Atividade extra: Hipismo

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Atividade extra: Hipismo

Mensagem por 139-ExStaff em Sex 14 Fev 2014, 23:21

Relembrando a primeira mensagem :





- - - - - - - - - - - - - - - - - Hipismo


Spoiler:

O local é amplo, com várias pistas divididas de acordo com a atividade. Todas possuem um cercado branco, relativamente alto, para evitar a fuga dos cavalos, apesar que a maioria dos animais possuem um bom temperamento.

Pistas iniciais:
Feitas para quem está iniciando, são apenas um grande espaço oval, mais voltado para o ensino das ações básicas, como colocar e verificar os equipamentos, montar e a cavalgada, do passo leve ao trote.

Pistas de salto: Este percursos possui obstáculos de alturas variadas, para o treino de salto. A altura dos obstáculos e sua frequência variam com o nível de experiência, e é ajustável - apenas a base é fixa, mas os níveis de  altura das cancelas podem ser regulados.

Pistas de tambor: O espaço é semelhante ao das pistas iniciais, mas com tambores diversos posicionados. O objetivo é fazer o percurso e suas curvas no menor período de tempo. Também pode ser usado apenas para treinar curvas, nesse caso adotando um ritmo de cavalgada mais leve.

Pistas mistas: Misturam obstáculos de salto e tambores, mas são indicados apenas para cavaleiros mais experientes.

As pistas comuns podem ser usados por pégasos, no caso dos treinos iniciais. Contudo, também há um espaço exclusivo a eles, mas com atividades adaptadas - no caso, estruturas de sustentação para tambores e postes finos, com bandeirolas, que devem ser apanhadas pelo cavaleiro, em treinos de equilíbrio e manobras, ou estruturas com objetos móveis, para treinos onde a velocidade da reação e estabilidade afetem as ações, e uma área de uso exclusivo para treino de pouso.

Os instrutores estão sempre presentes: Louise, uma filha de Afrodite, e John, filho de Íris, além de outros instrutores voluntários, mas que auxiliam no básico.

- - - - - - - - - - - Observações


A descrição aqui visa dar uma base interpretativa na hora de descrever a realização do trabalho;

NPCs podem ser utilizados livremente e outros semideuses além do instrutor também podem frequentar livremente o local - apenas seja coerente;

A postagem no hipismo rende apenas xp, seguindo o sistema de avaliação da arena. Pode-se postar uma vez por atualização.

Flood não é permitido. Só serão consideradas postagens com mais de 5 linhas em fonte arial ou times tamanho 12 com margem normal, no Word. Templates e tables são aceitos, mas o tamanho da postagem será verificado para ver se o conteúdo se adequa ao disposto.


Créditos aos idealizadores do local e antigos deuses do PJBR. Novas descrições criadas por mim.





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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Odollam Cerberin em Dom 18 Jun 2017, 19:48

aprendendo a cair


O sol do meio dia dava lugar a um céu coberto por nuvens, contudo, o clima ainda continuava ameno. Eram aproximadamente três horas da tarde, Odollam se encontrava na entrada da área de Hipismo debruçado sobre uma das divisas. Seu semblante esboçava claramente sua hesitação em entrar no local, visto que apesar de gostar de cavalos, este não jamais chegou próximo de um. Cerberin ficou ali por alguns minutos, até que foi abordado por um jovem semideus.

— E aí, com medo? — questionou o desconhecido, percebia-se um tom de desafio na fala do rapaz.

— Claro que não, apenas esperando o momento ideal. — respondeu Cerberin enquanto seu semblante ficava ligeiramente corado.

— Pois então, você é o sortudo da vez! Sou John, o instrutor. — apresentou-se o filho de Íris, acrescentando —  Siga-me, vou fazer a coisa ficar fácil.

Sem que houvesse tempo de resposta, o instrutor já se encontrava próximo aos estábulos. Odollam suspirou e acompanhou o semideus sem sequer reclamar, uma vez que o filho de Perséfone estava ali para isso, ele precisava aprender tudo que pudesse naquele acampamento. O ruivo ao aproximar-se de John parou quando viu centenas de equipamentos que nem ao menos sabia o nome, deixando transparecer em sua feição uma certa preocupação.

— Relaxa, cara! Vai ser tranquilo — disse John, deixando escapar um riso abafado.

— Não estou muito certo disso. — respondeu o jovem de pele pálida ainda mais preocupado.

O instrutor então se aproximou de Odollam, auxiliando-o a colocar os equipamentos de segurança enquanto ele observava atentamente o passo a passo. Os utensílios iam de tornozeleira até capacete extremamente apertado, uma vez que as orelhas do ruivo não encaixavam de forma ideal. Após propriamente equipado, John joga uma sela para Cerberin, o qual pegou de forma desajeitada. Ambos então seguiram à pista um, a pista dos iniciantes.

— Como é a sua primeira vez, estou te dando uma forcinha. Na próxima você tenta se equipar sozinho e pode chamar qualquer instrutor para checar, beleza? — informou John.

— Certo. — respondeu o ruivo, questionando em seguida — Vai me ajudar a colocar a sela, não é mesmo?

— Obviamente. — disse o instrutor, dessa vez não conseguindo conter sua risada.

Havia apenas um cavalo no espaço oval, este tinha uma pelagem marrom e uma crina negra. O animal foi chamado para próximo dos semideuses assim que o filho de Íris assobiou, aquele ato demonstrava claramente o treino que o garanhão recebera.

— Esse será seu companheiro de hoje, ele atende por Tullister. Antes de tudo você precisa ter o contato com o animal, então vá em frente. — ensinou o instrutor, gesticulando para o jovem aproximar-se do cavalo.

— Olá Tullister! — exclamou Cerberin, tentando uma aproximação.

Assim que o ruivo tentou se aproximar esticando sua mão, o cavalo inclinou suas patas dianteiras fazendo com que ele tropeçasse no instante em que tentou um recuo. No chão, o semblante de Cerberin agora estava pior, era nítida sua vontade de desistir de tentar montar naquele animal. O instrutor, experiente, assim que leu a feição do rapaz, esticou sua mão ajudando-o a levantar-se. John então o chamou para o canto, um lugar onde o cavalo não pudesse escuta-los, de sua mochila tirou uma maçã a qual ofereceu para Odollam.

— É normal isso acontecer, não se preocupe. Tullister ama maçãs, se não pode vencê-lo, compre-o. — sugeriu John, entregando a maçã nas mãos do ruivo.

— Acho que estou mudando de ideia sobre cavalgar. — admitiu o filho de Perséfone.

— De maneira alguma, vai desapontar a platéia? — questionou o filho de Íris, apontando para Louise, outra instrutora.

Corado, ignorando a garota que estava observando-o distante, Odollam aproximou-se novamente de Tullister. O cavalo estava batendo no chão sua ferradura direita na medida em que o semideus chegava próximo, até que a ação foi pausada no momento em que o animal viu a maçã. Quieto, o garanhão parecia aguardar a próxima ação do filho de Perséfone, que ao chegar numa distância segura, esticou a mão próximo a boca do animal. Em apenas uma abocanhada o cavalo devorou metade da maçã que, em segundos, foi devorada por completo numa segunda abocanhada. Em agradecimento, o garanhão encostou seu focinho gélido no rosto de Cerberin, relinchando em sinal de felicidade.

— Viu só? Eu disse. Eu conheço esse grandão não é de hoje. — disse John, enquanto colocava sem dificuldade as rédeas em Tullister.

— É, agora ele parece bastante contente. — respondeu o ruivo, limpando parte de seu rosto marcado por coriza de cavalo.

— Terminei, vou ajuda-lo a subir agora. — disse o instrutor assim que terminou de fixar a sela.

O semblante do filho de Perséfone não havia mudado, esboçava uma preocupação perturbadora. Felizmente o ruivo possuía altura suficiente para subir na sela, precisando apenas de um apoio nos ombros do instrutor e auxílio do estribo. Montado sobre Tullister, o jovem começava a perder um pouco da hesitação, visto que ele sequer imaginou que conseguiria estar ali. John estava segurando as rédeas e após checar que Cerberin estava seguro, começou a andar. O percurso era simples, fizeram uma volta oval completa até o ponto de partida.

— Tranquilo, né? — indagou John, sorrindo.

— Mais fácil do que imaginei. — admitiu Odollam, soltando o ar que prendia a cada trote do cavalo.

— Pegue, tente sozinho. — disse o instrutor, entregando as rédeas para o semideus.

— Engraçadinho, como eu controlo isso? — indagou o filho de Perséfone, olhando para as rédeas.

— Bem lembrado, vamos lá, primeiro de tudo deixe seus calcanhares leves, você é iniciante e não quer que ele corra. Deixe as rédeas folgadas, jamais as puxe de vez. Para ele andar, toque-o suavemente com o calcanhar e para para-lo puxe suavemente as rédeas para si. — instruiu John.

Ouvindo atentamente cada palavra do instrutor, o ruivo permanecia quieto. Embora houvesse bastante informação, o jovem de pele pálida absorveu as instruções como se estivesse lendo um livro de botânica, ou ele achava que absorvera. Batendo suavemente o calcanhar na lateral de Tullister, ele começou a se locomover em linha reta. O semideus ainda prendia a respiração a cada passada que o garanhão dava, contudo, sua confiança havia aumentado.

Assim que percebeu seu sucesso, Cerberin não conteve sua alegria, respirando de forma aliviada e dando um pequeno pulo de forma involuntária sobre a sela. Erro de principiante, a ação involuntária fez com que seu calcanhar batesse ligeiramente forte na lateral de Tullister que, imediatamente, começou a correr. O coração de Cerberin acelerou, tudo que havia aprendido sumiu de sua mente, enquanto John gritava algo sobre as rédeas. Em um ato de desespero, o filho de Perséfone puxou de forma brusca as rédeas para si fazendo com que o cavalo erguesse suas patas dianteiras, derrubando-o.

Felizmente seus pés não ficaram preso nos estribos e o cavalo ficou parado assim que ouviu o assobio de John. O instrutor correu até o semideus que estava no chão, Cerberin aparentemente estava bem, talvez com a sua região traseira um pouco dolorida. Com a ajuda de John o ruivo levantou-se, limpou-se e olhou à sua volta procurando por alguém, o que para seu alívio não encontrara.

— Ela foi embora. — disse John como se estivesse lendo a mente do garoto.

— Bah, você disse que montar seria fácil. — resmungou Odollam.

— Mas é, só precisa de mais prática. — concordou o filho de Íris, consolando-o em seguida — Se você não caísse aí que eu ia achar estranho, a maioria dos campistas aqui caem da mesma forma que você caiu.

O filho de Perséfone ficou ali conversando com John por algum tempo, até que se despediu. Durante a conversa o instrutor fez Cerberin prometer que voltaria novamente ao local, argumentando de forma eufórica o quanto hipismo seria necessário na sua vida como um semideus. Ele havia respondido que sim, mas o tom duvidoso era explícito em sua fala.





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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Noelle van Houten em Seg 26 Jun 2017, 10:42



Avaliação


Odollam Cerberin

Olá moço! Primeiramente peço desculpas pela demora na sua avaliação, mas cá estamos. Eu gostei bastante do seu texto e achei bem coerente para um primeiro treino do personagem, você conseguiu desenvolver um relacionamento legal do meio-sangue com os demais e ambientou de forma correta. Não encontrei grandes erros de coerência ou ortografia, achei muito objetivo e cumpriu com o proposto de forma excelente. Espero poder ver mais do seu personagem pelo fórum. Parabéns!

Coerência: 50/50 XP
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25XP
Objetividade e adequação à proposta: 15/15 XP
Ortografia e organização: 10/10 XP

Total: 100 XP

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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Hera em Qua 28 Jun 2017, 11:10




Atualizado!

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Hipismo do Nap

Mensagem por Napoleon Cruz em Qui 23 Nov 2017, 03:03




ACORDEI ÀS SETE DA MANHÃ embora apenas meu corpo tenha despertado e minha mente tenha continuado parcialmente adormecida. O corpo pode se acostumar, mas meu espírito ainda é livre..., pensei enquanto esfregava violentamente os olhos.
Vesti uma camiseta amarrotada que encontrei no pé da minha beliche; era no mínimo três tamanhos maior que o meu e o laranja do acampamento dava impressão que eu estava vestindo um paraquedas recém usado. Não era minha camiseta.

– Alguém viu minha camiseta? Hein?! Alguém?... – ninguém nunca confessa nada no Chalé 11.

Com bermuda e tênis de caminhada completei minha vestimenta e saí para tomar café no campo de morangos. Não posso cavalgar de estômago cheio, pensei. Com isso em mente fui roubar as tais frutas para comer uma refeição muito mais leve que a ideal (que para mim seriam muitos ovos, panquecas e bacon). De lá fui direto para a pista de hipismo.

Ronald estava lá inspecionando os arreios de uma égua malhada como fazia diariamente naquele horário e eu fui até ele para cumprir o combinado na noite anterior. Resumindo a história: alguém roubou dos varais o suéter de bolinhas que a avó mortal de Ronald havia tricotado para ele. Ele veio até um filho de Hermes perguntar e... bem... digamos que eu conheço um cara que conhece um cara que rouba roupas estranhas pra revender aos brechós... digamos que ele mora no meu Chalé.
Devolvi o suéter esquisito para Ronald e em troca ele prometeu me introduzir ao hipismo, o que me interessou bastante. Como filho de Hermes gosto bastante de correr porque me destaco nisso, mas fiquei sabendo que as garotas adoram homens que sabem cavalgar e resolvi dar uma chance.

– Nappie! Achei que não fosse aparecer!... – exclamou Ronald quando finalmente notou minha presença.
– O nome é Napoleon, Ronald.
– Me chame de Ronnie, todo mundo me chama assim.
– Eu não sou todo mundo, Ronald. – ao cuspir no chão sentenciei o fim da conversa.

Ronnie pegou as rédeas e levou a égua do estábulo até a pista dos iniciantes. Sem falar nada aguardou até que eu subisse na égua e eu assim o fiz, imitando o que vi nos filmes de velho oeste: corri vindo da parte traseira da égua e saltei para a cela usando minhas mãos como impulso no quadro traseiro do animal. Infelizmente eu não era o Clint Eastwood e assim que atingi a cela fui atirado para frente pela Lei da Inércia.
Atingi o chão mais rápido do que achei possível e enchi minha camisa extra larga de areia. Havia areia até na minha boca e por isso quando fui questionar o instrutor Ronnie a voz não soou tão intimidadora quanto eu esperava.

– Fonnie, porfê nhão funfionô? – (Ronnie, por que não funcionou?)
Primeiro houveram risadas durante dois minutos, depois a resposta:
– Por Íris! Nossa, Nap, isso foi doido! Nossa! – ele imitou com mímica as fisionomias que eu fiz e tive que rir, porque havia sido engraçado.
– Cara, eu sempre vi isso nos filmes, achei que ia ser moleza imitar...
– Tem que começar do básico. Coloca o pé no estribo, passa a perna por cima e coloca o outro pé no estribo. Não no mesmo estribo, o estribo do lado de lá.

Lentamente eu fiz conforme explicado e então cutuquei a barriga do animal com o calcanhar para que ele se mexesse. Foi um toque tão suave que a égua pareceu reconsiderar se andaria ou não, mas os incentivos de Ronnie a colocaram em movimento. Andei um pouco em círculos aprendendo intuitivamente os comandos da rédea até considerar que estava pronto para praticar o trote.
Imprimi um toque mais rude com o par de calcanhares e relaxei mais as rédeas, fazendo com que a égua acelerasse seu ritmo até um trote suave. Cumpri o circuito da pista inicial e repeti o processo várias vezes até retornar para o instrutor Ronald.

– Em uma semana eu viro um cowboy! Sou muito bom nisso...
– Menos, cara. Você no máximo serve pra palhaço de rodeio.
– Você é bem engraçadinho pra um cara que usa suéter de bolinha, hein Ronnie.

Demos algumas risadas e conversamos pelos próximos dez minutos antes de eu resolver dar uma última volta no circuito e retornar ao Chalé 11. Me despedi de Ronnie com a certeza que iria retornar em breve.


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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Alaric L. Morningstar em Qui 23 Nov 2017, 03:20

AVALIAÇÃO
Hipismo

Napoleon Cruz

Você conseguiu desenvolver um personagem interessante, misturado a uma narração um tanto cômica e que evidencia o estilo do Napoleon, eu gosto disso (e já disse na sua ficha de reclamação). Foi um texto bacana de se ler, coerente, coeso e sem erros ortográficos. Apenas ressalto o que já havia lhe dito e percebi aqui: tente descrever as coisas mais um pouco. Não precisa sair uma Bíblia e nem tanta encheção de linguiça; mas evita fazer algo simples e curto demais, entende? Mas ainda assim, admito que foi um bom treino com um background bacana.

Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
Objetividade e adequação à proposta: 10/15
Ortografia e organização: 10/10

Total: 95 XP

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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Edric Martell em Qua 27 Dez 2017, 18:51



Ser ou não ser
Estábulos


O sol - papai?-, já havia começado a descer de seu ápice quando terminei meu almoço. Eram cerca de duas horas da tarde, talvez três. Uma semana passara desde minha chegada ao acampamento meio-sangue e tudo o que eu havia feito até então era ficar em minha cama encarando o teto. Para ser sincero, eu ainda não tinha comprado à ideia de ser um semideus. Eu era filho de Apolo, nisso eu acreditava, mas será que isso era suficiente para justificar esse pomposo título? Eu certamente não sentia que fosse o caso.

Entediado, decidi que me aventuraria no hipismo. – Talvez eu devesse fingir que esse é só um acampamento normal e tentar me divertir, esquecer toda essa estória de semideus-, pensei. Logo vi, entretanto, que não seria tão fácil. Enclausurados pelas cercas brancas da pista, os pegasi que ocupavam a área de prática junto aos cavalos deixavam bem claro que de ordinário aquele lugar não tinha nada.

Eu já andara a cavalo antes - um pônei, na verdade-, quando pequeno. Não é que minha família fosse rica nem nada, mas, crescendo no Mississipi, não é difícil você ter um parente ou outro que seja dono de um rancho ou algo do gênero. No meu caso, era minha tia-avó. Antes de ela morrer, nós costumávamos ir ao sitio todo fim de ano; paramos depois que meu tio, o herdeiro, vendeu o lugar e os animais para pagar suas dívidas. Ironicamente, ele as adquiriu apostando em cavalos.

Por cinco minutos eu apenas fiquei lá, parado, encarando os equinos à minha frente, até que fui abordado por um jovem um pouco mais alto que eu. – É por causa do capacete-, pensei, em um lapso de imaturidade.

- Você pode chegar perto, eles não mordem... Pensando bem, isso é mentira, eles mordem sim. -, Mesmo que ele estivesse rindo, o que disse não deixou de me preocupar um pouco. – Boa tarde, eu sou John. Primeira vez?

- Sim -, era basicamente verdade, considerando quanto tempo fazia.

- Então me deixe te ajudar. – Disse John, sem nunca abaixar o sorriso. - Esse é o meu trabalho, sabe.

Ele então me conduziu aos equipamentos e me auxiliou a coloca-los. Normalmente eu me sentiria desconfortável com um cara ajudando a me vestir, entretanto eu admito que não seria capaz colocar tudo aquilo sozinho.

- Pegasus ou cavalo? – me perguntou o instrutor.

- Pegasus. -, respondi. Apesar de ter ido à pista com o fim de fazer algo normal, uma vez lá, não fui capaz de resistir à oportunidade de subir em um daqueles animais alados.

John me levou até um pegasus bege manchado de nome Chester e me ajudou a monta-lo. Tirando as em seu rosto, ele possuía somente duas manchas, ambas em seu lado esquerdo, grandes a ponto de ocupar quase toda a lateral; vermelhas, eram quase cor vinho. Enquanto subia no cavalo com sua ajuda, tentei ouvir cuidadosamente às suas instruções, porém eu continuava sendo distraído pelas asas de Chester – Maldita dislexia-.

- Agora pode ir em frente. Conduza-o um pouquinho, com calma. Tente se acostumar com os movimentos que lhe expliquei. Depois de um tempo eles virão naturalmente. -, enquanto dava seus últimos conselhos, o instrutor soltou as amarras do animal.

Inicialmente, fiquei espantado com o quanto eu balançava em suas costas, mas logo me acostumei. O pegasus andava lentamente em linha reta. Eu bati levemente a alça presa a seu focinho e ele apressou o passo. Depois mais forte, e mais forte. Sentindo o vento em meu rosto e o mover das penas contra minha panturrilha, me vi como um verdadeiro herói grego, o próprio Perseu em cima de Pegasus. Entretanto, com a velocidade aprimorada, nós agora nos aproximamos rapidamente do fim da pista. Eu tinha certeza que não bateríamos – Chester, por favor, preze por sua integridade física -, porém o que me preocupava mesmo é o que ele faria para evitar o impacto: saltar a cerca, voar? - Voar não, voar não-.  Eu então puxei a alça para o lado com toda a minha força a fim de fazê-lo desviar. Com o movimento brusco veio, evidentemente, uma curva brusca e uma queda brusca. Fui atirado por cima da cerca.

- Você está bem? –, gritou John enquanto corria em minha direção. – Você é louco? Eu te falei para não acelerar ainda. E por que você virou daquele jeito? Eu te disse que pra fazer a curva você tem que...

A bronca durou quase vinte minutos. No final, eu desisti de continuar o treino, preferindo deixar para outro dia – 31 de Fevereiro eu volto -. Durante todo o caminho de volta para meu chalé, permaneci de cabeça baixa, encarando minha sombra. Chegando a meu destino, deitei-me e enfiei o rosto fundo no travesseiro, desejando esquecer o que havia se passado nos estábulos. Eu podia até ter nascido um semideus, mas, naquele momento, eu sentia que talvez não tivesse nascido para ser um.

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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Joseph K. Napier em Qui 28 Dez 2017, 13:49


AVALIAÇÃO


Edric Martell: E aí novato?
Eu adorei seu texto! Achei-o extremamente envolvente, fiquei curioso para saber como você vai se sair em outras áreas do acampamento. Excelente desenvolvimento da personagem com sua trama. Não percebi nenhum erro que desabone sua narração e portanto não descontarei pontos, mas da próxima, releia sua narrativa! No mais, parabéns!

Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 10/10

Total: 100 XP


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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Hera em Sex 29 Dez 2017, 12:11




Atualizado!

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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Emmanoele Dal'Evedove em Seg 15 Jan 2018, 16:08


TREINO DE HIPISMO
relaxe os braços, campista!


Finalmente, chegou a atividade a qual estava mais ansiosa: hipismo. Não que poucas coisas aqui gerassem ansiedade, na verdade, este era um sentimento recorrente nos últimos dias, afinal, eu estava morando num acampamento chamado “Colina Meio-Sangue”, tinha um chalé cheio de meios-irmãos, meus diretores eram um Centauro de histórias mitológicas e um deus mal humorado e eu era uma semideusa, filha de Atena. Tão normal quanto à própria frase. Ainda estava em fase de adaptação e conhecia poucas pessoas, até mesmo os meio-sangues que dividiam o chalé 6 comigo, consequentemente, meus meios-irmãos. Céus, isso é muito estranho!

Enfim, estava seguindo as atividades propostas por Hellen, uma das filhas de Atena, ela me explicou que existe uma ordem e subgrupos no chalé para deixar tudo extremamente organizado e eu não esperava menos dos filhos da deusa da estratégia. A atividade que faria agora era opcional, muitos estavam treinando na arena e, para ser sincera, eu estava mantendo-me distante deste local. Por enquanto, é claro.

Andar a cavalo sempre foi algo empolgante e eu era tremendamente apaixonada, não pensei duas vezes em escolher ela ao ver essa opção para a atividade no período da tarde. Depois de almoçar voltei ao chalé para escovar os dentes e trocar de roupa, queria algo confortável para a atividade.

Assim que estava pronta encaminhei-me ao estábulo e ao adentrar meus olhos brilharam com emoção infantil ao observar as diferentes raças de animais. Puro Sangue Inglês e Lusitano, Árabe e Friesian eram algumas que estavam ali e que pude reconhecer ao passar de baía em baía.

Oi garoto... – Falei fazendo carinho no chanfro de um deles, este era um PSI enorme e sua altura de cernelha era aproximadamente de minha altura.

Treino, campista? – alguém perguntou de repente me assustando. Virei de costas e era um meio-sangue mais velho que eu e aparentemente mais experiente – Meu nome é John, filho de Íris e sou instrutor de Hipismo.

Sim! – Falei claramente – É uma das atividades opcionais de meu chalé e me chamo Emmanoele.

Filha de Atena? – perguntou ele.

E recém-chegada – completei sorrindo e dando de ombros.

Entendo! Bom, venha comigo... Você sabe andar a cavalo? – perguntou ele indo em direção a uma sala aos fundos do estábulo.

Sei sim – falei rapidamente – Eu fazia algumas modalidades de práticas esportivas do Hipismo no meu país.

Legal – disse enquanto pegava a traia de sela – Então, não vou te levar para uma pista tão iniciante assim, pode ser?

Sem problemas – comentei – Quer ajuda?

Ele assentiu e me passou uma série de coisas, enquanto ele carregou uma sela inglesa simples. Encaminhamos-nos para um local ao fundo da construção e ao sairmos pela primeira vez vi o complexo de montaria do acampamento e ele era enorme com varias pistas e obstáculos, dividido em níveis de dificuldade aparentemente.

Bom, ficamos aqui – disse ele – Mesmo você já tendo um pouco de experiência, por ser nova aqui, irei pegar um cavalo de índole mais calmo e mais velho, acostumado com o trajeto de treino e você irá para a pista de tambor. Vou buscar o cavalo e depois te explicarei melhor, ok?

Balancei a cabeça positivamente e ele saiu com o cabresto voltando ao estábulo e minutos depois retornou com um lindo puro sangue inglês em seu encalço.

Este é o Escova – disse John – Já aposentou da lida, agora só nos ajuda nos treinos.

Eu sorri e me aproximei dele, chegando lentamente com o corpo de lado e os olhos baixos até que toquei seu pelo e ele pareceu se aproximar. – Bonzinho mesmo... – Comentei sorrindo.

Campista, vamos lá! – disse o instrutor batendo as mãos.

Passo a passo ele me orientou como selar o animal, eu não tinha tanta experiência com selas inglesas e daquele estilo, mas no fim, era simples. Primeiro a manta, arreio e por fim a sela, pois Escova já estava com o cabresto.
Tive de subir na cerca para montar, pois mesmo não sendo um dos mais altos a sua cernelha ainda era alta. Assim que montei, segurei as rédeas com força e alinhei minha coluna achando um centro de equilíbrio para meu corpo.

Ok, Emmanoele – disse John – Vejo que tem bom equilíbrio, mas não tem um bom controle de rédeas ainda, segure-as mais delicadamente e estique os braços, mantendo sempre seu antebraço num ângulo aberto.

Sim, senhor – falei olhando para meus braços e tentando fazendo o que ele disse, diminui a força nas mãos e estiquei os braços.

Melhor – falou ele – Agora vamos para a pista e lá haverá tambores, você deverá passar por eles fazendo as curvas, assim vamos treinar esse controle, certo?

Certo! – afirmei.

Pode tocar o cavalo, então!

Assenti novamente e agitei as rédeas, enquanto usava os pés para encostar em sua barriga e ele pôs a caminhar, John abriu a porteira e adentrei o complexo. Seu passo era incrivelmente leve e ritmado, o que me deixou encantada pelo Escova. – Agora dê três voltas pela pista no passo, depois aumente para o trote.

A pista era oval e grande, com diversos tambores dispostos por ela e mais do que depressa iniciei a atividade, tocando o cavalo para um percurso ao passo, ou seja, uma caminhada leve. Terminei a primeira volta suavemente, mas ao virar para iniciar a segunda, senti Escova hesitante e tive que tocar mais forte para ele prosseguir – Você está segurando as rédeas com força, Emmanoele, não está dando direção para ele, mas o segurando... Relaxe esses braços.

Ok, relaxar... Solte os braços!” disse a mim mesma, enquanto diminuía a força que fazia inconscientemente e isso melhorou muito, ajudando-me a terminar o percurso sem dificuldades. – Melhor! – Gritou o rapaz que também estava na pista entre os tambores, ele caminhava de longe me seguindo.

Agora aumente o nível e vá para o trote – disse ele – Não force muito, pois ele irá para o trote anterior ao galope e ele é muito incomodo mesmo para um cavalo de passo leve como o Escova.

Ok! – disse e aumentei a força, agitando mais uma vez as rédeas e tocando com força nas laterais do animal e ele imediatamente lançou-se no trote. Senti meu corpo bambear e escorreguei um pouco para a esquerda, tendo de apoiar meus pés com força no estribo e assim ele aumentou a velocidade, deixando a caminhada incomoda.

“Ooow” Escova – falei puxando as rédeas e parando-o.

John correu até mim e acertou meu pé no estribo esquerdo – Veja Emmanoele, quando você se desequilibrou seu pé por não estar na posição certa fez Escova entender que era para aumentar a velocidade, assim, ele entrou no trote pré-galope e você perdeu ainda mais o equilíbrio. Tente sempre prestar atenção aos pés no estribo e as mãos nas rédeas, seu equilíbrio é bom, mas é um conjunto e force mais o joelho! Continue!

Mais uma vez assenti e continuei desta vez prestando mais atenção ao que o filho de Íris havia dito e iniciei o trote que foi muito mais fácil, alinhei minha coluna e joguei a força nos joelhos. As três voltas passaram voando e quando dei por mim o garoto estava me pedindo parar e eu estava respirando irregularmente e desejava galopar, quanto mais rápido mais adrenalina é liberada.
– Percebi que gostou – comentou ele sorrindo – Porém, agora vamos para a primeira e ultima parte do treino de hoje. Está vendo esses quatro tambores? – Ele apontou para a esquerda onde havia 4 tambores dispostos em duplas.

Sim! – respondi prontamente.

Certo! – Continuou – Você irá entrar pela esquerda e fazer como se fosse um número oito entre os dois, depois você irá para os próximos e fazer o mesmo, repita três vezes, a primeira no passo e as outras duas no trote. Pronta?

Pronta! – Respondi animada.

Toquei Escova e ele foi obediente como se conhecesse e já tivesse feito aquele trajeto centenas de vezes, o que poderia muito bem ser verdade. Entrei pela esquerda na primeira dupla de tambores e percebi que abri muito a primeira curva, pois quase esbarrei no segundo tambor e assim tentei corrigir meu erro, terminando o primeiro oito bem, porém para iniciar o segundo tive uma pequena confusão de onde entrar com Escova e quase fiz novamente a primeira parte, então, em silêncio comecei novamente e terminei com calma.

Bom! – gritou John – Agora ao trote.

Agitei as rédeas de Escova e ele trotou iniciando o trajeto que foi simples e fácil, apenas tendo fechado demais na última curva e esbarrei no tambor com o pé esquerdo. Eu já estava cansada e o sol começava a castigar meu rosto, então dei por satisfeita e me aproximei de John.

Um bom primeiro treino, Emmanoele – disse ele segurando o cabresto do Escova – Já percebi onde você precisa de treino e iremos trabalhar bem isso e aumentar a dificuldade, pois isso foi fácil demais ein?!

O senhor que manda! – disse sorrindo.

Agora vamos levar esse senhor idoso para a casa, dar banho e escovar – disse dando tapinhas no cavalo – Depois esta liberada!

Eu assenti e desci com um salto para dar um descanso ao animal. Depois, o monitor me mostrou um local atrás do estábulo onde se dá banho nos cavalos e iniciei a empreitada. Foi rápido, pois Escova ama tomar banho e a atividade foi divertida, depois o levei até sua baia e ele entrou em silêncio e agradecido por seu merecido descanso.
Agradeci ao instrutor e segui meu rumo para meu chalé satisfeita pelo treino e começando a gostar daqui.


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post de treino


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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Silvia Royce em Seg 15 Jan 2018, 16:58


Hipismo - Avaliação

treino de Emmanoele


Oi, Emma! Tudo bom? Vamos à avaliação!
Gostei demais do seu treino. A ambientação, a relação com o equino, a própria narração em si. Você tem talento. Vi apenas um ou dois deslizes, coisa que pode facilmente ser impedida de acontecer com uma revisão atenta antes da postagem, como em "Tão normal quanto à própria frase", onde não deveria haver crase. Atente-se aos pequenos detalhes e fará um treino perfeito! Vamos às notas:

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 8/10;
Total: 98 xp!!

Aguardando atualização.

Silvia Royce
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por 141-ExStaff em Seg 15 Jan 2018, 17:06

Teje coisado!
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Re: Atividade extra: Hipismo

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