Treino trimestral - abril/ maio/ junho

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Treino trimestral - abril/ maio/ junho

Mensagem por Sadie Bronwen em Sex 06 Jun 2014, 00:23





- - - - - - - - - - - - - - - - - - Poison



Considerando todas as habilidades dos feiticeiros, era imperativo que cedo ou tarde Sadie apelasse a treinos mais técnicos - nem só de batalhas e raios mágicos se vivia na ilha. O laboratório alquímico era muito pouco explorado - uma vergonha, considerando que Circe também era muito conhecida por sua habilidade com poções. A feiticeira então convocou a todos novamente, mas não em pessoa. Cada um receberia uma carta, mas havia muito mais do que apenas a convocação...

- - - - - - - - - - - - - - - - - - Regras e Orientações


• Condições climáticas: Nublado,ameno;
• Horário: Tarde, 14h;
• Local: Laboratório de Alquimia;
• O não cumprimento das regras aqui descritas poderá acarretar em punições diversas;
• Não há mínimo nem máximo de linhas ou palavras exceto pelas já especificados nas regras gerais, mas espera-se um post bem descrito;
• Quaisquer poderes ou equipamentos utilizados por vocês devem vir em quote, code ou spoiler, de preferência separando poderes ativos de passivos;
• Sem máximo nem mínimo de equipamentos, desde que seja possível levá-los;
• Treino estilo OP;
• Objetivos:

  — Façam a narrativa até o recebimento do recado e sua ida até o local (sejam coerentes caso descrevam a mensagem, uma vez que foi enviada por Sadie);
  — Ao receber o recado, também serão envenenados - a forma, fica por conta de vocês (contato, ar, agulhas ocultas) mas deve ser bem descrita;
  — Personagens resistentes a venenos ainda sofrerão os efeitos normalmente - a substância foi alterada por Circe, de modo que burla tais poderes e, apesar de ser mágica, por não ser apenas a energia bruta em si, resistências a magia também não se aplicarão;
  — Vocês devem, na postagem, descobrir qual veneno os afetou - descrevam bem os detalhes, se necessário colocando em spoiler no fim da postagem;
  — Descoberto o veneno, devem então descobrir como produzir o antídoto;
  — O processo de fabricação do mesmo também deve ser detalhado, e as informações devem igualmente estar bem expostas, como no caso do veneno;
  — Vocês terão um tempo limitado para tal - apenas 1h, caso contrário o veneno será fatal;
  — Descrevam falhas e efeitos adversos no processo - ao menos 3 coisas que os afetem ou atrapalhem o processo;
  — Apenas itens e poderes de Feiticeiros serão permitidos; sejam coerente com a perícia em poções - é um conhecimento, mas não quer dizer que tudo seja automático.
 

• Prazo: até dia 20 de junho de 2014;

• A premiação máxima segue as regras do fórum;

• O critério de avaliação segue as regras do fórum;

• Aqueles que não postarem e não justificarem receberão uma punição relativa à envenenamento (que poderá ser removida em on por meio de DIY), além da retirada do grupo. Justificativas serão aceitas até 5 dias após o término do prazo. Aqueles que justificarem pela segunda vez seguida serão retirados do grupo, mas não sofrerão punições adicionais;

• A justificativa deve ser feita no tópico para tal.

• Boa sorte!


SHINJI @ OPS!
Sadie Bronwen
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Re: Treino trimestral - abril/ maio/ junho

Mensagem por Olivia Hävgaard-Løeg em Qui 19 Jun 2014, 22:09

- Laboratório de Alquimia/ Ilha de Circe - 14hrs - Humor: Preocupada -

Nem tudo é o que parece, evidentemente, e Circe usufruiu muito bem desta frase clichê. Eram mais ou menos duas horas da tarde quando o inesperável aconteceu. No céu, cujo era para exibir todo o seu esplendor azulado, o sol era obstruído pelas nuvens cinzentas ao tentar em vão irradiar toda a sua luz. Sendo acompanhada por uma brisa leve, Crystal caminhava pela floresta do acampamento. Não sentia medo, afinal, tecnicamente ainda era de dia, embora a situação climática evidenciasse um horário próximo ao anoitecer. E, sendo agora uma feiticeira, poderia muito bem pressentir qualquer presença além da sua, fato este que evitaria ser pega de surpresa. Respirava calmamente, olhando com cautela por entre as folhas das árvores. O local em si portava um verde monótono. As cascas das árvores jaziam ressecadas e com um tom fúnebre. Não havia muita coisa ali que pudesse prender sua atenção, aliás, a única coisa que tinha em mente era não perder o caminho que a levaria até a cachoeira. Pensando bem, ela poderia simplesmente transportar-se para lá, mas a simples caminhada a fazia sentir-se normal, pelo menos por uns instantes. Entretanto, antes que chegasse ao seu destino, foi interceptada por uma cadela infernal. O monstro havia saído do nada e pulado para cima de Crystal que, por sua vez, esquivou-se com deveras velocidade. Ela riu.

- Bellator! – Exclamou, fazendo seus pés a levarem para perto da cadela. Esticou a mão e acariciou o focinho dela, estranhando a aparição da mascote sendo que nem a havia convocado. Segundos depois, vislumbrou algo esbranquiçado pendendo da coleira do monstro.

Era um envelope e havia sido preso de um modo que não amassasse.

Crystal encarou Bella como se perguntasse sobre o que aquilo estaria fazendo ali e ela simplesmente latiu, deixando a feiticeira atordoada com o som altíssimo. Quando se recuperou, franziu o cenho para a mascote, lançando um olhar intensivo que significava que não era para ela fazer aquilo novamente. Engraçado. No pouco tempo em que conviviam já sabiam ao menos identificar os sentimentos da outra e, naquele momento, podia-se dizer que a grandalhona estava ansiosa. A semideusa recolheu a carta e afastou-se para sentar sobre as raízes de uma árvore grande. O envelope emanava um cheiro afrodisíaco, evidenciando que só podia ter vindo diretamente de um lugar especial; a Ilha de Circe. No dorso, com uma caligrafia que excedia expectativas, havia um enunciado: “De Sadie Bronwen, líder das feiticeiras.”. Aquilo atiçou a curiosidade da bastarda, pois desde que saíra da ilha para continuar morando no chalé três não havia recebido quaisquer notícia de sua patrona ou de Sadie. Suspirou por entre os lábios e usou os dedos indicador e polegar para abrir o envelope. Aconteceu tudo muito rápido. Num segundo algo pequeno cravara-se na ponta de um dos dedos, fazendo a loira se sobressaltar. Após o susto, Crystal examinou o que achou ser uma farpa e ao tirá-la viu que continha uma cor metálica, indicando que era uma agulha. Sem pensar duas vezes, jogou o objeto fora e colocou o dedo indicador na boca para chupar o filete de sangue. Seus instintos de feiticeira fizeram-na perceber que fora envenenada.

Arregalou os olhos. Por que Sadie haveria de querer fazer aquilo com ela? Concentrando-se, pôde sentir que latejava no local onde fora minusculamente ferida e que aos poucos essa sensação de formigamento transformava-se em algo mais sério. Tentou acionar seus anticorpos mágicos. Circe dissera que era imune a esse tipo de coisa! Circe dissera... suas divagações foram movidas para outro quesito. A carta! Ainda não havia lido a carta. Com uma sensação ruim, pegou o papel e leu-o. Seus olhos percorriam as frases, acabando numa extremidade para começar do outro lado de novo. Releu o recado que por si só era bem pequeno, mas muito informativo. Deveria comparecer no laboratório de Alquimia da Ilha de Circe assim que terminasse de ler a mensagem, caso ignorasse morreria em até uma hora devido aos efeitos do veneno. Aquilo era um teste. Um treino diferente do qual havia imaginado. Levou uma das mãos a onde estaria o coração e fez certa pressão. Caso o recado fosse verdadeiro, tinha apenas minutos de vida e o pior era que só sabia o mínimo sobre alquimia, poções e afins. Não tivera tempo para estudar mais a fundo enquanto estivera no lar de sua patrona e agora se castigava mentalmente por isso. Levantou-se num ímpeto. Ficar lamentando só encurtaria seu tempo. Bellator permanecia imóvel no local cujo fora repreendida, esperando a ordem de sua dona. Crystal fechou o envelope e guardou-o num dos bolsos da calça. Em seguida montou sobre a cadela infernal.

- Para casa, amiguinha. – Ordenou e a mascote entendeu a referência, iniciando uma viagem nas sombras.

(####)
Fazia tempo que a prole de Poseidon não fazia uma viagem nas sombras, em especial porque sempre preferira transportes normais, do tipo que não lhe causem dor de cabeça. Esse sintoma, pelo menos, ela sabia que não tinha nada haver com o veneno. Aliás, nem o veneno ela sabia qual era e a primeira coisa que haveria de fazer seria descobri-lo. Chegando na Ilha, desmontou do grande animal negro, sentindo de imediato o cheiro da maresia que proporcionou uma melhora, impedindo-a de vomitar em prol da “turbulência”. Deu tapinhas carinhosos na cadela e andou até a beira da praia, deixando a água beijar seus pés. Perscrutou o céu acinzentado perguntando pela milésima vez qual terrível destino esperava os semideuses e desatou a correr em direção ao spa, imaginando se alguma outra feiticeira estaria na mesma situação mortal que ela. Começou a sentir-se apreensiva e com medo de perder a sua vida, não fora esta a intenção ao entrar para o grupo das feiticeiras. Queria sentir-se mais forte, mais importante e não morrer. Dada as circunstâncias, pelo menos sabia que se aquilo acabasse como desejava saberia o que fazer em  situações comprometedoras, mas tudo indicava que passaria por coisas tortuosas até lá.  Adentrou o imenso salão de recepção, passando por algumas mulheres. Dirigiu-se com toda a velocidade para o andar de cima, buscando em suas memórias o caminho para a sala de Alquimia. Depois de várias olhadelas em alguns cômodos, encontrou o âmbito desejado e suspirou de alegria. A formigação já “comia” sua mão direita inteira e ela deduziu que em alguns minutos chegaria à metade do braço direito.

A sala era composta por uma decoração rústica, com prateleiras de madeira cheias de frascos, garrafas, pergaminhos e livros. Havia também uma grande bancada com o caldeirão já posicionado sobre o “fogão”. Tinha um imenso livro aberto sobre outro balcão e alguns cacos de vidros quebrados no chão, o que fez a novata pensar que outra estivera ali antes dela. Ficou curiosa para descobrir se ela havia conseguido ou não. Agora tinha que controlar a mão envenenada que queria agitar-se por si só. Fuçou a mente novamente em busca das lembranças de sua mãe, que era uma espécie de curandeira. Lembrou-se de que podia haver minutos entre os espasmos, bem, aquilo que estava acontecendo só podia ser o inicio de um espasmo. Como descobriria o veneno que portava? Que diabos Sadie pensara ao propor aquilo como teste? Havia alguma máquina de coletar sangue? Respirou e expirou, controlando a raiva.  Fechou os olhos e tentou ignorar os efeitos da mão, fechando ela em um punho para lutar contra futuras ações involuntárias. E começaram. Os espasmos simplesmente começaram e ela só pôde observar horrorizada enquanto aquele membro se “contorcia”. Quando parou, o formigamento atingia todo o braço. Ela sentia-se mais quente que o normal. Com febre, até. Foi até o livro rapidamente, arfando. Folheou até encontrar o quesito veneno, pulando para a parte em que iniciava os venenos que começavam com E. Fora algo intuitivo. Passou uma, duas, três, quatro folhas e lá estava um nome, um nome que parecia saltar aos seus olhos: Estricnina.

Os sintomas iniciais que constavam na lista deixava claro que aquele seria o motivo de sua morte caso não agisse dentro de minutos. Estava com medo. Amarrou os cabelos num coque ignorando como pôde o formigamento e correu para as prateleiras. Tinha até cinco minutos para pegar os ingredientes e os por na mesa, pois após isso iniciaria outro espasmo, agravando ainda mais a sua situação. Nunca soubera de algum tipo de veneno cujo só um membro sofria espasmos por vez, mas tratando-se de Circe nada era normal, afinal, estava na cara que fora infectada com algo a mais que um simples veneno. Correu os dedos que tremiam pelos nomes dos frascos, pegando com a mão boa todos aqueles de que se lembrava e achava que serviriam para o antídoto. Dentre os frascos havia um cujo nome era “Lágrima de Fênix” e que portava nada mais que um ml. Assim que distribuiu todos os frascos pelo balcão, seu pescoço ficou rígido assim como seu braço e ela viu-se pelo reflexo da janela. Seu pescoço fora para trás e suas costas a faziam “empinar” o busto. Respirava agudamente. Gritou por ajuda. Ninguém veio. Passado alguns minutos de tormento, os membros relaxaram e ela escorregou para o chão, encostando as costas no balcão, abraçando os joelhos e chorando. Pouco depois se levantou com os membros rígidos, pondo-se a despejar a água de uma jarra dentro do caldeirão que havia sido esquecida ali pela metade. Destampou todos os frascos e foi despejando três de cada vez, lembrando-se de misturar com uma colher de pau a cada triplo de ingredientes. Acendeu o mini fogão com um fósforo e o resultado foi quase instantâneo.

Após ter a poção esquentada levemente, parecia que havia fervido por uma meia hora, enchendo o local com um cheiro horrível e fazendo Crystal ter a sensação de que iria explodir. Efeitos instantâneos? Vá lá saber! Ela nunca fora boa nas aulas de alquimia. De acordo com a contagem deficiente dos segundos em sua mente, faltavam pouco menos que vinte minutos para o veneno se alastrar ainda mais e chegar a um órgão vital. Sua respiração estava rarefeita e parecia que a qualquer instante suas traqueias iriam se fechar, só não sabia se aquilo era psicológico. Lembrou-se das ervas medicinais e mágicas que Circe havia lhe contado em seu treinamento ao entrar para o grupo e adiantou-se para pegar um pote cheio de variedades. Àquela altura, até andar era um problema, visando que a cada passo seus músculos doíam. Sua cabeça latejava. – Merda, merda, merda. – Vociferou por entre os dentes, pela primeira vez desde que chegara ali. – Eu não posso morrer hoje, não posso! – Dizia enquanto pegava algumas ervas e jogava sem o mínimo de cautela dentro da poção, mexendo com a colher de pau mais uma vez. Ao terminar, jogou-se de costas no chão e se contorceu, rangendo os dentes para conter a dor e os gritos que tentavam sair na forma de ruídos. Aquilo demorou cinco minutos e foram os piores cinco minutos de toda a sua vida. Ergueu-se forçadamente, sem preocupar-se em “engolir” os gritos de dor. Com a poção realmente fervendo e borbulhando, já que colocara no fogo alto, acreditou que já estava mais que na hora de bebê-la. Pegou um frasco limpo e só a ação fê-la sentir-se como uma mulher de ferro com as extremidades enferrujadas.

Mergulhou o recipiente no caldeirão e tirou-o de lá cheio de um líquido arroxeado que exalava um cheiro semelhante a madressilvas. Puxou o ar para seus pulmões. Ela não iria aguentar por muito tempo, sabia disso. Sua vida passou como um flash por sua mente, igual ao que acontece nos filmes. Lembrou-se dos tempos de criança, de pirata. Lembrou-se do rosto de sua mãe, de seu pai, do acampamento e, por fim, do mar. A feiticeira ergueu o frasco na altura dos lábios, abriu uma fissura e tombou a cabeça para trás dolorosamente só para em seguida sorver toda a parte da poção contida no objeto. O líquido desceu queimando em sua garganta e ela segurou-se na bancada para não vomitá-lo. Banhou o recipiente novamente no caldeirão e sorveu-se ainda mais da poção. Sua mente clareou, sentiu uma sensação momentânea de leveza e depois só havia negridão. Crystal desmaiara, mas achara que aquele era o seu fim e se fosse, suas ultimas palavras seriam “Sou bonita demais para mor...”. (...). Macio, quentinho e cheiroso. Preguiça definia o que estava sentindo. Não queria levantar de jeito nenhum, mas a claridade que chegava aos seus olhos que descansavam sob as pálpebras era o bastante para tirar um pouco de seu torpor. Sentou-se e coçou os olhos. Por um instante acreditou que estava no acampamento, porém viu o ambiente em que se encontrava e veio o baque. Lembrou-se do motivo de estar na Ilha de Circe e sorriu internamente. Se estava ali, com certeza era porque a poção havia dado certo. Calçou as pantufas que viu próximo a sua cama e andou até o banheiro. A semideusa abafou um grito com as mãos.

Sua aparência estava caótica. Sua pele fora elevada a um tom de branco de cerâmica e havia olheiras escuras abaixo de seus olhos. Veias pareciam saltar de seu pescoço, algumas verdes, da qual sentia o corrimento do sangue. Seus cabelos jaziam desgrenhados e só aquela hora percebera o quão estava frágil. Uma lágrima correu pela sua face e ela andou de volta para o quarto. Pelo menos estava viva. Na pequena varandinha da sacada havia uma mulher que não havia percebido antes. Seus cabelos balançavam ritmados com o vento, deslocando um cheiro delicioso de amêndoas para as narinas da bastarda. Ela trajava um vestido branco que contrastava lindamente com seu corpo curvilíneo.

- Senhora Circe? – Crystal perguntou, andando até a mulher e encarando-a com um misto de curiosidade e apreensão.

- Bom dia, minha feiticeira. – Falou ela ainda sem deslocar o olhar do horizonte.

A última coisa que a semideusa queria naquele momento eram clichês, como se apenas desejar bom dia a patrona fizesse seu dia melhor dali em diante. Ela queria respostas. Muitas respostas. - Por que? Por que eu não morri? Por que estou assim? Eu consegui fazer o antídoto certo, não é?  

Circe arqueou a sobrancelha, mas não pareceu enraivecida, somente surpresa.

- Bom, se você não morreu, minha cara, é por que conseguiu fazer um antídoto, mas não chegou a ser o certo. Você descobriu isso por si só ao ver-se no espelho. – Fez uma pausa. Virou-se para encarar a aprendiz. – Colocaste alguns ingredientes além do normal, o que ocasionou o seu desmaio, mas algumas de minhas ervas te salvaram com rapidez. Parabenizo-te por isso, mas acredito que um longo caminho a aguarda para aperfeiçoar tal habilidade.

Crystal bufou e olhou para o mar que remexia-se lá embaixo. “Só espero poder voltar ao normal, poder voltar para o acampamento...


Pormenores:
Esse é o tipo de treino que pega você de jeito, motivo este que nem coloquei o nome dos ingredientes, só descrevi a preparação, porque eu sou uma negação em medicina e criatividade nesses quesitos. O treino em si não está bonito, perfeito, essas coisas, báh. Mas eu tentei fazer o meu melhor e espero que pense com carinho ao avaliar c: Enfim, como o veneno foi alterado magicamente, tentei colocar algumas coisas e limitações nos sintomas, no mais, acho que tá tudo descrito. Ah, e eu sei, o final tá estranho e pá, mas acho que deu pra entender e.e Não revisei, também.

Poderes Usados:
• Sexto sentido.O feiticeiro é um ser extremamente sensorial, e tudo isso é graças ao sexto sentido, que os permite antecipar em pequenas escalas algo que irá acontecer em um futuro próximo, orientar-se em locais de pouca ou nenhuma visão usando os olhos da alma, ou servindo-lhe como um faro aguçado - usado para identificar ambientes e outros seres -, porém com mais exatidão, por tratar-se de uma extensão psíquica da mente do indivíduo. (Passivo)
• Especialista em Venenos e Poções: Como um aprendiz de Circe você é capaz de distinguir perfeitamente um veneno de uma poção comum ou mágica, não obstante sabe prepará-los com facilidade. (Passivo)
• Alteração de probabilidades. A magia é sempre explicada de muitas formas, mas uma das mais comuns vistas é que esta consiste em alterar a probabilidade de algo, tornando o impossível, possível, e vice e versa. Uma vez por missão com esse poder os feiticeiros poderão bolar qualquer plano e alterar as probabilidades ao seu favor, fazendo com que esse dê certo e tudo conspire em prol de si mesmos e/ou de seus aliados. Ambiente, obstáculos, e tudo o mais. Depois de usado uma vez, esse poder ainda terá efeito, mas, este será reduzido pelo narrador o quanto julgar coeso. (Passivo)


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Re: Treino trimestral - abril/ maio/ junho

Mensagem por Amber Halliwell em Sex 20 Jun 2014, 00:58

Quanto tempo havia se passado? Deitada sobre a relva baixa de um canto qualquer da ilha, Shamira questionava a si mesma acerca da sua "última aparição" ante os olhos de todos. Desde então, havia se retirado outra vez, se afastado de todos como era de seu feitio por exceção de...

Aiedail, Mary... - as mãos pálidas projetaram-se até ás mascotes. Acariciou a penugem do pescoço da sua grande ave e o pelo coberto de flocos de sua fiel companheira, a raposa ártica.

Sua paz no entanto logo foi perturbada, sendo que um estranho papel lhe surgiu. A estranha aparição não lhe causou espanto algum, mas sim um inegável desgosto. Odiava aquelas convocações e, até aquele momento não havia dado às caras uma única vez desde aqueles exercícios ridículos da voz de uma líder que sequer conhecia. No entanto, talvez aquela fosse uma boa oportunidade para saber de quem se tratava... Muniu-se de seu sorriso de mofa e fez um sinal para suas amigas, liberando-as por aquela tarde.

Sentiu que haveria algum protesto por parte delas, mas só foi preciso pigarrear para que Aiedail alçasse aos céus em um rufar de asas potentes e Mary tornar-se apenas um vulto branco que se mesclou à floresta que se estendia à vista do horizonte.

Abe.. - a voz falou e ela sentiu um ligeiro torpor. Não tardou em se recompor e sim, estranhou o fato, mas ainda com o papel em mãos, inspirou profundamente de boa quantidade de ar e voltou a falar, agora sem titubear. Abeo Exorior!

Seus corpo tremeluziu por instantes e não passado muito viu-se dentro do laboratório de alquimia, o local proposto no recado. Buscou com o olhar curioso um relógio antigo na parede e notou que havia chegado na hora exata que sugeria o bilhete. Prestes a pensar na vertigem que lhe acometera instantes atrás, porém, teve de elevar ambas as mãos a uma mesa de pesquisa para amparar-se, pois a mesma sensação, agora porém ainda mais forte, a tomou.

Mas que merd... - ela olhou para suas mãos antes de terminar a frase e o que viu foi resposta suficiente.

Um verde musgo se alastrava com velocidade mediana por seus braços de cor alva e já tampava quase toda a sua mão. Vallet meneou com a cabeça em negação e reservou a si mesma os mais iníquos dos pensamentos sobre a líder que ainda nem sabia e, a julgar por aquele iminente "teste", nem descobriria quem era. Ao menos, não naquele dia.

Certo... Eu estou em uma bacia flutuante transbordando magia, então porque diabos isso não está se curando? - alguns poucos raios de sol insistiam pelas frestas do local, mas mesmo estes eram raros, pois o dia nublado compunha-se mais dos ventos amenos e frescos e...

Mas que droga! O primeiro treinamento em que vejo e já me meto em furada? Eu preciso descobrir o que é isso antes que... - a feiticeira ergueu a saia de seu vestido e notou que em meio a sua canela o mesmo veneno se alastrava. De súbito, soube de algum modo que deveria evitar a qualquer custo que chegasse ao seu coração, mas... Por onde começar?
Um lampejo de ideia perpassou a mente ensandecida. Se havia algo pelo que a ruiva prezava, com certeza era sua própria vida. De imediato ela se lançou contra os livros na prateleira e passou a folheá-los com pressa, buscando um meio de identificar o que lhe ocorria, pois embora já fosse de seu conhecimento que aquilo não espalhava assim tão rápido, sabia que o seu descaso poderia resultar na pior das hipóteses em...

Não vou pensar nisso. repreendeu-se em silêncio e finalmente um já tanto cansada se afastou, erguendo ambas as mãos frente ao corpo e reunindo o fôlego vacilante.

Ah, aquele envenenamento não apenas havia burlado suas defesas mágicas e suas curas de igual teor, ele também trouxe consigo a sensação de tontura que a havia afligido já duas vezes, e agora, aquela fadiga que a fazia notar já algum cansaço que interferia mesmo em suas ações místicas.

Objectum anime! Sussurrrou mais para si mesma do que para o ambiente e viu-se forçada a repetir às palavras, acrescentando mais força à elas. Isso tudo só pra notar que o envenenamento também à sua magia, que começava a manifestar pequenas falhas. Amaldiçoou o momento que decidira aparecer ali, mas já com os livros ganhando vida própria, só precisou entoar mais algumas palavras com força mágica imprimida em sua voz.

Aquele de vocês que conhece o mal que me aflige! bradou enquanto erguia os braços exibindo a moléstia que já alcançava quase metade de seu antebraço.

Um livro saltou a sua frente e ela o apanhou e, com um movimento brusco da destra todos eles voltaram a ficar imóveis, caindo por solo. Apanhou o que estava a sua frente e respirou fundo, indo assentar-se sobre uma das mesas com uma dor de cabeça latente que a cada minuto parecia aumentar. E por falar em minutos...
Arregalou os olhos quando avistou o relógio e percebeu que desde sua procura já haviam se passado quinze minutos. Afoita, folheou  rapidamente o livro e finalmente se deparou com a página que procurava. Tamanha fora a sua surpresa que esticou ambas as páginas quase a ponto de rasgá-las. O veneno estava lá, retratando causa, efeito e a fatídica...

Morte? Sério? - Ainda havia força o suficiente para amaldiçoar a própria sorte, mas não o faria. Já havia tido o suficiente daqueles protestos e em nada eles haviam resultado senão perca de tempo. Agora, iria ler até o fim, sem mais postergar.

Spoiler:
Veneno de Aquerusia.

Uma fórmula que reúne potencialidade venenosa enorme, visto que é advinda do composto do musgo venenoso de três pântanos que margeavam o submundo. Em sua totalidade, pode atordoar infindáveis criaturas mágicas  mas a morte por seu uso tarda, sendo que antes disso o alvo está sujeito aos males que afligiam aquelas regiões. Suas causas são muitas, mas principia-se com tonturas, drenagem mágica,  a perda parcial  dos sentidos – mesmo o extra-sensorial para seres adeptos da magia. Quando o verde começa a se espalhar pela pele, diz-se que o alvo está entrando em estado terminal e nessas ocasiões a pouco o que fazer, pois ao que se consta ele traz consigo vestígios das águas que enchiam a bahia do Lete. E uma vez que se esqueça o veneno e a causa, os alvos morrem por displicência. Só conhece-se um único antídoto para tal mal, e dizem que alguns dos ingredientes – ervas  mágicas, mudas, e mesmo ao que refere-se as partes de animais fantásticos  -, só existe na ilha da deusa feiticeira Circe e em nenhum outro lugar do...

Ah, não me diga. ela sentia a magia que ampliava os efeitos daquele veneno, fazendo com  que ele avançasse mais rápido.

O resto da descrição do veneno era descartável. A ruiva já sabia o que precisava e, só fez atentar-se à leitura novamente para passar a parte do antídoto. Enquanto ainda havia tempo, óbvio.

Correu os olhos rapidamente para onde os ponteiros indicavam antes de fazê-lo e deparou-se com o eles apontando que faltavam  meia hora para às três da tarde. Se ergueu com alguma dificuldade por estar um pouco zonza e caminhou até a prateleira de itens que provavelmente teria de usar.

Eram muitos os frascos, e muitos transpareciam cores indecifráveis, aromas irreconhecíveis... Mas não havia muito tempo para erro. Shamira sentia que sua vida se agarrava a bem pouco da definição de tempo. Encheu os pulmões de ar e então leu os ingredientes do antídoto.

As mãos tremiam. Os olhos atentos liam os rótulos rapidamente, seiva de um salgueiro – abençoado pela própria Demeter -, três gotas do rio do esquecimento, um punhado de ervas de nome estranho mesmo para ela, que há tanto já havia adentrado os mistérios. E, por último, as presas de um cão infernal adulto.

As ervas eram cultivadas ali mesmo, no laboratório alquimico e tudo que Vallet sabia era que eram usadas para tratar as causas mais irremediáveis. Em seu íntimo pegou-se imaginando o motivo pelo qual nunca fora ali antes... O âmbito oferecia uma gama infindável de possibilidades!

Com as mãos um tanto trêmulas e o veneno que já quase alcançava seus braços para se alastrar por seu peito, tentou abster-se da visão e se concentrar na elaboração do antídoto. À sua frente na mesa havia um frasco que usaria somente para aquele fim. Arrancou algumas pequenas folhas dos galhinhos das ervas e jogou dentro, logo após, banhou-as com a seiva e então pegou um pequeno socador com o qual amassou a mistura até notá-la verde e viscosa, como ilustrava a figura no livro antigo.

Em seguida  pingou  três gotas do Lete, tampou o frasco o agitou. Tornou a abri-lo somente quando ele assumiu um verde distinto, cingido de magia. Apanhou as presas e ralou a metade de uma delas dentro do frasco com a mistura, como mandava a receita. Feito isso usou de uma pequena colher para misturar tudo enquanto recitava um encanto baixinho.

O mal que aflige não proverá. Com essa poção eu o espanto, me liberto, há de findar! ditou as palavras pausadamente e tomou o conteúdo, quase o cuspindo antes mesmo de engolir. O gosto era horrível.

Olhou para si mesma e notou que não houve grandes mudanças, o envenenamento já alcançava seu ombro facilmente. Aguardar...? Talvez ele apenas não tivesse efeito imediato... Não! Não havia tempo! O livro, ela encontraria nele as respostas!

Nota da leitura: “o efeito é imediato...”

Algo estava errado. Seus olhos atentaram-se ao relógio que já marcava quinze minutos para as três horas. Quando o tempo havia passado tão rápido? E se não tivessese esquecido, talvez ela tivesse se dado conta de que o tempo havia passado normalmente, mas o próprio senso dela com  relação a ele é que estava afetado. Os seus sentidos lhe pregavam peças.

E repetido o feito, não houve resultado outra vez. Shamira sabia que no momento que aquele veneno alcançasse seu peito não teria mais escapatória, então recomeçou  todo o processo e, enquanto o fazia, sentiu-se acometida por uma vertende imensa de sentimentos adversos. Não, ela não pensava em família ou em seus muitos romances. Ela pensava apenas nelas, em suas mascotes e em si mesma. E do seu olho direito, enquanto misturava o conteúdo do frasco, uma única lágrima cristalina escorreu e pingou dentro do recipiente.

— Não! Não podem fazer isso comigo… - Naquele momento suas esperanças resumiam-se à imaginar como seria sua morte. Chorara pelas únicas coisas que lhe eram importantes, a vida delas, suas companheiras e acima de tudo a sua própria.

Mas... Aquele não fora exatamente um bom momento. Os ingredientes haviam se esgotado, não teria outra chance. Porém o que lhe custaria arriscar, nesse caso? Sentiu o coração apertar e não sabia se era efeito do veneno ou uma de suas lamentações pelo medo de morrer ali, tão pobremente quando já havia feito coisas tão notórias, enfrentado inmigos tão poderosos.

O pior inimigo é o invisível... E por sorte. puxou seu vestido pra baixo na região dos seios, notando que o verde já havia alcançado a região e começava a se formar em torno do coração dela, com ímpeto de avançar. Sem mais tardar, pegou o frasco que pareceu vibrar ao seu toque, assumindo uma cor distinta, agora púrpura como seus olhos que corpuscaram ao refratar a magia ambiente.

Ela recitou o encanto e virou todo o líquido num gole só e sorriu. Se tivesse de morrer de maneira tão indigna, que mal aquilo poderia fazer, afinal? Surpreendeu-se olhando para os ponteiros de novo. Faltava um minuto somente para às três, e quando fechou os olhos tendo a imagem do tempo tão circunstancial cravada em sua memória, aguardou pela morte certa. Contudo, a tontura pareceu se esvair, a força voltava ao seu corpo. Espantada com o fato abriu os olhos e deparou-se com seu lindo corpo como sempre fora. A pele alva, livre da moléstia. O sorriso de motejo voltou a se estampar nos lábios e, agora com o relógio demarcando exatas três horas, comentou zombeteira.

Nem mesmo você me venceu, tempo. Continuo invicta. - gargalhou baixo e reergueu-se, deixando o laboratório à passadas rápidas que compreendiam boa distância. Poderia ter simplesmente ressurgido em outro lugar, mas não, depois daquele susto queria sentir o quão viva estava. Caminharia a esmo na companhia de suas mascotes e só.

No entanto, uma dúvida ainda a confundia... De todas as vezes que tentara, por que logo na última? Por que justo quando a receita tinha mesmo de dar errado? E embora se perguntasse, aquela não seria uma pergunta para a qual queria uma resposta. Deixara todo o material jogado, não juntara nada e, embora longe de sua visão, a página que ela lera tantas vezes revelava a razão de seu antídoto ter finalmente dado certo, a escrita já um tanto apagada deixava claro: e somente a lágrima de um coração persistente fará dessa poção válida.

Talvez ela jamais saberia, mas fora justamente a lágrima a que tanto se negava que salvara sua vida.

Código:

Considerações: Post feito às pressas só pra não deixar de participar mesmo. Peço desculpa pelos erros, mas o que eu havia postado devidamente corrigido bugou, tenho até o print, e agora não posso mais corrigir não pois tenho de acordar cedo pra fazer muita coisa amanhã e não tenho tido muito tempo... Bem, espero que ao menos valha a permanência, de resto eu to de boa. (?) E o bug do meu código persiste. Não usei esse html.
Habilidades usadas.

Passivas: Considerar todas.

Ativas:Level 5

• Abeo Exorior. Um feitiço muito usado pelos feiticeiros quando estes se encontram em situações comprometedoras, pois através dele podem teleportar a si mesmos para pequenas distâncias, evitando ataques de outros seres ou mesmo adiantando-se para algum ponto – de no máximo 20 km - que lhes interesse.

• Objectum anime. Quando recitado o feiticeiro pode trazer um objeto inanimado à vida, permitindo que ele se mova por conta própria. O Usuário pode manipular objetos, como carros, bonecos, cadeiras, etc.
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Re: Treino trimestral - abril/ maio/ junho

Mensagem por Bianca Harvelle em Sex 20 Jun 2014, 02:02


Frozen


Era de supor que a vida de um semideus não ficaria calma por longos períodos e, mais ainda, que logo logo alguma interferência de Circe no meu dia-a-dia apareceria. Afinal, eu poderia não ter sido obrigada a partir para sua ilha, mas havia me comprometido com a mesma e sabia que não demoraria até alguma coisa acontecer. Uma pena que essa alguma coisa tivesse predestinada a me matar em uma hora ou, ao menos, era o que dizia na carta escrita pela líder dos feiticeiros.

E esta mesma carta fora a responsável pelo meu estado atual, uma vez que ao abri-la, uma névoa imediatamente me envolveu. Era óbvio que eu havia lutado contra a mesma, tentando trazer meu mundo de volta às cores e retirar o frio repentino do meu redor, mas a única coisa que consegui foi com que isso se infiltrasse por todos os lados do meu corpo, lentamente o resfriando e limitando meus movimentos, até, por fim, toda névoa se extinguir.

Cinco minutos foram necessários para que eu meu corpo voltasse ao normal e minha respiração se estabilizasse – apesar da sensação do frio transpondo minha pele e se alastrando por meu sangue ainda ser latente – e foi nesse momento que eu terminei de ler a carta e descobri que, agora, eu tinha somente cinquenta e cinco minutos para correr atrás do antídoto para o que quer que fosse isso. Porém, se fosse ver o lado positivo, eu tinha o laboratório de alquimia inteiro a minha disposição, um laboratório de alquimia que ficava na Ilha de Circe, à alguns milhares de quilômetros do acampamento.

Era um tanto desesperador, mesmo que situações extremas já não fossem assim grandes novidades para mim, e achar a melhor forma de tentar fazer algo para sair disso tudo era incrivelmente mais complicado ao saber que quanto mais você demorasse, menos tempo de vida poderia ter. Eu precisava descobrir qual era o veneno, precisava achar um antídoto para ele, precisaria fazê-lo e, talvez, ir até a Ilha de Circe. Olhei para o relógio do chalé: 14:10. Menos cinco minutos. Eu também precisava correr.

Balancei a cabeça de um lado ao outro tentando voltar ao normal e corri para o andar de baixo, direto para a biblioteca do chalé. Se havia um lugar onde eu poderia descobrir sobre o veneno e o antídoto, era ali. E eu já tinha certa ideia do que poderia ser, uma certa ideia que estava quase se tornando certeza conforme eu sentia que a temperatura do meu corpo estava diminuindo.

Parei sem fôlego na frente de uma estante cheia de livros velhos e puxei um antigo conhecido do meio das lombadas distorcidas pelo tempo. “Venenos e suas propriedades: Um guia sobre o que pode ser feito para matar você de A a Z”. Sem me importar com luvas ou qualquer cuidado que eu deveria ter, procurei pelo nome que queria no sumário, abri o livro na devida página e o alívio que se seguiu ao lê-la foi quase palpável.

Frozen

Uma combinação de várias substância derivadas, em sua maioria, de lugares gélidos. A grande particularidade desse veneno é que ele não depende somente dessas substâncias, como também de magia. Há muitas discussões se ele deveria ser tratado como um veneno em si por consequência disso, mas é um consenso geral seus efeitos catastróficos em determinado período de tempo.

Efeitos
Após o primeiro contado com a substância, esta terá a capacidade de “congelar” lentamente o indivíduo até que o mesmo se torne uma pedra de gelo, sólida e imóvel. Esse congelamento ocorre de fora para dentro, começando com os membros até se restringir ao coração. Porém, antes da transformação ocorrer, alguns sintomas podem ser visto, tais como:
- Sensação de frio e queda progressiva da temperatura corporal
- Tosse e dificuldade respiratória
- Palidez
- Tremores ocasionados pelo frio.

O veneno pode ser revertido totalmente até antes de sua conclusão, com o consumo do antídoto, conhecido como Heated. Após isso, apenas uma magia muito forte pode desfazer o estado e, mesmo assim, não há garantia de sucesso.

O antídoto pode ser feito a partir...



Uma tosse subitamente me assolou, era meio que um anúncio de que o tempo estava passando. Sem muitas opções, eu fiz a única coisa que qualquer filho de Athena em são consciência não faria, e arranquei a página do livro em que continha as intrusões do antídoto. Os segundos que se seguiram a isso foram completamente aterrorizantes, parecia de que alguma forma um alarme iria soar pela biblioteca ou alguém chegaria e me puniria por tal “heresia” a qualquer instante, porém tudo continuou completamente tranquilo.

Soltei a respiração que nem sabia que estava segurando e pus a folha destacada no bolso da calça, devolvendo o livro ao seu lugar de origem logo depois. O frio começava a piorar e quando eu subi nos dormitórios para pegar o meu cetro, precisei de mais um casaco e um cachecol antes de partir. Observei mais uma vez o relógio do chalé, 14:24, trinte e seis minutos para chamar Lackless e ir até o laboratório de alquimia.

Assoviei com toda a força que consegui ao chegar à porta, minha respiração estava ofegante e a tosse cada vez mais frequente. Durante o tempo que esperei minha cadela infernal aparecer – que não deveria ter passado de um minuto, mas que parecia infinitamente mais –, o frio se tornou mais e mais presente e o casaco virou basicamente inútil. Entretanto, eu ainda tentei controlar os pequenos tremores de frio que me assolaram quando eu subi na Lackless e mais ainda quando tudo se transformou apenas em borrões de sombras por um período indefinido.

E as cores só voltaram ao meu campo de visão ao me estabelecer no tal local desconhecido. Estávamos num aglomerado de árvores bem em frente de uma mansão nada humilde. Eu tentei não entrar em desespero, pela segunda vez no dia, ao perceber que não sabia onde deveria ir. Laboratório de alquimia, eu tinha que encontra-lo. Com um agradecimento a Lackless e um carinho sem jeito por sua cabeça, eu a deixei para ir em direção a grande construção.

Meus pés tremiam com o esforço de andar e eu precisei cruzar meus braços numa tentativa de fazê-los parar de mexer. Por sorte, apesar de não ter deixado de ser uma surpresa, uma harpia me indicou o caminho do tal lugar ao entrar na mansão e não muito depois eu estava no laboratório. Parecia que havia sido calculado, pois assim que coloquei a folha com o antídoto em cima de uma bancada qualquer, meus dedos da mão começaram a enrijecer.  Eu queria rir da situação. Como que eu faria um antídoto dessa forma? Além, é claro, dos tremores e tosses ocasionais. Iria ser um desastre.

Puxando a parte racional do meu cérebro pela milésima vez no dia, dei uma lida no que seria necessário para a fabricação do antídoto. Não era muita coisa, somente uma mistura de materiais diversos na quantidade e momentos certos e a aplicação de certa quantidade de magia, no fim. Por isso, antes que minhas pernas começassem a parar também, fui com certa dificuldade até o armário. Porém era óbvio que as condições para se pegar algo não era das melhores, apesar de ter tudo ao meu dispor bem ali.

Tentando me acalmar mais um pouco, me concentrei na magia que eu tinha internamente e, usando a telecinese, fiz cada um dos ingredientes voar até a bancada. Assim que tinha tudo à minha frente, pude enfim sentar e me dedicar a separá-los da melhor forma possível, antes que meus movimentos fossem embora de vez. Não era uma tarefa complicada, contudo era difícil ignorar o frio extremo e o formigamento contínuo dos dedos da mão, que estavam lentamente se cristalizando.

Somente quando consegui deixar tudo com suas respectivas quantidades, mesmo que tivesse tido um trabalho enorme para cortar as raízes de orvalho em sete pedaços iguais e tivesse derrubado grande quantidade do pote de pó de chifre de unicórnio na bancada ao tentar medir apenas as 10 gramas necessárias, uma vez que meu braço não parava de tremer e eu tive uma crise de tosse no processo, coloquei o caldeirão com 200ml de água no fogo.

Por puro medo eu estava evitando olhar para as horas, entretanto, nesse momento, meus olhos se desviaram para as elas de novo. 14:50. 10 minutos. Olhei para as minhas mãos já inutilizadas e um leve tremor passou por meu corpo. Eu podia sentir que meus pés estavam quase imóveis também, mas respirei fundo de novo e continuei utilizando a telecinese para terminar o antídoto. Concentrei nas 10 folhas de menta e as deixei cair no caldeirão, indo em seguida para as duas colheres de essência de lavanda que havia separado em um recipiente e as derrubando no mesmo lugar. Com o mesmo poder, trouxe uma colher de pau de um dos cantos do local e mexi a composições cinco vezes para a direita.

Uma segunda crise de tosses me fez perder a conexão com a magia, mas a refiz rapidamente e tentei não ficar paranoica com o tempo ao mesmo tempo em que sentia o gelo se alastrando por meus braços e pernas, crescendo exponencialmente. O terceiro passo era pegar as raízes de orvalho e adicionar uma a uma com intervalos de cinco segundos entre elas. Assim o fiz, contando cada segundo mentalmente e aguardando para “derrubar” o outro pedaço. Mexi cinco vezes para a esquerda. Adicionei as oito sementes de fogo e as 10 gramas de pó de chifre de unicórnio também. Mexi três vezes para esquerda, cinco para a direita e esperei. Levantei meu cetro perto do caldeirão e, assim que tudo finalmente ferveu, o fiz bater levemente na borda.

– Και είστε έτοιμοι.

As palavras saíram surpreendentemente claras e assim que as proferi minha energia pareceu se extinguir. No mesmo instante, o gelo chegava ao meu estômago, fazendo com que um pequeno grito de dor fosse contido por pouco. Era isso, a antídoto estava pronto, eu só precisava bebê-lo. Reunindo o último resquício de energia que possuía, usei o “"υδρόβια” e trouxe uma pequena quantidade do líquido até minha boca, engolindo-o.

O gosto não era dos melhores, mas imediatamente meu corpo pareceu ganhar vida de novo. Aproveitei esse momento e bebi mais um tanto, fazendo com que a sensação aumentasse cada vez mais. Senti meus dedos começarem a “derreter” e ganharem movimento de novo. Mais um pouco e eu pude voltar a respirar decentemente, mais um pouco e minha temperatura começou a voltar ao normal...

Deixei minha cabeça pender na bancada, apoiando-a nos meus braços quando percebi que estava tudo bem. Quer dizer, ou tão bem quanto poderia. Eu me sentia terrivelmente fraca, entretanto não estava congelando, era um avanço, não era? Acho que podíamos supor que sim.

Observações:
Se for possível, quem for atualizar, pode colocar o nome da minha cão infernal como Lackless? Agradecida. >.<
Habilidades:
Poderes dos Feiticeiros
Ativos:
▬ Telecinese II. Adquire a capacidade de poder erguer ao ar objetos mais pesados e de tamanhos medianos, além de poder atirar estes contra quem você quiser com mais destreza.
▬ Magia da Água: Se tiver água por perto, você pode exercer um pequeno controle sobre ela conjurando-a em grego: υδρόβια. Nada comparado com um filho de Poseidon.

Passivos:
▬ Maestria com a magia: Por serem feiticeiros de Circe, vocês sofreram menos perda de MP do que o normal ao usarem algum poder.
▬ Especialista em Venenos e Poções: Como um aprendiz de Circe você é capaz de distinguir perfeitamente um veneno de uma poção comum ou mágica, não obstante sabe prepará-los com facilidade.
▬ Perícia com rituais. Seguindo as regras de um ritual, poderá realizar um com perfeição.( O Ritual vai de cada player, contanto que feito com os materiais e o tempo que se levaria a perfeita execução de um "normal", "terreno")
Armas:
— Cetro Mágico [Feito em madeira reforçada com ouro branco, é coberto por uma energia escura quando usado no escuro, podendo facilmente ser despistado. Contém como gema mágica um rubi no topo do item, circulada por duas lâminas, como garras que mantém a pedra no alto. É leve e resistente à magia, capaz de guardar e soltar de uma vez só rajadas de energia mágica (dependentes de feitiços, obviamente). Executa habilidades mágicas com maestria, recebendo assim a benção de Circe, a deusa da magia, ou seja, qualquer poder executado a partir deste item resulta em uma diminuição na taxa de MP — -5% na conta/-5 à 10] [Madeira; Ouro Branco; Rubi;] (Item de Feiticeira) {Controle Mágico } [Recebimento: Presente de Reclamação por Circe]

— Relíquia Mágica [Colar simples e leve, podendo ser levado e escondido em qualquer lugar. A corrente é de prata, e cintila com um brilho negro à luz da Lua. Seu pingente é em forma de pentagrama, e é feito de diamante. Duas vezes por missão e durante 2 rodadas, tendo no mínimo uma rodada de intervalo cria uma barreira mágica de cor roxa, esta cobre todo o feiticeiro. Protege contra ataques mágicos – principalmente - e ataques a longa distancia – lanças, bumerangues, correntes, flechas etc.; ataques diretos não são repelidos.][Prata; Diamante;] (Item de Feiticeira) {Controle Mágico} [Presente de Reclamação por Circe] (no pescoço da Bia, pois é, q)
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Re: Treino trimestral - abril/ maio/ junho

Mensagem por Zoey Montgomery em Sex 20 Jun 2014, 23:56



Treino
Dos Feiticeiros
 

   (UM)
                Ainda era dia quando um sátiro entregara a carta para Zoey e, assim que viu de quem era, firmou os lábios em uma linha fina. Geralmente, Sadie os convocaria de outra forma, o que fez o coração da pequena transbordar de preocupação. Estaria ela planejando fazer alguma coisa?
                As pequenas mãos rodaram o envelope de convocação, observando os detalhes, desde a bela caligrafia no papel até os detalhes incrustados nas bordas. Ao seu lado, Buttercupp latiu, apreensiva. Um suspiro audível saiu por entre os lábios finos da garota.
                - Bem, preciso abri-lo, não? – falou para si mesma. Recostou-se, então, no tronco da árvore, enquanto colocava os pés dentro do lago. Apreensiva, encarou o envelope mais uma vez, enquanto uma pitada de medo brincava em seu peito. Então, abriu o envelope, retirando a carta de dentro.  Uma carta de convocação escrita pela própria líder dos feiticeiros.
                E, como a sorte da semideusa naquele dia não sorrira para ela, algo aconteceu. De repente, sentiu seu dedo indicador ser perfurado com uma espécie de micro-agulha. Desesperada, a garota retirou os pés de dentro do lago e levantou-se rapidamente, encarando o ferimento.
                Mas que raios fora aquilo? Mal tivera tempo de ler a carta que lhe fora endereçada, e tão logo fora ‘atacada’ desta maneira?  Devagar, pegou a carta novamente, as mãos trêmulas dificultavam um pouco a leitura. E, após ler o escrito por completo, seu coração quase saiu pela boca. Havia sido envenenada, e agora precisaria descobrir como parar o veneno. Ou seja, precisava fazer um antídoto.
                - Buttercupp! – falou, a voz transbordando medo. – Preciso que me leve até a ilha de Circe. – e, após um latido de confirmação, a garota montou em sua mascote e ambas desapareceram nas sombras mais próximas.
 
                (DOIS)
                E, tão logo, reapareceram na ilha SPA de sua patrona. Voltar ali era enojante para a semideusa, mas agora era preciso. Somente ali conseguiria produzir um antídoto para o que lhe atingira.
                A passos rápidos, foi até o laboratório de alquimia, enquanto as palavras lidas por ela dançavam em sua mente.
 “Caros feiticeiros,
                              Por meio desta, convoco-os para um treino. Mas não será um treino qualquer, então já lhes aviso: quando abrirem esta carta, acreditem, estarão envenenados. Cada carta possui um veneno diferente e cabe a vocês encontrarem o antídoto. Para tanto, podem se utilizar do laboratório de alquimia da ilha SPA de nossa patrona. Ah, apenas para alertá-los: terão apenas uma hora para achar o antídoto. Não morram.
Ass.: Sadie Bronwen”
 
   A arcana engoliu em seco. Um rápido olhar para o relógio de parede que havia no corredor fez seu coração apertar: tinha apenas 50 minutos para descobrir que veneno lhe afetara e, depois, fazer um antídoto, ou morreria.
   Não! Não vou morrer!
   Enquanto caminhava, sentia algo diferente em si. Tão logo, Zoey começara a ficar excitada, e não apenas isso: seus lábios, língua e garganta começaram a ficar dormentes. Acelerou o passo, chegando ao laboratório, o qual se encontrava com as portas entreabertas. Abriu-as rapidamente e correu para dentro do lugar, sem prestar muita atenção nos detalhes do local. Apenas lançou um olhar para Sadie, que balançou a mão como quem diz ‘vá em frente’. E correu para a bancada mais próxima.
   Em cima dela, havia apenas as coisas básicas: um caldeirão, tábua e faca para cortar ingredientes. O coração de Zoey batia freneticamente, enquanto o pensamento de que iria morrer ficava mais forte em sua cabeça. Olhou nervosamente o relógio: 14h15min. Essa não. Tinha apenas 45 minutos.
   A passos largos, a semideusa caminhou até uma prateleira que ficava encostada à parede, no fundo da sala. Olhou rapidamente todos os títulos ali existentes, até que encontrou um livro chamado “Venenos, Essências e Antídotos”. Aquele teria que servir.
Virou-se para voltar à bancada, quando um regurgitar em seu estômago fez a arcana parar. Tão logo, seus joelhos vieram ao solo, e todo o almoço da garota estava no chão. Não fora uma cena muito bonita.  Era muito difícil a feiticeira vomitar daquele jeito, e isso a assustou. O quão poderoso era esse veneno?
   Trêmula, apoiou-se à bancada mais próxima e pôs-se de pé, voltando para onde estava. Apoiando o livro no mármore frio, começou a passar os olhos rapidamente por todas as páginas, procurando por qualquer sintoma que parecesse com os que sentia.
   - Por favor... Por favor... – murmurava, enquanto as folhas voavam. Então, avistou uma foto de uma flor roxa, com um grande ACÔNITO escrito. Rapidamente deu uma lida no que estava escrito e, surpreendentemente, os sintomas batiam com os seus. Só podia ser isso! Virou a página, procurando pelo antídoto, mas não o encontrou. Folheou o livro inteiro, mas mesmo assim nada viu. Essa não.
   As mãos já trêmulas começaram a tremer mais ainda, enquanto o suor frio descia pelo rosto já febril da filha do sol. Não era possível que isso não teria um antídoto.
  As esperanças de Zoey começaram a cair e, assim que ela olhou no relógio e viu que faltavam apenas 35 minutos para que ele se tornasse fatal, o desespero tomou conta do pequeno corpo. Socou a mesa, abaixando a cabeça. Estava perdida. Com certeza, morreria.
 
(TRÊS)
   Buttercupp encostou o focinho nas pernas da menina, como se quisesse consolá-la. Então, soltou um latido baixo, como quem diz não desista!
   - Tem razão, garota. Não posso desistir. – falou, acarinhando a cabeça da cadela. Respirou fundo pelo nariz e soltou pela boca. Precisava voltar para o acampamento. Para seus irmãos. Para seu namorado. Não iria morrer. Não agora.
   Mais calma, voltou a folhear o livro. Teria que haver um antídoto. Afinal, todos os venenos tem um, certo? Passando os olhos rapidamente pelos títulos das páginas, viu um antídoto com o seguinte nome: “Antídoto para Venenos Incomuns”. Será que funcionaria? Só tentando para saber.
   Deixou naquela página, olhando os ingredientes. Então, foi até a prateleira, pegando alguns e correndo até a mesa novamente. Repetiu o processo três vezes, caindo na última vez e vomitando novamente.
   - D-Droga... – falou, ficando de pé de forma desajeitada. Retomou sua corrida, apressadamente. Faltavam 25 minutos. Que seja de forma imediata, por favor!
   O corpo febril e as mãos trêmulas dificultavam o processo de fabricação do antídoto, e não apenas isso. Como se a temperatura caísse de repente, a menina começou a sentir muito frio e dificuldade de respirar. Era como se todos os seus músculos estivessem começando a travar de repente.
   Não se desespere! Não se desespere!    
   - Muco de verme... – a menina falou, colocando no caldeirão um pouco da gosma verde que havia em um dos frascos. – Pó de flor do asfódelos... – tentou pegar um pouco que havia em um pote, mas as trêmulas mãos derrubaram o ingrediente em cima da bancada. Mantenha a calma, mantenha a calma. Repetiu o processo conseguindo, desta vez, colocar dentro o caldeirão o pó dourado. – Pele de ararambóia picada... – a voz mal passava de um sussurro. Abriu um pote transparente, o qual havia peles de ararambóia dentro. Era uma escama verde, que fez o estômago da arcana revirar mais ainda.
   Então, começou a cortar a pele, o que era loucura, uma vez que estava com as mãos trêmulas e com a visão turva. Aproximou-se e, após ter certeza de que não cortaria o dedo, deslizou a faca rapidamente. Uma vez. Duas vezes. Três vezes. Quatro vezes. Cinco vezes. Até uma dor lacerante atingir seu dedo indicador esquerdo.
   - AH! – gritou, largando rapidamente a faca e os ingredientes. Olhou para o talho que abrira em seu próprio dedo, praguejando. – Droga... Droga... Droga... – choramingou. Então, começou a procurar por algo que pudesse estancar o sangramento.
Não! Você não tem tempo para isso!uma parte do cérebro da garota falou. Tem razão, não tenho.
Voltou novamente os olhos para o livro.
   - Sangue da pessoa envenenada... – mas o quê? Dando de ombros, apenas deixou que o sangue de seu dedo caísse dentro do caldeirão. – E, por fim, coloque meio caldeirão de água e azeite, e deixe ferver por dez minutos, até que a poção adquira um tom avermelhado.
   Zoey sentiu seu coração quase parar. Dez minutos? Olhou para o relógio. Tinha 15 minutos ainda. Ligou o fogo, e deixou que a poção simplesmente fervesse. A cada minuto que se passava, a garota ficava pior. Sua pele adquirira um tom esverdeado, como se estivesse enjoada. Os músculos da laringe já quase apresentavam sinais de paralisia, deixando-a com uma dificuldade enorme de respirar.
   A boca, salivava demais. O coração, parecia um motor prestes a explodir. O olhos vagavam entre o caldeirão e o relógio, enquanto esperava o tempo passar. Tonta, escorou-se na bancada, não permitindo que seus olhos se fechassem involuntariamente, mantendo-se acordada o máximo possível.
   E então, estava pronta. Haviam se passado dez minutos. A poção estava avermelhada, como diziam as instruções. Ótimo.   Vagarosamente, a menina retirou um pouco do antídoto de dentro do caldeirão e encarou-o. Colocou-o em uma taça que pegara anteriormente na prateleira a qual pegara os ingredientes. E, então, bebeu.
   O gosto, assim como o cheiro, era horrível. Mas era necessário fazer aquilo. Bebeu todo o líquido que havia na taça. Faltavam 3 minutos para acabar o tempo, mas a menina começou a sentir os efeitos diminuírem. A respiração e os batimentos cardíacos da menina começaram a voltar ao normal, mesmo que vagarosamente.
   Apesar da pele ainda febria e da visão turva, Zoey pode ficar relaxada. Estava a salvo.Sobrevivera  a mais um treino.
Sadie, leia por favor:
Então, não consegui achar um antídoto para o veneno, então inventei um... Espero que não haja problema. Ah, e desculpe ser um treino meio ruim, mas esses dias tem sido meio corrido para mim, e como eu não queria deixar de postar...
Armas/Poderes/Etc:
♀ — Cetro Mágico [Feito em madeira reforçada com ouro branco, é coberto por uma energia escura quando usado no escuro, podendo facilmente ser despistado. Contém como gema mágica um rubi no topo do item, circulada por duas lâminas, como garras que mantém a pedra no alto. É leve e resistente à magia, capaz de guardar e soltar de uma vez só rajadas de energia mágica (dependentes de feitiços, obviamente). Executa habilidades mágicas com maestria, recebendo assim a benção de Circe, a deusa da magia, ou seja, qualquer poder executado a partir deste item resulta em uma diminuição na taxa de MP — -5% na conta/-5 à 10] [Madeira; Ouro Branco; Rubi;] (Item de Feiticeira) {Controle Mágico } [Recebimento: Presente de Reclamação por Circe]
    — Relíquia Mágica [Colar simples e leve, podendo ser levado e escondido em qualquer lugar. A corrente é de prata, e cintila com um brilho negro à luz da Lua. Seu pingente é em forma de pentagrama, e é feito de diamante. Duas vezes por missão e durante 2 rodadas, tendo no mínimo uma rodada de intervalo cria uma barreira mágica de cor roxa, esta cobre todo o feiticeiro. Protege contra ataques mágicos – principalmente - e ataques a longa distancia – lanças, bumerangues, correntes, flechas etc.; ataques diretos não são repelidos.][Prata; Diamante;] (Item de Feiticeira) {Controle Mágico} [Presente de Reclamação por Circe]


 - Especialista em Venenos e Poções: Como um aprendiz de Circe você é capaz de distinguir perfeitamente um veneno de uma poção comum ou mágica, não obstante sabe prepará-los com facilidade.
 

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Re: Treino trimestral - abril/ maio/ junho

Mensagem por Sadie Bronwen em Ter 14 Out 2014, 23:53





- - - - - - - - - - - - - - - - - - Avaliação



Crystal

Pontuação:
Poucos erros gramaticais de forma geral. Apenas tenha cuidado no uso de algumas coisas, como "cujo". "Cujo" (e variantes) não apenas faz referência a um termo anterior, mas também tem caráter possessivo. Mesmo algumas frases em que poderia se adequar foram mal formuladas (Nunca soubera de algum tipo de veneno cujo só um membro sofria espasmos por vez - perceba que o cujo faz a ponte entre veneno e membro, mas não há relação de posse aí; o ideal seria "cujo efeito afetasse só um membro por vez, fazendo com que sofresse espasmos...")

Por exemplo: A menina cujo pai é empresário = A menina que tem o pai que é empresário.

No seu texto, o ideal seria o uso de "que" exatamente pela relação de posse ser inexistente - o mesmo se aplica depois, ao utilizar novamente ao descrever sobre a cadela infernal. Além disso pouco coisa (a onde/ aonde) e a concordância de algumas frases (sempre preferira transportes normais, do tipo que não lhe causem dor de cabeça - considerando o tempo pretérito, o ideal seria utilizar "causassem")

Outro ponto é da escolha do vocabulário, nem sempre condizente. Apesar de poder ter esse sentido, "deveras" não é sinônimo perfeito de "muito" quando se refere a alguma quantia ou medida, como seria o caso no texto, servindo mais como intensificador - deveras preocupante = muito preocupante ou realmente preocupante, mas esquivar-se com deveras velocidade ficaria estranho ao se pensar em "realmente velocidade". Não é errado, mas não é fluido - melhor usar um advérbio, como "velozmente".

Relacionar clima com hora do dia também deixou o texto confuso - independente de estar nublado, isso não altera o fato de ser dia ou noite (e nos dados da postagem o horário conta como 14h, bem longe do fim do dia). Talvez quisesse dizer que estava mais frio, como se já fosse poente ou algo assim, mas não ficou muito claro.

De coerência só foi estranho a questão da descoberta do veneno - não foi algo de outro mundo (afinal, intuição realmente poderia influenciar) mas primeiro a personagem divaga sobre como encontraria o veneno para em seguida dar de cara com a informação. Primeiramente, achei que ela pesquisaria pelos sintomas para depois chegar a uma conclusão, mas, como dito, nada que valha um desconto.

Você tem uma ótima escrita, mas você mesma admite a falta de revisão - então, os erros foram normais, nada gritante, considerando as circunstâncias, e que provavelmente seriam resolvidos com uma releitura mais cuidadosa. No mais, parabéns.

Coerência = 170 de 200
Coesão e Fluidez = 85 de 100
Ortografia e Organização = 30 de 40
Objetividade e adequação = 55 de 60

Total = 340 de 400

Premiação = Estricnina {Veneno vegetal}[Este pequeno pote contém uma dose concentrada em forma de uma pasta ocre da semente da Nox vômica, que pode ser utilizada em armas. Após ser colocada na lâmina, a dose do veneno fica latente por até 1h, ou até o primeiro golpe (o que ocorrer primeiro) - ficando na lâmina por até 3 golpes. O alvo envenenado sofre os efeitos por turnos distintos, 3 turnos após o contato, ele começa com a ansiedade e os tremores, sofrendo uma redução de 20% na defesa. No turno seguinte, os tremores se intensificam, passando a espasmos corporais, que reduzem em 20% o ataque. No terceiro turno do efeito, o alvo fica impossibilitado de segurar qualquer tipo de item, perdendo parte do controle motor, e nos 3 turnos seguintes passa a sofrer uma perda de 10% de HP e MP pela asfixia. Golpear um mesmo oponente várias vezes aumenta os turnos finais de dano (1 por golpe envenenado adicional). Usar mais de uma dose por vez não produz efeito. A parte de baixo do tubo contém 1 dose de antídoto específico, que não recupera danos mas impede os efeitos que ainda não tenham ocorrido. Pode ser usado apenas via ferimentos, uma vez que por contato exigiria uma concentração maior do que a disponível, seu formato não permite inalação e seu gosto é amargo demais para não ser notado em alimentos. Não pode ser usado em forjas, uma vez que seu processo o torna volátil para tal, anulando seus efeitos][Nível mínimo: 15]

Caliginem {Veneno Artificial Mágico} [Este fraco incolor contém uma substância venenosa, elaborada especificamente na ilha de Circe. No formato original, ela faz efeito através de ingestão ou ferimento - mas com uma condição: o alvo afetado precisa crer que foi envenenado. É um veneno de indução - se acreditar que foi envenenado com algo, então o veneno agirá, afetando-o de acordo com uma substância conhecida pelo alvo em termos de dano e duração equivalentes a uma única dosagem, mas nunca será fatal nem direta nem indiretamente (então, efeitos que induzam a isso ou tirem o alvo de combate são anulados. Se a morte ou coma - ou similar - for o único efeito do veneno, o alvo entra em torpor por uma rodada, perdendo 50% do ataque e defesa, e então o efeito se esvai)- o efeito começa a regredir assim que alcança o ápice ou após 3 turnos. Seu comportamento no organismo não é determinado pelo envenenador, mas que pode ser induzido por ele com meios próprios - blefe sendo o principal. O veneno induzido deve ter suas características e efeitos descritos detalhadamente, sujeitos à avaliação do narrador/ avaliador. O alvo só sofre os efeitos que ele conhece. Assim, antídotos para outros venenos podem ser efetivos contra ele, e não acreditar no envenenamento torna a substância inútil. Apesar da manipulação mágica que sofre, RM não se aplica. 1 única dose do veneno e do antídoto específico (não funciona para nenhuma outra substância). Não pode ser usado em forjas, uma vez que seu processo o torna volátil para tal, anulando seus efeitos][Nível mínimo: 30]


Shamira

Pontuação:
Muito pouca coisa a comentar, realmente. Já havia lido textos seus antes, e devo mencionar que melhorou muito a fluidez - ter um grande vocabulário e saber como usar são coisas distintas, e aqui você conseguiu um bom equilíbrio entre ambas as coisas. As falhas presentes eram esperadas, dado que a construção de um texto grande é cansativa e alguma coisa sempre passa, mas nada grave - em uma frase, por exemplo, houve uma descontinuidade, pela falta de uma palavra ("Isso tudo só pra notar que o envenenamento também à sua magia, que começava a manifestar pequenas falhas." - afetava também ou também afetava corrigiriam isso, ou retirar o "que"). Cuidado com a crase também ("faltava meia hora para as três da tarde" é diferente de "tinha um compromisso às três da tarde"). No mais, um ou outro erro de digitação (inmigos). Do cumprimento dos pontos, poderia ter diversificado um pouco mais os efeitos na hora de afetar a personagem.

Coerência = 200 de 200
Coesão e Fluidez = 98 de 100
Ortografia e Organização = 37 de 40
Objetividade e adequação = 55 de 60

Total = 390 de 400

Veneno de Aquerusia (diluído) {Veneno vegetal mágico} [Feito de musgos do submundo, é uma pasta farelenta de um tom verde escuro levemente fosforescente, que age por contato ou ferimento. Após ser colocada na lâmina, a dose do veneno fica latente por até 1h, ou até o primeiro golpe (o que ocorrer primeiro) - ficando na lâmina por até 3 golpes. Seus sintomas são rápido, começando a agir no turno seguinte ao contato. O primeiro sintoma é a tontura, fazendo o alvo perder 50% da movimentação pelo equilíbrio afetado. Poderes de equilíbrio não removem a penalidade, uma vez que é fisiológico. No segundo turno o veneno provoca um escoamento mágico, causando a perda de 10% da MP, no 3º turno, ele altera o sentido, afetando poderes de sexto sentido e similares e o reflexo do alvo, diminuindo sua defesa. O veneno age de forma progressiva por 5 turnos. RM não o afeta, e resistência à veneno é apenas parcial. Por ser diluído não é fatal, e os efeitos perduram até o fim da duração - ou seja, ainda que surja no primeiro turno, a perda de equilíbrio se mantém, e a de MP continua a ocorrer nos turnos seguintes, enquanto a perda de sentido e reflexo é fixa. Golpear um mesmo oponente várias vezes aumenta os turnos finais de dano (1 por golpe envenenado adicional). Usar mais de uma dose por vez não produz efeito. O tubo contém 2 doses, e um compartimento nele mantém 2 doses de antídoto específico, que não recupera danos mas impede os efeitos que ainda não tenham ocorrido. Pode ser usado apenas via ferimentos ou contato, uma vez que seu formato não permite inalação e seu gosto é amargo demais para não ser notado em alimentos. Não pode ser usado em forjas, uma vez que seu processo o torna volátil para tal, anulando seus efeitos][Nível mínimo: 15]

Caliginem {Veneno Artificial Mágico} [Este fraco incolor contém uma substância venenosa, elaborada especificamente na ilha de Circe. No formato original, ela faz efeito através de ingestão ou ferimento - mas com uma condição: o alvo afetado precisa crer que foi envenenado. É um veneno de indução - se acreditar que foi envenenado com algo, então o veneno agirá, afetando-o de acordo com uma substância conhecida pelo alvo em termos de dano e duração equivalentes a uma única dosagem, mas nunca será fatal nem direta nem indiretamente (então, efeitos que induzam a isso ou tirem o alvo de combate são anulados. Se a morte ou coma - ou similar - for o único efeito do veneno, o alvo entra em torpor por uma rodada, perdendo 50% do ataque e defesa, e então o efeito se esvai)- o efeito começa a regredir assim que alcança o ápice ou após 3 turnos. Seu comportamento no organismo não é determinado pelo envenenador, mas que pode ser induzido por ele com meios próprios - blefe sendo o principal. O veneno induzido deve ter suas características e efeitos descritos detalhadamente, sujeitos à avaliação do narrador/ avaliador. O alvo só sofre os efeitos que ele conhece. Assim, antídotos para outros venenos podem ser efetivos contra ele, e não acreditar no envenenamento torna a substância inútil. Apesar da manipulação mágica que sofre, RM não se aplica. 1 única dose do veneno e do antídoto específico (não funciona para nenhuma outra substância). Não pode ser usado em forjas, uma vez que seu processo o torna volátil para tal, anulando seus efeitos][Nível mínimo: 30]


Bianca

Pontuação:
Texto fluido, com certa leveza e que transmite bem a personagem. Poucos erros ("a página do livro em que continha as intrusões" em vez de "a página do livro que continha as instruções"; " meus olhos se desviaram para as elas de novo" - um "as" a mais ali, e outros erros similares, alguns de cenário - lembrando que a Ilha é mais famosa pelas empousas, enquanto as harpias cuidam do Acampamento). Destaco aqui o detalhamento do texto, com toda a descrição do processo, conseguindo inserir os procedimentos sem deixá-lo maçante e cumprindo todos os pontos, parabéns.

Coerência = 195 de 200
Coesão e Fluidez = 95 de 100
Ortografia e Organização = 35 de 40
Objetividade e adequação = 60 de 60

Total = 385 de 400

Frozen {Veneno Artificial}[Este recipiente lembra uma pequena bola com pouco mais de 5cm de diâmetro.Contudo, seu poder vai bem além da aparência. Quando rompido, ele espalha um pó fino e levemente azulado, que faz efeito por inalação e contato, se expandindo em uma nuvem de 5m de raio que dura 3 turnos no ar (ou 1 turno em locais abertos com vento). Aqueles que aspirarem ou tiverem contato, passam a ser afetados pela substância, que age por 5 turnos. O primeiro turno provoca lentidão, reduzindo a movimentação dos alvos em 50%. No turno seguinte o efeito aumenta, impedindo o manuseio de um dos membros superiores, passando para o outro membro no turno seguinte, impedindo o alvo de segurar itens e tirando sua mobilidade, com redução de 25% no ataque, cumulativos nos dois turnos - totalizando 50% de perda - , o quarto turno provoca a perda de 15% da HP, por dano de frio devido à hipotermia, mas não é provocado pelo elemento gelo em si - então não é reduzível - paralisando a vítima no último turno, e mantendo-a assim por mais um turno, após o qual a vítima se recupera. Apenas 1 dose de antídoto específico acompanha o veneno, e o usuário não está livre de se envenenar se estiver na área.Não pode ser usado em forjas, uma vez que seu processo o torna volátil para tal, anulando seus efeitos.][Nível mínimo: 15]

Caliginem {Veneno Artificial Mágico} [Este fraco incolor contém uma substância venenosa, elaborada especificamente na ilha de Circe. No formato original, ela faz efeito através de ingestão ou ferimento - mas com uma condição: o alvo afetado precisa crer que foi envenenado. É um veneno de indução - se acreditar que foi envenenado com algo, então o veneno agirá, afetando-o de acordo com uma substância conhecida pelo alvo em termos de dano e duração equivalentes a uma única dosagem, mas nunca será fatal nem direta nem indiretamente (então, efeitos que induzam a isso ou tirem o alvo de combate são anulados. Se a morte ou coma - ou similar - for o único efeito do veneno, o alvo entra em torpor por uma rodada, perdendo 50% do ataque e defesa, e então o efeito se esvai)- o efeito começa a regredir assim que alcança o ápice ou após 3 turnos. Seu comportamento no organismo não é determinado pelo envenenador, mas que pode ser induzido por ele com meios próprios - blefe sendo o principal. O veneno induzido deve ter suas características e efeitos descritos detalhadamente, sujeitos à avaliação do narrador/ avaliador. O alvo só sofre os efeitos que ele conhece. Assim, antídotos para outros venenos podem ser efetivos contra ele, e não acreditar no envenenamento torna a substância inútil. Apesar da manipulação mágica que sofre, RM não se aplica. 1 única dose do veneno e do antídoto específico (não funciona para nenhuma outra substância). Não pode ser usado em forjas, uma vez que seu processo o torna volátil para tal, anulando seus efeitos][Nível mínimo: 30]

Zoey

Pontuação:
Texto primoroso, como sempre. Apenas cuidado com o que deixa ou não subentendido (fiquei um pouco confusa com a cadela dentro do laboratório - não que tenha sido errado, uma vez que não indicou que a havia dispensado, mas também não foi clara o suficiente sobre ela a acompanhar em um local fechado, o que deu uma sensação de estranheza - é apenas um alerta para este tipo de situação na escrita, mas não houve uma falha em si uma vez que não houve contradição). Alguns erros de digitação, mas nada comprometedor. Como sempre, texto detalhado, com fluidez e foco na personagem (o que às vezes pode ser complicado quando se usa terceira pessoa).

Coerência = 190 de 200
Coesão e Fluidez = 95 de 100
Ortografia e Organização = 37 de 40
Objetividade e adequação = 55 de 60

Total = 377 de 400

Acônito {Veneno natural}[Pote com pasta de cor terrosa, contém 2 doses que podem ser usadas sobre uma arma ou diluída em líquidos, por ingestão. Após ser colocada na lâmina, a dose do veneno fica latente por até 1h, ou até o primeiro golpe (o que ocorrer primeiro) - ficando na lâmina por até 3 golpes. Seus sintomas são rápido, começando a agir no turno seguinte ao contato. O primeiro é a agitação, fazendo o alvo perder a concentração e diminuindo a eficácia de seus golpes em 20%. No segundo turno, há uma alteração de sentido - o alvo atacará a criatura mais próxima, independente de amigo ou inimigo, com um ataque direto simples, motivado por uma alucinação. Esse efeito é passageiro. O terceiro turno provoca uma perda de HP de 5%, que se mantém por mais dois turnos, e no quarto turno o alvo é acometido de náuseas que o impedem de atacar - ele ainda poderá correr ou se defender, contudo. Golpear um mesmo oponente várias vezes aumenta os turnos finais de dano (1 por golpe envenenado adicional). Usar mais de uma dose por vez não produz efeito. A parte de baixo do tubo contém 2 doses de antídoto específico, que não recupera danos mas impede os efeitos que ainda não tenham ocorrido. Pode ser usado apenas via ferimentos, uma vez que por contato exigiria uma concentração maior do que a disponível, seu formato não permite inalação e seu gosto é amargo demais para não ser notado em alimentos. Não pode ser usado em forjas, uma vez que seu processo o torna volátil para tal, anulando seus efeitos][Nível mínimo: 15]

Caliginem {Veneno Artificial Mágico} [Este fraco incolor contém uma substância venenosa, elaborada especificamente na ilha de Circe. No formato original, ela faz efeito através de ingestão ou ferimento - mas com uma condição: o alvo afetado precisa crer que foi envenenado. É um veneno de indução - se acreditar que foi envenenado com algo, então o veneno agirá, afetando-o de acordo com uma substância conhecida pelo alvo em termos de dano e duração equivalentes a uma única dosagem, mas nunca será fatal nem direta nem indiretamente (então, efeitos que induzam a isso ou tirem o alvo de combate são anulados. Se a morte ou coma - ou similar - for o único efeito do veneno, o alvo entra em torpor por uma rodada, perdendo 50% do ataque e defesa, e então o efeito se esvai)- o efeito começa a regredir assim que alcança o ápice ou após 3 turnos. Seu comportamento no organismo não é determinado pelo envenenador, mas que pode ser induzido por ele com meios próprios - blefe sendo o principal. O veneno induzido deve ter suas características e efeitos descritos detalhadamente, sujeitos à avaliação do narrador/ avaliador. O alvo só sofre os efeitos que ele conhece. Assim, antídotos para outros venenos podem ser efetivos contra ele, e não acreditar no envenenamento torna a substância inútil. Apesar da manipulação mágica que sofre, RM não se aplica. 1 única dose do veneno e do antídoto específico (não funciona para nenhuma outra substância). Não pode ser usado em forjas, uma vez que seu processo o torna volátil para tal, anulando seus efeitos][Nível mínimo: 30]

- - - - - - - - - - - - - - - - - - Explicações


Sadie acompanhou o processo realizado pelos feiticeiros, sem interferir. Alguns, obviamente, preferiram arcar com as consequências; com estes, ela lidaria depois. De toda forma, o resultado havia sido satisfatório, ainda que poucos refletissem sobre o treino em si, gastando seu tempo em canalizar a raiva contra ela - algo que ainda sentia a cada olhar ressentido que recebia. Paciência. Assim assim, não era tão cruel a ponto de deixar a todos no escuro - seus treinos possuíam sim métodos e objetivos, e era necessário que os feiticeiros percebessem isso. Ao menos os que permaneceram na ilha, ainda que temporariamente, receberiam as devidas explicações. Os outros, talvez um dia descobrissem, mas ela não poderia obrigar ninguém a nada, nem mesmo a compreender. Era um mal de um grupo com um senso tão grande de individualismo, ainda que não surpreendente, já que de uma forma ou de outra todos buscavam apenas um objetivo: poder.

Aqueles que ainda estavam ali foram reunidos no saguão, para as orientações finais. Ela os aguardava, sentada em um dos degruas da escadaria que levava ao segundo andar, um pouco mais informal que de costume - já estava ali a algum tempo, pelo menos o suficiente para conseguir não demonstrar mais seus receios ao cumprir o papel imposto.

- Parabéns, feiticeiros... Vocês sobreviveram!

O murmúrio de raiva foi audível, mas ela não fez qualquer sinal para que parassem, esperando que a comoção passasse sozinha, o corpo curvado com os braços apoiados sobre os joelhos, enquanto apenas observava.

- Realmente, uma reação previsível. Não muito inteligente, mas previsível. Sei que alguns se sentiram traídos... sei que nenhum compreendeu. Mas não é uma questão de confiança...

Ela levantou-se, descendo alguns degraus.

- Você confia em seus amigos, em sua família... Naquilo que todos deixaram para trás ao vir para esta Ilha. Talvez estejam em bons termos com eles, o Acampamento e sua história de que somos todos amigos, talvez não... De toda forma, nós não somos todos amigos. Aliados talvez, alguns temporários e outros não, mas fora daqui, não esperem complacência - muitos não a terão com vocês.

Ela agora estava ao pé da escada, os encarando.

- No entanto, essa confiança nem sempre é justificada ou recíproca. Não quero dizer que devam ser paranoicos e não confiar em ninguém, mas devem estar cientes de que pessoas quebram suas expectativas, e que mesmo aqueles que vocês têm em alta conta, seja por medo, respeito ou amor, ainda podem traí-los. Às vezes, diretamente, às vezes, de forma não intencional... Às vezes por um embuste... Quais garantias tinham de que a carta era real? Temos nossas proteções, mas mesmo nós não somos infalíveis, ainda mais com tantos de vocês distantes... Lição número 1: Não baixe a guarda, independente de quem seja.

Sadie suspirou. Era duro, ela sabia, e em parte estava representando um papel do qual não gostava muito.

- A lição número 2 é mais objetiva: Mantenha o foco. Ainda que não estivesse fisicamente no laboratório, acompanhei todos os testes... E ainda que não fosse uma situação simples, todos estavam capacitados para resolvê-la. Entretanto, parecem que se esqueceram disso em alguns momentos. Por outro lado, se houvessem se empenhado mais em utilizar os recursos disponíveis, não ficariam tão inseguros em um momento como este... E então esta é a lição 3: Não se acomodem.

A raiva permanecia, e ela não sabia se eles conseguiriam controlá-la. A tensão era como um elástico esticado, e as coisas se equilibravam. Ao passos que alguns abaixavam a cabeça ouvindo a represália, outros levavam a mão em direção às armas. Era estranho pessoas tão diferentes em um mesmo grupo, e ela nunca parava de se surpreender com as reações.

- Da mesma forma, o treino traz confiança, e isso faltou a vocês em alguns momentos. Lembrem-se contudo que ninguém veio parar nesta ilha por acaso. Todos fomos testados, todos nos mostramos capazes em algum momento. A lição número 4 é se lembrar disso: nada é fácil se não for executado com confiança, e tentarão abalar a de vocês lá fora. Não haverá apoio, não haverá torcidas, haverá apenas vocês e seus oponentes. Se desistirem, se não lutarem por si mesmos, ninguém o fará.

A garota sorriu, um sorriso verdadeiro dessa vez, enquanto erguia as mãos em um gesto de paz.

- A lição 5 seria sobre perseverança, mas nenhum de vocês aqui desistiu, apesar de tudo. Então, ao menos isso eu acho que vocês assimilaram bem... Agora, sobre o veneno... Acham mesmo que Circe tentaria matar seus seguidores ou aprovaria que eu o fizesse?

Ela pegou uma ampola, mostrando a todos no local. Agora tinha a atenção, o elástico se afrouxara.

- Isso é o que foi ministrado a todos vocês... É bom não deixar cair!

A frase em tom de mofa foi dita enquanto o frasco voava na direção de um dos feiticeiros, que o agarrou, assustado. Os feiticeiros próximos se afastaram, receosos, e a respiração de todos foi contida por um momento, até que o garoto infeliz tivesse o frasco a salvo, nas mãos.

- Mas mesmo se deixar, não vai ocorrer nada. Assim, é completamente inócuo. Essa substância recebeu tratamentos alquímicos e mágicos especiais, para simular os efeitos dos venenos. Ela pode sim ser considerada tóxica, mas não vai matar ninguém... Funciona através da sugestão do alvo afetado: você acredita, você sofre. Dessa forma, os antídotos também funcionam com ela, desde que vocês acreditem estar tomando a substância correta. Ninguém iria morrer, mas os efeitos eram sim reais - exceto o final. Talvez um desmaio ou coma por alguns dias, e mais alguns efeitos colaterais caso não seja eliminado do organismo. Foi um estudo interessante o que me proporcionaram com isso, mas a base é a mesma que todos nós conhecemos: nossa vontade prevalece no nosso mundo... Seja para criarmos qualquer coisa com nossa magia, seja para guiarmos a nós mesmos em nosso caminho. A vontade é nossa força mais poderosa. Podemos sim lidar com armas e lançar raios destrutivos, mas se não tivermos convicção nada funcionará, e se não tivermos inteligência não saberemos o que fazer depois...

A um gesto, uma empousa se aproximou, entregando alguns frascos a todos os presentes - e retomando a substância que usara de exemplo.

- Essa foi a lição 6. Espero que mantenham todas em mente. Agora, vocês estão recebendo os venenos originais, que vocês acreditaram estar tomando, e o antídoto que produziram. Quanto a esta substância... Bom, talvez um dia Circe nos ensine, uma vez que isso é do seu estoque pessoal. No mais, boa sorte a todos... E sobre o que disse inicialmente: Não somos amigos, mas somos aliados. Se realmente acharem que isto pode valer alguma coisa, me procurem. Estarei no meu gabinete.

A semideusa deu as costas a seus companheiros, embrenhando-se nos caminhos sinuosos da mansão. Se tirariam alguma coisa boa do treino, dependeria unicamente deles.

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OBS: Shamira não manteve-se no SPA, mas Circe certamente tem seus métodos para entregar sua recompensa. Ela só perdeu uma longa - e não muito agradável - explicação dos efeitos.


SHINJI @ OPS!
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Re: Treino trimestral - abril/ maio/ junho

Mensagem por 101-ExStaff em Seg 01 Dez 2014, 17:51

~Passei aqui para atualizar porque né q Sadie ganha um nível pela criação e avaliação do treino~
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Re: Treino trimestral - abril/ maio/ junho

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