Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por 142-ExStaff em Dom 09 Nov 2014, 02:49

Relembrando a primeira mensagem :


Fichas de Reclamação


Orientações


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.



Deuses / Criaturas
Tipo de Avaliação
Afrodite
Comum
Apolo
Comum
Atena
Rigorosa
Ares
Comum
Centauros/ Centauras
Comum
Deimos
Comum
Deméter
Comum
Despina
Rigorosa
Dionísio
Comum
Dríades (apenas sexo feminino)
Comum
Éolo
Comum
Eos
Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões)
Comum
Hades
Especial (clique aqui)
Hécate
Rigorosa
Héracles
Comum
Hefesto
Comum
Hermes
Comum
Héstia
Comum
Hipnos
Comum
Íris
Comum
Melinoe
Rigorosa
Nêmesis
Rigorosa
Nix
Rigorosa
Perséfone
Rigorosa
Phobos
Comum
Poseidon
Especial (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino)
Comum
Selene
Comum
Thanatos
Comum
Zeus
Especial (clique aqui)




A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação. Os campos da ficha são:

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

- História do Personagem

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Não é necessário a utilização de template, mas caso opte por fazê-lo, a largura mínima do texto deverá ser de 400px, preferencialmente sem barra de rolagem — caso tenha, a altura deve ter o mesmo tamanho da largura ou maior. Templates que não sigam o disposto farão a ficha ser ignorada, bem como fichas ilegíveis - utilize colorações adequadas no texto.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



  • Obs: Somente envie sua ficha UMA vez para cada avaliação. Fichas postadas seguidamente (como double-post) serão desconsideradas, reincidência acarretará em ban de 3 dias + aviso.




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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Charles Winter em Ter 14 Jul 2015, 14:15

Ficha de Reclamação


- Por qual deus deseja ser reclamado / qual criatura deseja ser e por quê?

Íris, pois ela é a deusa que se encaixa melhor na minha trama, e eu gosto dela.

- Perfil do Personagem

Físicas: Altura mediana 1,73 cm, magro, cabelo curto, sempre despenteado, pinta constantemente a sua cor, no momento está azul, nariz um pouco arrebitado e pequenos olhos castanhos.

Psicológicas: Um garoto alegre, está sempre sorrindo, até nos momentos tristes, um pouco desatento, amigável, gentil até com estranhos, seu pai sempre mando ele não falar com estranhos, mas ele nunca ligava e um temperamento calmo.

- História do Personagem


Era mais um dia normal na minha horrível escola, eu estava com meu único amigo, o Gui, era hora do almoço, a escola era ruim porque lá ninguém ligava pra estudos, nem mesmo os professores, eu e o Gui estávamos sempre entrando em brigas. Mas naquele dia, não, estava tudo calmo demais. Era tudo por causa de um professor de outra escola que iria vir visitar nossa escola e distribuiria algumas bolsas de estudos para os alunos mais esforçados, eu mesmo com a minha dislexia e TDAH, conseguia ser o melhor aluno da minha classe. Então o professor chegou, todos grudados em suas cadeiras para conseguir a bolsa. Essa outra escola era uma escola para garotos e garotas ricos, onde só tinha filhinhos de papai. Eu estava torcendo para conseguir essa bolsa, mesmo que essa outra escola também fosse ruim, qualquer coisa seria melhor que essa escola que eu estava. Ele começou a olhar os alunos, eu estava suando de tensão, minhas mãos tremiam de nervosismo, precisava pensar em arco-íris, ah, os arco-íris eram a única coisa que me acalmava em momentos assim, eles traziam uma alegria, era como se eu estive com meu pai e com a minha mãe, que nunca conheci. Chegou a hora, ele tinha parado na minha frente com seus óculos quadrados e terno de risca de giz. Ele tinha me dito que já era para eu ir para a escola Benjamim Franklin amanhã.

Depois disso voltei para casa, meu pai estava dormindo no sofá com a televisão ligada, me aproximo dele, lhe dou um beijo na testa e ajeito seu cobertor, desligo a TV e vou para o meu quarto, procurar os meus desenhos. Eles eram sobre arco-íris e minha imaginação de como seria a mãe, pra mim ela seria uma mulher bonita, com longos cabelos coloridos, cada mecha com cada uma das cores do arco-íris. Guardo meus desenhos e me deito na cama, pego meu celular e coloco minha música favorita Colors, do DJ Tobu. Ela me acalmava então coloco o fone de ouvido e fecho os olhos...

No outro dia, já a caminho da escola encontro o Gui, ele tinha me falado que depois que eu saí, ele também tinha recebido uma bolsa. Estávamos na porta da escola uma porta dupla de carvalho negro. Somos recebidos pelo mesmo professor de antes, o que tinha dado as bolsas de estudos, ele nos apresenta toda a escola, e eu notei num canto de parede, uma garota, mas ela não era qualquer garota, ela era linda, com seus cabelos longos e loiros, jaqueta branca de couro, camisa preta e jeans surrados. Quando eu a vi, minhas pupilas dilataram, e meu coração começou a pulsar mais forte, eu tento me aproximar dela para falar como ela é bonita, mas eu simplesmente fiquei mudo na sua frente, e então ela tomou a iniciativa:
- Olá garoto, você é novo aqui?

- S-sou, v-você é muito b-bonita.

- Ah, obrigada, você também, meu nome é Candle, adorei o seu cabelo azul, mas agora é hora da aula, vamos juntos?

Chegamos à aula, era aula de matemática, eu odiava aquela matéria, mas não tinha ido pela aula, tinha ido por ela. Estávamos estudando trigonometria, a coisa mais chata do mundo. Durante a aula, eu e Candle ficamos conversando, e então eu tinha criado coragem para chamá-la para ir à minha casa, e... ela ACEITOU!!! Meu coração se encheu de alegria. Assim que acabou a aula, ela segurou no meu braço e eu a levei pra minha casa.
Já em casa, eu a deixo com meu pai para ir tomar banho, durante o banho só conseguia pensar nela. Saio do chuveiro, pego minha toalha que tenho desde os meus nove anos, me enxugo e troco de roupa, uma camiseta regata azul, calça vermelha e um tênis preto com listras roxas. Quando vou ao encontro de Candle, vejo minha vida desmoronar. Ela... ela estava destroçando o meu pai, meus olhos se encheram de lágrimas, vejo sua imagem oscilar, primeiro achei que era por causa das minhas lágrimas, mas depois notei que ela tinha se transformado numa espécie de criatura, meio mulher, meio cobra. Sinto o meu amor se transformar em raiva dentro de mim.  Dou um soco na parede:

- Isso. Não. Está. ACONTECENDO!!!!!

- Está sim, seu semideus nojento! Assim que eu terminar aqui com o seu pai, será a sua vez.

Sinto uma luz na minha cabeça, era um tipo de arco-íris. Eu fico confuso, mas sem pensar duas vezes, corro em sua direção para tentar lhe dar um soco, ele simplesmente me afastou com suas garras, que rasgaram minha bochecha. Caio no chão com a dor, enquanto meu sangue escorria, eu fiquei deitado esperando a morte...

- Hum, você é filho da Deusa Íris, isso será interessante, nunca matei um filho de Íris antes, você será o primeiro.

Ouço o rangido da porta se abrindo, viro meu rosto para ver quem é e, é o Gui, mas o que ele estava fazendo aqui justo agora, tento mandá-lo fugir, mas não consigo minha dor era muito forte, noto uma coisa em sua mão, uma tipo de faca, com tom de bronze, ele avança em cima da “Candle” e enfia a faca em seu rosto, num piscar de olhos ela vira pó. Ele se aproxima de mim e coloca alguma coisa na minha boca, um tipo de gelatina. E sinto o melhor gosto em minha boca, pizza de frango. Sinto os ferimentos em minha bochecha fechando:

- Agora que uma já descobriu preciso levá-lo agora a um lugar, é um acampamento. Você irá gostar.

- Ok, então.

Ele estende a mão para eu poder levantar, limpa a sujeira em minha roupa e saímos para o tal acampamento.
Charles Winter
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hera em Ter 14 Jul 2015, 14:47


Avaliação
a mão do aprovar chega a tremer

Thomas Nate - Aprovado como filho de Hefesto


Thomas, vejo que você melhorou, mas não foi o tanto que eu esperava. Novamente darei a dica de usar o word para escrever, já que diversas vezes você deixou de usar um espaço depois da pontuação, o que é considerado um pequeno erro e seria resolvido com o corretor automático. Também não achei a estrutura do seu texto boa, uma vez que você usou vários "parágrafos" de uma linha só, entende? É melhor quando você suprime tudo em um parágrafo maior, depois outro, depois uma fala, novamente outro quadro...

Vou te aprovar pelos elementos novos que você introduziu na narração - o momento da reclamação, mesmo que breve e sem nenhuma explicação maior do ocorrido - e pela modificação do enredo, além de perceber que você se esforçou para aumentar a qualidade da ficha. Espero que ao longo do RPG você continue melhorando e torne sua escrita cada vez melhor. Parabéns, filho de Hefesto!


Jace Hol - Aprovado como filho de Hipnos


Jace, não tenho grandes ressalvas a fazer, apenas parabenizar por um texto bem escrito e com os elementos necessários para uma ficha de reclamação. Você consegue passar através da narração todas as impressões do seu personagem, e isto é incrivelmente gratificante para o leitor, já que envolve sua atenção para a história. Seja bem vindo, filho de Hipnos!


Braum de Carvalho - Reprovado como filho de Tânatos


Braum, eu achei diversos erros pela sua ficha, e o mais comum deles foi usar letra minúscula após os três pontos. Também percebi a falta de acentuação em algumas palavras e especialmente falta de crase, mas o motivo principal de sua reprovação não foi esse.

Mas enfim garoto logo saberemos quem é seu pai, venha logo se demorarmos aquela minhoca ambulante vai nos achar, vou leva-lo para o acampamento.

Aí eu fiquei esperando o momento da reclamação e... Não houve. No teste para proles de deuses você deve narrar o momento em que seu parente divino o aceitou como seu filho, entende? Espero mesmo que você consiga enviar outra ficha e tenho certeza que conseguirá melhorar. Novamente, dou a dica de usar um corretor para escrever (word serve). Boa sorte na próxima vez!


Charles Winter - Reprovado como filho de Íris


Primeiro, diga para seu personagem que a trigonometria é linda, ok? Ok. Deixando as brincadeiras de lado, eu achei sua narração um tanto clichê e também muito incoerente. Dracaena de novo? Já é batido, mas o problema não foi este: Como ela sabia que você era filho de Íris? Como ela tinha se transformado em uma garota? Tais criaturas não tem o poder de transformação, ao contrário das Benevolentes, como você deve ter confundido. Como na ficha acima, você também não narrou o momento da reclamação em si (quando o símbolo do seu pai/mãe divino aparece pairando em cima da sua cabeça), por isso não posso aprová-lo. Se precisar de algumas dicas, pode entrar no chat ou mandar uma MP para qualquer membro da staff, ficarei feliz em ajudá-lo.


Reclamações, duvidas e desabafos: MP.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Adam Lake em Qua 15 Jul 2015, 17:28

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hermes. Porque além de ele ser meu deus preferido, também me identifico muito com ele e acho que ele é quem mais se encaixa com a peronalidade de meu personagem.


- Perfil do Personagem

Características Físicas

Adam tem olhos castanhos da mesma cor que seus cabelos que são cacheados e compridos que vão até a altura de seus ombros. É um garoto baixo e magro também, possuindo 1,70m e apenas 61Kg, sua pele é branca porém um pouco bronzeada e não possui nenhuma marca ou tatuagem pelo seu corpo. Esta sempre usando roupas que tapam todo seu corpo, como calças e camisas de manga comprida ou casaco


Características Psicológicas

Não gosta de demostrar seus sentimentos, tenta sempre manter a calma em qualquer situação, sempre se deu melhor sozinho e por isso não é muito bom com trabalho em equipe. É sarcástico na maioria das vezes e muito preguiçoso também, faz apenas o que quer e por isso ele raramente obedece a ordens ou regras, dificilmente ele entra em relacionamentos pois isso nunca deu certo para ele. E as vezes tenta enganar as pessoas, para que possa roubar algo delas que para ele pode ser valioso.


- História do Personagem

Nasci em Londres, morava com minha mãe que era garçonete em um restaurante que ficava perto da nossa casa, eu apenas estudava, porém não era o tipo de estudante exemplar, pois sempre tinha problemas na escola, como brigas com os outros estudantes e as vezes com os professores também. Não sentia muito a falta de meu pai, mas sempre me perguntava o motivo de ele nunca estar presente, mas sempre que perguntava isso para minha mãe ela se sentia mal e tentava mudar de assunto para não precisar falar sobre isso.

Certo dia quando minha mãe estava voltando do trabalho ela sofreu um acidente, um carro a atropelou e como resultado ela ficou paraplégica e tendo que usar cadeira de rodas para se locomover e por causa disso acabou perdendo seu emprego, a partir desse dia as coisas em casa começaram a piorar, alguns dias depois eu acabei sendo expulso da escola porque fui pego roubando de um dos meus colegas. Sabia que agora eu que teria que nos sustentar, pois para minha mãe seria quase impossível de arrumar um emprego, mas eu tinha apenas 12 anos e era muito novo para conseguir um emprego, apenas conseguia pensar em um jeito de arrumar dinheiro, roubando.

Naquela época eu para uma criança com cara de inocente e por isso as pessoas nunca suspeitavam de mim o que tornava tudo muito mais fácil para mim. Para roubar as pessoas sem ser visto eu usava sempre a mesma estratégia, eu caminhava pelas ruas e quando vinha alguém em minha direção eu tentava colidir com a pessoa. – Desculpe. – Eu dizia, porém no mesmo momento da colisão eu rapidamente roubava a carteira da pessoa sem ela notar, esse tipo de roubo era mais fácil quando meu alvo era algum homem, pois eles sempre guardavam suas carteiras em seus bolsos, o que facilitava ainda mais as coisas. Quando meu alvo era alguma mulher, sempre levava uma faca afiada comigo, pois as mulheres da cidade sempre usam bolsas então eu usava a faca apenas para cortar a alça das bolsas delas e depois apenas saía correndo com e me escondia em algum beco.

Não me orgulhava muito do que eu fazia, porém sabia que era necessário, mas a melhor parte de tudo isso era chegar em casa em ver que minha mãe ficava feliz em ver eu chegando com tanto dinheiro, claro que eu não falava a verdade para ela, dizia que eu consegui arrumar um emprego perto de casa. Sentia-me mal por mentir assim para ela, porém ela não gostaria de saber que aquele dinheiro todo era roubado.

Passei alguns anos da minha vida apenas fazendo isso e durante esse tempo consegui um atendimento melhor para minha mãe, nos mudamos para uma casa maior e não precisávamos mais nos preocupar com a falta de dinheiro em casa. Ás vezes sentia que roubar era meu maior dom, pois durante todo esse tempo ninguém nunca me pegou e nenhum dos roubos deu errado, pelo menos ainda não.

Certo dia saí para fazer o mesmo de sempre, apenas estava em busca de algum alvo que parecesse até que o achei, era um garoto que aparentava ser um pouco mais alto e mais velho do que eu. Aproximei-me dele e colidi com o mesmo, rapidamente coloquei a mão em seu bolso e peguei sua carteira. - Desculpe. - Disse enquanto me distanciava dele sem muita pressa. Entrei no primeiro beco que vi e quando abri a carteira dele havia apenas um papel onde era pra estar o dinheiro dele e no papel havia uma mensagem.

“Olá Adam, estive esperando por você, me encontre aqui nesse beco a meia-noite.”

Achei aquilo um muito estranho, porém também fiquei muito curioso para saber o que significa aquilo. Então, assim como estava no papel voltei para aquele beco à meia-noite e lá estava o mesmo garoto que eu havia roubado antes, porém ele parecia um pouco diferente de antes, agora suas pernas estavam cheias de pelos e no lugar dos pés ele tinha dois cascos.

-Adam, você precisa vir comigo. - Disse ele.

- Eu nem conheço você. Como sabe meu nome? Como sabia que eu iria roubar você e pra ode quer me levar? E porque suas pernas são assim? - Perguntei confuso enquanto esperava pela resposta dele que parecia estar bem calmo diferente de mim.

- Eu estive observando você por um tempo, eu sempre estive pelas observando você, não sabia quando iria me roubar, mas sabia que iria, então apenas esperei.  Minhas pernas são assim porque eu sou um sátiro, agora se quiser mais respostas terá de vir comigo, tenho informações sobre seu pai também. - Disse ele calmamente.

Fiquei por um tempo em silêncio, parecia que ele só iria responder minhas perguntas se eu o seguisse. Perguntava-me como ele conhecia meu pai, porque queria que o fosse para algum lugar com ele e que lugar era esse.

- Certo, eu irei. -

Ele então me mostrou o caminho, enquanto caminhávamos ele me contava de como era o tal lugar, porém não conseguia prestar atenção nele, pois ainda não acreditava que as pernas dele eram daquele jeito. Após vários dias viajando nós parecíamos finalmente ter chegado, adentramos uma floresta e caminhamos mais um pouco, quando chegamos vi uma placa grande escrito “Acampamento meio-sangue”.

- Seja bem-vindo Adam, ou melhor, filho de Hermes. -
Adam Lake
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Madeleine S. Baratheon em Qua 15 Jul 2015, 22:49



 
(( I'M OBSESSED WITH SILENCE ))


Íris. Sinceramente, eu nunca tive a oportunidade de criar uma prole de tal deusa e muito menos desenvolver uma trama para tal. Vagando pelo fórum, decidi que iria experimentar. E, além disso, há poucos filhos – ativos – da deusa no RPG e acho que seria ainda melhor poder fugir das mesmices.

(( HARD LIKE A ROCK, COLD LIKE A STONE ))


A beleza de Madeleine é como a do arco-íris: única e extraordinária. Talvez o segredo esteja concentrado no seu rosto angelical, a pele alva muito bem cuidada que se contrasta com o cabelo louro e longo, que cascateia sobre os ombros da jovem. Ou então, talvez seja o seu corpo que, mesmo não possuindo seios enormes e curvas perfeitas, não deixam de chamar atenção. Ou talvez se dê a uma característica que pode passar quase que despercebida àqueles que não fazem questão de prestar atenção em Maddie – ou seja, pouquíssimos -, seus olhos cor de mel. Também pode ser devido aos seus lábios, carnudos e róseos, ou talvez a forma em que parece que a moda se adapta a ela e não o contrário... Ah, essa garota possui tantas coisas para fazê-la bela... Talvez seja exatamente esta sua característica-chefe: a união harmoniosa de todas as outras características, como as cores que se unem nos dias chuvosos e ensolarados para formar o fenômeno conhecido como arco-íris.

Maddie pode ser definida com uma única palavra: livre. A garota vive possui um tipo de personalidade que parece totalmente impossível para a maioria das pessoas que vivem no século XXI. Ela é extremamente altruísta, animada, compassiva e sociável. É uma empata natural, sabendo muito bem como reagir aos sentimentos das outras pessoas, confortá-las e influenciá-las para se sentirem melhor ou, eventualmente, pior. Foi criada com muitos mimos e devido é isto, é também acostumada a ter o que quer quando quer, gerando algumas dificuldades quando seus pedidos não são atendidos. É bastante esperta, sabendo perceber discrepâncias em fatos muito facilmente, sendo nem um pouco ingênua. Sua energia sempre fora admirada por aqueles que viviam a sua volta, uma vez que parecia inabalável a qualquer situação que provavelmente deixaria alguém totalmente para baixo. Diferente de muitas pessoas que costumam fingir esta energia para cobrir a angústia que os consome, o sentimento de felicidade é o mais puro e verdadeiro e, aparentemente, indestrutível. Suas relações, desde as mais íntimas aos mais recentes conhecidos, sempre são muito valorizadas e a garota simplesmente odeia a idéia de perder um amigo ou algo do tipo, pois reconhece o valor imenso de cada um. Se conectar emocionalmente aos seus amigos se tornou praticamente um hobby e ele adora poder motivá-los. No entanto, está óbvio que o altruísmo da garota – considerado exagerado para muitos – acaba por prejudicá-la, pois, algumas vezes, ao tentar interpretar o estado sentimental alheio, acaba errando e ela própria se sente mal, tornando-a depreciativa. É muito emotiva e sensível e, portanto, se passar sobre alguém, ambos – ela própria e a pessoa a qual derrubou – serão atingidos. Sua sociabilidade e empatia excessiva também saem pela culatra ao momento em que: não consegue se focar em atividades sérias (ficar no computador escrevendo relatórios, por exemplo), está sempre procurando significados subjetivos aos mais simples atos (fazendo-a estar sempre se questionando por que alguém fez o que fez, o que poderia significar, e o que fazer sobre isso, por exemplo), explode emocionalmente quando sob estresse, conflito ou crítica ou se sente sobrecarregada quando seus amigos “abusam” de sua paciência e conexões sentimentais e ela não pode dizer sim. Mas, de toda forma, está óbvio que Madeleine representa uma boa menina, afinal, não importa o que ela faça, estará sempre óbvio as suas mais ingênuas e boas intenções.

 
(( SOLITAIRE, SOMETHING YOU CONSIDER RARE ))


O encontro entre Íris e Max foi amor a primeira vista. O mortal era um cientista de bom caráter, que morava no sul do Canadá. Talvez o principal fato no homem que atraiu o olhar de uma deusa tão atarefada fosse que ele também tinha o hobby de ser fotógrafo. Sempre procurando pelas melhores paisagens do país em que vivia, depois de tanto fotografar, o homem se viu fascinado  pelo fenômeno meteorológico conhecido como arco-íris. Sempre que conseguia ver o fenômeno, o fotografava. Depois de várias fotos, estava óbvio que a deusa Íris não conseguiria mais resistir aos “galanteios” de Max. Ainda que ela estivesse realizando seus constantes trabalhos com a deusa Hera, por vezes entregando mensagens aqui e ali, a divindade achou tempo para poder começar a interagir com o mortal. E com todo o seu fascínio que agora era completamente dado a deusa, eles tiveram Madeleine, uma semideusa. Íris foi obrigada a abandoná-los, ainda que não fosse seu desejo, mas prometeu sempre olhá-los dos céus.

Conforme a jovem Maddie crescia, seu pai passou a lhe ensinar toda a boa educação e protegeu-a de todos os malefícios que o mundo possuía, impedindo-a de conhecer um sequer. Isso ajudou a construir a personalidade da garota que mais tarde se mostraria um doce de pessoa, ainda que acostumada com os mimos. Durante a infância de Madeleine, seu pai se tornou um tanto desleixado com o trabalho e os hobbies que possuía quando vivia sozinho, se tornando muito mais dedicado, ainda que fosse notável certa angústia por ter sido abandonado pela amada.

Quando a garota já começava a alcançar seus dez anos de idade, ficou óbvio que a economia do pai era precária. Com o trabalho de cientista não sendo suficiente para pagar a casa que antes comportava alguns luxos, ele passou a vender as coisas. A primeira coisa que conseguiu vender foi uma bela foto de quando ele tirava fotos dos arco-íris. Aproveitando para esquecer de uma vez Íris, ele passou a vender tudo que ela lhe havia dado, as outras fotos que tinha tirado do fenômeno, além de outros objetos que só se amontoavam na casa, erguendo-os novamente, economicamente. Neste mesmo período de vida da semideusa, ela começou a perceber seus “dons” – era desta forma que ela se referia a sua empatia natural -, a forma com que conseguia consolar seus coleguinhas facilmente e como gostava de ajudá-los quando tinham dúvidas nas tarefas, sempre as solucionando rapidamente. O boletim da jovem sempre fora composto por elogios a personalidade de Madeleine, além dos vários nove e dez que possuía.

Aos seus 13 anos, idade em que vários semideuses já se encaminhavam ao Acampamento Meio-Sangue, a garota continuava brincando na neve nos finais de ano, conversando com suas amigas sobre os garotos, a moda e as músicas recentes. Ela era a popular da escola e diferente de algumas primas que também possuíam o mesmo cargo em outras escolas, ela nunca usara o posto de forma ruim, nunca humilhando os “nerds” ou aqueles de gostos diferentes ao dela; pelo contrário, Madeleine procurava sempre usar sua “fama” para ajudá-los ou inclusive ser ajudada. Claro, várias pessoas discordaram de seus atos, mas ela nunca criara problemas na escola.

As coisas mudaram aos quinze anos da jovem. Procurando sua escola para o ensino médio, a garota fez alguns testes para procurar bolsas em bons colégios. Aos vários em que ela tentou, havia um que era uma espécie de “irmandade” de garotas, em Nova Iorque. Apesar de ter conseguido várias bolsas ótimas, esta fora a única que fornecera uma bolsa com cem por cento e ainda que fosse distante, preferiu ir nesta, já que seria ótimo fazer uma viagem para outro lugar e claro, a escola de graça. Mal a semideusa sabia que por trás da fachada de um colégio interno, haveria uma irmandade composta por semideusas veteranas que ajudavam o Acampamento Meio-Sangue a recrutarem mais semideusas. Madeleine só fora saber disso ao chegar lá, em que passou por uma espécie de cerimônia de boas-vindas. Quando fora sua vez, um holograma acendeu acima de sua cabeça, semelhante a um arco-íris. É claro, Madeleine achou que era somente um efeito causado por luzes ou algo do tipo, mas quando a chamaram de “semideusa filha de Íris”, ela ficou absolutamente perplexa e desorientada, assim como todas as outras garotas. Antes de sátiros chegarem para levá-las para o Acampamento Meio-Sangue, tiveram alguns minutos em que foram introduzidas ao mundo mitológico. Cada uma conheceu um pouco sobre seu pai ou mãe divino. A mãe de Madeleine, a mulher a qual ela nunca se preocupou em saber, era deusa do arco-íris. Era um verdadeiro choque, ser tirada de um mundo comum ao qual estava acostumada e ser colocada a um lugar em que ela não pertencia. Monachopsis¹, ela pensou, o sentimento persistente de não pertencer a um lugar. Mas ela pertencia.

Assim que os sátiros chegaram em vans, elas foram levadas ao Acampamento. Era um grupo de aproximadamente vinte garotas – estas foram separadas em quatro vans, afim de não chamar atenção dos monstros -, todas entre 15 à 18 anos. De acordo as líderes, elas eram filhas de deuses ou deusas de uma força menor e que, portanto, não chamaram atenção a monstros como a maioria dos semideuses atrairia, mas ainda sim precisariam do treinamento adequado para o futuro. E afinal, agora que haviam descoberto ser filhas de deuses e deusas, o “cheiro” delas estaria um pouco mais forte. Madeleine absorvia as informações com rapidez e curiosidade. Apesar da surpresa inicial, sua imaginação fértil sempre a fez questionar a existência de um mundo escondido, como o mundo dos bruxos de Harry Potter, então isso facilitou a aceitação das informações posteriores. Enfim, elas haviam chegado ao acampamento. Apresentaram-se a Quíron e mais tarde, na fogueira, aos outros semideuses. Maddie se sentia radiante, apesar de tudo. Quando estava indo se deitar no chalé de Íris naquela noite, a garota achou uma carta.

Uma carta que prometia muitos mais capítulos para a história de Madeleine.

Adendos:
Referências:
¹ não achei a tradução, mas é um sentimento existente, ok? nem sei se seria capaz de inventar algo assim. [clique nos links para ser redirecionado a sites que explicam melhor, em inglês] (x) (x)
Observações:
Ficou pobre? Bem, em minha opinião, ficou. Não queria fazer uma história cheia daqueles dramas dignos de um filme, ainda mais que a Maddie é filha de Íris, não representa uma grande força, como foi explicado no penúltimo/último parágrafo.

Não revisei. Perdão. mas fiz no Word, então acho que não deve ter muitos erros de ortografia

Mais sobre a carta em DYIs, missões, treinos, interações...

avalie com amor, queridx

Madeleine S. Baratheon
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Anne W. Lopez em Qui 16 Jul 2015, 10:50

♦ Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
Hermes. Eu, em OFF até, me encaixo no deus. Minha personagem, Anne, é viciada em tecnologia, mas não deixa de se divertir e viajar. Bem, técnicamente, nós duas se encaixamos nele.

♦ Perfil da Personagem

♦ Características Físicas
Anne é uma garota com 1.73 de altura, uma garota com várias curvas e flexível. Tem olhos bicolores (verde e azul), cabelos lisos de cor marrom (claro). Tem os seios medianos, não tem tatuagens, tem o "bumbum" de tamanho médio.
♦ Características Psicológicas
Anne é viciada em técnologia, mas é festeira, brincalhona e gosta muito de viajar. Ela geralmente é feliz e também calma, tenta agir de um jeito sedutor para provocar os garotos, díficilmente sai do sério. Tem muito afeto pelos seus amigos, amigas e irmã(o)s e se estressa fácil quando alguém incomoda a mesma em seu sono.
♦ História da Personagem

— Anne! Vamos logo, a gente vai se atrasar! — Jake repetia as mesmas palavras, em uma tentativa frustrada de me acordar para nós irmos ao teatro. Ele tinha um fascínio por música e teatros, era incrível. Mesmo tendo nome de cachorro, ele é um cara legal, sabe? Tem a mesma idade que eu, olhos azuis claros, era muito estiloso e andava de um jeito estranho. Isso não o impedia de ele ser meu amigo. Eu acordei, com MUITO sono, tudo por causa de um amigo irritante querendo ver a droga de um teatro cedo. — Ok, ok, Jake! PARA DE ME INCOMODAR! Eu já estou levantando. — Confesso que tentei me controlar nesta hora. Como eu tinha uma grande amizade com Jake e não queria deixar ele mal, me levantei. Eu estava apenas com minha roupinha íntima cinza "natural", o que normalmente deixaria até o homem mais gay do mundo excitado. Andei até meu armário e peguei uma mala rosa-choque que havia em cima dele. — O que está fazendo, Anne? Você vai se mudar, é? Não quero que se mude! Daí eu não vou poder saber onde é sua casa, não quero não poder saber onde é sua ca- — Eu não vou me mudar, Jake. Hoje eu vou passar a noite na casa da Kristen, lembra? Você também vai... Só não se anime, não é porque serão 2 garotas e 1 garoto que você irá se divertir com nossos corpos nús, seu safadinho. — Eu o provoquei, para ele deixar de ser tagarela. Ele apenas corou e ficou quieto, como sempre. Eu coloquei na mala metade das minhas roupas, um canivete e uma foto da turma da 8ª série que me trazia boas memórias de bons tempos. Fechei a mala, peguei o case da minha guitarra e a coloquei, já que ela estava em um canto do quarto. Eu ia tocar na casa de Kristen. Fechei o case e fui me vestir. Demorou 5 minutos para me vestir, uma botinha de couro, uma calça jeans justa preta, uma camiseta cinza com uma estampa tendo os dizeres "I need a drink, please" nela, na frente da estampa de um whisky. Por cima, eu tinha uma jaqueta preta de couro, uma pulseira pequena de ouro e no pescoço um colar de coração. Fui para o banheiro, deixando Jake apressado, e comecei a me maquiar. Demorou não mais que 15 minutos e eu já estava de chapinha e maquiada, sem exageros. Jake, ainda sem falar nada, ficou impressionado enquanto olhava para mim. Eu apenas sorri, peguei minhas coisas, coloquei o case com a guitarra nas costas e fui até o meu carro. Sim, eu tenho um carro. Como é bom nascer em uma família bem de vida. Coloquei minhas coisas no porta-malas, o fechei e entrei no carro. — Esqueceu alguma coisa, Jake? — Gritei. Ele apenas entrou no carro e negou a pergunta com a cabeça. Dei partida no carro. Achei estranho, Jake estava muito calado e sério... O quê tinha acontecido? Bem, eu não queria que ele perdesse o show no teatro que ele tanto quer ir, então a minha mãe abriu o portão da garagem e eu acelerei para chegar ao teatro. Ele era á algumas quadras de minha casa, ele era como aqueles teatros de antigamente, e estariam apresentando uma peça chamada "Ruty and the Ruby", uma peça que falava de uma detetive que deveria investigar um misterioso desaparecimento de um rubí. Alguns minutos depois, nós deixamos o carro do lado de fora, fomos á entrada e entregamos nossos bilhetes para o moço de meia-idade na bilheteria. Entramos na platéia. Eu peguei um assento do lado da saída e Jake sento em um assento colado ao meu. O show começou. Jake segurou minha mão enquando o show prosseguia. Ele queria se sentir... Seguro? Bom, o show foi interrompido por um estrondo. Jake se levantou e saiu correndo. Na minha opinião, não foi peido. Fui atrás dele, e quando saí do teatro, lá estava ele, tocando flauta na frente de um gigante e com as calças no chão. Espera... Calças no chão? Olhei para as pernas dele e ví uma coisa que deixaria qualquer fã de filmes de magia doidinho, ele tinha pernas de bode! Na hora eu estava um pouco assustada com isso, mas Jake estava em perigo e eu não podia fazer nada. Peguei umas pedrinhas de calçada e mirei no monstro que eu não tinha visto ainda, mas... Uma mulher, distorcida, não era uma górgona, parecia uma aranha. Ela estava no chão, de barriga para cima, com seus 6 braços e 2 pernas a segurando e o rosto torcido. Ela iria avançar em Jake, eu sabia disso. Era por isso que ele estava triste. Eu comecei a jogar pedras nela, e ela avançou EM MIM! Jake correu até mim, me pegou nos braços e correu o mais rápido possível.
— Jake! Volte para lá! Nós precisamos-
— Anne, não me faça ter que te desacordar... Eu não quero te perder! Nós ficaremos em um lugar seguro, ok? — Ele disse e depois me deu um beijo na testa que me deixou corada.
Eu apenas tentei relaxar enquanto ele me botava no carro. Ele, mesmo com aquelas patas, consegui dirigir o carro até minha casa. Lá, ele desceu, entrou em casa e falou com a minha mãe algo que eu não pude entender. Ele voltou com a minha mãe, ele disse pra mim trocar de lugar e fui até o banco do motorista. A minha mãe veio e me deu um beijo na testa, dizendo que era pra me cuidar, que ela sempre ia me amar como filha e etc... Eu me senti mais feliz com aquilo. Meu melhor amigo entrou no carro e me deu uma coordenada para ir. Eu procurei no GPS, mas o carro falhou. Mais uma vez, aquela aranha veio até nós. Jake me puxou do carro e tocou algo com a flauta que me fez adormecer. Acordei em um quarto velho, com Jake me olhando, feliz de eu ter acordado. Eu levantei um pouco a cabeça e vi que minha mala e case da guitarra estavam lá. Ele me deu um beijo na testa.
— Bem-vinda ao acampamento meio-sangue, Anne. Espero que tenha gostado do lugar.
Ele falava enquanto um círculo cinza claro aparecia sobre minha cabeça.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Raffel E. Cifer em Qui 16 Jul 2015, 13:42


❝心在るが故に... ❞
I can barely open my eyes. Even so, it wouldn’t be entirely inaccurate to venture that the reason for his monochromatic landscape to seem distinctly lacking in color all of a sudden, or an unfamiliar sense of boredom wedging itself into the forefront of his mind, or just the general feeling that something was awry, that something was missing could be attributed to the very fact that something was missing. Or rather, gone. Not in the permanent sense of the word, as Raffel sincerely doubted that the cause of his present state of being would just up and get himself killed so easily.

Sometimes everything you know in the world turns out to be a lie. But at the end of the day the lie isn't what matters, it's what you do after you tell it. If you work hard enough you can make it true.



▬ Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê? Héracles.
A escolha de progenitor é, na verdade, pouco irrelevante na história. Eu pessoalmente acredito que é uma das melhores histórias que eu já fiz, dentro dos meus limites - e que 99% das características do personagem, inclusive a história, são independentes do seu parentesco divino. Como verás mais para frente, o único ponto em que torna-se visível a influência do sangue divino é em sua resistência aos testes físicos que deveriam debilitá-lo caso fosse um humano comum, ou mesmo filho de alguém que não Héracles.
Héracles para mim é uma divindade neutra. Seus poderes não são chamativos e sua influência não é bem definida, e isso me dá liberdade, o que eu gosto.
Ele é o deus da força, e em sua história permanece a marca forte do sofrimento. Tornou-se imortal por perder tudo.
A perda, o desespero, a obrigação e o dever são as únicas características que interligam Raffel à seu progenitor. A perda de quem ele era, o desespero de ser quem ele é, a obrigação de continuar da mesma forma e a tentativa de utilizar isto de algum modo para o bem. Não que este em seu total seja do seu interesse, mas a inquietação do futuro é o que o faz seguir.
A força é o que o move.

▬ Perfil do Personagem (características físicas e características psicológicas - preferencialmente separadas);
Um metro e oitenta e dois, cinquenta e nove quilos. Magro, alto e pálido. Cabelos pretos soltos na altura dos ombros não muito largos, cicatrizes abaixo dos olhos verdes que parecem um caminho traçado por lágrimas, o rosto fino e severo, comumente predominado por um semblante inexpressivo e imóvel; há uma marca escura no centro do seu peito magro.
No decorrer de sua história, ele passa a usar a metade esquerda de um crânio com chifres junto à cabeça, como significado de seu descontrole — a primeira morte que ele causou.
A personalidade de Raffel é a mesma de um gatilho: programada para disparar na hora certa, os mecanismos feitos para agir daquela forma e de nenhuma outra; certa, direta e exata. Sem erros e sem relutância. A arma é fria e mortal, o heracliano também é. Armas são usadas, e o indivíduo também foi — especificamente para ser transformado em uma arma. Mas não uma arma comum, uma arma de combate, um soldado perfeito.
Foram-lhe retiradas as emoções, Raffel simplesmente não tem a escolha de sentir ou não. Mas apesar de não sentir, ele tem consciência de que um dia sentiu e por isso as lembranças são as únicas coisas que não o abandonam — isto, ao menos, não lhe foi roubado.
Ele dificilmente confia em alguém e está sempre alerta, não tem amigos de início, mas aprenderá a ter alguém.

Incontrolável.

▬ História;

História Alternativa - Resumo:
Em um lugar distante do conhecido EUA, um menino, durante a Guerra Fria, vivia em um vilarejo pequeno no lado socialista - sem saber de sua verdadeira origem -, chamando de pai um mundano.
O que poucos sabiam era que jovens daquele local e de outras vilas próximas eram convocados para serem cobaias de experiências que transformariam tais em máquinas de guerra e em soldados perfeitos e invencíveis, para a iminente e silenciosa ameaça de guerra.
Aonuma Shun, que na realidade era neto (por parte de mãe, obviamente) de japoneses (apesar de não ter os olhos característicos nem a aparência geral), teve de substituir o irmão, Satoru, nessa convocação pois o irmão mais velho sofria de uma doença muito grave que o debilitava-se de forma física e mental, e se nenhum membro homem fosse entregue ao exército, Satoru seria certamente morto - isso acontecia com as famílias que se negavam a entregar o primogênito.
E então, deixando seus pais, uma irmã mais nova e Satoru, ele foi levado até uma base. Foram feitas diversas experiências no garoto e ele foi posto em constante observação, por ter uma resistência maior do que os outros meninos (os quais ele via perecer conforme os dias passavam, não suportando o peso das experiências e substâncias que eram postas em seu organismo). No entanto, O Dia do maior projeto que naquela época os cientistas russos se arriscavam a tentar chegou.
Aonuma Shun teve seu cérebro modificado e foi retirado dele a parte que fornecia as emoções e posto no lugar algo que ampliaria os seus instintos e habilidades, já que sua força era notavelmente sobre-humana — os músculos cresciam conforme os anos passados naquela base e os cientistas surpreenderam-se com isto, evidentemente.
A cirurgia teve êxito, porém, consequências que afetariam os sentidos do garoto surgiram. Ele foi transformado em uma máquina de guerra, sempre precavida, rápida e habilidosa, além de fria.
Estavam prestes a pô-lo em testes práticos quando um espião Norte Americano o raptou, levando-o para ser estudado nos EUA e ser utilizado para guerra (ou destruído). O agente tinha uma identidade pronta para o jovem: Raffel Eaqué Cifer. Entretanto, ele não contava que o novo garoto fosse esperto da forma que era, Raffel era um semideus e seu pai guardava a linha meridional.

Ele então só se lembrou quando acordou em um Cassino Hotel, e de como o lugar lhe parecia estranho e ao mesmo tempo aconchegante. Seu corpo estava debilitado, provavelmente por fome - uma necessidade sanada no hotel.
Anos depois o tiraram dali. Um homem mais velho e estranhamente familiar o levou até o Acampamento. Lá começou sua jornada contra o seu passado e contra si mesmo.

21 de Junho de 19XX

A chuva caía fina e forte lá fora, como agulhas que despencavam do céu escuro. O sol sequer havia se pronunciado naquele dia, mas a claridade ainda era suficiente. Apesar do tempo ruim, eles viriam. Shun sabia que viriam.





Aonuma Satoru tinha dezesseis anos, como a maioria do vilarejo, e por isso estava na idade certa. Porém, ao invés de atingir Shun, a febre era o martírio de Satoru. Satoru, como o mais velho, seria levado dentro dos próximos meses, um dia escolhido a dedo pelos Grandes. Os pais de Shun sabiam o porquê, mas nunca tocavam no assunto. Os garotos diziam que se Satoru não fosse, ele seria morto.
Havia também Deneb, a caçula. Shun faria qualquer coisa por aqueles olhos brilhantes. E decidiu que faria mesmo quando ela estava chorando, chorando porque seu irmão mais velho seria morto. Todos sabiam.





— Eu vou — Shun disse durante o café pobre deles. Satoru estava de cama.
Ele iria. Ele iria por seu irmão mais velho que sempre admirara e ia por sua irmã mais nova que tanto amava. Iria por seus pais, para que não lhes fosse roubada a esperança de ter nos braços o seu primeiro filho vivo e posteriormente, se os deuses fossem bons, saudável. Do grande filho. No entanto, uma vida seria trocada por outra, pois após um ano do Recolhimento (quando os garotos de dezesseis anos eram retirados de suas famílias para servir as causas da Grande Pátria), nunca voltava algo mais do que flores e falsas condolências junto dos nomes dos que pereceram — todos até então. O vilarejo era sempre melancólico por isso.
Eram todos ratos de laboratório presos em uma gaiola, apenas procriando para que novos soldados fossem mandados para o exército, para que todos fossem usados em experiências.
Aos doze anos de idade Shun tinha a altura de um garoto bem mais velho e seu rosto também enganava bastante, ele poderia se passar por Satoru.
E foi exatamente o que fez.


Send a HEARTBEAT to the void that cries through you. Relive the pictures that have come to pass.
For now we stand ALONE; the world is lost and blown. --And we are flesh and blood DISINTEGRATE.
With no more to hate.

❝I can assure you, trash—❞

Ficha de Reclamação - Página 26 Tumblr_inline_n27vjloLZR1qclpkl

❝—you’re sorely mistaken.❞

16 de Julho de 2015 - Tempo atual

Ele reprimiu o desejo de decapitar o boneco, afinal, não havia ali nenhuma representação de ameaça e tendo isso em evidência, não atacou. Pôs Forimenda junto da bainha cinzenta e tocou a cabeça abaixo do crânio que usava como elmo, um pouco acima da orelha direita. Ali seu cabelo rareava e conseguia sentir uma das marcas mais profundas, estas que levavam de volta àquele tempo, o tempo que a fissura instalou-se no seu consciente, como consequência das várias experiências sofridas.
Ainda recordava... recordava com cuidado. Inclinou o rosto para frente e voltou seu pensamento às lembranças.


3 de Outubro de 19XX

Ainda era Shun, o que demonstrava que aquela lembrança estava tão distante quanto o próprio país em que esta se passou. Guerra Fria. Incidentes. Espiões. Socialismo. Capitalismo. Dor. Experiências.
Aonuma Shun tinha no sobrenome o indício de suas origens asiáticas, mas nada no seu corpo apoiava aquela teoria. Era alto e seu perfil corporal era um tanto franzino, mas não absolutamente, pois sustentava alguns músculos.

❝Aonuma, hum?❞, mas Shun não era capaz de compreendê-los, não falava a língua dos servidores dos Grandes. Ao lado do grande soldado havia um tradutor, transmitindo as palavras estranhas à ele.
O garoto balançou a cabeça. A determinação tinha feito os olhos endurecerem, mas o lábio sangrava com a pressão. Havia decidido não recuar, jamais.
O soldado que levava o garoto Aonuma pelo braço assentiu e disse. ❝Satoru, o garoto mais velho❞ e os primeiros temores se esvaíram.

Não lembrava-se exatamente do que havia acontecido para encontrar-se em uma cabine escura, sem saber se fora arrastado ou teria caminhado a sua própria vontade até ali, mas seu corpo doía como se a primeira opção fosse a correta e por fim, ali estava. Não queria relutar; não podia. Era por toda sua família que estava abrindo mão da sua própria vida. Para ele não havia alternativa, mas deixara para seus pais e irmãos uma chance.
Juntou os pés e procurou não encarar nenhum dos outros meninos que estavam sendo transportados com ele, os outros conheciam tão bem quanto ele o destino, no entanto, sabiam que ao final, só o que restaria deles seriam as flores e falsas condolências no ano seguinte.
De Shun só restariam cinzas e de certa forma foi isto mesmo que restou.
Lembrava-se de como a chuva perdurara e seu desalento fora o cenário da consternação.


Era um filho de Héracles, um semideus. Em suas veias corria o sangue divino — e o amaldiçoado também, mas isto não é relevante por ora. Seu corpo resistia a todas aqueles dolorosos experimentos, recuperando-se, aguentando.
Era o único.
E era precioso.
Após anos conviveu em uma sede com os outros garotos e descobriu que muitos declarados mortos ainda estavam lá, apesar de muito debilitados. Sentiu um aperto no peito por isso: ele morreria? E caso não morresse, sua família pensaria que sim?

Os Grandes eram o objeto do seu ódio.

Vestiam branco, mas muitos trajes estavam sujos de sangue. Muitos morriam, é verdade. Shun via partir todos os dias um de seus antigos amigos, que naquela época eram números. Ele também tinha o seu: 089. Tinha perdido sua identidade, mas mais tarde viria a assumir uma nova. Aquela pela qual é conhecido hoje.

Conforme a sua resistência tornava-se reconhecida entre os cientistas que o examinavam, sua idade avançava. Havia alcançado a idade do irmão no ano em que partira. Estaria ele vivo? — perguntava-se. Teria o seu propósito se concretizado? Valido a pena? — cria que sim.

O Dia chegou, finalmente. Acabaram-se os testes menores e Grande Experiência seria feita no corpo de Shun. Infelizmente, o garoto só soube disso quando o levaram para aquela sala vermelha.
Os cientistas cantaram um hino que ele não entendeu. Quando viu as lâminas sendo preparadas, debateu-se, quase a ponto de se soltar - mas mesmo a pele dura pode ser perfurada por agulhas.
Shun nunca mais acordou.

Raffel, entretanto, levantou a cabeça, encarando de volta os olhos brilhantes dos médicos e cirurgiões que sorriam em volta dele. Palavras confusas.
Ele sentia-se... não sentia nada.
Um dos médicos ainda segurava um bisturi quando veio abraçá-lo, dar-lhe os parabéns. Raffel retesou os músculos e interpretou aquilo como uma ameaça.
A sala vermelha tornou-se ainda mais escarlate, pingando o líquido quente.
Alguém de voz amigável puxou seu braço. Band, ele falou - seu nome. - Vou te tirar desse lugar. Eles fizeram coisas horríveis contigo, não fizeram?

Ele disse, mas pretendia fazer o mesmo. Era um agente norte americano. Ele tinha uma nova identidade para o antigo Shun - explicou, falando sua língua. Durante a viagem marítima, a comunicação não foi um empecilho, tendo em vista que o sujeito ensinou o inglês para o garoto.

E então algo fez com que o navio começasse a afundar. ❝COMO?!❞ o capitão exclamava, exasperado, pondo a mão nas têmporas com os olhos cheios de pânico. Raffel estava em sua cabine na parte superior do navio, contemplando seu reflexo no espelho, quando surgiu um estranho símbolo - rápido demais para que ele pudesse identificar sobre sua cabeça. De início, apenas estreitou os olhos - e repentinamente apagou.

Sua mente só despertou uma boa quinzena depois, mas não estava mais sobre alto mar, mas em um Cassino. As coisas aconteceram rápidas demais para que ele pudesse ter plena consciência dos fatos passados, porém, podia-se ver pelo aspecto físico seu que havia passado fome, talvez sede - pois ansiava por um simples copo d'água com uma ferocidade animal.

5 de Janeiro de 2013 - Tempo recente

Ele ganhou, definitivamente. Ganhou mais que isso - promessas de felicidade plena se continuasse a viver ali. Sem uma real noção do que estava acontecendo, ele não chegou a escolher entre ceder ou não, pois alguém o resgatou de lá.

— Elehar, sou eu — disse em um sussurro. — E você passou tempo demais nesse lugar.

Instruído a partir para o tal Acampamento Meio-Sangue, entrepondo-se naquela esquisita amostra de um novo tempo, a tal máquina viajou junto de Elehar - um sujeito que ele nunca mais ouviu falar sobre, embora, mesmo antes, pouco ouvia falar de Elehar do próprio Elehar. Eram ambos quietude.

Ele o abandonou, ao fim. Deixou-o ali, sem conselho algum.


16 de Julho de 2015 - Tempo atual

Raffel largou suas espadas e fechou os olhos, em um breve descanso das pesadas lembranças que tinha.

I'M
WATCHING
YOU
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By the way, não tem "Héracles" ali na lista de deuses/criaturas para qual você faz a ficha de reclamação, suponho que tenham esquecido.
Raffel E. Cifer
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 111-ExStaff em Qui 16 Jul 2015, 16:21

Avaliação


Adam Lake — Reclamado como filho de Hermes


Tive certas duvidas em te aprovar por alguns motivos: você tem um pouco de problema com as pontuações, embora isso venha a melhorar com a experiência; além disso, é estranho ele simplesmente saber que você é filho de Hermes, mas não é tão incoerente assim a ponto de você ser reprovado. Também queria dar uma dica: quando for terminar a fala, não coloque travessão após o ponto final. Fora isso, seja bem-vindo.


Madeleine S. Baratheon — Reclamada como filha de Íris


Sinceramente, não tive dúvidas se te aprovava ou não. Você escreve super bem, e posso dizer que a prévia de trama vista nessa ficha me deixou curiosa o bastante para querer acompanhar o resto. Não tenho muito a comentar, parabéns.


Anne W. Lopez — Reprovada


Doeu? Doeu. Cara, sua ficha até que ficou boa, mas ao longo da narração os motivos para te reprovar vieram aflorando. Primeiramente: organização. Você usou uma letra super clara para as suas falas, e com isso quase não deu pra ler; os parágrafos também ficaram muito misturados, e eu recomendaria que você desse espaço entre eles da próxima vez. Em segundo lugar, a história ficou muito corrida, sem detalhes. Para a próxima vez que for fazer a ficha, dê mais descrições aos locais, mais características às pessoas. Não economize nas palavras. Por favor, eu gostei do modo como você escreve, tente novamente!


Raffel E. Cifer — Reclamado como filho de Héracles


Sério, não tenho absolutamente nada para reclamar de sua ficha: gostei de como você desenvolveu ela, e de mais ainda do modo como você escreve. Não vi nenhum erro em uma lida rápida, então só tenho que lhe parabenizar.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Camille L. Boucher em Sex 17 Jul 2015, 20:23

Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Desejo ser reclamada por Persefóne, pois bem, além de eu ter uma grande admiração por Persefóne, depois de procurar e analisar os poderes e personalidades de vários deuses e deusas, percebi que Persefóne é quem mais se encaixa na trama de Camille.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas).

Seus cabelos luminosos como o ouro caem em ondas finas em seu rosto de brancura excessiva. Os lábios são uma fina linha de cetim no meio do rosto de traços delicados. Olhos azuis que estão sempre vidrados em livros e mais livros de todos os tipos e todos os assuntos. Sua altura não é das maiores e ela quase pode ser considerada baixinha. Não gosta de ser o centro das atenções, mas mesmo assim costuma ser por conta de seus comentários sempre comicamente inteligentes.

- História do Personagem

O Orfanato Municipal de Toronto era o lar de Camille desde que ela se entendia por gente. Com poucos dias de vida ela fora deixada em sua porta nas primeiras horas da madrugada, desde então ele era seu lar e as freiras e as outras crianças órfãs eram sua família. Sua melhor amiga ali dentro era Lucy, uma garotinha doce e frágil; era portadora do vírus HIV e ao que tudo indicava sua mãe biológica fora uma usuária compulsiva de todos os tipos de drogas e anabolizantes; depois que Lucy nasceu sua mãe biológica morreu e a avó a levou para o orfanato.

Apesar de tudo Camille tinha uma vida aparentemente feliz no orfanato, Lucy apesar de doente fazia um tratamento pago pelo governo e as duas passavam ótimos momentos juntas. Mas em um dia qualquer o organismo de Lucy começou a resistir ao tratamento, os remédios não faziam mais efeito e mesmo quando uma voluntária se ofereceu para pagar tratamentos alternativos o organismo da garotinha não respondeu aos mesmos e junto com a aids vieram outras doenças: tuberculose, pneumonia, infecção no baço, perda parcial da visão e da audição; houve um momento em que ela só era capaz de respirar com o auxílio dos aparelhos.

Ainda assim Camille era levada pelas freiras para visitar a amiga duas vezes por semana e elas aproveitavam as poucas horas de lucidez de Lucy para conversar sobre tudo o que acontecia com cada uma em seu respectivo "lar". Em geral, os assuntos de Camille eram sempre algo como: "Joey e Thommy cismaram que querem formar uma banda de rock quando crescerem, eles ouviram em algum lugar que existe uma banda com dois irmãos que possuem o mesmo nome que eles e por isso colocaram essa idéia maluca na cabeça, para falar a verdade isso até me agrada, pelo menos os deixa ocupados por tempo suficiente para que eu descanse o cérebro. Hannah, aquela garotinha ruiva, você se lembra dela? Pois bem, ela tem sido uma ótima amiga ultimamente, não que ela possa chegar a substituir você, mas ela costuma dizer coisas interessantes e seus óculos são engraçados."

Lucy só sabia rir com tudo isso e então começava a contar as suas novidades ali no hospital, que normalmente se pareciam com coisas do tipo: "As enfermeiras aqui são muito legais, elas me deixam comer gelatina fora do horário da refeição. E a sra. Boucher disse que vai me adotar quando eu sair daqui do hospital, ela me parece ser uma ótima mãe, você não acha? Vou pedir para que ela adote você também, assim a gente pode ser irmãs finalmente..." e ela parava para respirar um pouquinho. "Às vezes dói, mas logo passa. Estou feliz que esteja aqui, Cam, estou muito feliz mesmo."

Os dias se tornaram semanas, as semanas se tornaram meses e os meses chegaram ao fim quando em uma segunda-feira de manhã Camille recebeu a notícia através da Madre. Lucy morrera naquela madrugada, não havia mais o que fazer. Ela se fora e Camille não tivera nem tempo de se despedir da amiga. Tudo o que a garota desejava era chorar, mas as lágrimas foram impelidas por uma força invisível, agora, ela se sentia frágil e solitária, só ela e a neve que caía lá fora constantemente. A morte de Lucy trouxera o inverno consigo e as frias noites traziam pesadelos a mente inconsciente da menina Camille ao auge de seus 5 anos de idade.

Nos dias que se passaram Camille foi ao velório e ao enterro de Lucy. A sra. Boucher estava presente em ambos, acompanhada de um homem de feições tristonhas: os dois choravam sem parar, aparentemente tinham muito carinho por Lucy e estavam muito abalados com toda aquela situação. Camille também estava triste e se juntou ao caixãozinho branco no centro da paróquia, deitou sua cabeça repleta de fios dourados no colo da criança adormecida e deixou que as lágrimas salgadas lhe inundassem a face sem se importar. Observou o rosto pacífico de Lucy e entendeu que naquele momento ela estava finalmente em paz consigo mesma, havia enfim encontrado o caminho para a felicidade.

Aquela foi uma semana difícil para Camille: tudo o que ela fazia só lhe lembrava de Lucy, a toda hora a garotinha lhe vinha a mente. A pequena Camille passava a maior parte do tempo sozinha pelos cantos presa em suas lembranças inesgotáveis. Sentia o cheiro da neve invadir suas narinas e respirava o ar úmido por pura obrigação. A Madre lhe dissera que ela precisava entender, que agora Lucy estava melhor do que jamais estivera, e ela sabia disso, concordava com o que a Madre dizia, mas isso não fazia com que sua saudade diminuísse nem um pouquinho. A realidade é que Camille não estava triste pela morte de Lucy, sabia que sua amiga precisava disso, estava mais triste por saber que nunca mais a veria em toda a sua vida e teria de aprender a conviver com isso querendo ou não.

No mês seguinte as coisas melhoraram um pouco, e Camille já aceitava com maior convicção a ausência de Lucy, conseguindon até se lembrar dela com bom humor. Em uma manhã de quarta-feira ela recebeu uma visita; visita esta que mudaria sua vida para sempre. No início ela se sentiu um pouco oprimida, mas aos poucos foi se soltando na conversa com a sra. Boucher.

− Eu pretendia adotar Lucy assim que ela saísse do hospital e ela me pediu que... Adotasse você também; eu estava cogitando essa hipótese e... Você quer que eu adote você, Camille?

"Esse foi o melhor presente que Lucy me deu." pensou a garota, sorrindo pela primeira vez desde a morte da amiga.

Ali se iniciou a procriação da família Boucher. Eve, esse era o primeiro nome da sra. Boucher, entrou com o pedido de adoção de Camille naquela semana e alguns meses mais tarde a garotinha finalmente conheceu seu mais novo lar.

Três anos mais tarde...

Era inverno em Toronto, a neve caía em cascatas do céu azulado; a mãe de Camille preparava um delicioso chocolate quente na enorme cozinha da casa. O pai lia o jornal daquela manhã com atenção e comentava em voz alta diversas coisas que não faziam nenhum sentido para a menina. Camille se mantinha na janela, o nariz encostado na mesma observando a neve gélida caindo: ah, como ela odiavaa neve e não somente pelo fato de que quando nevava em demasia ela não ia a aula, mas também porque de alguma forma a neve lhe trazia uma sensação de tristeza que ela não sabia dizer do que se tratava.

Quase que se fundindo a família existia Joe, um garoto de pele cor de avelã, olhos castanhos e cabelos esvoaçantes; ele adorava sair por ai e viajava diversas vezes ao ano para a Flórida, de onde provavelmente provinha seu bronzeado impecável. Vivia sempre com um sorriso largo no rosto exibindo seus dentes brancos. A real ligação entre os Boucher e Joe era que eram vizinhos, mas como Joe não tinha família passava todas as festas e coisas assim enfurnado na residência dos Boucher. No fundo Joe era um bom amigo, especialmente para Camille.

− Ah, por que Toronto? Tanta neve... − resmungava Joe, recostado no sofá.

− Você é a cara da Flórida, Joe − riu-se Camille, tirando a concentração da substância branca lá fora.

− Pois é, e sou obrigado a ficar aqui por sua... − ele parou no meio da frase e mastigou uma coisa qualquer que tinha na boca.

− O que foi? − indagou a menina .

− Nada eu só... Achei que tinha sentido um cheiro de... − ele parou de falar abruptamente e arregalou os olhos, fitando o vitrô da janela boquiaberto.

− O que... − a menina virou a rosto para a janela e entendeu instantaneamente o que estava acontecendo. Uma fera desconhecida a encarava do lado de fora do vidro.

Camille levantou-se num salto do sofá e correu na direção do pai gritando coisas sem sentido. O pai não entendeu nada, olhou para a janela e foi como se a fera não estivesse ali; voltou-se para seu jornal tranquilamente e Camille o encarou sem entender nada. A menina se voltou na direção de Joe e ele começou sua conversa sem noção.

− É a névoa, Cam. Ele não pode ver, só você, eu e... − ela arregalou os olhos, por um momento achou que estivesse ficando louca quando sua mãe apareceu na porta da cozinha e deixou a caneca de porcelana se espatifar no chão.

− Vá para o carro! − ela gritou. O pai a encarou sem entender nada e Eve arrastou todos para a garagem, aflita. − Você pode me guiar até lá, Joe? − indagou ligando o carro aterrorizada, Camille e o pai ainda não conseguiam entender nada.

− Será que alguém pode me explicar o que está acontecendo? − murmurou o pai, estressado, Camille concordou com ele no mesmo instante.

− Essa é a vida da Camille, Albert − murmurou Eve. − Cam, quando eu te adotei não foi só porque Lucy me pediu. Eu sempre soube da sua história, sei tudo sobre os seus antepassados e sabia que se fosse adotada pela família errada poderia acabar morta.

− Como assim, mamãe? Do que você está falando? - perguntou a menina

− Camille, você é uma semideusa. Filha de um deus ou uma deusa da Grécia e um mortal. Não sei quem é seu pai ou mãe divino, Joe não quis me contar, mas sei que é divino, Cam, e isso é muito importante. Os deuses não tem permissão de cuidar de seus filhos, portanto você foi deixada aos cuidados de seu progenitor mortal e ele não quis cuidar de você por puro medo do que poderia lhe acontecer: ele só queria lhe proteger, Camille, por isso lhe entregou para a adoção.

A menina encarou a mãe com um ponto de interrogação no meio da testa, mas decidiu que não queria ser desagradável com tamanha convicção que a outra colocava na história em que contava.

− Supondo que isso seja verdade, aonde é que você entra nessa história?

− Bom, o mundo mitológico por vezes se cruza com o mundo mortal, mas para manter o equilíbrio existe uma névoa, e são poucos os mortais que tem a capacidade de ver através da névoa, eu sou uma dessa pouca população. Consigo ver através da névoa desde que nasci, mas meus pais não sabiam lidar muito bem com isso. Conheci Joe um tempo depois e ele me contou de você: Joe é seu guardião, Cam.

Ela encarou o rapaz com um sorriso esbranquiçado nos lábios.

− Na verdade, eu sou um sátiro. − corrigiu Joe e de repente começou a arrancar suas calças sem se importar. Camille arregalou os olhos quando viu as pernas de bode brotarem de sabe se lá onde.

− Não, não, isso é tudo uma loucura! − apressou-se a afirmar e buscou apoio no olhar do pai: ele apenas a encarou tão perplexo como ela e lhe abraçou automaticamente.

− Sei que parece estranho, querida, mas é a mais pura verdade − murmurou a mãe concentrando-se na estrada.

Em um esforço sem fundo para compreender toda aquela história, Camille lembrou-se do monstro que vira em sua casa e apressou-se a verificar a estrada que deixavam, mas nenhum sinal aparente do monstro não-identificado.

− O que era aquilo? − perguntou rapidamente, o sátiro a encarou com um sorriso nos lábios.

− Era uma quimera. − disse simplesmente. Ele fez um sinal para que mamãe estacionasse o carro.

− O que foi? − Eve perguntou intrigada.

− Pode nos deixar aqui, o acampamento é mata adentro e não poderão passar pelo portal.

− Não vamos deixar nossa filha sabendo que ela pode ser atacada por um monstro horrendo a qualquer momento.

− Confie em mim, Eve. Sua filha está segura comigo; além do mais, o acampamento é a poucos metros daqui, fique tranquila. − ele esboçou um sorriso de conforto e pousou sua mão suavemente no ombro da mãe de Camille.

A mulher se virou para o banco de trás e fitou o rosto de nívea brancura da menina, então deu-lhe um beijo na testa e suspirou um pouco desconfortável.

− Ficará melhor com ele, meu amor. Nos veremos novamente em breve, está bem...

A menina encarou a mãe sem reação e sentiu ser puxada para fora do carro que seguiu pela estrada desnorteado. Camille encarou o sátiro aflita: tudo virara de cabeça para baixo nas últimas horas e ela não entendia mais nada do que estava acontecendo.

− Então eu sou mesmo uma... Semideusa... − ele assentiu com satisfação e os dois passaram a caminhar lado a lado por entre as árvores robustas até o tal acampamento.
Camille L. Boucher
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Morgan S. Heelan em Sab 18 Jul 2015, 15:34

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Gostaria de ser filha de Nyx pois aprecio bastante a magia, e também o fato dela ser a deusa da noite, escuridão, portadora da magia e das feitiçarias, e saber dos segredos mais interessantes sobre a vida, morte, trevas e magia em geral.

- Perfil do Personagem

Olhos vazios que de repente te fitam como se fossem queimar sua alma.

Talvez essa seja a melhor maneira de descrever Morgan. Em uma primeira impressão, ela parece uma das mais calmas garotas que você já conheceu, embora isso não seja verdade, pois ela viaja longe nos seus pensamentos.

Nunca, absolutamente nunca para de pensar, e apenas uma pequena pergunta pode significar o despertar de toda uma filosofia.

Por outro lado às vezes tende a ser cruel, uma vez que não tem uma noção exata de certo e errado, mas a despeito disso tudo, tem um coração bom... ou ao menos o protótipo de um.

Não é muito suscetível a culpa ou mesmo a golpes de consciência, se faz algo que não quer, será por medo de ser punida, e só tem medo de ser punida por algo que já fez e acabou apanhando, ou coisa parecida.

Seus olhos são, como ela mesma gosta de brincar, eternamente indecisos entre azul claro e lilás. Tem os cabelos bagunçados e rebeldes, o que geralmente a obriga a usar rabo de cavalo. Por ter nascido e crescido em Toronto, sabe falar francês fluentemente.

- História do Personagem

A primeira lembrança da jovem de cabelos louros era de um tempo que talvez não fosse tão distante assim, mas que para Morgan era de quase uma vida atrás, quando tinha cerca de seis anos. Watari – o dono do orfanato Guardian Angel, estava lhe explicando por que estava ali.

- Você é órfã - ele dizia, mas até aí, Morgan já tinha concluído sozinha. Apesar de ser pequena em idade, sua inteligência superava a de algumas pessoas de cerca de quinze anos - Seus pais morreram, e agora este é seu novo lar.

Watari era um velho de sessenta e cinco anos, possuía cabelo de uma coloração branca e usava óculos pequenos. Sua aparência poderia ser intimidadora para outros, mas Morgan sabia que ele não lhe faria mal algum.

As informações foram escassas. Watari não lhe explicou as circunstâncias da morte de seus pais nem nada parecido, e ela nem mesmo perguntou, pois tinha a sensação de que não iria receber uma resposta.

E ela cresceu sem saber dessas informações, sem saber do acidente que matou seu pai, nem mesmo sabia que sua mãe se encontrava viva. Mas isso iria mudar, um dia ela iria descobrir toda a verdade que lhe foi escondida durante os anos no orfanato. Ela iria descobrir tudo sobre suas origens.

•••

Seis anos se passaram desde daquela noite em que ela foi mandada ao orfanato e naquela manhã, Morgan acordou com uma sensação esquisita, um frio desceu-lhe pela espinha, mas não se importou. Somente continuou sua manhã como sempre. Vestiu um jeans e sua inseparável blusa branca de manga comprida e foi para escola.

Saiu do orfanato e foi andando até a sua escola. O dia estava úmido, e por este motivo todos os alunos da escola estavam de bermuda ou short, exceto por Morgan e Dave, que estavam de jeans – como sempre.

Dave era um colega de Morgan que tinha aversão à carne e andava de um jeito estranho. Possuía cabelos negros e encaracolados, mas que quase não eram vistos, pois o jovem sempre estava usando boné.

Mesmo nos dias de calor, Dave estava sempre usando jeans e tênis, e sua camisa variava, sendo que sempre eram de bandas de rock.

Morgan dirigiu-se até sua carteira e agachou-se no assento da mesma. A professora suspirou pelo comportamento da garota, mas sabia que seria inútil discutir. Continuou sua aula, e em seguida passou exercícios para que os alunos pudessem resolver.

Como sempre, Morgan terminou todos os exercícios com extrema facilidade.

- O nível de ensino dessa escola é ridículo - ela murmurava.

- Ou você que é muito inteligente - arriscou Dave.

Morgan não respondeu e nem mesmo sorriu. A mesma sensação daquela manhã voltou a aparecer. A menina sentiu um frio no estômago, e dessa vez ela teve certeza de que algo iria acontecer, teve certeza de que não era somente a sua imaginação.

Um pancada na parede de sua sala sacudiu a escola inteira. Outra e pancada e a parede começou a se rachar. Um terceirou golpe e a rachadura se transformou em um buraco. Ela virou para o lado para ver como seu colega estava, e descobriu que este estava completamente aterrorizado.

Todos os alunos começaram a gritar e sair de sala. Morgan não estava aterrorizada como os demais, tinha certeza de que aquilo tinha uma explicação lógica. Os únicos que restavam na sala eram ela e Dave. Mas quando viu duas mulheres que da cintura para baixo eram serpentes, abandonou sua carteira, e ajudando Dave a se levantar – ele tinha uma doença nas pernas, a mesma que o fazia andar de um jeito estranho – saiu o mais rápido possível da sala.

- Não fuja, meio sssangue - a mulher-cobra falou. Morgan não deu atenção a suas palavras e continuou a correr com Dave apoiando-se em seus ombros.

Ela podia ouvir o rastejar das criaturas e percebeu que em uma corrida para ver quem seria mais veloz, ela iria perder. Abrindo uma porta qualquer, ela se jogou com seu colega ali dentro, e rapidamente trancou a porta.

A sala em que ela entrou possuía persianas que estavam fechadas. A luz também estava apagada, o que tornava o ambiente completamente escuro. Mas apesar disso, Morgan conseguia enxergar os detalhes da sala.

Ela encostou o ouvido na porta e esperou. Era essencial manter a calma. Ouviu o rastejas dos monstros - ou seja lá o que aquelas criaturas fossem - e calculou que elas estavam a apenas alguns metros da sala em que ela e Dave estavam escondidos.

Falando em Dave, este fazia algumas coisas enquanto Morgan não via. Silenciosamente, ele puxou duas kunais - armas que eram usadas pelos ninjas do Japão antigo - mas essas eram diferentes. Possuíam um brilho estranho, como se fossem feitas de bronze.

Morgan calculava quanto tempo tinham antes que as mulheres-cobras os descobrissem. Era impossível que soubessem que ela e Dave estavam naquela sala, mas elas também não deveriam existir, então a garota considerava todas as opções, tentando bolar um plano.

- 60 segundos - ela pensava - Em 60 segundos elas estarão aqui.

- Psiu - Dave murmurou, e instantaneamente Morgan se virou para este - Pegue uma - e então ele jogou uma das kunais para a loura, que a pegou e ficou olhando para esta.

- O que está acontecendo? O que são essas coisas? - Morgan se referia as kunais, e também as mulheres cobras.

45 segundos.

- Os monstros são Dracanaes, e essa arma é a única coisa que pode matá-las de uma vez .

- Mas isso não deveria existir, elas são somente mitos antigos – Morgan não demonstrava pânico, pois não estava sentindo-o. A única emoção que ela realmente estava sentindo era a surpresa.

- Bem, mitos não quebram paredes, quebram? - Dave bufou.

30 segundos

- Certo, certo - Morgan se aproximou de Dave - Mas elas me chamaram de meio o quê ?.

10 segundos

- Meio sangue - Dave olhava para a porta como se as Dracanae pudessem entrar por ali a qualquer instante. E isso era verdade – Filhos de um deus ou uma deusa da Grécia com um mortal.

- Mesmo que eu não acredite em você, esses monstros estão aqui, e precisamos matá-los - Morgan olhou para a porta - Elas estão aqui.

- Sssemideussssa, não queremossss te matar... Venha para o nosssso lado.

- Não mesmo - ela disse enquanto erguia a adaga, pronta para fazer um contra-ataque. As criaturas sibilaram com raiva. Elas retraíram seu corpo, e Morgan soube que elas estavam preparando-se para dar o bote. Mas percebeu também que elas não estavam mirando nele, e sim em Dave. Ela tentou berrar avisando o amigo, mas o ataque delas foi mais rápido do que o aviso de Morgan.

Por sorte, os reflexos de Dave eram bons, e ele pulou para o lado, mas ainda assim as garras dos monstros rasgaram a calça dele, revelando que o menino era um bode da cintura para baixo.

- Sátiro - Morgan pensou. Nada mais parecia impossível para ela.

Sem se demorar, ela constatou que as Dracanae pensavam que o perigo maior era Dave, mas isso mudou quando a loura jogou sua adaga nas costas de uma das criaturas e essa se desintegrou em um pó dourado.

A única criatura restante olhou para o assassino de sua irmã e seus olhos brilharam com o desejo de matar Morgan. Mas aquele momento de distração foi tudo o que Dave precisou, e no segundo seguinte, uma faca atravessou a cabeça do monstro, e este também se desintegrou em poeira dourada.

- E agora? - Morgan perguntou.

- Agora nós vamos ao Acampamento - Dave disse enquanto recolhia as adagas e guardava-as em sua mochila - O único lugar seguro para um meio-sangue.

Morgan não discutiu. Dave fez um sinal para que ela o seguisse e saiu da sala, em seguida dirigindo-se para a saída da escola. Com passos rápidos, os dois caminhavam rumo a um beco escuro. Dave tirou três moedas de ouro de sua mochila e as jogou no chão após murmurar algumas palavras que Morgan não ouviu.

Em questão de segundos, um táxi negro apareceu e Dave entrou neste, sendo que Morgan seguiu seu exemplo e também entrou nele.

- Acampamento Meio-Sangue - Dave disse as três velhas do banco da frente. O carro começou a correr, e as velhas discutiam enquanto dirigiam, mas Morgan não queria ouvir. Ela seguiu a viagem toda calada e pensativa, até que o carro parou em frente a um vale, e Morgan e Dave desceram do carro.
Morgan S. Heelan
Morgan S. Heelan
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Erick T. Wernersbäch em Sab 18 Jul 2015, 15:52


seriously, this woman has hairy legs?
I SLEPT ALL THESE YEARS

+ Desejo ser reclamado por Afrodite por vários motivos, mas vou citar apenas alguns aqui: sim, reconheço que não é uma das deusas mais prestigiadas no mundo mitológico, mas poderemos ver nessa trama que muita coisa em mim não é uma das mais prestigiadas; além de me identificar com tal coisa, há a apreciação que sinto pela deusa, coisa que vem desde criança, quando observava o amor como se fosse minha única rota de fuga de um mundo cruel. É, eu quero mesmo ser reclamado por essa deusa.




+ Características Físicas — Não sou exatamente o tipo de pessoa que se define em uma única palavra: tenho 1,70 de altura, coisa que me faz ser considerado alto; minha pele é clara e meus olhos são azuis como o céu. Meus cabelos são pretos. Talvez eu seja considerado charmoso por algumas pessoas, embora outras me chamem de rude pela minha personalidade forte. Definitivamente, não sou feio. Mas quem garante que sou bonito?

+ Características Psicológicas: Não sou uma pessoa que daria para se descrever em uma palavra, mas vou tentar: justiça. Meu maior objetivo é trazer ao mundo a justiça sem fim e o conhecimento dessa. Tenho sede de vingança, de um mundo melhor; nunca me canso de perseguir as coisas que quero, e posso dizer que geralmente elas se cansam de fugir das minhas mãos.

O que gerou tudo isso? Meu pai. Ele não era uma pessoa muito exemplar, portanto me batia quando eu fazia qualquer coisa errada, ou até mesmo sem motivos — ele era um daqueles bêbados insuportáveis. Por justiça, o coloquei em uma prisão. Acho que a hora de alguém morrer não cabe a nós, e por isso tento ser justo sem matar. É algo difícil.

A conclusão que se pode tirar disso tudo: nunca cansarei de perseguir você, então não seja alguém injusto.




Nome completo: Erick T. Wernersbäch;
Idade: Vinte e três anos;
Parentesco: Bruce Wernersbäch,  Alicia Wernersbäch — mãe adotiva e morta — e Afrodite, pelo que parece.




Corro atrás do ladrão que roubou a moça com todas as minhas forças, já sentindo o meu pulmão ressecando e querendo pular para fora. Arfo vez ou outra, mas tento enganar a mim mesmo, dizendo que consigo. Mas será que consigo mesmo? Talvez seja a primeira vez que duvido do meu potencial, mas uma hora eu teria que enxergar que não sou a última bolacha do pacote.

Então, sem suportar nem mais um segundo, paro de correr e escorrego até o chão da avenida em que estou. É simplesmente insuportável o que estou sentindo agora: além de minhas pernas estarem acabadas, igualmente aos meus pulmões, sinto culpa por não ter conseguido; sinto culpa por ter fracassado. Fechando os olhos, me levanto e apoio-me na parede.

Não sei que merda tenho que fazer agora depois de uma tentativa falha de ajudar, portanto simplesmente saio andado para a direção aposta a que eu estava indo anteriormente. Não vejo ninguém me olhando como se eu fosse um idiota desmerecedor de estar vivo, então dou de ombros e procuro dinheiro em meu bolso.

Vinte dólares. Sorrio à visão do dinheiro, e com esperança de me sentir melhor entro em um restaurante qualquer. Peço um cappuccino bem forte, e em seguida penso na minha situação: eu não havia comido no dia anterior e muito menos ao acordar, e provavelmente não estava disposto a correr atrás de ladrões. Tudo por uma única visita. Uma única visita tinha estragado o meu apetite e minha disposição.

— Aqui está, senhor — diz uma moça bonita sorrindo. Eu a encaro com certa surpresa, e involuntariamente sorrio também. Não tinha escolhido aquilo, mas antes sequer de pensar no que falar o sorriso me escapou. — Posso lhe fazer companhia?

Assinto, não conseguindo proferir nenhuma palavra. Que porra é essa que tá acontecendo? Penso, mas simplesmente continuo ali, encarando-a e sorrindo feito um idiota. Quando ela se senta do outro lado da mesa e esconde as pernas que eu nem havia notado que estavam me atraindo, consigo pigarrear e perguntar quem era ela.

A mulher não responde, mas se inclina sobre a madeira que nos separa e começa a passar os dedos sobre meu braço. Afasto-me com certa desconfiança, mas quando ela me chama para ir lá para fora não posso resistir. Somente me levanto com esforço e a sigo.

— Tenho uma surpresa para você — assim que tais palavras saem da boca dela, paro de andar e a encaro. Novamente me pergunto o que estou fazendo, mas daquela vez é mais claramente, como uma repreensão. Ela vira-se para mim e me olha com dúvida, então tento voltar ao restaurante antes de ouvi-la. — Não faria isso se fosse você.

— E por que eu confiaria em você? — Pergunto, me surpreendendo quando minha voz sai firme. Não estou acostumado a resistir a mulheres bonitas, mas geralmente nenhuma delas me causa tanto receio quanto atração. — Acabei de lhe conhecer.

— Você não confia nela — uma voz masculina se sobressai, e ao procurá-la vejo que vem de trás da mulher. Fico ainda mais confuso, mas o que me invade é terror quando um monstro com perna peluda substitui a moça bonita que estava ali.

Tudo acontece muito rápido: o menino tenta bater a muleta que segura na cabeça da mulher com perna peluda, mas essa se desvia rapidamente e avança com... Garras? Estranho, mas ok. Tá, ela avança e o menino a chuta, fazendo-a se contorcer. Tenho vontade de fazer alguma coisa, mas é tudo surpreendente de mais para eu sequer piscar. Então fico aqui apenas observando.

Com toda a violência, minha mente volta anos atrás, quando eu era o espancado. Quando minhas costas sangravam e eu não tinha forças para me abaixar. Lembro-me com clareza da dor, do desespero que sentia. E não desejo isso para ninguém, nem para os injustos; aquilo era a pior coisa que eu já tinha sentido na minha vida.

E, de repente, alguém toca meu ombro. Percebo que, no momento de divagação que tive, acabei não prestando atenção a tudo que estava acontecendo ao meu redor. Pisco confuso, e ao focar o olhar não vejo mais o monstro.

— Que porra... Acabou de acontecer? — Pergunto.

E é assim que tudo mudou na minha vida. E, porra, foi a melhor mudança quando uma pomba apareceu em cima da minha cabeça.



Erick T. Wernersbäch
Erick T. Wernersbäch
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 128-ExStaff em Sab 18 Jul 2015, 21:48


Avaliação
Vamos ver como você foi...

Camille L. Boucher - FICHA IGNORADA.
Motivo: PLÁGIO!
A player tem um prazo de 48 horas para provar a autoria do texto plagiado, enviando para mim uma MP com o print do perfil do membro que postou a ficha plagiada. Passado esse prazo, será aplicado um banimento de 24 horas do fórum
PLÁGIO DA FICHA DE Camille Boucher! Link para a averiguação: http://percyjacksonrpgbr.forumeiros.com/t7358p90-ficha-de-reclamacao#180372


Morgan S. Heelan - FICHA IGNORADA.
Motivo: PLÁGIO!
A player tem um prazo de 48 horas para provar a autoria do texto plagiado, enviando para mim uma MP com o print do perfil do membro que postou a ficha plagiada. Passado esse prazo, será aplicado um banimento de 24 horas do fórum
PLÁGIO DA FICHA DE Morgan Heelan! Link para a averiguação: http://percyjacksonrpgbr.forumeiros.com/t5830p900-ficha-de-reclamacao#176460

Erick T. Wernersbäch - RECLAMADO! *Filho de Afrodite*
Narração objetiva e bem descrita. A personalidade da personagem é forte e você conseguiu criar um ritmo muito bom de leitura. Desenvolveu bem os objetivos propostos, porém, cometeu apenas um errinho por desatenção na hora de revisar o texto. (Trocou oposto por aposta) No mais, meus parabéns! Qualquer coisa em que eu possa ser útil envie-me uma MP!


Aguardando ATT
Att por: x_x_x
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Anne W. Lopez em Dom 19 Jul 2015, 01:42

♦ Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Hermes. Eu, em OFF até, me encaixo no deus. Minha personagem, Anne, é viciada em tecnologia, mas não deixa de se divertir e viajar. Bem, técnicamente, nós duas se encaixamos nele.


♦ Perfil da Personagem


♦ Características Físicas

Anne é uma garota com 1.73 de altura, uma garota com várias curvas e flexível. Tem olhos bicolores (verde e azul), cabelos lisos de cor marrom (claro). Tem os seios medianos, não tem tatuagens, tem o "bumbum" de tamanho médio.

♦ Características Psicológicas

Anne é viciada em tecnologia, mas é festeira, brincalhona e gosta muito de viajar. Ela geralmente é feliz e também calma, tenta agir de um jeito sedutor para provocar os garotos, díficilmente sai do sério. Tem muito afeto pelos seus amigos, amigas e irmã(o)s e se estressa fácil quando alguém incomoda a mesma em seu sono.

♦ História da Personagem



— Anne! Vamos logo, a gente vai se atrasar! — Jake repetia as mesmas palavras, em uma tentativa frustrada de me acordar para nós irmos ao teatro. Ele tinha um fascínio por música e teatros, era incrível. Mesmo tendo nome de cachorro, ele é um cara legal, sabe? Tem a mesma idade que eu, olhos azuis claros, era muito estiloso e andava de um jeito estranho. Isso não o impedia de ele ser meu amigo. Até aí, tudo bem, mas eu acordei, com MUITO sono, tudo por causa de um amigo irritante querendo ver a droga de um teatro cedo. Não queira me ver estressada, ou melhor, não queira me ver acordada de manhã com muito sono.
— Ok, ok, Jake! PARA DE ME INCOMODAR! Eu já estou levantando. — Confesso que tentei me controlar nesta hora. Como eu tinha uma grande amizade com Jake e não queria deixar ele mal, me levantei. Eu estava apenas com minha roupinha íntima cinza "natural", o que normalmente deixaria até o homem mais gay do mundo excitado. Andei até meu armário e peguei uma mala rosa-choque que havia em cima dele.
— O que está fazendo, Anne? Você vai se mudar, é? Não quero que se mude! Daí eu não vou poder saber onde é sua casa, não quero não poder saber onde é sua ca- — Eu não vou me mudar, Jake. Hoje eu vou passar a noite na casa da Kristen, lembra? Você também vai... Só não se anime, não é porque serão 2 garotas e 1 garoto que você irá se divertir com nossos corpos nús, seu safadinho. — Eu o provoquei, para ele deixar de ser tagarela. Ele apenas corou e ficou quieto, como sempre. Eu coloquei na mala metade das minhas roupas, um canivete e uma foto da turma da 8ª série que me trazia boas memórias de bons tempos. Fechei a mala, peguei o case da minha guitarra e coloquei a guitarra nela, já que ela estava em um canto do quarto. Eu ia tocar na casa de Kristen. Fechei o case e fui me vestir. Demorou 5 minutos para me vestir, uma botinha de couro, uma calça jeans justa preta, uma camiseta cinza com uma estampa tendo os dizeres "I need a drink, please" nela, na frente da estampa de um whisky. Por cima, eu tinha uma jaqueta preta de couro, uma pulseira pequena de ouro e no pescoço um colar de coração. Fui para o banheiro, deixando Jake apressado, e comecei a me maquiar. Demorou não mais que 15 minutos e eu já estava de chapinha e maquiada, sem exageros. Jake, ainda sem falar nada, ficou impressionado enquanto olhava para mim. Eu apenas sorri, peguei minhas coisas, coloquei o case com a guitarra nas costas e fui até o meu carro. Sim, eu tenho um carro. Como é bom nascer em uma família bem de vida... Não é mesmo? Coloquei minhas coisas no porta-malas, o fechei e entrei no carro. — Esqueceu alguma coisa, Jake? — Gritei. Ele apenas entrou no carro e negou a pergunta com a cabeça. Dei partida no carro. Achei estranho, Jake estava muito calado e sério... O quê tinha acontecido? Bem, eu não queria que ele perdesse o show no teatro que ele tanto quer ir, então eu pedi a minha mãe para abrir o portão da garagem e ela o fez. Eu acelerei para chegar ao teatro. Ele era á algumas quadras de minha casa, tinha um aspecto como aqueles teatros de antigamente, e estariam apresentando uma peça chamada "Ruty and the Ruby", uma peça que falava de uma detetive que deveria investigar um misterioso desaparecimento de um rubí.
Alguns minutos depois, nós deixamos o carro do lado de fora, fomos á entrada do teatro. Duas portas grandes com cortinas pretas, no meio, a bilheteria. Tinha uma caixa de donuts em cima de uma mesa, bem explícita, deixada na frente so vidro da bilheteria. Nos nos aproximamos e entregamos nossos bilhetes para o moço de meia-idade, cabelos um pouco brancos, com uniforme do teatro.
Nós entramos no teatro. Ele era um pouco desgastado, tinha as paredes de cor salmão. Uma super área para a platéia, só de bater o olho dava para contar uns 300 assentos, irônicamente novos e em cor vermelha, mas não era nem um pouco desbotada. Na parte de cima das paredes, havia pequenas sacadas com tom imperial, cada uma com dois assentos, e pessoas chiques estavam sentadas lá. Tinha uma vazia, não parecia ser tão nova quanto as outras... As pessoas sequer olhavam para lá! Era muito estranho, mas como Jake é curioso, ele recomendou que sentássemos lá. Eu desconfiei que tinha alguma coisa estranha nele, mas realmente eu não sabia qual. Fomos para a direita, havia um corredor aberto, poucas pessoas passavam ali. Nós subimos as escadas e deparamos com mais um corredor. Enquanto passávamos, haviam cortinas vermelhas que davam entrada para as tais sacadas, e fomos ao fimdo corredor, onde estava os nossos assentos. Quando chegamos lá... Eu quis me tratar. Não havia a tal sacada, apenas uma escadaria que daria aos... Esgotos da cidade? Não é possível! Como não descobriram isso ainda? Em filmes de terror, o/a protagonista desceria com seu/sua amigo/amiga, irmão/irmã ou cachorro, no caso, eu desci com meu amigo que considero um irmão e que tem nome de cachorro. Triplamente protegida!
Após descer os esgotos, me deparei com uma cena horrível: água verde pelas vias, paredes sujas, ratos passando e... Tinha uma coisa emergindo da água, longe. Um barulho de porta fechando foi ouvido, e quando nos viramos, não tinha mais escadaria, tinha só uma parede. A criatura tinha a cabeça emergida. Olhos vermelhos, um sorriso psicopata cheio de dentes. Aquilo não era humano, e me trouxe um medo, que quase me deixou paralisada. Jake me puxou e saiu correndo pelas vias do esgoto enquanto eu ouvia risadas com mudanças de tons: as vezes era grave, as vezes agudo, as vezes uma mistura dos dois. Enquanto corríamos ouvimos passos seguidos de risadas. Aquilo não era um esgoto, era um inferno.
30 minutos de tanta correria, achamos uma escada. Eu subi primeiro, parecia que despistamos a criatura. Eu tinha minhas botas um pouco sujas, e só queria sair dali, sair daquele fedor. Quando abri a tampa, nos deparamos com um beco, bem iluminado, ela dava de cara com um complexo de lojas. A julgar pelo sol, não estaria tarde. Puxei Jake e ouvimos as risadas. Mas o mais aterrorizante, não era as risadas: elas não vinham mais do esgoto, vinham de atrás de nós. Jake puxou uma flauta e começou a tocar. Eu me virei, e plantas haviam crescido pela criatura. Ela tinha a mesma cara, mas um corpo esquelético, verde, por conta da água dos esgotos. Nós não tinhamos idéia de quem ela era, apenas que ela tinha que morrer. Peguei algumas pedras e taquei na cabeça dela, na esperança de que ela fosse derrubada, mas não foi.
Anne, está vendo aquele carro atrás de nós? Quero que entre nele e acelere. O máximo que puder. Eu ficarei bem, lhe encontrarei mais tarde! — Jake falou, querendo ter certeza de que eu estaria segura.
Não perdi tempo, apenas corri até o carro. Uma lamborghini! E vermelha! Me dei conta que estávamos no bairro mais rico da cidade, eu mal visitava ele, o nome era Richwood, eu acho. De algum modo, a flauta mágica de Jake fez a vidraça da frente do carro desaparecer. Eu subi no capô, entrei no carro e o vidro reapareceu. Dei liga no carro, como aprendi com meu tio Robert, que era mecânico, e sabia ligar o carro pela parte de dentro e sem chave. O carro ligou, sem disparar o alarme, e eu acelerei. Jake pulou e entrou no carro, mas como? Outra vez, usando aquela flauta mágica? Não sabia, não estava olhando na hora. Acelerei e bati com tudo no monstro, de modo que ele se arrastou por todo o carro e caiu atrás dele. Saimos na rua. Ninguém olhava, carro intacto, parecia magia.
Anne, escuta. Eu tenho que te dizer... Seu pai nunca foi presente por que ele é um... Deus. Parece loucura, não é? Mas eu tenho uma flauta mágica que não me deixa mentir. Sua mãe é ciente disso e não te contou para você não olhar ela de um jeito diferente, ou para não piorar a situação. Odeio dizer isso, mas você não está mais segura aqui. Tem um GPS aqui no meu bolso, eu sabia que algo do tipo ia acontecer, então eu já programei ele para um lugar onde você poderá viver: o Acampamento Meio-Sangue. Esse acampamento fica em Long Island, subindo a colina. Me desculpe por ser tão direto... — Nessa hora, eu quis ir direto a esse tal acampamento. Não me importava com nada e nem ao menos me importava com esse papo de meu pai ser um deus, apenas não quis que essa criatura me atacasse de novo. Eu comecei a adormecer, e troquei de lugar para Jake dirigir. Antes de eu dormir, um círculo cinza/prateado apareceu sobre minha cabeça.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por John A. Malcovitch em Dom 19 Jul 2015, 10:59


- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo ser reclamado por Hefesto porque entende muito sobre armas e máquinas: desde facas até os aviões do Exército. E também porque acha sua história muito parecida com toda a história de Hefesto. O Deus conseguiu perdoar Afrodite por sua traição com Ares. E John também conseguiu perdoar o motorista que bateu no carro de sua família e matou a mesma.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Físicas: Tem olhos e cabelos castanhos e 1’83 de altura.
Emocionais: John é um rapaz forte e musculoso, bravo e destemido. Às vezes, um pouco lerdo, mas nunca lerdo demais... Só para deixar o inimigo com um pouco de esperança durante uma batalha. Passa muito tempo pesquisando sobre materiais preciosos e ferreiros. De certa forma, isso sempre despertou sua curiosidade.

- História do Personagem

Birmingham, Inglaterra, 2001.


John Malcovitch era apenas um garoto de nove anos quando perdeu sua mãe e seus avós num acidente de carro. Ele foi o único de sua família que sobreviveu. Ficou esperando três horas preso dentro do carro até que uma família que passava de carro pela estrada chamasse o socorro. Depois de tudo isso, a família que chamou o socorro, a família McCartney, o adotou. A família Cartney era uma família de classe alta de Southampton. John ganhou um pai chamado Charles, uma mãe chamada Lilian e uma irmã mais velha chamada Macy. A família McCartney tinha também um filho chamado Robert, mas John nunca o conhecera. Eles diziam que Robert morava com a avó na América. Disseram que era muito problemático. Mas John sabia que não era verdade.

Southampton, Inglaterra, 2011.


Já com 17 anos e uma namorada chamada Ashley, John ingressou na Universidade de Southampton para o curso de mecânica. Sua irmã Macy cursava moda na mesma universidade.
No último dia de suas férias de verão, John já organizava suas roupas e materiais quando sua irmã bateu na porta no quarto e entrou:

-E aí, mano. Preparado para mais um primeiro dia de aula?-
-Talvez... Ei! Convidei a Ashley para jantar aqui, se não tiver problema?-

Os pais de John e Macy eram jornalistas e estavam gravando uma matéria na África.

–Claro maninho. Vou colocar mais um lugar na mesa. E a janta já está quase pronta mesmo. -

John pegou seu livro de mecânica, sua caixa de ferramentas e seu Macbook e colocou na mala. Abriu sua gaveta, pegou seu PSVita e o colocou no bolso. Mesmo com 17 anos, alguém precisa de alguma coisa para coisa para se divertir. De repente a campainha toca e ele corre para atender a porta.
Ao abrir a porta, ele encontra sua namorada e lhe dá um beijo.

-Oi amor! Como você está?-
-Estou bem. Pode entrar. -

Juntos, eles foram para a sala de jantar onde Macy já havia preparado toda a janta: peito de frango gratinado com tomate e batata.

-Nossa! Eu não sabia que você cozinhava assim, mana!-
-Esse é meu dom secreto. -

Quando John se sentou, a campainha tocou novamente. Ele se levantou e foi atender a porta. Quando a abriu encontrou um garoto meio-humano, meio-bode com uma mochila enorme nas costas. Ele rapidamente sentiu-se enjoado e caiu sentado no chão.

-Cara! Que viagem cansativa!-
-O que é você?-
-Ei! Eu sou um sátiro! E preciso te levar para o Acampamento Meio-Sangue, na América. Pegue suas coisas e vamos lá! Vamos!-
-Wow! Que história é essa de Acampamento?-
-Todos perguntam isso... A história é que você é filho de algum deus grego, lá do Olimpo! E eu preciso te levar para o Acampamento Meio-Sangue porque você está correndo perigo no mundo mortal! Depois eu te explico tudinho!-

Sem entender nada, John subiu correndo as escadas em direção ao quarto para pegar as malas e desceu novamente, para dar tchau para Macy e Ashley.

-Tchau mana! Depois eu te ligo Ashley!-

Assim, John e o sátiro correram em direção ao Aeroporto, que ficava a duas quadras de sua casa. Quando chegaram, compraram as passagens para o primeiro voo para Nova York e correram para a entrada do avião.

Nova York, USA, 2011.


Depois de quase sete horas de voo Southampton/ Nova York, o sátiro chama um táxi em frente ao aeroporto. O motorista tinha uns cem olhos por todo o corpo. O que fez John ficar enjoado novamente.

-Argos, nos leve para o Acampamento Meio-Sangue. -

Não se sabe como, mas o táxi foi do centro de Nova York até uma estrada no meio do campo em um minuto. Quando o táxi parou, John e o sátiro subiram uma colina marcada por um pinheiro com uma pele de carneiro dourada no galho mais baixo, guardado por um dragão. Subindo um pouco mais era possível ver uma placa escrita:

Acampamento Meio-Sangue

-Cara, que tipo de Acampamento é esse?-
-Este é o Acampamento Meio-Sangue! Lugar onde jovens como você, Semideuses, podem viver tranquilos para sempre. -

John e o sátiro começaram a subir a colina, quando John ouviu barulhos de pinças de escorpião.

-Eu não gosto nem um pouco deste barulho!-
-Me dê alguma coisa para lutar! Você tem uma flauta e eu não tenho nada!- Disse o garoto apontando para as flautas no pescoço do sátiro.

-Eu tenho uma coisa para você, aqui!- E jogou uma faca de bronze para o garoto.

De repente, da moita mais próxima, dois escorpiões negros surgem.

-Ah não! Escorpiões do Tártaro!-
-O quê? Tártaro?-
-Não ouse lutar com eles, ouviu? Ele podem lhe matar com o veneno de uma só picada!-

John não se mexeu. Mas os escorpiões sim! Pularam em cima do garoto, mas o mesmo bateu neles com a faca antes que pudessem picá-lo. O sátiro entrou em pânico e saiu correndo para buscar ajuda. Isso desconcentrou John, que tropeçou e caiu. A última coisa que viu antes de ser picado por um dos escorpiões foi um ser meio-homem, meio-cavalo, cavalgando para ajudá-lo. Centauro! John lembrou-se.

-Não!- Gritou o centauro

A visão de John ficou turva... E ele desmaiou.

Acampamento Meio-Sangue, USA, 2011

John acordou com muita dor nos olhos. Estava em uma maca em um tipo de enfermaria.

-Aonde estou?-
-Calma! Eu sou Will Solace, filho e curandeiro de Apolo. Você está no Acampamento Meio-Sangue.
John A. Malcovitch
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ariela Acqua em Dom 19 Jul 2015, 12:24

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[color]

Perséfone, pois acredito que Ariela se encaixa nos padrões de uma filha legitima de Perséfone. E também por admirar essa deusa

- Perfil do Personagem.

Ariela é uma menina meiga, de longos cabelos loiros e lindos olhos azuis. Sempre fora bem quista pelas pessoas que a conhecem por sua doçura e gentileza. Mas, pro trás dessa mascara de bondade, existe uma garota amargurada com os acontecimentos de sua vida. Uma garota que chora pelos cantos, que teme viver e sofrer outra vez e que espera, profundamente, ser feliz outra vez.

- História do Personagem

A filha do jardineiro inglês que imigrou para os Estados Unidos em busca de oportunidades nunca quis ostentar nada, mas, após ser “adotada” pela tia começou a mudar. Ao cair em si – digamos que de uma maneira drástica -, a garota viu cada parte de seu castelo de sonhos ruir, transformando-se numa pilha de entulho abstrato, cujo significado e valor apenas ela conhecia. O enterro de seu pai foi um marco importante em sua vida, tanto que a fez se afastar de tudo e todos, com medo de que mais alguém que ela amasse morresse por sua causa.

Tinha sido ela, não havia como negar. Mesmo que os detetives investigassem, analisassem a cena do crime e procurassem por pistas e testemunhas, nunca teriam uma resposta coerente para o misterioso assassinato de John Acqua. Apenas uma mente perspicaz o suficiente notaria que tudo apontava para Ariela. Entretanto, não foi o que aconteceu. Ninguém notou o óbvio. Ninguém notou que a culpa a acompanhava como uma velha amiga, que, com o tempo, foi aceita receosamente.

Mas chega de falar sobre o passado, devemos avançar para o dia em que tudo mudou, o dia em que aquela menina soube quem realmente era e o porquê de tudo acontecer apenas em sua vida.

Teria sido um dia como qualquer outro. Apenas mais uma manhã na vida de Ariela. Mas, o destino não quis assim, ou, em seu caso especial, os deuses não quiseram assim.

Ariela não gostava de passeios escolares. Sempre procurou inventar uma desculpa para não freqüentá-los, mesmo tendo pontos descontados em seu boletim. Aquele passeio até o jardim botânico não pôde ser evitado, pois sua tia em pessoa foi dar sua resposta positiva ao diretor da escola. Vencida pela força da tutela que sua tia ganhara da justiça, Ariela se viu forçada a ir aquele passeio sem reclamar. Ou talvez retrucasse um pouco pelos cantos.

O ônibus estava lotado por alunos petulantes que gritavam canções incoerentes em seus ouvidos. Ela tentou abafar o som escutando algo de seu agrado, mas não deu muito certo. Não pôde contar até cinco e chegou a seu destino. Contra sua vontade, Ariela foi carregada – literalmente – para fora do ônibus, onde se deparou com o lugar mais lindo que já havia visto antes. O jardim botânico era uma grande estufa de vidro, videiras saiam pelas janelas e o aroma de flores era tão hipnotizante que a garota não sabia como tinha ido parar lá dentro. Suas pernas entraram no controle automático, direcionando-a para dentro da estufa gigante.

Era uma estranha sensação que se apoderava de Ariela. Uma mescla de felicidade e paz, com uma pitada de contentamento e uma colherada cheia de renovação. Sim, ela se sentia renovada naquele lugar. Correu, sentindo o perfume de cada flor, tocando cada folha que via pela frente, até esbarrar em uma pessoa. Coberta por um sobretudo negro e usando um chapéu coco que lembrava o que seu tio Valter costumava usar, o homem lhe olhou de lado e deu um sorriso assustador. Ele lembrava muito o tio Valter.

- Desculpe, não foi minha intenção. – disse Ariela, andando de costas para longe do homem.

- Claro que não foi sua intenção, minha criança. Foi uma coincidência eu estar no seu caminho, uma coincidência muito feliz. Para mim.

O homem começou a andar em sua direção, e Ariela, tomada pelo medo, pôs-se a correr desesperadamente. As folhas atrapalhavam sua visão, mas ela não parou de correr. Até que caiu sobre um vaso de violetas, se quebrou espalhando terra por todo o chão. Eis que surgiu um garoto, que lhe estendeu a mão e guio-a para fora da estufa.

Entorpecida pela dor da queda, Ariela, ao menos, perguntou seu nome. Segui-o de bom grado até Long Island, onde pediu para descansar. O garoto atendeu seu pedido, olhando para os lados como se estivesse fugindo de alguma coisa.

- Qual é o seu nome? – perguntou a garota. – Não acha que eu vou prosseguir com um completo estranho. Roubo de órfãos é bem comum hoje em dia. E seqüestro também.

- Não seria um seqüestro, tecnicamente, já que você aceitou vir comigo sem reclamar ou perguntar o porquê. – Ariela arqueou uma sobrancelha e pôs as mãos nos quadris, assumindo uma postura de “fala sério”. – Eu sou Carl, vim te levar em segurança para o Acampamento Meio Sangue, um lugar próspero para a vida de semideuses, assim como você.

Agora sim a postura de Ariela era de “fala sério”. Semideuses, Acampamento, segurança. Aquilo era uma pegadinha e, logo, câmeras sairiam do meio das arvores dizendo que foi tudo programado por sua tia para que nunca mais questionasse sua autoridade. Mas o garoto estava mesmo falando sério.

- E quem era aquele homem que tentou me pegar na estufa?

- Era um monstro, eles perseguem semideuses por causa do cheiro do sangue mitológico. Não, não estou dizendo que você fede, para mim você tem cheiro de flores recém colhidas e... Morte. – Carl engoliu em seco, mas logo voltou ao normal. Talvez não fosse comum achar semideuses com cheiro de morte em um jardim botânico.

Ele começou a caminhar outra vez, ajudando Ariela a caminhar. Chegaram ao pé de uma colina, que tinha um pinheiro no alto. A grama viçosa e verde era convidativa, mas não para uma subida, como fizeram. Porem, ao chegar ao alto da colina, o homem de sobretudo estava lá.

- Chegaram rápido, não precisei esperar muito.

Então, seu corpo explodiu, revelando olhos grandes e assustadores, asas enormes e garras pontiagudas como seus dentes amarelos. Carl ficou paralisado ao lado de Ariela, que, num impulso pego uma pedra que estava aos seus pés e jogou-a na cabeça da criatura.

- Ficou maluca! Uma pedra contra uma f... Benevolente. Grande arma. – esbravejou Carl.

- Melhor do que ficar paralisado como uma estatua de bronze em uma avenida movimentada. Corra.

E Carl teria corrido com Ariela se a Benevolente não houvesse cravado suas garras em seu braço peludo. Ariela voltou para ajudá-lo e recebeu em troca um empurrão na direção contraria a que haviam subido, tombando colina abaixo. Coberta por grama, a ultima coisa que viu foi Carl sendo jogado para longe e um cavalo vindo em sua direção.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 117-ExStaff em Dom 19 Jul 2015, 14:10

Atualizado.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 128-ExStaff em Dom 19 Jul 2015, 15:45


Avaliação
Vamos ver como você foi...

Anne W. Lopez - Reclamada! *Filha de Hermes!*
História divertida e bem criada. Só não encontrei a idade da garota ou algum indício dela, mas conclui que ela estre na faixa dos 15~16 anos. Personalidade forte e bem colocada no texto. Enredo detalhado e criativo... Meus parabéns! Qualquer coisa em que eu possa ser útil envie-me uma MP!

John A. Malcovitch - FICHA IGNORADA.
Motivo: PLÁGIO!
O player tem um prazo de 48 horas para provar a autoria do texto plagiado, enviando para mim uma MP com o print do perfil do membro que postou a ficha plagiada. Passado esse prazo, será aplicado um banimento de 24 horas do fórum
PLÁGIO DA FICHA DE John Malcovitch! Link para a averiguação: http://percyjacksonrpgbr.forumeiros.com/t5830p90-ficha-de-reclamacao#160565


Ariela Acqua - FICHA IGNORADA.
Motivo: PLÁGIO!
A player tem um prazo de 48 horas para provar a autoria do texto plagiado, enviando para mim uma MP com o print do perfil do membro que postou a ficha plagiada. Passado esse prazo, será aplicado um banimento de 24 horas do fórum
PLÁGIO DA FICHA DE Ariela B. Acqua! Link para a averiguação: http://percyjacksonrpgbr.forumeiros.com/t5830p45-ficha-de-reclamacao#159094


Aguardando ATT
Att por: x_x_x
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Amelia Bradshaw em Dom 19 Jul 2015, 16:17

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê? Perséfone, pois é quem mais combina com Amelia.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):
Amelia chamava atenção por onde passava, desde... Sempre. Mesmo quando adolescente, ela tinha um corpo bem desenvolvido para uma garota de doze anos, e não foi surpresa para seus conhecidos que se tornasse uma moça tão bela e sedutora quanto a irmã mais velha. Seu rosto com traços fortes e maçãs do rosto salientes costumava lhe dar um aspecto inocente, ainda mais se combinado com seus olhos azuis cristalinos e os longos cachos dourados. Porém, conforme a personalidade de Amy foi mudando, ao atingir a faixa dos 15/16 anos, sua aparência seguiu o mesmo rumo. Ela mesma começou a cortar o próprio cabelo - o corte irregular dando um certo ar rebelde - e destacar a cor dos olhos com maquiagem preta carregada. É normal vê-la andando pela praia com blusas decotadas, shorts jeans rasgados e botas.

Seu psicológico era alterado mesmo antes de sua mudança radical. Desde criança, sofria de distúrbios como hiperatividade e déficit de atenção. Faz do tipo de garota que não tem "papas na língua" e fala a primeira coisa que vem na cabeça, mas apesar disso, não gosta de ferir as pessoas. Fala a língua do sarcasmo fluentemente e tem a capacidade de se entediar muito fácil. Apesar de fazer o estereótipo de menina rebelde, esconde um grande coração e um lado quase clichê - gosta de ficar sozinha para ler e até mesmo escrever, coisa que mantém em segredo absoluto.


- História do Personagem: O que deveria ser apenas um nome, uma fotografia ou uma pessoa em carne e osso à sua frente se tornou um enigma de nenhuma resposta. A única coisa que sabia era que, para seu alívio, ela e a irmã, Elizabeth, eram filhas da mesma mulher. A história era um tanto piegas, na verdade: Ethan era herdeiro de um império de empresas, jovem, rico e bonito. Atraía a atenção de várias mulheres, mas apenas uma fisgou seu coração. Depois de um tempo de um relacionamento escondido, Elizabeth nasceu. A mulher misteriosa desapareceu, deixando-o sozinha com a filha. Menos de dois anos depois, ela voltou para a vida de Ethan, e nesse reencontro... Bem, você pode imaginar o que aconteceu. Amelia foi gerada.

Era só isso que seu pai contava. Nem mesmo o nome dela ele falava. Nem mesmo dizia se ela estava viva.

Amelia aprendeu, de certa forma, a conviver com a ausência. Sua irmã, Ellie, se tornou sua melhor amiga, e as duas se meteram em confusões o suficiente para chamarem atenção. Com um pai totalmente indiferente a o que elas faziam, as duas gastavam dinheiro sem se importar, iam a festas e viravam a cidade de cabeça para baixo. Ou pelo menos, elas acharam que suas vidas já estavam de cabeça para baixo o suficiente, até que as coisas estranhas começaram a acontecer.

Amy teve medo de contar para alguém e achassem que ela estava louca. Já estava acostumada a ouvir médicos dizerem que seu TDAH poderia alterar sua noção de realidade das coisas, mas ela não achou que começaria a ver monstros por causa disso. Quer dizer, criaturas imensas com um olho só e homens com pernas de bode só existem nos livros de História. Certo?

Errado. Parecia que finalmente mamãe tinha resolvido dar as caras. E havia mandado um desses garotos-bode, Mason, para explicar a ela e a Ellie que tudo o que conheciam sobre suas vidas não passava de uma mentira.

Havia um trato, pelo que Amelia conseguira entender. Um trato que os deuses tinham feito de reclamar seus filhos... Como era que Mason havia dito? Meio-sangues? É, algo assim. Os deuses reconheceriam suas proles e esses adolescentes seriam levados para um Acampamento especial onde eles seriam treinados para sobreviver. Claro que ir não foi um problema para as Bradshaw, já que seu pai não se importaria com o fato de elas simplesmente sumirem de uma hora para a outra. Agarrada a uma faísca de esperança, Amelia pensou que estava saindo da presença da indiferença de um de seus pais para o reconhecimento do outro.

Acampamento Meio-Sangue se tornou sua casa. Os semideuses, sua nova família. O Acampamento era, na verdade, uma fazenda no interior de Nova York, muito rústico para o gosto de Amy, mas era o lugar onde ela se sentia verdadeiramente segura. E até que era bom ver uns filhotes de deus grego para paquerar. Mesmo que ainda não saiba manusear uma espada tão bem quanto um batom, Amy está aprendendo a lidar com sua nova identidade, mas nem por isso vai perder o lado divertido, festeiro e rebelde da antiga.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Tefnut Badrakhan em Dom 19 Jul 2015, 16:30

IT'S A DREAM
FICHA
JUST A DREAM


{x} Desejo ser reclamada por Héracles, porque ele combinaria perfeitamente com minha trama: Lynn é uma criança, e tudo que ela quer é provar sua força; sendo filha de tal deus, tudo se encaixaria perfeitamente. Além disso, gosto da história e de como descrevem Héracles.




{x} Características Físicas: Minha pele é tão branca que quando eu era criança mamãe me mandava sair do sol, senão eu ficaria vermelha igual um pimentão — isso já ocorreu. Meus olhos, grandes e castanhos, já foram descritos como fofos e cativantes, embora eu não goste muito quando falam isso; meus cabelos são tão pretos que até brilham, e eu gosto de usar uma flor roxa perto da franja, para completar minha aparência fofinha. Sempre fui muito delicada, e talvez eu continue assim. Só não irei admitir tão facilmente.

{x} Características Psicológicas: Posso dizer que minha personalidade é bem forte. Pelo menos, é o que todos dizem após me conhecerem: eu nunca me dei bem com minha mãe; nós discutíamos o tempo todo, literalmente, e foi por isso que fugi de casa aos seis anos. Muitas pessoas acham que crianças de seis anos não sabem de nada, mas estão enganadas quando falam de alguma que a situação de vida lhe fez crescer rápido. Essa sou eu, pra todos os efeitos. Perder o irmão mais velho aos cinco anos e discutir com a figura materna que você tem todos os dias são coisas que me levaram a ser madura e decidida.

Geralmente me retratam como fofa e incapaz, o que me irrita profundamente: tudo o que mais quero é provar minha força pra todos esses idiotas, esfregar na cara deles o quanto posso ser capaz de fazer algo. Sei me defender sozinha. Sei cuidar de mim mesmo. Uma coisa que comprova isso é meu não tão novo status de vida: moradora de rua. Fugi de casa por pura raiva, e depois de um ano não me arrependo nem um pouco disso. Às vezes, o pior para algumas pessoas pode ser o melhor para outras.





Nome: Lynn D. Meyer;
Idade: Sete anos;
Parentesco: Larissa Dickerbell.




I.

Acordo arfando, começando a perceber que tudo não se passou de mais um pesadelo; tento me acalmar, mas nada disso acontece. Somente fico sentada na cama com a respiração pesada, com cada detalhe do que ocorreu em minha cabeça ardendo. Sei que por mais que eu tente, não conseguirei dormir novamente, então me levanto e me dirijo até a porta, com a intenção de descer para beber água.

Pelos primeiros segundos, é exatamente isso que eu faço: eu desço as escadas sem fazer nenhum barulho, me apoiando na parede inclinada e arrastando minha calça grande demais para mim nos degraus. Mas, assim que chego lá em baixo, ouço barulhos. Não barulhos, talvez... Gemidos? Enfim, uma coisa que garotas de seis anos não deveriam escutar, mas que acabam fazendo-o quando possuem mães desnaturadas.

— Mãe? É você que está aí? — Pergunto, provavelmente fazendo uma coisa muito burra. Mas, como eu realmente estava com medo de que não fosse ela, acabo soltando sem nem perceber. Aproximo-me do sofá velho e empoeirado que temos, que é de onde está vindo o barulho, e de repente uma movimentação maior do que a anterior começa, onde minha mãe levanta e me encara, vestindo suas roupas.

— Lynn, era pra você estar dormindo! — Diz ela, pelo que pareceu brava e surpresa ao mesmo tempo. Uma reclamação vem do sofá, e nesse exato momento um homem alto se levanta e também começa a recolher peças de roupas do chão, fazendo-me afastar. — Não se assuste, está tudo bem.

Eu sabia que ela não estava preocupada e só falava aquilo para eu não começar a gritar, mas sabe-se lá por que eu realmente me acalmei, começando a diminuir o ritmo de minha respiração. Perguntei em um tom baixo quem era o homem, e sorrindo mamãe respondeu que era um cara que ela estava pegando. Sério, que mãe diz isso para a filha de seis anos?? Certamente só aquela mulher na minha frente.

— Tudo bem... Eu só vim pegar um copo de água, mas acho que já vou subir — digo, querendo sair dali o mais rápido possível. Quero mesmo esquecer a cena que acabei de presenciar, mas provavelmente será um pouco difícil.

— Não! Quero conversar com você, venha aqui — percebendo que eu olho para o cara, ela sorri. — Lucas já está indo, não é?

Ela olha pra ele com repreensão, e somente afirmando o cara recupera sua última peça de roupa, a blusa, e passa por mim sem nem dizer uma palavra. Depois de alguns segundos que a porta é fechada, mamãe me encara com uma expressão de pura raiva.

— O que você pensou que estava fazendo, Lynndissi? — Assim que ouço meu nome todo, percebo que essa será mais uma das discussões que só acabam quando eu bato a porta na cara dela. Suspirando fundo, tento ficar calma dessa vez. — Nós estávamos transando! O que te dá pra interromper isso?

Dou de ombros e explico que só interrompi porque ela era uma idiota e merecia aquilo. Não é verdade, mas me parece que irá irritá-la mais, então é o que digo. Estou completamente certa, porque ela se aproxima de mim marchando e levanta a mão. Mas ela não me bate.

Levanto a mão também e seguro a dela, que já estava erguida; com surpresa, mamãe me olha da cabeça aos pés, coisa que não demora muito tempo. Em seguida, ela se solta e se recosta no sofá.

— Você sabe que eu te odeio, não é? Que eu preferia muito mais seu irmão — ela grita isso como se estivesse jogando veneno em mim, o que nem é tão diferente assim da realidade. Layron, meu irmão, havia morrido ano passado. Ele era a única pessoa que eu amava, a única pessoa em quem eu confiava. Agora eu não tinha nada.

— Você sabe que Layron nunca te amou, não é? Ele nunca te amaria com tudo que você faz comigo — cuspo com calma as palavras que sei que farão impacto nela, e sem esperar para ver a reação me viro e saio, subindo as escadas.

Nunca soube por que, mas desde que me entendo por gente sei que mamãe não gosta de mim; ela dava tudo para meu irmão — desde roupas à melhor comida —, e para mim era somente o que não me deixaria passar fome, o mais barato. Com o amor que eu recebia de Layron, nunca me importei, e agora me importo menos ainda: sei que ela não merece isso.

Então assim que chego ao meu quarto troco de roupa, colocando uma calça jeans e uma blusa de frio em cima de uma camiseta, e em seguida pego algumas outras e as jogo dentro de uma mochila. Abro a janela e subo em seu parapeito, olhando para trás uma última vez.

Não sinto nem um pouco quando pulo para a rua e me despeço de casa, com previsão de volta para nunca mais.


II.

Bato a cabeça no extintor acima da minha cabeça quando acordo desesperada, e com isso esqueço um pouco do que estava se passando anteriormente. Mas assim que a dor diminui e posso respirar sem soltar um gemido, lembro-me de tudo. Eu estava sonhando. Estava sonhando com algo que já havia sonhado antes... Na minha última noite em casa.

Quando sonhei com isso ano passado, era somente uma casa pegando fogo enquanto uma carta caía do céu, se posicionando no hall de entrada. Não tinha nada de conhecido nisso, nada que me desesperasse além do cheiro e do calor de queimado, da sensação iminente de queimar até a morte; hoje, nesse lugar totalmente diferente, sonhei a mesma coisa, só que com mais detalhes: hoje era a minha antiga casa pegando fogo, enquanto a mesma carta caía do céu, mas se posicionava no parapeito da janela de qual eu fugi.

Eu não sei o que isso significa, mas o meu lado curioso se desperta enquanto registro todos os detalhes em minha mente. Levantando-me, penso no que fazer: eu posso ignorar tudo isso e continuar vivendo desse jeito, mas eu também posso investigar. Layron costumava dizer que sonhos vem à nossa mente com algum objetivo, e preciso admitir que acredito um pouco nisso.

Então, pegando a minha mochila cheia de comida que consegui no dia anterior, saio do local abandonado e resolvo começar de onde o sonho ocorria: na minha antiga casa. O percurso até lá não é muito longe, então chego em vinte minutos.

Assim que me aproximo, vejo que alguns policiais estão estacionados em frente à porta. Fico curiosa, mas não posso perguntar a eles o que está acontecendo, já que seria estranho uma menina sozinha na rua. Por causa disso, agradeço mentalmente quando um homem alto e moreno o faz por mim, e quando a resposta vem alta o suficiente, descubro que minha mãe teve um ataque cardíaco e está morta. Eu deveria estar feliz, certo? Errado. Apesar de não amá-la, não sou dessas que deseja mal a ninguém. Então dou a volta na casa e vou até a janela do meu quarto, para conferir se tem alguma coisa lá.

Fico surpresa quando realmente acho uma carta no parapeito, tão avulsa que parece intencional. Suspiro antes de pegá-la, e assim que o faço um arrepio passa pelo meu corpo. Abrindo-a, sento-me no chão.

Lynn,
Sei que não sabe quem eu, mas, por favor, não rasgue a carta de pura revolta. Provavelmente você deve estar se perguntando por que diabos eu lhe deixei uma carta, mas o motivo vem logo nas linhas abaixo, se o papel ainda estiver em suas mãos.

Realmente estou com vontade de rasgar a carta, mas me contenho somente porque ele pediu por favor, e assim sendo deve ser importante a leitura do resto. Dando de ombros, continuo. Cara, ainda bem que eu continuei!

No resto da carta, que por sinal era enorme, ele explica detalhadamente sobre uma tal de mitologia grega, e principalmente sobre Héracles, um deus — isso tudo é estranho, mas ok. Entendo a maioria das coisas, e no final arfo quando leio “acredite em mim, tudo isso é real”, e quase grito quando chega a parte “você nunca conheceu seu pai porque ele é Héracles”.

Tenho vontade de rir no início, confesso, mas tudo isso faria muito sentido; tudo se encaixaria em minha vida: o fato de eu não conhecer meu pai, da minha mãe me odiar e até de... Bem, tudo. No final, o cara assina como Jacob e pede para eu encontrá-lo em um endereço. Eu posso ser idiota, mas nem tanto para deixar de aceitar. Afinal, eu estava muito curiosa.

Eu só não estava preparada pra tudo em minha vida mudar.


III.

Vou até o tal endereço e me surpreendo ao ver que é uma casa abandonada, totalmente caindo aos pedaços. Não parece ter ninguém aqui, mas assim que entro um cara moreno surge em minha frente, me fazendo pegar a faca de cozinha que eu tinha. Ele ri a essa cena, explicando que era Jacob.

Abaixo a arma com desconfiança, mas relaxo quando ele pede para eu me sentar que explicaria tudo melhor. Não tendo outra opção, me sento no chão e encosto na parede poeirenta. O menino, que agora percebo que é mais jovem do que eu imaginava, me olha com curiosidade e, dando de ombros, começa a falar.

Ele explica que vem me observando há alguns dias, e que descobriu meu nome completo quando eu o disse para a moça do restaurante de quem eu havia ficado amiga; então, quando o reconheceu no sobrenome de minha mãe — que havia visto no jornal, quando contaram sobre a morte dela —, logo teve a ideia de ir até a casa. Por algum motivo, ele tinha a intuição de que eu iria até lá, então deixou uma carta.

Depois da explicação menos confusa, vem a seguinte: monstros e deuses. Ele detalha bem mais do que na longa carta, e eu estou perplexa agora que ele acabou. Não tenho certeza do que pode ser verdade, mas por me sentir bem dentro desse mundo criado — ou não — por ele, decido acreditar. Em tudo.

Mas aí, quando um músculo aparece em cima da minha cabeça, percebo que não é escolha minha. O mundo imaginário finalmente se tornou real.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ivan Baltiysky em Dom 19 Jul 2015, 17:10


- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hefesto, já que ele é quem mais combina com Andrew.

- Perfil do Personagem

Características Físicas: Andrew é um rapaz detentor de uma vistosa compleição física, abrangendo o primor tanto no aspecto facial como no corporal. A pele, por exemplo, é impecavelmente bronzeada. Ademais, tem um rosto esguio, bem definido e estranhamente infantil, emoldurado por fios capilares belamente lisos mas revoltos, além de uma barba desleixada responsável por somar à sua aparência. Os olhos são expressivos, convidativos até, e se manifestam cheios de um cintilar vívido. O restante dos traços segue o mesmo aspecto elegante, embora seja o sorriso a sua grande evidência: é amplo e exuberante, tão cativante quanto possível. Abaixo, no corpo, conserva características respeitáveis; cada minúcia do perfil másculo é desenvolvida, complemento de uma estrutura venerável, sólida, com músculos torneados e de resistência digna. Comporta um peso adequado para o seu 1,81 m de altura e mantém-se assim por meio de treinos ardorosos.

Características Psicológicas: Em suma, ele é dono de um caráter despreocupado, buscando sempre expor uma impetuosidade nos próprios atos. Pode ser considerado por muitos um indivíduo desleixado devido à conduta normalmente apática. É recatado, preferindo o silêncio em vez da comunicação excessiva. Por trás dessa enganosa máscara de indiferença, porém, existe uma faceta menos conhecida aos olhos alheios: a de um rapaz ardiloso, preenchido por uma sagacidade inimaginável. Detém uma autoestima inflada, chegando a ser visto como um cidadão presunçoso – o que de fato não pode ser negado. Ainda assim, possui algumas virtudes sublimes, tais quais o poder de concentração na produção de aparatos diversos, e a engenhosidade inerente ao rapaz.

- História do Personagem

Era uma típica noite cálida em Dallas, Texas, quando os primeiros brados do recém-nascido Andrew repercutiram pelos corredores do hospital. A mãe, poucos minutos após o parto, tratou de aninhá-lo entre os braços sôfregos de cansaço, e o bebê gradativamente controlou o choro rumoroso até silenciar-se de vez, agora abrigado no colo materno. Advindo da entrada estava o tio, impelindo-se sala adentro com um caminhar afetado, somado ao semblante atônito que continha uma cômica mistura de surpresa e alívio. A passos frenéticos, Richard aproximou-se da irmã e do sobrinho, então permitiu-se sentar na beirada da cama e, somente a essa altura, ele pôde admirar a ambos com maior nitidez.

– Fico feliz que esteja bem, querida irmã. – Richard depositou-lhe um beijo dócil na testa. Seus olhos então recaíram sobre o bebê. – Andrew... Será esse o nome, não é? – indagou o homem num balbucio trêmulo, bestificado pela figura cativante do pequenino. – Ele...

– ... Sim. É um garoto forte – interrompeu-o Karen, a mãe, simultaneamente arreganhando um sorriso exausto nos lábios secos. – Meu Andy. Ele é especial. Consigo sentir. Se tornará um grande homem.

Richard limitou-se a sorrir, mostrando-se avoado, provavelmente ruminando e absorvendo as palavras da irmã por um instante. Depois disparou-lhe um olhar curioso, as sobrancelhas arqueadas.

– Você lhe contará tudo? Sobre o pai, as responsabilidades oriundas disso...? – A voz do homem parecia ligeiramente temerosa.

– Ainda não – redarguiu-lhe a irmã com um tom autoritário, decidido mesmo, enquanto ninava o pequeno Andrew. – Ele saberá... no momento certo.

***

Os anos, como de costume, transcorreram impiedosamente. Mas foram generosos com Andrew. O rapazote recluso de outrora cedeu lugar a um adolescente astuto, belo fisicamente. Como a mãe pressagiara no dia de seu nascimento, acabou por tornar-se um indivíduo forte, austero, abençoado com uma lucidez invejável. Ela definitivamente não estava errada. Nesse meio-tempo da vida, Andy adquirira dotes jamais imagináveis para um garoto de sua idade. A começar pelas suas criações estrambólicas, sempre inovadoras aos olhos alheios. Sentia prazer em inventar, produzir, conceber. Enfurnava-se na garagem da casa onde vivia com a mãe e o tio e deixava-se levar pelos instantes criativos. Em uma dessas ocasiões, Karen seguira ao encontro do filho, surpreendendo-o com a visita inesperada. Abraçou-o com um destemor materno inigualável. Quando afastou-se, lançou a Andrew um olhar penetrante cheio de significado.

– Você nunca me perguntou sobre o seu pai, Andy – disse-lhe Karen subitamente. Andrew franziu os traços da face ante a fala dela, pego desprevenido.

– Por que eu precisaria dele se tenho a você e o tio Ricky? – A resposta do rapaz a surpreendeu, e levou algumas lágrimas a brotarem nos olhos da mãe. Ela esforçou-se em mantê-las inertes antes de enxugá-las com a mão. – Além do mais, não tenho interesse em saber sobre um homem capaz de abandonar a mulher e o filho sem dar explicações.

Karen sentiu o coração apertar, mas estava determinada em seguir adiante com a conversa.

– Oh, Andy... Há coisas das quais você precisa saber sobre a sua verdadeira origem. Por favor, apenas escute-me... E com a maior atenção possível.

O que se seguiu após a longa torrente de palavras de Karen a Andrew foi um silêncio cavernoso e azucrinante. O rapaz havia assentado o corpo numa cadeira, as palmas oscilantes cobrindo o rosto conforme ele afundava em pensamentos. Por fim descortinou o semblante pesaroso e encarou a mãe com um ar de incredulidade, talvez até ceticismo.

– Hefesto... Semideus... Acampamento Meio-Sangue... – Repetir as palavras parecia ajudá-lo a compreendê-las de alguma forma. – Droga, mãe! O que é tudo isso? Algum tipo de brincadeira? Se for, peço que pare...

– É o seu destino, querido. O seu novo lar! A partir de agora, precisa seguir seus instintos. É tudo o que posso te dizer. As verdadeiras descobertas estão por vir naturalmente. Mas... eu sempre estarei ao seu lado. Jamais esqueça disso.

Andrew viu-se inundado em uma névoa tenebrosa de confusão. Permitir-se um tempo em silêncio pareceu-lhe a melhor opção. O que mais poderia proferir, afinal? Nada. A verdade havia sido lançada de encontro a ele, impossível de desviar-se. Findo o diálogo entre mãe e filho, os dois decidiram trocar um abraço afetuoso... um abraço de despedida.

A partir desse dia, toda a orientação da vida de Andrew tomara um rumo inesperado. Ele foi trilhado ao seu novo desígnio, a fim de servir o papel de um semideus.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Oliver H. Greyback em Dom 19 Jul 2015, 21:53


Avaliação
A mão da reprovação chega a tremer
Amelia Bradshaw - Não reclamada.

Vamos direto ao ponto: Achei interessante o background criado para a personagem, e sua escrita também é boa. O que me fez decidir por sua não reclamação é algo que ficou faltando em sua ficha, e simplesmente é uma das partes mais importante: as circunstâncias em que foi reclamada.

Espera-se que você desenvolva um enredo para isso, o que aconteceu, como aconteceu, etc. Mas nada disso foi criado. Leia fichas de players que foram reclamados para ter uma ideia melhor do que precisa ser feito. No mais, boa sorte daqui pra frente.

Lynn D. Meyer - Reclamada como filha de Héracles

Parabéns. Não tenho muito a comentar: seu modo de escrever é envolvente, e com um enredo tão bem feito é quase impossível não te reclamar. O único problema que encontrei foi alguns pequenos deslizes na coerência (por exemplo, o fato de dizer que subia as escadas para ir ao seu quarto, e a janela do mesmo estar posicionada em pavimento térreo) mas nada que tire seu brilho.

Andrew S. Hewlett - Reclamado como filho de Hefesto

Também não tenho muito o que falar de você. A ficha foi bem escrita, você faz uma ótima escolha de palavras (apesar de às vezes exagerar nos adjetivos). A trama para o personagem parece ser interessante, e apesar da reclamação não ser do modo "tradicional" - com lutas contra monstros, descobrindo por acaso, etc. ficou muito bom. Parabéns, e seja bem-vindo.
♦ Thanks, Andy 'O' ♦




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Re: Ficha de Reclamação

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