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Atividade extra: Hipismo

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Atividade extra: Hipismo

Mensagem por ♦ Eos em Sex 14 Fev 2014, 23:21

Relembrando a primeira mensagem :





- - - - - - - - - - - - - - - - - Hipismo


Spoiler:

O local é amplo, com várias pistas divididas de acordo com a atividade. Todas possuem um cercado branco, relativamente alto, para evitar a fuga dos cavalos, apesar que a maioria dos animais possuem um bom temperamento.

Pistas iniciais:
Feitas para quem está iniciando, são apenas um grande espaço oval, mais voltado para o ensino das ações básicas, como colocar e verificar os equipamentos, montar e a cavalgada, do passo leve ao trote.

Pistas de salto: Este percursos possui obstáculos de alturas variadas, para o treino de salto. A altura dos obstáculos e sua frequência variam com o nível de experiência, e é ajustável - apenas a base é fixa, mas os níveis de  altura das cancelas podem ser regulados.

Pistas de tambor: O espaço é semelhante ao das pistas iniciais, mas com tambores diversos posicionados. O objetivo é fazer o percurso e suas curvas no menor período de tempo. Também pode ser usado apenas para treinar curvas, nesse caso adotando um ritmo de cavalgada mais leve.

Pistas mistas: Misturam obstáculos de salto e tambores, mas são indicados apenas para cavaleiros mais experientes.

As pistas comuns podem ser usados por pégasos, no caso dos treinos iniciais. Contudo, também há um espaço exclusivo a eles, mas com atividades adaptadas - no caso, estruturas de sustentação para tambores e postes finos, com bandeirolas, que devem ser apanhadas pelo cavaleiro, em treinos de equilíbrio e manobras, ou estruturas com objetos móveis, para treinos onde a velocidade da reação e estabilidade afetem as ações, e uma área de uso exclusivo para treino de pouso.

Os instrutores estão sempre presentes: Louise, uma filha de Afrodite, e John, filho de Íris, além de outros instrutores voluntários, mas que auxiliam no básico.

- - - - - - - - - - - Observações


A descrição aqui visa dar uma base interpretativa na hora de descrever a realização do trabalho;

NPCs podem ser utilizados livremente e outros semideuses além do instrutor também podem frequentar livremente o local - apenas seja coerente;

A postagem no hipismo rende apenas xp, seguindo o sistema de avaliação da arena. Pode-se postar uma vez por atualização.

Flood não é permitido. Só serão consideradas postagens com mais de 5 linhas em fonte arial ou times tamanho 12 com margem normal, no Word. Templates e tables são aceitos, mas o tamanho da postagem será verificado para ver se o conteúdo se adequa ao disposto.


Créditos aos idealizadores do local e antigos deuses do PJBR. Novas descrições criadas por mim.





SHINJI @ OPS!
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Ayla Lennox em Sab 16 Maio 2015, 00:37

Richard Alexander Saint: Bom, serei bem direta.

Sua narração é boa - apesar de eu não estar acostumada con este tempo verbal -. Erros de ortografia, concordância e acentuação são inexistentes, o que é algo para se elogiar.

Foi um texto simples, mas que fluiu muito bem; de forma que não foi difícil ou pesaroso lê-lo.

A única coisa que gostaria de apontar uma observação foi o final. Não há nenhum erro propriamente dito, mas a reviravolta por conta da pedra acabou se tornando algo um pouco... Confuso.

Fora isso, foi um excelente treino. Parabéns! :D

Coerência: 48/50 XP
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25XP
Objetividade e adequação à proposta: 15/15 XP
Ortografia e organização: 10/10 XP

Total: 98 XP
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por 117-ExStaff em Qua 27 Maio 2015, 19:10

Atualizado.
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Madeleine S. Baratheon em Seg 20 Jul 2015, 19:22



horses & unicorns

"Cavalos são muito melhores que monstros". Pelo ao menos, fora isso que Madeleine pensou.

Mas talvez estivesse errada.

A garota caiu novamente do cavalo, desabando sobre o chão duro. — Ok, eu desisto! Pensei que filhos de Íris se saíam melhores com pégasos e cavalos! Se é verdade, eu devo ser uma exceção. — falou, lançando um olhar de raiva ao animal. O instrutor, John, riu, fazendo um carinho no cavalo. — Você precisa se mais cuidadosa. Deixa eu te ensinar uma dica: antes de montar nele, segure no arreio aqui e encoste a outra no nariz dele. Esse é um procedimento padrão a ser usado com animais que foram montados poucas vezes pela pessoa ou que estão sendo montados por ela pela primeira vez, de forma que o equino se acostume com o cheiro daquele que vai montá-lo. Talvez ele se sinta mais seguro. Venha, tente. — explicou, pegando na mão da meia-irmã e trazendo-a para perto do cavalo que continuava parado, como esperando para derrubá-la novamente. Maddie fez exatamente como John sugeriu: segurou no arreio com uma mão e aproximou a outra das narinas molhadas do animal, que cheirou. Ainda que fisicamente, ele não tivesse relaxado ou algo do tipo, a filha de Íris quase que sentiu a segurança que o animal agora possuía com ela. Fez um carinho em seu focinho e afastou-se, aguardando as ordens do veterano. — Ótimo, agora que ele já meio que identificou você, ele não irá evadir se você tentar montá-lo. Eu acho. — falou, a última frase soando mais baixo, mas Maddie ainda escutou, lançando um olhar de breve irritação pela expressão zombeteira do meio-irmã. — Desculpe. Vamos, é o seguinte: antes de tudo, é um consenso geral montar o cavalo pela esquerda, ainda que não seja algo obrigatório. Como você é uma iniciante, é super recomendável que vá pela esquerda, ok? Com o arreio e a corda na mão, você sobe primeiro no estribo esquerdo com a perna esquerda apoiando-se na alça da sela ou na crina do animal e joga sua outra perna por cima do lombo do cavalo até finalmente terminar sentado. Fácil, não é? — inquiriu, mas a óbvia expressão confusa de Maddie sugeria que ela não havia entendido absolutamente nada.

A fim de demonstrar na prática, John chamou um outro cavalo dos estábulos para montar. O cavalo branco de crinas louras aproximou-se com uma certa rapidez, parando perto do instrutor, que pegou a sela e começou a prendê-la no animal. Ainda que John não tivesse ensinado isto para Madeleine, ela observou atentamente aos movimentos hábeis do instrutor que em poucos minutos, já tinha o animal selado. Conferindo se a sela estava correta, sem estar muito apertada e nem muito larga, John posicionou dois dedos embaixo da fivela que prende a sela e verificou se havia espaço suficiente. Como já se era de saber, estava colocada corretamente. — Ok, agora eu vou montar. Vou tentar fazer algo bem lento, ditando a explicação que eu dei antes, tudo bem? — perguntou retoricamente, preparando-se para montar no animal. Assim como havia dito que faria, o instrutor realizou cada movimento com a maior lentidão possível, falando cada movimento enquanto os realizava. Madeleine observou tudo atentamente, mas parecia extremamente complicado. Após montar, o instrutor desceu novamente do cavalo, mas não explicou muito bem como fazer esta parte; provavelmente, seria explicado depois. Estava óbvia a ansiedade de Madeleine para a aprendizagem rápida e fácil, mas ela sabia que montar e desmontar de um cavalo era somente o básico, já que ela ainda teria de aprender a andar e correr com o cavalo, desviar dos obstáculos... Só de pensar a garota se sentia desanimada, com vontade de abandonar tudo e retornar outro dia. Talvez a palavra fácil não existe no mundo mitológico, ela pensou. E a cada minuto que se passava, Madeleine tinha mais certeza sobre isso.

— Agora é minha vez? — perguntou, tentando disfarçar a ansiedade. O instrutor assentiu, pedindo para o próprio cavalo dar espaço, afastando-se também. Madeleine olhou para o animal, apreensiva se ele não derrubaria-a novamente. Coopere, por favor, pediu nos próprios pensamentos. A moça segurou a corda e o arreio firmemente, subindo no estribo esquerdo com a perna esquerda apoiando-se na crina do cavalo, mas na hora de jogar a perna sobre o lombo do animal, fosse devido a falta de força – ou o excesso dela -, Maddie ao invés de cair sentado, ficou com a barriga sobre o lombo do cavalo, a cabeça pendendo para um lado e as pernas para o outro. Desesperada, ela começou a gritar, mas após alguns minutos de escandâ-lo, a situação se tornou hilária, fazendo o instrutor e a própria filha de Íris rir. O instrutor ajudou-a a sair do animal, trazendo-a para o chão novamente. — Ok, isso foi engraçado. Acho que você percebeu que fez muita força, correto? Precisa ser algo "mais ou menos". Se for menos, você não sobe e cai. Se for de mais, bem, nós já vimos o que acontece. Tente novamente, tudo bem? — falou, enquanto ajudava-a a se recuperar da recente situação, afastando-se logo após para averiguar as tentativas da semideusa.

Madeleine tentou de novo, mas dessa vez, a força colocada no impulso para se jogar sobre o animal fora de menos, impedindo-a de sentar-se e como alertada anteriormente, fazendo-a cair. Ela percebeu que o animal de nada fazia, mantendo somente a postura imponente e um olhar moribundo. Se ele era o mais calmo, a moça mal queria pensar nos mais aventureiros e radicais. Decidiu tentar novamente e dessa vez, lá estava Maddie, sobre o cavalo, que logo se animou, contagiado pela alegria da semideusa. — Ei, olhe aqui! Eu consegui! — exclamou, sorrindo. Mas diante da expressão pouco alegre de John, Maddie considerou que havia algo errado. Checou os pés posicionados corretamente, a própria postura, o comportamento do animal... ela só se sentia desconfortável. Tentou se mover, para se ajeitar, mas o cavalo vacilou, ameaçando-a derrubá-la. — Ainda bem que percebeu. — falou o instrutor, sem dizer mais nada. Aproximou-se do cavalo e segurou a mão de Madeleine, ajudando-a a descer. — Tente novamente. — pediu, observando-a içar-se sobre o cavalo pela quarta vez – isto é, sem contar nas tentativas apressadas anteriores. Madeleine tentou novamente e desta vez, finalmente, ela estava absolutamente confortável, segura e confiante sobre o cavalo. — Agora sim! Jogue seus ombros um pouco para frente e nunca, nunquinha, olhe para baixo. Sempre para frente. Assim, você fica sempre equilibrada e evita qualquer acidente. E é ótima essa confiança sua. Você provavelmente já ouviu que animais conseguem detectar medo, certo? Bem, os cavalos não são uma exceção. Talvez fosse por isso que ele te derrubava toda hora antes, hum? — disse, enquanto Madeleine concordava com tudo. — Olha, foi muito bom te ensinar. Você não é uma exceção dos filhos de Íris, pelo visto, era só questão de treinamento. Agora já está ficando tarde, logo haverá a janta. Acho melhor irmos indo. Mas, olha, vou querer você aqui semana que vem, ok?! — sorriu. Maddie assentiu, enquanto começava a retirar a sela do cavalo e preparar-se para abandonar o estábulo, pensando na semana que vem, quando já tinha seus planejamentos para retornar ao local.

Afinal, cavalos são muito melhores que monstros.


# 1.187 words <3
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Meredith H. Wermöhlen em Ter 21 Jul 2015, 06:49

— Madeleine —
E aí, moça, tudo bem? Então, vou começar falando bem. q Achei seu treino muito bom, mesmo. Tipo, a maioria das pessoas que vêm e postam nesse tipo de atividade e tal, até mesmo na arena, sempre deixar desviar esse pequeno detalhe da familiaridade com o que está fazendo. Gostei mesmo de ver a sua personagem sofrer (ok, forte demais) para aprender, caindo, machucando-se, assustando-se. Afinal, é esse o objetivo das atividades instrutivas do acampamento: ensinar! E o melhor: você conseguiu fazer isso em um post rápido e legal de ler.

Porém, como nem tudo é perfeito, agora eu vou falar mal. qq Assim, lendo geral, eu vi que esses pequenos erros que você deixou passar foram mais por falta de atenção à escrita do que ignorância mesmo, moça, até porque sua narração é ótima, e você sabe mesmo descrever tudo direitinho.

Notei como erro a sua repetição de palavras, sim. Tem muito "cavalo" pra pouco espaço, entende? Percebi que tentou contornar isso com os sinônimos apropriados, e em alguns pontos você até que conseguiu, mas deixou-se desviar em alguns pontos. E também ahei algumas "letras engolidas", provavelmente erro de digitação (eu sei que você digitou rápido e na pressa, porque sou campista também -qqq), tipo no trecho "você precisa se mais cuidadosa", onde o certo, creio eu, deveria ser " ser". E logo abaixo, quando explicou a importância do reconhecimento por parte do animal, ficou algo um pouco confuso. "Antes de montar nele, segure no arreio aqui e encoste a outra no nariz dele." Ok, entendi que era pra encostar a mão, mas só porque li o resto. Senão, teria ficado solto e sem sentido algum, entende? E, por fim, a concordância. Consegui achar alguns casos, no texto em geral, que você trocou o feminino por masculino, e o masculino pelo feminino. "O meia-irmã", " ela estava atento", e afins.

Minha dica pra você — e a mesma que foi pra todo mundo cujos erros são os mesmos — é a de que, ao finalizar seu texto, antes de postar, leia-o em voz alta quando estiver revisando. Qualquer erro de digitação, ortografia e fonema vai ficar visível e você vai poder ajeitar. É importante que você descarte esses errinjos bobos porque são eles que te impedem de pegar uma pontuação máxima, entende? E isso atrapalha a evolução de níveis da personagem. Imagina pegar 99xps e ficar faltando só 1 pró nível seguinte porque você errou tal coisa? Chato, né?

Afora isso, moça, seu texto ficou lindo, lindo. Parabéns, gatinha. <3

→ Coerência: 50/50 XP
→ Coesão, estrutura e fluidez: 23/25XP
→ Objetividade e adequação à proposta: 15/15 XP
→ Ortografia e organização: 7/10 XP

→ Total: 90 XP.


Atualizada!


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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Zachary Lynn em Qui 13 Ago 2015, 01:53

THE WORLD KEEPS TESTING ME
Eu andava estagnado nos últimos dias. Não havia ação em minha vida já há algum tempo e uma missão sequer era cogitada. Eu podia ser filho de um dos Três Grandes mas isso não queria dizer que eu era grande também, na verdade poucas pessoas sabiam meu nome no Acampamento Meio-Sangue. Às vezes isso era bom, toda a questão de passar despercebido e tudo mais, mas nem sempre. Em alguns momentos queria ter alguém pra conversar de verdade, não apenas essas conversas rasas que eu tinha com os outros campistas, sem qualquer intimidade.

Naquele dia, havia me decidido por visitar os estábulos. Era um dos meus lugares favoritos em todo o Acampamento, não pelos cavalos normais, mas pelos pégasos que me permitiam voar e assim me conectar de alguma forma ao meu pai. Estranhamente, os cavalos eram criação de Poseidon, mas eu sabia que devia ter um dedo (ou asas) do meu pai nos pégasos. Não precisei ainda muito para chegar aos estábulos.

Vestia uma camisa do acampamento e por cima uma flanela xadrez, calça jeans e tênis. Assim que cheguei no local, senti o cheiro de feno, estrume e ração para cavalos inundar o meu nariz. Não era um cheiro muito agradável, mas era extremamente calmante e me trazia uma sensação boa. Louise sorriu para mim ao me ver e acenou. Acenei de volta e sorri levemente. A filha de Afrodite era extremamente bela, e eu evitava encará-la por muito tempo. Sabia do poder dos filhos da deusa e não estava com nenhuma vontade de me apaixonar por Louise, muito menos por intermédio de algum poder mágico.

Enquanto andava, observava os animais em suas baias, até que parei na frente de um pégaso específico e alisei o seu rosto. – Ei, garota. Trouxe uma coisa especial pra você hoje. – Tirei do bolso uma barra de chocolate, abri e lhe dei. Ele mordeu tudo de uma vez só e mastigou enquanto eu falava com ela e alisava sua crina. Chocolates eram o alimento favorito de Voadora.  Havia lhe dado esse nome após um incidente em que ela me deu um chute quando chegava voando para os estábulos. Por mais que Louise tenha me dito que havia sido sem querer, ainda acredito que a Voadora realmente tenha tido a intenção de me acertar. Desde então, tenho tentado melhorar meu relacionamento com ela e meses depois, acho que já posso dizer que somos bons amigos.

– Ei, o que acha de dar um passeio hoje? Podemos treinar um pouco, aposto que você está doida pra sair de dentro deste cubículo e brincar comigo. O que acha? – Perguntei. O animal reagiu no mesmo instante, relinchou e encostou sua face contra meu tronco. Soltei uma risada. – Ei, Louise! Vou dar uma volta com ela, tudo bem? – Gritei ali de onde estava, já que Louise estava há alguns metros na frente mexendo em alguns sacos de ração. Ela confirmou com um aceno. Normalmente, um dos dois instrutores viria ali e selaria o animal para que eu pudesse montá-lo, mas como já conhecia muito bem o procedimento, já haviam me permitido fazer essa operação eu mesmo.

Selei o pégaso e montei. Voadora deu uma pequena inclinada para trás, acariciei sua crina novamente e lhe deu um cutucão para que andasse. Voadora começou em uma marcha lenta e então acelerou o passo, assim que entramos no espaço aberto do estábulo, ela se soltou, deu algumas voltas e relinchava. O som de seu relincho se misturava ao das minhas risadas, e logo estávamos ambos treinando enquanto nos divertíamos. – Direita! – Gritei, quando desviamos de um poste de treinado. – Esquerda! – Comandei ao virarmos para esquerda e evitarmos outra colisão. – Abaixa! – Passamos por dentro de um aro de metal pendurado no ar. Inclinei ela e passamos por outro, e mais um. Estávamos andando em círculos, desviando dos obstáculos e acelerando.

– Muito bem, garota! Não pare! Vamos focar nas bandeirinhas agora, ok? – Perguntei, me referindo as bandeiras de treino. Ela concordou com um relincho, agora era questão de equilíbrio, prática e trabalho em equipe. A Voadora se movia agilmente por entre os obstáculos e eu me esticava para alcançar as bandeiras, peguei a primeira sem problemas. A segunda estava em baixo de um dos obstáculos, de forma que tive um problema um pouco maior de equilíbrio quando descemos bruscamente, mas consegui pegar a bandeira também. A terceira e última estava num dos pontos mais altos, pendurava e rodopiando de maneira aleatória. Voadora passou uma vez e minha mão tocou a bandeira, mas não consegui pegá-la, na volta porém, me concentrei e sem desviar os olhos do alvo, toquei a bandeira e a arranquei do seu suporte.

Descemos na área de pouso. Larguei as bandeiras no chão e elas magicamente desapareceram e reapareceram no alto novamente. Virei-me para o pégaso fêmea e lhe dei um pedaço bombom que havia guardado. – Muito bem, garota. Muito bem. – Esfreguei meu rosto no dela, afaguei suas costas e a conduzi de volta até sua baia nos estábulos. – Voltarei, ok? – Disse. Voadora relinchou, me respondendo. Sorri e lhe esfreguei uma última vez antes de deixa-la para trás. Na porta, virei-me e lhe acenei.

Nada como um bom coice para criar uma amizade verdadeira.
Postei, finalmente. este post tem 962 PALAVRAS para LOUISE E VOADORA e acontece no ESTÁBULO ás 14:30h
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Jhonn Stark em Qui 13 Ago 2015, 02:22


Roubo de Template
Quer dizer, avaliação.
*

Zachary Lynn: Lá vamos nós.
Bem, pra começo de conversa, adorei a forma com que você conseguiu fazer um treino que não é chato, e parabenizo pela escolha do pégaso como montaria pra isso. Eles abrem uma centena de possibilidades divertidas, algumas das quais eu pensei e vi você executando. Nesse contexto, você está de parabéns.

Porém, alguns errinhos ortográficos bobos aqui e ali tiraram um pouco da perfeição do texto. Por exemplo, "estava há alguns metros na frente", onde o correto seria (como sugestão) "Estava alguns metros à frente". O "há" e utilizado para tempo, não pra distância. Outro erro foi em "um poste de treinado", onde devia ser "de treinamento". Erros bobos, entende?

Mesmo assim, nossa. Foi um texto de que eu realmente gostei, e de que não fiquei com preguiça alguma de ler. Você está de parabéns por isso, garoto de Zeus. Apenas se atente aos pequenos detalhes na revisão e siga sempre assim. ^^

Coerência: 50/50 XP
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Objetividade e adequação à proposta: 15/15 XP
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Dúvidas ou reclamações, MP.
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por ♦ Eos em Sab 29 Ago 2015, 18:56

Player att. O monitor será atualizado assim que postar na lista de atividades.
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Callie Vernon em Qui 03 Set 2015, 17:44


say you'll remember me
standing in a nice dress, staring at the sunset
— O quê? NÃO! — Callie brada revoltada acerca do comunicado recebido há pouco tempo. O problema não está nos cavalos, pois a estadunidense adora animais: comecemos, então, pela aversão íntima de Callie por odores. Suas narinas, dilatadas pelo cheiro, fecham-se e se recusam, acostumadas com aromas. Os estábulos carregam consigo um odor característico, uma mistura de feno com resíduos gerados por seus moradores, equinos alados ou não. — Não há o que fazer? Qual é? Deve haver sim, com quem eu preciso falar? Não é como se equitação fosse mudar a minha vida. — O Acampamento Meio-Sangue em si, desde suas nuances naturais às atividades físicas comuns, estão alterando a vida de Callie como nunca. A garota sente a contradição em suas falas logo após tê-las dito, dando-se por perdida. Por mais uma vez perdida e forçada a algo. Primeiro o combate puramente militarista do qual se viu derrotada, finalizada, por uma campista flácida de corpo. Agora, cavalos e seus cheiros. — Tudo bem, não há o que fazer. Certo.

Quando penetrou no espaço interno do estábulo, estava nas pontas dos sapatos. Tomada por sua mesquinhez usual, tampou as narinas, a expressão facial puramente em nojo. Quem a via logo a culpava, comentando com quem estiver ao lado acerca da aversão da menina. Não há solução: Callie terá de aprender a arte da equitação renegando à sua criação, ao seu espírito interno que brada, rebelde com causa, por um banho de uma hora. O que primeiramente vem às vias auditivas de Callie é o relinchar multiplicado por muitas vezes ante a quantidade exuberante de equinos. Variações de cores, tamanhos, e claro... Asas. Não pôde evitar estar surpresa, visto que cavalos alados lhe eram mitos desde sempre. Agora os vê, defronte e majestosos, e simplesmente está boquiaberta. O que fazer, afinal?

— Alado ou não? — A moça que pergunta é bela, mas ríspida. Está segurando as rédeas de um alazão branco, de tamanho colossal e brilhoso. Aparentando está apressada, ela suspira e passa a encarar Callie. — Alado te fará voar, o outro não. Quer desenho? Não sei se consigo desenhar asas com perspectiva. — Intimamente ofendida, a estadunidense escolhe um não alado. A responsável passa a guiá-la pelo estábulo, seus pés protegidos por botas especiais. O cheiro é acentuado naquele interior e a iluminação se dá por janelas no topo, quase no teto. O cavalo em questão é amorenado, de crina demasiadamente longa e estatura média. Seu relinchar é quase que pacífico, todavia o movimento das pernas traseiras denuncia uma cobiça gigantesca por safar-se dali. Acariciando-o, Callie sente sua derme sedosa e quente. Quando o animal se move, é possível sentir seus músculos alavancando-se em sincronia. À parte de todo esse fascínio pelo que sentiu e viu, a estadunidense monta com as pernas repartidas entre os lados leste e oeste e a mão discorrendo-se pela crina. A sela é confortável, em couro negro, e a primeiro olhar problemas estão extintos.

— Algum aviso que devo levar em conta? Algo importante. Sei lá. — Callie pergunta, mas a guia apenas girou-se no próprio ângulo e se foi. Logo atrás, o arco de saída é amplo, próprio para o ato de sair do equino já acompanhado de sua condutora. — Está certo, cavalinho. Vamos devagar. Devagarzinho. — Em contraponto, num único movimento da rédea, o animal principia uma corrida repentina, que assusta  Callie e, de súbito, a arremessa no solo pútrido. A dor nas costas é imediata, bombeada por seu corpo e alarmando o cérebro. Há um baque surdo na região do crânio, acerca da altura da queda. O cavalo, entretanto, está indo, como se a condutora continuasse montado em seu lombo. Não há tempo para raciocinar, apenas sabe-se realmente da importância em retornar com o equino em perfeitos estados.

Encharcado por restos e dejetos, Callie monta na sela de um alado branco, tomando-o de arrastão e permitindo sua saída. A sequência de acontecimentos é veloz, logo ambos estão afora nos domínios do acampamento. O alazão amorenado corre com velocidade, seus dois pares de pernas levando-o ao longe. Já o alado precipita-se em um voo inesperado, jogando-se aos ventos e erguendo-se cerca de dois metros, num plano esverdeado próprio para o treino. Os olhos de Callie avistam, logo à frente, o equino fugitivo, que ocasionou esta dor lancinante nas costas e esta dor de cabeça impertinente e pouco bem-vinda. Todavia, há uma briga entre o alado e Callie, que não está perfeitamente ciente de suas capacidades mentais, pouco conseguindo por controlá-lo. As rédeas o fazem recuar, mas a altura aumenta a cada segundo, tornando a estadunidense uma campista temente à futuras quedas. — DEVAGAR! — Puxando a rédea, o equino gira a oeste e finalmente está no rumo retilíneo do fugitivo. Porém, a três metros do solo.
— Hora de descer. Vamos, agora. — Surpreendentemente o alado entende o comando e declina na altitude, sua velocidade em ar elevada e suas patas prontas para amortecer o baque com o solo. A partir do momento em que ele simplesmente plana à trinta centímetros da superfície de gramado verde, o nível de velocidade está estupendo e o cavalo fugaz não pode fugir por muito mais tempo. Bom, ao menos é desta forma que Callie acreditou piamente funcionar.

O alado para no solo e passa a comer o gramado, deixando Callie na mão. Que má sorte. Tomado e entorpecido pelo acontecido, ela leva cerca de dois segundos para acreditar e mais um para aceitar, jogando-se numa corrida de velocidade. Alcançando o cavalo, ela se precipita a montá-lo, usando de sua força braçal para erguer-se pelo lombo. A sela se mostra um problema por conta do nível de elevação e a garota logo é levado ao chão novamente por conta da ação gravitacional, começando um novo ato de fuga do animal. Desta vez ela se ergue com maior precisão e finalmente consegue estar sobre controle no lombo. Retornando ao alado, ela observa as mandíbulas trabalhando no ato de comer as formas verdes daquele campo e, permitindo que o ex-fugitivo faça o mesmo, ela espera por alguns minutos. — Agora nenhum dos dois escapa. Que animaizinhos malcriados vocês. Eu, hein.

Quando os três se dão por satisfeitos, retomam ao estábulo. O coração de Callie ainda batendo fortemente. Quando entrega o alado, pode finalmente galopar e entender como funciona a arte do hipismo com o que não possui asas enquanto há o pouquinho de tempo restante. Enfim, o adorado banho terá de esperar um pouco.
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Chae Hyun Woo em Sab 05 Set 2015, 14:39

Callie Vernon: sensacional! Esta foi a primeira vez em que li um texto seu. E, sinceramente, eu adorei!! Apesar de que, numa ocasião, você utilizou o passado do verbo (quando o resto do texto está no presente), esquecer de adequar o verbo à frase em outra e trocar o gênero da personagem duas vezes, foi tudo bem corretinho. Às vezes falta um pouco de atenção na hora de revisar. Só isso!

Eu curti a maneira como você levou o post. A mesmice de posts desse tipo foi deixada de lado por você desde o início. Ver alguém narrando com classe a personalidade, os trejeitos, sei lá, da personagem é demais. Parabéns!

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Se tiver alguma dúvida pode me enviar uma mp.
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Psiquê em Qui 10 Set 2015, 00:47



Atualizados




How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Therese Metzen em Sex 11 Dez 2015, 16:56

HIPISMO


No Chalé

A tempestade rugia furiosa durante a noite e nada digno de nota ocorreu. Na manhã seguinte porém, quando Maxxine acordou para o desjejum viu que o esplendoro sol dava sua presença com um semblante ouro luz alvo contra a platina das colinas. Sua respiração ofegante pelo devaneio de seus sonhos , a fizera tomar um copo de café rápido e puxar a regata que foi vestida as pressas. O gonzo da porta foi puxado, dando espaço para que a tal nobre garota passasse dentre o espiral de madeira da porta para o ar livre do campo.

Leitura Opcional - Tem diálogo e preparação:

A caminho

Em vista das folhas oscilantes que caíam sem vida dos galhos secos das árvores, Maxxine refletia consigo sobre qual atividade iria levar naquele dia. Analisou algumas placas ou até mesmo ouviu os murmurinhos dos mais experientes,e então ela ousou escolher de última hora, hipismo. Transgrediu seus passos até o estábulo um tanto nervosa e embora não tivesse nenhuma vocação para montar a cavalos, a mesma resolveu ficar relutante sobre a ideia e encarar o tal medo. Adentrou a frente do lugar e foi até o fim do vestíbulo cumprimentando todos que por ela passavam.

A atmosfera mudava muito quando alguém entrava naquele lugar. Por lá o cheiro de bosta de cavalo era enlouquecedor junto com os barulhos que por ali a fazia ficar um tanto atordoada. Crinas curtas, longas, rabos compridos e variáveis tamanhos detonavam-se os corcéis em seus arreios. A campista respirou fundo e marchou até as últimas separatórias onde encontrou um cavalo preto com um aspecto maltratado. Questionou ao cuidador se aquele cujo olhava, estaria em condições de dar uma breve corrida por alguns minutos, mas não obteve uma resposta clara. O rapaz de cabelos arruçados que via o movimento, venerou a postura da filha de Ares e como não viu grandes aberrações ao ter rente sua fixação pelo corcel velho, resolveu liberá-la naquela única vez.

Apontou o dedo para a sela, o balde de cenouras e uma escova. A semideusa soltou um sorriso garantido e fora direcionando-se para o fundo do vestíbulo. Passou uma das mãos livremente na madeira e firmou-a para abrir a porteira. Cerrou as gengivas desdentadas com receio de uma mordida surpresa então o primeiro plano se concretizou num olhar frio e comprimindo de um pouco de segurança. Após a entrada então, arriscou uma aproximação cautelosa com as mãos próximo da face do bichano até acariciá-las totalmente.

Desvencilhou-se dos apetrechos e assim a morgada separou-as perpendicularmente um lado do outro e encostou seu rosto lívido deixando as pálpebras se fecharem num devaneio. Passou minutos, contemplando a maciez do animal até o ouvir seu relincho miúdo e desaproximar numa feição corada. Manteve-se rígida outra vez e cautelosamente  ficando de costas para o bichano onde puxou alguns baldes espalhados pela cerca e saiu deixando-as quietas do outro lado do recinto. Num minuto no qual elevou a vista, observou o capacete e um traje estirado mais a abaixo numa cadeira livre de madeira bamba. A mesma vergou o corpo para frente e virou a cabeça vendo se tinha alguma pessoa andando por aquelas redondezas.

Acercando-se confiante de que nenhum dos campistas ou o próprio cuidador que estava por ali, puxou a peça e retirou o projétil de chapéu da parede onde estivera dependurado e se escondeu por trás do empareado de lenha traga pelos filhos de Hefesto e empilhadas pelos de Nêmesis para a reformulação e expansão do centro de hipismo. Por lá, a tal se despiu e dobrou os trajes que estava vestindo jogando de canto para não desconfiarem. Se trocou apressadamente e ergueu o queixo. Olhou para cima e viu o jovem moço passando ligeiramente por cada separatória oferecendo um pouco de feno para os mais novos e ofertou uns com um balde cheio de água para matar a sede dos mais selvagens. A holandesa saiu dali disfarçadamente prendendo a queixeira do capacete e sorriu ao olhar para o cujo. Pegou o par de botas pretas, calçou-as e encorpou-se diante do outrem. O bigode rasteiro que parecia exalar puberdade, subiu num sorriso bem delineado. Seu par de óculos desceu dos olhos e a mão parou na cintura e o balde foi posto ao chão :

— Caiu como uma luva! - Procurou ele uma palavra mais redundante para tal visão, mas apenas isso podê ser proferido. A tal sorriu e deu uma reverência como artista e se virou observando o pequeno clubinho de arreio dentro das bolsas encostadas perto da coluna tombada num espaço vazio voltando-se num tom de voz normal :

— Posso usar aqueles arreios? - Em resposta, o homem gesticulou com a cabeça concordando e caminhando em direção da bolsa até levar ao pé da moça e abrir a fivela que lacrava os equipamentos.

— Use o que quiser… Mas não esqueça que  deve devolver em bom estado. - Alertou o mesmo. Klaus, era uma pessoa de fisionomia desnutrida embora tivesse um tipo cerebral invejável, nunca se soube ao certo como parou no acampamento e como era a sua vida antes disso, porém o retrocesso deve se aplicar aqui. De fato, ele sabia conselhar e tinha sempre uma boa colocação. Viu a menina um tanto pasma na primeira tentativa ao emparelhar o corcel então ficou por perto por garantia. A prole do deus da guerra,  iniciou envolvendo o cavalo com uma coleira negra e puxou o grampo dourado para ficar firme. Testou puxando com um pouco de pressão para baixo e deu um tapa leve no companheiro como uma forma de carinho. Dobrou o abdômen e aparou as fivelas entrelaçando no suporte que permitia o mascote a manter a visão sempre na dianteira.

10 Minutos Depois


Aperrou Maxxine montada em Metálica de frente com a pista e alguns obstáculos que tinham-se espalhados ao centro e nas laterais da área de treino fitando com cuidado o lado pelo qual deveria dar início. Percebeu a frente onde começava uma etapa mais mansa bem encaixada para uma primeira vez. Apertou o cinto e ajeitou melhor a sela para evitar um balanceio futuro que pudesse incomodar ao longo da equitação. Conferiu numa visualização os estribos e virou num maneio o lado do cavalo o amestrando para a entrada da bateria.

Bateria 1 - Corrida livre

O corpo ficou imóvel sobre Metálica e deixou a rigidez cada vez mais  ponderada. Abaixou o corpo até ficar 5 cm separando seus seios das crinas do cavalo e subiu o tecido do casaco azul marinho equilibrando também a sua respiração mediana. As rédeas das graciosas ripas de aço [Aquilo que nas corridas, separam os corredores da pista] se abriram dando espaço para a amazona. A princípio, iniciou a breve chispada aquecendo-se numa velocidade leve sem causar solavancos violentos. A semideusa  direcionava o caminho e ele dava tempo para ensaiar melhor cada passe.

Enquanto ambos estavam conectados, os cabelos castanhos do equídeo batiam na face pálida da moça que uma vez ou outra cuspia os fios da cabeleira despontada empurrando com o corpo, o tronco do animal. A besta deu a curva maquiando uma perfeita exibição se aquilo fosse um campeonato e recolheu-se com a campista mais atrás. Neste lugar onde estavam parados, Max via agora ante aos encalhes como : Troncos de árvores podres e objetos de grandes portes encalhados no meio da terra. Os lábios secos dado ao nervosismo e os olhos que corrompiam as bolsas escuras debaixo, não paravam de ficar cada vez mais tensas. Max então fechou os olhos e deferiu mais uns tapinhas contra o colo do animal :

— Vamos lá… Me ajude. - Disse num tom baixo.

Correram em disparate para frente e saltaram o primeiro obstáculo que agia como empecilho , o tronco. Seguidamente, ambos retrocederam para trás para dar espaço para mais uma passagem. Avançou encerrada pela lateral e saltou com Metálica por cima de um tronco dividido entre três e esquivou da pequena pilha que existia na saída. Todavia, com o próximo que ficava bem perto em um desafio máximo, ocasionou em a jovem morena cambalear em cima do cavalo quase caindo para o lado dando pouca habilidade para as pernas trancosas sobrepostas sob o solo árido.

Suas pernas que não aguentavam o impacto anterior foram forçadas numa descida deixando com a face pressionada na barriga do animal. Cafungou tentando recuperar o fôlego e persistiu para que não desistisse subindo novamente para o fim da sessão. Para volta, tendo uma meta a quebrar de 3 metros, diminuiu ainda mais a velocidade do corcel dando credibilidade para que conseguisse  girar em volta do mastro sibilando uma forte corrente de ar a comprimir na poeira fazendo ela se erguer como névoa do chão posteriormente rumando em direção das cercas. Elas eram brancas e tinham a separação das madeiras dentre 10 cm e tinham uma longa extensão cobrindo todo o campo de equitação.  Maxxine desnivelou sua coluna para frente e empinou o bumbum subindo um pouco da cela deixando o capacete apontado para frente e acelerando com o bestial até dar-se diante da fachada das reixas da cerca e tomar um impulso e saltar. As pernas do cavalo sem querer, bateram na saída e acabou fazendo o mesmo cambalear na queda.

Os olhos verde-azulados num mescle rente, da heroína curvou o caminho do amigo fazendo recobrar uma postura normália rapidamente. Pretendendo também criar um vínculo quando usasse a sua habilidade, pensando que poderia supostamente estar preparada para algum evento futuro, a campista desceu o corpo para o lado deixando apenas as suas pernas bem firmes no tronco do castanho encostando os dedos magros no chão num desenhinho simples, pesquisando a suposta trajetória. Metálica que não aguentava ficar muito tempo parado, arrancou para adiante intervindo com as patas flexionadas para deliberar certa ‘’tempestade’’ de areia contra o rosto pálido da menina que tossia poucas vezes até deixar o palmo ereto a frente do corpo usurpando da capacidade adquirida de seu progenitor em dissipar empecilhos com a brisa fresca do vento para tomar mais resistência contra a pressão do solo até ver mais um objetivo, voltando aos pedaços que havia caído antes.

Por este propósito, Maxxine prendeu as unhas entre o pelo rasteiro do animal subindo recobrando o que havia feito posicionando as duas mãos ao que parecia ser o eixo da cabeça e apertou com as fivelas da bota dos lados subindo com o abdômen para cima para que o outro saltasse. Dado ao esforço em usar a agilidade a melhor saída que a jovem adulta escolheu, foi recolher-se com o bichano para dentro da saleta e dispensar por hora, outra experiência com corridas.
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Zoey Montgomery em Sex 11 Dez 2015, 17:51

Maxxine Naaktgebören - Cara, que sobrenome complicado HUAHUAHUAHUAHUAHUA
Mas ok, vamos lá. Por gentileza, peço que não se utilize de palavras muito difíceis, pois tem pessoas que não conseguem entender o texto sem um dicionário ao lado. Você comeu algumas partes de palavras durante o texto, como "esplendoro" em vez de "esplendoroso". Além disto, tem algumas frases que ficaram confusas como por exemplo esta aqui -> " [...] viu que o esplendoro sol dava sua presença com um semblante ouro luz alvo contra a platina das colinas.". Eu fiquei tipo "masoq" (sinto muito a informalidade). 

No demais, você tem uma narrativa fluida e bem estruturada. Fique atenta a esses detalhezinhos para o futuro, ok? ;)

Coerência: 50/50 xp
Coesão estrutura e fluidez: 25/25 xp 
Objetividade e adequação à proposta: 15/15 xp
Ortografia e organização: 8/10 xp
Total: 98/100
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por 126-ExStaff em Sex 18 Dez 2015, 04:33

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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Kora Layla em Sab 19 Dez 2015, 04:30



Gentileza

Bruta
N
as sombras disformes que eram meus sonhos, eu via coisas tenebrosas. Acordei encharcada, sozinha no meu novo quarto. A luz do dia brigava com as cortinas para adentrar no cômodo. Eu havia treinado a noite toda e nem percebi a chegada do dia. Me levantei e ainda podia sentir as dores de meu combate, mas cada machucado me tornava mais forte.

Aprontei-me para um novo dia. Enquanto vestia minhas roupas eu vi meu Hejab dentro da mala. Peguei o tecido na mão. Eu o havia usado desde que cheguei, mas seria mesmo necessário? Não estava mais entre muçulmanos. Na verdade todos aqueles jovens tinham nacionalidades e costumes tão diferentes um dos outros e mesmo assim conseguiam se comunicar. Joguei o pano pela janela. Aquilo não me pertencia mais. Agora eu sou Kórah Lhayl, filha de Hécate e não mais uma filha, irmã ou esposa de um homem de Alá.

Sai pelo acampamento, agora com meus cabelos ao vento. Era engraçado e ao mesmo tempo libertador. A arena de treino estava lotada, era um dia quente e os campistas queriam aproveitar para treinar. Me dirige para os estábulos. Aquele sol não iria me ajudar muito a treinar. Quando entrei e vi todos aqueles cavalos me lembrei de quando era pequena e meu pai me levava para seu treino de polo. Ele era tão rápido em cima daquele animal. Conseguia atravessar o campo em segundos. O vento em seus ombros e a força do cavalo entre suas pernas parecia ser uma sensação incrível, mas nunca foi me dada a oportunidade de montar.

Os cavalos pareciam estar saudáveis e bem cuidados, seguindo o pouco de conhecimento que eu tinha sobre eles. Ouvi cascos batendo na madeira do chão e sai do caminho, achando que um campista havia voltado para trazer sua montaria, mas ao me virar me deparei com uma grande criatura. Era um centauro, com metade de seu corpo de um cavalo e o dorso de um humano. Nunca antes tinha visto um deles tão de perto.

- Aqui não é uma loja, querida. – disse o centauro com falsa modéstia. – Escolha logo um, que eu o apronto para você.

Eu apontei um corcel negro que estava atrás de mim. O centauro se identificou como Marlon. Ele pegou uma sela e a amarrou no cavalo. Marlon ergueu sua mão e me ajudou a subir no animal. Eu nunca imaginei que fosse tão alto. Fiquei com receio de continuar, mas a aspereza do instrutor me desencorajou a desistir.
Marlon me guiou segurando as rédeas, me levando até a primeira pista de treino. Alguns poucos campistas treinavam nas outras pistas, entre saltos e corridas. Me senti uma criança que era levada a um passeio. O centauro parou e se postou ao meu lado e de suas mãos eu peguei as rédeas.

- Eu vou te ensinar as regras para se montar um cavalo, mas preste bem atenção. Não gosto de repetir. – Marlon cuspiu no chão antes de continuar. – Primeiro, respeite o cavalo. Ele não é um bicho, nem uma maquina ou um carro. Ele é seu parceiro. Segundo, segure bem as rédeas. Com elas você diz a seu cavalo aonde ele deve seguir. Puxe para a direita para ele ir à direita, e o resto você pode deduzir. Se quiser que ele seja mais rápido de leves batidas, e se quiser que ele pare puxe as. Terceiro: Não force demais o cavalo. Como você ele se cansa e se machuca. Por último e o mais importante. Olhe por onde anda!

Dizendo isso Marlon deu um tapa na traseira do cavalo. O animal deu uma forte arrancada e eu só pude me segurar na sela para não cair. Prendi as rédeas entre os dedos e rezei para que não caísse. Com calma consegui recuperar o controle e agora galopava pela pista. Depois do sufoco pude aproveitar o treino. Marlon gritava ordens a mim e eu as obedecia. Apesar do meu começo brusco eu agora aproveitava a minha cavalgada.

Compreendia agora a felicidade de meu pai. Em cima de um cavalo você se sentia livre. Através da força daquele animal eu podia me sentir mais forte também. Aumentei a velocidade me livrando do resto do receio. Me entreguei a euforia do ato. Fechei meus olhos por um estante sentindo a brisa quente da manhã. Peguei-me sorrindo. Uma coisa que não fazia a muito tempo.

Minha distração quase me causou um acidente. Ouviu um som de quebrado e meu cavalo parou bruscamente. Marlon estava do meu lado segurando o que parecia um galho quebrado. Ele me olhava com raiva. Jogou o galho no chão e se aproximou de mim.

- Olhe por onde anda, novata! – ele ajustou minha postura na sela e se postou ao meu lado. – Vamos.

Durante uma hora Marlon me ensinou a andar com o cavalo. Ele ficava o tempo todo ao meu lado ajustando meu modo de montar. No estábulo ele me parecera estar entediado com o serviço, mas agora estava atento a meu treino. Centauros podiam ser rudes, e manter uma aparência austera, mas Marlon tinha algo diferente nele. Uma certa gentileza bruta.

- Obrigada pelo treino. – disse depois de devolver o cavalo ao estábulo. – E obrigada pelo galho.

- Aquilo teria sido engraçado. – disse ele ranzinza. – Mas eu não ‘tava’ afim de ouvir choro de garota.

Eu já estava dando as costas quando ouvi sua voz mais uma vez.

- Vê se volta. – disse Marlon acanhado. – Você ‘tava’ muito ruim ainda. Precisa de mais treino.

Sorri para o bruto centauro e me despedi. A cada dia estava mais fácil de esquecer minhas dores.






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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Sasuke Fukui em Sab 19 Dez 2015, 14:28



Hipismo
Let's play with a horse


Ser um meio-sangue até que não estava sendo ruim como eu imaginei que seria. Traumatizado de ser o Cinderelo oriental em casa, eu tinha certeza que tinha vindo parar no lar máximo dos guerreiros, que precisaria pegar em sabres e outras armas todos os dias... Não. Me descobri filho de Afrodite, a deusa do amor, o que me fez entender o porquê de eu não fazer questão de lutar sempre.

Meu pai era dono de um dojo de ninjas e samurais (se é que existe alguma diferença) e sua vida era resumida a treinar todos os dias para ser sempre o mais forte guerreiro daquele raio de cidadezinha perdida no mapa. Nunca me encaixei nisso. Pra mim, lutar com uso de força física é somente em casos extremos, em que algo mova meu coração de maneira irresistível.

Mal acreditei quando descobri que havia outros tipos de treinos no acampamento e de cara o Hipismo foi o que me atraiu. Eu sempre amei cavalos! Tão heroicos, tão altivos! Sonhava em um dia ser o príncipe no cavalo branco de alguma donzela em perigo, aquela que me faria capaz de manejar um sabre pelo resto da vida se necessário fosse! Na verdade até já tinha uma em mente, uma que meu olhar encontrou durante o jantar do meu primeiro dia...

Cheguei aos estábulos e encontrei uma semideusa do meu chalé, minha irmã Louise. Ela me deu as boas-vindas ao local e disse que imaginou que eu fosse mesmo aparecer por ali a qualquer hora. Observei os cavalos no local, alguns eram alados, um mais lindo que o outro. Mas meu coração palpitou quando notei o último nas baias, totalmente branco, mais alvo que a neve. Alto, forte, parecia capaz de enfrentar as maiores jornadas. Era com ele que eu queria cavalgar!

— Você sabe equipar e montar? — Louise perguntou, atenciosa e muito gentil.

— Hai. Aprendi em minha casa no Japão. — respondi com um sorriso e ela me levou até o cavalo branco. Snow era seu nome, muito apropriado.

O cavalo era ainda mais incrível de perto e, pelo menos comigo, muito manso. Aceitou tranquilamente que eu colocasse a sela e as rédeas e pareceu gostar do meu carinho em seu pelo lustroso. Com calma, sem apressá-lo, saí das baias e fui com ele até a arena de saltos, onde percebi que havia uma boa variedade de alturas nas cancelas.

— Quer que eu aumente ou diminua as alturas? — minha irmã perguntou, seguindo meu olhar com o dela.

— Não, arigato. Deixe assim. Snow e eu vamos começar pelas mais baixas e evoluir gradativamente, certo, garoto? — ele relinchou em resposta, embora eu não tivesse realmente tentado me comunicar com ele, como um filho de Poseidon faria.

Calmamente e com a habilidade que tinha adquirido em casa, subi em Snow e com os calcanhares o aticei, sem machucá-lo. Ele começou um trote suave e mesmo naquela velocidade pude notar a diferença em relação aos cavalos de meu pai. Snow era mais forte, mais principesco. Aticei-o um pouco mais e começamos a correr, dando a volta na arena.

Eu observava as cancelas e traçava um percurso em minha mente, já pronto para começar o treino propriamente dito. Assim, apontei a primeira cancela para Snow e ele trotou até lá. Saltamos a primeira sem problemas e eu vibrei com ele. Tinha aprendido que era importante mostrar a um animal quando você estava satisfeito com ele.

Seguimos cavalgando até a segunda, da mesma altura, e saltamos facilmente outra vez. E assim seguimos por mais duas. Snow tinha uma excelente velocidade para aumentarmos a dificuldade então apontei para uma cancela de altura mediana. Ele se aprumou, parecendo querer se exibir pra mim, e saltou com perfeição.

— Isso! Você é demais, Snow!

O alazão relinchou orgulhoso e saltou outra em altura média. Perfeito. Saltamos todas as médias da arena, que eram a maioria ali. Eu acariciava o pelo alvo de Snow e sorria radiante com ele. O vento fustigava meus cabelos e me fazia feliz. Eu me sentia livre!

E era hora da prova final: as cancelas de maior altura. Snow relinchou tomando força e avançou na direção da primeira. Eu o incentivei. Ele saltou com total perfeição. Foi incrível! Céus, eu estava totalmente rendido àquele belo animal. Ele era excelente, melhor que qualquer cavalo que eu já tivesse montado. Mais uma! Eu ria feito uma criança boba, talvez uma parte de mim ainda fosse isso mesmo.

Finalmente me sentia feliz e liberto daquela prisão doméstica na qual eu vivia. Finalmente não precisava ser outra pessoa para agradar alguém, podia ser eu mesmo. Obrigado, mãe, falei em pensamento enquanto Snow saltava a última das cancelas mais altas e fomos diminuindo o ritmo para um trote suave até pararmos de volta à entrada para as baias. Apeei e abracei o pescoço de Snow, meu novo melhor amigo. Prometi a ele que voltaria ali mais vezes para vê-lo e que, dali em diante, eu só montaria nele. Ele pareceu gostar disso.

Ajudei Louise a alimentá-lo e depois de um bom tempo ali conversando com ela, deixei os Estábulos e fui direto para o chalé tomar um banho e trocar de roupa. Eu estava feliz.

Spoiler off pro Ed:
Descobri sua palavra secreta. A propósito, seu cabelo é muito ensebado ;)

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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Vitor S. Magnus em Sab 19 Dez 2015, 16:29


Avaliação
Hipismo
Kórah Lhayl


H
ey, garotinha. Teu treino foi razoável. Tua introdução foi bem grande, e tu acabou deixando de lado o verdadeiro objetivo. Se tu colocasse um pouco mais de criatividade poderia melhorar muito no objetivo do post. Achei alguns erros ruins como nas frases: “Me DIRIGE para os estábulos.” e “Fechei meus olhos por um ESTANTE sentindo a brisa quente da manhã.”

A dica que eu dou é melhorar a narração dando mais detalhes no post e revisar pra evitar erros de ortografia.

Coerência: 45/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 20/25;
Objetividade e adequação à proposta: 10/15;
Ortografia e organização: 7/10;
Total: 81/100


 Fukui Sasuke

Ficou muito bom, cara. Gostei da criatividade e de como tu fez toda uma situação pro treino. Não achei nenhum erro gritante.

Continua assim e vai melhorando que tu vai conseguir os melhores resultados.


Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100/100





Qualquer dúvida, reclamação, stress... Só enviar MP

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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por 117-ExStaff em Dom 20 Dez 2015, 13:44

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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Logan Hunt em Qui 07 Jan 2016, 18:35


Ride


Os raios de sol coloriam aquela tarde quente e ensolarada no Acampamento, dando um aspecto de que aquilo realmente se tratava de um local para lazer — como deveria ser em outros acampamentos. Pobre mentira, aquele lugar parecia um imenso coliseu, e os leões apenas aguardavam para devorar cada um dos campistas. Essa foi a primeira impressão que Logan teve dali; não passava de um campo de preparação. Preparação, mas para o que? Não sabia ainda dizer. Porém o perfil atlético que desenvolveu no internato, tão pouco os instrutores, não lhe deixavam descansar. Passou o primeiro dia na Arena, mas decidiu deixar o restante do combate para outras ocasiões. Resolveu experimentar o Hipismo — apesar de cavalos não serem sua grande paixão —, teve a impressão que seria interessante.

O local era amplo, espaçoso, o chão de terra batida levantava uma incômoda poeira. Um fedor desgraçado pairava por toda a região, era desconfortável, mas aceitável. Notou que era dividido em diversas pistas, algumas mais simples, outras repletas de obstáculos. Alguns campistas cavalgavam, outros apenas observavam e aplaudiam. Algumas ninfas também assistiam, escondidas nas árvores. Aquilo tudo ainda era estranho para ele: ninfas, centauros, monstros, Deuses... sua mente tentava adequar-se aquilo, mas ainda era uma tarefa árdua. Desviou-se de tais pensamentos por hora, focando-se na montaria, não era hora para besteiras.

— Eu queria tentar uma vez. — Suas palavras foram um pouco secas, talvez pela poeira ou pelo calor. O instrutor o analisou de cima a baixo, e indicou um cavalo.     — Este é Darkbringer. Costumamos colocar filhos de Hades e Thanatos nele, ele não se amedronta fácil como os outros. — O garanhão era grande e completamente preto, desde seu focinho até o rabo. As patas batiam no solo como se precisasse desesperadamente cavalgar alucinadamente — o que não era o objetivo de Logan. O homem soltou o animal, conduziu-o pelas rédeas até uma das pistas. Era a mais simples de todas, apenas um circuito básico em um formato oval. O jovem aprendeu a ser paciente em sua vida, e aceitar as coisas uma de cada vez, na ordem certa, então não lhe incomodava começar pelo básico.

— Coloque primeiro a sela, tem que travar as correias e ajustá-la na posição certa. Se não fizer isso direito, você vai cair. — Fez uma demonstração rápida e depois a entregou a Logan. Por sorte, ele prestava atenção em cada detalhe, era uma mania sua. Repetiu o processo, mais devagar que o instrutor, porém perfeitamente.
— Primeiro seu pé de apoio e jogue a outra perna por cima do cavalo, não é muito difícil. — Pode perceber um tom de ironia, mas manteve-se focado. Ajeitou sua perna esquerda primeiro, depois lançou a direita por cima do tronco de Darkbringer. O mais difícil foi ajeitar a outra perna perfeitamente, acabou cambaleando um pouco. O cavalo permanecia estático, o que facilitou a montaria. O instrutor deu-lhe os parabéns, mas não parecia impressionado. As pessoas sempre pareciam esperar mais dos filhos dos Três Grandes.

Talvez, não devessem. Capotou assim que o cavalo começou a andar, cravando o rosto na terra. A dor se espalhou pelo seu rosto, ralando sua bochecha. Pode ouvir os risos e zombarias dos outros campistas, até mesmo o instrutor parecia divertir-se. Logan levantou-se e sacudiu a terra, montando-se no cavalo rapidamente. Pelo menos aquilo tinha aprendido a fazer. — Segure bem as rédeas, aproxime mais seu corpo do tronco do cavalo! — Gritou o homem. Apesar de tudo, deveria instruir os campistas. O rapaz lhe obedeceu, colando seu corpo com o do animal. Pode sentir a respiração forte e um leve relincho, pareciam mais conectados agora. Darkbringer começou a caminhar, e Logan segurou-se com firmeza no animal. Permaneceu lá, imóvel, por alguns segundos. Foi aos poucos se soltando, acostumando-se ao andar do cavalo. Em alguns minutos já conseguia manter-se nas costas dele com perfeição.

—Ótimo! Agora vá mais rápido! — Berrou novamente o homem, cruzando seus braços e apenas analisando o esforço de Logan. Os campistas trocavam sorrisos maliciosos, como se dissessem "aquele que é o filho de Hades?". Porém, o rapaz manteve-se atento. Deu uma leve botada na lateral de Darkbringer, que começou a trotar. Precisou segurar-se com mais força para não cair novamente, o andar agora era mais violento e começava a machucar suas coxas. Porém, manteve-se ali, firme e confiante. Bateu mais uma vez no cavalo, que começou a correr. Nunca havia experimentado tal velocidade em sua vida toda, e não pode por muito tempo. As palmas de sua mão começaram a arder e teve que ceder, soltando-se do animal e capotando para o lado. A última coisa que lembrava era a dor percorrer seu corpo e as gargalhadas dos campistas ecoarem em sua mente.

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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Kalled C. Almeida em Dom 10 Jan 2016, 16:55

Logan Hunt

Logan, Logan, Logan. Você foi bem filho de Hades, o que mais gostei foi o nível de dificuldade que você pôs para sua primeira cavalgada, muitas vezes os campistas chegam e dizem que foram ótimos e você impôs dificuldade para sua primeira vez.

O mais preocupante é ver filhos de deuses do submundo cavalgando, pois os animais sentem a “aura negra” que estes semideuses exalam e isso os deixa desconfortáveis, porém você descreveu que existe um cavalo acostumado com tais meio-sangues. Isso foi criativo de sua parte.

Agora existem algumas falhas que gostaria de ressaltar como, por exemplo, o uso da palavra “PODE”, você usou “pode” três vezes em seu texto de forma que o correto seria “pôde” , é preciso ter noção que você está narrando um texto no pretérito e quando usa a palavra “pode” você dá a impressão que está no presente.

Logan Hunt escreveu: Logan levantou-se e sacudiu a terra, montando-se no cavalo rapidamente.

Este foi um pequeno erro de redundância, perceba que você diz “montando-se” quando seria mais adequado  dizer “montando” , afinal você já tinha narrado uma ação de seu personagem e qualquer leitor entenderia que você estava se referindo ao Logan. Por isso não carecia o uso do pronome, pois você dá impressa que você montou a si mesmo no cavalo. Estranho, não é?

No mais encontrei um uso de termo estranho, porém não tirarei pontos por isso já que ninguém é obrigado a saber tudo sobre hipismo, mas o termo não é botada e sim esporeada.
Sua avaliação final é:


Coerência: 48/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 23/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 6/10;
Total: 92/100
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Psiquê em Ter 12 Jan 2016, 13:34

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How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Nathally Truce em Sab 23 Jan 2016, 03:21


Estábulos
Nathally ainda não se sentia confiante o bastante pra voltar à arena. Os ferimentos nas pontas dos dedos já estavam com casca e não doíam mais, mas ainda assim, a sensação de que suas mãos eram bens preciosos de que ela precisava cuidar eram o bastante pra que não arriscasse. Ainda não tinha se enturmado com muita gente além de alguns de seus irmãos, então não estava exatamente com a agenda lotada. Nos dias que passara no Acampamento, andando por aí enquanto a insônia a acordava antes do sol, havia visto muitos lugares interessantes pra ir. Naquele dia, ela finalmente tomara coragem pra ir em um deles.

Ela se aproximou do cercado branco, e subiu na tábua mais baixa dele, escorando ambos os braços na mais alta enquanto observava. Ali, segundo a informaram, era o estábulo. E não só de cavalos comuns, ela pôde confirmar ao ver um rapaz sorridente passar zunindo sobre sua cabeça em um cavalo com asas. Aquilo não a surpreendeu. O que a surpreendeu foi justamente o fato de que não estava surpresa com o pégaso. As coisas aconteceram tão depressa, mas agora tudo aquilo parecia tão natural. Os sátiros, os centauros, até as ninfas que estavam ali exatamente como ela, assistindo aos outros. Ela sentia que o mundo dela deveria ser exatamente assim.

Não tinha intenção de entrar. Estava feliz ali assistindo. Passou os olhos preguiçosamente pelas pistas, vendo campistas cavalgarem, trotarem, um ou dois caírem feio. Tentou não rir, sabia que em alguma hora poderia ser ela ali. Parou o olhar em dois garotos que pareciam discutir. O que a fez prestar atenção foi que o mais velho apontava na direção dela. Aquilo a deixou curiosa, especialmente porque o mais novo veio em sua direção pouco depois.

— Então. Você vai entrar ou o quê? - o rapaz a encarou assim que estava próximo o suficiente, parando no lugar com os braços cruzados. Não parecia de bom humor.

Nathally levou um tempo pra responder. Ficou ali parada de boca aberta por uns bons segundos. O garoto era lindo. Está bem, talvez não fosse fisicamente mais bonito que alguns dos seus irmãos ou os filhos de Afrodite. Mas era exatamente o seu tipo. Os cabelos castanhos caíam entre os olhos cinzentos como a tempestade, enfatizando o olhar que ele lhe lançava. A pele bronzeada não tinha imperfeição alguma. E mesmo com a expressão de irritação, mesmo com o olhar que dizia com todas as letras 'Você está me aborrecendo', ela corou, enquanto descia do cercado. Especialmente porque tinha plena consciência da camiseta velha e desbotada que vestia. Mas se ele notou qualquer coisa de errado com sua reação, não demonstrou nada.

— E-Eu... Entrar? Montar? Não sei se devo arriscar. - ela disse nervosamente.

E então praguejou em todas as línguas que conhecia e não conhecia, mentalmente. Maldito seja Apolo e maldito seja esse hábito infeliz de rimar sem querer. Agora estava corada de raiva. E isso provavelmente não passou despercebido - o garoto agora desfizera a carranca, rindo.

— É, montar. Isso é um estábulo. John - e então ele apontou para o garoto mais velho com quem conversava antes — acha que você estava tímida demais pra entrar e me mandou vir aqui.

— ...Pff. Tímida. - ela se abaixou e passou por debaixo do cercado, se aproximando dele, e sorriu. A risada dele a deixara mais à vontade. — Eu não ia, mas se 'John' quem quer que seja mandou, eu não quero te deixar com problemas por não obedecer.

— É uma boa ideia. Já montou alguma vez na vida? - ele foi andando na direção de uma construção de madeira. Nathally presumiu que ali ficavam os cavalos.

— Uma vez. Não fui nada mal.

Ele a olhou erguendo a sobrancelha, obviamente sem acreditar. Ela franziu o cenho.

— ...Ok, talvez porque eu tenha ido bem devagar. E com alguém me guiando.

Ele parou de andar, cruzando os braços, com uma expressão que dizia 'E..?'

— ...E eu tinha seis anos e era um pônei! Argh! Por que tantas perguntas? - ela o deixou pra trás e entrou na construção sozinha, ainda conseguindo ouvi-lo rir.

— Está bem, está bem. - ele a seguiu, a ultrapassando e indo até um dos cavalos. Era um castanho pequeno e gordo, que comia mansamente em seu lugar. O garoto selou o animal, passando a correia habilmente por sua barriga, e a olhou por cima do ombro enquanto trabalhava. — Vou te fazer dar umas voltinhas hoje. Esse é o Rocinante. Ele é um bicho preguiçoso que não faz muita coisa, então você não deve cair... Muito.

— Ha, ha. - ela disse sarcasticamente, saindo do caminho pra que o garoto guiasse o cavalo pra fora.

— A propósito, meu nome é Matthew. - ele disse, colocando as rédeas em uma das mãos da garota.

Ela as segurou, apoiou o pé no estribo e deu impulso. Não foi o suficiente e ela voltou a pisar no chão pra não cair. Ela franziu o cenho e deu um impulso mais forte. Isso quase a mandou pro outro lado do animal, mas ela conseguiu prender as pernas bem a tempo. Encaixou o outro pé no estribo e olhou Matthew com um sorriso vitorioso no rosto.

— Nathally.

— Meus parabéns, você subiu, é um grande primeiro passo. - ela estava prestes a ralhar, achando que ele tinha sido irônico, mas viu que ele estava sendo sincero.

— Obrigada.

— Agora faça ele andar. Aperte com as panturrilhas. - ela o olhou meio surpresa com a ordem de andar de repente, sem que ele guiasse nem nada, mas ele entendeu errado. — Panturrilhas são como se chamam as batatas da perna.

— Eu sei o que são panturrilhas! - ela disse um pouco alto demais, zangada, e praticamente bateu as pernas no pobre animal.

Aquilo foi um erro. Entendendo o comando de uma forma diferente, Rocinante começou a trotar de repente. Sem estar preparada pra velocidade súbita, Nathally se desequilibrou e caiu pro lado, o pé ainda preso no estribo a arrastando.

— Ôôô! - Matthew correu até o cavalo, acenando pra que ele parasse. O cavalo parou, obediente, e voltou a pastar tranquilo.

— ...Ouch.

— Você está bem? - ele a puxou pra cima. Ela balançou a cabeça, zonza, e então assentiu.

— Estou. Vamos de novo.

— Certeza?

— Absoluta - ela bateu o pé no chão, determinada. Sua expressão emburrada era um tanto infantil, mas a essa altura, ela tinha grama nos cabelos, então aquilo não a envergonhava.

Ela montou de primeira dessa vez. Sem esperar instrução, ela apertou as panturrilhas de leve contra o cavalo, que começou a andar calmamente, com a maior paciência do mundo. Preocupado, Matthew dessa vez a seguiu a pé. Ela se irritou com aquilo, estava perfeitamente bem, mas não disse nada.

— Agora tente virar. É só puxar um pouco a rédea pro lado que quer ir, e apertar com a perna oposta a esse lado. Oposto significa o lado que não é aquele.

— EU SEI O QUE OPOSTO QUER DIZ... Oh - Ela parou de gritar ao notar que ele ria abertamente da cara dela. Furiosa, ela fez o cavalo virar pra cima do lado aonde ele estava, fazendo-o ter que se apressar a sair do caminho pra não ser atropelado.

— Agora pare. Puxe a rédea pra você e diga algo como 'ôôô'. - ele parou de segui-la pra olhar.

— Ôôô - ela puxou a rédea. O cavalo bufou com o puxão, incomodado, mas parou. — Rá! Dei uma volta inteira sem cair. Ria agora, espertinho.

— Incrível. Vamos ver se dessa vez fica em cima dele - ele comentou, e antes que ela pudesse entender o que ele quis dizer com isso, ele deu um leve tapa nas ancas do animal, que começou a trotar de repente.

Reagindo mais rápido dessa vez, ela agarrou a crina de Rocinante com ambas as mãos, encolhendo o corpo o máximo que podia contra a sela enquanto tentava por tudo não perder o equilíbrio. Apesar do medo aterrador que a percorria por estar em um cavalo descontrolado com um instrutor sádico, ela sentiu que cavalgar poderia ser algo bom algum dia. O vento que batia em seu rosto era estimulante, e a velocidade que sentia sob si fazia o medo parecer ficar pra trás a cada passo. Naquele momento, por alguma razão, ela decidiu que um dia seria capaz de voar em um pégaso. Aquilo sim deveria ser totalmente incrível.

— Nathally! - a voz de Matthew a chamava de longe. — Faça ele parar! Puxe a rédea!

— Não dá! - ela percebeu de repente. — Eu soltei as rédeas!

Sem comando, o cavalo havia saído da pista oval vazia para iniciantes, e seguia desgovernado na direção das pistas de salto. 'Ah não', ela pensou ao perceber pra onde ia, empalidecendo. 'Deu ruim. Deu muito ruim.'

— Então solta o pé do estribo e pula!

— Pular? Você pirou de vez?

— Pule e role!

Engolindo em seco, ela soltou os dois pés do estribo. 'Eu vou morrer. Eu vou morrer, vou morrer... Essa não, eu sou muito nova pra morrer.' Ela saltou e rolou. Sentiu uma dor aguda na perna no instante em que pousou no chão, mas não estava ligando pra ela. Se pôs de pé assim que viu que estava inteira, erguendo as mãos pro alto e agradecendo estar viva a deuses aleatórios de várias nacionalidades.

— ...Não seja exagerada - Matthew a alcançou correndo, parando ao seu lado pra recuperar o fôlego. — Você não ia morrer com isso.

Ela olhou pro cavalo à distância, que havia desacelerado sem um jóquei até parar, e tinha voltado a pastar preguiçosamente por aí, e então olhou furiosamente ao garoto.

— Eu não ia morrer? Eu não ia morrer?! Eu podia ter quebrado um braço! Como vou atirar flechas sem um braço? E se um homem-cachorro me atacar de novo? Aí SIM eu morreria, não acha? - ela ergueu um indicador, cutucando-o no peito de forma zangada.

Ele piscou, confuso. Então ergueu ambas as mãos em um sinal de paz, um sorriso apologético no rosto.

— Desculpe, desculpe! Eu não sou instrutor a muito tempo, nunca imaginei que você soltaria as rédeas.

— Bom, então da próxima vez que eu vier aqui, acho bom você imaginar, ou eu juro que não importa o quão bonitinho você seja, eu vou te empurrar de um barranco. - ela saiu mancando, sem nem parar pra pensar no que estava dizendo, deixando um garoto muito confuso pra trás.
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Alaric L. Morningstar em Sab 23 Jan 2016, 12:53


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Nathally Truce

Devo admitir que você escreve bem para uma novata. Eu gostei do post, conseguiu interpretar bem a personagem e descrever o cenário e todo o ocorrido. Em relação aos erros, devo chamá-la a atenção para uma coisa: evite a repetição constante de "ele" e "ela" (o que deixa o texto cansativo). Use-os, mas depois utilize o nome, sobrenome, "filho de fulano" ou qualquer outra coisa que dê a entender que se refere àquela pessoa. Além disso, você utilizou "a" no lugar de "há" (do verbo "haver" no sentido de tempo) no seguinte trecho: "não sou instrutor a muito tempo".

Apesar disso, como já disse, você fez um bom treino. Utilizou um cavalo mesmo ao invés de pégaso (o que seria o certo para inciar um treino de hipismo), foi coerente em não chegar aprendendo de primeira. Bem, é isso. Agora vamos ao que interessa.


Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 23/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 7/10

Recompensa final: 95XP
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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por 117-ExStaff em Dom 24 Jan 2016, 20:09

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Treino de Hipismo - Pista básica, manhã

Mensagem por Sadie Bronwen em Ter 16 Fev 2016, 21:45




War


Horse



O cheiro característico a atingiu ainda à distância, mas era algo inevitável: por mais que fosse limpo, um estábulo era um estábulo, e o cheiro de esterco, palha e o odor dos animais se misturava no ar, impregnando-o de forma rançosa e permanente, variando apenas de intensidade conforme a limpeza. Ainda assim, não a repugnava nem a afastava, e foi com o ânimo inalterado que se aproximou.

Agora, os animais já não se afastam mais da sua aura, e sua presença não os alarmou - um ponto positivo, por mais que tampouco tivesse tanta empatia com eles quanto alguns outros semideuses possuíam. Avistou quem procurava perto das baias, escovando um pégaso: John. Ainda lembrava-se da ajuda prestada, e certamente necessitaria de auxílio novamente.

— Uhn... Oi?

Ele estava de costas, mas não se assustou. Ele virou-se animado - o que não era surpresa, seu temperamento calmo era conhecido por todos no acampamento.

— Ah! Oi! Castigo ou treino? Uhn... Esquece, você não tem cara de quem apronta muito!

Sadie acenou com a cabeça, de forma contida, mas foi direta.

— Preciso de ajuda com pégasos.

John endireito a postura, parecendo crescer alguns centímetros. Tinha orgulho de suas habilidades com montaria, e era um dos poucos pontos em que se permitia demonstrar alguma vaidade.

— Bom, procurou a pessoa certa! Diga, o que quer saber? Selaria? Manobras aéreas? Tratamento para as asas?

Sadie deu de ombros.

— Um pouco de tudo, acho. Selaria não é algo tão complicado. Tenho um pégaso e sei o básico disso, mas queria entender sobre o funcionamento de armaduras para animais.

— Interessada em combate montado, então? Interessante... — Ele parecia levemente surpreso, mas prosseguia com a explicação. — Primeiro, você tem que considerar alguns detalhes. Por causa da articulação das asas e do movimento do voo, a armadura de um pégaso é diferenciada. Além disso, o peso influencia na cavalgada da mesma forma que influenciaria um cavalo comum, mas também afeta a capacidade de manobra em voo. Isso também dificulta manter o controle do animal. Diga... Já teve muitas experiências de combate montado?

Sadie sentiu-se subitamente constrangida por sua ignorância. Nunca imaginara que havia tanta coisa relacionada ao tópico, acreditando que era apenas colocar uma malha sobre o animal e estaria tudo certo. Ledo engano.

— Na realidade, não. Tive um ou dois combates em voo e não foram muito bem...

Ele a analisou por um momento.

— Entendo. O resultado costuma ser esse quando o animal  ou o dono não está acostumado. Pégasos tem certas vantagens, se dando melhor em combate do que um cavalo comum, mesmo quando não treinado, mas o que ganham em temperamento perdem na técnica, já que manobras aéreas tendem a ser mais complicadas. Mas para um cavaleiro inexperiente, o melhor é aprender o básico de combate montado com um cavalo, em terra, e depois partir para algo mais complexo, se estiver disposta...

Ele falava como se Sadie pudesse se ofender ao ter sua inabilidade apontada, mas ela apenas suspirou. Sabia que não seria tão simples, e, a bem da verdade, se acostumara demais ao cão infernal, com seu teleporte e a capacidade destrutiva, mas havia deixado Nightmare de lado, como se o pégaso fosse inútil ou descartável, apenas porque tinha medo de não saber lidar com ele em alguma situação. Se quisesse mudar isso, tinha que aprender, mesmo que significasse voltar ao velho posto de aluna. E ela confiava em John, apesar do pouco contato.

— Eu estou. Vim aqui pra isso!

Ele sorriu.

— Certo, então me acompanhe... — John falava, enquanto a guiava para uma das baias e selecionava um animal. — Bones aqui é um bom cavalo. Não se assuste com o nome, é só que quando o resgatamos de uma fazenda nos arredores ele estava que era puro osso. Mas é um bom animal. Vou colocar uma sela militar. Não é tão diferente da sela comum, mas possui presilhas adicionais que ajudarão a te manter posicionada. A maioria dos cavaleiros usa isso inicialmente, até aprenderem a controlar o cavalo apenas com os joelhos. Nos pégasos, é imprescindível para evitar que você voe da sela, já que algumas situações de combate podem exigir o uso de ambas as mãos, mas em terra os mais experientes preferem deixar isso de lado após um tempo.

Ele executava as ações, e Sadie se lembrava das orientações que recebeu sobre os equipamentos, em uma aula distante: arreio, freios e toda a parafernália. Notou as presilhas que ele apontou: fivelas de couro que seriam ajustadas em suas panturrilhas.

— Venha... consegue montar?

Sadie assentiu, aproximando-se do animal lentamente, para não assustá-lo - um exemplar cinza, sarapintado de preto no pescoço e ancas e com uma crina mesclada em tons grisalhos e negros, com músculos fortes e definidos e um porte altivo. Como todos os animais dali, era extremamente bem cuidado, do tipo que poderia ser visto em uma competição. A semideusa puxou lentamente os arreios, fazendo o animal se aproximar da parede da baia, e usou a lateral da madeira da divisória para se apoiar, jogando a perna sobre a sela e se ajeitando. John sorriu, logo passando a prender as fivelas que citara antes.

— Muito bom. Está bem melhor que da última vez, e vejo que não assusta mais os cavalos*... Como você conseguiu isso?

Então ele se lembrava dela, mesmo sem ter demonstrado antes! Sadie sorriu levemente.

— Como todo mundo: treinando!

Ele observava se estava tudo no lugar, dando um aceno em aprovação ao resultado e às palavras dela.

— Fico feliz que tenha continuado então. Não parecia muito contente nas tentativas anteriores. Mas vamos lá... Se quer falar em combate montado, tem que falar em armas: qual costuma usar?

Sadie indicou a corrente em sua cintura, mas ele já balançava a cabeça em negativa.

— Não é uma arma adequada, ao menos não até que seja uma perita. Você sabe que ela é mais pesada que um chicote, e nem tem tanto a ver com o fato de que precisa das duas mãos, ainda que inicialmente isso interfira bastante, mas o manuseio dela necessita de um espaço e de uma liberdade que você não tem e ainda não sabe gerenciar montada. Vamos começar com algo mais simples.

Dizendo isso, ele remexeu em mais equipamentos, voltando com mais fivelas, uma espécie de tipoia e uma espada de madeira.

— Você é destra? Me dê sua mão. — Ela acatou de forma instintiva e, antes que percebesse, ele estava amarrando a espada em sua mão de forma que não pudesse soltá-la. Após isso, ele guiou o cavalo para perto, apoiando-se na baia para ficar na altura adequada e usando as fivelas e a "tipoia" no braço de Sadie. — Isso vai forçá-la a manter sempre a mesma altura. Você não pode usar essa mão para conduzir, e nem pode baixá-la ou a arma vai ferir Bones, entendeu? Por isso usamos uma de madeira. O peso é similar, já que o núcleo dela é de metal, mas o impacto e chances de ferimentos são reduzidos. Você deverá usar apenas a mão livre e os joelhos para controlá-lo. A inclinação corporal e a postura também serão importantes, tanto para guiá-lo quanto pra se manter de forma adequada na sela, ainda que as fivelas na perna irão te ajudar a não cair. — Ele já a guiava para fora, na direção da pista de hipismo. — Vamos evitar obstáculos e saltos. Comece com o galope comum. Se chegarmos ao trote ainda hoje, já é um avanço considerável.

Ele então a deixava na pista com a montaria.

— Lembra-se do básico, certo? Leves golpes com o tornozelo. O puxão na rédea indica o caminho: direita e esquerda para os lados respectivos, para cima para parar. Não deixe muito frouxa, ou vai perder o controle sobre ele, nem puxe muito ou ele vai empinar.

Dizendo isso, ele deu um tapa nas ancas do animal, fazendo-o andar e sobressaltando Sadie com o movimento. Ela apertou firme os joelhos, tentando se equilibrar, e firmou-se instantes depois. Após alguns minutos, não estava achando tão complicado — possivelmente pelo ritmo extremamente lento - mas não se iludia, sabendo que em um combate não seria tão simples.

— Tente aumentar a velocidade!

Sadie não se preocupou em fazer nenhum gesto para John, indicando o entendimento, apenas executou a ação. Tentou ser suave, os tornozelos encontrando a lateral do corpo do equino, que instantaneamente passou a pisar mais pesado e veloz. Sadie desequilibrou-se por um instante, puxando mais a rédea do que devia e fazendo Bones relinchar, chacoalhando o pescoço e dando um tranco que fez o corpo da garota inclinar-se para a frente. Sadie tentou fazer a espada desviar, para não acertar o cavalo, e não foi surpresa quando pendeu para um lado, a espada voltando na sua direção e fazendo-a sentir todo o impacto. Antes que percebesse, John já estava a seu lado.

— Oah! Devagar, devagar...

Ele a ajudava a endireitar a postura, verificando as fivelas mais uma vez.

— Se machucou?

— Não... Está tudo bem, eu acho...

O garoto sorriu novamente, dando um apinha no animal e fazendo-o voltar a caminhar.

— Mantenha o foco!

Sadie tentou manter a pressão nas rédeas constantes, mas ora ou outra John lembrava-a da postura ou dos joelhos. Começava a compreender que mais até do que a questão de equílibrio, o cansaço interferia muito mais. Combate montado não devia ser algo demorado, ao menos se quisesse ter forças suficientes para erguer a arma. Seu braço pesava, em um estado entre dormente e dolorido, e seu corpo tendia a ir pra frente, tentando equilibrar o peso.

— Tente fazer as curvas!

Sadie seguia as instruções obedientemente, sem qualquer reclamação. O controle com os joelhos e tornozelo mostrava-se mais firme do que com as rédeas, por causa do uso de uma única mão, mas não tão eficiente: Bones era manso, de fato, mas Sadie mal controlava sua força, ora forçando-o demais, ora sendo tão suave que ele ignorava seus comandos. Imaginava se Nightmare obedeceria da mesma forma: ambos tinham uma ligação, era fato, mas seu pégaso tendia a ser um tanto quanto voluntarioso (e mesmo ouvindo dizer que o animal é parecido com o dono, Sadie recusava-se a aceitar essas palavras). Contudo, mesmo o animal mais calmo pode se irritar, ainda mais sendo golpeado regularmente com uma espada de madeira, o que ocorria sempre que Sadie perdia um pouco do equilíbrio ou distraía-se, abaixando o braço de forma automática, percebendo apenas tarde demais o que havia feito — mais uma vez.

"Teria sido melhor não ter fivelas"; foi o primeiro pensamento de Sadie. O segundo foi como voltaria à sela e o terceiro imaginou o que todos os outros campistas na área de treino estriam pensando da cena, enquanto um quarto insistiu em lembrar-lhe o quanto era idiota de não estar com seu amuleto, guardado em seu baú naquele exato momento, e teria seguido na mesma linha, não fosse a aproximação de John. Ele veio andando rapidamente, emparelhando com Bones, fazendo o animal parar. John a levantou e ajeitou sua postura, devolvendo-lhe as rédeas, perdidas no assomo de irritação do cavalo, que teria a jogado no chão se estivesse solta.

— Está tudo bem?

Ela chacoalhou a cabeça, negando. Não sentia o braço (e, se fosse sincera, nem as coxas ou a bunda, pelo tempo montada), estava cansada, frustrada e sentia uma leve humilhação pela falha sofrida. Ele parecia entender, lançando-lhe um olhar gentil antes de voltar-se para suas pernas, soltando as fivelas, para em seguida apoiar um braço ao redor de Sadie, ajudando-a a desmontar e prosseguir, soltando a espada de madeira da mão da garota.

— Parece que o trote vai ficar para outro dia.

Sadie assentiu, esfregando o braço dormente, ainda cabisbaixa. John parecia sentir seu desânimo, dando um tapinha em suas costas enquanto com a outra mão guiava as rédeas de Bones, puxando o animal de volta aos estábulos, a espada jogada na sela do equino.

— Não desanime! Tenho certeza que com um pouco mais de treino você pega o jeito!

O olhar mal humorado de Sadie revelou o que sentia. Não se importava tanto com uma queda física, para falar a verdade, mas sentia que seu orgulho é que havia sido atirado ao chão. Assim, caminhava em silêncio, ruminando seu fracasso.

— Venha... vou te falar mais das armaduras. Tenho certeza de que vai gostar!

Ela não negou - ao menos, o treino não seria um completo desperdício se saísse dali com informações úteis. E, para sua vantagem, John não exigia um interlocutor animado: poderia digerir a experiência toda em silêncio e, talvez (muito talvez) ele tivesse razão. Mas só saberia quando seu orgulho se recuperasse!


*:
Nenhum poder utilizado - mas há uma referência sutil à sua aura-antinatural, passivo que pode ser desligado e que irrita animais (algo que interferiu em treinos anteriores); por sinal, ela já conhece John de uma tentativa anterior de montaria, de quando era novata - e isso também recebe certa pincelada no texto. Nightmare é seu pégaso (para fins de entendimento) e não há uso de armas.

        Legenda

Narração † FalaPensamento †  John



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Re: Atividade extra: Hipismo

Mensagem por Darya Archer-Gilligan em Qua 24 Fev 2016, 13:32


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Sadie Bronwen
Devo dizer que foi um ótimo treino, tanto pela criatividade do seu enredo e exploração do mesmo, quanto pela sua ótima escrita - que tornou a leitura leve e agradável. Pude notar apenas alguns erros de digitação, mas nada de significante ou que comprometesse a qualidade do seu texto. Parabéns.

Coerência: 50/50
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Re: Atividade extra: Hipismo

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