiu um grito sônico que desestabilizou a meio-sangue, a raiva provocada fora tanta que a garota recuperou Warrior que não estava muito longe e a fincou na boca da ave de rapina, silenciando-a definitivamente.

Recuperou o fôlego, a postura e tornou à andar, mas sem livrar-se da armadura. Já estava ciente de que os monstros poderiam estar em qualquer lugar possível. Até mesmo abaixo de seus pés. Manteu o silêncio, visto que esse se prolongou pelos minutos da incessante caminhada. Então começou a correr, lembrando que havia um tempo estimulado para que voltasse com o objeto. E parou, repentinamente. Algo tinha chamado-lhe a atenção. Um brilho, um brilho prateado. Não, sua mente não era de lhe pregar peças. Aproximou-se de um arbusto, agachou-se e estendeu a mão para baixo deste, onde apalpou até sentir algo sólido. Puxou o objeto para fora, agora vendo nitidamente o pequeno pégaso. Colocou-o por entre os seios, era o único lugar possível de se guardar algo e desatou à correr pelo caminho que havia percorrido. A dúvida que não calava era se estava seguindo a direção certa. Seguiu sua intuição, e esta provou-se digna de uma semideusa astuciosa. Depois de alguns longos minutos alcançou o ponto de onde havia partido e encontrou Aldrick, o monitor de Afrodite, sentado inquieto em uma raiz. Vários outras figuras metálicas chamaram a sua atenção, informando-a que não fora a primeira a terminar o desafio. Retirou o seu pégaso dos seios e vendo que o garoto havia mantido uma atenção especial à este, apenas lhe mostrou um sorriso sacana enquanto jogava a miniatura entre os outros.  Transformou os armamentos em objetos mais casuais e saiu correndo em direção ao chalé das proles de Poseidon. Sem ao menos despedir-se do semideus.

ARSENAL UTILIZADO:
♦ {Warrior} / Espada [Uma espada de 90 cm, sendo 20cm(base) e 70(lâmina). A base é feita de prata decorada com pequenas conchinhas de ouro, esta possui leves depressões para acomodar melhor os dedos, a lâmina é de bronze sagrado e é 10% mais afiada que as comuns. Escrito no sulco da lâmina "πολεμιστής" que é Guerreira em grego antigo. Espada fácil de se manusear, já que possui sulcos na base que são revestidos por couro, também a tornando confortável. Quando não usada transforma-se em um anel de prata decorado com um pequeno tridente dourado, sendo que quando precisa transforma-se sozinha em espada.] {Bronze sagrado, prata, ouro e couro} [Nível mínimo: 4] {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: ¥ Dragon Dovahkiin ¥, att por Deimos]

— {Celeste} / Armadura [Feita inteiramente de magnésio, é leve e não prejudica tanto a movimentação quanto uma feita de outros materiais. A parte inferior é constituída pelas grevas, que protegem a parte das canelas, escarpes para os pés. As coxas são protegidas em parte pelas pernas da armadura e em parte por uma espécie de saia abaixo do torso do equipamento. A parte que defende os joelhos são duas conchas - como as de praia - feitas com o mesmo metal de toda a armadura. Na lateral da coxa existem ondulações feitas para também se parecerem com conchas. O torso da armadura foi feito para se alinhar perfeitamente às curvas da dona. Foi desenhada com o design tomara-que-caia, ou seja, o torso termina nos seios. A armadura chama a atenção pra estes, com seus detalhes de ondulação e uma estrela desenhada sobre eles. Os braços e mãos da armadura são compostos por manoplas, estas tendo dois traços que percorrem o dorso da mão, os braços, e espaldares para proteção do ombro. Não possui elmo, no entanto tem uma coroa no modelo de uma tiara, que protege a testa da semideusa, com o símbolo de concha no centro. Foi projetada com base em armaduras imperiais, e possui alguns detalhes semelhantes a estas. Quando a dona desejar, se transforma em uma gargantilha coleira com um símbolo de um tridente em seu centro, para que a armadura possa passar despercebida. Na gargantilha está a frase ουράνια πανοπλία, que quer dizer Armadura Celeste] {Magnésio} (Nível Mínimo: 8) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Presente de Harry S. Sieghart]

Cof cof:
Eu sou um pouco estranha, sabe? Tive, xô ver, um mês inteirinho pra fazer e só fiz agora >< Não mim julgue, voucê não sabe pelo que eu passei u_u Enfim, to aqui pra dizer que não revisei, tá uma porcaria saí, eu admito. Passar bem. qqq

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Re: • Treino para filhos de Zeus, Poseidon, Afrodite e Curandeiros de Asclépio | 1º Trimestre de 2014 •

Mensagem por Ianna D. Belikov em Qua 12 Fev 2014, 00:54


I can feel a phoenix inside of me...

"A claridade feria-lhe os olhos, forçando-a a piscar rapidamente. O ambiente visto -ao ter a visão adaptada- não lhe interessava, apenas a presença. Virada de costas, para que sua identidade não fosse revelada, emitia sons esquisitos aos ouvidos de sua espectadora, que se pôs a observá-la mais atentamente. As roupas negras e largas escondiam o semblante, impedindo que se reconhecesse o gênero da que se escondia através de curvas notórias femininas ou a ausência delas, assim como o capuz escondia as madeixas.

▬ Você não se lembra de mim. ▬ A voz era rouca, salpicada de desapontamento e melancolia.

▬ Não faço ideia de quem você é. Talvez... Se mostrasse seu rosto... ▬ Os ombros da pessoa desconhecida subiram e desceram em um movimento característico de... Choro?

▬ Você se esqueceu de mim, então pagará por isso. ▬ Antes que a observadora pudesse identificar a ameaça presente naquelas palavras, a que se escondia atrás das roupas moveu-se em uma espécie de fast-forward, posicionando suas mãos no pescoço da garota desprotegida, sufocando-a, fazendo-a desfalecer antes que se desse conta de quem era seu agressor."

Os olhos multicoloridos abriram-se em um ímpeto, tomado por lágrimas. Sua garganta emitia estranhos sons roucos e desesperadores. Sua mão direita moveu-se de forma que pudesse envolver o pequeno pingente em formato de gota e puxá-lo com força, rompendo a correntinha que a sufocava, permitindo que sua respiração se normalizasse depois de alguns instantes. Sentou-se na cama e abriu a mão, encarando o presente que havia ganhado. "Eu poderia ter morrido." Passou o polegar pelo nome talhado no metal e sentiu seu pescoço queimar como se o colar ainda estivesse em seu respectivo lugar. Deu de ombros e jogou o pingente para longe, torcendo para que nunca mais o visse. Seu coração despedaçou-se e ela se forçou a deitar novamente, pressionando o travesseiro contra o rosto para que os sons de seu choro longo e perturbador fossem abafados.


Meu corpo se retraiu ao sentir a mão em minha costa. Meu rosto ainda estava pressionado contra o travesseiro, mesmo que minha pequena "crise" já tivesse passado, então eu não fazia ideia de quem planejava me perturbar. Ergui a cabeça, pronta para xingar a pessoa em inglês e francês, quando percebi que era apenas Aldrick. A reação do mesmo ao ver meu rosto inchado e provavelmente da cor de um tomate não foi das melhores.

▬ Nossa! Você está horrível! ▬ Revirei os olhos, procurei me sentar, cruzando as pernas naquela posição que dizem ser de índio, mas que eu realmente não sei de onde surgiu, e agarrei meu travesseiro para abraçá-lo com força.

▬ E você acabou de ganhar um castigo. Mal posso esperar para vê-lo em seu treinamento comigo. Quero te ensinar que suas palavras encantadoras serão poucas para adjetivar seu novo rosto depois de passar por mim. ▬ Fingi uma risada maléfica, mas logo dei de ombros. ▬ Então, qual o motivo para me perturbar logo pela manhã? ▬ Ele sorriu, e eu podia jurar que meu aprendiz estava corando.

▬ Ahn... Não é manhã, Chlöe. Já passou da hora do almoço. ▬ Aaaaaaah! Isso explicava porque meu estômago roncava tão alto quanto um motor de carro velho. Sorri, encabulada. ▬ De qualquer forma, não pude deixar de notar você aí, jogada. Sei que há algo errado, mas prefiro me abster de perguntas. Então, vim te chamar para um treino, porque dizem que mente vazia é lugar de coisa ruim. Vamos ocupar a sua, se quiser, é claro. Compareça à floresta, exatamente às quatorze horas, e faremos algo especial. ▬ Avaliei a sugestão dele, procurando realmente acreditar que seria uma boa ocupar minha mente problemática. Dei de ombros e voltei a deitar, fechando os olhos, indicando que o garoto já poderia ir embora.

[...]


Bom, lá estava eu, quietinha, dirigindo-me à floresta. E não é que as palavras de Ald surtiram efeito em mim? Vestia uma camisa desbotada do Acampamento e um short jeans, e minhas armas estavam bem organizadas segundo minha mente disléxica e com déficit de atenção. Mais uma maravilha de ser semideusa, não? Pois é, também penso assim. Não era saudável forçar demais minha cabeça porque ainda não havia me aprofundado no conhecimento daquelas síndromes, apenas sabia que elas eram responsáveis pelo instinto natural dos filhotinhos dos deuses, ou algo do tipo. Em outras palavras, ser problemática, na vida real das pessoas normais geralmente indicavam a necessidade de psiquiatras ou quebrar as regras como um badass apenas porque "Olha! Tenho problemas mentais, eu posso fazer o que quiser, e vocês não podem me impedir!", o que certamente era bem simpático, certo? Mas na vida de isca de monstro que um semideus possui, esses transtornos são completamente normais, então, não, você não pode culpar sua mente por qualquer idiotice que fizer, ok? Oh! Olha o que minha cabeça que funcionava de maneira disfuncional estava fazendo. Estava divagando de novo, que legal! E sim, sintam a ironia. Mas eu vou voltar ao que estava fazendo, essas foram apenas anotações mentais que servem para mostrar que eu penso, que descoberta pavorosa! Avistei meu irmãozinho assim que cheguei à entrada da floresta, e ele logo tratou de me informar a respeito do que deveria ser feito. Aparentemente, eu deveria pegar um pequeno pégaso de metal que estava pela floresta, derrotando monstros e desviando de semideuses doidos para causar dor de cabeça. Assenti, mostrando que tinha entendido tudo, mas logo franzi a testa.

▬ É... Eu não tenho um relógio. Como saberei quando estiver na hora de voltar? ▬ Vi meu aprendiz sorrir e fiquei com medo da resposta, que de alguma forma, eu sabia que permaneceria oculta. Dei de ombros e respirei fundo, começando a adentrar a floresta.

▬ Só uma coisa, Chlöe! Você é mais forte que nossos queridos irmãos, então não seria problema suprir suas habilidades que gastem sua energia, certo? Acho que seria um grande exemplo para nossos novatos, não? ▬ Ah, garotinho desgraçado! ▬ E eu posso ler seus pensamentos, irmã. ▬ Pisando duro, continuei meu percurso. Sem poderes? Perfeito, eu podia me virar. Mas sem uma noção do tempo, era complicado. Ok, minha cabeça estava trabalhando, para me deixar ciente de quanto tempo me restava para a procura, excetuando-se a parte das batalhas que seriam tão mais fáceis com poderes. Revirei os olhos. Grande aprendiz esse que arranjei.

[...]

As árvores eram quase todas iguais, o que fazia parecer que eu estava andando em círculos. Segundo minha cabeça, eu já estava caminhando por bons trinta minutos. Eu realmente estava... Espeeeera. Já tinha visto aquele tronco retorcido antes. Que bela porcaria era o meu senso de direção. Bufei e procurei me enfiar entre duas árvores frondosas que não saberia identificar o nome por mais que eu quisesse, tentando traçar um novo caminho e frustrando minhas esperanças de sair daquilo tão rápido quanto entrei. Tinha certeza de que seria a última a terminar aquilo, mas não importava. Aldrick ia perder seu... AH! Que bela visão era aquele pedaço de metal pendurado ali, no pescoço de uma... Garotinha? Oh, ok. Aproximei-me dela e estendi os braços.

▬ Oi, garotinha. Você é linda, viu? Acho que esse acessório que você carrega no pescoço destrói sua beleza, então, por que não o dá para a tia Volk aqui? ▬ Abri um sorriso encorajador e busquei avaliá-la. Tinha os cabelos ruivos mais bonitos que eu já tinha visto e seus olhos azuis eram cheios de um divertimento infantil que me fazia querer apertar suas bochechas. Ela estendeu a mão e segurou o pégaso de metal, como se o protegesse. Ótimo, agora ela o tiraria e o entregaria para mim, eu estava com sorte, afinal. Preciso dizer, não, não. Preciso frisar que cantei vitória antes da hora. A menina desatou a correr, movimentando-se entre os troncos com tal agilidade que minha boca se abriu involuntariamente. Balancei a cabeça. Nem pensar que ela iria levar meu item. Pus-me a correr atrás dela, mas era maior em termos de estatura, então os espaços que ela utilizava eram praticamente empecilhos para mim. E pode acreditar: toda vez que um galho me arranhava, ou que tropeçava, ou que batia minha cabeça, tinha certeza de que podia ouvir uma risada gostosa de criança que se diverte com a desgraça dos outros. Maldita! Em um certo momento, fiquei presa em cipós. Sim, cipós! Quem diria que a guerreira que resgatara o martelo de Hefesto iria perder para uma garotinha de uns seis anos de idade, não é? Tinha como aquilo piorar? Ah... Tinha. Quando eu parava de correr, a menina, que estava sempre em meu campo de visão, parava também e virava, cruzando os braços como se me incitasse a pegá-la, afinal, era a única forma de conseguir o item. E lá ia a srta. Volkov, apanhadora de crianças nas horas vagas.

[...]

Já fazia uns dez minutos que estávamos nessa brincadeira de pega-pega e a pestinha não se cansava, ao contrário de mim, que estava com as pernas tremendo e tão ofegante que poderia ter um ataque cardíaco ali mesmo. Resolvi parar um pouco e curvar o corpo, apoiando as mãos nos joelhos, recobrando o fôlego e pensando em alguma estratégia. Era difícil raciocinar enquanto a raiva queria transbordar. Eu nem precisava estar naquele treino idiota! Entre arquejos, pensei em algo. Se desse certo, seria perfeito. Então, desatei a correr novamente atrás dela, com um sorriso no rosto. Procurei deixar-me em piloto automático, de forma que minha mente pudesse funcionar. "Então, pombos lindos, preciso de um favor." Dei um gás na corrida, aproximando-me da garota. Então, belíssimos pombos desceram, todos ao mesmo tempo, de seus esconderijos nas árvores, pousando à frente da garota e arrancando-lhe um grito. No susto, ela tentou recuar e tropeçou em uma raiz exposta, caindo diretamente em meus braços. Procurei apoiá-la no chão e arranquei o pégaso de seu pescoço.

▬ Obrigada pela colaboração. ▬ Mostrei a língua para ela e coloquei o pégaso em meu bolso. Agora, eu voltaria para a entrada da floresta e desmaiaria de exaustão nos braços de meu aprendiz, no entanto, um sibilar me mostrou que as coisas não seriam assim. Droga.

Virei-me devagar, querendo xingar a mim mesma pela minha habilidade natural de sempre achar que estou em vantagem. A visão do cabelo em chamas, da perna metálica e da perna de burro logo me deu o nome de quem deveria enfrentar: uma empousa. No entanto, minha exaustão seria um problema. Saquei minhas adagas gêmeas de sua bainha em meu cinto e a chamei para a batalha, provavelmente uma idiotice a se fazer. Dane-se, eu não era tão esperta. A monstruosidade investiu, incrivelmente ágil mesmo com a perna que deveria ser pesada, com as garras estendidas. Sorri, afinal eu desviaria fácil, não é? Errado, de novo. Tropecei no cadarço desamarrado do meu tênis e caí, por pouco não batendo o rosto ou fazendo com que as adagas me empalassem. Procurei me virar para ficar de pé, mas a empousa já havia parado à minha frente e desferiu um chute potente com sua perna metálica bem no meu estômago, fazendo com que enjoos me dominassem. Filha da... Opa, a perna vinha de novo. Preparei-me para ignorar a dor ao máximo, o que não era fácil, e rolei para fora de seu caminho, procurando alguma coisa na qual pudesse me apoiar para levantar. Larguei uma das adagas e puxei um cipó qualquer, que aguentou meu peso, mas a monstrenga não queria me deixar levantar. Investiu novamente e cravou suas garras da mão esquerda em meu ombro, quase fazendo-me soltar meu apoio. Urrei de dor e a mão que ainda estava armada entrou em atenção, cortando de baixo acima, almejando ao menos um machucado superficial, mas a vampira demoníaca jogou seu corpo para trás, escapando de meu ataque em forma de arco improvisado. Que ótimo. Inutilizei o braço que havia usado para içar-me e me preparei para lutar com apenas uma mão. Procurei aproximar-me e movimentar a adaga novamente, dessa vez tentando perfurar a pele do peito dela, coisa que a empousa certamente não permitiria, o que foi comprovado quando ela procurou segurar meu braço. Então, eu estava ferrada. Ia largar a adaga quando uma voz infantil gritou.

▬ Aqui, queridinha! ▬ A garotinha estava com um arco adequado ao seu tamanho e uma flecha já preparada. Ok, que porcaria era aquela? Atirou e eu arfei quando vi o projétil se cravar bem na testa da monstra, que com o susto acabou largando meu braço, e, aproveitando a deixa, cravei a adaga em seu peito e a vi se desfazer em pó. Respirei fundo e andei para recuperar a adaga que eu havia largado ao tentar me levantar. Guardei as duas em seu suporte e virei-me para agradecer pela ajuda, pronta para devolver o pégaso, mas a garota havia desaparecido. Tuuuuudo bem. Agora, era voltar para a entrada da floresta e devolver o pégaso estúpido para Ald.

[...]


▬ Estou indo para a enfermaria. Mas bem que eu adoraria usar esse bichinho em um colar. ▬ Dei de ombros e mostrei a língua para o monitor, encaminhando-me para o local onde seria cuidada por alguém bem legal, de preferência. Senti algo em meu bolso e coloquei a mão dentro dele. E não é que meu Holo estava ali? Aldrick deveria tê-lo colocado naquele local, como se adivinhasse a roupa que eu escolheria para o treino -que não era difícil, era bem confortável mesmo-, enquanto eu espremia meu rosto contra o travesseiro. Agradeci mentalmente, sabia que ele podia ouvir.

acabou! obs:
♦ Ficou grande esse negócio, desculpa q.
♦ Coloquei um pouco de trama nisso e tal, acho que ficou legal, mas slá. A garotinha é filha de Hermes e Caçadora, o que explica sua agilidade e sua perícia com o arco e flecha. Suas armas estavam transmutadas, por isso, Volk não as viu de primeira.
♦ As únicas armas utilizadas foram: - Gauth [Adagas gêmeas feitas especialmente para Andy. As armas adaptam-se perfeitamente à forma da semideusa de lutar, e mesmo que sua perícia não seja esta, alguns dos ataques com as lâminas poderão dar danos maiores se estes forem bem explicados. Os cabos possuem as letras "A&G" entalhadas. Os detalhes são pequenos caduceus entrelaçados a algumas roseiras, perfeitamente esculpidos nos cabos.][Presente da Rafa, sua amada ♥]
♦ O poder utilizado foi único: Comunicação com Pombos e Cisnes (Nível 8) - Como tais animais representam sua mãe, você pode falar com elas. Use e abuse do poder, tire informações úteis dos animais e peça alguns favores. Não é completamente certo que eles vão te obedecer, e você não é capaz de invocá-los ou controlá-los de qualquer maneira. Tudo vai depender da inteligência dos animais e da boa vontade deles, mas nunca vão interferir em um combate, já que isso os colocaria em risco.
♦ O colar é uma correntinha na qual a Volk pendurou seu presente, que não auxilia em batalha nem nada, explicado aí: ▬ Holo [Aparentemente apenas um pingente de prata e em formato de gota, porém, quando pressionado, libera um holograma do céu estrelado à frente de Chlöe. Talhado no metal há o nome "Enzo".] {Prata} [Presente de Natal de Bren para Andy]

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Re: • Treino para filhos de Zeus, Poseidon, Afrodite e Curandeiros de Asclépio | 1º Trimestre de 2014 •

Mensagem por Lexis Skönhet em Qua 12 Fev 2014, 20:13



kiss me hard
before you go.


— Anh, ok. — murmurei assim que a imagem holográfica do meu meio-irmão e monitor do chalé dez, Aldrick Chevalier, se desfez. A mensagem informava sobre um treino coletivo, outro treino coletivo, realizado por ele, dessa vez na floresta. Pelo menos assim não terei que encontrar a areia quente da praia. Saí em disparada do Punho de Zeus, indo agora até o chalé. Não me atrasaria, não dessa vez.


♥ ♥ ♥


Trajando shorts vermelho, t-shirt com a logo do Superman, all stars pretos e colar com o símbolo do infinito, além de levar Beauté Électrique onde deveria estar o cinto, fui calmamente ao lugar marcado, encontrando Aldrick e mais alguns poucos semideuses que não conhecia. Corri os olhos por entre os presentes e gelei ao dar de cara com um garoto em especial. — Andrew... — suspirei ao constatar que era mesmo ele, o filho de Poseidon que conhecera em uma tarefa surpresa que recebera de Hécate, que, por acaso, mantinha um caso com a dita prole do deus do mar. O corpo majestoso não deixava com que eu confundisse: era mesmo Andrew.

Antes que alguma meia-irmã mostrasse as garras e atacasse o rapaz, fui em sua direção, parando na sua frente. — Drew! — chamei, puxando sua atenção. Ele analisou-me, lançando-me um olhar de dúvida, como se perguntasse quem eu era. A expressão, porém, logo sumiu em um largo sorriso.

— Cassidy, certo? — indagou, pedindo por confirmação. Assenti com um aceno de cabeça, retribuindo o sorriso que permanecia na face do garoto. — A mocinha que costuma fugir de noite. — brincou, mantendo o tom da voz sério, e eu ri.

— Só de vez em quando. — pisquei para a prole de Poseidon e logo ouvi uma voz familiar atrás de mim. Aldrick estava passando as instruções necessárias para a conclusão do treino. Voltei-me para o mesmo, ouvindo com atenção o que ele dizia.

Arqueei uma sobrancelha quando Chevalier terminou de explicar o que iríamos fazer. Pégasos de metal, pequenos, aliás, escondidos entre as árvores, no meio da floresta do Acampamento Meio-Sangue, e tínhamos tempo limite para encontrar um e voltar ao encontro do monitor.

Drew virou-me e abraçou-me. — Até depois, moça. Tenho que achar uma coisinha. — ele disse e foi em direção ao bosque. Soprei-lhe um beijo, ainda que este não fora percebido por ele, e corri, adentrando o labirinto de árvores. Ao perceber que, mesmo que encontrasse o objeto em apenas alguns minutos, jamais conseguiria sair dali antes que o tempo de uma hora e meia estipulada para a atividade passasse, voltei alguns passos, mais precisamente, para onde Aldrick estava e busquei pela posição do sol. Infelizmente, a condição de dia nublado não foi favorável, ainda assim consegui identificar de onde os raios solares vinham. Naquela hora, por volta de duas da tarde, o astro encontrava-se um pouco mais para onde deveria ser o oeste. Ficando de frente para a floresta, era como se ele estivesse na minha frente, logo, para voltar ao local onde nosso monitor estaria, deveria seguir contra o sol.

Agradeci mentalmente à minha tia, que, tomando conhecimento da minha real origem, ensinara-me algumas técnicas básicas, mas que me ajudariam muito. Saquei o chicote e fui em direção às árvores, invadindo a floresta e agora sim dando início à caça ao pégaso.


♥ ♥ ♥


A atividade em si era, em tese, simples.

Mas só em tese.

A baixa luminosidade provocada tanto pelas nuvens, que encobriam o sol, quanto pela copa das árvores, que impediam que o pouco brilho solar “encontrasse” o solo, era totalmente desfavorável à atividade, porém não era o maior dos problemas. Chevalier fizera questão de relembrar a todos sobre a existência de monstros por ali, além de informar-nos que alguns semideuses foram convidados apenas para distrair-nos do objetivo principal.

Corria os olhos por tudo, desde as pequenas folhas dos baixos arbustos até os mais altos galhos das inúmeras árvores, porém não parava para analisar os lugares com mais calma, já que sabia que o tempo era curto. O ato, talvez, fora um dos meus grandes erros do dia, já que poderia ter encontrado a miniatura do pégaso logo no começo da atividade. Ainda assim, meu foco estava totalmente voltado para observar a floresta.

Ouvi uma belíssima voz cantarolando uma igualmente bela canção, a qual não fui capaz de reconhecer, porém que foi suficiente para tirar-me a atenção do que eu fazia. Virei-me bruscamente na direção do som, chicoteando o ar a minha frente, o que provocou um estalo. Perto de mim, estava uma bonita garota de mechas mel e pele perfeitamente bronzeada que assustou-se com o barulho provocado por minha arma.

— Você é tão bonita. — afirmou, fitando-me com certa admiração no olhar. Sorri, em forma de aceitação ao elogio, que já era tanto comum. — Meu nome é Miranda, Miranda Gutheal. Qual o seu? —

— Cassidy Parker, e obrigada pelo elogio. Sua voz é tão linda. — disse e um sorriso malicioso formou em sua face, fazendo com que eu me arrependesse de ter dito o que quer que seja que provocara aquilo.

— Obrigada. Talvez eu possa cantar um pouco para você enquanto passeia pela floresta. — Miranda sugeriu e hesitei em aceitar, lembrando-me, pela primeira vez desde que conhecera a garota, do que Aldrick falara no começo do treino. Mas há monstros espalhados por aí e semideuses que eu convidei para confundi-los ou os desviar do objetivo principal.

— Não precisa, sério mesmo. Você com certeza têm algo melhor para fazer além de cantar para uma desconhecida. —

— Não será incomodo. — parou, como se pensasse em algo para prosseguir. I'm on my own and the road is long. ela começou a cantar, ainda que eu não reconhecesse a letra. I'll do what it takes, just finding a place. continuou enquanto eu tentava afastar-me o máximo possível. A garota, porém, era rápida e acompanhava meus passos. Where I belong. tudo em minha mente começava a se misturar. Estratégias, objetivos, paixões, magoas, tudo mesclava entre si. Minha cabeça era como um emaranhado de fios embolados, pura confusão.

Parei de andar e levei as mãos à cabeça, fechando os olhos. O desespero provocado pela bagunça que ocorria dentro de mim aumentava cada vez mais. Como se ainda tivesse cinco anos e estivesse fazendo pirraça para ganhar uma boneca nova, respirei fundo, em seguida soltando um grito alto e agudo. Ao fim do pequeno escândalo, não ouvia mais a voz de Miranda. Abri os olhos e, sem me preocupar com a garota, corri por entre as árvores, fugindo dos poderes da menina.

Exausta, sentei-me sob a sombra de uma enorme árvore, repousando as costas em seu tronco. Assim fiquei por alguns minutos, esquecendo-me do porquê de estar ali. Aquilo mal tinha começado e eu já caíra em uma pegadinha. Que lindo.


♥ ♥ ♥


Crac, crac, crac. O barulho de vários galhos sendo quebrados em sequência era quase inaudível, porém fora o suficiente para assustar-me. Levantei-me em um pulo, com o chicote em mãos, como sempre. Permaneci parada no local que estava, apenas ouvindo o som aumentar gradativamente. O que quer que estivesse ali, estava se aproximando.

Vi um vulto passar por entre alguns troncos pouco distantes. Era grande, muito grande. A ideia de escalar alguma árvore e esconder-me finalmente me ocorreu, porém colocá-la em pratica agora talvez não desse muito certo, vendo que, ao fazê-lo em um momento de desespero, as chances de que eu caísse eram muito, muito maiores. Respirei fundo, tentando me acalmar para a possível luta, e fiz de tudo para concentrar-me no irritante crac, crac, crac, que agora era mais alto.

Um clarão se formou na direção de onde o barulho vinha naquele momento. Semicerrei os olhos, tentando identificar o que era aquilo. Ao ver que tornava-se maior, joguei meu corpo para baixo e, por pouco, não fora acertada pelo objeto.  Voltei a ficar de pé e olhei para trás por apenas um instante. Uma árvore, a acertada pela bola luminosa, estava em chamas e logo aquilo se espalharia.

Com o monstro a minha frente e uma parede de fogo começando a se formar atrás de mim, deveria escolher entre fugir para algum lado, direito ou esquerdo, ou enfrentar a criatura.  Qualquer semideus normal provavelmente lutaria. Não que eu fosse qualquer uma.

Analisei por alto os caminhos para fuga. Caso seguisse pela direita, enfrentaria uma floresta levemente mais densa do que no lado oposto. Pela esquerda, porém, era como se a mata se abrisse e algo estivesse ali. Sem pensar muito, tomei o último caminho.

Deparei-me com algumas rochas e reconheci rapidamente o local: Punho de Zeus, onde estivera há não muito tempo antes. Escondi-me atrás de uma pedra, esperando que o barulho de galhos sendo quebrados cessasse, o que não aconteceu. Pelo o contrário, parecia que o monstro tinha me seguido.

Pensa, Cassidy, pensa, repetia em minha mente, tentando montar algum tipo de plano em poucos segundos. Subitamente, algo ocorreu a mim, praticamente no mesmo segundo em que outra bola de fogo passou ao lado da pedra que me servia como escudo. Aquelas coisinhas seriam, sem dúvidas, meu maior problema. Precisava ser rápida.

Lembrara-me de uma coisa que vira algumas de minhas meias-irmãs utilizarem. Imediatamente, coloquei-me novamente de pé, desviando de mais uma bola que errara por pouco a minha cabeça. Tentei concentrar-me no que deveria fazer e brinquei com minha franja, jogando-a de lado algumas várias vezes enquanto sorria olhando para os lados. Os ataques cessaram por breves segundos, mas logo vi um clarão vir em minha direção. Inclinei levemente o tronco para frente, dobrando os joelhos e desviando do ataque, como em uma dança muito bem ensaiada.

Segui com o que pretendia, foquei minha atenção para meu poder e logo uma luz de coloração rosada me rodeou, ainda que não encobrisse minha visão. Agora sim, nenhuma bola em chamas era atirada em minha direção. Comemorei, ainda que não demonstrasse, e, com o chicote na destra segui da direção daquilo que me atacava.

Encontrei, à minha frente, um ciclope super-evoluído, por assim dizer. Era maior e possuía um olho a mais. Fitá-lo fez meu estômago revirar. Sem mais esperar, descrevi algo como um “7” ao longo do tronco do quase gigante, em seguida dando dois giros de 360º (um de 720º, talvez) com a mão erguida na altura do meu ombro, assim acertando-lhe a barriga duas vezes. Tá, talvez eu fosse um pouco baixinha.

Preparava-me para novas chicoteadas, mas o monstro se desfez em pó dourado. Por um comando mental, desativei a luz que me cercava e sentei-me, cansada, sobre a pedra se me servira como escudo.

Porém algo fez com que eu levantasse.

Corri na mesma direção da qual viera, procurando saber se o mini-incêndio provocado anteriormente pelo Sr. Foguinho havia sido controlado. No local, dois filhos de Poseidon invocavam água, o que era algo muito, muito legal, e lançavam-na contra as árvores afetadas. Sai de fininho, fazendo de tudo para não fazer parecer com que estivera ali, e que poderia ser considerada parte culpada por aquilo, e voltei para a pedra-escudo-banquinho de antes, agora sentando no chão e usando esta como encosto. Não fazia a menor ideia de quanto tempo tinha disponível, nem se ainda tinha tempo disponível, mas um pouco da paz ali seria ótimo.

E foi bem pouco de paz mesmo.

— Billy quer semideus. — uma firme voz ecoou atrás de mim. Permaneci inerte, na esperança de não ser notada. — Billy sente semideus. — a mesma voz afirmou, fazendo meu coração disparar. — Billy quer semideus! — a declaração foi gritada e passos pesados pareciam se aproximar.

Protegida por uma pedra, engatinhei para outra maior, que serviria melhor como "escudo", sendo que nesta não precisava ficar tão encolhida. — Billy sente semideus! Semideus 'tá perto de Billy! — revirei os olhos e busquei o locutor, olhando por cima da rocha. Não muito longe de onde eu estava, um bebê gigante, ainda menor do que o que encontrara a pouco, de um olho só e com um machado em sua mão direita. E Cassidy ver ciclope, bebê gigante, Billy, que seja. Tentei pensar em alguma coisa inteligente, mas nada me vinha a cabeça. Não improvisaria, não enquanto ainda tivesse tempo.

E não é como se eu tivesse tempo.

— Semideusa! Billy come semideusa! — o ciclope exclamou, estando de pé a menos de dois metros à minha direita. Arriscou com o machado, tentando acertar-me na região do abdômen. Girei no solo, desviando com facilidade do golpe. Levantei-me em um segundo, girando o chicote com a destra e afastando-me calmamente.

— Billy fica calminho, Billy fica calminho! — repetia, torcendo para que minhas palavras surtissem efeito no monstro.

Correu em minha direção e adentrei a floresta, fugindo do monstro. Após muito correr, olhei rapidamente para trás e já não via mais o ciclope. Parei, apoiando as mãos nos joelhos, ainda com minha arma entre os dedos.

— SEMIDEUSA! BILLY QUER SEMIDEUSA! — ouvi gritarem próximo de mim. Virei-me na direção da voz. Entre eu e o monstro, pouco mais de um metro. Ele tentava acertar-me com o machado como se eu fosse um tronco a ser derrubado. Abaixei e rolei para trás, saindo do rumo da arma dele. Assim que percebeu que eu me afastara, atirou o machado em minha direção. Instintivamente, inclinei para a esquerda, tirando meu braço da rota da lâmina. Billy voltou a correr na minha direção. Dei de ombros e descrevi linhas aleatórias no ar, acertando-o algumas vezes em várias partes do corpo. — Nossa, ciclopes poderiam ser menos burrinhos. — murmurei.

A esta altura, já havia perdido toda e qualquer noção de tempo, mas esperava ter mais alguns minutos. Voltei a focar na atividade, caminhando com certa pressa, e analisando cada galho por alto e vasculhando rapidamente os arbustos

Cansada, já estava decidida a procurar Aldrick para desistir do treino. Só me restava um pequeno detalhe: saber para qual direção seguir. Assim, escolhi uma árvore alta e comecei a escalá-la, desviando de galhos menores e mais frágeis. Sentei-me em um espaço bem no topo e notei que o sol estava mais baixo, por assim dizer, à minha direita. Deveria seguir a direção contra o astro, logo, tomaria o caminho da minha esquerda. Respirei fundo e deitei um pouco a cabeça para trás, relaxando-a, ainda que por quase tempo nenhum. Semicerrei os olhos quando um minúsculo pedaço de metal reluziu na fraca luz solar proporcionada pelo dia nublado. Isso só pode ser brincadeira. Virei a cabeça, procurando o pégaso. O objeto, porém, estava alguns galhos mais longe.

Esgueirei-me até ele, tomando cuidado redobrado para não cair, e sorri de canto ao ver que aquilo era mesmo o que procurava. Meus olhos brilharam ao tocar o item, que logo fora brutalmente arrancado dali com um puxão. Joguei-o na terra abaixo de mim, desci pelos galhos da árvore e atirei-me contra o chão quando estava a uma distância segura do chão. Infelizmente, o meu plano de aterrissagem perfeita não funcionou muito bem. Acabei por cair com tudo nas longas, e duras, raízes do tronco que escalara há pouco. O grito foi automático e inevitável, assim como alto.

Ouvi passos que pareciam se aproximar e coloquei-me de pé, ainda que meu joelho doesse um pouco. Do meio das folhas, surgiu um homem alto e com músculos consideráveis. Suspirei aliviada ao ver que era um garoto, mas não um monstro. — O que houve? Ouvi um barulho e, bem... Vim ver o que era. — analisei com mais calma o garoto e então notei que, em sua mão, além da faca, ele levava também um pequeno pégaso de metal.

— Ah, oi. Eu caí, mas 'tá tudo bem, eu acho. Obrigada.

— Menos mal. Acho que já te vi em algum lugar. Bryan Westnight, filho de Afrodite. Você é a...? — ele apresentou-se e sorri por ter a sorte de encontrar um meio-irmão.

— Cassidy Parker, e também te conheço, afinal, dividimos chalé. — pisquei para o garoto, que logo se prontificou em ajudar-me. Porém, antes que prosseguíssemos em direção ao ponto de encontro, ouvi um bater de asas vindo em nossa direção. Maldito grito, reclamei em meus pensamentos, já que acreditava que fora o som que chamara a atenção do que quer que fosse que estivesse voando até onde eu e Bryan estávamos. Ficamos um de costas para o outro, preparando-nos para um ataque, independente de onde este viesse.

Passados alguns segundos, uma harpia surgiu logo a minha frente. Revirei os olhos e descrevi um "X" no ar usando o chicote. O monstro piou e voou para o alto, esquivando-se do ataque. — Abaixa. — sussurrei para o garoto atrás de mim e, sem saber se ele ouvira, girei a arma no alto da minha cabeça. Novamente, a harpia conseguiu escapar, voando para o lado oposto a mim. Preparada para atacá-la novamente, virei, porém encontrei apenas uma harpia jogada no chão e a faca de Bryan cravada em seu peito.

— Eu não faço a menor ideia de como fiz isso. — o garoto, que agora estava ao meu lado, disse, olhando a cena perplexo. Sorri com a reação dele e cutuquei-lhe o braço. — Ei, isso não importa agora. Precisamos sair daqui antes de outro enfatizei a última palavra. — ataque surpresa. Vamos. — pedi, ainda que o tom fosse de ordem, e avancei alguns passos no meio da floresta. Alguns segundos depois, voltei, com a mão na nuca. — Então né... Você sabe para onde devemos ir? — perguntei, agora com voz mais baixa.

Bryan riu de mim e analisou o ambiente ao nosso redor. — Ali. — indicou, com um aceno de cabeça, o caminho que deveríamos seguir. Franzi o cenho, fitando a trilha apontada por ele e perguntando-me o porquê de seguir por ali. — Fiz umas marcas nos troncos. Três linhas pequenas cortadas por uma transversal. Técnicas de sobrevivência. — ele explicou, como se lesse meus pensamentos anteriores. Arqueei uma sobrancelha quando mencionadas as técnicas de sobrevivência. Não aprendera esta com tia Dianna.

Dei de ombros e resolvi confiar nele, ignorando que ele poderia ser um dos vários semideuses convidados pelo organizador para distrair-nos, o que, mais tarde, ele provou não ser.

Não muito tempo depois, estávamos de volta à entrada da floresta. Vários semideuses estavam ali, o que me fez imaginar que talvez excedera um pouquinho o tempo. Dirigi-me até Aldrick, deixando em suas mãos o pégaso de metal. — Da próxima vez que envolver escalada, avise-me para que eu possa trazer os equipamentos de segurança. — brinquei e afastei-me com um sorriso no rosto, sem esperar respostas ou parabenizações por parte de Chevalier.

Retornava ao chalé. Precisava de um espelho o mais urgente possível. Meu cabelo deveria estar horrível.

Armas e poderes:
ARMAS LEVADAS
{Beauté Électrique} / Chicote Elétrico [Chicote elétrico. É um chicote, todo trabalhado a mão. Ele é feito de couro, e nesse couro, pode se perceber detalhes em renda, bordada manualmente. Ele também reluz algumas pedras preciosas, que ajudam em ataques mais precisos, e podem cortar a pele do atingido]{Couro e Pedras preciosas} (Nível Mínimo: 1 ) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Afrodite] – No cós do shorts –
---

PODERES PASSIVOS
Beleza Estonteante – Nível um
Como filhos da deusa da beleza, você é naturalmente belo, sendo tal beleza notável e admirada por todos. Seus olhos têm uma coloração que não se define completamente, sendo intrigantes e como se fossem hipnotizantes; sua voz atrai, seus lábios são provocantes, seu rosto possui uma beleza harmoniosa e o corpo não fica para trás. Tudo em você chama a atenção pela beleza especial que possui, e é praticamente impossível deixar de notá-lo. Não é nenhum efeito hipnótico, contudo - apenas estético.

Habilidade com Chicotes e Correntes – Nível um
É com esse tipo de arma que você se identifica perfeitamente e o tipo de arma com o qual se destaca. Tais armas parecem ser uma extensão de seu corpo, você consegue realizar movimentos incomuns e precisos, aprendendo a manusear esse tipo de arma facilmente. Não quer dizer que nunca erre, mas que seus movimentos são melhores com esse tipo de arma. É algo que evoluiu com o semideus.

Eterna Boa Forma – Nível dois
A boa forma que você possui agora não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques. É algo leve, contudo, e outros fatores podem interferir. Em combates, você transfere sua graça aos seus movimentos, o que faz com que seja capaz de se esquivar com mais facilidade, com movimentos belos e fluidos. Na prática, chances de esquiva aumentadas em 25% contra golpes normais.

Super-Elasticidade – Nível dez
Uma habilidade ainda relacionada à eterna boa forma dos filhos de Afrodite, que agora relaciona a incrível habilidade em realizar movimentos que exigem muita elasticidade corporal sua e uma excelente condição física. Você seria como um contorcionista, mas note que limites humanos ainda devem ser considerados.

---

PODERES ATIVOS
Grito super-sônico – Nível seis
Esta habilidade lhe permite amplificar sua voz de modo ensurdecedor, podendo quebrar objetos frágeis/ cristalinos e até mesmo atrapalhar seus inimigos num ataque. Sua voz, antes dita bela, pode agora afastar alguns adversário devido às ondas de som. Isso, claro, acaba ocorrendo com um maior gasto de energia dependendo do adversário. Cada ativação dura um turno e afeta somente um oponente que esteja a até 5m de distância. No caso de afastar, depende do peso - quanto maior o inimigo, menores as chances de funcionar, ams ele ainda tomaria dano por som.

Aura Ofuscante – Nível oito
Sua beleza já pode ser dita ofuscante, mas agora o significado é literal. Para a visão de seu inimigo, você estará envolvido por uma luz rosada, e ao olhar para você, ele terá sua visão afetada por um tempo, como se estivesse olhando uma luz forte. Duração: 2 rodadas.

Aura Atrativa – Nível nove
Com pequenos gestos você pode fazer com que todos ao seu redor em um raio de 5m prestem atenção em você devido a sua beleza e sedução. Até mesmo em um campo de batalha, eles serão distraídos para focar a atenção em você. Por um lado, pode potencializar a ação de outros poderes de persuasão/ charme e, por outro, pode fazer com que voltem o ataque para você. Mais útil em situações em conjunto, já que aliados podem se aproveitar das brechas para atacar. É um poder de distração e dura 3 rodadas, mas é quebrado se você atacar os oponentes, e tem efeito reduzido a cada turno em que tomem dano vindo de outras fontes. O oponente não fica imóvel ou indefeso, apenas tem os reflexos prejudicados.


Personagens citados:
miranda gutheal:
NPC, semideusa filha de Apolo.
Nível 17.

armas e poderes:
ARMAS LEVADAS
404 Not found
---

PODERES PASSIVOS
Beleza – Nível um
Não só Afrodite e Perséfone são dotadas de beleza, Apolo é considerado o Deus masculino mais belo. Seus filhos são lindos por natureza, com um bronzeamento natural (mesmo que jamais tenha tomado Sol) e forma física bem definida.

Ouvido sensível – Nível quatro
Apolo é deus da música, portanto seus filhos tem ouvidos afiados, com uma sensibilidade acima da média. 5 m acima do normal humano por nível.

---

PODERES ATIVOS
Canção da Confusão – Nível oito
Ao executar essa canção os alvos ficam realmente confusos.

Expansão Vocal - Inicial – Nível doze
Apolo é o deus da música, assim seus filhos nascem com os dons das artes. Cantar, agora é fácil, possibilitando assim que todos os filhos de Apolo tenham uma voz afinada e controlada. Essa habilidade permite expandir sua voz e modificá-la inicialmente, podendo falar extremamente baixo e bem alto, ampliando o alcance de poderes que dependam da voz, mas o custo é contínuo.


Observações importantes:
Andrew, filho de Poseidon, é um NPC citado anteriormente na missão O Espelho de Hécate, aqui, pelo o qual Cassidy desenvolveu uma paixão platônica (não me chamem de alone, fui obrigada a isso -q).  




Então, digamos que eu sou uma anta (e não, não precisam concordar) e que quebrei meu note. O treino foi, em grande parte, feito pelo celular (tudo isso porque tinha feito uma parte que queria usar c:). Não, não revisei, me matem ;-;



pessoas floresta nublado, brisas isso
falas pensamentos aldrick andrew billy bryan
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Re: • Treino para filhos de Zeus, Poseidon, Afrodite e Curandeiros de Asclépio | 1º Trimestre de 2014 •

Mensagem por Cinty Ghret em Qui 13 Fev 2014, 00:01


cavalinho doidão :3



Treino


Uma brisa suave balançava os cabelos ruivos de Lucca. O semideus estava sentado no banco do motorista do Ford Mustang 66. Conversível e V8 com quase 300 cavalos de potência. E de cavalos o filho de Poseidon entendia muito bem.
Lucca amava aquele carro e sentia um grande sentimento de possessão por ele, e o fato de o carro ser roubado não afetava nem um pouco isso.

As mãos agitadas esmurrugavam e moíam a maconha prensada. Ele fazia isso sempre, mesmo que não fosse fumar logo. Era uma mania, um hábito. No rádio do carro, que estava sintonizado em uma estação de rap, ouvia-se The Notorious B.I.G.

Sentado no asfalto, com as costas encostadas no assoalho, seu primo, filho de Zeus, Heron, fumava e observava a paisagem, quieto. Para Lucca o lugar era terrível. Terra seca por todo lado, sem nem um sinal de água em dezenas de milhas. E como se isso não bastasse, a brisa levava pequenas partículas de poeira que, como se fossem teleguiadas, iam parar exatamente dentro do olho de Lucca. Sua única esperança era que chovesse, mas parecia que isso não aconteceria.

— Vai chover. — Heron exclamou, como se estivesse lendo os pensamentos do primo.

Lucca virou-se para ele, com os cantos da boca ligeiramente curvados, quase esboçando um sorriso:

— Acho que não não hein, Heron.

O primo colocou o cigarro na boca e exclamou insistente:

— Vai chover — Lucca resolveu não insistir por dois motivos: 1) Ele não queria discutir e 2) O primo era um maldito de um para-raio, como se gostasse e desejasse ficar molhadinho.

Então, da mesma maneira que uma ereção aparecia quando Lucca via uma menina gostosa, uma mensagem de Íris surgiu no ar.

— Mas que porra...? — Lucca assustou-se, deixando cair a erva no carpete do Mustang — Merda merda merda merda.

O garoto teve que deixar a maconha no chão para prestar atenção na mensagem de Íris, mas como ainda estava xingando mentalmente por causa da erva derramada, não prestou muita atenção na mensagem. Era algo com ir até o Acampamento para treinar. O motivo? Não tinha nenhum. Mas eles deviam ir. Simplesmente isso. Trocaram alguns olhares, era uma oportunidade ótima para se aparecer. Concordaram.


. . .


Lucca entrou no acampamento mandando beijinho para todas semideusas e dríades que via. Ele estava feliz, a viagem tinha sido boa e a maconha do carpete tinha sido muito bem aproveitada. Heron não. Andava carrancudo, erguendo o olhar para o céu a cada dez segundos. Talvez estivesse assim por não deixarem ele fumar ali. Lucca não se importava muito com isso. Ia fumar ali de qualquer maneira. Os dedos dentro dos bolsos já embolavam o fumo da babilônia enquanto a seda aguardava levemente no bolso de trás.

O garoto recebeu as instruções para o treino de um filho de Afrodite que parecia Ken, aquele namorado viadão da Barbie. Lucca pensou em fazer uma piada, chamando Heron de Barbie na frente de Ken (ou que porra de nome o filho de Afrodite tinha). Mas não o fez. Heron não parecia muito bem.

— Uma disputa? — Lucca perguntou. Era a sua tentativa de animar Heron um pouco, já que ele nunca recusava uma aposta ou disputa — Quem chegar primeiro com o tal pégaso, vence.

Heron concordou e ainda fez uma piadinha. É, pelo jeito a disputa tinha funcionado como um alívio. Ele não estava mais tão ruim assim.

Lucca entrou correndo que nem um doido na floresta, as mãos erguidas e pulando cada galho e pedra que aparecia, gritando incrivelmente alto. Correu por algum tempo sem parar para descansar e quando finalmente parou, já estava incrivelmente perdido. Piscou algumas vezes, olhou ao redor e rapidamente bolou um baseado, acendendo-o em seguida. Enquanto tragava a fumaça branca da paz, uma gota de chuva caiu bem no meio de sua testa.

Filho da puta, pensou, Heron vadio. Posso ganhar um dinheiro com esse viado meteorologista do caramba. Se eu tivesse o número da CNN...

Com um sorriso estampado de orelha a orelha por causa do primo mãe Dináh que tinha, começou a caminhar a passos largos pela floresta. Os coturnos marrons de couro ficando escuros a cada gota que caía sobre eles. Se é que isso é possível, o humor de Lucca estava ainda melhor por causa da água que caía. Depois de dias naquele deserto, isso era quase como o paraíso. Chupa, satanás. Sorriu com esse pensamento. Ele era doido mesmo.

Continuou caminhando até chegar em uma parte profunda e larga de um rio. Era uma espécie de praia de água doce, onde o solo ia fazendo um declive em direção ao fundo do rio, que parecia ter mais de 10 metros de profundidade. Lucca simplesmente não sabia como sabia disso, mas sabia. Simples.

Suavemente se abaixou e colocou a ponta do baseado na água, apagando-o e em seguida colocando-o no bolso. Devagar desabotoou a calça e tirou. Claro que ele poderia escolher não se molhar, mas não arriscaria molhar o baseado ou — Deméter o livre — perde-lo no meio daquela água.

— Que merda você pensa que tá fazendo?

Voz feminina, voz feminina, voz feminina. Um alarme soou dentro da cabeça do filho de Poseidon.

Rapidamente se virou, fazendo biquinho e olhando para a garota com o olhar mais sensual que possuía. A garota tinha cabelos pretos, mas o que mais chamava sua atenção eram os olhos cinzentos. Filha de Atena. Porra, essas eram as que mais excitavam Lucca, por conta de toda aquela manha da rivalidade dos pais e tal.

— Estou esperando você, cara senhorita. — Falou, se aproximando da garota. No caminha até ela já aproveitou e tirou a camiseta também. — Você demorou, querida.

A garota enrubesceu, porém ainda mantinha o olhar feroz. Rawr.

— Não, babaca, eu estou pedindo o que você vai fazer nesse lago. Não tá na cara que seria óbvio demais colocar um pégaso ai?

Lucca ponderou a respeito do que a garota disse. Era verdade, não era? Mas até então ele só tinha visto a si mesmo representando Poseidon ali. Quer dizer, ele não tinha visto a si mesmo, porque não tinha um espel... Ah, você entendeu. Então algo que o Ken falou, lá no começo, enquanto Lucca observava as coxas de uma semideusa ressoou em sua mente, como um gongo em uma luta:

"Mas há monstros espalhados por aí e semideuses que eu convidei para confundi-los ou os desviar do objetivo principal."

Obviamente a garota não era um monstro, então... vamos Lucca, pense...
eu sei que você consegue...
mais um pouco...
vai...
ELA DEVERIA SER ALGUÉM PRA TENTAR CONFUNDI-LO! Isso! Cara, ele era esperto demais e aí estava a prova que maconha não acaba com os neurônios.

— Aah, olha só, tipo, só um pouquinho, sabe, eu discordo de você. Não é muito, mas mesmo assim obrigada pelo aviso. — Então sorriu e antes que a semideusa filha de Atena pudesse esboçar qualquer reação, ele aproximou o rosto rapidamente da garota e a beijou.

Tapa na cara.

— Ai, porra, isso doe...

Joelhada no estômago.

— Hmmmm isso... cara... isso... ai...

A garota desembainhou a espada e colocou no pescoço de Lucca:

— Você.Nunca.Mais.Encoste.Esses.Lábios.Salgados.Em.Mim — E bufou, raivosa — Entend...

Mas Lucca já estava correndo em direção ao lago. Olhou duas vezes para trás e viu a garota vindo atrás dele, com passos decididos.

Merda merda merda merda merda merda, pensou o garoto, odeio sentir medo e tesão, tudo na mesma hora.

Só de cueca, mergulhou nas águas geladas. A sensação de estar úmido era gratificante e Lucca deixou-se molhar. O rio era realmente fundo e Lucca desceu até encostar nas pedras escorregadias que ficavam a 12 metros de profundidade. Pensou em acender um baseado ali, mas não o fez por dois motivos: 1) O baseado tinha ficado na calça, que estava caída na terra molhada, 12 metros acima, ao lado de uma semideusa filha de Atena perversa, malvada e incrivelmente gostosa, e 2) Ele não estava na merda do desenho do Bob Esponja para acender fogo embaixo d'água.

Isso o fez pensar.

Será que filhos de Apolo poderosos poderia fazer isso? E os de Hefesto? Héstia? Ficou pensando nisso por algum tempo, analisando cuidadosamente cada semideus que tinha passado por ele no tempo em que andara com Heron por ai. Depois de 20 minutos chegou a uma ótima conclusão, que o deixou satisfeito:

Ele não sabia.

Após isso, começou a vasculhar o fundo do rio. Se a semideusa tinha vindo para distraí-lo, então quer dizer que, porra, tinha que ter algo naquele rio. Começou a virar e desvirar pedras a torto e a direto e xingou um monte quando deu com o dedinho em uma pedra. Após parar um pouco para chorar a dor no dedinho, recomeçou a procura.

Agora você pode pensar que isso é besteira, mas Lucca só achou o pégaso escondido atrás de uma pedra quando começou a brincar de Indiana Jones. Isso não pode ser coincidência, simplesmente não pode.

Contou até 69 e subiu novamente. Quando saiu à superfície, ofegou como se estivesse quase morrendo por falta de ar. Claro que não era, mas é que nos filmes os protagonistas sempre faziam isso.

Felizmente a filha de Atena não estava mais ali, porém ela tinha ido embora junto com as roupas de Lucca. Ele teria que entregar o pégaso só de cueca.

Quando estava saindo do rio, com água pelas canelas, uma filha de Afrodite apareceu na sua frente. Como ele sabia que era filha de Afrodite? Por causa dos PP.

Peitos Perfeitos.

Porém, a garota só olhava para o pégaso de Lucca (que já tinha um nome: Alfredo) enquanto balançava um chicote na outra mão.

— Olá, amor — Lucca falou. Ele estava com medo e poderia perder o pégaso, mas ele nunca perderia a oportunidade de dar uma cantada — Chicote bonito, é só de enfeite né?

O barulho de algo cortando o vento encheu os ouvidos de Lucca e ele sentiu uma ardência na bochecha. Percebeu que estava sangrando ali, enquanto observava a filha de Afrodite com a mão erguida e a ponta do chicote balançando preguiçosamente.

— Você sabe o que tem que fazer, Âncora Enferrujada, me dê esse pégaso de uma vez.

Lucca sentiu raiva. Ele era muito legal e engraçado, mas bater nele SEM MOTIVO ele não aceitava. Então tudo aconteceu muito rápido. Lucca fez um clone de água. Já eram dois contra um. O clone desembainhou a cimitarra e partiu para cima da filha de Afrodite. Enquanto a garota se preocupava com o clone, Lucca lançou um jato de água nela. Como ele ainda estava com as canelas submersas, o jato foi forte o suficiente para derruba-la. Seu chicote cai longe, fora de seu alcance.

Totalmente atordoada, a semideusa não conseguia se levantar. Quando a filha de Afrodite finalmente conseguiu ficar de quatro, Lucca fez um chicote de água e deu na bunda dela, derrubando-a.

Se aproximou da garota que gemia no chão, olhou para o clone, que imediatamente se desmanchou e disse:

— O que vai volta. Beijo pro recalque.

E saiu, com o pégaso na mão, totalmente a vontade e já sem raiva. E só de cueca, é claro.

Bagulhos:
ARMAS
♦ Cimitarra de bronze sagrado [Espada de lâmina fina e leve, entre 90 e 140 cm, levemente recurvada. Prioriza a agilidade do usuário, sendo melhor para ataques de corte do que de perfuração, ainda que também possa ser usada dessa maneira. Devido ao pouco peso, é empunhada com uma única mão, deixando a outra livre para utilizar escudos ou outros itens. O cabo é de madeira, revestido em tecido][Bronze sagrado, madeira e seda][Sem nível mínimo, sem elementos] Att por Hécate.

PODERES PASSIVOS
Respiração Sub-Aquática [Nível 02]: O filho de Poseidon poderá respirar debaixo da água normalmente e por tempo indeterminado.

Agilidade [Nível 03]: Todas as vezes que estiver submerso em um local com grande quantidade de água – como lagos, rios e oceanos – o filho de Poseidon ficará mais ágil, ou seja, enquanto dentro da água outros seres são lentos, os filhos de Poseidon agem normalmente, seja qual for a ação.

Cura Aquática [Nível 04]: Ao ter contanto com água o filho de Poseidon é regenerado 20% de seu HP atual, mas a habilidade só é válida quando a água não é criada pelo mesmo.

Força Marinha [Nível 07]: Quando em contato com a água, a força do filho de Poseidon é aumenta duas vezes e quando o mesmo alcança um nível mais alto (16) a força é ampliada quatro vezes.

PODERES ATIVOS
Jato de Água [Nível 04]: Os filhos de Poseidon poderão criar um jato de água quando em contato com a água, mesmo que seja uma simples poça de lama, o jato poderá ser criado. É um tanto que ofensivo e quanto mais água no ambiente tiver mais forte o jato fica. Gasta 5 de energia.

Chicote de Água [Nível 06]: O filho de Poseidon agora pode manipular a água e fazer uma espécie de chicote. O mesmo pode causar danos no alvo, não muitos danos, mas bastantes consideráveis.

Cópia de Água I [Nível 07]: Quando em contato com a água, uma cópia de você poderá ser criada, terá apenas 25 de HP, mas terá os mesmos poderes que você tem. [O narrador que decide o quanto de MP será gasto, mas o mínimo é 5]

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Re: • Treino para filhos de Zeus, Poseidon, Afrodite e Curandeiros de Asclépio | 1º Trimestre de 2014 •

Mensagem por Aldrick Chevalier em Dom 16 Fev 2014, 20:12



Avaliação do Treino


Os olhos de Chevalier acompanhavam um a um os semideuses correndo por entre as árvores, com certa expressão de alívio em seus rostos ao deixarem a floresta. Cada qual trazia consigo um dos pégasos de metal e lhe entregavam ▬ alguns lhe entregavam na mão, outros atiravam-lhe aos pés. ▬ ora fazendo brincadeiras ou distribuindo sorrisos. O monitor agradeceu e elogiou superficialmente cada um que cumpriu o objetivo.

Quando notou que o tempo acabou, se virou para elogiar os meio-sangues presentes. Alguns já haviam se retirado, mas isso não era problema:

Espero que as experiências dentro deste ambiente não muito agradável tenham sido úteis ▬ sorriu. ▬ Todos, por terem cumprido o objetivo, se saíram muito bem. Sei que não eram fáceis os obstáculos, e o tempo não ajuda também, portanto parabéns. ▬ ele pegou alguns dos pégasos com as mãos. ▬ Muitos não devem saber, porém posso ler a mente de vocês. ▬notou um ou outro lançarem uma expressão de "ops" no rosto, o que o divertiu. ▬ Portanto devo bonificar aqueles que se destacaram pelo que pude observar. É apenas uma lembrancinha, nada muito notável. Continuem progredindo.



Treino Encerrado    


MÉTODOS DE AVALIAÇÃO E DETALHES GERAIS


Antes de qualquer coisa, obrigado pela participação e dedicação daqueles que postaram. Aproveito para avisar, para os Curandeiros que não postaram, tiveram até ontem (15/02) para se justificarem no tópico citado no primeiro post.

Conforme avisado a princípio, o treino seguiria o esquema de avaliação de uma One-Post de dificuldade mediana, portanto o máximo da recompensa são 400 xp, 75 dracmas e um item fraco. Os pontos de experiência estão subdivididos nas categorias padrões de avaliação, Coerência (200xp), Coesão, estrutura e fluidez (100xp), Objetividade e adequação à proposta (60xp) e Ortografia e Organização (40xp). Dracmas são proporcionais ao recebido de experiência (multiplique o xp por 0,1875 e arredonde). Já o item é recebido caso o player ultrapasse 80% da experiência possível (320 xp). Dúvidas podem ser esclarecidas via MP.




Rachel B. Moogreyd


Coerência: 160 xp
Não notei nada que fosse demasiado incoerente, Rachel, só uma coisa que talvez tenha ficado confusa, que foi a temporalidade. Você teria levado aproximadamente uma hora para enfrentar as duas harpias em um combate que apesar de um pouco complexo, foi rápido por não apresentar tanta dificuldade para o nível da personagem, e levou metade deste tempo para espantar o cão infernal, encontrar o pégaso (ainda que estivesse perto de você) e voltar pelo mesmo caminho com cansaço.
Coesão, estrutura e fluidez: 70 xp
Um dos problemas que encontrei no treino foram alguns problemas de divisão do texto, entre parágrafos e frases. A luta toda contra as harpias foram colocadas em um mesmo parágrafo, quando em diferentes oportunidades você poderia ter separado, como na hora de narrar uma outra ação, ou no momento em que derrotou uma harpia e focou na outra. Nas frases algumas vezes você separou ações por vírgulas, mas poderia ter usado pontos, já que nela estavam focos diferentes.
Objetividade e adequação à proposta: 60 xp
O texto foi objetivo, usou não mais do que o necessário para criar a ideia do ambiente e do psicológico da personagem. Além disso, cumpriu todos os pontos solicitados, sem problemas.
Ortografia e organização: 25 xp
Ocorreram alguns erros constantes em determinados pontos, onde acredito que a maior parte seja por falta de atenção, nada que uma revisão não resolva. Peguemos como exemplo o primeiro parágrafo, em duas ocasiões pequenos detalhes como a falta de acento em "exclui" ou a troca de "i" por "e" em "decide" trocaram o sujeito "eu" para "ele". Outros errinhos pequenos como "floreta", "saldou", "guei", etc, chamaram a atenção, além de falta de alguns acentos ou crases. São detalhes que costumamos não reparar quando digitamos, contudo fazem diferença na hora de ler como um todo. O template está bem organizado e legível, ficou bem organizado e adorei o subtítulo, diga-se de passagem q.
Total: 315 xp; 57 dracmas.




Kristy Grandine


Adriqui.Eu to no chão. ~rsrsrs
Coerência: 200 xp
Você escreve bem, Kristy, conseguindo descontrair a leitura algumas vezes, e em outras focar na seriedade dos combates. Tudo muito bem narrado, não tenho nada a apontar neste quesito.
Coesão, estrutura e fluidez: 100
Só chamo sua atenção para evitar repetir algumas palavras, como o "eu", principalmente. Mas não foi nada constante, então apenas peço para tomar cuidado com isso futuramente.
Objetividade e adequação à proposta: 60 xp
Ainda que bem descrito, não falhou em objetividade e cumpriu os pontos impostos (mesmo que o NPC tenha morrido depois, mas O.K. ~rs)
Ortografia e organização: 30 xp
Houve algumas virgulas fora do lugar e uns acentos faltando, contudo o motivo principal pelo desconto foi o uso de algumas palavras homófonas (ou não), como "torço" no lugar de "torso", e no final "comprida" onde acredito que você quis dizer "cumprida". São palavras que não aparecem erradas no corretor, porque sua grafia está correta, é apenas um erro de contexto que precisa de atenção. Apenas tome cuidado com isso, no mais ficou ótimo o seu treino. Parabéns.
Total: 390xp; 73 dracmas; um item fraco (ver no final do post)




Garrett Bardrick


Coerência: 185 xp
Ei, antes de tudo, não fale assim. Dizer que seus próprios posts não foram bons acaba tirando certa credibilidade deles. E seu treino não foi ruim, posso afirmar de maneira sincera. Claro, houve deslizes (que citarei a seguir), mas no geral você se saiu bem sim, e creio que apenas tende a melhorar. Em questão de coerência, pequenos detalhes ficaram mal entendidos, talvez pelas razões que serão citadas a seguir.
Coesão, estrutura e fluidez: 40
Devo chamar a atenção para a repetição de palavras. O uso de conjunções, aquelas palavrinhas que ligam o texto (como o "mas", o "e", o "portanto" etc) ficou um tanto precário. Houve uma chuva de "mas". Quando quiser contrariar uma ideia há outras possibilidades além dele, troque por "porém", "contudo", "entretanto", "todavia"... Assim você continua ligando as ideias para manter a fluência do texto, e não cai na repetição. O quote abaixo é de um parágrafo do texto:

Enquanto caminhava, o meio-sangue escutou um ruído estranho que vinha detrás do garoto. Garrett se virou, mas nada avistou. O semideus voltou à sua posição normal e então voltou caminhar, mas dessa vez, desembainhou a sua bela arma. Bardrick não era muito fã de faca, mas aquele pequeno item já lhe salvou duas vezes. [...]Garrett se virou rapidamente, mas a única coisa que encontrou fora um pedaço de madeira. Ele achou aquilo particularmente muito estranho, mas decidiu seguir à frente

Isso acaba atrapalhando a fluência do texto. Tente revisar com atenção para não ocorrer repetições assim, porque o "mas" foi um exemplo, porém houve outros ao longo do treino. Tome cuidado com isso.
Objetividade e adequação à proposta: 60
Você desenvolveu bem as lutas, sem ficar enchendo linguiça, apenas enfatizou certa "inexperiência" da personagem. Todos os pontos foram cumpridos, também.
Ortografia e organização: 25
Uns errinhos de digitação aqui e outros ali, que também podem sumir depois de uma revisão atenta. Algo que não foi de digitação, e sim algo que muitos confundem (incluo-me nessa) é o uso da crase, o acento invertido no "a". Você acabou usando-a em momentos em que o "a" estava na função de artigo, como em " mesmo não sabendo à hora daquele momento.". No mais, você se saiu bem. Atente-se ao que citei na avaliação e continue progredindo. Quando precisar, pode continuar tirando dúvidas e tudo mais, estamos aqui pra isso.
Total: 310 xp; 58 dracmas





Heron Montecchio


Coerência: 100
Heron, você resumiu tudo ao máximo, de forma que tenha poupado detalhes que seriam importantes para manter o texto coerente. O tempo descrito no post era nublado, mas não chuvoso. Se ainda fosse um detalhe desnecessário não haveria problemas, porém foi importante durante o combate porque até cancelou um ataque e o favoreceu. Um pouco depois você narrou sua personagem voando pela floresta, procurando alguém. Só que voar em meio a uma floresta não é uma tarefa simples, é cheia de obstáculos, e mais complicado ainda quando se está chovendo. Em seguida está: " lestrigão se virou, só então percebendo a presença do filho de Zeus.". Que lestrigão? De onde ele saiu? Heron voava, avistou o lestrigão e então desceu para lutar contra ele, pousou e achou um lestrigão...? Faltou detalhes, nessa e em outras partes, para que o leitor/avaliador possa seguir a sua linha de raciocínio.
Coesão, estrutura e fluidez: 60
Para uma melhor fluência, eu repito, você pode desenvolver melhor. "Encher linguiça" não é uma coisa boa, contudo descrever melhor as cenas é algo positivo e torna a leitura mais agradável. Entender a sua personagem, entender o ambiente em que se encontra, etc. Heron parece ter uma personalidade bem demarcada, você pode usar e abusar dela para mostrar o ponto de vista dele e de suas características.
Objetividade e adequação à proposta: 60
Objetivo até demais, mas cumpriu os pontos impostos.
Ortografia e organização: 40
Não achei erros ortográficos - pelo menos nada que necessitasse de descontos.
Total: 260 xp; 49 dracmas.




Crystal H. Kröhling


Coerência: 170 xp
O post ficou ótimo, Crystal. Tudo muito bem narrado, e tudo mais, apenas um ponto que cito contra: o uso da armadura. Ainda que seja razoavelmente leve e não atrapalhe tanto os movimentos, seria suficiente para deixá-la esgotada. Leve em conta que foi usada durante dois combates consecutivos e durante todo o trajeto de volta até a saída da floresta. Porém você ainda foi coerente em considerá-la na hora de lutar, sabendo que ainda comprometeria alguns movimentos.
Coesão, estrutura e fluidez: 100 xp
Muito bem escrito e desenvolvido, fluiu super bem. Adorei sua forma de escrever.
Objetividade e adequação à proposta: 60 xp
Objetivo, e cumpriu o necessário. Ótimo.
Ortografia e organização: 40 xp
Apenas alguns errinhos que percebi, mas foram bem poucos mesmo. Uso de "há" no lugar do artigo "a", e uma palavrinha ou outra "comidas", porém foi só isso. Apenas preste mais atenção, ou revise numa próxima ~rs.
Total: 370 px; 69 dracmas; item fraco (ver final do post)




Chlöe A. Volkov


Não curti essa zoeira com minha pessoa, ok? qq
Coerência: 200 xp
Nada a declarar, tudo muito bem elaborado.
Coesão, estrutura e fluidez: 100 xp
Admito que você me arrancou algumas risadas. Apesar de focar nos combates e objetivos, tudo foi descrito de maneira bem descontraída. Adorei mesmo.
Objetividade e adequação à proposta: 60
Ainda que tenha encaixado a trama da personagem, foi objetiva quando precisou, na hora dos combates.
Ortografia e organização: 40
Não tenho o que botar defeito, mana. De verdade, você deve ter revisado bem, porque não encontrei nenhum erro marcante. Parabéns.
Total: 400 px; 75 dracmas; item fraco (ver final do post)




Cassidy J. Parker


Coerência: 200 px
Qualquer ponto que eu tenha achado duvidoso acabava sendo explicado nos parágrafos seguintes, portanto não houve nada que me fizesse questionar a respeito da coerência e que continuou persistindo na minha cabeça.
Coesão, estrutura e fluidez: 70 px
No geral o texto fluiu bem, mas em alguns pontos parece que as frases ficaram um pouco "carregadas", de forma que a leitura emperrasse um pouco, sabe? Nestes casos, tente diminuir um pouco os períodos, divida eles em frases menores, principalmente quando consistir em várias ações. Cuidado também com a repetição de alguns termos, como o "me".
Objetividade e adequação à proposta: 50 px
Você cumpriu tudo direitinho - e até mais do que o especificado, porém, como eu disse no ponto acima, o fato de algumas vezes as frases ficarem mais carregadas tirou o foco algumas vezes.
Ortografia e organização: 40 px
Não tenho o que colocar defeito. Parabéns pelo treino, Cass.
Total: 360 xp; 68 dracmas; item fraco (ver final do post)




Lucca Belucci


Coerência: 100 px
Digo-lhe as mesmas palavras que falei para Heron: Você resumiu tanto alguns pontos que ficaram sem coerência. Pego como exemplo o último parágrafo, por exemplo, onde narra que Lucca volta com o pégaso. O.K., mas como ele achou o caminho de volta, no tempo determinado? Também teve a questão da chuva, que eu disse para Heron, porém você não levou isso tão pra frente, então considero como um detalhe, apenas.
Coesão, estrutura e fluidez: 50 xp
Apesar de ter ficado bem descontraído, tome cuidado com uma coisa: o uso do palavreado chulo. Pessoalmente eu não me importo, mas criticamente não posso deixar passar em branco. Vez ou outra, para mostrar indignação da personagem, por exemplo, não tem problema. - todo mundo acaba deixando escapar alguma coisa de vez em quando. Porém, alguns parágrafos se resumiram a palavrões.
Objetividade e adequação à proposta: 50 xp
Objetivo ao máximo, mas teve, de fato, as disputas estabelecidas.
Ortografia e organização: 40 xp
Não notei erros ortográficos repetitivos, nem nada do gênero, e o template usado é bem limpo.
Total: 240 xp; 45 dracmas.




Item Extra


Recebe o item aqueles que alcançaram mais de 320 xp, explícito em "Total".

♦ {Pegasus} / Pingente [Um pégaso feito de metal, como o encontrado pelo semideus no treinamento, mas em tamanho um pouco reduzido. É feito de aço, com pequenas jóias compondo seus olhos. Não possui efeito em batalha, é apenas um adorno, e pode ser adicionado a qualquer colar/pulseira como enfeite.] (Nível mínimo: 1) {Não controla elementos} [Recebido de Aldrick Chevalier, pelo treino de chalés do primeiro trimestre de 2014]

AGUARDANDO ATUALIZAÇÃO


Aldrick Chevalier
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Re: • Treino para filhos de Zeus, Poseidon, Afrodite e Curandeiros de Asclépio | 1º Trimestre de 2014 •

Mensagem por 083-ExStaff em Seg 17 Fev 2014, 15:06




Atualizado por Hécate.




Aldrick: + um nível pelo treino e pela avaliação do treino
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Re: • Treino para filhos de Zeus, Poseidon, Afrodite e Curandeiros de Asclépio | 1º Trimestre de 2014 •

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