Missão Especial de Halloween OP Mediana - Fantasias para as harpias

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Missão Especial de Halloween OP Mediana - Fantasias para as harpias

Mensagem por Zeus em Dom 19 Out 2014, 14:38

Fantasias para as harpias
Eu adoro o halloween, é o único dia do ano em que todos usam uma máscara, e não apenas eu. As pessoas gostam de fingir que são monstros, enquanto eu tenho que passar o ano fingindo que não sou um.✖
Toc Toc Toc...
Não me deixe entrar
As harpias como sempre seriam as "garçonetes" da festa de Halloween, assim como serviam as refeições para os campistas. Apesar de seu visual naturalmente horrendo, os "divertidos e adoráveis" sátiros acabaram convencendo Quíron de que seria legal fantasia-las, e que traria um ar mais assustador a festa. Espertos como são, os seres da natureza sugeriram que os campistas seriam os mais aptos a fazerem esse pequeno trabalho, mas será que as harpias iriam gostar disso e cooperar?

Pontos obrigatórios

- Façam uma introdução sobre os fatos introdutórios.
- Vocês podem imaginar a fantasia que desejarem para as harpias.
- Devem narrar fantasiando uma harpia, a maquiando e fazendo demais ações que forem necessárias.
- A harpia não irão colaborar e se irritarão, de modo que de alguma maneira você precisará obriga-la a cooperar ou prende-la.
- Tenha pelo menos uma dificuldade mediana na execução de suas ações.
- Sejam o mais criativo possível.
- Os posts devem ser realizados até no máximo dia 25/10 ás 23:59 h do horário de Brasília.

Halloween
"You know what's the downside to kill you? 'Cause I can only do it once.
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Re: Missão Especial de Halloween OP Mediana - Fantasias para as harpias

Mensagem por Harleen F. Quinzel em Qui 23 Out 2014, 11:44




I came in like a wreeeecking ball
I've never been so punched and scratcheeeed


Você já tentou por uma roupa em um macaco zumbi hiperativo? Não? Então, você não faz ideia do que é vestir uma harpia. Sim? Sério mesmo, cara? Em que dimensão bugada do mundo você vive, dude... Mas, para aqueles que vivem num mundo normal – ou quase, já que deuses gregos, monstros e afins, não são beeeeeem normais –, uma comparação mais similar seria tentar por uma pessoa obesa em uma calça tamanho 36 enquanto está tento um terremoto e a SWAT está tentando invadir a sua casa: impossível e desesperador.

E é neste momento que vem a pergunta. Mas por quê você estava tentando vestir uma harpia? Bom, porque basicamente esta era a nossa tarefa. Alguém muito esperto deu a ideia das harpias também estarem fantasiadas durante a festa. A ideia era ótima! O problema é que as galinhas não gostaram tanto dela assim. Se fosse eu, talvez também não gostasse não. Imagina? Você linda e charmosa com suas penas brilhantes conta o vento, suas garras ásperas e esquisitas que degolam animais, seus gritos esganiçados no ar; de repente um semideus te enfia em um tutu de bailarina, põe um monte de pó na sua cara e prende suas rebeldes madeixas em um coquê. Eu ia querer matar o meio-sangue, sem dúvida.

E, pelo visto, era isso o que a harpia que estava comigo estava tentando fazer.

[Etâ, terceiro post no evento de Halloween, achei que ela ia postar nem em dois.]
[Até eu achei isso. Do jeito que a Tamara é preguiçosa, não sei como tá conseguindo postar em um monte de coisa.]
[Mas a qualidade caiu, ó só. Nem nossas falas são mais engraçadas.]
[É verdade, estamos mais filósofos.]
[Estamos? Eu ia falar que estamos mais inúteis por aqui, mas filósofos é mais legal.]

Já havia sido um sacrifício encontrar uma fantasia boa, e agora a harpia nem ao menos deixava que eu a vestisse. Tudo bem, não era a melhor fantasia, mas era a que havia sobrado, o que eu podia fazer?! Quer dizer, não havia sobrado nenhuma fantasia, aquela era o que eu havia conseguido fazer com matérias sobressalentes – e uma boneca inflável customizada à lá Miley Cyrus crazy version.

– OKAY, I’M READY! – Disse ferozmente segurando a parte debaixo da fantasia e encarando a harpia que me olhava como se fosse me devorar a qualquer momento, o que eu não duvidava.

Havia amarrado com barbantes espumas no meu tórax e membros, apesar d’eu ficar parecendo uma versão esquisita do mascote da Michelin, aquilo era melhor do que tentar forçar uma harpia a se vestir enquanto ela se debate como uma pessoa com epilepsia.

Segurei uma das pernas da harpia pra passar a roupa por baixo, e bom, não foi exatamente uma boa ideia já que ela resolveu que me chutar como uma criança batendo numa piñata era legal. Enquanto me golpeava com o outro pé, acabei segurando-o também, de modo que enquanto segurava as suas duas pernas ela batias as asas voando de encontro ao teto e me deixando pendurada pelas suas pernas. Minha sorte era que o teto não era alto e eu estava usando meus all-stars com asas.

Continuei tentando colocar a fantasia pelas pernas da harpia (a fantasia havia ficado presa em uma das pernas). No entanto, no momento em que me desprendi de seus membros ela voltou a chutar-me. COME ON! I’M NOT A FUCKING BALL, YOU ARE! Não importava como, mas eu ia transformar aquela galinha em uma bola de demolição! Nem que eu precisasse de um martelo pra isso e... Aaaaaah! Agora faz sentido a Miley Cyrus ter um martelo no clipe, tudo bem que lambe-lo ainda não faz sentido, mas o que mais tem é gente que fica lambendo as armas por aqui... Sério, o que esse pessoal tem com espadas, adagas e facas que ficam lambendo elas? Já me disseram que é por causa do sangue nas armas e tal, mas se for por isso é mais fácil assaltar um bando de sangue, além do mais é mais higiênico, just saying.

Depois de mais chutes e arranhões com as patas de ave da galinha voadora, eu finalmente consegui enfiar o segundo pé dela na fantasia. AAAEEEE! Eu teria comemorado mais se caso no segundo seguinte ela não tivesse me chutado para o lado e feito a fantasia deslizar e cair no chão.

– AARGH! EU VOU TE COZINHAR COM BATATA! OU QUEM SAIBA TE MANDE PRO KFC! – Gritei me descabelando e voando atrás da harpia que tentava fugir de algum modo, mas sem sucesso.

Aquele lance de tentar por fantasia à força não estava funcionando. Pelo menos não com ela acordada. Tudo bem, ela queria virar uma bola de demolição por mal, então por mal viraria. Mostrei a língua pro monstros, que não entendeu muito bem o gesto, e então saí dali.

Não demorei muito para voltar com Chip. Chip, minha zarabatana. Sim, eu tenho uma zarabatana. Coloquei um dardo dentro do compartimento e mirei na harpia alvoroçada, soprei. No exato momento em que o dardo ia acertá-la a maldita voou pro outro lado. Okay, definitivamente eu ia dá-la ao KFC. Mais um dardo dentro do compartimento, uma mira outra vez e mais uma soprada. O dardo então acertou a galinha gigantes que se agitou como uma sambista de um lado para o outro antes de começar a se sentir sonolenta, diminuir a altura do voo e finalmente desmaiar no chão.

Dancinha da vitória.

Tirei o dardo da coxa da harpia e então, aproveitando-me do desmaio, coloquei a fantasia nela. TÃ-DÃ! Linda, diva, maravilhosa! O efeito do veneno de Chip não durava tanto, então quando a festa começasse a harpia já estaria acordada. Agora só o que me faltava era ir na enfermaria porque o frango maldito havia me deixado cheia de arranhões e hematomas.


Spoiler:
Bom, se estranhou a forma como tá a narração e achou confusa e blabla, indico que veja o tópico de DIY da Harley e leia as observações do início e as observações da primeira DIY dela, flw. E, btw, ficou uma merda, sorry. ;-;
Utensílios e Armecas:
ܟ {Maximum} / All-Stars [All-Stars brancos com detalhes pretos. Ao comando de seu dono, estes materializam asas brancas nos calcanhares] {Nenhum Material} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]

ܟ {Chip} / Zarabatana [Seu tubo possui cerca de 110 centímetros e um alcance de 15 metros. Enquanto as agulhas da arma possuem em torno de 10 centímetros e são embebidas em um veneno tranqüilizante; de desmaio.] {Madeira e metal} (Nível Mínimo: 1) {Elemento: Nenhum} [Recebimento: Comprado na loja de armas.]
Powers:
Passivos:
Ativos:
None.
The costumes, bitch:
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Re: Missão Especial de Halloween OP Mediana - Fantasias para as harpias

Mensagem por Brandon Cavendish em Sex 24 Out 2014, 22:30


Harpia Fantasy




A festa de Halloween estava chegando e todo o acampamento meio sangue estava muito entusiasmado com ela. Muitos estavam decorando o anfiteatro, fazendo quadros para o mestre de atividades, receitas para a festa... Mas Bryan não. Ele queria participar um pouco para passar o tédio, mas não era bom decorador, artista e muito menos cozinheiro. Frustrado, decidiu passar o tempo conversando com os espíritos da natureza. Em particular com as irmãs náiades Ruiva, Loira e Morena. Eles tinham certa ligação, Bryan salvou Ruiva de um filho de Deméter louco, uma vez.

Eles conversavam e analisavam um pequeno objeto. Um objeto que o próprio Orfeu tinha enviado para ele através de um menestrel, as trigêmeas eram as Náiades favoritas do deus e como gratidão tinha presenteado Bryan com o tal objeto. Nem Bryan, nem as ninfas entendiam o significado daquilo, ele não se transformava em um escudo como o disco metálico que Morfeu o enviara, nem em armas como seu tradicional bracelete de filho de Ares.

A análise e discussão foi interrompida quando um garoto esquisito com um andar estranho se aproximou deles, provocando um silêncio incômodo ao grupo.

- Seria você uma prole da guerra garoto?

- Sim... – Disse Bryan escondendo o objeto no bolso de sua calça.

- Sim, você é perfeito! Você terá o enorme privilégio de ajudar em nossa festa de Halloween!

O esperto sátiro, com um sorriso malicioso no rosto encaminhou Bryan para área das hápias, onde ele faria uma simples tarefa: ‘Mumificar’ uma harpia. Entregou ao garoto dois rolos grossos de gaze, que foram colocados em outros bolsos da calça.

Chegando lá o esperto sátiro abriu as portas, deixou com que o garoto entrasse e o trancou lá dentro, sem que ele notasse.

Observando o lugar a prole da guerra viu que era impecavelmente limpo. Muitas harpias trabalhavam, limpando as bancadas e os pratos, outras apenas ficavam ao redor da grande ilha de metal cortando legumes e preparado algumas receitas estranhas. Um grupo de seis ou sete harpias não faziam nada além de se bicar e soltar aquele fétido hálito monstruoso.

Bryan olhou para as harpias e elas olharam de volta, todas ao mesmo tempo, com um olhar monstruoso horrível e ameaçador, porém, mesmo sendo monstros, para ele elas pareciam inofensivas.

Dando um passo para a criatura próxima ele começou a desenrolar a gaze, mas ela pulou para longe, o deixando como uma galinha foge de um fazendeiro. Bryan suspirou profundamente, percebendo que com todas as demais teriam a mesma reação. Sendo assim, mais que depressa, ele se adiantou para outras duas que estavam ali no canto, mas elas logo se dividiram e voaram para o outro lado do salão.

Com um sorriso que disfarçava um pouco sua frustração, ele correu para as harpias e elas saíram loucas, correndo, gritando e voando, igual as galinhas fazem com os fazendeiros.

Arquitetando um plano, o garoto relaxou seus músculos e deu um passo para a esquerda e repentinamente de um aú (movimento da capoeira, também conhecido como estrela) para a direita e conseguiu agarrar o tornozelo de uma harpia que começou a gritar e bater as asas, fazendo penas se espalharem para todos os lados. Mas Bryan segurou firme, afinal não era muito difícil, ele é muito forte e pesado de mais para que uma harpia domesticada o carregue. Colocando a outra mão num ponto mais acima do tornozelo ele puxa o corpo da harpia com tamanha força, suficiente para que ela caísse aos seus pés. Mesmo caída continuou com o incômodo bater de asas que atingiam o rosto da prole de Ares e atrapalhava sua visão, respiração e olfato. Então ele a soltou, exclamando em frustração e arrependimento em seguida.

Todas as Harpias tinham parado seu serviço e ainda o encaravam com o olhar de galinhas monstruosas atentas ao fazendeiro. Numa medida desesperada e impensada Bryan correu em direção a ilha, mas todas as Harpias saíram mais que depressa.

Se posicionando para uma nova investida, com o humor um pouco alterado, ele subiu na ilha e olhou para as harpias com olhos estreitos, por um momento. Elas estavam começando a irritá-lo, seus nervos diziam “Mate TODAS”, mas seu lado racional tentava controlar a situação.

Caminhou despreocupadamente em cima da ilha enquanto elas o observavam. Com um escorregão cheio de estilo sentou-se na borda da ilha. Elas deram passos de cautela para o mais longe possível dele. Ele se esforçava para não deixar a frustração anterior lhe abalar, sorrindo e enrolando uma parte da gaze na mão segurando o restante do rolo com a outra.

Caminhou aparentemente despreocupado até a porta, e elas foram se afastando a uma distância considerada segura, de acordo com a postura despreocupada de Bryan. Até que do nada, ele da outro Aú em direção a uma delas, que não estavam esperando, então conseguiu segurar ela dando um ‘pisão’ em um dos seus pés de monstro.

Agindo de forma rápida, pisou no outro pé da criatura, e desenrolou a gaze enrolando o mais rápido possível a cabeçada harpia, dando preferência a boca, para que ela não o mordesse. Conseguiu enrolar toda a cabeça, pescoço e ombros, deixando apenas os olhos a vista. A criatura começou a se agitar ainda mais, e com uma arrancada forte, a criatura fez Bryan perder o equilíbrio e dar um passo para traz. DROGA!

Uma segunda frustração era demais! O sangue de seu corpo pulsou mais rápido, sentiu como se eu fosse conseguir criar asas e voar atrás daquele bicho, como se pudesse agarrá-la arrancar cada membro de seu corpo, sentir seu sangue nas mãos, gritar e fazê-la gritar em enorme dor e agonia e finalmente me sentir livre dela. Se sentir vingado da frustração.

Mas ele não podia. Em partes por que seria severamente punido por matar um monstro ‘amigo, do outro lado ele quebraria a promessa que fez para Tuca, o mestre de capoeira. Além do mais ele não queria mata-la de verdade só queria que ela ficasse parada.

Procurando-a com o olhar, Bryan acaba se distraindo, um sátiro cansado, na abertura onde passavam as comidas. Esse sátiro pegou um sino e o tocou apenas duas vezes, isso fez com que a harpia mais próxima apanhasse e entregasse a ele uma fruta qualquer.

Então Bryan vê a desgraçada correndo em direção a porta, aproveitando a distração boba do semideus. O ágil capoeirista se move em direção a porta e arremessando o primeiro objeto que lhe aparece – uma bandeja – contra ela impede que a mesma abra a porta e saia por aí. Mesmo que a bandeja não tenha acertado ela fez um barulho que a assustou e a fez mudar o curso, desta vez voando para o alto e mergulhando para cima das suas colegas, o que promoveu o caos completo.

Bryan perdeu a maldita de vista e agora, estava pior do que antes. Todas as harpias corriam em todas as direções para todos os lados, trombando uma com as outras, gritando, derrubando panelas e fazendo muito barulho, o que em breve chamaria a atenção de alguém lá fora se nada fosse feito.

Bryan teve uma ideia ridícula, mas havia uma possibilidade de dar certo. Se lembrou do sino que o sátiro cansado havia tocado para pedir uma fruta, e se lembrou também do objeto que Orfeu lhe dera. Mas é claro! O sino! Como Orfeu podia prever que Bryan precisaria de um sino naquela hora? Ele não sabia, resolveu não pensar nisso, pois haviam coisas mais importantes a serem feitas.

Pegando o sino que Orfeu dera a ele, ele deu algumas badaladas, torcendo para que sua ideia maluca desse certo. Será que alguém ouviria? As mais próximas ouviram pararam tudo que estavam fazendo e olharam atônitas para o sino, as outras demoraram um pouco mais, mas logo, todas estavam paradas olhando o filho de Ares tocando o sino, confusas, sem saber se era pra correr, atender o garoto, ou seja lá o que fosse. Elas não sabiam como agir.

Bryan continuou a tocar o sino, procurando uma cabeça mumificada na multidão, encontrou ela olhando para ele atenta, cerca de oito metros de distância. Ainda tocando o sino, se aproximou dela e todas continuaram encarando o garoto. Ao chegar perto o suficiente, Bryan pega a Harpia pelo pescoço e o mais rápido que conseguiu, amarrou com força as asas da harpia, subindo em cima dela e em seguida amarrando seus pés com a gaze.

Bryan continuou seu trabalho de ‘mumificar’ a harpia, relativamente de forma tranquila, pois ela não estava completamente imóvel, se debatia inutilmente querendo se libertar. Enquanto ele fazia seu trabalho, as outras harpias voltaram ao trabalho, limpando toda a bagunça que tinham feito.

Quando o filho de Ares estava dando a última volta com a gaze na asa da criatura, ele vê na porta o sátiro que o levara até ali. O sátiro sorria mais que satisfeito, escorado no alisar da porta com os braços cruzados. Bryan deixou a harpia lá mumificada e imóvel no chão, passando pelo sátiro e partindo novamente para o rio, para contar a novidade para as trigêmeas.


Happy Halloween!



OBS:
Arsenal: {Confuse} / Sino [Sino pequeno feito de bronze. Sua sonorização alcança cinco metros de raio e o mesmo possui um efeito que deixa monstros, dentro do raio, atordoados por um turno. O atordoamento impossibilita monstros de atacarem durante um turno. Não surte efeito em semideuses.] {Bronze} (Nível mínimo: 10) {Controle sobre o som} [Dado por Orfeu pelo cumprimento da missão "Náiade em apuros"]

Poderes Pasivos:
◊ Força Aprimorada [Nível 01]
Ares é conhecido pela guerra violenta, e por estarem a todo momento praticando essa forma de guerra com tudo o que vêem pela frente, os filhos de Ares adquirem força maior que o comum aos outros semideuses. Seus ataques diretos possuem mais força. Os músculos no corpo deles são evidentes, também.

◊ Orgulho [Nível 02]
Os filhos de Ares tem como característica marcante o orgulho e a fácil irritação, chegando a ser incontrolável não estressar-se com pequenos detalhes. São os "esquentadinhos" e tudo que venha a ferir o seu orgulho e honra passa a ser inaceitável. Ao contrário do efeito que você causa nos outros, com treino, pode ser "controlado". Normalmente, esse temperamento forte em combate ajuda muito o personagem a lidar com a situação, mesmo que, ao mesmo tempo, o temperamento os cause muitas lutas desnecessárias. [Criado por Katherine B. Angelline]

◊ Aura Anti-Medo [Nível 02]
Os filhos do deus da guerra sangrenta conseguem naturalmente emitir uma aura que protege contra medo e pavor, impedindo que os efeitos destes se abatam sobre os mesmos.

◊ Aparência Intimidante [Nível 03]
O corpo dos filhos de Ares é bastante musculoso, e com o comportamento natural destes guerreiros é mais natural ainda que sua aparência chegue a intimidar oponentes, evitando grande parte de atitudes e investidas hostis.

◊ Perícia em Combate Não-Armado [Nível 06]
Na guerra vale tudo. Um soldado mesmo desarmado deve saber se defender, e, assim como Ares, os seus filhos são peritos em combates não-armados. Cada filho, poderá se especializarem um estilo de luta específico.
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Re: Missão Especial de Halloween OP Mediana - Fantasias para as harpias

Mensagem por Azriel Blackthorn em Sab 25 Out 2014, 02:18



this is halloween



Wouldn't you like to see something strange?



[...]




Desde que retornara ao acampamento, Ethan não era mais o mesmo. Ficava pelos cantos sempre muito quieto, perdido em pensamentos. Não falava com ninguém, não respondia nenhuma pergunta e, fazia dias, não saía do chalé. O comportamento recluso não era comum vindo dele... Decerto acontecera alguma coisa em sua última missão.

Quíron, percebendo que havia algo errado, decidiu convocá-lo à Casa Grande. Com os eventos festivos de Halloween próximos, não seria de todo ruim tentar inserir Ethan à rotina do acampamento novamente. Se recebesse uma recusa, ao menos saberia que o garoto não mudara tanto assim.

O sátiro, receoso, levou a notícia de Quíron ao chalé de Nix. Um meio-irmão de Ethan, cujo nome era pouco conhecido, passou a mensagem.

— Fale para ele que já estou indo — respondeu, o olhar vazio vidrado em lugar nenhum.

Sem pressa, Ethan se levantou e vestiu uma roupa melhor, desfazendo-se das que usava. Nem se preocupou em ver como estava sua aparência, saindo do chalé assim que calçou o último tênis. Seu corpo o levou inconscientemente à Casa Grande, mas sua cabeça estava em outro lugar. Pelo jeito que andava, parecia um autômato com os movimentos programados.

Quíron o recebeu com um olhar avaliativo, ponderando a seu respeito. Ethan só ficou ali parado, e o silêncio perdurou por um tempo.

— A festa de Halloween acontecerá logo, e precisamos de ajuda para organizar algumas coisas — Quíron quebrou o silêncio. Enquanto falava, afagava a barba espessa. — Você pode ajudar, Ethan?

Ethan deu de ombros, fazendo as sobrancelhas grossas do centauro franzirem. Por alguns segundos, o silêncio retornou.

— Muito bem — o centauro cruzou as mãos sob o queixo e começou a explicar a tarefa de Ethan.

...

O anfiteatro estava, senão pela presença da harpia, vazio. As cadeiras haviam sido retiradas, a decoração, parcialmente finalizada. As luzes estavam apagadas, mas a escuridão não incomodou Ethan. A harpia, empoleirada num canto, percebeu quando ele se aproximou, agitando-se.

Antes que ela pudesse fugir, uma palavra sussurrada pairou no ar: cresplan. Braços negros como piche surgiram do chão e envolveram o corpo da harpia avidamente. Ela esperneou, bateu as asas, mas não conseguiu se livrar da magia conjurada. Ethan, então, caminhou calmamente até ela, devolvendo o grimório ao bolso e carregando a fantasia em uma das mãos.

Vestir alguém com aquela fantasia de vampiro era, no mínimo, ridículo. Para uma harpia, devia ser humilhante. Ethan parou no processo, notando a fúria com a qual era encarado por parte da criatura. Se ele estivesse no lugar dela, não gostaria nem um pouco. E provavelmente esmurraria quem tentasse fantasiá-lo. Uma breve centelha de luz passou por seus olhos, como se o velho Ethan estivesse retornando.

— Quer saber? — Os braços negros que a envolviam retornaram ao chão, desaparecendo. Ele largou a fantasia e fez um gesto com as mãos, liberando-a. — Pode ir embora.

Havia uma garrafa de vinho pela metade num canto, provavelmente largada por um filho de Dionísio. Ethan a pegou, sentou-se no gramado e ficou olhando para o céu. Pelo visto, o gosto que tinha adquirido do tempo em que fora mênade ainda não desaparecera.

Um gole sorvido do gargalo manchou seus lábios de roxo.

Aconteceu, então, a coisa mais estranha que o ex-mênade já presenciara: a harpia se aproximou e se sentou ao seu lado. Ele a fitou de canto, mas não disse nada. E por um tempo, ambos permaneceram ali, somente o barulho dos animais noturnos cortando o silêncio.

— Sabe — Ethan disse entre um gole e outro —, às vezes eu tenho vontade de desaparecer. As coisas perdem o sentido. — Limpou a boca com o braço, colocando a garrafa de lado. — Não sei se você compreende.

A harpia inclinou a cabeça, quase como se a meneasse. Por um momento, ele teve o estranho impulso de abraçá-la, mas se conteve. Aquilo seria tão ridículo quanto aquela fantasia.

Uma lembrança antiga lhe veio à mente, fazendo-o gargalhar.

— Uma vez, há um tempo, tentaram me prender por dirigir ilegalmente. — A harpia se inclinou para a frente, piscando os enormes olhos em expectativa. Ethan continuou: — Um dos policiais foi parar no topo de uma estátua e o outro aprendeu a nadar com os peixes. Aquilo foi engraçado.

Àquela altura, conversar com a criatura já se tornara algo natural. Mas, repentinamente, ela se levantou e se afastou. O garoto olhou por cima dos ombros, vendo-a se aproximar da fantasia. Com um guincho, ela tentou lhe chamar a atenção.

— Você quer vestir isso aí? — Ethan perguntou, levantando-se e indo até ela. — Tudo bem.

No fim, foi fácil vesti-la. A fantasia até que ficou engraçada, e a harpia gostou. Ela agitou as asas e deu uma volta no ar, fazendo a capa de vampiro agitar-se atrás dela.

— Luna — anunciou o filho de Nix, sorrindo. — Vou te chamar de Luna. Vem, vamos dar uma volta por aí.

Pelo visto, ele ganhara uma nova amiga.

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Re: Missão Especial de Halloween OP Mediana - Fantasias para as harpias

Mensagem por Étoiles de Médici em Sab 25 Out 2014, 09:57

Don't fly

Obrigadinha, Bri. — agradeci uma última vez a filha de Afrodite enquanto saia do Chalé X, levando comigo a mala com rodinhas cor-de-rosa que continha, segundo Briana, tudo o que eu havia solicitado.
Uma das vantagens de se fazer amizade com as filhas da deusa do amor (se é que ser usada como cobaia para se testar maquiagens e roupas conta como uma relação amigável) é que você sempre tem acessórios de moda e todos os bagulhos restantes a sua disposição.
Eu não sabia de quem havia sido a ideia de fantasiar as harpias, apenas ouvi que era possível estar brincando de Barbie com as mulheres galinhas por uma tarde, e eu não perderia a oportunidade.
Assim que cheguei ao lugar certo, um sátiro — que parecia estar organizando a atividade do dia — me conduziu até uma harpia. Bom, o pobre homem bode pelo menos tentava organizar as coisas, porque nada parecia sair do jeito que ele havia planejado. Mas se bagunça generalizada, coisas voando, gritos e harpias enlouquecidas era o que ele esperava, o sátiro cumpria muito bem sua função.
Sorri para a minha companheira enquanto colocava sobre a mesa ao meu lado a mala e a abria. A harpia apenas me encarou de volta, ela não parecia muito feliz, e algo me dizia que não ajudaria nem um pouquinho também. Delicadamente desdobrei a fantasia preta ajustada para caber em uma harpia — nem me pergunte como Bri conseguiu as medidas certas — e a mostrei para a mulher galinha.
Apesar do ótimo trabalho que a filha de Afrodite fez, a harpia grasnou ao ver o traje, cruzando os braços e balançando a cabeça veemente. Soltei um longo suspiro e deixei a fantasia de lado, pegando dentro da mala algo que eu sabia que seria muito útil.
Que tal colaborar? — perguntei, lhe indicando o pacote de Cheetos. Não era suborno, era um esforço para se manter a paz. — Você me deixa lhe produzir direitinho e eu descolo Cheetos para você até o final. Tem muito mais de onde esse veio.
Hesitante, a monstrenga pegou o Cheetos de minhas mãos. Não consegui evitar de sorrir. Agora sim estávamos negociando. Virei-me na direção da mala enquanto ouvia ela abrir o pacote, e quando voltei meu olhar para ela eis que vi centenas de coisinhas laranjas vinham no rumo da minha cara. Assim que o pacote bateu no meu rosto e caiu no chão, onde estavam os outros salgadinhos que me acertaram primeiro, a harpia mostrou a língua para mim e abriu as asas.
Droga. — resmunguei.
Pulei na cadeira em que ela estava sentada e com um impulso subi na mesa que havia atrás. Enquanto desejava que as asinhas em meus tênis aparecessem lancei-me no ar. Por um segundo tudo pareceu dar muito certo. Mas então ao invés de voar eu comecei a cair. Com os olhos esbugalhados observei o chão se aproximando enquanto batia os braços e pernas inutilmente e soltava um gritinho agudo.
Algo então arranhou levemente minhas costas e me fez ficar suspensa no ar quando eu estava a milímetros (não exatamente, unidades de medida não são meu forte, mas vamos dar um tempo, eu quase virei panqueca) do chão. Minhas mãos tocaram o piso enquanto eu ouvia as asas da harpia batendo e me levando com ela para o alto, a maldita galinha gargalhava histericamente. Algo me dizia que eu era a piada.
Não, não, não! Pera aí! — berrei, desesperada, balançando o corpo para tentar soltar suas garras do tecido de minha blusa. — Eu prefiro cair! Chão, meu amor, me saaalvaaa!
A harpia continuou subindo, e quando chegamos perto do teto parei de me contorcer, sabendo que se caísse dali viraria muito mais que uma panqueca. De relance olhei para os meus pés e percebi o porquê de não ter conseguido voar. Eu não usava Maximum, e sim um All Star preto qualquer.
Lembrete mental: antes de voar, checar se é possível voar.
Loirinha e burrinha. — zoou a galinha, voando comigo ao redor da sala. — Você ainda preferi cair? Por que eu acho que posso conceder esse seu desejo.
Ela abriu uma das mãos, e o tecido que as garras que a segunda mão ainda segurava rasgou mais um pouco, perigosamente. Automaticamente fiz um pequeno esforço para ficar de frente para ela e a abracei com um dos braços, envolvendo seu pescoço e me agarrando nela como um náufrago se agarra a um salva vidas.
Cair? Ah não, obrigada. Prefiro conversar. Como vai a vida de galinha? — perguntei, tentando parecer despreocupada.
A harpia fechou a cara para mim, mas continuou voando, mesmo comigo agora a abraçando e ela segurando apenas uma parte do tecido quase que completamente solto de minha blusa laranja.
Não quero conversar, sua semideusa insolente.
Arrisquei olhar de esguelha para baixo e quase sorrir ao ver um monte de espuma (espuma que provavelmente era usada em alguma coisa em alguma fantasia) se aproximando.
Ah, tudo bem. Vamos cair então.
No instante em que passávamos exatamente por cima da espuma, olhei-a diretamente nos olhos. Automaticamente suas asas se paralisaram, consequentemente parando de bater, o que nos fez cair na mesma hora.
Ainda em ar livre eu a soltei, terminando de destruir minha blusa para livrar-me de suas garras. Com um “puff” caímos sobre o monte de espuma, a harpia parecendo uma estátua e eu rindo da cara dela.
Consegui a ajuda de um semideus fortão, que carregou a galinha empanada até o seu lugar para mim. Com ela mais quieta, foi fácil vestir a fantasia nela. As “mãos” e os “pés” ficaram por fora do traje, por isso coloquei luvas sem dedos pretas em suas mãos, deixando as garras de fora. Antes de fechar o zíper que havia atrás da roupa, busquei um pouco de espuma e preenchi os espaços vazios por dentro da fantasia, fazendo-a parecer mais fofa.
Utilizando um esmalte preto pintei as garras dela, e então prendi seus cabelos emaranhados em um coque. Após isso coloquei em sua cabeça o último detalhe: uma máscara preta, que tinha o furo perfeito para seu rosto, e com um bico laranja que ficou exatamente na testa da harpia.
Afastei-me e contemplei meu trabalho. Não era a coisa mais criativa do mundo, mas até que estava muito fofa aquela harpia-pinguim.
Fantasia:
Missão Especial de Halloween OP Mediana - Fantasias para as harpias 7727
É tipo isso aé, só que tira a parte branca da cara do pinguim (que seria o lugar para a cara da harpia) e sobe um pouco mais o bico.
Coisas usadas:
Nível 4 [Hermes; Ativo] - Olhar Paralisante {NEW}{Idealizado por Sadie Bronwen}: Uma das lendas sobre as cobras é de que são capazes de paralisar seus inimigos com os olhos, habilidade herdada pelos Filhos de Hermes, por sua ligação com as serpentes. O inimigo fica paralisado por 2 rodadas. O gasto de energia é muito grande, mas diminui com o passar dos níveis.

Sem armas e nem poderes passivos.
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Re: Missão Especial de Halloween OP Mediana - Fantasias para as harpias

Mensagem por Kyle Loran em Sab 25 Out 2014, 15:39


It's a SPUD, motherfuckers
with antenas


- AQUIETA O CU, GALINHA - Gritava Kyle, tentando encaixar a harpia em uma batata.

Normalmente, o garoto não se ofereceria a nenhuma atividade do acampamento, mas, naquele dia, havia atingido a iluminação. Sem dúvidas, estaria trazendo a melhor fantasia para as harpias. Contudo, elas não aceitavam a superioridade suprema da roupa que NÃO foi tirado de um episódio Halloween de Friends. Felizmente, a galinha com o qual designado era das mais jovens, o que significava que fedia menos, e que uma paulada na cabeça não a mataria. Infelizmente, ela o arranhava com muito mais vitalidade e ódio no coração que as outras, o que lhe rendeu alguns cortes doloridos na barriga. Com o tirso, o filho de Dionísio fez jus ao deus da loucura, com um porradão na cabeça que a fez a harpia desmaiar.

A batata era a parte mais difícil de se colocar. Manuseando o corpo mole da criatura, Kyle se sentia um tipo de necrófilo de fantasias, o que era maneiro. Com esforço, jogou a galinha no vegetal de isopor com furos para braços e pernas. Era pintado de marrom claro, com manchas de escuro; uma perfeita batata. O semideus sorria, orgulhoso. O sol, juntamente com o esforço que tivera manuseando a ave faziam-no suar, empapando sua camiseta. Agora, um último detalhe. Limpou as penas do traje, ignorando a murrinha galinácea. Com cuidado, tirou da grama próxima o chapéu: um escorredor de macarrão com duas antenas encaixadas em furos no topo da cabeça. Ao longe, um trovão ressoou, enquanto, devagar, a harpia acordava.

- Está viva! - Gritou Kyle, assustando um pivete próximo.

                                                                                                   
    ***  

- Então... - Começou Quíron - Não estava esperando um resultado comum vindo de seu chalé, mas devo admitir que, ninguém, ninguém mesmo do Acampamento parece entender a sua proposta.

Um sátiro caminhou até o centauro, cochichando algo em seu ouvido.

- Bem, a Harleen realmente não conta - Respondeu, baixo.

Kyle suspirou, decepcionado.

- Senhor, você tem ao seu lado uma batata - Explicou. A harpia cutucava a roupa com o bico. - Ou um TUBÉRCULO. Um spud.

Quíron parecia confuso.

- COM ANTENAS.

- Kyle, sugiro que você arranje outra fantasia para representar seu chalé.


- SPUDNIK! - Insistiu.

- Hein?

-  Primeira série de satélites artificiais soviéticos, concebida para estudar as capacidades de lançamento de cargas úteis para o espaço e para estudar os efeitos da ausência de peso e da radiação sobre os organismos vivos.

- Kyle, eu realmente sugiro que ache outra coisa.

- Bem, não é minha culpa se o senhor é burro - Declarou, deixando a sala.

Armas:


— {Phrenitis} / Tirso  [Tirso com haste de prata. Sua pinha é feita de bronze sagrado e banhada em vinho, tornando-a, assim, roxa] {Prata e Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento}


Fantasia:


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Re: Missão Especial de Halloween OP Mediana - Fantasias para as harpias

Mensagem por Zelda Blackthorn em Sab 25 Out 2014, 19:27

wow, harpy!

There's an old voice in my head that's holding me back. Well, tell her that I miss our little talks. Soon it will be over and burried with our past.

SECOND ACT

_____C’mon, Rhydian, vai ser cool! – repetiu Killian pela décima vez.
_____ Okay, Killian, okay – falei, já me levantando da cama e indo em direção à saída do chalé.
_____Depois de preparar o bolo para a festa de Halloween, fui informado de que estavam precisando de ajuda com a criação dos enfeites para o mesmo evento. Como eu já havia feito uma boa ação, resolvi ignorar o segundo convite. No entanto, hoje, enquanto eu lia um mangá, ouvi a conversa de dois campistas: as harpias precisavam de fantasias para a festa. E era para tal atividade que Killian estava, insistentemente, me chamando para ir.
_____Chequei se a pulseira estava no meu pulso pelo menos duas vezes no trajeto que percorri para chegar até a área das harpias. Killian sugeriu algumas personagens que poderiam servir de fantasia para a harpia, mas descartei todas as ideias. Pica-pau? Really?
_____Andei até o local que me foi designado, o espaço no qual eu trabalharia na transformação/fantasia da harpia. A criatura já estava sentada em uma daquelas poltronas/cadeiras que se encontra em salões de beleza.
_____ Deuses! São mais feias de perto – observou Killian, como sempre.
_____ E você ainda quer vesti-la de Galinha Pintadinha? Não seja tão ruim, Killian. Hoje, como estou com um ótimo humor (não, Killian, eu não transei – ainda), transformarei essa harpia em uma bela personagem guerreira.
_____A harpia se levantou e emitiu um ruído – provavelmente de irritação – quando nos viu.
_____ Ô criatura ingrata!
_____Ergui as mãos em um gesto de rendição e depois as abaixei, fazendo o gesto pra que ela voltasse a se sentar. A harpia me fitou com seus olhos intensos e então se sentou.
_____ Hum... Acho que começarei pelo rosto. O que você acha, Killian?
_____ Qual vai ser a fantasia? Cisne Negro? Um anjo? Aquela galinha que voa no Super-Choque?
_____Balancei a cabeça, negando todas as sugestões e sorri.
_____ Não, não... Ela será... A Mulher-Gavião!
Mermão, eu tenho que admitir... Você é um gênio, seu cabeçudo! Tipo... Vai cobrir o rosto dela com a máscara e... PLIN! Ela será bonita!
_____A harpia parecia impaciente, desconfiada e eu não poderia culpá-la.
_____Peguei uma bacia com água para lavar o rosto da amiguinha que seria “transformada”. Assim que me aproximei, ela expôs as garras e emitiu o ruído estranho de ameaça.
_____Maldita hora que eu aceitei fazer isso, Killian. Como diabos eu me comunicarei com ela? Eu não posso falar e duvido muito que ela saiba ler – a irritação era perceptível em minha expressão facial.
_____Você não tentou escrever um bilhete, tentou? – perguntou ele, retoricamente.
_____Peguei um bloco de notas que estava em cima da mesa com as maquiagens e escrevi um recado: “Sou mudo. Mas fique tranquila, prometo fazer um ótimo trabalho em você”. Entreguei o bloco para a harpia – que demorou alguns instantes para esconder as garras e se acalmar – e ela fitou o papel por mais minutos do que alguém normal o faria. Por fim, ela me entregou um bloco e fez um gesto afirmativo com a cabeça.
_____– Certo, mas cortarei me incomodar – disse ela e mostrou as garras.
_____Assenti, confirmando que havia entendido o recado de que ela me cortaria se eu a incomodasse.
_____Wow, uma harpia que não é totalmente selvagem!
_____Para nossa sorte – concordei.
_____Peguei um lenço e o mergulhei na água da bacia, depois o levei até o rosto da harpia e esfreguei – com suavidade – nas bochechas, testa, queixo e pescoço. Ela estava com os olhos fechados e parecia bem relaxada.
_____Depois de lavar a pele – em determinadas regiões, penas – dela, sequei-a com uma toalha. Em seguida, peguei uma base-corretivo, apliquei sobre alguns pontos do rosto da harpia e espalhei o produto. Passei também o pó-compacto em sua face e apliquei um pouco de blush nas bochechas. Dei dois tapinhas no ombro dela e seus olhos abriram. Apontei o espelho, ela arregalou os olhos e mostrou os dentes – ação que eu entendi como um sorriso.
_____– Estou bela ficando! – ela disse, sorrindo. Parecia orgulhosa de si mesmo.
_____Eu assenti, também sorrindo. A transformação havia começado, mas estava longe de terminar.
_____Você está calado, Killian – falei, girando-me para ver meu amigo deitado em um sofá pequeno.
_____É, mate, acho isso de maquiagem muito boring.
_____Eu também acho... Aprendi no teatro e com os outros mênades.
_____Voltei minha atenção para a criatura sentada à minha frente. Eu deveria ter perguntado o nome dela para não usar termos tão gerais, mas fiquei com preguiça de escrever.
_____Procurei uma sombra escura, quase preta, no meio das maquiagens e a separei. Apliquei uma pequena quantidade sobre as duas pálpebras da harpia e espelhei com cuidado para não machucá-la. Em seguida usei o delineador para fazer o famoso kol egípcio em torno dos olhos dela. Então dei por completo a parte da maquiagem. O próximo passo foi o penteado dos cabelos.
_____Liguei o secador na tomada e o conhecido barulho ecoou pela sala. A harpia saltou da cadeira, assustada e com as garras expostas. Ela olhou para o aparelho na minha mão e pulou em cima de mim, com os olhos arregalados. Ela parecia transtornada.
_____ Sai de cima de mim, sua criatura estúpida! Vou apenas arrumar o seu cabelo! – gritei (mentalmente, claro).
_____Man... Acho que ela não está te ouvindo – comentou o Sr. Óbvio.
_____Sério? Você acha? – falei com sarcasmo. Ainda bem que ele foi inteligente o suficiente para não responder.
_____A harpia apertou o meu pescoço com as duas mãos, me enforcando. O ar me foi privado e eu estava quase desmaiando quando fiz as vinhas aparecerem e tirarem a harpia de cima de mim. Respirei fundo, desesperadamente, tentando recuperar o fôlego.
_____Fiquei de pé antes que ela pulasse em mim de novo. Controlei as vinhas para que prendessem as mãos e os pés da harpia. O secador já havia sido desligado – provavelmente durante a queda.
_____Controlei a raiva que eu senti da criatura alada e peguei o bloco de nota. Escrevi mais um bilhete: “Estúpida! Isso é um secador de cabelo, não vai machucá-la!”. Coloquei na frente dos olhos da harpia e esperei alguns minutos enquanto ela lia.
_____– Secador... Chalé Afrodite! – disse ela, aparentemente se lembrando de alguma vez que vira uma semideusa do chalé 10 escovando os cabelos. Fiz um gesto afirmativo com a cabeça.
_____As vinhas desapareceram quando gesticulei as mãos. A harpia se sentou na poltrona mais uma vez. Olhei-me no espelho e constatei que meu pescoço estava vermelho, levemente inchado, e com dois furinhos (opa, fui mordido por uma vampira) provocados pelas garras da criatura.
_____Precisei procurar outro secador para escovar os cabelos ruivos da harpia. Não foi fácil, mas consegui. E, depois que escovei os cabelos dela, deixei-os levemente ondulados.
_____ Maquiagem e cabelo: check. Agora falta a fantasia, Killian.
_____Olhei para o meu amigo e vi que ele estava dormindo no sofá. Não o acordei.
_____Andei até o closet de fantasias e escolhi algumas peças das inúmeras roupas e acessórios: legging verde-musgo, blusa tomara-que-caia amarela (precisei fazer alguns ajustes por causa das asas da harpia), um shortinho box (parecia uma calcinha, só que um pouco maior) vermelho, um cinto e uma bota de cano longo. Entreguei as peças para a harpia vestir e me retirei do local por alguns minutos (ela não se importou com a presença do Killian, acho que porque ele estava dormindo).
_____Enquanto eu aguardava a harpia se trocar, fiquei pensando em como eu faria a máscara. Eu poderia pedir para algum Mentalista se teleportar até alguma loja de fantasia e comprar uma, poderia pedir para um filho de Hefesto forjar ou poderia fazer. Optei pela última alternativa.

_____A harpia abriu a porta quase dez minutos depois. Eu sorri ao vê-la toda arrumada e bem vestida. Ela estava linda.
_____Entrei na sala novamente e me dirigi ao armário que abrigava papel, cartolina, papelão, cola, balão, tinta e outros materiais parecidos. Primeiro fiz o desenho de como a máscara deveria ficar. Então peguei a cola, coloquei em um pequeno recipiente com água, enchi um balão com ar do tamanho da cabeça da harpia (me atentei ao volume do cabelo) e comecei a fazer a máscara. Molhei papel e cartolina na água com cola e coloquei no balão, moldando a máscara para ficar da forma que eu queria.
_____Depois de muito papel e cola, consegui deixar a mascara quase no mesmo formato da que Mulher Gavião usa. Esperei secar e depois de alguns minutos pintei com a tinta prata metálica, dando um aspecto mais real.
_____Bom... ficou uma grande porcaria. A harpia colocou a máscara sobre a cabeça e o acessório ficou péssimo, então resolvi fazer de outro jeito. Joguei a máscara no lixo e peguei o molde/rascunho com as medidas que eu havia feito e saí da sala, deixando um bilhete de “fique aqui, já volto” para a harpia.

_____Precisei andar por alguns minutos até encontrar um filho de Hefesto forjador. Entreguei o desenho pra ele, contei – escrevendo na caderneta que ele carregava – o que eu estava fazendo e o que eu pretendia com aquela máscara. Ele não cobrou por a) seria utilizado o metal mais barato da forja para a confecção da máscara e b) seria para uma boa causa: a bela fantasia da harpia. O semideus de Hefesto entrou para o seu local de trabalho e eu esperei na sala de estar da forja.
_____Ele demorou mais ou menos trinta minutos, mas retornou com uma réplica perfeita do acessório da heroína-gavião. Escrevi um bilhete com “muito obrigado, fico te devendo uma” e corri de volta à área das harpias.

_____Entrei na sala onde eu estava trabalhando na fantasia da minha harpia e a encontrei se encarando no espelho, como se não acreditasse no reflexo que via. Coloquei a máscara sobre a cabeça dela e arrumei seus cabelos, deixando-os cair pelas costas dela.
_____Hey, Killian! – chamei, tentando acordá-lo. – Venha ver como ela ficou!
_____A Harpia se levantou e se admirou, dando algumas voltinhas, tentando ver todos os ângulos do próprio corpo. Ela estava mesmo sensacional, modéstia à parte.
_____– Linda! Linda! – disse ela, com o estranho sorriso nos lábios. – Eu obrigada, obrigada!
_____ Wow, mermão, ela ficou incrível! Parece até que é a Shayera, só falta a maça. HAWKHARPY!
_____ Mas isso ela não terá, Killian, não queremos ela atacando os semideuses.
_____Peguei o bloco de notas novamente, escrevi “Shayera” e entreguei pra ela. Em seguida escrevi outro: “Te chamarei assim: Shayera”.
_____A harpia ficou parada por alguns segundos, talvez tentando pensar como pronunciava o nome, mas por fim sorriu e agradeceu novamente.
_____ “Agora vamos, Shayera, você está pronta!”, escrevi em outro papel, já abrindo a porta para sair da sala. Ela me acompanhou.


Observações:

- A narração se passa em uma sala reservada, preparada para a confecção das fantasias, uma espécia de camarim (assim assumi).
- As falas erradas da harpia são propositais.
- Rhydian é mudo e tem um amigo imaginário, Killian.
- As falas em itálico são do Rhydian.
- As falas em negrito e itálico são do Killian.
- Obviamente, os diálogos entre Rhydian e Killian são mentais.

Fantasia:

Missão Especial de Halloween OP Mediana - Fantasias para as harpias Hawkgirlattacksimperium
Com exceção da maça, of course.





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Re: Missão Especial de Halloween OP Mediana - Fantasias para as harpias

Mensagem por Sadie Bronwen em Sab 25 Out 2014, 22:45





- - - - - - - - - - - - - - - - - - How do I look?


Sadie não se dava bem para harpias. Ela podia ter uma amiga empousa, um pégaso e andar com um cão infernal, mas definitivamente sua empatia com monstros parava por aí - o que não a ajudaria nem um pouco. De alguma forma, enquanto as filhas de Afrodite tentavam lhe ensinar sobre maquiagem - uma (des)vantagem? - após seu contato no anfiteatro, tentando fazer os enfeites de festa, ficaram sabendo sobre a necessidade que alguns filhos de hermes estavam tendo, procurando campistas aptos para fantasiarem as harpias para festa. O porque, Sadie não podia imaginar - os bichos já não era muito bonitos... Pra que piorar? Ainda assim, quando se deu conta, já estava envolvida com aquilo, com uma harpia mostrando as garras e sibilando na sua direção.

—  Por que estamos fazendo isso, Radix?

Sadie recuava, mantendo a corrente na frente do corpo, em sinal de defesa, enquanto a empousa rodeava a mulher-ave, com a fantasia em mãos.

—  Porque se conseguirmos,vão me arranjar uma fantasia também... Você sabe como eu adoro isso, não?

Sadie suspirou, enfadada, virando-se para Radix.

— Você pode se fantasiar sozinha... E se maquiar também! Você sabe fazer isso!

— Eu sei, mas não seria tão divertido!

A harpia olhava a discussão, confusa. Um instante antes, as duas tentavam agarrá-la, e agora já não lhe davam atenção. Como ousavam ignorá-la? Ela estava ficando cada vez mais irritada e, aproveitando o que achava ser uma distração, tentou um vôo baixo, uma vez que estava acuada no canto da sala e não tinha como tomar impulso ou bater as asas de modo efetivo. Foi um erro. Sadie laçou-a com a corrente, que se enrolou em suas asas e tronco, fazendo com que caísse no chão, debatendo-se e grasnando, falando em sua linguagem própria. Sadie não entendia, mas o significado era claro do mesmo modo. A semideusa bufou de frustração e assumiu outra postura.

— Escute... Nós sabemos que não é divertido, mas precisamos fazer isso, certo? Quanto menos você lutar mais rápido e menos doloroso, para ambas as partes. Afinal, por que você não quer colaborar?

Seus olhos brilhavam. A corrente não estava mais em posição de ameaça, os braços abaixados e a arma fouxa, permitindo que a harpia se movesse se desejasse, e a voz em um tom doce e melódico. A harpia chacoalhava as penas, gaguejando, dessa vez no idioma normal.

— Ele vai me ver assim! Não quero isso!

Radix segurava o riso, tendo compreendido a motivação da companheira monstruosa. Sadie ainda continuava, desejando mais pistas.

— Ele? Ele está por aqui? Se quiser peço para ele sair... Faremos uma surpresa, e ele vai te achar linda!

Era difícil até para Sadie não se divertir, mas ela precisava mostrar respeito. Deixou a arma no chão, mostrando que não possuía a intenção de atacar.

A mulher-ave apontou para um dos semideuses, que organizava as fantasias. Ela não o conhecia realmente - apenas se lembrava de que a ajudou a separar a roupa, dizendo que ficaria boa em uma harpia, contudo não haviam falado nada além, nem sabia seu nome -  mas fez um sinal para Radix, que abandonou a fantasia no chão e acenou, indo na direção dele. A harpia rosnava.

— Acalme-se... Ela só vai tirar ele daqui... Assim será uma surpresa quando você aparecer, certo?

A esta altura, a harpia já estava livre e havia se levantado e, apesar das garras à mostra e do corpo tenso, não demonstrava querer rasgar o pescoço de Sadie, ao menos imediatamente. Enquanto isso, o semideus realmente se retirava, e Radix o seguia. A harpia parecia querer fazer o mesmo caminho.

— Ei... Calma! Ela só precisa se certificar que ele não vai voltar e estregar tudo! Ele não faz o tipo dela!

Era uma pequena mentira, obviamente - qualquer criatura de qualquer gênero era o tipo de Radix, mas a harpia não precisava saber. De qualquer forma, Sadie parecia ter sido convincente, e o monstro se acalmou.

— Certo... Agora, qual o seu nome? Já que estamos nos entendendo, vai ser mais fácil de seu souber...

— Siringe... É como me chamam!

Sadie acentiu.

— E eu sou Sadie. viu como podemos nos entender?

Siringe a olhava, desconfiada.

— Minhas irmãs não gostam de você...

Sadie deu de ombros.

— Tivemos alguns desentendimentos na cozinha, no passado. Mas eu posso ser legal se você também for. Você não se parece com elas...

A harpia olhava, confusa, querendo uma explicação.

— Suas asas... São diferentes, nas costas...

Siringe virou-se, conforme Sadie falava.

— Ah sim... Elas são mais puras... De acordo com nosso poder e geração, temos características diferentes... Por nascimento, elas são superiores.

— Genética por castas?

Siringe assentiu.

—  Sim... não somos incentivadas a nos misturar. Mas já estou falando demais! Sem mais perguntas sobre isso, ok?

—  Ok... Mas ainda prefiro sua aparência à delas!

A harpia sorriu, lisonjeada, e aquietou-se, mas ainda curiosa sobre a roupa.

— O que é essa fantasia?

Sadie deu de ombros.

—  Não sei bem... Seu uhn... "interesse romântico" que a separou. Disse que ficaria bem...

As palavras foram mágicas, fazendo mais efeito do que qualquer encantamento que Sadie pudesse ter utilizado.

—  Mesmo?

Sadie sorriu.

—  Acho que sim... Quer dizer, ela parece ser bem colada, mas você é magra... diferente daquelas lá...

Sadie meneou na direção das harpias mais velhas e mais "puras" - criaturas gorduchas e atarracadas. A "sua" harpia, por outro lado, tinha o corpo "em dia", por assim dizer, e o par de asas nascendo nas costas, não como as tradicionais, cujos braços executavam essa função. De harpia, apenas as feições aquilinas, garras pronunciadas e os pés, semelhante a patas de uma ave de rapina. De qualquer forma, agora tornava-se mais fácil continuar com a fantasia.

— Não quero... Que me vejam aqui!

A harpia falou em voz baixa, e Sadie compreendeu. A harpia estava se saindo mais humana do que o previsto, e com um comportamento pudico - não de todo mau, uma vez que ela também não tinha interesse nenhum em ver uma harpia nua. Assim, olhou ao redor, até perceber um biombo nos fundos da sala.

—  Vamos lá!

Siringe a seguiu paciente, logo após Sadie recolher seus itens e as roupas e acessórios necessários. A harpia entrou sozinha atrás do biombo, ao que Sadie agradeceu mentalmente.

—  Ei... Não vai fechar... Vai?

Ela inquiriu à semideusa, fazendo um sinal para que verificasse - e tinha razão. A fantasia não contava com alguém que já possuía asas.

—  Espere aqui... Vou chamar ajuda!

A harpia grunhiu, nervosa, mas aguardou. Felizmente para Sadie, não foi difícil encontrar alguém. Na área das roupas, uma filha de Athena verificava o estado das fantasias e organizava a bagunça deixada pelos semideuses.

—  Ei... Preciso de ajuda!

—  E por que eu me importaria?

Aparentemente, ela não estava de muito bom humor. Ótimo, ao menos Sadie não precisava se fazer de simpática.Os olhos da feiticeira voltaram a brilhar na cor púrpura mais uma vez, fazendo a outra semideusa dar um passo atrás.

—  Por que tenho uma harpia meio vestida lá atrás, e não tenho paciência com as suas roupas. Agora, se não me importar que eu a rasgue, sem problemas...

A feiticeira virou-se, voltando em direção ao biombo, e não foi surpresa que a filha de Atena a seguisse —  Sadie sabia que eles não gostavam de destruir coisas, e tinham certo talento com tecelagem e costura.

—  Qual problema?

Sadie mostrou:

—  Esta fantasia não foi adaptada para as asas... Trouxe um kit de costura? As patas também não ficaram lá essas coisas...

A menina levantou uma maleta pequena, que carregava nas mãos e na qual Sadie não havia reparado antes, enquanto gemia ao ver o estado da roupa. Ela suspirou.

—  Ok... Primeiro, segure aqui. Preciso marcar onde vou fazer a abertura.

Sadie serviu como auxiliar,levantando e esticando o tecido, enquanto Siringe reclamava por estarem a amassando, mas aquietava-se com os lembretes de Sadie. Por fim, finalmente terminara - ao menos essa etapa.

—  Ok... Agora tire a roupa, preciso consertar isso e os buracos que você fez nos pés, antes que aumentem!

Dessa vez, não houve reclamações. Sadie e a filha de Athena saíram de trás do biombo, enquanto Siringe aguardava, soltando grasnados impacientes de tempos em tempos.

A filha de Athena era realmente habilidosa e, em pouco tempo, conseguiu não apenas fazer os buracos, dando um acabamento, quanto arrumado a parte dos pés, costurando as bordas dos buracos feitos pelas garras de modo que não aumentassem, mas ainda permitindo que a pata se encaixasse no local. Ela estava prestes a sair quando Sadie a impediu.

—  Vamos ver como ela fica, e ainda temos as asas!

A outra semideusa suspirou, resignada, mas até ela se animou quando Siringe saiu de trás do biombo. Realmente - o corpo da harpia era tão bom quanto o de muitas semideuses. Ela corou, vendo os sorrisos de aprovação das semideusas que a auxiliavam.

—  Certo... As asas agora! Veja, a fantasia possui quatro pares, mas ela tem um próprio... Precisamos tirar um!

A filha de Athena deu de ombros.

—  Isso é fácil... Elas foram armadas para serem encaixadas individualmente na roupa. É só não colocar essa do meio.

A semideusa as ajeitou rapidamente, enquanto Sadie não sabia onde enfiar a cara de vergonha, e se afastou, voltando aos seus afazeres.

—  Falta muito?

Sadie negou.

- Não... Aqui... Abaixe-se que eu coloca a peruca. Fora isso, apenas o elmo. As fendas para os olhos são pequenas, então tome cuidado ao andar, ou você não vai conseguir ver pra onde seguir, se ele for deslocado. Como ele cobre o rosto, não precisa de maquiagem!

Siringe acatou os conselhos, deixando que Sadie colocasse os itens restantes.

—  E a echarpe? Como deixá-la como na imagem?

Sadie observava a etiqueta que vinha junto ao cabide, mostrando a montagem final da roupa, e entendeu o mecanismo.

—  Arame. Veja, o tecido é fino, mas possui uma armação de arame na parte superior e nessa parte dos braços. Seja lá quem guardou antes, foi estípido o suficiente pra dobrar tudo... Acho que esticar resolve, mas são sei se tenho habilidade manual... Vou ter que improvisar... Objectum anime!

A echarpe encantada então moldou-se conforme o desejo de Sadie, ficando naquele formato acabado o encantamento, por conta da estrutura interna. Agora sim Siringe estava pronta, e vários semideuses olhavam espantados para ela. Aqueles que haviam vivido mais tempo no mundo mortal identificavam a fantasia.

—  Você está perfeita!

Sadie virou-se, assustada, enquanto Siringe virava-se, estabanada de nervosismo. O "seu" semideus estava lá, com uma Radix irada vindo atrás, pisando duro. Sadie fez um sinal para a empousa deixar quieto, e ela parou, observando a cena.

—  É a angewomon mais perfeita que eu já vi! você vai ficar incrível na festa! Vem... Quíron tem que ver isso!

Ele puxava a harpia pelos braços, enquanto ela virava para acenar para Sadie, em agradecimento - uma cena que a semideusa nunca imaginaria.

—  Ei! E minha fantasia? Me prometeram uma!

Radix gritava, eufórica, mas o garoto acenou, sem dar importância.

—  Escolham a que quiserem e falem com o pessoal pra ajudar! Digam que o Bill pediu esse favor!

—  Não... Eu não...

Sadie não conseguiu terminar.

—  Você sim, fantasminha! Nos interromperam antes mas agora não mais! E nem adianta vir com desculpas. Além disso, ela realmente ficou muito boa, você deve ter jeito pra coisa e eu preciso de ajuda! Venha, venha!

Radix a arrastava, mas uma vez. Pelo visto, até o halloween acabar, ela não teria sossego. Deu de ombros, seguindo a amiga. O que mais poderia fazer, a não ser tentar se divertir, afinal?

Observações:
Radix é uma NPC fixa, empousa da Ilha de Circe e amiga e braço direito de Sadie. A filha de Athena e Bill são NPCs básicos que não remetem à nenhum outro jogador, assim como Siringe também foi criada.

Fantasia:
Missão Especial de Halloween OP Mediana - Fantasias para as harpias Angewomon_Cosplay_by_uchiha_yurai
Sim, minha harpia é gostosa -q
E sim, criei aquela diferenciação de castas e aparências, até porque, na mitologia em si as harpias são apenas 3, irmãs de Íris - já que no Acampamento não é bem assim, não vi problema em uma diferenciação própria.

Poderes:
Considerar todos os passivos, mas foram citados especialmente:
Nível 5
• Presença imponente: Sua aura mágica estará mais desenvolvida. Ela se manifestará em você impondo sua presença aos outros, isso os levará a hesitar a te atacar. Fazendo com que ganhes algum tempo. [ New] - Usado na filha de athena, especificamente

Nível 5
• Beleza lasciva: Circe é considerada deusa do amor físico, e seus aprendizes adquirem uma beleza especial aos olhos de outras pessoas, e em níveis mais altos, os feiticeiros da deusa passam a ter um poder de sedução maior, persuadindo e encantando seus adversários. [ Modificado]

Nível 7
• Olhos Púrpuros: Adentrando os feiticeiros, e adquirindo a Benção de Circe seus olhos adquirem uma pigmentação púrpura chamativa quando você assim quer – que causa receio a qualquer mortal e/ou monstro que lhe encare diretamente.[ Modificado]

Nível 20
• Beleza lasciva II. A sua beleza nesse nível já está muito maior, e somada a aura de mistério que você exala, atrai o olhares de todos por onde passa. Não são tão belos quanto os filhos de Afrodite, mas são mais atraentes que estes por uma aura mágica influir diretamente no bom senso de qualquer outrem, afim de fazê-los se interessarem de forma irrefutável por você. [ Modificado]


Ativos:

Objectum anime [ativo nível 5]
• Objectum anime. Quando recitado o feiticeiro pode trazer um objeto inanimado à vida, permitindo que ele se mova por conta própria. O Usuário pode manipular objetos, como carros, bonecos, cadeiras, etc.

• Persuasão coadjuvante. O seu nível de convencimento já é um pouco maior, você agora é capaz de influenciar mesmo nas decisões de monstros de porte pequenos, e medianos. Segue a mesma observação do anterior.[ New]

Foi usado este nível (e não o nível máximo de poder) porque Sadie só queria colaboração e não controle sobre a harpia. Uma vez que ela já estivesse disposta, não seria mais necessário.

De itens, apenas a corrente:

— {Agony} / Corrente [Corrente feita de bronze sagrado (muito porém tenha uma coloração esbranquiçada, o que sugere uma segunda camada de prata) com cerca de 2,5 m; o punho é feito de aço frio. Essa arma é abençoada pela deusa dos fantasmas e possui certos atributos, os quais são um controle de invisibilidade e intangibilidade. Ambos só podem ser utilizados uma vez por missão, e há gasto de energia de, mais ou menos, 80%. Sendo assim, você pode atacar um inimigo utilizando seu controle de visibilidade para que ele não veja seu ataque, e utilizar o controle de intangibilidade para desobstruir qualquer defesa física, como escudos.A corrente tem cravos de bronze sagrado, e nas extremidades pontas afiadas,como pequenas adagas.Na lateral de cada extremidade, há ganchos, que podem ser usados para enlaçar o inimigo, ou para auxiliar em uma escalada. [Presente de Melinoe][Melhorado por Pio]{Θ} {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 5) {Controle de Espaço/Matéria} [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe]




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Re: Missão Especial de Halloween OP Mediana - Fantasias para as harpias

Mensagem por 101-ExStaff em Seg 29 Dez 2014, 14:08

Harleen F. Quinzel
Não é novidade para ninguém que eu pago maior pau para tuas personagens, moça. Simplesmente amo a Harleen por ter um apreço especial por narrações engraçadas, algo que você consegue com naturalidade. Bom, já sabes que tens postagens boas, vamos aos "defeitos".

~ A totalidade de seus erros foi por falta de revisão mesmo, como no caso de "enquanto está tento um terremoto", por quê no lugar de "por que", coquê no lugar de "coque", matérias no lugar de "materiais", bando no lugar de "banco" e monstros no lugar de "monstro".

*Coerência: 100/100
*Coesão, Estrutura e Fluidez: 49/50
*Objetividade e Adequação à Proposta: 30/30
*Ortografia e Organização: 17/20

~ Total: 196 XP + 5 Doces.
~ Descontos: 10 HP (Escoriações simples).
atualizado + thanks charlie


Brandon Cavendish
O objetivo foi cumprido, Brandon, parabéns. Mas, como nada é perfeito, seguem os erros:

~ Primeiramente, Acampamento Meio-Sangue é um nome próprio. Se você fosse se referir apenas ao acampamento, poderia ter usado letra minúscula. Secundariamente, hápias no lugar de "harpias", preparado ao invés de "preparando", de no lugar de "deu", de mais no lugar de "demais", traz no lugar de "trás". Terciariamente, o tempo verbal da narração alterou-se em boa parte, passando de pretérito para presente e vice-versa. Você também narrou ora em primeira pessoa, ora em terceira, o que tornou sua narração maçante. Notei erro de concordância em "Um grupo de seis ou sete harpias não faziam nada além de se bicar e soltar aquele fétido hálito monstruoso." Nesse caso, o verbo fazer deveria concordar com o substantivo grupo e não com o número de harpias. Tente ler posts de campistas mais experientes e escrever em programas que demarquem os erros. É uma grande dica, ok?

*Coerência: 80/100
*Coesão, Estrutura e Fluidez: 35/50
*Objetividade e Adequação à Proposta: 30/30
*Ortografia e Organização: 9/20

~ Total: 154 XP + 3 Doces.
~ Descontos: 15 MP (Movimentos de Capoeirista, Energia Esgotável).
atualizado + thanks charlie


Ethan Miller
Eu juro que, quando comecei a ler, achei que finalmente havia encontrado a postagem perfeita. Não encontrei erros, estou pasma até agora (mas também sei que és um campista experiente, então...). Estive tentada a te dar a nota máxima, mas algo claramente me incomodou: Ares pediu que houvesse dificuldade mediana no processo e isso não existiu em sua narração. Foi até fácil fantasiar a pobrezinha. Só haverá desconto por causa disso.

*Coerência: 100/100
*Coesão, Estrutura e Fluidez: 50/50
*Objetividade e Adequação à Proposta: 10/30
*Ortografia e Organização: 20/20

~ Total: 180 XP + 5 Doces.
~ Descontos: -x-
atualizado + thanks charlie

À medida que eu for concluindo as avaliações, postarei aqui para sanar a curiosidade de todos. Obrigada pela paciência.
101-ExStaff
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Re: Missão Especial de Halloween OP Mediana - Fantasias para as harpias

Mensagem por 101-ExStaff em Qua 31 Dez 2014, 19:48

Kristy Grandine
Você sempre me faz rir, Kristy. Acho incrível sua capacidade de simplesmente se colocar no lugar da criança e não sair dessa personalidade. A parte onde tentava voar sem o presente de Hermes me arrancou gargalhadas. Parabéns, moça, foi a postagem mais completa que vi, abordando tudo que o Ares pediu.

~ Os erros basicamente ficaram em algumas palavras não acentuadas, como saia, que deveria ser saía. As crases faltaram em certos momentos. E parece que houve um ou dois erros de digitação, pelo menos, ao meu ver.

*Coerência: 100/100
*Coesão, Estrutura e Fluidez: 49/50
*Objetividade e Adequação à Proposta: 30/30
*Ortografia e Organização: 16/20

~ Total: 195 XP + 5 Doces.
~ Descontos: 25 MP (Uso de Poder Ativo) / 10 HP (Escoriações Leves).
atualizado + thanks charlie


Kyle Loran
Kyle, sua narração foi curta e grossa... E eu ri. Ri muito, devo dizer. Parabéns pela capacidade de fazer algo tão pequeno e completo. O problema é que realmente não vi uma dificuldade mediana nessa postagem. Era óbvio que a harpia arranharia e tentaria se livrar, então isso é comum. Não sei se a dificuldade era para ficar na parte onde ninguém entendeu o significado da fantasia e não posso dar pontos por algo que não está explícito. Perdão.

~ Não notei nenhum erro.

*Coerência: 100/100
*Coesão, Estrutura e Fluidez: 50/50
*Objetividade e Adequação à Proposta: 10/30
*Ortografia e Organização: 20/20

~ Total: 180 XP + 5 Doces.
~ Descontos: 15 HP (Escoriações).
atualizado + thanks charlie


Rhydian Fraser
Perfeito. Não notei erros na sua escrita, houve a dificuldade requerida, tudo nos conformes. Parabéns, sr. Mudez (aliás, quanta criatividade, mate).

*Coerência: 100/100
*Coesão, Estrutura e Fluidez: 50/50
*Objetividade e Adequação à Proposta: 30/30
*Ortografia e Organização: 20/20

~ Total: 200 XP + 5 Doces.
~ Descontos: -x-
atualizado + thanks charlie


Sadie Bronwen
Admito que achei a harpia apaixonada a coisa mais fofa do mundo, sou gay mesmo q. A missão em si ficou muito boa, Sadie. Notei uns erros aqui e outros ali, que já sei que foram por falta de revisão e serão pincelados abaixo. No mais, parabéns.

~ Logo no começo, você colocou a preposição 'para' no lugar de 'com', dando um aspecto de estranheza ao trecho "Sadie não se dava bem para harpias.", Hermes foi escrito com letra minúscula, confusão no emprego do 'porquê', que deve ser utilizado quando tiver o sentido de 'a razão, o motivo' e for substantivado, mas que você substituiu erroneamente na narrativa por 'porque', foi usado o 'pra', uma expressão informal, no lugar de 'para', existiram erros de digitação... Mas nada disso tirou o brilhantismo de seu texto.

*Coerência: 100/100
*Coesão, Estrutura e Fluidez: 50/50
*Objetividade e Adequação à Proposta: 30/30
*Ortografia e Organização: 16/20

~ Total: 196 XP + 5 Doces.
~ Descontos: 15 MP (Poderes Ativos).
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Re: Missão Especial de Halloween OP Mediana - Fantasias para as harpias

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