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Teste para filhos de Hades

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Teste para filhos de Hades

Mensagem por 112-Ex-Staff em Seg 01 Set 2014, 02:37

Teste para filhos de Hades


Aqui devem ser postados todos os testes para os concorrentes a filhos de Hades deste mês. As postagens podem ser realizadas até as 23h59min do dia 21 do mês corrente. Postagens após o prazo serão desconsideradas. Resultado no primeiro dia do mês seguinte.

Vejam as regras completas aqui [clique]

Boa sorte, campistas!


Thanks, Dricca - Terra de Ninguém
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Teste para filha de Hades

Mensagem por LeFilhadehades em Ter 03 Fev 2015, 12:31

Olá meu nome é Amy, tenho 13 anos, sou uma meio-sangue, como eu sei disso? Bem eu vejo monstros, eu não sei de quem sou filha, minha mãe me disse que eu seria importante, ela me disse isso antes de morrer e antes de eu fugir do orfanato.
Eu estou numa missão neste momento, sozinha, estou tentando ir para o mundo inferior para falar com Hades, as pessoas que eu encontrei disseram que não era uma boa ideia que eu estava fazendo uma loucura e que Hades nunca me ouviria, mais eu preciso ir, preciso da minha mãe de volta e se eu não conseguir com Hades bem, acho que a única forma será ir no olimpo, falar com Zeus, ver se ele quer algo em troca pela minha mãe, e se for possível eu ficarei no lugar dela.
Conheço lendas que dizem que tem como libertar uma alma oferecendo outra mais forte, e que alma e mais forte do que a de uma meio-sangue criança?
Bem eu vou narrar a minha trajetória para ver se as imagens horríveis saem da minha cabeça.
Tudo começou em San Francisco, eu estava caminhando pela ponte quando um cão infernal me atacou, eu na hora saquei minha espada que encontrei na mão de um meio-sangue morto, eu não sei de que metal ela é feita, porém é muito útil.
Eu estava lutando com o cão infernal e depreende o chão se abriu e o engoliu, eu vi aquilo como um sinal que eu tinha que ir até Hades, então derrepende algo brilhou do meu lado e eu caí no chão, quando olhei tinha um cara com sandália e bermuda do meu lado.
-Quem é você? - perguntei com uma cara de medo, ele não era um monstro senão eu estaria vendo.
-Sou Hermes o mensageiro dos Deuses, vim dar um conselho , vá para o acampamento meio-sangue em long island.
-Eu prefiro ficar sozinha, se quer me dar um conselho me ajude a achar Hades.
-Isso não é uma boa ideia, Hades não é tão bom de se convencer, sei qual é o seu proposito e não tenho certeza que vai dar certo.
-Só me mande para Hades.
-Você deve ir para o oeste chegar em Las Vegas e procurar Apolo ele te dará uma profecia.
-Muito obrigada.
-Adeus herói.
-Adeus
Fiquei confusa como Hermes sabia o que eu iria fazer, mais eu deixei para lá e segui em frente, eu tinha pouco dinheiro, não gostava de viajar de avião então peguei um ônibus até Las Vegas, no caminho não aconteceu nada dormir a metade do caminho, e não foi uma boa ideia, os sonhos dos semideuses não são muito bons.
No sonho eu estava em Las Vegas quando vi um homem loiro, branco, e baixinho, no começo pensei que era um mortal até ele falar.
-Herói, estou te fazendo um favor venha a Las Vegas me procure na loja de música Apolo Music me encontrará lá e eu só te darei a profecia se me reconhecer.
E depreende eu acordei, tinha chegado em Las Vegas desci do ônibus e segui em frente, andei olhando para os lados e derrepende alguém me empurrou no chão, quando o olhei vi uma criatura não sabia o nome então peguei minha espada e gritei.
-Se afaste - eu estava tremendo e não percebia a criatura tinha olhos vermelhos e pelos.
Sacudi a espada e ele sumiu então sai correndo e derrepende bati num vidro de uma loja quando vi o nome da loja está escrito Apolo Music e então entrei.
-Olá- disse ao cara do balcão
-Olá, posso te ajudar - ele respondeu, ele tinha olhos mels como o sol, pele branca como o céu e cabelos loiros, quando o vi eu o reconheci.
-Você é Apolo
-Muito bem herói até que você foi rápido, es a sua profecia: O herói sugira, sua mãe perdera o mundo inferior efretara pra sua família resgatar.
- Muito obrigada, senhor Apolo, te agradeço, tem algo que eu possa fazer em troca?
- Faça um sacrifício para mim, todas as vezes que comer de uma parte de sua comida para os Deuses, ficaríamos felizes e assim logo descobrira seu pai.
- Você sabe quem é?
- Eu sei de muitas coisas mais não posso revelar.
Derrepende um trovão apareceu no céu.
- Meu pai está me chamando, boa sorte herói.
- Adeus
Não sabia aonde Hades estava, até me lembrar de um mito de Orfeu ele foi ao mundo inferior sem estar morto então só preciso seguir seus passos e sair de lá com a ajuda de Perséfone que nem ele.
Sabia que Hades estava em Los Angeles  mais aonde até me lembrar de um terremoto em Hollywood e resolvi ir lá ver.
Peguei o primeiro ônibus para Hollywood foi 3 horas de viagem calma, chegando lá fui direto para o monte aonde ficam as letras, chegando lá vi algo escrito em grego "Ai de vós almas amadas" e um buraco se abriu eu fiquei com medo mais entrei mesmo assim a caverna cheira a de fundo, tinha crânios por toda a parte quando vi um cara num barco e disse
-Olá, você poderia me levar a Hades
- Quero algo em troca
Então peguei uns dracmas no meu bolso e o entreguei.
-Isso está bom?
- sim suba.
Eu subi no barco me segurei e fiquei com medo, nunca gostei de barcos nem de mar também.
- Se segura - disse o cara com cara de quem queria que eu me assustasse
Paramos na frente de um castelo gigantesco, todo preto e roxo, imaginei que a decoração foi ideia de Perséfone, sai do barco e bati na porta ninguém atendeu então resolvi entrar.
Quando entrei me deparei com uma mulher com cabelos pretos, vestido roxo e preto e olhos brilhantes, Perséfone sugiro.
- Olá, Perséfone, desculpa incomodar mais preciso falar com Hades se não for muito incomodo.
- Olá, herói estávamos te esperando - ela respondeu como já me conhecesse com brilho nos olhos.
-venha meu marido a espera.
Andamos até uma sala com lareira e troféus e vi um homem com roupa de roceiro, cabelos negros, olhos negros e sapatos de boliche.
- Herói, estávamos a sua espera, se estou certo você quer sua mãe certo? -ele me disse me olhando de braços cruzados como alguém que já tivesse ouvido aquela história
- Senhor Hades, se não for muito incomodo sim eu quero minha mãe de volta, dê uma segunda chance a ela e eu prometo que se ela fizer algo que não agrade ao senhor eu mesma resolverei, e se não for possível me deixe no lugar dela.
- Bom ...-ele disse examinando as propostas -escolho a primeira se você falhar você sera minha faxineira do castelo.
- O.k. senhor Hades
Ele bateu as mãos e minha mãe apareceu do seu lado, eu sai correndo para abraça-la a profecia estava certa minha família eu recuperaria, olhei para ela e disse
- Vamos para casa temos muito para conversar, e obrigada senhor - disse olhando para Hades
Peguei minha mãe e a levei para casa e agora estou aqui com ela contando a história, bem agora vou dormir.
Boa noite.
LeFilhadehades
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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por Blake V. Belladonna em Sab 21 Fev 2015, 14:52


oh, belladonna
Unfortunately, the real world isn't the same as a fairy tale.


   
   
   



CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Blake é uma jovem garota com o tom de pele que se assemelha ligeiramente ao oliva, talvez um pouco mais claro por não ficar muito presente ao sol. Ela possui longos e ondulados cabelos negros, que quase chegam ao meio de seu torso. Tem olhos cor de âmbar, bem amarelados, e com o formato levemente inclinado nas pontas, dando-lhe de alguma forma a lembrança de um felino. A garota usa quase todos os dias a mesma fita preta que envolve seus cabelos por trás, quase como uma bandana, e termina como um laço acima de sua cabeça logo atrás de sua franja. Memória de sua família biológica que foi arrancada de suas mãos ainda quando pequena, Blake tira o presente da cabeça apenas quando toma banho e vai dormir, as vezes podendo até amarra-lo no pulso ou no tornozelo, mas nunca se afastando do objeto.

Possui a aparência de uma mulher mais velha, apesar de ter somente 17 anos recém feitos, e sua estatura maior do que a média ajuda com tal aspecto. A sua maturidade realmente se distingue em relação a muitos outros de sua faixa etária, devido principalmente a sua criação e, portanto, às situações em que foi colocada desde criança.


CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS
Uma pessoa extremamente madura, mas principalmente reservada, com uma personalidade séria na maior parte do tempo, mesmo que não deixe a desejar na questão do humor. Blake é uma garota de certa forma "correta", que respeita mais do que tudo a vida de outros indivíduos, e independentemente de qualquer fator da presença alheia, irá trata-la de maneira igual a qualquer outro que já tenha estado a sua frente. Dito isso, é normal que a menina despreze fortemente aqueles que julgam e discriminam baseados em algum preconceito.

Blake é uma pessoa "aberta". e fala o que vem a sua cabeça, chegando a criticar pessoas em situações em que seria melhor manter-se de boca fechada. Chegou a quase perder uma de suas amizades por isso, e tratou de tentar se controlar das próximas vezes, não que essa promessa tenha mesmo se concretizado. Entretanto, este lado mais sincero (e diversas vezes sarcástico) de sua personalidade usualmente é apenas mostrado com amigos próximos, já que a semideusa chega a ser descrita como introvertida, preferindo ficar sozinha do que socializar. Mesmo em grupo, Blake fica em seu canto e opta por não participar das conversas, ainda mais se estiver com um de seus livros em mãos, um hobby pelo qual possui muita afeição.

Devido as suas crenças fortemente defendidas, Blake pode se tornar muito temperamental se for provocada, fazendo com que a probabilidade de falar o que pensa durante o calor do momento aumente consideravelmente. Ela acaba tendo problemas desta origem, ficando estressada facilmente e muitas vezes encarando consequências no dia-a-dia, sendo insônia uma delas.




HISTÓRIA
Ela se lembrava vagamente do local onde nasceu em Paris, mas quem queria enganar realmente, sequer sabia o nome de sua cidade. Blake se pegava pensando nesse tipo de coisa uma vez ou outra, lembrando de sua vida passada como se ela ainda tivesse possibilidade de existir, quase um universo paralelo, mas mesmo assim sua esperança nunca se apagava. Em momentos vagos como aquele em que estava imersa agora, poderia deixar as memórias invadirem sua mente, e por mais que estas fossem ruins, elas pelo menos lhe dariam a certeza de que tudo fora verdade, e que a garota não vivia um sonho do qual não podia mais acordar.

Sua vida nunca foi fácil, mas a garora acreditava que tudo seria para o melhor, nada de ruim poderia durar tanto tempo como uma vida toda, certo? Certo... Era o que pensava para si mesma repetidas vezes, como se a quantidade fosse fazer como que o efeito de suas palavras fosse mais concreto. Estava funcionando pelo menos, era o que a mantinha vida e respirando, seguindo em frente.


Ela tinha uma família normal, em uma cidade da França, em um canto qualquer de Paris. Não era uma vida idealizada, morava no que parecia uma favela sem saber se o dinheiro que arrecadara no mês seria o suficiente até a ultima semana; mal podia ir para a escola, já que não haviam professores que quisessem ensinar crianças de rua; e cansou de tentar fazer amizade com cachorros pulguentos que a abandonavam dias depois pela falta de alimento. Aparentemente acreditaram que sua vida era boa demais, e assim decidiram aniquilá-los. Certamente obra do governo, que nada gostava de ver sem-tetos em suas ruas, deixando-as mais feias e sujas. Mal se preocupavam com suas vidas, ou quem eram, ou a luta que batalhavam para sobreviver.

Foi sem dúvida alguma uma noite turbulenta. Acordou com os gritos de sua mãe no meio da madrugada, a terra a seus pés parecia tremer e através da única janela em sua sala-quarto, as labaredas do fogo que queimava seu pobre bairro iluminava seu rosto recém acordado. Sua mãe a carregou no colo até metade da rua de sua casa, onde tropeçou graças às tábuas de madeira em fogo que caíram por cima de seu corpo, derrubando Blake no chão. A partir deste momento nada passava de algumas manchas em suas lembranças, um dos momentos mais dolorosos de sua vida, talvez. Podia ainda ver o corpo de sua mãe começando a pegar fogo, se estreitasse bem os olhos ainda enxergaria sua pele começando a queimar. No entanto o braço masculino que a arrastava aos tropeços pelo pulso não permitiu que visse muita coisa a mais, e assim, de uma maneira tão simples como virar a esquina ainda inalando a fumaça, perdeu sua mãe de vista. E aquela seria a última imagem que ficaria gravada em sua cabeça, a mulher que lhe deu a luz curvada enquanto tentava ao mesmo tempo alcançá-la, e livrar-se do peso que lhe queimava o resto do corpo.

Hoje Blake entende que tentar salva-la seria apenas perda de tempo. Tirar a madeira em chamas de cima do corpo quase inteiramente queimado, para fazê-la correr até a saida da favela no estado em que se encontrava... Teria causado a morte não apenas dela, mas de todos que tentassem prestar ajuda, inclusive a de Blake. Por mais que desejasse poder mudar o ocorrido, sua mãe havia dado a própria vida pela dela, e não havia nada a ser feito. Afinal uma vitória está na parte de trás de um sacrifício.


O homem que a salvara, que a levou para um canto seguro do centro e que esperou até que recuperasse a consciência, passou a ser o padrasto que nunca teve na vida. Cuidou de Blake como se fosse de sua própria família, dando-lhe tudo que tinha ao seu dispor: alimentos, abrigo e toda a educação que tinha. Tornaram-se nômades após certo tempo, nunca parando em apenas um ponto or mais de duas semanas ou três. Desta forma fizeram muitos contatos e, por questão de sorte, descobriram um grupo também migrante com origem asiática. Eram como ciganos, apesar de possuírem como etnia principal a chinesa, no entanto constituída também por outras culturas.

Blake cresceu junto a eles até a adolescência com sua nova família, o padrasto que passou a chamar de "senhor Zhi". Foi uma infância difícil, na verdade, não havia grupo algum dentro do bando que aceitasse a garota como parte da comunidade, e isto causou uma pequena criança a viver pelos cantos enquanto tentava se enturmar. Desistiu após alguns anos, percebeu que estaria melhor sozinha, por mais que desejasse não sofrer tal tipo de preconceito. Queria que todos tivessem a mesma alma pura que senhor Zhi, um homem que nunca julgaria nem mesmo o inseto, e muito pelo contrário, acabaria  tratando-o como um igual.

Blake sabia que não gostavam de sua presença, chegou a perceber certa vez uma senhora rezando aos divinos por sua vida, não sabia a qual das duas se tratava, no entanto. A garota só não sabia realmente o motivo por trás de todo o ódio que recebia, sendo ela excluída de locais públicos ou recebida a xingamentos por membros de seu "povo", se é que podia chama-los desta maneira. Olhavam para a garota e lhe diziam que seu destino já estava decidido, seria para sempre a "intrusa" e aquela que traria má sorte a todos. No fundo, Blake queria apenas libertar seu futuro de qualquer fardo que tenha sido jogado sobre ele.


Senhor Zhi passou a ser mais do um pai e tornou-se mais que tudo seu tutor, o mestre que após anos vendo a garota sofrer dentro da comunidade, decidiu ensina-la artes de auto defesa para que pudesse se proteger. Como "ritual de início" ganhou de seu mestre uma pequena faca, desconfortável em sua mão e também sem corte, mas que lhe era útil durante os treinamentos com Zhi.

Aprendeu de tudo um pouco, focando em luta corpo-a-corpo, e aos quinze anos de idade já havia aprendido o máximo que podia de Shaolin, modalidade do Kung Fu. Blake vivia uma vida boa, apesar de solitária, e desejava em alguns momentos poder sair dali com mestre Zhi, criar uma nova vida do zero. Sabia que não era possível, até o momento que chegou em casa naquele final de tarde, para encontrar um padrasto pálido e preocupado unto a um garoto não muito mais velho do que ela.

Era seu aniversário, e os dois estariam comemorando com a comida que guardaram do café da manha, alguns pães velhos e um copo de água para cada um. Aparentemente seus planos haviam mudado, senhor Zhi fez com que ela se sentasse a frente do garoto, colocando a mão larga em seu ombro para obter apoio, ou talvez para prepara-la para o que estava por vir. Nada poderia preparar Blake para o que ouviria na próxima hora, e não conseguiu digerir aquela insanidade toda de uma vez. O menino olhou fundo em seus olhos, um tom quase cauteloso em sua voz:

— Certo, Blake... Não quero te assustar, mas você precisa saber de algo sobre você mesma. É um pouco assustador no começo, mas você se acostuma. — Ele parou por alguns instantes, suspirando antes de continuar, um tanto nervoso — O que sabe sobre meio-sangues e deuses, Blake?




NARRAÇÃO
O carro parou logo a frente do beco do qual lhe fora falado quando recebeu a missão. Este era bastante escuro, por mais que fosse final de tarde, sendo iluminado apenas por uma pequena e distante luz amarelada. Blake agradeceu pela carona enquanto segurava seus pertences, nada mais do que uma espada que lhe fora emprestada da arena do acampamento, a faca que ganhou de presente de Zhi, e um casaco levemente mais reforçado para que se protegesse do frio. Andou com passos largos até metade do tal beco, virando em uma pequena ruela também sem saída para encontrar o que estava procurando. A porta não estava trancada, para sua surpresa, o que arrancou de seus lábios uma pequena risada. Girou a maçaneta lentamente, com a inteção de ser o mais silenciosa possível. Desceu as escada que acabavam em um corredor um tanto escuro, apenas uma porta em seu final, de onde vozes podiam ser ouvidas.

Fez questão de esperar alguns segundos, escutando vozes sibilantes comemorarem sua aparente vitória. Não tardou então de sair de seu esconderijo, abrindo a porta sem qualquer cerimônia; afinal, logo mais iriam saber de sua presença, de um jeito ou de outro. Blake sempre pensava antes de agir, e esta característica marcante de sua personalidade geralmente determinava sua vitória, apesar de uma margem de erro considerável. Nunca quis admitir, mas obtia mais êxito ao agir por instintos, era o que seu professor e padrasto sempre falava. Foi recebida por duas dracaenae, que passaram a segurar firmemente suas armas.

A filha de Hades lançou-se na direção dos monstros, e sua rapidez adquirida durante anos de vivência com os nômades e seu treino fez com que a inimiga mais próxima fosse atingida no abdômem, enquanto a outra corria em sua direção. Defendeu seu ataque com a ponta da espada, mas deixou sua guarda aberta para que a primeira abrisse um corte em suas costelas, o que a fez trincar os dentes de dor. Novamente agindo por instintos, e sabendo que a dracaena que a machucara continuava atrás de si, forçou a lâmina de sua espada sem sequer olhar para trás, sentindo a carne do monstro sendo cortada por sua arma. Deu diversos passos para trás, fincando a espada, que agora atravessara o tronco da inimiga, na parede próxima à porta pela qual entrara.

Enquanto a dracaena estava presa, esta se debatia, abrindo cada vez mais seu corte e adiantando sua morte que estava claramente inevitável. Blake ignorou-a desde então, sabendo que poderia se concentrar no outro monstro sem muitas preocupação. A não ser, talvez, pela falta de algo para lutar ou ao menos se defender. Em sua mente havia trazido apenas aquela espada, agora ocupada com outra coisa e, portanto, inútil no momento. A faca pesou em seu bolso por um instante, não sabendo se deveria utiliza-la, Blake tateou os bolsos de qualquer maneira. Jogou seu corpo para frente antes que pudesse ser atingida pela rede lançada em sua direção, escondendo-se atrás da mesa no centro. Abaixada em seu novo abrigo, levitou algumas pedras do chão e as disparou contra a dracaena, que perdeu o equilíbrio por ser pega de surpresa pelo ataque. Apoiando uma das mãos na mesa a sua frente, forçou o corpo para o outro lado, pulando o objeto e firmando ambos os pés no chão ao cair, ao lado do monstro agora no chão. Posicionou a faca verticalmente, e segurando-o com as duas mãos, fincou sua lâmina no pescoço da vítima, vendo-a explodir em pó. Olhou para o outro lado da sala apenas para ver sua espada caída ao chão, a mesma poeira espalhada ao seu redor.

Analisou por um momento o local onde se encontrava, enquanto limpava o suor de seu rosto. No centro da sala, sobre a mesa onde havia pulado anteriormente, havia o objeto que estava procurando. Finalmente aproximou-se e segurou em ambas as mãos a caveira negra que tanto procurava, e encarando-a diretamente, teve a impressão que seus olhos analisavam cada parte de sua alma. Ignorou a sensação de mau estar, cobrindo o objeto com um pano que encontrou no chão, a fim de continuar com sua viagem.


A sala estava repleta de fantasmas quando chegou, diversos deles com diferentes formas e tamanhos, pareciam entediados. Decidiu ignora-los, afinal não eram eles o motivo por estar ali. Dirigiu-se ao balcão de atendimento e foi atendida por um homem gigantesco, ombros largos e de expressão séria, em seu crachá podia-se ler "Caronte". Blake lembrou do barqueiro do submundo, devia estar falando com o mesmo no momento, e não fez questão de tardar a explicar o motivo de estar ali.

— Muito bem, Caronte, trouxe a encomenda do seu chefe. Preciso que me leve até ele. — Pareceu relutante mesmo após ver que falava a verdade, de qualquer forma guiou a semideusa por um corredor escuro.

Os mortos tentavam invadir o elevador que os levaria ao submundo, e Caronte agora com suas vestes negras os impedia de sequer sair de "solo humano". Desceram ao som de uma música suave, em um silêncio um tanto estranho, mas Blake acreditava que seria sempre assim com os servos de Hades, e ainda mais com suas crias. O silêncio por mais constrangedor que fosse seria melhor do que qualquer tipo de interação forçada, ela já havia aprendido isso antes, e estava agradecida pelo barqueiro aparentemente pensar da mesma forma.


Não cruzaram muito do rio quando a garota pôde avistar  ao longe a estrutura do palácio que se aproximava; sentindo o arrepio que passou por seu corpo e a súbita náusea em seu estômago, o que mais queria naquele instante era largar o tridente com algum criado de Hades e sair correndo, mas sabia que isso não ocorreria, afinal, o deus dos mortos requisitou seu crânio de sua amada filha, e agora era seu fardo entregá-lo pessoalmente.

As gigantescas portas abriram-se vagarosamente, e a espaçosa sala do trono a recebeu friamente. Não somente devido a sua coloração, composta principalmente de detalhes pretos e cinzas (alguns detalhes vermelhos espalhados), mas também graças ao imponente deus que sentava de forma graciosa e confortável em seu próprio trono. Sua atenção foi desviada automaticamente para a majestosa mulher que estava a seu lado, ajudando-o com suas tarefas.

Blake parecia não controlar a cor que lhe subia até as bochechas, e a velocidade com que seu coração pareceu bater. Nunca pensou que poderia se sentir tão atraída de tal forma pela esposa de seu progenitor, era completamente errado e imoral... Mas de certa forma, a mitologia era composta de incestos através dos eons, a garota duvidava no fundo de que tentar alguma coisa faria uma grande diferença. Se viu perdida em pensamentos, e teve que recuperar rapidamente o foco em sua missão, que certamente não era viajar pelo lindo corpo da deusa que estava a sua frente no momento. Perséfone era sem dúvida a mulher, e deusa, mais linda que já viu na vida, que seu pai lhe perdoe.

Talvez este não a tenha percebido, aparentava estar muito perdido em seus próprios pensamentos, e Blake teve que tossir discretamente afim de interrompê-lo. Finalmente olhando para a menina que finalizou seus devaneios, Blake percebeu que o homem a reconheceu de imediato, e quis acreditar que seus olhos passaram a ter um brilho diferente, orgulhoso. Fez uma pequena reverência, comportando-se adequadamente perante um deus, seu pai, voltando a sua posição vertical antes de se apresentar.

Lorde Hades, sou Blake e fui encarregada de encontrar e devolver sua caveira. — A garota deu um passo a frente, inclinando-se e estendendo o objeto do deus em ambas as palmas das mãos, não querendo se aproximar, e tendo a cautela com seu progenitor quase como alguém teria em relação a um animal selvagem.

Sei quem você é Blake, é minha filha. Não sou assim tão despreocupado quanto pareço. — Hades parecia estar sorrindo, e se aproximou bastante, caminhando na direção da menina enquanto falava. Assim que tomou posse novamente de seu pertençe, o que fora recuperado, o palácio a sua volta se tornou mais claro, limpo do que antes, obra provavelmente de um dos símbolos de representação do deus a sua frente. Blake queria gritar, dizer ao deus que não era sua filha, esclarecer que na realidade, seu pai era Zhi seu mestre e guia. No entanto, sabia de seus limites, e manteu-se calada. — Sei que deve estar com raiva de mim, lamento por sua mãe. Você provou hoje ser digna do seu título, e merece minha reclamação. Faça-me orgulhoso Blake.


Queria chorar, gritar de ódio por si mesma, de não ter tido a oportunidade de rebelar-se contra as afirmações do deus que estava a sua frente poucos minutos atrás. Estava ainda incrédula por ter tido a coragem de falar de sua mãe de tal maneira, quanto mais exigir seu orgulho! Pior do que tudo, não suportava o fato de Hades ser tão amigável quando tudo o que fez foi acabar com sua vida. Tirá-la do Acampamento apenas para que lhe entregasse o precioso objeto de coleção, algo que poderia com muita facilidade ter feito sozinho. "Foi tudo parte de um teste", pensara, "Um teste para que eu provasse meus talentos. Ele mesmo disse, que somente daqui em diante mereço meu novo título".

Estava extremamente revoltada, por saber que seu verdadeiro pai, lá no fundo, fez com que a idealização de monstro que a trataria como lixo fora quebrada. Ela sabia que o rancor apenas camuflava e escondia a vontade de, sim, torná-lo orgulhoso de seus atos.



PODERES E HABILIDADES


-FILHA DE HADES-
Passivos:
Respiração do Submundo [Nível 1]: O filho de Hades respira normalmente em locais de baixa pressão ou subterrâneos, fechados, desde que haja uma quantidade mínima de ar. Eles ainda são afetados por poderes de sufocamento, e condições precárias, se prolongadas, podem ser letais.

Perícia com armas laminadas [Nível 1] Por ser filho de Hades, o semideus manipula perfeitamente as armas laminadas, ganhas como presente de reclamação, e possuem uma familiaridade ainda maior se elas forem de ferro estige.[Modificado]




Ativos:
Geocinese I [Nível 1]: Pode mover pequenos pedaços de rocha e formações minerais, arrancando-os do chão, levitando-os, o que sua imaginação quiser. uma por vez, as quais não fazem mais do que distrair o inimigo ou atrapalha-lo, porém as pedras não são grandes o bastante para causar machucados sérios. Rochas sagradas ou abençoadas não podem ser manipuladas.



Blake V. Belladonna
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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por Hope Estheim em Qua 11 Mar 2015, 23:13




HOPE ESTHEIM


ㅤㅤㅤㅤㅤㅤCARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS:
Com os doze anos de idade o garoto se mostra uma criança bastante independente, pois não perde seu tempo sonhando com a fantasia, todos os seus sentidos são focados cem por cento na realidade. Sua vida toda foi criado para não ter amigos, sua família o proibia de tal ato e isso ocasionava uma sessão de dor e tortura física para o garoto, pois seus pais não perdoavam tamanho desrespeito vindo do herdeiro Estheim. Viver desta forma transformou Hope em uma criança fria e calculista, sua infância não foi divertida e engraçada e nem teve a magia e o brilho em seus olhos. Hope Estheim passou seus doze anos descobrindo como se tornar um perfeito assassino, com instinto, cheiro, e sede de sangue.

ㅤㅤㅤㅤㅤㅤCARACTERÍSTICAS FÍSICAS:
É baixinho, mas não doce, seus cabelos são brancos, passando do loiro para o prateado, ganhou esta cor devido a dor que sentiu quando era mais novo e isso se tornou uma característica incrível de sua feição. Seus olhos possuem um azul intenso, destacando-se com a cor pálida de seu rosto. Seus lábios raramente mostravam um sorriso engraçado, pois o rapaz sentia um certo receio por sorrir. Fortes e fundas cicatrizes são espalhadas por todo o seu corpo, algumas vindas de toda a tortura que passou quando criança, e outras vindas dele mesmo, quando lutava pela vontade irreversível de matar uma pessoa, brigando com a própria mente e com o próprio corpo, descobrindo que tirar o próprio sangue poderia ser tão divertido quanto tirar o sangue alheio.

ㅤㅤㅤㅤㅤㅤHISTÓRIA:
A família Estheim te passado de geração em geração toda a sua cultura, desde o nascimento até a morte de seus herdeiros. A educação, o privilégio, o respeito e a honra, são todas as características que devem preservar em seu sangue, mesmo sendo o mais negro possível. E foi em uma certa época de março que o mais novo herdeiro Estheim nasceu com seus cabelos prateados e os olhos azuis, e ninguém em todo o mundo poderia dizer que aquele inocente sorriso daria origem ao mais novo membro da família de Assassinos de Nova York. Hope Estheim seria criado da pior forma possível para se tornar a pior pessoa possível, aprenderia a matar de forma rápida e também de forma lenta e dolorosa, e assim cresceria com honra, dando orgulho aos membros de sua família, da mesma forma que tem sido desde o primeiro Estheim.

No século passado os Estheim eram uma simples família, moravam no alto de uma montanha em Nantucket em uma vila chamada Vila Verona. Zuko Estheim morava lá desde que nasceu, trabalhava para o governo ajudando a monitorar as casas, cuidado do toque de recolher e auxiliando os mais necessitados. Além de, obviamente, passar muito tempo com sua família, que se resumia a esposa e filha. Zuko era feliz com tudo o que tinha e batalharia por isso com unhas e dentes, não mediria esforços para defender seu patrimonio. Vila Verona era conhecida por suas belas árvores, os cantos dos pássaros traziam a harmonia de uma cidade calma, e quando os cães corriam para as padarias esperando ganhar um pedaço de pão, nestas horas felizes os moradores dali sentiam orgulho de acordar cedinho para trabalhar. E foi assim que Zuko se sentiu naquela manhã, pegando suas ferramentas e pronto para fazer um trabalho para o governador, onde teria de buscar pele de cervo para um casaco, e assim o fez. Porém, coisas ruins costumam acontecer quando menos esperamos, e durante as oito horas que Zuko ficou fora tudo terminou em ruína. Enganado pela desculpa de caçar um cervo em uma terra onde não havia cervos, precisou ir para a terra vizinha, onde também não existiam, e tudo não passou de uma horrível desculpa para tirar o rapaz dali. O motivo ninguém descobriu, mas o governo retirou Zuko de Vila Verona simplesmente para destruir tudo, noventa pessoas foram mortas, casas foram destruídas e a filha de Zuko juntamente com sua esposa foram degoladas. Ficaria fácil dizer que naquele momento nasceria um homem solitário, mas isso não aconteceu, o que cresceu no coração daquele homem foi um sentimento de remorso e ódio, junto com o instinto de assassino e a sede por sangue. O primeiro vestígio de assassino apareceu naquele instante, junto com o seu único objetivo de vida, este que seria levado para todas as suas futuras geração, o objetivo de matar.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤ
Desde então a família Estheim ficou conhecida pelos assassinatos que causaram, sempre foram bem pagos pelos seus serviços e tinham fama o suficiente para causar medo na população, por isso viviam isolados das outras pessoas. Obrigatoriamente eram criados para serem assassinos, aqueles que se recusavam não eram dignos de carregar o sobrenome, portanto deveriam ser mortos antes dos quinze anos. E Hope já estava com doze, aprendeu a matar com seu irmão, e em seu currículo já contavam oito mortes. Para ele a parte mais difícil não era se privar das brincadeiras e nem dos amigos, mas sim aguentar as acorrentadas que recebia de seus pais e de seus irmãos quando estes julgavam os atos do mais novo. Sequelas ficaram em seu corpo, marcas e cicatrizes, o sangue passou a ser seu melhor amigo e chorar estava fora de cogitação. Estava cansado de ouvir as histórias sobre o primeiro Estheim, sobre como ele nasceu e morreu em uma guerra. Os Estheim ganharam muito dinheiro no ramo do assassinato e deveriam preservar este pilar por muito tempo, porém tudo iria por água abaixo se Bartholomew Jackstenville entregasse os crimes da família para a polícia, portanto a nona pessoa da lista de morte do garoto seria este homem.

Olhando-se no espelho de seu quarto ele abriu um sorriso, assustou-se ao se ver sorrindo, era uma visão rara, mas muito bonita. As adagas com a lâmina suja de sangue estavam em suas mãos, uma na mão direita e outra na esquerda. O garoto desfez seu sorriso e respirou fundo, com um grito acertou o espelho com a adaga da mão direita e este explodiu em pedaços cristalinos de vidro. Em um certo momento seu olho azul se refletiu em um dos cacos antes dele cair no chão, então a escuridão fez sentido, seu pai apareceu na porta de seu quarto dizendo que Hope não era seu filho, e sim um bastardo. Disse que naquela noite seu destino faria sentido, e que o rapaz mataria a nona pessoa pelo próprio demônio. Não precisou de muito tempo para matar o próprio pai, uma facada na cabeça foi o suficiente para sentir o sangue do mentiroso respingar no cabelo prateado do garoto. Sua mãe, Helena Estheim de sangue e alma aplaudiu a performance. O garoto correu pelas ruas escuras, as lágrimas se recusavam a escorrer de seu rosto, apesar de que era o que ele mais queria. Olhou para trás para ver a silhueta de Helena, como uma dama, como uma rainha dos anos sessenta sorrindo e deixando que a lua acendesse sua alma assassina.

Seu próprio pai fora a nona pessoa, semanas depois descobriram que Bartholomew havia sido enforcado. O garoto mantinha o instinto assassino aflorado em seu corpo, seus olhos azuis mostravam isso de todas a formas, era uma engrenagem na máquina do assassinato. Hope Estheim ficou nas ruas por três semanas, vivendo de restos e da ajuda de pessoas inocentes, era uma vida fácil se fosse levar em consideração tudo o que passava com sua família naquela mansão. Lembrou-se da noite em que encontrou seu sátiro que sorria e estendia a mão oferendo ajuda, parecia um poderoso mago com barba e bigode e estranhamente ele emanava confiança, como se soubesse de tudo e conhecesse todos os segredos. “O filho do demônio deverá ser bem vindo aos aposentos do acampamento meio sangue, e tem sangue em seu cabelo pequeno assassino” foi tudo o que disse antes de acompanhar o filho de Hades para o acampamento meio-sangue, onde aprenderia a ser um semideus.


ㅤㅤㅤㅤㅤㅤNARRAÇÃO:
Suas mãos estavam no bolso da frente de sua calça enquanto o vento batia em seus cabelos prateados, os olhos azuis focavam no caminho à sua frente, curvando o corpo para os lados desviando das pessoas que cruzavam sua direção enquanto o pé direito pegava impulso com o skate. Era uma rua movimentada, os carros corriam em uma certa velocidade enquanto as pessoas pareciam estar atrasadas para alguma coisa. Hope Estheim se destacava naquele aspecto, pois sua expressão era de tédio e os olhos azuis não pareciam transmitir emoção alguma.

O barulho de um sino tocando na porta de um bazar chamou a atenção do garoto, a porta se abriu e lá de dentro um rapaz saiu com algumas sacolas de compras.
– Obrigado Sr. Carter. – Disse o rapaz acenando e saindo.
O velho que parecia ser o Sr. Carter olhou diretamente para Hope e sorriu, parecia ser um convite, se ele não fechasse a porta do bazar e não tivesse trocado a plaquinha de “aberto” para “fechado”, certamente seria um convite. Hope colocou o pé no chão e parou o skate com uma manobra, olhou por alguns segundos na direção do bazar e franziu os olhos. Tudo bem que aquela não precisaria ser uma atitude suspeita, mas a maneira que os olhos de Sr. Carter analisaram Hope fizeram o garoto sentir necessidade de ir lá perguntar alguma coisa. Colocou seu skate embaixo dos braços e caminhou calmamente na direção do bazar, ignorando a placa de fechado e abrindo a porta.
– Posso ajudar? – Sr. Carter encontrava-se atrás de um balcão e em frente a uma porta, não pareceu se incomodar com o fato de o filho de Hades entrar ali mesmo com o bazar fechado, pois ele dava um sorriso forçado de vendedor e aquilo era meio agoniante.
Hope não respondeu à pergunta do velho gordo, caminhou entre os corredores com os produtos expostos, analisando e procurando por alguma coisa que poderia comprar. Usou da mão esquerda para pegar um saco de amendoins e colocar dentro do bolso de seu calção.
– São três dólares o amendoim, rapaz. – Disse o velho, surgindo diante de Hope como um fantasma com o mesmo sorriso.
Sem questionar, Hope Estheim devolveu o amendoim para a prateleira e passou direto de Sr. Carter, caminhando na direção da porta de saída do bazar, não havia nada de interessante ali, além de um velho gordo e assustador. Mas assim que tocou a maçaneta da porta suas mãos queimaram, não dava para sair.

A atmosfera do bazar logo ficou mais fria e assustadora, os olhos de Sr. Carter não piscavam e aquele sorriso do dono do bazar parecia de plástico.
– Posso ajudar? – Ele perguntou novamente fixando os olhos nos de Hope. O menino não sabia exatamente o que dizer, não podia pedir para sair, então tudo o que fez foi testar aquele gordo.
– Quem é você? – Hope perguntou enquanto levava a mão para suas costas, segurando suas adagas que ficavam escondidas dentro de sua calça. O sorriso de Sr. Carter se desfez, e então ele disse.
– Por aqui, por favor. – Caminhou novamente para trás do balcão, abrindo a porta que dava acesso a um corredor com uma escada que descia. – Tem uma pessoa aguardando pelo senhor lá embaixo. –
Hope desceu os três primeiros degraus e esperou que o velho gordo o acompanhasse, mas este não o acompanhou, apenas fechou a porta às suas costas e deixou que o filho de Hades seguisse sozinho. De início não pensou que desceria as escadas por tanto tempo, nem sabia se era possível ir tão abaixo do nível em que estava, mas mesmo assim continuava descendo, com o ambiente ficando cada vez mais úmido e mais escuro, o ar ficando mais denso e melancólico. Três horas de descida se passaram, as paredes eram blocos de pedra como as de um castelo, teias de aranha estavam espalhadas por todo o local, e as escadas que desciam em espiral davam ratos e morcegos como companhia para Hope que ainda não mostrava sinal de cansaço. No último nível, duas tochas de fogo mostravam uma porta de madeira indicando o final da descida.

A porta abriu sozinha, e a sala lá de dentro era bastante iluminada, tocava uma melodia triste dos anos cinquenta, os objetos espalhados por ali deixava claro que aquela sala era na verdade uma câmara de tortura.
– Quem diria, meu bisneto veio me visitar. – Hope virou-se na direção da voz, e sentado atrás de uma mesa ele não precisou de muito tempo para reconhecer quem era.
– Zuko? – Perguntou, mesmo tendo a plena certeza. Com um sorriso ele levantou-se e caminhou até o garoto de cabelos prateados, levou a mão direita até as madeixas do menino e as bagunçou.
– Bem-vindo ao submundo, aprecie o local, pois um dia você estará aqui. – Zuko parecia muito mais novo do que a idade que deveria ter, não tinha cabelos brancos e também não tinha rugas na pele. Hope não mostrava reação, tudo o que fazia era ficar encarando seu parente mais experiente, sem reação ou expressão.
– Por que me trouxe até aqui? – Perguntou para Zuko, olhando para a câmara que estava a sua volta, percebendo que algumas pessoas ainda estavam presas e sofrendo com as torturas que as máquinas causavam. Quando virou seu rosto novamente na direção de Zuko, em um milésimo de segundo ele pareceu ver a carne de seu bisavô exposta e viva em sua pele, sangrando e deformada, mas a visão mostrou ser uma ilusão na mesma hora.
– Nós somos assassinos Hope Estheim, não temos um destino digno ou bom, nosso futuro é o pior possível, não temos atos heróicos e nem nossos nomes serão lembrados por algo bom. Enquanto algumas pessoas salvam o mundo, o nosso dever é destruí-lo. – Zuko virou-se para Owen com o canto direito de seu lábio mostrando um sorriso confiante. – E um dia você sofrerá por toda sua eternidade, do mesmo jeito que sofreu quando era menor, portanto aproveite, pois tenho um trabalho para você. – Hope retirou uma adaga de suas costas e passou a olhar para seu bisavô com uma expressão de dúvida misturada com raiva. – Acalme-se minha criança, não entrarei para sua lista de mortes. – Zuko cruzou os braços e mais tochas se acenderam em um corredor imenso atrás de Hope. – Traga-me a pedra das almas, só um príncipe do submundo pode retirá-la de seu pedestal, e eu darei para você toda a fama e fortuna que os mortais tanto desejam. – Deu uma pausa, fungou e continuou. – Não está muito longe, só o que deve fazer é seguir por este corredor até encontrar uma Asfódelo. – Apontou para onde as tochas haviam se acendido, e então Hope olhou para seu tio.
– Procure outra pessoa, não vou me encarregar disso. – Hope deu as costas, subiria toda aquela escadaria novamente, não iria se meter em perigo. Mas a porta que dava para o bazar não estava mais ali.
– Você não tem opção, bisneto. – As pessoas que estavam na câmara e que eram torturadas pareceram rir da situação. E Hope seguiu pelo corredor.

Era como uma caverna, as rochas úmidas estavam escorregadias e a iluminação das tochas pareciam não ser o suficiente. Hope não sabia onde encontrar aquela pedra, não sabia como ela era e também não sabia seus efeitos, além de desconhecer o motivo por Zuko pedir pela pedra das Almas. Irritado com a situação o rapaz acertou com sua adaga na parede de rocha fazendo algumas faíscas escaparem pelo local, era agonizante pensar que havia sido atraído para aquele bazar com apenas o olhar de um gordo. Como se não bastasse todo o tempo descendo aquelas escadas, no corredor não foi diferente, o menino de cabelos prateados estava começando a se cansar, quando de repente o silencio foi cortado por um barulho vindo ao fundo, eram pessoas gritando em agonia, e o barulho ficava cada vez mais alto e em dois segundos pareceu estar a metros de distância. Hope virou-se quando viu a origem daquilo e realmente eram pessoas gritando, todas presas umas nas outras formando uma esfera de três metros de altura. A esfera de pessoas rolava na direção de Hope que seria facilmente esmagado se ela o alcançasse, então tudo o que fez foi pegar o que restou de suas energias e correr. Correu até perceber que o chão já não era mais tão elevado e sim mais liso, e se não fizesse alguma coisa a esfera de pessoas o alcançaria em poucos segundos. Jogou seu skate no chão e pulou em cima, pegando equilíbrio e agradecendo em silencio por conseguir andar ali, conseguiu impulso o suficiente para se afastar da esfera e assim que viu o primeiro desvio o garoto entrou. O som que veio em seguida foi o de milhares de pessoas enroladas umas as outras caindo em um abismo de chamas.

Antes de descobrir onde estava, uma flor embaixo de seus pés chamou a sua atenção, amassada e terrivelmente triste, uma Asfódelo, abaixou-se para pega-la e então percebeu que a sua frente estava um campo inteiro delas. Caminhou devagar entre as flores sempre procurando por algo estranho, mas não haviam pessoas e nem animais, só o que conseguia sentir era a tristeza que aquele campo emanava. Hope conseguiu chegar longe o suficiente para perder de vista o local de onde havia vindo, não sabia o que era norte, sul, leste ou oeste, não sabia onde estava e nem o que deveria fazer para encontrar aquela pedra. Foi quando conseguiu perceber um movimento vindo de uma parte do campo, alguém caminhando lentamente em meio as flores, Hope correu até aquela pessoa, mas ela não pareceu notar sua presença, a mulher caminhava sem rumo, seguindo para o nada. Ouviu outra coisa vindo de outro local perto dali, desta vez era um homem nas mesmas condições, em poucos segundos uma multidão de pessoas apareceu, lembravam zumbis sem a deformidade. Ao longe, sobre uma rocha ele avistou um castelo negro, banhado em fumaça e sobre um mar de chamas, era o castelo de seu pai, com toda a certeza.
– Pai, mostre-me onde está a maldita pedra das almas. – Falou em voz alta e as pessoas pararam de caminhar, olharam fixamente para Hope desesperadas e famintas. Todas elas apontaram para a torre mais alta do castelo de Hades, e com o skate embaixo do braço o garoto seguiu até lá.

Assim que chegou nos portões eles se abriram como boas vindas e caminhando sobre uma ponte sem corrimão o garoto andou até a entrada do castelo, ouvindo novamente os gritos de desespero e agonia vindo de pessoas que sentiriam a dor eterna. Seguiu diretamente para a torre do castelo, subiu até encontrar uma porta de madeira, puxou a maçaneta e entrou sem hesitar. E lá estava, sobre uma almofada de veludo negra com detalhes em vermelho, uma pedra brilhante de cor azulada emanando poder por todo o ambiente. Hope não pensou duas vezes até se aproximar da pedra e segurá-la com a mão direita. Nada aconteceu, mas ele pode ouvir o barulho dos passos subindo as escadas até o topo da torre.
– Meus parabéns, agora me dê a pedra. – Zuko estendeu a mão. Hope percebeu que desta vez ele estava com o rosto deformado e com a carne arrancada de seu rosto. – AGORA! – Gritou. O mais novo mordeu o lábio inferior e segurou a pedra com mais força, sacou sua adaga e logo ficou em posição de ataque, sem mostrar sentimento algum em seu rosto, seus olhos azuis eram a única fonte de iluminação naquele local.
– O que deseja fazer com esta pedra? – Perguntou cuspindo no chão e franzindo os olhos
Foi quando ele surgiu das sombras, a própria morte se fez presente.
– A pedra das almas só pode ser retirada de seu pedestal pelas mãos de alguém com o sangue divino. – Hades disse, sem olhar para Hope. – E nela estão guardadas as almas de poderosos guerreiros, e suponho que Zuko queira voltar a viver como um destes guerreiros. – O Senhor do Submundo olhou para Zuko e o quarto ficou mais escuro. – Além de estar planejando levar outras pessoas com você, procurando vingança? – Hades finalmente olhou para seu filho, e o garoto precisou engolir em seco, nunca parou para pensar em como seria sua reação ao encontrar seu pai.
– Não deixarei que ele fique com a padre Senhor Hades. – O Deus franziu os olhos ignorando o o comentário.
– A eternidade não seria tempo suficiente para você pagar por todas as mortes que cometeu e que ainda vai cometer, mas ainda assim estou orgulhoso de você meu filho. – E sem se despedir Hades entrou novamente nas sombras e sumiu. Hope encarou Zuko Estheim com os olhos azuis fervendo de ódio.

No lado de fora os gritos de agonia daqueles que não tiveram uma vida digna soavam como música nos ouvidos do garoto, sua respiração estava mais forte e densa, assim como seu coração que batia em uma velocidade elevada. Naquele instante ele lembrou-se de como era ter um instinto assassino, pois a sua maior vontade e o seu maior desejo era cortar a garganta de Zuko.
– Honrei seu nome durante toda a minha vida. – Em posição de ataque o garoto encarou o mais velho com a adaga na mão direita e a pedra na esquerda, derrubou o skate no chão por não conseguir mais segurar. – Eu posso não ter um futuro digno, posso não ser reconhecido por meu nome. Mas meu passado não será tão inútil quanto o seu. – Uma expressão de garoto travesso estampou-se no rosto de Hope. – Porque tudo o que eu sei, eu herdei de você – Hope correu na direção de Zuko com a adaga em suas mãos, mas no exato momento em que daria o primeiro ataque, Zuko desviou de Hope, que passou direto e ficou de costas para seu bisavô.
– Eu traria honra para os Estheim, eu traria a glória, faria de você um poderoso herdeiro. – Zuko fez com que saíssem correntes de dentro de seus pulsos, rasgando sua carne e balançando no ar com dois metros de comprimento. Hope virou-se de frente para ele novamente e como uma bomba sua aura negra espalhou-se pelo ambiente.
– Você não foi capaz de vingar a morte de sua filha e de sua esposa. – Correu novamente na direção de Zuko, desta vez com a lâmina da adaga apontando na direção de sua cintura, quando tentou investir em um ataque, o mais velho usou das correntes para se defender. Hope não se afastou, permaneceu a centímetros de distância, tentando um ataque após o outro, tentou arranhar os ombros do bisavô, em seguida o pescoço, o peitoral, mas Zuko sempre usava das correntes para se defender. Tentava de todas as formas acertá-lo, seguido por gritos de ódio e urros de dor, em uma das tentativas Zuko o acertou com as correntes, ricocheteando Hope e o lançando na direção de uma parede, onde uma estante de livros antigos caiu no chão em um baque, sem perceber a pedra das Almas havia caído no chão, bem no centro de onde Hope e Zuko estavam. Os dois se olharam e seguiram na direção da pedra, correndo com os braços esticados, com um salto Hope a segurou primeiro, ameaçando jogá-la pela janela, mas Zuko o prendeu com as correntes, dando três voltas no corpo de Hope Estheim e depois o puxando para si como uma vara de pescar. O filho de Hades não moveu um centímetro de seu corpo, deixou que o impulso o erguesse no ar, apenas segurou sua adaga com força e deixou ser lançado na direção de seu adversário, com os olhos azuis brilhando como a pedra, e um sorriso demoníaco nos lábios. Teve tempo de ver a expressão de medo que Zuko sentiu, seus corpos se colidiram naquele instante e antes que seu bisavô pudesse roubar a pedra das mãos de Hope, o mais novo usou sua adaga para rasgar a garganta do velho. Hope caiu de pé no chão com respingos de sangue podre espalhados por seu rosto e por seu cabelo prateado.
– Apodreça nos campos da punição junto com sua filha, com sua esposa, e com todos aqueles que você falhou em defender. – O corpo de Zuko vaporizou-se e o pó voou pela janela. Hope devolveu a pedra para a almofada de veludo e uma das paredes dali se abriu indicando uma escadaria sem fim, mas desta vez subindo, com uma placa escrito “Bazar do Sr. Carter”.

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Filhos de Hades
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Acampamento Meio-Sangue

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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por Amanda Lovelyes em Qui 12 Mar 2015, 10:05

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Características físicas:
De olhos castanho-escuros, tão profundos que muitas vezes me perco olhando para eles nos espelhos de minha casa. Cabelos loiros de um tom escuro e não muito vivo. Se alguém quisesse comparar com um loiro comum, como o da menina popular de sua classe, a comparação levaria à estranha semelhança entre grama morta e grama viva. Minha pele sempre fora um tanto quanto pálida, e eu nunca gostei muito disso. Eu sou de altura mediana e em peso sou magra, mas sem exageros.


Características psicológicas:

Geralmente as pessoas imaginavam os filhos de Hades como o tipo “não me toque”. Mas não era assim comigo, até pisarem no meu calo eu sou bem legal e até um pouco comunicativa. Nunca tivera uma vida lotada de muitos amigos, minha aura da morte afastava os mortais, além de meu problema com aparições de mortos, eu as odiava. Por que eles aparecem do nada? As pessoas acabam notando que você vê algo que eles não veem e isso as assusta. Este fato contribuía para eu não ser muito boa em fazer novas amizades, a falta delas em boa parte de minha vida. No fundo eu era bem amável com os que me eram queridos.


História do personagem:

Eu cresci em uma cidade pequena, todos se conheciam. Eu morava com minha mãe, mas ela trabalhava demais e quase não nos víamos. Ela era médica e estava sempre me levando para aquele maldito hospital em que trabalhava quando queria ter minha companhia. Lá sempre havia mortos e mais mortos vagando, as almas se é que você me entende. Era um pesadelo passar minhas tardes naquele lugar. Mas nunca me atrevia a dizer para ela o que eu via ou ouvia.  Já bastava a forma como as pessoas pareciam se sentir mal em minha presença e sempre fugiam de estar perto de mim. Isso até o dia em que fomos ao funeral de minha madrinha. Ela parecia em pânico quando soube de minha habilidade, como se fosse um mau presságio que me perseguiria por toda a minha vida. Fiquei sinceramente preocupada, tentando entender o que estava acontecendo. Na época eu ainda era uma simples criança.

Eu possuía apenas duas amigas, mas nós éramos inseparáveis. Éramos! Até um ciclope vir atrás de nós e matá-las. Eu tinha doze anos nessa época. Foi muito triste para mim e eu ainda nem entendia muito bem o que estava acontecendo. Minha mãe ficava cada vez mais temerosa e eu acabava sofrendo mais ainda. Foi então, quando eu tinha quinze anos, que ela me mandou para o acampamento meio- sangue. Lá eu tinha algumas esperanças de sobreviver, segundo ela.  Demorou um pouco para a minha fica me cair. E quando caiu foi um choque.

As primeiras semanas no acampamento foram estranhas, mas ao mesmo tempo divertida. As pessoas do acampamento pareciam ter me aceitado bem. Mas tudo mudou depois que eles perceberam que eu via algo mais do que eles. Pareciam assustados quando em minha presença. Como aquilo me deixava triste... Era como estar no meio de uma multidão e ao mesmo tempo sozinha.

Mas agora isso era parte do passado, eu tinha feito alguns amigos, não muito íntimos, mas por hora já bastava. Era de manha e eu estava sentada mesa do refeitório do acampamento respectiva aos membros do chalé de Hades. Eu conversava com uma amiga minha sobre um livro que ambas gostávamos muito, quando de repente professor Quíron se dirigiu até nós. Fiquei um tanto quando espantada quando soube que o Senhor D. estava me chamando. Sabe, ele nunca falou comigo.

Chegando até a casa grande encontrei senhor D. em pé e parecendo bastante incomodado. O que será que acontecera? Talvez ele não se desse bem com meu pai, Hades. Mas não, não parecia ser este o problema no momento.

- Senhorita Lovelyes! – Ele disse a contragosto. – Parece que tenho uma missão para você e dois de seus primos! - Ele disse e eu me vi cara a cara com um garoto da casa de Zeus e outro da casa de Poseidon.  Eles me olhavam com curiosidade, o que não era estranho, eu não era muito conhecida. Eles nem deviam saber de minha existência. Que tipo de primos era esse? – Parece que os três grandes chegaram a conclusão que a relação entre eles está indo muito mal... Grande novidade... Mas, bem: parece que isso está afetando a relação dos filhos dos três grandes e eles querem um grupo formado por um membro de cada chalé dos três grandes numa missão de proporcionar uma melhor relação familiar. – Epa! Diga-me que não sou eu e esses dois, por favor. – E vocês três foram os escolhidos, espero que tenham ciência importância de sua missão. – Ótimo, eu estava perdida.

Nas semanas seguintes trabalhei duro com os dois rapazes, Robert (Chalé de Zeus) e Augusto (Chalé de Poseidon). Os membros dos chalés dos três grandes aos poucos mostravam melhoras em suas relações. Certas vezes havia discussões pelos motivos mais bobos, mas no geral estavam todos bem comportados.  Eu os vi jogarem juntos, conversarem animadamente e até falarem de assuntos pessoais, como típicos primos. Mas o mais comum eram os treinos conjuntos.

Hoje havia descido até o Mundo Inferior para entregar relatórios sobre meus resultados ao meu pai. Era incrível como ele sempre reclamava de seus irmãos. A relação deles realmente não era das melhores. Ele foi consideravelmente simpático quando me viu. Tipo, tinhaum jeito durão, mas era um cara legal. Ele estava com minha madrasta e ela se retirou quando me viu chegando.

- Aqui estão os relatórios! - Eu disse em um tom um tanto quanto tímido. Ainda não estava muito acostumada a ir ao Mundo Inferior.
- Diga-me: como foi tudo? – Ele perguntou.

Descrevi com alguma dificuldade, mas muito esforço (porque eu sou esforçada). Tudo com tantos detalhes quanto pude: as atitudes dos campistas, as atitudes dos outros membros da missão (meu pai parecia ter curiosidade sobre eles.), os progressos e o que não foi resolvido ainda do jeito que queríamos. Meu pai parecia levemente satisfeito, o que era um milagre, por se referir aos seus irmãos. Depois de todo aquele “fala fala” fui dispensada e voltei ao acampamento com um fraco sorriso no rosto.

_______
Amanda Lovelyes
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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por 112-Ex-Staff em Dom 15 Mar 2015, 04:02


Avaliação



LefilhadeHades:

Então cara pessoa, como avaliar o seu teste. Sinceramente não deveria nem mesmo ter lido uma linha, já que seu nome errôneo por si só era motivo de desaprovação. Você certamente não leu as regras referentes aos testes, o que me deixa um tanto quanto decepcionado por não ter nem mesmo feito o básico. Você não citou suas características físicas e psicológicas, além de ter apresentado um texto com grande quantidades de erros e diálogos, o que ao invés de me impressionar fez com que me perguntasse qual a dificuldade em ler as regras antes de escrever o teste. Sem mais delongas, não reclamada; em uma próxima oportunidade procure ler as instruções antes de qualquer outra ação.


Blake V. Belladona:

Então cara garota tarada pela madrasta, vamos ao seu veredito. Sinceramente o começo de seu teste é um tanto quanto quase perfeito. As descrições físicas e psicológicas estão ótimas, e por tais parabenizo a sua pessoa. Em relação à ortografia e organização, apenas notei alguns erros de pontuação, sendo que empregou vírgula em momentos que o correto seria uma interrogação ou ponto final; nada assustador e que pudesse a prejudicar gravemente. Eu sinceramente momentos depois pensei em não reclama-la, já que sua história possui uma grande quantidade de furos. Veja bem, qual o sentido de um bondoso homem aparecer do nada dentro de sua casa e a salvar? Até mesmo se ele fosse o Há de estaria incorreto, já que os deuses não podem interferir de tal maneira na vida de seus filhos. O modo como descobriu ser uma semideusa foi pior ainda. Por que seu "padrasto" sabia que existiam deuses e semideuses? O que o levou a falar tal fato naquele momento? Uma pergunta ainda cliché na qual simplesmente foi jogada em meio ao texto,não tendo explicação, sentido, coerência ou qualidade narrativa em um desfecho que esperava ser interessante. Em meio ao submundo, não entendi você falar que entrou em um elevador e atravessou metade do rio, tendo uma visão do lugar infernal. Novamente fatos embaralhados que para mim não fizeram sentido algum. Você ainda citou que deixaria um tridente para trás, mas sabia que era a pessoa que deveria entregar o crânio para o deus. Fiquei em dúvida de onde esse tridente saiu, se você não o confundiu com o crânio e etc. Não tenho muito mais a comentar sobre o teste, apenas sentindo uma leve decepção pelo que primariamente apresentou. Porém uma coisa percebi. Você mesmo cometendo erros de coerência demonstrou vontade, demonstrou querer verdadeiramente ser uma filha de meu tio bafo de morto. Basicamente apenas pela sua boa escrita e essa vontade resolvi a aceitar, mas sua narração pelos pontos que citei ficou a desejar. Espero que seja mais coerente futuramente e não me decepcione por essa chance dada de demonstrar que merece ser uma filha de Hadés. Parabéns garota você foi reclamada.


Demais testes pela data serão avaliados apenas no concurso corrente de Março, aguardem.



Atualizado

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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por Alessio B. Constantino em Qui 21 Maio 2015, 18:33



CARACTERÍSTICAS FÍSICAS:
- O semideus é muito pálido e magricela, cabelos escuros e revoltos sem nunca estarem penteados. Seu sorriso é sincero e maldoso, seu rosto sério impõe respeito e medo pelas curvas que o compõe. Alto com 1.85m, de peso 70kg, não é anoréxico, mas não tem porte atlético nem gordo.

CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS:
- Arrogante, com senso de superioridade elevado, egocêntrico;
- Entregue as manias do mundo: alcoólatra, disposto a muitas situações novas relacionadas a drogas e perigo.
- Romântico Incorrigível, sabe administrar seus relacionamentos, sendo eles fiéis ou infiéis, mas sempre permanecendo a valorização da sua vontade.
- Calculista e frio, observador, pensador.




HISTÓRIA



No ano de 1922 do Nosso Senhor, um jovem bancário empreendedor italiano chegava às terras londrinas. Em pouco tempo de convivência com a capital inglesa, lançava a marca Bellini vendendo artigos de moda e cosméticos, além de abrir o banco de Constantino – sobrenome de sua família. Durante a Guerra Mundial, Giuliano buscou investir fortemente em armamentos. Anos após, sua filha, Alessandra, continuara os negócios com sabedoria. No entanto, ela não tinha a mesma capacidade que seu pai já falecido, começou a tocar os negócios em prol da humanidade buscando a cura de muitas doenças, inclusive tornando-se enfermeira e – um tempo depois – médica renomada.

Após o fim da Guerra Mundial, a família continuou morando em Londres, crescendo cada vez mais, enriquecendo cada vez mais. Embora tivesse aderido à paz, Alessandra e seus segredos eram um caos. Ela era uma semideusa e naquela idade, justamente após a morte de seu pai, tudo piorou. Os semideuses guerreavam incessantemente, monstros perseguiam meios-sangues, e logo ela, conhecida mundialmente, era mais difícil. Quando um deus apareceu em sua vida.

Alessandra e todos Constantino detém uma qualidade em comum: eles são românticos incorrigíveis. Parece algo como uma linhagem sanguínea, pois de geração em geração, os fatos só parecem aumentar a certeza. Esse deus afetuoso, charmoso, dispondo de riquezas iguais – não tão proporcionais, quando se tratando de um deus, pois o que ela sabia era apenas que um jovem italiano rico havia chegado a Londres. Após saber toda a verdade, continuou amando o deus e ele reciprocamente – ou não.

Deste relacionamento vieram frutos. Gêmeos, mas por uma tragédia, apenas um permaneceu vivo, este chamado Alessio. E aqui, meu caro, verás o que é um ser de azar.

Em 1964, a Inglaterra poderia se considerar o país do rock – principalmente a capital do país, onde os Beatles reinavam. Nesse turbilhão de emoções, danças e música boa, vivia um adolescente comum. Era filho de Alessandra Constantino e herdeiro d’uma rede empresarial e bancária famosa no mundo, criado em berço de ouro com os melhores conceitos da realidade, mas também, conheceu o caminho bastardo. Até seus 13 anos, esteve sempre sob custódia de guarda-costas mais velho e estranho que adorava repreendê-lo. Com a morte de sua mãe, as responsabilidades caíram sobre o garoto e a expectativa nele aumentou.

Enquanto ainda era novo para os negócios, embora tivesse noções de como tratá-los, o comando ficava com seus tios. Com dezesseis anos completos, o rock n’ roll, a pressão e sua personalidade, o fizeram entrar numa revolta consigo mesmo e com seus parentes de forma que ele começou a se afastar de todos. Houvera semanas de fuga que ninguém ouvia falar dele, a não serem poucas pessoas que o reconheciam nos pubs e becos, nas drogas e perdição da cidade à noite. Até o dia em que aconteceu o clímax de toda sua vida até ali.

Seu guarda-costas, Manfredo, o achou criando confusão com baderneiros – ladrões, traficantes e membros de gangues – em um subúrbio londrino. Era uma tarde difícil, o dia inteiro acontecera desta forma, ameaçando chuva de hora em hora. Manfredo ajeitava seus óculos nervosamente, apressando os passos com Alessio.

- Senhor, espera. Eu não quero voltar para casa.

- Fiquei sabendo de chegada de imigrantes muito perigosos para nossos negócios, sempre é bom prevenir, inclusive sua saúde, vida e segurança! – exclamou o velho com ignorância.

- O que eles podem fazer a mim? Eu posso mandar nessa cidade inteira, dia após dia, noite após noite. A Bellini é uma das maiores empresas mundiais. E em breve, tudo isso será meu! – de modo arrogante, caminhou a passos preguiçosos e sem vontade, tentando chamar atenção do guarda-costas.

Eles passaram por um beco no qual dois rapazes encurralaram um jovem e o senhor de idade.

- Cadê? Nós queremos o Constantino! – gritaram, enfiando uma espécie de lâmina em forma de cilindro que tilintava algo cinza e incontrolável, pelo menos ao que parecia acontecer. Com a perfuração, o jovem caiu ensanguentado.

Manfredo continuou puxando o rapaz com força, adentrando becos como um vento livre e rápido, nada poderia pará-los. Entretanto, o trote do guarda-costas o enganou – como era manco, Alessio nunca entendia qual a capacidade do velho. Eles deram de frente com os dois rapazes que tinham acertado o jovem que acompanhava o senhor de idade. Eles só procuram velhinhos e jovens cuidadosos?, riu ao pensar, na verdade, agora o caso se inverte.

- Olha, não se preocupem, todo conteúdo ilícito que me forneceram foi devidamente pago e inclusive, se tiver algum engano, pode me contatar hoje a noite no pub Candy Sweet Dreams. – estendeu os braços, exibindo seu belo sorriso.

- Deve ser esse mesmo... Imprudente, idiota e tão nojento quanto seu pai. – vociferou o mais alto dos rapazes, retirando sua arma de uma estranha bainha, feição maléfica no rosto angelical – cachos dourados acompanhando no kit Cupido Assassino.

Tudo acontecido após as falas foi de extrema rapidez. O rapaz armado apontou seu cilindro para Alessio, mirando-lhe o coração, enquanto o som de uma flauta ecoou na velocidade que o ruído da arma. Quando o garoto percebeu, estava vendo destroços de uma árvore espalhados no ar. Cheiro de queimado, metálico, algo que ele não conseguiu reconhecer com clareza – e a depender dos rapazes, não faria isso em vida.

- Volte para o centro da cidade e quando estiver vendo bigas de bronze puxadas por cavalos alados, é ali que você tem de ir! Por favor, não trate como uma brincadeira. – rápido e claro, voltou-se aos rapazes homicidas.

Várias árvores surgiam, uma atrás da outra, criando paredes de proteção enquanto o senhor trotava em direção de seus inimigos. Por instantes, o garoto atacado não soube o que fazer, mas decidiu seguir os anseios do seu protetor e correu como se não tivesse bebido a noite passada.

Em poucos minutos encontrou a biga estacionada no centro de uma praça com espaço suficiente para mais quatro dela ao redor. Dois meninos seguravam as rédeas da biga que puxavam cavalos alados – pégasos – enquanto uma garota estava no meio deles, olhando triunfante para o recém-chegado.

- Parece que saímos vitoriosos na nossa primeira missão. – falou a garota, sorrindo como se comemorasse vitória.

Alessio não pode evitar um sorriso de resposta. Mas em seguida, seu rosto nada pôde expressar a não ser dor. Um raio o atingiu nas costas com intensidade suficiente para deixá-lo absorto em devaneios avulsos entre a vida e a morte. Uma briga estava armada para acontecer, mas não é isso que veremos. Pois antes dos grupos se encontrarem para a luta – o recém chegado composto por dois rapazes e uma garota, e os três da biga – algo estranho aconteceu. Uma intervenção divina, o momento passado por todos. O encontro da vida com a morte e desta vez, a morte recolheu o rapaz e seu corpo para sete palmos abaixo.

- NARRAÇÃO (CONTINUAÇÃO DA HISTÓRIA) -

Após imensos pesadelos sombrios, o garoto abria os olhos. Estranhou o local, pois o sonho envolvia muito mais cenários, casas de jogo e pubs. Embora o estranhamento, não se sentiu mal por acordar num quarto do hotel provavelmente mais caro de Londres. O ambiente remetia a discrição, trevas e riqueza, tudo bem organizado. A cama com um aspecto medieval disponha de lençóis pretos com bordas avermelhadas e adorno rico em pérolas brilhante. A textura das paredes era vermelha combinando com o teto escuro – como se o teto não existisse. As vestes negras não escondiam o porte físico magro do garoto, feitas de cetim, parecia estar nu por não sentir o peso das roupas.

Nos corredores a estranha sensação não parecia afetá-lo, mesmo sendo sensações que instigavam a raiva e pensamentos ruins. Deparou-se com um homem muito mais alto que ele, vestido como o Imperador de todo aquele local, sua roupa admitia formas diversas como almas suplicando por paz ou incitando ódio. Antes do poder de reação, o homem virou seu corpo na direção do rapaz.

- Mal dia, meu filho. – sorriu sarcasticamente.

- Pai? Você... – tentou encontrar as palavras que lhe faltavam.

- É, meu filho. Prazer, eu sou seu pai. – estendeu os braços. – Vem para o abraço. - riu desdenhosamente.

- Onde eu estou? Eu consegui fugir deles?! – arregalou os olhos preocupados.

Lembrou de tudo que acontecera antes de chegar ali, fugir e deixar seu guarda-costas a sós com dois assassinos malucos. Não se lembrava o que aconteceu após encontrar o grupo que o esperava na biga de bronze, parecia tudo se tornar mais complicado ao chegar nessa lembrança.

- Meu filho, veja você mesmo... – retirou um relógio de pulso de suas vestes e mostrou-lhe.

Alessio não soube o que pensar. Ficou absorto nos quatro números enigmáticos que definitivamente entregavam o ano que estava vivendo. Era muito longe de 1964 para 2015, para ele ainda estar vivo, quando ainda tinha 17 anos. Mas a mesma aparência que tinha, inclusive, parecia tudo apenas ser um sonho. Ele não conseguia acreditar.

- Você infelizmente não pode viver sua época. Desde a segunda guerra mundial, meus filhos e filhos de Zeus conflitam, sempre com ajuda de outros semideuses. Vocês são poderosos... Têm um poder absurdo. E um acordo foi feito, durante esse tempo, que eu não deveria quebrar. Você nasceu logo após o término da guerra e Zeus, obviamente, teve ciência dos seus passos. Quando se é apresentado ao mundo todos os dias... Foi difícil escondê-lo, pois parecia um bebê real e não prole do submundo. Zeus deu uma voz de busca aos seus filhos, para ao encontrá-lo, decidir o que fariam. O máximo que pude fazer... Foi encaminhar-te para um local onde pudesse estar a salvo até que as coisas melhorassem. Você sabe, eu como rei disso tudo, eu não sei decidir quando as coisas estão boas ou não. E aqui está agora, filho, pronto para ter sua vida sem que a injustiça também lhe seja feita.

- Então... As histórias gregas da Mamma não são mentira. Todos aqueles mitos sobre meu avô e deuses gregos, as aventuras de minha mãe... Tudo é verdade. Eu não posso ter vivido todo esse tempo vegetando. Eu estou morto, não é?

- Infelizmente, não. – surgiu uma voz dos fundos. Era uma voz feminina.

- Perséfone, querida, seja amigável com seu enteado. – disse Hades, suspirando e revirando os olhos.

- Está na hora dele voltar ao acampamento, não é? É a vez de Quíron cuidar do bastardo problemático. – elogiou o seu "novo" enteado.

- Eu sei bem o caminho pra onde devo caminhar, dona. E muito obrigado, eu sei o quanto eu sou importante para todos. – disse para inflamar o desgosto da mulher de seu pai.

- Filho, o deixarei no Central Park em Manhattan, Estados Unidos da América. Lá você encontrará o caminho do acampamento com facilidade. Basta utilizar estes drácmas e chamar o táxi da tormenta. As irmãs cinzentas vão te deixar no acampamento. – adentrou um dos corredores, voltou tossindo de modo ensurdecedor para seu filho. – Bem, estão aqui coisas que vai precisar.

Ele entregou uma capa dobrada, ao abrir, Alessio viu uma capa enegrecida de tecido confortável. Seu pai lhe deu um anel de caveira, algo muito diabólico para o jovem. E então o entregou uma espada de bronze grande, a guarda-mão em forma de crânio de olhos com rubis de modo que a espada parecia sair daquele crânio. Embora não sabendo quando e como deveria usá-los, agradeceu pelos presentes. Logo na primeira vez que tinha contato com seu pai, ganhara presentes.

- Você deve despejá-las no chão, então o táxi virá e aí é só dizer o seu destino. – disse Perséfone, entregando-lhe várias moedas douradas.

Terminou de recolher instruções e terminou de se aprontar para o que estava por vir. Despediu-se de sua nova família e autorizou seu pai a levá-lo para o Central Park.

***

Caiu no meio de uma floresta cheia de pessoas sorrindo e andando. A experiência foi tão ruim quanto saber que era mais velho que seu avô quando morreu. Numa imensidão de sombras e numa velocidade impressionante, a barreira espaço/tempo parecia ser quebrada, juntamente com suas costelas a cada segundo. Sentiu seu estomago embrulhar quando caiu no parque, mas pensou ser apenas todo aquele movimento. Acho que nem tenho o que vomitar, depois desses anos sem comer...

Andando e procurando algo parecido com uma via, percebeu que as pessoas se afastavam inconscientemente, como se ele tivesse abrindo um caminho em meio às pessoas que ali caminhavam. Isso era estranho, mas ele gostou dessa sensação. Não só elas, mas ele via alguns seres diferentes, como garotas nadando nos lagos – e por muito tempo, além da aparência estranha. Meninas duendes que se transformavam em árvores. Mas não desejava ter aumentado seu conhecimento sobre seres mitológicos, exatamente ali.

Uma mulher reptiliana mexia com os seres mitológicos, tentando acertá-los com sua lança. Ela vestia armadura e escudo, além da lança, com elmo de combate e cabelo grande solto. No local de suas pernas estavam duas serpentes. O medo aflorou no semideus que reduzia a velocidade dos passos, apenas observando a mulher. Então seus olhos reptilianos focaram na nova vítima que chegava ao local e as línguas bifurcadas dançaram num sibilo horrível.

- Um ssssemideussss... Muito deliciossso, eu diria! – sibilou.

Vários pensamentos surgiram naquele momento. O maior e mais repetitivo deles fora seus últimos momentos em Londres. Tinha medo de fraquejar novamente e não ter a sorte duas vezes para que seu pai lhe salvasse. Mas sua mente agiu com velocidade, antes que a lança estocada chegasse perto, pulou para o lado e bradou sua arma, já fora da bainha com a parte chata batendo contra a da lança, colocando-a pra baixo. Em seguida, desferiu um golpe horizontal contra o monstro que defendeu com o escudo.

KLIN!

Sentiu uma leve dor no seu pulso com o embate dos metais, mas a sua desenvoltura na batalha parecia grande, como se sempre estivesse familiarizado com a lâmina. Aproveitou-se deste fato para desferir mais dois golpes obrigando o ser a recuar. Ela é muito ágil... Preciso esperar seu bote, ou estarei me cansando e ela se aproveitando disso! Sua mente não parava um instante, sabia exatamente o que estava acontecendo ao seu redor como se tudo fosse parte do seu corpo.

O monstro atacou de baixo para cima verticalmente, tentando arrancar a cabeça do garoto como prêmio, como um churrasco de cabeça de semideus. Neste golpe o semideus fora rápido e inteligente, não utilizou seu golpe para desfazer o do seu oponente. Desviou do golpe novamente para o lado, mas arrancou o braço que segurava a lança com um corte rápido sem resistência nenhuma do corpo reptiliano. Ela sibilou em terror e atirou seu escudo como distração para um golpe com suas garras afiadas.

O meio-sangue incrivelmente sairia ileso, se não fosse pelo elemento surpresa do seu inimigo. Após ser atingido pelo escudo, girou para efetivar um golpe que a rasgou em duas, desfazendo a mulher reptiliana em um pó amarelado estranho, mas antes que tivesse sido enviada para o Hades, fincou suas garras no ombro do seu assassino.

- Argh! – sentiu a dor fazer seu corpo inteiro estremecer, agora toda adrenalina do combate parecia ter ido embora e o cansaço mostrava evidente.

Recuperando as forças, retomou a busca pelas vias, tornada mais fácil pelas pessoas que se afastavam. Logo, encontrava uma rua asfaltada onde jogou duas moedas de ouro que recebera de Perséfone no Mundo Inferior. Esperou por alguns minutos, clamando pelas irmãs cinzentas, irmãs da tormenta.

Não esperava que fosse tão rápido e estranho. Uma lufada de vento mais forte lhe trouxe arrepios e inclusive sustos, pois o carro surgira do nada. Parecia um carro como todos os outros, nunca vistos pelo garoto. Três seres estranhos estavam nos bancos da frente e a porta do carro se abriu.

- QUAL É O SEU DESTINO, FILHO DE HADES? – disse uma delas.

- AH, COMO É BOM ESTAR COM O OLHO! – disse outra voz parecida.

- MAS ESTAMOS PARADAS, DE NADA SERVE – outra voz comentou com uma risada inacabável.

Ele sentou-se com rapidez no carro, pedindo para que o levassem no Acampamento Meio-Sangue. Quase de imediato, o carro guinchou para frente e seguiu numa velocidade inacreditável, pois nenhum outro carro se comparava. Passava por lugares estreitos e imensos, sem preocupação nenhuma, enquanto as irmãs gargalhavam e discutiam entre si, provavelmente planejando qual melhor morte para o meio-sangue.

A viagem não demorou muito e logo Alessio via campos verdejantes, todos belos e calmos. O garoto não tinha certeza se estava fazendo o certo em ir para um lugar que não sabia o que era, nem entendia o que faria... Mas seu pai lhe dera uma orientação, era o mínimo que poderia fazer pelo que seu pai lhe fizera. Pararam em frente a uma colina grande que no topo tinha um pinheiro tão grandioso quanto à colina. Era o lugar mais belo que já havia visto.

- Obrigado... E parem de brigar.

- PRÓXIMA PARADA... – disseram as três em uníssono.

Num rodopio crescente, o táxi sumiu, balançando suas roupas de cetim e a capa que guardava seu corpo. Olhou para o céu e pediu que os deuses, se existiam, tomassem conta do seu caminho. E assim, subiu ao acampamento que agora seria sua morada.

ETC.:
PODERES:
PASSIVOS:
Aura da Morte I [Nível 1]: O filho de Hades emana uma aura que incomoda as pessoas - não chega a afastá-las, mas elas não ficam à vontade. É algo sobrenatural, sem explicação, mas elas tem medo de morrer ao chegar perto. Não afeta  semideuses ou seres mitológicos. Esta aura também afasta as almas muito mais fracas de você.[Modificado]

Perícia com armas laminadas [Nível 1] Por ser filho de Hades, o semideus manipula perfeitamente as armas laminadas, ganhas como presente de reclamação, e possuem uma familiaridade ainda maior se elas forem de ferro estige.[Modificado]
Ativos:
-
ITENS:
{Darkness} / Espada [Espada de 90cm, feita de bronze sagrado. Sua lâmina mede cerca de 70 cm, e sua base é mais grossa que a ponta. A guarda-mão é em forma de um crânio que tem seus dentes pontudos virados na direção do início da lâmina, como se ela saísse de sua boca. Os olhos do crânio são feitos por dois rubis. O cabo e a espiga são revestidos por um couro escuro, o mesmo tipo usado em sua bainha. No nível 20 transforma-se em um anel de caveira] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]

Poder do Item (Nível 25) Penumbra: A arma do filho de Hades é feita com material do mundo inferior, e nesse nível uma quantidade de sombras trevosas sai dos rubis da caveira. Essa habilidade especial da espada pode ser usado para se criar uma distração, na qual o inimigo do semideus será envolto pela penumbra, recebendo uma penalidade de 50% em sua visão e em todos ataques, afetando mesmo quem possui visão no escuro, com duração de um turno. Também pode ser usado para se criar uma sombra aonde não exista, de modo que a prole de Hades consiga usar seus poderes de locomoção através das sombras. Pode ser usado duas vezes por missão, mas afeta apenas um alvo por uso.
Poder do Item (Nível 50) Lâmina do submundo - Cravando a arma no solo, o semideus consegue fazer uma lança negra emergir abaixo de um oponente a até 50m de distância. A energia em si não é física, afetando mesmo fantasmas ou seres espectrais/ não sólidos, e provoca dano na HP e na MP. 1x por missão
Poder do Item (Nível 75) Corte sombrio - O semideus de Hades reveste sua espada com energia negra, que funciona como um toque causticante. Quando acerta o oponente, além do dano normal, o alvo recebe uma penalização na HP e na MP durante 3 turnos, de forma similar a um envenenamento. A energia permanece na arma por 2 turnos. 2 usos por missão.


{Void}/ Anel [Anel de caveira que absorve a energia vital das almas dos oponentes mortos, armazenando-as. As almas guardadas podem ser usadas como um combustível na forma de um "buff", ampliando o poder de ataque do semideus em 10% por 3 turnos a cada alma utilizada. A alma utilizada segue ao submundo após isso. Esse efeito pode ser usado apenas 2x por missão. Adicionalmente, 1 vez por missão o filho de Hades pode gastar uma alma coletada para recuperar 10% de sua HP e MP.] [Almas coletadas: 0]{Bronze} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]

{Shadow} / Capa [Capa feita de escuridão, lã negra e fios de obsidiana. Com uma magia muito parecida com a do elmo de Hades, a capa faz com que o semideus fique invisível em meio as sombras, mas não modifica o odor do semideus, não diminui o barulho de suas ações ou modifica a estrutura corporal do semideus. A capa pode ser usada em partes do copo ou no corpo inteiro, mas ao passar por um foco de luz a camuflagem passa a ser inútil. Ao usar essa capa apenas como um acessório de vestimenta, mesmo estando sobre a luz ela concede um aumento de 10% na potencia dos poderes referente ao medo que o semideus usar.] {Lã}(Nível mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]

OBS.: editado pra tirar um erro de digitação, obrigado.
Alessio B. Constantino
Filhos de Hades
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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por Alessio B. Constantino em Qui 21 Maio 2015, 18:44

obs:
Para não ficar confuso demais, nas entrelinhas, Alessio passou o tempo que sua vida parou no Hotel Cassino Lótus, vide seus sonhos e a conversa dele com Hades.
Alessio B. Constantino
Filhos de Hades
Mensagens :
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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por Mizon Massacre em Sab 12 Dez 2015, 17:32

Mizon Massacre - Painfull





Características Fisicas





Mizon é alto, 1,87m, e magro com 64kg. Mizon tem a pele branca como a neve
e seus olhos azuis como dificilmente se encontra, lembrando até branco de tão
claro e profundo; certas vezes é possível que seus olhos fiquem escuros, como
com a falta de luminosidade na área em que ele se encontra, além de que, se
Mizon se encontra em um lugar muito escuro, seus olhos lembram olhos de
gatos, embora que pretos com um leve brilho branco que parece vir mesmo
de dentro dos olhos dele. Mizon possui um cabelo longo, raspado dos lados,
com o mesmo formato de um moicano, caindo em seus ombros e costas e
as vezes escondendo um de seus olhos. Mizon costuma usar maquiagem em
torno dos olhos para mante-los escuros e de certa forma, para dar contraste
a sua cor natural ocasionando algo como uma hipnose momentanea de tão
chamativo que ficara seus olhos sublinhados de preto. Sua boca rosada possui
um piersing de ferro cromado, que, aparentemente é falso, pois não há marcas
abaixo da sua boca quando ele tira o piersing. Tem as costeletas um tanto longas
más que frequentemente são raspadas já que o mesmo não gosta de barba nem
de muitos pelos. Mizon possui diversas tatuagens, seus braços são completamente
tomados por elas que chegam até perto do seu abdomem e pescoço, más, uma
em especial, que se localiza no seu peito, diz: " Os caídos são os únicos que
sabem o valor de se levantar
", é sua favorita.


Características Psicológicas






Mizon é frequentemente atormentado po si mesmo, sendo
por traumas ou por simplesmente gostar de parecer louco,
ele frequentemente tem surtos de risos insanos e seus atos
são praticamente imprevisíveis. Mizon, embora seja um tanto
estranho, é benevolente e não gosta de coisas injustas, sendo
que ele tem seu proprio conceito de justiça ou injustiça. Ele,
Terminantemente, odeia receber ordens; de certa forma ele
pode até segui-las ao usar o bom senso mas, de maneira
alguma ele gostaria disso.

Mizon não tem uma dupla personalidade, más, age
diferente de pessoa para pessoa. Com pessoas quem
ele gosta e se sente bem ele se abre, conversa, diz
o que sente. Com pessoas que ele não conhece ou
não gosta, - sendo que para ele, se ele não conhece
alguém, ela é apenas mais uma a ser severamente
odiada até que prove que não merece isso. - ele se
fecha e não sorri ou para de olhar firmemente, tendo
um espirito individualista, ele não liga para amigos.



Historia




Mizon nasceu em Long Island, más, estudava sempre em escolas na
região de New York. Mizon sempre teve problemas com a escola, em
algumas ele nem apareceu, e isso se deve a sua mãe: "Veneza Kitch".

Sua mãe foi uma anarco-punk na década de 80-90, viveu a vida com
sempre quis e Mizon foi resultado de algumas noitadas de bebedeira
e festas, más, especialmente Mizon veio de um algo não compreendido;
Ele nasceu no banco de trás de uma camionete, de seu tio "Hernando
Kitch", e nasceu em 9 do mês 9 em 1998, data de um massacre em
Long Island que foi muito noticiado pela mídia e que deu a ideia para
sua mãe do sobrenome de Mizon, sendo que,ficou realmente como
'Mizon Massacre Kitch', embora diferente, o nome é adorado por
Mizon simplesmente por ter um teor de violência relacionado a ele.

Mizon era um jovem inteligente, frio, calculista e de poucas palavras,
estava sempre com as mãos juntas ao corpo e o olhar sem expressão
alguma referente a qualquer situação, ele chegou a presenciar muitos
roubos e assasinatos da janela do seu quarto, que na verdade era a
cobertura da casa dos seus falecidos avós, onde eles moravam com seu
tio Hernando.

Apesar de difícil, a infância de Mizon foi feliz. Ele e sua mãe eram
inseparáveis como ninguem, ela era a única que não tinha medo dos
olhos quase brancos do garoto quando eles encaravam de forma penetrante,
talvez por isso Mizon tivesse respeito por ela, já que em 10 anos ninguem
ousou falar diretamente com ele sempre perguntando a sua mãe sobre sua
origem, pai, e aparência que sempre fora estravagante e de teor gótico ou
emo. Mizon aos 6 anos assistiu um filme com 4 amigos de sua mãe, sendo
que um deles era um(dos muitos) namorado de sa mãe; o filme era Chucky
o brinquedo assasino, e a partir daquele momento Mizon tomou paixão pelo
tema de brinquedos que matam, tendo ganho de sua mãe no natal daquele
mesmo ano, uma réplica do Chucky que era do mesmo tamanho que Mizon
naquela época, o seu único amigo em sua vida.

Mizon entrou na adolescência indo para escola com mais frequência, pois,
aos seus 12 anos sua mãe conseguiu finalmente um emprego digno e já era
mais auto-suficiente, já que toda sua vida ele foi sustentado por seu tio
Hernando que não ia muito com a cara do garoto más tinha medo demais
do mesmo para conseguir lhe dizer isso. Mizon era isolado na sala, más
era extremamente inteligente e conseguia prestígio com os professores,
mesmo que alguns ainda não gostassem de falar com ele diretamente. Depois
de alguns anos, Mizon começou a se tornar famoso pela sua escola como
o 'anjo-lúcifer' em sentido irônico, já que ele era um "nerd" que punha medo
em todos ao seu redor com sua presença e olhar. Aos poucos ele se tornou
popular com os góticos da cidade, eles pareciam gostar da sensação que Mizon
passava para todos, incluindo eles, e assim nasceu a banda em que Mizon
se tornou vocalista, sendo uma banda pequena, más, muito comentada pela
presença de palco fria e insana ao mesmo tempo que ele tinha.

Certa noite, Mizon estava observando sua janela como fazia de costume
e viu uma garota passeando por aquela vizinhança, ela era linda e petrificada
como jamais havia visto, parecia que a menina poderia matar alguém com
um olhar e ela continuou andando ali em direção desconhecida, seus olhos a
acompanharam ela até o momento que algo com capuz saltou na direção dele
e pegou seu pescoço com os olhos brilhando vermelho ardente e olhando com
a mesma frieza que Mizon, refletindo naqueles olhos vermelhos a face dele
mesmo e o puxando para fora. Mizon fechou os olhos em queda e quando os
abriu ele estava molhado, num lugar em que caia gotas do teto e parecia uma
caverna, sua mente estava turva e confusa e ele não sabia o que havia ocorrido,
logo, uma voz pousou sobre o silêncio quebrando toda a confusão de Mizon
que olhava desesperadamente para todos os lados, e ela vos disse:
- Os caídos são os únicos que sabem o valor de se levantar. -
Em meio a escuridão, Mizon buscava de onde vinha aquela voz com uma
determinação em sua face e certa agressividade em sua expressão, visivelmente
confuso e/ou assustado com o que estava acontecendo.
Mizon;  -Quem é você?!- Disse virando sua cabeça para os lados.
Voz; -Sou aquilo você busca, sem saber que esta dentro de você.-
Mizon; -Sem piadas. Eu tenho algo que você quer? Me tire daqui.- Disse com um tom sério.
Voz; -Ah, como você é cético.- Disse a voz que agora se concetrará a frente de Mizon.

Um homem apareceu em sua frente abrindo seus braços
com um sorriso de dar calafrios até mesmo no mais corajoso
homem que Mizon conhecia, ele mesmo. Então ele deu mais
alguns passos, mexendo a água que chegava aos calcanhares
naquele lugar, uma água de cor preta por sinal.
Homem; -Eu sou... Seu pai, seu criador, seu originador, o gênesis de tudo que há em você!-
Mizon; -Impossível.- Disse com uma expressão assustada.
Homem; -Eu te observei, eu sei que você me sente, todos os dias da sua vida você sente...-
Mizon e o Homem(ao mesmo tempo); -Dor!-

Mizon começara a acreditar naquilo, ele caminhou até
o homem que estendeu-lhe a mão, e ao toca-la Mizon
reparou que conseguia ver através do escuro que estava
naquele momento, e a saída estava próxima, logo ele soltou
a mão do homem olhando de novo para ele e vendo o mesmo
acenar com a cabeça para ele e então ele seguiu para a saída.
Do lado de fora Mizon viu uma fogueira, e dali um monstro
feito de chamas se ergueu em sua frente, más, não o assustou
nem mesmo um pouco.
Monstro; -Frio como esses olhos, como o esperado de você.-
Mizon; -Por que fui trazido até aqui?-
Monstro; -Elementar meu caro Sr.Massacre, você tem que aprender a se defender... Aprender quem você é.-
Mizon; -E por que eu deveria acreditar em você?!-
Monstro; -Se eu existo e ainda não te matei, eu quero algo de você... Certo?! Pois então, seu pai, o Rei do Submundo
O grande Hades! Ele é que me mandou aqui, e é aquele que acabara de encontrar, ele tem planos para você. Você será
num futuro pouco distante, o defensor do submundo neste mundo, assim como seus meio-irmãos, se vocês forem fracos
Hades parecerá fraco e isso não é aceitável.
-
Mizon; -E o que eu ganho com isso...?-
Monstro; -Poder.- Disse ele apontando para uma floresta, e a fundo, Mizon podia ver algumas cabanas ou algo do tipo.

Mizon apertou seus olhos tentando ver, más estava escuro demais e ele
já não conseguia ver através daquilo tudo e então seguiu pela floresta até
encontrar dois pilares grandes de pedra como dois postes grossos feitos de
algum tipo de pedra muito forte, e olhando para cima ele consegiu ler apertando
mais uma vez seus olhos, "Acampamento Meio-sangue", logo ele se voltara para
trás rapidamente e o homem estava ali novamente.
Homem; -Não tão fácil assim...- Disse apontando para frente e logo a sua frente surge um esqueleto.

Mizon não sabia como se portar diante daquilo, então se manteve ali,
o esqueleto então se moveu levemente com passos lentos até ele
e aos poucos amentou sua velocidade até que estivesse correndo. Então
Mizon se preparou para uma luta, já que era isso que parecia, e correu
em direção ao esqueleto que tentara um soco, errando enquanto Mizon
focou suas pernas agarrando-as com as canelas e prendendo-as forçando
uma contra a outra e então girando o proprio corpo Mizon derruba o
esqueleto.
Homem; -Fácil demais para você... Vamos aumentar a dose...- E outros dois aparecem do chão e correm até Mizon.

Mizon busca rapidamente uma ideia e encontra um pedaço de madeira
perto de uma árvore a sua direita, logo que volta a tomar por si que
estava sendo atacado, o esqueleto se levantara e o segura agora por
trás com a mão em sua garganta, Mizon com calma segura seu punho
e o movimenta pra frente movendo o peso do proprio corpo para trás
servindo como ponto de apoio para jogar o esqueleto sobre os outros
que estavam vindo em sua direção e em seguida saltando e pegando
o pedaço de madeira largado ali perto da árvore, logo, ele se volta aos
esqueletos se levantando e indo em sua direção com velocidade, ele
então, busca raciocinar mais uma vez. Os esqueletos já estavam perto
quando ele decidiu o que fazer, batendo com o pedaço de madeira na
cabeça do esqueleto do meio e chutando os outros dois com as pernas e
assim caindo sobre um deles; Mizon enfia o objeto de madeira no olho
vazio do esqueleto e então força os seus braços para trás, dando um
ponto de impacto para remover a cabeça do esqueleto, e assim foi feito.

O homem ainda ali parado sorrindo, viu os outros dois esqueletos
segurarem os braços de Mizon e puxa-lo para trás enquanto o que
eles estava em cima se levantara e seguiu indo em direção ao proprio
mirando seu pescoço mais uma vez. Mizon olhou rapidamente para
os dois esqueletos e reparou suas pernas livres, segurando o esqueleto
a frente sem cabeça com elas, ele lançou-o para o lado atraindo a
atenção dos outros dois e com a distração a força que era feita sobre
seus braços diminuiu, logo ele puxou seu braço direito dominante
soltando-o e o esqueleto que o segurava se assutou tentando pega-lo
de volta, recebendo um soco e caindo, logo Mizon se levantou olhando
para o que segurava seu braço esquerdo e, o ergueu pondo o braço
direito sob o esquerdo para dar apoio, e deitando seu corpo para trás
lançou o esqueleto sobre ele em cima do outro no chão, o impacto
causado fez voar ossos e o ultimo saltou em cima de Mizon com a
oportunidade aberta.
Homem; -Chega.- Disse,fazendo os esqueletos voltarem ao chão.
Mizon; -Você queria me matar?!- Gritou para o homem a sua frente.
Homem; -Se eu quizesse isso, você já teria morrido. Você tem talento, vá, evolua e volte a me procurar.-
Mizon; -Como eu te acho?-
Homem; -Eu sou parte de você, descubra.- Disse, virando cinzas no ar.

Mizon então segiu a caminhar para dentro do tal acampamento.


Habilidades:

Passivas


Aura da Morte I [Nível 1]: O filho de Hades emana uma aura que incomoda as pessoas - não chega a afastá-las, mas elas não ficam à vontade. É algo sobrenatural, sem explicação, mas elas tem medo de morrer ao chegar perto. Não afeta  semideuses ou seres mitológicos. Esta aura também afasta as almas muito mais fracas de você.
Mizon Massacre
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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por Elton Nygma em Sex 18 Dez 2015, 21:23

Elton Nygma
Características físicas: altura mediana, cabelos pretos, pele morena e olhos negros.
Características psicológicas: esperto, inteligente, analítico, cruel e solitário.
História: Elton era um garoto problema que vivia se mudando de escola ou melhor dizendo internatos, ele não via problema em mudar de internato todo ano pois alguma coisa afastava as pessoas dele, sua única família era sua tia Kate Nygma responsável por muda o garoto de escola todo ano, certo dia Elton conheceu um homem que acabou virando seu amigo, o que era estranho pois ninguém falava com ele.
O homem levou Elton para um beco deserto, ao chegar lá, o homem falo com uma voz estranha: seu pai me tirou algo muito importante de mim, agora eu tirarei dele.
Elton não entendia nada pois nunca havia conhecido seu pai, o garoto entendeu menos ainda quando o homem se transformou em algo estranho ele tinha corpo peludo, cabeça de algo semelhante a leão e um grande rabo de escorpião.
- quem é você? Perguntou o garoto. O monstro respondeu: eu sou uma Manticora, agora filho de Hades, você sofrerá pelos pecados de seu pai.
A única coisa que vinha a cabeça de Elton era corre mais suas pernas não se mexiam. Foi ai que algo mais estranho aconteceu, uma coisa parecida com uma mulher com asas de morcego caiu diretamente do céu atacando a Manticora com suas garras.
- fuja! A mulher morcego falo.
Eu a obedeci e sai correndo em direção a escola, quando mais duas mulheres morcego aparecem.
- esse parece fraco. A primeira falo.
- concordo, um filho de Hades, negro! A segunda falo.
- vamos leva-lo ao mundo inferior. A primeira disse.
- estamos muito longe do acampamento, lá ele estará seguro.
Então a outra chegou e disse: a Manticora fugiu, ela quer vingança por Hades não devolver a vida de sua mulher.
- aquela coisa tinha mulher? Elton perguntou.
- claro que tem, uma outra manticort. Respondeu a mulher.
- vocês são fúrias? Não pode ser, vocês não existem.
- idiotia! É claro que existimos. Respondeu.
As fúrias levaram Elton até um estúdio de gravações em Los Angeles. No caminho as fúrias explicaram sobre deuses, monstros e acampamentos, ao chegar, Elton percebeu que o local estava cheio de fantasmas, Elton ficou parado em um banco enquanto as fúrias foram falar com o segurança, depois de um tempo a ficha de Elton caiu e ele percebeu que o segurança era Caronte o barqueiro do mundo inferior.
Depois de um passeio de barco nada legal no mundo inferior os viajantes finalmente chegam ao castelo de Hades.
Ao entrar Elton noto um homem de 5 metros centrado em um trono feito de ossos, suas roupas negras pareciam almas e sua pele era branca feito neve bem diferente de Elton.
- bem vindo meu filho, estava tão solitário, hoje minha esposa Perséfone me abandonou para passa o verão na superfície. Disse Hades.
- pai. Elton tinha milhares de perguntas mais só conseguia falar pai.
- bem, apesar de estar sozinho, temo que não possa ficar aqui meu filho. Disse Hades.
- Alecto escolta ele até o acampamento, aquela Manticora ainda busca vingança.
- sim senhor. Uma das fúrias disse.
Na saída Alecto deu para Elton uma pequena faca de bronze e partiram para o acampamento.
Próximo ao acampamento, a dupla é atacada pela Manticora.
Com um golpe de sua cauda, a Manticora transforma Alecto em pó.
Elton corre para longe mais a Manticora o segue, o garoto tropeça no rabo indo direto ao chão. A Manticora ataca, o garoto aproveita a abertura e fura a Manticora com sua faca de bronze a transformando em pó.
Depois isso o garoto chega ao acampamento meio sangue.
Elton Nygma
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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por Melissa K. Y. Piccolo em Sex 05 Fev 2016, 14:07

Melissa
Características Fisícas:    

Melissa é uma menina que atualmente contém 14 anos. Ela possui os cabelos loiros de nascença que herdou de sua mãe, seus cabelos possuem reflexos dourados e contêm algumas pequenas ondulações. O tom de sua pele é clara, sem manchas ou tatuagens. Possui 1,50 de altura,e 43 Kg. Os seus olhos contêm a cor azul acizentado e possuem uma mesclagem com a cor preta que é bem semelhante a escuridão. Sua boca avermelhada e carnuda tinha marcas de tanto que ela os mordia e havia uma cicatriz no meio de seu lábio inferior.

Características Psicológicas:

A garota tem um gênio forte, apesar de ter nascido em boas condições ela não tinha em quem se apoiar e acabou amadurecendo muito rápido devido as consequências. Melissa, se empenha no que faz, e pensa antes de fazer algo, é uma pessoa anti social e introvertida, sempre afasta as pessoas sem mesmo perceber. Ela se estressa muito facilmente e tem dificuldades em confiar em alguém. Ela tem a vontade de se provar que é algo, tem dificuldade em se concentrar e é uma pessoa muito difícil de se lidar.

Um tanto quando baixinha mas não abaixava sua cabeça para ninguém, apesar de aparentar ser durona ela não é nada forte psicologicamente, ela é uma confusão, deprimida, fechada para o mundo, para as pessoas, para sentimentos, ela se tortura mentalmente e fisicamente todo dia e ri dela mesma por se achar tão fraca. Nada lhe importa e tudo lhe importa ao mesmo tempo. Ela se fecha para todos e mergulha fundo em seus pensamentos mais obscuros.

História:

Em Londres de 1973 Elizabeth Krüger e Edward Krüger, avós de Melissa, criaram sua grande empresa de animação, no começo era apenas um grupo de animadores com um único propósito, trazer alegria ao mundo. Em 1974 Elizabeth e Edward tiveram uma filha, Alexandra Krüger. No ano de 1975 a empresa disparou, bateu os recordes e acabou com uma fama mundial. Nos anos 80 a menina completou 6 anos e se mudou para os Estados Unidos e conheceu seu vizinho, Matthew, que se tornou o seu melhor amigo, eles faziam tudo juntos mas ele acabou se mudando e perderam o contato. Após 20 anos Elizabeth morreu em um incêndio que houve em sua casa, logo depois Edward morreu de depressão deixando toda a empresa que estava se expandindo cada vez mais para Alexandra.

Ela com apenas 26 anos e uma empresa bilionária se apaixonou por um empresário e acabou tendo uma filha, Melissa, que nasceu dia 27 de junho de 2001 e consequentemente descobriu que o tal empresário com que ela se apaixonou perdidamente era um deus, e tomou a decisão de esconder isto de Melissa por causa dos riscos que a menina poderia enfrentar. Após 5 anos Alexandra estava á procura de novos animadores e acabou se re-encontrando com Mstthew, que acabaram se casando em 2008, e Alexandra contou ao seu recém marido da origem de Mel. Melissa desde que nasceu tinha uma babá, Aria, pois sua mãe não tinha tempo para ela, por este motivo Melissa nunca foi de ter tantos amigos ela sempre afastava as pessoas sem mesmo perceber, ela tinha aulas em casa, não sabia o que era brincar, ela só tinha a Aria. Aos seus 8 anos Melissa se jogou da escada de sua casa para tentar chamar atenção de seus pais, e acabou levando 7 pontos em seu lábio inferior o que deixou uma pequena cicatriz que se destacava em seus lábios, após alguns meses sua mãe, Alexandra recebia com muita frequência o médico em sua casa, e Matthew parecia preocupado com Alexandra. Após 2 anos Alexandra morreu de câncer pulmonar, deixando Melissa e Matthew, Matthew sabia que seu dever era contar para Mel a sua origem, mas negou pois ele achou que a menina ainda era muito nova para ter o conhecimento de tudo que ela ainda não enxergava.

Melissa se culpava pela morte da mãe, e acabou conhecendo uma nova saída para acabar com a sua dor, Mel se auto mutilava e ria, não sai mais água de seus olhos e sim sangue de seus pulsos, ela era esperta, conseguia esconder de todos que restavam ao seu redor. Quando completou os seus 14 anos Matthew resolveu conta-la sobre a sua origem, ele a levou em um parque de diversões em Londres. O primeiro brinquedo em que Melissa resolveu andar foi a roda gigante. Melissa e Matthew entraram em uma das cabines e após alguns minutos sem nenhuma palavra dita a roda começou a girar lentamente. Matthew olhou para Melissa e disse:

- Bom, Mel, hãn.. Eu tenho que lhe contar uma coisa, e bom, eu nem sei como começar… - Matthew disse olhando para baixo.

- Que tal começar do começo ? – Melissa disse arrogantemente.

- O.K., vamos lá. – Ele disse tentando achar as palavras certas. – Quando me casei com sua mãe ela me contou algo sobre seu pai, bom, vou simplificar, você não é uma garota qualquer. Lembra de quando a Aria te contou sobre a mitologia grega ? Enfim, tudo o que ela te contou é verdade, os deuses, os titãs, os filhos dos deuses com os tais chamados de mortais, os espíritos da natureza, tudo o que ela te falou é verdade, e bom, você faz parte de um grupo desses, seu verdadeiro pai é o deus Hades, e você é uma semi deusa.

- Hãn, isso não é possível, não existe essas coisas.
– Ela contestou.

- Existe Mel, sua mãe ela que deveria lhe explicar mas infelizmente não é possível. – Ele disse com um peso em seu coração.

- Se é verdade porque minha própria mãe não me contou ? – Ela disse ainda não acreditando.

- Porque ela queria te proteger. – Ele disse de cabeça baixa.

- Ela me proteger ? – Ela disse com ignorância - HAHAHA, ela nem notava a minha existência.

- Ela fingia não ligar para você porque se sentia culpada por não te contar! – ele disse alterando a voz. – Me desculpe por gritar com você, é porque você é muito cabeça dura, parecida com a mãe...

- AH, então tá, vou ir ali no inferno ver meu pai e perguntar se ele conheceu a branca de neve – ela disse com um sarcasmo.

- Até que não é má ideia – ele disse pensando em algo – Porque não vamos atrás do seu pai ? Pelo o que sua mãe me contou tem uma porta para o submundo em um bar em Las Ve... – ele foi interrompido pela porta da cabine se abrindo, o tempo se  passara muito rápido.

- Você deve tá louco né ? – Mel disse seguindo seu padastro que ia até o carro.

- Não... – Disse ele encontrando o carro – Só me siga.

- O.K., o que mais eu posso fazer ?! – Mel disse entrando no carro.

- Tem um bar, acho que se chama, hm, In The Hell, é isso mesmo. – ele disse ligando o carro. – Mel, como eu não sei te explicar mais do que isso eu vou lhe levar até seu pai.

- Meu Deus, você está realmente louco. – Ela disse encarando-o enquanto ele manobrava o carro e ligava pro aeroporto pedindo que o jato particular dele se preparasse para ir até Las Vegas.

Depois de ter pegado um trânsito horrível eles chegaram ao aeroporto em um silêncio profundo, Melissa desceu do carro enquanto Matthew abriu o porta malas e pegou uma caixa preta comprida e uma caixinha quadrada e pequena. Caminharam silenciosamente até o jatinho, quando Melissa entrou dentro dele se deparou com Aria:

- O que você está fazendo aqui ? – Mel disse surpresa.

- Você não acha que sua mãe não iria confiar você a qualquer pessoa desinformada né ? – Aria falou

- O.K. – Melissa respondeu sem paciência.

- Hãn, Melissa, tenho duas coisas para você. – Matthew disse entregando as duas caixas para Melissa. - Isso foi presentes que seu pai entregou a sua mãe quando você nasceu caso você precisasse.

- Agora eu recebo presentes do além ? – Ela disse abrindo a caixa maior – O QUE ? UMA ESPADA ? MEU DEUS, PRA QUE EU VOU PRECISAR DISSO ?! EU NEM SEI COMO USA !

- Calma, Mel, isso é para você se defender, e na hora você saberá como usar. – Aria explicou – E o outro é um anel que absorve a energia vital das almas dos oponentes mortos, acho que você não vai precisar dele agora, mas sempre deixe-o com você.

Melissa estava Perdida era muita informação para você, mas ficou em silêncio. Depois de 12 horas chegaram em Las Vegas, tudo era chamativo e encantador para Melissa, mas ela estava empenhada em provar que aquelas dois estavam loucos. Chegaram a um bar aonde estava tocando Heavy Metal muito alto, Matthew passou na frente de Mel, que estava com uma mochila com sua espada guardada ali, como se estivesse tentando a proteger e foram até o balcão, um cara todo tatuado olhou e falou :

- O que desejam ? – Ele falou sorrindo de um jeito um tanto maldoso.

- Temos que falar com o dono – Matthew falou ainda tampando Melissa junto a Aria.

- O dono ? – Ele riu com maldade – O dono não está disponível á voc... – Ele parou de falar na mesma hora quando Mel conseguiu se esquivar – Venham, me acompanhem.

Os quatro passaram por uma porta preta do lado de dentro do balcão, era escuro atrás da porta, escuro igual os reflexos dos olhos de Melissa. Após andarem por cinco minutos encontraram uma porta por qual Melissa passou mas o jovem não deixou Matthew e Aria passarem.

- Deixe eles passarem! – Exclamou Melissa.

- Eles podem passar, mas vão morrer sem ar. – Disse o jovem tatuado.

- Pode ir Mel, ficaremos aqui te esperando – Aria disse – Pode ir está tudo bem.

Melissa deu as costas e começou a seguir o caminho, a passagem estava se apertando quando ela se deu de cara com uma porta gigante que estava sendo vigiado por dois animais gigantes que se pareciam ursos. Mel com medo pegou sua espada que estava em sua mochila que carregava e fez uma manobra sem noção do que estava fazendo, um dos animais foi para cima dela, e Melissa se defendeu de tal forma que a surpreendeu pois ela nunca havia encostado em uma espada antes, o animal veio para cima dela novamente quando ela o golpeou e acabou enfiando lhe a espada em sua garganta que no mesmo estante se desmaterializou e virou cinzas. Atrás da garota apareceu um homem, que a chamou pelo seu nome. A menina aterrorizada com o que havia acabado de ter feito e ter gostado perguntou :

- O-oque que eu fiz ? O que que era aquilo ? Quem é você ? – Ela disse se virando para ele.

- Calma minha querida, você apenas provou que minha filha, aquilo é um cão infernal, fique tranquila, logo ele se materializará, você não o matou, e bem, eu sou seu pai, o deus Hades, o deus do mundo inferior e dos mortos. – Ele disse.

- O que ? Então tudo é verdade ? – Mel disse com uma raiva subindo a sua cabeça. – Como você pode ? Me deixou com minha mãe, me deixou sem saber o que eu realmente sou.

- Bom, isso foi decisão de sua mãe, em falar nela, você é bem parecida com ela, até o gênio forte... – Ele disse se divertindo. – Mas eu tenho um presente para você que guardei para entregar quando me encontrasse. – Ele tirou das costas uma coisa preta, que logo Mel reconheceu como uma capa – Isso, minha querida, é uma capa feita feita de escuridão, lã negra e fios de obsidiana, faz com que você, minha filha, fique invisível em meio as sombras.

- Obrigada. – Agradeceu mesmo com raiva dele.

- Acalme-te minha filha, muita coisa irá vir até você. – Hades disse com uma voz distante e desapareceu.

Melissa se virou novamente e se deu de cara com Aria e Matthew que logo disse:

- Agora você acredita em nós ?



PODERES:

▲ Aura da Morte I [Nível 1]: O filho de Hades emana uma aura que incomoda as pessoas - não chega a afastá-las, mas elas não ficam à vontade. É algo sobrenatural, sem explicação, mas elas tem medo de morrer ao chegar perto. Não afeta  semideuses ou seres mitológicos. Esta aura também afasta as almas muito mais fracas de você.[Modificado]

▲ Respiração do Submundo [Nível 1]: O filho de Hades respira normalmente em locais de baixa pressão ou subterrâneos, fechados, desde que haja uma quantidade mínima de ar. Eles ainda são afetados por poderes de sufocamento, e condições precárias, se prolongadas, podem ser letais.

▲ Perícia com armas laminadas [Nível 1] Por ser filho de Hades, o semideus manipula perfeitamente as armas laminadas, ganhas como presente de reclamação, e possuem uma familiaridade ainda maior se elas forem de ferro estige.[Modificado]




PRESENTES:



▲ {Darkness} / Espada [Espada de 90cm, feita de bronze sagrado. Sua lâmina mede cerca de 70 cm, e sua base é mais grossa que a ponta. A guarda-mão é em forma de um crânio que tem seus dentes pontudos virados na direção do início da lâmina, como se ela saísse de sua boca. Os olhos do crânio são feitos por dois rubis. O cabo e a espiga são revestidos por um couro escuro, o mesmo tipo usado em sua bainha. No nível 20 transforma-se em um anel de caveira] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]

▲ {Void}/ Anel [Anel de caveira que absorve a energia vital das almas dos oponentes mortos, armazenando-as. As almas guardadas podem ser usadas como um combustível na forma de um "buff", ampliando o poder de ataque do semideus em 10% por 3 turnos a cada alma utilizada. A alma utilizada segue ao submundo após isso. Esse efeito pode ser usado apenas 2x por missão. Adicionalmente, 1 vez por missão o filho de Hades pode gastar uma alma coletada para recuperar 10% de sua HP e MP.] [Almas coletadas: 0]{Bronze} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]

▲ {Shadow} / Capa [Capa feita de escuridão, lã negra e fios de obsidiana. Com uma magia muito parecida com a do elmo de Hades, a capa faz com que o semideus fique invisível em meio as sombras, mas não modifica o odor do semideus, não diminui o barulho de suas ações ou modifica a estrutura corporal do semideus. A capa pode ser usada em partes do copo ou no corpo inteiro, mas ao passar por um foco de luz a camuflagem passa a ser inútil. Ao usar essa capa apenas como um acessório de vestimenta, mesmo estando sobre a luz ela concede um aumento de 10% na potencia dos poderes referente ao medo que o semideus usar.] {Lã}(Nível mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]


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Re: Teste para filhos de Hades

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