Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

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Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Organização PJBR em Qua 12 Set 2018, 13:03


Ficha de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus filho de um deus primordial. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, porém ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses primordiais disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.





   
   
 
 
   
   
 
DeusesAvaliação
Nyx / NoxMuito Rigorosa




Recompensa de reclamação


As fichas de reclamação valem, além da aprovação no grupo almejado, um rendimento de experiência de no máximo 100 xp para o jogador — caso este tenha apresentado ao menos uma dificuldade combativa na narração. O rendimento deve ser de acordo com a avaliação e só será bonificado caso o semideus tenha sido reclamado, portanto fichas rejeitadas não rendem nenhuma experiência.


Item de reclamação


Não existem mais itens de reclamação por progenitor, sendo o único presente a adaga a seguir:

{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]


A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses ou criaturas.

É obrigatório que, na ficha, conste o momento de reclamação do personagem. Ou seja, o momento em que o devido deus o reconhece como filho(a).

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.




TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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ficha de reclamação

Mensagem por Nimbus Black em Ter 11 Jun 2019, 14:05


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
  Gostaria de ser aceito como filho de Nyx por dois motivos: O primeiro é que gostaria de experimentar um role play diferente, com um personagem tipo justiceiro com um vazio existencial. Atrelado a noite, solidão e vazio e ainda sim ser um personagem Assassino com um ideal.

E o segundo motivo é que eu comecei a escrever a história pegando alguns elementos relacionados ao subconsciente que remetem aos primórdios e como ela é deus primordial achei que ficaria interessante.  

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características físicas: Jovem rapaz negro, alto, de 1,88 de altura, musculatura definida por trabalhar muito ainda criança. Cara fechada, olhos castanhos, e cabelo trançado. Diversas cicatrizes pelo corpo.  

Psicológicas:  Dotado de grande inteligência emocional, Ninbus teve que amadurecer muito rápido e já perdeu muitos amigos e pessoas que considera sua família. Sabe se virar sozinho, seja trabalhando, roubando e até matando se for necessário. Desde de cedo aprendeu que na selva ou você é o caçador ou você é a presa.  


— História do Personagem:
Nimbus até onde se lembra viveu nas ruas de Brooklyn, dormindo em vielas e ajudando nas docas em troca de alguns trocados. Quando mais novo, lembra de uma noite em especial em que pensou que seria seu fim. Havia sido vítima da cólera. Jogado em meio de papelões e panos em um beco, o garoto já em seus últimos minutos começa a delirar. Observava o céu e a neve que caia, era tudo tão belo; Flocos de neve que escorregavam pelo mundo, como uma linda pintura, digna de Picasso ou um figurão assim. Era tão belo, tão divino que ele poderia morrer ali mesmo que não ia se importar. Tudo bem que o conhecimento dele sobre o divino era limitada às suas visitas á igreja aos domingos para ganhar pão. Mas mesmo assim até um garoto de rua pode reconhecer o belo quando o vê.

Os flocos começaram a cair mais rapidamente e a pintura foi perdendo seu encanto. Tudo havia voltado à sua tonalidade cinzenta, mesmo naquela hora, o silêncio ainda permanecia, tão absoluto que seria um sacrilégio o macular. Então quando percebeu uma silhueta estava de joelhos ao seu lado, um ser encapuzado. Uma reza silenciosa fora proferida e os olhos do garoto se finalmente se fecharam.

  Nimbus já havia andado pelo que parecia pelo menos algumas horas. Não sabia aonde estava, agora que parara para reparar não havia nada em sua volta a não ser um vasto nada, uma escuridão implacável, mas já que não sentia fome nem frio nem dor não havia por que não continuar andando. Sabe, caminhar sempre foi algo que gostara de fazer. E assim o fez, por algum tempo até que duas portas apareceram em seu caminho.

uma porta preta e uma porta branca. Apesar da total falta de luz naquele ambiente ainda assim tudo era tão nítido; eram duas portas normais, estranhas já que pareciam ter sido pintadas há não muito tempo. A cor preta só não se confundia com o resto do ambiente pela sua guarnição dourada. Já porta branca se destacava. Dona de um branco tao cintilante que que lembrava muito o farol perto da antiga casa abandonada onde morou por alguns meses com seus amigos até ser invadida pela polícia. A sensação de paz que a porta emanava era quebrada pelo vermelho vivo que gritava na guarnição. Escolheu a porta preta e seguiu em sua direção.

Ao aproximar sua mão da maçaneta sentiu pela primeira vez uma sensação ruim naquele lugar; então um rugido estarrecedor fez Ninbus tremer. Olhou para trás assustado tentando enxergar algo, mas só via a escuridão. Então dentro do silencio que surge ligeiros passos vindo em sua direção. Ninbus estreitou sua visão então que em um vislumbre pode ver uma criatura asquerosa se descolando do ambiente em sua volta com o caminhar ardiloso; seu olho brilhou em violeta e o monstro sibilou quando correu em sua direção. Num cagaço que só por deus ele abriu a porta e entrou de uma vez.  

 Acordou em um susto. estava deitado com uma poça de suor, sentia fome, dor de cabeça e no corpo e calafrios.  Conforme sua visão foi desembaçando por ver grandes janelas coloridas, tapeçarias, ornamentos em ouro e uma cruz de aço com pedras preciosas que se estendia no alto da paredes de pedra. Em sua frente estava o altar com um grandioso banquete. Sem prensar Ninbus se rastejou até o altar de pedra e lá fez sua refeição. Conforme ia enchendo sua barriga devaneios de seus últimos dias o fizeram derramar lágrimas há muito tempo contidas naquela fortaleza de pedra enegrecida que o destino havia lapidado até ali.  

 Após terminar a refeição, o garoto olhou para a imponente cruz que pendia no alto de sua cabeça; juntou suas maos em sinal de oração e pela primeira vez agradeceu à vida por alguma coisa. Após alguns minutos de silêncio uma mulher aparece em meio às sombras e sem o garoto perceber pousou a mão em seu ombro:  

  - Não gaste seu tempo agradecendo àqueles que não são dignos de seus votos, minha criança. - Disse em um tom ríspido e amargurado. -  O garoto tentou olhar por dentro do capuz, mas só pode ver sombra e um par de olhos que brilhavam em roxo;  

  - Quem é você? - Sua voz saiu arrastada e sonolenta. Por um momento pode ver o sorriso da mulher que então estendeu a mão para o menino;  

  - Sou a irmã Leliana, e vou te levar para um bom lugar. Vamos. - Assim que as últimas palavras saíram de sua boca, o rapaz novamente tombou.    

  Quando acordou estava deitado em uma cama. Podia se escutar barulhos abafados vindo de fora do quarto. Bater de espadas, conversas, risadas, parecia um lugar bem animado. Se sentia muito bem, mas sua barriga roncava de fome. Levantou deu uma olhada em volta do local havia uma muda de roupas e uma caixa de presente que deixa de lado no momento. Veste apressadamente as roupas e segue em direção do cheiro da comida.  

  Ao sair da pequena cabana de onde estava, Nimbus se se em meio à um grandioso acampamento. Um lugar magnifico, com pessoas estranhas. Conforme o rapaz ia andando em direção ao que parecia ser o refeitório, escutava cochichos e olhares direcionados para ele. De longe avistou o banquete à poucos passos de distância. Quando foi entrar na recinto uma parou pesadamente sobre seu ombro;  

 - Olá garoto! Vejo que está faminto, há algumas coisas que eu gostaria de conversar contigo antes que fizesse sua refeição e dê início ás suas tarefas diárias. - Fez uma pausa vendo que o a atenção do rapaz estava prestada ao um campista comendo um pedaço de frango. - Vamos, 15 minutinhos só. - Falou o pegando pelo braço o trazendo com força. Antes do rapaz desistir tomou um pedaço de galinha do prato de um dos campistas e foi comendo enquanto seguia o homem que depois reparou que havia patas. Mas com um pedaço de frango na boca nada podia o derrubar.




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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por 153 - ExStaff em Ter 11 Jun 2019, 17:15


Avaliação



Nimbus Black — Reprovado


Olá, Nimbus! Como você deve saber, a ficha para Nyx é bem rigorosa, então lhe mostrarei onde você pecou e refazer para tentar mais uma vez, okay?

Seu texto começou bom, porém a partir do final do segundo parágrafo tudo ficou muito confuso. Há erros de digitação como por exemplo: "Uma reza silenciosa fora proferida e os olhos do garoto se finalmente se fecharam." e "Sem prensar Ninbus se rastejou até o altar de pedra e lá fez sua refeição."

Lembre-se também de que as frases começam com letra maiúscula. Você cometeu esse erro algumas vezes no decorrer do seu texto. Repetição de palavras de forma desnecessárias cansam o leitor. No quarto parágrafo você repete a palavra "porta"seis vezes. Omiti-la ou usar sinônimos é uma boa opção.

O uso de traço (-) em vez de travessão (—) é um erro que muitos fazem, mas que desconta pontos. Quando se usa cores para separar falas, tenha cuidado em separar exatamente o que você quer selecionar. No sétimo paragrafo, onde está a fala, ela já havia terminado e mesmo assim a cor continuou e depois ainda colocou um traço desnecessário. Atente-se a isso nas suas missões e posts futuros, okay?

Para finalizar, você não teve uma reclamação. Nenhum símbolo, nenhuma pessoa ao menos lhe falando sobre. A única coisa que você de fato enfatizou foi sua necessidade por comida.

São erros facilmente arrumados com uma revisão e organização. Melhore esses aspectos e sinta-se a vontade para tentar novamente.

Qualquer dúvida ou reclamação, não hesite em entrar em contato. Boa sorte!



Atualizado




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Ficha

Mensagem por Josh Honiles em Sex 14 Jun 2019, 23:53


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Nyx, a deusa da noite, gostaria de ser reclamado por ela pelos seguintes motivos, acredito que a noite seja a hora onde as pessoal se libertam de amarras que as prende a luz do dia, e que seu verdadeiro eu apenas a pareça a luz da lua, no manto do céu.

Tenho afinidade maior com esse período do dia, e irei transmitir essa característica para a personagem, pois com a noite podemos tirar nosso véu e ser nós mesmos.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Jovem,  25 anos, 1,70 de altura, cabelo castanho,  olhos castanhos com variação de tonalidade, porte físico médio, possui uma marca de nascença em formato de pássaro no braço direito.

Estudioso, dedicado, leal, variação de humor constante, misterioso, pessoa muito receptiva, possui gostos relacionados a musica, instrumentos, magia, astros.

— História do Personagem:

Josh nasceu na Itália e foi criado pelo seu pai, que era um estudioso na área de historia greco-romana, com o passar do tempo seu pai não conseguia mais ter tempo e disponibilidade para atender as necessidades do seu filho e acabou enviando ele para Nova York, para estudar em uma escola, de artes e musica.

Com o passar dos anos Josh, já não entrava em contato com seu pai, até que certo dia, um amigo de seu pai foi ao seu encontro.

- Olá Josh - disse ao encontrar Josh nas escadarias do colégio, quando Josh o viu, ficou sem entender o que havia acontecido e questionou.

- O que você faz aqui? - fazendo uma semblante de duvida e desconforto. O amigo de seu pai continuou.

- Vim conversar com você sobre seu pai, sei que você não conversava com ele a um bom tempo, por causa do trabalho dele - balancei a cabeça concordando, ele continuou - não sei bem como lhe contar mas - fez uma pausa e respirou fundo e seguiu a falar - seu pai veio a falecer ontem, em uma escavação que fazia na Grécia com seu grupo de pesquisa arqueológico, todos escaparam menos ele, que ficou para ajudar em estava por ultimo - fez novamente outra pausa, se sentou ao lado de Josh e o abraçou, Josh o abraçou e começou a choram, não conseguia dizer nada apenas chorar.

Após o alguns dias o  amigo de seu pai, voltou a colégio com alguns documentos, dizendo que ele havia se tornado responsável por Josh assim o retirando do internato, e levando ele para morar consigo em uma casa  no estado da Pennsylvania.

Depois de alguns anos morando com Richard, o amigo de seu falecido pai, Josh já havia terminado seus estudos e decidiu que faria uma viagem pelos estados do país, pois queria ter a experiencia de conhecer todo que já havia visto em livros que seu pai tinha e agora ele. Se despedindo de seu tutor, ele diz - Sinto que coisas grandes iram acontecer - abraçou Richard e saiu com uma mochila em suas costas para conhecer seu novo futuro.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por 153 - ExStaff em Sab 15 Jun 2019, 09:35


Avaliação



Josh Honiles — Reprovado


Olá, Josh! Infelizmente sua ficha não tem o suficiente para que seja reclamado. Nyx exige uma ficha mais elaborada e a sua foi tão simples que nem mesmo chegou a dar um gostinho de como é o seu personagem. As descrições foram ótimas, mas ao descrever sua história foi algo "raso" demais. Explore mais o que você tentou passar. Quais os sentimentos em relação a morte do pai? O que pensou sobre isso? Uma mudança súbita ao viver com um amigo do pai e qual a relação com esse novo tutor? E um dos pontos principais: onde está a reclamação? Ele nem mesmo sabe sobre isso, ao que deixou a entender.

Vou falar também sobre alguns aspectos técnicos do seu texto. O uso de traço (-) em vez de travessão (—) é um erro comum como havia comentado na ficha acima e reforço novamente na sua. Outra coisa que desconta (e muito!) é o uso de uma cor tão clara no seu texto. Evite isso, por favor! Os avaliadores agradecem e também melhora na hora de ler o texto e o avaliar.

Atente-se aos erros e os melhore na próxima tentativa.

Qualquer dúvida ou reclamação, não hesite em entrar em contato. Boa sorte!



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Lavinia S. Larousse em Qua 13 Nov 2019, 21:14


Avaliação



Hylla K. Werstonem — Aprovada


Olá, Hylla! Tenho apenas elogios para sua ficha de reclamação, cuidadosamente escrita e envolvente. Você conseguiu criar uma imagem perfeita de sua personagem nas características e também no enredo, que teve uma fluidez muito boa. Não há motivos para reprová-la, espero ver mais do desenvolvimento de sua filha da noite! Parabéns.



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Desmond Relish em Ter 17 Dez 2019, 13:52


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Quero reclamar este personagem por Nyx pois sua história envolve má sorte e abandono. A noite e a escuridão normalmente são associadas a esses sentimentos, mas são os portos seguros deste personagem, devido a tudo o que ele viveu. Assim, Nyx é a deusa que melhor se encaixa na trama do Desmond.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Psicológicas:
Desmond é calado, analítico e questionador de padrões. Deseja saber mais sobre o pai que o odiava tanto e mostrar o que realmente é certo e errado no mundo.

Físicas:
Tem olhos pretos puxados graças à sua ascendência coreana (mal conhecida por ele), é considerado alto, magro, muito ágil e tem uma aparência ligeiramente zombeteira. Seus cabelos também são pretos e bem lisos.

— História do Personagem:

A pesada porta de madeira se fechou atrás da senhora corcunda, de aparência severa e mãos geladas que carregava o pequeno embrulho em seus braços até o andar de cima. Dera um jeito nada ortodoxo de fazê-lo se calar, visto que começou a chorar no momento exato em que saiu do colo da mãe. Era um bebê de olhinhos pequenos e puxados e cabelinhos ainda ralos e bem pretinhos. Era idêntico ao pai, que ainda se mantinha no escritório, vendo pela janela aquela traiçoeira mulher encará-lo do outro lado da rua, sob a chuva. Embora o tempo fosse completamente desfavorável, John Park conseguia enxergá-la perfeitamente. A noite caía-lhe bem, deixava bem claro seu olhar de desafio.

— O filho da escuridão está aqui — a velha anunciou, como uma bruxa ditaria os componentes de uma poção mortal. — É chegada a hora de pagar sua penitência.

— Aquela maldita me enganou e quis me desmoralizar. Não vai acontecer. Não criarei um demônio sob meu teto.

— Ele é seu filho! Ela o enganou porque você se deixou enganar! Achou que estava acima dos pecados e se deitou com aquela...

— Minha mulher morreu por causa dela! Não irei criar o filho daquela desgraçada!

— Sua mulher morreu porque você pecou! Você era um Cavaleiro Sagrado e deveria ter se mantido fiel à sua patrona e à promessa de não perpetuar a perdição dos deuses! Foi graças ao SEU deslize que você foi amaldiçoado e agora deverá arcar com as consequências.

John olhou para a senhora com intenso rancor. Sua mãe era uma mulher rígida, que, como ele, também caíra nas graças de um deus quando jovem. Deixou-se seduzir e acreditar que também seduzia. Arrependeu-se e criou o filho com ensinamentos de que aquilo não deveria continuar. Agora lá estava John, encarando um bebê nascido de sua infidelidade, da única vez em que se sentiu poderoso o suficiente para desafiar suas fraquezas e acabou por se envolver nos lençóis com a deusa da noite. Tudo o que aconteceu depois foi seu declínio, coroado, agora, com a chegada daquele bebê.

— Batize-o como Desmond Relish, o demônio deixado para trás pela mãe traiçoeira e que me trouxe má sorte. Ele não responderá pelo meu sobrenome. Essa coisa tem meu sangue misturado ao de Nyx em suas veias, mas é a personalidade e os prodígios dela que receberá. Não quero ter parte com isso. Já me bastam todos os castigos e maldições que recebi desde que tudo aconteceu.

John deixou o escritório e o bebê ficou aos cuidados da avó. Não queria ver o garoto, não queria chegar perto. Odiava-o. Quando a severa senhora morreu, quatro anos depois, o homem ordenou que um de seus empregados levasse a criança para um orfanato. Por anos, Desmond ficou quase completamente sem falar, mas seus pensamentos eram vivos o suficiente para se perguntar por que sentia que lhe faltava alguma coisa. Nunca mais tinha visto o pai e as furtivas imagens que tinha de seu rosto foram desaparecendo da memória à medida que o tempo passava.

Perto dos doze anos, já tinha ouvido inúmeras vezes as freiras se referirem às crianças do lar como frutos dos erros de adultos inconsequentes. Ao mesmo tempo, Desmond não compreendia como aquelas pessoas poderiam ser mais santas que aqueles de quem julgavam o comportamento. Elas batiam nas crianças, não permitiam nada que parecesse divertido e chamavam-nos com os piores nomes possíveis. Nomes que, teoricamente, nem deveriam estar na boca de servas do tal Senhor, que aparecia na figura de um homem crucificado.

O menino aprendera a cultuar aquela imagem e tantas outras de supostos santos de forma mecânica. Nunca vira nenhuma estátua daquelas se mexer ou fazer qualquer magia para provar que poderiam realmente ouvir aquelas rezas repetidas. Além disso, ele mesmo já tinha feito pedidos, mas nunca fora atendido, então não tinha motivo algum para acreditar. E fazia questão de dizer isso em alto e bom som para quem quisesse ouvir. Recebera diversas punições por conta disso.

Foi no momento exato em que completou seu décimo segundo aniversário que as coisas mudaram para o jovem Desmond. Um apagão percorreu o país a partir daquela cidadezinha esquecida em Delaware, ninguém jamais descobriu a causa. A escuridão reinou por toda a cidade e a única fonte de luz provinha da Lua e das estrelas no céu. A noite estava magnífica, como se tivesse se arrumado especificamente para aquela ocasião.

No orfanato, as crianças se apertavam umas às outras, morrendo de medo do escuro, mas Desmond não se importava. Até gostava. O escuro sempre tinha sido seu melhor amigo, escondendo-o quando chorava de medo da avó exigente e amarga, do pai praticamente desconhecido e cheio de ódio e das freiras malvadas que tantas vezes deram-lhe chibatadas por suas heresias. Além disso, era seu aniversário e, de alguma forma, ele sentiu que a noite dominara o mundo especialmente para ele, mesmo que ninguém mais se lembrasse da data especial. Mas as coisas ficariam um pouco assustadoras.

A madre superiora estava diante da janela, iluminada pela luz etérea da Lua e parecendo ainda mais maléfica do que o normal. Sua expressão estava fechada, como se quisesse culpar alguma entidade maligna pelo blecaute repentino. Quando estava a ponto de vociferar contra o tal "Inimigo", sua voz simplesmente desapareceu e ela pareceu sufocar na frente das crianças e de suas subordinadas. Parecia uma estranha cena de filme de terror e ninguém conseguia ter sequer uma reação, dado o caráter súbito daquela estranha situação.

A madre superiora caiu no chão, os olhos perderam o brilho e a vida a abandonou, ao mesmo tempo em que a porta de entrada do orfanato se abria ruidosamente, como uma explosão. O grito preso na garganta de todos os presentes finalmente foi solto e o pavor se espalhou, o próprio Desmond, outrora calmo, mostrava-se completamente assustado. Nunca tinha visto algo como aquilo e, por mais que detestasse a madre superiora, nunca pensou que ela morreria bem diante de seus olhos.

Os gritos foram calados quando uma voz ribombou para dentro da instituição, fazendo o peito de cada um ali vibrar fortemente com o som. Era uma voz desconhecida, mas tão poderosa que crianças e adultos tinham vontade de se encolher até desaparecer por completo, só para nunca mais ouvir aquilo. Porém, Desmond fez o caminho contrário, ficando mais calmo novamente, como se estivesse apenas na escuridão, com uma voz suave embalando seus sonhos.

— É chegada a hora em que o produto da união entre sagrado e profano tomará seu lugar como príncipe das trevas. O filho rejeitado tornar-se-á rei e guardião dos grandes pecados, honrará o nome de sua mãe e apresentará a justiça da noite em favor daqueles que foram condenados por juízes falsos. Venha para mim, Desmond Relish, e assuma seu posto como aquele que irá expor os verdadeiros pecadores do mundo!

O garoto viu-se flutuando. De repente, as estrelas pareciam brilhar com mais força e dançar ao seu redor, enquanto ele era elevado acima de todos os colegas do orfanato sob a luz arroxeada de um cair de noite. As estrelas dançantes se formaram em um manto negro em volta do garoto, como se o honrassem como o tal Príncipe das Trevas. E, de repente, a escuridão ficou tão grande que foi impossível ver qualquer coisa. O manto se fechou em um casulo e um aroma inexplicável e inebriante entorpeceu os sentidos de Desmond. Ele desmaiou.

Do lado de fora do casulo, as crianças e as freiras viram uma explosão de luz roxa e, de repente, a energia voltou como se nada tivesse acontecido. No saguão, o corpo da madre superiora permanecia sem vida no chão gelado e o manto estrelado foi murchando enquanto caía vazio no chão. Desmond desaparecera e o próprio manto de estrelas ficava gradativamente menos visível até sumir por completo.

* * *

Árvores enormes se erguiam em volta do jovem filho de Nyx. O manto tinha desaparecido e ele sentia o frio começar a tomar conta de seu organismo. De repente, o som de um animal trotando foi ficando mais alto e Desmond viu uma figura de chifres, pernas de bode e tronco humano (embora muito peludo) bem à sua frente. A criatura tocou uma melodia estranha em uma flauta de bambu e veio para cima do garoto, que, assustado, sentiu a visão se apagar novamente enquanto uma voz abafada dizia algo que ele entendeu como "seja bem-vindo ao Acampamento Meio-Sangue."

~*~

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Lavinia S. Larousse em Qui 19 Dez 2019, 15:36


Avaliação



Desmond Relish — Aprovado


Olá, Desmond! Uau, que desenvolvimento você apresentou na sua ficha! Gostei muito do personagem e dos acontecimentos em torno dele, achei que você conseguiu colocar muita intensidade no texto, o que me prendeu do começo ao fim. Você com certeza fugiu dos padrões e das histórias genéricas de reclamação. Não identifiquei grandes erros em ortografia, somente uma ou outra pontuação equivocada, mas nada que comprometesse a narração.

Parabéns, filho de Nyx!


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por 168 - ExStaff em Qui 19 Dez 2019, 15:46



Atualizado

por hera

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Eleanor Beauffort em Ter 02 Jun 2020, 18:39


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Nyx. A divindade é a que melhor se encaixa na personalidade da minha personagem. Representada como a personificação da noite, Nyx está normalmente associada ao mal, sendo esta uma visão rasa de sua personalidade, já que, na verdade, é também a patrona das feiticeiras e deusa dos segredos e dos mistérios noturnos. Semelhante à deusa, Eleanor pode ser mal compreendida por aqueles que não a conhecem a fundo, tida como louca, perturbada, entre outros adjetivos pejorativos.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físico: Eleanor herdou a melanina do pai, tendo a pele morena e aveludada. Os cabelos da semideusa, de tom castanho escuro que beira o preto, são ondulados e longos, alcançando-lhe a cintura sinuosa. Seus olhos, também acastanhados, possuem um ar profundo e expressivo. Já o nariz é fino e arrebitado, de aspecto delicado. Contrasta então com a sua boca, embelezada pelos lábios carnudos e sedutores, que conferem a ela um rosto ao mesmo tempo harmonioso e provocativo. Tendo 1,63 de altura, é consideravelmente baixa, com um corpo proporcional ao seu tamanho.


Psicológico: Em suma, a meio-sangue sofre do que se pode chamar de transtorno dissociativo de identidade, apresentando inconstância no seu comportamento. Caso você tenha sorte, conhecerá o lado doce de Eleanor, a Nell. Esta costuma ser gentil com quem se aproxima, estando sempre disposta a ajudar, sem nunca se fartar da sua postura altruísta.


Opondo-se às características afáveis de Nell, temos Elle, que tende a ser egocêntrica, afastando as pessoas que não adquiram sua total confiança. Em contrapartida, é protetora ao extremo com quem possui seu apreço, inclusive com a sua outra personalidade, crendo que deve protegê-la dos perigos, sejam eles resultantes de criaturas místicas ou até mesmo de sentimentos.


Há, no entanto, características em comum nas duas personalidades: ambas odeiam injustiça e são totalmente leais aos amigos e às causas a que se dedicam.

— História do Personagem:


PARIS, FRANÇA — 24 DE AGOSTO DE 2010
Era uma noite sem estrelas. Apenas a Lua brilhava intensamente em meio às nuvens negras que derramavam gotas pesadas e geladas sem piedade, imergindo o estreito beco numa escuridão intensa o suficiente para camuflar a criança que tremia em seu pijama ao lado de uma enorme lata de lixo. As pequenas mãos cobriam a boca, impedindo que seus soluços tomassem proporções audíveis. De qualquer forma, o barulho provocado pela chuva ocultava todo o resto, assim como as gotas que se mesclavam às lágrimas da menina, mascarando, junto ao cheiro do lixo acentuado pela água, o odor da semideusa.

Foi ali, encolhida, que Eleanor passou toda a madrugada, sendo vencida pelo sono ao raiar do dia, adormecendo.

Tudo aconteceu rápido demais para sua mente infantil e lerda pela falta de uma noite de sono adequada. Foi acordada por um policial, que por sua vez fora chamado por um morador que pretendia despejar seu lixo na lixeira e encontrou a criança ali encostada. Arisca, Elle tentou correr, em vão; gritou ao ser apanhada, lutou contra o oficial, mas não venceu, sendo colocada dentro da viatura.

Está pronta para me contar o que aconteceu? – Uma mulher, que se apresentou como a “assistente social Loise”, perguntou pela primeira vez, desde que havia sentado na cadeira ao lado da cama que Eleanor ocupava. A médica saíra há pouco do quarto, e tinha dito que a criança estivera perto de ter hipotermia, pela pouca roupa e exposição à chuva e ao vento, mas que fora isso estava bem para receber alta.

Eu não sei. – Era a primeira vez que Eleanor falava, desde que foi encontrada.

Como foi parar naquele beco? – Loise questionou em uma voz suave; havia um sorriso tranquilizador em seu rosto.

Não lembro. – A voz infantil confessou, trêmula. – Eu quero meu papai. – Coçou os olhos, numa falha tentativa de afastar as lágrimas que já se acumulavam. – O monstro — num rompante, tornou-se agitada –, ele machucou o papai. — As lembranças se embaralhavam em sua mente, confusas. A última coisa que recordava era de sentir um medo absurdo quando o pai pediu para que fugisse, enquanto ele atrasava a mulher-cobra; nada vinha depois disso.

Eu quero meu pai – voltou a dizer. Apenas então, percebeu que fazia um tempo considerável que estava no hospital, e seu pai ainda não tinha aparecido.

Foi com muito jeito que a assistente social precisou contar à garota de sete anos que o pai fora encontrado morto, logo após ela mesma ser encontrada no beco. Francisco Guyenne morreu após receber uma facada, em algum momento da madrugada. Sem sinais de arrombamento, tampouco da presença de outra pessoa senão pai e filha na residência, o caso permaneceu um mistério.

Sem nenhum parente próximo do lado paterno, e sem conhecer a mãe, não havia outra opção senão o orfanato para Eleonor. Não passou muito tempo lá, de qualquer forma: o policial responsável por encontrar a garota decidiu adotá-la, com o consentimento da esposa, é claro. No entanto, foi advertido pela diretora do local que Eleanor podia ser volúvel — ora doce e meiga, ora agressiva e impulsiva, quando pressionada. Não foram poucas as vezes em que ela se meteu em brigas com outros órfãos, quando estes lhe enchiam a paciência, e ao final de tudo, sempre afirmava não se lembrar de nada.

Na casa dos Beauffort, no entanto, Eleanor não demonstrou nenhum comportamento inadequado, sendo apenas dócil. Ninguém sabia, porém, a constante luta travada no íntimo da garota para que fosse assim; a semideusa se esforçava dia após dia para evitar e manter distantes todos pensamentos sombrios que a acometiam.

11 DE OUTUBRO DE 2014
Eleanor dividia um balde de pipoca com a mãe, enquanto a televisão – que exibia o desenho “Winxs” – tinha sua atenção parcial, uma vez que, nesse meio-tempo, a garota também permanecia atenta ao barulho de cada carro que passava na rua pouco movimentada em que viviam, ansiando ser seu pai em um deles. Era uma noite de sábado, e o dia da pizza, que ficara a cargo de Raul trazer após seu plantão policial. A pipoca não mais enchia a barriga da francesa; ela queria a pizza de pepperoni que já devia ter chegado àquela altura da noite.

E como se adivinhasse o desejo da filha, Raul atravessou a porta de entrada, ainda em seu uniforme de policial. Carregava nas mãos uma caixa grande da pizzaria preferida de Eleanor.

Queridas, venham aqui – o homem chamou, ainda no hall da residência.

Atendendo ao chamado, ambas deixaram o sofá e foram até o patriarca. Eleanor estava tão focada na caixa que continha seu alimento favorito, que até demorou a perceber a presença da outra pessoa ao lado do pai.

Está é Olivia, uma assistente social – apresentou Raul, num tom de alerta. Após quatro anos da adoção, a visita surpresa – e noturna – de uma assistente social podia não ser uma coisa boa.

Assim que pôs os olhos sobre a figura, a garota sentiu uma queimação em sua mente, uma sensação incômoda de que devia se lembrar de algo. Era uma mulher alta, os cabelos ruivos corriam soltos e longos, tinha um rosto harmonioso e belo, a roupa social pouco fazia para esconder suas curvas acentuadas. Algo nela incomodava a morena.

É a mulher-cobra, sua burra.” A voz que acompanhava Eleanor a alguns anos exclamou em sua mente, brava com sua lerdeza. Num estalo, lembrou-se da noite em que o pai fora assassinado. Era ela, sim! Com o cabelo mais cumprido, mas não havia dúvidas de que era o monstro que havia lhe atacado anos atrás.

Ela... – a voz da criança falhou, enquanto dava um passo para trás. – Foi ela quem matou meu pai!

Quanto mais Eleanor piscava, mais a imagem da mulher embaçava, transmutando-se, e, num segundo de claridade, tornou-se o monstro que vira anos atrás, deixando-a horrorizada. "Está acontecendo novamente!" Como se tudo se desenvolvesse em câmera lenta, viu a mulher avançar sobre Raul, que não hesitara em acreditar na filha e já sacava a arma. Amelia agarrou a mão de Eleanor, arrastando-a escada acima, em direção ao quarto do casal. Antes que a porta fosse fechada, o som de um disparo se fez ouvir no andar de baixo. A garota torceu para que o tiro tivesse atingido o monstro.

Amelia, após trancar a porta, se dirigiu até o grande quadro que ocupava uma das paredes do quarto, retirando-o do lugar e revelando um cofre até então desconhecido pela filha. Ela, aliás, também não tinha sua atenção no que a mãe fazia; seus olhos estavam presos na porta, com medo de que ela fosse arrombada a qualquer momento.

O que é aquilo? – Quando encontrou sua voz, perguntou trêmula. – A senhora viu, não é? Ela se transformou em um monstro!

Eu não sei o que vi. – Amelia retirou duas armas do cofre: uma era a sua do trabalho, enquanto a outra havia sido comprada. – Mas preciso que fique aqui. — Ela empurrou uma das armas nas mãos da filha. – Só saia se eu ou seu pai chamarmos. – Havia um claro pânico nos olhos azuis da mulher loira diante o desconhecido que enfrentaria a seguir. Beijou a cabeça da filha antes de se afastar.

Eleanor queria ter forças para impedir que a mãe saísse do quarto, mas não conseguiu nem ao menos se mover, resignando-se a observar a mulher abrir a porta e olhar para os dois lados antes de sair. Demorou alguns segundos para que as pernas da garota voltassem a obedecer a seus comandos, levando-a para trancar novamente a porta. Ela encostou a testa na madeira envernizada, de olhos fechados. A arma parecia pesar muito em suas mãos. Perguntou-se o porquê de aquilo estar acontecendo consigo... mais uma vez.

Contendo sua respiração, Eleanor tentou escutar o que ocorria no corredor, tendo apenas um profundo silêncio como resposta. Numa positividade que não lhe atingia realmente, tentou crer que isso se dava ao fato da mulher-cobra ter ido embora, ainda que a ideia fosse totalmente descabida. Devia ter esperanças, os pais eram policiais, sabiam lidar com as mais diversas situações.

Devia correr, fugir antes que ela encontre a gente, isso sim.” A voz totalmente idêntica à sua soou de novo em sua mente, irritada, como sempre estava. Essa era uma parte de si que Eleanor tentava suprimir com toda a sua força, sendo em algumas vezes uma batalha perdida.

Quebrando o silêncio em que a casa havia sido imersa, o som de um novo disparo foi ouvido, e outro, e outro, e mais um, e então um baque surdo de algo pesado caindo no chão. A ansiedade aumentou em Eleanor, um alerta de perigo se acendeu no fundo de sua mente, ainda que tentasse ser positiva. Sem aguentar a tensão de não saber o que ocorria do outro lado da porta, a garota destrancou-a, abrindo-a parcialmente, apenas para espiar o corredor. Olhou primeiro para a direita, encontrando o caminho até seu quarto livre; já do outro lado, à esquerda, havia um corpo estendido no chão — era pequeno e logo pôde ser identificado pela garota como sendo o da sua mãe.

Pairando acima do corpo inerte estava Olivia, em sua mistura de mulher com cobra – duas caudas assumiram o lugar das pernas, olhos amarelos brilhavam ameaçadores, a pele outrora branca se encontrava esverdeada e escamosa. O monstro, que segurava a arma da policial, olhou para Eleanor antes de sorrir, exibindo presas semelhantes às de uma cobra, e atirou em Amelia. Nell jamais poderia descrever o horror que sentiu ao ver a cena, que foi demais para sua cabeça infantil. A vista escureceu, e ela pôde jurar que desmaiara.

Mas o corpo da menina permaneceu de pé. Nisso, algo se sucedeu em seu interior. A aura mais escura que habitava a semideusa ganhou fortes contornos. A expressão em seu rosto tornou-se dura, ao passo que pensamentos sombrios se manifestavam. Era Elle, sua outra personalidade, que assumia o controle. Ela não tremia como Nell. Portanto ergueu com a mão direita a arma que estava em sua posse, sem nem sequer hesitar; a seguir, destravou-a com a esquerda, logo deixando esta repousar sob a destra no intuito de obter mais firmeza na mira. Lembrava vagamente das orientações dos pais, que haviam lhe ensinado há alguns meses como manusear uma arma, se necessário.

Levantou  o cano para a figura monstruosa, que avançava em sua direção num rastejar ligeiro após abandonar a arma da policial ao lado de seu corpo. A garota não pensou muito antes de levar o dedo ao gatilho e atirar. Sua pequena silhueta cambaleou alguns centímetros para trás devido ao recuo da pistola, mas ainda se manteve firme sobre as pernas ligeiramente abertas. Voltou a alvejar várias vezes a mulher-cobra enquanto a criatura continuava a arrastar-se para perto da garota. Elle recuou quarto adentro, mantendo a arma erguida, aguardando o momento em que o monstro invadisse o aposento. Demorou alguns poucos segundos e então ele apareceu.

Puxando novamente o gatilho, a semideusa mirou no peito da mulher-cobra, e dessa vez atingiu seu alvo. Em seguida, um novo disparo, e mais um buraco surgiu, um pouco abaixo do primeiro. De ambos, uma substância dourada escorria. Após ser atingida, a criatura perdeu seu ritmo acelerado de rastejar, mas ainda se mostrava disposta a pôr as mãos na morena — tanto que insistia em eliminar a distância entre elas, lentamente. Dando alguns passos para trás, Elle voltou a atirar; o coice da arma desta vez foi o suficiente para fazer com que ela tropeçasse nos próprios pés e caísse, além de ter conseguido um machucado entre o dedo indicador e o dedão.

A mulher-cobra enfim conseguiu vencer o espaço que a separava da garota. Havia um sorriso contorcido e triunfante em seu rosto.

Você me deu muito trabalho, semideusa. – Ela tinha uma fala arrastada, principalmente no S, que fazia lembrar o sibilar de uma cobra. – Mas tenho certeza que seu gosto fará tudo valer a pena. – As caudas estavam aos pés da filha de Nyx, enquanto a figura humanoide inclinava-se sobre o corpo dela.

"Semideusa?" Não teve muito tempo para pensar sobre o assunto, já que o monstro havia aberto sua boca e descia o rosto na direção do pescoço de Eleanor. E então algo inesperado aconteceu: Elle estendeu a mão direita, na tentativa desesperada de interceptar o golpe, e da palma estendida irrompeu uma bola negra, atingindo diretamente a face da mulher-cobra. Uma explosão ocorreu logo após. Quando pôde enxergar novamente, a garota percebeu que estava sozinha no quarto, coberta de um pó dourado que presumira ser do monstro que a aterrorizara.

12 DE OUTUBRO DE 2014
Então você está dizendo que um monstro matou seus pais? – o detetive designado para investigar a morte dos Beauffort questionou Eleanor pela décima vez, desde que ela fora colocada numa sala de interrogatório para que contasse os fatos da noite anterior. – O mesmo que matou seu pai biológico?

Ouvindo pela boca do homem alto e de aparência rústica, Eleanor também achava aquele um cenário difícil de acreditar. Encolheu-se na cadeira gelada de metal, sentindo-se acuada.

Você desmaiou na porta do quarto, e então quando acordou o monstro tinha desaparecido? – prosseguiu o detetive, que lia sentado o relatório do depoimento já dado pela menina. – Ah, não podemos esquecer, é claro, que ele disse que você é uma semideusa.

O choro que acompanhava a criança desde que deixou sua casa cessou. Uma mudança em sua postura foi perceptível; os ombros, até então encolhidos, foram endireitados, e ela levantou a cabeça para poder encarar o detetive numa atitude desafiadora. Não haviam quaisquer resquícios de lágrimas em seus olhos, ou fraqueza. Apenas uma raiva aparente. Elle, o lado obscuro de Eleanor, assumira o controle.

Pare! – Bateu a palma da mão contra a mesa de metal, fazendo com que o som ecoasse por toda a sala. – Você tá deixando a Nell triste. – E franziu a testa, irritada. Nell estava triste e assustada, mas não Elle, que seguia tomada de fúria. Por que ninguém a escutava, afinal? Não fariam, nem ela nem Nell, mal aos pais. Amavam eles, ora! – Eu matei o monstro, mas não a mãe, nem o pai. Agora nos deixe em paz.

Posteriormente, a menina de onze anos tornou-se a principal suspeita do caso diante da falta de evidências de outra pessoa na residência e à insistência dela em falar que um monstro — "metade cobra e metade mulher", segundo suas palavras — assassinara seus pais. A impressão digital de Eleanor estava em ambas as armas – Elle explicou para a advogada que realmente tocara nelas, mas apenas para afastá-las de seus pais quando fora conferir se estavam vivos. Além disso, não existia um único indício de entrada e saída de um possível assassino na casa, e tampouco havia qualquer prova de que este suposto meliante morrera pelas mãos da criança.

A lei francesa, no entanto, previa apenas sanções educativas para menores de treze anos que cometiam crimes, e Eleanor, tendo apenas onze, não poderia ser julgada e condenada. A advogada optou então por pedir a internação da garota em um hospital psiquiátrico, e após ter sido realizada nela uma avaliação por um médico especializado em casos desta natureza, Eleanor foi diagnosticada como tendo transtorno dissociativo de identidade. Em resumo, havia mais de uma personalidade coexistindo dentro da jovem, e uma delas, aparentemente, podia ser perigosa para ela e os demais.

25 DE DEZEMBRO DE 2014
Os medicamentos que tomava diariamente tornaram-na apática, mas não levou Elle embora. A psiquiatra que tratava de seu caso avisou que os remédios não ajudariam no transtorno dissociativo de identidade, apenas a psicoterapia poderia auxiliá-la a conciliar-se com os traumas que produziram a dissociação. Agora a garota raramente sorria; não havia motivos dentro daquelas paredes brancas. Também não socializava com os demais pacientes, considerando-os loucos demais para que pudesse manter uma conversa comum.

Era tarde de Natal, todo o hospital estava enfeitado, perdendo um pouco da aspereza que o branco excessivo proporcionava. Haviam árvores natalinas brilhantes em alguns corredores, luzinhas que piscavam em cima das portas. Lá fora, a neve caía incessante, formando uma grossa camada de gelo. Dentro da instituição hospitalar, contudo, o aquecedor trabalhava em potência máxima, mantendo todos aquecidos.

O Natal sempre foi a época favorita de Eleanor, antes com seu pai biológico, e continuou sendo com os Beauffort, sua família adotiva. Era diferente naquele ano, porém. Não haviam presentes, nem abraços maternos e beijos paternos. A equipe de enfermeiros e médicos até se esforçou para criar um clima natalino propício, mas eles não conseguiam despertar as verdadeiras emoções afetuosas da época. A garota preferiu passar o dia em seu quarto, isolada, onde podia fechar os olhos e imaginar que estava em casa. Se ela se esforçasse muito, podia sentir o cheiro do pernil que a mãe costumava cozinhar para comemorar o nascimento de Cristo.

Você não vai se juntar a nós? – um dos enfermeiros perguntou, após adentrar o aposento sem bater na porta. Ali não havia privacidade; era algo que Eleanor odiava.

Não. – Seu humor não estava numa boa fase, e ainda que o homem fosse seu enfermeiro preferido, ela ansiava pela solidão naquele momento.

Então serei obrigado a te fazer companhia. – Ele mancou até a cama em que a garota estava sentada, assumindo o espaço vazio ao lado dela.

Eleanor olhava para todos os funcionários do hospital psiquiátrico com desconfiança, esperando que eles se transformassem a qualquer instante em um monstro. Com Freddy era diferente. Confiava nele sem esforços, mesmo que fizessem poucos dias que trabalhava ali.

Posso te contar uma coisa? – Eleanor perguntou depois de minutos de um silêncio agradável, recebendo um aceno como resposta. – Eu já não tenho certeza de que não matei meus pais. – Ela enrolou os dedos da mão destra na barra do moletom vermelho com verde que usava. Era sua roupa natalina. – Não existem monstros, né? – Costumava ficar sozinha para se martirizar também, e revisar o último momento dos pais era sua tortura predileta. Tentava achar, em vão, algum sentido para o que ocorrera naquela noite.

Você não os matou. – Não havia dúvida na voz do homem; ele realmente acreditava no que dissera. – Preciso te contar uma coisa, mas precisa acreditar em mim, como eu acredito em você.

Eleanor escutou com atenção o que Freddy falou a seguir, sentindo o coração acelerar a cada palavra dita por ele. Frases envolvendo um acampamento para crianças especiais, filhos de deuses, e monstros rodaram em sua mente diversas vezes. Era o homem de cabelo castanho encaracolado um sátiro, e estava ali para leva-la para um lugar seguro, longe de monstros.

Eu... – Por algum tempo, ela se calou, incapaz de raciocinar uma frase inteira. – É loucura. – Foi o que conseguiu dizer. A fala, contudo, não condizia com o que Eleanor realmente sentia. Algo em seu ser agitou-se com a revelação, em reconhecimento. Respirou fundo. – Se isso for verdade, o que fazemos agora?

Agora, Eleanor, nós vamos para casa.

28 DE DEZEMBRO DE 2014
Levaram três dias para alcançar seu objetivo: a colina meio-sangue. Ao longo do caminho, Freddy contou mais sobre o mundo divino para Eleanor. Assombro e encantamento se revezavam como os sentimentos predominantes da semideusa — que agora sabia o que tal palavra representava realmente. Apenas um questionamento ainda sem resposta incomodava a garota: de qual deus era filha. Seu pai – se é que ele realmente era o pai biológico – era o único que poderia responder tal inquietação, além de seu progenitor ou sua progenitora.

Era noite quando ultrapassaram a barreira que protegia o acampamento do qual Eleanor faria parte. A Lua brilhava em seu auge, ofuscando algumas estrelas que estavam ao seu redor. A semideusa não deu mais do que dois passos, quando sentiu algo mudar na atmosfera. A escuridão rodopiou ao seu redor em um vendaval que não lhe tirava o ar. Não sentiu medo, apenas um anseio crescente — algo inédito desde os primórdios da sua existência. Haviam pontos espalhados à sua volta, tão brilhantes quanto as estrelas do céu, dando ao fenômeno uma aparência estonteante. E, por fim, tão de repente como surgira, ele se foi, dissipando-se na penumbra da noite.

O quê? – Com os olhos arregalados, e sem fôlego, voltou a atenção para Freddy.

Bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue, Eleanor Beauffort, filha de Nyx.

Poderes utilizados: :

Manipulação da energia negra - Você consegue criar pouca quantidade de energia negra, podendo lançar até duas bolas escuras contra o inimigo, causando o mesmo impacto de uma flecha. Contudo, não é capaz de controlar a trajetória ou mantê-las ativas - após criadas elas explodem imediatamente e se não forem lançadas contra o inimigo podem causar dano ao próprio semideus. Podem ser atiradas a até 5m de distância, mas O dano é reduzido proporcionalmente, caso sejam direcionadas a inimigos diferentes.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por 169-ExStaff em Qua 03 Jun 2020, 23:28


Avaliação



Eleanor Beauffort — Aprovada


Olá, Eleanor. Primeiramente, perdão pela demora na sua avaliação! Quero salientar aqui que estarei seguindo as regras avaliativas do fórum e o padrão de rigor exigido para uma ficha para deuses primordiais. Sendo assim, comecemos.

De primeira, fiquei bastante impressionado com sua narração. Ela é detalhada — ainda que não seja necessariamente densa ou cansativa —, de modo que entender as ações da personagem em momento algum foi sinônimo de problema para mim. O entendimento foi claro em todas as passagens e movimentos, assim como você conseguiu ser sucinta em explicar as origens de Beauffort e todas as características que fazem dela uma personagem única.

A proposta de seu enredo, contando com as personalidades divergentes e todo o resto, me deixou bastante interessado e me fez querer saber mais sobre o que você estava escrevendo. Isso é um ponto muito positivo! Você tem um domínio amplo sobre o vocabulário que torna seu texto refinado e simples ao mesmo tempo, fácil de ser entendido e apreciado.

Entretanto, também preciso alertar que você pecou várias vezes no uso da pontuação e outros problemas menores. Nada de grave, por sinal, mas uma revisão breve e rápida — como uma leitura em voz alta ou a utilização de qualquer corretor online como o Word ou Docs —, teria sanado todas essas pequenas falhas que pude detectar.

Espero não me prolongar mais que isso, portanto, devo creditá-la por uma ficha muito boa e extremamente satisfatória. Parabéns e espero ver mais sobre sua personagem em narrações futuras!


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Poseidon em Qui 04 Jun 2020, 00:17



Atualizado

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Nicholas Andros em Sex 12 Jun 2020, 13:59


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Nix, é com quem mais me identifico e gosto das características, de todo o ar de mistério e da dualidade que a permite transitar entre vilania e heroísmo, acho algo bem legal de ser trabalhado em um personagem.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Nick tem olhos castanho-escuros; pele branca e pálida; cabelo preto, curto e um pouco rebelde; corpo franzino, com pouca massa muscular e estatura alta para a sua idade.

Psicológicas: Como um raro jovem de 16 anos, Nick é muito curioso e naturalmente fascinado com tudo de novo que descobre. Está sempre à procura de conhecimentos inéditos, seja em qual área for. Tem o sorriso fácil, ainda que demore um pouco para se abrir com alguém e não seja muito sociável. Geralmente prefere a companhia dos livros à das pessoas. Para ele, os humanos são sempre tão barulhentos, desastrados e representam — consequentemente — uma constante ameaça à ordem que tanto procura manter em tudo ao redor e no seu interior. Ele vê isso em si próprio, pois sua mente é uma completa bagunça, está sempre cheia de ideias e ao mesmo tempo estranhamente vazia, como se seu subconsciente esperasse para preencher a lacuna com algo ainda por ser descoberto. Isso tudo não significa, porém, que Nick não goste de pessoas. Geralmente ele é um bom amigo e mais prestativo do que deveria ser. Há alguma inocência cega por trás dos seus olhos, ela o faz ver o lado bom em tudo e todos e nada além disso, até mesmo quando a vida se esforça para lhe mostrar a feiura que existe no universo.

— História do Personagem:

Nicholas nasceu no Condado de Oxford, uma pequeníssima cidade do Maine, durante um rigoroso inverno que já havia coberto as estradas com 40 centímetros de neve e prendido os quase 4 mil habitantes em suas casas, a maioria tentando dubiamente se aquecer diante das lareiras. "Nasceu." Entre aspas, porque as circunstâncias acerca do seu surgimento foram tão misteriosas quanto tudo que seguiu-se em sua vida desde então.

O céu estava escuro e apinhado de nuvens grossas, nenhuma estrela era visível e tampouco a lua, mas muitos viram quando um ponto luminoso irrompeu no breu da noite. Crianças distraídas, mirando através das janelas com vontade de brincar na neve, soltaram gritinhos e apontaram na direção da coisa estranha que atravessava o céu. Nos lugares mais escuros, a cauda do que parecia uma estrela cadente muito grande iluminou os campos alvos e preencheu de luz os bosques silenciosos durante a nevasca. Quando a coisa caiu, nada foi ouvido, como a maioria dos espectadores assustados temiam, mas um leve tremor foi sentido, forte o suficiente para causar uma pane na subestação da cidade e mergulhá-la nas sombras. O que não foi, claramente, qualquer empecilho para a população agitada que saiu às ruas, cada um se resguardando do frio como podia, empunhando lanternas e cochichando coisas com olhos arregalados.

—Você viu? Era enorme!

—Uma tremenda bola de fogo!

—Graças a Deus não caiu no centro, aquilo causaria um desastre e tanto.

—Deve ser coisas dos russos! Pelo amor de Deus, eles enchem o espaço de lixo e nós pagamos o pato.

Uma a uma, as pessoas foram despejando suas dúvidas e criando um alvoroço ao redor do estranho ser que descera dos céus. Naturalmente não demorou a ser formado um grupo de expedição para procurar o local de queda da coisa, ali mesmo, no início da madrugada e sob uma das maiores nevascas da década. A curiosidade era maior que qualquer senso de autopreservação, aparentemente. O grupo seguiu a picape vermelha de Harry Andros, um fazendeiro que chegou ao centro afirmando com todas as letras que viu o objeto cair na mata da sua propriedade, logo depois do lago congelado. Uma carreata de veículos serpenteou pela estrada vicinal até a modesta fazenda dos Andros, os faróis sendo a única luz vista a quilômetros.

Quando lá chegaram, tiveram de deixar os carros antes do lago, uma vez que caso se aproximassem muito poderiam acabar afundando no meio do caminho e ninguém queria morrer congelado até as bolas. Seguiram a pé, então, convictos de que, qualquer coisa que fosse aquilo, poderia colocar a pequena Oxford na capa de um tabloide famoso. As pessoas viriam de longe para ver o meteorito — como agora acreditavam ser — e o singelo condado agrícola teria ao menos uma atração turística. Embalados em tais pensamentos, atravessaram o lago e chegaram à floresta do outro lado, a maioria tremendo de frio e mal conseguindo manter as lanternas firmes.

A comoção foi geral quando andaram e andaram e nada viram além de árvores brancas e neve lamacenta que chegava aos tornozelos. Estavam quase desistindo quando Robb gritou, animado, ao encontrar uma clareira. Todos se juntaram a ele num piscar de olhos, maravilhados com o círculo perfeito que se formara no meio da mata. As árvores que antes cresciam ali estavam caídas às margens, como se tivessem sido empurradas por um campo magnético. E, bem no meio, havia algo. Um pontinho escuro se destacando na brancura da neve. Sem fogo, sem uma cratera, em pedras fumegantes ao redor, os homens se entreolharam, intrigados. Que tipo de meteorito caía causando “só” aquilo?

Após um momento de hesitação, foi Harry Andros quem se adiantou na direção da coisa misteriosa. Era uma pedra, definitivamente. Negra e lustrosa, refletia a luz das lanternas que lhe eram apontadas, tinha cerca de 40 centímetros de comprimento e um formato anguloso. Harry aproximou a mão enluvada devagar, ignorando os avisos de cautela dos homens ao redor. Quando enfim tocou a pedra, esperando sentir o frio, arregalou os olhos. Um calor agradável atravessou as luvas e chegou ao seu coração. Por um segundo, Harry sentiu-se de volta ao ventre de sua mãe. Antes que conseguisse balbuciar alguma explicação, porém, a pedra se desfez. Simplesmente desmanchou-se num pó fino e escuro. E revelou algo ainda mais perturbador no seu lugar: um bebê. Nicholas, como seria chamado mais tarde, estava dormindo, enrolado numa manta negra com detalhes prateados em formato de luas e estrelas.

Ninguém pareceu acreditar quando Harry, movido por um senso de paternidade nunca antes sentido, pegou no colo o pequeno que não parecia ter mais de 3 dias de vida. Como? Como é possível? Estamos alucinando? É alguma pegadinha? — Todos se perguntavam em silêncio, incapazes de formar uma palavra audível sequer. Um por um se aproximou do bebê e o olhou de perto, como se para ter certeza de que era real. E logo, quando o frio apertou e a incerteza sobre aqueles acontecimentos se tornou pesada no ar, a curiosidade se transformou em medo. Palavras foram ditas em baixo tom: bruxaria, sacrifício, ritual. Ninguém sabia ao certo o que dizia, ou mesmo se acreditava, mas todos, exceto Harry, se convenceram de que aquele bebê não deveria significar algo bom. Estavam quase forçando o homem a deixá-lo ali para morrer no frio quando uma brisa estranha, sobrenatural, varreu a clareira e espalhou no ar o pó escuro que antes formava a cúpula que trouxe Nick dos céus. Como que em resposta, o grupo foi atingido por uma súbita onda de bom senso. De repente não pareciam nutrir qualquer sentimento negativo acerca do pequenino ser que haviam encontrado.

—Que sorte tivemos em encontrá-lo. Só uma mãe desalmada para abandonar o próprio filho num tempo desses! — Esbravejou Todd, um velho cujas costelas doloridas reclamavam violentamente.

Meio confusos, meio embasbacados, os homens fizeram o caminho de volta e encontraram o resto do povo de Oxford ainda acordado e ansioso por notícias. A energia já tinha sido restaurada, a essa altura, de modo que a história foi contada no meio da praça principal, sob os postes de luzes amareladas que formavam um halo quase mágico acima de suas cabeças. Todos ouviram o grupo dizer que não havia qualquer sinal de um meteorito ou algo do tipo, que talvez ele tivesse caído no lago e se perdera na água para sempre, e que, em vez de uma pedra do espaço, haviam encontrado um bebê na margem da estrada, provavelmente abandonado por algum assustado casal adolescente.

Harry não entendeu de onde tinham tirado aquela versão, mas a aceitou, assim como o resto. A novidade se tornou, então, o surgimento de uma criança perdida. Nick foi levado à casa de Ynvi, o único médico da cidade, que o examinou e confirmou que tinha no máximo uma semana de vida. O bebê misterioso foi o assunto mais comentado na cidade pelo próximo mês, período em que o serviço de assistência social procurou incessantemente por registros de partos nas cidades vizinhas e tentou rastrear seus possíveis pais. Como nada foi encontrado, uma casa de acolhimento seria o seu natural destino, se Harry Andros não tivesse entrado com um processo pela sua guarda. Foi assim que o homem de meia idade, acostumado com uma vida pacata e solitária, se tornou a família do pequeno Nicholas.

[...]

Nick cresceu livre e feliz. Tinha um mundo próprio para explorar no quintal de casa, onde se estendia o lago e a mata onde fora encontrado. Não tardou a descobrir que, quando se encontrava na clareira onde nenhuma planta jamais voltou a nascer, sentia uma paz agradável lhe aquecer o coração. Por isso virou um hábito escapar do seu quarto em noites estreladas e passar horas observando o céu daquele ponto. Nick nunca conheceu sua verdadeira história até completar 16 anos. Há semanas reclamava de pesadelos que sempre pareciam girar em torno do mesmo evento. Nick se via rodeado por um grupo em trajes negros, eles entoavam algo que o menino não entendia, depois havia uma luz, uma ventania, e logo ele estava voando, cortando o ar numa velocidade anormalmente alta.

Depois de vê-lo acordar várias no meio da noite, assustado e suando frio, Harry resolveu contar o que realmente aconteceu na noite em que o adotou como filho. A neve castigava as janelas, mas não com a mesma violência daquele dia. Os dois acomodaram-se na sala, à frente da lareira, cada um com uma xícara fumegante de chocolate quente em mãos. O mais velho tinha algo a mais, porém. Sobre seu colo, um embrulho guardava a manta estrelada que um dia envolveu Nick.

—Filho, tenho uma história para contar. A sua história. — Começou Harry, e esse foi seu maior erro.

Horas mais tarde, Nick tinha a expressão muito intrigada, mas nada demonstrou além disso. A verdadeira guerra acontecia em sua mente, ele soube que precisaria de um tempo sozinho para digerir tudo e pensar, então se despediu do pai e subiu para o quarto, onde se pôs a meditar próximo à janela, fitando o céu que parecia mais fechado a cada segundo. O tecido jazia em suas mãos, era macio, quente, e parecia emitir uma vibração estranha, pensou o jovem. Eventualmente o sono chegou, lhe trazendo a amarga memória dos pesadelos recentes. Agora ele tinha impressão de que aquelas imagens não eram simples pesadelos, eram lembranças do dia que seu pai acabara de narrar. Quando dormiu, caiu outra vez na cena tão conhecida. Exceto que agora havia algo diferente, um dos vultos ao seu redor tinha rosto, e ele o fitava com um par de penetrantes olhos castanhos, parecidos com os seus.

Nick acordou num sobressalto. Era madrugada. Lá fora, a neve dera uma trégua. O mundo parecia mergulhado num silêncio mórbido, o garoto não ouvia nada além da própria respiração entrecortada. Ao se pôr de pé, pronto para descer até a cozinha para beber um copo d'água, um brilho distante tomou sua atenção através da janela. A relva alta, agora coberta de neve, se movia como se algo a atravessasse, se aproximando da casa. O brilho pálido não passava de um pontinho, sumindo e reaparecendo no meio da folhagem. Nick esperou e esperou, até que a visão se fez completa e ele precisou conter um grito que subiu pela garganta.

A figura que saiu da vegetação usava o mesmo traje dos seus sonhos. Na mão, um orbe luminoso pulsava. Nick achou que a luz imitava a contração no seu peito. O ser abaixou o capuz devagar, revelando os olhos castanhos que o garoto acabara de ver. Sem saber como, Nick soube que ele o encarava, e o encarou de volta, ainda que sentisse um pânico crescente dentro de si. Depois de alguns minutos, o homem ergueu uma mão. As sombras ao seu redor se avolumaram, formando coisas que Nick só vira em filmes. Monstros, horrendos e ferozes. Lembravam cachorros muito feios. Mais outro sinal e eles partiram na direção da casa, dando ao garoto a injeção de coragem que precisava para se mover.

Nick correu, saiu do quarto e escancarou a porta do outro, no fim do corredor. Harry, que dormia profundamente, quase teve um infarto quando o menor acendeu a luz e disse aos berros que precisavam sair dali.

—Nick? Você teve outro pesadelo? — Harry ainda coçava os olhos.

—Não! Eu... — Um barulho de vidro quebrando veio do andar de baixo.

Eles entraram na casa, pensou Nick, e se adiantou até a cama do homem. Sabia que ele guardava uma espingarda ali, não precisou de muitos segundos para alcançá-la e a alimentar com duas balas. A essa altura Harry entendera que algo sério acontecia, ele saltou da cama e fez menção de pegar a arma do filho, mas ficou paralisado ao ver o cão enorme que surgira na soleira da porta.

Movido por um instinto que até não sabia possuir, Nick apontou a arma para o bicho e puxou o gatilho. O ser explodiu numa profusão de pó dourado, fazendo os dois se entreolharem, confusos. Mais passos vieram da escada, Nick correu para fechar a porta antes que mais monstros os alcançassem.

—O que são essas coisas? — Perguntou Harry enquanto empurrava uma cômoda para apoiar na porta.

—Não sei, tem um... um homem lá fora. Ele... trouxe esses monstros.

A respiração acelerada quase não o deixava falar direito. Os cães colidiram com a porta no próximo segundo. Estavam presos, condenados a esperar pela morte dentro do quarto. A não ser que... Nick correu até a janela e calculou rápido o quão perigoso seria passar por ela e pular do telhado.

—Vamos, tem uma pilha de feno sob a janela da cozinha.

Não era o suficiente para amortecer a queda dos dois, mas teria de servir. Pai e filho saíram pela janela, trêmulos, e deslizaram pelas telhas até despencar lá de cima. Assim que caíram de mal jeito, sentindo a dor se espalhar pelo corpo, ouviram um crac vir do outro andar. Provavelmente os cães estavam prestes a descobrir que perderam suas presas. Nick alcançou a arma que caíra ao lado.

—Pai, corre!

Trôpegos, ambos começaram a cambalear na direção da garagem onde ficava a velha picape vermelha. Harry sempre deixava a chave na ignição, eles só precisavam chegar ao carro e... O sangue de Nick gelou quando uma sombra passou rápido pelos dois, acima deles, e o homem encapuzado se materializou à frente. Agora de perto, seu rosto era uma coisa pálida, enrugada. Fora os olhos vívidos, em nada lembrava uma pessoa normal.

—Ora ora, esse é o humano que vem escondendo você durante todos esses anos...

A voz era fria, cortante e metálica. Nick sentiu-se mal só de ouvi-la, como se agulhas de gelo penetrassem no seu peito. Não ousou perguntar quem era o homem, ou o que era, apenas ergueu a arma na sua direção.

—Não... se mova. — Hesitante, mirou na sua cabeça, ciente de que provavelmente não teria coragem de atirar em alguém, por mais horripilante que fosse.

—Oh, eu não preciso.

Mal o homem fechou a boca e rosnados preencheram o ar. Os cães haviam voltado e agora formavam um círculo ao redor dos três. Nick tremia, a arma vibrando violentamente entre os dedos pouco firmes. O que deveria fazer? O que poderia fazer? A mente em pânico não parava de criar perguntas e mais perguntas e nenhuma solução surgia.

—Vamos, semideus, não precisa ser assim. Se vier comigo, deixo seu humano viver.

—Semi-o-quê?! — Em um segundo de súbita coragem, Harry tomou a arma do filho.

—Você não vai levar meu filho a lugar nenhum, aberração! — Cuspiu, e puxou o gatilho.

Talvez por estar tão nervoso quanto o mais novo, o tiro foi péssimo. Acertou o ombro do homem, que pareceu pouco sentir. Na verdade, depois de ser alvejado ele riu, soltou uma risada macabra que se aos poucos virou um rosnado de raiva. Os cães avançaram no mesmo instante, o primeiro abocanhou a perna de Harry, e Nick fez menção de se jogar sobre o monstro, mas antes sentiu mãos frias agarrarem seus braços. O homem pálido o puxou para trás sem dificuldade enquanto seu pai lutava contra os bichos. Nick gritou e se debateu, as lágrimas brotando dos olhos sem pedir permissão.

—Chega! — Bradou o estranho, os cães recuaram.

O corpo de Harry se manteve imóvel, agora não passava de uma massa disforme e ensanguentada. Nick choramingava baixinho quando o homem deslizou uma mão pelo seu pescoço e o forçou a encará-lo.

—E agora, eu enfim conseguirei o meu pr...

Algo que só ele ouviu o fez parar. Segundos depois, o som também chegou aos ouvidos de Nick. Parecia um farfalhar, um chiado, como quando uma lona fica solta ao vento. Antes que os dois se movessem, o garoto sentiu outra coisa envolver seu braço. O tecido escuro pontilhado de estrelas pratas enrolou-se nos seus ombros e o puxou, como se tivesse vida. Os reflexos do estranho não foram rápidos o suficiente, a manta ergueu Nick acima do chão e o levou embora, cada vez mais alto, até que a escuridão era tudo que ele via e um sono insuportável fazia seus olhos pesarem.

Nick acordou horas depois. Estava deitado numa cama macia e tão desconhecida quanto o resto do ambiente ao redor. Ainda sentia as dores da queda, mas a pior era a outra. A de ter perdido a única pessoa que tinha na vida. Ali, deitado, o garoto desejou com todas as forças que tudo não passasse de um sonho bizarro.

—Oh, isso não é um sonho, querido.

A voz inexpressiva veio de algum lugar que Nick não soube distinguir, era ao mesmo tempo tão próxima e tão distante que ele se assustou, de repente se lembrando do homem misterioso que acabara de matar seu pai. Rápido ele se ergueu da cama e correu os olhos ao redor. Parecia estar num quarto de hotel, um muito luxuoso, por sinal. Em nada lembrava a pequena Oxford. A dona da voz estava na sacada, de costas para Nick. Ele viu os longos fios negros descendo pelas costas da mulher e, estranhamente, não sentiu medo.

—Senhora? O-onde estamos? Meu pai... ele foi atacado, preciso voltar.

—O humano está morto, não há nada que você possa fazer. — O tom sereno e firme não aliviou a dor do jovem, que lutava para não cair no choro de novo.

—Como sabe...? Aliás, a senhora... quem é? — Hesitante, Nick se aproximou da sacada. Ainda era noite, mas no horizonte o dourado do sol parecia prestes a surgir. Estavam num prédio, percebeu, abaixo deles o barulho de trânsito soava distante. —Onde estam...

—Sou Nix, sua mãe. Sim, como a deusa, porque eu sou ela. Você terá tempo para fazer perguntas, mas não serei eu a respondê-las. Agora, só preciso que escute.

Nix suspirou, os dedos calmamente repousados sobre o parapeito de mármore escuro. Nick, que não encontrou palavras para expressar o que sentia, apenas a observou com um fascínio velado. Às costas da mulher havia uma capa negra com a mesma estampa da manta que salvou sua vida, exceto que nela as estrelas pareciam... se mover? Nick piscava muito os olhos, como se assim fosse entender tudo com mais facilidade.

—Eu cometi um erro, Nicholas. Uma série de erros, na verdade. Você é um deles, uma criação que não deveria existir... — Seus olhos se perdiam na escuridão do céu, não ousavam devolver o olhar perdido do garoto ao lado. —Conheci seu pai 16 anos atrás. Ele era tão... inteligente, sensível, curioso. Como você, exatamente como você. O observei por semanas antes de surgir ao seu lado, no telhado do prédio de onde ele observava as minhas estrelas. Ele ficou fascinado, claro. Todos sempre ficam... mas... havia algo diferente nele. Algo incontrolável, acho. Então eu decidi que seria bom lhe dar presentes, lhe mostrar o mundo, o nosso mundo. O presente derradeiro, o único que eu não deveria tê-lo dado, foi você.

Pela primeira vez ela abaixou o olhar na direção do garoto, que ouvia tudo compenetrado. Não havia qualquer indício de compaixão ou afeto no negro das pupilas, mas Nick se convenceu de que havia algo, pois deveria haver. Nix voltou a contemplar o céu, despreocupada.

—Foi aí que tudo mudou. Seu pai era ganancioso, sempre queria mais. A ganância o levou à violência que o levou à loucura. De algum modo, e certamente com a ajuda de alguém, ele descobriu que poderia se tornar algo a mais. E conseguiu, meu caro. Seu pai abdicou da própria humanidade ao usar o filho semideus num ritual que tinha como objetivo roubar seus poderes, os meus poderes. Felizmente, ou não, eu consegui interrompê-lo antes da conclusão. Resgatei você e o enviei para longe, mas não antes dele ter feito algo perverso... perverso até para os meus padrões.

Nix sorriu de um jeito meio assustador, mas logo voltou à expressão neutra de antes. Os olhos encontraram os de Nick outra vez, agora semicerrados, como se ela enxergasse através da alma do garoto.

—Seu pai ligou-se a você. Se eu o matasse, você também morreria. Foi o seu jeito sádico de me fazer escolher. Desde então ele tem caçado semideuses, se alimentado deles. Às vezes eu o impeço, às vezes o ajudo, por sua causa. Seu alvo principal sempre foi você. Ele planeja encontrá-lo e enfim completar o ritual, ou usá-lo para prosseguir com algum plano maligno que tenha em mente. Até onde sei, Kygo acha que você herdou parte da sua insanidade. Você herdou, Nicholas?

Com a boca muito seca, Nick continuou incapaz de montar uma frase lógica. Isso tudo é um sonho, tem que ser, continuava pensando, esperançoso. Nix riu da sua confusão e deu de ombros.

—Isso é algo que terá de descobrir sozinho. Enquanto isso, irei deixá-lo num lugar seguro. Ou melhor... — Ela estreitou os olhos, parecendo lembrar de algo recente. —Quase seguro, as coisas por lá parecem meio... abaladas. Estude, Nicholas. Aprenda tudo que possa e evolua, e talvez assim, quando encontrar Kygo outra vez, e você vai encontrá-lo, eu não precise intervir para salvar sua vida.

Os primeiros raios de sol despontavam no horizonte, transformando o azul-escuro em violeta com linhas laranja-dourado. Nix estalou os dedos, fazendo um vortex de sombras surgir atrás do garoto, mas Nick não se moveu, tinha os olhos fixos na mulher e uma bagunça de emoções preenchendo cada centímetro do seu corpo.

—Você precisa i...

Nick avançou, envolveu a deusa com os braços e fechou os olhos. Ela ficou imóvel, assustada com o abraço repentino.

—Obrigado, mãe.

Nick aspirou forte, guardando todas as sensações acerca de abraçar Nix no seu interior. Quando se afastou, tinha um sorriso franco no rosto. Não se importou que a deusa continuasse com aquela expressão impassível e atravessou o portal.

Do outro lado, Nick tropeçou e caiu de joelhos na terra batida. O sol já saíra por completo, seus ouvidos foram preenchidos pelo som do vento e das árvores que balançavam preguiçosamente ao redor. Alguns metros à frente, um arco erguia-se do chão e Nick pôde ler, achando engraçado como agora as letras gregas faziam sentido aos seus olhos: Acampamento Meio-Sangue.


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por 169-ExStaff em Sab 13 Jun 2020, 19:20


Avaliação



Nicholas Andros — Aprovado


Olá, Nicholas. Primeiramente, perdão pela demora na sua avaliação! Quero salientar aqui que estarei seguindo as regras avaliativas do fórum e o padrão de rigor exigido para uma ficha para deuses primordiais. Sendo assim, comecemos.

Eu serei muitíssimo sincero: sua ficha ficou incrível. Sua escrita é muito boa e polida, de modo que acompanhá-la é deveras satisfatório. Você conseguiu introduzir um background de Andros de maneira prática e que me prendeu do início ao fim. Há algum tempo não lia uma ficha desse naipe e estou lisonjeado pelo feito.

Você conseguiu abordar os detalhes de maneira muito clara. Isso, aliado ao desenvolvimento da trama de Nick, fez com que cada ação — e todas as passagens da narrativa —, fosse entendível. Eu realmente gostei da forma inédita como você apresentou a concepção do personagem aos humanos, e toda a descrição e o cuidado em deixar clara sua mensagem tornou todo o conjunto da obra primoroso.

Ainda assim, notei alguns erros pequenos. Você esqueceu de dar o devido espaço entre o travessão (—) e as falas dos personagens. Isso se repetiu durante toda a narrativa, embora não seja algo tão grave a ponto de pesar em sua avaliação, de fato.

Fiquei interessado em como você conduziu a trama de Nick, deixando ao avaliador um gosto de “quero mais”. Particularmente, considero essa articulação bem difícil de ser executada de forma satisfatória em uma ficha de reclamação. Você conseguiu tal feito, então só consigo parabenizá-lo. Espero, de forma muito sincera, ler mais sobre a sua trama e seus textos no futuro. Parabéns.


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Poseidon em Dom 14 Jun 2020, 01:51



Atualizado

por Poseidon

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

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