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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Sigurd Polaris em Ter 16 Set 2014, 23:45

Relembrando a primeira mensagem :

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Gostaria de ser reclamado como filho da deusa Athena.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Fisicamente sou um misto de tudo o que forma a aparência de um nerd. Sou alto (1,79) e, apesar de não ser assim tão magricela, sou magro para a minha altura. Meus cabelos são negros e vivem revoltos acima da minha cabeça denunciando o meu pouco cuidado com minha aparência física e dando a meu rosto uma expressão meio idiota. Tenho olhos tão escuros quanto meus cabelos, mas frequentemente esses mesmos olhos, quando conseguem vencer a barreira dos meus óculos de leitura, denunciam meu espírito curioso ao mesmo tempo que acabam por passar um certo ar de ingenuidade. Aspecto o qual definitivamente não combina com meu verdadeiro eu. Sim, porque eu me descreveria como alguém bastante observador e astuto, assim, dificilmente tomo atitudes ingênuas em relação a algo ou alguém.
Sou uma pessoa de poucas palavras, mas de sorriso fácil e me descreveria como uma boa companhia tanto para um bom filme no cinema quanto para missões desesperadoras onde tudo depende de um milagre para acabar bem.
Estou sempre alerta ao que acontece ao meu redor e muitas vezes o mesmo silêncio que me dá um ar meio alheio, nada mais é do que um disfarce natural para que eu possa observar melhor o que se passa ao meu redor.





▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Me identifico com o perfil dos filhos de Athena, além de ser a deusa que, de longe, sempre gostei mais. Admiro sua lealdade, integridade, sabedoria e sua força, bem como seu senso de justiça. Posso dizer que, desde sempre, sou um admirador da filha favorita de Zeus.


▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir. 

O que um semideus pode dizer de sua própria história sem cair no clichê do estranho e inesperado? A verdade é que quase sempre somos arrastados por essa condição que atrai tantos perigos (quando não somos arrastados por monstros) e isso ganha uma frequência tão grande em nossas vidas que fica difícil ignorar o que se passa.

Alguns enlouquecem e sei de uma porção que acaba perdendo bem mais que um pedaço do corpo ou da razão propriamente dita. Mas comigo, as coisas não ocorreram bem assim: Nasci em Nova York e, quando se é nova yorkino, todo o tipo de bizarrices acontecem sem que você realmente se surpreenda muito com o que houve. Assim que, quando acontecia algo inesperado, era fácil para meu pai disfarçar o que houve com alguma explicação que fizesse sentido e, portanto, resguardar-me por um tempo a mais de meu destino. Como no dia em que fui perseguido por um sedã preto que eu podia jurar que rosnava e latia para mim. Meu pai disse que se tratava apenas da buzina do carro que era um pouco excêntrica demais.

Não, meu pai nunca enxergou através da névoa. Mas ele tinha uma boa noção de que seu filho era algo diferente das crianças comuns, pois meu nascimento não acontecera como o de outras crianças normais.

Obviamente que, enquanto eu era pequeno, meu pai havia me contado que minha mãe morrera no parto e isso explicava a sua ausência. Mas quando não houve mais jeito, ele finalmente declarou que sempre soube que aquela estudante de intercâmbio da universidade não era uma pessoa qualquer e que quando ela lhe entregou o cesto onde eu dormia tranquilamente, ele nunca duvidou de que eu era parte dele e que ela lhe confiava alguém muito especial. O que ela lhe disse realmente ou que tipo de relacionamento eles tiveram, eu nunca soube, pois meu pai nunca me revelou isso. E tampouco eu soube quem era a minha mãe antes dos fatos que se desenrolaram quando completei 13 anos de idade.

Meu pai é um professor de Mecatrônica na Universidade de Nova York e eu, particularmente sempre o admirei como o melhor dos homens do mundo. Ele era capaz de resolver problemas com uma facilidade incrível, e não só os de matemática, mas todos os problemas do mundo pareciam ter uma solução quando chegavam até ele. Na verdade, tudo o que eu sempre quis desde pequeno era ser exatamente como meu pai.

Bem, fisicamente, até que posso dizer que sou muito parecido com ele. Mas foi realmente fustrante perceber, ao entrar na escola, que eu parecia não ter herdado a sua inteligência. Inicialmente, constatei que eu era diferente das outras crianças, por que eu não conseguia aprender quase nada do que me era ensinado na escola. Demorei muito tempo para aprender a ler e escrever e, mesmo quando consegui algum resultado, era tudo tão pouco perto da grande sabedoria que meu pai emanava que, para mim, foi terrível. Mesmo quando, depois de me levar a um médico, descobrimos que eu tinha TDAH, ainda assim eu não conseguia superar o que acontecia comigo.

Por um tempo, meu pai achou que seria bom para mim continuar frequentando a escola normalmente junto com as outras crianças. Mas logo perceberam que eu tinha um certo talento para causar confusões e que isso estava prejudicando bastante a escola, então, meu pai decidiu que eu estudaria em casa mesmo e que ele seria o meu tutor. Mas com o passar dos dias, foi ficando difícil para ele conciliar o trabalho da faculdade com os cuidados que uma criança ativa como eu lhe inspirava e, por isso, tivemos que contratar uma tutora particular que, além de me ensinar cuidaria de mim enquanto meu pai estivesse fora de casa.

No início me senti um pouco culpado pois sabia que estava sendo muito difícil para meu pai cuidar de mim. Então, jurei a ele que iria me comportar bem e que não lhe traria mais problemas. Mas meu pai apenas afagou minha cabeça e sorriu dizendo que me compreendia mas que eu iria me sentir bem melhor com a companhia de uma professora só para mim.

Foi assim que a srta Suzan Jill entrou em nossas vidas. Ela era uma jovem professora e, ao que parece, meu TDAH nunca a assustou e ela sempre parecia disposta a me ajudar, mesmo quando eu mesmo perdia as esperanças. Foi com ela que aprendi a lidar um pouco melhor com minha condição e até me desenvolvi bastante sob seu olhar atento. Eu me apeguei a ela de verdade e pela primeira vez soube como se parecia o amor de uma mãe, quando ela e meu pai se casaram meses depois da sua chegada a nossa casa.

Não demorou muito para que minha tutora e meu pai decidissem ter seus próprios bebês. Na verdade tiveram apenas mais um filho. Uma garotinha chamada Rebecca, que nasceu quando eu tinha exatos 10 anos de idade e se tornou o foco de todo o meu amor. Becca era tão pequena e engraçada que, de repente, me senti mais útil após seu nascimento. Eu podia e conseguia protegê-la. Mesmo com todos os meus problemas eu conseguia ser o irmão que ela precisava que eu fosse e isso, para mim, era mais que compensador, era uma verdadeira vitória.

Porém, com o tempo, outras coisas estranhas começaram a acontecer ao meu redor. Era difícil sair de casa sem que algum “incidente” acontecesse e eu passei a achar que eu era realmente o problema e que quanto menos tempo fiasse fora de casa, melhor. Assim, passei a me dedicar mais às coisas que eu gostava de fazer em casa. Uma dessas atividades era assistir seriados antigos. Eu vibrava com coisas do tipo Esquadrão Classe A mas gostava de um em especial. Era um seriado chamado Macgayver, onde um policial genial era capaz de criar os mais diversos dispositivos e se safar das piores situações. Eu era louco pelas coisas que Macgayver criava e, logo eu passei a tentar minhas próprias criações. Passava horas de meu tempo livre projetando engenhocas (que eu chamava de sistemas de segurança) baseadas em armadilhas (que na realidade se tratava de baldes de água ou qualquer outra coisa que pudesse assustar alguém), alarmes e outros mecanismos intrincados que dificilmente eram descobertos por outros que não tinham certa habilidade com este tipo de artefato, ou fosse bastante atento às coisas ao redor. Coisas que meu pai, como professor de robótica, me ajudava a elaborar e quase sempre executava para mim.

Foi assim que descobri o mundo fascinante e peculiar no qual meu pai trabalhava e, a partir de então, era normal me verem empolgado conversando com ele sobre mecatrônica e projetos os quais eu fui aprimorando conforme ia crescendo e amadurecendo. Este hobby veio a se tornar um elo entre mim e meu pai posto que nos fins de semana, passávamos horas seguidas na garagem de casa onde ele me ajudava com meus projetos e invenções e eu o ajudava com as suas próprias, como o dispositivo que abria e fechava as portas através de comando de voz, muito útil quando  estávamos com as mãos ocupadas e precisávamos passar de um lado para outro da casa.

Como podem notar, apesar dos incidentes recorrentes, eu até que levava uma vida tranquila. Meu pai e Suzan se esforçavam para que eu crescesse sem muitos revezes, mas algumas coisas estavam totalmente fora do alcance deles. E mesmo que tenham se saido muito bem durante todo esse tempo me protegendo, chegou o momento em que eu teria de enfrentar a minha realidade.

Eu já contava 13 anos completos quando o mais incrível e absurdo episódio de minha vida, até então se desenrolou diante de mim. Não era costume de meus pais nos deixar sozinhos em casa, mas naquele dia, houve uma emergência da qual agora eu não me lembro e Suzan teve de sair. Como não faltava muito tempo para meu pai retornar e Becca estava tirando seu cochilo da tarde, Suzan não viu problemas em se ausentar por alguns instantes.

Era pois, uma tarde quente e eu estava sozinho em casa com Becca. Estava entediado mas não ousei sair da sala ou me afastar demais da babá eletrônica. Tive medo que Becca acordasse eu não ouvisse e, no mais, eu não gostava do novo jardineiro que àquela hora cortava nossa grama. Ele era grande e corpulento e usava uma daquelas regatas coladas, bermudas e chinelões que o deixavam mais com cara de surfista do que de jardineiro, o que era meio tosco por que morávamos em um bairro consideravelmente longe do mar.

Para passar meu tempo, sentei-me na sala com meu caderno de rascunhos e comecei a rabiscar coisas que eu chamava de “meus projetos”. Sempre tive o sonho de que um dia, ainda projetarei maior prédio móvel da história da humanidade. Um artefato único que será capaz de se mover sozinho para onde quer que suas diretrizes o enviem. E era exatamente nisso que eu trabalhava quando ouvi um barulho estranho nos fundos da casa. Era como um baque surdo, como se alguém golpeasse a parede. Um barulho parecido com quando alguém bate na porta avisando sua chegada, mas era estranho por que era na parede e no quintal.

Curioso com o barulho insistente, me levantei e fui caminhando para a cozinha a fim de desvendar tal mistério. Foi então que, repentinamente tudo pareceu mergulhado num silêncio denso e inquietante. Até mesmo o barulho do cortador de gramas lá fora havia se extinguido. Era como se o mundo se calasse por completo e as batidas na parede fossem o único som existente no mundo e que seu barulho irritantemente ritmado ditasse as batidas do meu coração.

Sentindo meus passos pesados e oscilantes, caminhei lentamente até o centro da cozinha e parei por um instante. Eu podia perceber que havia algo errado, mas nem de longe podia suspeitar do que se tratava.

Então tudo parou!

Fiquei imerso em uma sensação de expectativa e incerteza. Se o barulho na parede me incomodava, a ausência de sons era algo que me deixava ainda mais intrigado, mas não tive muito tempo para ponderar sobre os supostos motivos deste estranho fenômeno, pois, o barulho ensurdecedor de uma explosão abalou não só a mim, como a minha casa inteira. Minha única reação foi a de jogar-me para baixo da bancada da cozinha que, para minha sorte acabou por me proteger dos pedaços de parede que voaram por todo o lugar.

Ainda atordoado e um pouco surdo, por causa do estrondo me ergui por trás da bancada, apenas o suficiente para espiar o que estava acontecendo. Inicialmente, uma nuvem de poeira e fumaça me atrapalhava a visão, mas aos poucos pude divisar o que se estendia para além de mim.

A cozinha de minha casa, antes tão limpa e arrumada se tornara uma confusão composta de pedaços de parede, pó de reboco e outras tantas coisas despedaçadas as quais agora era impossível identificar. O lustre pendia precariamente de uma parte do forro que não despencara no meio daquela explosão. Um jato de água jorrava de onde, um dia existira uma pia, deixando o chão enlameado por causa da sujeira.

Eu estava diante da maior e mais real representação do caos que eu jamais vira anteriormente e minha cabeça variava entre a possibilidade do encanamento de gás ter explodido e um ataque terrorista quando as coisas ficaram ainda mais estranhas. Diante de meus olhos, a poucos metros de distância, no lugar onde antes havia uma parede, estava parado o nosso jardineiro. Mas ao contrário de uma expressão preocupada que normalmente um adulto teria diante de uma tragédia como aquela, ele trazia uma expressão satisfeita e até mesmo sorria. Parecia ainda maior do que era e em suas mãos ele carregava uma espécie de bola dourada, a qual ele jogava de uma mão para a outra displicentemente.


- Onde ele está? - ele rosnou olhando ao redor como se procurasse algo ou alguém Moleque maldito!
E imediatamente eu entendi que ele era o causador de toda aquela bagunça. E pior ainda, estava atrás de alguém, que muito provavelmente era eu, já que nenhum outro moleque vivia naquela casa. Mas o que eu poderia ter feito para que ele viesse assim atrás de mim? Porém eu não era assim tão tolo de sair de meu esconderijo para perguntar. Além do que, eu estava com tanto medo que nem que me pagassem eu sairia do meu esconderijo.

Sentei-me novamente no chão por baixo da bancada e tentei me acalmar. Pude ouvir o choro de Becca que acordara com o barulho da explosão e percebi que o jardineiro se movia na cozinha. Deduzi que ele também ouvira minha irmãzinha chorando e que ponderava que eu poderia estar escondido no quarto com ela.

Neste momento me ocorreu um único pensamento: eu precisava proteger Rebecca, não importava o que acontecesse. Então, reunindo uma coragem que até então eu desconhecia dentro de mim, deixei o meu refúgio correndo e passando mesmo ao lado do jardineiro e indo o mais rápido que eu podia em direção à sala, onde estava a escada que levava aos quartos no andar superior.

Para minha sorte, o jardineiro ficou tão surpreso com a minha “aparição” que quando tentou alguma reação, eu já estava bem adiante.

Gritei o comando para que o dispositivo criado por meu pai e que controlava as portas da casa cerrasse a passagem antes que ele passasse e imediatamente ouvi o estrondo da porta batendo na cara do jardineiro que soltou um urro de raiva.

Subi as escadas correndo como se a minha vida dependesse daquilo... e dependia mesmo. Enquanto subia pensava em como salvar minha irmã daquele jardineiro-maníaco-gigante que me perseguia no andar de baixo. Eu podia ouvir o barulho das portas sendo derrubadas e coisas sendo quebradas conforme ele avançava e, por isso, a cada porta que eu passava eu gritava o comando para que se trancasse e por fim, com alguma vantagem, cheguei ao quarto de Becca.

Ao me ver, minha irmãzinha parou de chorar. Ela fazia beicinho assustada e eu corri para ela a retirando do berço. Ela me abraçou forte perguntando para mim sobre sua mãe e eu lhe disse que tudo ficaria bem, mas que agora precisávamos brincar de esconde-esconde. Eu acreditava que seria menos assustador para ela se eu fingisse que estávamos brincando um de seus jogos favoritos. Rebecca concordou imediatamente e me abraçou mais forte, enquanto eu corria com ela para o quarto de nossos pais.

Sem esperar nenhum sinal de nosso inimigo, coloquei minha irmã no chão ao meu lado e abri o closet para poder escondê-la. Encontrei uma caixa grande o suficiente para colocar Rebeca dentro e pedi a ela que ficasse quietinha.


- Econde-econde? - ela perguntou com a vozinha chorosa e os olhinhos marejados em lágrimas.

- Sim, só saia quando a mamãe ou o papai chegarem, ok?

Becca acenou afirmativamente e, após colocá-la confortavelmente dentro da caixa, a tampei e empurrei de volta para dentro do enorme closet. Porém, quando fazia isso, ouvi que outra porta era derrubada e que o jardineiro começava a subir as escadas. Num sobressalto, esbarrei numa caixa de sapatos que estava mais próxima e esta caiu da prateleira espalhando seu conteúdo pelo chão. Tratavam-se de algumas fotos velhas, as quais eu recolhi muito rapidamente e sem olhar de quemse tratava, mas por baixo delas descobri um objeto mais que interessante. Se tratava de uma adaga de bronze, um artefato que chamava mais atenção por estar ali do que por suas formas em si. Eu não sabia que meu pai possuía uma arma como aquela, alias, não sabia que ele tinha arma nenhuma! De qualquer forma, uma adaga poderia ser útil num momento como aquele, então eu a tomei para mim, prendendo-a no cinto de minha calça e corri para fora do quarto.

Em seguida, retornei ao quarto de Becca. Ela tinha uma daquelas bonecas enormes e realistas que quase podem se passar por uma criança de verdade, era perfeita para o plano que eu começava a bolar em minha cabeça. Peguei a boneca e olhei sorrateiramente para o corredor. Pelo barulho de coisas caindo e os gritos irritados, percebi que o jardineiro havia entrado em meu quarto. Sorri interiormente satisfeito, pois meu quarto era um dos cômodos da casa onde haviam mais engenhocas e muito provavelmente ele estava enrascado em alguma de minhas infantis armadilhas.

Com mais essa vantagem, tive tempo para amarrar a boneca em mim mesmo, para que parecesse a minha irmã. Então, me posicionei próximo à janela, me pendurando do lado de fora para descer pelas trepadeiras que cresciam rente à parede da casa. Quando estava começando a descer ouvi a porta do quarto de Rebecca ser arrebentada e me desequilibrei um pouco, ficando pendurado precariamente na janela. Se minha irmã realmente estivesse comigo, eu nunca teria conseguido, pois ela era bem mais pesada que a boneca. Consegui me agarrar na gradinha na qual se enrolava a trepadeira mas quando fui soltar a mão do parapeito da janela, me senti sendo agarrado pelo pulso.

Em pânico, olhei para cima e encarei o rosto do jardineiro que sorria maldoso apesar do nariz inchado e vermelho:


- Vermezinho maldito! Agora você não me escapa! -ele disse satisfeito.

Gritei a plenos pulmões soltando a outra mão e agarrando a adaga em minha cintura e num golpe desesperado consegui ferir a mão enorme fazendo jorrar um sangue que me assustou ainda mais, pois do corte feito por mim, não jorrava o líquido vermelho denso e costumeiro. Dali escorria uma espécie de líquido dourado espesso e brilhante, como se nas veias dele corresse ouro. Porém a dor causada pela ferida ainda era a mesma de um corte normal, assim, ele imediatamente me soltou.

Infelizmente, para mim, eu estava agora sem nenhum apoio e por isso, simplesmente despenquei do segundo andar de casa para o que, na hora pareceu a minha morte certa.

Foi um susto enorme, mas acabei caindo em cima dos arbustos que rodeavam a casa e por isso e por causa da boneca de Becca que amorteceu um pouco da queda, não me machuquei seriamente. Fiquei dolorido sim, e bastante arranhado, mas ainda tinha forças para me levantar agarrando o punhal que, por algum motivo eu não soltava de nenhuma maneira e correr mancando enquanto o ser enorme que me perseguia urrava de ódio e saltava para fora com uma facilidade de dar inveja a qualquer um que, como eu, tivesse experimentado a queda do segundo andar.

Eu estava certo de que era perseguido por algum alienígena ou coisa do tipo e essa ideia me assustava ainda mais. Eu seria abduzido? Fariam experiências dolorosas comigo? Essas coisas passavam muito rapidamente pela minha cabeça enquanto eu procurava alcançar a garagem de casa, um lugar onde eu poderia ter alguma chance de me salvar daquele monstro de sangue estranho que tentava por tudo me alcançar.

Talvez você questione minha atitude de correr para a garagem ao invés de correr para um vizinho para pedir ajuda, mas eu já explico. Minha família sempre foi meio fechada em si e pouco conversávamos com os vizinhos, além do que, houveram alguns incidentes comigo durante os anos e, por isso, dificilmente os vizinhos me dariam ouvidos. No mais, quem acreditaria que o jardineiro era um alienígena do qual jorrava sangue dourado? Por isso, preferi tentar me esconder na garagem, ou ao menos, ganhar tempo para que meu pai chegasse e me salvasse.

Entrei o mais rápido que eu pude naquele que eu estava disposto em transformar em meu forte de guerra, apesar de saber que não teria muito tempo para isso, e comecei a ajeitar alguns caixotes de forma a impedir que o brutamontes entrasse pela porta com facilidade. Depois corri para o fundo, me escondendo atrás de um enorme armário, o qual eu intencionava empurrar em cima do E.T.

Não foi difícil para o jardineiro alienígena entrar na garagem. Apesar dos obstáculos que eu coloquei no caminho, a porta cedeu facilmente e logo eu podia vê-lo caminhando para dentro. Tentei controlar minha respiração para que ele não me ouvisse. Na verdade ele olhava para os lados tentando me encontrar e hoje sei que até teria sido fácil para ele me farejar, não fosse o cheiro forte de óleo derramado no chao da garagem, que acabou por esconder um pouco do meu próprio cheiro.

Foi então que eu me liguei que ele estava muito próximo do interruptor e que, se acendesse a luz, eu estaria totalmente visível. Um pouco trêmulo, mas resolvido a acabar com aquilo, tentei em vão empurrar o armário. Mas não tinha forças o suficiente para aquilo. Respirei um pouco desesperado enquanto ele se aproximava ainda mais do interruptor, prestes a descobri-lo, Foi então que vi uma possível salvação: Acima de nós havia uma espécie de clarabóia. Uma janela velha que dava para o telhado da garagem. Talvez não fosse o caminho mais seguro, mas era o único que eu encontrara até então.

Apressado e sem soltar o punhal que agora emitia um estranho brilho que eu inicialmente julguei ser do sangue do E.T., comecei a escalar a estante que rangeu sob o meu peso oscilando bem de leve. Era arriscado, mas ela aguentaria bem meu peso, desde que eu não fizesse nada muito extravagante.  Porém, ao sair de meu esconderijo, fiquei evidente e o jardineiro alienígena logo veio ao meu encalço. Eu subia o mais rápido que podia, mas ele logo estava me alcançando. Agora a estante oscilava de um lado para o outro prestes a tombar ou mesmo desmontar-se debaixo do peso da criatura. Mas foi quando cheguei ao topo que todas as coisas mudaram: Ouvi a voz de meu pai invadir a garagem junto com a luz da porta que fora aberta.

Virei-me para trás instintivamente como quem procurava a segurança da presença paterna, mas tudo o que encontrei foi a carranca enorme que já me alcançava. Num grito desesperado avancei de olhos fechados para cima dele e senti a estante descer com um baque para o chão.

Essa queda, tal como a primeira, também não foi nem um pouco fácil, no entanto, de alguma forma o corpo do meu agressor acabou por amortecer a minha queda, ou ao menos o primeiro baque, por que em seguida eu meio que fui arremessado para o lado indo bater na parede.

Fiz um enorme esforço para me levantar mas senti mãos fortes me puxando pra cima e um rosto preocupado me olhando. Aos poucos percebi que se tratava de meu pai que havia chegado. Me agarrei a ele num abraço longo e logo ouvi outra voz que estava adiante:

- Lestrigão! - disse um homem de aparência frágil em cima de uma cadeira de rodas ainda próximo ao corpo do jardineiro alienígena. - Você teve sorte garoto!

Eu o observava sem dizer nada. Adiante estava o corpo enorme do monstro e só então percebi que, de algum jeito, meu punhal fora parar atravessado na garganta dele. Não sei o que aconteceu, não me lembro de ter feito aquilo, mas acho que foi mais por acidente por causa da queda enorme.

Mas então, quando eu tentava articular algumas palavras tentando explicar a meu pai sobre tudo o que se passara ali, o corpo do jardineiro começou a brilhar e quase que instantaneamente desfez-se num estranho pó dourado, deixando somente a adaga limpa e solitária no chão. Olhei embasbacado para meu pai. Agora ninguém diria que eu inventei algo, meu pai e seu amigo da cadeira de rodas estavam ali, e viram tudo. Porém, percebi que ambos olhavam para mim igualmente surpresos:


-Quíron... - a voz de meu pai oscilou oque....? - ele apontava para mim.

-Athena! - ouvi o tal Quiron responder Josh, ele não pode ficar...

- Eu sei! - meu pai respondeu me olhando agora com um meio sorriso Sigurd, meu filho. Temos muito o que conversar.

Tudo o que se passou desde então foi ainda mais surreal do que todas as coisas que eu tinha vivido. De alguma forma, meu plano de afastar o jardineiro de casa tinha garantido a segurança de minha irmã que foi resgatada por meu pai dormindo dentro da caixa na qual eu a coloquei. Nossa casa ficou quase que completamente destruída mas, ao menos, disseram que isso se deu à explosão de um encanamento de gás defeituoso.

Naquela noite, meu pai me contou a minha origem e a verdade sobre a minha mãe. E eu finalmente entendi todas as coisas estranhas que aconteceram comigo desde sempre. Contou-me ainda que havia saído naquele dia justamente para aconselhar-se com Quiron, com quem meu pai já se relacionava a algum tempo desde que soube de tudo o que acontecia comigo. Obviamente, tive que deixar minha casa e acompanhar Quiron a um acampamento onde agora eu passo ao menos todas as minhas férias de verão, sempre treinando e melhorando as minhas habilidades. E sempre que volto para casa, tento ensinar à Becca todas as coisas que sei sobre mitologia grega, para que nossos mundos não se tornem tão distantes assim...


Sigurd Polaris
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Gilan Waker em Sex 31 Out 2014, 14:06

Por qual Deus você deseja ser reclamado?
Quione

Cite suas principais características físicas e emocionais.
Físico: Alto, pele clara, cabelos escuros, olhos castanhos esverdeados.
Emocional: Reservado, indiferente, instável.

Diga-nos: por que quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Gostaria de ser filho de Quione porque me identifico com algumas características da deusa e o frio me atrai muito.

Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Jay Waker em uma viagem de férias para o Alasca conheceu aquela que seria a futura mãe de seu único filho. Em um primeiro momento, a bela dama gélida, como seu pai a chamava, era distante e de um olhar frio. Com um pouco de esforço o homem conseguiu conquistar a mulher.

Naquela mesma noite de inverno consumaram seu romance e logo depois a pálida mulher sumiu em meio à nevasca deixando Jay sozinho no frio chalé. Desamparado, sempre a procura de seu amor, o homem tentava a todo custo encontra-la, porém teve que voltar para casa.
Um ano se passou e a todo instante Jay pensava em sua dama gélida. Foi com uma surpresa que um dia de manhã gelada quando abriu a porta de sua casa encontrou um pequeno embrulho. Uma criança! Ela não parecia sentir frio, pelo contrario, suas pequenas mãozinhas tentavam agarrar os flocos de neve. Temendo que o bebe ficasse doente o trouxe para dentro e encontrou uma carta escrita a mão, com o menino.

“Sei que se lembra de mim e este é seu filho. Cuide bem dele até que eu possa reclama-lo como meu. Sua Dama Gélida.”

— Meu filho? — murmurou.

~*~

Desde pequeno Gilan mora em Inwood, um lugar bem tranquilo apesar de ser em NY. Para ele o melhor não é a paz e calmaria do lugar, mas sim o fato de ser frio a maior parte do tempo, nem mesmo no verão fica muito quente. Seu lugar preferido é o Inwood Hill Park e foi lá, durante sua época favorita do ano, o inverno, que ele descobriu ser um semideus.
Sentado em um dos vários bancos em meio à neve, lia seu livro, alheio ao que se passava em volta. Pensava estar sozinho e foi uma decepção ouvir quando um casal sentou em um banco próximo ao seu. Apesar de não querer, a quietude era tanta que pode ouvir sobre o que eles conversavam. Deuses e monstros mitológicos. “Que ridículo.” pensou.

Esperou que eles logo fossem embora por causa do frio, mas isso não aconteceu, ao invés, uma tristeza se abateu sobre ele. Para Gilan esse é um sentimento estranho. Distante de todos, sem amigos, sem se importar com ninguém. Frio. Como a neve. Como sua mãe... ou foi o que seu pai disse antes de sair para o Alasca, onde esperava reencontrar a mulher gélida que reivindicou seu coração. A única coisa que sabe sobre ela é seu temperamento frio, que ele herdou.

A risada da garota acabou por tirar Gilan de seu devaneio. Estava prestes a falar com eles para saírem, quando ouviu um galho se quebrar perto. O casal meloso se levantou e ficaram atentos. Um grito preencheu o silêncio do parque e então o pedido de ajuda.

Movido pela curiosidade, o garoto se levantou e foi em direção ao apelo desesperado de socorro. Encontrou então duas belas garotas. A loira estava caída no chão e a outra, uma ruiva, agachada ao seu lado.

— Ah, alguém! Que bom que veio ajudar. Venha, me ajude a levantar ela. Acho que torceu o tornozelo. — falou a ruiva.

— Quem disse que vim ajudar? — Sério, disse Gilan cruzando os braços. Viu, por um rápido momento, o rosto da garota caída ser deformado pelo ódio, mas logo voltou ao normal.

— Mas você veio até aqui. Me ajude, por favor. — pediu a loira estendendo a mão.

— Se afaste.

Gilan sentiu uma mão em seu ombro e foi tomado por calafrios, não por conta do frio do local, mas do contato e da voz tão perto de si. O garoto de antes passou em sua frente e então de sua mão surgiu uma enorme foice.

— Isa, tire ele daqui. Antes que se machuque.

— Vamos, saia daqui. Esta luta não é sua. — o aperto em seu ombro ficou mais forte enquanto a garota, alguns centímetros mais baixa, tentava afasta-lo da luta.

— Ah, ai é que você se engana, prole de Thanatos.

— Temos 3 deliciosos aperitivos aqui.

Enquanto falavam, as garotas começaram a se transformar. Seus olhos ficaram vermelhos e sua pele perdia a cor até ficar da cor da neve aos seus pés. Assustado, Gilan deu um passo para trás. “Isso não é normal!” pensou enquanto se afastava mais.

— Fique fora disso, garoto. — Isabelle então o empurra para trás e, como o garoto, faz aparecer uma foice em sua mão.

— Quem você pensa que é para me dar ordens? — Gilan, que já não aguentava mais, gritou irritado.

— Eu — a garota se virou. — sou filha de Thanatos, deus da Morte, e se não quiser que meu pai te faça uma visita em breve, é melhor você sair daqui como eu mando. E se duvidar, eu mesma levarei sua alma para o Mundo Inferior.

Gilan não teve tempo de responder, pois as Empousais pularam e, com garras e presas, atacaram. O garoto da foice conseguiu puxar uma com sua arma, porem a outra avançou. Isabelle deu um golpe em direção à cabeça, esta recuou e atacou com sua perna de bronze, jogando a garota longe.

Ao ver que o monstro ia em sua direção, Gilan, por reflexos, estendeu a mão em sua frente, como se fosse lançar algo. Para seu espanto, três projeteis de gelo foram lançados na direção do monstro e acertou seu braço e sua barriga.

Gritos vinham da luta entre o garoto e a outra Empousai e estranhamente um esqueleto ajudava o garoto. Um grito de raiva veio de perto e a antiga ruiva, avançou sobre ele e antes que conseguisse agarrar seu braço, Isabelle decepou seu membro, porém não antes de machucar o garoto.

Gilan caiu na neve, vendo seu sangue manchar o branco puro. Segurou o corte, tentando estancar o sangue, enquanto via duas garotas lutarem contra a Empousai ferida. Pensou que estava já muito mal e recuava mais e mais.

Monstro e garota lutavam arduamente, até que, em um deslize, a Empousai abaixou a guarda e a filha de Thanatos pode mata-la cortando sua cabeça.

— Bom trabalho, meu amor. — disse o garoto ao se juntar a Isabelle.

— Obrigada. — agradeceu e se virou para Gilan. — Olha só pra você! Eu mandei se afastar.

— Ah, desculpa, estava ocupado tentando entender O QUE ACONTECEU!!! — Gritou. A neve começou a cair com mais intensidade cobrindo todos os rastros do que acabara de acontecer.

— Tenho que te contar uma coisa, moleque. — Falou o garoto transformando sua foice em um pingente e apontou para onde um floco de neve brilhava. — Você é filho de Quione.

Então Isabelle apresentou Ace, seu irmão e namorado e os dois explicaram sobre o que acabara de acontecer e falaram que o levaria para o Acampamento meio-sangue.

— Vocês querem que eu acredite que sou filho dessa tal de Quione, que vocês são filhos de um deus mitológico e querem me levar para o lugar da onde vieram? Sério, vocês fumaram alguma coisa? Essa história é ridícula.

— Essa ferida em seu braço foi feito por um gatinho? Você acabou de ser atacado com duas Empousais e ainda não acredita em nós? Sério isso? — falou Ace indignado. — Então fique aqui. Agora eles sabem onde você está. E não se engane, os monstros voltaram e não terá alguém aqui para te salvar.

Ace virou de costas e saiu andando. Quando já estava a alguns metros se virou e chamou pela sua irmã. Ela olhou para ele e para o namorado e então decidiu ficar na frente.

— Pense bem. Você viu aquelas duas garotas se transformarem em monstros. Você viu, não apenas ele ou eu. Você também viu o floco de neve acima de sua cabeça brilhar, não foi? O símbolo de Quione. Você tem um corte para provar que não é fruto de sua imaginação. Agora pense bem, você ainda acha que somos loucos? Por termos salvo sua vida? Eu preferiria que você fosse conosco para o acampamento onde é seguro, mas se prefere ficar e morrer sozinho sem saber o que realmente é, bem fique a vontade.

Ela o encarou por um momento antes de se virar e andar em direção ao outro garoto que a esperava. Gilan abaixou seus olhos para a ferida que tentava estancar e considerou as palavras de Isabelle. Por um momento pensou no pai que estava ainda atrás da mulher que se apaixonou e que nunca voltou para ele. “Mal sabe ele que nunca irá encontra-la de novo, nem a mim.” Pareceu se passar muitos minutos e quando o semideus levantou a cabeça e gritou pela garota que se virou na hora.

— Isabelle espere! Tudo bem, você me convenceu. Me leve para esse tal de acampamento meio sangue.

— Ainda bem que tomou a decisão certa. — falou a filha de Thanatos levantando levemente o canto da boca. — Venha conosco.


Gilan Waker
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Leon F. Hoffmann em Sex 31 Out 2014, 16:47


Reclamação
Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Desejo ser reclamado por Nyx.

Cite suas principais características físicas e emocionais.

Leon é um menino aparentemente normal. Atrás de cabelos negros e olhos escuros, existe marcas de um passado indesejado. Não é tão alto, nem tão baixo; seus treze anos de vida são extremamente visíveis, pois o menino se parece com alguém da idade. Aprendeu em alguns meses no acampamento que o necessário para uma vida bem estruturada é viver com ousadia, coragem, mas também longe das pessoas. Desde que descobriu o fato de ser semideus, busca conhecer e se aprofundar mais nessa vida, seja através de livros ou de pesquisa com os demais semideuses do acampamento.

Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Se fosse só me identificar, não seriam motivos suficientes. Mas vai além disso, um desejo antigo e secreto de conhecer a magia, em sua forma pura. Por que não escolher Hécate? É, era a minha primeira opção. Mas, depois de uma repensada, resolvi escolher Nyx; a aura dos filhos da deusa é ainda mais forte e, por isso, estão destinados a encontrar mais monstros. Isso é um desafio que quero encarar.

Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

— Você veio, graças aos deuses — disse o homem, reverenciando a mulher que caminhava em sua direção.

— Deuses? Por acaso você utiliza esse termo? — indagou a mulher, arqueando as sobrancelhas.

Ela continuou caminhando em direção ao rapaz, sua capa rebelando-se ao trabalho do vento. A deusa continuou a caminhar em direção ao macho, até tocar com o polegar em sua testa, a fim de desafiá-lo. O homem deixou escapar um suspiro.

— Desde o dia que você apareceu em minha vida, tudo o que um dia acreditei não faz sentido — disse, com a expressão séria. — Mas isso não interessa, pois temos assuntos mais sérios a tratar: a criança — sussurrou, tocando o ombro da mulher para afastá-la.

Nyx desfez o sorriso e voltou três largos passos, movimentando as mãos. Uma cadeira — aparentemente feita de cipós negros — surgiu e, ao seu lado, uma pequena mesinha com um livro sobre. O homem arregalou os olhos ao perceber que o mesmo havia acontecido a ele, que agora estava sentado. A deusa continuou a conversa como se nada tivesse acontecido.

— O quê aconteceu? Não gostou do meu presente, Edward? — A divindade agarrou o livro e começou a lê-lo, como se estivesse sozinha. — Deveria sentir-se honrado, afinal, você teve uma noite maravilhosa com uma deusa!

— Uma noite que eu me arrependo. Uma noite que deu algo indesejado, um fruto infrutífero. Nunca poderá se formar na faculdade, nunca poderá ir a um acampamento, nunca poderá ter uma vida normal. — Edward virou as costas, disposto a deixar a floresta, mas parecia não se lembrar o caminho.

— Essa noite gerou um fruto, meu Ed. E isso não deve ser apagado, não quero que seja. A criança terá um futuro... diferente. Ele não será igual a nenhum dos outros, mas também não será diferente. Sente-se, meu amor, e te contarei tudo. Eu juro pelo Rio Estige.

Na noite em questão, Edward, pai de Leon, descobriu o que aconteceria com o filho em alguns anos.

— XXX —

Toc, toc, toc.
Toc, toc, toc.

— Já vai! — Grita Leon, descendo as escadas.

Um último retoque aqui e acolá e voilá!, a casa está totalmente arrumada. Leon encara o pai uma última vez antes de levar a mão a maçaneta e abrir a porta, contemplando a silhueta da diretora.

— Boa noite, srta. Trelawney. — Leon dá um sorriso simpático e, por um momento, sente medo dos dentes estarem sujos.
— Boa noite. Vamos andar logo com isso?

A diretora avança, a fim de entrar na casa. Leon fecha a porta e olha para o pai, dizendo silenciosamente: me ajude. Edward pigarreia.

— Então, srta. Trelawney, é uma honra tê-la conosco. Aceita um chá?
— Quais são os seus interesses em minha escola, sr. Hoffmann? — questiona a mulher, ignorando a gentileza de Edward e se dirigindo a Leon.

O menino se dá ao luxo de pensar por alguns minutos, e, enquanto o faz, senta em uma poltrona formalmente.

— Basicamente, eu vejo na Ross School um local onde eu poderia me aprofundar... — Leon perde as palavras, mas tenta continuar. — ... no, ahn, melhor ensino oferecido pelas escolas americanas e, no término do High School, iniciar, quem sabe, em uma boa faculdade. Yale, talvez.

A diretora beberica um pouco do seu chá e encara os dois homens ali posicionados, demonstrando o ar de superioridade devido ao cargo em que ocupa. Faz rápidas anotações em um mini-caderno e toma a palavra.

— Ross School não é para qualquer um, meu querido. Não estamos interessados em alguém como você, graecus.
— Leon, suba! Agora! — grita Edward.
— Ahn?

Leon não entende a repentina ordem do pai, muito menos a maneira como grita em frente à diretora de Ross School. Provavelmente, aquele gesto faria Leon perder qualquer oportunidade de ingressar na escola.

— Anda, sobe. Arrume sua mochila, vamos fazer uma viagem.
— Não, pai...
— AGORA!

Bum.

O fogo da explosão, vinda sabe-se lá de onde, deixa os cabelos de Leon chamuscados. A srta. Trelawney, antes somente feia, agora é uma bruxa; unhas grandes, verruga na ponta do nariz e cabelos crespos. A diretora voa para cima de Leon e suas garras se cravam no ombro do menino, rasgando a pele. Leon grita de dor e tenta se livrar das garras, fraquejando.

— SAI! Argh... — vocifera Leon, desferindo o soco na cara da bruxa.

O golpe é eficaz, porém serve de oportunidade para que a bruxa machuque ainda mais Leon. Lágrimas escorrem no rosto do menino e as pernas começam a bambear. Não, não posso morrer, pensa consigo. Mas, já sem forças, mergulha na morte certeira.

— XXX —

— Ele vai ficar bem, mas provavelmente teremos que explicar a história. — diz alguém, calmamente.
— Não há outra maneira? — questiona uma segunda voz, em tom de preocupação.
— Apagar a memória, quem sabe. Mas isso não iria adiantar de nada... os deuses estão preocupados, Leon possui uma aura muito forte.

O semideus abre os olhos e encara as duas criaturas a sua frente: uma é seu pai e o outro... faz força para se lembrar, mas nunca viu tal criatura antes. Tudo ainda dói, sobretudo o ombro direito onde a unha da bruxa rasgou a pele do garoto.

— Eu possuo o que? — questiona, encarando, com a visão embaçada, os dois homens ali presentes.
— É uma longa história.

Pouco a pouco, Leon começa a entender, mas não aceitar. Aparentemente, os deuses gregos, aqueles das aulas chatas de filosofia, ainda estavam vivos. Vê se pode! No século XXI, deuses governando o mundo! O pai de Leon, Edward, havia tido uma noite prazerosa com uma divindade e alguns meses depois Leon foi deixado à porta da casa. O acampamento meio-sangue é um lugar para jovens como Leon: semideuses, filhos de mortais com deuses olimpianos.

— É bem provável que seu pai ou sua mãe te reclam... — diz o centauro, mas sem terminar a sentença.

Leon sente-se mais forte, revigorado; inabalável. Olha o máximo possível para o ombro e vê que as feridas são curadas instantaneamente. E, em cima da sua cabeça, há uma pequena estrela negra.

— Ave, Leon Hoffmann, filho de Nyx! Bem vindo ao acampamento!

Os dias ali serão os melhores.





Leon F. Hoffmann
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Hm... ali.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Vinícius Bahú em Sab 01 Nov 2014, 12:45

Por qual Deus você deseja ser reclamado?
Apolo

Cite suas principais características físicas e emocionais.
Tenho uma estatura normal (para a minha idade, 1,53), peso 50 kg, sou diferente da maioria dos filhos de apolo, pois sou moreno, mas isso não significa nada. Adora arco e flecha, música e um bom dia de sol, detesto inverno...

por quê  quer ser filho de tal Deus
 Porque desde pequeno sempre adorei mitologia, até antes de descobrir que sou um semideus e tals... Quando minha mãe me mostrou seu antigo livro de mitologia meus olhos ficaram vidrados na figura de um Deus... APOLO. Até porque a única arma que sei usar é o arco e flecha e isso combina mais com Apolo. Além de Apolo que outro deus tem essa habilidade? Ártemis, mas não posso ser filho dela.

Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Nasci no Rio de janeiro, Brasil, em 2001. Minha mãe é uma grande professora de música, em uma das mais importante escola de artes do Brasil. Meu pai... bem não conheço meu pai, mas minha mãe sempre diz que ele é uma pessoa importante, mas quando pergunto quem é ele, ela muda de assunto. Meu padrasto bem... esse eu conheço, ele é professor de inglês em uma universidade. Não gosto muito dele ele é meio sombrio, não sei como uma pessoa tão adorável como minha mãe possa ter se apaixonado por uma pessoa tão rude quando ele.
Hoje eu e minha mãe vamos viajar para Long Sland, não sei bem onde esse lugar fica, mas se eu comentar isso com minha mãe provavelmente ela brigará comigo por ter faltado as aulas de Geografia. Detesto geografia, na verdade detesto todas as matérias, menos historia, eu gosto um pouco de historia, principalmente mitologia, mas não significa que minhas notas nessa matéria seja boa.
Detesto viajar de avião, toda viajem eu acabo pegando no sono, e quando isso não acontece, eu fico tonto e depois... vomito. Então nessa viajam já está decidido irei dormir.
Estou no portão de embarque quando consigo achar minha mãe, ela havia ido comprar um sanduba para ela, eu não quis nada, já quase vomito normalmente, imagina comendo alguma coisa. Minha Mãe já havia comido todo seu sanduba então decido perguntar:
-Porque eu tenho que ir mãe?- falo- detesto avião.
- Meu filho- responde ela- não posso falar agora mas é muito importante, por favor não insista.
Ela estava estranha, parecia que ia desmaiar, mas no exato momento em que ia perguntar oque aconteceu tivemos que embarcar no avião e eu deixei isso de lado.
No avião como previsto, cai no sono, mas tive o sonho mais estranho de toda a minha vida: estava chovendo mais não era uma chuva normal ela era escura, e o mais estranho era oque havia ao redor, ajoelhada de um lado havia uma mulher que parecia estar sofrendo, suas roubas estavam em trapos. Atrás da mulher havia um monstro imenso com cabeça de leão, juba manchada de sangue e corpos e cascos de bode. A cauda era uma serpente de três metros que se estendia a partir do lombo desgrenhado. ela ficou em pé em duas patas e soltou um jato de fogo encima da mulher, que se carbonizou. O monstro que reconheço das historias do livro de mitologia de minha mãe era uma quimera, ela se virou em minha direção e soltou um jato de fogo, neste momento acordei.
Conto o sonho a minha mãe, ela parece estra preocupada. Já pousamos em long sland e estamos em um carro alugado, no qual minha mãe está dirigindo.
Estamos em uma grande velocidade, quase 100 km, quando o carro deu uma brusca freiada, e parou na frente de algo que parecia um acampamento olho para minha mãe ela está desesperada.
- Filho você vai para aquele acampamento filho, lá é seu lugar.
- Mas mãe porque?
- Não a tempo para explicar, dessa agora.
- porque?
- Filho você lembra seu sonho?
- sim.
- aquilo era um sinal, você meu filho é uma criança especial, você é metade humano e metade Deus.
- oque?
- Meu filho seu pai é um Deus, você tem correr para dentro daquele acampamento antes que seja tarde demais, não ninguem te incomodará.
- Mas mãe quem é meu pai?
Ela da um sorriso.
- Você descobrirá!
Então abro a porta do carro e vou correndo até esse tal acampamento descobrir oque ou quem eu encontrarei lá. E como minha mãe disse ficar seguro e o mais importante... descobrir quem é meu pai.
Vinícius Bahú
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 095-ExStaff em Sab 01 Nov 2014, 18:59


Avaliação
Cold...



Isobel – Aprovada – Isobel, embora a ficha tenha sido simples, ela conseguiu preencher os requisitos para a aprovação. Não notei muitos erros que pudessem prejudicar sua narração, ainda assim apontarei os poucos que achei. Em "Os homens, em nome do progresso, mataram muitas e muitas Dríades, sufocaram muitas e muitas Náiades e reduziu", o correto seria reduziram, já que o restante da frase está no plural. Em "tarde de mais", o correto seria 'demais'. Além disso, em alguns momentos do texto existe a repetição de palavras - que em excesso podem fazer com que a leitura fique desagradável - como em "O jovem espírito da jovem". Outros exemplos são "sua árvore" ou "árvore fonte". Além disso, houve uma coisa que me intrigou no texto. No mais, um ou outro erro gramatical(como siringa no lugar de seringa), mas nada que realmente prejudicasse. Parabéns, Dríade.

Gilan Waker – Aprovado – Bem, eu notei alguns erros gramaticais - principalmente de acentuação -, como 'encontra-la'(quando o correto seria encontrá-la), 'reclama-lo'(reclamá-lo), pode(pôde), ai(aí) e voltaram(voltarão). Houve também uma confusão entre plural e singular em "três projeteis de gelo foram lançados na direção do monstro e acertou" e em "falaram que o levaria". Em "a antiga ruiva, avançou", o uso da vírgula foi desnecessário, sendo que esta poderia ser retirada sem causar prejuízos ao texto. Além disso, houve a repetição de algumas palavras, como 'sangue', mas nada muito grave. O que mais prejudicou seu texto foi a falta de detalhes e descrições em alguns pontos, e o excesso de falas, e também me incomodei com as respostas vagas que você deu aos outros pontos da ficha, mas não foi o suficiente para sua reprovação. Parabéns, filho de Quione.

Leon F. Hoffmann – Aprovado – Alguns erros simples, como a presença de acentuação em 'que'(você escreveu quê), a falta de crase em "levar a mão a maçaneta", mas nada que realmente pudesse prejudicar a narrativa, que ficou excelente. Não tenho muito a falar sobre a sua ficha, então meus parabéns, filho de Nyx.

vini bahú – Reprovado - Primeiramente, vini, o seu nome não segue as regras do fórum(nome e sobrenome devem ser iniciados com letra maíscula, então eu não posso te reclamar, mas ainda assim eu avaliei a ficha para ser justo. A ficha inteira - tanto as respostas para os primeiros pontos quanto a história - está muito vaga, faltam detalhes e descrições que a completem, além de emoções para que ela seja mais real. Fora isso, encontrei alguns erros, como a falta de vírgula em "Não gosto muito dele ele é meio sombrio", o uso de 'porque' no lugar de 'por que', 'dessa' no lugar de 'desça' e de 'mais' no lugar de 'mas', a confusão entre singular e plural em "minhas notas nessa matéria seja boa", além de algumas palavras escritas erroneamente, como 'viajem', 'roubas' e 'oque' e a confusão de tempos verbais. A maioria dos erros se repete, e como são erros gritantes, não poderia te reclamar ainda que o nome estivesse correto.
♣ Atualizado ♣


Crédito do template a Tamy!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Nico Waveland em Dom 02 Nov 2014, 23:29

Ficha
O hoje é uma dádiva. Por isso se chama presente.
▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Sátiro.
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Físicas: O Nico é magro, cabelos pretos e pequenos chifres saem de seu cabelo. Seus cabelos são lisos um pouco cacheados na ponta, por isso seus chifres ficam bem escondidos. Suas pernas tem a cor marrom escura sendo estas peludas e bem fofas. Seus cacos são tatuados tendo uma palavra em cada. "Hi" no direito e "Monster" no esquerdo.
Emocionais: O sátiro é bem calmo mas fica estressado rapidamente. Seu pai o chamava de "Pequeno Bode" e por isso odeia quando as pessoas o chamam de bode! Só seu pai pode fazer isso. Seu sonho é ser o maior protetor da sua raça, protegendo sempre os semideuses mais poderosos. Odeia grande parte dos humanos por este fazerem merda na natureza sendo que a pegaram na sua glória. Ama futebol americano e o UFC.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Adoro os sátiros! Béé! Parei. haha. Estes são maravilhosos e engraçados, sempre dando graça as histórias dos semideuses. O Técnico Hedge é um dos melhores e quando adentrei no fórum sempre quis ter uma conta parecida com este sátiro. Os sátiros são incríveis mesmo se tratando de espíritos um pouco fracos comparado aos outros. [

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

O Nico sempre viveu na sombra de seu pai. Oh, seu pai, o grande sátiro, aquele que protegia grandes semideuses os levando ao Acampamento Meio-Sangue. O sátiro nunca entendia por que seu pai amava tanto aqueles seres humanos que tanto prejudicavam o meio-ambiente, a glória do deus Pã. Seu pai sempre o chamava de "Pequeno Bode" de uma forma carinhosa, sempre que voltava de uma de suas missões.
A pequena família vivia no Bosque, sendo que mãe do Nico era desconhecida mas o pai sempre falava desta, afirmando que ela era incrível, uma ninfa do ar maravilhosa e sua brisa sempre estava com eles mas o Nico não acreditava nem um pouco nisso. O pai era apenas mais um iludido. O pequeno sátiro cresceu nesta vida, cuidando dos morangos do Acampamento com sua flauta, flauta feita pelo seu pai de uma antiga árvore do Acampamento que servia para isto, apenas para flautas dos sátiros. Até que um dia, enquanto cuidava mais uma vez dos morangos, um filho de Hermes veio correndo ao seu encontro.
- Nico! Seu pai está morrendo e deseja vê-lo! Rápido! - Falou o semideus fazendo com que o pequeno sátiro corresse o mais rápido possível que suas pernas de bode conseguia. Lágrimas já escorriam de seus olhos apenas a imaginar seu velho deitado em uma maca sangrando prestes a deixar este mundo e virando uma plantinha. Provavelmente se transformaria em uma Cannabis Sativa, era a cara dele.
O semideus estava indo na direção da Casa Grande e um pequeno grupo de espíritos da natureza estavam presentes no local. Quando viram o sátiro se aproximar abriram espaço para este passar e deitado no chão com uma adaga na barriga estava Arthur, o grande sátiro, pai de Nico. O sátiro estava gravemente ferido e o Nico sabia disso, não podia ajudá-lo, ninguém podia ajudar seu querido pai. Era apenas uma questão de tempo.
- Meu filho... - Falou o grande sátiro. - Pequeno Bode, sei que você se pergunta por que vou proteger os semideuses para traze-los em segurança até aqui. Eles são a esperança, meu querido. Eles são a esperança que temos de proteger contra os seres piores que são os malditos monstros. - Cansado pelo esforço, sangue escorreu pela boca do sátiro enquanto este olhava nervosamente para o filho. Nico já estava ajoelhado perante o corpo de seu pai segurando em sua mão, enquanto lágrimas e mais lágrimas corriam de seu rosto. - Olhe só para você, com 18 anos. Meu Pequeno Bode...
Então a vida deixou o grande sátiro e por incrível que pareça, este mesmo se transformou em um muda de Cannabis Sativa. O que fez todos presentes sorrirem mesmo se tratando de um fato tão triste.
- Eu irei seguir seu exemplo, meu querido pai. - Disse o Nico pegando a muda enquanto enxugava seu rosto.

Nico Waveland
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Candace V. Nedakh em Seg 03 Nov 2014, 08:27


Her

603 words
Londres
Nobody
additional
post #1
listening
clothes
Cabelos morenos esvoaçantes atraíam a atenção dos homens ao redor daquele bairro Inglês. Os homens paravam suas conversas somente para ver aquela mulher passar e, mesmo se ela não quisesse chamar a atenção, como era o que ocorria naquele momento, as pessoas iriam parar para dar uma olhada em seu rosto e corpo. Era inevitável.

A garota olhou de um lado para outro, ansiosa. Andava rápido, por isso os cabelos morenos, já soltos do coque que fizera, pareciam fazer um efeito de slow-mo toda vez que o vento se interpunha em seu caminho. Isso atraía muito mais gente do que o que ela queria que atraísse e só parecia piorar. Ouviu um assobio masculino e estremeceu, continuando em frente. Outro assobio e os olhos castanhos da beldade já não paravam quietos, seus passos somente se apressando mais. Um terceiro e ela segurou as mãos contra o peito e se virou.

Foi um erro. A criatura que a perseguia logo investiu. Sua única saída foi rolar para o lado e correr o mais rápido que podia. Girou nos calcanhares e seguiu caminho por uma rua perpendicular, tendo como intuito despistar o perseguidor: Uma criatura alada com um corpo meio humanoide. Garras de ave e asas eram o que a diferenciava brutalmente de uma pessoa comum, mas existiam outros detalhes, como o tamanho da boca, por exemplo, que a fazia ainda mais diferente de um humano. Enquanto corria, não notou que uma pessoa estava se aproximando de si.

Só sentiu o tranco e seu braço sendo puxado por alguém mais forte.

- Olá... Candy.

- Ig? Mas o que...

E então ela ouviu um grasnar alto e virou a cabeça, vendo o corpo da criatura se desfazer em pó, enquanto um homem que não conhecia segurava uma espada... Que pareceu se transformar em pulseira em um piscar de olhos.

- Olá. Creio que Ig não tivesse tempo de me apresentar... - ele pareceu espanar uma poeira invisível de sua roupa. - Sou James. E parece que sua mãe gostou de mim.

A morena iria perguntar sobre o que diabos ele estava falando, já que ela não tinha mãe, mas o loiro só acenou com a cabeça para cima. Ela levantou o olhar e viu, acima de seus cabelos, um símbolo de um arco de cor rosa. Sem entender, olhou para os dois homens, que só ficaram em silêncio até que o símbolo sumisse da vista deles. Ela se soltou do agarrão do amigo de longa data - que pensava ser confiável - enquanto o olhar interrogativo e receoso só aumentava de intensidade. O loiro estranho só ergueu as mãos e disse:

- Acho que ela não gostou da piada.

- Você chama isso de piada, Jim? - exclamou indignado Ig, que depois voltou o olhar à garota. - Candy Cindy. Eu posso explicar tudo. Só venha conosco, ok? Posso dizer porque aconteceu isso e onde está seu pai.

- Ele está morto. - afirmou a morena.

- Não. - retrucou Ig. - Ele está vivo. Mas teve de se afastar.

Embora cética, ela considerou que talvez Ig, o loiro de olhos verdes que sempre confiou, estivesse certo. Porque ele sempre estava certo sobre tudo. Porque ele parecia conhecer o que ela passava desde quando tinha cinco anos, vendo criaturas de forma diferente dos outros humanos. Ig parecia ter passado por tudo aquilo também e ter sofrido muito mais por conta disso. Então, mesmo receosa, a morena se aproximou e ouviu a explicação.

Soube que o amor já estava com ela desde quando fora concebida. E que o nome dela tinha um significado literal grande: Rainha-mãe.

Sobre a História:
Eu não vou repetir a história da Candy, porque ela é, basicamente, o que se vê em qualquer uma das fichas. Só vou dar um resuminho pra vocês não me reprovarem por eu não ter feito essa parte: O pai dela é um ator famoso e bonito. Afrodite se apaixonou por ele e, depois de um breve relacionamento, entregou Candy aos cuidados do pai. Ele cuidou da filha com muito amor até os dezesseis anos dela, quando foi supostamente assassinado por monstros. Candy acabou sendo emancipada e começou a trabalhar pra se sustentar. Conheceu Ig no trabalho como garçonete. E o resto tá nas entrelinhas da história ou vai ser revelado na trama.

Ah... Ig e Jim são semideuses, se não deu pra notar.
Outras perguntas:
— Afrodite

— Candace é uma garota de 1,70m. Tem peso proporcional à sua altura. Cabelos pretos e olhos de mesma cor. O corpo é esguio e o rosto é afilado. Possui atributos femininos de tamanho mediano que são escondidos por moletons surrados e calças frouxas, o que irrita profundamente sua mãe. Tem uma cicatriz quase imperceptível na região da bochecha.

Cindy é ousada, mas não chega a ser uma doida varrida que sai beijando qualquer cara por ai. Por favor, a prole de Afrodite é extremamente seletiva e se auto-valoriza muito. Ela é teimosa, inteligente e audaciosa, provando-se ser uma dor de cabeça quando discorda de alguma opinião. Fiel e leal, consegue ser companheira das pessoas que a agradam e que se agradam com ela. É extrovertida, mas odeia oportunistas. E, ao contrário dos outros que são regidos pelo seu signo, não liga muito para se arrumar, já que quer que as pessoas gostem dela como ela é, não como ela parece ser. Prefere ser isolada do que ser cercada de pessoas que acham que ela é o que ela não é.

— Preciso mesmo responder isso?


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Dante H. Mendoza em Seg 03 Nov 2014, 21:11



entrelinhas



Ficha de Reclamação

(Por qual deus você deseja ser reclamado?)

Herácles.

(Cite suas principais características físicas e emocionais)

O menino passou toda a vida praticando esportes, então não é de se estranhar que tenha um corpo bonito de se apreciar. Na escola praticava rúgbi; nas horas livres, ia à praia. Long Creek, cidadezinha da Carolina do Norte, era composta predominantemente de pessoas com cabelos loiros, olhos claros e pele bronzeada, mas ele despontava no meio da população local devido à sua ascendência latina. Sua pele é cor de chocolate ao leite, bronzeada pelo tempo ao sol; seus cabelos são como o céu sem lua. É alto para os seus dezessete anos, mas não tanto que seja considerado anormal.

Quanto ao seu emocional, bem... ele foi criado com amor. Muito. Entre ele e sua mãe, Anna, não havia segredos: ambos se sentiam confortáveis em falar um com o outro sobre tudo, o que pode parecer estranho para a maioria dos adolescentes, normalmente acostumados à relações conturbadas com seus pais. Por ter crescido sob essa doutrina de confiança e amizade ele espera, talvez ingenuamente, que as pessoas correspondam a sua honestidade. Não é de perdoar facilmente quando traído e            seu defeito mortal (ou qualidade, depende do ponto de vista) é o fato de seguir demais seus impulsos. Para ele, a lógica não tem a mesma força que seus sentimentos.

(Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?)

Ser filho de Herácles combinará com a história do semideus de uma forma única, que proporcionará a chance de evoluir o personagem de diversas formas.

(História)

(all hell breaks loose)

Não houve aviso de que algo muito ruim aconteceria naquele dia. Os moradores de Long Creek, uma cidadezinha litorânea da Carolina do Norte, só queriam aproveitar um bom dia ao sol. Dante estava em uma das inúmeras cavernas ao longo do oeste da praia, tentando esquecer a briga que acabara de ter com seu melhor amigo. O canto dos pássaros não dava nenhum indício de que algo estava para acontecer; o sol brilhava alheio com a mesma intensidade com a qual brilhara nos últimos éons.

Ninguém sabia de nada.

Mas Anna, mãe de Dante, sentiu algo errado. Estava na cozinha da casa deles quando um aperto em seu coração avisou-a de que havia alguma coisa fora do lugar. Saiu e foi ao quintal, de onde tinha uma boa vista da praia. A água era pontilhada por formas, a essa distância, pequenas: surfistas. A areia também estava lotada, pois era um bom dia para se curtir. A mãe procurou por seu filho, mas ele não estava em nenhum local ali.

O mar sempre protegera a ela e a seu filho --

mas Dante não se encontrava na água no momento.

Anna não teria como saber, mas neste mesmo momento, outros pontos se juntavam ao povaréu da praia. Disfarçados, pareciam humanos incomodamente grandes, mas ainda sim normais. Ninguém relanceou o olhar na direção dos que chegaram até que um deles pisou, sem querer, em um dos surfistas que descansava estendido na areia. O nome do rapaz era Marco, que se levantou, não se acovardando pela altura do outro homem. Estufou o peito e, elevando a voz, disse:

─ Você é cego, amigo? ─ Não é preciso dizer que ele não foi gentil ao dizer amigo.

Marco poderia ter deixado isso passar. Talvez, se tivesse ficado quieto, houvesse uma chance de sair dali vivo. Mas o normalmente calmo rapaz brigara com a namorada mais cedo naquele dia, para depois descontar a frustração em seu melhor amigo, e no momento ele não estava paciente como sempre. Precisava brigar, extravasar a frustração que sentia. Quando se aproximou do homem, viu que esse não só era incrivelmente alto e forte, mas também que tinha o rosto desfigurado. Mal parecia humano.

─ Ei, cara, você...

Marco não terminou a frase. Seu corpo foi partido ao meio com um audível crack, e então o pandemônio teve início.

⌂ ⌂ ⌂

Quando escuto os primeiros gritos, eles soam abafados, como se viessem de debaixo d'água, mas não há como confundi-los com sons de felicidade. São gritos de horror. Levanto-me da areia e enxugo o que restou das lágrimas em meu rosto, subo a pedra e vou na direção da praia, e sinto uma coisa ruim em meu peito.

Não é só a briga que tive com Marco há apenas alguns minutos que pesa em meus ombros, nem mesmo o fato de que esse é meu último ano antes da faculdade. É algo tão pior, tão mais inominável ─

e é quando vejo a carnificina.

Há pessoas correndo desesperadas, outras estão no chão, algumas correm para a água. Muitas, no entanto, já estão mortas. Nunca antes vi corpos retorcidos em ângulos tão estranhos, nem mesmo no pior filme de terror. Meus pés começam a correr na direção do que acontece, mesmo que isso vá contra todos os meus instintos de sobrevivência. Não há nada que eu possa fazer, mas meus olhos começam a procurar por uma pessoa em especial, pois sei que minha mãe está lá em cima, em segurança. Eu o tinha visto, tinha visto meu melhor amigo, tinha visto ele entrar na água, então há uma chance de─

não não não NÃO NÃO

(Nota: O que acontece no segundo a seguir é o seguinte: uma mão é colocada na minha boca, talvez para que eu não grite - ou pare de gritar - e eu sou puxado para trás. Eu demoro um tempo para reagir, mas quando o faço meu primeiro instinto é tentar me soltar a todo custo, pode ser um daqueles monstros, e então eu levo uma porrada bem forte na cabeça. Apago.)

(full, incomplete moon)

É noite quando finalmente acordo. Fora uma dor onde fui atingido, meu corpo não mostra sinais de fatiga. Tento me levantar mas ainda me sinto tonto, então só giro a cabeça. Há uma pessoa ao meu lado, uma mulher. Tento me afastar no mesmo segundo, lutando contra a tonteira, mas a pessoa parece perceber que acordei e me olha.

Sua pele é um tom mais claro da minha própria. Seus cabelos são do mesmo breu que o meu, embora com um ou outro fio branco à mostra. Ela é pequena, mas seus olhos são ferozes.

Levo algum tempo para reconhecer minha mãe.

─ Mãe, o que... ─ eu começo a perguntar, mas ela põe o dedos nos lábios, me pedindo silêncio. Percebo que estamos na beira do mar, embora eu não reconheça a praia neste escuro.

─ Não fale. Eu sei que você tem perguntas, Dante, mas não cabe a mim te dar as respostas. Vai haver tempo para isso depois. ─ Ela se vira e se aproxima do mar. Parece sussurrar às águas, a esta hora, escuras, e juro que sinto-as respondendo.

Lá em cima, a lua é cheia. É por causa dela que vejo minha mãe segurar algo que se parece com uma espada de bronze. Mas isso não faria sentido algum, faria? Abro a boca para comentar, mas é ela quem fala primeiro.

─ É uma espada de bronze celestial. Boa para matar monstros. ─ Ela dá de ombros e eu vejo lágrimas em seus olhos, lágrimas estas que ela parece querer guardar a todo custo. Eu tenho a minha própria cota de tristeza guardada, mas meu cérebro deve estar afastando o choque, pois me sinto tranquilo. Extremamente estoico.

─ Pelos deuses, eu nunca quis que isso acontecesse. Eu devia ter ficado mais alerta, devia... ─ ela para de falar, tentando se recompor. Quando se aproxima de mim, vejo que a mulher forte e gentil que sempre esteve ao meu lado está um pouco mais quebrada que o normal. ─ Você vai ter de ir embora, Dante.

Minha expressão deve ser de um espanto enorme, pois ela toca em meu rosto com a mão livre.

─ Desculpe, mas não há outra alternativa. Você tem de ir. Agora. Eu já providenciei uma carona para levá-lo. ─ Nesse momento há uma comoção nas águas, e posso ver o que parece com o topo da cabeça de um cavalo marinho gigante aparecer.

─ Mas ir para onde? Por quê? ─ Eu sinto uma dor estranha no meu peito, mas não há o que fazer. O brilho em seus olhos me diz que ela está irredutível quanto a isso. Como quando eu pedi que me levasse às montanhas. ─ Mãe, eu...

─ Chega, Dante. CHEGA. Eu não posso falar mais, o.k.? Você tem de ir agora. ─ E então começou a me empurrar com tal força que não tenho muita escolha. Tento ir contra ela, mas não consigo. Minhas pernas tremem, minha cabeça dói, meu pulmão parece encontrar problema em puxar o ar. ─ Haverá respostas lá. Se lembre...

Nesse momento um brilho corta o ar. Parece algo como um fogo verde. Minha mãe me apressa ainda mais, dizendo "Eles chegaram, vá, VÁ! Por favor, Dante" e então eu estou na água, a correnteza parece me puxar, e eu não tenho mais forças. Há formas chegando cada vez mais perto de minha mãe, e eu não tenho como ajudá-la.

─ Se lembre que há um preço por ser quem você é. Um preço talvez muito caro. ─ Ela me deu um sorriso, aquele que poderia conquistar o mundo, todo covinhas e rugas de outros milhares de sorrisos. Há tristeza, também. E determinação.  ─ Eu te amo.

IMPORTANTE!!!:
Eu escolhi não por a cena de reclamação pois pretendo desenvolvê-la numa DIY futura, que vai ter muita importância para a história.

.

Dante H. Mendoza
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Symmon Leclerc em Seg 03 Nov 2014, 21:45

Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Hécate
Cite suas principais características físicas e emocionais.

Symmon é um adolescente de temperamento rápido, respostas imediatas e reações extremas: ora calmo e reflexivo, ora irascível e irracional. Não consegue pesar as consequências de sua própria força e não é raro quando aceita um desafio que, aparentemente, supera as suas capacidades. Visto como arrogante, debochado e blasé, a verdade é que gosta de desafios, não tolera certas hipocrisias e gosta de contemplar os mistérios da vida com toda a calma que pode atingir. Não é lembrado por sua simpatia - na verdade, as pessoas ao seu redor o veem como sombrio - mas, certamente, compensa todas as suas falhas de caráter com a beleza. Etéreo como os anéis de luz que circundam a lua, cabelos negros que parecem harmonizar com a noite, olhos de um azul mais celestial que o próprio céu, pele alva perfeita para ser e não ser tocada. O corpo, marcado por tinta, só o difere ainda mais daqueles de quem tenta se afastar: progressivo, ama a liberdade de poder pensar da forma que quer, quando quer.
Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Hécate é uma deusa circundada por segredos, tramas e mistérios. Ela é a deusa tríplice, dos cruzamentos - o que me faz pensar em conflito interno, indecisão (ou a dificuldade de decidir) e duvida, características tão presentes não só na personalidade de Symmon, como em sua história de vida. É uma divindade associada aos fantasmas, e Symmon é atormentado por muitas coisas que já deveriam estar mortas - o seu passado, o passado de seu pai, os mistérios de sua mãe. Mas é também a deusa da magia - e a magia é uma representação da potência, da sensibilidade e da criatividade com as quais o personagem encara todos os seus problemas. Sem contar com a aura de silêncio que paira tanto sob Hécato quanto sob Symmon.

E, enfim, porque eu sempre gostei dessa deusa.
Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.


  • queria estar petrificada

    Existem coisas que não precisam ser ditas para serem entendidas – e outras que você vai vivenciar, mas jamais compreenderá.

    Eu sempre soube, por exemplo, que Kevin era um cara com muitas habilidades – eram reconhecíveis a sua incrível facilidade com agulhas de costura, o seu conhecimento em artes marciais, a sua pretensão musical e o sua sensibilidade artística de grafiteiro; e algumas outras habilidades mais específicas, como a sua, hm, elasticidade, e as coisas impróprias que seus belos lábios podiam fazer e dizer. Ou até mesmo—

    Bom. Não vem ao caso.

    Kevin estava com medo. Isso eu jamais compreenderia. Eu o conheci como o cara durão que grafitava nos muros de Oakland, mas ali, naquele instante, ele era apenas outro garoto – assim como eu sempre fui. A mulher nos encarava com uma expressão petrificada e com seus olhos de quartzo fumê; o seu marido, com um sorriso louco, nos observava com seus olhos clínicos e frios. Ele já fora um rei, ele dissera, e a sua mulher já fora uma estátua.

    E nada daquilo fazia o menor sentido.

    ─ Galateia, me diga. O que você acha desses dois?

    Ele se virou para a mulher-estátua, bela como mármore, e ela apenas alargou o sorriso. Imaginei que, se tudo aquilo não fosse uma encenação ou um ataque de loucura, ela havia sido estátua esculpida para parecer alegre e eterna.

    ─ São belos, meu marido. ─ Era a primeira vez que a escutávamos desde que havíamos sido sequestrados na estação de metrô. Sua voz era suave, mas lhe faltava o vigor daqueles que vivem. No fim, talvez, ela fosse mesmo feita de pedra.

    ─ Excelente! ─ O homem exclamou, esfregando as mãos. Seus olhos ensandecidos vasculharam o ambiente – um estúdio repleto de bustos e estátuas milimetricamente calculadas para se parecerem seres humanos. ─ Agora, vamos transformá-los em pedra!.

    Como eu entrei nessa situação? Bom, tudo começou quando meu namorado, Kevin, decidiu que seria uma ótima ideia posarmos nus para um artista local. Você tem um corpo diferente e bonito, por causa das tatuagens e tudo o mais. E eu porque sou gostoso, mesmo, ele dissera. E ali estávamos, prontos para sermos despidos e, aparentemente, transformados em estátuas por meio de sabe-se lá qual artifício. O mais perturbador de tudo é que Galateia não parava de sorrir.

    ─ Sim, meu marido. ─ Ela falou, sua voz desobstruída de emoções. Ela caminhou até uma bancada e tirou uma varinha de madeira de dentro de uma caixa de porcelana, mostrando com um gesto robótico, ensaiado. Ela apontou o objeto amadeirado para mim, e milhares de coisas se passaram pela minha mente. Primeiro, meu pai – alto, de porte físico atlético e cara de mal, as tatuagens escondidas pelo terno de luto e o rosto enterrado em lágrimas. Segundo, Kevin, bonito e jovem, eternizado pelo mármore que cortaria a sua respiração. Terceiro, e o mais óbvio de todos, eu mesmo.

    ─ Ahm, moço. ─ Eu disse. O homem olhou diretamente para mim, suas íris opacas penetrando a minha pele e atingindo a minha alma.

    ─ Pigmaleão, é o meu nome. ─ Ele se apresentou. Eu assenti calmamente, apertando a mão desesperada de Kevin. ─ E não fale comigo.

    ─ Deixe-o falar, meu amado. ─ A mulher de pele de mármore disse, o sorriso petrificado no rosto.

    ─ Nós viemos aqui para posarmos nus para uma exposição de arte. ─ Galateia olhou para mim como se não compreendesse a língua em que eu falava, e Pigmaleão sorriu.

    ─ E daí?

    ─ E daí que nós ainda estamos de roupa.

    Ele analisou a situação, arqueando as sobrancelhas de forma pensativa. Galateia deu um passo à frente.

    ─ Sim, meu amado. Eles devem ser transformados da mesma que eu fui. ─ Pigmaleão assentiu, complementando, logo depois, que precisava fazer alguns preparativos.

    Uma coisa que eu aprendi durante a vida é que você só irá compreender a loucura quando falar na mesma língua que ela – mesmo que seja algo incompreensível.  Naquele momento, a minha mente disparou e milhares de ideias a inundaram, enchendo-se de verdade e inverdades escritas em pedra.

    ─ Galateia, então você era estátua antes de virar humana? ─ Perguntei, enquanto tirava o casaco. Ela balançou a cabeça, um gesto infantil e fora do lugar e Kevin olhou pra mim como se eu estivesse ficando louco, mas logo começou a tirar os tênis – lentamente, lentamente. Eu quis rir porque não era primeira vez que eu faria isso na frente dele, mas numa situação completamente oposta.

    ─ E isso não te incomoda?

    ─ O que você quer dizer com incomodar?

    Suspirei, exasperado, enquanto dobrava o casaco pacientemente. Kevin brincava com um furo na meia, observando-me atentamente. O que diabos tu tá fazendo, cara?, eu imaginei ele dizendo.

    ─ Digo que quando você era estátua, você não precisava sentir o que você sente. Não é estranho? Ouvir, e cheirar, e tocar?

    Galateia pareceu pensativa por um tempo, mas logo concordou.

    ─ E você não se assustou nos primeiros dias? Com o barulho que as pessoas fazem, e as coisas que elas fazem sentir?

    ─ Eu me assusto sempre. ─ Ela admitiu. Algo se arrebentou dentro do meu peito e eu identifiquei como alívio: estava dando certo. ─ É por isso que vou transformá-los em pedra. Tão belos. Tão bons

    ─ Não! Digo, não, não merecemos ser pedra. ─ Kevin havia se levantado e parecia mais assustado do que nunca.

    ─ Não merecem?

    ─ Não. Somos seres humanos terríveis. Não podemos ser eternizados em um material tão nobre quanto mármore. ─ Kevin argumentou. Isso pareceu o suficiente para convencer a ingênua Galateia. ─ E de qualquer forma, não seria injusto?

    ─ Injusto? Quem é injusto?

    ─ O seu marido! Por ter te transformado em gente! E o mundo. O mundo inteiro é injusto. Não existe nada de bom aqui para você querer continuar humana. Qual seria a utilidade de nos transformar em pedra? Você teria que transformar um mundo inteiro em estátua. ─ Concluí, esperando que isso fosse o bastante. Galateia manteve-se impassível diante tal acusação. No mesmo instante, Pigmaleão chegou arrastando um suporte pesado de pedra – e eu imaginei quanta força não teria aquele homem cuja razão havia se esvaído.

    ─ Então, meninos. Vejo que estão quase prontos! ─, e estávamos. A essa altura, Kevin estava usando apenas a sua boxer preta e eu estava tirando a minha jeans.

    ─ Sim, meu querido. Mas primeiro, Pigmaleão, lidaremos com você. ─ E, pela primeira vez, senti que a miss estátua de mármore era realmente humana.

    Não posso descrever as emoções que se passaram pelo rosto de Pigmaleão. Era como assistir a uma peça do teatro do absurdo interpretada por um ator particularmente exagerado. No fim, os seus três espectadores – que seriam eu, Kevin e uma nada impressionada Galateia – ficaram com um resultado final que se resumia a uma mistura de agonia, dor, pânico, raiva, contrabalançados com euforia, duvida e medo, adicionados a uma boa dose de surpresa contrastada com um pouco de tristeza. Uma coisa.

    Galateia riu. Isso, também, foi uma coisa.

    ─ Você não devia fazer essa expressão quando eu te transformar em estátua, meu amor. ─ Ela disse, apontando a varinha para o marido. Pigmaleão recuou.

    ─ Galateia. O que você está fazendo?

    ─ Eu vou te transformar em estátua. E depois eu voltarei a ser pedra.

    ─ Meu amor... O que você está falando?


    E então Galateia empunhou o pedaço de madeira contra Pigmaleão. Um feixo de luz saiu da ponta da varinha e atingiu o homem, que gritou em desespero – gritos cobertos por Galateia gritando que ele deveria se parecer bonito, que a eternidade nunca o transformaria novamente. Eu não sei se eu deveria ficar mais surpreso com o fato de que a varinha cuspia gesso ou pelo fato de que Pigmaleão realmente estava sendo petrificado. Kevin se colocou entre mim e a cena terrível, pondo um braço protetor à frente do meu corpo e me empurrando lentamente para trás, com medo de que eu fosse atingido.

    Ao fim, no lugar onde havia um homem, havia apenas uma estátua. A expressão de horror em seu rosto era perturbadora, lembrando-me dos weeping angels de Doctor Who – mais tarde, quando relatei meus pensamentos para Kevin, ele concluiu que eu devia parar de assistir tantos seriados.

    E se a situação não pudesse ficar ainda mais estranha, algo dentro daquela sala aconteceu: uma hora estávamos dentro de um estúdio, outra hora estávamos em uma encruzilhada cercada por árvores verdes iluminadas por tochas, cujo fogo era esbranquiçado e, pelo visto, imaterial. O mais estranho é que, se eu deixasse os olhos semi-cerrados, eu ainda conseguia ver o atelier em que Galateia transformou Pigmaleão em pedra. Olhei para o lado e Kevin ostentava uma expressão de confusão – uma expressão ainda mais acentuada que a minha. Eu queria saber se ele também via aquilo, mas fiquei com medo de perguntar e descobrir que havia sido contaminado pela loucura do casal de estátuas.

    Antes que eu pudesse pensar em fazer qualquer coisa, uma figura emergiu do meio da encruzilhada: uma mulher altiva que emanava uma aura extremamente poderosa – tão poderosa que, pensei, eu podia tocá-la se estendesse os braços. Ela usava um vestido branco com símbolos e runas pintadas em prateado, que pululavam pelo tecido de vez em quando, como uma ilusão de ótica. Seu cabelo era preto e não passava dos ombros, e seu rosto me lembrou duma estátua: belo e simétrico, poderoso e imortal. Ela carregava tochas nas mãos e era acompanhada de um labrador preto e uma doninha. Galateia olhou para ela e algo como culpa e vergonha passou pelo seu rosto.

    ─ Galateia. Largue isso. ─ A mulher disse calmamente. A miss estátua de mármore apenas abaixou a cabeça em sinal de submissão e entregou a varinha para a doninha, que pegou o objeto de madeira e correu para o lado da recém-chegada com um único e fluído movimento.

    ─ Deixe-me virar estátua, senhora. ─ Ela disse.

    ─ Não, Galateia. A vida é uma dádiva, e você deveria entender isso. Além disso, nunca recuse um presente de Afrodite. Você não vai querer ver a deusa do amor ofendida. ─ E então ela se virou, olhando diretamente para mim, enquanto Galatéia saía da sala/cruzemento. Por mais sombrio que parecesse, eu senti um sorriso se formar no rosto da mulher. ─ Quanto a você. Já estava na hora de eu lhe reclamar.

    Aquilo era demais para mim. Eu simplesmente estava enlouquecendo, compreendi.

    ─ Não sei do que você está falando. ─ Foi a única coisa que eu consegui dizer, o que não pareceu muito sábio. A mulher do vestido branco sorriu.

    ─ Eu sei que é difícil entender. Mas sei, também, que você tem a capacidade de entender as coisas melhor do que os outros, e te dói não poder falar sobre isso. Desse jeito que tudo diz e nada fala fica ainda mais complexo do que parece, mas deixe-me lhe explicar algo: deuses existem. E eles estão por todos os lugares, olhando as suas criações mais frágeis de forma que cada um cumpra o seu destino.

    ─ Deuses existem? Tipo, Zeus e Poseidon e Hades?

    ─ E Hécate. ─ Ela complementou, e eu entendi, pelo seu gesto fugaz, que se tratava dela. Pela minha expressão, ela adivinhou a duvida.

    ─ Sou a diivindade dos cruzamentos, da magia e da bruxaria, da Névoa. ─ Ela falou, gesticulando para o ar. ─ E sou, também, sua mãe.

    Senti todos os meus órgãos entrando em colapso e os meus olhos girando, como se fosse o próprio Universo girando comigo. Eu não sei o que me deixou mais desconcertado: o fato de minha mãe ser uma deusa, o fato de minha mãe estar me vendo semi-nu, ou fato de que aquilo tudo não fazia o menor sentido.

    ─ Minha mãe? ─ Perguntei, olhando-a novamente. A descrição feita pelo meu pai batia: cabelos pretos, olhos divergentes e concêntricos, pele alva e uma preferência por roupas e acessórios sinistros.

    ─ Sim, Symmon. Eu sei que fiquei muito tempo sem aparecer, mas a vida de uma deusa não é fácil. E te reconhecer como filho te deixaria muito... Vulnerável.

    ─ Vulnerável? Como? ─

    ─ Bom, mais monstros lhe atacariam no decorrer de sua vida. Semi-deuses atraem perigo, ainda mais um tão poderoso quanto um filho de Hécate. ─ Minha mãe disse, com um sorriso perfeito estampado no rosto. ─ Você devia agradecer ao seu amigo, depois. Ele tem te mantido a salvo durante todo esse tempo. ─

    E então percebi que ela apontava para Kevin.

    Ele tem me mantido a salvo? De quê? ─

    ─ As pessoas só veem aquilo que elas querem ver, Symmon. A Névoa não funciona muito bem com você, mas os princípios dela ainda se aplicam. E você entende, não entende? Foi exatamente o que você fez com Galateia: disse apenas o que ela queria escutar, mas manipulou a verdade ao seu favor. Um verdadeiro filho de Hécate

    ─ A Névoa? ─ Eu perguntei, e ela riu.

    ─ Bom, suponho que você tenha muitas perguntas a fazer. Acho que você ficaria mais confortável com pessoas como você. ─ Ela sorriu, e então completou: ─ Vá para o Acampamento Meio-Sangue. Suas respostas virão, junto com mais perguntas. E você estará mais seguro lá.


Epílogos:

Spoiler:
Ou: histórias que faziam parte da narrativa, mas foram retiradas do texto

  • galateia depois de cinco dias de vida

    ─ Me deixa virar estátua. Por favor. Estátua não sente. Estátua não morre. Me deixa virar estátua - me deixa aqui, quietinha, no meu canto. Vendo tudo sem enxergar nada; ouvindo tudo sem escutar nada. E sem sentir nada. Sem sentir nada, sem sentir nada. Me deixa aqui, com uma boca de pedra, e olhos de pedra, e mãos de pedra e um coração de pedra. É ruim demais ser gente. Sentir, e tocar, e ouvir, é tão superestimado, não é? Me deixa virar estátua, imóvel, imortal. Me deixa aqui, quietinha, no meu canto, que a vida é mais fácil sendo estátua. ─



  • pigmaleão depois de cinco dias de não-vida

    Galatea olhou para o marido pela décima segunda vez.

    Não havia nada de bom naquele mundo que apenas dilacerava o seu coração feita de carne e sangue, seu coração que se contraía a cada batida para lhe lançar uma dor terrível de ser gente. Ela devia reconhecer a paranoia de Pigmaleão: o mundo é um lugar sombrio e as pessoas são quebradas e injustas. Não era um lugar para Galateia - não era um lugar para um estátua, personificação da perfeição.

    Galatea olhou para  marido pela décima terceira vez e, tomando os lábios de pedra, desejou que estivesse vivo novamente.



  • it's okay if you're gay

    ─ Pai. ─ Eu disse, assim que entrei em casa. O sr. Neil Leclerc estava jogado em cima do sofá de couro sintético, a manga da camisa dobrada revelando os seus braços marcados por tatuagens e o cabelo perfeitamente arrumado e ainda úmido revelando um banho recém-tomado.

    ─ Ãh? ─ ele perguntou, sem nem olhar pra mim. Ele folheava uma revista sobre vegetarianismo ou qualquer um desses assuntos hipsters do qual o meu pai tanto gosta.

    ─ Eu quero te contar uma coisa. ─ Dessa vez eu capturei a atenção dele. Neil largou o que estava fazendo e olhou para mim, os olhos cintilando de uma curiosidade quase incontida. Ele olhou para mim, e depois olhou para Kevin, que estava encostado no vão da porta, as mãos no bolso do casaco exageradamente grande.

    ─ Diga. Eu to ouvindo. ─

    ─ Eu... ─ precisei buscar o olhar de Kevin para seguir em frente. Não era fácil contar para o seu pai que você é na verdade filho de uma deusa e que está sob ameaça e precisa ir para um tal de Acampamento Meio-Sangue, onde se encontrará com mais filhos de outros deuses e será feliz pelo resto das férias de verão.

    ─ Tá tudo bem, cara ─, meu pai disse, abrindo um sorriso sincero. ─ Eu sempre soube, de qualquer forma. Só não queria comentar porque via que você se esforça para esconder. E sempre achei que você e Kevin formam um casal bonito. ─

    Naquela noite, comemos pizza - e meu pai admitiu que sempre achou minha mãe um pouco esquisita e supreendente demais para ser uma mera mortal.


Notas:

1) Sim, Kevin é um semi-deus.
2) Não, a história não vai ficar por isso mesmo. Pretendo trabalhá-la melhor em uma missão, mais à frente.
3) É, eu sei, essa ideia de trabalhar com Galateia foi genial, mas espero que considerem o quão difícil é encontrar qualquer informação sobre essa lenda. E sim, eu a distorci um pouco - espero que compreendam.
Symmon Leclerc
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Oliver Crowley Belmont em Seg 03 Nov 2014, 23:34

Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Desejo ser reclamado por Melinoe

Cite suas principais características físicas e emocionais.

- Físicas: Possuo 1:74 de altura, o que é considerado alto para um garoto de 15 anos, não tenho lá um corpo sarado, mas não sou raquítico, digamos que estou no peso adequado para minha altura, ombros largos, braços razoavelmente torneados(nada exagerado, apenas não é fino), pernas do mesmo modo. Olhos verde-acinzentados, quase um verde piscina, porém mais fosco, um tom bem diferente. Minha pele  é clara, não chega á daqueles que não tomam sol, apenas um tom de pele que se assemelha ao dos europeus mais próximos da linha do equador. Meu cabelo esta em uma estatura média, podendo ficar algo bem Beatles caso eu queira, porém, normalmente me encontro usando uma toca com o cabelo penteado para frente.

- Emocionais(e psicológicas):
Primeiramente, sou um sujeito calmo, pensativo, mas com personalidade forte, no sentido de ser decidido no que desejo; Não sou de expor meus sentimentos para qualquer um, parecendo ser um ser frio aos desconhecidos, mas, aos amigos, sou um livro aberto. Não sou nenhum bobo alegre, também não sou o "emo" depressivo. Me anima conversar com pessoas que se interessam sobre diversas áreas, pessoas com mentes abertas e pessoas que tenham um humor inteligente. Gosto de provocar pessoas que considero de baixo intelecto e por fim, consigo ser frio á ponto de simular emoções quando necessário. Por ser filho da deusa dos fantasmas, coisas que normalmente assustam as pessoas normalmente não me abalam tão facilmente.(isso é bem intuitivo, não afeta nenhum poder de que envolva medo, apenas uma certa coragem para encarar desafios incertos). Tenho uma certa paixão por todos os tipos de arte, e uma sede por conhecimento.

Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Primeiro fiz uma certa varredura entre todos os deuses, escolhi alguns deles e fui analisando suas características, praticamente todos relacionados ao submundo. O que me fez optar por Melinoe é sua diferença em relação aos outros; ela não precisa estar em destaque, mas é indispensável para o submundo, uma coisa na qual me identifico muito, gosto de ser útil sem ser o centro das atenções. Outro fator que contribui minha escolha é sua diferenciação em habilidades em relação aos demais do sub mundo, seu estilo de luta se diferencia e suas habilidades passivas(principalmente as da forma etérea.. [foi um sofrimento decidir entre ela e Nyx...])

Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?


(Antes de mais nada, apenas estou deixando avisado aqui que narrarei meu passado e 3ª e depois virei com o dia em que fui reclamado em 1ª)


- Primeiros anos:


Problemas, eis aí a palavra que resume sua infância. O jovem Oliver, desde os seus primeiros anos, teve experiências bem marcantes, trazendo diversas complicações tanto para ele quanto para seu pai.
Bom, antes de contar sobre nosso garoto, vamos falar um pouco sobre sua família: Comecemos pela analise de sues sobrenomes: Crowley. Sim, Oliver descende de Aleister Crowley, conhecido com um dos maiores ocultistas de todos os tempos, este era seu bisavô. Quanto ao outro sobrenome, Os Belmont são conhecidos na região da Transilvânia como aqueles que conseguiram parar Drácula, verdade ou mito, qualquer Belmont que pisa nessas terras é olhado com certo respeito.
Agora, vamos entrar em alguns detalhes do passado: Sua família, a partir Aleister, sempre foi fortemente ligada ao ocultismo, membros de seitas onde ocupavam os maiores níveis. Seu pai, por ser neto do fundador, ocupava o cargo de maior importância.
Apesar disso, Erick vivia uma vida boa, trabalhava numa produtora de filmes, era assistente da maioria dos diretores e estava escrevendo enfim seu primeiro roteiro.
Nessa época, com seus quase 30 anos, poucos dias depois de praticar um ritual, avistou uma mulher muito bela, e suas características físicas eram de perfeitos para a personagem principal de seu filme, na verdade, ela era praticamente idêntica, isso o fez ficar fascinado por ela.
Se conheceram, saíram algumas vezes, se amaram, e desse amor nasceu Oliver, e foi quando Erick descobriu: Naquele dia, naquele ritual, ele não entrará simplesmente em contato com um fantasma, ele conhecerá a Deusa deles. Primeiro, um baque, depois veio a negação, e por fim, a aceitação. Ela lhe contará tudo, sobre os deuses,  o olimpo, o submundo. Fora difícil lidar com tudo isso, e ainda mais difícil quando ela dissera que tinha de partir.
Houve então um segundo baque, agora, sem sua amada e com um filho de 1 mês para cuidar, Erick se sentia sem chão, mesmo com a promessa dela de que o ajudaria do seu jeito, e de fato, ela ajudou, colocou alguns de seus subordinados para vigiar o garoto quase que por 24 horas. Graças a isso, diversas vezes não saiu rolando pela escada ou tomou um choque na tomada, enquanto seu pai ficava sentado á mês escrevendo seu roteiro, agora, com fortes inspirações em sua musa.
O tempo foi passando, Oliver foi crescendo, e então, retornamos para o primeiro parágrafo, os problemas. Era obvio que uma hora a proteção de sua mãe iria começar a se tornar algo estranho.
Já na maternidade, uma das tias surtou ao ver que o pequeno Oliver, que ia cair do berço, começou a flutuar e foi posto de volta no mesmo. Depois, aos 4 anos, começaram os amigos imaginários. Bom, era o que os outros pensavam. Seu pai não ligava para isso, pois já imaginava o que de fato era, sua família, por ter uma tradição com o ocultismo, também não estranhou, o problema era na escola e quando tinham visitas. Ver o garoto conversando o tempo todo com seus amigos, assustavam a todos, isso quando o pequeno não entregava um objeto ao seu amigo e as pessoas passavam a ver o mesmo flutuando. Bom ao longo do tempo isso foi fazendo com que o pequenino não fizesse amigos, o tornando isolado e prejudicando sua capacidade de interação com os outros. Para ajuda-lo, seu pai o colocou no teatro aos 6.
O tempo foi passando, confusões parecidas com as anteriores fizeram Oliver ser transferido de escola algumas vezes, o caso mais engraçado vale ser citado: Com 10 anos ele tinha de aguentar um valentão na escola, todos os dias esse o incomodava de alguma forma, até que em um certo dia, quando fora ameaçado de “ser pego na saída” o jovem foi encontrado pendurado pela cueca na janela do diretor enquanto Oliver estava parado em frente a porta.
Nessa mesma idade, foi iniciado na seita em que seu pai doutrinava, e ali aprendeu muito sobre ocultismo, e muito sobre os deuses gregos, que nos últimos anos passaram a ser cultuados ali. Além disso, ele também já demonstrará um fascínio pela leitura e pela natureza, sendo que aos 12 já estudava muitas coisas haver com o cientificismo e com a filosofia, além do fato de seus amigos também lhe contarem muito sobre tais coisas.
E assim, com mais alguns deslizes menores que não valem ser citados, finalmente cheguemos aos seus 14 anos, o ano com mais problemas dentre todos os outros... Além daquilo que já era “normal” acontecer á Oliver, vieram outros fatos, como o mendigo que disse que queria o devorar e passou a persegui-lo, e que se não fora por um dos fantasmas, teria o pego, ou o a tia da cantina que tentará morde-lo, entre outros ataques de “pessoas loucas”.
Seu pai então tivera um sonho com sua eterna musa, e nesse, ela o avisou de que o filho deles em breve iria ter de partir, pois as coisas estavam começando a ficar perigosas para ele. Um Terceiro baque forte na vida do agora famoso diretor de cinema Erick Crowley Belmont, que por fim, conseguiu assimilar, agora sabendo que a vida de seu filho corria risco...






~Descubro que sou um lanchinho ambulante


Tive sonhos estranhos essa noite, coisas distorcidas, complicadas de assimilar agora que acordei, minha cabeça doía um pouco, meu corpo estava cansado, parecia que eu havia ficado 3 dias malhando em uma academia, já tive outros sonhos fatigantes, mas nenhum como esse.
Mesmo acabado, me arrastei para fora da cama, com os olhos semi abertos, tateei com a mão para sair do quarto e seguir pelo corredor até chegar ao banheiro.
Cara lavada, cabelo bagunçado, cara de sono, era hora de me ajeitar para aguentar mais um dia de aula.
- QUE COISA É ESSA? – Acabei dando um grito de surpresa, ao olhar no espelho e me deparar com uma imagem sob minha cabeça, uma espécie de aura verde acinzentada tremeluzente que carregava uma maçã com as mesmas características. Ela durou alguns segundos, depois, desapareceu. Não sabia se contava para meu pai ou se resolvia isso por conta própria, afinal, já tive muitas experiências bizarras, aquilo foi apenas mais um para minha coleção de sustos. Voltei a me arrumar, um pouco receoso, tentando fingir que aquilo não ocorrerá.
Terminei tudo que tinha que fazer e saí para tomar o ônibus, pensei em ligar para meu pai, até por que mesmo me pedirá que eu o fizesse caso algo estranho ocorresse. Ele andava muito perturbado nesses últimos dias.
Estava aguardando no ponto, quando uma voz familiar me sussurra ao ouvido. – Hey jovem Oliver, já faz um bom tempo que não te vejo... – Mesmo o conhecendo, um arrepio percorreu minha nuca, como em todas as vezes que ele chegava assim. Era Graves, meu “amigo imaginário”.
- Graves... na escola.. no banheiro.. tem gente por perto... – Sussurrei entre os dentes de forma quase que inaudível as outras três pessoas que se encontravam no ponto comigo naquele momento. Eles não o viam, mas ver um garoto da minha idade conversando sozinho poderia causar estranheza.
-  É importante - O fantasma, que, apenas para mim era visível, lembrava muito um mordomo, seu tom me preocupava. Ele sempre atendia minhas vontades, nunca soube o por quê, parece que desde o dia em que o conheci, ele já parecia ter sido encarregado de me vigiar e me ajudar. Fiz discretamente um sinal com a mão para que aguardasse. As urgências de Graves nunca foram tão urgentes, bom, talvez só o do jornaleiro maluco, mas essa foi uma exceção.
O ônibus finalmente chegou, me sentei á janela, Graves parado de pé ao meu lado me observava com um olhar de preocupação, isso já estava me causando agonia. De fato, eu queria conversar com ele, ainda mais por que, talvez ele soubesse o que fora aquilo que aparecerá sob a minha cabeça mais cedo.
A escola se aproximava, enquanto eu ainda pensava no assunto sem conseguir mudar o foco, olhando pela janela, o tempo parecia ficar mais nublado conforme nos aproximávamos, não que fosse ruim, de certa forma eu gostava de dias assim.
Enfim chegamos, os limites da escola eram paredes de tijolos tingidos de azul escuro, o portão principal dava direto para uma escadaria, e, ao fim dela, a porta que dava acesso aos armários e aos corredores. Subi as escadas e fui ao meu armário, que ficava em um grande corredor com pisos bege e janelas no lado oposto, peguei meu material, Graves ainda me olhava inquieto enquanto me acompanhava. Segui por pelo corredor da direita e entrei no banheiro. Não havia ninguém ali, mesmo assim, ainda era arriscado, entrei na ultima cabine, com sorte, conseguiria conversar com Graves sem intromissões.
- Pode falar Graves - Fiquei o fitando sentado no assento com a tampa fechada, ele me fitará por alguns segundos antes de começar.
- Bom, meu jovem Oliver, é bem difícil achar por onde começar, eu nunca fiz isso antes, então, vejamos: Acho que primeiro devo dizer que estou aqui á mando da sua mãe...
- DA MINHA O QUÊ? COMO ASSIM? – Acabei esbravejando, sempre me disseram que minha mãe morrerá no meu parto, e agora ele vinha com esse papo?
- Relaxe meu jovem, eu vou te explicar tudo – Graves se mantinha sereno mesmo com todo o meu estardalhaço. – Primeiro eu tenho que lhe dizer para se lembrar daquelas nossas conversas sobre mitologia grega que eu lhe falava.
Não questionei, apesar de não entender onde ele ia chegar com isso, acenei com a cabeça que sim, afinal me lembrei das histórias que ele me contava, sobre deuses e semideuses, titãs e gigantes, sátiros, ninfas e outros seres mágicos.
- Bom, todos eles são, ou, no caso dos semideuses, foram reais. – Falou de forma serena, como se fosse a coisa mais simples de todas.
- Como assim? Que conversa é essa? – Eu não fazia a mínima ideia do que ele estava dizendo, será que ele estava brincando comigo?
- Veja bem, você fala com fantasmas, não será tão difícil para você compreender.
- Isso é verdade, mas, se eles são reais, por que não se manifestam como antigamente? Por que outras religiões existem então? – Havia muitas curiosidades, minha cabeça estava a todo vapor, mas essas foram as primeiras que disparei.
- Essas perguntas eu posso te responder depois, tenho que te explicar outras coisas antes. – Graves conseguia manter uma voz calma enquanto me olhava fixamente nos olhos, isso chegava a me incomodar.
- Ok, mas antes, eu preciso saber, o qual o motivo de você me contar isso? - Essa era outra das perguntas, e acredito que pelo menos essa se fazia necessária.
- O motivo é a sua mãe. – Essas palavras me deixaram perplexos, ela seria um fantasma? Teria ela algum recado pra mim?
- O que tem ela? Ela também é um fantasma? – Quase gritei, agora quem olhava secamente era eu, aquelas palavras, me fizeram ter, por um segundo, a esperança de conhecê-la...
- Bom, mais que isso, ela é a deusa dos fantasmas. – Se antes eu duvidava, agora eu tinha certeza: Graves estava brincando comigo.
- Você quer que eu realmente acredite nisso Graves? Eu vou pra minha sala! – Eu estava irado, sempre fui de certa forma um brincalhão, mas, esse tipo de brincadeira, ainda mais envolvendo a minha mãe me deixará totalmente irritado.
- Imaginei que isso aconteceria, por isso, tenho algo para lhe entregar. – Graves começou a fuçar em seu paletó até tirar dele um colar com uma joia azulada sem uma forma muito bem definida. – É um presente da sua mãe.
- GRAVES, ESSA BRINCADEIRA JÁ ESTÁ INDO LONGE DEMAIS! – Dei um soco na porta, quase a escancarando.
- Se acalme, eu sei que é complicado tudo isso, mas eu irei te esclarecer. Lembra-se das histórias sobre semideuses que eu te contava? Foram todas verdadeiras, de fato, os deuses tinham filhos com humanos, na verdade, eles ainda os tem, e você é um deles. Sua mãe é Melinoe, a deusa dos fantasmas e das oferendas fúnebres, o símbolo que apareceu hoje sob sua cabeça é o símbolo dela, significa que você foi reclamado, que foi reconhecido como filho dela. – Graves falará de forma que não me dera a mínima chance de interromper. Minha mente passou a fervilhar, era muita informação em pouco tempo, seria tudo isso verdade? Graves nunca brincará comigo, não seria hoje e com isso que ele o faria.
- E o que vai acontecer comigo? – Minha voz era meio tremula, insegura, de quem ainda não acreditava totalmente nisso.
Graves esperou até que eu me recompusesse antes de tornar sua fala... – Você ira para o Acampamento Meio-Sangue, um local onde filhos dos deuses, assim como você treinam e se prepararam para viver para a vida de um semideus.
Olhei com certa estranheza, o que seria “a vida de um semideus”? – Como assim?
- Ah sim, esqueci de mencionar isso, assim como os deuses existem, as criaturas mitológicas que eu citei também existem, e o que elas mais adoram comer é semideuses, você ira para o acampamento, justamente para aprender a se defender delas. - Nossa, que legal, sou um lanchinho ambulante.
- Inclusive, aquelas “pessoas estranhas” que te atacaram eram monstros disfarçados, é por isso que fui avisar sua mãe, e ela achou que estava na hora de reconhecê-lo.
- PERA, VOCÊ FALOU COM ELA? POR  QUE ELA NÃO FALOU PESSOALMENTE COMIGO? – Agora eu não sabia se ficava surpreso ou indignado.
- Porque ela não pode, Zeus proíbe que os deuses mantenham contato com seus filhos, salvo em algumas exceções. – Me senti de certa forma aborrecido, não com ela, mas com Zeus, por que nos privar de conhecer nossa mãe ou pai? Como se pudesse ler minha mente, ele concluiu: - Sei que tem muitas dúvidas, mas sei os monitores do acampamento ficarão poderão tira-las.
Respirei fundo, era muita coisa para um dia só.  Bom, se minha vida corria perigo, era melhor eu ir seja lá onde quer que seja esse acampamento. – E para onde irei agora?
- Você ira para Long Island. – Não era tão ruim assim, já fui para lá nas férias, tinha boas recordações daquele lugar.
- E quando irei partir? – Esperava ter a oportunidade de conversar com meu pai sobre isso...
- Agora mesmo, passaremos em sua casa e de lá iremos diretamente. – Exatamente o que eu não queria ouvir.
- Eu quero falar com meu pai antes, não posso sumir do nada. – Dessa decisão eu não iria abdicar.
- Não precisa se preocupar, caro Oliver, seu pai já estava ciente que este dia chegaria, você poderá falar com ele depois. Acredito que como seu pai, ele quer que você fique bem em primeiro lugar.
Minha cabeça estava á ponto de explodir, eu já não entendia mais nada, eu só queria dar um berro mandando tudo para aquele lugar e ir tomar um ar fresco, pois eu estou me sentindo como se tivesse entrando em uma dimensão paralela nessas ultimas duas horas. Sentei no vaso, respirei fundo, fechei os olhos, contei até dez, fiz tudo que poderia fazer para me acalmar e pensar naquele momento, novamente estufei o peito de ar, me levantei e olhei para Graves.
- Vamos.
Graves me entregou aquele colar, o coloquei de forma que a camisa o escondesse.
- Tem mais uma coisa meu jovem, preciso te entregar outro presente. – Ele retirou de dentro do terno agora uma corrente que possuía um tom esbranquiçado, jamais havia visto algo naquele tom, não era metálico, era simplesmente, diferente.
- Por que ela me enviou uma corrente? Graves não parecia surpreso com essa pergunta.
- Essa é sua arma, uma arma forjada com bronze sagrado, a única coisa que pode matar monstros... – A segurei, era um pouco pesada, acho que iria demorar para me acostumar, e também seria estranho andar com uma corrente bem chamativa com essa á mostrando, então, resolvi amarra-la a minha cintura, quase que como se formasse uma grande cinto daqueles dos motoqueiros de filmes.
Saímos da escola graças a ajuda de Graves, que “assombrou” o tio que ficava vigiando o portão. Peguei o ônibus, a viagem seguia enquanto íamos conversando sobre muitos dos assuntos relacionados ao acampamento, obviamente comigo quase que sussurrando, ao final dela, eu sabia muito mais, e com isso, estava ainda mais confuso. Chegamos em casa, coloquei apenas o essencial na mala de viagem que era do meu pai, coloquei tudo que era necessário em um acampamento de verão, tal como um que eu já havia ido. Por fim escrevi um pequeno bilhete, ideia do graves, pois, apesar de querer vê-lo, eu sou meio esquecido em relação á esse tipo de cosia, se bem que, com tudo que passava na minha cabeça, isso seria desculpável. No bilhete, colado á geladeira:

“Pai, o dia chegou;
Fui para o Acampamento Meio-Sangue,
entro em contato assim que der.

Te amo.”


Peguei minha mesada e segui para o terminal, mantendo minha conversa sussurrada com meu amigo e protetor, seguimos rumo á Long Island. A viagem correu bem, nenhum imprevisto, o que Graves estranhará. No caminho ele me explicou que não poderia falar com meu pai por celular, nem nada tecnológico, porque ajuda os monstros a me encontrar, eu poderia mandar uma carta quando chegasse lá.
Seguindo pelo terminal, fui para a saída onde havia um ponto de táxi, mas, antes mesmo de conseguir falar com um dos motoristas, percebi algo vindo em direção á cabeça com um rasante, desviei; achei que era um pássaro, mas quando olhei para trás, tomei um enorme susto, esse pássaro era enorme e tinha a face de uma mulher(bem feia por sinal) então, senti meu ombro esquerdo arder, ela me acertou com as garras.
- UMA HARPIA! - Esbravejou Graves, olhando para mim com enorme preocupação, me lembrei das histórias que ele me contará e envolviam elas. Pensei em correr, mas lembrei que agora de que sou um semideus e se eu quiser ficar vivo eu tenho que matar esses monstros, pelo menos foi assim a ideia básica que Graves me passou. Peguei a corrente que estava sendo usada como cinto, enquanto  pulei pro lado no novo bote daquela galinha maldita. Esperei que ela avançasse para tentar atingi-la, mas ela conseguiu se desviar quando eu tentei a atingir atacando com um golpe diagonal. Ela tentou investir por cima agora, eu tentei a atingir, mas era bem mais complicado do que quando se é atacado frontal ou lateralmente, eu consegui desviar,  bom, quase; ela acertou minha orelha, que começou a sangrar, corri para trás de um carro. Nessa hora eu não pensava muito, estava agindo por instinto, como se já tivesse feito isso antes. Peguei uma flanela que eu levava sempre no bolso (dá época que usei óculos, a mania ficou)  e a amarrei na orelha, de forma que ajudasse um pouco na contenção do sangue.  Havia uma pedra perto de mim,, ela era do tamanho da minha mão.  Levantei, imediatamente aquela coisa avançou contra mim, segurei firme a corrente, mas não á ataquei, esperei que ela chegasse bem perto, ela mostrou as garras, fiquei com medo, mas consegui, acertei a pedra no meio da sua face, ela ficou desnorteada, consegui a brecha que precisava. Girei a corrente e a lancei de forma que a prendesse em seu pescoço, comecei a enforcá-la, sem mais nem menos, ela explodiu em algo que parecia um pó de ouro. Fiquei preocupado com o que as pessoas que passavam ali por perto iriam pensar, mas lembrei que no caminho Graves me explicará sobre uma tal de névoa, fiquei pensando no que eles viram enquanto Graves me parabenizava. Todos a minha volta me olhavam com certo receio, mas, não estariam pasmos como deviriam caso tivessem realmente visto o que de fato aconteceu.
Peguei um taxi, dessa vez, sem papos com Graves, para não assustar o motorista, que estava surpreso por eu ter pedido para ele me deixar no meio do nada praticamente. Enfim, chegamos lá, entreguei praticamente todo o dinheiro que eu tinha comigo, e comecei a subir a colina...
Oliver Crowley Belmont
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R.E ficha de reclamação

Mensagem por Vinícius Bahú em Ter 04 Nov 2014, 17:05




▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Apolo
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Sou gentil(com quem devo ser), alegre, tenho uma altura considerada normal para minha idade, mas o peso não... Sou muito magro. Adoro música, ler e as gosto muito de sair de casa, passear por ai.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Porque Apolo é o Deus mais top que existe no Olimpo(sem ofensas aos outros Deuses).

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Detesto essas pessoas que ficam reclamando por ai "nossa, minha vida é muito difícil, tenho que ir na escola quase todo dia isso é um saco.", bem só tenho uma coisa a disser: Quer trocar de vida.
Se você acha difícil achar a incognita de "x" ou rais quadrada de "y", você não sabe como é ser um semideus. Monstros te perseguindo o dia todo, e por mais que você os mate, ou eles voltam ou vem um monstro pior em seu lugar. Agora eu já estou me acostumando, cheguei a um acampamento muito legal, com pessoas assim como eu, mas antes disso era muito difícil conviver com esses monstros.
Tudo começou quando eu estava por ai, caminhando do nada para o lugar nenhum, como de costume, quando uma coisa muito estranha apareceu.
Ela tinha pele verde e escamosa, olhos amarelos e duas caudas em vez de pernas. Ela partiu para cima de mim dizendo alguma coisa que não consegui entender, mas mais parecia uma cobra do que uma pessoa(oque era meio provável por causa de sua pele verde e e escamosa). Me abaixei no exato momento em que uma de suas enormes caudas passou acima de mim. Me levando rapidamente e fico de frente para o monstro, ela tente disser mais alguma coisa que consigo ouvir como um "vocccê vaiii morerrrer sssemideusssss". Olho para o lado e vejo uma enorme lixeira e um pedaço de madeira com pregos em uma das pontas. Então nesse momento agi poe impulso. Corri até o lixeiro e peguei a tampa para usar como e escudo e o pedaço de mateira com pregos para usar como arma. Sei que um pedaço madeira e uma tampa de lixeiro não vão matar um monstro mas podem acalmar a fera, ou não.
Corro para cima dela e desvio de seu primeiro golpe mas não do segundo. Ela me acerta com sua calda e me joga contra a parede. Sento-me rapidamente, mas perdi minha "armas". O monstro estava a minha frente pronto para me matar quando um grande clarão branco surge atrás de nós(fecho os olhos pois não desejaria ficar cego), logo depois uma saraivada de flechas surge e acerta várias vezes o monstro, que se dissolve em uma espécie de pó.
Atrás do monstro surge um homem um pouco mais alto que eu. Ele tem grandes cabelos loiros, e porta e um arco-e-flecha. Ele se aproxima de mim e diz:
- Vamos filho, eu te levarei para um lugar seguro.

Até hoje não sei quem era aquele homem, a única certeza que tenho é de que ele é um Deus, mas tenho a impressão de que ele estava de passagem pelo lugar onde estava e decidiu ajudar seu querido filho, porque se não fosse por isso, ele já teria aparecido novamente. O que importa é que estou "seguro " aqui dentro desse acampamento e não quero sair daqui tão cedo.
Vinícius Bahú
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ray Godsell em Qua 05 Nov 2014, 13:50

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Héstia
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Ray é alto (1,86) e pesa 65 kg, tem a pele clara, quase da cor da neve, o que não combina com seus olhos verdes e as íris âmbar, tem o cabelo castanho claro.
É um rapaz calmo e meio preguiçoso, mas na hora de fazer alguma coisa, ele sempre calcula as opções e dá um jeito de pular as etapas difíceis e do jeito mais rápido possível, pois gosta de dormir após as tarefas. É muito friento.
▬ Diga-nos: por que quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Sou meio preguiçoso, adoro ficar em lugares quentes e sou fascinado por pirotecnia.
▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Tudo começa com Ray andando na neve, vendo as crianças, que com casas cobertas com neve e estalactites de gelo, estava em casa bebendo chocolate quente e comendo cookies, coisa que se faz no inverno violento em Fairbanks (Cidade no Alaska). Ele estava voltando da escola, indo para casa, pois estava com frio, e seu casaco estava rasgado porque a madrasta não o costurara a dias.
Ele estava indo o mais depressa possível, pois o frio estava começando a queimar sua pele, mesmo com duas camisas de meia, não bloqueara o frio intenso.
Enquanto corria para casa, uma imensa nevasca estava se formando na cidade de Fairbanks, então era sinal que Ray deveria se apressar.
Ele já estava começando a ficar preocupado com o que aconteceria quando a nevasca se formasse quando ouviu um grito distante.
AAAAAAAH!
Um menino negro e magro com a camisa da Holanda estava com um trenó quebrado sob o peito, e o braço começara a sangrar.
-O quê você tinha na cabeça?- Ray disse muito assustado.
-Hospital... Médico... Corte... – Gemeu o menino.
Então Ray rasgou uma das alças de sua mochila, que ficou parecendo uma bolsa verde, e amarrou a tira de pano no braço do garoto e o levou para a casa dele, que por pura coincidência, seu pai era médico e estava fora do plantão.
Quando chegou a casa, o pai de Ray estava observando a foto do filho no ano novo, com dois foguetinhos nas mãos quando:
-Pai! Cuide desse garoto, acho que ele quebrou o braço!-
-Venha aqui filho. –
E no escritório do pai, o garoto estava se recuperando, quando viu o garoto se levantar, e o mesmo havia olhado para a foto.
-O senhor é o pai dele?- perguntou o garoto.
-S-s-s-sim- disse o homem, com medo.
Quando um estrondo na sala ocorreu, a madrasta de Ray estava caída no chão, com uma poça de sangue escorria de seu tórax e na porta, haviam dois homens encapuzados, um alto com roupas brancas e outro baixo com um casaco verde por cima da camisa verde. Os dois sujeitos seguravam uma arma.
Quando viram o garoto, sorriram e atiraram contra ele, que se jogou para a esquerda, e disseram:
-Semideus, renda-se ou morra!-
A nevasca havia ficado cada vez mais violenta, e o vento apagou o fogo da lareira, o que deixou a sala em uma escuridão parcial.
Os dois ´´assassinos`` viram que o pai de Ray possuía uma pulseira com algo escrito em grego, o que Ray entendia com a palavra Héstia.
E atiraram no pai de Ray, o acertando e cheio no peito.
-Pai!- Gritou Ray.
-Filho... Pegue esta pulseira, ela era de sua mãe, você é um semideus. - Gemeu o pai.
-Não sou um desses, pai, sou apenas seu filho!- Falou Ray.
E o pai começou a sorrir e seus olhos se fecharam, ele morreu.
-Nãaaaao!- gritou Ray
O garoto olhava a cena, com certo desprezo e falou:
-Vocês mataram um inocente, suas dracenas imundas! Agora nós vamos manda-las de volta para o tártaro!
-Nós quem?- Perguntou Ray.
-Eu e você, porque somos semideuses. – Disse o menino arrogantemente.
E a sua forma tremeluziu, dando forma a um monstro com duas caudas de serpente e um tronco de mulher. Uma das ´´dracenae``, aquela que estava com a arma, atirou no corpo morto do Sr. Godsell.
Essa foi à gota d´água, uma aura vermelha envolveu Ray, ele correu em direção do monstro e deu um soco no monstro que cambaleou. Ele desarmou o monstro e com a mesma arma que matara a seu pai, atirou um único projétil, que acertou o olho do monstro reptiliano, mas não fez efeito, então se perguntara, por que não matou o monstro.
-Seu burro!- Disse o outro semideus.
-Todo mundo sabe que só bronze celestial e ouro imperial podem ferir esses merdas-
E o menino arremessou uma adaga com a lâmina bronzeada no monstro, que se desintegrou.
-O outro é por sua conta. –Berrou o menino.
Então Ray pensou ´´se eu não tenho nenhuma arma e não sei o que fazer, vai ser na pancada mesmo ´´, Então a dracenae sibilou:
-Tolos, se me matarem chamo mais monstros! –
E Ray correu em direção à mulher-cobra e deu um único soco, pelo seu pai e a dracenae gritou alguma coisa que ele não entendeu e uma bola de fogo saiu de seu punho e explodiu o monstro em milhões de pedacinhos bem pequenos.
Após essa batalha, o chão começou a tremer, e o outro semideus gritou:
-Corre! –
E os dois correram em uma nevasca para tentar se salvar, e silhuetas começaram a aparecer na neve, atrás deles.
-Vamos subir naquele prédio! –Gritou Ray
E os dois entraram na construção e viram cinco gigantes de gelo caminhando na direção do prédio, então subiram até o terraço do prédio e viram uma pedra de gelo do tamanho de um jipe acertar o prédio e fazer os dois perderem o equilíbrio.
-Mano segura na minha mão!- disse o garoto
Então pularam em direção dos monstros.
Caíram de uma altura de 250 metros.
O garoto começou a recitar frases e quando terminou um portal se abriu em baixo deles.
Ray acordou em uma cama, com algumas pessoas o observando.
-Que lugar é este? – Perguntou Ray.
-É o Acampamento meio sangue. – Disse uma garotinha de rabo de cavalo.
Então Ray se perguntava por que estava naquele lugar.
Então seu cabelo começou a pegar fogo e um senhor cadeirante disse:
-Bem-vindo filho de Héstia. -

Explicação:
Depois dos garotos entrarem no portal, não pensei em algo emocionante o suficiente para acontecer.
Ray desmaiou porque bateu a cabeça em uma pedra na floresta, pois o portal não foi no lugar certo.
O garoto semideus( não pensei em um nome) é um filho de Hécate por que incocou um feitiço de portal.
Ray não sentiu a morte da Madrasta porque ela o maltratara desde quando tinha 3 anos de idade.
Agradeço pela leitura e opinião.
Ray Godsell
Indefinido
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Bianca H. Somerhalder em Qua 05 Nov 2014, 20:05

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Desejo ser reclamada por Selene

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Características Físicas
Bianca é baixa – com um e cinquenta de altura – e sua pele é pálida como neve. Seus olhos são de um azul bem claro, e seus cabelos também azuis, mas celestes, batem em sua cintura, embora ela goste de deixá-los presos. A garota sempre usa um lápis preto bem forte abaixo dos olhos, rímel também preto, e uma base rosa clara. Suas feições são delicadas, e seus lábios grossos geralmente sempre estão pintados de preto.

Características Emocionais
Apesar da aparência nada delicada, Bianca é uma garota doce, e raramente se irrita com qualquer pessoa ou coisa. Adora fazer novas amizades, e sempre está cheia de amigos a sua volta. Ela ama animais, e sempre que pode está com algum por perto. Também adora o ar gelado da noite, e seu passatempo preferido, é se deitar a luz da lua e observá-la.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Sempre achei Selene uma deusa muito legal, mas me identifiquei com ela recentemente. Acho que a personalidade de seus filhos é muito parecida com a de Bianca, e que daria uma boa trama ser filha de tal deusa. E também porque a Ayla mandou.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Bianca acabara de chegar de uma festa na casa de uma amiga, quando ouviu duas pessoas conversando na sala. Ficou surpresa, pois nunca tinha ninguém em casa além do pai ou ela mesma, e provavelmente o pai não estaria conversando sozinho.
Dirigiu-se ao cômodo de onde vinha o barulho para ver o que estava acontecendo, e percebeu que vinha do sofá. Tentou chegar lá silenciosamente, mas tropeçou em uma camiseta que estava no chão, e quando tentou se equilibrar, derrubou o abajur da mesa.
Imediatamente duas cabeças surgiram de trás do sofá, e Bianca conseguiu reconhecer seu pai, mas não a mulher que estava abraçada a ele.
- Bia! Não sabia que iria chegar tão cedo.  – comentou o pai da garota visivelmente envergonhado.
- Eu decidi vir embora mais cedo, porque fiquei cansada.  – respondeu Bianca em um tom sonolento, e depois encarou a mulher.  - Não sabia que você já tinha companhia esta noite.
- Ah, sim! Bom, essa é Amy, ela é namorada do papai. Acho bom se acostumar com ela, porque talvez ela venha morar com a gente.
Bianca o olhou surpresa, ficando irritada. A garota não se irritava facilmente, mas aquela foi uma situação diferente. O pai nunca a contou quem era sua mãe, e de uma hora pra outra, ele está se agarrando com outra mulher no sofá de casa. Então revirou os olhos para os dois, e subiu para seu quarto sem dizer uma palavra sequer.
Assim que chegou ao quarto, trancou a porta e deitou-se em sua cama, realmente cansada.
Depois de alguns minutos, se viu pensando em como sua vida era confusa. Ela sabia que era diferente das outras pessoas, não sabia por que, mas podia sentir isso. Ela sempre fez de tudo para se enturmar, para não parecer diferente, mas no fundo sempre se sentia de tal modo, mesmo que os outros não percebessem.
Ela já acreditara que era diferente por causa da mãe, acreditara que a mãe era diferente, mas havia um tempo também já não acreditava mais nisso. Agora que estava mais velha, tinha gravado em sua cabeça que a mãe era simplesmente uma idiota que os abandonara.
Apesar do seu comportamento doce e sensível, a garota tinha um grande rancor dentro de si. Um rancor que não revelava a ninguém, que enterrava em um lugar secreto dentro de si.
Mas a garota também não via sentindo em ficar pensando naquilo, já que não resolveria nada, então se deitou em sua cama, e dormiu tranquilamente.
(...)
Bianca acordou no outro dia bem cedo para ir para a escola, e rapidamente ficou pronta. A escola era bem pertinho de sua casa, então ia a pé mesmo.
Geralmente se encontrava com os amigos para irem juntos, mas nesse dia ela queria chegar um pouco mais cedo, e por isso decidiu ir sozinha.
Andava calmamente com a cabeça abaixada, com seus pensamentos absortos no acontecimento da noite anterior, quando percebeu que não estava no caminho de sempre.
Estava em um local rodeado por casas velhas e caindo aos pedaços, e o silêncio era tão absoluto, que daria para ouvir um graveto se quebrando dentro de alguma das casas, se tal cosia acontecesse.
Observou tudo ao redor, e deduziu que estava tão distraída pensando nos acontecimentos, que sem querer tomou um caminho diferente do que teria que pegar para chegar à escola.
Então voltou pelo caminho que estava indo, e se viu completamente perdida quando a tal rua se tornava um cruzamento de quatro caminhos. Optou pelo caminho da esquerda, e acabou em um beco sem saída.
- Droga. – murmurou ela para si mesma, enquanto voltava para o cruzamento.
Mas quando estava na metade de sua volta, para tentar pegar outra rua, ouviu um barulho dentro de uma das casas, e resolveu ver o que era por pura curiosidade.
Dirigiu-se a porta da casa, e começou a abri-la lentamente, porém quando ia entrar, sentiu um movimento atrás de si, e rapidamente se virou para olhar.
De início não viu nada, mas depois que reparou bem, se assustou vendo um animal enorme parado no final do beco. Ela deduziu ser um leão, mas quando o animal começou a andar em sua direção, saindo para a luz, ela viu que seu corpo era de leão - embora fosse maior que um desses animais de verdade - mas sua cabeça era de gente, e a ponta de seu rabo era cheio de espinhos, como o de um escorpião.
A garota ficou encarando o animal andar em sua direção, sem nenhuma reação.
- Você já era semideusa. – disse o bicho, em uma voz grossa e abafada, fazendo a garota ficar confusa com a última palavra. Ela não sabia o que era aquilo.
Assim que Bianca formulou o pensamento, espinhos voaram em sua direção, e instintivamente ela se abaixou, sentando no chão em seguida.
Estava prevendo sua morte quando ouviu outro barulho vindo de dentro da mesma casa, e um garoto saiu correndo tão rápido que conseguiu chegar ao bicho e bater com um pedaço de pau em sua cabeça antes de ser atingido por espinhos.
Em seguida Bianca viu o leão/homem/escorpião cair no chão, e ela deduziu que o menino tivesse batido tão forte que fez a coisa desmaiar. Sentiu-se aliviada, e levantou do chão com a cabeça girando, pelo fato de tanta coisa estranha estar acontecendo.
Assim que o garoto se virou, Bianca teve a impressão de que o conhecia de algum lugar, mas não se lembrou de onde.  Não teve tempo para tentar se lembrar, pois em seguida uma garota saiu da mesma casa que o garoto, e sorriu para ela.
- Vamos, vou te tirar daqui. – disse o garoto, enquanto estendia a mão para ela. Não sabia quem era ele, mas sentia que podia confiar no garoto.
- Vai me levar de volta para casa? – perguntou ela, se sentindo vulnerável pela primeira vez na vida.
- Você não poderá voltar para casa, mas lhe darei um novo lar. – sorriu ele, com a voz calma. Então Bianca pegou a mão do garoto, e eles começaram a caminhar, juntamente com a outra garota.
(...)
Os garotos chegaram a um parque de diversões abandonado, e Bianca não conseguiu reconhecer em qual bairro estavam. Sabia que era bem longe de casa, pois já estavam revezando entre correr e andar por horas, e finalmente já estava escurecendo.
Acharam o parque, e resolveram descansar, porque estavam exaustos depois do longo dia.
- Vamos precisar que alguém fique de guarda. – lembrou o garoto, que Bianca ainda não sabia o nome. Ela ainda tinha a impressão de que o conhecia de algum lugar, mas também não tinha se lembrado de onde. – Eu posso ficar. Não estou muito cansado.
As duas garotas concordaram e foram dormir. Porém Bianca não conseguia pregar os olhos sem que algum pesadelo invadisse sua mente, já que agora ela sabia por que era diferente. Os garotos tinham explicado a ela sobre os deuses da mitologia grega serem reais, e sobre os monstros que os perseguiam. Também tinham explicado o que ela era. Uma semideusa. Era disso que o monstro tinha a chamado. Agora toda vez que a garota dormia ela sonhava que algum monstro estava arrancando sua cabeça, e acordava assustada. Foi por esse motivo que se juntou ao garoto que estava de guarda.
- Eu ainda não sei o seu nome.
- Eu sou Aiden – respondeu o garoto.  – Você é Bianca, certo?
- Certo. De onde me conhece? – Bianca ficou curiosa.
- Nós estudávamos na mesma escola. Eu já ouvi algumas pessoas falarem de você. – respondeu Aiden. Então a garota se lembrou. Ele era do segundo ano, e ela já o vira andando com alguns de seus amigos.
- E quem é ela? – perguntou Bianca indicando a outra garota. – Eu não a conheço.
- Aquela é Rebecca. Eu a achei naquela casa abandonada que a gente estava. Ela é uma semideusa como você, mas fugiu de casa. – explicou ele.
- Ela sabe de quem é filha? – A garota estava se acostumando com a ideia de que os deuses eram reais, sabia que era para ela duvidar disso de primeira, mas sentia que era verdade do mesmo jeito que sempre sentiu que era especial. O garoto negou em resposta a sua pergunta, e então outra dúvida surgiu na mente de Bianca.  – Você é como nós? Um semideus?
- Na verdade... Eu sou um sátiro. – respondeu ele, enquanto tirava os tênis.
Assim que os tirou, Bianca ficou de queixos caídos. No lugar de pés, Aiden tinha cascos. Então uma imagem lhe veio à mente. Pessoas metade humanos metades bodes. Lembrava-se deles de suas aulas de mitologia grega.
- É por isso que você anda tão esquisito? – a garota perguntou rindo. Tinha percebido isso enquanto caminhavam, mas na hora decidira não comentar nada.
- Sim, é por isso. – respondeu ele também rindo. Depois ficou sério novamente, e mudou de assunto. – Estou levando vocês para um lugar seguro. Nenhum monstro vai poder lhes pegar lá.
Bianca sorriu, e anunciou que iria dormir. Sabia que não conseguiria pregar os olhos, mas não queria conversar sobre aquilo.
E se surpreendeu ao perceber que os pesadelos tinham ido embora. Talvez fosse porque ganharia um novo lar totalmente seguro. Com certeza isso ajudava muito a diminuir os pesadelos...
(...)
- Acorda Bianca! – chamou Aiden. – Nós temos que ir.
- Que horas são? – perguntou ela sonolenta.
- Não sei. Levanta logo. – respondeu ele impacientemente.
Bianca se levantou e viu que o sol já tinha saído, mas não estava muito forte, o que era bom. Pegou sua mochila de escola e caminhou até Rebecca e Aiden.
Assim que ela chegou perto deles, Aiden sorriu, e eles começaram a andar para a esquerda, sem conversarem muito.
Andaram muito, até que chegaram a uma floresta, onde as enormes árvores sombreavam a maior parte do local, fazendo com que o calor ficasse menos intenso. Bianca e Rebecca estavam completamente perdidas, mas Aiden parecia saber para onde estava indo, pois mudava de direção uma hora ou outra, confiantemente.
- Não podemos parar um pouco? – reclamou Rebecca, ofegante.
- Não temos tempo. – Respondeu Aiden rapidamente, embora também estivesse ofegante.
As duas garotas resolveram se calar depois que viram o alerta na voz do amigo, e em um momento o garoto as fez parar em um lugar menos arvorejado do que onde estavam antes.
- Porque paramos? – Perguntou Bianca. – disse que não tínhamos tempo.
- Estou sentindo cheiro de monstro. Vamos! Corram! – gritou ele começando a correr, e puxando Bianca que estava ao seu lado.
Em seguida, um rugido tão forte começou que as árvores ao redor, juntamente com o chão, começaram a tremer.
Os garotos aceleraram, e em consequência disso, Rebecca se desequilibrou e caiu, e Bianca e Aiden voltaram para ajudá-la. Com isso perderam bastante tempo, e o monstro que os seguia se aproximou ainda mais, fazendo o barulho ficar ensurdecedor.
Assim que a garota que estava no chão conseguiu se levantar, os três puderam avistar o mesmo monstro que viram antes. Aiden as tinha informado enquanto caminhavam que aquele era um manticore. Esses eram criaturas mitológicas gregas, que eram híbridos de todos os animais que Bianca identificara antes.
- Vamos! – gritou Aiden. Eles se puseram a correr, mas antes de conseguirem ir muito longe, ouviram Rebecca gritar, e quando se viraram para olhar, a garota estava deitada no chão, com um espinho em seu estômago.
- Não parem! – balbuciou Rebecca. Apesar de saberem que ela não tinha mais chances, pois o veneno do monstro era mortal, Bianca e Aiden resolveram lutar com o monstro, e deram um jeito de arrumarem armas.
Aiden tinha duas facas na cintura, e entregou uma para a garota empunhar. Assim que ela a pegou, a faca adquiriu um brilho forte, o que deixou não só ela confusa, mas também Aiden.
- É... Isso é normal? – gaguejou a garota. Aiden não respondeu, e quando olhou para ele, viu que o garoto não olhava para ela, mas sim para cima de sua cabeça. Ela olhou também, e viu uma lua azul brilhante bem em cima dela, já desaparecendo.
- Selene! – murmurou o garoto. Bianca iria perguntar o que ele queria dizer, mas naquela hora o monstro, que provavelmente estava confuso pela faca da garota brilhar alguns segundos atrás, já tinha se recuperado, e conseguiu elaborar uma frase coerente.
- Larguem as armas, heróis! Vocês já eram! – disse o monstro com uma voz grossa e abafada. Assim que ele acabou de falar, espinhos voaram na direção dos garotos, fazendo Bianca rolar para seu lado direito, e Aiden se jogar no chão.
No intervalo de tempo que o monstro parou para dar uma risada, Aiden conseguiu atirar sua faca nele, e ela a tingiu bem na pata esquerda. Ele rugiu em consequência da dor, e Bianca ganhou tempo para se levantar e atingir a faca em sua outra pata, a tirando em seguida e contornando o monstro.  
O manticore se virou rapidamente, surpreendendo à Bianca, e quase conseguiu atingir um espinho na garota, mas ela se abaixou no último momento, e conseguiu sair viva.
Naquela hora, ele estava virado para Bianca, e ela tinha certeza que morreria, quando Aiden arrancou o espinho do estômago de Rebecca, que numa hora dessas já não respirava mais, e sorrateiramente, enfiou nas costas do próprio monstro.
O manticore, visivelmente surpreso, estava com os olhos arregalados, e o sorriso que antes estava no seu rosto de humano, desaparecera. Agora suas pernas fraquejavam, e em questão de segundos ele caiu. Então, como uma promessa de vingança, balbuciou:
- Eu os pegarei. – então seus olhos se fecharam, e ele deu seu último suspiro.
Aiden ergueu a cabeça para Bianca, e sorriu. A garota sorriu de volta, mas em seguida dirigiu seu olhar a Rebecca, caída no chão. Ela andou até lá, e se ajoelhou ao lado da nova amiga. Apesar de se conhecerem a pouco tempo, ficaram muito próximas, e Bianca sabia que sentiria falta dela. Lágrimas rolaram pelo rosto da garota, e ela tomou coragem para afastar o cabelo de Rebecca, que estava caído em seu olho.
- Ela ficará bem no Elísio. – consolou Aiden, também abalado. Ele colocou a mão no ombro de Bianca, e fechou os olhos. – Vamos, temos que ir.
A garota não discutiu, e se levantou lentamente. Ele pegou sua mão, e começou a puxá-la em certa direção. Depois de alguns minutos de caminhada silenciosa, chegam a uma clareira, onde à frente tinha um enorme pinheiro. Passaram por ele, e chegaram ao lugar que Aiden tanto falara.
- Bem-vinda ao Acampamento Meio Sangue. – anunciou o garoto, esperando a reação de Bianca. E ela simplesmente sorriu encantada com tudo. Estava observando agora um novo lar.
Bianca H. Somerhalder
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 097-ExStaff em Qui 06 Nov 2014, 02:24

Avaliação: Ficha de reclamação
feita por Éris, caso queira reclamar ou ostentar, convoque-me por MP


♦ Nico Podrick  ♦ Aprovado


Quando vejo uma ficha para sátiro, não hesito em lê-la. Quase sempre tenho que lidar com narrações e tramas praticamente iguais, a maioria só quer saber de criar um semideus revoltado ou algo do tipo, entende? Agora um sátiro é diferente e eu gosto disso, temos uma admiração em comum para com o técnico Hedge, aliás. A sua ficha não teve erros de palavras, apenas alguns sem importância, contudo peço que não perca a atenção e revise seu post quantas vezes você julgar necessário. Parabéns, sátiro, paquere algumas ninfas por mim!

♦ Candace V. Nedakh ♦ Reprovada


Eu particularmente achei a narração muito resumida, mas considerei o spoiler e sua explicação. Eu não preciso dizer que você tem um ótimo domínio na escrita, certo? O que me fez te reprovar foi a resposta -- ou a falta da mesma -- na última pergunta. Uma coisa é ser sincera em relação aos motivos, outra coisa é ignorar o que foi pedido na ficha. Você fez tudo certo, apenas errou nisso. Caso chegue a enviar a ficha novamente, responda qualquer coisa de modo sincero, só não faça o que fez nessa.

♦ Dante H. Mendoza ♦ Aprovado


Incrível, Dante. Emocionante e muito bem detalhada, não há o que criticar. Eu espero poder ler mais sobre sua personagem o mais rápido possível, a história dele parece ser cativante. Parabéns.

♦ Symmon Leclerc ♦ Aprovado


Cara, que narrativa direta, simples e também cativante, eu sinceramente não achava que me interessaria tanto pelas fichas que leria ao avaliá-los. Você conseguiu fugir do clichê acerca da reclamação e mesclar o momento que Symmon descobre sua origem com uma história realmente interessante. Apenas devo pedir que mantenha o foco enquanto estiver criando seus textos, eu achei alguns erros bobos de palavras que, com certeza, foram causados por falta de atenção. Nada mais, parabéns.

♦ vini bahú  ♦ Reprovado


Vini, você precisa modificar seu nickname para um que se adeque as regras do fórum. Faça isso aqui o mais rápido possível: http://percyjacksonrpgbr.forumeiros.com/t9050p495-mudanca-de-nome e envie sua ficha novamente, para que possa ser avaliado.

Aos outros não avaliados, tenham paciência. Por motivos off, não pude continuar com as avaliações e não quero comprometê-los por conta disto. Eu continuarei elas amanhã, ou outro deus o fará.


♦ Parabéns ♦

THANKS JESS &  PANDA
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alasca Courvoisier em Qui 06 Nov 2014, 05:54


A bailarina
que cheirava como a primavera


Por qual Deus você deseja ser reclamada?

Perséfone.

Cite suas principais características físicas/psicológicas/emocionais.

Bailaria desde a infância e com uma beleza única que deixa o mais sério dos homens ligeiramente declinado por seu sorriso contido. Jess é facilmente definível com um adjetivo: estonteante. Tem longos cabelos cor de chocolate, pele alva e cílios tão grossos que seus movimentos muitas vezes parecem o de uma borboleta preguiçosa. Possui traços miscigenados e uma delicadeza de cair o queixo, sua feminilidade é entregue no mais inocente de seus movimentos, causando as mais diversas reações a quem os acompanha. Talvez por isso ou por sua postura impecável, seja uma dançarina tão bela quanto uma flor a dançar nos campos por causa do vento.

Sua fala é sem rodeios, seu pensamento afiado e costuma ser organizada até em sentimentos, é difícil vê-la se deixar levar. Tudo isso por influência do único ser que, na sua curta vida, demonstrou amar de toda alma, seu pai adotivo Rust Cohle. Apesar de parecer um tanto dura às vezes, é educada e paciente, sempre evitando conflitos por coisas menores. Também é uma provocadora natural, gosta do sabor de um bom jogo de cintura. É uma criatura de convivência tranquila, porém seu olhar entrega uma natureza mais profunda, já que muitas vezes é comparado com o fio de uma espada – tão belo quanto mortal, se utilizado de forma certa.

Diga-nos, porquê ser filho de tal Deusa?

De todas as combinações possíveis, Perséfone é a mais razoável perante a trama que planejo. Além do que, conforme a leitura da história, será possível identificar traços da influência da deusa, como o dom natural da provocação e um leve aroma de flores que toma conta do ambiente. Consegue respirar fundo e dizer que não sente o perfume?

História



I want God to come and take me home.
'Cause I'm all alone in this crowd.
Who are you to me? Who am I suppossed to be?
Not exactly sure anymore (mmm).
Where's this going to? Can I follow through?
I'll just follow you for a while.



O caixão já estava a sete palmos da terra, mesmo assim aquela garota permanecia fixa, como uma estátua grega em mármore branco numa paisagem eternamente pintada em escalas cinzas de uma aquarela borrada. No céu não havia sol, nem chuva, apenas nuvens densas que assistiam à tragédia sem lágrimas, respeitando a dor de um silêncio forçado. Ela ergueu os olhos para lápide, releu pela centésima vez o nome de Rust Cohle, mas nem isso que estava diante de seus olhos fez a ficha cair, afinal apenas dois dias atrás ele estava ajudando-a a se preparar para o teste do Royal Ballet, mesmo que não tivesse nenhuma habilidade com meias-calças cor de rosas e collants exageradamente justos ao corpo. Um sorriso triste surgiu em sua face, eram lembranças doces que ela jamais deixaria apagar, o pai adotivo era carrancudo, respondão, grosso e mais uma extensa lista de adjetivos não muito apreciáveis, porém ele foi a única criatura que sentiu algo e algo de verdade. Ele foi seu primeiro e único amor em todos seus 18 anos de vida. Talvez não pareça muito, ela tem uma vida inteira pela frente, mas um espécime tão lindo e delicado já tinha sofrido tanto em tão pouco tempo, desde o abandono quanto mal completara 2 anos, um orfanato abusivo onde todas as crianças morriam de fome, monstros que vinham atormentar seus dias e seu sono.

- Jess?

A voz do companheiro do detetive a trouxe de volta a uma realidade em que, o homem que lhe tirara do inferno, já não existia mais. Respirou fundo e olhou para ele, tão diferente do seu amado, mas com as mesmas olheiras de alguém que também já viu as chamas dos Campos da Punição – adorava as comparações com mitologia grega que Rust vivia fazendo, era aprender história enquanto poderia provocar os outros, o homem era um gênio. Ela meneou a cabeça num sinal positivo, aceitou a companhia para ir até o carro, o salto negro afundava um pouco na grama, mas era o único calçado no tom que tinha, além do vestido longo e do grosso casaco, jamais gostara de cores frias ou que remetessem à morte, apenas quando era obrigatoriamente necessário. O homem calvo adiantou-se e abriu a porta do veículo branco, ela agradeceu com um aceno de cabeça e acomodou-se ao volante.

- Está em condições de dirigir? – Marty era como um tio, apesar de ser um pervertido completo em certos momentos.
- Não se preocupe, estou bem.
- Jess... – ele lambeu os lábios secos, mania que tinha quando ficava nervoso ou não sabia lidar com determinada situação. – Se quiser pode ir para minha casa, minhas filhas e minha esposa te adoram, e você já é praticamente da família.
- Não, obrigada. – apesar do rosto inexpressivo, sua voz mostrava agradecimento. – Sei me virar, Rust não me adotou à toa.

Marty deu um risinho nervoso e fechou a porta, ela girou a chave na ignição e tomou o rumo para casa, ainda perdida sobre tudo aquilo. Já na quadra de sua residência, virou a esquina e viu um carro conhecido estacionado no jardim, era Dylan, provavelmente tinha ouvido sobre a morte do ex sogro e veio ver como ela estava. Jess respirou fundo, aquilo não era momento, mas também não queria ficar completamente sozinha naquele lugar empesteado com o cheiro do cigarro que ele fumava a todo instante, misturado com a colônia pós barba importada que ela lhe dera de presente. Estalou o pescoço e mordeu um pouco o lábio inferior, tinha essa mania quando algo a incomodava, olhou nos espelhos para ver se estava tudo bem e desceu do carro. Dylan estava sentado no degrau em frente a porta, a cabeça baixa e as mãos enfiadas nos cabelos negros, usava a mesma calça jeans e camiseta xadrez vermelha com preto da última vez que transaram, mexia a perna de nervosismo e estava com os olhos fechados. Porém quando o salto dela ecoou, ele rapidamente levantou o rosto para olhá-la, e se impressionou por ela continuar tão linda com aqueles olhos vermelhos e rosto inchado de lágrimas.

- Jess. – ele se levantou e correu até ela, envolvendo-a nos braços fortes que só jogadores de basquete conseguiam ter.

Ela não reagiu, não emitiu qualquer som ou demonstrou qualquer coisa, apenas baixou a cabeça e deitou-a no ombro dele, deixou-se levar.

- Como se sente? – ele sussurrava contra a pele de seu pescoço, fazendo-a arrepiar e sentir o corpo esquentar instintivamente.
- Eu não sinto.


Does anyone ever get this right?
I feel no love.


Eles entraram e Dylan foi aquecer a água do chá e o leite, era a bebida favorita da garota que estava sentada no sofá, tirando os sapatos e ainda tão alheia a tudo, parecia ter sido atropelada por um caminhão de doze rodas. O rapaz respirou fundo e olhou ao redor, frequentou aquele ambiente durante meses, conviveu com os dois e presenciou aquele amor mútuo, o respeito que nutriam um pelo outro e as cicatrizes de uma vida vadia que dividiam nos seus corpos e almas. Quase não acreditou quando ligaram falando do falecimento de Rust, estava há quilômetros de distância arrumando o quarto para o primeiro ano de faculdade. Contudo quando o tom de voz de sua mãe lhe arrebatou e contou que o motivo tinha sido um câncer de pulmão, não lhe restaram dúvidas, Rust fumava dois maços por dia, nos finais de semana chegava a cinco! Apesar de ser um atleta e um excelente detetive, estava debilitado por uma depressão que jamais teria fim e um vício irracional em remédios para dormir – já tinha visto pai e filha brigarem por conta de um acesso de tosse do mais velho. O micro-ondas avisou que os 10min tinham acabado, colocou o saquinho de chá e completou a caneca com leite quente, voltou para a sala e a viu sentada exatamente na mesma posição, parecia nem ter piscado.

- Tome. – ele lhe estendeu o objeto e ela o pegou com a ponta dos dedos, numa delicadeza que jamais existiria em outro alguém, apenas nela.

O silêncio deu espaço para observá-la, mesmo abatida e mais pálida que de costume, Jess estava ainda mais linda – se é que era possível. O corpo mais malhado, os cabelos maiores e com um tom achocolatado mais vivo, postura perfeita e com aquela sensualidade de mulher nobre que despertava nos homens um desejo animal de ouvi-la gemer. Cheirava a flores selvagens e ainda tinha aquele olhar denso, que corrói a essência da sanidade e deixa a pessoa entregue as suas vontades. Um anjo abençoado pelo demônio da sedução.

- Obrigada Dylan. – ela finalmente respondeu quando estava na metade do conteúdo líquido, os lábios estavam levemente úmidos, a língua dela contornou-os e o rapaz sentiu o espaço entre as calças ficar um pouco mais cheio. – Não achei que te veria de novo tão cedo.
- Eu também não, gostaria de te ver novamente sim, mas não em uma situação como esta.
- A vida é uma megera, mas pelo menos ele morreu pacífico e sabendo que foi um idiota por fumar igual uma locomotiva. – ela bebeu mais um pouco.
- Ficou com ele até o fim? – eles se encaram longamente, mas como sempre, Dylan fugiu. Não conseguia encarar aquelas lâminas.
- Até o último suspiro, como tinha que ser. – piscou devagar, os cílios grandes davam um ar dramático ao simples ato, nem por isso menos atrativo. – Se importaria de passar a noite aqui? Não quero encarar o eco desse lugar.

Ele engoliu seco, afinal Jess sempre fora direta e não tinha frescuras ou vergonha de perguntar. Admitiu que no início era complicado lidar com isso, mas com o tempo acabou ficando com raiva de garotas que se enrolavam demais para conseguir coisas tão simples. Deu uma risada por dentro, ainda era caidinho pela ex.

- Sim, eu fico. – ela lhe dirigiu um sorriso de agradecimento, o rapaz sabia o quanto era difícil tirar esse gesto dela, por isso apenas retribuiu e tentou não dizer nada que pudesse estragar tudo.
- Obrigada. Vou tomar um banho, fique à vontade, conhece o terreno.

x


A água quente levava a dor consigo, relaxava os músculos e dava espaço para a mente divagar para outras áreas. Rust sempre tomou banho na água fria. Merda, não era hora de pensar nele, precisava espairecer e colocar ordem no caos sentimental que habitava seu racional, foi então que Dylan lhe veio à mente. Eles terminaram em comum acordo porque iriam se mudar para lugares distantes, o namoro durou 5 meses e haviam terminado há, pelo menos 7 semanas, desde então ela se dedicara mais aos estudos e ao sonho de entrar numa grande academia de ballet, e o teste do Royal de Londres caiu como uma luva – apesar de que fora para cama com outros dois rapazes que conheceu numa festa, mas nada especial. Aliás, lembrar de sexo fez sua mente retornar às memórias depravadas de estar completamente sozinha com Dylan em algum lugar, ele era bom de cama e sempre dissera que ela também tinha um fogo terrível, sua intimidade respondeu aos pensamentos maliciosos, sentiu um peso na consciência por estar pensando naquilo quando deveria, de fato, estar de luto. Entretanto seu corpo necessitava de alguma carícia para tapar, mesmo que por uma noite, o buraco que a solidão escavou no meio do seu peito.

- No fim, também sou um animal. – disse a si mesma, com um sorriso malicioso em face.

Em outro cômodo da casa o rapaz arrumava o sofá para dormir, apesar de conhecer muito bem cada mola do colchão de Jess, não seria atrevido de pedir tal coisa, além do que ela tinha acabado de perder a única pessoa em sua vida que lhe deu um porto seguro. Tirou a camisa e deitou-se ali, o cheiro dela ainda ficara no ar, miscigenado ao tabaco do velho Cohle, deu uma risada por dentro lembrando-se do homem ranzinza, ciumento, mas tão sábio quanto um eremita, e também forte como um touro e com técnicas cinematográficas para derrubar e quebrar os pulsos de um homem sem, ao menos, sair do lugar. O admirava muito e ficara muito feliz por tê-lo conhecido antes de morrer.

- Dylan.

A voz dela o fez estancar, conhecia aquele tom manhoso de longe, virou-se rapidamente e a viu no corredor, completamente nua, com o corpo molhado por ter acabado de sair do banho e com os olhos brilhando com pura e crua indecência. Engoliu seco e sentiu a saudade acelerar seus batimentos, a pele dela era clara, as pintinhas bem distribuídas, os seios medianos, a cintura fina e as pernas torneadas que imploravam para que ele a puxasse para mais perto pareciam estar ainda mais irresistíveis, a excitação começou a incomodar e ele queria agarrá-la ali mesmo, coloca-la contra a parede e ouvir aqueles gemidos enlouquecedores e completamente femininos que escapavam do fundo de um âmago afogado por uma libido que transbordava entre suas coxas. Contudo estava paralisado perante a surpresa, Jess deu um sorriso maldoso, o piercing no nariz brilhou contra a luz que vinha da cozinha e os olhos fincaram-se na alma dele, seduzindo-o em silêncio. Ela se aproximou e colocou as mãos no braço do sofá, os rostos próximos e as respirações mescladas fizeram-no arfar.

- Jessy... – o apelido íntimo a fez colocar o dedo indicador sobre seus lábios, a boca dela entreaberta exalava um hálito doce e viciante, tendendo ao chocolate que todos têm vontade de lambuzar.
- Dylan, você realmente quer ficar nesse sofá ou prefere algum lugar em que possa... – aproximou-se do ouvido dele, deu um beijo no lóbulo e com os dentes puxou de leve, fazendo-o revirar os olhos sem querer. –Sentir-se livre para mexer como quiser?

Ele não respondeu, apenas avançou sobre ela e preencheu todos os buracos reais e imaginários que a incomodavam – a noite inteira. Adormeceram exaustos na cama dela, ele a abraçou por trás e mergulhou no cheiro dos cabelos, enquanto Jess caía no poço sem fundo de seus sonhos perturbadores e num ambiente muito familiar, a sala de estar de Hades onde o próprio Deus estava, juntamente sua esposa Perséfone e conversavam qualquer coisa. Já fazia tantos anos que tinha esse tipo de manifestação que acostumou-se com a loucura de pensar que eles existiam, era como um fantasma e sua única companhia nesse tipo de esquisitice era um homem sem rosto – não, não era o slenderman.

- Olá Jess. – a voz dele retumbou com força em sua mente.
- Olá.

Era alto e seu terno parecia ser feito de um pedaço do espaço sideral, sempre com estrelas, planetas e galáxias girando lentamente. Usava luvas e sapatos italianos, a pele do rosto era lisa e escura, mas não havia olhos, nariz e nem nada do tipo. Sempre que perguntava o nome dele acabava acordando sem descobrir, por isso aprendeu a não ser tão curiosa, havia coisas que só Morfeu sabia – talvez nem ele.

- Como está? – ele sempre lhe tratou com muita educação, e pela entonação da voz sabia que tinha algo errado.
- Em Luto, Rust faleceu.
- Entendo. – ele tocou-lhe o ombro. – Sinto muito.

Só agora tinha notado que usava um vestido florido, tal como o de Perséfone que parecia discutir com o marido, olhou para sua companhia que poderia estar olhando para qualquer lugar, mas ela sabia que também prestava atenção no casal, eles não conseguiam escutar o motivo ou fosse só ela, aquele homem era misterioso demais.

- Parece que eles também estão tendo um dia ruim. – comentou, o homem voltou o rosto para ela.
- É que chegou o dia.
- Dia? Consegue ouvi-los?
- Não, mas nem seria preciso, eu entendo porque estão assim.
- Poderia falar de uma forma que eu consiga compreender? Por favor?
- Jess, eles vão atrás de você. Chegou o dia de você saber tudo.
- Saber o que?
- A verdade.

Nesse instante alguém tocou a campainha e tirou-a do sono leve, esfregou os olhos e retirou a mão de Dylan de cima de si, ele apenas virou para o outro lado e continuou dormindo. Abriu o armário e escolheu um vestido simples, de alças trançadas. Olhou o relógio, passava um pouco das seis e meia, devia ser o leiteiro, jornaleiro ou o menininho que sempre vinha comprar os maços de Cohle, em troca ele ganhava uns centavos para alimentar o vício do fliperama. Espiou pelo olho mágico, não conhecia a pessoa na porta, mas parecia ter sua idade.

- Sim? – ela entreabriu e espiou o rapaz, que fosse com o susto de alguém ter atendido ou por ouvir um tom de voz tão doce, arregalou os olhos ao vê-la.
- Oh... Jess Sin Cohle?
- Eu mesma. – respondeu o observando, tinha a pele cor de café, grandes olhos negros e bagunçados cabelos negros, desgrenhados até. Usava uma camiseta verde e uma faixa amarrada na pata esquerda.

Espera um pouco...

- Por favor, não se assuste. – ele implorou colocando as mãos a frente do corpo, como que para acalmá-la. – Meu nome é Isaac e vim lhe buscar.
- Isaac. – ela sublinhou o nome com uma eloquência contida, ainda encarando as patas de bode. – Certo. – abriu a porta e deu espaço para ele entrar. – Gosta de chá?

Agora foi o bode que não entendeu nada, adentrou a casa ainda temeroso e olhando sobre o ombro para ter certeza que ninguém o seguira. Jess encaminhou-se até a cozinha e ligou o fogão para esquentar a água, Isaac tentou ler seus movimentos e expressões, mas era complicado visto sua cabeleira sempre tapar o rosto em todos os ângulos que ele tentava. Talvez devesse ter dito algo, mas o silêncio e o cheiro do saquinho de maçã com canela eram tão reconfortantes que decidiu esperar, ela queria conduzir aquela situação. Logo terminar ela pediu licença para ir ao quarto, avisou que não estava sozinha e isso não ajudou o sátiro a relaxar, estava sendo realmente um estorvo – deu um gole triste no líquido e retorceu os lábios, estava amargo.

Ela retornou e estava com uma roupa mais quente, visto que a temperatura do lugar caíra de repente. Apontou o sofá para que ele se sentasse, ela o fez ao seu lado e capturou a xícara com a ponta dos dedos, um gesto tão delicado e feminino que fez o pobre corar.

- Muito bem Isaac, antes que comece devo lhe advertir, seja gentil e me explique com cuidado tudo sobre isso e irei responder a pergunta que não cala sua mente, estou sendo receptiva porque, quando eu era mais jovem meus pais me abandonaram. – ela fez uma pausa e o encarou longamente, prendendo toda sua atenção. – Eu tinha dois anos e estava solta numa estação de trem, eu caí nos trilhos e fiquei presa, uma locomotiva estava se aproximando e não conseguiria frear. De repente alguém pulou e me resgatou, milésimos antes do veículo passar exatamente onde eu estava, eu não lembro de seu rosto, nome, tom de voz e nem nada do tipo, mas tinha lindos cascos bem polidos, como os seus. – ela baixou o olhar para o chão e deu um sorriso tímido. – Por isso eu considero que sátiros dão sorte, mesmo eu jurando esse tempo inteiro que era só algo da minha cabeça.

Isaac ficou sem jeito, lidava com toda uma hierarquia de semideuses, mas nenhuma das situações de risco que enfrentara o preparou para aquele olhar. Jess tinha olhos lindos, cílios grossos e encarava sem ao menos vacilar, a íris cintilava como brilhantes de agradecimento puro. Ele respirou fundo, tomou mais um gole do amargo, e contou tudo em modo resumido, não escondendo a timidez em instante nenhum. Ao fim já não havia mais chá nos recipientes e ela estava calada, pensativa e tentando assimilar tudo que lhe fora dito, e não eram coisas simples, afinal Rust era ateu – ele desacreditava em tudo que lhe parecesse tolo, e o mundo todo era idiota aos seus olhos. Respirou fundo e soltou o ar pela boca.

- Sinceramente não sei o que pensar, muito menos em como te responder. Mas eu irei até essa Colina Meio Sangue, gostaria de ver com meus próprios olhos. – ela se ergueu e tornou a ousar olhá-lo nos olhos, mas dessa vez era aço, dura e imóvel como uma espada. –Contudo, se me enganar, sofrerá consequências tão temíveis que nem os Campos de Punição parecerão tão cruéis.

Ele não soube dizer o porquê, mas acreditou em cada palavra com tanto pavor e desespero que quase irrompeu desesperado pela porta. Jess pediu que ele voltasse dentro de algumas horas, ela prepararia suas coisas e conversaria com sua visita, Isaac assentiu e saiu tão rápido do lugar quanto uma abelha voando para longe do fogo. Dali um tempo Dylan despertou, esfregou os olhos e notou que a garota já estava a pleno vapor, arrumando as coisas ali e aqui numa mala de tamanho único, aliás outro fato interessante era o dom de organização, precisão e simplicidade que ela tinha. Apenas uma mala era suficiente para que Jess estivesse pronta, dentro dela estariam roupas, sapatos, acessórios, seus mimos do ballet, objetos de uso pessoal, toalhas, primeiros socorros e, ocasionalmente, uma barra de chocolate para caprichos raros, afinal ela matinha uma dieta muito rígida.

- Acordou? – ela veio a seu encontro e depositou-lhe um beijo na testa, expressando um carinho incomum à uma transa ocasional, mas ele gostava dessa atenção.
- Sim, e pelo visto você também. – ele bocejou longamente e se sentou, segurando as cobertas para tapar a nudez. – Aonde vai?
- Irei fazer uma viagem de reconhecimento, preciso ocupar minha mente para não lembrar de Rust e, também, não quero atrapalhar mais ainda seu caminho. Precisa voltar antes das aulas começarem.
- Juro que se você não fosse tão formal e educada, entenderia isso como um adeus.
- Creio que não, me enganei sobre achar que fora um adeus da última vez, hoje reconheço como um até logo. – ela sorriu-lhe e ele, sem querer, sentiu-se aliviado.

Levantou-se e arrumou as coisas, tomou um banho e já indo até a porta foi abordado pelo cheiro de um desjejum preparado com zelo, Jess tinha feito seu prato favorito e o convidou para uma última refeição antes que partissem. Conversaram e encararam aquilo com naturalidade, ele despediu-se com um abraço e desejando que ela ficasse bem – e o chamasse para passar a noite por ali mais vezes. Encontrou-se novamente perdida no vão inóspito da sala de estar, ligou para a delegacia e avisou que sairia por um tempo, mas voltaria em breve com notícias – os colegas entenderam e desejaram a mesma coisa. Por que ninguém a deteria? Ora, se nem Rust conseguira domar aquele ímpeto, não seriam eles que o fariam. Alguém buzinou a porta e ela levantou-se, trancou a porta da frente e deu a Isaac sua mala, ofereceu-se para dirigir já que ele aparentemente estava sentindo-se mal, culpava esses monstros modernos. Jess tomou o volante e dirigiu conforme as indicações, contudo deteve-se um instante e parou no cemitério, Isaac entendeu e deixou que ela fosse, mas não deveria demorar.

- Olá Rust. – ela sussurrou baixinho à lápide, que aceitou os cumprimentos com o silêncio. – Estou de partida e não poderei te visitar durante algum tempo, finalmente irei descobrir o que se passou antes de eu te conhecer. Admito que estou muito nervosa, mas eu tive presságios de boa sorte. Desculpe-me não trazer flores como prometi, porém esta será a primeira e última vez, quando retornar irei oferecer-lhe os ramalhetes mais adornados e as espécies mais lindas, não se preocupe, seu amor secreto por botânica ainda continua seguro comigo. – lágrimas e sorrisos misturavam-se com a saudade que borbulhava em sua expressão. – Eu te amo, descanse tranquilo... Pai.

Jamais o chamou assim perto de ninguém, era uma intimidade que cabia somente a ambos quando compartilhavam da companhia um do outro – como amantes silenciosos, regozijados apenas com a sensação de presença. Ergueu-se e partiu, uma brisa trouxe-lhe o cheiro da nicotina de algum lugar no fundo de sua imaginação, despertando-lhe um sorriso sincero. Retornou ao veículo e aceitou o lenço de Isaac, continuaram a viagem, levou um dia inteiro e só chegaram quando o sol se punha no horizonte deixando o céu no tom de rosa de suas sapatilhas. Ela observava o lugar e espantava-se com a beleza da mata, Isaac a guiava ainda carregando suas coisas e alertando sobre cuidado, haviam monstros na barreira e não hesitavam em atacar um rostinho bonito.

- Não sou assim tão vulnerável. – seu tom era irônico, fazendo o meio-bode dar um risinho e desculpar-se, ela não lhe respondeu, parou no lugar e olhou para trás. –Isaac, tem algo ali.

Apontou para a mata no instante em que uma harpia abriu as asas e tentou avançar na novata, porém desperta e acostumada com os elementos surpresas devido os treinos com Cohle, desviou para o lado no tempo certo e sofreu apenas um arranhão no braço por causa das penas. O monstro gritou e Isaac largou a bagagem para enfrenta-la, contudo a Harpia era mais rápida e conseguiu agarrar o sátiro e lança-lo para o lado antes que este conseguisse acerta-lhe a adaga.

- Semideusa. – ela encarou Jess. – Você será o jantar mais cheiroso desta noite.
- Você fala!?

A mulher-ave gritou e foi para cima dela, mas algo assobiou no ar e só emudeceu quando encontrou as costas do monstro, que explodiu e deixou a bailarina sem entender muita coisa.

- Vocês estão bem?

Aquele deveria ser Quíron, o centauro. Sua parte animal era branca e de pelos sedosos, a parte humana de um senhor de meia idade com muito fôlego para enfrentar o que quer que fosse. Ao seu lado estava um arqueiro de cabelos loiros e pele bronzeada, usava uma camiseta laranja de cor berrante e parecia ter sido tirado de algum cochilo recente, seus olhos estavam fundos e roxos – mesmo assim, a mira fora perfeita. O monitor de atividades aproximou-se de Jess e ofereceu-lhe um sorriso amigável.

- Bem vinda ao lar, semideusa.

Todos voltaram ao acampamento e a única reação da garota era estar maravilhada com tudo o que vira, seus pensamentos entravam em conflito entre o que poderia ser real e o que não poderia. Porém sua expressão continuava imaculada, um olhar admirado e nenhuma sombra de sorriso, prestando atenção na Casa Grande, numa fogueira ao longe, na disposição dos chalés e em alguns semideuses que cumprimentavam o centauro e olhavam-na curiosos – novatos são sempre chamativos, em qualquer lugar.

- Este é o Acampamento Meio Sangue, onde pessoas como você podem treinar e ficarem mais fortes para defender-se de monstros como aquela Harpia que lhe atacou, senhorita Jess.
-Perdão, mas como sabe meu nome se nem me apresentei? – ela disse direcionando o olhar para Isaac, que apenas murmurou um paciência enquanto dirigiam-se para a Casa Grande.
- Digamos que você foi uma espécie de “encomenda”. É completamente estranha a intromissão dos deuses na vida de seus filhos, isso causaria uma atenção desnecessária. Contudo sua própria mãe veio até aqui e escolheu Isaac a dedo.

Ela retesou.

- Minha mãe?
- Oh, Isaac não lhe contou? – o centauro fez uma reverência breve. – Então devo consertar minha saudação. “Bem vinda ao lar, filha de Perséfone.”.

Ao dizer aquele nome todo o corpo dela se retraiu, os sonhos lhe voltaram e o homem sem rosto parecia lhe sorrir em alguma lembrança distante. Engoliu seco e sentiu um breve formigamento nos membros, um doce cheiro de flores começou a emanar ao seu redor, inebriando a todos com a essência que, na verdade, vinha dela. Fechou os olhos e lembrou-se do rosto que vira em suas manifestações durante o sono, histórias a respeito lhe sussurravam sobre a senhora das flores e sua beleza, tão latente que atreveu-se a concorrer com Afrodite, a própria deusa do amor. Sentiu um asco na garganta, perdera a voz e estava em profundo choque, abriu novamente os olhos e os direcionou ao céu, um sorriso tímido desenhou-se em seus lábios.

Nunca mais irei faltar com suas flores, Rust.

Adendos:

Música: The Vampire Of Time And Memory
Artista: Queens of Stone Age

Obs. Ficou grandinha porque faz um meses que enrolei, mas nada que uma insônia não resolva.

Alasca Courvoisier
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R.E ficha de reclamação

Mensagem por Vinícius Bahú em Sex 07 Nov 2014, 14:49


▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Apolo
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Sou gentil(com quem devo ser), alegre, tenho uma altura considerada normal para minha idade, mas o peso não... Sou muito magro. Adoro música, ler e as gosto muito de sair de casa, passear por ai.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Porque Apolo é o Deus mais top que existe no Olimpo(sem ofensas aos outros Deuses).

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Detesto essas pessoas que ficam reclamando por ai "nossa, minha vida é muito difícil, tenho que ir na escola quase todo dia isso é um saco.", bem só tenho uma coisa a disser: Quer trocar de vida.
Se você acha difícil achar a incognita de "x" ou rais quadrada de "y", você não sabe como é ser um semideus. Monstros te perseguindo o dia todo, e por mais que você os mate, ou eles voltam ou vem um monstro pior em seu lugar. Agora eu já estou me acostumando, cheguei a um acampamento muito legal, com pessoas assim como eu, mas antes disso era muito difícil conviver com esses monstros.
Tudo começou quando eu estava por ai, caminhando do nada para o lugar nenhum, como de costume, quando uma coisa muito estranha apareceu.
Ela tinha pele verde e escamosa, olhos amarelos e duas caudas em vez de pernas. Ela partiu para cima de mim dizendo alguma coisa que não consegui entender, mas mais parecia uma cobra do que uma pessoa(oque era meio provável por causa de sua pele verde e e escamosa). Me abaixei no exato momento em que uma de suas enormes caudas passou acima de mim. Me levando rapidamente e fico de frente para o monstro, ela tente disser mais alguma coisa que consigo ouvir como um "vocccê vaiii morerrrer sssemideusssss". Olho para o lado e vejo uma enorme lixeira e um pedaço de madeira com pregos em uma das pontas. Então nesse momento agi poe impulso. Corri até o lixeiro e peguei a tampa para usar como e escudo e o pedaço de mateira com pregos para usar como arma. Sei que um pedaço madeira e uma tampa de lixeiro não vão matar um monstro mas podem acalmar a fera, ou não.
Corro para cima dela e desvio de seu primeiro golpe mas não do segundo. Ela me acerta com sua calda e me joga contra a parede. Sento-me rapidamente, mas perdi minha "armas". O monstro estava a minha frente pronto para me matar quando um grande clarão branco surge atrás de nós(fecho os olhos pois não desejaria ficar cego), logo depois uma saraivada de flechas surge e acerta várias vezes o monstro, que se dissolve em uma espécie de pó.
Atrás do monstro surge um homem um pouco mais alto que eu. Ele tem grandes cabelos loiros, e porta e um arco-e-flecha. Ele se aproxima de mim e diz:
- Vamos filho, eu te levarei para um lugar seguro.

Até hoje não sei quem era aquele homem, a única certeza que tenho é de que ele é um Deus, mas tenho a impressão de que ele estava de passagem pelo lugar onde estava e decidiu ajudar seu querido filho, porque se não fosse por isso, ele já teria aparecido novamente. O que importa é que estou "seguro " aqui dentro desse acampamento e não quero sair daqui tão cedo.
Vinícius Bahú
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lullaby Katastrofi em Sab 08 Nov 2014, 10:43


Lu-lullaby!
Cold...




>Lullaby Amara Katastrofi, responde também pelos apelidos: Lully, Catástrofe e Canção de ninar. Além do título de princesa da Lua.
> Dezesseis anos.
> Filha de Selene e Klaus Katastrofi.

''Era uma vez...
Uma garota que conversava com a Lua. ''

Seu nome não era lá o mais comum, aliás, por que deveria de ser? Ela não era lá o ser mais comum, mas também não queria ser. Já nasceu dorminhoca, até pensaram que viera ao mundo morta, mas ao contato com a Lua, a linda flor desabrochou. Seu nome, não muito fácil e nem muito bonito, era Lullaby.  Lullaby Katastrofi, a única menina entre os filhos de Arella e Klaus Katastrofi.
Ela cresceu sonolenta e com muito jeito de lenta, até cogitaram a possibilidade de algum retardo mental, mas o problema era mais equilibrado, decisivo e sem contrários. Seu problema era seu sangue.

''E ela era misteriosa, era perfeita, daquele modo que são as garotas que conversam com a Lua.''

Seus cabelos estavam, agora, em um tom de rosa, mas ela o mudava completamente a cada mês. Um dia azul, outro dia roxo, outro verde e era muito raro que seu cabelo ficasse no seu tom natural, mesmo que sentisse falta de seu ruivo. Não me pergunte o motivo, mas Lullaby o achava importante, dizia que a cor de seu cabelo mostrava nitidamente a sua personalidade. E qual seria esta? 
É, provavelmente, não era complicado perceber o quanto ela gostava de cor, mas ela? Quem era ela?  Nem ela mesma sabia, por que deveria?

''Na cama ao lado, vivia um garoto.''

O pequeno Castiel rolava na cama, fingindo dormir, era claro que não o fazia, ele sabia que havia algo errado com sua irmã e precisava, nescessitava saber o que era. 
Ele quase não acreditou quando a viu chorar, quando seu pai estava morrendo e ele sabendo que se tornaria o homem da casa, jurou a seu pai que protegeria sua mãe e irmã de tudo e de todos, de qualquer modo que fosse, mas ele não havia a impedido de chorar.  Malditos! - Pensava ele. - Que não param de a chamar de retardada! Ah, se eu pego esses malditos.

''E o garoto observava a garota se tornar cada vez mais bonita, cada vez mais perfeita a cada ano que se passava.''

Lullaby virou-se e se deparou com o garotinho, de seis anos, que vinha em sua direção. Ela não teve muita reação, não tinha mais o que fazer para que ela pudesse o levar em sua jornada. Era perigoso demais e Lully nunca deixaria seu pequenino irmão Cass correr perigo algum, se as pessoas tem um ponto fraco, ele era o dela. A garota do cabelo cor de fogo, o envolveu em um abraço demorado, enquanto, as lágrimas rolavam por sua face, levando embora consigo tudo de bom que havia acumulado com Cass naqueles longos anos, mas levariam tudo de ruim que havia conseguido naquela casa, com sua mãe e padrasto que bebiam muito e machucavam somente a ela.

''Ele a observava enquanto ela observava a Lua.''

Um fitava o outro com atenção, os olhos do moreno, já estavam como os de sua irmã ou pior. Eles choravam devagar, como se ainda houvesse muito o que chorar. - Eu te amo, eles nunca vão poder me tirar isso... - Ela disse baixo para o garotinho que, agora, se acomodava em seu colo. Ele não sabia o que dizer ou parecia não saber, era apenas uma criancinha com medo de perder a irmã que o educara muito mais que a própria mãe.
O olhar de Lullaby, novamente, se focou na Lua. A noite era estrelada.

''Foi aí então que o garoto olhou para o céu. Mas ele não conseguia se concentrar na Lua. Ficava distraído demais com as estrelas.''

As constelações, ele lembrava de ouvir seu pai dizendo sobre as constelações, ali abraçado a sua irmã, lembrava bem das últimas frases dele
- Olhe para as estrelas, meu filho. Elas te guiarão.

''E não importavam quantas canções ou poemas já tivessem sido escritos sobre elas, pois, toda vez que ele pensava na garota, as estrelas cintilavam mais radiantes''

- Você promete voltar?

-------------------------------------
O teto refletia estrelas, o único lugar onde ela podia olhar estrelas, sem ter de sair de casa, mas mesmo assim sentia falta da Lua. Contava-as, mais elas sempre dobravam de tamanho e número, uma virava duas, duas viravam quatro, quatro, oito e assim por diante, mas naquele dia, sua cabeça girava devagar, não estava feliz, não tinha um só motivo para estar feliz.  Devon era seu único motivo, sua felicidade dependia da dele, mas ele estava irritado e isso a machucava, a rasgava por dentro e dilacerava toda emoção boa que ela viesse a ter. A voz dele, a voz que ela tanto adorava ouvir, com aquele tom rouco e extremamente sexy, dizendo pra ela sumir de sua frente. Ah, isso a fazia querer chorar. Lullaby queria ser forte, ele havia a ensinado a ser forte, mas quando o assunto em questão era o caso deles, ah, aquilo não a deixava ser forte. Escondeu seu rosto no travesseiro, aconchegando-se por baixo das cobertas. Foi quando o sentiu, ouviu novamente aquela voz e abriu um fraco sorriso, mesmo que ele não pudesse ver.

- E-eu achei que estivesse com raiva...

Não houve resposta alguma, tum... tum... tum...  A cena se desfez, só ouvia agora aquele barulho irritante e ensurdecedor, não era como o "tum" de um coração, pareciam máquinas. Lullaby abriu os olhos com dificuldade, a claridade a incomodava, como se tivesse dormido por horas, mas haviam sido alguns minutos. Olhou para os lados, tentando decifrar onde estava, sua cabeça estava dolorida e seu corpo também. Demorou um pouco para perceber que aquilo se tratava de um quarto de hospital, apenas ela, sua maca, um sofá, uma TV e as malditas máquinas que estavam a mantendo viva. Se fossem conhecedores na matéria Lullaby, saberiam tão bem quanto eu, sua reação. Ela gritou, com toda a força que tinha o nome de Devon, até sua ficha cair. Seu único amor estava morto.

______________________________________
"Era uma vez um pequeno sonho..."

Lullaby precisava daquele sonho, precisava o manter vivo para construir seus sonhos. Seu país! Era exatamente seis da tarde quando a menina Katastrofi deixou sua casa em direção ao pequeno cemitério, bem próximo a Long Island. O dono do local, já a conhecia e permitiu, depois de muito uso dos dotes de convencimento da garota, que ela pudesse usufruir do cemitério por uma noite.

"Ninguém sabe quem havia sonhado com ele
Ele era realmente pequeno"

Sete da noite,
  Estava tudo montado, três mesas para a "Hora do chá" como ela gostava de chamar aquela reunião que foi tão esperada, por tanto tempo. Haviam alguns garçons, segurando bandeijas, servindo taças, ajeitando flores e enfileirando vinhos e chaleiras.
Rosas vermelhas enfeitavam todo o ambiente, é claro que deviam ser vermelhas.
Ela só tinha um pequeno sonho, o sonho de destruir, de trazer o caos, a catástrofe, acabar com as pessoas que haviam matado Devon e acima de tudo, jogar.

"Como faço para as pessoas continuarem a me sonhar?"

Há alguns dias, ela ainda não sabia, mas naquele momento, ela sentia que era a coisa certa. Uma reunião, havia pensado ela, uma reunião com os melhores entre os melhores. Semideuses escolhidos a dedo para realizarem as maiores façanhas pelo bem daquilo que acreditavam. Filhos de deuses submundanos, ou esquecidos e ignorados pelos Olimpianos. Os filhos de tudo aquilo que alimentava a destruição e no meio daquilo tudo, uma rainha comandando todo o tabuleiro de Xadrez. O xadrez dos assasinos do seu garoto problema.

"Eu farei as pessoas virem até mim,
E elas farão meu mundo''

É claro que fariam, ela os colocaria a prova. Cada um com sua carta no baralho, o mais forte vence o mais fraco, essa é a lei da vida e também a adotada por Ramona para aquela reunião. Alguém morreria, um de seus preciosos jogadores morreriam.

"A primeira Alice era uma valete de espadas
Segurando uma espada na mão no País das maravilhas
Ela era acompanhada por um rastro vermelho"

A primeira Alice. O Valete, sua carta também era um valete. Aquilo era mera coincidência? Talvez. Ele era o único ali que não fazia parte de seus planos, era um garoto inesperado, mas o valete seria o rei da rainha em queda. Ele a ajudaria a atravessar o tabuleiro, o filho de Íris mostrou-se inteligente quando decifrou sua charada, dentro de um ônibus para Long Island. Nem sua melhor "amiga" havia descoberto o significado de sua pergunta, tão concentrada em pensar no amado morto.
Ele era seu valete e logo seria seu trunfo.

"A segunda Alice era um rei de ouros
Encheu com seu doce encanto o estranho país
Enchendo regiões com tantas falsas notas criadas
Aquilo era um louco mundo"

Alexander, o garoto louco com tendências agressivas. Ele era o rei de ouros, não se podia confiar, mas era bom naquilo que fazia. Era uma fera, não podia ser domada e aquilo o fazia mostrar a pura beleza da loucura. Era óbvio que ele não ajudaria em sua causa de bom grado, mas podia o oferecer o mundo. Um mundo louco.  Ele era a lebre, louca, sempre apressada.

"A terceira Alice era uma pequena rainha de paus, seu número era sete.
Era muito amada e querida no País das Maravilhas
Ela tinha medo de perder para a morte
Ela queria para sempre mandar em seu mundo."

Ela se chamava Alexia e era a melhor amiga que alguém podia ter, uma pena para ela que também havia envolvido-se no que não deveria. Ela, com seu sorriso debochado daria um belo gato de Cheshire.

"A quarta Alice foi um lindo par de irmãos
Curiosos a explorar o estranho país
Passando por portas e encontrando cada vez incontáveis cenas de pena e terror sem fim
Uma valente irmã maior, e um brilhante irmão menor
Procurando a primeira Alice, até encontrar...
Deste lindo sonho eles não vão acordar...
Presos para sempre no País das Maravilhas."

Todos ali, todos eram culpados pela morte de Devon e todos pagariam.
                     
Observações:

- Lullaby tem fobia de palhaços, de escuro, de altura, de agulhas, da morte e de não voltar ao País das Maravilhas, já que em sua cabeça, ela seria Alice. Também tem medo de não ser boa o suficiente para sua mãe, teme o vazio, teme a escuridão/falta de cores e por último, mas não menos importante. Tem medo de gostar de alguém e ser influenciada por isso, para ela o tal "amor" é considerado uma doença e faria de tudo para ser curada.

- Tem algumas tatuagens muito bem escondidas pelo corpo que mostra vez ou outra para alguém. Sua favorita é um "x" na coxa, porque era exatamente ali que havia tido uma adaga fincada.

- Lullaby  considera seu nome muito ... Infantil, digamos assim, parece a ela, uma ironia ao ser pronunciado,

- Sobre Devon. Lullaby o idolatrava, amava, ele era um deus para ela, era tudo o que ela queria ser, mas havia partido e aquilo acabou com ela de um modo tão penoso que acabou com todo o "amor" que existia em si. Lullaby, por exemplo, nunca teve muito tempo para sua família, já que reviravoltas aconteciam o tempo todo em sua vida, mas quando pequena considerava um rapaz chamado Edward como seu herói.

- Aurora possui uma síndrome fictícia (Criada por mim) que inicialmente tem o nome de Praedonum. Ela faz com que Aurora tenha alucinações e acredite estar no País das maravilhas, como Alice. Também faz com que sua percepção do mundo seja distorcida, ela pode estar conversando com você e achar que está falando com uma flor ou com uma carta do baralho.

- Lullaby é fascinada por flores, adora as sentir, cheirar e até as observa por horas, mesmo que para outras pessoas não tenham nada de importante, por outro lado, coloca tudo o que gosta em desenhos e essas coisas não variam muito. Acidentes, incêndios, torturas, coisas um tanto foras do normal no caderno de uma adolescente.


- Aceito críticas sobre a personagem e também sobre minha gestão como ADM desta conta. Obrigada por terem lido até aqui e boa noite.

Grata, Nina.

Crédito do template a Tamy!

Lullaby Katastrofi
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 102-ExStaff em Sab 08 Nov 2014, 17:43


AVALIAÇÃO
Ficha de Reclamação


Ray Godsell - Reprovado.
Então, parceiro, sua ficha está muito simples e incompleta. Peço que dê uma básica reformulada nas características físicas e emocionais da personagem e aprofunde mais na história. Quando for acrescentar os detalhes na história, lembre-se de que você é um semideus indefinido e inexperiente (ou seja, a luta contra duas dracaenaea - mesmo tendo recebido ajuda de outro semideus - seria mais trabalhosa e perigosa). Ah, peço também que corrija os erros (há uma quantidade considerável deles, indico que use um corretor ortográfico - como o Word). Estarei esperando o post com a ficha reformulada e melhorada. Boa sorte na próxima tentativa!

Bianca H. Somerhalder - Filha de Selene - Aprovada.
Hey, sweetie! Sua ficha ficou boa, no geral. Houve alguns errinhos aqui e outros ali, mas nada gritante. Você cumpriu os pontos obrigatórios na narração e respondeu todas as perguntas (as que realmente importam) de forma coerente. Não tenho muito o que comentar. Parabéns e seja bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue, filha de Selene!

Jess S. Cohle - Filha de Perséfone - Aprovada.
Wow, senhorita Cohle, que ficha, hein? Ficou muito boa e completa, por isso não tenho muito o que falar. [strike]Olho para o teclado e não sei o que dizer, apenas sentir.[/i] But anyway... Gostei das características físicas e emocionais da personagem e adorei a história. Não me lembro de ter visto erros - então se teve, não foi algo sério. So... Parabéns e seja bem vinda ao Acampamento Meio-Sangue, filha de Perséfone!

vini bahú (Vinicius Bahú) - Reprovado.
Então, Vini, o motivo da reprovação dessa vez não é o nome (uma vez que olhei no registro de mudança e vi o seu post), mas a ficha em si. Você poderia ter explorando mais as características (físicas e emocionais) da personagem, porque realmente ficaram vagas. E a história... ficou muito simples e resumida. Não estou falando que você precisa postar um texto grande, mas estou dizendo que você deve aprofundar mais na história, descrever mais detalhes. Assim sendo, peço que reformule as características e a história e post a ficha mais uma vez (não esqueça de corrigir os erros). Boa sorte na próxima tentativa!

Lullaby Katastrofi - Reprovada.
A história ficou muito diferente, Lullaby - isso foi um elogio. No entanto, por mais que tenha ficado implícito ao decorrer da narração, você não postou os pontos/perguntas obrigatórios (quem é progenitor, descrição das características físicas e emocionais, etc) da ficha com as devidas respostas. Assim sendo, peço que post a ficha mais uma vez (e se lembre de colocar as perguntas padrões da ficha de reclamação e de respondê-las coerentemente). Boa sorte na próxima tentativa!


PS: Avaliação feita por mim, Poseidon, qualquer reclamação ou dúvida me envie uma MP.

~Aguardando Att~

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Orfeu em Dom 09 Nov 2014, 04:23

Oliver Crowley Belmont, aprovado como filho de Melinoe. Eu curti sua história, especialmente a forma como pesquisou sobre os antepassados, como pareceu realmente pensar um pouquinho na trama do personagem. Claro que ainda existem alguns erros (mais estruturais, como usar letra maiúscula após dois pontos, dentre outros), mas foi o suficiente para passar. Em ti, vejo um grande potencial, que apenas precisa ser lapidado. Bem-vindo.

~ Atualizados (os posts de Éris, Poseidon, e meu).
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Re: Ficha de Reclamação

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