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Teste para filhos de Zeus

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Teste para filhos de Zeus

Mensagem por 112-Ex-Staff em Qua 20 Ago 2014, 15:24

Teste para filhos de Zeus


Aqui devem ser postados todos os testes para os concorrentes a filhos de Zeus deste mês. As postagens podem ser realizadas até as 23h59min do dia 21 do mês corrente. Postagens após o prazo serão desconsideradas. Resultado no primeiro dia do mês seguinte.

Vejam as regras completas aqui [clique]

Boa sorte, campistas!


Thanks, Dricca - Terra de Ninguém
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Re: Teste para filhos de Zeus

Mensagem por Vanhell Duhbe em Qui 21 Ago 2014, 23:45

características físicas e psicológicas

Vanhell tem cabelos ruivos naturais, com olhos cinzentos e algumas sardas no rosto. Sua feição a faz aparentar ser mais nova do que realmente é, e o tamanho ajuda na questão tendo 1,65 cm de altura. Quando sorri, o que pode ser raro, assume um ar cativante.
Sua personalidade é um pouco pior que sua aparência, ela tem um temperamento tempestuoso, poucos assuntos a agradam, não se da muito bem com cantadas, gosta essencialmente de fazer as coisas importantes para ela sozinha pelo simples fato de não querer depender de ninguém. Apesar de tudo isso se preocupa com os poucos amigos que consegue, que normalmente são verdadeiros devido à difícil personalidade da garota.


 A história do personagem


Era uma noite fria e extremamente chuvosa quando Vanhell ouviu um barulho estrondoso na porta de casa. Estando ela no quarto era difícil saber se era um ladrão ou apenas o seu padrasto chegando de seu trabalho de segurança de boate, era extremamente comum ele voltar bêbado e com raiva de tudo e de todos por sua vida e salário medíocres. A garota não ficou tão assustada pois na maioria dos casos realmente era ele, a mesma nunca soubera porque sua mãe precisava de um cara como esse em casa, ela não era feia, pelo contrário, e poderia conseguir coisa melhor, mas Vanhell aprendeu cedo que não podia questionar a mãe em suas escolhas, ela era severa em suas advertências e isso ensinou a garota que o mundo é duro e para sobreviver nele tem de ser dura também. De qualquer modo o que a deixou um pouco pior sobre aquela situação foi olhar o relógio do seu quarto, ainda marcavam 3 horas, e não era esse horário da madrugada que seu padrasto chegava…
Sua primeira reação foi olhar para a porta do quarto por alguns segundos, só ouvindo o próprio coração, quase como uma cena de um filme de horror, que em vez de fugir a garota fica olhando para onde a morte vai entrar e ceifá-la. Podia ouvir o barulho de passos lentos na sala de estar, junto com o da chuva que aumentou possivelmente pelo fato de o invasor deixar a porta aberta. Finalmente resolveu se levantar, estava usando um pijama azul frouxo e seu cabelo estava bagunçado, porém mantinha os olhos cinzentos ávidos e atentos à porta. Ela foi se aproximando de sua guitarra, mas mordiscou os lábios ressentida, não queria usar aquilo como porrete em um ladrão, era cara demais… Mas não tinha outra escolha então a pegou e ficou em uma posição como rebatedora de baseball, enquanto se aproximava da porta ouvia ainda os passos lentos lá na sala de estar. Sua mão tremia quando tocou a maçaneta e começou a girá-la. Quase teve um infarto quando a porta fez “cleck” destrancando seu quarto. Vanhell não esperava que o barulho fosse tão alto, talvez por estar naquele clima tenso. Empurrou a porta rápido após aquilo, pois teve medo de ser surpreendida, e conseguiu ver um vulto subindo as escadas, não estava subindo rápido, mas ela conseguiu apenas ver as pernas do ser que desapareceu escadaria acima. Mesmo de relance ela viu que eram pernas grossas, mas nada mais do que isso conseguiu confirmar. Logo que seu raciocínio finalmente funcionou ela conseguiu pensar - “Ele subiu? Mas lá fica o quarto da minha… Mãe!” – No mesmo momento ouviu um barulho de queda lá em cima, algo caiu se quebrando e ouviu o grito agudo de sua mãe, e que logo cessou abafado por algo. Ela arregalou os olhos e correu com sua guitarra lá para cima gritando.
— Mãe!
Segurando a guitarra firme em suas mãos, ela subiu as escadas com pressa. Chegou lá em cima e viu a porta do quarto entreaberta e a luz acesa. Seu coração parecia ter se mudado para o alto de sua garganta e sua voz saiu trêmula e esganiçada:
— Mãe você tá ai?
— Claro minha filha… Sou eu, o que faz acordada a essa hora? Venha aqui conversar.
Um alívio chegou a seu coração e sorriu pela bobeira, provavelmente era seu pai mesmo e, talvez ele tivesse quebrado algo no caminho para o quarto, e claro havia assustado sua mãe e dormido na mesma hora como um bêbado que cai direto a cama.
— Me assustou mãe, onde ele caiu dessa vez? — Disse Vanhell.
Um silêncio perturbador aconteceu, depois disso a voz da sua mãe pareceu insegura:
— An… Por que não vem aqui queridinha?
A garota cerrou os olhos, aos poucos ergueu novamente sua guitarra, a mãe estava diferente, nunca a chamou de “queridinha”, e nem foi tão amável assim, algo estava errado com ela, talvez era realmente um ladrão e ele estava colocando sua mãe de refém, forçando-a a falar aquilo.
— Tudo bem… Estou indo… — Mentiu Vanhell, se aproximando do telefone da parede. Ela o tirou de sua base para ligar para a polícia, mas quando o fez algo ecoou pelo corredor, um maldito “cleck” se fez ao separar o mesmo de sua base.
O barulho também fez o mundo ficar em câmera lenta, enquanto ela voltava os olhos para a porta podia novamente ouvir o som de seu coração, aumentando mais e mais os batimentos, até a última batida se transformar num estrondo, a porta fora chutada de dentro pra fora, o que a fez se quebrar, uma vez que ela só abria para dentro. Inexplicavelmente Vanhell conseguiu desviar da porta que voou para cima dela, seus reflexos estavam mais rápidos do que quando desviava de bolinhas de papel na escola, ela não esperaria pra ver o que sairia de lá, pulou rapidamente os degraus da escada para fugir e ouviu novamente atrás dela:
— Mocinha venha agora pra cá! — Era a voz de sua mãe… Nesse momento ela se pergunta o que diabos estava acontecendo.
Ao chegar no final da escadaria, em pânico, Vanhell saiu correndo para a porta aberta. Estava chorando e com medo, por algum motivo não deixava a guitarra cair ao chão. Quando deu os primeiros passos de corrida para fora de casa ela trombou em alguém que a segurou.
Estava chuvoso, não deu pra ver direito, mas ele era jovem e forte, olhava e segurava ela com delicadeza.
— Você está bem? — Disse ele parecendo preocupado. Ela apenas conseguiu olhar para cima e vê-lo, pois quando a resposta viria ouviu a voz de sua mãe na porta novamente, e isso fez ambos olharem para a casa:
— Não pode desobedecer sua mãe… Filhinha… — E então o horror ficou maior, a voz era de sua mãe, mas era maliciosa e não saia da boca dela, e sim de um enorme brutamonte calvo e de um olho só!
— Fique atrás de mim… — Comandou o garoto misterioso — Eu estava a um tempo procurando esse miserável…
Ela não sabia o que um jovem como ele poderia fazer contra aquele monstro, até ele sacar uma espada que reluzia mesmo naquela chuva. Parecia feita de bronze.
Vanhell olhou de longe aquela luta desigual, ambos eram rápidos mesmo que, a primeira vista, se tratasse de um ser enorme e um garoto. Quanto mais lutavam mais o grandalhão parecia mais feio, mais monstrengo, mais surreal, e por mais que parecesse heroico, o garoto não estava bem, ele era rápido sim, e desviava de muitos golpes do monstro, mas estava se cansando, e Vanhell podia ver isso, ela precisava ajudá-lo de alguma forma. Foi então que inexplicavelmente juntou coragem, segurando firme a guitarra em suas mãos, esperou um momento da luta em que o monstro estivesse de costas para ela, neste momento ela correu com a guitarra em riste para feri-lo.
A adrenalina percorreu seu corpo enquanto dava aquele golpe, o som da guitarra quebrando às costas do monstro foi nítido e cordas voaram arrebentando-se no impacto. Suas mãos tremiam quando terminou o golpe e tinha apenas metade da guitarra nas mãos. Vanhell olhou para o monstro verificando os danos, mas o que viu foi o grandalhão empurrando o garoto e virando-se para ela com raiva, fulminando-a com seu único olho em ira. Seu braço gigante passou pelo pescoço dela e a ergueu sufocando-a. O garoto gritou mas o mundo dela começou a girar. A última coisa que se lembraria mais tarde seria que antes de desfalecer sua mão tocou o braço do monstro, e fagulhas saíram com uma luz que cobriu todo o local e parecia vir de algum lugar acima de si…

Quando acordou já estava tudo ensolarado, por um momento pensou estar morta, mas tinha atividade no local onde se encontrava. Ela se levantou aos poucos e vislumbrou o mesmo garoto que havia visto no que ela acreditava ser a noite anterior. Ele parecia feliz em vê-la.
— Finalmente acordou? — Disse ele.
— Onde estou? O que aconteceu? — Respondeu confusa pois agora tudo aquilo parecia um sonho.
—Calma… Vou lhe contar tudo…
Então ele contou-lhe sobre o local onde estava, o acampamento meio-sangue, e sobre tudo que aquele lugar representava, coisas como segurança e sobrevivência para semideuses. Sim semideuses. Ele disse essa palavra e aos poucos foi explicando mais sobre ela, e sobre a noite anterior. Contou-lhe ainda sobre como ELA o salvara e não o contrário, como ela esperava. Disse que quando o monstro a agarrou, num último ímpeto de sobrevivência, ela o eletrocutou com um raio que caiu das nuvens sobre ambos… E revelou ainda que, ao mesmo tempo, um Símbolo de raio aparecera sobre a cabeça dela e que aquilo indicava que ela havia sido reclamada por um dos Deuses.
— Isso quer dizer que sou… Filha de um Deus? — Perguntou cerrando um pouco os olhos, indicativo de que estava mais confusa ainda.
— Não… Isso quer dizer que é filha do maior de todos os Deuses… Zeus.


narração de trama livre

Estava um fedor enorme naquele lugar, e o líquido sujo do esgoto ainda tocava os tornozelos de Vanhell. Não era o que ela esperava que tivesse de fazer ao ir para Miami, mas ela precisava concluir aquilo com aquele artefato. O problema? É que ela odiava ir para lugares assim, mas pior que o local era o inimigo que nesse momento tinha a sua risada ecoando pelos tuneis obscuros daquele esgoto.
— Maldito… Eu realmente odeio sua raça…

[2 dias antes…]

Vanhell estava dormindo em seu chalé no acampamento. O chalé dos filhos de Zeus para ser mais preciso. E seu sonho foi um pouco estranho. Ela se via sentada em uma praia, não estava de biquíni mas estava molhada, ao seu lado havia um cisne grande e belo que olhava para ela. O incrível eram seus olhos que irradiavam raios como uma tempestade.
— Você cresceu… — O cisne disse com uma voz firme demais para uma ave.
— Cresci? Eu te conheço? — Respondeu a garota que mais estranhamente ainda, não se importava em falar com um cisne.
O animal parecia desenhar algo com seus pés de ave na areia branca e, enquanto isso, continuou a falar como se não fosse estranho que um cisne falasse e agisse como um humano:
— Conheço. Mas você ainda não me conhece. Isso é normal, é claro. Mas eu vim aqui apenas para te pedir algo.
Vanhell olhou para o cisne e para o que ele desenhava na areia, apesar de ser um animal seu desenho tinha bastante detalhes como se um exímio escultor tivesse trabalhado na areia. Era o desenho de um cinturão grande, com algumas pedras e um símbolo ao centro que imitava um elmo grego feito em alto-relevo.
— Pedir algo? — Perguntou confusa.
O cisne parou de fazer o desenho quando pareceu que tinha terminado, depois pousou seus olhos de tempestade sobre Vanhell estudando-a, logo voltou a falar:
— Há algo que pertenceu a meu filho a muito tempo, e que ele deu a uma das proles dele. Eu preciso deste item para devolvê-lo a seu lugar. — E voltou a olhar para o desenho como se tentasse se lembrar dele.
Vanhell olhou para o desenho e se levantou da areia que grudava em seu corpo molhado.
— Está dizendo que preciso pegar para você um item que já foi de seu filho? — Ela disse, franzindo a sobrancelha em um tom inquisidor — E este item é um cinto? Devo estar sonhando, um cisne me dando ordens…
A ultima frase pareceu não agradar o cisne que ergueu suas asas dando a impressão de que ele era muito maior do que ela. Seus olhos cuspiam mini raios de eletricidade enquanto falava numa voz mais ameaçadora:
— É sim um sonho! E eu sou uma divindade! Melhor medir suas palavras Semideusa!
Vanhell deu alguns passos para trás assustada: aquela voz a fazia querer se ajoelhar para o cisne e esperar mil punições, mas se manteve de pé.
— Desculpe. Eu não sabia. Farei como pediu, um cinturão. — Disse tentando não mostrar medo.
O cisne a encarou enquanto abaixava as asas, e voltava a uma altura de… Bem… De um cisne.
— O artefato está em Miami. O portador atual do cinturão é um conhecido nosso, e que ambos odiamos, se recuperar o item venha para o edifício Empire State. Não me decepcione.
E então o sonho se apagou, e ela acordou num sobressalto. Tinha recebido uma missão em um sonho, e tinha a leve impressão de que aquele que a mandou era seu pai.

Em 2 horas já estava se preparando para a jornada. Quíron até tinha questionado, mas quando ela explicou o sonho ele a deixou ir e até lhe deu algumas informações úteis:
— Creio que ele estava falando de um artefato que Ares deu para sua filha Hipólita, a rainha das amazonas, um cinturão mágico. — Quíron acariciou a própria barba com um ar de mistério — Ela o perdeu em um dos doze trabalhos de Héracles. Este, ao completar sua incumbência, tinha de dar o cinturão para a filha do Rei Euristeu, que era uma sacerdotisa de Hera. Tome cuidado, pois a posse deste artefato se perdeu a muito tempo, não há como saber quem a obtém. A menos que encontre Nereu e o faça responder.
Vanhell ouviu tudo atentamente e saiu para a missão sem falar mais nada, tinha a leve impressão de que sabia quem era o portador atual do cinturão mágico de Hipólita. Seu pai disse que ambos o odiavam, algo lhe dizia que teria prazer em arrancar isso dele.

Foi uma viagem rápida de uma hora de avião de Nova Iorque para a Flórida na cidade de Miami. Vanhell não se demorou a vislumbrar a paisagem, e pegou o primeiro ônibus para o porto de Dante B. Fascell Miami. Era um local cheio de gente, vendas e um clima extremamente quente. Se colocou a lembrar onde poderia achar Nereu, um Deus primitivo do mar que normalmente sabia tudo, este poderia lhe conceder a resposta para onde estaria seu inimigo e portador do cinturão de Hipólita. Sabia que ele tinha afinidade com a água, e por isso escolheu ir ao porto de Miami. Sabia que normalmente ele tinha aparência idosa e humilde, mas que era extremamente escorregadio. Sempre nas histórias dos outros semideuses ele não era difícil de achar (pois era sempre a coisa que mais fedia no recinto) e sim de segurar e fazê-lo responder a pergunta.
Vanhell se pôs a observar todo o recinto do porto. Havia muitos mendigos por ali, e isso tornou difícil a procura. Até verificar um grupo que estava mais próximo a água do mar, um deles estava deitado um pouco afastado do grupo, tomando Sol perto da água. Ele vestia um pijama azul com um roupão que talvez um dia fora branco, hoje encardido e sujo. Tinha uma barba longa igualmente encardida.
—É esse… Tenho certeza… — Disse Vanhell decidida de quem era seu alvo. Era um problema ele estar perto demais da água, já que lá ele seria mais forte, mas precisava surpreendê-lo e tentar.
Se aproximou do velho mendigo, suas mãos tremiam pela tensão de ter que enfrentar um ser daqueles. Mas sabia que ele não iria matá-la, não fez isso com os outros antes fez?
Então, após calcular estrategicamente como fazer, pulou em cima do velho agarrando-o e girando para longe da água. Na mesma hora ele tentou se debater e gritar, era forte e escorregadio, e seu fedor era incrivelmente nauseante.
— Socorro! — Gritava ele, mas era Vanhell que recebia cotoveladas e joelhadas do velho tentando se soltar.
— Só quero fazer uma pergunta! Por favor! — Dizia ela entre os golpes que levava.
— Sempre é perguntas! Mas você vai ver só! — Disse ele logo após olhar para a água e começar a girar com a garota em direção à marola.
Nesse momento Vanhell entrou em desespero, ele tinha lembrado da água e isso faria ela entrar em uma desvantagem enorme, tinha de pensar em algo antes dele tocar no mar: “pense Vanhell pense… O que fazer?” gritava em sua própria cabeça como se isso fosse ajudar, até lembrar de que era filha de Zeus.
— Melhor parar ou…
— Ou o que garotinha? — Retrucou ele.
Ela não respondeu, não precisou, soltou uma das mãos do corpo dele no meio dos giros, o que a fez oscilar mais ao segurá-lo, mas com essa mão alcançou sua mochila e de lá tirou Thunder, uma miniatura do raio mestre, e com ele apontou para as costas de Nereu e lançou uma descarga elétrica que o fez parar na hora.
Ele não pareceu tremer ou sentir como um humano normal sentiria aquela descarga elétrica, mas o que realmente importava era que ele parou!
— … Não faça isso de novo! — ele preveniu ameaçador antes de finalmente admitir a derrota com um contrariado “tudo bem você me pegou”.
Parecia que a eletricidade podia mesmo causar um grande desconforto em um Deus primitivo do mar, mas Vanhell resolveu não brincar com a subjugação dele. Os deuses geralmente eram todos muito orgulhosos e Nereu parecia se encaixar perfeitamente naquele padrão. Assim, a garota partiu logo para a pergunta:
— Quero saber onde posso encontrar o atual portador do cinturão de Hipólita!
Incrivelmente, ele se virou com facilidade para Vanhell que teve de se afastar um pouco, pois o hálito de Nereu era ainda pior que o fedor de seu corpo.
— Se refere ao ciclope Tartas? — Ele sorriu maliciosamente – Isso é fácil de responder, e perigoso também… Para sua sorte ou azar ele está aqui em Miami, melhor dizendo, nos tuneis antigos do esgoto da cidade.
E tendo dito isso, antes mesmo que Vanhell pudesse falar algo a respeito, Nereu desapareceu de seus braços e, surpresa, a garota percebeu que na verdade ele não sumira, mas sim se transformara num peixe pequeno que saiu contorcendo-se e pulando pela terra até chegar à água. Mas pouco importava, ela tinha agora um local para ir e seus objetivos ainda mais próximos de serem concluídos.

Após procurar um pouco ela achou os esgotos da cidade. Como? Foi só olhar aonde despejavam dejetos na água do mar. Poseidon deveria estar furioso com isso, mas ela tinha pouco tempo para pensar na fúria do Deus dos mares quando tinha que meter os pés no chão do túnel (que era engraçado ter a altura para humanos entrarem) do esgoto que desbocava na costa, em uma parte escondida dos turistas.
Andou pelo túnel a dentro. Quando ficou escuro demais ela pegou uma lanterna de sua mochila e continuou. Aos poucos pode perceber que não era abandonado, havia marcas nas paredes do túnel, como quem as vezes raspava algo cortante ali, talvez até frequentemente. Seguiu até começar a ouvir vozes ecoando ao fundo. Sabia que estava perto até ouvir que era uma discussão com risadas.
Se aprofundou mais até sentir que estava um fedor enorme naquele lugar, e o líquido sujo do esgoto ainda tocava os tornozelos de Vanhell. Não era o que ela esperava que tivesse de fazer ao ir para Miami, mas ela precisava concluir aquilo com aquele artefato. O problema? É que ela odiava ir para lugares assim, mas pior que o local era o inimigo que nesse momento tinha a sua risada ecoando pelos tuneis obscuros daquele esgoto.
— Maldito… Eu realmente odeio sua raça…
Ciclopes não eram os favoritos de Vanhell, uma vez que um tinha tirado a vida de sua mãe. E ela sabia que pelo sonho que teve com o pai o dito cujo era ele! Tartas.
Quando a conversa estava mais perto decidiu desligar a lanterna, pois tinha luzes ao final, e sacar seu sabre Karabela, que era até bonito tendo o símbolo de seu pai (a cabeça de uma águia) no punho.
Com a proximidade já podia distinguir as palavras em grego que o que parecia ser o líder(Tartas) dizia:
— Com este cinturão estou invencível! E agora minha dieta de semideuses é muito mais prazerosa e fácil. Se continuarem a me servir bem, permitirei que tenham a mesma renda e proteção. Jurem fidelidade a religião de Tartas! O Magnifico!
E então duas outras vozes sibilantes responderam em uníssono:
— Ssssim ó grande Tartassss!
Vanhell se esgueirou até poder ver a sala que eles fizeram no esgoto. Era como se fosse um templo fétido e malfeito, com luzes de velas para todos os lados que tinham chamas perigosamente altas pelos gazes do esgoto. Pôde ver Tartas no altar, um ciclope gordo e grande que tinha uma clava e usava o cinturão de Hipólita na coxa, já que seu quadril era largo demais para o cinto.
Ajoelhadas a frente do altar tinham duas Dracaenae gêmeas (ou muito identicas) que pavorosamente louvavam Tartas com afinco.
“Terei de lutar contra ele e duas dessas malditas?” Pensou Vanhell mordiscando os lábios não querendo estar em tanta desvantagem, o instinto dela dizia que talvez era melhor esperar para ver o que acontecia.
Após algumas rezas estranhas sobre comer semideuses e agradecer o sangue bebido de cada dia. Tartas mandou as dracaenae para cantos diferentes do esgoto, o salão tinha duas saídas, e uma delas era o caminho onde Vanhell estava. Cada uma das nojentas sibilantes foram para uma saída. Vanhell esperou pacientemente na esquina da saída onde estava.
“Essa é minha chance, abaterei uma delas e correrei para o prêmio.” Pensou a garota, o que não foi difícil, elas pareciam mais zumbis cumprindo ordens e quando acertou na esquina o pescoço da dracaenae ela se tornou pó dourado sibilando.
Vanhell rapidamente saiu de trás da esquina e correu para Tartas, que se virou arregalando seu único olho esbugalhado para aquilo que estava acontecendo. Gritou erguendo sua clava mas não atacou. E nem Vanhell, pois ela estava parada olhando para o ciclope, que agora sorria.
— Bem que eu senti um cheiro de semideus… Surpresa garota? É o poder do meu cinturão, faz pessoas de mente fraca como você se subjugarem a mim! — Disse o ciclope confiante enquanto batia com sua clava na coxa onde estava o cinturão.
Ela tentou novamente desferindo um golpe na horizontal, o ciclope nem se mexeu apenas esperou ela própria errar o golpe de propósito.
— O que é isso!? — Disse indignada antes de receber um golpe com a clava de Tartas no peito, e cair arfando com a mão no tórax.
— Esse é o poder do magnífico Tartas! O futuro imperador de Nova Iorque… Em breve farei com que todas as criaturas obedeçam a mim, e serei um Deus para todos!
Vanhell se lembrou que o cinturão de Hipólita servia como um símbolo de seu reinado para com as amazonas, talvez esse cinturão também fizesse as amazonas subjugadas a ela, agora fazia sentido o porque de Zeus querer esse item valioso de volta ao Olimpo.
Ela se levantou novamente, precisava de um modo de derrotá-lo sem ser subjugada pelo poder do cinturão.
— Comerei você semideusa… E comerei o resto dos semideuses, e os que eu não aguentar mais darei aos meus subordinados que adoraram se deliciar com suas entranhas!
Tinha de pensar rápido, um ciclope querendo dominar o mundo, e tinha o poder de charme? O que poderia acabar com isso… No fundo ela tinha uma solução, não… Ela já sabia o que tinha de fazer, mas era difícil demais fazer isso…
— Tartas… O Magnifico… — Ela começou.
— Diga suas últimas palavras queridinha!
— Er… Creio que precisa de uma imperatriz para reinar contigo…
Ele ficou com um olhar curioso olhando para ela, mas depois riu.
— Acha que você vai me enganar com isso? É uma semideusa fraca! Haha.
— Eu sou Vanhell Duhbe! Filha de Zeus... Você precisa de uma imperatriz com sangue olimpiano para fazer ainda mais medo em seus inimigos...
Isso bateu mais forte em Tartas, a ideia de ter uma filha de Zeus como uma esposa era algo interessante.
— Tudo o que precisa fazer – Continuou ela – É casar comigo dos jeitos antigos de Reia e Cronos, tocando junto comigo o cilindro do casamento, que está em minha mochila…
Dizendo isso ela se virou de costas, mostrando a mochila de viagem dela. O Ciclope ficou tentado demais, era o grande momento dele, todos os governantes do mundo tiveram casamentos, e um casamento igual ao de Cronos? Ele seria o melhor ciclope do mundo! Se aproximou e seu ego não o fez perceber que largara a clava ao chão enquanto abria a mochila de Vanhell. E esta aproximava sua Karabela do cinturão que estava na coxa do monstro, até de repente ele segurar o mini raio mestre achando estranho.
— Peraí, eu conheço isso… Não é um cilindro de casamento é uma arm…
Não teve tempo de dizer mais, num movimento rápido Vanhell usou a Karabela para arrancar o cinturão da coxa de Tartas, fazendo sair um pouco de um líquido dourado de sua pele pela selvageria da garota, e então girando segurou Thunder que o ciclope ainda estava tocando.
— Tem razão… Mas eu aceito!
E com essas palavras Vanhell ativa a miniatura da arma de Zeus e um choque elétrico percorre o corpo de Tartas o fazendo gritar e largar a arma. Rapidamente ela desfere outro golpe mas com a Karabela, cortando a garganta do monstro fazendo-o desfalecer em pó dourado.
— Isso foi pela minha mãe…
E então pegou o cinturão vitoriosa.

[Horas depois]

Estava a frente do Edifício Empire State, o local era cheio de gente do tipo que anda com o celular na orelha a todo momento e não liga se uma jovem de 16 anos está andando pelo lugar querendo ir para o Olimpo.
Quando ela chegou ao recepcionista questionou sobre o 600° andar (Quíron já tinha lhe falado sobre isso).
— Desculpe não existe esse andar lindinha. — Respondeu ele sem ligar muito para ela enquanto olhava algo em seu computador de mesa.
Vanhell resolveu tentar algo, e colocou o cinturão de Hipólita e refez a pergunta, a resposta foi totalmente diferente.
— Er… Espere um pouco — Ele procurou em algum lugar de seu balcão e entregou para ela um cartão chave — Utilize isso e desculpe incomodar, é só colocar na fenda de segurança, só o faça se estiver sozinha no elevador, e desculpe de novo minha senhora, digo senhorita.
Ela o deixou lá rindo um pouco consigo mesma, quase gostou dessa sensação de estarem todos a sua mercê, então caiu a ficha de que era perigoso e tirou o cinturão imediatamente.
Entrou no elevador sozinha, esperou as portas se fecharem para colocar o cartão-chave na fenda de segurança como lhe foi informado. Ela o fez e no mesmo momento um botão novo apareceu no elevador com a informação “600°”, surpresa ela apenas o apertou.
O Elevador começa a subir com a música “raindrops keep falling on my head” tocando, ela até começa a gostar da música, até que o elevador para e se abre revelando um caminho de pedras no ar, que leva a uma escada de mármore branco que sobe em espiral até o meio de uma nuvem. Ao subir no topo da nuvem é possível ver o grande e inexplicável monte Olimpo. Sendo um pico envolto de neve, com dúzias e dúzias de construções brancas com braseiros de bronze. No local mais alto há o palácio principal que resplandece contra a neve.
Durante o caminho ela pode ver mercados, praças, era como uma cidade grega, mas não em ruínas. E claro com muitos seres vivendo lá.
Antes de chegar ao palácio ela escuta um chamado vindo de um jardim belo próximo. Chamava o seu nome. E ela foi de encontro a quem a chamava.
Lá estava ele… Zeus… Um homem alto, de terno risca de giz, e uma barda grande e olhos tempestuosos (assim como os seus porém com raios dando um efeito estático).
— P-pai?… — Começou ela cautelosa.
— Hm… Agora não sou apenas um cisne… Talvez pareça mais intimidador assim. — Ele a encarou estudando-a — E vejo que trouxe o que lhe pedi…
Vanhell se lembrou do artefato e rapidamente o pega e ergue para o Deus dos Deuses. Ele segura o cinturão e o observa.
—Muito bom Vanhell… Você me lembra sua mãe, com esses cabelos ruivos de fogo… — E num efeito mágico e estranho ele dissolve o cinturão a migalhas apenas com o mexer dos dedos que o seguravam, como quem esmigalha um pedaço pequeno de pão seco. — E agora este item nunca mais vai nos incomodar. Vanhell, este não foi apenas uma missão qualquer, e você se saiu ótima. É bom vê-la finalmente crescida.
Zeus explica para ela que não a encontrou no palácio principal por causa de Hera, que não era muito feliz com os semideuses filhos do mesmo. De resto conversaram sobre a sua mãe que morrera, e por mais que Zeus tivesse tido muitas amantes no decorres dos milênios parecia pesar a morte da mortal… A maior recompensa da missão para Vanhell foi poder conhecer seu pai, e quando ele não tinha mais tempo para conversa ele a dispensou de forma cortês. Ela não ficou chateada, mas sim muito agradecida por ter tido aquela experiência, conheceu seu pai… E o Olimpo também.
Vanhell Duhbe
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Re: Teste para filhos de Zeus

Mensagem por 112-Ex-Staff em Seg 01 Set 2014, 01:12


Avaliação

Vanhell cara garota dos olhos acinzentados, vamos a sua avaliação. Sua desenvoltura diante do teste foi muito boa, sinceramente não foi algo brilhante; mas o suficiente para conseguir ser reclamada com méritos. Apesar de ter feito uma boa descrição de sua personagem, senti a falta de algo; um ar de quero mais para achar verdadeiramente interessante. Você precisa tomar cuidado com suas escolhas, lutar contra monstros não é tão simples assim; e você não é ultra forte para conseguir escapar de duas dracaenaes. Lembre-se que você é nível 1, e que dificuldades serão muitas as que ainda irá enfrentar. Não tenho muito mais o que comentar. Apenas tente sempre revisar seus textos antes de posta-los, e cuidar para que não peque no quesito coerência. Parabéns filha de Zeus use seus poderes com sabedoria. Qualquer dúvida em envie uma MP.

Atualizado

Tks Maay from TPO
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Re: Teste para filhos de Zeus

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