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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Orfeu em Dom 09 Nov 2014, 03:49

Relembrando a primeira mensagem :


Fichas de Reclamação


Orientações


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.



Deuses / Criaturas
Tipo de Avaliação
Afrodite
Comum
Apolo
Comum
Atena
Rigorosa
Ares
Comum
Centauros/ Centauras
Comum
Deimos
Comum
Deméter
Comum
Despina
Rigorosa
Dionísio
Comum
Dríades (apenas sexo feminino)
Comum
Éolo
Comum
Eos
Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões)
Comum
Hades
Especial (clique aqui)
Hécate
Rigorosa
Héracles
Comum
Hefesto
Comum
Hermes
Comum
Héstia
Comum
Hipnos
Comum
Íris
Comum
Melinoe
Rigorosa
Nêmesis
Rigorosa
Nix
Rigorosa
Perséfone
Rigorosa
Phobos
Comum
Poseidon
Especial (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino)
Comum
Selene
Comum
Thanatos
Comum
Zeus
Especial (clique aqui)




A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação. Os campos da ficha são:

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

- História do Personagem

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Não é necessário a utilização de template, mas caso opte por fazê-lo, a largura mínima do texto deverá ser de 400px, preferencialmente sem barra de rolagem — caso tenha, a altura deve ter o mesmo tamanho da largura ou maior. Templates que não sigam o disposto farão a ficha ser ignorada, bem como fichas ilegíveis - utilize colorações adequadas no texto.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



  • Obs: Somente envie sua ficha UMA vez para cada avaliação. Fichas postadas seguidamente (como double-post) serão desconsideradas, reincidência acarretará em ban de 3 dias + aviso.




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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Will Traynor em Sex 15 Abr 2016, 12:37

Ficha de Reclamação
Who is my dad?



Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
Hefesto, se encaixa com a trama.

Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas:
Cabelos castanhos, olhos verdes, pele branca levemente bronzeada, músculos bem definidos e 1,80m de altura.

Psicológicas:
Revoltado. Will sofreu um acidente grave e isto acabou com sua estabilidade. É irônico e ácido com todos à sua volta e a única esperança que tem de voltar a ser o garoto de grande autoestima que era é se a mãe tiver razão sobre sua viagem.

História do Personagem:
Chuva, dia cansativo na universidade. Ser um gênio de 14 anos lhe permitira o ingresso no curso de Física Robótica e Mecânicas Avançadas. As nuvens pesadas faziam parecer que o céu iria desabar em cima de Londres.

— Sim, mãe. Estou com a minha chave. Acabei de sair da aula. TÁXI! Assim que eu chegar te mand... — ele não chegou a terminar a frase. O som de uma buzina de moto cortou sua fala na metade e tudo se apagou.

Três dias depois, os olhos de Will se abriram e ele se viu numa cama de hospital. Sua mãe estava com os olhos injetados, o rosto inchado, de tanto chorar, mas sorriu radiante quando encontrou o olhar do filho.

Fraco, o garoto sorriu novamente, ainda confuso, pois não se lembrava com clareza do que tinha acontecido. Tinha certeza que o semáforo dos pedestres estava verde, ele era sempre prudente ao atravessar a rua. Ele tentou se levantar para conversar com a mãe e tentar entender melhor o problema. Foi quando a onda de pânico o atingiu.

Não havia esforços suficientes que o permitissem se levantar. Will tentou mexer os braços e levantar as costas do leito, mas era como se o corpo dele não o obedecesse, estivesse em greve. Ele olhou alarmado para a mãe, que tornou a chorar. Tinha algo errado, ela sabia o que era. Ainda que ele sentisse o lençol sobre seu corpo e os toques sobre sua pele, o máximo que conseguia mover era as mãos, e muito mal.

— Mãe... o que está acontecendo? Por que não consigo me mexer...?

A chorosa mulher foi salva de pronunciar aquelas palavras pois o médico chegou naquele exato instante. Sua expressão, Will notou, não era nada boa, apesar da simpatia na voz ao cumprimentá-lo. Simpático até demais... Ele está me tratando como uma criança incapaz de qualquer coisa!

— Olá, meu caro Will. Como está se sentindo?

— Preso. Aplicaram alguma anestesia geral em mim? Não consigo me mexer — ele arriscou, com todo o seu otimismo, mas uma voz interior lhe dizia que não era algo tão simples. E a voz estava certa.

Quando o médico se posicionou ao lado da mãe e o encarou, veio a informação que acabaria completamente com o garoto alegre e cheio de vida que Will costumava ser. Ele ficara tetraplégico.

* * *

Dois anos se passaram. As marquinhas nas laterais dos olhos e dos lábios que denotavam o sorriso fácil de Will Traynor foram substituídas por um vinco entre as sobrancelhas que agora mostravam seu constante mau humor.

Falar? Apenas quando era necessário para dizer que tinha alguma dor ou desconforto. Passava o dia todo ouvindo música num radinho, fechado em seu pequeno mundo de desesperança. Não havia ninguém que pudesse animá-lo e o desejo intenso pela morte era algo recorrente em seus negros pensamentos.

A mãe de Will havia esgotado completamente suas possibilidades de tratamento. Fisioterapia não adiantava, as lesões da coluna em c5 e c6 não permitiam esperança nem aos médicos que tratavam do caso, por mais que Camilla insistisse para que tentassem de tudo com o filho.

De tratamentos conhecidos aos mais recentes experimentais, Will viu o fracasso de cada um ao tentarem fazê-lo voltar a ser quem era. A mãe parecia cada vez mais aflita e ele próprio não aguentava mais aquilo. Encarando o fim de tarde da janela de seu quarto, ele avisou à mãe que não queria mais viver.

— Do que está falando, Will?

— Estou cansado! Será que não entende que cada tratamento desses só serve para me deixar mais irritado e exausto?! Nada vai funcionar, mãe! Minha vida simplesmente acabou! Eu tinha todo um futuro pela frente e tudo o que tenho agora é a pena que os médicos sentem de mim e o seu sofrimento! Estou cansado disso! Não quero mais te fazer chorar, tá legal?

— E o que você está me dizendo, Will? Que quer deixar de viver? Acha que partir vai me deixar com menos sofrimento? Você é meu filho! Eu vou lutar até a última gota de sangue no meu corpo pra cuidar de você!

— E como eu fico, mãe? Sendo manipulado de um lado a outro como um rato de laboratório? Precisando de pessoas pra qualquer coisa? Nem comer eu posso mais sem ter alguém! Sair na rua é impossível porque todos me olham daquele jeito! Daquele jeito que diz "oh, coitadinho". Eu odeio isso! Isso não é viver, mãe! Eu sou um vegetal!

Camilla se levantou exasperada, passando as mãos pelos cabelos cheios de fios brancos. Tinha envelhecido décadas naqueles dois anos. Will moveu o controle de sua cadeira e voltou-se de frente para onde a mãe estava, mas ela suspirava fundo, repetidas vezes, como se estivesse lutando contra algo que martelava em sua cabeça.

— Mãe? O que foi? No que você está pensando?

— Tem um último recurso... — sua voz era baixa, quase inaudível.

— Mãe, chega... Por favor, não aguento mais. Me leva pra Suíça em seis meses. Lá vou poder morrer com o pouco de honra que ainda me resta...

— NEM COGITE ESSA POSSIBILIDADE!

Will bufou e virou a cadeira de volta para a janela, enfurecido. A mãe suspirou fundo novamente e voltou-se para ele, mas sua voz quase não saiu quando ela disse qual era a última chance.

— O que disse? — Will perguntou, sem virar a cadeira de volta.

— Seu pai. O... mundo dele. Acho que é a única forma de você ser curado...

Will franziu o cenho. Nunca soube nada do pai, tinha concluído por si só que ele estava morto. Como o homem poderia ajudá-lo agora? E que espécie de mundo era esse do qual sua mãe falava? ETs não existem, mãe. Eu tomo remédios e você delira?! Ela continuou a falar antes que ele pudesse perguntar.

— Seu pai não é um homem comum, meu filho...

Ela começou e então contou a Will sobre o amor que sentiu por um homem que não costumava ser amado. Um homem que não tinha os padrões de beleza de seus parentes, mas que tinha uma inteligência absurdamente admirável. Ele não sabia lidar muito bem com pessoas. Ele as chamava de "formas orgânicas de vida", ela contou. Mas soube ser carinhoso e amoroso com ela a ponto de terem a noite de amor mais perfeita da vida da romântica mulher.

— Poupe-me dos detalhes sórdidos, mãe.

— Enfim... Depois disso, porém, ele precisou ir embora. Eu fiquei com raiva no início, mas então ele me disse quem realmente era. Ele realmente não poderia ficar, filho. O mundo dele não é esse...

— Está protelando a grande revelação, mãe. Fale de uma vez, quem ou o que é o meu pai?

— Um deus grego. Isso é o que ele é. Seu pai é um dos deuses gregos, meu filho...

A reação de Will foi a mais irritante possível: ele desatou a rir. Riu-se de maneira tão escandalosa que se tivesse chamado a mãe de louca não a teria ofendido tanto! Mesmo assim, e depois de sair do quarto batendo os pés furiosamente, Camilla fez a única coisa que poderia fazer: acionou o Acampamento Meio-Sangue.

Dois dias depois, Will quase teve uma parada cardíaca, tamanho foi o susto que levou ao ver um pégaso pousar ruidosamente com uma biga em seu jardim. Do veículo grego, desceram dois garotos corpulentos e uma garotinha de uns 12 anos no máximo. Will mal conseguiu encontrar palavras para pedir perdão à mãe por rir da história que ela havia contado.

Não foi fácil convencê-lo de que talvez houvesse uma cura no refúgio mágico para filhos dos deuses. Na verdade, ele não se convenceu realmente. Aceitou ir para o acampamento somente se a mãe prometesse algo em troca:

— Se em seis meses eles não me fizerem melhorar, eu volto e você me leva pra Suíça.

Camilla olhou para a garotinha, que assentiu positivamente, segura de que faria um bom trabalho como chefe dos curandeiros, e aceitou o acordo. Naquela mesma noite, Will chegou ao acampamento e recebeu um holograma de machado flamejante sobre a cabeça, revelando que seu pai era Hefesto. Isso explica a razão de eu gostar tanto de construir robôs e autômatos...

* * *

Seis meses depois, Camilla recebeu uma carta em casa. Estava manuscrita, a caligrafia nostálgica de seu filho único dizendo que havia desistido da Suíça. Um tratamento totalmente diferente do que ele já tinha visto o estava fazendo recuperar os movimentos gradativamente. Ele já conseguia mover os braços sem ajuda e agora estava testando uma espécie de exoesqueleto desenvolvido por seus irmãos para poder caminhar, mas ainda era difícil.

Conseguira também desenvolver uma provisória técnica única de esgrima sobre cadeira de rodas e já conseguia treinar com campistas, antes era só com bonecos. Estava esperançoso como nunca antes e até voltara a sorrir. E agradeceu por tê-lo mandado para o refúgio, ainda que tenha feito o coração dela sangrar de preocupação e saudade, pois essa foi a melhor decisão que ela tinha tomado.

Will estava feliz novamente. Claro que ainda era confuso ser filho de Hefesto e ter irmãos e primos super fortes e poderosos de todas as partes do mundo, mas era uma visão de futuro. Suíça estava fora de cogitação. Tudo o que ele queria agora era fazer o tratamento nas enfermarias até o fim e voltar a ser quem era. E havia grandes chances de que isso acontecesse.


.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Sadie Bronwen em Sex 15 Abr 2016, 14:35

Oi, oi!
Sua ficha foi uma boa surpresa, saindo um pouco do padrão com a história do personagem, e realmente me deixou curiosa como irá trazer isso para as postagens normais. Postagem bem organizada - apenas tome cuidado ao utilizar cores claras na fala. No mais, bem vindo, filho de Hefesto!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Andrew Owl em Qua 20 Abr 2016, 05:12









SON OF DEATH

ITS NOT HOW MUCH TIME U HAVE, ITS HOW U USE IT.







 

 
Andrew Owl


- Por qual deus deseja ser reclamado?
☠ Por Thanatos, o deus da morte.
- Porque?
☠ A morte é algo interessante. O deus me chama especial atenção uma vez que, além de se adequar perfeitamente como pai da minha 
personagem em sua história, tem habilidades fantásticas, ao meu ver. Um dos mais fortes dos deuses, uma vez que tem o poder de tirar o 
que  é mais precioso das pessoas  a hora que for conveniente. Fora sua beleza, que só pode ser comparada com a de Apolo.
Perfil da personagem.
Características Físicas: Andrew é um rapaz alto, com cabelos da cor marrom escura que dependendo da iluminação do local ficam 
pretos como  o céu de  uma noite  sem lua.  Os olhos são azuis, a pele é pálida e seu corpo frio como a neve. 
Características Psicológicas: Andrew é um garoto que, na maior parte do tempo, se mostra frio e sem 
sentimentos.  Guia-se mais pelo lado racional em qualquer situação, do que pelo emocional. Faz jus ao "coração de ferro e às entranhas d
e bronze"  de seu pai. É calmo, difícil de se apegar à alguém, mas quando se apega é extremamente leal. Um líder nato, tem problemas 
em se submeter a ordens de terceiros, e acaba, na maioria das vezes, por fingir que as aceita e resolve as coisas do seu próprio jeito.
________________________________________________________________________

- História da Personagem

I

 inglaterra, éculo XXI. Um lugar corrido, cheio de pessoas atrapalhadas com seus compromissos, trabalho, e horários. Falta tempo para todos, mas tempo para que? Para a família e as coisas boas? Todos temos tempo, mas gastamos ele de forma diferente. Alguns com as coisas boas que a vida oferece, e, aos olhos de Andrew, a Inglaterra gastava seu tempo com as coisas fúteis e desprezíveis da vida. A vida passa tão rápido! E quantas pessoas percebem que gastaram seu tempo em vão aqui? Tão poucas... Poucas, porque essas aprendem o quão valioso é o tempo que têm de vida quando esse já se esgota, ou quando sabem que este está por se esgotar.
Felizmente, esse não era o caso de Andrew. O rapaz perdeu a mãe tão pequeno que mal podia se lembrar do seu rosto, do seu cheiro, e nem de como era ser feliz. Desde então ele vivia como se cada segundo fosse o último. O pai? Este ele nunca conheceu, sequer ouviu falar. Sua mãe morreu quando ele tinha meses de vida, então ele pouco sabia sobre tudo quando ela se foi. O garoto foi adotado por um casal que vivia abusando dele, verbalmente, sexualmente, e de todas as outras maneiras que eles encontrassem, apenas por diversão.
Depois de anos sendo mal tratado e desejando a morte daqueles que deveriam zelar por ele, eis  que o desejo de Andrew finalmente virou realidade. Os pais adotivos de Andrew eram um casal rico e de boa reputação. Eram respeitados no alto escalão da Inglaterra, e vinham de uma família que desde os primórdios do país tinham riquezas e respeito. Donos de fábricas, donos se terras, donos até mesmo de pessoas.
Era uma daquelas noites geladas do inverno inglês. Todos se recolheram cedo, e Andrew teve que ficar acordado durante a madrugada enquanto limpava a mansão após uma grande festa: cheia de comida, dança, gente sorrindo, abraços, presentes... Festa essa da qual o garoto não participou. Sequer fora convidado por seus próprios pais, pior! Fora proibido de sair do sótão, onde ficava seu "quarto". Mas isso não era novidade na vidinha do garoto.Passava das três da manhã, quando o rapaz saiu pelas portas do fundo, em silêncio, para colocar o lixo no quintal. Ele ouviu barulhos estranhos, mas estava tão cansado que sequer se deu ao trabalho de procurar de onde vinham os barulhos, o que estava os causando, e se isso representava algum perigo para ele. A essa hora, devido ao cansaço físico e mental, ele mal raciocinava direito.
Eis que a porta atrás do garoto bateu e ele ouviu o barulho desta sendo trancada. Andrew suspirou, e deitou no chão. Aquilo, apesar de medonho, era um alívio para o garoto, que achou que esta era mais uma das maldades de seus pais adotivos.Em poucos segundos, o rapaz foi fechando os olhinhos, e desmaiou, exausto. Enquanto fechava os olhos, o menino viu a figura de uma mulher com roupas esfarrapadas. Parecia morta, vestia um vestido preto, com detalhes marrons, e parecia estar sofrendo ou se preocupando com algo ou alguém. O sono era tanto, que o rapaz não se preocupou com isso: deveria ser só uma alucinação por conta do cansaço. Ele dormiu, ali mesmo no gramado do quintal, como se nunca mais fosse acordar.
Na manhã seguinte, Andrew acordou com frio. Não abriu os olhos ao acordar, como sempre fazia. Ficou lembrando-se da imagem que viu antes de cair em sono profundo, se perguntando se ela era real. Ele sentiu seus dois braços encostando em algo frio, gelado, e quando se deu conta, estava na cama de seus pais. Ele sabia disso porque o colchão sob seu corpo era tão macio! Então ele resolveu abrir os olhos e ver o que estava causando tanto frio a ele. Olhou para os lados e lá estavam os corpos de seus pais adotivos. Ambos estavam mortos; o garoto coberto de sangue, porém nenhuma arma se encontrava perto dele. Ele sabia que não havia feito mal para o casal, mesmo que eles merecessem.
Andrew levantou-se e se posicionou ao pé da cama para observar a cena com atenção e tentar entender o que havia acontecido ali enquanto ele dormia. Será que eles haviam brigado e tentado se matar? Ou foi um suicídio, premeditado para incriminar Andrew, que seria preso por já ter mais de 10 anos de idade? Ou será que foi realmente um assassinato? A cena causou um certo espanto no rapaz, era a primeira vez que ele se deparava com a morte tão de perto. Mas nada que ele não pudesse superar depois de alguns segundos de reflexão. Andrew abaixou a cabeça e fechou os olhos. Ele não conseguia tirar a visão da mulher da noite anterior de sua mente, toda vez que fechava os olhos.
O garoto balançou a cabeça tentando tirar a imagem de sua mente, saiu do quarto e foi direto para o banheiro. Colocou uma música bem alta para poder relaxar enquanto tomava um banho. "Foi só um sonho. Eu estava cansado o suficiente para alucinar, e já faz tanto tempo que eu não como  nada que... É, foi só um sonho." - Pensava o garoto consigo mesmo, sobre a imagem da mulher que o atormentava agora. Atormentava mais do que os corpos no outro quarto.
O menino, após seu banho, arrumou uma mochila com seus pertences mais valiosos e algumas roupas. Abriu o cofre dos pais, aquele que ele havia observado uma semana antes seu pai mexer e descoberto assim a senha, pegou todo o dinheiro que podia carregar e saiu da casa, feliz por ter agora sua liberdade, e sem se preocupar nem um pouco com os corpos que deixara pra trás. Afinal, mesmo vivos, aqueles dois já estavam mortos há muito tempo.
De fato, a vida na rua era mais difícil do que o menino imaginava ser. Ele tinha tanto medo de que achassem que ele matou os pais, que optou por viver como um mendigo por alguns anos, até que a história fosse abafada pela mídia frustrada por nunca encontrar os assassinos dos pais adotivos de Andrew.
Aos 15 anos, o garoto alugou um quarto em um cortiço, no bairro mais vagabundo da cidade. Vivia com medo, se escondendo, sem estudar em nenhuma escola e nem trabalhar. Não queria se expor de maneira alguma. Porém, ele não era um analfabeto. Sabia ler e escrever, mas tinha um certo problema com as letras. Elas se embaralhavam sem motivo, e ele não entendia muito bem o que estava escrito em inglês. Após alguns anos estudando por conta própria, com os livros que comprava em sebos ou achava no lixo, Andrew descobriu que, por algum motivo estranho, ele conseguia ler muito bem livros escrito em grego.
Mais uma noite de inverno chegara. Mais um pesadelo. Já fazia quase um mês desde o aniversário de Andrew, que completara 16 anos, e o mesmo pesadelo se repetia. O rapaz estava em sua casa, pequenino, ainda bebe de colo, enquanto sua mãe cozinhava o jantar. Eis que um homem todo de preto entra e sussurra no ouvido da mulher, que instantaneamente cai no chão morta. O homem virou-se para Andrew e aproximou-se, sempre dizendo a mesma coisa "Era a hora dela. Ela já não sabia mais dar valor ao tempo que tinha, meu filho. Quando você conseguir chegar ao acampamento, na hora certa, você me entenderá...". A presença do homem causava um mal estar em Andrew fora do comum. Ao mesmo tempo que ele se sentia mal com a presença do homem, seu coração se apertava com um certo sentimento de... amor? Porque sentir amor por uma criatura que matara suas mãe em seus sonhos? Afinal, quem era aquela figura?
Um vento forte fez com que as janelas do quarto do rapaz se abrissem sozinhas e ficassem a bater uma contra a outra, fazendo muito barulho. Andrew se levantou para fechar as janelas e então sentiu como se algo ou alguém o estivesse observando. Ao virar de costas para voltar para a sua cama, eis que no fundo do quarto um par de olhos vazios e profuntos fitanvam o rapaz. Pertenciam a uma garota que vestia um vestido esfarrapado preto, com detalhes marrons, bem sujo. Exatamente a garota que estava lá na noite do assassinato dos pais adotivos do garoto, antes deste dormir.
- Quem é você, e o que você quer? Porque você matou aquele casal? - Perguntou o menino, irritado com a presença da criatura. Ela não respondeu, como ele esperava, e então ele se lembrou de que já havia visto algo parecido com aquela menina em um dos seus livros sobre mitologia grega. Se tratava de uma Banshee. Mas... porque ela ainda não havia atacado ele, nem feito mal, em todos esses anos?
A paisagem ao redor do rapaz tornou-se outra. Em um segundo estavam ele e a Banshee dentro do seu quarto, e em outro estavam ambos em uma floresta. A floresta estava completamente morta, e era uma noite escura e sem luar. A Banshee começou a se aproximar do rapaz, lentamente, com seus olhos vazios e fixos nos dele. Andrew não exitou: correu para dentro da floresta o mais rápido que suas pernas podiam. Depois de alguns minutos correndo, ele já não sentia mais a presença da Banshee. Então, porque ainda estava naquela ilusão criada pela criatura? Ele andava sem rumo dentro da floresta, pensando em uma solução para o que estava acontecento. Tentando acresitar que era real, e não mais um de seus pesadelos. Andou, andou e andou, até encontrar uma garota às margens de um rio totalmente poluido. Ela estava ofegante, e parecia sangrar no abdomem. Os cabelos pretos lhe cobriam toda a parte de trás do corpo, e a cabeça estava baixa. Ele não sabia se era seguro se aproximar, então ficou apenas observando a menina, que notou sua presença e se levantou. Ela parecia furiosa, e foi andando até a direção do rapaz. Levantou-o pela gola da blusa, e começou a gritar com ele.
- Andrew, seu desgraçado, irresponsável, sua criança mimada! Onde você esteve esse tempo todo?! Meu pai me manda em uma missão suicida pra te resgatar dessa maldita Banshee e você ainda por cima some! Fica brincando por ai de esconde esconde com seu bixinho novo, enquanto eu sou atacada por esses monstros... Ah! - A menina jogou o rapaz, que não estava entendendo nada, no chão e se afastou enquanto respirava fundo. Ela estava gelada, como se estivesse morta, mas respirava como alguém que estava bem vivo.
- Escuta, quem é você, garota? E como você sabe meu nome? - Perguntou Andrew, incomodado com a grosseria da menina. Ela virou-se para o rapaz novamente, com a sobrancelha direita arquejada, e foi ainda mais grossa do que da primeira vez em que falou com o rapaz.
- Meu nome não importa pra você, ok?! Me chame como quiser, isso não vai durar mais do que algumas horas, e então eu nunca mais vou te ver na minha vida. Agora vamos. Eu tenho que te levar para o acampamento, pra que meu pai finalmente me reconheça e me aceite... E, quem sabe, seu pai não faça o mesmo por você, hem?
- Meu pai morreu antes mesmo de eu nascer. Provavelmente ele nunca soube que eu existo. Agora, porque diabos você está nessa ilusão comigo?A menina ainda mais irritada cerrou os punhos. Parecia querer socar o rapaz, mas em vez disso ela suspirou e colocou a mão direita sobre a própria testa, enquanto fazia um sinal de negativa com a cabeça.
- Andrew. Meu nome é Alice. Fui enviada por Hades, o meu pai, para garantir que você chegue em segurança ao acampamento meio sangue, onde será apresentado ao seu pai, Thanatos. Thanatos enviou a Banshee para te matar antes que eu conseguisse te resgatar, afim de evitar que Hades consiga mais um filho de Thanatos para servi-lo recolhendo as almas e levando-as ao hades. - O rapaz fez uma cara surpresa, ficou encarando a menina, e fez um sinal de negativa com a cabeça. Ele começou a rir, ainda caido no chão, e retrucou de maneira debochada.
- Você é louca, menina? Ah não, já entendi! Isso é um sonho... E eu estou sonhando mais uma vez com mais um desses pesadelos. Quando é que isso acaba? - Um barulho estranho ao fundo se ouviu. Aquela aura mortífera da Banshee que desolava o quarto do rapaz agora podia ser sentida mais uma vez. Alice colocou o indicador direito sobre os seus próprios lábios, pedindo por silêncio ao rapaz, e apontou para um arbusto onde o garoto deveria ficar. Andrew se arrastou até lá, e Alice se escondeu em uma árvore. Ela observava a Banshee como um predador observa sua presa, e então saltou de cima da árvore onde estava atrás da Banshee. A Banshee se virou para Alice e gritou.
- Alice! - Gritou Andrew, enquanto se levantava e instantaneamente caia no chão novamente. O grito da Banshee parecia ter afetado o equilíbrio do rapaz, mas nada tinha feito à Alice, que continuou de pé e rapidamente pareceu derrotar a Banshee. O cenário ao redor do rapaz continuava o mesmo, mas a Banshee e sua presença já não estavam mais lá. Será que aquilo não era de fato uma ilusão? Alice se aproximou dele e começou a falar algo que ele não entendia. Aos poucos, Andrew foi perdendo a consciência e adormeceu.
Quando acordou, estava deitado em uma cama. Ao seu lado, sentada em outra cama, estava Alice. Estava machucada, com alguns cortes no rosto e nos braços despidos, mas suas roupas estavam limpas, e as de Andrew também, e ela conversava com o que parecia ser um centauro.
 - Olá, meio-sangue. - Disse o centauro, dirigindo-se à Andrew, com um sorriso no rosto. - Sou Quiron, e este é o acampamento meio-sangue. Presumo que você nada saiba sobre seu pai, então adianto-lhe que você é um dos filhos do deus Thanatos, o deus da morte, como Alice já havia dito antes. A Banshee enviada por ele foi um teste, para você e para a jovem Alice, afim de que pudessemos diagnosticar se ambos são dignos de serem reconhecidos como filhos de seus pais.
- Mas, meu pai disse que o rapaz corria perigo e que eu deveria salva-lo de Thanatos, que queria matá-lo! - Retrucou Alice, brava e grossa, como sempre.
- Ora, minha cara! Mas que pai quer matar ao próprio filho? Nós apenas estávamos testando e observando vocês dois. - Disse Quiron ainda sorrindo gentilmente. Ele foi dirigindo-se a porta de saída da enfermaria. Lá parou, antes de sair, e virou-se para Andrew e Alice mais uma vez.
- Alojem-se no chalé de Hermes quando estiverem aptos a sair de suas camas. Ao final da tarde, vocês serão reclamados, ou não, por seus pais em uma cerimônia própria para isso. Bom dia!
Andrew e Alice se encararam por alguns segundos, até que o rapaz, ainda tentando digerir a história, fechasse os olhos e respirasse fundo caindo em seguida em sono profundo, mais uma vez. Ambos seguiram as orientações de Quiron, e desde então vivem no acampamento como devem.

OBS: Andrew, agora, já tem 19 anos. A história com Alice se passou quando ele tinha 16 anos.

Falas de Andrew .:. Falas de Alice .:. Falas de Quiron .:. Pensamentos .:.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Chloe Norgaard em Qua 20 Abr 2016, 16:44

I'm Crazy, Yeah.
So wake me up when it's all over, when I'm wiser and I'm older

Ficha de reclamação.



Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
Eu escolhi ser reclamada como filha de Íris. O motivo? Bem, minha trama é um tanto quanto peculiar e irá mostrar que todo mundo tem um lado sombrio — inclusive a deusa mais positiva e prestativa em minha concepção. Acho que será um resultado interessante uma de suas proles com as situações a serem impostas. Bem, é isso.


Perfil do Personagem.

Chloe é uma jovem relativamente peculiar e bonita. Seus cabelos são longos e sedosos, estando sempre bem penteados e cuidados, realçando sua cor um tanto quanto... Diferente. Suas madeixas são verde-água e chama a atenção de quem a vê a primeira vez. Possui estatura mediana — 1,60m — e corpo enxuto, não tendo sobrepeso e nem a falta dele. Não é nunca foi fã de exercícios físicos e devido a isso não possui belas curvas como a maioria das garotas de sua idade. Suas roupas são sempre claras e nítidas, realçando o sorriso da garota e suas expressões que são notáveis. “Um charme diferente” dizem as boas línguas.

Psicologicamente, Chloe aparenta ser estável e não ter nenhum tipo de distúrbio devido a sua infância conturbada, pelo contrário, é extremamente positiva e realista e visa os dois lados da moeda. Extremamente ansiosa e disposta a cumprir seus objetivos a jovem trabalhou seus pontos positivos para reprimir todo o trauma que passou muito cedo. Como nada é o que parece ser a garota às vezes pode ser irritante com sua positividade e bom senso, dispondo de outros em vez de si mesma. Em geral, é simpática e positiva independente da situação que se encontra.


História do Personagem

Como posso contar a minha história sem parecer algo banal e assustador? Bom, acho melhor no começo de tudo. Um semideus qualquer diria do seu nascimento e seu desenvolvimento, mas no meu caso o problema é bem maior. O meu começo ao caso seria nos tempos antigos, especificamente na Grécia.

Eu não sei qual o período exato do que vou deixar claro aqui, mas isso não faz diferença. A civilização grega era politeísta, ou seja, acreditavam em vários deuses e tudo mais. Hoje eu sei que todos eles são reais e que monstros também existem, mas enfim. Enquanto alguns veneram os deuses, outros acabaram por ir mais a fundo na religião. Foi assim que se deu origem a ordem de Elios; uma seita de homens e mulheres que acreditavam em forças divinas além dos olimpianos. Essa seita é um tanto quanto secreta e assim como as religiões futuras se difundiu até se perder no tempo.

Meu pai, Willian Norgaard, era professor de Design de Interiores na escola de artes gráficas de Seatlle. Ele não tinha planos de ter uma filha e tinha uma vida relativamente normal até onde sei. Certo dia, ele foi abordado por pessoas estranhas que o sequestraram e o levou para um galpão qualquer. Desesperador né? Ele fora apresentado à seita que ainda existia e devido a sua ligação e seus pais terem participado, foi dopado e utilizado como meio de contato com entidades cósmicas superiores.  Assustado e com receio, meu pai procurou ajuda após o ritual. Vozes começaram a atormentá-lo e visões de uma terra abrasada não o permitiram dormi.  Ele clamou por todos os deuses que você possa imaginar e principalmente sua musa inspiradora, Íris, qual inspirava seus trabalhos arquitetônicos. Sua prece foi ouvida e a própria deusa o ajudou durante o momento difícil, lhe dando uma chance de vida. A única forma de parar as visões e a profecia da seita seria com uma nova vida gerada e esta criança seria capaz de impedir esta força maior. Willian decidiu aceitar a ajuda da Deusa que acabou se apaixonando por seus trabalhos e compaixão do homem que estava disposto a se sacrificar para salvar a realidade, mesmo sem saber da gravidade.

E foi então que eu nasci. Meu pai foi morto por integrantes da seita e minha mãe cumpriu sua parte, protegendo-me até o dia em que eu fosse grande o suficiente para enfrentar meu maior desafio: o de salvar esta dimensão. Cresci em um orfanato para crianças no centro de Seatlle e passei por muitas dificuldades as quais não preciso citar. Decidi fugir quando aquilo se tornou difícil de suportar e encontrei outros semideuses em Manhattan. Os acompanhei por alguns anos até um recente ataque nos separar, nos reencontrando somente no acampamento mais uma vez. Passei um tempo só — adolescência — até encontrar uma família que pudesse me ajudar. Os Gerard eram ótimos pais e péssimos mentores para uma criança, mas me deram um lar temporário.

Quando finalmente achei que tudo havia acabado, eles vieram. A seita demoníaca me localizou e tentaram me raptar a força, sendo impedidos por empregadas que na verdade eram monstros infiltrados na nossa casa. Eu nunca irei esquecer o que eles fizeram por mim, dando a vida para salvar uma criança órfã que novamente ficaria sozinha. Mais uma vez eu fugi, até encontrar outro grupo de escolta do acampamento. Desamparada, vim até aqui onde descobri minha descendência e comecei a me adaptar. Eu sei que Elios ainda me procura la fora e que muita coisa depende de mim, mas eu também sei que estarei pronta quando qualquer um tentar ferir aqueles que eu amo novamente.
Bem, é isso. Será que falei demais? — Perguntei a moça da biblioteca que olhava perplexa para o livro de registros.
Esta... Ótimo. Você deu detalhes demais, mas tudo bem. Aqui esta sua carteira de registro de livros. Bem vinda, filha de Íris.

OBS~LEIA AQUI POR FAVOR:

Sei que pode ter ficado um pouco confuso, mas tentei ao máximo simplificar a história. Basicamente, meu pai foi forçado a fazer um pacto com uma entidade de outra dimensão dessa seita que venera essa entidade. O pacto foi aceito, porém não concluído devido a má vontade dele. O entidade tenta escapar da dimensão em que reside para causar o caos e destruição nesse mundo, influenciando seus seguidores a fazer qualquer coisa para isso. Willian morreu negando-se a dar a vida para liberta-lo, então Íris acabou se envolvendo romanticamente e dando uma oportunidade de impedir essa catástrofe alguns anos depois com Chloe que no decorrer da trama vai descobrir muitas coisas do passado e impedir que a entidade seja libertada. O relato ao caso é como se fosse um diálogo entre a semideusa que esta se cadastrando para obter um cartão de empréstimo de livros na biblioteca. Como ela é animada acaba levando a pergunta da recepcionista a sério demais. Decidi usar esse tipo de narração para deixar mais dinâmico e mais fácil, além de se adaptar a personagem. Obrigada por ler até aqui. ♥
All this time I was finding myself, and I didn't know I was lost
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alaric L. Carter em Qui 21 Abr 2016, 10:52


Avaliação




Andrew Owl

Well, well... vamos lá. A justificativa da sua escolha foi boa (já que a maioria diz "porque é o que mais se adequa ao personagem"), e, apesar das características não terem sido tão exploradas, o pouco que foi dito fora bem descrito. Encontrei ao longo do texto uns errinhos de digitação que poderiam ter sido eliminados com uma revisão, como os abaixo:

Faz jus ao "coração de ferro e às entranhas d e bronze"  de seu pai — Além do espaçamento (que não deveria ocorrer) em "de", a colocação das aspas ficaria mais apropriada da seguinte forma: ao "coração de ferro" e às "entranhas de bronze"

Falta tempo para todos, mas tempo para que? — Quando "que" está no final da frase, leva acento (no caso, o correto seria "para quê?")

ele conseguia ler muito bem livros escrito em grego — "escritos" seria o correto

ainda bebe de colo — "bebê"

Porque sentir amor por uma criatura que matara suas mãe em seus sonhos? — Para perguntas, utiliza-se "por que" (separado)

um par de olhos vazios e profuntos fitanvam o rapaz — "profundos" e "fitavam"

A história foi boa, algo interessante e que foge do padrão. Você escreve bem para um novato e a trama foi bem desenvolvida; além dos erros descritos acima, não encontrei outros erros exceto incoerências. Em primeiro lugar, toda a história da morte dos pais adotivos ficou complicada. Ninguém sabia que eles tinham o Andrew? E não se perguntariam sobre o que teria acontecido com ele? Até porque se é uma família grande, não seria tão fácil assim. E por que a banshee não teria lhe atacado? São perguntas que você deixou em aberto e que causam um estranhamento. Além disso, há algo grave: ninguém deveria saber seu progenitor; afinal, esse é um dos motivos da reclamação acontecer. Tudo isso pesou bastante para uma reprovação, mas por aparentemente ser seu primeiro contato com o fórum (e com o tempo você aprende), vou te dar essa chance.

Aprovado

Aos outros monitores: Como eu já atingi minha cota mensal, a ficha de Chloe está disponível para avaliação.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Tyler Keating em Qui 21 Abr 2016, 14:11

QUANDO DEGOLARAM MINHA CABEÇA PASSEI MAIS DE DOIS MINUTOS VENDO O MEU CORPO TREMENDO

Meu personagem, Tyler Keating, será prole de Tânato. Sua história e personalidade condizem com seu progenitor, tirando o fato de que eu costumo jogar com personagens filhos deste deus. Elaborei um personagem o qual já teve oportunidades de encontrar seu pai, ou seja, morrer, e por causa disto carrega consigo marcas em seu corpo. Ele tem uma má conduta apenas para sobrevivência: ou furta, ou morre de fome. O ataque dos abutres fora obra de seu pai, como se fosse um teste de dignidade.


Tyler Keating é um rapaz de estatura mediana para sua idade. Magro, não costuma tomar muito sol, motivo de sua falta de bronze. De cabelos negros e olhos de mesma cor, Tyler não adota o preto apenas para o cabelo – suas vestimentas tem predominância sendo o preto. Ele tem o hábito de fumar e beber, além de ler ocasionalmente.


É frio e seco com todos, até mesmo com os mais íntimos. Mesmo tendo uma má criação, Tyler é uma pessoa de bem. Suas atitudes são apenas reflexos do que ele recebe. Não costuma falar muito, de contrapartida, seus olhos estão sempre atentos no que acontece em seu redor.


-

Quais seriam as prováveis causas de quatro marcantes cicatrizes em um corpo de um jovem de 17 anos, morador de Flint – a cidade mais violenta do país, segundo a Agência Federal de Investigação – e vagabundo nato? Bom, Tyler não está morto apesar destes dados, mas ironicamente já esteve próximo de seu pai algumas vezes.


[...]

Tyler Keating nasceu e cresceu em Flint, uma cidade de 117 mil habitantes localizada no estado de Michigan e infelizmente conhecida pela FBI como a cidade mais violenta dos Estados Unidos da América. Criar e educar corretamente uma criança neste estado não é nada fácil, além dos índices de violência alta, Flint sofre de escassez de água.


Tyler desde cedo teve que se virar para ter o que comer. Não que não tivesse família; ele mora - ou melhor, as vezes compartilha o mesmo teto - com seus tios maternos desde os três anos de idade. O apoio familiar que o jovem recebeu não é bem desses clássicos que a maioria das crianças têm. Até os oito anos seus tios investiam na saúde e educação do garoto, porém seus precoces sinais de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade somados às más influências cortaram todas as esperanças de seus parentes. Aos nove, o garoto andava com um grupo de má fama e não frequentava direito ao colégio – ele queixava-se de que não entendia o que os professores diziam, além de não gostar de ficar sentado na cadeira.


Aos onze, Tyler já havia feito algumas infrações: pequenos furtos à residências, vandalismo e até mesmo brigas públicas – sendo estas entre gangues e “amigos”. Uma garagem abandonada, QG da gangue a qual fazia parte era sua segunda, ou única, casa.


Aos quinze anos o rapaz já encantado pela nicotina recebeu sua primeira cicatriz: em uma briga de bar, Tyler foi atingido por um tiro no peito direito que raspou em seu pulmão. Esta foi sua primeira quase morte. O atirador foi linchado dias depois pela gangue de Keating. No mesmo ano, o rapaz envolveu-se em mais uma briga de bar, desta vez não haviam armas de fogo, apenas brancas. Por infelicidade, Tyler foi atingido na barriga – a lâmina da faca de seu rival formou um formoso corte que cruzou horizontalmente sua barriga. O ferimento causou-lhe uma perca de sangue considerável o suficiente para agendar sua ida ao UTI pela segunda vez. Novamente, Keating ironicamente quase conheceu seu pai.


Com dezesseis anos, Tyler sustentava-se pelos furtos. A rua ensinou-lhe a sobreviver da maldade, porém isto não afetou sua personalidade: Keating não era uma pessoa má, seus atos eram espelhos do momento. Suas brigas não eram iniciadas por ele; seus furtos eram para sobrevivência. Ele não buscava luxo nem nada que não fosse utilizar, seus poucos bens eram todos uteis para o garoto. Foi nesta idade quando Tyler conheceu seu provávelmente único amigo: Owen, um rapaz loiro que usava muletas, também membro da gangue.


Mesmo tendo abandonado os estudos, Tyler despertou uma leve atração pela leitura. Uma vez durante um furto deparou-se com um livro que chamou sua atenção. A partir desse dia, o rapaz iniciou um complicado hábito de ler – o déficit de atenção era um forte inimigo para Tyler. Owen incentivou o rapaz a ler contos mitológicos e policiais. A mitologia grega era a preferida da dupla.


Com dezessete, dois tiros nas costas poderiam ter finalizado a vida de Tyler. Mais uma vez, o rapaz sobreviveu – desta vez, com a ajuda de Owen. A amizade de ambos fortificava-se com o passar do tempo.


[...]

Certo dia, tarde da noite, Owen e Tyler estavam andando em uma rua bastante arborizada e escura de Flint. Um som animalesco já conhecido por Owen atordoava o rapaz, que queixava-se com seu amigo.


- Tyler conhece este som?
- Não.
- Eu conheço e não curto de onde vem. – com um olhar de perigo, Owen observava cada galho das árvores mais próximas.

Escondidos nas árvores, três abutres de quase um metro emitiam um som aterrorizador – pelo menos para Owen. Aquelas aves não tinham habitat naquela região e o rapaz loiro sabia disto. Aliás, ele sabia o motivo da presença das mesmas. Um abutre iniciou voo, revelando-se para a dupla.


- Deveria ser aquele abutre, Owen.
- Isto era o que eu temia... – a fala fora em um tom baixo, quase inaudível para Tyler.

A ave rumou à Tyler, como se um ataque fosse, mas antes que fosse capaz de atingi-lo, ela alterou seu rumo, passando por cima da cabeça do rapaz e pousando em um galho logo em seguida. A reação do jovem foi abaixar-se e focar o olhar no abutre. Ele carregava consigo uma faca já enferrujada – que salvou sua pele algumas vezes – e logo após o rasante da ave, ele sacou-a.


- Filho da mãe quase me acertou.
- Acho que ele quer exatamente isso...

Dois abutres abriram suas asas e rumaram à Tyler – era outro ataque. Desta vez, separados e atacando quase um de frente para o outro, as aves deixaram claro quem era o alvo. Tyler tomou uma breve e frágil posição de defesa. Se não fosse Owen, os abutres teriam acertado em cheio o jovem rapaz. Antes que as aves tocassem Keating, o rapaz loiro empurrou seu colega e golpeou com uma muleta um dos animais, porém fora atingido pelo que restou.


No chão, Tyler viu seu amigo ser jogado para frente e cair ao solo. Ele levantou, porém tinha poucos segundos antes de mais um ataque. Uma ave veio rapidamente na sua direção, era um ataque frontal. Keating agachou-se no tempo certo e esticou seu braço para cima. Seus movimentos eram consequências da hiperatividade e acúmulo de lutas corporais, já o corte causado na barriga da ave foi pura sorte. Aquela ave voou para uma árvore e não tornou a atacar novamente.


Owen viu o golpe desferido por Tyler à ave e viu algo que já esperava acontecer: acima da cabeça de Keating apareceu um símbolo luminoso, o símbolo de reclamação.

 
- Tá vivo? – Tyler correu na direção de seu amigo e ajudou-o a levantar.
- Tyler, vamos sair daqui agora, preciso te explicar umas coisas. – O rapaz loiro falava olhando para o símbolo na cabeça de Keating.

A última ave restante tornou a atacar. Ela voou por trás de Keating, fora de seu campo de visão. Owen moveu-se rápido demais para alguém que utilizasse muletas e com as mesmas, golpeou fortemente o último animal.


- Como você tá andando sem...
- Vamos rápido, precisamos ir pra Long Island. – Owen interrompeu Tyler.

Owen colocou a muleta em mãos e correu na direção de um carro. Ele arrombou sua porta, adentrou e ligou o carro. Tyler ficou de pé parado na rua sem entender como seu amigo movimentava-se tão bem sem os apoios.


- Vem Tyler. A realidade não é só isso que você pensa. Esses abutres não te atacaram porque não gostaram do seu rosto. Você é filho de um deus, tipo aqueles que tinham nos contos mitológicos que nós lemos. Vamos, depressa.
E NÃO SABIA O QUE FAZER... MORRER, VIVER, MORRER, VIVER!
feito por @ tyler keating


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Carter Betelgeuse em Qui 21 Abr 2016, 19:46

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?


Ares. Me identifico com Ares, o Deus da guerra.

- Perfil do Personagem

Características Físicas: Ele possui altura mediana, em torno de 1,85m, pesando por volta de 83Kg, bem distribuídos. Pele branca, corpo robusto típico de quem realiza exercícios físicos constantemente, mas na medida certa sendo mais para manter o porte físico. Olhos verde claro e cabelos castanho curto e um pouco bagunçado.

Características Psicológicas: Ele é muitas vezes extrovertido, brincalhão, mas quando quer machucar alguém ele é frio e calculista. Ele tem um pouco de coragem misturada com burrice porque muitas vezes defende alguns mais fracos de valentões e isso já o encrencou muito.

- História do Personagem

Nascido e criado na cidade de Lawrence, localizado em Kansas, sem seu pai, ele foi criado por sua mãe. Sua  mãe Mary, mesmo não demonstrando se sentia infeliz pela falta do meu pai, ela sempre desconversava quando Carter tocava no assunto "seu pai". Acostumei a ter dois amigos da escola, que também eram vizinhos, toda vez que ele se sentia sozinho jogava e saia com esses amigos, John e Lisa. Pois, sua mãe sempre estava trabalhando e o horário dela mudava constantemente. Ela ficava ao máximo longe de casa para evitar de olhar para Carter, ele lembrava seu pai que sumiu e ela não aguentava me olhar e lembrar sempre dele.

Sua mãe Mary era chefe médica em um hospital local, fazendo com que grande parte do meu dia ela acabasse ficando longe, Carter já havia se acostumado com isso, mas em compensação ela nunca deixava faltar nada em casa, como, roupas, comida e tudo que Carter precisasse ela dava, mas isso nunca fez dele um garoto mimado e cheio de frescura.

Carter sempre foi chamado de maluco por meu amigo John que raramente se separava dele. Ele sempre se divertia com o fato de Carter ser um imã para brigas, e sempre que tinha uma John o ajudava. Eles sempre foram de se meter em encrencas escolares pelos mais diversos motivos, desde proteger os mais fracos de valentões até tocar o sinal da escola e sair correndo.

Em uma tarde como de costume após o almoço Carter e John iam para o treino de basquete na quadra da escola, onde Carter sempre se encontrava com a sua "amiga" e líder de torcida Lisa, os dois já estavam juntos à quase um ano, mas não era um relacionamento sério. Antes de terminar o treino John teve que sair mais cedo, pois tinha uns problemas para resolver.

Ao termino do treino Carter levou Lisa até a casa dela como ele sempre fazia no final da tarde, ao voltar para casa Carter foi surpreendido por dois caras que fecham o caminho, um deles era o ex-namorado da Lisa, chamado Bruce e o outro ele não conhecia o mesmo estava com uma barra de ferro em mãos.

Carter -- O que você quer?
Bruce -- Por um ponto final em algo pendente.
Carter -- Cara me esquece, você perdeu aceite isso!
Desconhecido -- Assim, que isso acabar Bruce vou querer o meu pagamento.
Bruce -- Está aqui! -- ele pega um bolo de notas do bolso e entrega para o desconhecido, e vira as costas e sai.

Ao se virar para tentar fugir Carter leva um soco de outro cara, e caído no chão vê esse cara se transformar em algo muito bizarro, que nos livros de histórias são chamados de Fúria, o outro com a barra de ferro também se transforma, assim, soltando a barra de ferro.
Carter -- O que é isso?
Fúria 2 -- Você tem a aparência de seu pai, mas vejo que é só aparência. 
Fúria 1 -- Ele é tão fraco como um humano comum.
Carter -- Meu pai? O que vocês sabem dele? 


Ao se levantar Carter corre na direção da Fúria 1, a mesma que estava com a barra de ferro perto, e tomado por um ódio e corre e arremessa a fúria 1 para longe da barra, na intensão de pega-la. Ao pegar a barra de ferro ele a enterra na cabeça da fúria 1 e a fúria 2 sai assustada, der repente Carter desmaia e acordar meses depois no Acampamento meio sangue, onde descobre que é filho de Ares o Deus da guerra.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Aaron T. Czarevich em Qui 21 Abr 2016, 20:44


Avaliação





Chloe Norgaard

Vamos lá, Chloe. Antes de tudo, peço para que você aumente mais um pouco a fonte do template, eu já sou meio cega, aí fica difícil para mim.

Eu fiquei muito intrigada com os seus motivos da escolha de Íris, devo avisar previamente que você ganhou mais um stalker. Sua ficha ficou muito boa, exótica, devo dizer, mas vamos aos erros.

O primeiro que encontrei foi "Seatlle". Acredito que tenha sido um erro de digitação, mas por via das dúvidas, essa é a maneira correta de dizer o nome da cidade - Seattle - .

E mais um aqui:

"Certo dia, ele foi abordado por pessoas estranhas que o sequestraram e o levou para um galpão qualquer. Desesperador né"


Percebeu como a frase fica estranha? O certo seria - Certo dia, ele foi abordado por pessoas estranhas que o sequestraram e levaram para um galpão qualquer. Desesperador, né? - .

Mais alguns erros por aqui:

"abrasada não o permitiram dormi."


Eu nunca ouvi falar da palavra abrasada, creio que o certo seja arrasada, não? E nunca se esqueça de que na maioria dos verbos, o r sempre está ali no final, como falar, dormir, cantar, amar, e assim por diante.

Felizmente, os erros que pude identificar acabam por aí. No mais, a ficha foi simples e direta, sem enrolação: do jeito que eu gosto. Deu para notar que você escreve bem e não vai demorar para se adaptar aqui no fórum. Então, seja bem-vinda, filha de Íris!

Tyler Keating


Olá, Tyler, seja bem-vindo ao fórum. Devo confessar que achei seu template interessante e que quis muito roubar ele , mas vamos para o vai ou não vai.

Para começar esta avaliação muito animada, já notei a palavra "Tânato" nas primeiras linhas. O nome correto do deus seria Tânatos, ou Thanatos, como preferir.
"- Tyler conhece este som?"


A ausência de vírgula depois de Tyler me faz entender que estão falando dele, em terceira pessoa, mas na verdade, Owen está falando COM ele.

No mais, não encontrei outros erros. A história do pequeno marginal de Flint me envolveu bastante, eu realmente imaginei Tânatos ansioso para encontrar o filho adoro uma discórdia, haha. Por isso, seja bem-vindo ao acampamento, mais novo filho de Tânatos!

Carter Betelgeuse


Para começar, jovem Carter, já notei dois erros na primeira pergunta. Sua resposta foi muito vaga, me deu a sensação de que você respondeu com pressa. Essa resposta é mais comum do que você pensa aqui no fórum. Além do mais, a palavra deus, quando você se refere a deuses gregos, nórdicos e etc, fica com o d minúsculo.

Olhos verde claro e cabelos castanho curto e um pouco bagunçado.


O certo seria "Olhos verde-claros e cabelo castanho, curto e um pouco bagunçado."

"Ela ficava ao máximo longe de casa para evitar de olhar para Carter, ele lembrava seu pai que sumiu e ela não aguentava me olhar e lembrar sempre dele."


No final desta frase, notei uma confusão. Você começa narrando na terceira, mas termina na primeira pessoa. Fiquei um tanto confuso aqui. Não só aqui, mas em todo o texto você faz essa confusão.
Suas falas também são confusas vou dar um exemplo para que você possa melhorar.

" Aaron estava andando tranquilamente quando viu uma zebra voadora, que perguntou:

- Quer tomar vodka? - disse, enquanto acendia um charuto. "

Não fica bem mais organizado? Pode manter as cores se quiser, não atrapalha em nada.

Mas o mais grave que encontrei foi no combate. Foi curto e mal desenvolvido, como uma fúria iria ter medo de uma barra de ferro, se elas não temem nem uma espada mega poderosa? E por qual motivo Carter desmaia? E quem levou ele ao acampamento?

Por isso, jovem Carter, não foi desta vez. Se esforce mais um pouco, tire suas dúvidas, use um corretor ortográfico, e tente de novo!

Qualquer dúvida, sugestão, reclamação, recalque, falsidade, comida por sedex, MP.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Odisseu em Qui 21 Abr 2016, 21:39





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Carter Betelgeuse em Sex 22 Abr 2016, 15:32

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Carter Betelgeuse, será filho de Ares. Pois, a personalidade, a história e as atitudes lembra muito a de um filho de Ares. Ah, e também o fato de não levar desaforo para casa e estar sempre metido em brigas.


- Perfil do Personagem 

Características Físicas: Ele possui altura mediana, em torno de 1,85m, pesando por volta de 83Kg, bem distribuídos. Pele branca, corpo robusto típico de quem realiza exercícios físicos constantemente, mas na medida certa sendo mais para manter o porte físico. Olhos verde-claros e cabelos castanho claro, curto e um pouco bagunçado.

Características Psicológicas: Ele é muitas vezes extrovertido, brincalhão, irônico, mas quando quer machucar alguém ele é frio e calculista. Ele tem um pouco de coragem misturada com burrice porque muitas vezes defende alguns mais fracos de valentões e isso já o encrencou muito.

- História do Personagem

Nascido e criado na cidade de Lawrence, localizado em Kansas, sem seu pai, Carter foi criado por sua mãe. Sua mãe Mary, mesmo não demonstrava que se sentia infeliz pela falta de meu pai, ela sempre desconversava quando Carter tocava no assunto "seu pai". Carter se acostumou a ter dois amigos na escola, e também ambos eram vizinhos, toda vez que ele se sentia sozinho jogava e saia com esses amigos, John e Lisa. Pois, sua mãe sempre estava trabalhando e o horário dela mudava constantemente. Ela ficava ao máximo longe de casa para evitar de olhar para Carter, ele lembrava seu pai que sumiu e ela não aguentava olhar-lo, pois Carter era a cara do pai.

Sua mãe Mary era chefe médica em um hospital local, fazendo com que grande parte do meu dia ela acabasse ficando longe, Carter já havia se acostumado com isso, mas em compensação ela nunca deixava faltar nada em casa, como roupas, comida e tudo que Carter precisasse ela dava, mas isso nunca fez dele um garoto mimado e cheio de frescura.

Carter sempre foi chamado de maluco por meu amigo John que raramente se separava dele. Ele sempre se divertia com o fato de Carter ser um imã para brigas, e sempre que tinha uma John o ajudava. Eles sempre foram de se meter em encrencas escolares pelos mais diversos motivos, desde proteger os mais fracos de valentões até tocar o sinal da escola e sair correndo.

Em uma tarde como de costume após o almoço Carter e John iam para o treino de basquete na quadra da escola, onde Carter sempre se encontrava com a sua "amiga" e líder de torcida Lisa, os dois já estavam juntos à quase um ano, mas não era um relacionamento sério. Antes de terminar o treino John teve que sair mais cedo, pois tinha uns problemas para resolver. 

Ao termino do treino Carter levou Lisa até a casa dela como ele sempre fazia no final da tarde, ao voltar para casa Carter foi surpreendido no beco perto da casa de Lisa, por dois caras que fecham o caminho, um deles era o ex-namorado da Lisa, chamado Bruce e o outro ele não conhecia, o mesmo estava com uma barra de ferro em mãos.

- O que você quer? - perguntou Carter com a cara fechada.
- Por um ponto final em algo pendente. - respondeu Bruce com um tom de risada.
- Cara me esquece, você perdeu aceite isso! - Carter viu que eles não estavam ali só para dar um susto e sim algo bem sério.
- Assim, que isso acabar Bruce vou querer o meu pagamento. - falou o desconhecido com uma barra de ferro em mãos.
- Está aqui! - Bruce pega um bolo de notas do bolso esquerdo da jaqueta e entrega para o desconhecido, e vira as costas e sai discretamente.

Ao se virar para tentar fugir Carter leva um soco de outro cara e caí no chão, ao olhar para o mesmo cara que lhe deu um soco, Carter vê esse cara se transformar em algo muito bizarro, que nos livros de histórias são chamados de Fúria, o outro com a barra de ferro também se transforma, assim, soltando a barra de ferro.

- O q... que é isso? - disse, com um tom de voz assustado.
- Você tem a aparência de seu pai, mas vejo que é só aparência. - diz a fúria que lhe deu um soco, tirando onda com a cara de Carter. 
- Ele é tão fraco como um mortal. - diz a fúria que largou a barra de ferro, ela vem andando lentamente em direção de Carter.
- Meu pai? O que vocês sabem sobre ele? - diz Carter se levantando com uma cara de raiva. 

Ao se levantar Carter corre na direção da Fúria 1, a barra de ferro se encontrava logo atrás dela, tomado por um ódio Carter corre até a fúria lhe dando uma investida e arremessa a mesma na parede, logo ele pega a barra de ferro. Ao pegar a barra de ferro ele a enterra na cabeça da fúria 1 e a fúria 2 sai dali assustada, der repente Carter desmaia e acordar meses depois no Acampamento meio sangue, onde descobre que é filho de Ares o deus da guerra.
Carter Betelgeuse
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alizza Hünrazgov em Sex 22 Abr 2016, 18:14


FICHA!




- Por qual deus deseja ser reclamado?
O Deus escolhido para a personagem em questão é Phobos, o Deus do Medo. Alizza é uma personagem peculiar. Assim como Sunshine, apesar das idades não se coincidirem, foi levada por um laboratório clandestino na Rússia, que estuda meta-humanos. Na história, Alizza nasceu muda, mas se comunica através de pensamento, sua mente é muito desenvolvida, se comunicando como uma adulta. O fato de ter um cérebro meta humano (motivo o qual foi levada ao laboratório para estudos) faz com que ela consiga manipular não somente sua forma de pensar mas sim as energias que existem ao seu redor, isso inclui as pessoas ao seu redor.

Inicialmente havia pensado em Morfeu para que fosse seu pai Olimpiano, principalmente pelo fato dos sonhos, mas o medo é um sentimento mais forte que uma ilusão, e o fato de transmitir um sentimento somente pela sua aura é um tipo de característica que bate totalmente com a história e personalidade de Alizza.

- Perfil do Personagem
A garota tem somente 5 anos de idade e aparenta beleza descomunal, era lógico que teria certa beleza, já que Phobos é um Deus cujo seus pais são Ares e Afrodite, e não há nada mais belo que o Amor e a Guerra, não? Sua aparência por mais bela que seja transmite uma aura assustadora. Aquela história de que o belo representa perigo pode ser considerado no perfil de Alizza.

Tem pele clara e suave assim como toda criança, pequenina não atingindo a cintura da maioria dos campistas que residem no local. Seus lábios são carnudos e avermelhados, bonito e atraente e sempre estão com uma expressão séria, por mais que às vezes um sorriso tímido possa surgir de lá. Cabelos negros e longos se espalham sobre seu corpo, deixando com que sua pele se torne visivelmente ainda mais clara. Dentre todas suas características o que mais se destaca são seus olhos claros, suaves e indecifráveis.

Tem personalidade forte, sua infância fora tirada do seu tempo então vive andando enigmática por todos os locais. Não tem problemas com as pessoas, por mais que muitos tenham medo dela só de chegar perto. Não tem extremidades em sua personalidade que consegue seguir no ponto de vista “positiva” ou “negativa”, é sempre firme em seus pensamentos e totalmente realista, se as coisas estão boas, ela irá atrás, se estiverem ruins, ela não correrá, é simples.

Totalmente sincera chega a magoar a todos os que ficam perto demais, e por mais que seja uma criança, não consegue buscar em seu interior quaisquer personalidades infantis e felizes, tendo uma mente conturbada e totalmente fria.

- História do Personagem

Rússia é um pais enigmático, sua extensão promove um tipo peculiar de recurso onde “coisas” podem ser construídas e não encontradas de forma alguma, assim é o Laboratório Merton, um lugar onde crianças que apresentam poderes peculiares são levadas e cuidadas de uma forma não tão gentil.

Alizza chegou no local quando tinha seu mero 1 ano de idade e como todos os recém chegados fora levada a uma sala branca chamada de “Apagão”. O nome explicava tudo sobre o que acontecia lá e o bebê de cabelos negros iria perder a memória. Algo diferente aconteceu, o médico em questão que estava de plantão fazia os últimos preparativos para aplicar o coquetel que tiraria as memórias da garota.

A menina ainda estava dormindo quando sentiu uma grande pressão em seu braço, a dor fora suficiente para que acordasse e olhasse para o médico com seus olhos claros, o encarando com firmeza e postura, aquilo foi o suficiente para o homem se afastar da garota e deixar de lado toda a medicação aplicada, fugindo do local. Dizem lendas que este médico se matou nos corredores mais profundos do laboratório, deixando uma carta para que o bebe fosse abandonados, mas os relatos nunca foram comprovados.

Ninguém soubera se a criança havia tido sua memória tirada e com o passar do tempo, acabaram deixando com que ela simplesmente fosse crescendo nesta duvida afinal de contas, era somente um bebê, ela não poderia saber de nada, não é.

Sobre sua vida dentro do laboratório por um ano era igual a todos que estiveram uma vez lá, fora marcada com seu número em seu braço direito: 626. Seu número de experiência era o suficiente para que alguns dos que viviam lá a chamassem de Sititch. Também passou por várias cirurgias para que descobrissem sua mente, por mais que por inúmeras vezes alguns não fossem completadas.

Aos poucos os médicos e cientistas foram percebendo que algo estava errado com a garota e começaram a se afastar com medo da mesma, sempre evitando chegar perto ou se quer passar no mesmo andar que ela estaria. No final das contas Alizza fora abandonada em um dentro de uma sala restrita em um andar totalmente abandonado, onde somente se aproximavam alguns dos próprios experimentos para dar comida – por ordem superiores – a ela.

Três anos se passaram.

Mas não foram três anos quaisquer. Alizza descobriu seu nome e lembrava tudo o que aconteceu quando criança.

Sua mãe a acariciava em um berço quando a porta de seu quarto se rompeu, homens invadiram o local atirando silenciosamente em sua mãe que morreu instantaneamente. O local do crime fora limpo e após alguns minutos três homens de terno apareceram para “dar um jeito”, eles disseram. A garota e sua mãe foram levadas dentro de um carro escuro e por mais sádico que parecesse, os homens assassinos colocaram Alizza no colo de sua mãe morta para que o “contato” a fizesse parar de chorar.

Três anos revivendo a história de sua vida todas as noites.

Já estava com seus cinco anos de idade quando uma grande confusão começara a acontecer nos andares acima do que ela estava. Não ligava para nada até sentir o medo de uma garota emanar no andar.

Sua porta abriu. Uma menina apareceu e a encarou, dava para ver o horror em sua face e Alizza se levantou de sua cama a encarando. Foi quando percebeu que no braço da garota havia uma marca, algo que ela já havia escutado uma vez. Experiência fugitiva numero 03.

A ruiva na sua frente já havia estado lá.

- Dylan! – A menina gritou – Eu acho que achei uma semideusa.



Alizza Hünrazgov
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Thierry Woodstorm em Sab 23 Abr 2016, 15:17


Reclamação!




- Por qual deus deseja ser reclamado?
Perséfone. Não vou mentir e escrever coisas só pra preencher espaço. Escolhi ela pelo fato de ser uma deusa interessante e querer explorar um personagem que é prole dela.

- Perfil do Personagem
Descrição Física: Aos 17 anos o garoto possuí 1,69 de altura, por ser um pouco pequeno isso o torna um pouco mais ágil do que os garotos "marombas" da sua idade. Por ter passado por vários treinamentos durante sua infância e ter os continuado no acampamento, ele tem o corpo bastante definido, apesar de não ser musculoso. Seus olhos são azuis, e seus cabelos são loiros, porém ele os tinge de azul junto com seu namorado e sua melhor amiga.

Descrição Psicológica: Antes de chegar ao acampamento, o garoto foi criado para não demonstrar sentimentos para ninguém, segundo seu pai, sentimentos só atrapalham quando se esta focado em algo. Ele era frio e calculista  e não hesitava em matar ninguém, atualmente essa personalidade só aparece quando ele está focado em uma missão ou em um objetivo, como se fosse um distúrbio que se ativa nessas circunstâncias.
Depois de um tempo no half-blood ele aprendeu com a ajuda de amigos, que demonstrar sentimento não é sinal de fraqueza, e o garoto então aprendeu a amar e ser mais sentimental com seus semelhantes.

- História do Personagem

Matthew nasceu como o primogênito de uma família de assassinos de elite, então morte nunca foi novidade em sua vida. Sempre foi treinado pelo pai para ser o melhor homicida de aluguel já visto, por isso teve que passar por diversas torturas para conseguir ter tolerância à eletricidade e dor, por exemplo. O garoto desde pequeno mostrava talento para o trabalho e, por possuir uma beleza enorme, a utilizava para manipular suas vítimas.  

A criança nunca teve chance de conhecer sua mãe, que, de acordo com seu progenitor, era uma mulher misteriosa e com uma feminilidade e beleza invejável por qualquer outra.  

Teve aulas em casa até os doze anos, que foi quando entrou pela primeira vez em uma escola. Constantemente saía da aula por motivos de “sua tia estava no hospital com uma doença terminal”, que na verdade era desculpa para ir fazer um serviço com o seu pai, e estava sempre mudando de colégio.  

Não era um garoto de muitos amigos, já que, ele só era simpático com aqueles que traziam vantagens e depois que essas vantagens acabassem, as pessoas eram simplesmente descartadas.

Com 14 anos o garoto já havia matado dezenas de pessoas e era extremamente frio, calculista e se recusava a demonstrar seus sentimentos. Para ele, matar tinha se tornado a coisa mais simples de todas, era como escovar os dentes de manhã.  

No dia que ele chegou ao mundo mitológico, ele estava prestes a matar um homem rico, até que esse homem simplesmente se transformou num demônio. Um garoto filho de Hades derrotou o demônio, e explicou que estava em uma missão para achar Matthew. Sem hesitar o garoto seguiu a prole do deus do submundo até o Acampamento Meio-Sangue, em Long Island.  

Lá Matthew encontrou uma carta de seu pai, dizendo que já estava na hora dele saber toda a verdade. A carta contava sobre sua mãe, Perséfone, sobre o por que dele ter mentido, entre outras coisas. Para ele foi difícil aceitar de inicio, mas nada que o tempo não pudesse resolver.

A vida no acampamento se tornou ótima depois que Lightwood se adaptou. O jovem conseguiu novos amigos, foi para missões, treinou e até mesmo arranjou um namorado.  

Podemos dizer que ele se tornou bipolar, pois sempre que estava focado em algo ou estava em uma missão, ele voltava aos seus tempos de assassino, e novamente ficava frio e calculista até acabar o seu objetivo.

Naquele dia em especial, ele havia feito uma missão na noite anterior para pegar alguns jovens que tinham tentado fugir e ir para uma festa. Matthew estava deitado na areia da praia, já cansado de um dia completamente exaustivo e acabou dormindo por acaso. Porém o sono do semideus não foi tão tranquilo, ele começou a sonhar e em seu sonho uma mulher de beleza estonteante apareceu em sua frente.

— Como você cresceu, Matthew... — disse a mulher desconhecida, sorrindo de maneira terna. — Oh, desculpe. Sou Perséfone, sua mãe.

— Eu sei quem é você... Só não sei o porquê de não ter me reclamado até agora e porque não é nem um pouco presente em minha vida. — Respondeu o rapaz com um pouco de dor na voz, levantando-se lentamente.

A brisa era tranquila no sonho e o cenário era como uma linda floresta em um dia comum de primavera. Perséfone tinha olhos escuros, cabelos da mesma cor e vestia um longo vestido tão belo quanto ela. No momento seu olhar transmitia nada mais que calma.


— Deuses não podem interferir na vida mortal, meu filho. — A deusa tirou uma mecha escura de seu rosto e colocou atrás da orelha, enquanto se aproximava de sua prole. — Sua criação também não colaborou. Você tinha muito que aprender e quando veio para o acampamento você conseguiu.

— Como assim consegui? — indagou o rapaz, mexendo nervosamente em sua franja.  

A deusa soltou uma risada.

— Você salvou aquela garota ao invés de deixa-la apodrecer sozinha. Você mudou, Matthew, mesmo que não aceite isso. — Ela se virou de costas com um sorriso singelo em seu rosto. — Sinto que terei que ir agora. Se cuide, por favor...

Antes que pudesse se despedir de sua mãe ou dizer qualquer coisa, Matt acordou com um susto e começou a olhar tudo em volta.

Ao não ver nada além da praia vazia, ele decidiu caminhar até o mar para dar um mergulho ou só molhar os pés mesmo. Ao chegar lá, o rapaz resolveu fitar seu reflexo na água e notou um símbolo roxo brilhando em sua cabeça. Seus olhos ficaram cheios de lágrimas e um sorriso surgiu em seus lábios. Ele havia sido finalmente reclamado por sua progenitora.

— Obrigado... Mãe.

Thierry Woodstorm
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Duncan Summer em Dom 24 Abr 2016, 03:48

-De que deus(a) eu gostaria de ser filho.

Eu gostaria de ser filho de Ares o deus da Guerra.

-Por que eu gostaria de ser filho de Ares?

Porque um fogo queima dentro de mim, uma raiva, uma fúria que pode ser usada como uma grande força ou uma grande fraqueza, sendo filho de Ares saberei usar isso como uma arma para defender aqueles ao meu redor e destruir meus inimigos.

-Minhas Características Físicas

Cabelos loiros, 1,80 de altura, forte porém acima do peso, expressão permanentemente séria, raramente rio, cicatriz longa que vai da cintura até o pescoço.

-Minhas Características Psicológicas

Embora meu pai seja Ares não sou exatamente o tipo de pessoa que arranja brigas por aí, um rapaz focado e educado, sempre bastante sério e até mesmo cortês, podendo me tornar perigoso em momentos de fúria.

-Minha História

O primeiro contato de um Semideus com o mundo dos monstros costuma ser terrível e, algumas vezes, o último dia do tal Semideus... Para mim foi um choque um tanto quanto avassalador, havia perdido minha mãe aos 9 anos e nunca conhecera meu pai, viva com um tio, ele era um bêbado que realmente fedia demais, mas nunca havia me machucado, ele vivia em seu mundo de bebidas baratas, cigarros e comida velha e mofada e eu tentava sobreviver com o que houvesse na geladeira.
As coisas sempre haviam sido estranhas para mim, entrei em uma academia de boxe aos 7 anos para aprender a me defender dos meninos que queriam me bater e em dois dias havia nocauteado todos eles, eu não sabia o porque, mas quando colocava as luvas era como se me tornasse outra pessoa, como se um botão fosse acionado em meu cérebro... Talvez os guerreiros sentissem isso quando colocavam armaduras na idade média ou algo assim, eu fazia muito essa comparação, sem saber na época que ela se aplicava a mim muito mais do que aos demais.
Estava voltando da escola para casa, tinha onze anos de idade, me acompanhava Lydia, uma menina um pouco mais velha que gostava de conversar comigo, morava a duas casas de distância da minha, era aquela pequena paixão juvenil que todo o garoto daquela idade tem, claro que para ela eu era apenas um menino que botava medo nos demais, mas eu gostava de sua companhia mesmo assim... Tudo ocorria normalmente, a diferença era que o chuveiro em minha casa havia quebrado, isso não fazia importava para meu tio que tomara seu banho mensal duas semanas antes e demoraria a notar o cano quebrado, mas eu não podia chegar na escola fedendo, Lydia disse que não teria problemas se eu quisesse tomar um banho em sua casa, agradeci, corri até minha casa, meu tio estava desmaiado no sofá, peguei um pedaço de sabonete velho e duro, o resto de shampoo e uma toalha que meu tio trouxera do exército 25 anos antes, estava feliz com a perspectiva da água quente... Eu nem imaginava que um banho poderia acabar custando tanto.
Após vários minutos sob a água, uma boa dose de shampoo e sabonete eu havia enfim arrancado o cheiro de bebida e comida velha de meu corpo, agradeci novamente Lydia por me permitir aquilo, a mãe da menina veio até mim sorrindo, seu rosto em forma de coração estava corado por conta do fogo, onde ela mexia um ensopado.
- Duncan querido, já vai embora? - Questionou ela ao ver que guardava o sabonete e a toalha em uma sacola plástica e ia até a porta, a neve já havia começado a cair novamente do lado de fora, era um inicio de inverno, mas o frio era poderoso.

- Ah... Sim senhora Oldway, muito obrigado. - A mulher olhou-me com os enormes olhos castanhos, ela sabia que minha vida não era fácil com meu tio, um homem inofensivo, mas um vagabundo conhecido.

- Você já comeu essa noite? Não gostaria de ficar para o jantar? Teremos ensopado de peixe. - Permaneci parado no batente da porta por alguns segundos, o odor delicioso da tainha, em contraste com o pão bolorento que vira sobre a bancada de minha casa parecia bom demais para recusar, ela notou minha dúvida e sorrindo puxou-me para dentro da casa, garantindo que, como seu filho mais velho havia ido viajar com a escola, ela havia feito comida a mais e precisariam de ajuda para comer tudo, aquilo me deixou feliz...
Minhas lembranças do jantar são vagas, estava sentado na mesa em um momento, rindo de uma piada dita pela senhora Oldway... Minha lembrança seguinte era estar correndo pela rua, tentando escapar daquela criatura enorme que agora me perseguia... Escondi-me nos esgotos por mais de um dia, rezando para não morrer, chorando baixinho... Quando saí fui reconhecido e levado para uma instituição para menores infratores, a Sra.Oldway havia sobrevivido ao ataque, mas sua filha Lydia não, a névoa fizera seu trabalho e tudo o que a boa senhora vira havia sido eu, puxando de minha sacola plástica um artefato explosivo caseiro que explodira metade da casa, matando sua filha... Ninguém deu bola para minha história, de fato era difícil acreditar que um homem com mais de 5 metros de altura e um único olho destruíra a casa com seu bastão gigante... Fui taxado como louco... Nos dois anos seguintes coisas ruins voltaram a acontecer, a higiene era parte importante no reformatório e a ausência do odor característico de meu tio tornou-me um alvo para as criaturas, em duas ocasiões fui salvo por um colega de sela, um aleijado chamado Olyard... Um nome horrível, mas o sujeito era boa pessoa, insistia o tempo todo que devíamos tentar fugir, apesar de suas pernas mancas e dos sapatos que não tirava nem para dormir, recusei nas primeiras vezes, mas depois do segundo ataque decidi que era mais fácil morrer tentando escapar do que aguardar a morte ali sentado em uma sela, com ajuda de um dos guardas escapamos, não sabia porque diabos ele nos havia ajudado, mas ao sairmos do reformatório Olyard explicou-me acerca do acampamento meio sangue... Devo dizer que acreditei que meu colega de sela estivesse drogado, entretanto eu sabia que não era louco e sabia que um monstro gigante matara minha amiga Lydia, que uma criatura com asas havia tentado me matar no banheiro do reformatório e que um dos guardas tentará me sufocar com sua CAUDA DE ESCORPIÃO dentro da sela... Após conversarmos bastante não houve maiores problemas, segui Olyard até o acampamento meio sangue, nossa viagem foi longa e brutal, mas o golpe mais duro foi a maldita manticora... Estávamos a poucos metros do pinheiro de Thalia, que era como Olyard chamava a grande árvore no alto da colina, eu já via o brilho do tal "Velocino de ouro" pendurado nela, tudo estava dando certo, até que o monstro nos encurralou, Olyard criou a distração e me mandou correr, consegui atravessar para a segurança do acampamento... Meu amigo não... Ele foi queimado com uma mortalha de plantas naquela noite... Pela primeira vez estava no acampamento meio sangue, era tudo o que Olyard prometera, embora tenha me tornado uma pessoa solitária por conta das muitas perdas em minha vida, o acampamento viria a fazer bem para mim, tomei por objetivo conhecer o mundo inferior algum dia e, se possível, trazer Lydia de volta a vida, se isso não for possível, morrerei tentando.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Sadie Bronwen em Dom 24 Abr 2016, 12:58

Carter

Moço, eu vi que você está tentando melhorar, e isso é bom, de verdade! Contudo, ainda faltam algumas coisas. A primeira foi o fato que o momento da reclamação não foi narrado na ficha e, se você ler o tópico, vai ver que isso é obrigatório - a falta disso por si só anula a chance de reclamação. Outro ponto, voltando à coerência, e que o avaliador anterior já chamou a atenção: o combate em si não foi desenvolvido e ficou uma brecha enorme - a parte final, da descoberta de quem é, que seria o principal, foi cortada. Agora, algumas dicas: as fúrias, por coerência, são servas diretas de Hades - elas só vão atrás de alguém a mando direto dele, e não de qualquer semideus (no livro, foram atrás de Percy tanto pela profecia quando - principalmente - pelo roubo do elmo de Hades). Pense que, por mais que esteja em seu ápide físico, o personagem ainda não conhece nada sobre o mundo mortal - desenvolva a reação dele a isso. Quão estranho seria ter monstros em seu encalço, quando você nunca viu nada parecido antes? Eu indicaria utilizar outra criatura (ou ter realmente uma trama muito séria que explique o por quê das fúrias). Se o personagem for para o acampamento, desenvolva essa descoberta - quem o salvou? Como? Como descobriu quem ele era? Como o levaram? Como o personagem reagiu ao ser levado para lá? Como lidou com o fato de que é uma semideus? Como e quando foi reclamado? Ficou surpreso? São essas coisas que fazem a diferença na ficha inicial. Outro ponto: revise a escrita. Em alguns momentos você alternou primeira e terceira pessoa no texto, por exemplo, e isso é um erro grave. Caso precise de auxílio, pode entrar em contato via MP, ou no chat, não apenas comigo, mas com outros deuses e/ou narradores. Ficaremos felizes em ajudar. Por hora, não reclamado.

Alizza

Poucos erroa (em geral de concordância, como a troca de "alguns"/ "algumas" e o uso inadequado de "mesma" - que nunca deve ser utilizado para substituir um pronome; "se quer"/ "sequer"). Outro ponto (que invalida a ficha): a reclamação não foi narrada (poderia inserir isso quando ela é descoberta pela fugitiva - explicando também como ela saberia que Alizza é uma semideusa). E uma observação final: para utilizar telepatia em on sem perder coerência (em especial em missões e interações com outros personagens dentro delas) você precisaria adquirir algum item ou poder especial por meio de DIY (ou, até lá, se comunicar apenas com personagens que tenham esses poderes, conseguindo esse contato com a sua personagem). Não reclamada.

Matthew

Algumas frases com pontuação mal colocada (cuidado com as vírgulas) e um errinho ou outro (por que/ por quê - no segundo caso, um substantivo equivalente a "motivo", deveria ser acentuado). No mais, apenas lembre-se que apesar do background do personagem, a narrativa no fórum preza descrições adequadas ao seu nível - não abuse disso, tornando-se "OP" ou pode acabar se prejudicando dentro das missões. Reclamado como filho de Perséfone.

Duncan

Olá! Moço, primeiro algumas dicas básicas de organização: o uso de template não é obrigatório, mas algumas medidas básicas podem tornar seu texto mais organizado - e isso facilita a leitura; deixe o texto justificado e pule linhas entre parágrafos, isso evita aqueles "blocos" de texto, uma vez que a leitura no computador por si só já é desconfortável, ok? Mas vi que você indicou as falas, e isso já é um bom começo!

Da ficha, vamos por partes. As perguntas (em especial o perfil do personagem) é um indicativo de coerência para os avaliadores - eles conhecem um pouco do personagem e, através disso, conseguem analisar se está se portando do modo descrito no texto, podendo ver a coerência de suas ações com a personalidade que diz ter. Contudo, suas respostas foram bem vagas. Tente desenvolver mais, dar um vislumbre da personalidade através disso.

Cuidado na grafia (semideus é com minúsculas, como um substantivo comum; sela/ cela). Alguns erros de digitação e o excesso de vírgulas, prejudicando a leitura. Por exemplo, nesse primeiro parágrafo, você escreveu:

O primeiro contato de um Semideus com o mundo dos monstros costuma ser terrível e, algumas vezes, o último dia do tal Semideus... Para mim foi um choque um tanto quanto avassalador, havia perdido minha mãe aos 9 anos e nunca conhecera meu pai, viva com um tio, ele era um bêbado que realmente fedia demais, mas nunca havia me machucado, ele vivia em seu mundo de bebidas baratas, cigarros e comida velha e mofada e eu tentava sobreviver com o que houvesse na geladeira.

Reescrevendo:

O primeiro contato de um semideus com o mundo dos monstros costuma ser terrível e, algumas vezes, o último dia do tal semideus... Para mim foi um choque um tanto quanto avassalador: havia perdido minha mãe aos 9 anos e nunca conhecera meu pai, vivendo desde então com um tio. Ele era um bêbado que realmente fedia demais, mas nunca havia me machucado. Ele vivia em seu mundo de bebidas baratas, cigarros e comida velha e mofada e eu tentava sobreviver com o que houvesse na geladeira.

Percebe a diferença? E haveria inúmeras maneiras de organizar esse parágrafo, essa foi apenas uma.

Cuidado na transição entre uma idéia e outra: você faz isso entre o segundo e o terceiro parágrafo, deixando a idéia perdida no ar.

De resto, a história seria coerente o suficiente para ser aceita, mas você não narra a parte obrigatória: o momento de reclamação. Por conta disso, não reclamado.
Sadie Bronwen
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Duncan Summer em Seg 25 Abr 2016, 21:29

-De que deus(a) eu gostaria de ser filho.

Eu gostaria de ser filho de Ares o deus da Guerra.

-Por que eu gostaria de ser filho de Ares?

Porque um fogo queima dentro de mim, uma raiva, uma fúria que pode ser usada como uma grande força ou uma grande fraqueza, sendo filho de Ares saberei usar isso como uma arma para defender aqueles ao meu redor e destruir meus inimigos.

-Minhas Características Físicas

Cabelos loiros levemente compridos, 1,80 de altura, forte porém acima do peso, expressão permanentemente séria, raramente rio, cicatriz longa que vai da cintura até o pescoço, olhos azul-esverdeados, normalmente tristes e pensativos.

-Minhas Características Psicológicas

Embora meu pai seja Ares não sou exatamente o tipo de pessoa que arranja brigas por aí, um rapaz focado e educado, sempre bastante sério e até mesmo cortês, podendo me tornar perigoso em momentos de fúria, meus problemas do passado tornaram-me uma pessoa infeliz, não consigo ver grandes motivos de alegria em meu futuro, um estado próximo ao da depressão creio eu, a característica psicológica que mais afeta-me é a raiva ao ver uma injustiça ser cometida, embora a guerra nem sempre seja justa, foi assim que fiz uso dos poderes de semideus pela primeira vez.

-Minha História

O primeiro contato de um Semideus com o mundo dos monstros costuma ser terrível e algumas vezes pode vir a ser o último contato do tal Semideus com qualquer coisa... Para mim foi um choque um tanto quanto avassalador, havia perdido minha mãe aos 4 anos e nunca conhecera meu pai, minha guarda pertencia a um tio, um bêbado que realmente fedia demais, mas não era um homem ruim nem agressivo, ele vivia em seu mundo de bebidas baratas, cigarros e comida velha e mofada e eu tentava sobreviver com o que houvesse na geladeira.

As coisas sempre haviam sido estranhas para mim, entrei em uma academia de boxe aos 7 anos para aprender a me defender dos meninos que queriam me bater e em dois dias havia nocauteado todos eles, eu não sabia o porque, mas quando colocava as luvas era como se me tornasse outra pessoa, como se um botão fosse acionado em meu cérebro... Talvez os guerreiros sentissem isso quando colocavam armaduras na idade média ou algo assim, essa comparação viria a fazer sentido pleno somente anos mais tarde.
A história de meu primeiro contato com nosso mundo se deu em uma tarde de outubro, estava voltando da escola para casa, tinha onze anos de idade, me acompanhava Lydia, uma menina um pouco mais velha que gostava de conversar comigo, era aquela pequena paixão juvenil que todo o garoto daquela idade tem, obviamente jamais passou disso, mas eu gostava de sua companhia mesmo assim... Tudo ocorria normalmente, a única diferença daquele dia para todos os outros era que o chuveiro em minha casa estava estragado e embora eu até soubesse como concertar, não tinha tamanho para alcançar o cano.
Isso não fazia diferença para meu tio que tomara seu banho mensal duas semanas antes e demoraria a notar o cano quebrado, mas eu não podia chegar na escola fedendo, Lydia disse que não teria problemas se eu quisesse tomar um banho em sua casa, agradeci, corri até minha casa, tio Lucke estava desmaiado no sofá, peguei um pedaço de sabonete velho e duro, o resto de shampoo e um trapo velho que um dia havia sido uma toalha do exército... Eu só estava feliz com a perspectiva da água quente... Nem imaginava o quanto aquele simples banho viria a me custar.
Após vários minutos sob a água, uma boa dose de shampoo e sabonete eu havia enfim arrancado o cheiro de bebida e comida velha de meu corpo, agradeci novamente Lydia por me permitir aquilo, a mãe da menina veio até mim sorrindo, seu rosto em forma de coração estava corado por conta do fogo, onde ela mexia um ensopado.
- Duncan querido, já vai embora? - Questionou ela ao ver que guardava o sabonete e a toalha em uma sacola plástica e ia até a porta, a neve já havia começado a cair novamente do lado de fora, era um inicio de inverno, mas o frio era poderoso, morávamos na periferia de uma cidade americana, fazendo fronteira com o Canadá.

- Ah... Sim senhora Oldway, muito obrigado por tudo. - A mulher olhou-me com os enormes olhos castanhos, havia grande gentileza naqueles olhos, as pessoas por algum motivo nunca me olhavam daquela maneira, mas Olive Oldway sabia que minha vida não era fácil com meu tio, um homem inofensivo, mas o boêmio mais conhecido da cidade.

- Você já comeu essa noite? Não gostaria de ficar para o jantar? Teremos ensopado de peixe. - Permaneci parado no batente da porta por alguns segundos, o odor delicioso da tainha, em contraste com o pão bolorento que vira sobre a bancada de minha casa parecia bom demais para recusar e seus olhos brilharam ao notar minha incerteza, sorrindo puxou-me para dentro da casa me dando garantias de que como seu filho mais velho havia ido viajar com a escola e ela fizera comida demais uma boca sobressalente seria de grande ajuda, aquilo me deixou feliz...
Minhas lembranças do jantar são vagas, em um momento estava sentado na mesa e rindo de uma piada dita pela senhora Oldway... Minha lembrança seguinte era estar correndo pela rua, minhas pernas e pulmões ardendo na ânsia de escapar daquela criatura enorme que agora me perseguia... Não sei como cheguei aos esgotos, mas foi lá que me encontraram, rezando para não morrer, chorando baixinho... Quando saí fui reconhecido e levado para uma instituição para menores infratores, a Sra.Oldway havia sobrevivido ao ataque, mas sua filha Lydia não e para minha infelicidade a névoa fizera seu trabalho... Tudo o que a boa senhora vira havia sido eu, puxando de minha sacola plástica um artefato explosivo caseiro que explodira metade da casa... Ninguém deu bola para minha história, de fato era difícil acreditar que um homem com mais de 5 metros de altura e um único olho destruíra a casa com seu bastão gigante... Fui taxado como louco... Nos dois anos seguintes coisas ruins voltaram a acontecer, a higiene era parte importante da rotina no reformatório e a ausência do odor característico de meu tio tornou-me um alvo para as criaturas, em duas ocasiões fui salvo por um colega de sela, um aleijado chamado Olyard... O nome era horrível, mas o sujeito era boa pessoa embora insistisse o tempo todo que devíamos tentar a sorte em uma fuga, apesar de suas pernas mancas e dos sapatos que não tirava nem para dormir. Recusei nas primeiras vezes, mas depois do segundo ataque percebi que fosse o que fosse que estava tentando acabar com minha vida continuaria tentando e eu preferia morrer tentando escapar do que aguardar a morte ali sentado em uma sela,
Com ajuda de um dos guardas escapamos, não sabia porque diabos ele nos havia ajudado, mas ao sairmos do reformatório Olyard explicou-me acerca do acampamento meio sangue... Devo dizer que acreditei que meu colega de sela estivesse drogado, Deuses, semideuses, centauros, um homem metade bode... Porém ele apresentava provas de suas palavras e eu sabia que não era louco, sabia que um monstro gigante matara minha amiga Lydia, que uma criatura com asas havia tentado me matar no banheiro do reformatório e que um dos guardas tentará me sufocar com sua CAUDA DE ESCORPIÃO dentro da sela... Após conversarmos bastante não houve maiores problemas, segui Olyard até o acampamento meio sangue, nossa viagem foi longa e brutal, sempre nos esforçando para passarmos despercebidos diante dos olhos dos demônios... O golpe mais duro no entanto ainda estava por vir... Malditas manticoras... Estávamos a poucos metros do pinheiro de Thalia, que era como Olyard chamava a grande árvore no alto da colina, eu já via o brilho do tal "Velocino de ouro" pendurado nela, tudo estava dando certo e pela primeira vez em vários meses eu me sentia em segurança, mas a besta era veloz e nos encurralou, Olyard criou a distração e me mandou correr.
- ATÉ PARECE QUE VOU TE DEIXAR AQUI. – Gritei, segurando a longa lança que ele mesmo confeccionara, era na verdade um pedaço longo de madeira pesada com uma adaga de bronze celestial presa na ponta, apesar da descrição pobre aquela arma nos havia salvo mais de uma vez e por algum motivo eu era ótimo no seu manuseio
- VAI DE UMA VEZ DUNK. – Com um coice ele me atirou para a segurança... Seu grito foi terrível, mil vezes pior que o de Lydia... Meu ódio cegou-me naquele momento, eu havia perdido mais um amigo para aquelas criaturas medonhas e NÃO PODIA ACEITAR AQUILO, com um berro de fúria avancei contra a besta, não me importei em deixar a segurança recém adquirida para trás eu simplesmente precisava atacar, fazia arremetes com a lança, desviava, girava e atacava novamente.
- OLYAAAAAAAARD . – Com um berro final atravessei a lança no corpo da criatura, ela emitiu um som terrível, uma mistura de engasgar e tosse, no momento seguinte seu corpo se transformou em um monte de poeira pútrida.
Caí de joelhos ofegante ao lado do corpo ainda vivo de Olyard, metade de seu abdomem agora era um buraco e o sangue fluía rápido demais, não houveram últimas palavras, seu estado não lhe permitia, ele somente segurou firme minha mão, seu corpo se iluminou e ele se tornou uma pequena planta, uma mudinha de Junípero, pela primeira vez desde a morte de Lydia me permiti chorar, não saberia dizer quanto tempo passei naquele lamento copioso, soltava berros de fúria a todo o momento.
-EU JURO QUE MATAREI TODA ESSA MALDITA ESPÉCIE E ARRUMAREI UMA FORMA DE QUE ELES NÃO VOLTEM MAIS DA MORTE, EU JURO OLYARD. – Naquele momento uma luz surgiu no céu próxima a mim, lentamente ergui meus olhos para descobrir o que era e para meu pavor uma imagem havia surgido no céu, pouco acima de mim... Uma cabeça de javali vermelha... Enquanto ainda tentava compreender o que aquilo queria dizer um som chamou minha atenção, um ronco forte de motor, não demorou muito para que notasse a origem, um homem estava parado pouco mais de quinze metros de mim, ele usava uma jaqueta de couro preta, óculos de sol e um lenço na cabeça, montava uma Harley Davidson, eu não sabia como, mas sabia exatamente quem aquele homem era.
- Você esteve aqui o tempo inteiro? – Questionei erguendo-me, a lança apertada em minha mão, o homem não respondeu, estava debruçado sobre o guidão, um sorriso de escárnio nos lábios que deixava-me furioso, cego de raiva. – VOCÊ PODIA TER IMPEDIDO ISSO? – Era uma pergunta retórica é claro, ele era capaz do que quisesse, era um Deus... – AAAAAAAAAAAAAAAAAH. – Meu berro de fúria pareceu estremecer o chão naquele momento, apesar de estar levemente cego por minhas lágrimas eu sabia que podia acertar naquela distância, a lança voou com força, o gume cruel de bronze diretamente apontado para o olho direito do motociclista, mas quando a arma chegou ao seu destino ele já não mais estava ali, uma trovoada foi ouvida naquele momento, mas sabia que aquilo era uma risada colossal vinda dos céus, minha visão ficou turva naquele momento...
No dia seguinte, ou no que me pareceu ser o dia seguinte eu acordei.
A dor em meus músculos era tenebrosa, mas aquela bebida doce com sabor de biscoito de chocolate morno me fez recuperar-me, mas apenas dos males físicos... A dor de perder Olyard foi sentida com a mesma intensidade da perda de Lydia e naquele dia fiz uma promessa, algum dia iria até o submundo e traria Lydia de volta, daria a ela a chance de viver que tirei-lhe por acidente, quanto a Olyard... Plantei-o cinquenta metros longe do pinheiro de Thalia, exatamente na linha entre o acampamento e o mundo mortal, um dia ele cresceria e as pessoas se refeririam a ele como um ponto de referência... Minha vida como semideus começou naquele dia.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alizza Hünrazgov em Ter 26 Abr 2016, 01:16


FICHA!




- Por qual deus deseja ser reclamado?
O Deus escolhido para a personagem em questão é Phobos, o Deus do Medo. Alizza é uma personagem peculiar. Assim como Sunshine, apesar das idades não se coincidirem, foi levada por um laboratório clandestino na Rússia, que estuda meta-humanos. Na história, Alizza nasceu muda(, mas se comunica através de pensamento¹), sua mente é muito desenvolvida, se comunicando como uma adulta. O fato de ter um cérebro meta humano (motivo o qual foi levada ao laboratório para estudos) faz com que ela consiga manipular não somente sua forma de pensar mas sim as energias que existem ao seu redor, isso inclui as pessoas ao seu redor.

Inicialmente havia pensado em Morfeu para que fosse seu pai Olimpiano, principalmente pelo fato dos sonhos, mas o medo é um sentimento mais forte que uma ilusão, e o fato de transmitir um sentimento somente pela sua aura é um tipo de característica que bate totalmente com a história e personalidade de Alizza.

- Perfil do Personagem
A garota tem somente 5 anos de idade e aparenta beleza descomunal, era lógico que teria certa beleza, já que Phobos é um Deus cujo seus pais são Ares e Afrodite, e não há nada mais belo que o Amor e a Guerra, não? Sua aparência por mais bela que seja transmite uma aura assustadora. Aquela história de que o belo representa perigo pode ser considerado no perfil de Alizza.

Tem pele clara e suave assim como toda criança, pequenina não atingindo a cintura da maioria dos campistas que residem no local. Seus lábios são carnudos e avermelhados, bonito e atraente e sempre estão com uma expressão séria, por mais que às vezes um sorriso tímido possa surgir de lá. Cabelos negros e longos se espalham sobre seu corpo, deixando com que sua pele se torne visivelmente ainda mais clara. Dentre todas suas características o que mais se destaca são seus olhos claros, suaves e indecifráveis.

Tem personalidade forte, sua infância fora tirada do seu tempo então vive andando enigmática por todos os locais. Não tem problemas com as pessoas, por mais que muitos tenham medo dela só de chegar perto. Não tem extremidades em sua personalidade que consegue seguir no ponto de vista “positiva” ou “negativa”, é sempre firme em seus pensamentos e totalmente realista, se as coisas estão boas, ela irá atrás, se estiverem ruins, ela não correrá, é simples.

Totalmente sincera chega a magoar a todos os que ficam perto demais, e por mais que seja uma criança, não consegue buscar em seu interior quaisquer personalidades infantis e felizes, tendo uma mente conturbada e totalmente fria.

- História do Personagem

Rússia é um pais enigmático, sua extensão promove um tipo peculiar de recurso onde “coisas” podem ser construídas e não encontradas de forma alguma, assim é o Laboratório Merton, um lugar onde crianças que apresentam poderes peculiares são levadas e cuidadas de uma forma não tão gentil.

Alizza chegou no local quando tinha seu mero 1 ano de idade e como todos os recém chegados fora levada a uma sala branca chamada de “Apagão”. O nome explicava tudo sobre o que acontecia lá e o bebê de cabelos negros iria perder a memória. Algo diferente aconteceu, o médico em questão que estava de plantão fazia os últimos preparativos para aplicar o coquetel que tiraria as memórias da garota.

A menina ainda estava dormindo quando sentiu uma grande pressão em seu braço, a dor fora suficiente para que acordasse e olhasse para o médico com seus olhos claros, o encarando com firmeza e postura, aquilo foi o suficiente para o homem se afastar da garota e deixar de lado toda a medicação aplicada, fugindo do local. Dizem lendas que este médico se matou nos corredores mais profundos do laboratório, deixando uma carta para que o bebe fosse abandonados, mas os relatos nunca foram comprovados.

Ninguém soubera se a criança havia tido sua memória tirada e com o passar do tempo, acabaram deixando com que ela simplesmente fosse crescendo nesta duvida afinal de contas, era somente um bebê, ela não poderia saber de nada, não é.

Sobre sua vida dentro do laboratório por um ano era igual a todos que estiveram uma vez lá, fora marcada com seu número em seu braço direito: 626. Seu número de experiência era o suficiente para que alguns dos que viviam lá a chamassem de Sititch. Também passou por várias cirurgias para que descobrissem sua mente, por mais que por inúmeras vezes algumas não fossem completadas.

Aos poucos os médicos e cientistas foram percebendo que algo estava errado com a garota e começaram a se afastar com medo da pequenina, sempre evitando chegar perto ou se quer passar no mesmo andar que ela estaria. No final das contas Alizza fora abandonada em um dentro de uma sala restrita em um andar totalmente abandonado, onde somente se aproximavam alguns dos próprios experimentos para dar comida – por ordem superiores – a ela.

Três anos se passaram.

Mas não foram três anos quaisquer. Alizza descobriu seu nome e lembrava tudo o que aconteceu quando criança.

Sua mãe a acariciava em um berço quando a porta de seu quarto se rompeu, homens invadiram o local atirando silenciosamente em sua mãe que morreu instantaneamente. O local do crime fora limpo e após alguns minutos três homens de terno apareceram para “dar um jeito”, eles disseram. A garota e sua mãe foram levadas dentro de um carro escuro e por mais sádico que parecesse, os homens assassinos colocaram Alizza no colo de sua mãe morta para que o “contato” a fizesse parar de chorar.

Três anos revivendo a história de sua vida todas as noites.

Já estava com seus cinco anos de idade quando uma grande confusão começara a acontecer nos andares acima do que ela estava. Não ligava para nada até sentir o medo de uma garota emanar no andar.

Sua porta abriu. Uma menina apareceu e a encarou, dava para ver o horror em sua face e Alizza se levantou de sua cama a encarando. Foi quando percebeu que no braço da garota havia uma marca, algo que ela já havia escutado uma vez. Experiência fugitiva numero 03.

A ruiva na sua frente já havia estado lá.

Alizza sabia que todos os momentos de sua vida haviam sido estranhos, mas assim que a garota ruiva abriu sua porta em uma explosão, toda a sala escureceu e almas negras corriam de um lado para o outro cercando a garota. Uma sensação de medo se instalou pela sala com tanta intensidade que se qualquer humano estivesse ali, ele poderia cometer um suicídio no mesmo segundo, a própria garota ruiva que parecia tão forte voltou dois passos para trás.

As almas negras e negativas sumiram enquanto uma luz era emitida acima da cabeça da menina de olhos azuis. De primeira não dava-se para ver nada, mas aos poucos um leão² apareceu em sua forma mais majestosa, como se cobrisse a garota em forma de manta, emitindo uma luz forte até que aos poucos foi sumindo e deixando a iluminação local somente por conta da pequena lâmpada led que ali se encontrava. Um silêncio tomou conta de todo o local então a garota que emitia uma luz quase que solar abriu a boca, soltando sua voz para a recém proclamada pela primeira vez.


- Dylan! – A menina gritou – Eu acho que achei uma semideusa.

OBSERVAÇÕES
*1 "mas se comunica através de pensamento" - Por toda a trama e História dela, pretendo fazer o teste de mentalista e adquirir esse poder com a Alizza, por este motivo coloquei na história dela, como a personagem já está totalmente programada, peço o perdão por não ter colocado as observações.
*2 "leão" - Phobos é um Deus menor e não era cultuado pelos gregos, por isso não tem um simbolo, mas em suas histórias é descrito com usando uma manta com a pele de leão, por este motivo coloquei o leão como representação.
*3 - arrumei os erros que havia me dito, desculpe-me por não perceber.



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Re: Ficha de Reclamação

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