EVENTO ATEMPORAL - MISSÃO OP FÁCIL DE INVERNO

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EVENTO ATEMPORAL - MISSÃO OP FÁCIL DE INVERNO

Mensagem por 139-ExStaff em Qui 25 Dez 2014, 01:39


Você quer brincar na neve?
Evento invernal - missão OP fácil, atemporal
Apesar de dar mais trabalho, era inegável que a maioria dos campistas se divertiam no inverno. A neve, principalmente perto do natal, era algo quase mágico. Alguns, inclusive, deixavam o trabalho de lado para se render às brincadeiras, e não era raro um monte de neve que devia ser retirado acabar se transformando em um boneco de neve - alguns, com feições perigosamente (ao menos aos seus criadores) muito próximas à do Sr. D. Não parecia ser um problema... Até que alguma coisa deu errado.

♦ Narre uma introdução sobre o que fazia - se apenas foi brincar na neve, se alguém o (a) envolveu na brincadeira, se estava trabalhando na neve ou o que for - condizente com a proposta;
♦ Narre parte da brincadeira - ao menos uma atividade - antes de alguém resolver fazer um boneco de neve;
♦ Em algum ponto o boneco tomará forma - seja consciente, se houver muitos NPCs, narre a criação e animação de vários bonecos (1 a cada 2 ou 3 NPCs) - mas, obrigatoriamente, você estará com ao menos 1 NPC de nível mais fraco que você (Metade do seu nível);
♦ O boneco de neve ataca (Ele terá as estatísticas na média entre o seu nível e o do NPC) e o NPC que o acompanha sofrerá algum acidente relativo à neve (não necessariamente um ferimento de combate) - você deverá assumir a batalha, impedindo que o NPC seja um alvo ou se machuque mais - mas, se demorar, ele começará a sofrer algum efeito negativo do frio, pela aura do boneco;
♦ Durante a batalha, o boneco de regenera. Ter essa percepção demora um tempo, então interprete isso;
♦ Derrote o golem de neve e leve o NPC para a enfermaria;
♦ Ao final, descubra que eventos parecidos ocorreram por todo o acampamento, contudo, fica no ar: quem ou o que provocou isso?

• Dia, cerca de 14h, frio (-5ºC)
• Local definido pelo jogador - devendo ser uma área aberta dentro do Acampamento
• Poderes, itens e outros dados relevantes em spoiler (preferencialmente separados em passivos/ ativos e outros tópicos com nomes relevantes)
•  Prazo até 15/ 01

Oponente:
Boneco de neve [Golem elemental mediano] - O boneco é maior do que uma pessoa comum, com o corpo tripartido - uma bola grande sendo a base, uma menor para o tronco e outra sendo a cabeça. Ele não tem pés, e apesar de se locomover aos pulos ou se arrastando, não é lento, nem sofre diminuição de sua massa por isso. Possui braços de madeira, mas apesar de antes serem apenas galhos secos, agora eles estão encantados de forma a tornar-se firmes pórem maleáveis. Olhos de botão e um nariz de cenoura completam as feições, mas ele não depende de nenhuma delas para localizar os alvos - seus sentidos são ampliados magicamente. Ele não porta itens, exceto as peças do vestuário usadas na sua construção (algum chapéu, cachecol e possivelmente luvas - descrição à critério do semideus). Ele pode ser capaz de se comunicar, mas não vai perder tempo com isso, e em nenhum momento vai se explicar sobre o ataque ou sua animação.

Características passivas:

Como uns construto/ elemental, o boneco é imune à qualquer poder que lide com a mente, de leituras a ataques mentais, tampouco poderes de dominação ou hipnose - ele não possui algo assim para ser afetado - a menos que o controle seja sobrenatural - uma magia que o faça se mover pode afetá-lo, um comando de controle mental não;

O boneco não passa de algo artifical - ele não possui emoções, e não é afetado por charme, hipnose, persuasão nem qualquer poder emocional, independente da origem ou tipo de emoção - medo, atração, nada disso o afeta;

O boneco não possui sensibilidade à dor - poderes semelhantes ou que dependam disso não produzem resultado;

Ele não sangra, portanto é imune a poderes que provoquem hemorragias, sangramentos e similares; venenos também não o afetam, uma vez que não possui um metabolismo;

Ele é imune a poderes que lidem diretamente com água e gelo, mas sofre o dobro do dano com calor e fogo; outros elementos apenas causam o dano normal.

Poderes de defesa:

Regeneração - Passivo. A cada turno passado, o boneco regenera 50% do dano do turno anterior. Essa regeneração não afeta ferimentos provocados por calor ou fogo.

Poderes relevantes a dano e ataque:

Aura gélida - apesar de passivo, ele afeta todos em um raio de 5m da criatura. A aura gélida faz a temperatura cair, e provoca efeitos similares ao de hipotermia nas criaturas e alvos ao redor. A partir da terceira rodada, o alvo passa a sofrer uma perda de HP pequena, mas constante, por causa do frio - 5% do HP total - e, a partir da 5ª rodada e a cada 5 adicionais, o alvo passa a sofrer uma redução do movimento, que afeta sua habilidade de esquiva e ataque - 10% cumulativos a cada 5 turnos passados.

Sopro gélido - O boneco sopra neve e gelo sobre o alvo, provocando dano por frio e paralisando-o por um turno. O sopro é uma rajada em cone que afeta oponentes a até 9m de distância, desde que estejam a até 1,5m da lateral do boneco, considerando sua posição. O poder tem um custo considerável de MP, e ele usará para tentar fugir, caso sinta-se acuado, ou para impedir que mais de um alvo aproxime-se por vez. 1 vez a cada 5 rodadas [Ativo]

Ataque de neve - O boneco forma bolas de neve e as atira contra os alvos. Ele pode criar até 3 bolas por vez, do tamanho aproximado de uma bola de tênis. Dano por frio e pelo impacto, já que o golem tem mais força do que aparente (ou seja, mesmo personagens imunes ao frio/ gelo ainda tomarão metade do dano). O custo de MP é muito pequeno, e ele se regenera, possuindo portanto uma munição infinita. [Ativo]

Controlar terreno - O boneco é capaz de criar obstáculos e alteral a densidade da neve e do gelo em uma área de 5m de raio ao seu redor - tornando o gelo mais fino e quebradiço sobre o lago, ou enchendo o terreno de neve fofa a ponto de diminuir a movimentação - penalidades de movimento e interpretação adequadas devem ser adotados, dependendo do terreno descrito pelo personagem; não seguir isso provocará descontos em coerência. [Ativo]

Nevasca - O boneco provoca um redemoinho de gelo e neve na área. A nevasca dura 3 rodadas, atrapalhando a visão e reduzindo a chance de acerto de ataques à distância em 50% pela dificuldade da mira. A nevasca ainda produz dano por frio e por cortes, com lascas de gelo ferindo todos no local exceto o próprio golem. 1 vez por combate. [Ativo]

Outros poderes podem ser utilizados, como a criação de espinhos de gelo ou barreiras. Apenas sejam condizente ao nível e descrevam de forma adequada, colocando adendos e informações complementares ao final, em spoiler.
Um boneco quer fazer?
Não se esqueça de se agasalhar!
thanks maay
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Re: EVENTO ATEMPORAL - MISSÃO OP FÁCIL DE INVERNO

Mensagem por Gilan Waker em Sex 26 Dez 2014, 21:59




Odeio bonecos de neve

Apesar do encantamento do acampamento que impedia tempo ruim, foi permitido que nevasse para a diversão dos campistas e dar um clima mágico ao natal. Mesmo que sempre nevasse nos fundos do chalé de Quione, ver a neve em todo lugar me deixou empolgado.

Eu caminhava em direção ao rio pela neve sem nenhum problema graças aos poderes da minha mãe e mesmo só com a blusa laranja do acampamento e calça comprida eu não sentia frio. Encontrei amigos quase irreconhecíveis graças aos agasalhos e comecei uma pequena guerra de bolas de neve, depois de perder vergonhosamente continuei meu caminho e vi um filho de Apolo recém chegado que tentava construir um boneco de neve sem sucesso.

– Quer ajuda? –Perguntei – Também quero construir um boneco de neve.

Claro, você e filho de Quione não é? Será que pode construir um gigante de neve com seus poderes? – perguntou o garoto com expectativa.

Eu até poderia– minto – mas acho mais divertido fazer com as mãos.

Começamos a juntar a neve em um pequeno monte que aos poucos ia crescendo. Enquanto trabalhávamos eu puxei conversa e descobri que o nome do garoto era Eric e que tinha 8 anos, a chegada dele no acampamento foi bem difícil, vários monstros o atacaram e a mãe dele conseguiu chegar nas fronteiras mas ela ficou encurralada e foi morta por um cão infernal gigante.

Eu fiquei um pouco comovido, mas ele parecia já ter superado, mas não queria conversar muito sobre sua mãe então começamos a enrolar a segunda bola de neve que um filho de Ares, que perdeu pra mim no ultimo jogo de caça a bandeira, chutou e depois de reconstruirmos fiz a ultima e a botei no topo do boneco.

Acho que ele vai precisar de alguns botões, uma cenoura e se quiser pode trazer algumas roupas para ele.

O.K. Vou buscar as coisas, não deixa aquele filho de Ares voltar.

Enquanto ele ia pegar as coisas eu catei alguns galhos e prendi ao boneco para fazer os braços e me sentei na neve observando, muitos dos meus meio irmãos corriam e brincavam pelo acampamento enquanto a nevasca cobria tudo de branco.

Comecei a criar um pouco de gelo aqui e ali, congelei um pouco o caminho na esperança de alguém escorregar, e admirei meu construto de neve, eu já estava a ponto de ir atrás de Eric quando vi um gorro amarelo correndo em minha direção com algumas sacolas.

Trouxe os botões, um sobretudo, um cachecol e um chapéu. – ele listou ofegante - Ah, quase me esqueci, eu também trouxe algumas cenouras.

Ótimo, vamos arrumar esse boneco então. – respondi sorrindo.

Fui por os botões nos olhos e na boca e Eric botou o sobretudo, enrolou o cachecol e botou o chapéu que parecia o de uma bruxa, eu me afastei um pouco pra ver nossa obra.

Eric, agora só falta o nariz.

 O garoto catou a cenoura e estranhamente quando enfio no ‘rosto’ do boneco um forte vento frio recaiu sobre o local e os braços do construto começaram a se mexer, a cabeça do boneco se virou para Eric e uma bola de neve se formou sobre a mão/galho da criatura, o rosto da prole de Apolo se encheu de terror e ele tentou correr mas o projétil de neve atingiu em cheio o rosto dele e o garoto caiu inerte no chão.

Gritei o garoto desesperadamente e vi o monstro de neve se preparar para alguma coisa, não podia esperar muito então levantei uma barreira de gelo separando o garoto do monstro na hora em que uma rajada de vento, gelo e neve foi soprada pelo monstro. Peguei um galho disforme porem grosso da pilha que eu juntara para os braços e criei algumas ‘pontas’ de gelo ao longo do galho já que eu não levara minhas armas.

Pela primeira vez o boneco pareceu me notar, se virou e atirou algumas bolas de neve, que eu rebatia e desviava enquanto corria em sua direção. Quanto mais perto eu chegava maior era a queda de temperatura, no geral eu não me importava mas já ficava um pouco frio até mesmo pra mim.

Parecia meio lógico que meus poderes não teriam efeito na criatura então não me dei ao trabalho, o mais provável seria destruir-lo e, agora perto suficiente, meu bastão teria que servir. Aproximando-me senti a neve aumentar junto com o frio e uma nevasca se intensificou, pedaços de gelo começaram a me atingir e a neve atrapalhava a minha visão, mas eu ainda tinha o alvo a frente e conseguia me locomover perfeitamente.

Com força agitei o bastão acertando um lado da bola de neve do meio arrancando um pedaço, me animei pôs se continuasse assim seria fácil destruir o monstro. Enquanto eu desviava dos projeteis de neve e tentava acertar a criatura eu percebi que o buraco que tinha feito começou a se regenerar, a criatura estava se curando e o frio se intensificava. De súbito lembrei-me de Eric desmaiado na neve, ele não aguentaria muito mais ali, acabaria com hipotermia. Eu tinha que derrotar aquele boneco.

Continuei acertando a criatura, mas ele acertava-me com bolas de neve na barriga e peito, sem ar cai. Será que ninguém via o que estava acontecendo ali? Olhei para onde Eric deveria estar, mas ele não estava mais lá, provavelmente ele foi chamar reforços e isso me animou um pouco, levantei e brandi o bastão com estacas e fui correndo para o boneco, rolei e desviei, levantei num pulo e com impulso afundei o porrete na cabeça do boneco, deformando o rosto da criatura, puxei e ataquei de novo. Sei que atacar não traria resultado, mas não pude deixar o monstro perceber as vozes que ecoavam atrás de nós, provavelmente campistas.

Com animo renovado, preparei para o próximo golpe, direcionei o porrete para a parte do boneco que se reconstruía e com força acertei o escudo de gelo. Como a minha, o boneco de neve ergueu uma barreira de gelo do tamanho de seu corpo que estilhaçou minha arma de madeira e gelo, ouvi alguém gritando meu nome então lembrei que a nevasca atrapalhava a visão de todos. Assoviei bem alto revelando minha localização e segundos depois uma flecha com ponta de fogo atravessou a 'barriga' semi-regenerada da criatura.

A nevasca foi interrompida e eu pude ver dois campistas correndo, um com um arco dourado e flechas incendiarias e outro com tocha e espada nas mãos. A criatura era bombardeada por flechas de fogo e o outro percebi que era Eric atacando com a tocha e espada, percebi que o monstro não regenerava o dano proveniente por fogo e parecia que os outros também sabiam.

Acuado o boneco de neve recuou e assoprou de novo ‘congelando’ Eric que largou as armas. A criatura distraída com o irmão de Eric me deu tempo, então corri em direção a tocha caída, mas o Golem me acertou na nuca com uma de suas bolas de neve derrubando-me,porem eu já estava perto suficiente da tocha, peguei uma e fui mancando atacar o que restara do monstro.

O boneco agora tinha diversas flechas espetadas no sobretudo que já estava em chamas juntamente com o cachecol e o chapéu, a criatura derretia intensamente mas continuava a me acertar com seus projeteis de neve e a ponto de desmaiar senti o frio me envolver e me curar aos poucos, conseguindo forças para avançar, o Golem recuava em direção ao irmão do filho de Apolo, o sobretudo desprendeu revelando o mirrado boneco que sobrara, o irmão de Eric atacou a criatura com o próprio arco distraindo-a eu que já estava cara a cara com o monstro empurrei a tocha contra a 'cara' dele derretendo-a e acabando com ele.

A caminho da enfermaria eu levava Eric nos braços e o meio irmão do garoto me contou que Eric aparecera correndo e puxara-o desesperadamente, e que também muitos que se divertiam na nevasca construindo bonecos de neve foram atacados pelo mesmo e que Quíron estava trabalhando para descobrir quem criara tudo isso, chegando ao meu destino, botei o garoto na maca e me sentei exausto em um dos bancos.

Armas e Poderes:
Armas: {Wood}/ Pedaço de madeira qualquer achado no chão. :v

Poderes passivos:Level 1: Resistência ao frio. Por Quione ser a deusa da neve, os seus filhos tem resistência a climas frios.

Level 2: Locomoção na neve. Muitos sentem dificuldade em andar sobre a neve, mas os filhos de Quione passeiam sobre a neve e gelo com a maior facilidade, não importando o tempo frio ou se esta nevando ou mesmo tendo uma nevasca.

Level 3: Pele Gélida. Os filhos de Quione por terem um domínio sobre o gelo e neve, possuem uma pele mais fria que o normal. Entretanto uma das características marcantes é que a pele ainda continua gélida mesmo em locais quentes para quem os toca, porém isso não significa que eles não irão sentir um pouco de calor nesses lugares.

Level 4: Cura Gelada. Locais frios deixam os filhos de Quione mais saudáveis e mais a vontade, podendo realizar a cura instantânea.

Poderes ativos : Level 1: Criação de gelo. Você não precisa de uma fonte para criar seu gelo, eles surgem de você para o ambiente, mais é muito mais fácil quando você utiliza as mãos para criar o gelo. Varia de acordo com a manipulação.

Projéteis de gelo. Com algum esforço, o filho de Quione consegue criar projéteis afiados de gelo - de início de pequeno porte -, e que atirados em direção ao inimigo assumem grande velocidade e causam cortes superficiais. Quando em grande quantidade, podem causar danos maiores. [ New ]

Level 2: Assovio gélido. Por meio de um assovio alto e agudo, o filho de Quione poderá distinguir exatamente a distância e a localização de outros monstros e semideuses. Porém, ao fazê-lo também denuncia a sua própria posição, podendo tornar-se alvo fácil. [ New ]

Level 5: Barreira de gelo I. Cria uma barreira de gelo que pode servir como escudo, é feito a partir de alguma superfície e tem o seu tamanho.

Level 5: Criocinese iniciante. Você pode congelar pequenas coisas e não consegue dar forma ao seu gelo. Se for congelar algo pode congelar apenas uma parte do corpo, como por exemplo, um braço ou uma perna. O gelo é quebrado depois de um tempo.




Thanks for @Lovatic, on CG

Gilan Waker
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Re: EVENTO ATEMPORAL - MISSÃO OP FÁCIL DE INVERNO

Mensagem por Catherine Burkhardt em Ter 06 Jan 2015, 01:27



Snowman
Seria melhor ter passado a tarde no chalé

Se tem uma coisa que a filha de Afrodite sempre escutou foi que ter irmão mais novo era horrível. Eles viviam querendo algo, insistindo até que você se rendesse e quando não o fazia transformava sua vida em um inferno. Ela nunca teve esse problema pelo simples fato de não ter um irmão caçula - sua "irmã" não valia nem esse título -, mas agora que estava no Chalé 10 só podia concordar com o que lhe falavam.

- Por favorzinho, Emma! Vamos, levanta daí, vamos! - Pedia a garotinha de pele morena e cabelos negros pulando ao seu lado.

Emma revirou os olhos, tentando ignorar a irmã. Como estava entediada e o tempo lá fora estava gelado, a mentalista estava sentada no chão próxima a fogueira tricotando um casaco para passar o tempo. Sim, ela sabia que tricotar era coisa de velho, mas desde que sua avó lhe ensinou fazia isso esporadicamente apenas para não perder a prática.

- Helena, eu já disse que não vou! Não quero brincar de guerra com bolinhas de neve! - Respondeu séria, sacudindo a cabeça em negação e voltando a fazer seu tricô.

O olhar de Helena atrás de si era mortal.

Meia hora depois


- YEEEEEEEE! - Saiu gritando enquanto corria a pequena filha de Afrodite.

Atrás dela, vinha a mentalista de braços cruzados e expressão fechada. Maldita.

A neve caia devagar, deixando pontinhos brancos por toda a roupa estofada que usava para se proteger do frio, assim como touca, luvas e um cachecol. Botas para facilitar a locomoção na neve também faziam parte de seu vestuário. Helena parecia um pontinho rosa redondo, pois insistiu em usar apenas aquela cor. A garota tinha 11 anos, mas parecia ter ainda menos quando fazia birra.

- HELENA! Não vá para longe! Vamos ficar perto dos estábulos e se eu não ver você por 30 segundos nós voltamos para o chalé! - Chamou em voz alta, apressando o passo para alcançá-la.

Os aredores do estábulo estava mais cheio do que imaginou. Pequenos grupos se espalhavam por toda parte, divertindo-se com a neve. Mills estava tão distraída observando a brincadeira dos outros que quando a bola de neve atingiu seu rosto, deu um pulo pelo susto e o choque do gelo contra sua pele.

- Mas o quê...?! - Exclamou procurando quem fez isso.

Helena gargalhava tanto de sua expressão chocada que se dobrava. Emma deu um sorriso, tirando a neve de seu rosto. Aquela pirralha pagaria por isso. Ela se abaixou, pegando um punhado de neve e o pressionando até formar a bola e lançou atingindo a irmã, que soltou um gritinho.

A brincadeira durou por bastante tempo, até que Emma alcançou a garota e a puxando para si, derrubou as duas na neve fria as gargalhadas. Ok, até que era divertido brincar livremente como uma criança. Porém, estava exausta.

Helena só esperou recuperar o fôlego para se levantar com um sorriso gigantesco.

- Eu quero fazer um boneco de neve.

Olhei com descrença para a animação e vigor daquela menina. Será que crianças nunca ficavam cansadas?

- Sério, Anna? - Disse em referência ao filme Frozen. - Não acha que está na hora de irmos para o chalé, tomar um delicioso chocolate quente e dormir?

Ela olhou para Emma como se a mais velha tivesse falado uma atrocidade.

- Não! Nós temos que fazer um boneco de neve! Eu até trouxe os materiais! - Reclamou Helena, puxando uma cenoura e botões de seu bolso.

A mentalista encarou a irmã por longos segundos, o que foi um erro. A menina estava fazendo a carinha do Gato de Botas, e todos sabem que ninguém resiste a isso.

- Um boneco e voltamos para casa. - Cedeu revirando os olhos, arrancando um grito de triunfo da mais nova.

~~~~


A primeira coisa que fizeram foi a base do boneco. Enquanto Helena puxava a neve para perto delas, Emma ia juntando tudo numa grande bola. A segunda bola foi mais complicada, pois tinham que erguê-la e pôr em cima da outra e nas duas primeiras vezes que tentaram desmanchou-se. A última, a cabeça do boneco, foi um pouco mais fácil.

A filha de Afrodite mais nova correu para procurar os galhos-braços, pedindo para que a irmã fizesse os olhos e a boca com os botões. Foi enquanto fazia isso, que lembrou-se de um dos natais que passou com o pai. Eles fizeram bonecos, deixaram anjos gigantes no chão nevado e à noite ele lera histórias de ninar enquanto bebiam chocolate quente. Aquela era uma das melhores lembranças com o pai, era a memória que marcava o tempo que era feliz. E estar reproduzindo-a com a irmã a deixava emocionada. Olhou para o lado, para observar a garota correr de volta para perto dela com um largo sorriso nos lábios. Helena a fazia se lembrar de si mesma e da sua inocência perdida. E talvez fosse essa a razão de passar tanto tempo com a criança.

Com os braços colocados, olhos de botões pretos e uma boca sorridente vermelha, a pequena prole da deusa do amor finalizou o trabalho pondo a cenoura que serviria de nariz. Com uma rápida olhada ao redor notou que a maioria dos campistas já tinha ido embora, restando apenas as duas. Ela deu um largo sorriso, olhando para Mills satisfeita.

- Ele ficou lindo. - Disse com orgulho, fazendo a irmã gargalhar.

- Tem razão. Agora, vamos embora antes que você pegue uma gripe. - Falou Emma, enquanto se levantava, esticando a mão para a menina.

Ela deu a mão para a irmã e juntas começaram a andar de volta para a área dos chalés. Nesse instante, um barulho como estalidos de gelo se quebrando fez a mentalista olhar para trás. E para sua completa surpresa, viu o boneco movimentar-se. Aquele monte de neve havia ganhado vida! Foi como se o tempo frio caísse ainda mais quando a criatura virou sua cabeça para as duas.

Ela abriu a boca para mandar a irmãzinha correr quando o golem formou duas bolas de neve e as atirou contra a pequena, que gritou e foi jogada no chão por ter sido atingida na cabeça.

- HELENA! - Exclamou desesperada, mas antes que pudesse correr para acudir a menina, outra bola foi feita e lançada em sua direção.

Com um salto para trás, ela desviou do golpe, pousando no chão de maneira desequilibrada por conta da neve. Seus olhos lacrimejavam de fúria, mas ela respirou fundo. Não podia agir de cabeça quente agora. Tinha que agir com a razão para derrotar esse monstro e ajudar a garota.

Ativou a única arma que tinha trago, o Animal Bracelet e preparou-se para o ataque. Movimentando seu corpo de acordo com o que fazia com sua corrente, a lançou em direção ao local onde seria o tronco do boneco de neve. A corrente o atravessou e como em resposta, ele avançou na direção dela. Emma puxou sua corrente de nova, arregalando os olhos. Ele era imune a dor. Isso não podia ser uma coisa boa.

Mais três bolinhas foram criadas e dessa vez, quando ele as disparou, Mills correu em sua direção, desviando-se dos projéteis. Ao chegar quase que eu sua frente, vez a corrente contornar o que seria sua cabeça e com um movimento rápido e preciso, arrancou e jogou-a longe.

Por alguns instantes, o boneco não se mexeu. E ela já tinha se virado para a irmã com um sorriso aliviado quando a neve foi subindo e regenerou parte da cabeça dele, que continuou a avançar como se nada tivesse acontecido.

Emma começava a se desesperar. Tentou correr em direção a criatura mais uma vez, porém ele estava preparado para seu ataque. Com um forte sopro gelado, uma camada de gelo a envolveu, lhe paralisando. A sensação era que tivesse pulado em um lago congelado, e isso lhe fazia respirar com dificuldade. Ele foi se aproximando ainda mais dela e mais por impulso do que por esperteza, usou seu grito super-sônico usando o resto de fôlego que tinha. Aquilo não foi o suficiente para afastá-lo, mas serviu para libertá-la de sua prisão congelada. Atirando-se no chão e rastejando para longe da criatura, tentou recompor-se.

Olhou para o acampamento. Tão perto dela, mas não tinha ninguém por perto. Era quase como uma tortura poder ver a fumaça subindo da área pertencente ao refeitório e não estar ali, comendo e sorrindo com os outros campistas. A palavra fumaça lhe fez erguer-se com as energias renovadas. Era isso! Só derrotaria um monstro de gelo usando fogo!

O golem estava quase em cima dela com a cabeça inteira outra vez, por isso, usando sua força telecinética o lançou contra a cerca dos estábulos e correu até a irmã. Lá, agarrou-se com ela e teletransportou-se. Seu pensamento estava no chalé de sua mãe, mas por alguma razão surgiu na área dos chalés, na frente do mesmo. Poucos semideuses transitavam na área, por isso tratou de chamar a atenção. A garotinha em seus braços estava inconsciente e já adquiria um tom azulado.

- SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDE! - Gritou com toda sua força, enquanto tentava animar Helena.

Dois semideuses correram até ela. Um alto e moreno, que abaixou-se logo para chegar a menina e um loiro que a olhava preocupado.

- O que aconteceu com vocês?! - Perguntou o loiro, preocupado.

- Tem um golem de neve próximo aos estábulos! Eles nos atacou! Ele está se regenerando com meus ataques, precisamos de alguém com poderes de fogo! Falou de maneira rápida, enquanto o outro rapaz que se apresentou como curandeiro ia levando a irmã para a enfermaria as pressas.

O loiro arregalou os olhos, surpreso.

- Eu sou filho de Héstia. Posso te ajudar!

A filha de Afrodite ficou tão aliviada ao ouvir aquilo que poderia beijá-lo ali mesmo. Segurando na mão dele, foi o guiando na corrida de volta para os estábulos.

~~~~


O monstro de neve não havia ficado parado. Na verdade, os dois semideuses os encontraram antes mesmo que se aproximassem da arena puderam visualizá-lo chegando cada vez mais perto do centro do acampamento.

Emma ativou outra vez seu bracelete e o rapaz lhe lançou um sorriso confiante. O plano deles era simples. Josh, como o garoto se chamava, iria atacar o monstro com bolas de fogo e Emma chegaria pelas costas dele e acabaria com aquela criatura de uma vez por todas. Antes que chegassem até o monstro, ele tocou a corrente e esta foi revestida por uma camada de fogo.

- Isso aqui irá lhe ajudar a destruí-lo.

Com um aceno de afirmação, os dois seguiram seus caminhos. Josh correu para o boneco de neve e quando estava próximo a ele, lançou duas bolas de fogo que atravessaram onde ficaria os membros inferiores do golem, que desta vez não demonstrou sinais de reconstrução.

Essa era a deixa de Emma. Sumindo em uma fumaça azulada, ela teletransportou-se para as costas da criatura e sem pensar duas vezes girou a corrente contra o lugar que seria seu tórax, fazendo a neve voar e derreter. Com um salto, ela jogou a arma com toda sua força no chão transpassando o monstro de cima para baixo e finalmente, dando um fim a ele.

~~~~


Quando retornavam a área comum entre os chalés, notaram uma grande movimentação. Um grande grupo de campistas estavam juntos, as vozes alteradas mostrando que estavam tendo uma discussão e que o assunto era dos sérios.

Emma trocou um olhar com Josh e ambos correram até lá.

De início, a mentalista não conseguiu entender o que estava sendo dito ali. Eram muitas vozes ao mesmo tempo e todos pareciam com raiva e temerosos.

Por fim, entendeu qual era o assunto de tanto rebuliço. Bonecos de neve ganharam vida por todo o acampamento, deixando vários feridos e causando a preocupação geral. Ninguém conseguia explicar o que tinha acontecido. Nada estava fazendo o menor sentido. Quem será que estava fazendo tantas coisas estranhas acontecerem no local de deveria ser um porto seguro dos semideuses?!


Extras:
Armas:
✣ Animal Bracelet. [Um bracelete de prata com o desenho de borboleta em ouro. Esse bracelete pode ser ativado com o desejo mental do usuário e transforma-se em uma corrente que pode medir 10m. Essa corrente é feita de prata e ouro sagrado, bastante resiste a tal ponto de ser semi-indestrutível. Ela obedecerá aos comandos mentais do mentalista com perfeição, independente do nível que ele esteja.] [Materiais: Ouro Sagrado e Prata Sagrada] (Nível mínimo 1) {Elemento: Psíquico} [Recebimento: presente por ser mentalista]
Poderes Usados:
Passivos:
Afrodite

Beleza Estonteante (Nível 1)
Como filhos da deusa da beleza, você é naturalmente belo, sendo tal beleza notável e admirada por todos. Seus olhos têm uma coloração que não se define completamente, sendo intrigantes e como se fossem hipnotizantes; sua voz atrai, seus lábios são provocantes, seu rosto possui uma beleza harmoniosa e o corpo não fica para trás. Tudo em você chama a atenção pela beleza especial que possui, e é praticamente impossível deixar de notá-lo. Não é nenhum efeito hipnótico, contudo - apenas estético.

Habilidade com Chicotes e Correntes (Nível 1)
É com esse tipo de arma que você se identifica perfeitamente e o tipo de arma com o qual se destaca. Tais armas parecem ser uma extensão de seu corpo, você consegue realizar movimentos incomuns e precisos, aprendendo a manusear esse tipo de arma facilmente. Não quer dizer que nunca erre, mas que seus movimentos são melhores com esse tipo de arma. É algo que evoluiu com o semideus.

Eterna Boa Forma (Nível 2)
[Modificado, unido com bons reflexos] A boa forma que você possui agora não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques. É algo leve, contudo, e outros fatores podem interferir. Em combates, você transfere sua graça aos seus movimentos, o que faz com que seja capaz de se esquivar com mais facilidade, com movimentos belos e fluidos. Na prática, chances de esquiva aumentadas em 25% contra golpes normais.

Harmonia intocável (Nível 4) [Modificado - união de Aparência frágil e de Harmonia intocável]
Você não se aparece originalmente como uma ameaça, se apresentando de um modo belo e intrigante, fazendo o adversário pensar que você não é alvo dele e fazendo-o também sentir-se culpado caso te machuque. Em geral, faz com que você não seja o foco do primeiro ataque caso esteja em grupo, a menos que seja o semideus mais forte do local. Por outro lado, suas atitudes influenciam: não adianta tentar se fingir de inocente e permanecer armado, assim como durante um combate um monstro ou oponente não vai se deixar envolver nem parar de revidar apenas pela sua aparência, caso continue atacando.

Delicadeza (Nível 6)
Assim como pombos ou cisnes, seus passos são suaves e delicados, dificilmente sendo percebidos pelo inimigo em uma aproximação sutil. Note que sentidos aguçados ainda podem captar sua presença, assim como uma aproximação descuidada podem lhe denunciar. O silêncio não é completo.

Piedade (Nível 7) [Modificado]
Quando você está triste, ou se finge de triste, todos sentem vontade de te consolar. Não afeta monstros, mas aliados podem sentir um impulso maior de proteção. Quem resolver lhe defender receberá uma bonificação de 10% em suas ações pela emoção provocada.

Autocontrole (Nível 9)
Suas emoções não podem lhe atrapalhar em momento algum em uma batalha ou momento importante. Você não viverá a mercê delas, você saberá controla-las facilmente podendo manter o foco em uma batalha sem ser influenciado por nenhum sentimento, a menos que seja mais forte que você. Poderes que afetem emoções como charme, medo, fúria e etc terão efeito reduzido, não fazendo efeito se proveniente de inimigos de menor poder. Se forem de nível igual a até 5 níveis acima, 50% de resistência, e de 6 a 10 níveis, 25%. Acima disso, os poderes o afetam normalmente.

Super-Elasticidade (Nível 10)
Uma habilidade ainda relacionada à eterna boa forma dos filhos de Afrodite, que agora relaciona a incrível habilidade em realizar movimentos que exigem muita elasticidade corporal sua e uma excelente condição física. Você seria como um contorcionista, mas note que limites humanos ainda devem ser considerados.

Mentalista

Non usados
Ativos:
Afrodite

Grito super-sônico (Nível 6)
Esta habilidade lhe permite amplificar sua voz de modo ensurdecedor, podendo quebrar objetos frágeis/ cristalinos e até mesmo atrapalhar seus inimigos num ataque. Sua voz, antes dita bela, pode agora afastar alguns adversário devido às ondas de som. Isso, claro, acaba ocorrendo com um maior gasto de energia dependendo do adversário. Cada ativação dura um turno e afeta somente um oponente que esteja a até 5m de distância. No caso de afastar, depende do peso - quanto maior o inimigo, menores as chances de funcionar, ams ele ainda tomaria dano por som.

Mentalista

◉ Nível 9. Teletransporte intermediário: Consegue teletransportar para uma distância de 5km, seguindo a mesma regra de ter em mente o local para onde estar indo. Teletransportar para locais perto não gasta tanta energia quanto se teletransportar para o limite dado. O tempo do teletransporte pode durar de 5 a 10 segundos, ou seja, o tempo em que você desaparece e reaparece.

◉ Nível 11. Telecinese intermediária: Consegue mover e levitar objetos mais pesados, porém não chegando a ser aqueles bem pesados e complicados, a velocidade também aumenta, sendo proporcional ao peso.
Adendos:
A primeira coisa que quero falar é que não revisei esse texto com atenção, então pode ter erros sim.

A NPC Helena, filha de Afrodite, foi apenas para dar uma razão plausível para minha personagem sair do chalé e ir brincar na neve.

Venho aqui também explicar o uso do poder Grito super-sônico. Eu quis dar um pouco de dificuldade nessa batalha então escolhi usar o poder do Sopro gélido. Considerei que a paralisia seria externa, assim coloquei como uma camada de gelo, já que na descrição do monstro não havia especificações. Sendo assim, esse poder seria perfeitamente aceitável para quebrar o efeito do sopro.

O NPC Josh, filho de Héstia, foi o que usei em combate. Considerei que ele teria a metade de meu nível (ou seja, nível 6) como foi pedido na descrição da missão e usei dois poderes marotos dele para auxiliar a minha personagem:
Bolas de fogo [1] - Consegue criar apenas duas esferas flamejantes nos palmos, mas não é possível manipular esse fogo da forma que quiser. As bolas não são muito danosas e, quando arremessadas, alcançam 2 metros. O MP gasto é 5 e pode-se utilizar o poder de dois em dois turnos.
Encantamento de armas [4] - Consegue encantar alguma arma com o fogo. A durabilidade do efeito é de dois turnos e não exige muita MP.

Então, só isso. Valeu ae -q

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Re: EVENTO ATEMPORAL - MISSÃO OP FÁCIL DE INVERNO

Mensagem por Maisie De Noir em Ter 06 Jan 2015, 19:23



Você quer brincar na neve?



Eu adorei todo esse ar mágico de natal. A neve caia dentro do acampamento pintando tudo de branco, todos os campistas estavam animados e se divertindo por todo o local. Claro que eu não ficaria de fora!

Agasalhei-me bem antes de sair do meu chalé, a temperatura estava a baixo de zero, tenho certeza, e não queria correr o risco de ficar gripada logo agora. Conferi para ver se minha adaga estava no lugar certo e comecei a caminhar pelo acampamento procurando algum lugar que pudesse fazer um boneco de neve, coisa que há anos não fazia e sentia muita falta.

Não precisei andar muito para ver vários campistas se divertindo, alguns nos fortes de guerra de bola de neve, outros deitados fazendo anjos na neve e também alguns que faziam bonecos. Seria ali mesmo que eu ficaria.

Pude ver uma garota chorando com um monte de neve aos seus pés. Fui até ela e perguntei o que tinha acontecido e ela me contou que o boneco estava quase pronto, porém um filho de Hermes passou e destruiu tudo o que ela tinha construído.

Não precisa chorar menina, vamos construir um novo e maior do que o que tinha feito e vamos mostrar para aquele semideus bobo que você pode construir um boneco de neve melhor que ele. — Falei enquanto limpava as lágrimas que escorriam pelo rosto da garotinha. Ela fungou e depois sorriu.

Começamos a conversar enquanto juntávamos neve para começar a fazer nossa obra de arte. A menina se chamava Paola e ela era bastante curiosa, me perguntou várias coisas sobre o acampamento, como cheguei, quem era meu progenitor divino e muitas outras coisas.

Era fácil falar com Paola, era uma boa ouvinte e quando abria a boca te encantava com sua voz. O papo fluía tão bem que nem notamos o quão avançado estava nosso trabalho, só faltava os detalhes finais.

Olha, tenho algumas coisas aqui! — Disse a garota me mostrando gravetos, botões e algumas peças de roupa. — Quer escolher o que colocar no Sr. Snow?

Tive uma ideia melhor. — Falei olhando para o filho de Hermes que observava nós duas de longe. — Aquele garoto que estragou o seu antigo boneco está lá, mostre para ele o novo e deixe-o ver que ficou lindo, apesar dele ter estragado o antigo, que isso não te impediu de continuar.

Paola concordou e sorriu para mim agradecendo enquanto colocava os braços e montava o rosto do seu boneco de neve. Afastei-me deixando a garota desfrutar da sensação de conquista e caminhei em direção à fortaleza de neve, de repente me deu vontade de jogar.

Não estava longe quando ouvi o grito de Paola, logo me virei esperando encontrar o filho de Hermes implicando novamente com a semideusa, mas o que eu vi foi pior. O grande boneco que tínhamos acabado de fazer agora estava vivo. Horrorizada, vi quando os braços feitos de madeira do boneco acertaram a menina que foi jogada longe e caiu inerte no chão gélido, porém o Sr. Snow não era o único a ganhar vida, todos os bonecos de neve começaram a atacar.

Não pensei muito no que fazer, apenas corri para ajudar Paola. Quanto mais chegava perto, mais frio ficava. Consegui pegar a garota no colo e correr antes que o boneco a soterrasse com uma grande quantidade de neve que veio sabe-se lá da onde.

Olhei em volta e todos estavam ocupados com os outros monstros de neve, ou seja, aquele seria minha responsabilidade. Deixei Paola escondida em um iglu que algum filho de Quione tinha feito e voltei para atacar o Sr. Snow.

O monstro produziu um som estranho e nesse momento uma nevasca começou por todo o local e reduziu a visibilidade do local. Eu corri pela neve para atacar o boneco com minha adaga, porém uma bola de neve acertou meu rosto em cheio, me derrubando.

Levantei-me e fiz com que seus ataques e defesa fossem reduzidos e assim, me lancei na direção do boneco de neve. Desviava do máximo de bolas de neve que o Sr. Snow tacava e fazia cortes em seu corpo.

Em uma olhada rápida nos outros bonecos, pude ver que eles se regeneravam, porém meus cortes de luz o impediam de se curar. Usei isso ao meu favor e fazia o máximo de “feridas” possíveis com minha arma.

Usava a agilidade e cada vez mais o boneco de neve se perdia tentando me acertar, ora com bolar de neve ora com seus próprios braços feitos de gravetos. Em determinado momento dei um grande salto por cima de sua cabeça e enquanto caia rasguei suas costas com minha faca e ele começou a desmoronar.

Não esperei ele derreter por si só, fazia mais cortes em seu corpo e então, finalmente, ele se desfez deixando apenas um monte de neve no lugar. Olhei rapidamente em volta e vi que os outros bonecos de neve estavam sendo derrotados, então fui cuidar de Paola que ainda estava no iglu.

Peguei a garota no colo e corri para as enfermarias. Lá ela seria tratada e, com sorte, teria no máximo uma gripe.


Armas:
♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro}

Poderes:
Passivos:
Nível 1

Habilidade Natural com Lâminas

Os filhos de Eos, mesmo sem ter experiência em campo de batalha, podem naturalmente executar bem os movimentos com uma arma laminar, sendo ela espada, adaga, falcata, armas antigas, etc. Inicialmente saberão realizar com precisão os movimentos com sua arma. A precisão aumenta ainda mais no nível 7 e já são espadachins notáveis no nível 15.

Nível 6

Agilidade

A deusa Eos é caracterizada como uma deusa ágil e veloz, pois o amanhecer não se delonga e sempre se cumpre. Devido a isso, os filhos da deusa herdam essa habilidade, se tornando rápidos e muito ágeis, principalmente se essa habilidade for unida à sua habilidade natural com armas laminares.

Nível 7

Aura de Confiança

Tudo pode estar dando errado, mas algo com o qual todos sempre podem contar e ter certeza é que depois de uma noite escura sempre há um lindo amanhecer. Os filhos de Eos podem inspirar confiança em qualquer pessoa próximo de si, independentemente de realmente serem confiáveis ou não, além de serem naturalmente otimistas. Poderes relativos a redução de suas habilidades através de alterações em seu ânimo são reduzidos em 25% neles e em seus aliados, desde que estejam na mesma área.

Ativos:
Nível 1

Corte de luz

O filho de Eos cria uma lâmina de luz solar, que corta e queima o inimigo ao ataque. Pode ser usada para recobrir uma arma, aumentando seu dano ou como uma lâmina em si. Dura 3 rodadas.

Salto do gafanhoto.

Um dos amantes de Eos foi transformado em gafanhoto, grilo ou cigarra, dependendo da versão do mito. Com esse poder, os filhos de Eos invocam a característica do inseto, ganhando a capacidade de salto aprimorada, em níveis sobre- humanos. Cada ativação dura 3 rodadas. Não é vôo, ou algo semelhante, apenas uma capacidade estendida.

Nível 6

Oscilação

Ao amanhecer sempre há uma variação na temperatura do ambiente. O melhor exemplo disso é o deserto, com temperatura gélida de noite, e após uma oscilação vertiginosa, passa a ser um calor infernal. Os filhos de Eos também tem essa habilidade de oscilar a temperatura de qualquer ambiente, afetando os oponentes, mas essa oscilação é alta e consome muita energia. O inimigo afetado pode sofrer dois efeitos, a escolha do filho de Eos:

☀Insolação: Inimigos afetados dessa forma sofrem de alucinações durante o combate, tendo seus ataques e defesas reduzidos em 50% por dois turnos.

Independente do efeito, é algo físico, e não mental: o inimigo terá todos os sintomas da oscilação escolhida, e resistências mentais não se aplicam.



Mas tem que ser com um boneco.
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Re: EVENTO ATEMPORAL - MISSÃO OP FÁCIL DE INVERNO

Mensagem por Chelsea H. Drevoir em Ter 13 Jan 2015, 19:24

Snow





Caminhar pela neve parecia um desafio interessante. Eu vestia meu casaco marrom e uma blusa de manga comprida completamente branca, com um floco de neve azul escuro no centro. Todas as minhas vestimentas ganharam o tema invernal por algum motivo. Talvez pela lavanderia das harpias ou mesmo pelo fato de minha mala ainda possuir algumas peças de roupa desse tipo.

O importante, na realidade, não era minha roupa. Eu nunca me diverti muito com as pessoas, sempre preferi algo mais fechado e somente meu. Mas o clima me dava a oportunidade de mostrar que meu coração podia ser tão frio quanto os flocos que caíam naquele momento, ou tão quente quanto os banhos que eu tomava no chalé.

O mais legal de passear pelo ambiente branco e fofo era o fato de assistir aos inúmeros anjos na neve, fortes para guerras e várias árvores cobertas com a substância macia e gelada. Em algum ponto de minha caminhada, alguns filhos de Quione captaram a minha atenção. Eles corriam de um lado para outro enquanto jogavam bolas de neve e riam como crianças. Um deles olhou para mim e correu até onde eu estava.

- Você quer brincar na neve? – ele falou em uma voz melodiosa. Revirei os olhos. Essa maldita frase ecoava em minha mente depois de assistir ao filme produzidos pelos mortais inúmeras vezes no chalé de Hermes.

- Talvez sim – quebrei o clima de musical e ele começou a rir. – O que aconteceu?

O rapaz apontou para meu cabelo e eu olhei para cima. Uma quantidade considerável de massa branca caiu na minha cara. No começo eu fiz uma cara de bravo, mas resolvi entrar na brincadeira e peguei um monte da substância que estava no chão e joguei no casaco laranja do garoto.

Ele riu e fez o mesmo comigo. Ficamos assim por algum tempo, além de correr e desviar das árvores e das bolas. Chegamos até um campo onde várias pessoas estavam fazendo arte com neve.

- Eu gosto de bonecos. E abraços quentinhos – ele falou para mim. Dei uma risada e observei seus cabelos negros e curtos que formavam uma franja em sua testa. Os olhos azuis e gélidos eram hipnotizantes.

- Eu também. Quer fazer um? – perguntei para ele. O rosto da prole de Quione se iluminou.

Começamos a juntar montes nevados em um canto da clareira. Esqueci completamente que estava com minhas armas. Meu chicote e mina espada estavam no cinto, minha faca na bota preta que eu usava e minha bolsa preta pendurada no ombro direito. Tirei a bolsa e continuei o trabalho. Conseguimos montar a base. Ela estava bem larga e redonda, extamente como eu ueria, e talvez com o rapaz também.

Depois disso juntei menos neve do que antes para fazer as duas partes do tronco e o menino completou com a cabeça. Quando olhei para a obra não controlei o riso. Parecia mais um sujeito musculoso coberto de neve. Procurei alguns gravetos para os braços.

- Eu me chamo Yurius, e você? – o menino perguntou.

- Matias Blake – sorri e observei os botões no corpo do “bombadão”. Peguei uma cenoura largada no meio do campo aberto e completei os olhos e um sorriso com palha.

- Ficou bem legal, o que acha? – Yurius perguntou. Fiz um sinal positivo com o polegar e me afastei para examinar melhor.

Antes de qualquer palavra minha, uma sensação terrível arrepiou minha espinha e eu ouvi um estalo. O filho de Quione se encolheu com seu casaco e sua calça negra. Os olhos de nossa criação ficaram azuis e... vivos. Yurius se afasta de forma desesperada e tropeça em uma pedra coberta de neve. O grito do garoto acordou de uma vez o monstro nevado.

A criatura se virou para mim e eu rosnei. Saquei minha espada e os braços do boneco caíram, apenas para serem substituídos por lâminas de gelo. Que ótimo. Corri para perto dele e cortei o tronco. O pedaço dele caiu e eu comemorei. O único problema que eu encarava naquele momento era o fato de que a criatura se levantou e pernas de neve e gelo surgiram para sustenta-lo.

- Maldito projeto de neve – provoquei o inimigo. Este respondeu com um urro e um ataque com as lâminas. Fiz um bloqueio difícil com a espada e quase caí. Empurrei as lâminas e elas se separaram.

Com mais um golpe dele, meu corpo se inclinou e por pouco meu belo rosto não vai para o espaço. Berrei com ódio daquele bicho ou seja lá o que era e parti para cima dele. Notei que o mesmo lugar onde eu golpeara antes, estava completamente recuperado.

- Mas como...? – praguejei. – Vamos ver se você me atura, seu lixo branco.

Corri na direção das pernas e saltei para o tronco, com uma sequência de golpes para cortar o ombro da besta. Mas nada fazia efeito. Minhas auras falhavam perto dele. Aquilo realmente estava acontecendo? Antes de uma resposta surgir, a boca do monstro começou a se encher de vento. Mas que raio! Saltei para longe dele. Mas não foi o suficiente para desviar do sopro. Minhas pernas ficaram duras e eu caí da pior maneira possível.

No chão, meu rosto estava todo ralado e meus cotovelos também. O sangue não estava escorrendo de forma tão alarmante, até pelo simples motivo do frio já ajudar na coagulação e em uma certa irritação nas partes onde existiam os cortes. Assim que meu olhar vagou por um espaço perto de uma árvore, um brilho dourado me fez arregalar os olhos. O gelo em minhas pernas estava derretendo aos poucos, mas não o suficiente. Um grunhido me fez ter certeza de que o boneco bombado sabia do que eu precisava. Corri e me arrastei o mais rápido possível para perto da bolsa. O boneco foi mais rápido e agarrou minha única esperança e a ergue no ar, bem perto do rosto.

Ele sacudiu a bolsa preta e o zíper dourado abriu. Uma torrente de areia caiu na cara dele. Comecei a rir. Ele largou o objeto e ele caiu perto de mim. Fechei o zíper e parei de rir.

- Você se acha esperto, Nevado? – estreitei os olhos. A arei começou a se movimentar em ondas perto de mim. – Veja se consegue pegar isso.

As ondas aumentaram e uma grande bola de neve, do tamanho de dois punhos meus, caiu em minhas mãos. Lancei com força nos olhos do oponente e o mesmo recuou. Ouvi um barulho de flechas e me virei. Filhos de Apolo estavam chegando e vendo toda a situação. Um deles vestia uma camisa azul e calças verdes. Ele ativou seu arco e atingiu a barriga do boneco. Um buraco fumegante se formou e finalmente as areias se dissiparam do rosto do monstro, que urro de raiva quando viu o buraco.

- Podemos assumir daqui – o rapaz loiro falou. Os outros campistas acenaram e prepararam suas flechas de fogo. – Cuide do rapaz ali na pedra.

Eu esqueci completamente de Yurius. Corri para o monte de neve com um casaco laranja e espanei toda a massa branca dali. O rosto dele estava cheio de cortes. Ele olhou para mim assustado e se virou para ver o que estava acontecendo. Coloquei um dedo em seus lábios.

- Não faça nada – ativei minha aura e toquei em seu ombro. Os ferimentos pararam de sangram por um tempo e o rosto dele ficou bem mais calmo.

Abri minhas asas e comecei a cantar uma doce música. Os olhos de Yurius brilharam ao som de minha voz. Os raios do triste sol tocavam em minha pele e tudo começou a ficar mais calmo. Um pouco de névoa começou a rondar o corpo do rapaz até o mesmo finalmente dormir. Virei meu corpo para a luta dos filhos de Apolo que estava praticamente acabando.

Um dos rapazes me entregou uma tocha. O boneco estava praticamente destruído, cheio de buracos e com seus membros espalhados pela neve. Joguei a tocha com toda a força que tinha e observei o peito do monstro derreter e todo o corpo se desmontar. Finalmente estava acabado. Me joguei na neve e suspirei. Nunca mais faria bonecos como aquele.


Armas:
— Kazir [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

— {Lullaby} / Espada [Mede cerca de 80 cm, com 65 em sua lâmina. É feita de bronze sagrado; bastante afiada. Seu punho é coberto, com uma guarda de mão trabalhada não apenas no sentido decorativo. Tem dois gumes e há uma escrita entalhada na lâmina no fuller dela: "Bom sono". No nível 20, torna-se fones de ouvido, desse que são acolchoados, que não são feitos para serem conectados a eletrônicos, mas para minimizarem o som para dormir; nessa forma, contudo, não afeta poderes sonoros ou coisa assim.] {Bronze sagrado e couro branco} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hipnos]

— {Sand bag} / Bolsa [Bolsa de veludo preta com zíper dourado. Dentro da bolsa uma quantidade ilimitada de areia mágica pode ser encontrada, sendo que mesmo que a areia seja perdida retornará para dentro da bolsa. Esse item é essencial para que o filho de Hipnos consiga usar alguns de seus poderes. Além disso, suporta guardar três objetos de tamanho até, no máximo, 150 cm, sendo que seres vivos não podem ser colocados aqui; o item deve passar pela abertura da bolsa, obviamente, e caso a sacola seja de alguma forma danificada, assim impedindo seu uso, ela retornará aos pertences do semideus, em seu chalé ou seja lá onde for seu lar.] {Couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hipnos]

— Noxir [Semelhante ao chicote comum, possui uma longa tira de couro reforçado presa ao cabo, e fibras de bronze sagrado. O chicote mede 3m, mas possui cravos entrelaçados no couro, provocando dano por corte quando acerta o oponente][Bronze sagrado e couro][Sem elemento, sem nível mínimo] [Comprado na Sala de Armas]

— {Bravery} / Dog tag [Aparentemente uma placa normal de identificação do exército, com os dados básicos do semideus. Com uma bênção mágica contínua, abençoa seu utilizador com um bônus de 15% em sua força física e providencia uma resistência de igual nível a poderes e auras que envolvam os atributos medo e pânico.] {Prata} (Nível mínimo: 1.) [Recebimento: "Face Your Fears", treino trimestral para filhos de Selene e Hipnos. Avaliado por Ayla Lennox e atualizado por ~Lady Íris~.]


Poderes:
Passivos:
♦ Nível 1

Beleza Hereditária ▬ Hipnos era conhecido por ser um deus belo, seus descendentes adquirem tal característica, sempre serão reconhecidos por sua beleza natural - não é algo tão chamativo quanto os filhos de Afrodite - é uma beleza mais discreta e menos voluptuosa, mas que os distinguem entre as pessoas comuns. Além disso filhos de Hipnos em geral não parecem sofrer com linhas de expressão, marcas de idade, olheiras ou mesmo cabelos armados. Eles sempre parecem em bom estado. Sendo assim, aparentam ser mais jovens e bem cuidados do que provavelmente se cuidam para ser. [Modificado. Descrições adicionadas com base na sugestão de Ariana O"Connor]

Perícia com espadas ▬ O filho de hipnos tem uma familiaridade instintiva com espadas, aprendendo a manuseá-las com mais facilidade do que outras armas. Note que a perícia é algo evolutivo e não indica o sucesso do movimento ou um conhecimento imediato, apenas um aprendizado menos dificultoso. [Modificado]

♦ Nível 2

Relógio biológico alterado ▬ O filho de Hipnos precisa dormir menos do que os outros mortais - ainda que acabe passando mais tempo dormindo por causa de seus poderes. Nesse nível, ele passa a necessitar de uma hora a menos de sono que um semideus/ humano comum, dormindo apenas 7h por noite. A cada 5 níveis acima, o tempo de sono diminui 1h, até chegar a um mínimo de 4h por noite, sendo este o período necessário para que seus poderes façam efeito. [Modificado. Antigo "Corpo e Mente Sadio"]

♦ Nível 5

Aura Sonâmbula I ▬ Neste nível, o filho de Hipnos desenvolve uma aura em volta de si mesmo, que deixa as pessoas próximas com sono. O efeito é fraco - deixa humanos comuns sonolentos e faz com que semideuses fiquem relaxados, sendo que os filhos de Hipnos e todos os outros ao seu redor sejam menos afetados por poderes de medo ou fúria provenientes de oponentes mais fracos (uma redução de 25% ao filho de Hipnos e 10% aos outros). Note que não distingue aliado ou inimigo, mas se o filho de Hipnos fizer um pequeno esforço, pode neutralizar a aura sem custos. O raio de atuação é de 15m ao redor do semideus. [Modificado]

♦ Nível 6

Cronometrar - O relógio biológico dos filhos de Hipnos funciona de acordo com a sua vontade. Eles ainda precisam das horas de sono normais para um humano, mas conseguem definir exatamente o horário que desejam dormir e acordar. Eles não sofrem com problemas de insônia, e poderes similares que provocam sono tem apenas 50% de efeito, e apenas se provir de alguém de lvl igual ou maior.[Novo]

♦ Nível 7

Wake up - Mesmo se passar muito tepo acordado, efeitos de cansaço e fadiga natural não o afetam tanto - apenas 50% do efeito. Enquanto pessoas normais não aguentam mais do que 48h sem sono, eles suportam o dobro, podendo passar 4 dias sem dormir, depois dos quais deverão descansar pelo menos 16h.[Novo]

♦ Nível 8

Névoa ▬ Por onde passava, Hipnos deixava um rastro de névoa. Seus descendentes têm a mesma característica, ainda que apenas estético. Entretanto poderão anular o efeito deste poder.

♦ Nível 11

Bons Sonhos ▬ O filho de Hipnos raramente tem pesadelos e pode modificar seus próprios sonhos, ainda que não com muita precisão. Poderes referentes a pesadelo ou alteração e invasão de sonho, possuem 50% a menos de força em seu efeito caso seja proeminente de alguém mais fraco ou de mesmo nível que o semideus (não é válido para poderes que criam ilusões ou provocam danos, apenas para os que mexem com o sonho em si). Caso a fonte seja mais forte que a prole do deus do sono, a cada 5 níveis de diferença essa habilidade se enfraquece em 5%, tendo o mínimo de seu efeito em 20%. Essa habilidade não funciona caso o pesadelo e sonho seja proeminente de um deus.

♦ Nível 20

Criando asas ▬ Sendo Hipnos um deus alado, seus descendentes poderão adquirir asas, que aparecerão de acordo com a vontade do semideus. Tais asas podem oferecer uma bonificação de 10% em atos de intimidação ou sedução, dependendo do uso. Possibilitam, a partir desse nível, o uso do ativo "Vôo".[Modificado de Ativo para Passivo, e nível aumentado por isso. O vôo em si foi adicionado à lista de ativos]
Ativos:
♦ Nível 1


Canção de ninar - O semi-deus murmura uma canção, ou recita as palavras. Um alvo escolhido que esteja dentro da área do som fica sonolento. Inimigos que sejam 5lvl mais fracos ou mais, caem imediatamente no sono, acima disso e até 5 lvl acima do semi-deus, ficam lentos, e seus ataques recebem penalidade de 25%. Acima de 5 lvl não são afetados. Dura 3 turnos, mas se o alvo adormecido for ferido ele desperta. 1 ativação a cada 5 turnos.[Substitui o antigo "Sono Reverso I"]

♦ Nível 5

Toque entorpecente - Seu toque adquire a capacidade de entorpecimento da Morfina, e você pode tanto usá-lo a favor de um aliado ou contra um inimigo. Quando usado em um aliado reduz em 50% as penalidades (não os danos) de ferimentos contínuos por 3 rodadas. Contra inimigos, provoca dormência e paralisia no membro afetado [ não no corpo inteiro], por 3 rodadas. Inimigos com 5 lvl acima tem a paralisia reduzida a um turno. Com 10 lvl acima não são afetados. Essa habilidade não afeta os órgãos do adversário,de forma que não é possível fazer o pulmão, rim ou coração do oponente pararem de funcionar. Essa habilidade pode ser usada uma vez a cada cinco rodadas, e necessita de contato físico para que funcione. Cada oponente pode ser afetado uma vez por combate.[Novo]

♦ Nível 7

Criar objeto onírico inicial - O semideus é capaz de criar objetos pequenos com substâncias retiradas do sonhos. Ele usa sua algibeira para modelar a areia dos sonhos na forma desejada, porém os objetos duram pouco - 2 rodadas - e tem 50% menos resistência do que um similar real, além de serem apenas de material comum, não podendo ser encantados. 1 vez a cada 3 rodadas. [Novo]


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Re: EVENTO ATEMPORAL - MISSÃO OP FÁCIL DE INVERNO

Mensagem por Alexia Sinclair em Qui 15 Jan 2015, 23:10

Não, eu não quero brincar na neve!



Era estranha a sensação de ter de usar um casaco dentro do Acampamento Meio-Sangue. O clima geralmente tão bem controlado naquele ambiente agora decaíra, estando tão frio quanto às ruas movimentadas de Nova York. Teria sido isso obra dos filhos de Quione?

A minha presença ali, naquele lugar que outrora acolheu o meu eu mais ingênuo, era tão rara nos dias atuais que não me surpreendia em ver tantos rostos novos. Ajeitei as luvas negras que cobriam as minhas mãos, as colocando logo depois dentro do bolso do casaco enquanto apertava o passo. Meu andar era firme enquanto eu caminhava pelo Acampamento, meus olhos de um azul marcante vagavam por aqueles jovens em busca de uma face em específico. Eu sentia falta dela.

A pequena Bianca estava começando a tomar suas decisões sozinha, ela era tão pequena e já estava escolhendo qual caminho trilhar. Mas isso a deixava dias, semanas e agora meses longe. Talvez a solidão tenha tido o seu aperto mais forte desde que sai de Alfheim sabendo que não deveria voltar àquele paraíso particular tão cedo, deixando assim que Irvyn vivesse o romance que tinha escolhido.

Meus sentidos ficaram em alerta, anunciando que algo estava para acontecer. Adolescentes corriam em minha direção, bolas de neve em suas mãos. Deixei que minha aura mágica se expandisse, minha presença se tornando equivalente ao nível de meu poder. O grupo de meninas e garotos pararam, desviaram de mim com olhos esbugalhados e logo trataram de correr. Soltei um riso baixo e breve, me divertindo com o fato de ainda conseguir assustar alguns novatos. Continuei o meu caminho, mas pouco depois me deparava com uma novidade que nunca tinha visto enquanto permaneci naquele lugar.

Tinha uma pista de gelo ali, bem no Acampamento Meio-Sangue. Arqueei as sobrancelhas enquanto me aproximava com curiosidade. Quando Quíron passou a deixar que aquelas coisas acontecessem?

-Hey moça – uma voz levemente tímida ressoou perto de mim.

Olhei para o lado e de dentro da pista estava um casal de crianças de cabelos loiros e que mal deviam ter 8 anos de idade. O garoto era maior e levemente franzino, encarava-me com olhos castanhos desconfiados. Já a menina estava em evidente curiosidade, seus olhos eram de um verde esmeralda encantadores. Deuses, por que crianças continuavam sendo o meu fraco? Mesmo que a vontade de resmungar comigo mesma estivesse ali presente, meu corpo já desobedecia e se aproximava dos pequenos.

-Você é uma treinadora? – a menina perguntou sem esconder a expectativa.

-Já fui – disse vagamente, afinal já havia monitorado o chalé de Hécate.

-Você sabe andar de patins?! – ela quase pulou no lugar, mas estava quase escorregando quando o outro garoto a segurou com um olhar reprovador pela imprudência.

-Ela não vai nos ajudar Jo! – o garotinho falou brigando com a menina.

-Mas... – a menina encarou o garoto frustrada.

-Eu sei patinar – cortei a pequena conversa e sorri serenamente – E posso ensinar a vocês até que possam patinar sozinhos, aceitam?

-Por que você faria isso? Os outros maiores não perdem tempo conosco – o garoto argumentou na defensiva.

Crianças sempre sofriam com os maiores, era uma lei universal que regia qualquer lugar, seja escola, bairro e, obviamente, os Acampamentos. Inclinei sobre a grade de segurança, para poder olhar o garoto diretamente nos olhos.

-Porque eu me recuso a ser como todo mundo, eu fiquei forte para isso – respondi e pisquei um olho de maneira divertida – E acho que seria divertido ensinar vocês dois tão bem que esfregarão na cara das outras crianças quão bons vocês ficaram.

Ótimo Alexia, ensinando crianças a esnobarem os outros com as habilidades. Mas o mundo sempre foi uma verdadeira caçada em que os mais fortes e inteligentes ganhavam. Olhei ao redor e encontrei um banco com os patins. Em um sutil gesto com as mãos, um par daqueles calçados com lâminas na sola veio em minha direção, a prestidigitação acontecia quase sem nenhum esforço de minha parte. Uma habilidade que me permitia realizar pequenos feitos mágicos e que sempre eram úteis para realizar pequenas tarefas ou distrair. As crianças observaram encantadas e surpresas enquanto mantive minha concentração no calçado, sentando sobre a grade para trocar as minhas botas pelos patins. Quando devidamente vestida para aquela pequena missão, passei as minhas pernas para dentro da pista de gelo e finalmente a entrei.

Até mesmo o garoto sorria quando percebeu que eu realmente iria ajuda-los. Patinei um pouco sem me afastar muito deles, arriscando um giro pequeno antes de retornar para perto das crianças. Coloquei as mãos na cintura e os encarei seriamente.

-Espero de vocês o máximo de esforço para se tornarem brilhantes na patinação, estamos entendidos? – sim, eu estava usando o meu velho tom de general com crianças.

-Sim! – eles responderam firmemente.

-É sim, senhorita Alexia! – os concertei lançando um olhar superior.

-Sim, senhorita Alexia! – o casal logo tratou de se concertar.

Abri um sorriso me divertindo internamente com aquilo. Não era porque eu iria ajudar que o faria de um jeito delicado ou gentil por serem crianças. Assim comecei a ensinar o básico que sabia sobre patinação, afinal eu mesma não era lá uma praticante desse esporte, uma coisa que eles nunca iriam saber.

(...)

-Joana, mantenha a postura senão você vai perder o equilíbrio! – ralhei com a garota.

-Você está pegando pesado – Lucas, o garoto e irmão de Joana, se aproximou patinando.

-Se você pegar leve ela nunca irá ultrapassar o limite dela e criar novos – resmunguei para ele cruzando os braços.

O garotinho loiro também resmungou, tentou brigar, mas ao escutar o grito da irmã mais nova desviou a atenção para ela totalmente protetor. Abri um sorriso sabendo que aquele garoto a protegeria de qualquer coisa. Joana tinha começado a perder o equilíbrio, mas o recobrou antes que caísse e gritou que estava bem. Teimosa, ela persistiu em patinar sozinha recusando a ajuda do garoto mais velho.

Quase uma hora tinha se passado desde que os tinha encontrado. Estava começando a cogitar encerrar por ali, já que os dois tinham um pequeno conhecimento sobre patinação e já poderiam prosseguir sozinhos. Deslizei uma, duas vezes... E aquele calafrio gélido perpassou minha espinha. Não foi o frio que ocasionou isso, mas sim a sensação que sempre me avisava de um ataque surpresa! Institivamente, eu abaixei meu corpo desviando de uma bola de neve. O monte branco e arredondado acertou o chão alguns metros depois. Olhei ao redor com um olhar indignado, quem ousava tentar me atacar?! Mas nada se movimentava, até mesmo Joana e Lucas tinham parado de patinar surpresos. Nada além de dois bonecos de neve no limite da pista, a minha esquerda. Eu jurava que eles não estavam ali antes!

Sentindo raiva por não conseguir identificar meu agressor, comecei a patinar em direção as crianças para dizer que já era minha hora de partir. Porém, mais uma vez, aquele maldito calafrio me avisava de um ataque surpresa. Rapidamente pronunciei “avertere”, um encantamento que fazia uma aura mágica de proteção a ataques a longa distancia cobrir o meu corpo, em seu tom levemente arroxeado. Dessa vez vieram quatro bolas de neve diretamente em minha direção, as bolas colidiam com minha aura protetora e caiam ao chão, fazendo-me sentir um leve formigar no lugar onde deveriam atingir.

Quando busquei pelo atacante, foi inevitável não ter uma leve surpresa. De todos os monstros inesperados que eu já enfrentei, ser atacada por bonecos de neve se encaixavam na categoria inusitado e estranho! Os bonecos de neve estavam se movendo, transformando a grade de segurança em gelo e depois os quebrando facilmente para adentrar a pista de gelo. Eram grandes, com nariz de cenoura, olhos de botões e seriam idênticos se não fossem pelos cachecóis. Um usava um cachecol azul enquanto o outro tinha em volta do que deveria ser o pescoço um avermelhado.

-São monstros! – Joana gritou apavorada.

-São bonecos de neve! – Lucas não sabia se sentia medo ou se ficava surpreso.

-Tsc, eu resolvo isso – falei usando um tom quase entediado.

Mais uma vez a minha prepotência e autoconfiança falavam mais alto. Eu já tinha enfrentado um golem gigante de gelo, o que seriam dois bonecos de neve comparados a isso? Abri os braços ao lado de meu corpo, deixando que um sorriso soberbo formasse em meus lábios. Um pouco de movimento para afastar o frio, nada melhor do que uma pequena batalha! Proclamei o feitiço de invocação Επικαλούμαι s, fazendo com que minhas mais duas novas aquisições surgissem em minha mão. Supermassive, uma arma com tríplice função, surgia em sua forma de espadas gêmeas, uma de cor negra e a outra de cor dourada. Girei as espadas em minhas mãos e comecei a patinar rapidamente em direção aos bonecos de neve. Desde que tinha me tornado uma maga de guerra, a minha perícia bélica era inquestionável, permitindo que usasse qualquer tipo de arma com facilidade.

Os dois bonecos de gelo já estavam totalmente dentro da pista de patinação, deslizando facilmente e com mais mobilidade do que eu previra inicialmente. Eles esticaram as mãos em forma de galhos e uma aura gélida as envolveu, formando bolas de neve e as lançando em minha direção. Um riso divertido quase escapou de meus lábios, já que eu estava ainda mantendo o a minha aura mágica protetora. As bolas colidiam em minha proteção causando aquele formigamento onde impactavam, não impediram o meu avanço e em poucos segundos eu estava próxima dos bonecos. O de cachecol azul avançou primeiro, seus braços em forma de galhos apontados em minha direção formando agora um verdadeiro dardo por volta de 40cm em minha direção. Ele atirou e eu patinei para o lado, desviando do golpe e ficando ainda mais perto do azulado. Segurei minhas espadas direcionando ambas para o meu inimigo, fazendo um corte diagonal que começava da ponta esquerda do corpo do inimigo até a ponta direita. A lâmina se mostrou bastante eficaz, dividindo corpo do inimigo durante o corpo e o fazendo derrapar até o chão, a neve se espalhando pelo gelo. Juntei as minhas espadas pelo lado sem fio, unindo as lâminas e transformando a espada em uma de duplo corte, mesclando o aço negro com o dourado. Essa era a segunda forma de Supermassive.

O boneco de neve com o cachecol vermelho estava para me atacar com os braços envoltos com gelo, os tornando mais grossos, resistentes e pontiagudos nas pontas, sendo assim uma forma perfeita para perfurar e defender. Segurei minha espada com ambas as mãos na empunhadura, defendendo os ataques bloqueando lâmina contra gelo. A cada colisão, um som levemente agudo ressoava. Um ataque por cima, dois pela lateral e um ataque direto e perfurador que me obrigou a saltar para trás. Mas foi quando um ataque vertical, feito de cima para baixo com o braço esquerdo, que eu consegui a minha abertura. Bloquei o golpe com minha espada, o sustentando por alguns segundos e tendo de firmar bem a lâmina dos patins no gelo para que não derrapasse. O boneco de neve já estava erguendo o braço direito para atacar quando empurrei a espada desfazendo a posição. Girei sobre os patins parando na lateral do construto de neve ao mesmo tempo em que atacava com minha espada. Ele era feito puramente de neve, a lâmina de Supermassive não encontrou nada em seu caminho que impedisse de cortar o boneco por toda a sua extensão.

Como o seu parceiro, a neve se desfez de sua forma circular quando espatifou no chão. Respirei fundo e ajeitei minha postura. Um sorriso vitorioso começava a se formar em meus lábios enquanto começava a patinar em direção as crianças. Lucas protegia Joana com seu corpo, ele estava tenso e com os olhos bem abertos mostrando o quanto se manteve em alerta, pronto para proteger a irmã. Quando me viram retornar os ombros do garoto relaxaram por alguns segundos... Para se tornarem tensos novamente. Eles começaram a apontar para mim e a gritar, franzi o cenho e olhei para trás.

Oh merda! Eles estavam regenerando! A neve deslizava unindo-se mais uma vez e tornando a ter a forma de um boneco de neve. Até mesmo os cachecóis se moviam até enlaçar o espaço entre a bola do meio e a do topo. Girei sobre os patins tornando a ficar de frente para os bonecos, separei minhas espadas apenas para uni-las pelo cabo ativando o terceiro modo de Supermassive, um arco. Murmurei a magia de invocação, trazendo uma flecha para minha mão. Posicionei a flecha, a puxei e fiz a mira no boneco de cachecol azul. Assim que a soltei, a flecha cortou o ar até atingir a cabeça do boneco que ainda se formava, a força do impacto e a imperfeição da cabeça fizeram com que esta se deslocasse e retornasse a cair no chão de gelo. Não houve tempo de invocar outra flecha, pois minha atenção estava concentrada na regeneração tão eficaz do boneco de neve. Não bastou meio segundo para a neve tornar a se acumular e rolar até a ponta do construto, tornando ao trabalho de formar a cabeça mais uma vez.

O segundo boneco de neve ergueu os braços de madeira para o alto. No espaço entre eles o vento começou a se manifestar visivelmente, formando um movimento giratório que não tardou a se transformar em um redemoinho. A temperatura caiu drasticamente, a sensação era que estávamos no Alaska e não em um acampamento no meio de Long Island!

-Não L-lucas! – escutei o grito de Joana.

-Nós temos de ajuda-la! – o garoto gritou de volta.

As crianças! Tornei meu corpo finalmente me lembrando da existência dos dois pequenos seres. Estava tão acostumada a batalhar sozinha que havia esquecido facilmente da presença de espectadores indefesos. Arfei quando notei todo o ambiente ao redor se transformando agressivamente. As correntes de vento começavam a empurrar o meu corpo,  a neve se intensificava e lascas de gelo começavam a voar. Comecei a patinar rapidamente em direção aos pequenos, mas antes que eu os alcançasse algo travou em meus pés e me fez cair para frente enquanto meus pés ficavam presos. Olhei para baixo e praticamente rosnei ao ver que meus patins haviam congelado sobre a pista, uma camada de gelo rodeava desde o chão até o meu tornozelo. Se não fosse a proteção do calçado, meus pés estariam provavelmente queimando por conta do gelo.

-Saiam daqui! – gritei o mais forte que conseguia.

Mas a nevasca já tinha se formado. Os irmãos estavam abraçados e encolhidos na pista, a neve os circulando ferozmente. Lucas tinha o corpo sobre o da irmã para protegê-la, recebendo ataques das lascas de gelo que voavam por todos os lados. Então tudo aconteceu muito rápido. Eu vi quando um pedaço de gelo maior vinha de cima em direção as crianças, se fossem atingidas elas se machucariam e ficariam ainda mais a mercê daquela tempestade de neve. Estiquei minha mão em direção deles e com certo desespero usei da telecinese para jogar o corpo deles para fora do ringue de patinação. Sabia que os machucaria, mas ao menos eles não morreriam no meio daquela nevasca por conta de dois bonecos de neve sinistros! Poucos segundos depois de tê-los tirado dali, o pedaço congelado atingiu o lugar onde eles estavam, rachando o chão de gelo com a força do impacto.

Meu corpo tremia, vulnerável a baixa temperatura. Sentia meus ossos doerem e meus lábios tremerem, meu cabelo seguia o movimento revolto dos ventos. Estava no meio de uma tempestade em pleno Acampamento Meio-Sangue! Fechei minha mão livre em um punho, sentindo a minha pele endurecendo enquanto se transformava no mais puro ferro. Ataquei os meus pés apenas para quebrar aquele maldito gelo que me imobilizava. Quando livre, ergui meu corpo recebendo o abraço gélido de toda aquela tempestade. Eu mal conseguia enxergar mais do que um metro de distância de meu corpo, os bonecos de neve não eram nada mais do que vultos em meio à nevasca. Mesmo tremendo, concentrei a minha mente para aguçar o meu sexto sentido para poder sentir o ambiente ao meu redor. Aquela batalha não poderia perdurar por muito tempo, eu não sabia o quanto as crianças haviam se machucado tanto em meio à nevasca quanto quando as joguei para longe.

Eu iria precisar de ajuda. Para combater aquele elemento apenas o seu oposto, uma lógica simples que poderia funcionar. Olhei para cima e respirei fundo:

- Επικαλούμαι ! – gritei a magia de invocação - Tine Dhiaga!

Ela não surgiria imediatamente, afinal invocar uma fênix era diferente de invocar uma flecha. Mas quando ela veio, primeiro escutou-se o seu longo e agudo piado de ave de rapina, depois o seu corpo em chamas atravessava a tempestade de neve que já começava a perder a força. A ave de fogo sobrevoou perto de mim, suas asas batiam produzindo calor naturalmente.

-Preciso de ajuda – falei para ela – Há crianças inocentes que precisam de socorro, mas não posso sem antes derrotar o inimigo.

A ave piou e voou para perto de mim. Os bonecos de neve se aproximavam tornando-se cada vez mais visíveis mesmo que ainda fossem meras sombras que andavam em minha direção. Segurei em meu arco, separando-o para transformá-lo em espadas gêmeas mais uma vez. As mantive em um aperto firme, de minhas mãos se expandiu uma aura elemental, cobrindo as lâminas de minhas espadas com fogo. Dei uma última olhada na fênix que se mantinha por perto para só então começar a deslizar pelo gelo em direção ao inimigo.

Assim que os bonecos de neve ganharam forma a nossa frente, Tine Dhiaga piou alto e seguiu em um voo rasante em direção ao inimigo de cachecol azulado. Ela jorrava fogo de seu bico, o circulando, enfraquecendo, evaporando. Desviava de seus ataques de bolas de neve e dardos de gelo em pleno ar, girando, circulando, esquivando. Enquanto isso o de cachecol vermelho mantinha os braços de madeira envolta por gelo. Ele atacava, mas a cada vez que colidia contra minha espada em chamas, o gelo derretia ou repartia com o impacto... E não se regenerava. A tempestade de gelo diminuía pouco a pouco até ter desaparecido em meio aos duelos.

Em um momento, ele atacou por cima. Cruzei as espadas em forma de X, amparando o ataque facilmente. A força implicada no braço gélido foi o suficiente para fazer com que meu corpo deslizasse para trás, algo que eu já esperava... Se não houvesse pedregulhos. As lâminas dos patins colidiram contra pedrinhas de gelo, fazendo-me perder o equilíbrio enquanto amparava o ataque. Meu corpo caiu para trás, minhas costas chocaram contra o gelo fazendo com que o ar escapasse de meus pulmões. A expressão de dor veio incontrolável, as espadas soltaram de minha mão no impacto. A sombra do boneco de gelo cobriu meu corpo enquanto ele se aproximava e erguia seus braços congelados e pontiagudos. Meus instintos falaram mais alto quando abri as palmas de minhas mãos e apontei em direção ao boneco de neve:

-Kimocha! – gritei o encantamento.

Das minhas palmas, bolas de fogo se formaram e foram jogadas em direção ao boneco de neve. O cachecol pegou fogo, mas nada indicava que o boneco estava sentindo dor! Ele começou a derreter e continuou a vim em minha direção enquanto eu me arrastava para trás para ganhar espaço. Usei da minha telecinese sobre minhas espadas para trazê-las até mim. As toquei enfeitiçando novamente com a aura elemental, mas mantive o armamento flutuando. O construto de neve já não tinha mais o cachecol pegando fogo, a água que se formou no processo havia apagado o fogo. A cabeça já pendia para o lado, deformada pelo fogo, mas nada impedia o avanço daquela abominação em forma de boneco. Controlei as espadas e fiz com que a lâmina escura atacasse, duelando com os braços congelados. Enquanto isso a espada dourada atacou por trás, flutuando em pleno ar até chegar onde minha mente ordenava. Em um único movimento, ela atravessou o boneco de neve na bola do meio. Apontei minha mão e mais uma vez soltei o feitiço Kimocha, aumentando ainda mais o dando de fogo ao lançar bolas de fogo.

Dessa vez o inimigo se desmanchava derretendo progressivamente, até formar um monte sobre a pista de gelo. Até mesmo o nariz de cenoura estava chamuscado. Levantei do chão trazendo as espadas em minha direção, meus sentidos buscando rapidamente pelo segundo boneco de neve. Mas tudo o que eu vi quando o encontrei foi minha fênix lançando um último jato de fogo que derretia facilmente o inimigo. Suspirei e fiz Supermassive desaparecer, usando o processo inverso de invocação.

Ia começar a patinar, mas o chão de gelo estava destroçado ou com muito pedregulho de gelo. Resmunguei e retirei rapidamente os patins, passando a correr pelo gelo e pedrinhas tentando ignorar a dor na sola de meus pés enquanto seguia para fora do ringue. Encontrei Lucas com Joana em seu colo, escondidos atrás de uma árvore. Ele tremia e abraçava a irmã que estava desmaiada. Arfei com a cena, pois assim que ele me escutou seus olhos se abriram no mais puro medo.

-Calma, sou eu – falei e o vi se assustar quando viu a Fênix sobrevoando perto de mim – Ela é uma amiga, é uma fênix! Aves de fogo sagradas, são bichinhos do bem.

Tine piou provavelmente irritada por tê-la chamado de bichinho. Aproximei das crianças e observei Joana, ela tinha um corte na cabeça que me fez engolir em seco. Pairei a minha mão sobre o machucado, mas sem tocá-lo realmente. Murmurei a magia de cura “reddere”, segundos depois Joana soltava um longo suspiro e se encolhia pelo frio. Tive de conter meu próprio suspiro de alívio, tirei o meu casaco e a cobri, olhando para Lucas como se pedisse permissão. A criança foi soltando aos poucos a irmã para que eu a pegasse no colo. Ele me seguiu de perto, mesmo que mancando tentava manter o meu ritmo apressado enquanto eu seguia com a pequena para a enfermaria.

Assim que eu entrei vi o movimento, teria acontecido outros ataques?! Resmunguei e invadi sem pedir permissão, sem me importar com nada. Encontrei uma cama vazia e deitei Joana ali ao mesmo tempo em que uma garota morena se aproximava.

-Ei você tem de---

-Escute aqui! – rosnei para ela, a segurando pelo colarinho e a aproximando bruscamente, meu olhar deveria ser totalmente intimidador já que a menina encolheu de medo – Você não vai falar nada para mim, se não for uma curandeira ou filha de Apolo, vai encontrar alguém que seja e trazer até aqui em menos de meio minuto. Eu fui clara?! – a menina apenas mantinha aquela cara de idiota assustada, dessa vez falei mais forte e mais rude – EU FUI CLARA?!

-S-sim! E-eu sou filha de Apolo – ela gaguejou ficando ainda mais pálida.

-Então comece a curá-la! E se fizer algo de errado eu juro que faço você se arrepender amargamente disso ou não me chamo Alexia Sinclair!

A soltei de uma vez, a pobre menina mal conseguiu se equilibrar tendo de se apoiar na cama. Lancei um olhar para a filha de Apolo e ela quase pulou para começar a pegar o seu material de cura. O peso do meu rosário parecia aumentar com a ameaça feita. Suspirei e olhei para Lucas, ele me olhava entre impressionado e assustado. Dessa vez não suavizei o olhar, abaixei até ficar em sua altura para só então falar em um tom mais frio:

-Você é um semideus e a nossa vida é uma desgraça a maior parte do tempo. Mas você é o irmão mais velho e tem de ficar forte para protegê-la e não esquecer que o mundo pode ser bonito de vez em quando. Você consegue fazer isso? – ele ficou quieto e eu grunhi baixo – Consegue, Lucas?!

-Sim! – ele disse rapidamente e depois fechou as mãos em punhos – Sim, eu consigo!

-Ótimo, pois muitos tentaram e não tiveram tanto sucesso. Mas eu acho que você tenha uma chance se não deixar que sua mente se perca no propósito.

Levantei e dei uma última olhada em Joana. A filha de Apolo já começava a tratar da ferida em sua cabeça. Satisfeita com essa imagem, dei as costas para ir embora sem olhar para Lucas, ele tinha a sua própria missão agora. Mas havia algo de muito errado e estranho acontecendo, ataques eram comuns dentro do Acampamento, um monstro ou outro sempre invadia ou escapava da arena. Porém bonecos de neve? Não eram monstros, aquilo parecia algo criado ou até mesmo enfeitiçado! Mistérios, batalhas inesperadas... Quando o Acampamento começou a ficar tão animado?


Coisinhas:
Poderes e Habilidades

Especiais

• Benção de Hécate: Uma benção especial concedida pela própria Hécate para Alexia Sinclair. A benção tem como efeito a redução dos gastos de energia ao realizar os poderes ativos em 50% e permite que a meio-sangue utilize os poderes do grimório sem necessitar ter o mesmo em mãos.

• Mago de guerra: O mago de guerra tem habilidades de magias combativas, que provocam mais dano, e geralmente remetem à artigos bélicos.

Filha de Hécate

Passivos
Lvl 8 – Aura da Magia: Você exala tanta magia, que seu inimigo fica apavorado e faz ações insignificantes.

Lvl 85 - Truques: As habilidades de prestidigitação deixam de acarretar gasto de mp.

Lvl 55 - Benção do cão: Cães são conhecidos como guardiães no mundo todo, em diversas culturas, por sua lealdade e seus sentidos, mantendo-se sempre vigilantes. Essa habilidade é repassada aos filhos da deusa, que a partir desse nível não sofrem mais ataques surpresa. NEW

Ativos
Lvl 1 - Prestidigitação: Pequenas mágicas, que não causam dano direto mas podem ser úteis em feitos interpretativos, ou como distração:
* Faz com que um objeto (até 0,5 Kg) levite lentamente - não pode ser usado para atacar

Lvl 16 - Aura elemental II: O filho de Hécate pode usar os elementos secundários nas magias de escudo, criando um escudo elemental, ou nas armas, dando dano adicional com o elemento escolhido - o elemento não danifica os objetos encantados, nem afeta o ambiente, apenas o inimigo. Dura 3 rodadas. O dano e a potência do encantamento variam de acordo com o nível do filho de Hécate. Gasta pouco mp. NEW

Grimório
"Avertere": Uma aura percorre seu corpo, te protegendo de ataques de longe distancia.

Mago de Guerra

Lvl 35 - Perícia bélica - o mago de guerra desenvolveu técnicas que lhe permitem usar qualquer tipo de arma, escudo ou armadura com facilidade. (passivo)

Lvl 55 - Pele de ferro - o mago de guerra endurece completamente a pele, ganhando a aparência e a resistência de um autômato - sua pele ganha um tom metálico e é resistente a golpes - sem a vulnerabilidade de uma máquina. Dura 3 rodadas. (ativo)



Feiticeira

Passivos

• Presença imponente: Sua aura mágica estará mais desenvolvida. Ela se manifestará em você impondo sua presença aos outros, isso os levará a hesitar a te atacar. Fazendo com que ganhes algum tempo.

• Sexto sentido.O feiticeiro é um ser extremamente sensorial, e tudo isso é graças ao sexto sentido, que os permite antecipar em pequenas escalas algo que irá acontecer em um futuro próximo, orientar-se em locais de pouca ou nenhuma visão usando os olhos da alma, ou servindo-lhe como um faro aguçado - usado para identificar ambientes e outros seres -, porém com mais exatidão, por tratar-se de uma extensão psíquica da mente do indivíduo.

Encantamentos

• Kimocha. Permite que o feiticeiro crie fogo e raios, podendo converter o fogo em bolas de fogo ou outras formas de ataques, tal como os raios. [ Nada comparado aos filhos de Héstia ou de Zeus]

Ativos

• Telecinese III. Nesse nível você pode erguer objetos e pessoas de enorme volume e peso sem grandes dificuldades, porém, não podes exagerar erguendo algo muito excedente. A velocidade é muito mais ligeira e certeira.[ New]

• Magia da Invocação III. Último estágio, invoque coisas como acessórios, ou até mesmo mascotes e armaduras. A energia gasta para invocar armas é muito pouca então você pode usar a mesma estratégia e conjuração do "Invocar II”.


Equipamentos

♦ {Supermassive} / Arco+Espada de dois fios+Duas espadas de um fio [Supermassive é um arco formado por duas espadas de 70cm de comprimento e 15cm de espessura com um fio engatadas pelas empunhaduras. Uma das espadas é de um negro metálico com a parte sem fio prateada. A forma de sua lâmina é reta, mas a parte oposta, a que não tem fio de corte, possui ondulações que lembram a forma da asa de um morcego. O guarda-mão tem a forma de uma meia-lua, representando uma das faces que Alexia mostrava para as pessoas, a face ruim. O cabo é grosso e em forma de paralelepípedo, com um encaixe na ponta. Já a outra espada é dourada, com a lâmina um pouco mais curva que a espada negra. Embora a parte sem fio seja reta, ela possui um encaixe para as ondulações da espada negra. O guarda-mão também é em formato de meia-lua, representando uma das faces que Alexia mostrava para as pessoas, a face boa, mas tem um tipo de espinho saindo para fora deste. O cabo é preto, grosso e em forma de paralelepípedo, com um encaixe na ponta. As duas espadas podem ser encaixadas para formar uma espada de dois fios pela parte sem fio ou para formar um arco ao encaixar as empunhaduras, sendo que a última faz com que, na hora que o encaixe é feito, seja liberado um fio de metal como corda pro arco. Por causa do Einherjarium, todas as três formas da arma são mais leves que o normal, sendo que a espada de dois fios pode se empunhada com só uma mão. E há um buff de 10% nos poderes da usuária quando ela usar a arma como catalizador.]{Materiais utilizados: Liga de Fracion e Einherjarium banhada em ouro (Espada Dourada) ou aço (Espada Negra)} (Nível Mínimo: 70) {Não controla elemento} [Recebimento: A.O.M.P, forjado por Hiccup H. Haddock.]

Rosary / Colar [Um rosário especial que deverá sempre estar no pescoço da semideusa. Este colar é extremamente especial, pois serve como prisão para a escuridão que tomou conta de Alexia depois que ela adentrou ao exercito e a alimentou com seus surtos. A cruz presa aos dois aros de corrente pode ser retirada apenas por Alexia ou alguém vinculada a ela, nunca por estranhos ou simples conhecidos. Se alguém tocar ao rosário nada acontece além de não conseguir de forma alguma retirá-lo. Caso a cruz seja retirada toda a escuridão voltará ao ser de Alexia e estará mais difícil de controlar. A cruz poderá ficar 6 posts (se for uma situação de postagem dinâmica entre narrador-player ou player-player) ou por 24h em situações narrada independente (one-post). Caso a cruz não seja posta nesse prazo Alexia começará a morrer cronicamente.] [Material: Couro, metal, pérola] [Elemento: Prisão] [Nível Mínimo: 1] [Recebimento: DIY]

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Re: EVENTO ATEMPORAL - MISSÃO OP FÁCIL DE INVERNO

Mensagem por 117-ExStaff em Seg 09 Fev 2015, 21:51


Avaliação
Missão - Evento



Gilan Waker:

No geral foi uma missão razoável, Gilan. Embora tenha tido um começo meio estranho, com informações aos montes sendo jogadas no leitor rapidamente, a qualidade da narrativa foi melhorando aos poucos. Gostaria de chamar atenção para o fato de esquecer de acentuar diversas palavras, que entre elas estão: "porem" e "projeteis". Houve também um excesso de vírgulas mais do que desnecessário nos primeiros e nos últimos parágrafos, o que dificultou um pouco na leitura.
Sobre a coerência, achei estranho o seu personagem ser acertado diversas vezes por bolas de neve "mágicas" e mesmo assim não demonstrar um dano real. Sei que filhos de Quione são resistentes a esse tipo de elemento, mas mesmo assim, por você ainda ser de um nível baixo, é natural que a resistência não seja tão grande. Fora isso usou de muitos poderes no meio da batalha, mas você esqueceu que usar diversas habilidades seguidas exige bastante energia, e que fazer isso no meio de uma batalha intensifica ainda mais o cansaço e a exaustão do corpo. Mesmo com esses erros, gostei que soube balancear muito bem as ações do boneco, não fazendo dele um simples monstro e não o tornando algo muito poderoso.

Coerência: 100/150
Coesão, estrutura e fluidez: 55/75
Objetividade e adequação à proposta: 40/45
Ortografia e organização: 20/30

Recompensas e descontos: 215xp + 35 dracmas/ -30 HP -10 HP (devido ao passivo "Cura Gelada) e -40 MP


Emma Mills:

Uma ótima missão, Emma. A interação entre sua personagem e Helena me arrancou risos algumas vezes, e a forma como tudo se desenrolou foi muito boa também. Contudo, sua narrativa não ficou isenta de erros, que mesmo sendo pequenos acarretaram alguns descontos:

"- YEEEEEEEE! - Saiu gritando enquanto corria a pequena filha de Afrodite.", essa frase ficaria melhor se o termo "a pequena filha de Afrodite" tivesse sido colocado logo após o travessão, deixando dessa forma a leitura mais fluída.

"Ativou a única arma que tinha trago, o Animal Bracelet e preparou-se para o ataque." o verbo foi mal conjugado nessa frase, já que "trago" é apenas aceito se for usado na primeira pessoa do singular no presente - o que não aconteceu. A forma correta, então, seria o particípio "trazido".

Houve também uma pequena frase na qual você mudou da terceira para a primeira pessoa, mas notei apenas um erro desse tipo por isso não descontei nada. Fora isso, houve alguns erros de crase e um de digitação, que são explicados pela falta de revisão atenciosa - como você mesmo disse. Achei interessante a forma como derrotou o monstro, utilizando da ajuda de outro NPC para tal. No mais, meus parabéns!

Coerência: 150/150
Coesão, estrutura e fluidez: 74/75
Objetividade e adequação à proposta: 45/45
Ortografia e organização: 20/30

Recompensas e descontos: 289xp + 45 dracmas + item fraco (ver no fim do post)/ -30 HP e -30 MP


Kissa Donnely:

Se a batalha não tivesse ficado tão corrida e simples, com certeza sua nota seria bem maior, Kissa. Não é que fosse necessário quase toda a missão só de luta, mas sua narrativa pecou tanto nesse ponto que foram citados poderes em spoiler que eu mal consegui identificar sendo usados. Fora isso, houve um excesso de vírgulas colocadas fora do lugar, e um pequeno erro de ortografia no trecho "Agasalhei-me bem antes de sair do meu chalé, a temperatura estava a baixo de zero", no caso, o termo correto seria "abaixo de zero". No mais, meus parabéns!

Coerência: 135/150
Coesão, estrutura e fluidez: 70/75
Objetividade e adequação à proposta: 45/45
Ortografia e organização: 29/30

Recompensas e descontos: 279xp + 42 dracmas + item fraco (ver no fim do post) / -20 HP e -20 MP

Matias Blake:

Mesmo não tendo cumprido um dos pontos obrigatórios - que era levar o NPC para a enfermaria -, seguiu os outros muito bem. O seu maior problema, contudo, foi o excesso de erros de digitação, que seriam facilmente evitados com uma revisão mais atenciosa. Mesmo pequenos, coisas como "Meu chicote e mina espada" ou "Ela estava bem larga e redonda, extamente como eu ueria", se repetidas muitas vezes, podem baixar muito uma nota. Por isso uma dica é que revise mais atenciosamente seus textos no futuro.

Coerência: 150/150
Coesão, estrutura e fluidez: 70/75
Objetividade e adequação à proposta: 35/45
Ortografia e organização: 20/30

Recompensas e descontos: 275xp + 40 dracmas + item fraco (ver no fim do post) / -10 HP e -35 MP


Alexia Sinclair:

Sua missão até pareceu longa no começo, mas, quando comecei a lê-la, me envolvi totalmente nos acontecimentos, por isso mal percebi quando acabou. Enfrentar dois bonecos de neve foi uma decisão arriscada, mas no fim acabou sendo necessária - visto o alto nível da personagem. Só encontrei uma frase que achei necessária chamar atenção: "A lâmina se mostrou bastante eficaz, dividindo corpo do inimigo durante o corpo e o fazendo derrapar até o chão", precisei relê-la algumas vezes, e mesmo assim não entendi muito bem o que queria dizer, por isso um pequeno desconto em fluidez. Fora isso, meus parabéns.

Coerência: 150/150
Coesão, estrutura e fluidez: 74/75
Objetividade e adequação à proposta: 45/45
Ortografia e organização: 30/30

Recompensas e descontos: 299xp + 50 dracmas + item fraco (ver no fim do post) / -50 HP e -206 MP (desconto em MP feito já levando em consideração a habilidade especial "Benção de Hécate").

Item recebido:
{Frosth Breath} / Frasco [Pequeno frasco de vidro transparente. Seu conteúdo é um líquido azul claro. Quando derramado por completo sobre uma arma, faz com que, durante três rodadas, ela provoque dano pelo elemento gelo, não recebendo nenhum efeito extra além desse. Não funciona caso a arma já possua algum elemento e tem utilização única, devendo ser retirado do inventário do personagem em seguida.] {Vidro} (Nível Mínimo: 05) {Gelo} [Recebimento: Missão Evento "Você quer brincar na neve?]

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Re: EVENTO ATEMPORAL - MISSÃO OP FÁCIL DE INVERNO

Mensagem por 102-ExStaff em Qua 11 Fev 2015, 17:41


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Re: EVENTO ATEMPORAL - MISSÃO OP FÁCIL DE INVERNO

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