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DIY De Allan P. Frey

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DIY De Allan P. Frey

Mensagem por Allan P. Frey em Ter 06 Maio 2014, 16:36

Yes, I Do

É só pedir, Pai.


Todos estavam ao redor da mesa de jantar, como sempre a de Phobos não era uma das mais cheias. Na verdade o jantar já tinha terminado e alguns campistas combinavam de fazer um pequeno luau na praia enquanto outros saiam pra caçar na floresta. Eu por minha vez somente esperava o toque de recolher para dirigir-me ao chalé e dormir... Aquele havia sido um dia cansativo, eu tinha acabado de monitorar meu primeiro treino e aquilo não era nada legal, tomar conta de pessoas revoltadas e cuidar para que eles não morram é uma coisa bem chata apesar  que deu tudo certo.
Dez horas; Estava livre para ir até o chalé e finalmente descansar.

Já deitado enquanto lia um livro eu já não tinha mais certeza do que queria, sentia minha adoração e minha devoção ao meu pai se esvaziar a cada dia que tinha que conviver com essa maldição, era como se todo apresso que tinha por Phobos fosse se esgotando, sentia que ele não ligava tanto mais para mim e com a chegada de novos meios irmãos eu imaginava se eu ainda era o escolhido para executar a tal missão.
A verdade é que nunca fazia nada para ser bom, eu sempre fazia algo para ser o melhor. Nunca me contentei com notas boas, mas sempre tentava alcançar as maiores que todos, não iria ser diferente como filho de Phobos; Meu pai ainda precisava de um de seus filhos, e esse tinha que ser eu, amaldiçoado ou não.

Deixei meu livro na cabeceira e puxei o cobertor para meu corpo me aconchegando na cama que ainda estava fria e fechei os olhos, não demorou muito e os sonhos chegaram;
Eu estava em uma campina verde, o vento soprava baixo fazendo um pequeno arrepio percorrer meu corpo, tinha mais alguém ali só que o sol estava tão claro que era impossível reconhecer. Antes que piscasse o cenário mudou completamente, não era mais uma bela campina gramada e sim prédios devastados, cortinas ainda estavam nas janelas e havia restos de construções por todos os locais; Estava no resto da cidade devastada, Chernobyl.
-Ares...
A pessoa a minha frente era o deus da guerra, ele usava um casaco com pele de javali e um peitoral de bronze estava á mostra.
-Esperta criança de  Phobos... Seu nome esta realmente cobiçado entre deuses menores e inúteis, mas curve-se por ter a chance de uma conversa com Ares, o grande da guerra, mesmo por sonho.-Sentia minha pele comichar um pouco, o ar era um pouco azedo e tudo em mim parecia se cortar devagar.- Vou ser breve, o ar aqui te faz mal, mesmo por sonhos... Estamos em Chernobyl onde aconteceu o acidente nuclear o ar aqui é contaminado.
Sim, eu percebia aquilo, mas era tantos detalhes... Brinquedos, casas inteiras abandonadas; O ar ali era um pequeno detalhe.
-O que tenho haver com tudo isso?-Minha voz começava a falhar.
-É sobre seu pai... Eu não costumo fazer isso mas ele esta com sérios problemas. Minha natureza não permiti interferir então eu vou te deixar você fazer isso. -Se não estivesse respirando ar nuclear eu teria rido por ele não falar “vou te pedir para fazer isso.”-Preste atenção, não vou repetir...
“Um tempo atrás seu pai passava por certas dificuldades, na guerra dos gigantes Phobos tinha seu posto ameaçado por um Elemental de trevas abençoado por Gaia, esse por sua vez possuía a imortalidade e ficou com a missão de derrotar o deus e tomar o posto de Senhor dos medos. Todos os deuses nessa época estavam muito ocupados e Phobos estava realmente ameaçado  a perder a guerra para Sombra. A única opção que o deus do medo encontrou foi pedir ajuda a Zeus, mas claro que o deus nem ajudou e proibiu aos outros a ajudar graças as antigas regras.
Eu vendo a situação de meu filho resolvi dar uma mãozinha, Zeus estava tão ocupado na época com seu próprio gigante que nem perceberia meu apoio, portanto pedi a Phobos um pouco de sua essência e com isso juntei elementais com guerreiros normais e assim se criou os multimans.
Eles eram quatro. O primeiro era Luminus, da luz. Segundo era Skoria, do fogo, terceiro era Korvox do ar e o ultimo era o Frondor da terra. Eles apoiaram Phobos em segredo durante a guerra dos gigantes e com isso seu pai conseguiu vencer, mas claro que Zeus descobriu nosso plano e usou de sua misericórdia com seu pai. Zeus puniu Phobos transformando Trevas em um deles e então seu pai tem que confiar em um velho inimigo que esta pronto para se rebelar a qualquer momento..”
Era uma bela história mitológica que nunca fora contada, tudo isso de elementais se unindo a guerreiros humanos, eu nunca tinha enfrentado nenhum Elemental, como ia saber as fraquezas? O pior de tudo era que graças a radiação nem conseguia falar mais.
-Deve estar se perguntando qual a fraqueza do Sombra, eu vou dizer. Ele é imune de medo, nunca o sente, ele não tem um raciocínio óbvio, somente uma fraca mente para distinguir quem é o aliado e quem é o inimigo, e esse não tem pena e nem dó. Seus ataques são todos derivados de sombra e energia negra. É tudo.
Eu tinha mais várias perguntas; Onde era o castelo de Phobos? Quem eu teria para me ajudar? O que exatamente eu teria que fazer?
-Tome cuidado filho de Phobos, vá á ilha onde brinquedos são temidos, lembre-se que seu pai não pode derrotar Sombra sozinho por ainda ter sua essência, já falei mas falo novamente; tome cuidado.
O deus sumiu em um vulto vermelho e meu corpo virou fumaça deixando aquele lugar horrível, aquele lugar onde vários sonhos foram deixados, mesmo que em sonho eu era um dos únicos a estar em Chernobyl depois da explosão nuclear.

No chalé já estava claro, o sonho tinha durado tempo suficiente para que toda a noite passasse. Tudo era silencioso e vazio como sempre o que era bom, eu poderia raciocinar sobre tudo que aconteceu sem ninguém me incomodando, a não ser minha pele que ainda comichava, sonhos de semideuses são tão reais que as vezes sofremos realmente os efeitos quando acordamos, por sorte em doses bem menores.
Não tive tempo para tomar banho ou algo assim, porque do jeito que eu era logo iria esquecer as palavras do deus da guerra, por isso anotei tudo assim que pude em um pequeno pedaço de cartolina que era mais resistente; “Ilha onde brinquedos são temidos, derrotar o Sombra.”

Era basicamente isso, simples e nada fácil. Eu tinha uma idéia de onde seria a tal ilha mas resolvi confirmar antes.
Agarrei a lança, o pote de m&m’s e a marca sombria... Peguei também uma mochila onde coloquei algumas peças de roupa, água, ambrosia e néctar contrabandeado, esperava do fundo do meu coração que não fosse necessário. Fiquei pensando se caso demorasse Ares iria até lá me buscar... Isso já tinha acontecido algumas vezes, não comigo claro, mas sempre que ele vinha deixava um rastro nada legal.

Não tinha nem idéia por onde começar, nunca tinha ganhado um pedido tão importante assim e considerando tudo o que tinha era bem pouco. Minha única opção era recorrer a alguém mais inteligente, alguém que soubesse o que “onde os brinquedos são temidos”  possa significar. Meu chalé era um dos últimos então percorri o Omega que formava o chalé dos 12 deuses inteiro até chegar ao chalé de Athena onde um garoto de cabelos cinzas me atendeu.
-O que posso ajudar?
-Eu preciso de uma informação.
De principio achei que ele fosse bater a porta na minha cara, mas ele pensou um pouco e me mandou entrar. Era a primeira vez que entrava dentro de um chalé que não fosse o meu próprio mas por estar preocupado com o que iria enfrentar eu nem lembrei de reparar no chalé de Athena.
-Então, o que precisa?
-Eu preciso saber onde fica um lugar... –Contei para ele algumas partes do sonho, somente o essencial para que ele entendesse, sem muitos detalhes. -Lugar onde os brinquedos são temidos... Sabe algo que se encaixe nessa descrição?
Claro, claro que ele sabia de talvez vários lugares que se encaixassem, por isso ele usou um método melhor para fazer a busca.
-Eu tenho algumas informações sobre Phobos... Não se sabe realmente onde é o santuário central do deus, a única informações que temos são alguns apanhados de lugares onde os mortais se negam a ir por ser assombrado. -Ele caminhou até uma planilha de papeis e pegou alguns os estendendo ao meu lado. –Temos alguns por exemplo; Ilha do suicídio, ilha da queimada grande e bingo! Ilha das Bonecas.-O garoto levantou a folha e começou a ler as informações da ilha. –Fica  nos canais Xochimilco, Cidade do México... A ilha é assombrada por espíritos e dizem que durante a noite esses mesmos espíritos possuem as bonecas que ficam nas árvores. Você vai pra lá, não é?
-Sim, preciso ir.
-Minha dica é: Siga de carro até a cidade do México, existem navegadores que levam até aos canais de Xochimilco, eles levam até a ilha mas quase nunca entram, provavelmente terá alguns turistas junto com você, mas não os siga o templo de seu pai vai estar no local mais alto da ilha e como em todo lugar, lá terá bastante ameaças, agora se me der licença eu preciso limpar essa bagunça, como monitor deve saber que precisamos prezar por um chalé limpo e tudo mais.

Ele já tinha me ajudado bastante então aceitei a idéia e nem rebati, mesmo ainda tendo duvidas sobre como iria para o México... Eu não tinha visto, não podia viajar legalmente e esperar um sair demoraria muito, isso teria que ser resolvido pelo meu velho tio Paul.
Basicamente meu tio morava comigo e minha mãe quando eu tinha meus 9-10 anos. Ele era tipo um pai mesmo estando mais viajando do que em casa, sempre que voltava ele trazia vários presentes e renovava algumas coisas em casa como geladeira, sofá enfim... Ele sempre voltava montado na grana. Um certo dia minha mãe foi chamada a delegacia, meu tio transportava pessoas ilegalmente para o Canadá e para o México. Em uma dessas viagens a policia o apanhou e desde então só o vi depois quando ele passou lá em casa para pegar suas coisas, eu só sabia que ele estava nos becos de Manhattan e era a única opção, mesmo que não trabalhasse com isso mais, ele ia saber me indicar alguém.

Estava decidido, iria de Long Island até Manhattan de ônibus, e ai pra frente era direto a Cidade do México.
Sem que percebesse já estava no topo da colina, mais uma vez o acampamento era somente uma visão ao fundo, uma bela visão que eu não sabia se voltaria a ver novamente. Eu me lembrava somente de Nina, tínhamos tanto em comum e tão pouco em comum, aquela cadela era realmente confusa.

Descia a colina e pensava no que faria agora, apesar de minha cabeça dizer que estava tudo de acordo com minhas ideais havia algo que ainda estava falho demais embora não conseguisse perceber o que era. No final da colina havia um pontinho cinza, algo que eu reconheci, era o velho Porsche que eu tinha roubado para ir até Las Vegas em busca de uma semideusa que depois descobri ser minha irmã de sangue... Ela também me deixava curioso, seu olhar era misterioso e não conseguia distinguir se era minha aliada ou inimiga mas enfim; O antigo porsche estava lá e as chaves na porta esquerda. Amarrado as chaves tinha um pequeno bilhete vermelho.
“Sou fiel aos meus guerreiros... Ares”
Sim, realmente, aquilo me deixou feliz. Ares estava me acompanhando e não tinha me deixado na mão, pelo menos dessa vez. Quíron havia aprendido o porsche quando chegamos e não falo nada sobre o liberar novamente, eu não podia falar a verdade para ele então Ares ter pegado o carro para mim tinha sido realmente de grande valia.
Já estava a caminho de Manhattan, agora era questão de tempo até eu ser realmente um imigrante.

2º-Capitulo, De volta as raízes.

As ruas de Manhattan estavam cheias. Pessoas corriam de um lado a outro com grandes sacolas de compra, mal sabiam o quanto fútil tudo aquilo era.
Mas claro que como em toda cidade não era só flores, Manhattan muito menos. Sempre existe becos, as partes que todos preferem fechar os olhos e fingir que não esta ali, mas era exatamente para lá que eu ia.
Virei o carro na primeira rua saindo da área mais movimentada, não era mais a área comercial da cidade e sim onde ficavam os famosos “niggas”. Eu começava a atrair alguns olhares de caras sentados nas escadas das casas, provavelmente por estar dentro de um Porsche cinza, mas ainda não era o que procurava.
Estacionei o carro no fim da rua e desci desarmado, não podia imaginar o que eles veriam ao em vez de uma lança. Andei até um saque de escadas onde caras estavam encostados e conversando.
-Com licença. Conhecem Paul Frey?
Eles se cutucaram e riram entre si... Alguns falavam algumas coisas... Nada que eu conseguisse entender muito bem.
-O que você quer com ele e quem é você? –
O mais alto falou, mas não esperou minha resposta e me segurou por trás me dando uma chave inglesa e me deixando preso. Meus braços estavam para cima e eu não conseguia reagir, nem respirar. Minha visão não acompanhava a cena, só conseguia distinguir os outros rindo até um homem branco e calvo se aproximar; Ele gritou algo e senti o ar voltando. O homem me soltou e cai de joelhos liberando novamente minha áurea, não demorou vinte segundos para que ninguém, a não ser o homem calvo estivesse ali.
-Áurea interessante... Os garotos falavam que procurava por Paul, o que quer comigo?
Recuperei ar suficiente para parar em pé e sorri para o homem.
-Será que seu sobrinho esta assim tão velho?
Tio Paul sorriu e me ajudou a parar em pé me abraçando. Ele me colocou sentado em uma escada e ficou encostado no corrimão me fazendo várias perguntas.
-Eu preciso de sua ajuda, você sabe sobre seus velhos rolos... Preciso ir para a cidade do México.
-E acha que não sei? Meu pai já me avisou sobre isso. Ele comentou sobre você precisar chegar nos canais Xochimilco, em segurança pelo menos.
-Seu pai? Seu pai quem?
-Hora... Porque acha que fui o único a não borrar as calças com sua áurea do medo? Somos mais parentes do que pensa. Sou filho de Ares. –Fiquei sem reação no começo mais consegui digerir tudo bem rápido graças á rapidez que precisava executar a missão. –Eu não posso te levar até lá. Mas sei quem pode, é gente de confiança e você vai conseguir chegar aos canais.

Levei ele até o Porsche e fomos até um galpão velho que era usado pela aeronáutica.
Dentro do galpão tinham três grandes caminhões daqueles usados pelo governo para transportar armas. Alguns homens carregavam lanças, espadas, machados e todos os tipos de armas brancas para dentro de caixas e em seguida os colocavam dentro dos caminhões.
-Pra que essas armas?
-São para um santuário de Ares no México, ele mesmo quem pediu para fazer.
Continuei seguindo meu tio e olhando tudo ao redor. Nos nós aproximamos de um homem forte que estava sentado em uma das caixas, ele parecia ser o manda chuva e pela conversa que tinha com meu tio era ele o responsável pela travessia ilegal dos EUA até o México.
-Venha aqui, garoto.
Eu caminhei até o homem e ele se levantou. Era uns 50cm mais alto do que eu e seus braços davam dois dos meus.
-Interessante... O que tem como pagamento?
-Eu pagarei para ele. –Meu tio se intrometeu na conversa.
-Muito bem, o garoto vai então. Mas se arrumar confusão durante a travessia eu te caço, e te mato. –O homem me puxou pela cintura de um jeito firme e mordeu minha orelha, então sussurrou baixinho pra mim. –Já matei semideuses antes, não é um filho de Phobos que vai me causar problemas.
Ele me soltou e um calafrio percorreu meu corpo, mas rapidamente foi substituído por uma lembrança de que eu não tinha dormido e já era quase quatro da tarde. Estava com sono por causa da viagem então resolvi me deitar em um amontoado de lona e acabei dormindo por ali mesmo.
Estava de volta a caverna escura. De repente algumas tochas acenderam e retratos de pessoas assustadas estavam por todo lugar enquanto algumas sombras dançavam na parede. Como se eu estivesse lá senti alguém se aproximando mas não conseguia focar quem, somente sua sombra deixava nítida sua forma; Grandes e grossos chifres e um corpo musculoso e alto. Era tudo que conseguia ver. Do meu lado uma áurea mais forte e mais assustadora se aproximou. Um homem bonito de camiseta e com uma bandana na cabeça estava em um trono.
-Sabe que quando ele chegar aqui seu poder será duplicado graças á áurea de medo deste lugar, não crie uma rebeldia agora, não pode manter isso.
A voz do ser era como aquelas vozes usadas em reportagens para entrevistar pessoas que querem permanecer anônimas. –Você sabe que posso. SE ele chegar aqui, o que vai precisar atravessar todo o canal de Xochimilco, você é dono desta ilha e deve se lembrar das armadilhas que você mesmo impôs aqui querido Phobos!
O deus bateu a lança no chão e o cenário se desfez enquanto os dois continuavam a discussão... Estava de volta ao galpão que já estava vazio, tudo já estava dentro do caminhão e meu tio já vinha na intenção de me acordar.
-Esta na hora.
Cocei a cabeça procurando me orientar depois do cochilo, eu sempre acordava quase esquecendo onde estava. Fiquei sentado na lona um tempo pensando sobre tudo e me orientei o suficiente.
-Tio, sobre o tal pagamento... –Ele me interrompeu com um sorriso.
-Fique tranqüilo Allan. É o mínimo que posso faze depois de ter abandonado você e sua mãe.
-Sim, aquilo era verdade. –E sobre seu porsche... Belo porsche em garoto. As meninas devem fazer fila para andar com você. –Preferi ficar calado sobre na verdade ser meninos quem fazem filas. –Enfim, sobre o porsche ele esta no 3º caminhão. Paguei um pouco a mais e consegui coloca-lo junto, você vai precisar.
Ele me estendeu a mão e me ajudou a levantar, em seguida me puxou para um abraço.
-Vai dar tudo certo.
Concordei com a cabeça e sorri pegando minha mochila e jogando dentro do caminhão. Pulei na traseira e me enrolei nas lonas enquanto os três começavam a andar rumo ao México.
Eu estava sem sono por ter acabado de acordar então pude acompanhar uns trinta minutos de viagem e então o caminhão parou. Escutei alguns passos e um “boom”, eu tinha desmaiado.

Comecei abrindo os olhos lentamente. Estava tudo um pouco nublado e o barulho do caminhão passando por uma estrada de terra só piorou as coisas. Percebi que estava com uma mordaça apertada tão forte que não conseguia emitir qualquer som. Eu não fazia idéia das horas que eram mas a noite já estava fria, talvez quatro ou cinco da manha e eu só tinha lonas velhas para me aquecer e não estava dando muito certo. Depois de bastante tempo tentando eu finalmente consegui libertar minhas mãos. Mas o caminhão ainda estava em movimento e sua traseira fechada, eu ainda estava preso. Varri o lugar com os olhos até encontrar minha lança e minha mochila e voltei para o canto do caminhão.
Sem que esperasse um solavanco forte me jogou no chão. O caminhão parou de uma vez e gritos em espanhol começaram a ser lançados durante a noite. Eu comecei a ficar atordoado e com cuidado abri uma pequena fresta na lona para conseguir ver; Os policiais de fronteira estavam gritando e jogando seus faróis em nos. Aproximadamente uns quinze se aproximavam fortemente armados e pela situação estava obvio: Eu não sairia dali acompanhado com eles, tinha que dar meu jeito.
Levantei e fiquei esperando, o guarda falou algo que consegui entender; Eles iam olhar as carrocerias. Fiquei preparado, iria despejar toda minha onda de medo, ir até o Porsche e dali seguiria sozinho.
Escutei o barulho das botas se aproximando e vários gritos dos policiais pedindo para que os homens se deitassem no chão enquanto eram algemados. O barulho ia ficando mais forte e então ele começou a mexer na fechadura, e então eu liberei o Maximo que conseguia. O policial caiu no chão entrando em estado de transe, assim que encarou meus olhos. Chequei se a chave estava na minha bolsa ainda e a segurei, correndo para fora dali e indo cuidadosamente até o 3º caminhão, onde o Porsche estava.
Estava tudo muito escuro, só conseguia diferenciar as coisas pelos gritos que os policiais davam e consegui distinguir quando encontraram o outro em transe por simples fato do medo no local aumentar. Eles conversaram sobre algo de “chamem os outros pelo rádio”. Se eu deixasse aquilo acontecer qualquer chance minha estava acabada. Eu seria procurado e não iria conseguir sair dali, mas já tinha um plano.
Me esgueirei para o lado do segundo caminhão e ativei meu espectro, uma sombra preta apareceu. Os guardas que estavam ao redor do policial caído se assustaram e começaram a atirar, mas por ser um espectro não sofria efeito algum e aquilo os deixou com mais medo ainda. Eu fazia alguns movimentos para que o espectro repetisse e falei algumas coisas com a voz arranhada, como se fosse a Lorde.
Não demorou para que os outros também desmaiassem em transe por não suportar a áurea que estava no local. Essa era minha deixa.
Abri a capota do caminhão e pulei para dentro do carro. Com cuidado dei ré e quando já estava na estrada acelerei com força. Eu já não estava mais no Texas. Agora já estava em solo Mexicano.

3º Capitulo – Cresça Forte
Monterrey/México – 17:00 da tarde do dia seguinte.

Estava sentado na mesa de uma lanchonete daquelas de posto de gasolina. A garçonete se aproximou e colocou um prato na minha mesa, nele tinha um pão com ovo e bastante óleo pra variar.
-Uma coca-cola, por favor.
-Não temos, somente suco caseiro.
Eu imaginava como seria o tal suco, mas aquele pão molhado a óleo estava cheirando tão mal que qualquer coisa que ajudasse a descer já era de grande ajuda.
Comecei a comer enquanto abria em cima da mesa um pequeno mapa que tinha pegado na lanchonete. Provavelmente eu demoraria 7 horas até Xochimilco, talvez duas da manha eu já estivesse no templo de Phobos.
Remexi o copo a fim de misturar o resto de açúcar que estava no fundo e bebi, me levantando e deixando algumas moedas em cima da mesa.

Voltei para dentro do carro e marquei no GPS destino para Xochimilco.

°°°°°
Parei o carro de baixo de uma pequena árvore e peguei tudo que precisava. Meus equipamentos e um pouco de dinheiro pra pagar o barco.
Coloquei meus óculos escuros e desci caminhando em direção aos barcos que desciam os canais. Havia vários turistas e alguns falavam inglês apesar que, duvido muito que alguém estivesse ali para visitar uma ilha assombrada.
Abaixei perto de um barco para que o barqueiro pudesse escutar melhor enquanto amarrava algumas cordas.
-Ei, quantos cobra para descer até o final dos canais. –Ele sabia o que ficava nesses “finais”.
-Eu não vou até lá, meu jovem... O único barqueiro que segue até esta parte do rio só chega mais tarde e é bom ter um motivo para que ele faça isso...
-Quando ele chega? –Chequei no relógio, era 10:00 da manha.
-Ah, ali esta ele.
Um barco bem sucateado e cheio de carcaças de animais se aproximou trazendo junto um cheiro que me deu anciã de vomito. Puxei um pouco de ar limpo antes de ir até o barco para ver se o sujeito me levava ate a ilha.
-Ola, bom dia.
-Vá direto ao assunto, garoto. –Não sei como esperava algo amistoso de um homem peludo sem camisa e com uma grande peixeira em sua calça.
-Ilha das bonecas, no final dos canais... Quanto cobra para me levar até lá?
O sujeito abriu um largo sorriso e por um segundo meu coração apertou... Ele sabia que eu era um semideus. -150 dólares, este é meu preço para te levar são e salvo até a entrada da ilha. Daí pra frente é com você.
Concordei com a cabeça e pulei no barco, o cheiro agora era quase insuportável.
-Vou levar essas carcaças para meus aposentos, não demoro mais do que vinte minutos, fique a vontade.
Ele jogou um saco cheio de peles e carnes nas docas e subiu caminhando para longe. Graças a Phobos o cheiro aliviou.
Sentei-me na borda do barco enquanto reparava no balançar da água que era um pouco verde, aquilo estava me deixando enjoado. Comecei a brincar com a lança, a passando pelo chão e tirando algumas redes e traquinagens que estava no caminho quando vi uma abertura, algo como um alçapão e claro que desci para ver o que tinha lá.

Julgando pelo tamanho do barco eu conclui que alguma magia existia ali porque o porão era umas três vezes maior do que o barco inteiro, além do mais várias mesas com armas de todos os tipos estavam ali, mas isso nem era o mais estranho... No fundo de todo o compartimento uma grande cabeça de javali estava pendurada na parede e em baixo várias partes de corpos e muito, muito sangue.
Aquilo era um santuário de Ares, aquele era o barco de Ares.

Sai correndo para as escadas, ele logo voltaria e as coisas não iriam ficar legais para mim.
Quando estava quase lá em cima do alçapão escutei um relinchado e cascos batendo no chão. Em um canto escuro uma crina vermelha brilhava, um pesadelo puxava suas correntes tentando se livrar delas mas não tinha muito sucesso.
Coloquei a cabeça para fora do alçapão; Nenhum sinal de Ares.
Fui até o cavalo levantando a mão devagar esperando que ele desse o sinal para que eu me aproximasse. O animal batia os cascos no chão e aos poucos ia se acalmando enquanto abaixava a cabeça, quando vi minha mão já acariciava sua narina enquanto ele se sentou no chão.
-Não podemos te deixar ai, não é?
Como eu esperava, ele não respondeu.
Procurei em meio a todas aquelas armas algo que pudesse quebrar as correntes e consegui achar um grande martelo. Voltei correndo até o animal e comecei a bater forte nas correntes mas mesmo dando umas dez marteladas a corrente nem se mexeu, e eu ainda tinha que me preocupar com Ares... Ou talvez não.
Subi o saque de escadas ao galope de tão rápido e fui até o painel. Graças a Phobos! O maldito tinha deixado as chaves ali. Liguei de qualquer maneira e o motor começou a roncar, puxei mais uma vez e Bingo! Virei o barco em direção aos canais e dei partida mas por algum motivo o barco não andava. – “A corda”- Claro, a corda que o prendia ao cãs. Fui até a borda e quando vi o deus já estava na outra ponta da corda puxando o barco para trás, sua força era de borrar as calças, mas não as minhas. Puxei a lança o mais rápido que consegui e a passei na corda. O barco foi para frente de uma vez me jogando no chão, mas ainda consegui ver Ares estralando os dedos e olhando para mim enquanto estava vermelho de raiva.

Estava sentado na beirada do barco enquanto mexia na água com uma varinha. Sentia enjôo mesmo depois de ter vomitado duas vezes e não tinha nada para melhorar. Para piorar as coisas tinha provocado meu avô que ainda por cima é deus da guerra, demais!
Levantei e fui para a cabine, os canais agora se fechavam mais e qualquer falta de atenção me faria bater o barco e ficar por ali. Eu meio que não queria isso então fiquei esperto no comando. Ao pouco que ia avançando podia achar alguns rastros, cabeças de bonecas no chão e outras penduradas nas arvores... Nada significativo, ainda. Fui mais a frente e então de repente os canais se abriram como se fizessem um circulo, e ao redor deste circulo estava uma ilha cheia de bonecas pelo chão, bonecas pregadas na parede... E o pior era que a natureza começava a comer as bonecas. Vermes e trepadeiras vazavam pelo seus corpos a deixando mofadas e com um aspecto que arrepiaria qualquer mortal normal.
Atraquei o barco em um canto e peguei outra corda para amarrá-lo a uma árvore e antes de ir mata a dentro algo me deixou com medo. O circulo já era minúsculo, a floresta estava ao redor de tudo e o canal que usei para chegar com o barco já não existia mais, estava tudo fechado.

Mesmo de dentro da mata dava para ver as torres no centro, eram duas feitas de pedras e algumas sombras dançavam ao redor, em algum lugar dali estaria meu pai. Continuei andando e parecia que eu andava em circulo porque varias bonecas me olhavam e pareciam que todas eram as mesmas, a única coisa que mudava era que algumas tinham cabelos, outras estavam com erva, vermes e moscas por todo o lado. Estava tão disperso com as bonecas que mal vi o grande castelo a minha frente, e escorado no portão estava um ser cheio de penas que me lembrava um corvo, mas tinha figura humanóide e pela primeira vez alguém ali não parecia inimigo.
-Salve Allan Frey, Príncipe do medo. Sou Korvox e meu dever é te escoltar pelas masmorras do medo até meu senhor, Phobos.

As masmorras de Phobos eram bem estreitas e não tinham nenhuma decoração, somente um saque de escada e no teto e paredes passavam varias formas assustadoras como palhaços sangrentos e aquelas imagens que só se acha na Deep Web.
-Então, me diga o que você acha que tem que fazer aqui?
Comecei a falar de quando Ares apareceu no sonho me contando a historia sobre eles e sobre Sombra, e que ele estava pronto para se rebelar e que só um semideus junto a Phobos poderia o matar.
-Ah, claro... Ares sempre leal aos filhos, infelizmente não controla muito a raiva... Já fiquei sabendo que ele tentou te matar... Skoria estava em uma patrulha, ele provavelmente ficaria com a culpa se o plano de Ares desse certo, mas aqui esta você. Imagino que queira ver seu pai, eu vou chamá-lo.

Prestava atenção na história que o multiman contava, e mal me dei conta que o lance de escadas já tinha acabado, agora eu estava em um salão gigante decorado com poltronas negras com assentos dourados, tudo muito antigo e conservado, dava arrepios. No centro tinha um trono negro, no trono varias figuras horrendas se misturavam e subiam formando uma áurea negra que escapava pelas torres, aquela era a áurea do medo, o medo real que não pode ser evitado.
-Você então é aquele que chamam de Príncipe do Medo?
Meus olhos procuraram por toda a sala, então no trono um homem com uma bandana de caveira e uma capa negra estava sentado.
-Te faço uma pergunta, meu filho Allan Frey. – Minha voz tremulou mas não podia gaguejar em frente a meu pai.
-Sim, eu sou o filho que você requisitou.
Senti minha visão se escurecer novamente, só consegui ver uma grade que irradiava poder subir e trancar o trono com meu pai lá dentro. Me virei para trás e Korvox sorria. Pequenas penas estavam em minha costas, não sabia o que tinha nelas, mas me fez desmaiar.

Estava deitado em algo frio, minhas pernas tremiam e minha visão voltava aos poucos. Eu estava em algum tipo de calabouço feito de terra. Somente uma tocha iluminava o lugar que era protegido por grades firmes e fortes.
Eu estava sem minhas armas, e não tinha entendido muito bem o ataque, mas agora algo havia prendido Phobos e Korvox tinha me atacado, de alguma forma eu tinha que voltar lá em cima.
O lugar era muito mal iluminado, era meio complicado dizer ao certo o que vi mas o barulho de passos era inconfundível... Ecos de alguém caminhando se aproxima, eram passos pesados que se calaram quando chegou perto o suficiente, uma pequena troca de palavras e um estrondo. Só consegui ver um pedaço de metal voando em minha direção quando já estava perto o suficiente, por sorte e puro reflexo me abaixei enquanto a sala inteira explodia, pedaços da grade eram lançados por todos os lugares, também não via mais nada, sombras brotavam da entrada e invadiam a sala inteira em meio aos estilhaços, era tudo um caos, então senti algo tocar minha nuca e desmaiei.
Novamente as coisas voltavam de leve, ao pouco tudo ia recuperando a nitidez e consegui ao menos saber onde estava. A sala estava toda destruída, havia muita poeira que já se acamava e pedaços de ferro estavam cravados na parede, isso era o de menos.
Um ser humanóide do tamanho de um ciclope adolescente estava andando de um lado de outro na sala, tinha uma capa esfarrapada e uma armadura de bronze. Seu capacete cobria todo sua cabeça e tinha longos chifres negros, seus olhos eram duas orbitas vermelhas e brilhantes e sua boca simplesmente não existia, mas eu escutava claramente sua voz saindo baixa.
-Achei que não fosse acordar mais, criança. – Sua voz era metálica, e dava nervoso.
-Quem é você? –Claro que aquela era uma pergunta que eu já tinha a resposta, mas o motivo para ele ter me libertado ainda era incerto.
-Sem cerimônias, preciso te levar a sala dos tronos antes que Phobos fique fraco demais e Korvox forte demais, logo depois conversamos.
Ele me agarrou pelo braço e me jogou em suas costas enquanto começava a correr. Os túneis eram feitos de terra e ferragem para segurar, havia pequenos saques de escadas metálicas. Sombras dançavam pelas paredes como se fossem aquelas lanternas coloridas mas na verdade só tornavam o ambiente mais fechado e dava a impressão de que tinha menos ar no local.
Sombra ia rapidamente enquanto corria como um cavalo, ele com certeza tinha algum poder relacionado á viagem nas sombras pois seus movimentos eram realmente velozes.
-Esta muito lon... –Não precisei acabar a pergunta, o ser se levantou e eu fui ao chão.Havia chegado na sala do trono onde algo estranho acontecia.

Phobos tinha uma grande barba branca e sua feição estava totalmente mudada, parecia um homem de 80 anos. Uma jaula dourada estava ao redor do deus e da mesma jaula brotava raízes que subiam até cinco pequenas pilastras espalhadas pela sala. Em cima dessas pilastras estavam os sinais dos multimans, cada um de um símbolo enquanto a jaula roubava a essência de Phobos e dividia entre os sinais.
-É lógico, destruindo o sinal, você destrói o multiman, enfraquece a jaula e devolve a energia para Phobos.
Assim ele se transformou em sombras e como se fosse um raio explodiu em cima do sinal do Luminos, a pilastra se quebrou e a raiz ligada explodiu jogando energia pura de volta ao deus, era incrível.
-Vão mesmo querer fazer isso? Pobre príncipe, tão novo, mas já morto...
Korvox apareceu na porta da sala e quando acabou sua frase de entrada saltou para o céu e veio em minha direção como se sua intenção fosse ultrapassar meu corpo com o bico, o que realmente era.
Antes que se aproximasse o suficiente o ser começou a desviar mudando de lado para esquerda, hora para direita, meu poder fazia com que ele se embolasse. Esperei que se aproximasse e na hora certa levantei a lança que rasgou sua asa direita. Ele foi ao chão enquanto se espatifou na sala. Aproveitei para olhar o que Sombra estava arrumando. O multiman já havia destruído 3 sinais, já estava acabando.
Uma dor invadiu meu braço esquerdo do nada, maldito seja... Três penas estavam cravadas no bíceps, ele ficaria inútil até o final da luta.
-Tire á pena, ela contém veneno.
Claro, retirei a pena o mais rápido que pude, mas nesse meio tempo senti uma ventania se aproximar. Korvox voou em minha direção numa velocidade que me jogou a 10 metros, estava em cima de mim e pronto para atacar.
-Ah, quem dera se seu pai estivesse consciente para ver isso.
Ele desferiu um grande murro em meu rosto e em seguida senti o local queimar, era como se além da pressão ele ainda conseguisse usar as penas para cortar o local, maldito.
-Mais um?
-NÃO
Um vulto negro passou por cima de mim tirando o multiman do meu corpo, tampei o corte com a mão enquanto olhava Sombra desferir vários socos contra Korvox, mas não parecia ser o suficiente.
-O sinal dele... Não esta ali?
-Não... Use as setas, agora.
-Não posso sem te acertar.
-AGORA.
Korvox começou a sorrir enquanto segurava Sombra. – Pense um pouco em o quanto Phobos nos comandou, o quanto nos ordenou e nunca teve pena de nós, éramos como seus escravos, estou lhe oferecendo a chance de ser livre, de ser um Senhor.
Meu poder estava elevado, aquela sala irradiava medo e era escura. Concentrei em Korvox e joguei todo o Horror que tinha dentro de mim nele, fiquei exausto e vi os olhos dele ficar totalmente branco por causa do medo. Em seguida setas atravessarão o corpo dos dois, as setas brotavam de todos os lugares, o Maximo que conseguia. Uma luz começou a surgir de Sombra e ele abraçou Korvox, mais lanças brotavam e uma claridade forte fez com que fechasse os olhos... Os dois explodiram, o impacto fez com que eu desmaiasse.

You Don’t Know Nothen, Allan Frey!” – A voz do corvo humano veio em minha cabeça.

Meu braço estava dormente, eu realmente não sentia nada. Estava deitado ao lado do trono onde meu pai se sentava. Ele não tirava o olho de mim como se quisesse ter certeza que estava bem.
-Graças a Afrodite! Eu achei que não fosse acordar nunca! –Ele se agachou e levantou meu corpo. –O braço vai ficar assim um pouco, passará já já, quero te enviar de volta ao acampamento o mais rápido possível.
Ao olhar para o lado o pesadelo que estava no navio estava amarrado ao portão de entrada.
-Você foi um verdadeiro guerreiro meu filho, estou muito honrado. Mas não acabou ainda, esperarei até que se recupere e aparecerei em seus sonhos, agora você tem que ir. –Senti como se ele quisesse realmente correr comigo dali.
Phobos foi me levantando e me guiando até o pesadelo, era como se ele esperasse alguma visita.
-Eu voltarei a te procurar. Que os deuses te guiem.
Enquanto subi no pesadelo sentia o braço voltando ao pouco, o cavalo não tinha sela e ficar perto de mais de sua crina era bem arriscado, então me agarrei a seu pelo, imaginei se ele ficaria pacifico assim sem que Phobos tivesse ó comandado a me levar ao acampamento meio-sangue.
Os portões do castelo de Phobos se abriram e sem que eu esperasse o pesadelo disparou céu a cima como se fosse um pássaro, naquele ritmo chegaria ao acampamento em menos de um dia.
Eu percebi o quanto estava inocente sobre toda essa história.


Armas Levadas:

— {Phobia} / Lança [Arma feita de bronze sagrado e tem um rubi cravejado no meio de seu cabo, é leve e tem fácil manuseio. Quando o usuário está sob condições de status máximas, a lança emite uma aura que pode fazer o usuário tremer nas bases! Sua inspiração vem da lança utilizada por Phobos] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre o Medo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Phobos]
♦ { M&m's Mágicos } / Embalagem pequena de m&m's infinitos [Aparentemente são simples m&m's (E são comestíveis) mas se o dono quiser eles podem explodir , não tem dano algum, serve apenas para assustar ou distrair os inimigos, a menos que consiga fazer com que explodam ainda na boca deles, neste caso o doce pode soltar um pouco de veneno que da um pequeno dano por até três turnos (Dano máximo: 5 por turno)] [O veneno pode ser utilizado apenas uma vez por missão] {Sem controle sobre elementos } [Recebimento de Poseidon pela missão: O Passeio]
— Marca Sombria (Réplica) [Bronze e Obsidiana] [Amuleto cercado de uma aura negra, capaz de, uma vez por missão, paralisar totalmente um inimigo com nível inferior ao seu, por três rodadas. O artefato fará o inimigo vivenciar seus maiores temores, ficando abalado e incapacitado de agir durante este período de tempo. Não funciona em servos ou filhos de semideuses do submundo, e após ser utilizado três vezes ficará com a energia descarregada. Procure um Feiticeiro que também seja filho de Hécate, e peça-lhe que reponha a energia sombria do amuleto.] (Nível mínimo: 03) {Item Mágico: Elemento Trevas. (Utilizações:03)} [Recebimento: Missão "Marca Sombria", com Afrodite]

Poderes Usados:

Passivos
Aura do Medo I [Nível 01] – O filho de Phobos emite uma tênue aura carmesim (visível apenas para outros filhos de Phobos ou para personagens que podem enxergar auras/ emoções) que afasta as pessoas, pois quanto mais próximas do dono da aura, mais suas fobias (existentes ou não) vão aumentando. Lembrando que o medo real é diferente do racional. O medo "real" é um instinto, e não uma emoção; ele não precisa de uma razão exata, e também não tem limite. Personagens com ao menos metade do seu nível evitam se aproximar, mas ainda podem fazê-lo, com dificuldade, fazendo com que você não possa ser surpreendido por criaturas mais fracas. Acima disso e até o seu nível, sua aura os afeta, mas um pouco menos - eles podem te enfrentar, mas a iniciativa da luta sempre será sua - o que só afeta o primeiro golpe e não é válido para oponentes mais fortes. Afeta apenas criaturas vivas e não-provenientes do submundo. A aura do medo passa a ser controlada no nível 25, mas só se pode escolher mantê-la em funcionamento ou não, e não alvos específicos. Isso não gasta energia e é válido para todos os níveis do poder.[Modificado]

Perícia com lanças [Nível 01] – Phobos usa uma lança, e por isso seus filhos tem mais perícia com esse tipo de arma. Seu manuseio é mais fácil se comparado com a dificuldade de aprender a utilizar outras armas, e seus movimentos sempre serão mais precisos. Lembrando que indica apenas uma aptidão maior, mas não um aprendizado automático. [Modificado]

Intimidação [Nível 04] - Filhos de Phobos podem ser tão durões quanto os filhos do deus da guerra - algo de família. Ações que visam intimidar outros personagens baseadas em ameaça ou demonstração de força tendem a ser mais efetivas quando realizadas por eles, possuindo efeito dobrado - não afeta poderes, apenas ações de convencimento - quebrar uma parede com os punhos, por exemplo, mesmo que se utilize um poder para tal, o poder em si não recebe bonificação, mas a ação de intimidação sim. Em uma OP ou narrada o avaliador teria a palavra final - ou juiz, em um PvP, dependendo da ação. Não é uma intimidação mágica, apenas uma característica.[Novo]

Cura Medonha [Nível 05] – Caso um ser vivo esteja com medo (pode ser com a aura do medo), o semideus recuperará HP em cima disso (a cada ser vivo afetado pelo medo, são 2 de HP a mais por rodada. Por exemplo, se seis seres vivos estão sendo influenciados, a criança do medo recuperará 12 de HP por rodada). Só é válido para oponentes próximos (a até 25m). A palavra final sobre quem está ou não sendo afetado é do narrador. Aumenta para 5hp no nível 15 e 10 no nível 30. [Modificado]

Condução [Nível 07] - Phobos conduzia a carruagem de Ares, seu pai, junto com seu irmão. Seus filhos herdam habilidades semelhantes, tendo perícia para cavalgar e conduzir cavalos, ou animais similares e bigas, veículos de guerra ou automotivos com mais facilidade, considerando que a forma atual da quadriga de Ares é uma moto.[Novo]

Sentir o perigo [Nível 15]- O medo é também um mecanismo de sobrevivência: os humanos temem aquilo que pode lhes fazer mal. Nesse nível, o filho de Phobos adquire a intuição daqueles que espreitam contra ele. Isso faz com que seus reflexos de defesa sejam maiores e torna mais difícil que ele seja pego de surpresa. Não significa que nunca será surpreendido ou que sempre desviará, mas aumenta as suas chances quando relativo a oponentes fora de seu campo visual. O sentido não afeta oponentes frente a frente. [Novo]

Ativos

Setas Incorpóreas I [Nível 04] – Ao utilizar esse poder, lanças negras surgirão e se cravarão no inimigo, trespassando-o aparentemente como lanças normais. Apenas você e ele podem vê-las, mas elas não são ilusões - não completamente, uma vez que provocam danos e podem afetar mesmo oponentes imunes a ilusão - seriam mais como se fossem feitas de energia. A perda de HP é variável, mas não pode ser nula, uma vez que o dano é real. Efeito imediato.

Ilusão Medonha II [Nível 7] – No segundo nível desta habilidade, além dos movimentos do filho de Phobos ficarem invertidos, eles também ficam mais rápidos e pode agora ser usado em até três inimigos (duas rodadas, duas vezes por missão). Os inimigos ficarão confusos, mas não passa de uma ilusão.

Espectro [Nível 10] – Um espectro negro, igual ao semideus com exceção de ser totalmente negro, aparecerá atrás do filho de Phobos. Ele repetirá qualquer movimento que o semideus fizer, assim dobrando o ataque. (caso a prole de Phobos corte verticalmente, em um milésimo de segundo o espectro fará o mesmo. O espectro é intangível apenas para o filho de Phobos. Dura três rodadas).

Ilusão Medonha III [Nível 14] – Não só os movimentos do filho de Phobos podem ser "trocados" de lado; essa habilidade, agora, estende-se até mesmo no movimento de outras pessoas. O poder pode ser usado em vários inimigos (com um gasto que aumenta proporcionalmente ao número de afetados). Ele dura três rodadas ao invés de duas e ainda pode-se usar apenas duas vezes por missão. Os movimentos trocados funcionam de uma maneira mais peculiar: o "lado" em que o inimigo será atacado é definido, mentalmente, pelo semideus de Phobos; este controla a percepção do outro por um curto período para que a ilusão (que afeta os sentidos) funcione.

Horror [Nível 13] – O medo instintivo, que não pode ser resistido por simples pensamentos e emoções, agora pode ser induzido quando o semideus quiser. Ele pode afetar uma área maior de uma forma menos intensa, ou uma pessoa de uma forma mais intensa. O efeito dessa habilidade causa o medo mais primordial, que não precisa de um motivo, e que faz as pessoas ficarem com medo de agir, olhar e até mesmo respirar; seria seguro mover-se? Dura duas rodadas, duas vezes por missão. Resistencias mentais não fazem efeito.


Gostaria de ganhar o pesadelo como recompensa, mesmo que ainda precise o domar e etc.
Allan P. Frey
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Re: DIY De Allan P. Frey

Mensagem por 112-Ex-Staff em Seg 12 Maio 2014, 18:51


Avaliação
.

Então Allan, cara eu realmente fiquei com muita expectativa no começo da sua DIY; parecia que abordaria algo realmente novo e interessante. A dica que dou para você é a de revisar seu texto, mesmo que fique grande. A quantidade de erros que encontrei me incomodou, sei que você é capaz de fazer melhor e infelizmente ficou a desejar dessa vez. Sempre releia seus textos quantas vezes forem necessárias; e cuidado com algumas regras gramaticais, a pontuação, concordância e acentuação também foi algo que poderia ter caprichado mais. Achei alguns pontos da sua historia um pouco confusas e sem explicação, como o fato de Ares ajuda-lo e depois te atacar, ou que Sombra era um inimigo mas que na verdade se tornou um aliado (?); achei que você se apressou um pouco em relação a sua trama, poderia ter dividido ela em mais DIYs para que toda a historia fosse contada com mais detalhe e profundidade. A parte do barco foi algo que também deixou muito a desejar, pois você narrou que estava dentro do barco, e ao sair do alçapão você estava ancorado ainda no cais, falando que o homem era Ares e que ele tinha deixado as chaves do barco para trás, mas tentou impedir a partida do barco. Sinceramente o deus da guerra não faria isso, e caso ele quisesse te impedir poderia ter feito de outras maneiras. Outro fato que peço sua atenção, é para o modo como coloca as outras pessoas sabendo que você é filho de Phobos. Por mais forte que seja um semideus, dificilmente ele consegue descobrir o progenitor divino de outro sem que tenha nenhuma pista. Você também não citou o que teria acontecido com o carro, de modo que o darei como perdido em algum ponto da cidade do México. Você acabou se confundindo ao citar horários, de modo que na lanchonete era apenas 17:00 h e você gastaria 7 h para chegar até seu destino, chegando a pensar que estaria na fortaleza de Phobos por volta de 02:00 h. Mas quando chegou ao porto, já eram 10:00 h sendo que nenhuma explicação foi dada do por que de tanto atraso. Quando for elaborar uma historia, principalmente uma longa, além de revisar tente separar suas ideias em tópicos, pensar como irá desenvolvê-los e depois começar a escrever; as incoerências no seu texto foram realmente um pouco surpreendentes para um semideus como você. A situação do Pesadelo também foi bastante sem nexo, de modo que nada foi dito sobre como ele se soltou; ou o porquê dele estar preso em um “barco de Ares”, visto que eles são seguidores do deus. Esperava um pouco mais de sua historia, que poderia ter tido um desenvolvido mais completo e com mais detalhes interessantes; que sabe você consiga consertar isso em próximas DIYs. Também não entendi o porquê Phobos disse “santa Afrodite”, afinal de contas ele e a deusa não possuem uma grande ligação, e nessa DIY nada foi citado sobre ela para que o deus a “agradecesse”. Sugiro que releia essa DIY, que veja seus pontos falhos e os conserte futuramente, sei que possui capacidades para isso. Qualquer duvida sobre sua avaliação, ou pedido de dica me envie uma MP.

— Coerência: 80/200
— Coesão, estrutura e fluidez: 85/100
— Objetividade e adequação à proposta: 50/60
— Ortografia e organização: 20/40

— Recompensas: 235xp + 43 dracmas

— Descontos: 10HP + 80MP


OBS: Sobre a HP, levei em conta a cura que você possui quando alguém está sobre o efeito de sua aura de medo.
OBS²: Por não ter obtido o aproveitamento de 85%, não será dado item; tente na próxima.



Thanks Tiago © 2013


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Re: DIY De Allan P. Frey

Mensagem por 124-ExStaff em Qui 15 Maio 2014, 18:43

Allan, não pude fazer muita coisa por você a não ser aumentar alguns pontos de experiência e conceder-lhe mais poucos dracmas. Minha opinião não é muito diferente da de Ares (não me baseei pela dele, tanto que primeiro avaliei, li o post dele e só depois escrevi esse trecho), tanto nos pontos positivos quanto nos negativos. Não se sinta ofendido, tanto que em cada quesito de avaliação eu dei dicas porque quero principalmente ajudá-lo. Sei o quanto quer o pet, mas não posso entregá-lo sem o rendimento mínimo de 85%. No geral, foi uma boa missão com uma boa história; você teria conseguido uma ótima pontuação pela criatividade, que se ajeitaria perfeitamente à coerência do texto, se não estivesse mal estruturada e escrita como se você tivesse pressa. Se quer uma dica a mais, tente criar outra DIY envolvendo o mesmo animal. Ajeite seus erros, seguindo as dicas minhas e de Ares, e peça o pet como recompensa. Quem sabe você não o ganha? Repetindo: foi uma boa história. O que ferrou mesmo com sua DIY foi o modo de narrá-la. Treine melhor isso, vai ajudá-lo e muito. As dicas a seguir poderão ser bem úteis, por isso recomendo que leia-as quando possível, por mais que isso possa demorar.

• Coerência: 110/200

Resumidamente, encontrei muita incoerência em seu texto. Pontos confusos, ações impossíveis e narrações desconexas ajudaram no resultado final. Alguns exemplos podem ser a traição dos multimans (você não demonstrou emoção alguma quanto a isso, nem sequer citou algo em relação ao que você pensava sobre o assunto), a repentina mudança de lado de Sombra (mesma coisa do exemplo anterior: sem emoção ou explicação alguma em relação a esse fato), a mudança repentina do tempo (em alguns pontos você pulou uma grande quantidade de tempo sem demonstrar isso, como no início do capítulo 3: antes dos pontinhos eram 17h, mas depois deles já era o dia seguinte, e eu só fui descobrir isso quando você falou que eram 10h da manhã), a divisão de personagens (no primeiro sonho, durante a explicação de Ares, me esforcei pra entender quem era quem; não havia como saber quem era Sombra, se era um multiman ou o elemental das trevas — e, falando nele, você não citou seu nome durante esse trecho. O leitor precisaria da lógica para entender quem ele era —, e mais ao fim houve a traição deles. Se ele era um fiel seguidor de Phobos, como pôde traí-lo sem motivos aparentes?) e a fraqueza de Phobos (ele é um deus, e mesmo assim foi derrotado tão facilmente por um súdito. Ele inspira medo, tem esse elemento como esfera de poder, e é bastante poderoso. Em seu próprio território ele foi derrotado por uma simples jaula e uma conspiração geral contra si? Não foi uma ação coerente). Além disso, houve a falta de descrições, tanto de sentimentos quanto de lugares, que tirou a emoção de grande parte do texto. De um segundo para o outro você desmaia e acorda em outro lugar, como se aquilo fosse tão normal quanto respirar, e não se pergunta o que aconteceu ou por que está ali. São vários fatores que vão contra você, mais do que os que vão a favor. O que eu posso sugerir é dar uma revisada melhor no texto, pedir a opinião de outra pessoa que entende de avaliação, para saber onde errou e onde precisa melhorar.

• Coesão, estrutura e fluidez: 60/100

O único site que quero lhe mostrar é este. Leia a partir da seção "Ortografia" (as partes anteriores são mais complexas e não são totalmente avaliadas numa avaliação de narrativa). A coesão é, basicamente, o resultado do encontro entre a coerência e a ortografia; um texto pontuado incorretamente fica horrível de se ler, quanto mais de se interpretar — o que ajuda na ambiguidade ou no duplo sentido, outros erros de coesão. Várias frases suas sofrem com uma má coesão, como "Korvox apareceu na porta da sala e quando acabou sua frase de entrada saltou para o céu e veio em minha direção como se sua intenção fosse ultrapassar meu corpo com o bico, o que realmente era". A conjunção e foi usada em excesso, e isso fez a frase estar incorreta; para evitar isso, bastaria dividir a frase em duas: "Korvox apareceu na porta da sala e quando acabou sua frase de entrada saltou para o céu. Ele veio em minha direção como se sua intenção fosse ultrapassar meu corpo com o bico, o que realmente era". Não fica muito melhor? Quanto à fluidez, achei que ficou relativamente fluído se comparado à ortografia, que se relaciona intimamente com esse quesito. Bastaria uma simples melhora no português para a fluidez aumentar bastante. Em relação à estrutura, digo o mesmo que a coesão. Precisa de bastante melhoria. Não cobro muito dela nas avaliações se os outros quesitos estão ok, mas no seu caso acho que seria bom dar uma revisão na parte de sintaxe da língua portuguesa.

• Objetividade e adequação à proposta: 55/60

Não preciso falar muito aqui, exceto que retirei cinco pontos porque você foi objetivo demais em algumas partes. Um dia passou voando tão rápido que chegou ao ponto da leitura ficar confusa. Mas, de resto, está tudo certo aqui.

• Ortografia e organização: 25/40

A sua ortografia precisa de uma série revisão, porque ela é a principal causadora da baixa pontuação das suas missões. Minha sugestão é que use o Word ou um corretor ortográfico, bem como dar uma olhada neste site. Não precisa de fato olhar todos os tópicos, apenas os principais de cada seção (os que explicam as classes gramaticais, como Adjetivo e Advérbio I e II). Além disso, o próprio fórum tem um tópico com os principais erros ortográficos encontrados em textos e a forma correta de corrigi-los (Guia Gramatical). Não citei aqui os erros de pontuação porque estes já foram citados no segundo quesito. É bom começar a treinar sua ortografia, Allan, porque pode prejudicá-lo não somente no PJBR como também na vida real.

• Total: 250xp + 50 dracmas
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Re: DIY De Allan P. Frey

Mensagem por 078 - ExStaff em Sex 16 Maio 2014, 23:16

Atualizado.
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Re: DIY De Allan P. Frey

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