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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Sigurd Polaris em Ter 16 Set 2014, 23:45

Relembrando a primeira mensagem :

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Gostaria de ser reclamado como filho da deusa Athena.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Fisicamente sou um misto de tudo o que forma a aparência de um nerd. Sou alto (1,79) e, apesar de não ser assim tão magricela, sou magro para a minha altura. Meus cabelos são negros e vivem revoltos acima da minha cabeça denunciando o meu pouco cuidado com minha aparência física e dando a meu rosto uma expressão meio idiota. Tenho olhos tão escuros quanto meus cabelos, mas frequentemente esses mesmos olhos, quando conseguem vencer a barreira dos meus óculos de leitura, denunciam meu espírito curioso ao mesmo tempo que acabam por passar um certo ar de ingenuidade. Aspecto o qual definitivamente não combina com meu verdadeiro eu. Sim, porque eu me descreveria como alguém bastante observador e astuto, assim, dificilmente tomo atitudes ingênuas em relação a algo ou alguém.
Sou uma pessoa de poucas palavras, mas de sorriso fácil e me descreveria como uma boa companhia tanto para um bom filme no cinema quanto para missões desesperadoras onde tudo depende de um milagre para acabar bem.
Estou sempre alerta ao que acontece ao meu redor e muitas vezes o mesmo silêncio que me dá um ar meio alheio, nada mais é do que um disfarce natural para que eu possa observar melhor o que se passa ao meu redor.





▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Me identifico com o perfil dos filhos de Athena, além de ser a deusa que, de longe, sempre gostei mais. Admiro sua lealdade, integridade, sabedoria e sua força, bem como seu senso de justiça. Posso dizer que, desde sempre, sou um admirador da filha favorita de Zeus.


▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir. 

O que um semideus pode dizer de sua própria história sem cair no clichê do estranho e inesperado? A verdade é que quase sempre somos arrastados por essa condição que atrai tantos perigos (quando não somos arrastados por monstros) e isso ganha uma frequência tão grande em nossas vidas que fica difícil ignorar o que se passa.

Alguns enlouquecem e sei de uma porção que acaba perdendo bem mais que um pedaço do corpo ou da razão propriamente dita. Mas comigo, as coisas não ocorreram bem assim: Nasci em Nova York e, quando se é nova yorkino, todo o tipo de bizarrices acontecem sem que você realmente se surpreenda muito com o que houve. Assim que, quando acontecia algo inesperado, era fácil para meu pai disfarçar o que houve com alguma explicação que fizesse sentido e, portanto, resguardar-me por um tempo a mais de meu destino. Como no dia em que fui perseguido por um sedã preto que eu podia jurar que rosnava e latia para mim. Meu pai disse que se tratava apenas da buzina do carro que era um pouco excêntrica demais.

Não, meu pai nunca enxergou através da névoa. Mas ele tinha uma boa noção de que seu filho era algo diferente das crianças comuns, pois meu nascimento não acontecera como o de outras crianças normais.

Obviamente que, enquanto eu era pequeno, meu pai havia me contado que minha mãe morrera no parto e isso explicava a sua ausência. Mas quando não houve mais jeito, ele finalmente declarou que sempre soube que aquela estudante de intercâmbio da universidade não era uma pessoa qualquer e que quando ela lhe entregou o cesto onde eu dormia tranquilamente, ele nunca duvidou de que eu era parte dele e que ela lhe confiava alguém muito especial. O que ela lhe disse realmente ou que tipo de relacionamento eles tiveram, eu nunca soube, pois meu pai nunca me revelou isso. E tampouco eu soube quem era a minha mãe antes dos fatos que se desenrolaram quando completei 13 anos de idade.

Meu pai é um professor de Mecatrônica na Universidade de Nova York e eu, particularmente sempre o admirei como o melhor dos homens do mundo. Ele era capaz de resolver problemas com uma facilidade incrível, e não só os de matemática, mas todos os problemas do mundo pareciam ter uma solução quando chegavam até ele. Na verdade, tudo o que eu sempre quis desde pequeno era ser exatamente como meu pai.

Bem, fisicamente, até que posso dizer que sou muito parecido com ele. Mas foi realmente fustrante perceber, ao entrar na escola, que eu parecia não ter herdado a sua inteligência. Inicialmente, constatei que eu era diferente das outras crianças, por que eu não conseguia aprender quase nada do que me era ensinado na escola. Demorei muito tempo para aprender a ler e escrever e, mesmo quando consegui algum resultado, era tudo tão pouco perto da grande sabedoria que meu pai emanava que, para mim, foi terrível. Mesmo quando, depois de me levar a um médico, descobrimos que eu tinha TDAH, ainda assim eu não conseguia superar o que acontecia comigo.

Por um tempo, meu pai achou que seria bom para mim continuar frequentando a escola normalmente junto com as outras crianças. Mas logo perceberam que eu tinha um certo talento para causar confusões e que isso estava prejudicando bastante a escola, então, meu pai decidiu que eu estudaria em casa mesmo e que ele seria o meu tutor. Mas com o passar dos dias, foi ficando difícil para ele conciliar o trabalho da faculdade com os cuidados que uma criança ativa como eu lhe inspirava e, por isso, tivemos que contratar uma tutora particular que, além de me ensinar cuidaria de mim enquanto meu pai estivesse fora de casa.

No início me senti um pouco culpado pois sabia que estava sendo muito difícil para meu pai cuidar de mim. Então, jurei a ele que iria me comportar bem e que não lhe traria mais problemas. Mas meu pai apenas afagou minha cabeça e sorriu dizendo que me compreendia mas que eu iria me sentir bem melhor com a companhia de uma professora só para mim.

Foi assim que a srta Suzan Jill entrou em nossas vidas. Ela era uma jovem professora e, ao que parece, meu TDAH nunca a assustou e ela sempre parecia disposta a me ajudar, mesmo quando eu mesmo perdia as esperanças. Foi com ela que aprendi a lidar um pouco melhor com minha condição e até me desenvolvi bastante sob seu olhar atento. Eu me apeguei a ela de verdade e pela primeira vez soube como se parecia o amor de uma mãe, quando ela e meu pai se casaram meses depois da sua chegada a nossa casa.

Não demorou muito para que minha tutora e meu pai decidissem ter seus próprios bebês. Na verdade tiveram apenas mais um filho. Uma garotinha chamada Rebecca, que nasceu quando eu tinha exatos 10 anos de idade e se tornou o foco de todo o meu amor. Becca era tão pequena e engraçada que, de repente, me senti mais útil após seu nascimento. Eu podia e conseguia protegê-la. Mesmo com todos os meus problemas eu conseguia ser o irmão que ela precisava que eu fosse e isso, para mim, era mais que compensador, era uma verdadeira vitória.

Porém, com o tempo, outras coisas estranhas começaram a acontecer ao meu redor. Era difícil sair de casa sem que algum “incidente” acontecesse e eu passei a achar que eu era realmente o problema e que quanto menos tempo fiasse fora de casa, melhor. Assim, passei a me dedicar mais às coisas que eu gostava de fazer em casa. Uma dessas atividades era assistir seriados antigos. Eu vibrava com coisas do tipo Esquadrão Classe A mas gostava de um em especial. Era um seriado chamado Macgayver, onde um policial genial era capaz de criar os mais diversos dispositivos e se safar das piores situações. Eu era louco pelas coisas que Macgayver criava e, logo eu passei a tentar minhas próprias criações. Passava horas de meu tempo livre projetando engenhocas (que eu chamava de sistemas de segurança) baseadas em armadilhas (que na realidade se tratava de baldes de água ou qualquer outra coisa que pudesse assustar alguém), alarmes e outros mecanismos intrincados que dificilmente eram descobertos por outros que não tinham certa habilidade com este tipo de artefato, ou fosse bastante atento às coisas ao redor. Coisas que meu pai, como professor de robótica, me ajudava a elaborar e quase sempre executava para mim.

Foi assim que descobri o mundo fascinante e peculiar no qual meu pai trabalhava e, a partir de então, era normal me verem empolgado conversando com ele sobre mecatrônica e projetos os quais eu fui aprimorando conforme ia crescendo e amadurecendo. Este hobby veio a se tornar um elo entre mim e meu pai posto que nos fins de semana, passávamos horas seguidas na garagem de casa onde ele me ajudava com meus projetos e invenções e eu o ajudava com as suas próprias, como o dispositivo que abria e fechava as portas através de comando de voz, muito útil quando  estávamos com as mãos ocupadas e precisávamos passar de um lado para outro da casa.

Como podem notar, apesar dos incidentes recorrentes, eu até que levava uma vida tranquila. Meu pai e Suzan se esforçavam para que eu crescesse sem muitos revezes, mas algumas coisas estavam totalmente fora do alcance deles. E mesmo que tenham se saido muito bem durante todo esse tempo me protegendo, chegou o momento em que eu teria de enfrentar a minha realidade.

Eu já contava 13 anos completos quando o mais incrível e absurdo episódio de minha vida, até então se desenrolou diante de mim. Não era costume de meus pais nos deixar sozinhos em casa, mas naquele dia, houve uma emergência da qual agora eu não me lembro e Suzan teve de sair. Como não faltava muito tempo para meu pai retornar e Becca estava tirando seu cochilo da tarde, Suzan não viu problemas em se ausentar por alguns instantes.

Era pois, uma tarde quente e eu estava sozinho em casa com Becca. Estava entediado mas não ousei sair da sala ou me afastar demais da babá eletrônica. Tive medo que Becca acordasse eu não ouvisse e, no mais, eu não gostava do novo jardineiro que àquela hora cortava nossa grama. Ele era grande e corpulento e usava uma daquelas regatas coladas, bermudas e chinelões que o deixavam mais com cara de surfista do que de jardineiro, o que era meio tosco por que morávamos em um bairro consideravelmente longe do mar.

Para passar meu tempo, sentei-me na sala com meu caderno de rascunhos e comecei a rabiscar coisas que eu chamava de “meus projetos”. Sempre tive o sonho de que um dia, ainda projetarei maior prédio móvel da história da humanidade. Um artefato único que será capaz de se mover sozinho para onde quer que suas diretrizes o enviem. E era exatamente nisso que eu trabalhava quando ouvi um barulho estranho nos fundos da casa. Era como um baque surdo, como se alguém golpeasse a parede. Um barulho parecido com quando alguém bate na porta avisando sua chegada, mas era estranho por que era na parede e no quintal.

Curioso com o barulho insistente, me levantei e fui caminhando para a cozinha a fim de desvendar tal mistério. Foi então que, repentinamente tudo pareceu mergulhado num silêncio denso e inquietante. Até mesmo o barulho do cortador de gramas lá fora havia se extinguido. Era como se o mundo se calasse por completo e as batidas na parede fossem o único som existente no mundo e que seu barulho irritantemente ritmado ditasse as batidas do meu coração.

Sentindo meus passos pesados e oscilantes, caminhei lentamente até o centro da cozinha e parei por um instante. Eu podia perceber que havia algo errado, mas nem de longe podia suspeitar do que se tratava.

Então tudo parou!

Fiquei imerso em uma sensação de expectativa e incerteza. Se o barulho na parede me incomodava, a ausência de sons era algo que me deixava ainda mais intrigado, mas não tive muito tempo para ponderar sobre os supostos motivos deste estranho fenômeno, pois, o barulho ensurdecedor de uma explosão abalou não só a mim, como a minha casa inteira. Minha única reação foi a de jogar-me para baixo da bancada da cozinha que, para minha sorte acabou por me proteger dos pedaços de parede que voaram por todo o lugar.

Ainda atordoado e um pouco surdo, por causa do estrondo me ergui por trás da bancada, apenas o suficiente para espiar o que estava acontecendo. Inicialmente, uma nuvem de poeira e fumaça me atrapalhava a visão, mas aos poucos pude divisar o que se estendia para além de mim.

A cozinha de minha casa, antes tão limpa e arrumada se tornara uma confusão composta de pedaços de parede, pó de reboco e outras tantas coisas despedaçadas as quais agora era impossível identificar. O lustre pendia precariamente de uma parte do forro que não despencara no meio daquela explosão. Um jato de água jorrava de onde, um dia existira uma pia, deixando o chão enlameado por causa da sujeira.

Eu estava diante da maior e mais real representação do caos que eu jamais vira anteriormente e minha cabeça variava entre a possibilidade do encanamento de gás ter explodido e um ataque terrorista quando as coisas ficaram ainda mais estranhas. Diante de meus olhos, a poucos metros de distância, no lugar onde antes havia uma parede, estava parado o nosso jardineiro. Mas ao contrário de uma expressão preocupada que normalmente um adulto teria diante de uma tragédia como aquela, ele trazia uma expressão satisfeita e até mesmo sorria. Parecia ainda maior do que era e em suas mãos ele carregava uma espécie de bola dourada, a qual ele jogava de uma mão para a outra displicentemente.


- Onde ele está? - ele rosnou olhando ao redor como se procurasse algo ou alguém Moleque maldito!
E imediatamente eu entendi que ele era o causador de toda aquela bagunça. E pior ainda, estava atrás de alguém, que muito provavelmente era eu, já que nenhum outro moleque vivia naquela casa. Mas o que eu poderia ter feito para que ele viesse assim atrás de mim? Porém eu não era assim tão tolo de sair de meu esconderijo para perguntar. Além do que, eu estava com tanto medo que nem que me pagassem eu sairia do meu esconderijo.

Sentei-me novamente no chão por baixo da bancada e tentei me acalmar. Pude ouvir o choro de Becca que acordara com o barulho da explosão e percebi que o jardineiro se movia na cozinha. Deduzi que ele também ouvira minha irmãzinha chorando e que ponderava que eu poderia estar escondido no quarto com ela.

Neste momento me ocorreu um único pensamento: eu precisava proteger Rebecca, não importava o que acontecesse. Então, reunindo uma coragem que até então eu desconhecia dentro de mim, deixei o meu refúgio correndo e passando mesmo ao lado do jardineiro e indo o mais rápido que eu podia em direção à sala, onde estava a escada que levava aos quartos no andar superior.

Para minha sorte, o jardineiro ficou tão surpreso com a minha “aparição” que quando tentou alguma reação, eu já estava bem adiante.

Gritei o comando para que o dispositivo criado por meu pai e que controlava as portas da casa cerrasse a passagem antes que ele passasse e imediatamente ouvi o estrondo da porta batendo na cara do jardineiro que soltou um urro de raiva.

Subi as escadas correndo como se a minha vida dependesse daquilo... e dependia mesmo. Enquanto subia pensava em como salvar minha irmã daquele jardineiro-maníaco-gigante que me perseguia no andar de baixo. Eu podia ouvir o barulho das portas sendo derrubadas e coisas sendo quebradas conforme ele avançava e, por isso, a cada porta que eu passava eu gritava o comando para que se trancasse e por fim, com alguma vantagem, cheguei ao quarto de Becca.

Ao me ver, minha irmãzinha parou de chorar. Ela fazia beicinho assustada e eu corri para ela a retirando do berço. Ela me abraçou forte perguntando para mim sobre sua mãe e eu lhe disse que tudo ficaria bem, mas que agora precisávamos brincar de esconde-esconde. Eu acreditava que seria menos assustador para ela se eu fingisse que estávamos brincando um de seus jogos favoritos. Rebecca concordou imediatamente e me abraçou mais forte, enquanto eu corria com ela para o quarto de nossos pais.

Sem esperar nenhum sinal de nosso inimigo, coloquei minha irmã no chão ao meu lado e abri o closet para poder escondê-la. Encontrei uma caixa grande o suficiente para colocar Rebeca dentro e pedi a ela que ficasse quietinha.


- Econde-econde? - ela perguntou com a vozinha chorosa e os olhinhos marejados em lágrimas.

- Sim, só saia quando a mamãe ou o papai chegarem, ok?

Becca acenou afirmativamente e, após colocá-la confortavelmente dentro da caixa, a tampei e empurrei de volta para dentro do enorme closet. Porém, quando fazia isso, ouvi que outra porta era derrubada e que o jardineiro começava a subir as escadas. Num sobressalto, esbarrei numa caixa de sapatos que estava mais próxima e esta caiu da prateleira espalhando seu conteúdo pelo chão. Tratavam-se de algumas fotos velhas, as quais eu recolhi muito rapidamente e sem olhar de quemse tratava, mas por baixo delas descobri um objeto mais que interessante. Se tratava de uma adaga de bronze, um artefato que chamava mais atenção por estar ali do que por suas formas em si. Eu não sabia que meu pai possuía uma arma como aquela, alias, não sabia que ele tinha arma nenhuma! De qualquer forma, uma adaga poderia ser útil num momento como aquele, então eu a tomei para mim, prendendo-a no cinto de minha calça e corri para fora do quarto.

Em seguida, retornei ao quarto de Becca. Ela tinha uma daquelas bonecas enormes e realistas que quase podem se passar por uma criança de verdade, era perfeita para o plano que eu começava a bolar em minha cabeça. Peguei a boneca e olhei sorrateiramente para o corredor. Pelo barulho de coisas caindo e os gritos irritados, percebi que o jardineiro havia entrado em meu quarto. Sorri interiormente satisfeito, pois meu quarto era um dos cômodos da casa onde haviam mais engenhocas e muito provavelmente ele estava enrascado em alguma de minhas infantis armadilhas.

Com mais essa vantagem, tive tempo para amarrar a boneca em mim mesmo, para que parecesse a minha irmã. Então, me posicionei próximo à janela, me pendurando do lado de fora para descer pelas trepadeiras que cresciam rente à parede da casa. Quando estava começando a descer ouvi a porta do quarto de Rebecca ser arrebentada e me desequilibrei um pouco, ficando pendurado precariamente na janela. Se minha irmã realmente estivesse comigo, eu nunca teria conseguido, pois ela era bem mais pesada que a boneca. Consegui me agarrar na gradinha na qual se enrolava a trepadeira mas quando fui soltar a mão do parapeito da janela, me senti sendo agarrado pelo pulso.

Em pânico, olhei para cima e encarei o rosto do jardineiro que sorria maldoso apesar do nariz inchado e vermelho:


- Vermezinho maldito! Agora você não me escapa! -ele disse satisfeito.

Gritei a plenos pulmões soltando a outra mão e agarrando a adaga em minha cintura e num golpe desesperado consegui ferir a mão enorme fazendo jorrar um sangue que me assustou ainda mais, pois do corte feito por mim, não jorrava o líquido vermelho denso e costumeiro. Dali escorria uma espécie de líquido dourado espesso e brilhante, como se nas veias dele corresse ouro. Porém a dor causada pela ferida ainda era a mesma de um corte normal, assim, ele imediatamente me soltou.

Infelizmente, para mim, eu estava agora sem nenhum apoio e por isso, simplesmente despenquei do segundo andar de casa para o que, na hora pareceu a minha morte certa.

Foi um susto enorme, mas acabei caindo em cima dos arbustos que rodeavam a casa e por isso e por causa da boneca de Becca que amorteceu um pouco da queda, não me machuquei seriamente. Fiquei dolorido sim, e bastante arranhado, mas ainda tinha forças para me levantar agarrando o punhal que, por algum motivo eu não soltava de nenhuma maneira e correr mancando enquanto o ser enorme que me perseguia urrava de ódio e saltava para fora com uma facilidade de dar inveja a qualquer um que, como eu, tivesse experimentado a queda do segundo andar.

Eu estava certo de que era perseguido por algum alienígena ou coisa do tipo e essa ideia me assustava ainda mais. Eu seria abduzido? Fariam experiências dolorosas comigo? Essas coisas passavam muito rapidamente pela minha cabeça enquanto eu procurava alcançar a garagem de casa, um lugar onde eu poderia ter alguma chance de me salvar daquele monstro de sangue estranho que tentava por tudo me alcançar.

Talvez você questione minha atitude de correr para a garagem ao invés de correr para um vizinho para pedir ajuda, mas eu já explico. Minha família sempre foi meio fechada em si e pouco conversávamos com os vizinhos, além do que, houveram alguns incidentes comigo durante os anos e, por isso, dificilmente os vizinhos me dariam ouvidos. No mais, quem acreditaria que o jardineiro era um alienígena do qual jorrava sangue dourado? Por isso, preferi tentar me esconder na garagem, ou ao menos, ganhar tempo para que meu pai chegasse e me salvasse.

Entrei o mais rápido que eu pude naquele que eu estava disposto em transformar em meu forte de guerra, apesar de saber que não teria muito tempo para isso, e comecei a ajeitar alguns caixotes de forma a impedir que o brutamontes entrasse pela porta com facilidade. Depois corri para o fundo, me escondendo atrás de um enorme armário, o qual eu intencionava empurrar em cima do E.T.

Não foi difícil para o jardineiro alienígena entrar na garagem. Apesar dos obstáculos que eu coloquei no caminho, a porta cedeu facilmente e logo eu podia vê-lo caminhando para dentro. Tentei controlar minha respiração para que ele não me ouvisse. Na verdade ele olhava para os lados tentando me encontrar e hoje sei que até teria sido fácil para ele me farejar, não fosse o cheiro forte de óleo derramado no chao da garagem, que acabou por esconder um pouco do meu próprio cheiro.

Foi então que eu me liguei que ele estava muito próximo do interruptor e que, se acendesse a luz, eu estaria totalmente visível. Um pouco trêmulo, mas resolvido a acabar com aquilo, tentei em vão empurrar o armário. Mas não tinha forças o suficiente para aquilo. Respirei um pouco desesperado enquanto ele se aproximava ainda mais do interruptor, prestes a descobri-lo, Foi então que vi uma possível salvação: Acima de nós havia uma espécie de clarabóia. Uma janela velha que dava para o telhado da garagem. Talvez não fosse o caminho mais seguro, mas era o único que eu encontrara até então.

Apressado e sem soltar o punhal que agora emitia um estranho brilho que eu inicialmente julguei ser do sangue do E.T., comecei a escalar a estante que rangeu sob o meu peso oscilando bem de leve. Era arriscado, mas ela aguentaria bem meu peso, desde que eu não fizesse nada muito extravagante.  Porém, ao sair de meu esconderijo, fiquei evidente e o jardineiro alienígena logo veio ao meu encalço. Eu subia o mais rápido que podia, mas ele logo estava me alcançando. Agora a estante oscilava de um lado para o outro prestes a tombar ou mesmo desmontar-se debaixo do peso da criatura. Mas foi quando cheguei ao topo que todas as coisas mudaram: Ouvi a voz de meu pai invadir a garagem junto com a luz da porta que fora aberta.

Virei-me para trás instintivamente como quem procurava a segurança da presença paterna, mas tudo o que encontrei foi a carranca enorme que já me alcançava. Num grito desesperado avancei de olhos fechados para cima dele e senti a estante descer com um baque para o chão.

Essa queda, tal como a primeira, também não foi nem um pouco fácil, no entanto, de alguma forma o corpo do meu agressor acabou por amortecer a minha queda, ou ao menos o primeiro baque, por que em seguida eu meio que fui arremessado para o lado indo bater na parede.

Fiz um enorme esforço para me levantar mas senti mãos fortes me puxando pra cima e um rosto preocupado me olhando. Aos poucos percebi que se tratava de meu pai que havia chegado. Me agarrei a ele num abraço longo e logo ouvi outra voz que estava adiante:

- Lestrigão! - disse um homem de aparência frágil em cima de uma cadeira de rodas ainda próximo ao corpo do jardineiro alienígena. - Você teve sorte garoto!

Eu o observava sem dizer nada. Adiante estava o corpo enorme do monstro e só então percebi que, de algum jeito, meu punhal fora parar atravessado na garganta dele. Não sei o que aconteceu, não me lembro de ter feito aquilo, mas acho que foi mais por acidente por causa da queda enorme.

Mas então, quando eu tentava articular algumas palavras tentando explicar a meu pai sobre tudo o que se passara ali, o corpo do jardineiro começou a brilhar e quase que instantaneamente desfez-se num estranho pó dourado, deixando somente a adaga limpa e solitária no chão. Olhei embasbacado para meu pai. Agora ninguém diria que eu inventei algo, meu pai e seu amigo da cadeira de rodas estavam ali, e viram tudo. Porém, percebi que ambos olhavam para mim igualmente surpresos:


-Quíron... - a voz de meu pai oscilou oque....? - ele apontava para mim.

-Athena! - ouvi o tal Quiron responder Josh, ele não pode ficar...

- Eu sei! - meu pai respondeu me olhando agora com um meio sorriso Sigurd, meu filho. Temos muito o que conversar.

Tudo o que se passou desde então foi ainda mais surreal do que todas as coisas que eu tinha vivido. De alguma forma, meu plano de afastar o jardineiro de casa tinha garantido a segurança de minha irmã que foi resgatada por meu pai dormindo dentro da caixa na qual eu a coloquei. Nossa casa ficou quase que completamente destruída mas, ao menos, disseram que isso se deu à explosão de um encanamento de gás defeituoso.

Naquela noite, meu pai me contou a minha origem e a verdade sobre a minha mãe. E eu finalmente entendi todas as coisas estranhas que aconteceram comigo desde sempre. Contou-me ainda que havia saído naquele dia justamente para aconselhar-se com Quiron, com quem meu pai já se relacionava a algum tempo desde que soube de tudo o que acontecia comigo. Obviamente, tive que deixar minha casa e acompanhar Quiron a um acampamento onde agora eu passo ao menos todas as minhas férias de verão, sempre treinando e melhorando as minhas habilidades. E sempre que volto para casa, tento ensinar à Becca todas as coisas que sei sobre mitologia grega, para que nossos mundos não se tornem tão distantes assim...


Sigurd Polaris
Filhos de Athena
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Saito Yamamoto em Dom 28 Set 2014, 22:07

Já mandei um post mais tinha muitos erros de acento , pois alguns eu não tenho , e tambem mudei algumas coisas


▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado?
Nyx

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Frio , com poucas emoções , muito calmo e serio , e tem um psicológico muito forte , com pensamentos de um ser muito antigo.Um pouco pálido , magro , mais não tão magro , cabelo arrepiado (preto) e olhos amarelos , altura normal , qualquer um q olhar uma pessoa com essas caracteristicas de longe acharia q era a morte em pessoa , quando de noite seria quase invisivel a olhos mortais com uma presença alta


▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus:

Bem eu gostaria de ser filho dela pois ela e muito parecida comigo em termos de gostos , pois eu gosto muito da noite e ela e um deusa q eu nunca tinha visto ou conhecido , conheci a pouco tempo e já estou adorando ela


▬ Relate a história da sua personagem :OBS:MINHA MAE (BIANCA , MAE MORTAL) MEU PAI (CHARLES)

Binca: Saito , venha seu café está pronto
Eu: Já vou

Quando eu tinha 10 anos meu pai morreu , ninquem sabe como , ele simplesmente desapareceu , desde então moro com minha mãe.

Eu: Eca mãe , tem um cabelo na comida
Bianca: Me desculpe , e porque eu estou nervosa, fiz tudo na presa , seu primeiro dia de aula e hoje
Eu: Eu sei mãe , mais espera ai , não era para eu estar nervoso ?

Eu estava no 9 ano , tinha 15 anos , estava indo para o colégio , mais o que eu menos esperava aconteceu.

Eu: Tchau mãe
Bianca: Tchau filho , boa sorte no seu primeiro dia de aula

Estava na minha sala de aula todos eram estranhos para min nao conhecia ninguem , certo momento 1 garoto com um rosto cheio de cicatrizes veio falar comigo.

Garoto: Eae seu pirralho está pronto para um ano de inferno?
Eu:(pensamento)O que ele esta falando nem conheco ele e ele está me ameacando.
Eu: Do que você está falando ? Nem te conheco .
Garoto: A sim voce me conhece muito bem Sr.Saito

Me perguntei porque ele sabia meu nome e porque estava me ameacando , mais antes que eu pudesse pensar a sala estava vazia e ja era umas 6:30 da tarde , fiquei confuso pois ali mesmo a alguns segundos era umas 8:30 da manha , mais então no exato momento q ficou tudo escuro ele veio para cima de min , ele que já nao era mais humano estava em formato de um cachorro e uma mistura de aranha com garras afiadas , ele deu um pulo para cima de min e tentou arrancar minha cabeça , mais quando fica de noite sempre sinto meu corpo leve então por pouco conseguir desviar , ele falou

Aranha-Cachorro: Uhhm...Voce parece delicioso igual o seu pai

Na hora que ele falou do meu pai uma explosão de raiva subiu em minha cabeça e eu comecei a chorar e falei

Eu: Voce...voce...foi você que matou meu pai
Aranha-Cachorro: Foi eu mesmo , e foi tao delicioso ver a expressão de pavor no rosto dele que não aguentei a vontade de come-lo devagar
Eu: Seu mizeravel juro que matarei você
Aranha-Cachorro: Como voce vai fazer isso , com que forca ?Coitado

Entao eu fui para cima dele e tirei uma faca que meu pai me deu quando era vivo , para me proteger, cheguei perto dele a ponto de sentir o seu fedor e cortei um de seus olhos mais não foi o suficiente , logo ele feiz um corte muito profundo na minha barriga que começou a jorrar muito sangue fiquei tonto mais uma voz feminina na minha cabeca falava para eu continuar em pé , ele veio para cima de mim e me jogou contra a parede , ele começou a rir de como eu era fraco e então disse

Aranha-Cachorro: Não acredito que você e filho de nyx
Eu: Como assim quem é nyx ? Eu sou filho de Bianca nao dessa tal de nyx
Aranha-Cachorro: A então você não sabe que voce e um meio sangue ? e que sua mae mortal não e sua mãe verdadeira?
Eu: Meio Sangue ? Mae verdadeira como assim ?
Aranha-Cachorro: Meio sangue , e quando você e filho de um deus e de um mortal , no seu caso sua mae e a deusa da noite nyx e seu falecido pai era Charles, você e uma ameaça.

Entao ele veio para cima de mim mais eu estava tão furioso que não recuei e fui para cima junto com ele vindo , eu acertei a faca na testa dele mais ele perfurou a minha perna , e no mesmo momento tudo ficou claro e a aranha-cachorro sumiu em pó , e eu desmaiei pois estava perdendo muito sangue.

Bianca: Filho!Filho!Voce está bem ?
Eu: Ahm?

Eu estava em uma cama no hospital

Bianca: Que bom que você está bem
Eu: Mae ? Ae verdade , eu lutei com alguma coisa.
Bianca: Filho tenho q contar uma coisa para voce , eu não sou sua mãe verdadeira , sua mãe e a nyx

Eu sabia que ela nao era minha mae mais eu nao queria acreditar nisso

Eu: Porque voce não me contou antes?
Bianca: Estava com medo de perder você , mais isso não importa eles encontraram você agora as coisas só vão piorar você precisa ir para o acampamento
Eu: Que acampamento ?
Bianca: Acampamento meio-sangue.

Agora com 18 anos não sou mais o mesmo de antes q sempre tinha medo.
Saito Yamamoto
Indefinido
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hunter Lopine em Seg 29 Set 2014, 11:31

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado?
Thanatos.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Muitos dizem que sou antissocial, não é bem assim, sou reservada. Na minha, não gosto de perder meu tempo com conversas infrutíferas e sem uma finalidade especial. Infelizmente sou baixinha, mas você ficaria surpreso com o que 1,60 podem fazer.

Dizem que sou bonita, acabei puxando isso do lado divino, afinal sou morena e minha mãe ruiva. Ás vezes, admito, sou meio direta demais, e em geral falo o que penso sem levar em conta a opinião do receptor.

Pois é, que trágico, nunca vou ser a rainha do baile. Também sou uma pessoa focada e centrada em meus objetivos, nada me faz desistir quando tenho que fazer algo. Lágrimas não me convencem nem me fazem vacilar, em minha opinião, não passa de mera fraqueza. Seja para viver ou morrer tenho que ser forte e disciplinada.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus?
Não é porque eu escolhi, posso já te esclarecer. Mas já que não tenho muita escolha vou ter que admirar o cara, contra a minha vontade, que fique registrado. Não á nada mais temido que a morte pelos mortais, semideuses e até pelos bambambãs dos deuses. E digo mais, ele não dá preferencia e nem elege um favorito. Eu invejo um pouco sua disciplina e foco, e espero ter herdado essas qualidades também.


▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.


It´s my life
It's now or never / I ain't gonna live forever



Meu avô é um semideus e nunca foi lá muito paternal prefere passar o tempo com a criação de suas maquinas e meio sem noção na minha opinião, nem tentou inventar um motivo para as constantes mudanças que a família Dreomir era obrigada a fazer. No aniversario de dez anos de minha mãe ele disse: “Parabéns Agatha agora você tem dez anos, e pode entender como o mundo funciona. Então preste atenção porque eu não tenho paciência pra explicar duas vezes: Meu pai se chama Hefesto, e não é como o deus, ele é O deus. Entendeu? Todas aquelas historias que te falei sobre mitologia é real, então como uma menina crescida e espero, inteligente, você deve ter percebido que os monstros são reais também. Infelizmente você nasceu com a capacidade de ver através da névoa, isso é uma droga, esperava que você fosse uma mortal comum como sua mãe. Mas fazer o que, espero que aproveite sua festa de aniversario, por que vai ser a última aqui. Vamos nos mudar amanhã, eu vi um ciclope zanzando pela rua...”

Minha mãe era uma garotinha durona e não pirou. Ela começou a se aprofundar na mitologia grega e até se tornou Ph.D. em Mitologia Antiga. Quando tinha dezoito anos, numa noite chuvosa ela conheceu meu pai.  Ele não estava a passeio, veio a trabalho, ceifou minha avó. Foi trágico, mas no fim foi uma coisa boa, fazia cinco anos que ela sofria de câncer. Continuando, mamãe nunca soube o porquê de ele ter se mostrado, foi muito rápido e impressionante. Seja a capacidade dela de ver através da névoa, seja a dele de ser exibido o mal estava feito. Vou dizer Agatha nunca foi muito prudente no quesito amor, foi arrebata num violenta paixão á primeira vista, pela morte. Quando me contou, pensei: É serio isso? De todos os deuses possíveis foi se apaixonar pela morte? Talvez eu não tenha pensado exatamente isso na época, poxa eu tinha cinco anos, mas posso afirmar que não fiquei lá muito contente. Se eu fosse o vovô eu caçaria a morte, porque fala sério, depois de matar sua esposa ele ainda por cima pegou a sua filha e abandonou gravida. Cara, eu acabava com ele.

Mas por incrível que pareça, meu avó Hanks levou tudo numa boa, e ajudou minha mãe me criar. Tive uma infância agradável, porém, curta. Na tarde de 21 de agosto, quando fiz seis anos vi minha mãe morrer, ela reagiu á um assalto na saída do supermercado. Pelo menos essa é a versão que os mortais deram ao acontecido. Não eram assaltantes e muito menos um assalto, era um monstro tentando me transformar em lanchinho da tarde. Eu me lembro dele bem demais na verdade. E vou garantir que se lembre de mim também, antes de envia-lo (que Zeus ajude) a uma viagem só de ida para o tártaro. Se bem que não seria ruim ter um segundo round com aquele ciclope imbecil. Enfim, neste mesmo dia e lugar conheci o meu tão famoso papai. Thanatos estava lá o tempo todo, eu o vi no supermercado, olhando para gente com uma expressão triste ou quem sabe foi impressão minha, e o cara sempre olhe assim. O caso é que a morte se fez presente, e eu no fundo do meu coraçãozinho de seis anos, sabia que ela vinha a trabalho.

Não vou descrever como foi à morte da minha mãe. Gostaria de dizer que foi rápida e indolor, mas não foi. Teve um monte de dor, sangue e lágrimas. Mas graças a seus esforços (e veja estou frisando que ele não levantou um dedo pra ajudar) que a sua garotinha aqui, continua firme e forte. Agatha apesar de ser uma mortal, me ensinou uma dura e incrível lição. Ela estava apavorada, mas lutou. Sentia dor mais ignorava pelo meu bem. Minha mãe podia ter me abandonado, o ciclope estava atrás de mim não dela, preferiu ficar e me defender. Nenhum momento ela hesitou, até no fim, quando vi que já não aguentava mais. Então ele se aproximou e a levou, e foi embora. É, e nada de: “-Olá filha como você está? Precisa de ajuda com o ciclope furioso?” Tipo foi embora sem nem me olhar. Fiquei com raiva nessa hora, e graças a essa raiva, tive forças para fugir. Não é algo a se orgulhar eu sei, mas pelo menos estou viva.

Depois da morte dela, meu avô começou a me treinar. Nossa casa, ou melhor, nossas casas sempre foram cheias de antiguidades e armas então treinamento foi o que eu mais tive. Não foi fácil. Hanks nunca me deu moleza, me ensinou o significado de disciplina, foco e perseverança. Eu poderia ser uma criança chorona e ficar botando a culpa da morte dela em Thanatos. Mas ele estava fazendo o seu trabalho, e devia ser a hora dela e tudo mais. Confesso que o fato de ele me ignorar me irrita até hoje, mas a morte não da preferencia nem para mim, sua filha. Então ok. Agora que completei treze anos, meu avô achou melhor me enviar a um acampamento para semideuses, disse que ia ser divertido. Estou esperando o tal sátiro sentada num banco no Central Park. De noite, sozinha e sem nenhuma bagagem. Esse é o tipo de diversão que esse psicopata que me criou gosta. Um arbusto começa a se mexer, fico na defensiva, e então algo peludo e com chifres tropeça saído do mato e caído aos meus pés.

Ele se levanta rapidamente, parecendo em vergonhado, e tira algumas folhas do cabelo. Tem cerca de um metro e meio, pele escura e uma comprida barbicha no queixo. Numa voz rouca e claramente desconfortável tenta quebrar o gelo - Dríades, sempre aprontando comigo, haha. – Ele me estende sua mão – Meu nome é Son, sou seu protetor.

- Estou com serias duvidas em quem protege quem,- ele recolhe a sua mão-. Sou Meire Dreomir, filha da personificação da Morte. Vamos logo, antes que algum monstro apareça...
Hunter Lopine
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ezio D.Heimezer em Seg 29 Set 2014, 13:05

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado?
Thanatos ou tambëm conhecido por Tânato

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
alto , com músculos , pele pálida , cabelo preto , olhos cinzas , ele e frio em termos de machucar algo ou de mata-lo , mais em termos de conversar ou da conselhos , ele e muito sentimental, fica confuso se tiver em muita pressão.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus ?
Gosto muito dele , pois ele e deus da morte e uma coisa  que eu sempre gostei e de coisas relacionadas a morte, além do mais que quem e filho dele tem especialidade com foices , e eu adoro foices

▬ Relate a história da sua personagem.
Bem , nunca consegui me dar bem com as pessoas ao meu redor sempre que tentava falar com alguém ou ela me ignorava ou saia correndo gritando , tinha acabado de fazer 18 anos , estava procurando um emprego mais eu sabia que seria difícil , pois não conseguia me comunicar direito , mais o que eu não esperava foi que em uma loja de biscoitos duas pessoas conseguiam falar comigo sem grita ou me ignorar , fiquei feliz , pois eram poucos que faziam isso , mais dessa vez algo estava diferente não sabia o que era só sabia que eles estavam me encarando muito , como se eu fosse uma pessoa especial , bem , quando fui fazer a entrevista para o emprego não tive que falar nada pois eu já estava contratado , não sabia por que mais aquele lugar não era um lugar normal , já tinha se passado 2 semanas que eu estava trabalhando ali , em um certo dia quando a loja estava fechando os dois homens que pareciam saber tudo sobre min vieram para perto de min e falaram(OS DOIS FALAVAM AO MESMO TEMPO)

-Sr.Ezio ,que meio-sangue mais peculiar temos aqui
-Meio-sangue o que é isso? E por que vocês estão falando juntos ?
-Sr.Ezio , esqueci que você e órfão , coitado teve que viver sua vida toda sozinho , aguentando ver todo mundo fugir de você
  Eu falei:
-Como você sabe disso ? Você não me respondeu a minha pergunta ,e para com esse negocio de Sr.Ezio!!
-Sr.Ezio , se você não sabe , você e filho de Thanatos , Deus da morte , você é um semi-deus ,no caso um meio-sangue
-EU? Filho do deus da morte ? Eu nem acredito em deuses
-Então Sr.Ezio , e melhor começar a acreditar em deuses a partir de hoje

No mesmo momento que eles terminaram de falar os dois começaram a se juntar , se misturar , e foi dando uma forma de algo que eu conhecia , um cachorro , mais não exatamente um cachorro normal , ele era 2x maior que os cachorros normais e ainda tinha 2 cabeças , era muito estranho de se ver mais o que estava para acontecer seria mais estranho ainda , quando o cachorro veio para cima me atacar uma sobra preta na minha frente apareceu que logo criou forma de um humano , para ser mais exato parecia com um zumbi ,que segurou o ataque do cachorro me protegendo , e logo ele falou.

-Ezio , fui mandado aqui pelo seu pai , você precisa ir para um lugar chamado acampamento meio-sangue lá você estará seguro!!
-Quem é você ? Como sabe meu nome ? Acampamento meio-sangue o que é isso?
-Para de fazer tantas perguntas, eu sou um servo do seu pai , o acampamento meio-sangue e um lugar para pessoas como você que são semi-deuses ficarem seguros e treinarem para se proteger
-Mas..Como assim...?
-Pare de perguntar e vá logo!!

Ele jogou um mapa no chão e uma faca ,então eu peguei as duas coisas e sai correndo , mais então o cachorro que estava mordendo o braço dele , veio atrás de min , e deu um pulo , não sei o que aconteceu mais nesse exato momento uma voz veio em minha cabeça , não sei o que a voz disse , só sei que eu ganhei uma força muito grande e meu corpo começou a se mover sozinho , enquanto o cachorro estava no ar vindo para cima de min ele hesitou e eu pulei e enfiei a faca em uma das cabeças do cachorro e dei um murro na outra cabeça, então o cachorro caiu no chão ,mais logo ele se levantou , só uma cabeça estava em pé a outra tinha morrido , mais então algo estranho aconteceu , era para o cachorro está mais fraco , mais ele estava mais forte do que nunca , ele investiu para cima de min , mais o homem que parecia um zumbi segurou ele e disse para mim:

-Foi um prazer te conhecer Ezio, vá para o acampamento e fique lá!!

Então uma explosão de pó surgiu e quando me dei conta os dois tinham sumido o cachorro e o homem zumbi , fiquei tão confuso do que tinha acontecido e fui para casa dormir , no dia seguinte me lembrei do que ele tinha dito então , peguei o mapa e arrumei minhas coisas , peguei todo dinheiro que eu tinha e fui embora para o acampamento meio-sangue. Ao chegar lá me explicaram tudo sobre eu ser o filho de Thanatos , O Deus da Morte.
Começei a entender mais um pouco sobre Deuses e seres mitológicos mais ainda não conseguia acreditar no fato de ser um semi-deus , certa noite enquanto estava dormindo tive um sonho , no sonho ouvia uma voz dizendo que era para eu acreditar que eu era um semi-deus mais o que eu realmente fiquei interessado foi o fato dele dizer que se eu não estivesse acreditando nisso eu mesmo deveria testar para ver se era verdade o fato de ser semi-deus , no sonho ele disse para mim pegar uma foice e tentar usa-la.
No dia seguinte lá para umas 6 e meia da tarde eu fui para floresta com uma foice , não entendia do porque fazer aquilo se eu nunca tinha pego em uma foice antes , mais quando eu percebo a minha frente vejo um mostro saindo do chão e uma voz tão grave que parecia fazer o chão tremer a voz dizia , "Filho se você não acredita em min não posso fazer nada , mais eu irei provar que você e meu filho" , então o monstro veio para cima de min e não sei como fiz aquilo mais eu me esquivei com uma facilidade tão grande que nem parecia ser eu , no mesmo estante eu cortei a perna dele , o monstro começou a entrar em pânico e eu comecei ficar mais "forte" na verdade fiquei com mais vontade de matar , então no mesmo estante que ele entrou em pânico eu cravei minha foice no pescoço dele então ele sumiu e dessa vez a voz não saia do chão mais sim vinha da minha cabeça e falava ,"Viu filho , você conseguiu usar a foice da maneira correta , e quando ele entrou em pânico você ficou com mais vontade de matar , isso prova de você um filho de Thanatos , não ouse desonrar seu pai ou eu matarei você ",eu estava muito confuso mais de certo modo acreditava em ser um semi-deus , e fiquei aterrorizado com o que meu pai disse e também com o que eu tinha feito.
Ezio D.Heimezer
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 100-ExStaff em Seg 29 Set 2014, 15:23

Avaliação de fichas


Gregory Black Salazar ~ Acusado de plagio

Gregory, sua ficha está exatamente igual a um membro de um outro fórum que postou nesse mesmo formato e, até, mesmo template. Como ambos possuem o mesmo nome, peço que envie uma MP para mim com print do seu perfil pessoal no outro fórum para PROVAR que você é, de fato, o mesmo indivíduo que eu SUPONHO ter sido plagiado. Se não, você receberá as devidas punições por ter quebrado as regras. Aguardo uma resposta em no máximo 1 semana, 7 dias.


Joseph Errace ~ Não reclamado

Joseph, a sua ficha estava curta, e embora tamanho não seja conteúdo, no seu caso as falas apareceram em DEMASIADA quantidade e de modo desenfreado. Me senti lendo um diálogo, e não uma boa narração. Ocorreu, primordialmente: má paragrafação, mal uso das maiúsculas, má acentuação e pontuação mal-feita. Erros de gramática foram poucos, assim como os de coerência. Mas costumo cobrar em todos os quesitos, assim como outros avaliadores, e na maioria você foi reprovado.

Peço que, em uma próxima vez, você use o word ou um programa com corretor ortográfico para escrever. Depois, REVISE seu texto antes de postar, e procure enriquecer sua narração com emoções, descrições e ações/reações.


David T. Crewe ~ Reclamado como filho de Apolo

O jeito como você narrou cada fato e acontecimento me prendeu do início ao fim, David. Você tem um bom domínio narrativo, embora tenham ocorrido erros de gramática e digitação rápida de modo repetitivo, tal como “moletas” (muletas) e poucos erros de acentuação/pontuação.

O humor, claro, me deixou ainda mais fascinada com o seu jeito de escrever. E os personagens me cativaram; nunca antes vi algo do tipo nesse fórum. Parabéns e bem-vindo ao fórum, cria do Sol!


Leonardo Merlyn ~ Não reclamado

Identifiquei vários erros de gramática, paragrafação, acentuação, pontuação, ortografia e coerência. Parece-me que o seu texto fora escrito de forma largada, sem revisão, e muito corrido. A história fora bem curta, e erros de coesão, além dos pontos citados acima, particularmente me incomodaram. Abaixo seguem os pontos:

Você trocou o tempo verbal do passado para o presente diversas vezes; Usou maiúsculas e acentos de exclamação em excesso, e além disso esqueceu de paragrafar seu texto; Vírgulas e pontos foram mal posicionados antes e após determinadas palavras, e algumas foram muito mal-escritas. Além disso, sua história fora muito curta e sem conteúdo. Recomendo que escreva no word e revise, acrescente descrições de ambiente, personagens e emoções da forma mais detalhada o possível.


Stan G. Williams ~ Reclamado como filho de Thanatos

Parabéns, Stan! Sua história fora bem envolvente, com ritmo legal e objetivo, embora curta. Eu gostei bastante do jeito como narrastes cada situação, e a aflição que teu personagem sentiu durante determinados momentos. Peço, somente, que tome cuidado com erros de digitação rápida, e consulte a gramática de nosso fórum - ou qualquer dicionário InFormal - para auxiliá-lo na questão da ortografia, pois este fora o único critério - além de pontuação - em que tu pecou. Não houveram grandes erros, e por isso sua reclamação foi certa e não delongada. Seja bem-vindo ao fórum!


Manoella R. Croywer ~ Não reclamada

Sua ficha está boa, Manoella. Como todos os novatos, vejo problemas em ortografia, pontuação e acentuação, mas sua narração é ótima; o único e exclusivo problema que comprometeu sua ficha foi a coerência: Por que, afinal, que uma FÚRIA atacaria um semideus que não tem quaisquer relação com Hades ou submundo? Afinal, as fúrias são monstros PODEROSOS que são enviadas para dar fim a determinados semideuses. Então, nesse caso, você certamente estaria morta.

Quando for escrever uma nova ficha, crie uma história mais bem-bolada. Se for incluir monstros, cite dracaenaes, ciclopes, lestrigões, e outras criaturas de baixa periculosidade que não me recordo no momento. Na dúvida, visite nosso bestiário: Link


Oliver Queen ~ Reclamado como filho de Apolo

Mesmo sendo curta e muito objetiva, gostei do modo resumido e da história que você apresentou ao seu personagem. Acho raro somente o fato de você ter 21 anos e conviver na sociedade sem interferência divina, mesmo justificando que você passara nove anos treinando no acampamento e - eventualmente - fora dele. Não detectei nenhum erro gritante na ortografia, e portanto resolvi reclamá-lo. Seja bem-vindo ao fórum!


Kaeti Agnier ~ Não reclamado

Primeiramente, gostaria de chamar a atenção nas cores que você resolveu colocar no texto da sua ficha. Eu simplesmente não consegui LER, pois me doía nos olhos! E isso já deveria ser o suficiente para te desclassificar, porque cores consideradas cegantes já são proibidas pela constituição do fórum. Entretanto, gostaria de chamar atenção em alguns erros que foram detectados em demasiada quantidade no decorrer da narração, que englobam desde a ortografia, acentuação e pontuação até coerência e coesão. Que monstro era aquele que te atacou? Por que ele simplesmente fugiu? Como conseguiu acertar um monstro ENORME e GIGANTE com simples socos e chutes, a ponto de fazê-lo se retirar? Cuidado da próxima vez!


Charlie Hakamoto ~ Reclamado como filho de Hipnos

Embora sua ficha tenha apresentado vários erros, tenha sido curta e pouco envolvente, resolvi reclamá-lo porque, além de tudo, você tem talentos para narrar e deve desenvolvê-lo. Gostaria primeiramente apontar um pequeno erro que chamou minha atenção; Por que você, que estava com tanto medo e adrenalina, resolveu se aproximar do velho mesmo sabendo que ele ia te atacar? E mesmo não sabendo que é um monstro, seria uma atitude estranha acatar com esse tipo de coisa. Além disso, a luta fora bem fraquinha! Sem emoção, quase. Então não se limite a poupar descrições! Descreve a aparência, ambiente, cada ação e reação, interação e sensações. Okay? Bem-vindo ao fórum!


Luana Levin ~ Não reclamada

Luana, a sua ficha estava boa, ao menos no começo. Quando vi o nome de Nico, sua recusa fora inevitável, e ainda mais quando uma mantícora apareceu na escola. Primeiramente: O fórum é um mundo paralelo ao mundo de Rick Riordan, embora tenhamos utilizado de sua mitologia para criarmos o RPG. Logo, não existem Annabeth, Percy, Grover e muito menos o Nico. A questão da mantícora é: Você não pode simplesmente derrotá-la, pois é um tipo de monstro que é superior à maioria dos semideuses do fórum. Se Annabeth, Percy, Thalia, Grover e as caçadoras tiveram dificuldades em matá-lo, como simples chutes poderiam derrubá-lo, principalmente considerando seu tamanho e massa corporal?

Boa sorte da próxima vez, Luana.


Beckendorf Myrmekos ~ Não reclamado

Quando li sua ficha, senti estar relendo algum tipo de história semelhante ao dos livros do Rick. Com exceção de que sua mãe morre, imaginei Leo Valdez fazendo exatamente as mesmas coisas que você. Antes de apontar os pontos, gostaria de perguntar: Qual foi o monstro que você enfrentou? Por que não o descreveu para facilitar uma melhor visualização? E, mesmo pressupondo que tenha sido um monstro forte, você não recebeu quaisquer ataques e, MESMO ASSIM, desmaiou sem gastar quase nada de energia. E você resolveu lutar com sua mãe dormindo entre você e o seu oponente?

Sugiro que releia várias vezes seu teste antes de postá-lo, pois também foram detectados erros ortográficos e gramaticais. Boa sorte numa próxima vez!


Saito Yamamoto ~ Não reclamado

Bem, eu gostei da sua história, mas limito-me a dizer que ela ficou boa. Senti muito a falta de descrições dos personagens e ambiente, e PRINCIPALMENTE do monstro que você incluiu no nosso fórum - já que damos esse tipo de liberdade, e ficamos felizes quando estes são englobados na trama individual de cada player (conseguindo visualizá-lo somente porque me lembrou o demônio da Cidade dos Ossos). Outro primordial problema foi a pontuação, que fora MUITO mal posicionada em vários cantos de seu texto.

Lembre-se sempre de separar as orações com uma vírgula, e marcar seu fim com um ponto final. Boa sorte numa próxima vez;


Meire Dremoir ~ Reclamada como filha de Thanatos

Parabéns, Meire! Sua ficha estava muito boa, a melhor que avaliei até o presente momento. Os erros foram poucos, e a história me envolveu do começo ao fim. Seria impossível dizer que ela está isenta de erros, porque NUNCA é verdade; mas, convenhamos, nenhum erro fora o suficientemente grotesco para comprometer sua ficha. Peço somente para revisar seu texto sempre que possível, para assim não cometer erros bobos de rápida digitação e mal posicionamento das vírgulas.

Espero muitas coisas de você, filha da morte! Seja muito bem-vinda ao fórum.


Ezio D.Heimezer ~ Não reclamado

Bem, houveram vários erros que acabaram comprometendo sua ficha, Ezio. Eu notei que seu texto tinha muitos erros de ortografia, que apareciam de modo excessivamente repetitivo e contínuo, como min, Deus - Deus com D maiúsculo é cristão -, mais (no contexto da conjunção MAS), está ao invés de estar, etc.

Cada erro pesou na sua avaliação, mesmo sua história estando boa e coerente. Atente-se aos erros numa próxima vez!





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 100-ExStaff em Seg 29 Set 2014, 21:26

Avaliação de fichas


Gregory Black Salazar ~ Reclamado como filho de Dioníso

Gregory, sua ficha está muito boa! Eu adorei sua história e o jeito como a narrou, e também o fato de que você escolheu bem seus oponentes. Achei intrigante o modo como seu avô utilizou a arma com bronze celestial, o que me prendeu ainda mais na leitura. Entretanto, houveram alguns poucos erros de ortografia e fluência, embora você peque bastante em acentuação quando se trata no posicionamento das vírgulas na maioria das frases. Um problema mais grave, que foi a troca da pessoa gramatical (da primeira para terceira pessoa), só se fez presente durante uma das perguntas, e não na narração; o que, consequentemente, não lhe trouxe muitos problemas (quis avisá-lo para evitar de repetir o erro em outras ocasiões).

No demais, parabéns; Bem-vindo ao fórum!





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Beckendorf Myrmekos em Seg 29 Set 2014, 22:23

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Filho de Hefesto
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Beckendorf é um cara enorme com uma carranca permanente , tinha músculos como os de um jogador de futebol americano profissional.Benckendorf se irrita fácil muitas vezes responde friamente as pessoas que estão em  sua volta.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?Sempre gostei de Hefesto acho o fato dele controlar o fogo muito magnífico , e nos jogos mmorpg sempre gostei de ser aquele cara que tinha a habilidade de forjar.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?
Era para ser um dia qualquer mais acordei assustado por causa de gritos misteriosos , logo percebi que estava saindo fumaça pela porta me desesperei corri até a porta , logo depois eu vi que tudo estava pegando fogo minha mãe estava gritando por socorro corri até o quarto de minha mãe lá estava ela gritando com todos suas forças minha mãe me olhou com um olhar de desespero , não sabia o que fazer mais logo abracei ela para pode diminuir seu desespero.Eu por algum motivo que eu não estava entendendo o porque de eu não está com medo daquele fogo  , decedi tirar minha mãe da casa quando derrepente vejo que o fogo estava se concentro em um só lugar parecia que ele estava tomando uma forma física , percebi que o fogo tava se transformando em um felino ou até mesmo em um cachorro , olhei para minha mãe e percebi por algum motivo ela não conceguia mais falar mais eu percebia de como ela estava com medo , olhei de novo para a porta onde se concetrava o fogo e me assustei fiquei com medo da criatura que eu estava olhando , era um tipo de cachorro cinzento sua cabeça era grande , sua boca tinha dentes que parecia ser de um tubarão só que os dentes tinha uma coloração escura , seu nariz saia fumaça e fuligem como se fosse um carro , olhei para minha mãe com desespero e logo em seguida  olhei para a janela  e me aproximei e chutei com todos as minhas forças a janela quebro senti um dor enorme em meu pé.
Beckendorf- Mãe pule da janela rápido!!
Minha mãe incapacitada de falar parecia que estava tentado me dizer para eu ir junto , olhei para a porta de novo para ver a criatura a criatura deu um salto rápido em direção a janela olhei rapidamente para a minha mãe , arregalei meus olhos a criatura mordeu a nuca de minha mãe que estava saindo do quarto, a criatura puchou a minha mãe para o quarto novamente  o sangue começo a se espalhar pelo quarto ouvi gemidos de minha mãe gemidos altos de dor , simultâneamente meu coração começo a doer como se algo o estivesse o perfurando , corri até a criatura tentei chutar com todas as minhas forças só que não foi o suficiente porque meu pé  direito estava machucado e com a perna esquerda eu  não tinha tanta força como eu tinha com a direita , meu pé começo a doer mais ainda , minha mãe tinha morrido pensei que era um pesadelo para mim naquele momento so podia ser algum pesadelo , então eu corri para a sala , percebi que minha casa não estava mais pegando fogo quando eu olhei para trás vi que a criatura estava me seguindo calmamente com sangue na boca.Como eu estava assustado começei a gritar.
Beckendorf - SOCORRO!SOCORRO!
Criatura - Você irá morrer filho de Hefesto , irei te comer lentamente.
A voz da criatura era grave e assustadora , não sabia o que fazer então corri para cozinha, quando cheguei peguei qualquer coisa que tinha pela frente peguei um martelo pequeno para me defender a criatura lentamente entro na cozinha.
Criatura - Acha que isso vai ser o suficiente para poder me parar?
Não sabia responder a pergunta da criatura talvez fosse o medo que me atrapalhava a pensar mais mesmo assim eu apontava o martelo em  direção da criatura , a criatura sorriu aquele sorriso me deunum calafrio porque seus dentes não estava só negro estava misturado com sangue , a criatura salta em minha direção boto meu braço esquerdo para poder me defender , nunca tinha sentido tal dor queria que meu sofrimento acabasse logo mais também eu não queria morrer , segurando o pequeno martelo com minha mão direita bati na criatura com resto de minha forças foi insuficiente para o cachorro larga meu braço , eu estava quase desmaiando , quando derrepente ouço  a parade da cozinha quebrando logo em seguida percebo que a criatura paro de morde meu braço , ainda sentia muita dor no braço e no pé , olhei para criatura e vi que tinha flexas nela mais depois de meu olhar eu cai no chão e desmaei.Quando eu acordei tinha luz atrás dela parecia que tinha alguém , a luz se abaixou e percebi que um homem loiro que nas costas carregava um arco.Olhei para o meu pé ele estava normal e não estava sangrando igualmente com meu braço esquerdo.
Filho de Apolo - Eu so um filho de Apolo Beckendorf.Pode descansar porque irei te levar ao acampamento  e no caminho irei te explicar o que realmente você é.
Balancei a cabeça concordando com o homem que estava em minha frente logo em seguida dormi.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Erika Anselmo em Ter 30 Set 2014, 11:03

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Gostaria de ser reclamada por Athena

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Tenho 1,60 de altura,cabelos escuros encaracolados,olhos castanhos e uma pele branca

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Porque eu realmente gosto do jeito de Athena e sua sabedoria do jeito que ela realmente usa essa sabedoria em batalha e eu realmente acho que a sabedoria e a arma mais importante em uma batalha

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

E mais uma vez lá estava eu a nerd voltando pra casa  a pé com minha melhor amiga Larah não sou aquele tipo de nerd que todo mundo imagina na verdade, eu moro com a Larah em um apartamento em Long Island ela não e nerd igual eu ela não e burra é até um pouco inteligente estavamos andando conversando sobre coisas aleatorias estranhamente a rua estava vazia e Larah começou a ficar estranha, derrepente aparecem dois meninos de cabelo escuro um de olhos verde-mar o outo com os olhos escuros e um olhar sombrio lutando com um minotauro.Em um golpe rapido Larah se junta a eles e me joga para tras me fazendo cair de bunda no chão paro e grito:
-Ei!-mas percebo de imediato que não foi uma boa ideia
 O minotauro me viu e começou a correr atrás de mim corro o mas rapido que posso até que chego a um lugar sem saída paro na parede o minotauro agora chegava devagar perto de mim até que o garoto de olhos verde-mar o ataca nas costas e ele virá cinzas assim.Derepente minha visão começá a embaçar e eu desmaio
  Acordo em um lugar estranho parece uma erfermaria vejo Larah vindo em minha direção e falando(lê-se gritando):
-Erika pelos deses finalmente você acordou-disse gritando minha amiga desesperada
-Larah para de alvoroço ja estou aqui sã e salva por falar nisso que lugar e esse!
-E o acampamento Meio-Sangue sua doidinha!
-Ei!Não sou tão doida e o que estou fazendo aqui?
-Erika você ja ouviu falar em historias sobre deuses gregos mas e se eles realmente existissem e tivessem filhos com humanos que se chamassem meios-sangues o que você diria?
-Diria que você e completamente maluca!
-Não sou não mas você e uma dessas pessoas especiais com poderes especiais
-Larah você ta delirando bonitinho!
-Não to não,que apostar quanto que do jeito que você e inteligente e ama arquitetura e filha de Athena aposto 10 pratas que alguma hora vai aparecer uma coruja na sua cabeça
-Feito
-Ok agora vamos a fogueira
  Saimos me andando e ela foi me explicando tudo detalhe por detalhe até a parte que esse tal de Quiron tem bunda de cavalo o qual o nome correto e Centauro já ouvi falar muito nessas coisas de mitologia
 -Caros semideuses estamos aqui reunido pela chegada de uma nova campista Erika Anselmo-Quiron disse e eu me levantei derrepente apareceu uma coruja em minha cabeça
 -Parabéns Erika mais nova filha de Athena-continuou Quiron
Larah sussurou no meu ouvido que eu estava devendo dez pratas pra ela eu ri com isso assim que Quiron terminiou de falar mandou todos para seus chales Larah me mostrou o chale de Athena realmente fiquei impressionada!
Erika Anselmo
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Manoella R. Croywer em Ter 30 Set 2014, 13:31

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Gostaria de ser reclamada pela Deusa Atena

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Físicas: Magra, olhos Cinza-Tempestade, Cabelos loiros enrolados, altura mediana.
Emocionais: Extrovertida, romântica, brava, bipolar e nunca deixa as pessoas desistirem de seu objetivo facilmente.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Pois Atena é bem parecida com a personalidade e o perfil que eu fiz para a Manoella e ainda por cima eu acho Atena uma das melhores Deusas.
▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?

Acordei bem assustada, com o alarme de meu despertador. Veio em minha mente que hoje seria meu primeiro dia de aula na nova escola;Essa é a terceira escola apenas nesse ano, digamos que eu apenas fui expulsa ou eu mesma queria ter mudado.
Levantei e me arrumei rapidamente coloquei meu uniforme escolar: Uma blusa branca um colete vermelho, uma saia preta e vermelha e um sapato preto e também coloquei meu colar com uma Corujinha essa é uma das únicas lembranças que minha mãe me deu, dei uma olhada rápida pela minha janela a vista do amanhecer da Califórnia, uma das melhores vistas do mundo para mim e desci rapidamente até a sala de jantar onde as empregadas serviam o café da manhã.

-Bom dia Ângela!-Falei.

-Bom dia. -Falou Ângela, sentada em uma das inúmeras cadeiras da mesa.

O café da manhã era preparado apenas para mim e para a Ângela, meu pai sempre estava fora por causa de seu trabalho. Ângela sempre gostava de sair alguns minutos mais cedo. Ela fala que eu não posso me atrasar nunca mesmo, ainda por que hoje era um dia especial meu primeiro dia de aula. Um dos motivos de eu mudar de escola bastante é por que sofro Bullying por causa de minha Dislexia.
Andamos até a garagem, onde o motorista estava a nossa espera. Fomos passando pela rua que tem mais lojas de roupas eu sempre olhando atentamente as vitrines da loja, mas mesmo assim estava distante dali, com minhas preocupações com a nova escola e também por um motivo que eu sempre fico triste: Meu pai fugindo de um assunto importante que é minha mãe.
Quando chegamos, no enorme prédio da Academia Califórnia para Alunos bem Dotados, eu desci do carro dei um adeus a Ângela que pegou em minha mão e colocou um broche em forma de coruja com um botão no centro fiquei confusa na hora, mais ela falou que eu usaria aquilo quando fosse preciso e fui até a sala da diretora. Aquele lugar em si era enorme, andava a cada centímetro do corredor vários olhares vinham em minha direção uma das coisas chatas em ser novata : Atenção toda em mim uma das coisas que eu mais odiava.
Cheguei à diretoria, lá me entregaram alguns papeis com número do armário, horário de aulas e mais algumas baboseiras chatas escolares. Cheguei na Sala 122 aula de Trigonometria novamente todos os olhares para mim, me sentei junto de um moleque bem estranho ele tinha cabelos pretos e olhos meio castanhos ele era bem calado mais ao mesmo tempo bem rude, resolvi ficar quieta e prestar atenção na aula.O dia passou bem rápido minha meta foi concluída Primeiro dia de aula concluído.
Os dias se passaram rapidamente, então minha primeira semana foi bem normal por incrível que pareça. Um mês se passou e uma nova professora chegou seu nome era Sra.Lovegood, professora de história. Ela era bem estranha tinha cabelos negros mais dava para ver que era uma pessoa idosa e seus olhos eram bem mais negros que seu próprio cabelo, ela iria nos ensinar Mitologia Grega. Em todas as aulas dela alguém era escolhido para ler um pouco sobre algum deus ou deusa da Mitologia, em quase todas as aulas a escolhida era eu a pessoa que sempre tinha uma sorte que invejava muitos, como eu não conseguia ler direito por causa da dislexia todos soltavam pequenas risadas de mim, até mesmo a professora eu acredito que isso é errado em vez dela me orientar ela apenas ficava parada ali rindo da cena que se repetia varias vezes, o engraçado era que não falava errado palavras em latim.
Um dia, ela me chamou para conversarmos na biblioteca, em alguma fração de segundos ela se transformou em no que eu acreditava que seria uma Dracaena, com a pele brilhosa e escamosa e no lugar de pernas ela tinha duas caudas de cobra. Eu tentei gritar mais não tive resultado algum até que ela me fez perguntas do tipo :”Onde estão suas armas?” e “Onde os Deuses se escondem ?”.
Eu fui jogada na parede varias vezes até ela conseguir sua resposta, até que me lembrei do broche que Ângela me deu, cliquei no botão e o broche se transformou em uma espada que media entre 23 e 24 centímetros, eu a apontei para a Dracaena que se transformou novamente em uma senhora idosa e começou a gritar. Muita gente veio atrás dela para ver o que estava acontecendo, muito engraçado isso quando eu pedi por socorro com esse troço tentando me matar ninguém veio, agora ela grita e vem o mundo todo isso é injustiça.

-O que ouve Sra.Lovegood?-Perguntou uma das alunas.

-Ela esta tentando me matar com essa espada. -Respondeu ela apontando para mim com a voz bem tremula, que só faltava ela desmaiar.

-Senhorita Croywer, eu sabia que a senhorita só traria confusão para cá. -Falou a diretora entrando dentro da Biblioteca.

-Mas, ela me atacou. -Falei me defendendo.

Como eu percebi que tudo que eu falasse seria em vão, resolvi voltar com o broche e voltar para casa, mais uma escola que eu vou ser provavelmente expulsa. Meu pai já deveria estar sabendo da situação eu também sabia que Ângela estava bem chateada comigo por ter aprontado novamente.

-Ângela me desculpe. -falei de cabeça baixa.

-Manoella agora seu pai falou que ira te mandar para um acampamento. -Falou Ângela.

-Por quê?-Perguntei meio confusa.

Ela não me respondeu apenas me entregou um envelope que havia a escrita do meu pai, estava escrito que ele estava muito bravo comigo por ter tentado matar uma professora, mais falou que me entendia eu era igual a minha mãe, ele me explicou que eu era Semideusa que era a junção de um amor entre um Deus grego e um humano ele me falou que eu era filha de Atena e por isso eu estaria indo para o Acampamento Meio-Sangue.
Ângela me colocou dentro do carro e ela mesma foi dirigindo até a costa norte de Long Island (Montauk), ela parou o carro dentro de uma floresta e seguimos floresta adentro era uma mata quase que fechada, só se ouvia os barulhos de grilos e outros pequenos animais, parecia que eu estava em um filme de terror.
Andamos quase uma hora até que Ângela avistou o arco escrito “Acampamento Meio-Sangue”, eu apenas senti um cheiro ótimo de morangos ela me explicou que é o aroma que cobre um pouco o acampamento. Ela me colocou para dentro do acampamento e me levou até um enorme construção escrito “Casa Grande” onde um senhor meio humano e meio cavalo que eu acredito que é um centauro me explicou tudo melhor sobre o acampamento depois Ângela me deu um adeus e me indicou a área dos chalés.

-Bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue Manoella, boa sorte na nova etapa da sua vida. -Falou Ângela atravessando o arco e acenando.
Manoella R. Croywer
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Matt Turner em Ter 30 Set 2014, 20:43

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado?
Quione


▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Matt e muito conhecido por sua personalidade animada e sorridente ,ás vezes sério, ás vezes brincalhão , a pele dele e branca como a neve , magro e com cabelo preto , olhos pretos e uma sobrancelha bagunçada.


▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus
Quione , um deusa muito interessante pelo fato de ser deusa da neve ,gosto muito dela só pelo fato de seus filhos saberem usar arco e flecha com mais facilidade que os outros


▬ Relate a história da sua personagem
Bem , eu era um menino muito animado sempre gostava de brincar com os outros na neve , sempre que brincávamos de bolinha de neve eu vencia , não sei porque mais o frio não me incomodava , certo dia eu e um grupo de amigos estávamos subindo uma montando coberta de neve , como inocentes não sabíamos o que estava por vir , cada vez subíamos mais frio ficava , eu como não me incomodava com o frio não percebia que meus amigos estavam sentindo muito frio , bem , isso era o menor dos nossos problemas , logo a frente vimos uma nevasca vindo em nossa direção ,no momento que a tempestade chegou meus amigos afundaram na neve mais eu não afundei ,não sei porque mais sempre que eu andava na neve parecia que eu estava com uma raquete de neve , pois eu nunca afundava , começei a ficar desesperado , percebi que logo meus amigos iam começar a morrer um por um , por causa do frio , então sem saber o que fazer começei a sair correndo para minha casa , ao chegar lá meu pai estava dormindo então logo acordei ele e disse chorando.

-PAI!PAI!Me ajude , meus amigos estão presos.

Meu pai sem saber o que acontecia resolveu me seguir , ao chegar no local ele tentou salvar pelo menos um dos meu amigos que ainda estava vivo mais infelizmente ele não aguentou e morreu , na hora que eu percebi que todos os meus amigos estavam mortos voltei correndo para casa e me tranquei no meu quarto , sem perceber eu adormeci , no dia seguinte eu estava me arrumando para ir ao enterro deles , chegando lá uma das mães dos meus amigos começou a me acusar pela morte do seu filho , eu simplesmente fechei os olhos e continuei andando , pedi perdão para meus amigos e então sem pensar duas vezes resolvi não ficar para assistir ao enterro e voltei para casa...
     
Cinco anos depois...

Já tinha se passado cinco anos que aquele acidente tinha acontecido , hoje com 18 anos estou indo para o primeiro dia na minha faculdade , não conhecia ninguém , o meu professor entrou na sala já me encarando como se eu tivesse feito algo de errado , não gostei muito disso mais de resto ele era muito legal e gentil  , no mesmo dia ele veio falar comigo , me chamou em um lugar distante e falou .

-Matt , o senhor sabe porque eu chamei você?
-Não , mais tenho certeza que não é coisa boa
O professor disse:Em um tom meigo e gentil:
-Se acalme , eu e mais 1 professor estamos reunindo alunos com um futuro brilhante hoje a noite aqui no pátio , para conversarmos sobre o futuro de vocês.

Bem , eu como um inocente sem saber o que estava prestes a acontecer fui para o pátio na mesma noite , chegando lá achei estranho pois percebi que não tinha mais ninguém ali além de mim.Dito o professor , vários alunos iriam se reunir ali.
Depois de 30 minutos dois homens chegaram , um deles era o meu professor , já não estava mais com o seu rosto gentil , parecia que tinha acabado de matar alguém ou feito um terrível crime o outro eu não conseguiria identificar mesmo se estivesse de dia , ele era alto com um ombro muito largo , mais o que eu achava estranho era o fato dele ter 4 braços ligados ao ombro dele , mais não fiquei tão assustado quanto uma pessoa normal , pois eu acreditava em deuses e monstros , uns dos deuses que eu mais admirava era hades e quione , no mesmo momento que eu vi aquilo eu gritei.

-Professor , corra , tem um mostro do seu lado !!

Ele me olhou e um choque subiu em meu peito , ele deu um sorriso sarcástico e apontou para mim , no mesmo exato momento o mostro pulou em cima de mim e me segurou , vendo de perto ele era igual a um humano exceto pelo fato dele ter quatro braços , e uma coisa que eu já ouviria falar , uma camisa escrita acampamento meio-sangue , já tinha ouvido meu pai falar sobre me mandar para esse acampamento quando eu tinha 14 anos , algo como um lugar para semi-deuses , no dia eu esqueci aquilo mais hoje veio em minha cabeça o fato de eu ser um semi-deus , poderia ser pouco as chances mais quem sabe seria verdade ?.
O monstro me segurando no ar com tanta força que me fazia perder o fôlego , o meu professor chega mais perto de min e quando eu percebo ele se torna em um mostro que mais parecia ser um minotauro , mais não era um minotauro , ele não tinha chifres e também não era grande ele só tinha os músculos e as pernas de touro , quando ele chega mais perto , a ponto de sentir seu cheiro ele fala.

-Que vantajoso  , o filho de quione morar em um lugar cheio de neve

No mesmo estante eu congelei , EU? o filho de quione , não que eu não estava acreditando ,mais sim que eu estava surpreso e um pouco iludido , um dos deuses que eu admiro era a minha mãe , por isso que meu pai estava conversando sobre me levar para o acampamento meio-sangue.O monstro que parecia um minotauro falou

-Bem , não importa , desde que você não esteja na neve não será um problema
-Como assim ? Filho de quione ? Por que ninguém me contou ?
-Não importa , você irá morrer agora mesmo.

Bem , eu sabia que era minha morte pois nem daqui a uns 20 anos eu conseguiria vencer os dois , pois um homem com quatro braços estava me agarrando e tinha um monstro musculoso tentando me matar , mais antes de eu desistir uma voz na minha cabeça disse, "Vá para neve" , sem pensar duas vezes eu juntei toda minha força e dei um chute na cara no homem de quatro braços e ele me soltou , achei estranho pois ele começou a chorar como se fosse um bebê , então no mesmo estante eu sai correndo e começei a subir a montanha coberta de neve , a mesma que meus amigos tinham morrido a cinco anos atrás , os dois monstros começaram a me seguir , mais a neve era muito funda , eles começaram a afundar na neve , mais eu não , então mesmo com dificuldade eles continuaram a me seguir mais o que eu não esperava era que eu daria de cara aonde meu amigos morreram , entrei em choque e fiquei paralisado lembrando do que tinha acontecido , em quanto isso os monstros chegavam mais perto e eu só chorando e paralisado , na hora que os monstros chegaram perto de mim e me tocaram , não sei o que aconteceu pois minha visão fico embasada , mais sei que um buraco na neve se abriu e os dois monstros caíram e logo em seguida foi coberta por neve de novo , me senti cansado como se algo tivesse sugado minha energia , tive que ir andando até a minha casa , quando chego lá vejo meu pai em pé preocupado com alguma coisa , quando ele me ver ele fala

-Filho o que aconteceu ?Por que essa demora?
-Pai , dois homens...monstros tentaram me matar.

Antes que eu pudesse terminar de falar eu desmaiei , quando acordo estou em um carro em alta velocidade com meu pai dirigindo , e pergunto:

-Pai ,para aonde estamos indo ?
-Vou te levar para o acampamento meio-sangue , já era para ter te deixado lá a muito tempo , mais queria ficar com você mais tempo
-Já sei de tudo pai , que eu sou um semi-deus e também sobre o acampamento , por que o senhor não me contou ?
Ele disse:
-Pois era perigoso de mais te contar , mais agora que você descobriu devo te levar para o acampamento o mais rápido possível.

Ao chegar lá ele me fala:

-Filho saiba que eu te amo ,  nunca quis o seu mal
-Eu sei , eu também te amo pai
-Filho treine muito para que possa se proteger
Eu disse:
-Tá pai , deixa comigo
-Adeus filho!
-Adeus pai!

Então com uma despedida comum , vou me afastando do meu pai e indo para uma direção bem diferente que eu esperava ter para o meu futuro.

-
Matt Turner
Filhos de Despina
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Juliet Dörr em Ter 30 Set 2014, 21:28


- Por qual Deus você deseja ser reclamado?  Ares.

-Cite suas principais características físicas e emocionais.
Fisicas: De mediana estatura (1,67m), corpo atlético pelas corridas matutinas e exercícios intermináveis, fartos cabelos loiros claríssimos na maior parte do tempo mantidos presos e emaranhados e olhos negros maliciosos. Sua pele é clara e marcada por uma série interminável de cicatrizes.
Psicológicas: Desesnvolveu sua paciência de acordo com o passar dos anos, tem elevada força bruta, acha divertido provocar raiva no próximo e pouquíssimas coisas a fariam desistir de um confronto caso o aceitasse um, tem um grande orgulho e nada e nem ninguém poderia feri-lo e sair em pune, não é boa cooperando com os demais, prefere provocar verbalmente que gastar o aço de sua espada com inferiores e só luta com aqueles que acha que valerá a pena, não confia facilmente das pessoas e tem asco de demonstrações de fraqueza.

- Diga-nos: por que quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico? Ares é o deus da guerra selvagem, sede de sangue e matança personificada. Seu prazer em sentir o inimigo sendo desonrado por sua lâmina é majestoso, a vontade de superar todos os obstáculos que se apresentarem diante de seus olhos e atingir a vitória por meio de sua força é louvável. Filhos desse Deus são incrivelmente fiéis aos seus objetivos e leais a si mesmos, sem deixar de lado a força mórbida em combate que faz toda a diferença na hora da batalha.

- Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.  
Meu nome é Juliet Dörr, nasci dia 30 de Setembro de 1999 em Rennes, na França. Fui criada por Granpère, e embora o chame assim, sei que entre nós não há nenhum laço sanguíneo. Seu nome é Jean-Luc Lefèvre, um provável ex-colega de trabalho da minha mãe.
Ah, sim, minha mãe. Seu nome era Natasha Dörr e era de uma família de imigrantes alemães, mas se naturalizou francesa, ao seu respeito sei apenas aquilo que estava na ficha que Grandpère me mostrou. Não havia uma foto, mas para me eterno asco ele diz que somos profundamente parecidas. Nunca senti vontade de conhecê-la, a mulher que me amamentou por um mês ANTES de cometer suicídio dentro da prisão que lhe cercava. Fora forte o bastante para trair a Agencia Internacional de Inteligência Francesa, mas não para viver e cuidar de sua filha.
Fui criada entre salas esterilizadas e corredores de vidro, correndo entre as áreas de treinamento especializado e as alas restritas, lá me diagnosticaram com TDAH e Dislexia. Não foi tarde que manifestei meu profundo amor pelo combate solo, aos meus doze anos era uma das melhores nas simulações avançadas (e profundamente entediantes) e para meu júbilo, fui enviada a um campo de concentração militar contra a vontade de Grandpère que fez tudo ao seu alcance para evitar.
Étienne D’Acord era um homem alto e tão forte quanto uma árvore, fora General de Brigada, campeão mundial em estilos de luta diferentes, exímio estrategista, suportava o frio e a fome como uma rocha e para minha total surpresa, meu novo MESTRE.
Não fora uma surpresa quando fui apresentada ao batalhão, eu era a pessoa mais nova a pisar ali em todos os anos de funcionamento da área 27, ao extremo norte da França. Um lugar onde a neve era tão comum quanto o ar e o frio era um companheiro de cama. No inicio, as corridas matinais feriam meus músculos e meus pés descalços, após quatro meses nada era mais revigorante do que sentir o ar gelado em meu rosto e a neve queimando minha pele.
Nunca me esquecerei da primeira vez que feri um homem. Era meu aniversário de treze anos, meus músculos de braços e pernas eram tão definidos quanto os de qualquer um ao meu lado grande fila ao lado do tablado onde lutaríamos. Imediatamente quando meu número foi chamado, senti algo inflamar dentro de mim. Seu nome era Matieu, ou Matilles, no dia aquilo não parecia ser importante, até hoje não me sinto infeliz por não saber o nome do maldito que cruzou meu caminho. Ele era baixo, mas tão forte que seus músculos se projetavam por baixo de sua pele fazendo-o parecer um primata, seu sorriso convencido não era algo que ele se orgulharia mais tarde.
“Faça o seu melhor.” Disse-me meu MESTRE ANTES de começarmos. Ele temia por mim, mesmo que tentasse esconder isso. Talvez me treinar tivesse amolecido seu coração, naquele momento senti uma rápida vergonha de tê-lo respeitado algum dia, fraqueza e sentimentos atrapalhavam os julgamentos e sem dúvida eram dispensáveis na vida de um soldado.
No tablado, analisei meu adversário. A perna esquerda não estava tão firme no cimento do ringue, e mesmo que tentasse disfarçar o fato, não poderia manter um tornozelo dolorido às escuras por muito tempo. Minha analise me distraiu por tempo o bastante para M. dar-me seu primeiro e ultimo soco. Senti meu lábio inferior partir-se em contato com o seu punho e o gosto metálico de sangue invadir-me a boca, por um segundo, foi a melhor coisa que havia provado em toda a minha vida. Naquele momento, eu soube que não poderia parar.
Não sei por quanto tempo permaneci sob o cimento frio do tablado, mas lembro-me de ter sido escoltada para fora por Étienne e seu aperto de aço em meu ombro direito, impedindo-me de me virar para ver minha obra. M. foi levado numa maca por enfermeiros do batalhão e tudo o que restou de sua presença ali foi uma grande mancha de sangue carmim em fase de coagulação, maculando a cor cinza opaco do ringue.
No refeitório os murmúrios e olhares foram voltados para mim àquela noite, sussurros informando que M. havia partido para o hospital mais próximo, outros que não havia aguentado e ido a óbito. Nunca soube o que acontecera com o homem e mesmo tendo a certeza de que Étienne me responderia se eu perguntasse, nunca tive a curiosidade. Naquela noite, fui amarrada pelo meu mestre á uma das pilastras que sustentavam a barraca e surrada com a maior força que o homem conseguira tirar de seu corpo. Seu rosto vermelho de raiva ao me informar que o dito cujo era seu filho. Minha única verdadeira constatação da noite foi que a dor não era tão ruim quanto eu pensava que seria, e que o filho do meu mestre era fraco demais para viver. Depois desse dia meu treinamento foi agravado.
Não passaram mais que três meses desde o fato, minha última costela quebrada ainda estava em fase de cicatrização quando recebi a carta assinada pelo chefe de setor de Grandpère. Eu estava sendo convocada para o funeral de Jean-Luc Lefèvre e exigiam minha apresentação em dois dias.
Não foi tão difícil quanto eu supunha que seria. Os anos no gelo provavelmente haviam me endurecido mais do que eu pensava ser possível, e assim como não compreendi a raiva de meu mestre quando lutei com seu filho, não entendi o porquê de me vestirem um traje negro e esperarem minha tristeza no dia em que vi Grandpère no caixão de ébano. Ele havia vivido uma boa vida, forte e honrada, eu sentia orgulho do homem que me criara e isso era o bastante.
Não voltei para a concentração após o ocorrido, nem meu mestre que me seguia como uma sombra para todos os lugares. Apresentaram-me o que diziam ser um primo distante por parte de pai que acabara de chegar à França e esperava conhecer a única familiar em todo o país. Era um garoto magrelo, desengonçado e aleijado. Com cabelos encaracolados e olhos castanhos, foi-me apresentado como Oliver e assim que o vi me convenci que não poderíamos ter uma gota de sangue em comum, jamais aceitaria alguém como ele como sequer um animal de estimação.
Meu aniversário de quatorze anos foi feito na casa de meu mestre, uma antiga chácara no interior de Rennes e foi celebrado com bolo de maçã e chocolate quente que era muito melhor do que eu poderia supor que fosse. Oliver foi chamado, mas aos poucos eu estava me acostumando (o que não significa gostar) a tê-lo ao meu redor.
Passaram-se meses e mais meses até que chegasse o dia que foi marcado a fogo como início da loucura, talvez todos os socos e a baixa temperatura tivessem danificado meu cérebro e eu só podia esperar que fosse reversível.
Era um cão, ou talvez um lobo, não sabia muito sobre certos animais que não eram encontrados com facilidade nos terrenos que já havia desbravado. Não havia conseguido dormir à noite, sonhos haviam perturbado minha mente com enormes tronos em chamas e jovens guerreiros medievais em meio à cidade moderna. A criatura era enorme, sem dúvida o maior ser vivo que eu já havia posto meus olhos com dentes arreganhados em minha direção e baba grossa caindo na grama às suas patas. Em súbito, das sombras, uma forma humanoide cresceu e se projetou para fora do chão com algo comprido na ponta de um braço esguio. Mal tocou no cão e os dois foram sugados novamente pelas sombras ao redor.
Ao olhar para trás, Oliver me encarava boquiaberto e visivelmente chocado. No momento eu estava entorpecida demais para esboçar reação.
Você... — Tentei continuar. — Eu odeio perguntar o óbvio, mas você também viu isso? — Disse não acreditando em minhas próprias palavras.
Juliet, venha comigo. — Ele murmurou estendendo uma das mãos de forma desengonçada em minha direção.
Olhei-o desconfiada. O que por todos os infernos fora aquilo?
Juliet. Preste atenção. — Ele murmurou mais seguro. — Eu preciso que você venha comigo, agora. — Do chão, ao meu lado, uma protuberância negra se distinguiu das outras. Era um menino moreno, de cabelos escuros, compridos e bagunçados caindo pela sua testa e ombros. Em sua mão, uma espada tinha sua ponta apontada para o chão, ao seu lado, a figura maior quase não se distinguia do resto da escuridão, mas rapidamente ela se afastou.
Não pude ataca-lo, simplesmente pelo fato do que não pude fazer nada além de olha-lo com a mais profunda descrença que conseguia exprimir sem dizer nada. Ele mirou suas orbitas negras em meu rosto e logo depois em Oliver, sua voz cortou o ar segundos depois.
Aí está você. — Ele disse seguro em um inglês impecável. — Ela já está pronta? — Franzi o cenho para os dois.
Err... — Oliver gaguejou. — Oi Andy, tudo bem?
Antes de responder, o jovem girou a espada em uma das mãos e apertou o pequeno medalhão negro em seu pescoço.
Desculpe o susto, Sra.O’Leary não gostou do cheiro da novata.
O que está acontecendo? — Esforcei-me para manter o inglês simples que havia aprendido quando ainda vivia com Grandpère. O rapaz me olhou como se eu tivesse surgido ao seu lado, não o contrário.
Você não contou para ela? — Ele reclamou.
Não contou? — Perguntei, mas sua expressão confusa se intensificou.
Di Immortales. — Ele agarrou o punho da espada fortemente.
Certo. Juliet, esse é Andrew Backer, Andy, essa é Juliet Dörr. — Oliver disse numa tentativa vã de apaziguar a situação.
Idiota, eu sei quem ela é. — Ele disse enraivecido enquanto passava as mãos por seu cabelo. — Você tem ideia de quem eu sou? Você ao menos fala inglês? — Completou incrédulo.
Sim, mas não muito. O que inferno está acontecendo aqui? — Dessa vez, prestei atenção na espada que ele carregava consigo e imaginei para que fim ele a usaria.
Desculpe, não tive tempo... — Oliver começou, mas foi interrompido.
Tempo? Você teve malditos meses! — Ele berrou.
Não grite comigo! — Foi retrucado.
Calem a boca! — rosnei mais alto, ganhando assim a atenção dos dois. — Digam-me agora o que é aquela coisa. - apontei para a grande figura que surgira junto ao menino, mas se afastara para as sombras e nos olhava atentamente.
Os dois se entreolharam antes de Andrew tomar a palavra:
Aquilo, minha cara, é um Cão Infernal e se nosso caro Sátiro tivesse feito seu trabalho, agora, você saberia disso.
Essa sem duvida haveria de ser a melhor conversa da minha vida.
Jura? — ironizei. — Vão me levar para tomar chá com as Fadas e me revelarão que sou, na verdade, uma Sereia?
Meio-sangue, ou Semi-deusa se preferir, e não, fadas não existem. — Ele respondeu.
Você bebeu? — Perguntei vendo-o suspirar em seguida.
Você não conheceu seu pai ou sua mãe, tem Dislexia e Hiperatividade e se mete em mais merdas do que pode contar. Além de vê um Cão de quatro metros de altura e não pode explicar como ele desapareceu no chão. — Ele murmurou mantendo a expressão tediosa. Aquela altura, meu punho coçava e ansiava pelas maçãs de seu rosto.
Avançando alguns passos em sua direção pude ver o quão alto ele era, além de sua BELEZA contagiante e por um segundo infeliz senti vontade de afagar seus cabelos negros e passar a mão pelos músculos de seus braços. Recuei imediatamente o dobro de passos que tinha avançado sentindo parte da atração artificial me deixar, ele sorriu altivo e jogou a cabeça para o lado.
Filhos de Afrodite. — Oliver murmurou em francês.
Afrodite? — Perguntei descrente. — A grega? A deusa grega?
A própria. — Ele murmurou enquanto afundava a cabeça nas mãos.
Meu cérebro começou a girar.
Podem, por favor, falar uma língua que eu entenda? — Andrew ralhou.
Certo. Digamos que eu acredite no que estão falando, e depois? — Perguntei.
Vamos para o Acampamento Meio-Sangue, um lugar para pessoas como nós. — Ele disse.
Então, quem é meu pai? Eu tinha uma mãe, ela morreu quando eu nasci e... — Fui interrompida.
Então ela pode não ter sido sua mãe. — Ele disse.
Isso não pode ser verdade. — Tentei pela última vez usar a lógica.
No fim, você não pode mudar isso. Nunca fez algo que ninguém mais conseguia? Como conseguir algo apenas pedindo? Fazer plantas crescerem, ou ser inteligentíssima, até mesmo construir coisas?
Fui educada por tutores, nunca plantei nada e nem construí, mas se eu quiser algo, eu posso tomar. — Endureci minha voz.
Certo. Preciso de você na Casa Grande em vinte minutos, pode, por favor, vir comigo? — Ele disse em tom suplicante. O asco subiu em minha garganta.
Se usar sua magia nojenta em mim novamente eu arranco seu estômago com essa espada, compreende? — Depois de um segundo de reflexão e de uma rápida análise da minha estrutura física, o rapaz concordou afoitamente com a cabeça.
Olhei para Oliver que observava neutro nosso diálogo.
De quem você é filho? — Perguntei.
Sou um Sátiro, somos encarregados de levar Meio-Sangues ao Acampamento. — Ele respondeu sincero.
Onde é esse Acampamento?
Long Island, Estados Unidos. — Andrew disse.
Estados Unidos, na América?
Conhece outro?
E meu mestre?
Oliver se aproximou de mim e pôs à mão em meu ombro, em outra ocasião, ele teria ficado sem ela.
Ele já sabe.
Logo, eu entendi que eu era a única a desconhecer minha própria história.
Enquanto caminhava até a cadela gigante que havia novamente surgido e rosnava baixo, pensei em toda a minha trajetória até ali. Em todos os feitos aparentemente bizarros para uma menina tão jovem e ditos impossíveis para um ser humano normal agora poderiam começar a fazer sentido, eu não era tão especial quanto todos falavam, mas talvez fosse, mas de uma forma completamente diferente e possivelmente ainda mais estranha que a considerada “normal”. Minha única certeza era que seja qual fosse o lugar que estivessem me levando, eu sentia a mesma ansiedade egoísta de anos atrás, era a chance de provar minha força mais uma vez e novamente eu não a dispensaria. Naquele momento, enquanto eu me firmava no pelo da cadela, uma insígnia vermelha iluminou a noite à minha volta brilhando sobre minha cabeça, Andrew sorriu e me chamou de algo que não ouvi enquanto mergulhava nas sombras rumo ao infinito.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 089 - ExStaff em Ter 30 Set 2014, 22:36

Avaliação: Ficha de Reclamação
feita por Héracles, qualquer dúvidas, mp-me <3

♦ Beckendorf Myrmekos


    Beckendorf, sua ficha teve alguns problemas graves de ortografia, pontuação, repetição e conjugação verbal, além de ter um uso excessivo de gírias - como cara. Alguns dos principais foram: "Era para ser um dia qualquer mais acordei assustado", "percebi que o fogo tava se transformando", "decedi tirar minha mãe da casa quando derrepente", e isso apenas no começo do texto, mas nada que uma rápida revisão, com o corretor "ligado" - pode ser o do próprio fórum, até - não ajude.
    Aconselho também a não deixar a fala desse jeito: "Beckendorf- Mãe pule da janela rápido!!". Tente usar o travessão ( — , ou ), ou então, pode até mesmo "colorir" o texto, deixando-o mais "bonitinho". Tomo cuidado também com o espaçamento ("desespero , não sabia o que fazer mais logo abracei ela para pode diminuir seu desespero.Eu por algum"); antes da vírgula ( , ), não se aperta a tecla bonitinha do espaço, e após o ponto final ( . ), aperta -q
    Por fim, tente desenvolver mais a sua história. Não fique preso somente à um acontecimento, mas narre todo o background do seu personagem, descreva a sua infância, junto com cenas que realmente possam deixa uma impressão positiva de sua escrita. Boa sorte da próxima vez!


♦ Erika Anselmo


    Erika, assim como Beckendorf, sua ficha apresenta problemas de ortografia e pontuação, além de algumas abreviações desnecessárias. Não sei se é problema com o teclado ou algo parecido, mas lembre-se que o é, do verbo ser, vem acentuado, e que de repente é escrito separado, e não junto. Além disso, evite abreviar verbos como estar, ou então, esquecer aquele u no final de um verbo (como você fez com gritou -> grito).
    Tente também não prender-se a apenas um acontecimento, desenvolva a sua história (e não se esqueça de descrever as características psicológicas de sua personagem também, e lembre-se de explicar ao leitor quem é a sua amiga Larah), fale sobre a infância de Erika, sobre ataques monstros - isso é, se houve algum -, qualquer coisa; apenas deixe a sua criatividade fluir. Boa sorte da próxima vez!


♦ Manoella R. Croywer


    Manoella, apesar da sua ficha ter ficado boa, a rigorosidade para avaliações de fichas para Athena é maior. Assim, tive que reprová-la. Como os dois anteriores, você prendeu-se muito a apenas um acontecimento - aquele que levou a sua personagem a ir para o Acampamento Meio-Sangue -, tente "soltar" mais a sua escrita. O desfecho foi escrito com pressa. Aliás, parece-me que todo o texto foi escrito de tal maneira. Tente revisá-lo, colocar alguns espaços onde é necessário e desenvolver mais a sua história. Boa sorte da próxima vez!


♦ Matt Turner Reclamado: filho de Quione


    Matt, gostei da sua ficha! Sua escrita, apesar de apresentar algumas falhas - nada que um corretor e uma boa revisão não arrumem -, é fluente e pude ler sua ficha sem grandes dificuldades. Gostei da maneira de como você apresentou sua história; iniciando com a infância de seu personagem, para depois evoluir e descrever o presente. Apenas uma observação: no futuro, tente não abreviar o verbos, como estar, a não ser que seja de propósito - e, quando for esse o caso, escreva assim: 'Tá.
    Parabéns e seja bem-vindo!


♦ Juliet Dörr Reclamada: filha de Ares


    Juliet, meus parabéns! A sua ficha está ótima, e não pude encontrar grandes erros. De verdade, até mesmo gostei do jeito que você descreveu a sua personagem, além de ter conseguido envolver-me com a sua história, do começo ao fim. Só peço que, para que a leitura fique um pouco menos cansativa, use alguma coisa para destacar as falas dos personagens, seja negrito, itálico, cores, o que seja, mas tente fazê-lo, pois assim, é mais fácil de "localizar" o que cada um diz.
    Parabéns e seja bem-vinda!



♦  Atualizado  ♦

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Leon Montblanc em Qua 01 Out 2014, 14:56


OBS: Achei mais pertinente responder as questões "Por qual deus você deseja ser reclamado" e "Por que quer ser filho de tal deus" no mesmo tópico.
OBS2: No terceiro tópico, fiz um relato resumido da história do personagem. Eu mantive o foco no enredo em si, e evitei o uso de descrições e diálogos para conservar o texto sucinto e direto. Além disso, estou guardando os detalhes deste tipo para posts futuros, onde serão usados com maior liberdade do que aqui, cujo único propósito seria apresentar os primeiros contatos de Leon com o universo mitológico. Porém, não há qualquer privilégio nessa minha opção, pois me dediquei na forma de escrita utilizada tanto quanto o faria na forma comum, que todos os outros escolheram. Espero que o avaliador goste e aproveite. ;3



Por qual deus você deseja ser reclamado?

Athena, pois me familiarizo bastante com a Annabeth, em off. Partilhamos do mesmo interesse por arquitetura, da mesma possessividade e da mesma fobia - aranhas (Irk!). Além disso, me considero mais estratégico do que "porradeiro". Aprecio com adrenalina uma boa cena de ação. Mas acredito no diálogo; o suficiente para não me candidatar a filho de Ares.


Principais características físicas e emocionais:

Leonard Montblanc também atende por Leon, Léo, Montty, Cabeça-de-espinho ou filho de Athena (em breve?). Ele mede 170 centímetros de altura e pesa 55 quilos. Tem olhos azuis e pele parda. Seus cabelos castanhos e pontudos são responsáveis por um dos apelidos pré-citados; não preciso indicar qual deles... Não se preocupa com moda, mas é este desleixo o grande responsável por seu característico estilo skatista punk.
Quanto aos traços psicológicos, Leon se enquadra perfeitamente no alinhamento Lawful Good*. Corajoso, está sempre pronto a lutar pelos seus ideais - a saber: justiça, generosidade e piedade. Ele não se importa em ajudar quem quer que seja. Simpatiza com facilidade, aprende rápido e sorri constantemente. Detesta externar suas tristezas e aflições.
Por ultimo: fez um pacto de não permitir que uma vida se perca em sua presença, abrindo uma exceção apenas para criaturas entregues ao mal por vontade própria (monstros e afins).

*Lawful Good:
Se comporta como todos esperam que uma pessoa boa o faça. Ele combina a vontade de combater o mal com a disciplina de lutar incessantemente. Ele diz a verdade, mantém sua palavra, ajuda os que estão em necessidade e combate as injustiças. Um personagem Lawful Good detesta ver os culpados saírem impunes.



Relato da história de Leon Montblanc


Leonard Montblanc costumava olhar para além do mundo externo. Sentava-se rente a uma janela e deixava a luz incidir sobre seu rosto melancólico, repousado na destra, retratando o que seria a expressão típica de uma vida marcada pelo drama. Ele degustava os minutos que perdia assim; observando o nada, meditando sobre coisa nenhuma...

Mas certo dia, um nome de repente mudou tudo!

Henry O'Connell, com seu sorriso sincero e cheio de vida, foi introduzido aos internos do orfanato New Hope numa manhã de terça-feira. Sua primeira impressão provocou suspiros nas meninas, e atiçou a curiosidade e simpatia dos meninos. Leonard limitou-se a observá-lo, muito atento - pois estava convicto de que uma aura diferenciada emanava de seu corpo; de natureza similar ao universo platônico que enxergava das janelas. Quando os olhares se encontraram, disfarçou, desconcertado. Após poucas especulações, que se desdobraram em um único minuto, deu de ombros. Finalmente reconhecera em seu intimo que aquele seria apenas mais um, incapaz de transpor sua superficialidade.

"Eu não poderia estar mais enganado..." Pensa hoje, com um sorriso divertido.

Por trás de uma boa aparência, Henry sabia tão bem quanto Montblanc como era crescer sem nunca ter visto o rosto do pai, ou da mãe, em proporções ainda maiores que a dos demais órfãos. Ambos perderam seus entes antes mesmo de ter a consciência formada; antes mesmo de serem capazes de mensurar a dor de uma perda. Mas um semideus está sempre sensível à atuação de seu progenitor divino no mundo, conscientemente ou não, a despeito de qualquer mentira ou informação ocultada. E isto funciona como um catalizador potente para o aperto da solidão, ainda mais quando o parente humano é ausente.

Todavia, eles tinham ainda muito mais em comum, e divergiam em pontos certos, de forma que um completava o outro. Logo, a imprevisível amizade deles surgiu inevitavelmente. Henry tornou-se um irmão para Leonard. Foi ele quem o ensinou a sorrir verdadeiramente. Foi ele quem o encorajou a enfrentar seus próprios demônios. Foi ele quem acendeu em seu coração a chama que hoje aquece muitos outros espíritos de jovens vencidos pelo fardo pesado da realidade. Foi ele quem o ajudou a redescobrir sua inteligência e sagacidade extraordinárias. Foi ele quem o introduziu ao mundo oculto pela névoa mágica. Foi ele quem o alertou para o perigo das bestas horrendas que espreitavam nas sombras. Foi ele quem o trouxe para os limites do Acampamento Meio-Sangue, para a segurança dentro da barreira mágica - conforme a missão que recebera dias antes de sua chegada. Foi com ele que Leonard celebrou o momento de sua reclamação, no primeiro dia de treinamento. E tudo foi bom, em quanto durou...

Filho de Apolo e devotado a Psiquê, Henry desafiou a autoridade de sua senhora por uma fortuna incógnita. Caiu em desgraça, ele que era agradável aos olhos dos autos Olimpianos. Como castigo, teve sua mente fragmentada em vários pedaços, que foram espalhados por lugares distintos, perigosos até mesmo para os mais valentes campeões. Desde então, seu corpo repousa num quarto da casa grande. E seu castigo perdurará até que todas as partes de sua alma sejam reagrupadas.

Em quanto isso, Leon Montblanc cresce e se fortalece. Ele já não é mais aquele menino de antes, condenado a uma sobrevivência monótona antes de uma morte ordinária pelas garras de uma fera. Hoje, seu sorriso constante reflete um espírito purificado, destemido, nobre e a cada dia mais sábio.

Tudo graças a Henry O'Connell

Suas ambições são claras: descobrir a razão por trás da queda de seu amigo, reunificar o seu cerne e conquistar o perdão de Psiquê. Mas ele descobrirá que toda jornada sempre trás outros nomes, deixa cicatrizes e cobra um alto preço.
Leon Montblanc
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Miharu A. Koga em Qua 01 Out 2014, 17:32

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser? Thanatos.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
A primeira coisa que me pergunto sobre Miharu é como ela consegue ficar sorrindo o tempo inteiro. Ou ter aquela expressão alegre e olhos brilhantes todo o tempo. Sem dúvida ela irradia felicidade por onde passa trazendo um mínimo de alegria à quem cumprimenta ou conhece. Ela é a pessoa mais feliz, bem humorada e gentil que pode-se encontrar… Pelo menos na maior parte do tempo. Seus cabelos sempre estão bagunçados, ou no mínimo presos em um penteado que dificilmente outra pessoa usaria. Por conta de sua baixa estatura e modo muitas vezes infantil ela parece possuir menos idade para algumas pessoas, o que é algo bom e ruim dependendo da situação em questão. Ela sempre tenta ajudar as pessoas, o que de primeira impressão é um gesto lindo e educado de Kogami – como ela própria se chama–, porém nota-se depois que ela o faz apenas caso ganhe algo em troca.

Vendo-a de uma maneira melhor, retirando a imagem superficial de sua personalidade a menina nem de longe é o que aparenta. Possui um desejo constante em vencer e uma coragem absurda para fazer o que deve ser feito, apesar de não ser uma pessoa impulsiva. Sua personalidade fria e irônica aparece em alguns situações quando sua máscara feliz já não consegue se fixar por um tempo. Não, ela não possui dupla personalidade ou algo do gênero, Kogami apenas não é uma pessoa comum e possui formas diferentes (completamente diferente, diga-se de passagem) para agir em situações distintas.  

Aparentemente não possui nenhum objetivo, medo ou desejo, contudo quem realmente conhece-a como a Miharu sabe que seu objetivo e desejo estão sempre ligados aos Amorielle e Koga. Não tem medo de burlar regras se for preciso para conseguir o que quer; na realidade ela parece não temer absolutamente nada, o que por um lado é bom e por outro é visto como um desafio.

No fim, ela não é somente a menina feliz que aparenta, ela é o que você precisa. Simples, fácil e prático assim; sem muitos alongamentos ou analogias, sem detalhes avançados que justificam-se por algum fato de seu histórico. A garota nasceu com o dom de se transmutar para aquilo que precisa ser ou que os outros precisam ver. Se em um lugar ela é doce e carinhosa, no outro ela pode ser fria e cruel. Se você precisa de um amigo gentil, atento e triste como você, ela será este amigo; se precisa de um que seja extrovertido, rebelde e super alegre, ela também o será. Vejam isso como uma pessoa duas caras, ou sem personalidade, vejam como desejarem, mas no fim, você verá como ela quer que veja, afinal, persuasão não poderia faltar na sua lista de características imutáveis. Seja na forma de garotinha pura e fofa, ou na forma de menina vulgar e sexy, ela acaba conseguindo o que quer na hora e do jeito que quer. Sempre. Contudo, na maior parte do tempo ela mantêm a sua personalidade alegre, animada, curiosa e infantil, a qual é – basicamente – a sua personalidade própria.

Do mal ou do bem? Será essa a questão que realmente define uma pessoa? E se definir, qual delas você gostaria que Kogami fosse? Porque certamente ela será se desejar. Como visto claramente, ela não é bem a cara de uma semideusa perfeita, contudo ainda possui os traços que prezam-se entre aqueles chamados de hérois.

Sua personalidade muda drasticamente de uma hora para outra somente em poucas circunstâncias, onde ela torna-se quieta, séria e bastante calada. Nestas ocasiões ela provavelmente está fazendo algo que relaciona-se ou à máfia Amorielle ou ao clã Koga.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico? Apenas por base da história da personagem; faz sentido a descendente de duas máfias ser filha do deus da morte, isso explicaria como Thanatos veio a conhecer sua mãe, a qual basicamente está rodeada pela morte constantemente.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

KOGA MANSION, JAPÃO
23 de fevereiro de 2004

– Ponha mais força no punho, Miharu-sama. – Resmungou Izumi com aquele seu sotaque arranhado e grave.

Eu não gostava dele, e Kogami também não. Izumi era o estereótipo perfeito dos membros da yakuza; ele possuía tatuagens por quase todo seu corpo, cicatrizes pelos membros e rosto, vestia-se sempre com kimonos e tinha sua katana sempre embainhada. Ele de fato era assustador, mas era a falta de fofura nele que a fazia desgostar do homem. Ela não gostava de coisas feias ou rudes, e lá estava uma pessoa que era repleto das duas coisas que menos gostava.

Kogami fechou as mãos sobre o bastão de ferro mais firmemente, abriu um pouco mais as pernas apenas para fixar-se firmemente ao chão e então sorriu. Ela tinha uma beleza tão doce e infantil que ataques contra ela eram quase um sacrilégio; ou mesmo impossível. Ela levou o bastão para trás, como um jogador de baseball e então, com rapidez e força, o deixou cair e atingir seu alvo.

Um barulho de quebrado soou pelo recinto junto com um grito agudo de dor.

– De novo, Miharu-sama! Não foi bom. – Gritou Izumi outra vez.

– Kogami está cansada das suas reclamações, Izumi-kun! – Disse a doce menina de cabelos rosados voltando-se para ele com uma careta chateada e os braços cruzados sobre o peito. Suas bochechas infladas e vermelhas, em uma pirraça digna de uma criança de sua idade. – Kogami ainda é pequena, viu? Ela não tem a força de homens feios e gigantes.

Izumi agachou-se à sua frente. Seu rosto horrendo e deformado encarando as feições delicadas e perfeitas de Miharu. Os olhos escuros do homem eram severos, mas não frios ou ruins, diferente dos de seu padrasto e de sua mãe, notou a criança.

– Qual é o lema de seu clã e de sua família, ojōsan? – Perguntou o homem referindo-se ao clã Koga e a família Amorielle.

Lasciare che gli altri vedono solo ciò che si desidera. – Respondeu Miharu numa pronuncia italiana perfeita.

A garota era filha de uma japonesa que viveu na Itália até seus 28 anos, a qual retornou ao Japão somente para casar-se com Koga Ryuuji, a quem era prometida. Misaki Amorielle, no entanto já havia tido sua filha, a qual fora acolhida por seu padrasto sem muita oposição – mesmo porque o homem não podia ter filhos e Ryuuji acabara vendo em Miharu uma “aura” que não via em mais ninguém.

A pequena sempre soube que não era filha do oyabun do clã Koga, todavia não tinha interesse algum em saber de quem era filha realmente. Eu, por outro lado, sempre tive, mas Miharu não gostava quando eu tocava neste assunto; ela é muito sensível, sabe?

Ela soltou um suspiro e inflou as bochechas rosadas enquanto descruzava os braços e voltava-se novamente para o homem amarrado à uma cadeira de ferro. Ela segurou o bastão de metal firmemente e novamente atingiu o joelho do indivíduo, o qual mais uma vez emitiu aquele som agoniante de ossos se partindo antes de seu membro assumir uma posição anormal. Ela mirou no outro joelho, uma vez ele ficando como o primeiro ela então o atingiu no rosto. Sangue espirrou de sua boca e de um grande machucado que abrira em sua cabeça.

Kogami não gosta de sujeira! – A menina gritou choramingando e limpando os respingos de seu corpo. Realmente, aquilo era nojento!

Em um acesso de ódio por ter visto sua roupa perfeita simplesmente destruída, a menina golpeou o rosto do homem mais e mais; a cada momento deixando-o com hematomas, feridas e relevos que deformavam seu rosto ao ponto de tornar-se irreconhecível.  

– Kogami-chi. Não. Gosta. De. Sujeira. – Ela berrou parando de esmurrar o homem no fim de sua frase para então mostrar-lhe a língua, jogar o taco ensanguentado à Izumi e sair correndo chorando para sua mãe reclamando que seu vestidinho novo estava arruinado.

TSUKASA BUNKER, JAPÃO
04 de março de 2008

Não havia qualquer outro som lá dentro além da respiração das pessoas. Humanos, sempre tão barulhentos até mesmo quando nada estavam fazendo. E, lá no final, sentada em um banco balançando as pernas distraída estava a herdeira do clã Koga e da família Amorielle: Miharu, ou como ela se auto proclamava, Kogami.

A garota não estava prestando muita atenção na tensão que estava instalada dentro do grande espaço que o clã Tsukasa gostava de chamar de Bunker. A bem da verdade, ela nem mesmo se importava com aquilo no momento. Seus olhos apenas voltaram-se para a comoção quando ela ouviu um grito.

Um homem ao lado de Izumi caiu no chão, por conta da distância a menina não conseguiu ver quem era que havia caído, mas soube exatamente que o homem estava morto mesmo sem o enxergar direito. Ela não entendeu muito bem o que estava acontecendo ali, no entanto. Em situações como aquelas o clã já teria atacado o outro e a luta teria seu início, porém ambos os clãs estavam parados com olhos vidrados em uma pessoa: Izumi.

Na mão dele uma adaga pingava sangue, o sangue do irmão que havia caído. Não houve reação do clã Tsukasa quando Izumi começou a apunhalar cada um do seu próprio clã, deixando um rastro de sangue no chão. O outro clã não sabia o que estava acontecendo, tampouco interfeririam nisso.

– Hunf. Baka. – Misaki Amorielle resmungou cruzando os braços sobre o peito enquanto seu marido, Ryuuji apenas fitava a cena.

Os guardas que cercavam a família, quatro da máfia Amorielle e três do clã Koga estavam com suas armas preparadas, tanto de fogo quanto as brancas, porém hesitavam sem saber o que fazer já que ordens não lhe eram dadas.

– Nagareteku toki no naka de demo kedarusa ga hora guruguru mawatte. – Cantarolava Miharu enquanto me segurava pela minha orelha balançando-me para lá e para cá. Na época eu era novo, sem nenhum remendo ou sujeita: um perfeito coelho de pelúcia. – Watashi kara hanareru kokoro mo mienaiwa sou shiranai?

O padrasto de Miharu fez um som de desagrado com a boca e fitou sua esposa por um segundo somente. A mulher sorriu de lado e jogou uma madeixa de seu longo cabelo negro para trás.

– Miharu, você quer ganhar um chocolate? – Perguntou sua mãe com um olhar gentil e um sorriso maníaco que nada combinava com a expressão maternal.

A menina soltou uma risada feliz antes de saltar do banco em que estava. Tirou da mão de um dos guardas uma katana e, deixando-me com sua mãe ela correu até Izumi, o qual estava ocupado demais lutando contra os homens restantes para se tocar que o pequeno Demônio Branco estava correndo para sua direção. Quando notou, no entanto, era tarde demais.

Izumi fez aquele mesmo olhar horrorizado que muitos já haviam mostrado para a garota; um pequeno pânico, como se visse o Ceifador ao invés da gentil e doce Kogami. Por conta deste medo momentâneo ele foi devagar demais para se defender.

A lâmina prateada manchou-se quando seu sangue espirrou de seu abdômen. A garota girou nos calcanhares antes de acertar mais um golpe, desta vez atravessando a arma no pescoço do homem que por conta do primeiro golpe agora encontrava-se ajoelhado ao chão.

O corpo de Izumi foi ao chão com um baque abafado. Ela não entendia o motivo do motim do homem, mas não queria o entender, na realidade apenas queria o chocolate que sua mãe a devia.



Influência sobre o medo {Nível 01} - As pessoas perto de você podem entrar em pânico só por sentir sua presença, um estado de choque ao ver que você estará por perto, sendo filho da Morte. Se manterão longe e podem até hesitar um ataque em um nível maior, admitindo o poder do semideus.

GAKUEN HIGH SCHOOL, JAPÃO
14 de agosto de 2014

A velha estava gritando com Miharu há mais de uma hora, jogando-lhe insultos e desprezos que não afetavam a menina como a mulher gostaria que afetasse. Não era a primeira vez que alguém a ofendia daquele modo, afinal a menina tinha pais mafioso e era conhecida como um Demônio. De fato sua reputação em nada ajudava a agradar os outros.

Ela bateu de leve as mãos na saia de seu uniforme escolar antes de segurar-me forte nos seus braços. Seu olhar inocente fixo na senhora que a insultava. Ao seu redor uma comoção de alunos se formava curiosos para ver o que estava acontecendo.

– Anata wa hontōni Akumadesu!“Você realmente é o Demônio.” Proferiu a mulher com um olhar de ódio e medo misturados.

A garota riu em resposta. Um riso divertido e engraçado, doce até, como se tudo o que a mulher tivesse dito não passassem de elogios à ela. A verdade era que ela queria degolar a velha simplesmente porque ela estava falando demais, mas caso o fizesse só atrairia problemas para si e problemas a cansavam. Não gostava deles, definitivamente.

Além do mais, ela mesma suspeitava da veracidade das coisas lhe ditas. Miharu sabia que era diferente dos demais. Já havia visto coisas que aos olhos alheios eram normais, fazia coisas que os outros não faziam, e ainda possuía aquela aura que emanava medo aos que a fitavam. Ela sabia que não era normal, definitivamente, mas não achava que a explicação para isso era que era um demônio – no mínimo, não queria acreditar nela.

– Desculpe, senhora, mas você tem chocolate?

A mulher fez uma expressão confusa – todos fizeram, na realidade –, permaneceu em silêncio como se fosse uma pergunta que não soubesse responder.

– A mãe de Kogami costumava dar chocolate para ela quando queria que Kogami fizesse algo. – A garota relembrou. Sua mãe havia falecido há 3 anos, assassinada junto com 5 membros da máfia Amorielle e 7 do clã Koga. Depois da morte dela seu padrasto que passou a treinar Miharu, mais rigidamente que o normal; mais cruel. Eeto, uma pena, realmente.[/i]

Ela fez uma expressão triste e acariciou minhas orelhas. Kogami costumava ter esta reação quando triste, acariciar minha orelhas. Não que Misaki tivesse sido um exemplo de boa mãe, longe disso, contudo ela tinha vantagens com a mulher e no fim, bom, era sua mãe. Kogami, diferente de seu pai, não queria vingança, não queria que quem tivesse a matado morresse, não. A morte é muito fácil, muito simples; a vida é mais difícil, complicada e dolorida, no entanto. Fora-lhe ensinado de que não deve-se dever favores à ninguém, suas dívidas devem ser pagas, e caso alguém lhe faça algo você deve devolver a gentileza ou o rancor. Logo, o que ela queria não era se vingar, e sim devolver ao assassino de sua mãe a dor lhe infringida. Ela estava errada? Claro que não.

Três guardas italianos surgiram no portão perguntando se a velha causava algum problema, a mulher – com bom senso – não disse mais nenhum desaforo e apenas se afastou dali enquanto Miharu ia com os guardas até o carro.

– Giovanni, – Chamou um dos guardas. – Kogami não retribuiu o que a senhora havia dito, ela não boa nisso. Você poderia o fazer? Kogami te dará um chocolate!



Não revisei, então deve ter mais erro que a vida ai, sorry about that. q. Outra coisa, a Kogami/Miharu ainda não sabe que é uma semideusa e ela não está no camping, ainda está no Japão, obviamente. A descoberta disso será feita em uma DIY.
Miharu A. Koga
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Beckendorf Myrmekos em Qua 01 Out 2014, 18:41

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Filho de Hefesto
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Beckendorf é um cara enorme com uma carranca permanente , tinha músculos como os de um jogador de futebol americano profissional.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?Sempre gostei de Hefesto acho o fato dele controlar o fogo muito magnífico , e nos jogos mmorpg sempre gostei de ser aquele cara que tinha a habilidade de forjar.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Beckendorf nasceu em Brasília, Brasil. Filho de uma empresária da indústria automóvel. Beckendorf tem um padrasto e um meio-irmão nove meses mais novo. Beckendorf e a sua família habitam na asa sul de Brasília . Juntamente com o seu meio-irmão, Michael, frequentam a escola pública perto de sua casa.
Beckendorf sempre se destacou por ser mais forte que os restantes colegas. Contudo, Beckendorf, não gostava de confusões e de magoar inocentes. Acabando assim por não fazer nem a sua opinião prevalecer, pelo recurso à força, nem amedrontar os mais fracos. Por ser mais forte que o normal das crianças acabava defendendo o seu irmão e os poucos amigos que fizera desde criancinha.
Na escola ele não se destacava pelas notas, mas sim pela sua facilidade em relação aos trabalhos manuais. Ajudando, em atividades manuais, e sendo ajudado, em atividades mais massacrantes, pelos seus amigos. Contudo, mesmo sendo forte e prestativo, nunca foi muito popular  com as garotas que com a grande maioria dos garotos. Na viagem de criança para a adolescência ganhou muita acne, o que ainda para piorar a sua falta de sorte com as garotas.
                                                 …
Certo dia, Beckendorf estava com seus amigos no refeitório da escola, quando um de seus professores aborda o grupo.
- Então rapazes, por aqui?- pergunta o professor Vieira.
- Sim… - responde rapidamente um dos amigos de Beckendorf.
- Ainda bem- diz o professor, puxando e sentando-se numa cadeira- Olhem venho vos falar da feira anual de ciência deste ano.
Apenas dois dos amigos de Beckendorf tinham hipóteses de participar, e de ter uma ideia que vencesse, a feira anual. Eles eram o João e o Carlos. No entanto o professor Vieira falou para o grupo todo, o que impressionou Beckendorf e os restantes amigos.
- Este ano há um campeonato a nível américo-europeu (isto é que liga a Europa e os U.S.A).- Continuou o professor Vieira - Existe uma eliminatória nacional, depois uma Europeia, e por fim a final nos Estados Unidos da América.
- Uau e as viagens são pagas? Quantos membros o grupo pode ter? Acha que temos hipótese?- perguntou o grupo em coro.
- Sim rapazes as viagens são pagas pela escola. Podem participar até 5 pessoas. E é claro que têm hipóteses, afinal, eu sou o vosso professor de ciências.- Riu o prof. Vieira.
-Bem agora se me dão licença tenho que voltar à sala dos professores- Continuou o prof. Vieira.
                                                            ….

O grupo de cinco amigos trabalhou intensivamente no projeto para a feira de ciência. Decidiram fazer um projeto de um foguete. O João e o Carlos trabalharam imenso nos projetos, inspirando-se no foguete chinês e nos atuais foguetões. Mas eles precisavam de testar os projetos.
Ficando assim Beckendorf encarregado de fabricar o pequeno foguete. Este foi a uma das fábricas da empresa da sua mãe. Aqui lhe entregaram peças de metal, algumas ferramentas, e depois ajudaram-no a soldar estas conforme era desejado. Beckendorf estava maravilhado com o seu trabalho.
Desnecessário será dizer que o pequeno foguete foi um sucesso nas feiras de ciência nacionais.  Chegando à final europeia e vencendo, à justa, o projeto de carrinho telecomandado de um outro concorrente. Era um espanto o grupo de 5 amigos vão à América! Mais precisamente a Nova Iorque.
Quando, ao chegarem ao aeroporto, saem do avião foram levados de táxi para um hotel perto do congresso anual de feiras de ciência. Os 5 adolescentes estavam em êxtase. Tinha até saído no jornal um artigo sobre a vinda do grupo português ao congresso anual de feiras de ciência, para a final da prova.
Beckendorf sai do Hotel para conhecer melhor Nova Iorque. Chegando até às margens do grande rio Hudson. Quando aí é abordado por um garoto de boné e muleta.
- Olá- disse o rapaz.
- Olá – respondeu Beckendorf.
- Então você pertence àquele grupo que veio ao congresso sobre feiras de ciência deste ano, não é?- perguntou o garoto.
- Sim nós esforçamo-nos muito… - respondi vagamente e farto da conversa choca do rapaz.
- E quem fez o foguete foi você, não foi?- pergunta o garoto.
- Sim, mas e como sabe isso? Essa parte não veio no artigo…- perguntei intrigado.
- É que só podia ter sido você afinal você é filho de Hefesto- respondeu o garoto prontamente e sem inibição.
- O quê? Você está louco? Esse tipo de coisas existe nos filmes e no Wikipedia!- respondi, já irritado com aquele que podia ser algum rapaz fugido de um manicomio.  
- Não cara. Você é um semideus, e você foi descoberto por uns monstros com o artigo do jornal! Venha comigo para o acampamento meio-sangue, lá estará mais seguro!- Disse o garoto.
- Como? Não vou consigo a lado nenhum e caso necessite eu sei defender-me.- Disse já com receio que este, possível, maluco me levasse para o manicomio de onde saiu.
- Oh não! Apareceu, está aqui!- Gritou com medo o garoto.
- Quem?!- perguntei.
- O cachorro do inferno, está aqui!!!- Disse o garoto largando as muletas no chão.- Vamos fugir, já!!- continuou o garoto puxando-me pelo braço sem me dando tempo para responder.
Bem, já que não havia outra forma, concordei com o garoto e comecei a correr com ele. Afinal o pior que me podia acontecer era eu exercitar-me e levar o rapaz de volta para de onde ele tinha vindo. Durante a corrida reparei na sua forma estranha de correr. Era como se ele estivesse a hesitar e a saltar ao mesmo tempo.
Chegamos a hotel onde eu estava hospedado e fiquei surpreso por ele ter-me levado até lá. Ele pediu-me para ligar à minha mãe. Eu pensei que devia fazer o favor ao maluco e me despachar com aquilo. Liguei à minha mãe e ela confirmou a história. Disse-me que eu era filho de Hefesto e que o “maluco” era um sátiro.
Concluímos os três que o melhor era eu ir com o sátiro para o acampamento meio-sangue. Lá aprenderia a forjar objetos e a controlar os meus poderes de herói. Despedi-me dos meus amigos dizendo-lhes que tinha uma crise familiar em casa. O sátiro chamou o carro para ir ao acampamento e parti com ele para esta nova aventura.
Beckendorf Myrmekos
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Louise Miller em Qua 01 Out 2014, 19:49

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Desejo ser reclamada por Afrodite!

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Louise tem 1.55 de altura. É magra, mas tem belas curvas que quase sempre são destacadas! Seus traços faciais são femininos e suaves, como de uma boneca e seus olhos são azuis, mas ás vezes parece ser um pouquinho esverdeado. Sua pele é alva e macia. Seus cabelos são fios bem cuidados e castanho-claros.

Ela também é muito sentimental, chora por tristeza ou felicidade, até mesmo a raiva a faz chorar. Adora juntar casais, principalmente se os achar “almas gêmeas” e esta sempre falando sobre moda e por dentro dessas novidades á qual ela ama perdidamente.

▬ Diga-nos: por que quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Afrodite é simplesmente a deusa das mulheres, ela representa tudo que há de bom no mundo, desde a beleza ao delicioso sexo. Além de simplesmente bela, eu sempre a admirei muito por isso, e também, por sua facilidade na conquista de homens.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Fios castanhos brotavam de sua cabeça descendo em ondulações bem feitas por seu rosto e nuca. Seu cabelo contornava as laterais de seu belo rosto alvo, dono de traços femininos e delicados. Lábios cobertos por um tom de vermelho ousado, e seus olhos, destacados apenas com lápis de olho escuro o bastante para deixar seus olhos ainda mais claros. Aqueles mesmos olhos azuis que estavam direcionados ao relógio sobre o quadro negro com letras brancas riscadas de giz. Suas pernas estavam cruzadas debaixo da mesa. O que mais chamava a atenção eram os scarpins negros de C. Louboutin que calçavam suas pernas lisas cobertas pela meia calça negra que subia em certa altura de sua coxa atrás da bela saia jeans de pregas e curta que deixava suas coxas quase todas á mostra naquela posição. O tronco meio curvado para cima da mesa vestido com a camiseta branca da escola que tinha o brasão da mesma sob o seio esquerdo, e esta, estava acompanhada de um blazer feminino negro com detalhes em rosa de uma marca cara que para ela, era até barata. Seu cotovelo esquerdo apoiado sobre a madeira de sua carteira, seu antebraço erguido e em sua mão, uma caneta de tinta rosa dançava nervosamente até o horário de a aula chegar ao fim. E ela chegou.

O sinal tocou ecoando pelos corredores, e seu som continuo invadiu as salas de aulas fazendo os alunos se levantarem e correrem para fora. Era o último dia de aula para aqueles que haviam passado direto, mas para ela, era muito mais que isso, era a véspera de seu aniversário. A morena fechou seu fichário de tamanho pequeno com capa acolchoada e coberto por um tom cinza com belos detalhes rosa choque, ela o colocou dentro de sua bolsa, uma daquelas bolsas da marca Chanel negras com uma corrente prata, como a prata das jóias que usava naquele dia e se erguendo enfiando ali também seu estojo.

- Boas férias, professor!

Ela disse sorrindo ao professor que estava sentado atrás da mesa. Um homem de aparência velha dentro de um terno negro e sem graça, assim como a gravata que usava e seus cabelos grisalhos penteados para trás.

- Boas férias, Srta. Miller.

Ele respondeu logo que ela saía da sala. Foi depois de todos que ela finalmente se viu fora daquela sala. Olhou para os lados, sorrindo ao ver duas meninas ali, elas se pareciam com ela em seus jeitos de vestir. A garota então se dirigiu á elas as abraçando, uma de cada vez.

- Então, ansiosa para amanhã? – A ruiva perguntou.

- Muito! – Ela disse sorrindo.

- Estaremos adiantadas! – A morena disse em um tom sorridente.

- Ok! - Ela sorriu para as amigas. - Agora preciso ir, o motorista deve estar esperando.

As três se despediram rapidamente com beijinhos que nem mesmo havia contato e ela se apressou entre as pessoas que pareciam abrir um corredor para ela. Desviando das palavras de alguns “rejeitados” e sorrindo para os garotos do time de futebol da escola. Era a típica menininha popular e rica daquela escola particular de Manhattan.

Em frente á escola então um carro negro de luxo com vidros filmados estava parado. Na frente dele, encostado, estava um homem de chapéu e terno, o qual abriu a porta para ela com um sorriso, tendo resposta um sorriso leve da mesma, como uma forma de agradecimento.

Ela sentou-se no banco e a porta se fechou. O homem então contornou o carro sentando-se no banco do motorista e ligando o carro, seguindo o fluxo dos carros. A bolsa da garota estava sobre seu colo quando ela pegou seu Iphone de modelo atual respondendo ás mensagens que havia ali antes de tirar seus fones de ouvido da bolsa e ligá-los no volume máximo enquanto folheava uma revista de moda que havia achado no banco de trás do carro.

E foi então, depois de alguns minutos. Quase uma hora, que o carro passou por grandes portões de aço prata, passando pelo caminho entre um grande e bem cuidado gramado verde que dava entrada então á varanda de uma grande mansão de fachada branca, com janelas cumpridas e arcadas cobertas por cortinas de pura ceda. O carro parou em frente á varanda, o motorista o contornou novamente e abriu a porta para a garota que saiu do veículo guardando seus fones, mas deixando seu celular em mãos.

- Obrigada.

Ela disse com um sorrisinho calmo antes de subir as escadas da varanda entrando no luxuoso hall, onde o assoalho era de madeira pura e tudo que enfeitava o lugar, era feito de vidro e prata. Havia duas escadarias nas laterais que se cruzavam, tornando-se uma e dando origem á dois corredores, um para cada lado. Foi nesse momento que ela então suspirou olhando em volta.

- Mary! – Chamou pela governanta que logo chegou ao seu uniforme. Uma senhora de idade.

- Senhorita, Louise! Estava mesmo a esperando! – A mulher disse sorrindo. – Seus vestidos chegaram, e estão em seu quarto!

- Mesmo? – Os olhos dela brilharam e ela correu para as escadas. –

- E os preparativos?

- Tudo em ordem! – Ela sorriu para a garota.

- Obrigada, Mary!

Mary fora uma de suas babás prediletas, e agora, havia se tornado a governanta de sua casa. Uma mulher sem filhos, ou sequer um marido. Mas sempre tratara Louise como tal, afinal, ela nem mesmo conhecia sua mãe. Não fazia idéia de quem era sua mãe, ou qualquer coisa dela. Sabia apenas que ela era uma mulher incrivelmente linda, e seu pai jamais falava mais nada.

Mas ela sabia, que ele ainda a amava. Por isso, sempre pensava sobre isso antes de dormir. E sabia que havia á puxado, afinal, era digna da perfeição física, apesar de não serem lá essas coisas intelectualmente falando. Suas notas eram altas, mas não tão altas, pelo menos, não quanto á daqueles sem vida de suas turmas, mas mesmo assim, não era uma coisa para qual ela ligava. Era herdeira de milhões que seu pai havia feito com sua agência de modelos ou um de seus hotéis ou restaurantes.

E por algum motivo, esses pensamentos passaram por sua cabeça quando ela subia as escadas apressadamente para seu quarto. Era seu aniversário de quinze anos, e ela amaria que sua mãe estivesse lá. Ela precisava disso. Ou não?

Foi abrindo uma das portas do corredor da direita que ela se pôs dentro de um quarto luxuoso, com móveis brancos e duas portas: uma ao closet, e outra ao banheiro. Isso é claro, fora a porta de vidro que levava á sacada. Ela caminhou até a cama de casal que possuía um véu a rodeando e então, lá estavam eles. Seus vestidos dentro de capas brancas de uma das lojas mais caras de toda Manhattan.

Eram três embrulhos, fora os das anáguas que estavam ali também. Mas esses ela não ligou, ela correu para os vestidos sobre o tapete macio de pelos que cobria todo o solo do quarto os levantando á sua frente. Primeiro abriu o de capa branca maior.

Era um vestido deslumbrante. Sem alças, lembrava os vestidos da era medieval. Ele era roxo e tinha detalhes dourados, era completamente justo no tórax e abaixo era mais largo, onde as anáguas se encaixariam fazendo-o ficar maior. Seus olhos brilhavam admirando cada mínimo detalhe, aquele vestido havia dado nela sem nem mesmo ajustes e isso a fizera encarar aquilo como algum tipo de sinal.

Deixou o vestido sobre o colchão pegando o outro e o abrindo. Este era negro como a noite e os detalhes prateados se destacavam em um contraste de cores simplesmente perfeito. Era curto, mas sem alças também. Tinha um tipo de espartilho embutido em seu tórax e babados de tecido negro transparente.


- Simplesmente perfeito!

Ela sussurrou sorrindo pegando o outro vestido e caminhando animadamente para seu closet, colocando-os pendurados cuidadosamente. O closet de armários embutidos dos dois lados tinha suas roupas e sapatos, as bolsas, estavam na prateleira em frente á porta de entrada enquanto sobre a mesa de vidro que estava bem no meio do cômodo tinha suas jóias e perfumes, hidratantes, mesmo que não os usasse muito por ter seu “próprio perfume” como dizia seu pai.

Tudo estava perfeito, ela caminhou de volta para seu quarto discando o número de seu pai no celular e o colocando no ouvido enquanto tirava os saltos e os guardava na prateleira de sapados.

- Hey, pequena! – A voz de seu pai disse do outro lado.

- Oi, papai! – Ela sorriu. – Liguei para avisar que os vestidos chegaram. Você promete aparecer amanhã?

- Não é todo dia que minha filha faz quinze anos! – Ele disse e pelo seu tom, ela sabia que ele sorria. – É claro que sim.

- Ok! Vou te esperar! – Ela disse sorrindo. – Vou te deixar trabalhar, até amanhã.

- Lou... – A voz de seu pai chamou ao telefone e ela sorriu de leve.

- Sim, papai?

- Eu amo você, filha.

- Eu também amo você, pai.

A garota então desligou o telefone e jogou sobre a cama caminhando para o banheiro de seu quarto.

[...]

No dia seguinte, ela fora acordada por seu despertador se levantando em um sorriso largo no rosto, os fios castanhos bagunçados foram arrumados com suas unhas longas. Ela correu para o andar de baixo, ainda de pijama tomando um café bem rápido e recebendo os parabéns dos empregados que a viram crescer, e também dos novos. Antes de sair levando os vestidos para o seu “dia de princesa”.

Passara o dia em um salão especializado para essas coisas apenas, unhas, cabelo, maquiagem e outras coisas desse gênero. Chegou a casa naquela noite ás sete e meia em ponto, meia hora antes de começar a festa. A garota sorriu ao ver toda aquela arrumação. Desde o palco no jardim aos enfeites de cores roxos e negros.

- Está linda! – Seu pai lhe disse sorrindo.

Era um homem alto de cabelos escuros como a noite, seus olhos eram castanho-caramelados e sua pele alva tinha traços masculinos e firmes. Ele tinha ombros largos escondidos pelo terno cinza com riscas de giz. E foram os braços grossos que a abraçaram fortemente.

- Feliz aniversário, minha pequena!

Ela sorriu e correu para o pai o abraçando da forma mais forte que podia. Aquele dia fora um dos melhores de sua vida, a festa do ano fora aquela. Todos se divertiram, e ao fim, apenas sorrisos e despedidas. Ao fim de tudo, ela fora dormir, mas não imaginava o que aconteceria no dia seguinte.

[...]

- Foi uma festa e tanto.

Disse uma voz feminina desconhecida que a fez despertar em um susto. A mulher de longos e sedosos cabelos louros, olhos claros e corpo simplesmente perfeito sorriram docemente para ela antes de se sentar na beira de sua cama. A mão dela, de unhas grandes e belas deslizou pelo rosto da menina que parecia assustada, mas ao mesmo tempo tranqüila.

- É tão bom vê-la novamente. – Ela disse.

Louise acertou os fios castanhos com o cabelo, ainda haviam mechas onduladas por conta do penteado de seu aniversário, aquela que ela desfizera quando fora dormir.

- E-eu, não me lembro de você. – Respondeu fixando os olhos nela.

- Essa é Afrodite, Louise. – A voz de seu pai se declarou presente, foi quando ela percebeu que ele estava na porta. – Sua mãe.

- Minha mãe? – Perguntou confusa.

- É eu tive que pedir permissão á Zeus pra vir. E consegui. – Ela disse. – Arrume suas coisas, vai para o Acampamento Meio-Sangue.

Ergueu uma das sobrancelhas escapando das cobertas.

- Não mesmo! – Ela retrucou. – Eu não vou com você! – Disse em um grito. – Passou quinze anos fora! E agora me vem com essa de acampamento meio-sangue?! Como assim? Você é louca?

- Eu sou uma deusa. Ela disse suspirando pesadamente. E você uma meio-sangue, meio deusa e meio mortal. E eu não escolhi te deixar, Louise.

Ela disse suspirando pesadamente depois de falar aquilo.

- Ótimo, só me faltava essa. – Revirou os olhos passando os dedos entre os fios de seu cabelo. – Minha mãe é uma louca.

- Eu não sou louca, Louise. – Ela disse. – Agora se arrume.

- Não! – Ela gritou. – Pai!

- Louise... – O homem começou se aproximando, mas parou ao ver o olhar irado da filha. – Você tem que ir, só no verão.
A garota quase riu, seus olhos ardiam e acumulavam lágrimas. Foi nesse momento que ela engoliu em seco.

- Não acredito nisso. – Disse baixo subindo o tom olhando fixamente o pai. - VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO COMIGO!

- Vá arrumar suas coisas. – O homem respondeu, em sua expressão podia se ver a tristeza iminente que o acertava.

- Mas... – Ela iria protestar, mas fora interrompida.

- Vai logo Louise. – Ele a cortou.

A garota engoliu em seco, sua garganta doía e seus olhos começaram á vacilar deixando uma ou outra lágrima escapar. Mas o fez, apesar de estar odiando aquela idéia. Era loucura! Simplesmente loucura! Achava que sua mãe, ou melhor, aquela mulher com nome de deusa tinha de ir á um hospício e que seu pai era mais louco ainda de acreditar nela.

Quando entrou em seu closet, o homem fitou a mulher fixamente que estava séria.

- Pode levá-la? – Ela perguntou.

- Posso, mas Afrodite, se algo acontecer á ela... – Ele começou.

- Não vai, eu garanto. – Disse ela e suspirou antes de sumir em plento o ar.

Mas quando seu pai a deixou em uma colina em Long Island, onde no alto havia um tipo de portal sem porta com a escritura “Acampamento Meio-Sangue” ela sabia que havia algo estranho, pois não conseguia ler assim tão facilmente as palavras escritas por aí. E agora, ela estava lá, em frente á uma realidade surreal que ela sempre julgou ser loucura.
Louise Miller
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Elsa Morgenstern em Qua 01 Out 2014, 20:08

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
- Afrodite

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
- Elsa é bonita e sexy. É corajosa e acha o perigo atraente. Se sente frustrada quando as pessoas que amam ficam em perigo. Apesar de demonstrar frieza em algumas situações, é amorosa e ama o irmão mais velho (Brandon Sparks). Às vezes é um pouco provocante, como também sarcástica. Seus cabelos são castanho-avermelhados e seus olhos castanhos terra. É branca e possui uma pele de porcelana, tem estatura média, mas isso não impede que tenha graciosidade. Ama esportes radicais, principalmente aqueles que a exponham ao perigo. É narcisista e perfeccionista e tenta controlar esta personalidade.

▬ Diga-nos: por que quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
- Bem, lady Afrodite é a mais indicada para ser a progenitora de Elsa. Eu sei que não mostrei muito da minha personagem nesse primeiro encontro, mas promete que futuramente DiYs é que não vão faltar; nem missões é claro.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

- Tem certeza que não é perigoso? – repetiu Brandon à Elsa
- Claro! – mentiu a garota com a voz meio abafada pela multidão que gritava fora da cabana
- Você mente tão mal irmãnzinha! – disse com um sorriso torto acariciando os belos cachos castanho-avermelhados da irmã amarrados em um rabo de cavalo
Irmãos. Elsa e Brandon eram irmãos. Os podem até ter personalidades diferentes, mas compreendem um ao outro. Enquanto Elsa é mais ativa e ama esportes radicais, Brandon é calmo e pacífico, e ao contrário de esportes, se contenta com um bom livro ou um violão.
- E se não fosse, acha que eu competiria? – contra-respondeu Elsa fingindo falsa indignação
- Daí não seria a Elsa Sparks! – disse com um exagerado entusiasmo
Esta noite Elsa iria participar de sua primeira corrida de motos. E Brandon estava lá a apoiando, verificando se a irmã mais nova iria ficar bem. Os dois eram órfãos, haviam perdido seus pais na infância, quando Brandon tinha dez anos e Elsa oito. Assim, foram cedo morar com os avôs paternos, um casal de fazendeiros de Washington.
Elsa colocou a roupa de proteção, um incrível macacão branco e preto que se ajustava perfeitamente em seu glorioso corpo e foi para frente do espelho. Quando seu olhar cruzou com o do irmão ela se virou e perguntou:
- Que tal?
- Está ótimo! – concordou Brandon e realmente estava à família era de fato uma família muito bonita. Tanto Elsa, quanto Brandon eram caracterizados na escolar como incrivelmente sexys, belos e charmosos.
- Vamos, a platéia a está esperando. – continuou ele pegando o capacete de Elsa em cima de um pufe cor de rosa.
...
O ar fora da cabana estava quente e cheirava a suor, poeira e fumaça. Era possível ouvir os gritos ensurdecedores da platéia que transbordava vitalidade. Quando Elsa chegou em sua posição com um capacete na mão sentiu olhares fixos nela. Muitos com vívido interesse, outros invejosos. Arquibancada se é que podia se chamar assim era improvisada: um conjunto de tábuas podres presas uma encima da outra do lado direito e esquerdo do descampado miserável que se chamava de pista de corrida. Telões são vistos próximos a cada arquibancada, para que os espectadores observem cada percurso. Uma faixa vermelha indicava a largada.
Do lado direito onde as motos estavam organizadamente agrupadas se encontrava uma enorme fogueira e um rapaz meio bad boy estava com um megafone animando a multidão, tentando gritar mais altos que os adolescentes e adultos insanos que estavam esperando alguma emoção nessa noite.
Um gongo soou em algum lugar em direção as cabanas anunciando que faltavam menos de dez minutos para a corrida começar. O garoto bad boy que se apresentou com Jim e começou a chamar os corredores.
Elizabeth Gray a menino que lançou um olhar invejoso para Elsa é anunciado como número oito e caminha de modo provocante em direção a moto. Edmundo, um garoto ruivo e rabugento é anunciado como número cinco. Margareth Gray, que Pelo sobrenome e aparência física é vividamente reconhecida como irmã de Elizabeth; caminha o mais provocante possível balançando as nádegas o que causa suspiros dos homens da platéia. Seu número é o sete. Christopher o atual vencedor da temporada, é ovacionado pelo público quando aparece como o número um estampado e uniforme azul. Os números dois, três e quatro são anunciados e chega à vez de Elsa, o número cinco. Elsa também é ovacionada, conhecida por ser a maior revelação da temporada. É uma noite de apostas, sem dúvida é. Corridas são ótimas oportunidades para isso. Olhares de inveja se delongam a Elsa quando ela sobe na moto.
Jim interrompe os aplausos e pede aos corredores que se preparem. O ronco do motor soa pelo local e no momento só o que se ouve é isso. É possível ouvi cada batida do coração na pista, os espectadores uivam de ansiedade e quando o gongo soa novamente entram em êxtase!
De início as irmãs Gray mantêm a liderança, Christopher logo atrás. Lucy aproxima-se dele e rapidamente as garotas o deixam pra trás. Por trinta quilômetros as moças ficam empatadas, sozinhas na pista. Os outros corredores e encontram em uma distância razoável.
Elsa se mantém concentrada, firme e tentando conquistar a liderança. Por um triz sua moto quase se choca com a de Elizabeth. Essa foi por pouco pensa ela, com certeza deve ter sido um acidente. – pensa a garota.
Elizabeth passa na frente de Elsa e sua moto quase se choca com ela novamente. De novo! – pensou Elsa novamente. E aumenta a velocidade e fica a cinco metros de distância das irmãs.
Não demora muito para que as duas irmãs se aproximem de Elsa. Elizabeth do lado esquerdo, Margareth do outro lado. Por um instante suas motos se chocam com a da garota e a prendem. Um urro escapa da boca de Elsa e as garotas a soltam.
- NÃO, NÃO ISSO NÃO É BRINCADEIRA! – grita a menina
As irmãs as soltam com uma freada e se afastam de Elsa e com uma cambalhota Elsa é lançada a cinco metros de distância. Seu corpo é lançado para fora da moto há três metros.
Por um instante Lucy não acredita no que está acontecendo. Levanta-se com um esforço e retira o capacete. Sua visão está turva e sua perna reclama pelo visto, vão ter que enfaixá-la.
Por um instante ouve risos e seu belo semblante se contorce em uma cara de dor e valentia
- QUE DROGA É ESSA?! – gritou
- Calma Semideusa, isto é apenas o começo - sua visão começa a melhorar o suficiente para perceber que é Margareth quem esta falando.
Ela me chamou de Semideusa? Será isto uma ironia – Pensa Elsa. Apesar da dúvida e dor a garota não recua. Se há uma coisa que Elsa sabe fazer muito bem é ser corajosa, não é a toa que ela gosta de esportes radicais. Perigo, isso. Ela ama o perigo.
As garotas estavam ficando próxima a ela quando começaram a se transformar. Primeiro foi Elizabeth, sua pele começou ficar totalmente pálida, olhos completamente vermelhos e apareceram presas com de um vampiro, sobre um uniforme de corrida que agora só o que restava eram trapos. Uma Empousa, um monstro mitológico, uma das servas da Deusa da Magia, Hécate. Logo depois Margareth ficou com as mesmas características só que com um pé de bronze saindo do que era sua calça.
Lucy piscou várias vezes para assimilar o que estava vendo.
- O que é isso alguma pegadinha?! – perguntou completamente cética. Mesmo daquela maneira a menina era de uma beleza extraordinária. O cabelo grudado no pescoço nada alterava sua bela aparência.
- Não, meio-sangue – disse Margareth – isto que esta vendo é verdade. E nós somos Empousas! – disse com um entusiasmo estupidamente exagerado
- E o que querem comigo? – disse Elsa meio relutante
- Vamos lhe devorar, deixa só teu irmão aparecer... – disse Elizabeth e neste momento uma espada enorme atravessou seu corpo e o demônio explodiu em uma nuvem de pó. Margareth nem teve tempo de protestar quem quer que manuseasse a espada era um excelente espadachim, Margareth explodiu em uma nova camada de pó.
Quando a nuvem de poeira abaixou um garoto surgiu da nuvem. E era Brandon que rapidamente foi de encontro com a irmã. Dois garotos estavam atrás dele, Christopher e Jim. Elsa caiu de joelhos meio que em choque
- Está bem? – perguntou Brandon meio relutante ajoelhando e abraçando a irmã
- Es... espera ai, o que foi isso? – disse Elsa afastando o irmão, sua voz estava meio descontrolada, como se temesse chorar. Isso sempre acontecia quando alguém da sua família ficava em perigo. Elsa lembrou-se que quando criança sua avó foi assaltada e ela chorou com completo descontrole. Não é que fosse insensível agora é que às vezes – pensou ela – temos que ser fortes pelas pessoas.
- Empousas. – disse Jim, Elsa e Brandon olharam para ele – Vocês dois são meio-sangues, frutos da união de mortais com Deuses. Bem, eu não posso falar muito mais deles virão – continuou Jim virando para olhar a camada de pó que antes fora as irmãs Gray
- Co... Como? – perguntou Elsa em estado de choque
- Irmã, escute – disse Brandon e seu tom era firme – Jim me contou tudo, confie em mim. As empousas tinham como objetivo nos matar hoje nesta corrida...
- Ouvi elas dizerem que iriam te esperar – interrompeu Elsa, seu tom era triste. Elsa parecia que iria chorar. Mas não queria fazer isso na frente de desconhecidos como Jim e Christopher, demonstrar fraqueza – Para onde vamos? – perguntou diretamente a Jim, desta vez seu tom era decido. Duro, mostrava força.
- Acampamento Meio-Sangue – respondeu e continuou: - e Quíron com certeza terá muita coisa para lhes contar.
Elsa lançou um olhar para o irmão como o que perguntando o que ele decidisse ela aceitaria. Ele assentiu. Brandon levantou oferecendo a mão para que Lucy se levantasse. Seu semblante emitiu dor.
- Perna machucada? – perguntou Brandon imediatamente carregando a irmã do jeito que os homens fazem com as mulheres. Ela corou, mas o que podia dizer estava com a perna machucada e Bran era seu irmão. Elsa encostou a cabeça no ombro do irmão e juntos caminharam para fora da estrada. Lá uma picape os esperava.
- é minha – disse Christopher pela primeira vez, abrindo a porta do banco de trás para que Brandon e Elsa entrassem. Era visível em suas expressões faciais algo que os elfos. Quando entraram e todos se acomodaram ele disse: - A propósito sou um de vocês.
- O quê? – perguntou Elsa no banco de trás
- Um meio-sangue – respondeu Jim
- E de quem você é filho? – perguntou Elsa
- Phobos, o Deus do Medo – por um momento Elsa sentiu uma pontada na espinha e pelo retrovisor olhou para Christopher, que lhe respondeu com um sorriso sarcástico.
Hum, parece que nos vamos dar muito bem - pensou ela - Não sei como é possível, mas perigos me atraem – pensou em dizer ela, mas invés disso respondeu com belo sorriso sarcástico.
O motor do carro roncou e eles partiram em direção ao Acampamento.




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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zylla Fryktdotter em Qui 02 Out 2014, 07:55

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser? Ares.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Ninguém nunca a viu sorrir, se não aquele sorriso sádico antes de matar alguém ou algum monstro. Ela quase nunca fala, somente quando necessário, no entanto quando o faz um forte sotaque predomina em cada palavra pronunciada, um sotaque meio nórdico, isso seria o mais próximo do que ele se assimila. Presta atenção em tudo o que ocorre a sua volta e em todos, analisando com seus severos olhos a cada personalidade presente no ambiente. Possui uma paciência enorme - diferente da maioria dos outros filhos de Ares -, além de uma capacidade única de adaptar-se ao local onde vive, devido ao seu passado; passado o qual é segredo para a grande maioria dos residentes do acampamento, com exceção de Quíron e das pessoas que a resgataram. É uma mulher de honra e palavra, no entanto é tão fria e cruel quanto um guerreiro deve ser. Não possui piedade, muito menos para com covardes e/ou desertores, os quais trata como seres inferiores.

Diferente de todos do acampamento, Zylla não foi criada e nem nasceu no "mundo atual", ou seja, na idade contemporânea, literalmente. Por conta de um acontecimento do passado, a garota permaneceu congelada, isolada e estática durante séculos e séculos, o que a afetou quando finalmente foi "despertada". Tudo no mundo atual é novo para ela, desde as roupas aos eletrônicos, o que a torna uma pessoa muito curiosa sobre tudo, inclusive sobre a história do mundo e a de seu povo, o qual ela veio a descobrir terem sido quase totalmente exterminados por romanos. Por ter vivido na época em que Roma tornava-se um império, sua linguagem é sempre romana, trocando o nome de deuses e monstros sempre, e sempre sendo corrigida pelos outros – pelo menos todos acham que este é o motivo, quando na verdade a garota é filha de Marte. A filha de Ares todos os dias, além dos treinamentos comuns aos semi-deuses, possui aulas que vão desde matérias comuns à o que é e como usar um celular.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico? Por conta da trama da personagem, apenas.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

IN THE PAST

— Achas uma boa ideia abandonar Brigantia, húsbóndi? — Perguntou Sören receoso, mas ainda com o respeito que era necessário ao dirigir-se à ela. — Há rumores entre os nômades de que uma guerra aproxima-se. Seria me...

— Phtos está lá. Tal como a outra maioria de nossos homens. Temor não deve-se ter sobre isto, Kaldtkriger.

Zylla voltou seu olhar severo à ele, não precisou mais que isso para que o homem assentisse e afastasse-se calado para a polpa do navio. À baixo os brigantes trabalhavam no navio de madeira escura, correndo de um lado para o outro arrumando a vela, puxando cordas, e mesmo limpando o chão.

A mulher olhou distraída para a pulseira de corda e couro que estava amarrada em seu pulso. O entalhe em madeira com a face de um lobo enfeitava a fronte do acessório que, na verdade era um sinal de compromisso. Zylla, a tão temida Filha do Medo, comandante fria dos Brigantes, filha mais velha entre quatro irmãos, estava noiva. Ela fora obrigada a isso, é claro; nos conceitos de sua vila ela já estava bem velha e havia passado da hora de se casar – a garotinha tinha 19 anos. O casamento fora arranjado na noite anterior. Seu pretendente? Phtos, o Retalhador. O homem estava com cerca de 25 anos e era um dos maiores guerreiros brigantes; o pretendente perfeito.

Ela queria simplesmente arrancar aquilo do pulso e jogar ao mar, mas fazê-lo iria contra as normas de seu povo, por isso não o fez. Agora, o objeto frio preso a si apenas a lembrava que cada vez mais distanciava-se de sua família. Ethain, Rogane e Cretos, seus irmãos, e Wynda e Ragnar, sua mãe e seu padrasto; preocupava-se com eles, principalmente quando estava em uma destas viagens, mesmo sabendo que estariam seguros ela sempre tinha essa sensação ruim que a distância causava. Agora, porém, ela sentia algo mais; uma tristeza ínfima que parecia estar se expandindo aos pouquinhos.

A barcaça sacolejou, como se tivesse atingido algo e por um segundo a mulher desequilibrou-se, apoiando-se à mureta de madeira ao seu lado. Seus olhos percorreram as águas na lateral do navio, mas nada havia ali para ser notado.

— Por Aegir! O que estás acontendo?! — Bradou ele aos seus guerreiros que possuíam tantas respostas quanto a própria.

O navio voltou a mover-se, porém duas vezes mais rápido que o normal, como se ele fosse feito de metal e estivesse sendo atraído por um imã gigante.

— Snorra! — Chamou-a um dos homens apontando à frente onde uma pequena ilha começava a surgir.

O barco parou, a âncora fora solta e nenhum dos homens conseguiu fazê-la subir novamente. A mulher não gostava daquilo, definitivamente não, contudo temer o desconhecido não era algo de seu feitio.

— Vamos. — Decidiu ela; decisão a qual se arrependeria para o resto da vida.


[ . . . ]


A ilha era gelada, como se fosse inteiramente feita de gelo. Não havia qualquer outra cor por ali que não o branco. Isto a incomodou de uma forma inexplicável. A lança em sua mão firmou-se enquanto ela e seus homens marchavam para as entranhas do local, passando pela floresta seca daquele estranho lugar.

As coisas de repente tomaram um rumo que ela não previu. Algo atacou seus homens, um vulto branco que irradiava frio em todas as direções; mutilou e decepou quase que toda sua frota, apenas cinco deles sobreviveram sem qualquer arranhão. Brotando do chão, um monte de neve formou o corpo de uma mulher pálida de olhos gelados.

— Cohen, filho de Core. Mikh, filho de Baco. Avaerys, filho de Luna. Sören, filho de Chione. E, Snorra, filha de Marte. — A lívida mulher disse em uma voz cortante e calma. — Sou Bruma, mas alguns tendem a me conhecer por Despina. — A mulher fez uma reverência forçada. — E hoje é o dia em que vocês morrerão.

De certo modo a deusa estava certa. Naquela tarde, quando Despina apenas procurava um jeito de se livrar do filho de Core, acabou livrando-se de mais semideuses que o esperado. Houve luta, mas nenhum deles era forte o bastante para enfrenta-la, afinal, ela era uma deusa. Foi uma questão de tempo até que todos ruíssem perante ela.

Despina havia acabado de atravessar o corpo de Cohen com uma lança de gelo quando sua atenção voltou-se a Zylla. A mulher sorriu, seus olhos quase faiscantes de emoção quando estendeu a mão na direção da Brigante.

— Durma bem. — Disse a mulher em um tom sádico antes de lançar-lhe um feitiço de congelamento.

Snorra esperou o feitiço a atingir, mas não foi a primeira coisa que a tocou naquele instante. Segundos antes do gelo poder chegar até ela Sören a abraçou, interpondo-se à frente do golpe como um escudo. O gelo o cobriu, mas também a cobriu. Ela só teve tempo de fechar os olhos e ter um último pensamento antes do mundo tornar-se negro.


IN THE PRESENT


Os três estranhos garotos que denominavam-se semideuses explicavam para ela sobre o que Zylla e Sören eram na realidade. Falavam também sobre o mundo enquanto um deles o cobria com cobertas grossas e entregavam-lhe bebidas esquisitas de gosto muito doce.

Um deles dissera que achava que Ares ou Quione ajudara em suas sobrevivências; como um feitiço para que permanecessem vivos até que alguém os achasse ali. Centenas de anos se passaram e agora alguém os achara. A ilha não era mais de posse da Deusa do Inverno e sim de monstros, como os tais semideuses haviam dito.

Por muito tempo a garota nada disse. Não havia o que dizer, afinal. Ela havia perdido sua vida apesar de não estar morta. Não vira seus irmãos crescerem, não sabia mais sobre seu povo, nem mesmo o céu e o ar pareciam mais os mesmos. Os costumes haviam mudado, a história acelerou-se enquanto ela permaneceu estática ao passado, acorrentada cruelmente à uma espécie de imortalidade forçada temporária. A pulseira em seu pulso agora nada significava, a não ser uma lembrança constante de um passado que nunca mais veria.

Eles então chegaram ao local que os garotos chamavam de Acampamento Meio-Sangue. Zylla e Sören tiveram suas roupas trocadas e foram instruídos sobre muitas coisas durante o percurso. Quíron havia informado, durante uma mensagem de Íris com os semideuses, de que não era para tornar de conhecimento dos outros de que Zylla e Sören não eram desta época. Não seria algo de fácil realização, contudo ao menos tentariam.

— Vocês precisarão de sobrenomes. Vocês tem algum? Ou pelo menos outros nomes? — Perguntou um dos semideuses.

— Zylla, Snorra, Valquíria, Fryktdotter. Os Brigantes chamavam-me deste modo. — Respondeu a morena decidindo indiretamente como seria seu nome naquele novo mundo

Zylla Fryktdotter
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Æon van 't Helvete em Qui 02 Out 2014, 09:01

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser? Héracles.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Falar sobre Alek e não falar sobre sua história é algo quase impossível. Afinal, caso fatos não se desenrolassem em determinadas épocas da sua vida hoje em dia ele seria um garoto completamente diferente.

Aleksandr é um rapaz extremamente inteligente, muito talentoso em artes e instrumentos clássicos como: piano, violoncelo e violino; e, com uma habilidade incrível de conseguir aprender quase qualquer coisa num período de tempo muito curto. Ele teria tudo para ser um garoto excepcional não fosse sua afasia. Ele não fala, nem mesmo com sua mãe ou com qualquer outro, raramente uma palavra é pronunciada pelo menino e quando feito isso leva-se uma eternidade mais para que ele novamente o faça. Por conta da afasia muitos pensam que o garoto é surdo e mudo, ainda mais porque na maior parte do tempo ele possui um olhar distraído e distante, evitando contato visual com a outra parte. Estes seus trejeitos “tímidos” dão a ele um ar de altismo, mesmo que ele não possua nenhuma parcela de tal coisa.

Sempre vestindo-se com roupas maiores que ele e que na maior parte do tempo não combinam, Alek assimila-se quase à um hippie com suas longas calças, barba comprida, óculos grandes e moletons. Ele não possui qualquer interesse ou cuidado com sua aparência deixando seus cabelos castanhos sempre soltos em uma juba colossal e uma enorme barba fácil de esconder sua face; no entanto, para evitar tal coisa sua mãe passou a marcar um dia e hora exato do mês para cortar seus cabelos e barba.

Alek não parece possuir qualquer interesse nas outras pessoas, focando-se apenas em livros, histórias em quadrinhos, música e esgrima. Apesar de todas estas características que o deixariam à parte da sociedade e talvez o tornariam uma pessoa triste, o garoto é sempre muito educado, gentil e mostra seu sorriso sempre que sente que o deve mostrar; acredita nas pessoas, mesmo quando sabe que elas estão o enganando ou fazendo algo de errado, e é somente em momentos de preocupação que ele muda seus trejeitos reclusos para falar ou agir.

Antes de seus dramas e traumas era uma criança animada, feliz e que estava sempre de bom humor; falante, às vezes atrapalhava-se nas palavras enquanto mudava de assunto à cada minuto. Ele gostava de dançar, ouvir músicas alegres e vestir-se muito bem. De fato tudo foi perdido; nada restara do antigo Aleksandr. Os restos do que ele um dia foram tornaram-se defeitos, ou apenas eles que haviam sobrado. Seus pesadelos haviam persistido, seus medos aumentado, e o que antes não passava de sua imaginação agora tornava-se muito real.

Em superfícies espelhadas Alek não via mais apenas a si, via o outro ele, como se seu reflexo fosse um Aleksandr totalmente diferente, tanto do atual quanto o do passado. Aquele era um Aleksandr que não existia e não deveria existir. Um ser sem compaixão, sádico, cruel, ganancioso, que acredita que apenas o poder lhe abre as portas. Este seu “outro eu” permanece preso nas superfícies espelhadas, não assume o corpo de Alek ou nada similar... Pelo menos ele ainda não conseguiu.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico? Não tem um motivo, na verdade. Simplesmente calhou de que Héracles seria um bom “pai” para Aleksandr com base na história dele e blá, blá.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

A história de Alek não é exatamente a sua história, e sim a de outra pessoa, pelo menos a partir de seus 12 anos de idade quando tudo na sua vida começou a dar errado e ele acabou naquela família com quem hoje convivia, os Mikhailovich. Começando do início, pela parte antes da desgraça iniciar-se, Alek ainda fazia parte dos Müller, vivia na Alemanha com seu “pai” e mãe os quais o amavam mais que a si mesmos. Ele teve uma infância comum sem muitas regalias ou mimismos, apenas um menino de classe média qualquer e feliz com sua própria vida.

Nunca teve ambições muito grandes, ou sonhos muito mirabolantes, a única coisa que sabia que queria era participar de uma orquestra, ou fazer um concerto de piano solo, ou um dueto com um violinista; não precisava ser algo grande, apenas precisava ocorrer. Infelizmente ele viu todos seus sonhos serem substituídos por uma esperança interminável quando em uma viagem ele e sua família sofreram um acidente de carro. Seus pais foram internados, o jovem Aleksandr não se feriu tanto, mas viu-se quase órfão enquanto seus pais estavam em um coma que parecia ser para sempre.

Foi em uma das visitas no hospital que ele encontrou os Mikhailovich. A mãe de tal família chorava, mas interrompeu seus soluços quando viu o pequeno garoto. Bärbel Mikhailovich, a matriarca, correu com as lágrimas nos rostos e abraçou Alek sem qualquer pudor, ela sussurrava palavras bonitas e agradecimentos à preces. O pai veio ao lado, afastou a mulher do garoto e pediu desculpas ao mesmo. Se Alek soubesse o que aquele incidente faria não teria nem ao menos voltado ao hospital no dia seguinte.

O pai daquela família perguntou se ele queria tomar o lugar do filho deles na família, o garoto qual havia falecido há pouco tempo e cujo era idêntico a Alek. Contudo, apesar do pequeno conto de Cinderella (numa versão masculina, é claro), o menino rejeitou o pedido. Aquela rejeição significaria a morte de seus pais. Se depois do acidente ele já estava triste, sombrio e quase antissocial, depois de ver o seu futuro pai (Ivan Mikhailovich) pagar os médicos para desligarem os aparelhos de seus pais verdadeiros tudo piorou. Não apenas isso. Naquele dia ele havia visto sua mãe mover os dedos, agora eles nunca mais iriam mexer-se.

Ele fora adotado pela família Mikhailovich não muito tempo depois de ir para o orfanato. Fora para a Bélgica onde a família morava e lá ele começou o seu resto de vida que não pertencia a si. Seu nome não fora alterado, pelo menos não o Aleksandr, contudo todos os outros foram. Muitas pessoas não conheciam Heinz Mikhailovich, o garoto que ele estava substituindo, por este motivo ser ele tornou-se algo fácil. Fácil a medida que ser outra pessoa seria. Seu novo pai não o tratava bem, contudo sua nova mãe era tão amorosa quanto a antiga e a única a qual ele conseguia conversar com. Sua afasia havia vindo com a morte de seus pais biológicos e ao decorrer de sua vida apenas piorou, tornando-se o que é hoje.

Ao completar 16 anos ele fora mandado à Nova York para estudar e quase agradeceu por sair daquela casa, não fosse o fato de que ele não conhecia nada e nem ninguém naquele outro lugar, o que basicamente significaria que não conseguiria ou falaria por muito e muito tempo. Mas, poucos minutos depois de chegar ao país na América do Norte, eventos bizarros se desencadearam.

Tudo começou com uma perseguição de seres com metade do corpo de réptil, presas e garras afiadas. De todos os quatro guardas que o protegiam, apenas um ficou vivo para fugir com o garoto, este o qual mostrou-se ser um sátiro mais tarde. Na fuga contra os seres que o homem denominou de lâmias, o homem-bode contava sobre a verdadeira face do mundo para Alek, que apenas ouvia com atenção, sem demonstrar muitas expressões ou dizer algo. Naquele momento ele não queria ouvir coisas sobre parentesco com deuses e afins, apenas queria fugir para o mais longe possível – de preferência para o tal Acampamento mencionado pelo bode – para não ser fatiado por um ser que nem ao menos deveria existir.
Æon van 't Helvete
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Christopher K. Rousseau em Qui 02 Out 2014, 16:13


ficha de reclamação

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post 000
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  • Por qual deus deseja ser reclamado? Por Héstia, a deusa do fogo doméstico e dos lares.
  • Cite suas principais características físicas e emocionais: Christopher é um garoto bastante calmo e, muitas vezes, considerado geek, por gostar muito de ler, de assistir séries, et cetera. Nunca é curioso e sempre se contenta com o que tem, porém gostando sempre de ficar no seu lugar, sem grandes mudanças. Não gosta muito de sair – tem seus amigos, normalmente, contudo, são poucos –, prefere ficar em casa lendo um bom livro, ou assistindo uma série de sua escolha, nada de ir para festas ou algo do gênero. Pode ser considerado uma pessoa culta, pois, além de gostar de outro tipo de coisas, adora literatura clássica, café e fazer as palavras-cruzadas que sempre vem no jornal do pai – depois de lê-lo inteiramente.
    Ele é ruivo e tem uma barba longa – num geral, mas ela pode estar um pouco mais curta. Está quase sempre usando um gorro, devido ao clima extremamente frio de onde ele morava, o que também o leva a usar casacos, camisas mais grossas, etc. Seu nariz pode ser considerado fino, assim como sua cabeça. O garoto é agudamente alto, tem, exatamente, 1,86 metro de altura e a previsão é de crescer mais ainda, o que faria ele ficar com cerca de 1,90.
  • Diga-nos: por que quer ser filho de tal deus? Héstia é uma deusa que me chama uma atenção extrema, que eu sempre admirei a sua serenidade e comportamento da deusa nas situações.
  • Relate sua história; não há máximo de linhas, apenas deixe sua criatividade fluir:

Tournai, Bélgica – 18 de Janeiro de 1997
Harris carregava o seu filho no colo, chorando. Era demasiado pobre para criar um bebê sozinho e, já que a mãe fugira, não restava alternativas; mesmo que tivesse condições, sua mãe nunca aceitaria um neto precoce dessa maneira. Andava pelas ruas de Tournai, ao encontro de certas pessoas. Não fazia aquilo por maldade, mas não poderia ficar com aquela criança. Além do mais, os donos do orfanato pareciam ser bem-intencionados ao ver do rapaz, ele achava que cuidariam bem do bebê e logo achariam um lar para ele. “O que eu tinha na cabeça?”, pensou, já sabendo da resposta. Se apaixonara perdidamente por aquela mulher, com aquele seu jeito belo e doce, plenamente meigo. Não imaginaria que ela o abandonaria quando a criança nascesse; mesmo com ela tendo o feito, Harris não conseguia aceitar a ideia que tudo aquilo fora de propósito. Talvez ela tivesse sido obrigada; não sabia. Apenas não queria acreditar que aquela bela que tanto amou o deixara deliberadamente. Era como se houvesse um muro de ferro em sua mente, que impedia a entrada de tal concepção. Suspirou, já que chegou à porta do orfanato.
Subiu uma pequena escadinha de gesso que ali havia, apenas três degraus. A criança, àquela altura, já havia adormecido, ninado pelos ares frios da cidade. Bateu à pequena porta, que logo foi aberta por um dos donos ali. Era uma mulher de cabelo curtíssimo e castanho, que mal chegava ao ombro, de pele morena e usava um óculos proporcionalmente pequeno para o seu rosto. Ela abriu um pequeno sorriso e fez um gesto com a mão, sinalizando um convite à entrada do rapaz. Lá dentro estava o outro dono: um homem com seus já cinquenta anos de idade, bem-vestido, que bebia uma xícara de café num balcão – uma espécie de copa, muito pequena. Seus cabelos eram grisalhos e ele trajava uma camiseta social azul-alice, uma calça de tecido e sapato preto mocassim. Não tinha nenhuma criança ali na sala, o que Harris estranhou muito, mas não causou nenhum tipo de preocupação.
– Olá – falou o homem. – Esse é o seu filho? É muito bonito.
– Obrigado – respondeu. – É sim.
A mulher se aproximou um pouco mais, andando até a copa.
– Gostaria de um cafézinho? – ela ofereceu.
– Sim, obrigado.
Ela logo preparou – e, sem Harris notar, pôs algumas drogas juntas ao líquido. Botou dois torrões de açúcar e entregou-o para o rapaz.
– Poderia segurar sua criança, enquanto você bebe o café? – perguntou.
Ele assentiu com a cabeça e, cuidadosamente, entregou o bebê à mulher, que o ninou assim que o pegou. Deu um pequeno gole no café, e sentiu um gosto diferente, contudo saboroso, que dava prazer de senti-lo. Rapidamente, acabou de tomá-lo e logo comentou:
– Você faz um café maravilhoso.
Ela sorriu um pouco. – Obrigada.
– Então, onde as crianças ficam? – perguntou, começando um assunto que renderia muita conversa.
– Elas geralmente ficam aqui, mas hoje foram num passeio. Os mais novinhos ficam num berçário, ali – apontou com o dedo –, junto com algumas funcionárias daqui.
– Hm... – disse. – Que comida vocês dão para eles?
– Nós temos algumas mulheres que fazem doação de leite anualmente e, para os acima de seis meses, damos frutas amassadas, como abacate...
– Posso ter certeza que meu filho ficará sobre bons cuidados?
Ela fez que sim com a cabeça. E foi a única coisa que Harris ouviu. Começou a ficar tonto, as imagens puseram-se a distorcer, sua mente estava uma confusão. Tudo ficou preto, logo em seguida. O corpo do garoto caiu e jazeu sobre o chão e os dois donos riram. Muito.
– Bom trabalho, Tars – falou, com uma voz um tanto maldosa.
– Igualmente, Noëlla.
Tars levantou-se e pegou um facão, que guardavam ali na gaveta da copa. Friamente, abaixou-se diante do corpo adormecido de Harris e cravou a lâmina justamente no meio da testa, cortando o resto da cabeça. Novamente, voltou à gaveta e pegou uma caixa de fósforos, cuja só havia um restante. Pegou-o e acendeu-o, não hesitando em acendê-lo em meio ao cérebro do rapaz. Aquele homem, definitivamente, tinha uma personalidade extremamente gélida, fazia as coisas sem ao mínimo preocupar-se com nada. Apenas as fazia.

———————

Os donos do “orfanato” – e o bebê – chegaram à enorme mansão da família Waëlnikojaen, no principal bairro nobre da cidade. Ela tinha decorações no alto, estampas barrocas e era pintada de um tom muito claro do amarelo. Eles andaram até a porta, com um ar rústico, de madeira um pouco avermelhada, com uma maçaneta adunca prateada e bateram a ela. Um homem vestido de um terno preto e branco – provavelmente o mordomo –, calvo, contudo com um bigode curvo, atendeu.
– O que desejam? – perguntou, com um sotaque alemão.
– Gostaríamos de falar com Lise e Hädsen, por favor – falou Noëlla – Avise que quem fala é Tars e Noëlla.
– Está certo – ele fechou um pouco a porta –, esperem um pouco aqui fora, volto logo.
– Obrigada.
Dito e feito. Cerca de três minutos depois, o mordomo voltou a porta e abriu-a, convidando-os para entrar.
– Entrem, por favor. Os senhores Waëlnikojaen estão a esperá-los.
Fê-lo e subiram a grande escadaria em espiral que dava na extensa varanda que a casa possuía, que, por sua vez, era ligada por meio de uma porta de vidro à sala. Entraram e logo perceberam o quão afinada era aquela mansão. As paredes eram decoradas com volutas folheadas a ouro, provavelmente esculpidas a mão. Um grande sofá com um ar antiquíssimo jazia ali. Ele era dourado e seus braços tinham ondulações, e estava à frente de duas TVs penduras na parede – uma conectada a um computador, outra conectada a um receptor de TV a cabo. Haviam duas esculturas – uma de frente a outra – em grandes pedestais. Uma mulher de corpo bonito, pele porcelana, de cabelos ruivos era uma delas. Estava em uma pintura metálica, vestida com uma túnica azul, com estampas – também barrocas, provavelmente a casa fora projetada naquele estilo – prateadas, o que trazia um grande charme. Seus olhos eram verdes e seu nariz extrema e estupidamente fino e estava descalça, mostrando alguma graça. Outra escultura era de um homem basicamente despido, não fosse por um pequeno manto alvo que cobria uma porção de seu peitoral. Seus olhos também eram verdes, contudo seus cabelos eram loiros e lisos, levemente ondulados, seus músculos eram bastante desenvolvidos. Esculturas desse tipo eram comuns pela casa, todavia em tamanho reduzido. Aquelas eram as únicas de grande tamanho. Aliás, aquela família era apaixonada pela arte. Haviam pinturas esplêndidas por toda a casa, todas retratavam temas sociais e eram molduradas com volutas também folheadas a ouro, que mostrava a fortuna nas mãos de Lise e Händsen.
Noëlla e Tars andaram um pouco mais e subiram outra escadaria, esta era menor e reta, o que não dava uma tontura tremenda como a anterior, e chegaram rapidamente ao quarto do casal. Era tão grande quanto a sala, uma cama tamanho queen, um aquário com peixes de todas as cores possíveis, além de enormes cnidários pólipos que enfeitavam-no. Duas estantes gigantescas, cheias de livros, estendiam-se pelas paredes do quarto, e havia uma pequena bancada, onde o casal lia dois livros distintos.
– Olá! – cumprimentou Lise. – Este é o bebê que adotaremos? Ele é lindo!
– Calma, mulher – falou Händsen, a voz muito grossa, marcando a página e fechando o livro. – Iremos primeiro para os negócios…
– Quanto aos negócios? – Tars disse, com uma voz que representava sua personalidade fria. – Cobramos €2.320,00 por esse bebê.
– Olha – a mulher tirou uma série de documentos falsificados da bolsa e jogou na bancada –, já vem registrado e tudo. Vocês só têm que assinar aqui – ela apontou uma linha no final do papel.
– €2.200,00. É o que tenho a oferecer. Topa? – pechinchou Händsen.
– €2.230,00? – perguntou o homem. – É minha última oferta. Se quiser mesmo esse bebê…
O cliente pensou um pouco, mas não recusou a oferta: – Feito. Fez um cheque na hora, pegando uma caneta que estava dentro de uma caneca, também em cima da mesa. Entregou-o para a dona e assinou o documento agilmente.
– Ele já vem com nome? – quis saber Lise.
– Sim – a mulher respondeu e deu uma olhadela em uma cópia dos documentos. – Seu nome é Christopher Kayoniëlleun Rousseau.
Ela entregou o bebê à sua cliente, que o acolheu com braços calorosos e um largo sorriso, admirada com a demasiada beleza de uma criança daquele tamanho

———————

Sobre o casal: Händsen era um homem que tentava passar uma imagem de rigidez, todavia era muito gentil e amoroso. Dava aulas de economia na Haute École Louvain en Hainaut e era casado com Lise há muito tempo, cerca de vinte anos – mais que isso, pois já haviam celebrado as bodas de porcelana. Lise? A maior artista que a cidade de Tournai já viu. Geralmente faz pinturas, mas no tempo livre esculpe – as grandes esculturas da mansão? Ela que o fez. Também tem um ralo conhecimento sobre arquiteturas, tanto que auxiliou levemente na construção da planta da casa – a escolher coisas como estampas, estilos e divisão de cômodos. A vida dos dois não podia ser considerada muito interessante. Lise passava o dia em casa, num atelier, pintando quadros ou pratos, ou esculpindo. Händsen passava o dia fora de casa, dando aula – trabalho cujo ele era profundamente apaixonado.

———————

Christopher cresceu sabendo que fora adotado, todavia nunca teve vontade de conhecer seus pais biológicos, já que estava feliz com a vida que levava, não iria se meter em algo que não era preciso. Sempre foi muito próximo ao seu pai – que, depois de sua chegada, conseguiu ficar trabalhando só em um turno: o noturno. Quando ele não estava em casa e o filho sim, o garoto geralmente dava uma olhada em seus jornais – tanto que ele apaixonar-se-ia pelo jornalismo um tempo depois. Gostava muito de tomar café – depois de voltar da escola, sempre tinha que beber um café maravilhoso e depois esquentar-se na lareira, enquanto estudava. Nunca foi antissocial ou algo do tipo, era de poucos amigos e de ficar em casa, porém a amizade que tinha com esses poucos era forte. Sempre mostrou uma inteligência muito grande: tanto que foi posto na escola um ano antes, sendo educado numa escola bilíngue e apresentando ótimas notas.

Tournai, Bélgica – 28 de Maio de 2014
Depois de ler todas as matérias do jornal Le Soir – o qual seu pai era assinante VIP – e de tomar seu café, Christopher estava deitado em sua cama, a observar um corvo no parapeito da janela, junto às folhas de outono. A ave olhava de um lado para outro, provavelmente atenta a algum tipo de predador, a crocitar. Ah! Como o garoto adorava aquele barulho… Ele não sabia porque, mas ele o trazia calma e uma boa sensação. Talvez fosse por causa do maravilhoso poema de suspense que uma vez ele leu, escrito por Edgar Allan Poe. Quoth the raven, “Nevermore”. Adorara aquele poema. Embora fosse de suspense, não assustava o rapaz, o fazia sentir um formigamento que ele achava maravilhoso; era assim com qualquer material literário.
No dia anterior, Christopher recebera o resultado de uma prova que ele fez, para ingressar numa universidade em Montreal e cursar jornalismo. Não foi nenhuma novidade: ele passara. Deveria estar indo para o Canadá em dois meses, o que significaria uma vida completamente diferente. Ele iria com um grande amigo: Jacques-Antoine, que passara na mesma universidade, porém faria publicidade – seus amigos eram muito criativos, diferentemente do garoto. Jacques – como ele preferia chamar, já que o nome era muito extenso – já tinha passaporte e viajara para o Canadá dezenas de vezes, então ele meio que serviria como um guia para Chris.
Suspirou e pegou seu pequeno caderno, onde escrevia qualquer coisa que estivesse com vontade – fosse uma nota, uma poesia, uma crônica ou um lembrete. Desta vez, copiou um poema que estava em sua cabeça a tempos – era da literatura clássica da Bélgica, mas não conseguia lembrar o autor. Ao lado, pôs-se a escrever palavras aleatórias que o lembrassem o Canadá: Frio, potência, jornalismo, universidade, monarquia, Elizabeth, distância, entre outras. Poderia dizer que estava ansioso, ou não – parte sim, parte não. Fechou o caderninho e voltou a olhar o corvo, que estava fitando o belga intensamente, o que ele estranhou. Ele voou do parapeito e logo em seguida pegou um inseto que ali voava – naquele momento, teve plena certeza de que era aleatório. Uma hora falava de Montreal e da universidade, noutra num poema e então pensava em corvos!
Desligou-se do mundo e foi dormir – estava com sono, dormira tarde no dia anterior e teve que acordar cedo para estudar (Chris não sabia do porquê, mas mesmo ele tendo passado numa prova em segundo lugar para estudar no exterior, o pai continuava querendo que estudasse).

Montreal, Canadá – 15 de setembro de 2014
Christopher chegara à cidade mais europeia da América do Norte completamente ansioso, com Jacques rindo de sua cara a todo momento.  Depois de chegarem muito perto da universidade – os garotos foram de táxi –, o taxista teve a ideia brilhante de se apresentar como sequestrador. O belga não lembra muito bem o que acontecera – levara uma forte pancada na cabeça –, mas sabia que seu amigo fora sequestrado e apenas ele escapara.
Naquele momento estava perdido nas ruas de Montreal, com uma tarefa facílima na mão: achar a Universidade de Montreal – apenas. Vagava sem rumo, numa rua que parecia não terminar. E o pior: não havia ninguém ali, muito menos uma mísera sinalização. Quando ela – finalmente – acabou, observava-se um pequeno beco, que dava em uma grande avenida. Bem, nenhuma ideia melhor que adentrar nele. Quando fê-lo, ouviu as vozes de Jacques, todavia não conseguia saber o que falava – era como se fosse um espécime de linguagem diferente do francês, com um sotaque alemão e mediterrâneo. Seguiu a direção do barulho e surpreendeu-se logo em seguida.
Um pouco mais à esquerda em relação a rua que antes Chris esteve, Jacques estava desesperado, uma criatura metade homem, metade corvo, à sua frente. A cabeça do monstro era afinada e sua pele era toda coberta de uma plumagem negra, contudo tinha membros de um ser humano comum – com asas anexadas aos braços; de seu bico pareciam sair nuvens de uma fumaça azulada, que deixava a vista do inalador turva e confusa – as cores trocavam, tudo ficava preto e branco, assim como as formas das coisas, o que era branco, parecia pequeno. Provavelmente causa da alucinação, o amigo de Christopher parecia ter uma cauda longa e grossa, como a de uma raposa, assim como orelhas e focinho do mesmo animal.
– Christopher Rousseau! – bradou o monstro, a voz grossa e autoritária. – Onde você esteve?! Pensei que estivesse fugindo…
– Hã… Estive te procurando – mentiu, tentando conseguir aquele sotaque que escutara no início.
Ele abriu as asas e o bico, tentando atormentar os garotos.
– Por que você voltou? – sussurrou Jacques baixinho.
– Essa cidade é enorme… – respondeu o belga, ainda mais baixo. – Me perdi.
Enquanto os dois conversavam, não perceberam que o homem-corvo desferia um golpe com uma espada que fez surgir em sua mão – ela era de prata, finíssima e com fios que era de se admirar –, e acertou a cabeça de Rousseau em cheio.

———————

Acordara morrendo de dor em um local que parecia uma sala de internação, com Jacques idêntico ao modo que estava durante ao ataque ao seu lado.
– Por que você está feito raposa? – perguntou, tentando se levantar da maca onde estava deitado.
– Durma, Chris, durma – respondeu. – Depois te explico, você está deveras machucado.
E tudo ficou preto, novamente.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 089 - ExStaff em Qui 02 Out 2014, 17:05

Avaliação: Ficha de Reclamação
feita por Héracles, qualquer dúvidas, mp-me <3

♦ Leon Montblanc Relamado por Athena


    Sério, não tenho nenhuma crítica. Quando eu bati o olho, já pensei "beleeeeza, olha que ficha minúscula pra mim desaprovar :v", mas aí li a observação e, não pouparia elogios, mas como o tempo é curto e a lista de pessoas para avaliar, longa, fica só um joinha e bem vindo ao Acampamento! <3 (ps: eu sei que você falou no começo sobre a história ser curta propositalmente, mas isso me deixou com um gostinho de "quero mais". Só isso mesmo q)


♦ Miharu A. Koga Relamada por Thânatos


    Nossa, o que tá acontecendo com esse povo, que fica postando fichas chatinhas sem erros? (-q) Nada a acrescentar, assim como na ficha do Leon. Como sempre, uma escrita impecável, embora tenham alguns errinhos básicos - de digitação rápida ou não revisão :v. Seja bem-vinda <3 fingequecêénovata q


♦ Beckendorf Myrmekos Reclamado por Hefesto


    Sua ficha melhorou muito, desde a última vez e, embora você tenha passado, ainda dava para melhorar mais um pouco; tome cuidado com as repetições, elas tornam o texto muuuuito maçante e bem irritante de ler (Beckendorf nasceu em Brasília, Brasil. Filho de uma empresária da indústria automóvel. Beckendorf tem um padrasto e um meio-irmão nove meses mais novo. Beckendorf e a sua família habitam na asa sul de Brasília . Juntamente com o seu meio-irmão, Michael, frequentam a escola pública perto de sua casa. Beckendorf sempre se destacou por ser mais forte que os restantes colegas. Contudo, Beckendorf, não gostava de confusões e de magoar inocentes). Dava sim para ter revisado mais uma vezes, para então postar, tirando essas repetições chatinhas, junto com uns errinhos bestas de ortografia. Tome cuidado com isso no futuro! Seja bem vindo!


♦ Louise Miller


    A sua ficha foi uma das mais difíceis de avaliar, sem brincadeira. Calma, não é por motivos de escrita ruim, ou coisa do tipo (a sua escrita tá perfeita, adorei a forma que você descreveu sua personagem), o que me fez ficar meia hora martelando a cabeça foi o conteúdo da sua narrativa. Como ficou meio confuso, vou explicar: o problema realmente não é escrita, nem nada. O problema mesmo foi o seu conteúdo. Já aconselhei antes e não acho que essa será a última vez: narre toda a sua história, com começo, meio e fim. Fale sobre a sua infância, acontecimentos marcantes, e sua ida ao Acampamento - que foi outro ponto negativo; por que Afrodite resolveu aparecer no meio do nada e te mandar para o Acampamento? Lembre-se de que deuses não se metem na vida de seus filhos!
    Por fim, feche com chave de ouro sua ida. Não poupe detalhes, sério. Claro, não quero uma redação de cinco páginas no word, mas gostaria de saber um pouco mais da Louise. Boa sorte da próxima vez! <3


♦ Elsa Sparks Reclamada por Afrodite


    Apesar de ter passado, atente-se na narração de apenas um acontecimento. Vamos lá, solte a imaginação, pense na infância da sua personagem, o que ela fazia, seus hábitos, tudo, sem poupar detalhes. Queremos saber tudo - bom, pelo menos, eu quero rs. Enfim, eu gostei da sua escrita e estou lhe dando um voto de confiança ao te reclamar. Você prometeu DIYs, e mais um monte de coisas, e espero que cumpra a promessa! Mais uma coisa: já disse, é pessoal, mas eu sempre ressalto isso: tente destacar as suas falas, seja por negrito, itálico, ou cores. O todo fica mais bonitinho -q. Seja bem vinda!


♦ Zylla Fryktdotter Relamada por Ares


    Meus. Deuses. Sua ficha foi, tipo, incrível, sério, embora tenha me deixado com aquele gostinho de "quero mais" :v. Gostei muito da sua personagem, e espero ver mais dela mais para frente. Seja bem vinda e meus parabéns, continue assim <3


♦ Aleksandr Mikhailovich Relamado por Héracles <3 q


    Mesma coisa que Zylla. Sem comentário. Apenas, lindo -q. Seja bem vindo filhinho q <3


♦ Christopher K. Rousseau Relamado por Héstia


    te aprovei só pelo PP q Sério, sua ficha ficou muito boa. Adorei ler mais sobre o seu personagem, e espero ver mais dele por aqui! Seja bem vindo!


♦  Atualizado  ♦
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Louise Miller em Qui 02 Out 2014, 22:29

• Eu desejo ser reclamada por Phobos, o deus da fobia.

• Sou muito anti-social, odeio a ideia de ter que ter amigos por todas as partes, pra mim, alguns já estão de bom tamanho, uns dois no máximo e olhe lá. Eu odeio também pessoas irritantes, adoro fazê-las sentir medo, se sentirem indefesas, é o mais legal de ser filha de quem sou! Sou muito sincera também, ás vezes, até demais. E eu odeio quase tudo.
Já fisicamente eu tenho cabelo é negro, mas eu sempre o pinto castanho e corto sempre um pouco antes da cintura, eles costumam se ondular á uma certa medida dele, uma certa distância da raiz de meu cabelo. Meus olhos são negros, mas eles ficam azuis por causa das minhas lentes de contato. Minha pele é alva, e ás vezes, fica pálida. Sou magra e tenho exatamente 1.64 de altura. Meus traços faciais são femininos e delicados, e sempre estão formando uma expressão séria ou irônica, são as mais comuns.

• Eu desejo ser filha de Phobos pois é o deus com o qual eu mais me identifico em termos de psicológico. Gosto quando as pessoas estão tão assustadas que mal se movem, se tornam mais fáceis de se atingir assim. Gosto também do seu sarcasmo e dos seus poderes, ele é incrível.

•  
Era a sala de um apartamento. Ele tinha móveis beges e brancos, os enfeites eram mais coloridos. O lugar era aconchegante, e lindo. Mas simples. Havia uma garota bem no meio da sala, seus cabelos castanhos deslizavam por sua nuca e ombros. Ela estava frente á frente com um garoto trajando roupas de rock, enquanto ela tinha um estilo mais bonito.
Ele tinha uma bandana em sua cabeça, e pequenas cicatrizes por seus braços e uma logo na sobrancelha. Traços firmes e olhos negros formavam seu rosto, junto de uma expressão facial séria. Ele usava uma jaqueta de couro e camiseta branca, junto de um jeans detonado e tênis escuros.
- Você não entende Lana? – Ele perguntou. – Ela tem que ir, ela é como eu
- Não ela não é como você, Phobos! – A mulher respondeu.
Ela tinha vestes comuns, um short jeans e uma camiseta cinza. Estava descalça no assoalho de madeira e seu cabelo balançava á cada gesto que ela fazia. Seus traços eram jovens e femininos, aos vinte anos de idade, ela era uma mulher inteligente. Havia ganhado o apartamento de seus pais para morar com sua filha, Louise. Agora com quatro anos.
- Já chega! – Ele disse. – Ela não vai ficar segura para sempre!
- Quando eu morrer! – Ela gritou. – Só quando eu morrer ela irá! – Ela disse. – Entendeu?
- Entendi. – Ele respondeu baixo antes de se afastar.
No corredor, uma menina de quatro anos correu. Os cabelos ondulados esvoaçaram com o vento de sua corrida, mas ela parou na sala de estar, quando se deparou com aquele desconhecido. Fora a voz dele que a atraíra, uma voz desconhecida e conhecida. Ele estava dentro de uma calça verde e uma camisetinha branca sem mangas com borboletas.
- Será uma grande menina, Louise. – Ele disse antes de sumir no ar.
Seus olhinhos escuros piscaram e ela estreitou-os, tentando entender aquilo
- Quem é ele mamãe? – Perguntou.
- Ninguém, filha. – A mulher respondeu a pegando no colo.
- Como ele fez aquilo, mamãe? – Perguntou.
- Um mágico jamais revela seus segredos, meu amor. – Disse a mulher beijando a testa da pequena.
•••
Aquela lembrança se perdeu no tempo, como brinquedos se perdem no mar da praia. A menina cresceu, e se esqueceu daquele dia que fora atraída pelas vozes e pela conversa confusa vinda da sala.
Ela nunca foi normal, e sabia perfeitamente disso. Sabia até mais, do que uma criança sabe o horário de seus desenhos favoritos. Louise Miller, nascida no dia 23 de dezembro, há exatamente dezesseis anos atrás. Filha de Lana Miller, uma enfermeira no único hospital de Travelly Falls, uma cidade pacata e pequena, onde o clima sempre é frio. Ela nunca soube sobre seu pai.
Era estranho para ela, como todas as outras crianças levavam seus pais para o “Dia do pai” na escola, advogados, cozinheiros, bombeiros, vendedores, administradores, empresários... Todos tinham um pai, todos os conheciam, sabiam seus nomes, conviviam com eles. Mas ela não, ela nem mesmo fazia idéia de quem ele era. Mas mesmo sendo uma criança, ás vezes passava horas e noites pensando nisso, antes de sua mãe ou uma de suas babás a mandarem dormir.
Porque várias babás? Bom, ela assustava-as. Sempre que brigavam com a garota, depois, acabavam tendo alucinações de seus medos, insetos, monstros, etc. tudo que elas temiam, se tornava real enquanto a garota estivesse com raiva delas, e presente por perto. Elas eram atormentadas. Lana teve despesa com algumas que precisaram de sessões psiquiátricas para algumas delas.
Mas Louise? Ah, Louise era uma menina incomum. Não tinha medo de nada, nem ninguém. Seus filmes favoritos eram aqueles que deixariam qualquer criança perturbada por meses. Ela gostava do escuro, o apreciava. Sempre gostou de ficar só, era independente e raramente abaixava sua cabeça. Havia aprendido á aprender as coisas por conta própria, pois o déficit de atenção e dislexia muitas vezes não permitia que ela aprendesse com os livros e anotações nas lousas.
Na escola não era diferente. Sempre se sentando no fim da sala, longe da janela do outro lado para ser mais preciso. Ela ficava lá, assistindo às aulas em silêncio. Não tinha amigos, mas tinha muitos inimigos e eles sempre se arrependiam, por que depois de tentar brigar com ela, e serem surpreendidos por seus medos sendo reproduzidos de uma maneira ilusória e sombria. Com o tempo, eles haviam parado. Talvez, tenham percebido que ela não era normal, que ela estranha. E isso os fazia temer, mas era a diversão dela. Sempre foi.
Mas com o tempo, ela havia aprendido á controlar isso, ela podia fazer apenas quando queria, não era mais uma bomba relógio. Usava isso muito, principalmente quando tentavam menosprezá-la ou algo desse gênero. E o tempo passou, ela cresceu sem saber o que era de verdade, até aquele dia.
•••
Era o último dia de aula. Naquela tarde, depois da escola. Ela saiu o mais rápido possível. Joe já havia ido embora, havia saído antes da hora por ter passado mal. Ela então praticamente correu para casa, ignorou completamente o ônibus da escola e correu quatorze quadras com seus pares de all star de cor negro. Os jeans escuros detonados não esquentavam, mas a corrida sim. Ela usava também uma camiseta branca e justa com um decote em v, ela se destacava no couro de sua jaqueta e no cinza do casaco com capuz que usava por baixo da jaqueta. A bolsa atravessada de seu ombro direito para o esquerdo tinha vários broches de bandas, a maioria, bandas dos anos noventa.
Ela finalmente chegou à frente á uma porta de uma casa de dois andares. Ela fechou os olhos com força, e respirou fundo. O mais fundo que seus pulmões podiam agüentar. Levou a mão esquerda para dentro da bolsa e tirou suas chaves, era hora de descobrir a verdade. Os fios castanhos de seu cabelo tentavam acompanhar o vento, alguns fios passavam por seu rosto de traços suaves e femininos. Os olhos negros, coberto por lentes azuis se dirigiram á fechadura. A qual ela colocou uma de suas chaves e girou fazendo a porta abrir. Empurrou a porta com o corpo tirando as chaves e entrando.
- Mãe, eu cheguei! – Chamou do andar de baixo.
Sua mãe não respondeu como sempre fazia. O silêncio chegava á ser torturante. Ela sempre estava em casa ás sextas. Não trabalhava nesse dia, apenas de noite no plantão. A garota uniu as sobrancelhas e caminhou pelo andar de baixo da casa. Não havia ninguém, mas a sala estava revirada de cabeça para baixo.
- Mãe! – Chamou, novamente sem resposta.
A garota subiu as escadas havia manchas por todos os lados. Manchas de sangue. Sua mão direita deslizava pelo corrimão de madeira brilhante e bem limpo pela empregada que vinha apenas aos sábados. Naquele momento, ela mantinha o sangue frio.
Agora, no segundo andar, a garota olhou para os lados do corredor, procurava por algo que levasse á sua mãe, algum bilhete qualquer coisa. Mas tudo que encontrou, foi à porta do quarto entre aberta de sua mãe, uma sombra passar pela mesma. Uniu as sobrancelhas revirando os olhos. Ela caminhou até a porta abrindo-a.
- Mãe, a senhora me assus...
A garota se interrompeu no mesmo momento. Não era sua mãe, era algo que não sabia explicar. Não havia como. Suas palavras se perderam no ar, não fora por medo, mas sim por um tipo de desentendimento. Ela não havia nem mesmo bebido naquela manhã, e com toda certeza, o baseado que fumara escondido no banheiro da escola no dia anterior não fazia efeito algum agora.
Um animal que mais lembrava um lagarto gigante com o que pareciam ser espinhos cobrindo sua cabeça e costas, mas suas escamas eram de cores vivas. Ele se virou para a garota deixando o corpo de sua mãe atrás ensangüentado, mas ela ainda parecia viva por que seus olhos giraram para a garota quando ela deixou um palavrão escapar.
A mulher estava jogada no chão, estirada. Seu peito sangrava e ela tinha uma faca em uma de suas mãos. Uma faca de cozinha, daquelas que se usa para comer coisas simples como carne.
- Corre... – A mulher conseguiu sussurrar.
A garota uniu as sobrancelhas, mas obedeceu correndo para o fim do corredor. O animal estranho a seguiu fazendo um som de coisas arrastando no chão. Ela não corria por medo, mas sim por sua vida. Imaginava que aquilo era perigoso, e muito.
“Cuidado com as garras.”
Disse uma voz em sua cabeça. Ela entrou em seu quarto fechando a porta com pressa. Sabia que a fera estava se chocando contra a porta, porque ela se movia violentamente. O quarto de paredes brancas coberto por pôsteres de bandas como Nirvana, Guns n Roses, e outras desse gênero. A cama ao lado da janela grande de vidro estava forrada com lençóis brancos e junto deles, um edredom negro, assim como a fronha de seu travesseiro. Duas portas levavam á um banheiro e um closet, por isso, havia apenas uma cômoda com cinco gavetas largas e grossas, uma a cada lado que formava dez. Sobre ela, um espelho emoldurado com branco. Elas eram brancas e tinham puxadores negros, perto da porta do closet, á direita, uma TV era presa á parede e em frente á ela, dois pufes brancos sobre um tapete circular e macio negro. Do outro lado, uma escrivaninha com um computador.
Mas ela estava nervosa demais para reparar em seu quarto agora, e verificar se sua mãe havia mexido em algo como fazia todos os dias. O baque do animal contra a porta não a deixavam pensar, a desconcentravam quando ela tentava armar algo, mas foi naquele momento, ela deu graças por ter feito tantas aulas de arco e flecha, aquela seria sua salvação.
A garota correu para o armário, ela pegou seu arco e duas flechas, as únicas que tinha agora. Então imediatamente se posicionando para usá-lo. Havia uma cômoda alta de gavetas ao lado da porta. Ela subiu no mesmo inclinando o trono e abrindo a porta, que agora havia silenciado. Mas em um estrondo, o lagarto entrou e tentou partir para cima dela que jogou o corpo para trás evitando uma queda que resultaria em sua provável morte. Levantou-se na cômoda e se armou com seu arco e sua flecha. Ele estava direcionado ao animal, e então uma flecha se foi passando de raspão.
Ela xingou baixo, pelo menos havia arrancado um som de dor do animal. Ela jogou o corpo contra a parede quando a fera saiu do chão em um salto, que por sorte, não era alto o bastante. Ouviu o tinir do espelho, ele havia trincado com a pancada e foi por essa, que seus pés se projetaram para frente fazendo a mesma cair sobre o animal que mais uma vez gritou.
- Animal filho de uma...
Ela ia completar, mas quando ele tentou se levantar, a cômoda subiu um pouco e em um reflexo rápido, ela pegou a segunda flecha que tinha e enfiou nele, a mesma passou com dificuldade por seu coro, antes de ele parar de se mover e se desfazer em uma nuvem negra. A cômoda se chocou contra o chão e seu cabelo deslizou para seu rosto cobrindo todo o lado esquerdo dele.
Seus olhos se fecharam com força, era como um choque. As imagens passavam por sua cabeça, até que então ela respirou fundo ao lembrar-se de sua mãe. Levantando-se e correndo pelo corredor para sua mãe. Ela ainda estava deitada no chão, respirando com dificuldade. O quarto era como o dela, mas ao invés de preto e branco, era vermelho e bege, e tinha uma cama de casal.
- Mãe... – Ela disse baixo tentando observar aquilo, mas seu peito doía com aquela dor. – O que era aquilo?
- Aquilo? Era uma criatura. – Ela disse com dificuldade e engasgou. – Pegue a carta, no criado mudo.
- Vou ligar para a polícia. – A morena disse tirando o celular da bolsa que ainda estava em seus ombros.
- Não, Lou, não... – Ela disse segurando o braço dela com toda força que tinha, mas sabia que não era muita. – Vão te culpar. Pegue a carta.
A garota assentiu sem entender nada.
- Mãe, eu tenho que chamar, você pode morrer! – Ela disse baixo.
- Eu te amo, Louise. – A mulher disse baixo antes de fechar os olhos.
- Não, mãe, não...
Ela passou o dorso na mão por cima dos lábios. As lágrimas corriam por seu rosto. Ela passou a mão no rosto, tentava pôr a cabeça no lugar quando se levantou indo para o criado mudo da cama de casal e o abrindo. Tirou tudo ali, até achar um envelope branco com seu nome atrás escrito em caneta vermelha na letra de sua mãe, e ali dizia:
“Filha, eu sei que irá parecer loucura. Eu também achava que era, mas não é. Se você esta lendo isso, eu morri. Fiz essa carta para você quando você tinha cinco anos, foi quando vi seu poder pela primeira vez e soube que seu pai definitivamente não era um “garoto mal” louco.
Eu tinha dezesseis anos quando engravidei dele. Ele se chamava Phobos, como o deus do medo, sim. E quando ele disse que era ele, eu podia jurar que ele estava louco, mas não estava. Quando você começou á crescer, e seus poderes começaram á dar sinal, seu pai veio até mim. Ele disse que eu devia te levar para o acampamento, mas eu relutei não queria você lá, queria que você uma menina normal. Ele dizia que seria um perigo para os “mortais” como eu, mas eu não acreditava, não podia. Mas era. E eu sabia, lá no fundo, eu sabia.
Mas sempre teve isso de assustar as pessoas, e eu sabia que uma hora você teria de ir. Mas eu não queria ver você partir, por isso eu fiz a carta. Assim você só iria se eu não pudesse mais protegê-la.
Por anos seu pai a quis, mas eu não deixei. E agora, eu não sei o que aconteceu, mas sei que morri, por que você só saberia dela se eu morresse. Então, minha filha, é hora de você assumir seu lado semideusa, ou sua vida correrá perigo como nunca seguiu antes. O mundo não é seguro para você. Então, vou te dar simples instruções...
Há um acampamento para jovens como você, em Long Island, á algumas muitas horas daqui. Você irá pegar o carro, e irá dirigir até lá. O mapa esta com você, dentro do seu closet, no canto esquerdo do armário á direita da porta, á um fundo falso, a trajetória esta traçada nele. Junto com ele há um saquinho com alguns dracmas caso precise.
Mas antes de ir, se eu tiver sido assassinada em casa, apague os rastros. Ponha fogo em tudo, saia sem que ninguém te veja! Tome cuidado, não confie em nada nem ninguém até chegar ao acampamento...
Eu te amo, filha. ”

A garota uniu as sobrancelhas. Ela loucura, mas ela só teria certeza se fizesse tudo aquilo. Olhou o corpo da mãe respirando fundo antes de caminhar para seu quarto levando a carta. Ela entrou no closet de paredes brancas e armários embutidos com portas espelhadas. Ela abriu a porta esquerda do armário da direita.
Tateou a extensão interna do armário sentindo um tipo de desnível fino. Deslizou a ponta dos dedos por ali e ao sentir uma bolinha que mais parecia um puxador, ela a segurou e puxou abrindo uma portinha. Sua expressão foi de surpresa quando sentiu uma bolsinha de pano que fez barulho como de uma bolsa com moedas. Ela a tirou e quando abriu moedas dourados como as da Grécia.
Sua respiração se tornou difícil quando ela estendeu a mão e tirou o mapa também o abrindo. Havia uma linha traçando caminho até uma parte de Long Island, onde havia também a palavra Colina escrita. Foi então que ela fechou o mapa e jogou sobre a mesa no centro do closet onde havia jóias e perfumes.
Tirou os livros e cadernos da bolsa enfiando as roupas ali. E olhou em volta, ainda não sabia ao certo o que estava acontecendo. Era muita coisa para seu cérebro processar. Ela pegou o mapa, junto da carta antes de enfiar os dracmas na bolsa e correr para o quarto da mãe pegando as chaves da mesma sobre a cômoda dela.
- Droga. – Murmurou ao ver o corpo. – Isso é culpa sua!
Disse baixo olhando o corpo, jogar a culpa nos outros sempre a fazia se sentir melhor de certa forma.
“Ande logo.”
Uma voz ecoou na cabeça dela. Era a mesma voz que dissera para ela tomar cuidado á uma hora atrás. Deslizou os dedos de unhas grandes e negras do alto da testa até as pontas desfiadas de seu cabelo o jogando para trás e então se virou para o corredor, fechou qualquer janela que havia, mas fez as portas ficarem abertas. Aproveitou para pegar seu arco e flecha. Desceu as escadas apressadamente com a bolsa e o mapa junto das chaves em mãos e fechou o andar de baixo correndo para cozinha.
Um lugar de decoração branca, negra e vermelha, era a cozinha da casa. Ela abriu todas as bocas do fogão e do forno, abrindo a porta do mesmo. A garota então prendeu a respiração correndo para a garagem e saindo com o carro, ela o deixou na esquina e esperou lá por duas horas, olhando bem a rota do mapa.
Colocou o mapa de lado e pegou uma de suas flechas. Com uma camisa, ela enrolou a ponta da flecha e então saiu do Shelby GT500 67 caminhando sobre os tênis na rua, agora escura. Caminhando com o arco e a flecha. Sua expressão era vazia, havia parado de chorar. Desistido, na verdade. Não tinha medo, mas não conseguia entender como aquilo podia ser real, o que aquela coisa fazia em sua casa? Por que matou sua mãe?
Respirou fundo quando parou em frente sua casa. Acendeu um fósforo e acendeu o tecido enrolado em sua flecha e do outro lado da floresta, pisando na grama do vizinho ela atirou a flecha que quebrou o vidro da janela fazendo a casa explodir. Pedaços de vidro voaram enquanto ela corria de volta para o carro no fim da rua.
Entrou no mesmo, as pessoas estavam ocupadas demais ligando para a polícia e corpo de bombeiros, para ver que ela havia passado ali. Então, ela acelerou o carro e jogou o celular pela janela, não queria que ninguém a encontrasse.
•••
Havia dirigido por horas. A mão esquerda no volante e a direita na janela e a mão apoiando sua cabeça. No banco carona, o mapa aberto, a bolsa no chão do carro e dois copos de café vazios que ela havia comprado com alguns dólares que ainda tinha na bolsa. Agora, era dia. O céu já havia nascido á três ou quatro horas.
“Pare. Suba a colina.”
A voz em sua cabeça disse em um tom sereno, seria assustador, mas ele não a assustava. Ela parecia senti-lo por perto.
- Quem é você?
Perguntou baixo olhando para frente quando freou seu carro. Seus olhos se direcionaram aos lados, vendo apenas uma subida e o nada. Seus olhos ardiam, ela queria chorar, iria desmoronar de novo? Não, ela não podia. Ficou algum tempo esperando por resposta, mas nada, fora tempo perdido. Ela então respirou profundamente, o máximo que seus pulmões poderiam agüentar antes de inspirar. Pegou o arco e a bolsa com suas flechas, depois, pegou a bolsa a colocando no ombro esquerdo e ela chegava ao meio das suas coxas daquele jeito, quase á seus joelhos.
Saiu do carro e bateu a porta. A carta já havia sido posta na bolsa há muito tempo. Puxou o mapa e então, viu um menino de bicicleta.
- Hey garoto.
Chamou e o garoto á olhou. Era manhã agora, por volta das nove da manhã. Ela podia ver os olhos caramelados dele, e seus traços infantis, devia ter uns treze ou quatorze anos. Não era muito mais novo. Ela olhou as chaves em sua mão e suspirou.
- Gosta dele?
Perguntou ela apontando o carro de vidros filmados e pintado com prata detalhado de negro. O garoto assentiu confuso e ela suspirou jogando as chaves que ele agarrou.
- Ele é seu.
Disse por fim se virando para a colina e respirando profundamente mais uma vez. Percorreu os olhos pelo perímetro e atravessou a pista subindo a colina com suas coisas. Enfiou o mapa em sua bolsa. Logo mais acima, conseguiu ver o que parecia ser o portal de uma porta, com escrituras acima que conseguiu ler de primeira as palavras “Acampamento Meio-Sangue”. Ela nunca havia conseguido ler nada assim tão rápido, por causa da dislexia, as palavras e letras se embaralhavam, mas aquelas não.
Ela estava começando á acreditar naquilo. E foi quando o atravessou, dando de cara com alguns jovens e um deles, o mais corpulento de camisa laranja com as mesmas palavras que havia naquele portal gritou claramente:
- NOVA CAMPISTA!
Ela o olhou seriamente e outro um de cabelos louros e olhos cinzentos com a mesma camisa que o outro, se aproximou ficando frente á frente com ela.
- Qual o seu nome? – Ele perguntou. – Sabe de quem é filha?
- Louise. – Ela respondeu e respirou novamente de forma profunda, enquanto ofegava apertando seus dedos contra o aro do arco em suas mãos. – Sou filha de Phobos.
- Prove. – Ele respondeu.
-Ok! – Disse dando de ombros.
Ela direcionou os olhos á uma garota que estava ali perto e viu seus medos, como uma pessoa vê as cenas de um filme. Ela começou á se bater e a gritar. Seus cabelos louros se alvoroçavam com seus movimentos violentos, e lágrimas escorriam de seus olhos cinzentos.
- FAÇA-A PARAR! TEM ARANHAS, ARANHAS, FAÇAM-A PARAR! – A garota gritava.
- Pare. – Ele disse.
Todos começaram á deixar sussurros, que juntos, faziam um som que para ela se tornou irritante. Os olhos castanhos de Louise voltaram á ele, o garoto que a mandou provar quem ela era depois de fitarem a garota sentada no chão em um estado de pânico. Ele a olhou de volta e então sorriu de canto para ela e segurou sua mão á erguendo de supetão.
- LOUISE, FILHA DE PHOBOS. – Ele anunciou á todos.
• Observação: •
Tentei meu máximo dessa vez, mas não sei se foi o bastante! Não sou muito boa em relatar o passado completo, mas destaquei o mais importante e tentei separar de forma organizada. rs Espero que esteja agradando. ><
Louise Miller
Filhos de Phobos
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Calypso Lanister em Sex 03 Out 2014, 20:02

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Athena, deusa da sabedoria

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
físicas:
*Estatura média (para baixo) ;
*Cabelo longo e negro ;
* Olhos castanhos escuros.
emocionais:
*tímido;
*sensível;
*introvertido.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
pois sempre tive uma relação forte com Atena por ser uma divindade importante.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?

                                                          Reclamação de Calypso
Acordei na minha escola,  de novo, odiava aquela escola, na verdade odiava todas as escolas que frequentei.
Eu queria sair dali o mais rápido que conseguisse.
então tive minha chance ,(mais ou menos) aula de física greco-romana, minha matéria favorita me obriga a pensar e raciocinar.
Quando o professor chegou , enfiei-me nos livros, foi quando aconteceu:
Estava indo para o meu quarto quando na parede à minha direita  o simbolo "delta"
apareceu cintilando uma luz verde fluorecente, raspei a mão no simbolo e nada aconteceu por alguns instantes,até a parede se mover rápida e silenciosamente, de inicio assustei-me mas logo tomei coragem e entrei na escuridão completa, de alguma forma sabia me guiar por aquele labirinto (sim! eu também sabia que aquilo era um labirinto).
Peguei curvas e toquei "deltas" em minha caminhada semi-orientada. Quando vi-me em um salão com vários retratos, chamou minha atenção um em especial:
Uma mulher,vestia uma armadura grega completa com facas presas ao cinto, tinha ao ombro uma coruja igual a um poster que ganhei de meu pai quando era pequeno, me familiarizei com aquela figura. tinha uma cobra aos pés da figura, com a boca arreganhada,que era uma porta abri e "dei de cara" com meu próprio quarto em Manhattan eu acabara de sair do meu guarda-roupa  chamei meu pai e entrei com ele novamente no labirinto.
andamos por muito tempo até encontrarmos um alçapão no teto  abri-o e demos numa colina no topo da qual estavam duas tocha e um letreiro unindo-as onde se lia:

-o que significa meio-sangue-perguntei mentalmente.
-é um filho de um deus com um mortal,meu filho.-incrivelmente fui respondido.
na escola eu tinha uma amiga:
Annah Chase.
Ela estava lá também e me mostrou o local
-Estes são os Campos de Morangos é onde os campistas ganham dracmas.
-Maneiro!
-Aqui é o chalé 11 o de Hermes, e também dos indefinidos como você.
- Então ficarei aqui?
-Isso aí.
-Onde você fica?
-No chalé 6 este aqui, é o de Atena.
(...)perguntas e mais perguntas depois(...)
Acordei de súbito, a maioria dos campistas indefinidos e filhos de Hermes estavam boquiabertos olhando para um pouco acima de minha cabeça .
-o que foi ?
Um deles apontou um espelho e vi que havia um simbolo acima de mim,uma coruja.
O mais velho falou:
-Falaremos com Quiron.
(Depois...)
-Filho de Atena declarado!- Exclamou Quiron.
Calypso Lanister
Indefinido
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kyros Armstrong em Sab 04 Out 2014, 01:17


▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Gostaria de ser reclamado por Hefesto
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Pode se dizer que sou um cara normal para os padrões comuns. Tenho cabelos negros e lisos, que passam meus olhos, que são azuis, um azul claro maravilhoso eu tenho que admitir. Quanto a minha personalidade? Essa sim é um tanto incomum. Eu sempre tive um fascínio doido por mecânica. Montar coisas, criar pequenos objetos de metal, e essas bobeiras. Nunca fui de ter amigos, e também nunca achei que precisasse deles algum dia. Sou também um tanto lerdo, demorando pra aprender qualquer coisa que não esteja em minha lista de interesses.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico? Simplesmente porque me identifico com os filhos de Hefesto e também adoro construir longos posts sobre construir uma espada ou armadura.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?

Tudo começou em um orfanato. É um clichê, tudo hoje em dia começa nesses lugares, mas minha vida especialmente começou assim. Eu mal me recordo de minha mãe, mas ela era parecida comigo, e vivia sorrindo. Não teria me abandonado por nada, nada se não a morte que não tardou em chegar e acompanha-la nos meus primeiros 4 aninhos. O governo não pareceu se importar tanto comigo, e me jogaram no primeiro lugar que encontraram um orfanato um tanto afastado da cidade. E então minha vida virou um inferno, o que era irônico porque as freiras adoravam um Deus que as levaria para o paraíso se o seguissem, mas isso não vem ao caso agora.

Não havia camas o suficiente, ou mesmo travesseiros e cobertas, muitas vezes tive que dormir no chão, abraçando minhas próprias pernas tentando conseguir algum calor adicional. E então anos se passaram, até os meus nove. O Natal estava mais frio que o normal, a neve estava espessa e eu, pela primeira vez na vida fiquei doente.

Antes disso, me chamavam de demônio por não adoecer, o tratamento era terrível, o que fazia não adoecer algo raro e incomum. Agora eu estava ali, com uma febre de 40° que estava me matando, não sabiam como eu ainda não tinha convulsões, e me deixaram a própria sorte.

Na madrugada seguinte após isso procurei desesperadamente uma fonte de calor, já que estava terrivelmente frio. Procurei e procurei, mas nada achei, nem mesmo uma coberta adicional. E então dei de frente com a lareira. Estava tão quentinho próximo a ela que me acomodei ali, mas não adiantava, o frio era intenso, então tirei as grades que me separavam do fogo e peguei um pedaço de carvão em chamas.

O próximo passo foi arriscado, mas eu estava com tanto frio. Coloquei o fogo em mim mesmo, as roupas queimaram, e eu me deitei no chão. As chamas me tocavam, porém somente me deixavam feliz e não dolorido. Adormeci ali, finalmente aquecido até ser acordado com um balde de agua fria no dia seguinte. Fui jogado pra fora do orfanato e vaguei por muito tempo.
Por seis anos sobrevivi roubando e furtando, a diferença entre um e outro é que, Roubo é agressivo e furto não. Foram os seis anos mais difíceis de minha vida, e pra piorar, pessoas viviam me perseguindo.

Chamavam-me de filho de Hefesto, e que eu daria uma boa janta. Fugia desses doidos desesperadamente, procurando um abrigo, um lar, uma família sem nunca achar nada disso. Continuei correndo e correndo sem parar. Até um dia chegar na cidade de Nova York.

Era uma cidade grande, movimentada, cheia de carros, prédios, sons e cheiros novos. Tudo que eu sempre quis ver, mas nunca tinha experimentado, as comidas, as pessoas, a sobrecarga de informação era demais.

Eu vivia como mendigo, um mendigo que nunca ficava doente e que sempre conseguia dinheiro para comer. Passava as noites olhando para as poucas estrelas visíveis no céu iluminado da cidade, me perguntando qual seria meu lugar. A resposta veio na manhã seguinte.

Algo fora da cidade me chamou, eu não sei direito o que foi, algum sinal divino, ou só fogo no rabo ( piadinha ruim ein?) mas eu quis explorar. Caminhei para fora da cidade, pouco a pouco ficando só com a natureza novamente. Alguns carros passavam, mas eram poucos, tão poucos que me lembro da quantidade exata até achar o monstro que quase tirou minha vida. 42.

Tá, pra começar o monstro nem tinha me visto ainda, eram só outras crianças de minha idade lutando contra um ciclope de cinco metros de altura. Normal até ai. As espadas atravessavam a pele do monstro, mas ele continuava a rugir ruidosamente, ele era forte demais para eles. Estavam precisando de ajuda, e eu não pude não ajudar.

Corri até eles, sem arma alguma em minhas mãos, só a confiança, confiança de que poderia ajuda-los a fugir, e talvez, encontrar algumas respostas sobre quem eu era. Nunca tinha visto ninguém lutar contra esses monstros, e aparentemente eles estavam sendo perseguidos pelo monstro fazia algum tempo, tinham alguns deles caídos, com espadas em suas mãos. Peguei uma próxima e corri até o monstro, ele se virou no momento em que eu iria acerta-lo, e me deu um soco. Voei três metros de distância e a energia aplicada no soco finalmente terminou, fazendo com que eu perdesse velocidade e caísse. A dor foi insuportável, e fez com que sangue saísse da minha boca. Levantei-me e ele veio para mim, segurei a espada em mãos esperando algum milagre, que nunca viria.

Seu punho se ergueu, sua mão iria atravessar o meu rosto com toda aquela força e velocidade, mas eu agi antes, e por puro instinto. Joguei meu corpo para o lado e fiz um corte, rasgando a parte lateral de sua barriga. Isso não o parou, obviamente.

Ele se virou e tentou me acertar, mas foi impedido por um golpe de espada meu, que arrancou três de seus cinco dedos gordos e feios. A dor foi imensa, e ele se afastou, segurando sua mão e gritando. Investi contra ele e finquei a espada em sua barriga.

Ele se desfez em pó, e eu me forcei a ficar de joelhos, a onda de adrenalina tinha parado de percorrer o meu corpo e a dor tomava conta de minha espinha, eu estava sangrando pela boca, cuspindo sangue. Desmaiei exausto e assustado com tudo o que eu tinha feito e acordei muito tempo depois, duas semanas para ser exato.

Acordei com uma dor enorme na cabeça, num lugar onde disseram que se chamava enfermaria. Sentei-me na cama e olhei em volta, tinham algumas tochas no local e algumas pessoas conversavam. Os encarei assustado e voltei a me deitar, olhando para o fogo das tochas.

Mexi meus dedos e a chama se moveu, comecei a brincar com ela, balançando-a de um lado para o outro, estava tão entretido que nem percebi os olhares apontados para mim.
- Chamem o Quírion. – um deles sussurrou e o outro assentiu positivamente indo embora, parei de brincar com a chama e olhei ao meu redor, me perguntando onde estaria.

Quirion chegou logo depois, ele era um homem cavalo enorme e intimidante, mas sorriu para mim, e eu devolvi o sorriso educadamente, então ele limpou a garganta.

- Olá, ficou desacordado por algum tempo, como se sente? – me levantei da cama e movimentei os braços e pernas, pensando se deveria duvidar dele, mas se me quisesse morto já teria me matado, não é?

- Quase novo. – falei dando um sorriso de canto, ele assentiu positivamente.

- Você já sabe de alguma coisa? Quem é ou porque está vivo depois daquele golpe?

- Nada... é tudo escuro em minha mente agora senhor. – falei colocando a mão na cabeça e sentindo a dor – mas você pode me explicar não é mesmo?

E depois disso veio uma longa e tediante explicação sobre o que eu era, um semideus, um filho de um deus com uma mortal.

- Então, meu pai...

- Sim, ele é um deus Grego. Você possui afinidade com chamas aparentemente, deve ser filho de Hefesto, o deus das forjas. Temos que esperar uma confirmação

- Então, quando ela chega? – e algo brilhou em cima de minha cabeça, levantei o rosto e vi um martelo de forja rodeado por fogo, Quirion sorriu e disse mais para si mesmo do que para mim.

- Bem vindo, filho de Hefesto. – E depois disso me guiou até meu chalé, onde conheci irmãos e irmãs, e onde pude finalmente iniciar a verdadeira jornada de minha vida, cheia de perigo e emoções... não que a anterior já não possuísse tudo, mas agora eu tinha algo pelo que lutar, eu tinha amigos e família, e os defenderia até o fim.
Kyros Armstrong
Filhos de Hefesto
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Manoella R. Croywer em Sab 04 Out 2014, 12:24

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Gostaria de ser reclamada pela Deusa Atena

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Físicas: Magra, olhos Cinza-Tempestade, Cabelos loiros enrolados que vão até a metade das minhas costas e com uma franja que fica caindo toda hora em meu olho esquerdo, altura mediana.
Emocionais: Extrovertida, romântica, brava, bipolar e nunca deixa as pessoas desistirem de seu objetivo facilmente.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Pois Atena é bem parecida com a personalidade e o perfil que eu fiz para a Manoella e ainda por cima eu acho Atena uma das melhores Deusas.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?


Acordei bem assustada, com o alarme de meu despertador. Veio em minha mente que hoje seria meu primeiro dia de aula na nova escola; Essa é a terceira escola apenas nesse ano, digamos que eu apenas fui expulsa ou eu mesma queria ter mudado realmente eu fui expulsa por alguns tipos de incidentes.

Levantei e me arrumei rapidamente coloquei meu uniforme escolar: Uma blusa branca um colete vermelho, uma saia preta e vermelha e um sapato preto e também coloquei meu colar com uma Corujinha essa é uma das únicas lembranças que minha mãe me deu, dei uma olhada rápida pela minha janela a vista do amanhecer da Califórnia, uma das melhores vistas do mundo para mim e desci rapidamente até a sala de jantar onde as empregadas serviam o café da manhã.

-Bom dia Ângela!-Falei.

-Bom dia. -Falou Ângela, sentada em uma das inúmeras cadeiras da mesa.

O café da manhã era preparado apenas para mim e para a Ângela, meu pai sempre estava fora por causa de seu trabalho. Ângela sempre gostava de sair alguns minutos mais cedo. Ela fala que eu não posso me atrasar nunca mesmo, ainda por que hoje era um dia especial meu primeiro dia de aula. Um dos motivos de eu mudar de escola bastante é por que sofro Bullying por causa de minha Dislexia.

Andamos até a garagem, onde o motorista estava a nossa espera. Fomos passando pela rua que tem mais lojas de roupas eu sempre olhando atentamente as vitrines da loja, mas mesmo assim estava distante dali, com minhas preocupações com a nova escola e também por um motivo que eu sempre fico triste: Meu pai fugindo de um assunto importante que é minha mãe.

Quando chegamos, no enorme prédio da Academia Califórnia para Alunos bem Dotados, eu desci do carro dei um adeus a Ângela que pegou em minha mão e colocou um broche em forma de coruja com um botão no centro fiquei confusa na hora, mais ela falou que eu usaria aquilo quando fosse preciso e fui até a sala da diretora. Aquele lugar em si era enorme, andava a cada centímetro do corredor vários olhares vinham em minha direção uma das coisas chatas em ser novata : Atenção toda em mim uma das coisas que eu mais odiava.
Cheguei à diretoria, lá me entregaram alguns papeis com número do armário, horário de aulas e mais algumas baboseiras chatas escolares. Cheguei na Sala 122 aula de Trigonometria novamente todos os olhares para mim, me sentei junto de um moleque bem estranho ele tinha cabelos pretos e olhos meio castanhos ele era bem calado mais ao mesmo tempo bem rude, resolvi ficar quieta e prestar atenção na aula.O dia passou bem rápido minha meta foi concluída Primeiro dia de aula concluído.

Os dias se passaram rapidamente, então minha primeira semana foi bem normal por incrível que pareça. Um mês se passou e uma nova professora chegou seu nome era Sra.Lovegood, professora de história. Ela era bem estranha tinha cabelos negros mais dava para ver que era uma pessoa idosa e seus olhos eram bem mais negros que seu próprio cabelo, ela iria nos ensinar Mitologia Grega. Em todas as aulas dela alguém era escolhido para ler um pouco sobre algum deus ou deusa da Mitologia, em quase todas as aulas a escolhida era eu a pessoa que sempre tinha uma sorte que invejava muitos, como eu não conseguia ler direito por causa da dislexia todos soltavam pequenas risadas de mim, até mesmo a professora eu acredito que isso é errado em vez dela me orientar ela apenas ficava parada ali rindo da cena que se repetia varias vezes, o engraçado era que não falava errado palavras em latim.
Um dia, ela me chamou para conversarmos na biblioteca, em alguma fração de segundos ela se transformou em no que eu acreditava que seria uma Dracaena, com a pele brilhosa e escamosa e no lugar de pernas ela tinha duas caudas de cobra. Eu tentei gritar mais não tive resultado algum até que ela me fez perguntas do tipo :”Onde estão suas armas?” e “Onde os Deuses se escondem ?”.

Eu fui jogada na parede varias vezes até ela conseguir sua resposta, até que me lembrei do broche que Ângela me deu, cliquei no botão e o broche se transformou em uma espada que media entre 23 e 24 centímetros, eu a apontei para a Dracaena que se transformou novamente em uma senhora idosa e começou a gritar. Muita gente veio atrás dela para ver o que estava acontecendo, muito engraçado isso quando eu pedi por socorro com esse troço tentando me matar ninguém veio, agora ela grita e vem o mundo todo isso é injustiça.

-O que ouve Sra.Lovegood?-Perguntou uma das alunas.

-Ela esta tentando me matar com essa espada. -Respondeu ela apontando para mim com a voz bem tremula.

-Senhorita Croywer, eu sabia que a senhorita só traria confusão para cá. -Falou a diretora entrando dentro da Biblioteca.

-Mas, ela me atacou. -Falei me defendendo.

Como eu percebi que tudo que eu falasse seria em vão, resolvi voltar com o broche e voltar para casa, mais uma escola que eu vou ser provavelmente seria expulsa. Meu pai já deveria estar sabendo da situação eu também sabia que Ângela estava bem chateada comigo por ter aprontado novamente, já era a sétima escola que eu era expulsa só nesse começo de ano, os acontecimentos eram simples varias Dracaenas me atacaram em todas as escolas.

Eu apenas queria me isolar do mundo, até pensei em fugir de casa todas as vezes que isso acontecia, já não havia quase mais nenhuma escola que eu já não tivesse sido expulsa ou minha fama de tentar matar professoras de meia-idade já teria chegado a administração. Todo dia depois que fui expulsa dessa escola eu me levantava, tomava café e subia novamente para meu quarto meu pai tinha dado uma ordem para mim “Se não vai mais estudar, também não sai mais de casa”.

Então eu ficava olhando pela janela do meu quarto a vista da cidade, às vezes até chegava a ir à piscina, lia alguns livros, escrevia algumas história, pintava um pouco, mas nada parecia legal se não podia mais sair de casa. Um mês se passou e meu pai tinha voltado de sua ultima viagem a trabalho, sem me perguntar nada ele me inscreveu em aulas de Karate, tinha que ir toda terça e quinta nessa aula que no começo era chata mais no final eu acabei gostando, mais ninguém queria ser meu amigo por causa do meus histórico nas escolas anteriores então desisti depois de dois meses de aula.Então voltei ao meus estado de sempre ficava o dia todo trancada dentro de casa apenas com minha janela, eu sempre via adolescentes juntas indo ao shopping e eu estava ali na janela com o sol pegando na metade de minha face e a outra metade ficava coberta com minha franja.Não me importava mais com nada quase entrei em depressão até que tomei uma decisão que podia mudar minha vida, fui até Ângela que se encontrava na cozinha e me sentei na bancada apenas fiquei quieta por alguns minutos e depois resolvi falar minha decisão.

-Ângela me desculpe mais eu não consigo mais ficar em casa trancada. -Falei de cabeça baixa. -Eu quero começar a viajar com meu pai.

-Manoella agora seu pai falou que ira te mandar para um acampamento. -Falou Ângela.

-Por quê?-Perguntei meio confusa.

Ela não me respondeu apenas me entregou um envelope que havia a escrita do meu pai, estava escrito que ele estava muito bravo comigo por ter tentado matar uma professora, mais falou que me entendia eu era igual a minha mãe que não levava desaforo para casa, ele me explicou que eu era Semideusa que era a junção de um amor entre um Deus grego e um humano ele me falou que eu era filha de Atena e por isso eu estaria indo para o Acampamento Meio-Sangue.

Ângela me colocou dentro do carro e ela mesma foi dirigindo até a costa norte de Long Island (Montauk), ela parou o carro dentro de uma floresta e seguimos floresta adentro era uma mata quase que fechada, só se ouvia os barulhos de grilos e outros pequenos animais, parecia que eu estava em um filme de terror. Um barulho forte de passos eu ouvi e Ângela acabou enfrentando um Ciclope, ela me olhou como se quisesse falar algo.

-Fuja Manoella. -Falou ela apenas obedeci e sai correndo eu estava sem rumo.

Andei um pouco até que avistei o arco escrito “Acampamento Meio-Sangue”, apenas senti um cheiro ótimo de morangos, lembrei que Ângela havia falado antes que os morangos são a renda do acampamento e também para disfarçar. Entrei dentro do Acampamento e me indicaram um caminho que havia uma construção enorme com uma placa escrito “Casa Grande” onde um senhor meio humano e meio cavalo que eu acredito que é um centauro me explicou tudo melhor sobre o acampamento.
-Filha de Atena, bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue. -Falou o Centauro me levando até a área dos chalés.
Não sei muito bem o que aconteceu com a Ângela, mais espero que ela esteja bem e tenha se livrado do ciclope.
Manoella R. Croywer
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Reed E. Collins em Dom 05 Out 2014, 16:08

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Desejo ser reclamado por Perséfone.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Fisicamente, Reed é um rapaz um pouco alto, com 1,74 m, e musculado, embora seja um pouco magro. Tem cabelos castanho-escuros, curtos e ondulados, e olhos verde-azulados. A sua pele é clara, e um sorriso brilhante e bonito, que cria pequenas covinhas. Tem uma pequena tatuagem com as iníciais Z.M.C. no pulso direito.
Psicologicamente, Reed é uma pessoa afável e simpática, embora um pouco tímida e fechada, não confiando os seus sentimentos a ninguém, e nunca falando do seu passado. Não é uma pessoa conflituosa, mas sempre adorou observar espadas e duelos das mesmas. Evita sempre falar sobre o significado da sua tatuagem.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Para efeitos de personagem, principalmente, embora a deusa Perséfone seja uma das minhas favoritas.  

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Reed Edward Collins nasceu a 14 de Julho de 1997, em Sacramento, Califórnia. Foi criado num pequeno apartamento no rés-do-chão de um prédio antigo, que tinha um pequeno jardim na parte de trás do edifício, no qual Reed e a sua irmã gémea (que nasceu primeiro, como ela gostava imenso de referir), Zoella Marie Collins, brincavam e plantavam os mais variados tipos de flôres. Os dois irmãos viviam com o seu pai, Nick Adam Collins, um pintor paisagístico não muito bem sucedido, e com dificuldades financeiras. Apesar disso, Nick sempre tentou dar tudo o que podia aos filhos, e educou-os sempre de forma húmilde. Os gémeos cresceram pobres, mas felizes, e sempre fôram únidos, defendendo-se um ao outro e passando imenso tempo juntos.
Já adolescentes, conheceram um rapaz tímido chamado Liam Blake, que tratavam como um terceiro irmão. Nada os separava, andavam sempre juntos, e a certa altura Liam desenvolveu uma paixão por Zoella, que a mesma ignorava. Mas não sabiam os dois irmãos que Liam mudaria a vida deles para sempre, dentro de pouco tempo.
Numa quente noite de Agosto, os três jovens foram atacados por um monstro que não conseguiram identificar. Inexperientes e apanhados de surpresa, os três jovens conseguiram fugir por pouco, e foi nessa noite que Liam se revelou como um sátiro, e disse aos irmãos que a mitologia grega era real, e que eles eram filhos de uma deusa grega. Contou-lhes também que existia uma acampamento especial, seguro para pessoas como eles, e que a sua função principal era protegê-los e guiá-los até lá.
Nessa noite, os dois irmãos voltaram a casa (com Liam arrastado atrás deles), e confrontaram o pai, que lhes revelou que a mãe deles era Perséfone.
Após uma noite de discussão, os dois irmãos conseguiram convencer o seu pai a deixá-los ir em viagem, através dos E.U.A., até ao Acampamento Meio-Sangue, apesar dos perigos. E na manhã seguinte, partiram numa viagem. E por um ano, viajaram, lutaram com montros, dormiram ao ar livre, e mal se alimentaram, avançando lentamente, estado após estado. E numa manhã de Outubro, fria e chuvosa, enquanto dormiam, num pequeno acampamento montado perto de uma pequena cidade no Ohio, foram atacados por um demónio que Liam identificou como "Lâmia". O ataque apanhou Zoella de surpresa, e o demónio matou-a, trespassando-a com as suas garras. Após uma luta intensa, em que Reed não conseguiu matar a criatura, ela sorriu maleficamente e desvaneceu-se, desaparecendo e deixando Reed a chorar de raiva, junto ao corpo da irmã, que acabou por se desvanecer em pétalas florais. Nessa mesma noite, Reed tatuou no seu pulso as iniciais da irmã, Z.M.C., mas não reuniu coragem para contar ao seu pai o que se tinha passado, nem nessa noite, nem em nenhuma, tendo Liam finalmente enviado uma mensagem por ele.
Retomaram viagem na manhã seguinte, e Reed prometeu matar mais monstros do que nunca. E jurou por si mesmo, e pela irmã, que um dia encontraria a Lâmia novamente, e faria justiça pelas próprias mãos.

* Obs :. Sou português, logo poderão existir expressões no texto que não entendam. Se isso acontecer, por favor, perguntem. ^^
Reed E. Collins
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Re: Ficha de Reclamação

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