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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Orfeu em Dom 09 Nov 2014, 03:49

Relembrando a primeira mensagem :


Fichas de Reclamação


Orientações


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.



Deuses / Criaturas
Tipo de Avaliação
Afrodite
Comum
Apolo
Comum
Atena
Rigorosa
Ares
Comum
Centauros/ Centauras
Comum
Deimos
Comum
Deméter
Comum
Despina
Rigorosa
Dionísio
Comum
Dríades (apenas sexo feminino)
Comum
Éolo
Comum
Eos
Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões)
Comum
Hades
Especial (clique aqui)
Hécate
Rigorosa
Héracles
Comum
Hefesto
Comum
Hermes
Comum
Héstia
Comum
Hipnos
Comum
Íris
Comum
Melinoe
Rigorosa
Nêmesis
Rigorosa
Nix
Rigorosa
Perséfone
Rigorosa
Phobos
Comum
Poseidon
Especial (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino)
Comum
Selene
Comum
Thanatos
Comum
Zeus
Especial (clique aqui)




A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação. Os campos da ficha são:

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

- História do Personagem

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Não é necessário a utilização de template, mas caso opte por fazê-lo, a largura mínima do texto deverá ser de 400px, preferencialmente sem barra de rolagem — caso tenha, a altura deve ter o mesmo tamanho da largura ou maior. Templates que não sigam o disposto farão a ficha ser ignorada, bem como fichas ilegíveis - utilize colorações adequadas no texto.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



  • Obs: Somente envie sua ficha UMA vez para cada avaliação. Fichas postadas seguidamente (como double-post) serão desconsideradas, reincidência acarretará em ban de 3 dias + aviso.




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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Orfeu em Qui 25 Dez 2014, 03:54

Atualizados.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Edmilson Rodrigues em Sex 26 Dez 2014, 05:50

Ficha de reclamação
- Por qual deus deseja ser reclamado / qual criatura deseja ser e por quê?
Íris a deusa do arco-íris. Bem, eu gosto do arco-íris não somente por ele ser bonito e pacificador, mas sim também, pois significa um exemplo de superação. Onde após a tempestade, surge a luz colorida, que ilumina o céu e a vida de alguns, inclusive a minha.
Pra complementar... Admiro muito a deusa e seu trabalho no Olimpo e me identifico totalmente com a mesma.
- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)
-Psicológica: Edmilson é filho único e seu pai nunca está em casa o que o tornou responsável e o ensinou a cuidar de si mesmo, também é calmo, inteligente e valente, gosta de ler, adora jogos de todos os tipos, o que o torna muito competitivo.
-Físicas: tem cabelos loiros, olhos azuis, é forte, mas não concorda com as pessoas acharem que os músculos são mais importante que o cérebro, é belo, mas não se importa muito com isso e tem apenas 16 anos.
- História do Personagem:

Hoje para mim era só mais um dia comum em Nova York, meu pai foi trabalhar, como, aliás, ele faz toda noite, e que às vezes me deixa triste e me faz sentir solitário, o que me deu a responsabilidade de tomar conta da casa como qualquer outro dia normal. Como eu sempre faço fui falar com meus amigos Marcos e Tyler pela internet. Marcos era vegetariano e também o tipo de cara que faz tudo pela natureza, mês passado ele se amarrou a uma árvore no meio da praça para ela não ser cortada. E Tyler era o tipo surfista que adora o mar, ele passava tipo 24 horas na praia, às vezes eu achava que eles eram aas únicas pessoas que me compreendiam.
Era duro ficar sozinho sem nada para fazer a noite toda, minha única companhia eram meus amigos que, como eu, não ficavam muito tempo com seus pais, então nós ficamos conversando por horas e horas sobre a escola:
- Gente acho que vou repetir – Disse falando para os meus amigos. – É realmente difícil me sair bem na escola com a dislexia e o TDAH. Eu entendo o que a professora diz, sei o que ela ensina, mas não entendo o que ela escreve e isso me deixa confuso. Além do fato de eu não conseguir ler a prova, o que faz com que eu só me dê bem em provas orais e essas só ocorrem uma vez por bimestre. – disse realmente desanimado, odiava esses problemas e sempre era motivo de piada no colégio graças a eles.
- Calma você esta apenas em um ano difícil, mas eu tenho certeza de que no próximo ano tudo será bem melhor. – Disse Tyler tentando me fazer sentir melhor.
- É e você não é ruim em todas as matérias.
- Se tem tanta certeza diga uma em que eu sou bom.
- Hmm... Você é bom em artes e em educação física.
- Certo, mas artes e educação física são as únicas matérias em que eu sou bom. - Falei e estava cada vez mais desanimado e triste. E, como se Marcos lesse pensamentos ele disse para mudarmos de assunto, pois esse era desanimador.
Enquanto estávamos conversando sobre artes (que além de ser a matéria em que sou o melhor, era a minha favorita e eu gostava de tudo que tenha a ver com tal assunto) alguém bateu na porta, fui abrir. Não era ninguém de que eu conhecia então eu perguntei o que ele queria.
- O que você quer. – Perguntei
- Venha comigo vou te levar ao acampamento. - Ele respondeu. Seus olhos eram castanhos como seu cabelo, sua expressão mostrava que ele não queria estar lá.
- Que acampamento. Do que você esta falando. – Perguntei, e dava para perceber que eu estava começando a estranhar.
- Não temos tempo. Venha agora. – Então ele me agarrou pelo braço. Quando eu reclamei e tentei lutar para ele me soltar ele pegou um taco de baseball e me acertou na cabeça.
Quando acordei estava em um tipo de enfermaria, Marcos e Tyson estavam lá, mas estavam de pé me olhando.
- O que aconteceu – Ainda estava tonto quando fiz a pergunta.
-Seja bem vindo ao acampamento meio-sangue. Semideus – disse Marcos.  Eu estava sem idéia alguma do que era aquilo. Eu sempre ouvi na aula de historia que semideuses eram filhos de deuses com humanos. Mas, não tinha como aquilo ser verdade, a única explicação lógica era eu ter ficado louco, só podia ser isso. Nada disso jamais existiu.
Logo após eu ficar completamente confuso, Marcos e Tyler me explicaram tudo sobre o acampamento as criaturas mitológicas e eles serem um tritão e um sátiro. E quando eu ia voltar a pirar, desmaiei, pois me agitei muito logo após acordar e então percebi que esse iria ser um longo verão cheio de mistérios a serem revelados.
Edmilson Rodrigues
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Ficha de reclamação

Mensagem por Valkyrie Morgenstern em Sab 27 Dez 2014, 12:48

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Desejo ser reclamada por Phobos.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.
Características físicas- Loira, de cabelos longos e cacheados e olhos azuis escuro.
Características Emocionais- Dedicada, maldosa, violenta e calculista. Mas ao longo do tempo, aprendeu a ser carinhosa e sonhadora, podendo ser até um pouco romantica.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Quero ser filha de Phobos, porque gosto e me identifico com tal deus.

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.
Meu nome é Valkyrie Morgenstern, tenho 18 anos e, atualmente, moro em NY. Meus pais morreram quando eu tinha 4 anos, e por não ter nenhum parente próximo, fui parar em um orfanato na Alemanhã, onde fui adotada e levada para o Estados Unidos.
Não sou aquelas pessoas de muitos amigos, sempre gostei mais de ficar sozinha, não que eu seja excluída ou chata, muito pelo contrario, eu só não confio muito nas pessoas. Mas eu tenho um melhor amigo, o Cary, ele sim eu confio de olhos fechados mesmo nós dois sendo muito diferentes, mesmo assim não conseguimos ficar longe um do outro.
-A gente devia ir até um bar comemorar.- Disse Cary, interrompendo meus pensamentos.
-Sair para beber um dia antes da faculdade começar não é uma boa ideia.
-Você não precisa beber.
-Tudo bem, olha eu só estou aceitando porque não tem como dizer não para você- Disse sendo vencida pela chatice dele.
Fomos no seu carro, pois eu ainda nem tinha carteira de motorista. Ouvimos umas bandas de rock que, para mim, são desconhecidas. O caminho foi bastante longo, estava tão destraida que mal percebi quando o Cary parou o carro em um beco.
-Precisamos conversar.-Ele disse de um jeito tão dramático, que quase me fez rir da cara dele.
-Conversar o que?
-Eu... Eu sou um sátiro- Cary disse e eu não pude conter minha risada, eu sempre gostei de mitologia grega e esse devia ser o motivo dessa piadinha.
-Tá achando que é brincadeira?- Ele disse tirando seus sapatos e sua calça. Ele sempre usava calça, até nos dias mais calorentos. E quando eu percebi ele tinha pelos no lugar das pernas e cascos no lugar de pés. Ele era mesmo um sátiro.- Sim, eu sei que é difícil de acreditar, ás vezes nem eu acredito que sou um sátiro- Ele riu- Mas já estava mais que na hora de te contar, você é uma semideusa, você é filha de Phobos !!-Eu estava com tanto choque que nem conseguir falar, era tanta informação ao mesmo tempo.
De repente, o chão começa a tremer e olho pra tras do carro para ver o que é. Não pode ser. Um ciclope!
-Corre!!- Foi tudo que eu conseguir ouvir, eu nunca fui uma menina muito medrosa, mas posso confessar que depois que esse Ciclope gigante apareceu eu quase caguei nas calças. Não tivemos tempo de sair do carro, o ciclope o levantou e disse:
-Um jantar!! Pena que é uma novata, mas eu não abro mão de nenhuma oportunidade- Ele riu, ou pelo menos tentou, porque na hora ele começou a engasgar e se abaixou um pouco. Uma oportunidade!! O muro não era muito grande, daria para saltar do carro com uma certa facilidade, mas eu teria que me arriscar muito. Olhei para o Cary que entendeu na hora o que eu estava pensando e disse:
-Pode pular, você consegue!- Nem acreditei no como fui rápida, abri as portas do carro, fechei os olhos e pulei. A adrenalina correu pelo meu sangue quando senti o vento batendo em meus cabelos, então meus pés alcançaram a grama de uma pequena montanha. O Cary também conseguiu pular e então corremos, corremos muito e o monstro vinha atras de nós.
-É, essa é uma desvantagem de ser semideusa. Os monstros sentem seu cheiro e querem te perseguir para te comer.- Cary disse enquanto corriamos, agora á alguns metros de distancia eu conseguia ver uma porta, uma porta no meio do nada.- Lá é o Acampamento meio sangue, precisamos chegar lá.
Quando estavamos próximos a entrada, o ciclope nos pegou.
-Agora vocês não escapam!- Cary não parava de se mecher, enquanto eu ficava quieta, proucurando uma maneira de escapar dali. Tateei a mão em meus bolsos, quando senti uma lámina. Era uma faca. Mais que diabos uma faca estava fazendo no bolso da minha jaqueta? Ah, é claro, o Cary provavelmente deve ter colocado lá. Olhei para ele que estava me olhando e deu uma piscadinha, sorri meio aterrorizada e, sem nem pensar duas vezes, joguei a faca no olho daquele maldito ciclope, que nos saltou para levar as mãos aos seus olhos. Caimos de uma longa altura, eu me machuquei um pouco, talvez muito, mas nada que me impedisse de andar. Levantei e corri até essa entrada, continuei correndo quando o Cary me chamou
-Valkyrie! Por quê você está correndo?-Cara, como o Cary é idiota.-Esse ciclope não consegue entrar aqui.
-Como não?
-Você acha que nós não temos uma proteção contra monstros, sendo que podemos ser atacados ao qualquer momento?- Sorri, cara, eu consegui sobreviver! Corri e abracei o Cary
-Olha se não é a filha de Phobos- Um CENTAURO disse-Seja bem vinda ao acampamento meio sangue!
Valkyrie Morgenstern
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 111-ExStaff em Sab 27 Dez 2014, 16:21

Avaliação

Assim como a lua, cada um tem seu lado escuro


Edmilson Rodrigues - Não reclamado
Você confunde bastante as pontuações, e as vezes se esquece dela. Sua ficha seria razoavelmente boa se o erro citado fosse descartado, mas outro grande problema é a falta de informações. Conte como era a relação com seu pai, e o que ele dizia sobre a sua mãe, entre outras coisas. Sugiro que leia fichas de players já reclamados para ter uma noção do que estou falando.

Valkyrie Morgenstern - Não reclamada
Como o player acima, você não soube posicionar as pontuações, fazendo com que o texto ficasse bastante confuso, e suas características também ficaram bastantes vagas. Melhore esses dois pontos, e volte a postar por aqui.

thanks, ♛ and ▲
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Willyan G. Rousseau em Dom 28 Dez 2014, 03:57

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Thanatos

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)


Personalidade:

Will é extrovertido, brincalhão, alegre e educado, trata todos com igualdade, algo que aprendeu com sua família. É sempre muito energizado e está sempre pronto para novas coisas, até mesmo novos desafios. Pode-se dizer que o garoto é um cavalheiro, trata todos muito bem durante o tempo todo, é nobre e gentil. Gosta de se cuidar, mas não chega a ser vaidoso, até por que não tem como se manter sempre belo, ainda mais lutando com frequência. O garoto não é arrogante nem ganancioso, divide o que tem com quem precisa e as vezes até com quem não precisa. Fica sempre mais feliz ao lado do irmão, dividem uma paixão, o teatro, assim estão sempre conversando sobre ensaios, dramaturgias, livros e até alguns outros assuntos. Existe uma parte que talvez ninguém note no garoto, ele se sente muitas vezes vazio, triste, infortuno, coisas de um ser romântico, mas sempre, com ajuda de Hugo claro, consegue superar esses pequenos problemas. Esses momentos são sempre muito bem expressados no palco, seja para tocar ou para atuar.

Aparência:

O garoto não tem a pele bronzeada, muito pelo contrário, tem um tom próximo da palidez. Os cabelos e os olhos são negros como a escuridão que eles carregariam se não fosse pelo irmão, provavelmente abandonado e em alguma vida inapropriada para qualquer um. Willyan tem algumas cicatrizes espalhadas pelo corpo, umas por causa dos esportes, essas são menores e mais finas, outra maiores e profundas, causadas pelo antigo padrasto em momentos de tortura e por se jogar de uma parede de vidro, os que conhecem seu passado dizem que é esse o motivo do garoto ser doce, a dor o transformou em algo melhor. O garoto tem uma tatuagem, mas ela está mais para marca de nascença, uma Fênix negra cobre completamente suas costas, ela sempre esteve marcando ele e conforme o passar dos anos foi se adaptando ao corpo do garoto.

- História do Personagem

Foi uma conversa longa, eu observei as gotas que estavam caindo do teto, a casa era velha, foi o primeiro abrigo da chuva que encontramos. - Então está me contando que eu sou seu filho, mas Morgana disse que meu pai morreu... - O homem a minha frente tratou rapidamente de completar a frase. - Em um acidente de Avião. - Senti uma pequena pontada de esperança, esse homem realmente podia ser meu pai, um pai louco, mas ainda sim meu pai. - Okay, então você é o deus da morte, Thanatos. - O homem de cabelos negros e terno se levantou sorrindo. - Isso mesmo criança. - Eu revirei os olhos. - Meu suposto pai acha que é o deus da morte, claro, por que não? - Disse usando meu melhor tom de sarcasmo. - Por que é tão complicado de entender? - Ele se jogou na cadeira e eu fiz o contrario, com a melhor raiva, respondi. - POR QUE ISSO É LOUCURA! L - O - U - C - U - R - A. - Não nego que gritei, o deus bufou. - Quer dizer cara, eu não sei se nesse olimpo, ou seja lá o nome que inventou para sua cidade natal da loucura... - Eu controlei o tom de voz e o cara me cortou, cara como eu odeio isso. -... Na realidade meu lar é o mundo inferior... Mas continue, até por que temos o dia todo nessa chuva. - Fitei o homem com raiva. - Muito bem criança, parece que vai aceitar quem é. - Dessa vez eu peguei a cadeira que estávamos sentados e taquei ela no chão - NÃO EXISTEM DEUSES DO OLIMPO! - O homem começou a gargalhar e fez uma cara de "você parece sua mãe".

- Por que está tão incomodado? Se não acredita em mim, por que ainda está aqui? - Pronto, Thanatos havia me pegado em sua armadilha, eu me lembrei de todo o meu passado e suspeitei que o deus causou isso em mim. Foram todos momentos estranhos, como quando minha mãe morreu no incêndio de casa e um homem de capa e foice simplesmente se materializou, aos dois anos, quando eu encontrei um grupo de homens andando para cima e para baixo, eles tinham um só olho, e diziam para todos que vendiam ossos humanos. Muitas coisas de estranho aconteceram na minha vida, eu só tentava ignorar todas elas, tentava manter a sanidade e não me perder eternamente em pensamentos. Eu me sentei no chão frio e coloquei a face nos joelhos, escutei os passos do deus e ele tocou meu ombro, sua mão era gelada, mas acho que só existia calor em mortes como a da minha progenitora. Lagrimas escorreram pelo meu olho e eu disse rispidamente. - Se afaste. - Meu pai tentou outra vez e eu explodi. - NÃO ME TOQUE! VOCÊ ME DEIXOU, DEIXOU A MIM E A MINHA MÃE, ELA MORREU E VOCÊ PODIA TER FEITO ALGO, EU SEI QUE PODIA! - Ele levantou minha cabeça, lagrimas silenciosas estavam a percorrer seu rosto. - Eu não podia salvar ela, nem mesmo a morte podia fazer isso, esse sempre vai ser o meu tormento, ver a mulher que eu amei morrer na minha frente. - Já imaginei a morte de muitas formas, como uma caveira, quando tinha cinco anos, como um cavaleiro do apocalipse, quando tinha dose, mas em nenhuma das vezes em que essas coisas se passaram em minha mente eu pensei em um pai, em alguém acolhedor e carinhoso. - Me perdoe filho, eu não tinha escolha, eu não podia cuidar de você, isso custaria sua vida e eu não suportaria ceifar sua alma, não depois do que eu fiz com sua mãe. -

O fato é que Thanatos era minha única família. Eu o abracei com força, chorando mais, sentia a verdade nas palavras, a morte era forte, violenta e muitas outras coisas ruim, mas era acima disso tudo, sincera. O garoto que cresceu na Califórnia, que passou fome por vontade própria e vivia fugindo das famílias em que era adotado, agora tinha se contentado com a vida que tinha. - Eu sei que para você isso nunca vai ser cuidar, mas eu sempre garanti as melhores famílias para você, a melhor vida, a vida mais farta, a mais rica, eu fiz o que podia e o que não podia por você, meu filho. - O deus me beijou a testa. - Esse é o beijo da morte, uma marca que vai sempre carregar com você, não serve de nada, exceto que, você já notou a essa altura, ele vai de mostrar o caminho até um lugar em especial. - Outra vez eu fui abraçado, senti a barba por fazer do deus roçar meu rosto. Sorri para meu pai secando suas lagrimas, como ele podia ser tão mórbido e ao meu lado tão plenamente vivo? - Você tem que ir para esse lugar, é esse o lugar que deveria ter deixado você quando sua morreu. Chama-se Acampamento... - Foi minha vez de corta-lo. - Meio-Sangue. - O deus se levantou e sorriu com a resposta, em um segundo me deu outro abraço e no outro me deixou sozinho, evaporando no sentido literal.

Eu estava perdido em pensamentos, tinha aceitado o fato que o deus havia arranjado o nosso encontro com o dono do orfanato onde vivi durante dois anos, alguma coisa relacionada ao meu pai e um tudo marcado no maior Shopping de Cali. Eu peguei a mala que apareceu magicamente no batente da porta. - Obrigado pai, eu vou seguir minha jornada, por você, por nós. - De fato eu quase não acreditei no que havia acontecido, se não fosse pelo "beijo da morte" não o faria, fui tentado a ir para casa, mas não, o endereço se manteve claro em minha mente, eu entrei no meu Corvette Z06 Preto e comecei a rir cheio de ironia, liguei o motor e disse. - Long Island, ai vou eu. -
Willyan G. Rousseau
Filhos de Tânatos
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Louise Dupain em Dom 28 Dez 2014, 15:49

Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Gostaria de ser reclamada por Hefesto. Bom, Hefesto sempre foi um deus que me intrigou. Sua história é marcada por preconceitos e superações, algo que eu gosto. Acho que ser filha dele significa muito mais do que ser forjadora, simboliza a superação de um antigo estereótipo, e é justamente isso que eu quero impor.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Características físicas: Katrina é uma garota alta, de cabelos castanhos e pele morena. Seu corpo é bem distribuído em formas, sem exageros ou faltas. Possui olhos de uma cor marrom bem clara e cristalina e um sorriso belo e atraente

Características Psicológicas: Katrina é uma menina decidida, forte e não tolera preconceitos. Não tem vergonha de usar calças ou qualquer roupa que não siga os "padrões femininos". É extremamente teimosa e detesta quando humilham pessoas perto dela.

História:

Nasci em um dia frio e chuvoso na Rússia, especificamente na movimentada Moscou. Muitas pessoas duvidavam de minha nacionalidade, ainda mais pelo fato de todos os meus amigos serem mais brancos do que papel e eu ser a única garota morena.

Com o passar dos anos aprendi a conviver com minha mãe, que sempre tinha surtos de asma e meu padrasto, Ygor Zakrof que nunca parava em casa. Meu verdadeiro pai nunca me visitou. Minha mãe me contou que ele me abandonou no dia em que nasci, pois me achava feia. Nunca entendi o motivo, pois eu mesmo me achava em um padrão de beleza... aceitável.

Mas não era apenas com Ygor e minha mãe doente que eu precisava lidar. Os garotos do internato onde eu estudava viviam me passando cantadas e assoviando quando eu passava. As meninas da minha classe ficavam roxas de ódio (e quando eu digo roxas, dava a impressão de que elas se transformavam em beterrabas) quando me viam entrando na sala.

Uma vez eu resolvi levar um pequeno prendedor de cabelo com uma espécie de lâmina para ajudar a segurar minhas mechas. Quando Zanyx, o aluno mais popular do colégio resolveu me cantar, me limitei a sorrir.

— Como está hoje, pequeno pardal? — ele usou um apelido que eu gostava, mas vindo dele era digno de um intenso asco, que era o que eu sentia no momento. Tirei o prendedor em forma de arco e observei os músculos do maxilar dele se contraírem de desejo. Em um movimento rápido, posicionei a lâmina no pescoço dele e atirei seu corpo na porta de metal do meu armário.

— Muito melhor do que sua garganta nesse momento, Zyx — usei o apelido dele com um evidente tom de sarcasmo. Afastei o garoto ainda em estado de choque e peguei meu caderno dentro do armário. O sino de ferro tocou e o murmúrio comunal aumentou.

Depois daquele dia, nenhum menino me provocou. Eu tinha uma excelente amiga, Dyanna. Uma garota alta, de cabelos pretos e ondulados e olhos tão verdes quanto a grama nos campos perto de minha casa. Eu adorava conversar com ela.

No meu aniversário de 17 anos, o último que comemorei em Moscou, resolvemos sair para passear em algumas lojas de um mercado. Os mercados da cidade eram sempre dispostos em uma galeria, dentro de um prédio, como um comércio público. Era uma atmosfera que eu adorava.

Como sempre, eu usava uma blusa curta branca, calças marrons e estava mexendo em uma presilha de cabelo, desmembrando cada pedaço dela para montá-la lentamente.

— Katys! — Dyanna sussurrou em tom de alarde. — Pare de mexer nisso! Além de usar calças você ainda insiste nessa mania de desmontar coisas? Vão achar que você é...

— Um homem? — completei a frase e deixei minha amiga vermelha de vergonha. — Não me importo com o que pensam, Dya, quero que me aceitem da forma como sou, não por um estereótipo ridículo sustentado por um bando de abutres que só sabem classificar comportamentos como se fossem enlatados de sardinha!

Falei aquilo alto de mais. Todos os homens que passavam por nós olharam para mim. Dei de ombros e continuei a andar. No final da tarde voltei com Dyanna com um saco de pão, uma garrafa de aguardente para Ygor e uma maçã, cortesia do homem gordo e bigodudo que sorriu ao me ouvir no mercado.

— Ora, ora! — Ygor, um homem alto e musculoso que não usava barba e tinha cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo me cumprimentou e acenou respeitosamente para minha amiga — Seu pequeno pardal voltou, querida!

Ygor e mamãe eram os únicos que me chamavam daquela forma, e também os únicos que eu deixava. Ele era um sujeito muito respeitoso, trabalhava em um hospital a cinco quadras de nosso velha casa com telhas de ferro e sempre estava sorrindo. Não havia uma única coisa ruim em meu padrasto, e isso me fazia feliz, pois a presença paterna era em parte preenchida por ele.

Meu padrasto pegou a aguardente e foi até a cozinha. Era o dia de folga dele e nada o impediria de fazer a "festa perfeita" para mim, como ele sempre dizia todos os anos. Quando tentei entrar no apertado espaço da cozinha, ele me impediu com seu braço definido.

— Nah, nah! —seu sotaque irlandês era engraçado. Era outra coisa que eu gostava nele, pois muitos irlandeses era tratados como lixo no lugar onde eu vivia, e ele lutava por reconhecimento. — A aniversariante não pode ver o banquete antes da hora!

— Deixe a garota ver a droga do bolo, Ygor! — Uma voz alterada e trêmula surgiu na sala. Era a mulher de 49 anos, Vivian, que por mero acaso era minha mãe, embora ela tivesse cabelos loiros e curtos, que naquele momento estavam desalinhados. Ela usava um roupão azul escuro e pantufas da mesma cor, emoldurando o corpo alto e belo. Mas seu rosto estava pálido e seu nariz estava rubro, da mesma forma que os olhos.

Minha mãe, como eu já havia mencionado, sofria com asma. Ygor a conheceu em uma ida ao hospital, onde uma certa filha dela estava branca de preocupação em seus oito anos de idade. Naquela época, meu padrasto tinha seus vinte anos e começava uma residência no hospital St. Valerys, no centro da cidade, o mesmo onde eu levava minha mãe.

Ele cuidou dela e foi parabenizado pelos médicos, pois minha querida mãe estava desacordada quando a levei, e Ygor fez o possível para dar todos os medicamentos necessários além de pegar da própria comida para servir a refeição dela quando a mesma acordou, pois a sopa de ervilhas servida no lugar tinha um cheiro suspeito de gasolina.

Depois daquele dia, minha mãe agradeceu aos céus por ter encontrado o jovem Ygor, e dois anos depois eu me tornei a menina mais feliz do mundo quando eles se casaram. Nossa casa nunca melhorou muito, apesar de todos os esforços e turnos extras que meu padrasto cumpria no trabalho. No momento em que ouvi minha mãe, a abracei e ela sorriu e fungou.

Algumas horas depois, eu estava de banho tomado e usava um vestido azul com alças que o marido de minha mãe me dera de presente no ano passado. Dyanna continuava com o top preto e a saia cinza, além das sapatilhas vermelhas e batom de mesma cor. Estranhei a escolha de roupas de minha melhor amiga, que nunca usara aquele conjunto. Mas não pensei em mais nada, pois um bolo castanho com bordas brancas de dois andares surgiu na minha frente, carregado por Ygor.

Todos cantaram parabéns, até minha mãe, que fazia esforço em um vestido verde claro ao lado de Ygor, que usava uma blusa de gola "V" vermelha e calças pretas. Quando cortamos o bolo, o comportamento de Dyanna começou a mudar. Ela se sentava mais perto de Ygor, e todas as vezes que minha mãe puxava-o para beijá-lo, minha amiga sibilava e fazia uma careta de raiva.

No fim da festa, minha mãe e meu padrasto saíram da sala e foram até o quarto deles. Quando voltaram, Ygor segurava duas passagens de avião e minha mãe apenas uma. Quase não acreditei no que via.

— Sim, querida — minha mãe falou comigo e me entregou o pedaço de papel amarelo. — Ygor conseguiu comprar passagens para Long Island, o lugar na América que você tanto queria visitar. Está marcado para hoje de noite, ainda podemos nos arrumar!

Sorri imensamente e abracei os dois. Olhei para Dyanna e a mesma se limitou a sorrir fracamente. Senti pena de minha melhor amiga. Eu abandonaria minha vida com ela, e isso devia deixá-la profundamente magoada. Quando fui para perto dela para dar um abraço, ela se afastou.

— Acha que é assim? Dar adeus e sair daqui? — sua voz engrossou e algo em seu rosto me fez recuar para perto de Ygor. —Não, não, sua meio-sangue estúpida! EU sustento vocês desde que esse idiota resolveu se aproximar de sua mãe! NÃO! Vocês não sairão daqui tão cedo!

Sua forma mudou completamente. Asas de morcego cresceram em suas costas e seus seios aumentaram. As roupas se fundiram em uma casca rubra que cobria o corpo até o busto que estava parcialmente exposto. Seus olhos ficaram em um tom de verde escuro e maligno e ela sorriu para exibir seus dentes afiados.

— Katrina! — Ygor berrou. — CORRA! Vá para seu quarto e pegue aquele cubo de bronze que eu te dei, JÁ!

Obedeci e saí correndo. Quando cheguei em meu quarto, vi que as malas já estavam prontas, meu padrasto já cuidara de tudo. Abri a gaveta única de minha mesa preta e tirei o objeto metálico de lá. Era uma imitação do cubo mágico, mas tinha apenas seis tons de bronze diferentes, para eu me entreter com eles. Quando girei alguns vezes o objeto por puro impulso, ele começou a tremer e eu dei um grito quando ele se transformou em uma adaga longa de bronze.

Quando voltei para sala de adaga nas mãos, toda a casa estava destruída e um casal conhecido por minha mãe e meu padrasto estavam encolhidos no único canto intacto da construção. Sem pensar, joguei a arma na direção do monstro que minha amiga se transformara. O vento uivava fortemente e entrava na casa. A lareira estava apagada e o resto do bolo estava jogado no chão sujo de poeira e pedras soltas.

— Desgraçada! — Dyanna gritou quando a adaga atingiu seu ombro. — Vai pagar caro...!

Antes de completar a frase, a arma brilhou e se desintegrou junto com um líquido dourado e de aparência gosmenta. Legal, uma amiga/monstro escondida bem debaixo do meu nariz. Algo me atingiu e eu fui arremessada até as escadas. Apaguei quando vi Dyanna se transformar em uma nuvem de pó dourado e meus pais correrem ao meu socorro. Tive sonhos bizarros com aviões, um táxi e um arco de pedras brancas com algo que minha mente fez o favor de traduzir, pois eu tinha uma severa dislexia, como "Acampamento Meio-Sangue".

Quando acordei, estava completamente curada das possíveis dores que eu sentiria, pois eu me lembrava vagamente que colidira com a escada. Um homem barbudo e extremamente grande olhou para mim e eu gritei.

— Calma, estou aqui para ajudar — me levantei e prendi outro grito. O home era normal da cintura para cima, mas a parte de baixo era o dorso de um cavalo, com patas e tudo o mais. — Você é Katrina, certo? Seja bem-vinda, filha de Hefesto.

Quando ele falou Hefesto, algo em minha mente estalou e eu esfreguei minha testa. Quando olhei para cima, um martelo em chamas me fez entender o motivo do homem-cavalo me chamar daquele jeito. Ygor sempre lera para mim histórias sobre mitologia grega, e agora eu sabia o fardo que precisava carregar.
Louise Dupain
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Acampamento Meio-Sangue.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 111-ExStaff em Seg 29 Dez 2014, 00:24

Avaliação

Assim como a lua, cada um tem seu lado escuro


Willyan G. Rousseau - Reclamado como filho de Thanatos
Will, você escreve bem, e numa lida rápida não encontrei nengum erro gritante. Sua ficha foi curta, mas deu para entender o necessário. Observo que é totalmente proíbido os deuses interferirem na vida dos filhos, mas irei te dar uma chance pois sinto que você tem capacidade para algo muito melhor. Só peço que crie novos parágrafos para as falas, pois assim a leitura fica mais fácil.

Katrina Krityus - Reclamada como filha de Hefesto
Não tenho muito o que comentar. Você escreve bem, e não encontrei motivos para não te reclamar.

Atualizado por Quíron.

thanks, ♛ and ▲
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Bárbara Watson em Seg 29 Dez 2014, 21:01



Ficha de Reclamação



-Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Ares.
Primeiramente porque me identifico com tal deus, admiro sua audácia e ousadia que o torna diferente de outros deuses e que o faz ser odiado por sua natureza tão explosiva, não por mim é claro.  Sendo filha de Ares vejo possibilidades de aprofundar mais a narrativa de meu personagem principalmente em batalhas e combates.
-Perfil do Personagem

Físicas: Tem uma estatura baixa, baixíssima inclusive, que a faz parecer um pouco acima do peso, grandes olhos verdes e cabelos negros e volumosos que cobrem suas costas como uma cortina de breu quando soltos.  Com peculiares sinais de nascença no pescoço e costas. Carrega na face um olhar de desdém e uma expressão indiferente que a torna mal vista fisicamente aos olhos de quem não a conhece. Por se a melhor jogadora do time de futebol feminino de sua escola tem um físico que pode ser definido como excelentemente satisfatório escondido atrás de roupas largas e um tanto masculinas.

Psicológicas: Tem gênio forte e difícil de lidar. Não gosta de muitas coisas e pouquíssimas coisas agradam-na. É gulosa e respondona, já se envolveu em brigas por ser chamada de burra. Descobriu no futebol uma maneira de ser aceita e até fez umas duas amigas melhor dizendo, companheiras de detenção. Tem uma relação nada saudável com o padrasto com direito a tapas e palavras de baixo calão, é tratada como mais uma na fila do pão pela mãe e ameaçada constantemente a ir para um colégio de freiras. E apesar de toda pose de forte e decidida leva dentro de si uma menina doce e confusa e que pode até ser legal com quem merecer.


- História do Personagem

Desde sempre nada foi fácil. Nada nunca é fácil.  Talvez  exista mil formas de se falar a mesma coisa em uma única língua, mas tem coisas que podem me falar um milhão de vezes em todas as línguas existentes e eu nunca vou ser capaz de aceitar.  Que Monique é minha mãe por exemplo. Fui criada em um lar de caças e caçadores, onde me sinto fadada a ser a presa, pelo menos por enquanto. Não tenho irmãos, não tenho mãe que mereça tal título, não conheço meu pai e minha vida é uma droga.

_ Sou Bárbara Watson, francesa, 12 anos, odeio pessoas, meios sociais, detesto aulas sobre coisas que nunca vou usar na vida, não gosto de perguntas e apresentações é coisa de mané,valeu, falou.
_ Ahn, muito bem, vamos ao próximo...

 E esse é mais um fatídico inicio de ano, em uma escola de manés com professores manés nos brigando a fazer coisas de manés. Tenho sérias dúvidas de qual pior, casa ou escola?  Com um eu não sei lidar, com o outro meus métodos soariam sórdidos.

Lucy e Gerda umas duas amigas, melhor dizendo minhas melhores e únicas amigas estão  duas séries acima da minha, embora tenhamos a mesma idade, fato explicado pelos dois anos consecutivos que faço a mesma série. Não sou burra, sei que não, mas tenho certa dificuldade de leitura e sempre me canso rápido. Sempre gostei mais das aulas de Educação Física, sou boa em quase todos os esportes tanto que sou capitã do time de futebol feminino e já ganhamos três títulos intercolegiais desde que entrei para o time.

Chego ao pátio na hora do recreio, para mim a melhor hora do dia, o lanche. Não que isso importe, posso comer muito e de tudo visto estou sempre em forma graças ao treinos. Algumas pessoas me encaram mais logo desviam o olhar, as crianças menores abrem  caminho quando passo, pois pode não parecer mas já entrei em brigas com garotos bem maiores  e não foi só eu quem saiu machucada.  Minhas "cúmplices" me esperam já com meu lanche em uma bandeja e então nos dirigimos para trás da escola onde sempre ficamos no intervalo, eu realmente detesto meios sociais. Essas duas não são como eu, mas não me fazem perguntas e me entendem mesmo quando as palavras não vêm.  Gerda é calma e reservada, também não fala muito de si, é loira de olhos claríssimos não consigo distinguir a cor verde ou azul, me sentiriam incomodada se os meus fossem assim como se sua alma pudesse ser lida, mas ainda assim é difícil de desvenda-la, tem uma família problemática sua mãe tem depressão e seus irmãos estão em um negócio ilícito, ressalto como no inicio, nada é fácil.  Lucy é meio emo, tem cabelos lisos e desfiados com uma franja lateral que cai sobre os olhos, carrega meio kg de maquiagem na cara, já usou drogas duas vezes e corta os pulsos quase toda semana, o que eu acho uma bobeira, a louca além de um pai ausente quer contrair tétano com aquelas lâminas enferrujadas. Ambas jogam no time, podem ser problemáticas, mas até que se saem bem quando esquecem os problemas.

Depois de quase dez minutos sentadas olhando fixamente de uma para a outra, desmanchamos em risadas, o que é muito raro da minha parte.

_ Por que isso? - Pergunta Lucy ainda risonha, deixando subtendida a dúvida que agora todas nós compartilhamos.

_ Ela foi embora... - De súbito Gerda se pronúncia com um olhar perdido no horizonte e aponta para o céu. Fazendo Lucy e eu a olharmos com curiosidade, e uma pergunta implícita no olhar.

_ Mamãe não estava bem ontem à noite, se trancou no quarto e tomou muitos remédios.Ela morreu. - Responde a pergunta que nem se quer foi feita, sem parecer nem um pouco abalada ou ressentida  como se tivesse dando bom- dia.

_ E você... Não deveria estar em casa? Se quiser..._ Realmente não sabia o que fazer,  se fosse a minha "mãe" eu agradeceria aos céus, mas não consigo imaginar como ela deve estar se sentindo.

_ Em pensar que agora a pouco ríamos, não sabíamos..._ Lucy tentou um pedido mudo de desculpas.

_ Não precisa se incomodar, eu acho que agora as coisas podem se ajeitar. Ainda vai querer esse leite Bárbara?

_ Não. - Não tínhamos mais assunto depois de tal noticia. Lucy e eu não éramos boas com palavras e alguma coisa dizia que Gerda precisava de silêncio e só... Alguém por perto.

Ficamos sentadas ali naquele banco de mármore ouvindo os comentários de Gerda sobre o formato das nuvens e os gritos das outras crianças que corriam pelo pátio que davam para ser ouvidos.  Quanto o sinal do fim do intervalo bateu, mais uma vez no olhamos fixamente e explodimos em gargalhas sem nenhum motivo aparente. Mas precisávamos daquilo. Éramos crianças tristes, condenadas e subjugadas a um mundo perverso e aquelas gargalhadas e os olhares eram nosso ritual de libertação, éramos crianças e estávamos nos conhecendo. Um dia seriamos boas amigas e talvez nesse dia já saibamos usar as palavras. Eu precisava de amigos assim.

Depois de uma longíssima e tediosa manhã, com exceção do recreio, voltei me arrastando para casa.  Planejei meus próximos passos quando atravessasse a porta. Era ignorar as ameaças do Patrick, encontrar algo comestível na geladeira e ir para o quarto dormir o resto do dia, até Monique vir me obrigar a arrumar a casa e brigar com o Patrick o que já é de praxe. Não sei em que momento do percurso um estranho de barba começou a me seguir, também não sei em que momento decide fugir de uma briga, logo eu, e corri. Nosso bairro já não era movimentado e ao meio dia então era deserto. Não era por medo, nunca sinto medo, era só incredulidade, o cara estranho de barba tinha pernas de bode.

Cheguei em casa quase derrubando a porta, já sem fôlego, e quando esta foi aberta, Patrick meu padrasto, me puxou para dentro estava armado com um desses canivetes que você encontra em feiras.

Tentou me apunhalar, mas mesmo sendo maior, eu com meus 1.45cm, segurei sua mão e apertei fazendo cortar a própria mão, soltando a arma.   Vi uma brecha de soltar meu outro braço de seu agarre com uma cotovelada no seu queixo e não só me libertei do seu aperto como o deixei inconsciente, um golpe certeiro. Monique, minha "mãe", olhava com frieza e ao mesmo tempo medo. O que me causou ao invés de dor, uma raiva maior, como nunca havia sentido e naquele instante com o canivete ainda em vista jogado em um canto no chão próximo ao sofá, eu tive vontade de mata-la, e fazê-la sentir o ódio e a frieza que aquele olhar me causou.  Quando me preparava para pôr meus pensamentos em ações, percebo que o homem que me seguia observava tudo encostado a porta da frente, aponta para uma sinistra luz vermelha acima da minha cabeça e encara minha mãe.

_ Filha de Ares? _ Direciona a pergunta a Monique, que trêmula responde em um sussurro:

_ Sim. _ Estavam fazendo piada comigo?

_ Vocês estão curtindo com a minha cara?

_ Você é uma semideusa Bárbara. E de acordo com a sua mãe... Filha de Ares. - Não sei por que, mas aquela loucura parecia tão certa para mim, senti todas as minhas dúvidas serem sanadas e de repente tudo fez sentido. Com respiração pesada e coração batendo freneticamente no peito, senti como se pudesse fazer qualquer coisa. Eu era filha de Ares, o deus da guerra.

O cara estranho de barba era um sátiro, o que eu mesma supus por já conhecer um pouco de mitologia grega. Deixei Monique no chão tentando acordar o Patrick e fui embora daquela casa sem olhar para trás, esperando não ter que voltar mais, e seguimos até o acampamento meio-sangue, que o sátiro que descobri se chamar Thomas me disse que encontraria outros como eu. Filhos de deuses e até meio-irmãos.



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Florence Schweinsteiger em Seg 29 Dez 2014, 21:29

Ficha de Reclamação


Por qual deus, deseja ser reclamado? Phobos, o deus do medo

Por que escolheu esse grupo ? Isso começou em outros fóruns quando comecei a ler a história do progenitor de uma das minhas outras personagens (Ares)  onde declarava que o mesmo tivera dois filhos caraterizados como ajudantes e também que ressaltassem fragmentos diferentes como o medo e o pânico. Dias depois pensei nitidamente se valia sim ou não criar uma personagem filha deste deus e assim pude concluir que seria legal uma nova experiência a passar.  Phobos acabou se tornando um de meus progenitores e um dos divinos prediletos para mim. Por isto, minha escolha justamente for por isso: 1- trilhar um novo começo com um novo deus. 2- Ele era o meu predileto e um dos mais historiadores e bom para explorar ao máximo e formar um psicológico de Älyssa  mais parecido com a de um “Serial Killer” .

História:

Sob a imagem da arquitetura bizantina uma jovem de longos cabelos negruscos se aproximava de uma marca expensa da faixa santa logo junto aos padres e frades que cantarolavam o hino de Mashvor. O longo tecido preto logo mostrava a beleza definida das curvas da bela mulher que caminhava com cautela e com a respiração ofegante logo via ao fim do corredor um jovem rapaz, vestido com uma longa túnica e junto aquilo uma estola comprida do tom mascavo. Os olhos esverdeados se elevaram junto a moça e o rapaz e assim ambos sorriram um para o outro:

Olá minha jovem…- Cumprimentou o homem de cabelos negros e pele branca encarando num olhar simpático a jovem donzela.

– Olá, senhor… Kovalhuk perdão incomoda-lo, mas vi que…-Murmurou em resposta Elizabeth  Kröes uma das “carmelitas” da basílica. Por uns instantes o olhar de Carlos Kovalhuk fintaram nas mãos de Beth (apelido) e após em seus seios.

–Diga mais nada… Minha cara… És Elizabeth certo? A vi no outro dia com a noviça Marylene. E devo dizer que tem uma beleza engrandecedora… Se me permite poderia me acompanhar para perto do altar gostaria de falar melhor com você.-Convidou generosamente o padre de cabelos escuros. Com um gesto simples a mesma dizia baixo que sim e ia seguindo os comandos do “Pontífice”. Quando ambos ficaram de frente com o extenso receptáculo de Jesus Cristo, Carlos tocou na nuca da mulher e assim a puxou para dentro do oratório e assim a despiu e deu início a uma série de beijos e de toques acalorados. Um tanto atordoada a mesma nervosa se encostou na parede e olhou a feição séria e maligna do homem e assim fez questão de questionar:



–Por favor Carlos… Você é um padre o… O que é isto? -Disse amedrontada a moça nua. O tal retirava a batina e mexia os ombros assim deixando cair uma camada negra que encobria todo seu corpo.

•••

Sob a tarde e noite recaiu os gemidos e a cena melancólica que se tornou um pesadelo para a garota, a noite e ao sacerdote um delírio fez com que as imagens dos santos ao envolvo se entristecessem.  Beijos bufosos e a masturbação conturbadora fez o prazer monótomo se tomar. As velas do recinto se apagavam e o altar se manchou de sangue a curva do corpo curvilíneo da jovem moça fez o rapaz parar na intimidade. De repente, naquela escuridão retumbante um raio pequeno de luz restringiu invadindo o espaço. O orgasmo chegou! A mulher prazerosamente aproveitava tudo aquilo até cair no sono.

No dia seguinte…

Os raios solares infiltravam nos vidrais coloridos com a imagem dos santos esculpidas. Os padres que rezavam a missa logo cedo iam andejando num rito de oração.  As mãos brancas logo espalmavam o imenso portão de madeira assim abrindo-o. O cordel que estava trajando um chapéu preto logo tirava assim reverenciando as imagens e contemplando os lustres. Ao ver pode detrás dos véus e mulher coberta de sêmen e enrolada na toalha o mesmo berrou alto e fez a cruz no corpo. Sonolenta Elizabeth se virou e abriu os olhos. A tonalidade azul logo ficou preta e tomando um susto a mesma se enroscou na manta sagrada olhando o monsenhor:

– Me des… – Mal ela completou a frase e o homem caiu de joelhos e elevou as mãos ao rosto.  Apavorada então a mulher saiu da catedral e bem de frente olhou o céu respingando sangue. O povo que andava com cautela notou a baixaria e desrespeito tido por parte daquela e assim a começaram apedreja-la.
Anos Depois…

Como todo o bom tempo sempre insiste em passar, Elizabeth carregou por 9 meses uma menina em seu rebento. Já no hospital os gritos ecoavam fazendo os equipamentos tremerem e os médicos pasmos nunca haviam visto um nascimento tão diferente. O suor grudava os cabelos ébano da mulher a sua testa. As mãos apertava o colchonete os lábios eram intensamente mordidos.  Horas depois no colo da morena uma menininha sorria… Era ruivinha estranhamente os cabelos pareciam não puxar os da mãe. Já os olhos pareciam que o céu despencou em um par de olhos. Gracejada pelo riso, a mesma pensou num nome e assim seria Älyssa … Sim era simples de fato, mas era um elogio para os ouvidos da mãe.

Sob a Noite…

A noite caiu-se e na encubadora a  menininha dormia calmamente enquanto isto, a mãe deitada na maca ouvia uns ruídos que a deixavam como dizemos? Conturbadores. As luzes apagavam e depois acendiam as janelas tremiam e o hospital parecia assombrado:

– POR FAVOR…. ALGUÉM? ESTA AÍ? – Gritou a mãe olhando para a porta. A maçaneta vibrou duas vezes e logo tudo parou. Respirando com mais profundidade assim relaxando a mulher pegou o controle da TV do quarto e depositou-o bem ao lado da cama e se virou de volta a imagem do padre que abusou da mesma ficava ao lado:
– Você… – Fala ela tremendo. – SOCORRO!!! – Gritou.

– Quanto tempo, não? Melhor calar a boca antes que lhe mate aqui mesmo… Me parece que na única noite que estive na terra… –Murmurou o homem andejando até o outro lado vendo a criança. – Resultou num criança… Bonita de fato, mas…

– Não toque nela! – Exclamou a marinheira de primeira viagem. O homem que antes fecundou sorrateiramente a outrem colocou o palmo esquerdo no rosto da menina e assim fez uma marca pequena em suas costas e depois pula pela janela meia-aberta.
Os olhos se arregalaram e um recado fora deixado escrito no vidro da janela:

“Prepare-se que no futuro virei busca-la…” – Lendo palavra por palavras, Elizabeth jurou eternamente que não deixaria de forma alguma aquele homem visse a menina quando crescesse. Um chorinho manhoso fez a moça chorar preocupada e assim os dias da maternidade poderiam acabar.

3 Anos depois- O primeiro passo do bebê.

Sorrisos, músicas, doces e fraldas… Sim a nova rotina da ex-madre mudou radicalmente. Próximo ao berço a criança brincava com as peças de montar e depois fintava o seu olhar na porta de madeira. Lá, os pés de um homem estavam a mostra juntamente coma ponta de uma espada:

“– Älyssa … Älyssa … Venha… Venha…” – O timbre masculino num tom sublime. E engatinhando a menina ria em direção do tal.

“– Levante-se vamos, ande eu sei que consegue…” – Incentivou o pai divino. O jovem misterioso era Phobos, o deus do medo do Mito grego. Reza-se a lenda que durante datado uma das décadas cada deus tem o direito de ir  a terra e tem uma criança com um dos mortais. Este destinado a viver uma vida cheia de aventuras poderá ter uma vida normal ou pelo menos até uma certa idade atingida, muitos deverão ir a uma capamento localizado em Long Island onde terão todas especializações cognitivas e também o apoio de pessoas assim como elas tiveram o mesmo destino traçado. Älyssa  logo se levantava e ia até a porta de pé. Liz que encontrou a menina parada na frente da porta ia na mesma direção e a pegava no colo contente em ver os primeiros passos. A visão de Phobos humana desapareceu. No inverno de Veneza tudo ficava rigoroso. A brisa noturna gélida refletia e convertia-se em mines floquinhos que caia no chão das ruas, praças e mais que poderia acontecer. A lareira estava acesa. A moça costurava e tricotava um cachecol vermelho, perfeito para a filha e no quarto num andar acima, Älyssa  cochilava. A imagem se projetou dias depois para Elizabeth a ameaçando:

– Eu disse que iria busca-la… Elizabeth! – Fala Phobos chegando perto da mulher.
– Não por favor… Já não basta fazer aquilo que fez num local sagrado? E para que? Você vive numa igreja…
– Acha mesmo? Aquilo que houve na catedral… Foi planejado e acha mesmo que eu era um padre? – Questionou num balance o Deus. Pensativa ela se entreolhou e olhou as escadas com medo de que ele fosse um maniaco e subisse as escadarias:
– Se não é um padre… Então o que fazia naquele lugar, naquela noite? – Rebateu a pergunta ela. Ele se virou de costas e pegou a agulha e assim escreveu em seu próprio braço: “Phobos” – A palavra lida por Liz fez ela ter medo e dar um passo para trás derrubando um rádio pequeno que ela houvia os clássicos e assim encostar-se numa parede. O tremor irrelevante levou a casa a parar no tempo. Phobos trouxe a mulher para perto do bebê e virou as suas costas. A marca fez a outra ficar de boca aberta e assim a divindade sumira outra vez como o vento e deixava os múrmuros mais altos.

No dia seguinte, as duas haviam marcado de dar um passeio bem na praça de San Polo para verem as águas novas que banhavam o chafariz. All (apelido da personagem) estava com um chapéu vermelho juntamente com um vestidinho de mesma cor, Elizabeth se despojava com um longo vestido floral  e os cabelos longos cacheados. Chegando lá, mabas se sentaram num banco e como aquele dia não estava de se jogar fora, a mesma foi encarecidamente comprar um sorvete para a filha. Ao distanciar-se por um momento, a criança desceu do banco e foi em direção a água. Logo a volta da mãe a mesma visionou que a própria filha havia desaparecido e assim ficava desesperada vagando a merce da praça vendo que o movimento daquele dia estava um caos comparado aos outros. De repente, no meio do tumultuo ela mesma observou um clarão no meio das pessoas que caminhavam a tal pudera ver a imagem do Deus que a amedrontou com uma criança no colo. Horrorizada, mais uma vez ela podê fazer um escândalo assim fazendo todos desviarem olhares, mas nada viram. Minutos depois novamente a menina estava perto dela e por si só viu um detalhe diferente, um dos olhos estavam como se estivessem tatuados com uma marca sombria de uma cadeira de rodas e uma menininha de cabeça baixa. Levada a pensar nas mil maldições que o ex poderia jogar Liz, resolveu leva-la para casa e lá mante-la no entanto, salva.


15 Anos Depois- O primeiro Sinal- Poso na Catedral de São Marcos-Veneza

Um pequeno grupo de jovens bem pequeno vagava pelas ruas de Veneza logo após terem uma aula longa e cansativa de Biologia. Dentre estes membros uma jovenzinha loira de olhos azulados destacava-se com uma imaginação mais imperativa comparada ao ouros dentre os 5 meninos e meninas:


–  Älyssa  esta tudo bem? –  Perguntou, uma das garotas assim cutucando o braço da moça. Entre quatro quarteirões ou mais de onde Paolo Veneziano estudou e se fez um consagrado artista. Os uniformes marrons e as gravatas vermelhas destacavam as novas curvas que foram modelando o corpo de Älyssa   ao passar bem a frente da Catedral, a tal ouvia uma música calma que a seduzia atentamente. Ao virar o rosto para dentro do local o homem que há anos a via de longe e que chegou a pega-la no colo, chamava-a com as mãos com delicadeza:

–  Sim, sim esta tudo ótimo Annabelle! Acho que vou entrar.. Aquele homem esta me chamando olhe… –  Murmurou All, apontando com um de seus dedos em direção do varão de roupas negras.

–  Älyssa , não tem ninguém ali! –  Respondeu a amiga olhando a mesma estranhamente. – Você precisa tomar um sol, esta ficando pálida… –  Concluí Anna. Dando ombros Älyssa  empurrou a porta para o lado e assim entrou segurando sua bolsa. O rapaz que estava sentado na cadeira logo desaparecia. Os lustres estremeciam e as cortinas voavam. Os vultos passavam tão ligeiros que no instante a própria só podê ver apenas manchas pretas marcando o ar. De prontidão o Deus que a chamava ficava bem acima dos espectrais santos com uma cruz em mãos:

– A que devo a honra, Älyssa de recebe-la aqui?
– Sabe meu nome? Como? Am, vim aqui somente pelo fato que me chamou senhor, mas já estou de retirada… – Disse sem graça a garota. Ele logo desceu ao chão em um só pulo e ficou de frente com ela assim puxando com uma de suas mãos o queixo da tal.
–  Não precisa ir embora… Sente-se comigo para tomar um vinho… –  Convidou ele pegando nos braços da menina. Estranhando-o ela puxou o braço e mostrou o dedo do meio ao mesmo e assim saia em direção rumo a rua. Com ódio o repulsivo Deus fechou os olhos e respirou profundamente. Como nunca tivera nenhuma vocação paterna Phobos, nem mesmo pela sua filha teria piedade. Atravessando a rua, a garota acabou sendo atropelada por um bonde e por obra do próprio a mesma ficou ao chão com as duas pernas sangrando. Deliciando-se com a cena ele tornou a revê-la ao chão e com um celular que tirava do bolso e logo condiria na breve lista telefônica na palavra M. Lá continha o telefone da mãe e então, discou ligando para “madre”:

– Alô! – Fala ele.
– Alô, com que eu falo? – Respondeu a outra progenitora atendendo o telefone com a mão coberta por um pano de louça.
– Olá, gostaria de saber se a senhora é a mãe de Älyssa  Kramer… É  senhora mesmo? – Perguntou Phobos disfarçando sua voz no aparelho. Preocupada de fato, Elizabeth já se preparava para o pior. Lentamente e sentindo uma leve dor nas costas ela se sentou no sofá ao lado e colocou o pano sob as pernas e assim ficou a espera de uma reposta do outro lado da linha.
– Sim sou eu mesma… O que houve com minha filha? – Inquiriu ela.
– Ela sofreu um acidente e peço que vá direto ao hospital daqui de Veneza, levarei ela até lá, mas por favor vá antes que seja tarde… – Ao ouvir o fim ela derrubava o telefone ao chão e ficava perplexa.

No hospital…


Corredores, macas, sangue e muito choro encobria as labaredas do hospital de Veneza e Elizabeth que corria desesperada e desaforadamente empurrava todos os paramédicos e também enfermeiros em busca de sua prole. A sala tinha uma marca inesquecível o número “21” de vermelho brilhava ressaltando o vidro.  Pelas lágrimas, transmitiam  dor de ver a menina desacordada bem acima de uma cama de hospital com a boca sangrando e os olhos fechados:

– Doutor, aquela garotinha esta bem? Sou a mãe dela e muito prazer sou a senhora Kröes.-Perguntou e ao mesmo tempo apresentou-se educadamente a mãe.
– A sim mãe da mocinha lá dentro, gostaria que me acompanhasse até minha sala por favor.
– Sim, claro. – O silêncio predominou a sala branca e com os dois caldos o médico resolveu tomar iniciativa assim mostrando uma chapa num quadro branco. Analisando os ossos e tudo mais Elizabeth colocou a mão acima da boca esperando, o dito do médico:

– Não sei bem como dizer, senhora Kröes, mas sua filha deu sorte neste acidente… Ela ficará paraplégica pelo fato de, olhe aqui...– Por um minuto o mesmo apontou uma espécie de vareta de metal em direção do refletor e mostrou a cintura da menina chapeada.
– Ela… Não poderá mais andar? Mas só foi uma batida doutor… – Chora a tal olhando a imagem.
– Sim, porém apresentou um grave quadro no… – O mesmo mal completou a frase e logo uma das enfermeiras bateram na porta.
– Am, Senhor Bernadoni, a paciente da sala vermelha já esta na cadeira… – Assim fechou brevemente a porta. Dando o sinal o homem abriu a porta e deixou a senhora passar.

•••

Na sala, a menina olhava para o chão com as lágrimas acumuladas aos olhos caíam no traje do hospital e com a cabeça baixa os cabelos dourados escorriam e a tristeza também. Mas isso não era a única coisa que a intimidava, a voz do padre que encontrou ecoava em sua mente sendo um tormento era como se, o pesadelo de 5 minutos fosse recapitulando como o demônio fazia para torturar suas vítimas. A mulher que agerou se jogava ao chão pegando nas duas mãos da filha assim as unindo e depois, beijando-as:

–  Filha eu sinto muito é tudo culpa minha… – Sussurrou Elizabeth chorando ao colo da  filha. Sem nenhum toque a mesma fechou os olhos e uma gota caiu nos cabelos desgrenhados da morena:
– Não mãe… Tudo culpa minha, aquela voz, aquele rosto… – Lamentando-se Älyssa  deu um grito que assustou tanto quem estava do lado de dentro do quarto quanto de fora se assustasse. Assustada assim como dito cujo, a geradora olhou ela com pavor e sentiu a mesma frieza do dia em que a outra fora concebida, seria aquela a energia maligna que também emanava do pai? Sim, em outras questões era. Era o medo… O medo da insegurança que a rodeava desde que nasceu e agora impossibilitada de andar, All poderia se sentir sem vida ou sem nem mesmo o espírito que conta para sua vida… O que mais assegurava uma adolescente de apenas 18 anos? Aproveitar a vida? Namorar? ser mãe cedo? NÃO. A depressão.

Um mês depois- casa Grande de Älyssa  e Elisabeth- Recuperação e Superação

Os dedos gélidos marcavam nitidamente o piano da casa, a cadeira de roda, ficava intacta e o rosto da menina ficava sério marcando atentos cada soar das melodias e frisada na brisa fresca que a janela logo transmitia de fora.
A flor que estivera num pequeno vaso bem acima do piano de repente, ficava mortificada assim como todo o recinto que escurecia de maneira triste e malevolente. O vulto em cor rubra passava assim como no dia do pesadelo (dado pela personagem) e minutos depois parava ao lado da menina doente. Um toque inoportuno no piano vez com que ela parasse de tocar e em imediato abaixasse a cabeça:
– Esta calada desde o dia do acidente Älyssa … – Murmurou o padre que havia encontrado meses antes da volta.

– Como sabe? E quem é você? Demônio… De Deus. – Fala All um pouco desolada ela. Ele tocou na perna dela e logo desapareceu. Os dias correram de uma maneira tão repulsiva que a tal não podê mais aguentar assim acabando, de abandonar seu colégio a passeata da rua se abriu como um clarão e as flores caiam de uma maneira tão brusca que parecia um paradoxo do tempo.  O homem que falava com ela voltou a atormenta-la, mas brevemente resumindo esta faceta através da mente:
“– Levante-se você consegue…”

– Pare! – Ordenou de maneira grutesca a moça.– O que quer de mim? – Questionou. Sem respostas suas pernas vibravão e as mãos sangravam seus olhos derramavam-se nas coxas e a boca entortava, as baratas devoravam sua carne e toda a carnificina se manifestava. Acordou. Tudo aquilo não se passava de um mero sonho. Ao levantar-se com o tronco da cama a própria se espreguiçava e olhava um lado e o outro, percebendo que sua mãe não estava por perto aquela decide gritar:


– MÃE!! MÃE!! – Após, tornou-se a calar e a esperar. Não sucedendo a este passo, a garotinha puxava a cadeira e logo se sentava apoiando os braços nas extremidades e se jogou até se confortar  de uma maneira propicia na cadeira. Indo até o corrimão da escada, a tal olhou profundamente degrau por degrau e aguardou sua mãe responder. Minutos ou em frações de segundos um ruído estrondoso fez com que menina ficasse acoada e de mesma forma com um desejo de gritar mais alto:
– MÃE!!!! – Ao terminar o berro, uma trilha de sangue estava manchando o carpete roxo. E curiosa como sempre sem perceber que poderia cair, Älyssa  emburrou apenas 10 cm. da cadeira, o que fez com que ela mesma caísse rolando pela escada e deixasse a cadeira quebrada bem ao canto. Se arrastando seguindo a mancha aquela encontrou o que menos esperava; Sua mãe estava enforcada bem acima da mesa junto com uma carta na mão. Ao observar a alegoria de terror, Älyssa  bateu com suas próprias mãos ao chão e começou a chorar. As escóis voavam rapidamente como gafanhotos em temporada de verão, bem no rosto da menina. Ela esticou as mãos para limpar as lágrimas porém, sentiu outra coisa do que um simples molhado;  Todas elas formavam diversas palavras. Um “D” puxava tão longo… A letra E parecia ter pingos do sangue da mãe… Ao todo a palavra Phobos ao chão expressava o terror aos olhos de All. A luz falhava e o respingar vermelho fazia a tal se amedrontar de uma forma conturbadora. O ex-padre na realidade seria pai na pobre menina logo fez o pesadelo por completo assim esperando a hora de a mesma assumir seu dever como uma semi-deusa.

– Voz masculina Narrador –  Dias depois, Älyssa  foi descoberta caída dentro de casa. O corpo de sua mãe foi cremado em frente a Praça de San Polo e a missa de sétimo dia rezada na Catedral de São Marcos, porém apenas uma pessoa compareceu na tal celebração de paz–

O quarto branco… A cabeça e pernas enfaixadas agora mostravam a que ponto a All cura do próprio pai podê afetar a filha. Os olhos ficavam lagrimejados muito rápido e a tontura com toda a via vinha. O som da janela sendo apedrejada, fazia ela presenciar mais um momento melancólico que se transpassava de repente em sua vida. 

–  Älyssa … Älyssa … –  A voz parecia atormentar  a menina fazendo ela tapar os ouvidos. Porém aquilo não era transmitido como um som, mas sim como uma essência mental. Aquilo foi o suficiente para fazer com que ela herdasse seus passos junto a cadeira (logicamente ela estava sentada nela) até a  fenestra e assim a abrisse para ver o lado de fora. Um tanto surpresa pela visão que encontrava, All cai para trás e tapa os olhos. A visão de uma gigante rosa vermelha pegando fogo tomou conta de uma rua inteira e deitada bem dentro do quarto, aquela sentia o desespero. O fogo que do lado de fora da residência se alastrava, acabava intervindo para dentro da casa assim pulverizando-a.
O último toque- Chegada ao Acampamento Meio-sangue.

A quentura a levou até um lugar desconhecido. Uma estrada com flores alaranjadas e no fim um pequeno portão de madeiras com algumas palavras trajadas a ouro. Ela não podia andar de fato, as pernas não tinham mais contato com a superfície terrestre. Aquela voz ainda chamava-a, mas desta vez incentivando juntamente para que ela se levantasse. Sem paciência mais, ela gritou para quele vácuo que não poderia e não teria suportes. E mais uma vez aquela clamor a fez se irritar até um certo ponto que ela se oga da cadeira. Foi-se daí que aconteceu o inesperado; Ela conseguiu se levantar e andar, e mais a atmosfera mudou para um solado negro. Indo em direção da porta os múrmuros de medo falavam mais alto, mas ao tocar na maçaneta dourada, aquilo não garantia mais medo, mas sim alta segurança e confiança. Aquilo deixou de existir teleportando a tal para um lugar fora do comum;  Arvores altas, lutas, água mais cristalina do que os diamantes e seres inanimados que é difícil de encontrar no mundo normal em que vivia.  Modéstia parte ao penetrar no terreno novo, Älyssa  teve seus psicológico transmudado completamente, mudando as caracterizações ingressadas do seu pai nela mesma. Quíron um sábio ser datado desde os tempos mitológicos e matizado até hoje foi o primeiro a recebe-la assim ajudando-a na nova estadia. Um novo começo estavas prestes a vir, porém os perigos não acabaram e isso só será mais uma brecha para um novo início.




Florence Schweinsteiger
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 107-ExStaff em Ter 30 Dez 2014, 15:17



Avaliação



Bárbara Watson - Reprovada como filha de Ares

Olha, sua ficha ficou boa, de verdade. Você respondeu todos os requisitos e eu gostei bastante da sua iniciativa. Mas sua história tem muitos erros de acentos, pontuação e parágrafos um pouco confusos. Não é o fim do mundo, você pode fazer sua ficha novamente, mas atentando para todos os detalhes e melhorando nos travessões, já que você não os utilizou corretamente.

Älyssa K. Kröes - Reprovada como filha de Phobos

Bem, sua ficha ficou incrível, não é brincadeira. A história ficou perfeita, os detalhes flutuaram e ficaram impecáveis. Mas você não respondeu todas as perguntas do modelo de ficha, e infelizmente está reprovada. Sugiro que melhore somente nisso, e se quiser na história também, mas é extremamente importante a resposta de todos os pontos, para que a avaliação seja completa.



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Florence Schweinsteiger em Ter 30 Dez 2014, 20:37

Ficha de Reclamação


 - Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê? Phobos, o deus do medo.
 Isso começou em outros fóruns quando comecei a ler a história do progenitor de uma das minhas outras personagens (Ares)  onde declarava que o mesmo tivera dois filhos caraterizados como ajudantes e também que ressaltassem fragmentos diferentes como o medo e o pânico. Dias depois pensei nitidamente se valia sim ou não criar uma personagem filha deste deus e assim pude concluir que seria legal uma nova experiência a passar.  Phobos acabou se tornando um de meus progenitores e um dos divinos prediletos para mim. Por isto, minha escolha justamente for por isso: 1- trilhar um novo começo com um novo deus. 2- Ele era o meu predileto e um dos mais historiadores e bom para explorar ao máximo e formar um psicológico de Älyssa  mais parecido com a de um “Serial Killer” .

Perfil Físico- Altura mediana olho claros num tom azul, cabelos dourados que batem até os ombros e ondulados de uma forma rasa. Seu corpo é fundamentado de forma proporcional a sua altura como coxas grossas e braços musculosos porém não se apresenta de forma vulgar. Sendo filha de um dos representantes do medo, a moça se despoja com roupas leves porém num tom mais escuro do qual ressalte o seu principal aspecto, os olhos. 

Perfil Psicológico- Costuma assustar os homens. Calma... ela é bonita e atraente, mas a sua independência e seu jeito direto de ser é bastante diferente . Charmosa e sedutora, Älyssa chama a atenção pelo seu brilho especial e pela elegância natural. As vezes pode ser extravagante e aparecer mais que um pavão, mas era esse o impacto que queria criar. Pessoa com espírito avançado e com a cabeça sempre voltada para o futuro, gosta de qualquer novidade e é seguramente ‘anti-convencional’. Possui porém convicções rígidas, que dificilmente mudam.
Possui também  sentimentos humanitários, e aprecia a liberdade própria e a amizade. Älyssa é da única espécie de mulher que tem uma mente dividida ou seja ela poderá ter contradições. Investigativa ela se impõe a par de averiguar qualquer coisa que vá contra ela e a seus pensamentos. Além disso, é mulher fixa que usa a racionalidade e confia na mentalidade das pessoas enquanto coletividade, age para essa coletividade muito mais do que em relações interpessoais. Ao contrário dos outros, Almeja a fragmentação do poder central e a impessoalidade, a seu ver único jeito de ser justo e racional. Daí, a grande inclinação a incorporar as novidades que possam libertar o ser humano da prisão que as estruturas criaram, pela própria existência. Nesta bela jovem o lado mais difícil de se compactar são suas emoções sendo elas frias e mais negativas possíveis, a isto é uma vítima da depressão profunda onde a deixa num estado mais melancólico e debilitante.
História:

Sob a imagem da arquitetura bizantina uma jovem de longos cabelos negruscos se aproximava de uma marca expensa da faixa santa logo junto aos padres e frades que cantarolavam o hino de Mashvor. O longo tecido preto logo mostrava a beleza definida das curvas da bela mulher que caminhava com cautela e com a respiração ofegante logo via ao fim do corredor um jovem rapaz, vestido com uma longa túnica e junto aquilo uma estola comprida do tom mascavo. Os olhos esverdeados se elevaram junto a moça e o rapaz e assim ambos sorriram um para o outro:

Olá minha jovem…- Cumprimentou o homem de cabelos negros e pele branca encarando num olhar simpático a jovem donzela.

– Olá, senhor… Kovalhuk perdão incomoda-lo, mas vi que…-Murmurou em resposta Elizabeth  Kröes uma das “carmelitas” da basílica. Por uns instantes o olhar de Carlos Kovalhuk fintaram nas mãos de Beth (apelido) e após em seus seios.

–Diga mais nada… Minha cara… És Elizabeth certo? A vi no outro dia com a noviça Marylene. E devo dizer que tem uma beleza engrandecedora… Se me permite poderia me acompanhar para perto do altar gostaria de falar melhor com você.-Convidou generosamente o padre de cabelos escuros. Com um gesto simples a mesma dizia baixo que sim e ia seguindo os comandos do “Pontífice”. Quando ambos ficaram de frente com o extenso receptáculo de Jesus Cristo, Carlos tocou na nuca da mulher e assim a puxou para dentro do oratório e assim a despiu e deu início a uma série de beijos e de toques acalorados. Um tanto atordoada a mesma nervosa se encostou na parede e olhou a feição séria e maligna do homem e assim fez questão de questionar:



–Por favor Carlos… Você é um padre o… O que é isto? -Disse amedrontada a moça nua. O tal retirava a batina e mexia os ombros assim deixando cair uma camada negra que encobria todo seu corpo.

•••

Sob a tarde e noite recaiu os gemidos e a cena melancólica que se tornou um pesadelo para a garota, a noite e ao sacerdote um delírio fez com que as imagens dos santos ao envolvo se entristecessem.  Beijos bufosos e a masturbação conturbadora fez o prazer monótomo se tomar. As velas do recinto se apagavam e o altar se manchou de sangue a curva do corpo curvilíneo da jovem moça fez o rapaz parar na intimidade. De repente, naquela escuridão retumbante um raio pequeno de luz restringiu invadindo o espaço. O orgasmo chegou! A mulher prazerosamente aproveitava tudo aquilo até cair no sono.

No dia seguinte…

Os raios solares infiltravam nos vidrais coloridos com a imagem dos santos esculpidas. Os padres que rezavam a missa logo cedo iam andejando num rito de oração.  As mãos brancas logo espalmavam o imenso portão de madeira assim abrindo-o. O cordel que estava trajando um chapéu preto logo tirava assim reverenciando as imagens e contemplando os lustres. Ao ver pode detrás dos véus e mulher coberta de sêmen e enrolada na toalha o mesmo berrou alto e fez a cruz no corpo. Sonolenta Elizabeth se virou e abriu os olhos. A tonalidade azul logo ficou preta e tomando um susto a mesma se enroscou na manta sagrada olhando o monsenhor:

– Me des… – Mal ela completou a frase e o homem caiu de joelhos e elevou as mãos ao rosto.  Apavorada então a mulher saiu da catedral e bem de frente olhou o céu respingando sangue. O povo que andava com cautela notou a baixaria e desrespeito tido por parte daquela e assim a começaram apedreja-la.
Anos Depois…

Como todo o bom tempo sempre insiste em passar, Elizabeth carregou por 9 meses uma menina em seu rebento. Já no hospital os gritos ecoavam fazendo os equipamentos tremerem e os médicos pasmos nunca haviam visto um nascimento tão diferente. O suor grudava os cabelos ébano da mulher a sua testa. As mãos apertava o colchonete os lábios eram intensamente mordidos.  Horas depois no colo da morena uma menininha sorria… Era ruivinha estranhamente os cabelos pareciam não puxar os da mãe. Já os olhos pareciam que o céu despencou em um par de olhos. Gracejada pelo riso, a mesma pensou num nome e assim seria Älyssa … Sim era simples de fato, mas era um elogio para os ouvidos da mãe.

Sob a Noite…

A noite caiu-se e na encubadora a  menininha dormia calmamente enquanto isto, a mãe deitada na maca ouvia uns ruídos que a deixavam como dizemos? Conturbadores. As luzes apagavam e depois acendiam as janelas tremiam e o hospital parecia assombrado:

– POR FAVOR…. ALGUÉM? ESTA AÍ? – Gritou a mãe olhando para a porta. A maçaneta vibrou duas vezes e logo tudo parou. Respirando com mais profundidade assim relaxando a mulher pegou o controle da TV do quarto e depositou-o bem ao lado da cama e se virou de volta a imagem do padre que abusou da mesma ficava ao lado:
– Você… – Fala ela tremendo. – SOCORRO!!! – Gritou.

– Quanto tempo, não? Melhor calar a boca antes que lhe mate aqui mesmo… Me parece que na única noite que estive na terra… –Murmurou o homem andejando até o outro lado vendo a criança. – Resultou num criança… Bonita de fato, mas…

– Não toque nela! – Exclamou a marinheira de primeira viagem. O homem que antes fecundou sorrateiramente a outrem colocou o palmo esquerdo no rosto da menina e assim fez uma marca pequena em suas costas e depois pula pela janela meia-aberta.
Os olhos se arregalaram e um recado fora deixado escrito no vidro da janela:

“Prepare-se que no futuro virei busca-la…” – Lendo palavra por palavras, Elizabeth jurou eternamente que não deixaria de forma alguma aquele homem visse a menina quando crescesse. Um chorinho manhoso fez a moça chorar preocupada e assim os dias da maternidade poderiam acabar.

3 Anos depois- O primeiro passo do bebê.

Sorrisos, músicas, doces e fraldas… Sim a nova rotina da ex-madre mudou radicalmente. Próximo ao berço a criança brincava com as peças de montar e depois fintava o seu olhar na porta de madeira. Lá, os pés de um homem estavam a mostra juntamente coma ponta de uma espada:

“– Älyssa … Älyssa … Venha… Venha…” – O timbre masculino num tom sublime. E engatinhando a menina ria em direção do tal.

“– Levante-se vamos, ande eu sei que consegue…” – Incentivou o pai divino. O jovem misterioso era Phobos, o deus do medo do Mito grego. Reza-se a lenda que durante datado uma das décadas cada deus tem o direito de ir  a terra e tem uma criança com um dos mortais. Este destinado a viver uma vida cheia de aventuras poderá ter uma vida normal ou pelo menos até uma certa idade atingida, muitos deverão ir a uma capamento localizado em Long Island onde terão todas especializações cognitivas e também o apoio de pessoas assim como elas tiveram o mesmo destino traçado. Älyssa  logo se levantava e ia até a porta de pé. Liz que encontrou a menina parada na frente da porta ia na mesma direção e a pegava no colo contente em ver os primeiros passos. A visão de Phobos humana desapareceu. No inverno de Veneza tudo ficava rigoroso. A brisa noturna gélida refletia e convertia-se em mines floquinhos que caia no chão das ruas, praças e mais que poderia acontecer. A lareira estava acesa. A moça costurava e tricotava um cachecol vermelho, perfeito para a filha e no quarto num andar acima, Älyssa  cochilava. A imagem se projetou dias depois para Elizabeth a ameaçando:

– Eu disse que iria busca-la… Elizabeth! – Fala Phobos chegando perto da mulher.
– Não por favor… Já não basta fazer aquilo que fez num local sagrado? E para que? Você vive numa igreja…
– Acha mesmo? Aquilo que houve na catedral… Foi planejado e acha mesmo que eu era um padre? – Questionou num balance o Deus. Pensativa ela se entreolhou e olhou as escadas com medo de que ele fosse um maniaco e subisse as escadarias:
– Se não é um padre… Então o que fazia naquele lugar, naquela noite? – Rebateu a pergunta ela. Ele se virou de costas e pegou a agulha e assim escreveu em seu próprio braço: “Phobos” – A palavra lida por Liz fez ela ter medo e dar um passo para trás derrubando um rádio pequeno que ela houvia os clássicos e assim encostar-se numa parede. O tremor irrelevante levou a casa a parar no tempo. Phobos trouxe a mulher para perto do bebê e virou as suas costas. A marca fez a outra ficar de boca aberta e assim a divindade sumira outra vez como o vento e deixava os múrmuros mais altos.

No dia seguinte, as duas haviam marcado de dar um passeio bem na praça de San Polo para verem as águas novas que banhavam o chafariz. All (apelido da personagem) estava com um chapéu vermelho juntamente com um vestidinho de mesma cor, Elizabeth se despojava com um longo vestido floral  e os cabelos longos cacheados. Chegando lá, mabas se sentaram num banco e como aquele dia não estava de se jogar fora, a mesma foi encarecidamente comprar um sorvete para a filha. Ao distanciar-se por um momento, a criança desceu do banco e foi em direção a água. Logo a volta da mãe a mesma visionou que a própria filha havia desaparecido e assim ficava desesperada vagando a merce da praça vendo que o movimento daquele dia estava um caos comparado aos outros. De repente, no meio do tumultuo ela mesma observou um clarão no meio das pessoas que caminhavam a tal pudera ver a imagem do Deus que a amedrontou com uma criança no colo. Horrorizada, mais uma vez ela podê fazer um escândalo assim fazendo todos desviarem olhares, mas nada viram. Minutos depois novamente a menina estava perto dela e por si só viu um detalhe diferente, um dos olhos estavam como se estivessem tatuados com uma marca sombria de uma cadeira de rodas e uma menininha de cabeça baixa. Levada a pensar nas mil maldições que o ex poderia jogar Liz, resolveu leva-la para casa e lá mante-la no entanto, salva.


15 Anos Depois- O primeiro Sinal- Poso na Catedral de São Marcos-Veneza

Um pequeno grupo de jovens bem pequeno vagava pelas ruas de Veneza logo após terem uma aula longa e cansativa de Biologia. Dentre estes membros uma jovenzinha loira de olhos azulados destacava-se com uma imaginação mais imperativa comparada ao ouros dentre os 5 meninos e meninas:


–  Älyssa  esta tudo bem? –  Perguntou, uma das garotas assim cutucando o braço da moça. Entre quatro quarteirões ou mais de onde Paolo Veneziano estudou e se fez um consagrado artista. Os uniformes marrons e as gravatas vermelhas destacavam as novas curvas que foram modelando o corpo de Älyssa   ao passar bem a frente da Catedral, a tal ouvia uma música calma que a seduzia atentamente. Ao virar o rosto para dentro do local o homem que há anos a via de longe e que chegou a pega-la no colo, chamava-a com as mãos com delicadeza:

–  Sim, sim esta tudo ótimo Annabelle! Acho que vou entrar.. Aquele homem esta me chamando olhe… –  Murmurou All, apontando com um de seus dedos em direção do varão de roupas negras.

–  Älyssa , não tem ninguém ali! –  Respondeu a amiga olhando a mesma estranhamente. – Você precisa tomar um sol, esta ficando pálida… –  Concluí Anna. Dando ombros Älyssa  empurrou a porta para o lado e assim entrou segurando sua bolsa. O rapaz que estava sentado na cadeira logo desaparecia. Os lustres estremeciam e as cortinas voavam. Os vultos passavam tão ligeiros que no instante a própria só podê ver apenas manchas pretas marcando o ar. De prontidão o Deus que a chamava ficava bem acima dos espectrais santos com uma cruz em mãos:

– A que devo a honra, Älyssa de recebe-la aqui?
– Sabe meu nome? Como? Am, vim aqui somente pelo fato que me chamou senhor, mas já estou de retirada… – Disse sem graça a garota. Ele logo desceu ao chão em um só pulo e ficou de frente com ela assim puxando com uma de suas mãos o queixo da tal.
–  Não precisa ir embora… Sente-se comigo para tomar um vinho… –  Convidou ele pegando nos braços da menina. Estranhando-o ela puxou o braço e mostrou o dedo do meio ao mesmo e assim saia em direção rumo a rua. Com ódio o repulsivo Deus fechou os olhos e respirou profundamente. Como nunca tivera nenhuma vocação paterna Phobos, nem mesmo pela sua filha teria piedade. Atravessando a rua, a garota acabou sendo atropelada por um bonde e por obra do próprio a mesma ficou ao chão com as duas pernas sangrando. Deliciando-se com a cena ele tornou a revê-la ao chão e com um celular que tirava do bolso e logo condiria na breve lista telefônica na palavra M. Lá continha o telefone da mãe e então, discou ligando para “madre”:

– Alô! – Fala ele.
– Alô, com que eu falo? – Respondeu a outra progenitora atendendo o telefone com a mão coberta por um pano de louça.
– Olá, gostaria de saber se a senhora é a mãe de Älyssa  Kramer… É  senhora mesmo? – Perguntou Phobos disfarçando sua voz no aparelho. Preocupada de fato, Elizabeth já se preparava para o pior. Lentamente e sentindo uma leve dor nas costas ela se sentou no sofá ao lado e colocou o pano sob as pernas e assim ficou a espera de uma reposta do outro lado da linha.
– Sim sou eu mesma… O que houve com minha filha? – Inquiriu ela.
– Ela sofreu um acidente e peço que vá direto ao hospital daqui de Veneza, levarei ela até lá, mas por favor vá antes que seja tarde… – Ao ouvir o fim ela derrubava o telefone ao chão e ficava perplexa.

No hospital…


Corredores, macas, sangue e muito choro encobria as labaredas do hospital de Veneza e Elizabeth que corria desesperada e desaforadamente empurrava todos os paramédicos e também enfermeiros em busca de sua prole. A sala tinha uma marca inesquecível o número “21” de vermelho brilhava ressaltando o vidro.  Pelas lágrimas, transmitiam  dor de ver a menina desacordada bem acima de uma cama de hospital com a boca sangrando e os olhos fechados:

– Doutor, aquela garotinha esta bem? Sou a mãe dela e muito prazer sou a senhora Kröes.-Perguntou e ao mesmo tempo apresentou-se educadamente a mãe.
– A sim mãe da mocinha lá dentro, gostaria que me acompanhasse até minha sala por favor.
– Sim, claro. – O silêncio predominou a sala branca e com os dois caldos o médico resolveu tomar iniciativa assim mostrando uma chapa num quadro branco. Analisando os ossos e tudo mais Elizabeth colocou a mão acima da boca esperando, o dito do médico:

– Não sei bem como dizer, senhora Kröes, mas sua filha deu sorte neste acidente… Ela ficará paraplégica pelo fato de, olhe aqui...– Por um minuto o mesmo apontou uma espécie de vareta de metal em direção do refletor e mostrou a cintura da menina chapeada.
– Ela… Não poderá mais andar? Mas só foi uma batida doutor… – Chora a tal olhando a imagem.
– Sim, porém apresentou um grave quadro no… – O mesmo mal completou a frase e logo uma das enfermeiras bateram na porta.
– Am, Senhor Bernadoni, a paciente da sala vermelha já esta na cadeira… – Assim fechou brevemente a porta. Dando o sinal o homem abriu a porta e deixou a senhora passar.

•••

Na sala, a menina olhava para o chão com as lágrimas acumuladas aos olhos caíam no traje do hospital e com a cabeça baixa os cabelos dourados escorriam e a tristeza também. Mas isso não era a única coisa que a intimidava, a voz do padre que encontrou ecoava em sua mente sendo um tormento era como se, o pesadelo de 5 minutos fosse recapitulando como o demônio fazia para torturar suas vítimas. A mulher que agerou se jogava ao chão pegando nas duas mãos da filha assim as unindo e depois, beijando-as:

–  Filha eu sinto muito é tudo culpa minha… – Sussurrou Elizabeth chorando ao colo da  filha. Sem nenhum toque a mesma fechou os olhos e uma gota caiu nos cabelos desgrenhados da morena:
– Não mãe… Tudo culpa minha, aquela voz, aquele rosto… – Lamentando-se Älyssa  deu um grito que assustou tanto quem estava do lado de dentro do quarto quanto de fora se assustasse. Assustada assim como dito cujo, a geradora olhou ela com pavor e sentiu a mesma frieza do dia em que a outra fora concebida, seria aquela a energia maligna que também emanava do pai? Sim, em outras questões era. Era o medo… O medo da insegurança que a rodeava desde que nasceu e agora impossibilitada de andar, All poderia se sentir sem vida ou sem nem mesmo o espírito que conta para sua vida… O que mais assegurava uma adolescente de apenas 18 anos? Aproveitar a vida? Namorar? ser mãe cedo? NÃO. A depressão.

Um mês depois- casa Grande de Älyssa  e Elisabeth- Recuperação e Superação

Os dedos gélidos marcavam nitidamente o piano da casa, a cadeira de roda, ficava intacta e o rosto da menina ficava sério marcando atentos cada soar das melodias e frisada na brisa fresca que a janela logo transmitia de fora.
A flor que estivera num pequeno vaso bem acima do piano de repente, ficava mortificada assim como todo o recinto que escurecia de maneira triste e malevolente. O vulto em cor rubra passava assim como no dia do pesadelo (dado pela personagem) e minutos depois parava ao lado da menina doente. Um toque inoportuno no piano vez com que ela parasse de tocar e em imediato abaixasse a cabeça:
– Esta calada desde o dia do acidente Älyssa … – Murmurou o padre que havia encontrado meses antes da volta.

– Como sabe? E quem é você? Demônio… De Deus. – Fala All um pouco desolada ela. Ele tocou na perna dela e logo desapareceu. Os dias correram de uma maneira tão repulsiva que a tal não podê mais aguentar assim acabando, de abandonar seu colégio a passeata da rua se abriu como um clarão e as flores caiam de uma maneira tão brusca que parecia um paradoxo do tempo.  O homem que falava com ela voltou a atormenta-la, mas brevemente resumindo esta faceta através da mente:
“– Levante-se você consegue…”

– Pare! – Ordenou de maneira grutesca a moça.– O que quer de mim? – Questionou. Sem respostas suas pernas vibravão e as mãos sangravam seus olhos derramavam-se nas coxas e a boca entortava, as baratas devoravam sua carne e toda a carnificina se manifestava. Acordou. Tudo aquilo não se passava de um mero sonho. Ao levantar-se com o tronco da cama a própria se espreguiçava e olhava um lado e o outro, percebendo que sua mãe não estava por perto aquela decide gritar:


– MÃE!! MÃE!! – Após, tornou-se a calar e a esperar. Não sucedendo a este passo, a garotinha puxava a cadeira e logo se sentava apoiando os braços nas extremidades e se jogou até se confortar  de uma maneira propicia na cadeira. Indo até o corrimão da escada, a tal olhou profundamente degrau por degrau e aguardou sua mãe responder. Minutos ou em frações de segundos um ruído estrondoso fez com que menina ficasse acoada e de mesma forma com um desejo de gritar mais alto:
– MÃE!!!! – Ao terminar o berro, uma trilha de sangue estava manchando o carpete roxo. E curiosa como sempre sem perceber que poderia cair, Älyssa  emburrou apenas 10 cm. da cadeira, o que fez com que ela mesma caísse rolando pela escada e deixasse a cadeira quebrada bem ao canto. Se arrastando seguindo a mancha aquela encontrou o que menos esperava; Sua mãe estava enforcada bem acima da mesa junto com uma carta na mão. Ao observar a alegoria de terror, Älyssa  bateu com suas próprias mãos ao chão e começou a chorar. As escóis voavam rapidamente como gafanhotos em temporada de verão, bem no rosto da menina. Ela esticou as mãos para limpar as lágrimas porém, sentiu outra coisa do que um simples molhado;  Todas elas formavam diversas palavras. Um “D” puxava tão longo… A letra E parecia ter pingos do sangue da mãe… Ao todo a palavra Phobos ao chão expressava o terror aos olhos de All. A luz falhava e o respingar vermelho fazia a tal se amedrontar de uma forma conturbadora. O ex-padre na realidade seria pai na pobre menina logo fez o pesadelo por completo assim esperando a hora de a mesma assumir seu dever como uma semi-deusa.

– Voz masculina Narrador –  Dias depois, Älyssa  foi descoberta caída dentro de casa. O corpo de sua mãe foi cremado em frente a Praça de San Polo e a missa de sétimo dia rezada na Catedral de São Marcos, porém apenas uma pessoa compareceu na tal celebração de paz–

O quarto branco… A cabeça e pernas enfaixadas agora mostravam a que ponto a All cura do próprio pai podê afetar a filha. Os olhos ficavam lagrimejados muito rápido e a tontura com toda a via vinha. O som da janela sendo apedrejada, fazia ela presenciar mais um momento melancólico que se transpassava de repente em sua vida. 

–  Älyssa … Älyssa … –  A voz parecia atormentar  a menina fazendo ela tapar os ouvidos. Porém aquilo não era transmitido como um som, mas sim como uma essência mental. Aquilo foi o suficiente para fazer com que ela herdasse seus passos junto a cadeira (logicamente ela estava sentada nela) até a  fenestra e assim a abrisse para ver o lado de fora. Um tanto surpresa pela visão que encontrava, All cai para trás e tapa os olhos. A visão de uma gigante rosa vermelha pegando fogo tomou conta de uma rua inteira e deitada bem dentro do quarto, aquela sentia o desespero. O fogo que do lado de fora da residência se alastrava, acabava intervindo para dentro da casa assim pulverizando-a.
O último toque- Chegada ao Acampamento Meio-sangue.

A quentura a levou até um lugar desconhecido. Uma estrada com flores alaranjadas e no fim um pequeno portão de madeiras com algumas palavras trajadas a ouro. Ela não podia andar de fato, as pernas não tinham mais contato com a superfície terrestre. Aquela voz ainda chamava-a, mas desta vez incentivando juntamente para que ela se levantasse. Sem paciência mais, ela gritou para quele vácuo que não poderia e não teria suportes. E mais uma vez aquela clamor a fez se irritar até um certo ponto que ela se oga da cadeira. Foi-se daí que aconteceu o inesperado; Ela conseguiu se levantar e andar, e mais a atmosfera mudou para um solado negro. Indo em direção da porta os múrmuros de medo falavam mais alto, mas ao tocar na maçaneta dourada, aquilo não garantia mais medo, mas sim alta segurança e confiança. Aquilo deixou de existir teleportando a tal para um lugar fora do comum;  Arvores altas, lutas, água mais cristalina do que os diamantes e seres inanimados que é difícil de encontrar no mundo normal em que vivia.  Modéstia parte ao penetrar no terreno novo, Älyssa  teve seus psicológico transmudado completamente, mudando as caracterizações ingressadas do seu pai nela mesma. Quíron um sábio ser datado desde os tempos mitológicos e matizado até hoje foi o primeiro a recebe-la assim ajudando-a na nova estadia. Um novo começo estavas prestes a vir, porém os perigos não acabaram e isso só será mais uma brecha para um novo início.




Florence Schweinsteiger
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Suyrin V. Leonhardt em Qua 31 Dez 2014, 13:39

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Gostaria de ser reclamado por Melinoe. Ela é uma deusa pouco explorada nas histórias que abordam mitologia. Acho fascinante o fato de uma deusa, um ser etéreo e difuso estar relacionado a uma criatura de mesmas características, mas com complexidades diferentes. Além disso, o mistério e a magia que sempre ficam ao redor da divindade me cativaram para criar esta ficha.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Características Físicas:

Norman é um rapaz alto, bem forte e muito simpático. Seus cabelos curtos e negros podem variar de cor quando o sol bate neles, deixando um tom caramelizado e sutil. Seus olhos são profundos e negros como um abismo, o que hipnotiza muitas pessoas que o encaram.

Características Psicológicas:

O garoto não é só forte fisicamente. Ele é alegre e muito sedutor quando quer, da mesma forma ele pode se tornar frio e desagradável. Seu controle emocional é um pouco fraco, e ele compensa isso com exercícios, o que não dá muito certo. Além disso é extremamente leal com todos os amigos e nunca abandona uma causa que considerar justa.


História:

Acordar. Algo que só de pensar me dava arrepios. Meus sonhos eram profundos, meus dias eram intensos. Mas tudo isso era apagado de minha mente quando eu olhava pela janela de meu quarto. Através dela eu via a beleza dos campos extensos de País de Gales, no Reino Unido.

Em um desses belos dias, os campos celebravam a chegada do outono. No dia anterior, eu tive um sonho diferente de todos os outros. Nele, eu passeava pelas colinas próximas a casa onde vivi. Meus pés estavam descalços e eu pisava em uma estranha superfície.

Quando olhei para o chão, meu coração parou. Eu pisava em ossos. Alguns deles estavam cobertos de sangue. O mais estranho era que eu vestia uma calça preta simples e nenhuma blusa. O vento passava por mim, mas eu nada sentia.

O som de meus passos entre os ossos era agonizante. O roçar incômodo de minha pele com a superfície áspera e calcificada atormentava minha mente. Quando eu pensava que o tormento jamais acabaria, senti a grama fofa debaixo de meus pés.

Meus ouvidos estavam extremamente aguçados. O som de tecido balançando ao vento me fez virar para a esquerda. Daquela direção, um borrão preto se materializou na minha frente. A forma foi se definindo até que uma bela mulher de cabelos escuros como seu vestido negro apareceu.

— Oh, Norman! — a estranha disse com uma voz chorosa. — Quanto tempo eu precisei esperar para vê-lo! Quanta agonia eu senti no dia de nossa separação!

— É... quem é você? — perguntei educadamente.

— Não sabe? — o espanto da moça me surpreendeu. Eu deveria saber? — Típico de Veron, escoder tudo sobre mim.

— Você conhece meu pai? — agora eu estava espantado. — Como?

— Na hora certa, querido, na hora certa — foram as últimas palavras da mulher de preto.

A imagem começou a se desbotar e eu fiquei paralisado. Quando abri meus olhos, tudo o que eu vira ficou gravado em minha mente. Verifiquei minhas roupas. Eu ainda usava minha blusa regata branca velha e minhas calças folgadas azuis.

Aquele sonho mexeu comigo. Dei de ombros e andei até a soleira da porta do meu quarto. Estiquei meus braços até a barra de ferro no topo da parede e repeti o que vi no sonho cem vezes, enquanto fazia exercícios.

Desci a escada da sala de minha casa e fui até a cozinha. Wanda, a empregada, estava preparando uma xícara de café para o sujeito cuja pele morena eu herdara. Ela fez questão de olhar para mim e me abraçar, não se importando com o suor dos exercícios em minha blusa que ela tanto lavava.

— Está tão abatido! — ela encostou suas mão enrugadas e pálidas em meu rosto. — Outro sonho?

— Sonhos? — meu pai estava lendo um jornal. As letras se embaralhavam na minha frente. Esqueci de mencionar minha terrível dislexia. — Só se for com a viagem até a casa de tia May. Aliás, apronte-se, o vôo é daqui a duas horas.

Praguejei quando olhei para o relógio. Passava do meio-dia. Tia May era uma simpática senhora que vivia me mimando e me enchendo de doces. O fato de eu ter 1,89 metros e exatos 70 quilos bem trabalhados em músculos me fazia despreocupado com os doces, já que meu metabolismo era anormalmente rápido.

Depois de uma rápida refeição, subi para o banheiro, tomei banho e arrumei meus cabelos curtos. Minha irmã mais nova pulou em cima de mim quando eu abri a porta do meu quarto ainda colocando a calça jeans nova por cima de minha boxer cinza.

— Uah! — fingi ter levado um susto. A pequena riu e sacudiu os cabelos castanhos e longos. Ela usava um pijama rosa com coelhos verdes estampados. Enchi Emilly de cócegas até ela gritar de tanto rir. — O que foi, ursinho?

— Você esqueceu seu relógio, maninho! — a voz fofa me fez ignorar o fato dela invadir meu quarto e me ver de cueca. Ela armou uma carinha triste e falou. — Você vai mesmo embora sem mim?

Abracei Emilly e a coloquei sentada em minha cama. Isso foi o suficiente para ela entregar meu acessório, me dar um beijo na bochecha e sair do quarto.

— Olha, Norm! O Pudim veio dar tchau também! — ela segurava nosso gato marrom e muito peludo no colo. O bichano fez charme nas minhas pernas e só saiu depois de uma festinha em seu queixo.

Terminei de me arrumar, com a calça, uma blusa azul e um colete cinza. Beatrice, minha madrasta loira e mãe de Emmily me cumprimentou com um de seus sorrisos radiantes e me desejou boa viagem.

Não prestei muita atenção no caminho até o aeroporto no carro verde escuro de meu pai, nem fiz questão de sorrir quando a moça da inspeção de metais me passou uma cantada e elogiou minha forma física. A mulher usava um cabelo curto e tingido de rosa, além de destacar desnecessariamente seu busto grande na camisa de seu uniforme preto.

O vôo em si foi tranquilo. Meu pai sorriu quando a aeromoça se derreteu com meu sotaque inglês ao pedir uma salada durante a refeição. Nunca entendi esse assédio das mulheres comigo. Quando descemos em Long Island e tia May me recebeu com o saco de biscoitos que ela sabe que eu amo, tudo ficou alegre.

— Querido! — minha tia usava um vestido verde-grama e um chapéu grande e branco. — Com todos os doces que eu te dou, você só aumenta nos músculos? Assim vou pedir que carregue minha casa!

Ri de maneira forçada e meu pai fez o mesmo. Ele foi avaliado de alto a baixo pelos olhos atentos de tia May e a mesma apertou suas bochechas. Saindo do aeroporto, seguimos de táxi até a casa de minha tia. Era um lugar simples por dentro e por fora. As paredes rosas do interior revelavam um cuidado minucioso com o lugar. Os quadros estavam bem arrumados e a mesa estava vazia, composta por uma toalha branca.

— Tudo está tão... bonito — falei para tia May.

— Obrigada, querido! — a mulher sorriu. — sua mãe tinha o mesmo bom gosto pelas palavras.

Meu pai pigarreou e tentou mudar de assunto.

— Ele tem o direito de saber! — minha tia berrou. — Não pode esconder tudo do garoto! Falando nisso, cansei de tentar me esconder. Vocês, mortais, são muito burros!

Tia May gargalhou e sua forma tremulou. O vestido ficou colado ao seu corpo e escamas surgiram nele. Seus olhos ficaram vermelhos e sua língua se bifurcou. Meu pai soltou um urro de pavor e me puxou pelo braço. A porta estava trancada.

— Acham mesmo que podem escapar? — uma voz dupla saiu dela. Sua língua se esticou em nossa direção. Empurrei meu pai para baixo no último segundo numa velocidade absurda.

A língua furou a porta e nos deu oportunidade para escapar. Com um chute forte derrubei a porta e saí correndo junto de meu pai. Um carro estava estacionado na nossa frente. Não prestei atenção nos detalhes e quebrei a janela dianteira com o cotovelo.

Destravei as portas e joguei meu pai no banco do volante enquanto procurava alguma coisa no porta-luvas. Peguei um spray de pimenta e joguei na cara da mulher-cobra/tia May quando esta chegou perto de mim.

Ela gritou e isso nos deu oportunidades. Meu pai, que antes estava letárgico por causa do choque da transformação acordou e meteu o pé no acelerador. A princípio pensei que o plano era sair dali. Conforme o tempo passava e os prédios que corriam com a paisagem se transformavam em árvores, questionei meu pai.

— O aeroporto não é para o outro lado?

— Filho, preciso te contar uma coisa sobre sua mãe — a expressão dele estava séria. — Ela não morreu no seu parto como todos dizem. Lembra das histórias de mitologia grega que eu te contava? Elas são reais. Você acabou de ver isso acontecendo com sua tia. Que eu nem sabia que era um monstro.

— Para onde estamos indo? — perguntei.

— Para um lugar onde existem pessoas iguais a você. O Acampamento Meio-Sangue.

Naquele momento o carro parou em frente a um caminho de terra. Saímos do carro e antes de começar a correr um silvo alto foi ouvido. A mulher-serpente conseguira nos perseguir até ali. Corri o máximo que pude junto de meu pai e chegamos até um portal com pilares gregos.

— Não posso ir com você, não tenho um sangue especial como o seu.

— Sangue? — olhei para ele completamente confuso. — Quando você vai me explicar tudo o que está acontecendo?

Antes de meu pai começar a falar, o monstro que nos perseguia surgiu. Era a primeira vez que eu via Veron Kwartes com medo. Tia May rosnou para nós e eu fechei os olhos em uma prece silenciosa. Um zumbido me fez abrir os olhos e a monstra gritou de dor quando uma flecha atravessou seu peito.

Quando olhei para trás a fim de identificar que me salvara, não acreditei no que vi. Um ser metade homem e metade cavalo abaixava um arco e sorria para mim. Tia May deu seu último berro e explodiu em uma curiosa poeira dourada.

— Adeus, meu filho — meu pai me abraçou e voltou para o carro roubado.

— Venha, Norman — o centauro colocou as mãos grossas em meus ombros.

— Você sabe meu nome? — caminhei junto dele para além do portal.

— Sim, todos nós sabemos sobre você. Meu nome é Quíron, e eu protejo os semideuses dos perigos do mundo mortal.

— Semi o quê? Pensei que só existiam em mitos e lendas — cada vez mais eu ficava surpreso com o que ouvia.

— Não. Todos os heróis que você ouviu em histórias um dia já existiram — Quíron me explicou. — Você é um deles.

Antes de responder, a visão do acampamento me fez perder o fôlego. Uma enorme colina com casas de madeira, um campo de morango e uma extensa floresta logo atrás encheu meus olhos. O centauro sorriu e me levou até algo que parecia um refeitório de camping. Lá, diversos adolescentes conversavam e brincavam no meio de espíritos femininos que flutuavam com pratos de comida dos mais diversos tipos.

— Atenção, todos! — a forte voz do centauro fez todos se calarem e virarem na nossa direção. — Acabo de resgatar este rapaz das garras de uma dracaenai. Ele é um semideus, exatamente como vocês, por isso eu quero que o respeitem enquanto ele estiver aqui.

— Mas e quanto a mãe dele? — um semideus loiro e alto apontava para mim. Um olho em tom esverdeado brilhava acima de minha cabeça. Reconheci aquele olho de meu sonho.

O mesmo que a mulher de preto tinha. Minha cabeça latejava com o volume de informações que se acumulavam. Lembrei de um livro de mitologia que eu tinha. Visualizei uma das páginas de símbolos mentalmente e congelei. Eu era filho de Melinoe, por isso o sonho com os ossos.

Por mais assustado que eu parecia, sabia que aquele lugar era o mais próximo que eu tinha para chamar de lar. Sorri para os semideuses que me encaravam e sentei perto deles. O centauro riu e me deixou no refeitório, para que eu me recuperasse dos acontecimentos recentes. Acampamento Meio-Sangue, meu novo lar.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 078 - ExStaff em Qua 31 Dez 2014, 17:33

Avaliação...
Älyssa K. Kröes - Não reclamada

Me desculpe, Älyssa, mas não consegui te aprovar. Não fosse, principalmente, a mega ausência de vírgulas ao longo da sua ficha inteira, essa leitura - que por sinal ficou bastante cansativa - deu alguns nós na minha cabeça. Eu reli com atenção as partes que ficaram mais confusas, mas não adiantou. Para isso, sugiro que você tenha mais calma e pense bem na forma como vai escreve. Daí, depois que escrever, releia - aproveitando para revisar e evitar alguns erros de concordância - para ver se o que você quis passar ficou bem claro. Contudo, eu gostei de ver que você tem ideias boas! Só precisa de uma ajudinha para expô-las de uma forma clara...


Norman Kwarts - Reclamado como filho de Melinoe

Uma boa ficha, Norman. Gostei da forma como você escreve, embora ache que você podia ter explorado mais a parte das características do seu personagem. Quanto a história, bem, eu também gostei, mas você podia tê-la deixado um pouco menos corrida. Ah, e, no singular, o termo usado para mulher-cobra é dracaena; no plural, dracaenae.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Laura Martins em Qua 31 Dez 2014, 23:42

FICHA DE RECLAMAÇÃO

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Quione. A principal coisa que me atraiu em ser filha dessa deusa foram os poderes e habilidades, já que eu simplesmente amo Criocinese e outros poderes relacionados a gelo, além de também amar o frio, o inverno e coisas geladas – principalmente se for sorvete e açaí.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Físicas: Laura tem um cabelo comprido preto em estilo um pouco “selvagem” e olhos verdes que sempre estão trás das lentes de seus óculos redondos. Tem uma grande variedade de roupas, mas no acampamento é quase sempre vista usando uma jeans e a blusa do acampamento, e de vez em quando um moletom preto por cima da blusa.
Psicológicas: A melhor palavra para definir Laura seria nerd. Poderia ser facilmente confundida com uma filha de Atena, já que ama ler, passando mais tempo na companhia de um livro do que na de outras pessoas, além de ser (ou pelo menos tentar ser) muito estudiosa. Diferente dos outros filhos de Quione, devido a sua criação e seu passado, tornou-se uma pessoa bastante simpática, mas é apenas na companhia daqueles que realmente confia em que a garota revela seu lado alegre e divertido.

- História do Personagem

Quebec, 1998
Suas pernas afundavam cada vez mais na neve e o frio era tanto que as pontas de seus dedos estavam roxas. Não que ele se importasse, é claro. Não ligava para a dor que o vento produzia, quase como se cortasse sua pele, ou que não sentia mais algumas partes do seu corpo. Era preciso que ele ficasse naquele clima congelante, ou nunca – pelo menos na visão dele – realizaria seu sonho de nadar nas águas do Ártico e outras partes geladas do mundo. Tinha de se acostumar com as mais baixas temperaturas, e nada melhor do que treinar no Canadá, já que poderia aproveitar para visitar lugares que sempre desejara conhecer.
- Você vai morrer desse jeito. – ouviu uma voz tão fria quanto aquela noite, mas mesmo assim ele não pode deixar de acha-la bela, e, quando se virou em direção a mesma, achar a dona da voz ainda mais.
- Duvido muito, lady. Isso aqui não é nada. – retrucou sorrindo de canto, observando a mulher: tinha um cabelo e pele brancos como a neve, além de estar usando um vestido azul claro, quase branco. Ela seria capaz de se camuflar na neve sem muitos problemas. – Mas acho que você teria mais chances de morrer congelada do que eu, ainda mais com esse vestido.
- Esse frio nunca seria capaz de me incomodar.
- É mesmo?
– estava muito interessado naquela estranha, não apenas pela sua beleza, mas também pelo jeito dela. Sempre gostara de mulheres “difíceis”. – Por que não vamos tomar um café enquanto você me conta o motivo de esse frio não te incomodar? Seria muito útil para mim.
Sem nem esperar a resposta da mulher, passou o braço ao redor do pescoço dela, arregalando os olhos ao perceber o quão frio era a pele dela. Parecia impossível que ela não estivesse congelando naquela temperatura. Levou-a, então, para o café mais próximo, tentando puxar assunto com ela.

. . .


Quebec, 1998 (9 meses depois)
- Entendeu tudo?
- Sim, eu entendi, Quione. Não se preocupe, eu vou cuidar muito bem da minha filha.
– disse dando ênfase no minha. Achava inacreditável que a deusa simplesmente agisse daquela maneira fria e distante até mesmo com a própria filha. Pretendia apenas esquecer tudo aquilo e viver uma vida normal com a pequena Laura em algum lugar bem longe de Quebec, afinal, Quione havia dito que haveria a chance dos monstros não incomodarem eles, assim não seria necessário mandar Laura para um acampamento próprio para semideuses.
- O meu voo para Nova York é daqui a pouco. – virou de costas para a deusa, ajeitando sua filha o mais confortavelmente possível em seus braços, agradecendo a Deus, quer dizer, deuses, por conseguir levar tudo que precisava em apenas uma mochila – Adeus, Quione.

. . .


Nova York, 2014
O sangue escorria pelo seu braço, caindo sobre sua blusa branca e manchando a mesma. A ferida, felizmente, era apenas um corte de tamanho médio no braço direito, não sendo algo grave, mas ainda sim incrivelmente dolorido. A garota suspirou pesadamente enquanto passava Mertiolate no machucado e relembrava o que havia acontecido para ganha-lo. Não entendera muito bem o que havia acontecido, mas tudo levava a crer que havia sido uma tentativa de assalto (ou pelo menos era o que Laura queria acreditar).
A garota captou um barulho próximo, levantando-se alerta e indo em direção a origem do som, mas rapidamente relaxou ao ver que era apenas seu pai chegando do trabalho.
- Oi, filha! – o homem abriu um sorriso largo e sincero ao ver Laura, servindo um copo de Coca-Cola e jogando-se em uma cadeira próxima, visivelmente cansado – Tudo bem? Como foi a escola?
- Sim... Ah, normal. Não ficando quieta um segundo e viajando na maionese, mas deixando a professora passada quando acertava as perguntas.
- Hahaha! Como sempre, não é?
- É... Mas, pai... Aconteceu uma coisa estranha...
- Estranha? Como assim?
- Eu ‘tava vindo pra casa, ai um cara estranho veio pra cima de mim e me... arranhou, eu acho, não vi direito mas devia ser uma faca... Mas não precisa se preocupar, pai, vou passar a levar um spray de pimenta na mochila pra situações como essa.
– a semideusa tento acalmar seu pai, que exibia uma expressão amedrontada no rosto enquanto murmurava alguma coisa como: “então eles apareceram... acho que não tenho mais jeito...”
- Filha, por favor, arrume uma mochila com algumas roupas e talvez alguns livros se você quiser... Rápido! – apesar de não entender nada, Laura obedeceu o pai, fazendo o que ele havia pedido e em seguida entrando no carro com ele. Depois de algum tempo de viagem, percebeu que eles estavam indo para Long Island, o que deixou a filha de Quione ainda mais intrigada, afinal, o que diabos estava acontecendo?!
Continuaram por mais algum tempo, até que se viram em uma estrada de terra, onde mais à frente se via uma colina com um pinheiro, os olhos do pai de Laura brilharam, já que ele sabia que aquele era o lugar certo, porém, antes de conseguirem chegar lá, o carro parou bruscamente, jogando pai e filha para frente e em seguida foi lançado pelos ares, caindo a alguns metros do pinheiro.
Com dificuldade, Laura e seu pai saíram de dentro dos restos do carro, mas infelizmente o que havia os atacados estava muito perto: era um cão grande, do tamanho de um leopardo, com pelos negros e olhos vermelhos como sangue.
- Laura... Corra até o pinheiro, depois dele tem uma casa grande, vá até lá e procure por ajuda, eles te explicaram tudo, ok?
- Mas... E você?!
- Não vou conseguir correr com essa perna.
– ele indicou com a cabeça sua perna direita, que por causa de um acontecimento no passado havia boa parte de sua capacidade motora.  – E duvido que você aguente me levar com esses ferimentos. Por favor, filha, vá antes que o cão infernal chegue!
- Não! Eu não vou te deixar, pai! Mesmo que tenha de me matar, eu vou te proteger!
– a garota então determinada, levantou com um pouco de dificuldade, postando-se em frente ao pai e erguendo os braços, como se oferece a si mesma para o monstro que corria em alta velocidade na sua direção. Fechou os olhos de medo, aguardando a dor do ataque do cão negro. Mas ela nunca chegou.
Ao abrir um pouco um dos seus olhos, observou chocada enquanto o cão infernal morria com uma flecha dourada em sua cabeça. Saiu do choque apenas quando ouviu o pai a chamando, e quando se virou foi surpreendida por um abraço do homem, que tinha lágrimas nos olhos, pois pensara que veria sua filha morrer diante dos seus olhos.
- Hem-hem, desculpe atrapalhar esse momento pai e filha, mas pelo visto você é uma semideusa, né, garota? – perguntou um rapaz que havia se aproximado. Ele vestia uma blusa laranja onde estava escrito “Acampamento Meio-Sangue” rasgada, uma calça jeans e segurava um arco na mão direita.
- Sim, ela é. – respondeu o pai. – Ela é filha de... – um floco de neve surgiu sobre a cabeça de Laura, interrompendo o homem.
- Quione? – perguntou o rapaz desconhecido.
- Isso mesmo. Bem, eu acho que vocês podem explicar melhor para ela tudo isso. – falou enquanto suspirava e passava a dirigir-se a filha: - Olha, eu sei que é muita coisa para sua cabeça, mas você vai entender tudo depois. Eu não vou poder mais ficar com você e eu espero que entenda isso, filha.
- P-Pai... Como assim?
- Você é uma semideusa. Metade humano e metade deusa. O mundo é perigoso para pessoas como você, mas como os monstros nunca nos incomodaram muito, consegui te criar nesses 16 anos. Mas agora é diferente... Se você não for para esse acampamento, tenho medo do que pode acontecer.
- Então, eu tenho de fazer isso para minha própria segurança?
- Sim, filha, mas você ainda vai poder me visitar nas férias, ok? Agora vá e lembre-se: eu te amo.
- Eu também te amo, pai... E.. Prometo que vou te visitar sempre que puder!
– Laura estava completamente confusa com o que havia acontecido, mas seu pai sempre fizera o que era – ou que pelo menos o que ele achava – melhor para ela.
- Vou pedir para alguns curandeiros virem aqui dar uma olhada em você, beleza? Ah, se puder pelo menos ficar no pinheiro ia facilitar muito para eles. - falou para o pai de Laura.
- Certo... – o homem concordou, levantando com dificuldade e indo a passos lentos em direção ao pinheiro.
- Agora, vamos logo? – perguntou de maneira grossa para Laura, que simplesmente bufou e saiu andando.

. . .


Após os devidos cuidados e etc, Laura finalmente entendeu tudo o que havia acontecido, além de ter aproveitado para despedir-se novamente de seu pai, que conseguiu uma carona para Nova York.
Ainda havia muito a aprender e entender sobre aquele novo mundo em que havia entrando, mas a filha de Quione havia chegado em um local onde teria todo o tempo necessário para aprender o que precisava, principalmente se for relacionado a sua sobrevivência, mas isso não seria um problema, afinal, ela estava no Acampamento Meio-Sangue!
Laura Martins
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 095-ExStaff em Qui 01 Jan 2015, 01:29


Avaliação
Cold...





Laura Martins - Aprovada - Para falar a verdade, Laura, eu não definiria a sua ficha como 'boa', ainda que na minha opinião tenha preenchido os requisitos básicos para a aprovação. Em ortografia você possui um desempenho excelente - embora deva atentar-se ao uso de crase, visto que pecou por algumas vezes nesse ponto -, mas a história ficou vaga. Eu recomendo que procure detalhar mais os seus textos e inserir mais emoções na sua personagem, de modo a tornar a narrativa menos 'robótica'. Na minha opinião, a história ficou clichê, sem nada novo para apresentar, apenas seguiu a receita básica e pronto, por isso não posso considerar realmente boa. Além disso, tenho algumas recomendações para o futuro, que você pode ou não seguir, já que isso não é obrigatório. Primeiramente, peço que use um template - desde que não seja muito pequeno - ou ao menos justifique o texto, para torná-lo mais agradável e assim facilitar a leitura. Recomendo também que deixe um espaçamento de duas linhas entre os parágrafos, ao invés de uma. Mais uma vez, isso não é obrigatório, mas torna o texto mais agradável de ser lido. No mais, não tenho muito a comentar, então... Meus parabéns, filha de Quione.
Crédito do template a Tamy!

Atualizado por Quíron.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kuroyomi Ironwill em Sex 02 Jan 2015, 14:07

Ficha Hermes Kuro Yomi
See? Aren't we having fun?



Por qual deus deseja ser reclamado/qual criatura deseja ser e por quê?

Hermes, pois sempre foi meu deus favorito, sempre procuro parecer com ele, ou com os filhos dele melhor dizendo. As pessoas dizem que eu tenho facilidade em aprender outros idiomas e que sou bem ágil principalmente quanto a esquivar de mangas(história real, longa história por sinal).

Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

— Físicas: Kuroyomi tem cerca de 163cm, baixo para a sua idade de 16 anos. Possui cabelos pretos e olhos de mesma cor, corpo esguio, magro, um perfeito corredor.

— Psicológicas: Kuro pode parecer arrogante e convencido por causa de seus olhos quase sempre de preguiça e deboche, mas isso é apenas para quem vê a superfície. Kuro é bem alegre e extrovertido para esconder a dor que passou, calmo as vezes, mas tem seus momentos de insanidade que ele mesmo não sabe controlar devido a traumas de seu passado.

História do personagem

Kuroyomi
selou os olhos numa atitude desesperada de se afastar daquele mundo, ir para qualquer outro lugar sem ser aquela pequena casa nos subúrbios de New York. Por que tinha que passar por tudo aquilo, por que ele? Tampou os ouvidos também, tentando de todas as formas se afastar daquele mundo, mas mesmo assim, era inútil, seu corpo tremia com os ruídos que ouvia vindos da cozinha, som de mesa quebrando, o som metálico de talheres caindo no chão, sentia medo de tudo aquilo.

Os barulhos cessaram de repente, agora sentia-se seguro para abrir os olhos, e o fez. Encontrou seu quarto, escuro, a luz dos postes da rua era a única luz que se encontrava naquele quarto, cama desarrumada, brinquedos no chão, era o quarto de uma criança, tímido e tremendo, andou até a porta, com muito cuidado para não fazer barulho, antes de abrir a sua porta do quarto, ouvir a porta da casa ser fechada com força, fazendo um barulho estrondoso que fez o garoto fechar os olhos novamente por impulso.

Não queria ter aberto a porta, queria ter continuado encolhido no canto de seu quarto, aquilo era demais pra ele.

M-Mamãe...! — Correu até ela, com um aperto no coração, com medo de que o pior teria acontecido, sua mãe estava caída no chão ao lado de uma poça de sangue, examinou ela com cuidado, com as mãos tremulas, ainda com medo, por que ele tinha que passar pro tudo aquilo? Ele era apenas uma criança.

Encontrou um ferimento na cabeça de sua mãe, felizmente ela continuava viva, ainda respirava, o que abriu o primeiro pequeno sorriso no rosto de Kuroyomi naquele dia, mas ela ainda estava desacordada. Seu pequeno corpo de doze anos precisou de muito esforço para levá-la para o quarto e fazer curativos improvisados, não tinham dinheiro para ir ao hospital, sua mãe não trabalhava e o padrasto gastava todo o dinheiro do mês em cerveja.

O garoto cresceu nesta mesma rotina, até completar dezesseis anos, quando aquele homem que sempre maltratava sua mãe passou dos limites da agressão.

Hey! — Kuro abriu a porta de seu quarto com violência, sua expressão era de extrema raiva, apertava seu pulso com força, suas unhas, a um tempo não cortadas, perfurava a própria pele por causa dos apertos de seu punho. — Qual o seu problema?!

O que foi? Não está se divertindo? — Ele riu em deboche.

O padrasto colocou a mãe do garoto sentada na cadeira da sala de estar, puxando os longos cabelos dela com força, tirando um canivete do bolso, o padrasto durante toda a ação, mantinha os olhos fixos no garoto, enquanto o garoto tinha os olhos fixos no rosto banhado de lágrimas da mãe, trêmulo, sem saber o que fazer. A faca do canivete foi cravada sem dó nem piedade no pescoço da mulher, muito sangue jorrou no chão, misturando com o grito agonizante da mãe do garoto. Kuroyomi assistiu a tudo calado, mas ele não iria deixar isso desse jeito, basta. A insanidade havia se tornado a nova melhor amiga do garoto de cabelos negros, com um movimento rápido, apanhou um cutelo na pia da cozinha e com outra ação rápida, o atirou em direção aquele homem. Arregalou os olhos, surpreso, se perguntando como aquilo havia entrada na casa dele. Não era mais seu padrasto ali, não conseguia reconhecer que forma de vida era aquela, seu padrasto havia se tornado um monstro, mas não ligava agora, o que quer que fosse, apenas queria matar quem tivesse matado sua mãe, o cutelo atingiu em cheio o ombro da criatura, sangue verde jorrou no chão e ela gritou de dor, "Bem, pelo menos dor essa coisa sente..." falou para si mesmo.

Agarrou qualquer faca a sua disposição e correu até o monstro, numa fúria que ele não sabia como explicar, queria apenas matar.

Não se lembrava do que aconteceu após ter corrido em direção aquela criatura, com a insanidade consumindo a sua mente. Sabia apenas que havia acordado num acampamento para pessoas especiais, o acampamento meio-sangue.

I Lollita
Kuroyomi Ironwill
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 096-ExStaff em Sex 02 Jan 2015, 14:41

avaliação

Kuroyomi Ironwill. Reprovado.

Então, eu até gostei da sua ficha, não notei nenhum erro ortográfico gritante ou que não pudesse ser sanado com a experiência no fórum, mas a história ficou muito corrida, de fato, e você não ressaltou um ponto primordial que a ficha exige, que é o momento de reclamação. Ficou bastante confusa, também, com o salto de tempo que deu sem um marcador fixo, e também a repetição de termos como "porta", que eu notei ser utilizada mais de três vezes no mesmo parágrafo; você pode utilizar sinônimos para te ajudar, substituindo por termos de mesma equivalência. Tente refazer, dessa vez corrigindo esses pequenos erros e introduzindo uma narração sobre como descobriu ser semideus. Boa sorte na próxima!


nem precisa de atualização, rs

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Bárbara Watson em Sex 02 Jan 2015, 15:26


ARES
FICHA DE RECLAMAÇÃO


-Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Ares.

Primeiramente porque me identifico com tal deus. Admiro sua audácia e ousadia que o torna diferente de outros deuses e que o faz ser odiado por sua natureza tão explosiva, não por mim, é claro.  Sendo filha de Ares vejo possibilidades de aprofundar mais a narrativa de meu personagem principalmente em batalhas e combates.

-Perfil do Personagem

Físicas: Tem uma estatura baixa, baixíssima inclusive, que a faz parecer um pouco acima do peso. Grandes olhos verdes e cabelos negros e volumosos que cobrem suas costas como uma cortina de breu quando soltos.  Com peculiares sinais de nascença no pescoço e costas. Carrega na face um olhar de desdém e uma expressão indiferente que a torna mal vista fisicamente aos olhos de quem não a conhece. Por se a melhor jogadora do time de futebol feminino de sua escola tem um físico que pode ser definido como excelentemente satisfatório escondido atrás de roupas largas e um tanto masculinas.

Psicológicas: Tem gênio forte e difícil de lidar. Não gosta de muitas coisas e pouquíssimas coisas agradam-na. É gulosa e respondona, já se envolveu em brigas por ser chamada de burra. Descobriu no futebol uma maneira de ser aceita e até fez umas duas amigas melhor dizendo, companheiras de detenção. Tem uma relação nada saudável com o padrasto com direito a tapas e palavras de baixo calão, é tratada como mais uma na fila do pão pela mãe e ameaçada constantemente a ir para um colégio de freiras. E apesar de toda pose de forte e decidida leva dentro de si uma menina doce e confusa e que pode até ser legal com quem merecer.


- História do Personagem

Desde sempre nada foi fácil. Nada nunca é fácil. Talvez existam mil formas de se falar a mesma coisa em uma única língua, mas tem coisas que podem me falar um milhão de vezes em todas as línguas existentes e eu nunca vou ser capaz de aceitar. Que Monique é minha mãe por exemplo.

Fui criada em um lar de caças e caçadores, onde me sinto forçada a ser a presa, pelo menos, por enquanto. Não tenho irmãos, não tenho mãe que mereça tal título, não conheço meu pai e minha vida é uma droga.

_ Sou Bárbara Watson, francesa, 12 anos, odeio pessoas, meios sociais, detesto aulas sobre coisas que nunca vou usar na vida, não gosto de perguntas e apresentações é coisa de mané, valeu, falou.

_ Ahn, muito bem, vamos ao próximo...

E esse é mais um fatídico início de ano. Estudo em uma escola de manés com professores manés nos brigando a fazer coisas de manés. Tenho sérias dúvidas de qual pior, casa ou escola?  Com ‘casa’ eu não sei lidar, com a ‘escola’ meus métodos soariam sórdidos.

Lucy e Gerda, umas das minhas amigas, melhor dizendo, minhas melhores e únicas amigas, estão duas séries acima da minha. Embora tenhamos a mesma idade, fato explicado pelos dois anos consecutivos que faço a mesma série sempre me sinto superior a tais. Não sou burra, sei que não, mas tenho certa dificuldade de leitura e me canso rápido. Sempre gostei mais das aulas de Educação Física, sou boa em quase todos os esportes tanto que sou capitã do time de futebol feminino e já ganhamos três títulos intercolegiais desde que entrei para o time.


Chego ao pátio na hora do recreio, para mim a melhor hora do dia, o lanche. Não que isso importe, posso comer muito e de tudo visto que estou sempre em forma graças aos treinos.

Algumas pessoas me encaram, mas logo desviam o olhar. As crianças menores abrem caminho quando passo, pois pode não parecer, mas já entrei em brigas com garotos bem maiores e não fui só eu quem saiu machucada.  

Minhas "cúmplices" me esperam já com meu lanche em uma bandeja e então nos dirigimos para trás da escola onde sempre ficamos no intervalo, eu realmente detesto meios sociais. Essas duas não são como eu, mas não me fazem perguntas e me entendem mesmo quando as palavras não vêm.  Gerda é calma e reservada, também não fala muito de si. Loira de olhos claríssimos, eu não consigo distinguir a cor, verde ou azul. Me sentiria incomodada se os meus fossem assim, como se sua alma pudesse ser lida, mas ainda assim é difícil de desvenda-la. Ela tem uma família problemática, sua mãe tem depressão e seus irmãos estão em um negócio ilícito. Ressalto como no início, nada é fácil.  Lucy é meio emo, tem cabelos lisos e desfiados com uma franja lateral que cai sobre os olhos. Carrega meio kg de maquiagem na cara, já usou drogas duas vezes e corta os pulsos quase toda semana, o que eu acho uma bobeira, a louca além de um pai ausente quer contrair tétano com aquelas lâminas enferrujadas. Ambas jogam no time. Podem até ser problemáticas, mas se saem bem quando esquecem os problemas.

Depois de quase dez minutos sentadas olhando fixamente de uma para a outra desmanchamos em risadas, o que é muito raro da minha parte.

_ Por que isso? - Pergunta Lucy ainda risonha, deixando subtendida a dúvida que agora todas nós compartilhamos.

_ Ela foi embora... - De súbito, Gerda se pronúncia com um olhar perdido no horizonte e aponta para o céu fazendo Lucy e eu a olharmos com curiosidade e uma pergunta implícita no olhar.

_ Mamãe não estava bem ontem à noite, se trancou no quarto e tomou muitos remédios. Ela morreu. - Responde a pergunta que nem se quer foi feita, sem parecer nem um pouco abalada ou ressentida como se tivesse dando bom- dia.

_ E você... Não deveria estar em casa? Se quiser..._ Realmente não sabia o que fazer. Se fosse a minha "mãe" eu agradeceria aos céus, mas não consigo imaginar como ela deve estar se sentindo.

_ Em pensar que agora a pouco ríamos, não sabíamos..._ Lucy tentou um pedido mudo de desculpas.

_ Não precisa se incomodar, eu acho que agora as coisas podem se ajeitar. Ainda vai querer esse leite, Bárbara?

_ Não. - Não tínhamos mais assunto depois de tal noticia. Lucy e eu não éramos boas com palavras e alguma coisa dizia que Gerda precisava de silêncio e só... Alguém por perto.

Ficamos sentadas ali naquele banco de mármore ouvindo os comentários de Gerda sobre o formato das nuvens e os gritos das outras crianças que corriam pelo pátio. Quanto o sinal do fim do intervalo bateu, mais uma vez no olhamos fixamente e explodimos em gargalhas sem nenhum motivo aparente. Mas precisávamos daquilo. Éramos crianças tristes, condenadas e subjugadas a um mundo perverso e aquelas gargalhadas e os olhares eram nosso ritual de libertação. Éramos crianças e estávamos nos conhecendo. Um dia seriamos boas amigas e talvez nesse dia já saibamos usar as palavras. Eu precisava de amigos assim.

Depois de uma longíssima e tediosa manhã, com exceção do recreio, voltei me arrastando para casa.  Planejei meus próximos passos quando atravessasse a porta, esses eram: ignorar as ameaças do Patrick, encontrar algo comestível na geladeira e ir para o quarto dormir o resto do dia até Monique vir me obrigar a arrumar a casa e brigar com o Patrick o que já é de praxe.

Não sei em que momento do caminho de volta para casa um estranho de barba começou a me seguir, também não sei em que momento eu decidi fugir de uma briga, logo eu, e corri. Nosso bairro já não era movimentado, e ao meio dia então, era deserto. Não era por medo, nunca sinto medo, era só incredulidade. O cara estranho de barba tinha pernas de bode.

Cheguei em casa quase derrubando a porta, já sem fôlego e quando esta foi aberta Patrick, meu padrasto, me puxou para dentro. Ele estava armado com um desses canivetes que você encontra em feiras.

Tentou me apunhalar, mas mesmo sendo maior, eu com meus 1.45cm, segurei sua mão e apertei fazendo cortar a própria mão, soltando a arma. Vi uma brecha de soltar meu outro braço de seu agarre com uma cotovelada no seu queixo e não só me libertei do seu aperto como o deixei inconsciente, um golpe certeiro. Monique, minha "mãe", olhava com frieza e ao mesmo tempo, medo. O que me causou ao invés de dor, uma raiva maior, como nunca havia sentido e naquele instante com o canivete ainda em vista jogado em um canto no chão próximo ao sofá eu tive vontade de mata-la e fazê-la sentir o ódio e a frieza que aquele olhar me causou.  Quando me preparava para pôr meus pensamentos em ações, percebo que o homem que me seguia observava tudo encostado a porta da frente. Ele aponta para uma sinistra luz vermelha acima da minha cabeça e encara minha mãe.

_ Filha de Ares? _ Direciona a pergunta a Monique, que trêmula responde em um sussurro:

_ Sim. _ Estavam fazendo piada comigo?

_ Vocês estão curtindo com a minha cara?

_ Você é uma semideusa Bárbara. E de acordo com a sua mãe... Filha de Ares. - Não sei por que, mas aquela loucura parecia tão certa para mim. Senti todas as minhas dúvidas serem sanadas e de repente tudo fez sentido. Com respiração pesada e coração batendo freneticamente no peito, senti como se pudesse fazer qualquer coisa. Eu era filha de Ares, o deus da guerra.

O cara estranho de barba era um sátiro, o que eu mesma supus por já conhecer um pouco de mitologia grega. Deixei Monique no chão tentando acordar o Patrick e fui embora daquela casa sem olhar para trás, esperando não ter que voltar mais, e seguimos até o acampamento meio-sangue, que o sátiro que descobri se chamar Thomas me disse que encontraria outros como eu. Filhos de deuses e até meios-irmãos.


?
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 114-ExStaff em Sex 02 Jan 2015, 23:32


Avaliação — DE RECLAMAÇÃO, Ficha
QUÉQUÉ
Não foi desta vez, mas eu juro que não fui cruel


Bárbara Watson — Reprovada

Tudo na sua ficha me levou a te reprovar, Bárbara. A história em si foi clichê em vários pontos — dá para fazer melhor do quea menina revoltada com problemas em casa —, a ficha foi corrida, como se você escrevesse na pressa — se fosse uma missão, tudo bem, era compreensível mesmo que ainda passível de descontos —, sem falar no tamanho. Não que eu tenha algo contra fichas de reclamação curtas, mas normalmente, quando a história está bem desenvolvida, ela tem um tamanho maior. Você também não soube utilizar as vírgulas de maneira correta, deixando a leitura longa e cansativa, além de ter inserido divagações da personagem em pontos que deixaram a narração completamente fragmentada, sem ligação. Você não soube fazer isso, e em sua maior parte, foi isso que te reprovou.

Qualquer dúvida ou observação, me mande uma MP. c:





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Saki A. Shinoda em Sab 03 Jan 2015, 00:27



this bouquet that surrounds us is iron poison, see.

.parente divino Perséfone, a deusa das ervas, flores, frutos e perfumes. Eu escolhi essa deusa mais por causa dela ser a deusa das flores. A maioria da trama da Saki vai ter como elemento a flor de cerejeira, que é uma flor típica do Japão, e que também é a tatuagem que ela tem nas costas como membra da yakuza, que é o símbolo do seu clã. Eu também achei que os poderes vão entrar bem no que eu planejo para ela, então fiquei com Perséfone mesmo.

.perfil do personagem Os cabelos de Saki são tingidos de um tom de verde próximo ao azul-ciano. São bem grandes, já que ela se recusou a cortá-los desde pequena. Ela mantem os mesmos presos em duas maria-chiquinhas, algumas mechas caindo em seu rosto. Seus olhos também são de um azul forte e atrativo, cheios de mistério. Sua pele é bem pálida, sendo bem sensível ao sol. Em suas costas, ela tem tatuada uma flor de cerejeira, que é o símbolo do clã Shinoda, um dos mais fluentes na Yamaguchi-gumi, a maior família yakuza do Japão.

.psicológico do personagem Foi tratada como uma princesa desde seu nascimento, e isso gerou alguns traços desagradáveis, como sua arrogância. Desenvolveu também um orgulho enorme, algo que com certeza vai a atrapalhar algum dia. A aparência dócil muitas vezes pode enganar, algo que ela consegue fazer muito bem. Em reuniões, usa seu charme para persuadir outros clãs, mostrando-se fria e gananciosa quando quer. Porém, tem grande compaixão, e reconhece verdadeiros guerreiros. É extremamente dedicada, e pode muito bem ser gentil e delicada quando quer.

.história do personagem Saki Asuka Shinoda, herdeira do clã Shinoda, foi considerada uma princesa desde o momento que nasceu. Seu papel na Yamaguchi-gumi já estava completamente planejado quando fez um ano de idade, e antes até mesmo de nascer, seu pai, Jun Shinoda, já havia encontrado professores para lhe ensinar todo tipo de assunto. Passou os primeiros doze anos de sua vida focando-se em sua educação. Chegou até mesmo a aprender a arte do desenho. Nos restantes 4 anos, ela foi educada em vários tipos de luta, principalmente o de katanas e armas de fogo, embora ela preferisse armas de fogo. Treinou seu corpo para que conseguisse correr o bastante, jogar esportes bem, e várias coisas da qual ela se orgulhava de esfregar na cara de seus irmãos mais novos, Kai e Kei.

Ela adorava fazer isso.

Naquele dia, ela estava treinando com sua katana, uma das únicas armas que era literalmente um lixo ao manejá-la. Bem, pelo menos ela podia ganhar de Kai e Kei, e realmente, era só isso que ela queria. Fechou os olhos e respirou fundo, lembrando-se de como seu professor havia a ensinado. Não parecia muito difícil. E além do mais, no final, ela ficou simplesmente maravilhada com a elegância e precisão do movimento. Ela ia fazer de tudo para aprender a técnica, mesmo que no final do dia estivesse molhada com suor e a ponto de desmaiar.

Passou a manhã inteira treinando as diferentes formas que aprendera em suas aulas de kendo, e estava prestes a passar para a realização da habilidade quanto ouviu uma série de palmas vinda da porta que dava para o jardim. Virou a cabeça, surpresa a encontrar seu professor, que carregava um lanche em suas mãos. — Ah, ojou-sama! Esplêndido, simplesmente esplêndido! Você aprendeu muito bem!

Ela mostrou uma reverência, um sorriso implantado nos lábios. — Obrigada, sensei! Eu estou honrada, sério mesmo.

Estava prestes a continuar, quando o homem a interrompeu. — Que tal um duelo, ojou-sama? — ele recebeu uma cara de interrogação. Saki definitivamente não era boa o bastante para ganhar de seu sensei. Ele sabia disso. Sério que um homem de seu clã iria desafiar alguém que ele ia conseguir ganhar facilmente? Isso era errado. Iria avisar para Chichiue depois disso.

Mas sensei... — ela se interrompeu. Se ele estava a desafiando para um duelo, então quer dizer que ele queria alguma coisa com ela. Por acaso ele a queria morta? Era uma possibilidade. E não, ela não iria esmagar seu orgulho se recusando a lutar com alguém que estava prestes a lhe matar. Forçou um sorriso. — Claro, sensei! Vamos começar!

O homem sorriu também. — Então, ojou-sama, vamos lutar como verdadeiros samurais. Pegue sua katana, não vai fazer nenhum bem usar essa boken. — É, ele realmente estava querendo lhe matar. Para falar a verdade, isso era bem normal. Aconteceu muitas vezes, e em todas ela chutava o assassino onde o sol não brilhava, seguindo com um tiro com sua arma na cabeça do mesmo. Mas, daquela vez, ela não tinha sua pistola consigo. Isso definitivamente ia ser difícil.

Cautelosamente, a garota tirou a katana da bainha, o professor logo investindo em sua direção. Foi por pouco que ela bloqueou seu ataque, sendo empurrada contra a parede em questão de segundos. O resto foi um borrão em sua mente. Ela sabia que havia recebido vários golpes, mas ao mesmo tempo não sabia. Só via a silhueta do professor, os golpes finalmente fazendo efeito, sendo que ela começava a sentir o gosto metálico de sangue em sua garganta.

Tentou bloquear os ataques, tentou usar suas pernas, seus braços, qualquer coisa. Remexia os pés, com a esperança que talvez acertasse o homem com um de seus fortes chutes. Tentou realizar o golpe que estava treinando a mais de quatro horas, mas ela parou de sentir as partes do corpo. Os olhos, cansados, tentaram fechar. Ela rangeu os dentes, apoiando-se na parede, tentando se impedir de cair. O que não foi muito fácil com os golpes rápidos e bruscos do homem.

Alguns segundos, ela tinha certeza que a forma do homem mudava. Ela tinha certeza que o corpo alto e magro do seu instrutor virava a figura de um gigante, um sorriso maníaco nos olhos. Mas ela puxou isso para o lado, tendo quase certeza que era somente uma ilusão. Um efeito colateral do cansaço, da espada que cortava cortes finos e constantes em todas as partes de seu corpo.

Estava prestes a desmaiar, quando ouviu o barulho de uma arma sendo carregada e disparada, uma série de tiros atingindo o alvo com êxito. Levantou os olhos, o corpo caindo no chão, a última coisa que viu sendo Kai correndo em sua direção, sua pistola de mão agora jogada no chão.

::❀::

Aneue, Aneue! Ah, graças a deus que você está bem. Eu morri de medo, achei que você estivesse morta! Já falei com Chichiue e ele me disse que solicita a sua presença. Pode não parecer, mas ele também está super preocupado! — Kai piscou um dos olhos para ela, um sorriso aliviado no rosto. Ao lado dele, seu irmão gêmeo, Kei, também sorria.

Saki olhou em volta, tremendo. Ela tinha certeza que havia morrido. Mas é mesmo, Kai a havia salvado. Mostrou um de seus raros sorrisos, abraçando o irmão mais novo com força. — Obrigada, Kai. — logo sentiu uma dor excruciante eletrificar seu corpo, e gemeu baixo. — Eu estou indo agora. Muito obrigada, de novo, Ototo. — mostrou uma reverência para o moreno, saindo do quarto.

O que será que seu pai queria com ela? Tentou formular respostas idiotas, coisas com que nunca se preocupou, e até coisas erradas que fez quando criança e que o pai nunca havia descoberto. Parou na frente da porta do mesmo, batendo levemente. — Pode entrar. — ouviu a voz abafada de dentro. Respirou fundo, deslizando a porta para o lado. — Ah, Saki! Que bom, achei que você fosse demorar mais tempo para acordar. Venha, sente-se. — o homem se encontrava assentado na mesa japonesa, apontando na direção de uma almofada na sua frente.

Ela não aguentava mais. — Chichiue, no que você precisa de mim? — tentou manter o tom de voz baixo e calmo, escondendo qualquer tipo de agressividade para não ameaçar o líder do clã Shinoda, Jun Shinoda.

O membro da yakuza suspirou. — Ah, Saki, eu tenho tanta coisa a te contar. Você acabou de atingir 16 anos, e eu já recebi vários avisos de que você precisa de ir... — Jun olhou para baixo, envergonhado. — Eu devia ter te contado antes. Saki, você sabe quem é sua mãe? — a pergunta pegou a azulada de surpresa. Fez que não com a cabeça, um modo de fazer o pai continuar mais rápido. Deu outro suspiro, dessa vez mais longo e sofrido. — Sua mãe é a deusa das flores. Você, Saki, é uma semideusa. Junto com seus irmãos.

Então minha mãe é Konohanasakuya-hime?

Não, minha filha. Você não se lembra de seus velhos livros de história? Sua mãe é Perséfone, a deusa grega das flores e da primavera. — passou alguns segundos em silêncio, os dois olhando para a mesa de madeira. — Saki, eu não quero que você deixe de se tornar líder do clã. Eu tenho--

O homem foi interrompido com dois meninos abrindo a porta bruscamente. — Chichiue, porque você não falou isso antes? — o primeiro resmungou, suas vestes vermelhas balançando enquanto olhava o pai com uma expressão acusadora.

Isso mesmo, isso mesmo! — o outro, vestido de azul, mostrou um bico. — A gente também entende dessas coisas!

A garota de cabelos azuis levantou a cabeça, ignorando os irmãos atrás de si. — Chichiue, eu não vou acreditar nisso sem prova nenhuma! — ela estava decidida, os olhos azuis fixados no pai. E no segundo que as palavras deixaram sua boca, um holograma verde com uma flor de cerejeira apareceu em cima de sua cabeça, assim como em cima da cabeça dos dois irmãos. O pai abriu a boca lentamente.

Pois parece que sua mãe te ouviu, Saki.

A garota ficou parada, olhando de relance para cima de si. Rangeu os dentes, irritada. Agora ela finalmente ouviu? Depois de dezesseis anos, ela finalmente prestou atenção? Aquela "deusa" estava seriamente pedindo para ser odiada. Levantou da almofada com força, abrindo a porta do pai bruscamente. Ela ia ver. Ela simplesmente estava pedindo. Pois bem, agora aquela "deusa" fajuta ia ver. Ela ia se tornar a mais forte de seus filhos, e ela ia se arrepender de não ter prestado atenção nela por dezesseis anos. Ela ia provar para aquela escória de mãe o quanto ela seria perfeita.

observações.:
Eu gostaria de pedir para quem estiver me avaliando que comentasse sobre os meus erros, qualquer coisa, para eu melhorar em missões e fichas futuras ;u; eu provavelmente estou com muitos erros de ortografia porque eu não achei nenhum corretor ortográfico bom e tive que usar o word mesmo orz Obrigada por ler e avaliar c:

, otōto :: irmão mais novo.
父上, chichiue :: pai.
姉上, aneue :: irmã mais velha.
先生, sensei :: mentor.
, jou :: senhorita
, katana :: espada japonesa.
木剣, boken :: espada de madeira usada para a prática de kendo.
剣道, kendo :: arte marcial japonesa moderna, usa a boken.
ヤクザ, yakuza :: mafia japonesa.
木花開耶姫, Konohanasakuya-hime :: deusa japonesa, a princesa-flor
desculpa se eu esqueci alguma palavra /encolhe/

Vou deixar claro que a maioria dos fatos sobre a Yamaguchi-gumi são somente especulações da minha parte.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 117-ExStaff em Sab 03 Jan 2015, 14:31


Avaliação
ficha de reclamação

Saki A. Shinoda - Reclamado como filha de Perséfone: Seu texto ficou bom, e bastou uma leitura para eu resolver te aprovar, Saki. Contudo senti falta de uma descrição mais detalhada dos fatos, como na parte da batalha, na qual você apenas citou que tentava se defender dos golpes, mas não dizia exatamente a direção que os golpes vinham, muito menos como você os defendia. No mais, meus parabéns.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por ♦ Eos em Sab 03 Jan 2015, 16:08

Atualizado
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Min Duchamps em Dom 04 Jan 2015, 17:54



I’m a little different

I believe in the power of optimism



- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê? Gostaria que minha personagem fosse filha de Íris. E bem, não existe uma justificativa muito "boa", eu apenas gosto da deusa e de, acordo com o plot da personagem, ela teria de ser filha de uma Deusa (não de algum Deus), e eu escolhi Íris.

- Perfil do Personagem

Seus cabelos já passaram por todos os tamanhos que se possa imaginar, mas sempre com coloração escura. No entanto, em sua nova fase, completando seu estilo atual, seus cabelos tem as pontas tingidas de rosa, preservando o comprimento longo e o castanho natural na parte onde não está colorida. Sendo os olhos de coloração castanho escuro, quase sempre confundido com o preto. As feições do rosto de Min são tipicamente asiáticas, exceto pelos olhos, que são arredondados e maiores do que o de costume. Possui a pele clara, já que não costuma pegar sol com frequência. Seu corpo, a primeira impressão, pode parecer extremamente magro, sem músculos e doente – graças a sua pele clara demais –, porém não é bem assim, afinal a menina costumava ajudar as pessoas, como é costume entre os ciganos, o que incluía desde trabalhos braçais até regar plantas. Min possui 1,61 de altura, o que a torna relativamente pequena.


À primeira vista, Min pode parecer uma garota extremamente social e sorridente, quase sempre disposta a ajudar as pessoas sem precisar receber nada em troca, além de gratidão. Pode-se afirmar com toda certeza que Min pode se dar bem com as pessoas sem fazer o mínimo esforço, já que possui um senso de humor – mesmo que mínimo – e uma paciência de dar inveja. Mas, infelizmente, até agora, realmente ninguém nasceu perfeito e ela não é diferente. São raras as vezes que a garota perde a paciência e, quando isso ocorre, não é algo agradável de observar. Às vezes, ela pode simplesmente se isolar das outras pessoas, sem grandes explicações, ignorando todos que possam vir a atrapalhar sua vontade de ficar sozinha. Além de odiar ser interrompida, tenha a certeza que vai conhecer os espinhos e boca suja da garota se o fizer com frequência. Ela também pode ser extremamente sarcástica e critica quando está em um dia ruim, mas se arrepende com uma frequência absurda dos seus atos desagradáveis, o que a leva a se desculpar varias vezes.

- História do Personagem


Califórnia



A noite despontara, trazendo consigo as estrelas e o brilho brando do luar, cobrindo tudo com seu manto negro. É engraçado como as coisas parecem distorcidas na escuridão, como tudo aparenta ser muito pior do que realmente é, quando, na realidade, tudo está exatamente igual ao que era antes - tirando apenas pelo fato de que não há iluminação suficiente para que se vejam todos os detalhes. A lua cheia anunciava uma noite escura como breu que, contraditoriamente, teria a companhia da luz do astro imponente até o amanhecer.

Não demorou até que as luzes estivessem acessas e as pessoas em busca de farra fossem às ruas, anunciando uma comemoração até a madrugada - transformando pessoas que costumavam ser aparentemente calmas durante o dia em baladeiros sem limites.

O corpo chamativo do rapaz moreno caminhava pelas ruas sujas de um bairro qualquer; Os cabelos já haviam crescido desde a última vez que os cortara e, consequentemente, caiam em torno aos ombros bem delineados do castanho. As roupas eram baratas e já haviam sido remendadas várias vezes, mais isso não tirava a beleza estonteante do rapaz - que praticamente tinha que esquivar de algumas mulheres baixas que se jogavam contra seu corpo com sorrisos nem um pouco puros. Nenhuma delas servia naquele momento, afinal, estava à procura de certa mulher e, até que completasse o serviço, teria de ignorar todas aquelas mulheres e, caso completasse o serviço até o fim da noite, poderia finalmente se entregar aos prazeres físicos de fato.

Jonghyun vivia assim, naquelas ruas imundas, nos bares com pessoas de todo o tipo, motéis que, à luz do dia, fingiam ser hotéis (...) mas não estava ali porque queria  - vivia à procura de pessoas ricas que frequentavam aqueles bares com a intenção de relaxar e ele os ajudava de certa forma e, depois, tirava-lhes todo dinheiro e objetos caros. Porém, todo aquele dinheiro acabava indo para os donos da espelunca onde dormia e lhe serviam algumas refeições.


Na verdade, Jonghyun nunca conheceu os seus pais ou qualquer outro familiar; A única família que tinha era as ruas solitárias da Califórnia. Desde cedo, havia aprendido a lidar com pessoas de todo o tipo e ter de fazer serviços em troca de dinheiro, e tal dinheiro o mantinha vivo ou longe da perseguição dos chefes que controlavam a área.


Cinco minutos foram o suficiente para que o rapaz estivesse prestes a entrar no bar escolhido da noite - poderia demorar pra que alguma mulher que aparentasse ter dinheiro aparecesse. O rapaz tratou de se sentar confortavelmente em um lugar que pudesse visualizar a entrada e não demorou a pedir uma bebida qualquer, afinal, o lucro do dia anterior havia sido satisfatório – o que havia lhe garantido uma pequena quantia para seus gastos – e também não poderia ser expulso do bar antes de sua vitima aparecer, pois, se isso ocorresse, provavelmente passaria o almoço e jantar sem comer ou teria de pedir esmolas.


Sem demonstrar animação, bebericou o conteúdo contido dentro do copo de vidro e, antes de fitar a entrada, passou os olhos pelas pessoas que ali se encontravam - homens com tatuagens cobrindo os braços, pessoas de diversos países. Suspirou e voltou a atenção para entrada do estabelecimento, vendo uma loira romper pela porta com os cabelos presos em um coque frouxo. Ela usava uma calça jeans apertada e um sapato altíssimo que a deixava um pouco maior do que Jonghyun. O rapaz, por sua vez, só sorriu, afinal, sabia reconhecer quando uma mulher tinha dinheiro ou não: Algumas delas eram mais extravagantes, já outras eram simples demais, porém sempre elegantes e bem cuidadas - o que era o caso da mulher que acabara de entrar.


O garoto sorriu fitando a loira com interesse, a noite seria longa.



◣◥◣◥◣◥◣◥




O corpo da criança estava precariamente envolvido por alguns panos velhos que certamente seriam incapazes de protegê-la do frio, porém Jonghyun pouco ligava. Carregava a criança pra longe dos bairros boêmios que costumava frequentar, levando-a para o lugar mais distante possível. Afinal, a garota viria a se tornar um peso na sua vida, provavelmente acabaria sendo vendida para quitar as suas dividas ou, na pior das hipóteses, ele teria que criá-la, trabalhando para sustentar uma criança que nunca havia desejado.


Fazia pouco mais de um ano que ele possuía uma cliente fixa, uma loira bem vestida com um sorriso fácil e bom humor, claro, ele se sentia extasiado por não ter que ir atrás de mulheres que ele poderia facilmente furtar, já que aquela vinha até ele, lhe oferecendo dinheiro de bom grado. E todos aqueles encontros regados a sexo pareceram dar resultado: ela tinha engravidado, ainda que falasse que a criança não era dele, ele acreditava porque, ao que parecia, aquela mulher era casada.

Eles continuaram a se ver, mesmo quando a barriga da mulher havia começado a se mostrar evidente. E, no final da gravidez, a mulher havia parado de frequentar aquele lugar boêmio, prometendo que em breve retornaria. O que de fato ocorreu. Ela, porém, carregava uma criança nos braços, largando-a com seu pai biológico – Jonghyun –, sumindo quando o prostituto estava em uma espécie de choque. Ele se sentiu incrivelmente estúpido por ter acreditado naquela mulher.


Assim que Jonghyun cruzou a avenida pouco movimentada ele se aproximou de um beco pouco iluminado, não hesitando em deixar a criança atrás de alguns sacos de lixo, saindo do lugar sem ao menos olhar pra trás, não percebendo que duas mulheres o observavam de longe, com suas roupas coloridas e olhos grandes.


Ambas se aproximaram, temerosas, do beco. As ciganas conheciam aquele tipo de rapaz, sabiam que quase sempre estavam envolvidos em coisas ruins e temiam que encontrassem ali algum tipo de arma. Porém, se surpreenderam com o choro de uma criança.


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A garota de cabelos tingidos estava sobre a calçada com o sorriso bonito desenhado no rosto, segurava uma placa e cumprimentava todas as pessoas que passavam por ela, sendo ignorada pela maioria, que sequer pareciam vê-la. Ela gostava de pensar que estavam apressados demais para notá-la. Eram poucas as pessoas que paravam para ler o que estava escrito na placa bem desenhada e menos ainda eram as que pareciam realmente interessadas nos serviços descritos na placa.


Min suspirou quando o movimento se tornou quase escasso, a noite já havia caído e, infelizmente, não havia conseguido nenhum cliente para sua mãe. A garota sentia como se sua cultura fosse estúpida ou ridícula aos olhos daquelas pessoas que passavam por si todos os dias. Ela não gostava de pensar naquilo, mas sabia que era verdade, muitas pessoas viam os ciganos como estorvos, um povo sem país ou leis e com uma fama de serem festeiros ou filhos do demônio. Recriminavam sua cultura, fingindo aceitá-la.


Quase indignada, a garota desceu a rua, indo em direção a casa onde vivia com sua mãe e uma tia, sendo também onde ambas trabalhavam, lendo a sorte das pessoas. Min apenas as ajudava com anúncios, esperando conseguir mais clientes e, de fato conseguia, apesar de serem poucos. E, especialmente naquele mês as coisas estavam apertadas, afinal um dos ciganos do seu grupo havia pedido ajuda para comprar uma casa e, claro, todos haviam se unido e dado algo de valor para o rapaz, mesmo que não tivessem muita coisa, o que era o caso de sua família.


Min rompeu pela porta, deixando a placa pendurada nela e rumando para o quarto que dividia com a tia. Provavelmente ela e sua mãe estavam trabalhando e ela não iria incomodar. A menina deixou o corpo cair na cama de solteiro, se acomodando com facilidade e encarando o teto. A vida delas era difícil, mas era vivida com alegria e simplicidade. Min se sentia verdadeiramente amada pelas mulheres que a haviam criado e pela comunidade cigana que havia a acolhido como se fosse de fato uma deles. Quando criança ela soube que não era, de fato, filha da mulher que havia a criado, ninguém sabia de quem ela era filha realmente, e ela apenas sabia que havia sido deixada por um homem e a haviam encontrado. E, sinceramente, ela preferia não saber quem eram seus pais, afinal fora abandonada.


Os olhos se fecharam à medida que a menina limpava os pensamentos, mantendo a mente longe de quem seriam seus pais biológicos, as pessoas capazes de abandonar uma criança indefesa à própria sorte.


- Min? Sua mãe precisa falar com você, querida. – A voz da tia soou dentro do quarto, fazendo a adolescente abrir os olhos e se levantar quase de imediato, seguindo a mulher mais velha para a sala que ambas usavam para trabalhar.


Era um quarto tingido de amarelo, com uma fraca iluminação onde alguns objetos estranhos estavam arrumados na estante ao lado da entrada, uma mesa estava em frente à porta e tinha varias cadeiras de madeira dispostas pela sala. Min adorava entrar naquele lugar quando era criança, imaginava que era algum tipo de adivinha famosa que previa o futuro como ninguém. Sua mãe estava sentada numa das cadeiras com uma expressão abatida no rosto, ela sabia que havia algo muito errado.


Quase instantaneamente Min arrastou uma cadeira, se sentando perto da mãe e passando o braço em torno da mulher, achando que talvez a situação financeira tivesse ficado pior. Se fosse esse o caso, a garota não hesitaria em arrumar um emprego de meio período para não atrapalhar a escola.


- Mãe, vai ficar tudo bem, a senhora sabe. Nós vamos dar um jeito nisso, vamos ter dinheiro para pagar as contas no fim do mês, não se preocupe. – murmurou, sorrindo e encarando a mais velha. Sua tia continuava no quarto, porém havia caminhado até a janela que antes estava ocultada pelas persianas.


- Min, você sabe que alguns de nós tem o dom da adivinhação, não sabe?! Nós usamos as cartas para ver o nosso próprio futuro e o de outras pessoas. – a mulher murmurou, evitando olhara para a garota. – Aconteceu algo hoje e eu preciso olhar o seu futuro, tudo bem?


A garota concordou, observando a mãe arrumar a mesa enquanto ela havia arrastado a cadeira para perto, tentando não pensar no que a aquilo significava. Ela conhecia previamente as cartas e sabia as varias interpretações que tinham, ainda que nunca tivesse tentando ler a sorte de alguém. Sentia um nervosismo crescente, algo estava errado.


A cigana mais velha embaralhou as cartas varias vezes, respirando nervosa antes de pedir que Min retirasse quatro cartas do baralho. A garota respirou fundo algumas vezes, puxando a primeira carta: A roda do destino. A expressão da mãe de Min se fechou, encarando a carta sobre a mesa. Com um suspiro pesado Min puxou a segunda carta: O Louco.


- Isso não está certo, mãe! As cartas devem ter errado. – Min murmurou, temerosa com o próprio futuro. A cigana indicou que ela pegasse a terceira carta, ignorando por completo o que a mais nova havia dito.


Quase tremula a garota puxou a terceira carta: Eremita. Aquilo não fazia sentido algum, parecia uma brincadeira das cartas, ela nunca havia duvidado dos dons que sustentavam sua família, mas agora, aquilo tudo parecia errado, errado demais. Se as cartas estivessem realmente certas... Quase indignada à garota se levantou, derrubando a cadeira e levando consigo todo o baralho, que caiu esparramado no chão: todas as cartas estavam viradas, exceto quatro delas.

Todas as cartas que Min havia tirado e a quarta, que havia sido tirada sem que ela sequer tocasse na carta: Arcano sem nome.


Um arrepio desceu pela coluna da garota e as mulheres se encararam quase em pânico, elas tinham que tirar Min da cidade o mais rápido possível.


◣◥◣◥◣◥◣◥



Califórnia, Orangevale




O céu estava escuro, consequência da noite, e nuvens em tons alaranjados comprimiam toda a extensão da cidade e uma fina chuva já caia e dava indícios que viria a engrossar. Felizmente era impossível que a chuva penetrasse na imponente construção que ocupava uma das avenidas da cidade pequena.

Em um estampido, um trovão soou no céu alto e imponente, despertando a garota que, sobressaltada, se sentou de forma ereta sobre a cadeira que usava como cama e carregando uma expressão assustada no rosto. Min odiava o inverno, odiava a chuva e todo aquele frio - que agora só ressaltavam toda a atmosfera de tristeza instalada pelos corredores gélidos da biblioteca onde trabalhava, e que parecia prestes a engoli-la.


Um novo estrondo se fez presente, e dessa vez, se tratava de um rapaz de feições tipicamente europeias, olhos azuis e cabelos claros, assim como um corpo alto e rosto másculo. Laurence era um dos funcionários da biblioteca também, um dos poucos com quem ela mantinha contato, alguém que certamente era importante pra Min. Importante por sempre tê-la amparado quando se sentia abalada e sozinha, a garota mantinha certamente um apreço pela personalidade atenta e cuidadosa do amigo.


- Espero que tenha aproveitado o descanso, e desculpe se te acordei. – ditou o loiro sem jeito, olhando para Min que ainda transparecia o susto na expressão facial.


- Não, tudo bem...


Fazia um tempo desde que Min resolvera deixar sua mãe e sua tia para trás, as cartas haviam lhe dito que algo ruim iria acontecer, podendo resultar em morte e de maneira alguma a garota deixaria que elas a acompanhassem. E, agora, estava ali, numa cidade do interior, sozinha e trabalhando numa biblioteca, mal tendo dinheiro para viver. Na realidade a garota havia fugido de ambas, deixando apenas um bilhete preso na geladeira e levando apenas uma mochila velha com alguns trocados e roupas. Às vezes, quando a saudade parecia sufocante Min pegava o telefone de Laurence emprestado, ligando pra mãe e dando poucas noticias antes de desligar.


Com um suspiro a menina se levantou, indo se acomodar perto do rapaz  que lia algumas fichas e fazia algumas anotações. Apesar da fuga conturbada e das noites que Min havia passado pedindo carona sem nem perguntar pra onde estava indo, aquela cidade era relativamente calma e tranquila, assim como o trabalho que havia conseguido. Não havia muitos estudantes interessados na biblioteca e os que tinham eram bem tranquilos, não atrasavam na entrega dos livros e nem os destruíam.


- Eu realmente queria me trancar em casa hoje... Laurence, você pode me dar uma carona? – Min perguntou, finalmente terminando o trabalho que havia deixado pendente antes de dormir, por sorte era pouca coisa e a biblioteca fecharia em menos de uma hora.


- Hum, pode ser, mas se minha gasolina ficar vermelha você enche o tanque.


A castanha concordou, se perguntando se dez dólares seria o suficiente pra encher um tanque..


Por fim, ambos terminaram o trabalho, trancaram a porta da biblioteca, desceram algumas poucas escadas e logo os dois estavam correndo embaixo da chuva, rumo ao carro de Laurence. A biblioteca não possuía um estacionamento próprio, o que levava os funcionários que possuíam carro a estacionarem a alguns metros de distância.


Laurence era um estudante do ensino médio, com uma carteira provisória e bom senso, então seus pais haviam lhe dado um carro que era, no mínimo, precário. O motor mal funcionava direito e, às vezes, ele ficava horas tentando fazer o carro ligar, e bem, naquelas condições, parecia melhor esperar o carro ligar do que ir pra casa naquela chuva.


Assim que entraram no automóvel – quase encharcados e tiritando de frio - fecharam as portas e se encararam, como se temessem que o carro não fosse funcionar. E, infelizmente, foi o que aconteceu. Não só se limitando a tal acontecimento como também parecia que o carro definitivamente não iria mais ligar, já que uma fumaça escura subia do capô do carro.


- Eu realmente não vou sair daqui pra olhar o estrago do motor...
– o rapaz falou, dando ombros e cruzando os braços, como se esperasse que a garota fosse consertar o carro.


- Provavelmente você ficaria sem carro se eu botasse minha mão no motor, então eu realmente não vou sair.


Ambos suspiraram, se acomodando melhor no banco. Aquele carro sequer havia um rádio.


- Então, muitas garotas querem passar um tempo comigo dentro de carro no meio de uma chuva, sabe como é. Um desculpa pra ficar na minha presença e eu não sabia que você era assim, Min. – A garota revirou os olhos, uma das coisas que ela odiava no mais alto era aquela vontade de flertar com toda alma viva que ele via.


- Eu não vou sair com você, Laurence. Desiste que dói menos.


- Desistir não está no meu dicionário. – Min abriu a boca para dar alguma resposta mal criada quando alguma coisa bateu no fundo do carro, fazendo com que os dois se olhassem em pânico.


Aquilo parecia um filme de terror. Min sufocou um grito quando algo tornou a bater na traseira do carro.


- Filho de uma mulher impura, esse desgraçado vai pagar pelo meu carrinho... – Laurence murmurou, saindo do carro antes que a menina tivesse tempo de reagir.


De acordo com algum filme de terror barato, era nessa hora que o mocinho morria e, logo em seguida, viriam atrás dela. Min simplesmente respirou fundo, pensando que provavelmente era um garoto com quem Laurence tinha problemas, possivelmente. E, pra piorar a situação, ela simplesmente não conseguia enxergar nada através do retrovisor por conta da chuva. A garota se encolheu no banco, ainda estava molhada e estava frio. Laurence iria resolver o problema, pelo menos era o que ela repetia para si mesma, até que algo se chocou com a lateral do veiculo, onde Laurence estava sentado minutos antes, deixando um rastro de baba escorrendo pelo vidro quase rachado. Ela respirou em pânico e simplesmente desceu do carro, descendo a rua correndo, em direção à biblioteca, pouco ligando pra chuva que caia.


Aquela criatura não era normal, não poderia ser. O carro deveria ter sido, no mínimo, amassado. Ela sequer pensou em Laurence, que provavelmente havia virado comida. Ela estava tão assustada que sequer conseguia pensar direito, apenas queria salvar a própria pele.

Estava ofegante, respirando de forma quase desesperada, suas roupas grudavam ao longo do corpo e os cabelos estavam colados pelo seu rosto e pescoço. Ela subiu as escadas correndo, tentando pegar a chave no bolso traseiro do jeans.

A Duchamps estava com os lábios roxos, sua pele branca parecia ainda mais branca sob a fraca iluminação que entrava pelas janelas, tudo estava silencioso demais. Seus olhos piscaram algumas vezes, tentando se acostumar com a escuridão, enquanto corria pelo caminho bem conhecido e que estava acostumada a percorrer todos os dias, a única diferença era que estava escuro e ela estava sendo perseguida por algo que, definitivamente, não era normal.

Suspirou, aliviada, e sentindo a cabeça latejar quando finalmente alcançou à porta da biblioteca, com a chave entre os dedos, ainda que estivesse tremula e nervosa demais. Tentou colocar a chave na fechadura de forma desesperada, até que a porta abriu. Fechando-a com violência assim que entrou e voltando a trancar a porta. Pouco ligava se tudo estava escuro, esta ali dentro significava que estava em segurança, ou era isso que pensava.

Min apoiou as mãos nos joelhos magros enquanto tentava recuperar o fôlego, inutilmente.

Fechou os olhos por um breve momento, sentindo-se tonta. E se afastou da porta, temerosa. Se aquela coisa havia feito o carro balançar e, provavelmente, o danificado, poderia muito bem ser capaz de arrancar a porta da biblioteca. Min se sentiu estúpida, enquanto caminhava para onde ficavam os computadores, puxando alguns da tomada e arrastando um gabinete pelo piso liso da biblioteca, o erguendo com certa dificuldade e apoiando o peso numa das mesas. Se alguma coisa entrasse ali, ela estaria pronta.


Um arrepio desceu pela espinha da castanha quando um rosnado animalesco soou, ela estava definitivamente morta. Aquele bicho deveria esta no corredor que ela mesma estivera há alguns minutos. Ela se moveu para trás de umas das estantes cheias de livros, com o gabinete em mãos. Estava quase chorando quando ouviu o baque de alguma coisa se chocando contra a porta, ouviu o mesmo barulho por intermináveis segundos até que a porta fora arrancada, fazendo um som metálico ao se arrastar pelo piso. Min sentiu lágrimas embaçarem sua visão, ela não queria morrer daquela forma ridícula.

Um rosnado havia soado alto, como se a criatura estivesse com dor demais, mas Min não parecia ouvir nada a sua volta. Seus pensamentos estavam fixos na imagem de sua mãe e tia, e na felicidade que ela sentiu durante todos aqueles anos.


Min? – A voz de Laurence soou, ainda que a garota não o ouvisse, o corpo do loiro surgiu no seu campo de visão, fazendo com que ela encarasse-o, assustada. Derrubando o gabinete no chão. – O que você... Você está bem, certo? Hey.


Questionava o garoto esfregando os olhos, embolando com as próprias palavras, enquanto murmurava algumas outras coisas, amaldiçoando alguma pessoa, pelo que parecia.


Porém a Duchamps estava assustada demais para responder, Laurence tinha um pedaço evidente da mão faltando e o sangue pingava no chão, pelo que parecia. Havia uma espécie de espada entre os dedos do rapaz também, o que a fez se sentir ainda mais assustada.


- Nós precisamos sair daqui, você deve está com medo... Oh droga. – Ele murmurou, notando a espada em sua mão, fazendo com ela diminuísse no segundo seguinte. Min sentiu a cabeça girar, aquilo era um sonho, certo?


- Levante daí, eu vou pedir uma carona pra minha mãe. Merda!


Min sentiu todo o seu lanche se revirar no estômago e não hesitou em colocá-lo pra fora, aos pés do amigo que parecia procurar o celular em algum lugar. Era insano. Min jurava que tudo aquilo não poderia ser normal.


- O que..?


Em um segundo ela sentiu o corpo mole e desabou sobre o piso da biblioteca, tudo ficando escuro. Deveria está precisando urgentemente de um médico.



Obs:
Enfim, eu planejei a história com muito cuidado e desde o ano novo eu venho escrevendo essa ficha, tanto que tinha dado 12k de palavras e eu tive que cortar descer a faca 80% do texto, só deixando o básico e o que eu achei necessário.

Sobre as cartas:

Eremita - Segredo descoberto, luz que se fará sobre projetos até agora ocultos.

A roda do destino - Os acontecimentos não serão estáveis, porque necessitam de uma mudança, uma evolução. Esta mudança tende a ser para melhor, no sentido do desenvolvimento.

Arcano sem nome - Morte, perdas, imobilidade.

O Louco - Inconsciência, desordem, falta à palavra dada, insegurança, desprazer.

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Min Duchamps
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 114-ExStaff em Dom 04 Jan 2015, 18:58


Avaliação — DE RECLAMAÇÃO, Ficha
QUÉQUÉ
Não foi desta vez, mas eu juro que não fui cruel


Min Duchamps — Reprovada

Min, olha, devo dizer que está doendo no meu coração te reprovar, mas você não cumpriu o ponto obrigatório fundamental da ficha: a descoberta que de seu personagem é um meio-sangue. Achei a sua ideia criativa, a sua narração boa — mesmo com algumas repetições facilmente evitadas —, mas você não disse como a personagem se viu como uma semideusa. Só parou no combate e depois... Onde está o resto? E, mesmo que a sua ficha fique grande, você deve narrar cada detalhe que julgue ser importante, seguindo a proposta do tópico. Tente mais uma vez, escreva tudo o que for necessário e evite repetições. Tenho certeza que você conseguirá se seguir essas dicas. <3

Dúvidas, observações, reclamações? MP, Facebook.





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Min Duchamps em Dom 04 Jan 2015, 22:40



I’m a little different

I believe in the power of optimism



- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê? Gostaria que minha personagem fosse filha de Íris. E bem, não existe uma justificativa muito "boa", eu apenas gosto da deusa e de, acordo com o plot da personagem, ela teria de ser filha de uma Deusa (não de algum Deus), e eu escolhi Íris.

- Perfil do Personagem

Seus cabelos já passaram por todos os tamanhos que se possa imaginar, mas sempre com coloração escura. No entanto, em sua nova fase, completando seu estilo atual, seus cabelos tem as pontas tingidas de rosa, preservando o comprimento longo e o castanho natural na parte onde não está colorida. Sendo os olhos de coloração castanho escuro, quase sempre confundido com o preto. As feições do rosto de Min são tipicamente asiáticas, exceto pelos olhos, que são arredondados e maiores do que o de costume. Possui a pele clara, já que não costuma pegar sol com frequência. Seu corpo, a primeira impressão, pode parecer extremamente magro, sem músculos e doente – graças a sua pele clara demais –, porém não é bem assim, afinal a menina costumava ajudar as pessoas, como é costume entre os ciganos, o que incluía desde trabalhos braçais até regar plantas. Min possui 1,61 de altura, o que a torna relativamente pequena.


À primeira vista, Min pode parecer uma garota extremamente social e sorridente, quase sempre disposta a ajudar as pessoas sem precisar receber nada em troca, além de gratidão. Pode-se afirmar com toda certeza que Min pode se dar bem com as pessoas sem fazer o mínimo esforço, já que possui um senso de humor – mesmo que mínimo – e uma paciência de dar inveja. Mas, infelizmente, até agora, realmente ninguém nasceu perfeito e ela não é diferente. São raras as vezes que a garota perde a paciência e, quando isso ocorre, não é algo agradável de observar. Às vezes, ela pode simplesmente se isolar das outras pessoas, sem grandes explicações, ignorando todos que possam vir a atrapalhar sua vontade de ficar sozinha. Além de odiar ser interrompida, tenha a certeza que vai conhecer os espinhos e boca suja da garota se o fizer com frequência. Ela também pode ser extremamente sarcástica e critica quando está em um dia ruim, mas se arrepende com uma frequência absurda dos seus atos desagradáveis, o que a leva a se desculpar varias vezes.

- História do Personagem


Califórnia



A noite despontara, trazendo consigo as estrelas e o brilho brando do luar, cobrindo tudo com seu manto negro. É engraçado como as coisas parecem distorcidas na escuridão, como tudo aparenta ser muito pior do que realmente é, quando, na realidade, tudo está exatamente igual ao que era antes - tirando apenas pelo fato de que não há iluminação suficiente para que se vejam todos os detalhes. A lua cheia anunciava uma noite escura como breu que, contraditoriamente, teria a companhia da luz do astro imponente até o amanhecer.

Não demorou até que as luzes estivessem acessas e as pessoas em busca de farra fossem às ruas, anunciando uma comemoração até a madrugada - transformando pessoas que costumavam ser aparentemente calmas durante o dia em baladeiros sem limites.

O corpo chamativo do rapaz moreno caminhava pelas ruas sujas de um bairro qualquer; Os cabelos já haviam crescido desde a última vez que os cortara e, consequentemente, caiam em torno aos ombros bem delineados do castanho. As roupas eram baratas e já haviam sido remendadas várias vezes, mais isso não tirava a beleza estonteante do rapaz - que praticamente tinha que esquivar de algumas mulheres baixas que se jogavam contra seu corpo com sorrisos nem um pouco puros. Nenhuma delas servia naquele momento, afinal, estava à procura de certa mulher e, até que completasse o serviço, teria de ignorar todas aquelas mulheres e, caso completasse o serviço até o fim da noite, poderia finalmente se entregar aos prazeres físicos de fato.

Jonghyun vivia assim, naquelas ruas imundas, nos bares com pessoas de todo o tipo, motéis que, à luz do dia, fingiam ser hotéis (...) mas não estava ali porque queria  - vivia à procura de pessoas ricas que frequentavam aqueles bares com a intenção de relaxar e ele os ajudava de certa forma e, depois, tirava-lhes todo dinheiro e objetos caros. Porém, todo aquele dinheiro acabava indo para os donos da espelunca onde dormia e lhe serviam algumas refeições.


Na verdade, Jonghyun nunca conheceu os seus pais ou qualquer outro familiar; A única família que tinha era as ruas solitárias da Califórnia. Desde cedo, havia aprendido a lidar com pessoas de todo o tipo e ter de fazer serviços em troca de dinheiro, e tal dinheiro o mantinha vivo ou longe da perseguição dos chefes que controlavam a área.


Cinco minutos foram o suficiente para que o rapaz estivesse prestes a entrar no bar escolhido da noite - poderia demorar pra que alguma mulher que aparentasse ter dinheiro aparecesse. O rapaz tratou de se sentar confortavelmente em um lugar que pudesse visualizar a entrada e não demorou a pedir uma bebida qualquer, afinal, o lucro do dia anterior havia sido satisfatório – o que havia lhe garantido uma pequena quantia para seus gastos – e também não poderia ser expulso do bar antes de sua vitima aparecer, pois, se isso ocorresse, provavelmente passaria o almoço e jantar sem comer ou teria de pedir esmolas.


Sem demonstrar animação, bebericou o conteúdo contido dentro do copo de vidro e, antes de fitar a entrada, passou os olhos pelas pessoas que ali se encontravam - homens com tatuagens cobrindo os braços, pessoas de diversos países. Suspirou e voltou a atenção para entrada do estabelecimento, vendo uma loira romper pela porta com os cabelos presos em um coque frouxo. Ela usava uma calça jeans apertada e um sapato altíssimo que a deixava um pouco maior do que Jonghyun. O rapaz, por sua vez, só sorriu, afinal, sabia reconhecer quando uma mulher tinha dinheiro ou não: Algumas delas eram mais extravagantes, já outras eram simples demais, porém sempre elegantes e bem cuidadas - o que era o caso da mulher que acabara de entrar.


O garoto sorriu fitando a loira com interesse, a noite seria longa.



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O corpo da criança estava precariamente envolvido por alguns panos velhos que certamente seriam incapazes de protegê-la do frio, porém Jonghyun pouco ligava. Carregava a criança pra longe dos bairros boêmios que costumava frequentar, levando-a para o lugar mais distante possível. Afinal, a garota viria a se tornar um peso na sua vida, provavelmente acabaria sendo vendida para quitar as suas dividas ou, na pior das hipóteses, ele teria que criá-la, trabalhando para sustentar uma criança que nunca havia desejado.


Fazia pouco mais de um ano que ele possuía uma cliente fixa, uma loira bem vestida com um sorriso fácil e bom humor, claro, ele se sentia extasiado por não ter que ir atrás de mulheres que ele poderia facilmente furtar, já que aquela vinha até ele, lhe oferecendo dinheiro de bom grado. E todos aqueles encontros regados a sexo pareceram dar resultado: ela tinha engravidado, ainda que falasse que a criança não era dele, ele acreditava porque, ao que parecia, aquela mulher era casada.

Eles continuaram a se ver, mesmo quando a barriga da mulher havia começado a se mostrar evidente. E, no final da gravidez, a mulher havia parado de frequentar aquele lugar boêmio, prometendo que em breve retornaria. O que de fato ocorreu. Ela, porém, carregava uma criança nos braços, largando-a com seu pai biológico – Jonghyun –, sumindo quando o prostituto estava em uma espécie de choque. Ele se sentiu incrivelmente estúpido por ter acreditado naquela mulher.


Assim que Jonghyun cruzou a avenida pouco movimentada ele se aproximou de um beco pouco iluminado, não hesitando em deixar a criança atrás de alguns sacos de lixo, saindo do lugar sem ao menos olhar pra trás, não percebendo que duas mulheres o observavam de longe, com suas roupas coloridas e olhos grandes.


Ambas se aproximaram, temerosas, do beco. As ciganas conheciam aquele tipo de rapaz, sabiam que quase sempre estavam envolvidos em coisas ruins e temiam que encontrassem ali algum tipo de arma. Porém, se surpreenderam com o choro de uma criança.


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A garota de cabelos tingidos estava sobre a calçada com o sorriso bonito desenhado no rosto, segurava uma placa e cumprimentava todas as pessoas que passavam por ela, sendo ignorada pela maioria, que sequer pareciam vê-la. Ela gostava de pensar que estavam apressados demais para notá-la. Eram poucas as pessoas que paravam para ler o que estava escrito na placa bem desenhada e menos ainda eram as que pareciam realmente interessadas nos serviços descritos na placa.


Min suspirou quando o movimento se tornou quase escasso, a noite já havia caído e, infelizmente, não havia conseguido nenhum cliente para sua mãe. A garota sentia como se sua cultura fosse estúpida ou ridícula aos olhos daquelas pessoas que passavam por si todos os dias. Ela não gostava de pensar naquilo, mas sabia que era verdade, muitas pessoas viam os ciganos como estorvos, um povo sem país ou leis e com uma fama de serem festeiros ou filhos do demônio. Recriminavam sua cultura, fingindo aceitá-la.


Quase indignada, a garota desceu a rua, indo em direção a casa onde vivia com sua mãe e uma tia, sendo também onde ambas trabalhavam, lendo a sorte das pessoas. Min apenas as ajudava com anúncios, esperando conseguir mais clientes e, de fato conseguia, apesar de serem poucos. E, especialmente naquele mês as coisas estavam apertadas, afinal um dos ciganos do seu grupo havia pedido ajuda para comprar uma casa e, claro, todos haviam se unido e dado algo de valor para o rapaz, mesmo que não tivessem muita coisa, o que era o caso de sua família.


Min rompeu pela porta, deixando a placa pendurada nela e rumando para o quarto que dividia com a tia. Provavelmente ela e sua mãe estavam trabalhando e ela não iria incomodar. A menina deixou o corpo cair na cama de solteiro, se acomodando com facilidade e encarando o teto. A vida delas era difícil, mas era vivida com alegria e simplicidade. Min se sentia verdadeiramente amada pelas mulheres que a haviam criado e pela comunidade cigana que havia a acolhido como se fosse de fato uma deles. Quando criança ela soube que não era, de fato, filha da mulher que havia a criado, ninguém sabia de quem ela era filha realmente, e ela apenas sabia que havia sido deixada por um homem e a haviam encontrado. E, sinceramente, ela preferia não saber quem eram seus pais, afinal fora abandonada.


Os olhos se fecharam à medida que a menina limpava os pensamentos, mantendo a mente longe de quem seriam seus pais biológicos, as pessoas capazes de abandonar uma criança indefesa à própria sorte.


- Min? Sua mãe precisa falar com você, querida. – A voz da tia soou dentro do quarto, fazendo a adolescente abrir os olhos e se levantar quase de imediato, seguindo a mulher mais velha para a sala que ambas usavam para trabalhar.


Era um quarto tingido de amarelo, com uma fraca iluminação onde alguns objetos estranhos estavam arrumados na estante ao lado da entrada, uma mesa estava em frente à porta e tinha varias cadeiras de madeira dispostas pela sala. Min adorava entrar naquele lugar quando era criança, imaginava que era algum tipo de adivinha famosa que previa o futuro como ninguém. Sua mãe estava sentada numa das cadeiras com uma expressão abatida no rosto, ela sabia que havia algo muito errado.


Quase instantaneamente Min arrastou uma cadeira, se sentando perto da mãe e passando o braço em torno da mulher, achando que talvez a situação financeira tivesse ficado pior. Se fosse esse o caso, a garota não hesitaria em arrumar um emprego de meio período para não atrapalhar a escola.


- Mãe, vai ficar tudo bem, a senhora sabe. Nós vamos dar um jeito nisso, vamos ter dinheiro para pagar as contas no fim do mês, não se preocupe. – murmurou, sorrindo e encarando a mais velha. Sua tia continuava no quarto, porém havia caminhado até a janela que antes estava ocultada pelas persianas.


- Min, você sabe que alguns de nós tem o dom da adivinhação, não sabe?! Nós usamos as cartas para ver o nosso próprio futuro e o de outras pessoas. – a mulher murmurou, evitando olhara para a garota. – Aconteceu algo hoje e eu preciso olhar o seu futuro, tudo bem?


A garota concordou, observando a mãe arrumar a mesa enquanto ela havia arrastado a cadeira para perto, tentando não pensar no que a aquilo significava. Ela conhecia previamente as cartas e sabia as varias interpretações que tinham, ainda que nunca tivesse tentando ler a sorte de alguém. Sentia um nervosismo crescente, algo estava errado.


A cigana mais velha embaralhou as cartas varias vezes, respirando nervosa antes de pedir que Min retirasse quatro cartas do baralho. A garota respirou fundo algumas vezes, puxando a primeira carta: A roda do destino. A expressão da mãe de Min se fechou, encarando a carta sobre a mesa. Com um suspiro pesado Min puxou a segunda carta: O Louco.


- Isso não está certo, mãe! As cartas devem ter errado. – Min murmurou, temerosa com o próprio futuro. A cigana indicou que ela pegasse a terceira carta, ignorando por completo o que a mais nova havia dito.


Quase tremula a garota puxou a terceira carta: Eremita. Aquilo não fazia sentido algum, parecia uma brincadeira das cartas, ela nunca havia duvidado dos dons que sustentavam sua família, mas agora, aquilo tudo parecia errado, errado demais. Se as cartas estivessem realmente certas... Quase indignada à garota se levantou, derrubando a cadeira e levando consigo todo o baralho, que caiu esparramado no chão: todas as cartas estavam viradas, exceto quatro delas.

Todas as cartas que Min havia tirado e a quarta, que havia sido tirada sem que ela sequer tocasse na carta: Arcano sem nome.


Um arrepio desceu pela coluna da garota e as mulheres se encararam quase em pânico, elas tinham que tirar Min da cidade o mais rápido possível.


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Califórnia, Orangevale




O céu estava escuro, consequência da noite, e nuvens em tons alaranjados comprimiam toda a extensão da cidade e uma fina chuva já caia e dava indícios que viria a engrossar. Felizmente era impossível que a chuva penetrasse na imponente construção que ocupava uma das avenidas da cidade pequena.

Em um estampido, um trovão soou no céu alto e imponente, despertando a garota que, sobressaltada, se sentou de forma ereta sobre a cadeira que usava como cama e carregando uma expressão assustada no rosto. Min odiava o inverno, odiava a chuva e todo aquele frio - que agora só ressaltavam toda a atmosfera de tristeza instalada pelos corredores gélidos da biblioteca onde trabalhava, e que parecia prestes a engoli-la.


Um novo estrondo se fez presente, e dessa vez, se tratava de um rapaz de feições tipicamente europeias, olhos azuis e cabelos claros, assim como um corpo alto e rosto másculo. Laurence era um dos funcionários da biblioteca também, um dos poucos com quem ela mantinha contato, alguém que certamente era importante pra Min. Importante por sempre tê-la amparado quando se sentia abalada e sozinha, a garota mantinha certamente um apreço pela personalidade atenta e cuidadosa do amigo.


- Espero que tenha aproveitado o descanso, e desculpe se te acordei. – ditou o loiro sem jeito, olhando para Min que ainda transparecia o susto na expressão facial.


- Não, tudo bem...


Fazia um tempo desde que Min resolvera deixar sua mãe e sua tia para trás, as cartas haviam lhe dito que algo ruim iria acontecer, podendo resultar em morte e de maneira alguma a garota deixaria que elas a acompanhassem. E, agora, estava ali, numa cidade do interior, sozinha e trabalhando numa biblioteca, mal tendo dinheiro para viver. Na realidade a garota havia fugido de ambas, deixando apenas um bilhete preso na geladeira e levando apenas uma mochila velha com alguns trocados e roupas. Às vezes, quando a saudade parecia sufocante Min pegava o telefone de Laurence emprestado, ligando pra mãe e dando poucas noticias antes de desligar.


Com um suspiro a menina se levantou, indo se acomodar perto do rapaz  que lia algumas fichas e fazia algumas anotações. Apesar da fuga conturbada e das noites que Min havia passado pedindo carona sem nem perguntar pra onde estava indo, aquela cidade era relativamente calma e tranquila, assim como o trabalho que havia conseguido. Não havia muitos estudantes interessados na biblioteca e os que tinham eram bem tranquilos, não atrasavam na entrega dos livros e nem os destruíam.


- Eu realmente queria me trancar em casa hoje... Laurence, você pode me dar uma carona? – Min perguntou, finalmente terminando o trabalho que havia deixado pendente antes de dormir, por sorte era pouca coisa e a biblioteca fecharia em menos de uma hora.


- Hum, pode ser, mas se minha gasolina ficar vermelha você enche o tanque.


A castanha concordou, se perguntando se dez dólares seria o suficiente pra encher um tanque..


Por fim, ambos terminaram o trabalho, trancaram a porta da biblioteca, desceram algumas poucas escadas e logo os dois estavam correndo embaixo da chuva, rumo ao carro de Laurence. A biblioteca não possuía um estacionamento próprio, o que levava os funcionários que possuíam carro a estacionarem a alguns metros de distância.


Laurence era um estudante do ensino médio, com uma carteira provisória e bom senso, então seus pais haviam lhe dado um carro que era, no mínimo, precário. O motor mal funcionava direito e, às vezes, ele ficava horas tentando fazer o carro ligar, e bem, naquelas condições, parecia melhor esperar o carro ligar do que ir pra casa naquela chuva.


Assim que entraram no automóvel – quase encharcados e tiritando de frio - fecharam as portas e se encararam, como se temessem que o carro não fosse funcionar. E, infelizmente, foi o que aconteceu. Não só se limitando a tal acontecimento como também parecia que o carro definitivamente não iria mais ligar, já que uma fumaça escura subia do capô do carro.


- Eu realmente não vou sair daqui pra olhar o estrago do motor...
– o rapaz falou, dando ombros e cruzando os braços, como se esperasse que a garota fosse consertar o carro.


- Provavelmente você ficaria sem carro se eu botasse minha mão no motor, então eu realmente não vou sair.


Ambos suspiraram, se acomodando melhor no banco. Aquele carro sequer havia um rádio.


- Então, muitas garotas querem passar um tempo comigo dentro de carro no meio de uma chuva, sabe como é. Um desculpa pra ficar na minha presença e eu não sabia que você era assim, Min. – A garota revirou os olhos, uma das coisas que ela odiava no mais alto era aquela vontade de flertar com toda alma viva que ele via.


- Eu não vou sair com você, Laurence. Desiste que dói menos.


- Desistir não está no meu dicionário. – Min abriu a boca para dar alguma resposta mal criada quando alguma coisa bateu no fundo do carro, fazendo com que os dois se olhassem em pânico.


Aquilo parecia um filme de terror. Min sufocou um grito quando algo tornou a bater na traseira do carro.


- Filho de uma mulher impura, esse desgraçado vai pagar pelo meu carrinho... – Laurence murmurou, saindo do carro antes que a menina tivesse tempo de reagir.


De acordo com algum filme de terror barato, era nessa hora que o mocinho morria e, logo em seguida, viriam atrás dela. Min simplesmente respirou fundo, pensando que provavelmente era um garoto com quem Laurence tinha problemas, possivelmente. E, pra piorar a situação, ela simplesmente não conseguia enxergar nada através do retrovisor por conta da chuva. A garota se encolheu no banco, ainda estava molhada e estava frio. Laurence iria resolver o problema, pelo menos era o que ela repetia para si mesma, até que algo se chocou com a lateral do veiculo, onde Laurence estava sentado minutos antes, deixando um rastro de baba escorrendo pelo vidro quase rachado. Ela respirou em pânico e simplesmente desceu do carro, descendo a rua correndo, em direção à biblioteca, pouco ligando pra chuva que caia.


Aquela criatura não era normal, não poderia ser. O carro deveria ter sido, no mínimo, amassado. Ela sequer pensou em Laurence, que provavelmente havia virado comida. Ela estava tão assustada que sequer conseguia pensar direito, apenas queria salvar a própria pele.

Estava ofegante, respirando de forma quase desesperada, suas roupas grudavam ao longo do corpo e os cabelos estavam colados pelo seu rosto e pescoço. Ela subiu as escadas correndo, tentando pegar a chave no bolso traseiro do jeans.

A Duchamps estava com os lábios roxos, sua pele branca parecia ainda mais branca sob a fraca iluminação que entrava pelas janelas, tudo estava silencioso demais. Seus olhos piscaram algumas vezes, tentando se acostumar com a escuridão, enquanto corria pelo caminho bem conhecido e que estava acostumada a percorrer todos os dias, a única diferença era que estava escuro e ela estava sendo perseguida por algo que, definitivamente, não era normal.

Suspirou, aliviada, e sentindo a cabeça latejar quando finalmente alcançou à porta da biblioteca, com a chave entre os dedos, ainda que estivesse tremula e nervosa demais. Tentou colocar a chave na fechadura de forma desesperada, até que a porta abriu. Fechando-a com violência assim que entrou e voltando a trancar a porta. Pouco ligava se tudo estava escuro, esta ali dentro significava que estava em segurança, ou era isso que pensava.

Min apoiou as mãos nos joelhos magros enquanto tentava recuperar o fôlego, inutilmente.

Fechou os olhos por um breve momento, sentindo-se tonta. E se afastou da porta, temerosa. Se aquela coisa havia feito o carro balançar e, provavelmente, o danificado, poderia muito bem ser capaz de arrancar a porta da biblioteca. Min se sentiu estúpida, enquanto caminhava para onde ficavam os computadores, puxando alguns da tomada e arrastando um gabinete pelo piso liso da biblioteca, o erguendo com certa dificuldade e apoiando o peso numa das mesas. Se alguma coisa entrasse ali, ela estaria pronta.


Um arrepio desceu pela espinha da castanha quando um rosnado animalesco soou, ela estava definitivamente morta. Aquele bicho deveria esta no corredor que ela mesma estivera há alguns minutos. Ela se moveu para trás de umas das estantes cheias de livros, com o gabinete em mãos. Estava quase chorando quando ouviu o baque de alguma coisa se chocando contra a porta, ouviu o mesmo barulho por intermináveis segundos até que a porta fora arrancada, fazendo um som metálico ao se arrastar pelo piso. Min sentiu lágrimas embaçarem sua visão, ela não queria morrer daquela forma ridícula.

Um rosnado havia soado alto, como se a criatura estivesse com dor demais, mas Min não parecia ouvir nada a sua volta. Seus pensamentos estavam fixos na imagem de sua mãe e tia, e na felicidade que ela sentiu durante todos aqueles anos.


Min? – A voz de Laurence soou, ainda que a garota não o ouvisse, o corpo do loiro surgiu no seu campo de visão, fazendo com que ela encarasse-o, assustada. Derrubando o gabinete no chão. – O que você... Você está bem, certo? Hey.


Questionava o garoto esfregando os olhos, embolando com as próprias palavras, enquanto murmurava algumas outras coisas, amaldiçoando alguma pessoa, pelo que parecia.


Porém a Duchamps estava assustada demais para responder, Laurence tinha um pedaço evidente da mão faltando e o sangue pingava no chão, pelo que parecia. Havia uma espécie de espada entre os dedos do rapaz também, o que a fez se sentir ainda mais assustada.


- Nós precisamos sair daqui, você deve está com medo... Oh droga. – Ele murmurou, notando a espada em sua mão, fazendo com ela diminuísse no segundo seguinte. Min sentiu a cabeça girar, aquilo era um sonho, certo?


- Levante daí, eu vou pedir uma carona pra minha mãe. Merda!


Min sentiu todo o seu lanche se revirar no estômago e não hesitou em colocá-lo pra fora, aos pés do amigo que parecia procurar o celular em algum lugar. Era insano. Min jurava que tudo aquilo não poderia ser normal.


- O que..?


Em um segundo ela sentiu o corpo mole e desabou sobre o piso da biblioteca, tudo ficando escuro. Deveria está precisando urgentemente de um médico.


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Embateu os cílios algumas minuciosas e repetidas vezes, se acostumando com a luminosidade quase inexistente que preenchia o local. Abriu os olhos, logo depois de deslizar os dedos pelos mesmos, sentando-se no banco traseiro onde estivera deitada e carregando uma expressão de sono em mescla com o cansaço, acompanhada de um bocejo lânguido. Ela estava enrolada com uma coberta e suas roupas estavam quase secas, exceto pelos jeans, que ainda estavam molhados, mesmo que minimamente. Por fim ela notou que não estava sozinha.

Laurence estava no banco de passageiro, com um curativo improvisado na mão – que já sangrava, sujando a gaze com o liquido avermelhado –, e ao lado do loiro estava a sua mãe, a senhora Khoury. Min se sentiu levemente confusa, ela lembrava-se vagamente de um sonho estranho, onde fora perseguida – junto com Laurence – por uma espécie de criatura anormal...  No seu sonho Laurence havia se ferido na mão. Certo, isso é só uma coincidência, ela repetiu mentalmente.


- Finalmente você acordou! Como você se sente? – A mãe do amigo questionou, encarando a menina por alguns breves segundos através do retrovisor interno.


- Eu... Onde estou? – Min perguntou, finalmente notando que estavam numa estrada, estava escuro e a única coisa que conseguia enxergar direito era a estrada iluminada pelos faróis do carro. Aquilo parecia uma espécie de sequestro. – Senhora Khoury, eu gostaria de saber para onde a senhora está me levando...


Sua boca estava com um gosto amargo e seu estômago protestava de fome, ao mesmo tempo em que ela sabia que não seria capaz de comer algo tão cedo.


- Para um lugar seguro. – A mulher ditou, quase sorrindo compreensiva quando notou o tom desconfiado da menina. Laurence tinha lhe contado há algumas noites que desconfiava que a recém-amiga fosse que nem ele, filha de algum Deus. E a mulher sabia que acabaria dando carona para aquelas crianças. – Eu tomei a liberdade de ligar para o senhor Harry, para avisar que você estava desocupando o apartamento. Quando você e o Laurence voltarem do acampamento você pode ir morar conosco, vou começar a preparar um lugar confortável pra você... Não se preocupe, meu marido vai aceitar e o Laurence também.


- Acampamento?


- Sim, querida. Eu não sei muita coisa, mas é um lugar que vai te ensinar tudo que você precisa saber.


Min arqueou as sobrancelhas, as coisas estavam fazendo cada vez menos sentido. Simplesmente havia acordado de um sonho estranho no carro da mãe do seu amigo e que, agora, lhe falava coisas que não faziam o mínimo sentido. Era louco pensar que alguém a sequestraria para levar para um acampamento.


- Me desculpe, mas isso não faz sentido algum... – Ela murmurou, quase sendo interrompida por uma tosse, vinda de Laurence.


- Claro que faz. – Ele ditou, a voz soando arrastada e sonolenta demais. – Mãe, o que você disse pra ela?


- Não fale comigo seu irresponsável descuidado. – A mulher falou em um tom cantado, sequer olhando pra o filho que suspirou, recostando a cabeça no banco do carro de forma quase dramática.


Eles não pareciam sequestradores, na realidade eles pareciam pessoas confiáveis – como sempre havia os julgado. Talvez ela ainda estivesse sonhando, afinal tudo aquilo soava estranho demais.


- Infelizmente essa é a vida real, babe. – Laurence falou, como se estivesse lendo os pensamentos da garota, depois de um longo suspiro. – Vou te contar uma história... Um belo dia minha mãe conheceu meu pai, um cara gato e sensual e rolou aquela química, sabe?! Ai eles resolveram ter um filho e nasceu essa coisa maravilhosa, que sou eu, claro. Depois, meu pai teve que ir embora e minha mãe se casou com o Jonh.


- Eu realmente não quero saber da sua história de vida, Laurence. – Min revirou os olhos, se acomodando melhor no banco traseiro.


- Shh, essa é uma história muito bonita e interessante. – Ele revirou os olhos, mesmo que ninguém pudesse ver tal gesto. – Ai eu cresci e virei esse cara gostoso, só que às vezes apareciam bichos tentando me matar, como aquele que acabou com meu carrinho hoje... E eu comecei a achar que tinha drogas nas minhas bebidas, cara eu nunca fui fã de drogas. Só que depois de quase ter minha rosca queimada por um desses bichos bonitinhos e fofos eu fui conversar com a bela senhora ao meu lado. E ela me contou que meu pai biológico era Apolo, o Deus grego. E desde então eu sou um frequentador assíduo do acampamento meio-sangue, sabe?! Um lugar pra pessoas como nós.


Min sinceramente acreditava que, de fato, Laurence usava drogas, drogas fortes. Ela cruzou os braços e quase riu debochada, aquela história era ridícula. Ela só estava tendo um sonho ruim, nada daquilo era real, não poderia ser.


- Como assim “pessoas como nós”? Quer dizer que eu sou filha de Apolo? Olha só, com todo respeito, mas eu acho que vocês não estão no juízo perfeito de vocês. Minha mãe está em Lake Tahoe e eu não tenho pai e nunca quis ter, eu estou bem sem um, entendeu? – a garota quase gritou, as palavras soando raivosas.


- Você é filha de algum Deus e calminha ai, gata. Então como você explica o que nós vimos hoje? Hein?


- Isso é um sonho! Eu ainda estou sonhando na realidade, eu só quero acordar, que droga!


- Isso não é um sonho, infelizmente. Eu queria que fosse um, eu queria ser um cara normal, sabe?! Pegar umas gatas, me preocupar com as garotas que engravidei e não me preocupar em ser perseguido por cães infernais, juro pra você.


A castanha suspirou, se deitando novamente no banco e fechando os olhos. Ouvindo a voz da mãe de Laurence ditar que estariam no acampamento em menos de dois dias.




Obs:
Enfim, eu planejei a história com muito cuidado e desde o ano novo eu venho escrevendo essa ficha, tanto que tinha dado 12k de palavras e eu tive que cortar descer a faca 80% do texto, só deixando o básico e o que eu achei necessário.

Sobre as cartas:

Eremita - Segredo descoberto, luz que se fará sobre projetos até agora ocultos.

A roda do destino - Os acontecimentos não serão estáveis, porque necessitam de uma mudança, uma evolução. Esta mudança tende a ser para melhor, no sentido do desenvolvimento.

Arcano sem nome - Morte, perdas, imobilidade.

O Louco - Inconsciência, desordem, falta à palavra dada, insegurança, desprazer.

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Min Duchamps
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