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Teste Hades maio

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Teste Hades maio

Mensagem por Peter Schneider em Qui 08 Maio 2014, 12:58

Características psicológicas : Frio, talvez seja a palavra que descreva todo o seu interior. Ele tem um certo desequilíbrio quando ao certo e errado e isso torna  Peter perigoso, ele não tem pudor quanto a muitas de suas atitudes e apesar de muitas vezes ser calculista ele também é bastante impulsivo e explosivo. O outro lado dele se mostra sereno, calmo prudente e acima de tudo cortês, ele se torna o mais gentil dos homens com quem deseja algo que este possui; Suas personalidades tão contrárias o tornam alguém um tanto quanto desequilibrado. Possui o estranho prazer de observar todos ao seu redor e este hobbie é praticado a todo instante,  costuma ler e praticar muitos exercícios, algo que o acalma com certa eficiência tornando-se assim uma de suas paixões. Peter tem um alter ego que raramente se manifesta.

Características fisicas : Peter tem a pele pálida, uma barba por fazer, olhos estranhamente claros os cabelos negros. Sua expressão sempre está entre algo insano e gentil, seus musuculos são definidos mas seu corpo é esguio, possui tatuagens que cobrem suas costas, parte de sua costela, ombro e peito. A caracteristica mais marcante no garoto é a falta de sua mão direita a qual foi substituida por mecanizada, oras ele encaixa até mesmo algumas armas como.. Um gancho.



Prólogo.

Quando se vê envolto pelo completo silêncio por um longo período sua mente começa a agitar-se, seus olhos adquirem o dom de ver o invisível em plena escuridão, escuridão que sua alma começa a apresentar-lhe após os julgamentos de princípios comuns e obsoletos, ideia que fixa apenas uma questão, aquela que lhe perturba e agita sua alma, faz palpitar seu coração e arregala seus olhos, suas mãos tremulas e seu corpo desejoso de uma resposta perdida. O que é real?
De seus lábios nada mais escapava a não ser meros sussurros indecifráveis, todos jogados ao vento para que se dissipassem na tentativa de alcançar um ouvido atento de mente vazia, alguém que estivesse disposto a ouvir os sussurros do vento, aqueles cantados de forma suave. Ele tinha a iris fixa como se quanto mais se esforçasse mais longe pudesse ver, queria enxergar além daquela linha ilusória de onde tão belas cores brotavam, onde parecia que a magia permanecia intacta. Ele queria alcançar o horizonte. Suas pálpebras se fecharam lhe apresentando o vazio, estava olhando para si mesmo naquela ocasião, suas mãos aqueciam-se nos bolsos de sua calça jeans já gasta, seus dedos giravam em torno da pequena esfera que lhe fora presenteada, um simbolo  que o mantinha em cima da tênue linha entre a total insanidade e a esperança de manter-se com os olhos abertos, o ar foi capturado pelas narinas infladas do garoto, o mesmo vento que bagunçava seus cabelos desgrenhados. Foi repentino. Grite o mais alto que puder em um lugar fechado, então aprisione esse grito dentro de um recipiente e coloque-o dentro de sua cabeça amplificando o mesmo por cem, foi esse o som que fez o jovem Peter ceder o peso sob seus joelhos, ambas as mãos foram levadas a suas orelhas tapando-as por completo na tentativa de bloquear aquele som ensurdecedor, era inútil, o som vinha de dentro do garoto; Talvez se está cena fosse registrada seria uma das mais perturbadoras existentes, um garoto que tinha o corpo sujo, o peito exposto  pela falta de panos para cobrir tal região onde cicatrizes profundas e recentes ainda pulsavam em seus tons vermelhos e rosados, tudo fazia contraste a sua pele pálida como a neve; Estava caído de joelhos no cascalho, as mãos cobrindo as orelhas e os olhos fechados com força. Ele presenciava o terrorismo interno enquanto ao seu redor a mais plena paz pairava, tornando-o uma negação aquele cenário, algo que devesse ser expulso dali.
As vozes eram sussurradas em seu ouvido quando a noite caia, vozes esquecidas pelo tempo e trazidas com o vento. Durante a noite o alter ego de um garoto cujo os cabelos eram negros o faziam caminhar pela penumbra da noite, tendo meia face escondida pela escuridão enquanto suas mãos se moviam de forma automatica, todo seu corpo em anseio para obedecer aquela voz que lhe sussurra chamando-o de "meu mestre" , a sensação de poder o dominava enquanto um buraco era aberto no chão, as sombras o observavam com mais atenção que o necessário. Ali ele sabia que podia "encontrar" a única que mantinha seu coração aquecido, a visão turva de sua mãe ainda que com o vestido ensanguentado, a última visão que o garoto teve da mesma.





O sumiço do irmão

Seria provável que aquele pequeno livro, repleto dos mais diversos esboços e recortes, tivesse de se manter bem escondido.
'-Porque não larga isso ai, em?
Era uma pergunta um tanto quanto interessante, é provável que fosse mais como uma ordem mas Peter não prestava atenção naquela voz rouca que sussurrava próximo ao garoto, ele pode sentir a mão tremula envolver seu braço esquerdo como se buscasse amparo.
'-Já estamos indo.
 As palavras foram sussurradas enquanto ele folhava aquelas páginas de forma frenética, a testa franzida devido a concentração excessiva que o garoto estava fazendo.
'-É sério Peter, vamos sair daqui agora. O Senhor Johnson já está voltando.
No instante que ele terminou de pronunciar a última palavra uma batida forte foi ouvida, Peter ergueu o olhar para o irmão que totalmente sem amparo estava suando e segurava o braço do garoto com mais força ainda.
'-Ai!
Ele exclamou, os dois emudecerem enquanto ouviam os passos se afastarem dali.
'-Vamos... Embo...Embora.
Palavras gaguejadas, tudo que Peter fez foi balançar sua cabeça de forma sútil em confirmação; ele se levantou apoiando a palma da mão contra o chão de madeira empoeirado, seus olhos fixos em uma das duas únicas saídas dali.
'-A janela.Vem.
Peter estava com cerca de 17 anos e Brandon estavam com seus 14 anos de idade, eram jovens criados por uma família de classe média, tinham os cabelos negros e a pele palida. Haviam adentrado a casa do Senhor Johson, o vizinho da frente, ele era um homem sombrio que estava sempre com vestes negras e passava o dia bebendo; Alguns dizem que ele matou os próprios filhos e depois os comeu no jantar, boatos.
'-É alto.
Peter sequer respondeu, segurando firme o pulso de Brando ele se encaminhou para a janela da forma mais rápida que conseguiu, ao chegar em seu para peito olhou de relance para baixo e soube que um salto direto seria algo impossível de se fazer então o garoto desviou o olhar para cima e prendeu o  livro entre os dentes, se escorou no para peito e ficou de pé ali, virou-se de costas para o lado de fora e começou a escalar o telhado da casa sendo seguido de perto por Brandon que era ainda mais habilidoso que ele, os dois chegaram com certa dificuldade  ao topo, escoraram-se na chaminé que agora emitia um pouco de fumaça e nada fizeram apenas retomaram o fôlego e tentavam fazer seus corações diminuírem o ritmo.
'-O que tem ai? Receita para assar crianças?
O jovem Schneider apenas o olhou de forma curiosa, uma sobrancelha se arqueou de forma involuntária. Ele tornou a abrir o pequeno livro, porém, nada conseguia entender.
'-Não sei....
'-Vamos embora.
'-Agora não da mano, nós temos que esperar ele ir dormir.
Bran se levantou e olhou para o céu de forma rápida.
'-Não posso, nossa mãe vai ficar furiosa.
Um suspiro escapou por entre os lábios de Peter, que observou o irmão começar uma descida cuidadosa, um passo em falso e...
'-Irmão!!!
O garoto havia escorregado em algumas telhas soltas e agora se estatelava no chão, ele pode ver o menino gemer de dor e então indicar que estava bem, mas antes que ele pudesse sentir o alivio uma porta foi escancarada, deitado no telhado tudo que pode ver foi o feixe de luz iluminar o que agora era um garoto amendrotado, anteriormente fora um Brandon corajoso. Peter sequer respirava enquanto sentia as telhas geladas em seu peito, ele estava de bruços espiando de forma sorrateira um homem grande se aproximar de Bran , ele vestia uma jaqueta de couro com a gola erguida que cobria toda a extensão de seu pescoço o qual Peter tinha certeza ser tão pálido quanto sua face, escorregou seu corpo recuando um pouco, pode sentir sua camisa molhar e grudar em seu peito, olhou desamparado para os lados como se fosse encontrar alguma ajuda; Ao ouvir o grito agudo novamente o jovem se levantou em um salto, pegou um pedaço solto de telha e o arremessou, ainda era jovem, o pedaço caiu longe do alvo mas serviu para chamar sua atenção e fazer com que o olhar do mesmo estivesse sobre si.
'-Hey, moleque! O que faz ai? Desça do meu telhado, agora!
Peter engoliu a seco, sentia sua boca secar e suas mãos tremerem, os olhos daquele homem pareciam atravessa-lo enquanto o garoto criava raizes no telhado, fechou as mãos em punho  e com uma coragem que não lhe pertencia gritou da forma mais firme que conseguiu.
'-Afaste-se dele! Não vai cozinha-lo.
 Para a surpresa de Peter uma risada alta ressoou pelo local, o homem gargalhava enquanto seu corpo se curvava apoiando-se em seus próprios joelhos, confuso o garoto desviou o olhar para seu amigo que deu de ombros em resposta.
'-Cozinha-lo? Ele é meu...
Seus movimentos eram rápidos, ele era tão forte quanto sombrio. Não foi apenas uma mão que agarrou o colarinho de Brandon erguendo-o, mas ao olhar para o chão era possivel  ver a sombra de dez homens segurando a de seu irmão; Os olhos de Peter estavam arregalados, ele sentiu as pernas ficarem tremulas diante de tal cena, apesar de seus lábios se moverem uma palavra sequer fora proferida.
-Se quiseres seu irmão vivo, venha me buscar.
Ao proferir tais palavras sua imagem tremeluziu, Peter sentiu a boca secar e seus joelhos cederem enquanto suas pálpebras lhe apresentavam a escuridão completa, talvez fosse aquele apenas um reflexo de sua alma.

A luta inesperada - 15:00 PM.

Acorde, acorde, levante-se garoto! A voz o fez abrir os olhos, estupefato, suas pálpebras se fecharam e abriram várias vezes seguidas até o garoto se acostumar com a claridade que ardia sua iris, sua cabeça virou de lado, pode sentir a grama ainda úmida tocar o lado esquerdo de sua face, sua boca entre abriu puxando o ar que parecia pesar enquanto inflava seus pulmões doloridos, sua mão se esticou para alcançar algo que refletia a luz do sol, Peter envolveu o punho de sua espada a puxando para si, seu corpo girou para o lado oposto logo dando impulso para levantar-se, recuou cerca de dois passos a tempo de ver a grama destroçada por garras no local em que o jovem havia caído, era a morte iminente.
A cerca de dois dias seu irmão havia sido sequestrado, Pet morava apenas com ele após a morte de seus pais e isso fazia o fardo cair por sobre o garoto, com apenas uma mochila e pouco dinheiro o moreno saiu em busca do mais novo; Não sabia ao certo como mas supôs que foi a cerveja oferecida pelo estranho barbudo em uma ruela de Nova York, pois assim que seus olhos se abriram ele estava em meio a uma campina, lutando contra uma Harpia que claramente desejava o coração do garoto. E a espada? Ela era de seu irmão, ele meio que pegou.... Emprestada.
Henrique nunca havia feito esgrima, a arma pesava em sua mão, parecia manejar com perfeição enquanto a balançava no ar tentando afastar a criatura que tinha cerca de três vezes mais a sua altura, podia sentir sua costela arder, automaticamente levou a mão até o local e pressionou, seu olhar se desviou para o local e viu uma mancha de sangue transparecer em sua camisa, assustado Peter olhou novamente para a criatura '-É só isso?!Gritou enquanto tentava evitar a careta devido a dor, sua respiração era pesada e o garoto mal se aguentava em pé, ele havia provocado um corte quase superficial na criatura, nada que a matasse, após um guincho alto ela avançou novamente, o garoto então ergueu a espada na tentativa de se defender mas foi em vão, as garras grudaram contra seu peito o lançando para trás, suas costas bateram contra o chão em um baque surdo, seus olhos se fecharam com força e logo tornaram a abrir novamente, ele se levantou mais devagar agora enquanto mantinha o olhar fixo na criatura [b]Não vou morrer, não aqui.[/color] As palavras ecoaram por sua mente, com o caminhar lento ele avançou para a criatura, esta ficou parada observando, Peter ergueu a espada com dificuldade e tentou desferir um golpe em seu pescoço, ela desviou o braço dele de forma ágil, o garoto então girou seu corpo desferindo um golpe contra o bico dela com a pedra que segurava em outra mão, tonta a criatura recuou com um guincho de dor; Assim que caiu o garoto havia pego uma pedra que sentiu machucar sua costela, ele a manteve firme na mão até o momento de acerta-la, não poderia recuar agora. Seus olhos se estreitaram enquanto ele largava a pedra no chão, seus lábios se comprimiram e o garoto curvou levemente os joelhos esperando por um novo ataque; Um rugido ecoou pelo lugar, o som fez com que os cabelos da nuca de Peter se arrepiassem, ele congelou fixando seus pés onde estava, engoliu em seco e virou-se lentamente girando sob os calcanhares, sua iris fitou um animal muito maior, ele tinha certeza do que era, uma Quimera; Ele tinha uma Quimera agachada a alguns metros pronto para ataca-lo a sua direita e uma Harpia que parecia indecisa entre matar o semi-deus ou fugir do outro monstro a sua esquerda, ambos devem ter concordado que matar Peter era mais tentador pois os dois avançaram de uma só vez, sem pensar duas vezes o garoto se agachou a ponto que seu joelho tocasse o chão, por estar mais perto a Harpia chegou antes e isso fez com que o movimento do garoto surtisse efeito, ele jogou a espada no ar, assim que a mesma caiu em sua mão novamente a lamina estava rente ao seu ante-braço, ele havia invertido a posição dela, seus pés deram impulso e seu corpo foi ao ar, por poucos segundos ele não foi atingido boca da Quimera, sua espada se cravou no peito da Harpia que alçou voou de forma alucinante, balançava tentando livrar-se do garoto mas era em vão, ele mantinha-se pendurado, a adrenalina em seu corpo lhe dava o dobro da força que possuía normalmente, seus braços já tremiam com o esforço quando ambos foram de encontro a uma árvore alta, ambos caíram chocando com cada galho que tinha pelo caminho, Henrique não pode evitar um grito enquanto via o chão vir de encontro a ele, colocou seu seus braços na frente de seu rosto para tentar protege-lo, porém o choque não ocorreu, o garoto abriu os olhos e se viu a centímetros do chão, era incapaz de respirar enquanto via um pingo de suor cair por sob a terra, estava sendo sustentado por um galho fino, assim que puxou o ar se estatelou de cara, girou seu corpo ficando de barriga pra cima, tentou forçar o ar a entrar novamente em seu pulmão, com o esforço sentiu a dor em sua costela fisgar fortemente e isso o fez soltar um gemido de dor por entre os lábios ressecados, seu cabelo ja grudava em sua testa enquanto o garoto girava o corpo apoiando ambas as mãos contra o chão para impulsionar seu corpo, assim que se pôs de pé olhou em volta vasculhando tudo com sua iris, a lamina de sua espada não estava muito distante, "arrastou-se" até lá e se esticou envolvendo novamente o punho da mesma, porém, quando girou seu corpo na intenção de sentar-se viu a grande Quimera a apenas alguns metros de distancia, foi incapaz de emitir qualquer som enquanto até mesmo sua respiração lhe faltava. Foi rápido, o chão estremecia como se um exército estivesse se aproximando, Peter olhou por sob o ombro e foi o exército de um só homem que ele viu erguer a espada contra a Quimera tornando-a nada mais que fumaça, antes que pudesse balbuciar qualquer coisa que fosse uma voz estrondosa invadiu seus ouvidos
'-Seu pai lhe espera, pivete.
Após um sorriso amarelo ele levantou o punho desferindo um golpe contra a face de Peter, lá estava ele novamente. Desacordado.
Sentiu algo contra sua costela, ignorou até que ficou insistente demais, com um resmungo de reprovação o garoto abriu os olhos, sua testa estava franzida enquanto ele tentava identificar a silhueta que estava ao seu lado, era o homem que levará seu irmão. Seu primeiro movimento foi arrastar-se para o lado oposto e ficar de pé ignorando a dor que sentia por todo seu corpo, procurou de forma quase desesperada por sua espada.
'-Procura por isto?
Disse o homem que empunhava a espada de Peter.
'-Devolva-me.
Seu tom de voz era firme, algo que contradizia com o restante de seu corpo, uma risada ecoou pelo ressinto e Peter girou sob os calcanhares a tempo de ver irromper da porta um homem de feições estranhamente familiares, um passo atrás estava Brandon, seu irmão. Este correu até Peter o envolvendo em um forte abraço, ele retribuiu sem compreender ao certo o que estava ocorrendo, antes que o fizesse seu irmão desatou a falar. " O homem que sequestrara Brandon na verdade era irmão de ambos, em suas veias corriam o sangue daquele homem que agora os observava sentado em sua confortável poltrona, o lugar em que estavam era chamado pelos antigos de sub mundo. Brandon explicou que o homem de feições selvagens era Ares, aquele que o salvara da Quimera a pedido de Hades, o pai de ambos. Tudo fora feito para que Peter pudesse achar por si mesmo o local em que estavam, mas como certamente morreria, ele teve de enviar ajuda. Contou como eles eram vigiados durante todos aqueles anos pelo irmão mais velho, que este havia matado uma criatura que deveria arrasta-los até um acampamento, o sátiro. Feito isso deveria ficar a escolha dos garotos se desejariam ser treinados entre outros meio sangues ou ficar na moradia de seu pai"
'-Ow, ow. Espere Bran, quer dizer que somos filhos de Hades? Loucura!
Após dizer isso Hades se levantou e começou a falar, sua voz era tão imponente que obrigava a todos os outros se calarem, ele questionou Peter sobre alguns acontecimentos estranhos e disse que era opção do garoto acreditar ou não, mas para se manter vivo no "mundo lá fora" seria mais sensato crer naquilo que lhe era dito, explicou também sobre a rejeição que provavelmente sofreriam ao aceitar ir para o acampamento mas que deveriam fazer isso. Após ter o consentimento de ambos os garotos, uma mulher elegante adentrou o ressinto que estavam a tempo para vê-los beber uma longa taça de algo forte, e pela última vez ele perdeu os sentidos caindo de forma desajeitada no chão.
Quando seus olhos se abriram novamente alguém tentava lhe enfiar um canudo na boca, franzindo a testa ele indagou
'-Onde estou? Cadê meu irmão? Preciso ir atrás... -
Tentou se levantar mas logo foi impedido por mãos gentis
'-Precisa descansar, ele está a sua espera, você está no acampamento meio sangue.
Peter Schneider
Indefinido
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Re: Teste Hades maio

Mensagem por Miguel Bloodewn em Ter 20 Maio 2014, 15:58

● Separadamente, vocês deverão expor as características físicas e psicológicas do player que concorrerá - lembre-se que você está fazendo o teste para filhos dos 3 grandes, portanto seja criativo e lógico!
- Obs.: Por favor, separem este tópico do outro! Não postem duas vezes, apenas deixem claro o que é o que.

Cabelos pretos e sebosos combinam com os olhos negros e com a aparência sombria do garoto. Sua pele branca comprova que ele não gosta de aparecer ao sol, e a aparência de cadáver, sem carne nem gordura, fazem com que ele não se relacione com as pessoas. Sua timidez também ajuda nesse aspecto.
Miguel também é muito vingativo, mas só guarda o rancor para pessoas que o humilharam ou feriram fisicamente ou psicologicamente a si mesmo, ou aos seus poucos familiares, que se resume na mãe, pois o garoto não gosta mais do pai.

● A história do personagem, relatando como descobriu sua origem e como chegou ao Acampamento Meio-Sangue;

Ele nasceu na Itália, lugar em que a mãe nasceu, e viveu até conhecer o pai, então se mudou para San Diego, nos EUA.
A mãe tentava, mas não conseguiu mentir para o garoto, pois a verdade estava óbvia, e a mãe também não sabia mentir.
Logo após Miguel começar a ficar esperto, com cerca de nove anos, ele descobriu.
Ele se sentia melhor no escuro, a mãe recebia pedras preciosas do pai, e quando Miguel aprendeu sobre mitologia na escola... bem, normalmente se uma criança de nove anos chegar da escola e lhe dizer: ''Sou filho de Hades'', você irá rir, pensando: ''Crianças... com essas ideias na cabeça... ''.
Mas Miguel é diferente, ele perturbou a mãe por um mês, perguntando sobre pai, e afirmando que era Hades, até que a mãe dele abriu o jogo.
Os semideuses sempre ficam surpresos, principalmente os filhos dos três grandes, mas Miguel não ficou, já esperava essa resposta da mãe, é claro, ficou abalado e feliz por estar certo, mas a felicidade do jeito dele, que é se trancar no porão e ficar admirando o escuro total da pequena casa na Itália.


● Uma narração de trama livre que deve conter ao menos 1 combate e uma visita ao local de poder de seu pai [Olimpo para Zeus, Mundo Inferior para Hades e Atlântis para Poseidon]
- Obs.: Vocês estão livres para fazer a trama, mas deve haver uma - motivos, objetivos, etc. Não é uma simples visita.

Bolo no porão

 Miguel completara dez anos, ele comemorara no porão, comendo o bolo e olhando o escuro, mas era a primeira vez que a mãe ia para lá também.
  Eles ficaram muito tempo lá, quase três horas, Miguel estava muito feliz, por ter a mãe ao seu lado, geralmente ele fazia aquilo sozinho.
  Até que Miguel percebeu sombras se moverem ao seu redor, na verdade era só uma, era um vulto que era mais escuro do que todo o porão.
-Mãe, tem alguém aqui
 O vulto parou de se mover, na verdade, Miguel não via o vulto, ele sentia ele, é como se fosse um braço ou uma perna dele, que estivesse quase saindo do corpo dele, mas sem dor.
  O vulto foi na direção dele, e o coração começou a bater, não por medo, mas sim por curiosidade, excitação.
  Então um corpo se materializou na sua frente, era um homem com cabelos sebosos e preto, a pele mais branca do que a de Miguel, e usando um traje preto, com rostos costurados nele, Miguel sentiu aqueles rostos, e, não sabendo como, sabia que eram almas, almas que fizeram coisas tão ruim que nem os campos de punição seriam o suficiente para elas.
  Mas o que mais impressionou o garoto, não faram as almas ou o homem na sua frente, mas sim o objeto que ele trazia em suas mãos, um elmo dourado, e pela posição em que estava, dava para ver que ele acabou de o tirar da cabeça.
  O homem percebeu que Miguel olhava para o elmo.
-Ah! Essa belezinha aqui? Este é o meu elmo das sombras, meu símbolo de poder, com ele, eu posso virar a própria sombra em si, assim ninguém me percebe.
-Mas como eu...
-Você tem uma ligação comigo, você não pode me ver, mas pode me sentir, certo?
  Miguel afirmou com a cabeça.
-Miguel, eu sou seu pai
Houve um momento se silencio, Miguel pensava naquilo, quer dizer, sabia que o pai era Hades, certo? Mas não esperava vê-lo pessoalmente.
-Então você é realmente Hades
-Sim, e vim aqui leva-lo a um lugar, onde você poderá treinar, e ficar forte, matar monstros, e talvez... sobreviver
  Talvez?? Miguel tinha certeza que ele e a mãe iriam viver até ficarem velhos e nada poderia atrapalhar aquilo.
-Aonde é esse lugar?
-Em Long Insland, Nova York.
-Ótimo, então já que você é um deus super poderoso, nos de as passagens de avião[/i]
-Tá doido? Mandar você e Cristina de avião? Nos terrenos do meus irmão, Zeus? Nem que vocês vão parar nos campos de asfódelos, nunca, nuca!
  Ele começou a andar pelo porão, e pegou um baú.
-Ainda está aqui?- Perguntou ele a minha mãe
-Sim, eu nunca tirei-a dai- Disse Cristina, a mãe de Miguel.
 Ele pegou um saco de dentro do baú, um saco feito de cota de malha, e tirou uma espada de lamina negra de dentro dela.
-Essa é darkness, uma espada que irei dar a você, ela mede 90cm, feita de Ferro Estígio. Vai te ajudar a canalizar a capacidade de controlar e convocar os mortos.   Pode drenar almas, deixando a espada mais poderosa. Sua lâmina mede cerca de 70 cm, e sua base é mais grossa que a ponta. A guarda-mão é em forma de um crânio que tem seus dentes pontudos virados na direção do início da lâmina, como se ela saísse de sua boca. Os olhos do crânio são feitos por dois rubis. O cabo e a espiga são revestidos por um couro escuro, de cão infernal e sua bainha também.
-Para que eu irei precisar usar ela?
-Você terá que ir até Los Angeles, e entrar no Mundo Inferior, a entrada para lá está em uma empresa chamada M.A.C, nós nos mudamos há um tempo, em Los Angeles é melhor.Lá, você entrará para o mundo inferior, que são meus domínios, então irei lhe mostrar o caminho que você fará para sair no meio de Manhattan, então um de meus mortos o guiará até o lugar seguro para você.
-Mas... e a minha mãe?
-Eu terei de ficar aqui filho- disse ela com um tom de voz que parece que ela iria chorar.
-Então começarei a viagem agora, não quero me atrasar
-Mas antes...- Disse Hades, tirando uma mochila das sombras- Eu nem poderia estar aqui, terei de voltar imediatamente, aqui está uma mochila com um pouco de comida, água e um mapa, que mostra sua localização.
  Miguel abraçou a mãe, enquanto Hades colocava o elmo novamente.
-Boa sorte... filho- Disse Cristina, enquanto Miguel subia as escadas, ela ficou lá, no escuro... chorando.
  Estava um dia frio, e nublado, os dias favoritos de Miguel, ele pegou o mapa, que não era maior que uma folha de sulfite, nele mostrava a direção do M.A.C e a posição de Miguel, com uma seta virada para onde ele tem que ir.
  Na mochila, tinha um bolço de couro, na parte de fora, preso a mochila. Miguel colocou a espada lá, o bolço era uma bainha.
  Ele ficou reclamando durante um quilômetro, como pode um deus super poderoso não poder simplesmente levar o próprio filho para um lugar seguro. Miguel tem apenas dez anos, não importa o quanto maduro ele seja, andar de San Diego até Long Insland sozinho?
  Então, ele entendeu o porque da espada:
  Uma ave de um metro e pouco, com cara de humano e bico de águia apareceu na esquina seguinte, não, uma não, cerca de dez aves apareceram, Miguel se escondeu atrás de uma caixa de correio enorme, e conseguiu ouvir a conversa delas.
-Sinto cheiro de semideus...- Disse uma delas
-Eu também! Mas parece estar podre...- Disse outra
-É verdade- disse outra- tem cheiro de...
-Morte- Completou a primeira
-Ainda sim, se acharmos ele, vamos come-lo!
-Sim, sim! Comer semideus hoje!
-Vou procura-lo
  Miguel olhou pelo canto da caixa, ela estava vindo em sua direção, mas ainda estava na outra esquina, ela atravessou, estava prestes a olhar o garoto.
  Quando passou um caminhão, bloqueando a visão das amigas dela, Miguel aproveitou e se levantou, enfiando a espada no peito do monstro, que virou pó, e a caveira começou a brilhar. Miguel se escondeu de novo.
-O que!?! Cadê ela?
-Ela deve ter pegado o semideus e guardado só para ela!
-Vamos pega-la!
  Elas foram vindo, ele preparou a espada, tinha mais nove delas.
-Espera, e se o semideus tiver matad...
  Tarde de mais, Miguel pulou e cortou a direção do som delas, a caveira brilhou novamente, e depois do véu de pó dourado, só havia restado uma delas, Miguel cravou a espada no peito dela, que virou pó também.
  Ele poderia ficar horas ali, alucinado pelo o que fizera, mas tinha que prosseguir com a viagem.
  Depois de caminhar mais três quilômetros a fome veio, ele parou em uma lanchonete, abriu a mochila e viu o resto das coisas que tinham lá: Um pacote com varias bolachas de chocolate, quatro garrafas d'água, e duas pequeninas bolças de couro, uma, tinha mil dólares em dinheiro, e a outra, tinhas umas moedas de ouro, no qual se liam ''dracmas''.
  Miguel pediu ao garçom dois sanduiches de cheddar duplo, um refrigerante grande e batata frita. Ele comeu em meia hora e continuou com a viagem.

Isso é Screamo baby! 

Passou-se duas semanas, e Miguel chegou em Los Angeles, caminhou por uma hora e achou M.A.C, Morto Ao Chegar, mas não era só ele que estava lá.
  Um monstro de dois metros, com um martelo na mão, e um olho só estava no outro lado.
Ele veio correndo, enquanto a barriga balançava, causando barulho.
Miguel havia enfrentado um igual a uma semana, mas era do mesmo tamanho que ele mesmo, já aquele outro, era enorme!
Ele deu um grande salto para a direita no ultimo instante, impedindo o monstro de acerta-lo. Miguel virou e fez um corte a batata da perna do monstro, que começou a sangrar.
  Ele ficou atrás do monstro e deu um grande pulo encima dele. Miguel planejava cortar a cabeça do monstro, mas o ciclope desferiu um golpe com o martelo no Miguel, que caiu no chão, mas a mochila rasgou, e ficou no pescoço do monstro.
  E ele fez a coisa mais estupida do mundo: Acertou um golpe com o próprio martelo no próprio pescoço, ele começou a se dissolver, a mochila ficou toda amassada, tanto que Miguel nem pegou ela de volta. E a caveira não brilhou.
Miguel entrou na M.A.C, lá, tinham espíritos para todos os lados, e todos se afastaram quando Miguel entrou. Tinha um homem atrás de um balcão, e ele foi falar com o homem.
-É aqui a entrada pro mundo inferior?
  Ele suspirou, como se já tivesse respondido aquele pergunta muitas vezes.
-Sim, por que? Como foi a sua morte? Dolorida? Rápida ou ...
-Eu quero ir para lá.
-Entra na fila
-Eu quero falar com o meu...bem, com o meu pai.
-Seu pai morreu a quanto tempo? Se foi a pouco, talvez ele este...
-Meu pai não morreu.
-Então me desculpe, não poderei revive-lo
-Nem eu estou morto
   Miguel já estava ficando irritado com aquele homem, Hades não havia avisado da chegada dele? O homem se aproximou, e cheirou o garoto.
-Você tem cheiro de mortos, então com certeza você está morto.
-Não estou não
   Ele se aproximou novamente, mas dessa vez Miguel deu um tapa na cara dele.
-Me leve até o meu pai
   O homem olhou perplexo para ele, e pareceu que uma luz acendeu no rosto dele
-Ah... me desculpe, me esqueci que o senhor iria chegar hoje, eu...
-Como Hades sabia que minha chegada seria hoje
-Me desculpe novamente, mas não tenho essas informações- Ele saiu de trás do balcão, e foi até um elevador- Venha, venha comigo.
   Miguel foi com ele, o elevador tocava uma musica clássica, aquilo era repugnante na opinião de Miguel
-Argh! Tire essa musica horrível! Odeio musica clássica
    O homem, cujo no terno se lia ''Caronte'', no terno dele, clicou em um botão com o símbolo da musica.
-Qual tipo de musica você gosta?
-Screamo, coloque Wake Up, do Suicide Silence
   Ele o obedeceu, e segurou o botão de musica, no qual começou a piscar, e o Caronte pronunciou:
-Wake Up, Suicide Silence
   Então a musica favorita de Miguel começou a tocar. Ele só a ouvira pois a mãe um dia colocou um CD dessa banda no aparelho de som pequeno que eles tinham em casa, Miguel se apaixonou por essa musica.
 Quando ele voltou a si, o elevador já não era mais um elevador, e sim um barco, o Caronte estava encapuzado, e mexia o barco com um remo. Miguel tornou-se a olhar a água, e nela estavam jogados ingressos de shows, brinquedos, fotos, celulares...
 Miguel começou a se sentir melhor naquele lugar, como se fosse uma casa que ele não visita a muito tempo, ou um lugar no qual ele nunca mais gostaria de sair.
 O Caronte parou o barco em uma areia, em um praia, que dava em enorme filas e mais filas de mortos.
-Tchau filho de Hades, espero tê-lo ajudado
 Miguel acenou a cabeça, e se virou. Ele  tirou a espada da bainha, caso aqueles mortos resolvessem ataca-lo. Ué! Vai que isso aconteça? Porém, foi exatamente o contrário, os mortos se afastaram da espada, ele foi direto para a fila de ''morte rápida'', que estava no lado direito, ele passou sem problema algum. Somente alguns ghouls olharam para ele, encarando-o, mas deixaram ele passar.
 Não foi muito difícil achar o castelo do pai, pois era a coisa, entre todas as outras, a mais bonita do mundo inferior. Era um castelo enorme, feito de mármore negro, no alto, três bichos voavam envolta de uma das torres.
  Miguel não deixou de perceber, os campos de punição, e admirou os jeitos criativos que o pai criara para torturar as pessoas: Correr pelado em um campo de cactos, ouvir musica clássica, pular em um campo minado, e tinha um cara tentando empurrar um pedra para cima de um morro.
  A espada legal,  o castelo maneiro, o jeito de torturar gente... Miguel estava começando a gostar do pai...
  Quando ele chegou no portão do castelo, ele se abriu. Tinha um jardim enorme, cheio de frutas, mas Miguel não gosta de fruta, então nem olhou muito para elas. Ele passou por vários lances de escada, corredores, e por fim, entrou em uma enorme sala. Tinha dois tronos vazios lá, um, de mármore negro, e o outro, era uma flor.
-Pai? Hades? Onde está você?
  Então ele ouviu passou lentos vindos do corredor a sua direita, era Hades, com uma expressão sombria.
-Vejo... vejo que chegou vivo aqui... eu, é claro, já esperava por isso. Mas tem uma pessoa... uma pessoa que também queria você vivo quando chegasse aqui, mas, saiba que eu não podia interferir no que iria acontecer... a Cristina, ela...
  Ele abaixou o rosto, Miguel encarou ele, já sabia o que provavelmente ele iria ouvir, mas queria se certificar.
-Ela o que?
-Três dias após a sua ida, eu dei a ela um rubi. Um homem passou na rua, olhou pela janela da casa, e viu ela guardando o rubi no armário. Ele gritou para ela passar a pedra preciosa, mas ela recusou, não iria perder assim um presente... então o homem sacou um revolver, e...
  Miguel segurou o choro, como? Como!? Um deus não pode ao menos defender uma mulher que morrera por causa dele? Por que...?!?
  Hades estalou o dedo, e um esqueleto brotou do chão.
-Leve-o até a saída em Manhattan- Disse Hades, se virando e voltando pelo corredor.
  Miguel seguiu o esqueleto sem dizer uma só palavra, apenas xingando Hades pela mente e lamentando pela morte da mãe. E era sim, era sim culpa de Hades, aquela maldita pedra, e aquele homem? Será que ele irá parar costurado na cueca de Hades? Miguel esperava que sim.
  E se Miguel agora odiava Hades? Pode-se dizer que sim.
  Ele e o esqueleto, quando atravessaram os campos de asfódelos, subiram uma escada. No mínimo, a subida levou meia hora. Então os dois saíram em um amontoado de pedras, no meio de um parque. Ele pegou o mapa, e viu onde estavam. Estavam em Manhattan, haviam atravessado o pais pelo submundo.
  Eles foram andando pela movimentada cidade de Manhattan, ninguém notou o esqueleto com roupas da segunda guerra mundial e um mosquete andando pela cidade.
-Estou com fome, irei comer.
  Ele correu para uma lanchonete, e pediu um Mc lanche feliz, as pessoas em volta dele começaram a olhar muito para ele, e se afastar, em cinco minutos, ele estava rodeado por cadeiras e mesas vazias.
  Quando ele saiu, um grande monumento estava em uma praça, que Miguel jurava que não estava ali momentos antes. Ele foi até ele, então ele piscou.
  Isso mesmo, Miguel estava endoidando, mesmo no mundo de monstros e deuses, estátuas não piscam, certo?     Errado.
  Uma estátua de cinco metros de um soldado romano criou vida, e veio na direção dele, o esqueleto deu um tiro certeiro na cabeça dele, que só amassou uns três centímetros. Miguel correu para a esquerda, o soldado romano escorregou e caiu. Miguel voltou para ele e subir na mão dele. O esqueleto deu um grande salto, e atirou nos olhos dele, ele levou as mãos até a cara, Miguel quase foi esmagado, mas pulou e caiu no ombro dele.
  A estátua se levantou, e estava obviamente cega, pois batia em tuto pela frente, e pisava em tudo também. O esqueleto começou a atirar nas costas do soldado, Miguel cortou a orelha dele com a espada, e agarrou-se no elmo dele, bem a tempo do soldado dar um tampão no próprio ombro. Ele cravou a espada no lado do olho dele, e saltou, rasgando a metade do rosto da estátua.
  A estátua começou a cair, Miguel foi aos ares, e caiu encima de uma árvore.
  Miguel descansou por meia hora, e prosseguiu com a viagem, deixando uma enorme estátua em uma praça no meio de Manhattan.
  Uma pergunta incomodava Miguel: Quem fez com que aquela estátua atacasse Miguel?  
  Ele e o esqueleto fizeram duas horas de viagem a pé, e passaram por uma estrada rural, chegaram em uma colina, com um pinheiro no topo. Miguel foi até o topo, não acreditando em tudo que via. O esqueleto chegou por trás dele e o empurrou para dentro
-Venha você também, ainda não sei onde estou
  O morto entrou a terra, e reapareceu ao lado de Miguel. Os dois desceram a colina, e foram até uma enorme casa de fazenda, pintada de azul e  terminada de branco. Na varanda dela, tinham dois homens: Um, era baixinho, gordo, e usava uma camisa havaiana com estampa de tigre, o outro, era um homem de meia idade em uma cadeira de rodas, ambos jogando pinochle.
-Muito bem, obrigado, já pode ir embora- Disse Miguel ao esqueleto, que entrou na terra e desapareceu.
  Os dois homens encaravam Miguel com uma expressão assustada.
-Oi, eu sou Miguel, filho de Hades.
Miguel Bloodewn
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Re: Teste Hades maio

Mensagem por Dilan Smith em Qua 21 Maio 2014, 18:34

Características psicológicas : Frio,sombrio,rancoroso,tímido,perigoso.
Características físicas :Dilan tem a pele branca, olhos são escuros e profundos como de um morto,o que  faz ele parecer algum tipo de gênio ou psicopata,os cabelos são escuros e lisos,tem mais reflexos que os demais,consegue ver no escuro com facilidade e sente um zumbido no ouvido quando alguém morre,Dilan também sabe manejar uma espada muito bem. Dilan custuma usar jacketa de couro preta,blusa preta,sapatos tipo mocassim preto e jeans preto

A morte do irmão

Estava muito tarde para estar vendo TV mais isso não impediu o meu irmão Jack de estar sentado no sofá.
-Cara,são duas e meia da manhã!vai dormir.
Ele me fitou.
-E porque você tá acordado?
-Porque eu...hã...sou mais velho que você!
Ele riu e voltou a assistir,enquanto eu fui até a cozinha para beber algo.
para minha surpresa vi uma sombra.
Uma não duas.
Duas sombras horripilantes que pensei que fossem apenas frutos da minha imaginação.Mas
de repente vi um vulto e eu caí no chão.Ouvi um grito da sala e corri até onde Jack estava.
-JACK!-Gritei
-AHN-Ele acordou num sobressalto-Quer me matar de susto Dilan?!
-Desculpe,e-eu vi um vulto na cozinha.-disse a ele
-Deve ser impressão sua-concluiu-Vamos dormir
Eu achei que o dia não poderia ficar pior.
Eu não sabia o quanto estava errado.
Meu sonho começou ruim,como sempre,eu estava em um lugar desconhecido mas...familiar,
eu vi um garoto segurando o outro em seus braços,o garoto que estava segurando o outro disse:
-Acorde,por favor,acorde,eu não estou brincando Jackson,ACORDE DROGA!!!
O garoto se ajoelhou e começou a soluçar.
-Por que?-ele disse tristonho-você só tinha 14 anos irmão!
Senti pena dele,imaginei como seria perder meu irmão.
-Não se desespere meu filho.
O garoto virou e sua expressão mudou de tristeza para raiva
-VOCÊ!ESPERO QUE ESTEJA FELIZ!!
Meu sonho se desfez.mas eu tinha 2 certezas:
1-Eu sonhei com o mundo inferior.
2-O garoto mais velho era eu.

6:30 AM
-Acorda,irresponsável!
Minha meia-irmã,Grace,me balançava como se eu fosse um chocalho
-Já acordei,Grace para
-Que DROGA SMITH-gritou para mim-É impossível ser exemplar com você me atrapalhando!
-Me deixa em paz.

No ônibus:
-Dilan!-chamou meu amigo Chris-vem logo
Fui até lá e sentei ao lado do meu amigo,meu único amigo.
Ok,eu não sou o que chamam de social,sempre que chego na sala parece que todos estão cochichando e Grace se limita a revirar os olhos.
-Então-ele perguntou-o que há de novo?
-tive um sonho.-aí contei para ele
-O momento está chegando-murmurou
-Como?
-Temos que falar com sua mãe Dilan,AGORA
-E a escola?
-Quem liga pra escola?você já foi suspenso 1 milhão de vezes e nunca faz as tarefas!
-Tenho TDAH!-Protestei
-Vamos logo
Eu estava prestes a me levantar  mas o ônibus capotou
-O que é isso Chris?
-As fúrias-ele disse como se fizesse sentido-elas querem te levar para o reino de seu pai.
-O quê?
O meu pai...ele...eu não o conhecia.
-Venha,vou te levar para elas

15:00

Fazia três horas que eu tinha saído de Phoenix,eu estava chegando  em L.A.
Fomos até a placa de HOLLYWOOD e a fúria gritou em grego antigo e um buraco se abriu
-Vamos-disse a fúria
-Eu queria uma explicação-disse Jack
-Quem é você caramba!
-Sou uma serva de seu pai.
-Vamos ver o Pai?-disse Jack empolgado
Quando entramos vimos um cara vestido de ceifador sinistro
-Leve-os-disse a fúria
Pensei que ele ia nos mandar embora mas ele disse para entrar
-Filho-Disse um cara que eu conclui que era Hades-Vou leva-lo a onde tiverem que ir.
passamos por lugares aterrorizantes e vimos um rio
Até que vimos uma espada fincada na margem.
-WOW,que demais-Disse Jack
-é-disse uma voz grave-é linda
 Viramos e vimos um gigante,ergui a faca que eu achei no chão(não pergunte)
-Você tá vendo um gigante?-Jack pergutou
-Sim-respondi
-Semi-deuses-falou-sempre surpresos
Ok,ele aparece do nada e tem 10 metros de altura.ele queria que eu fizesse o que?dançasse arrocha?
-vai pegar a espada eu vou distrai-lo
-Que nada!-ele disse erguendo uma espada que sabe se lá de onde veio.
Ele tentou golpear meu irmão só que Jack desviou e acerta o pé do gigante que grita de dor.
-CUIDADO-Avisei mas era tarde.
O gigante o chutou para uma pedra que estava a seis metros de distância
-Nããããão-gritei
Olhei com raiva para o gigante
-yáááá
Golpeei o umbigo do gigante ele sentiu dor e nada mais.Calculei(mesmo não sendo bom em matemática)que teria que acertar coração.
E foi o que fiz.
Subi no pé do gigante e escalei  até o peito e finquei a espada no coração
Os olhos dele se arregalaram e ele caiu
-Parabéns filho.
-Hades.
-Que gratidão!
-Você deixou meu irmão morrer.
-Ele vai para o Elísio filho!
-Sério?
-Com certeza!agora descanse.
Ele estalou os dedos e eu fechei os olhos.

8:00

Acordei e Chris,o sátiro,estava na minha frente.
-Bem vindo ao Acampamento meio-sangue
Dilan Smith
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Re: Teste Hades maio

Mensagem por Avabel Sasha em Qua 21 Maio 2014, 21:57



"O teu sangue é o Néctar dos meus lábios!"





Ω Nome: Avabel Sasha.
Ω Idade: 15 (fará 16 no fim do ano).

Ω Aparência: Seus cabelos são peculiares, durante a noite eles são tão negros (profundos e negativos) quanto as penas de uma graúna. Durante o dia, seus cabelos não são tão profundos mas sua pele pálida se destaca, diferente dos cabelos, a pele é um destaque nas iluminadas manhãs ou noites serenas. Seu tamanho corporal pode ser considerado algo por volta dos 1,76m e seu porte físico não é comum, mas não é especial. Ele é magro mas possui músculos resistentes, seria um tanto quanto estranho vê-lo sem roupas, como filho de Hades, não se sabe se você veria beleza ou teria medo em se aproximar. Talvez as más impressões façam ele parecer esquelético, mas é algo apenas psicológico. Seus olhos são profundos, quando seus poderes são emanados eles atingem uma coloração roxa profunda, quando em estado normal, são extremamente pretos (o que vai além do raro gene da coloração preta comum dos humanos) e com contornos escuros, como se não dormisse há dias, mas sem olheiras.
_________________________________________________________________________________________________________________________
Características Psicológicas:
Ω Mente: A parte mental do jovem é algo muito profundo, talvez até assustador. Quando criança ele era muito esforçado por ganhar o reconhecimento da mãe, e amor, mas não obteve sucesso. Cresceu com rancor do seu pai que nunca cuidou dele, ou sequer o visitou, ele tinha raiva por seu pai o deixar com uma mulher que não lhe dava amor. Sua vida era algo superficial, ele sentia isso desde quando começou a compreender o mundo, ele tinha que se esforçar na escola e passar a ideia que sua mãe esperava, mas ele apenas queria ser reconhecido por ela, ganhar amor. Cresceu sem saber o amor e o calor de uma família, da sua família... Apesar de tudo, ele é aparentemente tranquilo, não é maldoso nem bondoso, apenas faz o que acha ser certo no momento. Também é um garoto inteligente, prefere um estilo clássico à um moderno.
_________________________________________________________________________________________________________________________


O Príncipe dos Espíritos
  Stacy era uma bela jovem aventureira, cabelos negros, pele clara, e uma paixão por lugares subterrâneos ou secretos era tudo que ela possuía de fato. Essa paixão a fez formar-se e especializar-se em diversas áreas da Arqueologia, primeiro ela teve muito tempo para graduar-se em níveis acadêmicos altos da sua profissão, e depois partiu para a exploração. Seu pai era um russo carrancudo e rígido de nome Alexander, sua mãe era uma senhora gentil e carinhosa americana de nome June, e essa era a família Bloom Shivak. Ambos pai e mãe eram empresários que começaram a trabalhar juntos e logo se apaixonaram, dando ao senhor Shivak passe quase livre aos USA até que eles se casaram e constituíram a família no estado de Arkansas.
  A jovem Stacy depois de conquistar um grandioso renome no universo da arqueologia, ela conseguiu um emprego em uma das melhores empresas especializadas nisso do país, o que possibilitou ser tão rica quanto o seu pai e construir sua vida separadamente. Ela havia descoberto uma passagem secreta por uma caverna em Los Angeles, e secretamente decidiu tentar explorar sozinha, talvez se ela descobrisse algo valioso o seu mérito fosse bem maior, era muito ambiciosa. Coisas estranhas foram encontradas, de fato eram relíquias, um grande salão subterrâneo afetado pelo tempo. O trono era o destaque do lugar, misterioso, perigoso e ao mesmo tempo seduzente, e ela estava se aproximando dele para investigar a sua estrutura, alguns símbolos em uma língua que ela poderia confirmar ser grega (adorava toda aquela história, a história do Hades-submundo e de Hades o deixava assustada, mas era uma ótima comparação lógica com a religião católica, que acredita-se ter sofrido influências de um culto secreto ao deus Hades, mas poucos acreditam nisso). 
  Bichos estranhos a cercaram, ela não conseguia definir concretamente o que eram, mas pareciam algo como cachorros ou coisas do tipo, eram quadrúpedes, de médio porte e extremamente negros, quase como sombras. A pobre mulher ficou aterrorizada, tentou correr mas tropeçou e caiu ao chão e os monstros se aproximavam. De repente ela sentiu uma sensação de que a morte dela estava chegando, que foi se tornando mais forte a cada segundo e ela quase entrou em pânico até que um homem apareceu e os bichos foram embora. Ele sentou no trono e ficou encarando a mulher com olhos profundos que a seduziram, ela sentia uma necessidade de correr mas queria ficar, ela queria aquele homem...
Se tratava na verdade de Hades, não foi de fato a primeira vez que ele a vira, mas foi a primeira que ele sentiu o desejo de tê-la. Talvez a habilidade que a mulher tinha no subterrâneo a fez chamar a atenção do deus, ela lidava com aquilo com facilidade e sempre preferia explorar sozinha, apesar de por segurança muitas vezes ter companhia. Aquela foi a única vez que Stacy viu o deus, mas foi suficiente para preenchê-la com o seu vigor divino e fazê-la dar a luz à um semideus. Meses depois Avabel nasceu, foi um problema terrível, o seu avô não queria aceitá-lo e criou diversas brigas com sua filha pelo ocorrido, ele não gostou nada do fato da sua filha ter um filho sem um pai, mas isso é um caso à parte... Em contrapartida o garoto nasceu na Grécia enquanto a sua mãe firmava acordos com o governo grego e a sua empresa de expedição. Seu nascimento foi no segundo dia do mês de novembro, que em algumas culturas se trata do dia dos mortos, um fato curioso para o garoto. Com o retorno de Stacy e seu filho para os USA, a vida complicada teve o seu início...
  Avabel vivia apenas com a sua mãe em uma mansão, era uma bela mansão, com arquitetura barroca e o seu interior lembrava uma casa nobre histórica, era um orgulho para a sua mãe, e um prazer para Avabel que também gostava disso. Sua mãe não passava muito tempo em casa, trabalhos, pesquisas, estudos e projetos tomavam o seu tempo, e isso foi deixando o jovem garoto cada vez mais triste. Ele era totalmente solitário, a sua presença nas escolas em que estudou era um incômodo para todos. Nenhuma criança gostava dele, se sentiam mal em ficar na sua presença, até mesmo os seus professores e diretores se incomodavam em ficar perto do garoto, e a cada dia que passava mais rancor da vida ele criava. Nem tudo para ele foi apenas espinho, a sua avó foi a pessoa que mais lhe deu amor, o seu avô não gostava muito do rapaz, mas admitia que o garoto era brilhante. Era obrigado a passar muitas horas estudando e isso o deixava muito cansado, diferente da maioria dos semideuses, ele não tinha um caso de TDAH forte, ele conseguia ler bem, e muito bem, o seu problema maior era uma certa hiperatividade.
  Seu segundo nome foi escolha da sua avó, por mais rígido que o seu marido Alexander fosse, ele era muito amoroso com ela. Sasha é um nome carinhoso para Alexander, e a mãe de Avabel adorou a ideia. O garoto era fortemente fantasioso, adorava as histórias antigas de reis e monstros, principalmente quando falavam de espíritos e deuses... Os anos foram passando, Avabel não suportava mais a sua mãe e a sua vida, ele apenas era um castigo divino para ela (ao menos era o que a sua mãe sempre resmungava e o garoto acabou acreditando naquilo), ele queria com muito fervor fugir de casa, mas nunca conseguia por ainda conter amor por sua "família", principalmente por sua avó. Ele já tinha doze anos, queria se considerar um homem e tentar impor o seu valor para a sua mãe, que nunca reconhecia de fato. Em uma certa noite ele reuniu forças e decidiu confrontar sua mãe, seria a última vez que ele faria isso. Questionou sobre a sua mãe nunca lhe dar um abraço, sequer falar que o amava, e sua mãe não aceitou isso. A discussão continuou por apenas mais alguns minutos até que ela aplicasse um tapa na face de Avabel, isso paralisou o clima na casa, foi triste. O garoto apenas abaixou a cabeça e retornou aos seus aposentos.
  Enquanto dormia ele teve um sonho, ele parecia uma projeção astral no espaço e tempo, flutuando em sua visão. A sua visão estava percorrendo um caminho, cada vez que continuava no seu percurso mais se aprofundava na terra, indo ao subterrâneo. As paredes ficavam mais escuras, pareciam começar a entrar em combustão, chamas profundas e negras tomavam forma nela. Espíritos em dor e desespero percorriam o caminho apertado entre as paredes, outros tentavam sair das paredes, foi uma visão assustadora para o garoto. Tudo estava mal até que a visão mudou subitamente, agora era um lugar apavorante, completo de chamas, larva, o que quer que fosse ardente e extremamente doloroso estava lá. Avabel queria fugir  daquele pesadelo, mas não conseguiu. Repentinamente tudo ficou negro, sua visão era apenas uma profunda escuridão. Uma voz poderosa ecoou:
- Príncipe dos espíritos, venha à mim... venha... - a voz tocou o mais profundo da mente de Avabel, ele acordou assustado e muito suado. Assutado, foi para o banheiro e tomou o seu banho, era madrugada.
  Durante o banho ele refletiu muito sobre aquilo, se ele fosse uma pessoa comum certamente já teria perdido a sanidade. O mais estranho é que o garoto apesar de assustado, gostou daquilo, era a perfeita representação de poder, aquela voz emanava força, imponência, medo e pavor. Ainda com rancor do que ocorreu entre ele e a sua mãe, desta vez ele tomou coragem para fugir. Secretamente ele pegou a maior quantidade de dinheiro que poderia levar, vestiu-se com um casaco preto de capuz e uma calça jeans confortável, colocou alguns suprimentos em uma mochila e partiu rumo à voz misteriosa. Não sabia como chegaria até o seu destino, mas sabia que com certeza chegaria. Avabel podia sentir uma energia principal na direção de Los Angeles, decidiu vagar para lá... Na noite do dia seguinte ele se encontrava exausto, não havia parado nem um minuto para descansar, a não ser o tempo em que passou nos transportes. Em certo momento ele sentiu uma energia misteriosa vindo de uma floresta, mas que seria significativa para ele. Quando ele chegou ao ponto certo de onde ele supôs que a energia era proveniente nada encontrou, mas tinha certeza que algo de especial ali existia. Decidiu dormir aquela noite por ali mesmo, por sorte ele achou que precisaria acampar em algum momento, então só teve trabalho de conseguir um pouco de madeira para fazer uma fogueira.
  As chamas ardiam de modo diferente, foi estranho, Avabel conseguiu se acomodar e preparar um lugarzinho para dormir. Enquanto olhava para a fogueira distraidamente o garoto pensou que havia visto algo nela, até que suas desconfianças foram confirmadas. Um espírito se manifestava, foi algo complicado para Avabel entender mas tudo bem, ele considerou aquilo agora normal para ele. Ele nunca fora normal, e realmente acreditava nas forças sobrenaturais, afinal, ele deveria se agarrar algo para substituir a falta da sua mãe, de uma família, o sobrenatural. Aquele espírito se comunicou com o garoto brevemente, por ordens do seu Lord ele estava lá para guiar o garoto, ele apareceria poucas vezes ao longo da jornada do jovem, e lhe contou para onde ele deveria seguir. No último instante antes de desaparecer, o espírito alertou o garoto de que no dia seguinte a vida dele iria começar verdadeiramente, e que os perigos seriam constantes. Terminou por confirmar todas as histórias antigas sobre seres mitológicos e deuses onipotentes regendo a ordem dos fatos no mundo, e que o garoto era um semideus. Qualquer garoto normal correria daquele fantasma que falava coisas malucas, só para começar, qualquer garoto normal nem sequer estaria ali. Mas Avabel não era um garoto normal, tudo que ele gostaria de ouvir era que ele seria poderoso, teria super poderes e não precisaria de mais ninguém. Ser um semideus foi perfeito, o que explicava o fato do seu pai nunca o visitar, mas não diminuiu o seu rancor. Não obteve a resposta de quem era o seu pai, mas as informações recebidas foram suficientes.
  Ele dormiu como um pequeno diabinho (ou demônio), tinha um sorriso assustador em seu rosto, provavelmente sonhando coisas épicas, mas em todas elas ele matava o herói. Quando ele acordou logo notou que as chamas da fogueira haviam se extinguido, uma espada negra estava fincada no centro da fogueira. Por um instante Avabel lembrou do aviso daquele espírito, ele enfrentaria muitos perigos a partir de agora, ficou um pouco preocupado. Receoso, porém, muito mais curioso, decidiu pegar aquela espada. No instante em que sua mão foi preenchida pelo cabo da espada, uma poderosa energia percorreu o seu corpo inteiro. Era uma energia sombria, assustadora, mas não para ele, para ele era como lar-doce-lar. O jovem semideus não sabia, mas o seu pai acabara de lhe enviar uma prova do seu poder, e também do seu sangue. Embainhou a sua espada, preparou-se e continuou a sua viagem.
  Ordens propriamente ditas para eliminação de semideuses não haviam, mas os monstros mais ambiciosos (da ralé) certamente iriam à procura do garoto. Seu odor de semideus já era muito forte, o seu odor não era como o dos outros, não era agradável, seria o pior e mais forte odor que um monstro teria o desprazer de sentir pela última vez. Pelo caminho o garoto enfrentou alguns perigos, nada muito relevante, claro que existia o perigo de morte mas nada que o garoto não pudesse lidar. Incrivelmente ele manejava aquela espada com muita facilidade, como se já fizesse aquilo há anos, e a confiança em seu poder por ser um semideus o deixava ainda mais poderoso, ele pensava ser único, com certeza ele ficou decepcionado quando descobriu que era um semideus entre muitos, mas isso ocorreu num futuro próximo.
  Finalmente ele conseguiu chegar bem perto do seu destino, aquela força divina misteriosa estava muito mais forte. Instintivamente ele conseguiu encontrar passagens secretas e caminhos mais seguros, pela primeira vez em sua vida ele se sentiu verdadeiramente feliz. Ele acabara de utilizar os conhecimentos históricos que obteve na escola, poderia parecer loucura, mas ele sabia que aquele lugar não era um simples subterrâneo, era O Hades, o submundo divino grego. O mais assustador é que ele sentia que pertencia àquele lugar, apesar dos seus medos. Pôde sentir alguma força vital agressiva chegar, confiantemente ele sacou a sua espada. Era uma espada de ferro do styx, um material valiosíssimo, porém, do submundo. Fantasmagórica, mas ao mesmo tempo fantástica, se algo poderia fazê-lo se sentir mais confiante em batalha, seria aquela espada. Logo uma voz feminina rancorosa foi dirigida ao garoto:
- Veio aqui para a sua morte, jovem semideus? - o garoto se virou na direção daquela voz e tomou um susto. Era uma mulher com asas de morcego e cabelos sibilantes, assustou o garoto mas ele era corajoso. Provavelmente aquilo seria uma provação para que ele chegasse ao seu destino.
- Tu sois uma parcela da minha tarefa, Erínia? - o jovem segurou  firme a sua espada e se colocou em posição de batalha, já esperando que o pior acontecesse. A Erínia era Megera, a personificação do rancor, foi colocada no caminho do jovem propositalmente, já que isso era um dos sentimentos que tomavam o seu coração.
  Eles se estudaram, Megera queria  ver se o garoto valia mesmo a pena ou lhe apresentava perigo. Já Avabel apesar de tentar demonstrar segurança, estava excitado com toda a história mitológica real, também procurava encontrar falhas na qual pudesse aproveitar. Armada com um chicote assustador, a Erínia investiu contra o semideus. Ela era claramente mais rápida que o garoto, por causa das suas asas que a auxiliavam na movimentação, mas não era mais ágil que ele. O seu chicote bateu fortemente contra o chão, enquanto Avabel rolava para o lado e desviava do seu golpe. Ele não conseguia contra-atacar, então se concentrou em esquivar-se dos ataques de sua inimiga até que houvesse uma brecha. O jovem foi inteligente e astuto, conseguiu desarmar a Erínia, mas também foi desarmado. O combate entre eles não foi longo, nem mesmo furioso. Enquanto batalhavam, Megera gritava para o garoto o seu rancor, todos os momentos rancorosos que o garoto se questionou. Tudo aquilo serviu para que ele entendesse a si mesmo, fazendo-o desistir de um caminho de ódio sem fim (na qual ele já estava começando a almejar).
  Na verdade, a Erínia foi enviada por Hades para testar o garoto, e ensiná-lo uma lição. Após isso, ela guiou o garoto (que não confiava nela), ao palácio do Imperador do Submundo. O garoto ainda tinha a sua espada empunhada, quando adentrou os gigantescos portões dourados uma voz disse-lhe:
- Guarde a sua espada, garoto. - seu tom imponente foi o suficiente para que Avabel não questionasse aquela ordem, e antes que ele falasse algo, a voz continuou.
- Eu sou Hades, o deus que impera tudo abaixo da terra. Não lhe darei explicações aprofundadas, mas lhe digo que eu sou um deus muito ocupado, tenho muitas almas para governar e não tenho tempo para garotinhos. Você compartilha do meu sangue, e foi para isso que eu lhe chamei aqui. - o garoto ficou chocado com a revelação do deus, ele na verdade era o seu pai, o pai que ele nunca havia conhecido, que não o abandonou porque nunca esteve com ele.
  O jovem Avabel Sasha tomou coragem e desabafou, toda a sua raiva e tristeza, o deus surpreendentemente deu tempo ao garoto e o ouviu atentamente. Enquanto confessava tudo que havia passado, o jovem chorou, toda aquela figura poderosa e assustadora do garoto havia sumido, era o simples e querido Avabel buscando novamente a sua família. Hades não foi amoroso com o garoto, mas foi atencioso, ele disse-lhe que para Avabel era uma honra imensa ser filho de um dos três principais deuses. Os outros dois sempre recebem o mérito de bons e poderosos, e seus filhos são os heróis. Ele apenas fica com a eterna e cansativa tarefa de cuidar das almas dos mortos e dos punidos titãs em seu tártaro, seus filhos são sempre os vilões. Deu a última tarefa a Avabel, se tornar um dos mais poderosos semideuses, levar o nome que os filhos de Hades raramente levariam, o de um herói. O garoto passou poucas horas com o seu pai, ele lhe disse ao garoto que não deveria revelar sua identidade a sua mãe, alguns mortais não lidam muito bem com essa situação, e que o garoto deveria retornar para casa. Também foi reservado um lugar para ele no Acampamento Meio-Sangue, onde ele iniciaria a sua preparação de herói, alertou-lhe que a névoa foi manipulada para controlar sua mãe e seus conhecidos a respeito do acampamento, então ninguém suspeitaria.
  Através das sombras o deus deixou o garoto em sua casa e retornou para o mundo inferior. O garoto estava cansado, ressentido e preocupado com o estado da sua mãe, desde a batalha contra a Erínia ele pôde entender melhor que o caminho na qual ele seguia só levaria à um destino ruim, as Moiras não haviam tecido isso para ele. No momento em que ele abriu a porta, que não estava trancada, andou um pouco pela casa até chegar na sala. Sua mãe estava com uma aparência de que não dormia há dias, sentada no sofá com uma xícara de chá sendo segurada por uma mão trêmula. Ele se aproximou até que pudesse entrar no campo de visão de sua mãe e ela o olhou paralisada. Não demorou muito para que ela soltasse a xícara e corresse desesperadamente e abraçasse o seu filho. Chorando ela lhe contava a falta que sentiu, as buscas que fez acompanhando alguns policiais. Ela foi a pessoa que mais ficou preocupada com o garoto, ele só conseguiu ficar surpreendido e sem reação. Pela primeira vez a sua mãe se desculpou e pediu perdão pela forma que agiu durante todos esses anos, disse que o amava e lhe implorou para que nunca mais voltasse a desaparecer. Ele retribuiu o abraço, sorriu e ficou com a sua mãe, e finalmente sentiu que possuía uma família.





Avabel Sasha: The Son of Dread


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Re: Teste Hades maio

Mensagem por Daniel P. Hawkins em Qua 21 Maio 2014, 23:56

Nome Completo: Daniel Pleiades Hawkins.

Idade: 17 anos

Características Físicas: Daniel mede cerca de um metro e oitenta e sua estrutura corporal é forte, com ombros largos e músculos bem traçados e definidos e sua pele é de um tom moreno claro. Seus cabelos são pretos, grandes e bagunçados, cobrindo-lhe a testa. Seu rosto largo com traços bem marcados, conta com uma expressão típica de deboche. Ele sempre usa uma calça preta desbota e rasgada na altura do joelho com botas da mesma cor, e uma blusa de manga comprida vermelha.

Características Psicológicas: A personalidade de Daniel passou um processo de mudança depois de uma experiência traumática. Ele se tornou frio, fechado, sério, cínico, sarcástico, anti-social e arrogante. Mas algumas coisas permaneceram como antes: Sua extrema rebeldia e falta de respeito, ousadia, orgulho e coragem. Ele se carrega de um jeito confiante e vulgar, não mostrando educação e nem respeito a ninguém. Mas apesar de seu exterior grosso, que parece egoísta e não se importar com nada, ele tem um ótimo coração, muito leal a quem ele ama, secretamente cuidando das pessoas e se sacrificando para o bem estar delas, e possui um forte senso de justiça; ele apenas não gosta de demonstrar isso. Se sente como um forasteiro, não conseguindo se encaixar direito com a sociedade.  Daniel também é muito emotivo, podendo chorar em um momento, e sorrir no outro. Antes de passar pelo trauma, sua personalidade era o oposto: Alegre, amigável, social e infantil.

Capítulo 1. O déja-vu.

A história que estou prestes a contar é prova de que a vida de um meio-sangue não é feliz. Se eu pelo menos soubesse o que o destino havia preparado para mim.
  Talvez você tenha ouvido falar de histórias felizes, em que um meio-sangue vivia feliz com sua mamãe que nem um idiota, até quando ele descobrir quem ele era de verdade e chegar ao acampamento, onde ele passa o verão aprendendo sobre um monte de porcaria mitológica, para no fim do verão voltar pra casa para e visitar sua mamãe e estudar em uma escola normal. Sinceramente meus sentimentos em relação a essa pessoa é inveja.

Meu nome é Daniel Hawkins
  Tenho dezessete anos de idade. Até alguns meses atrás, eu morava em Wichita no Kansas, minha cidade natal. Antes disso morei até os quinze anos com minha mãe.
Onde eu morava com ela?
Bem. Em qualquer apartamento que minha mãe arrumava para passarmos uma ou duas semanas, fora isso, no carro.
 Nós éramos nômades, nunca parávamos em um lugar só. Sempre estávamos na estrada. Eu posso dizer que já atravessei o país de ponta a ponta, se fosse qualquer outra ocasião eu estaria feliz pela experiência. Mas não é nada legal você ter que ficar correndo para lá e para cá. E sabe qual é a pior parte disso? Eu não sabia por que droga de motivo nós não podíamos simplesmente ficar parados em um lugar só, como duas pessoas normais. Sempre que perguntava a minha mãe a razão disso tudo ela dizia: “Se ficarmos parados, eles nos encontrariam, e tirariam você de mim!” E me olhava como se eu fosse o culpado, como se eu deixasse um rastro para quem estivesse nos perseguindo nos achasse.  - Quem são eles?! - perguntava. Mas ela simplesmente me mandava ficar em silêncio. Eu nunca soube do que aquela maluca estava falando.
  Por muito tempo eu sonhei e esperei pelo dia que meu pai apareceria, e eu não precisasse correr mais, poderia ter uma casa fixa e uma vida normal, longe daquela paranóia.  Uma vez estávamos na estrada indo pra outra cidade como de costume, e eu olhei pela janela do carro e me perguntei sobre meu pai. Quando eu perguntei à minha mãe sobre ele, ela freou o carro bruscamente (sorte minha estar de cinto de segurança). Ela agarrou meu braço e o apertou forte e respondeu: ”Ele é a razão pelo qual temos que fugir, Ele é o culpado!”. O tempo passou, eu comecei a ter raiva do cara por ele ter sumido, eu nem sabia como ele era, cheguei até questionar se ele estava vivo, mas acabei esquecendo o cara.
  Eu fui criado como um agente secreto. Minha mãe me ensinou a me misturar com a multidão, não chamar atenção, abrir fechaduras, defesa pessoal, usar armas, o que você quiser. Ela até me ensinou a falsificar identidades, cartões de crédito e roubar carros! Ela me dizia que eu devia estar preparado para o que estava lá fora. Quando eu tinha nove anos, eu disse a ela que estava com medo da coisa no meu armário, ela me deu um revolver. Já era difícil ter que aprender esse monte de baboseira paranóica com minha mãe, imagina ter de estudar em casa com ela.
  Chegou um dia que eu cansei de todos os segredos que ela estava escondendo de mim, da paranóia e de não ter uma casa fixa e eu fugi de casa. Coloquei as habilidades que ela me ensinou em bom uso, e me escondi dela, passei seis meses indo de estado em estado até eu conseguir despistar ela, quando eu finalmente consegui, voltei para Wichita, era tão óbvio e debaixo do nariz dela, que ela não suspeitaria nada.
Finalmente eu havia ficado mais de uma semana em um lugar. Bem, não é muito confortável dormir em um beco com apenas papelão para se cobrir contra o frio, mas foi assim que conheci Lara e Nick, meus melhores amigos.
  Uma noite eu estava tentando não morrer de frio e acabei desmaiando. Quando acordei estava em um colchão sujo. Levei um tempo para perceber que estava em uma espécie de abrigo coletivo para sem-tetos (eles não gostam de ser chamados de mendigos). O abrigo ficava debaixo de um viaduto, com fogueiras dentro de latas de lixo e as “casas” eram feitas do que se encontrava na rua ou no lixo.
  Aquele dia, meu conceito de sem-teto mudou completamente. Aquelas pessoas me acolheram e cuidaram de mim, mesmo não tendo condições de cuidarem de si mesmos. Depois disso, virei parte da “família” de sem-tetos. Obviamente não era nada muito luxuoso ou confortável, mas era um espaço que eu podia chamar de lar, e era um lar com uma família bem unida e feliz, apesar das circunstâncias. Foi com essas pessoas que passei meu primeiro natal com espírito natalino e uma família, e com presentes, mesmo que o presente tenha sido um pote de sorvete. Esse tempo que passei com eles, foi o mais perto de uma vida normal que eu já tive em toda minha vida.
  Lara e Nick eram os mais próximos de minha idade, não demorou muito para eu já ter Nick como meu melhor amigo e Lara como minha namorada. O velho Mike era como nosso avô, nos contava histórias engraçadas de suas aventuras quando era jovem e outras histórias misteriosas de grandes heróis, e era sempre ele que alegrava os momentos com suas piadas e bobeiras. Judith era nossa mãe, ela nos mandava ir dormir quando ficávamos acordados até tarde, cozinhava nossa comida, e era ela quem nos punia quando descobria que tínhamos roubado alguma coisa. E por último tinha Damian, que era nosso tio legal; ele nos ensinava a tocar violão e me dava dicas sobre mulheres. Foi ele quem me ajudou a falar com Lara quando comecei a namorar ela.
Um ano se passou desde que entrei para a pequena família de sem-tetos. Os melhores momentos da minha vida. Nesse tempo eu descobri o amor e amizade verdadeira, e fui mais feliz do que nunca. Até aquele dia... Esses últimos três meses se resumem naquele dia...
  Acordei naquela manhã suando. Os freqüentes pesadelos eram sempre os mesmos. No pesadelo, Lara em um momento estava sorrindo e acenando para mim, no outro ela estava gritando, mas eu não consigo ouvir ela. Só conseguia ouvir essa voz na minha cabeça: ”Está pronto para descobrir quem você realmente é?” Aí eu vi esse homem macabro, com um manto negro e uma pele pálida me olhando. De repente, um clarão de luz branca me cegou e eu acordei.

   – Pesadelos, hein? – perguntou Judith.

   – Como? – perguntei confuso.

   – Venho observando você. Você não dorme direito, não come direito, e tem tido esses pesadelos. – ela respondeu se sentando em meu colchão.

   – Eu estou bem sério, não precisa se preocupar comigo. – disse a ela.

Ela bagunçou meu cabelo sorrindo, e acariciou minha bochecha. Ela era bem carinhosa comigo.

   – Bem, então é melhor você levantar e ir comprar um presente para Lara. – ela disse.

   – Presente? Que presente? – perguntei perdido.

   – Hoje é o aniversário dela, não se lembra?

   – O quê? Porque não me avisou antes?

   – Como se isso fosse minha obrigação. Não é você que é o namorado dela? – ela respondeu rindo.

   – Sim... Mas...

   – Então levante e vá comprar um presente. – ela disse sorrindo para mim, e fazendo um gesto com as
mãos para eu ir logo.

Levantei em um pulo e pus minhas botas.

Cara, se Lara soubesse que eu esqueci o aniversário dela, ela me mataria. Eu precisava da ajuda do tio Damian.

   – Onde está tio Damian? – perguntei a ela terminando de me vestir.

   – Ele foi ver se conseguia um dinheiro para comprar um presente para Lara.

   – Só eu que esqueci o aniversário dela? Ai cara...

   – Você vai achar ele no local em que ele costuma tocar violão por trocados.

   – Obrigado. Tenho que correr. Vejo você mais tarde.

Corri para o local onde tio Damian ficava. O dia estava ensolarado, porém frio. As pessoas iam para o trabalho, e o som de buzinas e carros em movimento davam vida para cidade. Um som se destacou no meu caminho, reconheci imediatamente. Era uma das canções que tio Damian tocava. Segui a melodia, e ela me levou até uma multidão de mulheres em um círculo. Abri caminho entre as mulheres e cheguei até ele. O cara era um ímã de mulheres, era impressionante. Ele era bonitão, sabia falar com mulheres e sempre dizia que um violão derrete corações.
   – Tio Damian, eu preciso de sua ajuda. – eu disse.

   – Ssshhh!...Não interrompa a melodia garoto. – ele respondeu e continuou.

   – Mas eu preciso da sua ajuda tio!

   – Ele é seu sobrinho? –perguntou uma mulher da multidão. – Ele é tão fofo!

Imediatamente ele parou a canção e me puxou para seu lado, passando seu braço por meu ombro e me abraçando.

   – Sim o garoto é meu sobrinho, e ele teve a sorte de puxar meus olhos. Vocês deviam vê-lo quando era um bebê, uma gracinha!

   – Ai que fofo! – as mulheres falaram em uníssono.

Saí de perto do meu tio. Eu precisava de uma maneira de obrigá-lo me ajudar. Mas como? De repente tive uma idéia brilhante e comecei a falar.

   – Ah bem... Se você não quer me ajudar, eu vou ser forçado a contar a história de como você já se divorciou três vezes. Cada vez mais embaraçosa que a outra. Tudo começou quando...

   – Está bem, está bem! Eu vou te ajudar – respondeu apressado. – Meninas, o dever me chama, eu devo ajudar meu sobrinho, isso vai ter que continuar outra hora.

As mulheres ficaram desapontadas e foram embora, mas antes deram seus números de telefone  para o tio Damian.

   – Então garoto, do que você precisa? – ele me perguntou com uma cara de desânimo.

   – Esqueci do aniversário de Lara e preciso comprar um presente para ela, mas não sei o que dar a ela, e nem tenho dinheiro para comprar nada. – expliquei.

   – Certo... Você quer um presente que diga: Eu te amo! Ou um presente que diga: Eu adoro passar tempo com você.

   – Como?

   – Esquece... Você a ama?

   – Que pergunta é essa, é claro que eu a amo!

   – Então só existe um tipo de presente que se dê a alguém que se ame!

   – O quê? – perguntei curioso.

   – Uma aliança é claro!

   – Como eu vou conseguir o dinheiro para comprar uma aliança, seu maluco!

   – Você pediu minha ajuda e eu te ajudei, agora se vira.

   – Inútil! – murmurei.

Eu já tinha pensado em vários jeitos de conseguir uma aliança, nenhum deles servia. Eu apareceria no aniversário de Lara sem presentes, seria uma situação bem complicada. Estava vagando pela cidade, pensativo. Como vou arranjar uma aliança? Perguntei-me em voz alta.

   – Você pode ganhar da máquina, no fliperama.

Tomei um susto. Tornei a procurar quem disse aquilo, quando me deparei com Nick encostado em um beco de braços cruzados.

   – Quer me matar do coração? – perguntei. – Que história é essa de fliperama?

   – Sabe no shopping, aquela loja de fliperamas? – respondeu ele vindo até mim.

   – Aquela que visitamos no seu aniversário?

   – Sim, aquela mesma. Sabe aquela máquina com uma garra que você pega os bichos de pelúcia?

   – Ah, lembro. No seu aniversário nós pegamos um elefante juntos, mas eu queria o pinguim, e você teve que me arrastar para longe de lá.

   – Hahaha, essa mesma. Tem uma pequena caixa, e dizem que tem uma aliança dentro dela. Mas por que você está interessado em uma aliança?

   – Presente para Lara. – respondi envergonhado.

   – Você esqueceu o aniversário dela?

   – Sim, mas não conta para ninguém.

   – Está bem, segredo.

   – Vamos você vai me ajudar a pegar aquela aliança.

Juntos fomos ao shopping, na loja de fliperamas. O shopping estava deserto. Poucas pessoas passavam por ali, olhando as vitrines ou iam para a praça de alimentação. Nos fins de semana aquilo ficava lotado. Gostei de o shopping estar deserto. Todos os outros dias que passamos ali era uma multidão. Muito complicado de se fazer qualquer coisa.

   – Você tem dinheiro? – perguntei.

Ele tirou uma nota de um dólar do bolso.

   – É tudo que tenho. – respondeu.

   – Dá pra quantas fichas? – perguntei á senhora que trabalhava na loja. E seus dedos fizeram o símbolo dois.
   – Está bem, me dê duas fichas.

Eu tinha duas tentativas eu tinha que conseguir aquela aliança. Coloquei a ficha na máquina e peguei nos controles.

   – Então, você sabe usar a máquina? – Nick perguntou.

   – Claro que sei. É só você colocar a ficha e apertar o botão...

   – Não! É pra pressionar. Ótimo, você não mexeu os bichos direito. Agora não dá para ver a caixa.

   – Calma, é só agente tentar tirar os bichos de cima. Ali aquele porquinho, está vendo?

   – O que tem ele?

   – Debaixo dele, a caixa!

   – O quê você está esperando então? Tire ele dali!

Tive problemas controlando a garra. Nick e eu brigamos pelos controles da garra. Ele me instruiu para posicionar a garra perfeitamente em cima do porco. Eu nunca fui bom naquela máquina, Nick pelo outro lado, tinha um talento nato.

   – Está bem, agora aperte o botão vermelho.

Apertei o botão, e a garra começou a descer em direção ao porco. Cruzamos nossos dedos. A garra o agarrou e o levantou no ar, e o soltou no dispensador.

   – Cadê ele? – perguntei.

   – Ele deve estar entalado. – ele respondeu, enfiando a mão no dispensador. – Aí, te peguei!

   – Está bem, agora tudo o que temos que fazer é pegar a caixa.

Coloquei outra ficha. Eu precisava daquela caixa. Estava movendo a garra em direção a caixa.

   – Você está fazendo errado! – disse ele, me empurrando.

Quando ele me empurrou, minhas mãos saíram dos controles, e a garra não se posicionou direito.

   – Olha o que você fez! – respondi. – Eu preciso daquela caixa!

   – Se você me deixasseeu fazer isso, nada disso teria acontecido.

Ficamos discutindo por um minuto, e depois fizemos silêncio.

   – Aperte o botão, vermelho e vamos torcer que a garra consiga pegar a caixa. – disse ele.

Apertei o botão vermelho e cruzei meus dedos, era minha última tentativa. A garra se aproximou da caixa, agarrou e começou a subir. Me senti aliviado, por um segundo, mas ai a caixa escorregou pela garra e caiu.

   – Não! – gritei.

Ajoelhei-me no chão. Minha sorte nunca fora boa, minha vida toda eu não tinha dado sorte, mas essa foi a vez que eu me senti mais frustrado.

   – Vocês parecem querer muito, aquela caixa. – disse um homem, atrás de nós. – Eu comecei a torcer por vocês, de tanto que vibravam para pegar aquela aliança. Posso perguntar o porquê vocês a querem?

   – Hoje é aniversário da minha namorada, e eu queria dar-lhe de presente a aliança. – murmurei em voz baixa.

   – Ah, entendo...

Fez-se silêncio por um segundo.

   – Então tome aqui, outra ficha. Tente de novo. Boa sorte!

Eu peguei a ficha, boquiaberto. Finalmente minha sorte mudara para o melhor. Era minha chance de pegar aquela aliança.

   – Obrigado. – agradeci.

Ele fez um gesto com a cabeça e foi embora.

   – Se você me atrapalhar novamente, eu arranco a sua cabeça. Você está me entendo? – avisei Nick.

   – Está bem. Boa sorte então!

Beijei a ficha. Eu estava me sentido sortudo depois do que aconteceu. Coloquei a ficha na máquina. Peguei nos controles. É agora disse a mim mesmo. Controlei a garra até ela pairar em cima da caixa de aliança, e apertei o botão vermelho. Cruzei meus dedos novamente, e pedi para que eu conseguisse. A garra pegou a caixa a levantou no ar. Continuei cruzando os dedos, e só me aliviei quando a garra soltou a caixa no dispensador.

   – É. – gritei.

Peguei a caixa e a abri. Dentro estava uma aliança de plástico. Nela estava escrito: Para amar, proteger e cuidar!

   – Pronto. – disse. – Podemos voltar agora.

No caminho de volta para casa, Nick disse que ele iria buscar o presente dela. Então nos separamos.

Eu nem tinha percebido que já havia anoitecido. Aparentemente eu gastei um bom tempo correndo atrás da aliança. Mas valeu a pena.

Quando cheguei ao viaduto já conseguia ver Lara e os outros do outro lado da rua, colocando alguns potes de doces em cima de uma mesa improvisada. Tinha uma mulher falando com Judith. Quando eu percebi quem era, eu me desesperei. Era minha mãe! Voltar a Wichita era muito óbvio! Eu no fundo sabia que era apenas uma questão de tempo até ela me encontrar. Ela provavelmente estava perguntando a Judith se havia me visto passar por ali. Eu nunca contei da minha mãe para os outros. Mantive em segredo, porque era uma coisa que eu queria esquecer. A cara de Judith mostrava surpresa. Ela já sabia que ela era minha mãe. Devia ser uma situação embaraçosa. Minha mãe de verdade se encontrando com minha mãe adotiva. Eu não podia simplesmente fugir. Eu tinha que encarar a minha mãe. Comecei a atravessar a rua. No meio do caminho Lara me viu e começou a sorrir e acenar.

Foi quando tudo aconteceu.

Eu já tinha visto aquilo antes, como uma espécie de déja-vu. Entrei em pânico. O tempo parece que começou a passar mais devagar. Lara começou a gritar ao invés de sorrir. Mas eu não conseguia ouvi-la. Era exatamente como no sonho. Não conseguia ouvir por causa do medo. Então todos me olharam, minha mãe, Judith, Mike e Damian. Todos eles começaram a gritar. Mas eu não sabia o que eles estavam querendo dizer, e eu não conseguia sair do lugar devido ao pânico. O que aconteceu depois foi tão rápido que eu demorei a entender. Esse clarão de luz me cobriu e me cegou. Foi quando eu olhei para o lado que eu vi. Um caminhão estava vindo bem rápido em minha direção. Devia ser por isso que todos eles gritavam, estavam querendo me alertar do caminhão. Preparei-me para o pior, já era tarde demais para sair da frente do caminhão.
Mas o pior não aconteceu. Demorei a entender o que vi em seguida. Eu fiquei envolto em sombras e escuridão, e ouvi um estrondo. Quando consegui ver o que aconteceu o caminhão estava parado, e sua frente estava amassada, como se tivesse batido em um poste. Foi aí que vi o homem do meu pesadelo. O cara com o manto negro e pele pálida. Ele estava num beco escuro do outro lado da rua. Eu perdi a atenção do cara macabro no beco, quando o caminhão começou a flutuar. De repente o caminhão parece ter sido jogado contra mim, e novamente as sombras me protegeram, mas dessa vez consegui ver melhor. O caminhão bateu nas sombras, e foi repelido com a mesma força. Para o outro lado. O lado onde Lara e os outros estavam...

O que vi a seguir, me fez gritar. Mas eu não conseguia ouvir minha própria voz. Para falar a verdade, eu não parecia ter voz. Comecei a chorar. Tudo que eu já amei se desfez como fumaça em questão de um segundo. Senti alguém se aproximando. Olhei para o lado e vi um homem muito alto e forte, ele estava usando roupa de caminhoneiro, com um boné e uma jaqueta jeans. Ele me pegou pelo braço e me arremessou longe. E eu desmaiei.

Capítulo 2. Minha barganha com a morte.

Acordei em um pulo. Meu corpo estava dolorido, mas eu não ligava. Eu estava no hospital. Nick estava sentado ao meu lado. Levantei-me da cama e o agarrei pela camisa.

  – Onde está Lara? – gritei.

  – Daniel, calma! Lara não... –respondeu.

  – ONDE ELA ESTÁ?! – gritei mais alto.

  – Ela não sobreviveu... – ele disse chorando.   – Nem os outros. Mike, Damian e Judith.

Aquilo não era apenas um pesadelo. Aquilo havia realmente acontecido. Isso significava que as sombras, e o caminhoneiro, e o homem no manto. Era tudo verdade...

Tive dificuldade acreditando naquilo.

  – Eu tenho que procurar um cara. – disse.

  – Como assim? Você acabou de sofrer um acidente, você tem que se...

  – Eu não vou ficar aqui parado! Eu preciso achar aquele cara com o manto negro. – interrompi.

Nick suspirou. Ele era meu melhor amigo. Ele me entendia como ninguém. Ele sabia que eu não iria largar o osso.

  – Quem é esse cara? – ele perguntou.
  – Isso é o que eu vou descobrir...

Fugimos do hospital juntos. Nick era bom em se esconder e passar despercebido. Assim como eu. Assim como minha mãe havia me ensinado... Era doloroso lembrar. Mesmo que eu a achasse uma louca paranóica, ela era minha mãe. Eu lhe devia pelo menos achar o responsável por isso tudo.
Eu e Nick voltamos ao lugar do incidente. Era difícil voltar ali. Minha cabeça latejava com as memórias frescas do que havia acabado de acontecer. Mas eu precisava achar o responsável por tudo isso.

  – Ele estava bem aqui. – disse a Nick.

  – Você conseguiu ver o rosto dele? – ele perguntou esperançoso.

  – Não...
Como eu poderia não ter visto seu rosto? Eu tinha tanta raiva de mim mesmo! Senti a aliança no meu bolso e a peguei. Li sua mensagem: Para amar, proteger e cuidar!
Eu não consegui proteger Lara e os outros, nem cuidar deles. E foram eles que me salvaram. Protegeram-me e cuidaram de mim, e quando chega minha vez eu deixo o pior acontecer.
Quando uma voz ecoou no beco.

  – Eu posso te dizer a localização do responsável por tudo isso. – disse a voz. Sua voz era calma, mas sombria e firme.

  – Apareça, seu filho da mãe! – gritei com raiva. – Ai eu vou olhar para o responsável!

  – Respeito garoto. Se não fosse por mim, você estaria morto agora. Quem você acha que o protegeu com as sombras.

  – Então é você que fez aquilo? Mas como você consegue fazer isso?

Então ele apareceu de uma sombra perto de mim. E eu corri em sua direção. Ele sumiu novamente.

  – Um Deus tem seus privilégios...

Um Deus? Perguntei-me. Que diabos?

  – O que está acontecendo? – perguntou Nick apavorado.

  – Esse é o cara que eu vi antes de desmaiar Nick.   – respondi procurando por ele. Que baboseira é essa de deus?

  – Baboseira? Mostre um pouco de educação com quem salva sua vida. E se você acha que isso é baboseira, nunca vai encontrar quem matou sua família.

Estressei-me. Todo esse papo misterioso. Cheio de segredos. Eu já estava cheio de segredos.

  – Chega de segredos! Diga-me o que está acontecendo, agora! – gritei.

  – Está pronto para descobrir quem você realmente é? – perguntou ele.

Lembrei-me do pesadelo. Estava na hora de conseguir umas respostas.

  – Sim! – respondi.

  – Você é um semideus criança.

Minha cabeça estava uma bagunça. Tipo... O quê? Que droga é essa? Eu estava esperando ele dizer que eu era um procurado pelo governo, pelo jeito que minha mãe me criou, foi a resposta mais lógica que eu encontrei. Mas o que aquele cara se movia pelas sombras, e desaparecendo. Tinha algo muito estranho acontecendo ali. Algo sobrenatural...

  – Semideus? – perguntei confuso.

  – Como nas histórias o velho que você chama de avô lhe contava. Grandes heróis da antiguidade que eram filhos de humanos com deuses.

Lembrei-me de Mike e senti uma dor no peito. Ele contava as histórias como se fosse um jeito de me preparar para as dificuldades da vida. E é tudo o que eu achei que fosse. Histórias! E aparece esse cara e muda o jeito que eu via as coisas.

  – Você está dizendo que eu sou filho de um deus? – perguntei.

  – Sim. – sua voz parecia vir de todos os lados. Eu e Nick estávamos um de costas pro outro, rodando e procurando por ele.

Todos aqueles anos que eu me perguntei sobre meu pai, e por que ele havia nos abandonado. E minha mãe dizia que ele era o culpado de termos que fugir. Lembrar disso me deixou mais furioso ainda. Não era hora de fazer todas as perguntas sobre meu pai que já passaram pela minha cabeça. A prioridade era matar o filho da mãe. Mas eu tinha que pelo menos saber quem meu pai era.

  – Quem é meu pai? – perguntei.

  – Esse... – disse aparecendo de um canto.  – Seria eu...

Eu olhei bem para o rosto dele agora. Seu cabelo preto que nem o meu, e os olhos duros, e negros com um olhar severo. E ele tinha uma barba espessa. Esse era meu pai. Quem eu queria ver todo esse tempo, ele só aparece agora, e ele é um Deus! Eu imaginava que meu pai devia simplesmente ser um caloteiro, que passava a perna nas pessoas e nos abandonou. Mas não, o cara era um maldito Deus!

  – Você é um Deus como nas histórias do velho Mike... Um deus grego?

  – Sim. Nesse caso eu sou Hades. – respondeu.

Minha cabeça estava uma bagunça, mas organizei meus pensamentos, e fui ao que importava. Eu não ligava para isso no momento. Eu teria que processar isso depois. Agora eu tinha que achar aquele cara. Mas o que ele disse pareceu me afetar. Lembrei-me de Hades na história que Mike contava. Ele era o Deus dos mortos e do submundo. Mortos...

  – Você é Hades. Deus dos mortos? Então você pode trazer Lara e os outros de volta? – perguntei esperançoso.

  – Não. – respondeu o deus triste. – Quando se passa pelo portão da morte, não há volta. Há algum tempo atrás, esses portões estavam abertos, mas um grupo de semideuses como você os fechou. Se eles ainda estivessem abertos, seria uma possibilidade.

Minha sorte realmente não estava boa. Quando eu achei que sim, isso aconteceu. E esse papo doido de portões da morte abertos. Eu estava muito confuso. O que me deixou mais nervoso ainda.

  – E se você abrir esses portões? Eles voltariam à vida, certo? – perguntei.

  – Mesmo que eu pudesse fazer isso, eu não o faria. Vamos dizes que sua família consiga voltar à vida. Outras almas sairiam de lá também, monstros como esse que fez tudo isso. Outras pessoas estariam em perigo. É realmente isso que você quer?

Eu no fundo sabia que não seria tão simples assim. Eu não podia ser tão egoísta assim. E se outras pessoas sofressem a mesma coisa que eu sofri por causa disso? Não. Disse a mim mesmo. Não era o que eu queria. Não era justo alguém ter que sofrer a mesma coisa que eu sofri. Se tivesse que terminar comigo, então que seja. Mas eu faria questão de não deixar aqueles malditos monstros á solta.

  – Você disse algo sobre me dizer onde está o filho da mãe que fez isso? – perguntei rangendo os dentes.

  – Sim. Aquilo que te atacou era um Lestrigão. Uma criatura de força e tamanho fora do comum. –explicou o deus. – Ele sentiu seu cheiro. O cheiro de um filho de Hades é bem característico. Foi assim que ele te achou.

  – Só me diga onde achá-lo! – disse furioso.

  – Ele está em um armazém, aqui perto. Mas ele não está sozinho. Ele está em um grupo de criaturas como ele. Foi na confusão dos portões do tártaro que eles escaparam. Você estaria me fazendo um favor, eliminando-os.

Tive uma idéia nesse momento. Coloquei a sabedoria que o velho Mike havia me passado ao teste. Hades era o Deus do submundo e dos mortos, e tinham alguns mortos que eu precisava ver...

  – Então eu proponho um acordo. – eu disse.

O Deus me examinou de cima em baixo com uma expressão de dúvida.

  – Eu mando os filhos da mãe de volta ao tártaro. E em troca você me deixa ver os espíritos de Lara e dos outros.

O Deus riu.

  – Você é ousado como sua mãe! Eu consigo ver o mesmo fogo dos olhos dela nos seus olhos.

  – Chega de papo furado! Temos um acordo? –disse estendendo a mão. Torci para que ele aceitasse. Eu tinha que ver Lara e os outros. Pela última vez...

O Deus considerou a proposta por um minuto, coçando a barba. E então concordou.

  – É um acordo. – E apertou minha mão. – Eles estão no armazém da fábrica que tem aqui perto. Não tem como errar. Ah, e já ia me esquecendo. Se você vai mandá-los para o tártaro vai precisar disso. Pegou uma esfera de sombras na sua mão e a soltou no ar. A esfera veio em minha direção, e no meio do caminho, ela se tornou uma espada negra de aproximadamente um metro.

  – Esta é Darkness. Uma espada de ferro estígio. Feitas do mineral de meu reino. – disse o deus.

Peguei a espada. Que era surpreendentemente leve, e a amarrei ao meu cinto.
  – Boa sorte! – disse o deus, e desapareceu.

  – Não é hora de ficar confuso, disse a mim mesmo. Eu precisava me acalmar e tomar controle das minhas emoções, como minha mãe havia me ensinado.

  – Daniel, eu tenho que te dizer algumas coisas sobre... – disse Nick.

  – Não tenho tempo para isso agora Nick. – interrompi. – Ache um lugar seguro para você ficar. Eu vou ensinar uma lição a esse tal de Lestrigão.

  – Não! Espera me escuta...

  – Agora! – gritei com ele. – Não tenho tempo para isso, ache um lugar seguro para ficar, eu te acho depois.

Ele fez uma cara de surpresa, e me olhou como se eu fosse um estranho.

  – Quem é você? – ele me perguntou.

Então ele virou as costas e foi embora. Sua pergunta me perfurou. Eu estava cego de tanta raiva, e acabei machucando meu próprio amigo. Eu já tinha perdido todos que eu amava. Não podia perder Nick também. Ele era como um irmão para mim. Mas eu precisava acertar as coisas.
Corri em direção á fabrica abandonada que tinha ali perto. O armazém ficava atrás da fabrica. Pulei a cerca da fábrica, e atravessei o lugar de carga e descarga. Procurei por uma porta de armazém que estivesse aberta, ou fosse diferente das outras. De repente ouvi vozes.

  – Eu tentei atropelá-lo, mas umas sombras o envolveram e o protegeram. Depois eu arremessei o caminhão nele, e as sombras simplesmente repeliram o caminhão como se não fosse nada. Estou dizendo, esse garoto está sendo protegido por alguém bem mais forte... – disse. A voz era grossa e rouca.
Procurei a fonte da voz. Estava vindo de uma porta semi-aberta com o número três marcado nela. Rolei por debaixo da porta, e me escondi atrás de umas caixas. Espiei pelo canto da caixa para dar uma olhada melhor nos filhos da mãe. Foi difícil acreditar no que vi. Tinham três monstros com aproximadamente dois metros e meio, e muito musculosos. O que estava vestido de caminhoneiro, o que eu encontrei no viaduto, estava de costas para mim. Dei uma olhada melhor nos outros dois, eles estavam em volta de uma fogueira, e era um mais feio que o outro.

 – Bobagem! O semideus é poderoso, mas se o atacarmos todos juntos, ele não vai resistir. Eu não como carne de semideus faz uma semana já. A carne de um semideus que nem aquele é muito saboroso. Você não sentiu o cheiro dele? – disse uma voz que parecia ser feminina.

 – Não sei. Talvez seja melhor o deixarmos de lado, algo poderoso o protege. – respondeu o caminhoneiro.

 – Não! – gritou a voz feminina. – Nós vamos encontrá-lo e vamos comê-lo!

A hora era agora. Depois do que eu ouvi, não tinha mais dúvida de que eram eles os responsáveis por matar minha família. Meu sangue ferveu. Eu queria esmagar todos eles como insetos. Estava na hora de lutar.

 – Eu não contaria com isso. – eu disse, saindo de trás das caixas e me fazendo visível. – Vejam pelo lado bom, vocês não tem que procurar muito longe.

Eles tomaram um susto. Os três se armaram com lanças afiadíssimas, que davam pelo menos dois de mim.

 – Garoto, você acaba de tornar nossas vidas muito mais fáceis. Hoje comeremos carne de semideus! – disse a feiosa. E os três lamberam os beiços ao mesmo tempo.

 – Cuidado, antes disso você tem que me matar. – respondi sacando a espada.

 – Vou matá-lo como fiz com os outros de sua família! – disse o monstro vestido de caminhoneiro.
Minha raiva já estava no limite, mas eu tinha que me manter no controle das minhas emoções.

 – Chega de papo furado. – cortei. – Venham, seus filhos da mãe! Vamos ficar VIOLENTOS!

Eles correram em minha direção. O primeiro a me atacar foi o caminhoneiro, com um golpe de perfurante de sua lança. Esquivei-me, e passei por debaixo de suas pernas, o golpeando com a espada no ligamento de seu pé. Ele geme de dor, e se ajoelhou. Eu nunca havia usado uma espada antes, mas minha mãe havia me ensinado a usar uma faca. Eu estava manuseando a espada como se ela fosse uma faca, o que estava até dando bem certo. Meus reflexos nunca foram tão apurados assim. E eu sentia como se eu já tivesse usado uma espada antes. Como se eu tivesse uma experiência nata com a espada. Era como se a espada fizesse parte de mim. O outro monstro tentou me atacar com o cabo da lança. Rolei para o lado, e me afastei dos monstros. Eles estavam muito perto um do outro, algo que podia ser usado para minha vantagem, mas era mais difícil me esquivar. Eles avançaram para cima de mim com tudo. Foi ai que eu tive uma idéia. O armazém era escuro, e a única luz que possibilitava a visão era a da fogueira. Corri na direção dos filhos da mãe e deslizei entre eles, os deixando confusos e perdidos. Era minha chance, precisava apagar aquela fogueira. Comecei a chutar a lenha para apagar o fogo, mas o fogo estava demorando a se extinguir. Os malditos monstros já perceberam o que eu estava tentando fazer e avançaram. Peguei o último pedaço de lenha em chamas e arremessei na cara do monstro fêmea, cegando-a. Ela gemeu de dor e começou a golpear o ar cegamente, acertando um dos monstros e o transformando em um pó brilhante. Só restava o caminhoneiro e ela. Um filho da mãe a menos. Só faltava dois.

O lugar ficou escuro depois disso. Eu me escondi entre as caixas novamente. Meu treinamento com minha mãe me ajudou a andar em silêncio e conseguir ter uma noção do que estava acontecendo, apesar do escuro. Mas eu não conseguia enxergar muita coisa. Meus ouvidos estavam me guiando na maioria do tempo. O caminhoneiro socorreu sua irmã, que estava impossibilitada de ver uma coisa sequer.

  – Você vai pagar por cegar minha irmã. Você está me ouvindo? Você é história! – disse o caminhoneiro.

Eu agradeci por ele ser burro o suficiente e começar a falar para que eu pudesse o localizar pelo som.
A irmã dele ainda estava gemendo de dor por causa de seus olhos. Senti prazer em ver o sofrimento dela. Ela merecia sofrer do jeito que eu estava sofrendo sobre a morte de minha família. O caminhoneiro começou a me procurar. Segui o som de seus passos. Ele estava mancando, devido a meu corte em seu pé, o que facilitava eu ouvi-lo andar. Ele estava indo em direção a porta, andei furtivamente até a beirada da caixa e espiei pelo canto. Pela porta estava entrando um pouco de luz do luar, o que facilitou visualizar ele. Quando ele virou as costas para mim, eu investi com tudo e pulei em suas costas enfiando minha espada bem no seu ombro, e desci cortando ele por trás. Enquanto ele virava pó, eu gritava de raiva, por ter finalmente conseguido matar o filho da mãe que matou Lara e os outros.

  – ISSO É POR MATAR ELES SEU FILHO DA MÃE MALDITO! – gritei. O que foi um erro. Fui pego de surpresa por uma investida de um ataque de ombro pela irmã do monstro que acabara de matar. Subestimei o monstro e fui pego de surpresa na minha própria estratégia. Minha mãe sempre me dizia para manter o jogo ao meu favor. Um erro e fui atropelado pela monstrenga, quebrando a porta do armazém e me arremessando longe. Aterrissei em cima da porta do armazém. Meu corpo doía por completo. Ouvi seus passos pesados vindo em minha direção. É o fim... Pensei. Minha espada estava longe de mim. Meu corpo tinha sido esmagado entre a porta e a monstrenga. Eu não estava em condições de fazer mais nada. Abri os olhos e ela vinha em minha direção com a lança.

  – VOCÊ VAI MORRER! – ela gritou. E investiu com a lança em mãos. Mesmo cegada ela sabia onde eu estava. Preparei-me para morrer. Senti-me feliz com o pensamento. Desse jeito eu estaria me reunindo com Lara e os outros novamente. Fechei os olhos e pensei: Estou indo Lara...
Mas eu não morri. Ao invés disso ouvi um gemido mudo de dor. Abri os olhos e era Nick. Ele havia se colocado na frente do golpe com a lança. Ele olhava nos meus olhos e sorria. De seus olhos começaram a escorrer lágrimas.

  – Olha... Fui empalado... – disse Nick numa voz fraca.

Tudo o que eu havia sentido na hora que o caminhão acertou o viaduto voltou à tona. Eu me sentia triste, perdido, furioso e confuso. Minha raiva fez com que a dor de meu corpo desaparecesse por completo. Rolei para o lado, agarrei minha espada, e gritando, corri na direção da filha da mãe, pulei e desferi um golpe cortante com minha espada em sua garganta. No segundo em que eu havia aterrissado no chão, a filha da mãe já havia virado pó. Rápido eu fui socorrer Nick. Que estava caído no chão.

  – Eu falei para você ir para um lugar seguro, por que você não podia simplesmente me ouvir? – perguntei, apoiando sua cabeça em meu colo.

  – Se eu não tivesse vindo aqui, você estaria morto agora. E eu não podia deixar você sozinho... Somos irmãos... Lembra?

  – Claro que eu lembro. – eu disse, e não consegui segurar e comecei a chorar. – É que em um momento eu sou o cara mais feliz do mundo, no outro, eu perco toda minha família em uma só tacada. Por que o destino fez isso comigo?

  – Lembra das histórias do velho Mike? Nas histórias de heróis gregos, os heróis sempre tinham um final triste, e a vida deles nunca era fácil... – ele respondeu fraco.

Lembrei-me das histórias. E pensei na injustiça que aquilo era comigo e minha família. Por que eu? Perguntei a mim mesmo.
  – Eu tenho que te contar algo, algo que venho escondendo de vocês. – continuou Nick. – Eu sou um semideus como você... argh! – ele gemeu de dor. – Alguns meses atrás, eu me encontrei com meu pai, Hermes. E ele me disse para eu ir para um acampamento, que lá eu estaria seguro. Mas eu não queria abandonar vocês, então fiquei. Mas eu não devia ter escondido isso. Talvez se eu tivesse falado a verdade... Talvez Lara e os outros ainda estivessem...

  – Não! A Culpa não é sua! A culpa é do destino, por ser cruel e fazer com que nós passemos por isso.

  – Sim... Talvez... – ele respondeu com dificuldade. – Mas agora... Você deve ir para o acampamento meio-sangue. Desse jeito você vai estar seguro... Só desse jeito será possível você evitar que as pessoas passem pela mesma coisa que nós passamos hoje... Proteger as pessoas, e cuidar delas... Prometa-me que você vai para lá...

  – Eu prometo. – disse chorando.

Nick riu.

  – Vamos ver como você se sai sem mim para te ajudar... – ele respondeu rindo. E aquelas foram suas últimas palavras.

Eu gritei, embora não conseguisse ouvir minha própria voz. Eu chorei, embora aquilo não fosse o trazer de volta a vida. Eu limpei meus olhos, levantei, e voltei ao viaduto, para falar com Hades.

Capítulo 3. A morte cumpre sua parte.

Chegando ao beco, chamei por Hades.

  – Ei, Hades... Eu cumpri a minha parte. Agora é sua vez. – eu disse procurando pelo Deus.

  – Sim, eu sei. Eu os senti morrerem. Também senti a morte de seu amigo.

  – Apenas cumpra sua parte... – eu disse com uma dor no coração.

Ele apareceu nas sombras perto de mim, e estendeu sua mão. Eu a peguei. De repente fui envolto em sombras, e um zumbido, como o barulho de vento entrando pela janela de um carro, passou pelos meus ouvidos, e eu apareci em outro lugar. Eu em frente a um palácio negro. Em frente ao palácio, tinha campos negros sem fim. As arvores eram negras e estavam mortas, e pessoas vagavam pelos campos, mas elas não andavam com um destino. Ficavam simplesmente vagando. Almas. Pensei.

  – Bem vindo ao submundo! Meu reino. – disse o deus numa voz fria. – Agora, minha parte do acordo...

Ele agitou a mão e disse algumas palavras. De repente uma fumaça negra começou a subir do chão, e tomou forma de pessoas. Era a minha família. Os rostos deles estavam tristes e perdidos. Como se não soubessem muito bem o que estava acontecendo. A expressão deles só mudou quando eles me viram. Sorriram levemente e suspiraram. Lara estava entre eles. Seus cabelos castanhos estavam da forma que eu sempre pedia para ela deixar. Soltos e caindo pelos ombros. Os olhos castanhos dela me olharam. Eu comecei a chorar.

  – Lara... Você... – tentei falar, mas o choro não permitiu.

  – Eu estou bem... – respondeu com uma voz muito serena e tranqüila. Exatamente com a voz dela soava. – Você não deve se culpar pelo o que aconteceu. Não foi culpa sua.

  – Eu queria ter lhe dado isso... – disse tirando a aliança de meu bolso. – Ontem foi seu aniversário, e não tivemos a chance de comemorar. – eu disse, meus olhos pareciam cachoeiras.

Ela se aproximou, pegou minha mão, e a fechou.

  – Isso é seu agora. – ela disse pegando em meu queixo e levantando meu rosto. – Lembra do que está escrito na aliança?

  – Para amar, Proteger e cuidar! – eu e ela falamos em uníssono.

  – Que agora esse seja o seu lema. Algo que o faça se lembrar de mim... – ela disse, e me deu um beijo logo em seguida, e depois se afastou.

  – Mãe? – chamei.

Minha mãe deu um passo à frente. Eu nunca a vi daquela maneira. Ela estava sorrindo... Como se estivesse orgulhosa.

  – Eu quero que você entenda, que tudo o que eu fiz foi para que você não tivesse que sofrer o que você sofreu, e para te preparar da melhor maneira possível para o inevitável, o dia em que você estaria longe de mim. E quero que você saiba também que eu sinto orgulho de você, e sempre senti.

Eu não conseguia chorar mais do que eu já estava. Eu a abracei forte, e foi o primeiro momento com minha mãe que eu me senti feliz. Ela me beijou na testa e sorriu, e se afastou também.
Olhei para os outros. Damian me olhava com a mesma expressão de sempre.

  – Lembre-se do que eu lhe ensinei sobre as garotas. – ele disse.

Fiz que sim com a cabeça.

  – Eu vou. – respondi.

Judith me olhava da forma carinhosa com que sempre me olhava.

  – Estaremos sempre com você! Lembre-se disso. – ela falou com a voz que sempre me acalmava todas as noites.

  – Eu sei. – respondi.

O velho Mike estava com aquela cara de quem aprontou uma. O velho sempre estava aprontando.

  – Vê se não faz besteira, se não, eu vou ter que voltar dos mortos só para puxar sua orelha! – falou rindo.

Eu sorri.

  – Pode deixar. – o tranqüilizei.

Por último, Nick. Ele simplesmente me olhou com aquela cara que ele fazia quando ele dizia: “Você não sabe de nada, Daniel.”

  – Não se esqueça de sua promessa. – ele disse.

  – Não vou. – respondi.

Despedi-me de todos eles. Enquanto eles viravam fumaça e iam embora todos falaram.

  – Estaremos sempre com você! –

Quando todos eles se foram, olhei para Hades, e lhe pedi um favor.

  – Eu preciso de um último favor seu... Pai... –

Ele me encarou, como se estivesse surpreso de eu ter o chamado de pai.

  – Diga... – respondeu.

  – Tem um lugar que eu preciso ir...

  – Que lugar?

  – Acampamento meio-sangue. – disse.

E fui envolto em sombras novamente, e fui embora...
Daniel P. Hawkins
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Re: Teste Hades maio

Mensagem por ♦ Eos em Qui 05 Jun 2014, 15:43

Peter Schneider - Não reclamado

Use descrições originais ao criar seu personagem - do contrário, a menos que prove ser o criador, será considerado plágio. Para evitar isso, não aceitamos reaproveitamento de fichas no fórum - ou seja, mesmo sendo você o off de outro personagem em outro fórum, corre o risco de ser reprovado caso reutilize uma ficha postada anteriormente em outro local, caso identifiquemos isso. Na sua ficha houve a cópia das características psicológicas da ficha de um personagem de outro fórum. Por si só isso leva à desclassificação, mas ainda darei a avaliação completa.

Na descrição física falta coesão entre as frases, com erros de pontuação e omissão de palavras que acabam cortando a narrativa, atrapalhando a fluidez.

Isso se repetiu novamente durante a história, tornando-a pouco objetiva e prejudicando a leitura de modo geral. Foque mais na idéia e floreie menos a narrativa - uma narrativa completa e detalhada é diferente de uma narrativa carregada; muitas vezes menos é mais - tente ser mais objetivo. Não implica que você não possa desenvolver um estilo, mas existe diferença entre isso e o famoso "encher linguiça" - e acabou, ainda que não intencionalmente, passando a impressão do segundo caso.

Alguns erros de grafia e pontuação foram frequentes, com a supressão de letras finais de algumas palavras e o uso de maiúsculas após o ponto e vírgula, quando deveriam ser letras minúsculas. Use um corretor para evitar alguns erros de escrita, como "para peito" e "entreabiu" que deveriam ser escritos juntos: parapeito, entreabriu. Cuidado na repetição excessiva de alguns termos - logo no início da luta com a harpia, por exemplo, onde "criatura" e "local" aparecem em diversas orações próximas.

Algumas incoerências também: na primeira parte o irmão diz que a mãe ficaria furiosa; na segunda, diz que Peter morava apenas com o irmão. Depois, muda o nome do personagem no meio da narrativa, alterando para Henrique. Diz que pegou a espada com o irmão - e de onde o irmão a possuía? Outras descrições incongruentes: diz que nunca fez esgrima e a arma pesava em sua mãe, para em seguida dizer que a manejava perfeitamente - entenda, para dar o sentido necessário, precisava das conjunções adequadas: Mas, porém, apesar - depende muito da construção da frase, mas simplificando: "Apesar de nunca ter feito esgrima, manejava a arma com perfeição"; "Mesmo sem nunca ter feito esgrima, manejava a arma com perfeição"; "Nunca fez esgrima, mas supreendentemente, manejava a arma com perfeição"; - ainda assim, a poerícia não indica movimentação perfeita, mas familiaridade no uso e facilidade de aprendizado.

Também não foi seguida a estrutura proposta no teste, onde há a visita ao submundo, mas a história do personagem é quase inexistente - e as duas coisas foram colocadas em um único tópico, sem uma divisão clara.

Com mais cuidado na narrativa poderia ser aprovado, mas não foi dessa vez. Lamento.

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Miguel Bloodewn - Não reclamado

Miguel, poderia ter se aprofundado mais nas descrições. Pense em um retrato falado/ perfil e evite características muito genéricas - quem lê precisa ser capaz de imaginar seu personagem.

A história do personagem também foi curta, além de não totalmente coerente: veja bem, nem sempre os progenitores humanos ficam cientes da origem do pai/ mãe divino, e contar isso ao semideus só piora a situação, uma vez que após descoberto os monstros passam a perseguir o herói com frequência. Outro ponto, mais relativo ao cenário, é que os deuses não tem tanta influência fora dos EUA - veja, não é proibido que semideuses tenham outra nacionalidade mas deve ser mais trabalhado.

Houve um certo exagero em algumas coisas - sentir Hades, por exemplo, sendo você um personagem nível 1 e ele um deus usando todo seu poder. Outro ponto é que os deuses - principalmente os 3 grandes - em geral não vão ao mundo só bater um papo com seus filhos: é necessário um motivo muito forte para fazê-los procurar um semideus diretamente.

Outro ponto foi a batalha - um semideus de nível 1 teria dificuldades para matar uma harpia apenas, quem dirá a quantidade absurda de dez delas. No fórum, monstros não morrem com um único golpe nem mesmo com objetos de bronze celestial. Isso ocorre por uma questão de jogabilidade - não haveria como avaliar um combate se esse combate mal ocorre. Por isso, temos as arenas e áreas de treino - para que o jogador ganhe experiência e se adeque as propostas do fórum, com combates balanceados e bem descritos. Veja bem, mesmo sendo um monstro, não quer dizer que ele vai ficar lá esperando ser morto. Um bom jogador também vai narrar seus oponentes, lhe dar ações e estratégias - ele é mais um personagem na história e é responsabilidade do player narrá-lo, bem como narra outros NPCs, ao menos em fichas de reclamação, OPs, SMs e DIYs (em naradas o narrador se responsabiliza pelos oponentes). O nivelamento dos oponentes também ajuda nisso, e deixa a história verossímel.

Faltou uma trama mais marrada - por que fazer você ir ao mundo inferior em vez de mandar um guia levá-lo da sua casa, como seria mais seguro?

Durante o texto, vários erros de concordância e ortografia que poderiam ter sido facilmente evitados com o uso de um corretor ("bolços", por exemplo, cuja grafia correta seria "bolsos").

Tente melhorar mais esses pontos, trabalhando melhor a trama e a fluência do texto para uma próxma tentativa. Infelizmente, não reclamado.

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Dilan Smith - Não reclamado

Dilan, suas descrições apresentaram a mesma questão dos candidatos anteriores, sendo muito genéricas - tente especificar mais, de forma que se consiga imaginar o personagem com facilidade.

Tente organizar melhor o texto - não houve a divisão da forma proposta no teste e isso atrapalhou. Além disso, sua história foi corrida demais, pouco aprofundada, e com muitos lapsos - como foi a chegada ao Acampamento? Como foi a reação do personagem?

Outros pontos foram incoerentes - Por que Hades iria mandar as 3 fúrias para trazer seus filhos ao submundo, quando você nem sabia quem era ainda? Não houve um encadeamento, um motivo pra isso - e deveria ter, uma vez que os deuses raramente fazem qualquer tipo de contato com os filhos.

Agora, o mais incoerente: o que um gigante estaria fazendo no reino de Hades? Mesmo considerando os livros atuais, da saga dos Heróis do Olimpo, tais tipos de monstros não estariam simplesmente vagando livres, e o Tártaro não é acessível a semideuses, não de maneira comum - e nenhum iria querer ir pra lá - por que então isso? Outro ponto: Hades não mandaria um filho nível 1 enfrentar um monstro nível épico (que, de acordo com os livros, só pode ser morto com o trabalho conjunto de um deus e um semi-deus - o que não houve). Tudo é muito incoerente e muito corrido - mal demonstra os sentimentos do personagem com a morte do irmão, por exemplo, e na batalha descreve como se o monstro fosse ficar parado esperando pra ser escalado e ferido, ignorando questões relativas ao tempo e o fato de que monstros também são personagens.

Tenha mais cuidado na digitação, principalmente pontuação e ortografia, já que não deu espaçamento após o travessão e iniciou várias frases com letra minúscula. tente não focar tanto apenas nas falas - elas são um recurso auxiliar, mas a base ainda é descritiva.

Organize melhor as idéias e desenvolva-as, não deixando tantas lacunas no texto se quiser tentar novamente.

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Avabel Sasha - Não reclamado

Descrições elaboradas, mas não seguiu a estrutura do teste e apresentou várias incoerências. A leitura foi dificultada pela repetição de vários termos, faltando fluência e organização, e partes do texto que seriam necessárias foram simplesmente suprimidas, como a viagem dele até Los Angeles.

Por essa falta de divisão, não deixou claro vários aspectos - ele iria ao Acampamento? E, o principal: qual a reação dele com tudo isso?

As idéias são boas, mas seria necessário trabalhá-las melhor: organize, tenha cuidado com as repetições (o uso de pronomes e a forma de ligação entre as frases pode minimizar isso) e siga a estrutura proposta. Tenho certeza que conseguirá na próxima.

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Daniel P. Hawkins - Reclamado

Apenas tome cuidado com algumas coisas: a digitação foi falha em alguns pontos, e houve alguns erros de concordância, ainda que poucos. Tenha mais atenção já que, ao digitar errado, suprimindo as últimas letras, pode transformar plural em singular ou passado em presente, pela terminação.

Outro ponto é a divisão do teste - deveria ter sido mais clara. Outro ponto seria a intervenção direta de Hades - os deuses não podem intervir no mundo mortal tão abertamente, ainda mais que, com ou sem névoa, seu amigo sabia da história. Claro, isso seria amenizado por ele ser um semideus, mas acabou afetando um pouco.

Outro ponto seria no combate, uma vez que, como já disse a outros candidatos, monstros, no fórum, não morreriam com um golpe só. O combate deveria ser mais desenvolvido, pela dificuldade dos monstros e seus poderes (lestrigões são nível XXX, não são monstros iniciantes) e não foi considerado as características deles, como os poderes com fogo ou mesmo o tamanho, muito maior do que um ser humano - apenas um salto não permitiria certos golpes.

Apenas atente-se a isso futuramente. Ainda assim, a narração foi muito bem construída. Bem vindo ao Acampamento Meio-Sangue, semideus.
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Re: Teste Hades maio

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