Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
Bem vindo ao maior fórum de RPG de Percy Jackson do Brasil.

Já possui conta? Faça o LOGIN.
Não possui ainda? Registre-se e experimente a vida de meio-sangue.

Guerra de Bolas de Neve

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Guerra de Bolas de Neve

Mensagem por Orfeu em Qui 18 Dez 2014, 02:02


Guerra de Bolas de Neve



Mesmo sendo casto como gelo e puro como a neve, ninguém está livre da calúnia.

— William Shakespeare

Com a chegada do inverno, Quíron e o senhor D resolveram deixar que o Acampamento recebesse um pouco da neve que costumeiramente cai. Assim, em decorrência dos efeitos da neve, mais serviços ficaram disponíveis, até por conta da proximidade com as datas festivas de Natal e ano novo. Tais atividades são descritas abaixo.
Algumas são ligeiramente mais simples, tendo a recompensa em dracmas, enquanto outras são equivalentes às atividades que rendem experiência, portanto especifique quando for fazer seu post.



A típica tradição infantil adquire ares de competição pela honra. Num campo com fortes e muros, como num campo de batalha, os "combatentes" lutam para conquistar o forte considerado "inimigo". Com batalhas de três, cinco, sete e até dez para cada time, a luta é encarada quase como uma captura à bandeira, tendo seu funcionamento realmente parecido. Aqui, o uso de NPCs é válido e super recomendado. Lembre-se que dificilmente você conseguirá, sozinho, ganhar a guerra. Outro lembrete é que, apesar da competitividade, é uma disputa amistosa, então ferimentos são proibidos. AH!, e há uma novidade dos filhos de Hefesto: uma arma lançadora de bolas de neve. Parecendo uma arma de paintball, é necessário que a neve seja colocada num compartimento; ao atirar, a bola possui o tamanho de um punho fechado. Os participantes usam um uniforme super sensível que, ao ser atingido por cinco bolas de neve, produz um som de alarme e pisca em vermelho, indicando que ele está fora do jogo e deve se retirar, tendo que aguardar até o final do combate para jogar novamente.

Para aqueles que se sentirem inseguros, existem dois instrutores no local - um filho de Ares e uma de Quione - que podem dar um curso preparatório, ensinando como funciona e como atirar durante os intervalos entre um jogo e outro.

{Pensador, gabs}


Informações de Jogo


Premiação máxima: 100 XP.
→ A descrição aqui visa dar uma base interpretativa na hora de postar a realização da atividade.
→ NPCs até podem ser utilizados - e são muitas vezes recomendados -, mas lembrando que a postagem deve focar no trabalho do personagem. Posts combinados também são interessantes.
→ Flood não é permitido. Só serão consideradas postagens com mais de 5 linhas em fonte arial ou times tamanho 12 com margem normal, no Word. Templates e tables são aceitos, mas o tamanho da postagem será verificado para ver se o conteúdo está adequado ao disposto.
→ A postagem aqui só é permitida por avaliação, isto é, você precisa esperar seu post ser avaliado para postar outro.
→ Mesmo que a atividade seja simples, busque incrementá-la. Pense que é um evento sazonal do fórum, ou seja, demorará cerca de um ano para ele retornar. Além disso, é uma chance de diversificar as opções de atividades.
→ A equipe PJBR deseja um Bom Natal e um Feliz Ano Novo a todos.

O inverno está chegando...
Tks Maay from TPO
Orfeu
Administradores
Mensagens :
511

Localização :
Garota, eu vou pra Califórnia. ♪

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Bolas de Neve

Mensagem por Tisbe em Qui 22 Jan 2015, 16:13


Você quer brincar na neve?



De algumas das atividades de inverno que estava acontecendo uma das que mais me chamou a atenção foi à guerra de bolas de neve, porque o que era mais divertido do que fazer diversas bolas e jogar no oponente até que ele desista da brincadeira? Nada, respondi a mim mesma.

Caminhei até o local que seria a batalha. Depois de alguns minutos andando e avistei a alguns metros de distância um paredão com muros tão altos que só poderia conseguir atravessá-los com uma escada do tipo de bombeiros passados em filmes. Vários semideuses caminhavam de um lado para o outro carregando consigo um punhado de neve e entrava pela entrada dos paredões.

Lá dentro era maior ainda, um grande campo de batalha com algumas árvores congeladas e blocos de gelo enfeitando, não tinha teto então podíamos ver o céu levemente ensolarado, mas nem isso fazia o frio ficar de lado. Todos do local estavam bem vestidos com casacos, toucas e luvas de lã e também tinha 9 crianças formando uma fila e decidi me juntar a elas só pra ver o que poderia acontecer e também formar os 10.

Fiquei na fila observando as garotas que possivelmente seria filhas de Afrodite, longos cabelos cor de ouro transado com presilhas de flores e pérolas, seus agasalhos também não fugiam da “regra de cores para cada semideus” que eu mesmo havia inventado com base no que observada, eles eram todos rosa choque e algumas partes tinha pelúcia, bufei imaginando o que teria que acontecer.

- Fiquem todos em fila e podem vir, eu. – A garota adolescente apontou para si mesma. - E meu amigo Foster. – Apontou para o garoto ao lado dela. – iremos vestir vocês da maneira adequada para o jogo, mas tem algumas regras que deveram descumpri-las caso ao contrário darei de comida para as harpias,hein!

Múrmuros e risadinhas foram preenchendo o lugar, que bobos que eles eram!  A fila começou a andar e fui acompanhando até que minha vez de vestir a roupa especial chegou, dei vez a um garoto com cabelos castanho e de tamanho mediano que ficou ao meu lado e me olhou de cima em baixo examinando. Eu não gostava nada daquilo, isso tudo porque tinha uma coloração levemente lilás e ponta da orelha puxadinha, não sou uma semideusa, sou uma dríade e adoro isso. Foster e a menina terminaram de vestir todos e vieram falar com a gente.

- O time será dividido 5 por 5, ok? A roupa que vocês estão usando elas protegem e também quando atingidas cinco vezes resultará na desclassificação e vocês terão que sair do campo de batalha. – Ele caminhava de um lado pro outro. – Também não poderá acertar o rosto ou com força o suficiente para causar ferimentos ao adversário, cada um receberá uma arma feita pelos filhos de Hefesto para melhor arremesso e acerto.

Todos concordaram e assim foi separado: Eu, um  filho de Hermes, um filho de Hades e duas filhas de Afrodite para o lado direito; e um par de casal de filhos de Afrodite, um de Nique, um de Hefesto e uma de Athena pro outro. Fui caminhando com o meu time e o menino de Hermes chamado Michael disse que seria o líder sem ao mesmo alguém dizer alguma coisa. O plano era básico, encurralar os filhos de Afrodite em tentar atirar o máximo de vez neles (as irmãs do casal não gostaram muito) e no fim tentando eliminar um a um.

- Deixem o garoto de Afrodite pra mim, quem tocar nele eu arranco as tripas. – Falei, com a voz em tom grave.

- Pode deixar, verdinha. – Michael disse dando um sorriso de lado.

- Me chame assim novamente que eu arranco as SUAS tripas. – Disse fechando os punhos, até que a instrutora filha de Quione começou a fazer a contagem regressiva.

Agachei-me e peguei punhados de neve fazendo bolinhas e colocando dentro da arma, quando a contagem chegou no um saímos correndo em os meninos meteram bala na filha de Afrodite que só sabia dar gritos finos que doíam os ouvidos, me juntei a eles e dei três acertos bem na barriga do garoto de Afrodite.

Gritos foram ouvidos na nossa direção e era as meninas de Afrodite correndo loucamente tentando fugir dos filhos de Hefesto, mal havia começado e muita coisa já estava acontecendo e mal tive tempo de pensar direito, fiz outras bolinhas de neve do jeito mais rápido que pude e as ia colocando dentro da arma. Uma das meninas do meu time, conseguiu acertar duas bolas bem na parte dos ombros do filho de Nique que praguejou e continuou correndo atrás delas.

Concentrei-me no terreno em que estava e fui correndo dando três tiros finais no filho de Nique, ouvi o alarme apitar e ele reclamando saiu do jogo e acabei sendo acertada por uma bola no braço da garota de Athena fugi dela a procura do menino de Afrodite, ele estava agachado e fui andando por trás dele em silêncio, respirei fundo e apertei três vezes o gatilho em suas costas, ele levou um susto e atirou uma bola em mim.

- Você não pode fazer isso, já está eliminado. – Falei e fui correndo de volta pra arena em que estava acontecendo a maior parte da diversão, bolas de neve passavam sobre o céu aperto e gritos e risadas eram ouvidas o tempo todo.

Voltei ao meu time e fiz uma conta: Dois inimigos eliminados e temos todos aqui ainda. O que não durou mais de sete minutos, as filhas de Afrodite foram atingidas ficando assim três pra cada lado, a menina de Athena apareceu uns segundos depois quando eu já estava tentando me esconder atrás do de Hades, ele se virou ao mesmo tempo que ela deu cinco tiros nele e ele deu apenas quatro nela, como eu estava perto deixei ela fingir que estava tudo bem e de uma distância um pouco segura disparei fazendo a bola acertar a lateral do corpo dela.

BÉÉEEÉÉÉ assoou o alarma novamente.

Passou-se dez minutos e o filho de Hermes foi eliminado, só havia sobrado eu e de Hefesto.  Gritos de motivação foram ouvidos de os dois lados e o menino de Hefesto me achou primeiro, nós dois estávamos em pé, lentamente fui até ele com a arma escondida atrás do corpo e fui deixando o meu cheiro natural de amora com flores na primavera chegar até ele e com a voz doce disse, ele me olhava e eu não me senti desconfortável já fazia aquilo há um tempo para seduzir o inimigo.

- Renda-se.

E ele aos poucos largava a arma, soltando os dedos um por um e os seu time gritava palavras do tipo “Acerte-a”, “Não caia na dela!”, “Nós vamos  perder!” e outras até que a filha de Afrodite resolveu pensar e usar o dom com as palavras para tira-lo de minha quase-hipnoze, mas minhas mãos foram mais ágeis e apertei o gatilho cinco vezes seguidas sendo atingida apenas uma vez e o alarme tocou novamente. Eu fui a vencedora e os meninos de meu time vieram falar comigo.

- Eu sabia que venceríamos, verdinha, só não imaginei que você daria o golpe final, mas você mandou muito bem.

Agradeci eles, aos outros jogadores e em momento nenhum dirigindo minha palavra aos filhos de Afrodite, eu não gostava nem um pouco deles e saindo do paredão de rochas abaixei levemente a cabeça em forma de cumprimento aos instrutores e fui andando em direção ao refeitório, era hora de tomar um bom e velho chocolate quente.

Poderes::
Botão de Rosa – Dríades possuem um perfume natural, variável com seu tipo de árvore/ flor. Isso faz com que poderes de sedução usados por ela tenham efeitos adicionais caso o alvo esteja próximo - 5% adicional para alvos a no máximo 3m de distância.
Beleza natural – Você é linda naturalmente, mas quando está em contato com a natureza parece ser uma rainha. Sua pele fica mais bronzeada, seus cabelos mais brilhosos, todas as características relacionadas ao padrão de beleza duplicam, tornando você muito mais bonita. É um efeito estético, mas pode impressionar em primeiros encontros, especialmente mortais.
Sedução – Dríades são famosas por sua beleza e por atrair os sátiros, mas neste nível isso é amplificado e agora afeta a outras criaturas. Agora, sua aparência efetivamente a auxilia e, se o alvo puder vê-la, seus poderes de sedução e persuasão são ampliados em 5% enquanto o alvo a estiver admirando.

Todos são passivos.
Tisbe
Dríades
Mensagens :
294

Localização :
Floresta - Bosque - Acampamento Meio-Sangue

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Bolas de Neve

Mensagem por Jhonn Stark em Qua 28 Jan 2015, 11:22


Avaliação
Hora do garoto de Héstia incendiar seus sonhos.
Bonsai, vamos lá. Inicialmente, queria dizer que seu texto tem pontos altos e baixos. Você consegue sim montar um enredo com base no que foi pedido (embora poderia ter descrito mais seus ataques e tudo mais), uma história em si. Em compensação, vem as coisas que poderiam ser corrigidas com uma revisão boa: Umas partes onde pontuação precisava de uns ajustes - gosto de repetir a dica de ler os textos em voz alta, por mais doida que ela pareça, por que ajuda muito mesmo -, outras partes onde palavras saíram erradas... Enfim, besteiras que atrapalharam na fluidez do texto no geral. Outras partes pareciam muito aceleradas, sei lá. Detalhar tudo nunca é de mais, só é necessário dosar pra não ficar muito "blábláblá" e "mimimi".

No geral, seu texto foi bom, Bonsai. Só ajuste esses detalhes e continue melhorando. Parabéns! ^^

Coerência: 40/50
Coesão, estrutura e fluidez: 16/25
Objetividade e adequação à proposta: 12/15
Ortografia e organização: 6/10

Total: 74xp.
Jhonn Stark
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
689

Localização :
Acampamento Meio-Sangue

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Bolas de Neve

Mensagem por Ana M. Thernadier em Qui 29 Jan 2015, 22:45

A nevasca que afligira o país nos últimos dois dias, era de se esperar que as atividades corriqueiras do acampamento tivessem sido interrompidas ou adiadas. Estradas estavam intransitáveis, voos estavam atrasados, lojas estavam fechadas, escolas estavam suspendidas, serviços de telefonia e internet estavam comprometidos. Segundo noticiários locais, a neve depositada no chão havia crescido cerca de nove centímetros. Cidades grandes declararam estado de emergência, permitindo que apenas viaturas oficiais ou ambulâncias transitassem as ruas. E a previsão era de que a situação piorasse com o passar do mês, podendo fazer o país entrar em crise.
Enquanto isso, no Acampamento as condições climáticas estavam ideais para brincar na neve.



- Você manja. - Uma voz muito próxima surgiu ao pé do ouvido de Mary arrepiando-a até os ossos, mas não de uma maneira agradável. A tremida quase a fizera perder a concentração e destruir parte de sua obra de arte conceitual & sazonal: siameses abortados na neve, by Ana Mary Thernadier.

Após o susto e quase queda de uma das cabeças, a garota respirou fundo e se levantou com cautela. Virou-se e deu um sorriso meio-desajeitado-meio-maníaco para o interruptor.

- Valeuô. - E então reparou que o garoto ali postado na sua frente, apesar de se mostrar impressionado, parecia desconfortável. Uma das mãos esfregava a nuca, enquanto a outra estava dentro de um de muitos bolsos em sua calça. Teve um mal pressentimento.

- Então...

- O quê? - Interrompeu-o, entrando em pânico. Por favor, por favor, não seja o que eu estou pensando.

- É que, tipo assim...

- Não vai rolar, sinto muito.

- Ahm? -  Ele riu. - Não, não é nada disso que 'cê tá pensando. É só que...

- Não estou procurando um...

- ... Tá no meio do campo e...

- Como é?

- A gente vai fazer uma atividade aqui. - Ele finalizou, dando um sorriso grande demais para ser genuíno. Percebendo então o que ele estava dizer desde o começo, Mary deu um tapa na própria testa e riu, embaraçada.

- Ah, é, certo... Uma atividade. Eu sabia o tempo todo. - Virou-se e, sem dó nem piedade, abortou os siameses abortados sem nenhuma piedade com dois ponta pés, um para cada. E depois se arrependeu, por que eles estavam realmente legais. Mas era tudo para o bem maior. Antes matar monstros ou a iguais do que valorizar a arte contemporânea. Daora a vida.

- Mas ei, você quer participar também? - O garoto apontou para uma quantidade significável de semideuses a alguns metros de distância, reparando e fortificando imensos muros que definitivamente não estavam ali quando ela começara a fazer os bonecos de neve. A garota arqueou as sobrancelhas, estupefata com o tamanho das estruturas.

- Certo... Isso parece ser legal.









Sobre as construções de neve: Em cerca de dez minutos, passaram de simples barricadas para fortalezas de nível absurdo. Mary observou, pasma, o trabalho conjunto de semideuses que esculpiam, carregavam e até criavam blocos de neve ou gelo. Mas não se restringiam apenas a isso, pois a partir do momento em que uma carruagem puxada por pégasos (ew) chegou no meio do campo trazendo caixas de madeiras, armamentos militares adaptados também eram válidos.

Apesar de horrorizada com a situação, a garota também ajudou no que podia: distribuiu o vestuário de guerra, que incluía touca, óculos de proteção, jaquetas e calças folgados que apresentavam cores diferentes para cada time. A seleção era aleatória, mas ela teve um mau pressentimento ao ver que os campistas mais parrudos não estavam vestindo a mesma cor que ela.

Com o fim da separação, no qual foram sete para um lado e sete para outro, os líderes encarregados convocaram uma rápida reunião para explicar com funcionaria. Seria uma espécie do jogo coletivo mais querido do acampamento: capture a bandeira, com alterações. Não havia bandeira, mas sim dois grandes blocos de gelo esculpidos em forma de mineral que recebiam o chamado de ''Emperium'' e o objetivo era destruí-lo ao invés de simplesmente levá-lo até o lado do campo. Poderes seriam permitidos, desde que não fossem usados de formas exageradas ou ofensivas. Cada um teria cinco ''pontos de vida'' durante o combate, e caso essa pontuação seja ultrapassada o jogador estaria automaticamente fora do combate. E estavam dispensados para debater táticas. Teriam dez minutos antes do apito declarar o começo do jogo.

Pesarosa, a garota seguiu com seu time vestido de marrom para a fortaleza da esquerda, enquanto o outro time, que incluía o jovem de mais cedo e estava vestido de cinza, foi para o lado contrário. Dois dos que estavam ao seu lado começaram a debater alegremente estratégias de combate com nomes esquisitos, enquanto outros simplesmente estavam diferentes. Mary não conseguiu deduzir muito sobre a constituição e provável habilidade de seus companheiros, já que as roupas eram tão grandes que características físicas eram encoberta. Só de uma coisa podia ter certeza: Ela era a mais baixa de todas.

Quando passou a muralha externa do forte, se deparou com uma grande quantidade de paredes e blocos de gelo no que poderia ser tomado como o hall. Eram boas proteções, mas permitiam ver através. No centro, uma escadaria em espiral ao redor de um imenso bloco de neve levavam até um pequeno palanque três metros acima, onde estava postado o Emperium. Não havia outras formas simples de entrar se não pela entrada frontal, e também não havia como facilitar a subida até o objetivo.

E, por fim, o armamento. Alguém havia dito que o aparato era similar a uma arma de paintball, mas não haviam semelhanças suficientes. Estavam mais para lança-granadas com o compartimento central transparente para melhor visualização da munição. Assobiando, a garota pegou uma e ficou impressionada com a leveza da arma.

- Por que a gente não pode ter uma dessas tipo, sempre? - Perguntou, ao se juntar à reunião. Ninguém lhe respondeu, por que estavam ocupados levantando os dados de cada um para decidir o melhor plano.

- Certo, o que nós temos. - Adiantou-se um dos companheiros que encabeçava a discussão. - Somos em sete, e temos dois filhos de Atena contando comigo, um de Héstia, uma náiade, um filho de Hefesto, um de Ares e... Você. - Apontou para Mary, que revirou os olhos. Não era culpa dela se não tinha curiosidade para saber a própria linhagem.
''Alguns de nós ajudaram a construir o campo deles, ao mesmo tempo que algum deles ajudaram a construir a nossa. Elas não são idênticas, mas são fáceis de se invadir. O que me leva a pensar que, quanto mais rápido investirmos, menores serão as chances de perdermos.'' Olhou para todos, procurando apoio. ''Então, vamos fazer assim: Eu e meu irmão vamos ficar na defesa, enquanto vocês todos vão atacar sorrateiramente. Precisaremos de alguém que sirva como scapegoat* para distraí-los frontalmente enquanto os outros penetram a fortaleza para trás. Alguém se voluntaria?''

Todos imediatamente olharam para Mary, que engoliu em seco.

       




Então, o apito ressoou. Não havia mais tempo para discutir nem para chorar, implorar ou espernear. As ordens estavam dadas e Ana, sendo pequena e inútil aos interesses do grupo, teve que se contentar com o fato de ir sozinha à linha de frente para distrair o inimigo. E lá estava, escondida atrás do resto mortais dos bonecos de neve, tentando não ser atingida pela saraivada de bolas do time inimigo.

''Você só precisa fazer com que eles olhem para você'', disse-lhe um dos parceiros, após explicar os motivos de sua escolha naquela posição. Iria ser fácil, ele dissera, por que Mary tinha o porte pequeno e não ocupava muito espaço. Mas ele talvez esquecera de mencionar que só por ser um alvo menor não se tornava impossível acertá-la. Já apresentava uma marca avermelhada em seu uniforme na altura do ombro, onde um projétil havia passado de raspão.

Tentando não sair da mínima proteção que tinha, revirou o solo para conseguir munição. Colocou punhados no recipiente acoplado, e apertou um botão de processamento que compactaria a neve. A arma começou a vibrar. Quando ficou pronta, levantou-se rapidamente e atirou na coisa mais próxima em movimento.

- OW! - Um grito aleatório, seguindo de um baque no chão e o apito do alarme sonoro. Duvidando da própria capacidade, deu uma rápida espiada e se deparou com um corpo jogado no chão, com a cabeça manchada de branco e vermelho luminoso.

Então quer dizer que na cabeça mata? Mary comemorou o resultado, mesmo não sabendo exatamente como conseguiu.

- HEADSHOT! - Saiu correndo de seu abrigo temporário pelo lado que a levaria para fora do campo, já que haviam menos chances de ser atacada. Mas, por incrível que pareça, não havia ninguém atacando. Imediatamente suspeitando ser uma armadilha, abaixou-se e continuou o caminho agachada na direção das muralhas do castelo inimigo.

Quando deparou, então, se deparou com uma cena caótica distorcida pela refração da luz nos blocos de gelo. Apitos soavam, bolas de neve voavam e seus disparadores lutavam ferozmente por objetivos diferente. Não conseguiu distinguir inicialmente quantos amigos ainda estavam vivos, então simplesmente atirou no primeiro corpo que encontrasse.

Por sorte, quando este veio, era um inimigo. Por azar, ele estava indo na direção dela atirando sem dó. E ainda estava vivo. Mary se desviou delas indo para o bunker** gelado mais próximo que encontrou. Verificou a quantidade de neve disponível e então saiu pelo outro lado, já disparando.

Mas nem chegou a ser necessário, pois o adversário já estava caído no chão quando viu, sirene soando. Dois de seus parceiros de time haviam aparecido e neutralizado a ameaça, desaparecendo em seguida.

A quantidade de neve voadora estava menor agora, então resolveu arriscar e seguir para a escadaria, sempre preparada para encontrar algum inimigo. Chegando lá, encontrou com outro campista do mesmo time que a acompanhou na subida. Esta, por sinal, foi tranquila até chegar perto de seu final. Ana sinalizou para reduzirem o ritmo e deu a última investida.

Havia alguém ali, mas tendo o elemento surpresa ao seu lado, já chegou atirando. Um porém: Ao soltar a segunda bola, a munição acabou. E nem deu tempo de ver o resultado, pois imediatamente uma grande bola de neve (maior do que o normal) foi direto em sua barriga, derrubando-a bem próxima da borda do palanque. Seu próprio alarme disparou.

Mary não chegou a entender muito bem a cena a seguir, pois estava zonza do impacto, mas logo que seu companheiro avançou a batalha teve um fim. Com um baque, o inimigo cinzento se jogou no chão em cima do cristal de gelo. Também estava fora de combate. Só o que se podia ouvir era zunidos irritantes vindo dos uniformes.

- É... - Esfregou o próprio rosto depois de ter recuperado o fôlego. - Acho que você tem que destruir isso agora. - Disse ao único jogador vivo.

- BINGO BONGO BUNGO! - Ele deu um pontapé na escultura, que se partiu em muitos pedaços. Como exatamente ele fez isso, Mary não sabia dizer. - BISH BASH BOSH! (onomatopeia) -  O combate estava oficialmente acabado. Vitória dos marrons.

E Ana passou o resto do dia se sentindo a melhor vaca de piranha do mundo.





Informações adicionais:

* - Scapegoat é o equivalente da expressão ''bode expiatório'' em inglês, língua do personagem que fala. Vaca de piranha também é sinônimo.
** - Bunker, no paintball, serve para denominar as estruturas que, postadas no campo, servem de proteção e/ou obstáculo.

Sem poderes relevantes;
Sem itens relevantes;
Ana M. Thernadier
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
620

Localização :
Salvando crianças na África

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Bolas de Neve

Mensagem por 106-ExStaff em Sex 30 Jan 2015, 21:55

Ana M. Thernadier:
Sinceramente, senhorita Thernadier, eu nunca acho erro algum nos seus textos e também nunca me decepciono em parar para lê-los. São tão simples, fáceis e gostosos de ler que acaba virando um enorme prazer. Porém, na sua introdução, temos um pequeno de coerência – embora isso não faça muita diferença na construção do propósito em si. (vide quote abaixo)
@Ana M. Thernadier escreveu:A nevasca que afligira o país nos últimos dois dias, era de se esperar que as atividades corriqueiras do acampamento tivessem sido interrompidas ou adiadas.
Ficaria melhor se ou não tivesse colocado este "que", de forma a deixar a frase em sentido contínuo, ou tivesse utilizado um "com" no início da frase. Tirando essa questão, não vejo nada tão grande que mereça longos comentários.

Gosto como sabe construir toda uma história real e sincera em todos os seus treinos e atividades, avaliativos ou não. Sabe trabalhar com fatos reais e encaminhar todas as questões de um jeito próprio e original, que encanta todos ao redor. Sendo assim, meus parabéns! Você é realmente excelente!

— Coerência: 50/50
— Ortografia e Organização: 10/10
— Coesão, Estrutura e Fluência: 23/25
— Objetividade e Adequação à Proposta: 15/15
— Total: 98 XP

avaliado por atena e atualizado por quíron
dúvidas, reclamações ou questionamentos por mensagem privada

106-ExStaff
Deuses
Mensagens :
20

Localização :
Olimpo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Bolas de Neve

Mensagem por Vicka L. Danniels em Dom 08 Fev 2015, 14:48



{Do you wanna war?}
Here's your war

Vicka não ser do tipo lá "sociável" não era novidade para ninguém que soubesse quem diabos era a filha de Hermes, mas ela surpreendeu a si mesma quando resolveu participar daquela atividade possível graças a neve que caía. Na verdade, a a prole do deus dos ladrões não fazia a mínima ideia do que estava fazendo. Quando foi que resolveu ceder às interações idiotas e os jogos promovidos pelo acampamento?

Até que fazia sentido, por fim admitiu. Precisava aprimorar sua habilidade em ser só mais uma no meio de tantos. Ficar fugindo das atividades, desviando-se de perguntas... Uma hora, todas essas medidas que deveriam não chamar a atenção, teriam o efeito contrário. Contudo, Vicka não gostava de interagir. Não gostava de ter que se esforçar para se camuflar no meio da multidão. Ainda pensando nisso, pegou, de mal grado, o uniforme oferecido por uma garota de cabelos muito escuros escuros — deve ser a tal instrutora filha de Quione, concluiu.

Sem muita atenção, ouviu a explicação do "jogo". Havia apenas memorizado o fundamental e principal: uniforme que apita, times divididos, armas. Essa parte havia interessado a filha de Hermes, ainda que a mesma não demonstrasse. Ela já sabia o que fazer. Só faltava os ignorantes que ficassem no mesmo grupo que ela concordarem com a breve estratégia que já tinha em mente.

Ficou olhando os grupos se organizarem e fazendo anotações mentais até quando um filho de Dionísio a chamou para se juntar ao grupo que fizera. Vicka levantou uma sobrancelha, afinal, não esperava que chamassem-na para algum time. Não era de todo mal, de qualquer forma, pois sabia que não venceria sozinha — ainda que soubesse se virar bem para passar despercebida. Eles se juntaram brevemente para discutir alguma coisa rápida e simples. A filha de Hermes ouvia tudo impassível, terminando de equipar-se com as armas oferecidas.

— Eu sugiro algo mais fácil do que vocês imaginam. — Pronunciou-se, chamando a atenção para si. O garoto de Dionísio, que se chamava de Matt, levantou uma sobrancelha e abriu um sorriso.

— Nos dá essa honra? — Um filho de Hypnos falou, ao fundo, soando impaciente.

Vicka olhou para todos no grupo. Matt, o filho de Dionísio, o de Hypnos, uma Dríade, um filho de Poseidon e ela. Nada mal. Cinco pessoas. Seu plano daria certo, de alguma forma. Ela o faria funcionar.

— Mas é claro que sim. — Embebeu suas palavras de ironia ao responder a prole do sono. Não estava com paciência para brincadeirinhas. Muito menos ela. — Alguém vem comigo para uma barreira. Vamos acabar com alguns inimigos pelo caminho. — Quase sorriu, o pensamento cruel se formando na imaginação. — O resto, vamos ver se vocês são dignos de serem levados pelas Valkírias. — Não se importou se entenderam ou não a referência, mas ficou satisfeita ao ver o entendimento se mostrar no rosto dos semideuses. — Agora, quem tem boa mira?

A filha de Hermes observou a dríade levantar a mão e rapidamente fez um gesto com o dedo para chamá-la. Olhou para trás, pretendendo falar qualquer coisa como "vocês, se virem" para os outros, mas já haviam saído. A filha de Hermes gostou da praticidade dos os outros semideuses e, por alguns momentos, se puniu mentalmente por não ter feito a mesma coisa. O que ela estava pensando? Qualquer segundo era indispensável.

Largou para trás as punições mentais e se pôs a subir uma pequena colina, sendo seguida pela dríade. O plano de Vicka era chegar até alguma barragem de neve, ou qualquer coisa que pudesse protegê-las dos tiros do time adversário. Não deveria ser difícil, mas... Se escolhesse mal, ficariam com a retaguarda desprotegida, além do fato de que não confiava no espírito da natureza. Não que desconfiasse que ela fosse praticar algum tipo de "motim" inútil, mas simplesmente sua desconfiança natural de tudo e todos. Nem por um segundo abaixou a guarda enquanto planejava com os outro membros do time, e ainda sim sentia-se compartilhando o maior segredo do mundo ao contá-los sua estratégia.

Era, realmente, uma grande egoísta.

Estava quase se perdendo em pensamentos quando sentiu algo se aproximar subitamente. Não sabia o que era, e nem parou para imaginar o que seria: apenas abaixou-se rapidamente enquanto uma bola de neve passou voando pela sua cabeça. Olhou para trás, grunhindo para a dríade passar na frente e correr até a barragem mais próxima, qualquer que fosse. Não esperou o ser da natureza cumprir suas ordens. Puxou sua arma das costas e começou a atirar nos alvos abaixo, desviando de todas as bolas de neve que entravam no seu radar.

Começou a correr para onde a dríade fazia sinal, tentando não chamar a atenção dos atacantes. Vicka até admitiu para si mesma que foi uma uma atitude bem pensada, mas não adiantaria de muito. Todos os atiradores ali em baixo estavam com os olhos pregados na filha de Hermes. Foi quando ela sentiu duas bolas de neve entrarem no seu radar. Não daria para desviar delas e, pelos seus cálculos, chegariam em um período de tempo muito próximo. Correu mais rápido e deu um salto, fazendo um cambalhota no ar, e pousando atrás da proteção da barragem.

Era algo simples e que parecia improvisado. Basicamente, era um monte de neve endurecida. Não aguentaria muito. Vicka conseguia sentir a pressão dos disparos enquanto ficava abaixada. Até que, de repente, o bombardeio parou. Não é possível. Precisava ver o que estava acontecendo, mas sem correr risco de ser atingida.

— Cuida da retaguarda. — Falou baixo, para a dríade.

Olhou por cima da barreira rapidamente, e constou que seus atacantes estavam recarregando as armas. Era sua chance. Colocou mais um pouco de neve na sua própria arma e deu o primeiro tiro, logo voltando para a proteção da barreira. Quantos adversários haviam lá em baixo mesmo? Não havia tempo para forçar memória. Atirou novamente e abaixou na hora em que atiraram a bola de neve. Três atiradores estavam mirando na sua barragem que já estava se abrindo em rachaduras. Merda...

Não teve tempo de pensar em qualquer outra estratégia quando uma bola e outra coisa entrou em seu radar. Vinha de trás. Então estavam cercadas. Rapidamente abaixou e observou a dríade bombardear um garoto. Então ele era o segundo elemento? Voltando a atirar na direção qual a barreira as protegia. Os três atiradores ainda estavam ali, e viram Vicka bem na hora que ela levantou. Mas, antes que começassem a jogar as bolas de neve, outros tiros começaram a ser lançados na direção deles, vistos com dificuldade pela filha de Hermes devido a coloração da neve.

Não ficou parada, também. Mirava e atirava para compensar os erros do resto da equipe ali em baixo, e conseguia ouvir a dríade gritando de forma psicótica ao acertar continuamente os atacantes que atiravam pela retaguarda dela. Não tardou para duas sirenes soarem, e a filha de Hermes logo deduziu que vinham da roupa dos adversários do espírito da natureza. Focou-se em um dos dos atiradores, mas, quando daria o último tiro nele que, de acordo com sua contagem, o tiraria do jogo, sua munição acabou. Não é possível, de novo.

Não foi rápida o suficiente para abaixar-se, e uma das bolas de neve acertou-a. Contudo, antes que enfurece-se, Vicka ouviu outras duas sirenes. Menos 4? A não ser que fosse alguém do seu time. Recarregou sua arma rapidamente antes de olhar lá para baixo, e constou que faltava uma pessoa em seu time e outra da equipe de atiradores inimigos. Droga. Mas focou-se em continuar atirando, e foi quando a terceira sirene foi ouvida. Faltava só mais um. Mais um desgraçado.

Num ato arriscado, sai de trás da barragem que já havia se desfeito em neve há muito tempo, correndo a toda velocidade e deixando a dríade em seu posto. Não sabia o que ela faria, mas esperava que continuasse agindo como antes: atirando e recarregando. Foi quando parou a poucos metros do último garoto, que mirava em Matt. O filho de Dionísio tentava distraí-lo, mas Vicka sabia que o garoto não tinha mais que... alguns momentos? Talvez. Pensando nisso, começou a andar da forma mais delicada e rápida que conseguia.

Um, dois, três.

Recomeçou essa contagem toda vez que chegava ao final, até estar perto o suficiente do garoto para apontar a arma para as costas dele. Quase sorriu ao se imaginar numa cena de filme de ação.

Bang. — Foi a única coisa que disse antes de atirar de uma distância que não causasse danos no garoto. Regras idiotas.

Uma faísca de orgulho brotou em seu ser quando viu a dríade e todos os outros jogadores restantes correrem até si, com sorrisos bobos e felizes no rosto dizendo "você conseguiu".

info:
Poderes:

Passivos

Nivel 1 - Agilidade
Você como filho de Hermes terá uma agilidade maior que outros campistas inclusive voando com seus tênis alados.

Nivel 2 - Esquiva
Você agora é capaz de se esquivar de golpes com mais facilidade.

Nível 5 - Sentir Aproximação
Assim como as serpentes pressentem a aproximação de suas presas, os filhos de Hermes também adquirem o sentido que sempre lhes deixa a par da aproximação de outras criaturas na área em que se encontra. A extensão da mesma é definida pelo seu nível, sendo que a cada nível a partir do 5, 1 metro de extensão é adicionado.

Nivel 8 - Furto
Por ser filho do deus dos ladrões, você pode pegar itens ou outras coisas de monstros, pessoas e etc com mais facilidade.

Nivel 10 - Passos de Anjo
Seus passos são delicados, ou seja, o contato com o chão é mínimo, mesmo correndo. Permite que você se mova em total silêncio e que não quebre gelo se você andar por cima dele, mas você ainda escorrega no mesmo.

Nivel 11 - Saltos
Você é capaz de fazer saltos acrobáticos com perfeição.

Nível 20 - Estratégia
A grande habilidade em cometer furtos, possibilitou que os filhos de Hermes criassem a capacidade de bolar estratégias simples e diretas, de uma maneira inteligente e com uma grande facilidade. Obviamente, não é nada comparado aos filhos de Athena. Porém, se tal estratégia for muito bem traçada e executada, a probabilidade dela funcionar é muito grande.

Ativos

— Error 402;
Itens e balangandãs:
{Maximum} / All-Stars [All-Stars brancos com detalhes pretos. Ao comando de seu dono, estes materializam asas brancas nos calcanhares. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. O tênis fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador.] {couro e borracha} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes] ~nos pés, durr
obs.:
Sobre os pensamentos e trechos da narração repletos de desprezo: a Vicka não liga muito para os outros além dela, e tem uma visão muito negativa sobre o mundo e as pessoas. Por isso, é muito comum que ela simplesmente olhe para uma pessoa e pense "idiotas sentimentais". Não é como ela se sentisse superior, mas acaba menosprezando os outros.

A referência a mitologia nórdica foi uma ideia que eu tive de última hora. Vicka é muito inteligente e pesquisa sobre tudo, usando tais informações muitas vezes para complementar pensamentos ou falas. Então, pensei: por que não? E coloquei o lance de Asgard.

A Vicka também, com frequência, se pune mentalmente por coisas bobas ou sem importância, porque realmente exige muito dela mesma, sempre querendo a perfeição e não admitindo nada além disso. Por isso, muitas vezes haverão trechos como "fulano fez algo, e Vicka se puniu mentalmente por não fazer o mesmo", porque por mais que ela despreze a maioria das pessoas, ainda sabe reconhecer quando fazem uma boa jogada ou agem de forma "correta", de acordo com os conceitos dela.




-Alguns códigos By P.D! De resto foi by @Namjoongi
Vicka L. Danniels
Filhos de Hermes
Mensagens :
280

Localização :
I must've follow the golden leaves road... But then, the fallen angel showed me the sin, and a sinner I became.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Bolas de Neve

Mensagem por Ianna D. Belikov em Dom 08 Fev 2015, 16:02


Avaliação — arena
Vicka L. Danniels
Hey, Vicka. Você posta bem, moça, e creio que já deve saber disso. Portanto, ao que importa:

~ "[...] a a prole do deus", aqui existe a repetição do termo, provavelmente por falta de atenção, fato repetido em "[...] cabelos muito escuros escuros".
~ "[...] outro integrantes", mais uma vez por falta de atenção talvez.
~ "[...] ainda sim", ao invés de ainda assim.
~ "[...] ao contá-los sua estratégia.", aqui não foi exatamente um erro, mas a compreensão deixa subentendido que "contá-los" se refere a "enumerá-los" e etc. Ao contar algo, você conta a alguém, então deveria ser "ao contar para eles [...]".
~ "[...] graças a neve", falta de crase.

São erros simples e que, com uma boa revisão, poderão ser corrigidos em futuras postagens. Acredite, eu sei que é um porre revisar algo, mas é necessário por causa dos escorregões.

— Coerência: 50/50
— Coesão, Estrutura e Fluidez: 23/25
— Objetividade e Adequação à Proposta: 15/15
— Ortografia e Organização: 5/10

— Total: 93 de 100 pontos possíveis de experiência.

~Att por Poseidon~

Ianna D. Belikov
Mênades
Mensagens :
751

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Bolas de Neve

Mensagem por Korra W. Müller em Sex 20 Fev 2015, 01:26

team
We live in cities you'll never see on a screen |  And you know, we're on each other's team


   
   
   

Agora que havia neve espalhada por todos os cantos do Acampamento, Korra utilizava as vestes de inverno de sua nação. Era tão acostumada a usá-las todos os dias, que mal percebeu quanta falta fizeram em seu corpo até vesti-las novamente. Tinha sorte que o acolchoamento interno, e os pêlos de animais no capuz, nas pontas das mangas e em ambos os ombros a mantivessem aquecida mesmo mantendo-se parada. O que não era exatamente o caso no momento.

A filha de Poseidon não poderia se sentir mais frustrada. Já treinava aquela nova habilidade havia horas, dias, até semanas, sem obter qualquer resultado satisfatório. Uma última vez, ainda com o pouco de esperança que lhe restava, posicionou-se com uma perna ligeiramente afastada da outra e as mãos abertas a sua frente. Passou a movimentar o corpo, fazendo movimentos leves, tranquilos. Sentiu a ponta dos dedos formigarem levemente, e finalmente como nunca havia acontecido em seus últimos treinos, viu uma pequena bola de neve flutuar poucos centímetros do chão. Conteu sua alegria no momento, moveu os braços para cima com as palmas das mãos voltadas para frente, e seus dedos apontando para baixo. Infelizmente sua felicidade durou pouco, a garota já começava a suar suas têmporas pelo esforço contínuo, quando viu a pequena massa gelada transformar-se em água. Com um grunhido largou os braços, e com eles formou-se uma pequena poça no chão, molhando a neve ao seu redor.

Korra não entendia, nunca entenderia. Neve era feita de água, certamente, então por quê não conseguia controlá-la? Teriam os deuses mantido esta habilidade apenas para proles de Quione? A filha do deus dos mares pegou seus pertences, que não eram muitos, e com passos firmes saiu do bosque onde estava, uma expressão nada amigável em seu rosto. Estava furiosamente indo em direção ao seu chalé quando parou abruptamente. Estavam lhe desafiando, aquilo não poderia ser coincidência. Viu um pequeno pôster desgastado pela neve na parede pela qual passava ao lado, um anúncio sobre uma tal "Guerra de Bolas de Neve". A lembrança de casa e uma das únicas formas de diversão das crianças Inuit estava bem a sua frente. Korra lhes mostraria como era profissional com bolas de neve, sendo criadas por suas habilidades ou não.


Cada time era composto por cinco semideuses, e desta vez não havia nenhuma repetição de progenitores. Seu time consistia em: ela, a filha de Poseidon; um filho de Ares; uma filha de Deméter; um filho de Hipnos; e um filho de Íris. Era um bom time, mas a filha de Quione do time adversário a preocupava. A inimiga a olhava com sua aura de superioridade, o que deixava Korra cada vez mais irritada. Olhou-a então da forma como estava se sentindo, nervosa, mesmo querendo esconder o fato de que sua provocação a estava atingindo. Passou carrancuda por entre seus companheiros de time, e olhando fixamente para cada um deles, levantou o dedo indicador.

— Não vim aqui jogar pra perder, tudo bem? Só quero que limpem a cara daquela filha de Quione com neve.

Dois deles lhe acenaram com preocupação, o filho de Ares descruzou os braços e lhe sorriu de canto. Alguns que talvez estavam ali apenas para diversão se sentiram reprimidos e seus possíveis momentos de relaxamento foram arrancados de suas mãos. Bom, Korra não estava preocupada com isso agora. Justamente porque a filha de deusa da neve parecia ficar ainda mais arrogante a cada passo que Korra dava em direção à sua fortaleza. A garota não se alterava facilmente, entrando apenas nesse estado quando suas habilidades eram claramente desafiadas. Digamos que sim, para uma filha de Poseidon, ela gostava de se mostrar um pouco.


O barulho do apito soou e o jogo pôde ser iniciado. Os filhos de Hipnos e Íris eram encarregados de abastecer o resto do time com mais neve para as respectivas armas; a filha de Deméter ficou responsável principalmente por quebrar as barreiras inimigas, com a ajuda da filha de Poseidon e o garoto de Ares; e assim que houvesse a oportunidade os dois últimos utilizariam suas habilidades para atacar os oponentes sem interrupções. O plano estava indo bem no começo, muito bem na verdade. Entretanto, os compartimentos das armas não eram repostos rápido o suficiente, o que atrapalhava a dinâmica do time. Além disso, a defesa inimiga era muito maior do que esperavam, parte porque não tinham que perder tempo com artilharia para o time todo, já que a única que realmente atacava era filha de Quione. Rodeada por neve, seus companheiros de time apenas atiravam com as armas disponíveis para nos distrair e abrir espaço para ataque.

O time de Korra estava perdendo a energia, e junto a esperança de vitória. A garota queria poder controlar a neve, assim com sua adversária, mas infelizmente como acontecera aquela manhã só conseguiria manipular a água, o que apenas serviria de distração... Korra pulou com um susto. Estava tão óbvio! Não sabia como não poderia ter notado, era filha de Poseidon e toda aquela água a sua volta, por mais que estivesse congelada, não fazia da arena menos dela do que de sua inimiga. Afinal, a filha de Quione utilizava aquilo que estava disponível a sua volta, e Korra tinha o poder de criar o elemento com o qual trabalhava.

— Foco! Carreguem as armas, mas não atirem, me ouviram? Esperem pelo meu ataque, e derrubem o resto. Depois disso será fácil derrotá-los. — Os outros apenas concordaram desta vez, afinal não tinham mais muitas opções.

Concentrando em suas mãos, a garota criou facilmente duas esferas do tamanho de suas palmas, portanto não muito grandes, apenas o suficiente para assustar (e definitivamente distrair) alguém. Havia dominado este poder com facilidade, portanto criar outra esfera logo que a anterior saísse de sua mão não seria problema algum para ela, que utilizava a habilidade para brincar em seu quarto. Seu time só teria alguns poucos instantes para revirar o jogo, e era justamente este curto momento que a dominadora de água esperava que tirassem proveito.

Iniciou então o seu plano assim que percebeu que metade dos adversários recarregavam suas armas, tolos o suficiente para não o fazerem em rotação, a fim de não deixar seu time tão vulnerável. Saiu de sua cobertura e atingiu com as esferas dois inimigos no rosto, tombando-os para trás. Criando uma terceira e quarta esfera, atacou mais dois em suas mãos, fazendo com que largassem suas armas. Foi, no entanto atingida por uma das bolas de neve da filha de Quione, jogando-a no chão novamente. Seus companheiros de time felizmente entenderam o que deveriam fazer e, determinados para atingir a vitória, atacaram de forma unida a única que sobrou de pé, trazendo ao seu time o tão merecido êxito. Ajudaram Korra a se levantar vagarosamente, antes de lhe darem pequenos tapinhas nas costas, alguns sorrisos de canto, dentre outras parabenizações.

Com um aceno de cabeça para a filha de Quione que lhe causou tanto problema, e que agora retirava a neve de seu corpo, Korra agarrou sua pequena mochila e agradeceu pela participação de todos naquela pequena batalha amistosa. Já havia se afastado de casa faz tempo, e portanto também já fazia tempos que não sentia a tal alegria de uma guerra de neve. Em sua aldeia eram feitas todos os dias, alguns adultos participavam, e campeonatos eram feitos. Uma lágrima tentava escorrer de seu olho, mas a menina logo a limpou, antes que outros a vissem. Sentia saudade de casa, como todos os outros, mas isso não a impediria que realizar os sonhos que passou a cultivar naquele lugar. Por mais que o tivessem forçado por sua garganta, querendo ou não, o Acampamento era seu novo lar estivesse ela feliz ou triste com a notícia.


PODERES E HABILIDADESL

— Ativos —


Bolas de Água [Nível 01]: Você poderá criar duas bolas de água em sua mão, não serão tão ofensivas, será mais como uma distração, mas se o ser for ligado ao fogo, poderá sofrer algum dano.


Korra W. Müller
Filhos de Poseidon
Mensagens :
65

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Bolas de Neve

Mensagem por Kaine Rembrandt em Sex 20 Fev 2015, 16:02


Avaliação
GUERRA DE BOLA DE NEVE


Korra W. Müller

Simplesmente excelente, Korra. Um texto bastante fluído, coerente e muito bem estruturado e narrado. A única parte que não gostei foi da guerra em si. Achei muito corrida, e não explorada tão bem quanto realmente poderia ter sido, por isso uma dica é que desenvolva mais o objetivo principal do treinamento em narrações futuras. Fora isso, só tenho congratulações para te dar.

— Coerência: 50/50
— Coesão, Estrutura e Fluidez: 25/25
— Objetividade e Adequação à Proposta: 9/15
— Ortografia e Organização: 10/10

Recompensas: 94xp
~Att por Captain Poseidon~
Kaine Rembrandt
Filhos de Éolo
Mensagens :
442

Localização :
Onde eu quiser

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Guerra de Bolas de Neve

Mensagem por Conteúdo patrocinado Hoje à(s) 04:50

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum