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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por 108-ExStaff em Dom 09 Nov 2014, 03:49

Relembrando a primeira mensagem :


Fichas de Reclamação


Orientações


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.



Deuses / Criaturas
Tipo de Avaliação
Afrodite
Comum
Apolo
Comum
Atena
Rigorosa
Ares
Comum
Centauros/ Centauras
Comum
Deimos
Comum
Deméter
Comum
Despina
Rigorosa
Dionísio
Comum
Dríades (apenas sexo feminino)
Comum
Éolo
Comum
Eos
Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões)
Comum
Hades
Especial (clique aqui)
Hécate
Rigorosa
Héracles
Comum
Hefesto
Comum
Hermes
Comum
Héstia
Comum
Hipnos
Comum
Íris
Comum
Melinoe
Rigorosa
Nêmesis
Rigorosa
Nix
Rigorosa
Perséfone
Rigorosa
Phobos
Comum
Poseidon
Especial (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino)
Comum
Selene
Comum
Thanatos
Comum
Zeus
Especial (clique aqui)




A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação. Os campos da ficha são:

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

- História do Personagem

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Não é necessário a utilização de template, mas caso opte por fazê-lo, a largura mínima do texto deverá ser de 400px, preferencialmente sem barra de rolagem — caso tenha, a altura deve ter o mesmo tamanho da largura ou maior. Templates que não sigam o disposto farão a ficha ser ignorada, bem como fichas ilegíveis - utilize colorações adequadas no texto.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



  • Obs: Somente envie sua ficha UMA vez para cada avaliação. Fichas postadas seguidamente (como double-post) serão desconsideradas, reincidência acarretará em ban de 3 dias + aviso.




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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Sex 17 Jun 2016, 17:48


Avaliação



Allana Beneck — Boa tarde, moça   :gdc:

Espero que esteja tudo bem com você :3
Sua avaliação: Allana, optei por não te aprovar. Vamos colocar alguns pontos aqui: sua história foi deveras interessante, fato, mas foi um tanto quanto corrida. Tente detalhar um pouco mais a respeito de sua personagem, algumas emoções e tudo mais. Além disto, você não deixou especificado o momento de sua reclamação, o que é essencial para saber exatamente quem é seu progenitor divino.

Mas não desista! Tente novamente. Precisando, pode me contatar via MP :3

Reprovada

Adriel D. Tawne — Boa tarde, moço   :gdc:

Ficha não avaliada. Adriel, procurei seu nome nas mudanças, mas não encontrei. Então, se for fazer ficha para outro progenitor, por gentileza peça o reset bem aqui. Ai reposte. Agradeço sua compreensão <3

Não avaliado

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kyle A. Henderson em Sab 18 Jun 2016, 14:17

Cold Blood
Ficha de Reclamação
Nothing to put here... I think. Maybe. Dab.

– Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
Primeiramente peço para que o avaliador me perdoe pelo fato de meu nome ainda ser Adriel D. Tawne, já que este morreu no último evento (e se puder, quero que mude o nome do personagem para Kyle A. Henderson, mesmo que eu já tenha postado o formulário de mudança de nome). Desejo ser reclamado por Melinoe. Kyle é conhecido por ter um aspecto sombrio. A trama do personagem também ajuda na escolha desta progenitora.

– Perfil do Personagem:
– Características físicas:
Kyle é um jovem dono de um corpo encantador e esbelto. Medindo 1,78 metros e pesando algo em torno de 80 quilos, ele possuí um porte atlético, mas não muito "malhado" – tem barriga tanquinho, porém não tão formada – e cicatrizes, duas em forma de "X" na perna direita e uma no braço esquerdo. Em questão de face, ele não tem feições como as das proles de Afrodite, mas é belo, de todas as maneiras. Seus olhos possuem íris azuis e seus curtos cabelos são naturalmente castanhos.

– Características psicológicas: O rapaz tem um ar sombrio, quase que caótico. Narcisista desde a infância, vive em constante luta com seus próprios demônios. Possui os aspectos de um jovem sonhador e alegre, porém veste uma outra face – Egoísta, frio, inabalável, duro, vingativo, impiedoso. Kyle prefere observar e escutar do que falar, visto que o jovem tem cautela ao revelar algo, até mesmo seu passado, na qual o rapaz não gosta de falar sobre.

– História do personagem:
 
 Kyle nasceu no dia 21 de Agosto, no ano de 1996. Sendo um bebê, mal sabia que seria o salvador de sua cidade – Portland, a ilustre capital do estado de Oregon – e arredores.
 Logo após seu nascimento, um ar assombroso causada pela aura do recém-nascido pairou sobre a sala de partos, junto com um símbolo de algo parecido com um fantasma verde-pálido, mesmo que imperceptível aos olhos humanos, mostrando que a progenitora divina ali presente reconhecera o bebê como seu filho. Sua mãe o deixou aos cuidados de seu pai, Jacob, que logo se casou com outra mulher para se passar por sua progenitora biológica.
 Não existe muitos detalhes interessantes ou importantes para se contar sobre sua pacata infância além de que o garoto criara um lado narcisista, sombrio e cruel em sua mente, como se seus genes divinos predominassem – pelo menos em sua cabeça.
 Quando o garoto completou 20 anos, a notícia de seu parentesco divino foi revelada por seu pai. Não foi devagar, nem sutil. Sim, demorou um pouco para o rapaz digerir esta notícia, mas com o tempo – algo em torno de um mês – conformou-se, pois isso não estava diferenciando sua vida ao todo. Seu pai, ao contrário de muitos, não o mandou para o Acampamento Meio-Sangue: Ele apenas queria manter o filho por perto, temendo pela vida do mesmo. Estava tudo indo bem na família do jovem Kyle, até alguém tocar a campainha de sua casa.
E é aí que as aventuras – ou desventuras – de Kyle e amigos começam.


***

Filho, atende a porta! — disse o pai de Kyle, Jacob, enquanto preparava o almoço para sua família.

 O rapaz, sentado em uma cadeira na cozinha, assentiu, se levantou de seu assento e direcionou-se rumo a porta da frente. A pessoa que esperava do lado de fora da casa era uma linda moça, pele pálida como a lua e cabelos morenos reluzentes. Kyle estremeceu ao ver a garota, sentindo um frio na barriga. Ele não era tímido, mas também não era acostumado a conversar com uma garota tão bela.

Oi! É aqui a casa do... Uh, deixa eu lembrar... Kyle? — disse a garota, sorridente.

Sim, claro! Digo, sim, sou eu. — respondeu o rapaz.

Ótimo! Eu sou Nieme, uma náiade. Você nos conhece, certo? – disse Nieme, com um tom alegre em sua voz — Enfim, precisamos de você no armazém Simmons & Dixon, às 20:00 em ponto. Estamos recrutando todos os semideuses, espíritos da água, sátiros outros disponíveis na região. Mais detalhes quando você chegar lá. Tchau tchau! — completou a náiade, se despedindo com um selinho.
 
 O garoto conseguiu resistir a vontade de sair pulando de alegria, e continuou em sua postura séria. O quê seria de tão importante para semideuses saírem recrutando outros semideuses? Uma guerra? Enquanto pensava, o pai do jovem o chamou para comer seu almoço, rosbife com batata frita, costeletas, arroz e refrigerante de complemento.
 O dia passou normal, com Kyle avisando seu pai da visita da náiade e do encontro á noite. Quando o sol se pôs, marcava em torno de 19:30 no relógio de Kyle. "Hora do show PORRA!!!", pensou o garoto, andando vagarosamente rumo a metalúrgica.

***

[NOTA DO AUTOR: Eu fiz o começo bem corrido para ir direto a essa parte. A partir daqui, eu irei detalhar bastante para mostrar que eu não sou um lixo completo – e que também, fichas para Melinoe são avaliadas rigorosamente. Se o avaliador não abandonou o texto pensando que seria uma perda de tempo, te amo, lindo(a)]

 Quando o jovem chegou no lote onde ficava a metalúrgica, o lugar parecia abandonado. Paredes descascadas, tinta desgastada, algumas janelas quebradas e limo nos cantos do lugar. Trajando uma jaqueta de couro marrom, camiseta cinza sem estampas e calças jeans pretas e rasgadas no joelho, o rapaz adentrou o recinto cautelosamente. Dentro da grande área do armazém vazio, havia uma mesa com desenhos de vários tipos, como mapas, planos e indicações para criação de armaduras, espadas, escudos e derivados. Em torno desta mesa, havia 4 cadeiras, todas ocupadas, junto com aproximadamente 23 pessoas ali, alguns com perna de bode, alguns com pele esverdeada.

Quando você disse que iria juntar os semideuses e outros para uma coisa que você ainda não me disse, Nieme, não achei que seria tanta gente. — exclamou Kyle.

 Todos olharam para o rapaz, como se um ponto de interrogação estivesse pairando sobre suas cabeças. A náiade que Kyle conhecera se levantou de sua cadeira e correu até ele, dando-o um abraço.

Achei que não vinha! Eu preciso de você... — disse a náiade, fazendo com que o rapaz abrisse um breve sorriso — ...Para ajudar nossa milicia. Venha comigo, quero te explicar os detalhes. — concluiu, deixando Kyle furioso, mais uma vez.

 Quando o jovem chegou na mesa, ele conseguiu distinguir melhor os planos: Era um mapa do armazém, com barricadas, pontos de patrulha e outros. Alguém iria invadir o local, e não seria nada bonito. As pessoas em volta da mesa, sentadas, pareciam ser parte de um conselho, já que existia apenas 1 de cada espécie presente – semideuses, náiades, dríades e sátiros. As pessoas ali presentes estavam bem equipadas, prontas para o combate.

Ok, eles vão chegar a qualquer momento. Quero a atenção de todos! — disse Nieme — Eles estão atrás de uma espada de bronze celestial que meu amigo Richard banhou no Estige. Ela tem um poder inimaginável, que só nós podemos ter. Esperem fúrias ou monstros mais poderosos. Que os d... — tentou completar a náiade, sendo interrompida por um grito abafado que soava como "estão aqui!".

 A lugar ficou quieto. Ninguém ousou falar algo, até que as aberrações começaram a vir. Um semideus esbravejou um grito de guerra, e a milicia foi para a batalha.

***

Foi uma batalha dura. Havia o dobro de criaturas, elevando a dificuldade. A maioria dos nossos guerreiros era experiente, então conseguiam matar ciclopes e dracaenas com facilidade. O rapaz ficou lembrando das palavras de Nieme enquanto lutava. "...Que só nós podemos ter.". Nieme podia ser muito bem tão cruel e manipuladora quanto Kyle, usando seu jeito de menininha indefesa para conseguir o que – ou quem – quer. Kyle tinha um plano em mente, mesmo que arriscado: Destruir a espada, fazendo com que os monstros saíssem, tendo seu objetivo completado. A espada estava embainhada na cintura da náiade, que lutava impiedosamente como um demônio. Enquanto pensava, uma lança passava sobre os cabelos de Kyle junto com uma [i]dracaena que pulou sobre seu corpo. Kyle conseguiu segurar as mãos que continham as garras afiadas da mulher-cobra, mas não conseguia se proteger da mandíbula da mesma. Ela aproximou sua boca na região do pescoço do rapaz, como uma vampira, mas foi impedida por um golpe de espada que atingiu em cheio a parte de trás de sua cabeça. O rapaz se levantou, e, mesmo sendo ligeiramente imune a auras que causem medo ou pânico, sentiu um grande frio na barriga.
 Alecto, uma das três fúrias, havia entrado na batalha. Todos que ficavam em seu caminho, do nosso lado ou no do deles, ou morriam ou eram gravemente feridos. Os semideuses novatos ficaram paralisados de medo, e os mais experientes recuaram um pouco. A situação atual era de que sobrava 12 guerreiros do nosso lado e 9 do deles, sem contar a fúria, que valeria por mil.
 Todos que avançavam contra a fúria morreram, mas Nieme tinha uma idéia: Usaria a espada banhada no Estige para terminar a batalha. Ela levou suas mãos habilidosas para a cintura... Mas onde estava a espada? Ela não tinha idéia nenhuma, até ver Kyle, quase esquecido pela mesma, lutando contra a fúria. O rapaz lutava com muita destreza usando a espada, e Alecto apenas defendia e bloqueava os ataques, poupando sua energia. Todos os outros membros da milicia que sobreviveram também partiram para o ataque, mas surpreendentemente Alecto não defendeu-se dos ataques: Ela, impiedosamente, ceifou a vida dos sobreviventes, um a um. A essa altura, os monstros do lado da temível fúria estavam apenas observando, e também só Kyle, Nieme e mais outro semideus de nome desconhecido conseguiram bloquear os ataques da fúria, embora a náiade e o outro semideus bloquearam-os com dificuldade. A batalha durou o que parecia ser uma eternidade, mas Kyle foi ardiloso quanto ao golpe final: Ele lançou a espada em um grande barril de combustível, já meio enferrujado, que fez com que gasolina se espalhasse pelo armazém. Apalpando rapidamente seu bolso, o rapaz sacou seu isqueiro e esgueirou-se para fora do lugar. Sorrindo de uma forma maníaca, ele jogou o isqueiro aceso na poça de gasolina. Quando ele saiu do lote, ele podia ouvir os gritos de Nieme, pedindo ajuda para Kyle logo antes do armazém explodir em chamas.
 E, desta vez, ele se orgulhou disto.

***

Observações:
Deixei furos na história de propósito, que serão explicadas em umas DIYs. Foi bem corrido mesmo, de teste, desculpa a simplicidade. Beijo.

Thanks Tess
[/i][/quote]
Kyle A. Henderson
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hetton Feak em Dom 19 Jun 2016, 18:42





Ficha de Reclamação - Hetton Feak


- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Desejo ser um Tritão, pois já enjoei de jogar como semideus e penso que será um desafio interessante.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)
Hetton é um jovem com cerca de 1,75 metros de altura, de corpo esguio – braços e pernas longas. O tórax é largo por conta do constante nado, possuindo também músculos parcialmente desenvolvidos, nada muito brutamontes, nada tão magricela. Os cabelos são negros, olhos castanho-escuros e a pele num tom bege quente como que bronzeado. Os olhos, amendoados, o nariz pequeno e curto, e a boca “comum”, não grande, nem pequena. Apenas comum.
Seu eu é eventualmente confuso. Nascido nesse meio de seres mágicos, guerras divinas e batalhas constantes, sente que o mundo já acabou, mas guarda tal pensamento para si. Em vista disso, não acredita que tenha algo a perder, o que o torna faminto por algum motivo para se aventurar. Sua origem marinha lhe trás o sentimento da imensidão marítima e a forma que ele faz parte de toda essa imensidão, dando não só um ego meio-inflado, mas uma autoestima dificilmente abalável ao rapaz.

- História do Personagem
Nascido de uma Náiade e um Tritão, Hetton Feak desenvolveu-se em uma infância normal – o que se pode chamar de normal para uma criatura mágica.
Desde criança cresceu ouvindo as histórias dos antigos deuses gregos, da mitologia, da evolução humana e a adaptação divina e mitológica ao mundo dominado de mundanos seres. Tantas guerras, tantas batalhas. Os deuses em sua perfeição se igualavam aos humanos em sua mortalidade. Com esse pensamento, via que não havia lá tanta diferença entre deuses e homens. E suas proles juntas não eram diferentes.
Não que tenha desenvolvido um ódio a tudo e todos, muito pelo contrário. Gostava de conhecer as coisas e lugares, ouvir as histórias e deter pensamentos que lhe fazia sentir-se maior. Fazia parte da imensidão oceânica e a maioria das guerras eram basicamente travadas na própria terra. O mar, em toda a história, era implacável.
Por conta das histórias que viveu escutando, sua vontade de fazer a própria história se acumulava conforme os anos se passavam. O maior incentivo de todos é que as batalhas, ainda enquanto crescia na baía de East Hampton, aconteciam o tempo todo. O grandioso acampamento meio-sangue, onde as crianças dos deuses e homens treinavam para proteger o mundo, estava apenas algumas dezenas de quilômetros de distância.
A vida no forte submarino de East Hampton não era ruim. Os seres aquáticos que ali viviam protegiam não só a fauna e flora, mas também possíveis ameaças ao próprio acampamento meio-sangue (que apesar de perto não era lá uma rota muito utilizada por inimigos). O fato era que para o garoto-peixe, a vida era monótona. Ele queria servir de algo, gostava da batalha. Era versado em habilidades básicas com o tridente e adorava pensar em como poderia batalhar e melhorar cada vez mais.
Mas ficar em sua casa não lhe traria avanço. As aventuras que o acampamento e seus semideuses faziam, sim. E seus pais sabiam disso.
Ao completar treze anos lhe deram a oportunidade de visitar o acampamento. Com toda emoção acumulada, Hetton sabia que era para lá que desejava ir e se tornar um local. Porém, ainda era jovem demais. Aos quinze, demonstrando aos pais maturidade o suficiente, desejou se mudar para o acampamento meio-sangue. E para lá foi sem grandes dificuldades, buscando sua aventura, sua história. Um espaço na própria mitologia.

Dúvidas e algumas explicações:

Olá avaliador! Eu construí a história do personagem sem exatamente algo para me basear, então não soube exatamente contextualizar todo o crescimento de um Tritão ou basicamente o lugar em que vive. Espero que não haja problema em ter "criado" esse forte do outro lado de Long Island, e criado ele de forma superficial. Eu realmente não sabia para onde ir hehe
Caso isso seja permitido e eu não seja reclamado, melhorarei tais descrições, tanto do forte, como da vida sereiana, etc. Obrigado desde já! ^^







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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Ter 28 Jun 2016, 12:41


Avaliação



Kyle A. Henderson — Bom dia, moço   :gdc:

Espero que esteja tudo bem com você :3
Sua avaliação: migo, estou confusa com alguns pontos da sua história, mas vamos por partes. Você narra bem, pude observar, sem erros grotescos e coisas do tipo. Sua organização textual também é boa, então orgulhe-se disso.

Agora vamos ao que importa: sua história. Vi que você já fora reclamado logo no começo, quando ainda era um bebê — apesar de ser incomum, não é uma coisa que julgaria como totalmente errada. Mas ai entramos em alguns pontos como por exemplo: 

1. Como Kyle conheceu a dríade?
2. Por mais que o pai dele quisesse mantê-lo por perto, isso valia mais do que mantê-lo seguro?
3. Por mais que Kyle já soubesse sobre seu parentesco divino, como ele aprendeu a lutar tão bem? Quem lhe ensinou isso?  
4. Como ele conseguiu lutar contra uma fúria sem sofrer nenhum arranhão? 

Por mais que furos possam ser explicados futuramente por DIY's, tente não deixar tantos na história. Como você mesmo disse, Melinoe é uma deusa a qual as fichas são avaliadas com mais rigor. E, justamente por isso eu não posso lhe aprovar. Ainda.

Mas não desista! Tente novamente, conserte os furos. E, se precisar de ajuda, sinta-se livre para mandar MP :3

Reprovado

Hetton Feak — Bom dia, moço   :gdc:

Confesso que essa é a primeira vez que avalio uma ficha para um ser, e não um semideus. Mas vamos lá: uma coisa que peço para você é que separe os parágrafos uns dos outros. Fica muito melhor de ler, acredite. Referente a sua organização e ortografia: elas são boas, acredite. Espero ler mais textos seus aqui, Hetton. Bem vindo!

Aprovado.


ATUALIZADO POR HADES

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Gabriela Lopez em Ter 05 Jul 2016, 16:03

Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
Quero ser filha de Hécate. Adoro coisas que envolvem magia e acho que ela se encaixa perfeitamente na trama da minha personagem.

Perfil do Personagem
Físicas: Longos cabelos negros, a parte do lado direito é raspada olhos roxos (anormal) e pele clara.
Psicológicas: É muito calma, mas quando mexem de verdade com ela, a pessoa sai roxa. Ama cachorros, livros (Grimórios), magia, caminhos, escolhas a serem feitas.


História



Eu odiava minha vida. Sempre fui vista como uma estranha, com TDAH (Déficit de Atenção e Hiperatividade) e Dislexia. Além disso eu era adotada, meus pais biológicos tinham morrido em um acidente de carro, eu não sabia nada sobre eles, nem ao menos o nome! Isabela e João eram os meus pais adotivos, eles me davam tudo o que eu queria, desde chiclete de menta até um Xbox 360, sério, era anormal. Eu morava em uma mansão em Washington D.C., meu quarto era gigante, arrumado, mas cheio de coisas. A maioria dessas coisas tinha a ver com bruxaria, grimórios, poções malucas que eu tinha inventado e varinhas falsas de Harry Potter. Coisas sobre mitologia Grega, Romana, Egípcia e Nórdica. Apesar de tudo isso, eu odiava minha vida.
Eu estava no meu primeiro dia de férias, aquele ano tinha sido cansativo. Estava enfurnada no meu quarto arrumando minhas malas para ir a New York. Isabela e João queriam comprar algumas coisas e aproveitaram a situação para me tirar de casa. Sério, foi o maior erro deles.
-Gabriela, vamos logo, eu não quero perder o voo!!!- gritou minha mãe.
-Já vou!!!- gritei de volta
Peguei minhas coisas e sai correndo escada abaixo. Quando cheguei na entrada o motorista estava ajudando meus pais a colocarem a bagagem dentro do carro. Eles estavam tendo certa dificuldade em carregar uma mala (provavelmente de minha mãe), então eu peguei um grimório na minha bolsa e falei um feitiço simples, para fazer objetos perderem pelo menos um pouco de peso, imediatamente eles pararam de se esforçar tanto e puxaram a mala com mais facilidade. Fiquei horrorizada com aquilo, eu não esperava que desse certo!! Claro, isso já tinha acontecido antes, motivo por meus pais terem ficado receosos na minha presença e por na escola me chamarem de bruxinha. Minha mãe olhou para mim assustada, depois olhou para o motorista e deu um sorriso forçado. Eu sabia o que ela estava fazendo, ele não queria que os outros soubessem que a filha dela era estranha e anormal. Fiquei com raiva, se ela não queria que eu passasse uma má impressão para os outros então porque tinha me adotado?
Bem, isso era assunto para outra hora. Eu estava feliz pela viagem, minha mãe tinha me permitido dar carona a meu amigo, Dylan.                          
Dylan era o único amigo que eu tinha na escola, ele parecia velho para um garoto da 6ª série, com problemas de acne e barba. Ele tinha um problema na perna que o liberava da educação física pelo resto da vida, andava só com muleta e era como se cada passo que desse doesse.
Enfim coloquei minha mala no porta-malas e entrei no carro. Minha mãe sentou no banco de trás comigo e meu pai foi na frente junto com o motorista. O motorista ligou o motor e foi direto para a casa do Dylan.
Quando chegamos lá o Dylan já estava na porta, com as malas prontas, nos esperando. Ele entrou no carro.      -Oi Gabi!
-Oi Dylan, tudo bem?
-Tudo ótimo!!
-Você parece animado.
-Claro, né? Quem não ficaria animado para ir ao Acampamento Meio-Sangue?
Logo depois que ele falou isso ele me olhou como se tivesse dito algo errado.
-O que é Acampamento Meio-Sangue, Dylan? - Perguntei intrigada
-Nada.- disse ele rápido demais.
Decidi não insistir no assunto, afinal, até eu tinha meus segredos. Mas essa história de Acampamento Meio-Sangue me deixou curiosa.
Quando chegamos ao aeroporto Dylan começou a se acalmar. Quando entramos no avião ele começou a rezar para... Zeus? Tudo bem, eu tinha que respeitar a crença dos outros.
Passamos o voo em tranquilidade anormal, sem nenhuma turbulência nem nada.
O avião pousou e a gente desembarcou. Dylan estava tão animado que chega dava pulinhos de alegria.
-Dylan, você está bem, querido? - Perguntou minha mãe com a expressão preocupada- Se você continuar dando pulos assim no meio do aeroporto as pessoas vão acabar te mandando para o hospício.
Comecei a rir da cara dele. Normalmente Isabela fazia essas brincadeirinhas para fazer a pessoa ficar envergonhada.
Nós quatro pegamos um táxi, o nosso hotel ficava perto do lugar onde o Dylan ia.
Chegamos ao hotel. Desci do carro e me despedi do Dylan.
- A gente ainda se encontra nessas férias, né?
- Não sei, acho que sim.
- Então tá, tchau!
- Tchau!
Fui para o quarto que estava reservado para mim e deitei na cama. Eu estava com preguiça de desfazer a mala.
De repente ouvi gritos e sons de tiros. Parecia vir da entrada do hotel, onde meus pais estavam. Meu coração disparou. Levantei da cama e fui correndo para lá.
Minha visão escureceu, havia sangue espalhado no chão e então eu vi, as duas pessoas que eu mais amava no mundo, mortas.
Corri para eles, tentei acordá-los, em vão.
-Mãe!! Pai!! Por favor, eu amo vocês!!!
Desmaiei.
Acordei em uma cama branca, minhas coisas estavam do meu lado, junto as coisas do meu pai e da minha mãe. Então eu lembrei de tudo que tinha acontecido e chorei.
-Por favor, não chore.- uma mulher entrou no quarto- todas as crianças daqui passaram pela mesma coisa que você.
-Eu... eu estou em um orfanato?
-Mais ou menos- disse ela- é um orfanato improvisado, meu sonho sempre foi ter um orfanato, então aproveitei a oportunidade.
Olhei para ela sem acreditar. Meus pais tinham morrido e ela dizendo que aproveitou a oportunidade?
-Pode sair, por favor.
Ela olhou para mim surpresa.
-Por favor, eu quero ficar sozinha.
-Certo.
Assim que ela saiu eu peguei uma mochila, separei as melhores roupas que eu tinha, separei os lanches que minha tinha comprado e eu não comi e peguei todo o dinheiro que minha mãe e meu pai tinham na carteira, e o cartão de crédito. Enfiei as coisas na mochila.
Fui no banheiro para uma última higienização.
Sai do banheiro, peguei minha mochila e pulei a janela, que por sinal, era baixa. Corri as ruas de Nova York até eu ficar longe daquele “orfanato improvisado”.
Peguei um táxi e pedi para ele me deixar fora da cidade. Assim eu fui deixada em uma estrada rural. Comecei a caminhar sem rumo, eu não tinha mais um objetivo, daqui para frente eu apenas “viveria”.
Andei tanto que esqueci do tempo, quando percebi o sol já estava se pondo e a noite chegaria, e aquela noite, era noite de lua cheia.
Arrumei um canto na beira da estrada para eu dormir, deitei lá e fechei os olhos. Acordei de manhã com o sol batendo na minha cara e ouvi vozes.
- Temos que levar ela, senão os monstros vão atacar!
-Tudo bem, mas você vai se encarregar de cuidar dela.
-Eu cuido!
Uma mão tocou o meu ombro e eu estremeci.
-Gabi, você não pode ficar aqui.
Abri os olhos e me deparei com o rosto do Dylan, tinha um pessoa ao lado dele.
-Mas tá tão bom...- reclamei
-Acorda!- gritou a pessoa ao lado do Dylan.
Dei um pulo e olhei brava para os dois
-O que vocês querem?
-Gabi, eu preciso que você me acompanhe, se algum monstro aparecer, você vai ficar em perigo.- Disse Dylan delicadamente
-Monstro?
-Sim, monstro
Meu olhar foi para o chão.
Pulei de susto
-Dylan... Suas pernas...!
Ele deu uma risadinha e levantou. No lugar onde deviam estar os pés dele, haviam cascos. E as pernas eram peludas.
-Você é metade bode?
-Exatamente. Agora vamos, antes que os monstros apareçam!
-E porque você acha que eu vou com você?
-Por que se você não for, você morre
-E eu devo confiar em você?
-Sim, completamente.
Como eu não tinha mais um objetivo na vida, eu decidi seguir ele.
Cheguei a colina Meio-Sangue e Dylan me explicou tudo sobre semideuses, monstros, deuses e essas coisas. Eu fui reclamada no jantar, e dormi no chalé 16, onde conheci meus irmãos e irmãs.



07.05.2016
Gabriela Lopez
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Qua 06 Jul 2016, 18:09


Avaliação



Gabriela Lopez — Boa tarde, moça   :gdc:

Moça, moça. Vamos lá. Os motivos para ter lhe reprovado são os seguintes:

1º.: vamos começar com seus motivos para ser uma filha de Hécate. Tudo bem você gostar de magia e oculto, e a deusa ser perfeita para sua personagem, mas o que mais? (Isso não causou sua reprovação direta, mas é uma coisa que influenciou em minha decisão). Tente encontrar um motivo que consiga convencer o avaliador de que você realmente quer ser uma semideusa filha de tal deus;

2º.: referente às suas características físicas e psicológicas: ninguém é obrigado a escrever uma bíblia sobre seu personagem, mas a descrição do mesmo é indispensável. Tente se aprofundar um pouco mais sobre como é seu personagem. Por exemplo, que tipo de roupas gosta de usar? Ela é uma pessoa mais calma ou mais explosiva? Mais contida, recatada ou mais extrovertida? Sugiro que dê uma olhada nas Tramas Pessoais para ver como proceder nesse aspecto. Vai ajudar bastante ^^

3º.: por último, mas não menos importante. Sua história. Antes de mais nada, peço que, por gentileza, caso você não usem templates, justifique o texto e não o deixe em itálico. Além disso, não use o itálico e separe os parágrafos (pessoas cegas como eu agradecem q). Apesar de que, ortograficamente, eu não tenha encontrado nenhum erro, sua história deixou alguns pontos a desejar. Vamos para o primeiro:
3.1.: um filho de Hécate tem facilidade com magias e poções. Até ai beleza. Agora vem a questão: onde conseguiu as coisas para fazer as poções? E os grimórios? Até onde eu consegui entender, apesar de seus pais lhe darem de tudo, não acho que os mesmos conseguiriam encontrar grimórios (afinal, são peças raras de bruxas antigas, e mesmo que existam bruxas na atualidade, não crio que passariam seus conhecimentos fáceis assim (acredite no que eu digo);
3.2.: um dos pontos obrigatórios nas fichas de reclamação é a descrição da reclamação, o que faltou em sua ficha. Você disse que foi apenas reclamada no jantar, sem contar sobre a aparição do símbolo de Hécate, reclamando você como filha dela. Atente-se a isso também.
3.3.: sua história foi um tanto quanto corrida demais. Não precisa detalhar tudo como Stephen King, mas se puder deixar tudo que ocorreu com sua personagem explicadinho, seria interessante.

Um resumo: como a ficha para Hécate é avaliada com mais rigor, não posso aprová-la pelos motivos já citados. Mas não desista! Tente novamente :>

E, caso necessite de ajuda, pode me contatar via MP <3

Reprovada



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por cakerainbow em Qua 06 Jul 2016, 23:25

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado?
Tánatos ,a personificação da morte

▬ características físicas e emocionais:
Físicas: Possuo um corpo que mede 1,75 de altura,  tenho olhos negros como o de uma ônix , pele alva e magra, meu cabelo e preto com algumas pontas castanhas por ter pintado o mesmo e tenho cicatrizes nas costas por causa de algumas brigas de escola envolvendo canivetes.

Emocionais: geralmente sou muito frio chegando a ser constantemente atormentado por idiotas que se acham Deuses, mas mesmo sendo desse jeito eu tenho um gênio forte e ate chego a ser sociável mas nem tanto, quando me envolvo em brigas  eu sempre acabo quase causando mortes desnecessárias , mas essas brigas sempre são  para livrar Klaus  de confusão.  

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus?
 Depende do campo , eu relação a mitologia eu tenho um gosto muito grande por ele , o impacto que thanatos tem sobre a vida humana e fundamental ainda mais por ser um dos meus deuses que tenho maior atenção , ele não demostra muito suas emoções, e focado .. além de outros atributos que me fazem eu assemelhar minha parte que eu considero demasiada antissocial igual , além de ser carregar uma foice [ uma das minhas laminas favoritas atrás a alabarda].

▬ Relate a história da sua personagem:
Assim como em qualquer dia da semana , eu Samael V. Dacarius  mais conhecido como SV ou banshee pelo simples fato da maioria dos acidentes não importa qual ,sempre é perto de mim.. continuando estava Klaus, meu amigo de longa data  e eu estávamos voltando para casa , andando pela rua suja de sacos de lixo espalhados pelo chão nos chegamos na casa de meu avo , mas ao chegarmos na porta  ela já estava aberta o que mesmo me preocupou mesmo na transparecendo tal sentimento.

- Klaus ... - digo calmo olhando de relance para ele enquanto entro pela que sobrou da porta.

- Samael cuidado pode ser um ladrão...- diz Klaus seguindo Samael pisando no chão com cuidado.

Com eles já dentro do local eles ouvem rosnados vindo do jardim , para se prevenir Samael pega um faca na mesa da cozinha e segue para o jardim , mas quando chega no local acaba vendo uma sombra pulando a cerca e indo embora mas deixou um velho ferido .

- klaus .. eles estão aqui , leve meu neto para aquele lugar se não ele morrerá .. vamo rápido - diz o velho  fechando os olhos , deixando klaus aos prantos e um Samael espantado.


- Klaus  vamos antes que nos pequem  so você sabe o caminho ..- diz Samael tirando tudo da mochila e logo vai ao carro pegar algumas muas de roupa , assim que termina de pegar as mudas vai a entrada e encontra Klaus em cima de uma moto , provavelmente roubada para fugirem.

Após horas de viagem , o ceu já estava escuro e o gostoso vento batia no rosto de Samael que questionava o motivo da morte do  avo.

- Klaus o que ele quis dizer  com ´´ aquele lugar`` , e alguma base secreta? - pergunto olhando o campo  verde.

- Bem .. como posso explicar, e um acampamento  de herdeiros sanguíneos dos deuses e você e um desses herdeiros mas  não sabemos qual, e antes de perguntar como eu seu disso e não te contei e porque eu fui mandado te proteger ater chegar sua hora- ele diz parando em frente a base de uma colina onde no tomo se encontrava um pinheiro  que me passava a impressão de ter já sido humano um dia.

Nos descemos e subimos a colina , eu me sentia cansado e meio tonto então acabo desmaiado desavisadamente , me sindo ser carregado  e então deixando em algum lugar maçio.

ALGUNS DIAS MAIS TARDE...

Acordo lentamente e levanto meu corpo , me vejo em um tipo de enfermaria   onde adolescentes  correm alguns chegam feridos e outros saiam do local , alguns olhavam para mim assustados ,outros curiosos, mas eu não ligando acabo saindo do local com um pouco de dificuldade e vou andar , os mesmos olharem mas agora companhados de cochichos  sao vistos e ouvidos  , sem saber para onde ia acabo em frente a um tipo de coliseu , eu entro no mesmo e vejo jovens treinando ,  mas inusitadamente sou derrubado.

- Idiota aprenda  a olhar por onde anda .. - diz o garoto provavelmente da minha idade cheio de si .

- O  certo seria pedir desculpa mais parece que você não sabe o que isso significa.. - digo  friamente , mas quando o garoto ouvi isso começa a correr , imediatamente eu faço o mesmo e vou procurar um local para me esconder então entro em uma espécie de deposito de armas , curioso eu observo cada arma e vejo p que parecia ser uma foice , meus olhos brilham e sem eu perceber um símbolo aparece acima da minha  cabeça , eu pego a foice e saio do local , se ele vai me enfrentar terá que sangrar primeiro eu penso , as pessoa que caminhavam agora estavam paradas olhando para mim quietas , eu ouço cochichos e o som de galopes atrás de mim , preparado eu seguro a foice firmemente e viro quando olho para tras vejo Klaus e um centauro??? , eu rio mas paro.

- Seja bem vindo , filho de thanatos.. - ele diz sorrindo
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Qui 07 Jul 2016, 12:34


Avaliação



Cakerainbow

Olá moço, bom dia! O motivo simples pelo qual sua ficha não foi avaliada é seu nome. Ele não está de acordo com as regras do fórum (citadas neste tópico bem aqui). Você pode modificá-lo neste tópico aqui, e então repostar sua ficha :>

Não avaliado



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Christian G. Harris em Qui 21 Jul 2016, 15:49

Ficha de Reclamação
para filho de Phobos



ESTA FICHA É UMA REPOSTAGEM. FORAM FEITAS ALTERAÇÕES PARA QUE POSSA SER APROVADA DESTA VEZ.

Por qual deus deseja ser reclamado?

Phobos, deus do medo, pois se encaixa melhor nessa trama.

Perfil do Personagem

Psicológico:
Calado, reservado, odeia contatos físicos e jamais expõe seus sentimentos. Aparenta ter uma pedra de gelo no lugar do coração e normalmente afasta as pessoas sem precisar se esforçar.

Físico:
Possui cabelos pretos lisos e repicados, heterocromia (um olho em tom cinza tão escuro que parece preto, herdado da mãe, e o outro castanho avermelhado, em decorrência do acidente que sofreu na ocasião da morte de sua mãe), é magro, mas tem músculos bem definidos, e relativamente alto.

História do Personagem

Os temores sempre foram algo presente em minha vida, principalmente depois que aquelas coisas terríveis aconteceram. Minha vida até podia ter permanecido daquela maneira, mas não... Tinha que piorar! Eu sou Christian Graham Harris, e esta é a história de como eu descobri ser um filho do medo.

Era a segunda-feira da última semana de aula do ano letivo e apenas a professora de Filosofia ainda fazia questão de dar aulas de verdade. Eu olhava no relógio de cinco em cinco minutos, ansiando pelo fim daquele tormento que só ficava cada vez pior.

— Obrigada, srta. Guster. Sr. Harris, sua vez. Compartilhe conosco qual é o seu maior medo, por favor? — Ela se voltou para mim, sorrindo feito uma idiota, como se fosse algum tipo de psicóloga.

Salvo pelo gongo, ouvi a sineta do fim da aula soar e rapidamente todos arrumamos nossos materiais para irmos para casa. O primeiro aluno estava quase alcançando a porta e eu caminhava logo atrás dele quando a voz da professora chamou novamente.

— Esperem! Sr. Harris, você não nos disse qual é seu maior medo!

Forcei-me com todas as forças a não rolar os olhos para a incômoda mulher, mas não pude deixar de bufar com desdém, como normalmente fazia.

— Não tenho medo nenhum.

E deixei a sala sem olhar para trás. Na verdade eu tinha sim um medo, um que ganhara depois de um dos piores momentos da minha vida — do qual ainda me é arrepiante lembrar, mesmo depois de tanto tempo.

Uma dupla de estupradores tentou sequestrar minha mãe quando entrávamos no carro, à saída do mercadinho de esquina que tínhamos. Meu padrasto me empurrou para dentro do veículo e sussurrou que eu me escondesse antes de ir enfrentar os bandidos. Ele a livrou das mãos deles, mas era fraco demais para enfrentar dois de uma vez. Logo rendido, meu padrasto foi espancado por um dos desgraçados enquanto o outro rasgava as roupas de minha mãe.

Eu estava no carro, escondido e vendo tudo acontecer. Tinha 11 anos e estava assustado como nunca estivera antes, mas não podia manter a situação daquele jeito. Tomado por uma coragem que jamais havia sentido, um instinto de proteção, saí do carro e chamei pelos bandidos.

Ambos tinham caras de psicopatas a fim de fazer qualquer maldade. Céus, eu realmente não sabia no que estava me metendo... Sem pensar em recuar, me ofereci no lugar de minha mãe para o que eles quisessem fazer. Ela berrou para que eu não fizesse aquilo, para que não me ouvissem, mas eles eram ainda mais cruéis do que aparentavam. A ideia de ter um corpo inocente para maltratar lhes foi impossível resistir.

Minha mãe se afastou e começou a correr, gritando por ajuda, na tentativa de tirar-lhes a atenção de mim, mas não funcionou. Furiosos, eles atiraram na direção dela, acertando-a de raspão na coxa, mas ela conseguiu fugir e acionou a polícia para nos resgatar.

Isso, porém, não impediu os bandidos de torturarem e matarem meu padrasto por pura diversão e muito menos de torturarem a mim da pior maneira que poderiam. Não, você não entendeu errado. Por fim, a polícia me encontrou desmaiado ao lado do corpo do meu padrasto e eu tive que passar por uma série de exames e interrogatórios, nos quais eu não falava nada.

Fiquei mudo por quase um ano. Nem meu psicólogo conseguiu extrair qualquer palavra de mim, com toda a sua didática. Muito lacônico, eu me comunicava apenas com minha mãe e não suportava ser tocado. Bem, até hoje não suporto, embora já seja algo mais condicional. Alguns toques eu posso aceitar.

O ronco do motor do ônibus me fez perceber que eu já estava a caminho de casa. Céus, as lembranças de quatro anos antes ainda me tiravam da realidade enquanto eu seguia a vida em piloto automático. Tudo porque uma professora solteirona de meia-idade querendo bancar a rainha da psicologia queria saber meu maior medo. A resposta era simples: eu havia passado por coisas horríveis e passaria de novo, desde que minha mãe estivesse segura. Meu maior medo era perdê-la, e eu não falava isso para ninguém, nem para mim mesmo, para não correr o risco de transformar em verdade.

Um minuto depois do arranque do ônibus, um arrepio incômodo percorreu os pelos do meu braço esquerdo, deixando-me subitamente em alerta. Não precisei olhar para o lado para ver que alguém havia se sentado ao meu lado, o que nunca acontecia. Eu devia emanar alguma aura de terror desde o incidente, pois pessoa nenhuma costumava se aproximar de mim, onde quer que fosse.

Mas ali estava um louco, tirando-me de minha bolha de falsa paz. Pelo canto do olho, notei um cara que com certeza era encrenca. Jeans surrados, camiseta e jaqueta de couro pretas, e uma bandana vermelha cobria seus cabelos. Ele olhava fixamente para frente e arrisquei um relance de suas feições. Honestamente, eu jamais chegaria perto daquele cara voluntariamente.

Tentei ficar o mais longe possível dele, mas o banco apertado daquele maldito ônibus velho fazia seu ombro tocar o meu. Eu olhava pela janela à minha direita, tentando ignorar a presença dele, mas os arrepios me incomodavam ao extremo.

— Você também tem uma aura perigosa, não é? — ele disse de repente e com ar de riso, mas fingi não tê-lo escutado e isso o irritou profundamente. Jamais me ignore, moleque!

Agora era minha vez de ficar enfurecido. Quem era aquele cara? Tinha ousado se sentar ao meu lado, tinha ousado puxar uma conversinha besta comigo e agora ordenava que eu não o ignorasse e me chamava de moleque?! Olhei diretamente em seus olhos e o que senti foi um misto de emoções, mas de uma delas pude ter certeza: surpresa.

O cara ameaçador devia ter uns 18 anos, o que o fazia apenas três anos mais velho que eu. A surpresa me deixou com mais raiva ainda e, ainda que eu me sentisse estranhamente intimidado por ele, resolvi encará-lo.

— Você está pensando que é meu pai pra falar assim comigo, moleque? Se eu quiser ignorá-lo, eu o farei! Não é você que me dirá o que fazer!

E eu devia estar ficando maluco, pois juro que vi os olhos dele tomarem o mesmo tom brilhoso de vermelho de sua bandana por um milissegundo enquanto ele deslizava a mão por cima de minha cabeça e agarrava meus cabelos com força, prendendo meu olhar no dele e fazendo-me sentir absurdamente fraco.

— Escute aqui, seu pequeno imbecil, eu vim até você para lhe dar um conselho. Não torne isso mais difícil e definitivamente não abuse de minha paciência!

— Eu não pedi que viesse aqui! Não quero nada de você, seja lá quem for!

Ele bateu minha cabeça ruidosamente contra a janela, causando-me uma dor lancinante, mas ninguém pareceu notar qualquer coisa.

— Preste atenção! Não esconda seus medos. Sinta-os! — Devo ter empalidecido na mesma hora, pois senti-me completamente zonzo àquelas palavras. — Só assim terá a força necessária para lutar contra eles e sobreviver em nosso mundo!

Ele largou meus cabelos e se levantou no momento exato em que o ônibus freava, sem sentir qualquer efeito da inércia. Ele se levantou e tocou o ombro do passageiro à sua frente, um baixinho atarracado que o acompanhou até a saída, atrás de duas pessoas. Busquei-o com o olhar lá fora, mas ele simplesmente desapareceu. Meu coração estava extremamente acelerado e minhas mãos tremiam como se eu tivesse voltado a ter onze anos.

Fechei os olhos bem apertados e sacudi a cabeça. Controle-se, Christian! Aquilo só uma impressão! Suspirei fundo e puxei uma barrinha de chocolate do bolso da mochila — algo que minha mãe sempre deixava lá para mim. "Chocolate leva o que há de ruim embora, ok? Mas vê se não come demais", ela sempre dizia. Comi um pedaço e esperei mais cinco minutos antes de finalmente chegar ao meu ponto e descer do ônibus.

O ponto ficava a oitocentos metros de minha casa e eu precisava caminhar por uma estradinha de terra batida ladeada pela floresta para chegar ao meu destino. O vento levava meus cabelos para trás e preenchia minhas narinas com um fedor incômodo de fumaça. Algum idiota andou queimando coisas aqui..., imaginei, rolando os olhos. Mas depois de vários passos, notei que o odor simplesmente não ia embora, e o vento estava forte demais para a fumaça permanecer ali por tanto tempo.

Senti meu coração acelerar novamente, mas me forcei a permanecer tranquilo. Não deveria ser nada demais, certo? Errado. Se não era nada demais, por que o fedor de fumaça ainda estava presente? Só havia duas explicações, considerando que não tínhamos vizinhos: ou estava tendo uma queimada na floresta (o que não poderia ser, pois o fogo já teria se alastrado até onde eu estava), ou... Não. Não, não pode. Isso não!

Parei no lugar. Olhei em volta, torcendo para ver árvores em chamas ao meu redor, mas a floresta nunca tinha estado tão verde! A voz do rapaz do ônibus ressoou em meus ouvidos. Não esconda seus medos. Sinta-os! Só assim terá a força necessária para lutar contra eles e sobreviver em nosso mundo! E tudo o que fiz foi correr em disparada.

A mochila parecia pesar uma tonelada a mais a cada passo, mas, quando a joguei de lado, percebi que o peso não diminuiu em nada. Minhas pernas tremiam como se fossem feitas de gelatina e minha respiração era entrecortada. Corri os últimos metros que faziam uma curva aberta e tive a visão mais desesperadora da minha vida: minha casa estava em chamas.

O carro antigo de minha mãe estava estacionado próximo a mim, o que indicava que ela estava em casa. Roupas no varal lá atrás balançavam ao vento e ficavam acinzentadas com a fuligem, e o barulho de uma telha caindo sobre as panelas da cozinha me foram um soco na boca do estômago.

— MÃE! — Gritei, mas não houve resposta. Corri ao redor da pequena casa rapidamente, na esperança de que ela estivesse escondida ali, mas não estava.

Não tínhamos telefone celular, então eu nem mesmo podia ligar para ela. Não, mãe... Implorando pela vida dela a quem quer que pudesse ouvir minhas preces, corri em direção à entrada, mas uma explosão me atirou para longe contra o tronco enorme de uma árvore e expulsou de meu coração qualquer esperança.

Cacos de vidro das janelas voaram para todos lados, um deles atingindo meu olho esquerdo, inutilizando-o. Caído no chão e com algumas costelas com certeza quebradas, vi muito longe e em meio à espessa fumaça um ser semelhante a um leão, mas completamente feito de fogo, a floresta começava a queimar por onde ele passava.

Minha visão foi escurecendo, mas ainda consegui distinguir uma figura em jeans surrados se aproximar com uma expressão nada boa em seu rosto. O rapaz do ônibus. Sua voz reverberou grave demais por meus ouvidos danificados, mas pude ouvi-lo repetir:

— Sinta seus medos, Harris, e seja mais forte do que pensa que pode ser!

Me arrastei miseravelmente pelo chão tomado por um ódio impossível de ser contido. Quem era aquele maldito?!

— Você... você fez isso?

Ele bufou com desdém, do mesmíssimo jeito que eu sempre fazia.

— Eu não fiz nada, garoto, nada além de te aconselhar e tentar te poupar do sofrimento. Mas não posso lutar contra os desígnios das Parcas, sinto muito. Apenas siga o meu conselho e talvez nos veremos em breve. Até um dia, irmãozinho.

Irmãozinho? Antes que eu pudesse parar para pensar, uma névoa vermelha escura me envolveu e dois pares de mãos me ergueram. Os passos do rapaz em direção à floresta e sumindo em meio às árvores foram minha última visão antes de me entregar à exaustão e à falta de oxigênio em meus pulmões.

* * *

Acordei numa sala esverdeada, com uma moça jovem pairando acima de mim e me olhando atentamente. Seus olhos eram como um caleidoscópio, cada hora pareciam ter uma cor diferente. Olhos... Eu estava enxergando com os dois olhos!

Tentei me levantar, mas quase desmaiei ao fazê-lo e a moça me ajudou a ficar deitado outra vez. O contato físico me arrepiou a espinha, mas eu nada podia fazer. Ela se apresentou como Silvia Kawasaki, guerreira de um tal Acampamento Meio-Sangue, onde eu agora estava seguro. Ela disse também que os curandeiros haviam feito o melhor que podia para recuperar meu olho esquerdo completamente, mas ele agora era castanho avermelhado, e que aquele lugar era o melhor para pessoas como nós. Então começou a explicar o significado de tudo.

Demorei pouco tempo para aceitar aquela conversa mirabolante como verdade, mas era só o que fazia sentido. Eu era um semideus. Ao ser indagado sobre uma tal de reclamação divina, contei-lhe sobre a névoa vermelha escura e a sensação terrível de medo que senti ao estar na presença do garoto mais velho que me chamou de irmão. A curandeira disse que aquele era um filho de Phobos, o deus do medo, assim como eu o era. Que legal, eu pensei ironicamente, mas parecia a única coisa plausível. Eu era filho do deus do medo, que pegadinha de mau gosto!

Mais tarde, soube que estávamos em Nova Iorque. A garota, Silvia, estivera em missão e tinha derrotado o ser de fogo com a ajuda de outros semideuses logo depois de me salvar. O rapaz do ônibus, que era meu irmão mais velho, tinha deixado o acampamento pouco depois de voltar do meu resgate, foi o que ouvi a filha de Íris comentar, sem saber que eu a ouvia. Ele estava cansado de se sentir um peão na mão dos deuses e de trazer garotos traumatizados para viverem mais traumas.

Passaram-se três meses desde aquele dia. Ainda não estou tão acostumado a essa vida nova e com certeza nunca vou me acostumar à ausência de minha mãe. Mesmo assim, aprendi que tudo o que eu posso fazer é seguir em frente. Phobos nunca apareceu para mim, mas também não faço questão que apareça. Ele simboliza um mau presságio, em minha visão.

Só o que quero agora é me manter vivo e depois... bem, depois eu vejo que rumo tomarei e que temores terei de sentir e enfrentar. Eu sou Christian Harris, sou um filho do medo.

~*~


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Sex 22 Jul 2016, 12:39


Avaliação



Christian G. Harris

Olá moço, bom dia! Quanto a sua avaliação: não vi problemas em sua escrita, e nem em sua fluência. Sua ortografia também é muito boa, com erros praticamente inexistentes. Espero poder ler mais textos seus por aqui (esse na sua sign é o Yakumo? '0')

Aprovado



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por ♦ Organização PJBR em Dom 24 Jul 2016, 22:02

Atualizados!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hugh Henley em Ter 26 Jul 2016, 01:36

Ficha de Reclamação
Para filho de Apolo



Por qual deus deseja ser reclamado?

Apolo, pois é quem se encaixa melhor na trama deste personagem.

Perfil do Personagem:

Físico:
Hugh tem cabelos cor de areia, olhos acinzentados como os da mãe, corpo bem definido desde que chegou ao acampamento e ligeiramente alto para sua idade (14 anos).

Psicológico:
É um rapaz tranquilo, mas pode se enfurecer facilmente se vir injustiça. Costuma dizer que sua vida é regida pela música, pois é seu maior prazer. Gosta de ver o que há de melhor nas pessoas e toca três instrumentos (violão, sax e cajon).

História do Personagem:

Um acorde no violão... Eu gostaria de poder definir toda a loucura que tomou conta de minha vida em uma única música. Tudo estava bem demais até meus tios resolverem que era hora de eu deixar o Texas. Lá eu tinha amigos, uma banda (ou quase...), mas aquele não era o meu lugar, eles disseram, e teoricamente eu estava ficando velho demais para permanecer ali. Eu não fazia ideia do que eles queriam dizer e fiquei realmente magoado quando eles me puseram para fora. O que quer que eu tivesse feito de errado, devia ter sido algo grave.

— Você precisa ir. Deverá encontrar seu próprio caminho. Não estará seguro aqui a partir de agora — tia Gail disse, quando eu estava a ponto de atingir os treze anos.

De alguma forma maluca, meus aniversários aterrorizavam meus tios desde o falecimento de minha mãe, mas eu conseguia perceber que eles se preocupavam mais com a minha segurança do que com as deles próprios. O problema disso era que, quando eu perguntava, eles diziam apenas que eu deveria descobrir sozinho sobre quem eu era e que poderiam interferir no meu futuro se me dissessem algo mais. Mesmo assim, eu repetia a pergunta todos os dias, até que a situação ficou insustentável.

Era primeiro de maio e aquele foi meu pior aniversário. Tio Burt mal me olhava nos olhos e parecia estar secando as bochechas com um lencinho o tempo todo. Está chorando, tio?, eu me perguntava. O bolo era de morango, como eu amava, tia Gail tinha o olhar perdido e piedoso quando o voltava para mim. Naquele estranho clima, batemos um parabéns, soprei as velinhas e, intimamente, pedi que pudesse entender o que significavam aquelas expressões de sofrimento. Acreditando na realização do desejo, arrisquei:

— Por que eu tenho que ir embora?

Tio Burt limitou-se apenas a suspirar fundo, como se mais uma segunda parte dele estivesse morrendo. A primeira foi minha mãe, que era irmã dele. Tia Gail tentou protestar com a mesma resposta de sempre, dizendo que ali eu não estava seguro, mas aquilo não respondia à minha pergunta.

— Então se mudem comigo! Por que eu tenho que ir sozinho? Por que só eu estou em perigo? Se eu estou, vocês estão também, certo?

— Eles virão atrás de você, apenas. Não ligam para nós, por mais crédulos que sejamos. Você deve partir e encontrar o refúgio protegido por seu pai e a família dele.

— Meu pai? Mas você disse que meu pai não podia me ver mais! Eu nem me lembro da última vez em que ele apareceu! E o que isso tem a ver com ele? Ele... Ele é da máfia, ou algo assim?

Tia Gail riu, como se a máfia fosse um bando de formigas perto da turminha do meu pai. Mal sabia eu que realmente era. Mal eu sabia o que eu realmente era.

— Você saberá em breve. Ele não podia vir vê-lo porque seu avô não permitia, ainda que ele tenha sido rebelde nos dois primeiros anos depois que você nasceu. Encontre-o, Hugh. Tome cuidado em seu caminho, terá muitos percalços, mas nunca desista de encontrá-lo.

Ok, eu agora estava ainda mais confuso. Aquele mistério tinha relação com meu pai, que era algum poderoso sabe-se lá de onde e que não podia me ver desde que eu fizera dois anos. Eu simplesmente não sabia nada sobre ele. Sabia que tinha sido o amor da vida de minha mãe, que ela era completamente devotada a ele e que eu era o fruto desse amor. Mas dele, o máximo que eu sabia era o nome: Apolo.

Apolo de quê, eu não fazia ideia. Apolo Creed, tipo o do Rocky Balboa? Não. Aos olhos da minha mãe, boxeadores só eram legais nos filmes. E foi aí que eu comecei a ligar os pontos. Meu pai era mais poderoso que a máfia, meu avô não o deixava chegar perto de mim, e seu nome era Apolo. Não. Não, não e não, isso era loucura demais! Coisa de filme! Eu não era um Perseu com habilidades para cortar a cabeça da Medusa, essas coisas eram mitos! Eu era no máximo um amante de country rock americano das antigas... certo?

— Meu pai... Se chama Apolo, certo? Qual o sobrenome dele?

— Ele não tem sobrenome, garoto! — Desta vez foi meu tio, exasperado, quem falou. Seus olhos estavam vermelhos e, sim, ele estava chorando. — A menos que considere "O Deus Sol" como um sobrenome. Ele é Apolo! Febo! Hélio! Como você quiser chamar! Se apaixonou por sua mãe porque nossa família sempre acreditou nos deuses. E ela sempre foi apaixonada por ele. Você é um semideus, Hugh! É por isso que não pode mais ficar parado aqui! Tem que partir!

Meus batimentos cardíacos estavam mais acelerados do que nunca. Tia Gail me puxou pela mão até o sótão e me entregou uma caixa média de madeira, forrada por dentro com um veludo dourado. Seu conteúdo era uma adaga que eu jamais tinha visto, mas que agora eu soube que pertencera à minha mãe. Era algo um tanto estranho pensar em minha mãe armada, mas eu era o filho de um deus, o que eu podia esperar?

Peguei a caixa, guardei meus fones de ouvido e um pequeno aparelho mp4 com as músicas favoritas de minha mãe, e abracei meus tios bem apertado, sentindo o coração machucado. Meu aniversário de treze anos era minha data limite, era o máximo que eu podia viver como um garoto normal. A partir dali, tudo mudou para mim e enfrentei coisas que eu nem sabia que existiam.

Um espírito tomou a forma da minha mãe e quase me matou. Um quinteto de mulheres-galinhas loucas e coloridas me perseguiram e abriram grandes cortes em minhas costas. Três valentões míticos me perseguiram e, desta vez, só não fui morto porque encontrei alguém com mais vivência nesse mundo louco do que eu. Bom, nem tanta vivência assim.

Seu nome é Harry Jones e ele apareceu no momento exato em que o líder dos caras musculosos iria me acertar com uma bola de boliche na cabeça. O garoto acertou o grandão com tudo por trás e o transformou naquele nojento pó amarelo fedorento com o qual eu infelizmente já estava familiarizado.

Ali surgiu uma amizade que não posso mais ficar sem. Harry me revelou que tinha sido reclamado pela deusa Perséfone dois dias antes de me encontrar e que um híbrido de bode com ser humano morrera para protegê-lo na ocasião. O nome correto era sátiro e ele dera a Harry o nome e o endereço do único lugar onde semideuses poderiam estar em segurança: o Acampamento Meio-Sangue.

Assim, nossa jornada juntos começou. Viajamos durante um ano, enfrentando toda a sorte de monstros e encantamentos malucos. Quando finalmente alcançamos Nova Iorque, optamos por visitar o Hospital Geral especializado em tratar semideuses e recebemos uma boa dose de energia e recuperação. Logo, porém, os médicos nos deram alta e tivemos de continuar nossa jornada fora da proteção hospitalar.

O último trecho da nossa viagem foi mais rápido, mas também bizarro. Recebemos uma carona de uma senhora gentil que nos levou até metade da distância que ainda nos separava do refúgio e retomamos o ritmo de caminhada para cumprir o último pedaço da jornada. Quando estávamos no meio da escalada, encontramos um grupo de semideuses rebeldes e musculosos que quase nos deram dor de cabeça demais. Fomos forçados a entregar nossos últimos dracmas e Harry recebeu um golpe forte na cabeça, que o deixou desmaiado por um bom tempo.

Não me orgulho em dizer que quase saí correndo com Harry carregado em meu ombro quando os grandões nos liberaram, mas em momento algum eles nos perseguiram. Na verdade, tudo o que eles fizeram foi rir da nossa cara. Que heroico!

Harry acordou quando estávamos quase no topo. Quase tivemos um ataque do coração ao vermos um dragão enroscado num pinheiro, mas então percebemos que ali estavam os sinais que um dia o sátiro tinha dito a ele. Ali estava o dragão Peleu, o Pinheiro de Thalia e o Velocino de Ouro. Finalmente tínhamos chegado. Estávamos em casa.

Horas depois, o diretor do acampamento, o lendário centauro Quíron, nos deu as boas-vindas. Os campistas bateram palmas e a fogueira pareceu corresponder à animação de todos. Quando fiquei de pé para agradecer pela hospitalidade de todos, uma névoa tendendo ao laranja como a cor do Sol me envolveu e um holograma do próprio astro rei brilhou acima de minha cabeça. Eu tinha finalmente sido reconhecido como Hugh Henley, o filho de Apolo.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Harry Jones em Ter 26 Jul 2016, 11:45

Ficha de Reclamação
para filho de Perséfone



Por qual deus deseja ser reclamado?

Perséfone, pois é a deusa que melhor se encaixa à trama.

Perfil do Personagem:

Físico:
Pele bronzeada, cabelos e olhos castanhos escuros, altura de 1,75m e peso de 70kg.

Psicológico:
Harry pode ser comparado às flores de sua mãe. É muito gentil e atraente à primeira vista, mostrando sempre seu melhor lado, mas quem não tiver cuidado pode se machucar com seus espinhos. Chegou a quase enlouquecer algumas vezes.

História do Personagem:

Oi! Antes de começar, quero saber se o Hugh andou dizendo que eu o salvei diversas vezes. Ele disse? Porque se disse, pode acreditar que é mentira. Ok, não uma mentira muito grande, mas ele me salvou mais vezes do que o contrário. Mais do que ele imagina, na verdade, porque eu realmente estive a ponto de sucumbir em diversos momentos da nossa jornada.

Ele tem a mente muito mais forte que a minha. Quando o encontrei, ele estava a ponto de ser morto por lestrigões, mas mesmo assim não parecia ter desistido da luta. Eu, que já vinha de uma longa viagem, estava exausto, faminto e querendo desistir. Não, eu não sou o mais valente dos guerreiros, pelo menos não por enquanto, já que estou tentando trabalhar nisso. Mas o Hugh já contou sobre o que passamos juntos, preciso contar a vocês o que aconteceu comigo antes de me unir a ele.

Tudo começou em Los Angeles, eu acho. A diretora do orfanato dizia que eu tinha nascido lá, mas quem pode realmente ter certeza quando não se tem um pai ao lado? Não sei quem foi meu pai e nem me interessa saber. A sra. Figgins, a diretora, me contou que foi ele quem me entregou para a adoção, berrando que eu era um bebê amaldiçoado. Antes que ela pudesse dizer sim para me abrigar, ele já tinha ido embora e me largado ali mesmo. Viu só? Que paizão eu tive, hein?

A sra. Figgins me contou isso quando eu tinha 10 anos. Isso aí, amigo, 10 anos, no auge do meu desejo de ser adotado e no auge da desesperança também, porque ninguém queria um garoto na minha idade mais. Foi quando eu tive meu primeiro, como era mesmo que eles chamavam...? Ah! Acesso de loucura. Eu não consegui dormir naquele dia e fiquei imaginando o que leva um pai a desistir do próprio filho e o chamar de amaldiçoado.

E então eu comecei a pensar que espécie de mãe some da vida do filho tão sem deixar rastros que ninguém nem sabia o nome dela? O que eu teria, ainda bebê, feito de errado para que minha mãe e meu pai desistissem de mim? Eu comecei a acreditar que era, de fato, amaldiçoado e que não importava o quando eu sempre mostrasse o melhor de mim, o quanto eu geralmente fosse gentil como as flores, ninguém me veria realmente como bom.

E aí eu surtei. Lembro-me pouco da ocasião, mas uma coisa ficou marcada na minha mente para sempre: o momento em que dois funcionários me agarraram para impedir meu surto de destruição em massa (que, por sinal, estava assustando as crianças menores) e eu gritei com um ódio extremo que fez brotar do chão várias raízes, que começavam a enlaçá-los. Os dois, em pânico, me largaram e fugiram daquelas raízes, todas as crianças fizeram o mesmo, e eu fiquei mais só do que já estivera em qualquer outro momento. O detalhe era só que eu não fazia ideia de como aquilo tinha acontecido.

Esse foi o primeiro incidente. Dois anos depois aconteceu algo assim de novo, mas eu estava quase sozinho. Eu cuidava do jardim do orfanato, a única tarefa que conseguia acalmar meus ânimos quando eu me exaltava ou quando estava triste. O cheiro das flores tinha um efeito que parecia um abraço, um afago, embora eu não soubesse o que eram essas coisas realmente. Tudo estava indo bem até que um dos valentões, aqueles que nunca são adotados porque gostam de causar problemas, resolveu me derrubar de cara nas flores.

Eu só consegui fechar os olhos e pedir a quem quer que pudesse me ajudar que não permitisse que os espinhos ferissem meus olhos. Acho que a prece foi atendida de maneira ainda melhor do que eu imaginava, pois eu não sofri nem sequer um arranhão. Quando percebi isso e me levantei para encarar o garoto, simplesmente não consegui controlar o acesso de ódio que surgiu. Eu avancei em cima dele e comecei a socá-lo com toda a minha força. Sem saber como, eu conseguia desviar de todos os golpes dele, como se eu tivesse experiência em luta desde sempre. E eu não tinha.

Bem, novamente fiquei isolado. Um ano depois aconteceu de novo, umas três vezes em um curto espaço de tempo. Comecei a ouvir os funcionários, preceptores e enfermeiros dizendo que, por mais calmo que eu aparentasse ser, na verdade eu era um demônio. Um demônio incontrolável que não podia ser contrariado. Eu não sabia o que eles ainda pensavam sobre o episódio das raízes brotando do chão, mas o fato é que eles tinham visto algo estranho acontecer duas vezes e eu agora era tido como um louco imprevisível.

Passei seis meses tentando me enturmar novamente, mas era impossível. Fiz, então, a única coisa que pareceu correta para mim: fugi. Reuni minhas poucas coisas e fugi do orfanato, me aproveitando do fato de que ninguém ficava perto de mim para ver o que eu fazia. Na primeira esquina que virei, correndo, trombei com um cara barbudo e manco que me olhava com uma cara de absoluto... alívio?

— Graças aos deuses, eu te encontrei! Eu o encontrei! Finalmente! Obrigado, Pã!

Aquele sim era doido. Deuses? Pã? Do que aquele maluco estava falando e por que raios ele estava agradecendo por me encontrar?

— Você é o Harry Jones, certo? Ai deuses, eu estava ficando louco de tanto te procurar. Mas eu sei que é você! Meu instinto não mente! Vamos! Tenho que te levar pra casa! — Ele me puxou fortemente pelo braço e começou a caminhar decididamente para não sei onde.

— Espera, espera aí, seu louco! Para onde está me levando? Quem diabos é você?

Ele percebeu que a coisa estava muito mais confusa para mim, que não fazia ideia do que ele estava falando, do que para ele, obviamente. Ele se apresentou como Martínez, um sátiro do Acampamento Meio-Sangue. Isso fez menos sentido ainda para mim, até que ele me perguntou se nada estranho acontecia comigo. Ele perguntou se eventos aparentemente sem explicação me rondavam, se as pessoas me achavam doido, se coisas sobrenaturais aconteciam ao meu redor.

De repente foi como se eu tivesse encontrado alguém que pertencesse ao mesmo mundo que eu! Bom, foi isso mesmo, mas até aquele momento eu não sabia. Eu senti uma confiança súbita naquele cara, que parecia reconhecer cada um dos meus surtos de aparente loucura como coisas normais. Ele me contou que os mitos, as histórias dos deuses gregos eram mais do que mitos. Eram verdade. Nossa verdade. O que regia nossa vida. E por mais absurdo que pudesse parecer, era a única explicação plausível para tudo aquilo.

Resolvi segui-lo, já que eu não tinha mesmo para onde ir e ele me prometia um lar. Durante meio ano, viajamos de Los Angeles até o Texas, passando por mil e um percalços no caminho. Encontrei mulheres de pernas diferentes com dentes de vampiro, hibridos de humanos com urubus, cães que só podiam vir do inferno! Martínez me protegeu de tudo isso e me ensinou a lutar. Me deu uma faca com as letras CHB, a sigla do acampamento para semideuses, e me ensinou golpes e esquivas.

Eu já estava me sentindo seguro quando fomos atacados por ciclopes do mal. Os caras eram bem maiores que nós dois e muito mais fortes. Eu, que agora já tinha alguma noção de luta coordenada, fiz o meu melhor para nos livrarmos daquele grupo. Martínez destruiu dois e eu destruí mais dois. Quando o último deles tentou uma manobra traiçoeira para me acertar por trás, o sátiro se colocou no caminho e foi fatalmente golpeado pelo monstro.

Enquanto meu primeiro amigo de verdade agonizava no chão daquele beco escuro, fui tomado por uma onda de energia que nunca tinha ocorrido antes. Uma névoa rosada e com cheiro de romã me envolveu enquanto eu arremetia para cima do ciclope com força e absoluto desejo de vingança. Flores brilhavam acima de minha cabeça e, por mais que isso não parecesse nada másculo, eu dispunha de uma força enorme quando matei o ciclope.

Martínez morreu. Eu jurei que, quando encontrasse o acampamento, queimaria uma mortalha em homenagem a ele. Dois dias depois encontrei o Hugh e o livrei dos lestrigões. Me apresentei a ele e descobri que ele meio que já sabia quem era e que era filho de Apolo, embora, até aquele momento, nada tivesse brilhado acima da cabeça dele.

Hugh me contou sobre a família de sua mãe ser devota dos deuses gregos e que por isso ele sabia quem era, mas que tudo só lhe tinha sido revelado havia alguns dias. Ele me contou sua história e eu contei a minha. Juntos, passamos um ano inteiro viajando e matando monstros, passando fome, sobrevivendo. Alcançamos o Hospital Geral em Nova Iorque e recebemos tratamento por nossos ferimentos. Eu também consultei o psicólogo do hospital quando percebi que era a primeira vez em um ano e meio que eu tinha parado de correr com medo de um lado a outro. Minha mente estava tão firme quanto gelatina.

Ainda enfrentamos um grupo de semideuses rebeldes na subida da colina, o que me rendeu um desmaio e um doloroso galo na cabeça. Hugh me carregou até o topo e juntos adentramos o belíssimo Acampamento Meio-Sangue. Não sei como foi para ele na hora, mas para mim foi a sensação de finalmente pertencer a algum lugar.

Os curandeiros nos trataram e fomos recebidos pelo centauro Quíron, o diretor do local. À noite, Hugh foi reconhecido como filho de Apolo, como os tios lhe tinham contado, e todos vibraram quando chegamos juntos. Como combinado comigo, Quíron queimou uma mortalha e todos entoamos uma música para Martínez. Os sátiros me disseram para não ficar triste, pois ele reencarnaria como algum ser da natureza, possivelmente uma flor, e eu poderia cuidar dele como ele cuidou de mim. Seria legal, realmente.

Ao fim daquela noite no anfiteatro, respirei fundo e sorri. Um sorriso de alegria completa pela primeira vez. Logan, meu irmão, me conduziu até o chalé e ali eu ganhei uma cama quente e cobertas, roupas novas e uma família. Finalmente eu não era mais amaldiçoado. Finalmente eu era feliz.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Atena em Ter 26 Jul 2016, 13:57

Avaliação

Ficha de Reclamação


Reclamações ou dúvida? Primeiro mande para mim via mp. Se desejar reavaliação me mande o pedido via mp

Hugh Henley

Olá jovem que toca cajon!

Então, sua ficha foi bem legal, gostei da forma como integrou os tios na vida do garoto e a reação deles ao explicar sobre Apolo. É notável que você tem conhecimento sobre ortografia, já que não houve erros nesse quesito.

Espero apenas que se atente mais em seus próximos post's e missões com respeito as emoções de seu personagem. Ele descobriu que era semideus e aceitou isso de forma tão fácil que ficou levemente sem sentido. Explore mais esse lado, mostre o motivo por ele ter aceitado isso, etc...

Outro quesito que me deixou com um pé atrás foi a resposta da primeira pergunta. Tente encontrar motivos melhores do que apenas 'se encaixa na trama'. Acredito que, se fizer isso, melhorará cada vez mais!

Tirando esses pontos, foi uma ficha muito criativa (eu, particularmente gosto muito de fichas integradas). Parabéns, e toque bastante no seu cajon no acampamento!


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Harry Jones


Olá cavaleiro das flores!

Só eu que achei essa ficha emocionante? Acredito que não.

Ótima escrita, uma trama muito boa e... Eu não entendi o motivo de matar o sátiro ;-;

Enfim... Apenas, assim como nosso amiguinho filho de Apolo, tente melhorar os motivos por escolher tal deus, não apenas um 'se encaixa na trama'. Outro ponto que não entendi foi que o sátiro estava tão feliz em poder lhe levar para casa, mas mesmo assim passaram um tempo viajando. Não sei se foi por estarem perdidos procurando o acampamento (mas um sátiro deveria saber), ou realmente queriam passear. Mas isso não lhe fez perder sua linda reclamação.

Sinta-se em casa filho de Persé!


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alex Vanguard em Qui 28 Jul 2016, 04:13

-Por qual deus deseja ser reclamado/qual criatura deseja ser e porque?Apoloporque e um deus com capacidades otimas e o meu favorito.

-Perfil do personagem (Características Físicas e Psicológicas) E um rapaz muito rápido e ágil,tem os cabelos castanhos e um leve bronzeado.Usa quase sempre cores amareladas e uns calções de ganga.Gosta de ler livros de aventura e de as viver,gosta de não ser visto e de ajudar as pessoas.

-Historia do personagem:Viveu durante alguns anos com a mãe ate ela morrer num assalto tendo de viver num orfanato onde gostava de ler seus livros debaixo de sua cama onde se habituou a esconder,quando tinha tempo fugia para o pátrio para poder correr e saltar por cima dos bancos.
No dia dos seus anos Alex e os amigos tiveram uma visita ao Zoo e ele como adorava animais foi logo o primeiro a entrar no autocarro.Não demorou muito por isso a visita também não demorou muito as vezes a hiperatividade faz isso o que e bom acaba rápido e o mau devagar.Mas no fim quando estavam a sair da zona dos repteis algo o puxou para trás para dentro de um armário a voz de uma rapariga surpreendeu-o:
-Precisas vir comigo depressa!
-Para onde?Espera eu nem te conheço porque ei de confiar em ti?
-Porque se não confiares em mim podes morre!!!-disse ela com pressa.
-Calma.O que?Morrer como?
-Por um monstro qualquer que anda ai!-A rapariga era linda!Com olhos e cabelos castanhos presos com um lenço vermelho e um colete vermelho a condizer por cima de uma t-shirt branca manchada de óleo.
-Um monstro?... Do que estas a falar?
Ela bufou e espreitou pela porta. Sairam os dois a correr e ela levou-o para um heliporto onde estava um cavalo mas não um cavalo qualquer era alado:um Pegasus mas coberto de um metal estranho.
-Mas que?...-Questionou-se Alex mas não recebeu uma resposta.
-Vamos sobe e agarra-te a mim!-Ordenou a rapariga.
-Mais devagar-disse uma voz diferente e sibilante.-Vocês não vão a lado nenhum.
Das sombras saia um homem com cauda de cascavel que devia ser o monstro.
A rapariga desembainhou uma espada oculta e atacou.O monstro desviou-se e contraatacou mas Alex foi mais rapido pegou numa pedra e atirou-a certeira na testa da besta que caiu desamparada no chão.
-Como e que tu?-Perguntou a miúda.
-Não sei mas...
-Cuidado!-Gritou e empurrou Alex ao chão para o desviar do ataque do monstro.
-Obrigado.
-Não tens de que.
Alex saltou e caiu na cabeça do adversário e a rapariga matou-o esfaqueando o monstro.
Bateram com as mãos e a rapariga disse:
-Desculpa não me apresentei,Sara filha de Hefesto,hups..
-Espera la Hefesto o deus das forjas isso quer dizer que toda mitologia existe?
-Como e que percebeste?
-Eu leio sabes?
-Ta bom...então também percebeste que também és filho de um deus certo?
-Não!Mas sou? Que brutal!!
-Não lances os foguetes antes da festa,mas sim es filho de um deus. Agora vamos para o único sitio seguro para nos...Ha e parabéns!
-Como e que tu sabias?
-Eu depois conto-te anda sobe.
E la estavam os dois a voar em direcao a Long Island como tinha dito Sara.Ao longe Alex pode ver o por do sol e exclamou:
-Eu sempre gostei do por do sol...E lindo...Calmo e ajuda-me a pensar!
Enquanto dizia isto Alex não notou que tinha um pequeno sol a nascer-lhe na cabeça e quando aterraram toda gente olhava fixamente para ele(ate Sara).
-Que foi?-Perguntou.
-Salve Alex filho de Apolo!!!


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 29 Jul 2016, 13:06


Alex, fico muito triste em reprovar sua ficha, mas infelizmente ela está com vários erros e incoerências. Mesmo que o teste de Apolo seja considerado fácil, algumas coisas foram muito corridas em sua narrativa, como o fato do personagem descobrir o mundo mitológico. Se alguém chegasse para você na vida real e dissesse que é filho de Zeus você provavelmente não acreditaria de primeira, correto? É deste modo que seu personagem deve pensar também. Tente escrever usando um corretor online ou o programa Word, facilitará na hora da revisão e evitará os erros de ortografia. Tente mais uma vez, desejo aprová-lo da próxima e ver sua evolução dentro do RPG!  


Atualizado!




How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Aloisia Conradine Ferox em Sab 30 Jul 2016, 21:48




reclamação





♔ por qual deus deseja ser reclamada e por quê?
Deimos. O terror é algo essencial e produtivo, assim como o caos. Além disso, admiro o deus e a sua história — o fato do medo e amor andarem juntos me motivou, digamos assim, a desenvolver este tipo de trama para a personagem.



♔ características físicas
Sabah tem dezessete anos. Olhos castanho-claros, altura média — um metro e setenta — e o cabelo está sempre mudando. Atualmente, parou na cor azul, mas ele já foi rosa, verde, cinza. O maxilar é bem destacado e definido, as bochechas são fundas e o nariz é pequeno e fino. Não tem muitas curvas, mas não é uma linha reta; tudo é proporcional à sua personalidade e persona.

♔ características psicológicas
Aos dezesseis, foi diagnosticada com transtorno bipolar, desde então toma remédios para controlar (mas sempre tem que aguentar sua mãe dizendo que “é para o seu bem!” quando se recusa  a engolir as pílulas). É uma garota criativa ao extremo, que consegue ver significados implícitos em quase tudo. Corajosa, toma qualquer risco quando duvidam. É apaixonada por arte em qualquer forma: pinturas, músicas, escrita, dança. porém, há um lado escuro, como uma nuvem negra de chuva sobre sua cabeça, que geralmente se manifesta nos seus dias depressivos. Socialmente não é muito boa e nem tem muitos amigos — todos se afastam. Tudo bem, na verdade. Já está acostumada.




♔ história
“Como você se sente?”
“Aterrorizada.”

♔♔♔

Consultório da dr. Morrison, 13:31 PM
Aquela sala era conhecida. Réplicas menores dos quadros mais famosos de Salvador Dalí perfeitamente alinhados com a parede creme, duas confortáeis poltronas cinza no canto e uma porta branca no fim do corredor. Era ali que Sabah passava as tardes de terça-feira: conversando com a doce, simpática e compreensiva doutora Katherine Morrison. A jovem, agora, dava três batidinhas leves na porta, esperando a confirmação para entrar. Katherine abriu a porta e seu rosto com rugas foi tomado por um sorriso.

— Sabah! — A psicóloga tomou-a em seus braços, dando um abraço longo  e desnecessário aos olhos da menina. Quando finalmente foi solta, ela viu que a dr. Morrison parecia cansada. — Venha, entre.

O consultório parecia uma versão menor de qualquer sala de estar no mundo. Um sofá bege com algumas almofadas de um brechó qualquer, uma estante de madeira clara, uma mesinha de centro e uma cadeira. Dr. Morrison se sentou na cadeira, enquanto Sabah ficou no sofá e segurou uma das almofadas, colocando-a em seu colo.

— Conte-me tudo, não esconda nada — A psicóloga tinha olheiras profundas e dentinhos tortos. — Como foi sua semana? Escreveu algo? — O interesse brilhava nos olhos azuis.

— Calma, dr. Morrison. Digo, Katherine — a mais nova dá uma risadinha e brinca com os dedos. — Não escrevi nada de interessante, e essa semana não foi interessante. Nada é interessante.

E então a sessão continuou. Durante uma hora, Sabah falaria sobre seus problemas (principalmente sobre sua mãe e a ausência de um pai) e, toda vez que a dr. Morrison a perguntasse como ela se sentia, ela responderia: aterrorizada.


Casa das Van Leeuwen, 04:47 AM
A floresta era densa e escura. O ar não passava pelas folhas, nem pelos troncos. A noite pairava no céu, impune como sempre foi. Uma coruja piava ao norte e, se você ouvisse com atenção, uma respiração ofegante ecoava por entre as árvores.

Sabah Van Leeuwen corria. Ela não era de se assustar, mas aquilo era aterrorizante. E, de repente, a garota bonita não estava tão bonita assim.

O cabelo azul estava embaraçado, o rosto coberto por pequenos cortes e folhas. O vestido branco que usava estava encardido e suas pupilas estavam dilatadas.

Chegou, então, a hora que ela não aguentou mais, e caiu no chão.

Lágrimas corriam pelo rosto.
Pânico. Ela gritou no escuro.

— Mamãe! Mamãe! — a voz era rouca. Os lábios estavam ressecados. — Cadê você? — Ela clamou. Nada. Por mais que agisse como uma rebelde na frente da pobre Nia Van Leeuwen, no fundo, ela a amava. — Mãe!

E Sabah desmoronou. Olhos cheios d'água, um soluço preso na garganta, os dedos agarrando a terra. Onde estava sua mãe quando mais precisava? Onde? Onde?

Uma figura surgiu em sua frente. “Mãe?”, ela pensou, respirando pesadamente, enquanto olhava para a frente. Um homem que aparentava estar na casa dos trinta e poucos olhava para ela, os olhos negros fuzilando a garota.

— Não tenha medo. Você não pode ter medo, minha querida.

E, tão rápido como aparecera, o homem foi embora, deixando uma  névoa de terror para trás.



North Woods High School, 8:50 AM

— E aí, Smurfette? — Harriet Lakemann cutucou o braço de Sabah assim que saíram da aula de história.

— Cale a boca, seu bastardo — estava com raiva. Tivera um pesadelo, acordara suada e cansada e não dormiu nada depois daquilo. Aquele mesmo sonho todas as noites, o que significa? Não sabia.

— Ai, credo — Harriet se distanciou uns centímetros da garota, que pisava forte. E a conversa acabou ali.

A oitava escola de Sabah em dezessete anos era a pior. Não fora receptiva, pelo contrário: todos a repudiaram, julgando-a por causa do cabelo, do corpo, das atitudes. Obvia e claramente, a filha de Deimos ignorou — nada que uma revirada de olhos não resolvesse.

Quanto à Harriet, ah, aquele garoto era especial. A pele escura estava sempre cheia de cortes, consequência de estar sempre treinando boxe. Harriet fora a única pessoa amigável que conversou com Sabah, e desde então, se tornaram amigos.

Não, não são e nunca seriam namorados.

Ele era alguns anos mais velho que ela. Repetiu uns anos no ensino fundamental, então estava na mesma série que a garota. Sabah sempre fora inteligente — nada acima ou abaixo da média, mas o bastante para passar de ano com notas boas. E quando o moreno pediu uma ajuda em Biologia, ela queria negar, mas não pôde. Harriet é extremamente protetor em relação à amiga (e ela agradece).


North Woods High School, 12:45 PM

— Sabah. Sabah. Ei! — Alguém estava chutando sua cadeira. A menina revirou os olhos e olhou para trás. — Ugh, até que enfim. Vamos naquela loja de milkshakes hoje? Você não me parece bem — uma ruga de preocupação estava entre as sobrancelhas grossas do menino de dezenove anos.

Sabah ficara feliz. Alguém se tocou.

— Ok, vamos sim — ele acenou com a cabeça e ela voltou a copiar a matéria de matemática em seu caderno.

Não era como se algo importante fosse acontecer. Certo?


Sor and Bet's Milkshakes, 14:07 PM

— Me diga, sweet cheeks, o que está acontecendo com você? — Harriet perguntou, enquanto tomava o milkshake de baunilha, fazendo barulhos excessivos com o canudo.

Sabah pegou um cigarro e o acendou, ignorando totalmente a placa de "NÃO FUME" na parede ao seu lado. Imediamente, um garçom veio até ela.

— Com licença, senhorita, mas não é permitido fumar nesse estabelecimento. Há uma placa informando isso — o homem apontou.

A menina de cabelos azuis riu, deu uma tragada no cigarro e assoprou a fumaça no rosto do atendente, que saiu dali o mais rápido possível. Tomando-se por satisfeita, o apagou.

— Acho que é mais fácil falar tudo de uma vez, certo? — Tomou um gole do milkshake de banana com chocolate, que pagara mais dois dólares por cobertura extra. Um absurdo.

— Sim, sim, exatamente. Diga-me.

— Eu estou sonhando com a mesma coisa há cinco dias. Primeiro, eu entro em uma floresta com a minha mãe, depois ela some — enquanto falava, Sabah gesticulava, tentando transformar em gestos o que não conseguia em palavras.

“Então, é uma floresta escura, é noite e algo tipo um monstro soa atrás da gente. Depois minha mãe some como fumaça, e eu começo a correr. Só que não é aquela corrida fácil, sabe? O ar lá é rarefeito e eu não sou uma pessoa de fazer muito exercício…

“Nos sonhos, eu sempre uso o mesmo vestido: branco como uma noiva, mas depois que começo a correr, ele fica sujo e rasgado. Eu começo a chamar pela minha mãe mas ela não atende, e eu caio sempre no mesmo lugar. E, de repente, aparece um cara de trinta e poucos anos, e ele diz para eu não ter medo. Aí, ele some e eu acordo.”

Sabah queria outro cigarro. Bem, ela precisava de outro cigarro. Seus dedos tremiam, só de pensar em reviver todo aquele pânico de novo. Harriet a encarava, confuso, e balbuciava palavras avulsas.

— O que foi? — perguntou, trazendo os fios azuis para atrás dos ombros.

— Acho que é hora de eu te contar tudo — ele suspirou. — Por favor, jure pela sua vida que não vai enlouquecer ou dar gritos, muito menos me chamar de louco. Ok? — Sabah juntou as sobrancelhas em confusão, mas acenou com a cabeça. — Na verdade, eu sou um sátiro enviado do Acampamento Meio Sangue, que é um…

— Acampamento Meio o quê? — a voz fina da garota ficou ainda mais fina.

— Me deixa falar! Continuando, eu fui enviado pelo Quíron para te proteger. Você nunca percebeu, mas todas as vezes que você mudou de escola, eu estava lá — o moreno coçou o queixo. — Lembra daquela vez que algumas meninas tentaram te bater no oitavo ano e alguém foi lá e te “salvou”? — Harriet fez aspas com as mãos. — Era eu. Você não se lembra, mas era eu. E só consegui falar e manter uma amizade com você agora. Eu praticamente vi você crescer, Sabah. E Quíron me mandou um aviso. Quando você começasse a ter esses sonhos, seria a hora. Isso significaria que você está pronta. Estranhamente, isso não aconteceu antes...

— Harriet… — Ela estava sem palavras; não era de seu feitio se emocionar e toda essa baboseira, mas não conseguia emitir nenhum som.

— E eu tenho que te proteger. Você é filha de Deimos e, consequentemente, atrai monstros. Falando nisso, você precisa de alguma arma.

— Ah. Uau. Deimos… tipo, O Deimos? Aquele deus da mitologia grega? — Ela piscou em sequência, soltando o ar pelo nariz de uma forma irônica. — Isso é loucura… — Encostou a cabeça na mão direita.

— Ele mesmo. É um cara legal… às vezes — levantou as sobrancelhas. — Resumindo, provavelmente ele desceu aqui em Nova York e encontrou sua mãe, o resto você já sabe — Harriet olhou para o relógio de pulso. — Opa. Precisamos ir.

A única coisa que rondava a cabeça da menina era a frase “o quê?”. Parecia que, quanto mais tentasse encaixar os pedaços, mais desconexos eles ficariam. Sendo assim, se manteve em silêncio enquanto Harriet pagava pelos milkshakes e a levava em casa.






Casa das Van Leeuwen, 14:30 PM

— Vamos, Sabah. Monte uma mochila com o essencial, pegue seus remédios enquanto eu escrevo para a sua mãe. Rápido — Harriet Lakemann procurava por papel e caneta na sala. — No caminho eu te explico melhor, Sabah.

O mais alto foi até ela e segurou seus ombros. Os olhos castanhos se encontraram e ela se deixou levar pela onda de calma que o menino emanava. Seus lábios se moveram sem fazer nenhum som, “confie em mim”. E Sabah confiou, se desvencilhando das mãos do amigo e indo em direção ao quarto.

Tudo era azul, as paredes, os jeans surrados que tinha no armário, as pílulas que tomava para se controlar. Tudo era azul e cinza. Tirando todos os cadernos e estojos da mochila da escola, ela pegou os primeiros pares de calças que achou e algumas blusas e roupas íntimas, enfiando tudo de um modo desleixado. Se livrou do uniforme, vestindo as roupas mais confortáveis que achou em sua cama. Procurou pelos frascos brancos. Depakote, depakote, aonde está? murmurava enquanto olhava os rótulos com rapidez. Aqui. Colocou-o no bolso da frente da mochila e fechou, saindo do quarto e batendo a porta.

As íris castanhas percorreram o corredor. Aquele apartamento pequeno, ao qual estava tão acostumada, sempre fora sua casa. Seu lar. E ela estava sendo arrancada disso. Arrancada de todo o conforto, de toda sua estabilidade, de todo o conhecido, para algo que não sabia se daria certo. Sabah não gostava de mudanças — ironicamente, foi isso a sua ruína. Bipolaridade, depressão, ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, tentativa de suicídio, um verdadeiro furacão de emoções, confundindo todos a sua volta. Deu uma olhada furtiva no quarto de sua mãe apenas para localizar seu porta-retrato favorito.

Era verão. Ambas as Van Leeuwen saíram de casa para ir ao parque. O dia estava bonito, ensolarado. Aquela era a primeira semana de Sabah com os cabelos coloridos, quando tinha quinze anos. Carregava uma cesta para ajudar a mãe, que estava segurando sacolas e mais sacolas. Aquele passeio fora maravilhoso. Pela primeira vez em anos de existência, aquela foi a primeira vez que vira Nia Van Leeuwen sorrir verdadeiramente, e não sendo obrigada a fazer isso. Aproveitando um desses momentos, a garota ligou a máquina fotográfica e capturou aquele sorriso. Nia parecia jovem. O tipo de mulher que qualquer homem, mortal ou imortal, se apaixonaria por.

Limpando a pequena lágrima rebelde que escorrera pelo seu rosto, ela pegou o retrato e fechou a porta, encontrando Harriet selando um envelope com a saliva. Sabah fez uma cara de nojo. O garoto riu.

— Pronta para mudar totalmente, Sabah Van Leeuwen? — ele perguntou, estendendo o braço. A menina segurou-o.

— Harriet Lakemann, eu mudo de humor todos os dias. Já me acostumei, sweet cheeks.

E com isso, eles saíram porta à fora, de braços dados, prontos para enfrentarem qualquer mal.



observações:

optei por não narrar a chegada da personagem no Acampamento pois gostaria de explorar isso na trama.

valeu @ carol!

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Ficha de Reclamacao

Mensagem por Alex Vanguard em Dom 31 Jul 2016, 13:30

-Por qual deus você deseja ser reclamado e por que?Apolo porque e um deus incrível que todo mundo diz que eu seria um otimo filho dele

-Perfil do personagem: E louro com um leve bronzeado,usa quase sempre roupas amarelas e e um boné gasto dado pelo seu pai.Adora estar ao sol e pensa melhor la.Quando se sente triste o tempo quase nunca tem sol mas ta feliz tem sol de certeza. Não e de lutar mas precisa ganha.Gosta de ler e um pouco exibicionista.

Historia do personagem
Era uma tarde nublada e eu estava no baloiço do orfanato a espera a Sara a minha melhor amiga mas a mais do que duas horas mais vali ir para a cama e ler o meu livro.
-Alex!Espera!
Olhei para trás e vi a Sara uma rapariga com uma camisa branca manchada de óleo com um colete por cima com o seu habitual lenco vermelho prendendo o cabelo eu sempre a achei bonita mas tenho de o dizer.
-Desculpa não me queria atrasar mas a Mirs.Walker não me deixou sair cedo.
A Mrs.Walker era uma das "professoras" do orfanato muitas vezes põe nos de castigo por nada.
-Não há problema.Mas podemos ir?
-Sim,podemos.
Era o meu aniversario e eu tinha convidado a Sara para sair e para irmos ao Zoo.Mas a Sara estava um pouco desconfiada hoje mas mesmo assim fiquei feliz e o sol apareceu de repente.
Passamos por imensas ruas ate a Sara me dizer:
-Estamos a ser seguidos.
Olhamos os dois para trás mas eu não vi nada continuamos ate entrarmos no Zoo e ai vi uma silhueta perseguidora.Corremos o mais depressa possível para os leões onde tinha muita gente e nos podíamos esconder e pensei que a tínhamos despistado mas...Fui apanhado de surpresa e levado para as traseiras da casa de banho.A Sara estava a seguir-me mas escondida e quando estava parado reparei que quem me tinha apanhado foi a Mirs.Walker mas não era a mesma pessoa,era um monstro porque esta tinha dentes afiados e penas de abutre debaixo dos braços.
-Finalmente posso matar-te fazes 13 e és a minha presa!
Ela estava a falar e Sara começou a aproximar-se e de repente saltou e espetou uma faca que eu nao sabia que ela tinha e tentou espeta-la no monstro que se esquivou:
-Tu também morres com ele.
E atirou-se a minha amiga,mas eu fui mais rápido e dei-lhe um soco que a fez cair dando tempo da Sara se recompor e de matar a nossa professora.
-Vamos!Depressa!-Assobiou e dois cavalos um castanho e outro amarelo desceram do ar(espera la cavalos a voar?).-Sabes montar?
-Sei.Porque?
-Então sobe e segue-me.
Não reclamei e vi que os cavalos voavam com a ajuda de asas.Eram pegasus!!!
-Vamos para onde?
-Para Long Island onde podemos ficar seguros durante o verão!
-Porque ficar seguros no orfanato não estamos bem?-Ao fazer esta pergunta percebi o quão era estúpida tinha acabado de ser atacado por uma das professoras.
-Olha tu e eu somos especiais somos meio-sangue!
-Meio que???
-Sangue filhos de deuses da mitologia.Eu por exemplo sou filha de Hefesto.
-Espera isso quer dizer que o meu pai e um deus?E as historias da mitologia existem?Todas?
-Sim!!!
Pensar que a Sara era filho do deus das forjas não me incomodou porque quando podia ia para a garagem trabalhar o que me incomodou e eu também ser filho de um deus.
Ao longe avistei um monte de pessoas e deu para ver o por do sol que me ajudava sempre a pensar.O que eu não vi foi que um sol crescia na minha cabeça e quando aterrei toda gente olhoava para mim ate a Sara que disse:
-Salve Alex Vanguard filho de Apolo!!!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Nyx em Dom 31 Jul 2016, 17:44


Avaliação



Sabah Van Leeuwen

Olá moça, boa tarde! Olha, sinceramente sua história foi boa. Não deixou brechas, nem nada do gênero, foi bem escrita e estruturada. Além disso, sua fluência durante o texto foi muito boa. Porém não poderei lhe aprovar, pois o mais importante você esqueceu: a parte da reclamação, o momento em que o deus de seu parentesco divino lhe toma como sua filha - em outras palavras, quando o símbolo de Deimos aparece em cima de sua cabeça. Não fosse por isso, poderia ser aprovada. Refaça sua ficha adicionando esse detalhe, ok?

Reprovada


Alex Vanguard

Ei li sua ficha anterior, Alex, e assim como antes não poderei lhe aprovar. Sua ficha continua com vários erros de ortografia, falta de vírgulas, ausência de espaços entre pontos finais e começos de frases e palavras não acentuadas. Além disto, você não colocou o momento de sua reclamação - no caso, quando o símbolo de seu pai/mãe divino aparece em cima de sua cabeça. Eu sugiro a você que leia fichas aprovadas, e tente novamente. Em caso de dúvidas, poderá entrar em contato comigo, ou com qualquer outro deus. 

Reprovado





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Aloisia Conradine Ferox em Sex 05 Ago 2016, 17:42




reclamação





♔ por qual deus deseja ser reclamada e por quê?
Deimos. O terror é algo essencial e produtivo, assim como o caos. Além disso, admiro o deus e a sua história — o fato do medo e amor andarem juntos me motivou, digamos assim, a desenvolver este tipo de trama para a personagem.



♔ características físicas
Sabah tem dezessete anos. Olhos castanho-claros, altura média — um metro e setenta — e o cabelo está sempre mudando. Atualmente, parou na cor azul, mas ele já foi rosa, verde, cinza. O maxilar é bem destacado e definido, as bochechas são fundas e o nariz é pequeno e fino. Não tem muitas curvas, mas não é uma linha reta; tudo é proporcional à sua personalidade e persona.

♔ características psicológicas
Aos dezesseis, foi diagnosticada com transtorno bipolar, desde então toma remédios para controlar (mas sempre tem que aguentar sua mãe dizendo que “é para o seu bem!” quando se recusa a engolir as pílulas). É uma garota criativa ao extremo, que consegue ver significados implícitos em quase tudo. Corajosa, toma qualquer risco quando duvidam. É apaixonada por arte em qualquer forma: pinturas, músicas, escrita, dança. porém, há um lado escuro, como uma nuvem negra de chuva sobre sua cabeça, que geralmente se manifesta nos seus dias depressivos. Socialmente não é muito boa e nem tem muitos amigos — todos se afastam. Tudo bem, na verdade. Já está acostumada.




[/i]♔ história[/i]
“Como você se sente?”
“Aterrorizada.”

♔♔♔

Consultório da dra. Morrison, 13:31 PM
Aquela sala era conhecida. Réplicas menores dos quadros mais famosos de Salvador Dalí perfeitamente alinhados com a parede creme, duas confortáeis poltronas cinza no canto e uma porta branca no fim do corredor. Era ali que Sabah passava as tardes de terça-feira: conversando com a doce, simpática e compreensiva doutora Katherine Morrison. A jovem, agora, dava três batidinhas leves na porta, esperando a confirmação para entrar. Katherine abriu a porta e seu rosto com rugas foi tomado por um sorriso.

— Sabah! — A psicóloga tomou-a em seus braços, dando um abraço longo e desnecessário aos olhos da menina. Quando finalmente foi solta, ela viu que a dr. Morrison parecia cansada. — Venha, entre.

O consultório parecia uma versão menor de qualquer sala de estar no mundo. Um sofá bege com algumas almofadas de um brechó qualquer, uma estante de madeira clara, uma mesinha de centro e uma cadeira. Dr. Morrison se sentou na cadeira, enquanto Sabah ficou no sofá e segurou uma das almofadas, colocando-a em seu colo.

— Conte-me tudo, não esconda nada — A psicóloga tinha olheiras profundas e dentinhos tortos. — Como foi sua semana? Escreveu algo? — O interesse brilhava nos olhos azuis.

— Calma, dra. Morrison. Digo, Katherine — a mais nova dá uma risadinha e brinca com os dedos. — Não escrevi nada de interessante, e essa semana não foi interessante. Nada é interessante.

E então a sessão continuou. Durante uma hora, Sabah falaria sobre seus problemas (principalmente sobre sua mãe e a ausência de um pai) e, toda vez que a dr. Morrison a perguntasse como ela se sentia, ela responderia: aterrorizada.


Casa das Van Leeuwen, 04:47 AM
A floresta era densa e escura. O ar não passava pelas folhas, nem pelos troncos. A noite pairava no céu, impune como sempre foi. Uma coruja piava ao norte e, se você ouvisse com atenção, uma respiração ofegante ecoava por entre as árvores.

Sabah Van Leeuwen corria. Ela não era de se assustar, mas aquilo era aterrorizante. E, de repente, a garota bonita não estava tão bonita assim.

O cabelo azul estava embaraçado, o rosto coberto por pequenos cortes e folhas. O vestido branco que usava estava encardido e suas pupilas estavam dilatadas.

Chegou, então, a hora que ela não aguentou mais, e caiu no chão.

Lágrimas corriam pelo rosto.
Pânico. Ela gritou no escuro.

— Mamãe! Mamãe! — a voz era rouca. Os lábios estavam ressecados. — Cadê você? — Ela clamou. Nada. Por mais que agisse como uma rebelde na frente da pobre Nia Van Leeuwen, no fundo, ela a amava. — Mãe!

E Sabah desmoronou. Olhos cheios d'água, um soluço preso na garganta, os dedos agarrando a terra. Onde estava sua mãe quando mais precisava? Onde? Onde?

Uma figura surgiu em sua frente. “Mãe?”, ela pensou, respirando pesadamente, enquanto olhava para a frente. Um homem que aparentava estar na casa dos trinta e poucos olhava para ela, os olhos negros fuzilando a garota.

— Não tenha medo. Você não pode ter medo, minha querida.

E, assim como aparecera, o homem foi embora, deixando uma névoa de terror para trás.



North Woods High School, 8:50 AM

— E aí, Smurfette? — Harriet Lakemann cutucou o braço de Sabah assim que saíram da aula de história. — Escrevendo muito?

— Cale a boca, seu bastardo — estava com raiva. Tivera um pesadelo, acordara suada e cansada e não dormiu nada depois daquilo. Aquele mesmo sonho todas as noites, o que significa? Não sabia.

— Ai, credo — Harriet se distanciou uns centímetros da garota, que pisava forte. E a conversa acabou ali.

A oitava escola de Sabah em dezessete anos era a pior. Não fora receptiva, pelo contrário: todos a repudiaram, julgando-a por causa do cabelo, do corpo, das atitudes. Obvia e claramente, a filha de Deimos ignorou — nada que uma revirada de olhos não resolvesse.

Quanto à Harriet, ah, aquele garoto era especial. A pele escura estava sempre cheia de cortes, consequência de estar sempre treinando boxe. Harriet fora a única pessoa amigável que conversou com Sabah, e desde então, se tornaram amigos.

Não, não são e nunca seriam namorados.

Ele era alguns anos mais velho que ela. Repetiu uns anos no ensino fundamental, então estava na mesma série que a garota. Sabah sempre fora inteligente — nada acima ou abaixo da média, mas o bastante para passar de ano com notas boas. E quando o moreno pediu uma ajuda em Biologia, ela queria negar, mas não pôde. Harriet é extremamente protetor em relação à amiga (e ela agradece).


North Woods High School, 12:45 PM

— Sabah. Sabah. Ei! — Alguém estava chutando sua cadeira. A menina revirou os olhos e olhou para trás. — Ugh, até que enfim. Vamos naquela loja de milkshakes hoje? Você não me parece bem — uma ruga de preocupação estava entre as sobrancelhas grossas do menino de dezenove anos.

Sabah ficara feliz. Alguém se tocou.

— Ok, vamos sim — ele acenou com a cabeça e ela voltou a copiar a matéria de matemática em seu caderno.

Não era como se algo importante fosse acontecer. Certo?


Sor and Bet's Milkshakes, 14:07 PM

— Me diga, sweet cheeks, o que está acontecendo com você? — Harriet perguntou, enquanto tomava o milkshake de baunilha, fazendo barulhos excessivos com o canudo.

Sabah pegou um cigarro e o acendou, ignorando totalmente a placa de "NÃO FUME" na parede ao seu lado. Imediamente, um garçom veio até ela.

— Com licença, senhorita, mas não é permitido fumar nesse estabelecimento. Há uma placa informando isso — o homem apontou.

A menina de cabelos azuis riu, deu uma tragada no cigarro e assoprou a fumaça no rosto do atendente, que saiu dali o mais rápido possível. Tomando-se por satisfeita, o apagou.

— Acho que é mais fácil falar tudo de uma vez, certo? — Tomou um gole do milkshake de banana com chocolate, que pagara mais dois dólares por cobertura extra. Um absurdo.

— Sim, sim, exatamente. Diga-me.

— Eu estou sonhando com a mesma coisa há cinco dias. Primeiro, eu entro em uma floresta com a minha mãe, depois ela some — enquanto falava, Sabah gesticulava, tentando transformar em gestos o que não conseguia em palavras.

“Então, é uma floresta escura, é noite e algo tipo um monstro soa atrás da gente. Depois minha mãe some como fumaça, e eu começo a correr. Só que não é aquela corrida fácil, sabe? O ar lá é rarefeito e eu não sou uma pessoa de fazer muito exercício…

“Nos sonhos, eu sempre uso o mesmo vestido: branco como uma noiva, mas depois que começo a correr, ele fica sujo e rasgado. Eu começo a chamar pela minha mãe mas ela não atende, e eu caio sempre no mesmo lugar. E, de repente, aparece um cara de trinta e poucos anos, e ele diz para eu não ter medo. Aí, ele some e eu acordo.”

Sabah queria outro cigarro. Bem, ela precisava de outro cigarro. Seus dedos tremiam, só de pensar em reviver todo aquele pânico de novo. Harriet a encarava, confuso, e balbuciava palavras avulsas.

— O que foi? — perguntou, trazendo os fios azuis para atrás dos ombros.

— Acho que é hora de eu te contar tudo — ele suspirou. — Por favor, jure pela sua vida que não vai enlouquecer ou dar gritos, muito menos me chamar de louco. Ok? — Sabah juntou as sobrancelhas em confusão, mas acenou com a cabeça. — Na verdade, eu sou um sátiro enviado do Acampamento Meio Sangue, que é um…

— Acampamento Meio o quê? — a voz fina da garota ficou ainda mais fina.

— Me deixa falar! Continuando, eu fui enviado pelo Quíron para te proteger. Você nunca percebeu, mas todas as vezes que você mudou de escola, eu estava lá — o moreno coçou o queixo. — Lembra daquela vez que algumas meninas tentaram te bater no oitavo ano e alguém foi lá e te “salvou”? — Harriet fez aspas com as mãos. — Era eu. Você não se lembra, mas era eu. E só consegui falar e manter uma amizade com você agora. Eu praticamente vi você crescer, Sabah.

— Harriet… — Ela estava sem palavras; não era de seu feitio se emocionar e toda essa baboseira, mas não conseguia emitir nenhum som.

— E eu tenho que te proteger. Você é uma semideusa e, consequentemente, atrai monstros. Falando nisso, você precisa de alguma arma.

— Ah. Uau. Uma… semideusa? Tipo, aqueles filhos de deuses com mortais? — Ela piscou em sequência, soltando o ar pelo nariz de uma forma irônica. — Isso é loucura… — Encostou a cabeça na mão direita.

— Isso mesmo — levantou as sobrancelhas. — Resumindo, provavelmente algum deus desceu aqui em Nova York e encontrou sua mãe, o resto você já sabe — Harriet olhou para o relógio de pulso. — Opa. Precisamos ir.

A única coisa que rondava a cabeça da menina era a frase “o quê?”. Parecia que, quanto mais tentasse encaixar os pedaços, mais desconexos eles ficariam. Sendo assim, se manteve em silêncio enquanto Harriet pagava pelos milkshakes e a levava em casa.


Casa das Van Leeuwen, 14:30 PM

— Vamos, Sabah. Monte uma mochila com o essencial, pegue seus remédios enquanto eu escrevo para a sua mãe. Rápido — Harriet Lakemann procurava por papel e caneta na sala. — No caminho eu te explico melhor, Sabah.

O mais alto foi até ela e segurou seus ombros. Os olhos castanhos se encontraram e ela se deixou levar pela onda de calma que o menino emanava. Seus lábios se moveram sem fazer nenhum som, “confie em mim”. E Sabah confiou, se desvencilhando das mãos do amigo e indo em direção ao quarto.

Tudo era azul, as paredes, os jeans surrados que tinha no armário, as pílulas que tomava para se controlar. Tudo era azul e cinza. Tirando todos os cadernos e estojos da mochila da escola, ela pegou os primeiros pares de calças que achou e algumas blusas e roupas íntimas, enfiando tudo de um modo desleixado. Se livrou do uniforme, vestindo as roupas mais confortáveis que achou em sua cama. Procurou pelos frascos brancos.

— Depakote, depakote, aonde está? — murmurava enquanto olhava os rótulos com rapidez. Aqui. Colocou-o no bolso da frente da mochila e fechou, saindo do quarto e batendo a porta.

Harriet estava terminando de escrever a carta.

— Pronta para mudar totalmente, Sabah Van Leeuwen? — ele perguntou, estendendo o braço. A menina segurou-o.

— Harriet Lakemann, eu mudo de humor todos os dias. Já me acostumei, sweet cheeks.

E com isso, eles saíram porta à fora, de braços dados, prontos para enfrentarem qualquer mal.


Alguma estrada que leva à Long Island, 17:10 PM
Harriet dirigia. Sabah estava ali, encarando a janela, pensando em tudo que tinha acontecido até aquele momento. O rádio tocava alguma música dos anos 80, que a garota não conhecia; não era muito fã. Uma garrafa de meio litro de refrigerante estava na metade, e ela dava goles à medida que escrevia em seu bloquinho de notas.

— O que está escrevendo? — Harriet perguntou suavemente, seus olhos se desviando da estrada por apenas alguns segundos.

— Uma música — sua voz estava um pouco trêmula, o esforço de falar sendo maior que o habitual — chamada Gasoline.

— Hm, isso é interessante — Lakemann já estava acostumado com isso. — E fala sobre o quê?

— Sobre mim mesma.]

A visão de Sabah estava um pouco turva, e seus pensamentos, nebulosos. E ouvindo a doce voz de algum cantor aleatório nos auto-falantes do carro, ela adormeceu, sonhando com um mundo onde não havia incertezas.


♔♔♔

Sabah fora acordada por algo batendo no teto do carro.


Os olhos saltaram para fora das órbitas e ela bateu com a cabeça no vidro, reclamando da dor, mas imediatamente parando quando viu um corpo ser jogado contra a janela do automóvel. O corpo de Harriet. A garota reconheceria a silhueta magra de qualquer lugar.

— Harriet! — um grito fraco saiu de sua garganta, que se tornou cada vez mais forte quando viu uma sombra maior.

Ela estreitou os olhos para enxergar melhor, como não conseguiu, saiu do carro. A porta estava destrancada. Gemeu quando finalmente teve a chance de esticar as pernas e as costas, mas seu queixo caiu quando viu a cena à sua frente.

Harriet lutava contra uma… o que era aquilo? Parecia uma mulher, mas tinha asas saindo de suas omoplatas e garras no lugar de pés. Sabah não conseguiu ver o rosto. O menino desferia golpes com a ajuda de uma lâmina curta, porém, o monstro não se mostrava ofendido.

A garota queria gritar. Gritar por ajuda, gritar porque seu melhor amigo estava sendo morto, gritar porque não aguentava aquilo.

E ela o fez.

Gritou, gritou, gritou até não poder mais. Gritou até sua voz se mesclar em um choro, gritou até aquela figura horrorosa virar de costas e a olhar. E se calou quando começou a correr à mando de Harriet. Tudo que ecoava em seu cérebro era a palavra corra.

E ela correu.


♔♔♔


Seus olhos demoraram a se acostumar com a claridade. Quando tentou se levantar, foi impedida por braços fortes que a seguraram contra um colchão macio. Tentou reclamar, mas sua voz não saía. Um dedo foi colocado sobre seus lábios, e ela se acalmou. Finalmente conseguiu enxergar, e viu um garoto de mais ou menos dezesseis anos vestindo uma camisa laranja.

— Oi, eu sou o Michael Chase, estou aqui velando seu descanso já tem um tempo... Provavelmente você deve estar se perguntando “o que diabos aconteceu?” — Sabah assentiu com a cabeça. — Então, um campista ouviu seus gritos e foi até o local. A harpia já foi derrotada e seu amigo sátiro está em repouso, graças aos deuses. E você chegou aqui com muitos machucados por causa da floresta, por isso está aqui se recuperando.

Novamente ela assentiu e estreitou as sobrancelhas quando viu o olhar de Michael ligeiramente hesitante sobre o que estava prestes a contar.

— Você é uma filha de Deimos, foi reclamada enquanto corria pela floresta. A névoa azulada e a foice apareceram. Na verdade é por isso que fui designado para ficar aqui, porque também sou filho dele. Eu sei que é tudo muito confuso, mas logo fará todo o sentido. Seja bem-vinda.

E, por alguma razão, ela se sentiu em casa.

valeu @ carol!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Sex 05 Ago 2016, 18:01


Avaliação






Sabah, meuamô!!!! É a primeira ficha de reclamação que avalio e estou muito feliz de ser essa. Adorei a sua história! Muito original ao colocar o drama psiquiátrico, o sátiro Harriet sempre observando você mesmo de longe, a amizade de vocês.

A reclamação foi colocada numa sacada bem legal e não necessariamente com a semideusa enfrentando um monstro. Adoro isso porque foge do convencional. Novamente, dou o toque só de abrir um pouquinho o seu template, mas isso é mais como um conselho pras postagens futuras. Tem avaliador que não liga pra isso, mas tem outros que preferem. Continue com essa narrativa linda e essas ideias maravilhosas e será uma grande semideusa por aqui.

Seja bem-vinda e, sem mais delongas,
Ave, Sabah Van Leeuwen, reclamada como filha de Deimos!

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Silvia Kawasaki
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Seg 08 Ago 2016, 09:41


A largura do template não é apenas um conselho, é regra de postagem de ficha que está escrita na primeira mensagem deste tópico. "Não é necessário a utilização de template, mas caso opte por fazê-lo, a largura mínima do texto deverá ser de 400px, preferencialmente sem barra de rolagem — caso tenha, a altura deve ter o mesmo tamanho da largura ou maior. Templates que não sigam o disposto farão a ficha ser ignorada, bem como fichas ilegíveis - utilize colorações adequadas no texto." Como a monitora entrou recentemente no cargo e a player é novata no fórum, este fato será ignorado, mas daqui pra frente qualquer ficha que foge às regras será sim desconsiderado. 


Atualizado!



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Cooper Daniels em Ter 09 Ago 2016, 20:41

Ficha de Reclamação
para filho de Deméter



Por qual deus deseja ser reclamado?

Deméter, pois é a deusa que mais tem a ver com a personalidade calma e naturalista do personagem.

Perfil do Personagem:

Físico:
Cabelos castanhos, olhos claros e corpo bem definido, com estatura de 1,75m.

Psicológico:
Cooper é um rapaz muito tranquilo, às vezes até demais, cujo comportamento normalmente gera comentários sarcásticos daqueles mais espevitados, mas ele não liga. Ama cuidar dos jardins e campos de morangos do acampamento e odeia a injustiça contra os mais fracos e contra a natureza (esta é a única coisa capaz de tirá-lo da mansidão habitual).

História do Personagem:

Cheguei ao Acampamento Meio-Sangue com nove anos de idade, apenas. Imagine a cabeça de um garoto todo natureba como eu que descobre ser filho de uma deusa grega e, consequentemente, um guerreiro nato. Imaginou? Pois é, foi bem esquisito e a sensação era de que a qualquer momento alguém sairia de trás de uma árvore portando uma câmera. Nada foi pegadinha, contudo.

Fui resgatado por um híbrido de homem com bode, um sátiro, que dizia ter sido destinado a me proteger. Até chegar ao refúgio eu não soube exatamente de quê estava sendo protegido. Ora, eu vivia sem familiares, num lar para crianças órfãs com problemas cognitivos. Já vou logo avisando que não sou retardado! Meu problema era ter déficit de atenção, como se eu estivesse fora do lugar a todo momento. Só o que me fazia realmente bem era cuidar da hortinha da sra. Malone, a diretora da instituição.

Sendo assim, nunca pensei que pudesse estar em perigo. Sem ser adotado por qualquer família, eu nunca tinha saído do orfanato e, portanto, não fazia ideia dos perigos que me cercavam. Numa noite chuvosa, porém, esse quadro mudou, porque um casal bateu à porta e implorou para ver as crianças. Não era o protocolo, mas algo fez a diretora aceitar-lhes a visita e tirar todos nós das camas quentinhas.

O homem era um cara gorducho usando um chapelão, do qual recusava a se separar. Já a mulher era alta e atlética, como se fosse uma maratonista, absurdamente linda. Vi-os conhecerem cada uma das crianças enquanto me deixava ficar por último, quase fugindo de mais uma rejeição. Quando eles me chamaram, pareceu que seus olhos brilharam de alegria e até mesmo alívio.

— É ele — disse o homem e a moça concordou. Pouco depois, nós três estávamos viajando de carro a caminho de Long Island.

Eu estava ansioso. Muito ansioso. Depois de quase chegar à certeza de que não seria levado por uma família, finalmente eu teria um lar. Será que eles tinham outro filho ou filha? Como seria a casa deles? Long Island... teria vista para o mar então? Os diversos questionamentos brotavam um atrás do outro em minha mente, mas nada me preparou para o lugar onde eu viria a morar.

O casal parecera tenso durante a maior parte da viagem, como se estivessem fugindo de alguém. Cerca de uma hora depois a mulher assegurou que estávamos bem perto do lugar que era o "meu verdadeiro lar" e a vi sorrir, confiante e carinhosa. Lembrando da situação agora, percebo o quanto ela era jovem para querer ser mãe de um garoto de nove anos, mas sob meu olhar de criança à época ela parecia perfeita.

Foi logo depois de anunciar a proximidade de casa que as coisas ficaram estranhas. A mulher olhou no espelho retrovisor e pediu para descer do carro, pois precisava lidar com alguma coisa antes que fosse tarde demais. O que era essa coisa? Sinceramente não entendi, pois era um nome estranho do qual nunca tinha ouvido falar.

— Continue. Precisa fazê-lo chegar lá, Calvin, já que agora ele está desprotegido. Vou cuidar do problema e alcanço vocês em algumas horas. Já estamos perto.

Sem hesitar, ela saltou do carro e correu para trás de nós e o homem simplesmente pisou fundo, de modo que seguimos em frente a toda velocidade. Preocupado, desatei o cinto de segurança e me tentei me ajoelhar no banco para olhar o que quer que estivesse ocorrento, mas Calvin freou imediatamente e se virou para chapar a mão em minhas costas e me impedir de cair.

O problema foi que seu chapéu inseparável caiu de sua cabeça com o movimento brusco e revelou a mim a imagem mais esquisita que eu já tinha visto até então: meu possível pai adotivo tinha chifres! Primeiro, fiquei estupefato. Depois, me afastei para o canto do banco e tentei abrir a porta para fugir, mas ele foi mais rápido e trancou tudo. Por fim, gritei.

— VOCÊ É UM DEMÔNIO! VOCÊ TEM CHIFRES! POR QUE VOCÊ TEM CHIFRES? POR QUE ME ADOTOU? ME DEIXA IR EMBORA!!

Mas ele não deixou. Calvin olhou para onde a mulher que o acompanhava provavelmente estava e deve ter achado seguro não continuar voando baixo com o automóvel, então saltou para o banco de trás e me segurou pelos braços.

— O nome correto é sátiro. Sou híbrido de homem e bode e estou salvando você antes que seu cheiro fique forte e comece a ser perseguido. Fui destinado a protegê-lo.

— De quê? Proteger de quê? Me leva embora, por favor! Quero voltar pra sra. Malone!

— Santo Pã... Me desculpe, Cooper. Vai entender logo — ele disse e tocou um ponto em meu pescoço de modo que instantaneamente perdi os sentidos.

* * *

Acordei numa cama confortável em uma casa claramente de construção antiga. Ao meu lado, um senhor de cadeira de rodas observava o horizonte e notou minha movimentação ao despertar. Ele era barbudo, aparentando ser um bondoso homem de meia-idade, talvez professor de História ou Latim que jamais largava seu casaco tweed.

— Onde... onde eu estou?

— Acampamento Meio-Sangue. Bom dia, Cooper. Eu me chamo Quíron e sou o diretor daqui, seu novo lar. Por que não me conta o que aconteceu ontem para que eu possa lhe esclarecer tudo, hm?

Por algum motivo, eu confiava no bondoso homem. Ele emanava uma aura de poder absoluto, como se tivesse vivido por milênios e adquirido todo tipo possível de sabedoria — mal sabia eu que era exatamente isso. Contei tudo a ele detalhadamente, bem como me foi pedido, e então comecei a ouvir sua mirabolante mas muito precisa explicação.

Ele não sabia quem era meu progenitor, mas deixou claro que eu era um semideus. Contou-me que Calvin era o sátiro mais coração mole do acampamento e que, ao ser designado para me vigiar, acabou ficando com medo demais de me ver atacado e decidiu me trazer logo para o refúgio. Assim, ele e uma outra semideusa, filha de Afrodite, se disfarçaram de casal e foram ao orfanato para "adotarem" a mim.

Levantei-me em absoluto choque. Eu era parte de um mundo de seres da mitologia grega, seres que deveriam ser apenas histórias e cultura de uma antiga nação que dominou o mundo! Eram reais e eu era parte daquele universo paralelo, que não era visto pelos mortais comuns devido a uma magia chamada Névoa.

Sacudi a cabeça e senti uma pontada forte, que quase me fez cair sentado na cama. O que me manteve de pé, porém, foi uma pequena bonsai localizada sobre a estante do quarto. Plantas... Sempre me fazendo respirar aliviado... por quê? Me encaminhei até a diminuta árvore e toquei suas folhas, buscando nela o conforto que sempre sentia ao estar perto de seres semelhantes.

Foi aí que aconteceu, e não sei até hoje se foi ilusão, pois nunca mais um feito igual se repetiu. As folhinhas que eu tocava pareciam enrolar-se em meu dedo, como num abraço delicioso para consolar meu coração confuso. E então uma névoa verde me envolveu e tinha cheiro de plantas e clorofila. Sobre minha cabeça, uma bonsai holográfica brilhou e Quíron me sorriu orgulhoso, declarando-me filho de Deméter — a deusa da agricultura.

Seis anos se passaram e até hoje não recebi mais abraços de plantas. A reclamação fez com que tudo fizesse sentido em minha vida e desde então passei a viver aquela que era a minha realidade. No início foi mais difícil, é claro, mas depois acabei me encontrando por ali. Hoje ajudo nas plantações de morangos e também nas entregas, fazendo questão de cuidar dos jardins. É, eu me sinto em casa.

~*~


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hetton Feak em Ter 09 Ago 2016, 23:06

Avaliação - Cooper Daniels

Bom dia/tarde/noite, semideus! Venho lhe dizer que adorei desde o princípio sua ficha pela descrição do personagem e sua narração inicial. Durante se desenvolvimento, porém, senti uma narrativa mais acelerada. No futuro, quando for escrever seus treinos e missões, tente descrever de tudo um pouco - climas, ambientações, cores, etc.
Fora isso o texto foi simples, direto. Gostoso de se ler, simpático. Eu poderia ficar aqui elogiando, porém não há necessidade. Não encontrei erros gritantes em sua escrita (na verdade nenhum), portanto a reclamação é merecida em todos os aspectos.

Filho de Deméter, seja bem-vindo!

Se tiver QUALQUER dúvida, reclamação ou simplesmente precisar de ajuda, mande uma mensagem privada!

Aguardando atualização!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ezra B. Westenhaver em Qua 17 Ago 2016, 15:04

~ Ficha de Reclamação~

- Por qual deus deseja ser reclamado?
Thanatos.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)
Ezra tem dezessete anos e não possui nenhuma característica física marcante, seus olhos e cabelos são negros como ônix e a pele é extremamente alva. Alto e magro demais, seu físico não é bem trabalhado o que lhe garante uma aparência frágil. 
Não é um bom aluno, mas, em geral, é um rapaz educado, sua personalidade é introspectivo, é atrapalhado e não consegue se socializar com facilidade, devido a esquizofrenia ele não possui um bom autocontrole e pode atacar se acreditarão estar seguro, apresenta um comportamento agitado e em grande parte do eu tempo esta nervoso e aflito.


Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus – ou ser tal ser mitológico?
Além de uma muito interessante lista de poderes, a personalidade da personificação da morte é compatível com a do meu personagem, tornando assim necessária para trama do mesmo. Eu pessoalmente nutro uma grande admiração pelo deus irmão de Morfeu e acredito que Ezra possui todos os atributos necessários para representar o tal deus, uma vez que foi elaborado para tal.

História do Personagem


— Você quer falar sobre o que aconteceu? — doutor Brown perguntou, os olhos demonstrando compaixão. 

O rapaz negou com a cabeça, não queria comentar sobe o incidente que ocorreu na escola, ele sabia bem o que se seguiria daquela consulta, o doutor aumentaria a dose do seu haloperidol e o mandaria para casa. Ezra não queria voltar para a casa, ele não queria mais antipsicóticos agindo em sua corrente sanguínea; ele queria apenas sentar e chorar.

— Vamos, Ezra, você sabe que não pode continuar omitindo coisas. — O garoto negou mais uma vez e o homem se cansou. Ele respirou fundo, passou a mão pelos cabelos e ajeitou seus óculos. — Escute, isso é comum, faz parte da esquizofrenia, precisamos tratar da melhor forma possível. Não quero aumentar seus medicamentos, por favor me conte o que ocorreu na escola hoje, sim?

O adolescente respirou fundo e tomou coragem, precisava relatar com a maior riqueza de detalhes o que realmente houve, era isso ou ser privado da liberdade. Ele tinha esperanças que talvez o Doutor Brown acreditasse nele. 

— Ok, eu conto.

— Eu estou esperando.

— Tudo começou nessa manhã, “ele” estava quieto, quieto até demais…

O relato mal havia começado, quando o médico o interrompeu novamente:

— Com “ele” você quer dizer a voz?

— Sim, a voz. Fazia uma ou duas semanas que não a ouvia, eu pensei que estivesse bem, que estivesse curado. Então eu me preparei para a escola, coloquei o canivete no bolso e…

— Espere! Por que levou o canivete?

— É tudo que eu tenho do meu pai, pensei que me protegeria da voz.
— Ele esperou ser interrompido mais uma vez, mas não ouve protestos por parte do homem, então a narração poderia ganhar tranquilamente sua continuação. — Eu sei que ela estava seguindo-me, digo, a professora de Educação Física, ela me observava desde que apanhei meus livros no armário.

O médico pensou em explorar melhor aquele ponto, mas os delírios eram um sintoma de sua doença, quando um esquizofrênico cria a ilusão de ser seguido se torna impossível convencê-lo do contrário.

— Então eu assisti minhas aulas, estava tudo indo muito bem, falávamos de mitologia em história, e pela primeira vez senti que eu era bom em algo, eu podia até mesmo citar todos aqueles deuses. Eu era um garoto normal entende? Por um tempo eu era apenas Ezra Bartholomeu Westenhaver. Mas houve a troca de aula e tinha aquela garota, Elizabeth, e poxa vida, ela era linda…

Ezra havia começado a divagar e isso não era um bom sinal. Era óbvio que as alterações de pensamentos estavam tornando toda a narração comprometida e o psiquiatra precisou trazê-lo de volta ao foco principal:

— Ah sim, a professora.
 — O rapaz se lembrou e redirecionou seus pensamentos para aquela manhã na escola. — Ela estava no corredor parada me olhando, e me pediu ajuda, algo sobre equipamento de vôlei, eu não me lembro bem, mas me lembro do ginásio.

O homem pensou ter entendido onde tudo aquilo ia parar, engoliu em seco e pensou nas consequências que ser violentado poderia causar no rapaz, mas o que ouviu a seguir foi completamente diferente de tudo que estava imaginando. 

— Depois... bem, ela rasgou a própria pele, como um receptáculo que se parte, e revelou uma coisa, não era humana e isso eu posso afirmar, era grotesca e tinha… asas.

— Fúria. — O homem disse em um sussurro. O doutor Brown sabia que aquilo não era outro sintoma da doença do rapaz, era bem pior que isso, aquilo era verdade.

— O que o senhor disse?

— Nada. Continue.

Ezra fez um esforço para se lembrar os detalhes daquela manhã. As lembranças eram distantes e embaçadas, tudo parecia envolto por uma camada de névoa. Se apegou a um fragmento da memória e a partir dela explorou todo o acontecimento marcante.

— Então “ele” voltou, a voz me disse claramente para pegar o canivete, e eu o fiz. Abri o canivete e ele se tornou um punhal, como em um passe de mágica, e de repente eu segurava algo gelado em minhas mãos. Era de bronze, eu acho, não sei, só sei que tive medo. Eu pensei estar louco e tentei me lembrar do truque para as alucinações, mas não funcionou. Ela continuava lá. Eu não sabia o que fazer, aquela coisa estava vindo pra cima de mim como se eu fosse seu jantar. E a voz falou para matar, eu ouvi nitidamente: dê fim a criatura.

Ezra sentia as memórias voltando. Tudo parecia tão real, aquela sensação inquietante correndo pelo seu corpo; aquela mesma sensação que desejava nunca mais sentir. Mal sabia que as coisas estavam prestes a ficar piores do que já eram.

— Porém, eu não estava pronto, não sei se algum dia estarei pronto para algo assim, fiz o que me pareceu mais óbvio: eu corri, cruzei a quadra até que a parede estivesse tão perto a ponto de poder tocá-la. Mas isso não me deixou seguro pois minha professora voou atrás de mim…

O garoto precisou de uma pausa para respirar, era tudo intenso demais.

— Ela estava próxima de mim, eu a encarei e foi nesse momento que senti novamente a vontade de matar, algo me deixou alucinado, me sentia sob efeito da nicotina, meus pensamentos se acalmaram e eu só sentia vontade de matar, de ver a vida saindo por seus olhos, desejei sentir seu sangue quente em minhas mãos: era como se sua morte fosse meu alimento.

James conhecia Ezra há exatos três anos. Ele sabia sobre a estreita relação do rapaz com a morte, mas ouvi-lo falar tão calorosamente da morte de alguém fez com que todos os pelos de seu corpo se arrepiassem. Era mórbido o pensamento de seu paciente. O doutor fez uma pequena nota mental de estudar melhor aquele aspecto no garoto.

— Prossiga.

Uma respiração pesada foi o suficiente para que o rapaz se recompor e voltar aos fatos ocorridos mais cedo. Ele coçou a bochecha, seu conhecido sinal para frustração.

— Ela me atacou e eu desviei, mas ainda sim levei um arranhão no braço, tentei criar uma estratégia, qualquer uma, mas não conseguia pensar em nada. Corri na direção contraria na espera de que aquilo desistisse de mim, obviamente não foi o que aconteceu. Felizmente haviam alguns colchonetes empilhados no meio do ginásio. Não eram muitos, mas eu pude me esconder atrás deles. Ali eu pude pensar mais claramente, foi então que percebi que se a derrubasse do ar e impedisse de voar seria mais fácil vencer a luta, poderia apenas cortar sua cabeça. Corri até a arquibancada mais alta e gritei. Gritei com todo meu folego e pareceu surtir efeito, pois logo ela estava vindo pra cima de mim. Precisava defender-me, entende? Então atirei o punhal contra ela, mirei exatamente em suas assas, mas algo aconteceu, talvez fosse minha péssima mira, não sei exatamente, mas a arma entrou em sua grande boca e feriu o céu de sua boca. Não tive como pensar direito, logo a criatura virou pó. E tudo que me sobrou foi apenas isto.

Ao fim da frase o menino revelou seu antebraço, antes coberto por um casaco, que continha uma atadura improvisada tingida por sangue. 

— Então aconteceu algo estranho. Eu estava cansando, me sentia derrotado, apesar de saber que a criatura havia desaparecido. Foi quando olhei meu reflexo, e vi algo incomum. Acima de minha cabeça, pairando no ar, havia uma espécie de holograma, uma foice, como aquelas para ceifa, ela brilhava, quando pensei em tocar, ela simplesmente desapareceu. Isso é normal? 

O que mais chamou sua curiosidade, no entanto, foi a expressão do mais velho. Havia ali um misto de emoções: curiosidade, surpresa e alegria. Esse último causou certa curiosidade em Ezra, afinal não fazia sentido o homem que era pago para curá-lo de sua perturbação mental se sentir bem com um relato como aquele. O mais novo esperou todo tipo de reação, um aumento na dosagem do medicamento ou até mesmo uma carta que o obrigasse a viver ali, mas o que se sucedeu foi completamente contrária. O homem de cabelos negros suspirou e disse:

— Eu te entendo, isso é real, digo o monstro é real. Eu queria ter percebido antes…

— Do que você está falando?

Era nítida a confusão no rosto do paciente. Mas aquilo não pareceu abalar o psiquiatra que rapidamente abriu uma das gavetas de sua mesa e começou a procurar por algo enquanto falava.

— Ouça, eu sei o que está acontecendo com você porque já aconteceu comigo. Tudo isso é real, monstros que viram pó, a hiperatividade. Céus, tudo faz sentido! — Ele parecia eufórico demais. — A voz é claramente seu subconsciente, ele reconhece a situação de perigo e provavelmente criou esta solução para te guiar, entende?

— Do que você está falando? — Repetiu a mesma frase.

Ezra estava confuso, de repente nada mais fazia sentido, e tudo pareceu pior quando ele colocou sobre a mesa um punhal. Ele se lembrou que em todo seu desespero por fugir se esqueceu completamente da única lembrança que possuía do seu pai.

— Ouça bem o que vou dizer, Ezra: tudo que você aprendeu sobre mitologia na escola é real, monstros como fúrias, ciclopes e quimeras existem e estão por aí em toda parte, eles não só te olham como se você fosse o jantar deles, você é. Você, assim como eu, é um semideus.

— Para! O que significa tudo isso?

O rapaz observou seu médico rabiscar algo em um papel enquanto lhe explicava:

— Ezra, ouça. Seu pai é um deus grego e você possui poderes, poderes que vão crescer junto com você. É por isso que ouve essas vozes e as ilusões, sua professora e todo o resto. Não são fruto da sua imaginação, infelizmente, é tudo real.

O menino passou as mãos pelos cabelos bagunçando-os, um sinal de nervosismo, estava surpreso; não podia mentir, mas se tudo fosse real fazia total sentido. Ele se sentia um louco, mas acreditava naquela história. 

— O que eu faço agora?

O médico lhe entregou a folha de papel com um endereço escrito. Após o rapaz apanhar ele continuou a falar:

— Agora que você é sabe os monstros virão atrás de você. Você precisa ir para o único lugar seguro.

— Isso é em Long Island.

— Preste atenção, garoto, eu sou um semideus como você, e o Acampamento Meio-Sangue é o único lugar seguro para pessoas como eu e você. Me entendeu?

O menino concordou, sendo assim, depois de alguns minutos o rapaz e seu psiquiatra estavam em um táxi em direção a Long Island. No caminho, o doutor Brown o contou sobre sua estadia no Acampamento Meio-Sangue, não pecando nos detalhes, é claro. Descreveu os dias ensolarados e o cheiro da plantação de morangos, explicou sobre os chalés e como sua progenitora, Palas Athena, era e tudo que aprendeu com seus meio-irmãos. Ezra se animou com a ideia de ter irmãos e amigos. Doutor Brown era um ótimo adulto, ele prometeu o proteger por toda a viagem, disse que havia perigo em todo o lugar. Felizmente, são apenas uma hora vinte e sete minutos de táxi que separam Nova York e Long Island, onde residia o tão famoso acampamento para jovens peculiares.

Os dois semideuses, junto ao motorista comum que fedia a perfume barato e cigarros, encontraram seu destino sem grandes problemas. Monstros deixaram de ser um fator altamente perigoso quando o celular do garoto foi arremessado do carro em movimento em algum lugar entre o caminho. Ezra pode conhecer o que era paz quando seus sapatos tocaram a grama do acampamento.

— Ei, Ezra.

O mais velho chamou atenção do garoto que olhava curioso o pôr do sol que revelava a ele uma nova era. 

— Sim.

— Continue tomando seus remédios, sei que pensa que está curado, pois no seu lugar eu sentiria o mesmo, mas é de vital importância que não coloque a vida dos campistas em jogo, compreende?

Um aceno rápido foi o necessário para o rapaz confirmar suas intenções.

— E não fume mais cigarros. Você vai ficar bem.

Ezra não quis estragar o momento, ele sentia que havia encontrado seu lugar no mundo, mas ele sabia muito bem que onde quer que colocasse seus pés nunca estaria seguro. 

— Uh, doutor? 
— O garoto chamou atenção do mais velho que o olhou curioso. — Como minha avó vai saber disso, digo, minha ausência?

— Eu cuido disso, você só precisa me prometer que se esforçará. 

O rapaz sorriu, verdadeiramente sorriu como uma criança. Ele devia muito àquele homem. 

— Eu prometo.


Ezra B. Westenhaver
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Re: Ficha de Reclamação

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