Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
Bem vindo ao maior fórum de RPG de Percy Jackson do Brasil.

Já possui conta? Faça o LOGIN.
Não possui ainda? Registre-se e experimente a vida de meio-sangue.

Ficha de Reclamação

Página 4 de 5 Anterior  1, 2, 3, 4, 5  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Ficha de Reclamação

Mensagem por Sigurd Polaris em Ter 16 Set 2014, 23:45

Relembrando a primeira mensagem :

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Gostaria de ser reclamado como filho da deusa Athena.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Fisicamente sou um misto de tudo o que forma a aparência de um nerd. Sou alto (1,79) e, apesar de não ser assim tão magricela, sou magro para a minha altura. Meus cabelos são negros e vivem revoltos acima da minha cabeça denunciando o meu pouco cuidado com minha aparência física e dando a meu rosto uma expressão meio idiota. Tenho olhos tão escuros quanto meus cabelos, mas frequentemente esses mesmos olhos, quando conseguem vencer a barreira dos meus óculos de leitura, denunciam meu espírito curioso ao mesmo tempo que acabam por passar um certo ar de ingenuidade. Aspecto o qual definitivamente não combina com meu verdadeiro eu. Sim, porque eu me descreveria como alguém bastante observador e astuto, assim, dificilmente tomo atitudes ingênuas em relação a algo ou alguém.
Sou uma pessoa de poucas palavras, mas de sorriso fácil e me descreveria como uma boa companhia tanto para um bom filme no cinema quanto para missões desesperadoras onde tudo depende de um milagre para acabar bem.
Estou sempre alerta ao que acontece ao meu redor e muitas vezes o mesmo silêncio que me dá um ar meio alheio, nada mais é do que um disfarce natural para que eu possa observar melhor o que se passa ao meu redor.





▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Me identifico com o perfil dos filhos de Athena, além de ser a deusa que, de longe, sempre gostei mais. Admiro sua lealdade, integridade, sabedoria e sua força, bem como seu senso de justiça. Posso dizer que, desde sempre, sou um admirador da filha favorita de Zeus.


▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir. 

O que um semideus pode dizer de sua própria história sem cair no clichê do estranho e inesperado? A verdade é que quase sempre somos arrastados por essa condição que atrai tantos perigos (quando não somos arrastados por monstros) e isso ganha uma frequência tão grande em nossas vidas que fica difícil ignorar o que se passa.

Alguns enlouquecem e sei de uma porção que acaba perdendo bem mais que um pedaço do corpo ou da razão propriamente dita. Mas comigo, as coisas não ocorreram bem assim: Nasci em Nova York e, quando se é nova yorkino, todo o tipo de bizarrices acontecem sem que você realmente se surpreenda muito com o que houve. Assim que, quando acontecia algo inesperado, era fácil para meu pai disfarçar o que houve com alguma explicação que fizesse sentido e, portanto, resguardar-me por um tempo a mais de meu destino. Como no dia em que fui perseguido por um sedã preto que eu podia jurar que rosnava e latia para mim. Meu pai disse que se tratava apenas da buzina do carro que era um pouco excêntrica demais.

Não, meu pai nunca enxergou através da névoa. Mas ele tinha uma boa noção de que seu filho era algo diferente das crianças comuns, pois meu nascimento não acontecera como o de outras crianças normais.

Obviamente que, enquanto eu era pequeno, meu pai havia me contado que minha mãe morrera no parto e isso explicava a sua ausência. Mas quando não houve mais jeito, ele finalmente declarou que sempre soube que aquela estudante de intercâmbio da universidade não era uma pessoa qualquer e que quando ela lhe entregou o cesto onde eu dormia tranquilamente, ele nunca duvidou de que eu era parte dele e que ela lhe confiava alguém muito especial. O que ela lhe disse realmente ou que tipo de relacionamento eles tiveram, eu nunca soube, pois meu pai nunca me revelou isso. E tampouco eu soube quem era a minha mãe antes dos fatos que se desenrolaram quando completei 13 anos de idade.

Meu pai é um professor de Mecatrônica na Universidade de Nova York e eu, particularmente sempre o admirei como o melhor dos homens do mundo. Ele era capaz de resolver problemas com uma facilidade incrível, e não só os de matemática, mas todos os problemas do mundo pareciam ter uma solução quando chegavam até ele. Na verdade, tudo o que eu sempre quis desde pequeno era ser exatamente como meu pai.

Bem, fisicamente, até que posso dizer que sou muito parecido com ele. Mas foi realmente fustrante perceber, ao entrar na escola, que eu parecia não ter herdado a sua inteligência. Inicialmente, constatei que eu era diferente das outras crianças, por que eu não conseguia aprender quase nada do que me era ensinado na escola. Demorei muito tempo para aprender a ler e escrever e, mesmo quando consegui algum resultado, era tudo tão pouco perto da grande sabedoria que meu pai emanava que, para mim, foi terrível. Mesmo quando, depois de me levar a um médico, descobrimos que eu tinha TDAH, ainda assim eu não conseguia superar o que acontecia comigo.

Por um tempo, meu pai achou que seria bom para mim continuar frequentando a escola normalmente junto com as outras crianças. Mas logo perceberam que eu tinha um certo talento para causar confusões e que isso estava prejudicando bastante a escola, então, meu pai decidiu que eu estudaria em casa mesmo e que ele seria o meu tutor. Mas com o passar dos dias, foi ficando difícil para ele conciliar o trabalho da faculdade com os cuidados que uma criança ativa como eu lhe inspirava e, por isso, tivemos que contratar uma tutora particular que, além de me ensinar cuidaria de mim enquanto meu pai estivesse fora de casa.

No início me senti um pouco culpado pois sabia que estava sendo muito difícil para meu pai cuidar de mim. Então, jurei a ele que iria me comportar bem e que não lhe traria mais problemas. Mas meu pai apenas afagou minha cabeça e sorriu dizendo que me compreendia mas que eu iria me sentir bem melhor com a companhia de uma professora só para mim.

Foi assim que a srta Suzan Jill entrou em nossas vidas. Ela era uma jovem professora e, ao que parece, meu TDAH nunca a assustou e ela sempre parecia disposta a me ajudar, mesmo quando eu mesmo perdia as esperanças. Foi com ela que aprendi a lidar um pouco melhor com minha condição e até me desenvolvi bastante sob seu olhar atento. Eu me apeguei a ela de verdade e pela primeira vez soube como se parecia o amor de uma mãe, quando ela e meu pai se casaram meses depois da sua chegada a nossa casa.

Não demorou muito para que minha tutora e meu pai decidissem ter seus próprios bebês. Na verdade tiveram apenas mais um filho. Uma garotinha chamada Rebecca, que nasceu quando eu tinha exatos 10 anos de idade e se tornou o foco de todo o meu amor. Becca era tão pequena e engraçada que, de repente, me senti mais útil após seu nascimento. Eu podia e conseguia protegê-la. Mesmo com todos os meus problemas eu conseguia ser o irmão que ela precisava que eu fosse e isso, para mim, era mais que compensador, era uma verdadeira vitória.

Porém, com o tempo, outras coisas estranhas começaram a acontecer ao meu redor. Era difícil sair de casa sem que algum “incidente” acontecesse e eu passei a achar que eu era realmente o problema e que quanto menos tempo fiasse fora de casa, melhor. Assim, passei a me dedicar mais às coisas que eu gostava de fazer em casa. Uma dessas atividades era assistir seriados antigos. Eu vibrava com coisas do tipo Esquadrão Classe A mas gostava de um em especial. Era um seriado chamado Macgayver, onde um policial genial era capaz de criar os mais diversos dispositivos e se safar das piores situações. Eu era louco pelas coisas que Macgayver criava e, logo eu passei a tentar minhas próprias criações. Passava horas de meu tempo livre projetando engenhocas (que eu chamava de sistemas de segurança) baseadas em armadilhas (que na realidade se tratava de baldes de água ou qualquer outra coisa que pudesse assustar alguém), alarmes e outros mecanismos intrincados que dificilmente eram descobertos por outros que não tinham certa habilidade com este tipo de artefato, ou fosse bastante atento às coisas ao redor. Coisas que meu pai, como professor de robótica, me ajudava a elaborar e quase sempre executava para mim.

Foi assim que descobri o mundo fascinante e peculiar no qual meu pai trabalhava e, a partir de então, era normal me verem empolgado conversando com ele sobre mecatrônica e projetos os quais eu fui aprimorando conforme ia crescendo e amadurecendo. Este hobby veio a se tornar um elo entre mim e meu pai posto que nos fins de semana, passávamos horas seguidas na garagem de casa onde ele me ajudava com meus projetos e invenções e eu o ajudava com as suas próprias, como o dispositivo que abria e fechava as portas através de comando de voz, muito útil quando  estávamos com as mãos ocupadas e precisávamos passar de um lado para outro da casa.

Como podem notar, apesar dos incidentes recorrentes, eu até que levava uma vida tranquila. Meu pai e Suzan se esforçavam para que eu crescesse sem muitos revezes, mas algumas coisas estavam totalmente fora do alcance deles. E mesmo que tenham se saido muito bem durante todo esse tempo me protegendo, chegou o momento em que eu teria de enfrentar a minha realidade.

Eu já contava 13 anos completos quando o mais incrível e absurdo episódio de minha vida, até então se desenrolou diante de mim. Não era costume de meus pais nos deixar sozinhos em casa, mas naquele dia, houve uma emergência da qual agora eu não me lembro e Suzan teve de sair. Como não faltava muito tempo para meu pai retornar e Becca estava tirando seu cochilo da tarde, Suzan não viu problemas em se ausentar por alguns instantes.

Era pois, uma tarde quente e eu estava sozinho em casa com Becca. Estava entediado mas não ousei sair da sala ou me afastar demais da babá eletrônica. Tive medo que Becca acordasse eu não ouvisse e, no mais, eu não gostava do novo jardineiro que àquela hora cortava nossa grama. Ele era grande e corpulento e usava uma daquelas regatas coladas, bermudas e chinelões que o deixavam mais com cara de surfista do que de jardineiro, o que era meio tosco por que morávamos em um bairro consideravelmente longe do mar.

Para passar meu tempo, sentei-me na sala com meu caderno de rascunhos e comecei a rabiscar coisas que eu chamava de “meus projetos”. Sempre tive o sonho de que um dia, ainda projetarei maior prédio móvel da história da humanidade. Um artefato único que será capaz de se mover sozinho para onde quer que suas diretrizes o enviem. E era exatamente nisso que eu trabalhava quando ouvi um barulho estranho nos fundos da casa. Era como um baque surdo, como se alguém golpeasse a parede. Um barulho parecido com quando alguém bate na porta avisando sua chegada, mas era estranho por que era na parede e no quintal.

Curioso com o barulho insistente, me levantei e fui caminhando para a cozinha a fim de desvendar tal mistério. Foi então que, repentinamente tudo pareceu mergulhado num silêncio denso e inquietante. Até mesmo o barulho do cortador de gramas lá fora havia se extinguido. Era como se o mundo se calasse por completo e as batidas na parede fossem o único som existente no mundo e que seu barulho irritantemente ritmado ditasse as batidas do meu coração.

Sentindo meus passos pesados e oscilantes, caminhei lentamente até o centro da cozinha e parei por um instante. Eu podia perceber que havia algo errado, mas nem de longe podia suspeitar do que se tratava.

Então tudo parou!

Fiquei imerso em uma sensação de expectativa e incerteza. Se o barulho na parede me incomodava, a ausência de sons era algo que me deixava ainda mais intrigado, mas não tive muito tempo para ponderar sobre os supostos motivos deste estranho fenômeno, pois, o barulho ensurdecedor de uma explosão abalou não só a mim, como a minha casa inteira. Minha única reação foi a de jogar-me para baixo da bancada da cozinha que, para minha sorte acabou por me proteger dos pedaços de parede que voaram por todo o lugar.

Ainda atordoado e um pouco surdo, por causa do estrondo me ergui por trás da bancada, apenas o suficiente para espiar o que estava acontecendo. Inicialmente, uma nuvem de poeira e fumaça me atrapalhava a visão, mas aos poucos pude divisar o que se estendia para além de mim.

A cozinha de minha casa, antes tão limpa e arrumada se tornara uma confusão composta de pedaços de parede, pó de reboco e outras tantas coisas despedaçadas as quais agora era impossível identificar. O lustre pendia precariamente de uma parte do forro que não despencara no meio daquela explosão. Um jato de água jorrava de onde, um dia existira uma pia, deixando o chão enlameado por causa da sujeira.

Eu estava diante da maior e mais real representação do caos que eu jamais vira anteriormente e minha cabeça variava entre a possibilidade do encanamento de gás ter explodido e um ataque terrorista quando as coisas ficaram ainda mais estranhas. Diante de meus olhos, a poucos metros de distância, no lugar onde antes havia uma parede, estava parado o nosso jardineiro. Mas ao contrário de uma expressão preocupada que normalmente um adulto teria diante de uma tragédia como aquela, ele trazia uma expressão satisfeita e até mesmo sorria. Parecia ainda maior do que era e em suas mãos ele carregava uma espécie de bola dourada, a qual ele jogava de uma mão para a outra displicentemente.


- Onde ele está? - ele rosnou olhando ao redor como se procurasse algo ou alguém Moleque maldito!
E imediatamente eu entendi que ele era o causador de toda aquela bagunça. E pior ainda, estava atrás de alguém, que muito provavelmente era eu, já que nenhum outro moleque vivia naquela casa. Mas o que eu poderia ter feito para que ele viesse assim atrás de mim? Porém eu não era assim tão tolo de sair de meu esconderijo para perguntar. Além do que, eu estava com tanto medo que nem que me pagassem eu sairia do meu esconderijo.

Sentei-me novamente no chão por baixo da bancada e tentei me acalmar. Pude ouvir o choro de Becca que acordara com o barulho da explosão e percebi que o jardineiro se movia na cozinha. Deduzi que ele também ouvira minha irmãzinha chorando e que ponderava que eu poderia estar escondido no quarto com ela.

Neste momento me ocorreu um único pensamento: eu precisava proteger Rebecca, não importava o que acontecesse. Então, reunindo uma coragem que até então eu desconhecia dentro de mim, deixei o meu refúgio correndo e passando mesmo ao lado do jardineiro e indo o mais rápido que eu podia em direção à sala, onde estava a escada que levava aos quartos no andar superior.

Para minha sorte, o jardineiro ficou tão surpreso com a minha “aparição” que quando tentou alguma reação, eu já estava bem adiante.

Gritei o comando para que o dispositivo criado por meu pai e que controlava as portas da casa cerrasse a passagem antes que ele passasse e imediatamente ouvi o estrondo da porta batendo na cara do jardineiro que soltou um urro de raiva.

Subi as escadas correndo como se a minha vida dependesse daquilo... e dependia mesmo. Enquanto subia pensava em como salvar minha irmã daquele jardineiro-maníaco-gigante que me perseguia no andar de baixo. Eu podia ouvir o barulho das portas sendo derrubadas e coisas sendo quebradas conforme ele avançava e, por isso, a cada porta que eu passava eu gritava o comando para que se trancasse e por fim, com alguma vantagem, cheguei ao quarto de Becca.

Ao me ver, minha irmãzinha parou de chorar. Ela fazia beicinho assustada e eu corri para ela a retirando do berço. Ela me abraçou forte perguntando para mim sobre sua mãe e eu lhe disse que tudo ficaria bem, mas que agora precisávamos brincar de esconde-esconde. Eu acreditava que seria menos assustador para ela se eu fingisse que estávamos brincando um de seus jogos favoritos. Rebecca concordou imediatamente e me abraçou mais forte, enquanto eu corria com ela para o quarto de nossos pais.

Sem esperar nenhum sinal de nosso inimigo, coloquei minha irmã no chão ao meu lado e abri o closet para poder escondê-la. Encontrei uma caixa grande o suficiente para colocar Rebeca dentro e pedi a ela que ficasse quietinha.


- Econde-econde? - ela perguntou com a vozinha chorosa e os olhinhos marejados em lágrimas.

- Sim, só saia quando a mamãe ou o papai chegarem, ok?

Becca acenou afirmativamente e, após colocá-la confortavelmente dentro da caixa, a tampei e empurrei de volta para dentro do enorme closet. Porém, quando fazia isso, ouvi que outra porta era derrubada e que o jardineiro começava a subir as escadas. Num sobressalto, esbarrei numa caixa de sapatos que estava mais próxima e esta caiu da prateleira espalhando seu conteúdo pelo chão. Tratavam-se de algumas fotos velhas, as quais eu recolhi muito rapidamente e sem olhar de quemse tratava, mas por baixo delas descobri um objeto mais que interessante. Se tratava de uma adaga de bronze, um artefato que chamava mais atenção por estar ali do que por suas formas em si. Eu não sabia que meu pai possuía uma arma como aquela, alias, não sabia que ele tinha arma nenhuma! De qualquer forma, uma adaga poderia ser útil num momento como aquele, então eu a tomei para mim, prendendo-a no cinto de minha calça e corri para fora do quarto.

Em seguida, retornei ao quarto de Becca. Ela tinha uma daquelas bonecas enormes e realistas que quase podem se passar por uma criança de verdade, era perfeita para o plano que eu começava a bolar em minha cabeça. Peguei a boneca e olhei sorrateiramente para o corredor. Pelo barulho de coisas caindo e os gritos irritados, percebi que o jardineiro havia entrado em meu quarto. Sorri interiormente satisfeito, pois meu quarto era um dos cômodos da casa onde haviam mais engenhocas e muito provavelmente ele estava enrascado em alguma de minhas infantis armadilhas.

Com mais essa vantagem, tive tempo para amarrar a boneca em mim mesmo, para que parecesse a minha irmã. Então, me posicionei próximo à janela, me pendurando do lado de fora para descer pelas trepadeiras que cresciam rente à parede da casa. Quando estava começando a descer ouvi a porta do quarto de Rebecca ser arrebentada e me desequilibrei um pouco, ficando pendurado precariamente na janela. Se minha irmã realmente estivesse comigo, eu nunca teria conseguido, pois ela era bem mais pesada que a boneca. Consegui me agarrar na gradinha na qual se enrolava a trepadeira mas quando fui soltar a mão do parapeito da janela, me senti sendo agarrado pelo pulso.

Em pânico, olhei para cima e encarei o rosto do jardineiro que sorria maldoso apesar do nariz inchado e vermelho:


- Vermezinho maldito! Agora você não me escapa! -ele disse satisfeito.

Gritei a plenos pulmões soltando a outra mão e agarrando a adaga em minha cintura e num golpe desesperado consegui ferir a mão enorme fazendo jorrar um sangue que me assustou ainda mais, pois do corte feito por mim, não jorrava o líquido vermelho denso e costumeiro. Dali escorria uma espécie de líquido dourado espesso e brilhante, como se nas veias dele corresse ouro. Porém a dor causada pela ferida ainda era a mesma de um corte normal, assim, ele imediatamente me soltou.

Infelizmente, para mim, eu estava agora sem nenhum apoio e por isso, simplesmente despenquei do segundo andar de casa para o que, na hora pareceu a minha morte certa.

Foi um susto enorme, mas acabei caindo em cima dos arbustos que rodeavam a casa e por isso e por causa da boneca de Becca que amorteceu um pouco da queda, não me machuquei seriamente. Fiquei dolorido sim, e bastante arranhado, mas ainda tinha forças para me levantar agarrando o punhal que, por algum motivo eu não soltava de nenhuma maneira e correr mancando enquanto o ser enorme que me perseguia urrava de ódio e saltava para fora com uma facilidade de dar inveja a qualquer um que, como eu, tivesse experimentado a queda do segundo andar.

Eu estava certo de que era perseguido por algum alienígena ou coisa do tipo e essa ideia me assustava ainda mais. Eu seria abduzido? Fariam experiências dolorosas comigo? Essas coisas passavam muito rapidamente pela minha cabeça enquanto eu procurava alcançar a garagem de casa, um lugar onde eu poderia ter alguma chance de me salvar daquele monstro de sangue estranho que tentava por tudo me alcançar.

Talvez você questione minha atitude de correr para a garagem ao invés de correr para um vizinho para pedir ajuda, mas eu já explico. Minha família sempre foi meio fechada em si e pouco conversávamos com os vizinhos, além do que, houveram alguns incidentes comigo durante os anos e, por isso, dificilmente os vizinhos me dariam ouvidos. No mais, quem acreditaria que o jardineiro era um alienígena do qual jorrava sangue dourado? Por isso, preferi tentar me esconder na garagem, ou ao menos, ganhar tempo para que meu pai chegasse e me salvasse.

Entrei o mais rápido que eu pude naquele que eu estava disposto em transformar em meu forte de guerra, apesar de saber que não teria muito tempo para isso, e comecei a ajeitar alguns caixotes de forma a impedir que o brutamontes entrasse pela porta com facilidade. Depois corri para o fundo, me escondendo atrás de um enorme armário, o qual eu intencionava empurrar em cima do E.T.

Não foi difícil para o jardineiro alienígena entrar na garagem. Apesar dos obstáculos que eu coloquei no caminho, a porta cedeu facilmente e logo eu podia vê-lo caminhando para dentro. Tentei controlar minha respiração para que ele não me ouvisse. Na verdade ele olhava para os lados tentando me encontrar e hoje sei que até teria sido fácil para ele me farejar, não fosse o cheiro forte de óleo derramado no chao da garagem, que acabou por esconder um pouco do meu próprio cheiro.

Foi então que eu me liguei que ele estava muito próximo do interruptor e que, se acendesse a luz, eu estaria totalmente visível. Um pouco trêmulo, mas resolvido a acabar com aquilo, tentei em vão empurrar o armário. Mas não tinha forças o suficiente para aquilo. Respirei um pouco desesperado enquanto ele se aproximava ainda mais do interruptor, prestes a descobri-lo, Foi então que vi uma possível salvação: Acima de nós havia uma espécie de clarabóia. Uma janela velha que dava para o telhado da garagem. Talvez não fosse o caminho mais seguro, mas era o único que eu encontrara até então.

Apressado e sem soltar o punhal que agora emitia um estranho brilho que eu inicialmente julguei ser do sangue do E.T., comecei a escalar a estante que rangeu sob o meu peso oscilando bem de leve. Era arriscado, mas ela aguentaria bem meu peso, desde que eu não fizesse nada muito extravagante.  Porém, ao sair de meu esconderijo, fiquei evidente e o jardineiro alienígena logo veio ao meu encalço. Eu subia o mais rápido que podia, mas ele logo estava me alcançando. Agora a estante oscilava de um lado para o outro prestes a tombar ou mesmo desmontar-se debaixo do peso da criatura. Mas foi quando cheguei ao topo que todas as coisas mudaram: Ouvi a voz de meu pai invadir a garagem junto com a luz da porta que fora aberta.

Virei-me para trás instintivamente como quem procurava a segurança da presença paterna, mas tudo o que encontrei foi a carranca enorme que já me alcançava. Num grito desesperado avancei de olhos fechados para cima dele e senti a estante descer com um baque para o chão.

Essa queda, tal como a primeira, também não foi nem um pouco fácil, no entanto, de alguma forma o corpo do meu agressor acabou por amortecer a minha queda, ou ao menos o primeiro baque, por que em seguida eu meio que fui arremessado para o lado indo bater na parede.

Fiz um enorme esforço para me levantar mas senti mãos fortes me puxando pra cima e um rosto preocupado me olhando. Aos poucos percebi que se tratava de meu pai que havia chegado. Me agarrei a ele num abraço longo e logo ouvi outra voz que estava adiante:

- Lestrigão! - disse um homem de aparência frágil em cima de uma cadeira de rodas ainda próximo ao corpo do jardineiro alienígena. - Você teve sorte garoto!

Eu o observava sem dizer nada. Adiante estava o corpo enorme do monstro e só então percebi que, de algum jeito, meu punhal fora parar atravessado na garganta dele. Não sei o que aconteceu, não me lembro de ter feito aquilo, mas acho que foi mais por acidente por causa da queda enorme.

Mas então, quando eu tentava articular algumas palavras tentando explicar a meu pai sobre tudo o que se passara ali, o corpo do jardineiro começou a brilhar e quase que instantaneamente desfez-se num estranho pó dourado, deixando somente a adaga limpa e solitária no chão. Olhei embasbacado para meu pai. Agora ninguém diria que eu inventei algo, meu pai e seu amigo da cadeira de rodas estavam ali, e viram tudo. Porém, percebi que ambos olhavam para mim igualmente surpresos:


-Quíron... - a voz de meu pai oscilou oque....? - ele apontava para mim.

-Athena! - ouvi o tal Quiron responder Josh, ele não pode ficar...

- Eu sei! - meu pai respondeu me olhando agora com um meio sorriso Sigurd, meu filho. Temos muito o que conversar.

Tudo o que se passou desde então foi ainda mais surreal do que todas as coisas que eu tinha vivido. De alguma forma, meu plano de afastar o jardineiro de casa tinha garantido a segurança de minha irmã que foi resgatada por meu pai dormindo dentro da caixa na qual eu a coloquei. Nossa casa ficou quase que completamente destruída mas, ao menos, disseram que isso se deu à explosão de um encanamento de gás defeituoso.

Naquela noite, meu pai me contou a minha origem e a verdade sobre a minha mãe. E eu finalmente entendi todas as coisas estranhas que aconteceram comigo desde sempre. Contou-me ainda que havia saído naquele dia justamente para aconselhar-se com Quiron, com quem meu pai já se relacionava a algum tempo desde que soube de tudo o que acontecia comigo. Obviamente, tive que deixar minha casa e acompanhar Quiron a um acampamento onde agora eu passo ao menos todas as minhas férias de verão, sempre treinando e melhorando as minhas habilidades. E sempre que volto para casa, tento ensinar à Becca todas as coisas que sei sobre mitologia grega, para que nossos mundos não se tornem tão distantes assim...


Sigurd Polaris
Filhos de Athena
Mensagens :
11

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lauren W. Pallas em Sab 18 Out 2014, 17:20




Ficha de Reclamação!

Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
- Afrodite, deusa do amor, da beleza e da sexualidade.

Cite suas principais características físicas e emocionais.
- Lauren é o tipo de garota que chama atenção por onde passa, seja por atração ou inveja. Possui estatura alta, é caucasiana e seus cabelos louros escuros caem até a altura do busto. Seus olhos são penetrantes e azuis como o mar, tem o corpo completamente em forma, mas talvez seu maior charme seja a maneira provocante como morde os lábios. Porém, não se limita a beleza, poucos sabem quem ela é de verdade. Uma mulher independente, decidida e que adora aventuras, por mais que pareça, não receia em estragar o cabelo ou quebrar as unhas em batalha. É uma boa ouvinte, e adora ajudar pessoas que sofrem por amor, ninguém sabe como ela conhece tanto sobre tal sentimento, afinal, é uma pessoa difícil de se apaixonar. Mas quem dera fosse perfeita, sua teimosia é uma de suas características mais marcantes, dificilmente muda de opinião, mesmo quando está errada. Além disso, é sarcástica, orgulhosa, e tem o ego do tamanho do mundo. É bastante temperamental, e acima de tudo, é sincera, doa a quem doer.

Diga-nos: por que quer ser filho de tal Deus - ou tal ser mitológico?
- Lauren sempre se interessou pela mitologia grega, mas uma Deusa em especial a atraia. Se pudesse imaginar sua mãe, imaginaria exatamente como Afrodite, com todos os seus defeitos e qualidades. Ela tem uma grande admiração pela Deusa que é considerada por muitos a mais fraca dos Olimpianos, admira principalmente sua capacidade de ter entrado em batalha para proteger seu filho Enéas. Sabia que se fosse filha da deusa, poderia provar que não é apenas mais um rostinho bonito, e sim, uma garota forte que está preparada para lutar com qualquer monstro que cruzar seu caminho.

Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definido, deixe a sua criatividade fluir.

Naquele momento, Lauren acordou de mais um de seus pesadelos constantes, seus olhos estavam arregalados e sua respiração falhava. Dessa vez sonhara com o pai, o qual havia perdido há 7 meses. No sonho, seu pai se encontrava em uma cama de hospital, os cabelos loiros eram substituídos por cabelos grisalhos, e sua expressão era de cansaço. Contudo, no mesmo quarto havia um jovem, branco, cabelos encaracolados, e andava de um jeito engraçado, porém, sua expressão era de muita preocupação.
- Não acredito que já chegou minha hora, sou um Protetor Junior, nunca guiei ninguém até lá. - Disse o garoto andando de um lado para outro.
- Lauren só tem a mim, e todos sabemos que não vou durar muito tempo. O perigo vai ser maior agora. Por favor, prometa que vai mante-lá segura! - Respondeu o pai da garota em um tom muito baixo.
Ele foi até a cama, segurou a mão do homem e disse:
- Eu prometo!
Aquelas palavras ecoavam na cabeça dela, não fazia ideia do que significavam, até que seus pensamentos foram interrompidos pelo seu tio Tobby, um homem alto, gordo, e com uma expressão fechada. Desde que o pai morreu, ela fora morar com ele em Nova York, já que nunca teve uma mãe, não fazia o tipo simpático, e estava sempre muito ocupado.
- Precisamos conversar. - Disse o homem.
Lauren revirou os olhos.
- O que eu fiz agora?
- Arrume suas malas, te matriculei em um internato na França. - Respondeu ele olhando para baixo e saiu.
A garota sentiu o sangue ferver em suas veias, tudo bem que ela já havia sido expulsa de várias escolas, mas ser matriculada em um internato sem o seu consentimento ? era demais.
- VOU FUGIR DE CASA! - Gritou se afogando em lágrimas.
E assim fez. Com o cair da noite pegou tudo o que precisava, dinheiro para a comida, roupas, e é claro, acessórios.
- Serei uma fugitiva, mas serei uma fugitiva bonita. - Falou baixinho e riu.
Esperou ele cair no sono, e saiu de fininho.
Andava pelas longas ruas de NY. até que deu de cara com o mesmo jovem dos seus sonhos, sentiu o coração falhar por alguns segundos, balançou a cabeça, e entrou em uma loja de conveniências que havia ali perto, na loja havia vários quadros de Deuses da Mitologia Grega e uma placa escrita "Pagamento só em Dracmas", considerando aquilo uma piada, deu um sorriso bobo e saiu.
Estava cansada, precisava de um lugar para dormir, foi ai que lhe ocorreu um pensamento: "Aquela velha casa abandonada" e caminhou até lá. A casa já estava aos pedaços, e tinha um ambiente mórbido, mas serviria aquela noite.
Entrou, se ajeitou em um canto e fechou os olhos. No mesmo momento, ouviu a voz de uma criança pedindo por socorro, seguindo a voz, saiu ao encontro da mesma, até entrar em um comodo e se deparar com duas criaturas gigantes de um olho só. Olhou para cima, sentiu as pernas ficarem bambas e as mãos tremerem.
- O que são vovocês? - Falou gaguejando.
- Somos ciclopes, e a semideusa chegou na hora do jantar.- Falou um dos monstros com a voz da criança que ela ouvira antes.
De repente, se ouviu um estrondo, algo parecido com uma porta sendo derrubada, e o mesmo garoto dos seus sonhos apareceu com... perai, aquilo é uma bunda de cavalo? ele segurou a mão da garota e os dois conseguiram escapar para um lugar seguro. Sem fôlego, ela sentou no chão e olhou para ele.
- Você, eles... ai meu Deus, eu to ficando louca. - Disse batendo a mão na cabeça.
O garoto sentou ao seu lado
- Bem vinda semideusa, eu sou um sátiro, e tenho a função de te levar em segurança para o Acampamento Meio-Sangue. Fica tranquila, existem muitos outros como você. - Disse sorrindo. - E a propósito, seu pai me pediu para lhe entregar isso.
Ele tirou um bilhete do bolso e entregou a ela. Assim que abriu, uma lágrima escorreu pelo seu rosto, o bilhete dizia: "Princesa, me perdoe por não ter te contado antes, você é linda como sua mãe, filha de Afrodite."


Thanks for @Lovatic, on Cupcake Graphics


Lauren W. Pallas
Filhos de Afrodite
Mensagens :
3

Localização :
Chalé 10

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Frank Archer-Gilligan em Dom 19 Out 2014, 22:25



Ficha de reclamação




Extras:
Por qual deus deseja ser reclamado?
Deimos.

Diga-nos suas principais características físicas e emocionais.
Meio prepotente, meio irônico, meio idiota, até meio legal; mas completamente explosivo. Ele é do tipo que não leva desaforo para casa. Arruma briga por qualquer coisa e faz de tudo para sair por cima. Enquanto não der o troco, não sossega.
Mal-humorado? Não. Seu humor é até estranho, podendo se divertir em momentos inoportunos.

O que mais se destaca nele, fisicamente falando, é o corpo: um metro e oitenta de músculos bem definidos e desenvolvidos. Nos olhos, pupila e íris se confundem, mergulhadas em cor de piche. O cabelo, da mesma cor, sempre está arrepiado. E a tez, marcada por algumas cicatrizes (adquiridas após chegar ao acampamento), é tão pálida quanto a de um doente.


Por que quer ser filho de tal deus?
Porque eu quero. Deimos é legal.




1.

Ele é um semideus




Dmitri não estava entendendo o que acontecia.
O trânsito na Ponte de Nova Iorque parara. As pessoas colocavam a cabeça para fora da janela a fim de entender o motivo daquilo. As buzinas berravam, causando um barulho irritante. Dmitri olhou para fora de cenho franzido quando um trovão rimbombou no céu. As nuvens estavam começando a ficar muito escuras.
— O que ‘tá acontecendo? — o Artois perguntou para a mãe no volante.
— Não sei — ela respondeu, balançando a cabeleira loira. — Deve ter acontecido um acidente mais à frente.
Dmitri abriu a porta e saiu do carro, esticando o pescoço para tentar enxergar. Outro trovão retumbou, avisando que uma tempestade arrastava-se justamente para a ponte.
— Volta para o carro, Dmitri — Marie mandou.
Ele semicerrou os olhos, mirando uma silhueta que avançava desde o início da ponte. Uma linha se formou entre as suas sobrancelhas.
— O que é aquilo? — murmurou.
As pessoas começaram a sair dos seus carros, olhando confusas para a silhueta. Vozes se misturavam na multidão; de sussurros, passaram a ser gritos de pânico. Ao mesmo tempo, todo mundo começou a correr na direção contrária.
A criatura afastava os carros em seu caminho com uma facilidade enorme. Saído de sua garganta, um urro fez a ponte estremecer sob os pés de Dmitri.
AUUUUUUUUUUUUUR!
Sua mãe o chamou, mas o som saiu abafado. Dmitri estava paralisado, os pés, pregados no chão. A criatura avançava em sua direção, agora a dez metros de distância.
Eu estou sonhando?, perguntou-se. A resposta veio quando um carro voou contra ele, explodindo o Ford preto de sua mãe. Ele conseguiu saltar para por cima do capô de uma caminhonete, evitando a explosão. Eu não estou sonhando. E vou morrer.
Seus sentidos, de repente, fizeram-no se por em movimento. Dmitri corria em zigue-zague por entre os carros, desviando dos objetos lançados pelo monstro. Quando olhou em volta, viu que estava sozinho.
— Mãe?! — gritou, e sua voz ecoou para longe. Onde estão todos?
O monstro gritou de novo. Dmitri, pela primeira vez, parou para fitá-lo. Seus bíceps eram enormes, rasgando a manga da camisa, e ele tinha pelo menos dois metros de altura.
— Por que está fugindo, semideus? — a voz rouca fez o garoto recuar, surpreso. — Prometo que não vai doer.
— O que é você? — inquiriu Dmitri com incredulidade.
— O seu pior pesadelo.
O monstro deu um passo, mas um raio o acertou, fazendo-o recuar cambaleando. Algo caiu do céu como uma bala, e ao acertar a ponte, levantou pedaços de pedra e fez toda a estrutura vibrar.
Dmitri, boquiaberto, viu alguém sair dos destroços.
— Cheguei para a festa. — O garoto loiro que caíra do céu sorriu e partiu para cima do lestrigão.





2.

Prazer, Heron



Tudo aconteceu rápido demais.
Dmitri viu com os próprios olhos o garoto pulverizar o monstro com um raio, reduzindo-o a um monte de pó. Ele não acreditava em tudo aquilo, e sua cabeça rodou com tanta informação. Uma sensação estranha fez seu estômago borrbulhar.
O garoto bateu o pó da roupa e se aproximou, olhando em volta.
— E aí? — perguntou casualmente, como se estivesse acostumado com aquilo tudo. — Ah, prazer, Heron. — Ele estendeu a mão para Dmitri.
Dmitri hesitou em cumprimentá-lo, mas acabou cedendo.
— Cara, o que foi isso tudo?
— Monstros. Eles são bem chatos às vezes. E é bom irmos logo, antes que mais deles cheguem.
Dmitri engasgou.
Irmos? Mais monstros?
— É, monstros. E sim, irmos. Ou você prefere ficar aí? Posso voltar e falar que você não quis vir comigo. Aí a decisão é sua. — Heron deu de ombros, olhando para o céu. — Aliás, você acabou de ser reclamado. — Apontou.
Dmitri olhou para cima da cabeça, onde surgira uma espécie de holofote de abutre.
— Dá pra explicar tudo isso? Monstros não deveriam existir. E o que é isso na minha cabeça, pelo amor de Deus?!
Heron abriu a boca parara falar, mas um cavalo com asas pousou na ponte.
— A carona chegou. Ótimo. Suba nele e vamos indo, antes que mais monstros apareçam.
Aquilo tudo estava confuso demais para Dmitri. Ele apertou a cabeça e a balançou. O mais estranho era a sensação de reconhecimento que tinha, como se já tivesse visto tudo aquilo.
Por fim, suspirou e se aproximou cautelosamente do cavalo-alado. Tinha medo de se arrepender daquela escolha.
— Então, para onde nós estamos…
Antes que Dmitri pudesse completar a frase, Heron pulou da ponte.
Esse cara é maluco, pensou. Com um impulso, jogou-se no lombo do animal.
— Voa, cavalinho? — pediu. E se arrependeu.

Observação:
Heron é um filho de Zeus que existe no fórum. Ele permitiu que eu o citasse no texto.
Frank Archer-Gilligan
Filhos de Deimos
Mensagens :
16

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Moníque Deveraux em Seg 20 Out 2014, 13:50

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Afrodite
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Físicas: Um metro e oitenta centímetros, cabelos loiros levemente lisos mal cortados, olhos azuis como o céu, braços fortes, abdômen dorinho, sobrancelhas loiras bem cortadas, pernas torneadas, dentes ultra brancos, pele branca e bochechas rosadas.
Emocionais: Impulsivo, amigável, extremamente romântico porém gosta de quebrar o coração de garotas apaixonadas, metido, não gosta muito de brigar, mas não leva desaforo para casa, gosta de praticar exportes, mas o que ele prefere é fazer que as pessoas se apaixonem por ele, depois o mesmo as descarta por mero prazer de ver elas tristes, não aguenta injustiça, adora fazer pessoas ficarem triste por amor mas odeia a verem tristes por conta de alguma outra situação injusta em que deixe pessoas abaladas tanto fisicamente quanto mentalmente.
▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
O amor, eu amo a deusa do amor, amar é um adjetivo complicado quando se pensa em Afrodite, pois eu acho que ela não combina com o amor verdadeiro, mesmo sendo representada como a deusa do amor, eu acho que ela devia ser chamada de deusa dos corações partidos, entretanto, ela me fascina, pelo mesmo motivo que eu descrevi a pouco, já que eu adoro ver pessoas tristes por corações partidos, afinal, o que seria o mundo sem tristeza ou sem amor?

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Não sei se posso dizer que tive um passado meio comum perante outras garotas meio-sangue. Fui adotada com onze anos por um casal de ciganos na Espanha que me fizeram dançar em seu bar para poder chamar atenção de mais clientes, entre turistas e amantes da dança. Sabemos que haviam poucos ciganos na região espanhola da Europa, mas esse pouco se tornava mais de mil dentro daquele pequeno bar de esquina. E isso era bom, para os meus pais adotivos. Alguns dos homens que viam me assistir pagavam em mais de mil euros para ter uma chance de me levar pra cama. Sedentos por dinheiro, eles deixavam por um preço maior que quinhentas mil libras. Quase fui vendida por um milhão, só não deixaram porque senão eles iriam presos.

Bar foi ficando cada vez mais cheio a cada ano que passa e parecia que o meu valor moral já não me importava mais. Fui diagnosticada com esquizofrenia quando fiz catorze anos, e depois de uma semana, aconteceu. Enquanto eu dançava para os clientes, eu rodei em meio ao círculo que formaram com cadeiras mas, nesse meio tempo, um dos bêbados daquele bar passou a mão na minha bunda e logo despertei a segunda personalidade que estive contendo sem saber por muito tempo. Meus olhos de um lilás, foram para um violeta na forma mais rápida já vista. Franzi o meu cenho e logo interrompi minha dança. Minha mãe adotiva que logo viu o que aconteceu, parou a música e começou a me xingar em algo em espanhol que nem eu entendia. Naquele momento me virei para o rapaz que não parava de sorrir largo para a minha pessoa. Aquele sorriso de dentes amarelos e com um puto bafo de bebida que chegava a arder os olhos. Com um sorriso sádico nos lábios, agarrei um dos lenços que estava preso em meu quadril e o enrolei, deixando-o mais fino. Da forma mais sensual que pude, fui atrás do tal homem e enrolei o lenço em seu pescoço. Uma gargalhada escapou de seus lábios, mas a mesma fora interrompida quando comecei a enforcá-lo com uma força inexplicável. Dentro de alguns instantes, o mesmo morrera. Logo, voltei para o centro com os olhares assustados sobre mim.
Já deu pra mim. - comentei em bom som para que todos pudessem ouvir, e senti meu pai adotivo apontar uma pistola na minha cabeça.
Você vai é calar a boca e continuar sua dança, criança. - ordenou ele.

Coitado.
Com outro sorriso sádico nos lábios, apenas me virei para enfim dar um chute no pulso do homem - obrigada, dança, por me dar flexibilidade nas pernas - e logo sua arma, não desbloqueada voar sobre o ar. Antes que ele cogitasse a ideia de levantar ambos os braços, fechei meu punho e dei-lhe um soco forte no nariz. Logo, o revólver caiu sobre os meus pés e o agarrei, já desbloqueando uma bala e a usei para matar meu pai adotivo e para matar minha mãe adotiva que vinha com uma faca de cozinha para cima de mim. Alguns homens e algumas mulheres correram de um lado para o outro, mas não dava para sair pelas portas, por algum motivo esquisito. Parece que alguma força maior desejou que eu me vingasse de tudo o que fizeram comigo, e aquela era a única chance. E então o banho de sangue simplesmente começara. Meu segundo eu quebrou cadeiras, usou as estacas das pernas de cadeiras de madeira para poder fincar a mesma em alguma parte do corpo alheio. Assim que terminado tudo aquilo, simplesmente desmaiei.

Dia seguinte acordei com um barulho de cadeira de rodas andando de um lado para o outro com um barulho de cascos batendo ao chão e um som de latas serem... Mordidas?
Ela não pode estar aqui mais. Ela tem que ir para o acampamento. Vimos o que ela conseguiu fazer com mais de sessenta pessoas em uma única noite. Será útil em um campo de batalha. - comentou a voz de um rapaz de no mínimo vinte e um anos.
Não sei se devemos levá-la agora. Não sabemos se ela é filha de algum Deus ou Deusa. - uma voz de alguém de meia idade rebateu.
Apenas me levantei daquela cama. Parecia um motel e eu estava apenas de calça e sutiã. Teriam me estuprado enquanto dormia? Sei lá, não fazia mais tanta diferença depois de ter meu ego afundado e minha moral rasgada. Com passos cautelosos, me dirigi à sala onde tinha aquela conversa e logo gritei quando vi que as pernas do cara eram iguais a de um bode. Cacei a primeira coisa que vi - um abajur - e apontei para aquela... Coisa.
Que merda que tá acontecendo aqui?! - indaguei, berrando, no intuito de exigir respostas.
Os dois me impediram de fazer algo quando começaram a explicar tudo. Quando eu acordei, eu tinha esquecido completamente do que acontecera no dia anterior graças ao ataque esquizofrênico que obtive e explicaram outras coisas que eu sinceramente não consegui entender NADA. O fato de meus pais terem me achado em um berço de ouro e mantas rosas com um travesseiro de coração, o fato de eu conseguir encantar homens de mais de trinta anos desde quando eu tinha apenas doze anos, o fato de eu ter conseguido manejar um chicote em um homem na noite anterior sem ao menos saber antes o que era um chicote a não ser aqueles pra servir de acessório sexual. Eles deduziram que eu fosse uma filha de Afrodite, mas não tinham uma ideia exata graças a minha violência, assim eu poderia ser uma filha de Ares. Logo, fui levada para o acampamento onde fui bem-vinda por uma ninfa com uma flor cor-de-rosa com um bilhete muito bem colocado e escrito delicadamente:
"Seja bem-vinda minha filha. Espero que você seduza ainda mais os meios-sangues daqui. Ao menos eles não a machucarão ou a ameaçarão. Com amor, mamãe Afrodite." - e um coração assinado no final.
Moníque Deveraux
Indefinido
Mensagens :
1

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Dylan Hostfew em Seg 20 Out 2014, 15:28

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Atena

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Físicas: Tenho cerca de 1,65 metros de altura, olhos cinzentos, com manchas pretas, dando a impressão de que eu estou observando tudo, a todo momento, e um cabelo castanho claro, lizo, que cai nos ombros. Minha pele é branca, mas não chega a ser pálida, daquelas que o ser parece um desnutrido, apenas branca de um cara que não curte um bronzeado.
Emocionais: Odeio ser contrariado, odeio estar errado, odeio ficar sozinho (meus livros contam como uma companhia), não gosto muito de praia, então evito ela, pois o sol me incomoda. Adoro ler e estar com amigos, o problema é que eu não tenho muitos, mas adoro estar com os que eu tenho. Não guardo rancor, e isso pode me dar problemas, pois dou muitas chances a quem pisa na bola comigo.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Pois quero seguir o exemplo de Atena, quero saber evitar uma batalha apenas com um diálogo bem formulado, mas se o diálogo não funcionar, quero saber como me defender apenas com o que tenho em volta, usando estratégia e habilidade.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?

  De joelhos na colina, observo aqueles olhos da cor do céu, que eu olhei tantas vezes, e tantas vezes o vi cheio de cor, perder o seu brilho.
  O sangue dela agora tinge minhas mãos de vermelho, mas seu sorriso não deixa o sofrimento me derrubar no chão, literalmente.
  O som da batalha prossegue no pé da colina, as criaturas estão em vantagem, mas agora eu não me preocupo muito com isso, eu quero me despedir de Saphire, que está indo embora.
-D-Dylan... me... me desculpe
-Saphire, você não tem nada a se desculpar, e...eu que não a salvei... e...eu deixei você...- Engasguei com minha própria saliva, e as lagrimas não param de sair
-Dylan, m..me desculpe... por não estar mais ao seu lado...- Seus olhos brilharam, e neles, me lembrei de quando essa palhaçada toda começou...

Seus longos cabelos ruivos voavam com o vento. E eu atrás dela, pedalando como um louco, tentando alcança-la.
-Vem seu molenga! Já estamos chegando!
-Pra você é fácil falar, eu estou suando como um leitão aqui!
Ela começou a rir, e depois de um tempo tentou me ajudar
-Dylan, não ande contra o vento, seja o vento! Sinta-se livre para pedalar!
Afirmei com a cabeça, e olhei como ela faz. Seu corpo estava relaxado sobre a bicicleta, suas pernas se moviam em um ritmo constante, porém suave, e seus braços dançavam com o vento.
Eu tentei. Relaxei meu corpo, até agora tenso. Parei de tentar ''correr'' na bicicleta, e fiz minhas pernas começarem um ritmo constante e suave. Parei de empurrar o guidão da bicicleta para frente também, pois atrapalha nas curvas, e o deixei apenas na função de manter a bike em pé.
Cai de cara no asfalto logo em seguida.
Nós paramos em um parque, e olhamos o pôr do sol
-Saphire... você já percebeu que o seu cabelo é exatamente da cor do pôr do sol?
-Já sim, parece que é que propósito, não?
-Sim... parece- Fiquei observando ela, que olhava alguns pássaros no parque. Sua pele típica que uma holandesa, e o cabelo também, apenas aqueles olhos... lindos como um céu em um dia de verão, aquele sorriso branco, como as nuvens, e seu jeito gentil e compreensiva, como uma brisa suave e refrescante...
Ela olhou para mim, e sorriu... acho que seria um momento perfeito para um beijo... mas como eu sou um babaca eu fiquei com vergonha e virei o rosto
-Bom... já está ficando escuro...- Caramba! Qual o meu problema?!?- Vamos ir voltando para casa Saphire,
-Tarde? Ainda são 18:00 horas!
-Eu disse escuro, está ficando escuro, e nós estamos longe de casa vamos lá Saphire
Claro que eu não sou tão imbecil assim né? Eu fui lá e coloquei minha mão em volta do ombro dela
-Vamos ir andando dessa vez, estou cansado de pedalar
-Tudo bem seu molenga, mas amanhã vamos vir aqui de novo! E vamos voltar de bike!
Ponto!! Eu ofereci essa volta a pé para tentar beija-la, mas como amanhã vamos voltar para cá, nem vou fazer questão, ou sim? Pode ser que seja melhor hoje mesmo...
Mais ou menos na metade do caminho, o celular dela tocou. Espera um pouco...
-Saphire! Você tem um celular??
-Ganhei ontem, não te contei?
-Não...
-Desculpa, mas...- Ela apontou para o celular, e eu afirmei com a cabeça
Ela ergueu as sobrancelhas, e disse ‘’ tudo bem mãe, vou para lá, beijos’’
-O que ela queria?
-Avisar que é para eu ir para casa da minha tia, é para eu reconforta-la, pois o animalzinho dela morreu ontem
-E onde ela mora?
-Na rua... droga, é essa aqui na esquina
O QUE? MAS QUE SACAGEM É ESSA??
-Tudo bem, mas amanhã você estará junto de mim?
-Sempre estarei
E nos separamos
Droga, vou ter que deixar para amanhã mesmo, vou pedir conselhos pro meu amigo, hoje quando eu chegar em casa...
Olhei para o céu, que já estava escurecendo. De repente, uma lufada de vento bateu em mim com força, acompanhada de um grito feminino vindo da...
Corri na direção do grito, com esperança de estar errado. Infelizmente eu estava certo.
-Saphire!
Ela estava sentada no chão, enquanto uma garota morena com uma camisa laranja e um short jeans lutava com um demônio, com garras enormes, uma perna de bode, outra de metal, ela tinha presas enormes, e asas, seu cabelo parecia ser feito de fogo.  Tinha um cara ajoelhado ao lado de Saphire, ele parecia um mendigo, com pernas muito peludas, e roupas velhas...
A garota morena estava com uma espada, mas sua perna estava com um corte muito feio, e parecia estar muito cansada... eu tinha que ajuda-la
Olhei em volta, fui até uma lata de lixo, e peguei sua tampa. Corri até o demônio, e bati com toda a minha força a tampa da lata na cabeça dela, que cambaleou na direção da garota. Ela olhou atordoada para mim, por tempo demais para falar a verdade, mas logo em seguida lembrou do ser desnutrido que estava nos seus pés, e decepou-o, o que sobrou dele explodiu em pó dourado.
-O...o que está acontecendo aqui? - Perguntou Saphire
-Muita coisa – Respondi ironicamente
-Me de seu celular – disse a garota morena
-Eu não...- comecei
-Estou falando com ela
Saphire nem questionou, e entregou para ela, que o jogou no chão
-POR QUE VOCÊ FEZ ISSO?
-Celulares atraem monstros, por isso que semideuses não podem ter um
Olhei para Saphire, e ela olhou pra mim. O QUE? Semideuses? Como assim?
-Venha conosco – disse ela olhando para Saphire - explicamos tudo no caminho do acampamento meio-sangue
-E eu?
Ela me olhou, avaliando-me, acho que não queria eu junto
-Não vou a lugar nenhum, principalmente sem o Dylan
Ela suspirou, revirou os olhos, e por fim aceitou
Passaram-se dois dias indo para Nova Yorque, e foi tempo o suficiente para eu aprender umas coisinhas:
1º - Saphire é uma semideusa, que é filha de um deus e um mortal, no caso, de um deus, pois ela tem mãe, porém ‘’ o pai dela fugiu de casa’’, e sua mãe não sentirá muita falta dela por causa de uma tal de névoa, que a garota morena (cujo o nome é Millena) controla-a
2º - Um cara com pernas de bodes chamado Steven consegue comer latas de refrigerante
3º - Existem muitos, mas muitos monstros em Nova Yorque, sorte minha e da Saphire que nosso bairro era muito ‘’mortal’’(para  mim é repugnante, mas tudo bem), então ele cobria nosso cheiro (não, nós não fedemos, é uma maneira de monstros identificarem semideuses), e outra sorte é que Millena foi enviada em uma missão de achar uma semideusa que as ninfas do vento encontraram, e disseram ser muito poderosa, porem muitos monstros estão atrás dela, então é melhor andar logo
Tudo estava rolando bem até esse 2º dia, só até ai.
Estávamos no Central Park, aproveitando que Steven não detectou nenhum monstro por perto, paramos para comer em uma lanchonete. Faltava meia hora para o sol se pôr, e para a lanchonete fechar também, então pagamos tudo com parte do resto do dinheiro mortal que Millena trouxe, pois em menos de uma hora, estaríamos no acampamento.
Então eu percebi uma coisa.
No parque, tinha uma enorme exposição de cachorros, que cobria metade do parque, parecia estar lá a um bom tempo, pois várias tendas estavam vazias. Mas espalhados pelo parque, tinham mulheres gordas com três cachorros enormes cada. Eram cerca de cinco mulheres, ou seja, quinze cães enormes.
-Steven
-Diga
-Não está sentindo um cheiro estranho? De cachorros?
-Sim, da feira de adoção de cachorros, mas só, por quê?
-Olhem para o parque, e contem quantas mulheres gordas idênticas tem lá com cachorros idênticos
Todos olharam, e arregalaram os olhos
-Isso não é bom...- disse Millena
-Quantas chances temos de isso ser uma armadilha? – perguntou Saphire
-Eu diria 200% de 100% - disse eu – precisamos de um plano...
Em dez minutos, expliquei tudo para eles.
Steven, deu um enorme salto de bode e foi parar no telhado da lanchonete, já eu, Saphire, e Millena, ficamos lá dentro.
Felizmente Steven não teve problemas em fazer barulho para chamar a atenção das mulheres. Elas se transformaram em cães, e correram junto com os outros cães na perseguição do bode no telhado. Corrigindo: São vinte cães.
Nós saímos correndo na direção de um ônibus, que estava prestes a andar. Saphire chegou primeiro, eu em seguida, Millena chegou mancando e Steven saltou para a porta. Faltando apenas meio metro para ele chegar na porta, um dos cães saltou, e o rasgou com a pata em pleno ar
A última coisa que eu vi, foi seu rosto sorrindo, prestes a falar ‘’i belive, i can fly’’, como ele tinha falado que iria fazer...
Seu pó dourado estourou na minha cara, e a porta se fechou. O ônibus começou a seguir caminho para a estrada rural
Millena quase desabou, pois aquele sátiro havia levado ela até o acampamento, e se ofereceu para acompanha-la nessa missão... droga
-Dylan, Saphire, peguem isso, é feito de bronze mágico, me desculpem, mas é tudo que eu posso dar a vocês no momento
Ela nos entregou duas facas, eu peguei uma delas. Aquilo poderia salvar minha vida, e a vida delas, então, acho melhor tomar cuidado com isso
Quando estávamos perto de uma colina enorme, Millena pegou uns trocados que tinha, e deu ao motorista, que parou o ônibus. Descemos correndo, e ouvimos os latidos ao longe.
-Mais rápido! -Gritei
-N..não, consigo mais que isso Dylan...-disse Millena- Me deixem, eu vou retarda-los, vão para o outro lado da colina!
-Nem pensar! -disse eu, então, eu avancei e peguei Millena no colo- Vai Saphire!!! Vai mais rápido, tente chamar reforço!
-Não vou te deixar para trás!
-E quem disse que eu vou ficar para trás??
Ela sorriu para mim, e eu retribui o sorriso.
Saímos correndo o mais rápido o possível, mas ao pé da colina era possível ouvir os passos dos cães bem perto.
No topo da colina, Saphire levou um susto com o que viu, mas em seguida chamou ajuda
-ALGUÉM! NOS AJUDEM! TEM UNS CÃES GIGANTES, E MILLENA ESTÁ FERIDA, SOCORRO!!
Eu estava no meio da colina, quando tudo aconteceu: Millena pediu para deixa-la no chão, para que ela pudesse lutar. Em menos de cinco segundos, quatro semideuses com armadura completa estavam correndo colina abaixo, acho que eles já estavam esperando nossa chegada. Millena arregalou os olhos. Millena me empurrou. Millena se jogou na minha frente.
-MILLENA!
Seu sangue manchou meu rosto, e sua cabeça rolou a colina, fazendo uma linha vermelha na grama verde. O cão pulou novamente, eu rolei para a esquerda, e suas garras rasparam meu braço. Ele tropeçou no corpo de Millena e caiu no chão. Eu cravei minha faca no pescoço dele.
Me virei para o pé da colina, e quatro cães pularam na minha direção
A adrenalina correu nas minhas veias, não por ter quatro cães enormes tentando me matar, mas sim porque eles explodiram, com uma luz azul intensa, parecia um raio...
Olhei para Saphire, a minha direita, ela estava com as mãos em minha direção, fora ela que invocou o raio? Não há sombra de dúvidas, ela é realmente uma semideusa muito poderosa.
Ela estava tão paralisada quanto os cães, que fugiram para o lado direito da floresta.
Eu corri na direção dela, e parei, na frente dela. Ela arregalou os olhos, e veio na minha direção.  Porém, ela estava se inclinando de mais, ela estava sem expressão, ela... estava com um corte no peito.
Flechas vieram na direção do cão atrás dela, que saiu da floresta. Os semideuses vieram, mas o resto dos cães atacaram, eles começaram a enfrenta-los. Saphire tombou no chão. Eu me ajoelhei, e lagrimas encheram meus olhos...
Seus olhos perderam totalmente a cor, aquele azul do céu de verão agora estava com menos cor que um céu nublado de inverno. Olhei para cima, o céu estava da mesma cor que seu cabelo... se eu tiver um palpite de quem era o pai dela, seria Zeus, o senhor dos céus, por isso que ela era tão poderosa, que parecia voar na bicicleta, seus olhos, seu sorriso, eu jeito, seu cabelo, seus poderes...
O resto dos semideuses se aproximaram. Tinha um centauro, igualzinho a descrição da Millena e do Steven... ele olhava para Saphire como se não fosse a primeira vez que alguém como ela caia na colina.
Percebi um movimento nas arvores: era uma coruja, dourada, que parecia ser feita de luz, ela voou em minha direção, ela parou na minha frente e começou a brilhar, então, tudo a minha volta parou, literalmente, as folhas se mechando, o sangue derramando, as pessoas... tudo, menos eu.
No topo da colina, ao lado de um pinheiro enorme, uma mulher morena, com uma túnica branca sob uma armadura grega completa, com uma lança na mão direita e um escudo na esquerda, me observa
-Vejo que chegou no acampamento- disse ela, parecendo pouco entusiasmada- Que pena que seus companheiros não poderão aproveitar o mesmo.
Ela se aproxima, me avaliando, vendo meus amigos caídos, vendo meu sofrimento.
-Quem você acha que eu sou, Dylan?
Eu estou sem palavras, pois em volta dela, uma aura dourada brilha, e a coruja que voou em minha direção agora a pouco, está em seu ombro. Com certeza ela é uma deusa. Mesmo sendo novato nisso, aposto que os simples mortais reconheceriam seu poder.
Ela suspirou, ainda mantendo a postura erguida. Sua coruja me olhou. Coruja... lança... uma armadura grega completa? Ela deve ser....
-Atena, a deusa da sabedoria – Olho em volta, para minhas companheiras- Você que fez tudo isso? Você que matou elas?
-Não seja tolo, pense só no problema que eu arranjaria no olimpo. Isso com certeza é culpa de alguma entidade divina, por isso, tenho uma proposta a você: Fique no acampamento, no chalé onze, e quero que você descubra, quem é que fez essa magia, com os cães virando as senhoras e vise e versa. Não é a primeira vez que isso acontece. Alguém está tramando isso, e impedindo que semideuses cheguem ao acampamento- Ela fez uma pausa, de aproximadamente três segundos- Se você conseguir, eu lhe conto quem é seu parente divino.
-Por que eu? Não um semideus experiente?
-Bom, eu não vou escolher um semideus que não fora atacado por esse ser, porque eles não têm razão para vencê-lo. Sim, eu poderia escolher um semideus qualquer lá, que já tem experiência, que já matou vários monstros, poderia escolher minha filha mais poderosa e seu namorado, creio que eles sejam os semideuses mais fortes atualmente. Mas você tem uma razão para vencê-lo, você tem uma razão para se vingar. Quero ver se você é digno de ser filho de sua mãe divina. Quero deixa-lo forte.
-E por isso você vai me mandar para a morte quase certa?
-Sim. Mas é claro que eu vou te dar algumas armas para ir para lá né!
Ela encostou na coruja, ela brilhou, e em meu pulso, surgiu uma pulseira com quatro pingentes: Um, tinha a imagem de uma lança, outro, de uma espada, e outro de uma adaga, e outro uma coruja. No meu braço esquerdo, surgiu um escudo, com uma pequena coruja entalhado no centro.
-De que irá me servir uma pulseira?
-Aperte o pingente das armas na hora da batalha, a arma da imagem irá aparecer
-E o da coruja? Irá aparecer uma coruja?
-Não. É só para... você se lembrar de quem lhe deu esses presentes.
-Ainda gostaria de fazer...
Um trovão retumba no céu
-Meu tempo se esgotou. Quando você descobrir quem é, faça uma prece a mim, que eu irei lhe responder, boa sorte, Dylan
-Espere! Quem é minha mãe... – E ela desapareceu, brilhando, me deixando sozinho com dois cadáveres e quatro semideuses atordoados.
Lentamente, o tempo foi voltando ao normal. Os semideuses carregaram o corpo delas, como se nada tivesse acontecido. Como se o tempo não tivesse parado. Como se Atena nunca tivesse vindo a nossa presença.
Foram feitas mortalhas para as duas. Para Millena, uma toalha com duas tochas rochas, com um livro encima dela, quando ela foi queimada, o fogo ficou roxo. Já para Saphire, uma toalha com um raio, com sua faca encima, seu fogo queimou azul claro.
As mortalhas queimam no refeitório, com vários semideuses, a maioria confusos, em volta.
Aquele cheiro de morangos e comida fresca com certeza irá perturbar meus dias no acampamento...
Então, ao trabalho: No meu segundo dia, sai do chalé de Hermes e fui para o chalé de Atena, procurar alguns livros de mitologia grega, que não devem ser difíceis de achar aqui. Na entrada, uma garota loira me parou.
-Quem deixou você entrar?
-N..ninguém, apenas quero ler alguns livros de mitologia grega
-Você é m de nossos irmãos?
-Não, na verdade, não sei. Cheguei ontem, ainda não sei quem é minha mãe ou pai divino.
-Vejamos... você já viu seu pai, ou sua mãe?
-Não, desde pequeno estou com pais adotivos...
Ela me fitou com os olhos, já estava ficando cansado, quanto mais cedo eu saber quem é esse ser, melhor.
-Bom, de qualquer jeito, não irei deixar você entrar, é só para os filhos de Atena, entende?
-Foi Atena que me mandou aqui
Ela deu risada, e depois disse:
-Tá bom, se é verdade isso, como ela é? Qual a aparência dela?
-Ela é alta, morena, estava usando uma armadura dourada sobre uma túnica branca. Ela estava com uma coruja dourada nos ombros, ela parecia ser feita luz... Bom, ela tinha uma lança e um escudo, tinha algo entalhado nele, mas não consegui ver o que era. E ela tinha uma aura dourada envolta dela.
Ela arregalou os olhos, saiu do caminho, e disse:
-Pode entrar.
Passando pela porta, não paro de pensar o porquê da surpresa dela, quer dizer, deve ser ao menos, normal um semideus ver alguns deuses de vez em quando, certo?
Bom, de qualquer jeito, olho em volta de mim, procurando uma estante com livros ou coisa parecida, mas o que eu encontro é ainda melhor: Tem um armário enorme, cheio de livros, e uma escrivaninha ao lado, com um abajur, vários projetos arquitetônicos, e alguns livros. Vou para a estante mas... eu definitivamente não vou ficar procurando um só livro ali.
Me virei para trás, e a semideusa estava parada, olhando para mim.
-Vocês teriam, hum, um livro de, como explicar...? Feiticeiras?
Ela afirmou com a cabeça, e foi até a estante, pegou um livro roxo, bem fino, com apenas cerca de oitenta páginas.
-Por que você se surpreendeu tanto pelo fato de eu ter encontrado Atena?
-Porque nem todo mundo encontra deuses, é uma coisa difícil de acontecer, aqui, no próprio chalé seis, ninguém viu Atena, fora Annabeth mas, ela é diferente.
-Então você quer dizer que eu sou diferente?
-Não, só estou dizendo que você é sortudo.
Ela me entrega o livro e sai do chalé logo em seguida.
Me sentei na escrivaninha, e comecei a folear o livro
Circe, é uma feiticeira que pode transformar humanos em animais... talvez seja ela, mas aqui consta que ela foi enfrentada por dois semideuses no mar de monstros, acho muito pouco provável que ela faça magia do tal mar de monstros e essa magia chegue aqui em Nova Yorque, mas é a única feiticeira que se encaixa no papel de transformadora de cães em mulheres gordas e vice e versa.
Opa, opa, opa, opa ‘’ Circe havia suas aprendizes, que cultuavam-na e ajudavam-na nas magias, e abduziam os marinheiros para sua ilha, transformando os homens em porcos e as mulheres em feiticeiras’’. Quantas chances deve haver de ter uma feiticeira dela por aqui? Deve ser cerca de quarenta por cento mas, é minha melhor escolha.
Foliei mas um pouco, a procura de alguma feiticeira que lide com camuflagens, esconderijos, disfarces, e o que eu achei foi mais que satisfatório: ‘’ Hécate, deusa da magia, da bruxaria, dos disfarces, da feitiçaria, dos paradoxos e das ilusões. Todos os feiticeiros e feiticeiras louvam-na. Ela pode controlar a nevoa, assim podendo formar ilusões e disfarces. Ela tem ajuda de aprendizes e descendentes (seus filhos e filhas), que tem poderes incrivelmente fortes, comparados ao da deusa (se muito bem treinados), como criar ilusões, disfarces, magias agressivas...’’. Fechei o livro e sai do chalé de Atena.
Olho em volta, há uma casa azul claro, enorme, com partes brancas. Na varanda, um homem baixinho com uma camisa com estampa de tigre joga cartas com o homem cavalo, o centauro, e alguns sátiros estendem bandejas com nachos e guacamole. Se tem alguém para eu tirar minhas dúvidas, é o centauro Quíron.
-O que você quer? – Disse o homem baixinho, que estava de costas para mim
-Como você me viu?
-Eu não te vi.
Decidi nem perguntar
-Bom, eu gostaria de falar com Quíron, tenho algumas perguntas a fazer
-Você não vê que estamos no meio de uma partida de cartas? – Disse o homem baixinho
-Na verdade... – Disse Quíron, colocando um grupo de cartas na mesa – Eu acabei de vencer, vamos lá Dylan
O homem suspirou, e pegou um nacho.
- Vão nessa, mas Quíron, chame todos ao anoitecer.
-Logo ele estará de volta – Disse eu – Não demorará muito.
Fui com ele até um local distanciado da varanda no qual ele estava.
-Então, o que foi? Perguntas sobre o acampamento? Sobre os deuses? Sobre...
-Tem mais semideuses sendo levados para cá agora?
-Sim, apenas um, após a matilha que o perseguiu, e, bom, da matança, enviei uma mensagem de Íris para o sátiro e o semideus que estão os buscando. São gêmeos, uma menina e um rapaz. São filhos de Atena, foram reclamados durante um ataque, em que um sátiro estava presente, não estão muito longe daqui, por isso um filho de Ares foi encarregado de ir recebe-los no Central Park
- No Central Park?!?!? Não! Foi lá que a matilha nos atacou!
O centauro se desesperou, e começou a bater os cascos no chão.
-Temos que tomar providencias, rápido.
-Antes disso, uma pergunta: Um aprendiz de feiticeiro, filho de... Hécate, e aprendiz de Circe, qual a distância que ele pode estar do alvo?
-A qual magia você está se referindo?
-Bom... aqueles cães que nos atacaram, são cães normais ou...
-Monstros, chamados de cães infernais.
-Então, a magia seria transformar cães infernais em pessoas, cerca de cinco cães infernais, disfarçados de pessoas.
-Bom, não sou perito em magia, mas creio que vinte metros, no mínimo, e o máximo... cerca de cinquenta – Ele pensou um pouco, e já entendeu minha proposta – Não é o primeiro ataque parecido, vários semideuses andam morrendo antes de chegar aqui, todos perto ou no próprio Central Park, vou enviar três semideuses com você, rodeiem a área do Central Park, procurem quem ou o que está matando semideuses. Quero que vá no chalé sete, procure por Fred, filho de Apolo, para ter ataque aéreo, vá ao chalé vinte, e busque por Selena, filha de Hécate, ela pode te ajudar retendo as magias, vá ao dezesseis, busque por Loren, filho de Nêmesis, ele é bom de esgrima, e sua irmã morreu vindo com ele para cá, ele tem com quem se vingar.
Sai correndo para os chalés. Primeiramente, o chalé de Apolo. Ele estava brilhando com a luz do sol, parecia feito de ouro, bati três vezes na porta, e um garoto loiro e alto abriu a porta.
-Oi?
-Com licença... procuro Fred
-Para que?
-Um resgate, Quíron convocou ele.
O garoto se virou, e gritou:
-FRED!!
-QUE FOI WILL?
-QUÍRON ESTÁ TE CHAMANDO!
-EU NÃO FIZ NADA!
-É PARA UM RESGATE SEU TONTO!
Após barulhos de tropeços, um garoto loiro, bronzeado e com um arco e uma alijava no ombro apareceu atrás dele.
-Oi?
-Vamos, temos que chamar outros dois semideuses, depois explicarei tudo.
Ele me levou ao chalé vinte, o de Hécate, ao me aproximar, a porta se abriu, e uma garota com cabelos negros e olhos cinza escuro abriu a porta.
-O que... Fred? Já não disse que não quero ver você por aqui?
-Selena, estou indo para um resgate, e viemos chamar alguém muito melhor que você...
-Ah! Você é Selena? Quíron está te chamando para um resgate.
Fred fez uma cara de espanto e desprezo, Selena apenas me encarou
-Vou pegar meu grimório, já volto, e por favor – Disse se virando para Fred – Me mantenha longe desse animal?
Ela entrou no chalé.
-O que aconteceu entre vocês?
Ele suspirou, e falou:
-Ela era minha namorada...
Logo após, ela abriu a porta.
-Seu intrometido - disse olhando para mim, e se virou para Fred - Seu bocudo. Vamos logo.
Fomos até o chalé dezesseis, e bati na porta três vezes, e um garoto baixinho, com muita olheira, abriu a porta, com uma cara de tédio (e voz também), e falou:
-Com quem desejam falar?
-Com Loren, temos um resgate a fazer, diga a ele que quem fez aquilo a irmã dele vai pagar nesse regate, por favor?
Ele deu um sorriso maligno, e entrou.
Rapidamente, um garoto idêntico a ele apareceu, porém ele era mais alto.
-Vamos nos divertir?
Fomos ao encontro de Quíron, e ele nos levou aos estábulos, explicando tudo novamente no caminho.
Fred montou em um Pégaso, Loren em outro, e eu e Selena em outro, pois eu nunca montei em um Pégaso.
Voamos em direção do Central Park. A viagem demorou apenas um ou dois minutos, e rodeamos a área. Vimos os gêmeos, um cara musculo com uma lança, e um garoto magro, andando aos tropeços atrás deles. Um grupo de turistas árabes estava no Central Park, eram mulheres magras com aquelas roupas que cobrem o corpo todo. Eram cerca de vinte delas, olhei para Fred, e depois para elas. Ele afirmou, e nós descemos, junto com Loren.
Ao pousarmos entre o grupo e os semideuses, os dois se remexeram. O grupo hesitou, mas atacou, por causa da vantagem numérica, eram mulheres reptilianas, com duas cabeças e duas caudas de cobra, estavam armadas com lanças, elas se transformaram igual aos cães infernais, como se se desintegrassem, e em seguida, aparece-se o monstro.
Selena tira uma caneta do bolço, tira a tampa, e empala um monstro com uma lança que se projetou na caneta.
-Droga! Dracaenaes!
Eu, Selena e Loren desmontamos de nossos pégasos, e eles voaram para longe, com medo dos monstros. Já Fred ficou no dele, e subiu no alto. Em dez segundos, ele começou a atirar flechas, matando uma dracaenae a cada tiro.
Pressionei o pingente da espada, e uma espada surgiu em minha mão. Parti para cima delas, perfurando-as e rasgando-as, Selena e o campista de ares estavam logo atrás, empalando elas.
Os gêmeos estavam olhando tudo, espantados, alegres e ansiosos, tudo ao mesmo tempo.
Vencemos as dracaenaes, e Fred pousou triunfante na nossa frente
-Olá! Chegaram os reforços! Agora vocês estão seguros!
Na hora em que ele falou isso, mais dracaenae aparecem, junto com uma névoa lilás-claro. Selena puxa um livro minúsculo do bolso, que se expandiu e virou um livro bem grosso e grande. Ela o abre, e recita algumas palavras, logo, a neblina se dissipa.
Em volta, tem grupos de vinte dracaenaes enfileirados, nos cercando, com uma conta rápida, vi que tinham oito grupos, cento e sessenta monstros. É um pequeno exército, contra apenas sete semideuses, e um sátiro, apenas cinco tem armas.
Ficamos em volta dos gêmeos. O pégaso de Fred fugiu, deixando-o cair no chão. Pressionei o pingente da lança, e ela apareceu na minha ao, ao em vez da espada, para eu ter mais alcance. O escudo começou a pesar em meu braço, pois eu estou com medo, provavelmente irei morrer, então não tenho razão para não ficar com medo.
O filho de Ares não pensou igual, ele deu um grito de guerra e avançou contra um grupo de dracaenaes, e lutou como um demônio, acabando com metade delas sem sequer ser encostado. Loren avançou contra outro grupo, dando golpe rápidos e eficazes, porém o resto das dracaenae avançaram contra nós. Selena ergueu a lança, que ficou com vários símbolos mágicos em volta da ponta, e ela começou a deter parte do avanço das dracaenae, eu me juntei a ela, empalando e cortando os monstros, Fred ficou atrás de nós, dando cobertura. Antes que eu pudesse perceber, o filho de Ares e Loren se juntaram a nós, mas não tínhamos vencido nem metade dos monstros.
Uma dracaenae empalou Loren no peito, mas ele deu um golpe nela, cortando-a ao meio. Ele continuou a atacar, mesmo com o peito perfurado, aquele garoto arranjou forças para atacar, e usou-as até cair de joelhos, e dar o último suspiro, com outra lança perfurando-o.
Recuamos, até onde os gêmeos estavam. Eles haviam pegado armas de dracaenaes, e matavam qualquer monstro que tirasse a atenção de nós e atacavam-nos. O sátiro tocava flauta atrás deles, e da flauta saia uma aura verde, que envolvia os irmãos. Acho que é uma música que está incentivando-os a batalhar, e tirando o medo deles.
Então me lembrei do porquê de eu estar ali. Olhei em volta, e não vi nada. Nada mesmo, o Central Park está vazio, mas estava cheio quando nós chegamos... só pode ser magia. O ser está por perto. Olhei para as lojas e lanchonetes que tem em volta. Todas fechadas, as quatro da tarde de uma sexta-feira? Magia. Olhei para acima dos prédios. E encontrei um vulto preto, acima do prédio mais próximo, com as mãos estendidas. Parecia que ela estava se esforçando muito para se manter de pé, pela energia gasta para invocar os monstros.
O prédio é pequeno comparado aos outros, então, tentei um golpe de sorte: Mirei, e atirei minha lança na direção dela. A lança estava indo bem, mas começou a perder altitude, é ai que eu percebo que Atena está me ajudando. A lança ganhou um impulso, e subiu mais, acertando o vulto no peito. Ele foi caindo do prédio, e as dracaenae foram desaparecendo aos poucos.
O vulto continuou a cair, porém quando ele ia cair de cabeça no chão, ele atravessou o cão. Porém, eu consegui ver o sujeito: Era uma garota, pálida, com olhos negros, um cabelo enorme e preto também. Era extremamente magra, e tinha uma cicatriz no rosto, um corte de espada, talvez, indo do queixo, passando pela bochecha e parando na orelha.
Selena arregalou os olhos quando viu o sujeito, e desabou no chão. Fred pareceu reconhece-lo também, e ajudou Selena a ficar de pé.
-Vocês conhecem o sujeito?
-Ele... – Começou Fred – Ele, bom, ele lutou na segunda guerra dos titãs ao lado de Cronos, pelo o que todos sabem, ele foi morto na batalha, caindo da ponte Williansburg, quando um semideus explodiu-a, impedindo que Cronos avançasse por um tempo... mas, ai está ele...
-Mais alguma informação? – perguntei
Selena me olhou, aqueles olhos cinza escuro pareciam estar prestes a explodir, mas ela abaixou a cabeça, suspirou, e por fim...
-Ele é meu irmão.
Após isso, Fred mandou uma tal de mensagem de Íris para Quíron, avisando que tivemos uma perda, mas os gêmeos de Atena estão a salvo. E que Robert está vivo, e que fez tudo isso.
Quíron avisou que irá mandar um grupo de seis pégasos para nós.
Em dois minutos, eles chegaram. Na frente, vinha a garota que me ajudou no chalé seis, com dois irmãos em pégasos ao lado. Os gêmeos se dividiram, e cada um foi com um filho de Atena. Eu fui com a garota (que o nome é Carmen), Fred e Selena foram juntos, o filho de Ares e o sátiro em outro.
Antes que eu pudesse montar no pégaso, eu vi a coruja de Atena em uma árvore no meio o Central Park.
-Carmen, vem comigo aqui, por favor.
-O que foi?
-Você gostaria de conhecer sua mãe?
-Os olhos dela brilharam de expectativa, e ela me acompanhou até a coruja.
Ao chegar perto dela, ela brilhou e novamente apareceu a deusa.
Carmen prendeu a respiração, ergueu a coluna, e fez uma reverencia
-Olá minha senhora... mãe.
Atena avaliou-a, deve ser horrível ser filho dela, ter que ser perfeitinho para a mãe gostar... não deve ser bom.
-Levante-se minha filha, eu gostaria que você ficasse aqui, como testemunha.
-Testemunha de que? –Perguntei
-Perguntas no final Dylan.
Carmen se ergueu, e observou a deusa
-Dylan, você se saiu muito bem nesta missão, parabenizo-o, mas creio que você ainda não sabe muito bem o que está acontecendo... bom, olhe para mim, para os meus olhos.
Eu olhei. Neles eu vi o filho de Hécate roubar um livro de um templo, com uma estátua de uma deusa com duas tochas na mão. Em outra imagem, a mesma deusa estava em um palácio enorme, no qual me veio à cabeça a palavra Olimpo, ela conversava com um homem com um terno azul, e barba grisalha, ela parecia estar arrependida de algo e se desculpava disso. Depois Robert volta, folheando o livro, ele achou algo, ficou feliz, e recitou as palavras no livro. Em seu lado, uma pequena névoa roxa subiu, e ela virou uma dracaenae. Ela não o matou, apenas o observou, ele olhou para o livro novamente, sorriu, e a imagem desapareceu.
Sem esperar, a deusa prosseguiu.
-Alguém o levou pelas sombras, mas todos os deuses se voltara contra ele, pois ele matou filhos de vários deuses, quando ele viajou pelas sombras, foi Hades o levando para os campos de punição. E sim, você o matou.
-Mas não sem sua ajuda, já que você guiou minha lança.
-Não fui eu. Pense, quem tem domínio dos ventos e tem razão para agradecer a você, por ter protegido sua filha, e a salvado? E você ainda ajudou meu pai a se vingar, e Hades também, talvez isso deixe Zeus mais simpático por um tempo com os deuses que o ajudaram, e entenda a dor de todos os deuses que perderam seus filhos para ele. Eu quase perdi três filhos nisso...
-Três? Os gêmeos e mais quem? –Perguntei
-Você Dylan, eu quase perdi você.
Um trovão retumbou no céu
-Minha hora acabou, em um momento futuro espero te encontra-los novamente filhos. Adeus.
A coruja saltou do galho, pousou em seu ombro e brilhou, fazendo os dois desaparecerem.
Ao voltar para os pégasos, falamos que iriamos explicar tudo com Quíron e o homem baixinho (Ou Sr. D, como eles o chamam).
Pousamos no acampamento cerca de cinco horas da tarde. Todos os meus pingentes estavam de volta ao lugar. Explicamos tudo a todos, e eu fui ao chalé seis. Escolhi uma cama e desabei nela, sem pensar em mais nada, apenas no quanto de amigos eu perdi em dois dias, e o quanto de pessoas eu ganhei, e que provavelmente irei ganhar mais ainda.
Dylan Hostfew
Indefinido
Mensagens :
2

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Nick Halden em Ter 21 Out 2014, 11:57

.:: Por qual Deus você deseja ser reclamado? ::.
Apolo

.:: Cite suas principais características físicas e emocionais ::.
Tenho 1,86m, cabelos castanhos escuros, olhos azuis e o que se considera maxilar "quadrado", isso soa estranho. Sou um cara alegre na maior parte do tempo, mas tenho meus momentos de tristeza por um motivo em especial...

.:: Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus ::.
Amo arte. Música, pintura, poesia, escultura. Arte é a minha vida, me guio por música e o Sol é o reflexo de minha calma.

.:: Relate a história de seu personagem ::.
Nasci em Nova Iorque e, honestamente, não tenho muita lembrança de minha mãe. A última memória que tenho é de ela me agasalhar com seu moletom, me dar duzentas pratas e dizer "Desculpe, Neal, mas não posso mais cuidar de você", quando eu tinha seis anos. Vivi quase sozinho desde então, se não fosse por meu amigo Mozzie provavelmente estava morto. Ah sim, minha mãe me chamava de Neal. Mozzie me falou que meu nome era Neal Caffrey, mas que esse sobrenome me perseguiria até a morte, pois minha mãe não era a mais habilidosa das pilantras de esquina e a polícia a estava caçando implacavelmente. Ok, Mozzie também era um pilantra, mas era, digamos, mais sofisticado. Ele me sustentou e me apresentou às artes, pelas quais me apaixonei e acabei me metendo em grandes enrascadas.

A pior delas, e também a última, foi quando falsifiquei um quadro de Raphael, aos 9 anos. Mozzie armou um plano de roubar o original do Teatro, me entregar pra eu fazer a falsificação e vender o original por uma boa bolada de grana. Quando vendêssemos o original, vazaríamos uma informação para o departamento de Colarinho Branco do FBI e eles "recuperariam" o quadro, devidamente envelhecido no forno a 250 ºC. Mas deu tudo errado. Obviamente eu não tinha nascido para ser um ladrão ou falsificador, apenas tinha um talento incrível para pintar tanto quadros próprios quanto imitações.

Mozzie e eu rompemos porta dos fundos afora e desatamos a correr. Meu sangue aqueceu loucamente e eu podia ouvir meus batimentos altos em meus ouvidos, Mozzie, gorducho, me surpreendeu com seu preparo físico correndo e me puxando para suas costas a fim de percorrermos uma distância maior. Era incrível como ele corria muito mais rápido que os carros do FBI! O problema: não eram apenas carros do FBI que nos seguiam. Corríamos a uma distância já tão grande que a cidade já havia se perdido de vista. Mozzie se movia de um jeito que mostrava claramente que ele conhecia cada percalço do caminho enquanto esquisitas criaturas aladas nos perseguiam com garras mortais cintilando à luz do Sol.

Chegamos a uma colina e a subida ficou mais difícil. As criaturas voavam bem próximas a nós agora e seria questão de segundos até elas nos alcançarem. Mozzie me pôs no chão e me mandou correr como se minha vida dependesse daquilo, porque na verdade dependia. "Vá apenas para cima e não pare", ele ordenou e eu obedeci instantaneamente. Duas das criaturas voaram sobre Mozzie. Me senti tentado a voltar para ajudá-lo, sem nem saber como, mas a terceira vinha à toda velocidade sobre mim. Corri feito louco colina acima, mas ja estava ficando estafado. Senti uma dor lancinante nas costas e caí, sentindo o líquido quente escorrer por meu corpo. Fiquei tonto na mesma hora e esperei a morte. Um zunido passou sobre minha cabeça. Abri os olhos em pânico e vi a criatura virando fumaça, assim como as outras duas que atacavam Mozzie. Um arqueiro me levantou cuidadosamente e me levou pro topo da colina. Avistei o melhor lugar que já vira na vida! O garoto, John, me deu as boas-vindas ao meu verdadeiro lar. Olhei para Mozzie sem entender. "Nick, este é Acampamento Meio-Sangue. Tem... algumas coisas que preciso lhe contar. Você conhecerá seu pai e desenvolverá suas habilidades especiais aqui. Nick, seja bem-vindo ao lar". E, ao ser levado à Casa Grande, um edifício lindo, o centauro Quíron me explicou tudo e passei a aguardar a reclamação de meu pai.
Nick Halden
Filhos de Apolo
Mensagens :
8

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 102-ExStaff em Ter 21 Out 2014, 14:52


AVALIAÇÃO
Ficha de Reclamação

Lauren W. Pallas - Reprovada.
Sua ficha quase foi aceita, Lauren, mas quero pedir para você postá-la novamente - nessa segunda vez, espero que você corrija os errinhos que ficaram e reformule o final (a parte sobre a casa abandonada e os Ciclopes, porque não creio que as duras criaturas deixariam você e o sátiro fugirem tão facilmente; não estou dizendo que deve haver uma batalha, apenas planeje algo melhor e coloque um pouco mais de perigo). E, ah, não esqueça de cumprir com um dos pontos obrigatórios da história que é relatar o momento em que foi reclamada (você relatou apenas como ficou sabendo que é uma semideusa). Boa sorte na próxima tentativa, flor.

Dmitri Artois (Filho de Deimos) - Aprovado.
Ficha curta, simples, direta e completa. Não tenho muito o que falar. Você relatou bem as características da personagem e cumpriu todos os pontos obrigatórios da história. Gostei da forma diferente que você narrou, como que por capítulos, e ficou mesmo bacana. Enfim... parabéns e seja bem-vindo ao Acampamento Meio-Sangue.

Moníque Deveraux - Anulada.
Monique, querida, percebemos que você copiou as características emocionais de outro fórum (até estão no masculino, o que não condiz com a sua personagem). Já quero dar o primeiro aviso de ban. E, mesmo sendo plágio parcial, a ficha será anulada.
Quando for postar uma nova ficha, peço que reformule a história da personagem. Há várias falhas e incoerências na narração. Esquizofrenia é diferente de transtorno de dupla personalidade, ok? E reveja as ações da sua personagem. Assassinar/ferir 60 pessoas? Não é demais para uma semideusa indefinida que ainda é level 1? É isso, e estaremos aguardando a nova ficha. E, não se esqueça: não copie algo de outro fórum. Boa sorte na próxima tentativa, querida.

Dylan Hostfew - Reprovado.
Hey, man! Wow, que ficha grande, hein? Mas, infelizmente, terei que reprová-lo. Você poderia ter feito algo mais simples, mas pareceu até que estava fazendo uma missão e isso deixou a história levemente cansativa. Mas, ei, a história está boa, então peço apenas que corrija os erros ortográficos, troque as palavras repetidas por sinônimos e tente reformular a parte que você joga a lança em Robert, porque os deuses não costumam interferir nas ações dos semideuses, lembra? E, ah, mude a estrutura do texto também (tire o center da parte do flashback, deixe justificado mesmo). É isso, dude, boa sorte na próxima tentativa.

Nick Halden (Filho de Apolo) - Aprovado.
Hey, Nick, parabéns pela ficha! Foi simples e direta, mas ficou completinha. Achei a história criativa (filho de Apolo envolvido com máfia de quadros artísticos? wow!) e fiquei com vontade de ler mais. No começo fiquei um pouco confuso com o Neal Caffrey (White Collor?), mas depois entendi. Não vi erros gritantes e enfim... Seja bem-vindo ao Acampamento Meio-Sangue.

PS: Avaliação feita por mim, Poseidon, qualquer reclamação ou dúvida me envie uma MP.

~Aguardando Atualização~


102-ExStaff
Administradores
Mensagens :
357

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Leon F. Hoffmann em Ter 21 Out 2014, 16:37


let's go to camp half blood, god?


1 — Hécate

2 — Os cabelos negros, os olhos verdes. Leon possui um estilo bonitão, mas essa máscara esconde um menino discreto e fascinado na magia. De estatura normal e corpo atlético, mais parece um galã de cinema do quê um semideus que luta dia-a-dia para viver.


3 — Pelo simples fato de ser — ou julgar-se — digno de assemelhar-me a divindade em questão, deusa da magia. Levando ao off, sempre fui apaixado por magia e feitiços... enquanto muitos sonhavam em serem jogadores de futebol, eu queria ter poderes mágicos.

4 — 2:25.
Olhava o relógio colocado cuidadosamente na parede e os ponteiros indicavam que, em cinco minutos, teria de levantar. Encarava o teto sem objetivo, somente apreciando o silêncio proporcionado pela madrugada e planejando a próxima viagem.
Após os dias na pequena reserva natural, voltou para casa. Por algumas semanas permaneceu em meio ao verde, conversando com espíritos e dedicando o seu tempo ao aprofundamento da magia. Há um mês, o jovem conheceu as suas verdadeiras raízes - profundas, meio a meio - e entendeu que necessitava conhecer mais sobre si mesmo para conseguir sobreviver. Agora, devido a decorrência dos fatos, era o único anormal no planeta com capacidades mágicas; e milhões de criaturas das trevas o perseguiam.

O fato - e a reclamação em si - se deu através de um sonho. Nele, um brilho dizia o necessário sobre sua vida: era um semidios, ou algo do tipo, e sua mãe era uma deusa. WTF? Eram somente essas as informações que tinha, além de quê deveria ir para NY. Os fatos ainda estavam embaralhados, mas Leon, Ave Leon!, como o brilho havia dito, procurava entendê-los da melhor forma possível. Uma boa parte de sua história ainda estava oculta, mas, nos próximos capítulos, brevemente, seriam descobertos.

Leon deixou o pensamento lhe escapar e, pós arrumar suas pequenas trouxas de pertences, continuou sua viagem até NY, rumo ao completamente desconhecido.

Ficha super noob porque tive pouco tempo para escrever c.c prometo desenvolver em DIY





Leon F. Hoffmann
Filhos de Nix
Mensagens :
52

Localização :
Hm... ali.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Freida Sparks em Ter 21 Out 2014, 17:39

A reclamação

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Deimos.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Acredite, eu não sou o que se chama de “referência de beleza”, pois sou magra, muito branca, com olhos azuis escuros, sou também muito alta e com o rosto fino e pálido. A única coisa que me salvava eram os meus cabelos loiros, lisos, compridos e alinhados.

Não sou o tipo de garota sentimental ou algo do tipo, mesmo quando me aborrecem dou risadas, e sempre, sempre, nunca demonstrando pânico nas mais diversas a finalidades. Pode-se dizer que estou perto de ser o próximo gênio de arte do momento, mesmo sem ter pintado grandes quadros. Então pode-se dizer que sou uma garota não sentimental, uma artista e claro, sem muito auto-estima, a e esqueci de dizer que também sou muito sarcástica.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Simplesmente porque ele é legal.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Capítulo 1 – Um sonho perturbador

Meu nome é Freida Sparks, tenho 12 anos, sou americana. Estava na mesma antes de tudo acontecer. Como vocês ainda não sabem de nada, vou contar do início. Tudo começou com um sonho muito estranho. Primeiro, eu nunca sonho em cores, e segundo, eu estava caindo num abismo sem fim. Tentei gritar, mas não conseguia. Senti o ar escapando dos meus pulmões pouco a pouco. Não havia som, exceto o barulho do ar se cortando a minha volta. Cheguei ao fundo sem impacto, apenas com um estalo que ecoou por toda a… Caverna? Bem, acho que era sim uma caverna, com tochas, úmida e com um ar meio sombrio. No centro, havia uma mulher. Ela estava ajoelhada e presa por correntes, que pareciam se apertar cada vez mais. Seria uma mulher muito bonita, se não estivesse vestindo trapos e coberta de cortes e fuligem. Sua pele era acobreada, seus cabelos ruivos e compridos estavam soltos e bagunçados, caindo em seu rosto envolto nas sombras. Fui chegando mais perto, para saber o que estava acontecendo. Estava a meio metro da mulher, quando ela levantou os olhos, que eram cor de cereja, e num ato desesperado agarrou a barra do meu pijama (sim, isso mesmo! Pijama!) e me puxou para baixo. Caí de joelhos na sua frente, olhos nos olhos, mas escutei um rangido, como uma porta se abrindo. A mulher arregalou os olhos e me sacudiu, sussurrando numa voz um pouco esganiçada:

- Salve-me!

Acordei sobressaltada. O barulho do despertador soava mais alto essa manhã, um pouco desorientada, dei um soco frouxo no mesmo. Assim que me vi livre do barulho infernal, me levantei para poder me arrumar e ir ao inferno, mais conhecido como escola. Fui cambaleando até o banheiro, abri a torneira e joguei um pouco de água no rosto. Quando fui me secar, juro que vi a mulher do meu sonho refletida no espelho. Fechei os olhos com força, e quando abri, tudo tinha voltado ao normal. Perplexa e um pouco assustada, fiquei encarando meu reflexo. Praguejei alto. Acredite, eu não sou o que se chama de “referência de beleza”, pois sou magra, muito branca, com olhos castanhos escuros, sou também muito alta e com o rosto fino e pálido. A única coisa que me salvava eram os meus cabelos castanhos, lisos, compridos e repicados. Fiquei ali tentando estourar uma espinha enorme no meu nariz. Até que escutei minha mãe gritando lá embaixo:

- Freida, querida? Já levantou?
- – respondi – Já vou descer!

Entrei no banho.
Meia hora depois, já estava vestindo uma calça jeans rasgada (óbvio), uma blusa regata azul (porque não?), um casaco Hering listrado e colorido (uma cor não faz mal) e por fim, um all star com a bandeira da Inglaterra (lar do meu ídolo, Harry Potter). E eu não podia esquecer o meu colar especial, um que meu pai me deixou antes de morrer, pelo menos foi o que minha mãe dissera. Ele era muito simples, apenas uma corda fina e preta, com um pingente em cobre, com uma espada desenhada. Acordando pra vida e me salvando de um mar de lembranças, desci apressada, e fiz minha brincadeira preferida: escorregar pelo corrimão. Como de costume, caí no chão e comecei a rir. Minha mãe veio me acudir, me fazendo cocégas. Entenda: Minha mãe, Giselly Sparks, me criou totalmente sozinha, desde os 25 anos, e nós sempre tivemos uma ligação. Ela é a única pessoa em quem eu confio e, com absoluta certeza, daria a minha vida por ela, assim como ela daria sua vida por mim. Toda vez que tenho problemas, não importa qual, ela sabe. Ela sempre me protegeu de tudo, e eu sempre contei minhas coisas pra ela, sem medo de nada:

- Estou bem! Estou bem! - falei entre risos – Para!

Ela deu um sorriso morno, e disse:

- Venha, minha princesinha de neve. O café está na mesa.

Levantei-me e fui até a mesa, me servindo de suco de acerola gelado (com a mania da minha mãe, cubos de gelo em formato de flores) e torradas amanteigadas. Mamãe se sentou ao meu lado, e sorrindo pra mim de forma amistosa. Ela se inclinou e me deu um beijo demorado na testa:

- Tenha um bom dia, minha querida.

Terminei o meu suco em um só gole, apanhei minha mochila e saí.

Capítulo 2 - Cachorrinhos são tão fofinhos…Hum…Deixa pra lá

Corri para a sala da Sra. Genns, que odiava atrasos. Entrei e me sentei na última fileira, ignorando completamente o olhar maléfico da minha amada professora. Como de costume, durante a aula inteira fiquei desenhando no meu caderno, mesmo não tendo talento nenhum pra isso. Acredite, pra quem sofre de T.D.A e dislexia, é muito mais produtivo. Quando o sinal tocou, me apressei a sair daquela sala. Sabe como é, acho que todos os alunos do mundo (pelo menos os mais sensatos) tem certa fobia de salas de aula. Cheguei à aula do Sr. Natan, e repeti toda a minha rotina.
Na hora do intervalo, eu tentei comer aquele gato morto e apodrecido que eles chamam de comida de colégio. Estava lá de boa, até escutar uma voz irritante e conhecida:

- Então, querida, já confirmou a presença num programa de plástica da TV?

Olhei bem para Marie, uma menina mimada, com cabelos cor de banana podre, que me inferniza desde o inicio do ano:

- Tentei ligar pra lá, mas eles disseram que você ocupou a última vaga. Uma pena, né?

Ela fez cara feia, mas deu uma risadinha seca e fútil:

- Uma grande peninha. Ficar assim a vida toda, não sei como aguenta.

Respirei fundo para não afundar a cara dela no meu prato de “comida”:

- Com muita paciência e dedicação.

Nesse momento, eu escutei uma voz na minha cabeça. E essa voz não era minha, era mais encorpada e masculina. Só escutei: “Fuja!”
Não sei por que, mas me levantei bruscamente, derrubando meu suco na blusa da Marie:

- Opa – falei, rindo, embora ainda sentisse que tinha que correr – Foi mal!

Antes que ela me desse um soco ou algo do gênero, um tremor sacudiu o prédio, me fazendo tremer. Olhei para o portão, e em menos de 10 segundos, dois cachorros pretos e do tamanho de carros entraram pelo refeitório, fazendo alunos gritarem e correrem. Estava aturdida demais para correr, então me joguei atrás de uma mesa tombada, junto com Marie. Ela tentou me empurrar, mas antes de eu falar qualquer coisa, a voz falou novamente na minha cabeça: “Use o colar, querida! Use-o!” Agarrei o meu colar e o apertei. A espada delineada brilhou por um momento, e algo inesperado aconteceu. Meu colar se alongou e ficou mais pesado, transformando-se numa linda espada de bronze. Fiquei encarando-a, até que um barulho alto sacudiu novamente o prédio. No que estou pensando? Enfrentar esses bichos? Vou ser triturada! Antes de perder a coragem, olhei para Marie e disse:

- Fique aqui!

Ela assentiu abobalhada. Fazer o que, eu estava tão bonita naquela manhã, qualquer um ia ficar sem palavras. Apertei a espada contra o peito e corri. Assim que
apareci, gritei:

- Ei, vocês! Cachorrinhos maus!

Eles olharam pra mim e rosnaram. Bem, acho que eles me entenderam. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, um deles pulou em cima de mim, jogando minha espada longe. Ele me encarou, como se estivesse esperando um sinal. Até que ele estremeceu, e me olhou de modo nada amigável com aqueles olhos pequenos e brilhantes e rosnou. Estava me preparando para morrer, quando uma bandeja bateu em sua cabeça. Olhei para o lado e me surpreendi. Marie estava de pé, com a minha espada na mão, ela jogou-a na minha direção, e eu, aproveitando a pequena distração, sai debaixo daquele bicho e corri para pega-la. Peguei-a e corri na direção do monstro ainda atordoado, e enfiei a espada na sua barriga, imediatamente, ele se desfez em um pó negro. Virei-me para o outro e disse:

- Nossa, achei que vocês seriam mais fortes. Esse aqui não deu pra nada.

Ele rosnou e correu na minha direção, mostrando os dentes. Eu me virei e o golpeei na pata esquerda. Ele uivou e me deu uma… Uma… Rabada? É assim que se fala? Continuando. Foi uma rabada muito forte, me fez voar uns dois metros até bater contra a parede. Fiquei zonza e vi que ele estava vindo novamente na minha direção (Claro, ele estava tentando me matar!). De repente, uma onda de adrenalina se apoderou do meu corpo, me fazendo levantar e apontar a espada para cima, no exato momento em que ele saltou. A espada atravessou o seu peito e ele também se transformou em cinzas.
Mas antes que eu pudesse comemorar, escutei sirenes altas ecoando por toda a escola. Se eles vissem a bagunça daquele lugar, quem seria a culpada? Eu! Como sempre! Então, eu peguei a minha mochila (que surpreendentemente sobreviveu ao ataque dos cachorrinhos maus) e corri para a saída. Peguei um metrô e fui direto para a minha casa.
Chegando lá, minha mãe viu o meu estado e gritou:

- Freida, mas o que…?

Ela ficou muda e subiu correndo as escadas. Eu fui atrás dela, que já estava fazendo as malas:

- Mãe, o que você está fazendo?

Ela estava pálida e me olhou, desesperada:

- As malas – ela disse - Não tem mais como eu adiar isso… Não tem mais…!

Ela escorregou até o chão e começou a soluçar:

- Mãe? Mãe! O que está acontecendo?

Ela secou as lágrimas e me disse:

- Minha filha, desça com as malas para carro. Vou levá-la para o acampamento meio-sangue.

Pronto. Agora eu estava realmente confusa:

- Como assim? Mas o que é…?

- Minha filha, você não é uma criança normal – ela disse - Você é uma semideusa. Você é filha de Deimos.

E então... puff... no retrovisor do carro pude o ver, aquela coisa sobrevoando a minha cabeça. Fiquei pasma com aquilo, não sabia o que falar, na verdade estava sem palavras.

- Freida?! Isso é... ?

Disse minha mãe aos suspiros, enquanto olhava para mim e ao mesmo tempo para à estrada.

- Como? O que é isso? - respondia a ela ainda perplexa.

- Isso é a marca dele! Seu pai, Deimos. - E então era aquilo, algo que jamais passou por minha cabeça, estava realmente acontecendo. O que será que vai acontecer comigo?
Freida Sparks
Filhos de Deimos
Mensagens :
1

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por James Gabre em Ter 21 Out 2014, 23:00

*Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Selene
*Cite suas principais características físicas e emocionais.
Sou auto e magro, tenho uma boa forma, mas não muito exagerada, costumo ser calmo, mas me irrito quando não consigo fazer as coisas que quero, tenho dificuldade em acatar ordens, tenho olhos castanhos assim como meus cabelos que são lisos, não gosto de falar muito e não costumo ir pela cabeça dos outros.
*Diga-nos: por que quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
  Gostaria de ser filho de Selene porque a acho uma Deusa forte e poderosa, além gostar muito de seus mitos e de seus familiares como Hélio e Eos.
*Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
  Abri a janela do meu quarto esperançoso, esperando me deparar com um lindo dia ensolarado, mas me decepcionei ao ver o céu nublado e escuro, pronto para descarregar mais uma das tempestades típicas da estação.
 “É sempre assim no seu aniversario James, já devia ter se acostumado”. Pensei.
  Levantei-me ainda sonolento, esses dias nublados pareciam me deixar com menos vontade de ir ao colégio do que eu já tinha naturalmente.
  Caminhei lentamente ao banheiro e me assustei ao me deparar com minha própria imagem no espelho, meus cabelos estavam para cima quase como um moicano, meu rosto cheio de linhas vermelhas por ter dormido de mau jeito e meus olhos vermelhos como sangue, quem me visse acharia que estava me drogando. Retirei rapidamente minha roupa e me encaminhei para o chuveiro, desloquei o botão para “Frio”, esperando que a agua retirasse um pouco do sono e da preguiça que pareciam estar cravados em meu corpo.
  Ao sentir a agua frio foi como se eu tivesse apertado o botão “Ligar” de meu corpo, meus olhos se arregalaram e meu corpo ficou inquieto, e tive que me contorcer para não pular para fora do chuveiro. Agora já mais atento me apressei escolhendo a blusa do uniforme, uma calça Jeans simples e um casaco fino com traços negros que eu adorava.
 Estava terminando de arrumar minha mochila quando ouço:
  -Filho vem logo, você vai se atrasar. – A voz do meu pai estava rouca, provavelmente por outra noite mal dormida.
  As palavras de meu pai me fizeram desviar os olhos para o relógio que marcava seis e quarenta da manha, ou seja, eu tinha vinte minutos pra termina de arrumar tudo, tomar café e correr para a escola.
  Corri escada abaixo e me deparei com meu pai, meu coração parou e por um momento pensei que era um louco que havia fugido do hospício e invadido minha casa, mas logo vi os mesmos olhos e cabelos que os meus e com uma dor no coração perguntei:
  -Outra noite sem dormir pai?
 -Da pra perceber tanto. – Ele perguntou, com um breve sorriso no rosto,
  Desde a ida de minha mãe sabe se lá pra onde, meu pai raramente tinha uma boa noite de sono, ele diz que era pela falta que ela fazia, mas não sei por que nunca acreditei nessa historia, olhei pra ele com um pouco de pena e disse:
  -Pai, você tem ido ao seu psicólogo?
  Ele não respondeu se virou para os armários e foi avançando cos mãos por dentro deles, logo encima da mesa havia uma colher, uma tigela, uma caixa de cereal e uma caixa de leite.
 -Se aprece e tranque a porta quando sair, eu vou me deitar mais um pouco. – ele me deu um aceno rápido e voltou ao seu quarto.
 Fiz oque me mandou, comi rapidamente e tranquei a porta, praticamente corri todo o percurso até a escola.
 A aula correu entediante, e claro com algumas olhadas e cochichos sobre mim, todos me chamavam de arrogante, pois raramente falava com eles ou expressa alguma ação, mas não era arrogância, era simplesmente o jeito que fui criado, sem muitos abraços e conversas, não gosto de interagir com as pessoas, estou mais pra um antissocial do que pra um arrogante.
 Estava quase saindo sala quando ouvi uma voz grossa e um pouco autoritária falar:
  -James, tem algum problema em me ajudar a arrumar a sala? – perguntou o professor Rogério, eu acho, tinha tantos que era difícil memoriza seus nomes.
 -Claro. – Eu disse com a voz baixa, mas auto o suficiente para ele ouvir.
  Não corri, realmente precisava de algo que me ajudasse há passar o tempo, comecei colocando as cadeiras em cima das mesas, depois as arrumando em fileiras e por ultimo passando rapidamente a vassoura na sala, enquanto eu fazia isso o professor corrigia as provas atentamente. Despedi-me dele e fui pra casa, percorri o mesmo trajeto que havia feita, mas dessa vez com mais calma, apreciando a vista e o vento frio que batia em meu rosto.
 Cheguei a casa e abri a porta casualmente, foi quando vi, a  casa estava aos pedaços, as paredes esburacadas, o piso quebrados, os moveis espatifados e uma cortina de fumaça vinha da cozinha.
  -Pai! – Gritei repetidas vezes, desesperadamente.
  Algo pegou meu pulso fazendo-me saltar, olhei para ver oque havia me segurado e encarei meu pai, com duas malas na mão, olhos vermelhos e marcas de lagrimas.
  -Eu fiquei tão preocupado, onde diabos você estava? – ele me perguntou enquanto me abraçava.
  Arregalei os olhos, nem me lembrava da ultima vez em que meu pai havia me abraçado, logo correspondi, foi breve, mas caloroso, quando nos soltamos eu perguntei assustado.
  -Pai oque aconteceu?
  -Não temos tempos, rápido vamos para o carro. – Ele disse arrastando-me até o carro com um aperto forte que chegava a doer.
  Jogou-me no banco e acelerou tanto que chegava a bater um frio em minha barriga.
  Depois de um tempo eu perguntei:
  -Pai oque aconteceu lá em casa.
 -Eles nós acharam. – Ele disse com a voz tremula
  -Você ainda tem muito que aprender, mas posso dizer-lhe que tudo isso tem haver com sua mãe.
  Arregalei os olhos, meu pai nunca falava de minha mãe nem bem nem mal.
  -Oque tem haver com ela? – Perguntei.
  - Sua mãe era linda, forte e decidida. Quando ela falava os outros escutavam e quando andava não havia um homem, mulher, criança ou até mesmo animal que não olhasse. Ela esbanjava glória e poder jamais vistos por mim, e então logo nos apaixonamos, e realmente não sabia oque ela via em mim, mas eu estava feliz.
  -Oque aconteceu?
  - Você nasceu. Foi o dia mais feliz de nossas vidas, os olhos dela brilhavam como uma estrela e seu sorriso quase derrubou o médico. Foi quando ela me contou tudo, sobre quem era e oque, dois dias depois ela havia sumido e deixado somente um bilhete.
  -Oque ela era? – perguntei, querendo saber mais.
  -Ela era uma Deusa. – ele disse de um jeito normal como se falasse “ela é bonita” ou “Ela é graciosa”.
  Eu Arregalei mais os olhos. Fiquei pensando se teria um limite da capacidade de arregalar os olhos, de uma hora pra outra meu pai estava elogiando minha mãe sem parar. Como se estivesse ouvindo meus pensamentos ele continuou.
  -Seu nome era Selene, a Deusa da lua.
  Entendi, depois de tantas noites sem dormir meu pai havia realmente enlouquecido.
  -Uma Deusa? De verdade? – Ri, sem nem um pingo de humor.
  -Não espero que acredite, só estou lhe contando o básico, já que ficaremos um bom tempo sem nos ver.
  Nesse momento o carro parou, e eu vi que estávamos no topo de uma colina.
  -Você tem que ir, vá até aquela casa e diga tudo oque aconteceu e tudo oque eu lhe contei, e não olhe para trás – disse ele apontando pra uma casa que a minha vista estava no meio de um terreno vazio.
  Saltei do carro e comecei a andar, sei que seria inútil discutir, pelo menos eu poderia pedir ajuda dentro daquela casa e falar que meu pai enlouqueceu.
  Um pouco antes de atravessar o portão ouvi meu pai dizer.
  -Feliz aniversario filho.
  Atravessei e ao olhar o lugar vi que meu mundo nunca mais seria o mesmo, não depois daquilo.
James Gabre
Indefinido
Mensagens :
2

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lauren W. Pallas em Qua 22 Out 2014, 01:05




Ficha de Reclamação!

Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
- Afrodite, deusa do amor, da beleza e da sexualidade.

Cite suas principais características físicas e emocionais.
- Lauren é o tipo de garota que chama atenção por onde passa, seja por atração ou inveja. Possui estatura alta, é caucasiana e seus cabelos louros escuros caem até a altura do busto. Seus olhos são penetrantes e azuis como o mar, tem o corpo completamente em forma, mas talvez seu maior charme seja a maneira provocante como morde os lábios. Porém, não se limita a beleza, poucos sabem quem ela é de verdade. Uma mulher independente, decidida, e que adora aventuras, por mais que pareça, não receia em estragar o cabelo ou quebrar as unhas em batalha. É uma boa ouvinte, e adora ajudar pessoas que sofrem por amor, ninguém sabe como ela conhece tanto sobre tal sentimento, afinal, é uma pessoa difícil de se apaixonar. Mas quem dera fosse perfeita, sua teimosia é uma de suas características mais marcantes, dificilmente muda de opinião, mesmo quando está errada. Além disso, é sarcástica, orgulhosa, e tem o ego do tamanho do mundo. É bastante temperamental, e acima de tudo, é sincera, doa a quem doer.

Diga-nos: por que quer ser filho de tal Deus - ou tal ser mitológico?
- Lauren sempre se interessou pela mitologia grega, mas uma Deusa em especial a atraia. Se pudesse imaginar sua mãe, imaginaria exatamente como Afrodite, com todos os seus defeitos e qualidades. Ela tem uma grande admiração pela Deusa que por muitos é considerada a mais fraca dos Olimpianos, admira principalmente sua capacidade de ter entrado em batalha para proteger seu filho Enéas. Sabia que se fosse filha da Deusa, poderia provar que não é apenas mais um rostinho bonito, e sim, uma garota forte que está preparada para lutar com qualquer monstro que cruzar seu caminho.

Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definido, deixe a sua criatividade fluir.

Naquele momento, Lauren acordou de mais um de seus pesadelos constantes, suas mãos estavam trêmulas e sua respiração falhava.
Dessa vez sonhara com o pai, o qual havia perdido há 7 meses. No sonho, seu pai se encontrava em uma cama de hospital, os cabelos loiros eram substituídos por fios grisalhos, e sua expressão demonstrava cansaço e sofrimento - ela odiava vê-lo daquela forma. Ao lado de sua cama havia um jovem, aparentemente bonito, tinha cabelos encaracolados e traços fortes, porém, demonstrava muita preocupação.
- Por favor, prometa que vai manter minha menina em segurança - pedia seu pai ao garoto.
- É o meu dever. Eu prometo - respondia o garoto tentando parecer confiante.
Aquelas palavras ecoavam em sua cabeça, mas ela sabia que era só um sonho.
Seus pensamentos foram interrompidos por Tobby, seu tio. Não era o homem mais simpático do mundo, mas foi o único que se disponibilizou a cuidar dela, afinal, ninguém quer ter uma adolescente com dislexia e TDAH em casa. Talvez fosse por isso que nunca teve uma mãe para realizar esse feito.
- Posso entrar? Se não puder, já entrei.
- Claro
- assentiu Lauren sorrindo.
- Estava olhando as coisas do seu pai e achei isso, sabe o que significa? - indagou, entregando um bilhete para a garota.
"Para: Lauren W. Pallas. Long Island, Costa Norte, 3,141"
- Parece um endereço
- respondeu com uma expressão sombria.
- Nem pensar, você não vai - disse Tobby interpretando a expressão da garota e saindo do quarto.
- Mas é claro que eu vou titio, vamos desvendar esse mistério - cochichou a garota.
Já estava tudo preparado para a fuga. Esperou anoitecer, e se jogou pelas longas ruas de NY. No trajeto, avistou uma loja que lhe interessou muito. Tinha vários quadros de Deuses gregos em sua decoração, e na entrada uma placa escrita "Pagamento só em Dracmas", teria que reconhecer que aquilo foi um tanto criativo.
Mas o que mais lhe chamou atenção, é o que havia em frente a loja, ou melhor, quem. Sabe o garoto dos seus sonhos? ele estava lá, ele realmente existia, e corria em sua direção.
- Lauren W. Pallas, filha de Edward W. Pallas? - indagou sem fôlego.
- S Sim - respondeu a garota gaguejando.
- Corra, você está em perigo - disse, puxando o braço da mesma.
Atrás deles, vinham duas criaturas monstruosas, suas formas oscilavam entre jovens bonitas e uma mistura de mulher com burro. Infelizmente, elas eram mais rápidas.
As criaturas cercaram a jovem, colocando as garras afiadas perto de seu rosto.
- Mas que rostinho bonito - disse a primeira.
- Com certeza é uma cria de Afrodite - observou a segunda.
A garota tentava escapar, mas suas pernas estavam bambas, e sua visão começava a ficar turva.
- Me deixem em paz - gritou ela.
Ao seu lado, o garoto que antes encontrara, tirava as calças.
- Wow, o que você está fazendo ? Acho que isso não vai... perai, isso é uma bunda de bode?
O garoto derrubou um dos monstros com a pata, aquilo não a matou, apenas serviu para ganhar tempo, mas em compensação, a outra criatura, entrou em ação.
Ele jogou sua mochila a Lauren. Lá de dentro, a jovem tirou uma faca que parecia ser feita de algum tipo de ouro, mas aquilo não importava naquele momento. Ela a cravou nas costas da criatura, que em seguida, se dissolveu a pó.
A segunda, com a consciência recuperada, partiu para o ataque, era muito habilidosa. A garota chegou a imagina-la com uma roupa de cheerleader, eca! mas depois de um tempo, por um descuido, foi igualmente dissolvida a pó.
Depois disso, não se viu mais nada. Quando acordou, só conseguia lembrar da poça de sangue em sua volta.
- As Empousas nos atacaram, ela está ferida - gritava o garoto - Fica tranquila, estamos quase lá.
Foi ai que ela se deu conta que estava no colo do menino bode, ou seja lá o que ele fosse. Eles adentravam algum tipo de acampamento, e pelo que se pode notar, se localizava no estreito de Long Island, exatamente onde ela queria estar. Várias pessoas se juntavam a sua volta.
- Eu morri? Isso não pode ser real. - disse a garota com uma voz tomada de dor.
Naquele momento, como em um passe de mágica, ficou extremamente bela, mais do que já era. Suas roupas rasgadas foram substituídas por um vestido de seda rosa, seus cabelos foram penteados em uma trança com flores, e seu cheiro era indescritível. Todos olhavam para ela impressionados, e sem perceber, Lauren havia acabado de ser reclamada pela deusa do amor.
- Bem vinda filha de Afrodite - disse o garoto que a carregava - Agora venha, você precisa conhecer nossos curandeiros.


Thanks for @Lovatic, on Cupcake Graphics


Lauren W. Pallas
Filhos de Afrodite
Mensagens :
3

Localização :
Chalé 10

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 102-ExStaff em Qua 22 Out 2014, 12:27


AVALIAÇÃO
Ficha de Reclamação

Leon F. Hoffmann - Reprovado.
Então Leon... Sua ficha ficou muito curta (o que não é problema) e incompleta (aqui está o problema). Okay, seu personagem não teve muitos detalhes, mas você poderia ter narrado como foi o sonho, com mais fatos, ações e afins. A história ficou muito, muito vaga. Sinto muito, mas terei que reprová-lo dessa vez. Acrescente os detalhes na história e poste a ficha novamente. E lembre-se de que é preciso relatar (não apenas citar, como você fez) como/quando descobriu ser um semideus e o momento da reclamação. Boa sorte na próxima tentativa, mate!

Freida Sparks (Filha de Deimos) - Aprovada.
Então, Freida, parabéns! Você cumpriu todos os pontos obrigatórios e sua narração ficou boa. Sim, houve erros, mas nada muito sério - então desconsiderarei. Ah, devo lembrar-te que os mortais têm a percepção alterada pela névoa, então provavelmente não viram os cães e a espada (atente-se a isso nas próximas narrações) e também espero que tenha mais cuidado na escolha de monstros (um cão era suficiente para uma semideusa indefinida de level 1). No mais, a ficha ficou boa. Seja bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue, sweetie!

James Gabre - Reprovado.
Hey, buddy! Então, James, sua história ficou até boa, mas há muitos errinhos que precisam ser corrigidos (erros ortográficos, então sugiro que use algum corretor - Word, por exemplo). Após corrigir os erros, lembre-se também de narrar como você foi reclamado (é um dos pontos obrigatórios da história e você narrou apenas como ficou sabendo que era um semideus). E, ah, por favor, tire o itálico do texto (atrapalha um pouco a leitura) e, se possível, justifique (alinhe, tem o código na caixa de post, é justify). É isso, poste novamente a ficha e boa sorte na próxima tentativa!

Lauren W. Pallas (Filho de Afrodite) - Aprovada.
Wow, Luren, que melhora! Parabéns, love! Sua narração ficou bem melhor e mais completa (wow, epousai são mais legais que ciclopes); você cumpriu com as descrição físicas e psicológicas da personagem e abordou os pontos obrigatórios da história. Peço que nas próximas narrações fique atenta à quantidade de monstros (duas empousai poderia ter sido demais para uma semideusa indefinida level 01, mas preferi pensar que o sátiro ajudou na luta). Não houve erros gritantes, então... Seja bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue.

PS: Avaliação feita por mim, Poseidon, qualquer reclamação ou dúvida me envie uma MP.

~Aguardando Atualização~


102-ExStaff
Administradores
Mensagens :
357

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Edward W. Kimoy em Qua 22 Out 2014, 12:46

~~ Atualizados ~~



"Que tal colocar uma roupa decente nesse seu avatar, mocinho(a)?"

Bailinhos do coreto:

Edward W. Kimoy
Menestréis
Mensagens :
624

Localização :
Chalé 11

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ficha de Reclamação!

Mensagem por Chloe Elena em Qua 22 Out 2014, 18:36

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
-Afrodite
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Física: Sou baixinha, magra, morena, cabelos ondulados castanhos, unhas grades (sempre pintadas)olhos castanhos.
Emocional: Sincera, amorosa, amiga, conselheira, prestativa e organizada.
▬ Diga-nos: por que quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Afrodite é como uma inspiração, como deusa do Amor e da beleza, ela me encanta, e dentre todos é na qual eu mais me identifico pelo fato de eu ser a conselheira amorosa dos meus amigos...
▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Chloe Elena POV's
Mais um dia tenho que acordar para ir a escola... O único motivo de eu ainda frequentar aquele lugar é porque eu quero ser a rainha do baile... Como a minha mãe, não gosto muito de falar dela, ela faleceu 1 mês após eu nascer, eu moro com meu pai desde então, mas ele me disse que conheceu a mamãe no baile ela foi a rainha e ele o rei... Depois da dança eles saíram e foram se conhecer melhor... :aham: E ai, bem ai eu nasci.
Deixa eu me apresentar, Meu nome é Chloe Elena,tenho 14 anos, meus amigos mais íntimos me chamam de Elle, sou filha do Patrick, como eu já mencionei, minha mãe está morta, meus melhores amigos são
Paolo, Leo, Alfredo e Estevan, meu hobby preferido é seduzir os garotos... tenho vários casos de paixonite aguda, mas sempre é passageiro...
XXX: Elena – disse alguém batendo suavemente na porta do meu quarto
Eu: Quem ousa interromper meu sono da beleza? – digo rindo, já sabendo a resposta.
Papai: Filha, você irá se atrasar para a escola – disse meu pai rindo, ele continuou – Tem uma pessoa te esperando na sala... Só vou dar uma dica, é o P.
Eu: OMG, ele está ai? Estou descendo em 30 minutos, preciso me arrumar...
Papai: 30 minutos? Nossa essa eu quero ver, será seu recorde – ele falou espantado, não tenho culpa de precisar de pelo menos 1 hora para ficar PERFEITA
Patrick POV's
Os garotos chegaram, fui acordar minha princesinha, ela iria demorar um pouco porque tina que se arrumar (novidade)... Os meninos e eu tivemos uma breve conversa...
Leo: Está chegando a hora de leva-la tio Patrick – eles sempre me chamam assim
Alfredo: Logo as Fúrias irão sentir o cheiro dela... Tio, quanto antes ela souber melhor...
Eu: Alfredo, eu não posso deixar minha princesinha correr perigo, mas não quero que a levem, ela é minha única filha
Alfredo: Tio, aqui me chame de Fredo... Eu tenho uma pequena impressão que o Estevan vai ter uma nova irmã...
Estevan: tio, pode deixar que nós vamos proteger ela, essa foi a missão que Quíron nos deu... Temos até o final dessa semana para irmos... Cada dia que passa fica mais perigoso para ela...
Eu: Então... Paolo, que você acha? Está tão quieto, desde que chegou não disse uma palavra...
Paolo: Hm... O que? Ata, desculpe estou meio distraído, mas ele tem razão, sei que não é fácil paro o senhor, mais se ela ficar, será perigoso não só para ela., mas também para o senhor tio..
Eu: Ok, eu já entendi... Contaremos para ela quando ela descer... Ma o que ele fará quando souber que eu menti para ela, e que a mãe dela está viva, qual será a reação dela?
Leo: A mãe da Elena, provavelmente é a mãe dele – ele disse apontando pata o Estevan
Paolo: De acordo com a personalidade dela é claro... Como a Afrodite, ela ama ter a atenção de todos os garotos, gosta que eles a olhem...
Estevan: sendo ou não... a mãe dela está viva, isso todos nós sabemos..
Chloe Elena POV's
Estava tentando decidi entre o cabelo solto ou uma traça... No final eu preferi que ficasse solto... Estava pronta, desci e eles estavam conversando.
Eu: Oi meninos
Paolo: Uau... Sinto até pena de te falar que não iremos a escola, você está super linda.
Meninos: Nós concordamos.
Eu: Ir pra escola? Não... Isso é só pra tomar o café, a Roupa da escola está em cima da minha cama – falei com certeza corando – e a propósito obrigada. :vergonha:
Leo: JURA?? - eu simplesmente assenti
Estevan: Não irá usar a roupa da escola hoje... Iremos para um acampamento...
Alfredo: Temos algumas coisas para te contar antes... Tio, você conta!
Pai:Bem... Filha, lembra das historinhas que eu te contava quando você era menor? - eu assenti - Então, são reais, deuses da mitologia grega existem...
Eu: Hm... Ta, parou a brincadeira, falem logo a verdade - até parece que vou cair nessa
Paolo: Elle, eu sou filho de Apolo...
Leo: Meu pai é Hefesto... - falou e fez uma bolinha de fogo com as mãos como prova... agora eu meio que acredito neles!
Alfredo: Bem..sou filho de Ares
Estevan: Minha mãe é Afrodite - ta explicado o porque ele ser tão arrumado
Pai: Nós desconfiamos que você seja filha de Afrodite também...
Eu: Então o que vocês estão querendo me dizer que deuses existem e que fazem filhos na terra?
Paolo: É basicamente isso mesmo... Nós temos que ir ao acampamento, nossa missão é proteger você, mas como seu aniversario foi recentemente, temos que leva-la ao Acampamento Meio-Sangue...
Pai: Desculpe por não te falar nada filha, mas se eu falasse você teria que ir ao acampamento pois ao saber as crianças tem que ir imediatamente, e já estava acabando o meu tempo... Eu tinha até o final de semana...
Leo: Mas quanto mais tempo passa, mas perigoso fica... Por isso somos 4 guardiões...
Alfredo: Então... Vamos? Não se preocupe, ira visitar seu pai logo, e ele está de acordo com tudo, ele já conversou com o diretor e uma vez na semana você poderá falar com seu pai.
Estevan: Com sorte, você será minha irmã... Mas se não for, esperamos que a sua mãe a reclame logo...
Eu: O QUE?? C Gritando: NOOOO!! Como assim? Ela que fica longe por anos e e é que levo reclamação?
Leo: Calma, C morrendo de rir. não é esse tipo não... Você será reclamada,isso quer dizer que sua mãe te acolhera e dirá em qual chalé você deve ficar!
Eu: Oh... Então ta, vamos logo, eu não tenho muita escolha mesmo...

Estávamos saindo de casa quando um grupo de bichos esqueléticos, com asas de morcego e dentes grandes(estilo vampiros) nos atacou, elas estava tentando me atacar, até que os garotos tiraram espadas não sei de onde e mataram aquele grupo de Fúrias como eles a chamaram...
Chegamos ao Acampamento com vida, Fui recebida por Quíron que me levou a casa grande, me deu uma mochila com os materiais necessários e disse que até eu ser reclamada poderia ficar no chalé de Hefesto, e já que o Leo é de lá, ele ficará responsável por ser meu guia, e que me aguardava na fogueira... ué, mal cheguei e já vou ser queimada C Pesando besteira. Sou meio lerdinha... Acho que ele quis dizer que me esperava me ver "ao redor" da fogueira e não "na fogueira"...
*A noite, na fogueira*
Quíron: Vamos parabenizar o senhor Paolo e sua equipe , por conseguirem cumprir a missão - todos aplaudiram e ele continuou - Temos uma nova campista - disse Quíron , fazendo um sinal para que eu fosse até ele -Chloe Elena , indeterminado.
Muitos vieram me cumprimentar, logo depois fomos liberados e o Leo me levou para o chalé onde eu iria ficar até ser reclamada...
E assim se passou uma semana...
Ja me acostumei com a ideia de se uma Semi-Deusa...Ainda Não fui reclamada, então decidi fazer uma visitinha ao templo da Afrodite...
- Olá Afrodite, Aqui estou eu, no seu templo te pedindo para me reclamar como sua filha...
Quero ter o prazer de poder lhe chamar de mãe, posso sentir que sou sua filha, ja que me pareço com você, estou aqui já tem 1 semana e aguardo você me reclamar, espero que eu esteja certa, ja que muitas pessoas dizem que eu sou uma filha de Afrodite, vim aqui te Pedir para me reclamar...
Faço essa oração a senhora,para poder honrar seu nome, para mostrar o quanto eu te respeito...
Querida Mãe- posso lhe chamar assim? - em prometo pelo Rio Estige que serei fiel a você... E mostrarei que ser filha de Afrodite é mais que ser um rostinho bonito (e põe beleza nisso)!
Chloe Elena
Indefinido
Mensagens :
1

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lucca del Cruz em Qua 22 Out 2014, 21:43

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Filho de Hipnos.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Lucca é bonito, o que provavelmente herdou de seu pai, Hipnos, que diziam ser muito belo. Seus cabelos são negros e curtos, seu físico é extremamente atlético, com músculos bem definidos. Seus braços são repletos por tatuagens de coloração negra. Sua pele possui coloração branca bronzeada, sendo que seu rosto possui uma barba raza. Geralmente é visto andando com seu colar. Uma de suas características é ser calmo constantemente, geralmente conversa com as pessoas como se estivesse com tédio (o que na realidade é apenas um sono constante). Gosta de andar com os outros, odeia a solidão (apenas quando vai dormir). Tem instintos protetores com amigos, familiares ou pessoas que ama. Praticamente ignora assuntos de pouca relevância.

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Na realidade, eu sempre admirei o deus, até por que me identifico com ele na vida real, essa coisa de sono... Também gostei dos poderes, assim como o presente de reclamação, decidindo que para mim talvez fosse até bom tentar esse deus, não outro qualquer. Nada de especial, apenas isso.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?

____Lucca del Cruz, na realidade, sempre foi um garoto considerado normal pela população. Era um garoto muito belo, admirado por todos. Nunca dava trabalho, principalmente pelo simples fato de que ele dormia muito, não dando importância a coisas de pouca relevância. Constantemente estava sonolento, as pessoas costumavam falar para ele ir ao médico, mas sua mãe (Lorena del Cruz) nunca ligou, até por que ela sabia a razão disso. Morava em Manhattan, numa Rua de luxo, já que sua mãe havia herdado de seu avô uma gigantesca empresa, esta que por sua vez era administrada por Lorena e o padrasto de Lucca, Julius du Vale.
____Bem, o primeiro indício de que ele não era uma pessoa totalmente normal chegou no oitavo ano escolar, com seus treze anos. Mesmo não prestando atenção nas aulas (já que passava a maior parte do tempo dormindo), conseguia ir bem nas provas. Os professores não tinham do que reclamar, afinal, era o aluno perfeito: notas boas, nada de bagunça. Mas, quando tudo estava indo bem, acabou começando a piorar. Foi naquele mesmo ano que ele descobriu quem ele realmente era, exatamente naquele dia em que tudo deu errado.
____Para começar, ele era completamente fascinado por Thamara Ione, uma garota de sua sala, o que era um incomodo para as outras garotas, que achavam ele bonito demais para ela. Naquelas épocas diversas garotas davam em cima dele, mas a única que o importava era Thamara, que por acaso parecia atraída por ele. Bem, ele sempre tentava falar com ela, com o intuito de se confessar, mas acabava sem coragem e ia para casa se consolar abraçado em Felix, seu gato siamês de coloração dourada.
____No dia em que tudo aconteceu, Lucca estava num parque, aniversário de um de seus colegas de classe, até então seu melhor amigo. Ele não gostava de festas, tinha sono demais para curtir, mas Thamara estava lá, e naquele dia ele estava convencido de que iria se confessar. Ele achara estranho os dois guardas serem extremamente musculosos e maiores que a porta de sua casa (uns dois metros de altura, por aí), mas decidiu ficar calado sobre aquilo. Seu presente, se pensarmos hoje em dia, não era muito interessante, mas na época fazia muito sucesso. O “God of War 2”, versão de Playstation 2, seria seu presente para o amigo, que passaram as últimas semanas falando sobre como queria aquele jogo. Seu amigo o recebeu no portão de sua casa, com um sorriso no rosto, mais interessado no presente do que nele. Lucca estava acompanhado por Lorena, que insistia em ficar com ele no local, apesar de ele já ser grande demais para se cuidar sozinho. Ela ficava falando o tempo todo se ele estava com seu colar, e ele disse que era óbvio, pois nunca o largava. A corrente era feita de prata (numa corrente grande o suficiente para que continuasse servindo até que ele virasse adulto completo), sendo que seu pingente tinha o formato de um rosto masculino com os olhos fechados.
____Bem, naquele dia ele acabou passando uma boa parte na frente do videogame com seu amigo e os outros colegas de classe, mas não passou muito tempo, visto que tinham muitos para ocupar seu lugar quando morria, e sua vez logo demorava a voltar. A primeira coisa que fez ao sair do quarto foi ir à varanda, mas assim que chegou lá ele ficou completamente sem palavras. Thamara estava lá, olhando as ruas, naquele vigésimo quarto andar, o terraço onde a festa estava sendo realizada. Bem, caso fosse antes ele simplesmente sairia correndo, mas algo dentro dele dizia que aquela seria sua última chance. Ele se aproximou, falando um “oi” calmo, e foi correspondido com um “olá” dela, sendo que o seu tom era de surpresa e alegria, o que o deixou muito mais calmo. Na linha do Horizonte era possível ver o pôr-do-sol, que pintava tudo numa cor alaranjada, quase num roxo claro. Surpreendentemente, ele acabou passando a próxima uma hora conversando com a garota, como se fosse qualquer pessoa, e não a pessoa que ele tanto amava. No final das contas tudo deu certo, já que ela mesma revelara uma certa paixão inexplicável por ele, assim foi mais fácil de se abrir. Ele estava totalmente surpreso em saber que ela gostava dele, mas imagine só a surpresa dele quando ela tomou a iniciativa num beijo. Bem, aquela não havia sido seu primeiro beijo, afinal ela não era a sua primeira paixão, mas ele sentiu como se fosse o primeiro beijo. Aquilo durou um bom tempo, tão bom que ele queria passar uma eternidade com ela, mas logo se acabou.
____Primeiro, chamaram os dois para cantar aniversário, com sorte havia sido seu amigo, pois eles estavam ainda se beijando. Um sorriso travesso estava estampado na cara dele, que era um pouco zombeteiro e invejoso, ao mesmo tempo. O bolo... bem, aquele provavelmente fora o maior bolo que ele já viu na vida, com umas sete camadas de puro recheio, em sua cor branca e verde, de limão com chantili por todas as partes. Alguns pedaços de chocolate estavam espalhados, tornando aquilo uma passagem para a morte para qualquer diabético. Eles cantaram felizes a canção de “feliz aniversário”, mas o que ele queria mesmo era voltar para a varanda com Thamara. Ele não a beijou ali na sala, na frente de todos, em parte pela vergonha, outra por que sua mãe estava do seu lado. Após aquilo, tudo ficou estranho, e logo se arrependeu de não ter dado um bom beijo na garota naquela hora. Primeiro as portas explodiram num BUM ensurdecedor, este que conseguiu atravessar todas as músicas tocando nos enormes rádios. As pessoas gritaram, as músicas cessaram, logo todos começaram a sair pela saída de emergência do andar. Lucca ficou completamente confuso, e quando caiu em si sua mãe estava o sacudindo para que saísse de lá para se proteger, mas o que viu simplesmente o paralisou.
____Eram dois homens de dois metros de altura, com um corpo exageradamente musculoso, ambos segurando dois pesos enormes presos por cordas, que ficavam girando nas mãos. Usavam apenas shorts, estes que estavam rasgados na parte inferior. Seus cabelos eram encaracolados e marrons, seus corpos eram repletos de tatuagens. Lucca notara que eram os seguranças do prédio, mas aquilo não fazia sentido algum para o garoto. Sua mãe gritava uma palavra estranha, algo como Lestrigões, o que ele não fazia idéia do que era. Logo, o primeiro par de pesos voou na direção do garoto. Ele foi salvo por sua mãe, que o puxou para o lado antes daquelas coisas se enrolarem em seu pescoço e cortarem sua cabeça. Invés disso, elas bateram na parede, abrindo um buraco na parte em que cada peso tocou. Foi ali que ele acordou, logo se pôs a correr para a saída de emergência, chegando numa escada bem quando ouviu o estrondo de mais pesos batendo na porta onde ele entrara. Desceram os vinte e quatro andares numa velocidade tão impressionante que parecia que eram apenas dez. No térreo as pessoas da festa estavam em pânico, todas se perguntando o que ocorreu. Não conseguiu parar para falar com Thamara, nem mesmo para me despedir com um beijo, o que o deixou um pouco frustrado. Saindo do prédio, eles logo foram até o carro preto de sua mãe. Apesar de ser um tanto rica, o carro era um Uno 2014 vermelho, que Lucca não considerava lá muito luxuoso. Lorena fez o carro andar bem no momento em que os pesos tocaram o asfalto atrás deles.
____Não sabia para onde iam, e não perguntou, pois estava atordoado demais. Sua mãe ligou para Julius, seu padrasto, para ele os encontrar na empresa. Não sabia ao certo para que eles iriam ir até lá, mas decidiu ficar quieto. Sua cabeça tinha pensamentos em apenas duas coisas: Lestrigões e Thamara. Assim que pegaram Julius na empresa, ele começou a explicar o que ocorria. Lucca nunca mais seria o mesmo após descobrir as informações, que no começo não acreditou, até pensar nos Lestrigões. Bem, até onde entendera, seu pai era um deus mitológico grego, imortal. Assim como ele outros deuses existiam, não apenas da mitologia grega, mas os outros ela decidiu que não devia falar nada. Os heróis gregos foram de fato verdades, assim como os monstros de todas aquelas histórias antigas. Se não tivesse acabado de ser atacado por um homem-monstro de dois metros de altura, ele não daria ouvidos para sua mãe. Bem, de lá foram até Long Island, para um tal Acampamento Meio-Sangue, onde mais semideuses como Lucca viviam suas vidas treinando para não serem mortos, o que não o tranquilizou muito. Ficou com medo de ser atacado no caminho, mas por algum motivo não fora atacado, decidindo deixar de lado. Nem sua mãe nem seu padastro entraram no acampamento, sendo que dois campistas receberam o garoto na entrada. Sua mãe falava que devia esperar um sinal de reclamação para poder saber quem era seu pai, e que ela não poderia contar.
____Desde aquele dia, Lucca passou a morar no acampamento, indo apenas no inverno visitar sua mãe e padrasto. Foram exatos dois dias depois, no jantar, que seu pai se mostrou a ele, com um holograma cintilante de coloração branca em sua cabeça. Hipnos.
Lucca del Cruz
Filhos de Hipnos
Mensagens :
5

Localização :
Camp Half-Blood.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Octavian M. Butterfield em Sex 24 Out 2014, 15:36


Filho de Hécate
▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Filho de Hécate.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
De estatura mediana, olhos verdes, cabelos castanhos, geralmente cortados de forma repicada, um rosto magro e fino, corpo bem definido, aparentemente é um cara que é metido, o que não é a verdade, pois, ele apenas tem dificuldades de fazer amigos.

Chamado de louco por mudar de humor constantemente, misterioso, tem dificuldades em fazer amigos, não gosta de se apaixonar, pois, já sofreu por amores, nunca perdoa ninguém, sempre espera o momento certo para poder se vingar, é muito curioso em relação de quase tudo, gosta muito de pintar, não se importa com popularidade, tem uma mente aberta, sem preconceito com nada.



▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

A deusa Hécate é conhecida como a deusa tríplice, ela da o livre árbitro para os filhos e abençoados dela, a seguirem o caminho que considerarem melhor. Acredito que um dos símbolos, precisamente, a lua tríplice, está ligado no estado emocional de um indivíduo, fazendo com que a pessoa viva em constantes mudanças de humor. Ela também é conhecida como a deusa da magia, e isso também foi um fator importante para a escolha da deusa.


Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Sempre fui chamado de estranho, por colegas de classe, vizinhos, e cheguei até mesmo em pensar que meus pais, (adotivos, já que os meus verdadeiros me abandonaram, por algum motivo) também pensavam o mesmo. Coisas inexplicáveis aconteciam em minha vida, como enxergar coisas que não existiam, por exemplo, houve um dia em que eu jurei ter visto um homem metade cavalo metade humano, quando contei isso a meus pais, era como se eles não conseguissem enxergar. Durante um tempo, fui aprimorando minha “esquisitice”, desenvolvi déficit de atenção, dislexia, não era um bom aluno, odiava ficar parado sem ter algo que eu considerava legal para fazer. O único amigo que eu tinha era um menino que tinha alguns anos a mais do que eu, bem magro, cabelos incrivelmente negros, olhos azuis, e parecia ter algum mistério, que só descobriria futuramente.
Recordo muito bem do dia em que descobri que meu melhor amigo era mais do que um menino comum. Foi no dia do passeio para um parque de diversões, embora não gostasse muito de parques por causa de palhaços, fui mesmo assim porque fui convidado por Nicolai (este é o nome de meu amigo).  Estávamos saindo do trem fantasma e começamos a caminhar para fora, infelizmente, nossa passagem foi barrada, era como se alguém quisesse nos impedir de sair. Subitamente uma garota muito bonita apareceu, era como se ela tivesse aparecido do nada, e olhando para gente, disse em uma voz sedutora:

- Oras... Nick... Está com namorado novo? Depois da morte de seu antigo?

Nunca imaginei que meu amigo fosse gay, mas naquele momento não me importei com aquilo, pois, meu amigo parecia estar transtornado com muita raiva e gritou com uma voz ameaçadora:

- Finalmente posso me vingar da morte de James!

Eu fiquei confuso, pois, achava que a garota fosse apenas uma modelo do tipo “gostosa”, e naquele momento só consegui dizer:

- Cara, ela é apenas uma modelo bonita, não uma serial killer.

- Não deixe se enganar pelas aparências! James cometeu o mesmo erro!  - respondeu Nick.

A menina se aproximou mais de perto, como resposta, Nick tirou algo de dentro de seu bolso, era como se fosse um crucifixo, de tamanho médio, feito de algum ferro preto, mas depois de alguns segundos, o objeto havia se transformado em uma espada.
- Sabia que bater em mulheres é crime? – perguntou a garota.

- Sim, eu sabia, mas como você não é uma, mas sim um monstro... Acredito que posso te matar. – disse Nick, ao avançar contra a garota.

Era como se eu estivesse vendo uma luta livre, a menina embora desarmada, parecia ser tão perigosa quanto seu oponente, esquivava muito bem, e desferia golpes que pareciam mortais. Diante isso, acredito ter imaginado coisas, porque comecei a observar que no lugar das pernas da garota, ao invés de pernas humanas, havia pernas de égua. Nick percebeu o que eu enxergava, por isso, disse:
- Isso mesmo, Octavian, ela é uma empousa.  

Depois de alguns minutos de luta, Nick deu um golpe mortífero em direção da cabeça da empousa, e decapitou a cabeça. Ao olhar para a face de meu amigo, percebi que ele estava com raiva, mas ao mesmo tempo demonstrava que iria chorar.

- Essa... Essa coisa... Enganou James... – foi o que ele disse.

Aproximei perto dele, coloquei minhas mãos em seus ombros, tentei tranquilizar, embora, quem estava assustado era mais eu do que ele.  Finalmente ao se recompor, ele olhou para mim e disse:

- Cara... Eu sei... Isso o que você viu... Bom alguns mortais também conseguem enxergar algumas coisas a mais, isso é raro, mas acontece...

Comecei a ouvir a sua explicação a respeito de monstros, mortais, deuses, e foi assim que descobri que ele não era um menino comum, mas que ele na realidade era um meio sangue, precisamente, filho de Melinoe. Estávamos saindo do parque para retornamos para nossas casas, quando Nick parou de caminhar.

- O quê? – perguntei meio desconfiado, e com medo, pois, achava que havia mais alguns monstros por perto.  

- Sua... Sua mãe acabou de te reclamar... Falando nisso... Bela tatuagem em seu braço direito, filho de Hécate. – respondeu Nick.


Octavian M. Butterfield
Indefinido
Mensagens :
1

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 100-ExStaff em Sex 24 Out 2014, 18:49


Avaliação




Chloe Elena ~ Não reclamada.

Sua ficha ficou fraca em detalhes, ortografia, gramática e coerência. Primeiramente, uma filha de Afrodite nunca receberia tanta atenção de monstros, muito menos de um grupo de semideuses que não quisessem assassiná-la. Além disso, você narrou que um "grupo de fúrias" a atacou, e isso é inaceitável sabendo-se que, além de serem TRÊS e ÚNICAS, elas são GOVERNADAS POR HADES e somente se o deus do inferno tivesse interesse em você elas o atacariam. Fora que são monstros extremamente fortes, até para o parâmetro de semideuses experientes. E mais uma coisa: Lembre-se que o PJBR é um fórum narrativo, você NUNCA poderá narrar que "eles sacaram a espada e mataram-na". Da próxima, revise também seu texto em busca de erros ortográficos e de pontuação; encontrei MUITAS palavras que foram grafadas incorretamente, provavelmente devido a digitação rápida.

Lucca del Cruz ~ Reclamado como filho de Hipnos.

Foi uma história corrida. A narração estava boa, as palavras grafadas corretamente, um enredo bem coerente, mas BEEM corrido. No geral, senti a falta de emoção e fala dos personagens; pois você apenas citou, entre aspas, cada pequeno trecho de falas do personagem. Acho incômodo os diálogos terem sido narrados de forma indireta, mas esse foi a única coisa que me desapontou um pouco; de resto, PARABÉNS! Tudo foi perfeitamente escrito, narrado, etc. Mesmo sendo curta e corrida, a história contou bem o que aconteceu com seu personagem e como ele chegou ao acampamento. O suficiente para ser aprovado.

Octavian M. Butterfield ~ Não reclamado.

Primeiro, senti que sua história estava muito vaga. Você não explorou a possibilidade de contar sua história. Não interpretou os sentimentos que Octavian deveria ter sentido; não explicou a história de seu amigo, e aceitou muito bem o fato de ser semideus. Por causa disso e dos erros de pontuação - em que você separava muito MAL as orações com uma vírgula, adicionando outras ou prologando uma frase que não tem contexto junto de outra -, achei também que seu texto ficou corrido. Creio que os erros ortográficos poderiam ser facilmente corrigidos com uma revisão. Tente novamente, Octavian, e atente-se aos pontos numa próxima vez.

Aguardando atualização



Atualizado por Orfeu
100-ExStaff
Deuses
Mensagens :
179

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Cassie Walker em Sex 24 Out 2014, 20:18

center>




Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Deseja ser reclamada por Hermes.

Cite suas principais características físicas e emocionais.

Físicas: É uma garota de estatura baixa para sua idade, e não tão esquelética quanto os padrões de beleza da sociedade infligem. Cabelos longos, loiros e ondulados, e uma franja, que ela nunca abre mão. Tem a pele clara e os olhos verdes, e um sorriso sempre presente.

Emocionais: Imagine uma garota alegre – essa é Cassandra. Hiperativa é pouco para descreve-la. Sorri o tempo todo, contando piadas (não que elas sejam muito boas) e trollando os amigos. Sarcástica nos momentos oportunos, e uma ótima mentirosa. Se dá bem com a vida que leva, e acostuma-se rápido com qualquer coisa. É um pouco cleptomaníaca, e observadora. Tem sempre a mão um milhão de planos, e sempre sabe o que fazer para conseguir o que quer sem usar a violência. É carismática, e tem uma facilidade enorme para levar os amigos “para o mau caminho”. É ótima para os negócios. Mas o mais importante de tudo: ela não é confiável!

Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Acredito que não existe um “querer ser filho” de determinado Deus. É simplesmente algo que está no sangue. Hermes é seu pai porque ela é filha dele. É com quem mais se identifica, e sua personalidade combina com ele.

Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

— CASSANDRA WALKER!!! — May vem correndo na minha direção e gritando a plenos pulmões no meio do refeitório. — VEM COMIGO AGORA!
— Não dá. Estou comendo. – Digo, ignorando-a totalmente e olhando amorosamente para meus tacos.
— Onde você arrumou isso? Aqui na escola só tem gororoba de carne moída e arroz…
— Você sabe que eu sempre dou um jeito. — falo, acenando para a mulher gorda da cantina, que está se achando o máximo com o batom rosa pink que dei em troca dos tacos.
— Hm… não interessa. VOCÊ TEM QUE VIR COMIGO AGORA!
— E porque a senhora necessita da minha presença, alteza? — pergunto, revirando os olhos e tomando meu suco de laranja.
— A DIRETÓRIA ACHOU A GRAVAÇÃO DE ONTEM A NOITE!
Espirro todo o suco fora.
— PORQUE NÃO DISSE ISSO ANTES???
Enfio metade do taco na boca e saio correndo, arrastando—a pelo braço. Entro no banheiro masculino. Alguns garotos se assustam, mas a maioria já está acostumada a me ver lá dentro procurando por Tom.
— THOMAS, É MELHOR QUE VOCÊ TERMINE DE CAGAR RÁPIDO, TEM UM CÓDIGO VERMELHO ACONTECENDO AQUI!
E saio correndo de novo, arrastando May para o corredor do segundo andar, praticamente vazio a essa hora. Thomas chega alguns minutos depois. Depois de indagado, ele responde simplesmente que estava pegando uma garota e nós atrapalhamos tudo, e estávamos devendo nossas almas a ele.
— Voltando ao assunto, a diretora está com a gravação. Precisamos pega-la ou seremos expulsos. Aliás, a culpa é toda sua, Thomas! Precisava gravar a gente bebendo? Esqueceu que eu só tenho 13 anos?? E você e a May têm 16?? — Encaro o garoto ruivo, mas continuo. — O plano é o seguinte… — e explico rapidamente tudo.
Fomos para o corredor da diretoria, e nosso plano entrou em prática. Como mandei, Thomas finge um desmaio. Eu me escondo atrás de uma enorme planta ao lado da porta. Tenho apenas alguns segundos. May invade a diretoria. Como esperado, só a mulher está lá. Minha amiga começa a chorar desesperadamente e corre para o lado de fora. A diretora vem atrás dela.
É minha deixa. Entro pela porta e me escondo na sala, em apenas alguns segundos, tempo o bastante para a mulher voltar e trancar a porta. Agora também tenho um tempo limitado. Preciso achar a droga da gravação, enquanto a diretora desce com May e Thomas. Dez minutos no máximo.
Procuro em todas as gavetas. Não está em nenhuma. Aposto que deve estar na única que está trancada. Concentro-me. Preciso abrir a droga da gaveta. Olho em volta. Acho um grampo de cabelo e uma caneta. Abro a caneta, tirando a parte que tem a tinta do “corpo”. Com o grampo e a ponta da caneta, consigo abrir.
Quase dou uma gargalhada quando consigo o dvd com a nossa gravação. Estou tentando abrir a porta (que a maldita diretora trancou). Quando a fechadura se abre, e a demônia entra na sala.
— EU SABIA! EU SABIA QUE ESTAVA ACONTECENDO ALGUMA COISA AQUI! O SR. JONNES NÃO ME CONVENCEU NEM UM POUCO COM AQUELE DESMAIO FALSO. MAS JÁ É TARDE! EU JÁ ASSISTI O VIDEO!
Engulo em seco.
— Er…
— Bebendo na escola, Srta. Walker? Só isso já é motivo de expulsão! Principalmente contando com todas as acusações de roubo. E agora, invadindo minha sala? Sabe que isso dá cadeia?
— Eu…
— Eu acredito que a senhora está se precipitando… — Um homem surge na porta. Não sei porque, mas fui com a cara dele. Vestia um terno cinza, e era meio confuso olhar para ele. Era meio embaçado.
— O que? E quem seria o senhor?
— Pode se dizer que sou um homem bastante… influente. E acho que a senhora está um pouco enganada. A menina não cometeu nenhum crime… não acha?
— Ah… eu…
— E acho que não existe nenhuma gravação… concorda?
— Eu não… — A diretória parecia extremamente confusa. De repente volta a ficar lúcida. — Desculpe… do que estamos falando?
O homem sorri, satisfeito.
— Estávamos falando sobre as férias da garota. A senhora concordou em adianta-las, levando em conta a viagem…
“Viagem?” Penso, chocada. Quem diabos é esse homem?
— Ah sim, claro, desculpe senhor. — Ela vai desastradamente até a mesa e assina um papel, voltando. — Assine aqui, senhor. — O homem escreve “Hermes” numa caligrafia torta, bastante parecida com a minha. — Muito bem então. Até sua volta, querida. — A diretora diz, sorrindo. “Fiquei cega.”
O homem me leva para fora da escola, me acalmando e dizendo que minha mãe está dentro do carro. Hesito um pouco, mas continuo andando quando a vejo sorrindo e acenando.
Entro no carro e pergunto o que diabos está acontecendo.
Hermes, ou seja lá qual é seu nome apenas sorri. Minha mãe é quem fala.
— Estamos te levando para um acampamento, filha. Um lugar chamado Acampamento Meio—Sangue. Fiquei sabendo da gravação. Não estou feliz é claro, mas não posso te culpa por tudo o que você faz. Na verdade está no seu sangue. E você precisa ir para o único lugar onde realmente te entendem, amor.
— Sim, mas o que ele tem a ver com a história? Quem é ele, mãe? — Pergunto, ainda confusa.
— Bem… ele é seu pai. — E então ela explica tudo. Tudo sobre os deuses, tudo sobre o acampamento, tudo sobre meu pai.
O homem finalmente fala. Uma frase simples.
— Seja bem vinda a casa, filha.
Uma grande colina, e lá longe um amontoado de construções. E sobre minha cabeça, algo brilhando.
Eu sei que eu brilho, mas nunca pensei que isso aconteceria LITERALMENTE!
Se eu estivesse tomando meu suco de laranja, provavelmente espirraria tudo.
Demoro a acreditar, mas faz muito sentido. E até onde eu sei, minha mãe não tem nenhum histórico de doença mental. O mais estranho é que eu fico feliz. E no fundo sei que o que eu acabo de ouvir é verdade.
Talvez não seja tão ruim, penso.

Cassie Walker
Indefinido
Mensagens :
3

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Caín de San Martín y León em Sex 24 Out 2014, 23:18

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Ares

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Caín é alto e corpulento como um boxeador peso pesado, sendo um pouco acima do peso e com uma expressão constantemente carrancuda, a orelha esquerda falta um pedaço devido a uma briga de rua, assim como diversas cicatrizes pelo corpo, a baixo do olho direto parece levemente um olho roxo, sua feição e tom de pele é latina exibindo sua linhagem de sangue porto-riquenha, é adornada com tatuagens sendo algumas e as mais caricatas os coqueiros na barriga, rosário no ombro direito e o número "10" no lado esquerdo do pescoço. Embora a aparência de um cara de poucos amigos, Caín nutre muito afeto pelos amigos e toma suas dores a qualquer momento.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Ares se encaixa bem na história do personagem, e eu encaro como um desafio a interpretá-lo, por isso desejo ser reclamado.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Emílio estava sentado no corner com o olho direito já fechado devido a potentes socos desferidos por seu adversário, e o seu treinador tentava estacar o sangramento que corria da narina enquanto o ajudante abanava Emílio com uma toalha que estava ensopada de sangue e suor, as palavras do homem estranho e a do treinador confundiam a mente de Emílio. O barulho de ferro batendo anunciava o décimo quinto e último assalto...

Algumas horas antes...

- Emílio acabou pra você, Tíburon é o campeão e você aceitar um desafio desse nível depois de 10 anos parado, você já era... - falou Ramíro pelo telefone - Entiende?

Emílio soltou o copo de whisky com gelo em cima da mesa do bar e devolveu o telefone para o atendente, se levantou e saiu do bar cambaleando.

- Ei! - Disse alguém - Emílio.

Emílio virou-se para dar de cara com um motoqueiro mal encarado que o olhava com uma expressão maníaca.

- Sou digamos um admirador de suas habilidades e gostaria de te fazer uma proposta que só irei cobrar daqui a 20 anos - disse o sujeito - O que acha?

O clima subitamente esquentou e o motoqueiro atiçava reflexos de luta de Emílio, que cerrou os punhos e desferiu um cruzado de esquerda na têmpora do motoqueiro e um gancho na linha de cintura. O sujeito fez um pendulo e escapou do cruzado e levando as mãos em guarda defendeu o gancho na cintura.

- Vamos! - dizia desferindo jabs na cara de Emílio que mal conseguia se segurar em pé - É isso que eu queria.

O motoqueiro desferiu um upper no queixo de Emílio o derrubando e o fazendo bater a cabeça no asfalto irregular da Graham Avenue, o sangue começava a se espalhar pelo chão e ensopar a camiseta de Emílio que se levantou e desferiu um direto no queixo do motoqueiro que respondeu com um murro e derrubou Emílio mais uma vez, que não conseguia se levantar.

- Eu te faço ganhar a luta mais daqui a 20 anos eu volto para cobrar a dívida mais não vai ser nada tão alto. - estendeu a mão para Emílio - Sangre por sangre?

Emílio no chão derrotado e estendeu a mão ao sujeito que desapareceu...

- E assim Caín eu ganhei a luta ele me cobrou a dívida - dizia Emílio já idoso e sentando em sua cadeira de rodas, olhava para frente sem rumo, fitava o horizonte sem poder enxergar devido a catarata mas sabia que era fim de tarde devido aos fracos raios solares que batiam em seu rosto, não tinha força para levantar os braços e tentar mudar a cadeira de posição, assim levou a língua já ressecada aos lábios, confortando os lábios a dizer - Você é filho de um demonio.

Caín incrédulo encarava o avô, seu sangue fervia como nunca antes havia fervido, o sangue pingava de seus punhos com as falanges em carne viva, a camiseta ensopada de suor, e a bermuda jeans suja de graxa, não conseguia falar parecia que havia algo em sua garganta bloqueando sua fala, seus olhos começaram a marejar gradativamente.
- Sua mãe, era linda... sempre sorrindo... muito espoleta, não tinha parada – Um sorriso se formava em um rosto já cansado e com expressões permanentes, os músculos faciais já mal funcionavam. – Você não parece em nada com ela, mas acho que em baixo dessa... – Realizou uma pausa para limpar a garganta que arranhava como se estivesse passando uma pedra por sua laringe e molhando os lábios prosseguiu – Dessa camada de proteção contra sentimentos que você mostra, sente igual sua mãe.

Uma risada rouca e curta foi seguida de uma forte onda de tosse e o medidor de batimentos cardíacos começou a disparar a altos picos e depois começou a cair até parar, e a cabeça de Emílio pendeu já com sua existência se esvaindo.

E sobre a cabeça de Caín um javali cruzado por lanças flamejantes pairava o símbolo de sua reclamação por Ares, e os olhos marejados agora despencavam em lagrima e a expressão de raiva se tornou mais forte e reunindo toda o ódio e força disse calmamente.

- Sangre por Sangre...

E permaneceu olhando o avô inerte enquanto os médicos adentravam no quarto esbarrando em Caín.
[size=13]
Caín de San Martín y León
Indefinido
Mensagens :
2

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Sabrina B. Spellman em Sab 25 Out 2014, 16:45

.
Ficha de Reclamação



▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Perséfone


▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Sabrina é uma rapariga com uma personalidade bastante complexa. Consegue ser muito animada, simpática e prestável, mas também tem o seu lado obscuro. É teimosa mas não se pode dizer persistente, uma vez que a preguiça é um dos seus grandes defeitos. É uma pessoa de confiança, sabe guardar segredos e ouvir porém não tem o dom de conselheira. Em tempos era uma daquelas pessoas que confiava nas outras cegamente, no entanto a vida ensinou-lhe que nem todos têm boas intenções.
É inteligente e gostava de se auto-caracterizar como manipuladora ou estratega, mas no fundo ela não tem esse tipo de qualidades porque, apesar de tentar passar imagem de má e durona, ela é um coração mole e não deseja mal a ninguém.
Fisicamente é uma rapariga atraente, com cabelos loiros e pele bronzeada. Tem curvas, cerca de 1,65m, mas gostava de ser mais alta, e olhos castanhos.


▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Perséfone é a deusa das ervas e das flores. Sabrina cresceu rodeada desses elementos da flora, numa casa no campo. Ela sente uma grande ligação com a natureza, como se as florestas e os vales fossem a sua verdadeira casa. A natureza proporciona-lhe um enorme sentimento de tranquilidade, libertação e paz, fá-la sentir como se ela própria fizesse parte da natureza.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?


[size=13]Se dissesse que a história de vida de Sabrina era super dramática estaria a mentir. Não é uma história da família típica, mas não é nada de especial.
Sabrina nasceu numa zona rural, pertencendo a uma família pequena, os Spellman. Foi deixada ao encargo do pai pois a sua mãe desapareceu sem deixar rasto. Muito se especulou sobre o paradeiro da mesma, se estaria morta, fugida.... Sabrina e o pai eram muito próximos mas, por ser a única mulher na casa, a loira teve que amadurecer muito rapidamente, tornar-me mais velha do que aquilo que realmente ela era. Apesar do pai ajudar bastante, era ela quem tratava das coisas da casa como por exemplo, lavar a loiça, cozinhar, limpar a casa...
Para além de conciliar todas estas tarefas com a escola, Sabrina tinha ainda tempo para as aulas de equitação e para se dedicar à jardinagem. Desde sempre que tivera uma enorme paixão por flores e uma enorme necessidade de estabelecer contacto com a natureza. Ela costumava fazer passeios pela montanha, sozinha ou com o pai e cuidar do jardim da casa.
Alguns anos mais tarde, o pai da rapariga adoeceu. Os médicos afirmaram tratar-se de cancro, demasiado evoluído para ser travado e o destino era então conhecido. Restava a Sabrina aproveitar os últimos meses com o pai e decidir o que iria fazer daí para a frente.
Ela tentava manter-se forte à frente do pai, porém quando estava sozinha não conseguia controlar a tristeza que a dominava cada vez mais.
Chegara por fim o dia da morte do pai de Sabrina e ela, desamparada, não sabia o que fazer. Deveria continuar a viver ali? Procurar outros familiares e viver com eles? A cabeça da rapariga trabalhava a mim à hora, cheia de perguntas cujas respostas eram quase impossíveis de obter.
Foi então que numa noite Sabrina acordou muito transtornada. Tinha acabado de viver um sonho muito estranho. Sim, viver, porque o sonho parecia muito real, como se ela estivesse a ver a sua vida passada diante dos seus olhos.
Ela levantou-se e caminhou lentamente até à cozinha para beber um pouco de água. Uma sensação estranha apoderou-se dela, como se o ar lhe faltasse e algo a empurrasse para o jardim. Ela avançou pela relva húmida e sentiu a brisa atravessar os seus cabelos da mesma maneira que atravessa as folhas das árvores. Uma coruja piava ao longe e um arrepio percorreu a espinha da loira. De repente ela ouviu passos, passos estes que pareciam cada vez mais próximos, todavia não eram passos de humano. Pareciam cascos de cavalo. Sabrina voltou-se e observou a criatura à sua frente. Metade homem metade bode. A rapariga esfregou os olhos não acreditando no que estava a ver. - Não tenhas medo. - a criatura disse aproximando-se lentamente. Sabrina deu um passo atrás ainda chocada com aquela visão. - Quem és tu? - ela perguntou com a voz um pouco trémula.
A criatura sorriu ligeiramente e voltou a aproximar-se, fazendo com que Sabrina recuasse novamente. - Não te vou fazer mal. Sou um sátiro, vim aqui para te levar para o Acampamento.
Sabrina estava muito confusa. Será que ainda estava a sonhar? Seria aquilo tudo uma ilusão provocada pelo seu subconsciente? Ela encheu-se de coragem e endireitou as costas, elevando a cabeça. - Qual acampamento? Não me vais levar para lado nenhum!
A estranha criatura soltou uma gargalhada e desta vez não se mexeu. - Tu não sabes quem és pois não?
Aquela pergunta deixou a rapariga desconfiada. É claro que ela sabia quem era, era a Sabrina. E foi mesmo isso que ela respondeu. - Sou a Sabrina, acho que sei perfeitamente quem sou.
O sátiro revirou os olhos numa atitude de impaciência. - Tu não sabes a responsabilidade que carregas nos teus ombros. Tudo por causa da tua mãe.
Ao ouvir a última frase os olhos de Sabrina arregalaram-se. - A minha mãe? A minha mãe desapareceu, está provavelmente morta. Quem é que pensas que és para vires aqui falar dela? Desrespeitar as poucas memórias que ainda me restam!
O animal parecia estar cada vez mais aborrecido, e Sabrina jurou que quase viu as orelhas dele a fumegar. - A tua mãe não desapareceu, simplesmente voltou a casa. E eu vim buscar-te para te levar para junto dela.
O diálogo continuou e o sátiro revelou a Sabrina a verdadeira identidade da rapariga. Esta não queria acreditar, nada naquela história parecia fazer sentido. Porém ela não tinha nada a perder em ir com ele. Estava sozinha no mundo, se algo corresse mal ela não tinha por onde se arrepender.
Sabrina acompanhou a estranha criatura até Long Island, onde ficava o suposto Acampamento. Durante a viagem ela ficou a saber mais sobre a sua suposta mãe e sobre o local para onde ia. Ela estava um pouco receosa, é verdade, mas assim que pisou o chão do Acampamento ela sentiu-se novamente em casa.



As minhas Falas + Falas Alheias + Narração
Sabrina B. Spellman
Indefinido
Mensagens :
8

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 099-ExStaff em Dom 26 Out 2014, 03:42


Fichas de reclamação


Cassie Walker — reclamada por Hermes.
Eu diria, Cassie, que foi uma boa ficha. O final ficou um pouco apressado, e houve uma mudança temporal brusca que me deixou confuso, mas não vou reprová-la. Gostei especialmente da personalidade da personagem, e espero que você invista nela. Eu daria algumas dicas, como revisar a acentuação das palavras, evitar a repetição da pontuação — "??", por exemplo — e o uso excessivo das frases em maiúsculo. E, ah, tome cuidado com a repetição de palavras. No mais, seja bem-vinda.

Caín de San Martín y León — não reclamado.
Então, Caín, eu achei a proposta da sua ficha super bacana, mas a aplicação não foi tão boa. Como assim? Digamos que a temporalidade das informações ficou confusa, de modo que eu não sabia o que era presente, o que era passado e o que era futuro. A pontuação, que foi uma questão na qual você pecou bastante, também ajudou para tornar o texto confuso. Eu lhe direi para pegar o seu texto, reformulá-lo e melhorar essas questões que citei. Boa sorte na próxima vez.

Sabrina B. Spellman — reclamada por Perséfone.
Quando eu soube que você era de Portugal, fiquei com um pé atrás. Mas, ao começar a ler a sua ficha, essa impressão sumiu, tão boa é a fluência do texto. Eu diria que você poderia ter detalhado melhor o final, mas não vou me demorar nessa parte. Darei-lhe duas dicas: quando for começar uma nova fala de um personagem, dê início a um novo parágrafo; e tome cuidado com a repetição de palavras, pode prejudicar a fluência. Seja bem-vinda, rapariga.

Aguardando atualização.



Atualizado por Orfeu
099-ExStaff
Indefinido
Mensagens :
32

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ficha De Reclamação

Mensagem por Stallone Oliveira em Dom 26 Out 2014, 15:20

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Athena
▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
  Físicas: Stallone Tem 13 Anos , 1,70 de Altura Pesando 53 Quilos . Não é Nenhum Brutamontes , Mas tem seu próprio jeito de fugir de encrenca . É Moreno Com Cabelo Liso Em Corte Militar , Olhos Castanhos Claros  Quase Cinzas , Tem Covinhas nas Bochechas , Uma Hereditariedade de seu pai , Com quem mora Sozinho.
  Emocionais: Levado Demais Pela Mente , Suas Notas Escolares Só Não São Piores Graças ao Enorme Raciocínio Lógico De Stallone . Não Se Importa Muito Com Pessoas Distantes á Ele , Mas É Muito Ligado A Amigos Próximos Que Pra ele são muito Raros .

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Bem , Athena Se Encaixa Bem Na Personalidade de Stallone , Ele É Inteligente Da Sua Própria Maneira . Não Sendo Dotado de Muita Massa Teve que Encontrar Seu Próprio Meio De Sair de confusão , Sempre por meio de Seu Raciocínio , Um Pouco de Sorte e A Burrice dos Valentões . Além Disso De Modo Pessoal , Athena É Minha Deusa Feminina Preferida , Mais Sábia No Campo De Batalha Do Que o Próprio Ares .

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
OBS: O player não é obrigado a ir ao Acampamento, mas deve narrar a descoberta de que era um semideus e o momento da reclamação- e se não foi indo a Long Island, como foi?

 Meu Nome É Stallone , E Tudo Começou Em um dia normal como qualquer outro . Tenho 13 Anos E Como Todos os Garotos Dessa Idade , Tenho Que Ir Pra Escola Diariamente . Sempre Saio De Casa Muito cedo Pra Fazer o Pequeno Percurso Até o Ponto De ônibus , Com o Horário de verão Estava Ainda Mais Escuro . Sempre Fui um Garoto Medroso, Achando que estava sendo seguido por monstros , fantasmas , etc ... Mas Nessa Manhã Isso Não Aconteceu . Tudo O que eu Podia Ouvir Era o Som de Pássaros Assustados Ao Redor ( Era normal,  já que eu morava num Sitio no Interior ) , Diferente do Normal , Não Havia Cheiro Algum No Ar - Além Do Meu Perfume Barato- Isso Era Estranho , Então Acelerei  Meu Passo . Um Barulho Agudo Me Chama Atenção , Numa Árvore Ao Meu Lado Uma Enorme Coruja Branca Estava No Galho ais Baixo , Com Enormes Olhos Negros me Observando . Ela Abre As Asas e Plana Até Mim , não Como Aqueles animais Adestrados dos Filmes , Ela Vem Pra Rasgar meu Rosto Mesmo . Com Suas Asas Batendo contra Minhas Cabeça e Suas Garras Contra Meu Rosto , Sou Obrigado a Recuar , Deito e Rolo No Chão Pra me Proteger -Pensei que Se funciona em fogo , funcionaria numa coruja ! - De Repente Ouço um Farfalhar e a Coruja Some Deixando Alguma Penas Alvíssimas Sob Mim . Rolo Pro Lado e Vejo Onde Meu Ponto Ficava , No Mesmo Lugar que Espero o ônibus Toda Manhã Uma Gosma Que Eu Poderia ter Confundido Com Lama ou Óleo de Motor Na Escuridão , Se Incendeia sem nem mais Nem menos , Um Fogo Verde Enorme , Com Labaredas do Tamanho Da Minha Casa Irrompe o Céu . Aquilo Foi Assustador . Eu Já Tinha Escapado da Morte Algumas Vezes , Mas Nada Tinha Sido Tão Estranho Quanto Ser Salvo De Um Fogo Verde Enorme Que Surge do Nada , Por Uma Coruja Branca Do Tamanho Do Meu Braço .
   Eu Poderia ter Sido Um Garoto Sensato E Voltado Pra Casa , Mas Esse Nunca Foi Meu Ponto .  Eu Poderia Ser Como Um Garoto Normal E Ir Pra Casa Chorar no Ombro do Papai , Mas Isso Não Mudaria Nada ,A Vida é Feita dessas coisas , tentativas de Assassinato e você sendo Salvo Por Animais Voadores . Então Decidi Ser Normal e Simplesmente Andei 500 Metros Até o Próximo Ponto de ônibus , Confiante de que teria um Dia Normal e que Ninguém se importaria  Com mais UM Foco de incêndio - Mesmo Sendo Verde- , Já que estamos No Auge da Estação Seca . Me Enganei . Entrei no Ônibus Normalmente , O Motorista era o Velho Ernesto - Quando Digo velho , quero dizer que por baixo Dos óculos fundo de garrafa , o Cara Parecia Ter Idade Suficiente Pra Ter Criado A Roda - , Sentei Num Banco No Meio Do ônibus Perto de Algumas Garotas meio "Cheínhas" . Estava Prestes a colocar meus Fones pra Ouvir Minha Dose Diária de Rock , Quando Ouço A Gordinha Da Esquerda Cochichar :
- Esse Cheiro, Tem Mesmo Um Aqui .. - Falou com tanto entusiasmo que Parecia Ter Farejado o Bolinho De Chocolate Na Minha Mochila.
    O Resto Da Viagem Foi Tranquilo , Buracos , Curvas Fechadas , Crianças Gritando e Mais Buracos . Saio Do Ônibus Devagar  pois Minha Primeira Aula Seria Da Megera Professora de Português . Olho Pra Trás E Percebo que uma das Garotas Feiosas Está Olhando Pra mim , Na Verdade Parecia Que Todos Olhavam Pra Mim . Ignorei e Fui Andando , Como A Escola Era pequena era Possível Ver todo Mundo Chegando . Do Refeitório Pude ver , No Portão Entrando Estava Minha Iza , Por Onde Ela Passava Os Garotos Deixavam tudo de Lado Pra olhar - As vezes abandonavam a Própria Namorada- , Ela Estava Calçando Um All Star Meio Velho E Sujo , Com Uma Calça Jeans Rasgada Em Alguns Lugares , Usava Uma Camisa Preta com Uma Máscara De Hóquei Suja De Sangue Estampada - Do Típico Sexta feira 13 - , Por cima usava um Casaco de Moleton Cinza Escuro Com Algumas Coisas Escritas que nem eu Nem Ela Conseguíamos Ler , Afinal Ambos Eramos Disléxicos . O Mais Impressionante Nela , Era Sua Beleza ,Tinha 1,64 de Altura Com Um Cabelo Liso Moreno , Com Cachos Na Ponta E Luzes , Que Iam Até uns 10 cm abaixo Do Ombro . Era Meio Bronzeada , Mesmo Que Não Gostasse Muito De Ficar No Sol , Tinha Olhos Castanhos Claros Muito Doces, Como Se Ela Soubesse o que você quer Fazer antes de fazer . Ela Se Aproximou De Mim Abrindo O Lindo Sorriso Capaz de Derreter Chocolate .
  - Oii Sta  - Seus Olhos Pareciam Ainda Mais Brilhantes do que o Normal - .
 - Hã ... O-Oi Iza - Tentei Não Parecer Tão Bobo Quanto Estava , Mas Acho que Não Funcionou- , Tudo Bem ?
 - Acho Que Estou Melhor Do que você - Ela Passou A Mão Pelo Meu Cabelo e tirou Uma Pena Branca Felpuda de trás de minha Orelha - .
 -Nisso Que Dá Alimentar Os Pombos - Menti Tentando Não Parecer tão nervoso Quanto Estava -.
- Deveria ter Dado Mais Comida , Por que acho que eles tentaram comer parte do Seu Rosto - Era Óbvio Que Ela não Acreditou , era tão inteligente quanto eu - .
-Bem ... Hã - Ela sempre me fazia ficar sem palavras - .
- Olhe Isso ... - Ela tirou Um Espelho da Bolsa e Me Mostrou , meu rosto estava tão Arranhado Quanto Os Brinquedos Pra Gato da Minha Tia -  Eram Pombos Bem Violentos Né ?
 -Então As Garotas Não Estavam Me Encarando Por Me Achar Gatinho ...  - Eu Disse Pra Descontrair um pouco-.
- Haha , Idiota . Vamos Logo , A Professora Iria Amar Ter outro Motivo pra Expulsar a gente - Um Fato Sobre Iza , Não Importa como você a Veja ou Onde , Ela Está Sempre Usando Seu Brinco Em Formato De Sol - .
   O Resto do Dia Foi o "Normal" Que Eu Sempre vivo , A Professora de Português Me Dando Sermão , A Maioria das Garotas Caçoando Do Meu Visual , Nada que eu não vivesse no dia-a-dia .  Na Saída eu Conversava Com Iza , Estávamos sempre Juntos . Passávamos Pelo portão Quando Senti Alguma Coisa me Segurando , Olhei Pra Trás e fui Surpreendido Quando VI o Garoto Manco Da Minha Sala Estava Me Agarrando Pela Gola da Camisa , Tentei Puxar De Volta e Fui Ainda Mais Surpreendido , Ele Estava Me Levando Pra Dentro Da Escola Tão Forte Como Um Touro Ou Coisa Parecida . Iza Percebeu O Que Estava Acontecendo e Correu Pra Secretaria Na Direção Oposta , Ela Não Era muito Corajosa mas tinha Seu próprio Jeito de Resolver Problemas . O Garoto Manco Já Tinha Me Arrastado Até A Porta do Banheiro , tentei Lembrar o Nome Dele , Mas não era Fácil , Ninguém notava ele Muito bem . Então Um Lapso Veio , Me Lembrei da Professora o Chamando uma Vez , Era Tommy ! O Nome dele é Tommy!
 -Ei ... Ei .. EI TOMMY !! O que você ta fazendo Cara ?!? Me Solta ! Cara ?!? -Ele Pareceu Me Ignorar -
   Ele e Arrastou Pra um Dos Box's Do Banheiro E Disse :
- Tenho Muita Coisa Pra Explicar , Mas Comecemos Assim : VOCÊ CORRE PERIGO ! Agora Isso vai me Ajudar a Explicar - Tommy Começou A Tirar As Próprias Calças - .
- Ei , Pode Parando Cara ! Não Sou esse Tipo De Garoto , Sei Que As Garotas Não devem te notar , Mas Nem Por Isso Você precisa fazer isso , E , Desde Quando Você Pode Andar E CORRER ?  - Esse Sou eu , sempre mantendo o bom Humor - .
 - Ahh , Cala A Boca e Me Escuta - Tommy Continuou tirando A Calça Pra Mostrar Um Traseiro Extremamente Peludo-.
  -Hãã , Cara , O Natal Ta Bem Perto , O que Acha de Colocar "Barbeador" Na Sua Lista De Presentes ?  - Posso Perder a Vida , mas não a Piada - .
- Haha , Muito Engraçado . Logo Logo Não Terá Mais Cara de Piadista . - Não entendi muito bem O Que ele quis Dizer , Mas antes que eu pudesse dar uma Resposta Um Barulho De Passos Enormes Entra no Banheiro , E A Porta do Box é Arrancada Da Parede .
Lá Fora Está Uma Das Feiosas Que Encontrei no Ônibus , Agora Parecia Ainda Mais Feia , e 20 Cm Maior Pros Lados e Pra cima .
   -Não É o que Você Ta Pensando .- Eu Disse Rapidamente , Mas Ela Não tinha Cara de surpresa , e Como Diabos Ela Arrancou A Porta daquele jeito ?- .
 Eu E Tommy - Ainda Sem Calça - Saímos Do Box , Lá Fora Estavam As 3 Feiosas do ônibus , Ambas Mais Corpulentas , A DO Meio Estava Com Uma Massa Esperneante e Barulhenta Em Cima do Ombro , Olhei melhor e , Lá estava Iza Gritando e Chutando Inutilmente A Feiosa Que A segurava , Era como bater numa porta de madeira . Eu Não Estava Entendendo Nada , Mas Tommy Me Empurrou Pra um Canto e Gritou :
- Fique Aí , Eu Cuido Dessas três Em Um Instante - O tom dele Era Confiante -.
As três Gargalhavam ao Ouvir Isso , Acho que como eu elas também não acreditavam Que Tommy Fosse Uma Grande Ameaça . Isso Só Se Confirmou , Quando A Feiosa da Direita e a Da Esquerda Se Juntaram e Simplesmente Espancaram Tommy , Ele Não Reagiu , Depois de alguns Chutes e Socos  Elas Desistiram e Riram De Como aquilo Foi Ridículo .
 - Esse é o Problema De vocês , Sempre Subestimam Os Menores e Mais Fracos - Tommy Se Levanta E Antes Que As Duas Feiosas Possam Se Virar , Ele Tira Duas Facas De Sua Manga , AS Facas Eram Bronzeadas , Refletiam , Reluziam , Com Um Movimento Rápido De Pernas Tommy Crava Uma Faca Nas Costas De Cada Feiosa - .
 Eu Esperava ver sangue Jorrando ,Corpos Caindo No Chão e A Policia Logo Chegando . Mas Antes Mesmo Que Os Corpos Tocassem O Chão eles viraram Poeira Dourada , Sem Nada Mais Que Isso A Feiosa Que Estava Com Iza Para De Rir , Ela Joga Iza Em Cima De Mim Como Se Estivesse numa Guerra De Bolinhas de Papel , Iza Bate em mim e me Arremessa Direto Na Parede . Não Cheguei a Desmaiar , Mas Estava tonto . Ao Meu Lado Iza Estava Inconsciente no Chão , Tentei Acorda-la E Percebi Que Sua Cabeça Sangrava , Pelo Espelho Na Parede pude perceber que a minha estava Sangrando Tanto ou Até Mais do que a dela . Pensamentos Invadiram Minha Mente ... Por que Aquilo Tudo Estava Acontecendo ? O que Estava Acontecendo ? O Que Nós Fizemos ? Por Que Envolveram Iza Nisso ? Como Se Tommy Soubesse O que Eu estava Sentindo , Ele Da As Costas Pra Feiosa Gigante Se Vira Pra mim E Diz :  
- Não Se Preocupe , Ela Vai Ficar bem ! Pegue Minha bolsa - Tommy Joga A Bolsa Em Sua Cintura Pra mim -  , Dentro Dela Tem Uns Cubinhos Parecidos Com Pudim ! Coma um E De Outro Pra Ela , Ok ?
  Concordei Com A Cabeça . Dentro Da Bolsa Haviam Itens Estranhos , Uma Flauta de Bambu Muito Velha -Que Parecia não ser usada Desde a Ultima Vez Q Tommy Depilou As Pernas - , Um Cantil E Ao Lado Os Cubinhos Citados Por Tommy , Dei Um Pra Iza , Fiz Ela Mastigar . Outro eu Comi , Realmente Parecia Com Pudim , Mas com Uma Diferença Crucial : Diferente do Pudim -Que eu detesto -  Esse Era bom , tinha Um Gosto de Pipoca De Cinema . Quando Olhei em Direção A Luta ,Tommy Parecia Estar Perdendo . Ele Não Conseguia Causar Dano A Feiosa , Os Chutes Socos Dele Não Faziam a Minima Diferença , a Gigante Não Deixava Tommy Pegar as Facas Na Cintura . Ele Desviava de todos Seus Socos , chutes e Cuspidas , Mas Não Conseguiria Fazer Isso Por muito Tempo , Estava Exausto . Como Num Piscar de Olhos , A Feiosa Atingiu Tommy Em Cheio , Lançando-o Com Um Soco Tão Forte Que Fez A Parede Rachar e Um Cano De Água Romper Ao Impacto de Tommy . Pensei que Tinha Perdido Meu "Amigo" ou Como Prefiro Chamar "Garoto Manco Com Sérios Problemas Capilares " . Agora Ele Estava Tão Inconsciente quanto Iza , e EU Estava Sozinho No Banheiro Com a Feiosa . Ela Olha Pra mim Gargalhando , Sua Voz Fica Cada Vez Mais Grossa e Áspera . Ela Leva a mão até o Cabelo E Arranca - Era uma Peruca ! - Como Se ela não Pudesse Ficar Mais Feia , Agora Vai Ficar .  Ela Cresce , Fica Com Mais de 2 Metros . No Topo Da Cabeça podíamos ver Uma Careca Áspera e grossa , eu podia Jurar que vi uma Barata Rastejando Lá . Ele/Ela se vira até mim E Diz :
- Você Sabe O que Eu Sou ? - A Voz Parecia Um Trator Sendo Ligado , acredite e mim , Já ouvi os Dois - .
- Além De Traveco ? - Faz bem meu tipo , Morrer , Mas Morrer rindo -
 Ele/Ela Lança Um Olhar Matador Pra mim , Literalmente UM olhar , pois Tinha Acabado De Perceber que A Criatura Só Tinha UM Olho . Eu Estava Prestes A Morrer , e Dessa Vez Não Tinha Nenhuma Coruja Gigante Pra Me Salvar , Teria Que Resolver Isso Do Mesmo Jeito que resolvo tudo : Na Base do Raciocínio . Analisei o Local . Uma Onda enorme de Informações Penetrou Meu Cérebro e , em poucos instantes Já Tinha Bolado Um Plano . Corri Até Tommy , Peguei Suas Facas De Bronze Na Cintura , Corri Até o Box Mais Próximo ,Haviam produtos de Limpeza  Como sempre , Peguei o Detergente e o Cloro . O Monstro Continuava me encarando , Isso Foi Uma das piores Escolhas Dele . Arranquei a Tampa do Detergente , e Joguei abaixo Da Coisa Feia , Fiz a Mesma Coisa Com o Cloro só que , Em Vez de Jogar no Chão  , Joguei No Rosto Do Monstrengo . Seus Olhos Ficara vermelhos Imediatamente , ele levou as Mãos Aos Olhos tentando Limpa-los . Bem Como Planejei . Ele Recuou , Mas Como Eu Planejava . A Mistura Do Detergente Com A Água Do Cano Rompido Tornou o Chão Abaixo dele Muito Escorregadio . Ele Caiu . Essa Parte foi Diferente do que eu Pensei , Ele Estava Caindo , Mas Na Minha Direção . Eu Estaria Esmagado Se Não Fosse Por Tommy , Ele Havia Acordado :
- Deite No Chão E Levante as Facas , Stallone !!  
 Rapidamente fiz o que ele havia Mandado . Senti o Impacto Do Peito da Coisa Nas Minha Facas , e Antes que Eu Pudesse Ser Esmagado , Pó Dourado Enche o Banheiro . Estávamos livres do que quer que aquelas coisas fossem . Eu Caio No Chão . Tommy Me Levanta , E Junto Com Iza Que Só Foi Acordar Agora  - Ótimo, eu nem precisava de ajuda - , Ele Nos Contou A História .
                                                                           .    .   .
         Era Muita Informação Pra Acreditar , Iza Parecia Tão Perplexa Quanto Eu . Deuses , Monstros Querendo Me Matar , Animais Meio Cabras - Tommy quase me Pisoteou quando disse isso -  , E Mais Importante , Nós Sermos Filhos de Algum deles ? Eu Sei que Qualquer Pessoa Normal Se Assustaria Muito Com A Ideia , mas Eu Fiquei feliz , Agora eu sabia porque era Tão Diferente , Porque As coisas sempre aconteciam comigo , Porque eu nunca tinha Visto Uma Foto Da Minha Mãe . Iza não Parecia ter aceitado A Ideia tão bem quanto eu , Estava chorando Com As Mãos No Rosto . Saímos DO Banheiro , A Escola Estava Vazia , Não Tinha Ninguém , Nada . Me Perguntei o que poderia ter acontecido , mas desejava não pensar no que aqueles monstros podiam ter feito com as pessoas . Criei Coragem E Perguntei a Tommy :
   - É Possivel Sabermos Quais Deuses são Nossos Pais ? - Tentei não parecer com medo -
     - Isso Depende , você deve ser reclamado Por Seu Pai Ou Mãe , Isso Pode Acontecer a Qualquer Momento , Ou Nunca . Muitos esperam por muito tempo , outros são Reclamados no Mesmo instante .  - Tommy tinha um Tom Preocupado -
    Como Se Guiado Pelas Palavras de Tommy , Um Raio De Sol Surge das Nuvens de Tempestade no céu , a Luz Mais Brilhante do que uma lâmpada ou qualquer criação Humana Pousa Exatamente Sobre Iza . As Lagrimas dela Secam . Estava Decidido , Minha Melhor Amiga Era Filha do Deus do Sol , Tava explicado Por que todos acham ela quente. Dou Um Pulo Pra Trás Ao Ouvir um Som Agudo Familiar . Em eu Ombro Está Minha Ave Favorita , A Mesma Que Salvou Minha Vida Poucas Horas Antes ,Ela olha pra mim e belisca minha Orelha Gentilmente .
   - Está Decidido , Temos Uma Filha de Apolo E Um Filho De Athena . Nada Mau Pra um Dia De Trabalho . Agora Venham , Temos Um Enorme Caminho até O "Acampamento de verão"  , Será Uma Dupla Um Tanto Interessante . - Pela Primeira vez pude ver um sorriso no Rosto de Tommy -
         Desde Esse Dia , Já Havia Passado 4 Dias , estávamos em viagem desde então . Partíamos de Estado Em Estado , País Em País , Nos Conhecendo Cada Vez Melhor . Estávamos Chegando Cada Vez Mais Perto Desse Acampamento que Tommy nos Contou . As Vezes Me Pegava Pensando Em Meu Pai , Sozinho em casa . Mas eu voltaria Pra vê-lo Em Breve , Tudo O que Eu Imaginava Agora Era As Aventuras Que Poderei Viver Nesse Novo Mundo , Junto Com Meu Amigo Cabra , E Iza . Ainda Estava Decidindo se isso era uma coisa boa Ou Ruim . FIM
Stallone Oliveira
Indefinido
Mensagens :
4

Localização :
Teresópolis

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Isaac Becker em Seg 27 Out 2014, 05:11



▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Nix
 
 Cite suas principais características físicas e emocionais.
Físicas:
Isaac não é um dos jovens mais belos que se pode encontrar, com profundas olheiras e olhos de uma cor comum, castanhos, ele não chama muito a atenção, é alguém com quase nenhuma característica peculiar. Seus cabelos não muito curtos e nem muito longos são da mesma cor de seus olhos, castanhos escuros, sua pele é bastante clara apesar disso não pode ser considerado pálido, estando assim no meio termo.
   Com uma estatura abaixo da média, medindo aproximadamente 1,68 metros e pesando em torno de 53 kg o jovem não tem músculos desenvolvidos, seja nas pernas, braços ou qualquer parte do corpo e isso faz com ele se destaque ainda menos.
   O jovem esta geralmente vestindo uma camiseta branca e uma jaqueta verde por cima, com calças jeans azuis e um tênis da Nike predominantemente preto e os detalhes em branco, fora isso Isaac não usa mais nada, suas roupas variam muito pouco sendo todas praticamente iguais.

Emocionais:
É um jovem calmo e de mente aberta que dificilmente mostra seus sentimentos, Isaac é alguém que tenta não se deixar irritar pelos outros ou, pelo menos, não demonstrar que está irritado, apesar disso as vezes deixa suas emoções tomarem o controle e age precipitadamente e isso é algo que ele detesta fazer, prefere pensar antes de agir para que não cometa grandes erros, mas, está ciente de que as vezes a melhor coisa a se fazer é simplesmente agir por impulso.
   Isaac é apaixonado pelas estrelas, astros e pelo universo e é neles que acredita que encontrara as repostas para suas perguntas. Apesar de não aparentar Isaac é um garoto alegre e divertido, porém, que não gosta de se aproximar das pessoas e isso eventualmente o tornou alguém com dificuldade para se relacionar com os outros mesmo quando quer.
   Ele é protetor e carinhoso com as pessoas que lhe são importantes e tende a ignorar as pessoas que lhe deixam irritado, é alguém que dificilmente irá ser encontrado xingando uma pessoa e apesar de falar pelas delas pelas costas ele não gosta de arrumar problemas, mesmo quando se trata de pessoas ignorantes e idiotas que só pensam nelas mesmas.
Isaac não gosta de pessoas arrogantes ou que se considerem superiores as outras, muito menos de pessoas mentirosas e tem ainda mais ódio das que não cumprem suas promessas, por causa disso evita ao máximo as fazer porque sabe que pode ser incapaz de as cumprir.
 
 Diga-nos: por quê   quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
   Eu sou uma pessoa que gosta da noite mais do que o dia. Eu não sou uma pessoa que entende de astros e estrelas, mas, acredito que mais do que qualquer coisa elas tem uma beleza única, além disso entre todos os deuses, gregos ou nãos, primordiais ou não, eu acho Nyx a mais interessante. Além disso o fato de que a avaliação para filho de Nyx é mais rígida me deixou ainda mais motivado, eu quero sempre melhorar minha narração a deixando cada vez melhor então com uma avaliação ainda mais rígida eu espero conseguir isso, pois, minha capacidade narrativa está estagnada e apesar de eu saber o que posso fazer para melhorar eu não consigo, então, como dizem certas pessoas, "é caindo que se aprende", logo, quando mais difícil a avaliação, mais chances de eu melhorar.
 
 Relate a história da sua personagem
 
~~ Origem ~~
 
   Isaac nasceu em Nova York, Estados Unidos, apesar disso assim que já era permitindo que viajasse sua “mãe” e seu pai se mudaram para o Japão com ele, onde passaram a morar numa cidade nem muito grande e nem muito pequena. Seu pai trabalhava em um mercado enquanto sua mãe fazia faxinas e isso gerava apenas dinheiro suficiente para que eles pudessem sobreviver durante o mês.
   Durante sua infância Isaac se sentia diferente das outras crianças, não se sentia superior ou inferior, simplesmente sentia que não era como elas e então, por causa disso, se afastou de todas as crianças com que podia brincar, passava os dias no seu quarto lendo os livros de estrelas e astros que seu pai tinha e eventualmente ele adquiriu interesse pelos mesmos assim como o homem.
   Eventualmente sua fome por saber foi se expandindo, conforme os anos passava ele ia querendo saber cada vez mais e mais, e então, eventualmente ele deixou de se isolar dos outros e passou a ser isolado pelos outros e apesar disso o garoto não se importou, dificilmente fazia contato com alguém, mesmo quando as pessoas tentavam se aproximar dele ele as ignorava, isso facilitava em muito sua vida, não teria ninguém para lhe interromper.
   Porém, conforme os anos passavam as coisas começavam a mudar, sua mãe contraiu uma grave doença e então eles retornaram para os Estados Unidos em busca de uma cura para a doença, nessa época ele tinha em torno de quatorze anos e até o presente momento ele lembra como foi complicado aprender a falar outro idioma. O tempo passou rapidamente, a doença só piorava e nada de uma cura ser encontrada, então, quando ele tinha dezesseis anos a mulher veio a falecer, fotos, lembranças e maioria dos pertences da mulher foram destruídos pelo garoto, a única coisa que ele guardou para se lembrar da mesma foi um anel com o nome dela escrito “Sayuri”.
   Isaac não tinha motivos para achar que sua mãe não era Sayuri, e apesar de quase não demonstrar ter sentimentos amava a mulher profundamente assim como seu pai, porém, o fato de sua morte não o abalou tanto quando abalou o homem, este se isolou de tudo e de todos por muito tempo, algumas vezes passava dias sem comer ou beber alguma coisa e isso só parou quando ele acabou sendo mandado para o hospital por anemia e desidratação onde ele foi forçadamente alimentado.
   O jovem lembra que todos os dias ele ia até lá depois de retornar da escola, falava de como foi seu dia e mentia que tinha feito amigos e que estava se divertido com eles, então olhava pela janela do local em busca das estrelas que tanto amava assim como seu pai, e falava sobre elas, não sabia como puxar assunto e não fazia ideia do que mais o homem gostava, mas, passava muitos minutos e as vezes horas falando das estrelas, falava de como estava cada vez mais descobrindo sobre coisas novas em relação ao vasto universo a cima deles, Isaac era pouco sentimental, mas, falava com paixão, da lua, das estrelas, dos astros, mesmo que seu pai não tivesse o respondido nenhuma vez...
   Talvez ter ido todos os dias até lá tenha surtido algum efeito no homem, talvez tenha sido por ter falado tão apaixonadamente sobre as estrelas que ambos amavam, ou talvez tenha sido outra coisa, algo fez com que o homem melhorasse, após ter recebido alta ele se reergueu, voltou a trabalhar e se alimentar direito, voltou a se comunicar com o filho e o ajudar em suas pesquisas sobre tudo aquilo.
   E depois disso mais um tempo se passou antes que a verdade sobre sua origem chegasse até ele, porque existem coisas que devem ser ditas mesmo que você as tenha escondido por um longo tempo...
 
~~ Descoberta ~~
 
   —Quando você chegar da escola nós iremos discutir uma coisa. —Falou o homem da cozinha.
   —Certo! —Respondeu o garoto saindo pela porta.
   O tempo passado na escola, como sempre, havia sido um tedio, professores falavam de assuntos que pouco lhe interessavam e de coisas que já sabia e ainda era obrigado a anotar tudo, se quisesse fazer faculdade de astronomia era preciso ter notas perfeitas. Fora isso ainda havia idiotas que se achavam superiores, membros do time de futebol e caras de quem ele nem sequer fazia questão de lembrar o rosto, pessoas ignorantes que achavam que o dinheiro de seus pais resolveria todos os problemas deles.
   Apesar de falar para o pai que tinha muitos amigos na escola só havia um, muitos dos estudantes daquela escola era preconceituosos quanto a bolsistas como ele, porem, Milles aparentemente não se importa nenhum pouco com isso e desde que se conheceram o outro parecia entender bem Isaac, o moreno era calmo e inteligente e até mesmo havia o ajudado a estudar para as matérias mais complicadas e ele era seu companheiro com um atestado falso para não fazer Educação Física.
   Apesar disso Milles havia faltado por estar, aparentemente, gripado em pleno verão e com todo aquele calor, bem, era isso que os professores acreditavam enquanto o jovem estava em casa jogando Vídeo Game o comendo salgadinhos e em dias como esse a escola se tornava ainda mais entediante e chata.
Após o termino da escola, enquanto alguns jogadores do time de futebol falavam asneiras sobre as garotas e ficavam falando de momentos íntimos com elas, o que em sua opinião, era ridículo, Isaac prontamente foi para casa, não havia ninguém que precisasse esperar e não fazia parte de nenhum clube da escola já que os membros do clube de astronomia eram uma bando de idiotas que só estavam no clube para ficar com a sala do mesmo.
   Ao chegar em casa abriu a porta, seu pai estava lá, havia ganhado folga do trabalho durante os próximos três ou quatro dias. Ele estava sentado no mesmo lugar que estava quando Isaac saiu do local, na cadeira posta na ponta da mesa e indicou para que o mesmo se sentasse na outra ponta o que o jovem fez logo após deixar sua mochila no quarto.
   Escutou alguns passos e então olhou para seu pai, Isaac estava confuso, nunca recebiam visitas ou coisas do gênero, eram apenas os dois desde que seu pai havia se recuperado da depressão, o fato de que havia mais alguém lá o deixava surpreso e, por algum motivo, talvez por instinto, nervoso.
Isaac pode ver uma garota de longos cabelos negros adentrar pela segunda porta da cozinha, que ficava ao lado contrário da que ele havia entrado, ela era, inegavelmente, bela e fazia o tipo do garoto, não possuía muito busto e não era muito alta, era bastante magra e tinha olhos castanhos escuros como os seus.
   —Quem é essa garota? —Questionou encarando seu pai.
   —Eu já vou lhe explicar. —Respondeu o homem calmamente.
   A garota se aproximou sentando na cadeira restante que ficava ao lado esquerdo da mesa entre ele e seu pai, apoiou o cotovelo na mesa e encostou a cabeça em sua palma da mão enquanto o encarava o que o deixava ligeiramente incomodado por um motivo que ele não sabia muito bem.
   —Sabe, a dezessete anos eu conheci uma pessoa, ela era especial e encantadora e eu enquanto meu coração batia acelerado eu não conseguia parar de pensar em como fazer com que ela fosse minha, eu desejei a ter em meus braços mais do que eu desejei qualquer outra mulher—Falou seu pai o encarando.
   Ele poderia afirmar que ele estava falando de sua mãe, porém, dezessete anos atrás, quando Isaac nasceu, Richard Becker e Sayuri Miamoto já estavam casados a três anos, o que significava que a mulher de quem ele havia falado não era sua mãe e isso lhe fez sentir uma pontada no coração.
   —Você já ouviu falar da deusa da noite, meu filho? —Questionou ao jovem que ainda estava confuso.
   —Sim, nos meus estudos sobre os astros e estrelas, sobre todo o universo, seu nome foi citado diversas vezes, a bela e encantadora Deusa da Noite dizem que ela se envolve com humanos charmosos e quem gostem das estrelas e astros. —Respondeu distraído.
   —Isso facilita as coisas... Bem, dezessete anos atrás eu conheci uma jovem garota e nove meses mais tarde você nasceu e eu descobri a verdadeira identidade dela, pode parecer irreal e fantasioso, mas, você é filho dela Isaac, Nyx existe e ela é sua mãe —Falou como se fosse algo natural.
   Isaac demorou um pouco para absorver a informação, o pior de tudo é que ele havia falado de uma forma tão natural que era difícil de não acreditar, ele parecia estar falando que seu filho era seu filho, parecia que estava o mostrando um teste de DNA, porém, ele estava apenas falando, mas, seu tom de voz e o jeito de falar convenciam o jovem perfeitamente de que aquilo era verdade.
   —E por que estou sabendo disso apenas agora? —Questionou um pouco irritado.
   O fato da mulher que lhe criou e lhe deu tanto amor não ser sua verdadeira mãe era irritante, o fato de seu pai ter escondido aquilo dele durante toda sua vida era irritante, o fato de que ele nunca havia encontrado sua verdadeira mãe era irritante, o fato de que sentia que sua vida seria totalmente diferente dali para frente era irritante.
   —Eu não queria dizer, eu queria viver com você e com Sayuri para o resto da vida, porém, as coisas nem sempre saem como o planejado, ela não era sua mãe, mas, o tratava como um filho, ela te amava e não se importava com a verdade, mesmo que eu nunca tenha sido capaz de ter um filho com ela... Porém, existem verdades que eventualmente devem vir à tona, ela me fez prometer que eu lhe diria a verdade quando você estivesse pronto...—Respondeu olhando para baixo.
   —E o que te faz pensar que estou pronto para saber que a maior parte da minha vida foi uma mentira? —Perguntou gritando enquanto se levantava bruscamente da cadeira.
   Seu pai não respondeu e alguns minutos de silencio se passaram até que o jovem finalmente se sentasse na cadeira após ter tomado agua com açúcar para se acalmar, não havia nada que ele pudesse fazer para mudar aquela verdade, porém, ainda não entedia o motivo daquela garota estar ali, não entedia o motivo de seu pai estar lhe contando aquilo na frente do que ele acreditava ser um estranho.
   —E onde você quer chegar com tudo isso? —Perguntou o garoto após suspirar.
   —Existe um lugar para os filhos dos deuses com os humanos, um lugar que vai te proteger de tudo aquilo que pode querer te fazer mal, foi possível te esconder até agora por causa da ajuda de um velho amigo, porém, o mesmo morreu e em breve sua vida pode estar em perigo. —Respondeu sério.
   Isaac inspirou e expirou enquanto pensava um pouco, seu pai estava sério, não havia chances de ser mentira, ele teria que deixar de lado aquela vida que levava e por mais que continuasse a observar as estrelas seria, provavelmente, incapaz de fazer faculdade no lugar para onde deveria ir.
   Se levantou e começou a andar em direção ao seu quarto, não havia mais nada a dizer, se seu pai havia o mandado ir apenas restava ir, estava tão distraído que a presença da garota já não o incomodava mais, não queria mais saber quem ela era, já estava cansado de surpresas, e ainda tinha um problema, nunca havia mentido para Milles antes, porém, não podia simplesmente dizer que na verdade era filho de uma deusa e que estava indo para um lugar que não fazia ideia do que era.
   Após pegar apenas o essencial, algumas roupas e sua escova de dentes, ele jogou tudo dentro de uma mala qualquer e então voltou para a cozinha e encarou seu pai, já havia voltado para seu estado normal e sua curiosidade quanto a garota havia também retornado, mas, antes de perguntar sobre a mesma havia algo a ser feito.
   Retirou o colar com o anel de Sayuri e andou até o homem e após olhar uma última vez para o anel o entregou para o mesmo que ficou bastante surpreso com isso, não importava para onde Isaac fosse, desde a morte de Sayuri ele carregava aquele anel sempre consigo, de um lado para o outro, escola, biblioteca e para seu trabalho de meio período.
   —Espero que me devolva quando nos encontramos novamente —Falou sorrindo de canto
   O homem sorriu, por mais que Isaac desejasse que fosse tudo mentira a surpresa já havia passado e ele já havia aceitado, tem coisas que os humanos não podem mudar e tem coisas que nem mesmo os deuses podem mudar, o fato de Sayuri era sua mãe, e Nyx também, ter duas mães não parecia ser tão ruim assim.
   —Bem, antes de partir eu quero realmente saber quem é ela. —Falou ao encarar a jovem
   —Essa é Katherine Blackwood, filha de Hades e uma das Semideusas do acampamento para onde você está indo, ela vai te guiar até lá e cuidar dos problemas que podem surgir no caminho, o homem que ela acreditava ser seu pai era meu amigo e foi quem me ajudou a te esconder do perigo. —Respondeu o homem
   Ela finalmente se levantou e começou a andar em direção a saída, Isaac pegou seu celular e mandou uma mensagem para Milles dando uma desculpa, dizendo que estava se mudando e então jogou o mesmo sobre o sofá da sala, só havia dois números gravados nele, o de seu pai e o de Milles e dificilmente teria sinal em um lugar isolado como o tal acampamento.
   Após isso se despediu e enfim deixou a casa seguindo Katherine, não fazia ideia de como chegar ao local, mas, observaria bem, futuramente não irá ter um guia, teria de aprender a se virar, teria de aprender a chegar e sair daquele lugar para qual estavam indo. Ainda havia muitas coisas que não entendia, mas, deixaria para resolver isso depois, Isaac havia se focado em entender mais sobre ele mesmo, para isso iria buscar respostas no único lugar que imaginava que iria as encontrar, nas estrelas, até que enfim encontrasse sua mãe, apenas depois disso iria correr atrás de outros sonhos...
 
~~ Meio Sangue ~~
 
   Dias se passaram até que Isaac, com a ajuda de Katherine, chegou ao acampamento, algumas bestas de fato vieram atrás de ambos os meio sangue, porém, Katherine era habilidosa e as bestas eram executadas pela jovem enquanto o moreno apenas observava, não tinha uma arma ou muito menos sabia usar seus poderes, apenas lhe restava observar.
   Graças a jovem o caminho até o acampamento foi feito sem grandes problemas e não demorou tanto tempo quanto ia demorar caso fossem apenas duas pessoas inexperientes, além disso os riscos que corriam foram mínimos graças a garota e isso só fez com que Isaac desejasse ser mais forte, seria incapaz de buscar por respostas sobre ele mesmo, sobre o desconhecido, se fosse fraco...
   Mesmo sendo um meio sangue Isaac era uma pessoa comum que sabia pouca coisa, o caminho que iria trilhar era muito mais complicado e perigoso do que havia imaginado, porem estava determinado a seguir em frente, pessoas não podem viver do passado, apenas tirar força dele e com isso em mente os sentimentos que se escondiam lá no fundo, que diziam para o jovem não se juntar ao acampamento meio sangue, desapareceram.
   Ele era Isaac Becker, filho de Nyx, filho da noite, e como o mesmo caminharia com a cabeça erguida, orgulhoso de suas origens, de seu passado, não iria o esquecer, mas, não iria viver pensando nele, ele havia chegado a uma conclusão, que no dia que a longa estrada chegasse ao fim, nesse momento ele olharia para o passado e iria deixar que seus sentimentos lhe dissessem se valeu a pena...


Isaac Becker
Indefinido
Mensagens :
1

Localização :
Marte

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Gilan Waker em Ter 28 Out 2014, 21:13

Por qual Deus você deseja ser reclamado?
Quione

Cite suas principais características físicas e emocionais.
Físico: Alto, pele clara, cabelos escuros, olhos castanhos esverdeados.
Emocional: Reservado, indiferente, instável.

Diga-nos: por que quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Gostaria de ser filho de Quione porque me identifico com algumas características da deusa e o frio me atrai muito.

Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Desde pequeno Gilan mora em Inwood, um lugar bem tranquilo apesar de ser em NY. Para ele o melhor não é a paz e calmaria do lugar, mas sim o fato de ser frio a maior parte do tempo, nem mesmo no verão fica muito quente. Seu lugar preferido é o Inwood Hill Park e foi lá, durante sua época favorita do ano, o inverno, que ele descobriu ser um semideus.

Sentado em um dos vários bancos em meio à neve, lia seu livro, alheio ao que se passava em volta. Pensava estar sozinho e foi uma decepção ouvir quando um casal sentou em um banco próximo ao seu. Apesar de não querer, a quietude era tanta que pode ouvir sobre o que eles conversavam. Deuses e monstros mitológicos. “Que ridículo.” pensou.

Esperou que eles logo fossem embora por causa do frio, mas isso não aconteceu, ao invés, uma tristeza se abateu sobre ele. Para Gilan esse é um sentimento estranho. Distante de todos, sem amigos, sem se importar com ninguém. Frio. Como a neve. Como sua mãe... ou foi o que seu pai disse antes de sair para o Alasca, onde esperava reencontrar a mulher gélida que reivindicou seu coração. A única coisa que sabe sobre ela é seu temperamento frio, que ele herdou.

A risada da garota acabou por tirar Gilan de seu devaneio. Estava prestes a falar com eles para saírem, quando ouviu um galho se quebrar perto. O casal meloso se levantou e ficaram atentos. Um grito preencheu o silêncio do parque e então o pedido de ajuda.

Movido pela curiosidade, o garoto se levantou e foi em direção ao apelo desesperado de socorro. Encontrou então duas belas garotas. A loira estava caída no chão e a outra, uma ruiva, agachada ao seu lado.

— Ah, alguém! Que bom que veio ajudar. Venha, me ajude a levantar ela. Acho que torceu o tornozelo. — falou a ruiva.

— Quem disse que vim ajudar? — Sério, disse Gilan cruzando os braços. Viu, por um rápido momento, o rosto da garota caída ser deformado pelo ódio, mas logo voltou ao normal.

— Mas você veio até aqui. Me ajude, por favor. — pediu a loira estendendo a mão.

— Se afaste.

Gilan sentiu uma mão em seu ombro e foi tomado por calafrios, não por conta do frio do local, mas do contato e da voz tão perto de si. O garoto de antes passou em sua frente e então de sua mão surgiu uma enorme foice.

— Isa, tire ele daqui. Antes que se machuque.

— Vamos, saia daqui. Esta luta não é sua. — o aperto em seu ombro ficou mais forte enquanto a garota, alguns centímetros mais baixa, tentava afasta-lo da luta.

— Ah, ai é que você se engana, prole de Thanatos.

— Temos 3 deliciosos aperitivos aqui.

Enquanto falavam, as garotas começaram a se transformar. Seus olhos ficaram vermelhos e sua pele perdia a cor até ficar da cor da neve aos seus pés. Assustado, Gilan deu um passo para trás. “Isso não é normal!” pensou enquanto se afastava mais.

— Fique fora disso, garoto. — Isabelle então o empurra para trás e, como o garoto, faz aparecer uma foice em sua mão.

— Quem você pensa que é para me dar ordens? — Gilan, que já não aguentava mais, gritou irritado.

— Eu — a garota se virou. — sou filha de Thanatos, deus da Morte, e se não quiser que meu pai te faça uma visita em breve, é melhor você sair daqui como eu mando. E se duvidar, eu mesma levarei sua alma para o Mundo Inferior.

Gilan não teve tempo de responder, pois as Empousais pularam e, com garras e presas, atacaram. O garoto da foice conseguiu puxar uma com sua arma, porem a outra avançou. Isabelle deu um golpe em direção à cabeça, esta recuou e atacou com sua perna de bronze, jogando a garota longe.
Ao ver que o monstro ia em sua direção, Gilan, por reflexos, estendeu a mão em sua frente, como se fosse lançar algo. Para seu espanto, três projeteis de gelo foram lançados na direção do monstro e acertou seu braço e sua barriga.

Gritos vinham da luta entre o garoto e a outra Empousai e estranhamente um esqueleto ajudava o garoto. Um grito de raiva veio de perto e a antiga ruiva, avançou sobre ele e antes que conseguisse agarrar seu braço, Isabelle decepou seu membro, porém não antes de machucar o garoto.

Gilan caiu na neve, vendo seu sangue manchar o branco puro. Segurou o corte, tentando estancar o sangue, enquanto via duas garotas lutarem contra a Empousai ferida. Pensou que estava já muito mal e recuava mais e mais.

Monstro e garota lutavam arduamente, até que, em um deslize, a Empousai abaixou a guarda e a filha de Thanatos pode mata-la cortando sua cabeça.

— Bom trabalho, meu amor. — disse o garoto ao se juntar a Isabelle.

— Obrigada. — agradeceu e se virou para Gilan. — Olha só pra você! Eu mandei se afastar.

— Ah, desculpa, estava ocupado tentando entender O QUE ACONTECEU!!! — Gritou.

— Tenho que te contar uma coisa, moleque. — Falou o garoto transformando sua foice em um pingente e apontou para onde um floco de neve brilhava - Você é filho de Quione.

Então Isabelle apresentou Ace, seu irmão e namorado e os dois explicaram sobre os semideuses e disseram que ele era um deles, os monstros que perseguem pessoas como eles e que o levaria para o acampamento meio sangue, onde ele ficaria seguro. Por enquanto.
Gilan Waker
Filhos de Despina
Mensagens :
47

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 089 - ExStaff em Qui 30 Out 2014, 11:32

Avaliação: Ficha de Reclamação
feita por Héracles, qualquer dúvidas, mp-me <3

♦ Stallone Oliveira


    O que realmente foi o problema: o excesso de letras maiúsculas. Sério. Além de não permitirem uma boa fluência, tive que reler seu texto vários vezespara conseguir entender o que estava sendo “proposto”. Acho que sua história está relativamente boa – preste um pouco mais de atenção na coerência, por favor –, mas por conta dessas letras sem pé nem cabeça, vou ter que reprová-lo.
    Ah, e tente desenvolver um pouco mais o background do seu personagem. Liberte a criatividade e narre um pouco mais do que apenas uns acontecimentos. Sua infância, tudo. Boa sorte da próxima vez!


♦ Isaac Becker Reclamado por Nyx


    Sério, a sua ficha está ótima. Gostei da maneira de como separou, na narração, sua “origem” e a hora que “descobriu” tudo. O único erro que encontrei foi a falta de acentuação (tedio).
    Seja Bem Vindo ao Acampamento!


♦ Gilan Waker


    Eu quase te aprovei, sério. O que me impediu foi o quão breve a sua narrativa foi. Além de ter me deixado com aquele gostinho de “quero mais”, seu final foi muito abrupto, e os acontecimentos pareciam ter sido narrados com pressa.
    Apesar de não ter encontrado nenhum errinho, peço que revise sue texto antes de tentar novamente (e que – pedido pessoal – destaque as falas, não adianta colorir o texto inteiro, porque dá na mesma a um texto em preto, sem nenhuma corzinha), narrando mais do que apenas esse acontecimento, quando Gilan descobre seu filho de Quione. Queremos saber sua história, sua infância, tudo.  Boa sorte da próxima vez!


♦  Atualizado pela Írislene  ♦
THANKS JESS &  PANDA
089 - ExStaff
Deuses
Mensagens :
27

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Isobel em Qui 30 Out 2014, 20:51



Ficha de Reclamação
 


▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Dríade, um espírito da Natureza.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Dentre as principais características físicas está seu corpo juvenil e seus traços sem idade. Dona de uma bela voz delicada e inconfundível, mas o mais marcante são seus profundos olhos verdes, que podem passar despercebidos, mas são incrivelmente reveladores sobre sua história. Ela tem uma presença que preenche o ambiente com energias positivas. Uma donzela clássica, muito casta e comedida. Mede todas suas as suas atitudes, detentora do auto-conhecimento, sabendo até onde pode ir e até onde não pode. Não é soberba e nem negligente, gosta de ajudar ao próximo sem pedir nada em troca. Sua história a obrigou ser dura consigo mesma e a ter uma facilidade tremenda para se adaptar a situações inesperadas.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

Pelo conceito criado para a personagem. Não é apenas uma escolha estratégica para o jogo, mas para a personagem. Seu nome tem um conceito, tem origens e seus post's todos serão derivados e inspirados em álbuns de uma cantora Islandesa, Bjork. A personagem já nasce com um fim definido, com uma história pronta, com um destino a ser cumprido. Isobel tem uma missão a ser cumprida.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Pouco depois do surgimento do acampamento, surgiu Isobel, o espírito da natureza. Ela vivia tranquilamente em harmonia com as outras Dríades e Náiades. Gostava de acordar cedo para observar o amanhecer, durante a manhã gostava da companhia das Náiades que sempre são muito divertidas e inteligentes! A tarde, a ninfa gostava de passar o tempo com as Dríades mais experientes, em especial com a sempre florida, Florence, que podia lhe contar como era o mundo antigo, como tudo era tão quieto e como as coisas ficaram barulhentas e feias, mesmo que ela achasse o lugar tranquilo, bonito e silencioso. Antes do entardecer, ela esquecia um pouco de sua árvore e saía para visitar suas primas distantes. Quando chegava a noite, Isobel se deitava no galho de sua árvore e observava as estrelas, imaginando como seria aquela época... Até que adormecia e se punha a sonhar com um horizonte verde, um céu mais azul e com mais estrelas que ela podia imaginar.

Até que um dia, a sonhadora e pacata vida de Isobel mudou repentinamente. Os homens, em nome do progresso, mataram muitas e muitas Dríades, sufocaram muitas e muitas Náiades e reduziu o círculo de amizades da jovem, que já não confiava mais em deixar sua árvore sozinha enquanto visitava suas primas distantes. A dríade foi vítima desse progresso, não só pelo trauma psicológico, mas um muito pior, que a faria se sentir culpada e faria de sua vida de sonhos, um completo pesadelo.

Era uma tarde infeliz, a árvore sua irmã mais velha, Florence, havia sido arrancada brutalmente por um humano e assim que Isobel soube correu para vê-la, para se despedir nem que por um minuto, para agradecer por todas as histórias e todos os sonhos... Mas quando ela chegou era tarde de mais, a única lembrança que carrega de Florence, até hoje, é um gralho que ela insistiu em levá-lo para casa mais tarde. Nossa dríade chorou muito e sentiu muito a perda, ficando até mais tarde consolando e sendo consolada pelos outros espíritos da natureza. O jovem espírito da jovem, de longe foi a que mais sofreu com a perda de Florence. Sofreu tanto que durante os choros sentia dores de cabeça estonteantes e ficou de fato cega por alguns minutos. Ela dormiu ali, junto ao tronco da velha amiga, longe de sua árvore pela primeira vez em anos.

...

Na manhã seguinte quando acordou, se sentia cansada, sua cabeça latejava, seus olhos estavam inchados e ela não conseguia enxergar as linhas com clareza... Era horrível, nunca tinha sentido isso antes, então resolveu ir para a mata densa, onde estava a árvore fonte, pensou que aproximando dela melhoraria. A cada passo que dava sentia-se melhor mas sua cabeça estava estranhamente mais latejante e a dor cada vez maior. Ao chegar lá, ouviu um som que vinha de dentro de sua cabeça, eram batidas fortes, e a cada batida sua visão ficava um pouquinho mais embaçada e confusa, notou que havia mais que natureza ali, viu um ser estranho, que só tinha visto ao longe. Ele tinha os mesmos membros que ela, mas era estranhamente branco, com uma coloração esquisita nas bochechas, um humano. Ele usava jaleco e nas costas tinha um ramo de trigo desenhado, com algum símbolo escrito, que se Isobel soubesse ler leria 'Chalé 4', ela sentia medo... Isso até ela ver o que o humano estava fazendo. Ele estava arrancando um pedaço da raiz de sua árvore fonte, e a cada machadada que ele dava, era uma latejada violenta que pulsava contra a cabeça da dríade.

Isobel furiosa (coisa bastante rara de acontecer), saltou para cima deste ser e tentou de qualquer forma, fazer ele parar com as batidas do machado contra sua raiz, ela pulou, gritou, pediu por ajuda, mas ninguém veio... Todas pareciam com medo demais pra isso. Eles lutaram corporalmente, até que o humano a jogou no chão e a olhou com um olhar de um sentimento que Isobel não conhecia, mas sabia que não era bom. Ele tirou uma siringa do bolso e injetou diretamente no pescoço dela... A visão já turva e incômoda ficou ainda pior, um gosto amargo invadiu sua boca e tudo que ela pode ver foi alguém puxar os ombros do rapaz.

...

Quando acordou, a sofrida Isobel se viu perto de sua árvore, sua raiz danificada, suas vistas embaralhadas e fora isso tudo em perfeito estado... Menos uma coisa. O veneno. Ela sentia, no lento pulsar de sua seiva que ele estava ali, e não tinha infectado apenas ela, mas sua árvore fonte também. A árvore fonte virou sua razão de viver, ela não queria ser uma vítima assim como Florence e suas outras amigas, a dríade estava decidida a lutar contra todos aqueles que tentarem algum mal a ela ou a alguma árvore. Mas não era apenas isso, ela precisava achar a cura, antes de ficar cega... Antes que sua árvore fique seca de desgosto... Antes que tudo que ela mais aprecia suma, a vida.
Isobel
Dríades
Mensagens :
70

Localização :
Floresta

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Conteúdo patrocinado Hoje à(s) 02:58

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 4 de 5 Anterior  1, 2, 3, 4, 5  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum