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♦ Hospital Geral

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♦ Hospital Geral

Mensagem por ♦ Eos em Qua 05 Mar 2014, 21:30

Relembrando a primeira mensagem :





- - - - - - - - - - - - - - - - - Complexo Hospitalar


O Hospital externo foi criado por um curandeiro inconformado - ele sabia dos riscos de se viver fora do Acampamento, e sabia que muitos precisavam de ajuda no mundo exterior. Reunindo companheiros, ele juntou recursos suficientes para a criação da estrutura. Sob a fachada de um hospital particular extremamente restrito, os curandeiros daqui - todos adultos - se formaram na medicina humana, complementando o treinamento e os dons recebidos com tecnologia e equipamentos de última geração. Além de semideuses, eles atendem também mortais relacionados à mitologia (que podem ver através da névoa) e criaturas aliadas, como sátiros e ninfas. Uma ala especial foi designada para mortais comuns, que porventura venham a ser levados até ali - um auxílio para a fachada no mundo humano. Além do tratamento convencional e mitológico, há um grande centro de cirurgias e recuperação. Uma rede de seguranças moderna envolve o hospital, misturando magia e tecnologia - um trabalho em conjunto de vários semideuses. Ainda assim, em geral o local é seguro, ao menos contra os renegados - mesmo em sua sede de sangue ninguém é estúpido o suficiente para prejudicar um serviço utilizado por eles próprios.

Além de instalações básicas, alguns locais especializados também podem ser encontrados - como as salas com equipamentos de fisioterapia ou a ala de TO, além da quadra esportiva e das piscinas - um bloco designado e pensado especialmente para aqueles que recebem ferimentos que deixam sequelas, necessitando de terapias intensivas para recuperação dos movimentos e capacidade motora - mas também é usado para recreação, tanto pelos internos quanto pelos plantonistas, desde que em horários agendados, que não atrapalhem o hospital.

Na enfermaria geral são encontrados diversos curandeiros de plantão. Os atendimentos são feitos em uma ala semelhante a um pronto socorro, com salas pequenas, individuais, cada uma com uma maca e o básico para o atendimento. Aqueles que necessitam de cuidados maiores são levados ao centro cirúrgico, passando pelo atendimento e depois direcionados aos quartos de recuperação - geralmente quartos grandes, divididos por 4 ou mais semideuses em camas individuais, com direito a um banheiro e uma televisão por quarto. Todos recebem café da manhã, almoço, café da tarde, jantar e chá da noite. O dinheiro do local vem dos atendimentos aos humanos, além de, quando necessário, receberam auxílio do acampamento.


- - - - - - - - - - - - - - - - - Enfermaria Geral


Após serem recepcionados, os semideuses são guiados para as salas de atendimento. O número elevado de plantonistas e o movimento constante faz com que raras vezes um semideus seja atendido pela mesma pessoa, mas alguns curandeiros são "figurinhas carimbadas" por assim dizer. [Na prática, o semideus é livre para usar um NPC de sua criação mas, caso prefira, abaixo descrevemos alguns NPCs oficiais do local].

Aqui, cada semideus pode recuperar até 150 de HP e MP por postagem, a depender da qualidade narrativa. A cura adicional se dá pela mistura de tecnologias e pela estrutura especializada, mais preparada do que a do acampamento.

NPCs Fixos


Mia Hepburn - De porte pequeno, tanto em altura quanto em constituição, poderia ser até confundida com uma pequena ninfa, com os traços alongados, élficos e seus 1,5m de altura, aparentando ser bem mais nova do que é. Apesar de ser filha de Hermes, difere do estereótipo esperado, sendo tímida e ingênua, pouco afeita à brincadeiras, ficando sem graça muito facilmente, ruborizando-se frequentemente. No entanto, é ágil no atendimento, e possui mãos delicadas, tornando-se especialista em ferimentos que requerem pontos ou intervenções cirúrgicas. Possui cabelos longos e loiros, geralmente em uma trança lateral, e usa óculos arredondados, estilo "Harry Potter". Pode ser considerada bonita, de um jeito meio nerd, mas está longe de ser uma beldade. Apesar de falar pouco, é otimista e sempre tenta animar os pacientes. Apenas se atrapalha um pouco quando está perto de Alex, por quem possui uma queda desde a faculdade.
Curiosidades:
Completamente míope, praticamente não enxerga sem os óculos;
Foi salva por Alex quando adolescente, e acabou seguindo seus passos em parte por vocação, em parte por admiração;
Fã de séries sci-fi.

Alex Fleming - Fundador do hospital, é um filho de Apolo típico, preferindo colocar a mão na massa do que se focar na parte burocrática - reservando isso para Danny, irmão gêmeo de Mia, que preferiu seguir um caminho diferente, juntando-se a empreitada apenas com fins economicos. Alex tem total confiança em sua equipe, sendo plenamente correspondido neste ponto. Fleming é um curandeiro conceituado, além de possuir um espírito empreendedor. Não é difícil vê-lo andando pelos corredores, auxiliando curandeiros novatos e supervisionando os atendimentos. Ele mesmo entra em ação nos casos mais graves, onde exibe um sangue frio e concentração bem diferentes de sua postura habitual, geralmente simpática e relaxada. Alto e de porte atlético, em torno dos 26 anos, costuma arrancar suspiros da equipe feminina do hospital, mas diferente do que se espera pelas suas origens, mantém uma postura estritamente profissional.
Curiosidades:
É descendente de Fleming, descobridor da penicilina;
Fã de basquete, ganhou sua bolsa de estudos através do esporte;
Amante de fast-food.

Diego Hernandes - "Chicano", baixinho e brincalhão: em geral não lhe dão muito crédito à primeira vista, mas ele consegue geralmente provar que estavam errados. Especialista em poções e terapias alternativas (especialmente úteis no caso de ninfas, sátiros e semideuses um pouco mais naturalistas) possui mais conhecimento do que deixa transparecer. A combinação de seus conhecimentos botânicos, naturais de um filho de Deméter, com o treinamento alquímico dos curandeiros o faz imbatível com poções. Está sempre fazendo piadas e tentando flertar com as pacientes - e enfermeiras, curandeiras, ninfas... - seja com cantadas de gosto duvidoso ou até criando ramalhetes de flores, na tentativa de encantá-las. Não raro as pacientes acordam com um buquê de flores e um cartão ao lado da cama. Infelizmente para ele, não costumam se impressionar, ainda mais que, apesar dos seus 25 anos, ainda parece praticamente um adolescente.
Curiosidades:
Bom cozinheiro;
Já foi fichado na adolescência por porte de drogas, quando participou de uma gangue humana, antes de descobrir suas origens;
Só descobriu ser um semideus aos 17 anos.

Calleb Omagra Jones - Não fosse o jaleco branco e a indumentário de curandeiro, o confundiriam com um segurança - o tipo de cara com o "porte armário" encontrado em grandes boates (típico de um filho de Héracles). Negro, cabeça raspada e expressão séria, com uma constituição física massiva - o que, por sinal, facilita seu trabalho, já que é especialista em fraturas, não raras vezes precisando imobilizar os pacientes ou encaixar ossos a sangue frio - algo que faz sem problemas. Seu tamanho desencoraja resistências, e sua expressão e comportamento estóico passam seriedade. Apesar disso, é uma boa pessoa - por mais que sua aparência seja intimidante - e isso pode ser percebido em sua voz, sempre calma e pausada, ainda que fale muito pouco - não se sabe se por natureza ou apenas para esconder o sotaque carregado, adquirido no Bronx, onde cresceu, sendo filho de imigrantes nigerianos - apesar disso, seu vocabulário é exemplar, como se usasse isso para afastar qualquer dúvida sobre suas capacidades. Aparentemente é um dos plantonistas mais velhos, em torno dos 35 anos.
Curiosidades:
Seu nome foi americanizado, para se adaptar melhor;
É fã de música, tocando sax, mas também aprendeu a tocar agogô quando mais jovem
Já participou de uma banda de jazz e quase largou a carreira de curandeiro pela musical.

Orientações


A qualidade da postagem é o que determinará a recuperação. No máximo 150 de HP e MP - mas a quantia pode variar. O mínimo recuperado é de 5 pontos;
Não há ganho de HP/ MP, apenas recuperação - se seu status já estiver full não haverá modificação;
Apenas uma postagem por atualização;
Se já postou em outra enfermaria, não poderá postar nesta (lembrando que este tópico é externo - ou seja, se seu personagem está postando no Acampamento, deve postar sua saída antes de iniciar as postagens aqui;
O não cumprimento acarretará a anulação da postagem e penalizações em HP e MP ao player infrator.

Essa idéia rondou a staff/ fórum em geral a muito tempo - até onde pude apurar por Katerine Delacour. Então, ficam os agradecimentos aqui pela sugestão inicial. Descrições e desenvolvimento feitas por mim, com base no sistema vigente das enfermarias internas.





SHINJI @ OPS!
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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Justin McCain em Ter 08 Nov 2016, 13:29


Hospital Geral

healthy...


Tudo estava pronto para a partida. Meus pertences (se é que posso chamar assim aos itens que estão em minha posse), minhas roupas e as armas, a única pendência era minha saúde. Depois de enfrentar alguns problemas sérios, sofri ferimentos e já não tinha mais o mesmo pique de antes. Assim, dirigi-me ao único lugar fora daquele refúgio fajuto que poderia me curar: o Hospital Geral.

Não, você não leu errado. Quero distância daquele acampamento, que ousa pregar tanto sobre ser um lar para todos, mas na verdade me parece mais uma forma que os deuses arrumaram para controlar seus filhos e ordenar que limpem sua bagunça. Esse é o meu motivo geral por detestar aquele lugar, mas também existe um problema pessoal que me impede de sequer ter simpatia pelo Acampamento Meio-Sangue: não há lugar para os filhos de Nêmesis.

A deusa da justiçame abandonou com um bêbado louco que deveria ser meu pai e nem ao menos deu-se ao trabalho de fazer um chalé para mim e os outros filhos cujas vidas ela com certeza tinha desgraçado por aí. Foi quando soube disso que percebi o quanto os deuses são injustos e como eu parecia estar destinado a viver sempre infeliz. Como quer que fosse, ali decidi que viveria por contra própria, à minha justiça e em busca de vingança.

Tais pensamentos rondavam minha cabeça até que fui chamado para uma primeira triagem no Hospital Geral. Segundo a enfermeira... curandeira... não sabia como chamá-la, uma consulta rápida com o doutor Diego Hernandes seria o suficiente para cuidar de mim, então peguei uma fila de espera de duas pessoas, incluindo a mim.

O semideus à minha frente caminhou até o consultório na hora em que foi chamado e saiu de lá cerca de 15 minutos depois, tempo no qual fiquei irrequieto e entediado por poder apenas fitar aquela decoração sem graça de hospital e sentir arrepios com o cheiro de álcool e antissépticos. Quase cometi o erro de dar graças aos deuses quando o latino me chamou.

— Hola, chico! — Seu sorriso de quem não tem um problema na vida me irritou instantaneamente e não me dei ao menor trabalho de cumprimentá-lo de volta. — Ahn... certo, vejamos o que você tem?

O médico me olhou de cima a baixo, fazendo com que eu me sentisse completamente invadido, e imediatamente puxou uma bolsa para junto de si. De dentro dela, pude ver que ele retirou saquinhos de... aquilo era suco de maçã, certo? Além folhinhas verdes, sementinhas, algo que parecia leite, tiras de limão siciliano (dava para reconhecer pelo cheiro cítrico e pela cor) e um pó roxo.

Parecendo um cientista maluco, Hernandes misturou aqueles componentes em dois copos diferentes e depois de uns cinco minutos voltou-se para mim novamente e me entregou as duas poções para beber. A verde brilhante meio escura veio com sementes de pimenta do reino e a roxa (descobri que o pó de mesma cor era amora) com folhinhas de hortelã.

Imediatamente me senti mais forte e mais animado, minha energia e força vital correndo por minhas veias da melhor forma possível novamente. Fui liberado pelo médico e deixei o consultório e o hospital para ir direto ao meu esconderijo. Lá, peguei minha mochila e as armas. Era hora de partir em direção ao meu fortalecimento e iniciar de uma vez por todas minha jornada para realmente fazer justiça.

.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.
Justin McCain
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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Jonas W. Harris em Qua 09 Nov 2016, 02:21


AVALIAÇÃO


Peter J. McCain: E ai, cara, tudo jóia? Papagaio
Vamos falar do seu post. Não tenho muito a reclamar, foi um texto simples, porém trouxe os requisitos necessários e bem focado no mais importante, no caso a cura. Trabalhou a trama do personagem para explicar a ausência do acampamento, e soube fazer um texto bem fluente. Único errinho foi um momento onde faltou um espaço, problemas da digitação rápida mas não foi nada demais. Enfim, acho que é isso.

Condição final: Full HP/Full MP

~Aguardando att~
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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Darius Hunt em Qui 10 Nov 2016, 20:41



Doppelgänger
S e q u e l s

"It has been said, 'time heals all wounds.' I do not agree. The wounds remain. In time, the mind, protecting its sanity, covers them with scar tissue and the pain lessens. But it is never gone.."
― Rose Fitzgerald Kennedy


Hospitais se resumiam a branco nas paredes, móveis, roupas, sorrisos e o cheiro asséptico de produtos de limpeza e álcool - infelizmente não do tipo que eu gostava e podia ser ingerido - pairando no ar.

Minha pouca dignidade restante e nome estavam limpos e intactos, o que não podia ser dito do meu corpo. As sequelas do meu encontro com um sósia mal feito eram evidentes no corte mal cicatrizado no braço e nós dos dedos ainda avermelhados e inchados.

"Nota mental, comprar um soco inglês para poupar meus lindos punhos." Pensei olhando para minhas mãos enquanto aguardava ser chamado.

Ouvi meu nome ser chamado e segui um enfermeiro até um leito próximo. Não demorou até que uma médica de cabelos ruivos se aproximasse para começar o atendimento. Por alguma razão o típico sorriso cínico que costumava ostentar em momentos assim parecia hesitar em surgir.

— Briga de bar? — Perguntou a doutora.

— Você acreditaria se eu dissesse que alguém estava usando minha identidade pra cometer crimes e eu desvendei o esquema, surrei o responsável e chamei a polícia? — Então levantei uma das sobrancelhas como se subitamente lembrasse de um detalhe importante. — Em uma única noite, a propósito.

Como resposta, tive apenas um cenho franzido e uma sutil curva nos lábios da moça enquanto esta calçava as luvas de procedimento.

— Então vamos ficar com a briga de bar. — Rendi-me, dando de ombros.

O primeiro passo tomado pela dona dos cabelos alaranjados foi a limpeza dos locais para evitar que uma inflamação acontecesse. Os líquidos utilizados arderam tanto quanto uma lambida do próprio satanás nas feridas, mas por um milagre qualquer, nenhum palavrão ou grito másculo deixou minha boca.

Ela riu.

— Essa pomada vai ajudar a cicatrizar melhor. — Afirmou enquanto espalhava generosamente o produto nos nós dos meus dedos antes de eifaixá-los com cuidado.

A médica chamou por uma enfermeira e em poucos instantes um copo com água e alguns comprimidos me foi oferecido. Meu palpite de se tratarem de analgésicos foi confirmado quando comecei a sentir o corpo pesar um pouco mais do que o normal.

— É por causa da sutura, não é? — Indaguei enquanto fitava o corte aberto no braço.

— Sim. Vai sentir um pouco de sono quando sair daqui, mas é normal.

Os pontos foram dados com maestria e sem muita dor, de forma que ao fim do procedimento eu quase me sentia em condições de agradecer. Com relação aos hematomas, não havia muito a ser feito da parte da mulher além de distribuir um pouco de um creme transparente e realizar uma breve massagem nos locais.

Eu me sentia bem. Não novo, não perfeito, mas inteiro. Agradeci o atendimento e saí dali com uma prescrição de remédios que não compraria e orientações de repouso que provavelmente não seguiria.

Não admitia, mas estava procurando pela espanhola novamente - Chiara, a tempestade de olhos azuis - e coisas boas não aconteciam quando nos encontrávamos.

Talvez fosse por isso que a adorava tanto.
Observações:
O post se passa depois dos eventos da missão cujo título está no template (link aqui). Ainda estou aguardando atualização, mas os status finais devem ficar 220/300 HP e 230/320 MP.

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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Kalled C. Almeida em Sex 11 Nov 2016, 11:08


AVALIAÇÃO


Darius Hunt: Bem, foi um texto simples, direto e objetivo. Não tenho muito o que dizer, foi bem descrito e totalmente breve sem perder a objetividade da coisa. Logo, pode retornar a brigar em bares meu caro, pois você está em plena condição física para isso.

Condição final: Full HP/Full MP

~Aguardando att~
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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Orfeu em Sab 12 Nov 2016, 16:46

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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Niklaus C. Schaefer em Sex 24 Mar 2017, 21:31

Before the sunlight comes
he needs to be healed
As cinzas do cigarro caíam no chão enquanto o longo e último trago era dado pelo rapaz. Lentamente, Niklaus expulsou a fumaça que corroía seus pulmões pela boca, vendo-a ascender quase como se fosse capaz de misturar-se às nuvens no céu noturno.

Próximo à entrada do hospital, recebeu alguns olhares que claramente diziam que ele não deveria fazer aquilo - ao menos não ali. De fato, ele não deveria. Era um péssimo hábito, mas ele o tinha como um velho amigo.

Sorriu com o canto dos lábios e adentrou o recinto.

A espera e a burocracia não incomodaram o rapaz. Pelo contrário, acabaram por ser uma oportunidade excelente de colocar em prática uma habilidade que há muito não usava: A enganação.

Mentir era como música. Dependia dos tons, expressões e detalhes certos colocados em uma sequência perfeita para que chegasse aos ouvidos alheios em harmonia suficiente para que acreditassem. Não era seguidor de Orfeu, mas nesse caso, muito bem poderia sê-lo.

Depois de oferecer nomes e motivos irreais para a visita ao local, foi chamado.

Mancou sutilmente até chegar à maca designada para si. Uma enfermeira de longos cabelos ruivos colocou a prancheta numa pequena mesa enquanto calçava as luvas.

― Estamos um pouco lotados hoje, então como você não parece correr risco de vida ou ter uma infecção grave, eu vou te atender. ― Disse ela, dando de ombros. ― Sou Sophie.

― Sem problemas. ― Respondeu ele enquanto tirava a camisa e os calçados.

Uma injeção do que parecia ser um anti-inflamatório qualquer foi aplicada no deltoide da cria do amanhecer, e um pequeno copo com dois comprimidos analgésicos lhe foi oferecido. Ingeriu ambos de uma vez e deitou.

A dona dos cabelos alaranjados começou limpando os pés do rapaz com uma substância que disse ser antisséptica. Os cortes não haviam cicatrizado bem, e o fato de utilizar constantemente sapatos fechados acabava por explicar o exsudato amarelado que escorria por alguns dos cortes.

Após finalizar essa etapa, passou uma pomada em quantidade abundante e enfaixou ambos pés.

― Recomendo que espere aqui pelo menos uma hora antes de sair andando por aí. ― Disse, erguendo uma das sobrancelhas. ― Não que esteja em condições disso. As botas ficam ótimas em você, mas evite usá-las nos próximos dais.

― Como quiser. ― Brincou.

Seu olho ainda estava levemente inchado e a série de socos em sua face havia deixado uma marca que precisaria de pontos na altura das maçãs do rosto. De forma habilidosa, foram feitos ignorando as caretas feitas pelo rapaz ao fim de cada um, que era anunciada com um puxão levemente mais forte.

Em seguida, a ruiva observou as marcas arroxeadas nos pulsos e costelas do filho de Eos e franziu o cenho. Aproximou as palmas do flanco direito e resmungou algo parecido com uma afirmação de alívio por não ter nada quebrado ali.

Schaefer nada sentiu se não um calor nas regiões conforme eram tocadas. Quando resolveu ver o que a garota estava fazendo, por uma fração de segundo, pôde jurar que havia visto suas mãos reluzirem discretamente.

Os hematomas desapareceram. Ele não compreendeu.

Ela riu, deu uma piscadela e levou o indicador aos lábios como se pedisse por silêncio.

― Você não é o único com segredos. ― Afirmou, jogando na direção dele uma bolsa com gelo que estava na bandeja que havia trazido. ― Sabe aquela história que a cura é uma dádiva divina? Nem sempre é uma metáfora. ― Deu de ombros. ― Se cuide.

E sem dizer mais nada, ela se foi. Ele gostaria de ter feito o mesmo, mas somente daquela vez, permitiu que se rendesse ao pesar das próprias pálpebras sem sequer lembrar-se dos pesadelos que costumavam atormentá-los.

Suspirou e logo foi levado aos domínios de Morfeu.
Spoiler:
O post se passa dois dias após a última DIY ("― daylight", caso haja interesse de lê-la);
Sim, Sophie é uma seguidora de Asclépio.

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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Hécate em Qui 06 Abr 2017, 10:35



Atualizado!


150 HP/MP para Niklaus C. Schaefer






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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Angharad W. Sajewski em Qui 04 Maio 2017, 21:57


NEW YORK

extra:
Essa primeira parte, antes do XXX, são só informações de trama, de modo que não contém nada referido a enfermaria em si.

Era a primeira vez que Angharad visitava Nova Iorque. Na verdade, era a primeira vez que saía de seu vilarejo, em Gales. Havia acordado com sua mãe sentando-se em sua cama, sorrindo. Ela parecia contrariada com alguma coisa, mas tentava parecer alegre. Falhava miseravelmente. Por isso, a prole dos raios perguntou o que acontecia.

— Angharad, vamos ter que fazer uma viagem para Nova Iorque — todo o ar do pulmão da menina sumiu. A mãe sempre viajava para NY, geralmente para fazer exames, mas Angharad nunca havia ido junto. Ela sequer acreditou que fosse poder conhecer um lugar diferente, afinal, nunca saía de casa. A figura materna a prendia como se ela fosse a Rapunzel; sendo assim, estranhou a notícia. — Preciso fazer exames e não quero que você fique com sua avó. Você sabe, da última vez ela foi liberal demais com você.

Angharad sempre ficava com a avó durante as viagens da mãe, e isso sempre fora reconfortante. Ela podia andar pelo vilarejo, conversar com pessoas, coisas que geralmente não lhe eram permitidas. Depois que isso foi descoberto pela mulher, ela não confiava mais em deixar a guarda da filha com outras pessoas. Isso, de toda forma, não havia sido tão ruim. A filha de Zeus viajaria também.

X X X

Entrou na referida enfermaria com certo receio. Embora nunca tivesse ido ali, sabia que poderia confiar no atendimento. Sua mãe, enquanto ia no próprio médico, mandou-a ficar ali dentro — dissera ser um lugar para semideuses, como ambas. Angharad achou estranho, já que sua progenitora não gostava que ela se envolvesse com nada do mundo divino, mas pensou que não tinha mais aonde deixá-la em segurança.

Caminhava a pé por pé, olhando em volta com ansiedade. Não sabia o que fazer, portanto somente ficou procurando alguém para perguntar. Deveria ela entrar sem avisar? De repente, um menino meio loiro muito sorridente se aproximou, acolhendo-a com um abraço. Sajewski ficou levemente surpresa, mas achou o gesto reconfortante. Sorriu.

— Com licença, minha mãe disse que aqui é uma enfermaria... Eu queria... Hmm, como fala mesmo? Ser curada?

Estava pouco familiarizada com esse “jeito semideus” de se comunicar, mas se esforçava. O menino — que se apresentou como Travis — sorriu ainda mais. Parecia encantado com a falta de jeito de Angharad, o que a deixou mais à vontade.

Mal percebeu que ele a levava para uma sala diferente enquanto fazia perguntas. Ela respondia coisas como aonde morava, sua idade e sua experiência com o mundo semideus. “Gales, dezoito, quase nenhuma”.

Quando se sentou, olhou ao seu redor. Era uma sala bonita, mas muito branca e com objetos estranhos que ela pensou serem divinos. Sentiu falta das armas que a mãe trancava em seu porão, em Gales. Suspirou profundamente, triste. Queria poder ser tão semideusa quanto aquelas pessoas ali.

— Tudo bem... Angharad? É assim que se pronuncia? — Ela concordou, e Travis pareceu feliz por ter acertado. Bateu duas palmas e começou a revirar em seus estoques. Quando voltou a encará-la, segurava um vidrinho com um líquido muito amarelo. Entregou-a e mandou-a beber. Ela o fez. — O gosto é muito bom, né? Eu sei!

Em seguida, ele segurou as mãos de Sajewski levemente, e ela sentiu que sua pele era macia. Começou a sentir uma sensação muito boa com o tempo, e percebeu que ele estava utilizando um poder! Aquilo era realmente incrível.

Após estar se sentindo incrivelmente bem, teve de voltar para a recepção. Queria poder conversar mais com Travis, fazer perguntas, mas ele tinha outros pacientes para atender. E, com tristeza, a menina percebeu que já estava quase na hora da mãe buscá-la.

Teria de voltar para casa.

pormenores:
1. Talvez dê para perceber que a Angharad não sai de casa, nunca. A mãe a trata como se ela fosse a Rapunzel;

2. A mãe da menina não queria a deixar com a avó por conta da última missão que foi feita nessa conta, Niflheim. A avó deixou Angharad sair de casa, e a menina acabou se metendo em confusões;

3. A mãe dela também é semideusa, filha de Melinoe.
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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por 128-ExStaff em Sex 05 Maio 2017, 13:19



Atualizado


Full HP/Full MP para Asgharad
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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Patrick Melahel em Ter 18 Jul 2017, 18:53


When we were young
Our future was so bright. The old neighborhood was so alive



Demorei um pouco para conseguir ficar de pé, havia acabado de apanhar até esquecer meu nome. Esse hábito de ir ao clube da luta não me faz bem, mas pelo menos eu me distraio dessa vida de tentar ter uma vida comum, mesmo sabendo do sangue divino que corre pelas minha veias.

Deixei a gaiola onde ocorriam as batalhas e fui até a ante sala em que os lutadores se preparam. Cuspi um punhado de sangue na pia mais próxima e sentei sobre uma mesa de metal. Olhei para meu reflexo e percebi que a situação era pior do que pensei.

- Nota mental: Quando um filho de Heracles atacar, a melhor opção é sair da frente.

Cuspi mais sangue na pia e peguei um rolo de fita adesiva para estancar o sangramento, não era o suficiente mas me manteria vivo até que pudesse chegar num hospital. Costurar meus próprios ferimentos estava fora de cogitação dessa vez, minhas mãos tremiam em demasiado. Após uma série de curativos improvisados, vesti minha jaqueta e saí do clube.


THE HOSPITAL

Entrei pelas portas automáticas do hospital tentando disfarçar o quanto mancava. Procurei pelo balcão de atendimento e apenas mostrei minha identidade, a recepcionista já me indicou à área voltada para semideuses.

- Acho que três vezes na mesma semana é o bastante pra lembrarem de mim.

Sentei na sala de espera, puxando meus fones de ouvido que estavam presos a uma coleira no meu pescoço (não faça perguntas), para me distrair com algo além da dor.

Pouco tempo depois, fui chamado por um médico que deveria ter uns dois metros de altura por três de largura, uma das maiores pilhas de músculo que eu já vi. Ele me indicou uma sala, onde entramos e nos sentamos à mesa. O rapaz se apresentou como Calleb e me pediu para explicar-lhe os meus problemas.

- Meu nome é Patrick, prazer em conhecê-lo. Meu joelho esquerdo dói muito quando eu ando, tenho alguns cortes pelo corpo e acho que quebrei uma costela. Também tem alguns hematomas, mas isso é o de menos.

O médico arqueou uma sobrancelha e perguntou: “Clube da luta?”, assenti com a cabeça e recebi um olhar de desaprovação. Calleb me pediu para que tirasse meu casaco e minhas calças, para que fosse examinado, e também que eu fosse em direção à maca.

O curandeiro se certificou de que eu nunca mais usaria fita adesiva para cobrir meus ferimentos, me dando uma bela de uma bronca e arrancando a fita da maneira mais dolorosa possível, mas se certificando de que não causaria mais danos aos ferimentos. No fim das contas, a dor na costela era apenas da dor mesmo, meus ossos estavam todos inteiros.

Calleb foi até um armário, de onde tirou algumas gazes, bandagens e cotonetes, juntamente com um pote de água destilada e um vidrinho de solução de iodo. O médico depositou os materiais em uma mesinha ao lado da maca e deu início ao procedimento. Calleb fez a limpeza dos ferimentos com a água destilada e algumas das gazes, com o cuidado e precisão excepcionais, mesmo para um semideus curandeiro. Também desinfectou os cortes com um cotonete mergulhado em solução de iodo, utilizando uma pinça para alcançar as regiões mais profundas do corte. “Fita adesiva em um corte, francamente…” ele resmungava.

Puxei assunto com o semideus para tentar me distrair da dor, já que ele se recusou a aplicar anestesia como punição pela fita adesiva. Descobri que ele era filho de Heracles e sorri.

- Foi um irmão seu que fez isso comigo. Ele é meio bruto, como já deu pra perceber, mas é um amor de pessoa. Isso deve ser padrão dos filhos de Heracles, aposto que você deve curtir poesia ou ir no parque dar comida pros pomb…

Fui interrompido por uma agulha que atravessava minha pele para fechar o corte maior.

- Ok, ok, entendi… Vou ficar quieto.

Apesar da dor, Calleb era habilidoso o bastante para que ela fosse minimizada. Com os pontos finalizados e bandagens colocadas, era hora de verificar o meu joelho. Após tatear a região, o curandeiro percebeu que minhas articulações estavam um pouco desalinhadas. “Subluxação”, ele diagnosticou.

Em um movimento rápido e preciso, o joelho foi colocado de volta no lugar, mas não sem me fazer ter vontade de berrar e esmurrar a parede, mas me contive e apenas encolhi-me todo, soltando um rugido.

Dois analgésicos depois, eu pude voltar a vestir minhas roupas e receber a alta do hospital. Agradeci Calleb, que foi muito educado e me disse para tomar mais cuidado e evitar as lutas por um tempo. Assenti com a cabeça, me despedi e saí do hospital. Chamei o primeiro táxi e pedi para que me levasse para casa.

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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Angharad W. Sajewski em Ter 15 Ago 2017, 19:14


hello

pormenores:
1. Talvez dê para perceber que a Angharad não sai de casa, nunca. A mãe a trata como se ela fosse a Rapunzel;

2. A mãe dela também é semideusa, filha de Melinoe.

Era a segunda vez, em uma quantidade consideravelmente pequena de tempo, que Angharad visitava o hospital semideus. Na outra vez havia sido por pura conveniência, mas daquela vez sua mãe fora obrigada a trazê-la. A filha de Zeus reclamava de tantas dores e falta de ânimo que, se não tivesse ido se curar, tampouco iria levantar da cama. Cansada de tudo aquilo, a mulher comprou a primeira passagem para Nova Iorque que encontrou e, para “não se misturar com outros semideuses”, ficou do lado de fora da enfermaria esperando a filha.

Angharad sempre se sentia curiosa para saber o motivo de tanto ódio pelo mundo semideus, já que a própria mãe era uma semideusa. Nunca tinha perguntado sobre aquilo porque, apesar de todo seu atrevimento, ainda sentia medo. Estava pensando naquilo quando, de repente, uma mão pousou em seu ombro.

— Olá, Angharad! Fiquei pensando quando voltaria aqui — o menino loiro e sorridente na frente da menina era Travis, o curandeiro que a atendera da última e única vez que estivera ali. Sajewski se perguntou por qual motivo ele se lembrava dela, mas achou que seria mal educado externar sua dúvida. — Ainda se lembra de mim?

Ela se lembrava, claro. O garoto havia sido tão legal com ela que, não pela primeira vez, Angharad tinha sentido vontade de fazer parte de todo aquele mundo. Infelizmente, a mãe ainda continuava a prendendo em casa — e imaginava que ia continuar por muito tempo.

Depois de algumas palavras trocadas, coisas como “como vai a vida ultimamente?” e “você está bem?”, Travis deixou de lado a pequena amizade que tinham e começou a trabalhar. Fez a filha de Zeus relatar todas as dores que sentia, o que foi relativamente fácil. Reclamara tanto nos dias anteriores que até decorara suas queixas.

— Travis, você mora aqui em Nova Iorque? — Perguntou Angharad, curiosa. O menino estava ocupado preparando uma mistura com vários ingredientes, mas ela não achou que isso o impedia de falar. O menino não demorou nem cinco segundos para sorrir e começar a contar de sua vida, como sempre fazia.

— Moro aqui há pouco tempo, antes eu ficava no Acampamento Meio-Sangue. Mas aqui o atendimento é mais amplo, eu posso conhecer várias pessoas diferentes! Tipo você, que veio de tão longe!

Ele continuou falando, mas Sajewski não prestou atenção. Acampamento Meio-Sangue. Não sabia o que era aquilo, mas o termo lhe parecia tão convidativo que ela esqueceu de tudo o que sentia. Ficou com medo de perguntar o que era, já que o menino não sabia de sua ignorância naquele assunto. Apenas quando Travis estendeu a tigela com um líquido vermelho, foi que ela voltou para o mundo real.

Bebeu. Tinha gosto de amoras e chocolate, mas também um pouco de mel. Sorriu assim que acabou, já começando a se sentir um pouco melhor, e só não pediu mais porque sabia que provavelmente não teria seu pedido atendido. De toda forma, o curandeiro percebeu que ela estava mais dispersa. Colocando-se ao seu lado, ele pegou as mãos da prole dos raios e sorriu. A aura que lhe passava era de conforto, felicidade e alívio.

— Ainda espero que você venha morar conosco um dia, Angharad.
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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Christopher Mason em Sab 26 Ago 2017, 06:10

REVIGORANTE
Era como haviam dito, anos atrás. O lugar, o verdadeiro, era encobrido por uma fachada de instituição particular, o que explicava todos os veículos caros que vi na área de estacionamento, ao deixar minha motocicleta. Carregava minha mochila mágica em um ombro, enquanto pressionava a ferida que cobria quase todo meu torso. Lya seguia logo atrás, levando a própria bagagem e com uma expressão alarmante no rosto, assustada com tudo aquilo. No entanto, tanto ela quanto eu sabíamos que foi necessário trazê-la. Ao me aproximar da entrada, dei meia volta, fitando a garota.

— Daqui em diante, é melhor esperar na recepção. Tome, use em qualquer um que seja hostil. — tirei da cintura, de dentro da calça, uma Desert Eagle. Os olhos de Lya saltaram, de início, mas logo a mortal concordou e abaixou a cabeça, guardando a arma em sua bolsa. Antes de continuar, levantei seu rosto. — Não se preocupe, não demoro.

Na recepção, fui atendido por uma jovem de baixa estatura, cabelos loiros trançados, orelhas élficas e olhos escondidos por um óculos redondo. Se não reconhecesse o cheiro de um semideus de longe, com certeza a confundiria com uma ninfa. Ignorei os olhares tortos que recebi, principalmente de mortais engomadinhos, embora os entendesse - além das roupas rasgadas e manchadas de sangue, eu mancava e, pelo o que pude ver em alguns reflexos pelo caminho, estava pálido. Me apoiei no balcão com pouca firmeza e abri um sorriso exibicionista pelos dentes de platina. Ela abriu um sorriso, como de costume para um recepcionista.

— Bom dia, em que posso ajudar? — ela estava com os dedos parados em cima do teclado de um computador. No entanto, seus olhos rolaram para baixo, percebendo do que se tratava. Não demorou muito para que ela saísse de dentro da pequena cabine e deixasse outro em seu lugar, andando até um pequeno corredor e fazendo sinal para que a seguisse.

Em poucos segundos, estava dentro de uma pequena sala, com espaço suficiente apenas para uma maca e prateleiras recheadas de itens e produtos, tanto mortais quanto mágicos. Em questão de atendimento, era o melhor lugar para pacientes impacientes como eu, sem a necessidade de apresentar documentação e esperar na fila. Mas, a curandeira que no início demonstrou-se gentil, também direcionava olhares tortos enquanto examinava as feridas. A primeira coisa a se fazer foi limpar o sangue seco que cobria quase toda a região da barriga. Após isso, ela passou soro fisiológico na região, esperando alguns minutos para secar com uma gaze.

— Estava necrosando, as coisas poderiam se complicar. — afirmou ela, talvez na tentativa de me animar, ser otimista ou apenas fazendo uma anotação em voz alta. — Você deu sorte, mais alguns centímetros de profundidade e chegaria ao terceiro grau.

— Impossível, eu larguei os estudos. — abri um sorriso brincalhão, recebendo apenas um rolar de olhos e uma risada leve.

Sorri e deitei a cabeça, olhando para o teto. Sentia algo pontiagudo sendo usado dentro da ferida, mas não me incomodei, ela tinha mãos firmes apesar de pequenas. Dei apenas uma olhada curiosa e percebi que a loira retirava pedaços de pele por todas as três feridas. Após isso, com agulhas esterilizadas, ela costurou as três garras que o Leão de Nemeia havia marcado em mim.

— Devia ser uma criatura grande. — comentou ela, na tentativa de cortar o silêncio. Gargalhei fraco, confirmando sua suposição e complementando com o fato de que a fera havia sido mandada de volta ao Tártaro. Ela sorriu, mas seu olhar a entregava, algo incomodava a curandeira. Então, após mais cinco minutos de puro silêncio, seus olhos tomaram uma expressão alarmante. — Você é o garoto do porto.

Calculei o tempo que havia demorado naquela manhã e, pelo o que percebi, não havia sido tanto. No entanto, coisas haviam mudado desde a última eleição - a segurança nos Estados mais ricos havia aumentado. A curandeira se referia aos dois corpos encontrados em um navio cargueiro, no porto de Manhattan. Deixar uma testemunha não foi o ato mais inteligente, concordo, mas era assunto morto. Mantive o silêncio, sabendo que qualquer palavra poderia mudar o rumo calmo daquele momento. Mas ela prosseguiu.

— Somos uma instituição neutra, cuidamos de feridos, não somos juízes. Mas, se você tentar algo...

— Vocês são o Acampamento? — interrompi a loira de imediato, encerrando o tom de brincadeira em minha voz e ações. Ela negou com a cabeça, voltando a me costurar. — Então não se preocupe.

A partir dali, qualquer tentativa de conversa seria inútil - para ela como curandeira, eu era um ferido, como semideusa, um renegado. Após eternos dez minutos de costura apenas na região do torso, ela fez o mesmo com a ferida em meu braço esquerdo, embora não fosse tão grande, o que custou mais três minutos. Deixou gazes limpas em todas as quatro feridas, enfaixando toda minha cintura e antebraço esquerdo após isso. Por fim, estendeu as mãos sobre elas e uma luz esverdeada saiu de suas palmas. Seria o suficiente para, quem sabe, não morrer naquele dia. De qualquer jeito, não estava preocupado, filhos de Ares morrem em batalhas. Me levantei, contudo fui impedido por ela, que achou melhor que eu me sentasse. Obedeci enquanto ela se ergueu até as prateleiras, revirando instrumentos, produtos e caixas até encontrar o que queria. Se tratava de um pequeno pedaço de ambrósia. Não comia aquilo desde que abandonei o Acampamento.

— Coma devagar. — alertou-me, deixando o pedaço em minhas mãos. Comi calmamente, até que não sobrasse nada. Felizmente, era o suficiente para revigorar e pouco para que eu não explodisse em chamas. A loira abriu um sorriso e despejou uma pomada e uma cartela de analgésicos no bolso de minha jaqueta. — Ótimo. Passe a pomada diariamente nas feridas, ao acordar e antes de dormir. Tome um analgésico por dia... dois, se entrar em alguma enrascada e precisar lutar.

Pude sentir os efeitos da ambrósia em poucos segundos. Minhas pernas estavam firmes novamente, assim como as mãos, minha pele retomando a coloração normal. Pude mover o torso razoavelmente, enquanto a respiração retornava ao seu padrão, forte como sempre. Agradeci ela, me levantando e caminhando até a saída da sala enquanto recebia o mesmo olhar de desconfiança. Talvez ela estivesse certa em se preocupar com o hospital.

Afinal, em uma guerra vale tudo.

HEAR ME ROAR



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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Ayla Lennox em Dom 27 Ago 2017, 17:40



Avaliação
Hospital Geral
Patrick:

E aí, guri, tranquilo?

Antes de mais nada, peço desculpas pela demora na avaliação. Sem enrolar muito nessa parte da conversa, vamos ao que realmente importa aqui: tua avaliação.

No que realmente importava (o processo de cura), o post foi muito bom. As ações de Calleb foram bem descritas, assim como os procedimentos – todos coerentes com as mazelas que você descreveu ao chegar no hospital – e a interação entre vocês foi simples e deu uma dinâmica legal ao texto.

Só queria que você ficasse um pouco mais atento na pontuação (coisa que pode ser resolvida com uma revisão mais cuidadosa) e a organização das tuas ideias, especialmente no começo do post. Tem muita informação, mas os fatos não se conectam muito bem, deixando a leitura meio enrolada.

No mais, meus parabéns.

Recompensa: +120 HP e 95 MP (Full)

Angharad:

Olá, cria de Zeus.

Então, seu texto é impecável em aspectos de ortografia e gramática – o que é invariavelmente louvável – e dá toda uma ambientação legal da trama da personagem e relação dela com terceiros, mas é um pouco vago no aspecto principal aqui. Senti falta de uma descrição mais precisa tanto dos teus ferimentos quanto do atendimento (que acabou se resumindo numa conversa e algumas poções) em si.

Trabalhe nesse aspecto, mantenha o foco e estou certa de que não terá dificuldade alguma em obter a pontuação máxima.

Recompensa: +50 HP e MP

Cristopher:

Teu post foi bem completo e abordou os aspectos importantes na medida necessária. O atendimento foi bem descrito e só quero pedir que atente para os termos que usa para descrever a gravidade dos teus ferimentos (no caso, necrose e terceiro grau; sendo necrose um estado extremamente avançado de morte tecidual e o segundo sendo usado para descrever queimaduras, não cortes).

Creio que estes sejam os únicos pontos dignos de ressalva.

Recompensa: +145 HP e MP

Dúvidas, reclamações, elogios, desabafos e mimimis... MP
Aguardando atualização

Ayla, roubado de.
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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Hécate em Dom 27 Ago 2017, 23:32

Tejem coisados!





Hécate

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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Anastasia Bathory em Sex 17 Nov 2017, 00:34



Hospital
Not again... please


Amarantha, eu não quero voltar para um hospital.

Anastasia se encontrava caída em um beco escuro com as costas contra a parede úmida de infiltração, uma aura estranha a envolvendo. Sua foice estava caída ao seu lado, manchada de sangue tanto quanto a própria garota. O sangue, em sua maioria, não pertencia a ela, mas de um velho louco que pulou em cima dela a alguns minutos antes quando ela passava pela rua. O grito do homem a fez se virar rápido em reflexo, e até mesmo conseguiu desviar, mas não completamente, tendo agora um corte em seu braço, fora o corte em sua barriga causado pelo ultimo golpe do homem antes de morrer.

Se não for agora vai sangrar até a morte.

A mulher vestida de vermelho continuava impassível em relação aos choramingos da semideusa. Com os braços cruzados e o olhar para a entrada do beco, a única coisa que fazia era permanecer ali, sem fazer qualquer movimento para ajudar a garota.

Há um hospital por perto. Um que eles não irão te prender como fizeram no último, porém você precisa levantar logo ou então a deixarei aqui para morrer sozinha em meio aos ratos e mijo de mendigos.

A entidade só precisou de um olhar para a morena para que ela compreendesse as palavras que não estavam sendo ditas.

~~*~~

Deitada em uma maca com o braço estendido e o rosto sem expressão alguma, sua palidez denunciava o quão ruim a perda de sangue havia sido. Anastasia se sentia tonta e um chiado e pressão irritantes se faziam constantes em seus ouvidos como sua visão que escurecia e voltava aos poucos.

Não sentia dor no corte depois que a anestesia foi injetada nela, porém a sensação da agulha entrando e saindo de sua pele ainda assim fazia uma sensação estranha se manifestar em seu estômago.  O garoto que cuidava de seu ferimento mais grave falava alguma coisa, mas a morena não prestava atenção alguma, querendo apenas que aquela sensação de quase desmaio acabasse logo. Infelizmente não demorou para que sua visão escurecesse de uma vez e ela apagasse.

~~*~~

Ao recobrar a consciência, Bathory se sentou rápido na cama com a respiração acelerada demais. Imagens estranhas ainda circulavam sua mente, a deixando confusa, sem saber onde exatamente estava. Amarantha foi a primeira coisa que notou. Parada próxima a janela do quarto, a semideusa chegou mesmo a ter um deja vú, porém as rosas mortas na cabeceira da cama em que estava indicava que não estava em um lugar conhecido.

Ao levantar a mão, sentiu algo espetando seu braço e foi quando notou o acesso enfiado em seu corpo, por onde algo vermelho corria. Sua primeira reação foi o de arrancar aquilo, contudo ao segurar o aparato de plástico a porta do quarto abriu, levando a garota a erguer os olhos para quem havia chegado.

Que bom que acordou, Anastasia. Sou Alex. – O garoto diz se aproximando da cama indo logo avaliar a bolsa de sangue pendurada. – Você perdeu muito sangue e tinha várias escoriações pelo corpo. O pior foram os cortes no braço e na região do abdômen que precisaram de suturas. Felizmente nenhum órgão foi atingido. Você precisa apenas de repouso e isso aqui.

A garota não viu da onde, mas de alguma forma, o garoto bonito a sua frente, talvez um doutor, lhe estendia um vidro com um líquido amarelado. Um pouco hesitante, a semideusa pegou o vidro e olhou novamente para o rosto do garoto que começou a lhe explicar ser Néctar e que as tentativas anteriores de Diego, o garoto que a atendeu assim que chegara, não haviam funcionado, talvez por conta das ervas que havia usado. Enquanto ele falava, Bathory simplesmente olhava para o frasco em sua mão.

Pode beber. Fará você se sentir melhor.

A voz de Amarantha lhe tirou de seu pequeno devaneio. Foi com o fato de estar já habituada com a presença constante da entidade que a impediu de erguer os olhos para ela, apenas se limitando a derramar o conteúdo amarelo dentro da boca, se surpreendendo com o sabor de bolo de chocolate e café, que de alguma forma combinavam bastante. Com os olhos um pouco arregalados, fitou os olhos claros de Alex que sorria para ela.

Quando bebo tem gosto de um x-burguer com bastante molho e batatas fritas. – Comenta pondo as mãos dentro dos bolsos do jaleco. – Bem, está tudo certo por enquanto. Ficará aqui apenas o suficiente para os pontos fecharem e logo será liberada.

Anastasia permanece alguns segundos em silêncio e então quando o garoto já está se virando para sair ela fala, em um tom baixo, mas que ele seria capaz de ouvir.

Obrigada... por tudo.

Não precisa agradecer. É o nosso trabalho.

Considerações Finais:

Observação:

Amarantha é uma entidade que esta com Anastasia quase como um encosto e será trabalhada a relação entre ambas no decorrer da trama.
Armas Relevantes:

{Aypa} / Anel [Anel feito de Ferro Estígio com uma grande Safira Negra incrustada em seu centro, representando uma caveira. Quando o usuário estiver com seu status de vida pela metade, uma aura negra o envolve. Faz com que a áurea recupere 20% do HP uma vez por missão] {Ferro Estígio e Safira} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Thanatos]
Thanks Panda
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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Raphael Jauregui em Ter 21 Nov 2017, 17:51


AVALIAÇÃO


Anastasia Bathory: E aí, tudo certo?
Sinto pela demora da avaliação, mas vamos ao que interessa. Sua narração é excelente! Conseguiu trazer os requisitos necessários, deu valor ao que importava sem perder sua trama em momento nenhum! Não encontrei nenhum errinho se quer e fico tentado a ler mais sobre sua personagem! Parabéns!


Condição final: Full HP/Full MP

Atualizado!
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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Catherine Burkhardt em Qua 06 Dez 2017, 17:44

between the lines of my fiction

A testa de Catherine parecia estar fixada em um franzir enquanto ela se aproximava do alto prédio hospitalar. Fazia dias que ela se sentia completamente exausta e nada que ela fez pareceu oferecer qualquer alívio. De início, ela suspeitou que era apenas um efeito colateral de sua súbita viagem para os EUA, deixando Londres para trás mais uma vez. Porém três dias se passaram e ela não sentira nenhuma melhora. E, pensando bem, antes mesmo da viagem ela sentia-se cansada, como se seus membros pesassem mais que o normal e seu corpo estivesse mais letárgico ao reagir a comandos.

Amaldiçoando sua falta de memória daquele dia específico, quando recobrou consciência no aeroporto, e seu desconhecimento do que causou esta leve sequela, a filha de Afrodite cruzou as portas automáticas do hospital particular e dirigiu-se até a recepção. Um pouco mais de 10 minutos depois, com uma ficha de identificação pronta e um relato inicial de seus sintomas, ela se viu sentada em uma maca numa pequena sala privada com equipamentos básicos, aguardando para que um dos médicos a atendesse.

Enquanto esperava, Catherine esfregava uma mão na outra distraidamente, com o olhar fixo em uma pequena mancha na porta da sala, tentando lembrar-se do que poderia ter causado aquilo. Ela devia ter se desgastado de alguma forma, talvez em alguma luta extensa contra alguém. A jovem desejou que, seja lá quem fora seu oponente, fosse o responsável por sua perda de memória inicial e que seu estado físico aparentemente intacto significasse que ele estava morto e ela o vencera. Falta de energia e falta de apetite não eram comuns para a semideusa e a persistência de ambos a preocupava. Em um instante de desespero, ela revisou seus últimos parceiros sexuais e tratou de conferir se sua menstruação havia caído no período correto.

Os pensamentos dela foram interrompidos por uma voz feminina, suave e familiar, e por uma sensação de calmaria acompanhada por um baixo ruído do bater de asas de uma borboleta.

— Coloque sua mão sobre seu peito e concentre-se, my darling. — Sussurrou Psiquê em sua mente, com uma leve risada. A vergonha de Catherine por sua linha de pensamento parecia divertir a deusa. — Sinta meu poder fluir em você e deixe-o curá-la. — E tão repentinamente quanto seu aparecimento, a deusa da alma se foi e tudo voltou ao normal.

Estreitando os olhos, Catherine se empertigou-se em sua posição e fez o que a deusa mandou. Sua mão esquerda pousou exatamente acima de seu coração e ela respirou fundo, fechando seus olhos. Ela não tinha muita certeza do que fazer, porém confiava nas palavras de Psiquê. A negra concentrou-se nas batidas de seu coração e, subitamente, ela soube o que fazer. Era como se, embora sua mente não se lembrasse, seu corpo reconhecia o poder da bênção de Psiquê e sabia como agir. Sua postura relaxou e, como uma corrente elétrica, ela sentiu o poder percorrer por seus membros até se acumular em sua palma estendida. Uma luz azulada emanou de sua mão e ela sentiu um tipo de energia penetrar em seu corpo. Foi como se um peso caísse de seus ombros. Não estava completamente renovada, mas sentia-se muito melhor.

Sentia-se tão mais leve que estava prestes a desistir de sua consulta quando a porta se abriu e uma jovem mulher de aparência élfica entrou no quarto, lendo a ficha em suas mãos pelos seus óculos redondos.

— Catherine Burkhardt? — Confirmou a pequena médica, erguendo o rosto para fitá-la e a filha de Afrodite acenou a cabeça positivamente, com um leve sorriso. Satisfeita com a resposta, ela aproximou-se da maca, olhando gentilmente para a semideusa. — Sou a Dra. Mia Hepburn, prazer em conhecê-la. O que você está sentindo?

— Cansaço. Por mais de uma semana, sem parar. Meus músculos estão doloridos e pesados. Falta de apetite e desanimação. É como se eu tivesse feito uma maratona pela cidade e nenhum descanso fosse o bastante para me recuperar. — Tentou explicar a negra, ao mesmo tempo que a médica começava alguns exames iniciais. Ela checou suas pupilas, auscultou seus batimentos cardíacos, aferiu sua pressão, e realizou mais alguns testes simples que Catherine não se importou em decorar a utilidade.

— Você faz alguma ideia do que pode ter causado isso? Algum exercício extremo, alguma briga com um monstro específico?

A filha de Afrodite sacudiu a cabeça em negação, dando um sorriso triste para a médica.

— As pessoas gostam de mexer com minhas memórias. Não faço ideia do que fiz.

Ela recebeu um olhar de simpatia e uma leve tapinha na perna.

— Não consigo achar nada fisicamente errado com você. Provavelmente, você exagerou no uso de seus poderes, o que explicaria seu cansaço e desânimo. Eu te darei algo para ajudar nisso e recomendarei repouso pelo resto do dia e se você não apresentar melhora, faremos alguns exames para procurar a causa. — Disse a médica, seu tom calmo e com uma voz reconfortante de uma pessoa com experiência na área e confiança no que fazia. Isso causou uma sensação de segurança em Catherine, que tratou de acenar em confirmação. Quanto antes lidasse com aquilo, mais cedo poderia seguir seu caminho.

— Yes, ma’am.

A pequena mulher virou-se para as prateleiras e armários da sala e, graças aos anos de prática, rapidamente localizou um frasco de líquido arroxeado e um pedaço do que Catherine logo reconheceu ser ambrósia e os colocou na mesinha ao lado da maca. Voltando-se para a filha de Afrodite mais uma vez, ela explicou.

— A poção irá revigorar suas energias até certo ponto. Beba-a de uma só vez e espere alguns minutos antes de começar a comer a ambrósia. Coma-a aos poucos e tente relaxar enquanto espera. Avisarei que esta sala estará ocupada pela próxima hora, então não precisa ter tanta pressa. Daqui a alguns minutos eu volto para ver como você está se sentindo, certo?

A negra assentiu e assistiu a médica sair da sala, fazendo anotações em sua ficha. Esticando sua mão direita, ela segurou o frasco e, com o polegar, o abriu. Virando o líquido em sua boca, em um único gole ingeriu tudo. Reconhecia a poção e o gosto adocicado que ele deixara em sua língua, mas não conseguiu nomear onde, especificamente. Supôs ter tomado uma poção daquelas em uma de suas muitas idas à enfermaria na época em que estivera no Acampamento Meio-Sangue.

Jogando as pernas para cima da maca, Catherine reclinou suas costas e deitou-se, deixando seu olhar percorrer o teto como se ele fosse algo extremamente interessante. Já conseguia sentir uma melhora em forma de calor lentamente espalhando-se por seu corpo, fazendo as leves dores que tanto lhe incomodavam desaparecerem. Ela esperou até ficar entediada demais – o que, basicamente, equivalia a 15 minutos imóvel – antes de agarrar o pequeno pedaço de ambrósia e começar a comê-la, deliciando-se com o sabor. Ela havia se esquecido quão bom era o sabor da comida dos deuses, porém sabia o bastante para tomar cuidado ao consumi-la. Se exagerasse, acabaria entrando em combustão.

Quando finalmente acabou, a filha de Afrodite sentia-se completamente renovada e sua mente parecia ainda mais desperta que antes. Utilizou os minutos em silêncio enquanto esperava pelo retorno da médica, e a consequente liberação do hospital, para formular um plano. Precisava de informações, tinha que descobrir se havia outras vítimas daqueles malditos colares por aí. E para isso, tinha que encontrar semideuses confiáveis que conheciam aquela cidade, seus arredores e as situações sobrenaturais que estavam acontecendo na área esses dias. Era hora de fazer uma visita à Long Island mais uma vez.

Extras:
Poder utilizado:

◉ Nível 16. Casulo: Esse poder pode recuperar a vida e a energia, tanto do mentalista quanto de alguém. Ao posicionar a mão no peito da pessoa ou no próprio, luzes azuis irão sair de sua palma e cobrir todo o corpo da pessoa liberando uma energia que iria recuperá-lo ou ao outro. Para recuperar a energia do outro é necessário um sacrifício, a cada ponto de energia doado ao outro, é triplicado na recuperação deste. Ou seja, se for doar 10 de mp (energia) o outro irá receber 30 de hp e mp. Caso seja com você mesmo, haverá uma troca entre energia e vida aplicando-se a regra de multiplicar por três. Ou seja, se você transformar 10 de mp em hp, resultará no acréscimo de 30 de hp.

Retirar 50 HP para transformar em 150 MP, por favor. Se não puder fazer a troca de HP para MP, por favor desconsiderar o uso do poder.

By the way, se quem atualizar esse post puder remover os dois elixires de vida e energia de minha ficha, ficarei eternamente grata. Eles foram utilizados nessa missão, mas continuam em minha ficha.

As menções de trama no post são baseadas no link anterior e em minha DIY. Thank you q
i never wanted this to happen, never wanted this to die; but i’ve pushed myself down so far, i couldn’t come back if i tried



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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Anastasia Bathory em Qui 07 Dez 2017, 01:55



Hospital
I’m back, now with a friend

O céu alaranjado denunciava o final de tarde, os últimos raios de sol sufocados pelas luzes artificiais da cidade mais populosa do país. O movimento nas ruas aumentava conforme a noite ia achegando, mas isso não atrapalhava o caminho de Anastasia que mantinha um pequeno sorriso torto no canto dos lábios. Os mortais se afastavam por instinto da filha de Thanatos e de sua companhia, a filha de Phobos que aparentava quase ter saído de um set de filmagens com todo aquele sangue seco visível e a capa peita com pelos cinzentos de um lobo que ela vestia sobre os ombros, seu rosto parecia imparcial, perdida em seus próprios pensamentos.

A mente de Bathory rodava com lembranças de sua última missão, flashs dos semideuses que havia encontrado e até mesmo a deusa que agora era sua patrona. O sorriso da garota se desmancha quando ela nota o grande prédio a sua frente. Sem seu intimo, seu medo de hospitais despertava a cada passo que dava na direção de seu destino. Mordendo o lábio, ela pondera se não seria melhor parar por ali, deixando Açucena continuar o caminho sozinho e cuidar ela mesma de seu pulso ferido na luta contra o filho de Ares.

Vai mesmo sair correndo igual uma covarde? Ainda mais na frente da garota que tão mais nova já enfrentou sozinha um lobo e venceu?

Bathory balança a cabeça no mesmo instante que a voz de Amarantha chega aos seus ouvidos. Não, não iria fugir. Afinal de contas, era apenas um hospital comum, onde seria atendida por pessoas que conheciam sua condição e não a prenderiam mais. A garota estala os dedos da mão esquerda, um a um, contando mentalmente os estalos. Assim que termina sua contagem em nove, gira o pulso ouvindo o último estalo, passando então a contar seus passos.

Estava feliz por não precisar conversar, já haviam feito isso antes, na residência de sua mestra, algumas horas antes. Não eram próximas ainda para que uma conversa longa e detalhada dos últimos acontecimentos tivesse acontecido, porém aos poucos a relação de ambas parecia aumentar. Amarantha parecia não gostar muito desse fato, se mantendo sempre próxima, mas nem sempre visível, quando permanecia no mesmo recinto, Anastasia ainda assim podia ver sua expressão de desaprovação. Porém além da desaprovação, a entidade parecia ter um estranho interesse na garota vestida em peles lupinas.

Vamos ser atendidas por pessoas diferentes e pelo seu estado, — Bathory vira a cabeça olhando para sua companhia de cima a baixo, voltando a focar em seus olhos. — talvez demore mais que eu. Irei lhe esperar na recepção.

A filha de Thanatos não espera uma resposta, apressando o passo para passar pelas portas automáticas de vidro do Hospital Geral, já caminhando até o atendente da noite. Não precisa de mais que um punhado de palavras para que ele indica o caminho que devem fazer para ser atendidas. Nesse momento Açucena já estava ao seu lado, então Anastasia apenas a explica qual consultório deveria ir e já a deixa para trás, indo atrás de sua própria recuperação.

Andar pelos corredores pouco movimentados trazia lembranças de sua vida algum tempo antes, quando não era capaz de sair de seu quarto, precisando vez ou outra persuadir os guardas para que pudesse ter pequenos passeios noturnos. Com um suspiro alto e audível, Anastasia abre a por após duas pequenas batidas, podendo ver que a sala se mantinha vazia, o que a faz franzir o cenho.

Calma que eu ‘tô chegando! — Diz uma voz feminina vinda do corredor.

A filha de Thanatos quase não consegue se afastar quando a garota ruiva que derrapa pelo piso claro até parar a poucos centímetros de seu corpo, erguendo o copo de plástico que tinha em sua mão, tentando manter o líquido quente e escuro dentro dele.

Não pensei que teria um paciente tão cedo! Me chamo Julie, e você? Entre, entre! Já irei lhe atender, deixa só eu arrumar umas coisinhas. Você gosta de café? Eu amo! Me ajuda a me manter acordada nos plantões da noite. Então o que precisa? Você parece muito cansada, quer um pouco?

A garota era um mini furação, andava por toda a sala, mexendo em poucas coisas, não parando de falar em momento algum. Isso irritava um pouco a filha de Thanatos, mas felizmente sua animação foi diminuindo, o que permitiu que explicasse o que houve na missão, apenas o necessário para que Julie compreendesse quais seus ferimentos e a extensão deles, a curandeira se mostrou mais calma e focada, quase como se entrasse em seu papel de médica.

Os vários cortes superficiais foram limpos e higienizados, pondo pequenos curativos sobre eles, porém seu pulso direito, o maior problema, precisou de mais atenção. A curandeira o examinou com atenção, murmurando coisas que Bathory não compreendia, nem mesmo os pensamentos que vez ou outra chegavam a sua mente cansada.

Por fim, seu punho foi imobilizado com uma tala e algumas explicações de como cuidar para que a torção seja tratada da melhor forma em casa foram passadas. Anastasia acenava com a cabeça para as instruções, porém sua mente já começava a se anuviar de cansaço. Reprimindo um bocejo, a filha de Thanatos agradeceu bebendo o pouco de néctar que lhe foi oferecido pela curandeira sorridente, sentindo o gosto de chocolate quente descer pela sua garganta, a fazendo suspirar de prazer e saudade.

Já liberada por Julie, a semideusa caminhou para a recepção, percebendo ser a única ali além do atendente silencioso. Como imaginava, seu atendimento foi rápido, o que a deixava com alguns minutos livres, sozinha, antes que Açucena aparecesse para que fossem embora.

Bathory se acomodou em uma das muitas cadeiras acolchoadas com braços que estavam espalhadas pelo lugar, notando no mesmo instante o quão confortáveis elas eram, provavelmente para que os acompanhantes não se sentissem mal ali sentados esperando. A filha da morte bocejou novamente, dessa vez se permitindo relaxar. Cruzou os braços sobre os seios e encostou sua cabeça na parede, fechando os olhos para descansar um pouco, nem mesmo notando quando o cansaço se fez mais forte que sua vontade e adormeceu ali mesmo, sentada.
Considerações Finais:

Observação:

Amarantha é uma entidade que esta com Anastasia quase como um encosto e será trabalhada a relação entre ambas no decorrer da trama.
Poderes:
Thanatos:

Passivos

Nível 4
Presença perturbadora: Apesar de reconhecidamente bellos e/ou atraentes, filhos de Thanatos ainda herdam certa ligação com o mundo inferior, o que lhes rende uma aura ambígua: se por um lado sua aparência encanta, por outro, sua presença perturba e incomoda a maioria das pessoas ao redor - algo que fica perceptível com o ganho de poder e a evolução do semideus. Humanos e animais comuns tendem a se afastar, e mesmo seres mitológicos e outros semideuses podem ficar levemente perturbados.

Nível 10
Aura opressora: A aura do semideus provoca desânimo ou inquietação nas pessoas ao redor. Não afeta de modo perceptível a pessoas comuns, mas auras de otimismo e alegria provenientes de outros semideuses são anuladas em um raio de 20m ao seu redor. Infelizmente, se aplica a auras benéficas que poderiam afetá-lo também. A partir no nível 20 pode ser "desligada" como uma ação livre, sem custos.
Psique:
Passivos

Nível 1
Telepatia Iniciante: Você consegue escutar os pensamentos dos outros sem controle, não sabe quando vai funcionar ou não, ainda não consegue se comunicar com os outros através dos pensamentos.
Armas:

{Aypa} / Anel [Anel feito de Ferro Estígio com uma grande Safira Negra incrustada em seu centro, representando uma caveira. Quando o usuário estiver com seu status de vida pela metade, uma aura negra o envolve. Faz com que a áurea recupere 20% do HP uma vez por missão] {Ferro Estígio e Safira} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Thanatos]

{Anima Bracelet} [Um bracelete de prata com o desenho de borboleta em ouro. Esse bracelete pode ser ativado com o desejo mental do usuário e transforma-se em uma corrente que pode medir 10m. Essa corrente é feita de prata e ouro sagrado, bastante resiste a tal ponto de ser semi-indestrutível. Ela obedecerá aos comandos mentais do mentalista com perfeição, independente do nível que ele esteja.] [Materiais: Ouro Sagrado e Prata Sagrada] (Nível mínimo 1) {Elemento: Psíquico} [Recebimento: presente por ser mentalista]

{Twins} / Colar [Composto por uma correntinha fina de ouro e um pingente redondo do mesmo material, na figura de uma bola de basquete tingido de verde e dourado algumas partes, de modo que faça referência às cores das roupas dos jovens fantasmas ajudados. Uma vez por missão/evento, poderá aumentar os poderes de luta do dono em 25%.] {Materiais utilizados: ouro} (Nível Mínimo: 9) {Elemento controlado: nenhum} [Recebimento pela missão "Whispers", narrada por Ayla Lennox, avaliada e atualizada por Hécate.]
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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Açucena Baudelaire em Qui 07 Dez 2017, 12:53


Arfai, corvo maldito! Vivo, por fim!


❝Verme, larva brutal, tenebroso mineiro,
Vai entregar-se a vós um morto prazenteiro,
Que livremente busca a treva, a podridão! ❞


As veias abertas da América latina escorriam o caldo avermelhado das desigualdades e da pobreza fruto de anos de exploração, da fadiga social que o povo forte e maleável sofria, fosse por intervenção de alheios ou da própria fraqueza em governar-se modernamente. Assim estava Açucena. O sangue carmesim espalhado pelo corpo, em pequenas manchas, alguns cortes aqui e ali e duas feridas um pouco mais sérias - ambas causadas por canídeos - que lhe obrigavam a tratar-se apropriadamente. O casaco de pele recém adquirido pesava os ombros, forçando-a constantemente a exercer certo impulso para cima, mas a sensação de alívio e conquista a tomara para que não se incomodasse. Olhava o entorno e todos pareciam se afastar. Não à toa, mas estava em companhia de uma filha de Tahanatos, que parecia emitir alguma aura inquietante também. Que dupla!

Os raios de fim de sol buscavam desesperadamente um espaço entre os arranha-céus e as luzes incessantes que contornavam o alto das vistas, encobrindo qualquer sinal de natureza. Cena muito diferente da que vivera durante uma semana embrenhada no Vale, no qual a copa das árvores acolhia gentilmente a alegria que se despedia do pai do calor e dava lugar ao gélido brilho lunar, que as ninava a um sono calmo e sereno. Toda esse contato com o meio natural a tranquilizava, e tinha um certo receio de não voltar a locais assim. ''Benditos os que nunca lêem jornais, porque verão a Natureza e, através dela, Deus.''. Thoreau admitia, assim como ela, que a natureza é o reflexo do mundo e de sua beleza, não um empecilho da evolução. Que saudade da terra bruta, do frio invernal ou do calor veranil, do som dos pássaros e das folhas caindo, o rio correndo sem tempo, sem tempo...

Perdida em pensamentos, a pequena Baudelaire conseguia ainda sentir que havia medo a rondando. Não sabia se era Ana quem o sentia, mas era próximo. Talvez algo próprio dela? O passado é um grilhão que nunca nos é removido, só aprisionado, afinal. Não perguntou, preferiu deixar que a convivência estreitasse os laços e por fim pudesse descobrir o que acontecia.

''O que é que há, pois, num nome? Aquilo a que chamamos rosa, mesmo com outro nome, cheiraria igualmente bem.'' – Açucena murmurava algumas passagens de Shakespeare que lhe vinham a mente, buscando perder-se em pensamentos frívolos e sem questionamento profundo e imaculado sobre a própria existência. A ignorância muitas vezes é uma benção. Se perguntado a um homem, que pudesse ter o direito de escolha, preferiria ele uma vida de conhecimentos e saberes grandes mas com sofrimentos ainda maiores ou uma ignorância pacífica e uma tranquilidade vívida? De fato, sendo são e sadio, escolheria a segunda opção. O homem foge da dor, por qual razão escolheria um sofrer intrínseco de si? Respondo: nenhuma. Mas Açucena já pegara o primeiro caminho, admitindo-se que era preferível conhecer a tudo e sofrer por todos que morrer por ela.

Tanto Ana quanto a balconista indicaram-na o caminho para ser atendida. O Hospital parecia ser agitado, mas não intimidados. Os semideuses iam ali, então não precisava se preocupar tanto com as perguntas do médico ou seja lá o que fosse atendê-la. Virou-se para a porta que Ana indicou, dando uma três fracas batidas, que não obtiveram resposta. Adentrou sem ser chamada, e num canto da sala, sentado olhando o nada, um homem pálido e magro residia. Sua fisionomia indicava uns trinta anos, mas seu aspecto parecia mais desgastado, como um zumbi de filme de terror barato. Os cabelos negros eram ainda abundantes, de forma que ainda lhe cobria toda a cabeça. O jaleco branco se confundia com as paredes e a própria pele do indivíduo. Fitou-a de cima a baixo, fazendo um gesto para que ela retirasse o casaco de pele Lupina de si.

Fez como foi pedido, e deixou o casaco ao seu lado na maca, enquanto sentava, dando um pulinho para que sua bunda alcançasse. O homem pegou seu braço, tocando nas marcas de dentes que Babydoll presenteara-a, depois afagando a nuca ainda dolorida pela queda. Mesmo que houvesse se passado mais de uma semana, a ferida do cão de Katherine permanecia viva, evidenciando que não se trataria por meios convencionais. O Homem Calado - como  Açucena o via - higienizou e limpou os pequenos cortes ocasionais, frutos de galhos infelizes que insistiam em ficar no caminho, e a grande mordida no meio do braço.

O doutor segurou a própria nuca e depois apontou para a parte superior do pulso, onde teoricamente um relógio deveria se encontrar, indicando que a pequena ferida do início do crânio seria curada com o tempo. Ainda assim, deu-lhe um comprimido analgésico para que a dor parasse e aplicou uma pomada. Num pequeno instante, sentiu um alívio. O peso do corpo todo se esvaiu, e como renovada, levantou-se da maca e pegou os pertences. Curvou-se, com os braços colados as laterais do corpo, num agradecimento estilo japonês e saiu.

Mesmo que não parecesse, havia passado uma quantidade significativa de tempo. Ela havia se machucado muito, de qualquer forma, mas meia hora parecia ser exagero para uma consulta. Quando chegou a sala de atendimento, encontrou Anastasia dormindo tranquilamente, sem se importar muito com o local. Os dezesseis anos de Açucena falaram mais alto, e ela aproximou sua boca do ouvido da menina, colocando um braço de cada lado de rosto, encostando-os nas cadeiras acolchoadas. Podia ouvir a respiração calma, o arfar dos pulmões, os seios da menina se aproximando e afastando.

''Se te comparo a um dia de verão, és por certo mais belo e mais ameno'' – sussurrava o Soneto XVIII de Shakespeare, tentando acordar a menina. – ''O vento espalha as folhas pelo chão, e o tempo do verão é bem pequeno.'' – o corpo já sentia o calor da outra, integrando-se numa mesma atmosfera, alheia a atendente que parecia olhar aquilo com repulsa. Sentindo que Bathory iria acordar, pulou para a emocionante conclusão. – ''E enquanto nesta terra houver um ser, meus versos vivos te farão viver.''

Saiu de cima da garota, que agora acordava, e com um sorriso zombeteiro, correu infantilmente para a saída, rindo internamente. Que saudade dos tempos de menina levada com Cass!


ADENDOS:
PODERES:
PODERES PASSIVOS:
Aura do Medo I [Nível 01] – O filho de Phobos emite uma tênue aura carmesim (visível apenas para outros filhos de Phobos ou para personagens que podem enxergar auras/ emoções) que afasta as pessoas, pois quanto mais próximas do dono da aura, mais suas fobias (existentes ou não) vão aumentando. Lembrando que o medo real é diferente do racional. O medo "real" é um instinto, e não uma emoção; ele não precisa de uma razão exata, e também não tem limite. Personagens com ao menos metade do seu nível evitam se aproximar, mas ainda podem fazê-lo, com dificuldade, fazendo com que você não possa ser surpreendido por criaturas mais fracas. Acima disso e até o seu nível, sua aura os afeta, mas um pouco menos - eles podem te enfrentar, mas a iniciativa da luta sempre será sua - o que só afeta o primeiro golpe e não é válido para oponentes mais fortes. Afeta apenas criaturas vivas e não-provenientes do submundo. A aura do medo passa a ser controlada no nível 25, mas só se pode escolher mantê-la em funcionamento ou não, e não alvos específicos. Isso não gasta energia e é válido para todos os níveis do poder.

Perícia com lanças [Nível 01] – Phobos usa uma lança, e por isso seus filhos tem mais perícia com esse tipo de arma. Seu manuseio é mais fácil se comparado com a dificuldade de aprender a utilizar outras armas, e seus movimentos sempre serão mais precisos. Lembrando que indica apenas uma aptidão maior, mas não um aprendizado automático.
Radar [Nível 02] - Os filhos de phobos são capazes de perceber o medo alheio - podem não saber o que o motiva, mas sabem quando as criaturas ao redor estão sentindo essa emoção. Personagens com resistência mental ainda são afetados, uma vez que o medo não é algo racional. Afeta um raio de 50m ao seu redor, subindo para 100 no nível 25.

Resistência a medo [Nível 03] - Por ser seu domínio, você se torna mais resistente a poderes semelhantes, independente da fonte, tornando-se imune se a fonte tem cinco níveis abaixo ou mais do seu nível, ou ganhando 50% de resistência se proveniente de inimigos até 5 níveis acima do seu. Diminui pára 25% para inimigos entre 6 e 15 níveis acima, e para 10% entre 16 e 20, e funciona normalmente acima disso. [Modificado]

Intimidação [Nível 04] - Filhos de Phobos podem ser tão durões quanto os filhos do deus da guerra - algo de família. Ações que visam intimidar outros personagens baseadas em ameaça ou demonstração de força tendem a ser mais efetivas quando realizadas por eles, possuindo efeito dobrado - não afeta poderes, apenas ações de convencimento - quebrar uma parede com os punhos, por exemplo, mesmo que se utilize um poder para tal, o poder em si não recebe bonificação, mas a ação de intimidação sim. Em uma OP ou narrada o avaliador teria a palavra final - ou juiz, em um PvP, dependendo da ação. Não é uma intimidação mágica, apenas uma característica.[Novo]

Cura Medonha [Nível 05] – Caso um ser vivo esteja com medo (pode ser com a aura do medo), o semideus recuperará HP em cima disso (a cada ser vivo afetado pelo medo, são 2 de HP a mais por rodada. Por exemplo, se seis seres vivos estão sendo influenciados, a criança do medo recuperará 12 de HP por rodada). Só é válido para oponentes próximos (a até 25m). A palavra final sobre quem está ou não sendo afetado é do narrador. Aumenta para 5hp no nível 15 e 10 no nível 30. [Modificado]

Sede de sangue [Nível 06] - Quando em batalha, efeitos que busquem desviar os filhos de Phobos de combate são reduzidos em 50%, a menos que o inimigo tenha ao menos 5 níveis acima. Isso é válido para charme, confusão e efeitos distrativos em geral.[Novo]

Condução [Nível 07] - Phobos conduzia a carruagem de Ares, seu pai, junto com seu irmão. Seus filhos herdam habilidades semelhantes, tendo perícia para cavalgar e conduzir cavalos, ou animais similares e bigas, veículos de guerra ou automotivos com mais facilidade, considerando que a forma atual da quadriga de Ares é uma moto.[Novo]


PODERES ATIVOS:




ITENS:
Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

{Phobia} / Lança [Arma feita de bronze sagrado e tem um rubi cravejado no meio de seu cabo, é leve e tem fácil manuseio. Sua inspiração vem da lança utilizada por Phobos. Torna-se uma pulseira de spikes no nível 20.] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre o Medo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Phobos]

{Requiem} / Amuleto [Feito de bronze, porém com a aparência de um crânio de uma gralha, com os olhos feitos de uma pedra preciosa púrpura. Seu efeito é que, ao ser utilizado pelo usuário, faz com que este possa sentir o medo de todos à sua volta em um raio de 50m. Pode ser usado como benefício para o filho de Phobos aproveitar-se da situação, já que caso o oponente do filho de Phobos estiver sofrendo sobre o efeito de algum poder de medo, um som ecoará do amuleto, podendo variar de acordo com o medo do personagem: uma risada de palhaço, passos de insetos, uivos, lástimas de fantasmas, etc. Somente o usuário e a "vítima" poderá ouvir esse som, aumentando a potencia do efeito do poder amedrontador em 20%. Não é um efeito sonoro.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Phobos]

{Voduko} / Boneco de vodu [Um pequeno boneco de vinte e cinco centímetros feito de pano negro. Fincado no boneco existem três alfinetes de metal. Ao ser banhado pelo sangue de seu oponente, o boneco permite que o semideus controle um único movimento dele, sendo algo básico como correr, parar, pular e etc - uma ordem com apenas uma palavra. Ainda assim o filho de Phobos não conseguirá obrigar o oponente a se suicidar ou a atacar outro alvo. Isso pode ser feito um único turno na missão. Caso prefira, o filho de Phobos pode usar os alfinetes no boneco banhado de sangue para fincar três partes do corpo de seu adversário, fazendo ele sentir uma dor ilusória no local mas que não causa dano algum, servindo apenas para afetar sua próxima ação, diminuindo a efetividade do oponente em 25% por alfinete, não cumulativos. Após o uso dos 3, o poder deixa de funcionar até a missão seguinte. O boneco pode ser usado apenas com o sangue de um oponente de cada vez, e funcionará novamente somente após ser banhado em água pura.]{Tecido e espuma} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Phobos]

Pele de Lobo [Retirada de um oponente lupino, Cobre todo o corpo da Açucena, até as canelas. Tem um aspecto pesado (lobos geralmente tem uma camada de pele comum, como dos outros canídeos, mas por esses serem adaptados ao frio do Vale, desenvolveram mais resistência, logo, a derme é mais espessa). Portanto, ela protege contra as intempéries relacionadas ao frio, mas não contra poderes que controlam o frio/gelo. Para fins de jogo, essa proteção a faz aguentar temperaturas de até -1ºC sem sofrer penalidades. Os pelos são de um cinza esbranquiçado pela velhice do lobo que os tinha, e parecem emitir um certo brilho mesmo quando não há luz evidente.] {Pele} (Nível Mínimo: 1) {Nenhum elemento controlado.} [Recebimento: DIY: Sepulture, avaliada e atualizada por Hefesto]








Hás-de ouvir lobos uivar, das bruxas o praguejar, e os conluios dos ladrões
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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Raphael Jauregui em Qui 07 Dez 2017, 15:07


AVALIAÇÃO


Catherine Burkhardt: E aí, tudo bem?
Sinto pela demora da avaliação, mas vamos ao que interessa. Sua narração é excelente! Conseguiu trazer os requisitos necessários, deu valor ao que importava sem perder sua trama em momento nenhum! Não encontrei nenhum errinho se quer e fico tentado a ler mais sobre sua personagem! Parabéns!

Condição final: Full HP/Full MP

Anastasia Bathory: Mais uma vez aqui garota?
Não preciso, mas vou elogiar novamente sua postagem. Excelente. Cumpriu todos os requisitos necessários, encaixou sua trama e deixou com que seu estilo de postagem fosse extremamente viciante. Espero avaliar mais coisas suas! Parabéns!

Condição final: Full HP/Full MP

Açucena Baudelaire Olá, tudo bem?
Não é a primeira vez que leio algo seu e fico surpreendido com sua maneira de escrever. Cumpriu os pontos necessários para uma narração desse estilo e não deixou a desejar em momento algum. Estou curioso pra ver como sua personagem se desenvolverá no futuro. Parabéns!


Condição final: Full HP/Full MP


Necessita atualização
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Re: ♦ Hospital Geral

Mensagem por Phobos em Sex 08 Dez 2017, 10:15

Atualizado



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Re: ♦ Hospital Geral

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