Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

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Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Organização PJBR em Sex 09 Ago 2019, 10:00


Ficha de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus filho de um deus olimpiano.  Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, porém ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses olimpianos disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.





   
   
 
 
   
   
 
 
   
   
 
 
   
   
 
 
   
   


   
   


   
   


   
   


   
   
DeusesAvaliação
AfroditeComum
ApoloComum
AtenaRigorosa
AresRigorosa
DeméterComum
DionísioComum
HefestoComum
HermesComum


Recompensa de reclamação


As fichas de reclamação valem, além da aprovação no grupo almejado, um rendimento de experiência de no máximo 100 xp para o jogador — caso este tenha apresentado ao menos uma dificuldade combativa na narração. O rendimento deve ser de acordo com a avaliação e só será bonificado caso o semideus tenha sido reclamado, portanto fichas rejeitadas não rendem nenhuma experiência.


Item de reclamação


Não existem mais itens de reclamação por progenitor, sendo o único presente a adaga a seguir:

{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]


A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses ou criaturas.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Vee Bradshaw em Dom 11 Ago 2019, 20:56


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Apolo. É um deus muito legal, eu acho, e acrescentaria o que preciso pra Vee. Ela, no futuro, vai ser uma espécie de vidente (spoiler!) e Apolo é o deus responsável por essa parte, certo? Além do mais, os poderes ficam bem legais junto com os de Ártemis, já que Vee será uma caçadora também.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

perfil psicológico:
Vee aparenta ser bastante comunicativa. Ela não está muito para lances amorosos, mas não nega um flerte ou outro, não se distanciando da sua natureza. Apesar de extrovertida, resguarda para si certas inseguranças — relacionadas a sempre ser tida como uma garota não muito inteligente pela personalidade carismática e por comentários considerados sempre um tanto superficiais ou fúteis —, apesar de ser secretamente um gênio em quase tudo que se propõe.

Tem o espírito livre e não gosta de se prender a afazeres e rotinas, sempre pintando as unhas de cores diferentes independentemente do humor. Ela também tem palpites certeiros sobre o clima, bingos, calorias e preços de roupas ou comidas, o que contribui para que não seja bem vista. Além do mais, sua hiperatividade é muito pior do que o comum aos semideuses: ela simplesmente não fica quieta ou parada sob qualquer circunstância.

perfil físico:
É uma garota atraente. Tem os cabelos naturalmente loiros e a pele ligeiramente bronzeada — mais inclinada à tez brilhante do que bronzeada por si só. Os olhos são heterocromáticos, um de cada cor, e quase sempre parecem ter mudado para algum outro tom, mas normalmente são mais castanhos e amarelados. O rosto é bastante delicado e o corpo esguio e magro, não fugindo muito dos padrões da idade.

— História do Personagem:

O relacionamento de Apolo e o artista ascendente Miles foi momentâneo. Eles se envolveram por algumas semanas apenas. Foram flagrados por algumas noites — nas manchetes dos tabloides, as notícias: "Grammy-winner artista revelação Miles é flagrado com galã anônimo" — e depois tudo acabou nas entrelinhas. Como Vee nasceu é um grande mistério que ninguém ousa perguntar sobre. A criança cresceu sem uma presença paterna definitiva. Nem Apolo e nem Miles — isso porque tinha dois pais. Para fins familiares, a irmã do cantor resolveu adotá-la.

Longe de fama, luxo e qualquer possível benefício que a carreira de Miles pudesse proporcionar, Vee evoluiu. Sob os cuidados de Marion, recebeu o adequado afeto maternal e devidamente educada, mesmo debaixo dos apesares dos seus problemas com a leitura e a hiperatividade. Fatos que, posteriormente, foram acentuados quando decidiu largar a escola para tentar a vida como surfista. Marion nunca negou nenhum dos desejos de Vee, mas na base do diálogo, ela não cresceu mimada. Isso deve-se ao fato de, provavelmente, a mãe adotiva conhecer muito bem as origens misteriosas da menina.

Ela se desenvolveu cercada pelo mar e pela areia. Seus dons proféticos — que se baseavam em palpites guiados pela sensação de formigamento nos peitos — lhe renderam certo afastamento dos adolescentes da mesma idade, e ela se encontrou em uma tribo de hippies veganos, com quem mantém um contato assíduo e recíproco. Tende a ser muito mais diplomática pelo viés cultural hippie, mas costuma agir por impulso, também.

Vee sempre teve certo receio sobre seu pai mortal. Ele sempre pareceu feliz diante das câmeras, ignorando qualquer indício de que um dia teve uma filha. Ela guarda certa mágoa com isso, e também com o deus Apolo por tê-la aparentemente abandonado no mundo. Marion sempre explica as situações, mas não se coloca de outro lado se não no da menina. Ela também sabe o que é ser deixada de lado e não ser considerada nem mesmo uma segunda opção.

A vida virou de cabeça para baixo mesmo quando Apolo resolveu aparecer. Ele só trouxe mais confusão para uma mente já cheia de problemas. Ele veio até a praia de Malibu como um surfista enigmático. Contou tudo o que pôde a Vee, claramente escondendo alguns detalhes muito importantes sobre seu passado. Disse sobre seu relacionamento conturbado com Miles, tentou explicar a concepção da garota, mas nada se esclareceu realmente quanto a esse ponto. Com um ídolo dourado brilhando na cabeça na orla da praia, bateu o pé para um deus.

Apolo a orientou para guiar-se a um lugar chamado Acampamento Meio-Sangue para ficar mais segura. No entanto, discordou do pai nesse aspecto. Não acreditava encontrar lugar mais seguro senão sob a tutela de Marion, que sempre a resguardou de qualquer perigo. A mãe também resolveu abrir as contas na conversa: era uma ninfa disfarçada de bióloga marinha e apenas irmã de consideração de Miles — completamente mortal. Esse era o real motivo para terem se dado tão bem por um longo período de tempo e nenhum monstro ter aparecido aos arredores da choupana. Por quê? Marion os neutralizava antes que apresentassem qualquer ameaça à semideusa.

O turbilhão de informações resultou em uma Vee ainda mais insegura. Como continuaria sua vida como surfista, ativista pelos direitos dos animais, vegana e hippie com prováveis tarefas que apareceriam como filha de um deus? Não culpa Marion em nenhum momento por ter escondido sua verdadeira forma por longos anos, mas esperava um pouco mais de cumplicidade da mãe. O ódio por Miles e — um pouco menos, visto todo seu background turbulento como deus — Apolo só fizeram crescer com tudo isso. Agora Vee enfrenta dilemas autorais, tentando descobrir por conta própria como sobreviver em um mundo completamente diferente do que imaginava estar.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Lavinia S. Larousse em Seg 12 Ago 2019, 15:11



Vee Bradshaw


Vee, não tenho do que reclamar de seu texto. Foi curto, porém objetivo — nos deu um belo background de sua personagem, o necessário para entendermos sua personalidade e passado. Por um momento pensei: como será que Apolo e Miles tiveram a criança? Seria esse fato coerente?

A resposta é sim, Zeus gerou Dionisio na própria perna...

Enfim, bem-vinda filha do Sol, da profecia, da poesia, das artes, da música, etc.!

Lembre-se que na missão você continuará como indefinida, ok?

Resultados


Aprovada como filha de Apolo.




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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por 153 - ExStaff em Seg 12 Ago 2019, 18:34



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Brooke Lee Rowe em Ter 20 Ago 2019, 00:22


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Gostaria de ser reclamada por Hermes. Penso ser uma divindade que se encaixa bem na personalidade da personagem e achei que os poderes de seus filhos podem proporcionar um estilo de jogo interessante e mais criativo.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físico: Brooke é uma adolescente de 18 anos, estatura mediana e corpo magro, porém atlético. Ela mantem os cabelos negros cortados sempre curtos, estando geralmente desalinhados. Tanto seus seios, quanto seus quadris são pouco proeminentes, conferindo-lhe uma aparência mais masculina. Sendo descendente de coreanos, a garota possui os característicos olhos escuros e puxados. O que chama mais atenção em sua aparência é a tatuagem que reveste seu antebraço direito, constituída de uma paisagem com montanhas, casas e uma lua.

Psicológico: Brooke, na maioria do tempo, mantem um semblante neutro, pendendo para um leve desinteresse. A semideusa é o tipo de pessoa que vive de acordo com o "fluxo", apenas adaptando-se ao que lhe acontece e muitas poucas vezes tentando mudar ativamente o ambiente ao seu redor, além de não gostar de se meter em assuntos alheios. Ela não se importa com a opinião dos outros e tende a demonstrar sarcasmo e cinismo à maioria das pessoas. Contudo, a jovem não é uma pessoa ruim, apenas costuma esconder suas emoções e pensamentos em um primeiro momento, e suas atitudes pendem ao racional no lugar do emocional, uma vez que ela desenvolveu um instinto de auto-preservação ao longo de sua vida, juntamente com um certo pessimismo.

— História do Personagem:

Brooke caminhava a passos largos pelas ruas de Nova Iorque, o moletom e jeans largos faziam com que se misturasse facilmente na multidão, exatamente como queria. Matara aula outra vez, não que alguém se importasse. A mãe - a única pessoa que tinha nessa vida - provavelmente notaria a ausência de seus preciosos cactos antes de perceber que havia algo de errado com a filha. A menina também não fazia questão de aparecer para as aulas, desde pequena fora diagnosticada com dislexia, o que fazia das lições, já massantes, ainda piores.

O olhar da semideusa desviou-se para esquerda, sua atenção fixada em uma pequena barraca de um vendedor de rua, com inúmeras joias em exposição. Bem, o termo joias talvez não fosse o mais adequado, os objetos dificilmente seriam de ouro maciço para estarem expostos de tal forma, porém certamente valiam alguma coisa, e apesar de Brooke não gostar de se arriscar dessa maneira, não podia perder a chance.

Aproveitando o fluxo de pessoas, a jovem esbarrou em um homem propositalmente, apoiando-se com a duas mãos na mesa da barraca enquanto fingia estabilizar seu equilíbrio. O dono do estabelecimento aproximou-se, expressão preocupada, tanto que ela quase mudou de ideia. Quase.

Estreitando-se, a menina lançou um sorriso torto em direção ao vendedor, assegurando-o de que estava bem e logo afastou-se do local o mais naturalmente possível. Brooke jogou o capuz da vestimenta sobre a cabeça, um sorriso maroto desabrochando em sua face ao colocar as mãos no bolso do moletom e sentir a frieza do metal proveniente do colar que acabara de surrupiar.

Não é como se a adolescente estivesse super orgulhosa de seus pequenos delitos, contudo haviam contas para pagar e o dinheiro proveniente dos bicos que a mãe fazia mal conseguiam supri-las, deixando a cargo da filha contribuir com o resto do sustento de ambas. Talvez não fosse uma ocupação nobre, porém era algo no qual a jovem era realmente boa. A única coisa, provavelmente.

De repente, sentiu uma presença atrás de si, mas ao virar-se não viu ninguém. Coçou a parte de trás do pescoço, uma sensação estranha tomando conta de seu corpo. Já fazia alguns dias que tinha a impressão de estar sendo vigiada. Resolveu apressar-se por precaução.

Conforme as ruas úmidas e sujas estreitavam-se e os becos aumentavam em número, Brooke aproximava-se de casa. Prédios pequenos, acinzentados e tristes erguiam-se sobre a menina. E era em um desses que ela morava.

Ao entrar pela porta, a garota imediatamente dispensou a mochila em um canto qualquer. O cheiro de mofo invadiu suas narinas com violência e se já não estivesse acostumada, seu cenho definitivamente contorceria-se em uma expressão de nojo. Dirigiu-se à modesta mesa de jantar na cozinha, a qual dividia o espaço do pequeno cômodo com a não menos modesta sala de estar. Sentando-se em uma cadeira de plástico, Brooke retirou o colar do bolso do moletom a fim de analisá-lo melhor.

- O quê é isso? - Indagou sua progenitora, Linda, ao adentrar o local.

- Se você reparar bem, vai perceber que é um colar. - Respondeu a jovem secamente, sem desviar o olhar do objeto.

- Você sabe que não foi isso que eu quis dizer. De onde veio isso? - Rebateu a mulher, apoiando as mãos nos quadris.

- Pelo menos alguém tem que se esforçar pra sustentar essa família. - A gatuna finalmente fitou a mãe com um ar desafiador. Linda não era muito velha, contudo as feições cansadas e desgastadas pelas dificuldades da vida sugeriam o contrário. Os cabelos negros estavam presos em um rabo de cavalo, como de costume, e os olhos orientais eram quase ocultados pelos óculos grandes, de armação larga.

- Você não precisa responder de maneira tão estúpida.

- Talvez, se você parar de me fazer perguntas tão estúpidas. - Brooke fez questão de subir as mangas do moletom acima dos cotovelos, deixando sua tatuagem a mostra. Linda simplesmente soltou um suspiro melancólico e virou-se, retornando ao seu quarto.

A menina balançou levemente a cabeça, um sorriso triste decorando seu rosto. Ela sabia que a mulher não insistiria no assunto, afinal, nunca dera muita atenção à própria prole. Por isso, fazia questão de ir contra tudo que a mais velha falava, inclusive fizera sua tatuagem pela pura razão de irritá-la, já que a matriarca odiava a ação de marcar o corpo de tal jeito. Mostrava o braço pintado para Linda sempre que possível, com o intuito de relembrá-la que ela não controlava a filha.

Voltando a atenção para o colar, a entrada brusca da mãe no cômodo interrompeu-a antes que pudesse chegar a qualquer tipo de conclusão:

- Desde quando você tem feito isso? - Indagou a mulher, levemente ofegante e com um semblante que se assemelhava a medo. Segurava um papel na mão esquerda.

A jovem inclinou-se, as sobrancelhas arqueadas em confusão, analisando o conteúdo da folha de papel com mais cuidado: um caduceu desenhado à mão com lápis de escrever:

- É, fui eu que fiz, faz algum tempo. Eu só tava entediada e decidi desenhar durante a aula de Matemática, só isso. - Disse Brooke, dando de ombros. Porém, a resposta pareceu apenas preocupar a mãe ainda mais.

- De onde você tirou esse símbolo?! - O desespero na voz da matriarca era evidente.

- Sei lá, só veio na minha cabeça, devo ter visto na aula de História ou algo assim. - O tom da filha elevou-se, agravado pela histeria da mãe.

Linda aproximou-se, agarrando os ombros da menina com tanta força que quase derrubou-a da cadeira:

- Mais alguma coisa aconteceu com você ultimamente? Alguma coisa estranha? - As palavras escaparam, trêmulas, da boca da mulher.

- N-não sei, acho que tenho sentido uma presença estranha, mas nunca cheguei a realmente ver alguém.

Ao ouvir isso, Linda murmurou algo ininteligível, pressionando então os lábios em uma linha fina. Dirigiu-se ao sofá de dois lugares velho e surrado e após sentar-se, bateu levemente no espaço vago ao seu lado, indicando seu desejo da filha acomodar-se lá. Brooke obedeceu, hesitante:

- Acho que está na hora de te contar sobre seu pai.

A jovem franziu o cenho. Sempre quis saber sobre o pai, quando era mais nova e ingênua ainda tinha a esperança de que seu progenitor iria cuidar dela e dar-lhe carinho, uma vez que tinha certeza que sua mãe nunca a quisera de fato. Entretanto, após a sexta resposta reticente da parte materna, a pequena finalmente desistira:

- Conheci seu pai em um momento difícil da minha vida. Sua avó imigrou para cá em busca de melhores condições. Ela conseguiu se casar com um americano e fundar seu próprio negócio: um restaurante coreano. Eu tinha muitos sonhos, só que eles eram muito maiores do que eu jamais conseguiria alcançar. - Linda esboçou um sorriso triste e, naquele momento, Brooke pensou que nunca vira a mãe tão abatida antes. - Após a morte dos seus avós em um acidente de carro, eu não consegui mais tocar o restaurante, acabei cheia de dívidas e tive que vendê-lo. Eu estava desolada, deprimida. - Um soluço da matriarca interrompeu seu discurso por um momento e a garota, pela primeira vez em muito tempo, sentiu-se tentada a consolá-la.

-  Foi aí que ele apareceu. Era diferente de todos os homens que já conheci. Eu precisava de consolo e foi o que ele me deu. M-mas quando ele me disse quem era, q-quando eu fiquei sabendo q-que estava grávida. - O balbuciar da mulher parou e ela fitou a mais nova com cautela e um toque de culpa, porém a jovem já entendera o que fora insinuado. Não que fosse uma novidade. Brooke desconfiava há muito tempo que a mãe nunca realmente quis ter filhos, que foi apenas um acidente e por isso nunca soube cuidar da menina. Afinal, por quê alguém falido iria querer arrumar mais uma boca para alimentar?

- Bem, nós nos afastamos e eu te criei... Mas ele... Ele prometeu que, um dia, levaria você para um lugar seguro.

Após um momento de silêncio, a adolescente soltou um suspiro debochado:

- É isso? Por quê fez tanto suspense todo esse tempo? Aliás, bom saber que você só cuidou de mim até agora porque tava na esperança de um completo estranho aparecer pra me levar! - A voz de Brooke aumentou com cada palavra proferida. Linda logo levantou as mãos na tentativa de acalmar a filha, balançando a cabeça com veemência.

- Não! Não é isso, é que seu pai, bem, eu nunca consegui fazer as pazes com a verdadeira natureza dele e depois ele me deixou, com uma filha e cheia de dívidas, eu guardei rancor dele por muito tempo. Tinha medo do momento em que teria essa conversa com você. Mas... agora que disse o que precisava, sinto como se um peso se levantasse das minhas costas... - A garota resolveu interromper antes que a mãe transformasse seu discurso em uma baboseira sentimental.

- Então, quem era meu pai?

- E-ele era um deus.

- Nossa, tão bonito assim? - A jovem soltou uma risadinha irônica.

- Não, ele era um deus, no sentido literal.

- Ah, claro mãe, somos todos filhos de Deus. - Brooke revirou os olhos. - Você tá tentando me catequizar agora ou o quê?

- Não, não esse tipo, ele era um deus grego. Seu verdadeiro nome era Hermes. O caduceu que você desenhou é o símbolo dele.

A jovem permaneceu estática, completamente perplexa. Linda não era o tipo de pessoa que fazia piadas, porém a ideia insinuada pela mulher era muito pretensiosa para se acreditar.

Percebendo o estado conflituoso da menina, a mãe logo retornou com as explicações:

- Você é especial, sempre foi. Até sua dislexia, ou o seu... dom de ser furtiva, são coisas que você herdou do seu pai.

- Ah, ótimo, eu herdei do meu pai o fato de ser uma ladrinha de rua.

- Não, você é muito mais do que isso. Você é uma semideusa. Possui habilidades que ainda não descobriu. Eu sei que você já notou coisas ou sujeitos estranhos antes, sempre se sentiu diferente de todos. Agora você vai ter a chance de viver em meio aos seus, vai aprender a se defender...

Repentinamente, o som de batidas na porta de madeira ecoou pela casa. Linda espiou pelo olho-mágico e então permitiu a entrada de um sujeito moreno, alto, vestido com um sobretudo. Ele fitou Brooke com insistência, fazendo-a precipitar-se de seu assento, pronta para correr caso fosse necessário:

- Quem é esse cara?

Contudo, antes que a mãe pudesse tentar elucidar os acontecimentos, o estranho abriu o longo sobretudo, revelando que não somente estava desprovido de calças, como possuía pernas de bode:

- Este é um sátiro, são criaturas da mitologia grega. Ele será seu guardião e te levará em segurança ao Acampamento Meio-Sangue, onde você conviverá com outros semideuses.

Brooke mal conseguia processar o que estava acontecendo. Estava pronta para dispensar tudo que a mãe dissera como alucinações de alguém desesperado, entretanto, agora que via uma criatura daquelas com seus próprios olhos, não conseguia refutar a história que lhe acabou de ser contada, nem arranjar outra explicação lógica para o que estava testemunhando. Foi tirada de seu transe pela aparição de Linda em sua frente, colocando as mãos em seus ombros com uma ternura que a jovem até então desconhecia:

- Eu sei que não fui a melhor mãe do mundo. - Sua fala era entremeada por lágrimas, riscando-lhes as bochechas impiedosamente. - Por tudo que te faltou enquanto crescia, eu peço perdão. Não estava preparada para a maternidade quando tive você e depois permaneci preocupada demais com os fantasmas do meu passado para notar que precisava de mim. Mas espero que saiba que não a odeio. No fim, eu te desejo o melhor. E acho que ambas sabemos que não é ficar aqui nessa casa caindo aos pedaços.

Pela primeira vez, Brooke sentiu como se a mulher parada diante dela fosse realmente sua mãe. Não sabia se algum dia seria capaz de amá-la como um filho deve amar aqueles os quais o criaram. Porém, isso não importava mais. Estava sob a forte impressão de que nunca mais veria Linda, caso aceitasse partir. Contudo, ao mesmo tempo, tinha a noção de que deveria ir. Não havia mais nada para ela naquele local. Permanecer lá significava viver marginalizada, roubando pelo resto de seus dias. Poderia adaptar-se a uma nova vida, assim como sempre se adaptara antes. Certa de sua resolução, a semideusa acenou brevemente em direção à mãe e pegou a mão estendida do sátiro, aceitando seu novo futuro.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Chiara Montecchio em Ter 20 Ago 2019, 14:08



Avaliação



Brooke Lee Rowe

Ótima história, simples, mas que contemplou tudo o que foi necessário para sua aprovação. Apenas atente-se ao uso do travessão (—) nas falas, pois em missões isso retira pontos. No mais, parabéns!

Aprovada como filha de Hermes.



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por 153 - ExStaff em Qui 22 Ago 2019, 22:24



Atualizado

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Mitchell C. Campbell em Dom 15 Set 2019, 18:21


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Tenho como interesse ser reclamado por Deméter a Deusa da Colheita, gostei das habilidades  vindas da mesma, e pretendo com esforço, mostrar que os filhos da deusa podem em batalha fornecerem um suporte fortificado ao acampamento em tempos de crise.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas:
Possui um corpo magro levemente definido por questão do serviço que executava para seu pai, seus cabelos são castanhos claros, podendo conforme a incidência do sol parecerem de outra coloração (ruivo ou loiro dependendo do sol).
Seus olhos são castanho esverdeados e parecem sempre carregar uma tristeza adormecida como se algo precisasse despertar sua vida novamente, possui a pele branca.

Características Psicológicas:
Um rapaz naturalmente calmo e brincalhão que esconde uma insegurança em relação ao abuso que recebeu em seu passado.
Devido ao seus traumas vive achando que será preso novamente ou que esta em constante falta de segurança (mal sabia que ele que sua insegurança era algo verídico).
Possui um humor afiado, quase sempre fazendo brincadeiras de duplo sentido ou ate mesmo sarcásticas.

— História do Personagem:

Tudo começou em meu aniversario de dezoito anos, eu estava em casa junto com meu pai e minha mãe no jantar, havíamos pedido uma pizza de pepperoni, não era a minha preferida porem era a que meu pai adorava, estávamos jantando e meu irmão começou a implicar com meu copo:
Mamãe, o copo dele tem mais refrigerante que o meu! – e começou a fazer cara de choro.
Mamãe nem olhou para o lado e esbravejou:
Dê seu copo a ele e pegue o dele para você.
Claramente o copo de meu irmão havia menos, pois desde o inicio do jantar o mesmo não havia tocado em sua comida e somente bebido refrigerante, porem ao ver que o refrigerante havia acabado queria o meu que ainda estava intocado, protestei por achar injusto quando minha mãe levanta brava e derruba os pratos e copos:
Já chega, não agüento mais sua insolência, para seu quarto, vou ver com seu pai sobre sua punição.
Juninho como era conhecido meu irmão fez cara de vitoria e atacou meu copo bebendo quase que em um gole, fui para meu quarto e desabei na cama, adormeci quase que de imediato, coisa que foi um dos piores erros de minha vida.

[NA MANHÃ SEGUINTE]

Escutei meu despertador apitando no horário de acordar para ir para a escola, ainda de olhos fechados pensei em fingir que não havia escutado nada e continuar dormindo para perder o horário do colégio, porem me lembrei que haveria uma bronca de minha mãe, pois alem de não ser o aluno mais brilhante da escola, ainda tinha as notas baixas e o histórico de brigas que o diretor inventara na ultima reunião de pais e mestres, logo eu que sempre era o saco de porrada do Brandon, o valentão da escola.
Tentei me levantar ainda sem abrir os olhos quando senti que não me movi, pensei que estava em um dos meus sonhos onde eu e outras crianças ficávamos presos na sala de álgebra lustrando as carteiras ou apagando respostas de livros, coisa que acontecia com freqüência na vida real, mas abri meus olhos e pude perceber que eu estava amarrado, e pasmem, eu não estava na minha cama, estava amarrado deitado no meio da terra, bem em um parque cujo local eu não me recordava.
Neste momento pensei que tinha  ouvido meu despertador, porem ao olhar para os lados, pude notar minha mãe em pé segundo o aparelho e me olhando com uma felicidade de matar.
Dormiu bem? – e abriu um sorriso que eu bem conhecia, parecia mais esticado, talvez mais natural, não o sorriso que eu ganhava quando não fazia algo de errado, mas o sorriso que Juninho ganhava de minha mãe.
Alias um esclarecimento, Susan, na verdade não é minha mãe, é a nova esposa do meu pai e minha madrasta e Juninho é seu filho de outro casamento, não conheço minha mãe de verdade, porem por historias de Susan, minha mãe era uma megera que me deixou jogado no lixo e meu pai com piedade de mim me resgatou e começou a cuidar de mim, meu pai por outro lado, vinha ficando muito doente ultimamente, e a pizza de ontem era na verdade uma de suas ultimas refeições, pois segundo seu médico, tinha poucas horas de vida.
Susan – comecei a falar, mas me corrigi - Mamãe, que brincadeira é essa que o Juninho fez? Poderia me soltar? Logo começa as aulas matinais e não posso me atrasar, serei expulso.
Nesta hora, o semblante de Susan muda e sua expressão muda, deixando uma aparência de nojo, poderia ser engano meu, mas por um breve momento, sua imagem tremeluziu, como tenho dislexia e déficit de atenção, isso as vezes acontece, penso ter visto um rinoceronte na frente da escola, porem quando olho de novo um rapaz só esta passeando com seu cachorro, coisas assim.
Não fale mais uma palavra sobre Juninho, seu pivete, agora seu fim será servir de alimento para meu filho, assim como seu pai serviu de alimento para mim por anos.
Fiquei sem entender nada, papai sempre fora muito doente, desde que eu era pequeno, desde de que ele conhecera Susan, não fazia sentido, ela poderia ter colocado algo na bebida dele por todos estes anos? Estava drogando a mim e ao papai para que?
Não tive muito tempo para pensar quando Susan e Juninho, quando ele havia chego ate ali? Estaria ali a todo este tempo e eu não o tinha visto? Ambos começaram a vir em minha direção, mas estavam diferentes, tinham um olhar psicótico, maldoso quase. Maldoso não, assassino!
Fiquei apavorado, tentei a todo custo me movimentar, mas as cordas estavam bem apertadas, era impressão minha ou nas mãos de Susan ela trazia uma faca? Não! Eram suas unhas que estavam mais longas, e ela parecia pegar fogo de raiva, e quando digo fogo digo literalmente.
Juninho vinha atrás andando como se aumentasse de tamanho, o que dada a situação eu não duvidaria que estivesse acontecendo, ele ficava mais alto e mais translúcido, como se fosse sumir a qualquer momento. Então ao longe consegui escutar por sons de apito de caçadores para chamar seus cães.
AQUI! – consegui gritar a plenos pulmões, pelos latidos e vozes das pessoas, eles devem ter me escutado pois logo em seguida ouviu-se sons de movimentação dentro da mata em que estávamos.
Vamos acabar logo com isso Προσπάθεια, não posso mante-lo aqui fora por muito tempo, muita interferência daqueles imundos, é melhor que a morte deste não seja tão lenta quanto planejamos, assim o recado será melhor dado aquele quatro patas  desprezível.
Era impressão minha ou Susan havia acabado de chamar Juninho de desprezo? Alem disso como eu sabia o que ela havia dito sendo que falara com palavras estranhas? Estava muito confuso naquele momento. Porem algo mais confuso ainda.
Um rapaz com calça felpuda pulou em cima de Susan, porem a acertou e caiu no chão, coisa que chamou a atenção de minha madrasta, fazendo com que desviasse de mim seu foco, queria que tudo aquilo tivesse acabado e que na verdade fosse tudo um sonho, mas quando Juninho (ou desespero tanto faz) chegou perto de mim pude sentir como se suas mãos estivessem envolvendo meu pescoço, mas ele não estava relando em mim, sorria friamente, mas estava mexendo no ar como um maestro e eu fosse um instrumento musical.
Fui jogado contra uma arvore, que amorteceu minha queda, não foi tão confortável, principalmente por um dos galhos mais baixos ter sido quebrado e se cravado na lateral de meu quadril abrindo um rasgo, como lado positivo, se é que tem positivo, as cordas que me seguravam foram rasgadas também, me deixando livre, sangrando e suando, mas livre.
Apoiei minhas mãos no chão para me levantar, porem ao fazer isso senti um choque percorrer meu corpo todo, mesmo assim reuni forças suficientes para me por em pé e pegar o galho que acabara de ser quebrado e segura-lo como uma espécie de bastão, não sei o eu poderia fazer com uma pessoa que jogava as outras para longe sem nem relar nelas, porem tinha que me virar, e ainda tinha o rapaz da calça felpuda.
Senti cheiro de queimado e olhei para o lado, pude ver Susan, que agora estava irreconhecível, com as mãos em chamas e o cabelo também, ela não estava mais vestida como antes, parecia vestir uma túnica que ondulava conforme andava, e pude sentir cheiro de pelo queimado, achei que trata-se das calças do rapaz e pude perceber que estava certo, o rapaz não estava em chamas, mas estava com  as calças fumegando.
O rapaz conseguia levantar, porem aparentava mancar, como que aquela situação chegara a nisso? Duas pessoas machucadas sendo atacadas no meio do mato, e cadê as pessoas que vinham ajudar? Simplesmente desapareceram?
Com o barulho, Juninho havia se virado, aproveitei a oportunidade e acertei sua cabeça com o galho, não fiquei olhando para ver o que aconteceria, porem corri em direção ao rapaz da forma que eu conseguia, e gritei para Susan.
É a mim que você quer, venha me pegar – Olhei para o rapaz dando a entender que ele deveria fugir, porem antes de me virar e correr tive tempo de ouvi-lo.
Corra para o Norte, lá encontrara salvação. – Antes de ter opção de se salvar, as mãos de Susan se cravam no peito do rapaz e vejo o mesmo se dissolvendo, ate não restar mais nada que uma simples flor de margarida.
Maldito Satiro, so me fez perder tempo, mas tente fugir pequena criança, nos gostamos de um pique mata, já vamos te dar um fim rapazinho. – Susan dissera isso e chamas brotaram de suas mãos, seus cabelos ondulavam e crepitavam igual a um carvão em chamas, pois agora percebera, seus cabelos estavam mesmo em chamas.
Juninho veio correndo em minha direção, e desejei mais tempo para conseguir fugir, queria mais tempo para sobreviver, então o mesmo cai, deve ter tropeçado ou escorregado, mas antes de cair, pude sentir uma leve sensação de incomodo na boca do estomago, fome talvez? Não era hora de pensar em comida.
Corri o quanto eu pude, a todo momento eu sentia calor passando por mim quando Susan disparava algo em chamas, eu queria acreditar que era algo em chamas e não bolas de fogo que eram lançadas, mas como eu iria falar que não eram bolas de fogo? Sendo que varias vezes os pelos do meu braço eram chamuscados?
Corri por muito tempo, não sei ao certo, porem para mim pareceram horas, mas julgo que deve ter sido por uns dez minutos, não tinha o físico tão bom para correr por horas, ainda mais machucado, porem aos poucos pude sentir uma leve brisa vindo da direção que eu corria e um aroma de morangos, ao longe bem ao longe pude ouvir pessoas brigando? Brincando? Achava impossível, mas parecia aqueles chalés de verão, mas corri movimentando meus braços.
ME AJUDEM! – A cada vez que eu sentia Susan ou Juninho chegando perto demais, o nó em meus estomago se apertava, e escutava o som de algo caindo, não olhava para saber, mas tinha quase certeza que alguém tinha caído.
Porem estava ficando sem forças, e logo mais eu desabaria, quanto mais eu me aproximava da colônia de férias, eu sentia como se estivesse próximo da salvação, ate que pude escutar alguém perguntando, o que era aquilo, ou quem era aquele ali, porem antes de compreender algo mais, tropecei e cai, não tinha mais forças para levantar, pude ver tudo girando e mãos me levantando e meus pés sendo arrastado o mais rápido possível.
Lá estava eu sendo levado por pessoas que eu não conhecia, mas antes isso do que a morte iminente.
Conseguia ver vislumbres de pessoas que passavam e murmúrios sendo falados, coisas como, mais um? Esta morto? Alguém matou a empousa que o perseguia?
Quem ou o que era empousa? Que luz era aquela que eu via? Não sabia responder nenhuma, porem logo tudo ficou escuro e tenho quase certeza de ter desmaiado, porem eu podia ver uma mulher jovem estendendo a mão e sorrindo para mim.

Spoiler:

PODERES PASSIVOS

[nível 1] Agrônomo nato: o filho de Deméter / Ceres tem conhecimentos acima do normal no preparo da terra, logo ele sabe o que faz na hora de cultivar e preparar o solo para o plantio. Esse poder intrínseco também confere ao semideus a detecção do tipo de solo que se encontra, o que pode prevenir de algumas armadilhas.

PODERES ATIVOS

[nível 1] Fitocinese I : fitocinese se resume na habilidade de controlar e manipular a vegetação; plantas, raízes, árvores. Inicialmente apenas pode-se criar plantas, não tão fortes. Também é possível criar flores para enfeitar algum lugar e, utilizar a constrição, fazendo raízes saírem do solo e agarrarem algo, podendo ser o pé de seu inimigo e imobilizá-lo durante apenas uma rodada, e dependendo do golpe de seu inimigo nas gramíneas, poderá destruí-las facilmente.

ARMA USADA:

Galho de arvore, pego do chão.

CRIATURAS "ENFRENTADAS"

Empousa Feitiçeira (Susan)
Eidolon possuindo um garotinho (Juninho)


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Mitchell C. Campbell
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Éolo em Seg 23 Set 2019, 14:12



Avaliação



Mitchell C. Campbell

Olá querido, tentarei ser breve. Geralmente eu cito os pontos de erros dos textos, mas alguns foram tão recorrentes em seu texto que serie mais abrangente. Faltaram acentos em palavras como "porém", "árvore" e "até". Atente-se ao uso do travessão (—) nas falas, pois não houve uso deles no começo da falas.

Outro ponto é que seus parágrafos são formados por uma única frase de mais de três linhas. Sem pontos, apenas vírgulas. Além disso, espaçar os parágrafos é interessante pois torna o texto mais convidativo. Além disso, cuidado com as cores das falas. Cores fortes ou claras demais vão prejudicar a leitura e, por consequência, sua avaliação.

Quanto a história, foi tudo muito corrido. Quando comecei a achar que ia conhecer a origem do Mitchell, você já transforma a madrasta dele num monstro, o sátiro já invade a casa e interfere na briga e fica tudo sem justificativa.

Reprovado como filho de Deméter.



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Mitchell C. Campbell em Dom 29 Set 2019, 16:12


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?


Tenho como interesse ser reclamado por Deméter a Deusa da Colheita, gostei das habilidades vindas da mesma, e pretendo com esforço, mostrar que os filhos da deusa podem em batalha fornecerem um suporte fortificado ao acampamento em tempos de crise.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas:
Possui um corpo magro levemente definido por questão do serviço que executava para seu pai, seus cabelos são castanhos claros, podendo conforme a incidência do sol parecerem de outra coloração (ruivo ou loiro dependendo do sol).
Seus olhos são castanhos esverdeados e parecem sempre carregar uma tristeza adormecida como se algo precisasse despertar sua vida novamente, possui a pele branca.

Características Psicológicas:
Um rapaz naturalmente calmo e brincalhão que esconde uma insegurança em relação ao abuso que recebeu em seu passado.
Devido ao seus traumas, vive achando que será preso novamente ou que está em constante falta de segurança (mal sabia que ele que sua insegurança era algo verídico).
Possui um humor afiado, quase sempre fazendo brincadeiras de duplo sentido ou até mesmo sarcásticas.

— História do Personagem:

Tudo ia razoavelmente tranquilo até aquela noite quando completei quinze anos de idade, estava eu, meu pai, minha madasta e meu irmão de criação jantando, havíamos pedido pizza de pepperoni, a preferida de papai, estávamos na maior paz até Junior começou a implicar com meu copo:

Mamãe, o copo dele tem mais refrigerante que o meu! — e começou a fazer cara de choro.

Quem olha pensa que seria uma cena normal de irmãos, mas Juninho era mais velho que eu então não combinava muito com o mesmo o estilo birrento, mesmo que o mesmo fosse.

Minha madrasta nem olha para o lado e esbraveja:

Dê seu copo a ele e pegue o dele para você

Claramente o copo de meu irmão havia menos que o meu, pois, desde o início do jantar, não parava de se empanturrar de refrigerante e mal tocara na comida.

Tentei protestar por achar injusto a situação, porem fui fulminado pelos olhos de minha madrasta.
Vi suas veias do pescoço estufando então já sabia o que viria a seguir:

BASTA! Não aguento mais sua insolência dentro desta casa, vá para seu quarto e não retorne mais, pensarei em uma punição para você.

Olhei para meu pai esperando um pouco de auxílio, porém, o mesmo olhava para Susan com olhos de fascínio e paixão.

Não sabia o que meu pai havia visto em uma mulher como ela, uma verdadeira bruxa, mal sabia eu que se certa forma eu estava certo sobre isso.

Levantei contrariado e ia em direção ao meu quarto, escutando os risos de vitória de meu irmão, fechei a porta do meu quarto praguejando e desejando sumir daquela vida. Não era de hoje que eu vinha engolindo certas situações em prol do meu pai. Ele havia ficado doente pouco tempo depois de conhecer Susan e está vinha aos poucos cuidando dele, porém, nos últimos tempos, vinha piorando ao ponto de parecer definhar.

Deitei em minha cama e em pouco tempo cai no sono.

Não sei ao certo onde eu estava ou o que estava acontecendo, sonhei que era perseguido por professores com réguas em suas mãos. Eles corriam atrás de mim, pois, precisavam que eu ficasse para terminar a lição de matemática.

Mal sabia que este era o menor dos meus problemas no momento.


[NA MANHÃ SEGUINTE]


Escutei meu despertador apitando no horário de acordar para a escola, ainda de olhos fechados pensei em fingir que não havia escutado nada e continuar dormindo para perder o horário da prova, porém, me lembrei que haveria uma bronca de Susan. Pois, além de não ser um aluno muito brilhante ainda havia o falso histórico de brigas criado pelo diretor na última reunião de pais e mestres, logo eu que sempre era o saco de pancada dos valentões.

Tentei me levantar ainda sem abrir os olhos quando me senti pesado, estático. Não me movi e pensei que ainda estava em um daqueles sonos de paralisia onde monstros imaginários apareciam para me atormentar, mas quando abri meus olhos, pasmem, eu não estava sonhando, estava amarrado.

Procurei pelos cantos do cômodo procurando meu conhecido quarto, quando percebo que não estou no mesmo, estou em uma sala apertada com uma pequena janela, e no canto vejo minha madrasta segurando meu despertador com uma felicidade de matar no rosto.

Dormiu bem querido? — Ela falara quase que cuspindo a última palavra, como se forçada.

Olhei para seu rosto e vi o sorriso que eu bem conhecia, parecia mais esticado, talvez mais natural para seu rosto, não o sorriso que ela me dirigia quando meu pai olhava, mas o que dirigia a seu filho quando ganhava algo.

Quando Susan fora para dentro de casa, já tinha seu filho a tira colo, o Junior, eu particularmente o chamava de Juninho, pois, de “inho” não tinha nada, visto que parecia um mastodonte de tão grande e gordo. Devia pesar uns 150 Kg de massa corporal, quando digo massa quero dizer de gordura, uma cara redonda e meia dúzia de pelos faciais jogados pelo rosto, nesta conta inclua-se cabelo e sobrancelha. Era quase desprovido de pelos por conter uma espécie de calvície para jovens ou algo parecido.

Susan — comecei a falar, mas me corrigi — Mamãe, se isto é por ontem, me desculpe, não farei mais isso, se foi alguma brincadeira do Juninho, por favor peça que me solte.

O semblante de minha madrasta muda e sua expressão fica repuxada, igual quando me dava uma bronca ou ter reclamado de seu filho mastodonte ter usado minhas roupas e as rasgado por não caber dentro delas.

Não fale assim do meu bebê, o que acha que ele é? Um monstro? Não foi ele quem fez isso, fui eu! Não lhe prometi uma punição?

Olhei aos lados procurando uma câmera ou algo assim, pois, somente poderia ser alguma brincadeira de mal gosto e meu pai sairia pela porta rindo, aliás, cadê a porta? Somente havia visto uma pequena janela lateral, mas não havia notado porta alguma.

Ficar olhando para Susan, logo após acabar de acordar, e perceber estar amarrado deve ter sido demais para mim, pois, parecia que via a imagem de Susan tremeluzindo e mudar, mas logo em seguida sua imagem voltava ao foco. Desde pequeno fui diagnosticado com Déficit de atenção, então isso acontece às vezes, como quando olhava para um rapaz correndo com seu pinscher, mas juro que vi um cão do tamanho de um rinoceronte, porém, ao piscar o mesmo havia voltado ao seu tamanho pequenino. Ou quando as letras saiam da página e ficavam rodeando minha cabeça e formando desenhos.

Susan permanecia parada rente a parede como se esperasse que eu fizesse algo, mas não sabia o que fazer, não sabia a quem recorrer, nada fazia sentido, logo o silêncio é quebrado quando a mesma diz:

Enfim, não vim aqui para repreende-lo, vim para colher parte da minha safra diária, a partir de hoje, servira de alimento para mim e meu filho, como seu pai serviu por todos estes anos.

Fiquei sem entender o que ela havia dito com servir de alimento, jantávamos todas as noites, e nunca havíamos passado fome, necessidades financeiras talvez, mas fome não.

Então Susan faz algo que nunca imaginei que faria, ela abre a boca e vem em minha direção.

Tento me debater, porém, sinto suas mãos me segurarem, eram geladas como ferro no inverno, mas o pior estava por vir, senti sua respiração e seu hálito em meu pescoço.

Não sinto o sabor de um jovem a tempos. — e então crava seus dentes em minha omoplata.

Tento me mexer, mas isso só causou mais dor, e acabei desmaiando, não me achei nada heróico ou digno em dizer isso, mas o que eu poderia fazer? Estava amarrado, assustado e sendo mordido, claro que eu iria apagar.


[ALGUNS DIAS MAIS TARDE]


Acordei cansado, suava demais e parecia que chumbo corria por minhas veias, sonhei que era atacado pela minha madrasta e tinha meu pescoço mordido por ela, movimentei meu pescoço que está tenso e sinto uma dor aguda. Não era sonho, eu tinha sido mesmo atacado.

Procurei pelo cômodo tentando achar Susan em algum lugar, mas ainda bem que ela não se encontrava ali, eu estava com medo, tremia de frio e estava com fome, o que ela havia dito sobre se alimentar de meu pai?

Sempre que Susan estava por perto meu pai agia como se ela fosse o centro do seu universo, nada do que eu dizia ou fazia parecia tira-lo do seu transe quando se tratava de minha madrasta.

Parando para pensar, meu pai começara a ter crises de fraqueza e doenças justo quando começou a namorar, e ela parecia querer sempre cuidar a todo custo de papai.

Escuto um rangido atrás de mim e me dou conta que não havia visto a porta pelo simples fato da mesma estar em minhas costas e não em meu campo de visão.

Juninho vinha caminhando com passos lerdos e pesados em minha direção, trazia uma faca de cozinha em uma das mãos e na outra uma maçã cortada, cujo pedaço que faltava estava em sua boca, ele cospe a maça ao chão e diz:
Sua refeição Meio Sangue.


Da mesma forma que sua mãe, parecia cuspir a última palavra como se fosse uma ofensa dizer a mesma em voz alta.

Mesmo com medo consegui somente dizer:

Meio o que? — vi sua expressão ficar risonha e então Juninho começa a gargalhar.

Vai morrer e não sabem nem o motivo? Sua mãe é uma Deusa criança imunda.

Já vira outras crianças quando pequeno me ofendendo ou ofendendo a mãe que não conheci, mas era a primeira vez que via alguém tentando ofender minha mãe a chamando de
deusa.

Um baque surdo foi ouvido no vidro da pequena janela, pude reparar que a mesma dava ao nível da rua, será que eu estava preso em meu próprio porão? Se era meu porão mesmo, onde estava meu antigo berço?

Algo em minha mente me fez lembrar de meu berço de madeira maciça, única lembrança que eu tinha de minha mãe, não era bem uma lembrança, mas sim uma herança herdada de minha mãe logo antes da tragédia, sua partida inesperada.

Fui sugado de meus devaneios quando percebi que Juninho dera a volta em mim e saiu pela porta estava para chamar por ajuda quando vejo um par de cascos passando pelo vidro da janela.

Achei estranho tal visão, não era normal se ver animais quadrúpedes em plena cidade, porém, isso me ajudara por hora em manter meu irmão de criação distraído, pude notar um grito vindo da rua e momento depois Juninho volta, ele joga o restante da maçã que tinha consigo para que eu pudesse comer, porem antes disso, desfere um corte em minha mão. Gostava de ver o sofrimento alheio. Levou a faca suja de sangue aos seus lábios e o lambeu, fazendo uma cara de triunfo ao fazê-lo.

Impressão minha ou vivia com canibais e não sabia?

Outra vez o barulho vindo do lado de fora faz com que Juninho resmungue algo sobre animais e sai novamente, desta vez percebo que a porta fora deixada levemente aberta. Tentei me movimentar, porém o máximo que consegui foi cair de lado e adormecer, ainda estava cansado demais do dia anterior.


[DEPOIS DE MAIS UM DIA — PERÍODO NOTURNO]


Acordei novamente e notei que já havia chegado a noite, lá fora a rua estava escura e minha madrasta estava sentada em um canto, me olhando.

Finalmente acordou, seu gosto é melhor quando acordado sabia?

Olhei para meu braço e percebi a marca de mordida no mesmo, nem quando eu dormia era imune as suas investidas.

No ar pairava um cheiro de animal molhado, não sei ao certo qual animal, mas o cheiro forte impregnava minhas vias nasais.

Que cheiro ruim, burro? — Acabei falando sem pensar, não era motivo de eu ter dito isso, mas simplesmente isso acontecia comigo, muitas vezes, não havia filtro no que eu pensava.

Susan pareceu chiar e abriu sua boca mostrando suas presas, mas neste momento um tambor de lixo na rua fez barulho e logo em seguida a janela do cômodo em que eu estava foi estourada.

Isso tirou a atenção de Susan que correu para a porta e sumiu na escuridão lá fora, a procura do que pudesse ter feito isso.

Alguns barulhos mais tarde e escuto o sapato de Susan batendo sobre a calçada e adentrando a sala, me encolho, mas a voz que escuto não é da mesma.

Não temos muito tempo, me chamo Tyler e vim te resgatar — A minha frente havia um rapaz de camiseta laranja, com uma calça  felpuda e gorro em sua cabeça, ele começa a mexer nas cordas e logo me sinto livre.

Obrigado, mas quem é você? Cadê Susan? Por que fizeram isso comigo?

Tentei me levantar e por um breve momento senti vertigem, ser mordido e não ter me alimentado cobravam seu preço.

Como se preocupado, o rapaz me entrega uma barrinha de cereal para comer e fala baixo de forma rápida.

Sou do acampamento meio sangue, venho lhe vigiando durante quinze dias, e estava esperando somente uma brecha para lhe resgatar, lhe queremos em segurança a pedido de sua mãe, coma e venha, lá responderemos mais de suas perguntas.

Quinze dias? Eu não estava ali desde ontem? E por que minha mãe justo agora queria minha segurança? Segundo Susan minha mãe havia me jogado fora, me desprezava.

Um grito me tirou de minhas dúvidas mentais, era Susan gritando e pedia ajuda, não queria imaginar o que iria acontecer se me visse livre daquele jeito.

Mordi um pedaço da barrinha de cereal, automaticamente uma onda de calor passou pelo meu corpo e me senti mais vivo, como se algo corresse por minhas veias, mas algo gostoso, não doloroso como foi quando acordei.

Antes de sair, pude avistar dois tacos de beisebol, o que eu e meu pai usava quando mais novos. Peguei os tacos de beisebol e passei um para Tyler e outro ficou comigo e corremos porta afora.

Fugimos por cerca de uma hora, ate que adentramos dentro de uma pequena mata, o que pareceu deixar Tyler mais tranquilo.

Só mais um pouco Mitchell, que logo chegaremos ao acampamento.

Agora percebera que não havia dito meu nome em momento nenhum, quem era aquele rapaz, e por que diabos o mesmo fedia a pelo molhado, será que havia molhado sua calças?

Tyler parou em meio a um passo e sem eu perceber se jogou em cima de mim, quando cai no chão com o rapaz em cima de mim, pude perceber que logo no local em que estávamos, uma árvore explodira e pegara fogo.

Nos acharam, estamos sob ataque.

Olhei para os lados e pude ver uma pessoa andando de forma manca, vindo em nossa direção, trazia fogo em suas mãos e seus cabelos estavam em chamas, porém, de algum modo eu sabia se tratar de Susan.

Quanto mais eu olhada, podia perceber as semelhanças, quando Susan ficava brava, parecia que seus cabelos se movimentavam, como chamas dançavam, como agora, algumas vezes seu joelho estralava, com um tilintar metálico.

Não muito longe, pude perceber seu filho vindo junto, Juninho, ele trazia uma faca em suas mãos, mas parecia maior, mais robusto, como se tivesse feito academia por dois anos em alguns dias.

Lhe encontrei meu querido, por que fugiu da mamãe? Temos algumas refeições ainda para fazer, antes que possa ir para sua nova casa. O Hades!

Ao dizer isso, pude sentir o chão dar um leve tremor, como se a pronúncia daquele nome pudesse causar algum efeito.

Não tive muito tempo para pensar quando Susan e Juninho, quando ele havia chego ate ali? Estaria ali a todo este tempo e eu não o tinha visto? Ambos começaram a vir em minha direção, mas estavam diferentes, tinham um olhar psicótico, maldoso quase. Maldoso não, assassino!

Vamos acabar logo com isso Προσπάθεια, não posso mantê-lo aqui fora por muito tempo, muita interferência daqueles imundos, é melhor que a morte deste não seja tão lenta quanto planejamos, assim o recado será melhor dado aquele quatro patas desprezível.

Era impressão minha ou Susan havia acabado de chamar Juninho de desprezo? Além disso como eu sabia o que ela havia dito sendo que falara com palavras estranhas? Estava muito confuso naquele momento.

Tyler ficou a postos esperando a investida de Susan ou Juninho, na esperança de me defender, tentei ao máximo parecer confiante e levantei o taco de beisebol da mesma forma.

Antes que tentássemos algo, Juninho e Susan, vieram correndo em nossa direção, levantei o taco de forma defensiva, mas antes que ambos chegasse em cima de mim, dei um passo para trás puxando Tyler. De alguma forma, sabia que o solo logo abaixo de nós, estava bem fértil, cheio de composto animal, e um tanto quanto escorregadio.

Ao chegar a centímetros de nós, Susan pisou onde o solo estava mais escorregadio e se desequilibrando caiu para frente, acabamos pulando para trás para não sermos atingidos, porém, minha madrasta e meu irmão de criação, caíram no chão. Quando vi por mim, estava desferindo tacadas neles, extravasando toda a raiva que eu havia sentido naquelas ultimas noites.

Tyler pegou uma flauta de bambu de algum lugar de sua calça e começou a tocar uma melodia rápida e agitada.
O solo aos nossos pés começou a se mexer e brotos começaram a crescer e se enroscas nas mãos e pés de Susan e Juninho. Continuei batendo em Susan, depois de tudo que ela já havia feito comigo, me sentia irritado, irado com a situação, ate que o rapaz coloca uma mão em meu ombro e fala:

Já chega Mitchell, vamos embora

Olhei para baixo e onde deveria haver sangue ou ate mesmo o corpo de Juninho, agora jazia uma forma um tanto translúcida que tremeluzia, porém, aos poucos voltava a forma de meu irmão de criação, mas ao seu lado os cabelos de Susan começaram a estalar, ganhando uma tonalidade mais intensa de chamas.

Voltamos a correr o mais rápido que aguentávamos, queria que tudo aquilo tivesse acabado e que, na verdade fosse tudo um sonho, mas quando Juninho (ou desespero tanto faz) conseguiu se levantar, correu em nossa direção. Chegou perto de mim, pude sentir como se suas mãos estivessem envolvendo meu pescoço, mas ele não estava relando em mim, sorria friamente, mas estava mexendo no ar como um maestro e eu fosse um instrumento musical.

Me debatia inutilmente e fui jogado contra uma árvore, que amorteceu minha queda, não foi tão confortável, principalmente por um dos galhos mais baixos ter sido quebrado e se cravado na lateral de meu quadril abrindo um rasgo.

Apoiei minhas mãos no chão para me levantar, porém, ao fazer isso senti um choque percorrer meu corpo todo, mesmo assim reuni forças suficientes para me por em pé e pegar o taco de beisebol que caíra no chão e segura-lo com uma força que me faltava, sentia a falta de energia e o cansaço começando a tomar conta de mim.

Não sei o eu poderia fazer com uma pessoa que jogava as outras para longe sem nem relar nelas, porém, tinha que me virar, e ainda tinha o rapaz da calça felpuda.

Senti cheiro de queimado e olhei para o lado, pude ver Susan, que agora estava irreconhecível, suja de lama e composto animal, com as mãos em chamas e o cabelo também, ela não estava mais vestida como antes, parecia vestir uma túnica que ondulava conforme andava, e pude sentir cheiro de pelo queimado, achei que se trata da calça  do rapaz e pude perceber que estava certo, o rapaz não estava em chamas, mas estava com as calças fumegando.

O rapaz conseguia levantar, mas aparentava mancar, como que aquela situação chegara a nisso? Duas pessoas machucadas sendo atacadas no meio do mato.

Escutamos musica novamente e Juninho se vira para tentar se esquivar se necessário, aproveitei a oportunidade e acertei sua cabeça com o taco, não fiquei olhando para ver o que aconteceria, mas corri em direção ao rapaz da forma que eu conseguia, e gritei para Susan.

É a mim que você quer, venha me pegar — Olhei para o rapaz dando a entender que ele deveria fugir, porém, antes de me virar e correr tive tempo de ouvi-lo.

Corra para o Norte, lá encontrará salvação. — Antes de ter opção de se salvar, as mãos de Susan se cravam no peito do rapaz e vejo o mesmo se dissolvendo, ate não restar mais nada que uma simples flor de margarida.

Maldito Sátiro, já me fez perder tempo, mas tente fugir pequena criança, nos gostamos de um pique mata, já vamos te dar um fim rapazinho. — Susan dissera isso e chamas brotaram de suas mãos, seus cabelos ondulavam e crepitavam igual a um carvão em chamas, pois, agora percebera, seus cabelos estavam mesmo em chamas.

Juninho veio correndo em minha direção, e desejei mais tempo para conseguir fugir, queria mais tempo para sobreviver, então o mesmo caiu, deve ter tropeçado ou escorregado, mas antes de cair, pude sentir uma leve sensação de incomodo na boca do estomago, fome talvez? Não era hora de pensar em comida.

Corri o quanto eu pude, a todo momento eu sentia calor passando por mim quando Susan disparava algo em chamas, eu queria acreditar que era algo em chamas e não bolas de fogo que eram lançadas. Mas como eu iria falar que não eram bolas de fogo? Sendo que varias vezes os pelos do meu braço era chamuscados?

Corri por muito tempo, não sei ao certo, mas para mim, pareceram horas, mas julgo que deve ter sido por uns dez minutos, não tinha o físico tão bom para correr por horas, ainda mais machucado, porém, aos poucos pude sentir uma leve brisa vindo da direção que eu corria e um aroma de morangos, ao longe bem ao longe pude ouvir pessoas brigando? Brincando? Achava impossível, mas parecia aqueles chalés de verão, mas corri movimentando meus braços.

ME AJUDEM! — A cada vez que eu sentia Susan ou Juninho chegando perto demais, o nó em meus estomago se apertava, e escutava o som de algo caindo, não olhava para saber, mas tinha quase certeza que alguém tinha caído.

Estava ficando sem forças, e logo mais eu desabaria, quanto mais eu me aproximava da colônia de férias, eu sentia como se estivesse próximo da salvação. Ate que pude escutar alguém perguntando, o que era aquilo, ou quem era aquele ali, antes de compreender algo mais, tropecei e cai, não tinha mais forças para levantar, pude ver tudo girando e mãos me levantando e meus pés sendo arrastado o mais rápido possível.

Lá estava eu sendo levado por pessoas que eu não conhecia, mas antes isso do que a morte iminente.

Conseguia ver vislumbres de pessoas que passavam e murmúrios sendo falados, coisas como, mais um? Esta morto? Alguém matou a empousa que o perseguia?

Quem ou o que era empousa? Que luz era aquela que eu via? Não sabia responder nenhuma, porem logo tudo ficou escuro e tenho quase certeza de ter desmaiado, porem eu podia ver uma mulher jovem estendendo a mão e sorrindo para mim.
Spoiler:

PODERES PASSIVOS

[nível 1] Agrônomo nato: o filho de Deméter / Ceres tem conhecimentos acima do normal no preparo da terra, logo ele sabe o que faz na hora de cultivar e preparar o solo para o plantio. Esse poder intrínseco também confere ao semideus a detecção do tipo de solo que se encontra, o que pode prevenir de algumas armadilhas.

PODERES ATIVOS

[nível 1] Fitocinese I : fitocinese se resume na habilidade de controlar e manipular a vegetação; plantas, raízes, árvores. Inicialmente apenas pode-se criar plantas, não tão fortes. Também é possível criar flores para enfeitar algum lugar e, utilizar a constrição, fazendo raízes saírem do solo e agarrarem algo, podendo ser o pé de seu inimigo e imobilizá-lo durante apenas uma rodada, e dependendo do golpe de seu inimigo nas gramíneas, poderá destruí-las facilmente.

ARMA USADA:

Taco de Beisebol

CRIATURAS "ENFRENTADAS"

Empousa Feitiçeira (Susan)
Eidolon possuindo um garoto (Juninho)


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Hécate em Seg 14 Out 2019, 00:09



Avaliação



Mitchell C. Campbell

Oi, Mitchell. Tudo ok? Então... vamos lá. Notei que um dos pontos negativos levantados na última avaliação foi a questão da acentuação, e é bom ver que você teve o cuidado de prestar a devida atenção a isso. Também notei a presença do travessão e uma separação de parágrafos um milhão de vezes melhor. Parabéns.

Contudo, a pontuação ainda é um problema. Veja bem: vírgula tem lugar certo. Em vários momentos, ela desapareceu; em outros, ela foi colocada no lugar do ponto. Cuidado, isso atrapalha muito a fluidez do seu texto e, consequentemente, a leitura. Vírgula não é uma simples pausa para respirar, existem regras para o uso dela e das demais pontuações. Se você souber aplicar essas regras no seu texto, apresentará algo prazeroso para a leitura e a compreensão da sua história ficará muito mais fácil.

Fora tudo isso, peço que não corra demais com as coisas. Contextualize. Não precisa dizer a cor da toalha de mesa na hora do jantar, mas ambiente o leitor, senão ficamos nos sentindo meio "jogados de repente" no seu texto, beleza?

Bônus: a palavra "mesmo" pode ser adjetivo, substantivo (com sentido de "a mesma pessoa", "de comportamento igual"), conjunção concessiva (com sentido de "ainda que") e advérbio. Mas nunca, NUNCA MESMO, pode ser pronome. O que isso quer dizer? Construções como "olhei para minha madrasta e a mesma me fuzilava com os olhos" é errada. É um equívoco comum, não ache que foi isso que estragou sua ficha, mas é algo que deve ser corrigido, ok?

Boa sorte na próxima.

Reprovado como filho de Deméter.

Aguardando atualização.



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Damon R. Grint em Seg 21 Out 2019, 03:13


   
FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Ares. A personagem que criei tem um temperamento um tanto quanto explosivo e bem parecido com os descritos nas histórias. E também porque achei a lista de poderes e habilidades bem interessantes e que irão fazer meu jogo ficar mais dinâmico.

   — Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):
Características físicas: Mark é um rapaz de dezessete anos considerado normolíneo, tem cabelo castanho que a maior parte do dia passa desarrumado. Os olhos têm uma cor mel que fica mais claro no sol. O tom de pele é branco assim como a sua mãe. Seu estilo de vestimenta é considerado “largado” pela sua mãe, mas ele não liga.

Características psicológicas: É um rapaz pouco aberto à novas amizades, tanto que só possui uma amiga. Ele não sabe gerenciar muito suas emoções e acaba sempre sendo explosivo e impulsivo, tenta controlar isso, porém não tem muito sucesso. Quase sempre há uma ruga entre os olhos, querendo passar um sentimento de “sem paciência” para os demais, afim de não ser perturbado.


   — História do Personagem:

             As ruas de Nova Iorque estavam sempre um caos na cabeça de Mark. Àquela hora ele deveria estar na escola, caso não fosse a grande confusão que, mais uma vez, se metera. Ele estava entrando no refeitório quando um daqueles dois idiotas colocou a perna e ele caiu de cara no chão. Sua reação não foi outra: a confusão terminou com um garfo de plástico fincado no braço de um e o outro saiu com o nariz sangrando por conta da bandeja que Mark acertou bem no meio da cara dele. Antes mesmo do diretor chegar, o rapaz já havia escapado para fora da escola e sumira entre a multidão que, na mente de Mark, parecia estar sempre atrasada.
            Havia uma pizzaria que segundo sua amiga Molly, vendia a pizza mais fedida de todo o país, e era considerado seu santuário para respirar e fugir em momentos de tensão e desordem psicológica, o que acontecia com frequência. Pediu seu sabor preferido ao atendente Bob, que sempre o observava muito, e sentou no banquinho de frente para a vidraça do estabelecimento, que tinha a vista para uma avenida.
            O rapaz já estava chegando ao seu limite naquela escola, não aguentava mais aquelas pessoas, a única amiga mesmo era Molly, que naquela semana tinha contraído caxumba e estava de cama. Ela conseguia conversar com ele nos momentos em que ele explodia... Molly era como um freio na vida do amigo e ele gostava disso. Mark queria mesmo era terminar o ensino médio e ir embora dali.
O celular vibrou em seu bolso e logo viu que era sua mãe, provavelmente ela já sabia da confusão. Ótimo, agora ele tinha também estragado o dia de folga dela.
            — Mark, onde você está? — Ecoou a voz de Joanne, tinha nuances de raiva e frustração. — Venha para casa agora!
            — Mas, mãe...
            — Eu te dou dez minutos... Ou você vai morar com a tia Judith.
            Bastou o nome da tia para o adolescente correr alvoroçado pelas ruas cheias de carro. Sua velha tia Judith era uma velha religiosa fanática que criou também sua mãe até que ela saiu de casa para tentar a vida em Nova Iorque.
            O apartamento em que eles moravam ficava perto do Central Park. Era minúsculo com apenas dois quartos, banheiro, uma cozinha que parecia um corredor e uma sala menor que um dos quartos. Os degraus das escadas rangiam contra o peso arrastado dos seus pés até o terceiro andar. A senhora Burn, uma velha gagá que vivia subindo e descendo as escadas com um jornal em riste atrás de gatos, escutava um disco que ecoava pelos corredores. Mark, por um momento, associou àquela música com a que tocaria em seu enterro, pois sua mãe o mataria.
            Joanne o esperava com as mãos no quadril, bufando de raiva. Era uma mulher de estatura média, cabelos também castanhos e seus olhos carregavam um céu claro em dias normais, que no momento estava tempestuoso.
            — Uma bandeja no nariz e um garfo no braço... Me dê três razões para não te enviar pro interior.
            — Eu não tive culpa! Eles me fizeram cair em cima de um purê! — Ele gritou, frustrado, mostrando a enorme mancha que estava na sua camisa.
            — Você não pode se descontrolar assim! Toda vez é a mesma coisa! — A mãe sentou na cadeira, como se estivesse cansada. — Eu trabalho seis dias por semana, eu tenho apenas uma folga para te dar uma vida boa! Você precisa me ajudar!
            Mark atravessou a sala a passos largos, mas a mãe o segurou pela mão. Não um toque de raiva, mas leve, como se estivesse realmente esgotada.
            — Se der mais um passo, eu te mando para a tia Judith.
            — Ótimo, aí eu já cresço frustrado igual você. — Com um balanço forte, ele largou a mão da mãe e bateu a porta do quarto, extravasando toda raiva e frustração.
            Mark gritou, esbravejou, chorou, socou o travesseiro e a porta. Ele queria saber o que havia de errado, era sempre assim: parecia uma dinamite pronto para explodir e sempre causava muitos estragos.
           O quarto, assim como o resto dos outros cômodos, era pequeno e só cabia uma cama e seu guarda-roupa. No chão havia um tapete verde que a mãe herdara da tia e as paredes tinham a cor de um azul desbotado. O armário era compacto e pequeno, servindo apenas para guardas suas vestes e algumas bugigangas pequenas.
            Já estava aceitando que de fato partiria naquele dia para o interior e estava tirando suas coisas do guarda-roupa quando a mãe entrou no quarto. De início, a mulher apenas ficou observando. Ela vestia um macacão jeans e uma blusa branca por baixo. Os olhos estavam inchados, provavelmente por chorar. Joanne sempre acabava o dia chorando e na maioria das vezes era por sua causa.
            — Você não vai para a Judith, pode guardar suas coisas. — Ela disse num tom baixo, mas firme.
            Mark ficou parado com um globo de neve ainda na mão. Aquilo havia sido o presente de um amigo da mãe há muito tempo e ele guardara desde então. Repousou o globo em uma prateleira do guarda-roupa e sentou na cama. Apoiou a cabeça nas palmas da mão e chorou.
            — Eu quero saber o que há de errado comigo. — Entre algumas lágrimas. — Eu sei que eu tenho TDAH, mas deve ter alguma coisa a mais, mãe...
            Joanne massageou as têmporas e respirou fundo. Ela se virou de costas e colocou a mão na maçaneta.
            — Eu vou passar um café... A gente precisa conversar.
            E saiu do quarto, deixando seu filho ali, com sua mochila aberta e as poucas roupas que ele havia retirado do armário, sentado numa cama bagunçada assim como suas emoções.
***
            A mãe o esperava sentada no pequeno sofá marrom. Havia uma bandeja de prata que ela havia trazido da casa da tia no braço do sofá, com aquela garrafa térmica azul claro e duas canecas brancas.
           A sala era um cômodo mobiliado com o sofá e uma estante onde se encontrava uma televisão pequena que tinha uma antena com uma palha de aço na ponta, afim de conseguir algum sinal. Em algumas repartições da estante haviam anjinhos de cerâmica e fotos. Nenhuma do seu pai. O chão de madeira era revestido de um tapete que acumulava poeira.
            — Senta no chão mesmo.
            Ele cruzou as pernas e recebeu a caneca já cheia de café.
            — A minha história com seu pai é meio complicada. — Joanne tomou fôlego enquanto segurava a caneca com as duas mãos. — Eu era um pouco jovem e morava com a minha tia. Ela, como você sabe, é uma fanática religiosa e me prendia muito. A única coisa que eu fazia era trabalhar numa lanchonete próxima, onde eu o conheci.
            O olhar de Joanne parecia com o de um sonhador.
            — Ele chegou numa moto. Tinha uma jaqueta de couro preta e algumas cicatrizes nas mãos. O cabelo não se parecia nada com o seu, mas os olhos... Toda vez que eu olho para você eu me lembro dele. Pediu um hambúrguer e refrigerante, mas não comeu e nem tomou nada. Pelo jeito que me olhou, eu já sabia o que ele queria. Foi realmente galanteador. Naquela mesma noite a gente...
Mark a interrompeu dando uma leve tossida.
            — Eu não preciso saber de como eu fui concebido, ok? — Ele deu uma risada.
            — Ok, ok! — Ela soltou uma risadinha. — Minha tia foi totalmente contra, você sabe, ainda mais pelo estilo, mas ela deu graças a qualquer divindade quando ele montou na moto e foi embora...
            — Então vocês só ficaram uma noite?
            — Ele dizia que estava sempre me observando, que já havia estado ali de outras roupas, mas eu não havia percebido. — Contou. — Mas ele não foi embora e me deixou assim... Ele me contou seus motivos.
            — O motivo de querer entrar em outras... zonas? — Ele não sabia como falar de sexo com a mãe. — E depois montar na sua bela moto e vazar?
            — Não... Ele não queria ir, mas ele não poderia ficar.
            — Por que?
            — Vamos lá... Como eu conto isso? — Joanne parecia enrolada com suas próprias palavras. — Ele veio num sonho esses dias... Se preocupa com você.
            — Mãe, você está viajando, meu pai não morreu em um acidente de carro?
            — Essa é a história que... eu inventei... eu não poderia te colocar em risco. — Ela pigarreou. — Sabe aquela história de deuses gregos?
            — Sim? O que tem a ver?
            — Eles de fato existem, Mark, e você é filho de um deles.
            Mark soltou uma risada.
            — Mãe, você não é de contar piadas, isso é para quebrar o gelo? — Joanne o olhava seriamente, nada que demonstrasse que aquilo era uma piada.
            — Eu estou falando sério... Pense nos motivos para ele não ter ficado, ele voltou depois que soube que eu estava grávida, no interior você seria encontrado facilmente.
            — Então... Eu sou filho de um deus grego? Aqueles que têm escultura nos museus? E isso não é brincadeira?
            Ele levantou e colocou as mãos na cabeça.
            — Quem?
            — Ares.
            — Logo o da guerra? Agora está explicado porque eu sou explosivo desse jeito.
            — Bem, em partes, as vezes você está sendo só mimado. — Ela colocou a caneca na bandeja. — Com sorte eu consegui te esconder dos monstros... Ele me explicou algo do tipo.
Mark não podia acreditar naquilo, parecia que ele estava num sonho ou pesadelo, dependendo do ponto de vista. Deuses gregos existiam? Sua mãe sempre fora uma pessoa séria, ela não mentiria assim, ainda mais na situação atual.
            — Bob, o atendente da pizzaria fedida, é um sátiro. Seu pai me visitou em um sonho para me dizer que no verão você vai para um acampamento, é tipo uma colônia de férias sabe? Mas seguro para... pessoas como você.
            — Desculpa, mas eu ainda estou no meu pai sendo o deus da guerra.
            — Vai ser difícil de digerir, mas eu vou estar aqui para te apoiar, sempre foi assim. — Ela segurou as mãos dele. — Hoje eu só... Explodi.
            Ele tentou dar um sorriso.
            — Bob é um ser com perna peluda? — Ele coçou a cabeça.
            — É...
            — Estou feliz de não ter que ir para a tia Judith.
            — Eu não te deixaria em um castigo desse. Eu passei pelo inferno naquela casa.
            Mark riu e foi para o quarto. Enquanto recolocava as coisas no guarda-roupa ele só soube pensar em Bob com pernas de bode e em como a vida dele mudaria dali para frente.
   
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Melinoe em Seg 21 Out 2019, 21:57



Avaliação



Mark R. Stuart

Muito bem, Mark! Sua ficha foi curta e sucinta, mas foi o suficiente para que você contasse toda a sua história e conseguisse me introduzir nela. Apesar disso, tenho algumas dicas para te dar: 1. tente dar um espaço em branco entre os parágrafos, pois assim a leitura fica mais fácil; 2. não dê esse espaço antes de começar os parágrafos, como fazem nos livros... não é tão legal em um site.

Fora isso, só queria ressaltar uma única coisinha:
[...] afim de não ser perturbado.
Nesse caso, o uso correto seria a fim de.

Aprovado como filho de Ares.

Atualizado.



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por North Eden em Sex 25 Out 2019, 11:54


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Ares, deus da guerra, para combinar com a personalidade explosiva e guerreira da personagem e pela trama conjunta com Connor Anderson.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas:
Alta, forte, cabelos e olhos castanhos. North tem 17 anos, mas aparenta ser mais velha, tem sempre um olhar de superioridade e certo deboche.

Psicológicas:
Devido ao seu passado, North não se aproxima facilmente e é bastante agressiva, mesmo para os padrões dos filhos de Ares. Sempre opta pelo confronto, não tem pena e recorrer aos métodos pacíficos geralmente a desagrada. North é a clássica "bate primeiro e pergunta depois".

— História do Personagem:

Ela não gosta de revelar muito sobre sua história para desconhecidos, então peço que tenha um pouquinho de paciência, pois vou contar o que me é permitido até então. North cresceu com uma família estranha, se é que aquilo poderia ser chamado de família. A suposta mãe (que não era mãe biológica) não demonstrava ter uma filha, apenas alguém que estava ali para preencher um espaço que, em algum momento, ficou vago. O pai... bem, aquele era o verdadeiro pesadelo.

Obviamente, aquele não era o verdadeiro pai de North, mas a menina não sabia disso quando sofria nas mãos dele. De várias formas. Como eu disse, ela prefere não entrar em detalhes e, aqui, optarei por respeitar. Garanto que falarei mais quando ela permitir. Retomando, aquele ser asqueroso não deveria ser classificado como um ser humano, mas, na inocência, a pequena North achava que a culpa dos maus tratos era sua. Achava que não era uma boa filha.

Aí você me pergunta: onde estavam os deuses que deveriam livrá-la? Calma, essa foi uma das poucas vezes que o Olimpo interveio sem protestos. Ou quase... A verdade é que Ares quis descer à Terra e descontar toda a sua raiva naqueles guardiões legais que ousavam se chamar de pais de sua menina. É, eu sei que soa estranho, mas o deus da guerra é um pai orgulhoso e cuidadoso, mesmo que suas demonstrações de carinho não sejam as mais ortodoxas. Foi Zeus que não permitiu o cumprimento do plano de seu filho para evitar que os mortais fossem brutalmente assassinados.

North tinha oito anos quando uma biga voadora carregando três brutamontes apareceu em sua casa. Chegaram lá no momento certo, já que o homem designado pelo juizado de menores que se julgava pai estava a ponto de piorar o nível de tortura recebido pela menina. North sempre se debatia, gritava, mas não havia um vizinho que viesse em seu socorro. às vezes, ela acreditava que eles eram cúmplices, que todos eram, e só por isso não contava para ninguém o que acontecia da porta de casa para dentro.

Naquela noite, porém, as coisas mudaram. A pequena não aguentava mais, não queria mais passar as noites chorando de dor física e emocional e decidira lutar. Quando aquele nojento apareceu, North se entregou para a estranha sensação que tinha quando ficava com muita raiva. Tivera medo de perder o controle por diversas vezes, mas não temeria mais. Entregou-se, sem medo de acabar enlouquecendo. Talvez a loucura fosse o escape de que precisava, não tinha como saber.

O primeiro chute acertou o rosto do homem, que ficou enfurecido e tentou socá-la. North, com uma rapidez que ela mesma desconhecia, agarrou-lhe o braço e mordeu-o, sentindo o gosto metálico daquele sangue sujo em sua boca. Ver aquele homem com tanto ódio, pela primeira vez, não a deixou com medo, mas alimentou sua força. Ela bateu mais, chutou mais, gritou como nunca tinha gritado antes — não pedia por socorro, declarava guerra.

Sem perceber, uma névoa vermelha no formato de um javali selvagem e furioso gradativamente a cobriu-lhe o corpo. O homem que tentava ainda contê-la se viu em completo pânico. North se ergueu, seu rosto era a pura expressão do ódio. Nunca mais o deixaria tocar nela, chegar perto dela. E foi nesse momento que o trio na biga pousou ruidosamente na frente da casa e invadiu. O homem acabara de pegar um taco metálico de beisebol e calculava se deveria atacar ou se defender daquela loucura.

A monstra que lhe servia de mãe tentou brigar com os estranhos enquanto eles passavam como se ela fosse um grande saco de nada. Com um forte chute, arrombaram o quarto onde toda a ação acontecia e presenciaram a reclamação da garota. Bastou o soco do maior dos três brutamontes para que o guardião legal fosse apagado. O rapaz mais novo saiu do quarto e fez algo lá fora que resultou apenas no corpo desmaiado da mulher caindo ruidosamente no chão. Não acordaria tão cedo.

— Calma, North. Tá tudo bem agora — anunciou a recém-chegada grandona, que falava firmemente, mas com certa mansidão.

— Quem são vocês? Me deixem em paz!

— Somos seus irmãos, North. Bem, alguns dos seus irmãos. Nosso pai soube do que estava acontecendo com você e nos mandou. Viemos te resgatar.

— Eu cuidei dele sozinha! Vocês só chegaram no final!

A irmã riu.

— É verdade. Você é muito valente. Provavelmente a mais valente entre nós quatro aqui. Tem muita coisa que você precisa saber, irmã. Muito sobre quem você é de verdade. Venha com a gente. Vamos te levar para o lugar onde tudo será explicado. Onde essa força que você descobriu em você pode ficar até maior!

North olhou para o homem caído no chão.

— Ele morreu?

— Não, apenas o fizemos desmaiar...

— Ótimo. Porque EU vou matar esse nojento!

— Calma, North. Ainda não é o momento.

— Eu sou forte! Eu consigo!

— Eu sei. Mas olha pra ele! Está desmaiado! Fique ainda mais forte e ele nem vai ter tempo de pegar um bastão. Fique mais forte e você poderá ver o medo nos olhos acordados dele. Ele tem que olhar pra você quando for castigá-lo, entendeu?

North sorriu. A irmã tinha razão, ela deveria ficar mais forte. Talvez aquele não fosse o melhor conselho para dar a uma criança, mas os filhos de Ares nunca foram muito de seguir padrões de bondade, certo? A pequena percebeu que estaria realmente em casa se fosse com eles. Sentiu-se compreendida e protegida pela primeira vez na vida. Decidiu ir. No caminho, aprendeu o que era ser reclamado por um deus e descobriu que o nome de seu verdadeiro pai era Ares, um deus grego grandalhão, muito poderoso e com a moto mais maneira do mundo. Ela queria ser como ele, forte e temida. E decidiu que ninguém a faria ter medo novamente, resolução que a acompanhou por todos os anos que vieram em sua vida.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Melinoe em Sex 25 Out 2019, 18:51



Avaliação



North Eden

Sensacional! Adorei o seu texto, e você foi impecável do início ao fim. É um início de história triste, mas fico feliz que a personagem tenha se encontrado. Parabéns pelo desenvolvimento da narração e da personalidade do personagem, foi bastante agradável de ler. Meus parabéns!

Aprovada como filho de Ares.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Elle Gauther em Qua 30 Out 2019, 03:56


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Afrodite, pela devoção a deusa do amor e sua beleza e seus feitos e efeitos. Afrodite é uma inspiração e ser prole dela vai além de beleza externa, como todos pensam e um dos meus motivos para ter escolhido tal deusa é querer mostrar isso as pessoas. Também mostrar que "nós", crias de Afrodite somos bem mais do que um "rostinho bonito" e que somos mais fortes do que aparentamos ser. Mais um motivo, são os poderes, os meus favoritos até o momento são, o poder da persuasão, que pode parecer inútil aos olhos de muitos, mas que pode ser bem mais útil do que uma arma forjada.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):
Psicológica:

Extrovertida e Sincera Elle é o tipo de pessoa que não se deixa levar. Seus olhos sedutores são um tanto observadores e assim chegam a conclusão de farsa ou enganamento, esta sempre ajudando a quem precisa , adora fazer amizades e é bastante calma assim consegue ser firme em momentos de brigas ou desavenças.

Física:

Cabelos negros como a noite, pele morena e olhos pretos são as características que mais marcam Elle. Alta com curvas,postura reta e elegante,e o olhar sedutor e passivo e os lábios vermelhos como sangue.
— História do Personagem:

Filha de Alexander e Michella Gauther pelo menos foi o que ela soube, Elle nunca teve o amor dos pais. Casados apenas por interesse das famílias em manter suas fortunas, nunca houve amor, por parte de nenhum deles. Nem entre ambos, nem com a única filha do casal, Elena. Embora  soubessem de algo e não a contaram desde pequena sempre era vista muito bem vestida, sempre elegante e por isso todos a olhavam onde quer que fosse, donas de casa e futuras mamães queriam vestir suas filhas como ela.

Desde o comecinho da adolescência sempre se destacou com seus projetos escolares, recebendo inúmeras homenagens por ser um exemplo a ser seguido por todos. A pobre garotinha, que foi criada  e invejada pelas babás, nunca teve o amor de ninguém, nem dos pais, nem dos avós, nem das próprias babás, que só cuidavam dela porque eram pagas para isso e logo cresceu em meio aos livros e aos romances, era dali que conhecia o amor e somente dali. Apesar de tudo, acreditava no amor verdadeiro, acreditava que um dia encontraria seu amor verdadeiro, mesmo que ele não fosse um príncipe de verdade, e sim um homem que a amaria para sempre.

Num primeiro momento passou a observar as emoções, entendê-las e se deu conta de que seus pais não a amavam, era essa a chave que precisava para trancar os cacos de seu coração e abrir a porta para sua felicidade. O único amor que ela conhecia era o amor próprio e passou a se cuidar mais. Estava passando pelo quarto de meus pais e só escutava discussões, até que ouviu tal afirmação e ficou sem saber o que pensar e dizer mas ficou calada e voltou ao quarto e sentou-se na cama e pensando em sair de casa decidiu arrumar as coisas e sair pela janela.

No dia seguinte havia acordado em uma floresta com cachoeiras e alguns animais silvestres, resolvi procurar por alguns galhos de árvores ou algo que eu pudesse usar para acender uma fogueira  pois estava muito frio e então acendi a fogueira e me encostei em uma árvore e peguei um livro sobre Deuses no qual eu amava ler porém achava fictício, e então folheava as páginas e cada história tinha uma imagem até que vi Afrodite a Deusa mais linda que já vi. - A mais bela, e minha favorita...porém não intendo porque sempre que penso em você eu me sinto feliz!. Digo com um grande sorriso e aos poucos adormeço.

Acordo no dia seguinte e havia alguém me olhando, mais que depressa me levanto e observo seus passos e eis que ele diz: - O que faz aqui filha de Afrodite?. Dizia com um olhar confuso e então eu retribuo o olhar e digo: - Fi-filha de quem?...acho que se enganou!. Afirmei com a cabeça e logo ele se aproximava.- Bom parece que não se lembra não é?. Me perguntava ele e ficava mais confusa ainda. - Eu não sei de quem eu sou filha...quer dizer eu fugi de casa quando ouvi que minha ''mãe''(dei ênfase na palavra) disse que não era minha mãe e agora você  que eu nem sei quem é vem me dizer que sou filha de Afrodite!. Digo confusa e me sento no chão e fico pensando enquanto ele me levanta do chão. - Cadê sua postura menina,você é filha de Afrodite e Ares queira você ou não...já que não sabia da verdade agora sabe. Entrei em choque ao saber a confirmação e fiquei bastante curiosa. - Me fale mais sobre. Digo me sentando em cima de um tronco segurando meu livro e assim ele se sentou e me contou tudo, tudo mesmo até que bateu o sono mas quando olhei ele havia ido embora e ouvi o chamado de Afrodite.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Sophia Einstein em Sex 06 Dez 2019, 00:21


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Pela trama de Soph. Atena sempre foi uma deusa extremamente presente na vida da menina, mesmo que por meios nada convencionais ou diretos, como pretendo desenvolver ao longo da história da menina.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características físicas: Soph possui longos cabelos loiros e extremamente lisos, mesmo que sendo difíceis de controlar. O que leva a garota a preferir, na maioria das vezes, mantê-los em um rabo de cavalo alto. Com olhos cinzas penetrantes contornados por longas sobrancelhas escuras, a menina os realça com sua pele naturalmente bronzeada. Já, sobre sua estatura, Sophie sempre foi uma criança mais alta, o que impõe respeito quando em companhia de seus pares, além de ser extremamente atlética e flexível.

Características psicológicas: Alguns definiriam a prole dos deuses como teimosa, isso porque quando a menina coloca um objetivo em sua cabeça, ela não se esquece dele até conseguir realizar sua meta, chegando a deixar de lado tarefas biológicas como dormir ou comer para trabalhar nisso por mais horas. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa ao descobrir o QI da criança (141), a menina não nasceu sabendo tudo e muito menos deixa de ter dificuldades em algumas coisas por sua condição cognitiva. Capaz de aprender línguas com facilidade, a semideusa (após um longo período incomodando os filhos de Hefesto) passou a desenvolver uma grande habilidade relacionada com robótica e programação. Contudo, para praticar seu dom, a garota sempre convida a si mesma para visitar as forjas, o que a leva a ter um laço mais estreito com os filhos dos vulcões. Seu outro talento inato está relacionado com sua capacidade de estratégia. Extremamente observadora, a prole de Atena, por ter crescido sozinha, aprendeu que sua sobrevivência dependia da sua capacidade de observação para que sua fala se adequasse melhor às reações das pessoas quando se tratava de convencê-las de coisas como ceder um prato de comida.

— História do Personagem:

— BIG GIRLS DON’T CRY —

Local: Brooklyn, Nova York

Trilha sonora: Give me Love



A situação na casa dos Einstein nunca havia sido das melhores e isso era uma certeza. Contudo, quando não se conhecia outra realidade, era difícil ter noção do quão errado eram as coisas, ainda mais para Sophia que, por mais inteligente que fosse, continuava sendo uma menina de cinco anos. Nunca havia conhecido sua mãe de outra forma, mesmo que, pelas fotografias, podia ver que nem sempre havia sido assim. Era como se fossem duas pessoas iguais fisicamente, porém extremos opostos quando se tratava de comportamento. Nas imagens, sua mãe era uma pessoa instruída, que viajava o mundo dando palestras de física e matemática. Porém, a mulher que conhecia estava perdida dentro de si mesma. Fumava, bebia, drogava-se, dando a certeza para a menina que, se ela queria sobreviver, teria que aprender a tomar conta de si mesma sozinha. Contudo, ainda era sua mãe, não é mesmo?! A única que conhecia. Isso incutia na criança a ideia de que precisava tomar conta de sua progenitora. Todos os dias, a menina tinha uma rotina. Acordava de manhã, escovava os dentes, tomava um copo de leite e preparava para sua mãe um sanduiche de pasta de amendoim e geleia que deixava na mesa de cabeceira da mãe. Esta, normalmente, adormecida em condições precárias. Então, saía para seu lugar favorito: a biblioteca. Ainda não sabia ler, porém aquele ambiente parecia acolhedor para a criança que se divertia ao sentar no chão, folhear os livros infantis e inventar suas próprias histórias baseadas nas imagens.

E, mesmo que estivesse sozinha no ambiente, sentia como se estivesse acolhida nos braços de alguém, envolta por uma energia amorosa que parecia, mesmo que invisível, sorrir de orgulho a cada nova descoberta que a criança fazia sobre o mundo ao seu redor. Sim, Sophia costumava divagar e filosofar sobre como as coisas funcionavam, sem temer o esforço de tentar descobrir as respostas para suas perguntas por conta própria. Era uma forma de amor que Atena tentava dar para sua prole, mesmo que não presencial. Uma maneira, ainda dentro das regras de Zeus, que a deusa encontrou de tentar prover alguma espécie de segurança para sua filha até que a mesma fosse para o acampamento. Esperta, conforme os anos se passavam, a menina passava a atrair a atenção da bibliotecária. Uma senhora já de idade, gentil, que a observava por detrás dos óculos meia lua, curiosa com as risadas da menina que passava horas imersa dentro das suas próprias buscas por conhecimento.

Porém, tudo isso estava prestes a mudar quando a menina atingiu oito anos. Ao chegar da biblioteca de noite, encontrou sua mãe (por algum milagre) em casa. A mais velha estava transtornada. Claramente, fora de si e bêbada. Com a maquiagem borrada e cheirando a whisky, se aproximou da mais nova que sequer se moveu, sabia que precisava se manter uma estátua quando se tratava de sua progenitora mortal. — Tão linda... — Ela falava, passando os dedos sujos de fumo pelos cabelos da criança que sequer piscava. — Um presente da sua mãe para mim... — A pronúncia da mais velha estava confusa. Contudo, aquilo causou uma dúvida na cabeça da criança: Aquela não era sua mãe biológica, era isso? Como assim, sua mãe lhe havia dado para alguém? Contudo, as perguntas precisariam ficar para depois, pois o que veio a seguir era muito mais urgente. O maxilar da mulher se trincou e os olhos lacrimejaram. — Mas você destruiu minha vida! Minha carreira! Me tirou tudo! Até mesmo ela! — A adulta falava, agora com rancor no tom de voz, caminhando de um lado para o outro. — Ela? — A menor perguntou, confusa. Entretanto, foi ignorada pela mulher que continuava o discurso com um riso de escárnio. — Eu? A escolhida? A ESCOLHIDA PARA QUE?! — Gritou de sobressalto, passando os dedos por entre os cabelos e olhando para o teto. — SE EU ERA TÃO PRECIOSA, POR QUE ESTRAGOU COM TUDO?

Soph não conseguia entender mais nada do que estava acontecendo, mas decidiu que talvez fosse melhor deixar que ela falasse tudo. Afinal, quem sabe começasse a entender a situação com mais informações e se pouparia de irritar ainda mais sua responsável. Então, com mais uma risada, a mulher encarou a mais nova. — Mas vou acabar logo com isso... — Disse, preocupando ainda mais a criança que sentiu o coração falhar uma batida quando sua progenitora mortal retirou um revolver das costas, apontando-o para a menina. Naquele momento, a semideusa sequer se atrevia a respirar, alternando o olhar estático entre o cano do armamento e a face descontrolada da adulta. — Eu vou fazer isso, porque te amo. — Ela disse antes de, inesperadamente, desviar a arma para si mesma e se acertar um tiro na têmpora. Naquele momento, o tempo passou em câmera lenta. Com um berro, a criança acabou por assistir o suicídio de sua própria mãe. Correndo até a mesma, Soph caiu de joelhos, sacudindo a mesma para tentar reanima-la. Então, enquanto apoiava o rosto sobre o peito, procurando sinais dos batimentos, ouviu a sirene da polícia se aproximando. Possivelmente, algum dos vizinhos havia escutado o disparo e chamado as entidades competentes.

Suja de sangue, a menina ergueu o rosto com um olhar apavorado. Sequer conseguia chorar, tamanho o choque da situação. Então, correu para seu quarto, colocando às pressas algumas mudas de roupas dentro de sua mochila, água, um pacote de biscoito e uma foto de sua mãe. Foi o que conseguiu antes de ouvir a porta ser arrombada pelos policiais e escapar pela janela do cômodo. Correndo o máximo que suas pernas se permitiam, a criança escapou pelo matagal que tinha no fundo de sua casa, escondendo-se entre as árvores. Aquilo havia mesmo acontecido? Suas lembranças estavam confusas demais para que a criança conseguisse assimilar tudo o que havia presenciado. Com as mãos ainda sujas em sangue, a semideusa passou a secar as primeiras lágrimas que começavam a escorrer em suas bochechas, abraçando-se na mochila com a outra mão. Estava decidida, passaria aquela noite ali e, com o amanhecer, decidiria seu próximo passo. Afinal, seria incapaz de bolar uma estratégia sem falhas naquela situação psicológica. Precisava se acalmar e ser a adulta que sempre havia sido, mesmo que precocemente. Então, abraçada na mochila, a criança continuava a bater nas mesmas perguntas em sua mente. O que sua progenitora mortal queria dizer com aquelas afirmações? No entanto, a exaustão física foi o suficiente para que seu corpo magricelo fosse vencido e a menina adormeceu.


— OS OLHOS FALAM MAIS DO QUE OS LÁBIOS — 
Trilha sonora: Don`t worry child

Conforme a visão se escurecia, a criança embarcava em um trajeto guiado por Morfeu em um sonho lúcido. Estava agora em um ambiente de uma floresta. A princípio, pensou estar no local onde havia se aninhado, contudo, era diferente. Descalça, sentia os pés afundarem no terreno úmido, conforme cedia à vontade de caminhar em uma direção determinada onde começava a sentir cheiro de comida fresca. Normalmente, a menina evitaria contato com estranhos, afinal, era agora uma fugitiva. Todavia, seu estômago estava roncando já. Com a face livre de expressões, ela estranhava o fato de estar se sentindo segura, assim como sempre havia se sentido entre os livros da biblioteca. Foi então que avistou uma espécie de arco e, calmamente, caminhou por ele como se suas pernas tivessem vontade própria e a estivessem guiando para um local ainda desconhecido por sua mente.

Adentrando no local, ela podia observar diversos chalés, atentando-se a cada um dos detalhes. Porém, as passadas não paravam para que ela pudesse olhar melhor. Estavam guiando-a para o que parecia ser um feito com enormes colunas gregas e brancas. A porta estava entreaberta e, ao entrar pela mesma, deparou-se com livros e mapas por todas as partes, além de uma enorme cesta de frutas. Nesse momento, seu coração foi tomado pelo mesmo sentimento que tinha quando ia para a biblioteca e a menina não se conteve, precisou correr para uma das pilhas de livros e, pegando uma maçã da cesta, começou a folhear, desenhando um sorriso infantil nos lábios. Era aquela sensação de abraço que a envolvia mais uma vez, mas que foi interrompida pela sensação de que alguém a observava. Então, elevando os olhos cinzentos das páginas, a criança se deparou com a senhorinha da biblioteca que lhe olhava com um sorriso nos lábios. Colocando o livro de lado, a loirinha se levantou rapidamente, encarando a mais velha que parecia, mesmo que sua expressão facial não revelasse nada, divertir-se com a reação da mais nova. — Perdão. Eu não queria invadir... Eu... — Soph apressou-se a falar, mas a mais velha mantinha um fundo de apreciação pela imagem da menina a sua frente. — Não se preocupe, criança. Fico feliz que esteja bem. — Disse, inclinando sutilmente a cabeça de lado para abaixar um pouco seu nível, enquanto mantinha a voz mansa. — Gosta de livros? — Aquela pergunta parecia ter um significado maior do que apenas algo para puxar a conversa, como um código secreto entre linhas. Mas Soph não precisava analisar para responder aquilo. Um sorriso sincero e tímido surgiu no rosto da criança ao responder. — Mais do que as pessoas conseguem imaginar, mesmo que ainda não consiga ler direito. — Ela findou, agora formando um biquinho nos lábios. Sim, Sophia conseguia revelar, por detrás de seu lado adulto, que uma criança de 8 anos ainda existia dentro dela. Mesmo que isso acontecesse em ocasiões ainda raras.

O vínculo visual entre as duas, com aquela resposta, havia sido reforçado. Então, com um sorriso, a mais velha continuava a escolher as palavras com cuidado. Afinal de contas, jamais poderia revelar por si só sua verdadeira identidade. Precisava manter esse segredo, manter-se observando a criança de longe, para que não infligisse as regras de Zeus. — Eu sei, é mesmo complicado. Mas, com o tempo, vai encontrar uma maneira. É uma criança esperta e capaz de solucionar qualquer enigma. — Ela rebateu, arrancando mais um sorriso tímido da menina que apenas murmurou uma “obrigada”. Então, assumindo um semblante mais sério, a deusa mudou um pouco de assunto. — E, por ser esperta, sabe que o destino da sua mãe não precisa ser o mesmo seu, não é mesmo?! — Indagou. Entretanto, dessa vez, a criança apenas assentiu, abaixando o olhar. Aquilo partia o coração da deusa, mas ela precisava garantir que a menina não fosse pelo mesmo caminho. — O que houve não foi culpa sua. Entenda isso. Ela te amava, mas não foi tão forte quanto sei que você é. — Parecia que a mulher sabia exatamente o que se passava na mente de Sophia (e sabia). A menina não podia evitar um sentimento de que deveria ter feito algo para impedir o que houve. Ou, ao menos, não ter sobrecarregado sua mãe mortal com seu nascimento. Sim, a semideusa havia passado a vida se culpando por nascer. — Sophia, olhe para mim... — Pediu a deusa, sustentando o olhar no da sua prole. Obediente, a menina acatou ao pedido, tentando resistir às lágrimas que começavam a se formar. — Você é especial. Foi especial para sua mãe e ainda é especial para sua outra mãe. — Aquela frase fez com que a expressão triste no rosto da menina fosse substituída por uma intrigada que causou uma risada entredentes na imortal. — A realidade vai ir além de tudo o que você julga como lógico. Acredite em mim, nem tudo o que você vê é o que parece. Mas não lhe trouxe aqui apenas para isso. Preciso lhe dizer que você precisa ir para Long Island, morar com sua outra mãe e sua família. E preciso que tome cuidado. Muito cuidado. Entendido? O percurso vai ser perigoso. Porém, sei que vai conseguir. Apenas peço que escolha com cuidado em quem confiar. — As palavras da mais velha eram ditas com tamanha profundidade que se tornavam tatuagem debaixo da pele da criança que assentiu para o pedido. Então, abaixando-se para ficar da altura da menina, a imortal continuou. — E, se você estiver enrascada, lembre-se de procurar por alguma coisa na sua mochila. Com isso, a menina acordou.


— FIGHT LIKE A GIRL —
Trilha sonora: Lux



Aquela conversa parecia tão real que, se a menina não estivesse em um local completamente diferente quando abriu os olhos, juraria que havia sido levada até aquele chalé de verdade. Contudo, conforme sua visão voltava a ficar nítida, algo estranho chegava aos seus ouvidos. Não apenas relacionado com o barulho usual de uma cidade movimentada como aquela. Porém, algo parecido com sibilar de cobras. Franzindo as sobrancelhas, a menina rapidamente segurou sua mochila e, com cuidado, começou a se levantar, tudo para não chamar a atenção de ninguém. Afinal, as chances de ter sido vista fugindo de uma cena de morte, suja de sangue, eram gigantescas e ela sequer conseguia imaginar as conclusões que a polícia da cidade faria a respeito. Ao perceber que as vozes se aproximavam pela direita, a menina se arrastou para ficar encoberta pelo tronco da árvore, enquanto tampava o nariz e a boca com a mão livre.

Assim que ela conseguiu distinguir o barulho dos gravetos no chão sendo amassados por pisadas, a loirinha, cautelosamente, espiou pela lateral do tronco para verificar o que estava acontecendo. Mas sequer conseguia crer no que seus olhos viam. Um casal de policiais conversava entre si a respeito de Sophia. — Os vizinhos disseram que uma criança morava no local. Mas nem mesmo rastro da menina foi visto. Precisamos encontra-la. — O homem dizia e a mulher apenas assentia. Entretanto, não era isso que mais assustava a espectadora daquela cena. A mulher possuía caudas monstruosas. Porém, após inspirar profundamente, um sorriso maquiavélico brotou nos lábios da criatura que encarou o mortal com calma, sibilando. — É bem provável que ela tenha se assustado e se escondido por aqui. Mas esteja com medo. Sabe, é melhor se eu procurar por esse lado e você vai para o outro lado da casa. — Concordando com um aceno rápido da cabeça, ele se afastou, enquanto ela observava de longe. Esse foi o tempo necessário para que a criança se lembrasse do que havia escutado no sonho. Então, torcendo para que fosse verdade, a menina abriu a bolsa que carregava consigo e, acima de todas suas coisas, encontrou uma pequena adaga. Aquilo lhe causou diversas perguntas dentro de sua cabeça, mas, antes que pudesse pensar em qualquer explicação plausível, ouviu a voz sibilada da mulher chamar por ela. — Vamos lá, criaturinha abominável... Eu ssssei que está aí em algum lugar... — Ela falava com uma voz que causava arrepios na espinha da menina que, por mais que não soubesse o que ela era, tinha uma forte sensação de que não seria um encontro amigável aquele.

Porém, visto a diferença de tamanho e força das duas, antes de se revelar, a menina precisava conhecer bem a criatura já que era provável que houvessem mais policiais naquela região buscando por ela. Ou seja, uma fuga imperceptível era algo improvável de se ter sucesso naquele momento e não tinha mais tempo para se esconder. Suas opções estavam limitadas no momento. Segurando o cabo da adaga com tanta força que os nós de seus dedos estavam esbranquiçados, a criança ouvia a mulher se aproximando. — Sssseu cheiro é... delicioso. Sssseu gosto deve ser ainda melhor. — Divagava com as presas à mostra em um sorriso cruel. Espiando pelas frestas dos galhos, então, a garotinha observava os possíveis pontos a serem evitados. Sem dúvidas, a cauda parecia forte o suficiente para derrubar um adulto e muito longa além de escorregadia. Entretanto, aquilo poderia ser usado ao seu favor. Quanto maior era um corpo, menor sua agilidade e Sophia esperava que a regra valesse nesse caso também. Com os olhos estáticos, a menina começava a bolar alguns planos para vencer a criatura no cansaço. O terreno estava úmido, o que significaria que poderia ficar mais escorregadio para desviar de forma bruta de golpes. E ela não parecia carregar nenhuma arma grande, o que significava que era bem pouco provável que conseguisse atingir a menina a uma distância considerável.

Os pensamentos davam rasantes na mente da criança que agora já tinha seu plano A: vencê-la no cansaço. Olhando em volta, a semideusa já criava suas primeiras rotas. O local era repleto de árvores, o que era uma vantagem para a prole de Atena. Pegando uma pedra do chão, então, a loirinha mirou em uma árvore e atirou, atraindo a atenção da criatura para a planta atrás de si. Isso revelaria sua posição? Claro, mas esse era o plano. Afinal, melhor se mostrar visível, mas com uma estratégia, do que ser pega de surpresa.

Assim que o projétil atingiu seu alvo, a mulher com feições exóticas virou seu rosto na direção do local e, dando um sorriso presunçoso, escorregou em alta velocidade para o local, parecendo frustrada ao não encontrar ninguém. Recolhendo com rapidez mais duas pedras do tamanho de seu punho, as guardou nos bolsos do casaco e preparou para fugir. — Ei! Estava me procurando? — Chamou a atenção da Dracanae, escolhendo sua expressão facial mais confiante. Então, o monstro a encarou com um brilho cruel em seu olhar, exibindo suas presas. — Vai ssssser como pedir comida em casa... — Dito isso, ela deslizou na direção da criança que, em boa parte do trajeto, permaneceu estática, estreitando os olhos cinzentos e murmurando para si mesma. — Espera... Espera... — Precisava ser precisa em seus movimentos para que a criatura não conseguisse desviar a tempo. E, assim que a posição da mesma estava no local ideal, correu para a árvore seguinte, deixando que a mais velha chocasse de rosto na árvore.

Com um grunhido enraivecido, a besta encarou a criança, colérica, realizando mais uma investida que foi habilmente desviada pela semideusa, causando uma tontura momentânea na criatura que, mais uma vez, recebeu um forte golpe na cabeça. Sabendo que aquela estratégia não funcionaria para sempre, a menina aproveitou o momento para cravar a lâmina de sua adaga no braço da mais velha, afastando-se em seguida. Precisava de mais uma estratégia, algo que não fosse previsível como seria se ela continuasse na mesma tática. Correndo para longe da criatura (que agora gemia de dor e parecia mais raivosa do que antes), Sophia engoliu a seco, avistando uma árvore com um galho maleável e relativamente baixo. Com a dracanae vindo no seu encalce, a menina deu algumas voltas ao redor do tronco e, quando percebeu que a mesma daria a volta contrária, segurou o galho. Puxando-o para si, soltou logo que avistou a face da besta, acertando-a em cheio e deixando-a desnorteada por alguns segundos. E, apenas para garantir que estaria em vantagem, recolheu do chão um pouco de terra, arremessando em seus olhos antes de fugir para longe, em busca do mapa que a ajudaria a chegar até sua nova casa.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Melinoe em Sab 07 Dez 2019, 16:24



Avaliação



Sophia Einstein

Uma história cativante do início ao fim, deixando o leitor curioso acerca do que virá a seguir. Gostei de como construiu a personalidade de sua personagem, tornando-a complexa e cheia de mistério em volta de si. Particularmente, me sinto incitada a ler seus próximos posts, pois você conseguiu ser bastante criativa. Encontrei apenas um erro — embora não seja grave —, que foi a falta de acentuação na palavra sanduíche. Além disso, peço para que comece novos parágrafos quando for iniciar um diálogo, mantendo o texto mais organizado.

Aprovada como filha de Atena.

Atualizado.



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Henry T. Park em Sex 27 Dez 2019, 21:42


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Ares, pois o que mais me fascina sobre os filhos desse deus é sua dualidade. São ótimos companheiros, tanto nas batalhas quanto apenas na amizade mesmo, mas isso apenas depois que se consegue confiança e intimidade. Quanto não tem esses pré-requisitos eles são violentos, brigões e cabeças-quentes, e seria divertido trabalhar com um personagem assim, além de combinar com a personalidade dele.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas;
Henry nunca foi alguém vaidoso ou minimamente atlético, mas milagrosamente, tem um belo rosto com um belo físico. Se você for ver, nenhuma de suas características faciais é um padrão de beleza americano — Seu nariz é grande demais, seus olhos são redondos e puxados devido a descendência coreana, o lábio inferior grosso e o de cima fino, mas ainda assim essas "imperfeições" em conjunto resultam num rosto belo e atraente. Seu corpo é atlético apesar dele não fazer muitos exercícios, com músculos não muito exagerados e uma cintura fina e bonita. Sempre será visto usando uma camisa bem maior que ele ou um moletom de cor escura em conjunto com uma calça skinny ou uma calça muito larga, dependendo do seu humor diário. Pinta constantemente o cabelo de um tom de rosa avermelhado, porque acha que combina consigo. você quase nunca o verá sem Kiara, sua border collie blue merle que está com Henry por praticamente toda a sua pequena vida de dois anos, e é uma das coisas que o garoto mais ama no mundo todinho.

Psicológicas;
A princípio, Henry pode parecer alguém frio, que não liga para ninguém e não está nem aí para nada. Não é verdade, no entanto. Henry gostaria que fosse. Talvez essa seja apenas uma forma de defesa, Henry passou por muita coisa. Mas uma coisa é certa, se você ganhar sua confiança e amizade,você verá o verdadeiro Henry. Um garoto doce e bom que fará de tudo para agradar aqueles que ama. Tem uma lealdade apreciável, pois se você faz algo para alguém próximo dele, você faz algo para ele. E ele não é de esquecer fácil. Um pouco bobo de mais, talvez, e  bastante impulsivo também, se deixando levar pelas emoções, mas nada que estrague sua vida social de forma bruta. Sempre sabe quando está errado e quando tem que pedir desculpas, pois tem uma bondade e um senso de justiça invejáveis. Isso tudo, é claro, se você conseguir passar pelo seu lado rancoroso e quebrar sua casca de remorso. Não que esse seja um trabalho realmente difícil, é só agir e falar do jeito certo que já tem seu carinho. Mas lembre-se, Henry tem um sexto-sentido para com as pessoas e é muito rancoroso, e se você entrar em sua lista negra, será muito difícil sair, e você com certeza não gostaria de ser odiado por Heimrich Theodore Park.

— História do Personagem:

Heimrich Theodore Park nasceu na tarde chuvosa de 13 de janeiro de 2002. Apesar de parecer sim um joelho, não há dúvidas de que esse foi o dia mais feliz da vida de sua mãe, Agnes Park. Henry teve uma infância feliz, morando num pequeno sítio com seus avós e sua mãe. Não sabia, na época, quem era seu pai, sua mãe sempre lhe falava que quando ele estivesse pronto, ele saberia. É claro que isso sempre lhe deixou com uma pulga atrás da orelha, e até tentou ir atrás de seu pai para saber quem ele era, mas nenhuma pesquisa deu resultados. Era quase como se ele não existisse.

Porém, sua paz durou até os seus dez anos, quando sua mãe se casou com Edward Coolen. Ele era estúpido, agressivo e imensamente babaca. Heimrich, ingênuo e inocente como uma criança na sua idade seria, acreditava no amor dele por Agnes, e achava que isso bastaria para fazer uma relação saudável, e não interferiu de forma alguma no casamento. Se arrependeria por isso depois.

Logo depois do casamento, Henry se mudou com a agora Agnes Park-Coolen e Edward para Long Island, onde sua mãe dizia que "seria mais seguro". Henry não entendia o que isso queria dizer, afinal, ela era uma policial, ela trazia a segurança para as pessoas. Mas tudo bem, ele era novo demais para entender de qualquer maneira.

Dois anos depois da mudança, Henry se apaixonou pela primeira vez. Charlie McDaniels era o nome dele. Ele nunca quis nada com Henry, apesar do garoto insistir muito. Ah, e é claro foi com ele que se descobriu gay também. Foi confuso no começo, mas com ajuda de sua mãe, conseguiu se conhecer e principalmente se aceitar. Ele nunca contou para seu padrasto, pois na época já estava mais ciente que seu caráter era péssimo do que antes, então não tomou esse risco. Nunca teve sorte na vida romântica, devo dizer. Todo casinho que tinha nunca ia para frente, pelos mais diversos motivos. Até completar seus quinze anos.

Essa fora sua época rebelde. Estava com mais raiva de Edward a cada dia que passava, e pela forma covarde na qual ele tratava sua mãe, então lutava contra ele das formas que podia, já que sua mãe sempre dizia: — Não combata-o, Teddy, não lute minhas batalhas. Não quero que você se machuque também. — E Henry sempre obedecia, mesmo quando sentia que deveria desobedece-la, ele não o fazia. Então, como não podia usar a força bruta que queria usar, ele fazia tudo que Coolen não queria que ele fizesse. — Rosa é cor de menina, Heimrich, não de garotos. Não faça isso. Não se transforme numa bichinha. — Disse ele, depois que Henry propôs pintar seu cabelo de rosa. Ele pintou, obviamente.

Seu próximo ato contra Edward seria adotar o cachorro que sua mãe sempre quis, mas Coolen nunca deixou. Para sua sorte, o vizinho da frente — Dennis Thompson, mais ou menos da sua idade — tinha um casal de border collies no qual a fêmea entrou no cio antes do previsto, e acabou emprenhando. Como eram muitos filhotes e o dono não conseguia mais vender e ficou desesperado, ele começou a doá-los. Henry foi o primeiro adotante. Dennis queria ter certeza que Henry seria um bom dono para a pequena filhote (que ele batizou de Moiras), e eles começaram uma amizade, que evolui — até rápido demais — para um namoro.  E é aqui que a vida de Henry vira de cabeça para baixo.

Era pra ser uma dia normal, Henry estava voltando da escola, e como sempre, passaria na casa de Dennis para dar um oi antes de voltar para casa. Quando chegou lá, esperava ver o Thompson o esperando nas escada da porta de casa como sempre, mas ele não estava ali. Achando estranhíssimo e com um pé atrás sabendo que Dennis não seria de sumir assim, entrou na casa. Não o achou na sala de estar nem na cozinha, então rumou para o quarto do garoto, onde o encontrou aos prantos.

— Dennis, o que aconteceu, cadê sua mãe, porque esta chorando?! — Falava rápido, tentando esconder o desespero e raiva na voz.

— Seu padrasto, Henry, ele... Ele... — Ah, Edward era o ponto fraco de Henry, só na simples menção dele Henry se empertigava e cerrava os punhos, desejando muito quebrar a cara linda e demoníaca dele.

— O que ele fez? — Falava baixo e contido, se controlando para não dar meia volta e confrontar Coolen de um jeito que ele se arrependeria até de ter nascido.

— Ele nos descobriu, antes, quando você tinha me dado um beijo de despedida. Ele me ameaçou, Heimrich! Disse que... Se eu não terminasse com você, ele iria me machucar, machucar minha mãe! — Ele não poderia estar falando sério, de jeito nenhum. Edward era podre, nojento e covarde, mas previsível não era um de seus "atributos". Se fosse para ameaçar, ele iria ser original.

— Fale a verdade Dennis, por favor. O que ele te disse? — Disse a última frase pausadamente, se contendo um pouco mais do que antes, porque a raiva também era maior.

Dennis pareceu pensar um pouco no que dizer, e suspirou antes de dizer:

— Ele disse que vai matar sua mãe, porque ela que te transformou nesse viado, nas palavras dele. —

Henry arregalou os olhos e correu em direção à sua casa, ignorando os gritos de Thompson pedindo para que ele ficasse. Conhecendo Dennis, ele não tinha acreditado verdadeiramente no que Edward tinha falado, apesar de ter parecido entender sim o tom da ameaça, tanto que pediu para romper o relacionamento. Mas Henry conhecia Edward bem até demais, e sabia que aquela não seria uma ameaça em vão.

Ou eu o mato, ou ele mata minha mãe. Ou eu o mato, ou ele mata minha mãe. Ou eu o mato, ou ele mata minha mãe. Ou eu o mato, ou ele...

Chegando em casa, a primeira coisa que viu foi Edward sentado bebendo como se sua vida dependesse disso. Achava que estava pronto para enfrentá-lo, para fazê-lo se arrepender de existir, mas quando ouviu sua risadinha presunçosa indicando que ele havia notado sua presença, tudo o que queria era o colo de sua mãe, porque ele não tinha coragem. E sua mãe iria morrer por causa disso.

— Depois de tudo que você fez, de toda a vergonha que você trouxe para esta família, você ainda tem coragem de mostrar sua cara aqui? —  E deu uma risada que fez arrepios percorrerem por todo o corpo de Theodore, uma risada que deixava transparecer toda sua malícia e crueldade.

— Eu não... Eu...

— Você é patético! — Disse se levantando e indo até Henry, que estava paralisado pelo medo. Nenhum dos dois esperava que seriam interrompidos por Agnes, que sabia do que se tratava, porque ela sabia de tudo. Ela sabia que o momento tinha chegado.

— Henry, vá para meu quarto, embaixo da minha cama tem uma carta, leia ela quando estiver seguro, depois pegue Moiras e tudo que for necessário e fuja. E nunca se esqueça, eu te amo. — Ela disse olhando para Edward que vinha a direção dela a passos lentos, enquanto que ela ficava apenas parada esperando por seu destino.

Henry queria ter ficado, ter enfrentado ele, mas não conseguiu. Não conseguiu controlar nem suas lágrimas, que escorriam gordas e rápidas por suas bochechas. Correndo em direção ao quarto de sua mãe, ele ouviu a última coisa que Edward proferiu antes de ser preso por homicídio doloso, segundo as notícias.

— Depois desse dia talvez ele aprenda o que é ser macho. — Henry desejou ter ficado com raiva, desejou ter dado meia volta, desejou ter impedido o que estava para acontecer, mas tudo o que fez foi chorar ainda mais indo em direção ao quarto de sua mãe.

Pegou em baixo da cama a tal carta que ela havia falado, que estava dentro de um envelope branco simples. Depois foi para o seu quarto que estava trancado, pegando Moiras e indo em direção a janela do quarto. Enquanto escutava os gritos da sua mãe e dos socos e provavelmente chutes que Edward desferia, ele pulou e correu. Correu muito, correu até as pernas cansarem, mas percebeu que quase não se distanciou de sua casa, pois ainda dava para ouvir as sirenes da polícia que provavelmente os vizinhos chamaram, devido aos gritos de Agnes.

Se encostou na parede de uma casa em construção, sentando e colocando Moiras, que não parava de lhe lamber tentando animar seu dono, no chão e se agarrando na carta, a última memória de sua mãe, e desatou a chorar. Chorar muito, soluçando e gritando, sem se importar com quem iria escutar. Depois do que se pareceram horas, o choro finalmente deu uma cessada, e ele desamparado e sozinho decidiu ler o bendito conteúdo do envelope.

"Oi, meu amor, meu querido Teddy Bear. Se você está lendo esta carta é porque meu destino se concluiu. Morrer pelo ódio de outro alguém. Eu só espero que este dia esteja bem, beeem distante, quando você já estiver com maturidade suficiente para entender. Mas temo isso não é possível, já que a cada dia mais Edward tem me dado medo, já não tenho mais tanta certeza em relação à sua prudência como eu tinha antes. Mas enfim, o intuito dessa carta não é falar sobre como eu morri, mas sim em como você vai viver. Indo direto ao ponto porque sinto que já enrolei demais: Seu pai é Ares, o deus da guerra, e você é um semideus. Isso mesmo que você leu, um semideus. Talvez você não acredite em mim agora, mas você precisa me obedecer. Preciso que você vá até Long Island Sound, que é perto daquela casinha de praia que a gente sempre alugava só para nós dois, Lá existe um acampamento onde vivem e treinam outros semideuses, como você. É fácil de achar o lugar se você tiver como ponto de referência aquela casinha, ok, querido? Leve também a pequena Moiras com você, para fazer companhia. E nunca, nunca se esqueça de mim, Heimrich Park"

Assolado e confuso, Henry mal conseguia pensar tamanha confusão em sua cabeça. Semideus? Acampamento? Tudo isso era muito confuso, mas... Que opções lhe restavam? Não tinha nenhum parente, Edward tinha sido preso (não que morar com ele fosse uma possibilidade, de qualquer modo). Então provavelmente seria levado para um orfanato onde viveria até atingir a maioridade... E essa não era uma opção, não podia ser. Então, o único lugar que lhe resta, é esse tal acampamento, que de acordo com que sua mãe falou não é muito longe de sua casa, mais ou menos uma hora a pé, mas realmente não se importava, e não iria se importar mais com muita coisa por muito tempo, de agora em diante.

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Henry T. Park
Henry T. Park
Filhos de AresAcampamento Meio-Sangue

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