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Teste para filhos de Hades

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Teste para filhos de Hades

Mensagem por 112-Ex-Staff em Ter 19 Ago 2014, 23:55

Teste para filhos de Hades


Aqui devem ser postados todos os testes para os concorrentes a filhos de Hades deste mês. As postagens podem ser realizadas até as 23h59min do dia 21 do mês corrente. Postagens após o prazo serão desconsideradas. Resultado no primeiro dia do mês seguinte.

Vejam as regras completas aqui [clique]

Boa sorte, campistas!


Thanks, Dricca - Terra de Ninguém
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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por Hearven Schaller em Qua 20 Ago 2014, 00:16




Filho do Diabo


Ficha


Características

Olhos claros, cabelo mal-cortado, pálido, olheiras escuras, sorriso irônico; no geral, um garoto apresentável. E apresentável é exatamente o que ele não quer ser.
Com atitudes impulsivas e descuidadas, somadas à aparência desleixada, Hyden é o típico garoto-problema: irrita os outros por puro prazer e adora ser “do contra”. É egoísta e, como chamam-no, babaca. Entretanto, no fundo – bem no fundo –, ele se preocupa com as pessoas a sua volta, só não gosta de demonstrar.

(Caso queira mais detalhes da aparência do personagem, só dar uma olhadinha no avatar em uso.)


História

Hyden cresceu sozinho. Seus pais, que sempre se preocuparam mais com as suas contas bancárias que o seu bem-estar, nunca lhe deram atenção. Ele tinha qualquer coisa que o dinheiro pudesse comprar, mas não era o suficiente. E, assim, começou a fazer tudo que lhe diziam ser errado. Para ele, “não” significava o mesmo que “faça”. Se não podia ter atenção, contentava-se com o desgosto.
Começaram a realmente percebê-lo quando sua vida escolar tornou-se um inferno. De cinco escolas, fora expulso de quatro; a quinta não resistira ao incêndio. Os pais, a partir de então, tomaram diversas atitudes: psicólogos, colégios internos e intercâmbio. Nada adiantou. Mas ainda restava uma opção: o Acampamento Meio-Sangue.
Apenas a mãe de Hyden tinha conhecimento da existência dos deuses, e mesmo ela tentava negá-lo. Era difícil para qualquer mortal entender o mundo mitológico. Mas, dado o comportamento do garoto, não restava opção.

xxx

— Minha mãe disse que “só vou passar um tempo lá” — Hyden repetiu as palavras com ironia, olhando para o teto —, mas ela quer se ver livre de mim o quanto antes. E o meu pai não falou nada, só concordou — não estava surpreso por quererem mandá-lo para fora de casa, mas achava que dessa vez as coisas não seriam tão simples. — Babacas.
Anne se deitou de bruços na cama ao seu lado.
— Hy — ela o chamou com a voz arrastada. — Você vai me ligar quando estiver nesse acampamento?
Anne era sua namorada desde a sétima série, e exatamente o seu oposto: enquanto ele era o encrenqueiro irresponsável, ela, a menina doce e simpática que todos gostavam.
Hyden sorriu e acariciou-a na bochecha.
— Todos os dias. E, às noites — inclinou-se para sussurrar no ouvido da garota —, brincamos de strip poker por chamada de vídeo.
Ela riu e se virou para beijá-lo. Hyden envolveu-a nos braços, e ambos rolaram na cama entre beijos e mordidas. Caíram no chão, e riram.
Com ela, tudo era divertido. Seus dias, menos chatos. E, agora, tinha que passar sabe-se lá quanto tempo no acampamento para adolescentes problemáticos e ficar longe dela. Hyden tentara argumentar, mas sua mãe pouco lhe deu ouvidos. E o seu pai não fazia nada, só concordava.
— Acho que está na hora de ir — Anne disse, deviando-se de um beijo no pescoço para levantar. Ajeitou a manga da blusa no ombro e apoiou uma mão na cintura, fazendo pose autoritária enquanto fitava-o.
— Assim você parece a minha mãe — Hyden sentou-se. — Eu não quero ir.
— Precisa ir, Hy. Vamos logo, ou desistirei do strip poker à noite.
— Você sempre consegue me convencer — riu, levantando-se para roubar um beijo rápido. A mochila com suas roupas estava ao lado da cama, mas parou, olhando em volta. — Eu quase estava esquecendo… — foi até o criado-mudo e pegou a fotografia que tirara com Anne no verão passado. — Vamos.
O carro já estava esperando por Hyden, com o motorista segurando a porta aberta. O garoto parou e olhou por cima dos ombros, buscando alguém que deveria estar ali. Ninguém viera lhe dar nem um “até logo”. Só havia o motorista.
— Onde estão a minha mãe e meu pai?
— Estão ocupados, Hyden. Eles me deram a ordem de levá-lo — o homem era sério todo o tempo.
Era difícil para ele acreditar que seus pais não lhe davam a mínima importância. E se simplesmente sumisse, talvez até agradecessem. Só não fazia-o por Anne. Ela, sim, se importava com ele. Devia ser a única.
Hyden olhou para trás antes de entrar no carro. Vão se foder.


Era uma sala escura, iluminada apenas pela lareira. E mesmo com o fogo, Hyden podia sentir o frio presente no lugar. Havia um silêncio profundo ali. Não era feito apenas pela ausência de vozes ou barulhos, mas como se alguém quisesse que permanecesse daquela forma. As paredes, os móveis, o fogo… eles queriam falar, mas não podiam. O silêncio não permitia.
As chamas falharam por um momento, e surgiram sussurros. Não havia ninguém na sala, mas as vozes estavam lá. Eram murmúrios pesarosos, que ficavam mais rápidos e intensos a cada instante. Chamavam, pediam, e lamentavam, e lamentavam, e lamentavam. Entre as palavras, um nome que fê-lo arrepiar.
Hyden Mclair.



Acordou assustado com o motorista sacudindo-o sutilmente. Sua mão envolvia o cinto de segurança com tanta força que deixava seus dedos brancos. Quando se deu conta de onde estava, soltou a respiração presa.
— Já chegamos, Hyden.
O garoto olhou pela janela e viu-se numa estrada deserta, que findava numa trilha de terra. Podia ver árvores e, mais além, duas pilastras que sinalizavam a entrada de um lugar. Se – infelizmente – estivesse certo, aquele era o acampamento.
Hyden apontou.
— Aquilo ali é para onde vou? — perguntou com uma sobrancelha arqueada, e o homem fez que sim com a cabeça. — Não poderia ser melhor.
Com a mochila num dos ombros, Hyden viu o carro partir e deixá-lo parado na estrada. É só por algum tempo, repetiu para se convencer. Algo, no entanto, dizia-lhe que muitas coisas estavam por vir…


Narrativa

Um sátiro entrou no chalé de Hades, olhando nervoso para os lados.
Aquele lugar causava calafrios até mesmo nos semideuses residentes, em parte por causa da decoração macabra. Mas havia, também, uma aura negativa que afastava os seres vivos. E o cheiro de enxofre, que diziam ser o mesmo do Submundo, não era dos melhores. Era, no geral, um lugar a ser evitado.
Hyden estava sentado na cama com as costas encostadas na parede. Ao perceber que havia mais alguém no chalé, deixou a bolinha de tênis escapulir, e ela foi rolando até parar perto do casco do sátiro. Ergueu os olhos para o recém-chegado, esperando pelo possível sermão que viria.
— Hyden.
— O próprio.
— Então… — o sátiro tremeu dos pés à cabeça com um calafrio.
O filho de Hades revirou os olhos.
— Vai falar logo ou está difícil?
— Tudo bem, tudo bem. Q-Quíron está te chamando. Na Casa Grande. Tipo, agora. É para ir. Importante. Missão.
À menção da palavra “missão”, inclinou o corpo para frente, como se não tivesse ouvido direito, mas o sátiro correu para fora do chalé como o Diabo foge da cruz. Aquilo divertiu o garoto, que se espreguiçou para sair da cama. Por mais que não gostasse de acatar ordens, haviam atiçado sua curiosidade. E nunca fora numa missão.
Darkness descansava ao lado da cama, o ferro negro afiado como nunca. Hyden atou-a à cintura com a bainha, e sentiu-se mais poderoso. Aquela arma decerto não era comum. E então, saiu do chalé.


— Hyden, preciso que você vá até o Submundo — Quíron encarou o filho de Hades como se pudesse lê-lo por completo. Aquilo incomodava o garoto, mas tentava não demonstrar.
— Submundo? Eu? — o centauro confirmou. — Há vários outros semideuses. Por que escolheu a mim?
Quíron coçou a barba.
— Tudo bem, eu posso mandar outro.
— Ei, ei, eu não disse que não iria. O que eu tenho que fazer lá?
Um envelope foi estendido por cima da mesa, e Hyden o pegou. Quando estava prestes a abri-lo, foi interrompido.
— Não abra — pelo tom de Quíron, estava claro que não deveria fazê-lo. — Deve entregar ao seu pai. Em mãos.
— Hades, sem problemas.
— Somente para Hades. Fui claro?
Hyden balançou a cabeça, mas ainda tinha uma dúvida.
— Como eu chego no Submundo mesmo?
Quíron fez um gesto para a porta, e quando se virou, o garoto recuou um passo involuntariamente. A mão, por instinto, pousou no cabo de Darkness. O tempo que passara treinando na arena servira para melhorar o seu reflexo, afinal.
Parado na varanda estava o maior cão que Hyden vira na vida. Negro, com olhos rubros cor-de-sangue que seguiam qualquer movimento que fazia. Sua respiração pesada podia ser ouvida facilmente a um quilômetro de distância.
— Não pode estar falando sério.
— Tome cuidado, Hyden.
Antes que pudesse esboçar qualquer reação, a criatura avançou e, a partir dali, sua visão escureceu. O cheiro de enxofre tomou-lhe o nariz e vozes aflitas chamaram-no, suplicando por ajuda. Seu estômago virou do avesso, e quase vomitou. Se aquela era a sensação de estar no Submundo…
— Puta que pariu — capotou na vegetação morta ao sair das sombras. — Gostei.
O cão infernal desapareceu ao mesmo passo que surgira. Hyden olhou em volta, ainda desorientado, levantando-se para se firmar. À frente, agigantavam-se muralhas negras e impiedosas capazes de fazer o mais valente dos semideuses hesitar. E, atrás, uma vastidão de terra morta e descampados, até onde a vista podia alcançar.
Merda.
O caminho até os portões do castelo de Hades não era longo. À medida que avançava, um alerta de perigo martelava o seu âmago. Tinha a sensação de que estava esquecendo alguma coisa, um detalhe muito importante. Receoso, tirou Darkness da bainha, e o gemido da lâmina ecoou por muito tempo. Vozes, sussurros… aquilo era tudo muito assustador, mesmo para um filho do deus dos mortos.
Quando finalmente havia atravessado o percurso até o castelo, uma sombra se agigantou à frente. Uma sombra muito grande. Engoliu em seco, e a mão que segurava a espada começou a tremer. O rosnado congelou-o no mesmo lugar.
Cérbero, o cão de três cabeças. Ótimo detalhe para esquecer.
Desviar da patada rendeu-lhe boas cicatrizes. E, como se não bastasse, cada passo do monstro reverberava até muito longe, e era difícil manter o equilíbrio. Hyden recuou de costas, temendo a próxima investida. Enfrentava, naquele momento, a morte vindoura. E, num momento muito propício, lembrou-se de uma lição aprendida no acampamento.
Seu sexto sentido – déficit de atenção para os leigos – avisou-o do segundo ataque e fê-lo desviar por pouco. Darkness voou num arco, fazendo um corte no focinho da cabeça da esquerda. Isso só fez o Cérbero se irritar mais.
Hyden correu, buscando qualquer coisa que pudesse servir de abrigo. A meu caminho de um tronco de árvore morto, o rabo do cão acertou-o, jogando-o para longe. Mais feridas, mais cicatrizes. E, agora, Darkness não estava mais consigo. Mas algo estranho ocorreu.
Um barulho semelhante a um pato de borracha sendo amassado cortou o lugar e fez os rosnados cessarem. Hyden se sentou e viu, para sua estranheza, o Cérbero correndo para apanhar uma bolinha que fora arremessada. Ergueu uma sobrancelha, descrente. Em seguida, percebeu a presença poderosa que surgira.
Um homem: meia-idade, roupas negras e semblante duro. Sem dúvidas, Hades. E caminhava na sua direção, os passos fazendo o solo morto se dobrar sob seus pés. A postura imponente intimidava, e Hyden teve que se fazer esforço para não se ajoelhar. Por mais poderoso que fosse o deus, o moleque era orgulhoso. Fez-se de indiferente: manteve o queixo para cima e encarou Hades com casualidade.
— Corajoso, garoto — o deus parou à sua frente, observando-o com olhos frios e vazios. — Não esperava menos.
Hyden tirou o envelope do bolso e estendeu-o, mas não recebeu resposta. O papel simplesmente queimou em sua mão.
— O quê?...
— Eu já sei o que aquele centauro quer — disse o deus —, e a minha resposta é não.
Fora até o Submundo para, no final das contas, receber a recusa de Hades, sendo que nem sabia do que se tratava. Arriscara a vida à toa. Aquilo irritou-o; se havia uma coisa que não gostava nem um pouco era que fizessem-no de babaca. Não importava se era um deus.
— Você só pode estar de brincadeira — começou, e Hades arqueou uma sobrancelha. — Vim até o Submundo trazer um pedaço de papel que você queimou. Quase morri para o seu fucking cachorro de estimação. E você diz simplesmente “não”? Vá se foder.
Uma ruga surgiu entre os olhos do homem parado à sua frente, e Hyden sentiu o hálito frio da morte em sua nuca. Um dedo pálido foi erguido em direção de sua testa, mas parou a meio caminho. Hades sorriu.
— Cuidado com as palavras, Hyden. Mas gosto da sua audácia. Agora, me siga — virou-se e caminhou na direção dos enormes portões.
— Para onde?
Não houve resposta, tampouco alternativa. Fosse por que fosse, Hades queria alguma coisa com ele. E, por mais idiota que fosse, sabia que não estava em posição de escolher. Teve que seguir o deus.

Não abra:
Querido avaliador,

Eu deixei o final da narrativa meio em aberto para poder desenvolver a trama do personagem a partir dali. Espero que isso não atrapalhe. E, durante o texto, fiz uso da arma inicial dos filhos de Hades e a perícia com armas laminadas, que é um poder passivo. É isso. See ya.

Atenciosamente, Hy.
Hearven Schaller
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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por Moose Hernández em Qua 20 Ago 2014, 20:48

     

Filho de Hades!

Sorte ou Azar?




Características

Em geral, possui cabelos meio loiros e opacos e olhos tão escuros que não há como diferenciar íris e pupila. Possuei pele brancas, quase pálida e traços fortes e rígidos. Não gosta muito do uniforme do acampamento, já que procura sempre colocar um preto para combinar.

Geralmente possui um aspecto sombrio, tendo características similar a de seu pai. Não é muito social, já que por vezes  tímido. Costuma trazer medo aos outros que se aproxima, tornando-os sozinhos. Consegue se comunicar com os mortos certas vezes, fazendo oferendas para isso, assim como todos os seus irmãos, e é quase um dos únicos que pode entrar e sair do submundo sem ser morto.    

História

Tudo começou na Espanha, Madrid, capital de origem do nosso personagem que vos conto a história de como ele se meteu na maior burrada de sua vida. Para irmos ao fim, temos o começo, claro.

Moose vêm de uma família de artesãos e pescadores, que teve a infelicidade de adotá-lo aos treze anos – nenhuma família pareceu gostar do garoto, então demorou um tempinho até encontrar um bando de otários. Sua mãe verdadeira era uma meretriz, e o seu pai, bem, nunca ouviu falar do seu pai.

O bastardo cresceu em volta de bonecos de madeira, jarras, copos, garfos, facas, tudo do material esculpido pela pior madeira que existia em Madrid, material pobre. Na escola ele não era nada um garoto especial, por assim dizer, mas sim um jovem que precisaria dos professores em sua cola, vigiando cada movimento feito pelo desertor (já expulso de cinco escolas públicas, e uma particular).

Estava no terceiro ano do ensino médio, pretendia seguir a engenharia da computação, e louco para abandonar aquele manicômio chamado de colegial. Sempre andava sozinho, aos cantos da escola, sem nenhum amigo para acolhê-lo ou o dar algum tipo de felicidades. Nunca sofreu alguma coisa de bullying. Na verdade, qualquer pessoa tinha medo de se aproximar do garoto. Até os professores pareciam não gostar dele.

[...]


- Baile del formatura. Baile del formatura!
– Um grupinho de garotos e garotas saíam distribuindo papeis pelos corredores. Outros os colando nas portas dos armários e outros jogando-os em todos os cantos. Não queria ir de jeito nenhum. Tecnicamente, o Hernández não tinha nenhum interesse em dar um pisinho, sendo ele qualquer, no espaço iluminado pelos globos, junto de uma música chata que atearia seus ouvidos.

Sua linha de pensamentos foi interrompida com a presença da garota nova, que tinha acabado de se matricular no fim do ano, se intrometendo em sua frente. Levantou a cabeça depois de ler o folheto da festa, tendo uma visão total da garota: morena, parda (como todos os espanhóis presentes no corredor), seios fartos que pareciam gritar pela mão do garoto e uma cinturinha de quebrar a cabeça. "Gostosa". Esse foi o primeiro pensamento que o garoto pensou e, sem palavras, ouviu o que a donzela tinha a dizer.

— Vá al baile conmigo?

O corredor ficou em um silêncio profundo, principalmente em relação aos outros garotos mais populares, boquiabertos em saber que aquela garota convidaria um panaca como aquele. Não conseguia se mover. Só balançar a cabeça. E assim o fez, em um “sim”, não acreditando o que lhe vinha a ocorrer.

— Bueno! Vemo-nos allí.


A garota estalou um beijo em sua bochecha, desfilando para fora do corredor. Enquanto o garoto continuava paralisado.

Saiu do transe com um tapinha no ombro de um garoto moreno, de aparência hostil, seu nome era Howen. Um garoto de intercambio que veio dos Estados Unidos para aprender mais da cultura latina.

— Mandou bem, cara.

[...]


Agora tinha que se preocupar com o baile. Sua família não tinha boas condições de colocá-lo em um traje digno para a garota, mas, com muito esforço de seus parentes, conseguiu dinheiro o suficiente para comprar um smoking, uma gravata descente, e os sapatos engraxados emprestados de seu avô.

Foi ao baile com o fusca vermelho de seu pai que o chamava de “Galo”. Bem, era um nome estúpido aos olhos de seu filho, mas ficou feliz com a colaboração do parente. Dirigiu com a sua habilitação garantida em duas semanas atrás, até encontrar em uma rua escura, onde esperava a moça com seu vestido branco e comprido. Estava bonita, chamativa. A rapariga entrou no carro, com a ajuda de Moose que ofereceu a sua ajuda para abrir a porta enferrujada do transporte.

Chegaram ao baile e era tudo o que ele esperava: um globo de espelhos girando ao alto e transmitindo sua luz, holofotes iluminando o teto do ginásio, um DJ tocando Enrique Inglesias, fotógrafos tirando fotos com suas câmeras de flash contra a vontade do garoto, que se sentia bem incomodado com aquilo.

Começou a dançar com a princesa que chamava muita atenção com sua beleza, ofuscando todos. Aprendeu uns passos de dança com seu tio antes de ir à festa, este já dançou o tango e o flamengo em alguns restaurantes.

Os corpos quentes juntos, o suor, os dois colados e alguns toques sutis nas áreas proibidas de ambos os lados. Com certeza, iria levá-la à um motel depois, onde treparia até o próprio estabelecimento os expulsar.

Suas segundas intenções foram quebradas quando a garota falou em grego no seu ouvido, algo que conseguiu entender graças aos livros de mitologia que passava a tarde lendo: “agora é todo meu, prole da morte”. Ela começou a passar por um processo de mutação, ficando em uma forma gigantesca com apenas um olho no centro, afundando os pés no chão do baile e seu vestido rasgado, em partes no chão.

Os alunos corriam, desesperados, para fora do lugar onde estavam bailando com o ritmo da música alegre. Onde só sobrou Moose, que se pusera a correr até a porta dos fundos. A monstruosidade, de mais ou menos três metros, agarrou o globo de espelhos que tanto a irritava e o arremessou em suas costas. O adolescente se jogou para o lado, acabando por tomar em cheio o ataque no ombro que o fez ser chutado para o ar, caindo metros da porta.

A “garota” correu em sua direção em passadas pesadas que causavam um tremor, capaz de ser sentido no chão, estando de bruços. Engatinhou até a porta e correu com a cabeça na frente, dando um jogo de corpo na porta de incêndio, a empurrando. Tentou correr até o começo do beco, mas a ciclope já abria um rombo na estrutura do prédio com sua força física exuberante, e a mesma força o deu um tapa no corpo todo, o enviando para a parede do beco. Suas costas foram danificadas, caindo no chão de joelhos.

A ciclope já ia se adiantando agarrando um latão de lixo, que o atirou na direção do problemático garoto, em péssimas condições. O TDAH o alertava antes mesmo do ataque, não conseguindo ficar parado, dando um pane em sua cabeça e ativando seus extintos. Rolou para o lado e o latão esmagou seu braço, agora quebrado, dando um grito de agonia e vendo o sangue escorrer até o seu terno novinho, que também fora manchado pelos resíduos sujos contidos dentro do recipiente.

[...]


Uma cena passou pela sua cabeça, estando um triz de encontrar com a morte. Sua vida passou do começo ao fim e teve uma conclusão: era uma bosta, não tinha feito nada de extraordinário. Nunca conseguia se enturmar e nem nada. Com a ausência da família verdadeira, que o faria falta.

Depois do filminho rápido, percebeu que se encontrara em um lugar totalmente diferente.

Uma sala gigante, com um trono incrustado de caveiras, e partes do corpo humano. O calor tomava conta, com um tipo de lareira disposta mais ao lado. Armas e algumas esculturas nas laterais. Perguntou ao homem sentado no trono, encarando o garoto:

— Yo estoy muerto?

O homem deu risada, jogando o tira-gosto na boca. O caduco tinha uma aparência de um demônio: pele pálida, barba, casaco de couro, cabelo até os ombros e dentes afiadíssimos. Só faltava um cavanhaque, um chifre e uma cauda para ser o verdadeiro diabo. Respondeu, contendo as gargalhadas:

— Não, ainda não.  Ao menos que rejeite minha proposta, que é irrecusável.

Continuou:

— Você é tão fraco, muito fraco! Nem parece meu filho, e sim um mortal qualquer. Olhe você, todo quebrado e escorado na parede de um beco. Vai morrer atropelado por uma criatura tão fraca assim! Que decepção. De todas as minhas crias, nenhuma delas honra o meu grande nome!

Entendeu o inglês do homem, por frequentar devidamente as aulas da matéria. Gaguejou um pouco, confuso e com dor de cabeça.

— E quem é você, “pai”?

— Sou Hades! O deus do mundo inferior e dos mortos, dos maus caminhos, e de muitas outras honras que eu pouco me orgulho. Pra mim tanto faz. Vamos logo ao assunto. Eu vou te dar uma chance de recomeçar esta vida trágica! Por quê? Bem, você seguirá meu nome, e o honrará dentro daquele acampamento. Nunca me desobedecerá em questão alguma, e nunca vai me deixar.

O garoto deu risada da atuação do homem, se perguntando onde estavam as câmeras do reality show. Hades em um estralar de dedos fez uma espada aparecer na mão do garoto. Junto de cinco esqueletos que o puxavam para baixo, para a realidade.

[...]


A realidade não era melhor que aquilo. Ainda se encontrava na frente da aberração, que dava pernadas no chão na direção do garoto. Moose concentrou-se, fazendo com que as pedrinhas do chão voassem todas contra o rosto do gigante, na direção do único olho, o atrapalhando por um momento, que o fez parar a corrida para limpar a visão.  

Puxou o braço preso no latão com dificuldades, o arrastando no espaço do latão lentamente, rugindo de dor. Percebeu a presença de Darkness, a espada de ferro Estígio, em sua mão, e correu na direção da monstra, dando um salto até sua barriga, e cravando sua espada na região, rasgando sua pele de cima para baixo até o umbigo. Reagiu com um empurrão fraco no ombro do rapaz, tentando o afastar. Insistia em matar a sua companheira, alvejando em fim o seu coração. A destruindo em pó.

O semideus despencou com o bumbum no chão, exausto. Jogou o smoking no chão vendo o braço amassado e detonado, e as costas fraturadas ainda. A última coisa que viu era Howen, uma biga presa a cavalos com asas, e o satélite natural, a lua no topo do céu, antes de desmaiar.

Abriu os olhos. Rostos inclinavam-se sobre ele; rostos desconhecidos, uns indiáticos, outros pretos, muitos brancos também. Miravam-no curiosos, falavam entre si num idioma que era distante do espanhol, mas adivinhou serem os gringos. Todos com uma camisa alaranjada com um bordel no meio, encarando o símbolo em sua cabeça. Reverenciavam Moose, falando em um uníssono:

— Salve Moose Hernández filho de Hades, o deus do submundo.




Observações

Bem, minha história fica por isso mesmo. Já coloquei o encontro com Hades junto da narrativa, porque vai dar início a uma nova trama minha e te poupa esforços para ler uma aventura chata e complicada.

A vez que a pedra é jogada contra o olho do ciclope é uma referência bíblica ao David e o Gigante Golias. (17:40)  "Então Davi enfia sua mão no alforje, ou seja, dentro do coração, e tira uma pedra, pois com está pedra ele pararia o gigante Golias."

Poderes Passivos



♦ Perícia com armas laminadas [Nível 1] Por ser filho de Hades, o semideus manipula perfeitamente as armas laminadas, ganhas como presente de reclamação, e possuem uma familiaridade ainda maior se elas forem de ferro estige.

♦ Aura da Morte I [Nível 1] O filho de Hades emana uma aura que incomoda as pessoas - não chega a afastá-las, mas elas não ficam à vontade. É algo sobrenatural, sem explicação, mas elas tem medo de morrer ao chegar perto. Não afeta  semideuses ou seres mitológicos. Esta aura também afasta as almas muito mais fracas de você

Poderes Ativos



♦ Geocinese I [Nível 1] Pode mover pequenos pedaços de rocha e formações minerais, arrancando-os do chão, levitando-os, o que sua imaginação quiser. uma por vez, as quais não fazem mais do que distrair o inimigo ou atrapalha-lo, porém as pedras não são grandes o bastante para causar machucados sérios. Rochas sagradas ou abençoadas não podem ser manipuladas.



Armas Usadas


♦ Darkness [Espada de 90cm, feita de Ferro Estígio. Ajuda o usuário a canalizar a capacidade de controlar e convocar os mortos. Pode drenar almas, deixando a espada mais poderosa. Sua lâmina mede cerca de 70 cm, e sua base é mais grossa que a ponta. A guarda-mão é em forma de um crânio que tem seus dentes pontudos virados na direção do início da lâmina, como se ela saísse de sua boca. Os olhos do crânio são feitos por dois rubis. O cabo e a espiga são revestidos por um couro escuro, de cão infernal e sua bainha também.] {Ferro Estígio} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre as Almas. Número de almas canalizadas: 0} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]



Ficha de reclamação



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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por Sylar T. Gray em Qua 20 Ago 2014, 22:26

Características do Personagem



Pele clara, cabelos negros e arrepiados, barba sempre aparada e olhos escuros e assustadores.
Um garoto completamente calmo, frio e calculista, não é muito bom em demonstrar emoções e normalmente prefere ficar sozinho, pois não gosta muito de outras pessoas, e se trona muito agressivo quando mexem em suas coisas.


História



Meu nome é Sylar Tomaz Gray, eu tenho dezoito anos de idade e acabo de sair de um orfanato, eu nunca conheci meu pai, e quando completei seis anos, perdi minha mãe em um incidente próximo ao local onde ela trabalhava, nós morávamos em um bairro pobre de Manhattan, minha mãe trabalhava em um pequeno bar da região e no dia de meu aniversário de seis anos minha mãe voltava para casa com um bolo de aniversário e um pequeno boneco do Homem-Aranha quando foi atacada por quatro estupradores, minha mãe resistiu e acabou sendo baleada e largada para morte no meio da rua, desde então nunca mais comemorei meu aniversário de novo. Depois da morte de minha mãe eu fui designado para um orfanato na região e vivi lá até hoje.
Nunca tive muitos amigos no orfanato e sempre me metia em confusão quando alguém tentava mexer no meu pequeno Homem-Aranha – única coisa que me restara de minha mãe -, mas as coisas pioraram quando completei 15 anos, as pessoas do orfanato nem ao menos chegavam perto de mim, eu não sei o que era, mas sempre que alguém se aproximava, logo já se afastavam correndo como se eu fosse algum monstro ou coisa parecida, mas eu nunca me importei muito com isso, porque nunca gostara daquelas pessoas.
Ao sair do orfanato, eu estava completamente sem saber o que fazer, não tinha casa, nem dinheiro e nem amigos, eu provavelmente viraria morador de rua pedindo esmola para o resto de minha vida, mas uma garota mudara tudo isso, estava andando sem rumo pelas calçadas de Manhattan quando passaram correndo por mim uma garota morena, provavelmente da minha idade e também um garotinho careca que deveria ter uns quatorze ou quinze anos, eu normalmente os ignoraria, mas quando olhei para traz eu vi um homem de pelo menos uns cinco metros, ele se aproximou de mim e ficou me encarando com cara de que não acreditava no que acabava de encontrar, então foi que eu percebi que esse homem gigante tinha apenas um olho, hora perfeita para correr, foi o que eu fiz, comecei a correr feito louco na direção em que aquela menina e o outro passaram, mas eu não fui rápido o suficiente, depois de alguns passos, o gigante me alcançou e me segurou com sua mão, eu não tinha pra onde ir e podia sentir minha vida sendo extraída de mim, foi quando eu escutei uma voz atrás de mim.
- Hey Bundão! Toma essa!! [disse aquela menina, arremessando uma pedra bem no meio do olho do gigante]
Então o Gigante me soltou e colocou as mãos sobre seus olhos, numa expressão de muita dor, a menina me agarrou pelos braços e me puxou correndo em direção a um beco. Eu estava tremulo, mas com uma sensação boa me sentindo energizado, acho que era a adrenalina do momento, foi quando a menina disse:
- Você também pode ver?! [disse-me ela, ofegante, provavelmente porque esteve fugindo daquele gigante o dia inteiro]
- Ver o que? Aquele cara gigante com um olho enorme no meio do rosto?... Não.
Ela deu um pequeno sorriso, mas logo ficou séria de novo quando atrás de nós se aproximava um gigante agora muito furioso, então ela agarrou meu braço, e chamou pelo garoto que estava escondido dentro da lata de lixo e começamos a correr em direção à floresta.
- Vamos, estamos quase lá! [disse o garoto, quando avistamos uma grande Casa azul]
Descemos uma pequena colina e estávamos em frente a grande casa azul, foi quando eu olhei para traz e percebi que não estávamos mais sendo perseguidos pelo Gigante de um olho só. Então olhei ao redor e vi coisas estranhas cavalos voadores, homens com perna de bode, e logo a minha frente um homem cabeludo, mas com a parte de baixo de seu corpo sendo o corpo de um cavalo. Olhei para a menina e disse:
- Vo... Vo... Você também está vendo isso? [disse a ela gaguejando]
- O que? O homem cavalo logo a minha frente? Não. [disse-me ela, imitando a maneira como eu a respondi sobre o cara de um olho só]
- Este é Quíron, o líder de atividades do acampamento. [disse o garoto, nos apresentando ao homem cavalo]
Depois de um bom tempo nos explicando coisas, como que os deuses existiam e o que nos atacou era um Ciclope, Quíron pediu para que Josh - o garoto que me trouxe ao acampamento, e acabou se revelando um homem bode, ou sátiro como ele prefere – nos mostrasse o acampamento. Na hora do jantar, eu e Alice – a garota que me salvou e veio comigo para o acampamento – nos sentamos juntos ao chalé de Hermes, que era o lugar para onde os semideuses não reconhecidos pelos pais divinos e os filhos de Hermes ficavam, antes de comer, os outros garotos jogaram um pouco de sua comida na fogueira, eu acabei fazendo a mesma coisa, mesmo sem entender o motivo. Depois do jantar todos foram fazer suas coisas, e eu fiquei ali na mesa sozinho pensando que ali seria igual ao orfanato, e eu não queria vivenciar aquilo de novo, então peguei minhas coisas e subi a colina a fim de voltar para a cidade, foi quando para minha surpresa, o mesmo Ciclope que me atacou horas atrás estava me esperando na floresta, eu tentei correr, mas fui arremessado para longe quando o ele me atacou, eu estava indefeso e encurralado, sabia que ia morrer, foi quando de novo uma pedra acertou o olho do Ciclope. Eu olhei para traz, e lá estava Alice com um sorriso no rosto e uma espada na mão.
- De novo? Quantas vezes eu vou ter que salvar sua vida hoje?![disse-me ela]
Então o ciclope voltou sua atenção para Alice e a bateu com tanta força que ela voou e bateu de cabeça em um pinheiro, eu não sei como, mas eu pude sentir que a vida dela tinha ido embora, naquele momento eu senti um ódio crescer dentro de mim e minha cabeça parecia que iria explodir, então eu gritei tão alto que o som provavelmente poderia ser escutado lá de meu antigo orfanato, o chão começou a tremer e o Ciclope se afastou por um instante, quando ele voltou sua atenção para mim e veio em minha direção, uma pedra saiu da terra e o acertou na cabeça, o atrasando, mas me deu tempo suficiente para pegar a espada de Alice e com um único movimento, eu havia arrancado a cabeça do Ciclope. Então me ajoelhei ao lado do corpo de Alice, numa esperança inútil de que ela ainda estaria viva, eu a peguei e a levei de volta ao acampamento gritando por ajuda, eu entreguei o corpo dela para Quíron, que balançou a cabeça em sinal negativo, confirmando o que eu já temia, Alice estava morta. Foi quando em cima de minha cabeça apareceu o símbolo de uma caveira, todos ao redor pareciam assustados, e alguns murmuravam, “filho de Hades, não pode ser!” .


Visita ao Mundo Inferior



Logo depois de ter sido reclamado por Hades, Quíron me levou para meu novo chalé, e meu deu um pequeno presente, ele a chamava de Darkness, uma espada de 90cm, feita de ferro Estígio, logo ao segura-la, pude sentir como se ela havia sido feita para mim, eu havia encontrado o balanço perfeito, eu teria ficado muito feliz, se a única coisa que eu pensasse não fosse a morte de Alice. Depois de algum tempo no acampamento, mais ou menos uns três meses, eu me mostrava bastante habilidoso com a minha espada, e havia aprendido novos truques, como invocar os mortos, mas ainda não tinha nenhum amigo, e a única coisa em que eu pensava era de como eu deixei Alice morrer. Até que teve um dia em que eu resolvi falar com Quíron sobre meu pai.
- Quíron, meu pai é o deus do mundo inferior certo? [perguntei a ele]
Ele assentiu, então eu continuei.
- Então quer dizer que ele pode trazer Alice de volta certo? [perguntei a ele com um tom esperançoso]
- Sim, ele pode, mas... Olha Sylar, nem sempre os deuses escutam seus filhos... [disse-me ele tentando me explicar alguma coisa]
Foi quando eu acabei cortando ele.
- Quíron, como eu chego no mundo inferior? [perguntei a ele com um tom esperançoso]
Ele balançou a cabeça me fazendo entender que não falaria, mas antes que ele dissesse qualquer coisa eu continuei.
- Se você não me disser, eu acho que um dos mortos vai? Você só vai me atrasar um pouco, mas eu estou indo de qualquer forma. [eu disse completamente determinado]
Então ele abaixou a cabeça e me disse o que fazer.
Fui até os estábulos, montei um Pégaso e o pedi para que me levasse para HOLLYWOOD, no inicio ele relutou, mas quando eu puxei minha espada, ele logo levantou voo e num instante, estávamos a caminho de HOLLYWOOD, rumo ao mundo inferior.
De longe pude avistar o enorme letreiro de HOLLYWOOD, a nossa viagem demorou muito menos do que eu pensava que seria, então pedi ao Pégaso que me levasse até uma gravadora chamada “DOA Recording Studios”, ao chegar lá o cavalo voador voltou para o acampamento e eu me deparara com o guarda, ele estava muito bem vestido, mas quando eu estava passando, ele me parou, então eu disse:
- Saia da minha frente porteiro estúpido, eu preciso chegar ao mundo inferior! [disse, tentando passar por ele]
Ele começou a dizer alguma coisa como: “Não me insulte pequeno semideus ou eu vou te fazer em pedaços”, foi quando ele percebeu com quem ele estava falando, e logo foi se desculpando.
- Me desculpe filho de Hades, eu não o havia reconhecido. [disse ele com um tom irritado e um pouco assustado]
Logo ele foi abrindo caminho e me levando para uma pequena embarcação, segundos depois, estávamos navegando sobre o rio estíge, depois de alguns minutos estávamos desembarcando sobre a praia do mundo inferior, muitos poderiam achar feio, e assustador, mas eu, de certa forma parecia muito familiarizado com aquilo tudo, pois uma vez, quando estava ainda no orfanato, eu tive um sonho sobre este lugar.
Enquanto ia caminhando pelo mundo inferior, eu estava reconhecendo tudo por onde eu andava, como se eu vivesse lá minha vida inteira, e me dava uma sensação de nostalgia muito boa. Depois de algum tempo caminhando, me dei de cara com cachorro negro gigante e de três cabeças, olhei profundamente nos olhos do cachorro, que rosnou e um monte de baba caiu em mim, mas eu acabei sorrindo e disse:
- O Pai tem um cachorro legal!
Tentei passar pelo cachorro gigante, mas eu sabia que ele não me deixaria passar, foi então que numa tentativa desesperada, tirei meu pequeno boneco do Homem-Aranha de meu bolso e o arremessei para frente dizendo:
- Pega Garoto!!
Por mais absurdo que parecesse, o cachorro gigante saiu correndo atrás do pequeno brinquedo que minha mãe comprara para mim no dia de meu aniversário de seis anos. Eu aproveitei a deixa, e passei pelo portão da “Morte Expressa”, mas logo ao passar pelo portão, me dei de cara com um ciclope, desta vez ainda maior que o que eu matara a algum tempo, deveria ter ao menos uns doze metros, mas eu não me importei, ao vê-lo , me lembrei que foi um deles que matou Alice, então, me enchi de ódio e puxei minha espada, o brilho negro que ela emitia era bonito e assustador ao mesmo tempo, então ataquei o ciclope no braço, mas ele resistiu e me atacou de volta com um bastão que devia ser quatro vezes o meu tamanho, eu me desviei por pouco, ele era forte, mas eu era muito mais veloz, ele continuava atacando, e eu me desviava e sempre o cortava com minha espada, uma vez no calcanhar esquerdo, outra na perna direita, e mais uma na perna esquerda, o ciclope não se aguentava mais em suas pernas, balançou e caiu, ficando de joelhos no chão, foi quando eu desferi meu ultimo ataque, e arranquei a cabeça do ciclope maldito. Após derrotar o ciclope, percebi que eu havia me cortado e que meu braço estava sangrando, mas naquele momento, eu não me importava, eu tinha que falar com meu pai e trazer Alice de volta comigo, então continuei andando em direção ao templo de Hades.
Depois de alguns minutos eu passei pelo portão, e me via dentro de um jardim, o lugar era incrível, e o cheiro que emitia era irresistível, mas eu tinha que me manter focado, pois precisava falar com meu pai, continuei andando, subi as escadas, e pronto, estava dentro da casa de meu pai, enquanto eu atravessava o corredor guardas esqueletos me olhavam, mas não avançaram contra mim, talvez porque soubessem que eu era o filho de Hades, ou talvez eram apenas esqueletos de decoração. Continuei andando e encontrei uma grande porta, mas conforme eu ia me aproximando a porta se abriu, por um momento fiquei assustado, mas eu era filho de um deus, ele com certeza sabia que eu estava aqui. Ao entrar na sala, fiquei impressionado, o lugar era incrível e lá estava meu pai, sentado em seu trono, e ao seu lado Perséfone, uma mulher linda, então me prostrei a ela e depois me ajoelhei a frente de meu pai.
- O que o traz aqui meu moleque insolente?! [disse-me ele com uma voz muito assustadora]
Ao ouvir suas palavras meu corpo parecia que ia sair correndo da sala, feito um ratinho assustado, mas me mantive firme e respondi:
- Ha... Ha... Hades, E... Eu queria lhe pedir um favor. [Disse a ele gaguejando]
Ele me olhou com uma cara de decepção e me disse:
- Como é que é? Primeiro você invade meu reino, mata um de meus guardas dos portões, e agora você quer um favor?!  [disse-me ele, parecendo que ele iria me desintegrar ali mesmo]
Antes que eu pudesse falar qualquer coisa ele continuou.
- Pode falar, agora eu quero saber o que é, e depois talvez, eu deixe você viver.
- Hades, tem uma garota, ela me salvou há algum tempo, mas eu não consegui salva-la, então eu pensei que você pudesse trazê-la de volta a vida, eu faço o que quiser!!
Ele me pareceu pensativo por alguns segundos e me respondeu.
- Tudo bem, posso fazer isso, mas eu preciso que faça um trabalho pra mim.
E ele continuou.
- Como você deve saber, os deuses não podem roubar as armas dos outros deuses, o solstício de verão será em e meses, eu quero que você roube o raio mestre de Zeus para mim, se você conseguir filho, eu trarei sua amiga de volta a vida.
Eu não tinha ligação nenhuma com os deuses do olimpo, a única coisa que importava pra mim era a Alice, então, sem pensar duas vezes, eu aceitei a missão de meu pai. Depois de nossa conversa, eu acabei desmaiando. Quando acordei, estava de volta ao meu chalé no acampamento, e como se nada tivesse acontecido, eu voltei a treinar cada vez mais duro, afinal agora eu tinha uma missão e precisava me preparar para ela.
Sylar T. Gray
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Filho de Hades

Mensagem por Lukas Souza em Dom 24 Ago 2014, 19:19

me: Lukas Souza
Pai Olimpiano:Hades

Personalidade
Não sou revoltado como meu pai espero ate um dia conhecer meus tios.Mas tenho temperamento forte as vezes faco uma tudo explodir em chamas quando estou enfurecido
Faço tudo para Proteger quem eu prezo
Lukas Souza
Indefinido
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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por 095-ExStaff em Seg 01 Set 2014, 02:28


Avaliação
Cold...



Hyden MclairAprovado

Sua escrita é invejável, Hyden. Não consegui notar quase nenhum erro. A exceção foi em “A meu caminho[...]”, onde eu acho que sua intenção era colocar ‘meio’, nada que prejudique seu texto, obviamente. Incomodei-me um pouco com outro detalhe, que foi a escolha inusitada do seu oponente. Um cérbero é extremamente poderoso, e mesmo semideuses em níveis muito altos teriam dificuldades em manter uma batalha com ele. Ainda assim decidi te aprovar, afinal, tirando essa falha o seu texto está impecável, com uma ortografia perfeita e tanta fluência que me deixou ansiando por mais. Portanto, bem-vindo, filho de Hades!

Moose Hernández Reprovado

Moose, embora – segundo você – o seu desejo fosse me poupar esforços ao avaliar, você simplesmente ignorou duas regras do teste. Uma delas manda você visitar o lugar de domínio do seu pai – visitar fisicamente, não em um sonho ou algo do tipo – e a segunda manda separar a narração da história. Por não cumprir com as regras estabelecidas, você foi eliminado.

Sylar T. GrayReprovado

Sinceramente, sua narrativa não ficou boa. O texto ficou confuso e extremamente superficial, as informações foram simplesmente atiradas para o leitor, sem um detalhamento, sem uma preocupação com a narração, enfim, pra mim houve um descaso com seu próprio texto. Além disso, em diversos momentos a ficha ficou confusa e incoerente. Por exemplo, em um momento você está em um beco e pouco tempo depois está no acampamento, sendo que este é narrado como sendo longe de tudo, um lugar literalmente no meio do nada. Outra incoerência foi a naturalidade com a qual você reagiu à situação. Se tem um ciclope – ser que você nunca viu, a propósito – atrás de você, é meio estranho você conseguir fazer piadas ou brincadeiras. Outra incoerência foi quando você narrou ter decapitado o tal ciclope, sendo que esse monstro é um gigante, e você mesmo narrou que ele tinha cinco metros, então como sua espada chegou até ele? A repetição de palavras(como Hollywood, por exemplo) também foi muito prejudicial ao texto. Tirando cérbero, não existem monstros nos campos de asfódelos, apenas espíritos humanos ou de semideuses. Os monstros, ao serem mortos, vão para o tártaro. Tome cuidado com isso também. Na luta contra o segundo ciclope – cujo tamanho foi extremamente exagerado – você cometeu o mesmo erro que na anterior, em relação ao tamanho do inimigo e os golpes que aplica. Um último fator em coerência: Hades não pediria o roubo do Raio Mestre, ainda mais para um garoto que acabou de ser reclamado, e muito menos pode liberar uma alma do mundo dos mortos, afinal é contra as regras. Somando todos esses fatores, sua ficha não foi boa o suficiente para ser reclamado por Hades. Um adendo: você utiliza colchetes após as falas, mas seria muito melhor e menos confuso se utilizasse os traços, como a maioria dos players. Isso evita uma poluição visual e torna seu texto mais atrativo.

Lukas SouzaReprovado

Ficha incompleta e, portanto, inválida.

♣ Aguardando atualização ♣


Crédito do template a Tamy!

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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por 112-Ex-Staff em Seg 01 Set 2014, 02:36

Atualizado
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Re: Teste para filhos de Hades

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