Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Sigurd Polaris em Ter 16 Set 2014, 23:45

Relembrando a primeira mensagem :

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Gostaria de ser reclamado como filho da deusa Athena.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Fisicamente sou um misto de tudo o que forma a aparência de um nerd. Sou alto (1,79) e, apesar de não ser assim tão magricela, sou magro para a minha altura. Meus cabelos são negros e vivem revoltos acima da minha cabeça denunciando o meu pouco cuidado com minha aparência física e dando a meu rosto uma expressão meio idiota. Tenho olhos tão escuros quanto meus cabelos, mas frequentemente esses mesmos olhos, quando conseguem vencer a barreira dos meus óculos de leitura, denunciam meu espírito curioso ao mesmo tempo que acabam por passar um certo ar de ingenuidade. Aspecto o qual definitivamente não combina com meu verdadeiro eu. Sim, porque eu me descreveria como alguém bastante observador e astuto, assim, dificilmente tomo atitudes ingênuas em relação a algo ou alguém.
Sou uma pessoa de poucas palavras, mas de sorriso fácil e me descreveria como uma boa companhia tanto para um bom filme no cinema quanto para missões desesperadoras onde tudo depende de um milagre para acabar bem.
Estou sempre alerta ao que acontece ao meu redor e muitas vezes o mesmo silêncio que me dá um ar meio alheio, nada mais é do que um disfarce natural para que eu possa observar melhor o que se passa ao meu redor.





▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Me identifico com o perfil dos filhos de Athena, além de ser a deusa que, de longe, sempre gostei mais. Admiro sua lealdade, integridade, sabedoria e sua força, bem como seu senso de justiça. Posso dizer que, desde sempre, sou um admirador da filha favorita de Zeus.


▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir. 

O que um semideus pode dizer de sua própria história sem cair no clichê do estranho e inesperado? A verdade é que quase sempre somos arrastados por essa condição que atrai tantos perigos (quando não somos arrastados por monstros) e isso ganha uma frequência tão grande em nossas vidas que fica difícil ignorar o que se passa.

Alguns enlouquecem e sei de uma porção que acaba perdendo bem mais que um pedaço do corpo ou da razão propriamente dita. Mas comigo, as coisas não ocorreram bem assim: Nasci em Nova York e, quando se é nova yorkino, todo o tipo de bizarrices acontecem sem que você realmente se surpreenda muito com o que houve. Assim que, quando acontecia algo inesperado, era fácil para meu pai disfarçar o que houve com alguma explicação que fizesse sentido e, portanto, resguardar-me por um tempo a mais de meu destino. Como no dia em que fui perseguido por um sedã preto que eu podia jurar que rosnava e latia para mim. Meu pai disse que se tratava apenas da buzina do carro que era um pouco excêntrica demais.

Não, meu pai nunca enxergou através da névoa. Mas ele tinha uma boa noção de que seu filho era algo diferente das crianças comuns, pois meu nascimento não acontecera como o de outras crianças normais.

Obviamente que, enquanto eu era pequeno, meu pai havia me contado que minha mãe morrera no parto e isso explicava a sua ausência. Mas quando não houve mais jeito, ele finalmente declarou que sempre soube que aquela estudante de intercâmbio da universidade não era uma pessoa qualquer e que quando ela lhe entregou o cesto onde eu dormia tranquilamente, ele nunca duvidou de que eu era parte dele e que ela lhe confiava alguém muito especial. O que ela lhe disse realmente ou que tipo de relacionamento eles tiveram, eu nunca soube, pois meu pai nunca me revelou isso. E tampouco eu soube quem era a minha mãe antes dos fatos que se desenrolaram quando completei 13 anos de idade.

Meu pai é um professor de Mecatrônica na Universidade de Nova York e eu, particularmente sempre o admirei como o melhor dos homens do mundo. Ele era capaz de resolver problemas com uma facilidade incrível, e não só os de matemática, mas todos os problemas do mundo pareciam ter uma solução quando chegavam até ele. Na verdade, tudo o que eu sempre quis desde pequeno era ser exatamente como meu pai.

Bem, fisicamente, até que posso dizer que sou muito parecido com ele. Mas foi realmente fustrante perceber, ao entrar na escola, que eu parecia não ter herdado a sua inteligência. Inicialmente, constatei que eu era diferente das outras crianças, por que eu não conseguia aprender quase nada do que me era ensinado na escola. Demorei muito tempo para aprender a ler e escrever e, mesmo quando consegui algum resultado, era tudo tão pouco perto da grande sabedoria que meu pai emanava que, para mim, foi terrível. Mesmo quando, depois de me levar a um médico, descobrimos que eu tinha TDAH, ainda assim eu não conseguia superar o que acontecia comigo.

Por um tempo, meu pai achou que seria bom para mim continuar frequentando a escola normalmente junto com as outras crianças. Mas logo perceberam que eu tinha um certo talento para causar confusões e que isso estava prejudicando bastante a escola, então, meu pai decidiu que eu estudaria em casa mesmo e que ele seria o meu tutor. Mas com o passar dos dias, foi ficando difícil para ele conciliar o trabalho da faculdade com os cuidados que uma criança ativa como eu lhe inspirava e, por isso, tivemos que contratar uma tutora particular que, além de me ensinar cuidaria de mim enquanto meu pai estivesse fora de casa.

No início me senti um pouco culpado pois sabia que estava sendo muito difícil para meu pai cuidar de mim. Então, jurei a ele que iria me comportar bem e que não lhe traria mais problemas. Mas meu pai apenas afagou minha cabeça e sorriu dizendo que me compreendia mas que eu iria me sentir bem melhor com a companhia de uma professora só para mim.

Foi assim que a srta Suzan Jill entrou em nossas vidas. Ela era uma jovem professora e, ao que parece, meu TDAH nunca a assustou e ela sempre parecia disposta a me ajudar, mesmo quando eu mesmo perdia as esperanças. Foi com ela que aprendi a lidar um pouco melhor com minha condição e até me desenvolvi bastante sob seu olhar atento. Eu me apeguei a ela de verdade e pela primeira vez soube como se parecia o amor de uma mãe, quando ela e meu pai se casaram meses depois da sua chegada a nossa casa.

Não demorou muito para que minha tutora e meu pai decidissem ter seus próprios bebês. Na verdade tiveram apenas mais um filho. Uma garotinha chamada Rebecca, que nasceu quando eu tinha exatos 10 anos de idade e se tornou o foco de todo o meu amor. Becca era tão pequena e engraçada que, de repente, me senti mais útil após seu nascimento. Eu podia e conseguia protegê-la. Mesmo com todos os meus problemas eu conseguia ser o irmão que ela precisava que eu fosse e isso, para mim, era mais que compensador, era uma verdadeira vitória.

Porém, com o tempo, outras coisas estranhas começaram a acontecer ao meu redor. Era difícil sair de casa sem que algum “incidente” acontecesse e eu passei a achar que eu era realmente o problema e que quanto menos tempo fiasse fora de casa, melhor. Assim, passei a me dedicar mais às coisas que eu gostava de fazer em casa. Uma dessas atividades era assistir seriados antigos. Eu vibrava com coisas do tipo Esquadrão Classe A mas gostava de um em especial. Era um seriado chamado Macgayver, onde um policial genial era capaz de criar os mais diversos dispositivos e se safar das piores situações. Eu era louco pelas coisas que Macgayver criava e, logo eu passei a tentar minhas próprias criações. Passava horas de meu tempo livre projetando engenhocas (que eu chamava de sistemas de segurança) baseadas em armadilhas (que na realidade se tratava de baldes de água ou qualquer outra coisa que pudesse assustar alguém), alarmes e outros mecanismos intrincados que dificilmente eram descobertos por outros que não tinham certa habilidade com este tipo de artefato, ou fosse bastante atento às coisas ao redor. Coisas que meu pai, como professor de robótica, me ajudava a elaborar e quase sempre executava para mim.

Foi assim que descobri o mundo fascinante e peculiar no qual meu pai trabalhava e, a partir de então, era normal me verem empolgado conversando com ele sobre mecatrônica e projetos os quais eu fui aprimorando conforme ia crescendo e amadurecendo. Este hobby veio a se tornar um elo entre mim e meu pai posto que nos fins de semana, passávamos horas seguidas na garagem de casa onde ele me ajudava com meus projetos e invenções e eu o ajudava com as suas próprias, como o dispositivo que abria e fechava as portas através de comando de voz, muito útil quando  estávamos com as mãos ocupadas e precisávamos passar de um lado para outro da casa.

Como podem notar, apesar dos incidentes recorrentes, eu até que levava uma vida tranquila. Meu pai e Suzan se esforçavam para que eu crescesse sem muitos revezes, mas algumas coisas estavam totalmente fora do alcance deles. E mesmo que tenham se saido muito bem durante todo esse tempo me protegendo, chegou o momento em que eu teria de enfrentar a minha realidade.

Eu já contava 13 anos completos quando o mais incrível e absurdo episódio de minha vida, até então se desenrolou diante de mim. Não era costume de meus pais nos deixar sozinhos em casa, mas naquele dia, houve uma emergência da qual agora eu não me lembro e Suzan teve de sair. Como não faltava muito tempo para meu pai retornar e Becca estava tirando seu cochilo da tarde, Suzan não viu problemas em se ausentar por alguns instantes.

Era pois, uma tarde quente e eu estava sozinho em casa com Becca. Estava entediado mas não ousei sair da sala ou me afastar demais da babá eletrônica. Tive medo que Becca acordasse eu não ouvisse e, no mais, eu não gostava do novo jardineiro que àquela hora cortava nossa grama. Ele era grande e corpulento e usava uma daquelas regatas coladas, bermudas e chinelões que o deixavam mais com cara de surfista do que de jardineiro, o que era meio tosco por que morávamos em um bairro consideravelmente longe do mar.

Para passar meu tempo, sentei-me na sala com meu caderno de rascunhos e comecei a rabiscar coisas que eu chamava de “meus projetos”. Sempre tive o sonho de que um dia, ainda projetarei maior prédio móvel da história da humanidade. Um artefato único que será capaz de se mover sozinho para onde quer que suas diretrizes o enviem. E era exatamente nisso que eu trabalhava quando ouvi um barulho estranho nos fundos da casa. Era como um baque surdo, como se alguém golpeasse a parede. Um barulho parecido com quando alguém bate na porta avisando sua chegada, mas era estranho por que era na parede e no quintal.

Curioso com o barulho insistente, me levantei e fui caminhando para a cozinha a fim de desvendar tal mistério. Foi então que, repentinamente tudo pareceu mergulhado num silêncio denso e inquietante. Até mesmo o barulho do cortador de gramas lá fora havia se extinguido. Era como se o mundo se calasse por completo e as batidas na parede fossem o único som existente no mundo e que seu barulho irritantemente ritmado ditasse as batidas do meu coração.

Sentindo meus passos pesados e oscilantes, caminhei lentamente até o centro da cozinha e parei por um instante. Eu podia perceber que havia algo errado, mas nem de longe podia suspeitar do que se tratava.

Então tudo parou!

Fiquei imerso em uma sensação de expectativa e incerteza. Se o barulho na parede me incomodava, a ausência de sons era algo que me deixava ainda mais intrigado, mas não tive muito tempo para ponderar sobre os supostos motivos deste estranho fenômeno, pois, o barulho ensurdecedor de uma explosão abalou não só a mim, como a minha casa inteira. Minha única reação foi a de jogar-me para baixo da bancada da cozinha que, para minha sorte acabou por me proteger dos pedaços de parede que voaram por todo o lugar.

Ainda atordoado e um pouco surdo, por causa do estrondo me ergui por trás da bancada, apenas o suficiente para espiar o que estava acontecendo. Inicialmente, uma nuvem de poeira e fumaça me atrapalhava a visão, mas aos poucos pude divisar o que se estendia para além de mim.

A cozinha de minha casa, antes tão limpa e arrumada se tornara uma confusão composta de pedaços de parede, pó de reboco e outras tantas coisas despedaçadas as quais agora era impossível identificar. O lustre pendia precariamente de uma parte do forro que não despencara no meio daquela explosão. Um jato de água jorrava de onde, um dia existira uma pia, deixando o chão enlameado por causa da sujeira.

Eu estava diante da maior e mais real representação do caos que eu jamais vira anteriormente e minha cabeça variava entre a possibilidade do encanamento de gás ter explodido e um ataque terrorista quando as coisas ficaram ainda mais estranhas. Diante de meus olhos, a poucos metros de distância, no lugar onde antes havia uma parede, estava parado o nosso jardineiro. Mas ao contrário de uma expressão preocupada que normalmente um adulto teria diante de uma tragédia como aquela, ele trazia uma expressão satisfeita e até mesmo sorria. Parecia ainda maior do que era e em suas mãos ele carregava uma espécie de bola dourada, a qual ele jogava de uma mão para a outra displicentemente.


- Onde ele está? - ele rosnou olhando ao redor como se procurasse algo ou alguém Moleque maldito!
E imediatamente eu entendi que ele era o causador de toda aquela bagunça. E pior ainda, estava atrás de alguém, que muito provavelmente era eu, já que nenhum outro moleque vivia naquela casa. Mas o que eu poderia ter feito para que ele viesse assim atrás de mim? Porém eu não era assim tão tolo de sair de meu esconderijo para perguntar. Além do que, eu estava com tanto medo que nem que me pagassem eu sairia do meu esconderijo.

Sentei-me novamente no chão por baixo da bancada e tentei me acalmar. Pude ouvir o choro de Becca que acordara com o barulho da explosão e percebi que o jardineiro se movia na cozinha. Deduzi que ele também ouvira minha irmãzinha chorando e que ponderava que eu poderia estar escondido no quarto com ela.

Neste momento me ocorreu um único pensamento: eu precisava proteger Rebecca, não importava o que acontecesse. Então, reunindo uma coragem que até então eu desconhecia dentro de mim, deixei o meu refúgio correndo e passando mesmo ao lado do jardineiro e indo o mais rápido que eu podia em direção à sala, onde estava a escada que levava aos quartos no andar superior.

Para minha sorte, o jardineiro ficou tão surpreso com a minha “aparição” que quando tentou alguma reação, eu já estava bem adiante.

Gritei o comando para que o dispositivo criado por meu pai e que controlava as portas da casa cerrasse a passagem antes que ele passasse e imediatamente ouvi o estrondo da porta batendo na cara do jardineiro que soltou um urro de raiva.

Subi as escadas correndo como se a minha vida dependesse daquilo... e dependia mesmo. Enquanto subia pensava em como salvar minha irmã daquele jardineiro-maníaco-gigante que me perseguia no andar de baixo. Eu podia ouvir o barulho das portas sendo derrubadas e coisas sendo quebradas conforme ele avançava e, por isso, a cada porta que eu passava eu gritava o comando para que se trancasse e por fim, com alguma vantagem, cheguei ao quarto de Becca.

Ao me ver, minha irmãzinha parou de chorar. Ela fazia beicinho assustada e eu corri para ela a retirando do berço. Ela me abraçou forte perguntando para mim sobre sua mãe e eu lhe disse que tudo ficaria bem, mas que agora precisávamos brincar de esconde-esconde. Eu acreditava que seria menos assustador para ela se eu fingisse que estávamos brincando um de seus jogos favoritos. Rebecca concordou imediatamente e me abraçou mais forte, enquanto eu corria com ela para o quarto de nossos pais.

Sem esperar nenhum sinal de nosso inimigo, coloquei minha irmã no chão ao meu lado e abri o closet para poder escondê-la. Encontrei uma caixa grande o suficiente para colocar Rebeca dentro e pedi a ela que ficasse quietinha.


- Econde-econde? - ela perguntou com a vozinha chorosa e os olhinhos marejados em lágrimas.

- Sim, só saia quando a mamãe ou o papai chegarem, ok?

Becca acenou afirmativamente e, após colocá-la confortavelmente dentro da caixa, a tampei e empurrei de volta para dentro do enorme closet. Porém, quando fazia isso, ouvi que outra porta era derrubada e que o jardineiro começava a subir as escadas. Num sobressalto, esbarrei numa caixa de sapatos que estava mais próxima e esta caiu da prateleira espalhando seu conteúdo pelo chão. Tratavam-se de algumas fotos velhas, as quais eu recolhi muito rapidamente e sem olhar de quemse tratava, mas por baixo delas descobri um objeto mais que interessante. Se tratava de uma adaga de bronze, um artefato que chamava mais atenção por estar ali do que por suas formas em si. Eu não sabia que meu pai possuía uma arma como aquela, alias, não sabia que ele tinha arma nenhuma! De qualquer forma, uma adaga poderia ser útil num momento como aquele, então eu a tomei para mim, prendendo-a no cinto de minha calça e corri para fora do quarto.

Em seguida, retornei ao quarto de Becca. Ela tinha uma daquelas bonecas enormes e realistas que quase podem se passar por uma criança de verdade, era perfeita para o plano que eu começava a bolar em minha cabeça. Peguei a boneca e olhei sorrateiramente para o corredor. Pelo barulho de coisas caindo e os gritos irritados, percebi que o jardineiro havia entrado em meu quarto. Sorri interiormente satisfeito, pois meu quarto era um dos cômodos da casa onde haviam mais engenhocas e muito provavelmente ele estava enrascado em alguma de minhas infantis armadilhas.

Com mais essa vantagem, tive tempo para amarrar a boneca em mim mesmo, para que parecesse a minha irmã. Então, me posicionei próximo à janela, me pendurando do lado de fora para descer pelas trepadeiras que cresciam rente à parede da casa. Quando estava começando a descer ouvi a porta do quarto de Rebecca ser arrebentada e me desequilibrei um pouco, ficando pendurado precariamente na janela. Se minha irmã realmente estivesse comigo, eu nunca teria conseguido, pois ela era bem mais pesada que a boneca. Consegui me agarrar na gradinha na qual se enrolava a trepadeira mas quando fui soltar a mão do parapeito da janela, me senti sendo agarrado pelo pulso.

Em pânico, olhei para cima e encarei o rosto do jardineiro que sorria maldoso apesar do nariz inchado e vermelho:


- Vermezinho maldito! Agora você não me escapa! -ele disse satisfeito.

Gritei a plenos pulmões soltando a outra mão e agarrando a adaga em minha cintura e num golpe desesperado consegui ferir a mão enorme fazendo jorrar um sangue que me assustou ainda mais, pois do corte feito por mim, não jorrava o líquido vermelho denso e costumeiro. Dali escorria uma espécie de líquido dourado espesso e brilhante, como se nas veias dele corresse ouro. Porém a dor causada pela ferida ainda era a mesma de um corte normal, assim, ele imediatamente me soltou.

Infelizmente, para mim, eu estava agora sem nenhum apoio e por isso, simplesmente despenquei do segundo andar de casa para o que, na hora pareceu a minha morte certa.

Foi um susto enorme, mas acabei caindo em cima dos arbustos que rodeavam a casa e por isso e por causa da boneca de Becca que amorteceu um pouco da queda, não me machuquei seriamente. Fiquei dolorido sim, e bastante arranhado, mas ainda tinha forças para me levantar agarrando o punhal que, por algum motivo eu não soltava de nenhuma maneira e correr mancando enquanto o ser enorme que me perseguia urrava de ódio e saltava para fora com uma facilidade de dar inveja a qualquer um que, como eu, tivesse experimentado a queda do segundo andar.

Eu estava certo de que era perseguido por algum alienígena ou coisa do tipo e essa ideia me assustava ainda mais. Eu seria abduzido? Fariam experiências dolorosas comigo? Essas coisas passavam muito rapidamente pela minha cabeça enquanto eu procurava alcançar a garagem de casa, um lugar onde eu poderia ter alguma chance de me salvar daquele monstro de sangue estranho que tentava por tudo me alcançar.

Talvez você questione minha atitude de correr para a garagem ao invés de correr para um vizinho para pedir ajuda, mas eu já explico. Minha família sempre foi meio fechada em si e pouco conversávamos com os vizinhos, além do que, houveram alguns incidentes comigo durante os anos e, por isso, dificilmente os vizinhos me dariam ouvidos. No mais, quem acreditaria que o jardineiro era um alienígena do qual jorrava sangue dourado? Por isso, preferi tentar me esconder na garagem, ou ao menos, ganhar tempo para que meu pai chegasse e me salvasse.

Entrei o mais rápido que eu pude naquele que eu estava disposto em transformar em meu forte de guerra, apesar de saber que não teria muito tempo para isso, e comecei a ajeitar alguns caixotes de forma a impedir que o brutamontes entrasse pela porta com facilidade. Depois corri para o fundo, me escondendo atrás de um enorme armário, o qual eu intencionava empurrar em cima do E.T.

Não foi difícil para o jardineiro alienígena entrar na garagem. Apesar dos obstáculos que eu coloquei no caminho, a porta cedeu facilmente e logo eu podia vê-lo caminhando para dentro. Tentei controlar minha respiração para que ele não me ouvisse. Na verdade ele olhava para os lados tentando me encontrar e hoje sei que até teria sido fácil para ele me farejar, não fosse o cheiro forte de óleo derramado no chao da garagem, que acabou por esconder um pouco do meu próprio cheiro.

Foi então que eu me liguei que ele estava muito próximo do interruptor e que, se acendesse a luz, eu estaria totalmente visível. Um pouco trêmulo, mas resolvido a acabar com aquilo, tentei em vão empurrar o armário. Mas não tinha forças o suficiente para aquilo. Respirei um pouco desesperado enquanto ele se aproximava ainda mais do interruptor, prestes a descobri-lo, Foi então que vi uma possível salvação: Acima de nós havia uma espécie de clarabóia. Uma janela velha que dava para o telhado da garagem. Talvez não fosse o caminho mais seguro, mas era o único que eu encontrara até então.

Apressado e sem soltar o punhal que agora emitia um estranho brilho que eu inicialmente julguei ser do sangue do E.T., comecei a escalar a estante que rangeu sob o meu peso oscilando bem de leve. Era arriscado, mas ela aguentaria bem meu peso, desde que eu não fizesse nada muito extravagante.  Porém, ao sair de meu esconderijo, fiquei evidente e o jardineiro alienígena logo veio ao meu encalço. Eu subia o mais rápido que podia, mas ele logo estava me alcançando. Agora a estante oscilava de um lado para o outro prestes a tombar ou mesmo desmontar-se debaixo do peso da criatura. Mas foi quando cheguei ao topo que todas as coisas mudaram: Ouvi a voz de meu pai invadir a garagem junto com a luz da porta que fora aberta.

Virei-me para trás instintivamente como quem procurava a segurança da presença paterna, mas tudo o que encontrei foi a carranca enorme que já me alcançava. Num grito desesperado avancei de olhos fechados para cima dele e senti a estante descer com um baque para o chão.

Essa queda, tal como a primeira, também não foi nem um pouco fácil, no entanto, de alguma forma o corpo do meu agressor acabou por amortecer a minha queda, ou ao menos o primeiro baque, por que em seguida eu meio que fui arremessado para o lado indo bater na parede.

Fiz um enorme esforço para me levantar mas senti mãos fortes me puxando pra cima e um rosto preocupado me olhando. Aos poucos percebi que se tratava de meu pai que havia chegado. Me agarrei a ele num abraço longo e logo ouvi outra voz que estava adiante:

- Lestrigão! - disse um homem de aparência frágil em cima de uma cadeira de rodas ainda próximo ao corpo do jardineiro alienígena. - Você teve sorte garoto!

Eu o observava sem dizer nada. Adiante estava o corpo enorme do monstro e só então percebi que, de algum jeito, meu punhal fora parar atravessado na garganta dele. Não sei o que aconteceu, não me lembro de ter feito aquilo, mas acho que foi mais por acidente por causa da queda enorme.

Mas então, quando eu tentava articular algumas palavras tentando explicar a meu pai sobre tudo o que se passara ali, o corpo do jardineiro começou a brilhar e quase que instantaneamente desfez-se num estranho pó dourado, deixando somente a adaga limpa e solitária no chão. Olhei embasbacado para meu pai. Agora ninguém diria que eu inventei algo, meu pai e seu amigo da cadeira de rodas estavam ali, e viram tudo. Porém, percebi que ambos olhavam para mim igualmente surpresos:


-Quíron... - a voz de meu pai oscilou oque....? - ele apontava para mim.

-Athena! - ouvi o tal Quiron responder Josh, ele não pode ficar...

- Eu sei! - meu pai respondeu me olhando agora com um meio sorriso Sigurd, meu filho. Temos muito o que conversar.

Tudo o que se passou desde então foi ainda mais surreal do que todas as coisas que eu tinha vivido. De alguma forma, meu plano de afastar o jardineiro de casa tinha garantido a segurança de minha irmã que foi resgatada por meu pai dormindo dentro da caixa na qual eu a coloquei. Nossa casa ficou quase que completamente destruída mas, ao menos, disseram que isso se deu à explosão de um encanamento de gás defeituoso.

Naquela noite, meu pai me contou a minha origem e a verdade sobre a minha mãe. E eu finalmente entendi todas as coisas estranhas que aconteceram comigo desde sempre. Contou-me ainda que havia saído naquele dia justamente para aconselhar-se com Quiron, com quem meu pai já se relacionava a algum tempo desde que soube de tudo o que acontecia comigo. Obviamente, tive que deixar minha casa e acompanhar Quiron a um acampamento onde agora eu passo ao menos todas as minhas férias de verão, sempre treinando e melhorando as minhas habilidades. E sempre que volto para casa, tento ensinar à Becca todas as coisas que sei sobre mitologia grega, para que nossos mundos não se tornem tão distantes assim...


Sigurd Polaris
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Serão Três Estações

Mensagem por Kitai em Dom 05 Out 2014, 19:37

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Desejo ser um Sátiro.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Sou responsável e muito diligente. Estou sempre preocupado em agradar aos meus superiores e sou muito corajoso.

Uso frequentemente um chapéu ou uma boina, minha pele é branca, tenho olhos cansados e cabelos escuros lisos sempre bagunçados. Estou sempre com muitas pulseiras artesanais e anéis de prata. Gosto muito de roupas pretas apesar de usar outras cores, e também tenho um estilo despojado e sim, minhas pernas são felpudas.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

O principal motivo são minhas pernas. Seria estranho eu não ser um sátiro não acha?

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Naquela tarde, eu tinha que ir buscar uma filha de Athena. As informações que eu tinha recebido era que eles estariam em uma cafeteria no centro da cidade do lado de uma praça. ‘Um local aberto é mais seguro para você ir pega-la’, como se tivesse alguma diferença. Eu sabia que não importa onde os semideuses estivessem os monstros atacavam. Afinal, os mortais nunca os veriam. Um dia antes, Quíron havia me falado sobre uma semideusa, seu pai havia pedido para que ela passasse um tempo no acampamento, os monstros estavam cada vez mais perto dela. Logo depois, comecei a arrumar minha mala para ir lhe buscar, eu já estava colocando um pouco de ambrosia na bolsa quando Quíron chegou para falar comigo novamente, o que não é uma coisa boa.

-Will, você terá que buscar outro semideus.

-E a garota? A Samantha?

-Também, você ira busca-la e depois ira pegar o garoto.

Olhei um pouco estranho para ele. Queria perguntar por que ele não pedia para outro sátiro, mas eu não ia perguntar. Ele mandou, não posso questionar. Como se estivesse lendo meus pensamentos, ele falou:

-É que o garoto esta em perigo. Suspeitamos que um monstro esta disfarçado em sua casa. Terá que trazer ambos em segurança.

Engoli algo grandes, gosmento e puro.

-Mas é claro, amanhã ate o anoitecer estaremos todos aqui.

-Não tenha presa.

Quando ele saiu, dei graças aos deuses ele esta de cadeira de rodas magica ou não teria conseguido entrar.

**No dia seguinte**
Enquanto ia para a cafeteria, eu me lembrava de como eu tinha ido parar no acampamento. Imaginei um pouco como seria ser um semideus e descobrir que terá que passar um tempo isolado de tudo. Nem mesmo celular poderia ser usado, ela um chamado para monstros. Estava em um dos meus devaneios enquanto ouvia o som ritmado de minhas pulseiras balançado. Uma brisa passava junto com o cheiro de sorvete de morango, o que me fez lembrar dos campos de morangos do acampamento. Eu definitivamente amava morar lá.

Ao longe avistei um homem alto e robusto sentado em uma cadeira pequena demais para ele, em sua frente uma garota perfeitamente como Quíron a descreveu: cabelos fogo, olhos céu, pele leite com sardas de areia. Tive vontade de sacar minha arma quando vi seu pai tirar o celular do bolso para atender uma ligação. Que burro!

Me aproximei com a certeza que eram eles. Odiava despedidas.
-Temos que ir senhor, a viajem é longa.
Eu sei que seria difícil para ela ir embora de seu pai com um desconhecido – nunca tinha visto – e sei também que eu havia sido muito direto, mas não sou tão amoroso.
-Pai quem é esse?
A garota falou de mim como se fosse um vomito ambulante.
-Me de cinco minutos. Filha, esse é Will. Ele irá leva-la ao acampamento...
-Mas... e o senhor. Porque não me leva?
-Eu não posso. Eu não posso. É um acampamento para semideuses, filha. Sua mãe se chama Atena.
Eu não teria sido mais claro e logico. O rosto da garota se retraiu. Consegui ver em seus olhos que mil coisas passavam em sua cabeça naquele momento. Um frio estranho estava soprando, minha inocência dizia que era o sorvete. Olhei para o fim da rua e como se não tivessem sido chamados para a festa dois cães infernais deram um uhrru – eu sei, eles latiram, mas aquilo pareceu mais um uhrru – e avançaram e nossa direção. O celular, que droga!

-Não temos cinco minutos senhor Mozart.

Falei em uma tranquilidade que provocou calafrios em mim mesmo. Diabos de cães infernais... esse pensamento me fez rir.

-Filha, vá com ele! Nos veremos em breve, eu prometo!

Os cães se aproximavam, o ar frio estava cada vez mais frio. Samantha levantou da cadeira e eu vi um breve relance de lagrimas em seus olhos. Andei a passos duros e lhe puxei pelo braço.

-Ai, deixa eu me despedir ao menos!

-Você fica, você morre.
Seus olhos estavam desesperados, não para uma despedida, mas para uma vida normal que era uma coisa que ela nunca mais teria. Por um breve milésimo de segundo, eu senti pena dela. Os cães corriam mais e mais. Que diabos de rua comprida era essa? Relutante, ela começou a correr. Soltei seu braço e comecei a correr na frente como quem se importava só com minha vida – mentira – e quem não estava nem ai para ela – mentira – e não tinha o menor interesse caso ela fosse por acaso morta por cães infernais – quem diria! Mentira.

Não demorou muito para um vulto enorme e preto com olhos fogo pular por cima de nos e rosnar em nossa frente. Estávamos cercados. Lagrimas desciam dos olhos de Samantha, mas ela não tinha aparência de quem estava chorando, mas de quem apenas estava lavando o rosto. Sorri para eles e balancei meu punho. Minhas pulseiras tocaram sons diferentes, o que fez as orelhas dos cães ficarem alertas. Cães são sempre cães.

-Pare de brincar.

Samantha falou um pouco embargada. Eu não estava nervoso, só precisava de uma distração, tinha um circulo de ferro a baixo de nos. Um bueiro. O único problema era ter que me desfazer de uma de minhas pulseiras.

-Você quer?

Ele não ia responder, mas continuei.

-Você quer?

Os cães estavam com olhos cada vez mais alertas.

-Então vai pegar!

Joguei a pulsei longe que foi acompanhada de quilos de cães do inferno. Tirei a tampa de ferro – não estava no plano ela ser tão pesada – e puxei Samantha para dentro. Pensei que ela ia fazer um escândalo tipo: que nojo deste local desconhecido, mas ela não fez isso.

Estava tudo escuro e a única luz que vinha era de cima, mas para lá eu não voltava. Andamos alguns metros e eu achei uma pequena queda d’agua. Joguei uma dracma, um centauro branco e que tinha pernas de cavalo – piada sem graça – apareceu.

-Will, como estão as coisas?

-Desde que sai do acampamento tem cães infernais me seguindo e por inteligência o pai de Samantha atendeu a um telefonema e eles nos encontraram. Agora estamos em baixo de algum lugar da cidade e não tenho ideia de como chegar a casa do outro semideus e não, não tenho GPS. Para melhorar tudo, já esta escurecendo. Tirando isso, estamos molhados e fedendo.

-Boa sorte!

O centauro sorriu como se fosse a única coisa que ele poderia fazer.

-Brincadeira, eu vou ajudar como puder. Vão para o norte, não esta muito longe da casa de Pietro. E quanto aos cães, eles passarão algum tempo sem ataca-los.

-Obrigada.

Tranquilamente ele passou a mão na ‘ligação’ e desfez a ‘chamada’. Quando me virei, Samantha parecia ter visto um centauro. Seus olhos verdes estavam quase saindo fogo como os dos cães.

-O que foi?

-O que foi isso?

-Hã, isso. Foi uma chamada de Iris.

-Não estou falando disso, se bem que isso também é muito doido. Que cavalo era aquele?

-Centauro, olha o respeito.

-Isso é tipo, mitológico.

-Isso mesmo, você é uma garota esperta.

Continuei andando, mas não ouvi passos. Quando me virei ela ainda estava parada. Tirei a mochila de minhas costas e joguei no chão – não liguei muito para a lama – e falei um pouco alto demais para os meus padrões.

-Eu sei que é difícil, eu sei que você tem mil perguntas e talvez nenhuma resposta. Mas eu prometo que assim que chegarmos ao acampamento eu irei responder a todas suas perguntas.

Ela estava olhando para o chão, levantou a cabeça aos poucos e me encarou com seus temíveis olhos.

-Você promete?

-Sim, prometo pelo Rio Estige. Mas por favor, vamos logo. Eu tenho um prazo de entrega.
Não era bem isso, eu tinha estabelecido um prazo de entrega para mim mesmo, mas ela não precisava saber disso.

**Algumas horas depois**
Nos estávamos sentados em um banco de frente para uma casa branca alta com janelas e portas vermelhas. Um macaco morto a paulada era mais cheiroso que nos naquele momento.
-Você tem certeza que é aqui? – Sam me perguntou preocupada.
-Não, mas não irei voltar sem ele, Quiron ira me matar se eu não leva-lo vivo.
-Sim, mas... porque não pode voltar apenas comigo? Tem que leva-lo também?
-Mas é claro, ele já tem 17 anos! Já deveria esta no acampamento. Sabe os riscos que ele corre vivendo aqui?
Ela não sabia dos riscos, os únicos riscos que ela tinha passado foi os cães do inferno. Não era uma coisa muito fácil de lidar, mas ela passaria por coisas piores. Eu me sentia confuso, tentando achar uma maneira de dizer ao garoto que: Harãm! Você é um meio-sangue, parabéns!
Ele olhou novamente para Samantha, tentou entender um pouco ela. Centauro, mensagem de íris, cães, sua mãe era uma deusa... não era uma coisa que acontecia todos os dias. Ela parecia vulnerável. A única certeza que eu tinha era que eu deveria leva-los ao acampamento o mais rápido possível, dois semideuses era um prato cheio para atrair monstros.
-Will, veja. O pai do garoto esta saindo.
Virei para olhar discretamente a casa, um homem alto saia de lá. O pai de Sam sabia que eu iria busca-la, ele tinha pedido na verdade. Mas o pai de Pietro não sabia, precisava conversar com Pietro.
-Vamos pelos fundos. Ele deve esta lá dentro.
Caminhamos ate lá e quando chegamos nos fundos da casa, um jovem de cabelos pretos como carvão estava pulando a cerca de madeira.
-Hey, espere!
Ele não ouviu. Estava cansado de tanto andar, e sentia que Sam não estava muito melhor.
-Vamos?
Me impressionei por seu impulso, ela pulou a cerca e por muito tempo correu muito a minha frente. Estava cansado demais para gritar, ele ia muito a minha frente, mas Sam estava quase o alcançando.
-Hey, espere!

Cadê meus pulmões? Procurei ar, e quase cai no chão quando alcancei eles. Que vergonha para um sátiro! Não entendia porque estava tão cansado.

-Quem quer falar comigo?

O garoto falou um pouco arrogante.

-EU! Há... Espera só um pouquinho... grun...

Depois de alguns minutos, recuperei o ar. Eles estavam me olhando preocupados.

-Você tem que vir com a gente.

Eu costumo ser um pouco direto. Não entendi muito a cara dele de espanto.

-O que? – ele falou entre sorrisos, como se tudo fosse uma brincadeira.

-Você tem que vir conosco.

-Para onde?

-Para o acampamento...

Um latido veio longe. Eles tinham nos encontrado novamente.
-É melhor irmos logo.


**Meia noite**
-Will, você conseguiu!

Código:
Não revisei muito, então deve estar cheio de erros. Foi de proposito que não contei tuuuudo de como ele chegou ao acampamento, mas no final passa a ideia que eles chegaram lá, deixei um pouco para contar em outros post
Kitai
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Primeira Estação

Mensagem por Samantha Johnson em Dom 05 Out 2014, 19:45

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Atena

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Cabelos vermelhos acastanhados. Ondulados e com pouco brilho o que tira um pouco da cor. Branca com olhos verdes. Sua altura média de busto pequeno e quadris largos. Sorriso pequeno e fácil com boca sempre vermelha. Esta sempre com um livro que ler com aquela dificuldade habitual. Branca ouro com sardas que vão do nariz e se espalham por parte da bochecha.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Pelas semelhanças e logico, por ela ser divina.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Ela olhou novamente para o papel em branco e suspirou. Seus pensamentos eram tão rápidos que ela mal conseguia acompanhar cada nova ideia. Sua missão não era uma das mais simples: desta vez ela queria elaborar uma cidade. Planejou um parque, escola, delegacia, moradias, hospital... Cada um em uma região estrategicamente elaborada para da mais conforto a seus habitantes. Era só uma brincadeira que virava um passa tempo que virou uma atividade que ela amava.

Olhou envolta e notou o quanto seu quarto tinha sua cara. Com destaque a um mapa-múndi que ficava na frente de sua escrivaninha. Estava cheio de pontos dos lugares que ela ainda iria visitar, ela tinha perdido a muito tempo as contas de quantos pontos tinham, talvez mais do que ela realmente pudesse ir. Seus lápis de escrever com pontas diferentes e canetas azuis e pretas estavam do lado de seu laptop.

Começou o primeiro traço. Usava a régua as vezes e raramente a borracha, pois ela não gostava das imperfeição que ficavam no desenho, era perfeccionista. Quando estava começando a segunda cartolina alguém bateu na porta. Relutante ela se levantou, odiava quando lhe interrompiam. Quando abriu a porta se deparou com um homem alto e atlético. Cabelos um pouco grisalhos se espalhavam aos poucos do lado de sua cabeça. Seus olhos eram verdes assim como os de Samantha.

-Oi filha!

-Pai...

-Desculpa, acho que atrapalhei alguma coisa.

Ela suspirou. Apesar de tudo, ela gostava que seu pai tentasse se dar bem com ela.

-É que eu estava fazendo uns projetos... Só para passar o tempo mesmo...

Uma sombra se passou pelos olhos dele, Samantha notara. As mesmas sombras que sempre passavam quando ela lhe perguntava sobre seu nascimento, sua mãe ou alguma habilidade que fizesse ele se lembrar da mãe dela, na qual ela quase nada sabia. Essas mesmas sombras passaram pelos olhos dele.

-...mas eu termino depois.

-Há sim! É que eu vim lhe perguntar se você não quer ir tomar um café. Gostaria de falar sobre um assunto muito importante com você.

“Tomar café” ela odiava café, tomava mais suco. “Gostaria de falar” eles nunca tiveram lá tanta amizade para sair por ai conversando. “Assunto importante” não é muito legal seu pai vir dizer que quer falar um assunto importante, isso causa dor de barriga. “Com você” não, não me faça vomitar.

Apesar de todos os defeitos possíveis que ela poderia pensar para apenas aquela pequena frase, ela chegou a conclusão que sim, ela daria uns créditos a ele e sim, tomaria ‘café’ com ele e ela prometeu silenciosamente que SIM ela não iria reclamar em nenhum momento sobre nada e que aproveitaria o momento raro de estar com aquele homem desconhecido que também pode ser chamado de Pai.  

-Claro vou só me trocar.

Fechou a porta e se sentou na sua cama. Ela não ia trocar de roupa. A última coisa que ela pensara em plena adolescência era em roupas que ‘lhe caiam bem’. Mas a forma como seu pai lhe falava que queria falar com ela. Eles nunca conversavam! Quando Samantha queria ouvir algum conselho ou desabafar procurava a secretaria de seu pai que também era como sua amiga. Um frio estranho se estalou em seu corpo. Não, ele não queria falar sobre a faculdade de advocacia que ela tanto recusou. Ele sabia que ela tinha outros dons que ela pretendia usar.

Ficou algum tempo pensando na resposta que iria dar para ele caso ele vir com aquela conversinha sobre como seria legal ser uma medica ou advogada... Apenas para disfarçar, tirou a blusa e colocou a primeira que encontrou no armário.

O dia estava cinzento, e uma brisa fria passava. Eles estavam sentados em uma mesa na frente da loja de café. Não estavam acostumados com a presença um do outro. Eles nunca foram muito próximos. O pai de Samantha era advogado e se dedicava muito ao trabalho. As vezes até demais.

Samantha olhou nos olhos verdes de seu pai. Sabia que herdara isso dele assim como o gosto por justiça. Ela nunca conhecera sua mãe, esse era um assunto proibido. Tudo que tinha conhecimento era de que seu pai a amava muito, a ponto de não se importar por ela os ter lhe deixado.

-Samantha minha filha, gostaria de conversar um assunto de pai para filha.

As palavras saíram tremulas, como se ele tivesse medo de pronuncia-las. Talvez fosse só a pratica.

-Qual?

-Você fará uma viajem minha filha.

Ele não olhava para ela. Seus olhos perseguiam um pássaro que voava em direção ao sul.

-Uma viajem? E a escola?

-Você terá aulas lá e...

-Terei aulas lá? Então isso não é bem uma viajem.

-Minha filha me escute. É difícil para mim lhe deixar, mas que tudo. Você é tudo o que me resta, eu pagaria milhões se necessário. Eu não quero deixa-la. Mas eu lhe amo, e é por lhe amar que espero que você entenda. Serão apenas alguns meses. Eu gostaria de esperar ate as férias, mas ontem...

-Como se chama a cidade?

-Na verdade é um acampamento. Se chama acampamento Meio-sangue.

Assim que ele pronunciou essas palavras ‘Meio-sangue’ seu celular tocou. Ele tirou de seu bolso e olhou franzindo o cenho. Enquanto isso, um garoto de uns 18 anos se aproximou de sua mesa. Ele tinha braços fortes e um rosto quadrado com olhos cansados. Enquanto andava ele mancava e usava um boné de algum time de futebol-americano.

-Temos que ir senhor, a viajem é longa.

-Pai quem é esse?

Ele olhava para seus dedos entrelaçados em cima da mesa. Seu rosto estava cansado.

-Me de cinco minutos – falou ao garoto – Filha, esse é Will. Ele irá leva-la ao acampamento...

-Mas... e o senhor. Porque não me leva?

Por um estante pareceu que ele iria chorar.

-Eu não posso. Eu não posso. É um acampamento para semideuses, filha. Sua mãe se chama Atena.

Um trovão veio de longe. O dia que estava cinzento escureceu mais ainda. Uma brisa que dessa vez era muito mais forte começou a sobrar. Pássaros siam das arvores e folhas viajam pelo chão. Um latido diabólico ecoou por toda a rua. Ao longe dois monstros corriam em nossa direção, eles eram grande demais para serem cachorros, mas pareciam. Tinham pele escura e olhos flamejantes, a cada passo seus olhos pareciam que sorria por ter lhes achado.

-Não temos cinco minutos senhor Mozart.

A voz do garoto soou muito rouca e amedrontadora.

-Filha, vá com ele! Nos veremos em breve, eu prometo!

Seu pai nunca tinha prometido nada para ela, então Samantha sentia que não tinha motivos para acreditar nele, mas acreditou pois tudo que seu pai fazia era para o bem dela. Os cães estavam cada vez mais perto. Samantha pulou da cadeira quase chorando, ela não queria ir. Sentia em sua pele que aquilo mudaria todo o universo para sempre. O garoto pegou em seu braço e puxou para ela começar a correr.

-Ai, deixa eu me despedir ao menos!

-Você fica, você morre.

O garoto lhe deixava assustada. Ela sentiu seu mundo virar de uma hora para outra, ela estava falando sobre morte. Não era uma brincadeira, dava para notar pelos olhos do garoto.

Começou a correr. Corria ate não lembrar mais do porque correr, ela correu o mais rápido que pode ate não poder mais ver onde pisava e nem se importar com isso. Não demorou muito para um vulto enorme e preto com olhos fogo pular por cima deles. Estávamos cercados por aqueles monstros. Eles babavam muito o que era nojento.

Samantha não ligava mais para nada. Estava cansada não só da corrida, mas também da vida. Will começou a balançar umas pulseiras estranhas de seu pulso, aquilo irritou ela.

-Pare de brincar!

Ele não ligou muito para o que ela falou. Mas continuou balançando as pulseiras e disse:

-Você quer? Você quer?

Os cães estavam com olhos cada vez mais alertas.

-Então vai pegar!

Uma pulseira verde com vários chocalhos voou sem rumo e direção, seguida pelos cães. Tudo passou tão rápido que quando se deu conta, Samantha estava dentro de um bueiro e toda suja de lama. O local era escuro e estava muito frio, mas sua preocupação era com – obvio – arranhas. Ela não falou nada, estava com medo, mas jamais iria admitir.

Em um ponto existia uma pequena queda d’agua saindo de um lado da parede e Will jogou uma moeda lá e recitou umas palavras como se fosse a coisa mais normal de fazer.

-Will, como estão as coisas?

O único pensamento de Samantha foi “Não, aquilo não é um centauro”.

-Desde que sai do acampamento tem cães infernais me seguindo e por inteligência o pai de Samantha atendeu a um telefonema e eles nos encontraram. Agora estamos em baixo de algum lugar da cidade e não tenho ideia de como chegar a casa do outro semideus e não, não tenho GPS. Para melhorar tudo, já esta escurecendo. Tirando isso, estamos molhados e fedendo.

-Boa sorte! Brincadeira, eu vou ajudar como puder. Vão para o norte, não esta muito longe da casa de Pietro. E quanto aos cães, eles passarão algum tempo sem ataca-los.

-Obrigada.

A imagem do centauro se desfez. Will quis começar a andar, mas ela já estava cheia de tudo isso.

-O que foi?

-O que foi isso?

-Hã, isso. Foi uma chamada de Iris.

-Não estou falando disso, se bem que isso também é muito doido. Que cavalo era aquele?

-Centauro, olha o respeito.

-Isso é tipo, mitológico.

-Isso mesmo, você é uma garota esperta.

Ele seguiu andando sozinho, ela não estava disposta a continuar. Aquilo era loucura!

-Eu sei que é difícil, eu sei que você tem mil perguntas e talvez nenhuma resposta. Mas eu prometo que assim que chegarmos ao acampamento eu irei responder a todas suas perguntas.

-Você promete?

-Sim, prometo pelo Rio Estige. Mas por favor, vamos logo. Eu tenho um prazo de entrega.
Se ela estava louca, iria ate o fim da loucura.

**Algumas horas depois**

-Você tem certeza que é aqui? –

-Não, mas não irei voltar sem ele, Quiron ira me matar se eu não leva-lo vivo.

-Sim, mas... porque não pode voltar apenas comigo? Tem que leva-lo também?

-Mas é claro, ele já tem 17 anos! Já deveria esta no acampamento. Sabe os riscos que ele corre vivendo aqui?

Não, ela não tinha menor ideia do que poderia acontecer com ela, e também não queria pensar. Quando se virou, um homem saia de dentro da casa.

-Will, veja. O pai do garoto esta saindo.

Will se virou e decidiu.

-Vamos pelos fundos. Ele deve esta lá dentro.

Quando chegaram nos fundos da casa, o garoto pulava a cerca.

-Hey, espere!

Foi ali que ela decidiu ajudar Will. Iria ao acampamento e tentaria entender tudo isso.

-Vamos?

Pulou a cerca e começou a seguir o garoto, quando já estavam perto ela gritou.

-Hey, espere!

O garoto parou. Ele tinha cabelos pretos e pele clara. Uma sensação estranha se passou por Samantha, e ela perguntou a sim mesmo: É isso que chamam de borboletas no estomago?

**Meia Noite**
-Sam, acorde! Estamos no acampamento!

Código:
Sim, sim. Estamos ligados ;)
Samantha Johnson
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Segunda Estação

Mensagem por Aragorn Holmes em Dom 05 Out 2014, 19:52

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Filho de Afrodite

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Vaidoso é uma de suas principais qualidades, se é que podemos falar assim. Os olhos de Pietro não são castanhos escuros ou avelã, eles são um caso raro de olhos pretos. Sua pele levemente amarelada e – mas é claro – sem uma espinha ou cravo é cuidadosamente cuidada. Seus cabelos escuros assim como os olhos estão cortados sorvetinhos, mas as vezes ele deixa crescer a lá estilo Percy. Tem um porte físico não atlético, mas dá para olhar sem camisa.
Não liga muito para os outros, é extrovertido e gosta de pisar nas pessoas. Valoriza sempre uma boa amizade e nunca os trai apesar de ser orgulhoso demais para ter um relacionamento serio com alguém. Nunca se apaixona, mas gosta de deixar garotas caidinhas por ele.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Afrodite foi a primeira deusa, e encanta a todos pelo seu nascimento que não preciso falar muito. Tem uma personalidade bem fútil – a opinião é minha – mas ela é a deusa do amor, e amor não se reflete apenas em relacionamento amorosos, mas também entre amigos e parentes.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir

**Que droga! Quando for rei, irei por uma lei que proíba acordar antes das dez. **
Ele acordou as 7:30hrs. Sua escola começava as 8:00, isso significava que ele estava super atrasado. Quem disse que ele poderia se arrumar em apenas meia hora? São só trinta minutos, mil e oitocentos segundos. E ele tinha que se acordar cedo justamente naquele dia? Seu cabelo estava horrível, seu gel tinha acabado.

-Que droga! – ele gritou quando estava no banheiro olhando para o pote de gel vazio.

O dia tinha começado drasticamente ruim. Ele queria estar bonito, ele tinha um encontro... Tudo bem, na escola não vale, mas a mina era legal e... Não, ele não estava apaixonado. É que ela era bonita e não gostava dele, dá para acreditar? Era obvio que ele não ia ficar parado, então ele resolveu falar com ela e BUH, ela estava quase apaixonada. Mais um dia e tudo ficaria numa boa. Ele falaria com ela, ela ficaria toda se achando á única, ele pediria para ver ela a noite, ela aceitaria, a noite seria ótima, e amanhã... era a vez de outra menina.

Mas não, ele não iria falar com a Vick com aquele cabelo. Estava parecendo um ninho de passarinho.

**Na escola naquele mesmo dia**
-Trabalho em dupla.

Ele virou o rosto para o outro lado da sala, para a garota mais esperta da turma e piscou, ela sorriu entendendo a nova dupla. Sua melhora falhou um pouco, ele não lembrava se ela era a de terça ou a de quinta.

-Mitos gregos, como não ama-los? Façam duas redações sobre um deus ou deusa grega. A primeira terá que falar sobre o deus em si, sua personalidade, origem... a segunda será mais uma critica que irão elaborar a tal deus. Cada redação vale cinco pontos. Boa sorte.

Ele não precisava de sorte, apenas Susan servia. Ela era alta e branca, muito branca na verdade. Cabelos amarelados e olhos verdes escondidos por um óculos enorme vermelho.

-Vamos lá. Que deus você quer falar?

Ele tentou lembrar um pouco sobre esses deuses. O professor tinha falado um pouco sobre eles, tinha um que era do inferno outro que era do mar. Não lembrava muito bem do nome, algo sobre planetas? Isso foi na aula de geografia, não?

-Pode ser um daqueles... Platão?

Ela riu como se estivessem fazendo cosquinhas nela.

-Você quer dizer Hades? A denominação romana dele é PLUtão.

Ela continuou rindo. Ele não estava com vontade de escrever nem sobre Plutão ou Platão e nem sobre deuses gregos. Precisava apenas um pouco de charme para Susan fazer o trabalho sem precisar consultar ele.

-A inteligente aqui é você. Vamos fazer logo esse trabalho princesa, pode escolher.

Ele sorriu com seus dentes perfeitamente brancos. Ela piscou algumas vezes tímida. Jogo virado.

-Claro. Eu gosto de... Afrodite, vamos falar dela.

**No recreio**
Ele estava sentado na mesa e Vick estava na sua frente. As mãos dele estava entrelaçadas nas dela e ele olhava para ela em seus olhos sempre sorrindo. O amigo de Pietro estava na porta da sala para ver se alguma autoridade escolar aparecia, pois era proibido com letras maiúsculas sentar na mesa da escola e namorar na escola. Tudo bem que eles não estavam se beijando, ainda não tinham se beijado nunca na verdade, mas digamos que Pietro tinha fama.

-Não. Hoje não posso, tenho que cuidar da minha irmã.

Ela tentou soltar as mãos dele, mas ele a puxou para mais perto.

-Pede para alguém cuidar dela.

Ela olhou para ele negando. Ela tinha pele parda e olhos castanhos, cabelo ondulado castanho com mechas loiras. Ele olhou para suas mãos entrelaçadas e suspirou como se estivesse realmente muito decepcionado com ela. O que em parte era verdade, as coisas não estavam saindo como o planejado.

-Quero um beijo seu.

Como se fosse o que ela precisava ouvir, ela o beijou.

**Em casa**
-Vilma, eu cheguei!

Ele jogou sua mochila no sofá e correu para a cozinha atraído pelo cheiro de lasanha. Chegando lá, encontrou a empregada de costas cozinhando um molho branco enquanto cantarolava uma musica de Elton John.

-Cheiro bom. Onde esta o pai?

Vilma continuou de costas rebolando um pouco ao ritmo da musica. Ele chegou perto do som e apertou o botão do pause.

-Parece quem tem alguém apaixonada aqui – ele falou em tom brincalhão. Vilma deu um grito de susto.

-Menino, quer me mantar do coração?

Quando olhou para ele, ela entortou um pouco a cabeça achando algo estranho.

-Eu sei, meu cabelo esta horrível.

Ela se aproximou seria e apontou para o colarinho da blusa dele que tinha uma marca de batom vermelha.

-Pelo visto não é só eu que estou apaixonada aqui. Sabia que sou eu que lavo suas lindas blusas manchadas de batom? Menino, você só tem 16 anos.

Ele deu as costas e revirou os olhos.

-Você não é minha mãe.

-Você não é meu filho, mas amo como se fosse.

Silencio se prolongou por alguns instantes.

-Seu pai quer falar com você. Ele esta no escritório, mas se eu fosse você eu trocava de blusa.

**No escritório**
-Queria só avisar que eu irei viajar por uns dias.

-Ta ok.

Seu pai não tirava os olhos do computador, elas não eram muito próximos.

-Irei amanhã pela manhã, por favor, não traga ninguém para cá. Vilma ficara de olho.

Ele revirou os olhos, sabia que seu pai não notaria, pois ele nunca notava.  Pietro levantou a mão como se estivesse em um tribunal.

-Eu juro ser um adolescente triste e sem amigos durante o tempo que você ficara fora.

Em seu pensamento estava Vick, ela beijava bem...

**Naquela tarde**
-Você tem certeza que é aqui?

-Não, mas não irei voltar sem ele, Quiron ira me matar se eu não leva-lo vivo.

-Sim, mas... porque não pode voltar apenas comigo? Tem que leva-lo também?

-Mas é claro, ele já tem 17 anos! Já deveria esta no acampamento. Sabe os riscos que ele corre vivendo aqui?

Will olhou em volta e pensou um pouco sobre como explicaria ao garoto que ele era semideus, esse sempre era o pior problema. Mas era seu trabalho, um sátiro tinha que reconhecer e levar um semideus ao acampamento. Mas Samantha estava com medo, ela tinha visto muita coisa em apenas um dia, ele precisava leva-los antes que as coisas piorassem. Dois meios-sangues era um pote de ouro para atrair monstros. O tempo estava acabando.

-Will, veja. O pai do garoto esta saindo.

Will se virou para olhar discretamente a casa, um homem alto saia de lá.

-Vamos pelos fundos.

**No quarto**
Pietro estava deitado em sua cama olhando para o teto, pensava em Vick. Ele não estava apaixonado, só não queria ficar sozinho. Levantou e resolveu ir ver ela, da uma de romântico e comprar chocolate, flores, qualquer coisa. Vilma não poderia saber que ele ia sair, se não ela não iria deixar, então ele saiu pelos fundos enquanto Vilma estava lavando pratos.

Saiu de casa e respirou fundo. Correu para pegar impulso e pulou a cerca de madeira. Continuou a correr, ele gostava de correr. Correu o máximo que pode ate ouvir alguém gritando.

-Hey, espere!

Parou e viu um garoto morto de cansado, que corria de jeito estranho, com ele uma garota de cabelos fogo. A garota chegou perto, ela estava com expressão muito cansada.

-Espere... quer falar com você... - Ela falou enquanto pegava um pouco de ar.

-Quem quer falar comigo?

-EU! Há... Espera só um pouquinho... grun...

O garoto de pernas estranhas estava pálido, parecia que estava se afogando em seu próprio ar. Depois de alguns minutos, ele se recuperou.

-Você tem que vir com a gente.

Ele falou como se fossemos amigos de longa data, não como quem nem sabia o nome e a primeira coisa que a pessoa lhe falou foi: siga-me.

-O que? – Pietro falou um pouco sorridente devido a situação.

-Você tem que vir conosco.

-Para onde?

-Para o acampamento...

Ouviram um latido, se é que pode ser chamar aquilo de latido. Era mais um grito esganiçado.

-É melhor irmos logo.

**Meia noite**
-Pietro, estamos bem!

Código:
Poderia ter escrito melhor, mas sei lá... deve ter umas coisas incoerentes com os outros, mas lembre-se que não podemos ser perfeitos. Peguem leve :)
Aragorn Holmes
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Ficha-Megan

Mensagem por Megan Mclean em Dom 05 Out 2014, 20:39

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Gostaria de ser reclamada por Apolo.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
1,55 de altura, olhos castanhos claros mais ou menos como mel, cabelo castanho, sempre sorrindo, odeio quando mandam em mim, sabe sou o tipo que prefere ficar na minha as pessoas tem que falar comigo.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico Apolo combina comigo, gosto de sol, gosto de musica, sem querer me gabar o meu gosto musical sempre foi otimo.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Era uma sexta feira, um dia comum, a luz forte do sol entrava devagar em minha janela esquentando minhas bochechas o que me fez acordar, eu ouvia meu adastro, Bobby, gritando para eu ir para cozinha, mas era sexta feira e ninguém estraga minha feliz sexta feira.
Podemos dizer que Bobby tem dinheiro, provavelmente por isso minha querida Sarah(ela odeia que a chame bom, você sabe) casou com ele, estou com ele desde que tenho 3 anos ele era meio que um pai, ele havia me ensinado a tocar e pagava minhas aulas de canto,jazz, sapateado, violino entre outras coisas.
Me levanto rapidamente e coloco uma jeans, eu sempre estava com uma camiseta do Green Day, eu tinha de varias cores, coloco uma bota e corro como uma louca para chegar na cozinha. Nessa historia toda você deve estar se perguntando aonde raios meu pai deve estar? eu realmente não tenho ideia ele abandonou Sarah assim que eu nasci, talvez minha beleza tenha o assustado.
Outra coisa que devem saber de mim: eu me amo.
Simplesmente, se eu não me amar quem vai? Sarah que não vai, Bobby estava sentado lendo um jornal comendo donuts como todo gordo faz, ele era gordo usava terno todo dia, mas era uma pessoa da meia idade gentil.
Eu estava quieta comendo um muffin de amora, mexendo no Iphone como toda criança dessa geração, estava fazendo meu trabalho de ultima hora sobre mitologia grega, os deuses deviam ser lindos, apenas isso a dizer sobre mitologia.
Sarah grita:
-Vamos Megan!-ela aparece na porta da cozinha, ela possuía cabelos da mesma cor do que os meus, usava um jeans de marca, sapatos Gucci e uma blusa larga marrom, na verdade Sarah era uma versão mais velha de mim a única diferença era que os olhos dela eram verdes e que ela era muito mais alta do que eu.
Me levanto e saio saltitando ate o carro, Sarah odiava quando eu saltitava isso era uma forma de protesto sobre eu não poder ir no show do Green Day.
Entrei sem olhar na cara dela no carro, coloquei em uma radio qualquer e esperei ela resolver entrar:
-Pare com isso, supera o show.
Resmungo o caminho todo ate a escola, o show era minha vida e sem ele vou morrer. Chame de drama adolescente mas me sinto assim.
                                                         (…)
Recreio da escola, 12:00.

Minha turma na escola, eram aqueles que sempre entram em clubes de corais,campeonatos de dança, que gostam de todo tipo de musicas e nunca arrumam encrenca, para ficar com o perfil limpo para entrar no curso de artes cênicas de Yale.
Estava quieta cantando algumas musicas com meus amigos, observando os jogadores de futebol americano se matando para conseguir uma bola.O mais legal de ser do grupo dos artistas era que o teatro de arena ficava na frente do campo de futebol.
A professora entra com um garoto, seus olhos eram azuis como o mar, ele era lindo, musculoso, um sorriso que encantava qualquer um, como eu disse eu gosto de drama.
-Turma, esse vai ser seu novo colega Alaric Martins...
-Alaric?-digo rindo do  garoto.
-Megan!seja delicada- Dylan meu amigo afeminado diz.
Todos ignoram o ocorrido e se arrumam em seus grupos para apresentar o trabalho, colocam o garoto novo conosco, ele era otimo mas o colocamos de figurante, iriamos apresentar a historia de Perseu, o que matou a medusa.
Alguns grupos ja apresentavam, estavamos nervosos, vou rapidamente para o camarim e adivinha quem acho sozinho? sim, o garoto do nome estranho.
Ele se vira da cadeira e diz:
-Ah, oi- ele fica vermelho.
-Oi-digo mordendo os labios.
-Nervosa?- ele diz sorrindo.
-Precisa de mais para me deixar nervosa- digo rindo.
-Serio?- por acaso a voz dele ficou mais fina, os olhos azuis ficaram como os de um animal, a pele ficou verde, era um tipo de mulher cobra ou algo do tipo.
-Meu deus!- grito.
O animal bate a calda em mim, caio em uma penteadeira quebrando um espelho, meu olhar esta turvo, vejo que minhas meus dedos sangravam, sentia uma dor horrivel nas costas, me arrasto pelos cacos procurando um afiado o bastante para me proteger, o animal vinha ate mim com uma arma branca, me levanto devagar, e como um milagre corto o animal que berra. Dylan entra na sala e arregala os olhos, ele parecia ter visto algo como aquilo antes.
-Vem comigo!
Saio correndo atras dele, ele desviava as pessoas com agilidez aos poucos o acompanho, atravesamos  o campo de futebol cheio de lindos jogadores de futebol, acabamos chegando no estacionamento rapidamente, ele abre o carro dele eu entro sem discutir.
-O que foi aquilo?
-Okay vamos ser sinceros- ele fala rapidamente muitas palavras o interrompo.
-Devagar!
-Tu ser semideusa, tu ser filha de um Deus, Eu ser um satiro, eu te levar pro acampamento de semideuses, tu manda mensagem pra tua Sarah assim "me acharam'' e taca celular na rua.
-Que doidera! fumou algo?
Levo uma batida na cara, vejo ele pegando o celular mandando a tal mensagem ligando carro, meu olhar fica turvo e fico sonolenta ate cair no sono.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Michael Winchester em Seg 06 Out 2014, 00:30

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
hecade
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
tem um 1,70 de altura, cabelos negros como a noite, olhos iqualmentes negros, os dois em contraste com a pele branca( muito pálida por sinal ) meio musculoso ( nem de perto como um filho de ares ou de hefesto ) é meio solitário, preferindo as vezes ficar sozinho lendo do que conversando com um amigo, não tem muita paciência com as pessoas tornando-o um pouco ignorante, é muito orgulhoso não gosta de receber ajuda das pessoas mas quanto considera uma pessoa como amigo ele não se importa de receber nem de dar ajuda.
▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
acho que combina muito com a minha personalidade e eu adoro muito magia .Além do mais é uma deusa forte e poderosa e é diferente dos outros deuses sem ela mesma sem se importar com os outros.
▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Nasci em seattle, washigton uma cidade boa eu só não gostava da alta umidade e da chuva no verão, meu pai philipi abreu um cara meio estranho em relações de pai mais era um bom pai ao seu jeito ele trabalhava de vendedor numa loja daquelas lojas que vendem objetos de magia e truques de ilusionistas eu gostava de ir lá tirando aquelas pessoas estranhas que entravam na loja , eu perguntava pro meu pai se aqueles negócios de magia funcionavam e o que ele achava sobre a magia negra ele disse que a magia é algo do interior da pessoa ela faz o que acha certo mais a magia negra não era algo certo pois quem faz o mal pros outros deve esperar o mal pra si. Eu morava num bairro de classe media e estudava  num colégio chato e rígido de filhinhos de papai complexados, eu ODIAVA estudar naquela escola , eu não era como eles... tá bom eu tinha alguns problemas como hiperatividade e dislexia e como a terapeuta da escola diz ' uma imaginação muito forte ', isso porque uma vez falei que tinha visto um motorista de ônibus com chifres falaram até que eu tinha escrizofrenia mais eu tenho certeza ele tinha chifres, e outros casos que eu não vou em detalhes. Mas como eu ia falando eu não gostava nem um pouco de estudar naquele colégio, eu falava pro meu pai agente não é rico porque eu estudo naquele colégio caro ele me dizia que ele era bom pra me ajudar com a dislexia e a hiperatividade e alem do mais eu já tinha sido expulso de uns 5 colégios e eu não seria aceito tão fácil ser aceito em qualquer escola. Eu estava no sétimo ano, como sempre eu estava atrás do ginásio da escola pra me esconder da aula de educação física, eu estava lendo um livro da loja do meu pai sobre poderes da mente humana e de repente uma garota muito linda do nono ano, o nome dela era Kelly eu já a tinha visto me olhando de um jeito estranho mas eu achei que como tudo mundo ela me achava estranho mas ela disse:
- Olá querido, como vai?
sem saber o que dizer eu falei:
- ahm... bem e você?
- eu vou bem mais já você não ficar bem por muito tempo!!!
- como assim?-falei meio assustado.
meu deus ela começou a se transformar, sua pele ficou branca como papel, a perna esquerda virou uma especie de perna de burro e a direita como uma perna de metal e seus dentes cresceram virando presas e seu cabelo virou fogo, eu quase corri mais ela disse:
- não adianta correr sou mais rápida que você!!!
Eu não ia duvidar, falei sem conseguir esconder meu medo:
- você é um vampiro!!!-me arrependi na hora que disse ela mostrou as presas e sibilou.
- eu não sou esse mostro estupido, eu sou uma empousa essa lenda tonta se origina na gente!
- desculpa eu não quis ofender!
- mas não tem problema- ela disse com uma calma assustadora  - logo logo você não vai mas existir e isso não vai fazer diferença... agora vem aqui e me de um beijo!
Eu me assustei com que ela disse mas ela era tão legal eu queria ficar com ela 'foco' pensei.
- O que você quer? por que você quer fazer isso comigo?
- você não sabe meio sangue? mais tanto faz isso não vai fazer diferença depois que você estiver morto agora vem aqui!
Antes que pudesse falar algo ou ir até ela um borrão marrom acertou a cara dela e fez ela voar pra longe quando pude ver era um cara estranho do oitavo ano ele se vestia como rip  e tinha dreads misturados com folhas e gramas ele sempre mancava agora eu entendo porque ele tem pernas de burro ou sei lá o que, ele tinha um bastão na mão com umas folhas a empousa saltou sobre ele e numa especie de kung fu burro ele a chutou pra longe de novo ela rosnou disse:
- você vai pagar- ela saltou e antes dele fazer qualquer coisa ela explodiu como um coquetel molotov ele se esquivou super ágil do fogo ele correu até mim e disse agente precisa ir, ela não vai ficar assim por muito tempo!
- assim como? o que você é? o que ela disse com meio sangue?
- Na forma de fogo. Meu nome é Jerry sou um sátiro. E é melhor agente falar com seu pai primeiro.
- O que eu não vou leva-lo até  meu pai você não come-lo!!!
- Eu não como pessoas eu ajudo sou um sátiro protetor.
- Protege o que de quem?
- Protejo pessoas como você de monstros.
- Porque?
- Você vai saber quando falarmos com seu pai - ele olhou pro fogo e disse - ela vai voltar pra forma solida logo vamos!
Não duvidei corremos até a loja do meu pai entramos correndo ele se assustou quando viu o Lerry ele disse:
- Senhor A tá na hora de leva-lo para lá.
- Lá onde? do que ele tá falando pai?
- Filho você é um cara muito especial você tem que ir para um lugar pra pessoas especiais como você.
- como assim pai porque ?
- É por causa da sua mãe ela é uma deusa grega - falou lerry
- ahm... como? você é louco!
- filho sua mãe foi uma pessoa muito especial na minha  vida ela disse o que era e aonde você tinha que ir quando chega se a hora você tem que ir pra esse lugar com o Lerry ele vai te proteger.
Olhei para ele com cara de duvida e me veio uma pergunta:
- quem é minha mãe ela é deusa do que?
- ela não me disse quem era exatamente mais disse que era uma deusa agora temos que te levar ao aeroporto o mais rápido faça sua mala bem rápido...
antes que ele termina se a kelly  coisa feia atravesou a porta gritando meu sacou uma faca amarelada cheia de símbolos sei lá da onde e enfiou no peito dela sem pensar duas vezes ela virou pó encarei meu pai surpreso.
- precisamos ir - disse meu pai.
corremos pra casa arrumei minha mala fomos até o aeroporto pequei um avião pra nova york depois que saímos ele foi até a calçada tirou uma moeda estranha tipo uma bolacha dourada ela a jogou na calçada ela afundou, do buraco saiu uma fumaça negra que tomou o formato de um táxi despedaçado entramos  me assustei com a motorista pra ser mais claro as motoristas elas não tinham olhos nem dentes sua pele era verde toda enrugada elas falaram juntas:
- onde?
Lerry disse:
- colina meio sengue por favor.
uma delas abriu o guarda luva e tirou um olho e passou para a do volante e falaram juntas:
- É pra já!
- O que elas são?- perguntei baixo o suficiente pra elas não escutarem.
- As parcas- ele disse.
- as que tesem o destino?
- sim.
não queria saber mais já era demais pra mim desemos do táxi no pé de uma colina subimos ela, no alto havia um pinheiro de longe achei que ele tinha uma especie de tubos presos a ela percebi que era um dragão quando chequei mais perto quase sai correndo quando vi Lerry percebeu o meu medo e disse:
- É peleu ele protege o velocino!-ele apontou um treco dourado preso no galho da arvore.
pensei não poderia ser o velocino de ouro dos mitos mas não perguntei não saber mais nada conversei com quiron o vice diretor do acampamento ele disse que eu teria que ficar no chalé de Hermes até minha mãe me reclamar.
E desde então eu fico no acampamento e volto pra casa só durante o natal não gosto de por meu pai em perigo morando lá no ano letivo( a proposito meu encharga atrás da névoa e sabe se proteger de monstros, mas mesmo assim não vou coloca-lo em perigo)
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Diana Zummach em Ter 07 Out 2014, 23:27




DIANA ZUMMACH



DAUGHTER OF ÉOLO



Characteristics



Possui cabelos castanhos que, geralmente, usa em uma trancinha na forma de aros nunca passando do limite, ou muito rebelde. Seus olhos variam do azul ao branco, nunca sendo propriamente classificado, característico da neve e dos ventos de seu pai. Um corpo quase escultural, de rosto pálido com maçãs avermelhadas destacadas na bochecha.

Diana é uma pessoa comportada, alguém que não ultrapassa as normas e que não banca: "a garota má", que arma barraco por qualquer coisa só para impor superioridade, ao contrário, ela é uma semideusa calma que sempre olha para frente e não para o passado, também não sendo uma adolescente chorona, mas que encara as coisas como são sendo bem equilibrada.

Motives



Sempre fui fã de Éolo e de suas capacidades como pai, desde os Heróis do Olimpo e suas citações. Também seus poderes e capacidades são incríveis e combinariam perfeitamente na trama da minha personagem que estou a bolar.

History



Se você teve sua infância repleta de festas do pijama, brincadeiras de boneca, encontros com meninos, salas de bate-papo, baladas e festas de quinze anos, parabéns! Você tem a inveja de Diana, que passou toda a sua adolescência sendo perseguida por monstros, mas isso depois de descobrir toda essa loucura que é o universo infeliz de ser uma meio-sangue.

Morava com sua mãe, Mhay, uma meretriz de quarenta e sete anos com dores na coluna e baladeira, que só voltava embriagada para a casa, cheirando a esperma e com a boca alinhada de pelos do saco de dezenas de homens da terceira idade que a pagavam um jantar, ou, nem pagavam. A juvenil tentava fazer com que a mãe melhorasse desde os treze anos, quando a desculpa do “vou comprar presentes” começou a ser desvendada.

Diana estava com quinze anos quando as coisas começaram a ficar estranhas logo no inicio do ano, quando um aluno novo, chamado Rowan, entrou em sua vida. Eu não ficarei relutando nessa história sobre o quanto Diana foi perseguida pelos professores em sala, como o corria diariamente, antes de conhecer o jovem que, na verdade, era um sátiro. Onde mostrou ser a criatura no banheiro, quando abaixou a calça na frente dela, que achou que ele queria um boquete, virando um tapa em sua bochecha, interrompida da raiva pela surpresa.

Até na hora da saída, quando uma carroça guiada por dois cavalos alados desceu dos céus depois das seis horas quando tinha saído do treino de vôlei feminino. Suada, Rowan empurrou a garota pelos ombros que caiu no centro. A criatura montou na plataforma logo a frente e bateu com seus braços peludos na corda, mandando os cavalos aos céus.

Em meio caminho, um espectro do vento se montou em meio do céu quando era perceptível uma floresta logo abaixo da biga. O convidado indesejado mandou uma investida direta na forma de um tufão na direção da roda da carruagem que partiu ao meio e danificou a asa esquerda do cavalo, que foi caindo e atravessando a barreira translúcida que, graças ao velocino de ouro, barrou a criatura da perseguição. Quando estavam prestes a chocar contra o chão com tudo, um vento místico acumulou-se em volta de toda a estrutura de bronze sagrada, impedindo a colisão.

Na hora da fogueira, Zummach foi declarada como filha direta de Éolo com uma prostituta e, do dia em diante, seria considerada uma semideusa reclamada.



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Carl Sousa em Qua 08 Out 2014, 15:40

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Athena

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Tem 1,60 metros, olhos cinzentos, um lindo cabelo loiro, como um raio de sol, que usa em crista. Elegante, forte e musculado.Gosta de usar camisolas pretas, e é divertido e muito inteligente. Gosta de matemática(apesar da deslexia).

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Pois, o ''Carl Sousa'' é muito esperto, e atena parece a progenitora divina apropriada para ele.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
(vou contar a história em 1º pessoa). Desde de pequeno que notara que era diferente. Eu nasci em Long Iland. Eu era muito problemático, eu tinha Hiperatividade e Defice de atenção. Meu pai, um Imresário de grande poder, não me passava confian-se sendo eu entregue ao meu tio, que foi como um pai para mim. Um dia quando tinha 9 anos, uma mulher, esquesita, aproximou-se de mim num intrevalo da minha escola. Ele tinha pele enrrugada. Ele começou a meter conversa comigo e depois... Transformou-se numa Furia (benevolente) eu assustado fugi mas um rapaz, Pero Santos, não sei como, nem porquê, tirou uma espada, de brincar, do bolso e ela cresceu. Era uma espada de bronze, com letras gregas escritas, que diziam: Ares. Pero matou a furia(benevolente).
Eu: - Pero, como? Porque tens uma espada, e o que era aquilo?- pqergontei assustado e curioso.
Pero: - Não há tempo para isso- respondeu
Ele chamou um taxi e levou-me até ao   Half Blood Camp, eu ficara entusiasmado or ver aquilo tudo.
......Agora aqui estou eu, tenho 12 anos, e estou aqui há 3 ano.




Carl Sousa

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Dylan Hostfew em Qui 09 Out 2014, 19:33

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Atena

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Físicas: Tenho cerca de 1,65 metros de altura, olhos cinzentos, com manchas pretas, dando a impressão de que eu estou observando tudo, a todo momento, e um cabelo castanho claro, lizo, que cai nos ombros. Minha pele é branca, mas não chega a ser pálida, daquelas que o ser parece um desnutrido, apenas branca de um cara que não curte um bronzeado.
Emocionais: Odeio ser contrariado, odeio estar errado, odeio ficar sozinho (meus livros contam como uma companhia), não gosto muito de praia, então evito ela, pois o sol me incomoda. Adoro ler e estar com amigos, o problema é que eu não tenho muitos, mas adoro estar com os que eu tenho. Não guardo rancor, e isso pode me dar problemas, pois dou muitas chances a quem pisa na bola comigo.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Pois quero seguir o exemplo de Atena, quero saber evitar uma batalha apenas com um diálogo bem formulado, mas se o diálogo não funcionar, quero saber como me defender apenas com o que tenho em volta, usando estratégia e habilidade.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?

  De joelhos na colina, observo aqueles olhos da cor do céu, que eu olhei tantas vezes, e tantas vezes o vi cheio de cor, perder o seu brilho.
  O sangue dela agora tinge minhas mão de vermelho, mas seu sorriso não deixa o sofrimento me derrubar no chão, literalmente.
  O som da batalha prossegue no pé da colina, as criaturas estão em vantagem, mas agora eu não me preocupo muito com isso, eu quero me despedir de Saphire, que está indo embora.
-D-Dylan... me... me desculpe
-Saphire, você não tem nada a se desculpar, e-eu que n-não a salvei... e-eu deixei você...-    Engasguei com minha própria saliva, e as lagrimas não param de sair
-Dylan, m-me desculpe... por não estar mais ao seu lad...- Seus olhos brilharam, e neles, me lembrei de quando essa palhaçada toda começou...

Seus longos cabelos ruivos voavam com o vento. E eu atrás dela, pedalando como um louco, tentando alcança-la.
-Vem seu molenga! Já estamos chegando!
-Pra você é fácil falar, eu estou suando como um leitão aqui!
Ela começou a rir, e depois de um tempo tentou me ajudar
-Dylan, não ande contra o vento, seja o vento! Sinta-se livre para pedalar!
Afirmei com a cabeça, e olhei como ela faz. Seu corpo estava relaxado sobre a bicicleta, suas pernas se moviam em um ritmo constante, porém suave, e seus braços dançavam com o vento.
Eu tentei. Relaxei meu corpo, até agora tenso. Parei de tentar ''correr'' na bicicleta, e fiz minhas pernas começarem um ritmo constante e suave. Parei de empurrar o guidão da bicicleta para frente também, pois atrapalha nas curvas, e o deixei apenas na função de manter a bike em pé.
Cai de cara no asfalto logo em seguida.
Nós paramos em um parque, e olhamos o por do sol
-Saphire... você já percebeu que o seu cabelo é exatamente da cor do por do sol?
-Já sim, parece que é que propósito, não?
-Sim... parece- Fiquei observando ela, que olhava alguns pássaros no parque. Sua pele típica que uma holandesa, e o cabelo também, apenas aqueles olhos... lindos como um céu em um dia de verão, aquele sorriso branco, como as nuvens, e seu jeito gentil e compreensiva, como uma brisa suave e refrescante...
Ela olhou para mim, e sorriu... acho que seria um momento perfeito para um beijo... mas como eu sou um babaca eu fiquei com vergonha e virei o rosto
-Bom... já está ficando escuro...- Caraba! Qual o meu problema?!?- Vamos ir voltando para casa Saphire,
-Tarde? Ainda são 18:00 horas!
-Eu disse escuro, está ficando escuro, e nós estamos longe de casa vamos lá Saphire
Claro que eu não sou tão imbecil assim né? Eu fui lá e coloquei minha mão em volta do ombro dela
-Vamos ir andando dessa vez, estou cansado de pedalar
-Tudo bem seu molenga, mas amanha vamos vir aqui de novo! E vamos voltar de bike!
Ponto!! Eu ofereci essa volta a pé para tentar beija-la, mas como amanha vamos voltar para cá, nem vou fazer questão, ou sim? Pode ser que seja melhor hoje mesmo...
Mais ou menos na metade do caminho, o celular dela tocou. Espera um pouco...
-Saphire! Você tem um celular??
-Ganhei  ontem, não te contei?
-Não...
-Desculpa, mas...- Ela apontou para o celular, e eu afirmei com a cabeça
Ela ergueu as sobrancelhas, e disse ‘’tudo bem mãe, vou para la, beijos’’
-O que ela queria?
-Avisar que é para eu ir para casa da minha tia, é para eu reconforta-la, pois o animalzinho dela morreu ontem
-E onde ela mora?
-Na rua... droga, é essa aqui na esquina
O QUE? MAS QUE SACAGEM É ESSA??
-Tudo bem, mas amanha você estará junto de mim?
-Sempre estarei
E nos separamos
Droga, vou ter que deixar para amanha mesmo,  vou pedir conselhos pro meu amigo, hoje quando eu chegar em casa...
Olhei para o céu, que já estava escurecendo. De repente, uma lufada de vento bateu em mim com força, acompanhada de um grito feminino vindo da...
Corri na direção do grito, com esperança de estar errado. Infelizmente eu estava certo.
-Saphire!
Ela estava sentada no chão, enquanto uma garota morena com uma camisa laranja e um short jeans lutava com um demônio, com garras enormes, uma perna de bode, outra de metal, ela tinha presas enormes, e asas, seu cabelo parecia ser feito de fogo.  Tinha um cara ajoelhado ao lado de Saphire, ele parecia um mendigo, com pernas muito peludas, e roupas velhas...
A garota morena estava com uma espada, mas sua perna estava com um corte muito feio, e parecia estar muito cansada... eu tinha que ajuda-la
Olhei em volta, e fui até uma lata de lixo, peguei  a tampa, e um pau de vassoura quebrado, que estava encostado na lixeira. Corri até o demônio, e bati com toda a minha força a tampa da lata na cabeça dela, que cambaleou na direção da garota. Ela olhou atordoada para mim, por tempo de mais pra falar a verdade, mas logo em seguida lembrou do ser desnutrido que estava nos seus pés, e decepou-o, e o que sobrou dele explodiu em pó dourado.
-O-o que está acontecendo aqui?- Perguntou Saphire
-Muita coisa – Respondi
-Me de seu celular – disse a garota morena
-E-eu não...- comecei
-Estou falando com ela
Saphire nem questionou, e entregou para ela, que o jogou no chão
-POR QUE VOCÊ FEZ ISSO?
-Celulares atraem montros, por isso que semideuses não podem ter um
Olhei para Saphire, e ela olhou pra mim. O QUE? Semideuses? Como assim?
-Venha conosco – disse ela olhando para saphire - explicamos tudo no caminho do acampamento meio-sangue
-E eu ?
Ela me olhou, avaliando-me,  acho que não queria eu junto
-Não vou a lugar nenhum, principalmente sem o Dylan
Ela suspirou, revirou os olhos, e por fim aceitou
Passaram-se dois dias indo para Nova Yorque, e foi tempo o suficiente para eu aprender umas coisinhas:
1º - Saphire é uma semideusa, que é filha de um deus e um mortal, no caso, de um deus, pois ela tem mãe, porém ‘’o pai dela fugiu de casa’’, e sua mãe não sentirá muita falta dela por causa de uma tal de névoa, que a garota morena (cujo o nome é Millena) controla-a
2º - Um cara com pernas de bodes chamado Steve consegue comer latas de refrigerante
3º - Existem muitos, mas muitos monstros em Nova Yorque, sorte minha e da Saphire que nosso bairro era muito ‘’mortal’’(para  mim é repugnante, mas tudo bem), então ele cobria nosso cheiro (não, nós não fedemos, é uma maneira de montros identificarem semideuses), e outra sorte é que Millena foi enviada em uma missão de achar uma semideusa que as ninfas do vento encontraram, e disseram ser muito poderosa, porem muitos monstros estão atrás dela, então é melhor andar logo
Tudo estava rolando bem até esse 2º dia, só até ai.
Estávamos no central park, aproveitando que Steven não detectou nenhum monstro por perto, paramos para comer em uma lanchonete. Faltava meia hora para o sol se por, e para a lanchonete fechar também, então pagamos tudo com o resto do dinheiro mortal que Millena trouxe, pois em menos de uma hora, estaríamos no acampamento.
Então eu percebi uma coisa.
No parque, tinha uma enorme exposição de cachorros, que cobria metade do parque , parecia estar lá a um bom tempo, pois várias tendas estavam vazias. Mas espalhados pelo parque, tinham mulheres gordas com três cachorros enormes cada. Eram cerca de cinco mulheres, ou seja, quinze cães enormes.
-Steven
-Diga
-Não está sentindo um cheiro estranho? De cachorros?
-Sim, da feira de adoção de cachorros, mas só, por quê?
-Olhem para o parque, e contem quantas mulheres gordas idênticas tem lá com cachorros idênticos
Todos olharam, e arregalaram os olhos
-Isso não é bom...- disse Millena
-Quantas chances temos de isso ser uma armadilha? – perguntou Saphire
-Eu diria 200% de 100% - disse eu – precisamos de um plano...
Em dez minutos, expliquei tudo para eles.
Steven, deu um enorme salto de bode e foi parar no telhado da lanchonete, já eu, Saphire, e Millena, ficamos lá dentro.
Felizmente Steven não teve problemas em fazer barulho para chamar a atenção das mulheres. Elas se transformaram em cães, e correram junto com os outros na perseguição do bode no telhado. Corrigindo: São vinte cães.
Nós saímos correndo na direção de um ônibus, que estava prestes a andar. Saphire chegou primeiro, eu em seguida, Millena chegou mancando e Steven saltou para a porta. Faltando apenas meio metro para ele chegar na porta, um dos cães saltou, e o rasgou com a pata em pleno ar
A ultima coisa que eu vi, foi seu rosto sorrindo, prestes a falar ‘’i belive, i can fly’’, como ele tinha falado que iria fazer...
Seu pó dourado estorou na minha cara, e a porta se fechou. O ônibus começou a seguir caminho para a estrada rural
Millena quase desabou, pois aquele sátiro havia levado ela até o acampamento, e se ofereceu para acompanha-la nessa missão... droga
-Dylan, Saphire, peguem isso, é feito de bronze celestial, me desculpe, mas é tudo que eu posso dar a vocês no momento
Ela nos entregou duas facas, eu peguei uma delas. Aquilo poderia salvar minha vida, e a vida delas, então, acho melhor tomar cuidado com isso
Quando estávamos perto de uma colina enorme, Millena pegou uns trocados que tinha, e deu ao motorista, que parou o ônibus. Descemos correndo, e ouvimos os latidos ao longe.
-Mais rápido!-Gritei
-N-não, consigo mais que isso Dylan...-disse Millena- Me deixem, eu vou retarda-los, vao para o outro lado da colina!
-Nem pensar!-disse eu, então, eu avancei e peguei  Millena no colo- Vai Saphire!!! Vai mais rápido, tente chamar reforço!
-Não vou te deixar para tras!
-E quem disse que eu vou ficar para tras??
Ela sorriu para mim, e eu  retribui o sorriso.
Saimos correndo o mais rápido o possível, mas ao pé da colina era possível ouvir os passos dos cães bem perto.
No topo da colina, Saphire levou um susto com o que viu, mas em seguida chamou ajuda
-ALGUÉM! NOS AJUDEM! TEM UNS CAES GIGANTES, E MILLENA ESTÁ FERIDA, SOCORRO
Eu estava no meio da colina, quando tudo aconteceu: Millena pediu para deixa-la no chão, para que ela pudesse lutar. Em menos de cinco segundos, quatro semideuses com armadura completa estavam correndo colina abaixo, acho que eles já estavam esperando nossa chegada. Millena arrelagou os olhos. Millena me empurrou. Millena se jogou na minha frente.
-MILLENA!
Seu sangue manchou meu rosto, e sua cabeça rolou a colina, fazendo uma linha vermelha na grama verde. O cão pulou novamente, eu rolei para a esquerda, e suas garras rasparam meu braço. Ele tropeçou no corpo de Millena e caiu no chão. Eu cravei minha faca no pescoço dele.
Me virei para o pé da colina, e quatro cães pularam na minha direção
A adrenalina correu nas minhas veias, não por ter quatro cães enormes tentando me matar, mas sim porque eles explodiram, com uma luz azul intensa, parecia um raio...
Olhei para Saphire, a minha direita, ela estava com as mãos em minha direção,  fora ela que invocou o raio? Não há sombra de duvidas, ela é realmente uma semideusa muito poderosa.
Ela estava tão paralisada quanto os cães, que fugiram para o lado direito da floresta.
Eu corri na direção dela, e parei, na frente dela. Ela arregalou os olhos, e veio na minha direção.  Porém, ela estava se inclinando de mais, ela estava sem expressão, ela... estava com um corte no peito.
Flechas vieram na direção do cão atrás dela, que saiu da floresta, Saphire tombou no chão.   Eu me ajoelhei, e lagrimas encheram meus olhos...
 

  Seus olhos perderam totalmente a cor, aquele azul do céu de verão agora estava com menos cor que um céu nublado de inverno. Olhei para cima, o céu estava da mesma cor que seu cabelo... se eu tiver um palpite de quem era o pai dela, seria Zeus, o senhor dos céus, por isso que ela era tão poderosa, que parecia voar na bicicleta, seus olhos, seu sorriso, eu jeito, seu cabelo, seus poderes...
  O resto dos semideuses se aproximaram. Tinha um centauro, igualzinho a descrição da Millena e do Steven... ele olhava para Saphire como se não fosse a primeira vez que alguém como ela caia na colina.
  Percebi um movimento nas arvores: era uma coruja, dourada, que parecia ser feita de luz, ela voou em minha direção, e então, todos a viram parar na minha frente e brilhar, logo em seguida desaparecendo.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Felix Mustine em Dom 12 Out 2014, 03:48



CARACA, MULEKE!
prólogo; cena única: taca-lhe pau
see ya, gabs
Deus: Dionísio;

Características: Fisicamente, Felix é um garoto de estatura mediana, puxando para o alto, com cabelos naquele tom de areia e olhos de um azul claro, com um corpo sutilmente desenvolvido, em especial no único local que ele se esforçou pra malhar, unicamente para se tornar mais agradável às garotas: o abdômen.
Psicologicamente, Mustine é descolado: de carisma inegável e espírito livre, muitas vezes excessivo, vive tudo no exagero, do oito ao oitenta num suspiro. Apesar de não ser assíduo bêbado, quando porventura chega a tal nível de imbriaguez, é daqueles que faz strip em cima da mesa e passa mal do lado de fora. Como já diziam por aí, eu achava que me conhecia, mas me enganei sobre mim mesmo: sou duas vezes melhor do que acreditava ser, e dez vezes pior.

Motivo: É o deus que mais combina com o personagem, tanto pelas características quanto pela ideia de trama futura.

História: Oi, meu nome é Felix.
Oi, Felix.
Eu tinha um gato chamado Felix, comentou, tristonho, um dos telespectadores. Só por birra, eu voltei a me sentar.
O mediador da roda evitou parecer desapontado.
Não vai dividir sua história conosco, Felix?
Hoje não.
Dali a três encontros, eu voltei a reunir coragem - ou disposição, que seja - pra falar. Ao ficar de pé, o mediador me incentivou a continuar:
Essa noite, quer dividir algo conosco, Felix?
Se o cara do gato aí ficar quieto, provoquei, encarando-o com uma expressão dura e repreensiva.
Ei, não se mete com o meu gato, seu idiota, retrucou ele, ao que eu ergui as mãos para o céu e fiz uma cara de espanto mesclada a um sorriso gozador.
Ó, meu deus, ou o quê?, questionei, em tom de desafio, obviamente zombando da cara dele. Vai me mandar pra prisão? Eu já estou nela, idiota, e o nome disso é "grupo de apoio escolar". Então, ele ficou quieto, mas eu não me contive: Não, já sei. Você vai me chamar de idiota, né? Certeza! Não, por favor, de idiota não! Eu imploro que você não me chame de idiota, senhor... senhor... Senhor Babaca!
FELIX, PRA FORA!, vociferou o mediador, me mandando mais uma vez pra diretoria.
Antes, contudo, eu fiz uma coisa muito pesada: eu chamei o mediador de babaca também.

[...]
Sim, srta. Mustine... Isso... Exatamente, é pra falar sobre... Uhum. Certo. A senhorita consegue chegar em dois minutos? Ótimo, estarei aguardando-a enquanto converso com ele.
O diretor desligou o telefone e olhou para minha cara, como se estivesse desiludido e cansado de me ver ali.
E aí, Hugh?, perguntei, sentando de lado na cadeira e colocando as pernas pra cima. Ah, mano, que delícia era aquela poltrona!
Três vezes, Felix. Três vezes, ele repetiu, como se não acreditasse, mais incrédulo do que realmente bravo comigo.
Qual é, nem é tanto. Teve aquela semana do final do ano passado, quando eu fiz um combo de almôndega na cantina, toalhas rosas pro time de futebol, pó de mico no figurino da galera do teatro, E - COMO GRAN FINALE - O ABOMINÁVEL HOMEM DAS NEVES DE PAPEL HIGIÊNICO!
Diga-se de passagem, aquela última tinha sido sen-sa-cio-nal.
Não estou falando numa semana, Felix. É a terceira vez que sua mãe entra aqui na minha sala só hoje, e ainda nem passou das duas e meia da tarde.
Dei de ombros. Não era fácil ser um gênio reprimido.
Nesse momento, Harley - pequeno ps: ela não era minha mãe, ok?, era mais uma mãe adotiva, e que fui eu quem adotei, mas isso é uma longa história - entrou e me fitou, bufando e revirando os olhos.
Pode mandar a conclusão de toda a situação pelo carteiro, Knigh, ela falou, somente.
Harley saiu tão rápida quanto entrou e a conversa com Knigh, meu diretor lindo e que me tolerava desde que eu me entendia por gente, ou seja, há uns dez minutos no máximo.
Felix, entenda: eu vejo mais sua mãe do que minha mulher.
A Harley é gente boa mesmo.
E pare de chamar a sua mãe de Harley!
Ela nem é minha mãe, Hugh, reclamei, fazendo um sinal com a mão. Cara, foi você quem contratou essa babá pra ser minha responsável, e só porque você mesmo não tinha tempo pra cuidar de mim.
Mesmo assim, você poderia ser mais afetuoso com a sua mã...
Hugh, se é assim que você quer, eu comi minha mãe anteontem.
Eu simplesmente adorava os silêncios constrangedores que se seguiam a mentiras ditas com convicção e a verdades explicitadas com displiscência.
Mas... Argh, você poderia... Porra, Felix.
Pois é, Hugh, o cara que tu adotou - também conhecido como euzinho - não é flor que se cheire. Pronto, estava contada a longa história. Se você não entendeu, você é um otarriô.
Felix..., ele sussurrou, procurando palavras, algo que me fizesse desistir de ser o rebelde sem causa que sou, mas não encontrou nada.
Ótimo, e andei até a porta, fechando-a atrás de mim. Eu sou o Felix, nem cheguei já tô saindo fora.

[...]
Costumeiramente, eu teria saído da sala do diretor (aka "pai", aka Hugh) e ido direto pra casa, só que aquele era um dia diferente: esbarrei com Frew, um amigo do grupo de apoio aos bêbados do colégio, e resolvi fazer umas paradas malucas.
Fomos andar de skate, o que foi a pior ideia da minha vida até então.
Primeiro, eu não sabia andar de skate. Segundo, os skateiros (aqueles que andam de skate, eu sei lá se eles possuem um nome de verdade) não gostavam de gente marrentinha que não sabia andar de skate, ou seja, não gostavam de mim.
Nossa conversa foi bem rápida. Basicamente, foi assim: qualé?, "qualé" você, ih, mó moleque bad trip, o que é bad trip?, você manja das pranchadas na quebrada?, você pode falar minha língua, por favor?, qualé, playboy?, playboy é onde eu vi sua mãe.
E foi aí que a briga começou.
Taca-lhe pau, Frew, taca-lhe pau!, motivei-o, enquanto eu mesmo "tomava-lhe pau".
Tudo tava indo muito mal - pra mim, já que eram cinco contra dois, então eu já tava com um olho roxo, enquanto Frew parecia ter controlado um deles de alguma forma, mas alternava entre dar e receber pancadas nos outros dois -, até que Jesus chegou aos nossos corações.
No caso, Jesus é o carro da polícia que afastou a Gangue Qualé.
Dois policiais saíram do carro. O menor - de aspecto latino, que trazia uma pequena pistola na mão e, curiosamente, uma adaga ao invés de um cacetete - veio até nós, enquanto o maior - mais corpulento, grandalhão, tipo um armário ambulante - parecia mais em fúria do que o necessário, correndo atrás dos cinco e não parecendo ligar se eles estavam em enorme vantagem numérica.
Perdoe o jeito do Enrique, Felix. Eu juro que não me lembrava de ter me apresentado. E aí, Frew, é ele o guri?
Frew assentiu com a cabeça, e de repente eles passaram a conversar de uma maneira muito estranha, com uns códigos como "reclamação", "Acampamento", "meio-sangue", quase como se fossem da Gangue Qualé.
Você tem certeza?, questionou o desconhecido para Frew.
Alô, oi, eu tô aqui, sabem?, fiz-me ouvir, depois de achar já ter perdido o suficiente.
Por um momento, eles não falaram nada. Aliás, eles só me encararam, e não fizeram isso nem para o meu rosto, mas encararam um ponto acima da minha cabeça. Tipo, se eu fosse uma atriz pornô e eles olhassem pro meu peito, eu até entenderia, mas - no caso - ficou muito estranho.
Que foi, velho?, indaguei, irritado. Perdeu o cu na minha cara?
E, então, olhei pra cima.
Meio nublado, como se fosse translúcido, um símbolo de uvas desaparecia aos poucos.
Tá certo, é mesmo filho de Dionísio. Ele precisa ir pro Acampamento.

teste:
Na verdade, nada de especial. Um beijo pra quem me ama, e dois pra quem não.
Felix Mustine
Filhos de Dionísio
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Orfeu em Dom 12 Out 2014, 05:28

♪ avaliação;

• Louise Miller — Phobos
Sinceramente, Louise, no início, eu imaginei que sua ficha seria maçante e cheia de erros, mas o que encontrei foi algo muito bem feito, bem bolado, bem escrito - o que é o principal. Gostei muito da personalidade e de como você interpretou. Pras próximas narrações, só aconselho um texto um pouco mais organizado, talvez sem o uso do sublinhado em falas, porque fica um pouco poluído.

• Calypso
Primeiro, que seu nome não está de acordo com as regras. Em segundo caso, eu gostaria de dizer que Atena possui uma ficha mais rígida em comparação às dos demais deuses, e nem mesmo sei se para os outros você passaria. Aconselho-te a ver o guia do PJBR e ler outros posts; basicamente, só a parte das características já ficou tão resumida e simples: tente ousar, narrar, tornar seu texto reconhecido e adicionar qualidade, melhorando as descrições dos fatos, dentre outros aspectos mais técnicos.

• Kyros Armstrong — Hefesto
Eu pensei muito no teu caso. Pelo que li, você não narra mal, só não desenvolveu uma história exatamente criativa, mas sim carregada de protagonismo (o que influencia na coerência e pode até te levar a óbito numa missão ou evento, então tome cuidado). No entanto, coisas sobre o mundo de PJ, você só saberá quando estiver convivendo com ela, dentro dos limites mágicos do Acampamento, após ler o bestiário, se informar sobre o assunto, enfim, viver como um semideus. Eu adianto que não te considero pronto pra uma missão agora, então acho válido você começar por treinos e atividades sem chance de morte, mas confio muito no seu potencial.

• Manoella R. Croywer
Atena, por ser justamente a deusa do conhecimento, exige fichas melhores, então a avaliação delas é feita de forma mais rigorosa, e por conta disso não pude te aprovar, Manoella; talvez, nem mesmo pra um deus menor, mas as chances seriam maiores, entende? Eu acho, sim, que você tem capacidade de melhorar, e vejo isso ao observar o quanto tu cresceu da primeira ficha que fez até essa, mas ainda não creio que você esteja pronta. Tente melhorar aspectos mais técnicos acerca da narração, como aprimorar a sua competência linguística e arrumar umas coisinhas, como dar espaço depois da pontuação, pontuar corretamente; essas são coisas que podem determinar o êxito ou o fracasso numa missão, portanto atente-se a tais aspectos.

• Reed E. Collins
Cara, a sua história ficou sim simples, e o português "original" vai acabar acarretando uns descontos em narrações futuras, mas pelo menos você demonstrou um conhecimento sobre as normas técnicas muito bom, fazendo uma ficha bem estruturada e organizada. Não foi, contudo, o fator linguístico que te atrapalhou, mas a falta de aprimoramento das descrições; basicamente, você só passou por cima de acontecimentos mais gerais, que poderiam ou ser melhor explorados ou serem completados com outros acontecimentos. Você nem ao menos narra bem o momento exato da reclamação, só diz que seu pai sabia que era Perséfone, mas como? Enfim, senti falta de um detalhamento maior: fiquei com vontade de conhecer melhor o Reed, então espero uma nova ficha. Ah, e acrescento: se fosse uma ficha para deuses que não exigissem um rigor maior, eu aprovaria, mas como justamente Perséfone é uma delas...

• Will Nordic — Sátiro
Francamente, seu caso foi outro que me deixou um pouco confuso. Eu confesso que seu texto foi bem desorganizado em alguns momentos (no quesito de separação de parágrafos, por exemplo, além de nenhuma edição), mas que são coisas normais até para alguém que nunca mexeu com isso. Eu gostei da história que tu criou e tal, e foi ela que me fez ver que tu tem capacidade pra melhorar bastante, o que espero que faça. Tente começar por atividades mais simples, como treinos, hipismo, canoagem, e etc., porque talvez uma missão seja algo um pouco difícil demais para você; de resto, eu só realmente desejo que se divirta e cresça bastante aqui.

• Samantha Johnson
Teu caso foi outro que me deixou bastante confuso. Apesar de ter gostado da história criada, mesmo que ela não seja exatamente original ou extremamente criativa, acho maneira a ideia de entrelaçarem histórias. Contudo, a ficha para Atena possui um rigor maior, e foi justamente por isso que não pude aprovar-te. Caso fosse a ficha para algum deus mais "fácil", eu até aprovaria, mas não para Atena. Samantha, procure melhorar aspectos técnicos de redação, como ortografia de certas palavras (viajem é o verbo, viagem é o substantivo), pontuação, acentuação gráfica, enfim, essas coisas mais pontuais - através de uma revisão ou da utilização de um corretor -, e creio que poderá ser novamente candidata. Não desanime, certo?




As fichas a partir de Pietro Aaron até Felix Mustine serão avaliadas por Herácles.

Sobre o template: KORRA W. MÜLLER, Roubado de.


— aguardando atualização ♫

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 089 - ExStaff em Dom 12 Out 2014, 15:12

Avaliação: Ficha de Reclamação
feita por Héracles, qualquer dúvidas, mp-me <3

♦ Pietro Aaron

    Ok. Tiveram alguns erros, como acentuação de palavras (Serio / Ela se aproximou seria / Silencio se prolongou/ ela ficaria toda se achando á única), palavras escritas erradas (Sua melhora falhou um pouco / quer me mantar do coração?), não-acentuação de verbos (como não ama-los? / -Ta ok / Onde esta o pai? / o tempo que você ficara fora / Quiron ira me matar se eu não leva-lo vivo), troca de pessoa durante a narração – seu texto inteiro fora escrito em terceira (Ele falou como se fossemos amigos), erro de gênero (Seu pai não tirava os olhos do computador, elas), e repetição (sentar na mesa da escola e namorar na escola).

    Pietro, cê poderia sim ter desenvolvido beeem mais a ficha. Tipo, só narrou um dia na vida do seu personagem. Aposto que ele viveu mais do que isso. Sério. Solte a sua imaginação, escreva o que lhe der na telha. Desenvolva toda a sua trama. Boa sorte na próxima vez!


♦ Megan Mclean

    Megan, a sua narração apresentou diversos erros, mas os mais comuns foram os da falta de acentuação em certas palavras (eu tinha de varias cores / musicas / ele era otimo / as pessoas tem que falar comigo ele / iriamos apresentar / estavamos nervosos) e repetição (casou com ele, estou com ele desde que tenho 3 anos ele era meio que um pai, ele havia).

    Tanto a sua personalidade quanto a história foram extremamente breves e vagas. Tente botar mais detalhes, e incrementar o seu desfecho quanto à narração, que, como acabou tão abruptamente, não consegui entender nada. Também preste atenção quanto ao excesso de vírgulas – você exagera nelas em lugares que não precisa, e aí acaba faltando nos que precisam –q. Boa sorte na próxima.


♦ Luiz F. Abreu

    Vou apontar uns errinhos beem bobos, que davam para serem “cancelados” com uma revisão rápida usando um corretor: escrita de palavras erradas (hecade / olhos iqualmentes negros), repetição logo no começo do texto (meu pai philipi abreu um cara meio estranho em relações de pai mais era um bom pai), e acentuação (classe media / alem / estupido / proporsito / coloca-lo).

    Além disso, dê uma maneirada no seu espaçamento, e não fique tão “empolgado” em colocar taaantas letras maiúsculas ~ironia~; faltaram estas em partes do texto, como inícios de parágrafos. Uma coisa também foi que você trocou o nome do sátiro. Ele se apresentou como Jerry, mas depois virou Lerry. Preste atenção nesses errinhos da próxima vez!


♦ Diana Zummach

    Olha, eu quase te aprovei. Sério. Mas o que te “matou” mesmo foi a sua história. Gostei da sua respostas nas duas primeiras questões, mas a sua história foi simplesmente resumida demais. Acrescente mais uns detalhes, não custa nada fazer isso. Descreva mais sobre a infância da Diana, seus sentimentos, exponha sua personagem para o avaliador. Ah, e lembre-se de fazer uma revisada com o auxílio de um corretor. Boa sorte na próxima vez!


♦ Carl Sousa

    Tá. Primeiro de tudo: não use cores cegantes para qualquer post. De verdade. Além de ser um saco para o avaliador de ler, faz com que a minha paciência esgote-se ainda mais. Enfim. Encontrei vários errinhos na sua narração, especialmente de escrita (Defice de atenção / um Imresário / confian-se / Furia), e de coerência (como Carl sabia o que era uma fúria, se nunca fora exposto ao “Mundo Meio-Sangue”? Lembre-se que a ficha para filhos de Athena deve ser feita com maior cuidado, já que a rigidez para avaliação é beeem maior.

    Sua história ficou minúscula. Tente desenvolvê-la mais, acrescentar detalhes, sentimentos e mimimi. Desenvolva seu personagem, queremos saber tudo sobre ele! Boa sorte na próxima.


♦ Dylan Hostfew

    Sério. Apesar da sua ficha ter ficado razoável, repito o que disse anteriormente; a avaliação para filhos de Athena é feita com maior rigidez. Tenha isso em mente da próxima vez.

    Preste atenção em erros como ortografia e acentuação – não vou por exemplos porque meu word fechou e apagou tudo q. Além disso, descreva melhor a sua narrativa. Desde o nascimentos, a infância, e a chegada a algum lugar – normalmente o Acampamento.


♦ Felix Mustine Relamado por Dionísio

    Ops, deu erro no code. Era pra ser vermelha a sua corzinha. Ai que bosta de piada.

    Tá, enfim. Não é surpresa nenhuma que a sua escrita foi – como sempre e_e – perfeitinha. Não encontrei erros gritantes, nem que valham a pena do meu ctrlC + ctrlV. Seja bem-vin.. Ops. Cê é velho aqui. Rere. Ah, tinhamu por ter avaliado o resto das fichas q

♦ Aguardando Atualização ♦
THANKS JESS & PANDA
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Michael Winchester em Dom 12 Out 2014, 22:48

Ficha de Reclamação

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
 Hécate, deusa da magia,encruzilhadas e luz da noite
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
 Tem um 1,70 de altura, cabelos negros como a noite, olhos iqualmentes negros, os dois em contraste com a pele branca( muito pálida por sinal ) meio musculoso ( nem de perto como um filho de ares ou de hefesto ) é meio solitário, preferindo as vezes ficar sozinho lendo do que conversando com um amigo, não tem muita paciência com as pessoas tornando-o um pouco ignorante, é muito orgulhoso não gosta de receber ajuda das pessoas mas quanto considera uma pessoa como amigo ele não se importa de receber nem de dar ajuda.
▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
  Acho que combina muito com a minha personalidade e eu adoro muito magia .Além do mais é uma deusa forte e poderosa e é diferente dos outros deuses sem ela mesma sem se importar com os outros.
▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
  Meu nome é Luiz Felipe Abreu nasci na cidade de Seattle, Washigton. Eu gostava da cidade ela era bem legal, eu morava com meu pai Philipe Abreu num bairro de classe media, eu adoro meu pai, ele não o exemplo de pai perfeito mas é incrível, nós temos uma ótima relação ele trabalha como vendedor de uma loja bem esquisita que vendia objetos de ‘magia’, perguntei uma vez  se ele realmente acreditava naquelas coisas ele me disse que cada um acredita no que quiser e que a verdadeira magia era fazer o bem a todos assim o universo te recompensaria com bem de volta. Agente não tinha muito dinheiro mas o suficiente para sobrevivermos e também para pagar a Academia Jonshon, uma escola chata de filinhos de papai problemáticos , eu não sei por que eu estava naquela escola... tá bom eu era meio problemático também tinha dislexia, hiperatividade, déficit de atenção e como a conselheira da escola disse uma imaginação muito forte, tudo isso porque eu falei que vi um motorista de ônibus com chifres e outras historias estranhas, mas meio que compreendi que eu não deveria falar mais desses acontecimentos, eu odiava essa escola vivia perguntando pro meu pai por que eu não ia numa escola publica perto de casa, mas ele falava que ela era melhor pra mim e meus problemas e alem do mais nenhuma escola me aceitaria tão fácil, porque eu já tinha sido expulso de umas seis escolas essa já era minha sétima escola,eu estava no sétimo ano. Tudo ia bem pela primeira vez eu continuaria na mesma escola dois anos seguidos, era o que eu pensava mas eu não podia estar mais enganado.
   O dia estava normal eu estava atrás do ginásio da escola me escondendo da aula da educação física, (a propósito odeio educação física) eu estava sentado numa pedra lendo meu livro favorito de terror, quando do nada uma menina do oitavo ano apareceu, o nome dela era Janny ela era líder de torcida a mais linda de todas, ela era loira, bronzeada, e tinha olhos azuis, ela me olhou dos pés a cabeça seus olhos brilharam de um jeito estranho, isso me assustou bastante.
¬ olá querido como vai?
    Respondi a coisa mais inteligente que pensei.
¬ Ahm... Bem e você?
¬Eu vou bem já você não vai ficar por muito tempo.
     O que ela queria dizer com isso, mas antes que eu pode-se dizer algo ela começou a se transformar sua pele ficou branca como papel, seu olhos perderam o brilho e ficaram negros suas pernas uma virou uma pata de burro ou sei lá o que e a outra virou de metal e seus cabelos viraram fogo, dei um passo pra trás e quase cai.
¬ Um vampiro!!!
¬ Não seja tolo eu sou uma empousa essa lenda idiota foi baseada em nós.
¬ ahhmm desculpa.
¬ Não tem problema logo você estará morto e isso não terá mais sentido meio-sangue¬ ela sorriu como se a idéia a alegra-se, não entendi o que significa o que ela disse ¬ agora venha aqui me dar um beijinho.
¬ Por que você quer fazer isso comigo?
¬ Porque você é um meio-sangue isso já basta!
¬ Do que você me chamou?
¬ Háháháháhá  você não sabe de nada pelo jeito, agora venha aqui.
    Dei um passo na direção dela, ai me lembrei ela era um monstro, parei de andar, Janny fez com  a mão um gesto para que eu me aproxima-se, antes de eu fazer qualquer coisa um borrão marrom passou e à jogou longe, era Jerry um garoto do sétimo ano ele tinha dreeds cheios de folhas de arvores,  sempre usava roupas coloridas no estilo RIP e uma touca de tricô e mancava, agora eu sei, era porque ele tinha pernas de pernas de bode sua touca caiu ele tinha chifres, o que ele era? Não pude perguntar, Janny rosnou e saltou em cima de Jerry numa espécie de kung fu bode ele a chutou para longe, ‘você vai pagar por isso’ ela saltou de novo mais dessa vez antes dele a chutar ela explodiu em chamas, ele desviou com muita agilidade das chamas ele me olhou e disse:
¬ Precisamos ir! Ela não vai ficar assim por muito tempo!
¬ assim como? O que você é? O que ela disse com meio sangue?
¬ Na forma de fogo. Meu nome é Jerry sou um sátiro. E é melhor agente falar com seu pai primeiro.
¬ O que eu não vou levá-lo até  meu pai você não come-lo!!!
¬ Eu não como pessoas eu ajudo sou um sátiro protetor.
¬ Protege o que de quem?
¬ Protejo pessoas como você de monstros.
¬ Por quê?
¬ Você vai saber quando falarmos com seu pai - ele olhou pro fogo e disse - ela vai voltar pra forma solida logo, vamos!
Não duvidei corremos até a loja do meu pai entramos correndo ele se assustou quando viu o Jerry ele disse:
¬ Senhor uma empousa o atacou não consegui mata lá, ele precisa ir para lá.
¬ Lá onde? Do que ele tá falando pai?
¬ Filho você é um cara muito especial você tem que ir para um lugar pra pessoas especiais como você.
¬ como assim pai? Por quê?
¬ É por causa da sua mãe ela é uma deusa grega - falou Jerry
¬ Ahm... Como? Você é louco!
¬ Filho sua mãe foi uma pessoa muito especial na minha vida ela disse o que era e aonde você tinha que ir quando chega se à hora você tem que ir pra esse lugar com o Jerry ele vai te proteger.
Olhei para ele com cara de duvida e me veio uma pergunta:
¬ Quem é minha mãe ela é deusa do que?
¬ Ela não me disse quem era exatamente mais disse que era uma deusa, agora temos que te levar ao aeroporto o mais rápido,  faça sua mala bem rápido...¬antes dele terminar de falar Janny apareceu na porta e saltou para dentro de loja, ela nos olhou e pulou na minha direção meu pai se colocou na frente, ela o derrubou Jerry sacou um bastão de madeira com umas folhas sei lá da onde, ele tentou acerta la mas ela agarrou seu braço e o jogou na parede ele caiu inconsciente, meu pai a acertou com a vassoura, eles começaram a lutar, ela o derrubou e subiu em cima dele tentando morde-lo ele se protegia com o cabo da vassoura.
   Olhei aquilo ela tava tentando matar o meu pai, fiquei furioso pequei um cajado dourado com pedras coloridas da estante, e corri até eles e acertei as costas da Janny com força, fazendo ela cair pro lado, sem dar tempo pra ela a acertei sua cabeça ela cambaleou pra trás, meu pai levantou e correu para dentro, não fiquei bravo com ele eu também correria, eu lutava com ela mas ela era mais rápida, ela me chutou contra a parede saltou na minha direção e tentou me morder, desviei e tentei acerta la, Janny bateu na minha mão e jogou longe o cajado ela sorriu e se preparou para pular em mim de repente ela enrijeceu e fez cara de dor e explodiu em pó dourado. Atrás dela meu pai estava parado segurando uma adaga na posição de ataque, olhei para ele surpreso.
¬ Precisamos ir - disse meu pai.
Corremos pra casa arrumei minha mala fomos até o aeroporto pequei um avião pra Nova York depois que saímos Jerry foi até a calçada tirou uma moeda estranha tipo uma bolacha dourada ele a jogou na calçada, ela afundou fazendo um buraco, do buraco saiu uma fumaça negra que tomou o formato de um táxi despedaçado entramos  me assustei com a motorista pra ser mais claro as motoristas elas não tinham olhos nem dentes sua pele era verde toda enrugada elas falaram juntas:
¬ Onde?
Jerry disse:
¬ Colina meio sangue, por favor.
Uma delas abriu o guarda luva e tirou um olho e passou para a do volante e falaram juntas:
¬ É pra já!
¬ O que elas são?- perguntei baixo o suficiente pra elas não escutarem.
¬ As Moiras- ele disse.
¬ As que tesem o destino?
¬ sim.
Não queria saber mais já era demais pra mim, saímos do táxi no pé de uma colina subimos ela, no alto havia um pinheiro de longe achei que ele tinha uma espécie de tubos presos a ela percebi que era um dragão quando chequei mais perto quase sai correndo quando vi Jerry percebeu o meu medo e disse:
¬ É Peleu ele protege o velocino!-ele apontou um treco dourado preso no galho da arvore.
pensei não poderia ser o velocino de ouro dos mitos, mas não perguntei não estava com cabeça pra saber mais nada, conversei com Quiron o vice diretor do acampamento ele disse que eu teria que ficar no chalé de Hermes até minha mãe me reclamar.
E desde então eu fico no acampamento e volto pra casa só durante o natal não gosto de por meu pai em perigo morando lá no ano letivo ( a propósito meu pai pode ver através da névoa e sabe se proteger de monstros, mas mesmo assim não vou coloca-lo em perigo).
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Leonard Akerman em Seg 13 Out 2014, 01:35



Ficha de Reclamação


P
or qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser? Deimos


▬ Cite suas principais características físicas e emocionais. Físicas: é magro, de estatura mediana-baixa. Seus músculos são pouco desenvolvidos, mas seu organismo é adaptado a esforços físicos. É mestiço, uma mescla de japonês e americano, o que lhe garante cabelos castanho-claros e lisos, mas rebeldes. Olhos verdes ovais, divido entre o característico olho puxado oriental e o americano ligeiramente redondo.

Emocionais: tímido a maior parte do tempo, mas não suporta falta de respeito para com ele. Possui um temperamento forte, podendo ficar enfurecido em questão de segundos. Não confia muito em ninguém, e escolhe a dedo quem mais se aproximaria de ser um amigo seu. Ciumento.



▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico? Depois de muito pesquisar, Deimos é o deus que mais se encaixa com a personalidade do garoto, que gosta de impor respeito nos demais.  Além de que a personalidade do deus se enquadra – quase que perfeitamente – com sua trama futura.



▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Viveu no mesmo orfanato decadente, sujo e caindo aos pedaços, pelos últimos 15 anos, desde que o abandonaram à sua porta. Não podia culpar sua mãe, que nem o nome ele sabia, porque, afinal, disseram-lhe que ela morrera alguns dias antes de Leonard completar um ano de idade. O pai? Disseram que morreu, que desapareceu, ninguém sabia dizer com toda a certeza, só se sabe que ele nunca mais foi visto. Como foi parar no orfanato St. Magnus ele não sabia, e talvez nunca saberia, mas ele se lembrava claramente, como se fosse ontem, de como saíra....

Era um dia frio e escuro, a pálida luminosidade que penetrava pelo vidro rachado da janela o despertou. Sentou-se em seu colchão parcialmente corroído pelas traças e afastou o cobertor de farrapos emendados. Esfregou os olhos e observou o quarto imundo, com pedaços de maçãs, cuecas e meias espalhadas pelo chão. Na parede oposta, o relógio que achara na rua, que agora se encontrava sobre uma mesa bamba, indicava as sete horas da manhã.

Ao contrário dos outros garotos do edifício, Akerman era o único que tinha um quarto só para si, pois, afinal, ninguém queria dividir o mesmo cômodo que ele. Não reclamava de tal fato porque ele mesmo gostava de se isolar, era melhor do que ficar com os outros garotos (crianças bem mais novas), que tinham medo dele. Mas o que ele podia fazer se ele enxergava coisas que os outros não podiam? Como, por exemplo, monstros que vez ou outra passavam pela rua abaixo de prédio. Ele se achava especial. Via, ouvia e sentia coisas que outros não conseguiam.

Saiu da cama e logo calçou as pantufas azuis. Caminhou em direção à janela, a poucos metros da cabeceira de sua cama. Através do vidro rachado ele contemplou o tempo ruim. Registrou um movimento com o canto do olho, que lhe atraiu a atenção, um pouco abaixo à sua direita, onde ele calculava ser a entrada do orfanato. Devido ao peitoril da janela, não pôde distinguir se era homem ou mulher, se eram uma ou duas pessoas, quando, segundos depois, a campainha tocou.

- Tsc. – praguejou. Outra criança seria adotada. Outra criança sairia daquele lugar imundo.

Leonard, ainda contemplando o lado de fora da janela rachada, remoeu em seus pensamentos que depois que completou seus treze anos de idade, nunca mais recebera visitas. Antes disso, no entanto, sempre que recebia uma pessoa interessada em adotá-lo ele a afugentava pelo simples fato d’ele ser... Bom, pelo simples fato de ser quem ele era.  Em seu íntimo ele sabia que jamais sairia do orfanato até completar os dezoito, quando seria abandonado no mundo para viver por conta própria. Essa era a política do St. Magnus.

Notou que a porta do orfanato se abrira.

Quando o visitante (ou seriam dois?) entrou e a porta se fechou atrás dele (ou deles), Akerman desviou o olhar para o céu e suspirou. As densas nuvens negras flutuavam muito calmamente acima dele, mas já podia sentir o cheiro de poeira. Logo menos choveria.

Afastou-se da janela, tomado pelo ócio costumeiro. Pegou um moletom cinza e colocou sobre a camiseta banca esfarrapada. Decido a tomar café da manhã, andou em direção à porta e levou a mão à maçaneta. Antes de girá-la, no entanto, ouviu duas batidas seguidas na porta. Recuou o braço e caminhou novamente em direção à janela. Fosse quem fosse, não queria ser incomodado.

As batidas insistiram e, suspirando, ele cedeu; ¬- Entre. – Mas não se virou, continuou a fitar a rua abaixo do prédio.

A velha porta de madeira rangeu. – Leonard, você tem visitas. – disse uma voz feminina e cansada, que ele reconheceu ser de Sra. Harlem, quem “cuidava” do orfanato. Era uma mulher beirando os cinquentões, mas já apresentava as dificuldades da vida de idosa – cuidar daquele lugar maltratado consumira toda sua vitalidade.

- Eu tenho...? – surpreendeu-se. Seria verdade o que ouvira?

- Visitas. Isso mesmo.

- Tá, já vou.

Desceu as escadas cinco minutos depois. O coração disparado. Há quanto tempo não recebia alguém? Sua mente tentou formar a imagem do rosto da pessoa. Quem, em sã consciência, adotaria um adolescente problemático como ele? Seria algum representante de um hospício, alegando que ele era louco? Ou uma senhora bem carente que não conseguiu ter filhos? “Dane-se” – pensou.

Atravessou a sala de estar com móveis velhos e maltratados posicionados displicentemente.  Bateu à porta do escritório de Sra. Harlem, onde ela guardava os registros de todos os órfãos. Todos. Exceto Akerman.  

“Entre”, pediu a senhora.

O mestiço entrou e se deparou com as pessoas que menos desejava encontrar; dois adolescentes; um deles era Joel, o filho do dono do bar do bairro, o qual ele assaltara, na noite anterior em busca de comida (St. Magnus não conseguia oferecer mais de duas, e pobres, refeições diárias). Achou que ninguém o tinha visto, mas, pelo visto, estava enganado.  O outro rapaz era provavelmente um comparsa de Joel. Ambos eram altos e fortes. No fim ele não seria adotado mesmo, pensou com amargura. Leonard fingiu não conhece-los.

Enquanto se sentava na cadeira ao lado de Sra. Harlem, imediatamente à frente dos dois colegas, sentiu os olhares seguindo-o.

- Estes dois rapazes disseram que conhecem você. – contou a senhora.

- É mesmo? – perguntou. O coração acelerado, a tensão no ambiente era quase palpável; os rapazes mal piscavam enquanto o encaravam.

- Será que a senhora poderia pegar um copo d’água? – indagou o filho do barman.

A senhora, que parecia pressentir o que estava prestes a acontecer, lançou um olhar hesitante para Leonard. Ele acenou com a cabeça, tentando não deixar transparecer sua preocupação. Sentiu o corpo tremer. A senhora rumou para a porta, arrastando os chinelos de dedo. Olhou uma vez por cima o ombro.

Antes que a porta se fechasse por completo, já sentia uma massa sólida lhe acertando o nariz, sua cabeça sendo lançada para trás, junto com seu tronco e, por pouco, não sendo jogado para fora da cadeira. No segundo seguinte sentiu outro soco, desta vez na sua orelha direita. Caiu de lado junto com a cadeira. Um apito contínuo e doloroso passou a ecoar em sua cabeça. – Isso foi por ter roubado meu pai.

Levou as mãos ao rosto, sentindo um líquido quente escorrendo do nariz. Praguejou e cuspiu o sangue que lhe invadia a boca. – Eu “brecisava” com... – começou a se levantar

- Ah cala a sua boca, seu bosta! – cortou o comparsa. E, percebendo o movimento de Akerman, desferiu um poderoso chute em seu abdome. Leonard gemeu a tornou a bater a cara no chão.

Levou outro chute, desta vez na altura das costelas. Cuspiu mais sangue, gemeu alto. Os rapazes riram, debochando da cara do rapaz. – Vamos embora, Paul. Vamos embora. – disse com a voz carregada de medo. Akerman só não sabia o que eles estavam temendo, afinal estavam sozinhos.

Escutou os passos apressados e a porta batendo logo em seguida. Lutou para se levantar. Limpou o sangue no moletom. “Droga, como é bom começar o dia levando uma surra”

. . .


No mesmo dia, horas depois da luta, Akerman se encontrava no sofá da sala de estar, almoçando uma pobre porção de macarrão. Seu nariz doía e ainda se sentia tonto. Encarava as crianças à sua frente que, aos cochichos, encaravam de volta.

A campainha tocou. O mais rápido que sua condição física permitia, Sra. Harlem foi abrir a porta. Quando girou a maçaneta e a pesada porta de madeira velha rangeu sobre seus eixos, o som da chuva invadiu o aposento, assim como um vento gélido e bem úmido.  

Parado à porta encontravam-se dois rapazes; um tinha uma barbicha bem densa e usava muletas. O outro, ligeiramente mais alto, era loiro e de belas feições. Leonard percebeu que este carregava uma adaga presa ao cinto.

Sra. Harlem e os visitantes conversaram brevemente, os visitantes se recusavam a entrar. – Leonard. – chamou a senhora. – Acabaram de te adotar. Disseram que o levarão para uma espécie de acampamento.

O cara de muletas piscou um olho para mestiço. – Explicarei tudo no caminho. Quíron nos mandou buscá-lo, mas não sabíamos onde você estava até encontrar dois moleques comentando. – Agarrou o mestiço pelos ombros. – eles sentiram alguma coisa em você que os deixou assustado. Mas enfim, vamos logo. Temos muita coisa pra contar.
 

He will become stronger, you will see

Thanks Faith @CG
Leonard Akerman
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 097-ExStaff em Seg 13 Out 2014, 03:14

Avaliação: Ficha de Reclamação
feita por Éris, caso queira reclamar ou ostentar, convoque-me por MP

♦ Luiz F. Abreu ♦

Luiz, achei sua ficha muita vaga em todos os quesitos. Primeiro, você poderia ter detalhado melhor as características da sua personagem. Você é novato e é justificável que não tenha uma boa escrita AINDA, contudo devemos ensinar aqui, para que o player melhore o desempenho. Vamos começar.

Agente não significa o mesmo que a gente, são palavras que são pronunciadas de modo igual, porém com sentido diferente (agente = designado à agentes do FBI, por exemplo; a gente = um grupo de pessoas em si). Tesem e tecem são totalmente diferentes também (tesem = raça de cães antigos; tecem = tecer). Você também não possui domínio sobre acentuação, há frases no seu texto que comprovam isso (erros bobos, aliás). A história ficou desinteressante logo no começo, onde você repetiu palavras como "eu" em uma mesma frase e isso deixou tudo menos atraente. Ah, uma dica: menos falas e mais ações.

Reprovado.

♦ Leonard Akerman ♦


Foi uma boa ficha sem erros grotescos, apenas a repetição de palavras como "visitantes" que poderiam ser trocadas por "eles". Agora, sobre ser adotado, poderia ter sido outra história. Dois rapazes aparecem e rapidamente adotam um garoto? Primeiro que adotação não é tão simples, há papeladas e tal, pelo menos eu penso assim. Ainda mais quando se trata de dois rapazes que mal entram no orfanato, eles são mais rígidos. Poderia ter sido algo como uma fuga, por exemplo. Contudo é sua história e não lhe tirou pontos na avaliação. Parabéns.

Reclamado.


♦  Aguardando Atualização  ♦
THANKS JESS &  PANDA
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 112-Ex-Staff em Seg 13 Out 2014, 03:54

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Elizabeth Galen em Seg 13 Out 2014, 18:21









Ficha de Reclamação
ficha de reclamação







▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Apolo

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Possui uma grande dificuldade em aceitar seus sentimentos, o que torna sua relação com os outros um pouco tensa, já que em uma hora tudo pode estar perfeito e em outra, estarem em guerra. Acho que a dificuldade em aceitar seus sentimentos vem porque ela não conheceu seu pai, não por vontade própria, já que ela tem uma imensa vontade de conhecer ele, mas porque ele foi embora antes que ela pudesse conhece-lo. Parece que essa desconfiança toda em sentimentos e no sexo oposto vem do fato dela ter um pai, mas não conhecer ele. Hellen tem  pavio curto e se estressa fácil. Para combinar com sua personalidade, seus cabelos longos e de um vermelho natural, da cor dos raios de sol. E seus olhos verdes te faziam mudar de ideia completamente.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Por gostar do sol e do calor

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Elizabeth sempre foi uma menina doce, mas com o passar do tempo isso foi mudando, acho que por falta de uma presença paterna em sua vida, porque nunca chegou a conhecer seu pai, vivia somente com a mãe e seus irmãozinhos, que tinham o pai em sua vida. Poderia dizer que sua família era perfeita, mas não era, tinha brigas? É claro, mas logo estavam todos de bem, rindo, como se nada tivesse acontecido. Elizabeth se dava muito bem com todos, mas com o tempo ficou ríspida e sarcástica, amargurada. Sempre sendo expulsa de várias escolas, pois sempre acabava respondendo algum professor, pois ninguém entendia que ela tinha déficit de atenção e dislexia. Para ela era difícil isso, pois estavam sempre pegando em seu pé e ela acabava brigando, resultado? 15 anos. 10 escolas diferentes. Essa foi a vida de Elizabeth antes de tudo acontecer. Nesse momento, a menina estava na primeira série do ensino médio e sentada na cadeira tentando prestar a atenção na aula de Português.
- Você poderia ler para a turma o que está escrito no quadro, Srta Galen? – a professora perguntou, mesmo já sabendo a resposta que a menina daria.
Elizabeth tinha seu pavio curto e se estressava fácil. Para combinar com sua personalidade, seus cabelos longos e de um vermelho natural, da cor dos raios de sol. E seus olhos verdes te faziam mudar de ideia completamente.
Infelizmente neste dia, a paciência de Elizabeth já havia acabado e piorou ainda mais com esse episódio na sala. A menina levantou da cadeira, apoiou suas mãos na própria mesa e olhou para a professora.
- Será que você não se cansa? Todos os professores sabem que tenho dislexia e você continua a pedir para ler? O que você quer? Que eu seja a palhaça do seu circo? Então me desculpe, mas não trabalho para qualquer idiota.
Murmúrios começaram na sala e todos já sabiam o que iria acontecer.
- Srta Galen, sala do diretor. Agora. – A professora deu uma pequena ênfase na palavra “agora”.
- Com o maior prazer. – Elizabeth deu sorrisinho sínico. – Se eu ficar aqui mais um minuto, é capaz de eu vomitar na sua cara. Até que seria interessante. – Ela pegou suas coisas e saiu da sala, já caminhando em direção a sala do diretor.
Chegando lá, ela sentou na cadeira e logo depois ouviu o sinal do fim da aula. O diretor ficou a encarando por uns longos minutos e deu um sorriso para a menina. Elizabeth simplesmente bufou, cruzou os braços e revirou os olhos.

- Ok, estou esperando a bronca. O que será dessa vez? Suspensão? – Ela dizia com um sorriso no rosto.
- Não haverá nada hoje. Você não terá punição. – O diretor respondia sem tirar os olhos da garota.
- Como assim? Não levarei papel para casa?
O diretor se levantou de sua cadeira e começou a se aproximar da menina. A mesma achou a atitude do diretor muito suspeita e logo se levantou da cadeira também, mas foi se afastando dele.
- Hoje a senhorita terá um tratamento especial. – E não parava de sorrir nem um minuto para ela.
- Hum... Obrigada, mas eu não quero tratamento nenhum. – Elizabeth continuava a dizer e cada vez mais chegava para trás.
Ela parou no momento em que encostou suas costas na parede. Não havia para onde ir, estava completamente cercada. O diretor parou ao lado da janela de sua sala e deu um sorriso debochado para a menina e quando ia continuar a avançar, foi ouvido um barulho e então o vidro da janela foi quebrado e duas pessoas entraram dela, uma se jogou para cima de Elizabeth e a outra caiu em cima do diretor enfiando uma faca no pescoço dele, fazendo-o evaporar no ar.
Elizabeth assistiu tudo com uma cara de espanto. Só depois foi perceber que quem estava em cima dela era um menino e seus rostos estavam separados a apenas centímetros.

- Quem é você? – ela perguntou, empurrando o fazendo levantar.
- Prazer. Meu nome é Nathan Talbot. - Ele sorriu para a menina e esticou a mão para ajudá-la a levantar, que aceitou a gratidão.
- Elizabeth Galen – ela respondeu e logo depois viu uma menina se aproximar dos dois e assim que o fez, deu um tapa no ombro do garoto.
- Vamos embora, garoto. – E depois disso virou para Elizabeth. – Vamos logo garota.
- Oi para você também – ela respondeu. A menina desconhecida apenas revirou os olhos.
Elizabeth saiu correndo da sala do diretor, indo em direção à sala de aula onde havia deixado suas coisas. Chegando, não encontrou ninguém e nem suas coisas.
- Droga! Estamos perdendo tempo! – a menina desconhecida gritou, completamente irritada.
- Hey, a culpa não é minha! E um pouco de educação não faz mal a ninguém! – Elizabeth falou já avançando em direção da menina, mas Nathan a segurou pelo braço.
- Não vale a pena. – Ele olhou para Elizabeth e sorriu. – Vamos procurar suas coisas.
- É isso mesmo que iremos fazer. E agora! – A menina ordenou, saindo da sala, mas Nathan e Elizabeth continuaram parados.
- Não ligue para ela. – Ele sorriu. – Ela é esquentadinha assim mesmo.
- Então vamos ver quem ganha o troféu. – Elizabeth sorriu cinicamente e saiu também.
- E a propósito. – Nathan a seguiu. – O nome dela é Marie.

***

A menina entrou em uma sala e forçou os olhos para tentar ver alguma coisa, mas mesmo com seus olhos acostumados com a falta de luz, ela não viu nada. De repente a luz se acendeu e Elizabeth não enxergava mais nada com a luz repentina.
Elizabeth pegou as coisas e saiu correndo em direção à porta, mas foi parada pela professora Sommers, que naquele momento era um monstro horrível. A menina começou a dar uns passos para trás enquanto a professora sorria e avançava em cima dela calmamente.
Ela já não tinha mais para onde ir e mentalmente a garota xingava todas as gerações do tal garoto Nathan e a esquentadinha da Marie por não aparecerem para ajudá-la. Já estava desistindo da ajuda e pensando em fazer algo quando viu os olhos da professoras ficarem parados, de sua boca sair um grito de horror e uma faca entalhada no seu coração. Logo após a MrsSommers sumir, a menina viu o rosto de Nathan.
- Já estava na hora, você não acha? Pensei que teria que matar um monstro QUE NÃO SEI COMO MATAR! – Elizabeth terminou a frase simplesmente gritando com o menino. Na mesma hora Marie bateu no ombro da garota.
- Hey, agradeça direito. Ele salvou sua vida.
- Não precisa, Marie. Eu sei que ela só está nervosa porque quase morreu. Eu também já fiquei assim. Eu entendo mesmo. – Ele assentiu com a cabeça para a menina gentil.
- Ok, que tal pararmos de baboseira e irmos para o acampamento? Estaremos mais seguros lá – disse Marie, saindo de perto e virando as costas para ir embora.
- Concordo. Vamos, Elizabeth? – Nathan sorriu e pegou na mão de Elizabeth, já a guiando para fora, mas a mesma já estava largando e cruzando os braços.
- Não saio daqui até saber por que tudo isso aconteceu. – Nathan a olhou nos olhos e viu que a menina não mudaria de ideia.
- Ok, eu vou te falar, mas sei que não vão acreditar.
- O que seria mais estranho do que minha professora e meu diretor serem dois monstros bizarros? – Nathan respirou fundo então falou:
- Elizabeth, você é uma semideusa, assim com eu.

Elizabeth começou a rir uma risada que dava para ser ouvida a um km de distância. Ela percebeu que Nathan continuava sério. A menina foi parando de rir aos poucos, então cruzou os braços e encarou o garoto novamente.
- Você esta brincando, não é? Isso só poder ser brincadeira – Silêncio no ar.
- Nós não podemos demorar. Daqui a pouco terá mais deles aqui. No caminho contamos tudo.
- Eu não vou a droga de lugar nenhum enquanto você me explicar direitinho o que está acontecendo.
- Elizabeth, por favor – disse Marie pela primeira vez. – Vamos embora logo. Eu estou com fome.
Como sempre, a ruivinha não tinha pensado nisso e como aviso sua barriga roncou. Fingiu que nada aconteceu e permaneceu firme.
- Então, vai explicar ou não? - Nathan revirou os olhos, então abriu a boca.
- Tenho certeza que sei de duas coisas sobre vocês. Coisas que não me contaram, mas conheço porque eu também tenho.
- Então qual é, gênio? Diga-me e quem sabe você não possa realizar meus desejos.
- Chega, Elizabeth! – gritou Nathan. – Você só está colocando sua vida em perigo. Você tem déficit de atenção e dislexia, não é? Pois é, eu também tenho e isso tudo é porque aqui não é nosso lugar. É no acampamento de sangue que temos que estar. Agora você vai deixar de palhaçada e vir conosco ou ainda bancará a menina mimada?
Depois de escutar tudo, Elizabeth engoliu a raiva que sentia, caminhou até ficar frente a frente com o garoto, apontou um dedo na cara dele e disse com dentes cerrados.
- Nunca mais me chame de garota mimada. Ou então você conhecerá a verdadeira Elizabeth. – Com isso ela continuou andando e saiu da sala.
- Mulheres e seus enigmas. – Ele coçou a cabeça e foi atrás das garotas.

***

Logo depois de pagarem o táxi e descerem no seu destino, Nathan avisou que teríamos que andar um pouco para chegarmos ao acampamento. Elizabeth não disse nada. Caminharam em silêncio durante grande parte do percurso. Quando faltavam apenas dez metros para chegarem, Elizabeth finalmente falou:
- Nathan – ela sussurrou baixinho. – Eu estou vendo. Está escrito ali: “Acampamento meio-sangue”.
- É, eu sei – respondeu no mesmo tom de voz. – Logo você se acostuma.
- Uhum. Mas agora... Eu não estou vendo mais.
- Mas como assim? Eu ainda.. – De repente Nathan sentiu o corpo de Elizabeth pesando em cima dele e viu que a menina estava desmaiada. – Elizabeth!
Marie que estava andando mais a frente, ouviu o grito do garoto e olhou para trás. Viu Nathan carregando Elizabeth no colo e se alarmou. Chegou a voltar para dar suporte ao garoto, mas o mesma já estava gritando:
- Não precisa, eu aguento. Só vamos seguir o maldito caminho, e rápido.
Ela assentiu com a cabeça e começaram a correr. Nathan a acompanhou o mais rápido que pode e quando finalmente cruzaram o arco do acampamento de meio-sangue, ele continuou seguindo até uma grande cabana que estava escrito “Enfermaria” na frente.
Nathan entrou com Elizabeth no colo e viu que Marie já conversava com um dos enfermeiros. Na mesma hora, uma menina tirou Elizabeth do colo do garoto e colocou em uma rede. Ele queria se aproximar, mas a mesma menina não deixou e pediu para que esperasse do lado de fora. Nathan, depois de muita relutância, saiu da enfermaria e sentou e um dos degraus e colocou as mãos no rosto.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lorenzo R. Bianchinni em Seg 13 Out 2014, 21:15

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Deimos, o deus do Pânico.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Sou frio e calculista, tenho mente fechada, pensamentos conturbados e como alguns dizem “reprimido”, o pânico me alimenta, e tudo derivado dele. Tenho cabelos negros e olhos azuis como o céu, corpo atlético, uso barba.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Porque Pânico é divertimento, pânico é palavra, é grito, é escolha, é vida, é morte, é tudo. Deimos sempre foi o deus que mais me impressionei e por ser do pânico, ainda mais.
▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?





Nothing good happens after 3AM

Parte 1 - Lembranças

Os olhos aterrorizados enfrentando os de meu pai, eram fascinantes, podia ficar olhando para eles com um sorriso de canto, atualmente.
-Va fa Napoli - seguido de um cuspe no rosto daquele homem alto com um terno preto e gravata vermelha.
Era um quarto escuro, com uma pobre luz pendurada acima dos dois; um deles estava sentado em um banco de madeira sem encosto, o outro jazia de pé na frente do primeiro. O primeiro homem com o olhar amedrontado estava suado, com a cabeça baixa, com seu rosto molhado de sangue e claramente excessivamente cansado, o homem de pé, imponente, tratava o outro como um nada, como se fosse a formiga que pisara todo dia, e aquele terno o tornava mais sereno, com sua gravata a suavizar o clima.

Vou pausar um pouco aqui essa história. Algo que preciso constar.
Impressionante e coincidente, eu só vira meu pai com aquela gravata jazendo sobre o terno negro. O mesmo traje.
Eu o chamava de pai, mas meu pai verdadeiro, eu nunca vira-o, porém eu sempre o sentira. Nas ruas de uma pequena cidade italiana, com apenas três anos de idade, meu pai me resgatou, acolhendo-me em sua família e tornando-me uma parte dela. Um homem sem muitas palavras, cabelos negros, rosto quadrado, barba sempre feita e uma misteriosa cicatriz cortando-lhe o olho. Esse era Benedetto Bianchinni, um "comum" cidadão de Florenzo, Itália.
Todo dia, às 4 horas da manhã a porta se abria e ele se adentrava em casa, indo para seu quarto. Sempre que lhe perguntara sobre seu trabalho, ele do mesmo modo respondia : Cuido de finanças.
Como um moleque curioso de 12 anos, eu tramei, um pouco antes de Bebe (esse ere seu apelido) entrar no seu carro para ir trabalhar, me escondi no banco traseiro e o segui para o trabalho; quando parou a frente de um galpão e entrou, fui logo após ele. Essa era a confusão que estava.

Aqueles dois homens se encaravam,logo depois da cuspida. Não conseguia ver o rosto de meu pai, mas o olhar do outro homem se aterrorizou mais ainda,  deduzindo a raiva de Bebe. A faca sacada em sua mão brilhou, levantou-a e esfaqueou gritos do homem. Fechei meus olhos, um garoto de doze anos não podia ver tal sofrimento, me acolhi em um canto e eu chorava, lágrimas de desespero escorreram de meu pequeno rosto frágil, pedindo uma saída daquele tormento. Essa era a última coisa que me lembro daquele dia, a próxima é eu ser acordado gentilmente por minha mãe no quarto, ao lado de meus três irmãos.

Parte 1.2 - da mãe.

Luna de Rossi era o nome da pessoa mais carinhosa e confortadora que existia no mundo. Seu sotaque italiano com palavras articuladas lentamente demonstrava seu amor quando falava docilmente no canto de minha cama. "Te vollo tanto bene"
Seus olhos castanhos me fitavam para me acalmar, sua boca só havia palavras sábias e tudo se resumia em tudo: Amor.
O cheiro de café e pão fresquinho de manhã, era o que me fazia levantar, ir até a cozinha e encontrar a melhor pessoa do mundo, ela.
A tristeza me apossa quando me lembro disso, meu coração frio ás vezes cede uma lágrima. Não era frio, mas se tornou com a perda dela, a melhor mãe do mundo.
Não tem mais o que falar dela, eu sinto falta, mas dizer não trará de volta.
Se não fosse por ela,eu não estaria aqui. Porém se não fosse por eu ter entrado naquela família,ela ainda estaria viva.

Parte 2 -Minha história.

Tirando minhas lembranças, minha história começou aos quinze-dezesseis anos, quando eu perdi-os. Num dia diferente, na verdade, a noite. Nada de bom acontece depois das 3AM.

Minha vida era normal,  meu pai sendo um mafioso magnata secreto, minha mãe uma dona de casa.
Meus estudos iam bem,tudo ia bem. Até eu decidir dormir as 3AM.
Eu estava quase dormindo quando, como sempre, meu pai chegou do trabalho, mas uma coisa não aconteceu, ele não foi para o quarto.
Nossa casa era no segundo andar, um apartamento, na verdade. A sala acomodava um sofá no canto da parede, duas poltronas espaçadas igualmente preenchiam o espaço a frente da televisão.
Levantei silenciosamente, e fui em direção a sala. Um vulto volumoso se acomodava no assento da poltrona, a fumaça do charuto sobrepunha-se sobre ele, estava de costas para mim.
-Filho, chame sua mãe.- impressionantemente ele sabia que estava ali.
Corri e chamei minha mãe, seus olhos castanhos assustados me fitaram antes de levantar e ir para a sala.
O que aconteceu a seguir, é melhor eu não detalhar muito, os xingamentos de meu pai e os argumentos concretos da minha mãe se misturavam, fazendo da sala um auditório de problemas. Essa mistura tinha o motivo de algum problema no trabalho de meu pai, algo muito crítico.
Fiquei parado na entrada da sala, escondido, para que não fosse caluniado por Bebe.

Depois de aproximadamente quinze minutos, passos apressados foram ouvidos da escada; um grito mudo saiu da boca de Luna, e seus olhos se arregalaram, com medo. A porta abriu-se escandalosamente e antes que meu pai pudesse sacar sua arma, três tiros foram disparados contra o peito de meu pai, meus olhos se arregalaram, porém antes que pudesse ter alguma reação, outros dois tiros foram contra minha mãe. Meu coração se quebrou, minha mão começou a tremer e minha respiração se tornou ofegante, ela se fora. Tinha que me mexer, ou iria acabar morto, mas tudo ficou preto, e a lembrança do olhar do homem que meu pai matou veio em minha mente. Não sei o porquê, mas aquilo me fez sair do transe, e rapidamente me agachei atrás da segunda poltrona. O sujeito foi em direção aos quartos. Quando passou por mim, uma voz falou comigo "mate-o". Matar?! Não podia matar alguém,  ao menos é o que eu pensava na época, mas novamente a imagem daquele homem morrendo me veio à mente, minha mãe morta, meu pai morto. Era preciso.
No momento que aquele sujeito passou por mim, e tudo disso me aconteceu e me decidi, ligeiramente chutei as pernas do homem na altura do joelho, fazendo-o cair. Logo, me levantei e chutei a arma para longe, deixando o combate igualado. Subi sobre ele, desferindo socos em sua cabeça, ele protegeu, porém alguns o acertaram; quando meus braços se cansaram, aquele sujeito me virou ao chão com um golpe poderoso de corpo, era a vez de ele atacar. Seus socos foram fortes e precisos, e meus braços massacrados com eles; esperei uma brecha em sua defesa e com um soco no nariz parei a sua sequência de ataques, sem perder tempo desferi mais alguns golpes deixando-o livre de mim. Empurre-o para longe com meus pés, derrubando-o no chão, logo fui a sua direção, ele estava impotente. Sua arma descansava perto da televisão, peguei-a e a encarei, ao lado do revólver estava escrito “Colt”, a famosa. Quando novamente me virei para ele, a voz voltou a falar em minha mente “ Mate, mate, mate, mate!”, apontei o revólver para ele, segurei firme e atirei.

Parte 2.1 – A ida.

Os pés descalços andavam pela pedra e o asfalto da rua, ás pontualmente 03h47AM. A rua estava deserta, alguns gatos se esgueiravam por becos em busca de ratos. O pior momento da minha vida ocorreu há pouco tempo, mas também o melhor. Parecia doentio, mas gostei de sentir a morte, sentir o medo, o seu olhar assustado, tudo foi bom; e aquela voz me deu poder, aquilo me fez frio ao mata-lo, aquilo era bom.
Fui andando por aproximadamente cinco minutos, em busca de... Sinceramente, nada. Quando virei à esquina da Rua Napoli, me deparei com um sujeito numa carroça com dois cavalos à frente, era comum carroças em Florenza, mas não nesse horário. Aproximei-me lentamente, e ao chegar a alguns metros, a voz se pronunciou.
-Então, você precisa de uma carona? – A voz era grave e poderosa, fez-me sucumbir por um momento, mas me era familiar.
- Cla-a-ro – Gaguejei, mas logo depois me corrigi – Claro, senhor.
- Tudo bem, mas não me chame de senhor, isso me faz sentir mais velho.- disse o sujeito em tom sarcástico. – Suba a bordo.
Lentamente andei até a carroça e me ajeitei no banco traseiro.
-Para onde? – se fez pronunciada novamente aquela voz aterrorizante.
- Sinceramente, não sei.
Sem perguntar mais nada, aquela carroça se movimentou sobre a rua. Não sentia nada, meus olhos começaram a pesar, minha cabeça rodava e então... Adormeci.


Parte 2.3- Chegada.

O Sol matutino escorria sobre meus olhos, fazendo-me acordar, olhei em volta e percebi que estava em um diferente lugar, olhei para o banco da frente e me deparei com o mesmo sujeito, agora podia vê-lo com mais clareza. Tinha os cabelos negros, penteado para trás, um charuto na boca e a uma roupa negra.
- Chegamos- disse ele parando a carroça perto de um morro.
- Onde estamos? – disse, descendo do veículo.
-Long Island, suba esse morro e estará onde pediu.
- Estamos nos Estados Unidos? Como?! Eu não pedi para vir em nenhum lugar. – Tentei argumentar, mas ele me interrompeu antes que pudesse começar.
-Eu sei que não. Agora vou indo... Ah! E quando alguém tirar a vida de quem você ama novamente, mate quem fizer isso, filho. – E foi embora deixando o mistério.
▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Deimos, o deus do Pânico.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Sou frio e calculista, tenho mente fechada, pensamentos conturbados e como alguns dizem “reprimido”, o pânico me alimenta, e tudo derivado dele. Tenho cabelos negros e olhos azuis como o céu, corpo atlético, uso barba.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Porque Pânico é divertimento, pânico é palavra, é grito, é escolha, é vida, é morte, é tudo. Deimos sempre foi o deus que mais me impressionei e por ser do pânico, ainda mais.
▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?




Parte 3 – Entrada
Fiquei parado por alguns segundos, tentando raciocinar essa tempestade de fatos. Filho? Quem era ele pra me chamar de filho? Que lugar é esse?
Fiz-me essas perguntas e fui em direção aquele morro, subi-o e me deparei com um tipo de acampamento, uma “vila”. Dividia-se em casas em forma de U ao centro, logo depois tinha uma grande casa, que parecia ser o lugar mais importante dali, ao lado tinha um lago, uma arena e muitas outras coisas que nem sequer absorvi informação naquele momento.
Segui em direção àquela grande casa.

Chegando ao local, entrei e me deparei com um homem com camisa xadrez tomando vinho. Tentei articular alguma palavra, mas ele me cortou.
- Seu pai te mandou aqui, Lorenzo.- Sorriu- Sente aqui, irei explicar.
Sentei em uma cadeira acompanhada de uma mesa e ele foi me falando muitas coisas, como quem era meu pai, o que era aquele lugar, como cheguei ali e muitas outras coisas.

Então, estou aqui, muitas coisas aconteceram mas isso é história para outro dia, se conseguir, conto depois.
The best thing possible, is think. To think is like discovering differents worlds.
Thanks Maddoll @ TPO
Lorenzo R. Bianchinni
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Ficha- Megan Mclean

Mensagem por Megan Mclean em Seg 13 Out 2014, 21:22

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Hipnos

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Possui cabelos castanhos, olhos cor de mel, magra, passa a maior parte do dia dormindo, no máximo 1,59 de altura, extremamente envergonhada, gentil e nariz arrebitado.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Como começar? Hipnos -deus do sono- quem não gosta de dormir? serio eu amo dormir, ninguém te incomoda, nenhum chato para acabar com seu dia, dormir me faz sentir sossegada, ah e vem a melhor parte:
Sonhar, o que seria o mundo sem sonhos? nada. Não teríamos luz,internet, e vem o importante não teríamos sonhos sem poder dormir, alguns sonhos são revolucionários outros apenas nos fazem nos sentir bem conosco, cada um tem seu sonho, não adianta mentir.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Estrelas…
Aquelas esferas de luz que nos fazem nos sentir sossegados a noite, nos fazem ver a luz naquela escuridão da noite quando quebramos o carro, elas eram  o tema de meus sonhos havia vários dias.
O mesmo sonho, eu estava encolhida na imensidade do espaço, não havia vento, mas meu cabelo castanho flutuava como na gravidade zero, não havia vozes, mas eu sorria como alguém falasse algo gentil, e tudo que eu conseguia enxergar era o reflexo do brilho de uma estrela em meus olhos.
Gosto de dizer que cada um de nos tínhamos um brilho, esse brilho poderia se transmitir de formas diferentes como um riso que transmite extrema alegria ou a extrema timidez que sempre nos afasta das pessoas, acaba servindo para algo.
Era uma sexta feira, finalmente as ferias haviam chegado, apenas acordo porque Kate, minha meia irmã estava gritando para que eu acordasse.Meus olhos se abrem  a visão fica embaçada por alguns segundos por causa da luz do sol, esse seria um daqueles momentos em que veria uma pessoa de seus sonhos ou algo clichê de livro,mas claro que eu vi uma menina um ano mais nova do que eu cabelos loiros,olhos azuis, poderia ser uma modelo anoréxica da coleção juvenil da Chanel, se não fosse uma chata de galocha, esse era o primeiro dia de ferias íamos viajar em família para um lago no meio do nada.
Seus pensamentos devem ser “Uma adolescente reclamando da vida, clichê.”
Garanto que se passasse uma semana inteira com essas pessoas, eu tenho certeza que queimaria a casa antes de bater o relógio falando que era meia noite de sexta feira.Me levanto ,Savannah tagarelava algo que não gastei tempo para ouvir, me levantei e entrei no banheiro.
Me olho no espelho, meu olho se destacava na imensidão de lápis borrado que havia em meus olhos, ontem a noite eu havia feito o de sempre
Flashback on
Chamei James no Skype, a família dele iria viajar para Londres, então iríamos nos comunicar pelo Skype as ferias todas como sempre faziamos, James não atendeu, então liguei em seu celular, a mãe dele atendeu dizendo “Megan?” apensas respondi “Oi, cade o James?” eu não sabia mas fora a pior pergunta que fiz em toda minha vida, a voz da Sra.Lloyd estava exausta e parecia que ela estava chorando “Ele sofreu um acidente, esta em coma” o celular caiu das minhas mãos…
Flashback off
Desde então recebi varias  mensagens e telefonemas da mãe de James, ela chegou a ligar para minha mãe apenas para ter certeza de que não cometi suicídio ou algo do tipo, James e eu éramos amigos desde que eu poderia ser considerada uma pessoa sociável, eu não tinha amigos alem dele, o que me fez me sentir mais sozinha do que nunca.
Limpo meu rosto, ontem chorei o bastante para abastecer uma caixa d’agua, claro que eu ainda estava triste, minha cabeça doía como eu tivesse girado como um cavalo em carrossel.
Saio do banheiro, coloco uma roupa qualquer e desço com uma mochila, vejo meus pais me esperando, passo reto deles e eles entro no carro, nos cinco minutos que eu estava acordada garanto que estava um silencio mortal.
Meus olhos se abrem, tocava a musica que James me obrigara a fazer um dueto  na apresentação de final de ano da academia de dança que fazíamos partes, apenas para não sermos chamados de sedentários, eu escuto “The world could disapear”(o mundo poderia desaparecer) um trecho de musica que me definia no momento, sempre gostei de musicas que nos definiam, mas eu não me importaria se o mundo desaparecesse seria menos um peso pro universo.
Como eu gostaria de ser uma estrela como nos meus sonhos, as estrelas brilham e morrem, não parece simples? elas nos encantam, e depois morrem viram um buraco negro como toda aquela angustia  que ela tinha sumisse engolindo o que ela achava ruim, assim pelo menos penso.
(…)
Caminhamos uma meia hora, o lago era cristalino, eu conseguia enxergar os peixes e as algas que viviam no lago, vejo algo parecido com uma mulher se movimentando,  penso que era algo como falta de sono, me deito na beirada do lago aonde durmo rapidamente.
Mais um sonho começa, eu estava debaixo da agua conseguia respirar normalmente, como eu fosse um peixe, peixes passavam ao meu redor e pareciam rir, as algas se enroscavam em meus pés fazendo cócegas.
Então vejo James, ele sorria de um jeito diferente seus cabelos claros não pareciam estar molhados, ele apenas sorria, mordo meus lábios, os peixes me rodeavam, os olhos eram vermelhos as algas começam a agarrar meus pés subindo ate meu pescoço como me enforcassem, eu grito mas apenas bolhas saiam, se era possível chorar debaixo da agua garanto que eu estava.
As algas tinham coloração vermelha, e pareciam cortar meus pés como facas, eu batalhava, eu tentava cortar as algas mas, não saiam de mim de jeito algum, minha visão começa a ficar clara.
(…)
Levanto em uma cama cuspindo agua, algumas pessoas me olhavam, todos eles usavam camisetas laranjas, eles começam a comentar entre si algo como “Deuses, achei que ela estava morta’’.
“Aonde estou?”Pergunto a eles colocando meu cabelo que estava extremamente molhado para trás da orelha.
“No Acampamento Meio-Sangue, não se lembra de nada?” Um dos meninos pergunta como fosse obvio o local aonde estavamos.
“Não…”-rapidamente sou interrompida por um garoto que surge na porta do lugar.
“Te encontramos quase sendo atacada por um ser mitológico revoltado que morava no lago, mas, pareceu nem ligar ja que dormia como pedra.’’
Não havia entendido nada, procuro rapidamente o meu celular em meu bolso para ligar para minha mãe, mas ele não estava em meu bolso, um dos garotos mostra meu celular:
“ Procurando isso? não pode ligar daqui, e sua mãe sabe que esta aqui.”
“Sabe?”- digo surpresa, o garoto faz sim com a cabeça.
“Bom enfim, bem vinda semideusa!sim, provavelmente deve ser filha de algum deus grego, quem nem eu, filho de Hermes” diz o garoto que estava encostado na porta.
Ele dizia com tanta tranquilidade que me fez me sentir tranquila por alguns segundos, era complicado de engolir tantas informações que ele me contava, enquanto fazíamos um tour pelo acampamento, chegamos em um chalé simples, não enfeitado como os outros.
“Aqui! Lar doce lar!, vai ficar aqui ate ser reclamada”
Olho para ele e simplesmente tento ignorar a informação, segundo ele falava deuses não ligavam muito para seus filhos por isso os reclamavam quando tinham vontade, totalmente egoísta.
(…)
Por algum motivo eu não conseguia dormir, me remexia e remexia de um lado ao outro, me levanto e vou para fora do chalé, sento nas escadas e fico pensando.
Eu não tinha contato com nenhum eletrônico, não tinha noticias sobre James, apenas aquele silencio que eu sempre quis, mas agora parecia ser o fim do mundo.
-Ei- um dos garotos com um sorriso largo e orelhas largas como a de um duende- Sai daqui se não as Harpias vão te matar.
-O que?
-Elas são autorizadas a matar a noite os semideuses que saírem apôs o toque de recolher- o menino abre um sorriso largo e ergue as sobrancelhas- volta pro seu chalé, filha de Hipnos.
-Hipnos?- olho para cima, um símbolo estranho estava sobre a minha cabeça.
-O deus do sono- o menino diz esfregando os olhos.
Eu havia achado a minha luz no fim do túnel…..
Megan Mclean
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Michael Winchester em Ter 14 Out 2014, 23:23

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
    Hécate, deusa da magia, das encruzilhadas.
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
   Físicas: Possui 1,70 de altura, cabelos pretos lisos, olhos escuros, pele pálida, peso normal e um porte levemente atlético.
   Emocionais: Meio solitário gostando de ficar sozinho lendo do que conversando com um amigo mas quando considera alguém seu amigo de verdade ele não se importa de dar ou receber ajuda. Adora os avôs mais do que tudo são como seus pais pra ele, adora pesquisar sobre magia e coisas do gênero.

▬ Diga-nos: por que  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
   Pra mim seria incrível ser filho de uma deusa que representa a magia, a magia é algo que todos sonham, ser mais que só humano ultrapassar seus limites é o que todos querem.
▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
   Eu já estava saindo de casa quando me deparei com o nascer da Lua, geralmente eu achava o fato da Lua subir no céu um fenômeno lindo, mágico e encantador mas hoje ele parecia meio assustador, como se ele tivesse anunciando uma grande mudança algo novo, assustador e magnífico.
   Há eu já estava esquecendo meu nome é Luiz Felipe Abreu, tenho quinze anos estudo no primeiro ano do ensino médio (apesar do meu TDAH e da dislexia eu consegui me dar bem na escola), não sou um exemplo de pessoa popular mas o fato de ser mágico e amigo do artilheiro do time de futebol me ajuda bastante a não acabar com a cara na privada. Quando digo mágico, as pessoas pensam em sair de caixas trancadas debaixo da água, mas só faço uns truques de ilusionismo e algumas coisas que nem eu sei direito como, e o Jack é como se fosse meu irmão ele é meu melhor amigo desde a pré-escola, mas digamos que no colegial nós tomamos caminhos diferentes, ele virou jogador de futebol e eu um garoto estranho.
   Hoje vai haver uma festa da escola e mais uma vez fui convidado só por causa do Jack. Eu me lembro de quando ele me convidou:
--- Vai cara, vai ser muito legal!
--- A é? E por que seria?
--- As líderes de torcida vão estar lá!--- ele disse aquilo como se tivesse achado a porta do paraíso.
--- E daí?--- disse isso só pra deixar ele irritado, virei o rosto para ele não me ver rindo.
--- E DAÍ? Aposto que se você fizer os seus truques elas vão ficar loucas!
--- Você realmente acredita nisso?--- olhei com ceticismo pra ele.
--- Tenho certeza!
--- Então... Eu vou.
   Agora aqui estava eu na frente de casa esperando ele vir me pegar pra levar à festa, escutei seu Prius quando ele estava na esquina, ele parou e desceu o vidro do carro sorrindo.
--- Pronto pra arrasar?
--- Sim só porque você disse--- falei deixando claro meu ironismo claro.
--- Pare de ser chato garoto as meninas vão adorar seus truques.
--- A gente vai pra festa ou não?--- entrei no carro e apontei pra rua.
   Ele dirigiu até a festa como se estivesse fugindo de bandidos, estacionou na frente da casa e saímos, sabia que quando entrasse na casa seria só eu e mais ninguém, duvido que Jack ficaria conversando comigo por mais de dois minutos lá dentro, entrei e vi o lugar, era uma bagunça tocava uma musica alta, as pessoas dançavam feito loucas, havia fitas, confetes coloridos e lixo por tudo.
  Um garoto me ofereceu vodka quase aceitei, mas me lembrei que meu amigo ia com certeza encher a cara e eu ia ter de dirigir, neguei e fui para cozinha havia dois casais se agarrando encostados no balcão, ignorei e me encostei no balcão pequei um refrigerante e comecei a beber esperando a festa acabar, do nada duas meninas lindas chegaram na cozinha, eram a capitã das líderes de torcida e a menina nova, as duas me olharam e sorriram.
--- Você é o Luiz?... --- fiz sim com a cabeça --- Sou Emily e esta é Jhenifer, o Jack falou que você faz uns truques bem legais, você podia fazer alguma coisa pra gente ver?
--- Claro posso sim--- eu matar o Jack depois ainda mais porque esqueci meu baralho no carro, pensei num truque bem legal --- Esta com fome?
   Perguntei e ela respondeu não, estiquei a mão e me concentrei em um pacote de salgadinho em cima da mesa, ele flutuou até minha mão como um clipe de metal puxado por um imã, minha visão ficou turva e voltou ao normal rapidamente, isso sempre acontece quando uso meu ‘dom’ eu nunca soube como faço isso só fazia. Os casais pararam de se pegar e olharam surpresos.
--- Nossa você é incrível! Faz mais alguma coisa!
--- Claro, espera eu tomar água--- coloquei a água na boca e me concentrei nela, cuspi no ar estiquei a mão e me concentrei.
   Ela flutuou no ar, senti uma pontada na cabeça como se uma faca estivesse tentando sair da minha cabeça, ignorei a dor não ia passar vergonha pensei e me esforcei, ela ficou roxa e espiralou no ar, forcei a água para um copo na mesa, antes dela cair no copo perdeu a cor, tudo girou fechei os olhos e tudo voltou ao normal quando os abri sempre que usava meus truques especiais ficava assim, mas cada vez ficava mais fácil.
--- Ótimo--- Jhenifer falou pela primeira vez comigo, me pegou pela mão ---agora eu vou te mostrar uma coisa maravilhosa.
   Ela me puxou pela mão e me levou pra fora, todos nos olharam com um olhar malicioso, Jhenifer me levou até a parte de trás da casa entramos numa garagem vazia ela me encostou na parede.
--- Você ainda não tem treinamento e nem evoluiu seus poderes, vai ser fácil.
--- O que você quis dizer com isso?
--- Pobres semideuses são tão ingênuos.
   Antes de eu fazer qualquer pergunta, ela se transformou, da cintura pra cima ela era até bonita tirando as presas, a língua bifurcada e os olhos felinos e da cintura pra baixo no lugar das pernas surgiram dois troncos de cobras, ela sacou uma faca (não se de onde) e tentou acertar minha barriga desviei e pequei uma pá do meu lado e acertei sua mão a faca caiu, tentei correr em direção a porta mas ela me agarrou por trás eu forcei com a mente alguns objetos leves das prateleiras e os joguei na cara dela, escapei de seus braços e pequei uma vassoura do chão e quebrei ela, o cabo ficou com uma ponta afiada ela saltou na minha direção desviei e acertei sua barriga, ela gritou e sumiu em pó dourado.
   Do nada um garoto estranho da escola entrou correndo na garagem e gritou ‘Larga ele’, ele me olhou com cara de interrogação o olhei melhor, O QUE? Ele tinha pernas de bode, ele tentou se aproximar apontei a ‘lança’ de cabo de vassoura pra ela.
--- Quem é você? O que você quer comigo? O que quer dizer esse negócio de semideuses?
--- Calma eu vim te ajudar a se defender, vou te levar pra um lugar seguro e VOCÊ é um semideus um de seus pais é um deus.
--- Do que você ta falando? Meus pais são normais, eles morreram em um acidente de carro, meus avôs me disseram.
   Ele me olhou com ceticismo e apontou pra cima da minha cabeça, não havia percebido mas eu estava brilhando violeta e acima da minha cabeça estava um pentagrama com três tridentes atrás, meu coração falhou uma batida.
--- O que é isso?
--- Você foi reclamado, sua mãe é Hécate deusa da Magia, das encruzilhadas e lua, você vai para o acampamento ser treinado para sobreviver aos monstros.
  Acampamento meio-sangue meu novo lar.

Ps.:
 Fiz o meu melhor então espero que dessa vez a ficha passe e eu seja reclamado
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 097-ExStaff em Qua 15 Out 2014, 03:40

Avaliação: Ficha de Reclamação
feita por Éris, caso queira reclamar ou ostentar, convoque-me por MP

Elizabeth Galen

Antes de tudo preciso ressaltar alguns pontos: tome cuidado com QUALQUER detalhe em seus posts, um pequeno erro e uma tempestade quase foi criada. Perceba como você se referiu à sua personagem com outro nome: "Hellen tem  pavio curto e se estressa fácil". Apenas isso poderia ter considerado sua ficha como plagiada, então realmente tome mais cuidado, certo?

Eu achei uma história simples, nada em especial, mas foi o suficiente para que fosse aprovada. Lembre-se apenas de colocar cores ou negrito nas falas, para que não confunda o leitor. Parabéns!

Lorenzo R. Bianchinni

Achei as primeiras respostas vagas demais, pelo menos na parte das características. É de extrema importância, principalmente para você, que essa parte seja detalhada da melhor forma possível. Aqui é onde você cria sua personagem, as características são importantes para o crescimento do mesmo. Eu te reprovaria só por isso, mas a história supriu a falta de informação nas respostas. Não achei muitos erros, mas peço que revise seus textos sempre, sei que é chato mas não beneficiaria ninguém além de você, então o faça. Parabéns!

Megan Mclean

Faltou se aprofundar mais nas características da personagem, assim como eu disse logo acima. A personalidade é a base de uma boa personagem, foque-se nisso também. Outro ponto que queria ressaltar é o modo como estruturou seu post, dê espaço entre um parágrafo e outro, use cores que diferenciem as falas, não deixe tão desinteressante como deixou. Atente-se também com a falta de acentuação em várias palavras, são erros bobos e fáceis de serem corrigidos, faça o seu melhor. Parabéns!

Luiz F. Abreu

Percebi que se esforçou, Luiz, admiro isso. Mas eu realmente fiquei em dúvida se te aprovaria ou não, você tem uma criatividade das boas e sabe como usá-la, porém ainda há alguns erros que danificam o texto. Saiba como usar pontuação, rapaz, alguns trechos ficaram confusos. Faça tudo com calma, pense em cada palavra e tente saber se ela está certa. Estou te dando uma chance aqui para melhorar o que tem que melhorar e eu ficarei de olho em tudo o que fizer no fórum, para saber se evoluiu como espero que aconteça -- e acredite, eu vou mesmo. Parabéns!


 Aguardando Atualização  
THANKS JESS &  PANDA
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Michael Winchester em Qua 15 Out 2014, 13:05

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Hécate, deusa da magia, das encruzilhadas e da Lua.
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
 Físicas: Possui 1,70 de altura, cabelos pretos lisos, olhos escuros, pele pálida, peso normal e um porte levemente atlético.
  Emocionais: Meio solitário gostando de ficar sozinho lendo do que conversando com um amigo mas quando considera alguém seu amigo de verdade ele não se importa de dar ou receber ajuda. Adora os avôs mais do que tudo são como seus pais pra ele, adora pesquisar sobre magia e coisas do gênero, odeia pessoas que prejudicam e humilham os outros só para se mostrarem superiores.

▬ Diga-nos: por que  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
 Pra mim seria incrível ser filho de uma deusa que representa a magia, a magia é algo que todos sonham, ser mais que só humano ultrapassar seus limites é o que todos querem.
▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
     Eu já estava saindo de casa quando me deparei com o nascer da Lua, geralmente eu achava o fato da Lua subir no céu um fenômeno lindo, mágico e encantador mas hoje ele parecia meio assustador, como se ele tivesse anunciando uma grande mudança algo novo, assustador e magnífico.
     Desculpe eu já estava esquecendo, meu nome é Luiz Felipe Abreu, tenho quinze anos estudo no primeiro ano do ensino médio (apesar do meu TDAH e da dislexia eu consegui me dar bem na escola), não sou um exemplo de pessoa popular mas o fato de ser mágico e amigo do artilheiro do time de futebol me ajuda bastante a não acabar com a cara na privada.
    Quando digo mágico, as pessoas pensam em sair de caixas trancadas debaixo da água, mas só faço uns truques de ilusionismo e algumas coisas que nem eu sei direito como, e o Jack é como se fosse meu irmão ele é meu melhor amigo desde a pré-escola, mas digamos que no colegial nós tomamos caminhos diferentes, ele virou jogador de futebol e eu um garoto estranho.
  Hoje vai haver uma festa da escola e mais uma vez fui convidado só por causa do Jack. Eu me lembro de quando ele me convidou:
--- Vamos cara, vai ser muito legal!
--- A é? E por que seria?
--- As líderes de torcida vão estar lá!---ele disse aquilo como se tivesse achado a porta do paraíso.
--- E daí?--- disse isso só pra deixar ele irritado, virei o rosto para ele não me ver rindo.
--- E DAÍ? Aposto que se você fizer os seus truques elas vão ficar loucas!
--- Você realmente acredita nisso?--- olhei com muito ceticismo pra ele.
--- Tenho certeza!
--- Então... Eu vou.
      Agora aqui estou eu na frente de casa esperando ele vir me pegar para me levar à festa, escutei seu Prius quando ele estava na esquina, ele parou e desceu o vidro do carro sorrindo.
--- Pronto pra arrasar?
--- Sim só porque você disse--- falei deixando bem claro meu ironismo.
--- Pare de ser chato garoto as meninas vão adorar seus truques.
--- A gente vai pra festa ou não?--- entrei no carro e apontei pra rua.
     Ele dirigiu até a festa como se estivesse fugindo de bandidos, estacionou na frente da casa e saímos, sabia que quando entrasse na casa seria só eu e mais ninguém, duvido que Jack conversaria comigo por mais de dois minutos lá dentro, entrei e vi o lugar, era uma bagunça tocava uma musica alta, as pessoas dançavam feito loucas, havia fitas, confetes coloridos e lixo por tudo.
    Um garoto me ofereceu vodka quase aceitei, mas me lembrei que meu amigo ia com certeza encher a cara e eu ia ter de dirigir, neguei e fui para cozinha havia dois casais se agarrando encostados no balcão, ignorei e me encostei no balcão pequei um refrigerante e comecei a beber esperando a festa acabar, do nada duas meninas lindas chegaram na cozinha, eram a capitã das líderes de torcida e a menina nova, as duas me olharam e sorriram.
--- Você é o Luiz?... --- fiz sim com a cabeça --- Sou Emily e esta é Jhenifer, o Jack falou que você faz uns truques bem legais, você podia fazer alguma coisa pra gente ver?
--- Claro posso sim--- depois eu vou matar o Jack, ainda mais porque esqueci meu baralho no carro, pensei num truque bem legal --- Esta com fome?
    Perguntei e ela respondeu não, estiquei a mão e me concentrei em um pacote de salgadinho em cima da mesa, ele flutuou até minha mão como um clipe de metal puxado por um imã, minha visão ficou turva e voltou ao normal rapidamente, isso sempre acontece quando uso meu ‘dom’, eu nunca soube como faço isso só fazia. Os casais pararam de se pegar e olharam surpresos.
--- Nossa você é incrível! Faz mais alguma coisa!
--- Claro, espera eu tomar água--- coloquei a água na boca e me concentrei nela, cuspi no ar estiquei a mão e me concentrei.
      Ela flutuou no ar, senti uma pontada na cabeça como se uma faca estivesse tentando sair da minha cabeça, ignorei a dor não ia passar vergonha pensei, e me esforcei, ela ficou roxa e espiralou no ar, forcei a água para um copo na mesa, antes dela cair no copo perdeu a cor, tudo girou fechei os olhos e tudo voltou ao normal quando os abri sempre que usava meus truques especiais ficava assim, mas cada vez ficava mais fácil.
--- Ótimo--- Jhenifer falou pela primeira vez comigo, me pegou pela mão ---agora eu vou te mostrar uma coisa maravilhosa.
    Ela me puxou pela mão e me levou pra fora, todos nos olharam com um olhar malicioso, Jhenifer me levou até a parte de trás da casa entramos numa garagem vazia ela me encostou na parede.
--- Você ainda não tem treinamento e nem evoluiu seus poderes, vai ser muito fácil.
--- O que você quis dizer com isso?
--- Pobres semideuses são tão ingênuos.
    Antes de eu fazer qualquer pergunta, ela se transformou, da cintura pra cima ela era até bonita tirando as presas, a língua bifurcada e os olhos felinos, já da cintura pra baixo era horrível no lugar das pernas surgiram dois troncos de cobras, ela sacou uma faca (não sei de onde) e tentou acertar minha barriga desviei e pequei uma pá do meu lado e acertei sua mão a faca caiu, tentei correr em direção a porta mas ela me agarrou por trás eu forcei com a mente alguns objetos leves das prateleiras e os joguei na cara dela, escapei de seus braços e pequei uma vassoura do chão e a quebrei, o cabo ficou com uma ponta afiada ela saltou na minha direção desviei e acertei sua barriga, ela gritou e sumiu em pó dourado.
   Do nada um garoto estranho da escola entrou correndo na garagem e gritou ‘Larga ele’, ele me olhou com cara de interrogação, o olhei melhor, O QUE? Ele tinha pernas de bode, ele tentou se aproximar apontei a ‘lança’ de cabo de vassoura pra ele.
--- Quem é você? O que você quer comigo? O que quer dizer esse negócio de semideuses?
--- Calma eu vim te ajudar a se defender, vou te levar pra um lugar seguro e VOCÊ é um semideus um de seus pais é um deus.
--- Do que você ta falando? Meus pais são normais, eles morreram em um acidente de carro, meus avôs me disseram.
   Ele me olhou com ceticismo e apontou pra cima da minha cabeça, não havia percebido mas eu estava brilhando violeta e acima da minha cabeça estava um pentagrama com três tridentes atrás, meu coração falhou uma batida.
--- O que é isso?
--- Você foi reclamado, sua mãe é Hécate deusa da Magia, das encruzilhadas e da Lua, você vai para o acampamento ser treinado para sobreviver aos monstros.
    Então eu vou para o acampamento meio-sangue, meu novo lar.

Legenda:
minhas falas
Fala de monstros
Amigos
Narração
Ps.:
Corrigi alguns erros de concordância, espero que esteja certo desta vez, a quarta sempre dá sorte.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zaria T. Diederich em Qui 16 Out 2014, 22:00

Ficha de Reclamação
> Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Desejo ser filha de Hécate.

> Cite suas principais características físicas e emocionais.
Os cabelos são escuros e volumosos, chegando a pouco abaixo do busto. Seu nariz é pequeno e fino, entrando num contraste curioso com os olhos claros grandes, marcados pelas sobrancelhas bem definidas escuras. Seus lábios são levemente carnudos com uma leve cor rósea, de grande simplicidade. Sua estatura e massa corporal são baixas, transformando-a numa garota visivelmente pequena.

Embora uma de suas maiores virtudes seja a paciência, Zaria é melindrosa e nem sempre se contenta em esconder essa característica. Seu maior instrumento é sua extensa gama de experiência variadas, que lhe ensinaram a reagir a diversas situações de forma adequada. Sua cosmovisão é racional e estratégica, fator intimamente relacionado com seu alto nível de inteligência e facilidade para entender o que há ao seu redor, sendo fácil para ela adaptar-se a diferentes eventos e condições. Não obstante, se assusta com facilidade e fica extremamente frustrada quando perde o controle de algo ou quando suas opções não lhe parecem promissoras. Tem uma fala amigável com os que estão ao redor, mas pode acabar voltando-se para a grosseria se lhe convir. Apesar de tudo, é quieta e observadora, e tenta não se meter nos assuntos dos outros – e, obviamente, aprecia quando as pessoas fazem o mesmo.

> Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
O principal fator é, sinceramente, por conta da trama da minha personagem. Além disso, não pode-se ignorar que a deusa é extremamente interessante, assim como sua esfera de poder.

> Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
O quarto era de extrema simplicidade. Era quadrado, com uma das paredes preenchida por extensos armários de madeira escura, outra dominada por janelas largas de vidro e cortinas pesadas de cor bege escuro, outra com uma larga cama de casal, mesmo que utilizada por apenas uma pessoa, acompanhada por dois criados mudos baixos, também de madeira escura, e a última era dominada por uma escrivaninha e prateleira. Obviamente haviam outros detalhes adicionais espelhados aleatoriamente pelo espaço, como um espelho de corpo inteiro e um pufe macio de forma indefinida, mas, fora isso, tudo era tomado por uma organização levemente obsessiva.

Para Zaria, a parte mais interessante do espaço, que era seu quarto, era a escrivaninha. Naquele momento específico, entretanto, havia um elemento nela que roubara a sua atenção mais do que qualquer coisa: o calendário. As aulas acabariam em pouco dias e, após isso, seria uma questão de semanas para que ela se livrasse totalmente dos alunos imaturos e idiotas do Ensino Médio e encontrasse os maduros e inteligentes da faculdade.

Tudo acontecera de uma forma rápida e incrivelmente cheia de sorte. Num minuto, a garota era uma aluna acima da média, mas ordinária, no terceiro ano. Subitamente, suas notas subiram, transformando-a numa das melhores da classe, e ela se voluntariou para fazer o teste de término do Ensino Médio. Vários de seus professores lhe alertaram que não estava pronta, mas foram surpreendidos quando não só ela passou, mas foi aceita numa universidade de prestígio. Agora, tudo que lhe restava era esperar enquanto aproveitava o calor excessivo do Arizona.

Mas, naquele momento, os seus devaneios foram interrompidos quando a porta de seu quarto foi aberta abruptamente, e por ela passou a figura de Penny Diederich, sua irmã cerca de dez meses mais nova. Ela se surpreendeu ao vê-la entrar repentinamente de bom humor, porque desde que os eventos descritos anteriormente haviam ocorrido, um ressentimento havia surgido entre elas porque Penny não alcançara a mesma coisa. Mas Zaria acreditava que havia mais além disso. Sua suspeita era que a questão também estivesse relacionada com o fato de ela ser adotada enquanto a irmã era a filha biológica dos pais, mas, aparententemente, menos inteligente.

Zaria tentou esquecer o fato naquele momento, porque queria que elas se dessem bem e fossem amigas. Até mesmo desviou o olhar dos dias marcados do calendário para um objeto qualquer, como estivesse distraída com outra coisa. Apenas se virou para realmente olhar a menina quando a outra bateu a porta e se virou para ela com um sorriso largo no rosto.

Ao contrário de Zaria, o cabelo de Penny era louro e ainda mais extenso, sempre apresentado em madeiras perfeitamente lisas. Seu rosto também era mais largo, os olhos menores e duas vezes mais claro num azul brilhante que parecia ser provindo de lentes de contato. Além disso, o nariz era um pouco mais largo e arrebitado e sua estatura era alguns centímetros maior que a de Zaria.

Quando ela se jogou na cama larga, soltou um largo suspiro feliz. Zaria, por sua vez, também suspirou, mas de alívio por ela não estar mais brava – mesmo que apenas naquele momento. Nenhuma pergunta precisou ser feita, porque Penny logo adiantou-se em falar.

– Z., se lembra daquele garoto gostoso com quem eu falei no último dia de aula? – Zaria confirmou. – Bem, adivinha quem são as duas irmãs que acabam de ser convidadas para uma festa em que ele vai estar?

Mais uma vez, não foi necessária resposta. Penny deu um gritinho animado e se levantou, dando pequenos pulos de alegria, e Zaria a acompanhou, tentando parecer igualmente animada. ”Qualquer coisa te deixar feliz”, pensava Zaria com amargura, enquanto também gritava. A última coisa que precisava era que Penny percebesse que ela não estava tão animada e a acusasse de ser invejosa.

– Bom, vai ser essa noite, então fique preparada! – Penny gritou, antes de mandar um beijo para Zaria e sair do quarto saltitando.

”Qualquer coisa.”




Fora alguns dias atrás, um dos primeiros que Zaria podia se lembrar. Era um dia absolutamente ordinário, e ela apenas havia ido até o armário trocar alguns de seus materiais. Girou a o cadeado agilmente, digitando a senha de seu armário, e abriu a porta de metal, levemente distraída com um livro que lia simultaneamente.

Sua visão foi atraída para um papel amarelo, um post-it, mais especificamente, que voou das prateleiras até o chão graciosamente. Zaria se abaixou para pegá-lo e viu que havia algo escrito nele. A mensagem dizia “Você é filha de Hécate. Não conte para ninguém sobre isso.” Zaria franziu as sobrancelhas, confusa. Olhou em volta, tentando descobrir se era alguma espécie de brincadeira, mas não viu nada suspeito.

Amassou o papel e jogou-o no fundo do armário, indiferente. “Que coisa babaca”, pensou, antes de sair.




A festa ficava numa casa de tamanho médio, mas possuía um jardim tão grande com um paisagismo tão perfeitamente arrumado que fazia a propriedade parecer mil vezes maior e mais bela. Mesmo de fora, era possível ouvir um hip hop tocando em alto volume e já eram visíveis algumas poças vômito.

Perfeito.

Por dentro, o lugar estava abarrotado de gente andando de um lado para o outro com copos vermelhos de plástico nas mãos. Algumas pessoas ficavam nos cantos e várias flertavam e dançavam. Zaria foi facilmente embalada pela animação, e logo já se mexia no ritmo da música animada. Penny desapareceu antes que ela pudesse olhar duas vezes, mas, por sorte, logo encontrou uma de suas melhores amigas. Seu nome era Giulietta Salazar. Naquela noite, utilizava o cabelo castanho avermelhado preso num coque despojado e os olhos, tão negros que mal era possível diferenciar a pupila da íris, estavam perfeitamente maquiados para a ocasião. Ela rapidamente  se aproximou de Zaria sorrindo enquanto carregava um copo de plástico vermelho.

– E aí garota? – Giulietta falou com um volume levemente alto por conta da música e do som das conversas dos integrantes da festa. – Aproveitando a festa?

Zaria riu e assentiu.

– Onde posso conseguir um desses? – perguntou, apontando para o copo. Enquanto dava um gole, Giulietta apontou para cima em resposta.

Quando Zaria começou a se desvencilhar das pessoas em direção à escada, foi surpreendida quando teve seu pulso subitamente agarrado. A garota se virou e viu por cima do ombro que ainda era Giulietta. Estranhou a pressão e força que era segurada, como se a outra estivesse de alguma forma desesperada, e deu alguns passos para trás para ouvi-la. O que mais lhe deixou apreensiva, no entanto, era uma rara sombra nos olhos escuros da garota, como se ela pudesse enxergar dentro dele uma onda de um sentimento indefinido, mas claramente negativo. Antes que Giulietta falasse com ela, sabia que se tratava de algo inquietante.

– Depois preciso falar com você. – falou, num sussurro quase suprimido pelo barulho do ambiente. – Urgente.

Zaria assentiu, tensa. Quando foi solta, avançou rapidamente por meio da multidão, aliviada por se soltar do aperto e, principalmente, daquela sensação bizarra que lhe havia assolado. Começou a subir as escadas retas devagar por conta do salto alto e das pessoas que estavam paradas nelas conversando ou se beijando. Não obstante, um brilho leve entre seus pés fez a garota parar. Ela levou a mão direita às orelhas e descobriu, como suspeitara, que havia perdido um dos brincos. Xingou, abaixando-se para procurá-lo, e começou a tatear os degraus devagar em busca da joia que, mais cedo naquele dia, havia escolhido com tanto esmero.

O escuro naquele momento era o seu maior inimigo, porque mesmo que a sala estivesse bem iluminada para uma festa, não estava nem perto para a difícil tarefa de se caçar um brinco minúsculo num degrau encarpetado. O fato era que Zaria estava tão distraída com a procura que mal percebeu quando um garoto igualmente distraído descia a escada e, ao tentar se desviar dela, acabou acertando o nariz da menina com o joelho. Ele claramente não notou o feito, porque continuou seu caminho normalmente.

Zaria, entretanto, notou até mais do que desejaria. Um crec ressoou nos seus ouvidos, e ela teve certeza naquela hora que o havia, no mínimo, fraturado. O sangue que começou a escorrer pelas suas narinas em rios também confirmou a hipótese, e ela interrompeu a procura imediatamente, levantando-se. Olhou em volta, procurando por Giulietta ou qualquer rosto conhecido que pudesse lhe ajudar, mas não obteve sucesso. Sem opções, foi até o segundo andar, onde esperava encontrar um banheiro.

Pela milésima vez naquela noite, seu caminho foi interrompido quando ela trombou com alguém – uma garota, com um vestido que bem conhecia: Penny. Quando a irmã a viu naquele estado, deu um gritinho assustado.

– Zaria! – exclamou. – O que aconteceu com você?

Zaria percebeu que ao lado de Penny estava o garoto de quem ela falara mais cedo. Sem dúvida, ele tinha uma bela aparência e parecia ser dotado de uma boa saúde. Ela tentou lembrar seu nome, mas não obteve sucesso nenhum.

– Foi um acidente, acho que pode estar fraturado. – falou, sentindo o gosto de sangue nos lábios. – Você sabe onde tem um banheiro?

– Sei, eu te levo até lá. – se ofereceu.

Penny se despediu brevemente do garoto e começou a guiar Zaria pelo corredor estreito do segundo andar, até que entraram numa porta aleatória. Dentro dela, encontraram um banheiro um pouco estreito, mas largo o bastante para abrigar uma banheira tampada por uma cortina de cor amarelo claro. As paredes e o piso eram de um mesmo azulejo branco, enquanto a pia era formada por um mármore e madeira da mesma cor, apenas sobressaída por alguns elementos de cor chamativa.

Assim que ambas estavam dentro do cômodo, Penny fechou a porta e sentou Zaria na privada fechada de porcelana, enquanto pegava papel higiênico e molhava parte dele.

– E então, tudo certo com o cara? – perguntou Zaria, a pesar da dor. Penny riu.

– Na medida do possível. – respondeu, entregando o papel recolhido para a garota. – Na verdade… ele é um pouco babaca. Mas nada que não seja possível aguentar. – e riu, virando-se para a pia novamente.

Por conta da dor, Zaria não se julgou capaz de responder nada relevante, então permaneceu em silêncio. Logo arrependeu-se, ao perceber a tensão que havia subitamente se instalado entre elas. Penny virou-se, parecendo desconfortável, e se apoiou na pia. Ela parecia querer dizer alguma coisa, mas quando abriu boca para falar, um som incomum veio da banheira. Sua feição se transformou de ansiosa para irônica num piscar de olhos, e Penny deu um passo em direção à banheira.

– Será que tem alguém se pegando aqui? – riu, e Zaria desejou profundamente que a resposta fosse não.

Mas quando Penny abriu a cortina Zaria mudou de ideia, porque o que realmente havia na banheira era milhares de vezes pior.

A visão era caótica, e o cérebro das garotas montou a cena lentamente. Deitados na banheira, realmente haviam duas pessoas que pareciam ter tentando ficar juntas antes, mas agora eram dois corpos mortos banhados no próprio sangue, que aparecia respingado pela parte de dentro da cortina, nas paredes e até na pequena janela de vidro perto do teto. O garoto estava por baixo e garota por cima, com um buraco gigante nas costas que, sem dúvida, atravessava todo o seu tronco. As expressões de ambos era uma mistura de pânico com desespero, e os olhos arregalados ainda abertos provava que a ele haviam morrido daquela forma. O cheiro pútrido de corpos mortos invadiu o banheiro em segundos e, sem perceber, Zaria vomitou no chão, criando uma mistura bizarra do  sangue do seu nariz com seu vômito.

Mas aquela não era a pior parte. O ruim de verdade era o que, aparentemente, os havia matado. Era uma criatura curiosa, com um longo rabo que parecia uma coluna vertebral descoberta, pernas longas levemente humanoides, mas de uma cor morta de cinza. As mãos eram igualmente compridas e da mesma cor, mas com as unhas tão grandes que chegavam a terem uma posição curvada. No seu tronco, assemelhava-se a uma pessoa extremamente magra, com todas as costelas à mostra e uma estranha membrana onde deveria estar seus músculos. Nas costas, espinhos compridos surgiam encurvados, largos e ameaçadores. Sua cabeça era estranhamente larga, com uma carapaça espessa como um capacete sobre uma boca cheia de dentes pontiagudos.

Penny não tentou se conter, e deu um grito tão alto e aterrorizado que fez os ouvidos de Zaria latejarem. A garota, por sua vez, estava completamente congelada, como se não acreditasse na visão em seus olhos. Ela até mesmo esqueceu da dor ou do sangue que continuava escorrendo em cascatas, pois seu foco estava completamente vidrado nos cadáveres e naquela coisa.

Zaria apenas despertou da realidade quando a criatura, que antes parecia estranhamente distraída, se virou para Penny. Ele não hesitou muito, abriu a boca gigantesca e, num só ataque, mordeu o seu pescoço e grande parte do tronco. Zaria não teve dúvidas, sabia que ela estava morta. Talvez fora os seus instintos ou a adrenalina, mas foi como se a garota não compreendesse o que havia acabado de acontecer, sua consciência ainda não havia se dado conta.

Mas a sua sobrevivência sim. Num ímpeto, Zaria se levantou e correu até a porta, já com a mão em direção à maçaneta. Os saltos altos, entretanto, a traíram naquela hora, e ela caiu sobre os ladrilhos do chão, batendo a cabeça na porta. Foi naquele momento que o monstro percebeu a presença de Zaria no local, esquecendo-se da carcaça que um dia fora Penny Diederich e focando em Zaria, que encolhia-se contra a parede, como se aquilo pudesse lhe salvar de alguma forma. Ela estava convencida que daria o seu alento final naquele banheiro minúsculo, mas foi surpreendida quando a porta, subitamente, abriu, derrubando-a no chão.

– ‘Tá tudo bem por aqui? – alguém perguntou, antes do monstro trocar de alvo e saltar sobre ele, deixando mais uma vítima.

O caos se alastrou pela casa com rapidez, e as pessoas começaram a gritar em pânico ao passo que a criatura acabava com cada vez mais presas. Zaria não esperou para assistir ao massacre, tirou os sapatos o mais rápido que pôde e correu em direção à escada, descendo-a sem olhar os degraus. Tudo no seu campo de visão subitamente desapareceu, a única coisa que lhe importava era a própria vida e a porta da sala, pela qual várias pessoas tentavam passar numa extensa aglomeração.
Prevendo que nunca passaria por aquilo, deu a volta e encontrou uma janela quebrada, pela qual algumas pessoas passavam pulando alguns cacos de vidro quebrados. Zaria sabia que seria uma má opção para ela, uma vez que estava descalça, mas não tinha muitas opções disponíveis. Deu alguns passos para trás e correu até a janela, dando-lhe impulso para um salto. Ela caiu deitada do lado de fora e um pequeno pedaço de vidro perfurou o seu pé, fazendo-a dar um grito estrangulado.
Mas, mais uma vez, a dor desapareceu quando se lembrou que seu principal objetivo naquele momento era sobreviver. Então ela se levantou, reunindo todas as suas forças primordiais que até aquele dia desconhecia, e começou a mancar para longe. Não tinha um destino específico, só queria se afastar. No meio do caminho, as lágrimas começaram a correr num dilúvio, e ela voltou a sentir as dores no nariz e no pé novamente, mas não sabia o que doía mais: sua alma ou aquele corpo.

Ela realmente não conseguia decidir.





No final da noite, cerca de vinte pessoas morreram. Ela acreditou que havia enlouquecido quando os jornais começaram a descrever o monstro como um homem, e Zaria não entendia como podiam confundir aquela… coisa com uma pessoa.

E foi aí que as visões começaram. Para todo o lugar que ela olhava, via coisas estranhas, verdadeiros monstros. Havia duas líderes de torcida que possuíam uma das pernas em forma de bode e a outra mecânica, um mendigo na rua era gigantesco e havia um olho só, cavalos numa hípica próxima possuíam majestosas asas gigantescas. Zaria acreditou estar louca. Era a única explicação que podia arranjar para aqueles eventos: estava absolutamente maluca, a morte de Penny havia arruinado seu cérebro e sua sanidade.

Mas então ela começou a pesquisar. Descobriu uma semelhança entre aquilo que via: era monstros pertencentes à mitologia dos Gregos Antigos. Aquilo virou uma obsessão para a garota, fazendo-a passar horas pesquisando a mesma coisa, tentando entende o que era aquilo que via. E foi numa página aleatória que viu o nome de Hécate, definida como a deusa grega das magias e das encruzilhadas, representada segurando duas tochas. Aquele bilhete atingiu sua mente como uma memória distante, e ela pensou nas palavras escritas nele, mas… não era possível, não podia ser. Tudo aquilo não era real, era apenas fruto de sua mente doentia e perturbada. Estava errado, não podia ser!

Mas então Zaria pensou em Penny sendo degolada, dos corpos da banheira e dos milhares de outros jovens que acabaram mortos depois da festa. De alguma forma ela sabia que aquilo era real. Tinha sido grotesco demais para que fosse sua imaginação, ela nunca havia sido tão doente naquele ponto.

Zaria teve que aceitar afinal, mesmo relutantemente. Havia alguma coisa acontecendo no mundo. Ela ainda não havia completamente se convencido, mas, no seu âmago, reconhecia a verdade: ela era uma semideusa.



leia-me:
Boa tarde/dia/noite,
I. Se você não entendeu alguma coisa, saiba que it's all about the trama, bro. c: Fatos como porque ela ficou mais inteligente de repente, porque ela ainda não sabia que era semideusa e porque o bilhete tava lá serão devidamente explicados no futuro, então, por enquanto, o que você pode fazer é: 1- Tomar água (pra ficar hidratado). 2- Aguardar numa posição confortável (porque vai demorar QQQ). Mas é, não me reprove por isso, por favor. ;-;
II. A personalidade também ainda não foi plenamente desenvolvida e pode sofrer mudanças ao longo da vida. (?) E também tem a ver com a trama, se você quer saber. tutstuts
III. O monstro que eu coisei aí foi baseado no Xenomorph drone, então é só catar ele no google images aí. qqq PS: ele é lindo sqn
IV. E sobre ela ter fugido dele super fast, saiba que era ou isso ou uma ficha de 20 páginas. vlw flw
V. Sobre eu ter enfiado lá no meio do texto um pedaço de um bagulho que aconteceu antes, não é flashback nem nada. É que eu meio que descobri que o meu estilo de escrita de muito a ver com embaralhar o texto. Só pra avisar mesmo. hu3
VI. Eu revisei e tals, mas certeza que vai ter alguns erros. Então, desculpa por isso. ;-;
Enfim, é isso.
Boa avaliação. õ/
Zaria T. Diederich
Filhos de Hécate
Mensagens :
5

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Meghan em Qui 16 Out 2014, 22:41




Ficha de Reclamação



▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Escolho uma náiade.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Físicas
Uma beleza típica de uma náiade: bonita, chamativa e formosa. Tem um corpo curvilíneo e bem definido por sempre estar nadando por aí, tendo também assim belas pernas. Os cabelos loiros emolduram o rosto quase angelical, quando não estão presos por alguma tiara de algas, folhas ou oricalco. É muito vaidosa e por isso ainda sempre bem arrumada, mesmo quando sozinha. Embora branca, tem um leve bronzeado muito saudável e bonito.

Emocional
Meghan é incrivelmente quieta e pouco galanteadora para uma náiade. Ela raramente flerta com alguém e socializa pouco até com outras náiades, sendo até mesmo um pouco soturna e melancólica. Entretanto, ela busca ainda um sentido para sua vida. Ali não é seu lugar, é possível sentir. Meghan é um pouco autoritária e esnobe quando aborrecida, mas geralmente é calma e muito gentil com os campistas e outras pessoas, embora tenha um pavio extremamente curto com sátiros. Ela gosta de jogar cartas e treinar arco-e-flecha, além de ler, quando tem oportunidade. É naturalmente vaidosa e solícita, mas talvez mais do que todos, talvez pelas visões terríveis que teve, a bela moça gosta de fazer as coisas ao seu tempo, ao seu jeito. Ela é inteligente e perseverante, mas também um pouco cautelosa demais. Como toda ninfa, ela preza muito pela natureza e tem uma conexão profunda com sua casa, o rio.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Náiades são seres bem legais. Elas são bonitas, inteligentes, sexys e livres. Tudo bem, isso de ter uma fonte de água é meio chato, mas com certeza sair atirando flechas de água e de oricalco por aí, soltar água pelas ventas e ser maravilhosa é algo que não podemos dizer que não é legal!

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

1 - Introdução a uma vida sem amor.

Bom, não temos tanto o que falar sobre meu nascimento. Eu sou uma Náiade, uma ninfa que nasceu dos rios aqui do Acampamento Meio-Sangue. Eu sinceramente não sei quem são meus pais, como a maioria esmagadora das ninfas, mas eu não me importo, pois isso não faz diferença alguma.
Por muito tempo eu fui uma náiade tola e frívola. Não vivia para nada em especial, não me prendia a nada. O que eu considerava liberdade se mostrou falta de metas e de objetivos, falta de vontade de viver. Eu não percebia, é claro. Só flertava, nadava, brincava, fofocava. A vida era como uma redoma de vidro fina, em que a verdadeira luz da realidade vinha distorcida, tornando tudo um sonho, uma utopia, um conto de fadas. Mas a vida é dura. Ela lhe dá cutucões. Se você os ignora, finge-se de cego, ela lhe dá um duro golpe para que você acorde.
Eu era muito amiga dos campistas, até para uma adorável náiade. Todos gostavam de mim, e como não gostar? Simpática, agradável, boba e que sabia de todas as fofocas quentinhas. O chalé de Afrodite sempre me mantinha por perto, e em pouco tempo eu era a Náiade mais querida entre todos. Ficava sabendo de tudo que ocorria, especialmente entre as garotas de Afrodite. Logo, consegui uma melhor amiga entre elas... Seu nome não importa agora.
No chalé de Afrodite, há uma regra em que se você não parte o coração de alguém, não faz parte dali. Uma regra feia... Mas uma regra. E minha amiga não se enquadrava em lugar nenhum, só comigo. Então, ela arranjou um garoto para... Bem, para usar. Para partir seu coração, para se enquadrar com as amigas. O que ela não sabia, claro, é que o garoto era apenas mais um torturado. Sofria a cada dia. Quando um dia ele pensou que teria descanso, ela partiu sem coração, em público, da forma mais dolorosa e cruel possível. As dúvidas sobre meus objetivos começaram ali.
Mas não terminaram ali.
Em um movimento de extrema vergonha, rejeição e loucura, ele se matou. Afogou-se no ponto mais isolado do rio. Eu o achei, enquanto pensava sobre por onde ele andava agora. E agora, só eu, Quíron e a ex-namorada dele, não mais minha amiga, sabemos o que realmente aconteceu. Os outros o tomaram como “desaparecido”.
A garota... Bom, ela não se importou. Suas faces só mostravam uma falta de emoção impressionante. Como alguém poderia ser tão mau, tão perverso? Aquilo não era certo. O amor deveria conciliar, deveria ser bom, deixar as pessoas felizes... Não mata-las.
Não sei se ela contou sobre o caso, se descobriram ou se aconteceu alguma coisa, mas de uma hora pra outra, todos começaram a comentar sobre o suicídio do garoto esquisito que era namorado da filha de Afrodite agora toda famosa e incluída. Mas ela ainda demonstrava tanta passividade e frieza que chegava a ser assustador. Era nojento, era desumano. Eu precisava dar um basta naquilo. Distanciei-me de tudo e de todos, me recusei a falar com a garota. E para minha própria segurança, nunca mais flertei. Não por penitência, não por um castigo, mas por não sentir vontade. Depois de ver a força de um coração partido, não gostaria de experimentar a paixão.
Mas eu tirei uma lição fria como gelo deste duro golpe que a vida me deu, cruel e malvado.
O amor pode ferir como uma espada fincada no coração. Enquanto homens e mulheres lutam pelo amor, tudo o que sobra é guerra e discórdia. O amor não é para mim, mas parece que só eu penso assim.


Thanks for @Lovatic, on Cupcake Graphics


Meghan
Espíritos da Água
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 097-ExStaff em Sex 17 Out 2014, 03:45

Avaliação: Ficha de Reclamação
feita por Éris, caso queira reclamar ou ostentar, convoque-me por MP

Zaria T. Diederich - Aprovada!


Uma ficha interessante e uma narrativa que estimula o leitor a querer mais e mais. Apenas atente-se a erros idiotas, geralmente de digitação, como o "aparententemente" e "encarpetado" - esse último eu entendi como se você quisesse colocar "acarpetado", certo? Bem, percebi apenas esses erros, em geral foi uma ótima ficha. Lembre-se também de revisar suas narrações.

Meghan - Aprovada!

Você fez tudo certo, principalmente sobre a personalidade -- o que geralmente os novatos ignoram --, porém senti que a história ficou resumida demais. Mas como não achei motivos ortográficos e coerentes para lhe reprovar, não o fiz. Você tem uma boa escrita e deve usá-la, Meghan. Apenas lembre-se que todos estão propensos a errarem, você não é perfeita, por isso use corretores onlines e revise sempre seus textos, isso te beneficia muito em avaliações.


 Aguardando Atualização  
THANKS JESS &  PANDA
097-ExStaff
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 112-Ex-Staff em Sab 18 Out 2014, 05:08

Atualizados
112-Ex-Staff
Indefinido
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Re: Ficha de Reclamação

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