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Atividade extra: Hipismo

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Atividade extra: Hipismo

Mensagem por ♦ Eos em Sex 14 Fev 2014, 23:21

Relembrando a primeira mensagem :





- - - - - - - - - - - - - - - - - Hipismo


Spoiler:

O local é amplo, com várias pistas divididas de acordo com a atividade. Todas possuem um cercado branco, relativamente alto, para evitar a fuga dos cavalos, apesar que a maioria dos animais possuem um bom temperamento.

Pistas iniciais:
Feitas para quem está iniciando, são apenas um grande espaço oval, mais voltado para o ensino das ações básicas, como colocar e verificar os equipamentos, montar e a cavalgada, do passo leve ao trote.

Pistas de salto: Este percursos possui obstáculos de alturas variadas, para o treino de salto. A altura dos obstáculos e sua frequência variam com o nível de experiência, e é ajustável - apenas a base é fixa, mas os níveis de  altura das cancelas podem ser regulados.

Pistas de tambor: O espaço é semelhante ao das pistas iniciais, mas com tambores diversos posicionados. O objetivo é fazer o percurso e suas curvas no menor período de tempo. Também pode ser usado apenas para treinar curvas, nesse caso adotando um ritmo de cavalgada mais leve.

Pistas mistas: Misturam obstáculos de salto e tambores, mas são indicados apenas para cavaleiros mais experientes.

As pistas comuns podem ser usados por pégasos, no caso dos treinos iniciais. Contudo, também há um espaço exclusivo a eles, mas com atividades adaptadas - no caso, estruturas de sustentação para tambores e postes finos, com bandeirolas, que devem ser apanhadas pelo cavaleiro, em treinos de equilíbrio e manobras, ou estruturas com objetos móveis, para treinos onde a velocidade da reação e estabilidade afetem as ações, e uma área de uso exclusivo para treino de pouso.

Os instrutores estão sempre presentes: Louise, uma filha de Afrodite, e John, filho de Íris, além de outros instrutores voluntários, mas que auxiliam no básico.

- - - - - - - - - - - Observações


A descrição aqui visa dar uma base interpretativa na hora de descrever a realização do trabalho;

NPCs podem ser utilizados livremente e outros semideuses além do instrutor também podem frequentar livremente o local - apenas seja coerente;

A postagem no hipismo rende apenas xp, seguindo o sistema de avaliação da arena. Pode-se postar uma vez por atualização.

Flood não é permitido. Só serão consideradas postagens com mais de 5 linhas em fonte arial ou times tamanho 12 com margem normal, no Word. Templates e tables são aceitos, mas o tamanho da postagem será verificado para ver se o conteúdo se adequa ao disposto.


Créditos aos idealizadores do local e antigos deuses do PJBR. Novas descrições criadas por mim.





SHINJI @ OPS!
♦ Eos
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Owen Bournwell em Dom 16 Nov 2014, 10:15


How about horses?



Caminhava sorrateiramente pelos arredores do acampamento. Era uma das atividades que eu mais adorava fazer. O acampamento era, sem sombra de dúvidas, um dos locais mais bonitos que já visitei em toda a minha vida. Como um tolo semideus, gostava de rodeá-lo todos os dias, até mesmo em busca de atividades que possam me tirar do tédio. Naquela noite fria de Novembro, não foi diferente. Andava assobiando e com as mãos nos bolsos, até encontrar as pistas de hipismo. As luzes do local davam destaque as pessoas que treinavam com seus mais diversos cavalos. Já tivera uma experiência limpando o cocô de pégasos, mas com cavalos, jamais. O sorriso de uma garotinha em cima de um cavalo branco e bonito seduziu-me a entrar no lugar.

O local era muito espaçoso. Alternei a visão para todos os cantos dali e aos poucos fui entendendo sua estrutura. Encontrei uma garota bem bonita até diga-se de passagem e julguei ser Louise, uma das instrutoras da atividade. Já tinha a visto várias vezes no refeitório, mas só ali tive a oportunidade de admirar o quão bela era. Deixei isso de lado e fui até a moça, estufando o peito para parecer mais másculo, atitude a qual me deixava trilhões de vezes mais esquisito.

- Com licença, - ela se virou, encarando-me com seus olhos cor de mel - Gostaria de praticar hipismo.

- Ok. Você é...?

- Owen Bournwell. Nunca nem andei em um cavalo, e queria ao menos saber isso.

Ela soltou uma breve risada que obviamente pareceu forçada. Tirou um pequeno bloco de notas de seu bolso lateral da calça jeans e rabiscou meu nome com um lápis, antes usado como um acessório para prender seu cabelo. Encaminhou uma direção(um cercado com um só cavalo) apontando seu indicador para tal e seguimos por ali, numa caminhada que demorou um minuto e meio. Ela abriu a cela e entramos.

Em tom de aprovação, o cavalo largou trotadas pelo cercado. Louise me deu um pequeno tutorial de como se anda em um cavalo apenas oralmente e logo depois pôs em prática: chamou o animal pelo nome "Rick" e montou no ser, da mesma forma a qual tinha me ensinado. Bateu os pés com pouco uso de força e o cavalo logo disparou pelo cercado, levantando poeira dos bancos de areia dali.

- Com o tempo você aprende! É fácil, Owen, tente!

Ela guiou o cavalo até mim e desceu do animal, oferecendo-o para que eu fizesse uma tentativa. Segui passo-a-passo tudo que a herdeira do amor disse: subi com calma na plataforma amarrada em Rick, respeitando-o e com cuidado para não o machucar, e depois, cautelosamente se estabilizei em cima dele. Após, dei um estímulo ao ser para que pudesse iniciar a cavalgada. O animal trotou pelo cercado, talvez a uns dois km por hora. Tudo corria OK, até o momento no qual subitamente apliquei força desnecessária como estímulo. Rick se afobou e aumentou seu ritmo de corrida, e em poucos segundos eu já tinha sido derrubado. Por sorte, era apenas um banco de areia. Louise foi rápida e em pouco tempo acalmou-o e veio me socorrer.

Não me feri. Porém, minha primeira experiência andando a cavalo tinha sido horrível. A filha de Afrodite ainda me aconselhou a voltar mais vezes. Talvez eu pense na proposta dela. Apesar de apanhar para um cavalo, foi uma boa ocasião.
Owen Bournwell
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Logan Montecarlo em Dom 16 Nov 2014, 17:05

Gilan Waker: Logo no primeiro parágrafo, eu já senti "cansaço", causado pelo uso excessivo de vírgulas onde pontos finais poderiam ser colocados. Evite períodos muito longos.
Aliás, isso se repetiu no resto do treino num geral, ocasionando uma leitura muito pouco fluída e até confusa em certas passagens, pois a pontuação poderia ajudar a amenizar ou enfatizar certos objetos.
Algo que me incomodou um pouco na estrutura foi a falta de travessão ao terminar a fala. O mais correto seria algo assim: - Eu adoraria, mas nunca tentei - comentei sem jeito., ou seja, com espaço após o travessão e - quando há um verbo de locução depois do segundo travessão - utilização de letra minúscula.
Houve um erro ortográfico que acabou entrando no quesito de coesão, porque ocorreu uma confusão entre palavras foneticamente homônimas: "trás" (preposição) e "traz" (do verbo 'trazer') não podem ser confundidas, como no trecho "me trás um cavalo avermelhado", certo?
Em sentido de ortografia, queria dizer que o correto segundo o português é "pégasos", não pégasus; também, quando se referir aos deuses, o faça com letra minúscula ("deuses"), não maiúscula ("Deuses"); além disso, outras coisinhas pequenas, como: "um leve dor" (correto: uma leve dor).
Num geral, há espaço para melhorar. Senti também que, apesar de ser demonstrada uma dificuldade inicial (o que é bom), faltou mais desenvolvimento, mais descrições do tempo e do espaço, enfim, algo que me inserisse melhor no seu texto.
Eu acho, sinceramente, que você consegue melhorar bem.

~ Coerência: 35 de 50;
~ Coesão, estrutura, fluidez: 10 de 25;
~ Objetividade e adequação à proposta: 10 de 15;
~ Ortografia e organização: 7 de 10;
~ TOTAL: 62 XP.




Owen Bournwell: Senti que houve menos atividade em si do que poderia ter, pois só a partir do meio do texto você está efetivamente aprendendo algo. Evite enrolações e/ou controle a sua introdução, dando mais enfoque ao treino.
Aliás, uma coisinha pequena: você, num momento, se refere a "cela". Sei que não está exatamente errado, mas ficou um pouco estranho, porque imaginei o cavalo preso, atrás de barras de ferro, algo que Quíron nunca permitiria. Nesse caso, você poderia ter usado "baia" (acho), ou até "cela" mesmo, mas aí usando as aspas para demonstrar que o cavalo não era um prisioneiro.
Você não usou a crase num local em que ela se fazia necessária ("davam destaque as pessoas", quando o certo seria "davam destaque às pessoas").
N'outro momento, ficou estranho você usar "após" com o sentido de "depois", porque o primeiro é uma preposição e, portanto, exige algo junto; após o quê? Quando se usa "depois", você não precisa desse "complemento". Ah, e quando for se referir a velocidade, é melhor usar o número "a 2km/h", ou utilizar a forma completa "a dois quilômetros por hora", ainda que fique um pouco forçado.
Apesar de tudo, admiro a sua coerência, demonstrando dificuldade para um campista que nunca havia tido contato com essa prática, algo que muitos esquecem, mas lembre-se desses pequenos detalhes para obter pontuações melhores, porque eu sei que você tem bastante potencial.

~ Coerência: 35 de 50;
~ Coesão, estrutura, fluidez: 20 de 25;
~ Objetividade e adequação à proposta: 7 de 15;
~ Ortografia e organização: 8 de 10;
~ TOTAL: 70 XP.




Aguardando atualização.
Logan Montecarlo
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Orfeu em Dom 16 Nov 2014, 17:39

Atualizado.
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Hunter Lopine em Seg 17 Nov 2014, 11:45

♩♫♭ Vai, vai, vai, vai no cavalinho (3x)
No potoc, potoc, potoc, potoc
Segura gatinha não sai do galope (2x)
♪♫♬



Ok, animais não são muito fãs dos filhos da morte. Sério, respeito isso, em geral não vou muito com a cara deles também. Mas sendo sincera, estou sentindo certo bullying desse cavalo para com minha pessoa. Eu mal me aproximei do garanhão, e ele se afastou, indo para o outro lado da baía. Eu tentei me aproximar o que foi uma ideia estupida, porque ele empinou e não foi nenhum pouco legal.

Cavalos são assustadores. Eles te olham com aqueles olhos enormes e loucos, relincham e ficam bufando. Não preciso ser nenhuma filha de Poseidon pra saber o que eles estão falando: “Nem vem, que aqui você não monta...” ou mais provável algo ofensivo carregado de palavras de baixo calão.  O garanhão que me deram para montar se chama Fofinho e, segundo Louise, é o mais dócil daqui. Posso afirmar, sem sombras de duvidas, que esse cavalo de tons caramelo só é Fofinho no nome.

Percebi que alguns campistas acharam engraçada a minha situação. Queria ver eles em meu lugar. Respiro fundo e como Louise me falou ao chegar ao estabulo, me aproximo.  Mãos abertas em sinal de rendição, olhar nos olhos do animal e caminha em sua direção com cautela. Para minha surpresa funcionou. Pego o arreio e o guio até uma baía onde Louise me espera para me ensinar a montar.

Primeiro ela me explica os nomes e funções de cada peça utilizada, da sela ao arreio. Depois faz uma demonstração de como colocar cada equipamento em seu lugar. Presto muito atenção, absorvendo e assimilando cada palavra que Louise diz. Após isso, ela retira o equipamento e pede para que eu os coloque em seu devido lugar. Em geral vou bem, só precisei de ajuda para colocar a sela, pois é muito pesada.

Após isso, muito sorridente, Louise disse que estava na hora de montar. Houve um pequeno minuto de silencio, o qual ficou subentendido minha vontade em montar de fato, e o cavalo relinchou mais alto. Não sou a única a não gostar da ideia. Eu sei, vem num estabulo para aprender a montar, mas chega na hora e não quer... Medrosa, sim? Não. Eu apenas possuo um leve receio com equinos, mas não chego a ter medo deles. Receio, somente isso, nada mais.

Com extrema cautela, e vários avisos “Louise me segura se eu for cair... Me segura, ta?”, coloco o pé no estribo. A sela é estilo americano, ou seja, um pé de cada lado. Então impulsiono meu corpo para cima, e coloco o pé no estribo do outro lado. O cavalo se meche agitado em baixo de mim. Engulo em seco. Nunca havia pensado que o cavalo era tão alto, agora que estou montando percebo a distancia de meu pé e o chão, agora entendo como as pessoas podem se machucar ao cair do cavalo.

Louise segura à rédea e nos guia em um trote lento e constante, Fofinho e eu cavalgamos pela pequena arena em forma oval. Posso sentir seus movimentos, e o trotar é calmante, afago a lateral de seu corpo com a mão. Ouço o garanhão bufar, mas não como antes, mais natural. Talvez ele também tenha se acalmado. O tempo passa rápido, e minha vez de cavalgar acaba, outra campista espera impaciente sua vez. Me despeço de Louise e de Fofinho, afirmando que haverá uma segunda vez.
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Ayla Lennox em Seg 17 Nov 2014, 11:58

Meire Dreomir: Seu post foi bom, mas eu gostaria que você descrevesse a atividade em si. Você dá um desenrolar interessante às coisas, achei bem fácil ler tudo, e isso é algo a ser elogiado. Entretanto, pude perceber a ausência de alguns sinais de acentuação e leves erros de ortografia.Sugiro que você dê uma revisada melhor antes de enviar a mensagem. Fora isso, tudo ok ^^

Coerência: 45/50
Coesão, estrutura e fluidez: 20/25
Objetividade e adequação à proposta: 12/15
Ortografia e organização: 7/10
Total: 84 de xp

(E 10 de xp pra mim q)

~ATT POR ÍRIS.
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Teo Kenryu em Seg 01 Dez 2014, 17:07


Quanto maior o homem, maior a queda

Um dia ensolarado, algumas nuvens, muito fofas, um céu azul, uma brisa suave. Hoje é , sem dúvidas, um dia bom para praticar hipismo.

Caminhando pelo estábulo, vejo um vulto cuidando do cavalo. Então, me aproximo devagar,sem fazer muito barulho. Percebo que é o instrutor!

-Boa tarde, tudo bem professor?

-Tudo! Queres treinar hoje?

-Sim, por favor!

-Certo, eu já estava preparando o cavalo para dar uma volta mesmo. Pode montar.

-Obrigado.

-Mas hoje não te darei dicas. Estás por ti mesmo. Confie no cavalo.

-Tentarei meu melhor!

Então, sentindo uma tensão no ar, manifestada por um frio em minha barriga, monto no cavalo e comando-o para entrar na pista.

Ordeno o cavalo para seguir em frente. Ele corresponde, berrando. O cavalo anda devagar, então eu bato a bota de leve para indicar que é hora de aumentar a velocidade.

A pista é reta. Simples, de fato. Porém, vejo um buraco à frente. Eu me inclino para puxar a corda, que é o comando para ele parar, mas o meu instrutor grita:

- Corra! Não recue, pule!

Sem ter muita escolha, bato para dar o comando de aumento de velocidade. O cavalo responde rapidamente, e começa a correr freneticamente, sem medo. Chegando perto do buraco ele salta. Diante dessa situação, sentindo um terrível medo de cair, me agarro com toda a força no cavalo, apertando ele sem querer. Fecho meus olhos para esquecer de tudo.

O medo e a fadiga tomam conta de mim. Percebo o quão inexperiente eu sou. O meu instrutor grita para continuar, mas se o começo já foi assim, temo não ser capaz.

Sem opções, abro os olhos lentamente e vejo que o cavalo está acelerado. Assumo a postura de montaria e  continuo o percurso. Parece que não tem grandes obstáculos, exceto mais buracos no caminho.

Balanço a cordinha para indicar que o cavalo deve ir mais rápido. Ele salta o próximo buraco.O vento bate em meu rosto, era como se estivesse voando, mas de cavalo.

De repente ele se bate e cai no chão, fazendo com que eu role uma certa distância. Machucado, me levanto e manco em direção ao cavalo, que está gritando. Chegando perto, vejo que ele tropeçou em uma pedra e machucou sua pata, tornando difícil continuar o percurso. Visando acalmá-lo, faço carinho nele. O instrutor chega correndo.

-O que aconteceu?

-Ele tropeçou em uma pedra e se machucou na pata. Não temo como continuar o percurso.

-De fato. Teo, você está liberado da atividade. Eu cuidarei dele.

-Certo. Me desculpe por ter feito ele se machucar.

-Você está aprendendo, mas deve tomar mais cuidado. Sempre cuide o caminho. Não se preocupe apenas com os obstáculos grandes, mas com os pequenos também.

Envergonhado pela minha grande falha e angustiado pela feridas que o bichinho sofreu devido à minha incompetência, vou ir para o meu chalé para tentar dormir e esquecer esse dia vergonhoso para mim. E, mesmo que eu durma, jamais esquecerei as feridas que causei nesse animal inocente, nem das que causei em mim mesmo, afinal, ainda estava mancando.
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Jhonn Stark em Seg 01 Dez 2014, 17:24


Avaliação
Vamos ver como você se saiu, jovem.
Teo Kenryu

Bem, não tenho taaanta coisa pra falar do seu treino, jovem. Basicamente, você seguiu o que se espera para um treino de hipismo, mesmo não sendo algo tão longo ou demorado. Os únicos problemas encontrados no seu texto foram, de fato, os espaçamentos entre palavras e pontuações (em alguns casos sem espaçamento, outros com espaçamento onde não se deveria ter) e alguns pontos onde a escrita rápida pode ter prejudicado, como "não temo como continuar o percurso". Por fim, só menciono a parte onde você escreveu: "De repente ele se bate e cai no chão". Eu entendi o que você quis dizer? Yep. Mas no texto, isso ficou meio confuso.

No geral, você tem uma escrita boa, Teo. Apenas umas revisões, talvez um detalhamento maior nos acontecimentos, não focando tanto nas falas... Surpreenda-me, oras. Parabéns, semideus.

Coerência: 45/50.
Coesão, estrutura e fluidez: 23/25.
Objetividade e adequação à proposta: 10/15.
Ortografia e organização: 7/10.

Total: 84xp.

~A deusa mesmo passou aqui. Mais 10xp pra Jhonn q~
Jhonn Stark
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Teo Kenryu em Ter 16 Dez 2014, 17:58


Comandando o destino sobre o cavalo


 Seguindo meu desejo de me tornar mais habilidoso com a montaria, vou para o local de treino e encontro o instrutor cuidando dos cavalos.

- Boa tarde, tudo bem instrutor?

- Tudo Teo, viestes para treinar hoje?

- Sim, por favor!

- Certo, aguarde só um momento. Vou preparar o seu cavalo.

- Tudo bem, obrigado!

 Aguardo sentado, olhando a paisagem ao redor. O céu azul, com algumas nuvens, o sol forte, a brisa acolhedora em meu rosto. É, de fato, um dia perfeito para cavalgar. Fico em meus delírios por alguns minutos, quando sou surpreendido pelo instrutor trazendo o cavalo.

- Ei, garoto! O cavalo está pronto! Venha, suba nele!

- Entendido!

 Sem perder tempo, eu coloco o capacete de proteção e monto no cavalo. Balanço a corda e o guio para a entrada da pista de hipismo.

- Teo, hoje é bem simples. Sem obstáculos. Quero testar o teu equilíbrio. Deves, somente, ir até o final da pista o mais rápido o possível.

- Entendido! Posso começar?

-Sim! Vai!

 Sem perder mais tempo, dou o comando para o cavalo avançar. Ele, lentamente, começa a mover suas patas. Estávamos cavalgando juntos. Novamente, preciso terminar o percurso. me pergunto se estou, de fato, progredindo conforme faço treino. Enfim, acho que é melhor me concentrar.

- Teo, é para correr!

- Entendi, instrutor! Desculpe!

 Sem perder mais tempo, cutuco o cavalo com o pé e sacudo a corda. Grito:

- Hyaa!  

 Tendo em vista o estímulo feito, meu parceiro começa a correr. E não corre pouco. De fato é muito rápido. Sinto meu corpo oscilar, a medida que o cavalo avança. Parece que os treinos do instrutor não são sem sentido. Realmente é difícil manter o equilíbrio em alta velocidade, não obstante não desistirei!

 Olhando para frente, vejo que ainda faltam três quartos da pista para percorrer. Comando meu amigo marrom à aumentar a velocidade ainda mais. Ele o faz, com isso meu corpo parece que está voando. Fica cada vez mais difícil me manter sem sacudir o corpo.

 Aperto minhas pernas, apertando um pouco o cavalo, e me mantendo mais preso à ele. Assim, consigo cavalgar sem sentir o corpo muito solto, o que melhora para me equilibrar. Noto, porém, que apertei forte demais, pois meu parceiro está diminuindo a velocidade. Acho que o machuquei um pouco.

 Infelizmente tenho que conseguir. Digo, temos que conseguir! Eu alivio um pouco as pernas e bato a corda para fazer ele correr novamente. Se ele parar , falharei no treino. Estamos um pouco depois da metade do percurso, falta pouco. O legal foi que o instrutor deixou a metade marcada por uma bandeira, o que serve de estímulo, uma vez que metade do desafio já chegou ao fim. Tenho uma grande estima pelo professor.

 O caminho está tranquilo. Como ele disse, sem obstáculos. O maior, e único, obstáculo sou eu mesmo. Preciso manter o foco, afinal estou com uma vida junto de mim. Não é um automóvel, é um animal, que possui um coração batendo, que sente dor, que tem limites. Limites, tais como os meus. E acredito que ele está chegando nos seus...

 Noto que a velocidade está, lentamente, baixando. Acho que forcei meu amigo além do que devia. Deixo ele ir um pouco mais devagar, uma vez que falta apenas um quarto da pista. Porém, quando começar a ver a marca de chegada, terei de forçá-lo novamente, pois a ordem era de correr.

 Com o cavalo mais devagar, consigo ficar tranquilo. Sigo com ele calmamente, pelo trajeto, até avistar o meu instrutor. Antes que pudesse disfarçar, ele grita, usando um megafone:

- Eu te mandei correr! Corre, agora!

 Sem perder tempo, comando o meu amigo para correr o mais depressa possível. Aumentando cada vez mais a velocidade, chegamos ao final do percurso, porém, após cruzar a linha de chegada, eu caio no chão, pois o cavalo sacode demais.

- Me diga a razão pela qual não correstes!

- Calma, não precisa ficar nervoso. Eu corri, mas ele se sentiu mal durante o percurso e reduziu. Preferi não forçar para preservar o animal.

- Entendo. Está bem. Mas, na próxima vez, pare  e descanse, após, retome o percurso com velocidade máxima. Entendido?

- Sim!

 E assim se encerra mais um treino, com mais um sermão.
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Oliver H. Greyback em Qua 17 Dez 2014, 10:12

Avaliação - Teo Kenryu

Hm. Teu texto foi razoável, a escrita é boa mas tem algumas coisas que podes melhorar. Tuas frases são muito curtas: tenta encadear as ideias e agrupá-las em frases maiores (mas não muito grandes ok) para que o texto fique menos "travado". Também poderias utilizar mais descrições e não tantas falas (ao invés disso, inseri-las no texto, por exemplo, com aspas).

Coerência: 45/50 XP
Coesão estrutura e fluidez: 15/25 XP
Objetividade e adequação à proposta: 10/15 XP
Ortografia e organização: 10/10 XP
Total: 80 XP
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por 112-Ex-Staff em Sab 20 Dez 2014, 12:08

Atualizado
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Catherine Burkhardt em Sab 27 Dez 2014, 13:23



Treino
Cavalos? Eba...

Se tinha uma coisa que Emma via muito nos filmes antigos era o cavaleiro gostoso e seu alazão salvando o dia. Ok, ser uma semideusa não era exatamente viver como em um filme, mas dava para o gasto. E como todo guerreiro que se preze saber pelo menos o básico de montaria poderia lhe ser muito útil mais tarde.

Ela vestiu um short jeans, uma camiseta vermelha com um decote mais decente e seus velhos all star e partiu para os estábulos. Como já havia visitado o lugar antes não demorou muito para chegar lá. Porém, como da primeira vez ela tinha ido com o intuito de limpar as baias dos cavalos para conseguir dinheiro, não tinha visto as pistas de treino. Só pode assobiar para demonstrar o quanto havia gostado. Os mais variados desafios estavam ali e a filha de Afrodite conseguiu até visualizar alguns pégasos.

Como sua experiência com cavalos era zero, ela foi até a pista mais simplória onde um instrutor estava por lá escovando os animais.

Emma foi logo falar com ele, com um sorriso.

- Oi, será que você pode me ajudar com os cavalos? -

- Claro, docinho. - Respondeu o rapaz, assim que a viu, com um sorriso carinhoso. Ele deu uma rápida olhada e escolheu um todo branco. - Esta égua aqui é perfeita para você.

Ela agradeceu e juntos, eles foram até as pistas iniciais. Quando chegaram lá, o rapaz amarrou as rédeas do cavalo e a conduziu até os equipamentos de montaria.

- A primeira coisa que você deve saber é como prender bem a sela, ou você vai se esborrachar no chão. - Ele ia dizendo, enquanto escolhia os equipamentos, seus olhos na jovem o tempo inteiro. Ele voltou até onde o animal estava e colocou a sela, apertando bem as correias. - Vem cá, vou te ajudar a subir.  - Chamou com um sorriso.

Inspirando fundo para ganhar coragem, Emma foi. O rapaz lhe deu o impulso e antes que ela pudesse desistir, estava em cima da montaria. Ela arregalou os olhos ao reparar que a altura dali daria uma linda queda. Para tentar se acalmar e tentar ganhar um pouco da confiança do cavalo, ela o acariciou no torso.

- Por favor, não me derrube... - Murmurou para que o instrutor não a ouvisse.

O rapaz colocou os pés dela em dois suportes laterais, retomando a fala.

- Não tire seus pés daqui, isso vai te ajudar a manter o equilíbrio e controle.

Emma assentiu com a cabeça e quando ele desamarrou as rédeas faltou pouco para ela não se agarrar na crina branca da égua. Ele lhe entregou as rédeas, e quando ela a alcançou apertou com uma força exagerada.

- Angel é bastante dócil e está acostumada com iniciantes, portanto não se preocupe tanto assim. Segure firme as rédeas para guiá-la e não aperte demais as pernas ou pode acabar machucando ela, e isso não será bom para nós dois. Agora, vamos ver como você se sai. -

E com um tapa, ele fez o animal começar o trote. Mills respirou fundo e incitou Angel a andar, a conduzindo até a pista. Elas iam devagar, devagar até demais, mas para a filha de Afrodite aquilo era um avanço espetacular. Uma volta se passou e o incômodo que sentia por causa da sela foi diminuindo, sua tensão ia aos poucos desaparecendo. Cavalgar não era o bicho de sete cabeças que ela tinha pensado.

Em determinado momento, deu uma leve agitada nas rédeas para que o animal acelerasse e assim Angel o fez. A brisa soprava suave contra o rosto da semideusa e um leve sorriso logo se formou. Sentia-se animada agora. Mal podia esperar para correr contra o vento e tinha participado de apenas um trote sem obstáculo algum!



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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Oliver H. Greyback em Dom 28 Dez 2014, 18:09

Avaliação: Emma Mills

Seu texto é bom no geral, e sua escrita é boa. Porém, tem algumas coisas que acarretaram perda de pontos: o principal é a pouca parcela do texto reservado para o treino de fato. Apenas no penúltimo parágrafo você começa a cavalgar. Não que a introdução não seja necessária, mas comparando com o resto, ela fica muito grande. No mais, parabéns.

Coerência: 50/50 XP

Coesão estrutura e fluidez: 23/25 XP

Objetividade e adequação à proposta: 5/15 XP

Ortografia e organização: 10/10 XP

Total: 88 XP

Atualizado por Quíron.
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Trovel Gharcia em Qui 01 Jan 2015, 15:35


Seu desejo é uma ordem!
Um bode no cavalo? Oi?
Pista inicial

- Não vou! - Cruzo os braços, virando as costas para Jack.


- Vai, vai sim! Por favor. - Jack junta as mãos e se ajoelha perante mim.


- Então tudo bem, mas não vale rir! É a primeira vez, eu acho, que eu faço isso! - viro para Jack, sorrindo ao mesmo tempo que descruzo os braços.


Eu só aceitei porque eu vi que ele realmente queria ver e talvez aprender, e não apenas rir de mim. Dou meia-volta e sigo para o estábulo. Do local que estava até o estábulo demorou mais ou menos quinze minutos. Perto do recinto, já sinto o cheiro do estrume, e parece que Jack também.


- Ah, que droga! Esse cheiro está horrível! - Jack se afasta um pouco, com uma das mãos apertando o nariz levemente.


- Verdade, está realmente horrível, vamos embora? - por dentro, imploro para ele aceitar.


- Claro que não! Entre, vamos! - diz o semideus, parecendo até que o cheiro havia passado. Ele retira a mão do nariz e entra no local, certificando-se que eu entraria logo atrás.


Droga! Penso eu, entrando. O estábulo é realmente grande. Várias pistas verdadeiramente amplas, todas com uma enorme distância de uma extremidade até a outra. Havia um único homem no local, sentado em uma cadeira de madeira. Apoiando uma perna sobre a outra, nos observa entrando.


- Vão querer praticar?


- Apenas eu, não ele.
- aponto Jack, sem tirar os olhos no instrutor.


- Está começando agora? Se sim, temos a pista inicial para você, sem nada, apenas para aprender o básico. Temos a pista de salto, possui pequenos e médios obstáculos, é possível ajustar. Temos também a... - é interrompido por mim, parando de falar.


- Estou sim começando agora, pista inicial, por favor.



- Assim feito! - fala o instrutor, indo até um pequeno armário antigo de madeira. Abre as portas, pegando os equipamentos de proteção: caneleiras, capacete, luvas, et cétera.


Depois de poucos minutos, estou protegido com todo o equipamento. O homem, antes de abrir a porta da pista, pega uma sela marrom do mesmo armário. Finalmente puxa a corrente de porta e empurra, abrindo-a.


- Eu recomendo para você o Pangaré, da raça Mustang. Ele é bem comportado. - diz o instrutor, seguindo até o cavalo. Coloca a sela em cima do animal, prendendo no seu corpo com cordinhas e não sei o que mais.


Apoio meu pé na parte de baixo da sela, dando um impulso para cima. Assumo que realmente é muito difícil subir em um cavalo. Minutos depois, consigo subir, ficando direitinho nele. Antes do instrutor dar um tapinha no animal para ele andar, converso com o cavalo, sendo algo totalmente bizarro para Jack, que até agora não falava nada, e o instrutor.


- Anda, cavalinho. Mas não corra, por favor! - aproximo minha cabeça da orelha do cavalo, falando consideravelmente baixo com ele, que não fazia nada. - Ele não fez nada. Vai do jeito básico mesmo, instrutor.


Ele assinte com a cabeça, dando um tapa fraco na parte de trás do cavalo, que trota pela pista, aleatoriamente.


- Um bode em cima de um cavalo, eita. - fala Jack, rindo.


- Estava melhor com você quieto, Jack. Eu já vou sujar essa sela aqui de bosta, então para de falar!


Estou indo bem, estou ótimo! Melhor do que eu pensava.
Quinze minutos depois, decido parar, já que fiz o que Jack falou para eu fazer.


- Já posso sair? Já fiz o que falou, Jack. Me tirem daqui, por favor! - aproveito a curta distância do cavalo no instrutor, que se move rapidamente até o animal, parando-o. Segura minha mão e eu desço, caindo com os joelhos flexionados no chão. Um suor escorre em minha costeleta. No solo, retiro todos os equipamentos, entregando na mão do instrutor.


- Obrigado, instrutor. Até mais.


Suspirando fundo, saio do local junto com Jack, direto para o refeitório. No caminho, converso com o semideus.


- Faz tempo que eu não venho para cá, ou nunca, não lembro agora. Mas foi um ótimo desempenho, não foi? - digo, cansado.


- Até que foi mesmo, eu vou começar a fazer, eu acho.


- Também, mas vai ser difícil acostumar com esse cheiro. Era... horrível.
- lembro do cheiro, fazendo uma cara de nojo.


- Verdade. Mas sabe o que cairia bem agora? Para esquecer esse cheiro!


- Não, o quê?


- Uma comida! Estou morrendo de fome!


- Não é o único!

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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Kaine Rembrandt em Qui 01 Jan 2015, 16:20

Trovel Gharcia: Em seu texto teve muita coisa, mas a única que não notei realmente foi o treino de hipismo. Você simplesmente citou que seu personagem subiu no cavalo, conversou um pouco com ele e quinze minutos depois desceu dele. Não houve dificuldades, não houve aprendizados, o que fez com que você perdesse muitos pontos. Tente descrever as coisas a sua volta, um belo exemplo disso é o cavalo, que você apenas disse a raça mas nenhuma particularidade - como cor, porte físico e afins. Só queria ressaltar também o  et cétera, que me causou certa estranheza quando li, já que além de não estar correto - o certo seria etcetera -, a forma mais usada é a contraída, "etc."

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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Ana M. Thernadier em Dom 04 Jan 2015, 18:33

Não muito tempo depois de um treino na arena com resultado controverso, Mary sentiu que poderia fazer mais. Tomou coragem e decidiu explorar mais do que aquele lugar tinha a oferecer, já que era de graça. Decidiu aproximar-se de um local periférico que lhe parecia interessante e então rumou até lá, com as mãos nos bolsos e a cabeça nas nuvens.   


A primeira cavalgada ninguém esquece...



Sem malícia.

Lugar: Jockey Club do camping;


Clima: Pós-neve, frio;


Período: Tarde.


Q
uando vira aquelas pistas de terra molhadas cercadas ao longe, não conseguia imaginar outro propósito para elas se não para jogar baseball durante o verão, quando não havia neve. Mas esse conceito mudou com um assombro quando aquelas criaturas pousaram do céu em uma linha reta perfeita, com pessoas sobre seus lombos e metais cobrindo partes estratégicas de seus corpos. E lama. Muita lama. A primeira impressão que passou por sua cabeça foi:
- caralhosaladosqueissoqueelesfizeramcomosbichinhos? - Colocou as mãos na própria boca, ao mesmo tempo com espanto e admiração. Os cavalos tunados lutavam contra o solo e tentavam manter a formação, mas tudo o que conseguiam fazer era piorar a situação da lama ao redor. Mary decidiu não se aproximar demais.
Então o caos começou (clica). Um dos animais desesperou-se e deu uma coice na coxa do outro, que deu uma cabeçada num terceiro, que empinou e deu uma patada num quarto, que virou tão rápido que derrubou (sabe-se lá como) o montador do quinto e menor de todos. A garota retorceu a cara ao ver que o pobre garoto caíra de ombro no chão e todo o peso de seu corpo consequentemente fora direcionado para aquele local. A cena só não foi mais dolorosa quanto seu grito.
- Eia! - O cavaleiro que aparentava ser o líder e único não envolvido na confusão do bando assobiou tão alto que todos (pessoas, cavalos e Mary) pararam o que estavam fazendo e olharam para ele. - Emma e Troy, levem Mike para a enfermaria. Não foi nada demais, pessoal, podemos continuar o treino. - Então olhou para o lado e viu uma garota nem tão longe nem tão perto. - Você! Hoje é seu dia de sorte!
Ao ouvir o chamado, instintivamente olhou para os lados achando que era para outra pessoa. Mas não havia ninguém por perto. Sorrindo amarelo, deu um passo para frente e acenou para o instrutor.
- Ah, eu... Eu só tava olhando, na-não se preocupe comigo! - Sacudiu a mão, como que dissesse ''podem ir sem mim''. Dali de onde estava, o exercício não parecia muito difícil, mas Mary ainda não estava cem por cento segura de montar no equino. Principalmente no mesmo que acabara de derrubar um garoto que devia ser três vezes ela mesma.
- Eu te conheço? - Ele estreitou os olhos, apeando do cavalo e chegando perto da garota. De novo não, sentiu aquele desconforto nascer na boca do estômago.
- Pensando bem, eu adoro esses... Animaizinhos voadores! - Desvencilhou-se do instrutor e caminhou direto ao alado disponível. Montou de um jeito não muito confortável, que causou um fisgão imediato na coxa direita. Por sorte, ele não fez nada mais do que resfolegar.
- Você sabe mesmo cavalgar num pégaso? - A garota ao lado indagou, dando ênfase na última palavra. Eita.
- Totalmente! - Riu, como se fosse a coisa mais fácil do mundo. - É claro que eu sei cavalgar num pégaso.




Lição aprendida: Nunca minta sobre algo que você não sabe. Mary anotou mentalmente enquanto gritava e se agarrava com toda a força na única coisa ao alcance: a patilha da sela. O outrora inocente animalzinho começou a cavalgar quando viu os companheiros fazerem o mesmo, e logo envergou as asas para despontar em uma trajetória diagonal ascendente e rápida. Lágrimas começaram a sair de seus olhos com a força do vento que batia em seu rosto, e não conseguia evitar deixar a boca fechada, entrando assim uma quantidade absurda de ar em sua boca. Seus pés estavam quase se soltando dos estribos, e conforme a velocidade aumentava, ia deslizando para a parte de trás do assento. Se aquilo continuasse daquela forma, iria cair!
- Segure as rédeas! - Recomendou uma voz vinda de lugar nenhum. Como não estava em posição de descordar, a garota obedeceu a ordem e com uma mão puxou aquele cabo de couro que vinha de uma armação ligada ao focinho do pégaso.
Foi o seu acerto e o seu erro ao mesmo tempo. Com o puxão, ele guinou a cabeça para o lado esquerdo e reduziu a velocidade. Mas, por ter utilizado apenas uma das mãos e ainda assim ter puxado com mais força do que o necessário ele agora ficava para trás dos outros animais e começava uma trajetória em espiral a alta velocidade na direção do chão.
- COMO SE PARA ISSO? - Gritou, desesperada. O mundo girava como um caleidoscópio e o vento não ajudava muito a situação. Tentou bater, beliscar, puxar ou esmurrar qualquer parte do cavalo para ajudar, mas não era muito efetivo. Ótimo, pensou, vai ser muito lindo essa mancha no chão.
Então, ocorreu-lhe de fazer novamente o que alguém lhe instruíra. Dessa vez tentando usar as duas mãos e moderar na força, agarrou as rédeas com ambas as mãos e puxou para o lado contrário da cabeça do equino, que reagiu ao comando abrindo as asas e estabilizando o voo. Entendendo que aquilo era uma freada de emergência, o animal reduziu a velocidade e começou a se dirigir ao chão suavemente.
- O quê? - Mary começou a sacudir os estribos. - Não, eu gostei assim!
Mas, sendo um pégaso muito bem treinado, ignorou os estímulos a continuar e conduziu sua montaria até a pista de lama e neve, onde os outros já estavam esperando. O instrutor à frente de todos, com um sorriso zombeteiro estampado no rosto.

''Parece que você é mesmo uma ginete.''

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Sem itens relevantes;
Nada relevante pra colocar aqui.

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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Ayla Lennox em Seg 05 Jan 2015, 22:17


Avaliação
Hipismo.
*

Mary Jane Holland: Vamos lá.
Olha, sua escrita é boa. Não consegui encontrar erros de escrita ou pontuação gritantes.
Achei interessante você colocar gifs e imagens no post. Devo admitir que isso até me divertiu um pouco enquanto lia.
A única coisa que quero recomendar é que você dê espaços entre falas e parágrafos e no caso de "caralhosaladosqueissoqueelesfizeramcomosbichinhos?" seria interessante que a frase estivesse em itálico.
Acho que você se perdeu um pouco na introdução com a confusão dos cavalos e tudo, mas isso é normal.
A segunda parte da postagem se desenrolou bem, assim sendo, eu gostaria que você tivesse descrito um pouco mais ela.
Fora isso, tudo ok. Parabéns :D

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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Trovel Gharcia em Ter 06 Jan 2015, 10:51


o bode em um cavalo?

Treino de Hipismo - Passatempo.

Que tédio, não tem nada para fazer. Continuo trotando pelo acampamento, sem achar nada de útil, olhando para o chão. Até que uma hora, encontro um panfleto no chão sobre o próprio acampamento, e uma lista de quatro atividades extra: canoagem, hipismo, arena, parede de escalada. Nesses últimos dias, fui na arena e dei um pulo na parede de escalada, como odeio canoagem, só me resta hipismo.

 Então, toma um princípio: parte em direção ao estábulo, demorando uns vinte minutos para chegar lá. De cara, encontro um instrutor.

- Está livre, instrutor?

- Opa, estou sim. Qual pista? - fala o instrutor, sorridente.

- Não sou o que chamam de profissional. É pista inicial o nome, não é?

- Isso. Já vou preparar para você! - o instrutor levanta e parte direto para um armário de madeira, que combina com o local.

-  Obrigado.

O instrutor retira, do  armário, os equipamentos necessários: capacete, joelheira, caneleira, etc, me entregando. Demoro aproximadamente cinco minutos para colocar tudo, andando como um penguim por não estar acostumado com todas aquelas tralhas. Ele abre a corrente da porta e empurra para abrir o portão, que faz um rangido. Olha para um cavalo ali perto e, sem pensar duas vezes, sorri.

- Esse é perfeito! - fala o instrutor, andando na direção do cavalo.

A raça é inconfundível, diferente das outras. O cavalo árabe branco possui um porte físico invejável, proporcional a um filho de Hefesto, talvez. Suas crinas beges combinando com a cor do próprio cavalo é magnífico. O instrutor dá meia-volta de repente e corre em direção ao armário, novamente. Abre e pega uma sela de cor caramelada. Volta correndo e amarra no animal em poucos minutos, verificando se está firme em seguida. Piso na ponta da sela e jogo meu peso para cima do animal, ficando na parte superior do cavalo, mesmo que desajeitadamente.

Me arrumo no cavalo, fazendo uma breve reverência ao instrutor para ele dar início à cavalgada. Olhando para baixo, pareço estar em um prédio em movimento, pela altura. Talvez ajudasse o fato do cavalo ter um metro e quarenta e sete centímetros de altura. Na realidade, eu nunca fui bom em cavalgar, mas é divertido como um passatempo. O caminho do cavalo na pista oval não parece muito aleatório, tudo indica que ele é bem treinado realmente. Depois de duas voltas na pista, aceno para o instrutor, aproveitando que estou perto do rapaz. O animal aos poucos para de andar. No momento que para, faço o movimento oposto de quando subi no cavalo, mas desta vez descendo. Espero o instrutor retirar a sela do cavalo e acompanho ele até o armário, retirando os equipamentos no caminho.

- Obrigado, instrutor... Qual seu nome? - digo, entregando pouco a pouco dos equipamentos ao rapaz.

- Instrutor Jack. Estou sempre por aqui.

- Sou Trovel, prazer. Bem, vou indo agora, tenho algumas coisas para fazer.

- Até, Trovel!


Me retiro do local, acenando para o instrutor no caminho.



OBSERVAÇÕES

OBS: Nada.







Spoiler:

Arsenal

Nada.

Poderes

Nada.


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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Kaine Rembrandt em Ter 06 Jan 2015, 12:39

Trovel Gharcia: Esse texto foi bem melhor que o outro, mas ainda senti falta da descrição da atividade. Você deve narrar enquanto está cavalgando e não apenas dizer que deu duas voltas na pista, entende? Gostaria de falar, também, sobre um pequeno erro seu: "O instrutor retira, do  armário, os equipamentos necessários: capacete, joelheira, caneleira, etc, me entregando"; por etc. ser uma forma contraída, é necessário que ele venha seguido de um ponto, sendo o correto "capacete, joelheira, caneleira, etc., me entregando". No mais, gostei de sua evolução no que diz respeito a descrição, principalmente na do cavalo, e espero que continue assim.


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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por David T. Crewe em Qua 07 Jan 2015, 10:12

— Atividade de Hipismo —
Estábulo  
Clima - Agradável

 Fazia algumas semanas que eu frequentava o Acampamento Meio-Sangue, lar de fantásticas criaturas mitológicas como centauros, sátiros, dríades e as proles dos poderosos olimpianos, os fabulosos semideuses, que treinavam arduamente para batalhar contra monstros e perigos que pairavam por fora do camping e até mesmo dentro dele. Eu não era muito esforçado, nunca fui em toda minha vida, entretanto algum tempo naquele local já me fazia ser bem diferente do que era quando cheguei lá e até que começava a tomar gosto e fazer empenho nas atividades do lugar, tal como o Tiro com Arco.
Meu centauro protetor que havia me criado desde a perda dos meus pais adotivos, o senhor Jackson, sabia das minhas dificuldades nos exercícios e via o ânimo que eu jamais havia mostrado em toda minha existência, por isso me recompensou com algumas garrafas de cerveja e uns cigarros, devo admitir que não eram nem de longe da boa qualidade, ainda assim viravam um alívio para quem estava há tanto tempo sem usufruir daqueles produtos.  Entretanto a condição imposta para o ganho daqueles presentes, não me agradou tanto quanto os mesmos, eu teria de comparecer também as aulas de Hipismo.

- Bom dia alunos, sei que são principiantes neste tipo de atividade, mas acredito que ainda hoje já deverão está regulares na prática da Equitação. Disse um dos instrutores presentes no estábulo. Junto a mim estavam mais quatro alunos iniciantes naquela tarefa.

O professor falava muita coisa antes da aula, principalmente sobre a história do uso dos cavalos na nossa mitologia e nos combates, porém minha atenção se voltava principalmente para as filhas de Afrodite que mais ao longe treinavam avançadamente com os equinos.

- Como se montar um pangaré desses fosse muito útil. Murmurei baixo para outro aluno, que se contorceu em uma leve risada.

- Enfim, acredito que falei demais, já é hora de começar a aula. Proferiu se aproximando de um alazão ali presente. - A primeira coisa a se fazer é obviamente montar no animal, iniciaremos com cavalos equipados, isso facilitará as coisas no princípio, com o decorrer do tempo também irão subir em cavalos desnudos. Aos destros subam pelo esquerdo, aos canhotos façam o inverso, sendo assim coloquem os seus pés ruins sobre o estribo e com a mínima força possível ergam ao corpo e passem o seus pé hábeis por cima das costas da montaria de uma vez só, sempre segurando em algo firme como a crina ou as rédeas. Explicou o instrutor, realizando esses passos lentamente e montando no bicho. - Não tem muitos segredos sobre equitação, mas é bom sempre conferir se a sela está bem presa ao equídeo, tal como se o animal está calmo e pronto para sua subida, no entanto vocês não precisarão fazer isso hoje, já que nós conferimos os equipamentos e tais puros-sangues são extremamente dóceis e adestrados. Agora façam o que eu falei. Ordenou o professor.
Não tive muitas dificuldades para subir no quadrúpede, mas o mesmo assim que eu subi começou a andar, logo veio o professor e puxando minhas rédeas o parou e ordenou que eu deixasse estas na posição que ele as deixara. Após algum tempo, todos estávamos montados e parados, alguns assim como eu também graças ao nosso tutor.

- Para começar a cavalgar os mortais comuns nas primeiras aulas utilizam de alguém para guiar os cavalos, enquanto os alunos apenas acostumam-se acima deles, evitando quedas e acidentes em que os brutos disparam, porém esses em especifico estão adestrados a não galoparem a não ser em condições instintivas e considerando que são semideuses, algumas quedas não devem ser tão difíceis. Retrucou com um leve sorriso de lado do rosto. - Levantem um pouco suas rédeas e acostumem-se com o trote, para pararem apenas puxem com força as cordas para trás forçando as cabeças deles a se contorcerem. Finalizou, virando-se de costas a nós e partindo em extrema velocidade para o outro lado do estábulo, saltando por vários obstáculos até chegar ao objetivo, uma clara prova de exibicionismo.

- Amostre-se menos. Disse, enquanto comecei a andar com meu pangaré na menor velocidade possível.

A aula decorria bem, alguns dos meus colegas atrapalhavam-se e às vezes ficavam perto de cair, no mais tudo estava devidamente tedioso, embora que com o passar do tempo o trote começava a se tornar um pouco menos devagar e até gostoso. Quem diria que andar a cavalo seria interessante? Considerando que nos treinos de Tiro com Arco, Elisa passava mais tempo gritando comigo do que me auxiliando, aquela atividade até que estava relaxante.

- As histórias contam que Apolo foi guardião de cavalos e gado, mesmo que não seja oficial, sua prole também não deve ter muita dificuldade de montaria, visto também que ele deve ser bom em todos os desportos olímpicos, tal como o Hipismo. Disse um dos meus companheiros de classe. Eu não me lembrava de ter lido aquilo, poderia ser um erro dele, mas a verdade é que não foi difícil conduzir o puro-sangue, considerando que meus camaradas encontraram menos facilidade que eu.

Passado o tempo da aula, eu já poderia me considerar um bom aprendiz, habilidade natural ou de Apolo? Não queria saber, apenas tinha em mente que eu poderia vir a ser bom naquela tarefa também.



Thanks Tess
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Oliver H. Greyback em Qua 07 Jan 2015, 13:18

Avaliação - David T. Crewe

Você escreveu bem, David. Fez tudo direitinho, e só vou pedir pra se atentar a duas coisas: primeiro que a parte da ação em si (narrando que está controlando o cavalo e tal) poderia ter sido maior, mesmo levando em conta que é um novato. Outra coisa foi que em alguns trechos ficou muito corrido, atente-se para a colocação de pontos e vírgulas, o tamanho das frases etc. Além de um ou outro errinho de digitação, isso é tudo. Parabéns.

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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por 124-ExStaff em Qua 07 Jan 2015, 15:06

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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Erick Opal em Sab 07 Mar 2015, 21:57



Herdeiro do Sono
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Estremeci enquanto caminhava pela trilha adjacente ao Refeitório, observando o anoitecer no horizonte de Long Island. Enfim poderia fazer algo sem se quer alguma perturbação da enxurrada de meio-sangues que residiam no camping! Deng, o sátiro que me trouxe até a Colina, me disse para ser mais receptivo e conseguir novas amizades. Todavia, eu ainda preferia a solidão e a calmaria de um treinamento a sós. E eu havia escolhido aquele momento para isso: alguns minutos treinando na pista mais simples de hipismo.

Bocejei, terminando o circuito até alcançar a baía de um dos cavalos disponíveis. Aproximei-me daquela figura equina a qual venho observando desde que começaram as minhas primeiras tarefas como semideus. Era uma criatura esguia, de pelagem acinzentada assim como os meus olhos. E o melhor: aparentemente de hábitos preferencialmente noturnos, assim como os meus. O cavalo focou o meu rosto assim que me avistou, emitindo seus ruídos característicos enquanto esfregava uma das patas dianteiras no chão forrado de serragem. Encarei-o reciprocamente, chamando a sua atenção com duas cenouras que apanhei de cima do monte de feno próximo. Como se estivesse desvendando o seu intrínseco apenas pelo olhar, dali em diante eu soube que deveria chamá-lo de "Arachne" e que seria o meu parceiro para os treinamentos de todo o sempre.

Como um bom samaritano agiria, o presenteei com as verduras e, enquanto ele se deliciava com as cenouras, tratei de prepará-lo para a cavalgada. Da melhor forma possível, mesmo que um pouco atrapalhado por falta de prática, selei o seu lombo assim como havia aprendido com o instrutor, horas atrás. Trajei o equipamento de cavaleiro e suspirei, um pouco sonolento, como de costume. Hábitos de Hipnos... "Feito. Acho que já posso tentar". Recitei em voz alta, certificado de que havia executado todos os procedimentos primários. Encaminhei-me para fora da baía, com pressa, conduzindo Arachne ao puxá-lo por aquele pedaço de corda que servia como guia; ao mesmo tempo em que imitava aquele som instigante pela boca, afim de prender a atenção do corcel.

Assim que cheguei na pista - a mais simples de todas, pois embora aventureiro, não era maluco de testar saltos e firulas desde já - posicionei Arachne em uma das extremidades ovais do circuito monótono e calcei o "pedal" lateral da sela, subindo em seu dorso. Encontrei um pouco de relutância por parte do ginete, contudo segurei firmemente e completei a manobra, preocupado em plagiar todas as etapas informadas pelo instrutor da atividade. Empurrei o corpo para trás e me ajeitei o melhor que pude em cima do lombo do cavalo, agarrando a guia afim de começar a trotear por aí.

No que tange a respeito dos primeiros minutos de treinamento em cima de Arachne, de quatro passos que o cavalo dava, em dois o meu corpo ameaçava pender para um dos lados da direção, mesmo mantendo a velocidade de uma lesma enquanto cavalgava. Definitivamente teria de melhorar cem por cento para continuar com aquilo, mas, teimoso do jeito que eu sou, não desisti tão fácil. Toda vez que quase caí, suspirei uma ou duas vezes e segurei firme, curvando o corpo para o lado contrário e retomando o equilíbrio. "Eia, Arachne. Firme, vamos!". Incentivei eu e a criatura, enquanto o tempo passava e eu tentava vencer as dificuldades proporcionadas pelo trote colossal. Logo, ao poucos executamos a primeira curva da pista oval, desviando de alguns estrumentos esquecidos e outros buracos sórdidos do caminho. Para isso, fui categórico: guia para a direta, leve esforço do pé esquerdo na sela. Um trote suave e nova repetição dos movimentos, mas agora alternando a direita e a esquerda, enquanto circundava os limites da pista.

E assim foi: os minutos de silêncio se esvaíam e perpetuavam-se, enquanto eu continuava na obtenção de confiança com Arachne ao cavalgar paulatinamente com o mesmo. Cinco, dez, quinze minutos. Até que decidi fazer uma parada, sentindo os meus braços formigarem de tanta força que tive de exercer na guia para aquela atividade. E claro, um descanso merecido pela receptividade e compreensão de Arachne. Guiei-o até a calha de água, ao noroeste da segunda curva da pista, para embebedá-lo com aquele líquido sacrossanto. Enquanto o equino bebia, não desci de seu lombo, aproveitando a altura em relação ao chão para obter uma visão privilegiada do luar, além dos limites da pista de hipismo. Quando me dei por satisfeito com a nossa parada e notei a concordância (mesmo que supostamente, através de um relincho) de Arachne, retomei às atividades anteriores, repetindo o circuito simplório de cavalgada por mais três vezes.

"Iááá!". Na terceira e última volta, novamente próximo sobre o buraco avistado na primeira passagem, enfim arrisquei um pequeno salto ao puxar a guia de Arachne com mais força. Besteira. No mesmo momento que o cavalo partiu a executar o movimento selecionado, espatifei-me na serragem estarrecida do chão da pista. Soltei um urro dolorido com o baque ensurdecedor que meu corpo propiciou, balançando a cabeça por conta da tontura que engoliu o meu ser. "Droga. Por deus, Arachne!". Permaneci aonde caí por alguns segundos, até que o primeiro espasmo de dor se fosse por completo e então, em um acesso mínimo de raiva, bati a mão no chão e ergui uma nuvem de poeira ao meu redor. Não tentaria aquilo tão cedo.

Levantei-me com custas, por conta das pequena porém incomodativas escoriações que havia angariado com a queda. Dali em diante, apenas calado para não cometer esforços desnecessários, me retesei apenas em devolver o cavalo para a baía número doze - sua "moradia" no estábulo ao lado - e livrá-lo da sela, arrancando-a e a colocando em seu devido compartimento. "Até mais, pangaré". Dei uma última olhada no equino antes de ir, rabugento; e então me dirigi em direção ao mesmo caminho por onde vira antes de treinar, banhado em luzes das tochas em brasa, quase que apagadas, dado o avançado da hora.

Era hora de ir direto para o chalé, descansar e esquecer o tombo vexatório. Ou melhor, de um jeito ou de outro, a dor da queda ajudaria a esquecê-la e tentar novamente no dia seguinte.

Thanks Panda
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Oliver H. Greyback em Sab 07 Mar 2015, 23:39

Avaliação - Rodie Weashnoff

Sua escrita é ótima, filho de Hefesto! O texto ficou impecável, descrições bem feitas, uma história boa além da leitura fluir muito bem. O único erro que encontrei foi uma palavra que você usou: estrumento. Nunca tinha ouvido falar dela, pesquisei no google e no dicionário e não encontrei nada relacionado. Mas não achei suficiente para lhe tirar pontos, parabéns.

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Objetividade e adequação à proposta: 15/15 XP

Ortografia e organização: 10/10 XP

Total: 100 XP
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por 102-ExStaff em Seg 09 Mar 2015, 10:06

~Att

* Ele é filho de Hipnos, Oliver. q
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Richard Alexander Saint em Sab 16 Maio 2015, 00:10


Minha primeira vez

 Um dia ensolarado, um calor batendo no corpo, um dia para uma aventura! Como sou novo no acampamento, desejo começar a aprender novas habilidades, conhecer gente nova, me divertir um pouco, pois mal comecei e já senti na pele a seriedade dos treinos. Me aproximo dos estábulos, almejando uma primeira instrução sobre hipismo e encontro uma mulher muito carinhosa e sorridente, que está cuidando dos cavalos.

- Com licença! - digo eu.

- Olá! Pode entrar! - responde ela.

- Olá! Eu me chamo Richard e gostaria de ter uma aula de hipismo.

- Mas claro, seja bem-vindo! Eu me chamo Louise, sou uma filha de Afrodite e instrutora de hipismo.

- Eu me chamo Richard, por razões pessoais sou indefinido.

- Tipo difícil, não é?

- Sabe como é, é  meu jeito.

- Você é novato em hipismo?

- Sim, essa é a minha primeira vez! - digo eu, entusiasmado.

- Então entre, primeiro vamos escolher um parceiro de treino.

- Parceiro?

- Um cavalo, obviamente!

- Ah! Entendi!

- Seu bobo! Venha, olhe os que temos.

- Gostei desse! - digo eu, apontando para um cavalo com um olhar que me exprime emoção.

- Esse se chama Len!

 Ao me aproximar do Len, ele vira o rosto e me mostra desconforto. Isso é natural, uma vez que sou um estranho para ele.

- Desculpa, mas como posso montar em um cavalo que não confia em mim?

- Dê um maçã para ele, e faça carinho. Isso vai gerar um laço de confiança entre vocês.

 Assim eu o faço, e Len corresponde! Enquanto ele come a maçã, satisfeito, eu acaricio sua cabeça, dirigindo-lhe palavras gentis. Louise me ajuda a prepará-lo para a montaria, e nos dirigimos à pista. Escolhemos, naturalmente, a pista mais simples, sem quaisquer obstáculos, pois sou novato e não tenho nenhuma experiência em montaria. Já na pista, eu monto no cavalo, com dificuldades para me equilibrar.

- Calma, segure firme, e não demonstre medo. O cavalo irá sentir seu medo e não te obedecerá. Você deve manter a calma, respirar fundo, e dar um leve toque, ele entenderá que é para ir em frente.

- Certo, farei como a senhora ordenar!

 Seguindo a dica de Louise, eu consigo fazer o cavalo se mover, lentamente. Ela me acompanha, enquanto eu conduzo Len pelo caminho. Como não há obstáculos, basta seguir em frente. É entediante, e o sol está me deixando com sede. Tento manter o foco, e prosseguimos lentamente pela pista. Sentir o cavalo mover o corpo, enquanto anda é algo incrível, realmente, e me deixa com medo de perder o equilíbrio, e com vontade, ao contrário do que se espera, de  aumentar a velocidade. A vontade é muita, mas o receio me retém. Calma, e prudência, são as chaves para o sucesso.

Enquanto estou conduzindo, minha instrutora fala de sua vida no acampamento, o quanto ela cresceu, tanto física, quanto espiritualmente, como o ar livre faz bem, quantos amigos fez. Acho fascinante esse lugar. Eu sigo conduzindo o Len, devagar, quando algo acerta a minha cabeça, e perco a consciência. Acordo, e olho ao redor, percebendo que estou deitado em um feno, e sinto um cheiro desagradável a cocô de cavalo!

- Você está bem? - Pergunta Louise.

- Onde estou? O que aconteceu?

- Você estava conduzindo o cavalo, quando uma pedra te acertou na cabeça. Alguns campistas estavam jogando um jogo de lançar pedras e desviar, e uma delas te acertou. Eles foram devidamente punidos, por fazerem brincadeiras indevidas no local de treino. Você sangrou um pouco, então te trouxe de volta.

- Isso explica a dor de cabeça que estou sentindo. Essa faixa, foi você quem fez?

- Sim, fui eu.

- E como eu estava indo?

- Muito bem, para um novato. Sua montaria precisa melhorar, você tem problemas para se equilibrar, e problemas de confiança. Lembre-se, é importante confiar em si mesmo e no seu parceiro!

- Está bem. Muito obrigado pelos seus cuidados, e pela instrução.

- De nada! Te levaria na enfermaria, mas o dano não foi tamanho. Mesmo assim, tome cuidado na volta para o seu chalé!

- Está bem!

 Sem dúvidas um dia doido! Ao menos, me contento em saber que estava indo bem. Agora, preciso comer alguma coisa, a fome é tamanha que mal aguento ficar de pé.


Richard Alexander Saint
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Re: Atividade extra: Hipismo

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