Atividade extra: Canoagem

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Atividade extra: Canoagem

Mensagem por 139-ExStaff em Sex 14 Fev 2014, 23:15

Relembrando a primeira mensagem :





- - - - - - - - - - - - - - - - - Canoagem


Spoiler:
Atividade extra: Canoagem - Página 4 75b394e7d7480b2e

O espaço fica no rio, em um trecho mais amplo onde as margens se alargam, formando praticamente uma grande lago, apesar da correnteza continuar existindo, mas um pouco mais suave. Um barracão próximo serve para guardar os equipamentos diversos, e as canoas costumam ser amarradas perto da água. Fileiras de boias estão posicionadas, demarcando pistas.

A mais próxima à margem costuma ser usada para as instruções iniciais, já que é mais raso, com riscos de acidentes menores e mais fácil de se puxar para a terra em caso de incidentes. As pistas afastadas podem ser usadas para corridas e competições - apesar que, em algumas ocasiões, parte do trecho do rio é liberada para tal. Algumas pistas são marcadas por boias e obstáculos flutuantes, para treinar manobras, sem riscos de acidentes, evitando trechos pedregosos. Animais são raros, exceto pelos peixes, ariscos, que fogem assim que os semideuses se aproximam; raramente surge algo além, mas às vezes um ou outro animal maior pode acabar subindo a correnteza, vindo do mar, onde o rio desagua. O rio nasce fora do Acampamento, então parte dele está sob a proteção da barreira, o que faz com que também seja seguro contra os monstros vindos do exterior.

As boias também impedem que as canoas invadam áreas não navegáveis, uma vez que fora do "lago" os trechos são mais problemáticos - não chegam a haver grandes quedas d'água, mas alguns pequenos desníveis, formações rochosas e uma corrente mais forte. Além disso, há as naiádes. Em geral elas são amigáveis, mas podem ser adeptas de brincadeiras bobas - roubar remos, espirrar água, balançar canoas - mas nunca machucarão de verdade os campistas. Contudo, podem ser mais violentas quando as áreas em que habitam são invadidas - não matarão ninguém, mas tentarão expulsar campistas que saiam da área demarcada para a atividade.

Um trecho do lago também é delimitado para diversão dos campistas, para que não se machuquem ou atrapalhem os treinos.

O instrutor local é um filho de Poseidon, Max. Além dele, uma naiáde um pouco mais amigável também auxilia, além de ajudar a resgatar aos que caem na água, uma vez que alguns campistas não sabem nadar e entram em desespero. De longos cabelos ciano, Cora Coralina está sempre por perto - às vezes até flertando inocentemente com quem tira um tempo adicional para conversas.

- - - - - - - - - - - Observações


A descrição aqui visa dar uma base interpretativa na hora de descrever a realização do trabalho;

NPCs podem ser utilizados livremente - naiádes em especial são bem presentes aqui, mas outros semideuses além do instrutor também podem frequentar livremente o local;

A postagem na canoagem rende apenas xp, seguindo o sistema de avaliação da arena. Pode-se postar uma vez por atualização.

Flood não é permitido. Só serão consideradas postagens com mais de 5 linhas em fonte arial ou times tamanho 12 com margem normal, no Word. Templates e tables são aceitos, mas o tamanho da postagem será verificado para ver se o conteúdo se adequa ao disposto.


Créditos aos idealizadores do local e antigos deuses do PJBR. Novas descrições criadas por mim.





SHINJI @ OPS!
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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por Lavinia S. Larousse em Qui 03 Mar 2016, 11:55



Avaliação

Fley D'lacqua

Olá Fley! Saiba que é ótimo acompanhar o seu desenvolvimento no fórum, e já vejo que melhorou muito desde a última avaliação que fiz. Não encontrei grandes erros por seu texto e gostei da narração, que envolveu muito a personalidade de seu personagem.

As únicas coisas que tenho para apontar estão na seguinte frase:

De qualquer forma, essas brincadeiras incomodavam um pouco o garoto, afinal, a timidez era algo que Fley tinha de sobra, sendo assim, não se abrir para brincadeiras com todos.

Achei que poderia ter colocado um ponto entre as tantas vírgulas que usou, ou até mesmo um travessão após "era algo que Fley tinha de sobra". Também mudar a palavra "abrir" para "abria", o que acredito que tenha sido um erro de digitação. Continue melhorando, você conseguirá ir longe!

▬ Coerência: 50/50
▬ Estrutura, Coesão e Fluidez: 15/25
▬ Adequação à Proposta e Objetividade: 15/15
▬ Ortografia e Organização: 7/10
▬ Total:  97 XP

Dúvidas, reclamações, desabafos: MP
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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por Hera em Sab 05 Mar 2016, 14:51



Atualizado!

Hera
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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por Fley D'lacqua em Ter 15 Mar 2016, 00:02


Canoa de Guerra
3ª Canoagem | Fley D'lacqua
— Acorda Danny Phantom! — Uma voz perturbava a mente de Fley — anda Gasparzinho —

O garoto não sabia se estava em um sonho agressivo ou se simplesmente se tratava da realidade do seu chalé. Normalmente o seu dormitório não é barulhento, todos são muito silenciosos. Em questão de segundos o sono de Fley foi interrompido e seu rosto doía, ao olhar para os lados, percebia que não estava mais em sua cama. O chão era gelado, ainda mais para quem só vestia um samba canção listrado. Havia caído no chão, caído não, havia sido arremessado. Ao abrir os olhos, nota um pequeno grupo ao seu redor, sete filhos de Ares, todos com cara enfezada, e junto a eles alguns filhos de Melinoe, pelo que parecia estavam tentando retirar os filhos da guerra do chalé.

— Ei! Não é permitida invasão nos chalés, saia ou serei obrigada a chamar Quíron — A meia irmã de Fley, Lia, ameaça.

Fley começa a despertar, abrindo seus olhos lentamente e caindo na realidade. Para todos esses filhos de Ares estarem ali, alguma coisa estava acontecendo de errado, e pelos olhares, o errado era Fley.

— Anda, levanta menino ectoplasma — Grita uma voz conhecida enquanto pegava o braço do garoto e o colocava forçado sentado à cama.

Fley ainda sonolento observa quem está parado a sua frente. Franchesco e mais 6 filhos de Ares o observava. Algo de ruim estava para acontecer, era obvio. Provavelmente vão bater bastante no rapaz, ele vai se contorcer de dor no chão e depois vai voltar a dormir.

— Estamos aqui para acertar contas! — Rosnou Franchesco — Eu quero revanche no rio, com as regras de Ares dessa vez. Ao anoitecer, nas margens do rio! — Vociferou enquanto fuzilava a todos com os olhos furiosos. — Escolha sua dupla e não se atrase — disse antes de virar e sair do chalé.

As informações ainda estavam sendo processadas por todos no chalé de Melinoe. Todos ficaram com cara de dúvida, sem saber o porquê daquilo, mas Lia logo sacou a situação. Ela se dirige até ficar de frente para Fley. Lia aponta para o seu peito e depois para o garoto com olhar determinado, o que era estranho.

— Nós vamos entrar naquele rio e acabar dom ele! Se ele quer vingança por você ter ganhado, vamos humilha-los em frente ao acampamento inteiro, certo? — Pronunciava Lia com tanta confiança que era até assustador.

Ela não parecia querer uma confirmação à sua afirmação, ela mesma já tinha se respondido e saído. Era manhã ainda, Fley estava se adaptando a toda aquela situação. Tentava fundir os acontecimentos à sua realidade. Não havia nem tomado café da manhã ainda. Na cabeça do garoto deveria ser proibido ameaçar os outros antes do café da manhã.

O café da manhã foi um pouco estranho. Não parecia saudável comer torradas enquanto é fuzilado por um chalé inteiro. Fley podia sentir os olhos dos filhos de ares sobre ele, fuzilando-o.

O dia após o café passou rápido, recheado de tarefas para ocupar a mente do garoto. Fley ajudara os filhos de Deméter com os campos de morango, ajudou a arrumar as balanças na queima de estoque dos filhos de Nêmesis, até mesmo ajudou os filhos de Hécate e Nyx a organizar os seus livros mágicos em ordem alfabética. Foi um dia realmente cheio, mas tão cheio que o garoto nem notou que a noite estava prestes a cair.

— Preparado para a humilhação Danny Phantom? — Zombava um filho de Ares enquanto passava por Fley.

O garoto não se importava com tais comentários. Seguia o caminho até a margem do rio, acompanhado de seus irmãos de chalé. Ao chegar ao local combinado, Lia estava a sua espera, assim como outros vários campistas que iam assistir a competição. Franchesco estava sentado em sua canoa junto com um outro filho de Ares.

Seguindo o caminho da sua canoa, Fley e Lia se alojam na mesma. Era possível naquele momento sentir o calor dos olhos dos filhos de Ares sobre o a dupla. Aquele momento seria o último em que ele poderia escapar dessa competição de vingança besta, mas felizmente esse não era seu desejo.

— Estamos prontos. — Anuncia Lia com convicção

As duas canoas são empurradas na mesma hora dentro d’agua, dando início à corrida. A correnteza tranquila naquela parte do rio como de costume. Naiades observam a corrida de longe. Remos na agua, canoa à avançar. O vento gelado que vinha contra o rosto do garoto parecia cortar.

As duas canoas seguiam em bom ritmo, sem muitas dificuldades. Lia e Fley remavam de lados opostos para manter a canoa em direção reta. Estavam remando sincronizado, de forma que parecia que estavam no mesmo ritmo. Os filhos de Ares remavam com força, ganhando pouco a pouco mais velocidade que os filhos de Melinoe. A frente das canoas a correnteza começava a tomar mais força. A agua se tornou mais revolta, pelo visto as coisas iam se tornar um pouco mais interessantes.

Seus olhos cerraram e fitaram o que vinha a frente, três pequenas descidas na agua. Já havia passado por aqui outras vezes, mas dessa vez o garoto sentia que ali se tornara mais perigoso, feroz. Aquelas descidas estavam prontas para engolir e destruir as canoas que não fossem bem manobradas.

Gotículas de agua gelada voam em direção ao rosto do garoto que se aproximara das descidas. Franchesco ultrapassa o “time fantasma”. O garoto loiro que está sentado atrás de Franchesco se vira para trás, fitando a canoa inimiga. Ele faz sinal de deboche, mas logo se desequilibra. O adversário cai na própria canoa com força, fazendo com que Franchesco perca o controle e se choque com uma pedra na esquerda. A canoa de Ares perde velocidade, dando chance para que Fley possa ultrapassa-los.

— Voltem aqui perdedores! — Rosnava Franchesco enquanto era ultrapassado por Lia e Fley

As descidas na agua pareciam mais tranquilas quando você já se encontrava dentro delas. Lia batalhava com o remo na direita para manter a canoa afastada das pedras. Enquanto remava pela esquerda. Desciam tranquilamente se mantendo na correnteza.

— Não vão se livrar tão facilmente da gente! — Gritou o outro filho de Ares junto a Franchesco.

O rapaz loiro carregava em suas mãos um arco e flecha com 5 flechas prontas para disparar em direção a Fley. Flechas com pontas flamejantes em contato com a madeira da canoa não ia dar algo muito bom. Uma rajada com as cinco flechas vem em direção ao garoto. As flechas acertaram o rio, ao redor da canoa. Ao olhar para o lado Fley percebe que uma das flechas acertou o braço de Lia, que no momento se encolhia no chão da canoa.

— Para! Você machucou a Lia! Para! — Gritava Fley em tentativa de impedi-los

Sem dar muita atenção, o garoto loiro pega mais outras 5 flechas flamejantes e as lança contra o barco. Sem pensar muito, Fley dispara uma nevoa gélida pela boca, congelando as flechas que vinham em sua direção. Aquele garoto não se importava se estava machucando o adversário ou não. Muito pelo contrário, ele parecia querer machucar. Ainda soltando a nevoa gélida pela boca, Fley mira diretamente na canoa de Ares, congelando-a um pouco.

O garoto se lança em direção aos remos e com as forças que ainda lhe restavam rema em direção a margem do rio. Todos esperavam ansiosamente para ver quem ganhara a competição. O semblante de todos ali muda ao verem a cena de Lia machucada e desmaiada na canoa, até os filhos de Ares ficam surpresos. Não pareciam aprovar o que quer que tenha acontecido no rio.

Com delicadeza colocam Lia em uma maca e a levam para o chalé de Apolo. Fley a acompanha, segurando sua mão. Ele estava ali em corpo, mas sua cabeça não parava de raciocinar. “Eu não ligava para essa briga boba, mas agora virou uma rixa séria.”

Poderes Ativos:
Hálito Congelado [Nível 1]
Seu hálito espectral carregará uma habilidade muito útil. Através de sopros poderá congelar objetos e seres. A velocidade e a potência dependem, é claro, do congelado e do congelador.
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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por Étoiles de Médici em Qui 24 Mar 2016, 19:06

~Avaliação do Sr. D'lacqua
Ei, moço! Primeiramente gostaria de comentar o quão gostosa a leitura do seu texto foi, emovionante até em algumas partes, além de bem escrito, então parabéns! Apenas o final foi muito "corrido", entende? Você poderia ter narrado melhor a "canoação", a parte das flechas e mais um punhado de coisa que acabou ficando bem "pobre". Além de mais algumas coisinhas bem bestas que impediram você de conseguir a recompensa máxima.

Pra começar, a introdução extremamente grande, praticamente maior que a parte da atividade em si. Entendo que é necessária para explicar as tretas da vida e o motivo de ter ido "canoar", mas ela não precisa ser tão extensa e nem podia ser maior que a realização da canoagem em si, 'tá?

Em segundo, cuidado com a repetição de palavras! Em especial, as palavras "Lia", "água" e "café" foram usadas demais e "perto" demais uma das outras. Tente usar pronomes e/ou sinônimos para evitar isso. Além de que várias palavrinhas que deviam ter sido acentuadas e nem foram, principalmente "água". Perdi a conta de quantas vezes a vi sem o assento, coitada!

Atente-se a essas coisinhas bestas, ok? Faz uma imensa diferença. No mais, parabéns! =)

Recompensa: 85 XP
~Aguardando att
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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por 139-ExStaff em Qui 31 Mar 2016, 07:52

Atualizado, + 10xp para a monitora.
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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por Gary Danvers em Seg 25 Jul 2016, 16:31

Canoagem
Socorro!!!



Eu não sabia o que estava dando na minha cabeça. Talvez o tédio de ficar o dia inteiro num chalé com diversos semideuses que não conheciam seus pais, talvez a realidade de a luz do dia nunca ter sido muito bem-vinda em minha vida. Provavelmente eu estava tão ansioso por saber quem era o meu pai que estava apostando todas as minhas fichas em tudo o que aparecia.

É um mal comum, devo dizer. Os indefinidos de carreira ficam estressados com facilidade, como vi algumas vezes acontecer com Annie Murray. Mas a forma como ela reagiu, revirando a biblioteca do acampamento atrás de livros e dados sobre os deuses... Ela sempre soube combater a incerteza com a busca e isso começou a me incomodar, mas de uma maneira positiva.

Então eu percebi que foi essa motivação crescente que me fez levantar da cama naquela tarde de verão para me encaminhar a um lugar que eu jamais pensaria em ir: o rio. Não, eu não sei nadar direito, não sei conduzir barcos, não me dou muito bem com água, essa é a verdade. Porém, eu percebi que talvez um dia eu fosse precisar de conhecimentos aquáticos para sobreviver como semideus.

Assim, lá estava eu, o estranho que não se encaixava entre os grupos de amigos, me encaminhando para os barcos a fim de tomar algumas lições de canoagem. Meus deuses... O que eu estou fazendo aqui?, eu pensava enquanto o instrutor, filho de Poseidon, se encaminhava até mim com um sorrisão de surfista no rosto.

— Seja bem-vindo! Nunca tinha te visto aqui na canoagem. Eu sou Max, o instrutor aqui. Como se chama?

— Gary. Gary Danvers, indefinido.

— Beleza, Gary. Pelo que me lembro é sua primeira vez aqui, então vamos com calma. E você está bem pálido. Precisa se acalmar pra entrar na água.

Fácil para um filho de Poseidon dizer! Eu estava me borrando, confesso, mas não deixaria aquilo transparecer mais do que o meu próprio corpo traía, então dei a desculpa esfarrapada de que aquela era minha cor natural. Claro que ele não acreditou em mim.

Max foi realmente muito atencioso comigo. Fui colocado no barco dos iniciantes e primeiro e me passou várias noções do lado de fora da água, fazendo parecer muito fácil aquela atividade. De fato, quando olhei para os condutores mais experientes, realmente parecia algo muito simples. Pobre de mim, achando que não passaria umas boas vergonhas.

A primeira coisa que aconteceu quando entrei no rio com o barco foi virar. Max sorriu com minha falta de jeito e logo fiquei inevitavelmente vermelho de vergonha, mas ele foi gentil e me ajudou a entrar no barco outra vez. Todo molhado e pagando o mico do ano, decidi seguir em frente e vencer aquela provação. Eu já tinha chegado até ali, então não custava continuar.

Respirei fundo e finalmente consegui controlar minha insegurança para começar a remar. Os primeiros movimentos até foram bons, mas, quando comecei a me sentir seguro, algo em meu subconsciente me lembrou que eu estava na água. Foi o suficiente para eu perder o controle e me desequilibrar novamente. Sem chegar nem mesmo à metade da primeira parte do percurso, virei com o barco e caí com tudo dentro do rio.

O ocorrido se repetiu mais algumas vezes. Especialmente no trecho em que eu precisava dar a volta em torno da boia para voltar ao ponto de partida. Pelos deuses, como aquilo poderia ser tão fácil para os outros e um verdadeiro tormento pra mim? Começava a achar que Poseidon me odiava por algum motivo até olhar para algumas raias mais à frente e perceber que outros semideuses também caíam feito sacos de batata na água.

Terminar a volta não foi uma maravilha. Caí muito e, quando cheguei ao ponto de partida, me senti frustrado por não ter me saído bem. Eu queria continuar ali até conseguir fazer algo que prestasse, mas havia outros alunos chegando e eu não podia atrapalhar.

Max me ajudou a descer do barco e me trouxe uma toalha. Pediu que eu não desistisse, pois todos poderiam aprender a conduzir um caiaque, bastava insistir e não se deixar vencer pelo medo. Eu sabia que era verdade e realmente estava querendo, com todo o respeito, me empurrar goela abaixo de Poseidon se preciso fosse. Sendo assim, prometi a Max que voltaria, mas acima de tudo prometi a mim mesmo. Eu venceria aquela maldita hidrofobia e ninguém poderia me impedir.


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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por Hetton Feak em Sex 05 Ago 2016, 12:56

Avaliação - Gary Danvers

Bom dia/tarde/noite, semideus! Devo dizer que achei sua escrita fluída e simples, mas não se engane! A simplicidade trouxe a qualidade, pois você desenvolveu um post bom sem a necessidade de ser complexo e cheio de palavras estranhas, o que é admirável. O que puxou o texto foi um pouco da repetição de palavras no trecho:
Spoiler:
"O que eu estou fazendo aqui?, eu pensava enquanto o instrutor, filho de Poseidon, se encaminhava até mim com um sorrisão de surfista no rosto.

— Seja bem-vindo! Nunca tinha te visto aqui na canoagem. Eu sou Max, o instrutor aqui. Como se chama?

— Gary. Gary Danvers, indefinido.

— Beleza, Gary. Pelo que me lembro é sua primeira vez aqui, então vamos com calma."

Então a dica nesse aspecto é que releia o treino (eu sei, dá aquela preguiça, mas vale a pena) antes de postá-lo. E outro trecho pequenino, com um "ezinho" perdido:

Spoiler:

"[...]Fui colocado no barco dos iniciantes e primeiro e me passou[...]"

Isso quebra um pouco da experiência ainda que não seja nada grotesto! Viu? Nesse estilo! Hehe.
Além disso, gostei da interação com o instrutor e com o cenário, principalmente na parte do chalé que nem fazia parte do treino em si! Gostei.

Lá vai:

Coerência: 50/50
Coesão, Estrutura e Fluidez: 23/25
Objetividade e Adequação à Proposta: 15/15
Ortografia e Organização: 9/10
Total: 97 Xp.

Parabéns
E aguardando atualização!
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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por Hera em Ter 16 Ago 2016, 17:49



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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por Franz Schmidt em Qua 28 Set 2016, 10:17


Water, Laughs and Advances
treino de canoagem


Oito meses atrás eu jamais pensaria que o tratamento milagroso do tal Acampamento Meio-Sangue me tiraria da tetraplegia. Hoje estou quase andando! Depois de poções especialmente desenvolvidas para o meu caso, fisioterapias na enfermaria e na areia da praia com a curandeira Silvia e treinos na arena para fortalecer meus braços, claramente era possível crer nos resultados. Aleluia, irmãos!

Estava afim de fazer algo diferente naquela preguiçosa manhã de quarta-feira. Nada de armas ou de tentar, por conta própria, caminhar por aí — não deu muito certo na última vez —, além disso os ensaios da nova peça que apresentaríamos no anfiteatro começariam dentro de mais de uma hora. Era tempo suficiente para me divertir um pouco pelo acampamento.

Encontrei o que queria no rio. Não, não fui nadar. A área de canoagem era perfeita para treinar força e equilíbrio e ainda dar algumas risadas e refrescar o corpo. Com a cadeira de rodas amassando folhas caídas por ali, cheguei ao local e fiquei observando por um tempo, enquanto um filho de Poseidon passava as instruções para campistas claramente bem treinados naquela modalidade e uma náiade flertava com eles.

Me aproximei, de olho na raia reservada aos iniciantes, que estava vazia naquele momento. A voz de Max, o instrutor chamou por mim, dando-me as boas-vindas e já se oferecendo para me ajudar a sair da cadeira. Orgulhoso como só eu sei ser, afirmei que poderia me levantar com algum esforço e pedi apenas que colocasse o barco em terra firme para que eu pudesse me equilibrar.

Quase fui direto ao chão! Ao segurar no galho baixo de uma árvore ao meu lado para me impulsionar, por pouco não perdi completamente o equilíbrio, mas de alguma forma consegui permanecer de pé. Era gostosa demais a sensação de usar minhas pernas, mesmo que ainda estivesse longe do nível desejado. Max se aproximou e me deu apoio com seu braço para que eu desse uns cinco passos até chegar ao barco.

O filho de Poseidon me ajudou a entrar e me sentar de forma segura no caiaque e arrastou o pequeno barco comigo dentro de volta para o rio com a ajuda de um dos alunos mais avançados que vinha saindo. Ali, à margem do rio, recebi primeiras instruções sobre como me manter dentro do barco e como segurar o remo. Max assegurou que ficaria ao meu lado o tempo todo e que não era preciso pânico caso chegasse a cair.

Comecei o treino. A sensação de deslizar sobre a água era algo incrível! É fácil entender porque os filhos do deus das águas são sempre tão alegres e sorridentes, pelo menos todos os que conheci. O barco, porém, não parecia querer colaborar comigo, mas sim com minha falta de equilíbrio, e ficava o tempo todo oscilando. Não vou negar que acabei achando isso bem divertido.

Max me ajudava a corrigir a posição das mãos e corpo e mostrava que meu remo estava virando por descuidos. Concentrei-me no movimento, seguindo seu conselho de fazer do remo uma extensão de meu corpo para poder sentir a forma como ele tocava a água. Ajudou bastante e logo comecei a pegar uma velocidade deliciosa no caiaque.

Lá na frente estava a boia onde seria feita a curva. Depois dela havia uma extensa divisória de raia de piscina, cheia de flutuadores coloridos, demarcando a fronteira entre a área de treino e a área de lazer, e, sorrindo com amigas de cabelos azuis e verdes enquanto se apoiavam nesta divisória, estava Annie Murray, a caçulinha do chalé III.

— Oi, Will! Oi, Max!

— Oi, An... Ai, meus deuses! — Jamais deveria ter desviado minha atenção do barco para acenar para a filha de Poseidon.

A queda foi tão ridícula que cheguei a pensar ser uma possível pegadinha armada por Annie e suas amigas da qual eu tinha sido a vítima, mas foi realmente falha minha. Max me levantou e a pequena nadou até mim com um ligeiro olhar de preocupação, ainda que estivesse dando gargalhadas.

Acabei rindo junto e eles comandaram a água de modo a me erguer e me colocar dentro do caiaque outra vez. Estava remando novamente quando as lembranças da queda passaram por minha mente outra vez e percebi algo que passou batido na hora: não entrei em desespero porque mexi minhas pernas! Consegui movê-las debaixo da água e não senti que dependia só dos braços para voltar a respirar. Quase não deu para acreditar!

Feliz da vida ao notar o que aconteceu, tive mais garra para passar pela boia, completar aquela volta e já engrenar em outra! Cada avanço na recuperação era um incentivo para que eu ficasse mais forte e naquele momento não foi diferente. Percebi que, com o pico de animação, peguei melhor o jeito de remar e fiquei muito mais relaxado dentro do caiaque. Atenção deixou de ser sinônimo de tensão e agora apenas me deixava alerta.

A segunda volta foi feita em bem menos tempo e Max quase não precisou me corrigir. Quando retornamos à margem, fui incentivado a dar uma terceira volta, mas agora "sozinho" — a supervisão do filho de Poseidon seria mais distante, apenas. Era um desafio e eu o aceitei prontamente. Respirando fundo, iniciei a terceira volta.

Minha maior dificuldade esteve na hora de circundar a boia, mas a torcida de Annie me incentivou a seguir em frente depois de quase cair de novo. Ainda não conseguia pegar grandes velocidades, é claro, estava longe do nível dos mais experientes, mas meu avanço para uma primeira aula podia ser visto sem qualquer dúvida.

Após completar a volta e ser parabenizado por Max, ele me ajudou a levantar e me entregou toalhas para me secar sentado num dos bancos de madeira do local. Fiquei observando o modo como os mais experientes remavam, a posição de suas mãos e seus corpos dentro dos caiaques. Notei o quanto ainda faltava para ser melhorado em mim, mas estava muito feliz com aquele primeiro resultado.

Deixei a área da canoagem depois que minhas roupas leves de verão secaram mais rapidamente que meus cabelos e rumei com a cadeira de rodas para o chalé, onde tomaria um bom banho. Estava cheio de ideias para as fisioterapias. A última tinha sido na areia da praia, a próxima poderia muito bem ser no mar.

~*~

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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por Simmon Wilem Brandeur em Sex 30 Set 2016, 23:37


Ih, lá vou eu te encher de elogios outra vez. Sério, já tô ficando sem ideias para enaltecimentos.

De novo, seu texto foi muito bem escrito e detalhado. Você juntou a condição do seu personagem com a postagem, criando um motivo coerente de ele estar lá. Foi muito legal. Mais uma vez, temos um personagem com personalidade única e diferente, apesar de, agora na terceira avaliação, eu já estar percebendo alguns trejeitos que são característicos seus.

Enfim, meu único desconto (e este é bem pequeno), é na parte da ortografia. Em alguns poucos pontos você colocou vírgula onde não deveria e, em outros, no entanto, colocou quando não precisava. Mas nada que tenha atrapalhado o desenvolvimento da narração, que continuou fantástico.

Parabéns!

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 8/10;

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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por Hera em Qui 20 Out 2016, 10:58



Atualizado!
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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por Aniss em Dom 30 Abr 2017, 11:22

Who would say...
What can love ask for a reason?

Lincoln não parecia feliz em tentar fazer um percurso de canoagem logo após treinar na arena. O garoto parecia perder a velocidade enquanto corríamos em direção ao rio do acampamento para que eu lhe ensinasse a remar e coisas da natureza. Ele havia me ensinado a usar o chicote e me defender, então era mais do que justo que eu ensinasse algo a ele, certo? Seguimos correndo por entre alguns sátiros e campistas próximos a trilha que levava a um espaço repleto d’água cristalina. Um rio tão belo quanto a floresta natural a alguns metros de distância do lugar. Era definitivamente o meu lugar predileto. Sátiros e ninfas auxiliavam os filhos de Poseidon a se familiarizar com suas habilidades, campistas remavam com seus botes de madeira cravados com as iniciais do acampamento. O ambiente era muito agradável e me trazia paz.

Nos aproximamos da margem do rio onde um dos diversos botes estavam disponíveis para utilização. O filho de Afrodite estava respirando ofegante quando virei-me para ele e expliquei como seria.

Eu vou lhe ensinar a remar. Por que... é uma das poucas coisas que eu sei fazer e preciso te agradecer.

Aniss você não precisa fazer isso. Eu fico lisonjeado, mas...

Sem mas. Você precisa sim aprender. Se você quiser eu demonstro uma vez e depois você reproduz, ok?

Tudo bem então...

Desatei o nó de uma pequena corda que prendia o bote próximo a margem antes de pegar um dos remos e sentar devagar no espaço no centro do bote. Demorei alguns segundos para conseguir manter o equílibrio, mas logo consegui.

Tudo que você precisa saber é que o bote é como se você estivesse sentado na água. O seu corpo permanece parado e o que vai mover é apenas seus braços. Assim.

Demonstrei a ação dando um impulso com a ponta do remo para desembarcar. O bote planou sobre a água cristalina que se agitou. Levei a ponta do remo esquerdo até a água, fazendo o movimento de giro como se puxasse a água. Girei o remo no lado direito, inclinando o anterior para alcançar o ritmo de giros para conseguir dirigir o bote.

Eu vou até o outro lado, ok? Fique atento.

Tudo bem!  — Lincoln sorriu enquanto voltava a sua atenção a duas naíades próximas ao lago.

Segui com o percurso no rio enquanto apreciava a beleza do local. Era realmente muito tranquilo e bonito, relaxante tmbém eu diria. Meus movimentos eram lentos e precisos. Era como se o remo acariciasse a água lentamente e a mesma simplesmente me carregava como um serviço mútuo. Fechei mais os punhos contra o remo antes de começar a acelerar os movimentos: girando e inclinando sempre um lado de cada vez até finalmente alcançar o lado oposto do riacho. Desci com cuidado do bote, observando Licoln do outro lado do rio abraçado com uma das naíades.

Filhos de Afrodite... Tsc. — Comentei enquanto deixava o remo de lado e seguia para a floresta sem pensar em meu novo amigo bem acompanhado.


Armas:
---
Poderes:
Passivos:
-Nível 1
Agilidade:
As ninfas por serem desejadas por sátiros e precisarem correr muito, adquiriram a agilidade como uma característica natural, sendo mesmo descritas como instrutoras de corrida do Acampamento no livro de PJ. Todas são rápidas e ágeis naturalmente, possuindo uma velocidade de movimentação 50% maior se comparadas a semideuses sem poderes similares. Influi apenas na movimentação, não permitindo ações adicionais.
Ativos:
---
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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por 127-ExStaff em Dom 30 Abr 2017, 13:34


atualizado!

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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por William Tenebris em Sex 09 Jun 2017, 12:35

Atividade extra: Canoagem - Página 4 Chris10
Competitions

treino de canoagem


— Vai, Chris! — As vozes de Tiffin e Dylan, à margem, davam ânimo ao jovem filho de Phobos.

Contar com a torcida deles era excelente, visto que a competição estava acirrada contra Will Traynor. Desde que o garoto vencera a cadeira de rodas, vinha ficando cada vez mais forte e Chris temia, de todo o coração, perder aquela disputa. Até porque tinha uma garota envolvida...

— Isso é injusto, Traynor! Eu a vi primeiro, seu pilantra! — Reclamou, os braços pareciam em brasas enquanto ele remava sem parar. O esforço pareceu ficar ainda maior quando Will riu.

— Trato é trato, amigo! Quem ganhar, pode chamá-la pra sair!

Chris grunhiu, tentando ignorar o fato de que era muito mais magro que seu, no momento, rival. Tinha lá seus músculos definidos, mas nem de longe conseguia marcar as camisas do acampamento. Seus braços estavam à beira da desistência por conta própria e o largariam à própria sorte a qualquer momento. Ainda faltavam três das dez voltas para terminar a competição.

Mais ao longe, Max, o instrutor, ladeava uma das náiades do acampamento para intervir caso algum problema acontecesse, mas o controle dos dois sobre os caiaques parecia corresponder às expectativas. As torcidas, compostas não apenas por seus melhores amigos ou irmãos, vibrava intensamente a cada momento, tornando a competição dos dois amigos um verdadeiro evento. Chris percebeu, para seu desespero, que não estava conseguindo fazer a ultrapassagem que talvez lhe trouxesse a vitória.

À velocidade era mais fácil manter o barco em linha reta e estável, mas o cansaço decorrente das voltas anteriores já atrapalhava. Will mantinha-se firme e forte, abrindo uma vantagem grande em relação a Chris, algo que o filho de Phobos tinha conseguido evitar até ali. Vamos... Reme mais forte!, Chris cobrava a si mesmo, ignorando as gotas de suor que caíam em seus olhos e os faziam arder.

Um, dois, pra frente, vamos! Não apenas os braços, mas pernas e abdome também gritavam em absoluto protesto. Cortar as águas do rio do acampamento em competição queimava muitas calorias a mais do que uma hora de academia. Chris tinha certeza que mal conseguiria caminhar depois que aquela prova acabasse, começava até a duvidar se teria energia para chamar a linda filha de Afrodite para o passeio romântico na praia que vinha planejando.

Will mantinha a distância maior e Chris amaldiçoou sua distração. Não poderia focar na dor nem nos planos para depois. O objetivo precisava ser apenas ganhar a prova, mais tarde pensaria nos ganhos e consequências da loucura em que tinha se metido. Deu a volta ao redor de sua boia logo depois de Will, na raia dele. Obrigava-se a manter a obstinação necessária.

Na reta final da oitava volta, Chris conseguiu recuperar um pouco do atraso. Talvez seu oponente também estivesse começando a sentir os efeitos da estafa e ele precisava fazer uso disso como combustível para seus próprios músculos. Tentou manter um padrão na respiração, um ritmo para puxar e soltar o ar de modo que conseguisse infligir melhor força em seus movimentos. Deu certo. Chris viu-se ficar mais próximo do caiaque de Will e a torcida a seu favor explodiu em vivas ao perceber isso.

Entraram na nona volta com Chris ainda atrás por alguns centímetros. A expressão de felicidade da torcida de Chris pareceu servir de alerta ao filho de Hefesto, mas o herdeiro do medo agora voltara a ter confiança. Passara a ver novamente como possível uma ultrapassagem no fim da prova e trabalhava pesado para fazer acontecer. Will mal conseguia acreditar que sua vantagem diminuía, todos podiam perceber. Enquanto isso, Chris era a pura expressão da garra, com seus olhos de cores diferentes brilhando em ferocidade pela vitória.

À altura do fim da nona volta, Chris reduziu drasticamente a desvantagem que tinha e o momento de virada na boia para entrar na décima e última corrida foi onde a ultrapassagem ocorreu. A torcida do filho de Phobos explodiu em vivas tão altas que chamou a atenção até dos outros campistas mais distantes do rio, envolvidos em outras atividades. Will mal podia crer em tamanha virada. Chris conseguiu abrir uma distância um pouco maior e, mesmo ainda vendo o oponente pelo canto do olho, sabia que estava na frente.

Deu a volta na boia oposta à linha de chegada quase sem reduzir a velocidade, o que fez o caiaque ter uma ligeira oscilação. Will, percebendo isso, acelerou suas remadas ao máximo que pôde, mas Chris ainda estava frente por uns dez centímetros. A distância até a chegada diminuía a cada segundo, três semideuses neutros já posicionados para ver quem seria o grande campeão. Chris não queria deixar dúvidas! Aplicando toda a força que tinha, remou mais rápido e mais forte, distanciando-se ainda mais de Will e, por fim, cruzando a linha de chegada primeiro.

Deixou-se reclinar exausto no assento do caiaque e permitiu que a embarcação aportasse na margem de terra sozinha, por pura inércia. Will vinha no mesmo estado de fadiga logo atrás e, com a ajuda do instrutor Max e de algumas náiades, os dois garotos foram puxados de volta para a terra firme e levados a bancos, onde poderiam descansar os membros em chamas. Em algum momento, depois de várias felicitações da torcida, Chris recebeu o aperto de mão de Will, que, também fraco demais, mal conseguiu parabenizar o amigo pela vitória.

Os dois saíram da área de canoagem e foram para o outro lado, onde os semideuses utilizavam o rio apenas para o lazer. Ali puderam relaxar e rir da maluquice que aprontaram consigo mesmos só para poderem falar com uma garota. Fato era que os dois, como amigos, não pretendiam atrapalhar as conquistas um do outro, porém, tendo falado da filha de Afrodite ao mesmo tempo, perceberam que precisariam de um acordo. Acredite ou não, a corrida de caiaques foi a melhor forma que os dois encontraram para entrarem em harmonia.

Agora Chris precisava tomar uma atitude para fazer valer tamanho esforço. Mas só pensaria nisso depois. Bem depois. Agora, tudo o que ele realmente queria fazer era descansar e só sair daquele rio calmante quando fosse absolutamente necessário.

~*~

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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por Kalled C. Almeida em Dom 11 Jun 2017, 16:12


Avaliação


Chris Harris:
Então, você descreveu tão bem a situação em si que pude imaginar como essa competição estaria se desenrolando. Sem mais nada para dizer eu digo que amei seu treino e a recompensa é a máxima com certeza.
Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100 xp!!

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Aguardando atualização
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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por Hécate em Dom 11 Jun 2017, 19:54

Atualizado!
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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por Matt de Lumière em Dom 07 Jan 2018, 00:49

Atividade extra: Canoagem - Página 4 Arcoir11
Make yourself home, Matt... Or not

treininho - parte II


Depois de sair da arena, na qual comecei a me sentir novamente parte daquele lugar mágico que era o Acampamento Meio-Sangue, fui para o rio. Meu plano era nadar, deixar a água rodear meu corpo e despertar ainda mais todos aqueles instintos de semideus que brotam quando se está imerso em tanta energia mítica, mas alguém resolveu que seria uma boa ideia me fazer entrar num caiaque e eu, idiota, aceitei a proposta.

Seria egocentrismo? Talvez. Não posso negar, sofro um pouco deste mal, e me senti ligeiramente desafiado quando o rapaz corpulento com cheiro de maresia me disse que não aceitaria um não como resposta. Eu me odeio algumas vezes, sabe? Nunca, jamais fui bom na canoagem, e com vinte e sete anos na cara aceitei o desafio de um garoto para remar no bendito rio e servir de show humorístico para as náiades. Parabéns, Matt! Segue a vergonha...

Quando o filho de Poseidon indicou o barco de raia avançada — provavelmente crendo que eu era um adulto experiente em treinos —, consegui valer-me da modéstia e dizer que estava enferrujado demais e que preferia uma mais intermediária. Quanta falsidade... Eu estava me borrando por dentro! Entrei no famigerado caiaque e peguei os remos. Surpreendi-me por não ter virado o barco logo de cara, confesso. Fui encorajado a remar. Remei.

Caí.

Começaram aí as risadinhas daquelas graciosas e inofensivas náiades. Lindas. Consegui me reerguer e internamente dar graças por não haver qualquer outro semideus por ali, mas eu sabia que seria o assunto na mesa dos instrutores no jantar. A cara de Max, o instrutor, demonstrava claramente sua diversão com aquele King Kong que eu estava pagando, mas não pude me deixar vencer. Subi no barco de novo e peguei os remos.

— Talvez você ache mais confortável se recostar! — Ele disse. Não é que estava certo?

Me arrependi amargamente de ter fugido dos treinos de canoagem na minha época, mas não desisti de terminar ao menos uma volta naquela maldita raia. Depois me recostar e encontrar mais facilmente o equilíbrio no barco, ficou mais fácil remar e tocar o barco em frente. Não vou mentir e dizer que foi a melhor remada que o Acampamento Meio-Sangue já viu porque claramente não foi. Caí mais umas três vezes, no mínimo.

Também tive sérios problemas para manter o barco em linha reta. Ora dirigia-o mais para a esquerda, ora mais para a direita. Percebi que a alternância de lados nas remadas não eram o suficiente se eu não prestasse atenção à força. A volta na boia, lá na frente, também foi um processo particularmente difícil e precisei refazê-lo cinco malditas vezes para conseguir sem cair. Max chegou até a parar de rir quando viu que meu problema era sério...

O percurso final em linha reta não foi tão ruim, contudo. Mantive a estabilidade do barco e caí uma ou duas vezes simplesmente por ficar confiante demais. Egocêntrico, lembra? Quando cheguei à margem novamente, meus braços queimavam e meu corpo inteiro suava em bicas, de modo que não era só de água que eu estava encharcado.

— Oficialmente, seu pai não gosta mim, parceiro...

Max deu uma gargalhada.

— Não acho que meu pai tenha qualquer coisa a ver com isso!

— Já houve alguém pior que eu por aqui?

— Não nos últimos seis meses, pelo menos. Mas tudo é a prática. Me admira que não tenha precisado da canoagem até hoje com a idade que tem. Aproveite que está no acampamento e treine. Tudo pode acontecer.

— Você não tem ideia do quanto eu quis me afastar desse mundo. Talvez por isso eu nunca tenha navegado por aí. Mas parece que as coisas andaram mudando na minha vida ultimamente, então com certeza seguirei seu conselho. Desde que você não faça minha caveira para os outros instrutores depois de hoje, claro.

— Longe de mim, nem pensei nisso! — Ele garantiu, mas seu sorriso irônico não me inspirou confiança. Acabei rindo também.

Deixei a área da canoagem e me permiti um momento de relaxamento na outra parte do rio. Outros alunos chegaram para a prática com os caiaques e aproveitei para dar uma boa olhada nos mais experientes. De fato eu precisaria de muito mais treinamento para ter um rendimento aceitável e, apesar de sentir que demoraria muito para conseguir algo bom, decidi que não fugiria mais da raia... literalmente.

Deixei o rio cerca de meia hora depois, acenando para Max, o instrutor, e pegando minha espada no banco em que a deixara ao chegar da arena. Não me preocupei em pegar toalha para me secar, visto que o Sol poderia facilmente se encarregar disso, e caminhei tranquilamente na direção da área de equitação. Quem sabe lá eu tivesse um aproveitamento menos vergonhoso, afinal.

~*~

Item citado, embora não utilizado:

{Rainbow} / Espada longa [Feita de bronze sagrado, possui cerca de 80cm de lâmina. De aspecto elegante, sua cor é de um prata cromado, o que indica algum tipo de tintura. Possui uma guarda de mão recurvada, lembrando mais a guarda de um sabre do que de uma espada, com o cabo recoberto com couro branco, mas com fitas coloridas entrelaçadas no centro. No nível 20, torna-se uma "mecha", que na verdade é um aplique de cabelo, numa das cores do arco-íris; não faz parte do cabelo do semideus, é como uma presilha colocada logo no couro cabeludo.] {Bronze sagrado e tecido} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Íris]

Não houve uso de poderes.

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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por Veronika Stowe em Dom 07 Jan 2018, 10:59


AVALIAÇÃO


Matt Royce:

Pensei em não avaliar este, já que comecei a achar um saco ter que dar pontuação máxima, mas cá estou. Mais uma vez, sua narrativa ficou incriticável. Na arena, pedi que desenvolvesse mais seu psicológico e aqui estou, lendo e curtindo a forma com que o ego de seu personagem atrapalhou-o. Parabéns!

Coerência: 50/50
Estrutura, coesão e fluidez: 25/25
Adequação à proposta e objetividade: 15/15
Ortografia e organização: 10/10
Total: 100 xp

Aguardando atualização
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Re: Atividade extra: Canoagem

Mensagem por Étoiles de Médici em Ter 16 Jan 2018, 17:21



canoando

O que parecia ser um aulão de “Segurança no lago e canoagem para iniciantes” estava em curso quando Étoiles se aproximou do barracão perto do lago. Um pequeno grupo de campistas mais novos usando coletes laranjas estavam sentados na grama, prestando atenção nas palavras de um jovem semideus que se encontrava de pé em frente a eles.

Etie ignorou-os e continuou caminhando até a margem, onde abandonou seus chinelos e tirou a camisa laranja cinco vezes maior do que ela que usava sobre o maiô preto. Uma fileira de pequenos barcos – que poderiam ser canoas, caiaques ou iates que Étoiles não saberia diferenciar, estavam estacionados.

Ela andou por entre eles até a água ter profundidade suficiente para ela mergulhar, e assim refrescar seu corpo do clima seco e quente do verão. Quando emergiu novamente viu o grupo já de pé e vindo em sua direção. O instrutor vinha na frente, e gritou para ela:

Aqui é a área de treinos de canoagem, você não pode nadar.

Relaxa, também vim canoar. Só ‘tô refrescando. — respondeu antes de submergir novamente.

Após devidamente refrescada e sentada dentro de seu veículo de madeira aquático e instável, a semideusa aguardou que Max, como se apresentou o instrutor, e a ninfa que o auxiliava e tinha um nome composto qualquer terminassem de ajudar os outros campistas para que pudessem desamarrar sua canoa e a empurrassem.

Certeza de que não quer ouvir umas instruções básicas? – perguntou mais uma vez, com um olhar de preocupado que Etie acho fofo.

Valeu, gracinha, mas eu consigo me virar. — negou virando-se para ele, que deu de ombros e com um último empurrão mais forte lançou a canoa um  pouco mais para dentro do lago, desequilibrando o magro corpo de Médici e fazendo o sorriso maroto em seu rosto falhar por um momento.

Aprumou o corpo e pôs as mãos nos remos que haviam nas laterais, meio incerta. institivamente mudou logo em seguida a forma como os segurava, sentindo então mais confiança. Étoiles estava certa ao achar que como aquela coisa era um veículo possível de ser usado em viagens, então acabaria entendo como ele funciona.

Concentrou forças nos braços e puxou os remos para trás, seu corpo indo junto sem querer. Água espirou em todas as direções após os remos saírem e voltarem muito rápido para o lago. Mais pesado do que pensou, exigindo mais forças do que imaginaria, repetiu o processo desajeitadamente, a canoa mal avançando, inclinando-se cada vez mais para a esquerda. À sua frente, os pirralhos de laranja mais velozes já alcançavam a primeira boia no trajeto. Se conseguisse se agilizar, até poderia alcançar os dois ou três últimos do grupo.

Motivada com toda a frustração do mundo, mordeu o lábio inferior e colocou mais força nas mãos, até seus dedos latejarem, torceu para a magia que a fazia entender como as coisas funcionam de fato funcionasse, retraiu o abdômen para ter mais equilíbrio e traçou um arco maior e mais lento com os braços. Os remos cortaram mais delicadamente a correnteza, fazendo-a se mover mais suavemente pela água dessa vez, mas ainda meio torta para esquerda.

Uma reação instintiva e idiota a esse último detalhe a fez jogar o corpo e o movimento que tentava fazer para o lado oposto, em uma tentativa desastrosa de querer fazer a canoa seguir novamente em linha reta. Veículo de madeira, remos, água, corpo e o Universo todo balançaram perigosamente, fazendo a barriga da adolescente embrulhar-se enquanto a canoa sambava, decidindo se virava ou não.

Com o coração acelerado, unhas cravadas na madeira e pés tentando se manterem firmes no fundo do barco, Etie aguardou que o mundo ao seu redor se acalmasse novamente. E quando se viu mais uma vez sem o perigo iminente de falhar na sua missão de conseguir canoar e cair no lago, respirou fundo e relaxou o corpo. Já não conseguiria alcançar ninguém a essa altura da corrida.

Nem queria participar mesmo, só vim relaxar. — resmungou para si mesma enquanto retomava as remadas.

Com calma e cuidadosamente, sincronizou seus movimentos com os do remo, para conseguir assim que a canoa realizasse os movimentos que desejasse. Seus ombros gingavam para frente e para trás, trazendo o restante do corpo consigo, enquanto ela traçava uma leve curva no lago, deixando novamente o barco avançar em linha reta.

Mais desgastante do que pensou que seria, prosseguiu em sua atividade. Seu corpo já secava do mergulho, e suor começava a pingar de sua testa. Os músculos aos poucos iam latejando pelo esforço, e o sol quente queimava na sua pele alva. Era um trabalho mecânico: contínuo e repetitivo, e a paz que aquilo trazia para a jovem Médici era quase o paraíso.

Inclinar o corpo para trás e junto puxar os dois remos simultaneamente, empurrar os remos para frente e deixar o corpo ir com eles, acompanhando o avanço pela calma correnteza e repeat...

Passava assim pela primeira boia da pista, não mais tão para trás, mas sem alcançar nenhum dos outros campistas. Sem se importar e feliz de ter conseguido entender como funcionar ‘sozinha’, jogou a cabeça para trás e sorriu, fechando os olhos diante dos fortes raios do sol. Como adorava as vantagens de ser filha do deus dos viajantes! Não era nenhuma dobradora da água e nem cuspia fogo, mas tinha seus truques.

Por fim, conseguiu trazer seu veículo aquático para a outra margem, só parando de remar quando sentiu o solavanco da embarcação arrastando seu fundo contra o fundo do lago. Meio dolorida do esforço, arrastou o corpo para fora, deixando-se sentar na água rasa. De onde estava, a pista que havia acabado de percorrer não parecia nada. Sem obstáculos e sem exigir manobras, como algumas outras pistas, aquela era a menor e mais simples de todas. Desmotivada, deu de ombros e se levantou para ir. Da próxima ela iria só nadar mesmo.

poderes utilizados:

[PASSIVOS]

Nível 7 - Condutor {NEW}{Idealizado por Sadie Bronwen}
Veículos sempre foram essenciais à viagens longas, e os filhos de Hermes adquirem a capacidade de conduzir qualquer um, seja ele um tanque de guerra ou um mero cavalo.

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Re: Atividade extra: Canoagem

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