Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Sigurd Polaris em Ter 16 Set 2014, 23:45

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Gostaria de ser reclamado como filho da deusa Athena.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Fisicamente sou um misto de tudo o que forma a aparência de um nerd. Sou alto (1,79) e, apesar de não ser assim tão magricela, sou magro para a minha altura. Meus cabelos são negros e vivem revoltos acima da minha cabeça denunciando o meu pouco cuidado com minha aparência física e dando a meu rosto uma expressão meio idiota. Tenho olhos tão escuros quanto meus cabelos, mas frequentemente esses mesmos olhos, quando conseguem vencer a barreira dos meus óculos de leitura, denunciam meu espírito curioso ao mesmo tempo que acabam por passar um certo ar de ingenuidade. Aspecto o qual definitivamente não combina com meu verdadeiro eu. Sim, porque eu me descreveria como alguém bastante observador e astuto, assim, dificilmente tomo atitudes ingênuas em relação a algo ou alguém.
Sou uma pessoa de poucas palavras, mas de sorriso fácil e me descreveria como uma boa companhia tanto para um bom filme no cinema quanto para missões desesperadoras onde tudo depende de um milagre para acabar bem.
Estou sempre alerta ao que acontece ao meu redor e muitas vezes o mesmo silêncio que me dá um ar meio alheio, nada mais é do que um disfarce natural para que eu possa observar melhor o que se passa ao meu redor.





▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Me identifico com o perfil dos filhos de Athena, além de ser a deusa que, de longe, sempre gostei mais. Admiro sua lealdade, integridade, sabedoria e sua força, bem como seu senso de justiça. Posso dizer que, desde sempre, sou um admirador da filha favorita de Zeus.


▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir. 

O que um semideus pode dizer de sua própria história sem cair no clichê do estranho e inesperado? A verdade é que quase sempre somos arrastados por essa condição que atrai tantos perigos (quando não somos arrastados por monstros) e isso ganha uma frequência tão grande em nossas vidas que fica difícil ignorar o que se passa.

Alguns enlouquecem e sei de uma porção que acaba perdendo bem mais que um pedaço do corpo ou da razão propriamente dita. Mas comigo, as coisas não ocorreram bem assim: Nasci em Nova York e, quando se é nova yorkino, todo o tipo de bizarrices acontecem sem que você realmente se surpreenda muito com o que houve. Assim que, quando acontecia algo inesperado, era fácil para meu pai disfarçar o que houve com alguma explicação que fizesse sentido e, portanto, resguardar-me por um tempo a mais de meu destino. Como no dia em que fui perseguido por um sedã preto que eu podia jurar que rosnava e latia para mim. Meu pai disse que se tratava apenas da buzina do carro que era um pouco excêntrica demais.

Não, meu pai nunca enxergou através da névoa. Mas ele tinha uma boa noção de que seu filho era algo diferente das crianças comuns, pois meu nascimento não acontecera como o de outras crianças normais.

Obviamente que, enquanto eu era pequeno, meu pai havia me contado que minha mãe morrera no parto e isso explicava a sua ausência. Mas quando não houve mais jeito, ele finalmente declarou que sempre soube que aquela estudante de intercâmbio da universidade não era uma pessoa qualquer e que quando ela lhe entregou o cesto onde eu dormia tranquilamente, ele nunca duvidou de que eu era parte dele e que ela lhe confiava alguém muito especial. O que ela lhe disse realmente ou que tipo de relacionamento eles tiveram, eu nunca soube, pois meu pai nunca me revelou isso. E tampouco eu soube quem era a minha mãe antes dos fatos que se desenrolaram quando completei 13 anos de idade.

Meu pai é um professor de Mecatrônica na Universidade de Nova York e eu, particularmente sempre o admirei como o melhor dos homens do mundo. Ele era capaz de resolver problemas com uma facilidade incrível, e não só os de matemática, mas todos os problemas do mundo pareciam ter uma solução quando chegavam até ele. Na verdade, tudo o que eu sempre quis desde pequeno era ser exatamente como meu pai.

Bem, fisicamente, até que posso dizer que sou muito parecido com ele. Mas foi realmente fustrante perceber, ao entrar na escola, que eu parecia não ter herdado a sua inteligência. Inicialmente, constatei que eu era diferente das outras crianças, por que eu não conseguia aprender quase nada do que me era ensinado na escola. Demorei muito tempo para aprender a ler e escrever e, mesmo quando consegui algum resultado, era tudo tão pouco perto da grande sabedoria que meu pai emanava que, para mim, foi terrível. Mesmo quando, depois de me levar a um médico, descobrimos que eu tinha TDAH, ainda assim eu não conseguia superar o que acontecia comigo.

Por um tempo, meu pai achou que seria bom para mim continuar frequentando a escola normalmente junto com as outras crianças. Mas logo perceberam que eu tinha um certo talento para causar confusões e que isso estava prejudicando bastante a escola, então, meu pai decidiu que eu estudaria em casa mesmo e que ele seria o meu tutor. Mas com o passar dos dias, foi ficando difícil para ele conciliar o trabalho da faculdade com os cuidados que uma criança ativa como eu lhe inspirava e, por isso, tivemos que contratar uma tutora particular que, além de me ensinar cuidaria de mim enquanto meu pai estivesse fora de casa.

No início me senti um pouco culpado pois sabia que estava sendo muito difícil para meu pai cuidar de mim. Então, jurei a ele que iria me comportar bem e que não lhe traria mais problemas. Mas meu pai apenas afagou minha cabeça e sorriu dizendo que me compreendia mas que eu iria me sentir bem melhor com a companhia de uma professora só para mim.

Foi assim que a srta Suzan Jill entrou em nossas vidas. Ela era uma jovem professora e, ao que parece, meu TDAH nunca a assustou e ela sempre parecia disposta a me ajudar, mesmo quando eu mesmo perdia as esperanças. Foi com ela que aprendi a lidar um pouco melhor com minha condição e até me desenvolvi bastante sob seu olhar atento. Eu me apeguei a ela de verdade e pela primeira vez soube como se parecia o amor de uma mãe, quando ela e meu pai se casaram meses depois da sua chegada a nossa casa.

Não demorou muito para que minha tutora e meu pai decidissem ter seus próprios bebês. Na verdade tiveram apenas mais um filho. Uma garotinha chamada Rebecca, que nasceu quando eu tinha exatos 10 anos de idade e se tornou o foco de todo o meu amor. Becca era tão pequena e engraçada que, de repente, me senti mais útil após seu nascimento. Eu podia e conseguia protegê-la. Mesmo com todos os meus problemas eu conseguia ser o irmão que ela precisava que eu fosse e isso, para mim, era mais que compensador, era uma verdadeira vitória.

Porém, com o tempo, outras coisas estranhas começaram a acontecer ao meu redor. Era difícil sair de casa sem que algum “incidente” acontecesse e eu passei a achar que eu era realmente o problema e que quanto menos tempo fiasse fora de casa, melhor. Assim, passei a me dedicar mais às coisas que eu gostava de fazer em casa. Uma dessas atividades era assistir seriados antigos. Eu vibrava com coisas do tipo Esquadrão Classe A mas gostava de um em especial. Era um seriado chamado Macgayver, onde um policial genial era capaz de criar os mais diversos dispositivos e se safar das piores situações. Eu era louco pelas coisas que Macgayver criava e, logo eu passei a tentar minhas próprias criações. Passava horas de meu tempo livre projetando engenhocas (que eu chamava de sistemas de segurança) baseadas em armadilhas (que na realidade se tratava de baldes de água ou qualquer outra coisa que pudesse assustar alguém), alarmes e outros mecanismos intrincados que dificilmente eram descobertos por outros que não tinham certa habilidade com este tipo de artefato, ou fosse bastante atento às coisas ao redor. Coisas que meu pai, como professor de robótica, me ajudava a elaborar e quase sempre executava para mim.

Foi assim que descobri o mundo fascinante e peculiar no qual meu pai trabalhava e, a partir de então, era normal me verem empolgado conversando com ele sobre mecatrônica e projetos os quais eu fui aprimorando conforme ia crescendo e amadurecendo. Este hobby veio a se tornar um elo entre mim e meu pai posto que nos fins de semana, passávamos horas seguidas na garagem de casa onde ele me ajudava com meus projetos e invenções e eu o ajudava com as suas próprias, como o dispositivo que abria e fechava as portas através de comando de voz, muito útil quando  estávamos com as mãos ocupadas e precisávamos passar de um lado para outro da casa.

Como podem notar, apesar dos incidentes recorrentes, eu até que levava uma vida tranquila. Meu pai e Suzan se esforçavam para que eu crescesse sem muitos revezes, mas algumas coisas estavam totalmente fora do alcance deles. E mesmo que tenham se saido muito bem durante todo esse tempo me protegendo, chegou o momento em que eu teria de enfrentar a minha realidade.

Eu já contava 13 anos completos quando o mais incrível e absurdo episódio de minha vida, até então se desenrolou diante de mim. Não era costume de meus pais nos deixar sozinhos em casa, mas naquele dia, houve uma emergência da qual agora eu não me lembro e Suzan teve de sair. Como não faltava muito tempo para meu pai retornar e Becca estava tirando seu cochilo da tarde, Suzan não viu problemas em se ausentar por alguns instantes.

Era pois, uma tarde quente e eu estava sozinho em casa com Becca. Estava entediado mas não ousei sair da sala ou me afastar demais da babá eletrônica. Tive medo que Becca acordasse eu não ouvisse e, no mais, eu não gostava do novo jardineiro que àquela hora cortava nossa grama. Ele era grande e corpulento e usava uma daquelas regatas coladas, bermudas e chinelões que o deixavam mais com cara de surfista do que de jardineiro, o que era meio tosco por que morávamos em um bairro consideravelmente longe do mar.

Para passar meu tempo, sentei-me na sala com meu caderno de rascunhos e comecei a rabiscar coisas que eu chamava de “meus projetos”. Sempre tive o sonho de que um dia, ainda projetarei maior prédio móvel da história da humanidade. Um artefato único que será capaz de se mover sozinho para onde quer que suas diretrizes o enviem. E era exatamente nisso que eu trabalhava quando ouvi um barulho estranho nos fundos da casa. Era como um baque surdo, como se alguém golpeasse a parede. Um barulho parecido com quando alguém bate na porta avisando sua chegada, mas era estranho por que era na parede e no quintal.

Curioso com o barulho insistente, me levantei e fui caminhando para a cozinha a fim de desvendar tal mistério. Foi então que, repentinamente tudo pareceu mergulhado num silêncio denso e inquietante. Até mesmo o barulho do cortador de gramas lá fora havia se extinguido. Era como se o mundo se calasse por completo e as batidas na parede fossem o único som existente no mundo e que seu barulho irritantemente ritmado ditasse as batidas do meu coração.

Sentindo meus passos pesados e oscilantes, caminhei lentamente até o centro da cozinha e parei por um instante. Eu podia perceber que havia algo errado, mas nem de longe podia suspeitar do que se tratava.

Então tudo parou!

Fiquei imerso em uma sensação de expectativa e incerteza. Se o barulho na parede me incomodava, a ausência de sons era algo que me deixava ainda mais intrigado, mas não tive muito tempo para ponderar sobre os supostos motivos deste estranho fenômeno, pois, o barulho ensurdecedor de uma explosão abalou não só a mim, como a minha casa inteira. Minha única reação foi a de jogar-me para baixo da bancada da cozinha que, para minha sorte acabou por me proteger dos pedaços de parede que voaram por todo o lugar.

Ainda atordoado e um pouco surdo, por causa do estrondo me ergui por trás da bancada, apenas o suficiente para espiar o que estava acontecendo. Inicialmente, uma nuvem de poeira e fumaça me atrapalhava a visão, mas aos poucos pude divisar o que se estendia para além de mim.

A cozinha de minha casa, antes tão limpa e arrumada se tornara uma confusão composta de pedaços de parede, pó de reboco e outras tantas coisas despedaçadas as quais agora era impossível identificar. O lustre pendia precariamente de uma parte do forro que não despencara no meio daquela explosão. Um jato de água jorrava de onde, um dia existira uma pia, deixando o chão enlameado por causa da sujeira.

Eu estava diante da maior e mais real representação do caos que eu jamais vira anteriormente e minha cabeça variava entre a possibilidade do encanamento de gás ter explodido e um ataque terrorista quando as coisas ficaram ainda mais estranhas. Diante de meus olhos, a poucos metros de distância, no lugar onde antes havia uma parede, estava parado o nosso jardineiro. Mas ao contrário de uma expressão preocupada que normalmente um adulto teria diante de uma tragédia como aquela, ele trazia uma expressão satisfeita e até mesmo sorria. Parecia ainda maior do que era e em suas mãos ele carregava uma espécie de bola dourada, a qual ele jogava de uma mão para a outra displicentemente.


- Onde ele está? - ele rosnou olhando ao redor como se procurasse algo ou alguém Moleque maldito!
E imediatamente eu entendi que ele era o causador de toda aquela bagunça. E pior ainda, estava atrás de alguém, que muito provavelmente era eu, já que nenhum outro moleque vivia naquela casa. Mas o que eu poderia ter feito para que ele viesse assim atrás de mim? Porém eu não era assim tão tolo de sair de meu esconderijo para perguntar. Além do que, eu estava com tanto medo que nem que me pagassem eu sairia do meu esconderijo.

Sentei-me novamente no chão por baixo da bancada e tentei me acalmar. Pude ouvir o choro de Becca que acordara com o barulho da explosão e percebi que o jardineiro se movia na cozinha. Deduzi que ele também ouvira minha irmãzinha chorando e que ponderava que eu poderia estar escondido no quarto com ela.

Neste momento me ocorreu um único pensamento: eu precisava proteger Rebecca, não importava o que acontecesse. Então, reunindo uma coragem que até então eu desconhecia dentro de mim, deixei o meu refúgio correndo e passando mesmo ao lado do jardineiro e indo o mais rápido que eu podia em direção à sala, onde estava a escada que levava aos quartos no andar superior.

Para minha sorte, o jardineiro ficou tão surpreso com a minha “aparição” que quando tentou alguma reação, eu já estava bem adiante.

Gritei o comando para que o dispositivo criado por meu pai e que controlava as portas da casa cerrasse a passagem antes que ele passasse e imediatamente ouvi o estrondo da porta batendo na cara do jardineiro que soltou um urro de raiva.

Subi as escadas correndo como se a minha vida dependesse daquilo... e dependia mesmo. Enquanto subia pensava em como salvar minha irmã daquele jardineiro-maníaco-gigante que me perseguia no andar de baixo. Eu podia ouvir o barulho das portas sendo derrubadas e coisas sendo quebradas conforme ele avançava e, por isso, a cada porta que eu passava eu gritava o comando para que se trancasse e por fim, com alguma vantagem, cheguei ao quarto de Becca.

Ao me ver, minha irmãzinha parou de chorar. Ela fazia beicinho assustada e eu corri para ela a retirando do berço. Ela me abraçou forte perguntando para mim sobre sua mãe e eu lhe disse que tudo ficaria bem, mas que agora precisávamos brincar de esconde-esconde. Eu acreditava que seria menos assustador para ela se eu fingisse que estávamos brincando um de seus jogos favoritos. Rebecca concordou imediatamente e me abraçou mais forte, enquanto eu corria com ela para o quarto de nossos pais.

Sem esperar nenhum sinal de nosso inimigo, coloquei minha irmã no chão ao meu lado e abri o closet para poder escondê-la. Encontrei uma caixa grande o suficiente para colocar Rebeca dentro e pedi a ela que ficasse quietinha.


- Econde-econde? - ela perguntou com a vozinha chorosa e os olhinhos marejados em lágrimas.

- Sim, só saia quando a mamãe ou o papai chegarem, ok?

Becca acenou afirmativamente e, após colocá-la confortavelmente dentro da caixa, a tampei e empurrei de volta para dentro do enorme closet. Porém, quando fazia isso, ouvi que outra porta era derrubada e que o jardineiro começava a subir as escadas. Num sobressalto, esbarrei numa caixa de sapatos que estava mais próxima e esta caiu da prateleira espalhando seu conteúdo pelo chão. Tratavam-se de algumas fotos velhas, as quais eu recolhi muito rapidamente e sem olhar de quemse tratava, mas por baixo delas descobri um objeto mais que interessante. Se tratava de uma adaga de bronze, um artefato que chamava mais atenção por estar ali do que por suas formas em si. Eu não sabia que meu pai possuía uma arma como aquela, alias, não sabia que ele tinha arma nenhuma! De qualquer forma, uma adaga poderia ser útil num momento como aquele, então eu a tomei para mim, prendendo-a no cinto de minha calça e corri para fora do quarto.

Em seguida, retornei ao quarto de Becca. Ela tinha uma daquelas bonecas enormes e realistas que quase podem se passar por uma criança de verdade, era perfeita para o plano que eu começava a bolar em minha cabeça. Peguei a boneca e olhei sorrateiramente para o corredor. Pelo barulho de coisas caindo e os gritos irritados, percebi que o jardineiro havia entrado em meu quarto. Sorri interiormente satisfeito, pois meu quarto era um dos cômodos da casa onde haviam mais engenhocas e muito provavelmente ele estava enrascado em alguma de minhas infantis armadilhas.

Com mais essa vantagem, tive tempo para amarrar a boneca em mim mesmo, para que parecesse a minha irmã. Então, me posicionei próximo à janela, me pendurando do lado de fora para descer pelas trepadeiras que cresciam rente à parede da casa. Quando estava começando a descer ouvi a porta do quarto de Rebecca ser arrebentada e me desequilibrei um pouco, ficando pendurado precariamente na janela. Se minha irmã realmente estivesse comigo, eu nunca teria conseguido, pois ela era bem mais pesada que a boneca. Consegui me agarrar na gradinha na qual se enrolava a trepadeira mas quando fui soltar a mão do parapeito da janela, me senti sendo agarrado pelo pulso.

Em pânico, olhei para cima e encarei o rosto do jardineiro que sorria maldoso apesar do nariz inchado e vermelho:


- Vermezinho maldito! Agora você não me escapa! -ele disse satisfeito.

Gritei a plenos pulmões soltando a outra mão e agarrando a adaga em minha cintura e num golpe desesperado consegui ferir a mão enorme fazendo jorrar um sangue que me assustou ainda mais, pois do corte feito por mim, não jorrava o líquido vermelho denso e costumeiro. Dali escorria uma espécie de líquido dourado espesso e brilhante, como se nas veias dele corresse ouro. Porém a dor causada pela ferida ainda era a mesma de um corte normal, assim, ele imediatamente me soltou.

Infelizmente, para mim, eu estava agora sem nenhum apoio e por isso, simplesmente despenquei do segundo andar de casa para o que, na hora pareceu a minha morte certa.

Foi um susto enorme, mas acabei caindo em cima dos arbustos que rodeavam a casa e por isso e por causa da boneca de Becca que amorteceu um pouco da queda, não me machuquei seriamente. Fiquei dolorido sim, e bastante arranhado, mas ainda tinha forças para me levantar agarrando o punhal que, por algum motivo eu não soltava de nenhuma maneira e correr mancando enquanto o ser enorme que me perseguia urrava de ódio e saltava para fora com uma facilidade de dar inveja a qualquer um que, como eu, tivesse experimentado a queda do segundo andar.

Eu estava certo de que era perseguido por algum alienígena ou coisa do tipo e essa ideia me assustava ainda mais. Eu seria abduzido? Fariam experiências dolorosas comigo? Essas coisas passavam muito rapidamente pela minha cabeça enquanto eu procurava alcançar a garagem de casa, um lugar onde eu poderia ter alguma chance de me salvar daquele monstro de sangue estranho que tentava por tudo me alcançar.

Talvez você questione minha atitude de correr para a garagem ao invés de correr para um vizinho para pedir ajuda, mas eu já explico. Minha família sempre foi meio fechada em si e pouco conversávamos com os vizinhos, além do que, houveram alguns incidentes comigo durante os anos e, por isso, dificilmente os vizinhos me dariam ouvidos. No mais, quem acreditaria que o jardineiro era um alienígena do qual jorrava sangue dourado? Por isso, preferi tentar me esconder na garagem, ou ao menos, ganhar tempo para que meu pai chegasse e me salvasse.

Entrei o mais rápido que eu pude naquele que eu estava disposto em transformar em meu forte de guerra, apesar de saber que não teria muito tempo para isso, e comecei a ajeitar alguns caixotes de forma a impedir que o brutamontes entrasse pela porta com facilidade. Depois corri para o fundo, me escondendo atrás de um enorme armário, o qual eu intencionava empurrar em cima do E.T.

Não foi difícil para o jardineiro alienígena entrar na garagem. Apesar dos obstáculos que eu coloquei no caminho, a porta cedeu facilmente e logo eu podia vê-lo caminhando para dentro. Tentei controlar minha respiração para que ele não me ouvisse. Na verdade ele olhava para os lados tentando me encontrar e hoje sei que até teria sido fácil para ele me farejar, não fosse o cheiro forte de óleo derramado no chao da garagem, que acabou por esconder um pouco do meu próprio cheiro.

Foi então que eu me liguei que ele estava muito próximo do interruptor e que, se acendesse a luz, eu estaria totalmente visível. Um pouco trêmulo, mas resolvido a acabar com aquilo, tentei em vão empurrar o armário. Mas não tinha forças o suficiente para aquilo. Respirei um pouco desesperado enquanto ele se aproximava ainda mais do interruptor, prestes a descobri-lo, Foi então que vi uma possível salvação: Acima de nós havia uma espécie de clarabóia. Uma janela velha que dava para o telhado da garagem. Talvez não fosse o caminho mais seguro, mas era o único que eu encontrara até então.

Apressado e sem soltar o punhal que agora emitia um estranho brilho que eu inicialmente julguei ser do sangue do E.T., comecei a escalar a estante que rangeu sob o meu peso oscilando bem de leve. Era arriscado, mas ela aguentaria bem meu peso, desde que eu não fizesse nada muito extravagante.  Porém, ao sair de meu esconderijo, fiquei evidente e o jardineiro alienígena logo veio ao meu encalço. Eu subia o mais rápido que podia, mas ele logo estava me alcançando. Agora a estante oscilava de um lado para o outro prestes a tombar ou mesmo desmontar-se debaixo do peso da criatura. Mas foi quando cheguei ao topo que todas as coisas mudaram: Ouvi a voz de meu pai invadir a garagem junto com a luz da porta que fora aberta.

Virei-me para trás instintivamente como quem procurava a segurança da presença paterna, mas tudo o que encontrei foi a carranca enorme que já me alcançava. Num grito desesperado avancei de olhos fechados para cima dele e senti a estante descer com um baque para o chão.

Essa queda, tal como a primeira, também não foi nem um pouco fácil, no entanto, de alguma forma o corpo do meu agressor acabou por amortecer a minha queda, ou ao menos o primeiro baque, por que em seguida eu meio que fui arremessado para o lado indo bater na parede.

Fiz um enorme esforço para me levantar mas senti mãos fortes me puxando pra cima e um rosto preocupado me olhando. Aos poucos percebi que se tratava de meu pai que havia chegado. Me agarrei a ele num abraço longo e logo ouvi outra voz que estava adiante:

- Lestrigão! - disse um homem de aparência frágil em cima de uma cadeira de rodas ainda próximo ao corpo do jardineiro alienígena. - Você teve sorte garoto!

Eu o observava sem dizer nada. Adiante estava o corpo enorme do monstro e só então percebi que, de algum jeito, meu punhal fora parar atravessado na garganta dele. Não sei o que aconteceu, não me lembro de ter feito aquilo, mas acho que foi mais por acidente por causa da queda enorme.

Mas então, quando eu tentava articular algumas palavras tentando explicar a meu pai sobre tudo o que se passara ali, o corpo do jardineiro começou a brilhar e quase que instantaneamente desfez-se num estranho pó dourado, deixando somente a adaga limpa e solitária no chão. Olhei embasbacado para meu pai. Agora ninguém diria que eu inventei algo, meu pai e seu amigo da cadeira de rodas estavam ali, e viram tudo. Porém, percebi que ambos olhavam para mim igualmente surpresos:


-Quíron... - a voz de meu pai oscilou oque....? - ele apontava para mim.

-Athena! - ouvi o tal Quiron responder Josh, ele não pode ficar...

- Eu sei! - meu pai respondeu me olhando agora com um meio sorriso Sigurd, meu filho. Temos muito o que conversar.

Tudo o que se passou desde então foi ainda mais surreal do que todas as coisas que eu tinha vivido. De alguma forma, meu plano de afastar o jardineiro de casa tinha garantido a segurança de minha irmã que foi resgatada por meu pai dormindo dentro da caixa na qual eu a coloquei. Nossa casa ficou quase que completamente destruída mas, ao menos, disseram que isso se deu à explosão de um encanamento de gás defeituoso.

Naquela noite, meu pai me contou a minha origem e a verdade sobre a minha mãe. E eu finalmente entendi todas as coisas estranhas que aconteceram comigo desde sempre. Contou-me ainda que havia saído naquele dia justamente para aconselhar-se com Quiron, com quem meu pai já se relacionava a algum tempo desde que soube de tudo o que acontecia comigo. Obviamente, tive que deixar minha casa e acompanhar Quiron a um acampamento onde agora eu passo ao menos todas as minhas férias de verão, sempre treinando e melhorando as minhas habilidades. E sempre que volto para casa, tento ensinar à Becca todas as coisas que sei sobre mitologia grega, para que nossos mundos não se tornem tão distantes assim...


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Amélia Slotsky Patrone em Qui 18 Set 2014, 15:24





Progenitor Olimpiano: Dionísio, deus do vinho, do teatro, da loucura e da orgia.

Personalidade: Gosto de pensar que sou uma atriz nata (ou talvez eu seja apenas uma grande mentirosa), e minha personalidade pode ser interpretada pelo ponto de vista de ambas subvertentes do teatro grego: tragédia e comédia. A tragédia traz consigo o rancor, a insegurança, a incapacidade de confiar, a falsidade crua que assola cada gesto de quem já viveu muitas vidas, a traição. É, olhando por esse lado eu pareço mesmo uma pessoa horrível, mas assim como o teatro, as pessoas também tem dois lados. O meu lado da comédia traz um inegável senso de humor, é extrovertido e espontâneo, sem medo de sentir, falar, gritar se for preciso, um riso frouxo, um coração leve, carinho e ternura para oferecer. A comédia da minha alma mostra uma pessoa que faz de tudo para tentar ser feliz novamente.

Trama:

Ato I - Antes mesmo do começo


Minha mãe costumava a me ninar com uma bela história de amor, a qual veio a ser o começo da minha própria história. Uma bela moça vivia em um pequeno apartamento onde nada parecia funcionar, suas contas estavam atrasadas, sua carreira de atriz não ia muito bem e, depois de muito procurar, finalmente ela havia conseguido um emprego em um bar. Embora não fosse muito, a moça tinha esperanças de que dessa vez sua vida iria mudar.
Ela trabalhava de segunda a segunda, pegava o turno da noite e fazia hora extra durante o dia, seu cabelo estava sempre desgrenhado e sua roupa constantemente manchada de bebida, sua maquiagem borrada de tanto chorar e suas esperanças menores a cada cantada vinda de um bêbado. A moça não sabia mais o que fazer, ela precisava do emprego para viver, mas sua vida fazia cada vez menos sentido.
Em uma madrugada caótica, enquanto fechava o bar, a moça finalmente decidiu dar um fim à sua existência insignificante e vazia. E então ele apareceu.
Naquele momento ela podia jurar que todos os sons haviam sumido, junto com o ar do planeta. Ela pensou que, se isso não era estar apaixonada era um efeito colateral de se estar morrendo, e ela não quis mais morrer, a morte não faria sentido sem aquele desconhecido, era como se ele fosse, sem dúvida alguma, um deus.
Nove meses depois, vinha ao mundo o resultado dessa paixão instantânea, e, em todos os anos que se seguiram, a moça não duvidou nenhuma vez da reciprocidade desse sentimento. Não duvidou no dia seguinte, quando ele não ligou. Não duvidou no momento em que sua filha nasceu e ela não tinha um sobrenome para batizá-la. Não duvidou nos 18 anos seguintes, quando teve que se sacrificar em dobro para criar a menina. Não duvidou em seu leito de morte.

Ato II - A vida como ela é

A minha vida não foi luxuosa, não foi fácil, mas eu me orgulho de tudo que a minha mãe pôde me dar. Eu nasci em tempos difíceis e só tinha à ela, uma garçonete que largou a vida no interior para tentar a sorte como atriz. Minha mãe nunca conseguiu um grande papel, nunca triunfou em sua carreira. Nós nunca tivemos muito dinheiro, mas tínhamos uma à outra e isso era o principal. Viver com uma mãe muito jovem me trouxe alguns problemas que iam além das notas baixas e da aptidão em arrumar problemas. Álcool, palavrões, macarrão instantâneo no jantar e brigas eram alguns deles. Na verdade, o meu gosto pelo vinho sempre foi muito desenvolvido e, embora eu bebesse garrafas e mais garrafas, eu nunca estava bêbada.
Sempre tive muitas amizades e, através da minha mãe, fui inciada no teatro muito cedo. Em fato, minha carreira de atriz mirim nos rendeu uma boa ajuda em casa. Minha mãe não queria que eu trabalhasse, mas com a sua doença isso se fez necessário e aos 16 anos eu segui o seu caminho de “atriz falida de ontem garçonete de amanhã”.
Ao contrário do que ela sempre dizia, trabalhar em um bar não era tão ruim assim. Eu realmente gostava de fazer amizade com caminhoneiros e prostitutas. Acho que a minha natureza de atriz me atraía para desafios e eu perdia horas e mais horas imaginando novas vidas, novos lugares, novas pessoas.
Alguns clientes estranhos apareciam vez ou outra. Pessoas interessadas em mim, no meu cheiro, no meu sangue. Eu nunca entendi muito bem o que eles queriam mas, surpreendentemente eles sempre desapareciam quando eu oferecia uma taça do bom e velho Romanée-Conti, meu vinho preferido.
Eu também tinha o Eddie para cuidar de mim.
Eddie era o gerente do bar, um sujeito magricela e barbudinho, sem uma gota de senso de humor mas um grande coração. Se, em algum momento da minha vida, eu tive uma figura paterna, esse foi o Eddie. Quando não havia movimento no bar ele costumava a tocar a sua flauta e juntos nós desfrutávamos de taças de vinho tinto. Quando minha mãe morreu devido a complicações do seu câncer de mama, Eddie foi tudo o que me restou.

Ato III - O que me trouxe até aqui

 Na noite em que eu completei 18 anos Eddie comprou um pequeno bolo de aniversário para mim e, embora ele dissesse “Parabéns Vovô Tom pelos seus 97 anos” eu me senti realmente feliz. Enquanto distribuíamos finas fatias para todos os funcionários do bar o sino da porta tocou. Entraram por ela dois homens enormes, usando jaquetas de couro que me lembravam os T Birds e bonés de posto de gasolina. Nada estranho, se não fosse pelo fato de eles terem dois olhos. Não dois olhos cada, dois olhos no total.
Eddie observou cautelosamente os dois (homens?) e seu olhar encontrou o meu. Ele tirou sua flauta do bolso e começou a tocar uma melodia tão hipnotizante que o tempo pareceu desacelerar. Eu corri para a adega, mas era como se eu me movesse em gelatina. As criaturas pareciam sonolentas e, assim que eu tranquei a porta só ouvi mais algumas notas da flauta de Eddie e então silêncio. Eu não queria ter corrido, eu queria ter ficado junto àquele que me deu tanto apoio durante toda a minha vida, mas então eu ouvi os gritos e soube que não havia escapatória.
Um estrondo e a porta havia sido arrancada de suas dobradiças. Era irônica a forma teatral à qual eu estava destinada a morrer. Mas um surto de adrenalina tomou conta de mim, já não era mais eu. Eu, a atriz, assumi um papel completamente novo: a guerreira, que luta por sua vida, que grita por vingança. Era a loucura dionisíaca tomando conta de mim de uma forma que eu nunca havia experimentado antes.
Como se houvesse ensaiado milhares de vezes, eu empurrei dramaticamente uma prateleira após a outra, derrubando centenas de garrafas de vinho no chão. O cheiro queimava suavemente as minhas narinas mas aumentava o meu transe, eu sentia o vinho borbulhar, ferver sob meus pés e sentia que cada passo que a criatura grotesca dava em minha direção doía. Erupções tomavam conta de sua pele e, quanto mais garrafas eu derrubava, mais a cortina de aroma se intensificava. O vinho estava a uma temperatura solar e o ciclope já delirava de forma agonizante, enquanto seu corpo, agora já queimado, pouco a pouco se transformava em pó, restando apenas sua jaqueta de T Bird.
Quando eu saí da adega encontrei um mar de sangue. Eu não podia reconhecer os corpos jogados ao chão, mas eu podia ver, próximo ao balcão, um corpo inerte segurando uma flauta. Era Eddie, mas suas pernas estavam diferentes e eu custei a perceber que eram, na verdade, pernas de bode.
Corri ao seu encontro e acariciei-lhe os cabelos. Repousei sua cabeça em meu colo e contei a minha história de ninar. Eddie ainda estava vivo e, de alguma forma, eu soube que uma taça de vinho seria o suficiente para o deixar bem.
Assim que Eddie acordou ele me contou toda a verdade, disse que meu pai era Dionísio e que eu não estava mais segura. Disse algo sobre o meu cheiro, mas a essa altura eu já não conseguia entender mais nada. Depois de um longo dia de viagem Eddie me trouxe ao acampamento, onde, segundo ele, eu teria uma chance de viver. Nunca mais vi Eddie e ainda sinto a sua falta e posso jurar que, toda noite antes de dormir, ainda ouço a sua melodia suave me levando para o mundo dos sonhos.

Ficha de Reclamação @
 
Amélia Slotsky Patrone
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Steve Wonder em Qui 18 Set 2014, 21:07

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Apolo.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Loiro, bronzeado, altura de 1,70 e corpo bem definido, gosta de estar comandando tudo e estar na frente de tudo, estressado quase sempre mas se acalma quando ouve uma boa música.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Admiro Apolo por ele ser o deus da musica, medicina e ser bom com arco e flecha, que é uma das minhas armas favoritas.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Eu acordei meio tonto naquele dia, infelizmente tinha que ir pra escola. Minha mãe, com seu sorriso resplandecente e rosto aparentemente cansado depois de mais uma noite mal dormida, pediu para que eu levantasse, pois já estava na hora.
-Acorde Steve, está na hora de ir pra escola, eu sei que você odeia aquele lugar, mas está lá para seu próprio bem. -Ela disse.
Nunca entendi essa coisa de "seu próprio bem", para mim tudo que eu não achava interessante para mim, não era para meu próprio bem. Porem levantei sem reclamar e fui andando para o banheiro, tomei meu banho e fui tomar o café da manhã. Percebi que minha mãe havia tido outro pesadelo com meu pai, sempre que ela olhava daquele jeito pro sol, ela havia sonhado com ele na noite passada, mas nunca entendi o motivo dela olhar pro sol, então resolvi perguntar.
-Mãe, porque a senhora sempre olha pro sol quando sonha com papai, será que um dia vou conhecer ele? - Quando eu disse isso, os olhos dela olharam pra mim, como se eu houvesse feito uma pergunta que a resposta era óbvia, então ela me respondeu com sua voz doce e suave.
-Calma filho, um dia você vai descobrir, e sinto que está próximo. -
Não entendi o que ela quis dizer com aquilo, mas olhei no relógio e percebi que eu estava atrasado, então comi rápido, peguei minha mochila e fui para o ponto de ônibus.
No ônibus, encontrei meu único amigo, Jason, seus cabelos eram negros e encaracolados, usava muletas, pois tinha uma deficiência nas pernas.
-Ei cara, tudo bem, como estão pernas?- Disse brincando, ele também levou na brincadeira, então respondeu.
-Tudo bem com elas, hoje a aula vai ser chata, tomara a professora falte. - Quando ele disse isso, a professora entrou no ônibus com um longo casaco preto cobrindo os pés e um chapéu escuro, achei estranho pois estava fazendo muito calor mas ignorei, ela passou por nós e não nos cumprimentou mas nos encarou a viagem toda, Jason a olhou o tempo todo com um olhar de apavorado. Em alguns minutos, uma grande explosão ocorreu e nossa professora havia sumido, e em alguns instantes ela apareceu atrás de mim, mas estava completamente diferente, seu casaco havia sumido e surgiram duas enormes asas, garras enormes tomaram lugar de suas unhas e presas no lugar dos dentes, Jason também havia mudado, havia largado suas muletas e suas pernas eram de bodes, eu já havia visto aquilo nos livros de minha mãe, era um sátiro, achei que eles só existiam nos mitos, mas não sabia o que a professora havia se tornado. Então, os dois começaram uma grande luta, mas nossa professora me deu uma investida que eu desmaiei.
Quando acordei estava em casa, Jason continuava sem muletas e pernas de bode e minha mãe me olhava com uma feição triste, então ela disse.
-Ainda bem que você acordou Steve, vamos logo, não temos mais tempo, outro eles podem nos achar, depois eu te explico tudo no carro. - Apenas obedeci sem dizer nenhuma palavra. Ao chegar ao carro, comecei a fazer as perguntas.
-Quem era aquele monstro? Como Jason é um sátiro? Quem é meu pai? Quem sou eu de verdade? Para onde estamos indo?- Estava ansioso por respostas que nem respirei ao falar.
-Steve, aquele monstro era uma fúria querendo te matar, Jason sempre foi seu protetor caso ocorresse alguma coisa, Seu pai é Apolo, por isso que eu sempre olhava pro sol ao sonhar com ele, e você é um semideus, meio humano, meio deus, e agora estamos indo para o Acampamento Meio-Sangue, um lugar para você e outros como você treinarem e se protegerem dos monstros. - Nada fazia sentido para mim, então resolvi fazer uma última pergunta.
-Achava que os deuses e outras coisas só existissem na mitologia, você não está mentindo para mim?- Eu estava desconfiado daquilo, então ela me respondeu.
-Claro que não filho, os deuses ainda existem, estão vivos como nunca. - As coisas começaram a fazer um pouco de sentido, então acreditei naquilo e esperei para chegar no tal Acampamento.
Steve Wonder
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Oliver Queen em Qui 18 Set 2014, 23:20

Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Apolo

Cite suas principais características físicas e emocionais.

Oliver é alto, atlético, forte e rápido, seu cabelo é castanho claro, junto a sua barba. O jovem Queen é uma espécie de justiceiro e costuma não seguir ordens, gosta de ajudar as pessoas e é muito corajoso, tem um certo rancor com relação aos deuses olimpianos por não fazerem contatos com suas proles, num geral ele é um "cara gente fina" disfarçado de bad-boy.

Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Com todo respeito, apenas porque curto usar flechas. Não sei se essa resposta vale de alguma coisa.

Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Acordei antes do despertador... Saco. Me espreguiçava na cama, enrolado por entre as cobertas, enquanto esperava o alarme finalmente dá o seu sinal e poder me levantar. Ficava olhando fixamente para o teto do meu quarto, com a visão ainda turva de sono, eu pensava no que meu pai podia está a fazer, o grande Apolo, Deus do Sol, senhor da beleza, um dos olimpianos mais respeitados e um grande babaca. Eu sou Oliver Queen, nasci em Seatle nos Estados Unidos, minha mãe, Moira Queen, uma professora de mitologia de alguma forma encontrou o pior dos pais que eu poderia ter, me pergunto o que uma noite de sexo pode fazer? O resultado é um semi-deus. Desde garoto ela nunca escondeu a identidade do meu pai e de certo modo nunca tive motivos para não acreditar nela, não sei como ela sabia quem ele era e embora mesmo que por várias vezes coisas estranhas aconteceram comigo, o "grande' deus do Sol jamais deu as caras para falar comigo, sequer uma vez.

Minha mãe havia morrido de câncer a alguns anos atrás, triste? Bastante, mas a vida tinha que seguir, eu não tinha parentes e me acostumei a lidar sozinho com as situações, por isso não foi complicado "tocar a bola para frente". Eu tinha 24 anos e era um atleta profissional, eu era um dos melhores do mundo, campeão mundial mais jovem da história do Tiro com Arco, campeão olímpico na modalidade, primeiro no ranking mundial e toda essa baboseira que se fala de um multi-campeão como eu era, porém atirar flechas em alvos parados a dez metros seria uma coisa que um filho de Apolo conseguia fazer muito bem e eu nem precisava treinar muito, imagino que suas demais proles, se existissem mais como eu, também fossem tão bons no arco e flecha quanto eu era, mas no cenário esportivo eu era de longe o melhor e aquilo me dava uma vida bem confortável para um solteiro sem muito luxo.

Saí arrumado de casa, uma calça jeans desbotada, um tênis branco e uma jaqueta verde com um capuz por cima de uma regata branca eram meu "uniforme", em Moscou há alguns anos atrás eu tinha ganho um apelido que acabou pegando em todo o meio esportivo, eles me chamavam de "Arqueiro Verde", de fato não era comum um esporte praticado por riquinhos e playboys utilizar aquele tipo de roupa, mas devido as minhas habilidades, ninguém ousava em dizer que era proibido.

- Está atrasado. Disse Dinah, assim que eu cheguei no campo de competição.

- Não tem importância, eu sou a atração principal, o torneio não começa sem mim. Respondi, meio que caçoando ela.

Dinah era minha treinadora, na verdade o pai dela era, a mesma deveria ser uns dois anos mais nova que eu, porém devido aos problemas de saúde do pai ela acabava me passando os treinamentos e me ajudando, não que eu precisasse de qualquer ajuda, mas uma loira, gata com um corpo escultural falando mansinho no seu ouvido? Não era algo que eu tinha que reclamar. Estávamos em um torneio em Long Island, a competição não era de nível nacional e não trazia os melhores arqueiros do país, porém eu estava precisando de uma grana e os organizadores me convenceram muito bem de participar do evento.

- Você é Oliver Queen, presumo eu, com essa capuz verde não me deduz outra pessoa. Falou o senhor McTouch, um dos organizadores do evento, todo sorridente ele veio apertar minha mão, enquanto perto da área de competição, os demais competidores me olhavam.

- Sua dedução é boa cara, presumo eu que você é Frank McTouch, vi seu rosto nos comerciais da competição no jornal. Retruquei sorrindo e apertando sua mão.

- Não deve ser algo muito bom de se ver admito, mas então acha que levará essa competição facilmente? Temos alguns arqueiros vindos da Europa só para competir com você. Completou ele apontando para uns caras para lá de estranho, mais a frente, eles pareciam usar túnicas, mas aquilo não me interessou.

- Sabe como é... Se o destino acha que mereço, o universo sabe meu endereço. Falei, observando as pessoas naquele local.

- Oliver é o primeiro no ranking mundial do Tiro com Arco, não se preocupe senhor McTouch, ele dará o show que nos pediu para fazer. Colocou Dinah, linda como sempre.

- Aposto que sim, falando nisso, antes de dar início ao torneio passe em meu escritório, assim acertamos logo o seu preço. Pediu, enquanto se despediu de nós.

O local onde estávamos era quase que um campo aberto, não existiam casas por ali, exceto um trailer onde o organizador parecia resolver a burocracia da competição, as arquibancadas estavam cheias de familiares, enquanto perto da pista alguns amontoados de carros se colocavam. Minha aljava e arco já estavam bem gastos, eu precisaria comprar novos equipamentos e a bolsa junto a premiação seriam bem úteis.

- Ollie é melhor você ir falar logo com o senhor McTouch, o torneio começará em dez minutos. Quase que não conseguimos dá o seu nome na inscrição, só falta você chegar atrasado a própria competição. Quase que ordenou ela, depois de dar o meu nome aos competidores, comer alguma coisa e debatermos nossas estratégias. Dinah era incrivelmente linda e de certo modo eu gostava de está com ela, gostaria de poder sair com ela um dia, não como atleta e sua treinadora-empresária, mas como duas pessoas em um encontro, estava decidido, se eu ganhasse o evento eu a convidaria para sair, como eu ganharia isso iria acontecer.

- Qual é? Não é uma competição, é um show particular e esses "competidores" estão pagando para me ver vencer. Zoei, enquanto ela cruzou os braços e fez uma cara como quem dizia "Como você é metido". Despedi-me dela e fui em direção ao trailer, estranhamente ele ficava a alguns quilômetros do campo com alvos, eu mesmo demorei dez minutos até chegar lá, ele deveria pelo menos pôr um carrinho como em um campo de golfe.

Bati na porta e ela se abriu revelando ninguém dentro do lugar, achei bem estranho, eu mesmo o vi entrar lá, talvez ele estivesse mais para dentro, por isso adentrei o veículo-escritório procurando por alguém, porém assim que entrei a porta se fechou com força, olhei para trás bruscamente.

- Então esse é o filho de Apolo? Não deverá ser problema. Falou alguém me fazendo voltar o olhar para dentro do trailer, ali eu vi três homens com capuzes cobrindo o rosto e túnicas cobrindo o corpo, eram os mesmos homens que eu havia visto a algum tempo atrás.

- Quem são vocês? E como sabem sobre o meu segredo? Interroguei com minha aljava nas costas e meu arco na mão esquerda.

- Somos... O SEU FIM SEMI-DEUS!! Gritou um deles, enquanto partiu para cima de mim, sua velocidade foi grande que sua túnica abriu-se e seu capuz voltou-se para trás, seu rosto era como o de um cão (Telquine), assustei-me e não tive muita reação e com um chute fui levado da entrada do trailer até a cozinha batendo bruscamente no interior da "casa" e fazendo-a balançar.

Os demais retiraram suas túnicas e revelaram-se ser da mesma especie que ele, eles trajavam por baixo algo semelhante a uma armadura e com uma espada na cintura, levantei-me ofegante.

- Cachorros? Uf... Uf... Não sei se peço ajuda aos deuses... Uf... Ou chamo a carrocinha. Fiz a piada, enquanto puxei da aljava nas costas uma flecha e a disparei na direção deles, ela atingiu a coxa de um, enquanto os outros vieram rapidamente contra mim, não teria muitas possibilidades de defesa, apenas esperei a morte, quando da janela duas flechas quebraram o vidro e acertaram em cheio aqueles monstros antes deles me atingirem fazendo-os cair no chão, quem quer que tivesse sido tinha uma mira muito melhor que a minha.

- Problemas irmãozinho? Indagou uma garota, pulando a janela quebrada, ela tinha o cabelo castanho, na faixa de seus dezesseis anos e empunhava consigo um arco dourado com uma aljava pedrada em diamantes nas costas.

- Outro meio-sangue? Murmurou um dos telquines, cuja a minha flecha acertou a coxa.

- Flechas normais não vão servir contra esses Telquines. Explicou a garota, sacando uma flecha e acertando-o bem na barriga, ela sequer fez alguma mira e sua velocidade foi absolutamente incrível, o monstro apenas caiu no chão.

- Telquines? Velho eu não sei o que está acontecendo, mas seja o que for, estão atrás do cara errado. Critiquei.

- Você é Oliver Queen, filho de Apolo, vinte e quatro anos, atleta renomado em tiro com arco, meu irmão mais velho. Vamos embora, breve vão chegar mais monstros aqui e não tenho muitas flechas paralisantes comigo, vamos e eu explico no acampamento... Disse a moça, enquanto puxou-me pelo braço e saímos correndo do trailer.

- Você é minha irmã então? Isso é uma grande surpresa. Surpreendi-me, enquanto corríamos em direção contrária ao campo de competição.

- Pensou que era único? Se acostume com a idéia de ter irmãos, vamos encontrar bastante deles quando chegarmos ao acampamento meio-sangue, lá eles não poderão nos pegar, ah, meu nome é Amanda. Detalhou, enquanto sorriu.

- As pessoas na competição estão correndo perigo, precisamos voltar e lutar contra esses tais de telquines, precisamos chamar a polícia. Pedi.

- Claro e dizer "Senhores policiais venham nos socorrer, tem um bando de monstros com cabeças de cães querendo nos pegar"? As pessoas na competição estão seguras, daremos suporte ao seu sumiço posteriormente, mas agora precisamos ir. Dizia, enquanto continuávamos a correr.

- Não posso sumir ainda, tem alguém com quem eu preciso falar antes... Explicava até ser interrompido por mais três telquines a nossa frente, a distância era de uns dois metros, eles pararam e puxaram suas espadas e ficavam a espreita de nossos movimentos.

- Eu só consigo lançar duas flechas, é bom que você seja tão bom quanto nas competições. Fez pouco caso, enquanto me deu uma flecha e ambos puxamos as cordas de nossos arcos, enquanto os lobos vieram em nossa direção e disparando os atingimos em cheio, fazendo-os cair ao chão.- Falará com essa pessoa depois, só me resta mais uma flecha e não sei quantos adversários podemos enfrentar. Murmurou enquanto puxou-me pelo braço e eu olhei para trás observando Dinah distante por uma última vez.

Adentramos o acampamento meio-sangue, vários filhos de Apolo estavam lá, juntos a um homem alto de barba e cabelo preto.

- Finalmente chegaram, pensei em mandar reforços para vocês. Falou o homem mais velho, enquanto o grupo ficou me cumprimentando.

- Eram apenas telquines professor Hanz, não foram tão difíceis. Fez pouco caso dos telquines a Amanda.

- Como esperado de você Amanda, sua presunção é bem alta. Então você é o Oliver? Esperávamos por você há algum tempo,porém acho que esse foi o momento perfeito. Me recebeu o então professor Hanz.

Até onde eu entendi os telquines armaram para que eu fosse para aquele evento para me sequestrar, o motivo? Desconhecido, a questão era que agora todos sabiam que eu era um filho de Apolo e ficar no mundo externo poderia trazer problemas para os mais próximos a mim, eu decidi então treinar para um dia poder proteger do lado de fora as pessoas que eu amava.

Oliver Queen
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jéssica Price em Sex 19 Set 2014, 19:11

Ficha de Reclamação



Nome:
Lucinda Price.
Progenitor Olimpiano:
Quione.
Personalidade:
Posso ser gentil,amável e protetora ou também,orgulhosa, vaidosa e perigosa.Não suporto qualquer tipo de calor.Geralmente,sou uma pessoa fria mas ás veses,não consigo controlar meus sentimentos.Não gosto de errar,sou astuta e bem observadora, vendo mais os pequenos detalhes do que os grandes.Adoro comidas frias como e sou uma pessoa um pouco sarcástica.
Presentes:
Luvas Glaciais: Um par de luvas que sempre vão reaparecer nas mãos de seus donos se perdidas, não esquentam caso não seja necessário e nem são pesadas demais.
• Escudo Cristalizado: É feito de um material indestrutível absorve todo tipo de dano, mas pode ser destruído por todo tipo de fogo.

Trama:
Interior de Boston,19 de Dezembro de 2009

Abri meus olhos e imediatamente sorri.Era sábado.Sem aulas.O dia inteiro para brincar com Ginny na neve.Pelo menos era o que eu pensava...Sentei na cama e olhei para meu quarto.Era bem simples sendo que todas as mobílias,paredes e piso eram brancas.Ao lado esquerdo de minha cama tinha uma cabeceira de madeira branca.Na parede direita da minha cama,tinha um guarda-roupa de 4 portas branco e ao seu lado, mais ao canto, uma porta de dava para o corredor.E na parede contrária da cama,uma janela que dava para ver a paisagem lá fora.Levantei e fui me arrumar.Olhei-me no espelho antes de chamar Ginny.Eu usava uma blusa de lã fina branca,calça jeans branca e botas pretas.Amarrei o cabelo num rabo de cavalo e saí para chamar Ginny.Quando já estou prestes a sair,repara em um brilho vindo de minha gaveta.Quando a abro,vejo que é a adaga de minha mãe.Era uma adaga de ferro de uns trinta centímetros e parecia que irradiava poder.Ainda tinha o bilhete:''Guarde-a.Pode ser útil um dia.''.A minha vida inteira me ignorando e o máximo que consegue dizer é isso? Mesmo com raiva,pego a adaga,a coloco na cintura e saio do quarto.Ando pelo corredor até encontrar uma porta florida.Bato na porta.
-Ginny,já está pronta?
Ela saiu do quarto e estava e estava bem...Rosa.Usava um casaco rosa bem quente,calça rosa de lã,botas rosa,junto com um gorro e um cachecol também rosa.Seu cabelo estava trançado de lado no mesmo tom vermelho sangue.Isso é um dos motivos pelos quais nós somos diferentes.O principal é que ela é minha meia-irmã.Primeiramente,meu pai se casou com minha mãe,mas,numa noite qualquer,ela abandonou a mim e a meu pai sem mais nem menos.Então meu pai me criou sozinha,até que conheceu Jenn,uma mulher muito alegre e introvertida.Então tiveram Ginny e desde então,esta tudo perfeito...Ginny me olhava incrédula.
-Você vai só com essa roupa?
Olhei para mim mesma e afirmei que sim.Não entendia porque Ginny implica com minhas roupas só porque ás vezes (Sempre) eu não visto uma montanha de roupa igual a ela.Eu nem sentia tanto frio mesmo.Ginny continuava a olhar para mim sem acreditar.
-Mas Luce,está nevando e noś vamos brincar ao ar livre.Desse jeito,você vai pegar um resfriado.
Eu revirei os olhos.Eu era dois anos mais velha que Ginny mas,quando ela resolvia ser a ''Responsável'',era muito chato.
-Primeiro,eu tenho oito anos e você seis.Segundo,você sabe que eu nunca tive um sequer resfriado.E terceiro,vem logo e para de reclamar.
Ginny ia protestar,então olhei para ela séria e ela desistiu.Fomos até a escada,descemos e nos dirigimos até a cozinha.Encontrei Jenn,ainda de pijama tomando café.Jenn era minha madrasta,mas ela é super legal comigo.Ela tem o cabelo vermelho escuro,o que mostra que era muito parecida com a filha quando criança.Tem um rosto gentil e acolhedor,e ela é como a mãe que não tive.
-Oi,Jenn.Podemos ir lá fora?
Ela olhou para mim e sorriu.
-Podem sim.Mas vocês já comeram?
-Sim.- Respondemos juntas.

Na verdade,não tínhamos,mas estávamos tão ansiosas que nem ligamos.
-Ok,então.

Saímos e sentimos a brisa gelada.Ginny não gostou muito mas eu amei.Sempre gostei de inverno.Ele é tão misterioso quanto eu.Corri sobre a neve com uma facilidade incrível.Ginny me seguiu com mais dificuldade.
-Como você consegue?
-Ah- Respondi- é que eu já estou acostumada.

Na verdade,não era bem isso.Todos diziam que eu tinha uma facilidade bem maior do que as outras crianças.Eu sempre achei que era só porque eu amava o inverno.Como eu queria que fosse só isso...Nós brincamos e nos divertimos muito.Quando estávamos voltando para almoçar,tenho a sensação de estar sendo observada.Olhando de esguelha,um vulto se move na floresta.Sinto meu corpo estremecer.Não sabia o que era aquilo,mas não era nada bom.Meu coração começa a acelerar,e sinto que vou entrar em pânico.''Calma Luce, - Penso comigo mesma - calma,está tudo bem,está tudo bem.''Mas é claro que não estava tudo bem.Pego a mão de Ginny e começo a andar (Lê-se correr) de volta para casa.
-Luce,o que você está fazendo?
Não respondi.O que ela queria que eu disse-se? Alguma coisa tipo:''Ah,eu vi uma coisa estranha na floresta,daí resolvi salvar as nossas vidas.
-Luce,esqueci a minha touca lá.Já volto,ok?
-Não,por favor,Ginny vamos sair daqui.
Eu estava praticamente implorando.Não queria que aquela coisa (O que quer que seja) machucasse Ginny.Ela me disse que voltava em cinco minutos e quando eu fui falar que não,ela já tinha ido.Esperei o que pareceu uma eternidade.Quando calculei que já havia passado tempo suficiente,ouço um grito estridente de Ginny.Corro até onde estava-mos e vejo o vulto levando Ginny nas costas.Com a adrenalina a mil e o fato de ter Deficit de Atenção com Hiperatividade,saio correndo até a floresta adentro.Quanto mais começo a correr,mais fico com medo.Agora o céu estava escuro e não dava para ver um palmo na minha frente.Mesmo assim continuo a correr.Quando pensei que não ia acabar mais o vulto para na minha frente.Uma coisa eu tinha certeza:Aquilo não era humano.Era uma fúria.Não sei de onde veio esse pensamento mas parecia ser o mais provável.Tinha assas de morcego e presas afiadas.Segurava Ginny pelos pés.Ela tinha um corte feio na cabeça e estava desmaiada.Tentei não entrar em pânico.Não funcionou.Então tentei outra alternativa.
-Ah...Olha...Que tal você soltar a garota e ir embora?
Ela rosnou.Isso não era bom.Ela jogou Ginny como um saco de batatas,que bateu em uma árvore e caiu no chão ainda inconsciente.Lutei contra mim mesma para não correr até Ginny.Sabia que se fizesse isso,nós duas iríamos morrer.Saquei minha adaga.
-Então vai ter que ser pelo modo difícil.
Fui e ataquei.Por fazer isso,ganhei um pouco de vantagem que logo foi jogada fora quando ela virou e contra-atacou.Ela fincou seus dentes em meu braço.Eu senti como se tivesse ingetado ácido no meu braço.Minha visão ficou turva mas,mesmo assim continuei a lutar.Eu estava perdendo.Eu atacava,atacava denovo,errava,ela me mordia e eu gritava de dor.Quando pensei que não aguentaria  mais,um garoto apareceu.Ele era loiro e segurava uma espada.A última coisa que me lembro é ele lutando contra a fúria.Então tudo ficou preto...

Acordei com um gosto de chocolate na boca.Abri os olhos devagar.Eu estava na floresta e já tinha amanhecido.O garoto olha-va para mim com seus olhos verdes penetrantes.Então tudo veio como um flash...O monstro...O garoto...Ginny...Ao me lembrar de Ginny,me levantei para vê-la.Péssima ideia.Pontos pretos dançaram na minha frente.Eu teria caído se não fosse ele.
-Rápido demais - Ele disse.
Ele me sentou no chão e se sentou ao meu lado.Era loiro,alto,tinha a minha idade e olhos incrivelmente verdes.Me peguei reparando nele e corei levemente.
-Quem é você? - Perguntei.
-Bryan Chaldemore.Sou um semideus,e você...bom,uma mortal comum não encontraria uma fúria numa floresta por acaso.
-Do que você está falando?
-Ah - Ele suspirou - Você não sabe?

Me lembrei de Ginny.Tinha ficado tão intrertida com o garoto, que havia me esquecido dela.Me senti culpada.
-Onde está minha irmã? - Perguntei.
Ele ficou sério.Seus olhos me olharam fixamente.Ele parecia triste.
-Onde está minha irmã? - Dessa vez com tremor na voz.
-Eu não pude salvar-la...Sinto muito.
Eu não podia acreditar.Eu não queria acreditar.Me levantei bruscamente,peguei minha adaga e saí dali.Bryan disse algo mas eu não ouvi.Eu sentia raiva.Iria fugir,me virar e quando um monstro chegasse...Iria matar-lo com toda a minha fúria.

Long Island,14 de Setembro de 2014
E assim venho vindo.Ficando em uma cidade por 3 meses e depois indo embora.Agora estou vagando sem rumo por uma viela.Sem perceber,me esbarro em um garoto que usava um boné preto,jaqueta azul marinho,calças jeans e tênis preto.Quando encontro seus olhos,eles eram verdes e brilhantes como...Ele.Paro e me viro.Sim,era ele.
-Bryan?
Ele se virou e me viu.Seus olhos brilharam.
-Luce...Você esta...Viva.
-Não.O que você está vendo é uma imagem holográfica.-Eu disse mas,depois me arrependi.Não queria parecer grossa.
Mas ele sorriu.Então,como se lembrar-se de algo,seu sorriso se desfez.
-Olha,temos que sair daqui.É perigoso e há um lugar que quero que você conheça.
-Que lugar? - Perguntei desconfiada.
-Se chama Acampamento Meio-Sangue.É o único lugar na Terra seguro para nós.

Pegamos um táxi e fomos para a estrada.Logo avistei uma colina,no qual,havia um pinheiro plantado.
-Ficamos aqui,obrigado.- Disse Ryan.
 O homem achou estranho,mas não disse nada.Subimos a colina e vi o que parecia um acampamento.Tinha chalés,uma casa central,plantações de morangos,arena,um estábulo,a praia e muito mais.
-Realmente...Aqui é bem legal.
Ryan sorriu.
-Quíron! - Ele chamou.
Um centauro veio até nós.Aparentava não ter mais de trinta anos mas,eu sabia que isso não quer dizer nada.
-Ryan,que bom velo! - Ele olhou para mim -Quem é você,minha jovem?
-Sou Lucinda Price,senhor - Eu disse - E não sei de quem sou..
.
Não terminei a frase.Nesse momento,apareceu o que pareceu um floco de neve gigante e brilhante sob minha cabeça.Quíron me olhou de um jeito estranho,seria...
Curioso?
-Bom,agora sabemos.- Disse Ryan.
-Atenção,por favor - Falou Quíron - Esta é Lucinda Price,Filha de Quione!
Jéssica Price
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Yaron Tewan em Sex 19 Set 2014, 19:18





Ficha de Reclamação





▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Desejo ser reclamado por Thanatos.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Físicas: Cabelos pretos, corpo atlético, cerca de 1,87m de altura. Algumas tatuagens pelo corpo além de olhos castanhos escuros.
Emocionais: Severo consigo mesmo na maioria das vezes, nunca aceita um erro. É calculista. Odeia a todo momento sua existência como semideus. Sempre está em foco e concentrado, além de ser frio também.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Por que gosto da ideia de ser filho da morte, um ceifador na qual convive dia a dia com isso. Sem medo do que está para enfrentar. E também se encaixa na trama do personagem.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?

Yaron sorria para si mesmo diante do espelho no seu quarto no Clube da Luta. Já havia um ano que estava naquele local e a todo momento se tornava cada vez mais ciente de seus poderes e como usá-los a seu favor. Lembrava muito bem quando ainda era apenas mais um semideus perdido nos Estados Unidos mal sabendo da existência dos deuses, mais um órfão jogado em um orfanato qualquer.
Então tudo mudou quando o Haulf o visitou.
Haulf Lepress é um semideus, filho de Ares. Estava a procura de novos semideuses para o Clube da Luta já que este estava precisando de sangue novo e acabou achando o Yaron. Todo dia o Tewan agradecia por aquele encontro, sua vida estava de mal a pior já que no dia anterior tinha matado dois adolescentes perto do Orfanato. Não entendia muito bem o que acontecera, apenas que sabia que tinha que matar aqueles garotos. Era o destino deles. E foi quando limpava a sua mão na torneira do lado de fora do orfanato que o Haulf aparecera segurando uma foice de 3 metros com uma lâmina preta.
- Quem é você? Por que matou aqueles jovens? - Disse a Yaron o olhando com determinação. Por ser filho de Ares, sabia muito como se portar perante um adversário desconhecido, ainda mais com o treinamento recebido no Clube.
- Eu... Sou o Yaron... Eu senti que tinha que matá-los. Eles tinham que morrer. - Falou o semideus já sabendo que não havia mais motivo para esconder o que tinha feito e por isso não se preocupou tanto com isso. Mas o olhar do menino a sua frente deixava claro que este tentaria matá-lo. Levantando segurou a faca na qual havia cometido os assassinatos e encarou com dureza o garoto a sua frente.
- O que faz com uma foice? E como me achou? - Perguntou apontando a faca para o mesmo.
Um sorriso surgiu nos lábios do Haulf encarando o garoto. Pelo jeito encontrara por sorte um semideus, um semideus que já havia matado. Sangue novo para o Clube. Com o cabo da foice bateu no peito do Yaron o jogando contra a parede do orfanato, girando a mesma colocou a lâmina no pescoço do garoto começando a explicar tudo sobre os deuses e quem ele realmente era. Um semideus. Filho de uma mortal com um deus, ou de um mortal como uma deusa.
- Bem, por ser grande coisa para processar. Acredito que deva dormir um pouco... - Falou o semideus batendo com a parte chata da lâmina. Yaron desmaiou.
Quando acordou já estava no Clube do Luta, em seu quarto com a mesma foice que o havia golpeado além de roupas novas e um bilhete com um pedido de desculpas.

Lembrando daquele momento de sua vida, Yaron não pode deixar de sorrir. Ainda não sabia que era filho de Thanatos mas já sentia dentro de sua alma todo aquele poder e agora era seu aniversário. E iria para mais uma caçada.


Poderes Usados:
Considerar todos os Passivos


Armas Levadas:
---------------------------------------


Pet:



Yaron Tewan
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Calypso Lanister em Sex 19 Set 2014, 23:19

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Athena.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
fisicas:
sou:
-baixo;
-ágil;
-bom em coisas minuciosas;
-cabelo longo e negro;
-olhos 'cinza'(dããã!!);

emocionais:
-apaixona-se muito facilmente;
-decepcionado com a humanidade;
-prefiro ficar em um quarto escuro pensando do que ir p/ fora;
-amo ler, ficar mais esperto.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

-pois, não sei esplicar, tenho desde pequeno uma fascinação pela Athena, e tambêm um "pouco" pela sua filha Annabeth.


▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?

Acordei na minha escola "de novo", odiava aquela escola, odiava aquela gente, odiava tudo.
Mas hoje aquilo tudo acabava, eu acabaria com tudo aquilo foi quando a minha chance apareceu aula de fisica greco-romana adoro esta matéria( me faz pensar) "parti" pra cima dos livros e estudei até cair duro no chão, mas feliz estava fazendo oque eu gosto isso é o que importa.
depois de amanhã, era ferias eu iria para casa o "único" lugar que eu podia fugir da "realidade".
mas incrivel o taxi que iria me levar para casa estava chegando quando meu pai, um sujeito mal encarado, mas um inteligente inventor/descobridor, chegou tirou o rapaz que estava dirigindo e sentou do meu lado, ele estava assustado.
eu perguntei:
-o que aconteceu.
-ela.. tá... cche che che ga ga ndo.-gaguejou ele.
-quem.
então uma garota entrou e dirigiu o carro e a conversa também:
- já avisou ele. que bom.
- quem é ela.-perguntei antes de achar que era muito parecida com minha melhor... quer dizer,única amiga.
-não reconhece sua própria "mãe",garoto.
-minha mãe pensei que minha mãe fosse mais velha que eu.
-não é mãe, é 'mãe".-disse ela-te protegi durante esses anos todos.
- ela é uma náiade.- pai esplicando e eu entendendo tudo.
- huo!! MITOLOGIA ROMANA!!!
Levei um super-tapa e só acordei minutos mais tarde.
-GREGA. GREGA. GREGA. GREEEEEEGAAAAAA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
me encolhi no banco de trás,com medo de levar outro tapa, "como alguém tão bonito pode ficar tão raivoso eu não sei."pensei.
paramos de frente à uma ponte. descemos eu e a náiade ela se jogou na água e eu sem explicação fui jogado por mãos invisíveis nadei loucamente, mas cheguei à uma praia branca a náiade e outra mulher estavam nela.
- meu filho vim te reclamar.
tive vontade de dizer "what", mas consegui me conter "não é o momento para ironias"disse para mim mesmo.
mesmo assim devo ter ficado com uma cara de sonso.
então minha mãe(não a náiade) disse:
-você é especial Calypso você é filho de uma deusa Olimpiana Athena...
-você é Athena.
-isso aí! mas continuando
por isso você tem os seguintes poderes:
*ser inteligente e capassidade de raciossinio lógico;
*ter grande influencia nas filhas de poseidon(inspirado em:Percy Jackson e Anabhet Chase);
*ser bom na adága.



foi exatamente assim está fresco na minha memória e sempre estará.
Obs.: isso acabou de acontecer








Calypso Lanister
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kerila Z. Wornorwitz em Sab 20 Set 2014, 15:35



Kill the jewish!

• Progenitor
Deméter;

• Características
Físicas: Cabelos rebeldes, curtos, marrons como terra molhada, com raízes negras. Olhos negros, opacos, indecifráveis, com um brilho curioso nas órbitas. A pele é pálida naturalmente, fina, com aparência frágil. De estatura baixa, é facilmente comparada a uma criança, e é magricela e com membros angulosos, embora tenha uma força física invejável por conta dos trabalhos no campo. Tem um curioso cheiro natural de ervas, grama molhada de orvalho e flores recém-abertas. Traz no corpo marcas de maus-tratos, embora as cicatrizes sejam quase invisíveis. Um sinal de nascença no tornozelo direito em formato de foice e grãos.
Psicológicas: Humilde, nascida de uma família judia de um remoto interior na Áustria, gosta da simplicidade e do trabalho braçal. Prefere coisas antigas à tecnologia que se expande. Kerila não é propriamente amável com todos, mas é educada e bondosa, e, mesmo sendo pobre, faz o que pode para compartilhar. Não é curiosa e nem tão bem-humorada. É dura com as lições da vida, inteligente e paciente.

• Motivo
Deméter é uma deusa simples, cuja área de poder interliga-se com o que a personagem aprecia, e, até mesmo sua personalidade aponta. Poderia ter escolhido Perséfone, mas distanciaria bastante Kerila da "simplicidade" para a "beleza natural"; sendo assim, somente Deméter encaixa-se perfeitamente com o estilo de Kerila e com a trama em si.

• Narração

Áustria, um passado próximo;
Acordou com o barulho suave de galho se partindo. Os dedos fecharam-se em torno de grama úmida de orvalho, e seus olhos abriram-se para um céu róseo, sem nuvens.

— Ziena! — a voz rouca de Genevive chamava-a bem de perto. — Louca! Dormiu ao relento?

Kerila olhou-a, a vista embaçada, e curvou-se para cima até pôr-se sentada. A irmã mais velha olhava-a preocupada, a testa sardenta com sulcos enquanto ela franzia o semblante. Kerila sorriu.

— Dormi — respondeu, calma. — Lá dentro estava muito calor. Este outono está mais parecendo um verão.

— Papai está te procurando — Genevive avisou, ajudando-a a levantar-se. Seus longos cabelos escuros estavam soltos, e cobriam a falha rasgada no vestido velho.

— Ele sabia que eu estava aqui. Me viu sair ontem à noite.

— Ele... tem uma notícia. Se eu fosse você, iria adorar. — Mas o tom de voz da irmã era triste. Kerila enrijeceu-se.

[ ... ]

— Keri — o pai era um homem forte, alto, de toque e olhos quentes. Os cabelos marrons eram rebeldes como os de Kerila, e, maiores do que o habitual, estavam emaranhados. — Sente-se, querida.

Genevive assentou-se junto à irmã no sofá velho e fundo, gasto pelo tempo e pelo uso. Tinha uma tonalidade amarela-esverdeada, e era macio e quente.

— Você sabe que sua irmã vai se casar com Stevenson em alguns meses, não sabe? — ele sabia que sim, mas era uma forma de iniciar o assunto delicado que impusera. — Ele é um rapaz bom, e vai dar uma vida melhor para a sua irmã.

Kerila olhou de esguelha para Genevive, que ruborizara como se tivessem arrancado suas vestes em frente a um monte de estranhos.

— Sim, papai. — Permitiu-se dizer.

— Seremos só eu e você, então — ele continuou, enrolando-se. Não sabia como chegar ao ponto. — Fico pensando se não seria egoísmo da minha parte privá-la de uma vida igualmente boa.

— Não, não seria — respondeu de imediato, ríspida, juntando as informações dadas pelo pai e formando sua própria conclusão a cerca da notícia.

— Ziena! Shhhh! — Genevive apertou a mão calejada da irmã.

— Kerila, veja bem...

— Não, papai! Não vai me casar com ninguém! Não me importo de viver aqui só com você, mesmo que passemos fome de vez em quando! — explodiu. Como uma bomba relógio.

— Chega! — o pai falou mais alto que ela, mas sem raiva. — Está feito. Você vai com ele para os Estados Unidos após o casamento de sua irmã. Vai ter uma vida de princesa.

Kerila sentiu o rosto esquentar com a raiva. Não queria nada daquilo. Queria apenas ficar ali com ele, com Genevive. Ela não precisaria ir para outro país.

— Papai... por favor... — um pingo quente escorreu pela sua bochecha.

— Você vai se casar com Bolivar — findou o assunto, retirando-se da sala.

Genevive puxou-a para os seus braços ternos, e acalmou-a.

Estados Unidos, dias atuais;
A porta bateu-se com um estrondo raivoso. Um trovão dançou no céu lá fora, e logo a chuva começou a cair, fina de início, mas engrossando em um curto período de tempo, embarcando a pequena janela de vidro.

Kerila encolheu-se no cantinho, sobre o fino colchonete sujo no qual dormia quando estava livre dos abusos sexuais do "marido". Olhou para o aro enferrujado em seu anelar esquerdo, que um dia fora dourado, e arrancou-o do dedo, arremessando-o na parede oposta do cubículo que era o porão.

— Vida de princesa — repetiu os dizeres do pai.

Ziena deitou-se, e permitiu-se dormir.

[ ... ]

— Acorda, judia — a voz dos seus pesadelos acordou-a. Causava ânsia de vômito. — Suba, tome um banho, vista-se. Receberemos visita.

Um vestido amarelo-canário lhe foi jogado, juntamente com uma toalha esfarrapada. Esperou que os ecos de passos pesados sumissem para, só então, sair do porão.

Dirigiu-se para o banheiro do segundo andar. Era o menor banheiro da casa, mas era um alívio para Kerila poder entrar debaixo da chuveirada gelada depois dos dias trancada no porão. Achou ali um sutiã que não pertencia a ela. Sabia que Walder recebia várias mulheres com as quais passava as noites, e isso era realmente um alívio para a judia, pois livrava-se do sofrimento que era deitar-se com aquele homem.

Tomou um longo banho, demorando-se o quanto podia no banheiro, até as batidas na porta ameaçarem arrancá-la de lá. Vestiu-se lá mesmo.

— Sentem-se — ouviu o mesmo tom de voz amigável que Walder dirigiu ao seu pai anos antes, quando foi buscá-la. Kerila franziu o nariz, enquanto descia as escadas.

Assentado no largo e luxurioso sofá, um rapaz aparentando ser mais velha que ela conversava e ria. Tira um queixo duro, era caucasiano, com cabelos e olhos negros. A barba por fazer. Vestia um terno engomado, e tinha um semblante bondoso. O que será que ele quer?

— Ah, aqui está ela — Walder disse quando Kerila adentrou a majestosa sala. Só estivera ali poucas vezes, quando o marido realmente precisava lhe mostrar.

— Boa tarde, madame — o rapaz sorriu. Ziena não retribuiu, somente lançou um olhar seco. Muito provavelmente, era da mesma laia de Walder. Sempre era assim.

— Boa tarde — sua resposta foi insípida. Sentou-se ao lado do marido, ereta, rígida pelas noites mal dormidas.

— Então, querida — Walder começou, com uma expressão feliz demais para ser verdade. — Este é o seu novo dono.

[ ... ]

Apertou a sacola de roupas contra o peito. Vendida. Vendida como um burro de carga. Mas o que poderia fazer senão obedecer? Poderiam matá-la, poderiam. Kerila temia a morte.

— Não fique assustada — ele disse, olhando-a pelo retrovisor. Kerila notou que estava mais tensa do que deveria.

— Quem é você? — sua voz soou baixa.

— Tomsen — ele sorriu, dobrando para a esquerda. Havia saído da área urbana de Nova York.  Seguiam, agora, por uma estrada de terra, com campos cercados arrodeando-os. — Não sou seu dono, não. Foi só uma desculpa para te tirar de lá.

— Por quê?

— Por que você é como eu.

— Como?

Tomsen suspirou. Parecia cansado.

— Não sou a melhor pessoa para te contar. Fique calma, é só o que peço. O lugar aonde estamos indo é fantástico. Agora você é livre.

— Então quero sair. Pare o carro. Quedo descer — falou, rápido e alto demais. O coração acelerou.

— Hm...

— Pare o carro! — Kerila gritou. — Por favor... eu... só quero o meu pai.

— Você não vai poder chegar até ele sem ajuda. Confie em mim. — Tomsen parou o carro em frente a uma colina alta, verde. Aquilo lembrou-lhe o campo no qual vivia antes de ir com Walder.

— Onde estamos?

— Pode chamar de Acampamento Meio-Sangue.

Observações:
A trama pode ter ficado confusa de início, mas será melhor explicada em futuras DIYs. Tomsen é um player existente, um filho de Hefesto. Ficou horrível, eu sei. q Mas foi o que deu, então tchau. q


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Gregory Black Salazar em Sab 20 Set 2014, 16:59



titulo

G O poder da loucura div>
▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Lorde Dionísio, o senhor do vinho, deus das festas, do teatro, da loucura e das orgias *-*
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Emocionais: Sempre fui um pouco excêntrico, mas geralmente era cortado pelo meu avô que era um tanto rígido, porque acreditava que todos nós precisamos de um pouco de disciplina. Mesmo sendo difícil aprendeu a controlar suas emoções ao máximo o que o torna um pouco chato as vezes.
Físicas: Clássicos cabelos castanhos medianos bem lisos, pele clara, olhos azuis, porte atlético devido aos tempos treinando com o avô.
▬ Diga-nos: por que quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Dionísio é um deus épico, fabuloso, divo e maravilhoso. Um deus que inventou o vinho é o deus das festas e tem um pingo de loucura tem que ser meu pai com certeza.
▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Sabe aqueles dias em que tudo dá muito errado e você não sabe como pode ficar pior? Pois é esse é um desses dias. Ninguém imagina que um adolescente como eu tenha uma vida chata e tediosa ainda mais no lugar que eu vivo. Eu moro em um pequeno chalé nas montanhas no norte do Canadá com meu avô o grande Lúcio Black Salazar II um velho caçador vindo da Itália ainda quanto tinha 12 anos e.....sinceramente não vou perder meu tempo contando tudo isso por dois motivos.
1° Ela era muito grande
2° Era uma história muito chata e cansativa e eu não queria que meu dia fosse ainda mais chato.
Era um dia comum pra mim, pela manhã eu daria uma corrida pelas montanhas, à tarde treinamento com bastões e no fim da tarde saíamos para caçar. Tudo bem aquilo não era a rotina de um adolescente de 15 anos normal, mas era a minha vida e sinceramente eu já estava de saco cheio dela. Vovô Lúcio me treinou desde os 7 anos de idade para ser um guerreiro e para um velho ele era muito habilidoso em luta e me ensinou quase tudo o que sabia em treinamento de batalha, ele me dizia que era bom estar preparado para a luta.
Eu não poderia simplesmente sair da casa dele e ir morar com meus pais por dois motivos.
1° Eu não tenho pais
2° Ele era muito velho para se cuidar sozinho.
Andejávamos silenciosamente pelos bosques dos arredores da montanha , o clima estava esfriando devido a chegada da noite. Aquela era a melhor hora para se achar animais ainda mais lobos que sinceramente rendiam a nós um bom dinheiro, porém havia algo estranho passou-se meia hora e nem um sinal de lobos ou cervos ou até mesmo lebres, isso era estranho. Os brilhantes olhos castanhos dele mostravam preocupação e o cabelo grisalho levemente rebelde não combinava em nada com sua face séria. Por mim já tínhamos voltado pra cidade e parado de caçar eu arrumaria um emprego em uma dessas cafeterias enquanto ele ficaria em casa assistindo aqueles Reality-Shows cheios de homens fortões e mulheres espetaculares, entretanto ele não queria deixar a floresta era a sua casa e a habilidade com a caçada era um dom. Cada vez mais que adentrávamos o bosque a arma em minhas mãos parecia mais pesada – Aprendi a atirar com 13 anos de idade- até que começamos a escutar barulhos estranhos que lembravam bateres de asa e grasnados de aves que ou eram muito grandes ou tinham pregas vocais poderosas porque o barulho era bem alto.
- Oque é isso? Perguntei a ele.
Acabei ficando sem resposta alguma eu tinha a impressão que ele sabia o que era aquilo e foi quando uma figura negra bloqueou nosso caminho. Era uma mulher galinha de mais ou menos uns dois metros de altura, suas penas eram negras e estava em um velho vestido negro bem esfarrapado, aliás.
- Olá meu velho. Disse a mulher galinha com sua esganiçada voz.
- Então é verdade, harpias vieram para a montanha.
-Estávamos passando pelos arredores, não somos muitos fãs do frio eu admito, porém tem tanta coisa interessante para saborear nessa floresta como o semideus aí atrás ele seria um belo jantar.
-Vai ter que me comer primeiro é claro se você ao menos conseguir encostar em mim.
A harpia deu um grito e antes mesmo de ela vir em nossa direção vovô deu um tiro com sua escopeta na harpia e ela explodiu em um monte de poeira dourada. Eu tinha várias perguntas para fazer para ele, mas fui interrompido quando outra criatura veio voando de entre as árvores e acertou meu avô em cheio o jogando contra a árvore e a criatura sumiu por entre as árvores novamente
-Vovô! Exclamei.
-A sua direita Greg. Ele gritou apontando para a esquerda
Eu rapidamente virei para a esquerda e vi um enorme monte de penas vindo em minha direção e por puro impulso dei um tiro fazendo a criatura explodir em um monte de pó dourado igualmente a primeira. Eu não era uma pessoa de se impressionar fácil, entretanto mulher galinhas que viram poeira você não vê todo dia a não ser em filmes de terror. Ajudei ele a se levantar e realmente me parecia machucado, ele não conseguia exercer força com seu braço esquerdo e toda vez que tentava doía ou seja estava quebrado com toda certeza. Eu tinha um monte de perguntas para fazer, porém toda vez que ia tentar formar as palavras ele me olhava severamente como se dissesse que aquele não era o lugar nem hora para perguntas. Voltamos até o carro na estrada com muito receio de que novas mulheres galinhas aparecessem e felizmente nem sinal delas por enquanto, não fazia ideia do que eram, mas sabia que voltariam.
Seguimos a estrada até em casa em silêncio, eu dirigia –Aprendi a dirigir ano passado- com cuidado com o chão escorregadio por causa do gelo. Já estávamos nos aproximando de casa quando percebemos que as luzes do interior do chalé estavam acesas o que era estranho pois as únicas pessoas que tinha chave era eu e vovô. Desci do carro e pedi para que ele não saísse, mas como um bom Black que ele era acabou vindo atrás de mim, com minha arma em punho eu me aproximei da varanda, a porta estava aberta e na hora que abri a porta dei um tiro ao ver que tinha dois garotos na sala é claro que eu errei e acabei acertando a minha foto de quando peguei meu primeiro peixe em um lago numa viagem para a Califórnia nos EUA. Antes que pudesse atirar novamente vovô colocou a mão sobre a arma me olhando com seu olhar sério que eu sabia muito bem oque significava “Faça isso e terá de pagar flexões até você completar 20 anos” ele entrou e disse.
- Louis e Jason oque fazem aqui? Perguntou aos garotos, pelo visto eles eram conhecidos.
- Quíron nos mandou para protegê-los. Disse um dos garotos.
- Quem é Quíron? Perguntei
- Greg agora não. Disse ele, eu não gostava quando ele me tratava como criança, mas se eu aprendi uma coisa com ele é que respeito é bom e todo mundo gosta. –Não precisamos de proteção.
-Não é o que parece, seu braço parece quebrado. Disse o garoto loiro apontando para o braço dele.
- Jason, por favor, cuide do ferimento dele já eu terei uma conversa com esse aqui. Disse ele ao moreno que parecia ser o Jason.
Eu esperava que vovô dissesse que não ia me deixar sozinho com aquele cara e que se fosse pra conversar comigo ele iria teria que conversar com ele também, entretanto ele guiou o tal de Jason até o andar de cima para que cuidasse de seu braço. Eu coloquei as armas sobre a mesa e o garoto loiro que parecia ser o Louis disse.
-Se vocês mataram harpias com isso só pode significar uma coisa. Disse ele descarregando a arma apanhando uma das balas.
Eram balas bronzeadas e bem diferentes das que estávamos acostumados a usar, meu avô disse que eram especiais eu não entendi o que isso significava porque pareciam ser simples balas pra mim, mas agora eu sabia o quão especiais elas eram.
-Seu avô é velho, mas é bem moderninho para um guerreiro, geralmente não usamos balas de bronze celestial.
-Bronze o que?
-Bronze celestial, é uma espécie de metal especial que é feito especialmente para matar monstros, isso também quer dizer que ele sabia que tinha harpias por perto.
-Montros? Harpias? Por acaso o frio afetou seu cérebro? Isso não existe.
-Então qual a sua explicação lógica para aquelas criatura?
Eu poderia dizer que aquilo eram mutações genéticas de algum cientista excêntrico ou algum tipo de robô inventado por um milionário, mas tudo aquilo parecia tão ridículo quanto o fato de existir monstros meio mulher e meio galinha. Ele começou a me falar sobre os monstros e o fato irritante de que toda vez que você matava eles, no futuro provavelmente voltariam. Era tudo muito difícil de acreditar, mas como ele já disse eu não havia explicação melhor e mais maluca que aquela.
-Se aquilo realmente eram harpias e elas não são habituadas a esse clima o que faziam aqui?
-Bem deviam estar rumando para o sul, mas ai se perderam e foram para o norte até encontrar o rastro de um semideus.Você viu as harpias elas devem ter falado alguma coisa sobre semideuses.
Pensando bem a harpia negra que virou pó tinha dito alguma coisa do gênero “Estávamos passando pelos arredores, não somos muitos fãs do frio eu admito, porém tem tanta coisa interessante para saborear nessa floresta como o semideus aí atrás ele seria um belo janta”. Será que elas estavam falando de mim? Não é possível, aquela parada de deuses era totalmente impossível a não ser em histórias é claro e se deuses eram impossíveis, semideuses provavelmente não eram reais.
-Sim, mas você não acha que elas estão falando de mim não é?
-Você e seu avô são um dos poucos moradores da montanha e as harpias foram direto a vocês não há outra explicação temos que leva-los ao acampamento.
-Acampamento?
-Sim o acampamento meio-sangue, ele fica em Long Island e é um lugar seguro para nós filhos dos deuses.
-Isso é muito difícil de assimilar sabia? Disse me sentando no sofá colocando as mãos em meu rosto tentando absorver tudo essa parada de deuses, montros, semideuses e acampamentos de proteção divina.
-Entendo eu tive a mesma reação, mas acho que uma boa noite de sono vai te ajudar, não poderemos partir agora a noite teremos de esperar o dia clarear.
Assenti com a cabeça e rumei ao segundo andar. Passei pelo quarto do vovô e ele já estava com o braço enfaixado em uma tipoia improvisa com um lençol. Quando cheguei ao quarto deitei na minha cama tentando me lembrar do quanto meu dia foi ruim. Os monstros, essa história de deuses e semideuses, saber que um dos meus pais era um ser divino e que provavelmente ainda estava vivo. Minha mente estava tão carregada de informação que eu acabei dormindo de botas, casaco, gorro e calça jeans.
Ainda era 5:50 da manhã quando fui acordado por um furioso barulho de coisas se quebrando. Desci rapidamente as escadas e fitei o verdadeiro caos instalado na sala de estar, quatro harpias estavam atacando vovô, Louis e Jason. Vovô estava caído no canto da sala com um harpia se aproximando do mesmo, enquanto Jason e Louis estavam lutando contra outras duas mulheres galinhas. E der repente me lembrei que vovô guardava as armas e as balas em seu quarto por corri para o quarto e peguei uma poderosa escopeta e a carreguei com balas de...como é que chama mesmo? Bronze celestial? Apanhei algumas balas de bronze celestial e corri para a sala. Descia as escadas rapidamente dando dois tiros contra uma harpia que estava lutando contra Jason fazendo a mesma explodir em areia dourada, a que estava atacando Louis voou e minha direção visando me atacar com suas garras, entretanto eu fui mais rápido e saltei para frente desviando do golpe da harpia e logo depois dei um tiro na harpia que estava indo em direção a vovô fazendo a mesma ter o mesmo fim da primeira harpia. Eu achei que estava indo bem só falava matar mais duas e pronto, entretanto uma das harpias pulou em cima de mim me fazendo derrubar a arma. Ela teria me dilacerado se Louis não tivesse se apressado e cortado à mesma com a sua espada fazendo ela se desmanchar em pó. Agora só restava mais uma e ela estava muito furiosa.
- E você querida quer levar o mesmo fim das suas amiguinhas?
Eu não sabia o que tinha dado em mim, mas a vontade de mata-la era tão grande. Ninguém que invadisse minha casa, machucasse pessoas que eu gosto e tentasse me matar sairia em puni. A harpia queria me atacar eu sentia, mas ela parecia incomodada. Logo ela começou a mexer estranhamente sua cabeça para os lados e se agitava e logo ela estava gritando feito uma louca, eu não sabia realmente o que estava acontecendo, mas eu tinha que aproveitar a situação então corri até a minha arma e atirei na mulher galinha que estourou que nem um balão e tudo que sobrou foi um monte de pó dourado. Louis, Jason e vovô que agora estava consciente me olhavam com cara de assustados.
- O que foi isso Jason? Perguntou Louis a mim, por um segundo eu não fazia ideia do que falava, mas ai me dei conta que estava falando sobre o estranho comportamento da harpia.
-Eu não sei. Disse a ele.
-Olhem aquilo! Disse vovô apontando para um pedaço de papel em cima da mesa de centro que incrivelmente não havia sido danificada.
O papel era roxo e no mesmo estava escrito “Espero que você se torne uma pessoa fabulosa, eu não salvo meus filhos todo dia”. Eu falei a ele o que estava escrito e sinceramente não havia dúvidas de que eles sabiam quem era meu pai ou mãe olimpiano, até eu sabia um pouco, mas duvidava muito. O resto da manhã foi livre de ataques, eu e vovô arrumamos nossas coisas e as 9:00 horas da manhã já rumávamos ao aeroporto da cidade. O mais estranho foi que Louis e vovô não compraram passagens para New York e sim para Roma.
-Ei porque vocês compraram passagens para Roma?
-É mesmo esqueci-me de dizer a você, eu não vou para New York vou para Roma, meus pais tinham uma casa lá e ela está no meu nome, por isso vou morar lá. Disse vovô
-E eu vou também para tomar conta dele até pelo menos o braço está melhor. Disse Louis
-Eu devia ir com você. Disse com ele.
-A não, vamos ficar bem e, aliás, você tem que ir para o acampamento e mais uma coisa lembre-se de tudo que eu te ensinei até agora.
Assenti a vovô não era do tipo que dá abraços e tudo mais, entretanto essa era uma exceção porque não sabíamos quando íamos nos ver de novo. Separamos-nos ali, eu e Jason rumamos para New York e logo depois para Long Island onde ficava o acampamento meio-sangue um lugar onde começaria uma nova vida.

notes: i'm radioactive tags: - vestindo: isso


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Manoella R. Croywer em Dom 21 Set 2014, 11:59

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Gostaria de ser reclamada pela Deusa Atena

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Físicas: Magra, olhos Cinza-Tempestade, Cabelos loiros enrolados, altura mediana.
Emocionais: Extrovertida, romântica, brava, bipolar e nunca deixa as pessoas desistirem de seu objetivo facilmente.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Pois Atena é bem parecida com a personalidade e o perfil que eu fiz para a Manoella, além do mais Manoella é bem parecida com Atena em qualquer aspecto.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?


Eu acordei bem assustada, pois eu tive um sonho terrível, estava sendo perseguida por um monstro e depois apenas me vi em um lugar escuro com algumas frestas bem pequenas e de repente algumas chamas aparecem e uma imagem estranha apareceu então acordei com a respiração ofegante.
Levantei e me arrumei rapidamente coloquei meu uniforme escolar: Uma blusa branca um colete vermelho, uma saia preta e vermelha e um sapato preto e também coloquei meu colar com uma Corujinha e uma das únicas lembranças que minha mãe me deu, dei uma olhada rápida pela minha janela a vista do amanhecer da Califórnia, uma das melhores vistas do mundo para mim e desci rapidamente até a sala de jantar onde as empregadas serviam o café da manhã.

-Bom dia Ângela!-Falei.
-Bom dia. -Falou Ângela, sentada em uma das inúmeras cadeiras da mesa.

O café da manhã era preparado apenas para mim e para a Ângela, meu pai sempre estava fora por causa de seu trabalho. Ângela sempre gostava de sair alguns minutos mais cedo. Ela fala que eu não posso me atrasar nunca mesmo, isso seria inaceitável para meu pai.Mesmo ele sabendo que tenho um grau alto de dislexia.
Andamos até a garagem, onde o motorista estava a nossa espera. Fomos passando pela rua que tem mais lojas de roupas eu sempre olhando atentamente as vitrines da loja, mas mesmo assim estava distante dali, estava pensando naquele sonho estranho que tive o pior é que eu nunca tive sonhos tão estranhos assim como esse. E de vez em quando eu pensava em minha mãe nós nunca falamos dela mais mesmo assim eu me pergunto varias vezes como ela deveria ser ou será que eu sou igual a ela.
Quando chegamos, no enorme prédio da Academia Califórnia para Alunos bem Dotados, eu desci do carro dei um adeus bem rápido a Ângela e entrei correndo na escola em direção à sala de aula onde a Senhora Lovegood dava sua aula piano, estava atrasada por um minuto e meio tudo foi culpa do enorme trânsito que estava na rua principal. A Senhora Lovegood vai me matar ainda por cima tenho aula de História hoje e para minha grande sorte que ela é a professora. Nem sei se vou estar viva até as aulas de história. Entrei na sala e fui direto ao piano, com vários olhares assustados para mim.

-Senhorita Croywer, atrasada. -Falou a Senhora Lovegood uma senhora idosa com os cabelos pintados de pretos e com seus olhos pretos, chegava até a assustar.
Quando se trata de uma segunda-feira as aulas passam muito devagar, então vamos esperar até o sinal do final do dia tocar. Algo muito estranho aconteceu na aula de português eu acho que percebi que as letras escritas no quadro estavam saindo de lá, eu cheguei a ficar totalmente tonta, mais não deixei ninguém perceber isso, se não todos iriam começar a me rodear e isso seria bem ruim. Eu apenas pedi para ir beber um pouco de água e voltei rapidamente.
Por ultimo tivemos aula de História, com a Senhora Lovegood. Ela estava a nos ensinar Mitologia Grega, uma coisa que eu adorava, mas eu não conseguia prestar muita atenção por causa da dislexia parecia que a professora já sabia que eu não prestava atenção e ela perguntava logo para mim. Ela escreveu uma frase no quadro e pediu que tentasse decifra lá, uma frase bem complicada eu mesma não sei como acertei mais era algo do tipo “Atenas é a Deusa da Sabedoria e da tática de guerra.”
Ela fez com a cabeça um sinal de que estava certo, depois disso o sinal bateu e todos voltaram para casa. Fui dormir extremamente tarde pois estava fazendo meus deveres de casa, no dia seguinte acordei mais cedo do que o de costume, se eu acordar mais uma vez tarde Ângela ira me matar duas vezes.As aulas passaram bem rápido tirando na segunda não sei o por que mais deve ser coisa de bastante tempo atrás, nós tínhamos alguns pequenos intervalos eu aproveitei e fui até o pequeno parque que havia ali.De repente a Senhora Lovegood aparece e me chama para irmos a Biblioteca, ela disse que temos algo a conversar.
Chegamos lá, ela sumiu em uma fração mínima de segundos e apareceu novamente por cima de uma estante de livros, mais eu estava percebendo que sua face estava mudando ela ficou parecida com uma daquelas gárgulas só que as asas eram um pouco maiores e ela tinha unhas bem afiadas, ela ficou me perguntando varias coisas do tipo: “Onde estão os Deuses?”, “Me entregue suas adagas e sua espada ou então você ira morrer aqui nesse local”.
Eu fiquei muito assustada com essa afirmação que ela fez que foi uma ameaça de grande porte, fiquei com bastante medo, tentei gritar de qualquer maneira, mais não tive resultados. Tentei de tudo para ela desistir de suas ameaças, só que ela veio até mim e começou a me jogar na parede até ela ter algum resultado.Meu amigo Matheus apareceu escondido e me jogou um objeto com um botão em forma de uma coruja, no mesmo minuto eu o apertei e um espada de no mínimo 23 para 24 centímetros apareceu .
-Finalmente sua espada apareceu. -Falou a Senhora Lovegood, ou melhor a Fúria.Ela veio atrás de mim com aquelas garras dela.
Eu parei atrás de uma estante de livros, ela estava a me procurar. Eu ouvi um grito e quando olhei para a porta Matheus estava lá, fiquei com o coração na mão pois Matheus era deficiente ele usava muletas, aquela fúria iria matá-lo.
-Matheus eu vou te ajudar. -Falei saindo de trás de estante e colocando a espada em minha frente.
-Manu fique ai. -Falou Matheus, tentando acertar uma de suas muletas na fúria.
Enquanto ela estava distraída com o Matheus, eu tentei quebrar a janela do quinto andar. Eu peguei a espada e a bati no vidro que se quebrou rapidamente, eu olhei diretamente para o Matheus e fiz um sinal com meus dedos em cima da cabeça , falando tipo isso : “Traga ela até aqui vire para o outro lado e pule.”, ele fez outro sinal que pelo que eu entendi significava :”Isso não vai dar certo.”.Eu apenas assenti com a cabeça e tentei pensar em outro plano, até que ideia brilhante de tentar ir até a porta abri lá e chamar por ajudar.
Isso exatamente não aconteceu, pois ela me viu e apareceu impedindo minha passagem, minha ultima chance seria rezar para algo acontecer e alguém entrar lá, dito e feito ouvimos alguns passos e a maçaneta começou a se mexer e então a senhora Lovegood voltou a sua forma original e saio da sala rapidamente enquanto alguns alunos nos cercaram. Mesmo assim eu e o Matheus sabíamos que ela iria voltar para matar a gente.
Tivemos a sorte que estava na hora de ir embora, Ângela foi me buscar eu perguntei se Matheus poderia vir junto e ela assentiu com a cabeça em um sinal de sim. Quando chegamos, vi que a janela da varanda do escritório do meu pai estava aberta, subi correndo até lá onde meu pai estava sentado.bati na porta e nem esperei que ele falasse “Entre”, entrei correndo e fui logo abraçar ele.
-Manu posso falar com seu pai?-Perguntou Matheus sentado em uma das cadeiras do escritório.
-Pode. -Respondi saindo e fechando a porta.
Depois de um tempo meu pai me chamou em sua sala e me explicou o porquê a professora quase me matou, e também explicou o porquê minha mãe nos deixou. Pelo que eu entendi foi isso:Minha mãe era uma Deusa do Olimpo, e por causa de um acontecimento todos os deuses não poderiam ter mais filhos.A professora apenas era uma Fúria que queria me matar pois eu sou semideusa e minhas armas são importantes, caso uma guerra aconteça.
Ele mencionou um tal de Acampamento Meio-Sangue era quase um acampamento para pessoas especiais, e falou que lá seria um local seguro para mim. Eu arrumei uma pequena mala com algumas roupas e meu pai me entregou um lindo par de adagas com o cabo preto e vermelho.Nós entramos no carro e seguimos até a floresta do Interior de Long Island, meu pai me deixou em uma parte antes da floresta assim eu e o Matheus iríamos conseguir seguir em paz.Enquanto meu pai estava indo embora dei um adeus rápido peguei minha mochila e coloquei o broche da coruja em minha roupa e seguimos floresta a dentro.Eu comecei a sentir um ótimo cheiro de morangos.Matheus me explicou que o Acampamento é quase escondido pelos morangos.Chegando quase perto da porta do Acampamento Matheus tirou suas calças e seus sapatos que estavam escondendo pernas de bodes (Ele era um Sátiro Junior).
Chegamos na porta do onde havia um grande Arco escrito “Acampamento Meio-Sangue”, eu entrei e fomos até uma enorme casa que tinha uma placa escrita “Casa Grande”, quando entramos um senhor meio centauro estava a nossa espera ele cumprimentou Matheus e depois me cumprimentou. Ele me explicou as regras do Acampamento e depois me explicou melhor o por que estava ali.
-Mais Senhor Quíron, Atenas não a Deusa virgem juntamente com Ártemis elas não podem ter filhos. -Falei.
-Exatamente, mais você e outros filhos dela nasceram por acaso. -Falou ele.-Matheus deixe eu falar a sós com ela assim explico melhor tudo para ela.
-Ok então-Falou Matheus saindo do escritório. - Manoella, Bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue.
Acampamento Meio-Sangue acho que aqui será meu lar daqui em diante.
Manoella R. Croywer
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por David Merlyn em Dom 21 Set 2014, 13:40

Dados:
▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Apolo

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Físicas - David é alto, atlético com um corpo assimétrico, bronzeado como todo os filhos de Apolo, cabelos castanhos, sempre bem aparado em baixo e penteado encima.

Emocionais - David é arrogante, presunçoso e não tem o menor apreço por qualquer criatura viva, exceto ele mesmo, com um humor sádico ele acredita que todos os demais mortais, semi-deuses ou qualquer outra criatura são inferiores a ele, ele ama sua própria vaidade, nada vale mais do que sua própria vida e não permite que ninguém ou qualquer coisa fique em seu caminho.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Apolo é o deus do Sol e um dos mais importantes deuses da mitologia, fora que ele é considerado o mais belo dentre os deuses e um dos mais poderosos, tanto que no CDZ até agora ele foi o mais poderoso que apareceu.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Abaixo

- Não pode correr... Você é meu... Você é meu...

Quase que saltei da cama, meu corpo estava em um estado sudoroso, minhas mãos e pernas estavam trêmulas, embaixo dos cobertores eu percebi que apenas me acordava de um pesadelo, já estavam ficando mais constantes que o de costume, sempre as mesmas ilusões, estou no meio da escuridão enquanto uma voz soa alto na minha mente, cada vez mais próxima, cada vez mais forte, será que eu estaria ficando louco?

- David? Está tudo bem? Interrogou uma moça que estava ao meu lado na cama, sequer lembrava o nome dela, mais outra que apenas me saciou durante algumas horas.

- Não se preocupe... Pedi, enquanto levantava de entre os lençóis.

No banheiro deixava a água do chuveiro bater por entre o corpo, enquanto pensava fixamente naquelas loucas ilusões que eu tinha tido, na verdade não me lembro quando elas tinham começado, porém desde minha infância aquele monstro na escuridão atormentava minhas noites de sono, antes eram algumas raras vezes, mas a cada dia que passava ia se tornando mais repetitiva, mais constante, deveria ser algo a me preocupar?

[...]

- Senhor Merlyn, como pediu, o Maserati está disponível desde a manhã. Falou-me um dos mordomos da mansão Merlyn, uma herança do meu pai adotivo, junto a bela fortuna que ele havia me deixado. Nunca tive muita chance de conhecê-lo, sequer sei o motivo dele ter me adotado, o fato era que aquele velho já havia morrido há muitos anos e eu agora era o dono de qualquer coisa que um dia pertenceu a ele.

- Ótimo, dispense o motorista por hoje... A propósito, a moça com quem eu estava... Tentava eu explicar.

- Fora embora antes do senhor acordar senhor Merlyn. Completou o serviçal, enquanto suspirei e com um sinal de mão o ordenei ir embora, o mesmo me cumprimentou com a cabeça e seguiu seu trabalho.

[...]

Degustava um belo prato de camarão ao molho em um dos restaurantes mais bem conceituados de Long Island, na verdade eu só estava na cidade para assinar alguns documentos que apenas eu como acionista majoritário da Merlyn Enterprises poderia fazer, porém saboreava o tempo livre para aproveitar as proezas daquela cidade, embora minha residência e local de nascimento fossem Seatle, eu já havia viajado quase que todo o mundo sempre me aventurando em algo novo.

- A conta por favor. Pedi acenando com a mão para um dos garçons presentes ali.

- Aqui está senhor. Veio rapidamente um dos empregados do local, com a conta guardada em uma pasta.

Retirei do bolso do terno que eu trajava a minha carteira e puxei o dinheiro que eu deveria pagar no estabelecimento, pagando-a, limpei minha boca com um guardanapo e sai.

- Aqui está o bilhete. Dizia, enquanto entregava a um dos manobristas do local o papel que determinava o meu carro, o mesmo então foi em busca do automóvel, enquanto fiquei na espera.

Adentrei no veículo e sai em grande velocidade pelas ruas de Long Island, cortando carros, pulando sinais, ouvindo gritos e buzinas.

- Dirigir assim e usar um Maserati? Qual é? Podia ser menos óbvio. Falou uma voz dentro do carro, embora tenha me surpreendido ao terminar de falar uma dor me picou no pescoço e tudo ficou escuro.

[...]

- ...

- Onde eu estou? Indaguei a mim mesmo em voz baixa, enquanto abria os olhos e com a vista ainda embaçada percebia algumas pessoas a minha frente, num local parecido com uma floresta, tentei me mover, mas minhas mãos e corpo estava amarrados numa cadeira.

- Saudações jovem Merlyn. Falou um dos homens e enquanto sua voz soava aos meus ouvidos minha visão ia melhorando até que para minha surpresa, suas pernas eram iguais as de um bode, outros dois que ali também estava também pareciam ser da mesma "raça", enquanto existia ainda outro com pernas de cavalo.

- O quê?! Exclamei espantado arregalando os olhos tentando-o acreditar no que eu via.

- Não se preocupe David, tudo será esclarecido a você... Disse o homem-equino.

- Mas que droga vocês me deram? O que é isso? Um sequestro? Gritava eu alto, enquanto tentava com minha força me libertar das cordas, em vão.

- Se acalme filho de Apolo, não é hora de espanto. Disse outro daqueles que pareciam sátiros das mitologias que eu tinha estudado na escola.

- Não lhe demos nenhuma droga garoto, muito menos isso é um sequestro, pelo contrário, é muito mais um resgate. Complementou outro dos bodes.

- Resgate?! Murmurei, enquanto parei de me mexer e tentei olhar o que me cercava ao redor. Tudo na verdade parecia ser um lugar bem longe da civilização.

- Escute com atenção David, você é um semideus, filho de Apolo, senhor do Sol e da beleza, sua mãe mortal infelizmente morreu na hora de seu parto e você foi adotado pelo senhor Thomas Merlyn por um único motivo, ele devia um favor a seu pai biológico que salvou a vida dele. Explicava aquele centauro, que parecia ser o superior dentre eles.

- Mas do que merda vocês estão falando? Eu não sei de que circo vocês vieram, mas pegaram o cara errado. Retruquei.

- Apenas escute David, sabemos tudo de você, sobre sua grande fortuna, sobre as pessoas que você maltratou, assim como os demais semideuses, ficamos observando você até encontrar um momento propício para trazê-lo até o lugar onde será treinado para combater as forças do mal, esse é o Acampamento Meio-Sangue. Detalhou o "cavalo".

- Não vou acreditar nessa baboseira que estão falando, apenas me libertem e não processarei vocês por sequestro por estarem loucos. Ordenei.

- Esse é um pouco mais complicado que os demais não, Siero? Falou um dos seres que pareciam ser de patente menor.

- Você não acredita no que os seus próprios olhos vêem? Talvez acredite se falarmos sobre os seus pesadelos não? Esclareceu ao que parecia ter seu nome como Siero.

Parei por um instante, a menos que aquilo realmente fosse real, eu só poderia em um sonho, Apolo, sátiros e centauros? Eu não poderia está vendo errado, eu tinha que acreditar no que eu via, mas saber sobre os estranhos pesadelos que eu tinha? Isso me fez calar a boca e acalmar-me.

- Parece que o convenceu finalmente. Argumentou um dos homens-bodes.

- Não é algo normal para alguém sem nenhum treinamento, mas ao que parece você conseguiu desenvolver a habilidade oráculo, tal como seu pai, o ser a quem você ouvia em seus pesadelos era Cronos, o senhor dos Titãs, o cheiro dele e a energia do mesmo cada vez mais estavam aumentando em você isso significa que breve você estaria sendo seguido por seus seguidores a fim de encontrá-lo. Resumia-me o centauro.

- Encontrá-lo? Perguntei.

- Não sabemos o paradeiro dele, ninguém daqui sabe se ele está vivo ou aprisionado, nenhum de nossos alunos também teve alguma ligação com ele, você poderia ser uma ponte para o que o mal voltasse a reencontrá-lo. Completou.

- São muitas informações para dissolver tão rápido... Preciso pensar. Educadamente falei a ele.

- Poderá pensar o suficiente, a escolha de está seguro e treinado será sua. Aliás não se preocupe com sua identidade, enviamos alguém para ninguém notar o sumiço do milionário David Merlyn. Acrescentou Siero.

[...]

Dormi naquele local e pude conhecer outros semideuses, admito ninguém parecia ser interessante, com o "cair da ficha" pude perceber que aquilo era real, mas se eu fui escolhido por um possível chamado de um Titã significava que eu não pensava ser mais do que era, realmente eu era especial e eu gostaria de conhecer o poder, a ideia disso me fez aceitar ficar por ali, quem sabe um dia eu realmente pudesse encontrar o poderoso Titã.


*CONSIDERAÇÕES*

- A profecia é uma habilidade dos filhos de Apolo, mas o personagem não controla-a e sequer é uma previsão, é "quase-uma" e ainda assim o fazia ficar trêmulo cada vez que tinha essas visões.
- Não ficou muito grande, mas acredito que ficou bem esclarecido e coerente.
David Merlyn
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Becca Waldorf em Dom 21 Set 2014, 21:44

Ficha de Reclamação
B.Waldorf

Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Afrodite.



Cite suas principais características físicas e emocionais.
Em seus 1.65m de altura encontram-se curvas perfeitas e massa bem distribuída, com pernas grossas, bumbum avantajado e seios fartos. Possui olhos azuis esverdeados, além de uma boca carnuda. Cabelos loiros e cumpridos estendem-se até abaixo de sua cintura. Sua personalidade se apresenta em diversas facetas, mostrando-se muitas vezes arrogante, antipática e esnobe, mas também carismática, generosa e amigável em outras ocasiões. Traços que se mantêm sempre são sua extrema autoconfiança, vaidade e zelo pela família. Também é extremamente romântica.

Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Afrodite sempre foi minha deusa preferida entre os Olimpianos. Sou de Libra, então estou naturalmente ligado ao amor e à beleza, segundo o Horóscopo. As habilidades dos filhos dela também me chamam atenção.

Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
O som invadia o corpo da menina, fazendo-a dançar, indo de um canto à outro do quarto. Anywhere, everywhere, baby it's your world, ain't it? A melodia a fazia relaxar depois de mais um dia estressante na escola. Morava sozinha com seu pai, em uma mansão imensa que dava de frente ao Central Parker, mas naquele momento estava sozinha, apenas com a empregada – seu pai estava no trabalho.
Foi então que um som horrível rompeu em seus ouvidos, bem mais alto do que a música que tocava. Algo chocou-se contra a porta do quarto da menina, espatifando-a. Foi aí que Becca presenciou a cena mais estranha e apavorante de sua vida: Mariana, a empregada de sua casa, contratada há pouco mais de um mês, entrava no cômodo voando com asas escuras e membranosas. Um líquido rubro semelhante à sangue escorria de seus olhos, e serpentes sibilavam em meio a seus cabelos grisalhos. Tinha um chicote de 3m à mão. Becca estava tão surpresa que não conseguiu sequer gritar.

– Eu sabia! Desde o início, eu sabia. Mas só agora tive permissão para matá-la, semideusa, e farei isso bem feito. – Grunhiu a criatura, movendo o braço direito e lançando o chicote contra a menina, que não fazia a mínima ideia do que ela estava falando.

– Mariana? De que diabos você-! – Becca foi interrompida pelo estalo do chicote em seu tórax, que a fez tomar para trás e cair no chão. – AI! O QUE É ISSO, COISA HORROROSA? – Gritou agudamente, voltando à si quando o monstro avançava para cima dela, deixando para trás o chicote, agora mostrando horríveis garras que pareciam afiadas como facas.

Num movimento rápido, a loira agarrou o pulso da horrível criatura, e a lançou por cima de seu corpo, fazendo-a chocar-se contra seu guarda-roupa, que depois caiu sobre ela. Então as aulas de aikidô que há alguns anos praticava vieram a calhar. A empregada grunhiu em protesto.
A jovem se levantou rapidamente, pegando para si o chicote que o monstro havia deixado para trás. Nesse meio-tempo, o bicho já havia se livrado do guarda-roupa, e mostrava os dentes horríveis para Becca. Sua asa direita parecia machucada.
Becca nunca havia pego num chicote, mas a arma parecia conectar-se à ela, como se ela tivesse prática, e a garota sentiu-se à vontade para atacar. Golpeou rapidamente a oponente, acertando-a certeiramente no olho. Mariana soltou um som horrível, levando as garras ao olho.

– Isso! – A menina quase deu um pulinho de alegria, distraindo-se.

Porém, rapidamente retornou à realidade, e lembrou-se de algo que ocorrera 3 anos antes, em seu aniversário de 13 anos. Seu pai lhe dera um presente estranho: uma faca de bronze. Lhe dissera para guardar bem, e que usasse se algum dia precisasse. Ela não entendeu direito, mas o homem não lhe deu muito espaço para questionamentos.
Seu pai sabia que o monstro viria até ela? No mínimo, ele devia ter isso como uma possibilidade. A garota correu até a cômoda que ficava no outro lado do cômodo, chafurdando por um momento em busca da arma. Então tirou-a da caixa em que estava guardada, e ficou ali fitando a lâmina bronzeada mostrar seu belo reflexo.

– Pirralha insolente! Há de pagar por isso. – A voz horrível do monstro lhe tirou do transe, e ela se virou a tempo de ver o monstro avançar mais uma vez.

Sem pensar, a loira atirou a faca que tinha em mãos em direção à criatura.
A lâmina atravessou o tórax da empregada-monstro, e de repente Becca viu-se sob uma chuva de pó dourado, e seu cabelo fedia a enxofre.

– Ai. Que nojo!

- x x x -
Becca ligara para seu pai, e ele viera imediatamente para casa. Ela o reportou tudo.  
Então ele contou-lhe uma história estranha. Falou sobre deuses e monstros, e lhe disse que ela era uma semideusa, por ser filha de um humano e um deus. Explicou a ausência da mãe dessa forma, e tudo começou a fazer sentido. Becca não duvidou, levando em conta tudo que acabara de acontecer com a empregada assassina. Além do que, sempre amara mitologia grega, e não podia acreditar que aquele mundo era real.
Foi então que seu pai falou-lhe do Acampamento Meio-Sangue; sobre um sátiro – uma espécie de homem-bode, pelo que parecia – que viera buscar Becca 3 anos antes e contara tudo ao homem e quisera levar a menina ao tal acampamento. Mas, como ela era filha única e ele era muito apegado à ela, não a deixara partir. O bode então deixou a faca como proteção para a garota e dissera a localização do acampamento. A menina não questionou a atitude do pai – o entendia –, mas tanto ela quanto ele sabiam que, após aquele ataque, o melhor seria que ela partisse.

- x x x -
Após uma despedida triste, Becca deixou Manhattan, seu pai, seus amigos e suas duas lindas cachorrinhas, e partiu para o Camp Half-Blood. Na noite do mesmo dia em que chegou, fora "reclamada": durante o jantar, a imagem de uma pomba aparecera sobre a cabeça da menina, o que significava que ela era filha de Afrodite. Isso a deixou bastante animada – Afrodite sempre fora sua deusa preferida das histórias.
Tudo parecia não passar de um sonho esquisito, mas Becca não era do tipo que perdia muito tempo; desde a conversa com o pai, já havia aceitado sua nova realidade.
Becca Waldorf
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 087-ExStaff em Seg 22 Set 2014, 16:07

Avaliação de fichas


Jack Walker ~ Ficha plagiada

A ficha postada pelo referido player fora plagiada deste mesmo fórum, na página 41 de outro tópico, já na lixeira. Como consta nas regras, é uma atitude irregular e que acarreta punição. Devo adicionar o quão grave é se apropriar do que não é seu, usurpando o trabalho de oitra pessoa; seja criativo, inove, faça algo seu. Além de ser um desrespeito, é crime. Player punido com 7 dias de banimento.


Holly P. Hoffmezk ~ Reclamada como filha de Hécate

Holly, sua ficha saiu do comum, quebrando um padrão já tão monótono; mesmo que não tenha desenvolvido tanto sua narrativa, com uma narração mais profunda de um embate, foi mais que o suficiente para passar. Meus parabéns, filha da magia!


David L. Ascher ~ Reclamado como filho de Perséfone

A primeira coisa que tenho a te dizer, David, é que tome extremo cuidado com o tipo de narração que escolheu - ou melhor, de narrador. Por que uma deusa acompanharia de tal forma a vida de um simples semideus? Pois se você vai narrar a vida de seu personagem, a deusa vai estar presente, não?

Ignorando este fato, só tenho elogios a fazer ao seu post. Foi muito bem escrito, ainda que alguns pontos tenham ficado vagos - e espero vê-los explicados em DiY. Foi coeso e teve impressionante fluidez, só atente-se às estruturas dos parágrafos, pois se forem muito curtos não deixam uma boa estética. No demais, meus parabéns, filho da primavera!


Samantha Johnson ~ Não reclamada

Bem, Samantha, primeiramente gostaria de deixar claro que sua narrativa é boa, entretanto, as lacunas que deixou em sua ficha a mataram, de forma que tive de reprová-la.

Assim que for respostar a sua ficha (e espero que o faça), a primeira coisa que fará vai ser corrigir a estrutura precária. O modo como escreveu - usando de poucas linhas nos parágrafos - não deixou o texto com fluidez, muito menos estruturado. Tente colocar mais linhas, descrever mais as ações, "encorpar" sua ficha.

Outro ponto que devo tocar é a coerência. O garoto disse que não tinham mais tempo e... o quê? Foram salvos? Morreram? Tente explorar mais esse ponto, narrando como que fizeram para chegar onde deveriam (que nem sempre é o acampamento). Até a próxima.


Danilo159 ~ Nome inapropriado

De acordo com as regras deste fórum, o nick do jogador deve conter nome e sobrenome, além de ser livre de símbolos. Por isso, a ficha não foi avaliada, e só passará por avaliação quando o referido player ajustar seu nome às negras nesse tópico. [CLIQUE]


Rafael Silver ~ Não reclamado

Sua ficha ficou extremamente fraca, Rafael. Tente explorar mais as respostas, tirando o melhor que puder delas - nas características, por exemplo, tente ser mais preciso, dizendo com o que você é frio, ou por que motivo é anti-social. Já na história tente usar mais da sua criatividade, você fará bem mais que essas poucas linhas. Até a próxima.


Steve Wonder ~ Não reclamado

Fiquei em dúvida se te aprovava ou não, Steve. A sua ficha não teve em si um ponto forte que me fizesse aprová-la, ainda que seus pontos fracos tenham sido leves. Mas, ainda assim, resolvi por não te aprovar.

O simples fato de qualquer humano - ou mesmo um semideus sem a devida resistência - olhar diretamente para o Sol já causa demasiado incômodo nos olhos, quanto mais passar tanto tempo como a sua mãe fazia. Além disso, sua coerência também foi falha quando você citou que uma fúria o atacou. O que um monstro como esses veria em um semideus fraco como você? Não é nenhum filho dos três grandes para chamar tal atenção.

Outro ponto foi a sua estrutura que stava realmente precária: faltaram diversos espaçamentos entre o símbolo e a palavra, o que pode confundir a leitura - e confundiu. Conserte seus erros e tente novamente. Até a próxima.


Sigurd Polaris ~ Reclamado como filho de Athena

Sigurd, a sua narrativa é excelente, com toda a certeza. Alguns errinhos básicos foram cometidos, mas isso pode simplesmente ser tirado com uma revisão. O que tenho a reclamar é sobre a sua objetividade, a qual realmente não notei; você enrolou demais na sua história, atendo-se a pontos sem importância, deixando um pouco a ação em segundo plano - ainda que quando esta aconteceu, foi muito bem feita. Meus parabéns, filho da sabedoria.


Amélia Slotsky Patrone ~ Reclamada como filha de Dionísio

Uau, Amélia. Uau. Ao comparar as avaliações das suas duas fichas, nota-se uma melhora vertiginosa, o que prova que refazer a ficha é sempre válido. Gostei muito do modo como descreveu as cenas (ou atos, como disse) e de como deixou extremamente coerente o fato de sua mãe ter sido uma atriz, ainda que com uma carreira fracassada. Meus parabéns, filha do vinho!


Oliver Queen ~ Não reclamado

Muito bem, renomado arqueiro, apesar de ter uma ficha razoavelmente boa, escolhi por reprovar-te, somente por um ponto: incoerência.

Me diga: como o melhor arqueiro do mundo nunca foi reconhecido como semideus, sendo também tão velho? Ou, como que o número 1 do ranking mundial nem sequer tinha uma vida confortável, sendo que em todas as competições há uma premiação em dinheiro? Ou ainda: como é que você enxerga a dois mil metros de distância, uma vez que viu o organizador do evento entrar em sei trailler, quilômetros longe do local da competição? Este é o mal da imaginação muito fértil, Queen - a incoerência. Sempre pense se os atos teriam uma explicação lógica antes de fazê-los, ou terá consequências bem piores que uma reprovação. Até a próxima.


Jéssica Price ~ Ficha plagiada

A ficha postada pela referida player fora plagiada de outro fórum. Como consta nas regras, é uma atitude irregular e que acarreta punição. Devo adicionar o quão grave é se apropriar do que não é seu, usurpando o trabalho de outra pessoa; seja criativa, inove, faça algo seu. Além de ser um desrespeito, é crime. Player punida com 7 dias de banimento.


Yaron Tewan ~ Reclamado como filho de Thanatos

Sua ficha ficou vaga, Yaron. Foi carente de detalhes, extremamente carente, de forma que ficou uma sensação de "faltou algo". Ainda assim, o que fez não fugiu de uma porção de pontos avaliativos, o que me fez relutantemente te aprovar. Meus parabéns, filho da morte.


Kerila Z. Wornorwitz ~ Reclamada como filha de Deméter

Certamente o fato de que você inovou - de novo - tornou a sua ficha ainda mais promissora (e não que ela já não fosse, é claro, mas a criatividade é um de seus pontos fortes). Teve uma ortografia impecável, assim como a coesão, o que deixou a sua ficha com ainda mais fluidez. Não vi nenhum ponto negativo que me fizesse te reprovar, mas ressalto que deve colorir as falas, para uma melhor distinção o que tu num fez porque tua preguiça não te deixou. Meus parabéns, filha da erva.


Calypso ~ Nome inapropriado

De acordo com as regras deste fórum, o nick do jogador deve conter nome e sobrenome, além de ser livre de símbolos. Por isso, a ficha não foi avaliada, e só passará por avaliação quando o referido player ajustar seu nome às negras nesse tópico. [CLIQUE]


Gregory Black Salazar ~ Não reclamado

Sua ficha ficou completamente confusa e desestruturada, Gregory. Não houve uma divisão entre a pergunta e a resposta, nem mesmo uma coloração nas falas para diferenciar. Você quebrou por muitas vezes os parágrafos para enumerar (como quando explicou por que motivo não ia morar com seus pais). Tente ajeitar a estrutura de eu post, dando espaçamento entre símbolos e palavras, para que se torne algo legível. Até a próxima.


Manoella R. Crowyer ~ Não reclamada

Como bem deve saber, as fichas para filhos de Athena são de uma dificuldade maior, portanto, requerem uma maior rigorosidade. A sua ficha, Crowyer, ficou saturada de erros na pontuação, assim como na estrutura. Suas respostas foram ligeiramente vagas, mas ainda assim foram válidas; o que complicou, certamente, foi a sua história. Esse Matheus que surgiu do nada, sem nem ser mencionado na história, a aula de português (você narra que está na Califórnia, minha cara, e nos EUA não há aulas de português em escolas comuns), entre outros aspectos. Tome cuidado com esses pontos, tente usar um corretor ortográfico, e então poste sua ficha novamente. Até a próxima.


David Merlyn ~ Não reclamado

Primeiro de tudo, nunca divida as primeiras perguntas da história por spoiler, é extremamente desagradável, Merlyn. Bem, o que me fez te reprovar foram os erros de coerência, que ficaram evidentes pelo fato de um humano conhecer um deus a ponto de devê-lo um favor. Tenha dó. E não, o oráculo não é um dom dos filhos de Apolo, apesar que flash's do futuro podem aparecer em visões de qualquer meio-sangue, desde que esse tenha esse dom (que pelas regras do RPG deve ser ganho numa missão especial), coisa que você, cof, não fez. Além disso, sua narrativa foi pobre quanto à emoção: simplesmente fora desacordado e levado para o Acampamento? E como o sátiro entrou em seu carro? Preste mais atenção na próxima, Merlyn.


Becca Waldorf ~ Reclamada como filha de Afrodite

Bem, Becca, sua ficha foi muito boa, apesar de alguns erros comuns. Primeiro, tente não usar a expressão "Camp Half Blood", pois a tradução para o português é mais apropriada. Segundo, tenha muito cuidado com as cores que emprega: em dados momentos deixou de utilizá-la, em outros, utilizou-as. E terceiro, por que motivo o monstro soltaria o chicote assim? Era a arma dele, um modo a mais de te vencer, e simplesmente soltou? Atente-se a isso, campista. Meus parabéns, filha do amor.

~Atualizado~


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Gregory Black Salazar em Seg 22 Set 2014, 19:03



Ficha de reclamação

G

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Lorde Dionísio, o senhor do vinho, deus das festas, do teatro, da loucura e das orgias *-*

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Emocionais: Sempre fui um pouco excêntrico, mas geralmente era cortado pelo meu avô que era um tanto rígido, porque acreditava que todos nós precisamos de um pouco de disciplina. Mesmo sendo difícil aprendeu a controlar suas emoções ao máximo o que o torna um pouco chato as vezes.

Físicas: Clássicos cabelos castanhos medianos bem lisos, pele clara, olhos azuis, porte atlético devido aos tempos treinando com o avô.


▬ Diga-nos: por que  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Dionísio é um deus épico, fabuloso, divo e maravilhoso. Um deus que inventou o vinho é o deus das festas e tem um pingo de loucura tem que ser meu pai com certeza.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Sabe aqueles dias em que tudo dá muito errado e você não sabe como pode ficar pior? Pois é esse é um desses dias. Ninguém imagina que um adolescente como eu tenha uma vida chata e tediosa ainda mais no lugar que eu vivo. Eu moro em um pequeno chalé nas montanhas no norte do Canadá com meu avô o grande Lúcio Black Salazar II um velho caçador vindo da Itália ainda quanto tinha 12 anos e.....sinceramente não vou perder meu tempo contando tudo isso por dois motivos.

1° Ela era muito grande

2° Era uma história muito chata e cansativa e eu não queria que meu dia fosse ainda mais chato.

Era um dia comum pra mim, pela manhã eu daria uma corrida pelas montanhas, à tarde treinamento com bastões e no fim da tarde saía para caçar com o vovô. Tudo bem aquilo não era a rotina de um adolescente de 15 anos normal, mas era a minha vida e sinceramente eu já estava de saco cheio dela. Vovô Lúcio me treinou desde os 7 anos de idade para ser um guerreiro e para um velho ele era muito habilidoso em luta e me ensinou quase tudo o que sabia em treinamento de batalha, ele me dizia que era bom estar preparado para a luta.

Eu não poderia simplesmente sair da casa dele e ir morar com meus pais por dois motivos.

1° Eu não tenho pais

2° Ele era muito velho para se cuidar sozinho.

Andejávamos silenciosamente pelos bosques dos arredores da montanha , o clima estava esfriando devido a chegada da noite. Aquela era a melhor hora para se achar animais ainda mais lobos que sinceramente rendiam a nós um bom dinheiro, porém havia algo estranho passou-se meia hora e nem um sinal de lobos ou cervos ou até mesmo lebres, isso era estranho. Os brilhantes olhos castanhos dele mostravam preocupação e o cabelo grisalho levemente rebelde não combinava em nada com sua face séria. Por mim já tínhamos voltado pra cidade e parado de caçar eu arrumaria um emprego em uma dessas cafeterias enquanto ele ficaria em casa assistindo aqueles Reality-Shows cheios de homens fortões e mulheres espetaculares, entretanto ele não queria deixar a floresta era a sua casa e a habilidade com a caçada era um dom. Cada vez mais que adentrávamos o bosque a arma em minhas mãos parecia mais pesada – Aprendi a atirar com 13 anos de idade- até que começamos a escutar barulhos estranhos que lembravam bateres de asa e grasnados de aves que ou eram muito grandes ou tinham pregas vocais poderosas porque o barulho era bem alto.


- Oque é isso? Perguntei a ele.

Acabei ficando sem resposta alguma eu tinha a impressão que ele sabia o que era aquilo e foi quando uma figura negra bloqueou nosso caminho. Era uma mulher galinha de mais ou menos uns dois metros de altura, suas penas eram negras e estava em um velho vestido negro bem esfarrapado, aliás.

- Olá meu velho. Disse a mulher galinha com sua esganiçada voz.

- Então é verdade, harpias vieram para a minha montanha.

-Estávamos passando pelos arredores, não somos muitos fãs do frio eu admito, porém tem tanta coisa interessante para saborear nessa floresta como o semideus aí atrás ele seria um belo jantar.

-Vai ter que me comer primeiro é claro se você ao menos conseguir encostar em mim.

A harpia deu um grito e antes mesmo de ela vir em nossa direção vovô deu um tiro com sua escopeta na harpia e ela explodiu em um monte de poeira dourada. Eu tinha várias perguntas para fazer para ele, mas fui interrompido quando outra criatura veio voando de entre as árvores e acertou meu avô em cheio o jogando contra a árvore e a criatura sumiu por entre as árvores novamente

-Vovô! Exclamei.

-A sua direita Greg. Ele gritou apontando para a esquerda

Eu rapidamente virei para a esquerda e vi um enorme monte de penas vindo em minha direção e por puro impulso dei um tiro fazendo a criatura explodir em um monte de pó dourado igualmente a primeira. Eu não era uma pessoa de se impressionar fácil, entretanto mulher galinhas que viram poeira você não vê todo dia a não ser em filmes de terror. Ajudei ele a se levantar e realmente me parecia machucado, ele não conseguia exercer força com seu braço esquerdo e toda vez que tentava doía ou seja estava quebrado com toda certeza. Eu tinha um monte de perguntas para fazer, porém toda vez que ia tentar formar as palavras ele me olhava severamente como se dissesse que aquele não era o lugar nem hora para perguntas. Voltamos até o carro na estrada com muito receio de que novas mulheres galinhas aparecessem e felizmente nem sinal delas por enquanto, não fazia ideia do que eram, mas sabia que voltariam.

Seguimos a estrada até em casa em silêncio, eu dirigia –Aprendi a dirigir ano passado- com cuidado com o chão escorregadio por causa do gelo. Já estávamos nos aproximando de casa quando percebemos que as luzes do interior do chalé estavam acesas o que era estranho pois as únicas pessoas que tinha chave era eu e vovô. Desci do carro e pedi para que ele não saísse, mas como um bom Black que ele era acabou vindo atrás de mim, com minha arma em punho eu me aproximei da varanda, a porta estava aberta e na hora que abri a porta dei um tiro ao ver que tinha dois garotos na sala é claro que eu errei e acabei acertando a minha foto de quando peguei meu primeiro peixe em um lago numa viagem para a Califórnia nos EUA. Antes que pudesse atirar novamente vovô colocou a mão sobre a arma me olhando com seu olhar sério que eu sabia muito bem oque significava “Faça isso e terá de pagar flexões até você completar 20 anos” ele entrou e disse.


- Louis e Jason oque fazem aqui? Perguntou aos garotos, pelo visto eles eram conhecidos.

- Quíron nos mandou para protegê-los. Disse um dos garotos.

- Quem é Quíron? Perguntei

- Greg agora não. Disse ele, eu não gostava quando ele me tratava como criança, mas se eu aprendi uma coisa com ele é que respeito é bom e todo mundo gosta. –Não precisamos de proteção.

-Não é o que parece, seu braço parece quebrado. Disse o garoto loiro apontando para o braço dele.

- Jason, por favor, cuide do ferimento dele já eu terei uma conversa com esse aqui. Disse ele ao moreno que parecia ser o Jason.

Eu esperava que vovô dissesse que não ia me deixar sozinho com aquele cara e que se fosse pra conversar comigo ele iria teria que conversar com ele também, entretanto ele guiou o tal de Jason até o andar de cima para que cuidasse de seu braço. Eu coloquei as armas sobre a mesa e o garoto loiro que parecia ser o Louis disse.

-Se vocês mataram harpias com isso só pode significar uma coisa. Disse ele descarregando a arma apanhando uma das balas.

Eram balas bronzeadas e bem diferentes das que as armas estavam acostumadas a usar, meu avô disse que eram especiais e sinceramente eu não entendi o que isso significava porque pareciam ser simples balas pra mim, mas agora eu sabia o quão especiais elas eram.

-Seu avô é velho, mas é bem moderninho para um guerreiro porque geralmente não usamos armas de fogo, mas balas de bronze celestial são simplesmente geniais.

-Bronze o que?

-Bronze celestial, é uma espécie de metal especial que é feito especialmente para matar monstros, isso também quer dizer que ele sabia que tinha harpias por perto.

-Monstros? Harpias? Por acaso o frio afetou seu cérebro? Isso não existe.

-Então qual a sua explicação lógica para aquelas criatura?

Eu poderia dizer que aquilo eram mutações genéticas de algum cientista excêntrico ou algum tipo de robô inventado por um milionário, mas tudo aquilo parecia tão ridículo quanto o fato de existir monstros meio mulher e meio galinha. Ele começou a me falar sobre os monstros  e o fato irritante de que toda vez que você matava eles, no futuro provavelmente voltariam. Era tudo muito difícil de acreditar, mas como ele já havia me dito não tinha explicação melhor e mais maluca que aquela.

-Se aquilo realmente eram harpias e elas não são habituadas a esse clima o que faziam aqui?

-Bem deviam estar rumando para o sul, mas aí se perderam e foram para o norte até encontrar o rastro de um semideus. Você viu as harpias elas devem ter falado alguma coisa sobre semideuses.


Pensando bem a harpia negra que virou pó tinha dito alguma coisa do gênero “Estávamos passando pelos arredores, não somos muitos fãs do frio eu admito, porém tem tanta coisa interessante para saborear nessa floresta como o semideus aí atrás ele seria um belo janta”. Será que elas estavam falando de mim? Não é possível, aquela parada de deuses era totalmente impossível a não ser em histórias é claro e se deuses eram impossíveis, semideuses provavelmente não eram reais.


-Sim, mas você não acha que elas estão falando de mim não é?

-Você e seu avô são um dos poucos moradores da montanha e as harpias foram direto a vocês não há outra explicação temos que leva-los ao acampamento.

-Acampamento?

-Sim o acampamento meio-sangue, ele fica em Long Island e é um lugar seguro para nós filhos dos deuses.

-Isso é muito difícil de assimilar sabia? Disse me sentando no sofá colocando as mãos em meu rosto tentando absorver tudo essa parada de deuses, montros, semideuses e acampamentos de proteção divina.

-Entendo eu tive a mesma reação, mas acho que uma boa noite de sono vai te ajudar, não poderemos mesmo partir até o amanhecer.

Assenti com a cabeça e rumei ao segundo andar. Passei pelo quarto do vovô e ele já estava com o braço enfaixado em uma tipoia improvisa com um lençol. Quando cheguei ao quarto deitei na minha cama tentando me lembrar do quanto meu dia foi ruim. Os monstros, essa história de deuses e semideuses,  saber que um dos meus pais era um ser divino e que provavelmente ainda estava vivo. Minha mente estava tão carregada de informação que eu acabei dormindo de botas, casaco, gorro e calça jeans.

Ainda era 5:50 da manhã quando fui acordado por um furioso barulho de coisas se quebrando. Desci rapidamente as escadas e fitei o verdadeiro caos instalado na sala de estar, quatro harpias estavam atacando vovô, Louis e Jason. Vovô estava caído no canto da sala com uma das harpias se aproximando do mesmo, enquanto Jason e Louis estavam lutando contra outras duas mulheres galinhas. E der repente me lembrei  de que vovô guardava as armas e as balas em seu quarto por isso corri para o quarto e peguei uma poderosa escopeta e a carreguei com balas de...como é que chama mesmo? Bronze celestial?  Apanhei algumas balas de bronze celestial e corri para a sala. Descia as escadas rapidamente dando dois tiros contra uma harpia que estava lutando contra Jason fazendo a mesma explodir em areia dourada, a que estava atacando Louis voou e minha direção visando me atacar com suas garras, entretanto eu fui mais rápido e saltei para frente desviando do golpe da harpia e logo depois dei um tiro  na harpia que estava indo em direção a vovô fazendo a mesma ter o mesmo fim da primeira harpia. Eu achei que estava indo bem só falava matar mais duas e pronto, entretanto uma das harpias pulou em cima de mim me fazendo derrubar a arma. Ela teria me dilacerado se Louis não tivesse se apressado e cortado à mesma com a sua espada fazendo ela se desmanchar em pó. Agora só restava mais uma e ela estava muito furiosa.

- E você querida quer levar o mesmo fim das suas amiguinhas?

Eu não sabia o que tinha dado em mim, mas a vontade de mata-la era tão grande. Ninguém que invadisse minha casa machucasse pessoas que eu gosto e tentasse me matar sairia em puni. A harpia queria me atacar eu sentia, mas ela parecia incomodada. Logo ela começou a mexer estranhamente sua cabeça para os lados e se agitava e logo ela estava gritando feito uma louca, eu não sabia realmente o que estava acontecendo, mas eu tinha que aproveitar a situação então corri até a minha arma e atirei na mulher galinha que estourou que nem um balão e tudo que sobrou foi um monte de pó dourado. Louis, Jason e vovô que agora estava consciente me olhavam com cara de assustados.

- O que foi isso Gregory? Perguntou Louis a mim, por um segundo eu não fazia ideia do que falava, mas ai me dei conta que estava falando sobre o estranho comportamento da harpia.

-Eu não sei.

-Olhem aquilo!
Disse vovô apontando para um pedaço de papel em cima da mesa de centro que incrivelmente não havia sido danificada.

O papel era roxo e tinha um incrível odor de uvas frescas e no mesmo estava escrito  em letras cursivas douradas “Espero que você se torne uma pessoa fabulosa, eu não salvo meus filhos todo dia”. Eu falei a ele o que estava escrito e sinceramente não havia dúvidas de que eles sabiam quem era meu pai ou mãe olimpiano, até eu sabia um pouco, mas duvidava muito. O resto da manhã foi livre de ataques, eu e vovô arrumamos nossas coisas e as 9:00 horas da manhã já rumávamos ao aeroporto da cidade. O mais estranho foi que Louis e vovô não compraram passagens para New York e sim para Roma.

-Ei porque vocês compraram passagens para Roma?

-É mesmo esqueci-me de dizer a você, eu não vou para New York vou para Roma, meus pais tinham uma casa lá e ela está no meu nome, por isso vou morar lá.

-E eu vou também para tomar conta dele até pelo menos o braço está melhor.
Disse Louis

-Eu devia ir com você.

-A não, vamos ficar bem e, aliás, você tem que ir para o acampamento e mais uma coisa lembre-se de tudo que eu te ensinei até agora.


Assenti a vovô não era do tipo que dá abraços e tudo mais, entretanto essa era uma exceção porque não sabíamos quando íamos nos ver de novo. Separamos-nos ali, eu e Jason rumamos para New York e logo depois para Long Island onde ficava o acampamento meio-sangue um lugar onde começaria uma nova vida.

notes: i'm radioactive tags: - vestindo: isso


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Joseph Errace em Seg 22 Set 2014, 22:42

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Eu gostaria de ser reclamado por Ares.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Quanto ao físico, sou alto, forte, tenho pele branca, cabelo castanho e olhos verdes, quanto as características emocionais, não sou muito calmo, mas sei passar segurança quando necessário, tento permanecer feliz sempre, apesar das adversidades da vida.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Gostaria de ser filho de Ares por causa das características que tenho em comum com esse Deus e por conta de sempre ter gostado de esportes de luta, além de me identificar com a personalidade instável dos filhos de Ares.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?

Primeiro dia de aula, Cincinatti, Ohio. Mais uma vez estava sendo obrigado a mudar de escola no início do ano, como sempre não fui convidado pela diretoria a fazer a matrícula para o ano seguinte por conta de... Envolvimento em brigas com meus colegas... Quer dizer não que tenha sido minha culpa, geralmente eu não dou o primeiro soco, só me defendo, mas quem iria acreditar nisso quando o outro garoto acaba desacordado e com alguns ossos quebrados?
Fui à pé para a escola naquele dia, como sempre meu padrasto não levantou antes do meio-dia e minha mãe ainda não havia voltado do hospital, no qual faz o turno da madrugada como enfermeira. Chegando no endereço do Mariemont High eu me deparei com uma escola muito deteriorada, haviam manchas nas paredes e claramente marcas de infiltração no teto branco, porém quando você é expulso de dez escolas diferentes é difícil achar uma na qual as carteiras não estão quebradas e as paredes pichadas. Entrando na sala à qual eu fui designado, espantei-me com o fato do meu melhor (e único) amigo da escola anterior, Alceu, estar sentado na primeira carteira.
-Joseph! -Disse ele, pulando para me abraçar, o que fez as poucas garotas da sala olharem-nos com cara feia.-Não esperava te ver aqui!- Disse dando uma piscadela sugestiva.
Logo após isso o sinal tocou e eu me sentei ao lado de Alceu, esperando o professor entrar na sala. Imagine o sujeito mais alto que você conhece, ótimo, agora adicione uns 30 centímetros, essa era a altura do meu novo professor de inglês, e pra piorar ele tinha cabelo grisalho muito desgrenhado, que caía até os ombros e cobria metade de sua face, sem falar do cheiro de enxofre forte que vinha dele, achei que era por isso que quando ele entrou Alceu se contorceu todo.
-Bom dia classe. Eu sou o senhor Rosby, professor de literatura.
Quando ele disse isso eu já caí no sono, porém após alguns minutos Alceu me cutucou trêmulo.
-O que é?- Disse eu, só pra olhar pra cima e ver um homem de 2,30 curvado em minha frente.
-Sr. Errace- Disse o professor- acho que deveríamos conversar em particular, o senhor parece não ter ouvido minhas instruções para o curso.
-Está bem senhor.- Disse eu já me perguntando como ele sabia meu nome.
O Sr. Rosby me puxou pelo braço com ferocidade e força descomunal, o que, se eu fosse do tamanho normal para alguém de 16 anos, teria quebrado meu membro enquanto me arrastava pela sala até o corredor e até a sala dos professores.
-O senhor foi muito desrespeitoso na sala de aula comigo e isso não passará sem punição, e você deve ter sido avisado que a Mariemont é profundamente rigorosa na aplicação de punições físicas.
-Já passei por todo tipo de punição eu garanto...
-Não, não, eu tenho algo especial para você- Disse ele virando-se, e enquanto fazia isso seu rosto foi mudando, seus dois olhasse juntaram e formaram apenas um e seus dentes cresceram e formaram presas.
-O que você é...?
No momento em que ele levantou seu braço para me golpear, Alceu entrou abruptamente pela porta e deu um coice no monstro que eu acreditava ser meu professor de literatura, sim um coice, agora ele era metade ovelha, eu acho...
-De nada Joseph! Agora venha comigo precisamos correr! Ahh! Espere!-Ele disse me entregando uma faca longa feita de um metal que parecia bronze.- Para você se defender!
-O que era aquilo Al?
-Um cíclope, mas vão te explicar isso no acampamento. Venha!
-Acampamento?
-Escuta.- Ele disse me puxando de lado- Você quer viver ou não?- Apenas assenti com a cabeça.- Então corre!
Neste momento o cíclope veio por trás dele e segurou uma de suas patas peludas.
-Hummm sátiro de café da manhã, semi-deus de almoço
Enquanto Alceu dava tapas na cara do monstro, distraindo-o, eu fui por trás dele e o apunhalei nas costas, para minha surpresa, ele se desintegrou no ato.
-Então é isso que eu sou? Um semi-deus?
-É, agora eu tenho certeza disso...
-Legal.- Disse eu com um meio sorriso.   
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por David T. Crewe em Ter 23 Set 2014, 11:40

Ficha de Personagem


▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Apolo

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

* Negro, alto, forte, cabelo preto curto, bigode ralo (Aparência do Nelly).
* Irresponsável, teimoso, inconsequente, arrogante, sem princípios.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Apolo é nice, Apolo é foda!!

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~



Prólogo


O chão estava gélido, chegava a dá arrepios a quem encostasse a pele nele, o vento pairava como uma faca sobre o ar, sussurrando aos ouvidos de todos, no fim entretanto a coisa mais fácil a se notar era a cor daquele vermelho grosso com seu horrível cheiro. Gritos e choros, retrocediam em minha cabeça, embaixo da cama com o rosto colado ao chão eu conseguia me lembrar cada pedido de socorro, cada som era como o de um tambor, o frio cortante daquela noite jamais saiu da minha cabeça e nunca mais me permitiu ser quem um dia eu fui, naquele dia não houve inocência que se manteve em mim, houve apenas o doce e aguçado desejo de vingança rondando em meu coração.

Meu pai era só um motorista de ônibus, embora morasse em um dos piores lugares de Jersey, sempre foi um exemplo de dignidade e distinção, ainda assim do que serviu tantos anos de honestidade? Uma bala na cabeça perfurou-lhe bem no meio da testa, transpassando todo o crânio, a velocidade foi rápida e o sangue jorrou feito uma fonte, à minha mãe só restou chorar enquanto apoiava a cabeça dele sobre suas pernas e em lágrimas pedia aos céus para ter misericórdia de sua vida, o pranto dela porém não serviu de nada, mais alguns disparos foram ouvidos e sobre o corpo agora mutilado finalmente o lamento havia cessado, naquele dia os olhos deles se arregalaram e suas formas mostravam a visão do encontro com a morte ceifeira, triste fim para um casal tão íntegro quanto eles foram. Através das cobertas sobre a cama apenas via os vultos de seus torsos caindo no chão, seguindo depois da correria que se procedeu em passos largos e rápidos, tão como cavalos do inferno, não se era algo a esquecer. Em gemido me arrastei até a eles, minhas mãos trêmulas tocavam suas faces, procurado sentir o sinal de vida, torcendo para eles se levantarem e sorrirem para mim mais um vez, no entanto os deuses reservaram para mim os piores dos destinos. O motivo para aquela execução? Não fazia a menor ideia, eu tinha apenas seis anos de idade, mas a criança que um dia havia em mim nunca mais voltou a bradar em meu interior, apenas um murmuro do destino indicava o meu caminho.


Capítulo 1 - Filho do Sol, Filho das Ruas




- Esse trago é do bom hein?! Exclamou Hanson ao meu lado, fumando um baseado por nós compartilhado.

- O vendedor disse que era a melhor erva que ele tinha. Respondi, coçando atrás da cabeça com um sorriso.

- Dionísio salve as ervas! Exaltou meu parceiro de maconha, de certo modo, atordoado pela Cannabys, pensei isso pelo mesmo citar a Dionísio.

Meu nome é David Thomas Crewe, tenho 17 anos, minha vida inteira vivi e cresci em Nova Jersey, não era o melhor dos lugares para se viver, a vida era dura, impetuosa e sem nenhuma misericórdia, mas dessa forma ela nos ensinava a crescer e a ver como o mundo realmente era, meus pais foram assassinados quando eu era uma criança, desde então passei a morar na casa do senhor Jackson, nosso vizinho, ele morava só com o neto, meu amigo de infância e parceiro nas malandragens, Hanson "Mão Boba" Jackson, negro como eu, ele tinha algum problema nas pernas e tinha que se manter sobre moletas, devia ser algo hereditário visto que seu avô era um cadeirante. Matávamos aula sempre que possível para descer as ruas do bairro em buscar de obter algum ganho, claro que o nosso responsável não tinha a noção sobre isso, entre um trago aqui e um assalto ali, íamos levando a vida como afro-descendentes comuns daquela cidade.

Relaxados devido a erva, brincávamos um com o outro, em um beco aleatório do bairro, para mim aquele "imbecil" era como um irmão, na verdade era uma das poucas pessoas em quem eu não tinha uma imensa vontade de socar a cara, no geral morrer em qualquer dia do mês, em qualquer época do ano era de bom tamanho, com uma condição, que eu pudesse arrancar a garganta dos assassinos de meus pais com minhas próprias mãos, não se passava um dia sequer que aquilo não me remexia na cabeça, eu desejava, eu almejava com todas as minhas forças, ver o sangue deles escorrendo sobre o chão, no entanto desde aquele fatídico dia ninguém nunca mais ouviu falar deles.

Depois de um dia inteiro "jogado fora", era perto da meia-noite já e nosso destino era uma festa que aconteceria ali perto, cerveja, drogas, sexo e tudo mais que um adolescente problemático queria ter. As ruas e pistas estavam vazias, embora seguimos nosso trajeto "zoando" um ao outro sem se preocupar com o que poderia acontecer, Hanson em seu andar estranho quase que saltitando no entanto avistou sobre as luzes do poste mais a frente um homem, muito alto, trajando um casaco de couro, uma calça jeans e um boné que com sua sombra cobria o rosto.

- David... Acho melhor a gente ir para casa hoje. Pediu o "Mão Boba".

- O que foi velho? Tá passando mal? Vamos pelo menos bater um rango na festa cara, to com uma larica infeliz desde cedo. Retruquei, rindo para ele.

- É sério brother... Não estamos seguros aqui. Advertiu ele com um tom de voz um pouco diferente do que costumava ser.

Fixei meu olhar ao longe e só consegui ver em toda a vastidão daquela rua cheia de prédios e postes de luz, aquele homem com o rosto encoberto.

- Relaxa, lembra daquela faquinha que teu avô me deu? Sempre ando com ela presa a cintura, se esse cara for.. Explicava até Hanson me interromper.

- É hora da gente ir mesmo, vamos agora! Ordenou, enquanto o homem começou a vir em nossa direção rapidamente.

Meu amigo puxou-me pelo braço direito e então tentou me afastar dali, mas eu tinha o péssimo hábito de não ser atrapalhado por ninguém e gostava de uma certa confusão, não ia ser qualquer um que iria me impedir de tomar umas biritas, logo com força resisti a ser tirado do caminho e fui em direção aquele ser.

- Algum problema cara? Indaguei, puxando da cintura uma faca que o senhor Jackson havia me dado há alguns anos atrás, ela possuía as inscrições "CHB" e embora eu não soubesse o que significava, ela era bem útil e afiada além de ser uma bela adaga.

O "cara" então em extrema velocidade se aproximou de mim e mais rápido ainda me deu um chute frontal bem no meio da barriga que me fez ser lançado longe dali, não pude sequer reagir.

- DAVID!! Gritou Hanson, largando as moletas e "arrancando" as calças mostrando pernas de bode.

- O quê? Me interroguei caído ao chão, enquanto estava meio zonzo.

O meu parceiro parecia ser uma espécie de sátiro, uma criatura sobre a qual a gente leu nos livros de história, ele era rápido e ágil, não parecia ser bem treinado, mas ele agiu quase que naturalmente, pegando uma das moletas do chão ele bateu com força naquele estranho bem no rosto, fazendo-o cair com o boné e mostrando que ele possuía apenas um olho. Tentei acreditar no que eu via e me levantava lentamente.

- Você tá bem irmão? Questionou o bode, se aproximando de mim e me ajudando a levantar.

- Eu to bem... Mas que diabos é você? Murmurei quase com as palavras saltando da minha boca.

- Eu sou um sátiro e sou seu protetor, mas não é hora de perguntas, se existem criaturas por aqui, deverão sentir teu cheiro de longe, só existe você de semi-deus por essas redondezas. Explicava ele enquanto aquele "monstro" se levantava.

- Me pagará sátiro, devorarei você primeiro. Retrucou ele, enquanto passava a mão no lado do rosto atingido, em seguida ele correu novamente até nós.

Uma flecha então pareceu atingi-lo nas costas e assim o fez cair em definitivo.

- Hanson! David! Estão bem? Gritou de longe o senhor Jackson, mesmo em cadeiras de rodas ele trazia consigo um arco, mostrando que foi ele que havia atirado, logo corremos em direção a ele.

- Um ciclope nos atacou, pensei que essa rota e essa parte da cidade não era usada por criaturas mágicas. Detalhou o Jackson neto.

- Ele deve ter passado perto e sentido o cheiro de um semi-deus e de um sátiro, sorte a de vocês que eu sai para procurá-los e vim preparado. Acrescentou o velho paralítico. (Eu não sabia na época, mas ele costumava levar no bolso uma ou duas canetas que viravam flechas e um pequeno pedaço de madeira que ao apertar um botão se transformava em um arco).

- Quem são vocês afinal? Falava assustado.

- O segredo foi revelado, tome, leve-o até o acampamento, encontrarei vocês lá. Imperou o avô de Hanson, dando-lhe a chave do carro da garagem, embora atordoado fui seguindo o sátiro.


Capítulo 2 - Melhor que Erva


Depois daquele episódio, Hanson e eu fomos até em casa, pegamos o Chevrolet e partimos rumo a Long Island levando no carro tudo o que deu para trazer. Estava atordoado, mas o meu parceiro tratou de explicar tudo nos mínimos detalhes, claro que eu duvidei de toda a história, porém com o passar da viagem a ficha foi caindo e explicava muita coisa com relação a minha vida.

Meus pais adotivos, que foram assassinados, na verdade eram meus tios, minha mãe se envolveu com Apolo de alguma forma que ninguém sabia ao certo, mas ela morreu durante o parto, as pessoas que me adotaram não sabiam da minha origem, pensavam que eu era apenas mais um filho de uma mãe solteira, porém os líderes do Acampamento acharam melhor enviar protetores para ficarem perto de mim, estes eram o senhor Jackson (Um centauro) e o meu amigo sátiro, apesar de que criaturas mágicas dificilmente circularem pelos guetos de Nova Jersey. Hanson por passar muito mais tempo com os mortais e quase nunca ter tempo para voltar ao acampamento se "desviou" dos caminhos dos sátiros e criou um estilo de vida bem diferente do que os da sua espécie estavam acostumados. Agora que um Ciclope tinha sentido meu cheiro, não demoraria muito para chamar a atenção de demais criaturas, o "vovô" Jackson nunca achou na verdade que eu devesse me misturar com os demais semi-deuses, eu era diferente deles, não que eu fosse melhor, muito pelo contrário, pelo simples fato de eu ser só mais um "preto de gueto", irresponsável, arrogante e com péssimos hábitos ele acreditava que eu não me encaixaria nos severos treinos do Acampamento Meio-Sangue, um lugar para semi-deuses treinarem suas habilidades natas, mas naquele momento o meu responsável não teve opção a não ser me enviar para lá.

- Não sei bem cara... Mal consigo ficar na escola, você sabe bem, fomos reprovados várias vezes. Quanto mais num local que vai testar minhas "habilidades". Falei, enquanto fumava um cigarro dentro do carro.

- Sei bem como é brother, mas nesse momento não temos escolha, o Acampamento queria até que você viesse mais cedo, senão fosse o "vovô" dizer que você não estava preparado provavelmente teriam te trazido antes. Respondeu Hanson, dirigindo com a mão esquerda, enquanto a direita segurava uma garrafa de cerveja.

- Como é esse lugar afinal? Perguntei, baforando a fumaça pela janela do automóvel.

- Não me lembro bem cara, sei que assim como você a maioria dos semi-deuses sofreram durante a maior parte da vida, até serem reclamados, na maioria dos casos, eles são pessoas de boa fé e bem esforçados. Então não vai fazer besteira velho. Pediu ele, enquanto usava o antebraço para trocar as marchas e evitar largar a bebida.

- Relaxe, não tenho o menor interesse de fazer besteira e também enquanto estivermos juntos brother, nada vai ser tão ruim. Pontuei, jogando para fora do possante a ponta do cigarro.

- (...) Não sei bem se vou ficar, como protetor eu deveria e com certeza o Conselho dos Anciões do Casco Fendido vão reclamar sobre algo, quem sabe serei exilado por eles, mas na real não to nem aí. Acrescentou após algum tempo sem falar.

- Qual é cara? Tu vai me deixar só? Indaguei.

- Nos veremos em breve, vou para Bad Stuy no Broklyn, dizem que dá para meter uns ganhos por lá, fora que assim como no gueto em que a gente vivia, o cheiro das ervas e das drogas deve manter longe outras criaturas mágicas. Completou ele com um sorriso emblemático.

Finalmente chegamos ao local, ele era cheio de árvores, possuía um ar muito puro e de longe pude ver vários semi-deuses, pelo menos imaginei que eram. Nos portões o "vovô" Jackson estava lá, sem nenhuma cadeira e rodas e com seu enorme corpo de cavalo no lugar das pernas.

- Qual é "vovô"? E essas pernas aí, tá malhando? Tirei onda, saindo do carro com uma mochila.

- David, Hanson... Finalmente chegaram. Já tomei as providências para levá-lo até o chalé dos filhos de Apolo, imagino que Hanson já tenha explicado a você tudo que desejava. Disse ele.

- Relaxa coroa, o bode da mão boba me respondeu tudo o que eu perguntei. Falei, sorrindo.

- Senhor Jackson, passamos muito tempo juntos e realmente o considero como um avô, vou até continuar esse sobrenome. Mas lamento, não vou ficar. Explicou o sátiro saindo do carro.

- Já esperava por isso Hanson, espero que saiba das implicações que terá abandonando seu dever como protetor. Argumentou o centauro.

- Estou ciente do que pode me ocorrer, mas esse tempo com o David me fez enxergar que não preciso de chifres para ser completo, na real me apaixonei pelo mundo humano e permanecerei nele. Respondeu o homem-bode.

- Se é seu desejo filho, lhe ajudarei no que for preciso, fique com o carro, agora que voltei ao Acampamento não desejo sair tão cedo. Presenteou-o o senhor Jackson.

- Acha que eu devolveria? Perguntou o sátiro, enquanto rimos.- David brother... Disse Hanson me abraçando.

- Qual é negão? Não vai me fazer chorar, vai? Interroguei enquanto a gente se abraçou e ficamos um tempo em silêncio lembrando do tempo em que ficamos juntos.

No geral eu sempre tinha raiva de coisas pequenas, briguei com vários moleques em diferentes escolas, arrumei confusão com os vagabundos perto de casa e até com policiais também, nunca consegui esquecer o que houve com os meus pais, porém aquele sátiro me fez ver o quanto a vida poderia ser não boa, mas divertida. Nos despedimos e em seguida fiquei parado nos portões do acampamento, olhando ao longe o carango sumindo no horizonte e com ele, meu melhor amigo e porque não meu irmão?

- Vamos David, a partir de agora uma nova vida começa. Finalizou o senhor Jackson enquanto adentrávamos o acampamento.
David T. Crewe
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Leonardo Merlyn em Ter 23 Set 2014, 11:53

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Hécate
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Físicas:1,70,magro,cabelos negros e despenteados.
Emocionais:Dupla personalidade:
Amigável,bondoso e um pouco engraçado
Pisicótico,maldoso e frio.
▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Por sua semelhança com minhas características,e por suas habilidades.
▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir. 
Eu moro com meu pai em uma cidadezinha no campo.O máximo que existe lá é uma escola e nem é tão grande.
Eu acordo 6:00 horas da manhã para ir para escola,era uma sexta-feira muito fria fazia uns 9° celsius, eu levanto com muito sono e começo a me trocar, quando termino de me trocar eu ouço meu pai gritar:
-Desçe logo Léo já fiz o café da manhã!!!
-Já to descendo pai-Eu falo já descendo as escadas.
Quando chego na cozinha vejo dois pratos de ovos e bacons e meu pai sentado comendo.Eu termino de comer e vou para escola.
Quando estava no caminho da escola eu me deparo com meu amigo John.
-Eae Léo!Ele fala me cumprimentado.
-Eae cara.
-Eu estava pesquisando na internet sobre telecinese, já ouviu falar?
-Você acredita nisso como você é idiota!
-então tá,quer ver eu mexer aquela pedra pequena?!
-Duvido!HAHA.Falei
rindo vendo ele tentando mover uma pedra como um louco sem usar as mão,obviamente ele não conseguiu.
-Agora minha vez.Falei rindo e fazendo a mesma coisa que ele ,mais para minha surpresa a pedra se moveu
lentamente.-oque está acontecendo-pensei comigo mesmo.
-Você tem poderes telecinéticos!!Falou John muito assustado.
-É mesmo.
-Você tem que treinar eles.Fala John,e eu aceno que sim com a cabeça.
Chegando da escola eu falo para o meu pai sobre isso.Ele fica muito espantado e fala:
-Você tem que parar de usar os seus poderes.


-Oque ,não !!Eu falo levantando uma faca lentamente.
-Eu tenho que te falar uma coisa que devia ter falado a muito tempo,você é filho de Hécate ou seja um semi-deus.Seus poderes ainda são fracos você tem que ir para um acampamento para treinar suas habilidades.
-Como assim?Eu falo muito confuso.-Ele está mentindo!!.Eu largo a faca e me acalmo.
-Vamos pro carro e eu te levo pro acampamento.
Eu entro no carro e vou pro acampamento.
Leonardo Merlyn
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Stan G. Williams em Ter 23 Set 2014, 21:36

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Desejo ser reclamado por Thanatos, a personificação da morte.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Física: Olhos azuis, às vezes claros, às vezes escuros; cabelos negros lisos e pele branca. Um e setenta e cinco de altura e mais ou menos sessenta e um quilos.
Emocionais: Orgulhoso, frio, sarcástico, às vezes com um bom senso de humor, às vezes completamente fechado, na maioria das vezes uma dificuldade em fazer amigos, porém um sucesso alto com as garotas.


▬ Diga-nos: por que quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Uma vez em uma aula de história, ainda em Bristol, após a professora falar sobre vários deuses da mitologia, ela nos mandou descrever nossos colegas conforme algum deus (segundo suas personalidades), e todos me descreveram como Thanatos... Não sei por quê. Mas logo depois disso, pesquisei afundo sobre o deus, e acho que eles estavam certos. Acredito que quero ser filho de Thanatos pela nossa semelhança, o entendo mais do que você pode imaginar.

▬ Relate a história da sua personagem –

- Vocês americanos definitivamente não sabem fazer festas... – falei olhando para Christy.
   

Ela sorriu e não pareceu sentir-se ofendida, logo gritou enquanto dançava:


- Relaxa Stan, curte!
   Eu estava um pouco tonto logo após ter bebido um tanto de vinho, e não estava prestando atenção no que Christy falava, que dançava junto com Ronnie. Realmente aquela festa não estava das melhores, uma quantidade razoável de pessoas e bastante bebida, mas as musicas eram horríveis e as pessoas pareciam ser “politicamente corretas demais”.
   Logo me afastei da pista de dança e sai do meio da multidão. A casa era muito grande e tinha um pátio enorme com uma grande piscina, onde parecia ter pessoas desmaiadas. Saí do pátio em direção a rua e sentei no meio-fio, foi quando apaguei. Não sei dizer se a culpa fora do álcool, ou do sono, mas sei que o sonho que eu teria em seguida, me mostraria algo perturbador.
   A única coisa que eu sentia era frio, até abrir os olhos e me dar conta de onde estava. Absolutamente tudo em minha volta era neve. Levantei-me devagar e logo percebi que minhas roupas eram completamente negras, e ali a minha frente, duas foices manchadas de sangue em formato de cruz. Algo por um momento me assustou. Não o fato de serem foices manchadas de sangue, mas sim o sorriso que eu vi em meu rosto refletido na lâmina da foice. Dei uns passos para trás me afastando da mesma, e logo uma voz áspera ecoou pela neve: “não negue seu espírito, Stan... Você fez...”. No começo não entendi sobre o que a voz falava, mas então me dei conta.


- Q-quem é você? C-como sabe disso? – falei olhando para todos os lados procurando alguém.
  

 Nada além de um profundo silêncio me respondeu.
   Não faria sentido ele estar falando sobre “aquilo”, ninguém sabia, não contei para ninguém. E não, eu não fiz. Mas se era isso que ele falava... Sem duvida era alguém que me conhecia. Continuei olhando para todos os lados, mas desta vez, sai andando para um lado aleatório, a procura de algo.
   Alguns leves sussurros tomavam conta de meus ouvidos, e a cada um deles, subia um calafrio por todo meu corpo. Sua voz era tão áspera que parecia tocar minha alma, como a morte. Mas aquilo não me dava medo, apenas curiosidade. Com o tempo reconheci de algum jeito as palavras em meus ouvidos, aquilo era grego antigo.
   Minha respiração ficou um pouco ofegante, e logo desmaiei. Quando meus olhos se abriram, não havia mais neve a minha volta, desta vez, não havia nada. Eu tinha a sensação de estar com os olhos abertos, mas tudo estava completamente escuro. Eu ouvia apenas minha respiração, o que mostrava que eu estava vivo, e pelo jeito a audição era meu único sentido funcional naquele momento.
Um grito feminino cortou o silencio, e então reconheci a voz. Minha mãe. Tentei gritar de todos os jeitos possíveis, mas estava imóvel, nem falava nem via, apenas ouvia.


- Você me matou Stan... Por que?


Se eu pudesse sentir algo físico ali, sem duvida sentiria as lagrimas escorrendo pelo meu rosto. Concentrei-me, em uma luta interna, e logo fechei o semblante.


- Eu não sei quem é você, mas não vai conseguir nada com isso... Eu não a matei...Ela... Ela me fez escolher...
   

Consegui manter um tom sério, sem duvida longe do que “aquilo” esperava de mim. A voz de minha mãe cessou, e a ultima palavra ecoou, vinda da voz áspera, algo como “bom”.
   Aquilo poderia ser a coisa mais louca que aconteceria comigo aquela madrugada, mas não foi. Acordei suando do pesadelo, ofegante, mas feliz porque desta vez meus sentidos estavam recuperados. Percebi que Christy me segurava em seu colo tentando me acordar, e logo a minha frente Ronnie. Pelo o jeito o efeito do álcool não havia passado completamente, afinal, eu via Ronnie de um modo estranho: ele tinha pernas de bode.


- Nossa, eu to muito bêbado mesmo – falei olhando para as pernas de Ronnie, e logo apeguei novamente.


Escutava ao fundo as vozes de Christy e Ron, que falavam entre eles coisas que de primeiro momento pareceriam malucas...


- Ele recebeu o sinal Ron, parece que viu suas pernas agora.


- Tem razão Chris, mas vamos esperar até amanha para conta-lo sobre tudo, ele tem que descansar, Thanatos pegou pesado...
   

No dia seguinte acordei com uma puta dor de cabeça, mas em seguida passou. E as próximas dez horas passaram-se com Ron me explicando sobre tudo. O acampamento meio-sangue, as ninfas, os campos, o que ele era, porque nunca havia me contado e o fato dele ter dito tudo para Chris.
   Pelo jeito meu pai seria Thanatos... Mas a idade em que a maioria dos semideuses eram reclamados era bem inferior aos meus dezessete anos. Tudo que aconteceu com a minha mãe, a escolha entre ela e minha irmã, tudo um plano dele. Sem duvida, tenho uma grande raiva por este deus. Mas sem duvida, apesar de tudo... Quero respostas.
Stan G. Williams
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Manoella R. Croywer em Qua 24 Set 2014, 15:31

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Gostaria de ser reclamada pela Deusa Atena

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Físicas: Magra, olhos Cinza-Tempestade, Cabelos loiros enrolados, altura mediana.
Emocionais: Extrovertida, romântica, brava, bipolar e nunca deixa as pessoas desistirem de seu objetivo facilmente.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Pois Atena é bem parecida com a personalidade e o perfil que eu fiz para a Manoella e ainda por cima eu acho Atena uma das melhores Deusas.
▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?

Acordei bem assustada, com o alarme de meu despertador. Veio em minha mente que hoje seria meu primeiro dia de aula na nova escola;Essa é a terceira escola apenas nesse ano, digamos que eu apenas fui expulsa ou eu mesma queria ter mudado.
Levantei e me arrumei rapidamente coloquei meu uniforme escolar: Uma blusa branca um colete vermelho, uma saia preta e vermelha e um sapato preto e também coloquei meu colar com uma Corujinha essa é uma das únicas lembranças que minha mãe me deu, dei uma olhada rápida pela minha janela a vista do amanhecer da Califórnia, uma das melhores vistas do mundo para mim e desci rapidamente até a sala de jantar onde as empregadas serviam o café da manhã.

-Bom dia Ângela!-Falei.

-Bom dia. -Falou Ângela, sentada em uma das inúmeras cadeiras da mesa.

O café da manhã era preparado apenas para mim e para a Ângela, meu pai sempre estava fora por causa de seu trabalho. Ângela sempre gostava de sair alguns minutos mais cedo. Ela fala que eu não posso me atrasar nunca mesmo, ainda por que hoje era um dia especial meu primeiro dia de aula. Um dos motivos de eu mudar de escola bastante é por que sofro Bullying por causa de minha Dislexia.
Andamos até a garagem, onde o motorista estava a nossa espera. Fomos passando pela rua que tem mais lojas de roupas eu sempre olhando atentamente as vitrines da loja, mas mesmo assim estava distante dali, com minhas preocupações com a nova escola e também por um motivo que eu sempre fico triste: Meu pai fugindo de um assunto importante que é minha mãe.
Quando chegamos, no enorme prédio da Academia Califórnia para Alunos bem Dotados, eu desci do carro dei um adeus a Ângela que pegou em minha mão e colocou um broche em forma de coruja com um botão no centro fiquei confusa na hora, mais ela falou que eu usaria aquilo quando fosse preciso e fui até a sala da diretora. Aquele lugar em si era enorme, andava a cada centímetro do corredor vários olhares vinham em minha direção uma das coisas chatas em ser novata : Atenção toda em mim uma das coisas que eu mais odiava.
Cheguei à diretoria, lá me entregaram alguns papeis com número do armário, horário de aulas e mais algumas baboseiras chatas escolares. Cheguei na Sala 122 aula de Trigonometria novamente todos os olhares para mim, me sentei junto de um moleque bem estranho ele tinha cabelos pretos e olhos meio castanhos ele era bem calado mais ao mesmo tempo bem rude, resolvi ficar quieta e prestar atenção na aula.O dia passou bem rápido minha meta foi concluída Primeiro dia de aula concluído.
Os dias se passaram rapidamente, então minha primeira semana foi bem normal por incrível que pareça. Um mês se passou e uma nova professora chegou seu nome era Sra.Lovegood, professora de história. Ela era bem estranha tinha cabelos negros mais dava para ver que era uma pessoa idosa e seus olhos eram bem mais negros que seu próprio cabelo, ela iria nos ensinar Mitologia Grega. Em todas as aulas dela alguém era escolhido para ler um pouco sobre algum deus ou deusa da Mitologia, em quase todas as aulas a escolhida era eu.
Um dia, ela me chamou para conversarmos na biblioteca, em alguma fração de segundos ela se transformou em no que eu acreditava que seria uma Fúria com asas da cor cinza, olhos brancos e garras maiores que tudo. Eu tentei gritar mais não tive resultado algum até que ela me fez perguntas do tipo :”Onde estão suas armas?” e “Onde os Deuses se escondem ?”.
Eu fui jogada na parede varias vezes até ela conseguir sua resposta, até que me lembrei do broche que Ângela me deu, cliquei no botão e o broche se transformou em uma espada que media entre 23 e 24 centímetros, eu a apontei para a Fúria que se transformou novamente em uma senhora idosa e começou a gritar. Muita gente veio atrás dela para ver o que estava acontecendo, muito engraçado isso quando eu pedi por socorro com esse troço tentando me matar ninguém veio, agora ela grita e vem o mundo todo isso é injustiça.

-O que ouve Sra.Lovegood?-Perguntou uma das alunas.

-Ela esta tentando me matar com essa espada. -Respondeu ela apontando para mim com a voz bem tremula.

-Senhorita Croywer, eu sabia que a senhorita só traria confusão para cá. -Falou a diretora entrando dentro da Biblioteca.

-Mas, ela me atacou. -Falei me defendendo.

Como eu percebi que tudo que eu falasse seria em vão, resolvi voltar com o broche e voltar para casa, mais uma escola que eu vou ser provavelmente expulsa. Meu pai já deveria estar sabendo da situação eu também sabia que Ângela estava bem chateada comigo por ter aprontado novamente.

-Ângela me desculpe. -falei de cabeça baixa.

-Manoella agora seu pai falou que ira te mandar para um acampamento. -Falou Ângela.

-Por quê?-Perguntei meio confusa.

Ela não me respondeu apenas me entregou um envelope que havia a escrita do meu pai, estava escrito que ele estava muito bravo comigo por ter tentado matar uma professora, mais falou que me entendia eu era igual a minha mãe, ele me explicou que eu era Semideusa que era a junção de um amor entre um Deus grego e um humano ele me falou que eu era filha de Atena e por isso eu estaria indo para o Acampamento Meio-Sangue.
Ângela me colocou dentro do carro e ela mesma foi dirigindo até a costa norte de Long Island (Montauk), ela parou o carro dentro de uma floresta e seguimos floresta adentro era uma mata quase que fechada.
Andamos quase uma hora até que Ângela avistou o arco escrito “Acampamento Meio-Sangue”, eu apenas senti um cheiro ótimo de morangos ela me explicou que é o aroma que cobre um pouco o acampamento. Ela me colocou para dentro do acampamento e me levou até um enorme construção escrito “Casa Grande” onde um senhor meio humano e meio cavalo que eu acredito que é um centauro me explicou tudo melhor sobre o acampamento depois Ângela me deu um adeus e me indicou a área dos chalés.

-Bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue Manoella, boa sorte na nova etapa da sua vida. -Falou Ângela atravessando o arco e acenando.
Manoella R. Croywer
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Oliver Queen em Qui 25 Set 2014, 20:06

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

APOLO

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Físicas: Alto, Musculoso, Cabelos e Barba Castanhos Claro, Olhos Azuis, Tatuagens (Peito e Perna Direita)
Mentais: Engraçado, Corajoso, Justo, Teimoso, Misericordioso

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Lendo um pouco mais sobre Apolo, descobri que sua personalidade na mitologia tem muito haver com a nova personalidade do meu personagem, fora que seus filhos utilizam do Arco e Flecha

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Está no Post abaixo, desculpe se dessa forma não fica muito a seu agrado, mas eu acredito que para mim ficará melhor, desculpe de qualquer forma.




My Name is Oliver Queen




"Aqui Jaz Moira Queen, Mãe Amada" [Lápide]

Meus olhos estavam lacrimejados ao olhar para o túmulo de minha mãe, mesmo que ela me tenha sido tirada muito cedo, eu lembrava de como era o seu sorriso, de cada gesto de afeto em um abraço ou beijo, de cada olhar meigo, sentia saudades até mesmo das broncas e carões que ela me passava quando eu fazia algo errado, na verdade eu faria de tudo para ter minha mãe de volta. Um buquê de flores era deixado no chão, perto a lápide, enquanto me lembrava de toda minha história.

Meu nome é Oliver Queen, tenho vinte anos e mesmo que pareça difícil, eu sou um semi-deus, filho de Apolo, deus do Sol e senhor da verdade e da beleza, mas como um deus olimpiano se envolveu com uma mortal? Ao que sei isso era mais normal do que parecia, porém de certa forma eu preferia acreditar que eles se amaram, mesmo que por um breve momento, porém eu nunca soube como foi a relação deles e como a mesma soube de sua divindade. O que eu sabia é que ela nunca me escondeu de minha afiliação, tanto que muito cedo ainda, ela resolveu me levar para o Acampamento Meio-Sangue, um lugar onde os filhos dos deuses iam para estarem seguros e para treinarem suas habilidades, lá eu conheci muitos dos meu meio-irmãos e muito sobre o "meu" mundo, menos de um ano porém eu voltei para minha casa, acompanhado de um velho sátiro chamado Augustus, ele seria o meu protetor na sociedade dos humanos, o motivo da minha volta foi a doença de minha mãe, um maldito câncer que acabou por levá-la alguns meses depois, no entanto mesmo tendo apenas doze anos resolvi não voltar para o Acampamento e apesar de não entender o motivo até hoje, Augustus concordou comigo.

Comecei a treinar tiro com arco e a participar de competições da modalidade, com o tempo aquilo se tornou meu ofício e manteve eu e a meu protetor no mundo dos homens. Quase nove anos depois de sair do acampamento eu pouco me lembrava das pessoas que podiam está lá e certamente muitos filho de Apolo deveriam ter sido reclamados, mas uma responsabilidade batia sobre mim cada vez que eu estava sob o Sol, quem sabe meu pai gostaria de me ver ajudando meus demais irmãos, sendo assim havia chegado a hora de voltar para lá, eu deveria voltar e cumprir minhas responsabilidades, assim rumei de volta para o Acampamento Meio-Sangue, junto a Augustus, antes porém fui visitar minha mãe, quem sabe poderia ser minha última vez naquele local.

▬ Como mostrado no Livro do PJ, boa parte dos semi-deuses foram levados ao acampamento ainda muito cedo, é o caso de Annabeth, Luke e Thalia que até onde entendi também sempre souberam sobre suas origens divinas.
▬ Tentei evitar um Post longo justamente para não perder o sentido e resumir a história em um básico que não deve deixar muitas lacunas.
▬ Essa "responsabilidade" citada por mim, começava a aparecer sempre que eu estava sob o Sol, como um forte desejo ou dever de voltar para o Camp
▬ Como explicado, não sei o motivo pelo qual Augustus me permitiu ficar no mundo dos homens, já que um sátiro normal teria me levado de voltar para o CHB.





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kaeti Agnier em Sab 27 Set 2014, 22:44

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Apolo

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Um garoto alto de pele morena , Kaeti é um garoto calmo e sério.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Quando eu conheci a mitologia grega fiquei fascinado com o Apolo me admirei por essa divindade , quando eu li a historia de Apolo achei estranho por ele ser um Deus da musica , poesia medicina e ser um arqueiro e ter como símbolo um rato.Mais é a divindade que eu mais me admiro então por isso quero ser filho de Apolo.
▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?
Era um dia qualquer me levantei da cama fui direto no banheiro , depois de ter feito as necessidades básicas eu olhei para o relógio ao lado de minha cama vi que estava atrasado para ir ao colégio já eram 8:20 da manhã então eu decidi faltar , olhei para a janela não dava para ver o sol percebi que estava chovendo logo me lembrei quando chove sempre me da azar , fui para a sala pegar o guarda chuva e então fui para a casa da minha vizinha chamada Karen quando eu cheguei na casa de Karen bati na porta logo ela atendeu ela me convidou para entrar.
Karen- O que está fazendo aqui Kaeti?
Kaeti:Minha mãe saiu e não deixou café da manhã para mim , a senhora poderia fazer para mim?
Karen-Claro!Kaeti sente-se ali.
Eu fiquei esperando a Karen fazer algo para mim enquanto isso comecei a passear pela a casa quando eu ouço um barulho estranho.Me pergunto quem é , quando eu vo da uma olhada no banheiro e vejo que não é nada olha pra trás um criatura medonha e gigante estava parada ali me olhando.
Kaeti-KAREN!!!TEM UM BICHO MUITO ESTRANHO AQUI! SÓ CORRE KAREN SÓ CORRE.
Karen-O que está acontecendo Kaeti?
A criatura que eu não sabia identificar começo a ranger os dentes , a Karen aparece só que quase no mesmo tempo ela desmaia.
Criatura-Hum...Ela não aguento a força de minha presença , Kaeti seu cheiro é mais delicioso que eu pensei.
Tentei correr mais percebi que meu corpo estava paralisado de medo mal conseguia me mecher quando a criatura avanço sobre mim meu corpo se mecheu só eu desviei do ataque da criatura sem perceber.
Criatura- Mais o que foi isso?
Kaeti-Eu também não sei não.
Criatura-Então realmente você é filho de Apolo.
Kaeti:Apolo quem é esse?Por acaso meu pai é dono de um zoológico e mando você para cá?
A criatura não me respondeu e logo me atacou desta vez não consegui desviar tomei um soco logo na cara o soco me jogou para trás ,logo me levantei e ataquei a criatura com socos e chutes até ele cair no chão logo ele se levantou mais ele parecia não esta mais hostil .
Criatura- Devo me retirar porque não quero morrer por malditos semi-deuses.
Caio no chão e desmaio , quando eu acordei percebi que estava numa floresta sendo carregados por pessoas com armaduras.
Kaeti-Mais o que é isso!? Sequestradores cospley?
Uma menina olha para mim com uma cara de decepcão…
Menina-So dorme semi-deus que tudo esta bem ja estamos chegando ao acampamento.

Kaeti Agnier
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Charlie Hakamoto em Dom 28 Set 2014, 03:46

-Por qual deus você quer ser reclamado?
Por Hypnos, o deus do sono.

-Cite suas características físicas e emocionais
Físicas: Esbelto, alto(mais ou menos 1,71), quase albino, com cabelos médios caindo aos olhos, olhos de uma cor cinzenta que parece com ferro.
Emocionais: Bondoso, quase nunca faz maldade, meio psicótico, ácido.

-Por qual motivo você quer ser reclamado pelo mesmo?
Na vida real pratico swordplay(luta com réplicas de espadas feitas de flutuador) e além de ter muita facilidade para dormir, também tenho muita facilidade para ficar acordado.

-Relate a história do personagem.
   

Era um típico dia no inverno na cidade de Nova York, Charlie estava na escola, na típica aula de química que parecia que não acabava nunca, a única distração era as HQ's, já que sua mãe não deixava ele ter um celular, mas quando ele menos esperava o sinal tocou e ele foi liberado da escola.
-Hoje acho que vou cortar caminho pelo metrô. Charlie disse à si mesmo. Morava em um bairro na periferia de Nova York perto de um McDonald's e um posto Seven Eleven, em uma casa quase que largada por fora, mas era super aconchegante por dentro, parecia uma daquelas casas de campo rústicas.
-Cheguei mãe! Porém para sua surpresa ninguém lhe respondeu, já que sua mãe, Julie estava quase sempre em casa. Porém isso não lhe preocupou muito, pois ela estava provavelmente fazendo compras ou na casa de alguma vizinha ou amiga. Quando Charlie terminou de fazer as tarefas de casa, ele decidiu sair para passear, ele pegou a sua mochila de passeios e foi, ele estava perto de uma Pizza Hutt quando lhe deu uma sede, e de repente uma voz fina e baixa lhe chamou.
-Ei garoto, aqui! Um velho em uma esquina disse.
-Quem é que está me chamando? Charlie falou assustado.
-Garoto, você está com cara de quem está com sede. O velho disse.
-É, bem, eu estou. Charlie responde, apavorado com a situação.
-Eu tenho água, venha aqui. O velho responde.
-Não, eu compro da Pizza Hutt. Charlie responde mais apavorado ainda.
-Não, eu te dou água de graça, e olhe como está a fila da Pizza Hutt. O velho respondeu.
-Ok, já que você insiste tanto. Charlie foi para onde o velho estava no mínimo, tenso.
Quanto mais perto Charlie chegava, mais ele sentia a adrenalina e a tensão, como se o velho fosse alguma coisa que poderia o matar, o que ele não acreditava, porém quando Charlie chegou a mais ou menos à 1 metro dele, o velho se transformou em um ser humanoide de gelo, Charlie entretanto estava com uma pequena faca em sua mochila, que mais parecia um canivete e o apunhalou, porém isso não surtiu efeito, o velho, que agora era um elemental de gelo(ele tinha visto essa coisa em um jogo de cartas chamado "Mitomagia") apenas riu de sua cara e disse
-HÁ! Você acho que isso surtirá efeito contra mim? Você provavelmente sem sabe oque está se passando! Disse o elemental de gelo com certo humor
Logo, um estranho, mais ou menos da idade dele apareceu com um porrete e atordoou o elemental por certo tempo.
-Não dá tempo para explicar agora, temos que correr! Onde é a sua casa? disse o estranho, que corria de um jeito engraçado, parecendo com que estava mancando.
-Porque cara? Eu mal te conheço e você quer saber onde é minha casa! Charlie protestou.
-Eu vou te explicando no caminho! O estranho retrucou.
Mais tarde, quando já haviam despistado o elemental, o estranho começou a explicar as coisas.
-Primeiramente, meu nome é George, e sou um sátiro, e você é um semideus. George disse isso como se fosse a coisa mais normal do mundo.
-Você está drogado? Então quer dizer que você é um ser da mitologia grega? Pensando bem é, assim como eu sou o presidente dos Estados Unidos. Charlie falou.
-Cala a boca, cara. Ainda nem te expliquei. George protestou.
-Ok, explique-se então. Charlie deu a deixa.
-Obrigado, começando, você é um semideus, você tem um cheiro fraco, porém intenso, deve ser filho de Hypnos, monstros como aquele vão te perseguir, alguns semideuses não conseguem nem chegar aos 14 anos, você precisa ir ao acampamento. George explicou.
-Ah, ok, vou falar com minha mãe sobre isso, e além disso vou te levar lá em casa. Charlie falou.
-Ufa, você estará a salvo, tome esta adaga, elá te protegerá de monstros como aquele. George falou se sentindo aliviado.
-Beleza.
Charlie Hakamoto
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Saito Yamamoto em Dom 28 Set 2014, 20:07

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado?
Nyx

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Frio , com poucas emocoes , muito calmo e serio , e tem um psicológico muito forte , com pensamentos de um ser muito antigo.Um pouco palido , magro , mais nao tao magro , poucos musculos , cabelo arrepiado (preto) e olhos amarelos , altura normal , qualquer um q olhar uma pessoa com essas caracteristicas de longe acharia q era a morte em pesseoa , quando de noite seria quase invisivel a olhos mortais com uma presenca esmagadora.


▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus:

Bem eu gostaria de ser filho dela pois ela e muito parecida comigo em termos de gostos , pois eu gosto muito da noite e ela e um deusa q eu nunca tinha visto ou conhecido , conheci a pouco tempo e já estou adorando ela


▬ Relate a história da sua personagem :OBS:MINHA MAE (BIANCA , MAE MORTAL) MEU PAI (CHARLES)

Binca: Saito , venha seu café está pronto
Eu: Já vou

Quando eu tinha 10 anos meu pai morreu , ninquem sabe como , ele simplesmente desapareceu , desde entao moro com minha mae.

Eu: Eca mae , tem um cabelo na comida
Bianca: Me desculpe , e porque eu estou nervosa, fiz tudo na presa , seu primeiro dia de aula e hoje
Eu: Eu sei mae , mais espera ai , nao era para eu estar nervoso ?

Eu estava no 9 ano , tinha 15 anos , estava indo para o colégio , mais o que eu menos esperava aconteceu.

Eu: Tchau mae
Bianca: Tchau filho , boa sorte no seu primeiro dia de aula

Estava na minha sala de aula todos eram estranhos para min nao conhecia ninguem , certo momento 1 garoto com um rosto cheio de cicatrizes veio falar comigo.

Garoto: Eae seu pirralho está pronto para um ano de inferno?
Eu:(pensamento)O que ele esta falando nem conheco ele e ele está me ameacando.
Eu: Do que vc está falando ? Nem te conheco .
Garoto: A sim vc me conhece muito bem Sr.Saito

Me perguntei porque ele sabia meu nome e porque estava me ameacando , mais antes que eu pudesse pensar a sala estava vazia e ja era umas 6:30 da tarde , fiquei confuso pois ali mesmo a alguns segundos era umas 8:30 da manha , mais entao no exato momento q ficou tudo escuro ele veio para cima de min , ele que já nao era mais humano estava em formato de um cachorro e uma mistura de aranha com garras afiadas , ele deu um pulo para cima de min e tentou arrancar minha cabeca , mais quando fica de noite sempre sinto meu corpo leve entao por pouco conseguir desviar , ele falou

Aranha-Cachorro: Uhhm...Vc parece delicioso igual o seu pai

Na hora que ele falou do meu pai uma explosao de raiva subiu em minha cabeca e eu comecei a chorar e falei

Eu: Voce...voce...foi voce que matou meu pai
Aranha-Cachorro: Foi eu mesmo , e foi tao delicioso ver a expressao de pavor no rosto dele que nao aguentei a vontade de come-lo devagar
Eu: Seu mizeravel juro que matarei voce
Aranha-Cachorro: Como vc vai fazer isso , com que forca ?Coitado

Entao eu fui para cima dele e tirei uma faca que meu pai me deu quando era vivo , para me proteger, cheguei perto dele a ponto de sentir o seu fedor e cortei um de seus olhos mais nao foi o suficiente , logo ele feiz um corte muito profundo na minha barriga que comecou a jorrar muito sangue fiquei tonto mais uma voz feminina na minha cabeca falava para eu continuar em pé , ele veio para cima de min e me jogou contra a parede , ele comecou a rir de como eu era fraco e entao disse

Aranha-Cachorro: Nao acredito que voce e filho de nyx
Eu: Como assim quem é nyx ? Eu sou filho de Bianca nao dessa tal de nyx
Aranha-Cachorro: A entao voce nao sabe que voce e um meio sangue ? e que sua mae mortal nao e sua mae verdadeira?
Eu: Meio Sangue ? Mae verdadeira como assim ?
Aranha-Cachorro: Meio sangue , e quando voce e filho de um deus e de um mortal , no seu caso sua mae e a deusa da noite nyx e seu falecido pai era Charles, voce e uma ameaca e ao mesmo tempo uma sobremesa

Entao ele veio para cima de min mais eu estava tao furioso que nao recuei e fui para cima junto com ele vindo , eu acertei a faca na testa dele mais ele perfurou a minha perna , e no mesmo momento tudo ficou claro e a aranha-cachorro sumiu em pó , e eu desmaiei pois estava perdendo muito sangue.

Bianca: Filho!Filho!Voce está bem ?
Eu: Ahm?

Eu estava em uma cama no hospital

Bianca: Que bom que voce está bem
Eu: Mae ? Ae verdade , eu lutei com alguma coisa.
Bianca: Filho tenho q contar uma coisa para voce , eu nao sou sua mae verdadeira , sua mae e a nyx , e vc está correndo perigo.

Eu sabia que ela nao era minha mae mais eu nao queria acreditar nisso

Eu: Porque vc nao me contou antes?
Bianca: Estava com medo de voce ficar com raiva de min , mais isso nao importa eles encontraram vc agora as coisas só vao piorar voce precisa ir para o acampamento
Eu: Que acampamento ?
Bianca: Acampamento meio-sangue.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Luana Levin em Dom 28 Set 2014, 20:55

Ficha de Relamação





-Por qual deus você quer ser reclamado?

Resposta: Eu gostaria de ser reclamada por Atena, a deusa da sabedoria



-Cite suas características físicas e emocionais

Físicas: Sou uma garota de altura mediana(por volta de 1,70), magra, postura ereta. Assim como quase todos os filhos de Atena tenho cabelo loiro e olhos cinzentos, além de loiro meu cabelo é longo e liso. Uso uma blusa preta, jaqueta de aviador, calça preta e uma bota preta, não há quem me faça usar rosa

Emocionais: Sou o tipo de garota obediente, encaro qualquer perigo para ajudar um amigo(a), adoro ler, toco telado e sou super afinada. Alguns dizem que sou sombria, o que pode ser verdade. Não sou como as outras garotas, prefiro ficar no meu canto, sozinha.


-Por qual motivo você quer ser reclamado pelo mesmo?

Resposta: Meus amigos falam que sou muito inteligente, minhas notas são altas, assim como todos os filhos de Atena tenho aracnofobia, gosto bastante de arquitetura, minha matéria preferida é matemática, tanto que posso fazer contas grandes com a cabeça, meu professor diz que sou uma calculadora humana, meus amigos me chamam de internet, pois encontro uma resposta para quase tudo e um dos meus maiores sonhos é conhecer Atenas.


-Conte-nos a história do seu personagem:

Eu acabara de acordar, olhei no calendário, hoje era dia 2 de Setembro, meu aniversário, levantei da cama com um sobressalto e corri para o banheiro, quando terminei o banho me vesti, arrumei meu material escolar e desci correndo a escada.


-Oi pessoal!- Falei animada, mas logo me calei quando lembrei que não tinha ninguém em casa ou acordado.
Minha madrasta estava dormindo, as duas filhas dela também e meu pai estava trabalhando. Umas palavrinhas sobre cada membro da minha família. Minha Madrasta: Seu nome é Lisa, ela tem 35 anos, mas aparenta ter uns 85, ela me odeia, por tanto me faz de escrava. Minhas irmãs: São aquele tipo de garota mimada, esqueci de mencionar uma coisa, elas são gêmeas, Lacy e Lucy são o tipo de garotas que só pensam nelas mesmas e fazem os outros de idiotas. E meu pai: George, vive trabalhando, já perdeu muitos aniversários meus, e tenho certeza que vai perder o meu décimo oitavo aniversário, que a propósito é hoje.
Joguei minha mochila no sofá e fui para a cozinha, preparei meu café e me sentei a mesa.
-Parabéns pra mim, hoje não vou deixar ninguém estragar meu dia!
Nessa hora Lisa, Lacy e Lucy desceram, elas ainda usavam pijama.
-Já preparou o café?- Perguntou-me Lisa.
-Já, o meu café,se você estiver com fome venha preparar o seu- Falei levantando-me e lavando o prato e copo que usei.
-O que você falou pirralha?- Perguntou Lacy
-Falei com o burro, não com seus carrapatos. E Lacy eu sou dois anos mais velha que você, a pirralha aqui é você!- Falei seguindo em direção a sala e pegando minha mochila.
-Para onde você vai?- Perguntou Lucy
-Para a escola, hoje é Terça!- Falei batendo a porta atrás de mim.
No mesmo momento que saio, meu amigo Nico di Angelo aparece.
-Oi!- Ele falou desanimado
-Oi!- Respondi- Vamos?
-Vamos!- Ele falou e andamos em direção a escola.
Nico e eu tínhamos essa rotina, ele ia me pegar em casa e íamos andando para a escola.
-Então, o que você vai fazer hoje?- Ele me perguntou quando dobramos na rua do Central Park.
-Nada, por que?
-Quer comer uma pizza?- Ele me perguntou.
Eu o fitei, Nico era diferente dos outros garotos, assim como eu ele usava uma jaqueta de aviador e roupas pretas, nas férias quase não nos falávamos, pois ele sempre viaja para um acampamento de verão.
-Pode ser!- Respondi sorrindo.
Chegamos na escola na hora certa, 7:20, entramos na sala e sentamos lado a lado como sempre. O professor entrou na sala, seu nome era Janildo Santos, era o tipo de professor brincalhão, ele nos ensinava geografia, quando tinha aniversário de algum aluno ele sempre dava um presente, ele alternava entre maratona de dez perguntas e gincana de treze perguntas.
-Bom dia alunos!
-Bom dia professor!- Respondemos em uníssono
-Fizeram a lição?
-Sim- Respondeu uma grande minoria.
-Menos um ponto para os que não fizeram....
Enquanto o professor escrevia algo no quadro o alarme de incêndio soou e saímos da sala apressados. Nos dirigimos até a entrada, quando os alunos iam chegando se aglomeravam em um só lugar, por tanto eu e Nico fomos mais para trás.
-O que está acontecendo?- Ele me perguntou.
-Não sei- Respondi.
Depois quando todos já estavam fora da escola um terremoto começou.
-Que diabos está acontecendo hoje?- Perguntei olhando diretamente para o céu.
-Santo Estige, logo hoje....- Falou Nico
-O que houve?- Perguntei para Nico.
-Luana, venha comigo...- Ele me puxou para o Norte, decidi não discuti, mas algo me puxou na direção contrária.
-Vocês não vão a lugar algum- Olhei na direção da voz, reconheci o diretor Steiner.
-O que o senhor quer?- Perguntei.
-Solte ela- Gritou Nico, sua mão escorregava pelo me braço.
O diretor começou a se transformar, reconheci no que ele se transformava, havíamos estuda em história, ele estava se transformando no manticore.
-O que está acontecendo aqui?- Perguntei assustada
-Nada criança, sou apenas eu, o diretor Steiner.
-Não, você não é o diretor Steiner- Falei com obviedade na voz.
Fiz algo inesperado, chutei a cara do monstro, que me soltou e cai em cima de Nico.
-Bom trabalho- Falou ele.
-Obrigada!- Nós nos levantamos.
-Seus pestinhas...- Falou o monstro se recobrando.
-Temos que ir- Disse Nico.
-Para onde?- Falei seguindo ele.
-Acampamento Meio-Sangue.
-Não temos como fugir correndo, seja lá onde for isso!- Falei.
Chamei um táxi e entramos rapidamente.
-Estreito Norte de Long Island, rápido!- Falou Nico.
O taxista acelerou e logo chegamos no topo de uma colina, Nico e eu dividimos a conta e descemos o mais rápido que podíamos. Passamos por um pinheiro, depois disso pude avistar uma casa em estilo colonial, de quatro andares, com uma águia no topo. Seguimos em direção a esta. Entramos e avistamos dois homens, um usava uma blusa de leopardo e outra estava em uma cadeira de rodas.
-Olá- Falou o da cadeira de rodas.
-Nossa que maravilha!- Falou com ironia o outro homem.
-Vamos Dionísio, temos uma campista novata!- Falou novamente o da cadeira de rodas
-Quíron, esta é a Luana- Falou Nico com a respiração pesada por conta da corrida.
-Oi!- Falei- Onde estou?
-Você está no Acampamento Meio-Sangue, o único lugar onde semideuses, que nem você podem viver- Falou Quíron.
-Calma, semideuses?! Tipo nas histórias antigas?! Hércules e Perseu?! Deuses não existem...
-Existem, seu amigo, Nico, é filho de um...- Falou Dionísio- E eu sou um deus, mas você é burra demais para perceber isso.
-Pera, você é filho de um deus?!
Olhei para Nico.
-Desculpa não podia falar, sou filho de Hades.
-E você, é Dionísio, nossa que honra estar na sua presença- Falei com ironia na voz.
-Se você passou pela barreira, então você é uma semideusa...- Falou Nico
-Eu?! Semideusa?! O máximo que posso fazer é ler um livro de quinhentas folhas em um dia.
-Por enquanto não sabemos de quem você é filha, por tanto deve ficar por um tempo, se for de um deus pequeno, poderá voltar para casa, mas se for filha de um olimpianos, essa oportunidade já fica mais difícil de se concretizar...Nico mostre a ela o acampamento...-Falou Quíron.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Beckendorf Myrmekos em Dom 28 Set 2014, 21:32

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Filho de Hefesto
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Beckendorf é um cara enorme com uma carranca permanente , tinha músculos como os de um jogador de futebol americano profissional.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?Sempre gostei de Hefesto acho o fato dele controlar o fogo muito magnífico , e nos jogos mmorpg sempre gostei de ser aquele cara que tinha a habilidade de forjar.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?
Era para ser um dia qualquer mais acordei assustado por causa de gritos misteriosos , logo percebi que estava saindo fumaça pela porta me desesperei corri até a porta , logo depois eu vi que tudo estava pegando fogo minha mãe estava gritando por socorro corri até o quarto de minha mãe lá estava ela gritando com todos suas forças minha mãe me olhou com um olhar de desespero , não sabia o que fazer mais logo abracei ela para pode diminuir seu desespero.Eu por algum motivo que eu não estava entendendo o porque de eu não está com medo daquele fogo  , decide tirar minha mãe da casa quando derrepente vejo que o fogo estava se concentro em um só lugar parecia que ele estava tomando uma forma física  o fogo começo a crescer , mais do nada o fogo desapareceu só deixando uma criatura alta e cizenta.Minha mãe logo caiu em um sono profundo.
Criatura- Sua mãe não aguento minha presença filho de Hefesto ou Vulcano como você preferir chamar seu pai.
Beckendorf-  Nunca conheci meu pai , minha mãe me falou que ele me abandonou!
Criatura- Irei te comer filho de Hefesto.
A criatura avança sobre mim  tentando me da um  empurrão, eu estava com muito medo ouvi uma voz pedindo para eu desvia , meu corpo se mexeu só mais a criatura era rápida e me empurro fui para debaixo da cama de minha mãe , percebi que  esbarrei numa caixa de ferramenta logo eu abrir a caixa pegando a primeira coisa que tinha era um pequeno martelo de ferro, quando eu peguei pensei em usar como arma fiquei com medo por nunca ter lutado antes mais com eu olhava para aquele martelo como se fosse algo familiar como se eu  tivesse usado ele por anos .
Criatura- Você acha que pode me ferir com algo tão trivial?
Beckendorf- Só quero me defender de uma criatura mais feia que uma macaco gordo com a mascará do Jason.
A criatura se irrita e avança , dei um sorriso sarcástico como se eu estivesse no controle da situação ele tenta me dar um soco mais rapidamente eu do uma investida para frente desviando de seu soco e levanto o martelo para poder acerta a cabeça da criatura com todas as minha forças , percebi que tive sucesso em minha tentativa a criatura se torna totalmente cinzas minha energia tinha acabado cai no chão como se eu tivesse corrido uns 10km logo perdi a consciência.Quando acordei percebi que eu estava em lugar estranho meio medieval mais um tanto que familiar percebi que uma menina se aproxima de mim , mais eu estava tonto só conseguir ouvir algumas palavras(bem vindo meio-sangue) depois desmaio novamente.
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Re: Ficha de Reclamação

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