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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por 108-ExStaff em Dom 09 Nov 2014, 03:49

Relembrando a primeira mensagem :


Fichas de Reclamação


Orientações


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.



Deuses / Criaturas
Tipo de Avaliação
Afrodite
Comum
Apolo
Comum
Atena
Rigorosa
Ares
Comum
Centauros/ Centauras
Comum
Deimos
Comum
Deméter
Comum
Despina
Rigorosa
Dionísio
Comum
Dríades (apenas sexo feminino)
Comum
Éolo
Comum
Eos
Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões)
Comum
Hades
Especial (clique aqui)
Hécate
Rigorosa
Héracles
Comum
Hefesto
Comum
Hermes
Comum
Héstia
Comum
Hipnos
Comum
Íris
Comum
Melinoe
Rigorosa
Nêmesis
Rigorosa
Nix
Rigorosa
Perséfone
Rigorosa
Phobos
Comum
Poseidon
Especial (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino)
Comum
Selene
Comum
Thanatos
Comum
Zeus
Especial (clique aqui)




A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação. Os campos da ficha são:

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

- História do Personagem

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Não é necessário a utilização de template, mas caso opte por fazê-lo, a largura mínima do texto deverá ser de 400px, preferencialmente sem barra de rolagem — caso tenha, a altura deve ter o mesmo tamanho da largura ou maior. Templates que não sigam o disposto farão a ficha ser ignorada, bem como fichas ilegíveis - utilize colorações adequadas no texto.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



  • Obs: Somente envie sua ficha UMA vez para cada avaliação. Fichas postadas seguidamente (como double-post) serão desconsideradas, reincidência acarretará em ban de 3 dias + aviso.




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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Claire Parker em Ter 20 Set 2016, 21:55


  • Por qual deus você deseja ser reclamado?



  
  Apolo, Deus do Sol, das artes e da cura


  • Cite quais são suas características físicas e emocionais:





Físicas: Claire é uma moça baixa, tem um metro e sessenta, cabelos longos e encaracolados nas pontas, de uma cor ruiva que, no Sol, parece brincar com as luzes. Olhos de uma cor clara, apesar de um ser azul meio escuro e o outro castanho claro. Tem um corpo bonito e atlético, devido as longas caminhadas que dá quando quer relaxar e a prática de luta. Tem pequenos cortes na parte das costas devido à sua mãe, que acha que Claire é a culpada por serem pobres e a batia, o que fez ela adotar um filhote de gato, Cupcake, que sempre a acompanha.

Emocionais: Apesar da vida de Claire não for boa em sua casa, ela é gentil e caridosa, sempre tentando ajudar seus amigos ou desconhecidos. Gosta de fazer coisas com cuidado, porém tem pouca paciência. É meio apressada por assim dizer. Claire é sentimental, às vezes se dando mal por seus sentimentos serem maiores que a razão.  É divertida perto de amigos, e gosta muito de música e desenho, ficando acordada até madrugada por fazer desenhos/ouvir música. Muito focada, muitas vezes sendo caracterizada de ter TOC, por não poder relaxar sem fazer algo. Por ser muito sentimental, também chora facilmente e se magoa com facilidade.


  • Por que quer ser filho de tal Deus?




  Acho que Apolo seria perfeito para Claire, por apesar de ter tido uma infância ruim é calorosa, brincalhona e adora todos os tipos de arte. Apolo sempre me atraiu a atenção por ser um dos deuses do Olimpo mais gentis e divertidos


  • Relate a história do seu personagem:





  O Sol batia em meu cabelo, parecendo brincar com as luzes: às vezes escuros, às vezes claro. Tinha sido um dia cansativo na escola, principalmente pela parte de que muitas pessoas ficavam falando do meu olho, praticamente zombando, e ninguém ao menos tentava me proteger. Apesar de muitas vezes minha casa ser pior que a escola por minha mãe me bater,Não, isso não é uma denúncia, se acalmem. eu só queria chegar em casa, deitar na minha cama e dormir, apesar de ser só meio-dia. Perdida em meus pensamentos, não havia percebido que alguém me seguia. Olhei para trás com canto do olho, vendo um homem com andar estranho me seguir. Um medo começa a crescer dentro do meu peito. Nunca tinha sido seguida antes, mas de todas as histórias que já tinha ouvido, nunca termina bem. Resolvi caminhar um pouco mais rápido e, na velocidade que andava, o medo crescia. Cheguei a um ponto que quase corri, mas impedi a mim mesma de fazer tanta burrice.
  
  Cheguei no portão de casa e, quando estava quase abrindo, olhei para trás para checar se o homem ainda estava lá. Por sorte, não estava. Meu medo passou, abrindo o portão e sendo recebida por Cupcake. Esse querido filhotinho de gato, que tinha mudado minha vida, estava sorrindo para mim. Sorrio de volta, acariciando sua cabeça com o dedo.
  
  Quando digo que Cupcake havia mudado minha vida, ele literalmente tinha. Toda vez que minha mãe me batia eu o pegava delicadamente, acariciando seus pelos pretos, me acalmando. Até de noite ele estava lá, na hora que dormia. Parecia até um protetor, um Guardião.
  
  Entrei em casa, jogando a mochila verde-água na poltrona e limpando os tênis de mesma cor no carpete. Andei devagar, já que não via ninguém em casa. Senti um cheiro bom de frango no ar, o que fazia aquilo estar mais estranho ainda. Minha mãe nunca tinha feito um frango para almoço, disso tinha certeza. De repente, ouço ela gritar da cozinha, tendo um susto:

— Filha! Você chegou!


— Sim senhora...


 Ótimo! Venha almoçar, o almoço está pronto!


  Apesar do cheiro do frango ser forte e delicioso de se cheirar, sentia um outro tipo de odor. Um odor do qual, de certa forma, estava acostumada. Um odor de alguém machucado, de...Sangue. Andei para a cozinha, o cheiro de sangue ficando mais e mais forte. Abri a pequenina porta que separava a cozinha da sala, vendo o corpo de minha mãe rasgado no estômago, um tipo de mulher meio galinha em cima da pia. Percebi que me ouviu, pois virou bruscamente para mim e tentou me atacar. Fechei a porta antes dela conseguir me alcançar, meu coração batia mais rápido que a velocidade que eu conseguia piscar que, naquela hora, era rarefeita.
  
  Vejo um vulto na janela da porta de entrada, ficando parada na frente da porta enquanto o vulto parecia tentar olhar pela janela. Encarei ele por muito tempo, quando vejo a maçaneta girar devagar, conseguindo ver, finalmente, o vulto que me encarava.
  Era ele.
  O homem que havia me seguido acabara de abrir a porta da minha casa e, depois de encara-lo, já que estava na minha frente, percebi que ele não tinha...pernas. Bom, não pernas humanas. Suas pernas eram de bode, seus pés, cascos. Era, de uma pequena e certa maneira, engraçado.

 Então — disse ele, com um tom um pouco sarcástico  Acho que você já viu o atual..."Vilão da história".


— Você... — olhei para a porta e para ele — Você sabe o que é aquilo?



— Oras, claro que sei. —seu tom parecia arrogante, mesmo que um pouco brincalhão — Aquilo lá, que matou sua mãe...Aliás, desculpe por isso. Ela conseguiu chegar mais rápido que eu. Enfim, aquilo ali dentro é uma Harpia, que queria te matar, nesse caso.



— Você... —ri sarcasticamente um pouquinho— Você está brincando, certo?

— Eu pareço estar brincando? — ele dá um longo suspiro — Ok, deixe-me explicar. Os antigos deuses gregos existem e, antes de você dar risada, percebo que reparou nas minhas pernas e na criatura dentro da sua cozinha. Você é uma semideusa, filha de um mortal e um deus grego. Agora, você tem que vir comigo antes que nossa amiguinha sanguinária tente te matar. Ok?


  Por um minuto não respondi, encarando para Cupcake enquanto ele andava para perto de mim e esfregava sua cabeça em minhas pernas. Mesmo naquela situação, ele não iria me largar tão fácil.


— Ele pode vir, pelo menos? — perguntei com a voz baixa, apesar de não temer o homem-bode 


— Claro, por que não?... — ele parecia ter pensado "Previsível." Mas não falou nada além de encarar para o carro e para mim — Senhorita, seu carro está pronto para viagem. 


 Carro? V-Viagem?! 


— Sim. Iremos ao Acampamento Meio-Sangue. Agora, você precisa vir. 


  Fiz que sim com a cabeça, arrumando a jaqueta e limpando a calça, que estava suja de poeira da casa e da batida da porta. Fechei a jaqueta de couro, colocando Cupcake dentro e entrando no carro.  Este era pequeno, como um fusca, mas até que bem confortável. Coloquei minha cabeça na janela, acariciando a cabecinha de Cupcake, pegando o iPod que sempre carregava e os fones. Coloquei o lado direito do fone e pus no aleatório. Depois de alguns minutos de música, arrisquei perguntar:
 
— Então, onde é esse tal de acampamento?



— Podemos dizer que é um lugar longe. Muito longe, na verdade. 



— Quer dizer que vamos ficar muito tempo nesse carro?



— Não exatamente. 



  Paramos rapidamente, no meio de uma floresta. Olhei confusa ao redor. Nunca tinha visto aquela floresta antes, e morava naquela casa desde pequena. Até parece que tínhamos voado ou nos teletransportado ou...
— Vocês vão se atrasar. — vi uma garota passar andando, falando conosco — A fogueira já está acesa.
 Olhei para cima. Estranhamente, já era praticamente noite. Parecia que tínhamos pulado grande parte do tempo do dia, avançando até as seis horas da tarde. O homem-bode pegou minha mão rapidamente, quase não me dando tempo de pensar e olhar onde andava, chegando a uma grande fogueira.
 
  Percebi que todos olhavam para as chamas atentamente, esperando ver algo a mais. De repente, um símbolo de um Sol com uma harpa ao meio apareceu nas chamas e todos começaram a me olhar. Nunca gostei de atrair atenção, imagine agora.
 
  Um homem, bem, um homem metade cavalo se aproximou de mim, sorrindo:
— Bem-vinda Claire, Filha de Apolo.
 
  Mas o que...Pera, Filha de Apolo? M-Meu pai é REALMENTE APOLO? Não, não...Eu só queria ter uma vida normal e...ser normal. Vi algumas pessoas sorrindo, como um grupo. Aqueles eram meus irmãos? E-Eu...Bem, pelo menos parece que não sou a única e...provável eu me dar bem, certo?



  Enfim, essa foi a história e a minha ficha :3
  Tentei usar as dicas que me deram e concertar os erros, pois acreditem, sou muito persistente quando quero.
  E também, a esperança é a última que morre, não é?
Claire Parker
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Ter 20 Set 2016, 22:23


Avaliação





Muito bem, Claire, vamos lá. Sua ficha já melhorou bastante, mas ainda tem algumas correções a serem feitas. A primeira é o cuidado com a gramática. Minha dica é que você digite primeiro em um editor de texto, preferencialmente o Word, pois ele corrige problemas de concordância ou pontuação. Também vi umas letrinhas maiúsculas aqui e ali onde não era preciso, então tenha esse cuidado.

Outra falha foi você não ter detalhado bem a parte da harpia. Deu pra entender que ela matou a mãe da personagem, ok, melhor que a primeira tentativa. Mas você disse que a porta que dava para a cozinha era pequena e em contrapartida a monstra nem tentou lutar contra você. Ela não desistiria fácil. Mostre alguma resistência da parte dela na hora em que você está segurando a porta.

Sobre o carro: ele se teletransportou? Não conheço nenhum veículo capaz de fazer isso no universo PJO e HdO, nem mesmo o táxi das Irmãs Cinzentas. Sugiro que dê outra razão para não ter visto a chegada ao acampamento. Dormiu, se distraiu, o tempo passou mais rápido do que o esperado, algo assim. Espero reclamá-la logo. Abraços.

Boa sorte para a próxima e, por enquanto,
reprovada.

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Silvia Kawasaki
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Acampamento Meio-Sangue - Chalé de Íris

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alexia M. Roncoleta em Qui 22 Set 2016, 19:49



A ficha




- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Afrodite

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)
Alexia tem 1,70, corpo violão, cabelos lisos castanho claro com mechas. Possui uma tatuagem na costela esquerda. lábios grossos e carnudos. Normalmente gosta de usar roupas simples, porem chique "menos e mais" sempre foi seu lema. Jaqueta de couro e uma blusa básica são seu leque no guarda roupa

Sarcasmo e ironia são suas principais armas de defesa quando se sente ameaçada, o tom brincalhão muitas vezes lhe serve de arma. Por trás do ar de durona, a mesma esconde um enorme coração. Entretanto, quando quer cria intriga entre as pessoas por pura diversão, nunca se importou em ser o centro das atenções mais sempre teve cuidado para que as pessoas não a influenciassem assim como a mesma fazia aos outros.  Seu pior defeito é a vingança, odeia que a irritem e dificilmente se esquece do que fizeram a ela. Ótima manipuladora, consegue facilmente o que quer sem precisar de muito, ate porque...quem duvidaria de um rosto tão angelical pudesse criar tantos problemas?

- História do Personagem
Prazer, Alexia. Sou uma semideusa, mas você já deve saber disso, ne? Vou começar do começo.....
Tudo começou no dia 27 de Março de 2015, estava numa festa megamente badalada que havia convencido um aluno riquinho da escola do West High a fazer "vai ser muito legal, seus pais não precisam saber. Você pode ganhar a menina dos seus sonhos na festa lhe dissera, e como um fantoche ele obedeceu.
Desde pequena sempre soube ler as pessoas, como se elas viessem com um manual. Algumas pessoas podiam ser tão fáceis de manipular, uma alfinetada em seu ponto fraco, uma pitada de esperança na ferida e lá estava ela, pronta para fazer o que eu quisesse. Mas dessa vez não podia ser pega, já era a 4 escola esse ano e na ultima o direitor conseguiu de alguma forma bloquear o meu charme.
O-D-I-O!
Eu ouvi tanto aquele dia, fui chamada de delinquente e tudo mais pelo meu pai. Ele estava exausto de tanto me colocar de castigo, e pra melhorar...sua namorada não parava de falar asneira, querendo me mandar a uma escola interna e não havia adiantado de nada quando soquei-a na cara. Foda-se, ele trocava de namorado como de roupa.
A festa continuava bombando,tocava freneticamente eletrônico, todos dançavam freneticamente....  aquela escola interna parecia realmente interessante, meu pai se arrependeria profundamente de ter me deixado ali quando transformasse no meu reino particular. Seis barris de cerveja chegaram bem na hora, convencer o fornecedor pelo telefone foi o mais complicado. Ele não pareceu muito a vontade em entregar 6 barris de cerveja e 4 de vodka a menores de idade sem grana, mas depois de um tempo deu de bom grado.
[...]
A festa rolava freneticamente, todos dançavam sem hora pra parar, mais infelizmente tivemos que parar, a policia sem avisar chegou bem na hora! Eu poderia tentar usar meu charme com eles, mas estava tão bêbada que seria capaz de vomitar no sapato deles se abrisse a boca. E naquele momento, pra uma garota de 17 Anos a ultima coisa que eu queria era outro boletim de ocorrência com o meu nome escrito, já me bastara o ultimo porque "peguei" emprestado um porsche panamera e o deixei na garagem do meu professor de historia.
Alguns alunos saiam da piscina correndo, não havia tempo para pensar. A policia estava invadindo, corri junto ao pequeno grupo de jovens semi-nus pelo jardim da casa que dava fundo a outras casas do condomínio, alguns adolescentes levavam soveinir da festa como a tampa da privada. Tentei não dar risada, minhas pernas estavam ficando moles...havia bebido demais e agora fazia efeito.
Uma mão fria como gelo me agarrou, um dos policiais começava a me algemas. Tentei empurra-lo, me debater mais isso apenas o fez aumentar sua força contra mim. Chutei-o, mais de nada adiantou.
-Solte-me! -gritei, tentando impor alguma especie de persuasão, mais nada adiantou.
Comecei a me sentir fraca, como se a pele dele, o contato com ele me fizesse sentir uma enorme vontade de dormir.
-Um amigo, da sua mãe! - suas palavras ecoaram em minha cabeça, mais já estava completamente dopada, minhas pálpebras vacilaram.


O sonho parecia tão doce, tão calmo, tão vivido.
-Olá Alexia, a quanto tempo...você cresceu! - disse uma moça.
Aquilo não podia ser real, estava na loja da Victoria Secret sem qualquer pessoa ali, nem sequer as vendedoras chatas perguntando do cartão da loja estavam por la. Uma mulher tão linda quanto pudesse descrever sorria para mim, seus cabelos lisos loiros brilhavam, seus olhos pareciam mudar de cor a medida que eu piscava. Sempre belo, sempre mudando. Imagine a atriz mais bonita do mundo, agora imagine de diversas raças, cores, etnias....era ela.
-Quem e você!?-perguntei confusa -Isso, isso e um sonho!?
A mulher me olhará incrédula, como se tivesse lhe dito que o titanic não era um navio.
-Serio que não me reconhece? Sua própria mãe! -Começou a remexer algumas lingeries estampadas -Ares vai amar essa vermelha!
Minha cabeça começou a tentar trabalhar o máximo possível, lembrar-se da Mitologia....não era possível!
-Afrodite?-tentei pronunciar, ela olhou para mim satisfeita -Não e possível! Isso, isso e um mito.... - tentei repensar.
-Mito!-deu risada-Alexia minha filha, você cresceu manipulando as pessoas, ganhava coisas pela beleza... os mortais se apaixonavam por você. Não se lembra, conheceu diversos seres mágicos, ninfas te admirando em uma das viagem com seu pai, que ele te jurou que era sua imaginação?
Engoli em seco, aquilo nunca saiu da minha cabeça, verão passado jurava ter visto coisas diferentes ao meu redor, meu pai me fizera ir ao psicologo, laudo medico? Eu tinha deficit de atenção e havia piorado consideravelmente desde minha infância. A forma como via homens bode assustava meu pai, mas de um meses para cá ele parecia decidido a me dizer algo, como se tivesse descoberto um tesouro... "tem a ver com a sua mãe", havia me avisado tentando entrar na conversa. Mais eu nunca quis saber dela, uma mãe que abandona sua filha não merece ser ouvida, muito menos escutada.
-Nem sempre, Alexia! -falou, levantando uma sobrancelha e me avaliando, um pequeno fio de tristeza pairava seu rosto.
-Seu poder magico, como Deusa também e ler mentes? Isso não e tipo.... coisa de Atena?-tentei mudar o assunto, a forma como me analisava criava um calafrio em minha coluna.
-Eu não leio mentes, bobinha! Uma das minhas proezas e poder avaliar expressões e conheço essa muito bem, a maioria dos meus filhos tem ela- sorriu.
-Seus filhos? No plural?- a fitei.
-Meu tempo esta acabando, Alexia. Vim aqui apenas reclama-la, aproveite!-sorriu -Honre o chalé, honre seus irmãos.
Antes que pudesse retrucar o sonho se desfez, o cheiro de fragrância feminino parecia vivido. Respirei fundo, uma parte de mim não queria que ela participasse. Queria lhe perguntar tantas coisas. Mas fui acordada ao susto pelo berro de alguém
-ELA ACORDOU -gritava uma voz, meus olhos se fecharam tentando se adaptar a luz -AFRODITE A RECLAMOU...pelos Deuses!





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Killian Dawson em Sex 23 Set 2016, 12:29


Homecoming
missão narrada externa média


Por qual deus quer ser reclamado:

Dionísio, deus do vinho, das festas e da loucura. É o deus que combina com a personalidade e a trama desse personagem. Filhos de Dionísio geralmente causam a loucura nos outros, Killian é vítima dela.

Características do personagem:

Físicas:
Possui 1,75m e 64kg (o que o torna magro para a altura que tem), mas é mais forte do que aparenta. Os cabelos castanhos são lisos e caídos em uma franja sobre a testa, os olhos são verdes escuros e as orelhas são um pouco grandes de modo que, em consonância com os traços de seu rosto, lhe dão uma aparência ligeiramente élfica das trevas.

Psicológicas:
Killian é louco. Controla-se apenas graças a um remédio desenvolvido por uma curandeira do acampamento em associação com o médico Alex, do Hospital Geral de Nova Iorque. Quando controlado, tem um humor ácido e não faz a menor questão de ser simpático, ao contrário do que costumava ser antes do trauma. Quando descontrolado, revive cada segundo do que lhe causou a loucura.

História do personagem:

Humanos são frágeis como folhas de outono...

[15/09/2016 - Ala de Psiquiatria do Hospital Geral de Nova Iorque]
Preciso escrever enquanto tenho sanidade, não é sempre que consigo momentos de lucidez. Se alguém encontrar estes registros e eu estiver morto, saiba que foi culpa dos deuses! Eles, que deveriam nos trazer paz, são muito mais imperfeitos do que nós humanos... humanos são frágeis como folhas de outono...

Estou preso num quarto fechado. Tem um enfermeiro do lado de fora. Ele diz que é enfermeiro, mas eu sei que ele tem pernas de bode, eu sei. Eles dizem que sou louco. Não sou louco. Eu vi os vampiros atacarem o carro, eles morderam minha mãe e morderam meu pai, mataram eles. Disseram que foi um acidente. Não foi.

Tínhamos passado o dia no parque, aniversário do meu pai, é. Estávamos felizes, como sempre. Meu pai me amava, era meu melhor amigo, minha mãe também me amava, muito. Eu sabia que Marcus Dawson não era meu pai de sangue, minha mãe me contou, mas ele era meu pai desde sempre. Meu

[16/09/2016 - Ala de Psiquiatria do Hospital Geral de Nova Iorque]
Tive um surto. Comecei a gritar. O enfermeiro que não é enfermeiro e tem pernas de bode disse que quase enfiei a caneta em minha garganta. Eles agora tem medo de me deixar só e me deram um computador. O meio bode está atrás de mim enquanto estou escrevendo.

Eles também disseram que o remédio está quase pronto. Querem me matar, eu sei que querem. Ouvi um enfermeiro de verdade dizer ao falso que é melhor se eu partir dessa pra melhor. Ouvi sim. Eles dizem que ainda não estou lúcido, é. Mas eu consigo escrever, eu consigo.

Surtei quando falei do meu pai. Marcus Dawson é meu pai, não esse tal de Dionísio. Ele não. Ele nunca apareceu, nunca veio me ver. Minha mãe me contou e eu acredito nela. Ela me disse que ele a largou antes de eu nascer. Ele sumiu e nunca mais voltou. Minha mãe disse que uma mulher pode enlouquecer se passar pelo que ela passou.

Minha mãe não enlouqueceu. Os médicos dizem que eu enlouqueci. Alguns dizem, outros não. O médico que me cuida agora disse que preciso tomar um remédio especial que ele vai fazer. Disse que vai ficar tudo bem, que sabe que não sou louco. Que estou em choque. Mentira, não dou choque em ninguém! Ele é um mentiroso!

O médico que me atendeu primeiro veio num carro vermelho, acho que era bombeiro. O carro estava virado de cabeça para baixo, saía sangue da boca e do nariz do meu pai. Da minha mãe também. Tinha dois furinhos dos pescoços deles, mas os vampiros que morderam sumiram quando ouviram o carro vermelho chegar. Eles disseram que meu pai e minha mãe não tinham meio-sangue. Eles disseram! Eu sei que disseram! Eu não estou louco! Não hainsnasjdçl hefçilvo w pwo a

[21/09/2016 - Ala de Psiquiatria do Hospital Geral de Nova Iorque]
Aparentemente tive outro surto. Meu Deus, o que raios está acontecendo comigo? É primeira vez em muito tempo que finalmente consigo falar e escrever com maior clareza. Pelo visto o remédio desenvolvido pelo Dr. Alex e uma tal de Silvia Kawasaki tem surtido efeito, me sinto muito melhor.

Estou tomando o remédio há três dias. O último surto foi extremamente forte e quase quebrei o computador na cabeça do enfermeiro. Ok, eu sei que ele não é um enfermeiro de verdade mas imagino que ajude a minha própria mente se eu fingir que ele não tem pernas de bode. Não estou preparado para isso ainda.

Pelo que lembro de ler em meus relatos, contei a vocês que minha família e eu voltávamos de um dia feliz, certo? Era aniversário do meu pai e a estrada já estava escura, pontuada pelos holofotes das câmeras de vigilância do departamento de trânsito. Três caras ruivos estavam parados no meio da estrada e o do meio deu um soco forte demais no capô do carro.

Nosso carro capotou instantaneamente. Não sei como me livrei, mas uma névoa arroxeada pareceu me cobrir e eu juro que vi um cacho de uvas acima de minha cabeça quando percebi que meus pais estavam gravemente feridos. Eu chamei por eles, baixinho para não atrair a atenção dos três ruivos, mas eles não respondiam.

Fiquei desesperado. Quis chutar a porta, pegar os ruivos pelos cabelos e acertar a cabeça deles no chão até que morressem. Ao mesmo tempo, o lado ainda racional de minha mente dizia para eu ficar quieto e não provocar aqueles caras, eles com certeza eram muito mais fortes que eu!

A coisa mais absurda aconteceu quando notei que eles se aproximavam calmamente e tinham dentes afiados como de vampiros. Eu juro, eu não estou louco. Por favor, não pense que estou louco. Eles puxaram a porta do motorista como se fosse pena, ao que me escondi da melhor maneira que podia, e um deles abocanhou o pescoço do meu pai.

O vampiro fez uma careta na mesma hora e disse que meu pai não tinha meio-sangue ou algo parecido, nunca entendi aquelas palavras completamente e eu realmente não tinha condições de compreender qualquer coisa. Outro ruivo fez o mesmo com minha mãe e disse a mesma coisa.

O vampiro que tinha feito o carro capotar olhou irritado para um outro, o acusando de ter passado informação errada sobre o cheiro de semideus, ou algo assim. O acusado se defendeu, dizendo que devia ter mais alguém no carro e estavam chegando bem perto de me ver quando uma sirene de carro de bombeiros os assustou.

Não sei por que seres tão fortes fugiram, mas o fato é que não os vi mais. Estava tremendo quando fui retirado do carro e tive meu primeiro surto quando vi meus pais serem colocados naqueles grandes sacos zipados e pretos que levam mortos para o IML. Não conseguia aceitar que eles estavam mortos, não conseguia entender vampiros recusando sangue e muito menos compreendia a névoa roxa e o cacho de uvas que brilharam em mim.

Fui levado para o hospital mais próximo do local enquanto um paramédico bombeiro tentava me consolar com as palavras mais inúteis da face da Terra naquele momento.

— Eles não resistiram, filho. Humanos são frágeis como folhas de outono, mas você não pode se deixar levar pela tristeza ou acabará enlouquecendo de vez.

Acabou que realmente enlouqueci, por mais que minhas palavras fossem verdadeiras. Tinha surtos toda hora e decidiram que o melhor a fazer era me trazer para a Psiquiatria do Hospital Geral antes que fosse tarde demais. Aqui foi o primeiro lugar onde aceitaram minhas palavras como verdadeiras.

O Dr. Alex disse que eu era filho de um deus chamado Dionísio e que tudo que eu vi era real, parte do mundo dos deuses e semideuses gregos. Talvez isso devesse me ajudar, mas só me fez ficar mais furioso. Um deus era meu pai e foi por causa do mundo dele que duas pessoas inocentes morreram tragicamente. Meu pai! Até parece!

Que espécie de pai é esse que simplesmente some durante 16 anos? Que não controla os monstros de seu próprio mundo e permite que vampiros, damphyres era o nome correto, matassem mortais enquanto procuravam o filho dele?

Eu tinha um sangue maldito nas veias um cheiro característico que atraía monstros. Foram esses monstros que mataram a minha mãe e o homem que eu verdadeiramente considero como pai! O único erro de minha mãe em toda a sua vida foi ter-se deixado envolver por um cruel deus grego que lhe trouxe uma morte prematura.

[23/09/2016 - Estrada de Long Island, caminho para o Acampamento Meio-Sangue]
O Dr. Alex acredita que já posso ser levado para o tal acampamento onde moram outros adolescentes como eu — filhos de deuses. Na van com cheiro de morangos está um cara com olhos espalhados pelo corpo todo (o motorista), eu e uma filha da deusa do arco-íris chamada Silvia. Ela é a curandeira que ajudou a desenvolver o remédio que tomo agora.

Um dia sem o medicamento ainda me faz ter surtos e acabo quebrando muitas coisas. O meio bode enfermeiro ficou lá no hospital, ele trabalha lá, e fiquei sabendo que a forma certa de chamar a espécie dele é sátiro. Minhas mãos não param de suar em antecipação ao lugar para onde estou indo e, por conta disso, preciso secá-las no jeans o tempo todo.

Silvia se mostra preocupada comigo, mas tenho certeza que é só porque ela precisa saber caso tenha de me dar um sedativo. Olho pela janela e não vejo coisa alguma parecida com um acampamento, mas Argos, o motorista, diz que estamos quase chegando.

Melhor parar de escrever por aqui e me preparar psicologicamente para ver mais figuras estranhas. Não sei por quando tempo precisarei tomar esse remédio e muito menos se um dia ficarei lúcido verdadeiramente, mas agora uma nova jornada está se iniciando e sei que preciso ficar forte. Ainda enfrentarei muitos monstros, mas meu maior inimigo está no Olimpo e atende pelo nome de Dionísio, o deus do vinho, das festas e da loucura.

~*~

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Killian Dawson
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hetton Feak em Sex 23 Set 2016, 13:31

Avaliação - Alexia M. Roncoleta

Bom dia/tarde/noite, Alexia! Ao ler sua ficha me deparei com diversos erros de escrita e falta de acentuação. Desses, posso listar alguns como "porem", "ate", "odio", etc. Eu até poderia relevar isso durante a avaliação, mas dada a enorme quantidade de erros isso se torna uma falha grave que no futuro seria motivo de descontos (em HP, recompensas) grandes demais. Quanto aos erros que não de acentuação, têm-se o uso de reticências além da necessidade (reticências são apenas três pontos, você utilizou mais que isso), começo de frases com letra minúscula (no trecho "[...]ate porque...quem duvidaria[...]", o excesso de espaço e a falta de espaço após o uso da vírgula em "A  festa  continuava  bombando,tocava  freneticamente[...]", entre outros).
Em contrapartida as suas descrições são gostosas de serem lidas, você tem um grande potencial e eu peço para que não desista. Minha sugestão é que ao escrever utilize algum sistema de correção ortográfica, ele lerá os erros de vírgula, pontuação e acentuação (o Word é o mais comum). Senão, releia o texto antes de postá-lo ou peça ajuda a algum monitor, jogador, o que seja. Eu, por exemplo, posso te ajudar com isso - só mandar MP (mensagem privada).
Portanto, dessa vez terei que reprovar sua ficha. Leia outras, reescreva a sua história (que está até plausível) e envie novamente! Estaremos aguardando!
Reprovada
Avaliação - Killian Dawson

Não há muito o que falar de você, jovem Kilian. Sua narração flui e a forma com que escreve é divertida de se ler. A história do personagem em si é bem cativante, toda sua trama entre a loucura e afins. Na escrita, tome cuidado com a acentuação de algumas palavras que devem ter passado despercebido durante o ato.
De qualquer forma, aprovado!
Aprovado
Aguardando atualização!
Hetton Feak
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sab 24 Set 2016, 13:30



Atualizado!



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
Psiquê
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Reclamação de Valérie Snow

Mensagem por Valérie Abigail Snow em Dom 25 Set 2016, 19:59

*Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Perséfone

*Perfil do Personagem preferencialmente

-Características Físicas: Cabelos negros compridos e cacheados com mechas azuis claras, olhos verdes, pele escura, coxas grosas. cintura fina, cerca de 1,65 metros de altura, seios fartos, boca carnuda e uma marca de nascença próxima ao seio esquerdo na forma de uma romã vermelha.

-Características Psicológicas: Valérie sente ódio e desprezo por seus pais, as únicas pessoas que já amou na vida foram a sua avó Eunice e sua tia Amara. Mesmo tendo TDHA, se esforça na escola para que dar orgulho a suas familiares, e sente a necessidade de provar ser melhor que seus pais e um dia deseja se tornar médica, para assim poder tirar sua avó e sua tia de uma vida pobre em um bairro perigoso. Dentro de tanto esforço Valérie só reza para que um dia encontre sua "Alma Gêmea", e possa ter um final feliz como as princesas das histórias que tanto gosta.

*História do Personagem

 Valérie nasceu no dia 21 de Dezembro, e seu pai a trouxe nesse mesmo dia enrolada em um pano velho para sua vó Eunice, que junto a sua tia Amara cuidaram dela desde esse dia, seu pai sumiu no dia seguinte a seu nascimento e nunca mais voltou. Aos 15 anos Valérie sente ódio de sua mãe por tê-la abandonado, e despreza seu pai que ela nunca conheceu, mesmo tendo TDAH ela se esforça para se concentrar nas suas aulas e tirar notas altas em retribuição para com a sua avó, que trabalha de cozinheira em sua escola e com sua tia, que depois do sumiço de seu pai sustentou toda a casa com seu emprego de enfermeira, trabalhando 12 horas por dia, e ainda quando está em casa ela e sua mãe ajudam, o abrigo de pobres do Brooklyn. Quando era pequena Valérie sempre escrevia histórias sobre dragões, príncipes e princesas, e quando mostrava sua histórias pra sua vó, esta não entendia nada, pois mesmo sem saber Valérie sempre escrevia em latim, preocupada sua tia a levou ao médico que não conseguia descobrir o problema de Valérie, que sempre foi agitada e não conseguia ficar quieta a não ser quando ouvia os discos do Abba de sua avó ou quando escrevia sua histórias. Todos os dias antes de dormir ela segurava seu "diário dos senhos" próximo a seu pequeno peito e rezava, pedindo que um dia sua mãe voltasse e que sua vida pudesse ser melhor, com o passar do tempo ao perder sua inocência, ela não pedia mais a volta da mãe, mas que alguém pudesse amá-la como mulher, e que pudesse lhe oferecer um grande amor como nunca teve. O tempo foi passando, e indo de médico em médico, mesmo tendo dificuldades para arcar com as despesas médicas, a família de Valérie chegou até um médico que diagnosticou Valérie com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), desse dia em diante Valérie passou por especialistas que a encaminharam para uma escola especial onde as professoras lhe passavam toda a lição do dia em forma de lição de casa e chegando na sua casa, a avó usava dicionários e tradutores no seu antiquado computado para traduzir tudo para o latim, assim as notas de Valérie subiram.
 Com o passar do tempo foi ficando cada vez mais complicado para a tia Amara manter a escola cara, esta também desenvolveu um raro câncer e ficou impossibilitada de trabalhar. A avó tentou sustentar a casa com seu serviço de cozinheira e começou a realizar pequenos serviços como costureira, mas isso não foi suficiente para manter a casa, que era alugada e a escola particular de Valérie. Pendendo a casa a pequena família de Valérie foi morar no abrigo próximo a sua antiga casa e a jovem, porem determina, Valérie voltou para a escola pública. onde encontrou dificuldades, porque além de não conseguir estudar tinha que se dividir entre a escola e o seu mais novo serviço na lanchonete da esquina de sua escola. Mesmo sofrendo bullying por não conseguir acompanhar as aulas Valérie conseguiu fazer amizade com Blanca, uma menina latina-americana que assim como Valérie sofria bullying. Para ajudar Valérie a melhorar suas notas Blanca passava todo dia depois da escola na lanchonete traduzindo a matéria diária para a amiga, certo dia as amigas ficaram até a lanchonete fechar, pois estavam estudando para uma prova, então dois colegas de escola de Valérie, Ryan e Bill, entram na lanchonete e pedem quatro lanches e o mesmo número de refrigerantes para a viagem. Blanca fica rindo, pois sabe que Valérie gosta de Ryan, então Bill percebe isso, e em vós baixa desafia Ryan a convidar Valérie para o Baile de Inverno de sua escola, Ryan convida Valérie, porem Blanca a alerta que eles podem estar tentando constrange-la.
 Passa-se algum tempo e o dia do baile chega, a avó que Valérie reforma o vestido antigo de sua tia Amara, para que ela possa ir ao baile, na noite do baile ela pede que Ryan lhe encontre na frente da escola, e Ryan a leva para a festa, no final da noite ela é coroada como Rainha do Baile de Inverno, e Ryan como o rei, então a vida de Valérie não podia ser mais feliz, quando de repente uma alavanca é disparada por Meg a real namorada de Ryan, e um balde de fezes de cavalo cai na cabeça de Valérie, todos riem e a humilham exceto Blanca, que a tira do palco para limpa-la. Do lado de fora o salto de Valérie quebra e ela cai na lama. Ryan, Bill e Meg a seguem e riem dela, num surto de raiva Valérie ergue suas mãos, e como que por mágica uma nuvem de neve e vinhas de plantas brotam do chão e agarram Blanca, Meg, Ryan e Bill e começam a estrangulá-los, desesperada Valérie começa a chorar e pede para que tudo aquilo pare, mas pelo contrário, as vinhas ficam grossas e se tornam raízes negras  gigantescas que começam a enforcar os quatro que a essa altura estão sem ar e com um aspecto arroxeado. Blanca tenta gritar mas sua vós fica presa na garganta, e em um determinado momento tudo fica silencioso, Valerie descobre os olhos e olha para cima, os raios de uma tempestade ecoam e sua luz reflete nos rostos dos cadáveres dos quatro pendurados, roxos como beterrabas, com línguas para fora e olhos esbugalhados.
  Sem saber o que fazer Valérie corre para fora da propriedade da escola aos prantos, e da de cara com sua professora preferida. a senhorita Flowerwood, que lhe segura e olha seus olhos desesperados, Valérie lhe conta o que ouve no baile e depois quando as vinhas mataram seus amigos, a professora consola sua aluna, e a leva de volta para o abrigo, prometendo que ela dará um jeito em tudo e que no dia seguinte a levaria para um acampamento, e lhe entrega um cartão em grego antigo com um endereço em Long Island.
 Naquela noite quando chegou no abrigo, Valérie vê um bilhete deixado por sua avó dizendo que sua tia havia piorado, no resto da noite ela não conseguiu dormir, chorando pensando no que fizera com Blanca, e como perdeu controle e as vinhas surgiram estrangulando todos a sua volta, como sua raiva parecia influenciar a atitude as vinhas, como a professora iria resolver tudo e o que era o tal acampamento que lhe dissera tão pouco. Quando consegui dormir já eram 5h30 da manhã, uma voluntária do abrigo lhe acordou e disse que sua vó estava ligando do hospital comunitário, quando atendeu o celular, dona Eunice lhe disse que sua tia havia morrido e que não tinham como providenciar o enterro. Valérie ficou sem palavras, pois a única pessoa que já lhe amou como mãe estava morta, ela perdeu todas as esperanças e pegou suas poucas coisas deixando o abrigo para sempre.
  Sua professora voltou naquela manhã e ao saber do que tinha acontecido informou o Acampamento Meio-Sangue que intensificou as buscas por Valérie, e a professora pagou secretamente o funeral da tia Amara.
  Valérie ficou desaparecida por sete dias até que surgiu imunda escondida entre mendigos na missa de sétimo dia de sua tia, a unica pessoa que a notou foi sua professora que lhe seguiu, e disse que ela poderia ser ajudada no acampamento e que ela era uma semi-deusa, tudo aquilo era estranho, mas fazia um pouco de sentido levando em conta o que aconteceu com seus amigos, porem ao ver a policia, Valérie fugiu para não ser presa pela morte de seus amigos. Naquela noite ela pediu carona para uma moça chamada Felícia que estava se dirigindo para Long Island, no banco de trás do carro da moça Valérie teve um sonho, nele uma mulher de vestido preto e idêntica a ela estava correndo por um campo florido, com outras meninas que a chamavam de irmã, quando um homem trajando um elmo negro a agarrou pelo braço e a puxou para uma depressão envolta em trevas, a moça deu um grito horripilante e de repente a cena do sonho mudou, agora a moça estava chorando em um banheiro público com uma barriga imensa e um homem que ela reconheceu, era seu pai que ela apenas tinha visto em fotos da casa de sua avó, de dentro da mulher morena saiu uma menina bem pequena com uma marca de nascença no peito esquerdo, então o sonho acabou.
 Ao acordar, Valérie viu que o carro estava parado e que sua marca no peito esquerdo ardia, quando olhou pela janela do carro, percebeu que era noite e que a mulher que lhe dera carona estava falando ao celular, ela dizia algo sobre a encomenda estar entregue e que a mataria como vingança por seu mestre ter sido traído. Valérie saiu do carro, encarou a mulher e perguntou de que encomenda ela estava falando, a mulher lhe explicou que não só a policia e o acampamento a procuravam, e que também os servos do Rei do Mortos a queriam, mas não queriam que ela vivesse, eles desejavam sua morte, dizendo isso a mulher se transformou numa criatura alada e disforme, com dois pares de asa e dentes afiados. Valérie entrou no carro e acelerou, a voz trovejante da criatura berrava, que seu nome era Megera e que seu pai a mandará para vingar uma traição de sua mãe.
   Desesperada Valérie seguiu o endereço de seu cartão, que achou no bolso da blusa, até chegar a uma estrada rural, sendo ainda perseguida pela Erínia, ela bateu seu carro em uma árvore e ao sair foi pega pela Erínia que a ergueu no ar, passando a mão pelo seu bolso novamente ela encontrou um anel, e ao aperta-lo o mesmo se tornou um chicote negro, Valérie girou o chicote e o enrolou na perna da criatura, que a soltou, ela caiu sobre uma poça de lama, que deixou seu rosto sujo a cegando temporariamente, o som do monstro veio alto e claro para perto de Valérie que ergueu os braços, novamente uma brisa invernal e vinhas saíram ao comando de Valérie, elas se enrolaram na Erínia e a estrangularam, tornado-se raízes constritoras, Valérie correu pois não sabia quanto tempo as plantas aguentariam.
   Já estava amanhecendo quando Valérie avistou em cima de uma colina uma árvore gigantes com algo brilhando sobre seu galho mais baixo, ela se aproximou e viu um feixe de cabos roxos enrolados na árvore, até que os cabos roncaram e ela percebeu que não eram cabos, e sim um dragão, assustada Valérie recuou e deu um grito que acordou o dragão, que instintivamente a cheirou, porém não a mordeu, isso lhe pareceu estranho considerando como tudo estava indo mal para ela. De repente a criatura alada retornou indo na direção de Valérie, que correu para além da árvore e caiu colina a baixo, quando parou de rolar ela olhou para cima, foi a tempo de ver a criatura bater velozmente contra uma parede invisível e se desfazer em chamas azuis.
  Ao olhar para trás Valérie viu várias crianças, todas com uma camisa laranja que ela não conseguia ler, de repente uma mão tocou seu ombro e ela desmaiou. Algum tempo depois acordou e estavam numa espécie de enfermaria com várias crianças ao seu redor, então uma voz conhecida, era a senhorita Flowerwood, mas ela estava diferente estava com a pele mais bronzeada num tom dourado, seus cabelos estavam se arrastando no chão, e dele caiam gotas de água, se assemelhando a um grande esfregão, e ela vestia uma roupa branca de enfermeira com sapatos crocs cor de rosa, que faziam um som engraçado quando ela andava, ela expulsou todos e explicou que o que aconteceu com Valérie era normal para um semi-deus, e que a Erínia não havia morrido, apenas escapado e voltado para o submundo, disse que era uma Náiade, um espirito das águas, disse que Valérie havia encontrado o acampamento mesmo que ela houvesse dado o endereço da casa mais próxima, não do acampamento em si, e que aquilo era um sinal de boa sorte, Valérie concordou e disse que essa era a única boa sorte que ela estava tendo ultimamente.
   Naquela noite Valérie comeu na enfermaria e mais tarde foi levada numa cadeira de rodas engraçada que tinha um espaço que poderia caber um cavalo dentro, mesmo assim ela foi tomando cuidado para não cair no buraco, e todos se reuniram em torno de uma enorme fogueira, todos cantavam e as cores da fogueira mudavam de rosa para verde e de verde para roxo, Valérie nunca tinha visto algo assim, naquele momento só pensava como sua vó estaria e se estaria sofrendo muito, quando de repente todos pararam e olharam para ela.
   Valérie não sabia porque todos a olhavam, e ergueu os olhos para cima de sua cabeça vendo uma romã azul brilhante sobre si mesma, sua marca de nascença queimava em seu peito, então seus ferimentos sumiram, e suas roupas velhas brilharam azul escuro, quando olhou para baixo estava com um deslumbrante vestido de seda azul escuro com manga comprida, e um decote em V, tinha um par de sandálias gregas anexadas com duas longas fitas negras, os cabeços estavam penteadas no estilo de um topete feminino, seu rosto brilhava com várias maquiagens escuras, e o ar a sua volta cheirava a mel fresco.
 Uma voz trovejante veio da multidão anunciando:
 - Seja bem vinda Valérie Snow, Filha da Deusa Perséfone!
 Essa voz pertencia a Quiron, o centauro mais inteligente de todos e diretor de atividades do acampamento, ainda disse que isso explicaria o ataque da Erínia, uma das servas de Hades, deus do submundo, Rei do Mortos e marido de Perséfone. A senhorita Flowerwood completou dizendo que a presença dela no acampamento deveria ser o presagio de que algo estava por vir.  
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Dom 25 Set 2016, 23:58


Avaliação



Valérie Snow — Boa noite, moça   :gdc:

Espero que esteja tudo bem com você :3
Sua avaliação: Valérie, vamos começar com algumas dicas simples, ok?

Quando for escrever um texto, separe-o em parágrafos. Você deixou-os extremamente extensos, e isso cansa quem está lendo, sem contar que algumas coisas ficaram misturadas no meio deles, além do fato de haver pontos onde poderiam haver vírgulas, e vírgulas onde poderiam haver pontos.

" [...] pois mesmo sem saber Valérie sempre escrevia em latim, preocupada sua tia a levou ao médico que [...]"

Essa frase, no lugar da vírgula depois da palavra "latim" deveria haver um ponto final.

"[...] pois mesmo sem saber Valérie sempre escrevia em latim. Preocupada sua tia a levou ao médico que [...]"

Percebi alguns erros de português também, como "vós" em vez de "voz","mandará" em vez de "mandara". Errinhos como esse podem ser evitados jogando o texto no word ou jogando a palavra no google :>

Sua história ficou, de certa forma, interessante, mas como Perséfone requer uma avaliação rígida, não posso lhe aprovar ainda.

Mas não desista! Tente novamente. Precisando, pode me contatar via MP :3

Reprovada

Zoey Montgomery
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Valérie Abigail Snow em Seg 26 Set 2016, 15:42

*Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Perséfone. Pois a personalidade das duas combina. Valérie sente-se só assim como Perséfone ao ser tirada de sua família pelas mãos de Hades.

*Perfil do Personagem:

-Características Físicas: Cabelos negros compridos e cacheados com mechas azuis claras, olhos verdes, pele escura, coxas grossas. Cintura fina, cerca de 1,65m de altura, seios fartos, boca carnuda e uma marca de nascença próxima ao seio esquerdo na forma de uma romã vermelha.

-Características Psicológicas: Valérie sente ódio e desprezo por seus pais. As únicas pessoas a quem já amou na vida foram a sua avó Eunice e sua tia Amara. Mesmo tendo TDAH, se esforça na escola para dar orgulho a elas, sentindo a necessidade de provar ser melhor que seus pais, e um dia deseja se tornar médica, para assim poder tirar sua avó e sua tia de uma vida pobre em um bairro perigoso. Dentro de tanto esforço, Valérie só reza para que um dia encontre sua "alma gêmea" e possa ter um final feliz como as princesas das histórias que tanto gosta.

*História do Personagem

Valérie nasceu no dia 21 de dezembro, e seu pai a trouxe enrolada em um pano velho nesse mesmo dia para sua avó Eunice, que, junto à sua tia Amara, cuidou dela desde então, em sua pequena casa no Brooklyn. Seu pai sumiu no dia seguinte e nunca mais voltou.

Hoje em dia, aos 15 anos, Valérie sente ódio de sua mãe por tê-la abandonado e despreza o pai que ela nunca conheceu. É portadora de TDAH, mas mesmo assim faz esforço para se concentrar em suas aulas e tirar notas altas em retribuição à sua avó, que trabalha de cozinheira em sua escola, e à sua tia, que, depois do sumiço do pai da jovem, sustentou a casa com seu emprego de enfermeira, trabalhando 12 horas por dia e ajudando o abrigo de pobres do Brooklyn.

Quando pequena, Valérie sempre escrevia histórias sobre dragões, príncipes e princesas, mas quando as mostrava pra sua avó, esta nada entendia, pois mesmo sem saber Valérie sempre escrevia em grego antigo. Preocupada com a recorrência de situações como esta, sua tia a levou ao médico mas não conseguiu descobrir o possível problema e a causa de sua enorme hiperatividade.

Enquanto isso, todos os dias antes de dormir a garota segurava seu diário dos sonhos próximo a seu peito e rezava, pedindo que um dia sua mãe voltasse e que sua vida pudesse ser melhor. Com o passar do tempo, ao perder sua inocência, ela não pedia mais a volta da mãe, mas que alguém pudesse amá-la como mulher e que pudesse lhe oferecer um grande amor como nunca teve.

O tempo foi passando. Clínica após clínica, mesmo tendo dificuldades para arcar com as despesas, a família de Valérie finalmente chegou a um médico que diagnosticou a jovem com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), embora não pudesse compreender a curiosa ligação com aquela língua estranha, que mais tarde através de pesquisas realizadas por sua avó se revelou como sendo grego antigo.

Deste dia em diante, Valérie passou por especialistas e foi encaminhada para uma escola especial, onde as professoras lhe passavam todo o conteúdo em forma de lição de casa. Para realizá-los, ela contava com a ajuda da avó, que usava dicionários e tradutores no computador para o idioma que era melhor compreendido por sua neta, e assim suas notas notoriamente subiram.

Com o passar do tempo foi ficando cada vez mais complicado para tia Amara manter a escola cara. Quando descobriu-se com um raro câncer, acabou ficando impossibilitada de trabalhar. A avó tentou sustentar a casa com seu serviço de cozinheira e começou a realizar pequenos serviços como costureira, mas isso não foi suficiente para manter o aluguel e a escola particular de Valérie em dia.

Perdendo a casa, a pequena família de Valérie foi morar no abrigo próximo e a jovem, porém determinada, garota voltou para o ensino público. Lá encontrou dificuldades pois, além de não conseguir estudar direito, tinha que se dividir entre os deveres da escola e o seu mais novo serviço na lanchonete da esquina.

Passou a sofrer bullying de alguns alunos por não conseguir acompanhar as aulas, mas, a despeito disso, conseguiu fazer amizade com Blanca, uma menina latino-americana que, assim como Valérie, também sofria certas agressões dos colegas. Para ajudar a amiga a melhorar suas notas, Blanca passava pela lanchonete todos os dias depois da escola para traduzir a matéria diária.

Certo dia, as amigas ficaram na lanchonete até que esta fechasse, pois estavam estudando para uma prova. Foi então dois colegas da escola, Ryan e Bill, entram no lanchonete e pediram quatro lanches e o mesmo número de refrigerantes para a viagem. Blanca riu, sabendo que Valérie gostava de Ryan, e Bill percebeu isso. O garoto, então, sussurrou um desafio a Ryan para que convidasse a menina para o Baile de Inverno de sua escola e viu o amigo aceitar o desafio, mas Blanca logo suspeitou e alertou a amiga sobre um possível plano dos garotos.

Passou-se algum tempo e a noite do baile chegou. Valérie pediu que Ryan a esperasse na frente da escola, onde ela o encontrou com o vestido que fora da tia e reformado por sua avó. O garoto entrou com ela e a conduziu ao local onde ocorria a festa. A garota se divertiu, dançou e sorriu como nunca antes e, no final da noite, foi até coroada como Rainha do Baile de Inverno ao lado de Ryan, o rei.

A noite de Valérie não podia estar mais feliz quando, de repente, uma alavanca foi disparada por Meg Mills, a verdadeira namorada de Ryan, e um balde de fezes de cavalo caiu na cabeça da inocente garota. Todos riram e a humilharam, exceto Blanca, que a tirou do palco e saiu do local com sua amiga para limpá-la.

Já do lado de fora, enquanto fugia desesperada de sua vergonha, o salto de Valérie quebrou e ela caiu na lama. Ryan, Bill e Meg, que a seguiam, fizeram questão de rir dela e, num surto de raiva, algo inexplicável até então aconteceu. Valérie ergueu suas mãos e, como que por mágica, um conjunto de vinhas brotou do chão, agarrou os três amigos e começou a estrangulá-los.

Valérie, que jamais tinha visto algo parecido, ficou desesperada e começou a chorar, pedindo para que tudo aquilo parasse, mas as vinhas só ficavam mais grossas e se tornam raízes negras enormes que começaram a enforcar os péssimos colegas, a essa altura já sem ar e com um aspecto arroxeado. Blanca gritava em desespero, mas sua voz parecia sumir aos ouvidos de Valérie, até que em um determinado momento tudo fica silencioso.

A garota, aos prantos, descobre os olhos e olha para cima, os raios de uma tempestade ecoam e sua luz reflete nos rostos dos cadáveres dos três pendurados, roxos como beterrabas, com línguas para fora e olhos esbugalhados, mas que estranhamente começavam a se transformar em pó.

Sem saber o que fazer, Valérie correu para longe aos prantos e deu de cara com sua professora preferida, a senhorita Flowerwood. Esta lhe segurou firme em seus braços e olhou em seus olhos desesperados, perguntando o que poderia ter acontecido. Valérie lhe contou tudo, em absoluto desespero, e a professora a consolou com todo o carinho, levando-a de volta para o abrigo e prometendo que daria um jeito em tudo e que no dia seguinte.

Quando entrou em seu quartinho no abrigo, Valérie viu um pequeno bilhete deixado por sua avó dizendo que sua tia havia piorado no resto da noite. A garota não conseguiu dormir, chorando ao pensa no que fizera com os três colegas de escola, no desespero de sua melhor amiga Blanca, na forma como perdeu controle e as vinhas surgiram estrangulando todos os que lhe faziam mal e os transformando em pó. Pensou em como sua raiva influenciava a atitude as vinhas e se perguntou como a professora iria resolver tudo aquilo.

Quando conseguiu dormir já eram 5h30 da manhã. Uma voluntária do abrigo lhe acordou e disse que sua avó estava ligando do hospital comunitário. Quando atendeu o celular, dona Eunice lhe disse que sua tia havia morrido e que não tinham como providenciar o enterro. Valérie ficou sem palavras, pois a única pessoa que já lhe amou como mãe estava morta. Ela perdeu todas as esperanças e pegou suas poucas coisas deixando o abrigo para sempre.

Sua professora voltou naquela manhã e tinha Blanca em seu encalço. Ao saberem do que tinha acontecido, informaram rapidamente o Acampamento Meio-Sangue, que intensificou as buscas pela garota, e arcaram com as despesas para o funeral da tia Amara.
Poucos sabiam que Blanca era na verdade uma semideusa. Que assim como a senhorita Flowerwood, estavam em missão para resgatar uma jovem semideusa, que vinha a ser Valérie.

Valérie ficou desaparecida por sete dias até que surgiu imunda escondida entre mendigos, na missa de sétimo dia de sua tia. Só quem notou sua presenta foi a professora Flowerwood, que a seguiu e disse que ela poderia ser ajudada num acampamento especial. Contou que ela era uma criatura mágica e que, se os três colegas foram transformados em pó, era porque na verdade eram monstros.

Tudo aquilo era estranho, mas fazia um pouco de sentido levando em conta o que aconteceu naquela estranha noite. Estava quase aceitando seguir a professora quando viu uma viatura da polícia se aproximar e acabou fugindo, amedrontada. Depois de horas, já à noite, ela pediu carona para uma moça chamada Felícia que estava se dirigindo para Long Island.

No banco de trás do carro da moça, Valérie teve um sonho. Uma mulher de vestido preto e idêntica a ela estava correndo por um campo florido com outras meninas, que a chamavam de irmã, quando um homem trajando um elmo negro a agarrou pelo braço e a puxou para uma depressão envolta em trevas, a moça deu um grito horripilante e, de repente, a cena do sonho mudou.

Agora a moça estava chorando em um banheiro público com uma barriga imensa e acompanhada de um homem que ela reconheceu apenas de fotos antigas: seu pai. A mulher morena deu a luz à uma menina bem pequena com uma marca de nascença no lado esquerdo do peito, então o sonho se apagou completamente. Valérie acordou alarmada, vendo o carro parado e que sua marca no peito esquerdo ardia.

Quando olhou pela janela, imaginou que era alta madrugada e que a mulher que lhe dera carona estava falando ao celular, dizendo algo sobre a encomenda estar entregue e que a mataria como vingança por seu mestre ter sido traído. Valérie saiu do carro subitamente desperta e encarou a mulher, perguntando de que encomenda ela estava falando.

A mulher lhe explicou que não só a policia e o acampamento a procuravam, mas que também a horda de monstros a queria morta. Dizendo isso a mulher se transformou numa criatura semelhante a uma vampira, com duas presas afiadas. Aproveitando-se das aulas de direção que tivera com sua falecida tia, Valérie entrou no carro e acelerou, a voz trovejante da criatura berrava enquanto corria rapidamente atrás do carro, e o desespero martelando em seu coração.

Entre lágrimas, Valérie conseguiu tomar o caminho dito horas antes por sua professora, encontrado no bolso da blusa, até chegar a uma estrada isolada e ladeada por uma densa floresta, ainda sendo perseguida pela empousa. Sem ver mais para onde ir depois de chegar ao tal ponto do endereço, a garota acabou batendo o carro em uma árvore. Tentou fugir, mas foi pega pela monstra assim que saiu e foi erguida no ar.

Agitando as mãos em desespero, Valérie encontrou um cipó quase solto e o arrancou com força, batendo com ele em seguida fortemente, como faria ao brandir um chicote, e acertando com força a face da empousa. A monstra a soltou com ódio e ela caiu sobre uma poça de lama, que deixou seu rosto sujo a cegando temporariamente. O grito raivoso da monstra veio alto e claro para perto de Valérie e a menina ergueu os braços novamente, em puro terror.

Uma brisa floral a envolveu e vinhas saíram ao comando de Valérie. Elas se enrolaram na empousa e a estrangularam ao tornarem-se raízes constritoras, fazendo a monstra ser feita em pó assim como as primeiras vítimas da confusa garota.

Valérie correu, sem saber para onde seus instintos a levavam. O Sol da manhã começava a surgir quando a jovem avistou, em cima de uma colina, uma árvore gigante com algo brilhando sobre seu galho mais baixo. Ela se aproximou e viu um feixe de cabos roxos muito grossos enrolados na árvore, até que os cabos roncaram e ela percebeu que eram, na verdade, um dragão.

Assustada, Valérie recuou imediatamente e deu um grito que acordou o enorme réptil, que instintivamente inclinou o pescoço diretamente em sua direção, facilmente a alcançando, e a cheirou. A menina estava paralisada de medo e quase desmaiou quando viu que o dragão agia como se fosse seu animal de estimação, como se a reconhecesse. Pareceu estranho, considerando como tudo estava indo mal para ela.

Foi então que ouviu vozes chamarem seu nome. Virou-se alarmada, com medo de serem novos monstros, e viu-se surpresa ao encontrar o olhar da professora Flowerwood e sua amiga Branca, parecendo aliviadas ao encontrá-la. As duas vestiam uma camisa laranja com alguns dizeres que ela não conseguia ler, quando de repente uma mão tocou seu ombro e ela desmaiou.

Algum tempo depois ela acordou e estava numa espécie de enfermaria com várias crianças ao seu redor. A voz conhecida da senhorita Flowerwood a chamou, mas ela estava diferente. Tinha a pele mais bronzeada, quase num tom dourado, seus cabelos quase se arrastavam no chão e dele caíam gotas de água, se assemelhando a um grande esfregão. Ela vestia uma roupa branca de enfermeira com sapatos crocs cor de rosa, que faziam um som engraçado quando ela andava.

A mulher expulsou todos e explicou que o que aconteceu com Valérie era normal para um semideus, que os monstros transformados em pó tinham sido mandados para o submundo, contou que era uma náiade, um espírito das águas, e disse que Valérie havia encontrado o acampamento mesmo que o endereço jamais pudesse ser realmente claro. Foi instintivo.

Naquela noite, Valérie comeu na enfermaria e mais tarde foi levada numa cadeira de rodas para um anfiteatro em todo estilo grego antigo. Vários adolescentes, jovens e até crianças se reuniram em torno de uma enorme fogueira. Todos cantavam e as cores da fogueira mudavam de rosa para verde e de verde para roxo. Valérie nunca tinha visto algo assim, naquele momento só pensava como sua avó estaria e se estaria sofrendo muito, quando de repente todos pararam e olharam para ela.

Valérie não sabia por que todos a olhavam até que ergueu os olhos e viu romã vermelha brilhante acima de sua cabeça. Sua marca de nascença queimava em seu peito, então seus ferimentos sumiram, e suas roupas velhas brilharam em azul escuro, quando olhou para baixo estava com um deslumbrante vestido de seda com manga longa e um decote em V, um par de sandálias gregas anexadas com duas longas fitas negras, os cabelos penteados no estilo de um topete feminino, seu rosto brilhava com maquiagens escuras, e o ar a sua volta cheirava a mel e flores.

Uma voz trovejante veio da multidão anunciando:

- Seja bem vinda Valérie Snow, filha da Deusa Perséfone!

Essa voz pertencia a Quíron, o centauro mais inteligente de todos e diretor de atividades do acampamento, conhecido por treinar grandes heróis. Disse que isso explicaria o ataque dos monstros, servos de Hades, o deus do submundo e marido de Perséfone. A senhorita Flowerwood completou dizendo que a presença dela no acampamento poderia ser o pressagio de que algo estava por vir, mas depois todos lhe deram as boas-vindas. Era o início de uma nova jornada.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Seg 26 Set 2016, 20:52


Avaliação



Valérie Snow — Boa noite, moça   :gdc:

Espero que esteja tudo bem com você :3

E lá vamos nós outra vez, não? Vai ser um prazer avaliá-la novamente, senhorita sz

Vi que você separou os parágrafos longos em curtos, sendo mais objetiva neles, e vou parabenizá-la por isso. Porém ainda notei erros de digitação que poderiam ser evitados, como ter colocado um fim nessa frase aqui > [...] prometendo que daria um jeito em tudo e que no dia seguinte. [...] <
O que aconteceu no dia seguinte?

[...] chorando ao pensa no que fizera [...] -> O correto seria "pensar", e não "pensa".

Uma coisa que não entendi: ao que deu a entender, Valérie fugiu da professora antes que a mesma pudesse falar a respeito do acampamento - assim como dar informações sobre o mesmo. Então como sabia o caminho? Mesmo que você tenha falado que Valérie gostava de contos de fadas, como ela teve conhecimento a respeito da empousa? Como ela sabia que era esse monstro que estava atrás dela?

Uma outra observação que faço aqui: mesmo que seja um monstro feminino, como a empousa citada, ainda assim é "o monstro" em vez de "a monstra". Em um dos parágrafos, mais ao final do texto, você trocou as letras do nome da sua amiga: seria Blanca, e você escreveu Branca.

Novamente não posso aceitar sua ficha, mas com suas melhoras sinto que logo poderá ser reclamada ;)
Só atente-se aos pontos explicados aqui, ok?
E mais importante, não desista! Precisando, pode me enviar uma MP <3

Reprovada

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Maryssa Angelyky Lyverys em Seg 26 Set 2016, 22:08

Ficha Maryssa

A história não contada por livros
Aquela que muitos tentam esquecer, mas que o tempo faz lembrar.


- Por qual deus deseja ser reclamado / qual criatura deseja ser e por quê?
Afrodite, Deusa do amor e da beleza. Aquela que dizem ter nascida das espumas do mar e que até os dias de hoje permeiam os sonhos dos poetas e contadores de história. Além de ser um pequeno desafio pessoal interpretar a filha de tal deusa.
- Perfil do Personagem
Psicológico:
Tentar desvendar os mistérios por trás dos olhos dourados da jovem semideusa é um desafio aceito por poucos. Pouco se sabe sobre ela, apenas que vivia em uma em algum lugar isolado. Uma garota de poucas palavras, raramente a voz melodiosa como a de uma verdadeira sereia é ouvida, seu semblante transparece serenidade e parcimônia, um reflexo do que ela realmente é uma garota calma que gosta de muito de observar antes de tirar conclusão, raramente age por impulso ou pelo calor das emoções, a única exceção é quando está apaixonada por alguém ou com muita raiva.  Teve um passado difícil, até mesmo um pouco conflituoso e traumático para a garota, mas não se deixou abater pelas adversidades da vida, tonou sua experiência como um aprendizado e com isso conquistou uma força de vontade inabalável. Determinada vai até as últimas consequências para conseguir o que deseja, sendo capaz de enfrentar qualquer inimigo ou enfrentar qualquer situação sem hesitar. Seu jeito de discreto e fechado faz com que ela se isole um pouco mais dos seus companheiros, guardando para si seus maiores segredos bem como seu passado, alguns podem acha-la um pouco fria, mas na verdade é apenas uma máscara que ela usa para se proteger do convívio com os demais.
Físico: Não é uma garota com um corpo de mulherão, ainda que tenha curvas sinuosas e atraentes, mas harmoniosas com seu corpo e tamanho. Suas pernas são bem torneadas, assim como todos seus músculos, sua cintura é bem delgada e seus seios aparentam ser fartos devido seu ombro ser mais estreito, porém não é exagerado para seu tamanho. Possui 1.62 de altura e 54 Kg muito bem distribuídos, não possui músculos exagerados, conserva a delicadeza feminina.  Sua pele é muito alva, sem cicatrizes ou imperfeições, sempre muito macia ao toque. Seus olhos são de um tom peculiar, remetendo a cor dourada, sempre tem um olhar inexpressivo e distante, confundindo qualquer um que tente desvenda-la pelo olhar. Possuem longos cílios negros, nem como são emoldurados por um par de sobrancelhas negras e finas. Seu rosto possui traços finos e delicados, dando um ar casto a beleza da jovem, assemelhando-se ao rosto de uma delicada boneca de porcelana, seus lábios são finos e rosados, tão delicados quanto sua face. Possui longos e lisos cabelos, sua cor esverdeada é totalmente exótica aos olhos de quem aprecia, lustros e macios balançam facilmente ao sabor do vento. Os mesmos alcançam abaixo da linha dos quadris da garota e costumeiramente os deixa solto conferindo a ela um ar mais displicente. Sempre opta por roupas brancas e confortáveis, geralmente vestidos de tecidos leves. E apesar de vaidosa não gosta de muitos adornos, usa apenas um pequeno colar que nunca tira do pescoço, o mesmo é a única lembrança que carrega de seu pai.

- História do Personagem
Maryssa irritava-se à medida que o tempo prolongava-se. Seu pai, como sempre, não iria ao baile por motivos da nova namorada, que o arrastava para mais um dos jantares românticos em algum restaurante caro. Era tudo por dinheiro, a garota sabia muito disso, pois seu pai nunca deixara de amar sua mãe.
Terminava de passar o rímel nos cílios esquerdos. Lori, sua governanta, sentava-se um pouco atrás, com um sorriso por entre os lábios. Maryssa passou os dedos por entre o vestido branco de cetim, que caia um pouco acima do joelho, ressaltando suas pernas torneadas.
— Sua mãe deve estar muito orgulhosa, seja onde ela esteja—Disse Lori.
— Não fale de minha mãe—A garota aborreceu-se e buscou a pequena bolsa, da mesma cor que o vestido—Ela não morreu, ela me abandonou.
Saiu de seu quarto e fora em direção a sala, onde imediatamente a campainha tocou. Ela sabia que Yurei  lhe esperava do lado de fora, para leva-la a uma noite magica no baile.
Abriu a porta, esperando que o mais gato da escola estivesse vestido de terno e com uma caixa de bombons na mão, o que vira, por outro lado, não tinha nada ver com gatos ou bombom
Pulou para cima da garota com força, derrubando-a em cima de um vaso da Itália. Droga, seu pai lhe mataria por isso. As presas soltaram-se para fora e a criatura lhe empurrou para longe. Possuía asas rochas, assim como as pernas peludas que se acabavam em dois pés de galinhas. Era tremendamente feia, provavelmente a coisa mais estranha que já vira em sua vida.
Maryssa levantou-se confusa e jogou-se para perto de uma prateleira, onde uma escultura francesa de dois casais dançando formava uma pequena ponta por cima. Não era de muito valor, pois a mesma era um presente para a nova namorada de seu pai, resolveu então que poderia usa-lo:
— Ei— Gritou— Toma isso galinha.
Jogou em direção a criatura. Quando o objeto estilhaçou-se em seu corpo, a criatura pareceu incomodada. Abriram-se asas em seus braços e os dentes afiados puseram-se para fora. Neste momento, a garota sabia que só havia piorado a situação.
Correu em direção à primeira porta que encontrara; nem notara que Lori estava em sua frente, como uma grande protetora. A mulher segurava sobre as mãos uma faca de cozinha. Maryssa gritara assim que a mesma colocou-se a correr em direção a criatura, que lhe cortou a barriga com rapidez. A mesma caiu para trás, e o sangue inundou o tapete rosa de seu quarto. Os olhos então lacrimejaram.
A garota encolheu-se ao canto de seu armário, enquanto a “coisa” que lhe perseguia quebrava tudo até chegar a si. A sua sombra acobertou o corpo da garota, que tremia a cada instante. Fechou os olhos esperando para o momento final.
Mas então tudo se silenciou. Abriu os olhos confusos e vira milhares de pequenos pontos dourados, que caiam por cima de seus cabelos castanhos. Yurei estava a sua frente, com um artefato pontudo por suas mãos, uma espada. Ele ofereceu a mão para ela, que aceitou imediatamente.
O garoto lhe envolveu em um abraço, enquanto a mesma debruçou a chorar. Tudo havia acabado inclusive sua noite perfeita do baile da escola. Yurei a guiou para um carro, estacionado a sua frente, onde mais dois adolescentes estavam. Antes disso, deixou que a mesma fizesse uma mochila com tudo que queria levar e trocasse o vestido por uma roupa mais simples.
***.
Em meio à viagem, enquanto revivia os momentos e o corpo sem vida de Lori, que havia sido levado pelo o hospital um pouco antes de saírem, ela raciocinava as palavras de Yurei, que lhe explicaram o seu verdadeiro mundo. Soube que fora uma Harpia quem fizera tudo aquilo e que seu pai havia dedicado sua vida para construir uma casa onde encobrisse seu cheiro, casando-se com mulheres que pudessem dar a imagem de que era uma família normal.
Soube também que sua vida mudaria dali por diante, e que Yurei e os outros a levariam para um Acampamento, onde poderia aprender a sobreviver por si própria.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jonas W. Harris em Ter 27 Set 2016, 00:56


AVALIAÇÃO


Maryssa Angelyky Lyverys: Garota, que escrita maravilhosa. Conseguiu me prender do início ao fim, soube utilizar o jogo de palavras de forma a não haver repetição, além de manter uma escrita formal que eu particularmente valorizo muito q. Os problemas do seu post foram:

a) falta de informações: por mais que você tenha feito as descrições físicas e psicológicas muito bem, você omitiu muito do passado da sua personagem. Seria interessante se tivesse complementado usando coisas que aconteceram, e expondo mais da personalidade da semideusa.

b) omissão do momento da reclamação: uma das exigências é que na ficha de reclamação contenha o momento que você foi reclamada, e isso não está presente na sua ficha. Sendo este um requisito básico, não terei como aprovar sua ficha.

Mas não desista, como eu disse, sua escrita é perfeita, você só tem que aperfeiçoar a ideia da sua ficha mesmo. Boa sorte na próxima ^^

Reprovada

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Valérie Abigail Snow em Ter 27 Set 2016, 13:02

*Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Perséfone. Pois a personalidade das duas combina. Valérie sente-se só assim como Perséfone ao ser tirada de sua família pelas mãos de Hades.

*Perfil do Personagem:

-Características Físicas: Cabelos negros compridos e cacheados com mechas azuis claras, olhos verdes, pele escura, coxas grossas. Cintura fina, cerca de 1,65m de altura, seios fartos, boca carnuda e uma marca de nascença próxima ao seio esquerdo na forma de uma romã vermelha.

-Características Psicológicas: Valérie sente ódio e desprezo por seus pais. As únicas pessoas a quem já amou na vida foram a sua avó Eunice e sua tia Amara. Mesmo tendo TDAH, se esforça na escola para dar orgulho a elas, sentindo a necessidade de provar ser melhor que seus pais, e um dia deseja se tornar médica, para assim poder tirar sua avó e sua tia de uma vida pobre em um bairro perigoso. Dentro de tanto esforço, Valérie só reza para que um dia encontre sua "alma gêmea" e possa ter um final feliz como as princesas das histórias que tanto gosta.

*História do Personagem

Valérie nasceu no dia 21 de dezembro, e seu pai a trouxe enrolada em um pano velho nesse mesmo dia para sua avó Eunice, que, junto à sua tia Amara, cuidou dela desde então, em sua pequena casa no Brooklyn. Seu pai sumiu no dia seguinte e nunca mais voltou.

Hoje em dia, aos 15 anos, Valérie sente ódio de sua mãe por tê-la abandonado e despreza o pai que ela nunca conheceu. É portadora de TDAH, mas mesmo assim faz esforço para se concentrar em suas aulas e tirar notas altas em retribuição à sua avó, que trabalha de cozinheira em sua escola, e à sua tia, que, depois do sumiço do pai da jovem, sustentou a casa com seu emprego de enfermeira, trabalhando 12 horas por dia e ajudando o abrigo de pobres do Brooklyn.

Quando pequena, Valérie sempre escrevia histórias sobre dragões, príncipes e princesas, mas quando as mostrava pra sua avó, esta nada entendia, pois mesmo sem saber Valérie sempre escrevia em grego antigo. Preocupada com a recorrência de situações como esta, sua tia a levou ao médico mas não conseguiu descobrir o possível problema e a causa de sua enorme hiperatividade.

Enquanto isso, todos os dias antes de dormir a garota segurava seu diário dos sonhos próximo a seu peito e rezava, pedindo que um dia sua mãe voltasse e que sua vida pudesse ser melhor. Com o passar do tempo, ao perder sua inocência, ela não pedia mais a volta da mãe, mas que alguém pudesse amá-la como mulher e que pudesse lhe oferecer um grande amor como nunca teve.

O tempo foi passando. Clínica após clínica, mesmo tendo dificuldades para arcar com as despesas, a família de Valérie finalmente chegou a um médico que diagnosticou a jovem com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), embora não pudesse compreender a curiosa ligação com aquela língua estranha, que mais tarde através de pesquisas realizadas por sua avó se revelou como sendo grego antigo.

Deste dia em diante, Valérie passou por especialistas e foi encaminhada para uma escola especial, onde as professoras lhe passavam todo o conteúdo em forma de lição de casa. Para realizá-los, ela contava com a ajuda da avó, que usava dicionários e tradutores no computador para o idioma que era melhor compreendido por sua neta, e assim suas notas notoriamente subiram.

Com o passar do tempo foi ficando cada vez mais complicado para tia Amara manter a escola cara. Quando descobriu-se com um raro câncer, acabou ficando impossibilitada de trabalhar. A avó tentou sustentar a casa com seu serviço de cozinheira e começou a realizar pequenos serviços como costureira, mas isso não foi suficiente para manter o aluguel e a escola particular de Valérie em dia.

Perdendo a casa, a pequena família de Valérie foi morar no abrigo próximo e a jovem, porém determinada, garota voltou para o ensino público. Lá encontrou dificuldades pois, além de não conseguir estudar direito, tinha que se dividir entre os deveres da escola e o seu mais novo serviço na lanchonete da esquina.

Passou a sofrer bullying de alguns alunos por não conseguir acompanhar as aulas, mas, a despeito disso, conseguiu fazer amizade com Blanca, uma menina latino-americana que, assim como Valérie, também sofria certas agressões dos colegas. Para ajudar a amiga a melhorar suas notas, Blanca passava pela lanchonete todos os dias depois da escola para traduzir a matéria diária.

Certo dia, as amigas ficaram na lanchonete até que esta fechasse, pois estavam estudando para uma prova. Foi então dois colegas da escola, Ryan e Bill, entram no lanchonete e pediram quatro lanches e o mesmo número de refrigerantes para a viagem. Blanca riu, sabendo que Valérie gostava de Ryan, e Bill percebeu isso. O garoto, então, sussurrou um desafio a Ryan para que convidasse a menina para o Baile de Inverno de sua escola e viu o amigo aceitar o desafio, mas Blanca logo suspeitou e alertou a amiga sobre um possível plano dos garotos.

Passou-se algum tempo e a noite do baile chegou. Valérie pediu que Ryan a esperasse na frente da escola, onde ela o encontrou com o vestido que fora da tia e reformado por sua avó. O garoto entrou com ela e a conduziu ao local onde ocorria a festa. A garota se divertiu, dançou e sorriu como nunca antes e, no final da noite, foi até coroada como Rainha do Baile de Inverno ao lado de Ryan, o rei.

A noite de Valérie não podia estar mais feliz quando, de repente, uma alavanca foi disparada por Meg Mills, a verdadeira namorada de Ryan, e um balde de fezes de cavalo caiu na cabeça da inocente garota. Todos riram e a humilharam, exceto Blanca, que a tirou do palco e saiu do local com sua amiga para limpá-la.

Já do lado de fora, enquanto fugia desesperada de sua vergonha, o salto de Valérie quebrou e ela caiu na lama. Ryan, Bill e Meg, que a seguiam, fizeram questão de rir dela e, num surto de raiva, algo inexplicável até então aconteceu. Valérie ergueu suas mãos e, como que por mágica, um conjunto de vinhas brotou do chão, agarrou os três amigos e começou a estrangulá-los.

Valérie, que jamais tinha visto algo parecido, ficou desesperada e começou a chorar, pedindo para que tudo aquilo parasse, mas as vinhas só ficavam mais grossas e se tornam raízes negras enormes que começaram a enforcar os péssimos colegas, a essa altura já sem ar e com um aspecto arroxeado. Blanca gritava em desespero, mas sua voz parecia sumir aos ouvidos de Valérie, até que em um determinado momento tudo fica silencioso.

A garota, aos prantos, descobre os olhos e olha para cima, os raios de uma tempestade ecoam e sua luz reflete nos rostos dos cadáveres dos três pendurados, roxos como beterrabas, com línguas para fora e olhos esbugalhados, mas que estranhamente começavam a se transformar em pó.

Sem saber o que fazer, Valérie correu para longe aos prantos e deu de cara com sua professora preferida, a senhorita Flowerwood. Esta lhe segurou firme em seus braços e olhou em seus olhos desesperados, perguntando o que poderia ter acontecido. Valérie lhe contou tudo, em absoluto desespero, e a professora a consolou com todo o carinho, levando-a de volta para o abrigo e prometendo que daria um jeito em tudo no dia seguinte.

Quando entrou em seu quartinho no abrigo, Valérie viu um pequeno bilhete deixado por sua avó dizendo que sua tia havia piorado no resto da noite. A garota não conseguiu dormir, chorando ao pensar no que fizera com os três colegas de escola, no desespero de sua melhor amiga Blanca, na forma como perdeu controle e as vinhas surgiram estrangulando todos os que lhe faziam mal e os transformando em pó. Pensou em como sua raiva influenciava a atitude as vinhas e se perguntou como a professora iria resolver tudo aquilo.

Quando conseguiu dormir já eram 5h30 da manhã. Uma voluntária do abrigo lhe acordou e disse que sua avó estava ligando do hospital comunitário. Quando atendeu o celular, dona Eunice lhe disse que sua tia havia morrido e que não tinham como providenciar o enterro. Valérie ficou sem palavras, pois a única pessoa que já lhe amou como mãe estava morta. Ela perdeu todas as esperanças e pegou suas poucas coisas deixando o abrigo para sempre.

Sua professora voltou naquela manhã e tinha Blanca em seu encalço. Ao saberem do que tinha acontecido, informaram rapidamente o Acampamento Meio-Sangue, que intensificou as buscas pela garota, e arcaram com as despesas para o funeral da tia Amara.
Poucos sabiam que Blanca era na verdade uma semideusa. Que assim como a senhorita Flowerwood, estavam em missão para resgatar uma jovem semideusa, que vinha a ser Valérie.

Valérie ficou desaparecida por sete dias até que surgiu imunda escondida entre mendigos, na missa de sétimo dia de sua tia. Só quem notou sua presenta foi a professora Flowerwood, que a seguiu e disse que ela poderia ser ajudada num acampamento especial. Ela lhe entregou um cartão e contou que ela era uma criatura mágica e que, se os três colegas foram transformados em pó, era porque na verdade eram monstros.

Tudo aquilo era estranho, mas fazia um pouco de sentido levando em conta o que aconteceu naquela estranha noite. Estava quase aceitando seguir a professora quando viu uma viatura da polícia se aproximar e acabou fugindo, amedrontada. Depois de horas, já à noite, ela pediu carona para uma moça chamada Felícia que estava se dirigindo para Long Island.

No banco de trás do carro da moça, Valérie teve um sonho. Uma mulher de vestido preto e idêntica a ela estava correndo por um campo florido com outras meninas, que a chamavam de irmã, quando um homem trajando um elmo negro a agarrou pelo braço e a puxou para uma depressão envolta em trevas, a moça deu um grito horripilante e, de repente, a cena do sonho mudou.

Agora a moça estava chorando em um banheiro público com uma barriga imensa e acompanhada de um homem que ela reconheceu apenas de fotos antigas: seu pai. A mulher morena deu a luz à uma menina bem pequena com uma marca de nascença no lado esquerdo do peito, então o sonho se apagou completamente. Valérie acordou alarmada, vendo o carro parado e que sua marca no peito esquerdo ardia.

Quando olhou pela janela, imaginou que era alta madrugada e que a mulher que lhe dera carona estava falando ao celular, dizendo algo sobre a encomenda estar entregue e que a mataria como vingança por seu mestre ter sido traído. Valérie saiu do carro subitamente desperta e encarou a mulher, perguntando de que encomenda ela estava falando.

A mulher lhe explicou que não só a policia e o acampamento a procuravam, mas que também a horda de monstros a queria morta. Dizendo isso a mulher se transformou numa criatura semelhante a uma vampira, com duas presas afiadas. Aproveitando-se das aulas de direção que tivera com sua falecida tia, Valérie entrou no carro e acelerou, a voz trovejante da criatura berrava enquanto corria rapidamente atrás do carro, e o desespero martelando em seu coração.

Entre lágrimas, Valérie conseguiu tomar o caminho que estava indicado no cartão dado por sua professora, encontrado no bolso da blusa, até chegar a uma estrada isolada e ladeada por uma densa floresta, ainda sendo perseguida pela criatura. Sem ver mais para onde ir depois de chegar ao tal ponto do endereço, a garota acabou batendo o carro em uma árvore. Tentou fugir, mas foi pega pelo monstro assim que saiu e foi erguida no ar.

Agitando as mãos em desespero, Valérie encontrou um cipó quase solto e o arrancou com força, batendo com ele em seguida fortemente, como faria ao brandir um chicote, e acertando com força a face da criatura. O monstro a soltou com ódio e ela caiu sobre uma poça de lama, que deixou seu rosto sujo a cegando temporariamente. O grito raivoso do monstro veio alto e claro para perto de Valérie e a menina ergueu os braços novamente, em puro terror.

Uma brisa floral a envolveu e vinhas saíram ao comando de Valérie. Elas se enrolaram na besta e a estrangularam ao tornarem-se raízes constritoras, fazendo o mostro ser feito em pó assim como as primeiras vítimas da confusa garota.

Valérie correu, sem saber para onde seus instintos a levavam. O Sol da manhã começava a surgir quando a jovem avistou, em cima de uma colina, uma árvore gigante com algo brilhando sobre seu galho mais baixo. Ela se aproximou e viu um feixe de cabos roxos muito grossos enrolados na árvore, até que os cabos roncaram e ela percebeu que eram, na verdade, um dragão.

Assustada, Valérie recuou imediatamente e deu um grito que acordou o enorme réptil, que instintivamente inclinou o pescoço diretamente em sua direção, facilmente a alcançando, e a cheirou. A menina estava paralisada de medo e quase desmaiou quando viu que o dragão agia como se fosse seu animal de estimação, como se a reconhecesse. Pareceu estranho, considerando como tudo estava indo mal para ela.

Foi então que ouviu vozes chamarem seu nome. Virou-se alarmada, com medo de serem novos monstros, e viu-se surpresa ao encontrar o olhar da professora Flowerwood e sua amiga Blanca, parecendo aliviadas ao encontrá-la. As duas vestiam uma camisa laranja com alguns dizeres que ela não conseguia ler, quando de repente uma mão tocou seu ombro e ela desmaiou.

Algum tempo depois ela acordou e estava numa espécie de enfermaria com várias crianças ao seu redor. A voz conhecida da senhorita Flowerwood a chamou, mas ela estava diferente. Tinha a pele mais bronzeada, quase num tom dourado, seus cabelos quase se arrastavam no chão e dele caíam gotas de água, se assemelhando a um grande esfregão. Ela vestia uma roupa branca de enfermeira com sapatos crocs cor de rosa, que faziam um som engraçado quando ela andava.

A mulher expulsou todos e explicou que o que aconteceu com Valérie era normal para um semideus, que os monstros transformados em pó tinham sido mandados para o submundo, lhe disse que pela descrição que Valérie fizera o mostro que a seguiu era uma empousa, contou que era uma náiade, um espírito das águas, e disse que Valérie havia encontrado o acampamento mesmo que o endereço jamais pudesse ser realmente claro. Foi instintivo.

Naquela noite, Valérie comeu na enfermaria e mais tarde foi levada numa cadeira de rodas para um anfiteatro em todo estilo grego antigo. Vários adolescentes, jovens e até crianças se reuniram em torno de uma enorme fogueira. Todos cantavam e as cores da fogueira mudavam de rosa para verde e de verde para roxo. Valérie nunca tinha visto algo assim, naquele momento só pensava como sua avó estaria e se estaria sofrendo muito, quando de repente todos pararam e olharam para ela.

Valérie não sabia por que todos a olhavam até que ergueu os olhos e viu romã vermelha brilhante acima de sua cabeça. Sua marca de nascença queimava em seu peito, então seus ferimentos sumiram, e suas roupas velhas brilharam em azul escuro, quando olhou para baixo estava com um deslumbrante vestido de seda com manga longa e um decote em V, um par de sandálias gregas anexadas com duas longas fitas negras, os cabelos penteados no estilo de um topete feminino, seu rosto brilhava com maquiagens escuras, e o ar a sua volta cheirava a mel e flores.

Uma voz trovejante veio da multidão anunciando:

- Seja bem vinda Valérie Snow, filha da Deusa Perséfone!

Essa voz pertencia a Quíron, o centauro mais inteligente de todos e diretor de atividades do acampamento, conhecido por treinar grandes heróis. Disse que isso explicaria o ataque dos monstros, servos de Hades, o deus do submundo e marido de Perséfone. A senhorita Flowerwood completou dizendo que a presença dela no acampamento poderia ser o pressagio de que algo estava por vir, mas depois todos lhe deram as boas-vindas. Era o início de uma nova jornada.
Valérie Abigail Snow
Filhos de Perséfone
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8

Localização :
Long Island (No Momento), Brookly (Casa)

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Maryssa Angelyky Lyverys em Ter 27 Set 2016, 17:43

Ficha Maryssa

A história não contada por livros
Aquela que muitos tentam esquecer, mas que o tempo faz lembrar.


- Por qual deus deseja ser reclamado / qual criatura deseja ser e por quê?
Afrodite, Deusa do amor e da beleza. Aquela que dizem ter nascida das espumas do mar e que até os dias de hoje permeiam os sonhos dos poetas e contadores de história. Além de ser um pequeno desafio pessoal interpretar a filha de tal deusa.
- Perfil do Personagem
Psicológico: Tentar desvendar os mistérios por trás dos olhos dourados da jovem semideusa é um desafio aceito por poucos. Pouco se sabe sobre ela, apenas que vivia em uma em algum lugar isolado. Uma garota de poucas palavras, raramente a voz melodiosa como a de uma verdadeira sereia é ouvida, seu semblante transparece serenidade e parcimônia, um reflexo do que ela realmente é uma garota calma que gosta de muito de observar antes de tirar conclusão, raramente age por impulso ou pelo calor das emoções, a única exceção é quando está apaixonada por alguém ou com muita raiva.  Teve um passado difícil, até mesmo um pouco conflituoso e traumático para a garota, mas não se deixou abater pelas adversidades da vida, tonou sua experiência como um aprendizado e com isso conquistou uma força de vontade inabalável. Determinada vai até as últimas consequências para conseguir o que deseja, sendo capaz de enfrentar qualquer inimigo ou enfrentar qualquer situação sem hesitar. Seu jeito de discreto e fechado faz com que ela se isole um pouco mais dos seus companheiros, guardando para si seus maiores segredos bem como seu passado, alguns podem acha-la um pouco fria, mas na verdade é apenas uma máscara que ela usa para se proteger do convívio com os demais.


Físico: Não é uma garota com um corpo de mulherão, ainda que tenha curvas sinuosas e atraentes, mas harmoniosas com seu corpo e tamanho. Suas pernas são bem torneadas, assim como todos seus músculos, sua cintura é bem delgada e seus seios aparentam ser fartos devido seu ombro ser mais estreito, porém não é exagerado para seu tamanho. Possui 1.62 de altura e 54 Kg muito bem distribuídos, não possui músculos exagerados, conserva a delicadeza feminina.  Sua pele é muito alva, sem cicatrizes ou imperfeições, sempre muito macia ao toque. Seus olhos são de um tom peculiar, remetendo a cor dourada, sempre tem um olhar inexpressivo e distante, confundindo qualquer um que tente desvenda-la pelo olhar. Possuem longos cílios negros, nem como são emoldurados por um par de sobrancelhas negras e finas. Seu rosto possui traços finos e delicados, dando um ar casto a beleza da jovem, assemelhando-se ao rosto de uma delicada boneca de porcelana, seus lábios são finos e rosados, tão delicados quanto sua face. Possui longos e lisos cabelos, sua cor esverdeada é totalmente exótica aos olhos de quem aprecia, lustros e macios balançam facilmente ao sabor do vento. Os mesmos alcançam abaixo da linha dos quadris da garota e costumeiramente os deixa solto conferindo a ela um ar mais displicente. Sempre opta por roupas brancas e confortáveis, geralmente vestidos de tecidos leves. E apesar de vaidosa não gosta de muitos adornos, usa apenas um pequeno colar que nunca tira do pescoço, o mesmo é a única lembrança que carrega de seu pai.


- História do Personagem
Assim que nasceu, Maryssa foi abandonada por sua mãe, ficando sobre a tutela apenas do pai. Nos primeiros momentos ele começou a entrar em desespero, tinha total certeza que fez uma besteira e condenou sua vida e da criança em seus braços. E como bebê, sem ter consciência de nada que acontecia, ela sorria para o pai. Sentia-se protegida naqueles braços fortes. E foi isso que deu motivação ao pai para seguir em frente.
“Você é apenas um bebê, não tem culpa de nada e é minha responsabilidade. Honrarei esse compromisso” Era o que ele pensava sempre que olhava para a filha.
Darius era o nome de seu pai. Ele se despediu de um de seus dois empregos, assim podendo dedicar mais tempo a filha. Ela era um bebê lindo, saudável e forte. É claro que como pai de primeira viagem ele teve que pedir ajuda a outros parentes.  
Maryssa crescia como uma criança normal. Sua infância foi bem parada. Até as coisas piorarem quando ela embarcou no fundamental. As notas caíram drasticamente e ela foi diagnosticada com TDAH, tendo que trocar de escola vária vez por ser expulsa seja pelas notas baixas ou por arrumar encrencas. Mesmo assim ela não se deixava abalar, estava sempre sorrindo para todos o que fazia com que sua beleza apenas crescesse. Ela sempre pensou que atraia as pessoas por ser quem é.

- Não confie assim tão fácil nas pessoas Mary – Seu pai sempre a avisava. – Você é uma filha muito bonita, e algumas pessoas são interesseiras, só querem estar perto de você para te usar. Tome cuidado.

Mesmo com as palavras do pai, a garota apreciava aquela atenção que recebia e dos olhares que lhe eram jogados. Era tímida, mas se sentia poderosa ao ser denominada a mais bonita. Ela gostava de mesmo sem fazer qualquer esforço estar arrumada. Enquanto as outras crianças se olhavam no espelho falando o quanto queriam ter outro cabelo, ser mais magra, mais alta, ela olhava no espelho achando tudo muito bom em si, não iria mudar nada.
Porém com o tempo toda aquela atenção e amizades falsas, assim como os olhares invejosos e desejosos começaram a irritá-la. Ela queria poder conversar com alguém, falar o que sentia e o que pensava. Tentou algumas vezes com seu pai, o único em quem ela realmente confiava, no entanto ele sempre mudava o assunto ou dava um conselho inútil. Ela desistiu.
“É meu destino ter uma vida assim? Eu aguento... Mais tarde tentarei mudá-lo” Ela pensava para se consolar sempre que a tristeza batia mais forte.
A pobre garotinha começou a ser criada e invejada pelas babás, nunca teve o amor verdadeiro de ninguém, nem dos avós, nem das próprias babás, que só cuidavam dela porque eram pagas para isso. Enquanto ia crescendo em meio aos livros, aos romances, era dali que conhecia o amor, somente dali. E apesar de tudo, acreditava no amor verdadeiro, acreditava que um dia encontraria seu amor verdadeiro, mesmo que ele não fosse um príncipe de verdade, e sim um homem que a amaria para sempre.
Mary, como gosta de ser chamada, por ser muito ingênua apaixonou-se muito cedo e muito fácil, mas também muito cedo sofreu sua primeira desilusão amorosa, o que causou parte de sua postura fria com as pessoas a seu redor.

Num primeiro momento passou a observá-las, entendê-las, e se deu conta de que elas não amavam, era essa a chave que precisava para trancar os cacos de seu coração e abrir a porta para sua felicidade.
Mary decidiu mudar, nunca mais seria a garotinha sonhadora, a garota ingênua que se apaixonava. Amor? Não conheci mais essa palavra, não existia em seu vocabulário, o único amor que ela conhecia era o amor próprio. Só amava a si mesma.
Passou a se cuidar mais, apesar de saber que era a mais linda da família, pois sabia que a invejavam.
Maryssa irritava-se à medida que o tempo prolongava-se. Seu pai, como sempre, não iria ao baile por motivos da nova namorada, que o arrastava para mais um dos jantares românticos em algum restaurante caro. Era tudo por dinheiro, a garota sabia muito disso, pois seu pai nunca deixara de amar sua mãe.
Terminava de passar o rímel nos cílios esquerdos. Lori, sua governanta, sentava-se um pouco atrás, com um sorriso por entre os lábios. Maryssa passou os dedos por entre o vestido branco de cetim, que caia um pouco acima do joelho, ressaltando suas pernas torneadas.
— Sua mãe deve estar muito orgulhosa, seja onde ela esteja—Disse Lori.
— Não fale de minha mãe—A garota aborreceu-se e buscou a pequena bolsa, da mesma cor que o vestido—Ela não morreu, ela me abandonou.
Saiu de seu quarto e fora em direção a sala, onde imediatamente a campainha tocou. Ela sabia que Yurei  lhe esperava do lado de fora, para leva-la a uma noite magica no baile.
Abriu a porta, esperando que o mais gato da escola estivesse vestido de terno e com uma caixa de bombons na mão, o que vira, por outro lado, não tinha nada ver com gatos ou bombom
Pulou para cima da garota com força, derrubando-a em cima de um vaso da Itália. Droga, seu pai lhe mataria por isso. As presas soltaram-se para fora e a criatura lhe empurrou para longe. Possuía asas rochas, assim como as pernas peludas que se acabavam em dois pés de galinhas. Era tremendamente feia, provavelmente a coisa mais estranha que já vira em sua vida.
Maryssa levantou-se confusa e jogou-se para perto de uma prateleira, onde uma escultura francesa de dois casais dançando formava uma pequena ponta por cima. Não era de muito valor, pois a mesma era um presente para a nova namorada de seu pai, resolveu então que poderia usa-lo:
— Ei— Gritou— Toma isso galinha.
Jogou em direção a criatura. Quando o objeto estilhaçou-se em seu corpo, a criatura pareceu incomodada. Abriram-se asas em seus braços e os dentes afiados puseram-se para fora. Neste momento, a garota sabia que só havia piorado a situação.
Correu em direção à primeira porta que encontrara; nem notara que Lori estava em sua frente, como uma grande protetora. A mulher segurava sobre as mãos uma faca de cozinha. Maryssa gritara assim que a mesma colocou-se a correr em direção a criatura, que lhe cortou a barriga com rapidez. A mesma caiu para trás, e o sangue inundou o tapete rosa de seu quarto. Os olhos então lacrimejaram.
A garota encolheu-se ao canto de seu armário, enquanto a “coisa” que lhe perseguia quebrava tudo até chegar a si. A sua sombra acobertou o corpo da garota, que tremia a cada instante. Fechou os olhos esperando para o momento final.
Mas então tudo se silenciou. Abriu os olhos confusos e vira milhares de pequenos pontos dourados, que caiam por cima de seus cabelos castanhos. Yurei estava a sua frente, com um artefato pontudo por suas mãos, uma espada. Ele ofereceu a mão para ela, que aceitou imediatamente.
O garoto lhe envolveu em um abraço, enquanto a mesma debruçou a chorar. Tudo havia acabado inclusive sua noite perfeita do baile da escola. Yurei a guiou para um carro, estacionado a sua frente, onde mais dois adolescentes estavam. Antes disso, deixou que a mesma fizesse uma mochila com tudo que queria levar e trocasse o vestido por uma roupa mais simples.
***.
Em meio à viagem, enquanto revivia os momentos e o corpo sem vida de Lori, que havia sido levado pelo o hospital um pouco antes de saírem, ela raciocinava as palavras de Yurei, que lhe explicaram o seu verdadeiro mundo. Soube que fora uma Harpia quem fizera tudo aquilo e que seu pai havia dedicado sua vida para construir uma casa onde encobrisse seu cheiro, casando-se com mulheres que pudessem dar a imagem de que era uma família normal.
Soube também que sua vida mudaria dali por diante, e que Yurei e os outros a levariam para um Acampamento, onde poderia aprender a sobreviver por si própria. Durante a viagem , Maryssa começou a sonhar com uma mulher de lindos cabelos dourados e olhos da mesma coloração, e sabia ela que aquela seria a imagem de sua mãe que todos evitavam de falar. A única coisa que ela conseguia ouvir em sua mente era um nome , sendo sussurrado docemente em sua mente  - Afrodite...- era tudo que ela conseguia ouvir. Talvez em algum lugar , bem no amago de sua alma sabia que aquela seria sua mãe lhe chamado de alguma forma para um lugar mais seguro.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Victor Livius Glaciem em Ter 27 Set 2016, 20:56


Ficha de Reclamação
para filho de Despina


Por qual deus quer ser reclamado?

Despina, a deusa das geadas, por ser a deusa que melhor se encaixa para a trama conjunta com Maximus Octavius Solis, de modo que ambos terão visões diferentes de um mesmo mundo que os cerca.

Características do personagem:

Físicas:
Victor tem a pele clara, olhos azuis como água límpida e cabelo castanho claro, geralmente cortado baixo. Tem 1,80m e pesa 73kg, é forte, tendo o corpo bem definido, e é bastante ágil devido ao tempo que tem sobrevivendo sozinho.

Psicológicas:
Sua cabeça é bem centrada em seus planos. Victor não se deixa abalar por problemas, é frio e calculista e desenvolveu uma personalidade bastante vingativa.

História do personagem:

Foi há dez anos. Dez longos anos desde que deixei a casa daquele senil para cuidar de mim mesmo. Faz tanto tempo que vivo em Toronto que às vezes esqueço do tempo em que morei em outro lugar... Mentira, não dá para esquecer.

Saí de casa quando tinha doze anos, numa bela tarde chuvosa em que tive um ataque de fúria nem um pouco belo. Estava cansado do cara que dizia ser meu pai, de vê-lo chegar em casa bêbado e chorando porque foi feito de trouxa por uma deusa e foi abandonado depois de se apaixonar por outra.

Você não tem ideia do que é ser filho de um fanático por mitologia fajuto que deu a sorte de ter duas deusas nos braços e não ter estrutura emocional para levar um chute delas. O que ele esperava? Que se rendessem a ele e o carregassem para o Olimpo?

Céus... É melhor parar de destilar veneno contra meu pai e contar direito minha história. O copinho da raiva tinha transbordado quando o velho chegou em casa depois de mais uma madrugada de bebedeira, pegou meu irmão Max no colo e começou a dizer que ele era a única bênção em sua vida. Filho do amanhecer! Raio de Sol!

É ruim demais saber que seu irmão ouve esse tipo de declaração enquanto você ouve apenas "Coração de gelo! Filho da nevasca! O frio da sua natureza é uma maldição na minha vida!" O problema era não saber, até aquele específico momento, o que essas palavras significavam.

Eu achava que era apenas a raiva que meu pai tinha por eu ter sido um filho não planejado, por ser quem tentava agradá-lo desde sempre e ficava em sua sombra, tentando chamar-lhe a atenção, por ser, depois de amadurecer precocemente, a porcaria do responsável pela família quando ele deveria ser, em vez de tentar torrar a pouca grana da oficina com bebida.

Explodi de raiva e foi aí que fiz a temperatura da casa baixar a 5 °C, formei, sem saber como, pequenas pedrinhas de granizo no ar e atingi as paredes da casa com elas em extrema força. Eu amava meu pai até aquele último momento, por isso fiquei tão furioso. Não era a primeira vez que me sentia indesejado, mas certamente não ouviria mais as palavras de desprezo saindo da boca dele.

Quando a raiva veio em forma de urro, lágrimas e gelo, algo ainda mais estranho aconteceu: uma névoa azulada me cercou e um floco gigante de neve brilhou acima de minha cabeça. Entendi pela primeira vez o que significavam as palavras de ódio que meu pai dizia ao se referir à minha mãe, chamando-a de deusa do gelo. Ele não estava bancando a princesa dramática, estava falando a verdade.

— O que é isso? O que... O que é isso em volta de mim?! O que é essa espada? Esse arco?! QUE RAIOS SIGNIFICA ISSO?

Max, com seus inocentes dois anos de idade, começou a chorar no colo de um pai estupefato, absolutamente descrente no que via diante de seus olhos.

— A rainha do gelo dá as caras, ou quase isso, novamente... Parece que sua mãe finalmente o reconheceu, filho de Despina! Você é exatamente como ela, sabia? Indesejado! Nem um pouco planejado! A eterna lembrança do pior erro que cometi! Queria tê-lo entregado a um titã como sua avó fez com sua mãe quando ela nasceu!

A espada fria parecia queimar em minhas mãos, a temperatura do arco em minhas costas causava formigamentos. A vontade de acertar uma flecha no meio do peito daquele desgraçado quase me fazia enlouquecer! A única coisa que me segurou foi a presença de Max em seu colo. Ele era uma criança inocente que um dia cresceria e descobriria quem era seu pai, mas eu não acompanharia seu crescimento.

Em disparada, rumei para meu quarto e entulhei minhas poucas roupas em minha mochila esfarrapada. Da sala, meu pai berrava para que eu fosse embora de uma vez, pois sabia muito bem o que aconteceria agora que eu sabia quem era.

— Desapareça logo daqui, seu demônio de gelo! Suma! Nunca mais volte!

— Faço questão de nunca mais voltar, seu maldito! — Gritei quando passei em disparada pela sala novamente, a mochila pendendo de um ombro e o arco misterioso do outro. Estava alcançando a porta quando ele continuou:

— E faça o favor de jamais chegar perto do Maximus!

Olhei para ele com total descrença e olhei para o pequeno garoto em seu colo, que chamava por mim com seu jeitinho infantil e lágrimas nos olhos. Ver aquilo me cortou o coração completamente, mas eu tinha que ir embora.

— Você não tem o direito de me pedir favor algum! Quando ele tiver idade para entender, eu mesmo contarei a ele quem é você! Te encontrarei novamente, Max, e te livrarei desse louco!

Bati a porta atrás de mim quando saí e corri o mais rápido que pude. Não fazia ideia de que havia um refúgio para pessoas como eu tão perto do Harlem até que um sátiro com cara de doido se apresentou a mim e se ofereceu para me proteger dos diversos monstros que apareciam para me matar.

Chegar ao acampamento não demorou muito e logo fui apresentado às diversas atividades do local, ao diretor, à forma como cada semideus deveria agir. Não demorei mais de 48 horas para ir embora. Saber que os deuses tinham causado a loucura em progenitores mortais e, em alguns casos, nos próprios filhos e ver que a maioria absoluta dos campistas lutava e discursava a favor destes mesmos deuses me causou nojo.

Vi uma filha de Íris chegar e ser reclamada e ficar feliz por fazer parte daquele mundo louco, conheci outros filhos de Despina, ouvi novamente a história de que ela fora largada pela mãe, Deméter, e me senti amaldiçoado por carregar o mesmo destino dela, por me sentir abandonado também por ela. Poderia ter me levado para o tal acampamento desde sempre, não poderia? Por que me largou com aquele sujeito horrível?

Fui embora na calada da noite, me esgueirando pelas sombras para que as tais harpias da segurança não me capturassem. Rumei para o norte, seguindo meus próprios instintos e me aproximando do gelo. Quando finalmente cheguei a Toronto, parei de correr e me estabeleci em diversos esconderijos. É o que tenho feito desde aquele dia até agora, traçando planos para me vingar dos terríveis deuses que só trazem infelicidade.

Tenho 22 anos hoje e acabo de saber que o que eu esperava está finalmente acontecendo. Uma harpia que acabei por domesticar trouxe-me a notícia de que Max foi finalmente reclamado e está chegando ao acampamento. Parece que voltarei ao refúgio dos encegueirados para retirar a venda dos olhos do meu irmãozinho e fazê-lo unir-se a mim para conquistar sua liberdade desse mundo maldito. Minha missão enfim começa!

~*~

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Maximus Octavius Solis em Ter 27 Set 2016, 21:01


Ficha de Reclamação
para filho de Eos


Por qual deus quer ser reclamado?

Eos, deusa do amanhecer, pois é a que melhor se encaixa para essa trama conjunta com Victor Livius Glaciem, de modo que ambos terão visões diferentes de um mesmo mundo que os cerca.

Características do personagem:

Físicas:
Max tem 1,75m e 70kg, o que lhe dá um porte alto para sua idade. Seu tamanho deve-se ao fato de ser um jogador de vôlei desde os 8 anos. Tem os cabelos castanhos escuros, a pele alva e os olhos azuis.

Psicológicas:
É um rapaz tranquilo e de bem com a vida, gosta de rir e fazer os outros rirem. Facilmente é capaz de fazer amizades e é muito carinhoso e romântico, apesar de não ter experiência alguma nesse tipo de relacionamento. É um filho atencioso e preocupado com o pai, mesmo vivendo no acampamento.

História do personagem:

Meu pai sempre foi meio estranho. Costuma sair altas horas da noite e voltar só de manhã, entrando em casa pé ante pé, com medo de me acordar. Ele não sabe que já estou acordado. Nunca entendi por que ele diz que é um trabalho se chega fedendo a bebida toda noite, talvez seja na intenção de me proteger de suas fraquezas.

Engraçado falar dele assim tão no presente, nem parece que estou há uma semana vivendo longe de casa. Tudo bem, não é tão longe, considerando que minha casa era em Connecticut e agora estou em Long Island, vivendo uma vida completamente diferente da que costumava viver.

Numa escola simples da periferia da cidade eu costumava estudar, ou tentar, e controlar minha hiperatividade no time de voleibol atuando como ponteiro passador ou oposto. Disputei várias competições com o time para o qual entrei aos oito anos e conquistei diversas medalhas na companhia dos meus colegas.

Cada jogo rendia uma história diferente, pois quase sempre estranho acontecia. Certa vez, a tabela da cesta de basquete da quadra quase caiu em cima de mim durante o último treino antes da final. No dia seguinte, nós vencemos. Numa outra vez foi um bueiro que explodiu ao lado da quadra bem no meio da partida, ninguém se feriu e nós vencemos outra vez.

O curioso era ver que as estranhezas só ocorriam quando era eu quem estava sacando. Começaram a me chamar até de "O Poderoso", embora eu nunca tenha me sentido confortável com esse apelido. Jamais imaginaria que realmente era por minha causa que os estranhos incidentes ocorriam.

De vez em quando, havia sonhos estranhos também. Eles me atormentavam à noite e as respostas de meu pai eram irritadiças e vagas, principalmente porque o conteúdo destes sonhos costumava ser um garoto de olhos azuis com um floco de neve gigante brilhando sobre a cabeça. Quando era menor, costumava achar que se tratava de um irmão, mas meu pai quase me deu uma surra quando levantei esta hipótese.

A verdade sobre quem sou verdadeiramente veio no meu aniversário de doze anos. Sempre ouvi sobre as histórias mirabolantes dos deuses gregos e romanos (aliás, não leve em conta o fato de meu nome ser em latim, meu pai nunca soube diferenciar esse idioma do grego ou mesmo do nórdico, por mais maluco que seja por mitologias) e fui apelidado ainda bebê de Filho do Amanhecer.

Meu pai costumava dizer que minha mãe era a deusa Eos, da alvorada, aquele momento perfeito do dia quando o Sol está nascendo e o céu vai clareando, meu momento favorito do dia. Jamais acreditei nas palavras dele, confesso. Tudo o que eu fazia era rir e concluir que, no fundo, ele ainda era completamente apaixonado por minha mãe, a quem jamais conheci.

Estava muito feliz naquele dia. Meu pai e eu tínhamos passado o dia todo juntos e ele me prometeu uma maratona de filmes com a temática de esportes ou superação. Ele tinha feito um pequeno empréstimo e comprara salgadinhos e um bolinho simples, com uma vela amarela em cima. Estávamos rindo com total alegria e ele acendeu a vela, a fim de que eu fizesse o pedido e a assoprasse.

Pensei no que pedir. Tinha um time incrível na escola, meus bons amigos, um pai que me amava, nossa vida não era nem um pouco abastada, mas era feliz. Meus dois desejos, escondidos lá no cantinho escondido do meu coração para que ninguém visse e me fizesse desmoronar, era que meu pai parasse de sair para beber de madrugada e que minha mãe pudesse vir me conhecer, me ver ao menos uma vez.

Para ser sincero, talvez eu não devesse ter feito este último pedido. No momento em que as velas foram apagadas, a tela da TV se apagou, denotando uma súbita falta de energia. Rindo com o ocorrido, acendemos a vela bolo novamente e meu pai a colocou sobre um pratinho de vidro amarelo antes de se levantar, no intuito de procurar as outras velas.

Quase tivemos uma parada cardíaca quando ele se levantou e viu um lobo enorme e de olhos vermelhos rosnando e nos encarando de forma feroz e faminta. Sem esperar por mais nada, o lobo subitamente avançou para cima do meu pai e de repente me vi dando um dos potentes saltos que costumava dar nas quadras para jogar, mas dessa vez não fui para cima e sim para a frente.

Consegui interceptar o lobo antes que uma fatalidade ocorresse. Nunca imaginei que teria força para rolar com uma fera como aquela, mas ali estava eu, protegendo quem eu amava de uma forma totalmente impensada e sentindo dores lancinantes onde suas unhas arranhavam meu corpo.

Meu peito e minha barriga sangravam, mas eu me mantinha tão firme quanto era possível. No escuro, em plena noite estrelada, parecia que minha força ainda não era tão intensa quanto poderia ser, por mais surpreso que eu estivesse em fazer o que estava fazendo.

O lobo forçava o corpo contra o meu, latindo e rosnando com ferocidade. Meus braços queimavam devido ao esforço para manter suas presas longe do meu rosto. Eu estava prestes a perder aquela luta quando uma névoa rosada como as primeiras cores do amanhecer me encobriu e Sol raiando brilhou acima de minha cabeça na forma de holograma.

De alguma maneira, aquele evento estranho me deu forças para apertar mais as mãos no pescoço do animal e segurá-lo até o momento exato em que um garoto oriental entrou pela janela e apontou uma flecha em minha direção.

— Não se mova. Fique o mais parado possível — ele disse, com uma frieza impossível de compreender.

— Quem é você? — perguntei, a voz trêmula devido ao esforço.

— Shhh, depois explico. Agora, quieto!

O som da flecha zunindo ecoou em meus ouvidos tempos depois de ter sido lançada. O lobo caiu morto ao meu lado e lentamente começou a se desintegrar num pó estranho que jamais tinha visto antes. O garoto saltou para cima de mim silenciosa e tranquilamente, estendendo a mão de maneira gentil.

Quando levantei, finalmente, vi meu pai encolhido num canto e com lágrimas escorrendo dos olhos, uma expressão no rosto indicando que um dia que ele tanto temia havia chegado. Me aproximei dele calmamente e fui tomado num abraço apertado e desesperado, que me fez esquecer momentaneamente sobre a névoa rosada, o Sol brilhante e a misteriosa cimitarra que aparecera embainhada em meu cinto.

Meu pai chorou, pedindo a todos os deus nos quais acreditava para que não me tirassem dele. Demorei a entender o que aquilo significava até que ele orou especificamente para Eos:

— Por favor! Você me deixou! Me abandonou de coração partido! Não tire o meu menino de mim, não tire a única bênção que recebi na vida!

O garoto oriental observava tudo com olhar compassivo, como se já tivesse presenciado muitas cenas como aquela. Enquanto isso, um estranho véu parecia estar sendo retirado de meus olhos quando entendi que aquele era um sinal da deusa da alvorada que pairava sobre mim. Ela estava me reclamando como seu filho.

* * *

O garoto que me salvou apresentou-se como Bryan Stewart, filho da deusa Selene, da Lua. Não demorei a perceber que isso fazia de nós primos pela parte divina, já que Eos é irmã da patrona dos lobos. Depois de uma longa conversa com ele, entendi que deveria me mudar para um acampamento especial, onde havia outros como eu.

Precisei garantir mil vezes ao meu pai que voltaria para visitá-lo. Pedi que se mudasse para Long Island, a fim de ficarmos o mais perto possível, mas ele falou algo estranho, que mudanças faziam com que ele se lembrasse de tempos muito ruins como a época em que morávamos no Harlem. Deixei o comentário de lado, nunca moramos no Harlem, certo?

A viagem para meu novo lar foi segura e rápida e hoje foi meu sétimo dia por aqui. Já conheci todas as atividades, descobri que tenho uma excelente afinidade com lâminas e consegui sorrisos de algumas meninas lindas! É um lugar totalmente diferente de tudo que sempre conheci e, apesar de sentir falta dos meus amigos, me sinto completamente em casa por aqui.

A única coisa estranha que me ocorreu foi ver o garoto de olhos azuis à entrada da floresta, aquele que sempre apareceu nos meus sonhos. A diferença é que ele não estava com o rosto vermelho agora, como se tivesse acabado de chorar. Seu rosto estava limpo e tinha uma certa nuvem de barba por fazer, claramente não era uma criança, como eu sonhava, e seu olhar me dava a impressão de já ter visto muita coisa.

Ele sumiu no momento em que virei o rosto para chamar alguém e comprovar que não estava ficando maluco. Sei que ele é real, nunca tivera certeza antes, mas agora sei. E preciso descobrir urgentemente quem ele é. Pelo visto o mundo dos semideuses me reserva grandes aventuras.

~*~

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Maryssa Angelyky Lyverys Ontem à(s) 03:16

Ficha Maryssa

A história não contada por livros
Aquela que muitos tentam esquecer, mas que o tempo faz lembrar.


- Perfil do Personagem
Psicológico: Tentar desvendar os mistérios por trás dos olhos dourados da jovem semideusa é um desafio aceito por poucos. Pouco se sabe sobre ela, apenas que vivia em uma em algum lugar isolado. Uma garota de poucas palavras, raramente a voz melodiosa como a de uma verdadeira sereia é ouvida, seu semblante transparece serenidade e parcimônia, um reflexo do que ela realmente é uma garota calma que gosta de muito de observar antes de tirar conclusão, raramente age por impulso ou pelo calor das emoções, a única exceção é quando está apaixonada por alguém ou com muita raiva.  Teve um passado difícil, até mesmo um pouco conflituoso e traumático para a garota, mas não se deixou abater pelas adversidades da vida, tonou sua experiência como um aprendizado e com isso conquistou uma força de vontade inabalável. Determinada vai até as últimas consequências para conseguir o que deseja, sendo capaz de enfrentar qualquer inimigo ou enfrentar qualquer situação sem hesitar. Seu jeito de discreto e fechado faz com que ela se isole um pouco mais dos seus companheiros, guardando para si seus maiores segredos bem como seu passado, alguns podem acha-la um pouco fria, mas na verdade é apenas uma máscara que ela usa para se proteger do convívio com os demais.


Físico: Não é uma garota com um corpo de mulherão, ainda que tenha curvas sinuosas e atraentes, mas harmoniosas com seu corpo e tamanho. Suas pernas são bem torneadas, assim como todos seus músculos, sua cintura é bem delgada e seus seios aparentam ser fartos devido seu ombro ser mais estreito, porém não é exagerado para seu tamanho. Possui 1.62 de altura e 54 Kg muito bem distribuídos, não possui músculos exagerados, conserva a delicadeza feminina.  Sua pele é muito alva, sem cicatrizes ou imperfeições, sempre muito macia ao toque. Seus olhos são de um tom peculiar, remetendo a cor dourada, sempre tem um olhar inexpressivo e distante, confundindo qualquer um que tente desvenda-la pelo olhar. Possuem longos cílios negros, nem como são emoldurados por um par de sobrancelhas negras e finas. Seu rosto possui traços finos e delicados, dando um ar casto a beleza da jovem, assemelhando-se ao rosto de uma delicada boneca de porcelana, seus lábios são finos e rosados, tão delicados quanto sua face. Possui longos e lisos cabelos, sua cor esverdeada é totalmente exótica aos olhos de quem aprecia, lustros e macios balançam facilmente ao sabor do vento. Os mesmos alcançam abaixo da linha dos quadris da garota e costumeiramente os deixa solto conferindo a ela um ar mais displicente. Sempre opta por roupas brancas e confortáveis, geralmente vestidos de tecidos leves. E apesar de vaidosa não gosta de muitos adornos, usa apenas um pequeno colar que nunca tira do pescoço, o mesmo é a única lembrança que carrega de seu pai.


- História do Personagem
Assim que nasceu, Maryssa foi abandonada por sua mãe, ficando sobre a tutela apenas do pai. Nos primeiros momentos ele começou a entrar em desespero, tinha total certeza que fez uma besteira e condenou sua vida e da criança em seus braços. E como bebê, sem ter consciência de nada que acontecia, ela sorria para o pai. Sentia-se protegida naqueles braços fortes. E foi isso que deu motivação ao pai para seguir em frente.
“Você é apenas um bebê, não tem culpa de nada e é minha responsabilidade. Honrarei esse compromisso” Era o que ele pensava sempre que olhava para a filha.
Darius era o nome de seu pai. Ele se despediu de um de seus dois empregos, assim podendo dedicar mais tempo a filha. Ela era um bebê lindo, saudável e forte. É claro que como pai de primeira viagem ele teve que pedir ajuda a outros parentes.  
Maryssa crescia como uma criança normal. Sua infância foi bem parada. Até as coisas piorarem quando ela embarcou no fundamental. As notas caíram drasticamente e ela foi diagnosticada com TDAH, tendo que trocar de escola vária vez por ser expulsa seja pelas notas baixas ou por arrumar encrencas. Mesmo assim ela não se deixava abalar, estava sempre sorrindo para todos o que fazia com que sua beleza apenas crescesse. Ela sempre pensou que atraia as pessoas por ser quem é.

- Não confie assim tão fácil nas pessoas Mary – Seu pai sempre a avisava. – Você é uma filha muito bonita, e algumas pessoas são interesseiras, só querem estar perto de você para te usar. Tome cuidado.

Mesmo com as palavras do pai, a garota apreciava aquela atenção que recebia e dos olhares que lhe eram jogados. Era tímida, mas se sentia poderosa ao ser denominada a mais bonita. Ela gostava de mesmo sem fazer qualquer esforço estar arrumada. Enquanto as outras crianças se olhavam no espelho falando o quanto queriam ter outro cabelo, ser mais magra, mais alta, ela olhava no espelho achando tudo muito bom em si, não iria mudar nada.
Porém com o tempo toda aquela atenção e amizades falsas, assim como os olhares invejosos e desejosos começaram a irritá-la. Ela queria poder conversar com alguém, falar o que sentia e o que pensava. Tentou algumas vezes com seu pai, o único em quem ela realmente confiava, no entanto ele sempre mudava o assunto ou dava um conselho inútil. Ela desistiu.
“É meu destino ter uma vida assim? Eu aguento... Mais tarde tentarei mudá-lo” Ela pensava para se consolar sempre que a tristeza batia mais forte.
A pobre garotinha começou a ser criada e invejada pelas babás, nunca teve o amor verdadeiro de ninguém, nem dos avós, nem das próprias babás, que só cuidavam dela porque eram pagas para isso. Enquanto ia crescendo em meio aos livros, aos romances, era dali que conhecia o amor, somente dali. E apesar de tudo, acreditava no amor verdadeiro, acreditava que um dia encontraria seu amor verdadeiro, mesmo que ele não fosse um príncipe de verdade, e sim um homem que a amaria para sempre.
Mary, como gosta de ser chamada, por ser muito ingênua apaixonou-se muito cedo e muito fácil, mas também muito cedo sofreu sua primeira desilusão amorosa, o que causou parte de sua postura fria com as pessoas a seu redor.

Num primeiro momento passou a observá-las, entendê-las, e se deu conta de que elas não amavam, era essa a chave que precisava para trancar os cacos de seu coração e abrir a porta para sua felicidade.
Mary decidiu mudar, nunca mais seria a garotinha sonhadora, a garota ingênua que se apaixonava. Amor? Não conheci mais essa palavra, não existia em seu vocabulário, o único amor que ela conhecia era o amor próprio. Só amava a si mesma.
Passou a se cuidar mais, apesar de saber que era a mais linda da família, pois sabia que a invejavam.
Maryssa irritava-se à medida que o tempo prolongava-se. Seu pai, como sempre, não iria ao baile por motivos da nova namorada, que o arrastava para mais um dos jantares românticos em algum restaurante caro. Era tudo por dinheiro, a garota sabia muito disso, pois seu pai nunca deixara de amar sua mãe.
Terminava de passar o rímel nos cílios esquerdos. Lori, sua governanta, sentava-se um pouco atrás, com um sorriso por entre os lábios. Maryssa passou os dedos por entre o vestido branco de cetim, que caia um pouco acima do joelho, ressaltando suas pernas torneadas.
— Sua mãe deve estar muito orgulhosa, seja onde ela esteja—Disse Lori.
— Não fale de minha mãe—A garota aborreceu-se e buscou a pequena bolsa, da mesma cor que o vestido—Ela não morreu, ela me abandonou.
Saiu de seu quarto e fora em direção a sala, onde imediatamente a campainha tocou. Ela sabia que Yurei  lhe esperava do lado de fora, para leva-la a uma noite magica no baile.
Abriu a porta, esperando que o mais gato da escola estivesse vestido de terno e com uma caixa de bombons na mão, o que vira, por outro lado, não tinha nada ver com gatos ou bombom
Pulou para cima da garota com força, derrubando-a em cima de um vaso da Itália. Droga, seu pai lhe mataria por isso. As presas soltaram-se para fora e a criatura lhe empurrou para longe. Possuía asas rochas, assim como as pernas peludas que se acabavam em dois pés de galinhas. Era tremendamente feia, provavelmente a coisa mais estranha que já vira em sua vida.
Maryssa levantou-se confusa e jogou-se para perto de uma prateleira, onde uma escultura francesa de dois casais dançando formava uma pequena ponta por cima. Não era de muito valor, pois a mesma era um presente para a nova namorada de seu pai, resolveu então que poderia usa-lo:
— Ei— Gritou— Toma isso galinha.
Jogou em direção a criatura. Quando o objeto estilhaçou-se em seu corpo, a criatura pareceu incomodada. Abriram-se asas em seus braços e os dentes afiados puseram-se para fora. Neste momento, a garota sabia que só havia piorado a situação.
Correu em direção à primeira porta que encontrara; nem notara que Lori estava em sua frente, como uma grande protetora. A mulher segurava sobre as mãos uma faca de cozinha. Maryssa gritara assim que a mesma colocou-se a correr em direção a criatura, que lhe cortou a barriga com rapidez. A mesma caiu para trás, e o sangue inundou o tapete rosa de seu quarto. Os olhos então lacrimejaram.
A garota encolheu-se ao canto de seu armário, enquanto a “coisa” que lhe perseguia quebrava tudo até chegar a si. A sua sombra acobertou o corpo da garota, que tremia a cada instante. Fechou os olhos esperando para o momento final.
Mas então tudo se silenciou. Abriu os olhos confusos e vira milhares de pequenos pontos dourados, que caiam por cima de seus cabelos castanhos. Yurei estava a sua frente, com um artefato pontudo por suas mãos, uma espada. Ele ofereceu a mão para ela, que aceitou imediatamente.
O garoto lhe envolveu em um abraço, enquanto a mesma debruçou a chorar. Tudo havia acabado inclusive sua noite perfeita do baile da escola. Yurei a guiou para um carro, estacionado a sua frente, onde mais dois adolescentes estavam. Antes disso, deixou que a mesma fizesse uma mochila com tudo que queria levar e trocasse o vestido por uma roupa mais simples.
***.
Em meio à viagem, enquanto revivia os momentos e o corpo sem vida de Lori, que havia sido levado pelo o hospital um pouco antes de saírem, ela raciocinava as palavras de Yurei, que lhe explicaram o seu verdadeiro mundo. Soube que fora uma Harpia quem fizera tudo aquilo e que seu pai havia dedicado sua vida para construir uma casa onde encobrisse seu cheiro, casando-se com mulheres que pudessem dar a imagem de que era uma família normal.
Soube também que sua vida mudaria dali por diante, e que Yurei e os outros a levariam para um Acampamento, onde poderia aprender a sobreviver por si própria. Durante a viagem, Maryssa começou a sonhar com uma mulher de lindos cabelos dourados e olhos da mesma coloração, e sabia ela, em algum lugar de seu coração e alma, que aquela seria a imagem de sua mãe que todos evitavam falar. A única coisa que ela conseguia ouvir em sua mente era um nome, sendo sussurrado docemente - Afrodite... - era tudo que ela conseguia ouvir.
Aos poucos a paisagem fora mudando por completo, indo da cidade para um campo completamente deserto, somente havia umas poucas casas e edifícios comerciais, até que uma grande e densa floresta se aproximava com a calmaria de um predador esperando por sua presa na calada da noite. Paramos próximo a um pinheiro e logo cada um dos integrantes do carro passaram do mesmo, eu fiquei a admirar a beleza daquela floresta ameaçadora até que a mão quente de Yurei tocou meu ombro e me convidou a entrar no tal acampamento.
Uma forte dor de cabeça me acometeu e acabei caindo nos braços de Yurei e a ultima coisa que me lembrei foi ele mencionar um símbolo que estava a aparecer em minha testa. Uma espécie de concha rosada e dourada.
Acordo no dia seguinte e havia uma pessoa me olhando, mais que depressa me levanto e observo seus passos. Eis que ele diz:- está melhor, filha de Afrodite? - Dizia com um olhar confuso. Então eu retribuo o olhar e digo: -Fi-filha de quem?...Acho que se enganou!-Afirmei com a cabeça, mas logo ele se aproximava. -Bom parece que não se lembra de muita coisa, não é? -Me perguntava ele. –eu só lembro-me de Lori morta e de ter saído de casa... E agora você que eu nem sei quem é vem-me dizer que sou filha de Afrodite. -Digo confusa sentando-me na cama. Até que ele me levantou. - Cadê sua postura menina, você é filha de Afrodite queira você ou não... já que não sabia da verdade agora sabe. Entrei em choque ao saber a confirmação. -Me fale mais sobre isto. - Digo assim ele sentou e me contou tudo, tudo mesmo até que bateu o sono, mas quando olhei ele havia ido embora e ouvi o chamado de Afrodite.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jonas W. Harris Ontem à(s) 12:32


AVALIAÇÃO


Valérie Snow: Tudo bem? Vamos falar da sua ficha. Você tem a escrita relativamente boa, não é nada que surpreenda, tipo “UAU, que escrita perfeita!”, mas sabe fazer isso certinho, com uma certa precisão e de forma sucinta. Apesar de omitir algumas informações, que deixariam tudo mais coerente – como por exemplo quais monstros eram os 3 garotos, ou até mesmo a forma como conseguiu escapar da empousa no primeiro momento – sua ficha está bem completa, com uma história legal e cheia de vida. A ortografia deixou a desejar em uns pontos. Nada que quebrasse a leitura brutalmente, mas que podem ser corrigidas por uma leitura feita com calma antes de postar seu texto. Sem muito a acrescentar, sua ficha foi:
APROVADA

Maryssa Angelyky Lyverys: Caramba, que evolução exponencial tu teve da ficha anterior para essa. Não tenho muito a reclamar, você melhorou sua ficha em 80%, colocou muito mais sobre sua personagem, abordou o passado tornando assim entendível a personalidade fria desta, mostrou traços característicos de filhos de Afrodite no decorrer da ficha. Tudo muito perfeito, sem muitos erros de digitação (na verdade foram bem raros), e com um excelente palavreado relativamente formal. Bem-vinda, cria de Afrodite.
APROVADA

Victor Livius Glaciem: Nada a declarar sobre sua ficha. Muito bem redigida, com os detalhes necessários. Soube abordar a trama do personagem de modo a prender a atenção do narrador e trouxe algo inovador (ou pelo menos eu nunca havia visto) que é o plot conjunto, com o Maximus. Boa sorte nessa jornada, semideus.
APROVADO

Maximus Octavius Solis: Quase o mesmo que disse para Victor, uma ficha completa e bem escrita, rica em detalhes e com um enredo interessantíssimo. Espero que ambos venham a desenvolver tal trama, pois seria um ganho e tanto para o fórum. Mostrou ser exatamente o contrário de Victor, e estou ansioso para ver o decorrer dessa história. Parabéns.
APROVADO

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

~Aguardando att~
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê Ontem à(s) 12:49



Atualizado!



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Morgan K. Heelan Hoje à(s) 13:11

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Atena, pois ela é a progenitora que mais combina com a personagem.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Olhos vazios que de repente te fitam como se fossem queimar sua alma.

Talvez essa seja a melhor maneira de descrever Morgan. Em uma primeira impressão, ela parece uma das mais calmas garotas que você já conheceu, embora isso não seja verdade, pois ela viaja longe nos seus pensamentos.

Nunca, absolutamente nunca para de pensar, e apenas uma pequena pergunta pode significar o despertar de toda uma filosofia.

Por outro lado às vezes tende a ser cruel, uma vez que não tem uma noção exata de certo e errado, mas a despeito disso tudo, tem um coração bom... ou ao menos o protótipo de um.

Não é muito suscetível a culpa ou mesmo a golpes de consciência, se faz algo que não quer, será por medo de ser punida, e só tem medo de ser punida por algo que já fez e acabou apanhando, ou coisa parecida.

Seus olhos são, como ela mesma gosta de brincar, eternamente indecisos entre azul claro e lilás. Tem os cabelos bagunçados e rebeldes, o que geralmente a obriga a usar rabo de cavalo. Por ter nascido e crescido em Toronto, sabe falar francês fluentemente.

- História do Personagem


A primeira lembrança da jovem de cabelos louros era de um tempo que talvez não fosse tão distante assim, mas que para Morgan era de quase uma vida atrás, quando tinha cerca de seis anos. Watari – o dono do orfanato Guardian Angel, estava lhe explicando por que estava ali.

- Você é órfã - ele dizia, mas até aí, Morgan já tinha concluído sozinha. Apesar de ser pequena em idade, sua inteligência superava a de algumas pessoas de cerca de quinze anos - Seus pais morreram, e agora este é seu novo lar.

Watari era um velho de sessenta e cinco anos, possuía cabelo de uma coloração branca e usava óculos pequenos. Sua aparência poderia ser intimidadora para outros, mas Morgan sabia que ele não lhe faria mal algum.

As informações foram escassas. Watari não lhe explicou as circunstâncias da morte de seus pais nem nada parecido, e ela nem mesmo perguntou, pois tinha a sensação de que não iria receber uma resposta.

E ela cresceu sem saber dessas informações, sem saber do acidente que matou seu pai, nem mesmo sabia que sua mãe se encontrava viva. Mas isso iria mudar, um dia ela iria descobrir toda a verdade que lhe foi escondida durante os anos no orfanato. Ela iria descobrir tudo sobre suas origens.

•••

Seis anos se passaram desde daquela noite em que ela foi mandada ao orfanato e naquela manhã, Morgan acordou com uma sensação esquisita, um frio desceu-lhe pela espinha, mas não se importou. Somente continuou sua manhã como sempre. Vestiu um jeans e sua inseparável blusa branca de manga comprida e foi para escola.

Saiu do orfanato e foi andando até a sua escola. O dia estava úmido, e por este motivo todos os alunos da escola estavam de bermuda ou short, exceto por Morgan e Dave, que estavam de jeans – como sempre.

Dave era um colega de Morgan que tinha aversão à carne e andava de um jeito estranho. Possuía cabelos negros e encaracolados, mas que quase não eram vistos, pois o jovem sempre estava usando boné.

Mesmo nos dias de calor, Dave estava sempre usando jeans e tênis, e sua camisa variava, sendo que sempre eram de bandas de rock.

Morgan dirigiu-se até sua carteira e agachou-se no assento da mesma. A professora suspirou pelo comportamento da garota, mas sabia que seria inútil discutir. Continuou sua aula, e em seguida passou exercícios para que os alunos pudessem resolver.

Como sempre, Morgan terminou todos os exercícios com extrema facilidade.

- O nível de ensino dessa escola é ridículo - ela murmurava.

- Ou você que é muito inteligente - arriscou Dave.

Morgan não respondeu e nem mesmo sorriu. A mesma sensação daquela manhã voltou a aparecer. A menina sentiu um frio no estômago, e dessa vez ela teve certeza de que algo iria acontecer, teve certeza de que não era somente a sua imaginação.

Um pancada na parede de sua sala sacudiu a escola inteira. Outra e pancada e a parede começou a se rachar. Um terceirou golpe e a rachadura se transformou em um buraco. Ela virou para o lado para ver como seu colega estava, e descobriu que este estava completamente aterrorizado.

Todos os alunos começaram a gritar e sair de sala. Morgan não estava aterrorizada como os demais, tinha certeza de que aquilo tinha uma explicação lógica. Os únicos que restavam na sala eram ela e Dave. Mas quando viu duas mulheres que da cintura para baixo eram serpentes, abandonou sua carteira, e ajudando Dave a se levantar – ele tinha uma doença nas pernas, a mesma que o fazia andar de um jeito estranho – saiu o mais rápido possível da sala.

- Não fuja, meio sssangue - a mulher-cobra falou. Morgan não deu atenção a suas palavras e continuou a correr com Dave apoiando-se em seus ombros.

Ela podia ouvir o rastejar das criaturas e percebeu que em uma corrida para ver quem seria mais veloz, ela iria perder. Abrindo uma porta qualquer, ela se jogou com seu colega ali dentro, e rapidamente trancou a porta.

A sala em que ela entrou possuía persianas que estavam fechadas. A luz também estava apagada, o que tornava o ambiente completamente escuro. Mas apesar disso, Morgan conseguia enxergar os detalhes da sala.

Ela encostou o ouvido na porta e esperou. Era essencial manter a calma. Ouviu o rastejas dos monstros - ou seja lá o que aquelas criaturas fossem - e calculou que elas estavam a apenas alguns metros da sala em que ela e Dave estavam escondidos.

Falando em Dave, este fazia algumas coisas enquanto Morgan não via. Silenciosamente, ele puxou duas kunais - armas que eram usadas pelos ninjas do Japão antigo - mas essas eram diferentes. Possuíam um brilho estranho, como se fossem feitas de bronze.

Morgan calculava quanto tempo tinham antes que as mulheres-cobras os descobrissem. Era impossível que soubessem que ela e Dave estavam naquela sala, mas elas também não deveriam existir, então a garota considerava todas as opções, tentando bolar um plano.

- 60 segundos - ela pensava - Em 60 segundos elas estarão aqui.

- Psiu - Dave murmurou, e instantaneamente Morgan se virou para este - Pegue uma - e então ele jogou uma das kunais para a loura, que a pegou e ficou olhando para esta.

- O que está acontecendo? O que são essas coisas? - Morgan se referia as kunais, e também as mulheres cobras.

45 segundos.

- Os monstros são Dracanaes, e essa arma é a única coisa que pode matá-las de uma vez .

- Mas isso não deveria existir, elas são somente mitos antigos – Morgan não demonstrava pânico, pois não estava sentindo-o. A única emoção que ela realmente estava sentindo era a surpresa.

- Bem, mitos não quebram paredes, quebram? - Dave bufou.

30 segundos

- Certo, certo - Morgan se aproximou de Dave - Mas elas me chamaram de meio o quê ?.

10 segundos

- Meio sangue - Dave olhava para a porta como se as Dracanae pudessem entrar por ali a qualquer instante. E isso era verdade – Filhos de um deus ou uma deusa da Grécia com um mortal.

- Mesmo que eu não acredite em você, esses monstros estão aqui, e precisamos matá-los - Morgan olhou para a porta - Elas estão aqui.

- Sssemideussssa, não queremossss te matar... Venha para o nosssso lado.

- Não mesmo - ela disse enquanto erguia a adaga, pronta para fazer um contra-ataque. As criaturas sibilaram com raiva. Elas retraíram seu corpo, e Morgan soube que elas estavam preparando-se para dar o bote. Mas percebeu também que elas não estavam mirando nele, e sim em Dave. Ela tentou berrar avisando o amigo, mas o ataque delas foi mais rápido do que o aviso de Morgan.

Por sorte, os reflexos de Dave eram bons, e ele pulou para o lado, mas ainda assim as garras dos monstros rasgaram a calça dele, revelando que o menino era um bode da cintura para baixo.

- Sátiro - Morgan pensou. Nada mais parecia impossível para ela.

Sem se demorar, ela constatou que as Dracanae pensavam que o perigo maior era Dave, mas isso mudou quando a loura jogou sua adaga nas costas de uma das criaturas e essa se desintegrou em um pó dourado.

A única criatura restante olhou para o assassino de sua irmã e seus olhos brilharam com o desejo de matar Morgan. Mas aquele momento de distração foi tudo o que Dave precisou, e no segundo seguinte, uma faca atravessou a cabeça do monstro, e este também se desintegrou em poeira dourada.

- E agora? - Morgan perguntou.

- Agora nós vamos ao Acampamento - Dave disse enquanto recolhia as adagas e guardava-as em sua mochila - O único lugar seguro para um meio-sangue.

Morgan não discutiu. Dave fez um sinal para que ela o seguisse e saiu da sala, em seguida dirigindo-se para a saída da escola. Com passos rápidos, os dois caminhavam rumo a um beco escuro. Dave tirou três moedas de ouro de sua mochila e as jogou no chão após murmurar algumas palavras que Morgan não ouviu.

Em questão de segundos, um táxi negro apareceu e Dave entrou neste, sendo que Morgan seguiu seu exemplo e também entrou nele.

- Acampamento Meio-Sangue - Dave disse as três velhas do banco da frente. O carro começou a correr, e as velhas discutiam enquanto dirigiam, mas Morgan não queria ouvir. Ela seguiu a viagem toda calada e pensativa, até que o carro parou em frente a um vale, e Morgan e Dave desceram do carro.

A reclamação por Atena ocorreu apenas algumas horas depois, durante a fogueira.
Morgan K. Heelan
Indefinido
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Re: Ficha de Reclamação

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