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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por 108-ExStaff em Dom 09 Nov 2014, 03:49

Relembrando a primeira mensagem :


Fichas de Reclamação


Orientações


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.



Deuses / Criaturas
Tipo de Avaliação
Afrodite
Comum
Apolo
Comum
Atena
Rigorosa
Ares
Comum
Centauros/ Centauras
Comum
Deimos
Comum
Deméter
Comum
Despina
Rigorosa
Dionísio
Comum
Dríades (apenas sexo feminino)
Comum
Éolo
Comum
Eos
Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões)
Comum
Hades
Especial (clique aqui)
Hécate
Rigorosa
Héracles
Comum
Hefesto
Comum
Hermes
Comum
Héstia
Comum
Hipnos
Comum
Íris
Comum
Melinoe
Rigorosa
Nêmesis
Rigorosa
Nix
Rigorosa
Perséfone
Rigorosa
Phobos
Comum
Poseidon
Especial (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino)
Comum
Selene
Comum
Thanatos
Comum
Zeus
Especial (clique aqui)




A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação. Os campos da ficha são:

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

- História do Personagem

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Não é necessário a utilização de template, mas caso opte por fazê-lo, a largura mínima do texto deverá ser de 400px, preferencialmente sem barra de rolagem — caso tenha, a altura deve ter o mesmo tamanho da largura ou maior. Templates que não sigam o disposto farão a ficha ser ignorada, bem como fichas ilegíveis - utilize colorações adequadas no texto.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



  • Obs: Somente envie sua ficha UMA vez para cada avaliação. Fichas postadas seguidamente (como double-post) serão desconsideradas, reincidência acarretará em ban de 3 dias + aviso.




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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lavínia Cavendish em Ter 03 Maio 2016, 11:52



Avaliação

Irene Hall Ingersoll - Aprovada como filha de Athena


Confesso que eu gosto muito mais de avaliar fichas que serão reprovadas, já que eu tenho mais coisas para falar nelas. Simplesmente achei um ótimo teste, você conseguiu passar a personalidade de sua semideusa de forma muito clara e objetiva, o que eu aprecio muito. Você tem o espírito dela, e por isso acho que vai se dar muito bem com a Irene nas suas futuras narrações.

Não encontrei erros significativos de ortografia ou coerência, gostei do modo como dispôs a história ao longo da postagem. A parte psicológica e física encheu meus olhos de lágrimas de orgulho (ok, nem tanto, apenas gostei muito). Desejo um bom desenvolvimento e disponho minha caixinha de MP para qualquer problema que tiver ou dicas que precisar. Parabéns, filha da sabedoria!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Levy Maji em Ter 03 Maio 2016, 13:12




Levante seus olhos ao céu para me encontrar












FICHA DE RECLAMAÇÃO



Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Desejo ser reclamada por Nix, pois se encaixa na trama do personagem e em sua personalidade.

Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Levy é uma mestiça Chinesa, aparentando ter olhos levemente puxados, o suficiente para que saibam ao menos metade de sua etnia. Sua íris é naturalmente castanha, por mais que estranhamente a tenha visto varias vezes de outra cor, adquirindo colorações que variavam do vermelho ao azul. Tem pele clara e cabelos negros como a noite, levemente enrolados em suas pontas. É magra e totalmente tatuada, mais como uma forma de rebeldia do que de estética. Mede em torno de 1,55 metros.

Características Psicológicas: Em sua maior parte, Rebelde. Levy sofreu muito na mão de seu pai, se tornando cada vez mais rebelde, misteriosa e independente. Mesmo assim, é extremamente camaleônica, sendo em menos de minutos quente, carinhosa, gentil, raivosa, adorável, falante, quieta, tudo; e isso acontece porque não é de levar qualquer tipo de opinião controversa a sua para casa, então o que poderia ser uma festinha de pijama de amigas, se torna um palco para a terceira guerra mundial. Mas Levy é praticamente um cubo mágico, sabendo jogar, vai conseguir desvendar.
 
História do Personagem:

Prologo.

- Vá se arrumar Levy, coloque as vendas e não apareça na sala de estar sem ser para servir a comida – o chinês engomado então saiu do meu quarto.

A porta bateu atrás de mim deixando somente os rastros do que poderia ser uma vida feliz. Mesmo sem olhar para ele sabia como estava, uma expressão macabra, uma mistura de nojo, indignação e medo. Sim, ele tinha medo de mim. E ele se chamava Zac Liang, ou Zhang Liang, que era seu nome original e eu havia descoberto sem querer, pegando uma de suas carteiras de nascimento, tinha cabelos negros lisos, pele clara um pouco dourada pelo sol e olhos negros como seus cabelos. Era um homem comum, um chinês igual a qualquer outro, e passava despercebido de todas as maldades que fazia. Esse homem, pequeno empresário bem sucedido, era meu pai.

Um passado amaldiçoado

Era de madrugada quando a mulher tocou a campainha da casa, Zac Liang não a via há meses e estava confiante que aquela mulher nunca mais iria aparecer, mesmo assim, ela estava em frente a sua porta, radiante e com seu sorriso misterioso. O que mais intrigava era o bebê em suas mãos que brincava suavemente com a manta de Nicole, ou assim era seu nome que se apresentara ao homem ali prostrado a porta, tremulo.

Zhang Liang era um homem um tanto comum, apesar de seu passado ser negro. Dentro de sua arvore genealógica um nome como seu existia, um nome o qual dono havia sido queimado na fogueira acusado de bruxaria. Um herdeiro que morou no mesmo lugar que Zhang nasceu: Henan, China.

O chinês era um homem extremamente religioso e louco e ao descobrir a origem de seu nome, o mudou para somente Zac Liang tentando apagar os rastros de magia que havia dentro de si. Quando se tornou um adulto bem sucedido entrou para uma seita religiosa cristã onde acreditavam que bruxas existiam e assim como acontecia na idade média aquelas que eram acusadas de bruxaria eram queimadas vivas na fogueira. Mas nem mesmo o cristão mais fervoroso poderia resistir ao sentimento carnal, principalmente quando vinha de uma deusa.

Ele a encontrou enquanto voltava de seu trabalho, uma mulher bela e sombria que a atraiu. Tentou resistir à vontade de ir atrás, mas não conseguiu, a conhecendo como Nicole. Tiveram somente uma noite de prazeres naquele mesmo dia antes de a mulher sorrir e ele ver seus olhos mudando de cor. Ela era uma bruxa, descobriu, se sentindo enojado. Pensou em fugir, denunciar a mulher ou correr, mas para sua sorte ela havia sumido da sua frente, antes mesmo de falar qualquer coisa após a relação sexual.

O fato de ter se deitado com a feiticeira era um crime para Zac e um segredo absoluto, mas vê-la ali em sua porta era como um pesadelo voltando á tona. Inutilmente, não abriu a porta e foi para seu quarto em silêncio, esperando que a mesma fosse embora. Mas ao contrario do que queria, a mulher se materializou a frente dele, usando o mesmo manto cheio de estrelas e olhos emanando uma cor vermelha.

- Saia bruxa! Saia ou irei queima-la na fogueira – gritou com o pouco de coragem que havia em seus peitos.
- Bruxa? Oh, mas que insulto meu querido. – sorriu, brincando com os cabelos negros do bebê – eu sou a patrona das feiticeiras e das bruxas, eu sou a deusa da Noite, Zhang, me chamo Nix – então mexeu no bebê, colocando-o na cama do homem.  – Ela é sua filha, cuide bem dela.
- Minha filha? – ele riu, tirando certa tensão de seus ombros – Eu nunca cuidaria dessa aberração. Vou queima-la na fogueira juntamente com você.

Então Nix se aproximou sutilmente do homem, agora seus olhos estavam azul gelo, cristalizados e brilhantes, colocando a mão sobre o queixo de Zac, no mesmo momento o homem pode sentir uma descarga elétrica em seu coração, apertando-o por alguns segundos e relaxando lentamente.

- Acredita em maldições? – Sorriu – Espero que sim, se desfaça da criança e seus dias estarão contados. Ela ficará com você até que a hora certa chegue, e eu espero que cuide bem dela, se não virei atrás de você novamente, e não vou ser gentil. – acariciou a cabeça da criança novamente antes de sumir misteriosamente nas sombras.

Deixe a noite cair.

Com medo da maldição Zac se sentiu obrigado a registrar a criança em cartório, mas não a registrara como filha, seu sobrenome fora colocado como Maji. Para Zac Liang, a história foi fácil de programar, o Chinês havia contado que um bebe tinha sido largado em sua porta, com uma carta (que ele mesmo havia escrito) dizendo o nome da criança, com dó decidiu adota-la para cuidar até que pudesse viver sua vida. Além de não entrar em uma história que envolvia Magia e Deuses, a mentira havia rendido um ponto positivo e além de um microempresário bem sucedido também tinha a visão de um bom homem.

A menina cresceu a sombras do mundo, seu pai nunca a deixara sair e a tratava como uma mera escrava. Viveu ouvindo que era a maldição e carma de seu pai e que se fosse por ele a mataria como todos os demônios deveriam morrer: queimados.  Quando começou a ter uma maior coordenação motora virou uma escrava moderna, cuidando da casa e servindo as visitas para seu pai, mas sempre com vendas, já que seus olhos mudavam rapidamente.

Foi com quinze anos que passou a fugir de madrugada de sua casa, conhecendo de forma drástica o mundo. Tudo aquilo que nunca havia feito passou a fazer, bebia, usava drogas, começou a se tatuar. Sempre voltava de manhã para seu quarto e não fingia dormir, gostava de mostrar o que havia feito, em partes para chamar a atenção, em partes para ferir o Chinês. Seu pai começou a colocar roupas de manga compridas para que não vissem sua rebeldia ao mesmo tempo em que começava a ter medo da garota.

Reviravolta.

Na semana em que sua vida mudou, Levy Maji havia passado dos limites. Em um surto de raiva por servir homens que a assediavam por cima da roupa simplesmente porque era “cega” a deixou irritada e ouvir seu pai a menosprezando a fez ir até o quarto do homem totalmente sem roupa e deitar sobre ele enquanto dormia. O Chinês acordou em um susto e ao ver a menina sobre si, a jogou de lado e puxando-a pelo cabelo a trancafiou em minúsculo quarto.

Foi uma das semanas mais infeliz que a garota já havia passado em sua vida, o lugar era apertado e escuro, não havia janelas e lugares para se deitar, algumas caixas estavam distribuídas de forma desuniforme e nelas havia algumas escrituras sobre rituais de bruxaria e forma de identificar uma. “Meu pai é louco”, pensou . Sabia que não estava limpo porque até aquele momento, não conhecia tal área da casa e infelizmente, quem fazia os serviços da limpeza não era nada mais do que ela.

Nesta semana em questão Levy tinha mudado muito, já fazia seis dias e meio que seu pai não a tirava do lugar e sabia que não restaria muito tempo para poder sair, a verdade era que Zac tinha uma reunião importante com seus colegas religiosos e sempre que isto acontecia, Levy era levada para ser tratada como uma escrava. Estava morrendo de fome, por uma vez no dia o chinês jogava um pedaço de pão seco e um úmido para que a garota se alimentasse e não morresse.

Eram quase seis horas da noite quando seu pai, abriu a porta, segurando uma cinta de couro.

- Você tem trabalho a fazer hoje Maji – olhou a jogando algumas vestes brancas e sua venda – não me decepcione e desça as sete horas em ponto para servir meus colegas.
- Eu vou denunciar você – olhou, seus olhos brilhando em vermelho sangue – vou me vingar de tudo.
- Você é como a vadia da sua mãe, bruxa – então fez o que ela menos esperava, dando uma cintada em seu rosto, pode sentir a ardência e a área esquentando – Deveria agradecer minha misericórdia por abrigar uma bruxa e deixar que pague seus pecados.

Levy queria questionar sobre sua mãe, não podia acreditar que uma mulher abandonaria um bebê em uma casa de um homem como aquele, mas todas as vezes que perguntava dela seu pai a tratava mal e a machucava deixando cicatrizes enormes em seu corpo.

Levantou-se indo em direção ao banheiro de seu quarto, parando somente para se olhar no espelho. Seu rosto estava inchado, mas a quem ela poderia reclamar? Não tinha ninguém. Os homens com quem saia a noite não eram nada mais do que diversão, as drogas e o álcool só a faziam esquecer os problemas, mas realmente não poderiam ajuda-la em uma situação de risco.

Mal tinha vontade de sair do banheiro assim que terminou, Levy estava novamente irreconhecível. Usava um vestido longo e antigo, daqueles que eram usados pelas moças da antiguidade, em sua época medieval, anterior ao vestido, sua única diferença era um capuz longo que cobria todo seu cabelo. Por ultimo as vendas já sujas de lágrimas antigas fora colocada sobre seu olhar, deixando apenas que sua boca delineada aparecesse.

Estava acostumada a andar pela casa e a venda não dificultava seu caminhar. Desceu pelas escadas dos fundos, indo até a cozinha e pegando as entradas da refeição. Seu pai ao ouvir o barulho dos pratos falou que a comida iria ser servida e só então Levy teve permissão de ir até a sala.

Aproximou-se da mesa onde sabia pelas vozes a localização de seu pai e os homens que ali estavam, colocando os talheres e os pratos com uma entrada básica de camarões. Levy sabia que Zac era um péssimo homem e pai, mas não deixava a desejar na cozinha, ele sempre fazia suas refeições, pois tinha medo que a cria que vivia em sua casa envenenasse seus alimentos.

- Quem é essa, senhor Liang? – indagou uma voz
- É minha empregada- respondeu – Mas cuido dela como uma filha, não é querida?

As entranhas de Levy se forçaram a doer, sua maior vontade era vomitar sobre aquele homem que a maltratava desta forma, como uma pessoa poderia ser chamada de pai assim? Quem ele pensara que era? Mesmo assim, sabia que se demonstrassem seus sentimentos verdadeiros iria sofrer as consequências, então acenou somente um sim com a cabeça, engasgando com as palavras que não podia dizer.

- É realmente estranho – o homem riu, com uma voz sedutora – Ela tem seus lábios.
- o que quer dizer com isso, meu caro? – Levy podia sentir a tensão em cada palavra de seu pai.
- Talvez você – então um silêncio se formou, Levy pode ouvir o homem se levantando da cadeira – possa me dizer – sentiu uma aproximação – o que quer dizer com isso – e então suas vendas foram tiradas.

Os olhos de Levy tremiam, sua respiração estava ofegante e com medo do homem pálido a sua frente correu para um canto da sala de Jantar, olhando mais atentamente o que lhe acontecia. Seu pai estava levantado aonde provavelmente tinha se sentado, segurando uma faca com força, haviam dois homens somente com ele e um ainda parecia não se exaltar com tudo o que estava acontecendo enquanto admirava seu prato de comida como se fosse uma obra de arte e o outro homem ainda estava parado, com um sorriso travesso segurando as vendas que a pouco tempo estavam nos olhos da garota.

No geral os dois homens eram bem parecidos, tinham peles pálidas, cabelos lisos e castanhos e olhos vermelhos, entre todos os detalhes estranhos, inclusive suas roupas, o que mais se destacava eram seus dentes, caninos maiores do que o normal e assustadoramente pontudos.

- Vampiros – sussurrei.

Revelações.

- Vampiros? – o homem riu – Somos Damphyres, meio humano, meio vampiro. Este aqui é Leonard, meu irmão e eu sou Richard. – Ele não parecia ligar para nada – Estávamos passando por aqui quando sentimos um cheiro incrível de semideus e decidimos provar.

Aquilo era quase uma história comum para a garota, sempre tivera alguns problemas em ver “coisas que não existiam”, mas para seus colegas, eram efeito do álcool e das drogas e para seu pai, eram as visões do inferno que a chamavam, mas nada havia a atacado alguma vez ou chegado perto, e muito menos a tinham chamado de Semideus.

- Não entendo o que quer dizer – falou, dando mais alguns passos para trás.
- Não se faça de boba – suas palavras foram tão ríspidas quando a velocidade em que Richard havia se aproximado dela – Não esconda sua identidade.
- Ela parece não saber – pela primeira vez Leonard havia falado, sua voz era muito mais suave e calma do que a de seu irmão – aquele homem tem cheiro ruim, seu sangue é estragado. Ah, e ele está voltando.

Levy não havia percebido seu pai se afastando da sala, mas os Damphyres sim. Para eles aquele pequeno chinês não representava perigo algum e ao vê-lo com uma arma apontada para os dois, os meio-vampiros sorriram em forma de diversão.

- Demonios! Bruxas – Zac começou a rir histericamente - vocês não vão conseguir me pegar, vocês não vão acabar com minha vida.
- E quem disse que nós queremos a você, humano imundo? – Toda a delicadeza na voz de Leonard havia sumido e seus olhos transmitiam uma raiva imensa. – Nós queremos essa delicia aqui.

Tudo aconteceu muito rápido, antes que Levy pudesse ver o homem que era considerado biologicamente seu pai colocou a ponta de sua arma sobre a boca e puxou o gatilho, criando um som forte de estouro, seguido por uma jorrada de sangue enquanto o chinês caia no chão. Por algum momento, talvez pelo susto , ou talvez pelo sangue, o que era mais provável, os dois mestiços de humano e vampiro ficaram paralisados, deixando uma brecha para Levy correr o máximo possível.

Agora ela tinha certeza de que tudo o que vira não era efeito colaterais das drogas, não era uma visão miraculosa do álcool. Eram reais, as mulheres com pernas de cobra, as pessoas aves, o cachorro que parecia cheirar a enxofre, todos eles realmente existiam.

Assim que correu, pulou pela janela de sua casa caindo em uma pequena moita, amortecendo a queda. A noite parecia bela e poderia ser apreciada se a garota não estivesse desesperada. As luzes da rua eram manchadas pelo seu olhar marejado que tentava esconder dias de dores e choros que nunca havia compartilhado, as pessoas na rua voltavam de seu trabalho e adentravam as casas coloridas que estavam por ali, quase nenhuma dava atenção a garota em prantos e aqueles que davam, a olhavam com repulsa.

Não teve muito tempo de vitória, assim que olhou para trás, os dois homens engomados apareceram atrás dela na rua, a perseguindo de forma rápida, era impossível alguém correr daquela forma e ninguém reparar, mas todas as pessoas da rua passavam por aqueles dois homens e nada faziam, sequer olhavam. Estava desistindo, perdendo o ar, deixando que a alcançasse quando achou um beco para se esconder o que, para qualquer pessoa, devia ser uma péssima ideia.
Estava segurando a respiração nas sombras quando a voz calma a chamou.

- Levy, nós podemos te sentir.

A garota começou a apalpar o chão, achando um taco de baseball – oque era um tanto clichê – jogado no lixão, sentia a espuma desgastada, o que devia ter sido um taco bem utilizado. Ficou em silêncio sabendo que era impossível se esconder para sempre. Em alguns segundos de espera, Richard passou em sua frente e assim que viu suas costas, pegou o taco com força em sua cabeça, sentindo suas mãos tremerem juntamente com o metal antes correr.

- aaaaaaaaaaaaaaaaaaah – pode ouvir o grito de dor enquanto saia do beco.

Levy não conseguia imaginar o que as pessoas estariam pensando quando a vissem correr. Roupas brancas e rasgadas, um taco de baseball na mão. Era como se alguma louca tivesse fugido de um manicômio e alguém fosse ligar para a policia para resgata-la.

Levy sabia que não podia parar, um mero taco de metal não poderia deter aquele dois homens sedentos pelo seu sangue, então continuou a correr até ser parada por um grupo de jovens esquisitos de camisa laranja. Parada não era a palavra certa, eles a cercaram a segurando por suas vestes enquanto a encaravam.

- ME SOLTEM! - gritou com lágrima nos olhos – POR FAVOR, ME SOLTEM.
- Ela está com o cheiro deles – disse um garoto esquisito, tinha cabelos castanhos e pele negra, olhos amarelados e por algum momento Leny achara que vira um chifre em sua testa – Eles devem estar por perto.
- Qual seu nome? – Perguntou uma garota loira que aparentava ter seus 11 anos de idade.
- Levy Maji – olhou para ela assustada – Por favor, deixe-me passar.
- Qual sua relação com os Dampyres – Uma outra garota perguntou, era mais alta, tinha cabelos negros e olhos escuros, não parecia ser o tipo de garota que alguém iria querer arranjar briga.

Levy ao ouvir o nome dos monstros começou a chorar, seus joelhos despencaram no chão, sendo segurada por um garoto loiro que a encarou. Era bonito assim como todo aquele grupo de camisa laranja. Eles a olhavam com uma mistura de admiração e preocupação.

- O que você é? – o menino que a segurava falou a encarando de forma carinhosa.
- Eu não sei.

Então Levy sentiu um frio na barriga e uma calma a cercou, a mesma calma que sentia enquanto olhava para o céu noturno, a mesma calma que as bebidas a davam. Seus olhos pararam de lacrimejar e o grupo de jovens a encaravam admirados. A garota olhou a sua volta, percebendo que uma grande sombra preta e bonita a cercava, com pontos brilhantes dentro dele como se fossem estrelas. “Espero que não seja tarde demais”, algo disse em sua mente e Levy teve a certeza de ver uma mulher misteriosa passando com um manto enquanto a encarava e sumia.

- Agora você sabe – a criança loira sorriu, a encarando – Você é uma de nós, sua mãe te salvou, semideusa – aquela palavra intrigava a garota, mas permaneceu em silêncio – Steven, leve-a para o acampamento, nós continuamos aqui, temos uma missão a cumprir.

Por menor que fosse, a menina loira parecia ser a líder daquele grupo e o garoto negro ficou para trás enquanto eles corriam entre as pessoas sem serem percebidos. O menino que agora Levy conhecia seu nome, Steven, a levantou do chão levando a menina para uma viagem até o acampamento. A garota não tinha certeza do que estava acontecendo, mas sabia que deveria confiar neles, afinal de contas, eram os primeiros que acreditavam em sua história e na visão sobre os monstros. E além de tudo, qualquer coisa poderia ser melhor do que o que havia passado com seu pai.

Seja lá o que fosse, a vida de Levy Maji ira mudar para sempre, e ela estava pronta para isso.

Desculpas!:
Mil Desculpas pela falta de atenção no code do template, eu me atentei ao tamanho do template em 400 pixel e não o texto, então minhas mais sinceras desculpas!
Estou reenviando a ficha aqui novamente.
Sorry

☆ ficha ☆ Nix ☆ Semideusa ☆ mestiça ☆
Levy Maji
Filhos de Nix
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Oscar Bezarius em Ter 03 Maio 2016, 14:09


Avaliação



Levy Maji — Garota, você escreve bem. Ou melhor, muito bem. Eu li e reli só porque gostei muito e - confesso - que reli só para poder encontrar alguma coisa errada, sem falar que adorei a personalidade forte que possui.

PS: usei a mesma avaliação anterior, só não usei o que ela já ajeitou, mas mesmo assim a avaliação fica a mesma.

Aprovada!





Atualizado!

Oscar Bezarius
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Localização : Eu acho que não é da sua conta. Só acho.

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Eu acho que não é da sua conta. Só acho.

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Iara Nunes em Qui 05 Maio 2016, 19:54

Qual criatura deseja ser e por quê?
Centauro. Porque eu sempre amei cavalos e porque minha arma preferida é arco e flecha. Além disso, centauros me fascinam, centauros como Quíron, calmos e pacientes.

Perfil do Personagem
Características física: longos cabelos pretos lisos, olhos pretos, pele levemente bronzeada, cintura definida. Na parte de baixo sou um corcel negro. Normalmente uso camisas de banda.
Características psicológicas: sou calma, raramente me deixam com raiva, mas adoro rock. Odeio quando falam mal de alguma coisa que eu gosto. Amo livros, séries e um lugar ao ar livre. Também amo minha família, não só os de sangue como também os Pôneis de Festa.

História do Personagem
Eu sempre vivi no meio dos Pôneis de Festa, meu pai era um deles. Minha mãe vivia falando que eles eram um mau exemplo para mim, mas eu não ligava, eu gostava deles, eram minha família. Apesar de não ter participado de qualquer tipo de luta eu sempre quis ser uma guerreira, as únicas guerras que eu participei foram as guerras de paintball do Pôneis. Vivia pedindo a minha mãe para ir ao Acampamento Meio-Sangue para ser treinada por Quíron, meu ídolo. Eu sempre quis ver ele, mas por algum motivo, sempre que ele visitava os Pôneis, eu estava no campo com a minha mãe.
Enfim, era meu aniversário de 16 anos e minha mãe tinha me perguntado o que eu queria. Eu respondi:
-Quero ir ao Acampamento Meio-Sangue se treinada por Quíron.
-Alguma outra coisa?
-De você, não.
-Ok, você ganhou, pode ir ao Acampamento Meio-Sangue. Vou falar com Quíron.
Eu estava realmente muito feliz, eu não acreditava nisso!! Eu ia ao Acampamento Meio-Sangue ser treinada por Quíron!!! Eu estava tão feliz que não percebi Dylan, meu melhor amigo, chegar.
-Oi Iara.
Sim, eu era uma centaura grega com o nome de uma sereia da cultura brasileira.
Dei um pulo de susto.
-Dylan! Você me assustou!
-Desculpa, só queria te desejar feliz aniversário e te dar um presente.
Eu olhei pras mãos dele e percebi que ele segurava uma faca de bronze.
-Não é nada comparado a um arco e uma flecha mas isso vai te ajudar.
-Muito obrigada Dylan, foi um presente muito bom. E vai ser útil.
-Sim, quando você sair dos cuidados de sua mãe e virar uma centaura guerreira.
-Como assim quando eu sair dos cuidados da minha mãe? Dylan, eu vou pro Acampamento Meio Sangue ser treinada por Quíron!
-Sério?! Que demais! Então quer dizer que você finalmente foi liberada!! Nós dois podemos ir juntos!
-Com toda certeza.
E assim, eu e Dylan fomos ao Acampamento Meio-Sangue e aqui estamos nós!
Iara Nunes
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Qui 05 Maio 2016, 23:15


Avaliação



Iara_Nunes — Boa noite, moça   :gdc:

Espero que sim. Bom, vamos lá. Antes de postar sua ficha, peço que faça a alteração de seu nome, se adequando às regras, ok? (Você pode mudar seu nome neste tópico bem aqui). Sua história não está ruim, mas peço que, se não usar um template, separe os parágrafos e justifique seu texto.
Se precisar de ajuda, pode me contatar via MP :3

Reprovada

Zoey Montgomery
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lars Makarovich em Dom 08 Maio 2016, 19:43

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo ser filho de Thanatos, acredito que seja o que mais se encaixe com a trama do meu personagem.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Características Físicas: Lars é um russo, branco com cabelos lisos e brancas chegando até o seu pescoço, tem um nariz bem afinado. Seus olhos são verdes claros, e dependendo da iluminação parecem até mesmo brilhar. É consideravelmente alto, com 1,88 metros de altura, e é bem definido.
Características Psicológicas: O russo sempre foi um rapaz mais calmo e pensativo, no entanto isto não significa que é alguém incapaz de viver em sociedade apenas por preferir o silêncio a conversa, é justamente ao contrário. Quem realmente busca a amizade de Lars vai encontrar um jovem sábio e pronto para escutar quaisquer problemas que venham lhe contar. Tem um enorme senso de justiça e não consegue ficar quieto diante de qualquer ato que vá contra suas regras de moral e ética.


- História do Personagem
Por que a morte existe? Esta pergunta sempre esteve perseguindo Lars, tendo em vista que aos seus 3 anos de idade teve que se mudar para os Estados Unidos graças a morte de seu tio, que tinha uma pequena empresa, esta a mãe do rapaz assumiu após a morte do irmão, e mais 3 anos depois foi a vez de sua mãe cair em um sono eterno. A natureza do rapaz sempre foi muito analista e logo ele se via questionando a existência da própria morte, o russo sabia que tudo deveria ter seu fim, nada era eterno, mas ao mesmo tempo Lars caminhava com uma dor em seu peito por estar sozinho no mundo. Em um orfanato caindo aos pedaços em Nova York, o jovem cresceu seguindo uma conduta moral que ele mesmo impôs. Não iria realizar nenhum crime, não iria ferir outras pessoas. Iria apenas existir. Sem quebrar a sua conduta, ficava difícil para ele estar no caminho do perigo, logo ele tinha mais chances de viver. E era isto o que ele mais desejava, queria viver, viver por um tempo bem longo apenas para mostrar para a morte que vencera.
- Lars? - Chamou uma voz, e o jovem abriu lentamente abriu seus olhos, deixando que a luz do quarto ofuscasse sua visão por um tempo, assim que virou-se para a fonte da voz viu aquele a quem chamava de melhor amigo, Noah, um rapaz que perdera a mobilidade das pernas graças á um acidente de carro.
- Noah - Falou o russo levantando-se de sua cama, ou melhor de seu colchão que chamava de cama - Algum problema? Aconteceu algo?
- Não, não aconteceu nada - Falou Noah, ele tinha cabelos castanhos encaracolados e olhos igualmente castanhos - É só que você não saiu do seu quarto o dia inteiro, pensei que você não estivesse se sentindo bem.
- Você se preocupa demais comigo - Lars sorriu, caminhando até o amigo.
- É para isso que servem os amigos - Sorriu o jovem, calmamente - Venha, vamos dar uma volta pela cidade.
- Claro - Lars pegou uma jaqueta marrom e vestiu-a, saindo do local acompanhado de seu amigo.
Eles caminharam em silêncio pela cidade, Noah parecia querer dizer algo mas não conseguia, é como se tivesse medo ou receio da resposta que Lars pudesse lhe dar. Já escurecia e as luzes dos postes se acendiam para iluminar as ruas.
- Noah - O russo finalmente quebrou o silêncio - Você quer me dizer algo, eu posso ler isso em seus olhos.
- O que? Não, não quero não - O outro tentou escapar do tópico da conversa.
- Você me olhou várias vezes e abriu a boca, apenas para fechá-la logo em seguida - Lars começou a falar - Todas as vezes que eu te olhei nos olhos, você desviou o olhar. Está escondendo algo?
- Lars, você me conhece bem demais - Murmurou Noah - Bom, tem sim algo que eu quero... não, que eu preciso falar para você.
- E o que é? - Perguntou o outro, ajeitando o cabelo
- Você... - No entanto Noah parou, algo o assustara - Corre.
- Se eu corro? - Lars não entendia o que o amigo estava falando.
- Corre! - Desta vez Noah gritou e Lars assustou-se - Volta pro orfanato, rápido!
Lars não soube o por quê mas correu como nunca fizera antes, deixando seu amigo para trás, ao chegar no orfanato o russo entrou em seu quarto e começou a andar de um lado para o outro, sem entender nada do que acontecera. Noah não aparecera. Por três dias uma culpa enorme tomou conta de Lars e ele começou a sair pelas ruas em busca de seu amigo, mas não havia sinal algum dele, ninguém o vira.
Afundando-se cada vez mais em seu pensamento, o rapaz se viu imaginando os piores cenários possíveis, e nenhum deles terminavam com Noah vivo, e a culpa era inteira de Lars. Ele, como um covarde, correra e deixara seu amigo para trás, alguém que não conseguia andar sem ajuda de muleta. Uma semana sem seu amigo, e Lars novamente voltou a contemplar a morte, ela parecia perseguí-lo. Mas afetava apenas aqueles que estavam ao seu redor, nunca ele.
Enquanto caminhava pelas ruas, afogando-se em memórias de sua mãe ele teve uma sensação estranha, alguém... não, algo o seguia. E seu instinto gritava para que o russo corresse, ele conseguia se defender mas de algum modo sabia, ali estava um inimigo que ele não seria capaz de enfrentar.
Ele começou a apressar o passo, e o que quer que estivesse atrás dele também, então Lars correu pelas ruas sem um destino em mente, quando quase foi atropelado por uma van branca. A porta abriu-se e a cabeça de Noah saiu de dentro da van.
- Entre! - Gritou o rapaz - Sem tempo para perguntas, só venha!
Sem nem pensar duas vezes, o russo entrou na van e viu seu amigo são e salvo,em pé e sem a ajuda de muletas.
- O que? - Murmurou Lars - Como?
- Eu explico depois - Prometeu Noah - Acelera!
Um símbolo apareceu acima da cabeça de Lars, aquele era o sinal de sua reclamação. E que ironia, ele que tanto tentara evitar a morte, era filho de Thanatos. Ele adoraria perguntar para o pai o que se passara na cabeça dele quando levara sua mãe.
Lars Makarovich
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Ficha de Reclamação

Mensagem por Iara Nunes em Ter 10 Maio 2016, 19:46

Qual criatura deseja ser e por quê?
Centauro. Porque eu sempre amei cavalos e porque minha arma preferida é arco e flecha. Além disso, centauros me fascinam, centauros como Quíron, calmos e pacientes.

Perfil do Personagem
Características física: longos cabelos pretos lisos, olhos pretos, pele levemente bronzeada, cintura definida. Na parte de baixo sou um corcel negro. Normalmente uso camisas de banda.
Características psicológicas: sou calma, raramente me deixam com raiva, mas adoro rock. Odeio quando falam mal de alguma coisa que eu gosto. Amo livros, séries e um lugar ao ar livre. Também amo minha família, não só os de sangue como também os Pôneis de Festa.

História do Personagem
Eu sempre vivi no meio dos Pôneis de Festa, meu pai era um deles. Minha mãe vivia falando que eles eram um mau exemplo para mim, mas eu não ligava, eu gostava deles, eram minha família. Apesar de não ter participado de qualquer tipo de luta eu sempre quis ser uma guerreira, as únicas guerras que eu participei foram as guerras de paintball do Pôneis. Vivia pedindo a minha mãe para ir ao Acampamento Meio-Sangue para ser treinada por Quíron, meu ídolo. Eu sempre quis ver ele, mas por algum motivo, sempre que ele visitava os Pôneis, eu estava no campo com a minha mãe.
Enfim, era meu aniversário de 16 anos e minha mãe tinha me perguntado o que eu queria. Eu respondi:
-Quero ir ao Acampamento Meio-Sangue se treinada por Quíron.
-Alguma outra coisa?
-De você, não.
-Ok, você ganhou, pode ir ao Acampamento Meio-Sangue. Vou falar com Quíron.
Eu estava realmente muito feliz, eu não acreditava nisso!! Eu ia ao Acampamento Meio-Sangue ser treinada por Quíron!!! Eu estava tão feliz que não percebi Dylan, meu melhor amigo, chegar.
-Oi Iara.
Sim, eu era uma centaura grega com o nome de uma sereia da cultura brasileira.
Dei um pulo de susto.
-Dylan! Você me assustou!
-Desculpa, só queria te desejar feliz aniversário e te dar um presente.
Eu olhei pras mãos dele e percebi que ele segurava uma faca de bronze.
-Não é nada comparado a um arco e uma flecha mas isso vai te ajudar.
-Muito obrigada Dylan, foi um presente muito bom. E vai ser útil.
-Sim, quando você sair dos cuidados de sua mãe e virar uma centaura guerreira.
-Como assim quando eu sair dos cuidados da minha mãe? Dylan, eu vou pro Acampamento Meio Sangue ser treinada por Quíron!
-Sério?! Que demais! Então quer dizer que você finalmente foi liberada!! Nós dois podemos ir juntos!
-Com toda certeza.
E assim, eu e Dylan fomos ao Acampamento Meio-Sangue e aqui estamos nós!
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Mensagem por Iara Nunes em Ter 10 Maio 2016, 20:25

  Qual criatura deseja ser e por quê?
  Centauro. Porque eu sempre amei cavalos e porque minha arma preferida é arco e flecha. Além disso, centauros me fascinam, centauros como Quíron, calmos e pacientes.

  Perfil do Personagem
  Características física: longos cabelos pretos lisos, olhos pretos, pele levemente bronzeada, cintura definida. Na parte de baixo sou um corcel negro. Normalmente uso camisas de banda.
Características psicológicas: sou calma, raramente me deixam com raiva, mas adoro rock. Odeio quando falam mal de alguma coisa que eu gosto. Amo livros, séries e um lugar ao ar livre. Também amo minha família, não só os de sangue como também os Pôneis de Festa.

  História do Personagem
  Eu sempre vivi no meio dos Pôneis de Festa, meu pai era um deles. Minha mãe vivia falando que eles eram um mau exemplo para mim, mas eu não ligava, eu gostava deles, eram minha família. Apesar de não ter participado de qualquer tipo de luta eu sempre quis ser uma guerreira, as únicas guerras que eu participei foram as guerras de paintball do Pôneis. Vivia pedindo a minha mãe para ir ao Acampamento Meio-Sangue para ser treinada por Quíron, meu ídolo. Eu sempre quis ver ele, mas por algum motivo, sempre que ele visitava os Pôneis, eu estava no campo com a minha mãe.
  Enfim, era meu aniversário de 16 anos e minha mãe tinha me perguntado o que eu queria. Eu respondi:
  -Quero ir ao Acampamento Meio-Sangue se treinada por Quíron.
  -Alguma outra coisa?
  -De você, não.
  -Ok, você ganhou, pode ir ao Acampamento Meio-Sangue. Vou falar com Quíron.
  Eu estava realmente muito feliz, eu não acreditava nisso!! Eu ia ao Acampamento Meio-Sangue ser treinada por Quíron!!! Eu estava tão feliz que não percebi Dylan, meu melhor amigo, chegar.
  -Oi Iara.
  Sim, eu era uma centaura grega com o nome de uma sereia da cultura brasileira.
  Dei um pulo de susto.
  -Dylan! Você me assustou!
  -Desculpa, só queria te desejar feliz aniversário e te dar um presente.
  Eu olhei pras mãos dele e percebi que ele segurava uma faca de bronze.
  -Não é nada comparado a um arco e uma flecha mas isso vai te ajudar.
  -Muito obrigada Dylan, foi um presente muito bom. E vai ser útil.
  -Sim, quando você sair dos cuidados de sua mãe e virar uma centaura guerreira.
  -Como assim quando eu sair dos cuidados da minha mãe? Dylan, eu vou pro Acampamento Meio Sangue ser treinada por Quíron!
  -Sério?! Que demais! Então quer dizer que você finalmente foi liberada!! Nós dois podemos ir juntos!
  -Com toda certeza.
  E assim, eu e Dylan fomos ao Acampamento Meio-Sangue e aqui estamos nós!



Melhor?
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Johan O. Griffiths em Ter 10 Maio 2016, 23:46


THE BLACK HOUND
Ficha de Reclamação


Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Desejo ser reclamador por Ares. A ideia de criar um filho do deus da guerra que, incialmente, não é atraído por nenhum tipo de violência é um conceito interessante para mim. Talvez a descoberta de suas raízes possa acabar influenciando nesse sentimento.


Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Características Físicas: Johan beira aos 1,80 metros de altura, mediana para a idade. Mesmo não tendo tempo para se exercitar, tem um corpo atlético. Seus músculos são bem delineados, apesar de não protuberantes. Seus cabelos são de um castanho escuro, geralmente desalinhados. Os olhos também são do mesmo tom de castanho, por vezes aparentando brilhar em tom avermelhado quando influenciado por forte emoção. A pele é clara, sendo a tez levemente mais pálida que o restante. Também é frequente a presença de manchas escuras embaixo de seus olhos, que, somado com o desalinho de seus cabelos, lhe da uma aparência cansada.

Características Psicológicas: Vazio. Depois de sua perda, a palavra que melhor define o interior de Johan é “vazio”, também podendo se aplicar o “nada” ou talvez a “ausência”. Não entenda errado, não quer dizer que o garoto não sinta nada. Talvez tenha sido um exagero descrever desse modo, mas essa é a melhor forma de descrever o “cão preto”. Ao contrário do que muitos pensam, o “cão preto” não o faz sentir tristeza a todo o tempo, ele apenas suga a maioria de suas emoções, tornando-o uma espécie de casca vazia. Logicamente, você não fica vazio durante as vinte quatro horas do dia. Pessoas que vivem com a presença do “cão preto” são capazes de sentir alegria, tristeza, raiva e todas as outras emoções. O que acontece é que a frequência com que você goza desses sentimentos é menor, bem menor, para falar a verdade. A não ser que alguma situação do dia-a-dia o induza a sentir algo, durante a maior parte do tempo você está em um estado de “não sentir nada”, tornando-se suscetível a pensamentos negativos.

O “cão preto” é um companheiro fiel de Johan, sempre lhe acompanhando aonde quer que ele vá. Sua presença, entretanto, pode ser pesada: existem dias que Johan simplesmente não consegue levantar de sua cama. Em raros momentos, porém, o “cão preto” resolve adormecer, sendo nesses dias que Johan consegue ser mais produtivo e realmente aproveitar seu dia. São nesses momentos que ele recobra sua esperança de encontrar algo que vá preencher o vazio que o “cão” lhe causa. Um dia, quem sabe, ele descubra como mandar o “cão preto” embora.


História do Personagem

Prólogo.

Detroit, Michigan. Sete anos atrás. Madrugada.

O menino de dez anos acorda com batidas na porta. Quem estaria lhe importunando a essa hora? Será que sua mãe havia se esquecido das chaves? Arrastando os pés, Johan desceu as escadas para atendê-la. Para sua surpresa, não era sua mãe parada do outro lado do portal. Castigados por uma chuva que caia pesadamente sobre suas cabeças, três policiais se encontravam de pé à soleira, suas boinas pressionadas contra o peito. O mais próximo à porta, que Johan reconheceu como o parceiro de sua mãe, lhe estendeu um distintivo dourado. Johan não soube distinguir se eram pingos de chuva ou lágrimas que escorriam pelo rosto do homem quando ele lhe disse:

- Sinto muito...

●●●


Johan acordou com um salto. Sentia o suor lhe escorrer pela face e costas. Pressionou os olhos com os dedos da mão, frustrado por sonhar novamente com o incidente. Não era incomum Johan reviver o momento enquanto dormia.  A mãe de Johan era uma detetive no Departamento de Polícia de Detroit, não havendo dois meses que alcançara o cargo antes de ser pega no meio de um fogo cruzado em um confronto de gangues. Segundo o relato, Karen Griffiths, juntamente com seu parceiro, estava em missão, seguindo um suspeito de ser o principal executor de uma das gangues mais influentes de Detroit. Por meio de escutas telefônicas, o departamento de polícia conseguira a informação de que esse executor iria agir naquela noite. Dessa forma, o tenente do departamento havia incumbido Karen de seguir o suposto assassino enquanto ele se dirigia ao local da execução, prendendo-o em flagrante e impedindo que a morte ocorresse.

Durante a maior parte da operação, tudo correu tranquilamente. O suspeito dirigia um SUV preto com os vidros escurecidos, seguido de uma distância segura pelo sedan, também preto, guiado por Karen e seu parceiro. Ao adentrarem a zona industrial na cidade, o SUV parou próximo a um galpão pertencente a uma grande fabricante de automóveis. O suspeito desceu do veículo furtivamente, se dirigindo à cabine de segurança com um revólver em punhos. Karen também desceu de seu carro, dizendo para seu parceiro ficar em alerta e requisitar reforços casos as coisas saíssem do controle. E saíram. A detetive anunciou sua presença, apontando a arma para o suspeito e dizendo para que se deitasse no chão, como pregava o código policial. Foi nesse momento que mais dois homens saíram do SUV, ostentando armamento pesado. Isso havia pegado Karen de surpresa. Segundo as investigações, o modus operandi do executor era de agir sozinho.

Antes mesmo de os comparsas do executor conseguirem render Karen, a situação desandou de vez. As portas do galpão se abriram, revelando uma dúzia de homens armados, membros de uma gangue rival. Não somente a polícia tinha conhecimento da operação daquela noite. Era uma emboscada. Karen Griffiths não conseguiu nem mesmo efetuar um disparo. A situação terminou com os três membros da gangue investigada mortos, deformados pela quantidade de projéteis que penetrou seus corpos. Um membro da gangue rival também havia morrido no lugar. E Karen.

Sete anos depois, Johan ainda tinha pesadelos. Sonhava com cenas que nunca havia presenciado, era atormentado pela imagem de sua mãe desfigurada, mesmo nunca tendo visto seu corpo após sua morte. O funeral foi feito com o caixão fechado, com intuito de poupar os presentes da visão que era o corpo de Karen Griffiths, irrecuperável mesmo para o enterro.

Johan se levantou, secando o suor da testa com o dorso da mão. Ascendeu um cigarro, apagando-o imediatamente após lembrar-se de sua promessa, apanhando o distintivo dourado que deixara apoiado na mesa de cabeceira. Olhou seu pequeno apartamento, comparando-o com sua antiga casa com qual havia acabado de sonhar. O lugar consistia em um quarto-cozinha e um banheiro, apenas. O garoto não tinha condições de pagar mais que aquilo. Quando sua mãe morreu, Johan foi mandado para um orfanato. Não tinha nenhuma família para lhe apoiar.

Por conta de sua idade relativamente avançada, Johan não fora adotado, não que realmente desejasse. Aos doze anos, largou os estudos e começou a trabalhar com qualquer bico que conseguisse, entregando jornais, pintando cercas ou passeando com cachorros. Aos catorze, fugiu do orfanato, conseguindo alugar um apartamento minúsculo usando o dinheiro que havia acumulado em suas empreitadas. Desde então, Johan fazia o possível para se sustentar, tentando viver de forma independente. Recentemente, aos dezesseis, Johan conseguira um emprego estável como auxiliar de escritório, de modo a conseguir ingressar no supletivo durante a noite, com intenção de tirar os atrasos dos estudos. Diante das dificuldades que enfrentara para seu provimento, o garoto entendera como conseguir ingressar em uma faculdade poderia melhorar sua vida.

- Hora de trabalhar... – suspirou, se dirigindo ao banheiro e entrando embaixo do chuveiro. O cão não pesava tanto hoje, concluiu, enquanto sentia a água gelada cair sobre a cabeça e ombros. O “cão negro” era o fiel companheiro de Johan, estava sempre ao seu lado e nunca o abandonava. Ele surgiu um pouco depois da morte de sua mãe, mas na época era apenas um filhote, uma pulga atrás da orelha. Hoje em dia, o cão havia crescido até se tornar enorme, capaz de puxá-lo para baixo com facilidade. Talvez ele tenha surgido para lhe fazer companhia depois que sua mãe se fora. Mesmo sem apreciar sua presença, Johan já estava acostumado com a sua convivência.

O dia passara rápido, o trabalho no escritório havia sido tranquilo e sem problemas para resolver. O cão ajudava nesse ponto: o constante estado de afastamento fazia com que tudo ao seu redor parecesse insignificante, permitindo-lhe se concentrar no que estava trabalhando. Era um bom contraponto ao seu transtorno de déficit de atenção. Antes do “cão negro” surgir, Johan era um garotinho que não conseguia parar quieto, estava sempre buscando algo para mover seu corpo e tinha dificuldades na escola por não conseguir focar naquilo que estava a fazer. Com a vinda do cão, Johan perdera essa energia. Sentar em uma mesa e realmente trabalhar não era torturante como antes.

●●●


Após o trabalho, caminhou para a escola municipal em que fazia seu supletivo, algumas quadras de distância. Sua classe consistia, basicamente, em delinquentes e vagabundos que resolveram que não mais queriam viver na marginalidade. A maioria havia largado os estudos e se envolvido com o mundo do crime, que, a primeira vista, era mais atrativo e oferecia maior oportunidade de lucro para pessoas que não tinham a mesma oportunidade que as demais. Johan não duvidava que alguns presentes pudessem pertencer às gangues envolvidas no assassinato de sua mãe.

Tal pensamento atiçou o “cão negro”, que até então estava adormecido. Sentado em uma das mesas defronte ao quadro negro, Johan sentiu o corpo pesar. Agora se sentia verdadeiramente cansado. Quando o cão despertava e queria lhe atormentar, Johan era inundado por pensamentos negativos. Na melhor das hipóteses, se tornava irritadiço e arisco, nas piores, pensava em se atirar dos lugares altos em que passava.

- Alguma hora você tinha que aparecer... – murmurou, esfregando os olhos com a ponta dos dedos. Sentiu a necessidade de ascender um cigarro. Pediu licença ao professor e se dirigiu ao pátio, puxando seu velho isqueiro de plástico do bolso. No momento que colocava o crivo em boca, ouviu alguém lhe chamar pelo nome:

- Johan Griffiths, que droga é essa?

Virou-se, esperando ver um professor ou autoridade superior do instituto. Descendo as escadas que davam para o espaço aberto, estava o zelador do colégio. Henry Evergreen havia começado a trabalhar no lugar havia meio ano, não aparentando ser muito mais velho que Johan. Era dito que o zelador tinha uma prótese no lugar de uma das pernas, o que o fazia andar de forma engraçada, como se mancasse a todo tempo. Ninguém nunca havia constatado a veracidade do fato, pois ele estava sempre vestindo calças compridas. Henry estava de uniforme, um macacão azul, boné com os dizeres da escola e botas de borracha. Mancou em direção a Johan, fazendo cara feia e apertando o nariz com os dedos. O zelador sempre repreendia Johan ao vê-lo fumando, dizia que isso faria mal a seu corpo e o deixaria com um cheiro repulsivo por horas.

- Apague isso! Nunca se sabe... – começou Henry, como de costume.

- Quando você vai precisar de seus pulmões – interrompeu Johan, como fazia a toda vez - Não é como se eu fosse correr a maratona, você sabe...

- A maratona que se exploda, apaga isso logo! – rosnou, puxando-o para perto de si e tomando-lhe o cigarro da mão– fizemos uma promessa, você aguentou duas semanas sem ascender essa droga!

- Eu tentei, Henry – lamentou Johan, esfregando os olhos com força – o cão me pegou de surpresa agora a pouco.

Henry Evergreen foi a primeira pessoa com quem Johan compartilhou seu problema. Por algum motivo, sentia que podia se abrir com o zelador, com quem sentiu uma conexão logo na primeira vez que se encontraram, ao repreendê-lo por fumar nos arredores da escola. Henry parecia ter a estranha capacidade de adivinhar o que Johan estava sentindo, o que ajudava muito na hora de contar seus problemas. Aparentava sempre entender o que Johan queria dizer, tendo um bom conselho embaixo da manga todas as vezes que necessário. Naquele dia, entretanto, Henry Evergreen parecia diferente. Olhava nervosamente para os lados, enquanto aproximava o rosto do peito de Johan. Ele o estava cheirando?

- Sim, sim, duas semanas foram suficientes – disse ele em voz baixa, como se falasse consigo mesmo, coçando a barbicha castanha que cultivava – raios, sem a catinga para atrapalhar, tudo fica muito claro. Não acredito que precisei de seis meses para fazê-lo parar de colocar essa coisa na boca...

- Henry, que diabos você está dizendo? – questionou Johan, cansado. O cão rosnava em seus ouvidos. Sabia que a frustração de não ascender um cigarro apenas contribuía para seu estado de desgaste. O zelador o silenciou com as mãos, erguendo a cabeça e fungando audivelmente, como um cão farejando o ambiente.

- Griffiths, vamos por partes. Você confia em mim? – questionou Henry, olhando-o seriamente. Seus olhos estavam meio arregalados, uma veia pulsava sobre sua testa. O zelador sempre ficava irritado ao enquadrar Johan fumando, mas naquele dia o homem parecia mais nervoso que o normal.

- Confio Henry, que droga – respondeu Johan, intrigado com a repentina mudança de comportamento do amigo. Aparentemente, ele levava a promessa muito a sério – Na próxima vez eu levarei o pacto até o final...

- Que os raios partam a nossa promessa, eu já senti o que precisava – interrompeu Henry, balançando as mãos para calar Johan – Me escute com atenção. Há quanto tempo você fuma?

- Desde os catorze.

- Isso explica muita coisa – murmurou, novamente ignorando Johan – a inhaca do cigarro encobriu o cheiro dele. Se ele fumou todos os dias desde os catorze anos, é possível que não tenham conseguido farejá-lo...

Johan estava cansado. O cão estava totalmente desperto agora, deixando-o extremamente irritadiço e cansado. Sentia a cabeça pesada, o corpo mole e uma vontade extrema de se deitar. Observava Henry conversar avidamente consigo mesmo, se sentindo mais indisposto a cada palavra.

- É melhor nos movermos, se eu consegui sentir o cheiro dele, pode ser que outros consigam – o zelador ergueu os olhos para de Johan, havia um tom de preocupação estampado em seu semblante – Griffiths, você não está seguro, venha comigo. E ascenda isso!

Henry devolveu-lhe o fumo e disparou pelos portões, caminhando mais rápido que Johan julgava capaz. Talvez tenha sido pelo fato de ter recuperado seu cigarro que Johan o seguiu. Ou talvez pelo fato de o zelador não estar mais mancando. A estranheza lhe trouxe curiosidade. Caminharam rente a rua principal até o zelador avistar um taxi, chamando-o com um longo assobio. Johan não tinha vontade de contestar. Era mais fácil seguir o zelador do que questioná-lo do porquê de tudo aquilo. Entretanto, ao ouvir Henry dizer “Michigan Central Station”, sentiu a necessidade de perguntar para onde estavam indo.

- Então, vamos aprender um pouco de história? – inicialmente, Johan não estava preocupado, mas ficara no mínimo curioso para saber o que fariam em uma estação de trem abandonada, monumento histórico de Detroit. Confiava em Henry, sabia que o amigo não o levaria a nenhum lugar que lhes trouxesse perigo.

Henry permaneceu calado, espreitando pela janela do taxi. Parecia estar de guarda, como se temesse sofrer um ataque surpresa. O engarrafamento que sofreram a algumas quadras da estação não melhorou em nada seu estado de espírito. O zelador anunciou que desceriam ali mesmo e pagou o taxista, mal esperando Johan sair do carro para disparar em direção à velha estação de trem.

- Pelo menos podemos cortar caminho pelo parque – Disse Johan, ao alcançarem a Michigan Ave. Há alguns metros à frente, estava a grande estação central de Michigan. O prédio enorme era um verdadeiro templo grego moderno que permitiu o desenvolvimento da economia de Detroit no passado. Como seus construtores se sentiriam se soubessem que esse desenvolvimento em nada impediu que a cidade se tornasse uma das mais violentas do mundo? Entre eles e a estação, estava uma plana área gramada, pontilhada com árvores, o Roosevelt Park.

- Sinto um cheiro estranho – murmurou Henry, observando as árvores mais próximas, apesar da escuridão que a noite trazia.

- Bem, eu não tomo banho desde a manhã – brincou Johan, coisa que raramente fazia.

- Bah! O cheiro de cigarro já é o suficiente – disse-lhe o zelador, fungando o ar novamente – acho que você está mascarado o bastante, talvez possamos passar pelo parque sem problemas.

Johan não tinha ideia do que o amigo estava dizendo. Questionou-se se a cabeça de Henry Evergreen estava em ordem, pois seu comportamento e fala indicavam o contrário. Nunca o vira tão nervoso, tão preocupado. O zelador começou a marchar cautelosamente pela calçada que cruzava o parque e pediu para que Johan o seguisse. Henry ia a frente, parando a cada dois passos para olhar em volta e cheirar o ar. Johan não via nada que lhes pudesse fazer mal. Já era quase meia-noite, os arredores do monumento histórico estavam praticamente desertos. Não havia um sinal de movimento próximo que não fosse a ondulação das folhas das árvores pelo vento.

- Di immortales...! – Henry arfou, colocando uma mão sobre o peito de Johan, impedindo-o de continuar em frente. Por um momento, Johan não entendeu o motivo de pararem. Já estavam no meio do parque, a estação desativada estava a poucos metros de distância. Então viu os dois enormes olhos chamejantes que espreitavam por entre as árvores. A criatura se aproximou lentamente, como um predador que cautelosamente diminui a distância de sua presa – Isso é ruim, isso é muito ruim. Pega isso.

Henry tirou um objeto comprido do cinto e atirou para Johan, que o aparou no ar. O garoto ficou surpreso ao constatar que era uma faca. Não uma faca de churrasco ou de sobrevivência, mas uma de combate, feita de bronze. Johan se sentiu enjoado, lembrou-se do dia do enterro de sua mãe. Lembrou-se de estar sozinho olhando para sua pobre lápide, um quadrado de pedra no chão gramado. Lembrou-se de chorar, condenando os criminosos que a haviam matado. Lembrou-se do repúdio que sentia por qualquer tipo de arma. Lembrou-se de prometer para sua mãe morta que nunca recorreria a violência para resolver seus problemas.

- Garoto, acredite em mim, eu sei o que você está sentindo. Contra um cão infernal, você vai morrer se não se defender– Henry o surpreendeu novamente com sua capacidade de adivinhar o que Johan estava pensando. Como poderia?

O descomunal mastim negro os observava cautelosamente, ainda se aproximando. O cão, tão grande quanto um tigre, os forçou a recuar para fora da calçada, fazendo com que pisassem na grama. Henry arrancou as botas e começou a saltitar como um out-boxer. Pelo canto do olho, Johan pode perceber que seus pés não eram normais, não sabendo precisar seu formato por conta da escuridão. O garoto sentiu o suor brotar nas palmas das mãos e apertou com força o cabo da faca, sem saber ao certo como utilizá-la.

- Seu cheiro é mais forte do que pensei – Disse Henry, ainda saltitando ritmicamente – por isso ele preferirá ir atrás de você. Vou tentar distraí-lo e leva-lo para longe da estação. Tente ir pra lá sem chamar atenção, vai devagar. Se você correr, seu cheiro vai ficar mais forte. Se esconda e me espere!

Henry Evergreen puxou uma flauta de madeira do bolso e se afastou de Johan, voltando pelo caminho que haviam seguido. Levou-a a boca, entoando uma melodia animada, que combinava com o ritmo de seus passos. O cão voltou sua atenção para o zelador, acompanhando com os olhos o movimento de seus pés. A música pareceu atrai-lo, fazendo com que a besta se encaminhasse em sua direção. Se sentindo um covarde, Johan continuou a seguir pela calçada com passos vagarosos, sem tirar os olhos do amigo e da criatura. Henry parecia ter controle do que estava fazendo, lembrava os encantadores de cobras indianos, usava a música para atrair a atenção do mastim e o trabalho de pé para distraí-lo e controlar seus movimentos.

Então o cão uivou. Não era um som normal, era potente, intimidador. Johan estacou, não conseguindo mexer as pernas. O aulido também havia afetado Henry, que tropeçou entre as próprias pernas e caiu no chão. O movimento brusco atiçou o cão infernal, que rosnou e avançou em sua direção. Nesse momento, Johan sentiu algo. Sentiu um estranho formigamento na ponta dos dedos. Sentiu uma estranha excitação, algo que nunca havia sentido, como se ansiasse por algo que a muito queria. Correu.

Henry Evergreen exibiu um semblante misto entre medo, raiva, preocupação e perplexidade ao avistar Johan avançando em sua direção, dando as costas para a estação. O cão voltou seu olhar para o garoto, exibindo os dentes, mais afiados que navalhas. Aproveitando a distração, Henry tocou sua flauta em um ritmo frenético, diferente daquele compassado e agradável que tocara para atrair o cão. Raízes grossas como o braço de Johan surgiram da terra, envolvendo as patas do cão infernal como tentáculos, prendendo-o ao chão.  Henry se ergueu rapidamente, correndo a toda velocidade em direção a Johan.

- Corra, idiota, corra! – Gritou o zelador, trombando com Johan e o empurrando para colocá-lo em movimento. Porém, Johan não queria correr. Sentia-se leve, mais leve do que sentira a vida inteira. A ideia de partir para cima do monstro trazia a Johan um sentimento de euforia irresistível. Além disso, era visível que o cão logo se soltaria de suas amarras, eles não teriam chance de escapar. Estava claro para Johan o que ele devia fazer.

O cão rosnou para o garoto ao vê-lo se aproximar com a faca em punhos, agitando-se nervosamente.  Johan sentiu sua boca crispar-se de uma maneira estranha. Quanto tempo fazia desde que realmente sorrira? Estava cada vez mais perto, já podia sentir o odor azedo proveniente do monstro quando ele se libertou. Com uma mordida, livrou-se das amarras das patas dianteiras, usando-as para se livrar das outras. Com um latido que fez as pernas de Johan tremerem, a criatura investiu. Johan sabia que não deveria correr naquele momento.

Como se seu corpo soubesse o que fazer, esperou até estarem a centímetros de distância para saltar para o lado. Rolou rente ao corpo do cão, talhando-lhe o flanco com a faca e afastando-se com dois saltos curtos, imitando os passos de boxeador de Henry. O monstro rosnou, a saliva espumada pingando da boca, os olhos vermelhos faiscando de raiva. Avançou novamente, a boca aberta preparada para abocanhá-lo. Johan saltitou para o lado, atirando seu corpo para trás com três passos curtos quando o cão girou o pescoço para mordê-lo. Dançaram assim por alguns minutos. Johan sentia que não tinha peso. Suas pernas e braços respondiam imediatamente aos seus comandos, como se tivessem sido feitos para isso. Feitos para o combate. Feitos para matar. O pensamento o desconcentrou, por pouco impediu que sua cabeça fosse abocanhada pelo cão. Atirando-se para o lado no último instante, trombou com o sólido corpo do monstro. Desequilibrado, Johan se afastou, esforçando-se para não tropeçar nas próprias pernas.

Foi nesse momento que o cão saltou. Com suas patas musculosas, cobriu a distância com um único pinote. Os olhos que brilhavam em rubro estavam a centímetros dos seus. A boca estava escancarada.  Por um momento, inalou o hálito repulsivo proveniente dela. Sentiu a poderosa mandíbula fechar-se sobre o antebraço esquerdo que conseguira interpor entre seu rosto e as presas do monstro. Quando os dentes penetraram sua carne, o sangue espirrou em seu rosto. Com o peso do cão sobre seu corpo, caiu para trás. Sentiu as costelas estalarem, queimando como se em chamas. O ar fugiu-lhe dos pulmões. Com o monstro sobre o peito, não conseguia respirar. Tentou soltar seu braço, mas o monstro apertou sua mordida, fazendo com que os ossos estalassem de modo nauseante. Sua visão se turvou. Já não sentia dor no braço. Perdeu a sensibilidade no restante do corpo. A escuridão foi tomando-lhe os olhos. Então enfiou a faca no olho do cão infernal.

Uma explosão de luz vermelha inundou a escuridão do lugar. O cão ganiu, aparentemente assustado com ela. Soltou o braço de Johan e correu em direção às árvores. Assim que alcançou uma sombra, desapareceu. Ainda deitado, Johan sorveu a maior quantidade de ar que pôde. Seu peito ardia, mas sua visão clareou. Por um breve momento, pôde observar a fonte da estranha luz vermelho-sangue, uma lança rubra que flutuava um pouco acima de seus olhos, já desaparecendo. Quando as sombras retomaram o lugar, percebeu que Henry havia se aproximado. Johan não conseguiu identificar sua expressão por conta da escuridão. O amigo tirou o macacão com cuidado e se ajoelhou próximo ao garoto. Agora perto, Johan pôde entender o porquê dos pés de Henry pareciam tão anormais. Eram cascos fendidos. Da cintura para baixo, Henry Evergreen era um bode.

- O que você estava pensando? – questionou, enquanto estudava as feridas de Johan. Por entre arquejos, o garoto esboçou um sorriso.

- Eu mandei o cão preto embora...

●●●


- Estamos quase lá – incentivou Henry. Passara o braço bom de Johan sobre seus ombros e o carregava em direção a grande Estação Central de Michigan. Enrolando o macacão em torno do braço do garoto, havia estancado o sangue, ainda que precariamente. O fluido pingava do tecido, formando pequenas poças por onde passavam. A cada passo, Johan bufava em agonia. Havia quebrado, pelo menos, cinco costelas com a queda. Mal conseguia respirar, não entendia o porquê de Henry ainda o arrastar para dentro da estação e não para um hospital.

Entraram pelas grandes portas frontais, após passarem por baixo de uma divisória de correntes que deveria barrar as visitas fora de horário. O saguão era enorme. Seu teto era sustentado por colunas e arcos, que juntamente com o aspecto de abandono do local, passavam uma sensação de antiguidade ao lugar, como se estivesse estado ali por milhares de anos. Cruzaram-no, seguindo em direção oposta à entrada, onde Johan sabia que ficavam os trilhos. Assim como previra, embocaram na parte traseira do edifício, onde várias linhas de trem seguiam paralelamente umas as outras. Pararam defronte a mais próxima a elas, como se esperassem uma locomotiva que nunca chegaria.

Johan estava farto. Passado o furor da batalha, o garoto se sentira exausto. A ideia do que fizera lhe trouxe desconforto, havia quebrado sua promessa de não recorrer a meios violentos. Não só isso, havia gostado disso. Pela primeira vez em anos, Johan se sentira completo. Durante seu embate, não sentia o peso do “cão preto” puxar-lhe para baixo. Nem ao menos sentira a sua presença. Agora, entretanto, lentamente seu velho companheiro voltava para casa, aonde parecia pertencer. Porém, sabia como manda-lo embora, sabia o que fazer para afastá-lo de si. Por isso, sabia que voltaria a quebrar a promessa que fizera sobre o túmulo de sua mãe.

- Stêthi, Ô hárma diabolês – O brado de Henry tirou Johan de seus pensamentos, que viu o amigo atirar três moedas douradas nos trilhos do trem. O garoto estava a ponto de perguntar o que o amigo estava a fazer, interrompendo-se ao perceber que as moedas afundaram nas britas sob os carris.

- Taxi das irmãs cinzentas – disse Henry para Johan, como se respondesse a pergunta que o garoto não chegou a fazer – teoricamente elas só atuam em Nova York e arredores. Mas se você for ao lugar certo, e pagar a quantia certa, elas abrem exceções. A Estação Central de Michigan é um dos poucos locais que comportam esse tipo de serviço. É fácil identifica-los, você viu como a fachada parece um templo grego?

Dito e feito, Johan ouviu ao longe um longo apito de trem. Após alguns segundos, avistou uma grande maria-fumaça se aproximar, carregando um único vagão. Maria-fumaça parecia ser o nome ideal para o trem, pois ele realmente parecia ser feito de fumaça, cinza como nuvens de tempestade. Johan observou perplexo o trem diminuir a velocidade e parar a sua frente. Nenhum trem circulara pela estação abandonada havia décadas. Mas ali estava ele.

- Todos a bordo! – ouviu gritar algumas senhoras de dentro da cabine do condutor, que ostentava os dizeres taxi das irmãs cinzentas em sua lateral. Olhou atônito para Henry, que sorriu para ele como forma de tranquiliza-lo. Aquilo era loucura. Não podia simplesmente subir em um trem e viajar para um lugar desconhecido. Johan tinha um aluguel para pagar, um trabalho para comparecer e estudos para terminar. Não podia abandonar tudo isso. Henry exibiu um olhar de compaixão a Johan, que começava a suspeitar que o amigo realmente conseguia ler seus sentimentos.

- Você não ouviu? – perguntou Henry, conduzindo-o em direção à pequena escada que levava ao vagão de passageiros – todos a bordo, filho de Ares.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Dan Carter em Qui 12 Maio 2016, 13:33


Ficha de Reclamação

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Desejo ser filho de Héracles, porque ele é o meu herói preferido da mitologia grega, gosto da personalidade dele, e também de seus poderes, e o player que estou criando se encaixaria melhor nele.

- Perfil do Personagem
Características Físicas:

Meu player tem um corpo bem definido, é alto de 1,80 de altura, aparenta ser um pouco arrogante, e serio, dando ate algum medo a quem o ver, pelo fato de ser bem alto e ainda ser muito musculoso, tem cabelos pretos, e olhos negros, escuros como a noite.

Características Psicológicas:
Meu Player é um cara bem serio, sendo bem calmo na maioria das vezes, somente ao irritar-se torna se incontrolável, é bem leal aos seus amigos, fazendo o máximo para ajudar seus companheiros, não aguenta vê uma donzela em perigo, e gosta de uma boa aventura. Não aguenta passar muito tempo parado tendo que estar à maioria do tempo em movimento.

- História do Personagem
Olá me chamo Dan Carter, acho que você quer saber a minha historia não é? Então irei conta-la, mas aviso logo não é nenhum conto de fadas ou historia feliz. Minha vida sempre foi difícil.
Nasci em New York, e vivi com minha mãe, uma mulher simpática e sorridente. Eu e ela só nós dois contra o mundo, naquele tempo eu ainda não entendia o porquê o meu pai nós abandonou. Sempre fui um tipo um tanto quanto encrenqueiro, e por muitas vezes fui expulso dos colégios onde estudava, mas não era minha culpa, parecia que os problemas vinham ao meu encontro, talvez eu seja um grande imã ambulante de problemas e confusões, creio eu que isso seja bem provável. Ainda sim eu era feliz.
Mas tudo mudou no dia em que minha mãe adoeceu, foi uma doença terrível que a levou à sepultura. Agora era somente eu contra o resto do mundo. Às vezes eu consigo entender o que sentiu o Huck nos quadrinhos, todos o temiam mais ele não era mau somente mal entendido.
Depois da morte de minha mãe acabei por fugir de casa, não suportava a ideia de ir a um orfanato e preferi viver nas ruas da grande cidade de Nova Iorque. Passei um ano e meio morando nas ruas, dormindo em qualquer lugar e o pior de tudo roubando para conseguir o alimento. Isso não é algo da qual eu me orgulho, mas mesmo não gostando fui obrigado a roubar carteiras e a pegar alimentos enquanto ninguém olhava, mesmo fazendo isso nunca machuquei ninguém. Isso já é coisa da qual eu não faço machucar inocente.
De vez em quando aparecia uma maluquice ou outra, mas a pior que me aconteceu foi a de ser perseguido por dois grandes lobos negros. Os mesmos ansiavam pelo meu sangue, a qual eu não dei de bom grato. Com muita dificuldade consigo matar um deles que explodi em areia. Consegui esse feito com um grande pedaço de pau que achei no meio da rua, uma quase clava.
Mas o ultimo me deu mais trabalho, e as minhas forças já tinham esgotadas. E em um beco penso que minha vida findaria. Não tinha mais forças para um ataque, já cansado e ferido do combate caio quase desmaiando. Mas no ultimo segundo o monstro explodi em pó e percebo que fui salvo, por um homem com uma clava, isso foi a ultima coisa que me lembro antes de desmaiar.
Quando acordo, me deparo dentro de uma academia antiga, ao meu lado estava o cara que me salvou, ele não diz quem é, nem por que fez isso. Mas me ensina e me explica o mundo novo dos deuses e monstros mitológicos que para a minha surpresa ainda existem em nossos dias. O cara me ensina também a lutar e a me defender.
E de novo eu tinha um lar, dentro da velha academia, tinha comida por quer o velho (foi assim que eu comecei a chama-lo já que ele não dizia seu nome) trazia o meu alimento. O mesmo aparecia toda a tarde e sumia a noite. Aos poucos acabei me acostumando com isso. E por um tempo de talvez um ano fiquei nessa rotina. O velho aparecia de tarde com minha comida, nós treinávamos e ele sumia a noite, para aparecer no outro dia. Não consegui arrancar nenhuma informação do velho, e fiquei somente nas hipóteses e teorias que nunca foram comprovadas.
E foi assim por um tempo até o dia em que eu acordei, levantei de minha cama improvisada e logo de cara avisto um pequeno papel, me dando um endereço e uma ordem para ir até lá. E eu fui e cheguei até o acampamento meio sangue. O legal é que assim que chego no acampamento e começo a conversa com Quirom. Uma negocio grande e brilhante aparece em minha cabeça, algo dizendo que eu era filho de Héracles  e blá, blá, blá. Acho maior clichê essa do holofote voador mais... quem pode debater com os deuses.
Bem se você esta lendo isso saiba que Quirom me obrigou a escrever isso, com uma conversa fiada que todos os semideuses têm que fazer um relatório de como chegaram ao acampamento e mais umas besteiras. Então tai a minha historia Quirom. Esta ai filhos de Atena sabichões que fazem os dados do acampamento, essa é a minha historia, mas ela não acaba ai, ainda há muitas aventuras pela frente.
Dan Carter
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kim Chan Mi em Qui 12 Maio 2016, 13:39

narração
• Por qual deus deseja ser reclamado e por que?
Despina, pois se encaixa no contexto da personagem, de como ela é retratada e como ela age, enquanto vive.

• Características Físicas e Características Psicológicas
Psicológico
Fria, reservada, calma, poucas palavras e sincera. Kim Chan Mi — ou Chanmi, normalmente chamada — trata ao redor como seu, com intimidade ou não. Geralmente não é vista tanto em público, passando uma certa desconfiança da mesma, mas tal demonstra afeto por aqueles que merecem por suas ações, sejam elas amistosas ou de companheirismo e ao mesmo tempo tenta passar uma imagem de uma pessoa que cuida do que é teu, mesmo por fora sendo rara a socialização de Chanmi

Físico
Altura mediana e corpo esbelto. Seu rosto é detalhado com olhos puxados e cabelos negros com algumas mechas em tonalidade castanha, lábios levemente rosados e bochechas minimamente ressaltadas. Normalmente se encontra vestindo um blusa de cor variada, mangas longas, leve e solto — por ser de numeração maior —, shorts improvisados com detalhes de rasgo em parte da coxa, botas caterpillar e meias a mostra, seu cabelo geralmente preso atrás, deixando uma quantidade de cabelo solta e sua franja cobrindo toda a sua testa. Algumas vezes podem encontrar-la ouvindo ou cantando música de origem coreana, já que é de sua descendência.

• História do Personagem
Antes de ser reclamada como filha da deusa do inverno, a mesma viveu momentos cujo não é motivo de sorriso em sua vida.
Morava em Seul, na Coréia do Sul quando ainda era criança. Seu pai costumava a trabalhar pouco e a dedicar a sua vida à Chanmi. Mesmo a garota não entendendo o por que do mesmo tirar o seu tempo para gastar com sua criança, e mesmo assim tal criticava o por que a falta de sua mãe.
Depois de ocorridos que a fez ficar afastada da escola, seu pai a educou em casa com o mais esforço possível para satisfazer a felicidade da criança, e no mesmo tempo, a entreter-la e a não perguntar sobre sua mãe.
Seu pai divulgou à alguns anos atrás uma viagem para a criança, aos Estados Unidos. Era inverno em Seul quando anunciou-a sobre a viagem, e sempre quando era inverno. O pai consolava-a as vezes quando a mesma se sentia solitária, com uma frase praticamente clássica dele: "No inverno, sua mãe sempre estará presente", mas não fazia sentido até certo tempo.
Passou alguns dias e a viagem já se realizou. Se estabilizou em uma casa ao centro de Nova York a poucas semanas logo após a viagem, e seu pai então começou a ficar mais ausente em sua vida, o que fez com que Chanmi não soubesse agir de maneira correta na sociedade, dando início a sua personalidade anti-social que obtêm até hoje.
Percebendo a mudança de habito de sua filha, e com medo de que isso piorasse, seu pai a levou para um passeio em meio a escuridão lunar. Era inverno, estação cujo a menina adorava desde o seu nascimento. A escuridão que praticamente não iluminava nem ao menos as árvores que cobria envolveu-a, e seus olhos se tornaram escuros. Ela dormiu no carro durante o passeio.
Acordou apenas no dia seguinte, rodeada por jovens com mais ou menos a idade dela — praticamente entre 16-20 — vestindo todos uma camiseta laranja simples em baixo de vestimentas apropriadas para o frio, escrita com uma fonte que naquele momento era estranha e difícil de ler para a jovem. Ela se levantou, confusa, enquanto ouvia os campistas a conversarem entre si sobre o paradeiro da garota, até que uma garota apontou para Chanmi, surpresa como se houvesse um rato morto-vivo dançando sobre seus cabelos negros — que não era bem isso, mas ainda mais estranho —.
Percebeu-se que seus pés estavam pisando sobre uma camada de gelo envolta por grama esverdeada, ao seu redor a neve rodeava-a lentamente até formar ao chão um gigante, majestoso e brilhante floco de neve. Diziam alguns em voz alta que a mesma estava sendo reclamada, e logo a informaram: era filha de Despina, deusa do inverno.
Fascinada por encontrar quem seria a sua mãe — pois por algum acontecimento de sua vida, a fez com que ela pesquisasse sobre a mitologia grega, como forma de entretenimento a mesma —, mas, havia um problema.
Suas emoções ficaram misturadas até hoje: Alegria por saber quem seria a sua mãe, ódio e rancor por saber que sua mãe não demonstrou nenhuma presença em sua vida, e ainda mais drástico: ódio pelo seu pai, por ter-la mentido sobre o paradeiro de sua mãe, e por ter-la abandonado ali mesmo, sem ao menos explicar do por que ela estava lá.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Sex 13 Maio 2016, 22:24


Avaliação



Lars Makarovich — Boa noite, moço   :gdc:

Espero que sim. Bom, vamos lá. Meu amigo, primeiro de tudo: cuidado com o plural das palavras. "Seus olhos são verdes claros" -> o correto seria "seus olhos são verde claro". Além disso, você trocou o gênero da palavra "branco" ao se referir à cor de seus cabelos (por se referir à palavra cabelo, deveria ser "branco" e não "branca").
Atente-se à isso também.

Mas, no geral, sua história foi boa (apesar da pequena falha em dizer que seu amigo perdeu a mobilidade das penas e, no parágrafo seguinte, dizer que ele estava andando. Cuidado com esse tipo de incoerência). Peço que, ao postar um texto, separe os parágrafos - fica muito melhor de ler. Cuidado com o uso de vírgulas também.

No demais, parabéns!

Aprovado

Iara Nunes — Boa noite, moça   :gdc:

Espero que sim :>
Moça, apenas avisando você que sua ficha não será reavaliada pelo fato de ter feito um double post. Por favor, se atente às regras pré-definidas no tópico inicial da ficha de reclamação.

Não Avaliada

Johan O. Griffiths — Boa noite, moço   :gdc:

Espero que sim. Bom, vamos lá: cara, que ficha grande. De verdade UAHSUAHSUAH
Mas confesso que fiquei impressionada. Sua coerência é muito boa, assim como sua organização textual. O modo como enfrentou o cão infernal - colocando certa dificuldade - e a descrição detalhada de como se sentiu me prenderam no texto. Meus parabéns!

Aprovado

As demais fichas ficarão para os outros monitores sz

Zoey Montgomery
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Scarlet C. Müller em Dom 15 Maio 2016, 17:33


SCARLET
Reclamação

- Por qual deus deseja ser reclamado?
Deméter; Deusa mãe, da agricultura, da terra cultivada.

- Perfil do Personagem:

Física -
Do precisaria alguém ser aclamado por ser único? Na verdade todos deveriam, mas Scarlet sempre foi essa pessoa que poderia literalmente se chamar de único. Desde menino teve uma beleza marcante e humilde, mas ela se acentuou mais ao longo dos anos. A pele branca e macia que não havia nenhum defeito, marca ou sinais, mas a parte do corpo do garoto mais chamativa era sua íris, mesclada entre verde acinzentado com um toque de mel ao chegar perto da pupila.
O rosto quadrado e bem formado, seus cabelos de um tom castanho dourado e claro não poderíamos deixar de lado seus lábios rosados que pareciam uma flor que acabara de desabrochar, dando um lindo destaque no rosto. Sim, Scarlet tem uma beleza descomunal, mas nunca tirou proveito de sua aparência.
Dentre todos os meninos da sua idade ele sempre foi o que aparentava ser mais ''delicado''. Com apenas 1,67 de altura o destaque que possuía era de ser uma pessoa fofa e frágil. Seu físico não era bombado, ele era magro com um pouco de músculos.


Psicológica -
Se tem palavras que define Scarlet, elas com certeza são: Sinceridade e calma. O garoto é bastante calmo e perspicaz, o silencio as vezes é sua maior resposta que por assim ele sempre busca a verdade nua observando tudo. O mesmo é bem fácil de fazer amizades, pois é bastante simpático e uma agradável companhia, embora seja tímido e não dê o primeiro passo para o início de um relacionamento. Também nunca passou a mão na cabeça de um amigo caso esteja errado, pois está ao lado do que é justo.
Scarlet é uma pessoa que confia bastante em quem conquista sua amizade, mas consequentemente, caso faça algo de ruim para o mesmo, ele se torna frio e sequer se importa com a pessoa depois disso.


- História do Personagem
Primeiramente vou explicar o do meu nome ser Scarlet. Podem pensar que foi um erro, um engano, mas na verdade foi certo. Exatamente, Scarlet para um menino apenas por que fui recebido em uma noite que lua escarlate, onde ela estava mais ressaltada no ar em uma noite fria de primavera. Fui deixado a porta de meu pai, o eu bebe estava apenas enrolado em uma manta grossa com um bilhete de uma mulher. Quem dera eu saber que tinha uma grande má sorte.

Não, eu tive uma grande sorte com minha família, aliás, eu tive um pai e uma mãe adotiva que me amaram com todo o seu ser. Morava em uma colina perto de uma floresta, meu pai era biólogo e ele adorava viver perto de plantas, e de uma certa forma eu sempre gostei de me envolver com a flora, mesmo que meu pai detestava quando eu ficava sozinho na floresta, agora eu compreendo o por que.

A escola mais próxima ficava a meia hora de minha casa, nunca fiz amizades em lugar algum, eu era muito ''estranho'' para o que diziam, mas eu não os culpo, chegar na escola dizendo que viu uma metade mulher e metade pássaro sobrevoar o céu não é algo que os outros recebam de bom grado. Quando chegava em casa a única companhia era Jacqueline, minha mãe adotiva, que sempre me ensinava coisas novas, e era além de tudo minha melhor amiga. Papai ficava a maior parte do dia na floresta, e quando voltava, se enfiava na estufa que ele não gostava que ninguém entrasse.

Papai também odiava minha teimosia, mas eu não podia evitar ficar longe da floresta, as plantas me davam uma paz e conforto, eu era conectado a ela, uma conexão que eu nem compreendia, mas meu pai e minha ''mãe'' sim, mas nunca me contaram e sempre me enrolavam.

Minha infância nunca foi ruim, ao contrário, ela foi feliz. Morar em uma colina pode lhe proporcionar divertimento ao ar livre, mas como sempre meu pai interferia dizendo que era perigoso, qualquer coisa que eu fazia fora da nossa casa era perigoso e eu como sempre, não entendia nada...Até acontecer e mudar meu ponto de vista.


-.X.▲.X.-

Foi em uma droga de fim de tarde infeliz que eles apareceram para perturbar minha paz, para mostrar a onda de má sorte que sempre esteve comigo e foi se mostrar agora. Dois monstros esquisitos e enormes que soltavam fogo pela boca, e eu nem tive tempo de compreender. Uma carta as pressas dada do meu pai, uma bússola e um beijo dos meus parentes que deixei para trás queimar junto ao meu passado. A única instrução foi adentrar a floresta e seguir ao norte onde eu encontraria um acampamento.

O que pensaria quando leria que você é filho de um deus grego, que agora sua vida seria um risco a todo momento e a toda hora...Foi um inferno a cada segundo. A floresta sempre foi um tanto acolhedora a mim, tão normal que nem precisei da bússola para me locomover ou saber sobre coisas fundamentais sobre plantas. Eu comia qualquer fruta e sabia que não tinha veneno, tudo que tinha na flora sentia que de uma maneira desconhecida fazia parte de mim.

Nem tudo foi virtude em minha viagem ao acampamento e a cada segundo que eu passei perdia a esperança. Fiquei uma semana andando, me alimentando da floresta, me guiando sem rumo nenhum além do que me foi dito, mas a pior parte foi as drogas dos monstros. Harpias, Dracaenae e outras espécies de criaturas que foram atrás de mim...Foi um saco fugir de cada um deles ou passar despercebido sem nada para se defender, meu cheiro era - e continua sendo - bastante forte e qualquer um deles conseguem sentir, é como um GPS, como se eu tivesse uma lanterna na minha cabeça.

O clima me esgotou mais que tudo, a noite e o dia na floresta tinha uma diferença considerável de temperatura, e não aguentei por fim. Cai em terra depois se uma semana acordado, e a última coisa que vi foi uma pequena parte do céu até minhas pálpebras fecharem.

Acordei em uma enfermaria no maior estilo filme grego, mas a ironia é que eu não estava sonhando, era real. Pessoas com espadas e escudos, armaduras e lanças, sátiros e dríades e por fim eu que tentei engolir aquilo tudo como se fosse algo normal. Um semi-deus do chalé de Hermes havia me dito que me acharam coberto por plantas, como se eu estivesse em um casulo, não me pergunte como, apenas sobrevivi.

As primeiras semanas foi a mais difícil em tentar me acostumar em um lugar que eu nunca esteve e tinha um clima tão diferente do meu antigo cotidiano. Tentar brigar quando se era pacífico não dava certo, as lutas e as ''brincadeiras'' vorazes que sempre determinava um vencedor, era uma tortura, nada daquilo era meu gosto.

A melhor parte era o curto tempo que eu podia ficar sozinho comigo mesmo dentro de áreas que gosto, como as plantas ou os campos de morangos. Se me achava estranho antes? Sim, mas de uma visão reconfortante, todos os outros eram tão estranhos quanto eu, alguns mais deslocados que minha pessoa em seus afazeres.

Todos os semi-deuses que não sabem quem é seu pai ou mãe olimpiano, tem que permanecer em um chalé onde a higiene, confortou ou organização não existe, e praticamente enfiam todos os ''perdidos'' ali dentro, como se fossem esquecidos que um dia vão ser lembrados. Fiquei nessa a algum tempo quando finalmente tive minha reclamação que esclareceu bastante coisas na minha vida, como a minha conexão com as plantas e colheita.

Era final de tarde e lembro que o manto da noite já havia caído sobre o acampamento, todos os semi-deuses como de costume nesse horário se locomoviam para o refeitório. Era hilário como cair no braço com os outros adolescentes deixavam muitos de bom humor.
Fazendo como o cotidiano de todos os dias eu havia pego uma bandeja, colocado frutas e jogado na fogueira uma oferenda a quem fosse minha mãe...De tanto tempo que fiz essa ladainha nem acreditava mais que algo fosse acontecer.

Depois de fazer como todos, me sentei juntamente a mesa dos que não foram reclamados, e por sorte havia conseguido um assento. Gritaria, falatório e barulho era uma das coisas mais comuns lá, a preocupação mesmo é quando ficavam todos quietos. Após fazer uma refeição em silencio e nenhuma paciência para continuar ali eu me levantei para sair.

Todos quietos me deixaram a par de que algo não estava correto, aqueles olhares curiosos sobre mim e alguns cochichos. Por um segundo até pensei se eu havia me sujado, até que percebi que não era diretamente para mim, mas para o que havia acima da minha cabeça. Olhei para cima com cautela e o que vi era claro, literalmente. Uma aura verde que pairava, tendo como ''desenho'' um trigo.

Me senti assustado e ansioso, aquilo só significava que tinha sido reclamado e acertei, minha mãe olimpiada é Deméter, e quando dei conta por mim, não estava mais confuso. Não senti raiva dela pela proibição de ver seus filhos, na verdade, eu entendia.

E ao final aqui estou, permanecendo no acampamento desejando sobreviver a cada ataque.



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Helena Peltrow em Ter 17 Maio 2016, 20:20

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Perséfone, por ser uma deusa que se encaixa no que eu planejo para minha personagem no futuro. Além disso, admiro a deusa e me sinto confortável jogando como filha da mesma. Devo admitir que as habilidades das crianças da deusa também tiveram uma grande influencia na escolha da divindade - pois dão a chance de fazer o que planejo com a personagem e, caso mudasse de ideia, poderia me adaptar a qualquer outra coisa.

- Perfil do Personagem
Personalidade - É uma jovem gentil e educada, preocupada com seus amigos e família. Gosta de auxiliar as pessoas ao seu redor e, também, passar seu tempo livre em meio a natureza. É muito curiosa, mas atualmente isso não chega mais a coloca-la em situações de real perigo, uma vez que a dama controla sua impulsividade o suficiente para não agir de maneira impensada e assumir, dessa forma, riscos desnecessários. Não é o tipo de pessoa que inicia um combate, mas não irá fugir dele quando acredita ter chances de vencer ou a derrota não significasse sua morte, além de não pegar mais leve com um oponente durante o combate. Ainda sim, pode demonstrar clemencia com seus oponentes, aceitando pedidos de rendição e até tratando-os com gentileza e compaixão. Deseja proteger a visa e o bem estar não só daqueles com quem tem relações como das gerações futuras e dos desconhecidos e não espera, realmente, uma recompensa por isso: proteger a vida e a dignidade é a coisa certa a se fazer e também uma atitude natural. A dama segue as leis e ordens, mas apenas até onde seus sentimentos e convicções permitem. Normalmente é sincera no que diz, mas também acha natural mentir, esconder ou enganar quando a verdade causará mais danos do que a verdade.

Aparência - Helena herdou a beleza de sua mãe, mas os cabelos e olhos do pai. Seu corpo é definido pelos treinos que realiza desde criança e a jovem não possui cicatrizes ou marcas quaisquer em seu corpo. Algumas vezes, coloque os cabelos de ruivo o que contrasta com sua pele clara. Seu corpo é curvilíneo, seus lábios rosados são carnudos na medida certa e seus seios são medianos. Possui a pele macia e um sorriso praticamente constante em seus lábios. A jovem mantem seus cabelos, estejam eles ruivos ou loiros, soltos a maior parte do tempo, caindo em ondas delicadas até o meio de suas costas. Também tende a usar lápis de olho para realçar seus olhos. Gosta de vestir-se de maneira simples e discreta, pois acredita que a beleza de uma flor pode estar em sua simplicidade e o excesso raramente era algo agradável - assim como em um arranjo de flores deve ser. Quando no acampamento, é muito comum ver a jovem com a blusa laranja, short jeans e all star escuro. A adaga normalmente fica presa em uma corrente fina que a jovem usa como se fosse um cinto ou algo parecido com isso.

- História do Personagem
Helena Peltrow nasceu na cidade de Oklahoma, no estado de mesmo nome nos Estados Unidos, onde viveu até seus dez anos de idade com seu pai. A jovem tinha uma vida normal durante sua infância: frequentava escolas, tinha amigos e adorava brincadeiras de criança, além de adorar também a natureza e as coisas belas que existem nela. Possuía problemas de dislexia e não conseguia concentrar-se em nada por muito tempo, mas isso conseguia ser ignorado por seus professores devido a curiosidade e o esforço da jovem para aprender o que tentavam lhe passar. Nas aulas de Educação Física, a garota tinha um empenho magnifico e nunca houve nenhum problema em relação a brigas com a jovem, coisas que pareciam contar pontos ao seu favor. Sempre foi incrivelmente bonita também, mas não utilizava aquilo para obter vantagens - ou pelo menos não de maneira intencional. Desde cedo, mostrava-se fascinada por jogos de diversos tipos (tabuleiro, vídeo-game e computador), tal como séries e filmes diversos, mesmo aqueles que pareciam um tanto incomuns para sua idade.

Por volta de seus oito anos, começou a praticar ninjutsu em um dojo próxima a sua casa, onde seus instintos de combate apurados pelo sangue divino faziam uma enorme diferença em favor da donzela. Dedicava-se mais ao aprendizado daquela arte milenar do que para as matérias escolares, porém essa diferença de dedicação não prejudicava seu desempenho - talvez a disciplina exigida nos treinos estivesse, na verdade, ajudando a jovem na escola ao invés de a prejudicar. A evolução proporcionada pela arte marcial era evidente na jovem, física e mentalmente. Tornou-se menos impulsiva e também tende a ser mais compreensiva com as pessoas e também tem uma postura analítica.

Quando mudou-se para Nova York com seus dez anos, a dama começou a apresentar habilidades anormais em floricultura e seu amor pelas flores fazia que, ao cuidar delas, as mesmas crescessem mais belas e fortes que o normal. A casa onde morava com o pai possuía, em seu jardim, várias flores que a jovem gostava de ajudar a cuidar e fazia aquilo muito bem, para alguém tão jovem. Continuou a treinar ninjutsu em sua nova cidade e dedicava-se inteiramente a escola, os treinos e também ao seu novo hobby - cuidar das plantas de seu jardim. Estava agora morando mais próxima de seus avós e visitava-os as vezes, passando alguns fins de semana com os mesmos. Suas novas amizades dentro e fora da escola ajudavam a mesma a se acostumar com o novo lugar e superar a mudança drástica de Oklahama para Nova York.


Em uma bela noite de primavera antes de seu aniversário de treze anos, seu pai chamou-a para conversar no jardim. Sabia que aproximava-se a época que os monstros passavam a serem capazes de sentir o odor de um semideus e não queria que sua amada filha descobrisse aquilo quando fosse atacada por um. A lua cheia brilhava no céu, iluminando o jardim e dando um brilho prateado as coisas. Uma brisa suave corria pelo lugar e os sons da cidade podiam ser ouvidos ali nos fundos da casa. Foi difícil contar a uma garota de doze anos que os deuses gregos - até então tidos como mitologia e, portanto, inexistentes - existiam e a loira era filha de uma divindade. Desnecessário dizer que foi difícil convencer a jovem daquilo, uma vez que aquilo parecia uma imensa loucura. Mesmo que soubesse que seus reflexos apurados não eram normais e o que ela sabia e fazia com flores também não, a ideia apresentada por seu pai era demasiadamente... Estranha para ela.

Após longas argumentações e explicações, a jovem acabou aceitando dar o beneficio da duvida ao seu pai. No dia seguinte, na escola, contou aquilo ao seu melhor melhor amigo. Surpreso com a atitude do homem, chamou a garota para ir até uma sala vazia e entrou com ela lá. Quando mostrou as pernas de bode para ela, precisou tapar a boca da jovem para que a mesma não gritasse e chamasse a atenção qualquer pessoa que estivesse passando por ali. Com uma prova de que seu pai não era louco, acabou aceitando a verdade e ouviu as explicações do rapaz sobre como funcionava aquela historia de meio-sangue, o que era o acampamento e que semideuses eram mais comuns do que a garota podia imaginar. Como ela já sabia a verdade, tanto o pai da mesma quanto o sátiro acharam que estava na hora da jovem ir para o Acampamento Meio-Sangue iniciar seu treinamento e assim a jovem fez.

Na viagem para o Acampamento, o sátiro entregou uma adaga que levava consigo para a jovem e falou que talvez precisasse dela na floresta. Para a infelicidade da jovem, de fato houve a necessidade de utilizar a arma. Uma empousa acabou atacando-os em sua corrida pela floresta e a dupla precisou lutar contra ela para poderem seguir em segurança para o acampamento. Para a surpresa da campista, a criatura era mais forte e rápida do que parecia ser nas historias e o combate contra um monstro que quer te matar era muito mais difícil que lutar contra um humano que não tinha intenção de tirar-lhe a vida.

Muitos dos golpes que a jovem dera com a faca não pegaram ou não haviam sido tão eficientes quanto ela gostaria que fossem, mas seu treino em artes marciais e também reflexos em combate estavam fazendo-se valer mesmo naquela situação. O monstro tinha ferimentos feitos pela lamina sim, mas não o suficiente para mata-la de cara. E também havia conseguido atingir a criatura com chutes e até um soco quando a mesma havia derrubado a arma e a semideusa não podia simplesmente abaixar e pegar a arma sem arriscar ser morta pela criatura. Phill, seu amigo sátiro, havia escolhido a hora que a adaga caíra para se envolver mais naquela luta e distrair a abominável criatura enquanto a donzela procurava a arma no chão e a recuperava.

Uma vez que o sátiro nunca havia realmente treinado muito combate fosse ele físico - até sabia manejar um pouco adagas e espadas, mas não se dedicava aquilo como os semideuses faziam -, estava tendo problemas em lidar com aquela criatura e ainda mais problemas em o fazer sozinho enquanto dava cobertura a amiga. Assim que a semideusa conseguira de volta a arma, avançou da maneira mais rápida que o terreno permitia para lutar com a criatura e salvar o amigo que tão bravamente estava lutando para defender a vida de sua tão querida amiga e aliada. Em uma ação sincronizada, semideusa e sátiro flanquearam a criatura e atacaram simultaneamente a criatura e a jovem cortou-a com a lamina do ombro direito até o quadril do lado esquerdo fazendo um corte vertical na criatura, afundando a lamina como podia nas costas da criatura. Não tivera forças para enfiar toda a lamina e ainda ir puxando para baixo, além dos ossos terem atrapalhado, mas fez tanto quanto fora possível para ela. Quando a criatura explodiu em pó dourado, Helena caiu de joelhos no chão e respirava com dificuldade, tentando recuperar o folego.

A luta da semideusa havia chamado a atenção de sua mãe, mas a deusa acabou preferindo esperar um pouco mais pra reclamar a filha. Ao chegar no Acampamento, ambos foram se recuperar na Enfermaria e, no dia seguinte, a dama foi convocada na Casa Grande para conversar com Quíron que explicou melhor as coisas para a semideusa. Nos dias e semanas que se passaram, a jovem treinava todos os dias incansavelmente e auxiliava nos Campos de Morango. Em uma bela noite, a fogueira do Acampamento, a dama finalmente fora reclamada por sua mãe, mudando-se para o chalé da mesma.

Atualmente com seus quinze anos, a jovem mora no Acampamento Meio-Sangue e se conversa com o pai via Mensagem de Íris. Ocasionalmente, ia passar alguns dias na casa do pai para aproveitar um pouco a vida mortal e relembrar os velhos tempos.
Helena Peltrow
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Deméter em Qui 19 Maio 2016, 15:49


Avaliação
e alguns indefinidos a menos

— Dan Carter: Reclamado como filho de Héracles.

Dentre todas as coisas que eu poderia falar aqui — e acredite que em maioria elas perigam a sua reprovação —, apenas ouso dizer que essa foi uma ficha acima das expectativas sobre alguém que está chegando agora. De verdade. É claro que há detalhes e muita coisa a se dizer, mas tenha em mente que o resultado de certa forma me agradou.

Iniciando os adendos: a primeira coisa é que você precisa focar na estrutura do seu post. Os parágrafos precisam estar com espaçamento, como estou fazendo aqui, e seus períodos precisam de uma maior atenção. Experimente ler as frases em voz alta enquanto escreve, porque ajuda bastante a eliminar erros como esse; que, na verdade, são de pontuação, mas estou colocando tudo junto.

Agora, partindo para a coerência... Alguns pontos me deixaram com uma pulga atrás da orelha. Você narrou que morou na rua após a sua mãe morrer e que roubou para sobreviver, ok, e também narrou que coisas estranhas aconteceram, e que dentre elas você foi perseguido por dois lobos negros. Confesso que, aqui, já achei que você seria reprovado porque diria que os tinha derrotado sem dificuldades, mas não o fez — você até narrou com coerência, mas como foi algo mais "passivo", algo que você não narrou diretamente, dando detalhes da batalha, fiquei um tanto quanto suspenso imaginando como teria sido. Não é algo impossível, obviamente; mas se você quer mesmo convencer de que foi capaz de fazer algo, faça. Narre diretamente. Não diga simplesmente que o fez virar pó com uma arma improvisada e depois foi ajudado com o outro lobo.

Aliás, chegamos num ponto também importante: o homem que te ajudou. Meu primeiro pensamento foi de que ele era Héracles, seu pai, mas como já havia visto você discutir no chatbox e dizer que não era, que desenvolveria isso depois, não te julgarei. Mas reafirmo: não coloque que era Héracles. Invente qualquer coisa, mas não uma interferência divina tão direta e tão frequente. Isso simplesmente mataria toda e qualquer coerência que você poderia ter em sua trama.

E, finalmente, chegamos ao momento da reclamação: novamente uma narração passiva, mas um pouco mais detalhada. Antes de tudo, é "Quíron", não "Quirom" — cuidado com isso, pois também escreveu "Huck" ao invés de "Hulk". Particularmente, gostei dessa parte, só acho que você deveria, novamente, ter narrado melhor as suas impressões sobre tudo. Muito cuidado com isso. Em narrações futuras, tente narrar tudo com detalhismo, ou acabará tendo consequências mais severas do que uma não-reclamação.

Para os demais erros — acentuação e outros — indico algo simples: corretor ortográfico. O próprio Chrome tem isso. Não vá tanto pelo Word, ele tem alguns vícios; e, na dúvida, pesquise a palavra no Google. No mais, filho de Héracles, meus parabéns!

•••

— Kim Chan Mi: Reclamada como filha de Despina.

Garota, devo dizer que me impressionei com a sua escrita. É boa, flui; é do tipo que me prende e que me faz querer ler mais. E consequentemente sua ficha ficou boa. No entanto, devo dizer que senti falta de detalhes, de algumas informações mais profundas: a viagem em si, o fato de saberem inglês, suas impressões sobre o Acampamento e sobre a anormalidade que passou a te cercar, entre outros.

Também houve o momento da reclamação em si: geralmente acontece um um símbolo dançante sobre sua cabeça, não dessa forma, por mais que em alguns momentos dos livros de Rick Riordan isso tenha acontecido de forma diferente. Mas não foi algo que te reprovasse, não.

Cuidado com a supressão de informações, tente ser mais profunda, ok? E cuidado também com o seu template, porque o fundo preto e a fonte em si dificultaram a leitura. Mas no mais, filha de Despina, meus parabéns!

•••

— Scarlet C. Müller: Reclamado como filho de Deméter.

Então, filhote. Você escreve bem, sua ficha foi muito boa — bem acima das expectativas, mesmo —, e com pouquíssimas coisas a se falar, também. A primeira delas: cuidado com o itálico. Isso pode atrapalhar a leitura, deve ser usado em casos especiais ou esporadicamente, como se estivesse narrando um flashback ou algo do tipo. Exceto nesses casos, não use deliberadamente.

Seguindo, encontrei na sua ficha o mesmo problema das anteriores: a narração passiva. Você até narrou detalhes, ok, mas foi como se estivéssemos conversando e você me dissesse como chegou ao Acampamento; foi algo como "ah, daí apareceram os monstros e eu fugi". Fugiu, ok, mas como? Reiterando o que eu disse ao Dan, não é algo impossível, mas para ser possível você deve narrar e mostrar que é. Além disso, o mesmo ponto de profundidade que disse para a Kim, trago para você: o seu pai e a sua mãe adotiva morreram? Como você sabia sobre as coisas gregas, além da carta? Porque narrou que fugiu de harpias e dracaenae, narrou que viu um filho de Hermes... Mesmo que isso seja uma narração futura sobre algo do passado, você deveria ter dado impressões da época sobre o que foi visto, como fez quando afirmou ser alguém estranho na escola por ver uma mulher-galinha voando por aí.

No mais, tudo ótimo; você narrou pontos gerais sobre a trama, deixou um espaço de tempo entre o seu aparecimento e a sua reclamação, a cumpriu como deveria, encerrou com um desfecho continuativo... e, por isso, meus parabéns.

Para os demais erros — acentuação, uso de hífen (é "semideus", não "semi-deus") — recomendo um corretor ortográfico, que é a sua melhor alternativa. Use o do próprio Chrome, mas cuidado com os vícios do Word, porque podem te ferrar. Na dúvida, procure outras fontes, como uma pesquisa no Google. No mais, filho de Deméter, meus parabéns!

Mamãe já ama. qqq

•••

— Helena Peltrow: Reclamada como filha de Perséfone.

Se alguém aqui pode ser reclamado com honras, esse alguém é você, Helena. A sua ficha foi organizada, estruturada e muito bem narrada, trazendo uma linha temporal muito bem definida e explicada; acredite quando digo que não tive trabalho nenhum de entender as informações que você colocou aqui e que, sim, isso é mérito seu. Diferentemente das fichas anteriores à sua, você se deu ao trabalho de narrar tudo na medida certa, de detalhadamente dar as informações que precisava. E mesmo narrando algo num passado distante, fez questão de deixar clara a batalha.

A única coisa que gostaria de deixar claro para você é que sátiros têm habilidades próprias e treinos para combates, então, sim, ele poderia ter uma boa desenvoltura na batalha. Além disso, apenas te parabenizo por atentar-se ao detalhes que quase ninguém nota: a dislexia, o fato de existir a enfermaria e que ela deve ser colocada na ficha em casos de ferimentos e a reclamação na fogueira. No mais, meus mais sinceros parabéns, filha de Perséfone!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Marc Ranke em Dom 22 Maio 2016, 18:11

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Afrodite, pois é a deusa que mais se encaixa nas características do personagem.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Dono de uma beleza invejável e de uma lábia perfeita. Marc é considerado uma pessoa extremamente mandona, que se acha superior a todos em seu meio, e que nunca aceita ser contrariado ou traído. Ele costuma se intrometer em diversos assuntos, principalmente nos que não é chamado. Também é dono de uma imensa criatividade, e tem o dom para moda, sempre aparecendo bem vestido e com as marcas mais caras.

- História do Personagem


Nascido e criado em Nova York. Marc sempre foi o tipo de garoto que nunca precisou se esforçar para ter o que deseja; filho de um dos homens mais ricos da cidade e também sendo um dos mais populares entre os jovens, ele conseguia ganhar dinheiro só comparecendo em certas ocasiões. Era o estilo de vida que muitos invejavam, e Marc adorava isso. Ele gostava de esfregar no rosto dos outros a tamanha grana e beleza que possuía, sem contar das inúmeras pessoas que corriam atrás dele. Porém, ele escolhia sua "presa" com cautela, e quanto mais rica pessoa fosse, mais chances ela tinha de ser a nova paquera do garoto. Mas toda aquela vida de estrela estava prestes a acabar assim que um pedido de uma agência de modelos foi feito a Marc, e claro, o pedido foi aceito.


Era uma manhã de sexta, e Marc já havia se tornado o ícone principal da empresa. Apenas tirando fotos e assinando documentos, Marc já conseguia arrecadar uma quantidade imensa de dinheiro para seus colegas de trabalho. Mas mesmo com todo aquele dinheiro, ele tinha receio em continuar naquele lugar. Todos os trabalhadores eram, digamos, “estranhos”. No início do trabalho, Marc colocou em sua mente que aquilo era normal, pois estavam de frente para a estrela de Nova York, mas depois de algumas semanas que passou ali, as tremedeiras e as gaguejadas que as pessoas na empresas davam se tornaram preocupantes.  Durante uma das sessões de foto, um dos fotógrafos não conseguia tirar fotos devido a tremedeira, e aquilo acabava com a paciência do garoto. Porém, antes que ele pudesse reclamar com a agência, o mesmo fotógrafo começou a tossir descontroladamente, e fazendo o que uma pessoa não faria, Marc resolveu não se importar, permanecendo no mesmo lugar. O fotógrafo pôs a mão no rosto, e quanto as tirou, Marc pôde ver a formação de escamas em sua face e uma fumaça amarelada envolver todo o seu corpo. Era uma situação estranha demais que, travou completamente seus membros, tornando notório o medo em sua face. Antes de se recuperar daquilo, a porta do estúdio se abriu, e um jovem de cerca de dezesseis anos apareceu com um revólver dourado, dando um tiro certeiro no provável monstro, que explodiu em poeira. Depois daquilo, o jovem desconhecido agarrou o braço de Marc, que agora gritava loucamente, puxando-o para fora dali. Nos corredores, os outros trabalhadores também se transformavam em monstros, e somente uma bala daquele revólver era capaz de fazê-los explodir.

Já na rua fora do prédio, o jovem que o “salvou” daquele circo de aberrações o arremessou dentro de uma Kombi vermelha com uma força inumana, e nela havia outros cinco jovens que também aparentavam ter cerca de dezesseis anos, e todos com a mesma blusa laranja.  Marc se perguntava qual pecado ele tinha feito para merecer aquilo, e até achava que estava dentro de um sonho, mas depois de uma longa conversa com os supostos sequestradores, ele entendeu que tudo aquilo se tratava do salvamento de um semideus.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lyanna MacMahon em Seg 23 Maio 2016, 16:17

Reclamação
Ficha de Lyanna MacMahon

– Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

A deusa que eu escolhi para ser a mãe do meu personagem é Melinoe, a Deusa dos Fantasmas. Eu a escolhi porque ela é uma deusa muito interessante e intrigante, todos nós temos vontade de saber o que acontece após a morte. Além de poder explorar um lado mais sensível da deusa dos fantasmas, não focando apenas no lado sombrio. Fora também que ela é a que melhor se encaixa na trama que eu pensei para a personagem.

– Perfil do Personagem

Características físicas.
Lyanna possui um metro e setenta centímetros de altura e cerca de sessenta quilos. Os seus cabelos são ondulados até o meio das costas e possuem um tom de ruivo acobreado. Ela é magra com curvas definidas, sua pele é pálida como a cera e seus olhos são de um verde escuro. Geralmente é vista usando roupas comuns e discretas, não querendo chamar a atenção para si.

Características psicológicas.
Lyanna já foi muito triste e depressiva, graças aos amigos hoje em dia é alegre, discreta e determinada. Ainda é altamente introspectiva, pensando em tudo e todos que já perdeu e ganhou. Tenta ao máximo manter o foco apesar das centenas de vozes em sua cabeça, seus poderes tenebrosos a sugam cada vez mais para a tristeza, mas ela não desiste tão fácil. Em seu interior nutre uma desconfiança inata a todos os desconhecidos, mas quando uma pessoa a conquista ela faz de tudo para defendê-la e a deixar feliz. Odeia pessoas narcisistas e obcecadas pelo poder, elas fazem com que ela se lembre de seu pior pesadelo, seu irmão psicopata.

– História do personagem.

Lyanna inspirou calmamente sobre sua xícara de cappuccino, o cheiro do café era delicioso. Sorrindo ela sorveu um gole do maravilhoso energético e o pousou sobre o pires no balcão da cafeteria. Após olhar em volta, não encontrou o que procurava e suspirando de tédio apoiou-se com o cotovelo sobre a mesa.

A filha de Melinoe estava sentada em um banco alto preso ao chão próximo a cafeteira industrial. Vestia-se de forma discreta, com uma parca de couro negro, longas botas marrons e uma calça jeans clara. Seus longos cabelos ruivos estavam presos em um rabo de cavalo que chegava até o meio das costas. As unhas pintadas de preto tamborilavam sobre o balcão de mármore.

“Por que estão demorando tanto assim?”, pensou. Os amigos já deveriam ter chegado há vinte minutos e a semideusa não queria ficar parada por muito tempo. Graças à proximidade com o Monte Olimpo e o Acampamento a cidade de New York era infestada de monstros. Mesmo com sua aura suprimida pelas habilidades adquiridas, ela ainda atraia mais monstros do que queria. “Talvez um monstro os tenha atacado”, deduziu irritada com o cosmo.

Mais uma vez dirigiu os olhos à porta do estabelecimento e por um segundo ficou esperançosa quando ela se abriu. Decepcionada percebeu que na verdade um homem e uma menininha adentraram ao local. Com certeza eram pai e filha, ambos possuíam o mesmo tom de loiro escuro e olhos azuis. Em meio a risadas caminharam até uma mesa e continuaram a brincar entre si. Lyanna sentiu uma pontada no coração ao ver tamanha demonstração de carinho paternal. Ela não gostava de lembrar a ultima vez em que provará um pouco disso.

Antes que pudesse evitar as lembranças chegaram sem avisar.

҉

Era o Dia das Bruxas e todas as crianças estavam eufóricas por causa dos doces, principalmente Lyanna. Ela demorou duas semanas para escolher a fantasia, seu pai queria que ela se vestisse de princesa e ela de zumbi, acabaram optando por princesa fantasma. Seus cabelos ruivos foram penteados de modo a ficarem encaracolados, e estavam cobertos por um véu de cetim branco. O vestido era totalmente branco, com um corpete bordado preso por alças, a saia cheia de babados caia até os joelhos e os rasgos distribuem-se por toda sua extensão.

O pai tentava maquiar a filha do melhor modo possível e enquanto fazia isso agradecia a filha por não ter escolhido princesa. Ajoelhado no chão sua cabeleira ruiva ficava na mesma altura da de sua filha. Nesses momentos que mais sentia falta da mulher.

– Por que não pode ser preto? – perguntou curiosa a respeito do vestido.

– Eu já disse para você Lyly, os espíritos negros são malignos – respondeu calmamente – Alguém com seu talento não pode dar abertura a essas coisas.

A menina franziu o cenho, com apenas dez anos era difícil para ela entender essas coisas. Olhando nos olhos também verdes do pai, perguntou:

– Por que eles são malignos? E por que o preto os representa? Não poderia ser, sei lá, laranja? Eu não gosto de laranja. E por que eu não posso? O que eu tenho de diferente?

– Não é assim que funciona. O fato de você não gostar da cor não torna ela sombria. O preto esconde, encobre e confunde muita coisa. É mais fácil para o mal esconder-se no escuro, onde o bem não pode ver. E você mocinha... Bem... – pensou um pouco antes de responder – É especial, nasceu com um dom que muitos na família também possuíam. Minha bisavó, meu tio-avô, minha mãe, eu e agora, você – afagou o rosto da filha com carinho – Todos eram médiuns.

– Médinos? O que a gente tem de diferente? Isso é sobre as pessoas que nós enxergamos e os outros não?

– Sim – explicou – E não é médinos, são médiuns do singular médium. Conseguimos ver através da barreira da realidade, enxergamos o mundo etéreo, onde repousam todos os mortos. Alguns apenas escutam ou apenas vêem, os mais poderosos podem até atravessar a barreira e obrigar espíritos ruins a ir embora.

– Talvez eu consiga – exclamou alegre, imaginando seus possíveis poderes – Você acha que eu posso?

– Eu acho... – Renan não queria entrar neste assunto. A filha demonstrava habilidades mediúnicas a frente da idade e isso o preocupava bastante. Alguns seres poderiam querer aproveitar-se disso – Que você deveria sair antes que escureça – entregou uma cesta com o formato de abóbora para a pequena – Volte antes das seis e meia Lyly. O véu é muito fino hoje, principalmente a noite.

A garota até pensou em continuar com o assunto, mas estava louca pelos doces. Após beijar o pai saiu correndo com a cesta para fora. As amigas já a esperavam do lado de fora, uma parte delas fantasiada de princesa e a outra de fada. Algumas fizeram careta ao vê-la de fantasma, como se ela já não fosse estranha o suficiente. As mães da vizinhança tentavam evitar a presença de Lyanna, sendo ela e o pai médiuns e espiritistas eles pareciam quase ETs. Os cristãos nunca tiveram uma visão muito generosa com outras religiões e pessoas diferentes.

Depois de cada uma das meninas dar uma explicação sobre sua roupa, elas saíram de casa em casa. Havia muitas crianças na rua, o bairro de classe médio-alta era seguro e não representava perigo aos pequenos.

Já eram seis horas quando algumas meninas decidiram ir mais longe da rota habitual, atrás de uma suposta velhinha bondosa. A casa que elas procuravam ficava a beira de um bosque denso, onde as crianças eram proibidas de entrar. Depois de procurarem por quinze minutos encontraram o lugar e já saiam com os doces, quando algo chamou a atenção de Lyanna.

Do meio da mata uma voz arrastada a chamava, “Lyly, Lyly, Lyly...”. Olhando em volta ela não encontrou nada. Especulando que não fosse alguém vivo, concentrou-se na voz e pode ver uma forma clara em meio às árvores. Não parecia com nada que a pequena já tivesse visto, a mulher toda de branco cintilava levemente. Por instinto a garota avançou para o bosque e foi detida por uma amiga.

– Tá louca?! Você não pode entrar ai.

– A mulher... – falou meio confusa – Preciso falar com ela.

Não esperando resposta saiu correndo para a mata. O ser não estava mais visível como antes, mas a menina seguia sua voz. Após andar por um tempo Lyanna sentiu uma mudança a sua volta, não sabia dizer o que mudará, era como se ar estivesse esticando-se sem danificar as árvores. Sem saber estava adentrando um vórtice temporário, um local onde o mundo espiritual fundia-se ao mundo físico em uma época especifica do ano.

A sua frente abria-se uma clareira, árvores altas cercavam o lugar e o chão era feito de pedras antigas. A noite estava caindo e o céu exibia um róseo amarelado. No meio das pedras uma mulher estava chorando sentada. Seu vestido branco estava rasgado e sujo, na altura das coxas pingos de sangue escorriam pela vestimenta. Com um susto a menina percebeu que o sangue era as lagrimas da morena.

Sem saber o que fazer ela se aproximou da desconhecida e agachou-se para olhar em seus olhos. Eles eram alaranjados e brilhavam como se estivessem pegando fogo. Outras vozes começaram a se juntar ao coro. Elas não falavam nada, apenas sussurravam em dezenas de línguas desconhecidas pela menor.

– Lyly fuja – sugeriu a mulher em uma voz espectral – Não há saída. Está escrito no tempo. A história de seu pai já foi tecida e cortada, agora é sua vez de tecer a sua.

– O que você está falando? O que é tecer?

– Você saberá com o tempo semideusa. Sua natureza é mais forte do que de seus irmãos. Logo seu poder a chamará, mas existem perigos não visíveis. Não confie no sangue.

A garota tentou fazer mais perguntas, mas foi interrompida pelos sussurros que começaram a soar da floresta. Vultos acinzentados começaram a flutuar para a clareira. As vozes estavam ficando insuportavelmente mais altas e agonizantes, os tímpanos da filha de Melinoe estavam quase estourando. A mulher no centro parecia ser mais afetada pelos espectros, e na tentativa de se livrar deles gritou.

A força do grito foi tão potente que chegou a criar uma onda de pressão, empurrando as folhas, as pedras, os espíritos e a filha de Melinoe. Lyanna foi arremessada para trás, zonza e com a visão embaçada não pode levantar. Assustada ela sentiu duas mãos a levantando do chão. Quando a visão voltou a estabilizar deu para perceber que ela já estava fora do bosque. Uma mulher, provavelmente a mãe de alguma das crianças fantasiadas, perguntou algo para Lyly, mas o grito ainda ecoava em seus ouvidos.

Ao lembrar-se dos conselhos da desconhecida a garota correu de volta para casa. Ao chegar lá escutou sons de objetos quebrando e pancadas. As pessoas que andavam pela rua pareciam não notar os barulhos. Algo na janela da frente chamou a atenção da semideusa, o pai dela tentava fugir pela abertura. Paralisada a menina observou uma sombra avançar sobre seu progenitor.

Naquele momento um formigamento espalhou-se pelo corpo da garota e seus pulmões encheram-se de ar. Os joelhos cederam ao cansaço e a cabeça tombou para trás. A sua volta um circulo de fogo verde surgiu e acima de sua cabeça uma holografia verde clara cintilava na forma de um humanóide desfocado. Ajoelhada ela gritou com todas suas forças, fazendo a ar vibrar e o som espalhar-se por metros em todas as direções. Antes que sua visão perdesse o foco a filha de Melinoe pode ver uma espada completamente negra atravessar o peito de seu pai.

O mundo pareceu girar e escurecer enquanto seu corpo tombava. Antes de cair na inconsciência a menina sentiu mãos a erguerem do chão. Desacordada Lyanna foi colocada no banco traseiro do carro de seu meio-irmão.

Algumas horas depois a filha de Melinoe acordou. Ela estava deitada em uma maca com um cobertor azul claro sobre seu corpo. O quarto onde ela estava não tinha mais do que 3,5m², dentro dele havia a maca, um armário metálico pequeno e um criado mudo também de metal. Seu vestido de princesa fantasma foi substituído por uma calça e uma camisa, ambas de um azul claro e feitas de algodão. As paredes foram pintadas do mesmo azul das roupas e da coberta, mas a tinta estava descascando e deixava o cimento a mostra.

A parede em frente a maca era feita de vidro a prova de balas e possuía uma porta também de vidro. Atrás dessa parede o irmão a observava atentamente. Ele vestia-se feito um médico e seus olhos eram tão negros quanto os cabelos. O rosto era forte e imponente com sobrancelhas e lábios grossos.

– Onde eu estou? – perguntou a menina enquanto levantava-se da maca – Que lugar é esse?

– Você está na Echo House e aqui... – o semideus sorriu – É sua nova casa.

҉

Lyanna assustou-se quanto teve seu braço tocado, por reflexo afastou-se rapidamente. Enquanto lembrava o passado a semideusa acabou se distraindo e não percebeu a aproximação dos amigos. Os dois usavam jaquetas de couro, calças jeans e botas de combate. A filha de Afrodite tinha um arranhão da orelha até o queixo e o filho de Hécate mancava.

– Calma, não vamos atacar você – brincou a amiga – Desculpa pela demora. Algumas empousai não possuem noção do perigo.

– Não tem problema – respondeu – Vamos embora antes que mais alguma coisa nos ataque.

Assim os três semideuses saíram da cafeteria e foram em direção a sua próxima aventura.

Adendos:

Primeiro de tudo, eu estou esperando a troca de nome, então releva o fato de estar um nome masculino ali -->
Eu resolvi fazer como que se ela já tivesse passado por uma parte da trama. Sendo assim a reclamação seria uma lembrança do passado. Algumas habilidades citadas tanto na infância quanto na versão mais velha são poderes futuramente adquiridos em DIY’s.
O pai não sabe que ela é uma semideusa, para ele Melinoe era só uma mortal também espírita. Ele considerava que as habilidades da menina era apenas fruto da mediunidade da família, habilidade futuramente também explicada. A mediunidade de Renan, pai de Lyanna, é um dos motivos pela paixão da deusa com ele.
A floresta se transformava em um vórtice etéreo no dia das bruxas, por isso os espíritos aparecem por lá. Eu tirei essa idéia de vórtice e tecido da realidade do livro A Batalha do Apocalipse. O tecido da realidade é uma camada mágica que separa o mundo etéreo (dimensão onde os fantasmas habitam) do mundo físico (nossa dimensão), o etéreo pode ser tanto idêntico ao nosso plano quanto completamente diferente. Ele seria o plano entre o físico e o onírico.
A mulher sentada na clareira era uma banshee, vinda para avisar sobre a morte do pai.
O irmão falado na descrição psicológica dela é o filho de Melinoe que a “salva” quando ela era criança e depois a leva para o Sanatório Mental. Ele faz parte da trama tanto quanto os amigos.


Lyanna MacMahon
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Selina Langdon em Qui 26 Maio 2016, 09:58


Reclamação
PAZ FILHOS DA P**A


**PODEM HAVER PALAVRAS DE BAIXO CALÃO NO TEXTO**
— Deus escolhido:
Ares. Meu objetivo é fazer uma personagem que não condiz ao todo com o perfil que aparenta possuir. Ares foi o deus que mais se encaixou com meus ideais, por isso o escolhi.

— Perfil psicológico:
Descontrolada e impassível, a indolência de Selina parece estar presente em todos os momentos. Seu tom de voz é arrogante e apático e, apesar de ser quase sempre uma locomotiva sem direção, é protetora consigo mesma e com aqueles que a cercam. Sempre cheia de si, acredita ser o centro do universo e o motivo de todas as coisas, boas ou ruins. De difícil socialização, é costumeiramente vista sozinha e não aparenta estar solitária por sua impetuosidade narcisista. Gosta de manter-se bonita e sua vaidade é uma quebra de costume de sua paternidade. Seu grande sonho é tornar-se uma modelo de renome internacional, apesar de recusar-se a todo o controle que é imposto no ramo.

— Perfil físico:
Estonteante. Quase tão bela como se fosse a prole da deusa do amor, seus traços são delicados e escondem muito bem sua personalidade. O rosto fino, alvo e suave guarda olhos azuis e lábios medianos que assumem posições estratégicas para denotar beleza maciça. As madeixas levemente encaracoladas e claras naturais acompanham seu perfil de modelo americana padronizada. Estatura mediana e corpo bem definido, sem flacidez alguma.

— História:
— Endirreite-se, garrouta.

Eu odeio a voz desse vagabundo. Quem ele pensa que é? Desgraçado. É a quarta vez que pede para eu endireitar minha coluna e parecer mais delicada. Não gosto dele. Se eu pudesse, tomaria sua câmera e tiraria fotos minhas por conta. Só não faço isso porque não sou boa com selfies.

Estou aqui pelo meu sonho. Quero ser uma modelo. Uma Gisela Bintian. Não sei o nome dela, mas quero ser como ela. Quando eu crescer, fizer meus dezoito e puder fazer o que quiser por ser maior de idade, vou dar um jeito. Por enquanto, tenho de me fingir de coitada para um monte de agências. Querem controlar tudo o que eu faço, o que eu como, a maneira que ando, como poso para as fotos. Pelo menos dizem que sou bonita. Todo mundo que me conhece diz que eu sou uma farsa. Legal por fora e horrorosa por dentro. Otários.

Perdi a compostura enquanto minha mente estava um turbilhão. Se aquele patife dissesse qualquer coisa com seu sotaque francês de mer...

— Endirreite-se, garrouta, porr favorrr!

"Cala a boca, seu vagabundo ordinário", pensei em voz alta. Droga.

— Como é?

— Isso mesmo, seu babaca. Tira essa por** de foto logo!

— Rrrespect-me, garrroutinha. Endirreite sua coluna e fique calada. Quem manda sou eu.

Não sei porque o acatei, mas endireitei minha coluna e sorri. Não havia reparado em como a sala estava vazia. Momentos atrás, aquele ambiente estava abarrotado de gente e agora só restava eu e um fotógrafo maldito. O único relógio na parede apontava para as dezessete horas. Entrei aqui as catorze.

— Meu ensaio já acabou, o que você está fazendo?! — eu não resisti e perguntei, quase berrando.

— Guarrrdando sua carrrinha para lembrrrar de você depois de te devourrar, meio-sangue.

?!

— EU VOU CHAMAR A POLÍCIA, SEU FILHO DA MÃE! VOCÊ PENSA QUE É QUEM PRA FALAR COMIGO DESSE JEITO, CARA? VOU DAR NA SUA CARA.


Sinto a minha pulsação alcançar as estribeiras quando meu corpo todo se preencheu de raiva. Marcho em direção à porta e tento abri-la com pontapés e socos, mas a maçaneta estava trancada. Olho para trás e percebo o fotógrafo caminhando em minha direção. Ele estava um pouquinho maior, alguns quinze centímetros mais alto. Antes deveria ter algo próximo dos dois metros. Seus olhos estavam mais profundos e seus braços mais largos. Seus dedos estavam grossos e suas unhas sujas. A pele, encardida.

— Ficarr quieta!

De repente, o francês mal sabia conjugar verbos. Continuava caminhando em minha direção e quanto mais eu o observava, mais mudava. Minhas pernas estremecem e tudo o que consigo fazer é mirar a janela com os olhos e correr em sua direção. Minhas pernas bambas quase me derrubam e, no meio do trajeto, alcanço meu telefone. Por cima dos ombros, verifico a distância que estamos um do outro e disco um número de emergência.

— CA**LHO, VEM LOGO, POLÍCIA!

Eu berro no telefone enquanto o gigantão apanha um guarda-chuva refletivo e arremessa em minha direção. Sua burrice impede que sequer chegue próximo de me acertar; arremessou o objeto aberto e a resistência do ar impediu que chegasse até mim. Retardado.

— RUA QUARENTA E CINCO, MANHATTAN. RASTREIA O MEU NÚMERO E ME ENCONTRA, EU TÔ SENDO VIOLENTADA. VEM LOGO, FILHO DA PU**!

Acredito que, se por bondade do destino eu fosse salva, iria para a cadeia por desacato. Não dou a mínima, quero dar o fora daqui. O fotógrafo arremessa mais um objeto em minha direção e, dessa vez, me acerta em cheio com uma lâmpada em seu tripé. Com o impacto, sou arremessada contra o vidro da janela que ocupa toda uma parede do segundo andar. Ouço o cristal trincar em minhas costas e não ouso reclamar de dor, apesar de mal conseguir localizar onde fui atingida por todo meu abdômen latejar.

É isso!

— Vem aqui então, seu troglodita sem cérebro. Vou meter a mão na tua cara, seu panaca tapado.

Uso o mesmo tripé que fui alvejada para acertar o vidro uma segunda vez. A força que incide contra a janela parece não ter saído de mim e foi suficiente para fracioná-lo em uma quantidade absurda de cacos. Viro-me depressa para não ser atingida pelos estilhaços e aguardo pelo burrão. Dou um passo para a esquerda, tentando desviar do seu embalo, mas sou pega pelo seu punho na altura da cintura.

Não esperava por isso. Ainda no ar, tento acertar um soco na cabeça do meu ex-fotógrafo-otário e inverter as posições. Agora, eu estou por cima. Mais rápido do que o imaginado, nos chocamos contra o pavimento do edifício e, apesar de amortecida por um corpo gigante e um pouquinho macio, sinto a colisão percorrer desde meus pés até a minha têmpora e me atordoar.

Uma multidão forma-se em volta de nós e, agora com mais precisão, acerto a cabeça do gigante com um soco forte. Não é o bastante para nocauteá-lo, mas é o bastante para fazê-lo permanecer no chão por mais tempo que eu até que eu me levante. Depressa, corro e furo o bloqueio circular de pessoas e me deparo com uma viatura, que barra minha travessia do asfalto.

Minha imagem no retrovisor é estranha. Eu vejo duas de mim mesma, meu cabelo estava bagunçado, meu rosto possuía pequenos arranhões e algo brilhava no topo da minha cabeça, flutuando. Meu estado de atônita me impediu de certificar-me do que era. O que consegui fazer foi continuar correndo e cambaleando para longe dali. Com um tripé de luminária na mão.

informes:
A ideia é fazer com que Selina seja uma meio-sangue perdida em Manhattan e mais tarde, talvez, encontre o acampamento. O monstro que enfrentou na história foi um lestrigão.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Frank Towley em Qui 26 Maio 2016, 18:29


Beginning
filho de Ares, escorpiano, explosivo

— Deus progenitor:

O deus da guerra. Não é a primeira vez que escolho Ares como progenitor, além de ser com quem eu mais me identifico, foi o único deus que conseguiu se encaixar com a personalidade da maioria das minhas contas. Prefiro manter o padrão nessa também.

— Físico:

Frank não é adolescente como a maioria dos semideuses, ou seja, seu corpo já condiz com o de um adulto. Músculos em geral, braço, abdome e pernas bem definidos pois o semideus mantém um treino físico diário desde seus dezoito anos - o treino junto com a genética resultou num corpo satisfatório. Cabelos castanhos e sempre curto, olhos azuis, mantém sempre uma barba rala, apenas aparando se necessário. O caminho que decidiu tomar, semelhante ao do pai adotivo, o transformou em um homem marcado por cicatrizes causadas pela guerra de gangues. A que mais chama atenção é uma na lateral de sua cabeça, um tiro de raspão.

— Psicológico:

Sempre foi alguém explosivo, até mesmo quando criança, o que tornou o convívio com outros algo quase impossível. No colégio, era obrigado a se retirar por brigas, no segundo grau o mesmo motivo acompanhado de drogas e bebedeira. Possui um gênio forte, porém com a morte do padrasto, viu-se obrigado a largar os estudos para ajudar a mãe com as contas e aluguel do lugar onde viviam. Portanto, ingressando na vida adulta, se viu em situações onde a raiva não era a única solução, aprendendo a controlar o instinto agressivo e vingativo. É alguém observador, capaz de por o raciocínio acima dos músculos, um tanto esperto para o estereótipo de filhos da guerra. Em outras palavras, é um rapaz equilibrado, disposto a usar tanto seu yin como seu yang.

— História:

— Seu filho não tem capacidade de conviver com outras crianças, senhora Towley. E concordamos que o histórico dele confirma isso. — o diretor era um homem carrancudo e rancoroso, a queda de cabelo no centro de sua cabeça confirmava que era um homem estressado e velho. Apesar disso, procurava se manter imparcial em relação aos problemas de sua instituição. Ou pelo menos era o que queria mostrar aos pais. O tom de satisfação, impossível de ser escondido, veio logo. — Infelizmente ele está sendo convidado a se retirar de nossa escola.

— Não trate eu e aquele babaca do Parker como crianças! Ele tava avisado que ia ter porrada, caralho! — agora a vez de um Frank de 10 anos atrás, com seus dezoito anos e cursando o terceiro ano do ensino médio. Na mão parada em cima da mesa, era possível ver as evidências do confronto agressivo de horas atrás - ensanguentada, assim como seu nariz e olhos.

— Frank, já lhe disse mais de uma vez que crimes cometidos por alunos são resolvidos na polícia. Principalmente um de tamanha proporção causado pelo seu colega. Seu senso de justiça é deplorável, garoto!

— Esqueça isso, pirralho. Vamos pra casa, seu pai tá te esperando. — Deanna, a mãe de nosso protagonista, ainda possuía uma beleza irrefutável para uma mulher de quarenta anos. Algumas tatuagens eram visíveis, deixando claro quem ela era.

Ambos deixaram a sala do diretor, embora o rapaz ainda estivesse furioso com o acontecido. Seus passos pesados e ignorância testemunhavam isso. Impacientemente, retirou de seu armário seus pertences - nem todos voltados aos estudos - e prosseguiu até a saída, apenas esperando a mãe quando já estava dentro da caminhonete. Sentou-se, procurando por seu celular e ligando para um amigo.

— John, como tão as coisas aí?

— Frank... não muito boas. Ela não sai do quarto desde ontem, não tem comido. E o babaca? — o rapaz do outro lado da linha era o melhor amigo do semideus, juntos em qualquer encrenca e situação. A tornozeleira e a prisão domiciliar o impediram de sair de casa para resolver o problema da irmã.

— Alguns ossos da cara fraturados. Tá se recuperando na cama de um hospital, os Parker querem processar. — respondeu em meio a risos, acendendo o cigarro entre os dentes e tragando a fumaça. Sua mãe apareceu na saída da escola, vindo em direção ao carro. — Mais tarde nos falamos, valeu.

— Torça pro seu pai não mudar de ideia depois de hoje. — ela adentrou o carro.

— Mudar de ideia sobre o que?

— Sobre sua iniciação nos Beasts.

w ☠ฺ a ☠ฺ r

A casa, apesar de alugada a um preço absurdo, não passava de um andar, uma garagem lotada de pertences que Charles Towley se recusava a jogar fora e um espaço especial para sua Davidson, sempre bem cuidada. Era lá que o pai e o filho sempre conversavam e trocavam ideias, ao lado de uma motocicleta Harley modelo de 75. Os assuntos sempre foram os mesmos: estudos, garotas e o almejado moto-clube. Beasts of Hell, fundado pelo avô de Franklin após sua volta do Vietnã e mantido pelo filho, agora pai. Era naquela garagem que ele deveria estar, realizando algumas modificações na moto como sempre fazia. Mas não naquela tarde.

O pai adotivo do semideus era um homem sério e querido por muitos, porém odiados por milhares. As atividades ilegais de seu clube eram a causadora de várias inimizades e atentados fracassados, mas o que mãe e filho viram naquela tarde era algo brutal e sangrento demais para uma guerra de gangues. Demais para o ataque de um moto-clube inimigo, demais para o cartel de drogas. Porém como um animal conseguiria abrir uma garagem antes de estraçalhar o pobre homem? Era essa a pergunta que o mestiço se fez e sabia que a mãe tinha a resposta.

— Precisamos deixar os policiais trabalharem, Frank... — a voz da mulher era abalável, a cor de sua pele havia se tornado pálida, como se algo maior estivesse prestes a aparecer. Ela sabia que a morte do marido era apenas a ponta da faca.

O jovem Towley se manteve ajoelhado onde outrora estava o corpo do pai, sujando a calça de sangue enquanto sua mente se lembrava de várias pessoas que alimentariam um motivo para assassinar Charles. Algumas condiziam, mas não se encaixavam. Não daquela vez. A fúria que sentia era imensa, mas não forte o bastante para motivá-lo a começar uma matança em nome do homem morto. Sim, a dor de perdê-lo era maior até mesmo que seu instinto natural, maior do que qualquer herança divina.

Frank cerrou as mãos, controlando-se para não descontar em todos ali presente. Ele soube que no momento em que encontraram o corpo, ela temia algo. E também sabia que ela não o contaria.

— Eu e você sabemos que a polícia não vai resolver isso, mãe. — tentou manter a voz calma, mas naquele momento, uma parte de si havia morrido também.

Visão da mãe

Deanna não acreditava no que os olhos viam. Torcia para que fosse apenas uma brincadeira pregada pela sua mente há tempos não perturbada, decidida a infernizá-la novamente após anos. Desde que dera a luz ao único filho que não sentia uma emoção tão grande, mas não uma emoção boa, era a pura e clara tristeza. O homem Towley, a quem havia se permitido amar, ser protegida e ajudá-lo nas tarefas de uma esposa, estava ali, estendido no chão com várias aberturas no peito como monstros tivessem deixado o lar infernal para realizar tal brutalidade. E ela sabia que era exatamente isso, monstros. Sabia quem era o responsável e sabia que aquilo renderia derramamento de sangue total. Tinha em mente que por mais que o filho amasse Charles, a personalidade do garoto não fugia da do verdadeiro pai.

Com tudo isso em mente, conseguiu dizer o básico e necessário aos investigadores enquanto assistia o corpo ser removido do local, num saco preto. Torcia para que o filho não se obrigasse a olhar a cena, era uma horrível forma de se lembrar do homem que o cuidara como própria cria. Voltou-se a garagem, seguindo o semideus e procurando as palavras corretas para confortá-lo. Esperava algum palavrão, algum esporro, até mesmo o garoto atacando alguém que nada tinha a ver com aquilo. Mas nada, apenas uma fala e logo em seguida o silêncio.

Mas a morte não era a única carta na manga de seu antigo amante. Não demorou muito e o que ela esperava aconteceu, apesar de atrasado, Ares sabia o momento exato para reconhecê-lo como filho. Uma luz vermelha e forte acendeu acima do garoto, aos poucos tomando a forma de um javali e duas lanças. Sim, o inferno começaria e para os dois viriam em dobro.

Ele abraçaria a maldade, como seu verdadeiro pai o faz.

Adendos:
A história se passa há dez anos atrás, como foi informado no começo. A reclamação ocorreu atrasada, já que a idade pra acontecer é aos treze (não sei se é o mínimo ou máximo). Mas pretendo explicar isso mais pra frente, caso seja aprovado. Narrei a reclamação na visão da mãe, pois deixarei a reação de Frank para uma próxima ocasião.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Darya Archer-Gilligan em Sex 27 Maio 2016, 18:04


Avaliação




Marc Ranke
Olá, moçx. Sua ficha começou bem, com uma introdução ao personagem. Porém, isso sozinho não foi capaz de te aprovar. Veja, o problema não está na sua escrita ou no seu potencial, mas no desenrolar da sua história. Senti falta de detalhamento, dos sentimentos, pensamentos e reações do personagem a tudo, entende? No momento que mais necessitava da sua atenção e cuidado você simplesmente narrou ações e acontecimentos. E só. Tente desenvolver melhor toda a situação, okay?
Outro ponto em que você pecou foi a coerência. Se os monstros quisessem matá-lo, eles já não teriam feito? O semideus que fez o resgate certamente era experiente. Gerar essa situação toda, ao invés de encontrar uma forma de sair dali sem chamar tanta atenção, não seria meio imprudente?
Além disso, senti falta de dois detalhes, sendo um deles as características físicas do personagem no início da ficha. O outro - a ausência do momento da reclamação - é um ponto obrigatório, sendo esse esquecimento, sozinho, um motivo capaz de reprová-lo.
Como disse no início, você tem todo o potencial pra conseguir essa reclamação e evoluir ainda mais a sua escrita. Apenas atente-se aos detalhes acima comentados e não se deixe desanimar; assim que tiver corrigido os erros, nada te impedirá de postar uma nova ficha. De qualquer forma, bem-vindo, semideus.
.
Reprovado

Lyanna MacMahon

Olha, moçx. Você me deixou meio sem ter o que falar aqui (q). Gostei muito da originalidade da sua ficha, e como você soube desenvolver a ideia com maestria. Os pontos que ficaram em aberto e poderiam causar confusão foram devidamente esclarecidos nas observações. Assim sendo, não tenho nada mais que comentar, a não ser dá-la os meus devidos parabéns. Bem-vinda, filha de Melinoe.

Reclamada


Selina Langdon
Gostei muito da sua ficha, de verdade. Você conseguiu não só criar uma situação interessante, como também deixar claro a personalidade da personagem; isso tudo sem se alongar mais do que necessário, em um misto admirável de objetividade, simplicidade e uma boa narração. Não havendo nada mais a ser comentado, deixo apenas os meus parabéns. Bem-vinda, tia, prole de Ares.

Reclamada


Frank Towley
Parece que hoje é um belo dia para o chalé do deus da guerra. Devo dizer que admiro muito vocês que conseguem impor todo um enredo único por trás do evento da reclamação, conseguindo expressar tão bem ao personagem. E creio não precisar adicionar que você (bem como os semideuses acima) conseguiu isso. A única coisa que me deixou de certa forma em dúvida foi o momento da reclamação do personagem - superficialmente citada pela mãe, sem nenhuma informação a mais sobre o momento. Porém, não foi o suficiente para reprová-lo. Bem-vindo, tio, prole de Ares.

Reclamado


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Samuel Fortereal em Sab 28 Maio 2016, 18:09


Ficha de Reclamação
Samuel Fortereal

Ω Por qual deus deseja ser reclamado/qual criatura deseja ser e por quê?
 Atena. Acredito que é a deusa que mais se encaixa com o personagem, que apesar de parecer um pouco brutal, é um ótimo estrategista.

Ω Perfil Físico
 Samuel possui em média 1,80 de altura; cabelos e olhos castanho escuro; cor de pele parda; porte físico forte devido ao seu treinamento diário; geralmente deixa seus cabelos ondulados e sua barba crescerem até o incomodarem; se veste muito bem; suas expressões faciais variam, independente da situação em que esteja.

Ω Perfil Psicológico
 Samuel é reservado, evitando falar quando não é necessário. É um pouco tímido devido ao seu isolamento mas não sofre por isso. Não gosta muito de receber ordens e tenta ajudar aquelas pessoas com quem ele tem afinidade. Em momentos que precisa raciocinar, sempre tenta esquecer quaisquer emoções que esteja sentido no momento.

Ω História

Atena:
Conhecimento é poder, era o que ele repetia. Samuel sempre foi muito dedicado ao que fazia, seu objetivo de vida era obter mais conhecimento. Infelizmente, seus atos o levaram a procurar aquele ser, acabaram o corrompendo. Sinto muito pelo que aconteceu com meu filho e gostaria que sua jornada tivesse terminado de uma outra forma. Conhecimento é poder, e poder pode levar um homem sábio à loucura.

História narrada por Johanna Jones

Você quer saber mais sobre ele? Salvou-me uma vez, quando éramos mais jovens ele não era do jeito que se tornou nos dias de hoje. Não era o mais forte, ou o mais inteligente, mas sempre tentava se aprimorar. Sua reclamação demorou para acontecer, passou mais de dois anos sem saber a qual deus pertencia, deixe-me contar. Às vezes, eu reunia ânimo para caminhar de manhã, era sempre inspirador correr com os atletas matutinos. Neste dia, preparava-me para correr quando o vi olhando pro nada, resolvi então me aproximar para o cumprimentar.

— Eaí, você vai correr o percurso hoje? Acho que irei te acompanhar —

Estávamos próximos ao refeitório, o sol raiava e tocava minha pele de maneira agradável, a temperatura estava perfeita. Ainda me sentia um pouco triste devido ao Oliver, mas correr talvez dissipasse minha mente de pensamentos negativos. Samuel estava sentado numa rocha, olhando em direção à floresta. Estava com uma roupa típica para fazer exercícios, uma camisa branca e uma bermuda azul-marinho, também calçava seu tênis laranja favorito, da Adidas. Levantou esbanjando um sorriso no rosto e me respondeu:

— Vou sim, estava só tomando um ar, não dormi tão bem ontem a noite. —


Ele nunca parecia dormir direito, sempre queria ocupar seu tempo fazendo algo produtivo e as vezes perdia o sono por causa disso, pensei que tivesse acontecido algo parecido com ele na última noite. Não tinha notado, mas o Oliver estava me encarando este tempo todo, de longe. Não queria mais olhar na cara dele, as confirmações de como ele tinha tratado a Amélia no último domingo me deixaram furiosa, eu rompi o nosso relacionamento. Samuel percebeu que meu olhar tinha se distanciado e olhou na mesma direção, percebendo o garoto enraivecido. Sua expressão se tornou séria e rapidamente seu olhar voltou para mim, parecia que iria falar algumas palavras de consolo, abriu a boca mas não falou nada, apenas entendeu o que estava acontecendo e não queria tocar nesse assunto delicado.

— Só vou passar no refeitório antes, Ethan ficou me esperando, vou ver se ele ainda está lá. Pode ir na frente e logo te alcanço, ok? —

Concordei e segui a caminhada, não sabia se era verdade ou era apenas uma desculpa. Não conhecia muito sobre o seu passado e o que aconteceu antes de chegar ao acampamento mas tinha certeza que se sentia frustrado por não ter sido reclamado por tanto tempo. Éramos amigos a algum tempo, tínhamos interesses em comum e era sempre legal discutir variados assuntos com ele. Corri por mais de maia hora e enquanto caminhava, ouvi alguém gritando o meu nome, quando olhei era o Oliver com seus amigos.

— O que você quer? Te falei pra ficar longe de mim —
Eles seguraram o meu braço e sacaram suas espadas, comecei a gritar por socorro mas ninguém estava ali. De repente, no meio da falação, senti algo me acertar e apaguei na hora. Acordei depois com muita dor, estava deitada na floresta mas não reconhecia onde, Oliver olhava para mim enquanto discutia o que iriam fazer comigo. Estava tremendo, com dor e sabia que morreria, não sabia o porque dele querer fazer mal à mim desta maneira.

— Não precisava terminar assim, mas se você não for minha, não será de mais ninguém —

Uma adaga perfurou a nuca de Oliver, atravessando sua garganta, ele apagou na hora e caiu no chão, Samuel estava lá. Os outros dois semideuses se viraram rapidamente e o atacaram com as espadas. Armas como adagas eram melhor para combates próximos e ele sabia disso, desviou do primeiro ataque indo para o lado, na direção do outro, a espada o acertaria se ele não tivesse segurado a lâmina com a mão esquerda, fazendo sangue escorrer por todo seu braço. Acertou sua adaga no pescoço do adversário que logo largou a espada para pressionar o corte, agonizando no chão.

Samuel foi acertado por um chute e caiu no chão, o segundo garoto tinha um chute muito forte e acertou suas costelas. Enquanto estava no chão, recebeu um golpe da espada na vertical e tentou defende-lo novamente com a mão, o que acabou a cortando pela metade. Eu estava desesperada mas consegui me levantar e pegar a espada do Oliver. O meio-sangue estava em cima de Samuel, o esmurrando no rosto. Realizei um ataque em suas costas, que rasgou toda sua camisa. Ele grunhiu e levantou, tentando investir em minha direção.

Samuel estava com o rosto coberto de sangue mas conseguiu correr com dificuldade para a espada próxima e a pegou. No momento em que ele fez isso, o semideus desistiu de me atacar e percebeu que Samuel era uma ameaça maior. Continuei apontando a espada para ele mas o combate foi travado entre os dois, Samuel estava calmo e observava o inimigo, sabia exatamente o que fazer para refletir qualquer golpe que recebesse. Apenas no primeiro ataque, Samuel atacou a espada do semideus, fazendo-a sair de sua direção. Após isso perfurou o seu bíceps, o que fez ele cair no chão.

Com um golpe final, Samuel perfurou a garganta do seu adversário, acabando com a luta. Um símbolo havia aparecido em cima de sua cabeça e finalmente ele havia sido reclamado, por Atena. Ele se ajoelhou e vi seu rosto feliz mesmo quase perdendo a mão. O abracei, todo ensanguentado e chorei, chorei muito.

PS. O post é narrado por outra pessoa contando uma história do passado.



Adapted by Andrew from LCJUNIOR template @ Caution 2.0
Samuel Fortereal
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Luke D. Miller em Seg 30 Maio 2016, 14:29

- Afrodite, gosto da deusa e sou muito parecido com a mesma, e também sempre escolho ela nos fóruns de PJ

- Características Físicas:Um rapaz alto, cabelos castanho escuro, boca fina e nariz pequeno, seus olhos são castanho claro, ele tem um corpo robusto e bem detalhado, como o de um modelo.

-Características Psicológicas:Um rapaz apaixonado, romântico que adora o amor, só que ele é infiel, nunca fica em um relacionamento fio, sempre partindo para outra.

- História do Personagem:Lá estava eu, em um show da Katy Perry, varias pessoas estavam no local, gritando e cantando junto com a cantora, estava acompanhado de meu melhor amigo Frank, éramos fãs da Katy Perry, e foi muita sorte a gente conseguir aquilo, tudo graças a Frank, aquele foi o melhor dia de nossas vidas.

“Estava na sala de aula, minha mochila estava em cima da mesa, tudo estava dentro dela, era segundo, o pior dia de todos, a professora de Historia estava dando aula, falando sobre Roma e sua historia, aquilo era um tédio, ela não parava de falar e cada vez meus olhos fechavam, até que caio no sono, e acabo tendo um sonho estanho, estava em um lugar que parecia ser um templo antigo, estava de frente a uma estanha e bonita mulher, ela tinha uma cara serena e calma, a luz que entrava no local iluminava seu belo rosto, então a mesma me dizia algo - Tome cuidado meu pequeno, a maldade se aproxima de você, se prepare para uma grande luta meu pequeno. – Então a mesma se desfez, junto com o lugar, logo fui acordado pela professora – Luke você não pode dormir na aula, se eu pegar você dormindo novamente, irei te tirar da sala de aula. – Então ela voltava a explicar a matéria e ouvia alguém me chamando baixinho, então olhava para trás e via Frank me chamando - Sim Frank? - Então ele sorriu e me mostrou sua mão, na qual tinha dois ingressos para o Show da Katy Perry - Frank, como você conseguiu isso? - Disse dando um grande sorriso - Não importa, iremos para o Show dela e nada mais importa - ele sorriu, nossa amizade era tão grande, e nosso sonho era ver algum show da nossa cantora favorita, foi isso que formou nossa amizade de 6 anos , então voltei a olhar para frente até a aula acabar.

Quando a aula acabou, fui andando com Frank até a entrada da escola, fomos conversando sobre o show, até que chegamos, avistei a minha limusine e logo fui na direção dela, e logo adentrei, indo para minha casa, no caminho fiquei olhando  pela janela, vendo a vista passar rápido, sempre fazia aquilo para matar o tempo, até que chegamos em casa, logo saio da Limusine e entro na minha casa, subindo as escadas indo para meu quarto, quando ia abrir a porta, meu pai aparece - Você vai fazer alguma coisa hoje a noite? -  Ele perguntou, e logo lembrei que hoje ele teria um desfile e queria que eu fosse com ele – Err...Então pai, eu vou em um show com o Frank, e eu disse que iria. – Então ele olhou para o chão – Ok filho, entendo, bom se divirta. – Ele deu um sorriso e se retirou, então entrei no meu quarto e me joguei na enorme cama, e então esperei ficar de noite.

Dando 19:00 horas da noite, tomei um banho e comecei a me arrumar, logo saia do banheiro pronto, usando uma camiseta vermelha, jaqueta jeans preta, calça jeans escura e all star branco, então sai do meu quarto, em casa só estava os empregados, meu pai já havia ido para seu desfile, então sai de casa e entrei na limusine, que foi até a casa de Frank, que ficava um pouco longe, então fui para a janela e fiquei vendo a vista passando rápido, depois de 30 minutos, chegamos na casa de Frank, que estava esperando na porta de casa, então o mesmo entrou na Limusine e sorriu – Então vamos? – Disse ele com um tom de alegria na voz – Vamos!! – Disse de volta, então a Limusine começou a se mover, indo em direção ao show.

Então é aqui que a gente se encontra, no Show da cantora, junto com milhares de outras pessoas, gritando e cantando as musicas com alegria, até que um estouro ocorre no palco, como se fosse uma explosão, mas ninguém se importa, a não ser eu e Frank, então uma criatura que parecia um demônio veio no local da explosão e voava em nossa direção, quando a criatura estava quase a me atingir, Frank me empurra e fica no meu lugar, sendo levado pela criatura, então ele pega algo de seu bolso e joga pra mim – Mate essa Empousa!!! – Então eu peguei, parecia ser uma adaga feita de algo estanho, então eu corri, tentando acompanhar a criatura que voava segurando meu amigo pelas suas garras, não sabia o que fazer para derrotar a mesma, mas então ela soltava Frank que estava caindo, então corri e consegui pega-lo a tempo, logo coloquei Frank no chão e corri na direção do monstro que agora estava no chão e sorrindo, vendo um caçamba de lixo, subo em cima dela e a uso de impulso, indo na direção do monstro e fincando a Adaga em seu coração, o monstro denominado Empousa gritava de dor e se desfazia em um estranho pó, logo caminho com a respiração ofegante até Frank, meu rosto tinha a expressão de horror, mas Frank parecia normal, então ele colocava sua mão no meu ombro e dizia – Temos que te levar até o acampamento meio-sangue – Então ele me puxava pelo braço, entendo na  Limusine que estava estacionada sem ninguém dentro – Você sabe pilotar? E o que seria esse acampamento Júpiter? – Ele deu uma risada – Não, mas não parece ser difícil, sobre o Acampamento, é um lugar onde...Semi-deuses vivem em segurança e claro você é um deles – Então ele conseguiu ligar a limusine e começo a dirigir, naquele momento não queria saber de nada, só fiquei a olhar pela janela e me acalmar, esperando chegar nesse tal acampamento Meio-sangue.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Vitor S. Magnus em Sex 10 Jun 2016, 16:10


Avaliação
Samuel Fortereal


S
eu post foi bem diferente, é difícil fazer fichas sendo narradas por outras pessoas. Eu gostei da história, mas poderia ter sido mais incrementada. Como eu poderia dizer? Explique mais os fatos e tente detalhar algumas coisas sem exageros.

Alguns erros de português são perceptíveis, mas ocorrem por não reler o post com atenção.

Enfim, o que mais pesou na avaliação foi a proposta da história, tenta aprimorar ela, já que quer ser prole da deusa da sabedoria tem que estar um nível acima dos outros. Se quiser dicas pede pra algum monitor ou player experiente.

Por enquanto, reprovado.

Luke D. Miller

Então, garotinho… Primeiro gostaria de apontar um certo erro que os players sempre cometem: Mudar o tempo verbal da narração. Você sem que decidir se quer narrar no passado ou no presente. Eu poderia indicar o trecho que ocorreu isso, mas foi basicamente no post todo.

Segundo… Tua história foi muito, mas muito simples mesmo, precisa pensar numa história não muito grande, mas agradável, mesmo pra uma avaliação comum.

Terceiro e não menos importante. Cara, você não é um semideus com um nível de experiência pra enfrentar uma Empousa. Pensa em algo menos ameaçador -olhe o bestiário- ou pense no caso de não ocorrer uma luta. Foque na história do seu personagem.

Outra questão também é a sua narração, tenta ser claro e coerente nos movimentos do seu personagem, tenta ter ideia do que ele realmente vai fazer e tenta descrever da melhor forma.

Por enquanto, reprovado.


Qualquer dúvida, reclamação, stress... Só enviar MP

Vitor S. Magnus
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Allana Beneck em Qui 16 Jun 2016, 14:59

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Nix. Eu sempre tive muito medo do escuro, desde criança, porém hoje eu me identifico muito com a própria escuridão.

- Perfil do Personagem

Características físicas:
Allana tem traços finos e marcantes, porém a feminilidade acaba por aqui. Seu cabelo é médio, negro como a própria noite, e apesar de nunca estarem sujos, tem um confortável aroma de penas empoeiradas. De estatura mediana, tem uma pele alva e fria ao toque, mesmo se o clima estiver quente. Como grande destaque, seus olhos azuis gélidos, um tom antes do branco, chama muita atenção por onde passa. Apesar disso, tem um estilo humilde, sem filtros, e digamos que um tanto "rebelde". 

Características psicológicas:
Allana é uma garota  destemida e orgulhosa - até demais -, é rebelde, tanto na aparência quanto na personalidade. É um grande motivo para dor de cabeça. Adora ficar rindo da desgraça dos outros (a não ser que não seja algo sério, claro), apesar de ser protetora e sempre fazer por seus amigos. 

- História do Personagem

"Hey, once upon a younger year. When all our shadows disappeared...

A leve melodia vinha de uma voz feminina, era reconfortante e talvez até sonolenta, apesar da letra da música.
"The animals inside came out to play..." 

Junto a voz, uma mulher andava lentamente. Vinha com um bebê nos braços, e se aproximava de uma casa. Chegou assim, finalmente, à porta, e foi deitando a criança suavemente dentro de uma cesta. Depositou o recipiente no chão, protegido da chuva momentânea. E terminando uma última estrofe da música, bateu na porta da casa, e desapareceu em seguida.

"Hey, when face to face with all our fears."

Um homem apareceu, e ficou alguns segundos encarando a cesta. Pegou, então, um bilhete com as seguintes palavras:

[esquerda]"Que as estrelas te guiem"[/esquerda]

TREZE ANOS DEPOIS

Vá para o internato, morra de tédio, se esforce nas matérias apenas para ser reprovada e expulsa, depois volte para casa e decepcione seu pai pela sétima vez. É tudo muito simples.
Eu já estava cansada, não sei por quê simplesmente não desistia.

Estava indo para a sala da diretora, como já podem prever - após minha breve reclamação acima -.
Já estava preparada para receber alguns gritos, sabia que a diretora já tinha descoberto, e que enquanto eu andava estava preparando seu discurso, e uma pilha de boletins para jogar sobre a mesa.

- Olá, srt. Beneck, estava esperando por você.- Falou, apoiando o rosto com as mãos em concha.

- Ah, sério?- Respondi sarcástica, me sentando. Ela pareceu não gostar, pois franziu o cenho e pegou vários papéis.

- Sabe por que está aqui, certo?- Ela perguntou, a olhei e assenti preguiçosamente.- Mas tenho uma boa notícia para você... Eu te ajudarei a passar.

- Você irá me ajudar a passar de ano?- Repeti com ironia, não acreditando.

Sra.McGraffin sorriu, e não era seu sorriso cínico costumeiro, e sim um sorriso maldoso.

- Exatamente... Mas ao invés de passar de ano, tenho algo melhor para você.- Antes que eu pudesse piscar, McGraffin tinha se transformado em uma bruxa feia e monstruosa, com asas, garras e presas amareladas. Ela não era humana, com certeza. Suspeitava desde o início.- Irei te ajudar a passar para o submundo!!

Meus olhos quase saltaram para fora quando McGraffin pulou em minha direção, dando o bote. Por sorte, consegui me desviar, e a criatura saiu rolando pelo chão. Aproveitei para sair correndo da sala, e enquanto virava o corredor, me choquei com Roger.

Ele era um garoto, com a mesma personalidade que a minha, porém era muito menos encreiqueiro e inquieto. Era magrelo, mas forte e com uma cara de cachorrinho abandonado - apenas um truque para se passar por inocente, acreditava eu. Apesar disso, era aleijado, tinha uma espécie de doença muscular nas pernas, e andava de um jeito engraçado. Apesar disso, quando queria corria mais do que eu.

- Allana, o que...- Eu já ia gritar para ele correr, mas antes que eu pudesse falar ou ele continuar, a parede ao nosso lado explodiu e a bruxa-voadora apareceu. Peguei no braço de Roger e comecei a correr, até ficarmos encurralados em um corredor.

- Ótimo! Do que adianta passar o ano inteiro em um lugar para depois morrer por se perder?- Enquanto eu entrava em pânico, Roger pegou algo de sua bolsa e entregou para mim. Era uma corrente.- Olha, sei que você me ama, mas agora não é hora para trocar presentinhos!

- Coloca logo!- Exclamou, ele. Coloquei a pulseira, mas quando eu pude perceber não era mais uma pulseira. Era uma corrente, longa e de bronze.
De repente, a sra.McGraffin apareceu no corredor com uma cara brava - era exatamente a mesma que ela fazia quando estava corrigindo as provas.
Meu coração acelerou, e apenas pude ver ela gritar e pular para cima de nós.

Fechei os olhos, movi a mão e em seguida um som agudo cortou o ar, sendo seguido pelo silêncio.
Abri os olhos, e me surpreendi ao ver a corrente no pescoço da sra.McGraffin. Tudo parecia passar devagar.

A corrente passou direto pelo pescoço da diretora, que foi resumida a pó.
Me aproximei com cara de tacho do que tinha restado da suposta sra.McGraffin, enquanto me abaixava para tocar.

- Ah, cara. O que foi que acabou de acontecer?!-  Olhei para Roger, mas ao invés de me dar uma resposta, apenas cruzou os braços.

-  Acho que já está na hora de contar para ela, Roger.- Me levantei e vi um homem, sentado em uma cadeira de rodas. Ele tinha cabelo castanho, com sobrancelhas espessas, intensos olhos castanhos e uma barba desalinhada.

Fiquei olhando do homem para Roger, até meu pescoço ficar doendo. De repente, minha visão ficou turva e tudo ficou escuro.

ALGUMAS HORAS DEPOIS

Foi estranho, muito estranho. Minha cabeça estava rodando depois de absorver tantas informações.

- Ok, deixa eu ver se entendi. Deuses existem, eles ficam aqui em New York. Aliás, meu pai se apaixonou por uma deusa, e consequentemente, eu sou uma semideusa.- Falei, gesticulando com as mãos no ar. Meu pai que estava dirigindo, olhou para mim pelo retrovisor - depois de eu ter desmaiado, provavelmente Roger e o homem, que depois eu teria descoberto que era Quíron, foram buscar meu pai.

- Desculpe ter escondido tudo isso, Allana.- Ele falou, com um notante ar de preocupação.

Meu pai era desse tipo, preocupado e apegado. Apresentando-o: Ele se chama Adrien Beneck, e é o cara mais corajoso que eu já vi - se for para cuidar sozinho de uma criança como eu, pode ter certeza que é. Ele é exageradamente protetor, não sei nem como suporta ficar longe de mim. Professor de Astrologia, apaixonado por ciências. Sempre que eu me acho azarada, me lembro de meu pai e penso na sorte de ter ele.

- Não vamos pensar nisso agora.
Então, o carro parou.

Sai e olhei para o vale iluminado, e rodeado por árvores.

- Tomara que aqui seja melhor que o internato, pelo menos.

Bem dita hora que eu falei isso.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kyle A. Henderson em Sex 17 Jun 2016, 15:36

Cold Blood
Ficha de Reclamação
Nothing to put here... I think. Maybe. Dab.

– Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
Primeiramente peço para que o avaliador me perdoe pelo fato de meu nome ainda ser Adriel D. Tawne, já que este morreu no último evento (e se puder, quero que mude o nome do personagem para Kyle A. Henderson, mesmo que eu já tenha postado o formulário de mudança de nome). Desejo ser reclamado por Melinoe. Kyle é conhecido por ter um aspecto sombrio. A trama do personagem também ajuda na escolha desta progenitora.

– Perfil do Personagem:
– Características físicas:
Kyle é um jovem dono de um corpo encantador e esbelto. Medindo 1,78 metros e pesando algo em torno de 80 quilos, ele possuí um porte atlético, mas não muito "malhado" – tem barriga tanquinho, porém não tão formada – e cicatrizes, duas em forma de "X" na perna direita e uma no braço esquerdo. Em questão de face, ele não tem feições como as das proles de Afrodite, mas é belo, de todas as maneiras. Seus olhos possuem íris azuis e seus curtos cabelos são naturalmente castanhos.

– Características psicológicas: O rapaz tem um ar sombrio, quase que caótico. Narcisista desde a infância, vive em constante luta com seus próprios demônios. Possui os aspectos de um jovem sonhador e alegre, porém veste uma outra face – Egoísta, frio, inabalável, duro, vingativo, impiedoso. Kyle prefere observar e escutar do que falar, visto que o jovem tem cautela ao revelar algo, até mesmo seu passado, na qual o rapaz não gosta de falar sobre.

– História do personagem:
 
 Kyle nasceu no dia 21 de Agosto, no ano de 1996. Sendo um bebê, mal sabia que seria o salvador de sua cidade – Portland, a ilustre capital do estado de Oregon – e arredores.
 Logo após seu nascimento, um ar assombroso causada pela aura do recém-nascido pairou sobre a sala de partos, junto com um símbolo de algo parecido com um fantasma verde-pálido, mesmo que imperceptível aos olhos humanos, mostrando que a progenitora divina ali presente reconhecera o bebê como seu filho. Sua mãe o deixou aos cuidados de seu pai, Jacob, que logo se casou com outra mulher para se passar por sua progenitora biológica.
 Não existe muitos detalhes interessantes ou importantes para se contar sobre sua pacata infância além de que o garoto criara um lado narcisista, sombrio e cruel em sua mente, como se seus genes divinos predominassem – pelo menos em sua cabeça.
 Quando o garoto completou 20 anos, a notícia de seu parentesco divino foi revelada por seu pai. Não foi devagar, nem sutil. Sim, demorou um pouco para o rapaz digerir esta notícia, mas com o tempo – algo em torno de um mês – conformou-se, pois isso não estava diferenciando sua vida ao todo. Seu pai, ao contrário de muitos, não o mandou para o Acampamento Meio-Sangue: Ele apenas queria manter o filho por perto, temendo pela vida do mesmo. Estava tudo indo bem na família do jovem Kyle, até alguém tocar a campainha de sua casa.
E é aí que as aventuras – ou desventuras – de Kyle e amigos começam.


***

Filho, atende a porta! — disse o pai de Kyle, Jacob, enquanto preparava o almoço para sua família.

 O rapaz, sentado em uma cadeira na cozinha, assentiu, se levantou de seu assento e direcionou-se rumo a porta da frente. A pessoa que esperava do lado de fora da casa era uma linda moça, pele pálida como a lua e cabelos morenos reluzentes. Kyle estremeceu ao ver a garota, sentindo um frio na barriga. Ele não era tímido, mas também não era acostumado a conversar com uma garota tão bela.

Oi! É aqui a casa do... Uh, deixa eu lembrar... Kyle? — disse a garota, sorridente.

Sim, claro! Digo, sim, sou eu. — respondeu o rapaz.

Ótimo! Eu sou Nieme, uma náiade. Você nos conhece, certo? – disse Nieme, com um tom alegre em sua voz — Enfim, precisamos de você no armazém Simmons & Dixon, às 20:00 em ponto. Estamos recrutando todos os semideuses, espíritos da água, sátiros outros disponíveis na região. Mais detalhes quando você chegar lá. Tchau tchau! — completou a náiade, se despedindo com um selinho.
 
 O garoto conseguiu resistir a vontade de sair pulando de alegria, e continuou em sua postura séria. O quê seria de tão importante para semideuses saírem recrutando outros semideuses? Uma guerra? Enquanto pensava, o pai do jovem o chamou para comer seu almoço, rosbife com batata frita, costeletas, arroz e refrigerante de complemento.
 O dia passou normal, com Kyle avisando seu pai da visita da náiade e do encontro á noite. Quando o sol se pôs, marcava em torno de 19:30 no relógio de Kyle. "Hora do show PORRA!!!", pensou o garoto, andando vagarosamente rumo a metalúrgica.

***

[NOTA DO AUTOR: Eu fiz o começo bem corrido para ir direto a essa parte. A partir daqui, eu irei detalhar bastante para mostrar que eu não sou um lixo completo – e que também, fichas para Melinoe são avaliadas rigorosamente. Se o avaliador não abandonou o texto pensando que seria uma perda de tempo, te amo, lindo(a)]

 Quando o jovem chegou no lote onde ficava a metalúrgica, o lugar parecia abandonado. Paredes descascadas, tinta desgastada, algumas janelas quebradas e limo nos cantos do lugar. Trajando uma jaqueta de couro marrom, camiseta cinza sem estampas e calças jeans pretas e rasgadas no joelho, o rapaz adentrou o recinto cautelosamente. Dentro da grande área do armazém vazio, havia uma mesa com desenhos de vários tipos, como mapas, planos e indicações para criação de armaduras, espadas, escudos e derivados. Em torno desta mesa, havia 4 cadeiras, todas ocupadas, junto com aproximadamente 23 pessoas ali, alguns com perna de bode, alguns com pele esverdeada.

Quando você disse que iria juntar os semideuses e outros para uma coisa que você ainda não me disse, Nieme, não achei que seria tanta gente. — exclamou Kyle.

 Todos olharam para o rapaz, como se um ponto de interrogação estivesse pairando sobre suas cabeças. A náiade que Kyle conhecera se levantou de sua cadeira e correu até ele, dando-o um abraço.

Achei que não vinha! Eu preciso de você... — disse a náiade, fazendo com que o rapaz abrisse um breve sorriso — ...Para ajudar nossa milicia. Venha comigo, quero te explicar os detalhes. — concluiu, deixando Kyle furioso, mais uma vez.

 Quando o jovem chegou na mesa, ele conseguiu distinguir melhor os planos: Era um mapa do armazém, com barricadas, pontos de patrulha e outros. Alguém iria invadir o local, e não seria nada bonito. As pessoas em volta da mesa, sentadas, pareciam ser parte de um conselho, já que existia apenas 1 de cada espécie presente – semideuses, náiades, dríades e sátiros. As pessoas ali presentes estavam bem equipadas, prontas para o combate.

Ok, eles vão chegar a qualquer momento. Quero a atenção de todos! — disse Nieme — Eles estão atrás de uma espada de bronze celestial que meu amigo Richard banhou no Estige. Ela tem um poder inimaginável, que só nós podemos ter. Esperem fúrias ou monstros mais poderosos. Que os d... — tentou completar a náiade, sendo interrompida por um grito abafado que soava como "estão aqui!".

 A lugar ficou quieto. Ninguém ousou falar algo, até que as aberrações começaram a vir. Um semideus esbravejou um grito de guerra, e a milicia foi para a batalha.

***

Foi uma batalha dura. Havia o dobro de criaturas, elevando a dificuldade. A maioria dos nossos guerreiros era experiente, então conseguiam matar ciclopes e dracaenas com facilidade. O rapaz ficou lembrando das palavras de Nieme enquanto lutava. "...Que só nós podemos ter.". Nieme podia ser muito bem tão cruel e manipuladora quanto Kyle, usando seu jeito de menininha indefesa para conseguir o que – ou quem – quer. Kyle tinha um plano em mente, mesmo que arriscado: Destruir a espada, fazendo com que os monstros saíssem, tendo seu objetivo completado. A espada estava embainhada na cintura da náiade, que lutava impiedosamente como um demônio. Enquanto pensava, uma lança passava sobre os cabelos de Kyle junto com uma [i]dracaena que pulou sobre seu corpo. Kyle conseguiu segurar as mãos que continham as garras afiadas da mulher-cobra, mas não conseguia se proteger da mandíbula da mesma. Ela aproximou sua boca na região do pescoço do rapaz, como uma vampira, mas foi impedida por um golpe de espada que atingiu em cheio a parte de trás de sua cabeça. O rapaz se levantou, e, mesmo sendo ligeiramente imune a auras que causem medo ou pânico, sentiu um grande frio na barriga.
 Alecto, uma das três fúrias, havia entrado na batalha. Todos que ficavam em seu caminho, do nosso lado ou no do deles, ou morriam ou eram gravemente feridos. Os semideuses novatos ficaram paralisados de medo, e os mais experientes recuaram um pouco. A situação atual era de que sobrava 12 guerreiros do nosso lado e 9 do deles, sem contar a fúria, que valeria por mil.
 Todos que avançavam contra a fúria morreram, mas Nieme tinha uma idéia: Usaria a espada banhada no Estige para terminar a batalha. Ela levou suas mãos habilidosas para a cintura... Mas onde estava a espada? Ela não tinha idéia nenhuma, até ver Kyle, quase esquecido pela mesma, lutando contra a fúria. O rapaz lutava com muita destreza usando a espada, e Alecto apenas defendia e bloqueava os ataques, poupando sua energia. Todos os outros membros da milicia que sobreviveram também partiram para o ataque, mas surpreendentemente Alecto não defendeu-se dos ataques: Ela, impiedosamente, ceifou a vida dos sobreviventes, um a um. A essa altura, os monstros do lado da temível fúria estavam apenas observando, e também só Kyle, Nieme e mais outro semideus de nome desconhecido conseguiram bloquear os ataques da fúria, embora a náiade e o outro semideus bloquearam-os com dificuldade. A batalha durou o que parecia ser uma eternidade, mas Kyle foi ardiloso quanto ao golpe final: Ele lançou a espada em um grande barril de combustível, já meio enferrujado, que fez com que gasolina se espalhasse pelo armazém. Apalpando rapidamente seu bolso, o rapaz sacou seu isqueiro e esgueirou-se para fora do lugar. Sorrindo de uma forma maníaca, ele jogou o isqueiro aceso na poça de gasolina. Quando ele saiu do lote, ele podia ouvir os gritos de Nieme gritando, pedindo ajuda para Kyle logo antes do armazém explodir em chamas.
 E, desta vez, ele se orgulhou disto.

***

Observações:
Deixei furos na história de propósito, que serão explicadas em umas DIYs. Foi bem corrido mesmo, de teste, desculpa a simplicidade. Beijo.

Thanks Tess
[/i]
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Re: Ficha de Reclamação

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