Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por 142-ExStaff em Dom 09 Nov 2014, 03:49

Relembrando a primeira mensagem :


Fichas de Reclamação


Orientações


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.



Deuses / Criaturas
Tipo de Avaliação
Afrodite
Comum
Apolo
Comum
Atena
Rigorosa
Ares
Comum
Centauros/ Centauras
Comum
Deimos
Comum
Deméter
Comum
Despina
Rigorosa
Dionísio
Comum
Dríades (apenas sexo feminino)
Comum
Éolo
Comum
Eos
Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões)
Comum
Hades
Especial (clique aqui)
Hécate
Rigorosa
Héracles
Comum
Hefesto
Comum
Hermes
Comum
Héstia
Comum
Hipnos
Comum
Íris
Comum
Melinoe
Rigorosa
Nêmesis
Rigorosa
Nix
Rigorosa
Perséfone
Rigorosa
Phobos
Comum
Poseidon
Especial (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino)
Comum
Selene
Comum
Thanatos
Comum
Zeus
Especial (clique aqui)




A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação. Os campos da ficha são:

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

- História do Personagem

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Não é necessário a utilização de template, mas caso opte por fazê-lo, a largura mínima do texto deverá ser de 400px, preferencialmente sem barra de rolagem — caso tenha, a altura deve ter o mesmo tamanho da largura ou maior. Templates que não sigam o disposto farão a ficha ser ignorada, bem como fichas ilegíveis - utilize colorações adequadas no texto.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



  • Obs: Somente envie sua ficha UMA vez para cada avaliação. Fichas postadas seguidamente (como double-post) serão desconsideradas, reincidência acarretará em ban de 3 dias + aviso.




Tks Maay from TPO
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Garota, eu vou pra Califórnia. ♪

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Henry L. Joshua em Qui 09 Jul 2015, 16:24



AVALIAÇÃO
FICHA DE RECLAMAÇÃO

Zyah Montagner - Aprovado como filho de Éolo


Olá, Zyan. Achei sua ficha um pouco confusa no começo, e só consegui entender tudo no último paragrafo. Senti falta daquele clichêzinho de chegar no acampamento e coisa e tal, mas tirando isso foi tudo Ok. Parabéns, filho de Éolo.

Abby Rowan Sparrow- Reclamada como filha de Démeter


Adorei sua ficha. Nunca vi uma filha de Démeter com uma personalidade forte. Seja bem vinda e boa sorte, semideusa!

P.S:roubo mesmooooooooooooooooo!






Atualizado


Henry L. Joshua
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Vënus P. Callegher em Sex 10 Jul 2015, 10:39

Ficha de Reclamação
You can like the life you're living, You can live the life you like, You can even marry Harry, but mess around with Ike. And that's, good, isn't it? Grand, isn't it? Great, isn't it? Swell, isn't it? Fun, isn't it?But nothing stays. In fifty years or so, It's gonna change.


   
   
   

♦ Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Desejo ser reclamada pela deusa Íris. Acho que é uma deusa interessante e que sempre tive vontade de explorar as possibilidades com uma progênie dela.

♦ Perfil do Personagem:
Físico: Pele clara, olhos castanhos esverdeados, cabelo loiro e ondulado com madeixas abaixo dos ombros. Magra, mede 1,57 de altura. Sobrancelhas finas, lábios rosados e nariz médio.

Psicológico: Rosalie é uma patricinha mimada e fresca, porém gentil, carinhosa e amável com quem sente afeto. Apesar de seus defeitos perceptíveis, ela consegue discernir bem as más das boas companhias. Sempre animada, festeira, provocativa, a garota adora se divertir e sempre esta com alto astral. Apesar da postura de típica de patroa dondoca de quem vive em shopping’s, salões e SPA’s, Rosalie sabe quando é preciso ajudar em casa. Sabe discernir as coisas boas e ruins, levando em consideração os dois lados da "moeda" independentemente.  Se precisar ser boa ela será, se precisar ser má, ela não hesitará.

♦ História do Personagem

Filha de um empresário com descendências polonesas e fruto de uma aventura amorosa digamos... Um pouco longa na vida de Haskel, quando ainda completava seus 20 anos. Fruto de uma paixão entre o mortal e deusa do arco-ìris, Rosalie nunca soube do seu lado de parentesco divino. Seu pai não contava muito sobre sua mãe, evitando ao máximo assunto, o que levava a garota a aguentar sua madrasta megera e seus meios- irmãos.  Cresceu cheia de mimos do pai e cercada de ódio da madrasta, Tânia. Motivo? Haskel dava mais afeto a Rosalie do que para Tânia, Natasha e Orion. Por um motivo trivial, Tânia tomou liberdade para mandar Rose, aos seis anos de idade, para um colégio interno na Suécia onde a menina passou quase um terço de sua vida, sendo obrigada a conviver longe da família. Ao voltar com quase treze anos, começava a criar raiva de sua madrasta.

Brigavam. Rosalie também brigava com seus meio-irmãos ou agiam de forma irônica sempre que se encontravam pelos corredores da casa. Quase todos a consideravam uma “revoltada da vida”, tirando seu pai, um tio e os empregados, é claro. Com o passar dos anos, na escola, passou a andar com as tais populares. Frequentava shopping’s, gastava dinheiro em roupas, sapatos, joias junto de suas “amigas” populares; participava de festas adolescentes e divertia-se. Em festas mais sofisticadas, apenas maneirava em seu modo festeiro, ficava mais comportada digamos assim para não passar uma imagem tão ruim.

Gostava de acompanhar seu pai a determinados eventos, principalmente quando se tratavam de viagems. Eram em momentos assim que não precisava aturar e nem ver a cara azeda da madrasta e ainda ficava mais tempo com seu pai. Ajudava-o no que podia e, após isso, tinha permissão de passear pelas cidades em que passavam. Esbaldava-se em seus costumeiros programas de garota mimada e fútil da sociedade rica. Entretanto, durante um desses passeios, em território estadunidense, sofrera um pequeno ataque de um ser no qual Rosalie não sabia distinguir o que era. Por sorte fora salva por seu pai, presente no local. Após o susto, Haskel não tinha mais alternativa, exceto contar a verdade para a filha. Levou-a de volta para onde estavam hospedados para conversarem. Acomodados, Haskel começou a contar de quem Ewa era filha, o que a garota era e o que deveria fazer. A garota ouvia tudo com o cenho franzido, não interrompera o pai. Escutara até o final, onde tentava assimilar tudo durante sua vida até o atual momento. Como ele havia feito isso com ela, ocultando o próprio passado e o futuro da própria filha, colocando-a em risco todos os dias?

Minutos se passaram, o pai ficava na expectativa de qualquer coisa em relação da filha, mas nada ela se manifestava. Haskel a abraçou e perguntou o que ela queria fazer. Era óbvio que a garota não sabia que decisão tomar, depois de anos iludida. Apenas sussurrou ao pai que queria voltar para casa, sem perturbações de Tânia, ou Natasha, ou Oton. Só queria ficar por um tempo sozinha. O pai suspirou, dizendo para a garota que não poderia retornar para a casa. Estava exposta demais e continuar ali só a faria correr ainda mais perigo. Ela precisava ir ao acampamento meio-sangue, o único lugar seguro para pessoas como ela. Ainda receosa Rosalie aceitou o conselho do pai, rumando ao acampamento onde reside até hoje. Durante o percurso, seu pai havia lhe explicado sobre o mundo louco de deuses e semideuses e que sua mãe era um deles, deixando-os justamente por isso. Tudo ficou mais claro quando no mesmo momento em que chegara ao local, um sinal incandescente pairou sob sua cabeça: o sinal de Íris.



Observações Importantes:

Caso o nome do personagem encontre-se como "Calleb H. Bittencourt", favor desconsiderar pois o mesmo já foi alterado porém a atualização encontra-se pendente. Obrigada. (Link do Pedido)
att @ sa!
Vënus P. Callegher
Vënus P. Callegher
Filhos de ÍrisAcampamento Meio-Sangue

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Étoiles de Médici em Sex 10 Jul 2015, 13:06



AVALIAÇÃO
que template lindo, vou usar

Calleb H. Bittencourt - Aprovada como filha de Íris

Primeiramente, moç@ ('to meio confusa por causa do pedido de mudança de nome), aumente o tamanho da fonte do texto! Eu tive que dar um zoom absurdo nisso pra conseguir ler sem forçar as vistas, e olha que nem sou muito sou cega. Agora imagina quem é? Quanto ao seu teste: praticamente impecável no quesito ortografia, fluência e organização (meus parabéns por isso! ♥ amo ler coisas bem feitas), apenas o achei muito... Morto. Você apenas 'citou' os eventos da descoberta da descendência divina, nem mesmo narrou um pouquinho que seja da luta ou do que quer que tenha realmente acontecido, como começou e etc. Por esse motivo, se você tivesse escolhido um deus que a avaliação do teste é rigorosa, eu teria te reprovado. Não tenha medo de descrever as coisas, moç@! No mais, minhas boas-vindas, filha de Íris!

Atualizada!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Thomas Nate em Sab 11 Jul 2015, 00:03

- Por qual deus deseja ser reclamado/qual criatura deseja ser e por quê?

Hefesto. Adoro consertar coisas e sempre fui muito fã de construção, além de achar o fogo algo fascinante.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separados)

Físicas: Sou mediano, entorno de 1,75 de altura, meu peso é razoável devido o meu porte físico, já que sou forte, sem muito exagero, e peso 70 kg. Diferentemente dos meus irmãos, sou bonito.

Psicológicas: Sou alegre,responsável e sentimental, me importo muito com as pessoas, além de ser brincalhão.

- História do personagem

Muitas pessoas podem achar que ter um diário é algo para meninas e coisa de quem não tem o que fazer. Não penso assim.Acho que ter um diário é algo bom para a mente, além de relatar a sua história de vida para as próximas gerações.
Bem, lá estava eu, sentado sobre a cama do Chalé 9, o Chalé de Hefesto, meu pai. Porem tudo começou antes de ontem.
Eu tinha passado a madrugada toda trabalhando no meu mais novo projeto, ''Socks'' , uma forma física da ''Siri'' do iphone.Sem dúvida essa tinha sido a madrugada mais exaustiva de todas, fiquei até 6:00 trabalhando, mas, ao menos, faltavam poucos detalhes para meu projeto ser concluído. Ouvi minha mãe gritar num tom irritado:
- Se apresse Thomas, tu estás atrasado para a escola, saia da frente desse computador e dessa mesa cheia de mecanismos.
- Já estou indo mãe. - disse
Tenho que confessar, nunca tive boas notas, mas sempre tive facilidade para aprender Matemática e sempre que posso, ajudo os mecânicos da escola, que não são muito bons.
Mais um vez cheguei atrasado e perdi a primeira aula do dia, que era Matemática, por isso fiquei mais tranquilo. Decidi adiantar o trabalho de redação que era para a próxima semana e me ajudaria muito com minha nota, que estava péssima.Eu tinha que ler um livro de Sherlock Holmes e criar um novo fim.
Estava a acontecer de novo, sempre enquanto eu estava lendo. O médico disse que é um tipo de déficit que eu desenvolvi, mas minha mãe parecia bem tranquila em relação a isso, o que é raro de acontecer, já que não sei nada sobre meu pai (até então) e ela cuida de mim sozinha, sempre cuidou de mim sozinha na verdade.
As letras começavam a se movimentar, trocar de posição e eu fico muito confuso quando isso acontece, por mais que eu saiba o que a palavra quer dizer após a ''transformação''.
- Sr. Nate, pode entar. Trate para isso não acontecer de novo.- disse a auxiliar da diretora.
A aula acabou e me encontrei com minha mãe, que estava estressada e não parava de falar sobre a empregada que tinha faltado dia de serviço. Não negarei que um pequeno sorriso escapou de minha boca. Minha mãe é linda,principalmente quando está estressada.Tem cabelos negros e olhos verdes, aparenta ser muito mais jovem do que realmente é.
Ao chegar em casa, almocei e fui dormir, o que não deixou minha mãe contente, já que eu precisava estudar.
Acordei por volta de 20:00, fiz minha tarefa,que era pequena e fui para o porão, ajeitar os últimos detalhes da ''Socks''.
Eu finalizei o projeto da minha vida por volta das 5:00 horas da manhã e fui tirar um cochilo, já que não queria me atrasar para escola de novo.
Acordei bem cansado mas tomei um banho, bebi um copo de leite com Nescau e fui para escola. Minha mãe tem o dia de folga hoje então ela disse que me levaria para comprar o novo videogame que eu estava querendo.
Quando a aula acabou eu corri o mais rápido que pude, mal conseguia esperar para ganhar o XTplayer. Ao chegar no carro, minha mãe estava super nervosa e mal conseguia completar uma frase.
- Thomas, preste atenção, nós não vamos ao shopping, na verdade eu fiz uma bagagem para você e está na mala. Eu preciso que compreendas e não faça perguntas, entendeu?
Eu acenei com a cabeça. Uma onda de confusão e nervosismo me dominou, eu não sabia o que estava acontecendo, mas logo percebi que era super sério, já que minha mãe parecia uma corredora de fórmula 1.
Algum tempo de silêncio se passou e minha mãe pisou mais fundo ainda no pedal.Logo percebi que estávamos sendo perseguidos. Nesse exato momento, quando meu coração acelerou como nunca tinha visto antes, uma espécie de ave que até hoje não sei o que é saiu da janela do carro. Pareceu um daqueles bichos de filmes, preto com garras afiadas, parecendo um dinossauro.
Minha mãe fez uma curva para dentro do mato numa velocidade tão grande que pensei que fossemos capotar, ao menos o carro vermelho que estava nos perseguindo bateu contra uma árvore e acabou explodindo, devido sua velocidade. Nunca vi minha mãe tão ''feroz'' assim.
A ave estranha que parecia ser surreal ainda estava atrás de nós quando minha mãe me disse de forma ofegante:
- Tom, olhe essas luvas aqui. Vista-a, ela funciona em você, foi um presente do seu pai. Ele pediu para eu guardar até esse momento, tome.
Ela me entregou a luva. Era de couro e tinha uma espécie de sensor, que quando virado para algo, calculava suas medidas,seus ângulos e etc.Servia para construir coisas, era incrível, não pude observar muito bem, pois estava muito abalado com toda aquela história do meu pai. Mas a minha observação foi suficiente para encontrar um botão na luva. Apertei esse botão e o sensor da luva foi posto para dentro, até hoje me pergunto como, mas a luva parecia ser normal, de couro, a não ser pelo botão.
Eu pensei no que a luva ajudaria num momento daqueles. Olhando mais atentamente, na ponta da luva, havia um buraco. Esse buraco não levava ao meu dedo e sim a outra camada de luva. Apertei o botão de novo, na esperança de que voltasse a forma ''construção''. Invés disso, começou a sair fogo do meus dedos, e percebi como aquela luva seria útil naquele momento.
Não exitei e lancei fogo naquele bicho, que caiu morto no chão.
Minha mãe respirou fundo e parou o carro, para seguirmos a pé. Andamos em silêncio até chegarmos a uma entrada, onde tinha escrito:
ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE
Mamãe virou para mim e disse:
-Espero que as roupas estejam boas.Ela abriu um pequeno sorriso e prosseguiu:
- Você cresceu, sua vida vai mudar totalmente meu filho, você vai conhecer novas pessoas, conhecer ''novos mundos'' e aprender sobre coisas que nunca imaginou em sua vida, vai até aprender sobre eu pai. Mas tenho que deixá-lo ir agora, se cuide, eu te amo. - ela disse,chorando.
Ela me deu um beijo na testa, sorriu, virou as costas e andou.
Por um momento me senti sozinho, largado,triste.
Essa é a história de como cheguei nesse incrível lugar, o Acampamento Meio-Sangue, meu novo lar. Meu pai é muito maneiro pra falar na verdade, sei que o que ele fez foi necessário.
Fechei meu diário e o guardei na minha gaveta, debaixo da minha luva.
- Nate,venha comigo - disse Jackson, líder do meu Chalé, do nosso Chalé, estava adorando aquele lugar, porem, só três coisas passaram na minha mente naquele momento: Tristeza, não pude apresentar ''Socks'' ao mundo. Aflição, eu necessito saber como minha mãe está.Dor e curiosidade, eu preciso conhecer meu pai.
Thomas Nate
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Bennard Crenshaw em Sab 11 Jul 2015, 02:58

- Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?


Afrodite. Uma deusa na qual combina com a trama (e com a "guerra") pessoal de meu personagem, no qual é um homem belo, que atrai muitas mulheres. É um encaixe perfeito.





- Perfil do Personagem:





- Características físicas:


Kane, como vários homens naturais da família Hendrick Kennedy, é um homem alto (1,79), um pouco magro (85 KG), tem os olhos azuis, cabelos e barba castanho-claros, dentes brancos, ele é musculoso e NÃO IREI DIVULGAR OS CENTÍMETROS DO COISO DELE.





- Características mentais:


Kane é um garoto extrovertido. Preocupado com seus amigos e família, ele é sedutor, se importa muito com a beleza das garotas na qual ele seduz. Também é vingativo até o osso, e pode esperar décadas para concretizar uma vingança.





- História do Personagem





Ficha de Reclamação - Página 25 Vanilla_Unicorn_Logo_001





- Prologue: The Vanilla Unicorn's Closedown -











K
ane, o "grande garoto do passado de ouro". Um garoto que carregava uma empresa nas costas, herdada de seu pai. Seu pai havia se mudado para uma subsidiária da Oscorp Industries no Japão, e ele nunca chegou a conhecer sua mãe. Ele acreditava que sua mãe havia morrido no parto, mas não sabia o que estaria por vir...





Vanilla Unicorn Gentlemen's Club - 09:00 AM





- Eu já te disse, Henry. Eu tenho quase todas as ações deste Strip Club, eu EXIJO ACESSO A ÁREA V.I.P!





- Vamos lá, Kane! Eu sou o dono daqui, eu estou te avisando á meses que esta área está fechada para os V.I.Ps, por conta da manutenção!





- Mas que M****! Deixa pra lá, eu estou indo embora!





Era neste estado que Kane começou o dia. Passou a noite no Vanilla Unicorn, apenas para acordar e ter um pequeno diálogo com o dono do Strip Club, Henry Marcus, ou "The Elephant". O Vanilla Unicorn por dentro era, técnicamente, um bar de luxo. Luzes de neon por todos os lados, e uma grande passarela no meio, com uma barra de ferro no final, para as strippers "mandarem ver" no pole dance. Cadeiras de couro roxas, um barzinho ao extremo leste com bebidas de luxo e ao extremo oeste a sala para danças particulares. Após Kane sair furioso de lá, e principalmente, com sede de vingança pelo fato da traição de Henry, era hora de botar um plano, ou melhor, "O" plano: O fechamento do Vanilla Unicorn.



Casa dos Kennedy's - 1:00 AM



Kane estaria na casa de sua família por parte de mão. Uma casa na qual o trazia muitas lembranças, seu pai dizia que ele abandonou a sua própria casa para morar com sua mãe, e aí que ele foi gerado. No momento, ele estava com 2 amigos inseparáveis: Bernyat ou apenas Berny, um garoto "rústico", andava de um jeito estranho, ajudava os 2 amigos, mas conversava mais com Kane, que nem Kane saberia o motivo, e Richard ou apenas Rick, "Tampinha", "dedo polegar", "o cara que não pode andar na montanha russa do tio jacarudo" e por aí vai. Como seus apelidos denunciam, ele é baixinho (apenas 1,60 metros de altura!) e o mais nervosinho. Ele não se dava muito bem com as mulheres, mas ele não se importava muito.



- Ok pessoal, o plano é o seguinte: Nós ent...



- Espera, não seria injusto? Você é filho de af... Er... Esquece!



- Você... Sabe quem é minha mãe, Berny? Você me escondeu isso... Como pôde? Rick... Saia daqui imediatamente.



Richard, sem falar nada, suando frio, olhando os 2 garotos, apenas andou calmamente até a porta, sem olhar para trás. Depois de sair daquela casa, ele correu como se fosse o atleta campeão mundial jamaicano Usain Bolt.



Ficha de Reclamação - Página 25 Istock_000007309956xsmall

- Act 1 (Beginning)/Final - A change of plans -



Kane estava furioso. Como um grande amigo pôde guardar um segredo deste tamanho por tanto tempo? Ele iria tirar esse segredo á força. Mas antes de poder falar algo, ou fazer alguma ação sequer, Berny o interrompeu:



- Foi a mando de seu pai. Ele queria que você vivesse uma vida normal... Mas eu estraguei tudo. Me perdoe.



- C-Como assim!? vida normal? Eu não tenho uma vida normal, por acaso? Cara, o único jeito de me acalmar é que minha mãe seja uma deusa super-bonita e eu tenha herdado a lindeza dela...



Após a fala de Kane, batidas e grunhidos se ouviam da porta da frente da casa.



- Droga, as bestas chegaram! Eu preciso tirar você daqui, e rápido!



Bernyat dizia, enquanto dava "vida" á sua forma normal.



- BESTAS!? COMO AS... ESPERA, VOCÊ É UM BODE!



Kane começou a ficar assustado com tudo isso, mas antes das criaturas invadirem a casa, Bernyat pegou o amigo semideus na cacunda e pulou janela a fora. Graças aos céus, para os 2, que o bairro estava deserto. Depois de 1 quilômetro de pura correria, os dois chegaram á um carro. Ele era parecido com um De Lorean dos filmes do "De volta para o futuro", mas com 4 portas. Na caroneira, isto é, o banco dianteiro da carona, estava uma deslumbrante jovem. Cabelos loiros, olhos azuis, estava com uma jaqueta rosa, para "acalmar" o frio, uma blusa bege com um disquete como estampa, uma calça skinny jeans e sapatos rosa, como os da marca "Vans".



- Irmãozinho! Que bom em vê-lo! Nosso primeiro encontro juntos! Nossos outros irmãos vão lhe adorar no acampamento.



- B-Berny! Me explique isso!



Berny entrou na cadeira de motorista e Kane, na caroneira de trás.



- Deixa que eu falo! Bem, você é um semideus, filho de afrodite! Seu pai sabia disso muito bem, por isso inventou essa balela de mãe morta depois do parto, e até comprou uma casa para dizer que era dela! E antes que fique brabo com ele, ele fez isso para você não sofrer, ok? Esse acampamento que eu falei é o acampamento meio-sangue, um acampamento que residem sátiros, centauros, e principalmente semideuses! Lá é composto por chalés, o nosso é o chalé 10! É bem bonitinho e arrumado! Bem, eu comprei umas roupas espetaculares para você usar no acampamento! E para terminar, meu nome é Elizabeth Ewans! Explicações dadas. Bernyat, acelera!



Bernyat fez o que Elizabeth mandou, acelerou em direção ao acampamento. No caminho, eles brincaram entre si, conversaram, fizeram joguinhos e até mesmo falaram sobre paquera, na qual Bernyat ficou muito envergonhado. Kane ficou acordado, resultado de muita adrenalina e muita euforia, a viagem toda. Eles chegaram á um estacionamento-prédio perto de uma ilha, ele não identificou direito o nome da mesma.



- Por quê paramos?



- Não podemos usar carros lá. Qualquer tipo de tecnologia é proibido, cara.



- Exato, Bernyat! Nós somos, digamos, "rústicos"...



- Ok, ok... E hey, Berny, qual era a daquelas bestas tentando invadir minha casa?



- Aquelas bestas? Só umas que ficam azucrinando a vida dos semideuses que estão aqui fora. Não se preocupe. Elizabeth, leve meu amigo até seu chalé... E, Kane, não se esqueça de suas roupas!



Bernyat entregou as roupas para Kane. Ele pegou-as, e seguiu Elizabeth até o chalé dos mesmos, em passos calmos. Chegando no chalé, ele olhou para trás e se despediu de seu amigo, fazendo sinal de "salute". Adentrando silenciosamente o chalé, Kane e Elizabeth se dirigiram para suas correspondentes camas, sendo que a de Kane ficava ao lado esquerdo da de Elizabeth, e antes da garota cair no sono, ele dá um beijinho na testa dela. Após isso, ele normalmente deita e rapidamente pega no sono.







Fatos sobre a história:

O Vanilla Unicorn não terá relevância na história - é apenas um elemento na trama do personagem.

Richard não será mais encontrado por um tempo na trama.

Bernyat poderá ser encontrado em DiY's.

Elizabeth Ewans poderá ser encontrada em DiY's.

As bestas não serão mais encontradas na trama.

O pai de Kane não será encontrado na trama.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Braum de Carvalho em Sab 11 Jul 2015, 18:52

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?



 Thânatos: Personificação da morte, na minha opinião o deus mais interessante e sugestivo a poli polaridade. Conforme a distância de tempo e de espaço varia, o ser humano sempre interpretou a morte de maneiras diferentes, tornando-a divina ou até encarando como fato, vendo-a com medo ou com respeito. Além disso imagino que a história de um filho da “morte” pode ser muito interessante, e no momento é a única coisa que aflorou minha criatividade.

 Sem falar que tenho um apresso ao místico ao alternativo, e a morte para mim é o maior mistério da humanidade a maior incógnita. Acho que já foram motivos o suficiente não?


- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)



- Caract. Físicas –

 Braum é um garoto relativamente alto tem aproximadamente 1,78m de altura. Ombros largos musculatura definida pesa entre 78 a 85 kg. Cabeleira negra e fosca, rosto meio arredondado traços finos... quase femininos. Olhos pequenos e tão escuros como o cabelo. Pele escura entre pardo e negro e em relação a postura varia dependendo do momento podendo assumir um ar bélico, ou até mesmo um mais comportado.

- Perfil psicológico –

 Braum a primeira vista não parece um garoto muito interessante. Externa crueldade e sentimentos que barram aproximação de pessoas. De longe pode parecer de pedra, mas internamente é instável e sensível como um cisne de cristal. Suas ações são resultado do choque de emoções que tem dentro de si. Nunca sabe-se o que esperar sempre que encontra algo adverso. Seus atos se caracterizam por estarem entre a atitude bélica e descontrolada de um filho de Ares furioso a uma análise fria e calculista de um filho de Atena. O perfil de Braum está justamente na confusão pensada.


- História do Personagem –



 Desde criança convivendo com sentimentos como solidão e desprezo nunca conseguiu socializar com outras crianças de sua idade. Preferiu desistir e com forme o tempo passou perdeu o interesse em se divertir com as crianças do bairro. Bem, perdeu o interesse na diversão do ponto de vista deles... de vez em quando aparecia um pássaro morto no batente do carro de alguns “amiguinhos”. Até onde sabia não tinha pai... não conhecia nenhum parente a não ser sua mãe; nunca frequentou a escola pois sua mãe dizia: “Você é especial filho... de uma maneira que nunca ninguém imaginaria, por isso e por recomendação de seu pai não permitirei que lhe façam mal”. Braum sempre que a questionava sobre seu pai era olhado com um olhar de reprovação, e pela sua mãe ser a única criatura na terra que ele prezava ele nunca a retrucava, mas a curiosidade o levava a periodicamente tocar no assunto, mas sua mãe com carinho o reprovava e ele consentia.

 Ao completar 12 anos se despediu de sua mãe em um acidente de carro. As lembranças que tinha do dia era sua mãe o acordando desesperado e levando-o ao carro. Essa memória ficou turva em sua mente. Do momento do acidente se lembra apenas de um baque forte no carro e do rosto de sua mãe sendo prensado ao apoio de cabeça do banco por uma espécie de dardo gigante de ferro. O último momento do acidente que ele se recordava era o esguicho vermelho do rosto de sua mãe vindo em direção ao seu rosto. Pós acidente se lembra apenas de estar deitado embaixo de um viaduto em uma vala com um grupo de mendigos. Ficou alguns messes vagando e comendo dos restos de comida de lixeiras e pedindo esmolas. Por algum tempo ficou triste pela sua mãe, mas algo o dizia que ela foi envolta por um abraço terno e carinhoso e até mesmo familiar. Depois de 2 anos vagando sozinho e sobrevivendo foi abordado em um beco sujo por um garoto tão maltrapilho e sujo como ele. Baixo aproximadamente um metro e meio, parecia mais velho entre 20 a 25 anos.

 - Eae truta como que vai a vida? – disse o garoto com um tom amigável e um sorriso de orelha a orelha.

 - ... a maça é minha saia! – disse Braum em tom defensivo puxando uma faca e apontando para ele.

 - Calma meu rapaz! Pode ficar com sua maça, estou aqui para fazer amizade já imaginou o quão chato que é para desgraçados como nós viver por viver, eu sei que você me entende - argumentou o rapaz.

 - Bem, não entendi muito bem o que quis dizer, mas enfim meu nome é Braum Carvalho– Disse Braum estendendo a mão em um tom de voz desconfiado.

 -Relaxa amigo se está com Henrique está com os deuses! – disse pegando a mão de Braum com firmeza e balançando-a com um comprimento caloroso.

 Essa amizade se estendeu por quase um ano inteiro, com quase 15 anos Braum se sentia confortável com a presença de Henrique e um confiava cegamente no outro. A vida nas ruas era cruel mas recompensadora emocionalmente, cada pão e cada dia era uma dádiva e partilhar essa dádiva com um amigo era o que tornava a vida excitante. Um sempre ajudou o outro em situações de risco como brigas com mendigos, e fugindo de abrigos. A ideia de permanecer em um abrigo ou ser adotado por outra família sempre foi repudiada por Braum e Henrique, os dois por mais que tivessem uma vida difícil valorizavam a liberdade e rejeitavam tudo que pudesse de alguma forma prende-los.

                                                                                                                     
●●●

 Era uma noite barulhenta e tortuosa ... Braum se levantou altivo e enérgico do seu papelão, estava em um beco escuro e úmido. Esse beco era recorrente dos dois por nenhum morador de rua usá-lo. Henrique estava dormindo em posição fetal recolhido no canto da parede por conta do frio. Braum sentou-se e olhou em volta nada via além de uma lixeira e dos carros passando. Fechou os olhos e recostou a cabeça na parede e respirou o cheiro de água vindo do ar úmido, após alguns minutos tentando acalmar o coração e se perguntando por que de tanta agitação, escutou o som de chocalhos se aproximando. Quando abriu os olhos viu a figura de uma mulher alta se aproximando. Mas precisou de alguns segundos olhando para ela para entender o que estava acontecendo. Algo estava deixando a imagem da mulher turva, Braum fechou os olhos e os esfregou quando os abriu de novo quase nem conseguiu olhar. Henrique se levantou em um salto e jogou Braum para o outro lado do beco com uma força surpreendente e gritou:

 -Dracaena !!!! – Gritou Henrique em meio a um balido gutural e estonteante, enquanto recuava arcado como se estivesse apontando a cabeça para a criatura que a alguns minutos era uma mulher.

 Logo após Braum olhou para onde estava e viu uma lança enorme cravada na parede. Quando olhou para a mulher de novo já não tinha um aspecto tão humano assim. O tronco estava nu com musculatura definida e com algumas escamas grandes nos ombros e antebraços. Da cintura pra baixo não avia pernas no lugar avia uma cauda reptiliana gigantesca e tonificada e com uma bifurcação na ponta onde se encontrava um guizo em cada extremidade, que mais pareciam a cabeça de uma clava. Antes que Braum pudesse ter alguma reação Henrique pulo pra cima da cobra em um Double Leg forte e    explosivo. A criatura cambaleante recostou sobre a parede atordoada, antes que Braum tomasse alguma atitude Henrique veio trotando em sua direção pegou seu braço e em um gesto bruto o jogou para frente e disse:

 -Vamos cabeçudo ande corra, precisamos chegar ao acampamento! – Disse tomando a frente na corrida com Braum logo atrás dele.

 Enquanto corriam Braum sem muito entender olhou para as pernas de Henrique, eram peludas e fortes e o mais esquisito tinham cascos, isso explicaria o modo “desajeitado” que ele andava, Henrique abismado em quanto corriam disse:

 -Cara... suas per..- Não conseguiu completar e Henrique já o cortou.

 -Como pode ver mestre da sapiência eu tenho cascos, e olhe chifres também- Disse apontando para a cabeça e mostrando os tímidos cornos em sua testa, em seguida disse.

 - Bem vindo ao mundo real garoto, quando te vi tive uma impressão sobre você, mas duvidei por já ser bem velho e ainda não ter sido reclamado, mas acho que seu pai o fez para lhe proteger. Mas o mais intrigante foi nenhum monstro ter nos achado durante tanto tempo, talvez seja por causa do lixo...Mas enfim garoto logo saberemos que é seu pai, venha logo se demorarmos aquela minhoca ambulante vai nos achar, vou leva-lo para o acampamento. – Explicou o sátiro, sem perder folego nem oscilar em sua corrida.

 -Cara eu sabia que aquele taco estava ruim demais para comer ...- Comentou Braum pensativo.

 -Silencie-se não gaste seu folego falando, estamos muito longe, lá explicarei tudo -  Finalizou Henrique.

 E assim começou a vida de Braum como semideus.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Louise A. Woodstand em Sab 11 Jul 2015, 22:25

Ficha de Reclamação - Página 25 Backtopbitch

● Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?


Eros
; deus primordial do amor, do erotismo, senhor dos amores carnais e platônicos.
Eros (pela Teogonia de Hesíodo) é o deus primordial do amor, filho do Caos, e somente dele, responsável por unir e coordenar todos os elementos iniciais para que tivessem suas respectivas proles e dessem início ao universo. Fora isso, ele é “adotado” por Afrodite e Ares, seu amante, o que de certa forma reformula o deus, antes focado totalmente ao amor erótico e reprodução, para uma versão mais caprichosa e mimada. Imagino que um filho de Eros teria o temperamento explosivo e briguento do “avô”, quanto amor verdadeiro da “avó” e os caprichosos sedutores de um deus primordial que ainda é retratado como uma criança alada, e essa é exatamente a personalidade inconstante, mas sempre focada, de uma forma superficial ou profunda, no amor que Louise é.

● Perfil do personagem:


Físicas:
Nasceu com as feições normais demais para quem é filha do Amor; seu queixo é quadrado, o nariz curto e arredondado, até tem os olhos separados que ficam bons em fotografia, com um tom qualquer de verde amarelado que chama atenção. Forma um conjunto bonito de todo jeito, não me entendam mal. Principalmente quando deixa os cabelos no tom castanho, mas a prole divina cisma em colorir os fios a cada mês, é castanho, loiro, branco, roxo [...], tudo depende de qual sorriso abrir no espelho de manhã e o que tem em mãos para colorir. Fora isso conta com um porte magro, relativamente atlético, 1,73 de altura e, felizmente, uma capacidade incrível de usar cada músculo para se expressar da forma que quiser.
Emocionais: Foi mimada pela mãe aos extremos, cresceu acreditando que era especial e que por isso todos deveriam adorá-la. E, bem, tinha um dom com as palavras tão grande e usava de forma tão sútil que poucos diriam que ela manipulava um por um até que de fato gostassem dela, vamos apenas dizer que seus caprichos eram comumente realizados, nem que ela tivesse que pegar pela mão e construir passo-a-passo até a concretização. Apesar de ter uma cede e garra infinitos para construir seu mundinho, às vezes se arrependia do quanto brincava com as pessoas; por exemplo no quarto ano, quando colocou fogo no laboratório de ciências por diversão, ninguém se machucou, mas sentiu pena dos três garotos que assumiram a culpa por ela. Não era má, sabem, apenas sabia conduzir a situação a seu favor. Fora isso tudo, viveu muito solitária, não possuía amigos de verdade, não importava o quanto todos eles se esforçassem, apenas não parecia genuíno e ela só gostava do que era de verdade. Sonha constantemente com um amor verdadeiro, do tipo que ela lê em livros, ou assisti em filmes, que sejam tão fortes e arrebatadores que um pularia no Tártaro pelo outro e o mundo perderia o sentido sem o outro.

● História do personagem:

Eu nasci perfeita. Uma bolota de pele rosada, rechonchuda e fofa. Em vez de chorar, eu gargalhei e minha mãe jura que o médico chorou ao ver, tinha pezinhos e dedinhos pequenininhos que faziam as enfermeiras babarem, passava de colo em colo enquanto todas as amigas da minha mãe faziam vozes engraçadas e prometiam que seriam as melhores “tias” do mundo. Naquele momento, quando eu era só um bebê que não sabia pensar, eu tinha um potencial incalculável, ninguém diria que eu era menos do que perfeita. Mas depois foi só decadência...
Meu nome é Louise Amel Woodstand, eu tenho dezesseis anos e eu não faço a menor ideia de quem é meu pai. Já estudei em treze escolas diferentes, passei por três meses de estudo em casa e atualmente pretendo ser garçonete no Hooters até que seja velha demais para ser considerada atraente. Como pode ver, eu tenho a minha vida inteira preparada e nada poderia atrapalhar os meus planos. Exceto a minha mãe.
— O que eu tenho que fazer para você entender? — Minha mãe gritava, não que gritar fosse exatamente necessário porque os nossos narizes estão quase se encostando. — Você não pode ser expulsa de mais uma escola!
Quando sua mãe é atriz e você passou a sua vida inteirinha ao lado dela, você não pode levar tudo em consideração. O que está acontecendo, por exemplo, é uma cena. Ela tem meu braço esquerdo bem seguro entre seus dedos finos da mão direita, força de leve as unhas contra ele e só puxa o suficiente para manter a nossa proximidade. Nada disso adianta para alguma coisa. Eu sou destra, assim como ela, e fazer com que fiquemos ambas de lado não dá estabilidade para nenhuma das duas e deixa meu melhor braço livre para escapar; ficaria bom para uma câmera, mas, felizmente, não há uma dessas em casa.
E, afinal de contas, eu não fiz nada de errado. Eu só convidei meu professor para ir ao cinema em troca de nota!
— Mãe... Não seja exagerada. — minha voz sai calma por uma única razão: eu sabia que isso a irritaria — Você só ficou sabendo disso porque o meu professor te contou, não é como se o Sr. Carter estivesse super animado a ponto de contar pra bancada coordenadora.
Eu abro um sorriso de canto, mostrando apenas o comecinho dos meus dentes. Do mesmo jeito que mamãe se entregava de corpo e alma a qualquer cena, eu me divirto com qualquer coisa que me deem. E, sinceramente, a ladainha de “Você frequentou treze escolas em onze anos de estudo!” era quase a minha favorita! Veja bem, eu não fui expulsa nem da metade dessas escolas, minha mãe só ficava desesperada demais toda vez que era chamada na diretoria por causa de uma briga, argumentação, ou até mesmo porque meu melhor amigo era um professor — e eu digo amigo porque nós éramos só amigos! Bem... dessa vez não somos exatamente só amigos... Mas não fui eu quem começou! Talvez tenha sido, na verdade... — e ela me tirava da instituição e me encaminhava para próxima.
— Ele estava chorando, Louise! Seu professor me ligou chorando porque ia te levar ao cinema! — ela diz, e eu posso ver que seus olhos estão verdadeiramente desesperados dessa vez.
Eu não sabia sobre esse detalhe, não sabia que ele estava chorando quando ligou e não sabia que ele se sentia tão culpado por estar flertando com uma aluna.
Contra todas as minhas próprias expectativas, eu dou risada. Por mais cruel que eu sei que é, a ideia do Sr. Carter tão desesperado e apaixonado por mim, me diverte. Eu tento morder o lábio para segurar, mas a coisa só parece mais calculada e seca da minha parte. E foi ai que as coisas saíram do controle. Minha mãe segura ambos os meus braços, curvando o dorso para deixar os nossos olhos na mesma altura, perdendo toda a teatralidade e beleza da cena. Ela simplesmente me segura e então eu posso ver o desespero transbordando por ela. 
Isso é ruim, muito ruim.
Minha relação com a minha mãe em dias normais é muito agradável, ela me trata mais como uma amiga do que como sua filha, mas — eu não sei como explicar — nós temos um laço verdadeiramente especial. Ela confia em mim, do mesmo jeito que eu confio nela e nós fazemos as coisas darem certo entre todas as nossas loucuras e toda a inconstância. No final do dia, nós só temos uma a outra; eu não tenho amigos de verdade, as pessoas tendem a me agradar como se fosse uma necessidade, não porque gostam de mim, e, bem, minha mãe nunca foi a mesma depois do meu pai, ela nunca mais voltou a se apaixonar e as poucas amigas de trabalho dela descreviam uma mulher cheia de vida e paixão que eu nunca conheci. A verdade é que meu pai é uma pessoa tão presente em nossas vidas que ninguém poderia dizer que ele não aparece em casa há dezesseis anos.
— Você não pode fazer isso com as pessoas! Você não pode usar as pessoas! Isso é errado! — Minha mãe não tem mais a voz dissimulada que usava em cenas, eu simplesmente não sabia dizer o que ela sentia porque ela nunca falara assim comigo antes. — Você não pode fazer com que as pessoas te amem e depois abandoná-las!
Sr. Carter não me ama.
— Como eu sou horrível, uma menina de dezesseis anos obrigando um homem maior de idade a sair com ela... — Eu digo, tentando não quebrar o contato visual e não deixar descer as lágrimas. Droga! Eu estou é com raiva. Eu fiz uma brincadeira estúpida, porque ela não podia ver como só mais uma brincadeira estúpida?
Sr. Carter não me ama, não me ama! Não podia me amar! É só uma brincadeira... Tento contar até três, aproveitando o silêncio para organizar as coisas dentro de mim. 1) Ele não me ama porque eu não deixo. 2) A conversa está errada. 3) A conversa precisa terminar.
Aperto os olhos, fazendo biquinho e, me livrando de todo o orgulho, digo:
— Mamãe, chega... eu não acho que isso seja sobre mim mais... Eu não quero... — Não termino o que tenho para dizer, até porque eu não sei o que tenho para dizer.
— Tem razão, chega. Nós precisamos conversar sobre o seu pai. Você precisa saber sobre um lugar...
Eu respiro fundo, sentindo o ar gelado entrar vagarosamente em mim. Se meu pai entrara no assunto, a coisa é séria. Durante dezesseis anos eu já havia colecionado um montão de informações sobre o meu pai, mas eu nunca abordei minha mãe diretamente sobre o assunto, assim como ela nunca o tinha feito. Eu sabia de pequenos comentários soltados durante uma festa, ou quando ela passava a mão nos meus cabelos e dizia que eles tinham a mesma textura dos de meu pai. Mas... Mas eu não sei se quero saber mais sobre ele. Quer dizer, que tipo de desculpa alguém poderia ter para ser completamente ausente na vida da filha e estar vivo? Ele é importante porque a minha mãe o fazia importante, entretanto não precisa ser. Eu não quero ter o cara que fez minha mãe se apaixonar e depois a abandonou por perto, eu não quero voltar a ser comparada com ele, eu não quero saber sobre ele. Ele não era ninguém.
— Seu pai é um deus.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Justin Law em Dom 12 Jul 2015, 03:26

Avaliação
Thomas Nate:
Então, Thomas, vamos começar com as duas primeiras partes. Não posso comentar muito a parte do motivo, pois isso depende de cada um, mas gostaria de comentar que o ato de gostar de algo não deveria influenciar em algo, pois isso pode se aplicar a outros deuses. O fogo, por exemplo, não é aplicável a Héstia e Apolo também? E a parte da construção? Hermes e Athena também não estão envolvidos com essa característica? Enfim, acho que faltou elaborar mais. Já a parte da descrição foi muito rápida e seca. Dê mais detalhes, principalmente quanto ao psicológico. Se alguém quebrasse seu "Socks", você continuaria sendo "alegre,responsável e sentimental"? Sua descrição faz parecer que apenas isso resume a mentalidade do seu personagem.

Quanto a história, bem, vamos deixar de lado os erros ortográficos (que, resumidamente, são a falta de acentuação e a pontuação errônea) para focar na coerência do seu texto. Ah, mas antes disso, gostaria de mencionar que você coloca muitos detalhes inúteis no seu texto. Quem quer saber o que você tomou no café da manhã? E ninguém fica prestando atenção nos horários, acredite; a menos que tenha alguma importância mínima, não fique soltando horários o tempo todo. Coloque apenas o essencial. Bem, primeiro que é estranho uma escola ter mecânicos, a menos que seja uma escola um tanto quanto diferente, e você não especificou isso. Também tem a parte que você menciona que tem facilidade em aprender matemática, mas fica tranquilo por perder esta aula. Cara, só porque você tá bem numa disciplina, não quer dizer que você negligencia ela, principalmente quando tá precisando de créditos nas outras. Mas tudo bem, vamos para a próxima. Por que sua mãe decidiu te levar do nada para o acampamento meio-sangue? Como a harpia saiu da janela do carro (?) se só tinha vocês dois ali dentro? Na parte que a harpia bate na árvore, fica confuso se quem explodiu foi a árvore ou a harpia. E por fim, as harpias lavam os pratos da acampamento com LAVA. Como sua luva (que por si só, é algo incoerente, pois dificilmente poderia ser construída por humanos e Hefesto não daria nada a sua mãe exceto seus itens de reclamação) conseguiu matá-la com fogo comum? E não adianta dizer que era fogo grego, pois esse material é extremamente perigoso e volátil, além de ser difícil de usar. Nunca aconteceria de sua mãe pôr as mãos em tal objeto. Basicamente, é isso :)

Boa sorte na próxima tentativa.
Kane H. Kennedy:
Pensei que os dentes dele fossem pretos e_e

Então, antes de tudo, texto centralizado tira pontos de qualquer texto. A melhor forma é texto justificado.E não sei se sabe, mas uma pessoa de 1,79m com 85kg é considerada acima do peso, ou seja, não é magra, e provavelmente não é musculosa. E o que é "família por parte de mão"? E sério isso? O cara guarda segredo por anos e simplesmente "Ops! Escapou!"? E é muito clichê os monstros aparecerem justamente quando lhe contam que é um semideus (normalmente você descobre depois do ataque). Aliás, é estranho que você tenha 19, como indica seu perfil (já que você não coloca na sua ficha) e nenhum monstro ter lhe incomodado, já que filhos dos Olimpianos não costumam passar do 13 sem ser atacados. E tente revisar seu texto, pois erros como "cacunda", "chegaram á um carro" me parecem apenas falta de atenção. E como você conseguiu ver até os sapatos da jovem se ela estava dentro do carro? E seu personagem aceitou tudo muito bem para alguém que foi retirado de uma vida de luxo e caiu de paraquedas no mundo divino. E por fim, eu nunca ouvi falar de um "estacionamento-prédio perto de uma ilha", nem no fórum, nem nos livros de PJ. Resumindo, a quantidade de incoerências fizeram com que fosse reprovado.

Boa sorte na próxima tentativa.
Chanel Baudelaire:
"Volvei o olhar na direção do de Baudelaire", o único erro ortográfico que eu notei. Fora isso, o clichê do "Você irá morrer, semideus(a)" acompanhado de apresentação completa dá uma visão meio sem graça ao texto, mas nada que conte muito. Bom, na realidade, sua ficha não foi algo espetacular, mas foi algo que eu gostei, então...

Meus parabéns.
Braum de Carvalho:
A pior parte do seu texto é a ortografia e a pontuação. Tem palavras escritas de forma errada, outras sem a devida acentuação, e várias frases sem a pontuação adequada. Sem contar que foi estranho a forma como você confiou tão rapidamente em Henrique. E como em dois anos de convívio você não notou as pernas peludas e os chifres? E por fim, por que ele esperou até serem atacados para te levar? Idade não quer dizer nada. Sátiros sentem o cheiro de semideuses, e mesmo se ele estivesse em dúvida, não esperaria dois anos até serem atacados para confirmar isso. Lembre-se que ele tem outras responsabilidades. Me parece que sua ficha foi feita com pressa, sem nenhuma revisão, tanto que nem explica o que houve depois que fogem, nem se conseguiram, de fato, fugir. Enfim, tente refazê-la depois com mais calma e...

Boa sorte na próxima tentativa.
Resultado Final
Thomas NateReprovado como filho de Hefesto;
Kane H. Kennedy: Reprovado como filho de Afrodite;
Chanel Baudelaire: Aprovada como filha de Hécate;
Braum de Carvalho: Reprovado como filho de Thanatos;
Louise A. Woodstand: Ficha ignorada pelo deus almejado não fazer parte do fórum;
Justin Law: 10 XP e 10 dracmas  pelas cinco avaliações feitas;

Os links para a ficha de cada player se encontra nos nomes dos mesmos. Três das cinco avaliações feitas não foram contabilizadas por eu exceder o número de avaliações exigidas.


Atualizado
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Bennard Crenshaw em Dom 12 Jul 2015, 14:50

(nota: não admito esse tipo de grosseria, cara. Não sou tuas neguinha. Quer dizer que se não apareceu a casa do meu personagem na saga eu não posso usá-la para interpretação? Tá sabendo legal, viu? A mesma coisa serve com o estacionamento. Obrigado por ler e "seje menas".)



- Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?



Afrodite. Uma deusa na qual combina com a trama (e com a "guerra") pessoal de meu personagem, no qual é um homem belo, que atrai muitas mulheres. É um encaixe perfeito.



- Perfil do Personagem:

Kane é um rapaz alto, ele era definido mas não "marombado", tinha olhos azuis, cabelos castanho-claros e barba "rasa". Em seu corpo, ele tinha uma tatuagem no ombro esquerdo, com um fuzil AK-47 preto e escrito em cima estava escrito "Da Lench Mob - South Central".



Ele tem um bom senso de humor, extrovertido, não se estressa fácil mas quando se estressava ele ficava uma fera, e segue assim até os dias atuais. Sempre tem um jeito de "mano" com seus amigos homens, e o esteriótipo de "homem perfeito" para as mulheres alheias ou amigas.



- História do Personagem:



Oi, pai! Eu não estou mais em casa, ok? Por isso deixei esta mensagem na escrivaninha. Eu parti para o acampamento meio-sangue com meu melhor amigo Spencer, sabe, aquele que sempre vinha em casa! Bom, eu vou lhe explicar o motivo de eu estar aqui:
Primeiro de tudo eu acordei (Ou não sei, será que estou sonâmbulo?) na casa do Spencer, era MUITO tarde, o relógio digital já marcava 01:00 AM. eu estive na casa do Spencer porque eu planejei uma festança com o pessoal que frequenta o bar Cocktails & Dreams (Eu ainda acho que eles usam drogas, a única vez que eu visitei esse bar ele tinha uma cara de bar frequentado por gente usuária de LSD...), já que eles eram amigos do Spencer. Bom, a festa foi, digamos, um sucesso. Eu até dormi com uma garota linda (relaxe, eu não perdi a virgindade! Foi só dormir mesmo)! Lendo assim, a minha madrugada foi ótima. Mas não foi ótima, foi terrível. Quando acordei, o apartamento de Spencer estava todo bagunçado e a garota "desapareceu" dos meus braços. Eu iria ajudar Spencer a arrumar a bagunça, pra começar eu iria limpar a sala, que só deus sabia como estava. Eu levantei da cama, em um quartinho pequeno com papel de parede laranja, e adentrei o longo corredor do apartamento, até que o pânico tomou conta de mim quando eu percebi um detalhe: o apartamento não tinha corredor haviam marcas de mãos grandes por todo o corredor, quase imperceptíveis, e o pior: saindo do quarto onde eu estava dormindo. Desesperado, eu peguei minhas coisas, uma garrafa de champagne que estava no quarto e adentrei o quarto de Spencer sem nem bater na porta.

Ele estava dormindo, graças aos céus.

A primeira coisa que fiz foi acordá-lo. - Ahn...? O que foi, Kane? — Ele me respondeu, ainda sonolento.

- Nós precisamos sair daqui, Spencer. Não sei o que foi, mas tem marcas de mãos por todo o corredor. — falei com o tom mais sério que pude, no qual era o único jeito de ele me levar a sério MESMO.

- Não quero... Vem aqui deitar comigo, cara. Já estou sem camisa mesmo, você pode me proteger... — Eu estava acostumado a receber esse tipo de resposta dele. Ele é gay, e é "apaixonado" por mim, mesmo nós dois sendo bons amigos. Você sabe que eu sou bissexual, e algumas vezes eu até aceitava isso. Mas não. Não hoje. Não agora. Não nesse desespero. (nota: pai, mesmo assim, eu sou grande e se eu quiser eu perco a virgindade com um homem, ok?)

- Mas que droga, Spencer! Isso é sério! Não podemos ficar aqui! Olha, ou a gente sai ou só eu saio, e você fica aí pra morrer.

- Ok, ok... Eu vou sem camisa mesmo. Droga, eu estava em um soninho tão bom.... — ele cedeu aos meus pedidos e veio comigo. Mesmo ele não querendo, ele não iria resistir aos meus pedidos.

Ele pegou a chave do carro dele e entregou para mim, para que eu dirigisse. Eu a peguei, saímos do apartamento, descemos para a garagem e chegamos até o carro. Uma pickup Hilux verde escuro, um belo carro. Eu entrei no banco de motorista — O que era óbvio — E Spencer, no banco de carona.

O portão automático se abriu quando eu apertei o botão do controle do mesmo. Dei partida no carro e saí do prédio, fechando o portão depois.

- Para onde vamos, Kane? — Spencer me perguntou com um certo medo de morrer.

- San Francisco. Meu pai comprou uma casa lá, nós podemos morar lá. — Eu falei com um sorriso no rosto — Não se preocupe, Spencer. Eu estou aqui.

Ele esboçou um sorriso lindo, e segurou a minha mão livre (que estava na coxa dele).

(Nota: nem parece mais que estou falando com você, pai, parece que eu estou escrevendo um livro).

Não demorou muito até que Spencer adormecesse no meu ombro direito, mas isso de nada adiantou, já que chegamos rapidamente em casa.

Eu acordei Spencer, e nós saimos do carro. Ele estava com um pouco de frio e eu coloquei meu braço direito nas costas dele. Eu abri a porta de casa, orando para que não houvesse nada.

E de fato, não havia.

Mandei Spencer ficar na porta, de vigia, e ele não respondeu, apenas fez um sinal afirmativo com a cabeça. Quando entrei na casa, eu imediatamente liguei todas as luzes. Ou quase, já que não liguei as do armário do meu quarto. Quando entrei no meu quarto, eu vi um bilhete na escrivaninha, sabe? O seu bilhete! É por isso que eu botei no mesmo lugar, eu sabia que você ia checar se eu peguei o bilhete. Lá estava escrito:

"Filho, se estiver lendo isso, quero que fuja com suas coisas o mais rápido possível. Eles estão voltando. Eu sempre te defendi deles toda a sua infância, mas agora não consigo mais lutar. Eu me vi na obrigação de escrever este bilhete, e consequentemente, te contar a verdade.

Eu conheci sua mãe nas minhas férias de verão no Hawaii, e tivemos vários casos de amor em uma semana. Em um desses casos, você nasceu. Não lhe considero um erro por ter nascido, mas uma felicidade.

O problema era sua mãe. Ela era... Ou é... Afrodite. Não, não é uma mulher com o nome da deusa do Amor. Ela, literalmente, é a deusa do Amor. E ela, como todo deus e deusa, teve que voltar ao olimpo. Ela disse que eu era o homem da vida dela, que ela nunca iria esquecer o tempo que passamos juntos, mas eu sei que é mentira. Você sempre me contava das suas namoradinhas na escola, e você teve uma vantagem no amor. Isso significa que, adivinha? Você é um semideus!

Mas eles... As bestas... Sempre foram um problema. Eu o defendia com minha velha espingarda, e isso funcionou até os seus 15 anos de idade. Após isso, eles sempre achavam um jeito de escapar das balas e sempre que eles vinham nós íamos para a casa do seu vô. Para não correr perigo, você deve ir até um acampamento chamado "acampamento meio-sangue", para onde os semideuses vão. Boa sorte.

PS: Spencer não é um humano, ele é um semideus como você. Filho de Éolo. Ele já sabia disso, mas não quis ir para o acampamento por sua causa. Vocês ficarão seguros lá, então cuide do Spencer pela Mãe dele, ok?

Um abraço,

Seu pai."

Confesso que quando terminei de ler eu fiquei em choque. As bestas, não eram os cachorros raivosos. Os deuses gregos existiam. Meu melhor amigo e eu somos semideuses. Eu passei mal, mas não pude me deixar abalar na hora. Tinha que agir. Tinha que salvar Spencer — e a mim mesmo — daquelas coisas que nos perseguiam. Eu peguei 2 malas e enchi de roupas e tudo útil que eu poderia usar. Claro, além dos meus itens estéticos, como o desodorante. Feita as malas (em 5 minutos, agi muito rápido), eu as puxei e coloquei no porta-malas do carro. Spencer me perguntou o que eu estava fazendo, eu finalmente tomei coragem... Eu o beijei. Abracei ele, entrelacei nossas línguas e lábios. Ele corou, e eu também.

- K-Kane... Por quê você...

- Eu não aguento mais, Spencer... Eu não aguento mais! Meu pai me deixou este bilhete... Eu não sei se posso acreditar no que você vai dizer... Só quero estar com você... Por favor... — Eu continuei abraçado nele e mostrei o bilhete, e ele leu.

- Me desculpe... Eu sou realmente filho de Éolo, e não fui para o acampamento por causa de você... Mas podemos ir agora! Só escreva um bilhete para seu pai como resposta.

eu fiz o que ele falou. Subi para o quarto, e comecei a escrever esta carta. Provavelmente eu estou no acampamento, e hey, o Spencer me falou de um tal Quiron, não sei quem é ele ainda mas vou saber. Passe bem, ok?

Com amor,

seu filho, Kane Hendrick Kennedy.
PS: quanto a garota, que eu tenho certeza que é uma besta, eu não encontrei ela. Graças a deus Zeus eu não a encontrei. Um beijo, um abraço e um adeus!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hera em Dom 12 Jul 2015, 16:42


Avaliação
a mão do aprovar chega a tremer

Kane H. Kennedy - Reprovado como filho de Afrodite


Caramba, Kane. Até o fim da sua ficha eu não tinha ideia do que fazer com você, se aprovava ou reprovava. Eu admito que são poucos (quase inexistentes) os players que eu reprovo na ficha de reclamação, já que não é tão difícil criar um enredo para um teste de progenitores "fáceis", por assim dizer, contando com o fato de que ainda existem os rigorosos e especiais.

Primeiro de tudo, como já falaram antes, é ruim ler um texto que não esteja justificado (pode usar um code simples, se quiser depois te passo), cansa o leitor e não fica muito bonito. Por falar em leitor, você escreveu um texto direto para seu pai, e eu não sou seu pai (foi isso que pensei umas cinco vezes enquanto lia). Achei bem criativo da sua parte criar uma carta explicando como tudo aconteceu, mas você poderia ter usado todo ele entre aspas, para deixar isto bem claro.

Outro ponto a evidenciar foi o da coerência: você viu marcas pelo corredor do apartamento, tá. Ai você pegou o carro e decidiu mudar de casa por conta disso. Tipo... Quê? Além do mais, o que por Zeus foi isto aqui?
o apartamento não tinha corredor haviam marcas de mãos grandes por todo o corredor.
Não pareceu que você levou seu próprio texto muito a sério. E também não explicou o fato de seu pai ver todos os monstros que te caçavam na infância: Ele era um sensitivo? Tinha algum poder para ver através da névoa? Mais alguém ajudava ele? Enfim... Eu teria lhe aprovado, não fosse por mais um único detalhe: Você não narrou o momento de reclamação. Seu pai disse pra você sobre a Afrodite, ok, mas isso não conta. Ela não te reclamou.

Espero que não desista, viu? Eu realmente gostei da sua história, mas são erros que não posso deixar passar. Se tiver dúvidas ou precisar de dicas, não hesite em me contatar ou qualquer outro staffer. Também pode dar uma olhada nas regras, informações e fichas aprovadas disponíveis no fórum, para ter uma noção maior do que acontece e tal. Você tem potencial, boa sorte da próxima vez!


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ekaterina Kravtsova em Dom 12 Jul 2015, 16:48

Ficha de Reclamação



- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Gostaria de ser filha de Nyx, pois além de ela ser uma das deusas que mais admiro em toda a mitologia grega, é a única que se encaixaria perfeitamente bem na trama das gêmeas Lynch.

- Perfil do Personagem.

Características físicas: Annabelle parece uma boneca de porcelana: o rosto de feições delicadas, os longos cílios, a baixa estatura, os cabelos - de um tom de castanho que varia com a luz - que caem em belíssimos cachos até a pele quase doentiamente pálida, praticamente tudo nela passa um ar de ''sou-tão-frágil-que-posso-quebrar''. As únicas coisas que quebram esse ar de fragilidade são as enormes olheiras embaixo dos olhos da garota, resultado de várias noites de insônia, e os olhos: intensos e observadores, são de um tom de castanho que de tão escuro, até parece negro.

Olhos cor de noite, como Andrew costuma brincar.

Características emocionais: Quando se descreve a personalidade de Annabelle, duas palavras praticamente opostas se juntam: doçura e irritabilidade. Sim, pois ela é um doce a maior parte do tempo, porém se irrita com muita facilidade, o que devido a aparência frágil que possui, surpreende muita gente.

Apesar de ter uma enorme facilidade em conversar com as pessoas, é difícil para ela fazer amizade, e coisa mais próxima que ela de amigos verdadeiros são os irmãos, Anastasia e Andrew.

- História do Personagem.

(23, 03, 2002 - Queen Elizabeth Hospital, Londres, Inglaterra)

Definitivamente aquele lugar era deprimente. Talvez fosse devido ao barulhinho dos aparelhos ligados aos bebês, talvez fosse devido a patética tentativa da administração do lugar de criar uma decoração alegre e animadora, talvez fosse devido a visão de tantos seres que mal haviam começado a conhecer a vida e já tinham que lutar por ela. Ou talvez ...

Bom, fosse pelo motivo que fosse, não havia como negar que a UTI neonatal do Queen Elizabeth Hospital era um lugar deprimente.

Porém naquela madrugada, o lugar possuía uma aura de paz e tranquilidade, o que era algo raríssimo. O único ser vivo ali que aparentava estar acordado era uma mulher que usava um enorme manto negro com pontos prateados, imitando o céu noturno.

Com passos suaves, foi andando em direção a uma incubadora, onde duas bebês, identificadas pelas pulseirinhas que usavam nos pulsos como Anastasia e Annabelle Lynch, descasavam.

Elas haviam nascido a exatamente três meses atrás, porém devido a razões ainda não identificadas pelos médicos, aparentavam ter apenas ter algumas semanas, e a saúde delas ia de mal a pior.

Parando em frente da incubadora , a mulher deu um sorriso tristonho, colocou na mão encima dela e começou a murmurar em grego antigo, tão baixinho que as palavras eram abafadas pelo barulho dos aparelhos ligados as meninas.

Assim que ela começou a murmurar, uma aura negra surgiu em torno de Annabelle e Anastasia. Porém a medida que ela murmurando, a aura foi se tornando dourada, depois cinza e por fim desapareceu. Quando a aura desapareceu, ela parou de murmurar, apertou o manto mais firmemente contra si e desapareceu também.

(05, 02, 2009 - Residência dos Lynch, Londres, Inglaterra)

Que estranho, pensou a menininha, cadê o papai, a Anya e o Drew ?

A pequena, também conhecida como Annabelle Lynch, ou simplesmente Belle para as pessoas mais queridas, havia acordado há pouco tempo e agora estava completamente assustada. O por que ? Três simples motivos.

Primeiro: Porque ela estava sozinha em casa, o que era no mínimo estranho, já que o pai dela, superprotetor, nunca iria sair e deixar a filha com infecção intestinal sozinha em casa.

Segundo: Porque pela hora indicada pelo pequeno relógio da Barbie que ficada na mesinha ao lado da cama dela, sua irmã gêmea, Anastasia, e seu irmãozinho dois anos mais novo, Andrew, já deveriam ter voltado da escola há uma hora e o pai deles nunca se atrasaria tanto para busca-lós.

Terceiro: Porque havia uma enorme mancha marrom-avermelhada na parte da frente da blusa do pijama que ela estava usando e que se parecia, de uma maneira bastante preocupante, com sangue.

Depois de ficar esperando por algum tempo que o pai e os irmãos chegassem, ela pegou seu ursinho de pelúcia favorito, abraçou-o com o máximo de força que conseguiu, se enrolou debaixo das cobertas e se ficou repentimento mentalmente até dormir:

'' Eu devo ser sonambula e enquanto dormia, devo ter tentando devorar um frasco de ketchup . Logo, logo o pai vai chegar e vai ficar tudo bem''

(17, 05, 2011 - Orfanato Princess Margareth, alguma cidadezinha a seis horas de Londres, Inglaterra)

Infelizmente devo dizer que nada ficou bem. Cinco de fevereiro de dois mil e nove foi a última que Peter Lynch, famoso astrônomo britânico e pai de Annabelle, Anastasia e Andrew Lynch foi visto.

O sangue no pijama de Belle, testes forenses feitos durante a investigação do desaparecimento de Peter descobriram, pertencia ao pai da menina.

A teoria que a polícia criou a partir dessa descoberta e do fato de a casa estar totalmente revirada quando Annabelle foi encontrada sozinha lá por um dos vizinhos era de ele havia sido vítima de um latrocínio e que a menina havia visto tudo, porém em choque com a tragédia que havia ocorrido ao pai, suprimiu as lembranças ou algo parecido.

Quando interrogada sobre isso, apesar de não acreditar nessa teoria, Belle sempre respondia algo como ''Deve ter sido isso'' ou ''Pode ser''.

Não é que não ligasse para o desaparecimento do pai, ela queria mais do qualquer um descobrir a verdade, mas tinha uma amarga certeza, vinda de sabe-se lá onde, de que nunca descobriria a verdade.

Ou que se descobrisse, não iria gostar.

Mas isso já ocorrera a quase dois anos atrás e aquele era um dia raro, pois além de ser o primeiro dia de sol que aquela cidadezinha via em muito tempo, também era o primeiro dia em muito tempo em que Annabelle se sentia realmente se sentia bem.

Anya e Andrew estavam por aí aprontando das suas, e a menina dos olhos cor de noite estava sozinha na pequena e aconchegante biblioteca do Orfanato Princess Margareth, lendo um interessantíssimo livro, que continha a versão dos primeiros escritores de contos de fadas.

▬ Quem diria que na versão original de A Pequena Sereia, a Ariel morre ? ▬ pensou em voz alta.

▬ É surpreendente sim, mas é melhor que aquela baboseira de E viveram felizes para sempre... não acha? ▬ respondeu uma garota, que a julgar pela voz, devia ter mais ou menos a mesma idade dela.

Surpresa ao ouvir a garota, já que achava que estava sozinha, Annabelle levantou o rosto do livro para olhar quem tinha falado com ela. E viu o que a assustou e a divertiu o mesmo tempo.

A garota era quase igual a ela. A única diferença, a única coisa que fez com que Belle não pensasse que o seu reflexo tinha saído do espelho, era que ao contrário de Annabelle, aquela garota tinha a pele bronzeada, os olhos azul gelo e o cabelo loiro-platinado. Ou seja, ela era praticamente uma anti-Annabelle.

▬ Quem é você ?

▬ Quem sou eu ? ▬ a anti-Annabelle riu com a pergunta ▬ Eu sou você.

(23, 11, 2014 - Orfanato Guardian Angel, Londres, Inglaterra)

▬ Será que esse otário ainda vai demorar muito ? ▬ Annabelle pode ouvir Anastasia perguntar.

Bom, ela podia entender a raiva da irmã, afinal, elas e Andrew já estavam há meia hora na sala onde ocorrem as entrevistas entre os interessados em adotar e as crianças disponíveis para a adoção, esperando que o futuro adotante que manifestara interesse neles aparecesse.

Como se alguém realmente fosse querer adotar duas adolescentes com TDAH e o irmãozinho disléxico delas, Belle pode ouvir a voz de Emma na cabeça.

Emma era como a garota dos olhos cor de noite nomeara aquela estranha garota dos olhos cor de gelo, que desde aparecera naquela tarde ensolarada há quase quatro anos atrás, nunca mais saiu de perto de Annabelle.

Geralmente, ela era só uma voz na cabeça de Annabelle, mas as vezes ela aparecia fisicamente, como fizera na biblioteca do orfanato do qual os Lynch foram expulsos um mês depois, aparentemente por algo que Andrew havia aprontado.

Mas explicações à parte, foi só Emma dizer isso que o possível adotante chegou.

Ele estava usando um terno e até parecia elegante, porém o boné que ele estava usando meio que quebrava o look. Quando viram o adotante, os três Lynch ficaram bastante surpresos, o que rendeu um ou dois minutos de um silêncio constrangedor.

▬ Então, você é o maluco que vai tentar adotar a gente ? ▬ Anya fora a primeira a falar. E ainda lançou para o homem um dos seus melhores olhares assustadores.

Annabelle esperava que ele dissesse algo tipo ''Que garota atrevida !"" ou que desistisse da adoção, porém o que ele fez a surpreendeu bastante.

▬ Você tem atitude, garotinha. Gostei ▬ ele disse, rindo.

Annabelle decidiu naquele momento que gostava dele. Afinal não era qualquer que recebia um dos olhares assustadores da Anya e simplesmente ria.

Porém, de repente aconteceu algo muito estranho: ela começou a sentir o cheiro dele. E não era o cheiro do perfume dele, era o dele mesmo. E não era só o dele. O de Anya e Andrew também. E no mesmo instante, o estômago dela começou a roncar.

Caraca Annabelle!, pensou consigo mesma, enquanto em sua mente Emma estava se acabando de rir, você está querendo ir parar em um hospício ou o quê ?

(10, 07 , 2015 - Aeroporto Internacional de Londres - Londres, Inglaterra)

▬ Espera aí, deixa eu ver se eu entendi direito. Você é algum tipo de meio-bode, que tem que nós levar para um tipo tipo de acampamento nos Estados Unidos, que é só para filhos de deuses gregos. O que aliás, eu, o Andrew e Annabelle somos ? ▬ Annabelle, ainda chocada com a revelação feita por John, que durante os meses que levaram para o processe de adoção ser finalizado, se tornara amigo dos Lynch, ouvia sem falar a conversa entre ele e Anya .

▬ O termo certo é sátiro, mas é por aí ▬ ele respondeu, rindo, o que fez a garota se lembrar de quando se conheceram. Annabelle logo também se lembrou de várias coisas que haviam acontecido com ela e os irmãos desde que eram pequenos.

De repente, as revelações feitas por John não pareciam tão malucas assim.

(12, 7, 2015 - Acampamento Meio Sangue, Long Island, EUA)

A viagem fora torturantemente lenta, o pesadelo que tivera durante o voo pior ainda, com uma voz que gritava o tempo todo ''Criança amaldiçoada, criança amaldiçoada'' , e Annabelle mal pode conter a alegria quando finalmente chegou ao tal Acampamento.

O lugar estava em total silêncio, pois eram quatro da manhã e provavelmente todos os campistas deveriam estar dormindo, mas assim que ela, Anya e Andrew pisaram no Acampamento, John olhou para eles e comentou:

▬ Parece que já sabemos de quem vocês são filhos.

▬ De quem ? ▬ Annabelle perguntou, muito curiosa.

▬ Nyx, deusa da noite.



Coloca algo aqui se quiser :3
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Manfred Herzog em Dom 12 Jul 2015, 17:09

CÓDIGO:

Anastasia Olivia Lynch
P-or qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Nyx, pois é uma das deusas que mais admiro na mitologia grega e sua dualidade é perfeita para a trama das gêmeas Lynch.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas).

Físicas: a primeira vista Anastasia parece uma criança inofensiva. Os grandes olhos de um azul quase transparente (iguaizinhos à lua, diz Andrew) e os lábios cheios enganam o inocente passante de que ela seja uma doce e inocente moça. Talvez a expressão normalmente mal-humorada dê uma melhor ideia do que realmente ela seja. Os cabelos são negros como a noite e lisos, a pele é do mesmo tom pálido que a da irmã.

Emocionais: Anya não é o tipo de pessoa e distribui sorrisos e gentilezas gratuitamente. Fria, centrada e sarcástica, odeia ficar em dívida com qualquer pessoa e ela não tem medo de dizer o que lhe vem à cabeça, especialmente quando provocada, mas na maior parte do tempo fica calada com uma leve carranca, sua língua afiada já a colocou em vários problemas e isso não seria problema, se ela não tivesse arrastado consigo seus dois irmãos.

Annabelle e Andrew são sua melhor parte, como costuma falar, eles conseguem trazer a tona o que há de mais sociável em sua personalidade e – de certa maneira – controlam suas ações. Por eles Anya mataria e seria morta, sem ao menos pestanejar. Por mais que goste de irritá-los de vez em quando, eles são seus irmãos e, portanto, partes de si mesma.

- História do Personagem.

Pouco antes do nascer do sol, na hora mais escura da noite, as gêmeas Lynch nasceram, primeiro Anastasia e, dois minutos depois, Annabelle. Dois belos bebês, mas com a saúde fragilizada por motivos que os médicos desconheciam, então elas foram levadas para a UTI neonatal um lugar, por definição, angustiante, um lugar para aguardarem sua morte iminente, ou milagrosa recuperação.

Naquela madrugada a UTI estava silenciosa, não haviam enfermeiras com seus olhares pesarosos ou médicos preocupados nos corredores. Uma mulher passava por entre as incubadoras, e ela precisava de privacidade. O manto negro farfalhava de leve quando ela andava, até que parou em frente às irmãs Lynch, com um sorriso tristonho, ela estendeu a mão sobre a incubadora e começou a murmurar em grego antigo. Quando suas palavras se extinguiram, ela se foi.

Anya e Belle foram criadas pelo pai, um astrônomo renomado que protegia seus filhos como podia. Não conheciam sua mãe e isso nunca lhes fez muita falta, ao menos não para Anastasia, ela amava o pai de maneira incondicional e irrestrita, daquele jeito que apenas as crianças são capazes.

Entretanto os fios do destino tomaram um rumo inesperado. Ela tinha apenas 7 anos e o pai já deveria ter ido busca-la na escola (que já fechara), com a mão do irmão mais novo bem segura entre a sua, resolveu ir caminhando para casa, cruzando os dois quarteirões que a separavam da irmã doente. Por mais estranho/engraçado que fosse, ela passara o dia sentindo um leve mal-estar no estômago, como se seu corpo compartilhasse a dor que sua gêmea sentia. Ou talvez fosse algo mais.

Enquanto caminhava pela noite a sensação ruim no estômago aumentava. Não que tivesse medo do escuro, na verdade gostava mais da noite que do dia, sentia-se mais confortável e acolhida. Quando chegou na frente de casa ela viu as luzes azuis e vermelhas piscando, vários homens uniformizados colocavam uma fita amarela ao redor da sua casa. Segurando ainda mais forte a mão de Drew ela se encaminhou para o lugar onde viu Belle com um pesado cobertor envolvendo-lhe os ombros. De maneira muito adulta e protetora ela escutou o relato dos policiais e deu-lhe seu depoimento, sempre segurando a mão dos irmãos e acalmando o caçula.

Aquela foi a última noite em que se teve notícias de Peter Lynch, o famoso astrônomo inglês que deixou para trás três filhos, levados para o sistema de adoção britânico, as crianças eram agora responsáveis umas pelas outras.

Anya foi se tornando uma pessoa mais arisca e seu TDAH a impedia de ficar muito tempo parada em qualquer lugar, aparentemente a disfunção manifestava-se de maneira mais pronunciada nela que em sua irmã. E isso rendeu-lhe muitos problemas, que culminaram na sua expulsão – e, consequentemente, a dos irmãos – do primeiro orfanato em que viveram após o desaparecimento do pai.

Foi por volta dessa época que Belle começou a mudar. Anya conhecia a irmã melhor que a si mesma, mas algo diferente começou a se manifestar nela que, até hoje, não sabe o que é. Prefere não insistir no assunto com Annabelle, pois sabe que isso só renderia uma discussão inútil, mas mantém uma vigilância constante na irmã e sua nova peculiaridade.

Contudo as Parcas trouxeram mais surpresas na vida dos Lynch.

Era a primeira vez que surgia uma possível adoção para os três. Anya estava desconfiada até o último fio de cabelo do elegante homem de boné que aparecera para adotá-los. Ele sorria de maneira quase displicente para os irmãos, “Esse ai é treta” foi o pensamento da garota, ela lhe lançou um olhar que já tinha feito muitos valentões chorarem pedindo abrigo e ele não se abalou, apenas abriu ainda mais o sorriso.

E, de repente, ela ficou muito consciente do cheiro que ele exalava, parecia-lhe, de certa maneira, delicioso. Com todo o auto-controle que tinha, Anya endureceu o rosto e retesou todos os músculos, como para se concentrar em outra coisa que não o estranho que os levava do orfanato.

Até hoje ela tem problemas com sátiros.

Sim, por que aquele estranho revelou-se um homem-bode. Contou-lhes que eram semi-deuses e estavam indo para um lugar chamado Acampamento Meio-Sangue, onde encontrariam outros filhos de deuses gregos. Se não tivesse visto com os próprios olhos os chifres na cabeça dele, Anya teria dado-lhe um soco na cara para fazê-lo voltar a si.

A noite caia no acampamento quando eles chegaram. Se Anastasia tivesse seguido o exemplo da irmã e dormido durante o longo vôo teria tido os mesmos pesadelos que faziam sua gêmea revirar no assento do avião, mas ela era uma garota insone e, ainda assim, escutava em sua cabeça uma voz que lhe sussurrava no fundo de sua mente “Venha, criança amaldiçoada, venha para mim. Criança amaldiçoada... criança amaldiçoada...”.

– Parece que descobrimos de quem são filhos – o homem bode comentou assim que pisaram no tal Acampamento, Anya olhou para cima e viu uma lua crescente prateada sobre suas cabeças.

– De quem? – a voz de Belle ecoou seus pensamentos.

– Nyx, a deusa primordial da noite. – o homem-bode falou e os encaminhou para sua nova casa.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Heron Devereaux em Dom 12 Jul 2015, 23:47


Avaliação



Annabelle C. Lynch — Reclamada por Nix — Sua ficha não estava perfeita, é verdade. Em vários momentos, senti que você usou a pontuação errada, além de trechos em que você omitiu algumas palavras. Isso dificulta muito a leitura e desconta pontos em Coesão, estrutura e fluidez. Uma dica para evitar ou amenizar o problema é ler o texto em voz alta, utilizando as pausas da pontuação que você colocou. Dessa forma, fica bem mais fácil encontrar os erros e corrigi-los. Também houveram alguns problemas durante o texto que tornaram-no confuso. Num certo momento, você chama sua irmã de "Emma". Num outro, você fareja não só o sátiro, como, também, seus irmãos, como se eles fossem alimento e não apresenta nenhuma justificativa para esse tipo de atitude. Finalmente, quero falar sobre Nix. Os deuses são proibidos, por Zeus, de interferir na vida de seus filhos. Não pude compreender muito bem o que aconteceu no hospital, mas me pareceu ser uma interferência. Espero que você justifique/conserte isso, com o decorrer da trama. Ainda assim, a ficha foi boa. Gostei da história, que parece bastante promissora e a descrição das características está suficientemente boa. Muito ainda pode ser melhorado e eu realmente espero que melhore. Parabéns e seja bem vinda, filha de Nix.

Anastasia O. Lynch — Reclamada por Nix — Bom, sua avaliação é bastante semelhante à da sua irmã. Aconselho você a ler a avaliação dela, pois as dicas servem para você também. Quero que você, assim como ela, tente resolver os problemas de pontuação e de omissão de palavras. Fora isso, sua ficha também gostei da sua ficha. A história das duas foi breve e, de certa forma, conseguiu me manter interessado. Parabéns e seja bem vinda, filha de Nix.

×××

O player Thomas Nate pediu uma reavaliação de sua ficha. Abaixo, minha decisão quanto à ficha dele:

Thomas Nate — Reprovado — Primeiramente, quero deixar claro que li sua ficha antes de ler a avaliação do Justin, para não me deixar influenciar. Durante a leitura do seu texto, notei vários dos problemas que foram apontados por Law.

Apesar disso tudo, deixo claro que sua ficha não pode ser aprovada, mesmo que todos os erros fossem ignorados, pelo seguinte motivo: O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação. Em PJO, a reclamação de semideuses acontece quando o símbolo do progenitor divino aparece sobre a cabeça do semideus. Em nenhum momento (nem mesmo de forma implícita, como foi feito na ficha das duas garotas acima) você menciona a reclamação do personagem.

Por esse motivo, não vou me prolongar nessa reavaliação. Peço que você conserte a ficha e poste novamente, acrescentando o momento em que é reclamado e corrigindo os seguintes problemas:

— Alguns pequenos problema de pontuação, como por exemplo:

O médico disse que é um tipo de déficit que eu desenvolvi, mas minha mãe parecia bem tranquila em relação a isso, o que é raro de acontecer, já que não sei nada sobre meu pai (até então) e ela cuida de mim sozinha, sempre cuidou de mim sozinha na verdade.

Note o excesso de vírgulas. Não parece correto, na minha opinião. Eu queria apresentar uma forma correta de pontuar esse trecho, mas está confuso demais até para mim.

— De preferência, não use nenhuma arma, além da faca de bronze que está no seu inventário. Não é necessário haver combate na ficha de reclamação, caso você prefira assim.

— Até agora eu não sei qual era a ave que atacou vocês no caminho para o acampamento (e também não sei como o Justin descobriu que era uma harpia). É compreensível que o personagem não saiba o nome da criatura. No entanto, uma descrição melhor do monstro poderia ter evitado esse problema.

— Trabalhe um pouco mais as características físicas e psicológicas do personagem.

— Que tal dar uma melhorada na organização da ficha? Não é necessário usar um template (como esses que os outros players usam para enfeitar o post), mas é interessante separar os parágrafos com um espaço e usar travessão (—), em vez de hífen (-).

Acho válido também seguir alguns dos conselhos de Justin. Sua ficha não está completamente ruim, Thomas. Porém, não posso reclamá-lo pelo motivo apresentado no início da minha avaliação. Não desanime. Essa é uma ótima oportunidade de consertar os erros da ficha e torná-la ainda melhor. Boa sorte, semideus.




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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lívia Abreu em Seg 13 Jul 2015, 00:14

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Atena. Desejo ser reclamada por ela, porque sou muito inteligente.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)
Físicas - Cabelos Ruivos, Olhos Azuis, Pele Branca, Corpo Esbelto, Bonita.
Psicológicas - Tem medo de escuro, Tímida, Nervosa, Inteligente.

- História do Personagem

Foi para um orfanato assim que nasceu, pois a mãe morreu durante o parto. Lá ela não conseguiu fazer amigos e ficou sozinha. Com isso se tornou a aluna mais inteligente da classe. Quando tinha 12 anos estava voltando para casa quando ouviu um barulho no mato e foi ver o que era. Viu uma mulher com um capuz na cabeça e de óculos escuros:

-Precisa de ajuda, senhora?
-Não preciso mais achei o que queria! -disse a mulher

Quando ela ia abaixando o capuz, alguém a puxou e arrancou a cabeça da mulher. Lívia olhou pro homem e viu que ele tinha pernas de bode e disse espantada:

-Quem é você? Porque fez aquilo?
-Uma pergunta de cada vez. Eu sou um sátiro. Meu nome é Alex. Eu fiz aquilo porque ela era a Medusa.
-A mulher com cobras da mitologia grega?
-Sim.
-E o que ela queria comigo?
-Queria te matar!
-Porquê?
-Não está óbvio? Você é uma Semideus, filha de Atena. Vou levá-la ao Acampamento Meio-Sangue!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Bennard Crenshaw em Seg 13 Jul 2015, 01:09


(Nunca desistir!)
- Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Afrodite. Uma deusa na qual combina com a trama(e com a "guerra") pessoal de meu personagem, no qual é um homem belo, que atrai muitas mulheres. É um encaixe perfeito.



- Perfil do Personagem:

Kane é um rapaz alto, ele é definido mas não "marombado", tinha olhos azuis, cabelos castanho-claros e barba "rasa". Em seu corpo, ele tinha uma tatuagem no ombro esquerdo, com um fuzil AK-47 preto e escrito em cima estava escrito "Da Lench Mob - South Central".



Ele tem um bom senso de humor, extrovertido, não se estressa fácil mas quando se estressava ele ficava uma fera, e segue assim até os dias atuais. Sempre tem um jeito "legal" com seus amigos homens, e o esteriótipo de "homem perfeito" para as mulheres alheias ou amigas.



- História do Personagem:



Primeiramente, eu acordei na casa do Spencer, meu amigo. Era MUITO tarde, o relógio digital já marcava 01:00 AM. Eu estive na casa do Spencer porque nós planejamos uma festança com o pessoal que frequenta o bar Cocktails & Dreams, já que eles eram amigos do Spencer. Bom, a festa foi, digamos, um sucesso. Eu até dormi com uma garota linda! Vendo por este lado, a minha madrugada foi ótima. Mas não foi ótima, foi terrível. Quando acordei, o apartamento de Spencer estava todo bagunçado e a garota "desapareceu" dos meus braços.

Eu iria ajudar Spencer a arrumar a bagunça, pra começar eu iria limpar a sala, que só deus sabia como estava. Eu levantei da cama, em um quartinho pequeno com papel de parede laranja, e adentrei o longo corredor do apartamento, tudo beleza, até que o pânico tomou conta de mim quando eu percebi um detalhe: haviam marcas de mãos grandes por todo o corredor, quase imperceptíveis, e o pior: saindo do quarto onde eu estava dormindo. Desesperado, eu peguei minhas coisas, uma garrafa de champagne que estava no quarto e entrei no quarto de Spencer sem nem bater na porta.Ele estava dormindo, graças aos céus.A primeira coisa que fiz foi acordá-lo.

- Ahn...? O que foi, Kane? — Ele me respondeu, ainda sonolento.

- Nós precisamos sair daqui, Spencer. Não sei o que foi, mas tem marcas de mãos por todo o corredor. — falei com o tom mais sério que pude, no qual era o único jeito de ele me levar a sério MESMO.

- Não quero... Vem aqui deitar comigo, cara. Já estou sem camisa mesmo, você pode me proteger... — Eu estava acostumado a receber esse tipo de resposta dele. Ele é gay, e é "apaixonado" por mim, mesmo nós dois sendo bons amigos. Eu sou bissexual, e algumas vezes eu até aceitava dormir com ele. Mas não. Não hoje. Não agora. Não nesse desespero.

- Mas que droga, Spencer! Isso é sério! Não podemos ficar aqui! Olha, ou a gente sai ou só eu saio, e você fica aí pra morrer.

- Ok, ok... Eu vou sem camisa mesmo. Droga, eu estava em um soninho tão bom... — ele cedeu aos meus pedidos e veio comigo. Mesmo ele não querendo, ele não iria resistir aos meus pedidos. Ele pegou a chave do carro dele e entregou para mim, para que eu dirigisse. Eu a peguei, saímos do apartamento, descemos para a garagem e chegamos até o carro. Uma pickup Hilux verde escuro, um belo carro. Eu entrei no banco de motorista — O que era óbvio — E Spencer, no banco de carona. O portão eletrônico se abriu quando eu apertei o botão do controle do mesmo. Dei partida no carro e saí do prédio, fechando o portão depois.

- Para onde vamos, Kane? — Spencer me perguntou com um certo medo de morrer.

- San Francisco. Meu pai comprou uma casa lá, nós podemos morar lá. Não é seguro ficarmos em nossas casas.— Eu falei com um sorriso no rosto — Não se preocupe, Spencer. Eu estou aqui.

Ele esboçou um sorriso lindo, e segurou a minha mão livre (que estava na coxa dele). Não demorou muito até que Spencer adormecesse no meu ombro direito, mas isso de nada adiantou, já que chegamos rapidamente em minha casa, onde paramos para pegar umas bebidas. Eu acordei Spencer, e nós saimos do carro. Ele estava com um pouco de frio e eu coloquei meu braço direito nas costas dele. Eu abri a porta de casa, orando para que não houvesse nada. E de fato, não havia.

Mandei Spencer ficar na porta, de vigia, e ele não respondeu, apenas fez um sinal afirmativo com a cabeça. Quando entrei na casa, eu imediatamente liguei todas as luzes. Ou quase, já que não liguei as do armário do meu quarto. Quando entrei no meu quarto, eu vi um bilhete na escrivaninha, sabe? Aqueles bilhetes que os pais sempre deixam para os filhos! Lá estava escrito:



"Filho, se estiver lendo isso, quero que fuja com suas coisas o mais rápido possível. Eles estão voltando. Eu sempre te defendi deles toda a sua infância, mas agora não consigo mais lutar. Eu me vi na obrigação de escrever este bilhete, e consequentemente, te contar a verdade. Eu conheci sua mãe nas minhas férias de verão no Hawaii, e tivemos vários casos de amor em uma semana. Em um desses casos, você nasceu. Não lhe considero um erro por ter nascido, mas uma felicidade.



O problema era sua mãe. Ela era... Ou é... Afrodite. Não, não é uma mulher com o nome da deusa do Amor. Ela, literalmente, é a deusa do Amor. E ela, como todo deus e deusa, teve que voltar ao olimpo. Ela disse que eu era o homem da vida dela, que ela nunca iria esquecer o tempo que passamos juntos, mas eu sabia e ainda sei que é mentira. Você sempre me contava das suas namoradinhas na escola, e você teve uma vantagem no amor. Isso significa que, adivinha? Você é um semideus!



Mas eles... As bestas... Sempre foram um problema. Eu o defendia com minha velha espingarda, e isso funcionou até os seus 15 anos de idade. Após isso, eles sempre achavam um jeito de escapar das balas e sempre que eles vinham nós íamos para a casa do seu vô. Eu era o único que conseguia vê-los além de você, eu não consigo entender o porque! Para não correr perigo, você deve ir até um acampamento chamado "acampamento meio-sangue", para onde os semideuses vão. Boa sorte.



PS: Spencer não é um humano, ele é um semideus como você. Filho de Éolo. Ele já sabia disso, mas não quis ir para o acampamento por sua causa. Vocês ficarão seguros lá, então cuide do Spencer pela Mãe dele, a qual me contou a verdade sobre ele, ok?

Um abraço de seu pai."



Confesso que quando terminei de ler eu fiquei em choque. As bestas, não eram os cachorros raivosos que eu pensava que eram. Os deuses gregos existiam. Meu melhor amigo e eu somos semideuses. Eu passei mal, mas não pude me deixar abalar na hora. Tinha que agir. Tinha que salvar Spencer — e a mim mesmo — daquelas coisas que nos perseguiam. Eu peguei 2 malas e enchi de roupas e tudo útil que eu poderia usar. Claro, além dos meus itens estéticos, como o meu desodorante. Feita as malas (em 5 minutos, agi muito rápido), eu as puxei e coloquei no porta-malas do carro. Spencer me perguntou o que eu estava fazendo, eu finalmente tomei coragem... Eu o beijei. Abracei ele, colei nossos rostos, entrelacei nossas línguas e lábios. Ele corou, e eu também.

- K-Kane... Por quê você...

- Eu não aguento mais, Spencer... Eu não aguento mais! Meu pai me deixou este bilhete... Eu não sei se posso acreditar no que você vai dizer... Só quero estar com você... Por favor... — Eu continuei abraçado nele e mostrei o bilhete, e ele leu.

- Me desculpe... Eu sou realmente filho de Éolo, e não fui para o acampamento por causa de você... Mas podemos ir agora! Só escreva um bilhete para seu pai como resposta.

Eu fiz o que ele falou. Subi para o quarto, e comecei a escrever esta carta. Na metade da carta, eu ouvi um barulho nas paredes de nossa casa... Parecia... Que alguém estava andando nelas. Eu saí do quarto e me deparei com as mesmas marcas de mão nas paredes, mas tinha algo MUITO pior: havia um... Uma... Uma besta! A PORRA de uma besta! Eu tenho certeza, era aquela garota na qual eu dormi! Ela dizia algumas palavras sem sentido, parecia ser francês invertido... Ela iria avançar em mim, só que Spencer veio para me salvar. Ele tinha um bastão, com correntes em uma das pontas, e na outra um peso com espinhos. Nesta hora, eu quis ajudar Spencer, e milagrosamente, na hora certa, apareceu um círculo rosa sobre minha cabeça. Eu não sei o por que. Deve ter sido coisa do Spencer. Eu pude "invocar" um chicote, com cordas de couro, e eu parti para cima da besta. Eu chicoteei a besta até ela se irritar. Os olhos dela ficaram vermelhos, e com um poderoso soco, ela me jogou janela a fora.

Fiquei tonto. Spencer correu para me ajudar, e invoquei mais uma arma: um arco de ouro com flechas. Quando Spencer ficou me mexendo para eu recuperar todos os sentidos, eu vi a besta saindo da janela e pulando em nossa direção. Eu empurrei Spencer para a direita, puxei uma flecha, mirei nela com o arco e atirei. A besta foi atingida na testa, e ela se desintegrou. Escrevi uma carta para meu pai e partimos para a estrada. No caminho, estávamos perto da Long Island, quando Spencer ligou o aquecedor e não me deixou desligá-lo ou abrir as janelas. Eu comecei a suar, e, não aguentando mais, tirei minha camisa. Foi aí que Spencer ficou passando as mãos pelo meu peitoral. Eu gemi baixinho, e Spencer sorriu maliciosamente. Eu parei o carro em um acostamento, ele subiu no meu colo e começou a me beijar intensamente. Eu me entreguei a ele, eu sabia que era a hora. Ele tirou minha calça e a dele, e... Bem... A partir daí é conteúdo +18.

Depois de terminarmos o ato, ele me deu mais um beijo e começou a se vestir. Eu me vesti também, e ele desligou o aquecedor. Nós prosseguimos na nossa viagem. E depois de 3 horas, chegamos em Long Island. Deixamos o carro em um estacionamento, pegamos as malas e fomos a um local exato, em um papel que Spencer havia consigo, e lá tinha uma colina, onde subimos. Um sátiro apareceu, seu nome era Rulaet. Ele nos levou a um centauro chamado Quíron, e foi aí que nossa história no acampamento começou.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ayla Lennox em Seg 13 Jul 2015, 09:36



AVALIAÇÃO
A mão da reprovação chega a tremer.

Lívia Abreu - Reprovada

Olá, moça. Parece que você é realmente novata e, assim sendo, seja bem-vinda.

Bom, sobre sua ficha... A questão é que foi tudo muito, muito vago mesmo. Você mencionou fatos distintos, mas não contou a historia da personagem ou do momento da reclamação de maneira satisfatória.

Sugiro que você dê uma olhada em fichas anteriores - sério, pelo amor de Zeus, não copie - e peça orientação a algum dos players mais experientes, monitores, staffers e tudo mais.

Não desanime :D

Kane H. Kennedy

Primeiramente, saiba que vi suas fichas anteriores e fico feliz em ver que você melhorou consideravelmente nesta.

Confesso que relevei muitas coisas (especialmente o fato de seu pai usar uma carta pra contar sobre sua ascendência divina, mas tudo bem, você deu uma "justificativa"), vi alguns errinhos em questão de oscilação no tempo verbal... Mas o que realmente me incomodou foi o final, onde você invoca as armas.

Nenhum semideus invocou armas quando foi reclamado. Teoricamente, vocês só as recebem quando chegam no acampamento. Admito que essa incoerência foi bem complicada pra decidir o que fazer com sua ficha.

Vou ser sincera, ok? Eu vi que você se esforçou pra refazer a ficha, pegou dicas, mudou um pouco a narrativa... E por isso estou botando fé em ti e acreditando que vai continuar melhorando.

Dessa forma, você foi RECLAMADO. só não faça eu me arrepender disso

Dúvidas, reclamações, elogios, desabafos, mimimis... MP.





.






Atualizado!


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Thomas Nate em Seg 13 Jul 2015, 13:57

- Por qual deus deseja ser reclamado/qual criatura deseja ser e por quê?

Hefesto. Gosto muito de sua história e de como conquista as coisas.Me identifico.
- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separados)

Físicas: Sou mediano, entorno de 1,75 de altura, meu peso é razoável devido o meu porte físico, já que sou forte, sem muito exagero, e peso 70 kg. Diferentemente dos meus irmãos, sou bonito. Tenho olhos claros,cor de mel para marrom. Meu cabelo é escuro,marrom e tem um corte curto, com um topete.

Psicológicas: quando me "fitam" pela primeira vez, passo a impressão de uma pessoa sozinha, rude e que não ligo para nada. Mas quando me conhecem, me torno um pessoa alegre, responsável e muito brincalhão. Até o momento que a pessoa chega a afetar, de alguma forma quem eu amo, me tornando cruel e vingativo.

- História do personagem

Muitas pessoas podem achar que ter um diário é algo para meninas e coisa de quem não tem o que fazer. Não penso assim.Acho que ter um diário é algo bom para a mente, além de relatar a sua história de vida para as próximas gerações.

Bem, lá estava eu, sentado sobre a cama do Chalé 9, o Chalé de Hefesto, meu pai. Porem tudo começou antes de ontem.

Eu tinha passado a madrugada toda trabalhando no meu mais novo projeto, ''Socks'' , uma forma física da ''Siri'' do iphone.Sem dúvida essa tinha sido a madrugada mais exaustiva de todas, fiquei até muito tarde trabalhando, mas, ao menos, faltavam poucos detalhes para meu projeto ser concluído. Ouvi minha mãe gritar num tom irritado:

- Se apresse Thomas, tu estás atrasado para a escola, saia da frente desse computador e dessa mesa cheia de mecanismos.

- Já estou indo mãe. - disse

Tenho que confessar, nunca tive boas notas, mas sempre tive facilidade para aprender Matemática e ajudo os mecânicos da escola sempre que posso.

Mais um vez cheguei atrasado e perdi a primeira aula do dia, que era Matemática, por isso fiquei mais tranquilo. Decidi adiantar o trabalho de redação que era para a próxima semana e me ajudaria muito com minha nota, que estava péssima.Eu tinha que ler um livro de Sherlock Holmes e criar um novo fim.

Estava a acontecer de novo, sempre enquanto eu estava lendo. O médico disse que é um tipo de déficit que eu desenvolvi, mas minha mãe parecia bem tranquila em relação a isso o que é raro de acontecer, já que não sei nada sobre meu pai (até então) e ela cuida e sempre cuidou de mim sozinha.
As letras começavam a se movimentar, trocar de posição e eu fico muito confuso quando isso acontece, por mais que eu saiba o que a palavra quer dizer após a ''transformação''.

- Sr. Nate, pode entar. Trate para isso não acontecer de novo.- disse a auxiliar da diretora.

A aula acabou e me encontrei com minha mãe, que estava estressada e não parava de falar sobre a empregada que tinha faltado dia de serviço. Não negarei que um pequeno sorriso escapou de minha boca. Minha mãe é linda,principalmente quando está estressada.Tem cabelos negros e olhos verdes, aparenta ser muito mais jovem do que realmente é.

Ao chegar em casa, almocei e fui dormir, o que não deixou minha mãe contente, já que eu precisava estudar.

Acordei já de noite, fiz minha tarefa que era pequena e fui para o porão, ajeitar os últimos detalhes da ''Socks''.

Eu finalizei o projeto da minha vida e fui tirar um cochilo, já que não queria me atrasar para escola de novo.

Acordei bem cansado mas tomei um banho, tomei café da manhã e fui para escola. Minha mãe tem o dia de folga hoje então ela disse que me levaria para comprar o novo videogame que eu estava querendo.

Quando a aula acabou eu corri o mais rápido que pude, mal conseguia esperar para ganhar o XTplayer. Ao chegar no carro, minha mãe estava super nervosa e mal conseguia completar uma frase
.
- Thomas, preste atenção, nós não vamos ao shopping, na verdade eu fiz uma bagagem para você e está na mala. Eu preciso que compreendas e não faça perguntas,estamos sendo perseguidos, entendeu?

Eu acenei com a cabeça. Uma onda de confusão e nervosismo me dominou, eu não sabia o que estava acontecendo, mas percebi que era super sério, minha mãe parecia uma corredora e formula 1.

- M-Mãe! Tem um bicho saindo da janela daquele carro. -eu disse

Minha mãe fez uma curva para dentro do mato numa velocidade tão grande que pensei que fossemos capotar, ao menos o carro vermelho que estava nos perseguindo bateu contra uma árvore e acabou explodindo, devido sua velocidade. Nunca vi minha mãe tão ''feroz'' assim.

-Descreva para mim Thomas, rápido!

-A Sra. não consegue v... - eu disse

-DESCREVA LOGO THOMAS!!! - minha mãe me cortou

-Eu não sei o que é... Tem um rosto de mulher, seus seios estão para fora, tem asas grandes e formosas, que lhe permitem voar rapidamente, além de garras em vez de mãos.

-M****. Harpias - disse minha mãe num tom preocupada

Ela saiu da rota que estávamos seguindo e fez uma curva em direção a um riacho e disse:

-Me diga se o plano de certo.

Ela pisou mais fundo ainda no pedal e quando estávamos quase caindo no rio, ela deu um freio tão forte que bati com a cabeça.Para nossa sorte a Harpia seguiu e bateu nas rochas a frente e caiu no riacho.

-Se o plano consistia em derrubar aquele bicho na água, funcionou.

Minha mãe deu ré e nós voltamos ao percusso normal.

-Como sabias sobre aquele bicho? E como não conseguias enxergá-lo? - perguntei

-Durante todo esse tempo eu estudei a mitologia grega, para saber mais sobre você e sobre os desafios que terás que enfrentar.

- E o que sou eu? - perguntei com medo e curiosidade

-Semideus. Seu pai é Hefesto, deus das forjas.

Fiquei sem palavras e sem expressões.

-Vamos a pé daqui. Vá pegar sua bagagem. - disse minha mãe

Peguei a mala e acompanhei minha mãe.Andamos menos de 1 km quando chegamos a uma entrada com colunas brancas e uma frase que não conseguia enxergar direito. Cheguei mais perto e li em voz alta:

-ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE - disse


Mamãe virou para mim e disse:


-Espero que as roupas estejam boas.Ela abriu um pequeno sorriso e prosseguiu:


- Você cresceu, sua vida vai mudar totalmente meu filho, você vai conhecer novas pessoas, conhecer ''novos mundos'' e aprender sobre coisas que nunca imaginou em sua vida, vai até aprender sobre eu pai. Mas tenho que deixá-lo ir agora, se cuide, eu te amo.Tenho que ir,vou até o carro a pé e volto andando lá pra casa. - ela disse,chorando.

-Vais ficar bem?

Ela me deu um beijo na testa, sorriu, virou as costas e andou.


Por um momento me senti sozinho, largado,triste. Respirei fundo e entrei.Pessoas fizeram uma roda ao redor de mim quando um martelo flamejante "acendeu" sobre minha cabeça.


Essa é a história de como cheguei nesse incrível lugar, o Acampamento Meio-Sangue, meu novo lar. Meu pai é muito maneiro pra falar na verdade, sei que o que ele fez foi necessário.


Fechei meu diário e o guardei debaixo do meu colchão.


- Nate,venha comigo - disse Jackson, meu meio-imão, estava adorando aquele lugar, porem só três coisas passaram na minha mente naquele momento: Tristeza, não pude apresentar ''Socks'' ao mundo. Aflição, eu necessito saber como minha mãe está.Dor e curiosidade, eu preciso conhecer meu pai.

(NOTA: Eu usei travessão durante todo o texto, não sei o motivo de ter saído como hífen, juro)
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jace Hol em Ter 14 Jul 2015, 00:41


ficha de reclamação
Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Desejo ser reclamado por Hipnos. O motivo, sei lá. Eu só quero desenvolver um personagem mais leve, menos cabeça.

- Perfil do Personagem

É um sujeito bem encarado, com 1 metro e 40 centímetros. O corpo é magro e a pele é branca, apresentando até mesmo sardas leves. As feições do rosto são bonitas, presente genético do pai, e apresentam um queixo triangular, olhos verdes tão caídos e sonolentos quanto os dos irmãos da criança, e cabelos ondulados tão dourados quanto ouro. Não possui cicatrizes ou outros machucados que sejam chamativos, mas leva por ai uma marca de nascença um tanto curiosa que, quem sabe, venha a ser posta em jogo.

Jace é um cara bacana, de boa índole. É esperto o bastante para sustentar uma conversa interessante. Apesar de uma inegável maturidade avantajada, sua criança interior ainda é forte e decisiva, posto que possui apenas doze anos. Devido a ela, ele possui uma grande carga de inocência para com situações que pedem malícia. Isto não significa que é estúpido, apenas jovem. Não é antissocial, mas também não pode ser apontado como a criança mais popular do parquinho. O sono consome-o muito e algumas vezes atrapalha suas capacidades de interação. Paciência não é sua melhor virtude, mas é algo que, após o episódio abaixo, ele repensa e trabalha arduamente para expandir.

- História do Personagem

Capítulo 1

As pessoas não prestavam atenção por onde caminhavam, pensava Jace, sentado num banco qualquer. Estava numa estação de metrô, mas não passavam trens. Jace apenas via pessoas, que iam e vinham naquele lugar. As paredes de concreto foram pintadas em tons creme, dando uma aparência limpa para a fachada. Bancos de madeira, iguais aos que Hol havia sentado, avançavam por metros infindáveis. Eles tinham uma estrutura curvada e pés de metal preto. Lembravam-lhe bancos de jardim, bancos bonitos de jardim. O chão de azulejos brancos era marcado pelos passos dos caminhantes, todos dormindo. Alguns usavam pijamas com bolinhas, outros passavam por lá de jaqueta de couro e calças jeans. O menino havia visto até algumas pessoas nuas já, o que lhe causou um rubor estranho no rosto.

Apesar daquilo, gostava de se sentar lá. Hora que outra, alguém aparecia, alguma pessoa boa que prestava atenção na sua presença. Nem sempre eles se sentavam com ele, apenas davam-lhe um aceno ou perguntavam informações. Hol conhecia as placas daquela estação e, por causa disto, informava com gosto os trajetos. Havia conversado já com um estranho cadavérico de cabelos pretos e roupas góticas, com exceção da camisa laranja. Conversou também com uma garota de cabelos ruivos fartos e cacheados. Se bem lembrava, ela também usava aquela camisa laranja. Contudo o que mais gostava de conversar era o estranho de sorriso fácil e olhos caídos. Ele sempre bocejava, boceja sem parar, e vestia a camisa laranja padrão. Parou para reparar certo dia e percebeu que ambos eram parecidos e, puxa, aquilo era desconexo.

Jace, naquela noite em especial, bocejava como nunca. Deitado no seu banco de sempre, usando calças de pijama dos Transformers com a camiseta combinando, esperava por qualquer coisa. Seus olhos não se forçavam para fechar, apesar que nunca o faziam quando estava ali. - Com licença. Será que posso sentar aqui? - O estranho havia chegado, reparou Jace. O estranho que se chamava Tobias, se Hol bem lembrava, deu um tapa leve nas pernas do garoto para que ele as recuasse, o que fez sem problemas. - Nunca pensou em ir para outros lugares? – Tobias perguntou e, no fundo, Jace sabia que ele falava da estação.

- Eu já fui para outros lugares. - O menino respondeu com um bocejo. - Já fui em campinas, numa praia. Eu visitei um castelo, uma vez. Mas nem sempre é bom, as vezes monstros aparecem e me perseguem. Não gosto dos monstros. - A criança continuou e engatando a conversa, completou. - Às vezes aparecem mulheres com cara de cobra. Eu já vi um cachorro grande também, do tamanho de uma casa. Eu me confundo se estou, de fato, dormindo. Quando eu vejo, estou dormindo em pé.

- É, eu sei como é isto. - Tobias falou, coçando o queixo quadrado cuja barba por fazer já marcava a pele. O homem tinha dezenove, talvez vinte. Jace nunca pensou em perguntar, ao contrário do rapaz que estranhamente fez questão de descobrir sua idade. - Mas logo você irá entender. Se precisar, eu vou estar lá pra te ajudar. - O rapaz disse, espreguiçando-se no banco. - A propósito, como anda a vida?

- Um saco. A escola é um saco, os professores são um saco. Morar num orfanato é um saco também, cara. Já te contei isto, não? – Jace perguntou, arqueando as sobrancelhas tão douradas quanto os cabelos. Os olhos verdes que apesar de novos esboçavam inteligência de sobra miravam Tobias.

- Claro, sim. Um saco, lembro disso.

- É, um saco. - Hol concordou com um aceno da cabeça, ponderando lentamente sobre tudo. - E você?

- Eu estou de boa, cara. Minha vida não é das melhores, mas não posso reclamar. - Disse, passando o palmo pela nuca. Os cabelos de Tobias também eram dourados. Estranhamente o mesmo tom de dourado dos de Jace, era o que Jace pensava. - Mas te liga, é hora de eu ir.

- Sério? Isto significa que é hora de eu ir também. - Jace falou, ajeitando-se no banco. Sentou-se de modo correto e calçou as pantufas vermelhas que estavam jogadas no chão.

- Se lembra do combinado? - Tobias perguntou, também levantando-se do banco.

- Se os pesadelos escaparem, eu corro para o metrô.

- É, e eu vou estar lá. - Ele disse, sorrindo e bocejando ao mesmo tempo, tudo junto. Saiu caminhando e acenando de costas para o menino, perdendo-se numa das saídas do metro. - De qualquer jeito, eu vou estar lá.

Quando tudo acabou, Jace acordou do sonho.

Capítulo 2

Estava deitado em sua cama. Usava o pijama dos Transformers e as pantufas estavam à direita. Não possuía um quarto só seu e o dividia com outros quatro meninos, mas não tinha problemas com ele. Eram caras legais, apesar de muito dispostos. Dormir era algo proveitoso, bem mais proveitoso. Hol lembrava-se das cenas da noite passada e, no fundo, gostava do sonho. Aquele cara, Tobias, sua mente deve tê-lo criado para dar apoio. "Boa mente", pensava a criança, "você está fazendo o seu trabalho". Levantou-se, calçou os calçados e arrastou os pés para o banheiro. Tomou uma ducha rápida, uma vez que seu tempo era regulado para se ajustar ao das demais crianças, e vestiu o uniforme da escola. - Cara, eu precisava ficar em casa. - Disse ele. – Seria melhor, mais fácil.

Mesmo contra vontade, pôs-se dentro do ônibus amarelo ovo junto de um bando de crianças melequentas, eufóricas e destrambelhadas. Sentou-se na última fileira, como sempre fizera, com o pessoal do fundo. Eles eram maneiros, sim. Talvez pudesse chama-los de amigos, mas não. Não tinha certeza. De qualquer modo, bocejando, caiu no sono durante o trajeto. O veículo cortava as ruas de Nova Iorque, dobrando esquinas e cruzando avenidas. Em certo ponto, próximo das sete e meia da manhã, o motorista gorducho com camisa de flanela e barba esparsa apertou um botão para que as portas duplas do automóvel se abrissem com um chiado. - Ei, moleque! Tá na tua hora! - Gritou ele após que todas crianças desceram e, como sempre, Jace ficou no banco, estatelado. O guri alertou-se com o grito, abriu os olhos com a maior calma do mundo e pulou do banco, cruzando o corredor. - Todo dia, moleque? Vou começar a cobrar por isto. - Falou ele num tom animado, deleitando-se com a situação. Jace até que gostava dele, era bem-humorado.

- Vai ficar do prejuízo, Bob. Vai ficar no prejuízo. - Jace respondeu com um bocejo e tocou-se para dentro da escola. Um dia nada animado aproximava-se. Aulas de geometria, inglês e geografia foram bons períodos de descanso. O moleque encostou a cabeça na carteira, sentado no fundo da sala, e no melhor silêncio que tinha, cochilou. Acordou para o almoço, óbvio. Comeu batatas, com uma porção de arroz e um ótimo bife. Ganhou suco de uva e um pudim. Aquilo alarmou Hol do quanto gostava de pudim. Ele gostava muito. O período pós almoço era a educação física. Seus colegas correram para a quadra de basquete, um carregava uma bola laranja nos braços. Outra porção das criaturas foram correr, pular, sequestrar alguém. Não importava para ele. Com um grampo qualquer, um pouco de esperteza e jeito, arrombou a porta do zelador que dava acesso para os equipamentos e se jogou dentro de um fardo de colchonetes depois de fechar a porta. Cara, era tão quente lá. Estava confortável. Sonhou um sonho curto, em que voava por cima do mesmo castelo que já havia visto. Via a escuridão cercando a construção, mas aquela escuridão não o assustava. Era convidativa, na verdade. Quando pensou em se aproximar um tanto mais, foi acordado por cutucões.

- Você de novo não! - Grunhiu um velhinho, também simpático no fundo. Vestia-se de azul, o uniforme padrão, com um boné. Tinha um bigode que alternava do cinza, para o preto, para o branco. Os olhos eram castanho-escuros. Espreguiçando-se, Jace saiu do ninho, apanhou a mochila e endireitou-se para a saída.

- Eu de novo sim, senhor Burns. - Disse ele, despedindo-se do homem conforme saia. - Até semana que vem. - Completou, deixando a área do ginásio. Caminhava pelos corredores da escola e, pelo que pode notar no relógio, havia perdido o ônibus regular. Já era tarde, grande parte dos alunos já deviam ter ido embora. Talvez os que participassem de atividades extracurriculares estivessem por ai, mas isto era um problema deles. A criança pôs-se a marchar até a parada do ônibus, torcendo para que Bob, o motorista, não demorasse para voltar. Quando lá, puxou da mochila o livro de geografia e começou a lê-lo. Mesmo que dormisse durante as aulas, seu currículo escolar era impecável. Uma hora, ou outra, teria de fazer aquilo. Que fosse enquanto esperava.

- Já está tarde, Bob está demorando. - Jace falou quando finalizou o primeiro capítulo. Passaram-se vinte minutos, talvez trinta. Paciência não era a melhor das virtudes do menino, por mais que tivesse várias outras. - Irei a pé. Bob irá escutar amanhã. - Falou, preparando a melhor bronca que tinha para aplicá-la no dia seguinte. Cruzou a rua, atravessando pelo sinal de segurança quando liberado por um bonequinho no semáforo, e foi-se por ai. Viu à esquerda prédios com fachadas brilhantes em neon, outro grande e verde com telhado abobadado. Pessoas caminhavam de um lado para o outro e, conhecendo o local, cortou caminho por vielas que lhe dariam vantagem de dez minutos no trajeto. - É, realmente é mais rápido por aqui. - Falou ele. Viu latões de lixo por lá, bem como um cão deitado num canto e pássaros empoleirados nas saídas de emergência dos prédios. Contudo, em certa altura, sentiu-se observado. Uma sensação estranha, realmente estranha. Olhou ao redor, mas não viu ninguém. Apressou o passo, buscando voltar para a avenida. "Isto não é legal", pensava, "pare de me assustar, mente idiota". Mais rápido. Mais rápido. A sensação apenas crescia no peito, como se estivesse marcado e um arqueiro se preparasse para flechá-lo. Resolveu olhar novamente para trás. - Jesus!

- Ora, um menininho. - Uma mulher falou, mas não estava sozinha. Três mulheres estavam paradas lá no beco. As três eram bonitas, não bonitas como modelos, mas bonitas como aquelas moças de filmes estranhos na televisão. Tinham cabelos coloridos, narizes finos e olhos puxados. As íris também eram espichadas, como se fossem ofídicas. - Venha falar conosco, criança. - Uma delas disse, tinha cabelos azuis e pele branca. - Sim, sim. Podemos te ajudar, venha. - A outra disse, tinha cabelos vermelhos e a pele morena. - É, venha. - A que se pronunciou primeiro e ocupava o centro do trio falou, tinha cabelos verdes e a pele parda.

- Acho... que não. Obrigado, senhoras. - O menino falou, recuando pé por pé. Estava sendo cauteloso, não tirava os olhos delas. Tinha medo de se virar para correr, descuidar-se e ser pego. - Eu não devo falar com estranhos, desculpem.

- Oh, mas que pena! Então teremos que forçar uma conversa, semideus. - A mulher dos cabelos azuis falou.

- Semi-o quê? - Jace perguntou, franzindo as sobrancelhas douradas.

- Semideus. - Disse a mulher ruiva, rindo. - Ele é magro demais, não sustentará nós três. - Completou ela. A mulher dos cabelos verdes assumiu a fala. - Sim, mas eu o vi primeiro, então ele é meu. – A mulher dos cabelos azuis tomou a frente. - Não! Eu sou a que tem mais fome aqui! - E assim elas começaram uma discussão, argumentando sobre quem merecia mais. Hol aproveitava para recuar pé por pé e, com sorte, estava conseguindo uma boa distância. Contudo, a mulher de cabelos verdes percebeu, apontou para ele e ordenou que ficasse imóvel! - Garotas, foda-se quem ficará com mais! Façam a festa logo... E que a sorte as ajudem! - Gritou a mulher, rindo de modo malévolo. As outras duas pareceram ter entendido o recado e então começou a transformação. As peles coloridas dela caíram, todas, como se fossem cascas de cobra, e deram lugar para escamas. Escamas verdes e gosmentas. Os dentes cresceram e viraram presas, as unhas cresceram e viraram garras. As pernas delas evaporaram, como se fosse névoa, e transformaram-se em rabos de cobra com chocalhos e tudo! Elas puxaram lanças do inferno, pensava o garoto, porque apareceram com elas do nada. Sim, armas. Os cabelos revoltos também pareciam ser cobras, mas podiam ser apenas mechas revoltadas. De qualquer modo, Jace Hol não ficaria lá prestando atenção aos detalhes. Teve a melhor reação e a mais sensata possível: Por as mãos no rosto e gritar, mas gritar como nunca!

Capítulo 3

- Mulheres-cobra! Mulheres-cobra! Mulheres-cobra! - Gritava Hol enquanto corria pela viela, dobrando para a esquerda e para a direita. Fugia tanto quanto podia. Derrubava latões no caminho para atrasá-las, mas elas simplesmente saltavam ou rastejavam pelo lado. Elas vinham furiosas e salivavam de modo nojento, pareciam realmente famintas. - Eu estou sendo atacado por mulher cobras! Caramba, eu tô dormindo! - Enquanto corria e falava, bateu algumas vezes no rosto para ver se acordava. Para seu infortúnio, ele estava acordado. - Eu fiquei louco! Cara, eu fiquei louco!

- Venha cá, semideus! Será rápido! - A cobra de cabelos vermelhos gritou, chamando Hol. - É, rápido! - A de cabelos azuis completou. - Super rápido! - A de cabelos verdes disse e, para arrematar, tentou alcançar o corpo do menino com a ponta da lança que estava envenenada. Por sorte do garoto, ela não o alcançou. Jace já enxergava a saída e, sem dúvida alguma, saiu do beco. Estava na sociedade novamente, no meio das pessoas. Olhou para trás, buscando confirmar se a loucura havia passado. Já não tinha motivos para que sua mente pregasse peças, ele havia deixado o espaço assustador. Quando os olhos bateram na área da viela, duvidou que fosse coisa de sua mente. As cobras ainda estavam lá e, para piorar, continuavam vindo. Pondo as mãos nas bochechas, gritou novamente e saiu correndo.

- É um pesadelo! Um pesadelo! O pesadelo tá vindo! - Gritava ele, correndo já quase sem folego. As pessoas pareciam não ver as cobras, pois não faziam nada. As mulheres apenas rastejavam por ai e ninguém as impedia, ou corria para longe. - Pesadelo assassino está vindo! É real! - E como um sopro, ou um tapa no pé da orelha, as palavras de Tobias, o garoto com que sonhava, vieram à mente. "É, e eu vou estar lá.", disse ele. "De qualquer jeito, eu vou estar lá.", completou. Ele podia ser uma criação da mente, mas, de fato, era a única ideia que vinha. Além do mais, se tivesse sorte, Jace poderia despistá-las nos túneis subterrâneos do metrô. - Tá ai! Pernas pra que te quero!

Duas ruas à frente ele veio a encontrar a entrada do metrô na sétima avenida. Rezando para quem fosse, Jesus, Capitão América, Optimus Prime, ele pedia ajuda. Quando entrou no território subterrâneo, teve uma visão totalmente diferente da de seus sonhos. Lá embaixo era sujo e fedido. Tudo era cinza, embarrado e chato. Papéis jogados no chão, latas de refrigerante e vários outros cacarecos estavam espalhados. De qualquer modo, ele corria. Não estava na hora do pico, o que fazia com que o terreno não estivesse lotado de pessoas. Por um lado era bom, já que teria espaço para correr. Pelo outro lado era ruim, já não tinha pulmões para correr e não teria pessoas para escondê-lo. Um minuto após entrar lá dentro, as mulheres entraram procurando-o. Quando o enxergaram, sorriram e exibiram as presas manchadas de veneno.

- Venha cá, semideus! Você corre demais, é! - A mulher de cabelos verdes gritou e, em seguida, jogou a lança para apunhalar o garoto. Hol correu à esquerda e escapou da lança, mas foi por pouco. Quase foi cortado. A criança já não aguentava mais. Suava como nunca, as pernas fisgavam e o peito queimava. Será que ele morreria lá? Não, não morreria! Aquele pensamento deu-lhe um novo gás e ele desatou a correr. Porém, o pé escorregou numa folha de jornal e toda a corrida foi atrapalhada. Embolotando no chão, o moleque caiu e as cobras silvaram de alegria, passando a língua bifurcada pelos lábios rachados. - Finalmente! - Gritou a de cabelos azuis.

- Me deixem em paz! - A criança olhava ao redor, tinha uma pessoa lá que outra, mas ninguém fazia nada. Que diabos elas estavam fazendo?! Ele ia morrer! As três cercaram-no num semicírculo e apontaram as pontas das lanças para ele.

- Agora é hora da refeição, meninas! Vamos lá! - Gritou a mulher de vermelho, mas o som de um estalar de dedos propagou-se pelos túneis. Foi estupidamente alto e visivelmente alertou as cobras, tal como o menino. Uma brisa pesada escapou da tubulação e, com ela, uma enxurrada de penas brancas! Sim, tão brancas quanto as de um anjo. Os monstros foram cobertos pelas penas, perdendo a capacidade de visão. O menino também não enxergava nada e, em conjunto disto, sentiu alguém puxá-lo pela gola. Ele deslizou pelo chão sem pestanejar e sem enxergar. - Ah, que diabos é isto?! - Falou a cobra dos cabelos verdes. - É a criança?! - Perguntou a dos cabelos azuis, mas logo negou a própria afirmação. - Não, não é!

- Realmente... Não é mesmo não. - Uma voz falou e intercalou um bocejo com a fala. Jace identificou a fala na hora e arregalou os olhos conforme um calafrio brotava na base da coluna e subia pelo corpo arrepiando todos os pelos. Uma lufada de vento soprou novamente e varreu todas as penas do caminho, libertando a visão dos envolvidos. A criança já não estava dentro da área das lanças e, entre ela e as cobras, estava Tobias. Um Tobias dorminhoco, sonolento, de camisa laranja e cabelos dourados bagunçados observava toda a situação. Vestia calças vermelhas e sapatos all star pretos. Ainda com as mãos nos bolsos, observava as cobras no fundo dos olhos. - Um grupo ataca crianças agora, é isto?

- Um outro semideus! Nós temos uma refeição digna, meninas! - Gritou a cobra de vermelho, sorridente como nunca. As outras acompanharam-na nas felicitações e Tobias apenas inclinou o corpo, buscando Hol de canto de olho para observá-lo. A criança estava perplexa. Claro que estaria, pensou o homem, foi um dia e tanto. Bocejando, voltou o olhar para as dracaenae e franziu as sobrancelhas. Os olhos sempre caídos e preguiçosos tornaram-se gélidos por um momento e, quando encontraram os da dracaena ruiva, fizeram com que os piores medos do monstro aparecessem ali mesmo, no metrô. Um pesadelo acordado instaurou-se e, fosse qual fosse o medo dela, fez com que ela saísse berrando da estação como nunca, amedrontada por sua psique estimulada. As outras duas, de cabelo verde e de cabelo azul, olharam para Tobias que retomou a expressão alegre e sonolenta. - O que você fez com ela!? – Perguntou a cobra de cabelos verdes.

- Eu devia destruir vocês duas, vocês realmente estão me irritando. - Ele falava com um sorriso no rosto, como sempre fizera. - E tentaram matar um cara bacana, isto também me irrita muito. - O homem agachou-se e ficou ao lado da criança, bocejando conforme buscava por quaisquer ferimentos. - Você está bem, cara? - Jace apenas concordou com a cabeça, embasbacado por toda aquela situação. Tobias, com toda a calma que tinha, cobriu-lhe os olhos com o palmo e encarou as dracaenae, sorrindo. - Deixe-me fazer algo, será rápido. - Disse para a criança e, após cobrir-lhe os olhos, seu corpo tornou-se dourado. Tão dourado quanto fachos de luz. De fato, brilhava tanto quanto o sol. Um clarão partiu do corpo do semideus e as cobras que olhavam sem entender nada acabaram surpreendidas. Ambas, agora cegas, esburacavam o ar com sua lança. - Continue com os olhos fechados, Jace. - O homem falou e, do nada, tal como as cobras, uma arma apareceu nas mãos. A criança continuou de olhos fechados no início, mas abriu-os em seguida. Acompanhou movimentos rápidos enquanto Tobias manobrava uma espada dourada para empurrar os golpes das lanças para fora do seu corpo e cortar o tronco de uma das cobras. A boca da criança fez um O, uma vez que esperava pelo sangue jorrando. Ao invés de sangue, o que jorrou foi uma torrente de pó dourado. O rapaz combateu a oponente restante e também, sem muitos problemas, desfez o corpo da dracaena ao acertar boas porradas em partes vitais. Quando acabou a espada desapareceu, junto do pó dourado que se esvaía por ai. Batendo as mãos umas nas outras, ele se virou para Jace com o sorriso habitual e os olhos cansados. - Nós temos algumas coisas para conversar, cara.

Capítulo 4

- Semideus!? - Jace perguntou. Como nos sonhos, estava deitado num dos bancos do metrô, ou quase. Tobias estava como sempre, sentado aos pés do garoto. - Elas disseram que eu era um semideus, o que isto quer dizer? Não! Não! Antes de tudo! Como você saiu da minha cabeça?! Você estava nos meus sonhos, eu sei! - Tobias olhava para todo o embaraço da criança e ria, mas tentava ao máximo conter o riso. Fora assim com ele também, era como um déjà vu.

- Comecemos por partes... - Disse ele, explicando passo a passo todo o mundo dos monstros e deuses, tal como semideuses. Em seguida, explicou à criança como funcionava o tráfego do mundo dos sonhos. De fato, as coisas pareciam como um metrô. Pessoas iam, vinham, e algumas se orientam melhor por lá. Tobias contou que enquanto circulava por lá encontrou Jace, que entrou naquele mundo de modo inesperado e era uma questão de tempo apenas para que o restante dos dons aparecesse. Hol bombardeava o garoto mais velho com todo tipo de pergunta, em parte descrente, em parte fascinado. O que mais estranhava era que sentia que tudo aquilo era verdade. Sentia que Tobias não mentiria para ele e que, depois de tudo que viu, não teria volta.

- Então você está me dizendo que eu sou filho de um deus?

- Sim.

- E que existe um acampamento que pode me proteger?

- Por ai. - O homem disse, emendando um bocejo.

- E como você sabia que eu estava em perigo?

- Um devaneio ai também. Você aprenderá com o tempo.

- Ok... E qual deus é o meu pai? - Perguntou a criança, confusa. Ele coçava a cabeça, afundando os dedos nos cabelos dourados. Pouco a pouco o símbolo de uma ave envolta numa cortina de pó nasceu no topo da cabeça do menino, como se fosse um holograma. Ele ficou lá brilhando e girando. Tobias não se surpreendeu, uma vez que já apostava naquele símbolo. Apenas sorriu e concordou com a cabeça. Hol espremeu os olhos, tentando entender o sorriso e o homem apontou para cima. A criança seguiu a direção com os olhos e encontrou o símbolo, deixando escapar um grito de surpresa. - O que isto significa?

- Basicamente... - Disse o homem, bocejando e coçando a cabeça. – Que você é meu irmão.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Braum de Carvalho em Ter 14 Jul 2015, 02:40

(*Vamos tentar de novo :p )
- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Thânatos: Personificação da morte, na minha opinião o deus mais interessante e sugestivo a poli polaridade. Conforme a distância de tempo e de espaço varia, o ser humano sempre interpretou a morte de maneiras diferentes, tornando-a divina ou até encarando como fato, vendo-a com medo ou com respeito. Além disso imagino que a história de um filho da “morte” pode ser muito interessante, e no momento é a única coisa que aflorou minha criatividade.

Sem falar que tenho um apresso ao místico ao alternativo, e a morte para mim é o maior mistério da humanidade a maior incógnita. Acho que já foram motivos o suficiente não?


- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)


- Caract. Físicas –


Braum é um garoto relativamente alto tem aproximadamente 1,78m de altura. Ombros largos musculatura definida pesa entre 78 a 85 kg. Cabeleira negra e fosca, rosto meio arredondado traços finos... quase femininos. Olhos pequenos e tão escuros como o cabelo. Pele escura entre pardo e negro e em relação a postura varia dependendo do momento podendo assumir um ar bélico, ou até mesmo um mais comportado.

- Perfil psicológico –

Braum a primeira vista não parece um garoto muito interessante. Externa crueldade e sentimentos que barram aproximação de pessoas. De longe pode parecer de pedra, mas internamente é instável e sensível como um cisne de cristal. Suas ações são resultado do choque de emoções que tem dentro de si. Nunca sabe-se o que esperar sempre que encontra algo adverso. Seus atos se caracterizam por estarem entre a atitude bélica e descontrolada de um filho de Ares furioso a uma análise fria e calculista de um filho de Atena. O perfil de Braum está justamente na confusão pensada.




- História do Personagem –




Desde criança convivendo com sentimentos como solidão e desprezo nunca conseguiu socializar com outras crianças de sua idade. Preferiu desistir, e com forme o tempo passou perdeu o interesse em se divertir com as crianças do bairro. Bem, perdeu o interesse na diversão do ponto de vista deles... de vez em quando aparecia um pássaro morto no batente do carro de alguns “amiguinhos”. Até onde sabia não tinha pai... não conhecia nenhum parente a não ser sua mãe. Nunca frequentou a escola pois sua mãe dizia: “Você é especial filho... de uma maneira que nunca ninguém imaginaria , por isso e por recomendação de seu pai não permitirei que lhe façam mal”. Braum sempre que a questionava sobre seu pai era olhado com um olhar de reprovação, e pela sua mãe ser a única criatura na terra que ele prezava ele nunca a retrucava, mas a curiosidade o levava a periodicamente tocar no assunto, mas sua mãe com carinho o reprovava, e ele consentia.

Ao completar 12 anos se despediu de sua mãe em um acidente de carro. As lembranças que tinha do dia era sua mãe o acordando desesperado e levando-o ao carro. Essa memória ficou turva em sua mente. Do momento do acidente se lembra apenas de um baque forte no carro e do rosto de sua mãe sendo prensado ao apoio de cabeça do banco por uma espécie de dardo gigante de ferro. O último momento do acidente que ele se recordava era o esguicho vermelho do rosto de sua mãe vindo em direção ao seu rosto. Pós acidente se lembra apenas de estar deitado embaixo de um viaduto em uma vala com um grupo de mendigos. Ficou alguns messes vagando e comendo dos restos de comida de lixeiras e pedindo esmolas. Por algum tempo ficou triste pela sua mãe, mas algo o dizia que ela foi envolta por um abraço terno e carinhoso e até mesmo familiar.





●●●





Depois de 3 anos vagando sozinho e sobrevivendo foi abordado em um beco sujo por um garoto tão maltrapilho e sujo como ele. Baixo, aproximadamente um metro e meio, parecia mais velho entre 20 a 25 anos.

- Eae truta como que vai a vida? – Disse o garoto com um tom amigável e um sorriso de orelha a orelha.

- ... a maçã é minha saia! – Disse Braum em tom defensivo puxando uma faca e apontando para ele.
- Calma meu rapaz! Pode ficar com sua maça, estou aqui para fazer amizade já imaginou o quão chato que é para desgraçados como nós viver por viver, eu sei que você me entende - argumentou o rapaz.

- Bem, não entendi muito bem o que quis dizer, mas enfim meu nome é Braum Carvalho – Disse Braum estendendo a mão em um tom de voz desconfiado.
-Relaxa amigo se está com Henrique está com os deuses! – Disse pegando a mão de Braum com firmeza e balançando-a com um comprimento caloroso.

Após o comprimento de mãos caloroso, começou a vir na mente de Braum maneiras de tirar proveito do novo “Companheiro”. Pensava em andar com ele para caso algum mendigo brigão tentasse algo. Ou até mesmo para ajudar a evitar agentes sociais que tentavam leva-lo a algum abrigo. Bem, para ele a ideia um lugar que houvesse no mínimo uma cama era muito convidativa. Mas no fundo sabia que acabaria adotado por alguém ou morando em um orfanato. Pode parecer estranho, mas a ideia de viver nas ruas já se tornou algo que fazia parte dele, e largar isso ... de certa forma para Braum era como abrir mão da liberdade. E a ideia de morar com uma “família” o assustava, a saudade de sua mãe apertava o seu peito toda vez que algum agente tentava aborda-lo sem sucesso. No final das contas a companhia de Henrique era inspiradora as coisas ficavam mais leves. Braum se esqueceu de tirar proveito da situação e se rendeu ao papo alegre sobre como uma lata retorcida parecia a tia de Henrique.

Braum passou o resto da tarde com Henrique, conversando. O carisma do garoto havia conquistado Braum esquecera completamente as dificuldades do dia e tudo ficou mais alegre. Em um dado momento os dois estavam olhando para o céu, Henrique fazia comparações estranhas para Braum mas de alguma maneira sabia do que ele estava falando. Henrique olhou para uma nuvem rechonchuda que lembrava um homem deformado, e a fitou por alguns segundos. Logo retirou do bolso uma flauta uma Sírinx, a colocou em sua boca e começou a soprar uma melodia lenta... sigilosa...e fúnebre. Braum começou a ouvir o soprar da flauta de Pã e algo veio a sua mente como um Insight, só que mais suave que isso. Quando reparou já estava cantando.
          -  “A sorte dos mortais
               Cresce num só momento
                e um só momento basta
                Quando o cruel destino
                a venha sacudir...” - Henrique interrompeu a cantoria com uma gargalhada de satisfação.


- Píndaro! ... Grande filho de Atena! Uma vez um grandioso filho de Ares devastou Tebas e a sabedoria de Píndaro foi reconhecida. Como recompensa sua casa foi a única a ser poupada por Alexandre. Agora como um garoto que mora na rua arranjou esse conhecimento?   - Indagou Henrique, com um ar de quem já sabe a resposta.

- Eu é... não sei .. só veio a minha mente  -  O garoto respondeu pensativo.

- Grande!!! Ei como sei que não tem lugar melhor pra ir, o que acha de conhecer um acampamento amanhã? – Perguntou Henrique sorridente.

- Cara se você está tentando me levar pra um abrigo eu acho melhor você... – Falou o rapaz entortando as sobrancelhas.

-Ei calma ai, digamos que lá as coisas podem até ser mais agitadas... temos muitos como nós. Se você me acompanhar lá te explicarei muitas coisas- Explicou Henrique já esperando um consentimento.

- Você parece confiável, a única pessoa que consegui me aproximar... lhe darei esse voto de confiança espero que não me traia! – Respondeu hesitando.

Após escutar a resposta Henrique se recolheu em um canto, sentou-se e recomendou que Braum fosse dormir porque a viagem demoraria, e precisava dele descansado. Braum ouviu o conselho do amigo e foi dormir.  
                                 
                                                                                                                   

●●●

Era uma noite barulhenta e tortuosa ... Braum se levantou altivo e enérgico do seu papelão, estava em um beco escuro e úmido. Henrique estava dormindo em posição fetal recolhido no canto da parede por conta do frio. Braum sentou-se e olhou em volta nada via além de uma lixeira e dos carros passando. Fechou os olhos e recostou a cabeça na parede e respirou o cheiro de água vindo do ar úmido, após alguns minutos tentando acalmar o coração e se perguntando por que de tanta agitação, escutou o som de chocalhos se aproximando. Quando abriu os olhos viu a figura de uma mulher alta se aproximando. Mas precisou de alguns segundos olhando para ela para entender o que estava acontecendo. Algo estava deixando a imagem da mulher turva, Braum fechou os olhos e os esfregou quando os abriu de novo quase nem conseguiu olhar. Henrique se levantou em um salto e jogou Braum para o outro lado do beco com uma força surpreendente e gritou:

-Dracaena !!!! – Gritou Henrique em meio a um balido gutural e estonteante, enquanto recuava arcado como se estivesse apontando a cabeça para a criatura que a alguns minutos era uma mulher.

Logo após Braum olhou para onde estava e viu uma lança enorme cravada na parede. Quando olhou para a mulher de novo já não tinha um aspecto tão humano assim. O tronco estava nu, com musculatura definida e com algumas escamas grandes nos ombros e antebraços. Da cintura para baixo não avia pernas. No lugar havia uma cauda reptiliana gigantesca e tonificada e com uma bifurcação na ponta onde se encontrava um guizo em cada extremidade, que mais pareciam a cabeça de uma clava. Antes que Braum pudesse ter alguma reação Henrique pulo para cima da cobra em um Double Leg forte e explosivo. A criatura cambaleante recostou sobre a parede atordoada. Antes que Braum tomasse alguma atitude Henrique veio trotando em sua direção pegou seu braço e em um gesto bruto o jogou para frente e disse:

-Vamos cabeçudo ande corra, precisamos chegar ao acampamento! – Disse tomando a frente na corrida com Braum logo atrás dele.

Enquanto corriam Braum sem muito entender olhou para as pernas de Henrique, eram peludas e fortes e o mais esquisito tinham cascos, isso explicaria o modo “desajeitado” que ele andava, Henrique abismado em quanto corriam disse:

-Cara... suas per..- Não conseguiu completar e Henrique já o cortou.

-Nossa a névoa estava forte em garoto, só agora reparou?... Como pode ver mestre da sapiência eu tenho cascos, e olhe chifres também- Disse apontando para a cabeça e mostrando os tímidos cornos em sua testa, em seguida disse.

- Bem vindo ao mundo real garoto, quando te vi tive uma impressão sobre você, mas duvidei por já ser bem velho e ainda não ter sido reclamado, mas acho que seu pai o fez para lhe proteger. Mas o mais intrigante foi nenhum monstro ter nos achado durante tanto tempo, talvez seja por causa do lixo... Até eu tive dúvida...Mas enfim garoto logo saberemos quem é seu pai, venha logo se demorarmos aquela minhoca ambulante vai nos achar, vou leva-lo para o acampamento. – Explicou o sátiro, sem perder folego nem oscilar em sua corrida.

-Cara eu sabia que cachorro quente que achei na lata de lixo estava ruim demais pra comer ...- Comentou Braum pensativo.

-Silencie-se não gaste seu folego falando, estamos muito longe, lá explicarei tudo -  Finalizou Henrique.

●●●

Após algumas horas de corrida adentrarão um bosque, o dia estava amanhecendo e de cima uma colina Henrique interrompeu Braum em sua corrida, e enquanto Braum recuperava o folego Henrique apontou e gritou:

 - É para lá que estamos indo jovem semideus, venha estamos quase chegando! – disse animado enquanto dava um pulo batendo os cascos no ar.

Braum se questionou novamente sobre as coisas estranhas que Henrique dizia, mas ao perceber que ele já tinha tomado a frente resolveu esperar e seguir.
E assim começou a vida de Braum como semideus.
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Re: Ficha de Reclamação

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