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Jazz Ozz, O Mundo das Classes - Terras e Guerras.

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Jazz Ozz, O Mundo das Classes - Terras e Guerras.

Mensagem por Joe Carnell em Qua 28 Maio 2014, 16:40

Obs.: Fanfic adaptada de sua versão anterior chamada Class World, está presente em outros fóruns dos quais eu participo - aqui mesmo com minha antiga conta David Phoux - e é totalmente idealizada por mim.

Jazz Ozz, O Mundo das Classes, trata-se de uma fantasia épica que tem sua história girando em torno de um mundo místico e das aventuras dos habitantes deste tal mundo. Influenciado pelas mais diversas lendas e mitologias, além de lembrar cenários medievais e característicos de RPG's.

Introdução
O grande e misterioso mundo de Jazz Ozz, o mundo das terras e das guerras, das raças e das classes. Dizem que no início tudo que existia era o nada, o vazio total. Repentinamente surgiram Nihil e Omni, dois seres primordiais. Eles se sacrificaram e deste sacrifício surgiu tudo que compõe o universo, inclusive os deuses. Os deuses modelaram o universo e os mundos ao seu bel prazer. Criaram Jazz Ozz e povoaram suas terras com as mais diversas raças.

Jazz Ozz foi girando e o tempo foi passando. As civilizações foram se formando, aldeias, vilas, cidades, reinos e impérios. Os humanos foram evoluindo com o passar dos séculos, no início eram seres primitivos e pouco inteligentes, depois foram desenvolvendo grande sagacidade e criatividade. Os homens eram a maioria, sempre tiveram o ímpeto da dominação das terras e dos povos, interagiram com as demais raças. Começaram a dominar a arte da guerra, da magia e começaram a criar classes, como os vikings e os bárbaros, onde se reuniam e se fortaleciam para enfrentarem todos e uns aos outros.

Leônidas Leonel foi um dos grandiosos precursores da história de Jazz Ozz. Com seu natural espírito de liderança e sua fome por poder tornou-se Rei em Granville. Ele criou uma causa, estabeleceu um objetivo e montou um grandioso exército – criou a classe dos Cavaleiros Nobres. A expansão de seu reinado foi rápida bem como foi grande. Através de batalhas e de negociações ele dominou as três cidades vizinhas e unificou todas  em um único grandioso império, a Grande Cidade, a capital de Jazz Ozz, formada pela junção de Granville, Delôre, Ferwood e Bajisco. Era o sistema Imperae dominando o mundo.

O Império seguiu com décadas de glórias, claro que Leônidas enfrentou algumas dificuldades, conseguiu firmar fortes alianças com os anões, com os magos, com os monges, com os forjatores, com a Ilha Volcan e com algumas pequenas vilas, também conseguiu acordos menos estáveis com os arqueiros dos Bosques de Arkus, os elfos da Floresta da Vida, os piratas de Barba Negra, com o seu primo do norte Tuhnn.

O Imperador Leônidas teve um filho chamado Holden Leonel e uma filha chamada Sky Jasmine Leonel. O príncipe foi treinado para ser excelente no combate e para realmente ser o herdeiro do trono, a princesa quis tornar-se maga e acabou virando o grande aprendiz do Mestre Morphon devido ao seu grande poder.

Leônidas veio a falecer de mal súbito depois de mais alguns anos, Holden assumiu o trono ainda jovem e cercado por desconfiança e pessimismo. Sua irmã fugiu da Cidade dos Magos e declarou guerra contra o império, se tornando a Rainha Skijja, comandante dos bruxos que se tornaram uma classe em constante crescimento, aliada dos inimigos, prisioneiros e procurados do regime Imperae e dos monstros que se curvaram diante à magia negra de Skijja.

Holden, que agora era rei, conseguiu manter o império de seu pai com a ajuda de seu fiel e poderoso padrinho Mestre Morphon. Porém cada vez mais sua irmã conquistava aliados, terras e, por conseguinte, poder. Ela acabou se tornando a pedra na bota Imperae, uma grande ameaça agitando os aliados. Cabe ao Rei Holden esforçar-se, reforçar-se e mergulhar de cabeça nesta gigantesca guerra que parece ser próxima e inevitável.

Os ozianos, como são conhecidos os habitantes de Jazz Ozz, se organizam geograficamente, socialmente e politicamente de acordo com todas as suas características. Os moradores deste mundo estão divididos em diversas espécies e raças, cada uma com suas peculiaridades, modos de vida e comportamentos.

Os ceiéshis são os primeiros seres ozianos, são sagrados, gigantescos e extremamente poderosos e sábios. Todos são muito diferentes uns dos outros em sua aparência e em algumas de suas capacidades, costumam a ter uma natureza espiritual. Nunca interagem com outras raças, mas são os únicos a interagirem com os deuses ozianos e que conseguem dominar a energia celestial plenamente, uma força energética extremamente poderosa. Estão isolados no Paraíso Ceiéshi, próximo a Floresta da Vida.

Os farries, ou farrias, formam uma espécie de seres de pele muito branca, seus olhos geralmente possuem tonalidades arroxeadas. Eles possuem asas membranosas semelhantes às de borboletas que geralmente contém graciosos e encantadores desenhos abstratos e que lhes conferem a habilidade de levantar voo. São baixos, não passando de um metro e alimentam-se da energia positiva que emana de outros seres e circula desapercebida. São capazes de realizar feitiços e se aproveitarem da magia, vivem reclusos no estreito pedaço de terra de Espravátique, que fica próximo aos Bosques de Arkus.

Os elfos formam uma importante e relativamente numerosa espécie de seres. Em sua maioria, os elfos vivem na Floresta da Vida, entre árvores na cidade élfica decorada com belas construções. Os elfos possuem o corpo bem parecido ao dos humanos, salva a exceção de suas orelhas compridas e pontudas e a sua generalizada estatura baixa. Seus olhos apresentam sempre tonalidades claras, seus cabelos variam entre o loiro mais descolorido e o castanho claro. Possuem naturalmente grande longevidade, sendo seres normalmente centenários, e seus rostos sempre estão esbanjando beleza e jovialidade. Possuem afinidade com magia podendo dominar algumas técnicas e feitiços, principalmente relacionados com a natureza.

A espécie élfica florestal é sempre cuidadosa com a natureza e praticamente todos mantem um regime vegetariano. São seres temperamentais e sentimentalistas, mas sempre são mais honrosos do que, por exemplo, os humanos. Procuram evitar conflitos e guerras, mas não deixam de ser poderosos quando a batalha se faz necessária. Sua sociedade divide-se entre os elfos laboradores que trabalham em atividades agrícolas, artesãs ou comerciais, os elfos nobres que são privilegiados e que costumam a governar na Cidade Elphy, e os elfos belatores que cuidam da segurança e da ordem, além de formarem o exército que defende a cidade, a realeza e a sociedade de elfos.

Grizelfos são uma raça de elfos, também são conhecidos como elfos cinzentos ou elfos escuros. Vivem na perigosa Floresta Negreski ao norte e não costumam a interagir com outras espécies, além de rejeitarem este contato na maioria das vezes. Compartilham a aparência com seus primos distantes, exceto pela tonalidade da pele que é sempre escura, rígida e acinzentada. Não possuem domínio algum com a magia e são incapazes de usá-la.

Já os semielfos, meio elfos ou mesoelfos são híbridos de humanos com a espécie élfica e encontram-se espalhados pelo mundo. Esta raça é extremamente rara e pouquíssimos deles já foram vistos por Jazz Ozz. Para os elfos são semihumanos. Possuem orelhas pontudas, olhos e cabelos claros, são talentosos arqueiros, possuem uma personalidade predominantemente humana e não vivem tanto quanto a raça pura, apesar de uma longevidade premiada.

Os duendes são uma espécie oziana extremamente abastada presente em menor número quando comparada com outras importantes raças. Os duendes vivem em sua própria cidade não muito longe da Grande Cidade, a Gnômia. Lá se encontra o grandessíssimo Banco Central Midal, o maior banco de Jazz Ozz, fortunas dos mais diversos governantes e indivíduos influentes lá se encontram. São pequeninos, com estatura inferior a de um anão e pouco maior que de um farrie, possuem orelhas muito compridas, peludas e pontudas. São ruivos dos mais diversos tons e possuem uma relação de adoração com chapeis pontudos. Os jovens costumam a serem magros, mas quase todos os adultos e idosos estão fora de forma.

Duendes são felizes, bem humorados e adoram festas e comemorações. Os mais jovens são travessos e adoram pregar peças em humanos e elfos desavisados. Os duendes possuem obsessão por ouro e por dinheiro de forma geral, são gananciosos e avarentos, são muito amigáveis com humanos e elfos desde que estes façam por merecer, mas realmente odeiam ogros e trasgos, seus primos brutamontes.

Os anões são outra espécie de extrema importância para Jazz Ozz, só não mais numerosos que os humanos. Vivem em cidades subterrâneas e em túneis por eles construídos, além das minas aonde trabalham na extração de minérios. Existe um verdadeiro império grandioso destes seres abaixo dos pés ozianos, onde os anões vivem e convivem. São extremamente baixos, passando por alguns centímetros de um metro de altura. São corpulentos, fisicamente fortes, peludos, barbudos e possuem cabelos negros e crespos. Seus rostos geralmente são grosseiros e emburrados, olhos escuros, suas mãos calosas e quase sempre estão sujos de poeira.  

Apesar do mau humor são amigáveis e até mesmo hospitaleiros com as demais espécies. São unidos, desgostam de passar muito tempo na superfície, longas exposições a raios solares podem afetar sua pele e seus olhos que são frágeis. Não pensam muito antes de entrar em uma batalha, principalmente quando alguém tenta prejudicar a espécie ou impor algum tipo de ditadura. Conhecem bem todos os cantos de Jazz Ozz e tem uma certa facilidade para chegarem a cada um deles. Convivem em plena harmonia e colaboração com os humanos que vivem no subterrâneo praticando escavações e minerações junto a eles, os Escavatores.

Os humanos constituem a espécie de seres dominantes e predominantes em Jazz Ozz, eles estão presentes em todos os cantos e sempre estão chegando a novos cantos deste imenso mundo. Inicialmente eram seres primitivos que caçavam animais e coletavam frutas, mas a espécie evoluiu e passou a ter como principal arma o cérebro e o que poderia fazer com ele.

Os humanos adoram utilizar armas, aprenderam a administrar relações com as demais raças com as quais dividem o mundo, aprenderam a dominar a magia e a adorar os deuses esperando bênçãos. Eles também têm a tendência a tentarem se unir, formar grupos em que cada indivíduo faça o seu papel pela evolução da sociedade dos homens, daí a necessidade das classes que foram surgindo entre os homens com o passar do tempo.

Os nulos, os primeiros seres humanos que caminharam pelas terras de Jazz Ozz desde que puderam ser chamados de civilizados e, até hoje, os mais numerosos. Os nulos são a engrenagem do mundo dos homens, não possuem habilidades fantásticas ou técnicas misteriosas, possuem uma vida normal e tranquila. Eles têm como função trabalhar, realizar suas atividades e permitir que as mercadorias e as riquezas girem como em um ciclo.

Nulos são nobres, valetes, comerciantes, agricultores, pesquisadores, sacerdotes, médicos, filósofos, soldados, barbeiros, criadores, ferreiros, artesãos, tecelões, alfaiates, camponeses, escravos, donas de casa, parteiras, entre outros trabalhadores comuns. Eles estão um tanto quanto vulneráveis a todas as grandes ameaças de Jazz Ozz, por isso trabalham, pagam impostos e esperam que seus governantes fortaleçam suas vilas, cidades e reinos, lhes dando boa vida e segurança.

Algumas atividades peculiares foram sendo desenvolvidas, atividades que não poderiam ser exatamente classificadas como profissões, então homens começaram a se unir e praticarem algumas dessas atividades e assim começaram a formar as primeiras classes e se autodenominarem classistas.

Depois de um tempo as classes tornaram-se bem constituídas, algumas exércitos especializados de reinos e cidades, outras grupos de indivíduos treinados para dominarem determinada técnica ou aprender determinada coisa. A maioria das classes começou a ser associada a um respectivo governante e a uma respectiva região. Os modos para adentrá-las todos peculiares, algumas recrutavam, outras aceitavam inscrições, algumas tinham a ver com a linhagem e outras aceitavam renegados e procurados.
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Spoiler:

[justify]Os indígenas podem ser considerados umas das primeiras classes, surgiram logo que os humanos mais primitivos evoluíram. Moravam em pequenas aldeias feitas de ocas em meio às selvas até então virgens e eram muito dedicados ao culto aos deuses, mantendo as tradições e rituais de seus antepassados. Exploradores dos recursos da natureza, mas também protetores de seus bens naturais. Atualmente engolidos pela ascensão de povos e classes encontram-se reclusos em determinadas áreas de floresta ou selvas, inclusive as tribos canibais sobreviventes assombram viajantes ou desbravadores destas regiões.

Os bárbaros formam uma das mais antigas classes, uniram-se pelo globo como outros humanos normais, mas estabeleceram características que passaram a lhes classificar como classistas. Roupas feitas de couro animal, armas feitas de pedra ou de metais por eles extraídos. Começaram a praticar os primeiros processos propriamente ditos de invasão e expansão de domínios. Possuíam um estilo agressivo e bruto de combate e exércitos qualificados. Com o tempo e com o desenvolvimento das demais classes perderam espaço em Jazz Ozz, mas sempre mantiveram sua classe centralizada na parte norte com várias aldeias onde mantem suas atividades há muito tempo.

Os vikings foram à primeira classe e os primeiros seres humanos a desbravarem os mares com seus característicos elmos cônicos com chifres. Com caráter guerreiro e espírito aventureiro. Dominaram as artes navais, criando embarcações e começando a viajar nelas, criando aprimoradas técnicas de navegação. Praticavam saques, pilhagens e ataques às vilas e cidades em formação, além de usar sua habilidade de mobilidade para por em prática o comércio marítimo. Cultuavam seu panteão de deuses particulares e se estabeleciam em pedaços de terra dominados constituindo povoados. Com o tempo ganharam a concorrência dos piratas que também andavam sobre o mar oziano, preferiram se estabelecer nas faixas litorâneas do Reino de Tuhnn em enormes fazendas comunitárias. São comandados por um rei, o grandioso Hornkl, e mantem uma relação um tanto amigável com a rainha do movimento separatista, a bruxa Skijja, a auxiliando em eventuais movimentos marítimos.

Os Cavaleiros Nobres formam o exército especializado da família Leonel e do regime Imperae. Estão localizados na capital do império, a Grande Cidade, mantendo a ordem e a segurança do local e de seus vários habitantes e visitantes – estão distribuídos em bases ao longo do extenso território. Foram criados pelo lendário imperador Leônidas, mas agora são os fiéis seguidores de Rei Holden, para quem devem realizar algumas tarefas pontualmente. A classe é aberta, por tanto, aceita classistas que já participem de outras classes aliadas de Holden. Essa abertura proporciona aos membros da classe qualidades e características totalmente diferenciadas e peculiares.

Os piratas são uma classe numerosa que divide seu tempo entre os mares de Jazz Ozz e o Porto Saloma na Cidade do Porto, próximos a postos de reabastecimento, bares imundos, vendas exóticas e ao grande mercado negro que circula livremente. São poucos os piratas que vivem independentemente, costumam a viver pouco, navegando solitários ou com uma tripulação modesta. Praticamente todos se filiam a um dos conhecidos grandes piratas, o mais poderoso é o Barba Negra, Barba Branca é seu principal rival e Spyler é o mais modesto capitão. Os piratas estão sempre pilhando e saqueando outros navios e cidades, além de buscarem tesouros nas mais diversas ilhas mundo afora. Dominaram e domaram os mares e criaram uma grande rixa com vikings, fazem tudo em busca do dinheiro e do poder.  
Os magos são os classistas que dominam a arte da magia e usam feitiços a seu favor, alterando a realidade e a matéria. Majoritariamente vivem na Cidade dos Magos possuindo como líder o poderoso Mestre Morphon, apesar de alguns perambularem por outras terras. Na cidade eles têm acesso a treinos, a saqueada biblioteca de Magush, as lojas de poções e de artigos com propriedades místicas. Os magos possuem uma hierarquia rígida que se aplica com base no poderio e no potencial do individuo, os que mais se destacam costumam a tornarem-se pupilos de Morphon ou de alguns outros grandes feiticeiros. São grandes aliados dos Cavaleiros e de Holden, mas devido ao grande poder que possuem podem ser grandes ameaças para qualquer um.

Os arqueiros são classistas que vivem isolados nos Bosques de Arkus, especializados no domínio do arco e da flecha, dotados de uma pontaria privilegiada e de sentidos potentes. Moram dentro e convivem entre as enormes árvores ocas dos bosques, baseando a vida na caça, na coleta e na aprendizagem. Interagem e mantem uma ótima relação com os animais dos bosques, mas nunca possuíram relação muito amigável com os líderes da Grande Cidade vindos da família Leonel. São governados pelo ativo e arisco Rei Arkus, mantendo um relativo acordo de paz com o sistema Imperae.  

Os bruxos compõem a mais recente classe em ascensão em Jazz Ozz, são feiticeiros bem como os magos, mas baseiam seus encantos e feitiços na magia negra e seu poder nas energias malditas. Inicialmente não eram se quer considerada uma classe, mas algumas feiticeiras poderosas que apelavam para a magia proibida e viviam isoladas atacando vilas e assombrando aldeias. Skijja, filha do imperador Leônidas, mudou tudo, deu-se o título de rainha de todos os bruxos graças as suas imensuráveis capacidades místicas e passou a liderar um movimento separatista que visa colocar os feiticeiros no topo do mundo, derrubando o grande sistema Imperae. Bruxos são temidos em todos os cantos, principalmente pelos civis Nulos, baseiam-se em velhos feiticeiros revigorados, renegados pelo império, famílias e pessoas traidoras, e jovens seduzidos pelo poder sem fronteiras. Vivem perambulando ocultos, no castelo de sua rainha no trevoso Pântano ou cuidando dos prisioneiros nas Masmorras de Phelbin.  

Galantes de Elite são conhecidos como Galantes de Tuhnn, seu vaidoso comandante e rei de uma vasta região ao norte. Apenas homens são aceitos nesta classe que funciona como um exército especializado do reino, mantendo uma base na Cidade Solare, capital do Reino de Tuhnn. Galantes são abençoados com esplendorosa beleza e talento com a arte da música, logo após serem aceitos e se banharem na Fonte de Elite, sua estética e seu talento inclusive podem lhes conferir algumas habilidades incomuns. São extremamente bem treinados para o combate e ótimos na arte da espionagem, manuseiam com talento chicotes e correntes, são ótimos amestradores de equídeos e possuem como principal característica à paixão pela música, estão sempre realizando festas e tocando seus instrumentos musicais dos mais variados tipos enaltecendo os deuses.

Nem todas as classes são extremamente unidas, como é o caso dos mercenários. Eles são guerreiros e matadores de aluguel que realizam as mais diversas tarefas e missões em troca de um bom pagamento, não necessariamente em dinheiro. Eles não mantem laços com nenhuma nação ou governante e são extremamente eficientes em seus trabalhos. Apesar de parecerem desregrados, eles seguem de maneira fiel o livro de ética chamado Mearpi e muitos deles vivem boa parte do tempo na Ilha dos Mercenários, onde podem ser encontrados e contratados.

Pugnatores são classistas que vivem na ilha Crullen e são comandados por Crapp, o grande mestre e governante. Crapp e seus lutadores possuem uma excelente relação com Rei Holden e os Imperaes, sendo que vários pugnatores também se tornam Cavaleiros Nobres. Funcionam como um exército de seu território, são conhecidos por sua plenitude física e por terem aprendido as mais diversas técnicas de luta corporal. Além de serem os mais qualificados na luta corpo a corpo, são mestres natos no uso de armas pesadas de impacto como marretas, maças, clavas e martelos. Seu estilo de combate é sempre agressivo, brutal e incisivo, possuem força e resistência física elevadas e músculos que os favorecem. Pugnatores realizam combates com monstros, animais e prisioneiros no enorme Coliseu de Manno, destes eventos vem maior parte da renda da nação.

Insulatores ou instrutores da Ilha Volcan constituem uma classe relativamente numerosa que vive nesta grandiosa ilha que é governada pelo Rei Volcano, aonde encontra-se o gigantesco vulcão Valican. Eles defendem a ilha e realizam tarefas para seu governante, mas a principal função dos insulatores é instruir e treinar humanos que se tornarão classistas. A Ilha Valican funciona como um grande centro de treinamento para onde são enviados futuros classistas do lado Imperae, estes classistas são treinados e preparados durante algum tempo e depois são enviados novamente para sua determinada classe. Insulatores são mestres nas técnicas de sobrevivência e possuem grande conhecimento sobre a fauna e a flora de Jazz Ozz. Estão habituadas e adaptam-se com facilidade a situações extremas, são ótimos professores e viajantes, devido a convivência com pessoas das mais diversas partes.

Os monges vivem uma vida monástica, afastando-se do resto do mundo e vivendo em comunidades totalmente isoladas nas Montanhas Soledad. No monastério é feita à busca eterna pelo conhecimento e pela evolução espiritual, nele eles realizam orações para os deuses ozianos e a leitura dos mais diversos textos raríssimos os quais tem acesso durante a vida de confinamento. Os monges sempre de cabeças raspadas alimentam-se apenas uma vez diariamente não comendo carne ou derivados animais, além disso, não matam nenhum animal – nem moscas.

Os escavatores são os classistas que vivem no subsolo de Jazz Ozz dividindo território com os anões, praticando mineração e escavação. Eles convivem em grande harmonia e parceria com os anões construindo túneis e vivendo nas cidades subterrâneas por eles interligadas. São privilegiados quando o assunto é conhecimento geográfico de Jazz Ozz e possuem acesso fácil a cada canto. Quase nunca saem ao ar livre e costumam a domesticar gran toupeiras como animais de estimação.  

Os curandeiros são classistas que curam outros indivíduos através de seus conhecimentos e poderes. Não são como Nulos que trabalham como médicos devido a seus poderes únicos, têm amplo conhecimento sobre ervas medicinais, produtos com propriedades curativas, antídotos e medicamentos que podem ser encontrados e preparados na natureza, além usarem magias medicinais e curativas quando já tem um certo nível de prática e poder. Curandeiros trabalham na Grande Cidade no Hospital Esmero e são o grupo que trata de Cavaleiros Nobres e feridos aliados dos Imperaes.  

Os forjatores não são simples Nulos que trabalham como ferreiros, eles são dotados de um talento sobrenatural para praticarem a arte da metalurgia criando invenções e equipamentos fenomenais. Eles conseguem encantar as suas criações com poderes e propriedades místicas especiais e únicas. A maioria trabalha para Rei Holden e para o lado Imperae, inclusive o grande rei e líder Smith Black que criou a maioria das armas poderosíssimas que os governantes de Jazz Ozz tem em mãos. Os forjatores vivem espalhados em várias forjas pela Ilha Ekmel.

Os caçadores ou justiceiros são uma classe especialmente criada por Leopoldo Leonel, irmão do imperador Leônidas. Atualmente trabalham para o Rei Holden, têm como principal função caçar, capturar e executar os criminosos mais poderosos e perigosos de Jazz Ozz, quase sempre Skijjos. Quando não estão procurando por um fora da lei vivem na ilha Ephrotes treinando suas habilidades, são liderados pelo caçador Campisi, o velho lobo.
Joe Carnell
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Re: Jazz Ozz, O Mundo das Classes - Terras e Guerras.

Mensagem por Joe Carnell em Sex 30 Maio 2014, 18:18


PRÓLOGO


As gotas daquela chuva caiam como meteoritos barulhentos, os relâmpagos enchiam tudo com segundos de claridade intensa, os trovões retumbavam como monstros ferozes e o vento uivava como um lobisomem ferido. Dias tempestuosos são encerrados por grandes tempestades. Ultimamente o império de Rei Holden não tinha sinais de clima ameno, as nuvens negras estavam rondando a Grande Cidade.

Um homem comicamente baixo corria pelas calçadas, encharcado dos pés a cabeça, embora a distância entre eles não fosse exatamente extensa. Facilmente ele se passaria por uma criança, mas o rosto barbado retirava qualquer dúvida. Ele andou rapidamente, com a mesma velocidade seu pescoço girava de um lado para o outro só para garantir que não havia ninguém lhe seguindo. Ele teria um torcicolo desnecessário graças aqueles inúteis movimentos frenéticos, ele pensou, ninguém sairia de casa no meio daquela chuva, mesmo os homens maus podem pegar um resfriado.

As portas do bar abriram-se, quem não olhou para baixo não viu o anão e achou que o movimento era fruto da ventania. O pequenino caminhou buscando alguém e encontrou-o sentado em frente ao balcão coberto por uma manta azul. Um pianista tocava músicas aleatórias e alguns homens embriagados acompanhavam a melodia com uma cantoria desordenada e aterrorizante. O anão esfregou o rosto com uma das mãos, o barulho da chuva estava mais agradável.

- Olá Maurice, quanto tempo. – Disse o jovem disfarçado em frente ao balcão.

Maurice puxou o maior banco de madeira que encontrou e teve de fazer um certo esforço para escalá-lo. Alguns bêbados desviaram a atenção do piano e passaram a encarar a situação rindo e o pequeno homem respirou fundo tentando se acalmar.

- Tem razão Ludo... – O anão segurou a língua e ainda ganhou um olhar de reprovação de seu anfitrião.

A garçonete que passava um pano imundo tentando inutilmente limpar as mesas, o pianista de dedos tortos e músicas pobres, os bêbados desafinados e os ratos que passeavam por debaixo dos pés não faziam ideia de que debaixo daquele manto azul estava o futuro rei da Grande Cidade, o herdeiro de Rei Holden, o príncipe Ludovic Gérard Leonel. Ele preferia não chamar a atenção.

- Como deve saber a doença de nosso rei está apenas piorando. Todos os anões sentem calafrios quando pensam em perder nosso grande líder, do jeito que anda as coisas isso seria um grande desastre.

- Do que precisam? – Perguntou o príncipe cuidadoso com o volume da conversa.

- Precisamos de uma Flor de Lótus Guarigione, uma planta raríssima que nasce de quatro em quatro anos. O problema é que ela não nasce em nossos túneis escuros, prefere surgir nas ilhas ao norte, resta saber em qual delas surgirá.

- Bem, fique tranquilo. Informarei meu pai e cuidaremos deste assunto, temos classistas competentes que darão conta de achar a tal flor.

O pequeno homem assentiu, estava preocupado com a situação de seu reino subterrâneo. O outro jovem também estava preocupado com o reino que um dia herdaria, sua tia era uma ameaça gigantesca para todo aquele sistema Imperae.

- Boa viagem, Maurice.

Os dois se despediram e deixaram o estabelecimento depois de alguns copos e de alguns petiscos.

Enquanto isso um forasteiro chegava na cidade caminhando pela estrada de Tâmuzco. Ele já se aproximava da grande muralha que limitava o lado leste da Grande Cidade. Aquela estrada sempre foi extremamente perigosa, afinal era a linha que ligava as mais diversas vilas e cidades próximas a capital do reino Imperae. Os perigos por ali encontrados eram os ladrões que estrategicamente esperavam por viajantes desavisados, transportadores de mercadorias ou qualquer outra coisa interessante que cruzasse a estrada esburacada.

Fillipi Vanille já estava viajando há alguns dias havia feito algumas pausas para descansar e agora estava conseguindo avistar os muros ao longe. O jovem tinha esvoaçantes cabelos castanhos e atentos olhos intensamente negros, cobria-se com um manto negro e com uma aura misteriosa. Ostentava seriedade em sua face e emanava uma elegância digna de um ser nobre.

- Hey, você aí. – Disse uma voz esganiçada. – Desça do cavalo e entregue-o.

Vanille moveu o pescoço para encarar um garoto um pouco mais jovem que ele, mal vestido o garoto segurava um bastão de madeira que fora feito a mão, aliás, muito mal feito. Vanille sorriu e desceu de sua montaria, o garoto caminhou afobado e segurou nas rédeas. Tentou montar e escorregou, mas a vítima do crime continuava ali, na verdade aproximava-se.

- Você é patético... – Comentou o assaltado.

Seu manto negro voou para longe revelando uma armadura tingida com um verde trevosamente escuro. Ele sacou um cajado que antes repousava em suas costas, era feito de uma madeira clara e em sua ponta estava uma grande e brilhante pedra preciosa trabalhada em formato de coruja. A pedra passou a brilhar de modo intenso, o assaltante largou as rédeas e caiu ao chão apavorado.

Vanille caminhou em sua direção lentamente de uma forma assustadora. Ergueu seu cajado para o garoto que tremia amedrontado. Foi aproximando a pedra brilhante até que tocou na testa do medroso. O ladrão sentiu seus braços ficando pesados e suas pernas também. Uma dormência generalizada tomava conta de seu corpo, sentiu a paralisia impedindo seus movimentos e quando olhou percebeu que estava sendo petrificado. Quando o processo terminou Vanille deu as costas a uma inerte estátua de delinquente exposta no meio da estrada. Montou em seu alazão branco e seguiu com a viagem.

Vanille parou quando avistou uma construção a beira da estrada, era uma pensão velha e mal acabada. Ele entrou e cruzou olhares com um senhor que deveria ter muitos anos sobre as costas curvadas. O senhor o recebeu com um sorriso extremamente simpático de quem não recebia um hóspede há décadas.

- Senhor, gostaria de um quarto para passar a noite. – O bruxo não assustava o senhor, ele já devia ter visto muito. Definitivamente nunca havia visto o saco de moedas douradas que Vanille lançou sobre o balcão lhe avisando. – Fique com o troco, meu caro.

O garoto misterioso deitou-se no colchão que era duro como uma pedra. Pousou a cabeça sobre os braços cruzados e permitiu-se fitar o luar. A prosperidade da Grande Cidade havia afundado todos ao redor na miséria, como uma bela estrela ofuscando as demais que passam desapercebidas. Ele esperava que a prosperidade tivesse fim, sua mestra faria de tudo para que isso ocorresse.

Joe Carnell
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Re: Jazz Ozz, O Mundo das Classes - Terras e Guerras.

Mensagem por Joe Carnell em Sex 30 Maio 2014, 22:35


capítulo 1 - encrenca em phelbin


As Terras de Phelbin. Conta-se nos livros de história de Jazz Ozz que o nome daquele terreno era fruto do grande dominador que por ali passou, o guerreiro bárbaro Phelbin. Décadas e décadas já haviam se passado, mas a história do lugar sempre era escrita por sangue. O grande e famoso Império de Leônidas Leonel foi erguido longe dali, a Grande Cidade estava em outro continente. Foi Leopoldo, irmão e braço direito do imperador, que cruzou as histórias. Dominou a gigante porção de terra até então sem dono e lá estabeleceu a prisão para onde os inimigos dos Imperaes iriam.

Agora as Terras e a Masmorra de Phelbin tinham uma nova dona. Quando a filha do imperador revoltou-se e tornou-se a rainha bruxa de um movimento separatista o local foi o primeiro alvo estrategicamente estabelecido e dominado. Os prisioneiros acabaram tornando-se aliados de Skijja em massa e a Masmorra passou a receber os inimigos que a rainha e seus servos capturavam.

O herdeiro do Império de Leônidas era Rei Holden. Ultimamente ele estava sofrendo com as batalhas contra os separatistas e com a pressão dos aliados constantemente atacados. O Rei resolveu enviar três de seus melhores para Phelbin na tentativa de interceptarem o transporte de prisioneiros para as Masmorras, a ideia de uma invasão ao local era totalmente inviável.

- Victor, até quando vamos ficar parados?

Maxwell Richard ou o Caçador das Sombras era o dono da pergunta. Caçador e ajudante fiel de Rei Holden, sua função era caçar os mais perigosos foragidos da justiça Imperae, quase todos Skijjos. O classista tinha uma aura sombria e intimidadora, tão sombria quanto sua história. Pele pálida, cabelos negros, jaqueta e calça de couro e óculos escuros ocultando seu poderoso e misterioso olhar.

O outro garoto moveu os ombros sinalizando que não tinha resposta. Victor Phoux, o mais promissor dentre os magos, o principal ajudante de Mestre Morphon, um verdadeiro factótum do mestre dos magos e do império por inteiro. As várias tatuagens espalhadas por sua pele eram uma marca, uma barbicha discreta em seu queixo, seus repicados cabelos negros lisos e bagunçados.

Eles já se conheciam de longa data, perderam as contas de quantas missões já haviam realizado. Aquela parecia ser um tanto quanto perigosa, afinal o solo abaixo de seus pés era território inimigo e as masmorras podiam ser vistas no horizonte não tão distante. A dupla parecia ser o único par de seres vivos naquela vazia paisagem rural. O campo era infinito e tedioso como um deserto mal decorado por capim amarelo e plantas rasteiras mirradas, por ali, uma plantação que esbanjasse um pouco de vida era um oásis. Era difícil de se esconder, afinal não havia onde se esconder.

Max e Victor ocultavam-se atrás de um arbusto, o caçador estava sentado com as costas sendo massageadas pela moita e o mago de cócoras espiava por entre os arbustos folhosos. Eles estavam esperando o terceiro integrante da missão, Giovane Grosschloe híbrido de elfo e humano. O garoto tinha dreadlocks loiros caindo sobre os ombros, orelhas pontudas e pele extremamente branca. Já fazia algum tempo desde que o semielfo tinha partido em busca de qualquer rastro de qualquer coisa.

- Nada de muito interessante... - O garoto loiro comentou quando depois de mais alguns minutos chegou a passos curtos.

- Isso está muito estranho... – Victor estava impaciente, olhando cada um dos lados e preocupado. – Holden tinha um informante, parece que não é tão confiável.

- Concordo. – Maxwell estralou os dedos bufando e encarou o céu, livre de nuvens, totalmente límpido. Tão limpo que podia se ver perfeitamente um enorme bando de aves se aproximando.

- Olhem só que coisa mais estranha. Aqueles passarinhos estão vindo para cá. – O humano meio elfo apontou para o bando e o trio se pôs fitando aquelas aves.

Não demorou a que as aves passassem por cima da cabeça deles, os fazendo rezar por não levar uma chuva de dejetos. Algum outro projétil que caiu na direção deles, de longe parecia ser uma pequenina bolsa, quando atingiu o solo uma nuvem de fumaça extremamente negra se ergueu. O ar foi coberto por gás, era impossível enxergar um palmo a frente de suas faces.

- Mas que porcaria é essa? - Gritou o mago Victor.

Um grito cortou o ar, era Giovane que foi atingido por algo em sua perna direita. Penas voaram para todos os lados roçando em seus rostos, Victor logo percebeu que eles estavam sendo atacados pelo bando. As aves rasgavam o ar com voos rasantes e uma delas havia feito um belo corte na canela de Giovane em uma destas investidas. O trio tentou se manter em movimento já que eles não conseguiam enxergar o inimigo.

Com o tempo a fumaça foi baixando, nas mãos dos Imperaes já estavam suas armas e eles puderam ver as dezenas de corvos negros com perversos olhos vermelhos. O mago sacou uma espada imponente e brilhante que partiu alguns corvos ao meio, a foice do caçador já colecionava alguns corpos como se fosse um espeto, já o cavaleiro meio elfo preferia disparar uma saraivada de flechas com sua besta. Os pássaros iam fazendo uma barulheira chocando-se inatos contra o chão.

A grama amarela manchou-se de vermelho, cor de sangue derramado. Grosschloe estava com a balestra descarregada, por isso deu uma coronhada na única ave que restava. Ela caiu ao chão, Victor examinava o bando massacrado e Maxwell empurrava com uma de suas botas três corvos que estavam presos na lâmina de sua foice.

- Fizemos uma sujeira no quintal da rainha. - Comentou Victor em tom zombeteiro.

- Essa não... - Foi tudo que o Caçador das Sombras pode dizer em sinal de lamentação.

Cinco ogros e sete homens equipados em armaduras negras partiam em direção ao grupo. Lanças, massas, espadas e arcos decoravam as mãos de cada um. O animal simbólico da rainha Skijja geralmente era usado como espião e delator, mas desta vez foi uma eficiente distração. Os três fizeram o que poderiam fazer, correram.

Phoux afundou ambas as mãos no solo infértil uma poça grudenta surgiu abaixo dos pés de alguns dos perseguidores. Um ogro conseguiu atravessar o terreno antes que se tornasse uma armadilha. Ele ergueu sua clava e preparava-se para transformar o jovem mago que se levantava em purê de auxiliar de Morphon. A clava parou a alguns centímetros da cabeça de Victor, sombras densas que mais pareciam petróleo levitando pelos ares envolveram o monstro impedindo seus movimentos. A espada do mago perfurou a barriga do monstro e ele a girou dilacerando a criatura. Sem tempo a perder voltaram a correr, enquanto um bruxo que estava entre os oponentes desencantava a poça de lama.

- Ei, eu vou distraí-los. - Disse o mago entre sua respiração ofegante.

- Você está louco? - Disseram os outros dois em uníssono.

- Não, neste ritmo nós três vamos morrer. Deixem comigo, eu cuido deles.

Eles pararam de correr e se entreolharam, os Skijjos se aproximando. Max assentiu e prosseguiu a fuga juntamente com Giovane, Victor ficou, girou calcanhares e encarou o grupo que se aproximava. Nunca lhe faltou confiança, mas ele teria de ser muito confiante para acreditar que derrubaria todos os onze oponentes. Porém ele tinha suas razões para ficar, Max sabia bem disso. Victor tinha certeza que não era do interesse de Skijja matá-lo, logo seus servos não se dariam o luxo de desapontá-la.

Ele estava em real desvantagem, mas não era por isso que iria se entregar, afinal ele tinha uma reputação por zelar. Sua espada girou e em um golpe diagonal ele cortou a jugular de um ogro que o atacaria. Sangue negro borrifou em sua face, ele chutou o corpo do monstro para cima dos Skijjos rindo e continuou correndo com o máximo de velocidade possível.

Victor corria, tentava fugir. Bem que queria, mas não seria possível. Nos arredores havia apenas capim que fazia seus pés escorregarem e árvores pequenas que não poderiam esconder o garoto. Ele sabia que seus inimigos caçavam e que ele era a presa. Suas pernas não aguentavam mais, a velocidade de sua corrida diminuía gradativamente contra sua vontade. Chegava a ser perturbadora a situação, nem mesmo o desespero servia como fonte de energia.

Seus olhos iam de um lado para o outro em busca de esperança. Ele avistou uma árvore um pouco maior e tentou acelerar em sua direção. Ouviu um barulho, algo em segundos cortou o ar e o atingiu em cheio. Ele sentiu a carne de sua canela ser rasgada por uma pontiaguda flecha. Instantaneamente perdeu o equilíbrio e foi ao chão, cuspiu palavras de protesto. Enquanto ele segurava a canela que sangrava, os dez inimigos restantes formavam um círculo em torno da caça. Victor mantinha o sorriso estampado no rosto, um homem lançou umas pequeninas sementes que rolaram até os pés do mago e se tornaram videiras grossas e fortes que se enroscaram no corpo do garoto, o prendendo.

Um guerreiro aproximou-se de Victor com os passos pesados de suas botas de ferro. Fitou o garoto olho no olho rindo de satisfação e recebendo um sorriso sarcástico como resposta. Ele bateu a mão no ombro do garoto de forma intimidadora, então ele respondeu cravando os dentes no nariz do Skijjo. O inimigo movia a cabeça tentando se desvencilhar. Durante alguns segundos o mago ficou forçando seu maxilar e sentindo o gosto do sangue, depois forçou a cabeça para trás tirando um pouco da pele do bruxo e cuspindo para o gramado seco. O Skijjo ficou se lamentando se banhando em seu próprio líquido vital.

- Não venha cheirar para o meu lado.

Um gordo ogro e imundo aproximou-se, desarmado utilizou apenas suas mãos rudes. O aprendiz de Morphon se debateu tentando escapar da prisão de videiras, mas não era possível. Foram alguns potentes socos que lhe acertaram o tronco e a cabeça. Sua visão ficou embaçada, turva e não demorou a que a imagem fosse se apagando. Ele cuspiu sangue e desmaiou.

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Re: Jazz Ozz, O Mundo das Classes - Terras e Guerras.

Mensagem por Joe Carnell em Sex 30 Maio 2014, 22:38


capítulo 2 - o mago prisioneiro


Victor Phoux, fruto de uma árvore genealógica extremamente influente no cenário Imperae. Quase todos seus parentes tinham um currículo extenso de feitos por importantes classes. Ele não deixou a desejar, superou as expectativas. Nasceu na Grande Cidade, mas nunca se interessou pela classe dos cavaleiros do Rei. Preferiu ir cedo para a Cidade dos Magos e estudar para tornar-se um feiticeiro.

Destacou-se dentre os demais e o Mestre dos Magos, Morphon, lhe convocou como um de seus aprendizes. Eram quatro jovens prodígios extremamente poderosos, mas tudo aquilo era um passado distante. Breno Hering, continuou sendo um dos grandes amigos de Phoux, virou o grande auxiliar de Morphon, ele vive com o mestre na Cidade dos Magos. Victor tornou-se um nômade a serviço de Morphon e Holden, atarefado com missões.

Já os outros dois não tiveram tanta sorte. Leroy Derrow traiu seus amigos e seu mestre, tornando-se um dos bruxos favoritos de Skijja. Ele assassinou com sangue frio e covardia seu companheiro de aprendizado e irmão de sangue, Dylan Derrow. Parece que sempre há um traidor entre grandes aprendizes de feitiçaria, talvez seja a sedução do poder ou a vontade de adquiri-lo com a ausência de limites.

O garoto acordou de supetão, piscou algumas vezes e logo depois encarou o cinzento teto pedregoso tão atormentador quanto uma assombração. Aquele era o quinto amanhecer naquela prisão, a única coisa que lhe dava certeza da data eram os quatro riscos na parede, ele se levantou e a riscou mais uma vez. Qualquer um se sente perdido quando se está confinado, isolado e longe de seu próprio cotidiano. O mago era um peixe fora da água entre as paredes frias das Masmorras de Phelbin, uma horrorosa colônia de férias.

Estava com as mãos gélidas e molhadas devido aos sonhos, pesadelo na verdade. Eram cenas do passado que o perturbavam constantemente. O plano havia dado errado e a missão foi um fracasso. Eles sabiam da expedição nas Terras de Phelbin, quem sabe um infiltrado poderia circular entre os Imperaes e transmitir este tipo de informação sigilosa e valiosa para o bando de Skijja. Victor sabia que isso não seria surpresa, já se encontrava entre líderes e governantes havia anos, aprendeu que no jogo pelo poder não existem regras.

Ergueu a bainha de sua calça para analisar o ferimento em cicatrização entre a canela e a panturrilha. Algum dos Skijjos havia acertado o tiro em cheio, aquilo tirou qualquer chance do garoto escapar. Sorriu ao se lembrar da mordida que retirou uma lasca do nariz do bruxo Skijjo, não seria difícil de encontrá-lo depois que escapasse, deveria estar faltando um pedaço daquele rosto. Receber os socos do ogro gordo era como ser pisoteado por uma manada de mamutes obesos, mas ele estava se recuperando.

Duas batidas estridentes contra a porta metálica e a abriram sem gentileza. Entraram dois seres humanóides corcundas com pele acinzentada e suja, eram ogros. Tecer um diálogo parecia algo complicado para seus primitivos cérebros apertados por um crânio pequenino, por isso preferiam utilizar gestos e grunhidos. Os movimentos que usaram diziam para que o mago os seguisse, ele já estava entendo a língua dos trogloditas depois do curso intensivo compulsório.

O passeio pelas Masmorras de Phelbin não era dos mais agradáveis. Tudo era cinza e negro, feito de pedras ou de metal, a própria paisagem era gélida e tosca. Berros de dor, urros de trabalho escravo e gritos de reprovação. Cheiro horrível como o hálito dos ogros. As únicas coisas vivas eram os guardas carrancudos e os prisioneiros abatidos, se é que se pode chamar de viver. Havia diversas sentinelas trabalhando para Skijja nas torres de observação e nos corredores, sem citar seus aliados de uma “hierarquia maior” que visitavam e perambulavam pelo local. Havia também uma quantia grande de prisioneiros, opostos aos ideais separatistas de Skijja e que acabaram sendo capturados. Victor podia se considerar mais um nesta lista.

Ele sabia que a rainha tinha muitos interesses sobre sua pessoa, ele não passava por sessões de tortura e não era obrigado a fazer trabalhos forçados como os demais Imperais. Não estava agradecido e nem pretendia retribuir o tratamento especial, se pudesse cortaria sem restrições a garganta de todos aqueles bruxos e ogros. No confinamento ao menos podia ir para a Biblioteca subterrânea onde se encontravam muitas obras proibidas, roubadas de bibliotecas antigas saqueadas ou destruídas. O acervo de livros era gigantesco, mas o prisioneiro estava com tempo sobrando para lê-los.

Ele sentou-se na cadeira, e pôs os pés sobre a grande mesa que estava à frente, uma das várias espalhadas entre as prateleiras gigantescas. Abriu um velho livro empoeirado e começou a ler, geralmente além de lê-los era necessário desvendar algumas palavras desbotadas que fugiam das páginas com o passar das décadas. Ele sempre procurou aquele livro no arquivo da Cidade dos Magos ou em bibliotecas da Grande Cidade. A maioria dos livros, não poderiam ser encontrados nem mesmo no Mercado Negro da cidade portuária.

Ouviu o barulho da porta abrindo e depois batendo, seu olhar se direcionou a um jovem que era velho conhecido. Ele era alto e corpulento, tinha orelhas pontudas, caninos afiados, unhas compridas e uma barba mal feita que se confundia com seu curto cabelo ruivo. As peças de roupa feitas com couro animal, quanto sarcasmo, seu olhar era animalesco.

- Licandro! – Saudou Victor, como se estivesse recebendo um convidado para o chá.

- Ora, ora, ora... – Disse o garoto selvagem. – Victor Phoux, achei que nunca lhe pegariam.

- E eu tinha quase certeza, mas vejo que agora é mais um servo da rainha. – O garoto apontou para a tatuagem de um morcego no braço direito do outro, um símbolo inconfundível carregado por Skijjos.

- Fico do lado que vence, do lado que mais me favorece. Enfim, você sabe que nunca fui muito favorecido.

Victor conheceu Licandro em uma de suas andanças por Jazz-Ozz, quando passou pela região norte, terras próximas dali. Licandro era mais um lobisomem, uma raça de homens que podem transmutar seu próprio corpo em uma arma canina e selvagem. Temidos, caçados e excluídos, quase extintos por caçadores mercenários, aglomeraram-se em uma região e constituíram uma pequena vila, mas não eram todos os perigosos licantropos que se contentavam com uma vida simples, Licandro havia se cansado. Botaram o papo em dia com poucas frases.

- Bem, só passei para lhe avisar que Skijja virá fazer uma visita a ti mais tarde. Pelo jeito uma bruxa de uma família tradicional será iniciada e blá, blá, blá. Enfim, tenho alguns prisioneiros para devorar, até mais.

O garoto lobo deu as costas e caminhou até a porta, cada dia mais morcegos entravam na caverna. Victor sorriu seco de alegria, ele veria mais uma vez a Senhora dos Bruxos. Ela com certeza tentaria convencê-lo a mudar de lado, mas suas opiniões estavam firmes como as colunas que sustentavam o teto. Ele havia visto Skijja frente a frente uma única vez, durante a traição de Leroy e um terrível ataque contra a Cidade dos Magos. Poucos tentaram fugir dali, mas ele já havia arquitetado um plano de fulga e desta vez garantia a si mesmo o sucesso.

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Re: Jazz Ozz, O Mundo das Classes - Terras e Guerras.

Mensagem por Joe Carnell em Ter 06 Jan 2015, 15:49


capítulo 3 - o ritual


Victor estava ocupado em uma jornada pelo mundo dos sonhos. Trancafiado nas Masmorras de Phelbin, ao menos tinha sua mente livre para funcionar. Constantemente ele se via assistindo a cenas interessantes durante seu sono, cenas das quais geralmente ele participava e tinha consciência que elas faziam parte de seu passado. Era como se seu subconsciente quisesse lhe relembrar coisas tornando-o um espectador de suas memórias.

Uma sala lotada de prateleiras era onde o sonhador encontrava-se, estava poucos anos mais jovem, mas para sua felicidade tinha uma aparência praticamente idêntica a atual. Sobre as prateleiras um pouco tortas encontravam-se livros, recipientes cristalinos e alguns objetos peculiares. A porta daquilo que parecia ser uma venda abriu-se e um senhor que já sofria com os efeitos do tempo a adentrou.

- Olá senhor Phoux, a que devo a honra?

- Nada de importante, senhor Hiran. Estou procurando por alguns itens desta lista.

- Deixe-me ver se possa ajudá-lo.

O senhor que era dono do estabelecimento pegou a lista e caminhou até uma das prateleiras. Parou e ficou encarando algo luminoso que se aproximava da janela. Jogou-se ao chão prontamente e uma grande explosão ocorreu. Victor também se protegeu quando a janela quebrou-se junto com parte da parede por um grande impacto. Ele caminhou até o senhor Hiran.

- Senhor Hiran, está bem?

- Sim, mas me pareceu que fora uma esfera energética.

O garoto encarou o cenário pelo imenso buraco aberto na loja. Pessoas corriam do lado de fora desesperadas e em meio à multidão cavaleiros de armadura negra montados em cavalos imponentes. A Cidade dos Magos estava sob ataque.

- Esconda-se em um local seguro senhor Hiran.

Enquanto o comerciante correu para trás do balcão, Victor correu para fora da loja. Abriu a porta e deu de cara com um dos cavaleiros. Prontamente sacou a espada que, por sorte, carregava consigo por costume. Foram alguns choques entre as lâminas até que o oponente vacilou e a lâmina de Victor lhe atravessou o tórax. Outro alguém se aproximou e teria sido morto, mas logo foi reconhecido como Dylan. Era mais um dos aprendizes de Morphon e companheiros de Victor.

- Dylan, o que está acontecendo?

- Boa pergunta, a cidade está sob ataque. Precisamos fazer algo.

Com passos rápidos eles se dirigiram a Torre de Morphon. Magos e soldados combatiam os invasores. Leroy, outro companheiro e aprendiz, caminhava lentamente bem em frente aos dois magos. Dylan correu em sua direção para perguntar sobre a situação. Quando ficaram frente a frente, Leroy sorriu cruel e, com um movimento rápido e inesperado, perfurou a barriga de Dylan com a sua espada. Victor desocupou-se de um combate e virou o rosto a tempo de encarar com olhos espantados a cena inacreditável.

- Irmão... O que você fez?

Foram palavras grunhidas pelo jovem que, em seguida, caiu de joelhos segurando a mão do traidor ainda firme na bainha da espada. Dylan Derrow foi golpeado por Leroy Derrow, sem chance de defesa. Além de companheiros de aprendizado, pupilos do poderoso Mago Morphon, eles dividiam o mesmo sangue, eram irmãos. Tudo isso deixou Victor ainda mais horrorizado e irado, principalmente quando notou a tatuagem de um morcego na mão de Leroy e a frieza com que ele retirou a espada. Um grito de dor foi emitido por Duncan que desabou ao chão sangrando.

- Fiz o que deveria fazer, estou pulando para fora desse barco que logo afundará...

- Maldito!

As mãos do mago Phoux sufocaram a bainha da espada e ele partiu em uma disparada desgovernada. Seus olhos brilharam como a lâmina de Salamantra. Ele não tinha tempo para raciocinar, Leroy não poderia ficar nem mais um minuto vivo. Ele não traiu apenas o Império, ele não era apenas mais um traidor, ele traiu a confiança de todos...

As trombetas ecoaram por toda a Masmorra de Phelbin anunciando a chegada da Rainha dos Bruxos. O céu livre de nuvens escurecia na medida em que a noite chegava, hora ideal para que Skijja desse a graça de sua presença. Naquela noite ocorreria a iniciação de uma jovem bruxa, geralmente rituais rebuscados eram feitos para os descendentes de famílias importantes no movimento separatista, aquelas que tinham feito investimentos na campanha e oferecido indispensável poder.

O prisioneiro Victor não estava muito animado para o evento daquela noite. Caminhou pelos corredores acompanhado por meia dúzia de servos equipados com imponentes armaduras negras e passos metálicos barulhentos. Outros cavaleiros negros estavam por todo o lado e caminhavam de um lado para o outro nos corredores por causa do evento. A iluminação ficava por conta dos candelabros espalhados pelas paredes, além disso, havia portas de madeira para diferentes salas e algumas feitas com metal que fechavam pequeninas celas.

As grandes portas foram abertas e o mago prisioneiro acompanhado de perto foi levado para dentro, ele era o convidado especial da Rainha. O local onde a cerimônia aconteceria estava totalmente preparado e enfeitado a moda bruxa. O ambiente lembrava uma arena, um coliseu de gladiadores. No centro, lá embaixo havia uma espécie de altar onde se encontravam os familiares da iniciante e alguns outros representantes Skijjos. Os andares eram como as arquibancadas, servos da Rainha aglomeravam-se nas muretas para assistirem o espetáculo.

Quando o momento chegou os bruxos passaram a golpear o piso com seus cajados em uma trilha sonora de saudação, nos andares mais acima monstros urravam e emitiam sons assustadores como soldados selvagens exaltando o grande comandante. A Rainha adentrou a sala com passos lentos, Skijja tinha a pose majestosa que era comum de sua família, embora tivesse sido deserdada, mesmo por que queria destruir aquilo que era sua herança. Cabelos longos que confundiam castanho e ruivo, pele pálida, lábios avermelhados, unhas compridas na cor de sangue, um olhar frio e determinado. A aura que lhe cobria lançava um frio congelante por toda a espinha, quando passou a ser notada por todos, um por um calou-se.

A Rainha subiu três degraus para chegar ao topo do altar, a saia de seu longo vestido negro arrastava-se no chão. Não demorou a que a garota, que seria iniciada, adentrasse o ambiente, tinha a mesma idade de Victor que assistia atencioso, os olhos da garota eram extremamente claros, levemente esverdeados, o cabelo liso caia sobre suas costas e um sorriso leve estampava seu rosto. Seu corpulento pai sorria orgulhoso, debaixo de uma armadura que levava mil corvos estampados, sua mãe, extremamente parecida com a jovem, lacrimejava emocionada.

Foram várias e várias palavras ditas pelo mestre de cerimônia, algumas delas em línguas antigas desconhecidas. Todos ficavam extremamente quietos, até mesmo os barulhentos ogros e criaturas monstruosas pouco dotadas de racionalidade. Constantemente o Skijjo que discursava fazia pausas para que cada um dos espectadores e participantes gritasse e saudasse seja lá o que for, era isso que eles faziam da maneira mais intensa.

Quando a cerimônia chegou ao fim todos se silenciaram e o mago manteve seus olhos vidrados no que acontecia. A garota deu passos em direção de Skijja e a própria Rainha sutilmente pousou a ponta de seu cajado em seu ombro esquerdo. Uma luz negra irrompeu do contato e, quando deixou de cegar a todos no ambiente, notou-se uma tatuagem nova no ombro da garota, um corvo negro com asas e garras abertas. Ela estava carimbada como o resto da família e dos espectadores, carregando consigo o símbolo dos seguidores de Skijja, daqueles que queriam instituir um novo império.

Victor ficou sentado assistindo a festança, era estranho encarar de perto seus inimigos em um momento de descontração, o garoto aproximava-se de Skijjos apenas para matar ou ser morto. Bebedeira e comilança, praticado por bruxos, guardas e monstros. O festival acabou depois de algum tempo, deixando sujeira por todo o local que provavelmente seria limpo por prisioneiros escravizados.

Cinco guardas foram encarregados de conduzir o mago para sua cela. Nos corredores ele pôde notar os passos tortos de quem tinha enchido a cabeça de bebida. Um deles iria cair a qualquer momento com o peso da armadura e o outro não parava de cantarolar. O prisioneiro repentinamente foi empurrado por um dos guardas. Enquanto cambaleava para se postar ereto novamente ouviu os guardas zombarem.

Encarou o agressor comediante, o curativo sobre uma forma inchada que parecia ser seu nariz ascendeu às memórias de Victor. Ele era um dos oponentes do dia em que foi preso, talvez o que mais recordações guardou. O mago partiu como um touro cabeceando o Skijjo na barriga e levando suas costas para um encontro desagradável com a parede. Um dos cinco empurrou-o para longe, fazendo com que ele deslizasse pelo chão,

Prontamente erguido defendeu um soco usando as algemas que prendiam suas mãos, depois elas começaram a brilhar e a corrente aumentou de tamanho e partiu-se. Era como se o objeto metálico ganhasse vida perante aos encantos do mago, dois chicotes metálicos. Outro guarda partia para o ataque e com um movimento rápido Victor bateu a corrente contra sua testa. Uma das correntes perfurou o chão e sua ponta saiu próxima aos pés de mais um dos guardas que foi amarrado pelo objeto. O combate estava ridiculamente fácil para o mago até que ele sentiu um forte impacto nas costas e foi ao chão. A corrente foi partida com ferocidade.

- Pretendia destruir quantas centenas de homens para escapar?

A voz era de Licandro, o velho “amigo” de Victor. Ele havia desferido um chute avassalador nas costas do garoto com um pé que mais parecia uma grande pata. Ele tinha a incrível capacidade de transformar-se em um lobisomem como bem entendesse, gradativamente ou totalmente. Suas garras afiadíssimas rasgaram o metal das correntes como se fosse um pedaço de seda. Guardas chegaram no corredor e o licantropo os mandou levar os demais feridos para a enfermaria. Victor foi conduzido até sua cela debaixo dos conselhos do transmorfo.

- Você está recebendo um tratamento especial, é quase um convidado de honra por aqui. Se continuar causando confusões com nossos soldadinhos acabará como os outros pobres coitados.

- Vou ponderar seu conselho.

A porta da cela fechou-se e Victor sentou-se sobre sua cama em meio a risadas discretas. Levantou a camisa recolhendo um objeto metálico indispensável, um molho de chaves douradas. Aquelas eram materializações de sua chance de libertar-se, o item indispensável para seu plano de fulga. No momento da briga teve a chance de retirá-la discretamente do guarda que lhe empurrou e que não daria falta do objeto no leito da enfermaria.

O mago guardou-a debaixo do colchão velho, deitou-se e passou a fitar o teto. Por um momento, pôs-se a pensar se os seus parceiros de missão realmente conseguiram fugir no dia em que foi capturado, além disso, estava há dias sem saber o que ocorria na Grande Cidade, sem receber notícias de seu mestre Morphon sobre a situação do Império e de Jazz Ozz como um todo. Em tempos difíceis ficar ausente era torturante, ele era uma peça importante na manutenção do poder de Holden, não podia ficar limitado por aquelas quatro paredes.

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Re: Jazz Ozz, O Mundo das Classes - Terras e Guerras.

Mensagem por Joe Carnell em Ter 06 Jan 2015, 15:50


capítulo 4 - as lembranças


O passado pode se tornar um fantasma, mas é ele quem gera o presente. O tempo é algo curioso, até mesmo os mais poderosos feiticeiros não conseguem dominá-lo. O deus oziano do tempo é Tepzey, conhecido como Guardião das Areias Temporais, divindade das lembranças, da memória, dos destinos e dos planejamentos.

Victor ainda era atormentado por lembranças do ataque contra a Cidade dos Magos. Um terrível dia para seu mestre, seus companheiros e o lado pelo qual lutava. Ele ainda podia ouvir o barulho dos combates em cada canto da cidade na qual cresceu, podia ouvir Dylan morrendo e visualizar a frieza de Leroy.

- Maldito! – O grito de Victor ecoou pela Cidade dos Magos e veio das entranhas consumidas pela chama do ódio, a sua frente Leroy recuava com um rosto que estampava despreocupação.

As pedras que formavam a calçada se retorceram e se modelaram em grandes espinhos afiados que se cruzavam freneticamente em busca de Leroy. O traidor dançava pelos ares na tentativa de esquivar-se dos ataques. Seu antigo companheiro não estava lutando como nos treinos no pátio da Torre. Phoux atravessou o campo de estalagmites de pedra que criou, mas antes que sua espada pudesse encontrá-lo, Leroy ergueu uma nuvem de poeira densa que permitiu sua fuga. Leroy era sorrateiro e ágil.

- Lute, seu covarde! – Exclamou o garoto enraivecido enquanto dispersava a nuvem. Não havia mais sinal de seu antigo parceiro e, por isso, se direcionou a Duncan que sangrava caído ao chão.

- Dylan! Vamos lá, aguente firme. Morphon saberá o que fazer.

Dylan era um dos membros da terceira geração de aprendizes de Morphon. Era o mais forte fisicamente, destaque no combate corpo a corpo e tendencioso para o acervo de feitiços relacionados à água. Quando não estava ocupado com treinamentos ou com os estudos, gostava de pescar peixes ao lado de seu irmão mais novo Rerold que sonhava com uma posição semelhante à de seus dois irmãos mais velhos.

Leroy era o mais velho entre os irmãos e, também, entre os aprendizes. Sério, poderoso e obcecado por conhecer novos feitiços – gastando um bom tempo com livros e pesquisa. Sua maturidade, frieza e seu realismo sempre foram características radicalmente fortes e até surpreendentes. Leroy Derrow nunca foi de abrir a boca para falar mais que poucas palavras ou fazer mais que poucos colegas úteis. Era necessária uma empatia que, talvez, nem mesmo Morphon tivesse alcançado para desvendar sua expressão, seus pensamentos e seus sentimentos.

Victor finalmente chegou a Torre de Morphon – construção gigantesca posicionada no centro da Cidade dos Magos. O trajeto foi mais difícil, pois carregava consigo o peso de Dylan quase morto. O ferimento era extremamente grave, mas havia alguma possibilidade de cura contando com os poderes de seu grande mestre. Victor socou seu corpo contra e abriu-a.

O velho mago Morphon estava muito próximo da porta, ao lado dele o irmão de Leroy e Dylan. No centro da sala jazia caído um garoto ensanguentado que Victor conheceria depois por Maxwell, mesmo em situação precária parecia intimidador. Postados do outro lado estavam dois homens adultos equipados com armaduras negras, eram conhecidos por encabeçarem a lista de procurados e perigosos – Zaffy e Krill.

Dylan foi colocado no chão gelado como as terras do extremo norte. Rerold correu para ver a situação do irmão e Victor caminhou encarando os dois adversários Skijjos com olhos determinados. Ele abanou a cabeça e ergueu os braços.

- Mestre, cuide de Dylan.

Zaffy lançou adagas feitas de energia em direção ao grande Mago Morphon, que projetou um campo de força providencial. Victor tomaria o combate para si, não fosse Krill também se apresentar. Descargas energéticas esverdeadas ricochetearam trincando o chão e a parede. Morphon chacoalhou os braços em movimentos sincronizados e os Skijjos foram lançados contra a parede. Victor espalmou o piso com suas mãos e a parede retorceu-se atirando os inimigos ao chão.

Uma explosão surpreendeu os Imperaes, poeira ergueu-se prejudicando a visão de todos. O solo abaixo dos pés de Victor e Morphon pareceu derreter, tornou-se uma mistura pastosa que os prendeu. Rerold até então estava debruçado em frente ao irmão, levantou-se um pouco assustado e observou seu outro irmão ajudando Zaffy e Krill. Inicialmente ficou incrédulo fitando abismado o sorriso gélido de Leroy.

- Irmãozinho, será que Dylan já morreu? - Ele soltou uma gargalhada lenta. – Cuidado, você pode ser o próximo. Mas não irei lhe matar agora, temos coisas mais importantes a fazer.

- Como pôde? - Esbravejou o garoto Rerold.

Victor desvencilhou-se da armadilha e correu em direção aos oponentes. Leroy foi o primeiro a sair dali, impedindo a desejada vingança, e Zaffy acompanhou-o prontamente. Krill seria o último a escapar, mas Victor e a lâmina de sua espada chegaram a tempo de golpeá-lo mortalmente. A espada lhe atravessou a barriga, o sangue de um dos mais poderosos e temidos servos de Skijja espirrou em Phoux. Aquilo era uma resposta das melhores, eles queriam guerra e teriam com quem guerrear.

O garoto chutou o ferido retirando sua espada. Foi até a cratera aberta na Torre de Morphon, de onde encarou a fulga dos Skijjos. Virou-se e percebeu que Dylan estava morto. Rerold debulhava-se em lágrimas, Morphon tinha o sentimento de impotência estampado no rosto. Nunca houve um feiticeiro na história de Jazz Ozz que tenha conseguido vencer a morte, desafiado o deus dos mortos Impheri, executado uma ressurreição. Nem mesmo Morphon, o mais poderoso e antigo mago, via uma perspectiva.

A Cidade dos Magos afundou-se em um mar negro de luto. Cada um dos habitantes teve de unir-se durante meses para que fosse completa a reconstrução, Dylan ganhou uma estátua no centro da cidade. O Rei Holden anunciou oficialmente guerra a Skijja e a qualquer um que a apoiasse. Victor recebeu a mais importante missão de sua vida, convencer aos poucos o maior número de governos a ativamente se unirem ao lado Imperae. Aquilo sem dúvida era um aviso de que a guerra realmente havia começado e era importante saber de que lado cada um ficaria.


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Re: Jazz Ozz, O Mundo das Classes - Terras e Guerras.

Mensagem por Joe Carnell em Ter 06 Jan 2015, 16:13


capítulo 5 - o escapista


Inicialmente a ideia de derrubar o Império criado por Leônidas e herdado por Holden era inacreditável. Filha de um e irmã do outro, respectivamente, foi ela quem tornou o conceito palpável e extremamente realista, uma ameaça iminente. Conseguiu misteriosamente a lealdade de vários grupos de monstros, seduziu feiticeiros com a magia negra, aliou-se com procurados e incriminados – formando um exército perigoso e inescrupuloso. Skijja, Sky Jasmine em outrora, a grande líder do ameaçador movimento separatista.

- Olá, senhor Phoux. É um prazer conhecer um dos maiores responsáveis por baixas em minhas tropas.

A Rainha visitava o prisioneiro, como sempre sombria e elegante. Victor estava sentado do outro lado da mesa da biblioteca, frente a frente com a maior inimiga dele e de todo Imperae. Seu instinto mais primitivo pedia por um ataque, tentar matar a majestade de seus oponentes dentro de seus domínios. Contudo, ele tinha racionalidade suficiente para ignorar sua inconsequência, ele estava diante de alguém de poder equivalente ao próprio Mestre Morphon.

A aura mística emitida chegava a pesar sobre os ombros do garoto. Ele sentia-se como em frente a um gigante. Além do poder havia a vocação para a majestade, sua postura e sua presença eram o suficiente para despertar a vontade de se curvar e fazer reverência. A rainha dos bruxos tinha o sangue da família Leonel e esse era um dom que já vinha de muitas gerações antepassadas, inclusive as que a rainha tanto desprezava.

Ela mantinha contato visual com o jovem e aquilo era extremamente desconfortável. Era como se ela tentasse invadir sua mente, desvendar sua alma. Ele estava sendo dissecado, por enquanto, de maneira figurada. Graças à ocasião, havia mais guardas que livros na biblioteca, todos cercando a mesa na qual a reunião ocorria. O medo podia até provocá-lo, mas não iria predominar nunca.

- Tenho de admitir que isso me deixa muito contente.

- Realmente é corajoso ou maluco ao dizer isso quando está rodeado por soldados de armaduras negras.

- Dentro desta sala, eles são a ameaça menor.

Skijja soltou algumas risadas graves e depois encarou os guardas. Ela estalou os dedos e todos eles desabaram inconscientes. Ela inclinou-se para falar com o garoto que ficou um pouco surpreso com o truque.

- Victor Phoux, diga-me. Qual é o seu desejo?

- Ora essa, que pergunta mais vaga. Pretende realizá-lo?

- Sabe muito bem que posso, tenho poder e não construo barreiras, preocupo-me em destruí-las. Basta olhar em seus olhos, vejo a ganância brilhando mesmo que tente ocultá-la. Deseja muitas coisas, deseja derramar o sangue de seus inimigos, deseja ganhar cada vez mais poder, deseja até mesmo desafiar os limites da magia, da vida e da morte. Como um feiticeiro sem medo pode viver em meio aos covardes?

- Está sugerindo que me junte ao seu bando de corvos?

- Venha para o lado que vencerá a guerra, garanta um lugar merecido e glorioso em um novo império. Poderá acessar o poder ilimitado, poderá desafiar a própria morte. Os Imperaes temem seus comandantes e temem seus deuses, mas logo temeram somente aos Skijjos.

- Ainda não me convenceu...

- Não achei que seria fácil, mas sei que se tornará um de meus grandes trunfos nesta guerra. A semente está plantada e você sabe que nós somos mais fortes. Não arrisque todo seu potencial ficando do lado errado, não seja um tolo.

Os guardas ergueram-se quando ela se levantou e deixou o local. Victor ficou parado, sua mente estava sendo assombrada por algumas ideias. Desafiar a morte, talvez um dia ele fizesse isso, mas não precisaria da ajuda de Skijja. Naquele momento seu desejo era deixar as Masmorras de Phelbin e tudo corria muito bem. Skijja estava voltando para o Pântano, muito dos guardas daquela prisão estariam ocupados, inclusive Licandro que poderia vir a ser um empecilho.

A noite caiu, as cinzentas Masmorras de Phelbin seriam invisíveis não fossem luzes distribuídas por ela. Na infância, Victor vagava no período noturno pela Cidade dos Magos em busca de diversão e distração. A porta de sua cela estava fechada, um vigia plantado no corredor e o garoto sentado em sua cama segurava algo vivo que se debatia. Um pequenino rato pulou de suas mãos e correu, passou por debaixo da porta e partiu em direção do vigia. O roedor mordiscou a bota do guarda que irritado tentava pisoteá-lo, a cena era cômica graças a agilidade do rato, mas repentinamente o guarda percebeu uma aproximação e quando ergueu a cabeça um punho acertou-o e ele foi ao chão. Victor soltou várias risadas enquanto o ratinho fugia.

Ele vestiu a armadura negra do guarda, assim estaria bem camuflado. Desceu as escadas e foi passando por algumas áreas, até que chegou em um dos setores onde havia celas. Dois servos de Skijja estavam por lá, Victor ajoelhou-se e levou a mão ao chão, ambos os guardas ficaram presos pelo piso que se retorceu e envolveu seus pés. Ficaram desacordados depois de receberem a pancada de uma viga metálica na cabeça. O próximo passo foi quebrar a tranca de uma cela e libertar os prisioneiros, eles comemoram e gritaram seguindo para o lado da biblioteca. Essa seria a distração, dois prisioneiros foram parados por Phoux.

- Querem sair daqui?

- Sim. - Ambos disseram em uníssono.

- Okay. Sigam-me.

Eles correram por outra porta e partiram em direção ao pátio da prisão. Uma porta foi aberta onde havia diversos itens apreendidos, o mago encontrou sua espada e os outros dois também se armaram. Victor não precisou de muito tempo para mapear o local, ele mantinha-se calmo buscando seguir cada um dos passos planejados. Uma escada levou-os por uma grande torre. Havia um guarda que abordou o grupo, mas foi executado por um disparo vindo da arma de um dos libertados por Phoux. O líder acenou e eles atravessaram uma ponte que ligava uma torre com a outra. As sentinelas da prisão estavam ocupadas com os outros fugitivos, era possível ouvir o barulho do combate nas entranhas da Masmorra de Phelbin.

- Vejam! - Disse Victor. - Observem aquela carruagem vinda em direção ao pé da torre. Ela sempre transporta os alimentos cultivados e é nela em que devemos fugir.

- Vamos pular daqui? - Perguntou um dos fugitivos. Realmente a torre era maior que um gigante, um salto dali parecia um encontro certo com o chão duro e com a morte.

- Acalmem-se, pulem juntamente comigo. Vou usar um feitiço para amortecer nossa queda. Depois da queda ocultem-se entre a carga e depois esperamos o condutor sair dos portões. Uma vez fora, planejamos o resto.

- Tem certeza que vai dar certo?

- Sou mago, mas não sou vidente.

Victor pulou da gigantesca torre quando chegou a hora certa, logo depois os demais fugitivos que o acompanhavam seguiram o garoto um pouco temerosos e relutantes. O vento cortava o rosto em meio a queda, o mago concentrou-se e criou uma força que gradativamente desacelerou a queda do trio, amortecidos pousaram encima da carga na carroça. A sensação depois daquela queda livre foi das piores, mesmo assim eles sorriram enquanto a carroça atravessava um grande portão e saia das terríveis Masmorras de Phelbin. Os guardas deviam estar controlando a situação lá dentro e só depois perceberiam que a revolta era só uma distração.

Os três garotos não podiam ver nem um palmo a frente dos olhos, além da escuridão da noite, estavam cobertos por uma lona fazendo companhia para alguns alimentos, principalmente frutas. Os prisioneiros eram usados como mão de obra e aquela produção era destinada aos próprios guardas que ficavam em bases nos arredores da prisão. Por sorte,  antes de partir em missão o mago estudou a localização de cada uma dessas bases e na rota de fuga passariam muito longe delas.

A grandiosa construção das Masmorras já estava longe enfeitando de maneira funesta a linha do horizonte quando uma das rodas da carroça foi estourada. O condutor desceu para conferir o problema e foi surpreendido com um golpe certeiro. Victor balançou as mãos e a roda que ele havia desalojado voltou para o devido lugar. Todos os três subiram na carroça e seguiram viagem. Finalmente eles podiam conversar de forma adequada.

- Finalmente livres. - Comemorou Victor. - Meu nome é Victor Phoux, mago e aprendiz de Morphon.

- Meu nome é Travis Tiratore. - Disse o garoto mais alto que portava uma arma metálica. - Sou mercenário e o melhor atirador dos quatro cantos de Jazz Ozz. Se precisar de algum serviço, ganhou desconto depois de nos ajudar a dar o fora da prisão.

Eles trocaram risadas, mas Victor sabia que um mercenário podia ser de grande ajuda.

- Eu sou Murillo Fauquiere, Insulator. Vivia na Ilha Volcan fazendo o serviço de instrutor de novatos.

Naquela noite nenhum deles dormiria, uma pausa para descanso poderia significar uma captura. Victor sabia que assim que notassem sua ausência tropas seriam enviadas para uma busca. O mago esperava estar bem longe em um tempo muito curto, rumar para a Grande Cidade parecia uma boa ideia. Travis tentaria botar os negócios em dia, depois de alguns meses capturado, e Murillo com certeza voltaria para a Ilha Volcan. Enquanto isso Skijja deveria estar planejando juntamente com os servos de alto escalão um jeito de dar fim ao império.


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Re: Jazz Ozz, O Mundo das Classes - Terras e Guerras.

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